DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Artran, Arthur Sobral, Ascom Semas, Sâmia Maffra, Igor Nascimento/Semas, Julius-Maximilians-Universität Würzburg (JMU), Ronaldo Hühn, Rota do Pará, Sara Hashemi, Universidade da Austrália do Sul (UniSA), Universidade de Zhengzhou, China; FOTOGRAFIAS: Alexandarilich/Getty Images, Alberto Dergan/HNUE, Ascom HRPM, Cristina Ganuza, Divulgação, Divulgação / Rota do Pará, Igor Nascimento – Semas, Imaflora, Izabela Nascimento/ Ascom Semas, Live Science, Marciney Costa/Ascom Setur, Marcelo Lelis / Ag. Pará, Marco Santos / Ag. Pará e Pedro Guerreiro / Ag. Pará, Science,Tarcísio Barbosa/Ascom CIIR, USDA, Wikipédia; DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios
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CAPA
Imagem do Theatro da Paz, segundo o IPHAN, um teatro-monumento e patrimônio histórico, além de ser o primeiro teatro de ópera da Amazônia e um dos primeiros teatros líricos do Brasil. Visto do interior da Praça da República. Foto: Osmarino Souza
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XVII Fórum Nacional dos Governadores
Governadores aprovam carta em apoio à realização da COP30 em Belém, a missiva reforça a soberania da Amazônia e o reconhecimento do valor e dos direitos dos povos originários.
O XVII Fórum Nacional dos Governadores, realizado nesta quarta-feira (13) em Belém, encerrou-se com a aprovação de uma carta que reafirma o apoio irrestrito de todos os Estados brasileiros à realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) na capital paraense. O documento reforça, ainda, a soberania da Amazônia e o reconhecimento do valor e dos direitos de nossos povos originários, projetando ao mundo a relevância da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável na região. O encontro ocorreu no Centro de Economia Criativa, no Parque da Cidade — local que sediará a COP30 de 10 a 21 de novembro — e reuniu o governador Helder Barbalho e mais 18 governadores e vice-governadores; a vice-governadora e presidente do Comitê Estadual da COP30, Hana Ghassan; o presidente da COP30, André Corrêa do Lago; o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Chicão; e o prefeito de Belém, Igor Normando.
Declaração de apoio do Fórum Nacional de Governadores à realização da COP30 na cidade de Belém do Pará
As Governadoras e os Governadores dos Estados brasileiros, presentes na XVII Reunião do Fórum Nacional de Governadores, realizada no Estado do Pará, em 13 de agosto de 2025, após amplo debate sobre as finalidades e o alcance da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), reafirmam apoio irrestrito ao evento e à Cúpula dos Líderes na cidade de Belém, considerando não apenas o significado de seu propósito de realização na região amazônica, mas também as providências estruturais que estão sendo efetivamente adotadas pelos poderes públicos e pela iniciativa privada para a garantia de seu sucesso.
A promoção da COP30, como agendada e em avançado estágio de organização, expressa o compromisso dos estados subnacionais brasileiros com as diretrizes climáticas mundiais e com a necessária liderança do Brasil no enfrentamento dos desafios ambientais globais. Reforça, ainda, a soberania da Amazônia e o reconhecimento do valor e dos direitos de nossos povos originários, projetando ao mundo a relevância da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável na região.
FÓRUM NACIONAL DE GOVERNADORES
Texto *Arthur Sobral Fotos Marcelo Lelis / Ag. Pará, Marco Santos / Ag. Pará e Pedro Guerreiro / Ag. Pará
Ao final, uma Carta com o apoio irrestrito de todos, à realização da COP 30 em Belém
O Fórum Nacional dos Governadores é um espaço permanente de cooperação entre os líderes dos estados com o objetivo de construir propostas estratégicas e apresentá-las ao Governo Federal sobre temas que importam para a população.
O governador do Pará, Helder Barbalho, que abriu o fórum, ressaltou que o evento é parte do esforço para alinhar uma posição unificada do Brasil sobre o clima. “É importante termos ciência de que a COP não é apenas um evento ambiental. Hoje, o meio ambiente deve ser visto de forma transversal, dialogando com todas as agendas econômicas e geopolíticas do planeta. Isso amplia ainda mais a importância e a necessidade de todo o Brasil estar mobilizado para liderar essa agenda”, afirmou.
“Este é um momento decisivo para garantir que o Brasil fale com uma só voz na COP30, com propostas que conciliem preservação ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico, tendo a Amazônia no centro da agenda”, afirmou Helder.
Belém, sede da XVII Reunião do Fórum Nacional de Governadores
A COP 30 será ainda mais forte com a participação e o apoio de nós todos. Este foi um momento muito importante para discutirmos e aumentarmos ainda mais a conexão dos estados brasileiros com nossa conferência do clima. Vamos juntos!
Helder Barbalho destacou ainda os resultados já visíveis da preparação do Estado para a COP30, com mais de 30 obras estruturantes em andamento na capital, gerando mais de cinco mil empregos diretos.
“O Pará registrou um crescimento de 68% na abertura de novas empresas em 2025 e apareceu, pela primeira vez, em terceiro lugar no ranking nacional de crescimento do PIB, com previsão de alta de 3,5% neste ano. É fato que ser sede da COP posicionou Belém em uma condição de protagonismo”, enfatizou.
“A COP30 será em Belém, na Amazônia, mas deve ser vista como a COP do Brasil. O sucesso da conferência será o sucesso do Brasil, porque aquilo que concebermos aqui posicionará o nosso país como líder da agenda da sustentabilidade, permitindo que a floresta viva valha mais do que a floresta morta”, concluiu o governador.
O presidente da COP30, André Corrêa do Lago e principal negociador do Brasil nas conferências do clima, apresentou um panorama histórico das negociações climáticas e ressaltou que a agenda ambiental se tornou também econômica e geopolítica. “As COPs se tornaram um encontro não só dos governos que negociam, mas também do setor privado, da ciência, da academia e da sociedade civil”, afirmou. O embaixador André Corrêa do Lago, também relacionou os principais eixos temáticos e preparativos para a realização do evento global.
O presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), deputado Chicão, reafirmou o apoio institucional da Casa às ações do Governo do Estado rumo à conferência, enquanto o prefeito de Belém, Igor Normando, destacou que a capital compartilha desafios comuns a muitos municípios da Amazônia. “A COP deixou de ser apenas de Belém, do Pará ou da Amazônia. Ela é do Brasil, é de todos nós. Esse é o momento de mostrarmos a força e a capacidade de construção de soluções do povo brasileiro”, disse.
Helder Barbalho destacou os resultados já visíveis da preparação do Estado para a COP30
(*) SECOM <<
André Corrêa do Lago, presidente da COP30 “As COPs se tornaram um encontro não só dos governos que negociam, mas também do setor privado, da ciência, da academia e da sociedade civil”, afirmou
Seminário RUMOS debate tendências, consumo, captação de recursos e promoção do turismo no Pará
OSeminário RUMOS – O Turismo Pós-COP30, promovido pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur), reuniu especialistas e gestores no Hangar - Centro de Convenções & Feiras da Amazônia, em Belém, para traçar estratégias de fortalecimento do turismo no Pará. Com destaque para tendências, perfil de consumo, destinos e inteligência de dados nos dois primeiros dias, a programação contou com discussões sobre planejamento da gestão pública no turismo e promoção
internacional do Estado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30). O evento, realizado nesta semana, reuniu gestores públicos, lideranças comunitárias, empresários, especialistas, estudantes e profissionais do trade turístico.
Na palestra de abertura “Tendências de consumo e o novo perfil do turista”, a presidente-executiva da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), Marina Figueiredo, abordou a evolução dos hábitos de viagem e o perfil do consumidor atual. Segundo ela, os viajantes do presente — e, sobretudo, do futuro — valorizam experiências genuínas, que expressem a identidade do lugar e promovam conexões com o cotidiano e a cultura local. “O turista quer vivência real com o território, com o dia a dia local, com a cultura que pulsa nas comunidades”, afirmou.
Marina Figueiredo também destacou o potencial do Pará para se posicionar em nichos estratégicos, como turismo gastronômico, de bem-estar e de luxo (entendido como exclusividade e personalização) e chamou atenção para a importância da inserção dos produtos amazônicos nos canais de comercialização turística. Ela ressaltou que destinos que conseguirem traduzir a autenticidade de seus pratos, festas, rituais e ambientes naturais em experiências memoráveis estarão um passo à frente. “Não basta ser incrível; é preciso estar na prateleira. Um destino precisa ser encontrado”, reforçou.
Na palestra de Jacqueline Gil, professora da Universidade de Brasília (UnB) e ex-diretora de Marketing da Embratur
Marina Figueiredo falou sobre tendências de consumo e o novo perfil do turista
O painel “Desenvolvimento de experiências turísticas com identidade amazônica” destacou o protagonismo de iniciativas que integram a cultura local, a economia criativa e o turismo de base comunitária. A mediadora Márcia Bastos, da Setur, apresentou os projetos Kayré Experiências, Casa da Luna e Ygara Artesanal, e enfatizou a importância de fortalecer cadeias produtivas locais e dar visibilidade a experiências que já existem. “As comunidades amazônicas já estão fazendo turismo”, disse a mediadora, acrescentando que “estamos falando de turismo como estratégia de resistência e de afirmação da nossa identidade amazônica”.
Edilene Figueiredo, da Kayré Experiências, explicou que a proposta do projeto é oferecer imersão no cotidiano da Ilha do Combu (pertencente a Belém), valorizando o protagonismo local e evitando a criação de personagens turísticos artificiais. “A experiência precisa ser conduzida por quem pertence ao território. É isso que garante autenticidade”, ressaltou. Os pilares da experiência Kayré incluem gastronomia, artesanato, manifestações culturais e práticas ambientais, todos realizados com participação ativa dos moradores locais.
Isabella Barbosa, superintendente de Promoção, Marketing e Eventos da Setur do Maranhão, compartilhou o case da Rota das Emoções, um roteiro turístico que integra três estados — Maranhão, Piauí e Ceará —, em um percurso de 900 quilômetros, com forte apelo de natureza, cultura e aventura. Segundo ela, o sucesso da Rota reside na governança entre os entes federativos e na capacidade de formatar produtos com con-
sistência, identidade e apelo comercial. “A integração regional é fundamental para fortalecer o turismo como vetor de desenvolvimento”, garantiu. A executiva maranhense explicou que a Rota das Emoções é vendida nacional e internacionalmente, e serve como modelo para a formatação de novos roteiros no Brasil.
Autenticidade
O arquiteto e urbanista Caio Esteves propôs uma reflexão com a palestra “Turismo à Prova de Futuro: como identidade, hospitalidade e foresight estão redesenhando o ato de viajar”. Especialista em Place Branding, ele defendeu que essência e identidade são os fatores que sustentam os destinos diante de transformações globais, como a crise climática, a digitalização e as mudanças no consumo. “Autenticidade é a chave. A identidade é o que faz o destino ser resiliente e desejado”, afirmou.
Caio Esteves defendeu que o futuro do turismo não será apenas sobre infraestrutura ou marketing, mas sobre essência e propósito. Para ele, destinos que conseguirem traduzir seus atributos intangíveis — como acolhimento, memória, pertencimento e valores — em experiências reais terão mais chances de se manter relevantes.
Infraestrutura invisível
Rayane Ruas, da Sprint Dados, apresentou uma abordagem sobre inteligência turística baseada em evidências. A especialista falou sobre Big Data, Business Intelligence e Data Analytics, destacando a relevância da Pirâmide do Conhecimento de Russell Ackoff, que organiza o processo decisório em quatro níveis: dados, informações, conhecimento e sabedoria. “Os dados são uma nova infraestrutura invisível do turismo. As-
Caio Esteves ministrou a palestra ‘Turismo à Prova de Futuro”
Isabella Barbosa apresentou a Rota das Emoções
Rayane Ruas, da Sprint Dados , falou sobre Big Data, Business Intelligence e Data Analytics
sim como precisamos de aeroporto ou hotel, precisamos de dados confiáveis”, afirmou. Segundo ela, o planejamento turístico deve ser orientado por evidências, com capacidade de análise preditiva e avaliação de resultados. “Precisamos olhar para o passado, entender o presente e planejar o futuro com base em dados. Essa tríade é fundamental para preparar o Pará para capacitação, captação de recursos e promoção do turismo para a COP30, e além dela”, concluiu Rayane Ruas.
Capacitação e captação de recursos
A assessora técnica da Setur, Solange Reis, ministrou a oficina “Elaboração de Projetos Turísticos”, na qual os participantes aprenderam sobre a estruturação de projetos, fontes de financiamento e a importância dos processos licitatórios. A atividade também incluiu a elaboração prática de um projeto, permitindo que os participantes aplicassem os conceitos discutidos.
O painel “Atendendo os Critérios do Mapa do Turismo”, conduzido pelo gerente de Estruturação de Destinos Turísticos da Setur, Hugo Almeida, detalhou as diretrizes e a importância do Mapa para o acesso dos municípios às políticas públicas federais, destacando aqueles que foram contemplados com ações. Ele explicou como as políticas da Secretaria de Turismo são descentralizadas para atender a diversas localidades, incluindo Xinguara, no sudeste paraense, um dos municípios mais distantes de Belém. “Atualmente, o Pará é, proporcionalmente, o terceiro estado com o maior número de municípios inseridos no Mapa. Passamos de 20 para 81 municípios, entre 2023 e 2025. Isso representa uma grande conquista para o turismo, com um instrumento reconhecido como boa prática de gestão”, pontuou.
Acesso a recursos
Com a missão de fortalecer a capacidade técnica de gestores públicos, o painel “Captação de Recursos na Plataforma Transfere-
Gov” abordou formas eficazes de acesso a recursos federais. Gabriel Peixoto, especialista em Elaboração de Projetos, detalhou as funcionalidades e modalidades de transferências públicas disponíveis no TransfereGov, como convênios, contratos de repasse e emendas parlamentares.
A capacitação priorizou a importância de entender o processo de captação e garantir a efetiva aplicação dos recursos. “Ninguém aprende a nadar sem antes aprender a flutuar. O mesmo acontece aqui.
É preciso entender o básico, como funcionam as peças, os movimentos, e só assim o município começa a caminhar sozinho, com autonomia e confiança”, exem-
plificou Gabriel Peixoto. Para ele, é essencial que os gestores compreendam a lógica da plataforma e invistam na qualificação das equipes, para que saibam não apenas “pedir”, mas também “executar”.
Pavilhão Pará - vitrine para os municípios
Além das capacitações técnicas, o Governo do Pará, por meio da Setur, prepara uma grande ação promocional na COP30: o Pavilhão Pará, espaço turístico interativo que será montado na segunda semana do evento, de 17 a 21 de novembro. O objetivo é apresentar ao mundo a diversidade cultural, gastronômica e econômica do Estado, promovendo a imagem do Pará e criando oportunidades concretas de negócios, parcerias e investimentos para municípios paraenses. Victor Lopes, coordenador de Marketing da Setur, explicou que a proposta é envolver os municípios na promoção do Estado, incentivando a participação de todos na visibilidade internacional. “Nós queremos que cada município tenha a chance de mostrar o que há de mais bonito e autêntico em seu território: a produção local, a cultura, o
Solange Reis, ministrou a oficina Elaboração de Projetos Turísticos
Hugo Almeida abordou os Critérios do Mapa do Turismo
Durante o Painel ‘Captação de Recursos na Plataforma TransfereGov’
turismo, a economia criativa. Além disso, queremos fortalecer o turismo de proximidade, estimulando os próprios paraenses a conhecerem melhor o Estado”, frisou.
Outro diferencial será a integração com agentes da iniciativa privada, organizações sociais, universidades e influenciadores.
A ideia é promover conexões reais entre os visitantes da COP30, moradores de Belém e representantes dos diversos territórios paraenses. “Queremos que os municípios se sintam protagonistas, e que esse espaço seja um palco para mostrar suas riquezas ao mundo”, complementou Victor Lopes.
O Pavilhão Pará contará com áreas temáticas, como um palco cultural, espaço gastronômico, estúdio de podcast, área de convivência e um ambiente “instagramável”. “Vamos oferecer uma estrutura completa, com personalização visual e espaços padronizados de 16 metros quadrados. Cada município poderá ambientar seu estande com identidade própria, respeitando o modelo definido pela comissão organizadora do Pavilhão”, explicou o coordenador. A programação do espaço incluirá ainda apresentações culturais, rodas de conversa, ativações de marca e comercialização de produtos regionais. A praça de alimentação será um ponto alto, com restaurantes locais oferecendo pratos típicos da gastronomia amazônica.
No painel - Desenvolvimento de experiências turísticas com identidade amazônica
Comunidades do Combu recebem sistema sustentável de captação de água da chuva
Comunidades do Combu recebem sistema sustentável de captação de água da chuva
AIlha do Combu, quarta maior da região insular de Belém, começa a receber um sistema inovador de captação de água da chuva, projetado para garantir segurança hídrica e promover sustentabilidade para as comunidades tradicionais locais. A iniciativa faz parte do projeto “Água para Todos”, realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas)
A Ilha do Combu, está recebendo um sistema inovador de captação de água da chuva, voltado a garantir segurança hídrica e promover a sustentabilidade
em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), com apoio financeiro da empresa New Fortress Energy.
Além desses órgãos, o projeto conta com a Pluvi Soluções Ambientais Inteligentes, a Prefeitura de Belém, a Universidade Federal do Pará (UFPA) por meio do Núcleo de Meio Ambiente (Numa) e o Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).
A escolha da Ilha do Combu levou em conta a dificuldade que a população enfrenta para ter acesso à água potável, apesar de estar cercada por rios e igarapés.
A proposta busca atender essa demanda urgente, unindo soluções de adaptação às mudanças climáticas com políticas de desenvolvimento sustentável que valorizam os modos de vida tradicionais da comunidade.
O “Água para Todos” integra o Programa Regulariza Pará, coordenado pela Secretaria Adjunta de Gestão e Regularidade Ambiental, ligado ao componente de ordenamento territorial e ambiental da Política Estadual de Mudanças Climáticas.
“O projeto é uma solução baseada na natureza (SbN) que tem como objetivo o aproveitamento da água da chuva, com sua transformação em água potável, por meio de um sistema inteligente de captação, filtragem, desinfecção e abastecimento. Estamos falando de comunidades cercadas por água doce, mas sem acesso à água potável, o que torna este projeto uma implementação real e urgente de um direito huma -
Fotos Izabela Nascimento/ Ascom Semas, Pedro Guerreiro / Ag. Pará
Água para Todos
no básico de acesso à água de qualidade, essencial à saúde e à dignidade das pessoas”, destacou o secretário-adjunto da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos.
“Além disso, a iniciativa adota uma tecnologia social adaptada à realidade das populações ribeirinhas, o que representa um diferencial do projeto, que contribui diretamente para o alcance de diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, completa Bastos.
O projeto, que teve início em janeiro de 2025, está na fase final de implantação no trecho do Igarapé do Piriquitaquara.
O sistema de captação pluvial, batizado PluGoW, foi desenvolvido pela startup Pluvi. Em formato tubular com estrutura de cálice, cada reservatório armazena até 5 mil litros de água e funciona de forma autônoma, utilizando energia solar para bombear e pressurizar o líquido, sem necessidade de equipamentos pesados ou estruturas complexas.
Dez reservatórios serão instalados em pontos estratégicos da ilha, escolhidos por critérios de impacto social, alcance coletivo e fortalecimento da sociobioeconomia local. A previsão é que cerca de 1.200 moradores sejam beneficiados diretamente, criando uma nova relação da comunidade com os recursos hídricos.
Entre os locais contemplados estão quatro unidades escolares de ensino fundamental,
que atendem mais de 600 crianças de diferentes comunidades da ilha e das vizinhas: EEFM Anexo Santo Antônio, EEFM Sebastião Quaresma e EEFM Milton Monte, todas na Ilha do Combu, e a EEFM Anexo São José, na Ilha Grande.
Nas escolas São José e Sebastião Quaresma, além do sistema de captação, será instalado um biodigestor para gestão de resíduos orgânicos. O equipamento gera biogás para cozinhas escolares e bioferti -
Cardápio Variados
lizante para a adubação de ervas aromáticas e plantas medicinais.
Na EEFM Santo Antônio, o projeto inclui o sistema de captação, o biodigestor e uma ecobiblioteca, resultado da vinculação de projetos ESG ao licenciamento da empresa Mizú Cimentos, unindo educação ambiental e incentivo à leitura. Os biodigestores foram doados por meio de parceria entre Semas e Fundação Engie, com foco em impactos sociais e ambientais duradouros.
A escolha para receber o novo sistema considerou a vulnerabilidade no abastecimento de água potável enfrentada pela população local
Marcele Moreira, coordenadora do anexo Santo Antônio, destaca a importância do acesso à água potável para os estudantes: “Estamos muito felizes por receber um projeto dessa magnitude. Moramos em uma região cercada por água doce, mas que infelizmente não é potável. E, quando se trabalha com crianças e se quer oferecer o essencial, pensamos logo na questão da água. Dentro da escola, a água é usada para beber, preparar a alimentação, lavar hortaliças e frutas. Ter acesso à água de qualidade é fundamental para a vida e funcionamento escolar. Sabemos que há muitos casos de problemas de saúde relacionados à água aqui na ilha, e por isso uma estrutura como essa representa um grande ganho. O impacto vai além dos muros da escola, alcançando positivamente várias famílias da comunidade”, disse a coordenadora.
O projeto também beneficiará a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Combu, garantindo abastecimento seguro nas atividades essenciais de atenção à saúde. Quatro coletivos que promovem a sociobiodiversidade local também são contemplados: Associação de Mulheres Extrativistas (AME), Ygara Artesanal, a fábrica de chocolate Filha do Combu e o restaurante Saudosa Maloca.
Júlio Meyer, gerente do Ideflor-Bio, ressalta que o conhecimento da realidade local, construído ao longo de anos de trabalho com a comunidade, foi fundamental para o sucesso da iniciativa. “A chegada do projeto representa um grande benefício porque traz saúde para as pessoas e para o meio ambiente. É o que chamamos de saúde única. Isso é desenvolvimento sustentável e qualidade de vida. A iniciativa fortalece escolas, programas comunitários e as cadeias produtivas locais, como as da andiroba, do açaí e do chocolate, dando mais protagonismo à comunidade.
Trata-se de um projeto bem direcionado, fruto de uma relação construída ao longo dos anos entre o Governo do Estado e a população local. A parceria entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil é a verdadeira receita do sucesso”, afirmou. Cada reservatório armazena até 5 mil litros de água, suficiente para abastecer chuveiros, vasos sanitários e pias de cozinha. A solução oferece praticidade e eficiência, especialmente em regiões de alta incidência de chuva como a Amazônia, promovendo acesso seguro à água potável, reduzindo doenças e fortalecendo práticas sustentáveis.
O projeto também contribui para o alcance de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente o ODS 6 (Água potável e saneamento), ODS 11 (Cidades e comunidades sustentáveis) e ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima).
Para Homero de Melo Júnior, superintendente regional da CPRM, a parceria técnica com a Semas representa uma oportunidade concreta de garantir água de qualidade para comunidades tradicionais, com tecnologia de fácil operação e manutenção
Equipe da Semas, durante visita técnica à Ilha do Combu, para acompanhar o avanço das obras do projeto “Água para Todos”
A chegada do projeto representa um grande benefício porque traz saúde para as pessoas e para o meio ambiente
Hospitais do Pará recebem Selo Segurança do Paciente 2025 por boas práticas
No total, foram sete hospitais paraenses contemplados; confira
Fotos Alberto Dergan/HNUE, Ascom HRPM, Marco Santos/Ag.Pará, Tarcísio Barbosa/Ascom CIIR
O“Selo Segurança do Paciente 2025”, prêmio nacional concedido pela Epimed Solutions em parceria com o Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), reconheceu quatro unidades da rede estadual do Pará pelo comprometimento com a segurança na assistência. A certificação destaca a adoção de boas
práticas na gestão de incidentes e o trabalho contínuo para melhorar a qualidade dos serviços prestados. Sete hospitais paraenses, entre públicos e privados, foram contemplados com o selo.
Entre os sete, quatro deles são geridos pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pú-
blica do Pará (Sespa). São eles: o Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves; o Hospital Regional Público dos Caetés (HRPC), em Capanema; o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua; e o Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém. Para receber o selo, as unidades precisam atender a critérios rigorosos,
como manter menos de 25% das notificações de incidentes na categoria de “outra natureza”. Essa alta precisão na identificação dos eventos permite que as ações de melhoria sejam mais eficientes.
Cultura de segurança e melhoria contínua
As instituições também devem detectar incidentes em até sete dias e concluir as investigações em no máximo 45 dias. Esses requisitos reforçam o compromisso com uma cultura de segurança robusta e com a valorização das boas práticas na assistência à saúde.
A certificação reconhece instituições que adotam e fortalecem boas práticas na gestão de incidentes, promovendo melhorias contínuas na assistência e elevando a qualidade dos serviços prestados à população
Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE)
No arquipélago marajoara, o Hospital Regional do Marajó (HRPM) se destacou pelo aprimoramento contínuo de seus processos. Maria Iza Gonçalves, enfermeira do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP) da unidade, explicou que eles usam o sistema Epimed para notificar eventos adversos, o que ajuda a identificar falhas, riscos e oportunidades de melhoria. “Todos os colaboradores são treinados para usar a plataforma, com acesso facilitado por QR Code e links nos computadores da unidade.
As notificações são recebidas pelo núcleo responsável, que analisa, classifica e encaminha cada caso ao gestor do setor para investigação e implementação de ações corretivas”, disse ela.
A profissional complementa que o processo é contínuo, com foco na segurança do paciente. “O Selo Segurança do Paciente 2025 reconhece o trabalho integrado, diário e comprometido de toda a equipe e liderança do hospital”.
O autônomo Jurandir Barbosa de Ataíde, 61 anos, usuário do HRPM, sente-se seguro com o atendimento.
“Me sinto seguro, porque os profissionais me transmitem confiança. O atendimento é muito bom e todos são gentis e prestativos. Nos atendem sempre que precisamos e confio muito no atendimento de todos”, enfatizou.
O Hospital Regional Público dos Caetés (HRPC), em Capanema, renovou o selo, o que confirma seu compromisso com a qualidade e segurança na saúde pública. O gerente assistencial do HRPC, Eduardo Machado, ressaltou que a certificação é um reconhecimento às ações desenvolvidas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
“Por mais um ano consecutivo, recebemos o Selo Segurança do Paciente, concedido pelo sistema Epimed em parceria com o IBSP. A certificação reconhece as ações e atividades desenvolvidas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) pela seriedade e resolutividade na condução dos incidentes ocorridos no setor, bem como pelo empenho da equipe em identificar, analisar e implementar processos de melhoria”, pontuou.
Em Ananindeua, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) também recebeu o selo, que atesta as boas práticas de qualidade e segurança na assistência. Jéssica Pinho, gerente de Qualidade do HMUE, afirmou que o certificado é resultado de um trabalho constante de monitoramento e análise de processos.
HMUE é referência para cuidado de traumas grave
Hospital Regional Público do Marajó (HRPM)
Hospital Regional Público dos Caetés (HRPC), em Capanema
“Isso significa que cada área do hospital está comprometida em identificar rapidamente situações de risco, investigar de forma eficiente e adotar medidas que elevem a segurança e a qualidade da assistência prestada aos nossos pacientes”, diz.
O médico e diretor técnico do Metropolitano, César Passanezi, explica que o selo é um indicativo de excelência. “Nosso trabalho é baseado em protocolos rigorosos e no cuidado centrado no paciente. É um incentivo para continuarmos aprimorando nossos processos e garantindo excelência em cada atendimento realizado”, pontua.
Em Belém, o Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) conquistou o selo pela primeira vez, confirmando seu compromisso em manter uma cultura de segurança e oferecer um atendimento humanizado e seguro. A dona de casa Carolina Carvalho, mãe de dois usuários do CIIR, destacou que a certificação reflete sua experiência diária.
“Venho com meus filhos duas ou três vezes por semana e me sinto muito segura. Aqui há sempre profissionais preparados para orientar, sinalização adequada, pisos adaptados e um ambiente pensado para receber todos os usuários. Meu filho mais velho, de 9 anos, é atendido desde 2018, e o mais novo, de 5, desde 2021. Ambos recebem terapias e acompanha -
mento médico com diversos especialistas. Sinto que eles são muito bem assistidos”, destacou. José Neto, diretor Operacional do INDSH/Norte, reforçou que a conquista do selo é um sinal do compromisso
com a segurança e a qualidade assistencial. “É fundamental que isto seja valorizado, uma vez que visa garantir a qualidade assistencial em unidades de média e alta complexidade no estado”, disse.
Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém
Entenda como a fototerapia salva recém-nascidos no Hospital da Transamazônica
Fotos Divulgação
Afototerapia, oferecida pelo Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), tem sido um recurso essencial para tratar recém-nascidos com icterícia, ajudando a restaurar o funcionamento do fígado afetado pela prematuridade. O procedimento consiste na exposição do bebê a um banho de luz, normalmente azul ou violeta, que atua bloqueando o excesso de bilirrubina e estimulando o organismo a normalizar suas funções metabólicas. Cerca de 10 recém-nascidos prematuros passam pelo tratamento todos os meses na unidade, que atende, além de Altamira, oito municípios da região.
No Pará, uma preocupação inesperada marcou o início da vida de Deivide. Filho de Dulcielem Rodrigues, o bebê precisou ser internado na UTI Neonatal do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT) devido à icterícia, uma condição que ela nunca tinha ouvido falar. “Nunca tinha ouvido falar, não. Quando chegou aqui o doutor explicou pra gente”, lembra Dulcielem. O tratamento, no entanto, é bem conhecido pela medicina e se chama fototerapia, um procedimento simples e eficaz que utiliza a luz para tratar o problema.
A icterícia, embora pouco conhecida do grande público, é comum em recém-nascidos. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 60% dos bebês a termo e 80% dos prematuros apresentam a pele amarelada, um sinal
Terapia Intensiva (UTI)
clássico do problema. Existem dois tipos: a fisiológica, que geralmente é benigna e se resolve sozinha, e a patológica, que, como no caso de Deivide, pode ser mais grave e exige intervenção médica.
Entendendo a icterícia e a fototerapia
O tom amarelado na pele do bebê é causado pelo excesso de bilirrubina, uma substância que o fígado imaturo do recém-nascido tem dificuldade em processar. “O fígado funciona mais lento no recém-nascido e há dificuldade, por exemplo, de absorver gordura”, explica o pediatra Sebastião Júnior.
A fototerapia, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) no HRPT, é uma das formas mais eficazes de tratamento. A técnica consiste em expor o bebê a um banho de luz azul ou violeta. Ao entrar em contato com a pele, a luz age sobre a bilirrubina, transformando-a em uma forma que pode ser eliminada mais facilmente pelo organismo do bebê. Cerca de 10 recém-nascidos prematuros passam pelo procedimento todos os meses na unidade.
A fototerapia, funciona como um bloqueio de bilirrubina e reduz a superprodução da substância. Em contato com a pele, a luz estimula o organismo e faz com que as funções normais sejam restabelecidas
Dulcielem Rodrigues tinha acabado de dar à luz quando foi informada pelo médico que o bebê dela precisaria ser internado em uma Unidade de
Apesar de a fototerapia ser um procedimento relativamente simples, sua ausência pode ter consequências graves. “A não utilização aumenta os riscos de um quadro grave, chamado de icterícia neonatal ou kernicterus, condição essa que, em caso de não tratamento, poderá levar a uma sequela neurológica irreversível, com potencial desenvolvimento de sequelas cognitivas, motoras e sensoriais”, alerta Leonardo Rodrigues, diretor técnico do hospital.
As causas da icterícia patológica podem incluir incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê e alterações congênitas no fígado.
A equipe de enfermagem, como a enfermeira Bruna Cardoso da UTI Neonatal, acompanha os bebês de perto durante o tratamento. “Os bebês que estão em processo de fototerapia necessitam de uma atenção redobrada com os olhos e com a pele”, explica Bruna. “A Enfermagem tem como principal objetivo acompanhar tanto o processo fisiológico do bebê quanto o metabólico, para atingir a meta do tratamento”. Ela ressalta a importância da disponibilidade do equipamento em um hospital de referência como o HRPT, que atende não só Altamira, mas também outros oito municípios. “Nós temos esse e outros equipamentos justa-
mente para as demandas dos bebês. É uma demanda alta na nossa instituição, mas estamos devidamente equipados”.
Prevenção e tratamentos adicionais
Embora não seja possível prever a icterícia antes do nascimento, um pré-natal adequado pode reduzir os riscos. O acompanhamento permite identificar e tratar condições que podem levar a complicações. Quando a fototerapia não é suficiente para controlar os níveis de bilirrubina, pode ser necessária uma intervenção mais drástica. “Se ele ficar muito amarelo e os níveis de bilirrubina subirem de maneira muito desacerbada e afetar o cérebro, é preciso fazer a exsanguineotransfusão, onde é realizada a troca de sangue do bebê”, explica o pediatra.
O pré-natal é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde.
O ideal é que a gestante inicie o acompanhamento antes da 12ª semana de gravidez para que a equipe médica e de enfermagem possa monitorar a saúde do feto e tomar as decisões mais adequadas.
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), 60% dos bebês podem apresentar pele amarelada, principal indicativo de que algo está errado
Deivide, filho bebê, de Dulcielem precisou ser internado na UTI Neonatal do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT) devido à icterícia
Produtor rural no centro das soluções para uma economia mais sustentável
Semas destaca papel do produtor em soluções sustentáveis durante evento em São Paulo
Osecretário de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará, Raul Protázio Romão, participou recentemente do ATERRA - Imaflora 30 anos, realizado nos dias 20 e 21 de agosto, no Sesc Santo Amaro, em São Paulo. O encontro reuniu especialistas, produtores rurais, comunidades tradicionais, pesquisadores, empresários e gestores públicos para discutir caminhos que conciliem desenvolvimento econômico e conservação ambiental. Durante sua participação, o secretário reforçou a importância de colocar o produtor rural no centro das soluções para uma economia mais sustentável. Não dá pra falar em futuro e em desenvolvimento sem pecuária sustentável. Ainda durante sua participação no encontro destacou as oportunidades que uma política pública como a de identificação individual bovina, e mais do que isso, de desenvolvimento e integridade da cadeia, pode trazer ao Pará e ao Brasil.
Abertura
O ATERRA reuniu especialistas, produtores pesquisadores, comunidades tradicionais, empresários e gestores públicos para debater como conciliar produção e conservação de forma justa, inclusiva e sustentável — um propósito que dialoga diretamente com a nossa causa. Estamos há 30 anos, presentes. Conectando o saber do campo e das florestas, com as discussões globais e práticas necessárias para um desenvolvimento que une produção e conservação. Agora vivendo isso ao vivo no ATERRA!
Atuar de maneira sistêmica pela conservação e valorização das florestas vai além de nosso propósito. É nosso dever enquanto humanidade.
O secretário de Meio Ambiente do Pará, Raul Protázio, durante o painel “A expansão da Pecuária Sustentável”. Participaram do painel, o coordenador da Aliança Paraense pela Carne, Francisco Victer; a líder de engajamento da plataforma Trase, Paula Bernasconi; a diretora executiva do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), Cláudia Trevisan, com moderação da gerente de Políticas Públicas no Imaflora, Marina Guyot.
Fotos Igor Nascimento – Semas, Imaflora
“Eu acredito muito na solução orientada pela demanda. O produtor tem que estar no centro da construção da solução, e a solução passa por ele. Então, a gente precisa dessa coalizão, e o Imaflora tem sido um ator fantástico nesse processo, a indústria tem ajudado, e se tem um capital que é gratuito, é o capital de mobilização e de engajamento, e a gente conta com vocês para que a gente consiga mobilizar mais e mais e mais”, afirmou Raul Protázio Romão.
Nosso compromisso - por mais 30 anos e mais - sempre será com a transformação e com o futuro, respeitando o passado e estando sempre presentes para garantir que nossa missão se mantenha viva. Obrigada a todo mundo que veio, participou, trocou, celebrou e assumiu conosco este compromisso.
Entre as iniciativas lideradas pelo Governo do Pará para engajar produtores, o Programa Pecuária Sustentável se destaca como uma estratégia pioneira de incentivo a práticas de baixa emissão e de valorização de cadeias produtivas responsáveis. O pro-
Encerramento
Encerrando no segundo dia no ATERRA, eo Imaflora Brasil, juntos, construíram alianças e desenvolvemos ações no Brasil e no mundo. Juntos, fazemos conexões e transformamos nossa relação com o ecossistema. Juntos, trilhamos um caminho de impacto e transformação.
Nosso compromisso - por mais 30 anos e mais - sempre será com a transformação e com o futuro, respeitando o passado e estando sempre presentes para garantir que nossa missão se mantenha viva.
Obrigada a todo mundo que veio, participou, trocou, celebrou e assumiu conosco este compromisso.
grama oferece assistência técnica, promove rastreabilidade e estimula o cumprimento de critérios socioambientais, garantindo que a carne produzida no Estado esteja alinhada às exigências do mercado internacional e às metas de redução de desmatamento.
O programa vem transformando a pecuária paraense em um exemplo de como é possível conciliar produtividade e conservação.
Além de ampliar a regularização ambiental, o projeto também fortalece a economia local, ao abrir novos mercados e estimular a adoção de tecnologias sustentáveis que aumentam a eficiência da atividade sem expandir a área de pastagem.
Sobre o evento
O ATERRA marcou as comemorações dos 30 anos do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), organização da sociedade civil referência em ações de sustentabilidade, certificação florestal e agropecuária responsável. O evento contou com mesas-redondas, talks, exposições e shows, promovendo a troca de experiências entre diferentes setores da sociedade sobre temas como transição climática, agro sustentável e bioeconomia da sociobiodiversidade.
Para o secretário, espaços como o ATERRA reforçam o papel de Estados amazônicos, como o Pará, na construção de soluções concretas
Encerrando o segundo dia com a sensação de dever cumprido
Pedágio na Alça Viária e outras três rodovias do Pará entra em vigor; confira os
Os valores das tarifas de pedágio em rodovias estaduais administradas pela concessionária Rota do Pará S.A. foram definidos em nova resolução e entraram em vigor na última sexta-feira (15). Quatro praças de cobrança terão os novos preços, incluindo a da Alça Viária (PA-483), no quilômetro 22, entre Barcarena e Belém. A resolução foi publicada pela Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos de Transporte do Pará (Artran).
Carros de passeio, picapes e furgões com dois eixos pagarão R$ 12. A tarifa para outros veículos varia de acordo com o número de eixos, podendo chegar a R$ 108 para caminhões de nove eixos.
É importante destacar que motocicletas, motonetas, ciclomotores e veículos oficiais estão isentos do pagamento, sem a necessidade de qualquer cadastro prévio.
Automóveis pagarão R$ 12 em quatro praças; motos e veículos oficiais não pagam Confira as tarifas de pedágio por categoria de veículo
Texto Fotos Divulgação / Rota do Pará, Pedro Guerreiro / Ag. Pará
Além da Alça Viária, o pedágio também começa a ser cobrado nas seguintes rodovias
Entenda a revisão contratual e os investimentos
O diretor-geral da Artran, Luciano Dias, explicou que os valores foram estabelecidos em conformidade com o contrato de concessão, em um esforço conjunto com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEINFRA) e uma empresa independente. “Após várias reuniões, vistorias nas rodovias e estudos de viabilidade entre ARTRAN, SEINFRA e o verificador independente, chegou-se a um consenso sobre os valores das tarifas, sempre em conformidade com o contrato, assegurando as condições necessárias para que a concessionária mantenha a qualidade e a continuidade dos serviços, além de garantir mais segurança e conforto aos usuários”, destaca Luciano.
Desde o início do contrato, a Rota do Pará realizou serviços como limpeza e recuperação do asfalto, instalação de sinalização, drenagem e iluminação. O plano de trabalho da concessionária ainda prevê: - Restauração e duplicação de trechos; - Implantação de acos-
PA-150, km 52,6 – entre Nova Ipixuna e Jacundá;
PA-150, km 112,8 – entre Jacundá e Goianésia do Pará;
PA-252, km 31,9 – entre Tailândia e Abaetetuba.
Os motoristas que utilizarem esses trechos terão à disposição Bases de Serviços Operacionais (BSO) e Serviços de Atendimento ao Usuário (SAU) com ambulâncias, guinchos, caminhões-pipa e fiscalização de trânsito 24 horas. Para contato, basta ligar ou enviar mensagem para o WhatsApp 0800 150 1150.
tamentos; - Construção de 11 passarelas de pedestres; - Criação de 4 pontos de descanso com banheiros,Wi-Fi e estacionamento. A concessão abrange um total de 526 km de rodovias estaduais, incluindo trechos das rodovias PA-150, PA-252, PA-151, PA475, PA-483 e a Alça Viária.
Formas de pagamento e descontos
Os usuários frequentes que tiverem TAG de pagamento automático no veículo poderão obter descontos que variam de 5% a 50%. O pagamento pode ser feito em dinheiro, cartão de crédito, débito e PIX. As TAGs aceitas são: Sem Parar, Taggs, ConectCar e Veloe. Para veículos de órgãos públicos que são alugados, a solicitação de isenção deve ser feita com antecedência mínima de 10 dias úteis pelo e-mail cca@rotadopara.com.br.
O diretor da Artran reforça que a agência trabalha para que todas as regras de isenção e descontos sejam acessíveis. “Assim, garantimos que
SERVIÇO:
Artran: k ouvidoria@artran.pa.gov.br
L (91) 98418-6173
Rota do Pará: k ouvidoria@rotadopara.com.br
órgãos públicos e usuários frequentes possam se beneficiar de forma transparente e organizada”, conclui Luciano Dias.
526 km de rodovias estaduais em pedágio
Luciano Dias, diretor-geral da Artran,
Leão XIV tornará a Cidade do Vaticano o primeiro Estado neutro de emissões de carbono do mundo
O Papa está implementando um plano para a construção de um parque solar (quinta solar ecológica) para sensibilizar o mundo ao apelo bíblico de cuidar da natureza
OPapa Leão XIV celebrou recentemente na quarta-feira 09/07, sua primeira missa papal “verde”, utilizando um novo conjunto de orações que imploram o “cuidado com a criação de Deus”.
A missa, celebrada nos jardins do novo centro educativo ecológico do Vaticano, na propriedade de verão do papa em Castel Gandolfo - residência de férias dos papas desde o século XVII, indicou uma forte linha de continuidade de pensamento ecológico do Papa Francisco, que fez da proteção ambiental uma marca do seu pontificado.
A missa privada foi celebrada para o centro Laudato Si, que recebeu o nome da encíclica ambiental de Francisco de 2015, na qual o anterior papa criticou a
forma como os países ricos e as empresas multinacionais exploram a Terra e as pessoas mais vulneráveis para obter lucro.
Leão XIV aprovou a nova fórmula da missa “para o cuidado da criação”, ordenando que fosse acrescentada à lista de 49 missas que foram desenvolvidas ao longo dos séculos para uma necessidade ou ocasião específica. A missa é o ato central de culto no catolicismo, recordando as ações de Jesus na Última Ceia.
Segundo as autoridades, a missa foi elaborada em resposta a pedidos decorrentes da encíclica de Francisco, que inspirou todo um movimento e uma fundação da Igreja para educar, defender e sensibilizar o mundo para o apelo bíblico de cuidar da natureza.
Sobre as alterações climáticas, o Papa Leão XIV, indicou que tenciona promover o legado ecológico de Francisco.
Como um missionário de longa data no Peru, Leo experimentou em primeira mão os efeitos das mudanças climáticas em comunidades vulneráveis, falando sobre a necessidade de justiça climática para os povos indígenas, em particular.
Durante a missa celebrada nos jardins do novo centro educativo ecológico do Vaticano, em Castel Gandolfo
Papa Leão XIV pregando a homilia durante a missa pelo Cuidado da Criação no centro ecológico Borgo Laudato Si’ em Castel Gandolfo, Itália, 9 de julho de 2025
Fotos @Vatican Media, Blog de Joan Lewis
Numa mensagem para o dia anual de oração da Igreja pela criação, Leo criticou a “injustiça, as violações do direito internacional e dos direitos dos povos, as graves desigualdades e a ganância, que estão a gerar desflorestação, poluição e perda de biodiversidade”.
Não hesitou em dizer quem será o culpado, e disse que “as alterações climáticas foram provocadas pela atividade humana”.
“Até agora, parecemos incapazes de reconhecer que a destruição da natureza não afeta todos da mesma forma. Quando a justiça e a paz são espezinhadas, os mais afetados são os pobres, os marginalizados e os excluídos”, escreveu na mensagem, divulgada recentemente.
Papa Leão avança com projeto de parque solar para o Vaticano
O pontífice celebrou a Missa durante os primeiros dias das suas férias em Castel Gandolfo, uma cidade no topo de uma colina com vista para o Lago Alban, a sul de Roma. Chegou no domingo e passará as primeiras duas semanas na residência, antes de regressar ao Vaticano em agosto.
Num outro esforço ambiental, Leão indicou que planeja executar um dos mais im-
portantes legados ecológicos de Francisco: a construção de um campo de 430 hectares no norte de Roma de uma quinta solar que poderá gerar eletricidade suficiente para satisfazer as necessidades do Vaticano e, assim, tornar a Cidade do Vaticano o primeiro Estado neutro em emissões de carbono do mundo.
O projeto irá exigir um investimento de pouco menos de 100 milhões de euros, se-
gundo as autoridades, e precisa da aprovação do parlamento italiano, uma vez que o território tem um estatuto extraterritorial que precisa de ser alargado.
No ano passado, Francisco promoveu o desenvolvimento de Santa Maria di Galeria, que foi durante muito tempo fonte de controvérsia devido às ondas eletromagnéticas emitidas pelas torres da Rádio Vaticano.
Leão visitou o local em junho e considerou-o uma “oportunidade maravilhosa”. Disse à televisão estatal RAI que a criação de uma quinta ecológica “daria um exemplo muito importante: estamos todos conscientes dos efeitos das alterações climáticas e precisamos realmente de cuidar de toda a criação, como o Papa Francisco ensinou tão claramente”.
Em vez de se hospedar no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, Leão XIV hospedou-se em um apartamento reformado na Villa Barberini, um setor de jardins da cidade, durante sua visita em julho.
O Palácio Apostólico e os jardins permanecerão abertos aos visitantes durante a estadia de verão do Papa Leão.
(*) Com informações da Euro News. <<
O Papa Leão XIV participa de uma cerimônia de plantio de árvores com oficiais dos Carabinieri italianos em sua sede em Castel Gandolfo, em 15 de julho de 2025
O Papa Leão XIV saúda os visitantes no final do Angelus em Castel Gandolfo, Itália, em 20 de julho de 2025
Película bioplástica resfria edifícios
Filme de resfriamento sustentável pode reduzir o consumo de energia em edifícios em 20% em meio ao aumento das temperaturas globais.
Material biodegradável,
sem usar eletricidade
Resfriadores radiativos bioderivados oferecem uma alternativa sustentável aos materiais petroquímicos, mas enfrentam dificuldades com a estabilidade a longo prazo. Aqui, relatamos um metafilme de resfriamento bioplástico com uma arquitetura bicontínua projetada por meio da modulação de cristalização. O metafilme atinge alta refletância solar (98,7%), emitância térmica excepcional (96,6%) e condutividade térmica ultrabaixa (0,049 W m −1 K −1 ). Ele fornece um resfriamento subambiente
Ometafilme bioplástico –que pode ser aplicado em edifícios, equipamentos e outras superfícies – resfria passivamente as temperaturas em até 9,2°C durante o pico da luz solar e reflete quase 99% dos raios solares.
Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Zhengzhou, na China, e da Universidade da Austrália do Sul (UniSA), o novo filme é um material sustentável e duradouro que pode reduzir o consumo de energia em edifícios em até 20% ao ano em algumas das cidades mais quentes do mundo.
O material é descrito na última edição do Cell Reports Physical Science.
O candidato a doutorado da UniSA, Yangzhe Hou, diz que o metafilme de resfriamento representa um avanço na engenharia de materiais sustentáveis que pode ajudar a combater o aumento das temperaturas globais e cidades mais quentes.
“Nosso metafilme oferece uma alternativa ecologicamente correta ao ar condicionado, o que contribui significativamente para as emissões de carbono”, diz Hou, que também é da Universidade de Zhengzhou.
máximo de ∼9,2 °C ao meio-dia, com uma potência média de resfriamento de 136 W m −2 sob intensidade solar de pico (944,9 W m −2 ). Notavelmente, ele sustenta um resfriamento estável de 5 °C a 6,5 °C, mesmo quando submetido a condições severas, como exposição prolongada a ácido (pH 1, 120 h) e ultravioleta (UV; ∼8 meses). Este trabalho oferece uma nova estratégia para projetar materiais de resfriamento sustentáveis, duráveis e com eficiência energética por meio de inovação estrutural.
Metafilme bioplástico desenvolvido por pesquisadores da UniSA e da Universidade de Zhengzhou, proposto como um material de próxima geração para resfriamento sustentável
Texto *Universidade da Austrália do Sul Fotos Universidade da Austrália do Sul (UniSA), Universidade de Zhengzhou, China
Resfriamento radiativo passivo (PRC) é uma grande promessa para a economia de energia, permitindo o resfriamento sem dispositivos mecânicos ou fontes externas de energia
O metafilme bioplástico – resfria passivamente as temperaturas em até 9,2 °C durante o pico da luz solar e reflete quase 99% dos raios solares
O material reflete quase toda a radiação solar, mas também permite que o calor interno do edifício escape diretamente para o espaço exterior. Isso permite que o edifício permaneça mais frio do que o ar ao redor, mesmo sob luz solar direta. Notavelmente, o filme continua a ter um bom desempenho mesmo após exposição prolongada a condições ácidas e luz ultravioleta — duas grandes barreiras que historicamente dificultam materiais biodegradáveis semelhantes.
Feito de ácido polilático (PLA) – um bioplástico comum derivado de plantas – o metafilme é fabricado usando uma técnica de separação de baixa temperatura que reflete 98,7% da luz solar e
Processo de fabricação e regulação estrutural do BPCM
(A) Preparação de BPCM por LTPS.; (B–D) Imagens SEM de metafilmes preparados por separação de fases à temperatura ambiente (RPS), separação de fases a baixa temperatura (LPS) e separação de fases em duas etapas a baixa temperatura (LTPS). As barras de escala representam 4 μm.; (E) Teste reológico para soluções precursoras.; (F e G) Imagens POM de metafilmes L3/D1 e L1/D1 preparadas por centrifugação rápida. As barras de escala representam 100 μm.; (H) Poros de distribuição de L1/D1. A barra de escala representa 50 μm.; (I) Cristalinidade HC/SC de PLLA, L7/D1, L3/D1 e L1/D1.; (J) Ilustração esquemática da automontagem de uma estrutura bi-contínua
(A) Espectros de refletância e emitância de BPCMs.; (B)
Análise teórica da eficiência de espalhamento do poro na luz solar incidente.; (C) Porosidade e condutividade térmica. Os dados são representados como medidas médias, e as
minimiza o ganho de calor.
“Ao contrário das tecnologias de resfriamento convencionais, esse metafilme não requer eletricidade ou sistemas mecânicos”, afirma o coautor Dr. Xianhu Liu, da Universidade de Zhengzhou.
A maioria dos sistemas de resfriamento radiativo passivo existentes depende de polímeros ou cerâmicas de origem petroquímica, o que levanta preocupações ambientais. Ao utilizar PLA biodegradável, apresentamos uma alternativa verde que oferece alta refletância solar, alta emissão térmica, sustentabilidade e durabilidade.
Em aplicações reais, o metafilme apresentou uma queda média de temperatura de 4,9 °C durante o dia e 5,1 °C à noite. Testes de campo realizados na
barras indicam o desvio padrão.; (D) Energia de resfriamento anual e porcentagens de economia de energia para diferentes cidades.; (E) Uma comparação entre BPCM e outros materiais de resfriamento relatados em estudos anteriores
China e na Austrália confirmaram sua estabilidade e eficiência em condições ambientais adversas. Mesmo após 120 horas em ácido forte e o equivalente a oito meses de exposição externa à radiação UV, o metafilme manteve seu poder de resfriamento de até 6,5 °C. Talvez o mais significativo seja que as simulações revelaram que o metafilme poderia reduzir o consumo anual de energia em até 20,3% em cidades como Lhasa, na China, reduzindo a dependência do ar condicionado. “Este não é apenas um sucesso em escala laboratorial”, afirma o coautor Professor Jun Ma da Universidade do Sul da Austrália.
“Nosso filme é escalável, durável e completamente degradável”, diz ele.
“Esta pesquisa visa contribuir para o desenvolvimento sustentável, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e explorando caminhos viáveis para melhorar o conforto humano, minimizando ao mesmo tempo o impacto ambiental”.Os pesquisadores agora estão explorando oportunidades de fabricação em larga escala e possíveis aplicações em construções, transporte, agricultura, eletrônica e na área biomédica, incluindo curativos refrescantes. Os materiais de resfriamento biodegradáveis anteriores apresentavam baixa resistência às intempéries, frequentemente exigindo revestimentos protetores que comprometiam seus benefícios ambientais. Este novo fil-
Propriedades ópticas e simulações de economia de energia do BPCM
(A) Ilustração esquemática para a medição de resfriamento radiativo.; (B) Foto da configuração experimental.; (C e F) Medição de temperatura do teste de desempenho de resfriamento subambiente para o dia e a noite em Zhengzhou,
me supera essa limitação por meio de cristais estereocomplexos projetados. Os pesquisadores submeteram as amostras a condições severas, incluindo 120 horas em solução ácida de pH 1 e exposição ultravioleta equivalente a oito meses de exposição ao intemperismo externo. Mesmo após essa
China.; (D e G) Diferença de temperatura extraída para o dia e a noite.;(E e H) O poder de resfriamento calculado do LTPS a 30°C durante o dia e a noite (coeficientes de transferência de calor não radiativo [ h c ] são 0, 3, 6 e 9 W m −2 K −1 ).
punição, o material manteve o desempenho de resfriamento de 5 °C a 6,5 °C abaixo da temperatura ambiente.
“Ao contrário das tecnologias de resfriamento convencionais, este metafilme não requer eletricidade ou sistemas mecânicos”, observa o coautor Dr. Xianhu Liu, da Universidade de Zhen -
gzhou. A durabilidade se deve ao teor de 29,7% de cristais estereocomplexos do filme, que proporciona estabilidade térmica superior às estruturas de PLA comuns. A descoberta aborda um grande desafio no campo: como conciliar o resfriamento de alto desempenho com a degradação ecológica.
Durabilidade do BPCM
Essa estabilidade é atribuída ao seu alto teor de cristais de SC. Notavelmente, os teores de cristais de HC e SC do BPCM aumentaram ligeiramente após imersão em ácido e radiação UV, subindo para 14,4% e 31,2%, respectivamente, após forte imersão em ácido e ainda
para 15,3% e 34,6% após radiação UV. Essa cristalinidade aprimorada garante a estabilidade da microestrutura do BPCM sob condições ácidas e exposição à radiação UV. A estrutura interna bi-contínua do BPCM permanece intacta após os testes de irradiação UV.
Desempenho de resfriamento do BPCM
Quando o sistema solar irá desaparecer?
Nosso sistema solar existe há 4,6 bilhões de anos . Embora pareça muito tempo, é apenas um pequeno detalhe na história de 13,8 bilhões de anos do universo. E um dia, o sistema solar deixará de existir. Mas quando o sistema solar acabará? E como ele se extinguirá?
As respostas a essas perguntas dependem de como definimos a morte do sistema solar. O sistema solar é composto por oito planetas, vários planetas anões , centenas de luas e bilhões de asteroides, cometas e meteoroides.
Os limites exatos do sistema solar são objeto de debate , mas há três candidatos principais: o Cinturão de Kuiper , uma região de objetos gelados além de Netuno; a heliopausa, onde termina o campo magnético do Sol ; e a nuvem de Oort, uma nuvem de gelo teórica situada além do Cinturão de Kuiper e da heliosfera. E, claro, no centro de tudo isso, o Sol mantém tudo unido com sua imensa gravidade .
Como todas as estrelas, o Sol acabará morrendo . Atualmente, ele cria calor e luz transformando hidrogênio em hélio em seu núcleo por meio de um processo chamado fusão nuclear.
O Sol hoje e daqui há mais de 5 bilhões de anos
Nosso sistema solar
Texto *Sara Hashemi Fotos alexandarilich/Getty Images, Live Science, Science, Wikipédia
O Sol continuará a queimar hidrogênio por aproximadamente mais 5 bilhões de anos, disse Fred Adams , astrofísico teórico da Universidade de Michigan.
Mas, uma vez que esse combustível de hidrogênio se esgote, o Sol se tornará cada vez mais instável. Seu núcleo entrará em colapso, sua superfície se expandirá e ele se transformará em uma gigante vermelha fria e inchada que engolfará Mercúrio e, em seguida, Vênus . Embora nosso planeta possa estar na fronteira da superfície da gigante vermelha, disse Adams, é provável que também seja sugado para dentro dela. A essa altura, porém, os humanos já terão desaparecido há muito tempo . Marte provavelmente sobreviverá à gigante vermelha , e os planetas exteriores estarão todos em segurança fora do alcance da gigante vermelha. A nuvem de Oort também será desestabilizada, disse Stern, e a heliosfera encolherá.
Cerca de um bilhão de anos depois, o Sol encolherá até o tamanho da Terra e se transformará em uma anã branca — um núcleo opaco e extremamente denso de seu antigo corpo. O sistema solar se tornará um lugar gélido e desolado.
O Sol, como é e como será
A evolução do Sol
“Do ponto de vista da habitabilidade, esse é o fim do sistema solar”, disse Alan Stern , cientista planetário e principal pesquisador da missão New Horizons da NASA , à Live Science. Embora a morte do Sol marque o fim do sistema solar como o conhecemos, isso não significa necessariamente seu fim total. “Uma resposta estrita e nerd é que o sistema solar nunca acabará devido à evolução do Sol” ou à morte do Sol, disse Stern. Mesmo quando o Sol for apenas cinzas queimadas, disse ele, muitos objetos — incluindo planetas gigantes como Júpiter — continuarão a orbitá-lo.
Ainda mais adiante, disse Adams, a probabilidade de eventos raros au-
menta. Sem a força gravitacional do Sol, o sistema solar se tornará cada vez mais caótico , à medida que seu equilíbrio gravitacional se altera. O risco de colisões, estrelas passageiras ou supernovas se aproximando demais do sistema solar e, em seguida, destruindo seus corpos celestes e rochas espaciais também será ampliado.
“Não estamos apenas esperando até que o universo tenha o dobro da idade. Estamos esperando até que ele seja um bilhão de vezes mais velho, um trilhão de vezes mais velho e um quatrilhão de vezes mais velho”, explicou ele. “Se você esperar, essas enormes escalas de tempo e eventos raros começam a se acu-
mular. É como se fosse raro você ganhar na loteria, mas se você jogar um bilhão de vezes, suas chances aumentarão”.
Mesmo que o sistema solar seja poupado de uma colisão catastrófica, ela não durará para sempre. Alguns cientistas também acreditam que os prótons que compõem o nosso universo irão decair . O fenômeno nunca foi observado, mas experimentos teóricos estimam a vida útil do próton em mais de 10 34 anos, e esse número pode ser ainda mais adiado à medida que os experimentos sobre sua longevidade continuam.
(*) Live Science <<
Espera-se que o Sol dure mais 5 bilhões de anos, quando se tornará instável e se transformará em uma gigante vermelha