Aqui É Fresco #3

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aquiefresco.com DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Nº 3 I Julho 2016

nesta edição FOLHETOS NÍVEL II 10 INGREDIENTES SUCESSO 55 ORGANIZAÇÃO PDV 62 150 ANOS NESTLÉ 66

a revista da maior rede de supermercados de proximidade de Portugal

retalho

parceiros

rede

oportunidades

proximidade

conveniência

competitividade



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editorial João Vieira Lopes diretor geral da Euromadiport e UniMark

O Serviço ao Consumidor

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a convenção realizada no final de maio comemorámos o 5.º Aniversário desta rede de comércio de proximidade. Não sendo o único projeto deste tipo no universo Unimark/Euromadiport, existem outros válidos, é no entanto aquele que agrega um maior número de empresas grossistas, dezassete, e mais de setecentos e cinquenta retalhistas de comércio de proximidade. Este ano dedicámos especial atenção ao tema “Serviço ao Consumidor”. Se é inegável que a oferta de bons preços é fundamental, esta é uma das nossas preocupações permanentes, há que, no entanto, estar atento às diferentes e cada vez maiores preocupações dos consumidores com outras vertentes de comodidade de compra. Assim, teremos de ter uma preocupação permanente com a gama de produtos que oferecemos, tendo especial atenção às novidades. Não podemos permitir que o consumidor associe a inovação apenas às grandes unidades. Em especial, temos de ter atenção à oferta de frescos que representam, em média, 60% da faturação e está demonstrado que são o grande motivador da frequência de visita nas lojas de proximidade. Temos de dar cada vez mais atenção ao aspeto da loja, da limpeza à iluminação, de modo a mostrar que o tradicional também é moderno.

Cada vez existe maior flexibilidade legal para os horários, pelo que as horas de abertura têm de ser adaptadas ao público da zona, que pode ser diverso. Reformados, casais jovens, turistas são algumas das tipologias de clientes a que temos de dar atenção e que, por vezes, estão interessados em horários diferentes. Abrir mais tarde e fechar mais tarde? Abrir na hora de almoço? Horários diferentes ao fim-de-semana? Abrir ao domingo? Não existe uma regra única. É preciso analisar a zona e a clientela e encontrar a melhor forma de a satisfazer. Em várias zonas, justifica-se ainda entregar o produto em casa do consumidor, especialmente nas situações de idosos com dificuldades de mobilidade ou de casais empregados com horários prolongados. Acima de tudo, há que ver que o consumidor premeia preço, mas também, cada vez mais, comodidade e serviço adaptado às suas necessidades. Nestas áreas, podemos ser mais personalizados e eficazes do que as grandes cadeias. Está aqui um desafio que nos permitirá ganhar clientes para o negócio e ultrapassar as dificuldades. É este um objetivo base do projeto “Aqui é Fresco”. Bom trabalho e bom negócio.


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índice Editorial

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Evolução canais de comercialização

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Entrevista Jordi Llach, diretor geral Nestlé

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Folhetos Nível II

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VI Convenção Aqui é Fresco

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Momentos da nossa convenção

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Troféu Aqui é Fresco 2016

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Reportagem - Caseiro Super

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Reportagem - Delta Cafés

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Reportagem - Super XXI

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Reportagem - Nestlé

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Reportagem - O Casarão Supermercado

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Reportagem - SCC

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Reportagem - O Mercadinho de Modelos

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Reportagem - Unicer

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Reportagem - Supemercado Radar

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Reportagem - Unilever

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Vencedores Passatempo

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Importância loja física

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Quotas grandes formatos em decréscimo

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Ingredientes do sucesso

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Organização do ponto de venda

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150 Anos Nestlé

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Inovação SUMOL+COMPAL

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Opinião - António Moreira

REVISTA AQUI É FRESCO DEPÓSITO LEGALN.º: 396902/15

ficha técnica

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N.º DE INSCRIÇÃO NA ERC : 126837 PERIODICIDADE: Semestral PROPRIEDADE: Unimarketing - Marketing, Comercialização de Bens de Consumo e Serviços Promocionais, CRL

NIPC: 504 037 641

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ABERTO

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70 DIRETOR João Vieira Lopes

DIRETOR ADJUNTO António Moreira

SUBDIRETOR Carla Esteves EDITOR Bruno Farias Av. D. João II, N.º 35 – 9.º C Edifício Infante – Parque das Nações 1990-083 Lisboa

SEDE DE REDAÇÃO Av. D. João II, N.º 35 – 9.º C Edifício Infante – Parque das Nações 1990-083 Lisboa

Telefone: 219 533 860

Website: www.aquiefresco.com E-mail: geral@unimark.pt TIRAGEM: 5 mil exemplares IMPRESSÃO: Lisgráfica - Impressão e Artes Gráficas, Rua Consiglieri Pedroso, n.º90, Casal de Sta. Leopoldina 2730-053 Barcarena



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TEXTO BRUNO FARIAS FOTOS D.R.

Comércio Tradicional foi o canal mais dinâmico em 2015 Ao crescer 2,8% em valor, o comércio tradicional foi o canal de comercialização que mais cresceu no fecho do exercício de 2015, o que vem demonstrar a assertividade deste conceito no presente contexto. Considerando a evolução dos formatos de venda a retalho, e segundo o Scantrends da Nielsen, as lojas mais pequenas (<400m2) foram as mais dinâmicas neste sector, ao apresentar índices de crescimento superiores aos dos hipermercados (+0,7%), supers grandes (+1,9%) e supers pequenos (+1,2%). Para este dinamismo, contribuiu a grande expansão das cadeias organizadas de comércio de proximidade.

J

á ninguém duvida de que os tempos mudaram no que à dinâmica dos canais de retalho em Portugal diz respeito. Num contexto macro e microeconómico em que a confiança, parece, voltou a prevalecer , o mercado de grande consumo em Portugal registou, entre outubro e dezembro de 2015, um crescimento de vendas de 0,9%,

face ao período homólogo, segundo os dados do relatório “Growth Reporter” elaborado pela consultora Nielsen. Por sua vez, na Europa, durante o quarto trimestre de 2015, os bens de grande consumo cresceram 2,1%, sendo que as quantidades vendidas aumentaram 0,8%, enquanto o preço cresceu 1,3%, o que corresponde ao menor crescimento


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desde o terceiro trimestre de 2010 (1,1%). Com a modernização evidente do comércio tradicional, onde o Aqui é Fresco tem sido um importante dínamo para o crescimento e evolução do canal, este importante canal de comercialização inverteu a tendência negativa que vinha a caracterizar a sua atividade ao longo dos últimos sete exercícios. Caminho feito desde 2008, com a Nielsen a registar na sua análise MarketTrack (Total Portugal + LIDL) uma quebra das vendas em valor de 9,7%, o mesmo registo que em 2010, com os exercícios de 2009 e 2011 a serem muito semelhantes no que ao desempenho deste canal diz respeito: -8,6% (2009) e -8,7% (2011). Elevados índices de quebra nas vendas em valor coincidentes com o arranque da crise macroeconómica, que começaram a ser mais contidos a partir de 2012 (-5,8%), com o exercício de 2013 a ser o mais positivo – excluindo 2015, naturalmente – no desempenho operacional do comércio tradicional, ao perder somente 2,5% no período analisado. 2014 vem contrariar, de novo, este ciclo de retoma e de recuperação de indicadores

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de desempenho, com 2015 a assumir-se como o primeiro ano dos últimos sete onde o canal tradicional conseguiu voltar a crescer vendas em valor (+,28%), apresentando-se, inclusive, como o mais dinâmico dos formatos de venda a retalho no término de 2015. Em termos globais do mercado de bens de grande consumo, Portugal fechou o ano de 2015 com um crescimento nominal de 1,4% que se traduz em 1,8% de aumento no volume das vendas de bens de grande consumo. As bebidas alcoólicas foram a categoria que mais cresceu (5%) e a de lacticínios a que mais agravou as suas perdas (-3%). Tendo em conta o conjunto de todas as categorias, as marcas de fabricante continuaram a crescer (3,8%) acima das marcas da distribuição, que perderam 2,8%, devendo-se esta situação à intensa atividade promocional com maior incidência nas marcas de fabricante. Não sendo exceção à regra europeia, a deflação no nosso país foi-se acentuando ao longo dos trimestres e, assim, evidenciando a forte atividade promocional, que conseguiu atingir um valor sem precedentes de 41% do total das vendas em valor. PUB


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“O Aqui é Fresco foi um motor para o pequeno retalho de proximidade” TEXTO BRUNO FARIAS FOTOS FLÁVIO ALBERTO

Uma força agregadora e dinamizadora ao serviço do canal de proximidade. É desta forma objetiva e cordial que Jordi Llach, diretor geral da Nestlé Portugal, caracteriza a rede Aqui é Fresco. Há sensivelmente um ano à frente dos destinos da empresa suíça no nosso país, o gestor catalão reconhece o valor acrescentado e o dinamismo comercial que a rede veio trazer ao canal tradicional. Dinâmica que se traduz em confiança para todos os intervenientes da cadeia de distribuição, mas com um benefício claro para o consumidor final. Carla Esteves, gestora da rede Aqui é Fresco, conduz a entrevista.


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Carla Esteves - Como é que a Nestlé avalia a evolução do canal de comércio tradicional ao longo dos últimos anos? Jordi Llach - Ao longo das últimas décadas, o conceito de comércio tradicional tem sofrido consideráveis alterações. Houve uma época em que se pensava que estava condenado ao desaparecimento, na sua vertente de proximidade. Primeiro os supermercados, depois os hipermercados e, finalmente, hoje, o canal online. No entanto, quando pensávamos que tudo viria a mudar com o digital, eis que o fator proximidade voltou a fazer sentido. Acreditamos que, em parte, esta alteração se ficou a dever a um reajustamento nos hábitos de compra dos consumidores que, por via da mais recente crise, passaram a comprar numa perspetiva de curto prazo, muitas das vezes para o consumo familiar no próprio dia e, para isso, não precisam de se deslocar a uma grande superfície. Com esta alteração de comportamento, o comércio tradicional ganhou novo fôlego e a proximidade manteve-se na ordem do dia, o que fica patente pelo crescimento de insígnias de comércio local. Por último, a questão do online não creio que vá competir com o comércio tradicional, porque ainda funciona muito como um serviço de utilidade para compras em quantidade.

habitual deslocação ao hiper para a compra mensal de grandes quantidades. A compra tornou-se muito mais racional. Depois, em segundo lugar, passaram a consumir muito mais em casa, transferindo uma grande parte do consumo de fora do lar para o lar, algo a que só agora estamos a assistir à inversão. Estas duas alterações vieram demonstrar que o fator proximidade não pode deixar de existir e foram os próprios consumidores que o “disseram”.

CE - O comércio de proximidade é um canal de comercialização relevante para uma empresa com a dimensão da Nestlé? JL - Com certeza, é um canal muito relevante para a Nestlé. Conforme referi anteriormente, a proximidade ao consumidor é um dos fatores decisivos para a criação de valor, contribuindo também para a notoriedade das nossas marcas.

CE - Notam que o consumidor ainda valoriza o “Made in” Portugal? JL - Sim, esse é um fator cada vez mais relevante. A Nestlé, sendo uma multinacional, é a mais portuguesa das multinacionais, no sentido em que temos no nosso portfólio um largo conjunto de marcas portuguesas fabricadas em Portugal como Nestum, Mokambo, Bolero, Pensal, Chocapic, Estrelitas, os cafés Buondi, Tofa, Sical e Christina, entre muitas outras. São marcas desenvolvidas com o consumidor português e de acordo com aquilo que sabemos ser o seu hábito de consumo e preferência de sabor. Os consumidores gostam de saber que uma empresa como a Nestlé, com 93 anos de presença no seu país, investe no país, que tem três fábricas e que compra 73% da matéria-prima a empresas nacionais. É o que nós chamamos de criação e partilha de valor com a sociedade portuguesa.

CE - Que papel teve o Aqui é Fresco na retoma do comércio de proximidade? JL - A rede de retalho Aqui é Fresco é, sem dúvida, uma força agregadora ao serviço do retalhista independente, potenciando um dinamismo comercial que se traduz em valor e confiança para todos os intervenientes da cadeia de distribuição com um benefício claro para o consumidor final. O projeto Aqui é Fresco foi um motor para o renascimento do pequeno retalho de proximidade. CE - Os folhetos quinzenais promovidos pelo Aqui é Fresco são uma ferramenta de comunicação e “call to action” para as vendas das marcas neste canal? JL - Os folhetos são eficazes na comunicação das marcas e produtos, com especial enfoque na divulgação da nossa inovação, contribuindo para uma constante modernização deste canal e como resposta às necessidades e satisfação dos consumidores. CE - O facto do comércio tradicional ter sido, segundo a Nielsen, o único canal de comercialização a crescer em 2015 representa uma mudança nos hábitos de consumo dos portugueses. A proximidade e a conveniência são fatores preponderantes à venda? JL - Sim, tal como já referi na resposta à primeira questão, houve de facto uma alteração nos hábitos de consumo dos portugueses, duas, para ser mais preciso. A primeira foi a ida com mais frequência às lojas de proximidade para as compras do dia-a-dia. Os consumidores passaram a privilegiar mais atos de compra em detrimento da já

CE - Como é que a Nestlé encara a inovação? O que representa a mesma para a marca? JL - A inovação é fundamental e para a Nestlé está no nosso ADN. Há 150 anos que o fazemos e a companhia nasceu mesmo com uma inovação pela mão de Henri Nestlé. Em Portugal, no ano passado, a inovação representou 19% do nosso volume de vendas. A razão da sua importância é simples: estamos em Portugal há 93 anos e sempre a acompanhar as preferências, os gostos e as conveniências de consumo dos portugueses e é para eles que inovamos nos nossos produtos, para ter uma oferta sempre atual, nutricionalmente equilibrada e saborosa, aliás como está patente na nossa assinatura corporativa: Good Food, Good Life.

CE - Que balanço faz a Nestlé da parceria que tem com a Unimark? JL - O balanço da parceria é muito positivo. Com benefícios para ambas as empresas, assentes em fatores chave como confiança, qualidade e diferenciação. Só deste modo conseguiremos construir o caminho para uma parceria saudável entre a Unimark e a Nestlé.


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TEXTO CARINA RODRIGUES FOTOS SARA MATOS/D.R.

Aqui é Fresco reforça aposta na comunicação em folhetos Meio privilegiado para comunicar e impactar os “shoppers” modernos, o folheto publicitário é hoje uma ferramenta estratégica e recorrente para comunicar novos produtos e ofertas imperdíveis. Determinantes no processo de decisão de compra e na introdução de novos produtos no cabaz dos portugueses, os folhetos possuem uma importância decisiva no comércio de proximidade e não só. Apostar numa eficaz distribuição numérica deste importante ativo comercial é um passo para o sucesso da sua loja, ao dá-la a conhecer a mais áreas de influência. Caso se limitem a estar nas caixas, ou à saída de loja, o seu impacto reduz drasticamente.


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Estudos recentes revelam que o investimento no folheto publicitário cresceu 4% em Portugal. Dados avançados pela European Letterbox Marketing Association (ELMA), organização europeia líder na distribuição de publicidade em caixa de correio, que acaba de divulgar um estudo que mostra o crescimento do investimento no folheto publicitário. Análise que conclui que Portugal acompanhou a tendência de crescimento da Europa neste mercado e que viu, ainda, o investimento neste formato de divulgação af_Knorr_Caldos_21x14,9cm.pdf 1 31/03/16 17:37 aumentar 3,9% ao longo dos últimos cinco anos.

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O que demonstra a pertinência deste formato enquanto ferramenta para os retalhistas direcionarem as suas campanhas promocionais, estimando-se que mais de 60% dos consumidores continuem a preferir este canal para o acesso a este tipo de informação. Esta pesquisa, desenvolvida pela Toluna, veio comprovar o impacto deste canal que tem crescido mais rápido do que a TV ou a imprensa, ao analisar mais de 180 mil lares distribuídos por 20 países europeus. Da análise feita destaca-se o investimento realizado em campanhas de entrega de folhetos publicitários no norte europeu que, dentro dos mercados avaliados, foi o que alocou a maior fatia de investimento a este meio. Noruega, com 7%, lidera o investimento, seguindo-se a Finlândia (6,1%), Dinamarca e Suécia (5,1%), enquanto Portugal não atinge valores próximos dos três países que mais investiram em folhetos, ficando-se pelos 3,9%. O que atesta o potencial evolutivo desta ferramenta em Portugal e que pode, a breve trecho, a vir a alcançar a média europeia de folhetos recebidos em cada lar por semana: 12 unidades. Recorde-se que, em média, cada lar português recebe, semanalmente, somente sete folhetos publicitários. Nem mais, nem menos, o meio preferencial dos portugueses para receber promoções e ter acesso a esta realidade comercial. Lidos, em média, por duas PUB


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no marketing com a proliferação de canais e a fragmentação das audiências.

a três pessoas em cada lar, de todas as faixas etárias e classes sociais, massificam a mensagem dos anunciantes, configurando uma arma atual e poderosa para, inclusive, adquirir novos clientes. São ainda uma agente ativo no reforço do poder de compra de um largo número de portugueses, com 68% dos consumidores inquiridos a reconhecer que o folheto permite obter poupanças de custos, o que faz com que se apresente como o meio preferencial em Portugal para receber as ofertas do retalho, com 62% de respostas favoráveis, bem à frente do online (50%) e da própria televisão (47%). Considerando que mais de 60% das decisões de compra são tomadas antes de se entrar no ponto de venda (estudo TNS Global de 2015), esta realidade obriga os retalhistas a mudar a abordagem na captação dos clientes. “O processo de compra é uma sequência em constante expansão de pontos de decisão potenciais, em qualquer dos quais um comprador pode tomar uma decisão final sobre o que comprará”, diz a consultora. Neste sentido, este processo é cada vez mais confuso e as estratégias de marketing estão cada vez mais afastadas do modo como as decisões são tomadas, com os últimos cinco anos a apresentarem evoluções sem precedentes

Aposta forte Atenta à realidade envolvente, a rede Aqui é Fresco aposta forte nesta ferramenta de comercialização e divulgação de produtos e publicou, em 2015, 12 folhetos mensais, com uma média de 55 produtos, e três folhetos de ações promocionais de 50% de desconto realizadas até maio do ano passado. Já em junho decidiuse integrar estas ações nos folhetos, com uma média de 15 produtos e dois folhetos temáticos, um dedicado aos Avós e Netos e outro aos Emigrantes, com um total de 50 itens promocionados nos dois folhetos. Todas as promoções eram de produtos de elevada rotação e notoriedade, como tem sido chancela deste projeto de retalho de proximidade ao longo dos cinco anos de existência. Dados que ilustram, sem sombra de dúvida, a importância deste canal que, pela sua versatilidade face aos vários modelos de negócio, prevalece e tem vindo a reforçar importância, independentemente do suporte. Mesmo num contexto onde o digital impera, as comunicações são predominantemente eletrónicas e as caixas de correio se esvaziam, potenciando impacto do contacto deste suporte em papel. “Em 2016 arrancámos com o Folheto do Nível II que será distribuído pelas lojas Aqui é Fesco com imagem da rede e com layout definidos


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O Aqui é Fresco publicou, em 2015, 12 folhetos mensais, com uma média de 55 produtos, e ainda três folhetos de ações promocionais de 50%. pela central. Iremos fazer 10 folhetos anuais, com uma média de 20 produtos de forte impacto e uma duração mais curta de 10 dias”, detalha Carla Esteves, gestora da rede Aqui é Fresco. “Para a central, o folheto promocional é um elemento de importância capital para quebrar a rotina e dar, continuamente, aos consumidores motivos para entrarem na loja. O folheto é uma ferramenta de contacto regular com os consumidores e é, e deve ser, distribuído nas caixas de correio dos consumidores para provocar a deslocação destes às nossas lojas”. Até porque o folheto distribuído porta a porta é uma ferramenta de comunicação permanente, porque, em geral, fica na mesa ou no aparador dias a fio e é consultado por várias pessoas dentro do mesmo agregado familiar, em diferentes circunstâncias ao longo do dia, gerando “buzz”e contribuindo para a construção de notoriedade sobre a

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OS DISCOUNT SEEKERS – O QUE SÃO? Com esta nova tendência promocional, passámos também a observar um consumidor mais atento aos descontos, seja em redução direta de preço, desconto em cartão ou até oferta de quantidades grátis. De acordo com os dados do Estudo Target Group Index (TGI) da Marktest, 2.342.000 portugueses são Discount Seekers, representando mais de um quarto da população portuguesa (27,3%). Estes Discount Seekers são tendencialmente um alvo feminino, cerca de dois terços são mulheres, e relativamente jovem, mais de metade tem 15/44 anos. Residem maioritariamente nas regiões Norte (Grande Porto, Litoral Norte e Interior Norte) e pertencem sobretudo às classes média baixa e baixa. O consumidor que procura os melhores descontos está cada vez mais atento, procurando nos folhetos o que está em promoção, comparando preços para aproveitar as melhores campanhas, utilizando cupões e vouchers de desconto, deslocando-se entre várias lojas para comprar e acumular as melhores ofertas. marca, ao reforçar de forma contínua a imagem da loja, tornando-a num elemento normal e comum da casa e da vida dos consumidores.

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TEXTO BRUNO FARIAS FOTOS SARA MATOS

O bom serviço em destaque na VI Convenção Aqui é Fresco


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A Alfândega do Porto voltou a engalanar-se para receber, uma vez mais, a convenção da rede Aqui é Fresco. A VI no percurso desta insígnia de comércio de proximidade que veio conquistar o mercado e que levou os seus aderentes e parceiros até à Invicta. Espaço privilegiado de negociação e venda, neste “showroom” ativo estiveram presentes, ao longo de dois dias, as mais recentes propostas da indústria. Produtos de valor acrescentado para as lojas e para os aderentes que responderam massivamente ao apelo da insígnia. Ou a prova de que o comércio de proximidade se assume, cada vez mais, como um canal de comercialização de futuro.

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bom serviço tem lugar em qualquer negócio. Da produção à distribuição, sem esquecer o sector terciário, o bom serviço ao cliente apresenta-se como um fator decisivo no negócio, constituindo, quando eficaz, um inequívoco valor acrescentado. Consciente da importância do bom serviço para o negócio dos seus aderentes e associados, o Aqui é Fresco puxou por esta importante temática na sua VI Convenção, não só ao subordinar a mesma a este tema, como a dedicarlhe workshops temáticos onde, além desta questão, foi possível ficar a perceber como a correta gestão de linear pode ajudar a potenciar vendas. Um tema entre os muitos abordados com os parceiros da indústria e que visou trazer alguma luz sobre uma prática que pode ajudar, em muito, a tirar mais proveito de uma correta e eficaz gestão do espaço disponível. Conhecimento partilhado em mais uma Convenção Aqui é

Fresco, a VI no seu caminho de afirmação como a principal insígnia de comércio de proximidade em atividade no nosso país. E ao convite da insígnia acederam fornecedores, associados e parceiros da indústria que ajudaram, com a sua presença e novidades, a fazer desta convenção mais um importante ponto de diálogo entre marcas e retalhistas, assim com um espaço privilegiado de negociação e venda. Estar e falar com os aderentes, conhecer quem compra os produtos das marcas aqui presentes, perceber as suas necessidades, construir caminhos e valor acrescentado, eis alguns pontos conseguidos em mais uma convenção de sucesso, desta feita com a bela zona ribeirinha do Porto como pano de fundo, ou não tivesse sido o edifício da Alfândega o palco escolhido para este encontro anual. Além da introdução, este ano, destes workshops valorizadores, a VI Convenção Aqui é Fresco apresentou outros motivos de interesse, tais como um crescente


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número de aderentes presentes ao longo dos dois dias do evento e que superou, inclusive, os números do ano passado, assim como o número de expositores presentes, cuja adesão valida a importância deste evento. Mas não só. Ficou-se também a saber que a rede contabiliza 40 novos aderentes até 30 de abril deste ano – conta agora com 760 aderentes – e apresenta um crescimento global

RESUMO ATIVIDADE PROMOCIONAL 2015 • 12 folhetos promocionais mensais, com uma média de 55 produtos de grande rotação e notoriedade; • 3 folhetos de ações promocionais de 50%, com uma média de 15 produtos de grande rotação e notoriedade; • 2 folhetos temáticos (Avós e Netos e Emigrantes), com 50 produtos de grande rotação e notoriedade; • Folhetos promocionais mensais: 12 • Ações promocionais de 50%: 6 • Folhetos promocionais temáticos: 2 • Total produtos promocionados: 840 • Média de produtos em promoção em cada mês: 70

JÁ FIZEMOS EM 2016:

• 5 folhetos de Aniversário • 6 folhetos Globais • 4 folhetos Nível II • Total de 534 produtos promocionados

de compras as fornecedores parceiros de 9,7% (dados de 2015), consolidando a sua posição como a maior rede de lojas de proximidade de Portugal. Posição qualitativa, mas também quantitativa (ver caixas de texto), com os números apresentados pela rede a darem conta dessa mesma dinâmica. Carla Esteves, gestora da rede Aqui é Fresco, destacou essa mesma realidade. “Desde 1 de janeiro de 2015 PUB


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até 30 de abril de 2016 vimos 40 novos aderentes juntaremse à nossa rede. Ao todo, somos agora 760 lojas integradas em rede, o que faz, sem dúvida, a maior rede de lojas de proximidade em Portugal. A isto soma-se um crescimento ponderado de 10% ao nível das compras aos fornecedores parceiros, o que diz bem do nosso compromisso em trazer valor acrescentado a todos os nossos parceiros. Em termos práticos, são 19 o número de associados Unimark que se encontram a promover o projeto, 100 fornecedores parceiros que ativamente nos suportam – a todos eles, associados e fornecedores, o nosso sincero agradecimento por todo o suporte – mais de 100 mil metros quadrados de área de venda disponível e, por último, 12 folhetos mensais com 55 produtos cada, o que diz da nossa dinâmica comercial e vontade

inequívoca de potenciar o crescimento do vosso negócio”, explica. Crescimento que foi igualmente recordado por João Vieira Lopes, diretor geral da Unimark, que agradeceu a todos os presentes pelo “contributo do comércio como um dos elementos vivos da economia deste país”. Mas como o tema da convenção de 2016 foi o serviço, João Vieira Lopes destacou, e enalteceu, a capacidade que o comércio de proximidade, não tradicional, tem de responder às adversidades. Mesmo perante a concentração no mercado alimentar que faz com que a concorrência não seja, naturalmente, fácil. “O comércio organizado neste projeto terá futuro porque sabe trabalhar em conjunto. Vivem-se períodos complicados, em que o poder de compra é menor, pelo que o facto de se saber trabalhar em conjunto é um elemento estrutural, o que valida o papel das centrais de compra e estes projetos de comércio integrado. O serviço passa por várias vertentes. Uma das regras fundamentais que todos têm de ter presente é que, após uma experiência negativa, são precisas 12 positivas para que o cliente se esqueça daquela. É um número a ter presente no dia-a-dia”, explica. Na base dessa boa experiência de compra, e segundo a consultora Nielsen, está uma preocupação latente do consumidor em encontrar uma boa relação qualidade/preço no sortido disponível. Os dados da Nielsen mostram que o consumidor se preocupa com a boa relação qualidade/

preço, mas também outros fatores contribuem, de forma ativa, para que um determinado estabelecimento seja um local onde é agradável comprar. “A boa experiência de compra é o fator mais valorizado pelo consumidor. Pretendemos com este projeto Aqui é Fresco disponibilizar uma gama alargada e clara de produtos, condições promocionais e preço. Para que este projeto possa vingar, e os comerciantes permanecerem num mercado altamente competitivo, é necessário diferenciação. O Aqui é Fresco pretende ajudar a trabalhar melhor em conjunto. A vida do consumidor dentro da loja não é só preço. Através do serviço que os operadores de média dimensão não podem dar ganhamos a guerra. Não somos tradicionais, somos modernos”, considera João Vieira Lopes. Modernidade sem esquecer a proximidade e a conveniência. Elementos chave para o sucesso deste canal que tem vindo, ano após ano, a recrutar mais aderentes, de diferentes idades e níveis de instrução, apresentandose o comércio de proximidade como o canal de comercialização que mais cresceu em 2015 segundo a consultora Nielsen (ver peça à parte). Diferenciação Mas numa convenção dedicada ao serviço, quais são os argumentos que o “shopper” mais valoriza no espaço de loja? Entre os 20 aspetos mais valorizados pelo consumidor numa loja encontra-se, e como já referido, uma experiência de compra agradável, aspeto a que se juntam outros


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igualmente importantes como “ser fácil/rápido encontrar o que é preciso”, “preços competitivos”, “boa relação qualidade/preço”. Todos estes itens aparecem, segundo a Nielsen, entre os fatores considerados diferenciadores

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para um estabelecimento comercial de proximidade, logo de primeira instância na mente do consumidor, enquanto aspetos como “tem tudo o que preciso”, “boas ofertas e promoções”, “ambiente agradável”, “é fácil de ir”, “grande variedade de produtos frescos”, “excelente serviço prestado”, “boa qualidade de produtos”, “maior variedade de produtos”, “boa higiene e limpeza”, “horário alargado”, “espaçosa”, “serviço de caixa eficiente”, “boa apresentação dos produtos nas prateleiras” surgem numa segunda linha de importância sendo, por isso, considerados importantes. Tal como a marca própria, propostas que já deixaram de estar conotadas com o primeiro preço e concorrem para a valorizada noção de boa relação qualidade/preço sendo, por isso, procuradas pelo consumidor. PUB


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OBJETIVOS 2016 E 2017 • Manter e ampliar a dinâmica promocional, estando sempre atentos à concorrência e garantindo a competitividade dos aderentes da rede face à grande distribuição; • Desenvolver uma atividade promocional mais intensa e efetiva em produtos refrigerados e congelados; • Melhorar o nível médio de cumprimento de compromissos por parte das lojas (produtos em promoção, distribuição de folhetos, exibição de cartazes e destacadores, etc.); • Atingir os 800 aderentes; • Desenvolver a implementação do Nível II e ampliar o número de lojas com imagem; • Definir o “cardex eficiente comum” de marcas de indústria; • Definir o “cardex eficiente comum” de marcas próprias (UP e Alteza); • Desenvolver planogramas para as principais áreas das lojas em cooperação com fornecedores parceiros; • Manter a realização de reuniões com as lojas AeF para obter as suas sugestões e queixas e para transmitir as propostas e recomendações; • Continuar a dinamização do site AeF, nomeadamente nos conteúdos de formação profissional e apoio à gestão da loja; • Edição de duas revistas Aqui é Fresco – junho e novembro; • VII Convenção AeF a realizar em 2017

Desafios Atrair o “shopper” a vir até à nossa loja é, portanto, um desafio do comércio moderno, razão pela qual o Aqui é Fresco desde sempre apostou num conceito de loja airoso, apelativo, onde a exposição de produto ganha um especial destaque. Conceito de supermercado moderno de proximidade que, uma vez mais, esteve em exposição na convenção, onde os responsáveis da insígnia deram a conhecer a visão da rede para os seus aderentes em termos

de apresentação de loja e exposição dos produtos. Uma vez mais a rede a trabalhar para si. De igual modo, foi apresentado a todos os presentes a aposta da rede num “upgrade” da sua oferta para uma dimensão 2.0, ou seja, o ano vindouro de 2017 será o ano da aposta da insígnia no alargamento das lojas de Nível 2

e reforço da dinamização das vendas por intermédio dos folhetos (ver peça à parte). Uma sólida aposta por parte da rede Aqui É Fresco que quer atingir os 800 aderentes, ao mesmo tempo que assume a ambição de manter e ampliar a dinâmica promocional, assim como definir um “cardex eficiente comum” de marcas de indústria e de marcas próprias (UP e Alteza). Algumas propostas entre muitas outras que constituem a visão de futuro deste conceito de comércio de proximidade que levou mais de 1.200 pessoas até à Alfândega do Porto na expectativa de realizar bons negócios com os mais de 60 fornecedores parceiros que marcaram presença neste importante espaço de negociação e proximidade. Mas nem somente de negócio se tratou a VI Convenção Aqui é Fresco, com os portugueses The Gift a encerrarem mais uma convenção de sucesso com uma presença muito especial. A conceituada banda de Alcobaça encerrou a noite de 29 de maio com alguns dos principais temas do seu rico repertório musical. Um final de noite em grande em mais uma convenção que levou até ao Porto a rede de aderentes da insígnia Aqui é Fresco em mais uma convenção de balanço positivo. A edição de 2017 já está em marcha. Contamos consigo! Veja o vídeo da convenção aqui:


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Momentos da nossa Convenção


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TROFÉU AQUI É FRESCO 2016

Uma gestora transformacional TEXTO BÁRBARA SOUSA FOTOS SARA MATOS

Cláudia Portugal, diretora geral da PrimeDrinks, empresa familiar de distribuição de vinhos e bebidas espirituosas em Portugal, foi homenageada com o Troféu Aqui é Fresco na edição de 2016 da Convenção Aqui é Fresco.


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láudia Portugal nasceu no Lobito, no ano do maio francês, em 1968, filha de um engenheiro e de uma analista programadora, de uma família ancorada em Angola há várias gerações. A agora diretora geral da PrimeDrinks estava na primeira classe quando a descolonização a “atirou” para Paris, onde se tornou fluente em francês. O pai queria que fosse engenheira,

mas Cláudia sonhava ser artista de teatro. Prosseguiu, com uma perna às costas, para o curso de Gestão, na Católica, enquanto distribuía folhetos de supermercados, dava aulas de informática e analisava empresas cotadas, mas que terminou com média de 16. No entanto, percebeu cedo que a sua área não seria a financeira, mas sim o marketing e as vendas. E não falhou a vocação por muito pois, nas suas próprias palavras, “a negociação é a arte da representação.” Já a sua carreia profissional iniciou-se na Fima Lever, onde foi gestora de produto do azeite Gallo durante cinco anos. “Um gestor de produto, tal como eu o vejo e fui, é na prática um mini diretor geral”, explica a responsável. Na direção do canal grossista da Lever, Cláudia Portugal supervisionou uma equipa de 80 homens, sector que valia 60% do negócio da empresa na altura. Um desafio, sem dúvida, mas que encara de uma forma prática, referindo que “atingir e superar objetivos, na diversidade, mostra que somos capazes de liderar equipas.” Após o começo da sua carreira meteórica no azeite Gallo, passou pelo queijo. Na Bel Portugal, a maior empresa de queijo flamengo, foi diretora geral durante seis anos e destaca que “um dos maiores desafios nas empresas é pôr todos a remar para o mesmo lado.” Tudo isto até chegar à PrimeDrinks, em outubro de 2008. Atualmente, com 48 anos, Cláudia Portugal dirige a PrimeDrinks, privilegiando uma estratégia de crescimento sustentado. “O que é importante é a performance continuada e a preparação do futuro,” declara. A empresa distribuidora, para além dos acionistas Esporão, William Grant & Sons e Aveleda – representa, total ou parcialmente, empresas internacionais, como Edrington Group, Rémy Cointreau, Epi e Bols.

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Com a entrada de Cláudia Portugal, o portfólio foi sendo alargado para produtos portugueses, mantendo em vista acrescentar origens na sua oferta vínica e de espirituosos. Em 2009, a PrimeDrinks passou a distribuir os vinhos, espumantes e moscatéis da Casa Ermelinda Freitas, as vodkas Stolichnaya e Moskovskaya do Stoli Group e, no final do mesmo ano, integrou o portfólio de vinhos da Herdade dos Grous. Mais tarde, em 2013, a companhia alargou a sua oferta vínica à região do Tejo, com a entrada de Fiuza, e também passaram a integrar no portfólio as marcas premium do Douro Superior, Muxagat e Quinta do Monte Xisto (de Mateus e de João Nicolau de Almeida & Filhos). No ano seguinte, alargou-se a oferta integrando as marcas do Gruppo Campari - Aperol, Carolans, Frangelico, Cinzano, Campari e Sagatiba - e os vinhos CARM, da família Roboredo Madeira, e abriu-se caminho para, em 2015, se acrescentar à oferta vínica o produtor de vinhos da região da Bairrada, Luis Pato. A um ritmo constante e que permitisse à empresa continuar a prestar um bom serviço, as marcas foram entrando neste negócio onde as propostas de valor são fundamentais. Acima de tudo, Cláudia Portugal considera-se uma gestora transformacional, com provas dadas na sua carreira, mas para quem, no fundo, a família é o berço dos seus valores, ideais e comportamentos quotidianos, na esfera pessoal e profissional. “A família é o pilar fundamental da pessoa em que me fui tornando e que hoje sou,” conclui Cláudia Portugal. PUB


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Caseiro Super: há três anos com o Aqui é Fresco

TEXTO CARINA RODRIGUES FOTOS SARA MATOS

Fazer compras em Ilha é sinónimo de ir ao Caseiro Super. São já sete anos a bem servir os habitantes desta freguesia do concelho de Pombal, três dos quais a exibir as cores do projeto Aqui é Fresco, fidelizando à insígnia todos os que visitam a sua loja.


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liente do grossista Pereira & Santos, o negócio de César Couto, proprietário do Caseiro Super, em Ilha, freguesia do concelho de Pombal, mudou de forma significativa com a adesão à insígnia de comércio organizado. Este empresário considera que, desde que aderiu à rede Aqui é Fresco, conseguiu imprimir um maior dinamismo à sua atividade comercial, algo que, naturalmente, não passou despercebido aos clientes do Caseiro Super, desde os mais aos menos fidelizados. Sem exceções. “O que mais valorizamos é toda a dinâmica comercial proporcionada pela rede e as ferramentas que coloca ao dispor dos lojistas”, confirma César Couto. Ferramentas de promoção e de dinamização de vendas como são exemplo concreto o folheto Aqui é Fresco, muito apreciado pelo cliente final e amplamente difundido no Caseiro Super - que permitem prestar um serviço ainda melhor e potenciar a diferenciação deste negócio perante um forte ambiente concorrencial. E que possibilitam a negócios como o Caseiro Super responder às mais recentes tendências de consumo, que apontam o folheto como um dos canais preferidos pelos consumidores para ter informações sobre a melhor oferta das lojas. Mas os predicados desta rede de comércio são muitos e não se esgotam nesta importante ferramenta. César Couto destaca outros argumentos, desde logo, a maior proximidade entre todas as partes constituintes desta cadeia de valor. Falamos, claro está, de relações, comerciais,

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Desde que aderiu à rede Aqui é Fresco, o negócio de César Couto, proprietário do Caseiro Super, estabelecimento de Ilha, concelho de Pombal, mudou radicalmente com a maior dinâmica comercial a ser evidente e valorizada pelos clientes. mas também humanas, expressas num acompanhamento cuidado do negócio dos clientes e numa constante preocupação com o seu sucesso. O mesmo tipo de proximidade com que César Couto procura servir os seus próprios clientes e que faz com que as gentes de Ilha escolham o Caseiro Super para fazer as suas compras, em detrimento de outros operadores. Com toda a garantia de qualidade e chancela com que já habituou toda a clientela. PUB


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Delta Cafés privilegia o rosto humano

TEXTO BÁRBARA SOUSA FOTOS SARA MATOS

A Delta Cafés volta a marcar presença na convenção Aqui é Fresco. Uma iniciativa importante para a empresa portuguesa que tem na torrefação e comercialização de café o seu “core business”. Para a marca de Campo Maior, a rede Aqui é Fresco é um parceiro privilegiado que permite difundir o seu portfólio muito alargado de produtos. Com toda a proximidade e trato humano que caracteriza a marca.

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Delta Cafés, desde o início do projeto Aqui é Fresco, tem tido sempre uma postura de compromisso e de parceria com a rede e todos os associados. “Aliás, diria que é uma postura de longa data da própria Delta Cafés, de apoiar e participar em todos os projetos e ideias que surgem no mercado com vista a dinamizar aquilo que é o próprio mercado onde está e quer continuar a estar presente,” refere Sérgio Barbosa, Key Account Manager Grossistas Distribuição Moderna da Delta Cafés. O chamado comércio tradicional tem sofrido alterações significativas, nomeadamente desde o surgimento da distribuição moderna. Mas também com a evolução das cidades e das sociedades, a modernização do espaço, a mudança nos padrões de consumo dos “shoppers” e a emergência de uma nova mentalidade nos consumidores que tem estimulado a mudança e alterado a maneira como os vários canais têm abordado esses desafios. “Penso que estamos agora a voltar a uma fase em que o comércio tradicional volta a revitalizar-se, seja por questões de proximidade, seja por questões de conveniência, seja pela oportunidade que tem de, talvez, acrescentar algo mais àquilo que a grande distribuição possa não oferecer ao cliente” afirma o responsável. “Estou a falar de questões do cara a cara, da amizade, do aconselhamento. Nesse sentido,

penso que temos voltado a ver um revitalizar do comércio tradicional, obviamente já mais adaptado e apoiado. Iniciativas, como a rede de comércio Aqui é Fresco, têm ajudado a que o retalho tradicional e o comércio tradicional estejam agora numa fase de revitalização”, acrescenta. Para a Delta Cafés, a proximidade, potenciada na convenção Aqui é Fresco, é muito importante. Afinal, a Delta Cafés é uma marca de rosto humano. “Na Delta gostamos de conhecer e de estar presencialmente com o nosso cliente. Nesse sentido, tudo isto tem a ver com a Delta Cafés. Estamos próximos e estamos juntos dos nossos clientes e temos a oportunidade de, mais uma vez, podermos conviver e estar cara a cara com eles para mostrar aquilo que nós somos e para os apoiar naquilo que possa ser necessário”. Seja pela diversidade da rede de associados ou de integrantes do projeto, seja pela distribuição geográfica, pois o projeto já conta com uma cobertura nacional, o Aqui é Fresco é um parceiro “muito importante porque ajudanos a que rapidamente possamos ter o nosso produto devidamente distribuído”. Portfólio que vai desde produtos ou referências pelas quais a empresa já é bem conhecida, nomeadamente o café, até às marcas e os produtos que a companhia representa e distribui em Portugal.


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TEXTO BRUNO FARIAS FOTOS SARA MATOS

TEXTO CARINA RODRIGUES FOTOS SARA MATOS

Super XXI de Vila Pouca de Aguiar A vontade de crescer apresentada pelo projeto Aqui é Fresco seduziu e continua a seduzir António Moreira. Integrado nesta rede de comércio independente desde o seu início, há cinco anos, o Super XXI tem sabido aproveitar as ferramentas por si proporcionadas para atrair os clientes de Vila Pouca de Aguiar. Facilidade de relacionamento e de contacto, simplicidade no acesso à informação, frontalidade com que os negócios são feitos e os procedimentos comunicados são os aspetos destacados por este empresário que, desde 1999, se dedica ao comércio.


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ntónio Moreira não tem ficado alheio ao trabalho desenvolvido pelo Aqui é Fresco para proporcionar aos lojistas as melhores condições de condução dos seus negócios. Condições que, para este cliente Armazéns da Santa, lhes permitem ombrear e, até, superar as chamadas grandes superfícies. Campanhas, folhetos e novos produtos têm permitido ao Super XXI continuar a atrair clientes e mostrar que também os empresários do comércio de proximidade são inovadores e competitivos. Em dia de convenção da rede Aqui é Fresco, António Moreira quis também destacar estas reuniões anuais que permitem que lojistas e fornecedores contactem face a face, conversem uns com os outros, escutem as necessidades mútuas. “São oportunidades importantes para conhecermos novas pessoas, partilharmos experiências e ficarmos a par de novas tendências”, sublinha. Consciente de que o acesso e a partilha de informações é muito importante, António Moreira encontra na Convenção Aqui é Fresco a oportunidade privilegiada para conhecer novos produtos para a sua loja, que lhe permitam melhorar a proposta de valor que apresenta aos consumidores de Vila Pouca de Aguiar. Mas também de poder dar as suas próprias sugestões aos fornecedores, com base na sua experiência do mercado e consumidores locais. Sugestões que, acredita, são valorizadas pelas marcas. No entender deste empresário, negócios como o seu serão claramente vencedores, desde que organizados em projetos como o da rede Aqui é Fresco. São estes comerciantes que chegam em primeira linha ao consumidor e atuam como prescritores, ditando e marcando as próprias tendências de consumo. O próprio rejuvenescimento destes negócios, com uma nova geração de empresários, está a ser determinante para o fortalecimento do canal de proximidade, com uma nova

Preço justo e qualidade inequívoca são os predicados da proposta ganhadora do Super XXI de Vila Pouca de Aguiar. abordagem à gestão e novas ideias para colocar em prática nos seus negócios. “O consumidor português sabe comprar. Por isso, é infiel e compra em duas ou três insígnias, de modo a poder beneficiar das melhores oportunidades. A nossa preocupação, no Super XXI, é oferecer a este consumidor inteligente o preço justo para a proposta de valor que estamos a apresentar. Nem só de preços se faz a escolha do consumidor, mas também de qualidade e serviço”. Serviço que deu, precisamente, o mote para mais uma Convenção Aqui é Fresco e que tem permitido ao Super XXI fidelizar, na medida do possível, os clientes de Vila Pouca de Aguiar com uma proposta ganhadora: preço justo e qualidade inequívoca.

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A Nestlé marcou, uma vez mais, presença na Convenção Aqui é Fresco. Para a empresa, esta é uma oportunidade única para apoiar aquilo que este importante projeto de comércio de proximidade representa. É também um momento que possibilita um contacto mais próximo com os retalhistas, aderentes e fornecedores que visitam e que participam no evento. TEXTO BÁRBARA SOUSA FOTOS SARA MATOS

Nestlé: parceiro privilegiado do canal de proximidade

O contacto com os retalhistas é de grande importância para a Nestlé.” É desta forma que Rodolfo Trindade, Corporate Sales Manager da Nestlé Portugal, explica a presença neste grande evento do Aqui é Fresco. “A importância desta convenção está relacionada com a possibilidade de ouvir os retalhistas, reforçando a nossa presença no retalho de proximidade. É também uma oportunidade única de mostrar aquilo que é a inovação e todos os segmentos onde a Nestlé está presente. Sendo a Nestlé uma empresa de portfólio, temos vários produtos que, olhando para o retalho de proximidade, podem ter um papel determinante”, introduz. Este é um canal que encerra em si um conjunto diversificado de possibilidades de crescimento futuras. A Nestlé está atenta às novas tendências de mercado, sempre com os compromissos de nutrição, saúde e bem-estar que, há mais de 90 anos, são reconhecidos pelas famílias portuguesas. Marcas apoiadas por uma constante aposta na inovação, que desempenha um papel fundamental na criação de valor, sendo esta um dos motores de crescimento sustentável para o negócio. “A Nestlé nos últimos anos tem tido a capacidade de desenvolver produtos e conceitos que

facilitam e melhoram o dia-a-dia dos consumidores. Este é o caso de NESCAFÉ® Dolce Gusto®, que hoje oferece um sistema integrado de grande conveniência para os lares portugueses, que transporta o conceito de “coffee shop” para casa”, comenta. A Nestlé concentra-se cada vez mais em vender, não só os seus produtos, mas em oferecer soluções para o retalho de proximidade. “Estamos cada vez mais empenhados em, conjuntamente com os nossos retalhistas, criar valor e potenciar as categorias no retalho de proximidade. É essa a mentalidade que temos e que gostaríamos de incutir em toda a cadeia de valor”, afirma o responsável. A empresa acredita que o retalho de proximidade representa uma oportunidade, já que este é um canal que tem registado elevadas taxas de crescimento. “Há 10 anos, provavelmente, acreditava-se que o retalho tradicional iria ver a sua importância no mercado diminuída e, a verdade, é que hoje vemos que há uma inversão no mercado e na evolução dos canais. Nesse sentido, sentimos grande motivação para acreditar e trabalhar em parceria com projeto Aqui é Fresco”, explica. “O Aqui é Fresco, por aquilo que representa no canal de proximidade, é de facto um parceiro com grande valor para a Nestlé”, conclui Rodolfo Trindade.


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O Casarão Supermercado

TEXTO CARINA RODRIGUES FOTOS SARA MATOS

É aderente da rede Aqui é Fresco desde o início deste projeto de retalho organizado, mas O Casarão Supermercado pode gabar-se de ser já um veterano no panorama empresarial de Cesar. Com quase duas décadas de existência, o negócio de Luís Pinho é um exemplo de resiliência. Ao longo de 19 anos, O Casarão Supermercado tem respondido com trabalho, dedicação e persistência, apresentando-se hoje como um espaço moderno e apelativo, onde as gentes de Cesar gostam de fazer as suas compras, beneficiando de todas as vantagens que a rede Aqui é Fresco tem para oferecer.


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são muitos os aspetos positivos que Luís Pinho facilmente encontra na mente para justificar a adesão a este projeto de sucesso. Desde logo, a dinâmica proporcionada pela rede, expressa em ferramentas essenciais a um projeto moderno próspero, como os folhetos e as distintas ações paralelas que ajudam a atrair ainda mais clientes à loja. Iniciativas de que o recente sorteio de um automóvel, por ocasião do quinto aniversário Aqui é Fresco, é um bom exemplo. “Ações que os consumidores valorizam e que ajudam a fidelizá-los”, confirma este cliente Malaquias. A ligação ao comércio é, por sua vez, já antiga e remonta aos tempos do pai de Luís Pinho, que durante 40 anos se dedicou a bem servir os clientes de Cesar. A clientela passou de geração em geração e hoje são os filhos dos clientes do pai de Luís Pinho que fazem as suas compras n’ O Casarão Supermercados. O empresário agradece e fica satisfeito com tamanha fidelização. Negócio que, nos seus 19 anos de existência, tem-se posicionado como um exemplo de resiliência. Ou não tivesse sobrevivido às várias crises económicas que assolaram o país e atrasaram a economia nacional, assim como viu o consumidor evoluir nos seus hábitos de compra, e nem o trágico incêndio que destruiu as suas instalações abalou os seus sólidos alicerces. A remodelação, após o episódio infeliz, resultou num espaço de 800 metros, mais moderno

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Luís Pinho, proprietário d’ O Casarão Supermercado, utiliza os plasmas existentes na loja para dar a conhecer as promoções a todos os clientes. e apelativo para os clientes de Cesar, com o mesmo toque familiar e próximo com que família Pinho se habituou a servir todos os que visitam o seu estabelecimento. Clientes a quem não passa, igualmente, despercebida toda a dinâmica comercial imprimida neste negócio com a adesão à rede Aqui é Fresco, expressa em preços e promoções muito apelativas, devidamente comunicadas para que os não percam pitada. As promoções são exibidas em plasmas colocados na loja, para que todos os clientes fiquem a par das boas oportunidades que O Casarão Supermercado lhes irá proporcionar. Um exemplo de modernidade no chamado retalho tradicional, elemento vivo da economia deste país e um dos poucos canais que tem sabido contrariar a crise e apresentar crescimentos nos anos mais recentes. PUB


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Estratégia de inovação A Sociedade Central de Cervejas é já uma presença habitual nas convenções da rede Aqui é Fresco. Ponto de encontro e diálogo entre o fabricante e os aderentes, é através da proximidade com os lojistas que se consegue passar a estratégia de inovação e valor acrescentado que a empresa tem levado a cabo.

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Sociedade Central de Cervejas (SCC) fez questão de estar, uma vez mais, presente na convenção anual da rede Aqui é Fresco. Com uma estratégia delineada para 2016 assente na inovação, a cervejeira apostou em dar a conhecer no evento as novidades que se avizinham em termos de produto. Para Sandra Rocha, Key Account Manager Cash & Carry e Tradicionais da SCC, “é através da inovação que vamos conseguir fazer a categoria crescer em valor este ano. Portanto, faz todo o sentido apresentarmo-nos a todos os aderentes do Aqui é Fresco”. Num evento que concilia o trabalho ao contacto mais próximo entre marcas e retalhistas, escutar quem visitou o stand da SCC foi palavra de ordem. “É muito importante ouvir as pessoas que vendem as nossas marcas também para podermos arranjar soluções para as questões que nos colocam. Este contacto entre fornecedor e pessoa que vai vender a nossa marca é o mais importante. Estas pessoas vão, no fundo, ser embaixadoras da SCC, portanto, é importante saírem daqui com a nossa estratégia de inovação e com todos os conhecimentos sobre os produtos novos que estamos a lançar. Temos pouco tempo, mas é esse o grande objetivo”, explica Sandra Rocha.

Com a mudança no paradigma comercial, os portugueses estão cada vez mais atraídos pelo canal tradicional, valorizando a sua proximidade e conveniência, aliada ao bom preço e sortido disponível. Para a SCC, esta mudança representa um enorme desafio. “O canal tradicional é o que mais cresce este ano e tem, por isso, de se adaptar às novas regras e dinâmicas do mercado. De forma a não ficar para trás, é preciso atrair os clientes a entrar nas suas lojas. Cabe-nos a nós, fornecedores, ajudar a que tudo isto resulte. É uma estratégia que tem de ser vista como um todo, um esforço de todos os agentes de mercado. Só assim este canal consegue crescer de forma sustentada”. Crescimento sustentado como aquele que o Aqui é Fresco tem estado a demonstrar, com a colaboradora da SCC a considerar que é um projeto que “está no caminho certo”. E explica porquê: “a rede tem imensas lojas a nível nacional, daí a sua força. De norte a sul, do litoral à fronteira, estão em todo o lado. Estar em todo o lado é uma responsabilidade muito grande de uniformização de loja, de trabalhar o canal tradicional. O Aqui é Fresco está no caminho certo e nós vamos continuar aqui a apoiar”, garante a Key Account Manager Cash & Carry e Tradicionais da SCC.


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O Mercadinho de Modelos

TEXTO CARINA RODRIGUES FOTOS SARA MATOS

O Mercadinho de Modelos, em Paços de Ferreira, pode gabar-se de ter uma clientela muito fidelizada. E neste processo, a adesão à rede Aqui é Fresco foi fundamental. Sofia Nunes, a proprietária, confessa não temer a concorrência graças às ferramentas que este projeto de retalho organizado lhe proporciona. A começar, desde logo, pelo folheto, muito valorizado pelos consumidores.


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esde que aderiu à rede Aqui é Fresco, há sensivelmente três anos, que Sofia Nunes viu o seu negócio progredir de forma evidente, com os clientes a apresentarem-se satisfeitos com as mudanças operadas neste estabelecimento. O contacto próximo com a equipa de vendas do M. Cunha, cash & carry localizado em Penafiel, tem sido determinante para transmitir as necessidades específicas deste mini mercado de Modelos, localidade do concelho de Paços de Ferreira, que são um espelho das expectativas dos clientes desta região, conhecida a nível nacional como a “capital do móvel”. Necessidades que passam, também aqui, por proporcionar a todos os consumidores e clientes d’ O Mercadinho de Modelos uma proposta de valor justa e competitiva, que seja um real valor acrescentado para o seu quotidiano, seja ele mais ou menos agitado. E foi precisamente isto que a rede Aqui é Fresco veio proporcionar ao negócio da jovem empresária Sofia Nunes. “A integração na rede Aqui é Fresco veio trazer preços mais acessíveis e uma preciosa ajuda na promoção do nosso negócio. Com recurso a ferramentas comerciais dinâmicas e apelativas, que nos permitem servir melhor os nossos clientes”, conta Sofia Nunes. Ferramentas comerciais importantes para este negócio, onde o folheto é um elemento estruturante e muito valorizado pelos clientes d’ O Mercadinho de Modelos, que reconhecem a qualidade quer do suporte, quer das promoções nele veiculadas. Assertivas no seu dia-a-dia. Uma das muitas vantagens que o projeto Aqui é Fresco

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O Mercadinho de Modelos possui uma clientela muito fidelizada que apreciou as melhorias trazidas pela integração no Aqui é Fresco. veio trazer a este negócio de Paços de Ferreira, onde a concorrência não é motivo de temor. Afinal, quem compra sabe que ao bom serviço se juntam os melhores preços e produtos.

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Presente na VI Convenção Aqui é Fresco, para a Unicer, este evento trata-se de uma excelente forma de se manter em contacto com o comércio tradicional. Um canal em evidente crescimento e que exige uma mudança de mentalidade dos retalhistas que têm vindo a adaptar-se, com sucesso, a essa nova realidade, sobretudo com o apoio do Aqui é Fresco.

Unicer serve a conveniência do shopper tradicional

TEXTO BÁRBARA SOUSA FOTOS SARA MATOS

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Unicer marcou presença em mais uma convenção Aqui é Fresco, com a cervejeira a ser participante assídua desde a primeira convenção. Um momento importante para a empresa nortenha que entende, desde o primeiro dia, que esta é a melhor forma de se estar próximo do comércio tradicional. “Felizmente, o comércio tradicional tem dado o ar da sua graça e tem apresentado algum crescimento e a Unicer quer acompanhar esse crescimento, de forma consistente, e quer servir a conveniência do “shopper” tradicional convenientemente, através de um sortido eficiente”, explica Hélder Pessoa, Key Account Manager Grossistas & Tradicionais da Unicer. Sortido este que deve, na opinião da empresa, servir a expectativa do “shopper” que vai diariamente a estas lojas. “Não é um sortido muito extenso, é um sortido que toca as nossas principais marcas, nos SKU’s que consideramos pertinentes para isso”, continua. Os retalhistas de proximidade estão mais conscientes desta nova realidade e têm vindo a alterar a forma de pensar no negócio e a começar “a comprar aquilo que vendem e não a venderem aquilo que compram”. A Unicer coloca-se no papel de guia, conhecedora e experiente na sua área de atividade, que procura direcionar o retalhista para um sortido que considera eficiente, que aporta valor para o negócio e para a empresa e que serve,

convenientemente, a conveniência do seu cliente. E os retalhistas têm vindo, também, a reconhecer essa eficiência na escolha acertada do sortido. “Têm a consciência que têm que ter o pack de cerveja adequado à necessidade do cliente que lá vai e não tanto a caixa promocional que é ativada com alguma regularidade no formato dos hipermercados que são também, de alguma maneira, concorrentes deles. Mas eles próprios já sentem que existe essa diferença e que o mesmo “shopper” e cliente comprador que vai às lojas deles também frequenta os outros estabelecimentos e procura a marca em formatos diferentes”, esclarece o responsável. A modernização do atual negócio dos tradicionais modernos e os seus pilares, que assentam na proximidade, na conveniência e na confiança, vão assegurar a permanência deste canal, onde a iniciativa do Aqui é Fresco tem um papel importante de dinamização. “As pessoas querem continuar a ser os donos da própria empresa, querem que lhes comuniquem o ponto de venda de forma mais profissional e o Aqui é Fresco serve essa necessidade de comunicar o ponto de venda de forma mais moderna, sem se perder a autonomia que têm dos seus negócios,” declara Hélder Pessoa. “Penso que vai haver sempre espaço para isso. A prova disso é que o Aqui é Fresco está a crescer todos os anos em número de lojas e vai haver sempre mercado, porque esta forma de pensar já os acompanha desde que eles estão no mercado”, conclui.


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Supermercado Radar de Melgaço

TEXTO CARINA RODRIGUES FOTOS SARA MATOS

São 25 anos a servir os clientes de Melgaço. Maria Clara Esteves é uma empresária bem-sucedida, que tem sabido perseverar num sector tão fortemente afetado pela conjuntura económica. Para continuar a crescer e a melhorar a oferta ao seu cliente, há cerca de quatro anos que o Supermercado Radar integra a rede Aqui é Fresco. As melhores condições de aquisição e a renovação da imagem das lojas são aspetos destacados por esta empresária do comércio.


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na bela vila raiana do distrito de Viana do Castelo, Melgaço, que se localiza o Supermercado Radar. Liderado pela sorridente Maria Clara Esteves, este estabelecimento encontra-se de portas abertas há já uns significativos 25 anos. Duas décadas e meia a servir os clientes de Melgaço, sobrevivendo a altos e baixos da economia nacional, mas que nunca deixaram que Maria Clara Esteves deixasse de apostar na melhoria contínua do seu estabelecimento. Por amor ao negócio, por respeito aos clientes, fazer melhor hoje do que ontem era uma máxima que se impunha. É nesse sentido que a proprietária decidiu, há já quatro anos, abraçar um novo desafio e integrar a rede Aqui é Fresco. Com ambição de crescer e melhorar a oferta disponível a todos os que compram neste estabelecimento, a integração na rede revelou-se uma boa decisão para o Supermercado Radar. Fazer parte deste projeto de comércio organizado tem permitido ao Supermercado Radar melhorar o seu poder de negociação junto dos fornecedores e oferecer melhores produtos aos seus clientes. Mais sortido mas, sobretudo, melhor oferta disponível de qualidade reconhecida são apenas algumas das muitas vantagens encontradas por Maria Clara Esteves na adesão à rede Aqui é Fresco. A começar pela própria imagem da loja, extremamente apelativa e do agrado dos clientes, com as suas cores fortes, design limpo e dirigido. “Ao que se juntam ferramentas

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O Supermercado Radar, de Melgaço, aposta na antecipação de tendência e oferta de produtos inovadores para se manter relevante no negócio. como o folheto, muito valorizadas pelo nosso cliente”, explica a proprietária do Supermercado Radar. E a empresária sabe do que fala, ou não estivesse há 25 anos a bem servir as gentes de Melgaço. Bodas de Prata para um negócio que tem acompanhado as mutações no consumidor e sabido evoluir para continuar a manter-se relevante. Relevância que passa por antecipar tendências e manterse a par da inovação e onde a participação nas convenções Aqui é Fresco é determinante. Palco privilegiado para conhecer novos produtos e inovações, mas também para fazer alguns contactos e negócios importantes. A VI Convenção Aqui é Fresco não foi exceção e permitiu a Maria Clara Esteves conhecer em primeira mão novas oportunidades para dinamizar o seu negócio. Uma vontade de ontem, de sempre e de amanhã. PUB

De volta à estrada!

www.general.pt


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“Uma aposta ganha e uma parceria para manter”. É desta forma que Vítor Oliveira, responsável de canal grossista da Unilever Home Care, resume a ligação da empresa com a rede Aqui é Fresco. Presente em mais uma convenção, para o responsável, este evento é uma excelente plataforma de contacto direto com os aderentes.

“O Aqui é Fresco é uma aposta ganha e uma parceria para manter”

TEXTO PATRÍCIA SANTOS FERNANDES FOTOS SARA MATOS

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Unilever Home Care apresenta-se como um parceiro privilegiado da rede Aqui é Fresco e voltou a marcar presença na convenção anual da insígnia, que este ano se realizou na Alfândega do Porto. A presença em eventos desta índole é para as marcas da Unilever Home Care uma oportunidade singular de contacto direto com as centenas de supermercados que comercializam os seus produtos. Para Vítor Oliveira, responsável do canal grossista da Unilever Home Care, trata-se de uma presença incontornável: “é importante estarmos aqui. É uma oportunidade única de interação entre nós, as marcas, os retalhistas e o próprio consumidor final. Só assim, com este empenho, as coisas podem correr bem”. Palco privilegiado de contacto próximo com os aderentes da rede mas, igualmente, como janela de oportunidade que, ano após ano, trazem ao mercado, sejam em novos odores, formatos, fórmulas, embalagens, entre outras propostas de valor. “É a ocasião ideal para conseguirmos mostrar aqui rapidamente o que temos de novo. Mais do que isso, é também um óptimo momento para ouvir o que as pessoas têm para nos dizer. Quando se trata do

mercado tradicional não temos muitas vezes esta oportunidade. É importante entender o que se passa neste mercado e compreender as opiniões sobre o que deve ser”, explica Vítor Oliveira. Muito para além das oportunidades comerciais que se podem criar num evento desta dinâmica e dimensão, o responsável do canal grossista da Unilever Home Care destaca o relacionamento humano que é proporcionado. Num mercado que é apelidado de proximidade, também aqui é possível “criar ligações mais estreitas. Já são alguns anos, as pessoas já se vão reconhecendo de outros eventos”. Com um crescimento notável nos últimos 10 anos, o mercado tradicional apresenta-se menos maduro que os restantes. A conjuntura é, desta forma, favorável à aplicação de dinâmicas comerciais “exclusivas”. Satisfeito com os resultados da parceria, Vítor Oliveira destaca que “é essencial estarmos sempre onde estão os fornecedores. Continuam a existir muitos consumidores que preferem o comércio de proximidade, com um atendimento mais próximo e personalizado e é isto que estas pessoas conseguem proporcionar. O Aqui é Fresco tem aqui um papel importante, é uma aposta ganha e uma parceria para manter”.


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Aqui é Fresco entrega prémios aos vencedores do passatempo

TEXTO CARINA RODRIGUES FOTOS SARA MATOS

O Aqui é Fresco não esquece os seus clientes e convidou-os para a sua festa. Durante a convenção, foram entregues cinco automóveis aos vencedores do passatempo “5 Anos, 5 Carros”, desenvolvido no âmbito do quinto aniversário da implementação da rede. Promover as vendas e a notoriedade das lojas integradas na rede e, consequentemente, a fidelização dos seus clientes foi o objetivo a que se propôs o Aqui é Fresco com esta iniciativa. Meta plenamente atingida com os vencedores do passatempo a confirmarem-se clientes fiéis à marca.


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na Martins, Célia Ferreira, Maria José Novais, Carlos Coelho e Marco Meireles juntaram-se à festa Aqui é Fresco, na Alfândega, no Porto, para confirmar a sua fidelidade à rede e receber, cada um, um Volkswagen Up, como vencedores do passatempo “5 Anos, 5 Carros”. Ana Martins, da Abrunheira, em Sintra, participou na loja O Celeiro da Quinta, na Quinta do Conde. Apesar de não residir na zona, é um estabelecimento que frequenta várias vezes nas suas deslocações para Sesimbra e onde valoriza a disposição dos artigos, a variedade da oferta e a qualidade dos produtos, sobretudo os frescos, a par dos preços apelativos. E foi, precisamente, numa dessas deslocações que tentou a sorte e participou no passatempo “5 Anos, 5 Carros”. A frase vencedora foi refletida durante algum tempo e espelha a experiência de compra de Ana Martins n’ O Celeiro da Quinta: “Indo eu indo eu no meu itinerário, encontrei uma loja em festa a comemorar o seu quinto aniversário. Aqui é Fresco é simpatia, qualidade e confiança, de Up faço o avio e ganho outro de lembrança”. Parabéns a Ana Martins, que já assegurou que vai ser uma cliente ainda mais fidelizada, agora ao volante do seu Volkswagen Up novinho em folha. Já Célia Ferreira, de Coimbra, participou no Mercado Rosa Maurício, em São Martinho. A loja da D. Rosa, como carinhosamente se refere a este estabelecimento, é um dos PUB


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seus destinos de eleição para as compras. Aqui, diz Célia Ferreira, o atendimento é diferente e os frescos são mesmo frescos. Tão frescos que em mais lado nenhum compra bananas senão na loja da D. Rosa. Célia Ferreira nunca pensou ser um dos vencedores, mas a sua persistência foi premiada, ou não tivesse participado com quatro frases. Venceu a frase onde traça a receita de sucesso desta loja e os atributos que mais valoriza: “As compras no Aqui é Fresco baseiam-se numa receita tradicional. Aos preços baixos adiciona-se qualidade até obter toda a poupança, tempera-se com boa disposição, entre dois dedos de conversa com o pessoal, polvilha-se com carinho e pode servir-se com toda a confiança”. Outra senhora, Maria José Novais, de Barcelos, participou na loja Maia’s Mercado, em Vilar do Pinheiro. Simpatia, proximidade e a disponibilidade para encontrar os produtos que o cliente deseja são atributos valorizados por esta

cliente cuja criatividade e paciência foi recompensada. A frase vencedora foi feita com massinhas para a canja, um dos muitos produtos que costuma comprar nesta loja: “Com a ajuda das lojas Aqui é Fresco comprar produtos de qualidade ao melhor preço e com a máxima confiança é canja!”. Carlos Coelho, do Porto, participou na loja Mira Ramos, em Arcozelo. É um cliente frequente deste estabelecimento, onde os clientes são tratados pelo nome e como se fossem da família. Quando soube do passatempo, decidiu concorrer e dar largas à imaginação. Fez várias frases e em todas demorou algum tempo a pensar e quando lhe ligaram a dizer que tinha vencido, nem sequer queria acreditar. Esforço recompensado, com a frase “As lojas “Aqui é Fresco” são as melhores do mundo: lá trabalham como “mouros” e têm paciência de chineses para os clientes não se verem “gregos” nem cozidos à “portuguesa”, por isso tenho o sonho “americano” de ganhar


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COMO SE PROCESSOU?

um carro neste concurso à grande e à francesa!” a ser uma das vencedoras. Por último, Marco Meireles, de Paredes, participou na loja Casa Gamilho, em São Félix. A frase com que venceu e lhe valeu um automóvel é uma declaração de amor ao Aqui é Fresco e à Casa Gamilho, que frequenta ocasionalmente e onde é sempre brindado com um atendimento próximo e personalizado: “Eu, Marco, aceito-te Aqui é Fresco, como meu

A campanha foi apoiada em folhetos especiais, um por cada semana, e publicidade numa estação de rádio de cobertura nacional, assim como num jornal diário de grande rotação. A nível das lojas, cada folheto promoveu 20 produtos de grande rotação, a preços fortemente competitivos, e por cada 10 euros de compras desses produtos o cliente teve direito a um cupão para inscrever uma frase sobre a rede Aqui é Fresco. As frases inscritas nos cupões foram avaliadas por um júri independente e as cinco melhores premiadas com um automóvel VW Up cada. Esta campanha esteve associada aos cinco folhetos promocionais veiculados nas semanas de 18 a 24 de janeiro, 25 a 31 de janeiro, 1 a 7 de fevereiro , 8 a 14 de fevereiro e 15 a 21 de fevereiro de 2016. supermercado de eleição, seja inverno ou seja verão, seja em São Félix, Alcoutim ou Famalicão, seja para encher um carrinho ou a mala de um carrão... E nem um VW Up nos irá separar!”. Parabéns aos vencedores e às lojas onde participaram que contribuíram para dinamizar, ainda mais, o nome da insígnia Aqui é Fresco. PUB


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Loja física O continua a ser preferida Não obstante o rápido crescimento do comércio eletrónico,a loja física continuará a ser dominante, representando 90% das vendas em 2018. Dados de um estudo da consultora FootFall que indica que o desafio dos retalhistas será adaptar a crescente influência do meio online na compra física, que está a modificar o comportamento do consumidor.

mesmo estudo destaca, ainda, a importância dos smartphones, assim como das redes sociais, e aponta que, em 2018, 28% das vendas na China e 20% no Reino Unido serão feitas online. Na França e no Japão o crescimento será ligeiro, cerca de 6,2% e 5%, respetivamente. “Para melhorar as oportunidades das lojas físicas, os retalhistas deverão construir interações mais sólidas entre os canais online e offline, instando os clientes a usar os seus dispositivos de uma forma controlada, proporcionando-lhes ligações Wi-Fi nas lojas, apps informativas e quiosques virtuais de assistência e pagamento”, pode-se ler no estudo recentemente desenvolvido pela FootFaal. Dados que vêm, somente, corroborar o que vem a ser dito ao longo dos últimos anos, com estudos diversos, promovidos por entidades distintas, a contrariar o que muitos começaram a apelidar o momento que se vive como o da era do “retalho sem paredes”, pela crescente importância assumida pelo comércio eletrónico e pelo “mobile commerce”. Segundo a Fujitsu, e num estudo feito ainda em 2013, já 65% dos retalhistas inquiridos acreditavam mesmo que a importância da loja física estava em crescendo, não obstante o online ser considerado, por 72%, como o modelo de distribuição mais atrativo na atualidade. A Fujitsu inquiriu gestores de topo de 161 empresas de retalho europeias, incluindo portugueses, sobre o futuro das lojas num ambiente multicanal e estes prontamente confirmaram a importância do ponto de venda, não tanto numa ótica da comercialização de produtos, mas como “hub” central da interação com um consumidor que está cada vez mais ligado. Entre os países que mais afirmaram a importância da loja física destaca-se Itália e França, com 74% e 68%, respetivamente, mercados onde existe ainda uma forte cultura do comércio de rua. Ao mesmo tempo, apesar do online estar bem cotado entre os inquiridos, existem também diferenças nacionais. Para os retalhistas alemães, o online é o modelo mais atrativo para os seus clientes, com 81% das respostas, mas para os italianos destacam-se os hipermercados e os supermercados (78%), seguidos de perto pelo comércio de rua (71%). No Reino Unido, há um maior equilíbrio entre os modelos de distribuição. O serviço está a tornar-se cada vez mais num valor acrescentado da loja, com 86% dos inquiridos a reiterar que se trata da tarefa mais importante desempenhada pelo ponto de venda físico. Por último, cabe dizer que até os grandes retalhistas digitais, como a Amazon, por exemplo, já abriram lojas físicas para recolha gratuita dos produtos adquiridos online. Também a tecnológica Google abriu a primeira loja física, em Londres, um espaço onde exibe a sua gama de telefones e tablets Android e portáteis Chromebook, numa abordagem semelhante à da concorrente Apple.


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90% das transações ainda decorrem no seio da loja Segundo um estudo recente da consultora BT, 90% das transações comerciais ainda acontecem no ambiente de loja, embora a maioria dos consumidores use a Internet em algum momento do processo de compra. Dados que demonstram a relevância da loja física, quer antes ou depois do processo de compra.

TEXTO CARINA RODRIGUES FOTOS SHUTTERSTOCK


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ada mais, nada menos do que 90% das transações ainda acontecem no ambiente de loja, embora a maioria dos consumidores use a Internet em algum momento do processo de compra. Segundo um estudo da empresa espanhola BT sobre o consumidor digital, os retalhistas têm de lidar com um “shopper” sempre conectado e dependente da tecnologia, que consome de modo indistinto nos mundos online e offline. Os dados desmentem, contudo, que as lojas físicas estejam com “morte anunciada”. Não só a esmagadora maioria das transações acontece na loja, como dois terços dos consumidores online visitam uma loja física antes ou depois da compra. Já a Internet assume um papel cada vez mais importante no processo de compra, com os consumidores a recorrerem a sites de comparação de preços, às páginas das lojas, aos motores de busca e às redes sociais para decidir o que e onde comprar. A BT revela que 90% de toda a análise acontece na Web, que é cada vez mais decisiva no momento de estabelecer o percurso seguido pelo “shopper” antes de concluir a compra. O estudo revela, então, que dois em cada três consumidores começam o processo de compra nas páginas das marcas. A estes dados soma-se o facto dos consumidores estarem cada vez mais ligados aos seus smartphones, que usam crescentemente nos processos de compra. Quatro em cinco inquiridos já compraram, pelo menos uma vez, através do smartphone, que é também cada vez mais uma ferramenta

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para o consumo indireto. Os consumidores utilizam-nos crescentemente enquanto compram nas lojas físicas para se informarem e fazerem comparações sobre os produtos. 54% usa o dispositivo móvel para comparar preços, 48% para procurar informação sobre o produto e 42% para consultar opiniões online a respeito do mesmo. Neste sentido, o estudo conclui que “o canal retalhista digital de hoje em dia mistura as habilidades online com a experiência em loja”. Até porque 85% dos inquiridos confirmam comprar mais se os colaboradores da loja os ajudarem, o que significa que estes terão de estar cada vez mais informados e munidos de ferramentas que lhes permitam ser mais eficazes, caso dos tablets. Também no que se refere à conclusão das compras, as lojas estão cada vez mais dependentes de tecnologia. De acordo com a BT, em 2017, metade de todas as operações de pagamento passarão através de POS móveis ou através do self-checkout.

85% dos inquiridos deste estudo confirmam comprar a intenção de mais se forem ajudados pelos colaboradores da loja. PUB


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Os incontornáveis ingredientes do sucesso Os observadores técnicos do mercado português constatam um aumento significativo da aceitação das lojas de proximidade, as lojas perto de casa, às quais é fácil os “shoppers” deslocarem-se sem utilizar o carro e sem perder tempo. Esta constatação é corroborada pelas boas performances do retalho de pequena e média dimensão. Aliás, o futuro é tão promissor que todos os grupos de distribuição presentes em Portugal querem, agora, entrar no retalho de proximidade de modo a obter a maior quota de mercado. TEXTO RICHARD BORDONE


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ão há grande dúvida de que as circunstâncias de partida são bastante parecidas para todos os atores que atuam na distribuição, porque o leque de fornecedores é o mesmo para todas as centrais de compras, quer em termos de produtos de marcas nacionais ou internacionais de grande notoriedade, quer em termos de produtos de marcas dos distribuidores elaborados pelos mesmos subcontratantes ou seja, como podemos pressupor, com o mesmo caderno de encargos. Os comerciantes deveriam aceitar que as centrais grossistas às quais são associados os grossistas onde fazem as suas compras são tão boas negociadoras como os grupos de distribuição de destaque e líderes em Portugal. Assim, a equipa de negociadores compradores da central de compras EuromadiPort, à qual está associada a central UniMark, é tão forte e profissional como as equipas do Continente, do Jumbo, do Pingo

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Doce e da Intermarché. Portanto, se as condições de partida são idênticas para todos, as diferenças que tornam uma loja mais ou menos atraente têm de vir de um outro sítio. Esquema – Relações entre os atores da distribuição

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As diferenças estão na gestão da placa de venda As diferenças que existem entre as lojas do comércio organizado e estruturado e as lojas do retalho independente ou associado estão relacionadas com a gestão da atividade pelos seus donos. Se é verdade que o preço é um elemento forte na decisão de compra de um consumidor, ele não é o único elemento nem o mais importante. Aliás, todos os dias se levantam vozes para dizer, com razão, que os retalhistas de bairro têm melhores preços em muitos segmentos de produtos do que a distribuição organizada de lojas de grande dimensão. Os exemplos são patentes e diários nas frutas e legumes, nos produtos de drogaria, de higiene e de perfumaria. Será que estes bons preços ajudam a atrair mais clientes? A resposta é não. O preço de venda, mesmo muito bom, não apaga, ou não ultrapassa, a má imagem de uma loja com condições de venda de baixa qualidade em termos de sortido apresentado, Esquema – Um cliente compra mais do que um produto, ele compra a dupla produto/ brilho

de condições ambientais do espaço de venda, de organização da loja, de higiene, de acolhimento e de atendimento, de dinâmica comercial. O cliente, quando escolhe comprar um produto, não compra apenas as características intrínsecas do produto, mas compra também toda uma parte de características subjetivas, que ele apenas receciona e que transmitem ao produto um brilho que lhe confere um valor superior. Quando o consumidor abre a carteira é para trocar dinheiro por um produto que o satisfaz plenamente e que lhe dá mais valor como indivíduo que merece ter o melhor. O comportamento dos consumidores é, obviamente, o resultado do comportamento de cada um de nós, não há, portanto, nenhuma escapatória possível senão atuar de forma a oferecer aos consumidores as condições de compra que eles desejam ter e que vão, como acabámos de ver, muito além do simples preço de venda que é apenas um elemento entre muitos outros. A diferença passa pelo desenvolvimento de serviços Na base da reflexão encontramos um conjunto de perguntas relativas aos consumidores. A lista destas perguntas deve servir de guião para efetuar um diagnóstico sério da situação, que servirá para que o comerciante tome decisões de atuação na sua loja, na placa de venda, nos corredores, na implantação dos produtos nas prateleiras e no que respeita a qualquer ponto de gestão pertinente para responder às expectativas dos consumidores, que após terem sido atraídos e seduzidos saberão retribuir tornando-se clientes regulares e compradores.

Mesmo o muito bom preço de venda não apaga a má imagem deixada por uma loja com condições de venda consideradas deficitárias.


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1- DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO

LISTA DAS PERGUNTAS DE SUPORTE ÀS AÇÕES A DESENCADEAR NO TERRENO.

Perguntas relativas à tipologia da zona onde está situada a loja É uma zona de dormitórios ou uma zona de convergência de trabalhadores? Qual é o tipo de atividades empresariais: indústrias, de comércio, de serviço? Qual é a curva demográfica da zona? É uma zona de pessoas envelhecidas, jovens ou mista? Qual é o nível de rendimento? Alto, médio, baixo? Qual é o impacto da sazonalidade e do turismo? No caso de um impacto turístico, qual é a origem principal dos turistas? Perguntas relativas aos horários de abertura da loja A que horas é que os moradores saem do bairro? A que horas é que os moradores voltam para as suas casas? Durante o dia, será que existem momentos de atividade nula ou quase nula? Qual é o momento de maior frequentação da loja? Qual é o ritmo de atividade de cada dia da semana? Perguntas relativas à avaliação da loja no contexto da rua

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Qual é o aspeto da loja vista de fora? O aspeto de uma loja envelhecida ou atual? A iluminação exterior é um ponto que realça a estética externa da loja? Será que a fachada transmite uma promessa de qualidade global? Comparando com as outras lojas da rua, será que a loja se destaca pela positiva? Será que a dinâmica comercial transparece no exterior da loja? Será que a iluminação interior realça a placa de venda por fora? Perguntas relativas à avaliação do interior da loja Será que a loja transmite uma organização clara do espaço? Será que existe um circuito claro para uma deslocação simples e rápida dos clientes? Será que a iluminação da loja é suficiente e realça a qualidade da oferta? Será que existem recantos pouco ou nada iluminados? Será que existem produtos no chão ou colocados por cima de plataformas de plástico? Será que a loja tem um cheiro agradável? Será que a temperatura na loja é agradável tanto no inverno PUB

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como no verão? Qual é o nível de qualidade do chão, das paredes e do teto? Quando é que a loja foi pintada pela última vez? Se a música passar na loja, qual é o tipo de música e dirigido para que clientes?

Esquema – Diagnóstico das tarefas a desenvolver para atualizar a loja

Perguntas relativas à avaliação do equipamento da loja Quando é que foram substituídas as gôndolas pela última vez? Quando é que foram substituídos os equipamentos de frio pela última vez? Qual é o estado das gôndolas? Enferrujadas, obsoletas, novas, modernas? Será que o equipamento transmite algo de positivo aos clientes? Qual é a cor do equipamento? Perguntas relativas à implantação das categorias de produtos Será que a implantação das categorias torna a oferta visível e legível? Será que a implantação permite uma deslocação sempre para a frente dos clientes? Será que a implantação é realçada por uma sinalética clara dos corredores e das zonas? Será que a implantação propõe um encadeamento claro das diferentes categorias? Será que a implantação realça a simplicidade de escolha e de compra? Perguntas relativas à implantação dos produtos Será que a implantação dos produtos torna a oferta legível? Qual é o tipo de implantação utilizado? A implantação horizontal, vertical ou mista? Será que a implantação simplifica a escolha dos produtos pelos clientes? Será que o alinhamento das prateleiras transmite a ideia de uma loja bem organizada? Perguntas relativas à qualidade do acolhimento e do atendimento dos clientes Quantas pessoas trabalham na loja? Qual é o nível da qualidade do acolhimento dos clientes? Qual é o nível da qualidade de atendimento dos clientes? Qual é o tempo de espera médio nas secções de venda com serviço? Qual é o tempo de espera médio para pagar as compras? Qual é o nível da qualidade da despedida?

Esta lista não é limitativa e, com certeza, cada comerciante poderá acrescentar novas perguntas pertinentes cuja resposta o levará a tomar uma ou várias decisões, no sentido de responder positivamente às expectativas dos seus clientes. Esta parte mostra a quantidade de tarefas a levar a cabo para oferecer ao mercado uma loja capaz de atrair e de seduzir os consumidores. Temos que concordar que todas estas tarefas demonstram com muita clareza que o preço não é mais do que um elemento, entre muitos outros, e que não pode ser visto como o elemento essencial. Tratar cada item de maneira técnica é, sem dúvida, uma atividade que necessita de um grande empenho e, sobretudo, de uma grande lucidez por parte do comerciante, mas é o caminho que leva ao sucesso e que ajuda a tornar perene a loja. Por vezes, torna-se útil pedir o auxílio de um técnico externo, para que ele faça o diagnóstico da loja de forma neutra. Isso pode evitar que o comerciante enviese as respostas às questões, por não querer ver os problemas para não ter de os resolver. 2- Tomar decisões em função do conhecimento dos clientes Tomar decisões não é nada fácil; o risco de nos enganarmos está sempre presente. É por esta razão que levar a cabo as tarefas apresentadas na primeira parte é essencial e imprescindível, pois um diagnóstico bem feito é uma garantia de uma base de trabalho séria, que ajudará a tomar decisões pertinentes. As decisões poderão ser diferentes segundo o resultado do diagnóstico da primeira parte. Vejamos algumas situações que podem aparecer no decorrer do diagnóstico e que obrigarão a tomar decisões em termos operacionais, ou seja, de atuação, para responder a certas características do mercado ou para corrigir situações críticas. Relativamente à tipologia da zona onde está situada a loja A zona pode ser rural, urbana ou periurbana; A zona de localização da loja pode ser constituída por prédios de habitação com uma forte densidade populacional ou por casas independentes com baixa densidade de população; A zona pode ser constituída por consumidores envelhecidos


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e vivendo com uma reforma pequena ou por jovens casais com crianças; Em termos de rendimentos, a zona pode ser rica, pobre ou média; A zona pode ser marcada por uma forte sazonalidade. Neste caso, a questão é conhecer a origem dos turistas, para responder a expectativas próprias diferentes; A zona pode ser industrial, comercial ou de serviços ou, ainda, agrícola. Neste caso, quais são as características destas atividades?; A zona pode ser uma zona de dormitórios, que se esvazia no início do dia e que volta a encherse no fim do dia ou uma zona de atividade que atrai muitas pessoas durante o dia.

o seu problema de vida. O retalhista deve estar consciente de que o cliente pode, a qualquer momento, fazer as suas compras em qualquer outra loja, concorrente direta (ou seja situada no bairro) ou concorrente indireta (ou seja situada ao pé da empresa onde ele trabalha). Se a loja estiver situada numa zona empresarial, o retalhista deve definir os seus horários em função do momento de chegada e de partida dos trabalhadores. Nesse caso, é provável que depois do regresso dos trabalhadores a casa não valha a pena manter a loja aberta. Segundo as zonas, é pertinente definir se a loja deve fechar no início da tarde.

Relativamente aos horários de abertura da loja Se o bairro é um dormitório, há um fluxo concentrado de moradores nas duas extremidades do dia. O comerciante deve adaptar os seus horários a estas circunstâncias, como também deve prever que as compras da manhã serão provavelmente diferentes das compras de fim de dia. Nos dois casos, o comerciante deve considerar que os clientes não são compradores de produtos, mas sim de soluções alimentares ou outras para os seus problemas de vida diária. No fim do dia, o que mais se ouve nas lojas é “o que vou fazer para o jantar”, o que indica bem que, em vez de comprar produtos, o cliente quer uma solução para resolver

Relativamente à avaliação da loja no contexto da rua A ideia é considerar a rua comerciante como um centro comercial a céu aberto. No contexto da rua, a loja deve ser visível e atraente. É pouco provável que uma loja com uma fachada degradada seja atraente e capaz de seduzir o transeunte. Como o que não se vê não atrai, o comerciante deve observar a sua loja andando na rua para ver se é visível. Se não for, ele deve encontrar as soluções técnicas para indicar onde está a loja e, se for visível, deve ter cuidado para que o que se vê seja apelativo e não inibitivo. A iluminação no fim do dia é um elemento que contribui PUB

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para destacar a loja, o que é mais uma razão para cuidar do aspeto da loja vista de fora. Relativamente à avaliação do interior da loja Em Portugal, a maioria dos consumidores cresceu em paralelo com o desenvolvimento da grande distribuição organizada. Os consumidores sabem, portanto, muito bem o que é uma loja bem organizada, com uma boa iluminação e com uma estética moderna. Por essa razão, os retalhistas com lojas de pequena dimensão devem oferecer aos consumidores uma loja que siga o padrão de excelência moderna. Um chão antiquado deve ser substituído, as paredes em mau estado ou que perderam a sua frescura devem ser novamente pintadas para dar uma lufada de ar fresco à loja, o sistema de iluminação deve ser revisto para oferecer aos clientes uma loja com uma boa iluminação, forte e moderna. Se na loja existir um cheiro pouco agradável ou mesmo desagradável, um exaustor deve ser colocado. O retalhista deve tomar todas as decisões necessárias para oferecer um espaço de venda limpo e assegurar que os corredores estejam desimpedidos. Relativamente à avaliação do equipamento da loja Para responder ao padrão moderno de aspeto, estética, funcionalidade dos equipamentos, uma loja deveria ter um plano de substituição regular dos seus equipamentos como as gôndolas e equipamentos de conservação refrigerada e congelada dos alimentos. Uma loja com gôndolas com mais

de 10 anos – o que é já um limite alargado - perdeu o ritmo das evoluções e ficou para trás, inibindo e afastando os clientes. Todos conhecemos o provérbio popular “os olhos também comem”. Num mercado global de profusão de concorrência e de nomadismo dos consumidores, zelar pela atualização dos equipamentos não é um luxo, mas sim, e apenas, um ato normal e corrente de gestão de um ponto de venda. Os clientes não compram apenas o produto, eles compram o brilho que o acompanha, como está descrito no esquema “Um cliente compra mais do que um produto, ele compra a dupla produto/brilho”. Relativamente à implantação das categorias de produtos O cliente não gosta de perder tempo, sobretudo o do fim de dia que vai à loja comprar uma solução alimentar para satisfazer os elementos da família. Uma implantação bem organizada e cuidada permite que os clientes façam as suas compras com rapidez e facilidade. O encadeamento das categorias deve ser feito com muito cuidado e deve levar o cliente a ver a totalidade da loja sem ziguezagues e sem nunca voltar para trás. Por exemplo, no universo da mercearia, o retalhista deve evitar misturar os produtos doces com os produtos salgados. A definição da implantação das categorias e do encadeamento entre elas deve ser feita, em primeiro lugar, no papel. A aplicação da solução no espaço de venda deve ser implementada apenas quando o trabalho no papel estiver concluído de forma totalmente satisfatória. Se a implantação das categorias deixar a desejar, é possível que seja necessário repensar e redefinir a integralidade do “layout” da loja e o circuito de deslocação dos clientes na placa de venda. Relativamente à implantação dos produtos Em termos de gestão dos equipamentos, na maioria dos casos, o retalhista pode e deve escolher gôndolas de dois metros de altura e colocar a última prateleira de cima a mais ou menos 1,80 metros. Isso permitirá rentabilizar cada metro quadrado de loja, maximizar o linear disponível para colocar os produtos e ter costas por trás dos produtos colocados na última prateleira, dando um visual organizado à loja. A técnica de implantação a utilizar deve ser a mista, vertical por marca e horizontal por segmento de produto, ou vertical por segmento de produtos e horizontal por marca. As técnicas de implantação vertical ou horizontal pura não se utilizam e demonstram uma loja parada no passado e totalmente desatualizada. Entre a prateleira de cima e a prateleira de baixo da gôndola o retalhista deve colocar prateleiras consoante a altura


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dos produtos. Isso faz parte da rentabilização do espaço de venda e permite duas coisas: (i) evitar buracos enormes entre duas prateleiras que transmitem uma sensação de vazio e (ii) multiplicar o linear desenvolvido necessário para maximizar as vendas da loja. Relativamente à qualidade do acolhimento e do atendimento dos clientes Uma loja é, antes de tudo o mais, um espaço físico onde convergem e se agrupam pessoas. As pessoas precisam de se sentir bem recebidas, importantes, valorizadas. Praticar um bom acolhimento e um bom atendimento é básico no comércio. Levar as pessoas a sentirem-se bem é altamente positivo numa lógica de sedução e de fidelização da clientela. O bom atendimento tem a ver também com o tempo de espera nas secções com serviço. O cliente do fim de dia não quer, porque não tem tempo a perder, esperar a boa vontade do comerciante para ser atendido. O bom atendimento é garantir que a passagem na caixa de pagamento flui, sobretudo nas horas de ponta. O bom atendimento é uma palavra de despedida que convida o cliente a voltar no dia seguinte. Se o retalhista não verificar estas condições na sua loja, ele deverá zelar para encontrar uma forma de melhorar a atuação de todos aqueles que, na sua loja, lidam com os clientes.

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Esquema – Do diagnóstico à ação

Independentemente da dinâmica da concorrência, os comerciantes que querem tornar perene a sua atividade profissional ou que querem proteger o valor comercial da sua loja, no caso de quererem vender o seu negócio, têm muitas tarefas pela frente para adaptarem a sua loja às exigências dos consumidores. Os consumidores são exigentes porque, pelo mesmo valor, eles sabem que podem fazer as suas compras em lojas organizadas, modernas e bem iluminadas onde têm a sensação que o dinheiro que gastam lá vale mais. PUB

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O Ponto de Venda é um produto de marketing que o comerciante propõe ao mercado com a expectativa de conseguir viver bem da sua atividade. São sempre os consumidores que avaliam se a loja corresponde às suas expectativas e decidem do seu sucesso. O comerciante que quer ter sucesso e proteger o valor da sua loja deve regularmente adaptar a loja às evoluções do mercado. O extrato seguinte da formação “Organização do Ponto de Venda”, formação organizada e elaborada por Richard Bordone, apresenta as fases chave para ajudar o comerciante a fazer evoluir a sua loja.

Onze passos para refletir a reorganização do seu Ponto de Venda TEXTO RICHARD BORDONE

ABERTO


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1

Reflexão / Ação “Porquê Uma palavra chave”

Recolha de Dados “Um primeiro passo indispensável” 1. Visitar a loja 2. Visitar as redondezas 3. Obter a planta 4. Verificar as informações da planta 5. Trocar ideias com o dono

1. Defenir o sortido 2. Posicionar a loja 3. Distribuir as zonas na planta 4. Distribuir o equipamento 5. Distribuir as categorias de produtos

1

ORGANIZAÇÃO DO PONTO DE VENDA

Finalização

1ª Conclusão

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Recolha de Dados

Visitar a loja

2

Dar várias voltas

Fazer um apanhado visual

ORGANIZAÇÃO DO PONTO DE VENDA

Recolha de Dados

Visitar as redondezas Ver os sentidos da circulação

Ver a loja a partir da rua

Na rua

Fachada

No passeio

Montra

Ver e analisar todos os concorrentes

Comunicação

3

ORGANIZAÇÃO DO PONTO DE VENDA

Recolha de Dados

4

ORGANIZAÇÃO DO PONTO DE VENDA

Obter a planta da loja

Visualizar os imperativos os arquiteturais e geométric Facilitar a realização da planta final

Recolha de Dados

Verificar as informações da planta

Se corresponde ao existente Localização e dimensões Largura Comprimento Altura

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ORGANIZAÇÃO DO PONTO DE VENDA

Prova da implantação antes das obras Posicionamento dos equipamentos de frio Imaginar o que fica e o que sai


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REVISTARec AQUI É FRESCO JULHO 2016 olha de Dados

Trocar ideias com o dono da loja Porque o consultor não pode saber tudo; Porque o retalhista tem uma ligada à rotina, ao seu med visão o ou alegrias; Porque o consultor e o reta lhista devem ter o mesmo interess e no sucesso.

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ORGANIZAÇÃO DO PONTO DE VENDA

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ORGANIZAÇÃO DO PONTO DE VENDA

Recolha de Dados

Posicionar a loja

Em função da concorrência

Recolha de Dados

Posicionar a loja Adaptação à zona

Tipologia de produtos

As arcas

Os balcões As caixas Os corredores

Em função de limitações técnicas

ORGANIZAÇÃO DO PONTO DE VENDA

Politica comercial

Reflexão / Ação

Distribuir as zonas na planta

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Implantar o equipamento mural para facilitar a repartição do resto do espaço Definir o corredor do perímetro da placa de venda, tendo em conta: • As zonas de ambiente • As zonas de produto

11 ORGANIZAÇÃO DO PONTO DE VENDA

Definir o sentido da circulação / Articular a lógica global Definir as zonas de ambiente e as zonas de produtos

Definir o circuito do cliente

Universo - Alimentar “fresco” e “seco” e Não alimenar

Fazer um esboço geral Definir as grandes zonas

10 ORGANIZAÇÃO DO PONTO DE VENDA

Desenhar as gôndolas, o mobiliário: Racks, Gôndolas, Garrafeira, Ilhas promocionais

Imperativos da arquitetura Imperativos do frio

Visualizar globalmente

ORGANIZAÇÃO DO PONTO DE VENDA

Distribuir o equipamento na planta As gôndolas / As murais

Em função de inibições e motivações

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Características

Reflexão / Ação

Em função da politica da insígnia

Zonas das Caixas

Reflexão / Ação

Distribuir as categorias de produto Distribuir as categorias de produtos - Elaboração de um relatório técnico

Implantação física na placa de venda Fazer fotografias finais para facilitar o acompanhamento Acompanhamento regular da loja


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Descubra o café que sabe a Portugal. Há mais de 50 anos que a Delta aperfeiçoa o sabor do café ao gosto de Portugal. Podemos não ser um país produtor de café mas sabemos bem como é que ele fica bom. Delta Portugal é o café como nós gostamos, no ponto perfeito da torra ao sabor português. Uma tradição que se renova, porque o sabor ao que é nosso nunca muda.


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A farinha que mudou o mundo A história da Nestlé começou em 1866, quando a empresa Anglo-Swiss Condensed Milk abriu, na Suíça, a primeira fábrica de leite condensado da Europa. Um ano depois, Henri Nestlé inventou a Farine Lactée (farinha láctea) que salvou a vida de inúmeros recémnascidos sem possibilidade de amamentação. Além do talento para a ciência, Henri Nestlé revelou-se um mestre em marketing, percebendo, desde logo, a importância de criar uma marca. Adaptou o brasão da família (um ninho – “Nest”) e criou o logótipo que ainda hoje é associado à marca.

E

m 1905, a empresa de Henri Nestlé fundiu-se com a Anglo-Swiss, formando o que hoje é o Grupo Nestlé: a maior companhia mundial de Alimentação, com presença em 189 países, 335 mil colaboradores e um volume de negócio global de 88,8 mil milhões de francos suíços. Ao longo destes 150 anos, a Nestlé tornou-se, muitas vezes, num agente de mudança: transformou radicalmente a forma como preparamos e tomamos o pequeno-almoço e o lanche, como bebemos café, como fazemos uma pausa.

Tornou as nossas refeições não só mais nutritivas, como cientificamente mais avançadas. Século e meio depois da primeira lata de leite condensado e da famosa farinha láctea, o portfólio da Nestlé abrange desde papas, chocolates, cafés, bebidas, iogurtes, culinários, gelados, entre outros produtos, incluindo alimentos para pets e artigos de cosmética. No entanto, há pilares que resistem ao tempo, tais como os ideais do fundador, que defendia que “o desenvolvimento de um negócio só faz sentido se contribuir para melhorar a vida das pessoas”.


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CRONOLOGIA 1866

Os irmãos norte-americanos Charles e George Page criam a AngloSwiss Condensed Milk Company. Em Cham, na Suíça, constroem a primeira fábrica europeia de leite condensado (Milkmaid).

1867

Henri Nestlé, um farmacêutico de origem alemã, lança a Farine Lactée (Farinha Láctea) em Vevey, na Suíça. Nestlé combinou o leite de vaca com farinha de trigo e açúcar e desenvolveu um produto salva-vidas para bebés que não podiam ser amamentados.

1868

Henri Nestlé é um dos primeiros fabricantes a construir uma marca associada a um logótipo. A partir do brasão da família, onde figurava um pequeno pássaro num ninho, numa alusão ao apelido Nestlé (pequeno ninho), acrescentou três aves a serem alimentadas pela progenitora, criando um elo visual entre o seu nome e a nutrição infantil. Este logótipo continua a ser a base da imagem da Companhia.

1875

Henri Nestlé vende a sua empresa e fábrica em Vevey a três empresários locais. Estes empregam químicos e trabalhadores qualificados para ajudar a expandir a produção e as vendas.

1904

A Nestlé começa a vender chocolate, ao assumir as vendas e a exportação da Peter & Kohler.

1938

NESCAFÉ é lançado como um “extrato de pó de café puro” que retém o sabor natural do café e pode ser preparado pela simples adição de água quente.

1947

A Nestlé & Anglo Swiss Milk Company funde-se com a empresa suíça ALIMENTANA, que produz sopas MAGGI, caldos e temperos, e é renomeada Nestlé ALIMENTANA.

1954

A farinha láctea infantil Nestlé é rebatizada como CERELAC.

1960

Rápido crescimento com a entrada em novas áreas, como os alimentos congelados, permitindo expandir os seus negócios tradicionais de leite, café e alimentos enlatados.

1977

A Companhia é renomeada Nestlé, S.A.

1981

A Nestlé é uma das primeiras empresas a aplicar o código da Organização Mundial da Saúde sobre substitutos do leite materno em todo o seu negócio.

1985

A Companhia compra a marca FRISKIES e entra no negócio de alimentos para animais de companhia.

1986

Nasce a Nespresso, com uma ideia simples: permitir que qualquer pessoa possa tirar um café tão perfeito como o de um barista profissional.

2001

1905

A Nestlé compra a Ralston Purina e torna-se no novo líder de mercado em cuidados para animais de companhia.

1916

No âmbito da sua abordagem de Criação de Valor Partilhado, a Nestlé lança o Cocoa Plan e o Nescafé Plan para desenvolver cadeias de fornecimento de cacau e café sustentáveis. O objetivo é melhorar as condições sociais nas comunidades agrícolas e garantir a sua rentabilidade.

A Anglo-Swiss e a Nestlé fundem-se para formar a Nestlé & Anglo-Swiss Milk Company. Têm mais de 20 fábricas e começam a usar subsidiárias no exterior para estabelecer uma rede comercial que abrange África, Ásia, América Latina e Austrália. A empresa beneficia do período de prosperidade conhecido como a Belle Époque e torna-se numa empresa de lacticínios global. A Nestlé & Anglo-Swiss adquire a empresa de lacticínios norueguesa Egron, que patenteou um processo de secagem por pulverização para a produção de leite em pó.

1923

Constitui-se a Sociedade de Produtos Lácteos, Lda., tendo como principal empreendedor o Prof. Egas Moniz. É iniciada a construção da primeira fábrica portuguesa de leite em pó simples em Santa Maria de Avanca, concretamente no Lugar de Pensal (localidade que viria a dar nome a uma farinha de pequeno-almoço e a uma bebida de cereais). É o embrião da Nestlé Portugal.

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2010

2011

São criados o Nestlé Health Science e o Instituto de Ciências da Saúde da Nestlé, tendo em vista a investigação científica para o desenvolvimento de produtos nutricionais destinados à prevenção e ao tratamento de patologias crónicas.

2015

A Nestlé lança CAILLER, a marca de chocolate suíço mais antiga ainda no ativo, como seu primeiro chocolate super-premium mundial.

2016

A Nestlé celebra 150 anos.


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líder das bebidas não alcoólicas em Portugal Somos uma empresa com espírito jovem, que iniciou a sua atividade em janeiro de 2009, mas temos muito orgulho das nossas origens, já que a SUMOL+COMPAL resultou da integração de duas empresas, cada uma com cerca de 60 anos de história recheada de sucessos. A qualidade e naturalidade dos nossos produtos, a nossa capacidade de inovação e de diferenciação e as nossas fortes ligações à natureza e benefícios nutricionais fazem parte integrante da nossa herança empresarial. Disso constituem um bom exemplo as duas marcas emblemáticas que detemos, entre as mais conhecidas, preferidas e consumidas por várias gerações de portugueses e, hoje também crescentemente, por estrangeiros em mais de 70 países de todos os continentes.

A

s nossas principais marcas são Compal e Sumol, mas temos um portfólio alargado e completo de que podemos destacar as nossas marcas B!, Um Bongo, Frize e Água Serra Da Estrela, as marcas representadas Pepsi, 7UP, Guaraná Antartica, Gatorade, CacaoLat e as cervejas Tagus e Estrella Damm. A inovação faz parte do “código genético” da SUMOL+COMPAL e acreditamos que esta é fundamental para a diferenciação e valorização das marcas, fidelização dos clientes e dos


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consumidores e, sobretudo, de desenvolvimento de relações duradouras com esses mesmos públicos-alvo. Prova deste nosso “código genético” são as nossas mais recentes inovações: a nova gama Compal Essencial +, as edições especiais de Compal Cereja do Fundão e Compal Maçã das Beiras, o novo Compal Família e o novo Sumol Remix. As nossas marcas estão regularmente presentes em mais de 70 países e, como fruto da nossa continuada aposta e investimento, o nosso negócio continua a crescer, a bom ritmo, nos mercados internacionais (entre 2009 e 2015, o nosso negócio fora de Portugal cresceu 85%). Assumimos que a exploração das oportunidades de negócio deverá contribuir para o desenvolvimento sustentável e consideramos as nossas pessoas como um fator crítico do nosso sucesso, pelo que estamos empenhados no desenvolvimento das competências profissionais dos nossos colaboradores e num salutar equilíbrio entre família, lazer e trabalho. A SUMOL+COMPAL tem uma das maiores operações de bebidas a nível nacional, tendo em funcionamento quatro unidades industriais em Portugal, localizadas em Almeirim, Pombal, Gouveia e Vila Flor, sendo que nestas duas últimas se faz a captação e o embalamento de água sob as marcas Água Serra da Estrela e Frize, respetivamente. Em maio de 2013, inaugurámos oficialmente a unidade industrial de Boane, em Moçambique, a primeira fora de Portugal, cujo objetivo é garantir a produção e comercialização das nossas marcas naquele país lusófono e nos países limítrofes que fazem parte da SADC –Southern African Development Community. No terceiro trimestre de 2015, a nossa unidade industrial de Bom Jesus, em Angola, nos arredores de Luanda, iniciou a produção de sumos e néctares da marca Compal e iniciou a produção de Sumol no primeiro quadrimestre de 2016. Desde 2009 as conquistas têm sido sucessivas, com particular destaque para a crescente internacionalização das marcas Sumol e Compal que vendem já, em conjunto, mais de 50% do seu volume anual fora de Portugal.

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Empregamos aproximadamente 1.460 colaboradores, dos quais cerca de 1.198 em Portugal e 173 em Angola e 85 em Moçambique, nestes dois países incluindo alguns expatriados. Temos ainda três colaboradores na China e um em França. As Nossas Pessoas têm como valores a paixão pelo nosso negócio e pelas nossas marcas e a ambição de fazer cada vez melhor a cada dia que passa, uma forte orientação para os resultados, a inovação como parte do nosso ADN, o trabalho em equipa e a integridade, respeitando as pessoas e garantindo sempre o cumprimento dos compromissos e regras. PUB


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OPINIÃO

Resistir, unir, competir: o segredo para o sucesso

TEXTO ANTÓNIO MOREIRA

O grande exemplo da Seleção Portuguesa: potenciando as suas capacidades, também os pequenos podem vencer.

A

vitória de Portugal no Euro 2016 é uma bonita história, mas é também um exemplo de postura que pode, e deve, fazer-nos refletir no nosso dia-adia, sobretudo a nível profissional. Contra todas as previsões e opiniões abalizadas, contra todas as análises mais ou menos fundamentadas dos mais variados e respeitados analistas futebolísticos, contra a descrença de grande parte dos portugueses, Portugal venceu. E, suprema das ironias, com um golo do mais malamado e desconsiderado de todos os seus integrantes. No momento em que escrevo isto acabou de acontecer; no momento em que me está a ler, já passou algum tempo e, possivelmente, muitas outras coisas, boas e más, aconteceram que sublinham ou contrariam parte do que estou a dizer. Mas há algo que nunca nada alterará: o exemplo de crença e resiliência que este grupo de portugueses deu e que os levou à vitória quando, à partida, tudo isso parecia um sonho sem suporte real. Ao longo da minha já longa vida assisti a muitos “enterros” do comércio independente de vizinhança. No final dos anos 60, a Nielsen, a mais conceituada empresa de estudos de mercado do mundo, publicou uma previsão de que o comércio independente em Portugal desapareceria em 10 anos. E, passados cinco anos, estas lojas não só não tinham desaparecido, como até tinham crescido. Depois disso já nos “mataram” e “enterraram” várias vezes e outras tantas temos sobrevivido. Nem sempre com os mesmos, é certo, porque muitos desistiram e ficaram pelo caminho, mas a verdade é que o comércio independente conseguiu nos últimos dois anos uma proeza inimaginável pelos grandes analistas: em vez de desaparecer cresceu de quota! E conseguiu isso graças a ter no seu seio gente cada vez mais competente e lutadora, que em vez de desistir, resiste e vai à luta, procurando perceber o que pode fazer para vencer. E, tal como a Seleção, também eles vão percebendo que

ninguém, sobretudo se é pequeno e limitado nos recursos, consegue vencer sozinho, pelo que tem que formar uma equipa coesa e decidida a atingir os seus objetivos. Uma equipa focada e consciente de quais as suas insuficiências e capacidades e de como deve minimizar aquelas e potenciar estas. É isso que a rede Aqui é Fresco é e quer ser cada vez mais: uma equipa coesa, focada no sucesso do seu negócio, acreditando nas suas capacidades e nas capacidades do coletivo. Que não desiste, porque acredita que é capaz de vencer e não tem medo de ir à luta.


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