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P e n s a m e n to

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Edição e diagramação: Tiago Lobo Contato: pensamento.org@gmail.com www.pensamento.org

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Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons - Atribuição-SemDerivações 4.0 Internacional.

P e n s a m e n to

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“Deus me livre da língua das lavadeiras (...) e das fake news também”. Carlos Wagner

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índice 8 10 12 22 23 28 32

Equipe Apoiadores Filtro 2018 Financiamento Código de princípios Metodologia de checagem Etiquetas Correções de erros

34 Resultados 35 64 65 66 67 68 70

Perfis dos candidatos Quantidade de frases checadas Distribuição geral por etiquetas Checagens por partidos Distribuição por corrente política Impacto direto do projeto Repercussão do projeto

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72 74

Audiência do projeto Repercussão no debate público

88

Parceiros

77 78 79 80 81

Padrinho Conteúdo Bumbá Produtora Truco ARI Jornal do Comércio

85

Sobre nós

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Equipe O

Foto: Tânia M

Filtro foi fundado por três jornalistas. Naira Hofmeister, Taís Seibt, e eu, Tiago Lobo. No entanto optei por me afastar das operações diárias de checagem antes do seu início por razões de saúde para que fosse possível mantermos o projeto íntegro com a contratação de outro profissional. Isso significa que eu não participei de nenhum processo de checagem fora do escopo pedagógico como no Filtro Lab da UFRGS e da 1ª Maratona de checagens, em parceria com a Agência Padrinho Conteúdo. E que abri mão de qualquer remuneração oriunda dos valores arrecadados via Catarse ou com outros financiadores. O jornalista escolhido para ficar no meu lugar foi o Bruno Moraes,.

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A jornalista Taís Seibt atualmente estuda a prática de fact-checking em sua pesquisa de doutorado em Comunicação e Informação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Tem mais de 10 anos de experiência em jornalismo multimídia, incluindo reportagem e edição no jornal Zero Hora e trabalhos como freelancer para veículos como BBC Brasil, O Estado de S. Paulo e Agência Pública.


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Foto: reprod

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Foto: Tân ia Me

A repórter Naira Hofmeister reforça a iniciativa. Jornalista freelancer desde 2006, trabalha para veículos do Brasil e do exterior e recebeu, em três oportunidades, o Prêmio ARI de Jornalismo, o mais tradicional do Rio Grande do Sul. Especializada em grandes reportagens, vem desenvolvendo nos últimos anos matérias investigativas financiadas por leitores, como é o caso do Dossiê Cais Mauá e do Dossiê Palcos Públicos, de Porto Alegre.

Formado pela PUCRS, o jornalista Bruno Moraes já atuou como repórter e editor nos sites G1 e GloboEsporte.com e no jornal Zero Hora, cobrindo diversos temas, como política, educação, economia e inovação, cotidiano, esportes, entretenimento, arquitetura e design. Também trabalha no ramo editorial, como revisor, capista e tradutor. Colabora com o Filtro nas eleições 2018.

Foto: Tân ia Me

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Criador da Pensamento.org, o jornalista Tiago Lobo completa o time de fundadores do Filtro. Com 11 anos de experiência em reportagem, edição e produção editorial multiplataforma, Lobo escreveu para jornais do Brasil e exterior, revistas e portais de notícias. Atua com foco na defesa dos Direitos Humanos, foi caça-talentos para jornalistas e edita a Revista Pensamento, que em novembro de 2017 teve seu projeto agraciado no 2º lugar da categoria “especial” do 34º Prêmio de Jornalismo e Direitos Humanos, promovido pela OAB-RS e Movimento de Justiça e Direitos Humanos do RS.

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Lista de apoiadores Filtro 2018 CATARSE.ME/FILTRO2018

Ana Cristina Basei Anelise Dias Angela Maria Rech Gil Batista da Silva Betina Seibt Bernardo Pereira Caco Marin Camila Garcia Kieling Camila Schafer Carlos Guilherme Diehl Ferreira Carlos Ramisch Cecília Nunes do Lago Oliveira Claiton Borges da Silva Daniel Sá Fortes Gullino de Faria Daniela Pin Menegazzo Davi Doneda Mittelstadt Desiree Luise Lopes Conceição Edelberto Behs Eduardo Seidl Fabio Anderlei Crestani 10 — O FILTRO do 1 Turno

Fernando Soares Gabriel Carletto Cousseau Gabriela Caesar Gisele Dotto Reginato Hernan Efron Isabel dos Santos Costa Karen Viscardi Lara Ely Leila Silveira dos Santos Leo Milano Leonel Aires Leticia Rodrigues Liane Weber de Abreu Lílian Stein Lucas Drecksler Luciano Alves Seade Luciene Barbiero Machado Luis Augusto Fischer Luis Otavio Ribeiro Luiz Denis Graça Soares


Marcela Duarte Marcelo Lucques Carniel Marcelo Träsel Marco Idiart Maria Seibt Maricélia Pinheiro Marli dos Santos Mario Rocha Maristela Oliveira Martina Fröhlich Mila Santos de Oliveira Moreno Cruz Osório Paulo Serpa Antunes Pedro Luiz da Silveira Osório Priscila dos Santos Pacheco Rafael Tourinho Raymundo Renata Ramisch Ricardo Rodrigues Rodrigo Navarro Lins de Aguiar Samir El Hawat

Sandra Anflor da Silva Sérgio Spagnuolo Silvia Franz Marcuzzo Tamires Ferreira Coêlho Thais Furtado Thays Mariana de Oliveira Lavor Thiago De Loreto Treichel Thiago Kern Copetti Vanessa Valiati Vicente Marques Vivian Augustin Eichler

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Financiamento O

foco inicial para financiarmos o Filtro foi contarmos com o apoio de cidadãos interessados em informação verificada sobre as declarações públicas dos candidatos ao governo do estado do Rio Grande do Sul. No dia 14/03/2018, nossa campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse foi lançada com o objetivo de arrecadar R$13.793,00 em uma campanha flexível com duração de 170 dias. Para decidir a meta e fechar o orçamento pesquisamos a média de financiamentos obtidos neste sistema por projetos de comunicação no RS. Os resultados não foram animadores. E pesava o fato de que a Pensamento.org não era uma (e continua não sendo) instituição conhecida e que o Filtro era um projeto que ainda não tinha nada para mostrar em termos de checagens. Precisávamos arrecadar dinheiro justamente para podermos realizá-las. Fechamos o orçamento em R$12.000 mais os 13% do Catarse. Dentro do cenário explicado acima, e da ausência da tradição de financiamento coletivo para projetos de mídia no RS, era o mínimo necessário para o projeto acontecer. O nosso “MVP”.

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Até o dia 16/04, quando fechamos o balanço do 1º mês da campanha, contávamos com 11 apoiadores que nos ajudaram a atingir 5% da meta (R$ 700,00). Com mais 137 dias pela frente – e 95% da meta para arrecadar intensificamos ações presenciais, pedindo apoios. Para isso desenvolvemos marcadores de livro com conteúdo sobre o método do Filtro e outro sobre como identificar fake news. Estes marcadores eram vendidos em toda oportunidade que encontrávamos e revertidos, integralmente, para o Catarse. No intuito de disseminar a prática do fact-checking e, com isso, melhorar nossas chances de financiamento, participamos de 15 ações entre palestras abertas em universidades e debates em centros culturais, fomos notícia ou concedemos entrevistas em 40 oportunidades para 27 veículos diferentes. E ministramos 2 maratonas de checagem para jornalistas e dois cursos de extensão em fact-checking em universidades, capacitando 50 checadores. Mas a 9 dias do fim da nossa campanha havíamos atingido apenas 37% da meta. Nossa arrecadação total foi de 41% do valor esperado, ou seja: R$ 5.709,00 dos quais descontados os 13% da taxa do Catarse, recebemos R$ 4.966,83.

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Catarse Filtro 2018

72

Apoiadores públicos

R$ 4.035 Arrecadados

10

Apoiadores anônimos

R$ 1.275 Arrecadados 14 — O FILTRO do 1 Turno


3

Eventos que resultaram em doações espontâneas de acadêmicos na

UNISINOS, FEEVALE e Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano

R$ 153

Arrecadados

R$ 246 Arrecadados

Em vendas de marcadores de página do Filtro e pedidos de apoios diretos entre amigos e colegas

Maratona de checagem realizada com apoio da Agência Padrinbo Conteúdo,

que cedeu seu espaço de trabalho gratuitamente para reunirmos 5 jornalistas e 2 alunos convidados

R$ 500

Arrecadados* *Valor já incluso na soma de apoiadores públicos

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Maratona de checagem realizada com apoio da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) que cedeu seu espaço de trabalho gratuitamente para reunirmos 7 jornalistas

R$ 450

Arrecadados*

*Valor já incluso na soma de apoiadores públicos

Curso de Fact-Checking ministrado no campus de Porto Alegre, pelas jornalistas do Filtro Taís Seibt e Naira Hofmeister, na Unisinos para 17 alunos. Obs: o valor foi depositado diretamente na conta do Filtro no dia 18/09/2018

R$ 1.000 Arrecadados 16 — O FILTRO do 1 Turno


41%

da meta arrecadada

Totalizando

R$ 5.709 - 13% taxa do

Catarse

Total arrecadado

R$ 4.966,83 + R$ 1.000 da UNISINOS

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F

omos convidados para integrar o Truco Eleições 2018, uma união de 31 jornalistas de 7 praças eleitorais para checar declarações de candidatos ao governo dos estados brasileiros, e presidenciáveis. O Filtro foi contratado para checar aqui no RS. Então passamos a checar frases para o Truco, que são republicadas no site da Pensamento. O Truco concedeu um aporte de R$20.000,00, pagos em duas parcelas nos dias 24/08 e 25/09/2018, para que o Filtro faça este trabalho durante todo o período eleitoral. Por isso fizemos uma alteração nas nossas etiquetas no dia 30/06 que já foi devidamente registrada no site da Pensamento e é explicada neste relatório. O termo firmado estabeleceu que a equipe do Filtro submeteria as checagens aos editores do Truco e que todo o conteúdo seria publicado primeiro no site do projeto para depois ser permitida a republicação pelos parceiros. Além disso havia um sistema de monitoramento de resultados que possibilitou quantificarmos, pelo menos neste primeiro turno, os impactos sociais gerados pelas checagens.

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A entrada de dois parceiros alteraram o rumo do orçamento original do projeto. Ele incluía aluguel de uma sala no centro de Porto Alegre para sediar nossa redação durante o 1º turno das eleições; verba de produção para custear transporte dos repórteres, internet e telefonia; remuneração de três jornalistas; impostos e a taxa de 13% do Catarse. Como pode ser conferido aqui. A agência Padrinho Conteúdo ofereceu dividir seu espaço de trabalho com a equipe do Filtro. Isso eliminou custos com aluguel de redação, internet e etc. A remuneração dos nossos jornalistas foi incrementada. totalizando R$2.333,33 por mês de trabalho (sem descontos que foram subtraídos da verba de custos operacionais) com uma jornada média de 6h diárias, de segunda a sexta, ficando, ainda, R$17,09 abaixo do piso salarial da categoria para a capital por 5h. * O piso do jornalismo noa capital do RS é de R$ 2.350,42, segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, para uma jornada de 5h diárias, podendo ser elevadas para 7h, de acordo com a Seção XI, Art. 303, da CLT.

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3

jornalistas contratados

R$ 21.000

para uma jornada de trabalho de 6h diárias de segunda a sexta

Onde foi o Dinheiro? investidos

22

vídeos contratados

R$ 2.200 investidos 20 — O FILTRO do 1 Turno

sendo 2 publicações por semana


11

boletins de rádio contratados sendo 1

publicação por semana

R$ 1.100 investidos

R$ 1.666,83

de custos operacionais Taxas bancárias, transporte, correios e etc.

Total investido

R$ 25.966,83 O FILTRO do 1 Turno — 21


Código de Princípios A Rede Internacional de Fact-Checking (IFCN, sigla em inglês para International Fact-Checking Network), do InstitutoPoynter, lançou em 15 de setembro de 2016 um código de princípios para nortear o trabalho de iniciativas de checagem. Este código foi desenvolvido durante a terceira conferência internacional de fact-checking, que ocorreu naquele ano em Buenos Aires, Argentina. Em 17 de janeiro de 2017, a IFCN introduziu um processo de candidadura e veto para veículos se tornarem signatários deste código. Este processo veio na esteira de um anúncio do Facebook que dizia que ser signatário era “condição mínima” para ser aceito como checador na rede social. Qualquer iniciativa de checagens pode “assinar”, no sentido de seguir este código, mas ser um signatário não-verificado não implica em qualquer tipo de apoio ou ligação com a IFCN ou qualquer um de seus membros. A verificação segue um método rigoroso que leva em conta, exclusivamente, o compromisso com cada um dos cinco itens do código internacional de princípios do fact-checking. Atualmente, existem 46 iniciativas pelo mundo que são signatárias verificadas da IFCN. O Filtro ainda não faz parte dessa lista. Confira o código na sequência.

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1 - Compromisso com o não-partidarismo e com a justiça Verificamos declarações utilizando o mesmo padrão para todos os checados. Não concentramos a nossa prática de verificação de fatos num ou noutro lado. Seguimos o mesmo processo para cada checagem e deixamos as evidências ditarem as nossas conclusões. Não tomamos partido sobre os assuntos que verificamos. 2- Compromisso com a transparência das fontes Queremos que os nossos leitores possam verificar as nossas conclusões por si próprios. Fornecemos informação sobre todas as fontes com detalhe suficiente para que os nossos leitores possam replicar o nosso trabalho, exceto em casos em que a segurança pessoal de uma fonte possa ficar comprometida. Nesses casos, fornecemos o maior número de detalhes possível. 3 - Compromisso com a transparência do financiamento

Somos transparentes em relação à fonte do nosso financiamento. Se aceitamos financiamento de outras organizações, garantimos que os financiadores não têm qualquer influência nas conclusões a que chegamos nas O FILTRO do 1 Turno — 23


nossas checagens. Detalhamos o perfil profissional de todas as figuras-chave da nossa organização, e explicamos a nossa estrutura organizacional e estatuto legal. Indicamos claramente aos leitores uma forma para que se comuniquem conosco. 4 - Compromisso com a transparência da metodologia

Explicamos a metodologia que usamos para selecionar, investigar, escrever, editar, publicar e corrigir as nossas checagens. Encorajamos os leitores a enviarem declarações para verificarmos e somos transparentes sobre por que e como investigamos. 5 - Compromisso com correções abertas e honestas Publicamos a nossa política de correções e a seguimos. Corrigimos de forma clara e transparente, em linha com a nossa política de correções, procurando ao máximo assegurar que os leitores tenham acesso à correção.

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Metodologia de

checagem

C

ada iniciativa define seu passo a passo, seguindo as diretrizes gerais da IFCN. Para o Filtro, tudo começa pela seleção das declarações a serem checadas. A definição da pauta, portanto, parte de discursos públicos, que podem ser entrevistas, pronunciamentos, posts de perfis oficiais em redes sociais, materiais de campanha eleitoral e outras fontes em que seja possível identificar o autor e pinçar frases que possam gerar dúvida ou controvérsia, influenciando o debate público. Então, o primeiro ponto a ser avaliado é quem está falando, sobre qual assunto e que ruído essa fala provoca no debate público, de acordo com o contexto de cada iniciativa. No caso do Filtro, interessa checar discursos que sejam de interesse social no Rio Grande do Sul.

Quem fala Sobre o quê? Qual o ruído?

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É importante ter em mente que nem tudo é checável segundo a metodologia do fact-checking. É possível verificar frases que tragam números, comparações, que falem sobre a legalidade de um fato ou dados históricos. Mas NÃO é possível checar uma opinião, tendências de futuro ou conceitos amplos. Feita esta seleção, os fact-checkers seguem alguns protocolos que envolvem o contato com o locutor da frase, para dar a ele oportunidade de apresentar suas fontes e contestar resultados de checagens, bem como acessar dados, estatísticas e documentos que permitam verificar a declaração. No caso do Filtro, descrevemos nossa metodologia em cinco passos: Contato com o locutor – o primeiro passo será entrar em contato com a pessoa que proferiu a declaração a ser verificada, diretamente ou por meio de assessoria de imprensa, para que ela possa informar que fontes fundamentaram sua declaração. Levantamento de referências – paralelamente, buscaremos juntar o que já foi publicado sobre o assunto na imprensa, em documentos oficiais, artigos acadêmicos e outras referências, a fim de identificar fontes confiáveis. Pesquisa em bancos de dados – a partir das pistas obtidas no levantamento inicial, buscaremos os dados necessários à verificação em arquivos públicos ou via lei de acesso à informação, se for o caso. 26 — O FILTRO do 1 Turno


Consulta a especialistas – consultaremos especialistas, quando necessário, para obter esclarecimentos sobre o assunto e ajudar na interpretação dos dados. Novo contato com o locutor – entraremos novamente em contato com o autor da declaração para informar nossa conclusão e possibilitar que ele se manifeste a respeito e tenha seu direito de resposta.

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Etiquetas Para conseguirmos categorizar a veracidade das informações checadas com precisão e transparência, contávamos com oito etiquetas no início das operações do Filtro, em março de 2018. Cada uma buscava compreender uma situação dentro da subjetividade do conceito da verdade. Não são, portanto, ferramentas que buscam atestar o compromisso com a verdade do autor das declarações, mas, sim, do conteúdo declarado. As etiquetas eram:

A declaração tem sustentação em fontes confiáveis.

A declaração está correta mas não explica o contexto.

A afirmação contradiz declarações anteriores do mesmo autor. 28 — O FILTRO do 1 Turno


A conclusão varia de acordo com a metodologia adotada.

A afirmação não usa dados corretos mas aponta uma tendência correta ou um conceito verdadeiro.

Os dados foram usados na afirmação para produzir uma falsa interpretação da realidade.

Não existem dados confiáveis – oficiais ou de outras fontes – que sustentem a afirmação.

A análise dos dados e de outras fontes mostra que a afirmação é falsa. O FILTRO do 1 Turno — 29


Primeiras Alterações

Em 30 de julho de 2018 o Filtro passou a integrar o projeto “Truco nos Estados”, realizando checagens para o Projeto Truco da Agência Pública de Jornalismo Investigativo. O Truco reduziu de oito para sete as etiquetas utilizadas, eliminando a “Contraditório” e substituindo “Distorcido” pela nova classificação “Subestimado”. Pelo fato do Filtro já trabalhar com as etiquetas do Projeto Truco e estar sob contrato com a Agência Pública, nossas etiquetas seguiram o mesmo caminho. A explicação de “Exagerado” também ficou mais clara. No entanto esse debate nunca termina, sendo possível atualizações ou mesmo novos modelos de classificação de informações checadas. Atualmente classificamos as frases da seguinte forma: A análise dos dados e de outras fontes mostra que a afirmação é verdadeira. Dados arredondados também são considerados verdadeiros. A afirmação traz informações ou dados corretos, mas falta contexto que é importante para a compreensão dos fatos.

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A conclusão sobre a frase varia de acordo com a metodologia adotada.

A frase traz dados inflados ou é uma afirmação superdimensionada sobre um fato ou uma tendência verdadeira.

A frase traz dados subdimensionados ou é uma afirmação minimizada sobre um fato ou uma tendência verdadeira. SUBESTIMADO

Não existem dados ou estudos confiáveis publicados que embasam a afirmação, no momento da checagem.

A análise dos dados e de outras fontes mostra que a afirmação é falsa, não corresponde à realidade.

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Correções de

S

erros

eguimos à risca nosso procedimento de verificação para evitar erros, mas entendemos que equívocos acontecem e não somos os donos da verdade. Por isso, mantemos nossa política de transparência fazendo as correções, quando necessário, de forma pública. Corrigimos a informação equivocada no texto original e colocamos, ao final da mesma publicação, uma nota de esclarecimento explicando o que erramos e por que erramos. A nota sempre vem acompanhada pela data e hora da publicação da correção. Em todas as nossas publicações consta o nome do jornalista autor da checagem, para que eventuais erros possam ser comunicados.

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Realizamos duas correções públicas: uma etiqueta foi revisada após manifestação do candidato Roberto Robaina (PSOL) e alteramos uma etiqueta do candidato Júlio Flores após revisão da equipe. Você pode conferir abaixo: Roberto Robaina Júlio Flores

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Resultados

34 — O FILTRO do 1 Turno


Perfis dos

Candidatos O

s dados a seguir sobre os candidatos ao Governo do Estado do RS compreendem um monitoramento parcial dos seus discursos e declarações públicas feito pelo Filtro dentro das suas possibilidades operacionais de 03/08 à 01/10/2018. Foram checadas frases extraídas de entrevistas, debates, perfis oficiais nas redes sociais e planos de governo. Esse recorte não representa toda a trajetória da campanha de cada candidato, apenas o que conseguimos checar. A etiqueta de uma checagem busca perseguir a verdade do conteúdo declarado com a finalidade de qualificar o debate público e não perseguir a credibilidade ou atacar reputações dos seus autores. Sendo assim não temos qualquer pretensão de que estes dados sejam vistos, ou utilizados, como uma ferramenta para inferir a honestidade deste ou daquele candidato. Além disso uma checagem não é uma sentença, podendo inclusive ser revista de forma transparente. Ela serve para indicar imprecisões e sugerir mais cuidado e atenção aos atores políticos na hora de se comunicarem com seus eleitores. O FILTRO do 1 Turno — 35


u Foto: reprod

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Eduardo Leite PSDB Ex-prefeito de Pelotas e atual presidente estadual do PSDB no Rio Grande do Sul, Eduardo Leite é bacharel em Direito e começou cedo na política. Em 2012, aos 27 anos, foi eleito o prefeito mais jovem da história de Pelotas, quarto maior colégio eleitoral do Rio Grande do Sul. Já tinha sido vereador na cidade (2009-2012) e foi também secretário municipal da Cidadania, em 2005. Disputou sua primeira eleição aos 19 anos, terminando na suplência da Câmara Municipal. Agora com 33 anos, Eduardo Leite se diz pronto para governar um Estado em crise financeira, sustentado pela aprovação de sua gestão como prefeito de Pelotas (2013-2017), que culminou na continuidade de seu projeto político na cidade, com a eleição em primeiro turno de sua sucessora, Paula Mascarenhas (PSDB). Leite também estudou Gestão Pública na Universidade de Columbia (EUA) e atualmente, cursa um mestrado em Gestão e Políticas Públicas na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

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Distribuição

por etiquetas Em números absolutos e relativos

5

5

4

9

declarações verificadas de fontes e utilizou 4 vezes o seu direito de resposta

2

3 2

respondeu a 8 solicitações

1

1

1

11,1%

11,1%

0

55,5%

22,2%

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“Pelotas teve a maior evolução do Ideb no RS, subiu 23% de 2013 para 2015, por conta de investimentos na educação.” “ [O estado do RS tem] pelo menos 50 municípios sem acesso asfáltico.” “O Rio Grande do Sul é o único estado do Brasil que gasta mais com aposentados do que com ativos.” “O delegado Ranolfo, quando foi chefe da Polícia Civil no estado, estruturando a Delegacia de Homicídios, ampliou de cerca de 20% de elucidação dos crimes de homicídio para 70% o número de elucidação de crimes [de homicídio].” “Se comparar [Pelotas] com as outras quatro cidades que têm segundo turno no RS, […] nenhum [prefeito] conseguiu eleger o se u sucessor.” ““Segundo dados da STN de 2017, 78% da despesa do orçamento do estado é com pessoal e encargos sociais.” “No Ideb de 2013 para 2015, a proporção de crianças que aprende o adequado em matemática no 5º ano na sua cidade [Canoas] aumentou apenas um ponto percentual.” 38 — O FILTRO do 1 Turno


“O porto do Rio Grande, por dificuldades na operação da dragagem do canal, vê navios deixando de carregar a produção porque não conseguem atracar.” “Para não perder R$ 110 milhões em investimentos que captamos com recursos do FGTS, tive que renegociar com o Banco do Estado do Rio Grande do Sul”.

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u Foto: reprod

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Jairo Jorge PDT Primeiro político a lançar a pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul para as eleições de 2018, Jairo Jorge (PDT) tem como principal argumento de campanha o desempenho de sua gestão como prefeito de Canoas, terceiro maior colégio eleitoral do RS. O candidato governou a cidade da Região Metropolitana por dois mandatos, entre 2009 e 2016, quando ainda era filiado ao PT. Ele deixou a sigla no final de 2016 depois de mais de 30 anos de militância nos quadros petistas. Antes disso, representou o partido em várias eleições: foi o candidato a prefeito de Canoas mais jovem na primeira eleição pós redemocratização, em 1985. Ainda pelo PT, se elegeu vereador com o maior número de votos na legislatura 1989-1992. Depois disso passou por cargos de confiança na prefeitura de Porto Alegre, na Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, nos ministérios da Justiça e da Educação – neste último chegou a ser ministro interino. Na iniciativa privada, foi pró-reitor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).

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Distribuição

por etiquetas Em números absolutos e relativos

12 6

declarações verificadas respondeu a todas solicitações de fontes, utilizou 10

6

vezes o seu direito de resposta e respondeu a uma checagem após sua publicação.

5 4 3 2 1

1

1

8,3%

8,3%

2 2

0

50%

16,6%

16,6%

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“O que eu posso deixar da minha gestão? Fui considerado como uma das prefeituras mais transparentes do RS pelo Ministério Público Federal e pela Controladoria-Geral da União. Nós estávamos entre as 70 cidades mais transparentes do Brasil”. “Mas, veja, eu deixo a arrecadação da minha cidade de 450 milhões para 1,7 bilhão. Eu mais que tripliquei o orçamento.” “O Banrisul em 2016 deu 600 milhões [de reais] de lucro, 1 bilhão [de reais] em 2017”. “O atual governo acabou com a Fepagro, os funcionários foram para dentro da Secretaria, são estatutários, o salário é menor, tiveram equiparação, eu pergunto, resolveu o problema? Não. Tá gastando mais do que gastava.” “[O efetivo da] Brigada Militar diminuiu 47% [em 2017 na comparação com 1991].” “Hoje, a dívida global do estado chega a 70 bilhões [de reais].” “Hoje uma licença ambiental aqui no estado [RS] leva em média 900 dias.” 42 — O FILTRO do 1 Turno


“Tripliquei a receita da minha cidade [Canoas] em oito anos.” “Em 2017, segundo relatórios da Brigada Militar, chegamos a 15.820 brigadianos. Em 31 de outubro de 2017, tínhamos exatamente esse número, que é o menor efetivo da história da Brigada desde 1976.” “Encerrei [meu mandato] em Canoas com 5, e vocês [Pelotas] com 4,8 [no Ideb]. Portanto, os indicadores da minha cidade são melhores do que os da tua”. “No estado do Rio Grande do Sul, ainda há 62 municípios sem acesso asfáltico”. “O Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com maior proporção de população de terceira idade”.

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Jose Ivo Sartori

MDB

Atual governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, 70 anos, começou a vida pública como líder estudantil. Em 1976, foi eleito vereador em Caxias do Sul pelo MDB, partido ao qual pertence até hoje. Em 1982, foi eleito deputado estadual, cargo para o qual se reelegeu cinco vezes consecutivas. Comandou a Secretaria Estadual do Trabalho e Bem-Estar Social, entre 1987 e 1988, quando Pedro Simon era o governador gaúcho. Natural de Farroupilha, Sartori chegou à prefeitura de Caxias do Sul em 2004, sendo reeleito em 2008. No primeiro mandato como governador de Sartori reduziu o défcit de R$ 25,5 bilhões para R$ 8 bilhões e teve a segurança como uma das principais prioridades. Sua promessa é reduzir os gastos do estado.

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Distribuição

por etiquetas Em números absolutos e relativos

9 6

6

Declarações verificadas respondeu a todas solicitações de fontes e sempre utilizou o seu direito de resposta.

5 4 3 2 1

1

1

1

11,1%

11,1%

11,1%

0

66,6%

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“Desde o início do nosso governo, investimos 36 milhões de reais para a compra de veículos visando a segurança. No final do ano passado, entregamos 118 viaturas novas. Elas foram enviadas às cidades com os maiores índices de criminalidade, portanto, região metropolitana, a serra e o litoral norte gaúcho.” “Há décadas o Estado gasta mais do que arrecada”. “Só nas licenças ambientais online, reduzimos de 900 dias para menos de 90 dias, de até 60 dias e, às vezes, até 40 dias”. “Hoje na folha de pagamento se sabe que superou 50% de inativos.” “[Chamamos] em torno de 700 reservistas do Exército que vão cumprir papel administrativo para ajudar no sistema integrado com os municípios no videomonitoramento.” “Nós chamamos todos os concursados da segurança pública em três anos de governo.” “Todos estão percebendo que a redução da criminalidade no RS aconteceu.” 46 — O FILTRO do 1 Turno


“Entramos com algumas ações judiciais, que nos permitiram baixar os juros da dívida, além de reduzir em R$ 22 bilhões o estoque da dívida lá em 2028.” “De 100 (egressos da Fase) que estavam sob abrigo da Justiça, 92 não retornavam ao crime porque tinham um trabalho.”

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Júlio Flores PSTU A eleição de 2018 será a 12ª disputada no Rio Grande do Sul por Julio Flores, do PSTU. Ele já tentou diversos cargos desde 1996, quando se candidatou a prefeito de Porto Alegre, fez tentativas para vereador, deputado estadual, senador e governador. Mas nunca se elegeu. Flores é professor de matemática e divide a vida docente entre uma escola municipal em Porto Alegre e outra do Estado. Milita desde o final dos anos 70, quando descobriu o movimento estudantil e se engajou no combate à ditadura. Completou sua formação política no Sindbancários, um dos mais atuantes sindicatos do Rio Grande do Sul, que frequentou durante o período em que trabalhou no extinto Banco Meridional. Fundador do PT no Rio Grande do Sul, deixou a sigla em 1992 e uniu-se aos quadros que, dois anos mais tarde, originariam o PSTU. Sua candidatura expressa a convicção do partido de que “eleições não resolvem o problema” e prega “um governo socialista dos trabalhadores, construído através de uma rebelião”

48 — O FILTRO do 1 Turno


Distribuição

por etiquetas Em números absolutos e relativos

4

4

11

2 1 0

36,3%

verificadas respondeu a uma solicitação de fontes e utilizou 3 vezes o seu direito de resposta.

2

3

Declarações

18,1%

3

1 9%

1 27,2%

9%

O FILTRO do 1 Turno — 49


“Queremos suspender a dívida com o governo federal, que consome 4 bilhões da receita do estado”. “[Queremos] acabar com as isenções fiscais das grandes empresas que impedem que 25 bilhões de reais entrem nos nossos cofres”. “O piso para os trabalhadores em educação, lamentavelmente, o ex-governador Tarso Genro foi quem concedeu, depois da mobilização pela conquista do piso. Ele assinou como ministro da Educação, mas aqui no estado não cumpriu”. “Como dizia o Darcy, né? Acho que o Darcy Ribeiro dizia isso, que a crise da educação não é uma crise, é um projeto.” “Quem produz alimento não é o latifúndio, é a pequena propriedade.” “Negros e mulheres, e ainda mais mulheres negras, têm salário inferior aos demais setores.” “[O equilíbrio do caixa] pode vir com [...] uns 15 bilhões de reais das isenções fiscais.”

50 — O FILTRO do 1 Turno


“O Brasil, segundo a OIT, ocupa a quarta posição entre os países com mais acidentes do trabalho com cerca de 718 mil casos”. “Com as isenções fiscais, nós temos aí uns R$ 15 bilhões que deixam de entrar pelos cofres públicos.” “Tem uma estimativa de que quem sustenta a comida na mesa do trabalhador nas cidades é a pequena propriedade”. “Hoje a gente sabe que há concentração de terra na mão de poucos latifundiários.”

O FILTRO do 1 Turno — 51


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Mateus Bandeira

NOVO

A eleição de 2018 será a primeira do Partido NOVO e de seu candidato ao governo do Estado do Rio Grande do Sul, Mateus Bandeira. A sigla aposta em quadros técnicos e de perfil liberal, como a de Bandeira, que foi servidor público da Fazenda Estadual durante governos de diferentes partidos, assumindo funções de confiança nos governos de Alceu Collares (PDT; 19911994), Antônio Britto (na época MDB; 1995-1998) e Yeda Crusius (PSDB; 2007-2010), quando chegou ao posto de Secretário da Fazenda. Bandeira também foi presidente do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A.) durante o governo Yeda e teve ainda uma passagem pela estatal de energia – a CEEE – na gestão de Olívio Dutra (PT; 1999-2003). Depois deixou o serviço público e migrou para a iniciativa privada, onde se mantém até hoje, como consultor de empresas.

52 — O FILTRO do 1 Turno


Distribuição

por etiquetas Em números absolutos e relativos

7 6 5 4 3 2 1 0

7

15

verificadas Respondeu 4 vezes, somente

após a publicação da checagem.

1 46,6%

Declarações

6,6%

3 20%

2 2 13,3%

13,3%

O FILTRO do 1 Turno — 53


“O estatuto do desarmamento começou a vigorar em 2003, sancionado pelo Lula (...)” “(...) e aplaudido pelo PSDB” “De lá pra cá a renda média real do trabalhador brasileiro aumentou cerca de um terço (...)” “(...) a taxa de crianças na escola atingiu 97% (...)” “Só o número de homicídios no Brasil cresceu mais de 20% (...)” “(...) e hoje supera uma inacreditável 61 mil mortes/ano.” “Desses assassinatos, apenas cerca de 5% são solucionados.” “[Os juros da dívida do estado com a União] equivalem a algo em torno de R$ 3,5 bilhões, R$ 4 bilhões [por ano]…” “Os únicos anos em que as contas do estado fecharam no azul foram os três anos em que estive à frente do Tesouro e do Planejamento” 54 — O FILTRO do 1 Turno


“…o que representa [algo em torno de R$ 3,5 bilhões, R$ 4 bilhões] duas folhas de pagamento” O Rio Grande do Sul nunca cresceu 5% ao ano, em média, num período de quatro anos”. “Hospitais com um número pequeno de leitos, abaixo de 30, não são autossustentáveis”. “É impossível recuperar o efetivo da Brigada Militar de uma vez só porque as academias de polícia tem limite para recrutar e treinar policiais, de 1100 por ano” “[Eduardo Leite] aumentou o IPTU” [em Pelotas]. “[Eduardo Leite] no último ano [de governo em Pelotas] criou a taxa do lixo”.

O FILTRO do 1 Turno — 55


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Miguel Rosseto PT Nascido em São Leopoldo e formado em Ciências Sociais, Miguel Soldatelli Rossetto, 58 anos, é um dos fundadores do PT, foi deputado federal pelo partido (1995-1998) e vice-governador do Rio Grande do Sul na gestão de Olívio Dutra (1999-2002). Como metalúrgico e petroquímico, também ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Com Lula e Dilma (PT) na presidência, ocupou diversos cargos. Foi ministro do Desenvolvimento Agrário (2003-2006 e depois em 2014), presidente da Petrobras Biocombustível (2009-2014) e ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (2015) e do Trabalho e Previdência Social (2015-2016). Colega de partido de Tarso Genro, antecessor do atual governador, José Ivo Sartori (PMDB), Rossetto entra na disputa com um discurso crítico em relação à administração das finanças do Estado.

56 — O FILTRO do 1 Turno


Distribuição

por etiquetas Em números absolutos e relativos

10

7

7

6

Declarações verificadas Respondeu 9 solicitações de fontes e utilizou 9 vezes seu direito de resposta

5 4 3

1

2 1 0

70%

10%

2 20%

O FILTRO do 1 Turno — 57


“Em 2016, pela primeira vez desde que foi criado, o salário mínimo regional foi reajustado abaixo da inflação.” “O governador Tarso Genro e a presidenta Dilma reduziram a dívida em R$ 22 bilhões quando substituíram [o indexador da dívida pública] IGP-DI mais juros de 6% ao ano pelo IPCA mais juros de 4% ao ano” “Estamos perdendo calado no porto do Rio Grande” “São 510 mil desempregados [no Rio Grande do Sul]…” “… e [os desempregados gaúchos são], na sua maioria jovens” “85% da juventude gaúcha está na rede pública de educação, municipal ou estadual” “No Rio Grande do Sul, quando pegamos três anos com três anos, que é um período de avaliação de um governo, acompanhamos um aumento de 80% de assaltos e roubos. Em Porto Alegre, na Região Metropolitana, um aumento de 100%. Acompanhamos 35% de aumento dos assassinatos.” “Hoje, 58 — O FILTRO do 1 Turno


50% dos apenados do Rio Grande do Sul não têm sentença definitiva.” “O Rio Grande do Sul é o segundo estado do Brasil em chacinas. Perdemos para o Rio de Janeiro.” “O acordo [de recuperação fiscal] é explícito. Ele proíbe a contratação de policiais e professores”.

O FILTRO do 1 Turno — 59


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Roberto Robaina PSOL Atualmente exercendo o cargo de vereador em Porto Alegre, Roberto Robaina, 50 anos, disputa a eleição ao governo do Rio Grande do Sul pela terceira vez em sua carreira política. Já havia concorrido em 2006, sendo o primeiro nome a representar o partido, então recém criado, no pleito estadual, e depois voltou disputar o cargo em 2014. Formado em História, tem mestrado e doutorado em Filosofia e é bancário de profissão. Participou da militância estudantil no Colégio Julio de Castilhos, popularmente conhecido como Julinho, e depois integrou a direção do Sindicato dos Bancários. Filiado ao PT durante muitos anos, deixou o partido no início dos anos 2000 para fundar o PSOL, do qual hoje é presidente em Porto Alegre. Robaina participa da direção nacional do partido desde sua fundação, em 2003, quando a sigla surgiu de uma dissidência do PT. É uma das principais lideranças locais da sigla, que apresenta o combate à corrupção como um dos temas mais frequentes em discursos de campanha.

60 — O FILTRO do 1 Turno


Distribuição

por etiquetas Em números absolutos e relativos

10

7

6

Declarações verificadas Respondeu 11 solicitações de fontes e utilizou 11 vezes seu direito de resposta

6 5 4 3 2 1

1

1

10%

10%

0

60%

2 20%

SUBESTIMADO

O FILTRO do 1 Turno — 61


“Tivemos nos últimos 7 anos, 4 mil assassinatos entre homicídios e latrocínios, desde 2011.” SUBESTIMADO

“Tem que se pagar em dia [o salário dos servidores], é obrigação básica constitucional”. “Quanto o Sartori aumentou o seu salário e o dos deputados? Eu acho que foi 50%”. “No país inteiro os bancos estaduais praticamente deixaram de existir”. “A Argentina, que está aqui do lado, cobra imposto para produto primário, e também é uma economia de exportação, também tem base na soja.” “[O setor agropecuário] é o setor que menos emprega na economia.” “[o setor agropecuário] é um dos que pagam os salários mais baixos.” “No mundo inteiro, os países tributam exportação. A Argentina tributa.”

62 — O FILTRO do 1 Turno


“Apenas 0,64% dos produtores rurais detêm 27,2% (mais de um quarto) da área agropecuária total no Estado”. “Há uma progressiva concentração de leitos hospitalares na Região Metropolitana”.

O FILTRO do 1 Turno — 63


quantidade de

realizadas*

*Considerando como “checagens” cada frase verificada e atribuída etiqueta.

e

4

7

2

e publicadas entre

80

checagens

03/08 e 01/10/2018

frases checadas

candidatos ao

governo do RS

pré-candidatos que saíram da disputa: Abigail Pereira (PCdoB) e Luís Carlos Heinze (pp).

Frentes

Filtro Lab, Painel Ari/ Filtro, Truco nos Estados de atuação 2018 e Filtro no JC

64 — O FILTRO do 1 Turno


Distribuição geral

por etiquetas Em números absolutos e relativos

50

43

3

Publicadas em

40 30 20

9 8 5

10 0

53,7%

6,2%

10%

11,2%

Veículos diferentes

Pensamento.org, Truco nos Estados e Jornal do Comércio

1 1,2%

8 6 7,5%

10%

SUBESTIMADO

O FILTRO do 1 Turno — 65


Checagens por partidos Algumas checagens são mais complexas e trabalhosas de serem realizadas do que outras e estes dados foram fechados no dia 01/10/2018. portanto não representam o todo do trabalho que a equipe do Filtro seguirá desenvolvendo.

15

15 12

12

9

9

11

10 10

9

6

3

3 MDB

3,7%

PT

11,2%

PSOL

12,5%

PSTU

12,5%

66 — O FILTRO do 1 Turno

PDT

13,7%

PSDB

15%

NOVO

11,2%

18,7%

0

PC

do

B

1 PP


Distribuição por corrente política Algumas checagens são mais complexas e trabalhosas de serem realizadas do que outras e estes dados foram fechados no dia 01/10/2018. portanto não representam o todo do trabalho que a equipe do Filtro seguirá desenvolvendo. Dos 7 partidos que disputam as eleições no RS, quatro autodeclaram-se como de esquerda, 2 como centro e apenas 1 como direita.

46

50

40

30

20

18

16

10

0

20% Dir

eit a

22,5% Cen

tr o

57,4% Esq

ue r O FILTRO doda1 Turno — 67


impacto direto do projeto

7 4 68 — O FILTRO do 1 Turno

Participações em sala de aula na Faculdade Monteiro Lobato, EPSM, FEEVALE, FADERGS, Assembleia legislativa e UFRGS

Palestras realizadas na UNISC, Faculdade São Francisco de Assis, Geração Dux, TRE-RS


4 4 50

convites para

Debates na

Unisinos, ARI, Baixa Cultura e Festival 3I

Oficinas de checagem na UFRGS, Padrinho ConteĂşdo, ARI e Unisinos

Checadores formados pelo

Sendo 36

estudantes e

14 jornalistas profissionais O FILTRO do 1 Turno — 69


Repercussão do projeto

40

Matérias na imprensa entre reportagens e entrevistas

27

Distribuídos em

70 — O FILTRO do 1 Turno

Veículos diferentes

4

de abrangência nacional


30 6 3 1

veículos online

programas de rádio

programas de TV

jornal impresso O FILTRO do 1 Turno — 71


Audiência do projeto www.pensamento.org

2.946

visitantes únicos entre

4/08 e 01/10

6.685 views

72 — O FILTRO do 1 Turno


4.855 pessoas atingidades via alcance orgânico de 04/08 a 01/10

Seguidores

1.102

1.118

197 visualizações com total de

86min

de 25/09

até 01/10 O FILTRO do 1 Turno — 73


Repercussão no debate público

A

pós a publicação das checagens a equipe do Filtro percebeu algumas repercussões do nosso conteúdo nos dados e declarações realizadas pelos candidatos. Não é possível atribuir essas mudanças apenas ao Filtro, mas acreditamos que, de algum modo, nosso trabalho para qualificar o debate público tem apresentado resultados. Abaixo segue uma lista de situações que compilamos. Roberto Robaina corrigiu dado sobre segurança no Painel ARI +Checagem original +Correção Eduardo Leite deu contexto em dado do STN no Painel ARI +Checagem original +Correção Sartori melhorou precisão em dado de contas públicas no azul no programa Esfera Pública +Checagem original +Correção (08:00 a 08:15) 74 — O FILTRO do 1 Turno


Robaina melhorou precisão em dado sobre aumento do governador no debate da Band +Checagem original +Correção Eduardo Leite melhorou precisão em dado sobre Ideb no debate da Band +Checagem original +Correção Sartori melhorou precisão sobre concursados da segurança +Checagem original +Correção Robaina compartilhou checagem em seu perfil pessoal +Link

Em setembro o Humanista, o ciberjonal de estudantes do curso de Jornalismo da UFRGS, passou a realizar checagens inspiradas no Filtro. As checagens do Humanista seguem o mesmo padrão do Filtro, que classifica as falas dos candidatos em Verdadeiro, Sem Contexto, Discutível, Exagerado, Subestimado, Impossível Provar e Falso. O FILTRO do 1 Turno — 75


Parceiros

76 — O FILTRO do 1 Turno


A Padrinho é uma agência de conteúdo de Porto Alegre que, desde o início se voluntariou para apoiar e “apadrinhar” o Filtro. Além de oferecerem seu espaço de trabalho para abrigar nossa 1ª Maratona de Checagens, a Padrinho ainda ajudou voluntariamente na divulgação do projeto, produziu e distribuiu para rádios do interior um especial sobre Fake News, receberam nossa equipe no seu escritório durante o trabalho de checagens e ainda são responsáveis pela gravação, edição e distribuição de 11 boletins de rádio com os resultados das principais checagens do Filtro a cada semana. Você pode conhecer mais sobre a agência aqui. E conferir o especial sobre Fake News e nossas checagens, em áudio, aqui.

O FILTRO do 1 Turno — 77


A Bumbá é uma produtora de vídeo que foi responsável por colocar nossas etiquetas em movimento nas telas de dispositivos móveis e computadores. Todos os vídeos sobre resultados de checagens e o que explica o nosso método são obras deles. Uma parceria que iniciou de forma voluntária, por iniciativa da Bumbá, que apresenta a maior parte dos nossos vídeos. Conheça mais sobre o trabalho da Bumbá aqui e confira tudo o que eles produziram para o Filtro no nosso canal do Youtube.

78 — O FILTRO do 1 Turno


O Truco é o projeto de fact-checking da Agência Pública e integra a International Fact-Checking Network (IFCN), rede organizada pelo Instituto Poynter, dos Estados Unidos, que reúne os principais sites de fact-checking do mundo. Após passar por uma auditoria independente concluída em 28 de março de 2017, tornou-se um dos signatários verificados do código de princípios da IFCN. O Truco verifica falas, correntes e informações em circulação na internet ou em redes sociais para saber se são verdadeiras ou não com objetivo de aprimorar o discurso público e a democracia, tornando políticos e personalidades públicas mais responsáveis por suas declarações. A preocupação permanente do Truco é analisar diferentes discursos e pontos de vista, sem qualquer distinção partidária ou ideológica. O Truco contratou a equipe do Filtro para realizar checagens durante todo o período eleitoral. Confira nossas checagens no projeto Truco nos Estados 2018 aqui.

O FILTRO do 1 Turno — 79


A Associação Riograndense de Imprensa – ARI – possui 80 anos de história e foi criada para unir a categoria em torno de seus interesses. Sediou nossa 2ª Maratona de Checagens e realizou uma sabatina com os candidatos ao governo do RS, o Painel ARI, onde o Filtro realizou checagens das principais declarações de cada político. Você pode conferir clicando aqui.

80 — O FILTRO do 1 Turno


O “JC” existe desde 1933 e é voltado para o setor econômico do Rio Grande do Sul. Fechou contrato de republicação com o projeto Truco nos Estados, da Agência Pública, por intermédio do Filtro, em troca de realizarmos checagens das entrevistas que eles tradicionalmente realizam com cada pré-candidato ao governo. Isso resultou em 7 publicações na edição on-line e impressa do jornal de checagens de entrevistas realizadas pelo JC, mais publicações semanais do Truco com um resumo das checagens realizadas pelo Filtro. Você pode conferir abaixo: Mateus Bandeira Roberto Robaina Jairo Jorge Miguel Rossetto José Ivo Sartori Eduardo Leite Júlio Flores

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P e n m e n to 82 —s aO FILTRO do 1 Turno


PENSAMENTO.ORG/FILTRO

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O

Filtro é uma iniciativa de checagens (fact-checking) da ONG Pensamento.org para verificação de fatos, dados e declarações públicas com foco no Rio Grande do Sul (RS). Nosso objetivo é desconstruir informações enganosas e buscar a verdade, pois acreditamos que ela realmente importa. Para isso, acompanhamos discursos, entrevistas, programas eleitorais e perfis públicos de políticos e figuras de relevância social no RS para verificar se o que eles dizem têm fundamento em dados e fatos comprováveis, seguindo o código de princípios da International Fact-checking Network. Todas as nossas checagens podem ser republicadas livremente por veículos de comunicação, blogues, leitores em suas redes sociais ou qualquer pessoa que queira disseminar nossa iniciativa. Por isso, todo o conteúdo da Pensamento.org é publicado sob licença Creative Commons BY ND. Isso significa que qualquer pessoa pode republicar, com finalidade comercial ou não, desde que o nosso trabalho seja distribuído inalterado e no seu todo, com crédito atribuído ao Filtro/Pensamento.org. O FILTRO do 1 Turno — 85


P

ensamento.org é uma organização brasileira, não governamental e sem fins lucrativos, que busca o fortalecimento da democracia e a defesa dos direitos humanos por meio do jornalismo. Publicamos reportagens no site pensamento.org, nas edições da Revista Pensamento — que você pode ler gratuitamente no nosso site —, mantemos o Filtro Fact-Checking, nosso braço de checagens, combatemos a censura contra jornalistas e editamos publicações educacionais e livros-reportagem. Missão: Contar histórias socialmente relevantes com independência editorial pela promoção e defesa dos Direitos Humanos e da Democracia. Visão: O jornalismo existe para o leitor e é por ele, e para ele, que nos pautamos. O verdadeiro papel do jornalismo é fazer pensar e acreditamos no seu poder transformador. Valores: Igualdade, verdade e integridade.

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Igualdade:

O objetivo da Pensamento é contar histórias socialmente relevantes sem distinções políticas, econômicas, religiosas, étnicas ou de gênero. Tratamos nossa equipe da mesma forma que tratamos nossos colaboradores, leitores, fontes de notícias, financiadores e figuras polêmicas. Com respeito e dignidade.

Integridade:

A confiança dos nosso leitores é a base do nosso trabalho e o que fornece sentido para que continuemos contando histórias que precisem ser contadas. Por isso, trabalhamos sob os mais altos valores éticos, em respeito e defesa à Declaração Universal dos Direitos Humanos, de forma transparente e íntegra conforme nossa declaração de princípios e nosso “Guia de valores para o jornalismo socialmente relevante”.

Verdade:

Jornalistas falam a verdade e contam histórias reais. Este é um valor fundamental da profissão. Mas nós erramos. Esta é uma verdade sobre o ser humano. Por isso, corrigiremos nossos erros assim que notarmos sua existência, sem esperar que alguém o solicite, de forma clara e honesta. Em espaço visível e de fácil acesso. Não vamos tolerar jornalistas que publiquem mentiras, plágios, ou manipulem informações de forma consciente ou imprudentemente distorçam imagens, áudios, vídeos ou proponham conteúdos que não atendam ao contrato social da profissão.

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VAMOS LONGE, POIS A VERDADE

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CENSURA NÃO É SOBRE UM VEÍCULO OU JORNALISTA, É SOBRE TODOS NÓS.

Acesse nosso site e denuncie casos de censura contra jornalistas

P e n s a m e n to

WWW.PENSAMENTO.ORG

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O LABORATÓRIO DO FILTRO

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Filtro do 1º Turno é um relatório sobre nossas operações, financiamento e checagens. Aqui você encontra como checamos e quais os resultados sobre os 7 candidatos ao governo do RS.

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E vamos fundo pois a verdade importa!

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O Filtro do 1 turno  

Este relatório apresenta dados sobre as checagens realizadas durante o 1 turno da corrida eleitoral ao governo do RS pelo Filtro Fact-check...

O Filtro do 1 turno  

Este relatório apresenta dados sobre as checagens realizadas durante o 1 turno da corrida eleitoral ao governo do RS pelo Filtro Fact-check...

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