DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Denise Soares, Embrapa Pesca e Aquicultura, IDEFLOR-BIO, Igor Nascimento, Instituto Karolinska, eBioMedicine, Elisângela Santos, Museu de História Natural de Londres, Semas, Sinval Farias, Vinícius Leal; FOTOGRAFIAS: Alexandre Costa / Ag. Pará, Ascom Ideflor-Bio, Bruno Cruz / Ag. Pará, CDC/ James Gath, Embrapa Pesca e Aquicultura, eBioMedicine, Emily Williams, Envato Elements, Marcelo Seabra / Ag. Pará, Arquivo da PMB, ART, Bruno Cecim / Ag. Pará, Divulgação, Fernando Sette / Divulgação, GRA/IDEFLOR-Bio/ Divulgação, HHS, Marx Vasconcelos/Proteção Animal Mundial, Museu de História Natural de Londres, Osiane Barbosa / Ideflor-Bio, Photka via Getty Images, PNAS, The Lancet, Universidade Vanderbilt, USDA; DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios
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CAPA
Parque Olímpico Mangueirão. Com acesso pela Transmangueirão, em Belém, integrando um dos maiores complexos esportivos da Região Norte. Mais um avanço do Governo do Pará na promoção do esporte, do lazer e da inclusão social em Belém e em todo o Estado. Foto: Alexandre Costa / Ag. Pará
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Celebrando os 410 anos de Belém
Com o tradicional “Parabéns”, a entrega do Novo Mercado de Carne e ações sociais junto com trabalhadores no Ver-o-Peso, a cidade foi celebrada
Belém comemorou seus 410 anos na segunda-feira (12), e ganhou uma grande mobilização no Complexo do Ver-o-Peso. O evento reuniu autoridades, trabalhadores e a população em um dos cartões-postais mais emblemáticos da capital. A vice-governadora do Pará, Hana Ghassan, participou da programação ao lado do prefeito, Igor Normando, marcando presença na entrega do novo Mercado de Carne Francisco Bolonha.
No tradicional momento do “Parabéns” à cidade e na entrega de cheques do programa habitacional estadual Sua Casa.
Durante a cerimônia, Hana Ghassan destacou a força do povo belenense e a importância de investir na qualidade de vida da população.
“Hoje é dia de celebrar os 410 anos da nossa cidade querida, junto com o nosso povo trabalhador, que todos os dias sai cedo para garantir o sustento da sua família”, frisou.
Texto *Denise Soares Fotos Arquivo da PMB, Bruno Cecim / Ag. Pará
Vice-governadora, Hana Ghassan; prefeito Igor Normando; autoridades e trabalhadores, no tradicional “Parabéns” de aniversário
O prefeito, Igor Normando e a Vice-governadora, Hana Ghassan apagando as velas dos 410 anos de Belém
Na hora do Parabéns
Vice-governadora, Hana Ghassan: “2026 será um ano ainda melhor, um tempo de prosperidade e plenitude para essa cidade”
“Desejamos uma Belém cada vez mais bonita e melhor para todos que vivem aqui. Tenho certeza de que 2026 será um ano ainda melhor, um tempo de prosperidade e plenitude para essa cidade. Viva Belém!”, afirmou a vice-governadora.
O prefeito Igor Normando ressaltou que a entrega do mercado representa um marco para o patrimônio histórico e para os trabalhadores do complexo.
“Estou feliz de poder entregar essa obra que é um símbolo da nossa cidade, um marco na história do Ver-o-Peso e do comércio popular, e principalmente dar dignidade para os trabalhadores. Essa entrega resgata um pouco da nossa história e valoriza o nosso patrimônio”, declarou.
Produzido artesanalmente, o doce de 15 metros de comprimento, com duas camadas e recheios regionais à base de cupuaçu, castanha-do-pará e cumaru, atraiu a atenção do público
Patrimônio reconstruído
A vice-governadora e demais autoridades visitaram o Mercado de Carne Francisco Bolonha, símbolo arquitetônico do período áureo da borracha.
O prédio foi totalmente reconstruído por meio da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra), seguindo as normas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O Mercado de Carne abriga permissionários que atuam na venda de carnes, produtos industrializados e artigos religiosos, além de setores de gastronomia e artesanato, consolidando-se como polo turístico para visitantes de várias regiões do Brasil e do mundo.
Mercado de Carne Francisco Bolonha, símbolo arquitetônico do período áureo da borracha
Bolo gigante
A comemoração foi marcada pela tradicional expectativa da população para a distribuição do bolo gigante de aniversário. Entre os presentes estava, Maria de Belém, dona de casa que carrega no nome a identidade com a capital.
“Eu estou aqui por causa do aniversário da cidade, porque é o meu nome também. Belém é uma cidade muito linda, maravilhosa”, disse Maria de Belém.
A multidão que aguardava na fila recebeu as porções embaladas em pequenas caixinhas, garantindo a lembrança do aniversário da capital paraense.
Outra moradora, dona Raimundo Lima dos Santos, também fez questão de participar da celebração. “Gosto de comemorar o aniversário da cidade. Belém tem de tudo, é tudo de bom. Eu sempre venho aqui no Ver-o-Peso”, contou a dona de casa.
Nos bastidores da festa, a confeiteira Rosilene Farias participou pela primeira vez da produção do bolo comemorativo. “É a
primeira vez que eu faço um bolo desse tamanho. Foi maravilhoso. Isso vai ficar para a história da minha vida profissional”, relatou.
A vice-governadora também participou da entrega de mais de 100 cheques do programa Sua Casa, do Governo do Pará
Maria de Belém (de vestido jeans): “Estou aqui por causa do aniversário e porque é o meu aniversário. Belém é linda”, disse ela
Selo comemorativo oficial
Belém 410 Anos: Selo oficial exalta identidade e cultura Identidade visual
lançada para o aniversário da capital paraense destaca elementos regionais, cores vibrantes e a ancestralidade cabocla em design moderno
Fotos Divulgação
Em celebração aos 410 anos da capital da Amazônia, a Prefeitura de Belém anunciou o artista Felipe Gomes Pinto como vencedor do Edital de Chamamento Público nº 001/2025, O projeto vencedor é de autoria de Felipe Gomes Pinto, escolhido após avaliação técnica entre propostas inscritas por profissionais e estudantes da área de criação gráfica residentes no município.
Selo oficial exalta identidade e cultura. Identidade visual lançada para o aniversário da capital paraense destaca elementos regionais, cores vibrantes e a ancestralidade cabocla em design moderno – uma obra que traduz a identidade, a cultura e a criatividade amazônida.
O lançamento do selo comemorativo não é apenas uma formalidade gráfica; é um convite para olharmos com carinho para a história que construímos entre o rio e a floresta. É, essencialmente, uma homenagem visual àqueles que vivem o cotidiano da metrópole, entre o cheiro do açaí fresco e a brisa da Baía do Guajará
O novo selo busca sintetizar a alma do belenense. Segundo as informações divulgadas no lançamento, a peça gráfica aposta na valorização da identidade cultural da cidade, trazendo elementos que remetem à nossa arquitetura histórica, à exuberância da natureza amazônica e, claro, à força do povo que faz essa cidade pulsar. É, essencialmente, uma homenagem visual àqueles que vivem o cotidiano da metrópole, entre o cheiro do açaí fresco e a brisa da Baía do Guajará.
Ao observar a composição, percebe-se uma tentativa clara de fugir do óbvio, mas sem abandonar as raízes.
A arte propõe um diálogo entre o passado glorioso da Belle Époque e o futuro vibrante que desejamos. Como diriam os versos que embalam corações apaixonados por aí, o melhor momento ainda está por vir, e essa esperança parece ter sido traduzida nas cores e traços escolhidos para a marca dos 410 anos. Há uma modernidade fluida que não apaga a tradição, tal qual uma aparelhagem que toca o novo sem esquecer os clássicos que nos fazem tremer.
A iniciativa visa também padronizar a comunicação visual de todos os eventos festivos que ocorrerão ao longo do mês de janeiro. Mais do que um logotipo, o selo funciona como um carimbo de pertencimento, reforçando o orgulho de ser papa-chibé em um ano tão simbólico. A identidade estará presente em banners, palcos de shows, materiais digitais e em toda a sinalização das festividades programadas para a Aldeia Cabana e o Ver-o-Peso.
A iniciativa integra um conjunto de ações da gestão do prefeito Igor Normando voltadas à valorização da cultura local e dos artistas de Belém. Assim como outros editais lançados recen -
temente, o selo comemorativo busca reconhecer e dar visibilidade à produção artística belenense, fortalecendo a identidade cultural amazônica e reafirmando a importância dos criadores locais na construção simbólica da cidade.
* O selo original, inédito e de autoria exclusiva, será utilizado ao longo de 2026 em peças institucionais, campanhas temáticas, materiais impressos e digitais, e demais ações comemorativas promovidas pela Prefeitura de Belém.
** O vencedor receberá uma premiação única de R$10 mil, além de ter sua arte amplamente divulgada durante todo o período de comemoração do aniversário da capital.
Sua Casa
Como parte da agenda do aniversário, a vice-governadora também participou da entrega de mais de 100 cheques do programa Sua Casa, do Governo do Pará, que garante apoio financeiro para famílias de baixa renda realizarem melhorias em suas residências, reforçando o compromisso do Estado com políticas públicas de habitação e inclusão social
Autoridades, trabalhadores e a população celebrando os 410 anos da nossa cidade querida, em um dos cartões-postais mais emblemáticos da capital
Na inauguração do Mercado de Carne Francisco Bolonha, em 1867
Desejamos uma Belém cada vez mais bonita e melhor para todos que vivem aqui
Polo turístico para visitantes de várias regiões do Brasil e do mundo
A artesã Cristina Selma: Essa obra veio para alavancar nosso trabalho. Está vindo muito turista, afirmou sobre as melhorias
(*) SECOM <<
Parque Olímpico Mangueirão amplia oferta de esporte e lazer à população
Novo equipamento público foi projetado para atender crianças, jovens e adultos, incentivando a prática esportiva como instrumento de promoção da saúde
Com roda de capoeira, aulão de dança, partidas de basquetebol, voleibol, futebol de areia e a presença de milhares de pessoas, o Governo do Pará entregou, na manhã desta terça-feira (13), o mais novo espaço de esporte e lazer destinado à população paraense: o Parque Olímpico Mangueirão. O equipamento foi entregue por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel).
O Parque Olímpico Mangueirão está localizado entre o Estádio Olímpico do Pará – Jornalista Edgar Proença (Novo Mangueirão) e a Arena Guilherme Paraense (Mangueirinho), com acesso pela Transmangueirão, em Belém, integrando um dos maiores complexos esportivos da Região Norte.
A população participou da programação gratuita de abertura, realizada das 9h às 11h, com partidas de vôlei, aulões de Fit Dance e Pilates, demonstrações de ginástica rítmica e artística, apresentação de capoeira, futebol de areia.A programação teve ainda atividades recreativas para crianças com deficiência atendidas pelo programa Parádesporto, treino funcional, aulão de jiu-jitsu, taekwondo, basquete, travinha e o evento GeekParque, com atividades como queimada e cabo de guerra. Todas as ações tiveram orientação de monitores e professores de educação física.
Durante a cerimônia, o governador Helder Barbalho ressaltou a importância do novo espaço para o desenvolvimento social e esportivo da população. “A entrega deste complexo esportivo, que se soma a equipamentos como o Mangueirão e o Ginásio Mangueirinho, coloca o Estado do Pará na rota dos grandes eventos esportivos do Brasil e do mundo”.
“Hoje, compondo as entregas pelos 410 anos de Belém, estamos valorizando a prática esportiva, a descoberta de talentos e o fortalecimento do esporte amador, além de projetos sociais que promovem a inclusão de crianças, jovens e adultos”, destacou o governador. Helder Barbalho anunciou, também, a construção do primeiro ginásio paralímpico do Pará e da Região Norte.
Participaram da solenidade de entrega o governador do Estado, Helder Barbalho; a vice-governadora, Hana Ghassan; o prefeito de Belém, Igor Normando; o secretário de Estado de Esporte e Lazer (Seel), e viceprefeito de Belém, Cássio Andrade; o deputado estadual Chicão; entre outras autoridades.
Governador e comitiva durante a entrega do novo mais complexo de esporte e lazer de Belém
Complexo disponibiliza diversas instalações para a prática de atividades esportivas, incluindo atividades com crianças
Vice-governadora, Hana Ghassan, participou da entrega do novo equipamento: “Um espaço que agrega valor à nossa cidade”
“A Seel apresentou um edital de licitação para que nós possamos fazer a contratação, nos próximos dias, de um novo ginásio poliesportivo que irá compor o complexo do Mangueirão. Será um espaço adaptado e especializado para práticas esportivas de pessoas com deficiência, o primeiro do tipo no estado do Pará. Em breve, iniciaremos as obras”, afirmou o governador.
A vice-governadora do Pará, Hana Ghassan, destacou a importância da entrega de novos espaços públicos voltados ao esporte, à convivência social e à inclusão, durante a comemoração dos 410 anos de Belém. Ela informou que os investimentos reforçam o compromisso do governo com a qualidade de vida da população e com o desenvolvimento de uma cidade mais inclusiva.
“Um espaço de lazer para as famílias, um espaço que agrega valor à nossa cidade. Nós somos um povo que valoriza os grandes eventos, especialmente quando atividades culturais acontecem. “Mas o mais importante é a prática esportiva, não apenas para a saúde, mas também para a socialização. É muito bom estarmos comemorando os 410 anos de Belém entregando mais um espaço que agrega valor à nossa cidade.
Da mesma forma que entregamos uma obra, já iniciamos outra igualmente importante, para que possamos ter uma cidade cada vez mais inclusiva. Este é um espaço dedicado às pessoas com necessidades especiais, o que reforça a importância de valorizar a inclusão”, observou Hana Ghassan.
O novo equipamento público foi projetado para atender crianças, jovens e adultos, incentivando a prática esportiva como instrumento de promoção da saúde, do lazer e, sobretudo, de transformação social.
Estrutura moderna e inclusiva
O Parque Olímpico Mangueirão conta com ampla e diversificada estrutura, composta por duas quadras poliesportivas, dois campos de areia, duas arquibancadas, dois quiosques, três banheiros (masculino, feminino e adaptado para pessoas com deficiência – PCD), três vestiários (masculino, feminino e PCD), academia ao ar livre, skate park, espaço para caminhada, bebedouro, três chuveiros externos, pintura de brincadeiras pedagógicas no piso, palco multiuso, além de sistema de drenagem, pavimentação asfáltica de acesso, iluminação pública e cercamento com monitoramento, garantindo segurança e acessibilidade aos usuários.
Obra e integração ao complexo do Mangueirão
A obra foi executada pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) em uma área de aproximadamente 121 mil metros quadrados, ampliando as opções de lazer e convivência integradas ao complexo esportivo do Novo Mangueirão. Os serviços incluem ainda os estacionamentos G, H e I, fortalecendo a infraestrutura da mais nova praça esportiva do Pará.
“Junto com a Seel, a Seop entrega mais um equipamento público que vai beneficiar a comunidade da capital Belém em torno do esporte e do lazer. Temos campos com tamanho oficial, quadras poliesportivas, arquibancadas, banheiros e academia ao ar livre, uma infraestrutura completa para receber não apenas os esportistas, mas toda a família”, destacou o secretário de Obras Públicas, Ruy Cabral.
O novo espaço integra o complexo do Mangueirão e representa mais um avanço do Governo do Pará na promoção do esporte, do lazer e da inclusão social em Belém e em todo o Estado.
O novo espaço integra o complexo do Mangueirão e representa mais um avanço do Governo do Pará na promoção do esporte, do lazer e da inclusão social em Belém e em todo o Estado
Governador Helder Barbalho até experimentou o jogo de capoeira junto a profissionais
Agora, temos uma boa estrutura para a prática de esportes, para que a população possa utilizar continuamente esse espaço, seja para lazer ou convivência”, afirmou Hana Ghassan.
Pará amplia impacto ambiental positivo com infraestrutura sustentável e conservação da biodiversidade
Ideflor-Bio fortalece governança territorial, bate recordes de visitação e consolida protagonismo internacional em agendas climáticas
OInstituto de Desenvolvimento
Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) vive um momento de expansão estruturante em suas políticas ambientais, consolidando seu papel estratégico na implementação de soluções sustentáveis com resultados práticos dentro e fora do território paraense. Essa atuação abrange desde a conservação da fauna e gestão florestal até a valorização de comunidades tradicionais, criando um modelo de desenvolvimento que une proteção ambiental e geração de renda.
No campo da infraestrutura, o fortalecimento da economia local ganha fôlego com a entrega de Unidades de Monitoramento de Pescado no Lago de Tucuruí, abrangendo os municípios de Breu Branco e Itupiranga.
Com 608 metros quadrados, o galpão dispõe de áreas administrativas e para desembarque e armazenamento de pescado
O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, reforça que a iniciativa vai além do monitoramento da pesca. “Essa estrutura não apenas auxilia na gestão dos estoques pesqueiros,
mas também impulsiona a economia local e promove a sustentabilidade da atividade. É um modelo de desenvolvimento que une conservação ambiental e geração de renda”.
Texto *Vinícius Leal Fotos Alexandre Costa / Ag. Pará, Marcelo Seabra / Ag. Pará, Marx Vasconcelos/Proteção Animal Mundial
Ideflor-Bio consolida gestão, da conservação da fauna e gestão florestal à valorização de comunidades tradicionais
Este projeto, realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Obras Públicas, projeta a expansão de novas unidades na região para otimizar a cadeia produtiva pesqueira. Paralelamente, o avanço na recuperação de áreas degradadas é impulsionado pelo Projeto Refloresta Altamira, que atingiu a marca de 1 milhão de mudas distribuídas, enquanto a parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) viabiliza a estruturação de concessões florestais em mais de 3,4 milhões de hectares de florestas públicas estaduais.
A integração entre conservação e lazer sustentável também apresenta números expressivos, especialmente no Parque Estadual do Utinga, que se reafirma como um dos principais equipamentos de turismo ambiental do estado. A unidade registrou recentemente picos de visitação superiores a nove mil pessoas em um único dia, aproximando-se da marca histórica de 600 mil frequentadores e dobrando seu alcance de público. Essa movimentação é acompanhada por ações diretas de proteção à fauna, como a construção do primeiro Centro Estadual de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres em Marituba e o recorde de reintrodução de 30 ararajubas à natureza, reforçando o compromisso com a preservação de espécies ameaçadas. No cenário global, o protagonismo institucional do Ideflor-Bio ganhou destaque internacional durante a COP30, em Belém.
Durante a entrega da primeira Unidade de Monitoramento e Desembarque de Pescado do Pará
O projeto será expandido para mais seis municípios da região: Goianésia do Pará, Nova Ipixuna, Jacundá, Tucuruí, Novo Repartimento e Itupiranga.
O Projeto Refloresta Altamira é um exemplo de como unir preservação ambiental com benefícios econômicos para as famílias da agricultura familiar. Contribuindo para a recuperação ambiental e, ao mesmo tempo, fomentando o desenvolvimento sustentável dessas comunidades.
de
primeiro espaço para
e realizar tratamento de saúde e reabilitação da fauna silvestre no Pará
Durante a assinatura, das primeiras ações do ACT: construção das bases para o Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Marajó, com a presença de autoridades, pesquisadores, estudantes e convidados, entre eles o subsecretário-geral das Nações Unidas e diretor executivo do Escritório de Serviços para Projetos (UNOPS), Jorge Moreira da Silva
O Instituto liderou as discussões no Pavilhão Pará, abordando temas cruciais como sociobiodiversidade, redes de sementes e o macrozoneamento do Marajó, este último em cooperação com a UFPA e órgãos das Nações Unidas. Eventos técnicos como o I Simpósio de Floresta e Clima e o Forest Zone integraram academia e sociedade civil, apresentando ao mundo soluções inovadoras e práticas desenvolvidas diretamente nos territórios amazônicos para o enfrentamento da crise climática.
A satisfação com os resultados é reforçada pelo presidente do Instituto, Nilson Pinto, que destaca a prontidão do Estado para os desafios globais. “O protagonismo do Ideflor-Bio é fruto do trabalho técnico, integrado e comprometido de todas as nossas equipes. Levamos à COP30 experiências reais, construídas nos territórios, que demonstram que é possível proteger a biodiversidade, fortalecer comunidades e promover desenvolvimento sustentável com a floresta em pé”, enfatizou. Para o gestor, a atuação articulada e territorializada reafirma o compromisso do governo do Pará com um modelo que alia proteção ambiental e inclusão social, garantindo que “o Pará está preparado para liderar a agenda ambiental no Brasil e no mundo”.
Centro
Triagem de Animais Silvestres (Cetas) Benevides,
receber
“Quintais transformaProdutivos” áreas residenciais em fontes de renda e alimento no Marajó
Iniciativa
do Ideflor-Bio muda a rotina de famílias marajoaras com produção agroecológica e cuidado ambiental
Com o acender das luzes de uma árvore de 30 metros de altura, o governador do Pará Helder Barbalho abriu o Natal Encantado do Parque da Cidade, na noite do sábado (6/12), em Belém.
O evento é a maior programação natalina da Amazônia e será realizada até 6 de janeiro, com apresentações culturais, cantatas, feira de artesanato e cortejos com bandas de fanfarras.
No quintal de casa, onde antes só havia terra batida e pouco interesse pelo plantio, hoje crescem cheiro-verde, couve, tomate, pimentão e até acerola.
“Antes, eu não plantava nada, não tinha nem interesse. Aí o pessoal do projeto veio, conversou comigo, orientou, e eu fui gostando. Hoje eu não pretendo mais largar”, conta Gerets Nunes Campos, que atua como vigilante, e já começou a gerar renda com a venda do cheiro-verde cultivado no próprio quintal.
de
A meta do Ideflor é expandir o projeto, a fim de gerar renda a famílias e garantir segurança alimentar
A mudança na rotina e na paisagem faz parte da vida de Gerets, morador do Bairro Novo, em Soure, município do Arquipélago do Marajó, e um dos beneficiados pelo Projeto Quintais Produtivos, desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), do Governo do Pará.
“Além de ajudar financeiramente, é uma distração, um cuidado com a casa e com a gente mesmo,” relata o pequeno produtor.
Do quintal à renda
O Projeto Quintais Produtivos tem como objetivo transformar áreas domésticas em espaços de produção agroecológica, contribuindo para o reflorestamento, a geração de renda e a segurança alimentar de famílias marajoaras.
Aprendendo como planejar, executar e manter um viveiro
mudas, buscando promover segurança alimentar e nutricional
As horas têm variedade e contribuem para a conservação da natureza
A iniciativa está sendo implantada em áreas da Área de Proteção Ambiental (APA) do Marajó, sob a jurisdição do Escritório Regional do Marajó Oriental do Ideflor-Bio, com sede em Soure.
Segundo a gerente regional do órgão, Osiane Barbosa, o Projeto começou nos municípios de Soure e Cachoeira do Arari, mas já nasce com perspectiva de expansão.
“A princípio, os quintais estão sendo implantados nesses dois municípios, mas a meta é alcançar os sete municípios atendidos pelo Regional, que inclui ainda Chaves, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra e Santa Cruz do Arari”, explica a gerente.
Em Soure, a previsão é atender inicialmente 130 quintais, beneficiando o mesmo número de famílias ao longo do ano. A seleção ocorre em parceria com associações de produtores locais. “Essa ideia surgiu quando observei, em 2023, um projeto chamado Horta no Quintal, em Cachoeira do Arari. A partir disso, fizemos um novo arranjo, incluindo frutíferas médias e baixas, transformando esses espaços em sistemas agroflorestais”, informa Osiane Barbosa.
Parcerias no campo
Em Cachoeira do Arari, a iniciativa dá continuidade a experiências já existentes no município.
O diretor de Agricultura da Prefeitura, Claudionei Lopes, lembra que o projeto local começou ainda em 2020. “Criamos o ‘Horta de Quintal’ e, hoje, com a parceria do Ideflor-Bio, ele segue como ‘Quintais Produtivos’. Atualmente, temos cerca de 15 famílias atendidas, numa parceria entre a Prefeitura, o Ideflor e a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural)”, detalha.
Nos quintais são cultivadas hortaliças, plantas medicinais e espécies regionais, fortalecendo a produção local. “O Ideflor também apoia a promoção de feiras da agricultura familiar e incentiva a inscrição dos produtores em programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar), o que amplia as possibilidades de comercialização”, acrescenta Claudionei Lopes.
Cuidar e conservar
Para o Ideflor-Bio, o impacto do Projeto vai além do aspecto econômico. “O primeiro ponto é a conservação ambiental e o reflorestamento. Mas também há um ganho direto na renda das famílias e na segurança alimentar”, ressalta Osiane Barbosa. Segundo ela, os quintais produtivos unem cuidado com o meio ambiente, autonomia alimentar e valorização do trabalho familiar.
A relevância da iniciativa já ultrapassou os limites do Marajó. Em novembro, o Projeto foi apresentado na COP30, em Belém, como estratégia de segurança alimentar e desenvolvimento sustentável. A proposta é que, no futuro, os quintais produtivos evoluam de projeto para um programa estruturado, com fornecimento de alimentos para a merenda escolar, mercados locais e até a Ceasa
(Centrais de Abastecimento), em Belém. “Hoje, eu cuido do meu quintal, das minhas plantas, e vejo resultado. É algo simples, mas que muda muita coisa”, resume Gerets Nunes, orgulhoso do que agora brota do solo que cultiva.
(*) SECOM <<
Cuido do meu quintal, das minhas plantas, e vejo resultado
Parques estaduais com formações montanhosas valorizam biodiversidade, cultura e turismo sustentável no Pará
Áreas
protegidas como as serras das Andorinhas e de Monte Alegre reforçam importância ecológica, histórica e econômica desses ecossistemas
OGoverno do Estado do Pará, por meio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), homenageou, destacando no Dia Internacional das Montanhas (11 de dezembro, p.p), a importância dos parques estaduais da Serra dos Martírios/Andorinhas, em São Geraldo do Araguaia, e de Monte Alegre, no Baixo Amazonas. Ambos são exemplos de áreas protegidas que aliam preservação ambiental, valorização histórica e incentivo ao ecoturismo e à geração de renda local.
A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar atenção global à relevância dos ecossistemas montanhosos, essenciais para a regulação climática, conservação da biodiversidade e memória geológica e cultural. No Pará, as formações montanhosas guardam registros milenares e abrigam riquezas naturais e arqueológicas de valor inestimável.
Parque estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas, em São Geraldo do Araguaia. Ação de educação ambiental que contou com o apoio da comunidade local
Ecoturismo
e biodiversidade na Serra das Andorinhas
O Parque Estadual da Serra dos Martírios/ Andorinhas está localizado em uma região de transição entre a Floresta Amazônica e o Cerrado. De acordo com a gerente da Região Administrativa do Araguaia do Ideflor-Bio, Laís Mercedes, o parque cumpre papel fundamental na preservação da biodiversidade local e no fortalecimento do turismo de base comunitária.
“A Serra da Andorinhas forma um refúgio de biodiversidade, com espécies típicas dessa zona de transição, além de regular o microclima e proteger nascentes. Também tem grande valor cultural e histórico, por abrigar um dos maiores conjuntos de arte rupestre a céu aberto do Norte do Brasil. Oferece trilhas, cachoeiras, cavernas e sítios arqueológicos que podem ser visitados de forma sustentável, gerando renda para comunidades locais”, explicou.
A Serra das Andorinhas atrai turistas em busca do lazer ecológico nos ecossistemas montanhosos, com conservação da biodiversidade e memória geológica e cultural, além de poder desfrutar de diversos mirantes espalhados pela região, que oferecem vistas panorâmicas de “tirar o fôlego”
No oeste paraense, o Parque Estadual de Monte Alegre-PEMA, abriga algumas das mais antigas evidências da ocupação humana na Pan-Amazônia. O condutor de trilhas da Gerência da Região Administrativa da Calha Norte I, Mazinho Brito, destaca a riqueza geológica e arqueológica da área.
“Nas serras do Bode, Ererê e Paytuna existem diversas grutas, cavernas e abrigos formados há milhões de anos, que serviram como moradia de povos primitivos.
A Serra da Paytuna, por exemplo, guarda os registros mais antigos da passagem humana em nossa Amazônia.
Parque Estadual de Monte Alegre abriga algumas das mais antigas evidências da ocupação humana na Pan-Amazônia
Pedra do Pilão, um dos muitos atrativos do Parque de Monte Alegre
Monte Alegre: história milenar da presença humana na Amazônia
Serviço:
Parque Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas
Município: São Geraldo do Araguaia
Parque Estadual de Monte Alegre
Município: Monte Alegre
Ambos estão abertos à visitação durante todo o ano.
Mais informações: ideflorbio.pa.gov.br
Cardápio Variados
Churrascos, Peixes, Frangos e etc
Sucos e Refrigerantes
O sítio arqueológico de Monte Alegre tem cerca de 12 mil anos”, afirmou.Mazinho ressalta que a visitação deve sempre ser feita com acompanhamento de condutor de trilhas credenciado, para garantir segurança e preservação dos patrimônios natural e cultural. “A presença do condutor é essencial, pois conhecem as trilhas, os monumentos naturais e suas histórias. É fundamental respeitar o meio ambiente e os sítios arqueológicos, especialmente as pinturas rupestres”, reforçou.
Montanhismo e trilhas como atividades sustentáveis
Segundo Júlio Meyer, gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio e presidente da Rede Brasileira de Trilhas, o ecoturismo voltado ao montanhismo é uma das atividades mais promissoras dentro das unidades de conservação do Pará. “As montanhas estão presentes em várias unidades de conservação estaduais, com destaque para Monte Alegre e a Serra das Andorinhas. O ecoturismo de montanha é uma atividade fundamental, que deve ser amplamente divulgada e valorizada como vetor de desenvolvimento sustentável”, enfatizou.
(*) *Ascom Ideflor-Bio <<
Pedra do Pilão, um dos mui O Parque abriga 15 sítios arqueológicos, rios, florestas, montanhas e cavernas tos atrativos do Parque de Monte Alegre
Soltura de quelônios no Rio Xingu emociona e reforça compromisso com o meio ambiente
Coerca de 3.500 filhotes de tartarugas-da-amazônia, tracajás e pitiús iniciaram sua jornada na natureza em uma ação que uniu ciência, voluntariado e um profundo senso de pertencimento ao território. Sob o brilho sereno do sol nas águas do Xingu, centenas de mãos — cuidadosas, ansiosas e cheias de esperança — conduziram a primeira grande soltura de quelônios de 2025 no Refúgio de Vida Silvestre Tabuleiro do Embaubal, em Senador José Porfírio, na região sudoeste paraense. Realizada de forma conjunta pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio); a Norte Energia, empresa concessionária da Usina Hidrelétrica de Belo Monte; e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a iniciativa mobilizou, no sábado (6), também a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) e o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).
de soltura das tartarugas na faixa de areia
coletiva e envolveu a comunidade, órgãos públicos e privados
O Refúgio de Vida Silvestre Tabuleiro do Embaubal é uma das 29 unidades de conservação estaduais gerida pelo Ideflor-Bio, e é considerado um dos maiores berçários naturais de quelônios de água doce da América do Sul. O local, mais uma vez, se transformou em cenário de celebração da vida e de renovação do compromisso com a conservação. Todos os anos, cerca de 300 mil quelônios nascem na região e dão início à sua jornada de vida.
Encantamento
Entre os voluntários, 44 colaboradores da Norte Energia participaram ativamente das escavações, do resgate e da soltura dos filhotes, vivenciando cada momento do processo emocionante da corrida das pequenas tartarugas em direção ao Xingu.
Texto *Denilson Almeida Fotos Alexandre Costa / Ag. Pará, Bruno Cruz / Ag. Pará, Marco Santos / Ag. Pará, Rodrigo Pinheiro / Ag.Pará, Vinicius Pinto / Ag. Pará
Ação
foi
Cada tartaruguinha que chega ao rio representa a vitória da vida e o resultado de um trabalho feito com dedicação, parceria e profundo respeito pela Amazônia
Para muitos, como Marlon de Oliveira, a experiência ultrapassou o campo profissional, tocando fundo na identidade amazônica. “É emocionante participar mais uma vez dessa ação. Além de contribuir diretamente para a proteção dos quelônios do Tabuleiro do Embaubal, temos a oportunidade de vivenciar a riqueza natural do Xingu. Como amazônida, sinto que colocar a mão na massa me torna ainda mais parte desse ecossistema”, contou.
A mesma emoção tomou conta da voluntária Bruna dos Santos, que participava pela primeira vez. O brilho nos olhos entregava a intensidade do momento. “Há muito tempo eu queria participar e finalmente consegui.
processo emocionante
O voluntariado aproxima a gente da prática em campo e dos projetos que a Norte Energia desenvolve. É lindo acompanhar de perto esse trabalho, e as tartaruguinhas são encantadoras”, relatou, segurando delicadamente uma das recém-nascidas antes de soltá-la na areia.
Esforços
Essas atividades compõem o Programa de Conservação e Manejo de Quelônios de Belo Monte, que há 14 anos atua na proteção das espécies nativas. Desde 2011, mais de 6,5 milhões de filhotes já foram devolvidos à natureza graças ao
Voluntários se divertiram com a atividade de proteção ambiental dos filhotes de tartarugas
Vivenciando cada momento do
monitoramento constante em 20 praias do Tabuleiro. Somente neste ciclo reprodutivo foram identificados 4.238 ninhos, acompanhados de perto por biólogos e auxiliares de campo, que trabalham incansavelmente entre setembro e janeiro para garantir o sucesso da desova e da eclosão. Para o gerente de Meios Físico e Biótico da Norte Energia, Roberto Silva, cada filhote que alcança a água é também um símbolo de persistência. “Ver cada filhote chegar ao rio é a síntese de um trabalho constante, que envolve monitoramento, ciência e participação da comunidade. Desde 2011, mantemos um compromisso anual com esse ciclo, fortalecendo a sobrevivência de espécies essenciais ao equilíbrio ecológico do Xingu”, destacou.
A temporada reprodutiva, entretanto, exige cuidados que vão além do monitoramento científico. É também período de intensa vigilância. Por isso, equipes do Ideflor-Bio, Ibama, Semas e Polícia Militar reforçaram ações de fiscalização para coibir a caça pre-
datória e a coleta ilegal de ovos, práticas que ainda representam ameaça à sobrevivência dos quelônios. Esse trabalho integrado foi fundamental para garantir a tranquilidade desta primeira soltura de 2025.
O gerente da Região Administrativa do
Marco Aurélio Oliveira, acompanhou de perto mais um ciclo no Tabuleiro do Embaubal. “Estamos desde julho realizando fiscalização diária para manter a unidade livre de pressões humanas e proteger o ciclo de vida dos quelônios.
Compromisso
É um trabalho intenso, que só ganha força com a parceria da Norte Energia, especialmente nas ações de monitoramento, demarcação e cercamento dos ninhos”, explicou. Em meio à celebração, a ação também marcou o fortalecimento do compromisso do Estado com a proteção da biodiversidade amazônica. Para o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, a soltura dos filhotes simboliza o esforço coletivo por um futuro mais equilibrado. “Cada tartaruguinha que chega ao rio representa a vitória da vida e o resultado de um trabalho feito com dedicação, parceria e profundo respeito pela Amazônia”.
Mantemos um compromisso anual com esse ciclo, fortalecendo a sobrevivência de espécies essenciais ao equilíbrio ecológico do Xingu
Os voluntários, 44 colaboradores da Norte Energia participaram ativamente
O voluntariado aproxima a gente da prática em campo e dos projetos que a Norte Energia desenvolve
Xingu do Ideflor-Bio,
O Tabuleiro do Embaubal é um patrimônio ecológico, e nossa missão é garantir que ele continue sendo esse grande berçário natural”, ressaltou. Ao longo das próximas semanas, outras solturas assistidas serão realizadas no Refúgio de Vida Silvestre Tabuleiro do Embaubal, tanto com a participação de colaboradores da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, como a de moradores das adjacências da unidade de conservação, reforçando que proteger a vida é, antes de tudo, um ato de esperança.
(*) Matéria e Fotos: Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio)
Durante soltura assistida realizada no Refúgio de Vida Silvestre Tabuleiro do Embaubal
Visão aérea da soltura assistida
Integração de espécies eleva produtividade e reforça sustentabilidade na piscicultura amazônica
Levantamento da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) revela que criação integrada de tambaqui ( Colossoma macropomum ) com curimba ( Prochilodus lineatus ) é uma opção mais sustentável de produção de proteína para o bioma amazônico. Além disso, é 25% mais produtivo do que a produção de tambaqui de forma isolada.
O estudo, publicado na revista Aquaculture, avaliou os impactos ambientais da aquicultura multitrófica integrada (AMTI) de tambaqui e curimba em comparação com a monocultura de tambaqui em viveiros usando a avaliação do ciclo de vida (ACV). A AMTI é um modelo ecológico de produção que cultiva diferentes espécies aquáticas no mesmo ambiente, imitando os ecossistemas naturais para reciclar nutrientes. Dessa forma,
reduz o impacto ambiental, aumenta a sustentabilidade e a eficiência, e gera múltiplos produtos de valor a partir de uma mesma unidade produtiva, como parte de uma economia circular.
eficiente para a produção de proteína no bioma amazônico. Aumento de 25% na produtividade quando as duas espécies são cultivadas juntas
A pesquisa comparou a piscicultura com a pecuária bovina, suinocultura e avicultura, e mostrou que é possível produzir a mesma quantidade de proteína usando menos área; O consumo de água e a eutrofização da água doce diminuíram 38% e 21%, respectivamente, além de que, na recuperação de nutrientes impulsionou os ganhos de sustentabilidade no sistema IMTA; A piscicultura integrada reduz os impactos ambientais, aumenta a eficiência e gera múltiplos produtos em uma lógica de economia circular; A piscicultura com espécies nativas ajuda a combater a necessidade de expansão de terra e sua associação com o desmatamento
Os resultados compararam também a piscicultura com outras atividades agrícolas. Em relação à pecuária bovina, para a produção de 1 kg de proteína, são necessários 434,88% a mais de terra do que uma piscicultura de tambaqui.
A criação integrada de tambaqui com curimba, é uma alternativa mais sustentável e
Texto *Elisângela Santos Fotos Divulgação, Embrapa Pesca e Aquicultura
Produção de Proteína Animal
Piscicultura Integrada X Outras atividades Agropecuárias
Uso da terra
Eficiência na produção de proteína
Emissão de gases de efeito estufa
Consumo de água
Pressão sobre novos desmatamentos
Aproveitamento de nutrientes
Já a avicultura necessita de 48,84%, e a suinocultura, de 72,09% a mais de espaço. Os dados confirmam um estudo publicado pela revista Nature Sustainability, em janeiro deste ano, que apontou vantagens da criação de peixes na região em comparação ao gado. A pesquisa foi conduzida por cientistas brasileiros e americanos.
Segundo Lima, comparativamente, avaliando os impactos ambientais da produção de tambaqui com outras atividades agropecuárias, o da aquicultura é muito menor. “Além da demanda por terra ser muito menor por terra, a atividade influencia um pouco na liberação de gases de efeito estufa. Sem dúvida, é uma solução mais sustentável para a produção de proteína no bioma amazônico”, atesta.
“Com isso, verificamos que a aquicultura pode ser uma alternativa para a diminuição da pressão de abertura de novos espaços para a agropecuária no bioma amazônico”, constatou a pesquisadora produtora da Embrapa Pesca e Aquicultura Adriana Ferreira Lima.
Os dados confirmam um estudo publicado pela revista Nature Sustainability, em janeiro deste ano, que apontou vantagens da criação de peixes na região em comparação ao gado. A pesquisa foi conduzida por cientistas brasileiros e americanos.
Segundo Lima, comparativamente, avaliando os impactos ambientais da produção de tambaqui com outras atividades agropecuárias, o da aquicultura é muito menor. “Além da demanda por terra ser muito menor por terra, a atividade in-
fluencia um pouco na liberação de gases de efeito estufa. Sem dúvida, é uma solu-
ção mais sustentável para a produção de proteína no bioma amazônico”, atesta.
Adriana Lima analisando tambaqui
Por que a curimba?
De formato comprido, a curimba é menor do que o tambaqui e é comercializada com peso entre meio quilo e um quilo, em mercados locais do Pará e regiões ribeirinhas.
De acordo com a pesquisadora, a curimba foi escolhida para ser utilizada experimentalmente por alguns produtores e por ter um grande potencial produtivo. É hoje a segunda espécie de peixe mais exportada pelo Brasil.
Lima explica que uma pesquisa baseada em fatores biológicos, ecológicos, econômicos e de mercado, além de levar em conta que a espécie já é produzida em várias regiões do País.
“A curimba possui um perfil ecológico que complementa a função do tambaqui. A criação do tambaqui não sofre alterações com a inclusão da curimba, que é um peixe de fundo, responsável por consumir as sobras de ração e alimentos presentes no sedimento do fundo do viveiro”, complementa.
Outra vantagem da curimba é que ela é uma espécie que o produtor pode aceitar sem medo de ter prejuízos com a produção integrada de tambaqui, uma vez que não afeta em nada o crescimento e o rendimento do peixe amazônico mais exportado pelo Brasil.
A nota da pesquisa
A pesquisa trouxe informações fundamentais e inéditas para esse modelo integrado de criação, já adotado por alguns produtores. Até então, a criação conjunta de curimba e tambaqui era vista apenas como um recurso
para melhorar a qualidade da água, pois o curimba é uma espécie que se alimenta no fundo do viveiro.
“Enquanto em países como China e Índia, o estudo de espécies de forma bastante integrada é um padrão comum, no Brasil há poucas iniciativas por falta de dados a respeito. O estudo agrega informações científicas a essa prática, esclarecendo dúvidas mais comuns dos produtores, como: por exemplo, se a inserção da curimba atrapalha ou não o crescimento do tambaqui; se é necessário aumentar a quantidade de ração para a criação de duas espécies, e qual a quantidade de curimba se deve colocar no viveiro”, observa o pesquisador.
O estudo revelou que a curimba se desenvolveu com a mesma quantidade de ração destinada ao monocultivo do tambaqui e que não prejudicou em nada o crescimento da espécie amazônica. Ao contrário: com a mesma quantidade de ração, o viveiro produziu 25% a mais de proteína por hectare, por conta da adição da nova metodologia, promovendo incremento econômico para o produtor.
Outra vantagem é que o manejo combinado das duas espécies é semelhante ao monocultivo do tambaqui, quando os alevinos de ambas as espécies têm o mesmo tamanho. Com quantidade equivalente de ração, o tambaqui e a curimba se desenvolvem normalmente, sem que uma espécie prejudique a outra.
“Nessa pesquisa colocamos aproximadamente metade de alevinos de curimba e metade de tambaqui. Com essa proporção, a curimba atingiu 200g, enquanto o ideal é chegar aos 500g. O tambaqui chegou a 1,8kg, que é o peso de comercialização no Tocantins e em outros estados da Região Norte, exceto Manaus e Rondônia”, detalha Lima.
Para pequenos produtores, a diferença de crescimento das espécies não é empecilho para a produção integrada, já que as espécies têm tamanhos de vendas diferentes. Além disso, é possível realizar a despesca do tambaqui e aguardar que a curimba atinja o peso mínimo para a comercialização.
Várias espécies de peixes em um único tanque
A curimba foi escolhida para ser utilizada experimentalmente por alguns produtores e por ter um grande potencial produtivo
Metodologia
A pesquisa foi realizada em campo, em viveiros de 600 metros quadrados, com uma densidade semelhante à utilizada pelo setor produtivo. Foram utilizados também insumos semelhantes aos usados nas pisciculturas comerciais.
Os alevinos de tambaqui e de curimba foram inseridos no viveiro ao mesmo tempo, com uma proporção de cerca de 50% cada.
A pesquisadora apontou que todas as etapas da produção (alevinagem) foram realizadas na próxima escala comercial. A partir dos dados obtidos, foi possível avançar para estudos posteriores. “A análise do impacto ambiental foi embasada em informações primárias obtidas no campo e em outras secundárias, oriundas da literatura”, destaca. Para a mensuração do impacto global das atividades agropecuárias são realizadas análises de ciclo de vida, nas quais são avaliados os impactos das atividades, somados aos custos de todos os insumos necessários à produção.
“Nosso estudo levou em conta todos os insumos usados na piscicultura, inclusive os recursos necessários para a produção dos ingredientes usados na ração, como o plantio da soja e do
milho. Foram considerados também gastos com a construção dos viveiros, entre outros necessários à produção de 1 kg de proteína pela aquicultura. Os resultados mostraram que, mesmo levando em conta todos esses custos, o impacto da piscicultura é muito menor do que o de outras atividades agropecuárias”, constata Lima.
Integração é melhor do que monocultivo
O estudo também concorda que, quando o cultivo do tambaqui é integrado com o da curimba, o impacto ambiental é reduzido. Enquanto no monocultivo do peixe amazônico é gerado a liberação de 4,2 7kg de gás carboidrato por quilo de peixe, com o cultivo integrado do curimba esse valor caiônico para 3,9 kg.
A integração também promove 17% de redução na ocupação do uso da terra, 12% na acidificação, 38,57% na dependência de água, 13,30% na demanda de energia, 21% na eutrofização da água doce e 9% no impacto na mitigação das mudanças climáticas em comparação com o monocultivo de tambaqui.
O cultivo integrado também melhorou a taxa de conversão alimentar e a recuperação de nutrientes fatores-chave que impulsionam a redução dos impactos ambientais. “Esses resultados destacam o sistema AMTI como uma alternativa mais sustentável à monocultura convencional de tambaqui”, enfatiza a pesquisadora.
Viveiro com tambaquis e curimba produziu 25% a mais de proteína por hectare ( foto ilustrativa)
Adriana Lima coletando dados para avaliação de gases de efeito estufa
Cultivo integrado também na
aquicultura
A vem ciência demonstrando que os monocultivos - seja na agricultura ou na pecuária - não são a melhor alternativa para a sustentabilidade da produção. Assim como a pesquisa agropecuária tem mostrado como vantagens da integração trabalho-pecuária-floresta, a pesquisa na aquicultura também tem trabalho com sistemas integrados para melhorar a eficiência dos sistemas produtivos e diminuir o impacto ambiental.
Lima afirma que a escolha do tambaqui (uma espécie nativa, a segunda mais produzida no Brasil) e da curimba se deu porque já é uma combinação usada por alguns produtores para o cultivo integrado, de forma empírica.
Além dessas espécies, outras também são descobertas em cultivos integrados de peixes no Brasil. No Paraná e na Região Sudeste, por exemplo, há experiências de tilápia com camarão-gigante-da-Malásia ( Macrobrachium rosenbergii). Há também relatos de integração de pecuária com fruticultura, utilizando a água do cultivo para a supervisão.
Segundo um pesquisador, quanto maior a quantidade de espécies existentes no sistema de produção, maior é a recuperação da biomassa animal. Hoje a produção de tambaqui aproveita de 30% a 40% de nitrogênio e fósforo; o resto vai para a atmosfera ou para a água.
No caso da pesquisa realizada, a curimba consome plâncton, sobra de ração, lodo do fundo, transformando aquilo que seria lixo no monocultivo em proteína animal.
“Nós acreditamos que demonstramos um passo importante para o estudo do cultivo integrado, o que abre portas para a combinação de outras espécies, como tambaqui, curimba e camarão.
Quanto mais espécies o sistema tem, já que elas não fazem competição com o tambaqui, que é a espécie principal, maior é a eficiência da produção”, atesta. No consórcio entre o camarão (Litopenaeus Vannamei) e a tilápia (Oreochro-
mis niloticus) linhagem chitalada, alguns resultados apontam para solução ecológica onde a água servida do cultivo tem praticamente as mesmas qualidades limnológica da que entra, uma vez que o excremento do peixe, que é alimentado com ração, que é a grita geral dos ecologistas, é o alimento do camarão. Como o camarão também possui o hábito alimentar detritívoro, ajuda na recuperação do elemento água devolvendo-a a natureza limpa de impurezas e com menor contaminação.
O cientista destaca ainda que a aquicultura possui um enorme potencial de cultivos integrados, mas ainda faltam estudos que avaliem todos os impactos desse modelo, incluindo análises dos impactos do aproveitamento da água da aquicultura para a supervisão no plantio. “Há um longo caminho pela frente”, conclui.
(*) Embrapa Pesca e Aquicultura <<
Consórcio entre o camarão (Litopenaeus Vannamei) e a tilápia (Oreochromis niloticus) linhagem chitalada
No Paraná e na Região Sudeste, por exemplo, há experiências variadas
Passo importante para o estudo do cultivo integrado, o que abre portas para a combinação de outras espécies
As Mudanças Climáticas afetam as doenças humanas
A sensibilidade climática está amplamente, mas de forma desigual, distribuída entre as doenças zoonóticas
Àmedida que o planeta se aproxima de um aquecimento global de 1,5°C, um novo estudo liderado pelo Museu de História Natural de Londres revelou que os cientistas ainda têm um conhecimento limitado sobre como as mudanças climáticas estão remodelando o cenário de risco de doenças infecciosas transmitidas de animais para humanos.
A pesquisa mostra que um mundo mais quente alterará os padrões climáticos, transformará os habitats e mudará os locais onde muitos animais vivem, provavelmente aproximando pessoas e animais selvagens e aumentando as oportunidades de transmissão de doenças zoonóticas. No entanto, os impactos exatos são extremamente difíceis de prever.
da temperatura acelera o envelhecimento
Como as mudanças climáticas afetam o risco de doenças
Ao analisar centenas de estudos científicos, a equipe conseguiu extrair dados detalhados sobre a relação entre clima e doenças para 53 zoonoses — cerca de 6% das 816 zoonoses conhecidas que afetam humanos. Mesmo para essas doenças relativamente bem estudadas, as respostas às mudanças climáticas são bastante variáveis.
De modo geral, as doenças zoonóticas mostraram-se sensíveis ao clima, com a temperatura apresentando as ligações mais claras. Temperaturas mais altas tiveram quase o dobro da probabilidade de aumentar o risco de doenças em comparação com a sua redução, particularmente para infecções zoonóticas transmitidas por mosquitos.
Mosquito fêmea Anopheles arabiensis se alimentando
Aumento
dos mosquitos, enfraquecendo seus sistemas imunológicos. Como na visão aproximada do abdômen de um mosquito, que contém depósitos escuros de melanina
Texto *Museu de História Natural de Londres Fotos CDC/ James Gath, Museu de História Natural, em Londres, PNAS, The Lancet, Universidade Vanderbilt
No entanto, esse padrão estava longe de ser universal, e para outros fatores climáticos, como precipitação e umidade, o cenário foi ainda mais complexo.
O estudo descobriu que as doenças zoonóticas são geralmente sensíveis ao clima, mas respondem de diversas maneiras, dependendo da doença, do hospedeiro animal e do ambiente local. O artigo foi publicado nos Anais da Academia Nacional de Ciências (Proceedings of the National Academy of Sciences). A temperatura apresentou as ligações mais fortes e consistentes.
Em muitos casos, o aquecimento aumenta o risco, por exemplo, acelerando o desenvolvimento de mosquitos ou impulsionando as populações de roedores. No entanto, mesmo para uma única doença, a resposta à temperatura pode mudar dependendo do quão quente já está ou de quais espécies estão envolvidas. O coautor Dr. David Redding usa a peste como exemplo
Complexidades e desafios de pesquisa
As caixas cinzas listam exemplos de fatores intrínsecos sensíveis ao clima. As setas indicam processos-chave de transmissão que podem ser sensíveis ao clima; a largura da seta ilustra a evidência relativa do impacto no risco da doença. Os pequenos gráficos de barras mostram as ponderações hipotéticas da temperatura, precipitação e umidade para cada componente. Essas vias e ponderações são indicativas, não exaustivas, e variam de acordo com o patógeno, o local e a estação do ano.
The
dessa complexidade: “A peste é causada por uma bactéria que circula entre roedores e as pulgas que se alimentam deles. A temperatura influencia fortemente esse sistema. Condições mais quentes podem aumentar as populações de roedores em algumas regiões e acelerar o desenvolvimento das pulgas, o que pode aumentar as oportunidades de transmissão.
No entanto, essa relação não é linear. Em temperaturas mais altas, a bactéria se torna menos eficientemente transmitida pelas pulgas porque as condições que permitem que a pulga se torne infecciosa deixam de existir. Além de um certo ponto, o aquecimento adicional reduz a disseminação da peste.” Os autores alertam que abordagens de pesquisa inconsistentes entre
O pesquisador principal, Artur Trebski,do Museu de História Natural, em Londres, descobriu a relação entre clima e doença
Vias de transmissão de zoonoses. Evitar epidemias de doenças infecciosas transmitidas pela vida selvagem exige foco nos fatores socioecológicos e uma reformulação do sistema alimentar global segundo
Lancet
Diagrama conceitual da transmissão zoonótica com e sem vetor artrópode
Visão geral dos estudos compilados que examinam os efeitos dos fatores climáticos na transmissão de doenças zoonóticas
Apelos por melhores estruturas de pesquisa
( A ) Mapa mostrando o banco de dados completo de efeitos climáticos extraídos (n = 852 efeitos, 218 estudos), resumidos geograficamente, com a cor do ponto representando o fator climático e a localização representando a latitude e longitude especificadas ou a localidade nomeada mais próxima do estudo. Estudos sem informações de localidade foram geolocalizados no centroide do país. O gráfico de barras inserido em ( A ) mostra o número de estudos que relatam efeitos da temperatura, precipitação ou umidade em doenças zoonóticas. Os subgráficos mostram o banco de dados dividido por variáveis-chave: ( B ) doença ou grupo amplo de doenças; ( C ) a métrica de risco ou pe-
disciplinas e regiões estão obscurecendo as verdadeiras relações entre clima e doenças, dificultando a comparação de resultados entre estudos ou o fornecimento de orientações claras para a saúde pública.
O pesquisador principal, Artur Trebski, afirmou que há uma necessidade urgente de repensar como as relações entre clima e doenças são estudadas e relatadas. “Às vezes, sugere-se que as mudanças climáticas agravarão as doenças transmitidas por animais para os humanos em geral, mas nossa pesquisa mostra que é muito
rigo testada no estudo; ( D ) o(s) principal(is) hospedeiro(s) reservatório(s) da doença focal do estudo; ( E ) o tipo geral de patógeno; ( F ) se o estudo relatou efeitos inferidos lineares ou não lineares; e ( G ) o tipo geral de método de modelagem usado. Abreviações de métodos usados em ( G ): GL(M)M, modelo linear generalizado (efeitos mistos); (S) ARIMA, modelo autorregressivo integrado de média móvel (sazonal); DLNM, modelo não linear de defasagem distribuída; GAM, modelo aditivo generalizado; ST, modelo estatístico espaço-temporal; Causal, um modelo baseado em inferência causal explícita; Outros, estatísticas descritivas ou frequentistas básicas (por exemplo, teste qui-quadrado)
mais complexo do que isso”, diz Artur. “Observamos muita variação, mesmo dentro da mesma doença, então precisamos de muito mais nuances em como resumimos os futuros impactos das mudanças climáticas na saúde.”
O Dr. Redding, que lidera a pesquisa sobre biodiversidade e saúde no Museu, acrescentou que a pesquisa em saúde pública precisa abandonar a mentalidade de “tamanho único”. “A mudança climática é um processo abrangente que afetará praticamente todos os seres vivos do pla-
neta”, afirma David. “O fato de não haver uma maneira consistente de examinar como diferentes animais e as doenças que eles carregam são afetados por esse processo é realmente surpreendente.”
“Espero que este estudo seja o início de uma jornada em direção a uma estrutura de pesquisa comum que nos permita agir de forma mais coordenada. Ao entendermos melhor as nuances dessas relações, estaremos em melhor posição para desenvolver medidas de controle eficazes”, acrescenta.
Novas diretrizes alimentares
Aberto com árvore gigante e chegada do Papai Noel, a programação gratuita segue até 6 de janeiro. Marcou a reabertura completa do espaço após a COP30
Ogoverno federal dos EUA divulgou recentemente uma nova versão da pirâmide alimentar, juntamente com uma recomendação para que os americanos consumam mais proteína do que o aconselhado anteriormente.
A ingestão diária de proteína anteriormente recomendada era de cerca de 0,8 gramas por quilograma de peso corporal.
Essa recomendação visava atender às necessidades nutricionais de um adulto sedentário médio. Agora, as novas diretrizes alimentares sugerem que as pessoas consumam entre 1,2 e 1,6 gramas de proteína por kg de peso corporal por dia.
Assim, para atender às novas recomendações, uma pessoa pesando 70 kg (154 libras) precisaria consumir cerca de 84 a 112 gramas (3 a 4 onças) de proteína por dia, em vez de 56 gramas (2 onças) sob a recomendação anterior.
“Não está claro por que aumentaram a recomendação em 50% a 100%”. Os cientistas estimaram anteriormente que o consumo médio de proteína de um adulto nos EUA geralmente excedia a antiga recomendação. Um estudo de 2013 estimou esse consumo em 1,2 a 1,4 gramas por kg de peso corporal por dia, enquanto um relatório de dados dietéticos de 2021 observou que homens e mulheres consumiam 97 gramas e 69 gramas em um dia típico, respectivamente.
A Nova Pirâmide substituirá o MyPlate como guia visual para as orientações nutricionais do governo federal para os americanos. A nova pirâmide alimentar invertida dos Estados Unidos, reorganiza os grupos de alimentos com base nas diretrizes federais mais recentes. Frutas, vegetais e proteínas estão no topo da pirâmide. Os grãos integrais, como pães e cereais, têm ingestão limitada e aparecem na base. Os grupos de alimentos incluem “Proteínas, Laticínios e Gorduras Saudáveis”, “Vegetais e Frutas” e “Grãos Integrais”. Exemplos visuais de alimentos específicos são fornecidos em cada categoria.
No entanto, essa mudança nas orientações levanta algumas questões: existem benefícios em aumentar a ingestão de proteínas?
E existe um limite máximo que não devemos ultrapassar?
Especialistas disseram que não existe uma quantidade máxima de proteína que se possa consumir por dia, definida por consenso. Dito isso, se você não for particularmente ativo, aumentar a ingestão de proteínas além da antiga recomendação provavelmente não trará muitos benefícios, afirmaram. Além disso, seria prejudicial aumentar a ingestão de proteínas em detrimento de outros macronutrientes, como gorduras e carboidratos.
A proteína é um componente importante de uma dieta equilibrada. Mas será que é possível comer proteína em excesso?
Fotos HHS, Photka via Getty Images, USDA
Por que a proteína é importante?
As proteínas são os blocos de construção do corpo, formando tudo, desde músculos e hormônios até enzimas digestivas e a hemoglobina que transporta oxigênio no sangue.
Carne, peixe e ovos, além de tofu, feijão e nozes, são Alimentos ricos em proteínas. Essas proteínas desses alimentos são decompostas pelo nosso organismo em seus componentes — aminoácidos — que as células utilizam para produzir as proteínas de que precisamos. Embora o corpo consiga produzir alguns amino -
e suas funções
ácidos por conta própria, existem nove, chamados aminoácidos essenciais, que só podemos obter através da alimentação.
As necessidades proteicas de uma pessoa variam dependendo de diversos fatores, sendo um dos mais cruciais a quantidade de exercícios físicos que ela pratica. Portanto, de modo geral, o aumento na ingestão de proteínas deve ser acompanhado por um aumento nos níveis de atividade física, especialmente se o objetivo é a manutenção ou o ganho de massa muscular
“A maioria dos estudos não demonstram que o aumento da ingestão de proteínas acima das recomendações atuais
aumenta a massa muscular magra. Se isso acontecer, precisa ser combinado com certos tipos de atividade física, o que não é o forte da maioria das pessoas.
Historicamente, recomenda-se que pessoas que praticam exercícios físicos regularmente consumam cerca de 1,1 a 1,5 gramas por kg por dia, enquanto pessoas que treinam para eventos atléticos podem consumir até 1,7 gramas por kg por dia.
É importante ressaltar que pessoas ativas ainda precisam ingerir energia suficiente proveniente de carboidratos e gorduras. Caso contrário, o corpo pode recorrer aos aminoácidos como combustível, aumentando efetivamente a quantidade de proteína necessária para compensar a perda dos componentes básicos das proteínas no organismo.
Outro fator que influencia nossas necessidades proteicas é a idade. Conforme envelhecemos, a capacidade do corpo de sintetizar novas proteínas musculares fica comprometida, levando à perda muscular e à fragilidade. Estudos sugerem que consumir mais proteína — cerca de 1 a 1,2 gramas por kg de peso corporal por dia — pode ajudar a atenuar esses efeitos observados em pessoas de meia-idade e idosas.
Efeitos de dietas ricas em proteínas
Pesquisas têm associado dietas ricas em proteínas, geralmente consideradas em torno de 1,2 a 2 gramas por kg de peso corporal por dia, a resultados de saúde tanto positivos quanto negativos.
Em uma revisão de estudos sobre o tema, pesquisadores compararam dietas com alto e baixo teor de proteína e descobriram que a primeira estava associada a maior perda de peso e, consequentemente, menor IMC.
No entanto, outra revisão associou o alto consumo de proteína a um maior risco de perda de densidade óssea e formação de cálculos renais .
Proteínas
Um estudo realizado com humanos e ratos de laboratório descobriu que o consumo excessivo de proteínas pode aumentar os níveis do aminoácido leucina, o que pode interferir na forma como as células imunológicas removem as placas das artérias. Isso poderia aumentar o risco de ataque cardíaco ou derrame. Com base nessa descoberta, os autores do estudo sugeriram que obter mais de 22% das calorias diárias provenientes de proteínas — cerca de 1,6 gramas por kg de peso corporal — pode ser mais prejudicial do que benéfico.
A leucina é encontrada em diversas fontes de proteína de origem animal e vegetal. Além disso, fontes de proteína ricas em purinas — como carne vermelha, órgãos como os rins e certos tipos de frutos do mar — podem levar à gota e à formação de cálculos renais se consumidas em excesso.
“É importante notar que não existe um limite máximo único e oficial”.”Uma quantidade considerada ‘excessiva’ varia de acordo com as necessidades individuais, que dependem da idade, peso corporal, nível de atividade e estado de saúde”.
As novas recomendações aconselham as pessoas a evitarem alimentos embalados e prontos para consumo que sejam salgados ou doces (como batatas fritas, biscoitos e doces) e a limitarem o consumo de alimentos e bebidas com aromatizantes, corantes, conservantes e adoçantes artificiais.
De acordo com as novas diretrizes, nenhuma quantidade de açúcar adicionado é saudável, e os adultos devem limitar o consumo a no máximo 10 gramas por refeição.
De modo geral, indivíduos saudáveis podem consumir com segurança quantidades “moderadamente altas” de proteína — cerca de 2 gramas por kg por dia — desde que faça parte de uma dieta equilibrada. O consumo de proteína não deve ocorrer em detrimento de outros nutrientes; se começar a substituir alimentos ricos em fibras, gorduras saudáveis ou carboidra-
Utilização da proteína em todo o corpo. Da proteína ingerida, aproximadamente 50% é extraída pelos tecidos esplâncnicos antes de entrar na circulação periférica. Apenas cerca de 10% da proteína ingerida é utilizada para a síntese de proteína muscular esquelética, enquanto o restante é catabolizado
Evitarem alimentos embalados e prontos, salgados ou doces (como batatas fritas, biscoitos e doces) e a limitarem o consumo de alimentos e bebidas com aromatizantes, corantes, conservantes e adoçantes artificiais
tos integrais, é aí que a ingestão de proteína pode se tornar preocupante, disse ela. Em casos extremos, uma dieta com altíssima quantidade de proteínas pode sobrecarregar os rins, que só conseguem filtrar uma quantidade limitada de ureia — um resíduo proteico — do sangue por vez. É por isso que pessoas com problemas renais preexistentes são aconselhadas a evitar dietas ricas em proteínas. Se a sua urina ficar com bolhas ou espumosa, isso pode significar que há um alto nível de proteína na urina, o que pode indicar danos nos rins.
(*) Este artigo tem caráter meramente informativo e não se destina a fornecer aconselhamento médico ou nutricional.
A ingestão de proteínas é vital para o crescimento muscular
ESTAÇÃO
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Vidro Transparente - R$ 0,65/kg
Vidro plano, como vidraça, marinex, travessas, refratário, aquário ou janela serão considerados na categoria outros
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Papel Branco - R$ 0,85
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