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Revista

Pará+ BELÉM-PARÁ

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ISSN 16776968

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verticalização do ouro no Pará Internet das coisas Campanha da Fraternidade 2017 Capa 180.indd 1

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180 - Fevereiro - 2017

A verticalização da produção de ouro no Pará

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Pará+

Revista

N E S TA E D I Ç Ã O

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE

Arte, gastronomia, lazer e cultura: Semana da Francofonia em Belém promete muitas surpresas inéditas. Tá chegando!

11 Campanha da Fraternidade 2017

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Alvaro Fernando, Anäis Fernandes, Anete Costa Ferreira, Bayard Galvão, Crenner Silveira, Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos, Suzi Souza, Vyrgine Bastos FOTOGRAFIAS: Antônio Silva, Mácio Ferreira/Ag. Pará,Divulgação, Luciana Macêdo, Nivaldo Silva, Ozeas Santos/ALEPA, Virgílio N. Mattos; DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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14 A posse dos novos dirigentes do Tribunal de Contas do Estado – TCE

20 Internet das coisas dará o tom em 2017

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Vinho tinto tem o “elixir da juventude” Sorte de Kokura

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Vinho do Porto e Douro celebram 260 Anos

FAVOR POR

CIC

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Para ser mais feliz em 2017 e em todos os anos de sua vida

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La Niña aumenta intensidade das chuvas nos meses de fevereiro e março

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A posse da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Pará

Ribeirinho – Rio Matapi. Foto: Luciana Macêdo

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São Valentim e os namorados em Portugal www.paramais.com.br

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A posse da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Pará

Mesa Diretora: Márcio Miranda (presidente); Cilene Couto (1ª vice-presidente); Miro Sanova (2º vice-presidente); Cássio Andrade (1º sec.); Fernando Coimbra (2º sec.); Airton Faleiro (3º sec.) e Soldado Tércio (4° sec.)

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om o plenário Newton Miranda, da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), lotado de autoridades políticas, executivas municipais e militar, tomou posse, a nova Mesa Diretora do Poder Legislativo paraense, para o biênio 2017/2019 da 18ª legislatura, sendo o inédito terceiro biênio consecutivo do deputado Márcio Miranda como presidente do Poder Executivo paraense. O chefe da Casa Civil, José Megale, representando o Poder Executivo, participou da primeira sessão solene do Poder Legislativo, quando foi realizada a posse da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) para o biênio 2017/2019 da 18ª legislatura.

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O deputado Márcio Miranda, foi reeleito no mês de dezembro de 2016, com os votos dos 32 deputados presentes na sessão. A nova Mesa Diretora tem a seguinte composição: Márcio Miranda (presidente); Cilene Couto (1ª vice-presidente); Miro Sanova (2º vice-presidente); Cássio Andrade (1º secretário); Fernando Coimbra (2º secretário); Airton Faleiro (3º secretário) e Soldado Tércio (4° secretário). O deputado Martinho Carmona falou em nome dos parlamentares e, também, ocupou a presidência para que o deputado Márcio Miranda pudesse assinar o documento de posse. O presidente reeleito disse que a missão do Poder Legislativo é valorizar as instituições públicas e cultivar o respeito entre os cidadãos.

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O presidente Márcio Miranda, ao tomar posse para o inédito terceiro biênio consecutivo como presidente do Poder Executivo paraense, disse que a missão do Poder Legislativo é valorizar as instituições públicas e cultivar o respeito entre os cidadãos

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O Chefe da Casa Civil, José Megale, representando o Poder Executivo, o Presidente da ALEPA, deputado Márcio Miranda, Poder Legislativo e o Presidente do TJE, desembargador Ricardo Ferreira Nunes, Poder Judiciário

A primeira sessão solene do Poder Legislativo, da 18ª legislatura sob a presidência do deputado Márcio Miranda

“Trabalharmos juntos, esquecendo nossas diferenças, para um Estado maior. Entendo que aqui nessa casa de lei, as questões precisam ser discutidas. Os 41 deputados trabalham, intensamente, na busca de caminhos de justiça e a sociedade pode contar com o Parlamento do Pará”, discursou Márcio Miranda. José Megale aproveitou o momento para explicar que em outras

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épocas a construção da mesa diretora não era feita na Alepa. “Era feita no gabinete do governador do Estado. Lá se decidia quem ia ser o presidente da Assembleia e como seria a composição da mesa”, ressaltou. E isso mudou por várias razões. “Uma foi a própria força da posição do Parlamento e outra foi o respeito do Executivo com o parlamento.“

“Esta é a casa da democracia representativa, onde é a sociedade que escolhe seus representantes, pessoas dos mais diversos tipos de nível cultural e profissional, numa espécie de quebra cabeça que somente a sociedade sabe montar. Aqui nesta Casa a diversidade paraense está perfeitamente representada”, afirmou Márcio Miranda no seu discurso de agradecimento.

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A verticalização da produção de ouro no Pará

O projeto Volta Grande, de extração de ouro na região do Xingu, prevê a geração de 2.100 empregos diretos na fase de implantação e mais 526 na fase de operação

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ela primeira vez o Estado do Pará concedeu uma licença ambiental a uma mineradora com a obrigação de verticalização da produção. Recentemente, 02/02/17, a empresa canadense Belo Sun Mineração, responsável pelo projeto Volta Grande, localizada no município de Senador José Porfírio, recebeu a Licença de Instalação (LI). A empresa se obriga a participar diretamente na instalação de uma refinaria de ouro. A verticalização do minério no Pará vai gerar emprego, aumentar a renda e diversificar a cadeia produtiva a partir da utilização do ouro extraído na região.Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, que articulou junto à Semas e à empresa a obrigação da verticalização da produção, trata-se de uma medida inédita.

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“A decisão de incluir a refinaria de ouro como condicionante da licença atende o foco do Programa Pará 2030 que prevê a verticalização das nossas matérias primas, a industrialização do Estado, gerando emprego e renda. O Pará precisa mudar seu padrão de desenvolvimento de extrativista e exportador de matérias primas para industrializado’’, frisou ele. A Licença de Instalação (LI) à empresa canadense veio após três anos de análises, vistorias, audiências públicas e diversos estudos do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que expediu a LI em favor da empresa canadense Belo Sun Mineração, responsável pelo projeto Volta Grande, em Senador José Porfírio, com doze anos de vida útil e monitoramento de oito anos após o fechamento da mina. A empresa possui Licença Prévia (LP) aprovada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) e expedida pela Semas em 2014. O cenário municipal de Senador José Porfírio apresenta baixa renda populacional, abaixo da linha da indigência, além da grande vulnerabilidade social e

O secretário adjunto Thales Belo (d) ouviu as demandas da comunidade Vila Ressaca, no município de Senador José Porfírio

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Moradores das comunidades abrangidas pelo projeto participaram do grupo de trabalho e das reuniões promovidas pela Semas

informalidade no mercado de trabalho, elevando a dependência em relação a programas sociais dos diferentes níveis do governo, necessitando aumento de renda e diminuição da dependência para melhor autonomia financeira. O projeto apresenta a previsão de 2.100 empregos diretos em fase de implantação e 526 na fase de operação, contando com programas de comunicação social, educação ambiental, programa de realocação, negociação e inclusão social, além da capacitação de mão de obra, com qualificação profissional de integração e inclusão de jovens e adultos, saúde e segurança, apoio à gestão pública local, monitoramento de indicadores socioeconômicos, fomento ao desenvolvimento, estudos arqueológicos e educação patrimonial. Todos os programas foram determinados por parte do

órgão ambiental licenciador, fortalecendo o compromisso com as comunidades direta e indiretamente afetadas e que constam como condicionantes da licença. No que se refere à arrecadação, serão mais de 60 milhões de reais somente em royalties de mineração em 12 anos, ou seja, R$ 5 milhões ao ano. Desse total, 65% serão destinados ao município. Em impostos, o empreendimento vai gerar cerca de 130 milhões de reais, em nível federal, estadual e municipal, durante o período de instalação. Uma vez operando, serão 55 milhões ao ano, também para impostos nas três esferas. Os efeitos gerados na economia paraense com relação ao projeto também foram objetos de condicionante ao processo de licenciamento, tendo em vista o comprometimento da empresa na participação para viabilidade da insta-

lação de uma refinaria de ouro, desde que existam outras mineradoras que também integrem o empreendimento. A verticalização do minério no Pará vai gerar emprego, aumentar a renda e diversificar a cadeia produtiva a partir da utilização do ouro extraído na região. Com relação ao meio físico, o projeto apresentou modificações na fase da Licença de Instalação que propiciaram a redução de impactos anteriormente considerados, levando em consideração melhorias na engenharia proposta, principalmente com a eliminação da captação de água do Rio Xingu, e a introdução de lagos para contenção de água, reduzindo assim, a área ocupada pelo empreendimento e demais estruturas auxiliares. A empresa também ajustou o posicionamento das pilhas de estéril e pilha de saprolito (rejeitos

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gerados no processo de mineração), sendo exigidos programas de monitoramento da qualidade do ar, ruído, vibração, plano de fogo controlado, sinalização ambiental e segurança no tráfego, gerenciamento de resíduos sólidos, monitoramento de processo erosivo, efluentes líquidos e plano de fechamento de mina. Para as áreas que envolvem o meio ambiente biótico, foram solicitadas técnicas de impacto reduzido e a utilização de programas de recuperação de áreas degradadas, manejo de flora, monitoramento da biodiversidade e plano de compensação florestal. Além de salvamento e resgate de flora, com inventário de toda área diretamente afetada, com monitoramento e metodologias para prevenção de acidentes.

Melhorias sociais

promoveu também oficinas às comunidades direta e indiretamente afetadas, ocorridas na sede do município de Senador José Porfírio e Vila da Ressaca em janeiro deste ano. O evento contou com a participação de 1.200 moradores dos municípios de Senador José Porfírio, Altamira e comunidades das Vilas da Ressaca, Galo, Ilha da Fazenda e Itata, todos na região Xingu, os quais tiveram a oportunidade de ser ouvidos, entender o projeto, trazer sugestões ao órgão ambiental do Estado e discutir pontos referentes à empresa, às atribuições da Semas e referentes ao projeto, além de contar com a presença e participação de membros do Ministério Público Federal, Defensoria Pública Estadual, IBAMA, Ordem dos Advogados do Brasil, Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), todos convidados pelo Estado para que as demandas fossem compartilhadas com

Municípios da área do Projeto Volta Grande

VOLTA GRANDE

A análise do projeto contou com equipe técnica multidisciplinar, e foco nos meios social, biótico, físico e socioeconômico, com a participação de órgãos intervenientes no processo e informação de comunidades. Foi realizada uma audiência pública para discutir o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), ocorrida na fase da Licença Prévia. A Semas, visando ao fortalecimento da questão social que envolve o projeto, 10

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as Instituições interessadas. Das oficinas ocorridas em dois dias, resultaram encaminhamentos propostos diretamente pela população envolvida da região e que foram transformados em condicionantes do licenciamento, por qualificarem os programas e projetos a serem executados, sob a visão das comunidades. O indígena Eliedson Souza, da etnia Xavante, é morador da região chamada “Garimpo do Galo”, que está entre as áreas de influência direta do projeto, e explica que vive ali há 36 anos

aguardando o desenvolvimento da região. “O empreendimento é complicado, mas a esperança é que as coisas melhorem e a gente consiga se beneficiar disso e desenvolver nossa comunidade”. No que diz respeito às comunidades indígenas, a Semas solicitou para a empresa a elaboração de estudo de componente indígena, cuja medida é garantir a segurança das comunidades da região, como forma de complementar os outros estudos apresentados pela empresa. Todas as comunidades indígenas contempladas nos documentos estão a 12 e 16 km do local de atuação da empresa. Segundo a legislação, a distância mínima deve ser de 10 km. A questão que envolve a incidência de alvo minerário em áreas de assentamento de responsabilidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), também foi objeto de composição entre a empresa Belo Sun e o referido órgão federal, o qual atestou, expressamente, através da assinatura de um protocolo de intenções, encaminhado a Semas, a inexistência de impedimentos ou incompatibilidade nas características do projeto VOLTA GRANDE e o projeto de Assentamento de incidência, desde que cumpridos requisitos exigidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para fins de realocação e/ ou indenização dos assentados impactados, ato sem o qual a Semas estaria impedida de dar continuidade ao feito. A empresa possui condicionantes expressas na Licença expedida que deverão ser cumpridas para o regular exercício das instalações, envolvendo todos os meios referenciados e que estarão vinculados ao monitoramento da Semas e demais órgãos de controle, pela transparência dada aos atos expedidos pelo Estado, através da Semas, não só através de relatórios técnicos, mas de ações diretamente na área do projeto, para o acompanhamento que envolve demanda social, estruturante e sinérgica no município de Senador José Porfírio, com demais empreendimentos existentes na região. Além de todas as medidas que asseguram a viabilidade do empreendimento, a Semas irá monitorar, através do Centro Integrado de Monitoramento Ambiental do Pará (Cemapa), todas as atividades que serão desenvolvidas na área de exploração de minério, além das condicionantes que integram os meios físico, social e biótico. O Cemapa vai conciliar inteligência e novas ferramentas tecnológicas de satélite para aprimorar as ações de fiscalização, controle e prevenção de crimes ambientais. www.paramais.com.br

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Arte, gastronomia, lazer e cultura:

Semana da Francofonia em Belém promete muitas surpresas inéditas. Tá chegando! Com a força que a língua vem ganhando, já se tornou a 5ª mais falada no planeta e é nesse sentido que os valores da Francofonia também tem se mostrado cada vez mais fortes. Dessa forma, a Semana Internacional da Francofonia promovida pelas Alianças Francesas dos cinco continentes visa oferecer ao público um contato ainda mais próximo e real com o vasto universo não só da língua, mas também da cultura francesa. É através desse projeto que os valores de solidariedade e de diálogo entre as culturas serão celebrados por meio de diversas ações culturais.

Uma programação cultural riquíssima!

Fotos Marie Lopez Vivanco, Clément Stalhberger

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expressão “francofonia” existe desde 1880. O geógrafo francês Onesime Reclus fez uso da expressão para fazer referência a todas as pessoas e os países de língua francesa. O curioso é que a escrita do termo varia de acordo com o sentido da palavra. Quando se refere ao quadro institucional que rege as relações entre os países francófonos – Organização Internacional da Francofonia (OIF), por exemplo, escrevemos “Francofonia” com “F” maiúsculo, mas quando se trata dos falantes do francês, a “francofonia é utilizada com um “f” minúsculo.

Steve Shehan e Alba Maria em projeto na Ilha do Combu (PA)

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A Aliança Francesa de Belém já tem uma programação definida para celebrar a Semana Internacional da Francofonia de 2017 que já inicia no próximo dia 16 de março. Para abrir a grade, acontecerá entre os dias 16 e 28 de março, a mostra de filmes com o tema “Política?”. O projeto atualmente tem o apoio do CineFrance, Institut Francês, os cinemas de Belém Cine Olympia e SESC Boulevard. A curadoria teve apoio do especialista em cinema, o francês Rurik Sallé. Seguindo a programação, no dia 18 de março, haverá o lançamento do livro sobre o Bar do Parque de Belém, dirigido pelo fotógrafo francês Bruno Pellerin e contará com o apoio da Casa do Fauno. Já no domingo 19 de março, a ação da “Bike Tour Roteiros” levará os participantes através de um passeio cultural de bicicleta a conhecer galerias de artes e praças de Belém que tem influência francesa. Quem participar do passeio, ganhará aulas rápidas de Francês graças à participação da equipe da Aliança Francesa de Belém. A programação continua no dia 21 de março, no restaurante Santa Chicória, com o evento Gôut de France/Good France, promovido no mundo inteiro e envolvendo os maiores chefes na realização de menus franceses originais. Serão oferecidos almoço e jantar pelo Chef Paulo Anijar, com um menu exclusivo e totalmente francês.

Arte, gastronomia, lazer e cultura a Semana da Francofonia em Belém promete muitas surpresas inéditas2.indd 11

Pela primeira vez em Belém! No dia 26 de março, 19h, acontecerá um dos espetáculos mais esperados da grade de programação – o grande Show da Francofonia, que com uma criação musical inédita celebra o melhor da música francesa em grande estilo no Teatro da Paz. Serge Gainsbourg, Edith Piaf, Claude Nougaro, George Bizet, Jeanne Moreau, assim como o grande Tom Jobim serão reinterpretados à luz do talento do trio de jazz e música do mundo Steve Shehan Trio, contando com Steve Shehan (multi-instrumentista, percussionista franco -americano), Christian Belhomme (pianista de jazz francês) e Steeve Brudey (ator, cantor lírico de jazz franco-guadalupeano), e da colaboração com músicos paraenses renomados como a cantora Alba Maria, o baixista Adelbert Carneiro e baterista Edvaldo Cavalcanti. O encerramento da programação inédita na cidade acontecerá no dia 28 de março, com o atelier de vinhos ministrado pela sommelier Ana Luna Lopes e com a participação do Chef Paulo Chaves na sede da Aliança Francesa de Belém. Os eventos serão acessíveis a todos e também contarão com a presença de artistas locais, responsáveis por promover a troca de experiências artísticas e culturais entre o Brasil e a França. Os detalhes das programações serão disponibilizados em breve nos canais de comunicação da Aliança Francesa de Belém. Saiba mais sobre a Francofonia em contatos@afbelem.com www.afbelem.com fb.com/afbelem @afbelem Tv. Rui Barbosa, 1851 - Belém PA Fone : 55 (91) 3224-3998 | 98443-8252

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03/03/2017 11:49:51


La Niña aumenta intensidade das chuvas nos meses de fevereiro e março O fenômeno La Niña (mesmo com curta duração) e as condições favoráveis no Oceano Atlântico devem manter o Pará no cenário de chuvas intensas e constantes nos meses de janeiro, fevereiro e março Variações

Texto Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos Fotos Mácio Ferreira/Ag. Pará

Em Belém e municípios próximos o período chuvoso é mais intenso entre os meses de dezembro e maio

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informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), e consta do monitoramento das condições atmosféricas no Estado para o 1º trimestre de 2017. O trabalho é realizado por profissionais da Diretoria de Meteorologia e Hidrologia (Dimeh), responsável pela análise, previsão e monitoramento das condições de tempo, clima e hidrometeorológicas. O prognóstico de precipitação acima do normal em grande parte do Estado é resultado da parceria com o 2º Distrito Meteorológico (Disme), do Instituto Meteorológico (Inmet). Nos primeiros 15 dias de janeiro de 2017 a precipitação superou o dobro de chuvas ocorridas no mesmo período de 2016 em sete dos 10 municípios analisados - Belém, Itaituba, Porto de Moz, Soure, Monte Alegre, Tracuateua e Cametá. Segundo Antônio Sousa, diretor de Meteorologia e Hidrologia da Semas, “é provável que a maior parte do Estado do Pará apresente chuvas entre normal e acima do normal durante o primeiro trimestre de 2017”. Em relação às temperaturas, em anos normais, quando o Oceano Atlântico está favorecendo as chuvas ou com a ocorrência do fenômeno La Niña, os sistemas de grande escala, como a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), estão mais presentes e atuantes, causando dias com nebulosidade (de nublado a encoberto), chuvas e redução de temperatura. Pelas dimensões continentais e localização geográfica, o Pará apresenta diferentes regimes de chuvas entre suas regiões. Em geral, na maior parte do sudeste e do sudoeste o período chuvoso vai de novembro a abril.

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No Arquipélago do Marajó, Baixo Amazonas e grande parte do nordeste as chuvas se intensificam entre os meses de janeiro e junho. Na Região Metropolitana de Belém (RMB) e municípios próximos chove mais entre dezembro e maio. Esses meses registram aproximadamente 80% do total pluviométrico anual, período conhecido como inverno amazônico, com frequente atuação, simultânea ou não, de diversos sistemas meteorológicos e diferentes escalas.

O sol (fonte de energia) e os oceanos (que cobrem 71% da superfície do planeta) são os controladores do clima global. Como o sol apresenta comportamento mais constante e ciclos bem definidos, as variações bruscas nas Temperaturas da Superfície do Mar (TSM), que perduram por meses, são as principais responsáveis pelas alterações ocorridas em um período chuvoso. Essas variações são facilmente sentidas pela atmosfera e tendem a alterar o padrão da circulação geral dos ventos, em especial na região localizada na faixa tropical da Terra. De 2015 até agora, o Pará sofre influência de anomalias de TSM - variações acima dos padrões de normalidade -, ocorridas no Oceano Pacífico. Essas alterações são responsáveis por fenômenos climáticos, como El Niño e La Niña. Dependendo da intensidade, eles são decisivos para o comportamento do período chuvoso na região amazônica.

Fenômenos

Os coloridos das sombrinhas e guarda-chuvas voltam a dominar a paisagem em todas as regiões do Pará

No norte do Pará, por exemplo, a ZCIT é o principal sistema produtor de chuva nesse período, além de sistemas meteorológicos de escala menor, como as Linhas de Instabilidade e Sistemas Convectivos de Mesoescala. Já na região sul as chuvas são geradas, em grande parte, pela aproximação de sistemas frontais do Hemisfério Sul, zonas de convergência de umidade ou pela Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que favorecem e organizam a convecção na região, movimentos ascendentes essenciais à formação das nuvens.

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La Niña aumenta intensidade das chuvas nos meses de janeiro, fevereiro e março.indd 12

O El Niño representa o aquecimento anormal das águas superficiais do mar. Em grande parte da Amazônia, incluindo o Pará, o El Niño impede a formação das nuvens de tempestades, causando redução das chuvas e aumento das temperaturas. A La Niña, fenômeno oposto ao El Niño, tende a intensificar o período chuvoso na região e diminuir as temperaturas. Os efeitos desses fenômenos ocorridos no Oceano Pacífico, associados a variações mais curtas no Oceano Atlântico, foram observados nos períodos chuvosos nos finais dos dois últimos anos. Em dezembro de 2016, os municípios apresentaram chuvas nas categorias acima e muito acima do normal, exceção apenas de Marabá e Conceição do Araguaia, que registraram chuvas abaixo do normal para o período. www.paramais.com.br

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Ser feliz, no ano que vem e nos próximos

Para ser mais feliz em 2017 e em todos os anos de sua vida Não há como ter uma vida plenamente feliz, mas entender do que a felicidade é feita, para você, é uma das maiores garantias de que viverá o máximo possível de momentos felizes Texto Bayard Galvão*

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ituação 1: o cidadão tem o sonho de ter uma casa na praia. Dedicase à aquisição através do trabalho por anos, inclusive, com frequência, aos sábados e feriados, abrindo mão de família e amigos. Sempre fora considerado obstinado e disciplinado, parabenizado pelos amigos por essas características. Um dia a compra chega. Três anos depois, descobre que usou a casa por não mais do que 15 finais de semanas ao ano, quase metade deles por sensação de obrigação, pois afinal, tinha comprado o sonho dele. E fica a pergunta: o que te faz feliz? Situação 2: a mulher está se deliciando ao contar para as amigas sobre a viagem que fará a Dubai. Por semanas se prepara e o dia chega. Lá, não se preocupa em fazer outra coisa senão tirar fotos para mostrar às amigas onde esteve.

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Então: o que te faz feliz? Situação 3: o indivíduo se preocupa em fazer tudo de acordo com o que a sociedade espera de um homem de sucesso, no processo de atender aquilo que os outros consideram uma vida a ser tida. Ele cumpre com todas as expectativas, apenas para descobrir, décadas mais tarde, que não sabia o que lhe fazia bem. Portanto: o que te faz feliz? Situação 4: um homem que gosta muito de vinhos está tomando, novamente, aquele rótulo que mais gosta em toda a sua vida. Contudo, neste momento, está focado nas preocupações financeiras da sua empresa. Daí a pergunta: onde a sua mente precisa estar para ser capaz de saborear a felicidade? Felicidade é fazer o que gosta, de fato, concentrado neste gosto. O que impede a felicidade é que as pessoas têm dificuldade de diferenciar o que realmente gostam do que elas acham que gostam; e ao fazer o que realmente lhes dá prazer, estão focadas em alguma outra coisa que não o sabor a sua frente. Por isso, sugiro um exercício para descobrir o que te faz feliz: (1) feche os olhos; (2) lembre-se de momentos em que você foi feliz, não importa se minutos antes ou décadas atrás; (3) observe, nestes momentos de felicidade, o que se passava a sua volta e na sua mente; (4) abra os olhos e escreva no papel tanto os momentos que lhe foram felizes, como os ingredientes da emoção; (5) agora, diferencie o que apenas pertence ao passado, mas sempre fará parte da sua história e o que pode também se fazer palpável no presente. Você ainda descobrirá outras coisas que lhe fazem feliz na sua vida, mas

olhar para o vivido e redescobrir o que realmente te faz bem é um presente de você para você. Recomendo outro hábito para se focar na felicidade: da mesma maneira que, ao escrevermos um texto, fazemos uso de “itálico”, “negrito”, “grifo”, “letras maiúsculas”, “alteração de fonte”, “aumento de fonte” e “mudança de cor”, o mesmo precisa ser feito para bons momentos na vida que você vai escrevendo nas suas páginas. Concentre-se no que é importante naquele momento, deixe para amanhã o que pode ser deixado para o dia seguinte e saboreie o que a vida lhe apresenta agora. Sim, o mais difícil pode ser que tenhamos problemas nos atrapalhando, mas a vida sempre os terá, às vezes, mais intensos, outras vezes apenas inúmeros, mas mesmo assim, saber se focar naquilo que nos é fundamental é, inclusive, o que nos dá combustível para resolver os problemas depois. Então, para 2017, lhe desejo prazeres reais e que você consiga estar com a mente naquilo que é verdadeiramente importante para a sua vida. Não há como ter uma vida plenamente feliz, mas entender do que a felicidade é feita, para você, é uma das maiores garantias de que viverá o máximo possível de momentos felizes. Portanto, de que maneira você pode se focar mais no que realmente lhe faz feliz, no ano que vem e nos próximos? (*) Psicólogo Clínico formado pela PUC-SP, Hipnoterapeuta e Palestrante. Especialista em Psicoterapia Breve, Hipnoterapia e Psiconcologia, Bayard é autor de cinco livros, criador do conceito de Hipnoterapia Educativa e Presidente do Instituto Milton H. Erickson de São Paulo. Ministra palestras, treinamentos e atendimentos individuais utilizando esses conceitos Pará+

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Campanha da

Fraternidade 2017

Tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15) Fotos Divulgação

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Caatinga

m 2017, a temática:“Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida’ quer fomentar o cuidado com a criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações à criação que Deus nos deu para cultivá-la e guardá-la. Bioma é um conjunto de espécies de plantas e animais que vivem em determinada região. Cada bioma tem fauna e flora específicas que são definidas pelas condições físicas, climáticas, geográficas e litológicas (das rochas). Ou seja, cada bioma tem uma diversidade biológica singular, própria. Conheça um pouco de cada um dos Biomas brasileiros :Amazônia; Caatinga; Cerrado; Mata Atlântica; Pampa e Pantanal.

Amazônia

A Amazônia é o maior bioma do Brasil, com 4,196.943 milhões de km2, 2.500 espécies de árvores (ou um-terço de toda a madeira tropical do mundo) e 30 mil espécies de plantas (das 100 mil da América do Sul). O extenso território é formado pelos Estados da região Norte. A Amazônia é quase mítica: um verde e vasto mundo de águas e florestas, onde as copas de árvores imensas escondem o úmido nascimento, reprodução e morte de mais de um-terço das espécies que vivem sobre a Terra. A bacia amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo: cobre cerca de 6 milhões de km2 e e tem 1.100 afluentes. Seu principal rio, o Amazonas, corta a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando ao mar cerca de 175 milhões de litros d’água a cada segundo. Porém, a riqueza natural da Amazônia se contrapõe dramaticamente aos baixos índices socioeconômicos da região, de baixa densidade demográfica e crescente urbanização. 14

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A Caatinga é o único bioma com distribuição exclusivamente brasileira, ocupa uma área de cerca de 844.453 quilômetros quadrados, o equivalente a 11% do território nacional. Engloba os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. Rico em biodiversidade, o bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente dos recursos do bioma para sobreviver. A caatinga tem um imenso potencial para a conservação de serviços ambientais, uso sustentável e bioprospecção que, se bem explorado, será decisivo para o desenvolvimento da região e do país. A biodiversidade da caatinga ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins agrosilvopastoris e industriais, especialmente nos ramos farmacêutico, de cosméticos, químico e de alimentos. Apesar da sua importância, o bioma tem sido desmatado de forma acelerada, principalmente nos últimos anos, devido principalmente ao consumo de lenha nativa, explorada de forma ilegal e insustentável, para fins domésticos e indústrias, ao sobrepastoreio e a conversão para pastagens e agricultura. Encontra-se envolvida pelo clima semiárido, entre a estreita faixa da Mata Atlântica e o Cerrado. www.paramais.com.br

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Cuidar dos biomas brasileiros além de ser uma ação de fé e cidadania é uma ação de comprometimento com Deus. O Papa Francisco propõe a defesa da vida e ecologia através da encíclica Laudato Si.

Algumas das propostas da CF 2017 como ação concreta para o cuidado com os biomas brasileiros, confira: Incentivar a criação de um Projeto de Lei que impeça o uso de agrotóxicos. Reforçar as articulações e resistências apoiando os povos tradicionais (indígenas/quilombolas) nas mobilizações e nas lutas por direitos e regularização de seus territórios. Fortalecer as iniciativas como as cooperativas, baseadas no agroextrativismo, pois tem gerado renda para muitas famílias. Fortalecer a Rede Panamazônica (REPAM), como espaço de articulação e intercâmbio das várias redes eclesiais que atuam em conjunto na sociedade amazônica. Fomentar e/ou apoiar ações relacionadas a despoluição e revitalização das bacias hidrográficas e baías: Alto Tietê, Baía da Guanabara, Bacia do Rio Doce e Rio Paraíba do Sul. Incentivar o desenvolvimento de projeto de preservação, recuperação e valorização das frutas, ervas medicinais. Desenvolver a captação de energia solar descentralizada, como fonte de renda para as família e produção de energia. Reformular e ampliar a rede de captação de água de chuva para beber e produzir. Fortalecer as políticas públicas para melhoria do saneamento básico e transporte público de qualidade. Promover campanhas de conscientização quando ao descarte adequado dos resíduos sólidos e esgotos sanitários, para preservar os rios, lagoas e igarapés.

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Cerrado

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional. A sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade. Considerado como um hotspots mundiais de biodiversidade, o Cerrado apresenta extrema abundância de espécies endêmicas e sofre uma excepcional perda de habitat. Do ponto de vista da diversidade biológica, o Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo, abrigando 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. Existe uma grande diversidade de habitats, que determinam uma notável alternância de espécies entre diferentes fitofisionomias. Cerca de 199 espécies de mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna compreende cerca de 837 espécies. Os números de peixes (1200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150 espécies) são elevados. O número de peixes endêmicos não é conhecido, porém os valores são bastante altos para anfíbios e répteis: 28% e 17%, respectivamente. De acordo com estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos. Além dos aspectos ambientais, o Cerrado tem grande importância social. Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e comunidades quilombolas que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional

de sua biodiversidade. Mais de 220 espécies têm uso medicinal e mais 416 podem ser usadas na recuperação de solos degradados, como barreiras contra o vento, proteção contra a erosão, ou para criar habitat de predadores naturais de pragas. Mais de 10 tipos de frutos comestíveis são regularmente consumidos pela população local e vendidos nos centros urbanos, como os frutos do Pequi (Caryocar brasiliense), Buriti (Mauritia flexuosa), Mangaba (Hancornia speciosa), Cagaita (Eugenia dysenterica), Bacupari (Salacia crassifolia), Cajuzinho do cerrado (Anacardium humile), Araticum (Annona crassifolia) e as sementes do Barú (Dipteryx alata). Contudo, inúmeras espécies de plantas e animais correm risco de extinção. Estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas já não ocorram em áreas protegidas e que pelo menos 137 espécies de animais que ocorrem no Cerrado estão ameaçadas de extinção. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. Com a crescente pressão para a abertura de novas áreas, visando incrementar a produção de carne e grãos para exportação, tem havido um progressivo esgotamento dos recursos naturais da região. Nas três últimas décadas, o Cerrado vem sendo degradado pela expansão da fronteira agrícola brasileira. Além disso, o bioma Cerrado é palco de uma exploração extremamente predatória de seu material lenhoso para produção de carvão. Apesar do reconhecimento de sua importância biológica, de todos os hotspots mundiais, o Cerrado é o que possui a menor porcentagem de áreas sobre proteção integral. O Cerrado é considerado o bioma brasileiro mais antigo.

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A Mata Atlântica é formada por um conjunto de formações florestais (Florestas: Ombrófila Densa, Ombrófila Mista, Estacional Semidecidual, Estacional Decidual e Ombrófila Aberta) e ecossistemas associados como as restingas, manguezais e campos de altitude, que se estendiam originalmente por aproximadamente 1.300.000 km2 em 17 estados do território brasileiro. Hoje os remanescentes de vegetação nativa estão reduzidos a cerca de 22% de sua cobertura original e encontram-se em diferentes estágios de regeneração. Apenas cerca de 7% estão bem conservados em fragmentos acima de 100 hectares. Mesmo reduzida e muito fragmentada, estima-se que na Mata Atlântica existam cerca de 20.000 espécies vegetais (cerca de 35% das espécies existentes no Brasil), incluindo diversas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. Essa riqueza é maior que a de alguns continentes (17.000 espécies na América do Norte e 12.500 na Europa) e por isso a região da Mata Atlântica é altamente prioritária para a conservação da biodiversidade mundial. Em relação à fauna, os levantamentos já realizados indicam que a Mata Atlântica abriga 849 espécies de aves, 370 espécies de anfíbios, 200 espécies de répteis, 270 de mamíferos e cerca de 350 espécies de peixes. Além de ser uma das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade, tem importância vital para aproximadamente 120 milhões de brasileiros que vivem em seu domínio, onde são gerados aproximadamente 70% do PIB brasileiro, prestando importantíssimos serviços ambientais. Regula o fluxo dos mananciais hídricos, assegura a fertilidade do solo, suas paisagens oferecem belezas cênicas, controla o equilíbrio climático e protege escarpas e encostas das serras, além de preservar um patrimônio histórico e cultural imenso. Neste contexto, as áreas protegidas, como as Unidades de Conservação e as Terras Indígenas, são fundamentais para a manutenção de amostras representativas e viáveis da diversidade biológica e cultural da Mata Atlântica.

Pampa

O Pampa está restrito ao estado do Rio Grande do Sul, onde ocupa uma área de 176.496 km². Isto corresponde a 63% do território estadual e a 2,07% do território brasileiro. As paisagens naturais do Pampa são variadas, de serras a planícies, de morros rupestres a coxilhas.

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O bioma exibe um imenso patrimônio cultural associado à biodiversidade. As paisagens naturais do Pampa se caracterizam pelo predomínio dos campos nativos, mas há também a presença de matas ciliares, matas de encosta, matas de pau-ferro, formações arbustivas, butiazais, banhados, afloramentos rochosos, etc. Por ser um conjunto de ecossistemas muito antigos, o Pampa apresenta flora e fauna próprias e grande biodiversidade, ainda não completamente descrita pela ciência. Estimativas indicam valores em torno de 3000 espécies de plantas, com notável diversidade de gramíneas, são mais de 450 espécies (campim-forquilha, grama-tapete, flechilhas, brabasde-bode, cabelos de-porco, dentre outras). Nas áreas de campo natural, também se destacam as espécies de compostas e de leguminosas (150 espécies) como a babosa-do-campo, o amendoim-nativo e o trevo-nativo. Nas áreas de afloramentos rochosos podem ser encontradas muitas espécies de cactáceas. Entre as várias espécies vegetais típicas do Pampa vale destacar o Algarrobo (Prosopis algorobilla) e o Nhandavaí (Acacia farnesiana) arbusto cujos remanescentes podem ser encontrados apenas no Parque Estadual do Espinilho, no município de Barra do Quaraí. A fauna é expressiva, com quase 500 espécies de aves, dentre elas a ema (Rhea americana), o perdigão (Rynchotus rufescens), a perdiz (Nothura maculosa), o quer-quero (Vanellus chilensis), o caminheiro-de-espora (Anthus correndera), o joão-de-barro (Furnarius rufus), o sabiá-do-campo (Mimus saturninus) e o pica-pau do campo (Colaptes campestres). Também ocorrem mais de 100 espécies de mamíferos terrestres, incluindo o veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus), o graxaim (Pseudalopex gymnocercus), o zorrilho (Conepatus chinga), o furão (Galictis cuja), o tatu-mulita (Dasypus hybridus), o preá (Cavia aperea) e várias espécies de tuco-tucos (Ctenomys sp). O Pampa abriga um ecossistema muito rico, com muitas espécies endêmicas tais como: Tuco-tuco (Ctenomys flamarioni), o beija-flor-de-barba-azul (Heliomaster furcifer); o sapinhode-barriga-vermelha (Melanophryniscus atroluteus) e algumas ameaçadas de extinção tais como: o veado campeiro (Ozotocerus bezoarticus), o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), o caboclinho-de-barriga-verde (Sporophila hypoxantha) e o picapauzinho-chorão (Picoides mixtus) (Brasil, 2003). Trata-se de um patrimônio natural, genético e cultural de importância nacional e global. Também é no Pampa que fica a maior parte do aquífero Guarani. Desde a colonização ibérica, a pecuária extensiva sobre os campos nativos tem sido a principal atividade econômica da região. Além de proporcionar resultados econômicos importantes, tem permitido a conservação dos campos e ensejado o desenvolvimento de uma cultura mestiça singular, de caráter transnacional representada pela figura do gaúcho.

Pantanal

O bioma Pantanal é considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. Este bioma continental é considerado o de menor extensão territorial no Brasil, entretanto este dado em nada desmerece a exuberante riqueza que o referente bioma abriga. A sua área aproximada é 150.355 km², ocupando assim 1,76% da área total do território brasileiro. Em seu espaço territorial o bioma, que é uma planície aluvial, é influenciado por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai. O Pantanal sofre influência direta de três importantes biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Além disso sofre influência do bioma Chaco (nome dado ao Pantanal localizado no norte do Paraguai e leste da Bolívia). O bioma Pantanal mantêm 86,77% de sua cobertura vegetal nativa. A vegetação não florestal (savana [cerrado], savana estéptica [chaco], formações pioneiras e áreas de tensão ecológica ou contatos florísticos [ecótonos e encraves]) é predominante em 81,70% do bioma. Desses, 52,60% são cobertos por savana (cerrado) e 17,60% são ocupados por áreas de transição ecológica ou ecótonos. Os tipos de vegetação florestais (floresta estacional semi-decidual e floresta estacional decidual) representam 5,07% do Pantanal. A maior parte dos 11,54% do bioma alterados por ação antrópica é utilizada para a criação extensiva de gado em pastos plantados (10,92%); apenas 0,26% é usado para lavoura. Antecipe suas compras para Semana Santa

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Uma característica interessante desse bioma é que muitas espécies ameaçadas em outras regiões do Brasil persistem em populações avantajadas na região, como é o caso do tuiuiú – ave símbolo do Pantanal. Estudos indicam que o bioma abriga os seguintes números de espécies catalogadas: 263 espécies de peixes, 41 espécies de anfíbios, 113 espécies de répteis, 463 espécies de aves e 132 espécies de mamíferos sendo 2 endêmicas. Segundo a Embrapa Pantanal, quase duas mil espécies de plantas já foram identificadas no bioma e classificadas de acordo com seu potencial, e algumas apresentam vigoroso potencial medicinal. Apesar de sua beleza natural exuberante o bioma vem sendo muito impactado pela ação humana, principalmente pela atividade agropecuária, especialmente nas áreas de planalto adjacentes do bioma. Assim como a fauna e flora da região são admiráveis, há de se destacar a rica presença das comunidades tradicionais como as indígenas, quilombolas, os coletores de iscas ao longo do Rio Paraguai, comunidade Amolar e Paraguai Mirim, dentre outras. No decorrer dos anos essas comunidades influenciaram diretamente na formação cultural da população pantaneira.

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A posse dos novos dirigentes do Tribunal de Contas do Estado – TCE

Os membros da nova gestão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para o biênio 2017-2018, foram empossados com a presença de autoridades

Fotos Antônio Silva / Ag. Pará

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governador Simão Jatene, o presidente da Assembleia Legislativa, Márcio Miranda, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), desembargador Augusto Guerreiro, secretários de Estado, conselheiros e representantes de tribunais de contas, parlamentares, prefeitos, várias outras autoridades do Executivo, Judiciário e Legislativo, personalidades, amigos e familiares, prestigiaram a posse da nova presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A mesa oficial na solenidade de posse da nova presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE), com os chefes dos poderes executivo, legislativo e judiciário estaduais, respectivamente o governador Simão Jatene, o deputado estadual Márcio Miranda e o desembargador Constantino Guerreiro, o procurador geral de Justiça, Marcos Antônio Ferreira das Neves e o presidente do TCM-PA, conselheiro Daniel Lavareda também compuseram a mesa oficial da cerimônia.

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A conselheira Lourdes Lima tomou posse como nova presidente do TCE e reforçou a importância das parcerias institucionais no controle das contas públicas

Para o governador Simão Jatene, os órgãos de controle têm papel fundamental na construção do Brasil que hoje se revisa, com mais ações educativas e menos punitivas

Conselheiro André Dias, o novo vicepresidente do TCE

A cerimônia que empossou os conselheiros do TCE Lourdes Lima (presidente), André Dias (vice-presidente) e Odilon Teixeira (corregedor) foi bastante concorrida. O ato abriu novos mandatos para a gestão do biênio 2017-2018, após aclamação por unanimidade no Plenário, feitas pelos conselheiros do tribunal em dezembro passado. Empossado, o novo corpo dirigente do Tribunal de Contas do Estado cumpre mandato até 31 de janeiro de 2019.

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‘’Foi uma honra presidir esta casa por dois anos. Administramos o TCE com simplicidade e com trabalho voltado à instituição. Celebro este salutar rodízio da presidência, que por 18 anos se repete’’, disse Luís Cunha, que deixou a presidência do TCE após cumprir mandato no biênio de 2016 a 2017. Ele fez várias referências a avanços da gestão, citando os esforços em planejamento estratégico para os próximos quatro anos, a gestão de pessoas e a informatização de processos. ‘’Temos trabalhado, até aqui, na missão de controle externo das contas públicas, também em boa sintonia com a Auditoria Geral do Estado (AGE), e me coloco à disposição para ajudar a nova gestão do tribunal como conselheiro’’, reiterou Luís Cunha. Em referência à crise que o país atravessa, em especial a casos de corrupção e denúncias de improbidade no uso de dinheiro público, o ex-presidente do TCE comentou: ‘’São doze instituições de controle trabalhando em rede. Tolo é o administrador que acha que sairá impune se não for correto. O Brasil pede que trabalhemos com cada vez mais rigor’’.

O novo corregedor, Odilon Teixeira, em sua posse

O conselheiro Luís Cunha, que deixou a presidência do TCE: missão da casa é fazer o controle externo das contas públicas, em sintonia com os demais poderes

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‘’Nossa meta é modernizar as ações de controle externo e cumprir cada vez melhor nosso papel, que ajuda a fortalecer as políticas públicas’’, asseverou Lourdes Lima

Colaboração Em discurso que reforçou o papel do TCE como importante instância para a fiscalização e controle das contas públicas, a nova presidente do tribunal destacou que a atual gestão dará atenção redobrada à necessidade do fortalecimento de parcerias com o Legislativo, Executivo, Judiciário, ministérios públicos e outras instituições, para o bom desempenho da corte. ‘’Nossa meta é modernizar as ações de controle externo e cumprir cada vez melhor nosso papel, Que ajuda a fortalecer as políticas públicas’’, asseverou Lourdes Lima. Há 15 anos integrando o quadro se conselheiros do TCE – após ter se formado como pedagoga e também bacharel em Direito, além de ter sido prefeita de Irituia e também ter exercido dois mandatos como deputada estadual –, Lourdes Lima assume a presidência do tribunal pela segunda vez. ‘’Agradeço, como governador e como cidadão, e registro minha alegria pela forma como os senhores têm feito, há mais de uma década, a escolha dos que presidem esta casa. Isso renova a esperança de que, apesar das diferenças, se existir um bem primeiro, genuíno e comum, essas diferenças podem ser superadas para se construir um país melhor. As diferenças e embates externos não podem ser transferidos para as instituições’’, ressaltou Simão Jatene.

A cerimônia que empossou os novos gestores do TCE foi bastante concorrida, com o auditório “Ministro Elmiro Nogueira” lotado

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Metas Biênio 2017/2018

A nova presidente do TCE recebeu os cumprimentos do governador

Luís Cunha parabeniza Lourdes Lima

‘’Aos que chegam, quero pontuar que certamente não é por acaso que estamos juntos nesses tempos tão difíceis, quando vivemos uma das mais intensas transições que nosso mundo experimenta. A única certeza é que daqui a 20 anos tudo será muito diferente. Esse é um momento em que o país precisa se rever. Pensar em que nação queremos ser, para além do país do ‘jeitinho’ e da corrupção. Isso certamente é maior que o atual desafio da crise’’, pontuou ainda o governador. “Nesse país em revisão, lentamente os órgãos de controle têm papel cada vez mais importante. Com cada vez menos ações punitivas e mais educação, mais esforços numa missão de colaboração. Esse é o grande desafio: educativo e cívico. Da construção efetiva de uma gestão cooperativa, embora unindo entes independentes, que reconhecem que este poder emana é do cidadão’’, defendeu Simão Jatene.

A conselheira Lourdes Lima também destacou que apesar da grave crise econômica que afere o Brasil, sua gestão será de otimismo e muito trabalho

A nova presidência da conselheira Lourdes Lima apresentou as metas para o biênio de 2017-2018. As estratégias para os próximos dois anos abrangem o estímulo à atuação do servidor do TCE-PA enquanto instrumento para a melhoria da gestão pública, o monitoramento e avaliação da gestão orçamentária e financeira da instituição, uma maior integração no processo de planejamento, acompanhamento da elaboração e execução do plano estratégico, do plano de gestão e do plano plurianual. As ações de controle externo serão propósitos do plano estratégico para o novo biênio. O plano inclui desenvolver expertise em ações do controle externo, elaborar projeto para desenvolvimento do sistema eletrônico de fiscalização, ampliar a atuação concomitante e tempestiva do controle externo, entre outras. De acordo com o Plano de Gestão da conselheira Lourdes Lima, as medidas a serem executadas na gestão que se inicia visam não somente aos dois próximos anos, mas, também, a conclusão do planejamento estratégico elaborado para o período 2016-2021, que tem como um dos objetivos a implementação de um sistema de controle externo concomitante com o acompanhamento simultâneo aos atos de gestão.

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Vinho do Porto e Douro celebram 260 Anos Texto Anete Costa Ferreira* Fotos Divulgação, LUSA

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ntre cantares tradicionais, som dos bombos e da concertina, os homens e as mulheres descem as encostas dos socalcos íngremes e tornam a galgá-las carregados de uvas, em cestos nos ombros, levando-as para os lagares. Assiste-se um frenesi de gente participando nesse movimento contagiante porque a Região Demarcada do Douro e o Vinho do Porto celebram seus 260 Anos. O Rio Douro nasce na Espanha na Serra de Ribera del Duero, chega a Portugal por Miranda do Douro, iniciando sua descida de 400 quilômetros. No planalto espanhol, atravessa o solo argilo-calcáreo, com um clima continental, havendo a predominância da casta tinto fino. Em terras portuguesas, atinge uma zona de clima semidesértico, alcançando a região de clima semi-marítima. Nesse trajeto de 927 quilômetros, percorre cinco Demarcações de Origem Controlada – DOC. Documentos comprovam que as primeiras grainhas de uvas foram encontradas por arqueólogos na Estação do Calcolítico, na cidade de Buraco da Pala, próximo a Miranda do Douro, atestando mais de três mil anos. Também foi no fim do Império Romano, nos séculos III-IV que a vitivicultura começou a tornar-se significativa. A Denominação Vinho do Porto surgiu na segunda metade do século XVII, quando iniciou-se a exportação para a Inglaterra. Historiadores afirmam que a designação está estritamente ligada à cidade do Porto, local de onde partiam os Barcos Rabelo carregados de vinho. Entre 1680 e 1751, a expansão das exportações foi considerável passando de 800 para oito mil pipas, atingindo o total de 19 mil pipas em 1749. Porém, esse apogeu sofre rude golpe com produtores fraudulentos, dando origem a uma acentuada crise. Negociantes procuraram o Estado solicitando que resolvesse o abuso, através de medidas legais. No meio do caos, o 1º Ministro, Sebastião José Carvalho de Mello, o Marquês de Pombal, publica a 10 de Setembro de 1756, o Alvará Régio de El Rey D. José I, criando a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, incentivando os produtores, nascendo, então a Região Demarcada do Douro que está celebrando 260 Anos de existência.

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Novo Decanter em homenagem ao Vinho do Porto e à Região Demarcada do Douro

Região Demarcada do Douro e o Vinho do Porto celebram seus 260 Anos

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Já existindo o poder absoluto, foi fácil tomar medidas severas. À recém- criada Companhia foi dado amplos poderes, inclusive sobrepor-se ao próprio Tribunal. A ordem era entendida por historiadores, como obra inovadora, de extraordinário alcance e comprovada visão vanguardista daquele organismo. As fronteiras da Região Demarcada foram feitas com marcos de granito para a vigilância da vinha, a fim de garantir o selo de autenticidade do Vinho do Porto. Produtor que violasse as regras era punido. Quando tudo aparentava normalidade, eis que arrebenta “O Motim dos Taberneiros”, em 1757, contra o preço elevado do vinho. Aparentemente, tudo estaria controlado, mas a luta ressurge com grandes proporções, irrompendo a “Revolução Liberal do Porto”, em 1820. O imposto cobrado sobre o vinho era revertido para as obras de infra estruturas da cidade do Porto e de toda barra Duriense. A Companhia criou serviços públicos, dentre os quais a Academia Politécnica do Porto, que deu origem a atual Universidade do Porto. Em 1757, foi fundada a Junta de Obras Públicas do Porto, ou seja o comércio do Vinho foi a base do desenvolvimento da Invicta.

Cidade do Porto, local de onde partiam os Barcos Rabelo carregados de vinho

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Vinho do Porto e Douro celebram 260 Anos.indd 25

Vinhos do Porto Vinhos do Douro

No ano de 1982, foi regulamentada a Denominação de Origem Douro –DOC e, hoje,

especialistas do mundo confirmam a qualidade e personalidade exclusiva dos vinhos desta Região, cuja fabricação obedece o método tradicional que passa por interromper a fermentação do mosto e adicionar a aguardente vínica, considerada uma das características que lhe dá um sabor único no mundo. Em 1933, foi criado o Instituto do Vinho do Porto, organização oficial, e em 1982, foi fundada a Confraria do Vinho do Porto, que tem como personagem tutelar o Infante D. Henrique de quem adotaram o chapéu. Atualmente, há estabelecimentos do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto com grande variedade de produtos, principalmente livros voltados à temática do Vinho do Porto e da Região Demarcada mais antiga do mundo. (*) Correspondente em Portugal

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Vinho tinto tem o

Cientistas norte-americanos descobriram que o resveratrol imita um aminoácido natural, chamado tirosina, normalmente associado a outras substâncias (enzimas chamadas TyrRS) que ajuda a proteger o ADN dos cromossomas contra danos genéticos, entre eles as doenças e as consequências naturais do envelhecimento. “Com estes resultados é concebível que o consumo moderado de vinho tinto daria a uma pessoa a dose suficiente de resveratrol para proteger melhor o organismo”, disse o Matthew Sajish, co-autor do estudo. “Acreditamos que o TyrRS evoluiu para agir como um interruptor de nível superior ou ativador de um mecanismo de proteção de células fundamental e que funcional em praticamente todos os organismos”, acrescentou. Esta descoberta junta-se aos estudos já existentes que provam a existência de propriedades antioxidantes e anticancerígenas no resveratrol.

“elixir da juventude” O segredo parece estar no resveratrol, substância presente nas uvas

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ma substância encontrada no vinho tinto pode proteger o organismo humano contra as doenças relacionadas com o envelhecimento. Chama-se resveratrol e é um dos componentes das uvas (em particular da pele), das nozes, dos amendoins, da soja e de outras plantas comestíveis. Esta substância está relacionada com o aumento da esperança de vida saudável dos animais de laboratório, ao mesmo tempo que diminui o aparecimento

de doenças cardíacas e outras efemeridades comuns em humanos. O vinho tinto é uma bebida particularmente rica em resveratrol, uma vez que a uva é deixada com casca durante mais tempo no período de fermentação. Por esse motivo, os cientistas responsáveis por esta conclusão dizem que este pode ser o segredo da longevidade daqueles que têm por hábito beber vinho tinto em comparação com a média de idades e histórico clínico daquelas pessoas que não consomem o “néctar dos deuses”.

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Vinho tinto tem o “elixir da juventude”.indd 26

O vinho tinto estimula antigo mecanismo celular que retarda o envelhecimento em momentos de estresse, de doença e descobrem como o resveratrol do vinho vermelho ajuda-nos a manter jovem . O everatrol também poderia explicar o “paradoxo francês” de uma dieta relativamente alto teor de gordura, mas relativamente baixa incidência de doença coronariana na população ao beber vinho

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São Valentim e os namorados em Portugal

Namorados. Os devotos homenageiam o santo casamenteiro com inúmeros festejos protagonizados pelos casais apaixonados. Portugal não fica alheio ao movimento festivo em honra a São Valentim, e adere as celebrações promovendo viagens especiais, estadias em hotéis localizados em regiões privilegiadas que oferecem jantares alusivos à data, apresentando uma gastronomia especial confeccionada por “chefes” afamados que se esmeram na apresentação de pratos sofisticados.

Texto *Anete Costa Ferreira

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o século III, o bispo Valentim, em Roma, é condenado à pena capital por desobedecer as ordens do Imperador Cláudio II, que havia proibido casamentos durante as guerras por entender que os solteiros eram melhores combatentes. O chefe máximo do catolicismo ignorou a determinação e continuou celebrando matrimónios. Certo dia, a prática foi descoberta, sendo Valentim sentenciado como criminoso, julgado e sujeito as penas até a morte. Na cela recebia flores e bilhetes que os jovens lhes enviavam assiduamente. Fato curioso é que na prisão Valentim, apaixonou-se pela filha do carcereiro que era cega. Porém, um milagre acontece, sendo Valentim a lhe devolver a visão. Antes da execução, o bispo escreveu-lhe uma mensagem de adeus, assinando “seu Namorado” ou “do seu Valentim”. A Igreja Católica considerou-o mártir na data do seu falecimento, 14 de Fevereiro, do ano 270 d.c. Ressalte-se que o dia marca a Festa Lupercais, celebrada na Roma Antiga em honra a Juno (Deusa da Mulher e do Casamento e a PAN), inaugurando oficialmente a Primavera. Há uma versão de que os sacerdotes caminhavam em passeata, pela cidade, batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fertilidade. Praticavam, também a loteria. Os rapazes 27

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tiravam de uma caixa, um bilhete cujo nome da moça que aparecesse indicava que a partir de então, era sua companheira durante as festividades que duravam um mês. Acredita-se que a celebração decorreu cerca de 800 Anos, até que em Fevereiro de 496 d.c., o Papa Gelásio I, instituiu o dia 14 de Fevereiro como o Dia dos Namorados, oficializando para a Igreja a Festa, absorvendo o paganismo da data. A Inglaterra e a França, no século XVII, iniciaram os festejos em honra a São Valentim como o Dia dos Namorados. Um século após, os Estados Unidos da América do Norte adotaram o “Saint Valentim Day”. Na idade Média, o 14 de Fevereiro era o primeiro dia do acasalamento dos pássaros, e nesse período os namorados deixavam mensagem da amor na porta do amado(a). No século XIX Esther Houlard, nos Estados Unidos, cria os Cartões do Dia dos Namorados, no ano de 1840, que rapidamente se esgotaram, o hábito evoluiu. E, no século XX espalhou-se por todo o mundo. Atualmente, com as novas tecnologias, há, troca de mensagens electrónicas, objectos e outros mimos com ilustrações do Cupido e de Corações, como prova de amor. Países como o Japão, Itália, Dinamarca, Inglaterra, Estados Undos e Portugal celebram o amor nesse dia. Porém, Israel só no 15º dia do mês hebraico troca flores. No Brasil, a partir do século XX, foi instituído o dia 12 de Junho, véspera de Santo Antônio de Lisboa, como Dia dos

Nos Palácios de Sintra, são encenadas peças alusivas à data, visitas a locais que reproduzem histórias de amor vivenciadas por reis e rainhas nas viagens de passeios em charretes pelos jardins. A história de amor de Inês de Castro e D. Pedro, não é esquecida nas visitas ao lugar especial na Quinta das Lágrimas, na Fonte dos Amores, em Coimbra. Viagens, trocas de presentes, juras de amor, mensagens afetivas conforme a imaginação dos amantes são motivos mais que suficientes para homenagear o São Valentim em Portugal. (*) Correspondente em Portugal

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Internet das coisas dará o tom em 2017

A Internet of Things, ou IoF, como também é conhecida tem como objetivo estabelecer uma interação entre objetos inteligentes por meio da Internet. O mundo está cada vez mais automatizado e tecnologias estão virando realidade Texto Anaïs Fernandes Fotos Nivaldo Silva

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ssa inovação é apresentada por possibilitar a comunicação entre todos os objetos que existem – enviando e recebendo dados e informações com o intuito de facilitar a vida das pessoas. Tudo cada vez mais automatizado – de casa ao trabalho, passando pelo carro – controlado por inteligência artificial, e a realidade oscilando entre virtual e aumentada. Parece cenário de livro de ficção científica, mas é o futuro que se desenha para 2017 a partir das inovações tecnológicas que vimos nos últimos meses. Automação, realidade virtual, internet das coisas e 28

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computação cognitiva foram temas muito debatidos em 2016 e devem seguir em alta este ano. Um exemplo disso é um dos lançamentos mais recentes, o assistente virtual apresentado por Mark Zuckerberg (criador do Facebook), que une quase todos esses conceitos. O software, inspirado no personagem Jarvis, de Homem de Ferro, é como um mordomo virtual administrando a sua casa. A inteligência artificial está se estabelecendo nas casas das pessoas, a começar pelo dispositivo por comando de voz Echo, da Amazon, que inclui uma assistente virtual chamada Alexa, capaz de responder a perguntas e de controlar objetos conectados, como eletrodomésticos ou lâmpadas.

A empresa especializada Consumer Intelligence Research Partners (Cirp) estima que a Amazon tenha vendido mais de 5 milhões de unidades de seus dispositivos conectados como o Echo desde 2014, em um mercado que está aquecendo com a concorrência do Google Home e de outros produtos deste tipo que estão em desenvolvimento. O Google também está usando sua capacidade de inteligência artificial para aperfeiçoar os smartphones. Seu novo aplicativo de mensagens instantâneas Allo pode, além de concorrer com o popular WhatsApp, sugerir uma reunião ou oferecer informações relevantes durante uma conversa. www.paramais.com.br

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Entre outros gigantes da tecnologia, a Apple tem melhorado discretamente as capacidades de seu assistente digital Siri, assim como o Facebook tem feito com sua plataforma Messenger.

Automação Fabricantes de automóveis, Google e Uber, entre outros, estão acelerando o passo para oferecer a venda de carros autônomos, “sem motorista”, cuja condução também será feita com inteligência artificial (IA). Um dos projetos mais avançados é o da Waymo, uma empresa que faz parte do grupo Alphabet, o mesmo do Google, que em maio fez uma parceria com a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para trabalhar na produção de 100 minivans Chrysler Pacifica Hybrid. A fabricação começou em outubro e os veículos sem motorista estarão disponíveis em 2017. Esta tecnologia também será aplicada nos supermercados para identificar automaticamente o conteúdo dos carrinhos, sem a necessidade de passar as compras pelo caixa – uma novidade testada recentemente pela Amazon. Nas unidades da Amazon Go, basta fazer o login no aplicativo antes de entrar na loja, pegar os produtos na prateleira e sair.

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A tecnologia é a mesma dos carros sem motorista: o sistema Just Walk Out detecta automaticamente quando os produtos são retirados ou devolvidos às prateleiras e os acompanha em um carrinho virtual. Quando o cliente termina de comprar, pode simplesmente sair da loja e, pouco depois, a Amazon faz a cobrança e envia um recibo. Por enquanto, só há uma unidade, em Seattle. Alexandre Alahi, pesquisador nos laboratórios de inteligência artificial da Universidade de Stanford, antevê um futuro em que as máquinas inteligentes estarão onipresentes em nossa vida cotidiana. “Teremos robôs nas casas e nos carros autônomos, mas também nas estações de trens, nos hospitais e na cidade em geral, o que poderia incluir robôs ou dispositivos para melhorar a mobilidade dos deficientes visuais”, detalhou.

Cognitiva Sistemas de inteligência artificial projetados para reconhecer e interpretar dados de imagens estão próximos ao desempenho humano, mas mais trabalho precisa ser feito para melhorar a “inteligência social” e compreender as sutilezas de nossas decisões diárias. Um automóvel autônomo, por exemplo, pode circular sem problemas em uma cidade bem estruturada como

Mountain View, em Santa Clara, Califórnia, onde o Google tem sua sede, mas teria mais problemas em volta do Arco do Triunfo de Paris, onde os comportamentos de condução são menos previsíveis. Ao longo de 2017, espera-se que essa evolução continue. Um exemplo disto vem da IBM, cujos sistemas de supercomputadores Watson estão oferecendo programas de “saúde cognitiva” que podem analisar o genoma de uma pessoa e oferecer tratamento personalizado para o câncer, por exemplo. No final de novembro, o Google anunciou que tinha desenvolvido um algoritmo que consegue detectar sinais de retinopatia diabética, uma causa de cegueira, através da análise de imagens de retina. Tanto o Facebook como a Microsoft apresentaram neste ano sistemas capazes de apontar para imagens e descrever seu conteúdo para pessoas cegas. A aplicação disso está invadindo o mercado também, uma vez que cada vez mais empresas estão contratando “robôs” para atender os consumidores online e oferecer melhores produtos recomendados com base no histórico de compra de cada pessoa. É provável que empregos que exigem um nível menos complexo de interação com pessoas comecem a sumir, na medida em que automação e aprendizagem de máquina se combinem.

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Mas o que exatamente é a Internet das Coisas?

Virtual Nesse campo, os maiores avanços devem surgir primeiro no setor de games. 2016 foi dominado por Pokémon Go, um jogo mobile que abusa da realidade aumentada para fazer com que as pessoas circulem pela cidade caçando monstros. Com o lançamento do Playstation VR, da Sony, devemos ver em 2017 mais e mais aplicações de realidade virtual para o público geral (especialmente quando aparelhos semelhantes forem lançados para Windows 10, com um custo mais baixo).

Resumindo Há onze anos não havia Facebook, Twitter, YouTube ou Instagram. E se contarmos mais dez anos para trás, nem a Internet comercial existia. A evolução ocorre cada vez mais rápido e de forma contínua. Mas tudo isso é apenas o começo, já que 99% das coisas no mundo físico ainda estão desconectadas… Para ligar objetos do dia-a-dia à Internet e às grandes bases de dados, é necessária uma combinação de um sistema eficiente de identificação e do uso de tecnologias sensoriais. Desta forma, é possível registrar os dados sobre cada uma das coisas e detectar mudanças em sua qualidade física. E com o avanço da miniaturização e nanotecnologia, cada vez mais pequenos objetos terão a capacidade de interagir e se conectar. Assim, a inteligência própria de cada objeto aumenta o poder da rede em devolver a informação processada para diferentes pontos. A combinação de todos estes elementos viabilizou o conceito da Internet das Coisas (IoT – Internet of Things), que liga os objetos de um modo sensorial e inteligente. Os principais benefícios são a informação integrada dos objetos de uso diário com suas identidades eletrônicas e equipados com sensores que detectam mudanças físicas à sua volta.

A internet das coisas, (do inglês, internet of things – loT), trata-se de uma revolução tecnológica que tem o objetivo de conectar itens usados no dia a dia à rede mundial de computadores. Ela permite que diferentes dispositivos conversem entre si e sejam capazes de ajudar as pessoas nas tomadas de decisões e a realizar tarefas. Pode-se dizer que é a grande revolução tecnológica que está conectando, literalmente, todas as coisas. A intenção é tornar o mundo físico e o digital uma coisa só, é fazer com que os dispositivos se comuniquem a favor da vida humana. Eletrodomésticos, móveis, carros, roupas, luzes, casas, todo o tipo de coisa desenvolvida com softwares e conexões que irão criar uma nova experiência de vida. A Internet das Coisas fala sobre objetos que agem de forma inteligente, como, por exemplo, janelas com sensores para detectar o tempo e se fecham sozinhas quando começa a chover. Outra utilidade para a Internet das Coisas seriam equipamentos dotados de sensores incluídos em sua estrutura que façam uma manutenção preventiva, identificando potenciais falhas em seu funcionamento e sinalizando a necessidade de reparo antes de um estrago maior. Assim, um carro poderia ter um software que identificasse uma leve falha em seu motor e avisasse o seu dono da necessidade de uma vistoria antes que o motor parasse de funcionar totalmente.

A Internet das Coisas pode ser empregada em pequenos objetos e acessórios e, até mesmo, em grandes estruturas como casas e empresas. As possibilidades podem ser infinitas, uma casa inteira poderia ser gerenciada utilizando smartphone e outros sensores e aparelhos. Como exemplo de objetos que já estão integrados a essa nova tecnologia podemos citar o Apple Watch, relógio da Apple, e o Google Glass, óculos inteligente de realidade aumentada da Google. É interessante notar que a usabilidade pode ser aplicada em diferentes áreas, como ajudar na coleta de dados mais detalhados em exames médicos ou auxiliar na agricultura monitorando temperatura, qualidade do solo, vento e outras condições climáticas. A Forbes aponta a Internet das Coisas como um importante campo de investimento. Em um artigo, eles informam que nos próximos 5 anos qualquer objeto que não tenha algum tipo de software, sensor ou conectividade será obsoleto. Ainda é incerto o potencial total da Internet das Coisas, mas já é claro que será um divisor de águas na vida das pessoas, será uma nova era onde pessoas e objetos estarão conectados à internet. A conectividade se tornará algo tão comum que já não notaremos a existência da internet, será algo que já esperamos que esteja lá.

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Algumas mudanças que estão por chegar Trabalho

Indústria

Com a loT, o profissional vai trabalhar em um ambiente cada vez com mais informações. Vai ser possível conhecer melhor o cliente e ter mais domínio sobre os processos e operações realizadas diariamente. Não será preciso esperar o fechamento de um mês ou do ano para identificar se o trabalhador está sendo produtivo ou em que atividade ele precisa se dedicar mais. Além disso, a internet das coisas vai colaborar para uma maior segurança. Por exemplo, equipamentos, máquinas e veículos utilizados pelos profissionais serão conectados para reduzir o número de acidentes. Os sistemas serão capares de emitir alertas sonoros ou sinais para centrais de controle, que terão a capacidade de interromper aquela operação e evitar que o acidente aconteça.

A tendência é que maquinas e equipamentos sejam capazes de “enxergar”, “ouvir” e enviar dados pela internet em tempo real. Dessa forma, os processos produtivos na indústria serão muito mais eficientes e evitarão o desperdício de recursos. Os gestores terão acesso à performance do maquinário e serão avisados quando um equipamento estiver preste a apresentar algum tipo de defeito. Por exemplo, relatar que uma peça terá apenas mais uma semana de vida util. Sabendo disso, a empresa poderá trocá-la antes desse prazo e evitar que sejam feitas paradas na linha de montagem indesejadas.

Consumo

Saúde

Cada vez mais vamos passar a usar dispositivos “vestíveis” (wearables, termo em inglês), relógios, pulseiras, meias e roupas, que vão ajudar no monitoramento da nossa saúde. Médicos poderão acompanhar em tempo real o estado de saúde dos seus pacientes, o que irá contribuir para diagnosticar problemas, prevenir doenças e definir tratamentos. Será possível acompanhar, por exemplo a frequência cardíaca, o nível de glicose no sangue, entre outros sinais vitais. A tecnologia também irá evoluir a ponto de cirurgias serem realizadas remotamente, ou seja, um medico a quilômetros de distância poderá operar pacientes por meios de robôs e maquinas.

As pessoas passarão a ter uma nova forma de se relacionar com o mercado. Hábitos de consumo, aquisição de serviços e formas de pagamento vão passar por mudanças e terão cada vez mais uma interação on-line e com seus dispositivos moveis. As empresas vão receber muitas informações e vão direcionar, mais do que já acontece hoje, produtos que atendam o perfil do consumidor. Por exemplo, os carros já virão com um sistema que, conectado com plataformas de empresas de seguro, vai mostrar os hábitos de direção do motorista. Isso será determinante para a seguradora precificar o serviço.

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Casa Nossas casas vão passar a ter uma espécie de vida própria. Facilitando o dia a dia das famílias. Os eletros domésticos ficarão cada vez mais inteligentes. A geladeira, por exemplo, ajudará a controlar a validade dos alimentos e dizer quando eles estão acabando de enviar a lista de compra direto para o supermercado. Já a cafeteira programada para deixar o café pronto de acordo com o habito do marcador, fora que a cama vai ser capaz de registrar batimentos cardíacos, movimentos do corpo e da respiração enquanto dorme. A maquina de lavar poderá ser acionada remotamente e antes mesmo de chegar em casa você ligará o ar-condicionado para deixar o ambiente fresquinho. Também vai ser possível apagar de qualquer lugar as luzes que esqueceu acesa.

Transporte A internet das coisas vai deixar a cidade mais inteligente e facilitar a mobilidade. Alguns exemplos que já estão sendo implantados são parquímetros que operam de ônibus que mostram onde há vagas disponíveis e pontos de ônibus que mostram horários de chegada dos coletivos e tempo médio para estar no destino desejado. Já para os próximos 10 anos, há uma expectativa de que os automóveis se comuniquem com outros diretamente avisando sobre engarrafamentos, ou seja, não precisarão de motoristas. O sistema conectando vai permitir que o trafego passe a se organizar melhor e regras de direção sejam mais respeitadas.

Agricultura Sistemas, dispositivos e drones vão reunir e combinar uma serie de informações para serem utilizadas na produção agrícola. A partir de imagens aéreas, sensores no solo e no ar e chips em plantas ou animais, por exemplo, dados serão transmitidos para uma central que terá a capacidade de identificar pragas, temperaturas acima ou a baixo da necessária para o cultivo e tomar decisões para garantir a qualidade das operações, isso ajudara agricultores a definir os melhores dias e horários para irrigar e colher a plantação, contribuindo assim para a melhoria dos resultados. Coisas (IoT – Internet of Things), que liga os objetos de um modo sensorial e inteligente. Os principais benefícios são a informação integrada dos objetos de uso diário com suas identidades eletrônicas e equipados com sensores que detectam mudanças físicas à sua volta.

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AV


Top 10 das tecnologias da Internet de coisas para 2017 e 2018 * Os avanços de hardware e software tornarão a segurança IoT uma área em rápida evolução até 2021 e a escassez de competências hoje só vai acelerar. * Novos algoritmos, arquiteturas, estruturas de dados e abordagens para a aprendizagem de máquinas se as organizações estão indo para obter o valor total dos dados capturados e conhecimento criado. * O Gerenciamento de Dispositivos IoT provavelmente romperá os limites do gerenciamento de dados tradicional e criará estruturas de dados capazes de aprender e flexionar requisitos de dados de entrada únicos ao longo do tempo. * Redes de baixa potência e de curto alcance dominarão a conectividade de IoT sem fio até 2025, superando amplamente as conexões usando redes IoT de área ampla. * As redes celulares tradicionais não fornecem uma combinação adequada de recursos técnicos e custos operacionais para as aplicações IoT, que precisam de cobertura de área ampla combinada com largura de banda relativamente baixa, boa vida útil da bateria, baixa Hardware e custo operacional, e alta densidade de conexão.

* Algumas aplicações de IoT gerarão taxas de dados extremamente altas que devem ser analisadas em tempo real. Sistemas que criam dezenas de milhares de eventos por segundo são comuns, e milhões de eventos por segundo podem ocorrer em algumas situações de telecomunicações e telemetria. Para atender a esses requisitos, surgiram plataformas de computação em fluxo distribuído (DSCPs).

* Microcontroladores de baixo nível, de 8 bits, irão dominar o IoT até 2019 e os embarques de microcontroladores de 32 bits ultrapassarão os dispositivos de 8 bits até 2020.

* As plataformas IoT, agreguegarão os componentes de infraestrutura de um sistema IoT em um único produto. Os serviços prestados por essas plataformas dividem-se em três categorias principais. Estes incluem controle de dispositivos de baixo nível e operações como comunicações, monitoramento e gerenciamento de dispositivos, segurança e atualizações de firmware; IoT aquisição, transformação e gestão de dados; E desenvolvimento de aplicativos IoT, incluindo lógica orientada a eventos, programação de aplicativos, visualização, análise e adaptadores para se conectar a sistemas empresariais

* Os sistemas operacionais mínimos e de pequenas dimensões ganharão ímpeto no IoT até 2020, já que os sistemas operacionais tradicionais de grande escala, incluindo o Windows e o iOS, são muito complexos e exigem muitos recursos para a maioria das aplicações IoT.

* Embora os ecossistemas e as normas não sejam precisamente tecnologias, a maioria eventualmente se materializa como interfaces de programação de aplicativos (APIs). Os padrões e suas APIs associadas serão essenciais porque os dispositivos IoT precisarão interoperar e se comunicar, e muitos modelos de negócios IoT dependerão do compartilhamento de dados entre vários dispositivos e organizações.

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Sorte de Kokura Texto Suzi Souza

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m amigo publicou algo no Facebook na semana passada que eu não sabia. De acordo com ele, no Japão há uma cidade chamada Kokura e que é bastante emblemática para os japoneses, inclusive por conta de sua história. Fui pesquisar e descobri que essa era uma das principais cidades japonesas à época das guerras mundiais! Essa cidade, Kokura, ficou conhecida no Japão devido a um episódio sobre o qual poucos ouviram falar aqui no Brasil, estranhamente, pois deveria fazer parte das aulas na escola! Ela foi um dos alvos nos ataques aéreos ao Japão durante a Segunda Guerra Mundial por duas vezes, justamente porque era importante. Primeiro foi alvo secundário e depois o principal, mas em nenhuma das oportunidades de bombardeio foi atingida! É muito interessante o motivo pelo qual isso não aconteceu. Durante a guerra muitas vezes o céu de Kokura amanheceu nublado, o que não é muito significativo em condições normais, pois muitas cidades no mundo têm essa característica, lembremos de São Paulo, por exemplo. Então muitas cidades amanhecem assim dubladas, com aquelas nuvens de cor cinza, por vezes pesadas, outras não (até parecem um floco de algodão). Quando os ataques foram planejados Kokura estava na lista para ser bombardeada, mas não foi. Aquele céu cinza, nublado, não permitia a visibilidade dos aviões de ataque para poder lançar a bomba. Pois então, sorte de Kokura! É assim que muitos japoneses se referem ao que podemos ter dos dias nublados em nossa vida! Algo que poderia ser ruim num primeiro momento, poderia ter sido ainda muito pior se o “ruim” não tivesse acontecido! Em minhas pesquisas percebi que há um certo cuidado ao se usar o ditado. Parece que ele é aceito para ser usado apenas pelos próprios japoneses, pois ao ser usado por pessoas que não são da mesma cultura, da mesma realidade, eles parecem sentir uma certa ofensa ou ironia. E o que isso tem a ver conosco? Certamente você já viveu aqueles dias em que, independentes do sol ou das nuvens lá fora, para você pareciam dublados. Aqueles dias em que parece que nada te ilumina, as coisas dão errado e você se irrita facilmente. Os desafios são enormes, as coisas que eram para acontecer de uma determinada forma acontecem de outra, enfim, aqueles dias em que você torce para que acabem logo. Um exemplo disso é daquela pessoa que reclama de ter que sair de casa para ir 34

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Seja cada dia mais feliz!

trabalhar, mas quando pensa que não gosta de seu trabalho imediatamente entende que terá um dia infeliz e difícil, mas se olhar como oportunidade de provar o seu valor e de adquirir experiências para o futuro, vai trazer um cenário totalmente diferente para si! Provavelmente o dia continuará nublado lá fora, mas você estará se preparando para novos desafios! Bom isso, não é? Bem, você tem duas opções: ou você olha para esse dia e aproveita o fato de ele estar nublado para aprender mais sobre você e sobre os outros e aprender com a experiência ou você irá transformá-lo em um problema para você mesmo! É isso que você quer? Transformar o seu dia em um problema? Os sábios japoneses perceberam logo o que seria a sorte de Kokura! Um dia nublado pode ser maravilhoso, ele pode ser exatamente o dia mais importante da sua vida! Um dia nublado pode trazer tanto benefício que talvez você não consiga nem imaginar o tamanho dele! Martin Seligman, em seu livro Felicidade Autêntica, já fala sobre isso, sobre o otimismo. Ele é um dos fatores que que aumentam nossa resistência àquela depressão que se segue aos fatos ruins e desagradáveis pelos quais passamos na vida e também melhora o nosso desempenho profissional e a saúde física. Quando o pensamento ruim ligado ao fato desagradável, como por exemplo o nosso céu nublado, chegar até você, avalie sob 4 aspectos. Primeiro pense em quais evidências você tem de que um dia nublado (ou aquele pensamento negativo) traz coisas ruins; depois, considere quais alternativas você tem em relação a isso, pois as coisas não têm uma única causa; em terceiro lugar,

avalie as implicações, considerando se isso é permanente, como se questionando se o sol nunca mais irá brilhar e finalmente, em quarto lugar, pense como você pode mudar isso e se chegar à conclusão de que não tem controle sobre o fato, simplesmente o encare e sinta como que possa passar! Pense nisso: antes de esbravejar, de reclamar da sorte, de se sentir preterido, de pensar que essas coisas só acontecem com você, lembre-se de Kokura! O sol não brilhou em Kokura em nenhum dos dois dias de ataques aéreos, em compensação, Hiroshima e Nagasaki tinham um sol brilhante... Você já parou para pensar o quanto o céu nublado foi importante para esta cidade, que já acordou cinza? Faça uma escolha consciente de como seu dia deve ser! Você não precisa aceitar que um dia cinzento seja o fim dos tempos, que seja um dia ruim! Você não precisa pensar que uma segunda-feira é cinza e sem graça porque você vai para o trabalho como se estivesse indo para um castigo. Lamentar um dia cinzento não ajuda em nada. Só piora o nosso dia, tornando-o feio e desagradável. Se fizermos do dia cinza um motivo para colorir nossa vida, teremos conquistado mais um dia de boas realizações e a inspiração de volta! Você não precisa partir do princípio de que não tem jeito: aquele dia é o fim! Não! Aquele dia é o começo de um novo pensar e de uma nova aprendizagem! A sua vida pode ser cheia de significados, mas você precisa olhar para eles, trazer cor para o seu dia cinza e ser o sol que vai iluminar esse dia! Seja cada dia mais feliz! Que tal encarar um dia cinzento estando cheio de sol dentro de você? www.paramais.com.br

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