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Revista

Pará+ BELÉM-PARÁ

WWW.PARAMAIS.COM.BR

ISSN 16776968

EDIÇÃO 208

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R$ 9,99

CRIAÇÃO DE PIRARUCU ÁRVORES E O MEIO AMBIENTE OSTREICULTURA PARAENSE capa 208.indd 1

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Uma nova conquista. Quinta dos Paricรกs: 2.720 apartamentos.

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208 - JUNHO - 2019

VIVER BELÉM - MINHA CASA, MINHA VIDA

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Revista

N E S TA E D I Ç Ã O

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE

TERRITÓRIOS PELA PAZ NA CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE COM MAIS JUSTIÇA SOCIAL

08 PIRARUCU, O MAIOR PEIXE DA AMAZÔNIA

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DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Agência Saúde, Aline Miranda, Anete Costa Ferreira, Enactus/UFPa, FAO, Guy Ryder, Joyce Msuya, Juliana Rose Mufarrej, Renata Ramalho , Ronaldo Hühn, Richard Samans, YPP, Zinda Perrú ; FOTOGRAFIAS: Acervo/Emater, Agência Belém, Agência Pará, Baltazar Costa, Blog do Solar, Carlos Borges/Sebrae, Divulgação, Divulgação/Aquishow Brasil, Enactus, FAO/Giulio Napolitano, Flávio Contente, Igor Mota, Marco Santos/Ag. Pará, OIT, Osmarino Souza, Oswaldo Forte, ONU/YPP, Queijaria São Victor, Tássia Barros/Comus, UFPa; DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

C A PA

OSTREICULTURA PARAENSE EM DESTAQUE – VENCE PRÊMIO NACIONAL

22 CAMPANHA PARA DOAÇÃO DE LEITE MATERNO VISA AMPLIAR ESTOQUES EM TODO O BRASIL

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Queijo do Marajó conquista premiação internacional na França

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A Construção da Língua Portuguesa na Amazônia

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Árvores e o Meio Ambiente

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As premiações do Amana Katu – grupo Enactus de alunos da UFPA sobre cisternas sustentáveis

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Quadras homenageiam Santo Antônio de Lisboa

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Maneiras para os países impulsionarem a inclusão social e o crescimento econômico

Criação de pirarucu em cativeiro, do piscicultor Eduardo Arima, em Benevides Foto: Flávio Contente

FAVOR POR

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Poluição do ar é tema do Dia Mundialdo Meio Ambiente

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ONU abre inscrição para programa de jovens profissionais 2019

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ONU abre inscrição para programa de jovens profissionais 2019 É importante completar e atualizar todas as informações com precisão, pois estes dados servirão como uma base para avaliar a sua elegibilidade e adequação ao exame. Você receberá, por e-mail, um número de candidatura. Orientações adicionais sobre a elaboração de candidaturas estão disponíveis por meio de manuais (https://careers.un.org/lbw/ home.aspx?viewtype=NCEA&lang=en-US) e nas perguntas frequentes sobre o YPP (https://careers.un.org/lbw/home.aspx?viewtype=NCEF&lang=en-US). Fotos ONU / Mark Garten

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odos os anos, as Nações Unidas procuram jovens altamente qualificados que queiram começar a se dedicar a uma carreira internacional na Organização. Por meio de seu concurso anual, o Programa Jovens Profissionais (YPP, na sigla em inglês) busca novos talentos para incorporar-se à ONU. O exame deste ano será em duas áreas – Assuntos Econômicos e Sistemas de Informação e Tecnologia. Os candidatos devem ter até 32 anos (nascidos em ou após 1 de janeiro de 1987). Se você é graduado no ensino superior, fala inglês ou francês fluentemente, é cidadão de um

dos países participantes do programa, saiba abaixo como participar. Entre os países incluídos estão oito lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O período para se candidatar é junho e julho de 2019, segundo o cronograma divulgado pelo departamento responsável, por meio do portal de Carreiras da ONU. O site do YPP é o careers.un.org/YPP.

Candidaturas

É importante observar que candidaturas incompletas e/ou atrasadas não serão consideradas. Portanto, é preciso preencher e enviar o seu pedido antes do prazo final.

A Cidade Limpa, empresa de proteção ambiental opera a 20 anos no Estado do Pará e está devidamente licenciada pelos órgãos competentes: SEMA, IBAMA, ANVISA, CAPITANIA DOS PORTOS, CREA-PA, Corpo de Bombeiros e Prefeitura Municipal de Belém. A empresa está apta a dar destinação final, de forma correta a resíduos industriais líquidos, pastosos e sólidos, além de resíduos hospitalares.

Dúvidas e outras vagas na ONU

Toda e qualquer dúvida adicional deve ser enviada diretamente para o contato disponível na página do programa, https:// careers.un.org/support/en/Careers/Search. Além do YPP, pessoas em qualquer faixa etária podem buscar vagas na ONU a qualquer tempo, sendo que as vagas sem critérios de faixa etária representam a ampla maioria das oportunidades disponíveis na ONU. Saiba mais sobre estas vagas em nacoesunidas.org/vagas. Acompanhe também as vagas na ONU pelo Facebook e Twitter, nos seguintes endereços: www.facebook.com/UN.Careers e twitter.com/UN_Careers.

20 anos

de Excelência

www.cidadelimpa-pa.com.br

Rod. 316 - Estrada Santana do Aurá, s/n - Belém-PA 55 (91) 3245-1716 / 3245-5141 www.paramais.com.br

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Viver Belém - Minha casa, Minha Vida Contemplados do residencial Quinta dos Paricás recebem as chaves das unidades habitacionais

Fotos Igor Mota, Oswaldo Forte e Tássia Barros/Comus

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Governo Federal, por meio do programa habitacional “Viver Belém - Minha Casa Minha Vida”, fez a entrega, de 1312 unidades do residencial Quinta dos Paricás, na estrada do Maracacuera, em Icoaraci. Considerado um dos maiores empreendimentos construídos em Belém, o residencial é o quarto projeto construído e entregue por meio de parceria da Prefeitura Municipal de Belém e o Governo Federal. A entrega das unidades teve a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro; do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto; do governador Helder Barbalho, do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, e outras autoridades.

Cerimônia de entrega

Durante a entrega das unidades, o presidente da República, Jair Bolsonaro, comentou sobre a importância da moradia digna às famílias. “O nosso dever é poder garantir ao povo o acesso a diversos direitos, dentre eles, o de moradia. O Governo Federal e a Prefeitura de Belém, em parceria, têm se esforçado para contribuir cada vez mais para realizar o sonho da casa própria do nosso povo e, agora, podemos celebrar esse momento”, destacou o presidente.

Durante a solenidade, Bolsonaro recebeu o título de Cidadão de Belém das mãos do prefeito Zenaldo Coutinho

O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, relembrou que a capital paraense demorou a receber o programa Minha Casa, Minha Vida, pois os terrenos em Belém não eram considerados atrativos pelas construtoras. “Foi por meio de uma Lei Municipal, em 2013, que isentou as empresas construtoras do pagamento de impostos municipais, que nossa parceria com o Governo Federal foi fechada. Aqui e agora, podemos celebrar mais de mil e trezentos novos sonhos realizados por meio desse importante programa de habitação em nível nacional”, explicou Zenaldo Coutinho. O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, falou sobre a importância que o Governo Federal atribui ao programa de habitação social.

O nosso dever é poder garantir ao povo o acesso a diversos direitos, dentre eles, o de moradia, disse o presidente Bolsonaro, na entrega simbólica de chaves de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida

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“Em 2019, foram mais de 121 mil e 400 unidades contratadas, em um investimento de 16 milhões”, destacou. Ainda de acordo com ministro, o residencial Quinta dos Paricás possui um grande diferencial, porque foi pensando em garantir mais que uma moradia. “Os moradoras contarão com duas escolas, duas creches, um amplo espaço de lazer e uma unidade de saúde. O empreendimento todo é uma grande realização, tanto para quem irá morar, quanto para a nossa equipe”, completou o ministro.

Sonhos realizados

Durante a entrega das unidades, histórias de vida dos contemplados com a casa própria foram surgindo, como foi a da família da técnica de enfermagem, Cinthia Rodrigues, de 43 anos. Para fugir do aluguel, Cinthia foi morar na casa de uma amiga, enquanto as duas filhas estavam morando com a avó. “Eu morava ‘de favor’ na casa de uma amiga, porque eu resolvi sair do aluguel. Deixei minhas coisas guardadas e minhas filhas ficaram morando com a minha mãe”, contou. Cinthia se inscreveu no programa “Viver Belém - Minha Casa Minha Vida” e foi contemplada com uma das unidades no Quinta dos Paricás. Junto com a filha Maria Vitória, Cinthia recebeu a chave da tão sonhada casa própria das mãos do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho. “É um dia muito especial, em que recebo a chave do meu apartamento. Eu e minhas filhas esperamos dez anos por isso”, disse Cinthia. www.paramais.com.br

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Outra contemplada foi Juliana Alves, de 22 anos, que não conseguiu conter a emoção de receber as chaves da nova morada. “Hoje posso dormir mais tranquila, pois sei que meus filhos terão um local mais digno para morar”, destacou. “Morávamos em palafitas no Taboquinha, uma realidade completamente diferente da que viveremos a partir desta entrega. Nosso muito obrigado a todos que proporcionaram essa grande conquista para mim e meus filhos”, completou Juliana.

Residencial

O residencial Quinta dos Paricás dispõe de 2.720 unidades habitacionais, distribuídas em 170 prédios, com 16 apartamentos por bloco. Cada uma das unidades possui dois quartos, sala, cozinha e banheiro.

A entrega das chaves aos moradores do residencial Quinta dos Paricás reuniu autoridades do município de Belém, do Pará e Governo Federal

Semelhante a um bairro planejado, o residencial conta ainda com duas escolas de ensino fundamental, duas creches, uma Unidade Básica de Saúde, estacionamento rotativo, 11 centros comunitários, quadra poliesportiva, oito parques infantis, academia ao ar livre e um sistema de abastecimento de água autônomo.

Programa

Bolsonaro mostra a placa decorativa do residencial habitacional Quinta dos Paricás

Iniciado em 2013, o programa “Viver Belém - Minha casa, Minha Vida”, do Governo Federal, em parceria com a Prefeitura de Belém, já contratou cerca de 10.500 unidades habitacionais em Belém e distritos. E tem a previsão de entregar, ainda este ano, as primeiras etapas dos residenciais Viver Pratinha, Tenoné I e II, que também fazem parte do programa.

A entrega das 304 unidades do residencial Portal do Tenoné

A Prefeitura de Belém, entregou no início deste mês, as 304 unidades do Residencial Portal do Tenoné, localizado na rua das Laranjeiras, no bairro do Tenoné. O empreendimento também faz parte do programa Viver Belém - Minha Casa, Minha Vida, que é viabilizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), em parceria com o Governo Federal.

Residencial O Portal do Tenoné possui 304 apartamentos distribuídos em 19 blocos, com quatro andares cada um. Os 16 apartamentos por bloco são padronizados e possuem sala e cozinha conjugada, dois quartos, O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, na entrega das banheiro e área de serviço. O residencial possui ainda uma quadra de chaves aos comtemplados Residencial Portal do Tenoné esportes, playground e uma estação de tratamento de esgoto, além de um centro social para os moradores. O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, esteve presente na entreO novo residencial entregue fica localizado ga das chaves dos apartamentos e comentou como é gratificante na rua das Laranjeiras, no bairro do Tenoné fazer parte de um momento tão sonhado pelas pessoas, que é a conquista da casa própria. “A parceria entre Governo Federal e o município de Belém, por meio do programa Viver Belém, está gerando grandes conquistas, e fico muito feliz em poder compartilhar desses momentos”, disse o prefeito. “Belém demorou a receber o programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, pois os terrenos da cidade não eram considerados atrativos, então nós fizemos uma lei municipal que isentou as empresas responsáveis pela construção das unidades habitacionais do pagamento de alguns impostos, para que fosse possível fechar essa parceria e tornar nossos terrenos atrativos. Atualmente, já entregamos mais de duas mil unidades em Belém e distritos municipais”, completou Zenaldo. www.paramais.com.br Pará+ 07

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Territórios pela Paz na construção de uma sociedade com mais justiça social

Helder conclamou gestores e servidores públicos a se empenhar na construção de uma nova sociedade para o Pará

Fotos Marco Santos/Ag. Pará, Baltazar Costa

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governador Helder Barbalho assinou, recentemente, na manhã da segunda-feira (10), o decreto que cria o programa Territórios pela Paz, uma estratégia de governo que une ações de segurança pública com ações sociais integradas, na construção de uma sociedade com mais paz e justiça social. Centenas de pessoas compareceram ao Teatro Margarida Schivasappa, onde ocorreu o lançamento. O projeto, coordenado pela Secretaria de Estado de Articulação pela Cidadania (Seac), vai contemplar sete territórios da Região Metropolitana de Belém, sendo cinco na capital (Guamá, Jurunas, Terra Firme, Benguí e Cabanagem), um em Ananindeua (Icuí) e um em Marituba (Nova União). A Cabanagem será o primeiro a receber as ações do programa. Durante o lançamento, o governador disse que os territórios foram escolhidos de maneira técnica, concentrando áreas com as maiores taxas de violência do Pará. Os índices desses lugares, apontados pelo governador, “destoam das médias nacional e estadual”. Segundo Helder, no Brasil, morrem hoje cerca de 30 pessoas assassinadas para cada 100 mil habitantes por ano. No Pará, são 51 para cada 100 mil pessoas. Nesses territórios são 123 assassinatos para cada 100 mil habitantes. 08

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Construir algo que é novo exige que todos nós saiamos do organograma de nossas caixinhas de governo

“Por isso, a escolha dessas áreas para iniciarmos essas intervenções. São ações distintas e interligadas para oferecermos a população um ambiente de pacificação e depois de paz”, disse. Rechaçando a tese de que “bandido bom é bandido morto”, o governador destacou que seu programa de governo para a segurança no Pará envolve “o pulso firme dos agentes de segurança”. Mas não só isso. “Quando nos perguntaram sobre nossa proposta para a violência no Estado, dissemos que iríamos unir o pulso forte da segurança e o pulso das ações integradoras com ofertas de serviços, com foco na transformação social, e

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não mais apenas olhando e enfrentando os efeitos. Mas buscando discutir, enfrentar e solucionar as causas”, detalhou. Ele conclamou gestores e servidores públicos a se empenhar na construção de uma nova sociedade para o Pará. “Construir algo que é novo exige que todos nós saiamos do organograma de nossas caixinhas de governo. Que compreendam que governar é olhar além de sua responsabilidade, é dialogar com o próximo, é oferecer a parceria para que, com esta transversalidade, possamos estar presente de maneira unificada como Estado, como governo, para quem devemos a satisfação de servir”, pediu. www.paramais.com.br

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O projeto Territórios pela Paz já soma 116 projetos envolvendo todas as 27 secretarias e órgãos púbicos do Estado, que trabalharão de forma conjunta. As ações específicas começam a partir do dia 12, com a entrada da segurança pública nas áreas. Haverá um incremento significativo, com a força policial e um quantitativo preparado e qualificado para a proposta. Helder informou que a Força Nacional sairá das áreas no próximo dia 28, mas entrarão 500 homens da Polícia Militar do Estado treinados e qualificados para agir e atuar nos Territórios pela Paz, com formação específica em polícia de proximidade. “Um mês após a entrada do reforço policial, inicia-se a presença e a saturação do Estado com a oferta de diversos serviços públicos nas áreas de educação, cultura, esporte, lazer, formação profissional, qualificação e oportunidade de renda”, enfatizou.

“Nos últimos anos, escutamos muito a criminalidade tentando produzir valores degradantes, fazendo com que, cada vez mais cedo, nossas crianças e jovens, sejam vitimados e vítimas desses ambientes. Usina da Paz busca ser uma referência de serviços públicos e práticas diferenciadas, para trazer de volta a esperança para a sociedade paraense”, resumiu. O governador destacou que ações giram em torno de R$ 500 milhões de investimentos pelos próximos quatro anos, e que o Estado buscará a parceria da iniciativa privada para construir o projeto, mas sem que haja a dependência do ente privado para sua consolidação. “Com este volume de recursos, estamos buscando parceiros, que, nos próximos dias, deverão ser anunciados, para

que possam encampar conosco este projeto, nos ajudando, efetivamente, a consolidar tudo aquilo que está concebido”. “Devemos aproveitar as oportunidades, como já foi dito na música: quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Vamos fazer esta hora, vamos fazer acontecer, vamos trabalhar conjuntamente para que, efetivamente, um desejo e um direito da sociedade paraense possam ser garantidos, que é poder andar nas ruas, trafegar a qualquer hora do dia a qualquer tempo, poder ter a convicção de que seu filho saiu para estudar e que haverá de voltar, e que a sua família estará sempre sob segurança, mas acima de tudo, sob a construção da transformação social, objeto e objetivo dessas ações hoje aqui lançadas”, definiu o governador.

Usina da Paz

O governador explicou que o Estado quer produzir paz e um novo conceito de sociedade, por isso o nome: Usina da Paz.

Lançamento ocorreu na presença de centenas de pessoas que compareceram ao Teatro Margarida Schivasappa

Presidente da Alepa, deputado Daniel Santos

O governador assinou o decreto que vai contemplar sete territórios da Região Metropolitana de Belém, sendo cinco na capital (Guamá, Jurunas, Terra Firme, Benguí e Cabanagem), um em Ananindeua (Icuí) e um em Marituba (Nova União) www.paramais.com.br

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Proposta inovadora O presidente da Alepa, deputado Dr. Daniel Santos, também falou sobre o projeto Territórios pela Paz: “Saio daqui com a certeza de que esse programa ajudará a todos. Aqui estamos vendo uma proposta inovadora, que não irá combater somente a violência, mas combater tudo que gera violência, que é a desigualdade social, a falta de inclusão social das pessoas e principalmente a falta de qualidade na educação. Nossos jovens precisam ter oportunidade de vida, isso é essencial no combate à violência. Esse Estado pode contar com a Assembleia Legislativa do Estado do Pará, todos os projetos que são para a ampliação e modernização do Pará serão apreciados e aprovados”, afirmou o presidente do Parlamento Estadual. Também participaram da solenidade que criou o programa Territórios pela Paz, os parlamentares Carlos Bordalo, Chamonzinho, delegado Caveira, Dilvanda Faro, Fábio Freitas e Wanderlan Quaresma. Elder Vermelhão, representante do bairro do Icui, Ananindeua, disse que para os moradores do local é um momento histórico. “ Estou certo que esse programa será muito bom para todos, pois vai melhorar a qualidade de vida de cada morador, uma vez que nosso bairro é muito carente e não será só com a repressão, e sim com a prevenção, que vamos mudar nosso quadro de violência no bairro”. Pará+

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Árvores e o Meio Ambiente

O real valor das árvores. Incríveis benefícios de se ter mais árvores. Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas 2021-2030

Fotos Divulgação, FAO/Giulio Napolitano, ONU

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las podem diminuir custos com ar-condicionado em 20% a 30%, gerar empregos, segurança alimentar, reduzir poluição atmosférica e mais. Em nossas vidas urbanas muito agitadas, um parque urbano é um ótimo lugar para relaxar. Árvores e espaços verdes trazem benefícios para a saúde mental e o bem-estar, além de serem ótimos para relaxamento e recreação As árvores também ajudam a reduzir a poluição do ar. De acordo com o recente estudo Árvores e os efeitos da floresta na qualidade do ar e na saúde humana, o material particulado, que é prejudicial aos pulmões, é retido na superfície das árvores, enquanto as folhas atuam como filtros, absorvendo gases poluentes.

O que é poluição do ar? Conheça causas e tipos

Mas o estudo também alerta que, embora as árvores possam mitigar o efeito da poluição do ar, os depósitos de poluentes atmosféricos nas folhas também podem prejudicar a fotossíntese e, portanto, afetar potencialmente a remoção da poluição pelas árvores. Como em tudo na vida, o equilíbrio é fundamental. As árvores também podem esfriar significativamente as temperaturas nas cidades. Em climas quentes, mais árvores podem reduzir o gasto de energia com ar condicionado, diminuindo o consumo de combustíveis fósseis poluidores.

Investigações experimentais e estudos de modelagem nos EUA mostraram que a sombra das árvores pode reduzir os custos das casas com ar condicionado em 20% a 30%. As árvores poderiam reduzir a temperatura das cidades em até 8°C, reduzindo o uso de ar condicionado e as emissões relacionadas em até 40%, diz Simone Borelli, engenheira agroflorestal e urbana da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Como parte de um mosaico paisagístico mais amplo, grandes manchas verdes dentro e ao redor das cidades também reduziriam as emissões, evitando a expansão e a necessidade excessiva de mobilidade, acrescenta. O plantio de árvores urbanas tem que ser feito corretamente.

Medições obtidas da aeronave de pesquisa durante o GoAmazon, dão para entender como a poluição urbana evolui em ambientes únicos e afeta a floresta amazônica

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As espécies plantadas devem ser aquelas mais eficazes na captura de poluição, normalmente aquelas com folhas grandes. As autoridades também precisam levar em conta questões como padrões de vento e espaçamento entre as árvores. Se a água é escassa, precisarão considerar as variedades tolerantes à seca, e evitar as árvores que aumentam o pólen e as alergias. A ação é ainda mais importante considerando que a urbanização está se acelerando a proporção de pessoas que vivem nas cidades será de 60% em 2030 e de 66% em 2050. Quase 90% desse aumento ocorrerá na África e na Ásia. Para abordar os impactos desse rápido crescimento e os desafios relacionados, é necessário um esforço de larga escala. Com cerca de 8.000 km de comprimento e 15 km de largura, a Grande Muralha Verde é um movimento de proporções épicas conduzido pelos africanos iniciado em 2007 para esverdear toda a extensão do norte da África, uma região semi-árida que se estende do Senegal ao Djibuti. Uma década e cerca de 15% em andamento, a iniciativa está lentamente trazendo a vida de volta para algumas das paisagens degradadas da África, fornecendo segurança alimentar, empregos e um motivo para milhões de pessoas permanecerem vivendo em seu caminho. Uma iniciativa dessa natureza em áreas urbanas está sendo desenvolvida pela FAO e outros parceiros em preparação para a Cúpula do Clima da ONU, em setembro. Ela visa criar até 500 mil hectares de novas florestas urbanas e restaurar ou manter até 300 mil hectares de florestas naturais existentes em torno de 90 cidades do Sahel e da Ásia Central até 2030. www.paramais.com.br

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Restauração dos Ecossistemas 2021-2030 A restauração de ecossistemas é fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, principalmente aqueles sobre mudança climática, erradicação da pobreza, segurança alimentar, conservação da água e da biodiversidade. A Década acelerará as metas globais de restauração existentes, por exemplo, o Bonn Challenge , que visa restaurar 350 milhões de hectares de ecossistemas degradados até 2030. Atualmente, 57 países, governos subnacionais e organizações privadas se comprometeram a recuperar mais de 170 milhões de hectares. Este esforço se baseia em esforços regionais, como a Iniciativa 20 × 20 na América Latina, que visa restaurar 20 milhões de hectares de terras degradadas até 2020, e a Iniciativa de Restauração da Paisagem Africana AFR100, que visa restaurar 100 milhões de hectares de terras degradadas até 2030.

Ações *Áreas especificamente relacionadas aos ecossistemas: *Inovações em biodiversidade e degradação do solo *Proteção do meio marinho de atividades terrestres *Protegendo o equilíbrio ecológico das cadeias alimentares através da conservação e uso sustentável dos ecossistemas de mangue *Gestão sustentável de recifes de coral *Cadeias de fornecimento de desmatamento e commodities agrícolas *Gestão sustentável de nitrogênio *Terras e pastoreio *Economia azul sustentável *Gestão sustentável de turfeiras para combater as mudanças climáticas envolvendo o recém-criado International Tropical Peatland Centre. Ou plantando mais árvores que proporcionarão a cobertura e a umidade, o que ajudará o musgo a se manter e crescer. A poluição do ar foi o tema em 5 de junho de 2019, do Dia Mundial do Meio Ambiente. A qualidade do ar que respiramos depende das escolhas de estilo de vida que fazemos todos os dias. Saiba mais sobre como a poluição do ar afeta você e o que está sendo feito para limpar o ar. O que você está fazendo para reduzir sua pegada de emissões? Não se omita. O mínimo que fizer vai ajudar, você, sua família e o planeta!

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Benefícios. Elas são tão importantes na melhora da qualidade de vida A sombra das árvores pode reduzir a temperatura do Uma árvore adulta consegue absorver, em um ano, aproximadamente 22 quilos de gás. Esse processo acontece atra- asfalto em até 2°C, e do interior dos carros em até 8°C. vés da fotossíntese. O processo se dá quando a planta obtém Elas também refrescam o ambiente – uma árvore grande glicose, durante o dia; e também por meio da respiração, e saudável possui o mesmo efeito de dez aparelhos arquando a planta “quebra” a glicose para obter energia, du- -condicionado funcionando 20 horas por dia. Apenas uma rante a noite. Durante a fotossíntese, as plantas e algas fa- árvore consegue absorver mais de três mil litros de água zem o processo inverso dos sede chuva, diminuindo a contaminação de lençóis res humanos, consumindo o gás freáticos e mananciais carbônico e liberando oxigênio. No entanto, as plantas respiram em 7%, e reduzindo o gasto de impostos com dia e noite, consumindo tamtratamento de água. Fibém o oxigênio que produzem. nalmente, as árvores rePortanto, a principal fonte de duzem a poluição sonora oxigênio do planeta são as algas, que não são classificadas e áreas arborizadas valorizam e aumentam a ocucomo plantas ou árvores. Sepação de imóveis. gundo estudos comprovados, Atualmente, cerca de as árvores possuem capacidade 20% da superfície do plade absorver entre 55 e 109 quiSamaumeirama (Ceiba pentandra) planta tropical, as adultas neta apresenta declínio los de gases poluentes como o produzem frutos que contêm as sementes rodeadas por uma fibra macia, amarelada que é uma mistura de linho e celulos dióxido de enxofre, oriundos na produtividade, com perdas de fertilidade lida queima do carvão; os óxidos nitrosos, provenientes dos escapamentos de carros e ca- gadas à erosão, ao esgotamento e à poluição em todas as minhões; e partículas poluentes vindas, principalmente, do partes do mundo. Até 2050, a degradação e as mudanças diesel. Zonas urbanas arborizadas possuem 60% menos de climáticas poderão reduzir o rendimento das colheitas em 10% a nível mundial e até 50% em certas regiões. partículas de poluição, de acordo com o mesmo órgão. Uma vez estabelecido, este Grande Muro Verde das Cidades capturaria de 0,5 a 5 gigatoneladas de dióxido de carbono por ano e estoque de carbono durante séculos.Em 1º de março de 2019, a Assembleia Geral da ONU estabeleceu a Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas 2021-2030, que deve dar um novo impulso aos esforços de plantio de árvores. A ONU Meio Ambiente promove o plantio de árvores como uma forma fundamental de mitigar a mudança climática e impulsionar a biodiversidade baseada em terra, 80% da qual está nas florestas, diz Tim Christophersen, chefe do Departamento de Água Doce, Terra e Clima da ONU Meio Ambiente e presidente da Parceria Global sobre Restauração Florestal e Paisagística.

Estamos trabalhando com parceiros em todo o planeta para impulsionar o plantio de árvores para a restauração do ecossistema. Há espaço para o plantio de um trilhão de árvores a mais, além das 3 trilhões que já existem na Terra. Mas isso tem que ser feito corretamente; plantar árvores nativas, apoiadas por comunidades locais, é um bom caminho a seguir.

Um projeto ambicioso da Greencity Solutions em Berlim, na Alemanha, busca casar aplicações de alta tecnologia com outro purificador de ar natural: o musgo. A capacidade de certas culturas de musgo para filtrar poluentes como partículas e óxidos de nitrogênio os torna purificadores naturais de ar, diz a Greencity Solutions. Mas nas cidades, onde a purificação do ar é um grande desafio, os musgos mal conseguem sobreviver devido à necessidade de água e sombra. Este problema pode ser resolvido conectando-se diferentes musgos com a provisão totalmente automatizada de água e nutrientes baseada na tecnologia única da Internet das coisas, explica.

A qualidade do ar que respiramos depende das escolhas de estilo de vida que fazemos todos os dias

Nesses ecossistemas florestais, as árvores não estão sozinhas na limpeza do ar.

(*) ONU Brasil

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Poluição do ar é tema do Dia Mundial do Meio Ambiente

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ecentemente, em Nairóbi, o vice-ministro de Ecologia e Meio Ambiente da China, Zhao Yingmin, e Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente, anunciaram que o país sediará as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho de 2019, com o tema “poluição do ar”. Aproximadamente 7 milhões de pessoas no mundo morrem prematuramente a cada ano devido à poluição do ar, com cerca de 4 milhões dessas mortes ocorrendo na Ásia-Pacífico. O Dia Mundial do Meio Ambiente de 2019 incitará governos, indústria, comunidades e indivíduos a se unirem para explorar a energia renovável e as tecnologias verdes, e melhorar a qualidade do ar em cidades e regiões em todo o mundo. O governo da China se comprometeu a organizar as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente em várias cidades, com Hangzhou, na província de Zhejiang, para sediar o evento principal. O anúncio aconteceu no momento em que ministros do meio ambiente de todo o mundo participavam do fórum ambiental de mais alto nível do mundo, em Nairóbi, onde as negociações na Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, de 11 a 15 de março, abordaram questões críticas, como deter o desperdício de alimentos e promover a disseminação de carros elétricos. Ele também segue a publicação de um relatório de revisão de 20 anos de controle da poluição do ar em Pequim.

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“A China será uma grande anfitriã global das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2019”, disse Joyce Msuya, durante o anúncio. “O país demonstrou uma tremenda liderança no combate à poluição do ar no mercado interno. Agora ele pode ajudar a estimular o mundo a uma ação maior. A poluição do ar é uma emergência global que afeta a todos. A China agora estará liderando o impulso e estimulando a ação global para salvar milhões de vidas”. A China, com seu crescente setor de energia verde, emergiu como um líder climático. O país possui metade dos veículos elétricos do mundo e 99% dos ônibus elétricos do mundo. Ao hospedar o Dia Mundial do Meio Ambiente de 2019, o governo chinês poderá mostrar sua inovação e progredir em direção a um ambiente mais limpo.

Segundo um novo relatório da ONU sobre poluição atmosférica na Ásia e no Pacífico, a implementação de 25 políticas de tecnologia pode resultar em uma redução de 20% no dióxido de carbono e 45% nas emissões de metano no mundo, levando a um terço de grau Celsius. economia de aquecimento global. O Dia Mundial do Meio Ambiente é um evento global liderado pelo Meio Ambiente da ONU, que acontece todos os anos no dia 5 de junho e é comemorado por milhares de comunidades em todo o mundo. Segundo um novo relatório da ONU sobre poluição atmosférica na Ásia e no Pacífico, a implementação de 25 políticas voltadas para tecnologias poderia resultar na redução de 20% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2) e de 45% das emissões globais de metano, o que poderia impedir a elevação da temperatura global em até um terço de grau Celsius. Segundo a ONU Meio Ambiente, 92% das pessoas em todo o mundo não respiram ar limpo; a poluição do ar custa à economia global 5 trilhões de dólares por ano; a poluição do solo pelo ozônio deverá reduzir os rendimentos de cultivos básicos em 26% até 2030. Desde que começou em 1972, cresceu e se tornou a maior celebração do nosso meio ambiente a cada ano.

Fatos da poluição do ar:

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92 por cento das pessoas em todo o mundo não respiram ar limpo

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Poluição do ar custa à economia global US $ 5 trilhões por ano em custos de bem-estar

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Espera-se que a poluição do ozonio ao nível do solo reduza os rendimentos das culturas básicas em 26 por cento até 2030

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As premiações do Amana Katu – grupo Enactus de alunos da UFPA sobre cisternas sustentáveis Fotos UFPa, Enactus UFPA

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projeto Amana Katu, que monta cisternas sustentáveis para as famílias ribeirinhas, foi reconhecido como a terceira melhor iniciativa sustentável do Brasil no Prêmio Latinoamérica Verde 2019, no Equador. A Amazônia vive um paradoxo, alinhado com o objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU n° 06 na tentativa de universalizar a água potável, onde milhares de pessoas vivem rodeadas por água doce mas não podem bebê-la, o grupo Enactus UFPa criou cisternas de baixo custo para que comunidades possam ter acesso à água de qualidade em casa. Esse problema em uma região tão cheia de riquezas pode parecer um problema complexo, mas a solução pode ser simples. A matéria-prima da cisterna é a bombona, reaproveitada da indústria alimentícia, que serve para armazena a água da chuva. O sistema montado pelos alunos custa 52% a menos que o preço de cisternas comuns, devido o uso de mão de obra local, onde jovens das comunidades são treinados em parceria com o Movimento República de Emaús. Já foram reaproveitados quinhentos mil litros de água da chuva para uso doméstico e 171 pessoas abastecidas diariamente por cada cisterna. E a cada 5 sistemas vendidas, uma é doado gratuitamente a uma família sem acesso à água potável.

Projeto da UFPa instalando cistenas e impactando a vida de muitos ribeirinhos

O grupo Enactus UFPa criou cisternas de baixo custo para que comunidades possam ter acesso à água de qualidade em casa

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Competição Internacional sobre Água e Desenvolvimento: O Amana Katu, um dos projetos do Enactus UFPA, é o único representante das Américas no World Water Race, uma competição internacional sobre água e saneamento. Durante os dias 9, 10 e 11 de outubro, uma delegação do Time Enactus UFPA vai participar da grande final do desafio, nos Estados Unidos, competindo com ideias de diversos países. Após competir com mais de 130 projetos de 27 países, o Amana Katu é o único representante brasileiro classificado para a rodada final da competição internacional World Water Race, uma competição global de iniciativas que usam a ação empreendedora para solucionar os problemas de água e saneamento de forma sustentável. A rodada final da competição ocorrerá no Vale do Silício, nome popular da cidade californiana de San José, nos Estados Unidos.

Premiações

Em 2017, o projeto venceu o Desafio Inove+ 2017, a maior competição de empreendedorismo do Pará, e por aclamação popular, ficou entre as dez melhores iniciativas do mundo para solucionar o problema da água no Prêmio Nestlé-Ashoka “Criando Valor Compartilhado”.

Já em 2018, o Amana Katu foi uma das melhores iniciativas escolhidas ao redor do mundo todo para integrar o Mercado de Soluções do 8º Fórum Mundial da Água, maior

evento global sobre a temática água, e finalistas do “Camp Ecoinovação: Desafio Água”, competição nacional organizada pela ONU Meio Ambiente e pelo Sebrae Nacional.

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O projeto também já venceu o “Prêmio Ford C3 – Construindo Comunidades Sustentáveis”, o “II Prêmio Startup Assemae”, o “Prêmio Amanco ODS 06”, que reconheceu o trabalho no avanço do ODS n° 06, e o “Prêmio Mútua/Anprotec de Inova

AmanaKatu

O projeto foi criado durante o Desafio Inove Mais 2017 e tem como principal objetivo democratizar o acesso à água para populações carentes. No decorrer da competição, os membros desenvolveram um sistema de captação de água da chuva compacto, com capacidade de 240 litros e de baixo custo de produção. Durante o desenvolvimento do sistema, os integrantes obtiveram auxílios técnico, do professor do Núcleo de Meio Ambiente (NUMA), doutor Ronaldo Mendes, e financeiro, da empresa BR da Costa Eng. Ltda, patrocinadora do protótipo apresentado na competição. Para o professor, auxiliar os membros na criação do sistema foi uma experiência prazerosa. “Sinto-me tendo cumprido o objetivo de docente universitário”, ressalta. “Nós tínhamos a ideia, sabíamos com o que queríamos trabalhar, mas ainda existiam muitas dúvidas sobre como colocar em prática o projeto e, com o Inove, elas foram sanadas”, disse Marivana Almeida, líder do projeto no desafio.

Enactus UFPA

Fundada em 2014, o Time Enactus UFPA tem como missão desenvolver líderes que, por meio de ações empreendedoras, sejam capazes de empoderar pessoas para transformar comunidades, melhorando a qualidade de vida e o bem-estar social. O time faz parte de uma rede global de universitários engajados que potencializam comunidades por meio do Empreendedorismo Social.

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Queijo do Marajó conquista premiação internacional na França Fotos Divulgação

Produzido pelo casal Cecília e Marcus Pinheiro, o queijo é fruto da Fazenda São Victor, propriedade cuja construção que é tradição na região, que perdura há mais de dois séculos com a fabricação de queijos, com sabor único. Mas os investimentos para a produção de laticínios começou em 2000.

“Esse reconhecimento internacional nos mostra que estamos traçando um caminho sólido em nome da nossa categoria. Para nós essa premiação é gratificante, pois estamos levando o queijo artesanal de leite de búfala ao conhecimento do mundo”, revela Marcus Pinheiro. Primeiro lugar no XII Encontro Nacional de Criadores de Búfalos e II Marajó Búfalos, tendo o reconhecimento na maior premiação de queijos artesanais

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Cecília e Marcus Pinheiro, com a premiação recebida na França

abricado artesanalmente em Salvaterra, um dos municípios da Ilha do Marajó, no Pará, o Queijo do Marajó Fazenda São Victor conquista premiação internacional, na categoria “Prata”, da 4a Edição do Mondial du Fromage et des Produits Laitiers, na França. É a primeira vez que um laticínio artesanal de búfala, da região Norte do Brasil, participa de um concurso à nível mundial voltado aos melhores produtores de queijos.

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O Concurso Internacional tem a colaboração da International Guild of Cheesemakers, e é reservado exclusivamente para os expositores presentes na feira, com o compromisso esperado pelos profissionais, pois é uma oportunidade de mostrar o conhecimento, e as tradições, lutar pela excelência e ser criativo na inovação de conceitos. Por enquanto o queijo do Marajó premiado ainda não é exportado, com a produção sendo comercializada apenas no Estado do Pará e alguns poucos estados. “O objetivo é exatamente oportunizar o conhecimento do queijo artesanal de leite de búfala, popularmente conhecido como queijo do Marajó, para o mundo”, diz o fazendeiro. “Acreditamos que com esse reconhecimento – uma nova fase se inicia, vamos levar mais esse título para o nosso Estado, e assim ajudar a construir um legado em prol da categoria no Pará, assim como o reconhecimento e o valor do queijo artesanal brasileiro”, disse Cecília. Em novembro de 2018, a queijaria também foi contemplada com o “Super Ouro” na quarta edição do Prêmio Queijo Brasil, que aconteceu no Memorial da América Latina, em São Paulo. Foram quase 500 queijos artesanais de todo o Brasil avaliados por um corpo de 24 jurados, durante dois dias de avaliação. Além da conquista “máxima” a nível nacional, a queijaria agregou premiações expressivas no gênero laticínios, entre elas o primeiro lugar no XII Encontro Nacional de Criadores de Búfalos e II Marajó Búfalos, tendo o reconhecimento na maior premiação de queijos artesanais, “Medalha de Bronze”, na terceira edição do Prêmio Queijo do Brasil. Queijo de búfala

O queijo feito por Cecília e Marcus não contém conservantes e é feito 100% com leite de búfala, tem receita centenária e diferenciada, motivos pelos quais ganharam força e relevância no estado do Pará e na gastronomia

A produção de queijo Marcus Pinheiro explica que o queijo do Marajó da Fazenda São Victor é produzido de forma simples, mas preservando a qualidade e os benefícios de uma alimentação saudável, uma vez que não têm conservantes, e com 100% de leite de búfala, fatores que justificam a qualidade deste produto, que pode ser facilmente encontrado em supermercados e restaurantes do Estado. “A produção do queijo inicia geralmente no dia anterior, através da filtragem e desnate do leite, sendo utilizados em média sete litros de leite de búfala para fabricação de um quilo de queijo do Marajó. Em seguida, ele é levado para um tanque no qual fermentará espontaneamente.

Horas depois é efetuado o corte da coalhada e eliminação do soro. A etapa seguinte (que pode se repetir até quatro vezes) é a retirada da acidez, e nessa fase, é preciso acrescentar leite à massa, que posteriormente será aquecida e espremida. Nesse estágio, o queijo adquire consistência e é realçado na cor branco”, explica Marcus. Cecília relata sobre as fases finais do processo de produção, e garante que elas são cruciais para garantir a qualidade e sabor do queijo. “Algumas etapas são efetuadas até que, na fase fina, é aplicado o resfriamento para posteriormente, a moagem da massa, que é aquecida de novo e com o uso de uma colher é agitada até a fusão atingir a consistência desejada. Na sequência, enformamos em recipientes próprios e embalamos a vácuo”, complementa.

Queijo de búfala

Leite de búfala tem 59% a mais de cálcio que o leite de vaca, alto teor de proteína-10% mais proteína do que o leite derivado de vaca. O seu alto teor de proteína também ajuda nas fases de desenvolvimento e crescimento, tanto para crianças como para adultos, pois a proteína é necessária para todos os processos corporais. Vitaminas A e C também são encontradas em quantidades significativas, e é mais gordo e proteico, tem em média 8% de gordura e 30% a menos de colesterol, contribuindo consideravelmente à saúde vascular. Contém potássio, que é um bom vasodilatador e pode ajudar a baixar a pressão arterial e prevenir o desenvolvimento de aterosclerose e outras complicações coronárias. O queijo de búfala contém lactose, ao contrário do que se pensa, então os sensíveis e intolerantes a lactose devem ficar atentos ao consumo do mesmo. E não contém glúten, sendo uma boa opção para dietas restritivas e celíacos. Também e ainda, no leite de búfala a indicação do dobro da quantidade de CLA (Ácido Linoleico Conjugado) – substância anticancerígena, que atua sobre os efeitos secundários da obesidade, arteriosclerose, diabetes. Pesquisas recentes apontam que o leite de búfala, não tem a beta-caseína A1, proteína ligada ao aparecimento de uma série de doenças, como inflamações intestinais, que também são responsáveis por desencadear as alergias ao consumir leite de vaca. Características mais marcantes são o sabor leve, mais digestiva, além de uma textura macia e miolo úmido. É uma iguaria muito saborosa e que combina com muitas receitas. Tanto doces como salgadas. 18

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Uso de uma colher para agitar até a fusão atingir a consistência desejada

A queijaria da Fazenda São Victor, por meio do Projeto Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Queijo do Marajó, conquistou certificado de qualidade artesanal do produto. A partir disso, os empresários decidiram galgar voos mais altos, no quesito investimento, obtendo frutos positivos, os quais se refletiram em premiações expressivas no gênero alimentício,

entre elas o primeiro lugar no XII Encontro Nacional de Criadores de Búfalos e II Marajó Búfalos, tendo o reconhecimento na maior premiação de queijos artesanais, “Medalha de Bronze”, no III Prêmio Queijo do Brasil em São Paulo. Fomos agraciados com o selo 013 no segmento de produto artesanal no Pará. Acreditamos que esta iniciativa é uma grande conquista para a nossa região, diz Marcus, que já realizou vários estudos no exterior, mas como um bom filho à casa tornou, e hoje, trabalha A paixão pelo queijo existe há mais de 200 anos na família de Marcus e Cecília que é bastante tradicional como criadores de búfalos na Ilha de Marajó

na bubalinocultura. “Temos como prospecção para o futuro, levar o nosso produto além dos horizontes do Pará”, revela. SERVIÇO: QUEIJARIA FAZENDA SÃO VICTOR ENDEREÇO: Margem direita do Rio Paracaury – Salvaterra/Marajó – PA CONTATO: (91) 99166-0284 FACEBOOK: /queijodomarajofazendasaovictor INSTAGRAM: @queijodomarajofazendasaovictor

Marcus Pinheiro, formado em agrobussiness nos Estados Unidos, especialista em bubalinocultura, é o detentor da marca Queijo do Marajó Tipo Creme, da queijaria na Fazenda São Victor, em Salvaterra, na Ilha do Marajó, há 13 anos. Mantém 300 búfalos voltados para a atividade, que produzem 60 quilos de queijo tipo creme todos os dias. Marcus Pinheiro, diz que a búfala é mais resistente a doenças do que a vaca. “As búfalas são menos acometidas por medicação, portanto, produzem um leite mais saudável e sem toxinas, fatores que valorizam a matéria-prima em termos de proteínas e rendimentos”, explica. Marcus fala também, que além do alto valor nutricional, o leite de búfala tem uma produção rentável e econômica.

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Pirarucu, o maior peixe da Amazônia

O Couro tem mercado promissor dentro e fora do Brasil

Texto Aline Miranda Fotos Acervo/Emater, Flávio Contente

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m plena Benevides, região metropolitana de Belém, o piscicultor Eduardo Arima abate 20 pirarucus por semana, extraindo deles, além da carne nobre, considerada “o bacalhau da Amazônia”, mais de 2 m² de couro sustentável. Com 2 mil e 500 animais dentro de 10 tanques suspensos, a criação de pirarucu em cativeiro na propriedade é um projeto do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). Ali, além da carne filetada para restaurantes da capital, o couro está sendo testado para, depois de curtido, abastecer o mercado europeu de moda, a princípio em parceria com uma indústria de Icoaraci, distrito próximo. O material é conceituado exótico, biodegradável e, portanto, disputado no estilismo de luxo. O foco são roupas, sapatos, bolsas e cintos. O projeto-piloto envolve vários aspectos e municípios da agricultura familiar: Arima adquire alevinos de fornecedores de Abaetetuba e ração de Abaetetuba; o couro é enviado para curtimento artesanal em uma comunidade de Bragança. “É um exemplo de verticalização da produção”, aponta o técnico em aquicultura da Emater Hadley Solano, o qual também é engenheiro agrônomo. “Existem muitas possibilidades para que o produtor de pirarucu explore a cadeia produtiva. O material é conceituado, exótico, biodegradável e disputado no mercado

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O produto final é de muita qualidade: macio, maleável, com textura ímpar e pode ser tingido de várias cores

O piscicultor Eduardo Arima com um exemplar do pirarucu que rende, além da carne nobre, cerca de 0,7 m² de couro sustentável, frente a um dos tanques suspensos de criação

O couro é um potencial tão grande que pode até se tornar um subproduto perto da carne, em termos de lucro”, aponta o engenheiro de pesca da Emater Victor Tiago Catuxo, especialista em Gestão Ambiental. Para Victor Tiago Catuxo, o Pirarucu é espécie muito apreciada nos mercados do eixo Rio-São Paulo. De acordo com o produtor Arima, a atividade alcança um lucro de 100%: “Ao contrário do couro bovino, o impacto ambiental da produção do couro do pirarucu é mínimo, sem poluentes pesados. Além disso, o produto final é de muita qualidade: macio, maleável, com textura ímpar. O couro de pirarucu também pode ser tingido de várias cores”, explica. www.paramais.com.br

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O pirarucu É um peixe típico da bacia Amazônica, mais precisamente nas áreas de várzea. Seu nome vem de dois termos tupis: pirá, que significa “peixe” e urucum, que significa “vermelho”, devido à cor de sua cauda. Entre suas características podemos destacar seu grande porte, sua cabeça achatada e ossificada, e seu corTanques suspensos de criação em Benevides e a alimentação em um deles po alongado e escamoso. O pirarucu possui dois aparelhos respiratórios, as brânquias, para a respiração aquática e a bexiga natatória modificada, especializada para funcionar como pulmão, no exercício da respiração aérea, obrigatória principalmente durante a seca. É durante a estiagem que eles formam casais, e reproduzem durante a enchente. A espécie vive em lagos e rios afluentes, de águas claras, com temperaturas que variam de 24° a 37°C. O pirarucu não é encontrado em lugares com fortes correntezas ou em águas com sedimentos. O pirarucu é um animal onívoro, pois se alimenta de seres animais e vegetais. Na alimentação do peixe, podemos encontrar frutas, vermes, insetos, moluscos, crustáceos, peixes, anfíbios, répteis e até mesmo aves aquáticas. Durante a seca, os peixes formam casais. Nesse período, o pirarucu macho aumenta a intensidade da coloração avermelhada nos flancos. Antes de a fêmea depositar seus ovos no leito do rio, o macho faz a limpeza da área e arranca com as mandíbulas raízes e galhos presentes no local escolhido. Em seguida cava uma poça circular, onde a fêmea inicia a desova, para que seu companheiro possa fecundar os ovos. Durante a incubação, a fêmea permanece mais próxima do ninho, enquanto o macho nada nas redondezas para intimidar Além da carne nobre, é possível predadores que possam trazer perigo aos ovos. Os ovos eclodem após oito a 10 também extrair o couro sustentável dias. O pirarucu para consumo chega ao mercado, ao natural ou em mantas, depois de passar por processo de salga ao sol. Sua carne possui excelente sabor e ótima qualidade – quase sem espinhas, de onde se preparam diversos e saborosos pratos regionais, entre eles o famoso “pirarucu de casaca”. As escamas são usadas como lixa de unha ou na confecção de ornamentos, e sua língua, óssea e áspera, é largamente utilizada para ralar o guaraná em bastão.

Valor O pirarucu é rico em cálcio, ferro, potássio, vitamina D, Complexo “B”, fósforo e possui gorduras poli-insaturadas, conhecidas como gorduras boas que são essenciais para a saúde. Com alto teor de ômega 3, o consumo de pirarucu pode acarretar grandes benefícios para a saúde de quem o saboreia, tais como:

• Ação anti-inflamatória. • Fortalecimento do sistema

imunológico.

• Contribuição para uma pele saudável.

• Auxílio no controle da pressão arterial.

• Efeito antitrombótico, ou seja, inibe a agregação plaquetária, além de estimular a vasodilatação. Pirarucu Arapaima gigas, com grande potencial para crédito rural

Em Benevides, a Emater assiste a outros três piscicultores de pirarucu. A ideia é que, com os projetos bem-sucedidos e os mercados singularizados, as comunidades expandam as perspectivas www.paramais.com.br

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e as ofertas e as demandas aumentem. A ocupação apresenta grande potencial para crédito rural, sobretudo pelo Fundo Constitucional do Norte (FNO), faixas entre R$ 100 e 250 mil.

• Promoção da saúde cardiovascular. • Proteção da retina. • Melhoramento do desempenho

cognitivo.

• Auxílio no tratamento da depressão. • Redução dos níveis de colesterol e

triglicérides no sangue.

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Ostreicultura paraense em destaque – vence prêmio nacional Projeto de apoio à atividade do Sebrae transforma a vida de comunidades do nordeste paraense

Texto *Juliana Rose Mufarrej Fotos Blog do Solar, Carlos Borges/Sebrae, Divulgação/Aquishow Brasil

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aimunda Correa sempre batalhou para cuidar da casa e dos filhos com serviços de lavadeira e doméstica, na pequena comunidade de Nova Olinda, no município de Augusto Corrêa. Quando viu a movimentação dos vizinhos para iniciar um cultivo de ostras, no ano de 2002, dona Raimunda não teve dúvidas: decidiu entrar para a Associação dos Agricultores e Aquicultores de Nova Olinda – Agromar e iniciar uma nova forma de complementar sua renda. “No começo, minha família achou que isso não daria em nada, que não valia a pena gastar o tempo.

Quando trouxe o primeiro dinheirinho pra casa, tudo mudou”, conta ela. A história de dona Raimunda, como tantas outras das mais de 80 famílias de ostreicultores do nordeste paraense, ilustra muito bem como uma boa oportunidade de negócio pode transformar a vida de pessoas e comunidades. Por esse motivo, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae no Pará mantém o projeto Ostras da Amazônia, que beneficia cinco comunidades dos municípios de Augusto Corrêa, Curuçá, Salinópolis, Maracanã e São Caetano de Odivelas. O projeto foi o grande vencedor da primeira edição do Prêmio Inovação Aquícola 2019.

Ostras - Nova Olinda. Possibilidade de promover a inclusão social mediante a suplementação da renda familiar, promoção de igualdade entre gêneros e fortalecimento da segurança alimentar

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Ana Conceição Abreu de Sousa, do Sebrae/PA, autora do projeto e gestora do projeto Ostras da Amazônica, vencedor do Prêmio Inovação Aquícola 2019

A premiação, criada para valorizar projetos e iniciativas que contribuem com a evolução de toda a cadeia produtiva da aquicultura de todo o Brasil, ocorreu dia 15 de maio, durante a Aquishow Brasil 2019, em Santa Fé do Sul (SP). O projeto do Sebrae concorreu com mais três inciativas na categoria Produção, a mais concorrida da premiação, com 21 projetos inscritos. Desses, quatro foram selecionados por um comitê de especialistas e foram a voto popular online.

O projeto paraense recebeu 1.242 votos, somando 48,5% da votação geral do Prêmio. “Estamos muito felizes de receber mais um prêmio para esse projeto extraordinário, fruto do talento de nossos colaboradores e da determinação dos ostreicultores paraenses”, comemora Rubens Magno, diretor-superintendente do Sebrae no Pará. “O mais importante é que, a partir do prêmio, novas oportunidades surgem e cada vez mais o Pará se consolida no cenário nacional da ostreicultura”, disse Ana Abreu, gestora do projeto Ostras da Amazônia do Sebrae.

Projeto de Ostreicultura é importante alternativa de inclusão socioprodutiva com a produção de alimentos sustentáveis, transformando o extrativismo em uma atividade de produção

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O Projeto O trabalho para o desenvolvimento da ostreicultura no estado iniciou em 2005, quando diversas instituições estaduais e federais firmaram parcerias para dar apoio tecnológico e gerencial aos produtores de ostras. Com um convênio firmado entre Ministério da Agricultura (Mapa), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e Sebrae, a atividade alavancou com a chegada de mais apetrechos e materiais necessários para o incremento da produção. Hoje, o Sebrae apoia os grupos na gestão, manejo, alcance de novos mercados e conquista de marcos legais. A ostreicultura no Pará beneficia comunidades de Augusto Corrêa, Curuçá, Salinópolis, Maracanã e São Caetano de Odivelas. Todos os cultivos possuem licenciamento ambiental e os produtores são registrados no Ministério da Agricultura. As associações de produtores de cinco municípios formam a Rede Nossa Pérola, que disciplina o trabalho e promove ações conjuntas. Devido ao seu grau de organização em rede, os ostreicultores vêm conquistando mercado.

Prêmio Al-Invest 2018

No ano passado, o projeto Ostras da Amazônia também foi o grande vencedor do concurso de casos de êxito “Transformando Vidas” do Programa AL-Invest 5.0, que exaltou as melhores histórias de impacto do programa junto a pequenos negócios do continente americano. O Sebrae no Pará concorreu com projetos de 110 instituições apoiadas pelo programa em 18 países da América Latina, sendo selecionado por uma banca composta pela Comissão Europeia, Cainco, Eurochambres, Sequa e Câmara de Comércio Internacional de Paris. O caso das ostras venceu na categoria “Mejora da Productividade”, apresentado no encontro anual do AL-Invest, que ocorreu em Antígua, na Guatemala.

A criação de vem se tornando uma das principais alternativas de geração de renda para famílias das comunidades dos municípios de Augusto Corrêa, Curuçá, Salinópolis, Maracanã e São Caetano de Odivelas

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Além do reconhecimento internacional e a repercussão do trabalho junto à ostreicultura na imprensa estadual e nacional, uma das conquistas recentes mais importantes para os ostreicultores foi a regularização da venda dos chamados moluscos bivalves, como o mexilhão e a ostra, que hoje têm sua produção regulamentada no Pará. A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará – Adepará publicou portaria com o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade para a Produção de Carne de Moluscos Bivalves Congelada e Ostras Vivas, que estabelece critérios para a produção, processamento e comercialização no Pará. “A ostreicultura é uma atividade que foi implantada no estado de maneira organizada, com ações voltadas para a profissionalização dos ostreicultores, gestão da produção e acesso a mercados, um projeto mantido pelo Sebrae com vários resultados muito positivos.

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Era uma atividade que não existia no Pará e que hoje gera renda e negócios para as comunidades. A regularização da produção de carne gera novas possibilidades de comercialização, estimulando o aumento da produção e mais possibilidades de ganho para os produtores”, destaca Rubens Magno. Para as 80 famílias que têm como fonte de renda a ostreicultura no Pará, a regulamentação foi uma grande conquista. “Estamos muito felizes com a aceitação da ostra, todo ano aumenta bastante o número de pedidos. Agora, com a regularização, deve aumentar ainda mais a procura”, destaca Maria Santos, presidente da Associação dos Agricultores, Pescadores e Aquicultores do Rio Urindeua – Asapaq, uma das comunidades que fazem parte da rede Nossa Pérola. (*) Juliana Rose Mufarrej Jornalista (DRT/PA 1690)

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Quadras homenageiam Santo Antônio de Lisboa Texto *Anete Costa Ferreira

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o mês de Junho, Lisboa se engalana para comemorar festivamente o seu padroeiro Santo Antônio. Historiadores entendem que o Solstício de Verão e o fim das colheitas através dos rituais pagãos deram origem as festas populares que são celebradas em várias cidades do mundo em honra a Santo Antônio.Fernando de Bulhões nasceu em Lisboa, numa casa junto à Sé, no ano de 1191. Cedo ingressou na Ordem dos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, no Mosteiro de São Vicente de Fora. Por razões pessoais muda-se para Coimbra, e abandona a citada Ordem, ingressando na de São Francisco, quando adotou o nome de Antônio. Em seguida viaja até Marrocos onde prega as Sagradas Escrituras. No regresso uma tempestade o desvia para a Itália quando fixa residência na cidade de Pádua, onde faleceu a 13 de Junho de 1231, ficando esta data como referência para os festejos em sua homenagem. Ao longo dos séculos os devotos o invocaram como milagreiro, passando a orar em sua intenção, pedindo proteção aos noivos e namorados, salvação das almas do purgatório e ajuda para encontrar objectos perdidos, sempre dando em troca ladainhas, romarias, nascendo a trezena em seu louvor pelas graças alcançadas. Em Lisboa, são inúmeras as homenagens que vão desde o desfile das marchas, danças típicas, ranchos folclóricos e arraiais, sem esquecer o tradicional Manjerico com quadras alusivas à época. A partir de então foi introduzido nos festejos os “Concursos de Quadras Antonianas”, movimentando o mundo das letras. Ei-las:

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Altar de Santo Antônio no Largo do Rossio: Lisboa leva a sério as homenagens a seu padroeiro

Festas de Santo Antonio no tradicional e movimentado bairro de Alfama. Lisboa, Portugal

“Que gozem todos bons ares, Nesta quadra tão singela E que os Santos Populares Vos tornem a vida bela!”

“Não precisa de altar O nosso Santo Antoninho No coração pode ficar Fazer dele o seu cantinho”

“A noite de Santo Antônio É a noite dos namorados Tanto se abraçam nas danças Que depois ficam casados”

Autoria: Maria de Fátima Carvalho.

Autoria-desconhecido.

Autoria: António Deusbeel

“Em frente à universidade É grande o arraial, Onde se irá divertir o povo da cidade E os nosso seniores em geral”

“São Pedro disse missa Santo Antônio benzeu o altar; Benzei esta caminha Que nela me vou deitar”.

“Santos do povo ou padroeiros São três os mais populares… Alegres, chamam-lhes milagreiros! Porque descem de seus altares”

Autoria: Helena Pires.

Autoria: Armando de Mattos.

Autoria: Maria Joaquina Raminho.

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“Santo padroeiro António se chamou É muito rapioqueiro Eu na marcha vou”

“O manjerico comprado Não é o melhor que o que dão Põe o manjerico de lado E dá-me o teu coração”

“Santo Antônio bailador O pedido faz achar; Eu pedi o meu amor Outro amor hei de encontrar”.

Autoria: Maria Celeste Alves.

Autoria: Fernando Pessoa.

Autoria: Armando Mattos.

Para o dia de Santo Antônio Eu escrevo esta quadrinha E se se quiserem divertir Venham a Caldas da Rainha”

Santo Antônio casamenteiro Meu santinho popular O meu amor primeiro No teu dia fui encontrar!

Autoria: Guilhermina Nogueira.

Autoria: Salete Sales Henriques.

Na noite de Santo Antônio, manda a tradição que os foliões comam sardinhas assadas, caldo verde, pimentão assado e broas, acompanhadas de vinho.Feliz quadra Junina a todos. (*) Correspondente em Portugal. Cruz de Pau,17/5/2019

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No dia 12 de junho, a Igreja de Santo Antônio, em Lisboa, fica lotada de devotos que arrumam a casa para celebrar o dono da festa

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Campanha para doação de leite materno visa ampliar estoques em todo o Brasil Com o slogan “Doe Leite Materno, alimente a vida”, a campanha de doação de leite visa sensibilizar as gestantes e as mulheres que amamentam a fazerem doações durante todo o ano Texto *Zinda Perrú e Renata Ramalho Fotos Agência Belém, Agência Pará, MS

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á 45 anos eu era uma recémnascida prematura, que foi desenganada pelos médicos. Precisei do leite doado e foi isso que salvou minha vida”. Esse é um breve resumo do começo de vida da enfermeira Viviane Pacheco, que um dia precisou da doação de leite humano, assim como acontece, todos os anos no Brasil com 330 mil crianças que nascem prematuras ou com baixo peso (menos de 2,5 kg). Para que outros brasileiros tenham a mesma história de sucesso, o Ministério da Saúde, em parceria com a Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH) – representada no Brasil pela Fiocruz -, lançou recentemente no Rio de Janeiro, a Campanha Nacional de Doação de Leite Materno.

“O leite materno é insubstituível e é com ele que vamos ganhar a batalha da vida contra a morte. Nosso desafio é fazer da doação um ato de amor, de entendimento ao próximo”, declarou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que lançou a campanha no Instituto Fernandes Figueira (IFF), na capital fluminense. “A criança internada na UTI neonatal com acesso ao leite materno tem uma reabilitação mais rápida” explicou o ministro, que conclamou a sociedade a apoiar a causa. “Todos podem se envolver. Utilize sua rede social para o bem, fale, converse”. 28

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Aumentar em 15% o volume de leite materno coletado e aumentar o número de doadoras são as metas da campanha de 2019, que, além de sensibilizar gestantes e lactantes para a importância deste ato de solidariedade, visa também desmistificar que é preciso ter ‘muito leite’ para ser doadora. Qualquer quantidade de leite humano doado pode ajudar os bebês internados nas UTIs neonatais a terem uma melhor recuperação e uma vida mais saudável. Dependendo do peso do recémnascido, apenas 1 ml já é suficiente para nutri-lo a cada refeição. Entre os anos de 2008 e 2018, 2 milhões de recém-nascidos foram beneficiados com 2 milhões de litros de leite humano de 1,8 milhão de mulheres, segundo a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH). Contudo, a quantidade de leite coletado supre 55% da demanda real. Por isso, o Ministério da Saúde lança campanha anuais, a fim de aumentar os estoques de leite humano nos bancos de leite de todo o Brasil. www.paramais.com.br

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Com o slogan “Doe Leite Materno, alimente a vida”, a campanha de 2019 objetiva estimular as gestantes e as mulheres que amamentam a fazerem doações durante todo o ano e não apenas nos períodos de campanha, em que o volume de leite materno doado aumenta. Em feriados prolongados e no período escolar, a quantidade coletada diminui. Os profissionais de saúde que atuam no SUS também são público-alvo da campanha, já que eles têm um papel fundamental na sensibilização das gestantes e lactantes que são atendidas nos serviços de saúde. Com o olhar de quem já precisou, já doou e de quem tem conhecimento técnico para falar do assunto, Viviane Pacheco formou-se em enfermagem e hoje atua na área de Saúde da Criança no Rio de Janeiro. Antes disso, ela gerenciou o Banco de Leite de um hospital no Rio de Janeiro. “Como profissional de saúde, sei da extrema importância do leite humano para a saúde dos bebês. Quando você doa leite você não só doa alimento, você doa vida e isso não tem preço”, fala Viviane, com conhecimento de causa.

Campanha de Doação Vermelho e Branco mobilizou a população do bairro do Banguí para doações de sangue e de leite materno.

O que todos precisam saber sobre doação de leite • Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno. • Cada pote de 300ml de leite humano pode ajudar até 10 recém-nascidos por dia • O pote não precisa estar cheio para ser levado ao Banco de Leite Humano • A amamentação é a forma de proteção mais econômica e eficaz para redução da mortalidade infantil • A amamentação também traz vários benefícios à saúde da mulher, como a redução das chances de desenvolver câncer de mama, útero e ovário. • Estima-se que o aleitamento materno seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo por causas preveníveis. • Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças nessa faixa etária.

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para a redução da mortalidade infantil em instituições hospitalares. São responsáveis por ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e execução de atividades de coleta da produção lática da nutriz, do seu processamento, controle de qualidade e distribuição.

Compromisso e reconhecimento

O Dia Mundial de Doação de Leite Humano é celebrado em 19 de maio por iniciativa do Brasil, aceita pelos países que integram a Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH). Entre 2008 e 2018, o número de doadoras cresceu 45% e o volume de leite coletado, 30% em nosso país. No ano passado, mais de 185 mil crianças receberam leite humano doado de quase 183 mil mulheres. Foram 215 mil litros de leite humano coletados.

Doação de leite

Com a maior e mais complexa rede de banco de leite do mundo, o Brasil é referência internacional por utilizar estratégias que aliam baixo custo e alta tecnologia. A RBLH – que é uma iniciativa do Ministério da Saúde, por meio do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) - exporta essa tecnologia para 22 países da América Latina, Caribe, Península Ibérica e está em fase inicial da cooperação técnica para outros quatro. Desenvolvida há 34 anos, a estratégia brasileira tem como foco a promoção, a proteção e o apoio ao aleitamento materno até os 2 anos de vida, sendo de forma exclusiva até os 6 meses de idade. Hoje, há no Brasil 225 bancos de leite humano, sendo que cada um dos 26 estados e o Distrito Federal possui pelo menos um. A média nacional é de 45 bancos de leite por macrorregião do país.

Além disso, estão disponíveis 212 postos de coleta, além da coleta domiciliar disponível em alguns estados. Todo o leite humano coletado passa por um rigoroso controle de qualidade antes de ser distribuído e é fornecido de acordo com as necessidades de cada recém-nascido. Os BLHs são serviços especializados de apoio à amamentação que surgiram como uma estratégia de qualificação da assistência neonatal em termos de segurança alimentar e nutricional, e visa contribuir

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Na cerimônia de lançamento da campanha, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, recebeu da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, a Carta Brasil 2018, compromisso da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano com a excelência do SUS; e o Plano de Ação 2020-2023 da Rede de Banco de Leite Humano: Ação Interunidades Fiocruz. Trata-se de um conjunto de ações estratégicas para o fortalecimento das capacidades científica, produtiva, tecnológica, gerencial e de garantia da qualidade da Rede Global para responder as demandas da rede pública de saúde.

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A Construção da Língua Portuguesa na Amazônia Texto *Anete Costa Ferreira Fotos Divulgação, Osmarino Souza

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idioma português é o mais falado no mundo, sendo utilizado em seis continentes, tido como oficial em oito países. Na sua diversidade e evolução são elementos de uma história ainda pouco conhecida, que podemos designar de geografia da língua. É notório que os Governos criam instituições para protegê-lo nos aspectos político, económico e cultural, promovendo eventos que visem a permanência e a vitalidade da língua portuguesa. Na atualidade em que tanto se propala a Lusofonia, é válido mostrar como a língua portuguesa nasceu e se firmou na Amazônia, dando origem a outros pontos lusitanos que se perpetuaram na Região. No ano de 1750, D. José I ao assumir o trono português nomeia para seu Primeiro- Ministro José Sebastião Carvalho de Mello, o futuro Marquês de Pombal. Este indica ao Rey o nome do seu irmão Francisco Xavier de Mendonça Furtado, para Governador do Gram Pará – Maranhão, no que é aceito. Sua posse ocorre em 1751, ocasião em que segue para a Amazônia, a fim de cumprir seu mandato.

Para os Mestres é atribuído o estatuto de funcionários da Coroa e do Estado, conforme sublinha na missiva de 2 de Julho de 1757, Mendonça Furtado ao professor José Antônio de Miranda: “Para que possa viver do seu oficio, cada menino ou menina que andar na Escola será o pai designado a dar ao Mestre um alqueire de farinha por ano”. Depreende-se que era uma forma de cobrar parte da produção agrícola sem ter que ofender as famílias para não se sentirem subestimadas pela doação. Furtado, comunica ao Tenente Inácio da Costa Sarmento, em 9 de Agosto de 1757, o seguinte: “ A Escola é preciso que não só se sustente com todo o vigor, mas que se adiante quanto couber no possível, porque é o único meio de civilizar essas gentes, e de lhes introduzir a Língua Portuguesa, que é que Sua Majestade sumamente recomenda”. O governante para efetivar o idioma português no território, estabelece desde muito cedo como prioridade criar escolas públicas para as crianças indígenas, com mestres pagos pelo comum da povoação, antecedendo o que foi mais tarde aplicado no Reino e preconizado no “Directório”, documento escrito pelo próprio governador que, posteriormente foi aplicado em todo o país.

Retrato do Marquês de Pombal (1766), por Louis-Michel van Loo e Claude Joseph Vernet

A ação de Pombal é decisiva para a construção de um Estado moderno, absoluto, administrativo e burocrático. Para a definitiva expansão lusitana no Brasil, estabelece e estrutura a soberania portuguesa na região amazônica. Para poder haver um perfeito entendimento entre colonos e governante, era imprescindível que a língua fosse ensinada aos nativos do imenso território. A Escola constitui para o Poder um veículo de alteração e enraizamento da colonização e da relação com o índio, razão do grande interesse utilizado na alfabetização de meninos e meninas, numa ação que entendemos única no seu tempo. Neste sentido Mendonça Furtado, em Maryuá (atual Barcelos), endereçou a António Banha de Andrade, no dia 12 de Maio de 1756, uma carta alertando: “…é obrigatório o ensino da Língua Portuguesa em escolas separadas, criando para isto Escolas Públicas em cada povoação – uma para meninos e outra para meninas – em que se deve ensinar a Doutrina Cristã, ler, escrever e contar. Substituir, porém o contar das meninas, por fazer rendas e costurar, bem como todos os mistérios próprios daquele sexo”. A observação do governante visava a preservação dos hábitos e costumes de cada família, a fim de evitar constrangimentos que abalassem o bom nome dos moradores.

Várias escolas eram muitas vezes dirigidas por elementos recrutados do contingente militar integrantes da Comissão das Demarcações. Foi o recurso utilizado na falta de professores para atender aquela demanda. Essa tática possibilitava que as aulas não fossem interrompidas e os alunos mantivessem o interesse pelo aprendizado. À medida que os colonizadores iam penetrando na densa floresta faziam demarcações em nome da Coroa Portuguesa, e nesse contexto encontramos dezenas de Cidades, Vilas e Lugares, com a toponímia portuguesa na Amazónia. Eram Aldeias Indígenas que foram elevadas à essas categorias em cumprimento ao Alvará Régio de 1755 – O Diretório. Vejamos as seguintes: Estado do Pará: Melgaço, Portel, Porto-de-Mós, Alter do Chão, Almeirim, Óbidos, Santarém, Alenquer, Belém, Camará, Colares, Chaves, Bragança, Joanes, Salvaterra, Soure, Condeixa. Oeiras, Barcarena, Aveiro, Ourém, São Caetano de Odivelas, Viseu, Vila do Conde, Nazaré etc..

5 de maio é comemorado o Dia Internacional da Língua Portuguesa, oficializada em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), grupo que reúne os países que têm o português como língua oficial maio é comemorado o Dia Internacional da Língua Portuguesa

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Estado do Amazonas: Barcelos, Beja, Borba, Tomar, Serpa,Sines, Moura, Silves e Faro. Estado do Maranhão: Cantanhede, Guimarães, Monção, Viana, Batalha, Resende, Penalva, Caxias, Alcântara, Paços do Lumiar e Viana.

“Autos do Natal” em Portugal que passaram a chamar-se de “Pastorinhas

Além da instrução escolar outros meios de ensino da língua foram utilizados, como a arte cênica, representada nos “Autos do Natal” em Portugal que passaram a chamar-se de “Pastorinhas”, atualmente integram o calendário turístico da região. Esses espetáculos foram inseridos na cultura amazônica com cunho religioso, uma vez que os missionários entendiam ser esta a forma de difundir a evangelização aos nativos, incentivando o uso da língua portuguesa. As Festas Juninas, outro ponto de referência na cultura popular herdada dos religiosos, conhecidas em Portugal como “Santos Populares”, foram introduzidas na região, mesclando-se às danças indígenas. Os arraiais eram armados nas ruas, jardins e quintais enfeitados com bandeirinhas coloridas, balões e guirlandas. À noite era acesa a fogueira, seguindo-se a dança da Quadrilha, ao som de músicas da época, depois a queima de fogos de artifícios, e para encerrar eram servidas comidas típicas regionais.

Sobre a Quermesse, é uma réplica da realizada em Lisboa no ano de 1755, no Jardim Zoológico, em favor das vítimas do Terremoto. Na Amazônia, essa festa introduzida no século XX se estendeu aos bazares e saraus, conciliando convívio com beneficência. As manifestações religiosas constituíram-se ações evidentes das influências portuguesas, como os festejos da Semana Santa cujo ritual origina-se da cidade de Braga, obedecendo os ensinamentos herdados do Clero minhoto. Imagens e quadros de santos cobertos com tecido roxo até ao romper da Aleluia. As cerimónias da Via-Sacra, as Três Horas da Agonia, o Lava-pés, a procissão do Senhor Morto e a Ressurreição, são fatos notórios nos mais longínquos locais da Amazónia. A Queimação do Judas, oriunda de Águeda, movimenta crianças, adultos e a imprensa numa festa movimentadíssima no Sábado da Aleluia, para matar e queimar o discípulo traidor de Jesus, e publicamente ser lido para os presentes, o aguardado Testamento que atualmente envolve figuras públicas com motivos jocosos. Merece realce a Ladainha nas residências onde realiza-se a reza geralmente durante uma semana, para louvar o/a Santo/a da/o qual o/a dono/a da casa é devoto/a. Após, é servido um lanche com fatias de bolos e chocolate a todos os presentes. Terminado o período das ladainhas, segue-se a procissão encerrando os festejos. O andor é enfeitado com flores, fitas e ramos, de preferência com as cores que o Santo/a gosta. O cortejo é acompanhado pelos fiéis que entoam hinos sacros ao som da Banda de Música, tendo as janelas das casas enfeitadas com colchas e toalhas rendadas e bordadas, em todo o trajeto. A Feira e o Leilão nas Festas Religiosas, que tiveram origem no século XVII, em Viana do Castelo com a festividade de Nossa Senhora da Agonia, continuam sendo realizados no território amazónico. Movimentam-se artesãos, trabalhadores, agricultores e pecuaristas, todos expondo seus produtos em tendas e barracas montadas no arraial ao redor da igreja, aguardando o leilão, cuja renda reverte para as obras sociais do Templo. Manuscritos registram a primeira manifestação religiosa de grande vulto ocorrida em Belém do Pará, no segundo domingo de Outubro, iniciada no século XVIII, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. A maior procissão católica do mundo, oriunda da realizada da Vila da Nazaré (Portugal), foi autorizada pela Rainha D. Maria I, com a aprovação do Vaticano, destacando-se no referido documento que se fizesse nos moldes da venerada em Portugal. Por todos esses fatos constata-se que a construção da língua portuguesa na Amazónia, firmou-se também através das brincadeiras infantis, encenações teatrais, da arte em geral, dos ofícios religiosos, das festas populares, das histórias e das lendas, mescladas com o linguajar indígena e intercambiada com a fala africana, legaram uma riqueza de interpretações ao povo amazônico. (*) Correspondente em Portugal

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Maneiras para os países impulsionarem a inclusão social e o crescimento econômico Texto *Guy Ryder **Richard Samans Fotos Divulgação, OIT

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radicionalmente, impulsionar o crescimento tem sido visto como a melhor maneira de criar oportunidades de emprego e elevar os padrões de vida. Mas os governos devem agora olhar para o contrário: ao equiparem melhor seus cidadãos para navegar no mundo do trabalho, os países podem impulsionar de maneira mais eficaz seu crescimento econômico e desenvolvimento. O crescimento está desacelerando na Europa, nos Estados Unidos, na China, no Japão e em outras economias líderes, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial recentemente ressaltaram, revisando substancialmente suas previsões globais para este ano . Ao mesmo tempo, os líderes políticos e empresariais sabem que precisam fazer mais para preparar a força de trabalho para o mercado de trabalho em uma era de crescente automação, salários estagnados e maior emprego em tempo parcial, temporário e contingente. Esses dois desafios - revigorar o crescimento econômico e preparar as pessoas para o futuro do trabalho - estão ligados, mas não necessariamente no sentido convencional de que o estímulo macroeconômico ou a melhoria da eficiência constituem a melhor maneira de criar oportunidades de emprego e elevar os padrões de vida. A experiência das últimas décadas mostra que o crescimento por si só não é suficiente para reduzir o aumento da desigualdade e da insegurança que acompanha a transformação do trabalho. Além disso, altos níveis de endividamento e taxas de juros historicamente baixas deixaram os formuladores de políticas com menos ferramentas tradicionais para estimular a economia no caso de outra recessão.

Nesta nova era, os líderes governamentais e empresariais precisam ver a relação entre crescimento e mercado de trabalho ao contrário. É melhorando seus contratos sociais e equipando melhor seus cidadãos para navegar no mundo do trabalho que os países podem impulsionar com mais eficácia seu crescimento econômico e desenvolvimento.

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Maneiras para os países impulsionarem a inclusão social e o crescimento econômico.indd 33

Essa é a conclusão recentemente alcançada por uma Comissão Global independente sobre o futuro do trabalho, organizada pela Organização Internacional do Trabalho e co-presidida pelo presidente sul-africano Cyril Ramaphosa e pelo primeiro-ministro sueco Stefan Löfven.

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A comissão recomendou três medidas práticas - todas envolvendo o investimento em mais pessoas - que os países podem adotar para melhorar a inclusão social e o crescimento econômico simultaneamente. Investir mais nas pessoas não é apenas essencial para fortalecer os contratos sociais dos países com os cidadãos em um momento de rápidas mudanças tecnológicas. Ele também pode formar a base de um novo modelo de crescimento e desenvolvimento mais centrado no ser humano, que pode ser a melhor esperança para sustentar o momento da economia mundial como os dois motores de crescimento nos quais muitos países confiam há anos ou mesmo décadas - estímulo macroeconômico extraordinário. e produção industrial liderada pelas exportações - continuam a perder força. Em primeiro lugar, os países devem aumentar o investimento público e privado nas capacidades de seus cidadãos, que é a maneira mais importante pela qual eles podem elevar sua taxa de crescimento de produtividade. Alguns governos cronicamente subinvestem no acesso a educação de qualidade e desenvolvimento de habilidades. Mas os formuladores de políticas em todos os lugares precisam fazer mais à medida que a população envelhece e a automação atrapalha tanto a manufatura, na qual as economias em desenvolvimento tradicionalmente dependem da industrialização, quanto os serviços, nos quais se concentra muito emprego na economia avançada. A comissão, portanto, pediu aos países que construíssem uma estrutura universal para apoiar a aprendizagem ao longo da vida - incluindo políticas de treinamento e ajuste do mercado de trabalho mais fortes e melhor financiadas, serviços públicos ampliados de emprego e um piso universal de proteção social. Em segundo lugar, os governos, juntamente com as organizações de empregadores e de trabalhadores, devem atualizar as regras e instituições nacionais relacionadas ao trabalho. Estas influenciam a quantidade e distribuição de oportunidades de trabalho e remuneração e, portanto, o nível de poder de compra e demanda agregada dentro da economia.

A Business and Sustainable Development Commission estimou que alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU poderia gerar US $ 12 trilhões de oportunidades de mercado em quatro áreas - alimentos e agricultura, cidades, energia e materiais, saúde e bem-estar - e criar até 380 milhões de empregos até 2030

Especificamente, a comissão pediu uma Garantia Universal de Trabalho sob a qual todos os trabalhadores, independentemente de seu acordo contratual ou status de emprego, desfrutariam de direitos fundamentais, um “salário digno” conforme definido na constituição fundadora da OIT há 100 anos, limites máximos de trabalho. horas e proteção de saúde e segurança no trabalho. Além disso, a representação coletiva de trabalhadores e empregadores por meio do diálogo social estruturado deve ser assegurada como um bem público e ativamente promovida por políticas governamentais. Da licença parental aos serviços públicos, as políticas precisam incentivar o compartilhamento do trabalho de assistência não remunerada em casa para apoiar a igualdade de gênero no local de trabalho. O fortalecimento das vozes e liderança feminina, a eliminação da violência e do assédio no trabalho e a implementação de políticas de transparência salarial também são importantes nesse sentido.Terceiro, os países devem aumentar o investimento público e privado em setores econômicos intensivos em mão-de-obra, gerando benefícios mais amplos para a sociedade. Estes incluem infraestrutura sustentável de água, energia, digital e transporte, setores de assistência, economia rural e educação e treinamento. A Business and Sustainable Development Commission estimou que alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

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(*) Diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT)

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(**) Diretor administrativo; Chefe de Política e Impacto Institucional, Fórum Econômico Mundial

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da ONU poderia gerar US $ 12 trilhões de oportunidades de mercado em quatro áreas - alimentos e agricultura, cidades, energia e materiais, saúde e bem-estar - e criar até 380 milhões de empregos até 2030. A capitalização dessas possibilidades poderia ajudar os países a compensar os efeitos de deslocamento de mão-de-obra e de supressão de demanda da automação e integração econômica. Estes três passos constituem uma estratégia para todos os países, independentemente do seu nível de desenvolvimento econômico, para fortalecer tanto a justiça social quanto o crescimento econômico - e, por extensão, a fé pública nas instituições políticas. No calor da crise financeira de uma década atrás, os líderes dos países do G20 se comprometeram a construir um modelo de crescimento mais equilibrado e sustentável que incorporasse lições dos desequilíbrios econômicos e dos erros políticos do passado. O mundo, desde então, fez poucos progressos na realização desse objetivo. Mas o caminho que deve seguir é claro: investimento sustentado e crescente nas capacidades das pessoas, poder de compra e oportunidades de emprego.

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