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ano06. #18 » jan.fev.mar|2018

REVISTA TRIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

SÃO JOÃO DEL REI Única cidade do País a produzir peças artesanais de estanho

ESPECIAL MULHERES Mulheres que conquistaram o seu espaço na vida profissional

Mercado imobiliário em Lavras Imobiliária Futura, há 10 anos acompanhando o progresso da cidade


ano06.#18 » jan.fev.mar/2018

| EDITORIAL

ano06. #18 » jan.fev.mar|2018

REVISTA TRIMESTRAL - DISTRIBUIÇÃO CONTROLADA

SÃO JOÃO DEL REI Única cidade do País a produzir peças artesanais de estanho

ESPECIAL MULHERES Mulheres que conquistaram o seu espaço na vida profissional

Mercado imobiliário em Lavras Foto: Gil Botelho Films

Imobiliária Futura, há 10 anos acompanhando o progresso da cidade

Nossa Capa Imobiliária Futura Cidade: Lavras/MG Foto: Daniel Rocha

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NOVOS PROJETOS

E

stamos constantemente em busca de novidades para os nossos leitores. Assim, a partir desta edição, realizaremos infográficos com curiosidades e informações sobre a Copa do Mundo. Teremos também um novo colunista, José Silvério, locutor esportivo da Rádio Bandeirantes. Ainda sobre novos projetos, a partir desta edição, você também poderá apreciar um pouco das paisagens da nossa região por uma perspectiva diferente, uma visão de cima, com diversas fotografias realizadas por Gil Botelho. É válido ressaltar que o nosso objetivo é de sempre levar conteúdo aos nossos leitores. Sendo assim, por meio desta edição, acompanhe todo o avanço de Lavras com relação ao mercado imobiliário, que move a economia da nossa cidade. Falando em investimento, veja ainda todos os detalhes do Parque Científico e Tecnológico, Lavrastec, um dos futuros motores no progresso da nossa região. Também não podemos esquecer que o mês de março é dedicado às mulheres. Por isso, selecionamos algumas empreendedoras de Lavras que se fortalecem cada vez mais em suas profissões. No mesmo sentido, buscamos para esta edição contar um pouco da história de Vanda Amâncio Bezerra (Dona Vandinha), grande personalidade de Lavras. E... muito mais... Édison Marques Júnior Diretor da Revista Ipê

PROJETO EDITORIAL Édison Marques Júnior DESIGN E PROJETO GRÁFICO Édison Marques Júnior JORNALISTA RESPONSÁVEL Camila Caetano JURÍDICO Édison Marques FOTÓGRAFOS Daniel Rocha Fotografias José Henrique (Cia da Foto) REVISÃO Pauline Freire Pimenta REDAÇÃO Ana Carolina Siqueira Abe-Sáber Boris Feldman Camila Caetano Ennemont Theyson Morel Flávia Ferreira Diego Nascimento COMERCIAL Édison Marques Júnior Contato: (35) 99143.4125 contato@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br EDIÇÕES AVULSAS E ESPECIAIS contato@revistaipe.com.br Edição nº 18. Distribuição controlada Impressão: Editora Rona Tiragem: 4.000 exemplares

SIGA A REVISTA IPÊ @REVISTAIPÊ Artigos assinados são de responsabilidade dos respectivos autores. Autoriza-se a reprodução, desde que citada a fonte.

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Jan.Fev.Mar/2018 SUMÁRIO CAPA O mercado imobiliário ganhou força no interior de Minas, devido ao crescimento demográfico e progresso das instituições de ensino. Acompanhe todo esse avanço em Lavras e o sucesso da Imobiliária Futura.

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SÃO JOÃO DEL REI Conheça as tradicionais peças de estanho fabricadas artesanalmente em São João del Rei, única cidade do Brasil a realizar esse ofício.

INFOGRÁFICO Já em clima de Copa, a Revista Ipê não poderia ficar de fora. Veja nosso infográfico com diversas curiosidades sobre esse grande espetáculo.

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68 SEÇÕES

PERFIL

INVESTIMENTO

Encante-se com a história de Vanda Amâncio Bezerra, carinhosamente conhecida por Dona Vandinha, grande personalidade de Lavras.

42

A Plêiade Energia Solar oferece soluções completas para você produzir sua própria energia elétrica e economizar em até 95% na sua conta de luz.

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INOVAÇÃO Veja todos os detalhes do Parque Científico e Tecnológico, Lavrastec, um dos futuros motores no progresso da cidade.

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CASACOR 2018

18

DESIGN

24

GESTÃO

31

SAPATOS

34

COACHING

38

PSICOLOGIA

40

ESPECIAL MULHERES

48

ESPORTE

66

COMPORTAMENTO

74

FOTOGRAFIA

80

IMTERNACIONALIZAÇÃO

86

GASTRONOMIA

94

TURISMO

100

REVISTA IPÊ


| CARTAS

EDIÇÃO 17

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Envie comentários, sugestões e opiniões para serem publicados nesta seção Revista Ipê contato@revistaipe.com.br www.revistaipe.com.br

Queremos parabenizar a Revista Ipê e todos os seus colaboradores pelas excelentes matérias apresentadas em cada edição. A preocupação com o conteúdo, apresentando as riquezas, as empresas e as pessoas que fazem a diferença na nossa região, além dos eventos e dicas de saúde, beleza, artesanato, manutenção de automóveis, turismo, música, culinária, construções e acabamentos e muitos outros. A preocupação com os detalhes em cada página, da qualidade das fotos, das entrevistas com assuntos realmente relevantes e importantes para o conhecimento dos leitores. Desejamos que a Revista Ipê cresça e alcance sucessos cada vez maiores!

Dênio Siqueira Lima DSL Construções e Fundações

A revista Ipê tornou-se uma referência na comunicação à sociedade Lavrense, trazendo informações de profissionais, empresas, serviços e trabalhos desenvolvidos na cidade. Além disso, as matérias apresentam-se de forma clara, organizada, diversificada e em um contexto atual com qualidade, atendendo a diferentes públicos. As matérias que tenho maior interesse são as relacionadas com materiais, inovações, arquitetura e design. Parabéns pela dedicação de toda a equipe da revista.

Sheila Bravo

Arquiteta Urbanista

REVISTA IPÊ

Fiquei surpreso com a qualidade da revista IPÊ. O trabalho gráfico belíssimo e a diagramação impecável realmente cativam o leitor. A diversidade de assuntos e principalmente o caráter local de muitas matérias a torna bastante interessante. Fico feliz de ter uma mídia dessas aqui em Minas Gerais.

Daniel Gontijo

Designer de Produto e Cuteleiro

Parabéns à Revista Ipê por ser um excelente veículo de comunicação, que informa e entrete simultaneamente. Podemos comprovar pela ampla variedade de temas bem elaborados e organizados. Em função disso gostaria de deixar o meu agradecimento, pois utilizei alguns exemplares para trabalhar, em sala de aula, os textos publicados.

Fabiana Silva Pereira

Professora de Língua Portuguesa da Escola Estadual de Macuco de Minas - Itumirim

Acompanho o trabalho da revista desde as primeiras edições. Sempre trazendo matérias com conteúdo diversificado e interessante, um trabalho gráfico de extrema qualidade que atualmente se consolida no mercado representando nossa cidade para seus leitores. Participar da capa da última edição foi uma ótima experiência. Agradeço a competência e à visão da equipe que fizeram a diagramação impecável da matéria sobre a casa que projetamos e consideramos um grande refúgio na cidade. As fotos não poderiam ser melhores e traduziram com primor os encantos dessa casa incrível. Tivemos um retorno muito maior que imaginamos e espero contar com a parceria da Revista Ipê para publicar novas matérias, com conteúdo envolvente e surpreendente para o leitor.

Juliana Melo Arquiteta

Conheci a Revista Ipê por uma colega de trabalho e me encantei. Não só pela qualidade das matérias, que valorizam o melhor do município e da região, mas também pelo cuidado da fotografia e diagramação que alinhadas ao conteúdo, tornam a experiência de leitura muito mais prazerosa. Parabéns!

Mayara Toyama

Administradora pública e fotógrafa


| COLABORADORES

Raízes Pivotantes Auto Papo

Estratégia e Vendas

90

99

88

Ennemont Theyson Morel

Boris Feldman

Antônio Claret Sales

EMPRESÁRIO, CONSULTOR E COACH

JORNALISTA E ENGENHEIRO

CACHAÇOLOGO

Formado em Comunicação Social, com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Marketing, mais MBA em Gestão Estratégica de Negócios e mestrado em Gestão Empresarial e Auditoria. Fundador da Amplliare: Coaching, Consultoria e Treinamentos sob medida. Membro da Sociedade Brasileira de Coaching, possui ainda quatro certificações internacionais. Atualmente é professor de Negociação e Gestão de Vendas na pós Graduação FAE/ Ipecont – Itajubá e diretor na FRVendas, maior franqueadora em solução de vendas do Brasil.

Formado em Engenharia e com pós-graduação em Comunicação. Editor e colunista em cadernos de automóveis de diversos jornais. Produz o programa Auto Papo e integra 38 rádios. Criou e apresentou o programa Vrum. Foi piloto de competições em rallys e corridas e vice-presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo. É diretor do Veteran Car Club de Minas Gerais. Produz o Blog do Boris no portal R7. Jurado do concurso “International Engine of the Year” e do “Carro do Ano” da revista AutoEsporte.

Engenheiro Mecânico formado pela Universidade Federal de São João Del Rei (1980), Pós-graduado em Tecnologia da Cachaça pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) em 2005, trabalhou como gerente geral da Microdestilaria de Álcool da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (FAEPE) no período de 1983 a 1992. Em 1993, fundou a Cachaça Bocaina, na cidade de Lavras, empresa que completa em 2018 seus 25 anos de sucesso e reconhecimento em todo país. É consultor no agronegócio Cachaça, atuando em todo território nacional através de projetos industriais, consultorias, palestras, congressos e elaboração de arranjos produtivos da cachaça, pelo SEBRAE, IBCA (Instituto Brasileiro de Cachaça de Alambique) e no âmbito particular.

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Beleza

Cinema

Vista Aérea

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Prazer Nacional

Os colunistas da Revista são como as raízes pivotantes dos ipês, imprescindíveis para o florescimento da nossa estrutura. Nutrem os leitores com conteúdos e informações de qualidade, constroem pontes e estabelecem novas conexões, permitindo a disseminação de mentes férteis e brilhantes.

72

32

Gil Botelho

Diego Nascimento

Flávia Ferreira

Videomaker

Jornalista

MAQUIADORA

Proprietário da empresa Gil Botelho Films Videomaker há cerca de 19 anos.

Graduado em Comunicação Social: Jornalismo, pós-graduado em Comunicação Empresarial Marketing e Gestão de Empresas. Atua como gerente de Relações Institucionais do Instituto Presbiteriano Gammon. É também palestrante, intérprete Inglês/Português e consultor. Foi professor universitário da Fagammon e Universidade Federal de Lavras (UFLA). Atuou na Comunicação, Coordenação e Gerência da Educação a Distância (EaD) UFLA de 2001 a 2010. Seus textos são publicados em variados meios de comunicação, com leitores em diversos países.

Flávia Ferreira é maquiadora visagista, com ênfase em maquiagem social. Com formação nas grandes escolas de maquiagem e por grandes maquiadores, trabalha no seu Studio em Lavras com maquiagens airbrush e convencional. Ministra cursos profissionalizantes no Senac Lavras e no seu Studio. Também ajuda as mulheres a realçarem a sua beleza através dos cursos de automaquiagem.

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| INVESTIMENTO

Energia solar fotovoltaica Garantia de economia e sustentabilidade

Foto: Gil Botelho Films

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Por Plêiade Energia

Sistema fotovoltaico instalado na Lavanderia Vitoria (Lavras MG)

A

Plêiade Energia Solar, empresa lavrense que atua no ramo de geração de energia solar fotovoltaica, oferece soluções completas para você produzir sua própria energia elétrica, permitindo, assim, a redução da sua conta de luz em até 95%. Além dessa economia, possibilita um conjunto de vantagens sustentáveis, como a redução da emissão de CO2. A confiabilidade e garantia dos equipamentos também merecem destaque. O custo de manutenção é praREVISTA IPÊ

ticamente zero e a garantia de geração dos módulos fotovoltaicos ultrapassa os 25 anos. Além disso, o tempo de retorno financeiro do sistema fotovoltaico varia de 4 a 6 anos, tornando-o um investimento melhor que outras opções de renda fixa, como a poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) ou Agrícola (LCA). Há diversas linhas de financiamento para a compra dos equipamentos fotovoltaicos. E o investimento na geração própria de energia é lucrativo,

principalmente para indústrias, hotéis, supermercados, padarias, açougues, sorveterias e outros estabelecimentos que consomem muita energia e têm equipamentos elétricos que ficam ligados o tempo todo. As vantagens são evidentes. “Confiar no Sol é bom para o seu bolso e para o planeta”, ressalta Rodrigo Marquês, representante da Plêiade Energia Solar. De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Minas Gerais é


Vaclav Volrab/ Shutterstock Cherezoff/ Shutterstock

o estado com maior número desses equipamentos, com um total de 3.540 sistemas. Em Minas, a Plêiade Energia Solar, por exemplo, possui instalações em Lavras, Caputira e Machado. Atua ainda nas cidades de Barra Mansa, Volta Redonda e Paracambi, no estado do Rio de Janeiro. No total, a empresa já possui 150 kWp de usinas fotovoltaicas instaladas. Para se ter uma ideia, esse potencial seria suficiente para atender aproximadamente 150 residências com um consumo médio de 130 kwh/ mês, destaca Rodrigo. Em Lavras, quem está na expectativa por essa nova alternativa é o empresário Farley Asmar Pereira, que, em parceria com a Plêiade Energia Solar, instalará uma usina de geração fotovoltaica de 75 kWp, que já está em fase final. O empreendimento foi financiado pelo Proger Urbano Empresarial e atenderá a demanda energética da Lavanderia Vitória e Vitória Decorações. A previsão é que a usina já comece a gerar economia em maio, mês em que entrará em operação.

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GERAÇÃO DISTRIBUÍDA: Novos cenários para a produção de energia fotovoltaica Por meio de uma resolução Normativa nº 687/2015, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que revisou a Resolução nº 482/2012, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis e fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Essas inovações aliam economia financeira, consciência socioambiental e autossustentabilidade. Um exemplo da geração distribuída é a microgeração por fonte solar fotovoltaica: durante o dia, a “sobra” da energia gerada pela central é passada para a rede; à noite, a rede devolve a energia para a unidade consumidora e supre necessidades adicionais. Portanto, a rede funciona como uma bateria, armazenando o excedente até o momento em que a unidade consumidora necessite de energia proveniente da distribuidora. Assim, quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos de energia, que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos

meses seguintes. O prazo de validade dos créditos é de 60 meses, sendo que eles podem também ser usados para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular (pessoa física ou jurídica) situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora. Esse tipo de utilização dos créditos é denominado “autoconsumo remoto”. Outra inovação da norma diz respeito à possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras). Nessa configuração, a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores. A Aneel criou ainda a figura da “geração compartilhada”, possibilitando que diversos interessados se unam em um consórcio ou em uma

cooperativa, instalem uma micro ou minigeração distribuída e utilizem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados. Fonte: Aneel

Contato: (35) 98414-6877 e (35) 98818-3919 pleiadeenergia@gmail.com /pleiadeenergia @pleiadeenergia www

pleiadeenergia.com.br

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| INVESTIMENTO

Como funciona uma usina fotovoltaica?

Estrutura dos Painéis Fotovoltaicos Moldura Vidro especial Encapsulante (EVA) Células Fotovoltaicas Backsheet

Entenda o funcionamento do sistema instalado pela Plêiade Energia na Lavanderia Vitória.

Encapsulante (EVA) Caixa de junção

CAPTAÇÃO

1

A usina fotovoltaica da Lavanderia Vitória começa a funcionar logo pela manhã. Os painéis fotovoltaicos convertem a energia solar em energia elétrica, de acordo com a intensidade da luz.

2

GERAÇÃO

O sistema conta com três inversores que convertem a corrente contínua para corrente alternada. Assim, você pode utilizá-la normalmente em suas tomadas.

Painéis Fotovoltaicos

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Inversores

Relógio bidirecional

3 CRÉDITOS

225

A energia gerada será utilizada no estabelecimento e o excedente é disponibilizado na rede, gerando créditos para os momentos em que o consumo superar a produção, ou podem ser transferidos para outro estabelecimento que esteja vinculado ao mesmo CPF/CNPJ.

Produção média de

8.600 kW/h

de energia por mês

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=

Painéis fotovoltaicos

CO2

Redução de emissão de gases de efeito estufa

Economia gerada É suficiente para o abastecimento de cerca de

72 residências

Economia de mais de

R$ 6.000,00*

mensais na conta de energia.

Sustentabilidade

Energia limpa e renovável. Valorização da marca como consumidor eco-friendly (“amiga do meio ambiente”)


S.O.S

Reformas & Construçþes


| CASACOR 2018

CASACOR anuncia o tema de 2018 Por A Dupla Informação Fotos: Jomar Bragança

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Depois de abrigar uma das edições mais badaladas dos últimos anos, a CASACOR Minas se prepara para mais um ano de muitas novidades. O tema desta edição foi pensado para apresentar uma casa que dialoga bastante com a contemporaneidade, trazendo ainda mais vida para dentro dos espaços.

C

ASA VIVA será o tema que norteará todas as edições que ocorrerão nos estados brasileiros ao longo de 2018. A temática escolhida traz o ser humano para mais perto da natureza, onde ele encontra no seu lar um refúgio e o celebrar com amigos, familiares e pets. “É a casa que pulsa, é o espaço camaleônico adaptável às novas formas de desfrutar o convívio”, explica Livia Pedreira, superintendente geral da CASACOR em todo o País. REVISTA IPÊ

Na verdade, o tema escolhido para este ano complementa o tema de 2017: Foco no essencial. Outro aspecto fundamental da casa viva é a sua estreita relação com a natureza, que certamente marcará presença em inúmeros ambientes. Das pequenas plantas até os grandes jardins, o verde se mostrou um elemento fundamental nas casas das pessoas e é natural que essa relação se estenda às mostras do setor. Além de explorar essa relação com as plantas, esta edição também

contará com ambientes voltados para destacar o bem-estar dos moradores, “O tema deste ano é exatamente o que os clientes tem procurado no meu escritório: espaços multifuncionais que possam ser utilizados o máximo possível, sempre vivos.”, destaca o arquiteto Felipe Soares, um dos nomes confirmados para a edição. Mas, além do tema proposto para 2018, a 24ª CASACOR Minas continua investindo na preservação do patrimônio histórico por meio da ocupa-


A versão original da clínica assinada pela arquiteta Viviane Lima foi reproduzida dentro da mostra

Além de inspirar, a CASACOR Minas também é um espaço privilegiado para os negócios. A mostra coleciona diversas parcerias e ações comerciais de sucesso ao longo dos anos. Seguindo a proposta de apresentar em primeira mão diversos lançamentos do setor de arquitetura, design de interiores e paisagismo, muitas marcas fazem questão de participar da CASACOR para lançar novos produtos no mercado. E a resposta do público é imediata. A Clínica dermatólogica Kédima Nassif, recém-inaugurada na época, investiu na montagem de uma reprodução da clínica original dentro da maior mostra de arquitetura e decoração do estado. O projeto para a CASACOR Minas foi elaborado por Viviane Lima, que também assina a sede da clínica, localizada no bairro Estoril. O espaço foi pensado para apresentar o conceito da clínica e também para abrigar pequenos tratamentos, análises e procedimentos estéticos e capilares.

Depois do sucesso alcançado com a última edição, qual(is) o(s) principa(is) desafio(s) desta próxima CASACOR Minas? A CASACOR contribui diretamente para o fomento do mercado mineiro. Estamos caminhando para a nossa 24ª edição e, hoje, mais de 70% dos produtos expostos na mostra são produzidos em Minas, diferentemente do que acontecia há 24 anos quando tudo era trazido de fora. Acredito que o nosso principal desafio continua a ser o fortalecimento do mercado e na questão de fazer uma mostra cada vez mais relevante e interessante em termos de conteúdo e interação com a cidade e o público, principalmente o de arquitetura, design e decoração, mas trazendo novidades, conteúdos relevantes sobre temas atuais, permitindo reflexões sobre o nosso tempo. Em função da temática adotada para esta edição, podemos esperar um crescimento dos espaços/ambientes funcionais neste ano? CASA VIVA é o nosso tema do ano e queremos tornar o evento cada vez mais dinâmico, mais experimental, aguçando todos os sentidos nas inúmeras experiências que oferecemos ao público da CASACOR Minas. Atualmente, o que chama mais atenção das pessoas que frequentam a mostra é a experiência dentro do evento. A partir disso, buscamos transformar os ambientes em espaços mais funcionais, permitindo que o usuário tenha cada vez mais oportunidade de experimentá-los e usufruir deles como se estivessem dentro da própria casa. Isso vai desde a criação de uma cozinha bem decorada e equipada, mas também pode ser complementado por exemplo com a presença de um chef cozinhando uma comida saborosa que possa ser degustada ao final da preparação. Outro ponto alto são os ambientes que oferecem conteúdos como, por exemplo, um espaço de auditório onde as pessoas possam parar para escutar algo interessante. Os bares e restaurantes também trouxeram uma dinâmica e uma interação muito forte para o evento, possibilitando que as pessoas utilizem dos espaços da CASACOR para fazer relacionamento e networking. No ano passado por exemplo, fomos responsáveis por inaugurar o Ginger, o primeiro bar de gin da capital mineira. REVISTA IPÊ

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Entrevista com Eduardo Faleiro – Diretor de Conteúdo e Relacionamento da CASACOR Minas

PARCERIAS

Foto: Henrique

ção e dando continuidade ao processo de recuperação de um prédio icônico, integrante do conjunto Arquitetônico da Praça da Estação. O casarão, parte do acervo da extinta Rede Ferroviária Federal, a RFFSA, permaneceu fechado por mais de 10 anos e só foi reaberto para a última edição da mostra graças à uma parceria entre CASACOR Minas e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN/ MG. “O que podemos garantir é que, apesar de ocuparmos o mesmo prédio do ano passado, esta será uma mostra completamente diferente da que fizemos em 2017. A distribuição dos ambientes não seguirá o mesmo formato”, destaca o diretor de Conteúdo e Relacionamento Eduardo Faleiro.


| CASACOR 2018

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Uma das principais contribuições da CASACOR Minas 2017 foi a completa recuperação do vagão do Rede Ferroviária, instalado na parte externa do edifício. O projeto de revitalização da composição, um dos ícones do prédio, foi conduzido pela arquiteta Gislene Lopes e contou com a consultoria do escritório B&L Arquitetura e do IPHAN.

A CASACOR Minas foi uma das grandes responsáveis por consolidar a rua Sapucaí como um dos espaços mais privilegiados da cidade. Como você analisa essa responsabilidade e esta parceria com o poder público? Acredito que a revitalização da Rua Sapucaí já vem acontecendo de forma independente há pelo menos 6 anos. Diversas lojas localizadas na rua hoje funcionam como espaços dedicados à gastronomia como bares e restaurantes. Essa movimentação vem fazendo com que as pessoas voltem o olhar para o Centro como um bairro vivo, assim como o Edifício Arcângelo Maletta. Frequentar esses espaços faz com que as pessoas desenvolvam um olhar diferente para a cidade. É uma ocupação espontânea, que além dos restaurantes passa também pelos movimentos de carnaval e que a CASACOR, acompanhando esse movimento cultural da cidade, soma a este movimento trazendo um público novo e valorizando ainda mais essa região tão importante para o espaço urbano que respira ocupações culturais livres.

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A CASACOR Minas saltou do 12º lugar no rankig nacional para o 2º em termos de relevância entre todas as edições nacionais. A que se deve esse resultado? Esse resultado se deve a um comprometimento de toda a equipe em fazer um trabalho de excelência por meio de uma curadoria minuciosa a respeito de todo o conteúdo do evento. Somado a isso temos boas equipes trabalhando em parceria com a CASACOR. O cuidado com a imagem, com o conceito que embasa a criação dos ambientes, as ações de comunicação, o desenvolvimento de conteúdo e as parcerias geradas são primordiais para todo esse sucesso. Quantas pessoas estão envolvidas na realização da CASACOR Minas? De uma forma geral podemos dizer que são milhares de pessoas envolvidas diretamente com a produção do evento, mas dentro do núcleo gestor e criativo contamos efetivamente com uma equipe de 30 pessoas.

Na sua visão, qual(is) a(s) principal(is) contribuição(ões) da CASACOR para o mercado? Um das principais contribuições da CASACOR para o mercado é o fomento que ela gera para o setor de arquitetura e design. Muitas marcas e profissionais viabilizaram seus negócios a partir da participação na mostra. Atualmente, o evento continua sendo a maior referência no setor graças a um trabalho sério, dedicado e constante para que o mercado continue aquecido e vivo nacionalmente, possibilitando um acesso ao segmento de arte, design, arquitetura e decoração cada vez maior, convidando cada vez mais públicos plurais a se interessar cada vez mais pelo tema e pelos benefícios de uma casa bem planejada. Por isso que escolhemos existir na Rua Sapucaí, um polo da cidade no que diz respeito ao consumo e fruição de cultura.


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| DESIGN 2018

Coleção América 2018 O lançamento da Coleção América Móveis ocorreu em São Paulo. Por América Móveis Fotos: Roberto Wagner

O

Evento foi sediado na Escola Britânica de Artes Criativas (EBAC), com Show Room de lançamento para recepcionar os lojistas do Brasil, conferindo as tendências do Design Brasileiro, em São Paulo, de 31/1 a 5/2. REVISTA IPÊ

1 - Mesa Springboard Designer – Giorgio Bonaguro – Italiano Base estrutura chapa de Aço Cortem pintada, tampo em MDF laminado ou pintado.

2 - Poltrona Caldas

4 - Mesa Tiles

Designer: José Zanine Caldas (In memoriam) - RJ Poltrona Estrutura Freijó maciço, assento e encosto estofado.

Designer – Arthur Casas – SP Estrutura em chapa de Aço Cortem, Tampo em mosaico de Pedra São Tomé.

3 -Mesa Gaivota Designer – Arthur Casas – SP Estrutura em chapa dobrável de aço cortem. Tampo Cristal 20MM.

5 e 6 - Mesa Lateral e Jantar Pistão Designer – Arthur Casas - SP Base em concreto aparente, coluna em tubo de aço inox pintado em Aço Cortem, tampo MDF laminado.


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7 - Mesa Kike

9 - Bar Madison

11- Poltrona Lua

13 - Escrivaninha Quilombo

Desenho: Richard Gohr – SC Base estrutura chapa de Aço Cortem pintada, tampo em MDF laminado ou pintado.

Designer – Jaime Bernardes – PR Estrutura MDF Laminado ou pintado, base em chapa de aço carbono pintado.

Designer – Zanini de Zanine – RJ Poltrona Estrutura em barra de aço inox pintado, assento e encosto estofado em placas de couro.

Designer – Arthur Casas - SP Base em barra de Aço Cortem, tampo e gavetas madeira canela maciça.

10 - Carrinho Chá

12 - Poltrona Rossi

14 - Poltrona Zina

Designer – Arthur Casas – SP Estrutura em barra de aço inox pintado, tampo em MDF Laminado.

Designer – Studio América - MG Poltrona Estrutura eucalipto, base e braço Aço Cortem Oblongo estofada.

Designer – Zanini de Zanine - RJ Poltrona Estrutura em barra de aço inox pintado, assento e encosto estofado braço em freijó maciço.

8 - Sofá Hall Designer – Studio América – MG Base em tubo de aço carbono pintado, estrutura madeira em eucalipto, sistema suspensão de molas, espuma de fabricação contínua de alta densidade, estofada em tecido ou couro natural.

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| SÃO JOÃO DEL REI

Selo de qualidade São João del Rei: única cidade do Brasil a produzir peças de estanho artesanalmente

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Por Camila Caetano Fotos: Daniel Rocha

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S

ão João del Rei é a única cidade do Brasil que ainda fabrica peças de estanho artesanalmente. A produção de estanho ocorreu nesta região a partir do século XVIII. E a sua utilização na confecção de utensílios domésticos e litúrgicos esteve em alta no período colonial, com a vinda de ourives e prateiros da Europa. Contudo, logo em seguida, vieram as peças de alumínio e as porcelanas, recém-moda europeia. Assim, houve a substituição do estanho, que caiu em desuso. A sua volta só foi ocorrer com a chegada de John Leonel Walter Somers a São João del Rei, na década de 1960. Um antiquário que havia aprendido o ofício na Inglaterra, e ao chegar a São João del Rei percebeu que era possível produzir estanho de qualidade, com todas as características do século XVIII, porém, utilizando uma

tecnologia moderna. Ao trazer este ofício para São João del Rei, a arte se propagou. Ele ensinou a atividade a outras pessoas e vários de seus funcionários abriram suas próprias fábricas, sempre produzindo as peças de forma artesanal. Essas peças de estanho são marcadas pela história e tradição. Conservam as mesmas características coloniais do século XVIII, identidade desta região. Reforçam, assim, a imagem de São João del Rei como uma das principais cidades históricas de Minas Gerais, com um rico patrimônio histórico e cultural.

IMPERIAL ESTANHOS A empresa foi fundada em 2000, por Fabio e Deise Reis. As peças da Imperial Estanhos estiveram presen-

tes em diversas novelas, como a Belaventura, da Record, e Deus salve o Rei, da Rede Globo, onde as peças apareceram em destaque nos banquetes festivos. Os principais brindes foram em cálices de estanho da Imperial. A Imperial Estanhos possui uma vasta linha litúrgica, como cálices, ambulas, galhetas, asperge, jogos de lavabo, santos óleos e muitos outros itens para fins religiosos. Essas peças são predominantemente com o acabamento polido. Mas, a empresa produz também peças decorativas e utilitárias, como jarras, vasos, castiçais, conjunto para café, cálices diversos, toda linha para bar como balde para gelo, copos e as procuradas canecas para cerveja, muito apreciadas pelos cervejeiros, pois possui uma sensação térmica deliciosa. Fabio sempre trabalhou com este REVISTA IPÊ


| SÃO JOÃO DEL REI

ofício, aprendendo em chão de fábrica todo o processo de produção de estanho, de forma artesanal, priorizando a qualidade no acabamento. A empresa possui loja própria em São João del Rei e Tiradentes, e distribuição no atacado para todo o País.

RECONHECIMENTO MUNDIAL

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Em 2016, a Imperial foi certificada com o selo de indicação geográfica, premiando todos os 16 anos de trabalho. Esse selo comprova a qualidade das peças. Para ter a concessão desse certificado, algumas informações são de extrema relevância, como: tradição

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e herança histórico-cultural, ambiente e biodiversidade, notoriedade, etc. As Indicações Geográficas são referentes a produtos ou serviços que tenham uma origem geográfica específica, além de qualidades e características particulares. Assim, por meio desse selo, a região passa a ser reconhecida mundialmente por ter capacidade de produzir um produto diferenciado e com excelência.

PRODUÇÃO Deise explica que o estanho é um metal absoluto, extraído da cassiterita. Para fabricação das peças em esta-

nho é necessário fazer uma liga com 95% de estanho grau “A” e 5% de antimônio e cobre. A fabricação é toda artesanal, primeiro o metal é fundido a uma temperatura de aproximadamente 232 º graus. O metal já em estado líquido é colocado em uma forma (aquecida) de ferro fundido. Após atingir a devida configuração é desenformado. Na fase final de acabamento há duas opções de texturas: fosca (mais acinzentada) e polida (prateada e com mais brilho).


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noazulconsultoria

Equipe treinada e engajada, gerando resultados crescentes e sustentáveis para sua empresa. Esse é o nosso plano!

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A No Azul - Gestão para Resultados é uma empresa de consultoria empresarial focada em resultados. Para isso, trabalha com uma série de metodologias efetivas envolvendo pessoas, método gerencial e conhecimento técnico. Para que haja uma boa gestão empresarial é preciso atingir metas e resolver problemas. Mas como estabelecer essas metas? Como ter resultados comprovadamente positivos com a aplicação e mensuração de indicadores?

Nossas soluções: Diagnóstico Consultoria Empresarial Educação Corporativa

Rua Misseno de Pádua | 334 | Sala 102 Centro | Lavras MG 35 3826 3960 . 98880 5777 REVISTA IPÊ

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GESTÃO |

Organização empresarial e lideranças O que sua empresa ganha ao investir na capacitação de líderes? Consultores Thalita Baldanza e Douglas Dutra

Por Thalita Baldanza e Douglas Dutra Foto: Daniel Rocha

Por mais que um profissional reúna uma série de qualidades relevantes para a organização, sempre haverá nele algum ponto a ser aperfeiçoado e está nas mãos da empresa ser a alavanca para esses diferenciais. Além disso, trabalhar a capacitação da liderança resulta tanto na melhoria técnica, quanto no aumento do engajamento e motivação do profissional, desencadeando uma onda de melhores práticas em seu entorno e sendo multiplicadores dos valores e da cultura da empresa. Líderes motivados refletem na produtividade de toda equipe, visto que esta tem no seu gestor um modelo a ser seguido. Outro ponto extremamente importante quando falamos de capacitação de lideranças é no que tange ao âmbito da sucessão, tema cada vez mais recorrente dentro do contexto corporativo. A necessidade de desenvolver novos líderes é peça chave e esta deve estar preparada para assumir os desafios de manter e prosperar a empresa. A No Azul Consultoria atua junto aos clientes na busca por resultados crescentes e sustentáveis, capacitando líderes para atuarem com mais clareza, engajamento e alinhamento com a organização. Para isso, aplicamos nossa experiência e conhecimento técnico na resolução de seus desafios, criando oportunidades e promovendo a me-

lhoria contínua de seus processos e resultados. Conhecer melhor a realidade das organizações nos ajuda a oferecer soluções totalmente personalizadas e alcançar resultados excepcionais. Nosso modelo de consultoria possui ferramentas desenvolvidas com base na integração de diversos modelos e estudos aplicados em empresas de diferentes segmentos pelo mundo. Por meio de ferramentas de BI - Business Intelligence, a liderança, além de conhecer seus números, pode ver com clareza as principais oportunidades da empresa e assim traçar metas e alcançar melhores resultados. Conte conosco na busca por resultados sustentáveis!

No Azul Gestão para Resultados Rua Misseno de Pádua, 334, sala 102 Centro | Lavras MG

Contato: (35) 3826.3960 / 98880-5777 douglas@noazulconsultoria.com.br thalita@noazulconsultoria.com.br @noazulconsultoria noazulconsultoria www

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s diversos profissionais que ocupam cargos de gestão na hierarquia da estrutura de liderança organizacional, como líderes operacionais, encarregados, supervisores, coordenadores, entre outros, estão mais preocupados com a execução e conclusão de atividades diárias pelos colaboradores, isso é, a parte operacional, do que propriamente com a parte estratégica e o futuro da organização. Por sua vez, as empresas anseiam por profissionais que englobam, em suas características pessoais, fatores que caminham na contramão desta realidade: gestores que possuem a liderança como uma qualidade nata. Uma coisa precisa ser dita: líderes não nascem prontos. Um bom líder não é somente aquele gestor que sabe administrar situações adversas com equilíbrio emocional. É caracterizado também por aquele que entende o cenário em que a empresa está inserida e, a partir disso, faz uma leitura atenta das expectativas de todos os envolvidos na organização, não somente dos colaboradores, como também dos acionistas, clientes, fornecedores, sociedade, entre outros. Para estimular essa postura é preciso investir no desenvolvimento das potencialidades desses líderes. Mas como fazer isso? Como ter retorno com este investimento?


| BELEZA

Pincéis Monte seu kit básico e de qualidade

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requentemente recebo, das minhas seguidoras e alunas dos cursos de automaquiagem, dúvidas sobre pincéis de maquiagem. Como montar um kit básico e de qualidade, diante de tantas opções de marcas e diferentes nomes e formatos? Sabe-se que os pincéis são essenciais na maquiagem porque dão acabamento mais bonito e profissional. Muitas vezes investe-se em kits prontos onde são aproveitados apenas 2, 3, 4 pincéis. Ou seja, investimento sem retorno! Montar um kit em que todos os pincéis são úteis, acreditem: não é difícil! E se estes pincéis puderem ser utilizados em mais de uma função, melhor ainda, não é mesmo? O importante é você saber identificar o que é um pincel sintético, de cerdas naturais e, ainda, o que é um pincel de fibras. Assim ficará mais fácil para você saber em qual momento deverá usar qual modelo. Os sintéticos devem ser utilizados quando for aplicar produtos líquidos ou cremosos, como: base, corretivo, blush em creme, sombra líquida ou cremosa, etc.. Os de cerdas naturais se adaptam bem aos produtos na forma de pó. E os de fibras podem ser usados em qualquer textura de produto: pó, líquido ou creme.

Diante desta informação, vamos ao kit básico:

Pincel de base De cerdas sintéticas, pode ser no formato língua de gato ou Kabuki. A diferença entre eles está no resultado final da aplicação, no acabamento. O Kabuki deixa uma pele mais uniforme, mas, o língua de gato pode ter um efeito semelhante e ainda ser utilizado para outras funções, como aplicar hidratante e primer.

Pincel para corretivo Também tem cerdas sintéticas e pode ter formatos variados, mas assim como os de base, os formatos mais comuns são: língua de gato e Kabuki. Mas, você deve estar se perguntando: se são os mesmos formatos que os de base, por que não utilizar os de base para também aplicar o corretivo? A resposta é simples: os formatos são os mesmos, porém o tamanho é diferente. Os pincéis para corretivo são pequenos porque precisam “entrar” em pequenas áreas: abaixo dos olhos, abas do nariz e manchinhas. Uma outra função para estes pincéis é a aplicação de primer para os olhos, sombras cremosas ou pigmentos.

Pincel para pó Tem formato arredondado, cerdas naturais e é bem farto em cerdas. É essencial que este pincel tenha qualidade, que seja macio e tenha uma textura mais fofa, pois será ele que dará à pele um acabamento perfeito ao selarmos esta com um pó que pode ser solto ou compacto, com cor ou translúcido.

Pincel para blush

Flávia Ferreira Maquiadora

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Estes pincéis são de cerdas naturais, pode ter formato chanfrado ou arredondado. É bem farto de cerdas, porém sempre menor que o pincel de pó, visto que atingirá uma área menor: a região das maçãs do rosto. Deve ser utilizado em blushes na textura de pó.


Pincel para aplicar sombras De cerdas naturais e formato mais achatado, é utilizado na aplicação de sombras em pó. É sempre bom ter dois destes pincéis, um para aplicar sombras claras e outro para as sombras escuras. O tamanho deste pincel pode variar, mas é sempre bom você comprar o que seja coerente com o tamanho da sua pálpebra. Pálpebras pequenas, pincel pequeno. Pálpebras grandes, pincel grande.

Pincel para esfumar Com cerdas naturais e longas, este pincel deve ter um formato mais arredondado e ser macio. Os tamanhos também podem variar. Quanto maior o pincel, mais suave e amplo será o efeito do esfumado. Quanto menor, mais concentrado será seu esfumado. Tenha pelo menos dois tamanhos deste pincel.

LIMPEZA Tão importante quanto ter bons pincéis é mantê-los limpos e higienizados. Para isso, você poderá limpá-los com um higienizador de pincéis a cada vez que usar ou lavá-los com sabonete antibacteriano dependendo da frequência de uso. Para limpar com o higienizador de pincéis, basta borrifar o produto nas cerdas e esfregá-los em papel toalha, após alguns minutos eles estarão prontos para uso novamente. Quando lavar com sabonete, retire todo o excesso de água, aperte as cerdas para que fiquem juntinhas e deixe-os secar completamente para poder usar novamente.

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Pincel chanfrado fino Se tem um pincel que não pode faltar no nécessaire, é este! De cerdas sintéticas e corte chanfrado, você poderá utilizá-lo para aplicar delineador, fazer sobrancelhas e dar acabamento na linha dos cílios inferiores. Opte pelos mais finos e firmes.

Pincel Leque Tem este nome justamente por ter o formato de um leque. Com cerdas naturais, pode ser mais fino ou farto, pequeno, médio ou grande. É utilizado na aplicação de iluminador facial em pó e também para “limpar” o excesso de sombra que cai abaixo dos olhos.

Pincel Duo fiber De fibras, possui duas cores, sendo que as pontas são brancas. Por ser um pincel que aceita a aplicação de qualquer textura de produto, pode ser utilizado em todas as funções de maquiagem. Tem vários tamanhos porque vai desde a aplicação do corretivo até a aplicação de sombras.

E aí? Pronta para montar seu kit super útil e arrasar no acabamento da make? Todos estes pincéis você encontra na Loja Glamour em Lavras, nas mais variadas marcas e com excelente qualidade

@voudeglamour

Flávia Ferreira Make Up Av. Dr. Sílvio Menicuci (perimetral), 863, loja 02 - Bairro Belo Horizonte. Lavras/MG

Contato: (35) 98802-1593 Flávia Ferreira @flaviaferreiramakeup REVISTA IPÊ


| SAPATOS

Loucas por Sapatos Por Juliana Goursand Fotos: Daniel Rocha

Sapatos: Sílvia Calçados Look: Gris By Ludimila Gonçalves Maquiagem: Liliene Make Cabelo: Studio C Locação: Alessandra Henriques -

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Obras e Projetos

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á parou para pensar em como surgiram os sapatos? Alguns registros mostram que já nos primórdios os homens das cavernas sentiram a necessidade de cobrir e proteger seus pés. Com o passar dos anos e a evolução da sociedade, o acessório foi se transformando e em 1760 passou a ser produzido em grandes quantidades com o surgimento da primeira fábrica nos Estados Unidos. No Brasil, o sapato ganhou notoriedade com a chegada da família real portuguesa. Na época, o modelo usado pelas mulheres nobres e ricas era o “borzeguim”, uma botinha de cano curto que deixava os pés bem cobertos, uma vez que moças de família não podiam mostrá-los. Apesar de o primeiro par de sapatos altos terem sido encomendados por um homem, foi, definitivamente, com as mulheres que o item virou sucesso. O rei Luís XIV, que tinha 1,60m de altura, inventou o acessório a fim de aumentar a sua estatura e impor mais autoridade a seus súditos, mas o efeito colateral dessa invenção foi acertar em cheio o coração de nós, mulheres. Todo mundo sabe que as mulheres amam sapatos! Somos influenciadas a fantasiar com o item desde muito pequenas. Uma das primeiras histórias que ouvimos foi a de Cinderela, brincávamos com os modelos de salto das nossas mães e desde novinhas já iniciamos nossa coleção que costuma ser de vários pares. Aos homens, cuja relação com seus sapatos é menos passional, resta nos perguntar: “Por que vocês precisam de tantos pares se só têm dois pés?! Rs! Acredito que nem nós, mulheres, sabemos ao certo a razão dessa paixão. Mas, o fato é que o calçado diz muito sobre a nossa personalidade, estado de espírito e atitude. Afinal de contas, sapatos são bem mais democráticos que as roupas. Altas, baixas, magras, acima do peso, com os pés grandes ou pequenos, são para todos os tipos de mulheres. Assim, acaba sendo mais fácil e eficaz transformar aquele pretinho básico em uma produção arrasadora com um novo par de saltos poderosos, do que encontrar um vestido perfeito para determinada ocasião. Ou ainda, modificar por completo o bom e velho jeans + camiseta branca com um calçado super cool. E mais, que mulher nunca teve sua autoestima elevada adquirindo um novo par, não porque precisava dele,


mas porque ele era maravilhoso?! Ou ainda, se sentiu mais confiante ao colocar aquele scarpin de salto alto?

Sock boots ou botas meias – como seu material lembra a textura de uma meia, o modelo tem ar esportivo e fica bem justinha aos pés. Inclusive, é uma excelente opção para usar com aquela calça pantacourt do verão ou ainda com vestido;

E O QUE VEM POR AÍ? Para o inverno 2018, a promessa é de que as botas sejam as grandes protagonistas. Elas imperaram nos desfiles internacionais das maiores grifes e apareceram em diversas texturas, cores, saltos e comprimentos. Dentre todas as tendências essas se mostraram as principais: Vermelho - é definitivamente a cor da temporada. Vale a pena apostar em um par nessa cor, principalmente se for de botas;

Bikers – na versão com fivelas, zíperes e tachas, ou na versão de coturno com cadarço. A bota estilo motociclista tem uma pegada rocker e imprime muita personalidade às produções. Fica incrível com looks mais descolados e é perfeita para “quebrar” o romantismo de peças mais delicadas como um vestido floral;

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Branco - para as mais ousadas, bota branca! Da over the knee a lá paquitas à ankle boot mega estilosa, o acessório deixa qualquer produção mais fashionista e interessante;

Slouchy – diretinho dos anos 80, outro modelo que volta com tudo é a slouchy, ou bota de cano franzido. Como ela tem um pouco mais de volume na região da panturrilha fica extremamente confortável para todos os tipos de perna.

Lurex – Que mulher não AMA um brilho?! Os modelos nesse material prometem ser verdadeiros objetos de desejo nas vitrines. Vêm principalmente nas cores preta e prata, nas versões de botas, scarpins, sapatilhas e até nos tênis;

É claro que os modelos clássicos como over the knee, montaria, chelsea e texturas como verniz, camurça e pelo fake se reinventam a cada coleção e são ótimos aliados em qualquer armário. Então, é sempre valioso ter um par assim em bom estado. Já deu pra perceber que dos últimos anos esse é o inverno que mais vai trazer novidades, né?! Mas, o mais interessante da moda é se divertir com ela e, independente de tendências, escolher o que mais se encaixa ao seu estilo e rotina. Opções que agradem a todas é que não vão faltar! REVISTA IPÊ


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NEGÓCIOS |

Mindset Digital: O que você e sua empresa tem a ver com isso?

preendedor. Nosso expertise engloba a formação superior em Comunicação Social nas áreas de Publicidade e Jornalismo, com especialização em Marketing, Comunicação Empresarial e Eventos, e Gestão Estratégica de Negócios e Pessoas. Além de formações complementares em Design Estratégico, Design Thinking, Negócios, Coaching, Programação Neurolinguística, Marketing Digital de Resultados nível avançado, Marketing de Conteúdo e SEO. Somos uma agência feita por pessoas para pessoas!

Transformação digital vai além de solucionar problemas do mundo contemporâneo, é uma questão de mudança de paradigmas.

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Tiago Mendonça

Lucas Martins

Yvye Prado

Caroline Fernandes

Relacionamento e Sucesso do Cliente

Direção de Criação

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transformação digital é uma das tendências mais importantes - e inevitáveis - no mundo dos negócios. Seu conceito vai além da simples implementação de tecnologias para resolver problemas pontuais na sua empresa, é uma questão de gestão. Representa uma nova mentalidade, uma nova forma de entender e aplicar a tecnologia. É a visão de como a companhia, as pessoas e os processos devem evoluir de modo que conquistem e dialoguem assertivamente com seus stakeholders. Transformação digital é uma questão de mindset. A tecnologia passou a ter um papel estratégico central dentro das empresas. Isso porque a sociedade foi profundamente impactada por mudanças comportamentais oriundas deste novo processo digital. Perceber isso é simples. Reflita sobre como o uso da tecnologia vem transformando nossas vidas a cada dia. Tudo está mais rápido, as informações cada dia mais imprecisas e em grande volume. Os consumidores têm o poder de decisão de compra nas próprias mãos, com autonomia para analisarem as ofertas que mais lhe interessam, utilizando apenas um smartphone. Diferente de poucos anos atrás, onde tinham que visitar uma loja física ou esperar que um vendedor batesse à porta. A chamada geração Z, de pessoas nascidas a partir de 1994, que irão consumir os produtos e serviços desenvolvidos pelas nossas empresas, ou então que irão abrir empresas concorrentes e até mesmo trabalhar nas nossas empresas, nasceram imersos no digital. São perfis multitarefas e conseguem processar informações mais rapidamente do que qualquer geração anterior. É inevitável que eles esperem que as empresas sejam digitais. Onde sua empresa vai estar quando essa geração chegar até você? Falar de transformação digital é falar sobre a adaptação da cultura do negócio e da maneira como ele opera para trabalhar com as novas tecnologias. É pensar fora dos padrões e desenvolver soluções personalizadas para cada necessidade da empresa. A ZOO Digital, agência de publicidade com foco em marketing digital, nasceu com o propósito de unir a humanidade existente nas relações pessoais com a rapidez, agilidade e personalização do digital. Quando o relacionamento agência-cliente é mais próximo, é possível compreender a fundo quais as suas reais necessidades e propor soluções únicas. A ZOO faz do relacionamento a alavanca para se atingir resultados crescentes e mensuráveis para os parceiros. A Agência ZOO é movida por jovens que pensam além do convencional, com ideias de vanguarda e espírito em-

Planejamento de Marketing e Redação

Analista de Mídia

Por Yvye Prado Fotos: Nathan Teixeira

Zoo Digital - Comunicação, Marketing e Relacionamento. Agende um bate papo conosco agora mesmo e conheça nossa forma de trabalhar.

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Nathan Teixeira

Rua Misseno de Pádua, 495, sala 302 - Centro - Lavras/MG

Direção de Arte e Audiovisual

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| COACHING

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Dieikson de Carvalho Professor, escritor, palestrante, superintedente educacional, personal e professional coaching. dieiksonprof@yahoo.com.br (35) 98833-1359 dieikson.carvalho

@dieikson_carvalho_coach

Processo de Coaching A maneira mais rápida e eficaz de atingir o seu sucesso pessoal e profissional REVISTA IPÊ

oaching é um processo com início, meio e fim que busca elevar a performance de uma pessoa, de uma equipe ou de uma empresa, com técnicas e ferramentas cientificamente comprovadas, para acelerar a excelência de quem busca uma evolução pessoal e/ou profissional. Não se trata de um evento isolado, mas de um processo bem elaborado com propósitos, objetivos, conhecimentos e práticas eficazes que ajuda as pessoas, grupos ou organizações empresariais a atingirem os seus objetivos. O Coaching é uma ferramenta poderosíssima para quem quer evoluir ao máximo o seu potencial. A sua metodologia e o seu processo garantem resultados extraordinários. O Coach é um expert em processo de Coaching. Um profissional habilitado que realiza um trabalho de Coaching de maneira confidencial e embasado em teorias e práticas cientificamente comprovadas. É uma espécie de técnico capaz de motivar e conduzir o seu cliente, chamado de Coachee, ao alcance de seus objetivos, suas metas de vidas e sua performance humana e profissional. O termo “Coach”, em Inglês, significa treinador. Este profissional surgiu em meados da década de 1960 nos Estados Unidos e a ideia central era aplicar as técnicas de desenvolvimento de atletas na vida profissional, formando líderes mais capacitados nas empresas e organizações sociais. Não se pode confundir Coaching com terapia, autoajuda ou qualquer outro tipo de tratamento de saúde. Coaching está relacionado ao desenvolvimento humano e não à cura da saúde mental ou física. O Coach não precisa saber do seu passado. Ele vai trabalhar apenas com os seus planos e objetivos, quando necessário, vai cuidar das suas “travas” emocionais e conceitos “limitantes”, que são liberados ao longo do processo com técnicas 100% PRÁTICAS, não analíticas. O Coaching é um processo que produz mudanças positivas e duradouras em um curto espaço de tempo de forma efetiva e acelerada. Por isso, o cliente deve estar com bom desenvolvimento de suas capacidades intelectuais, cognitivas, emocionais e físicas, senão o seu resultado pode ser comprometido. Você pode contratar um Coach a qualquer momento da sua vida. Quanto mais cedo o Coachee (cliente) definir seus objetivos, suas metas e onde quer chegar em sua vida pessoal e/ou em sua carreira profissional, melhor será o seu processo de Coaching. Geralmente, as pessoas costumam fazer isso quando estão cansadas de trabalhar no mesmo lugar, quando não conseguem evoluir na carreira, quando querem tomar uma grande decisão, mas não conseguem, ou, simplesmente quando querem se tornar pessoas e profissionais melhores. De qualquer forma, a busca por esse profissional é sempre a melhor escolha. O processo de Coaching é realizado através de sessões de uma a duas horas, que podem ser individuais ou em grupos, em períodos semanais, quinzenais ou mensais. Geralmente esse processo leva cerca de 3 a 6 meses, de acordo com o contrato estabelecido. Acredito ser importante buscar um profissional de Coaching que tenha formação teórica fundamentada, conhecimento sobre as mais variadas ciências humanas e experiências em treinamento e execução do processo de Coaching. Aqui vale a afirmação de Carl Jung para um bom Coach: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.


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| PSICOLOGIA

Neuropsicologia Uma importante ferramenta a favor do diagnóstico e tratamento de patologias

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Helena Avelar Castro Psicóloga clínica e neuropsicóloga - CRP 04/39039 • Formada em Psicologia pela Unilavras/2012. • Pós-graduação em Neuropsicologia pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais - FCMMG. • Curso de formação em Terapia Cognitiva Comportamental pelo CESDE • Atuação clínica na abordagem cognitivo comportamental.

Atendimentos: Núcleo de Atendimento à Saúde Rua Costa Pereira, 82. Centro. Lavras (35)9 8876-5245

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neuropsicologia é a ciência que estuda a relação entre o cérebro e o comportamento humano. Dessa forma, busca compreender as funções cerebrais a partir do funcionamento cognitivo (memória, atenção, inteligência, funções executivas, habilidades visuoespaciais, comportamento motor e linguagem), sensorial, motor, emocional e social do sujeito. A atuação do neuropsicólogo abrange desde a avaliação neuropsicológica até o processo de reabilitação. A avaliação neuropsicológica é um procedimento de investigação que fornece informações para o reconhecimento das potencialidades e dificuldades do indivíduo objetivando contribuir para o diagnóstico e prognóstico (previsão do curso provável de uma doença) do paciente em várias etapas do seu desenvolvimento. Um neuropsicólogo tem como principal objetivo compreender como determinada condição patológica afeta o comportamento observável (cognição, comportamento e emoção) do paciente. Com o objetivo de fornecer uma estimativa acurada e imparcial dos vários aspectos cognitivos, comportamentais e emocionais do paciente, a avaliação neuropsicológica pode ser solicitada por profissionais, como psiquiatras, pediatras, geriatras, neurologistas, fonoaudiólogos, terapeutas e educadores. Dessa forma, a avaliação pode ser indicada para fazer um perfil cognitivo e emocional do paciente; complementar ou aprofundar um processo diagnóstico solicitado por esses especialistas; estabelecer uma linha de base e perceber mudanças pós- intervenções terapêuticas; avaliar a eficácia de diferentes tipos de intervenções terapêuticas e de tratamentos medicamentosos, buscando uma melhora na qualidade de vida do paciente; fornecer dados para melhor orientação psicoeducacional aos familiares, conscientizando-os das limitações e das habilidades do paciente, bem como dos cuidados necessários. Já a Reabilitação Neuropsicológica é um processo que busca as melhores estratégias de tratamento do indivíduo com dificuldades cognitivas, visando a autonomia, independência e qualidade de vida do paciente. Todo o processo de reabilitação neuropsicológica, assim como as psicoterapias de um modo geral, se baseia na convicção de que o cérebro humano é um órgão dinâmico e adaptativo, capaz de se reestruturar em função de novas exigências ambientais ou das limitações funcionais impostas por lesões cerebrais. A análise clínica cuidadosa dos déficits apresentados pelo cliente, de suas características sócio-demográficas e de outras variáveis relacionadas ao seu funcionamento cognitivo, psicossocial e recursos disponíveis na comunidade, permite formular um plano individualizado de reabilitação.


| PERFIL

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Basta fazer o que se ama, além da vocação, é preciso ter o gosto de se viver

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Personalidade de Lavras: Vanda Amâncio Bezerra: uma vida dedicada à educação

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Hoje, cerca de 100 pessoas recebem semanalmente as cartinhas da Dona Vandinha. “Vivo alegre, tentando distribuir otimismo”. Já no final da nossa prosa, ela sentou ao meu lado para mostrar o Cordel que escreveu recentemente sobre a história do Gammon. Ao se acomodar, não encontrou os seus óculos. Mas, isso não foi empecilho, leu página por página sem nenhuma dificuldade. Toda orgulhosa, por mais um projeto realizado. Mesmo com toda experiência de educadora, a modéstia lhe faz parte, antes de mostrar o seu trabalho, ela disse: “Você pode verificar se está tudo fazendo sentido?” E não havia uma só palavra a ser mudada, mais uma obra impecável, produzida pela nobre Vanda Amâncio Bezerra.

Dona Vandinha lembra até mesmo o dia que iniciou a sua história na educação, 3 de março de 1954. Neste ano, completa 64 anos de magistério. Ela é formada em Pedagogia, especializada em orientação e Administração escolar e em Psicologia da criança e do adolescente, além de ser pós-graduada em filosofia da educação. Também realizou um curso de Jornalismo e Literatura Infantil. Dona Vandinha casou-se em 1958 com Ruy Mendes dos Santos e teve três filhos: Ludmila, Iracema e Alessandro. Ruy faleceu em 2014, com 99 anos.

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ssim que chegamos ao Pró-Memória do Instituto Presbiteriano Gammon, Vanda Amâncio Bezerra, carinhosamente conhecida por Dona Vandinha, veio toda animada nos contando que havia encontrado novas cartas de Samuel Gammon. A emoção pela descoberta transbordava no seu olhar. “Fiquei a manhã toda fazendo uma pesquisa sobre os primórdios da Escola Agrícola de Lavras. E cada vez que leio encontro uma novidade”. Ficamos acomodados em cadeiras de balanço, escutando com toda atenção as suas palavras de sabedoria. No início da nossa conversa Dona Vandinha disse: “Vou precisar de uma assistente aqui, pois tenho muitos projetos futuros e ações a realizar”. Logo, perguntei o segredo de tanta energia. Com poucas palavras ela descreveu: “Basta fazer o que se ama, além da vocação, é preciso ter o gosto de se viver”. É impossível não se encantar com a sua disposição e jovialidade. A idade, ela prefere não revelar: “Não conta isso não, menina. Minha cabeça é de 15 anos, então não há razões para ficar falando da minha idade”, disse em risos. Uma mulher de garra, que fez história por todos esses anos. “Já trabalhei muito, quando leio meu currículo me dá uma canseira”, comentou contente. Além de todos os projetos que até hoje realiza no Gammon, Dona Vandinha ainda consegue um tempinho para se dedicar aos afazeres de casa: “Não tenho empregada, e assim vou vivendo feliz. Tem que ter pique, alegria e fazer acontecer”. Além de tudo, ela gosta de desenhar e fazer artesanato. Possui um projeto social em que produz cartões, com mensagens de apoio para pessoas que passam por momentos difíceis.

Por Camila Caetano Foto: Daniel Rocha


| PERFIL

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UMA HISTÓRIA DE AMOR PELO GAMMON Sua história com o Gammon se deve ao sonho do seu pai, José Amâncio de Souza, cearense, que tinha paixão pela instituição. “Como somos de família presbiteriana, lá no nordeste ele já tinha conhecimento do Colégio, moderno e com um currículo maravilhoso. Seu sonho era estudar aqui, então, com 12 anos, ele escreveu uma carta para o Dr. Gammon, que abriu a ele a oportunidade de vir com uma bolsa de estudos. Mas, na época houve uma seca muito intensa na nossa região, com uma enorme dificuldade financeira ele perdeu essa chance. Então, jurou que todos os seus filhos estudariam aqui. O sonho dele nunca morreu”. Dona Vandinha conta que a sua dedicação aos estudos começou ainda criança. “Fomos morar num garimpo, lá eu adoeci, e fiquei sem caminhar, dos 4 aos 6 anos”. Foi nessa época que surgiu a paixão pelos livros. Ela conta que como não conseguia brincar muito, dedicava tempo à leitura, e com 4 anos já era alfabetizada. “Assim que eu me recuperei, meu pai disse que eu precisava de um clima bom para viver, decidiu me trazer para Lavras. Vim para o internato com 8 anos, era para eu entrar no 2º ano primário, mas, fiz um teste e comecei logo no 3º”. Ela recebeu 80% de bolsa, e para manter os estudos era preciso trabalhar. “Minha tarefa era retirar as migalhas de pão das mesas, era o que eu conseguia fazer com 8 anos. Depois as tarefas foram aumentando. Até hoje eu guardo a pazinha de metal que eu usava”. Com o passar do tempo, toda a família foi se mudando para Lavras. Seu pai conseguiu realizar o seu sonho, ver os filhos estudando no Gammon e ainda teve a oportunidade de trabalhar na instituição, passando por diversos cargos: diretor de internato, tesoureiro, também chegou a ser diretor do Departamento de Pessoal na UFLA. “Ele viveu o Gammon intensamente, mais que imaginou”.

FAMÍLIA A história de toda a família de Dona Vandinha é de muita luta. Seus pais, José Amâncio e Vicência Bezerra, chegaram primeiramente a Campo Grande. Com as mãos finas, de escritor e farmacêutico, José Amâncio foi REVISTA IPÊ

ser carroceiro, carregando areia para as construções.

“Tem um caso sui generis, que eu devo contar. Todas as tardes, após receber a diária como carroceiro, papai passava na padaria para comprar pão e leite. Um dia, seu patrão não levou o pagamento. Sem o dinheiro, ele passou na padaria e perguntou se poderia pagar no dia seguinte. O dono não aceitou. Após muitos anos, papai veio trabalhar na tesouraria do Gammon. Certo dia entrou um senhor em sua sala, e na mesma hora ele o reconheceu, era o dono da padaria: ‘Vim trazer meu filho para estudar aqui, mas, moro muito longe, às vezes o dinheiro vai atrasar e ele terá problemas, você pode cuidar dele para mim?’ Papai respondeu: ‘Com o maior prazer’. Cuidou do menino o tempo todo, sem nunca dizer o que havia ocorrido no passado. Olha a grandeza dele”.

Depois de Campo Grande, José Amâncio e Vicência foram para Rochedo, uma terra árida, mas rica em diamante. Formaram família e tiveram seis filhos. Ambos exerceram diferentes funções. O pai foi enfermeiro, delegado, juiz de paz, escrivão, professor e farmacêutico. A mãe, além de parteira, escrevia cartas para pessoas analfabetas na cidade e realizava autos de natal. “Ontem mesmo eu estava lembrando do papai fazendo cesariana no mato. Ele e mamãe fizeram muitas coisas”. Vicência chegou a vender suas joias para ajudar no desenvolvimento de Rochedo. “O que sustentou nossa família foi a nossa fé. Eles construíram muitas coisas em Rochedo, como escola, delegacia e igreja”. SUPERAÇÃO Numa época de poucos recursos, Dona Vandinha conseguiu sobreviver ao câncer, com muita determinação. “Os médicos disseram que eu viveria 60 dias apenas. Naquela ocasião, eu não tinha dinheiro para o tratamento. Cheguei a vender vários pertences para sobreviver”. Logo após o diagnóstico, ela recebeu um convite: ir à Brasília encerrar as atividades de uma escola presbiteriana. E, foi nesse momento de garra que ela conseguiu realizar o tratamento à doença. “Meu marido ficou em Lavras e eu fui com as crianças. Cheguei lá doente e sem dinheiro. Mas, por sorte, o melhor oncologista de Brasília foi meu colega no Gammon. Fiz o tratamento no melhor hospital da capital sem custos. Realizava a quimioterapia sexta e trabalhava segunda. Nunca parei”. Após 19 anos em Brasília, participando ativamente do progresso de importantes instituições, Dona Vandinha retornou às suas raízes, ao Instituo Gammon.


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| ESPECIAL MULHERES

Visão internacional: O empreendedorismo feminino no Brasil

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omo pai de três filhas já adultas, sendo a mais velha diretora executiva de uma organização de serviço social com mais de 100 funcionários, a do meio atuando como empreendedora que iniciou sozinha seu próprio negócio que hoje emprega mais de 80 consultores de vendas e a caçula, trabalhando fora meio período e gerenciando duas filhinhas e dois adolescentes, preciso dizer que tenho um forte apreço pelas mulheres no mercado de trabalho. Percebo como o papel materno de minhas filhas impactam positivamente na formação de todos os meus 14 netos. Em minha carreira como professor universitário entre os anos de 2008 e 2013 fui favorecido o suficiente para passar dez meses ensinando a matéria de empreendedorismo no Brasil. Como resultado dessas experiências tenho tido a oportunidade de acompanhar várias mulheres brasileiras talentosas ao longo do desenvolvimento de suas carreiras na última década. Durante minha estada no país a economia estava efervescendo e era caracterizada por um crescimento substancial, mas, desde então, a mesma economia tem sido severamente alterada. No entanto, há um ditado que diz que “quando a maioria das pessoas enxerga problemas os empreendedores veem oportunidades.” Penso que em tempos de desafio essa afirmação é uma realidade especialmente para as mulheres no Brasil que têm coragem e desejo de seguir essa trilha. Tenho lido inúmeros estudos acadêmicos que colocam as brasileiras com três a quatro por cento a mais de interesse em se tornarem empreendedoras e iniciarem seus próprios negócios em relação ao mesmo público no cenário internacional. Se você der uma olhada na posição das mulheres no país estou certo de que descobrirá que elas são as principais operadoras de seus lares estando solteiras ou casadas. Como tal, as mulheres têm uma ampla visão de quais necessidades uma casa precisa para prosperar. Com base nessas observações posso afirmar que elas também têm uma posição ideal para avaliar o que está faltando nas tarefas com as quais lidam diariamente. Isto inclui itens ligados ao varejo, suprimentos médicos, comunicação, social e transporte, apenas para nomear algumas áreas. Minhas análises mostram detalhes de como homens e mulheres criativos criaram negócios de sucesso em antecipação às Olimpíadas em muitas das comunidades ao redor do Rio de Janeiro (RJ), transformando o cotidiano familiar e da vizinhança. Já Minas Gerais apresenta muito mais condições favoráveis de desenvolvimento. Assim, a oportunidade deve ser muito maior para mulheres inspiradas a empreender.

ORGANIZAÇÃO O que é preciso para criar um novo negócio? Primeiro, REVISTA IPÊ

Por Raymond Amtmann* Tradução de Diego Nascimento**

você deve identificar a oportunidade (algo que esteja faltando e que você tenha percebido). Em seguida, você identifica a solução para o problema e a abertura de mercado. Por último, você precisa descobrir como oferecerá uma solução criativa e economicamente viável para a sua ideia. Pensamentos criativos podem produzir todo tipo de soluções. Recentemente li a respeito de uma mulher no Brasil que produz vestidos e os vende via Instagram e WhatsApp. Uma vez que o pagamento pelo cliente é feito, o produto é despachado via correio. Esse é um bom exemplo de quem encontrou um nicho, tem um produto de qualidade e, além disso, estabeleceu meios para gerenciar a compra e a venda via um método de comunicação que brasileiros usam todos os dias sem qualquer tipo de custo. Um verdadeiro espírito empreendedor.

RECADO PARA AS MULHERES Você precisa seguir sozinha? Não. Há muitas oportunidades para auxiliar as novas empreendedoras no Brasil. O SEBRAE, por exemplo, está disponível por todos no país com mais de 700 escritórios. O governo tem reconhecido a necessidade de ajuda às micro e pequenas empresas por meio do programa Crescer Sem Medo, sancionado em 2016. Além do mais, o poder público, em parceria com o SEBRAE, tem desenvolvido o Empreender Mais Simples para reduzir o tempo de abertura de empresas e o valor de taxas administrativas. Dados do próprio SEBRAE mostram que 8.5 milhões de microempresas geram 52% de empregos no país. Mulheres empreendedoras têm uma grande oportunidade de crescimento e de firmarem seus espaços nessa jornada. Por meio de programas ofertados pelo SEBRAE e Endeavor Brasil, muitas universidades têm incubadoras para ajudar novos negócios a ganharem a experiência que precisam para tornar o empreendimento vívido. A realidade é que um empreendimento feminino bem planejado pode ter um enorme impacto em suas famílias e na comunidade. É preciso coragem e uma forte vontade de alcançar o sucesso. Tenha em mente que uma pequena empresa é como uma criança: precisa ser nutrida e cuidada. Seu esforço resultará em voos cada vez mais altos.

*Mr. Raymond Amtmann é um empreendedor e consultor de negócios. Fundou e ainda ocupa posições de liderança em cinco companhias. É também professor universitário aposentado. **Diego Nascimento é jornalista corporativo e palestrante.


ESPECIAL — 49 —

Mulheres Por Camila Caetano Fotos: Daniel Rocha

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e acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), quatro em cada dez lares brasileiros são chefiados por mulheres, sendo que 41% destas possuem negócios próprios. Esse dado representa muito bem o empreendedorismo feminino, que se fortalece a cada ano no País, em diversas atividades profissionais. Buscando incentivar as mulheres da nossa cidade, para esta edição, a Revista Ipê contou com a participação de algumas empreendedoras de Lavras, que driblam os contratempos e conseguem dar um show na vida profissional.

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Foto: Marcelo Gourlat

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| ESPECIAL MULHERES

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Nádia

Abdallah Zorkot 41 anos, cirurgiã dentista e proprietária da Clident

Conte-me um pouco da sua história, onde nasceu, morou, início da sua carreira...

Descreva um pouco sobre o seu trabalho, como atividades realizadas, o seu diferencial, etc: Temos que dar continuidade aos nossos estudos para obter um diferencial no mercado de trabalho. Tenho especialização em prótese; reabilitação oral; implantologia e enxertia óssea; fiz pós em cirurgia plástica periodontal periimplantar; harmonização facial, e habilitação em fio de sustentação e preenchimento. Minhas pós-graduações foram realizadas em Campinas, que é referência no Brasil e no mundo. Assim, minha equipe e eu estamos sempre em constante atualização.

Em sua vida profissional quem sempre lhe motivou a seguir em frente? Tive mestres excelentes (um detalhe: na área de cirurgia a grande maioria era homens). E eles sempre me incentivaram a seguir na profissão, ressaltando meu talento para a cirurgia e espírito de liderança para dar continuidade na carreira. Fiz grandes amigos, profissionais de referência no País.

Hoje, como você concilia a vida profissional e pessoal? Essa é uma tarefa árdua. Sou muito focada na minha vida profissional e dedico muito do meu tempo a minha carreira. E tento ao máximo driblar as adversidades e ter o mesmo cuidado na educação e dedicação aos meus filhos. Eles são prioridade na minha vida, e temos tempo de qualidade juntos. Acredito que isso será um bom incentivo em suas futuras escolhas profissionais, e também na formação de valores. Afinal, a gente ensina pelo exemplo.

Você vê diferença entre a mulher que você se tornou hoje com relação às gerações passadas?

Quais seus planos e expectativas para os próximos anos?

Fui a primeira mulher a concluir o Ensino Superior na minha família. Venho de uma família extremamente tradicional, em que éramos criadas para sermos mães e donas de casa. Mas, desde o início dei o meu grito de liberdade. Sempre quis ser independente. Então, fui um marco na família, sempre incentivada pelos meus pais. Porém nunca perdi a minha essência, minha base familiar, e os valores da minha cultura. Apenas reformulei.

Estar em constante aprendizado. É o que me motiva, o que me desafia a não parar nunca. Sou fascinada pela minha área, pelo novo. É um mercado em constante mudança. É essencial acompanhar. Apesar de já possuir diversas especializações, pretendo sempre me manter atualizada com o mercado de trabalho, trazendo o que há de melhor aos meus pacientes. É preciso estar sempre se aprimorando para seguir uma carreira de qualidade, com respeito ao próximo.

Enfrentou algum preconceito na sua área por ser mulher? As áreas de implantologia e enxertia óssea, no início, eram predominadas por profissionais homens. Então, quando eu comecei a seguir carreira nessa área havia um preconceito velado, de que mulher não daria conta disso, eram jornadas longas e exaustivas em centros cirúrgicos. Demandava resistência física e emocional. E superamos, mostrando o nosso trabalho, de que podemos fazer sim e até melhor. Temos o nosso diferencial, conseguimos ser mais detalhistas, perfeccionistas e cuidadosas

Uma frase que lhe define: “Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância”- Simone de Beauvoir. Livro de cabeceira: Não há silencio que não termine, de Ingrid Bittencourt. Filme predileto: Lista de Schindler

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Nasci em Lavras, e aos quatro anos nos mudamos para a Costa do Marfim, na África, onde meu pai tinha uma fábrica. A minha primeira língua, basicamente, foi o francês. Só voltei para o Brasil aos 15 anos, e senti uma diferença gigantesca. Vivia num país em que a mulher quase não tinha o direito à palavra e muito menos espaço na vida profissional. Venho de uma família árabe e tradicional. Ao chegar aqui, senti que a mulher tinha mais espaço e oportunidades. Continuei os meus estudos, sempre com o desejo de ser independente. Me formei cedo, no Centro Universitário de Lavras (Unilavras), em Odontologia. Na época eu fazia estágio no Sindicato, onde continuei por mais dois anos após me formar. Assumi de cara muitas responsabilidades e logo em seguida, fundei a minha clínica: Clident.

com os nossos pacientes. Somos mais pacientes também, mais tolerantes de um modo geral.


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ludimila Gonçalves

32 anos, proprietária da loja Gris By Ludimila Gonçalves Formada em Administração de Empresas

Conte-me um pouco da sua história, onde nasceu, morou, início da sua carreira...

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Minha família é de Ijaci, mas nos mudamos para Lavras quando eu tinha 12 anos. E, formei-me em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), em 2007. Trabalhava com Gestão de Qualidade ISO 9001, quando, em 2012, surgiu a oportunidade de inaugurar a Gris.

Descreva um pouco sobre o seu trabalho, como atividades realizadas, o seu diferencial, etc: Invisto muito em qualidade e variedade de produtos, atendimento e tecnologia de gestão, visando sempre à melhoria contínua em todas as áreas da loja. A minha formação em Administração e bagagem profissional com Gestão de Qualidade contribuem muito para o crescimento da Gris.

Como surgiu a ideia de iniciar a sua empresa? Sou apaixonada por moda, e na adolescência até desenhava alguns modelos e pedia costureiras para fazer. Além disso, tinha muita admiração pelas minhas tias que tinham lojas e várias vezes as acompanhava nas compras. Antes de ter a loja eu já vendia roupas para amigos e familiares. As vendas foram crescendo e então, em 2012, inaugurei a Gris.

Como foi chegar a sua atual posição? Como foi esse crescimento? Felizmente a Gris vem crescendo ano a ano. E isso é resultado de muito trabalho, dedicação e o principal, amor pelo o que faço. Realizo tudo com muito carinho, pensando em cada cliente minha.

Em algum momento pensou em desistir. Passou por alguma dificuldade? Nunca pensei em desistir. Em meio à crise nacional, o que fiz foi mudar a estratégia. REVISTA IPÊ

Teve alguém que sempre lhe motivou a seguir em frente no mercado de trabalho? Meu esposo sempre me incentivou a seguir em frente e a realizar o sonho de ter a minha loja.

Hoje, como você concilia a vida profissional e pessoal? Tenho dois filhos pequenos. Mas, tenho uma equipe super competente na loja que me dá segurança e tranquilidade, e o mesmo acontece em casa. Por isso consigo conciliar.

Você vê diferença entre a mulher que você se tornou hoje com relação às gerações passadas? As mulheres da minha família são todas batalhadoras, determinadas e sempre dedicadas ao trabalho. Tenho muito disso. Olho para elas com muita admiração.

Quais seus planos e expectativas para os próximos anos? Meu principal objetivo neste momento é o crescimento da loja, tanto com a expansão do espaço físico quanto à consolidação das vendas no mercado nacional.

Uma frase que lhe define: “Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”- Jean Cocteau Livro de cabeceira: Atenção Plena (Mindfulness) Filme predileto: Em busca da felicidade


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PATRICIA Silva Ribeiro De Souza 41 anos, proprietária da loja Matinê Formada em Administração de Empresas

Quais seus planos e expectativas para os próximos anos?

Nasci em Lavras, morei quase que minha vida toda aqui. Estudei e me formei na Fagammon. Por 15 anos fui gerente comercial de um banco e a loja sempre foi um sonho futuro. Imaginava que fosse demorar a acontecer, mas, com o nascimento dos meus filhos, esse desejo se concretizou bem antes do planejado.

Meus planos para o futuro é de continuar crescendo, conquistando o meu espaço no mercado, sempre com honestidade e respeito ao próximo.

Qual é a proposta da loja Matinê?

Uma frase que lhe define: “Tudo posso Naquele que me fortalece” Livro de cabeceira: A Bíblia Filme predileto: Cinema Paradiso

A proposta da loja Matinê é que o cliente encontre nela tudo o que precisa. Do básico a moda festa. De recém-nascidos a juvenil.

Como foi chegar a sua atual posição? Sempre tive o apoio da minha família para me inserir no mercado, em especial, do meu esposo. Hoje, não é fácil abrir uma empresa e a manter ativa, com qualidade no atendimento aos clientes. Mas, estou sempre antenada, buscando o que o meu cliente precisa, para atendê-lo com qualidade.

Hoje, como você concilia a vida profissional e pessoal? A loja veio justamente para suprir essa necessidade de conciliar vida profissional e pessoal. Como empresária, consigo ter mais flexibilidade no meu dia a dia e estar presente na educação dos meus filhos.

Você vê diferença entre a mulher que você se tornou hoje com relação às gerações passadas? Mãe, tias, avós? Eu e minhas primas sempre trabalhamos fora e construímos nossas carreiras. Mas, minha mãe, avó e tias trabalhavam em casa, no cuidado com a família, na educação dos filhos. REVISTA IPÊ

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Conte-me um pouco da sua história, onde nasceu, morou, início da sua carreira...


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Rita

de Cassia Oliveira 51 anos, formada em Nutrição. Realiza atendimento na Nutrir-se

Conte-me um pouco da sua história, onde nasceu, morou, início da sua carreira...

Descreva um pouco sobre o seu trabalho, como atividades realizadas, o seu diferencial, etc:

Hoje, como você concilia a vida profissional e pessoal? A conciliação da vida profissional com a pessoal sempre foi muito tranquila para mim, obviamente com as adaptações que qualquer mulher inserida no mercado de trabalho tem que fazer em sua rotina. Organização, planejamento, apoio da família e amigos e, principalmente, amor pelo que faz acredito serem a chave para essa sintonia.

Você vê diferença entre a mulher que você se tornou hoje com relação às gerações passadas? Ou essa conquista no mercado de trabalho é “comum” na sua família? Sem dúvida alguma as conquistas das mulheres de hoje são completamente diferentes das gerações anteriores. Nunca me senti à frente das mulheres de minha geração, porém, em meu universo familiar certamente essa necessidade e postura era incomum.

Quais seus planos e expectativas para os próximos anos? Meus planos para o futuro giram em torno de nunca parar! Estar em movimento, me aprimorando como profissional e pessoa, aprendendo mais do que ensinando. Expectativas? Ser feliz, ver minha filha feliz e ter a certeza de ter feito sempre o melhor que pude, simples assim. Uma frase que lhe define: Tudo na vida é fase, tudo passa! Livro de cabeceira: Livros relacionados à minha profissão e outros gêneros quando bate a vontade de ler! Filme predileto: entre vários, A Lista de Schindler e Até o Último Homem.

A escolha pelo curso de Nutrição veio da vontade antiga e não realizada de fazer algo relacionado à área de saúde e logo de cara me apaixonei pelo assunto. Confesso a dificuldade inicial ao entrar em uma sala de aula após alguns anos, receber olhares de estranheza dos colegas muito mais jovens e ouvir comentários do tipo “será que você vai dar conta?” Estou certa que isso me motivou muito a me desafiar e fazer valer a pena! Consegui cumprir o curso em três anos e meio. Após minha graduação em 2006, no Centro Universitário de Lavras (Unilavras), a convite do Dr. Hermínio, compus o time de profissionais de sua clínica, onde permaneço até hoje com atendimento no consultório Nutrir-se.

Como surgiu a ideia de iniciar a sua empresa? O contato com a Nutrição Funcional veio através de uma colega de curso que me convidou para um curso rápido de Nutrição Esportiva Funcional e foi esse o “start” para que eu rumasse em direção à busca de novos conceitos e conhecimentos, que culminaram em duas pós-graduações REVISTA IPÊ

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Nasci em Lavras, onde vivi a maior parte de minha vida, exceto por um período de seis anos quando residi em Brasília, onde nasceu minha filha Lara. Sou da época em que as crianças ainda podiam andar a pé e brincar pelas ruas sem medo nem limitações e essa é uma das partes de minha infância e adolescência que mais me trazem boas lembranças e saudades. Minha formação escolar foi toda em Lavras, passando por escolas públicas e particulares até ingressar na Universidade Federal de Lavras (na época ainda ESAL) no curso de Administração de Empresa Rurais e Cooperativas, no qual me graduei no ano de 1991. Após um período de trabalho numa fundação e mudanças na vida, ao retornar para Lavras senti necessidade de retornar aos estudos e foi assim que começou minha história com a Nutrição.

com enfoque funcional (a de Clínica finalizada em 2010 e a Esportiva em 2016, ambas pela VP Consultoria Nutricional /UNICSUL-SP).


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fernanda Juliana — 58 —

Piarangeli Fonseca

Piarangeli Fonseca

38 anos, formada em Administração de Empresas. Proprietária do Pet Late Show

32 anos, formada em Ciências Biológicas, atualmente estuda Medicina Veterinária. Proprietária do Pet Late Show

As irmãs Fernanda e Juliana Pierangeli Fonseca são naturais e residentes de Lavras. Fernanda graduada e mestre em Administração pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), e Juliana formada em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário de Lavras (Unilavras), mestre em Ciências Veterinárias pela UFLA, e cursando atualmente Medicina Veterinária no Unilavras. Sempre apaixonadas por animais, viram, em 2012, a oportunidade de estar sempre ligadas aos cuidados com os pets. Utilizam dos serviços do ramo para ajudar ONG´s, protetores independentes e animais de rua. As irmãs defendem a causa animal com amor e dedicação e todos os funcionários contratados devem abraçar com sensibilidade essa missão de respeito e carinho a todos os animais, independente da raça. A partir daí foram realizadas melhorias em todos os aspectos, que vão desde o treinamento de pessoal até mudanças na infraestrutura, acompanhadas de perto pelas proprietárias. Recentemente, inauguraram um novo espaço Pet, localizado à Rua Barbosa Lima, 467 – Centro, remodelado com muito carinho para receber os pets. Os obstáculos foram muitos, advindos da mudança de proprietários, investimentos e parcerias, mas que não as fizeram desistir de dar continuidade ao sonho de proporcionar aos clientes uma loja diferenciada, com produtos e prestação de serviços veterinários qualificados, além do banho e tosa, com pessoal treinado e contratado pelo amor aos animais. Os princípios familiares sempre foram a base para a estruturação dos valores das proprietárias: honestidade, persistência, união e respeito ao próximo. A Late Show, segundo as proprietárias, é uma família onde os funcionários e os clientes são essenciais para o fortalecimento da empresa em seu ramo de atuação. As proprietárias, sempre presentes na loja, acompanham os atendimentos e buscam solucionar os eventuais problemas de maneira carinhosa e pessoal. Conciliam entre si os melhores horários, até mesmo para estarem por dentro de cada detalhe do dia a dia do estabelecimento. Aspecto importante que auxilia na vida de Juliana, estudante dedicada; e de Fernanda, mãe do Davi (3 anos) e da Helena (que está por vir).

O que as tornou, hoje, mulheres batalhadoras é bem característico da criação que tiveram. A mãe sempre trabalhou fora, como servidora da UFLA desde 1978, repassando ensinamentos de perseverança e determinação. E as avós e tias adicionaram muito amor na criação dessas duas mulheres que acreditam na evolução do ser humano e no tratamento digno e respeitoso das outras formas de vida.

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Fernanda Piarangeli Fonseca Uma frase que lhe define: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”- São Francisco de Assis. Juliana Piarangeli Fonseca Uma frase que lhe define: “Segue o teu destino, rega as tuas plantas, ama tuas rosas. O resto é a sombra das árvores alheias”- Fernando Pessoa.


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| CAPA

Mercado imobiliário em Lavras — 62 —

Imobiliária Futura, há 10 anos acompanhando o progresso da cidade

Por Camila Caetano Fotos: Daniel Rocha

Rerold Alberto Ribeiro e Livian Pereira Moura, proprietários da Imobiliária Futura há 10 anos

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Foto: Gil Botelho Films

De acordo com os dados da Prefeitura, Lavras conta hoje com mais de 50 mil imóveis cadastrados.

O

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mercado imobiliário ganha de ensino, como Unilavras, Fadminas, além de um expressivo avanço na capcada vez mais força no interior Fagammon, e em especial a UFLA. tação de recursos por meio dos projede Minas Gerais, e um dos prinÉ expressiva a quantidade de estu- tos de pesquisa científica e tecnológica. cipais fatores é o crescimento demo- dantes que chegam à cidade e necesNos últimos 15 anos, por exemplo, gráfico das cidades junto ao progresso sitam de um novo lar todo início de a evolução foi exorbitante. Em 2003, das instituições de ensino superior. E, semestre. Por isso, sempre há novos a UFLA ofertava somente 10 cursos de Lavras não é diferente. Dados da Pre- prédios sendo erguidos no município. graduação. Nesta época eram 620 esfeitura Municipal mostram o avanço E a tendência é crescer cada vez mais tudantes, entre graduação e pós; 165 da construção civil no município. Em nos bairros próximos à UFLA, institui- técnicos e 312 docentes. Atualmente, 2008, eram 158 imóveis em constru- ção de ensino em crescente expansão. a Instituição já possui 35 cursos de ção e 33.185 construídos. Já em 2017, Desde 1994, quando a ESAL se graduação (com cerca de 12 mil estuesses números passaram para 322 e transformou em UFLA, o desenvol- dantes) e 56 cursos de pós-graduação 39.603, respectivamente. vimento desta Instituição não parou. (com cerca de 3 mil estudantes). Além Além disso, o investimento em Houve um aumento significativo dos disso, hoje são aproximadamente 800 loteamentos aumenta consideravel- cursos de graduação e de pós-gradua- professores, 600 técnicos administramente. Em 2008, a cidade contava ção, de novos professores e estudantes, com 5.045 terrenos vagos, hoje já são 10.206. Ou seja, a previsão é de que a CADASTRO IMOBILIÁRIO EM LAVRAS cidade adquira mais construções nos próximos anos. Imóveis construídos Com relação ao crescimento da Total cadastrado população, em 2010, de acordo com Terrenos em construção Vagos 33.185 2008 38.388 322 o último censo realizado pelo Insti306 33.715 281 2009 38.982 10.206 tuto Brasileiro de Geografia e Esta272 279 253 9.347 237 tística (IBGE), Lavras contava com 34.158 2010 39.626 193 92.200 pessoas, com uma estimativa 158 156 34.985 2011 41.070 de 102.124 em 2017. Contudo, esses 6.562 6.719 6.256 dados não consideram a população 7.221 35.842 2012 42.351 5.848 5.045 5.111 5.275 flutuante, como da Universidade Fe36.446 2013 43.280 deral de Lavras (UFLA), que hoje gira 36 .621 2014 43.619 em torno de 16 mil pessoas. 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017

POPULAÇÃO FLUTUANTE E INVESTIMENTO NA CIDADE De olho nesse potencial de mercado, as construtoras e empresas imobiliárias investem cada vez mais em cidades como Lavras, que possuem uma demanda alta e constante por moradia, devido ao aumento no número de estudantes e funcionários de instituições

Fontes: Prefeitura Municipal de Lavras

2015

37.487

2016

37.917

2017

39.603

Robuart/Shutterstock

44.989

Faber14/Shutterstock

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47.570 50.131


| CAPA

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Equipe da Imobiliária Futura em Lavras, localizada na rua Misseno de Pádua.

tivos e 550 terceirizados. Ou seja, uma população diária no câmpus da UFLA de quase 16 mil pessoas. É válido ressaltar que o orçamento da Universidade também acompanha esse crescimento da comunidade acadêmica. Em 2006, o custo com pessoal, encargos sociais, outras despesas correntes e investimentos era de R$78.137.298,00. Já no último ano, 2017, foi de R$371.187.225,00.

IMOBILIÁRIA FUTURA HÁ 10 ANOS ACOMPANHANDO O PROGRESSO DE LAVRAS Um ótimo investimento administrativo sem experiência pode se tornar um grande prejuízo. Por isso, a Futura Empreendimentos Imobiliários conta com uma equipe experiente em administração, gerência operacional, contabilidade e advocacia, criando uma estrutura segura para atender seus clientes. Inclui ainda serviços de locação, venda e construção, trazendo soluções para síndicos, proprietários e inquilinos. A Futura dispõe de um Departamento de Compra, Venda e Locação, especializado e apto a auxiliar na negociação do imóvel. Entre outros serviços, a imobiliária oferece: avaliação REVISTA IPÊ

Equipe da Imobiliária Futura em Perdões, localizada na rua Floriano Peixoto.

do imóvel de acordo com as regras de mercado; divulgação do imóvel em jornais de grande circulação e em site próprio, e ainda assessoramento jurídico sempre que necessário. Livian Pereira Moura e Rerold Alberto Ribeiro, ambos com 35 anos, são os proprietários da Futura. Um jovem casal, que já acumula 10 anos de experiência como empresários da imobiliária. Antes de começar com o novo empreendimento, Livian já trabalhava há seis anos no ramo. Por meio da sua experiência, Rerold decidiu entrar nessa nova área. No início, a imobiliária contava apenas com os proprietários e um funcionário extra. Hoje, a equipe é composta por oito pessoas. O casal re-

lata que durante os primeiros anos foi muito difícil alcançar a posição almejada, mas, aos poucos foram obtendo credibilidade na cidade. “No começo, nossa ideia era trabalhar mais com construção e venda. Mas, antes mesmo de abrir a imobiliária resolvemos incorporar o aluguel, que hoje é o nosso carro chefe”, comentam. Iniciaram as atividades em fevereiro de 2008 e já em abril do mesmo ano conseguiram um novo investimento, ao comprarem uma imobiliária da cidade. E, não pararam por aí, em 2015 adquiriram uma nova carteira de locação. “Há dez anos estamos cultivando uma expressiva carteira de locação, com credibilidade e responsabilida-


DEPOIMENTOS Alugávamos nossos imóveis sem o auxílio de imobiliárias, o que nos trazia muitos problemas e prejuízos. Quando resolvemos transferir para uma, a FUTURA foi uma ótima opção e continuamos juntos desde 2008, por sua excelente equipe. Além de mim, minha mãe e minhas três irmãs contam com os serviços da Futura. Haical José Haddad, proprietário da H-Bens construtora, cliente desde 2008.

“Há dez anos somos clientes da Imobiliária Futura. Na verdade, somos parceiros. Confiamos a eles nossos imóveis desde o início. Meu pai sempre exigiu muita honestidade das pessoas com quem se relacionava, pois ele era um homem de muito caráter. E ao longo dessa jornada não teve sequer um momento em que nossa família se arrependesse dessa parceria” Gisela de Oliveira Rapahel Castro, filha de Natal Salgado Raphael (falecido), clientes desde 2008.

Imobiliária Futura em Perdões.

Diamante Residencial, diferenciado e exclusivo na região. Com ótima localização, os apartamentos são tipo Loft e Studio, com áreas amplas, aliando conforto e modernidade. Tudo isso a preço de custo.

NOVIDADE DE INVESTIMENTO EM LAVRAS Uma das novidades que a Futura trouxe a Lavras foram os investimentos coletivos, uma inovação no mercado de imóveis. Por meio da formação de grupos de investidores há a construção de apartamentos exclusivos a preço de custo. Ao final da construção, cada proprietário decide se prefere vender ou alugar. Os apartamentos são realizados em parceria com a DSL Construções e Fundações. O engenheiro responsável pelas construções passa informações constantemente aos investidores, apresentando assim todo o gasto, os produtos utilizados, entre outros detalhes da obra. Os interessados em participar desse grupo devem agendar um horário de atendimento na Futura Lavras, para uma pré-análise do perfil do investidor.

“Você confiar suas propriedades a uma imobiliária há dez anos é muito significativo. Já tivemos uma longa caminhada, e sem nenhuma preocupação da minha parte. Espero continuar sempre contando com essa grande parceria” Afonso Celso de Abreu (médico cardiologista), cliente desde 2008.

Imobiliária Futura Lavras Rua. Misseno de Pádua, 855 - Santa Teresinha, Lavras/MG

Contato: (35) 3822-7662 /Futura Empreendimentos Imobiliários contato@imoveislavras.com.br www

imoveislavras.com.br

Imobiliária Futura Perdões Rua Floriano Peixoto, 60 - Centro, Perdões/MG

Contato: (35) 3864-7061 contato@imobiliariaperdoes.com.br www

imobiliariaperdoes.com.br REVISTA IPÊ

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de. Temos clientes que estão conosco desde que começamos com a imobiliária. E passando de geração em geração. Isso mostra o nosso compromisso para com o nosso cliente. Mas, para que isso aconteça não é fácil. É necessário ter honestidade, transparência e responsabilidade, que proporcionam garantias aos proprietários dos imóveis”, contam. Após cinco anos em Lavras, decidiram conquistar um novo espaço. Abriram uma filial em Perdões. “Chegamos a Perdões para levar um novo serviço à cidade, como garantia de aluguel, vistorias”. Mas, foram necessários mais de três anos para obter confiança na cidade. Após esse período, os proprietários vivenciaram uma demasiada expansão em Perdões. “Agora, a expectativa é de continuar trilhando novos rumos. Tivemos, por exemplo, a proposta de abrir uma nova filial em Pouso Alegre, e estamos analisando essa possibilidade”.


| ESPORTE

Vamos falar de copa

O time da casa, mesmo não tendo força e tradição, sempre tem uma proteção especial

O HEXA virá agora?

A

Foto: José Henrique

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no de Copa do Mundo e o futebol é o grande assunto do mundo do esporte. Estou me preparando para cobrir e narrar os jogos mais importantes da minha décima primeira. É sempre emocionante e diferente estar presente, sempre na expectativa de ver o Brasil campeão. O HEXA virá agora? É a pergunta que me fazem a todo instante. Não sei a resposta. Mas pode ser. O time é bom, mas tem vários adversários fortes. A Alemanha sempre. Temos França, Espanha, Argentina e mais uns três ou quatro. Nunca é fácil. Os cruzamentos, às vezes, são ingratos. Podemos encontrar adversários muito difíceis já na segunda fase. Além de tudo, como se diz há muito tempo, o futebol tem surpresas e zebras. O time da casa, mesmo não tendo força e tradição, sempre tem uma proteção especial. Agora, ela será menor, pois veremos a TV como árbitro. É uma novidade que vai provocar muita discussão, mas será muito útil. Será uma Copa de grandes astros: Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo. Grizmman, e outros. Eles podem decidir. Surpresas sempre acontecem e é bom esperá-las. A partir deste mês, e até o final da Copa, estarei aqui na Revista Ipê. Espero terminar com mais um grito de BRASIL CAMPEÃO. Até.

REVISTA IPÊ

José Silvério de Andrade Locutor esportivo da Rádio Bandeirantes. Será sua 11ª participação em Copas, sendo o único a participar das finais narrando os jogos no estádio.


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| INFOGRÁFICO

Copa do Mundo

NOSSA SELEÇÃO DOS ELIMINADOS Onze jogadores que farão falta nesta Copa David Alaba

Gareth Bale

Pjanic

Áustria

País de Gales

Bósnia

Leonardo Bonucci Itália

Buffon

F

H. Mkhitaryan Armênia

Itália

altando poucos meses para o início da Copa do Mundo FIFA 2018, a expectativa entre os torcedores das 32 melhores seleções do futebol mundial cresce a cada instante. A Rússia, sede do evento, possibilitará o encontro de verdadeiros craques. A abertura será no dia 14 de junho, no estádio Luzhniki, às 12h (no horário de Brasília). Já a estreia do Brasil acontecerá após três dias. E a final do Mundial ocorrerá em 15 de julho.

Alexis Sánchez Chile

Medel Chile

A. Valencia

Arjen Robben

Arturo Vidal Chile

Equador

Holanda

AS BOLAS A bola Telstar está com muita tecnologia. Por meio de um chip será possível obter seus dados reais.

Por Camila Caetano Infográfico: Rodrigo Fortes

GOMOS

PESO

PERDA DE PRESSÃO

2014 NOME OFICIAL:

Brazuca 6 428g 7%

Entre as 32 seleções da Copa, a novidade fica para Panamá e Islândia, que participam do Mundial pela primeira vez.

2010 NOME OFICIAL:

Nº de Mundiais 2018

Participação em copas

NOME OFICIAL:

Russia

Arábia Saudita

6

Egito

Uruguai

GRUPO B

GRUPO A

Jogador destaque

Jabulani 8 440g 10%

Telstar 18

435g

Portugal

2 (1930 e 1950)

4%

Espanha

Marrocos

Irã

1 (2010)

11

5

3

13

7

15

5

5

Igor Akinfeev

Nawaf Al Abed

Cristiano Ronaldo

David Silva

Hakim Ziyech

Sardar Azmoun

(Al Hilal)

Mohamed Salah

Luis Suárez

(CSKA)

(Manchester City)

(Ajax)

(Rubin Kazan)

México

Suécia

Coreia do Sul

(Barcelona)

Brasil

Suíça

Costa Rica

(Real Madrid)

Sérvia

5 (1958, 62, 70, 94, 2002)

GRUPO D

(Liverpool)

GRUPO C

— 68 —

AS SELEÇÕES DA COPA

Alemanha 4 (1954, 1974, 1990 e 2014)

21

11

5

12

19

21

16

10

Neymar

Granit Xhaka

Keylor Navas

Nemanja Matic

Toni Kroos

(Arsenal)

(Real Madrid)

(Manchester United)

(Real Madrid)

Chicharito Hernández

Emil Forsberg

(PSG)

Son Heung-min (Tottenham

(West Ham)

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(Red Bull Leipzig)

Hotspur)


Rússia São Petersburgo 3

OS ESTÁDIOS Foram gastos US$ 13,2 bilhões (R$ 42,6 bilhões) nos estádios da Copa 2018 (ao total serão 12 estádios). É considerado o Mundial mais caro da história.

Níjni Novgorod

Iecaterimburgo

8

12

Moscou Rússia

1

2

10

11

EUROPA

6

Samara

9 Volgogrado Rostov

Custo da obra

7 Sochi

Capacidade 2 Moscou

US$ 430 mi

3 S. Petersburgo

US$ 400 mi

45.000 7 Rostov-on-Don

Kazan

Saransk

Caliningrado

4

1 Moscou

5

4 Sochi

US$ 1.5 bi

80.000

US$ 519 mi

67.000

8 Nizhny Novgorod

9 Volgograd

5 Kazan

US$ 439.7 mi

48.000 10 Saransk

6 Samara

US$ 320 mi

45.000

45.000

11 Kaliningrad

12 Ekaterinburg

— 69 —

US$ 290 mi

GRUPO E

45.000

França

US$ 280 mi

45.000

Austrália

US$ 300 mi

45.000

Peru

Dinamarca

1 (1998)

Argentina

US$ 215 mi

35.000

44.130

Islândia

Croácia

Nigéria

2 (1978 e 1986) 7

5

5

17

1

5

6

Antoine Griezmann

Tom Rogi

Jefferson Farfán

Christian Eriksen

Lionel Messi

Gylfi Sigurdsson

Luka Modric

Victor Moses

(Barcelona)

(Everton)

(Real Madrid)

(Chelsea)

(Lokomotiv Moscou)

(Tottenham)

Inglaterra

Tunísia

Polônia

Senegal

Colômbia

Japão

(Celtic)

Bélgica

Panamá

GRUPO H

15

(Atlético de Madrid)

GRUPO G

US$ 300 mi

44.000

GRUPO F

US$ 330 mi

1 (1966) 13

1

15

5

8

2

6

6

Eden Hazard

Gabriel Gómez

Harry Kane

Youssef Msakni

Sadio Mané

(Atlético Bucara-

(Tottenham)

(Lekhwiya)

James Rodríguez

Maya Yoshida

(Chelsea)

Robert Lewandowski

manga)

(Bayern de Munique)

(Liverpool)

(Bayern de Munique)

Fontes: FIFA

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| ESPORTE

Lavras Vôlei Um time com a cara do povo Por Leonardo Assad Fotos: Daniel Rocha

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U

m povo que respira esporte e leva o time para a glória. Quem nunca ouviu falar da festa nas arquibancadas do Estádio Municipal quando o Fabril entrava em campo nos anos 80? Atletas como Ana Paula Rodrigues Henkel e Selma Rezende Scheid Lopes despontaram do voleibol lavrense para o cenário internacional. Com o intuito de fomentar a prática da modalidade que conquistou o ouro nas Olimpíadas de 2008 e 2012, em Pequim e Londres, respectivamente, Marcelo de Castro Teixeira e toda uma equipe que lhe deu suporte, dedicaram-se nos últimos dois anos para que o projeto Lavras Vôlei saísse do papel. O dia 25 de janeiro de 2018 ficará marcado na história como a primeira partida oficial, estreia na Superliga B Feminina diante do CEFA (RS). Apesar da derrota por 3 sets a 1, a relação do time com a torcida começou com uma linda história de amor. O ginásio balançou, assim como o coração florido de ipê. Com um suspiro profundo, passando um filme pela cabeça, Marcelo relembrou dos quase 3 mil torcedores que compareceram ao ginásio do Lavras Tênis Clube (LTC) no jogo de estreia pela Superliga B. “Há muitos anos que eu não via os ginásios em Lavras tão cheios por conta de um evento esportivo. A última vez que eu me lembro de uma mobilização assim foi na época que o Fabril foi campeão do interior, isso há quase 30 anos”, relembra Marcelo. Formado em Educação Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marcelo dedicou parte de REVISTA IPÊ

sua vida à especialização em voleibol, com passagens pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV), Secretaria Estadual de Esportes de Minas Gerais (SEESP), Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e Federação Mineira de Voleibol (FMV), além do Instituto Presbiteriano Gammon e LTC, onde foi treinador de 1988 até 1993. “Eu sempre fui um apaixonado pelo esporte. Desde criança. Talvez por influência do Gammon, onde eu estudei e por ter uma tradição no esporte”, disse Marcelo, professor do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Lavras (DEF/ UFLA) desde 1997. Apesar da forte relação com o vo-

leibol, Marcelo nunca foi um jogador profissional, muito em função de na época em que estudava no Gammon a educação física ter sido encarada como forma de recreação e, como ele mesmo confessa, nunca conseguiu atingir um bom nível. “Na verdade eu brinco que todas as minhas frustrações de atleta foram compensadas depois como treinador”. O projeto Lavras Vôlei começou a ser elaborado há mais de dois anos, um sonho alimentado por gerações que gostariam de ver uma equipe de voleibol profissional disputando campeonatos importantes. Com apoio da Federação Mineira, Prefeitura Municipal, Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe), Fundação de Desenvolvimento Científico e


Na opinião do professor da UFLA, o grupo atual de atletas é forte e poderá chegar longe, mas destaca as dificuldades iniciais que deverão ser superadas. “Foi tudo muito rápido, mas como queríamos fazer, resolvemos encarar e mostrar o nosso trabalho e potencial à população, abrindo assim novas possibilidades para o futuro”. Marcelo faz um pedido aos torcedores. “Continuem torcendo, participando dos jogos, acreditando e nos apoiando, para conseguirmos não apenas resultados dentro de quadra, que é uma consequência, mas, sobretudo, unir a cidade em torno de uma equipe. É um entretenimento prazeroso, por isso queremos levar esse trabalho por longos anos”.

LEGADO DA COPA DO MUNDO E OLIMPÍADAS

sou no momento da escolha por um dos sexos. Mas, o trabalho com os homens também está nos planos. “Mais a longo prazo, também vislumbramos a possibilidade de também trabalhar com o voleibol masculino”. O planejamento que está sendo executado é de médio e longo prazo, visando a um dia chegar à primeira divisão. “Esperamos que a cidade abrace a equipe, voltando à cultura de grandes eventos do voleibol na cidade. Com investimentos seguros poderemos realizar outras temporadas, e obter uma equipe melhor qualificada. Por isso, pedimos que não só as instituições que já são nossas parceiras, mas o empresariado e outras pessoas que porventura queiram investir no esporte, lembrem da nossa equipe”.

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Cultural (Fundecc), e do LTC, entre outros colaboradores, a equipe tem recebido investimentos para se fortalecer em Minas. Desenvolver as categorias de base para que novos talentos surjam, desempenhando um papel social importante, faz parte dos planos para a consolidação da equipe. “Eu costumo brincar que não achamos que o esporte seja a salvação de tudo, mas acreditamos que seja sim uma grande arma de apoio aos aspectos educacionais, culturais de um povo”, comenta Marcelo. Ele destaca a importância da presença de atletas profissionais. “Acreditamos que o profissional seja um espelho para as categorias de base”. A tradição de Lavras no voleibol feminino em categorias de base pe-

Com um semblante de lamentação, Marcelo afirma que o Brasil não soube aproveitar a exposição que teve nos últimos anos para melhorar a infraestrutura do esporte. “Infelizmente com a realização das Olimpíadas e da Copa do Mundo, não tivemos o retorno imaginado para o esporte. Imaginávamos que depois desses dois megaeventos, teríamos um apoio maior no esporte, com melhores investimentos”. Outro problema detectado foi a fuga de empresas que investiam nos clubes, federações e confederações, muito em função da crise pela qual o País atravessa. “Temos visto que diversos patrocinadores têm se retirado do esporte por conta da situação econômica do Brasil”. No caso específico de Lavras, ele vê um esforço da Prefeitura em desenvolver diversas modalidades esportivas. “O que temos visto na cidade é uma proposta, uma intenção do poder público em voltar a investir no esporte. Independente desse aspecto político, esperamos que as pessoas continuem acreditando que o esporte pode ajudar na educação das crianças, além de ser um bom entretenimento e, por isso, um bom investimento”.


| CINEMA

Ripper street O mistério por trás da identidade de “Jack, o Estripador.”

tânico Ripper Street reúne com maestria detalhes épicos do século 19. Protagonizado pelo premiado Matthew Macfadyen, que na saga vive o incansável e dedicado Edmund Reid, Inspetor e detetive da lendária Divisão H, Ripper Street abre sua jornada apresentando ao público episódios repletos de suspense, drama e ação. O inspetor Reid, além do cotidiano policial, precisa lidar com o desaparecimento de sua pequena filha Mathilda, ocorrido anos antes durante um naufrágio, e com a depressão de sua esposa Emily (Amanda Hale). As investigações na Divisão H contam com o auxílio de uma equipe de

Divulgação

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L

ondres, 1889. Os moradores da periferia de Whitechapel estão apavorados com os assassinatos em série cometidos por um indivíduo frio e calculista. As vítimas, todas prostitutas, têm os corpos abandonados em becos fétidos e escuros. A precisão cirúrgica dos cortes nas gargantas e abdômen sugere que o algoz tenha alguma ligação com a medicina. Por essa razão, a misteriosa figura é apelidada de “Jack, o Estripador” e com frequência tem estampado jornais por toda a Inglaterra e tirado o sossego da respeitada Scotland Yard. A busca por respostas ganhou as telas da TV e desde 2012 o seriado bri-

Diego Nascimento jornalista e palestrante www.diegonascimento.com.br

alto gabarito, mas que ao longo das temporadas revela segredos de tirar o fôlego. Nela encontramos o Sargento Bennet Drake (Jerome Flynn), ex-combatente do exército da Rainha Vitória e o Capitão Homer Jackson (Adam Rothenberg), um cirurgião norte-americano que encontra refúgio em Londres após fugir dos Estados Unidos com sua esposa Susan Hart (MyAnna Buring) devido a um mistério revelado ao longo da trama. As buscas pela verdadeira identidade de “Jack, o Estripador” acontecem em paralelo às demandas policiais de uma comunidade operária e sofrida. No contexto da revolução industrial e do surgimento de movimentos sociais a exemplo de sindicatos, Ripper Street inunda a mente dos espectadores com curiosidades diversas ao exibir a chegada de novidades tecnológicas como o telégrafo e a luz elétrica. Com um total de cinco temporadas a série traz cultura e entretenimento. Toda a cenografia, figurino e linguagem seguem os rigorosos padrões de produção da BBC, que é famosa por sucessos como Orgulho e Preconceito (Pride & Prejudice), Daniel Deronda, Sherlock e South Riding. Os episódios completos de Ripper Street estão disponíveis na versão online por meio do site Amazon Prime (www.primevideo.com).

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Polo Lavras/MG

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| COMPORTAMENTO

Tem muito de mim em cada trabalho que eu faço

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Papo Tattoo Tatuagens originais Por Camila Caetano Foto: Rafaela Fotografias

riqueza em cada detalhe. “Realizo todo um projeto. Primeiramente converso com a pessoa, para entender o que ela deseja e depois crio o desenho exclusivo. Após aprovação, realizamos a tatuagem. Não acho correto apenas reproduzir a arte de outro tatuador, é necessário ter minha originalidade, meu toque. Por isso, não curto muito as tatuagens comerciais, com desenhos já prontos. Gosto de fazer um trabalho autoral, que envolve um processo de criação”. Em trabalhos tão minuciosos e realistas, Fernanda ainda percebe preconceitos. “Quando faço uma tatuagem mais rica em detalhes, e algum amigo a apresenta para alguém, a pergunta é sempre: ‘quem é o TATUADOR?’. Quando eles falam que é uma TATUADORA, as pessoas costumam ficar surpresas, como se não fosse possível”, conta. E, para criar tão livremente, a música é a sua melhor companhia. “Depende muito do que escuto no momento. Quando pego algo para ouvir, fico naquilo muito tempo, até fazer uma imersão mesmo, dissecar cada minuto”, destaca Fernanda. Ela confessa que atualmente o seu vício é o álbum Tábua da Esmeralda, de Jorge Ben Jor.

A

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s tatuagens exclusivas têm chamado a atenção de quem deseja transformar parte do seu corpo em arte. É necessário confiar em profissionais que tenham a habilidade de realizar uma verdadeira obra, são os tatuadores artistas, que dão um toque autoral em cada desenho produzido. “Tem muito de mim em cada trabalho que eu faço”, comenta a tatuadora Fernanda Lhama, que virou sensação em Lavras por sua originalidade. Formada em Design Gráfico, Fernanda sempre esteve inserida na arte. Durante a faculdade, além de toda a experiência obtida nos estudos, conseguiu realizar novos contatos, que possibilitaram trilhar seus passos e traços no mundo da tatuagem. “Tudo começou em Belo Horizonte, com o tatuador André Dequinha, especialista em realismo. Ele é excepcional e me deu todo o apoio, compartilhando as suas habilidades e me ensinando na amizade. Dequinha não é desse mundo, é uma pessoa ímpar. Ainda hoje ele me ajuda muito”, comenta Fernanda. A veia artística também vem de família. A mãe, Denize, é artista plástica. E outra pessoa que a influenciou foi a sua madrasta, Mauri, que era empresária no ramo da moda, que possibilitou a inserção de Fernanda, como estagiária, em excelentes empresas. Já o pai, Marcílio, médico, apesar de ser de uma área completamente diferente, sempre apoiou o futuro da tatuadora. “Ele viu que eu poderia colocar meu dom de desenhista nas tatuagens e me deu muita força”. Além do dom pelo desenho estar na alma, a tatuadora já realizou diversos cursos e viagens profissionais. Fernanda começou sua carreira na tatuagem com apenas 24 anos. Hoje, aos 28, ela já se destaca no mercado, com um aglomerado de desenhos únicos, resultado de um processo meticuloso. “A demanda em Lavras cresceu muito rápido, a notícia circulou e as pessoas começaram a me procurar justamente por eu criar desenhos exclusivos”. Lidar com todo o processo de criação mais os atendimentos, não é fácil. Por isso, Fernanda conta com a ajuda da sua noiva Rafaela Teixeira, que possui mais experiência administrativa. Sobre o estilo, Fernanda não se prende a rótulos. Tudo depende do que o cliente deseja. Por isso, ela possui diversas ferramentas, para realizar todo tipo de traço, com muita REVISTA IPÊ REVISTA IPÊ


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| INOVAÇÃO

Lavrastec Mais oportunidades e geração de novas tecnologias Por Camila Caetano Fotos: Daniel Rocha

O

Parque Científico e Tecnológico, Lavrastec, é um dos principais projetos realizados em toda a história da Universidade Federal de Lavras (UFLA), um dos futuros motores mais importantes para o desenvolvimento da cidade, tornando-a referência no País. A construção do novo empreendimento já se encontra em uma etapa avançada, com conclusão prevista ainda para 2018.

Em 2011, foi disponibilizada pela UFLA uma área própria de aproximadamente 78.000 m² para a instalação do Parque Tecnológico. Com uma população urbana de mais de 100.000, Lavras possui um elevado índice de qualidade de vida, sendo conhecida internacionalmente, por meio da UFLA e demais centros de excelência universitária. Lavras está ligada às grandes capitais por duas rodovias principais: pela BR - 381 - Fernão Dias, conectando-a a Belo Horizonte e a São Paulo, e pela BR – 265/040, ao Rio de Janeiro.

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Toda a estrutura do Lavrastec deverá atrair empresas-âncoras para a instalação de centros de pesquisa e desenvolvimento, além de abrigar as empresas já em processo de incubação e outras juniores articuladas na Universidade. Esse projeto inovador já tem chamado a atenção de relevantes investidores. O reitor da UFLA, professor José Roberto Soares Scolforo, afirma que empresas de grande porte, até mesmo do exterior, já estão em negociação avançada com a Instituição. “A expectativa é que o Lavrastec se torne um importante gerador de empregos qualificados, em especial na absorção de mestres e doutores formados na UFLA. Estamos felizes por participar de um momento histórico, quando é lançada a semente que vai impulsionar o desenvolvimento da Universidade e de toda a região”, afirma o reitor da UFLA. Assim, o grande objetivo do Parque é de impulsionar o desenvolvimento da pesquisa e inovação tecnológica e propiciar oportunidades ao município de Lavras, região e Estado, atraindo empresas que invistam no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores, proporcionando


Além da infraestrutura, as empresas sediadas no Lavrastec contarão com serviços de apoio empresarial (orientação para Propriedade Intelectual; consultorias e assessorias em Tecnologias de Gestão; auxílio na captação de recursos; Assessoria Jurídica e Contábil; Assessoria de Comunicação e Imprensa; cursos e treinamentos) e projetos socioambientais.

ESPAÇO

Reitor da UFLA, professor José Roberto Scolforo

O Lavrastec é a realização de um sonho antigo e reflete a estruturação e o amadurecimento da UFLA. A ideia de se pensar no Parque Tecnológico foi inserida, em 2005, no programa de Implantação de Parques Tecnológicos do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - SECTES/MG, e em 2007 passou a fazer parte do Projeto Estruturador Rede de Inovação Tecnológica (RIT), ano em que foi liberado recurso para a atualização dos estudos de viabilidade técnica, econômica e mercadológica para a sua implantação. A sua competência foi comprovada entre 2007 e 2008 quando foi implantado na UFLA o Programa de Incentivo a Inovação – PII, em parceria com a SECTES, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Prefeitura. Ressalta-se que a UFLA foi escolhida como instituição piloto para a implantação desse programa no Estado de Minas Gerais. A partir dessas ações e com a criação do Núcleo de Inovação Tecnológica, também em 2007, a UFLA se encontrava estruturada para a implantação da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica, Inbatec, inaugurada em 2011. A UFLA obteve ainda do Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, bolsistas para atuarem no Núcleo e na Incubadora. A construção do Parque se constituiu um desafio para a UFLA, já que o mesmo envolvia custos elevados. A

Foto: Gil Botelho Films

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relevantes ganhos para toda a comunidade. Para fortalecer a competência regional, o Lavrastec abrangerá cinco setores ou segmentos tecnológicos especializados: Agronegócio, Biotecnologia Vegetal e Animal, Tecnologia da Informação, Gestão e Tecnologia Ambiental, Tecnologia da Informação, e Engenharias. Laboratórios, núcleos de pesquisa, equipamentos e ainda recursos humanos qualificados da UFLA estarão disponíveis para o desenvolvimento de pesquisas que poderão contribuir para a criação de produtos e tecnologias que gerem impactos na sociedade.

O Lavrastec está a poucos metros do Aeroporto Padre Israel, e ligação direta com o bairro da Baunilha. Haverá uma passagem de acesso ao centro da cidade e outra pelo próprio câmpus da UFLA. Dispõe de uma área total de 78.805,30 m². O seu espaço físico foi especialmente planejado para abrigar as empresas sediadas de forma moderna, respeitando o meio ambiente. As edificações foram dispostas de modo a otimizar o aproveitamento da iluminação e a ventilação natural. O projeto arquitetônico contempla dois prédios: um com 72 salas e outro com 45 salas, e ainda uma área de convivência, praça de alimentação com restaurantes e refeitórios, comércio e um anfiteatro com capacidade para 240 lugares. A alta qualidade da infraestrutura física permitirá ao Lavrastec apresentar às empresas e instituições parceiras todos os meios para o desenvolvimento de suas atividades incluindo assistência para captação de recursos por meio de agências financiadoras.

COMO TUDO COMEÇOU


UFLA então buscou uma emenda de bancada junto aos deputados federais de Minas Gerais. “Essa foi adquirida através de muita ajuda, em especial do deputado federal Reginaldo Lopes. Mais difícil que obter a emenda é conseguir viabilizar dotação orçamentária e limite de empenho que a torne possível de ser usada, ainda mais em período de tempo tão exíguo. A maioria esmagadora das emendas de bancadas, não impositivas, não tem qualquer efeito prático, pois se não liberada, perde a validade ao longo do ano. Entretanto, a credibilidade da UFLA e de seus gestores, além de muita perseverança, possibilitou o convencimento do Ministério da Educação para que viabilizasse o projeto. Temos que agradecer também ao então secretário executivo do MEC, Henrique Paim”, comenta o reitor da UFLA. Tendo em vista todos os benefícios que o Parque geraria para a UFLA, Lavras e toda a região, foi possível iniciar a obra. “Mesmo com a perda da capacidade financeira das duas primeiras empresas que realizaram a maior parte da obra, nossa expectativa é de que o Parque seja concluído neste ano. Se não fossem esses atropelos já teríamos o Parque Tecnológico construído e em pleno funcionamento. Porém, não temos dúvidas de que será um sucesso e que é uma das três ações mais importantes da gestão da UFLA 2012/2020”, destaca Scolforo. Além da conclusão da obra física, o reitor da UFLA ressalta que é necessário vencer mais uma jornada, igualmente crucial. “Agora, mais uma difícil etapa será iniciada. É a fase em que buscaremos, através de editais e convites, atrair empresas de base tecnológica para se instalar no Parque. Nesse momento, a ajuda de todos, em especial da comunidade da UFLA, da Prefeitura, do Estado, dos empresários, do Legislativo, da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, se torna decisiva no crescimento das empresas de base tecnológica ou dos setores de pesquisa e desenvolvimento. É um projeto de médio prazo que necessitará de muita persistência, profissionalismo e comprometimento”.

COMO FUNCIONARÁ O modelo de gestão a ser adotado pelo Lavrastec será o de condomínio, cuja gestão financeira ficará a cargo da Fundação de Desenvolvimento REVISTA IPÊ

Foto: Gil Botelho Films

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| INOVAÇÃO

Vista aérea da Universidade Federal de Lavras (UFLA)

Científico e Tecnológico (Fundecc). As empresas interessadas em participar do Parque passarão por uma seleção, por meio de edital. Cada empresa que for habitar o Lavrastec pagará à Fundecc aluguel correspondente à metragem ocupada e regulado por contrato de longo prazo, mais de cinco anos, idealmente 20 anos. O lançamento de editais e a definição da política de ocupação do Parque serão estabelecidos pelo Conselho Estratégico, composto por representantes da UFLA, da Fundecc, das empresas residentes no Parque, de personalidades notáveis na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação. O Conselho Estratégico nomeará um diretor para o Lavrastec que será o responsável pela sua administração. Em função do interesse das empresas que habitarem o Parque, o mesmo arranjo poderá ser aplicado à infraestrutura laboratorial e experi-

mental da UFLA localizada fora dos limites do Lavrastec. Assim, caso haja interesse da empresa, ela poderá solicitar à UFLA cessão de espaço em laboratórios, uso de equipamentos e outras infraestruturas de pesquisa. Estas serão cedidas, mediante contrato específico, sem jamais conflitar com as atividades acadêmicas da Instituição. Essa parceria propiciará uma maior interação entre empresas, professores, pesquisadores e alunos da Pós-Graduação da UFLA, resultando em desenvolvimento de inovações, geração de empregos e/ou liberação de bolsas para pesquisas. As empresas instaladas no Lavrastec deverão atuar de forma ambientalmente sustentável, com condições de funcionamento que não gerem riscos ambientais e com planos de controle e tratamento de resíduos.


Foto: Gil Botelho Films

LAVRAS

“A UFLA está alinhada às ações de inovação. Com a implantação do Parque Científico e Tecnológico e dos novos cursos de engenharia busca-se o desenvolvimento da UFLA, de Lavras, do Estado e do País, por meio de geração de tecnologias que possam ser transferidas para a sociedade, a qual é responsável pelo financiamento e manutenção das instituições públicas, bem como por meio da formação de um contingente expressivo de engenheiros que poderão dar sustentabilidade ao projeto de crescimento do Brasil”, destaca o reitor da UFLA.

Foto aérea da cidade de Lavras

A UFLA EM NÚMEROS Estudantes de graduação

11.348

Estudantes da pós-graduação

2.959

Cursos de Graduação Presencial

30

Cursos de Graduação a Distância

5

Cursos de Pós-Graduação

56

Professores

702

Técnicos Administrativos

575

Funcionários Terceirizados

555

Projetos de Pesquisa

1.664

Grupos de pesquisa

117

Linhas de pesquisa

707

Publicações anuais

1382

Iniciação Científica

1.482

Laboratórios

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Em levantamento realizado entre o Instituto Inovação, Sebrae, IBGE e Pequenas Empresas & Grandes Negócios, foi traçado um mapa da inovação no Brasil, e Lavras está entre as quatro cidades mais inovadoras de Minas Gerais. Segundo a pesquisa, Lavras figura entre 45 bolsões brasileiros de inovação identificados em todo o Brasil, seguramente pela capacidade da UFLA em gerar conhecimentos, tecnologias e produtos inovadores, já se consolidando como uma das mais qualificadas universidades do País. É apontada como uma das cidades onde os empresários têm melhores condições para criar e atrair recursos, sejam públicos ou privados, destinados à inovação. A presença de Lavras no mapa da inovação é justificada pelas conquistas da UFLA como centro gerador de conhecimento e de mão de obra qualificada.

200

Parque Científico e Tecnológico

É um sistema de empreendimentos criados e geridos com o objetivo permanente de promover Pesquisa e Inovação Tecnológica, estimular a cooperação entre instituições de pesquisa, universidades e empresas, bem como dar suporte ao desenvolvimento de atividades empresariais intensivas em conhecimento, implantadas na forma de projetos urbanos e imobiliários que delimitam áreas específicas. Assim, existem alguns elementos vitais para o seu sucesso, que são: universidades, empresas de alta tecnologia, laboratórios e serviços diversos, que devem se relacionar profundamente em busca dos mesmos objetivos.

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| FOTOGRAFIA

80 | REVISTAIPÊ IPÊ REVISTA


O silêncio que fala alto

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R

etratar pessoas é uma arte, transmitir sentimentos buscando novas perspectivas na naturalidade das cores, dos gestos e das expressões do corpo é algo incrível. A cada sessão busco encontrar algo que, para a modelo, seja novo, espontâneo e natural. Costumo dizer que a natureza é um palco perfeito, sempre terá lugares surpreendentes para fotografar. E com a Stella não foi diferente, mesmo que para ela ser fotografada seja algo de costume, a expectativa por algo novo estava em seu olhar, após muitas conversas, ela ficou totalmente entregue à sessão, com poucos cliques ela entendeu que o mais importante era ser natural, e isso resultou em uma linda sessão.

Rodrigo Brito Fotógrafo REVISTA IPÊ


| VISTA AÉREA

Um olhar diferente

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Q

uem nunca sonhou em ser um pássaro ou apenas ter o poder de voar como um super herói? Ter a liberdade de ir a qualquer lugar e ver o mundo de um ângulo diferente? Enxergar além dos limites do olhar humano? Em busca desse sonho, diversas alternativas foram criadas, para que de alguma forma fosse possível experimentar essa sensação. Uma tecnologia recente, que vem se aprimorando é o uso de Drones na fotografia. E a cada dia essa tecnologia se torna mais acessível, não apenas aos profissionais, mas àqueles que são apaixonados por essa arte. Assim, na minha coluna pretendo mostrar um pouco das paisagens da nossa região, vistas de uma perspectiva diferente. Desde 2014 trabalhando com vídeos e fotos aéreas, em casamentos, festas e vídeos institucionais, venho me especializando para obter um registro singular em cada vôo. Essa novidade nos possibilita mostrar a nossa região de maneira diferenciada. Então, venha conosco apreciar essa visão de cima.

Gil Botelho Videomaker

Pirambeira - Itumirim REVISTA IPÊ


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| VISTA AÉREA Pirambeira - Itumirim

Rotunda - Ribeirão Vermelho REVISTA IPÊ


Ponte de Ferro - Ribeirão Vermelho

Estação Ferroviária Engenheiro Behring - Lavras REVISTA IPÊ


| INTERNACIONALIZAÇÃO

Morar no exterior As experiências de lavrenses que residem fora do Brasil Por Camila Caetano

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J

á pensou em algum momento da sua vida em morar no exterior? Segundo dados da Receita Federal, entre 2014 e 2016, foram entregues 55.402 declarações de saída definitiva do País, equivalente a um crescimento de 81,61%. É válido ressaltar que esse número pode ser ainda maior, pois, de acordo com especialistas, nem todos os brasileiros prestam essa informação quando decidem morar fora do Brasil. Devido a esse sonho frequente entre os brasileiros, a partir desta edição, a Revista Ipê acompanhará com exclusividade a vida de alguns lavrenses que moram no exterior. A primeira entrevista é com Leander Mattioli Pasqual, 33 anos, psicanalista, que está há dez anos na França.

Você já tinha domínio do idioma antes de decidir se mudar? Já tinha um nível intermediário de francês, sobretudo em termos de compreensão. Mas, não tinha domínio da língua falada ou escrita. No primeiro ano do mestrado, escrevia os trabalhos em português para somente depois traduzi-los em francês. Mas, no segundo ano já conseguia escrever diretamente em francês. Assim que você chegou, como foi? Passou por alguma dificuldade? Financeira, cultural. Assim que cheguei, tive uma dificuldade que não esperava: encontrar um lugar para morar em Paris. Esta foi uma das maiores dificuldades que enfrentei. Os aluguéis em Paris são muito caros e os apartamentos muito disputados. Lembro-me que para visitar um studio de 15 metros quadrados, com um aluguel de 600 euros (em 2008), era preciso fazer fila. Quando saía o anúncio de um apartamento em um site, horas depois o proprietário nem respondia mais as chamadas para limitar o número de visitas. O que mais lhe assustou nesse primeiro momento? Neste momento me senti um pouco desamparado. Acho que este é um sentimento frequente nos estrangeiros. Você não domina a língua, a cultura, e está sozinho,

Leander Mattioli Pasqual, 33 anos, psicanalista, mora há dez anos na França

Quando você decidiu morar fora do Brasil? A vontade de ter uma experiência fora do país começou a aparecer no final do ensino médio. Mas, comecei efetivamente a me preparar nos últimos anos da faculdade. E depois de terminar meus estudos de Psicologia na PUC, em Belo Horizonte, ainda precisei de mais um ano de preparação antes de me mudar para Paris. Como eu já queria fazer mestrado e doutorado, pensei que Paris seria o melhor lugar para continuar meus estudos, tendo em vista que o meu objetivo era estudar a psicanálise de orientação lacaniana. Na Université de Paris 8, fiz mestrado e doutorado. Esta Universidade possui um Departamento de Psicanálise que é o centro de estudos mais importante no mundo no que diz respeito à psicanálise, segundo a concepção de Jacques Lacan. O próprio Lacan ensinou e orientou algumas teses nesta Universidade onde também ensinaram, entre outros, Gilles Deleuze e Michel Foucault. Por isso fiz esta escolha. Também tive a honra de estudar com Jacques-Alain Miller, que foi durante muitos anos o diretor do Departamento de Psicanálise da Paris 8 e que é considerado um dos mais importantes psicanalistas da atualidade, sendo igualmente o responsável pela publicação da obra de Jacques Lacan. Jacques-Alain Miller, com quem faço análise desde 2008, me convidou para fazer parte de um seminário promovido por ele em sua própria casa, durante três anos. Éramos trinta pessoas, jovens em sua maioria, das mais variadas nacionalidades. Hoje atendo em um consultório particular em Paris onde exerço como psicanalista. REVISTA IPÊ

É preciso determinação para não desistir logo nas primeiras dificuldades


por mais amigos que você faça. Lembro do meu primeiro inverno em Paris, em meu studio de 15 metros quadrados no sexto andar sem elevador. Não foi fácil. Em alguma fase teve vontade de voltar para o Brasil? Se sim, quando, e como superou?

Como você descreve sua experiência de morar fora? É muito enriquecedora. Você aprende a rever seus conceitos, a se abrir ao que é diferente e a se afirmar mais. Mas, não é uma experiência fácil. É um desafio constante onde você deve aprender a se superar. O que você mais nota de diferente com o Brasil? Transporte público, alimentação, etc O transporte público é extremamente eficiente, sobretudo nas grandes cidades. O gasto com alimentação não é alto. Nos supermercados você tem acesso a produtos de qualidade por um preço bem reduzido. Os impostos são altos, mas a educação e saúde públicas são de qualidade. Isso faz com que a desigualdade social não seja tão gritante como no Brasil, o que reduz bastante o índice de violência. Em termos gerais, a França permanece um país onde nos sentimos seguros, mesmo com essa última onda de atentados. Nos meus primeiros anos na França, ninguém falava em atentado e vivíamos tranquilamente. Foi depois dos atentados do Bataclan, em 2015, que a população começou a ficar com medo. Um dos bares alvejados, La Belle Équipe, onde houve o maior número de mortos depois do Bataclan, fica na minha rua, a alguns metros de casa. Depois disso, não posso mais dizer que vivemos em um clima de segurança como antes, mas ainda assim me sinto mais seguro do que no Brasil.

É notável a consciência política e o elevado nível cultural em termos gerais. É uma população mais aberta ao diálogo, mais racional e menos propensa ao insulto e agressividade. De forma geral, o francês gosta muito de viajar e aprender sobre novas culturas. Do que mais sente saudades? Sinto saudades da minha família, da comida mineira, dos amigos, do sol e do “calor humano” brasileiro. Na França (e na Europa em geral) as pessoas são mais fechadas, expressam menos seus sentimentos. Ou talvez de uma forma diferente da nossa. Isto não é só um clichê. Também são mais rígidos. Eles se programam para tudo. Para encontrar com um amigo francês em Paris, é preciso se programar um mês antes! O francês é muito formal. Para se candidatar a qualquer emprego, você precisa escrever uma carta de motivação. Argumentar por escrito o seu interesse. Então se você quiser deixar o currículo em dez lugares diferentes serão necessárias dez cartas de motivação! No Brasil somos mais espontâneos, flexíveis. E com o tempo isso começa a fazer falta. Se fosse aconselhar alguém que tem vontade de morar fora, o que diria? O que é imprescindível? Diria para levar na bagagem uma boa dose de coragem e determinação, porque morar em outro país não é um mar de rosas ou conto de fadas. É preciso determinação para não desistir logo nas primeiras dificuldades. As coisas não virão de um dia para o outro. Pode ser que você tenha que esperar mais do que havia planejado para atingir suas metas. Pode ser que as coisas não aconteçam como você planejou. Morar fora é uma aventura que traz crescimento. Mas tem um custo, financeiro e pessoal. Principalmente para aqueles que decidem não voltar. E cada um deve se perguntar o quanto está disposto a pagar. Para aqueles que se dispõem a esta aventura, só me resta dizer « Bon courage! ». Foi o que me disse um senhor que encontrei em um Café logo que cheguei.

Leander Mattioli Pasqual ao lado de Jacques-Alain Miller em seminário realizado em Paris REVISTA IPÊ

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Durante anos me perguntei se queria permanecer na França ou voltar para o Brasil depois de concluir meu doutorado. Nos primeiros anos, tudo era novo, tudo parecia incrível, e esse entusiasmo me dava forças para superar inúmeras dificuldades. Com o passar do tempo a rotina vai se estabelecendo e você começa a dar mais importância para os pontos negativos. Precisei trabalhar como baby sitter e cuidei de três crianças durante muitos anos. Hoje eles já estão grandes. Também trabalhei como vendedor em diferentes lojas. Não foi fácil fazer estes trabalhos e me submeter a certas coisas. Então eu me perguntava se não valeria mais a pena voltar para o conforto do meu país, para colocar em prática o que tinha aprendido, ao invés de continuar tentando abrir caminhos em outra cultura. Este pensamento se tornou menos frequente quando surgiu a oportunidade de começar a trabalhar em um consultório e quando pude finalmente me mudar para um apartamento melhor. Hoje, o que me faz permanecer na França são as atividades ligadas ao meu trabalho e a possibilidade de continuar evoluindo profissionalmente. Além disso, me sinto muito bem adaptado e inserido culturalmente. Voltar para o Brasil seria começar uma nova vida, bem diferente daquela com a qual me acostumei e com a qual tanto aprendi.

E a população local, o que vê de diferente dos brasileiros?


| AUTO PAPO

Garantia: faça valer seus direitos Depois de publicado o código de defesa do consumidor, as lojas passaram a ter maior respeito pelo cliente.

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a teoria, o consumidor brasileiro é protegido pela legislação. Na prática, ele é desrespeitado pela falta de credibilidade da Justiça. Mas as coisas estão mudando desde que passou a valer o código de defesa do consumidor e existem vários casos em que o cliente recorre à Justiça e acaba sendo indenizado pelo fabricante, nem que seja anos depois. TRÊS MESES - Diz o código que a venda de qualquer produto está coberta por uma garantia de 90 dias. Pode ser automóvel, televisão ou liquidificador. Novo ou usado. Na loja ou na concessionária. Ele só não cobre o negócio realizado entre duas pessoas físicas. ZERO KM - O prazo de 90 dias para o automóvel novo é exigido pela legislação, mas sempre vale a garantia contratual firmada entre as partes (fábrica e consumidor) que é de, no mínimo, um ano. Hoje, a maioria das fábricas estende o prazo para dois, três, cinco e até seis anos. Tem que ser cumprido embora seja uma ferramenta de marketing. E as fábricas muitas vezes acabam “cobrando” (indiretamente) por ela ao exigir a presença do carro na concessionária para as revisões obrigatórias cobradas à parte. No caso de o automóvel apresentar um defeito que a oficina da concessionária não tenha condições de resolver em 30 dias, o freguês tem o direito de exigir sua substituição por outro novo ou a devolução do valor pago, devidamente corrigido. USADO – Muitas lojas de usados e até algumas concessionárias burlam a legislação e anunciam “Três meses de garantia para motor e caixa”. Não existe isso em lugar nenhum do código e esta restrição foi pura invenção dos lojistas: a responsabilidade de três meses compreende todo o automóvel. Dizem os especialistas que, se a empresa anunciar 90 dias apenas para motor e caixa, ela terá que se responsabilizar por todo o automóvel durante três meses e 90 dias adicionais pelos dois componentes anunciados. É muito comum o cliente levar um carro usado e, 30 ou 40 dias depois, apresentar um problema, por exemplo, nos freios, ou em outro componente qualquer. De volta à loja, ele provavelmente vai ouvir que ela não se responsabiliza pelo problema, apenas pelo motor e caixa. Mas o consumidor pode exigir judicialmente que ela faça gratuitamente o reparo. REVISTA IPÊ

PESSOA FÍSICA Se a compra do carro usado é feita diretamente entre duas pessoas físicas, então não se estabelece a relação de consumo, e o comprador não é protegido pelo código. Mas, no caso de um defeito, ele pode acionar a Justiça alegando má fé do vendedor. REPARO - Além disso, o consumidor é também protegido pelo código ao contratar uma prestação de serviço, um reparo em seu produto, qualquer que seja ele. Isso significa que, se você leva o carro para consertar numa oficina (concessionária ou não), não se esqueça de exigir uma nota fiscal da prestação de serviços especificando o reparo realizado. Este é o documento que faz valer a garantia junto à oficina, caso o automóvel (ou moto, ou televisão ou torradeira) volte a apresentar o mesmo defeito dentro do prazo de três meses. Ainda existe a possibilidade de algumas empresas, quando o consumidor volta para reclamar, alegar mau uso do produto para negar a garantia. Neste caso, faça valer judicialmente seus direitos e chame um perito para emitir um laudo e determinar o verdadeiro culpado pelo defeito. Há casos reais de mau uso, principalmente nos componentes de desgaste natural como embreagem ou freio. Seja lá como for, sem a nota fiscal do serviço realizado, o motorista fica completamente desarmado e sem condições de brigar por seus direitos.

Matérias, áudios e vídeos meus podem ser acessados no autopapo.com.br

Boris Feldman Jornalista e engenheiro


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| ESTRATÉGIA E VENDAS

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meta de venda é um termo que soa um tanto quanto assustador, já que atingir uma meta é sempre um desafio, e não atingir é bastante frustrante. No entanto, as metas de vendas são, na verdade, direcionadores, facilitadores e motivadores que norteiam o negócio e ajudam a otimizar os resultados. Então, seguem alguns passos de como criar suas metas:

DEFINA METAS DE VENDAS ALCANÇÁVEIS

Um dos fatores que desmotiva o empresário é de não conseguir alcançar suas metas e ter um resultado menos expressivo do que o esperado. Da mesma forma, metas alcançadas significam maior motivação e mais vontade de crescimento. Portanto, na hora de definir suas metas, seja realista e objetivo. Se sua empresa é nova, pode ser que as metas iniciais precisem ser baixas para serem alcançadas, mas começar devagar é uma ótima forma de ter controle sobre seus investimentos e lucros e poder fazer reparos durante o trajeto. Definir metas alcançáveis não significa traçar metas fáceis, e estar no seu lugar de conforto só vai fazer com que sua empresa permaneça estagnada. Assim, trace uma meta possível, mas que exija esforço real para ser atingida.

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DEFINA PRAZOS

Ennemont Theyson Morel Empresário, consultor, coach, especialista em Vendas e Alta Performance atendimento@amplliare.com.br (35) 99163-6030

Metas: e agora? Para quem não sabe onde quer ir, qualquer lugar serve

REVISTA IPÊ

Os prazos são de suma importância para que você tenha controle sobre o que é possível fazer em determinado período de tempo e assim fazer uma previsão mais acertada. É importante ressaltar que cada segmento tem um tempo diferente para aparecer os resultados, por isso, esteja sempre atualizado sobre o comportamento do seu cliente e de seu segmento dentro do mercado.

CRIE FORMAS DE ACOMPANHAMENTO

Encontre algum lugar onde você possa escrever suas metas e estratégias para alcançar seus objetivos. Instale seu painel de indicadores em um local visível para que você não perca o foco e anote periodicamente seus resultados. Nesse sentido, fazer uso de um software com relatórios em tempo real, usar planilhas ou mesmos painéis de gestão a vista lhe ajudará na definição do caminho a ser trilhado. Não se sinta mal se precisar modificar alguma estratégia, mudar os objetivos ou diminuir a meta. Na verdade, quando isso acontece, significa que você está entendendo o seu negócio e está mantendo o controle sobre sua produção.

PENSE EM LONGO PRAZO

Quanto você quer ganhar em um mês, semestre ou em um ano? Esta é uma pergunta que precisa estar constantemente na cabeça de qualquer vendedor ou empreendedor. Suas metas podem ter um prazo mais curto, mas é o objetivo final que vai direcionar suas estratégias e ajudá-lo a definir as metas de vendas. Mais uma vez, vale ressaltar que é importante traçar resultados realizáveis. Por fim, não esqueça de que o mais importante é estar em movimento. Mantenha-se sempre atualizado e atento ao mercado para preservar sua empresa saudável e lucrativa.


Polo Lavras/MG


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| MÚSICA

Lame Horse Representante lavrense do rock pesado divulga primeiro EP Por Lame Horse Foto: Samuel Vale Grego

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m 2015, a banda mineira de pop/ rock Naippes (antiga Sala Vip e Segundo Andar), fundada por Daniel Damas (violão/voz) e Rodrigo Társio (bateria) encerrou suas atividades por período indeterminado. Desde 2003 na estrada tocando principalmente na noite, o grupo também contava com Claudio Junior (guitarra) e Pedro Sette (baixo). A partir dessa pausa, Claudio Júnior, Pedro Sette e Rodrigo Társio voltam a tocar juntos no fim do mesmo ano, com Pedro Sette assumindo o

vocal, incentivado pelos dois companheiros. Primeiramente batizado com o nome de AntPop, o grupo visava um repertório cover com músicas em sua maioria Lado B de artistas como Gov’t Mule, Frank Zappa, Lynyrd Skynyrd, John Mayer e Deep Purple. Posteriormente, o trio decidiu se tornar um tributo ao Black Sabbath. Assim, o nome foi alterado para Lame Horse, já que seria um trio homenageando o quarteto britânico. As influências da banda são diversas, desde MPB a bandas de dea-


EP - One

Faixas Medieval Age Live for Yourself Lords Dogs Videogame

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th e trash metal, passando pelo pop, funk, soul, rock clássico, progressivo, grunge, punk, hard rock etc. Em julho de 2016, o trio começou a trabalhar em suas próprias músicas, incentivado pelos amigos da banda lavrense Aneurose, de trash metal. Oito músicas foram compostas em dois meses e executadas ao vivo pela primeira vez no Aneurose Festival I, em setembro de 2016. Em 2017, a banda lançou seu EP de estreia intitulado “One”, produzido por Francisco Buscariolli e conten-

do quatro faixas: Medieval Age, Live for Yourself, Lords Dogs, Videogame. As músicas do “One” foram também disponibilizadas em diversas plataformas de distribuição digital (download e streaming). Desde então, a banda se empenha em participar de festivais e de quaisquer eventos em que a música autoral possa ser bem-vinda e apreciada. Neste início de 2018, a Lame Horse planeja a gravação de um novo single e continua na busca por shows em festivais. Além disso, o grupo acredita na

força que as mídias sociais têm quando o assunto é divulgação e agora, mais do que nunca, aposta no melhor uso possível de suas redes. A proposta musical do Lame Horse é fazer rock sem qualquer rótulo, baseando-se apenas em uma sonoridade pesada com riffs e timbres marcantes e uma bateria pesada, deixando a definição do gênero de suas músicas a cargo do público. @LameHorseBand REVISTA IPÊ


| GASTRONOMIA

DICAS GASTRONÔMICAS CONFIRA NOSSAS DICAS GASTRONÔMICAS DE LAVRAS

Bolinho de bacalhau

King’s Pub O King´s Pub é um bar versátil, e mescla características dos pubs ingleses - ambiente mais reservado e acolhedor - à proposta de prestar atendimento de qualidade, e ao mesmo tempo descontraído, para que todos possam se sentir muito à vontade. Variedade de cervejas e drinks, chopp artesanal, vinhos importados...e para harmonizar, deliciosas porções com carnes nobres e temperos customizados. #VemReinarNoKings Rua Santana, 65 - Centro (35) 99277-1987 @KingsPubLavras

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Clube do Sushi O Clube do Sushi vem ganhando espaço e reconhecimento em toda a região devido à qualidade dos alimentos produzidos. O alto padrão da matéria-prima aliado ao profissionalismo da equipe garante ao consumidor uma experiência marcante que conquista os paladares mais exigentes! Vem pro Clube!!

Av. Jucelino Kubitscheck, 713. Centro (35) 3826-6322 e 99186-2878 (whatsapp) @clubedosushioficial

Lavras Apart Hotel Prato especial, servido geralmente nos finais de semana. “Quando tem camarão fresco a gente faz, é sempre bom com um vinhozinho branco gelado” - sugere a chef. O restaurante funciona os sete dias da semana para o jantar. Há ainda os eventos temáticos, realizados uma vez ao mês. Na foto: nhoque de baroa, molho cítrico e camarão pistola. Um dos pratos especiais da chef Jajá. Rua. Misseno de Pádua, 151 - Centro (35) 3821-1413 @lavrasapart REVISTA IPÊ


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| GASTRONOMIA

HotdôGui

HotdôGui O Hotdôgui veio com uma proposta de inovação na área de hot-dog, trazendo aos seus clientes, da salsicha ao pão artesanal, ingredientes selecionados e de alta qualidade, com um espaço acolhedor e um atendimento cordial. Pensa no melhor hot-dog da sua vida. Agora prepare para esquecê-lo. Conheça o hotdôgui . #hotdogquevocerespeita

Rua Santana nº01, Centro - Lavras

Foto: Agência Yellow

Burguer 61 O Burguer 61 é uma evolução do fast food e traz o “algo a mais”. Uma ideia inovadora e o menu mais variado da região, com segredos nunca revelados. O bar conta com 2 torneiras de Chopp Backer Claro e Escuro, cervejas artesanais conservadas na temperatura perfeita, além de drinks, doses e vinhos. No cardápio você vai encontrar os famosos hamburgueres, pizzas, porções, saladas, omeletes, sobremesas, culinária japonesa e chinesa. Aberto também para almoço com self service no quilo de 11h às 14h30 e, à noite, com o pub de 18h30 às 00h00 Rua Gilberto Vilela, 96 - Centenário (35) 3822-6161 @hamburguer61

Crocante O Crocante é um restaurante especializado em frango frito, mas conta com um cardápio completo com diversas outras delícias para você se esbaldar com a família e os amigos. Atendimento quarta, quinta e domingo das 19h às 23h, sexta e sábado das 19h a 00h Foto: Agência Yellow

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@hotdogui

Rua Dr. Álvaro Botelho, 40 - Centro (35) 3822-2913 e (35) 98809-2913 @crocantelavras

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| ESPAÇO GOURMET

Ingredientes • 600g de bife ancho • 200g de cogumelos frescos variados (paris, shitake, shimeji) • 100ml de conhaque • 200g de creme de leite fresco • Sal • Pimenta do reino • Azeite

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Foto: Daniel Rocha

Modo de Preparo Corte a peça de bife ancho em quatro medalhões com 150g cada. Tempere com sal e pimenta do reino. Em uma frigideira bem quente, grelhe os medalhões com azeite até ficarem bem dourados dos dois lados. Retire do fogo e reserve. Na mesma frigideira, aproveitando o fundo do grelhado da carne, refogue rapidamente os cogumelos (já limpos e picados em pedaços grandes). Tempere com um pouco de sal e, antes que eles murchem, adicione o conhaque. Tombe a frigideira para que a chama do fogo encoste no conhaque e pegue fogo na parte interna, para flambar. Quando o fogo apagar é sinal de que o álcool da bebida evaporou. Nesse momento junte o creme de leite e acerte o tempero com sal e pimenta. Volte com os medalhões para frigideira com o molho para serem aquecidos e finalizar a cocção. Sirva imediatamente.

Bife ancho Ao molho de cogumelos flambados em conhaque

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Ana Carolina Abe-Saber Cozinha Gourmet (35) 99168.5895


Foto: Daniel Rocha

| PRAZER NACIONAL

Empresário, consultor e apreciador de Cachaça

O cenário nacional da cachaça Da colônia aos dias atuais

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Antônio Claret Sales

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produção de cachaça é uma atividade desenvolvida no Brasil desde a era colonial. É uma bebida típica do País, que aqui passou a ser produzida com a introdução da cana para a produção de açúcar. Portanto, de uma origem não muito nobre, era consumida geralmente nas senzalas e periferias pelas classes menos favorecidas. Sustentou a escravidão no início do ciclo da cana-de-açúcar, do ouro e do café no Brasil Colônia, devido aos baixos preços e consumo popular. Foi reprimida pela colônia portuguesa para implementar o consumo de vinhos portugueses. Com o passar do tempo, a cachaça foi ascendendo o seu consumo por vários níveis sociais, teve papel importante no período da pré-independência, quando não beber produtos portugueses era sinal de patriotismo. Em 1789, durante a Inconfidência Mineira, os intelectuais, sacerdotes e militares adeptos ao movimento tomavam cachaça como símbolo de nacionalismo, de democracia e de protesto contra as ordens de Lisboa. Após a independência e abolição da escravatura, ao saírem das casas de seus senhores para comemorar a vitória, os escravos tomaram cachaça e, após alguns dias de festas, não tinham abrigo e nem comida, em função de terem gastado suas reservas bebendo. A partir de então, o destilado experimentou seu lado triste, servindo de refúgio para amenizar a fome e as dores da miséria. Assim, começa a sua decadência e, vista com preconceitos, passa a ser a bebida de “pinguços”, “cachaceiros” e “destruidora de lares”. Termos estes que se tornaram pejorativos e denegriram sua imagem até o final do século passado. Exatamente no final dos anos 80, Minas Gerais inicia o primeiro movimento de valorização da cachaça com a criação da Associação Mineira dos Produtores de Aguardente de Qualidade (AMPAQ), hoje Associação Nacional dos Produtores e Integrantes da Cadeia Produtiva e de Valor da Cachaça de Alambique (ANPAQ). Desde então, a cachaça tomou um novo rumo, apesar de que algumas barreiras do preconceito ainda precisam ser quebradas. A falta de informação prolonga a permanência de ideias erradas sobre a mais brasileira das bebidas, tais como: produto ruim, muito forte, pouco sofisticado, de baixa qualidade, consumido por classes de baixa renda, etc., são algumas das percepções equivocadas ainda presentes no cenário atual, principalmente nas cidades do interior, onde prevalecem produtos sem procedência e sem qualidade. Contudo, a cachaça de qualidade, hoje, é também consumida pela elite brasileira e ocupa espaço nas mais sofisticadas adegas, bares, restaurantes e churrascarias dos grandes centros. É fonte de pesquisa em várias universidades, propiciando inovações em tecnologia de produção, qualidade e favorecendo as características organolépticas da bebida, que a cada dia conquista novos apreciadores.


| TURISMO

Viagem para todos os gostos Destinos incríveis para quem quer curtir ou fugir do frio!

André Pereira Turismólogo Conceito Viagens e Turismo

Santiago - Chile

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e acordo com o Serviço Nacional de Turismo do Chile, em 2016, os brasileiros ocuparam a segunda posição de turistas estrangeiros que mais visitaram o Chile, perdendo apenas para os argentinos. Em Santiago, as temperaturas variam de -5 a 18 graus nos períodos de outono e inverno, já nas estações de esqui as temperaturas podem chegar a -18 graus. Próximo a Santiago, há quatro estações de sky: Farellones, El Colorado, La Parva e Valle Nevado. Todas estão a 50 quilômetros da capital chilena, numa estrada bem sinuosa e com mais de 60 curvas. Cada minuto desta viagem vale a pena, são paisagens deslumbrantes. Para quem viaja no inverno, o sonho é o passeio para ver a neve. Mas é claro que você também tem que conhecer uma vinícola, visitar uma das casas do poeta Pablo Neruda, passear pelas cidades litorâneas de Valparaíso e Viña del Mar, comer uma boa comida chilena e muito mais. São muitas atrações na cidade e também ao seu redor.

Serras Gaúchas A Serra Gaúcha é um dos mais belos destinos do Brasil, em qualquer estação do ano, mas é no Inverno que a região fica mais encantadora. Embora não seja frequente neve no inverno gaúcho, em 2016 ocorreu em dois períodos. As cidades mais conhecidas turisticamente são Gramado e Canela, Bento Gonçalves, Cambará do Sul e Flores da Cunha. REVISTA IPÊ

Aliado ao frio no inverno, a região oferece ótima gastronomia, variada estrutura hoteleira, muitas atrações e belezas naturais. Alguma sugestões de programas que você não deve deixar de fazer no inverno gaúcho: visitar vinícolas e provar os bons vinhos e espumantes da região; comer um rodízio de fondue e se deliciar com a gastronomia da região; curtir momentos de “Dolce Far Niente” em frente a uma lareira; passear em uma legítima Maria Fumaça e provar os deliciosos chocolates de Gramado.

Fotos: Divulgação

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Para aproveitar o inverno:


Fugindo do frio:

Cancun - México

Natal Os 400 quilômetros de costa de Natal e arredores, emoldurados por dunas, recifes, falésias e piscinas naturais, fazem da capital do Rio Grande do Norte um dos destinos mais procurados do País. Junta-se a tudo isso passeios de buggy, rústicas vilas de pescadores, natureza preservada, noite agitada e sol quase todos os dias do ano. A praia mais procurada é Ponta Negra, concorrida durante o dia em função de seus quiosques; e badalada quando o sol se põe por reunir alguns dos melhores bares e restaurantes locais. Em muitos deles, o cardápio é repleto de delícias típicas da culinária regional à base de frutos do mar, carne-de-sol, feijão verde, arroz-de-leite, etc. Seguindo para o litoral Norte, os destaques são as dunas de Genipabu e as lagoas de Jacumã e Pitangui, onde são praticados o esquibunda e o aerobunda. Ao Sul, as tranquilas praias da região levam à vila de Pipa, a 90 quilômetros. Quando o assunto é compras, os mercados de artesanato espalhados por Natal oferecem peças em madeira, tecido e vidro. No Centro de Turismo, um casarão onde funcionou a cadeia pública, os destaques são os delicados bordados em renda de labirinto e os coloridos trabalhos em cerâmica. O nordeste brasileiro é sempre um encanto, seja no inverno ou no verão suas férias serão espetaculares.

Praia do Forte - Bahia Localizada a 45 quilômetros de Salvador, tem 10 quilômetros de lindas praias emolduradas por areias douradas e grossas e um amplo jardim natural de coqueiros e mata ciliar. O vilarejo é composto por diversas praias, atrações turísticas e projetos que fazem da região um destino perfeito para quem gosta de banho de mar, passeios históricos e culturais e contato com a natureza. O clima da Praia do Forte é bem firme a maior parte do ano, nunca fica sem sol e, no verão, costuma registrar temperaturas na casa dos 30ºC. Mesmo no inverno, as temperaturas são agradáveis, com média mínima de 20ºC. Desde as confortáveis pousadinhas na Vila dos Pescadores até um dos grandiosos Resorts espalhados por todo litoral norte baiano, quase todas as opções de acomodação da Praia do Forte estão pertinho da costa. Além disso, a avenida Antônio Carlos Magalhães também tem algumas opções com bom preço, que estão pertinho da lojas e restaurantes da vila. Conhecer a Bahia é sinônimo de alegria.

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Cancun é o destino turístico mais famoso do México e a porta de entrada da maioria dos turistas que visitam a região. O destino mexicano faz sucesso não só por causa do seu fantástico mar azul-turquesa, mas também porque sua região oferece, além de praias paradisíacas, resorts com mega estruturas e uma boa variedade de atrações que envolvem contato com a natureza, sítios arqueológicos, compras, gastronomia e uma animada vida noturna. Sua vizinha Playa del Carmen também é um destino que merece destaque por ser um local com um astral contagiante e animado, que deve ser visitado. A temperatura da cidade é agradável o ano todo, com médias altas em todos os meses, variando de 29ºC no verão a 24ºC no inverno. A temperatura da água mantém o mesmo padrão e ela está sempre quentinha. No inverno de Cancún o dia é quente e as noites, mais frescas, mas no verão ou próximo dele, faz calor dia e noite. A temporada oficial de furacões vai do início de junho ao final de novembro, mas os meses em que Cancún pode sofrer mais são setembro e outubro. Isso não significa que passará um furacão na cidade, apenas que há chance de ocorrer. Para fugir do frio no Brasil este é um destino sensacional, devido à grande estrutura turística e aos bons preços praticados.


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| TIRADENTES

Tiradentes comemora 300 anos de fundação — 104 —

Conheça os momentos épicos que construíram a história de Tiradentes, a antiga Vila de São João del Rei Por Camila Caetano Fotos: Alberto Lopes

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| TIRADENTES

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uitas cidades históricas surgiram durante o ciclo do ouro, como Tiradentes, antiga Vila de São João del Rei, que se destaca por diversos momentos épicos. Em Tiradentes nasceu Joaquim da Silva Xavier. Também sempre esteve envolvida nos movimentos progressistas, sendo palco da Guerra dos Emboabas. Além disso, as igrejas de Tiradentes possuem uma riqueza incalculável, devido ao ouro e diversos detalhes artísticos. A imponência de suas construções arquitetônicas revela o poder que havia na cidade. Uma cidade que nos faz voltar ao tempo, conservando ainda o mesmo aspecto dos tempos coloniais. Com ruas estreitas e tortas, calçadas de pedras irregulares, casas antigas e arquitetura barroca presente em todos os detalhes. Neste ano, Tiradentes completa 300 anos da fundação da Vila, assim, a Revista Ipê lhe convida a conhecer toda a sua história:

A HISTÓRIA Em 1702, João de Siqueira Afonso informou a Tomé Portes que na Serra de São José havia muito ouro. O lugar indicado chamava-se Ponta do Morro. Neste local, os mineradores construíram uma capela a Santo Antônio, e fundaram o povoado Arraial de Santo Antônio, que posteriormente, em 1705, passou a ser chamado de Arraial Velho do Rio das Mortes. Com o passar do tempo, a futura Tiradentes já possuía mais escravos e pagava mais impostos que São João del Rei. Assim, os moradores de Arraial Velho, conscientes do poder que já haviam alcançado, solicitaram a emancipação do REVISTA IPÊ

local, alegando os perigos que passavam ao atravessar o Rio das Mortes quando iam pagar os impostos ou recorrer aos órgãos da Justiça. Assim, a Vila foi criada, em 19 de janeiro de 1718, com o nome de São José em homenagem ao futuro rei D. José, filho de D. João V, que nascera em 1714. Foi em 6 de dezembro de 1889 que o nome passou a ser Tiradentes. A mudança foi sugerida por Silva Jardim, republicano, que ao visitar a cidade disse que deveriam chamá-la de Tiradentes, em homenagem ao herói da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier, e não mais em homenagem ao rei. A cidade foi tombada como Patrimônio Histórico Nacional em 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), devido ao histórico conjunto arquitetônico e às áreas de seu entorno, especialmente a imponente Serra de São José. JOAQUIM DA SILVA XAVIER Dentista, tropeiro, minerador, comerciante, militar e ativista político, esse foi Joaquim da Silva Xavier, Tiradentes, mártir da Inconfidência Mineira. É considerado ainda patrono das Polícias Militares dos Estados e herói nacional. Ele nasceu em 12 de novembro de 1746, na atual Tiradentes, e foi executado à forca em 21 de abril de 1792. Partes do seu corpo foram expostas em postes na estrada que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Sua casa foi queimada e seus bens confiscados. A data de 21 de abril se tornou feriado e Tiradentes foi proclamado Patrono Cívico da Nação Brasileira pela Lei 4.867, de 9 de dezembro de 1965. Tiradentes lutou pela independência do Brasil num perío-


“Jurei morrer pela independência do Brasil, cumpro a minha palavra! Tenho fé em Deus e peço a Ele que separe o Brasil de Portugal”.

Referência bibliográfica: José Ferreira Gomes, Ambrosina Barbosa Perrin, Luisa Regina Perrin e Alice Lima Barbosa.

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do em que o País sofria o domínio e a exploração de Portugal, não tinha uma constituição, direitos de desenvolver indústrias em seu território e além de tudo o povo sofria com os altos impostos cobrados pela metrópole. Em todas as regiões mineradoras, o quinto (imposto pago sobre o ouro) e a derrama causavam revolta. Com todos esses conflitos, o movimento da Inconfidência Mineira pretendia transformar o Brasil numa república independente de Portugal. Devido a sua boa oratória e espírito de liderança, Tiradentes foi escolhido para comandar o movimento. Em 1789, após ser delatado por Joaquim Silvério dos Reis, o movimento foi descoberto e interrompido pelas tropas oficiais. Os inconfidentes foram julgados em 1792. Tiradentes, com poucas influências econômicas e políticas, foi o único executado. Antes de morrer, Joaquim da Silva Xavier disse:


| SOCIAL

Lançamento do Edifício Diamante Residencial Fotos: Daniel Rocha

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o dia primeiro de março, foi realizado, na Cervejaria do Funil, o lançamento do Edifício Diamante Residencial, promovido pela DSL Construções & Fundações e Futura Imóveis. Além de cervejas produzidas pelo cervejeiro Lamartini, houve degustação de pratos diversificados preparados pela gastrônoma Morgana. O evento contou com a presença de convidados que puderam conhecer os detalhes desse novo projeto, diferenciado e exclusivo na região. Os apartamentos são dos tipo STUDIO e LOFT, com áreas amplas, aliando conforto, modernidade e ótima localização. Futura Empreendimentos Imobiliários (35) 98802-9999 e 3822-7662

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DSL Construções e Fundações (35) 3822-0752 e 99979-1087

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Revista Ipê 18ª edição  
Revista Ipê 18ª edição  

Mercado Imobiliário em Lavras

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