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N E S TA E D I Ç ÃO EDIÇÃO 168 - FEVEREIRO/2016

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Educação financeira: o que fazer para arrumar dinheiro com urgência?

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Governo apresenta plano de desenvolvimento econômico e sustentável

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Unidade de Entrega do Pará 2030

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Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

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ÍNDICE

Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Anete Costa Ferreira, Diego Andrade, Lélio Braga Calhau, Márcia Ramos de Freitas, Ricardo Moreira, Ricardo Souza; FOTOGRAFIAS: Anderson Silva, Antonio Silva, David Alves, Ascom CNBB, Ascom Sagri, Ascom Sedeme, Divulgação, Rodolfo Oliveira, Sidney Oliveira, Thiago Araujo/Ag Pará; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios

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* Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

Arco Norte promete escoar um terço da safra de grãos

Arranjo Produtivo Local de Moda e Design

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Queijo do Marajó se preparando para conquistar novos mercados

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Portos graneleiros em Santarém prometem escoar produção do centro-oeste

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Cabanas de Viriato: A Tradição do Carnaval genuíno e diferente

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Porto de Vila do Conde, no Arco Norte. Foto: David Alves/Arquivo Ag.Pará

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Educação financeira: o que fazer para arrumar dinheiro com urgência? Texto Lélio Braga Calhau* Fotos Divulgação

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omentar com outras pessoas sobre o aperto financeiro não é uma experiência agradável. Dói compartilhar as angústias de ter contas chegando e não haver dinheiro em caixa para quitá-las. Quem conhece o “trauma” de ter um cheque devolvido por falta de fundos? A sensação de tristeza nos avassala nessas situações. É um sentimento de impotência, uma frustração enorme e dolorosa com o resultado de decisões financeiras anteriores precipitadas ou feitas, em alguns casos, com indicações de pessoas mal-intencionadas e que se revelaram, após meses ou anos, desastrosas. Isso pode afetar a todos nós. Basta uma compra mal avaliada, como um financiamento de veículo, ou um comportamento compulsivo de compras à médio prazo, para se instalar um pandemônio na vida do devedor e de toda sua família. Temos, então, que nos “policiar” sempre para que nosso equilíbrio financeiro seja mantido. E se temos família para tomar conta, esse cuidado não deve ser só redobrado; deve ser muito mais intenso. Eu sempre ouvia pessoas próximas comentando casos assim. Todos nós conhecemos alguns, ou que ocorreram em nossas vidas, ou com amigos e familiares. Ultimamente está acontecendo algo mais doloroso comigo. Pelo fato do nosso trabalho de divulgar a educação financeira e os direitos dos consumidores estar ficando mais conhecido, tenho sido abordado por pessoas na minha cidade, nos fóruns e em eventos do meio jurídico, que se encontram muito endividadas.

Há gente endividada com todo o tipo de renda. Para muitos, a queda surgiu por conta do elevado padrão de consumo, para outros, com nomes mais diversos e motivos mais confusos, a ostentação, a “curtição”, o compromisso único com o presente em detrimento do futuro. Esses são apenas alguns dos exemplos. Lancho numa pequena padaria perto da minha casa. É um “pastel de vento” de queijo e um refrigerante. Sei que a combinação não é saudável, mas é simples e remete à minha infância. Eu estou ali sentado e quase sempre é do mesmo jeito. As pessoas se aproximam e pedem conselhos financeiros. Vejo nos olhos deles a frustração e a dor de terem colocado a família em uma situação de grave endividamento. É triste ver isso nos olhos das pessoas. Alguns estão marejados, outros escondem a dor e a vergonha de estarem com dívidas não honradas. Ao contrário do que se ventila, há muita gente honrada neste mundo e há pessoas em desespero por conta de estarem quase “quebradas”. Como promotor de justiça posso fazer muito pouco, já que o Ministério Público não atua judicialmente nesses casos, mas como ser humano, ouço e recomendo que as pessoas procurem advogados, contadores (ajudam muito a calcular novas possibilidades) ou defensores públicos. Pense muito antes de fazer um gasto fora da sua realidade. Juventude passa, dinheiro voa e os “amigos” somem. Muita gente que ostentava há 20 ano, ou até menos, está hoje na rua da amargura. Sozinho. Se você foi colhido nessa situação de forte endividamento, não se entregue. Levante a cabeça. Vai dar trabalho, mas procure es-

Os chineses dizem que crise abre portas para oportunidades

pecialistas e renegocie. Troque dívidas por outros empréstimos mais baratos. Analise as taxas de juros e opte sempre pelas mais baixas. Quite ou amortize as dívidas. Como? De várias formas. Uma delas é vender coisas que já não lhe são mais úteis. Tenho certeza que você tem roupas, um celular, computador ou até uma TV que já não usa mais. Que tal vender esses itens e levantar um dinheiro com o que você já não precisa mais? Há famílias que organizam bazares na garagem para se livrarem do que não usam. Ganham dinheiro e mais espaço em casa. Outra sugestão é fazer bicos. Encontrar uma atividade paralela fora do horário de trabalho pode dar aquela folga no orçamento. Possibilidades existem milhares. Você pode ser ajudante de pedreiro, de pintor, diarista ou até mesmo fazer artesanatos ou chocolates para complementar a renda. O mais importante é não se abater, nem desanimar diante das dificuldades. Os chineses dizem que crise abre portas para oportunidades. Toda crise em que me envolvi na vida, de algum modo me serviu para crescimento e amadurecimento. Saí muito mais forte depois de eventos financeiros negativos do passado. Não desanime e respeite o ditado popular de que “o dinheiro não aceita desaforo”. Sua família vai lhe agradecer sempre! (*) Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ, palestrante e Coordenador do site e do Podcast “Educação Financeira para Todos”

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Campanha da Fraternidade

Ecumênica 2016

Unir Igrejas, diferentes expressões religiosas e pessoas de boa vontade

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Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) é responsável pela CF 2016. Tema da Campanha: “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5, 24). O CONIC é composto pelas seguintes igrejas: A Igreja Católica Apostólica Romana; A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil; e A Igreja Sirian Ortodoxo de Antioquia. Além dessas Igrejas três organizações participaram na Comissão da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016: O Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP), Visão Mundial, Aliança de Batistas do Brasil. As Igrejas que integram o CONIC assumem como missão expressar em gestos e ações o mandato evangélico da unidade, que diz: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em Ti; que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21). Seria importante mencionar também a contribuição da Misereor dos católicos da Alemanha para a CF 2016, que desde uma

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perspectiva de fé, significa também assumir a responsabilidade comum pelo futuro da Terra. O Objetivo Geral da Campanha é: “Assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum”.

Os oito Objetivos Específicos da CF mostram a preocupação com o saneamento básico no Brasil: a) Unir Igrejas, diferentes expressões religiosas e pessoas de boa vontade na promoção da justiça e do direito ao saneamento básico; b) Estimular o conhecimento da realidade local em relação aos serviços de saneamento básico; c) Incentivar o consumo responsável dos dons da natureza, principalmente da água; d) Apoiar e incentivar os municípios para que elaborem e executem o seu Plano de Saneamento Básico; e) Acompanhar a elaboração e a excussão dos Planos Municipais de Saneamento Básico; f) Desenvolver a consciência de que políticas públicas na área de saneamento básico apenas tornar-se-ão realidade pelo trabalho e esforço conjunto; g) Denunciar a privatização dos serviços de saneamento básico, pois eles devem ser política pública como obrigação do Estado; h) Desenvolver a compreensão da relação entre ecumenismo, fidelidade à proposta cristã e envolvimento com as necessidades humanas básicas.

Arquidiocese de Belém lança C.F 2016 Na ocasião do lançamento da Campanha da Fraternidade 2016, o arcebispo Dom Alberto Taveira, e a coordenação de pastoral da arquidiocese falaram sobre o tema escolhido e as ações que serão realizadas em prol da campanha. A campanha foi lançada oficialmente em missa na Catedral Metropolitana de Belém. Entre os objetivos da campanha ecumênica, está assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas por políticas públicas e atitudes responsáveis.

Dom Alberto Taveira, arcebispo metropolitano, com o Livro da Campanha da Fraternidade 2016, com o tema “Casa Comum, nossa responsabilidade” e como lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”

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Governo apresenta plano de desenvolvimento econômico e sustentável Projeto estratégico para o Estado define cadeias produtivas e os ramos da economia prioritários Fotos Antonio Silva / Ag.Pará

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governador do Estado Simão Jatene apresentou o projeto “Pará 2030”, que inclui estratégias para o desenvolvimento do Pará nos próximos 15 anos. Esse é um projeto que traz ações que usam a sustentabilidade como base para dinamização da economia e melhoria dos indicadores socioeconômicos do Estado. Os estudos e as discussões para implantação do “Pará 2030” foram coordenados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), em parceria com a McKinsey – consultoria empresarial especializada em projetos estratégicos –, e tiveram início em agosto de 2015. O governo do estado ainda apresentou as estratégias de desenvolvimento do Programa das Nações Unidas para os Assentamen-

tos Humanos (ONU Habitat), que pretende implementar uma metodologia para diminuir os impactos sociais e ambientais provocados pela instalação de grandes projetos no Estado. Segundo Simão Jatene, “todos temos consciência que o padrão e o modelo de desenvolvimento que, de certa forma foi imposto ao Pará, fundado na simples extração e exploração de recursos naturais, não tem a

Para Jatene, os projetos preparam o Estado não apenas para a saída da crise, mas também a uma estratégia de desenvolvimento nos próximos anos

capacidade de gerar aquilo que é fundamental, que é o bem estar da própria sociedade”. Ele disse ainda que esse é um projeto estratégico para que o Estado defina cadeias produtivas e que ramos da economia precisam ser mais trabalhados e são mais lucrativos para que a iniciativa privada se sinta motivada a investir. O programa “Pará 2030” já elegeu dez cadeias produtivas prioritárias, baseadas na vocação do Estado e que também apresentam grandes oportunidades de desenvolvimento, geração de renda e emprego: agronegócio, agricultura familiar, pesca e aquicultura, atividade florestal, biodiversidade, mineração, serviços ambientais, logística, energia, turismo e gastronomia. Entre as ações prioritárias estão o investimento em pesquisa e desenvolvimento, capacitação técnica, melhoria dos métodos de produção e atração de novos negócios. A expectativa é que, juntas, essas atividades aumentem o Produto Interno Bruto (PIB) paraense em R$ 76 bilhões até 2030.

Impactos O governador Simão Jatene disse que o “Pará 2030”, é um projeto estratégico para que o Estado defina cadeias produtivas e os ramos da economia prioritários

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Já o ONU Habitat irá atuar na implemen-

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tação de ações para antever problemas em territórios impactados por grandes empreendimentos, como hidrelétricas, ferrovias, rodovias, portos e mineradoras. As regiões que serão trabalhadas no Estado são Tapajós e Xingu. Para a presidente do Instituto Dialog, Liane Freire, que também faz parte do projeto, ele se encaixa na visão deque o governo está apresentando do novo modelo de desenvolvimento harmônico sustentável, e isso soma com a proposta da ONU. “Estamos apoiando com mecanismos que possibilitem que isso se torne realidade, atuando no licenciamento ambiental e na criação de condições de implementação de estruturas de desenvolvimento, rebatendo esse modelo sustentável do Estado para o desenvolvimento regional”, afirmou.

A presidente do Instituto Dialog, Liane Freire, afirmou que o projeto se encaixa na visão do modelo de desenvolvimento harmônico sustentável atual Entre as ações prioritárias estão o investimento em pesquisa e desenvolvimento, capacitação técnica e melhoria dos métodos de produção

vas: “Com o Pará 2030 iremos trabalhar 23 cadeias econômicas e oportunidades, visando crescer a economia paraense em torno de 6% a 7% ao ano, para que em 15 anos tenhamos igualado a renda per capita do Pará a média do Brasil. Já o ONU Habitat norteará os grandes licenciamentos ambientais que forem implantamos no Pará, de forma que os projetos efetivamente tragam desenvolvimento para as regiões em que forem implantados”. O governador reiterou a importância da aplicação dos dois projetos. “A crise nos apresenta novas oportunidades, e é nisso que estamos trabalhando. Tenho certeza que o ‘Pará 2030’ e o ‘ONU Habitat’ nos preparam não só para a saída da crise, gerando emprego e renda, mas também para uma estratégia de desenvolvimento para os próximos anos, para que a gente possa cada vez mais nos aproximar daquilo que todos nós desejamos que é uma sociedade mais justa, fraterna e feliz”, completou o governador.

Programas

Os dois programas são instrumentos que vão nortear a economia paraense nos próximos 15 anos. O titular da Sedeme, Adnan Demachki, avalia positivamente as iniciati-

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Unidade de Entrega do Pará 2030 Pará 2030 se preparando para sair do papel Fotos Ascom Sedeme

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linhamento de funções e responsabilidades, novos conhecimentos, sistema de governança e desenvolvimento de metodologias. Essas expressões e seus respectivos conceitos e práticas foram temas recorrentes recentemente para o grupo de 28 servidores estaduais que vai compor, desde agora, a Unidade de Entrega do Pará 2030. A oficina de qualificação, ministradas pelas consultoras Gabriela Paranhos e Aglaia Vaz, da McKinsey & Company, empresa com expertise internacional em planejamentos estratégicos, se encerrou na quintafeira (18) p.p, após três dias consecutivos de treinamento, com forte adesão dos técnicos do Estado. A ideia é que a Unidade de Entrega tenha a função de dar foco, disciplina e prioridades às atividades que o Estado precisará desenvolver para que o Pará 2030 aconteça na prática. Ela terá grupos focais dentro de cada secretaria e órgão envolvidos afim de que esses servidores com perfis técnicos e de liderança política, a grande maioria do quadro efetivo do Estado, possam destravar os nós que eventualmente apareçam e tomar decisões necessárias. Nos últimos cinco meses, o Pará 2030

vem sendo desenvolvido com ampla participação de segmentos produtivos e acadêmicos, que têm sido abertos e participativos. Representantes de cadeias produtivas relevantes estiveram em reuniões temáticas e deram ideias, apresentaram sugestões dentro da realidade de entraves que eles identificam na área econômica para se desenvolverem mais e melhor.

Desafios

“O treinamento foi importante porque nos deu uma visão geral de como o programa será desenvolvido e o nosso papel nesse grupo de trabalho, considerando o que vamos intermediar e mediar junto aos nossos órgãos específicos. O desafio é corrigir os obstáculos em tempo hábil para consolidar o programa, que é de longo prazo, e não pode sofrer descontinuidade. Que ele realmente mude nossos indicadores econômicos já nesta gestão, a ponto de não poder ser ignorado por outras gestões, por ser entendido como um programa de Estado e não de governo’’, disse a coordenadora

Um grupo de 28 servidores estaduais compõe a Unidade de Entrega do Pará 2030. Seminário de qualificação serviu para detalhar o projeto

técnica da Diretoria de Qualificação Social, Profissional e de Empreendedorismo, da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), Celeste Lourenço. “Foi excelente porque esclareceu a proposta para a gente, e isso é fundamental. É só o início. A gente terá novos encontros para amadurecer ainda mais a equipe. Os desafios são muitos, um deles, é justamente a junção de tantos órgãos. Eu estava curioso para ver como isso aconteceria e isso já está acontecendo, então as coisas virão para melhorias de nosso Estado’’, afirmou o diretor técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), Rosival Possidônio do Nascimento. “Importante porque percebi um nivelamento de informações entre todos sobre o Pará 2030. É necessário que todos se engajem para alcançarmos nossos objetivos. O desafio é conseguir esse comprometimento em cem por cento para que o Plano

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O secretário extraordinário do Programa Municípios Verdes, Justiniano Netto, disse que o Pará 2030 será um marco no desenvolvimento do Estado

A gerente de Atração de Investimentos e Negócios da Codec, Lorena Aguiar, defendeu que todos se engajem em torno do mesmo objetivo

seja efetivado em seu tempo hábil, com todos trabalhando, acreditando e que não aconteça nada no caminho que possa impactar negativamente, por falta de conhecimento ou iniciativas práticas’’, ponderou a gerente de Atração de Investimentos e Negócios da Coordenação de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), Lorena Aguiar. “Houve um ótimo engajamento de todos que vão compor a unidade gestora do Pará 203, com a clara percepção de que esse projeto de desenvolvimento é uma construção

coletiva. Ele não foi criado em gabinete ou por uma consultoria, mas feito há muitas mãos e tem de ser implementado num esforço coletivo que envolverá secretarias, órgãos e centenas de milhares de pessoas. Um projeto de fôlego para os próximos 15 anos. O maior desafio é sua arrancada, ele tem de arrancar bem, com energia já na saída, para depois ser mantido ao longo dos anos. Os participantes da oficina, em geral, colocaram como grande risco a questão da descontinuidade do Plano, infelizmente, é um mal da política pública brasileira, quando há mudanças, temos boas políticas públicas abandonadas. É um risco que se impõe a qualquer programa público que se inicia, mas estamos confiantes que o projeto terá adesão não só do corpo técnico do governo, mas da sociedade. É isso, em última análise, que garante o sucesso e a perenidade de qualquer política pública. Estamos confiantes que o Pará 2030 será um marco no desenvolvimento do nosso Estado’’, frisou o secretário extraordinário do Programa Municípios Verdes (PMV), Justiniano Netto.

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A capacidade de exportação do Arco Norte (Itacoatiara (AM), Santarém (PA), Vila do Conde (PA), Itaqui (MA), Salvador (BA), Ilhéus (BA), promete escoar um terço da safra de grãos

Arco Norte deve escoar um terço da safra de grãos Arrendamentos de terminais portuários no Pará vão reverter quadro de estagnação da expansão portuária Fotos Divulgação

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logística de transportes de grãos no Brasil está passando por uma grande transformação com a entrada em operação do Arco Norte de exportações, que ligará o Mato Grosso ao Pará. Ao longo prazo, o Arco deverá concentrar ao menos um terço da produção de soja e milho do país, por meio dos portos de Itaqui (Maranhão), Santarém (Pará), Porto Velho (Rondônia) e Itacoatiara (Amazonas). A BR 163 também permitirá a expansão dos portos de Santarém e do porto de Vila do Conde, ambos no estado do Pará, aumentando assim o fluxo de exportação. O presidente da Associação Nacional dos Porto de Itaqui - Exportações por portos do Arco Norte aumentam 51% de janeiro a novembro

Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira, prevê que o setor conseguirá economizar com o frete, em média, US$ 40 por tonelada quando a nova logística estiver em pleno vapor. “Será nosso corredor de saída e melhorará a competitividade do país. Mas é preciso agilizar o processo”, reclama Silveira. Licitações de trechos de estradas que fazem parte do Arco e precisam de melhorias, ainda estão em estudo, como as rotas que ligam Palmas (TO) a Belém (PA) e Imperatriz a São Luis, no Maranhão. A expansão dos portos do Pará, que compõem o corredor do Arco Norte, é uma demanda antiga do setor agropecuário, na qual a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, juntamente com os integrantes da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (CTLOG/ MAPA), vem trabalhando desde 2010. Além da ampliação da capacidade operacional dos portos do Pará, a CNA defende, também, a conclusão de obras nos corredores de acesso envolvendo outros modais de transporte (rodovias, ferrovias e hidrovias) para facilitar o escoamento pelos terminais do Arco Norte. Este corredor, que engloba as regiões Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste, responde por quase 60% da produção brasileira de soja e milho. Entretanto, apenas 15% deste total são exportados pelos portos dessas regiões, enquanto 85% desta safra seguem para os terminais do Sul e Sudeste, percorrendo distâncias de mais de dois mil quilômetros.

Crescimento

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O aumento nos embarques do Arco Norte deve ser lastreado pela própria expansão da

Mato Grosso deverá escoar cerca de 2,5 milhões de toneladas entre soja e milho por portos do Arco-Norte

produção de grãos nas fronteiras agrícolas, aponta o coordenador do movimento prólogística, Edeon Vaz Ferreira. Estados como Mato Grosso, líder nacional na oferta de soja, deverão buscar a redução de custos. O agronegócio mato-grossense aposta no aumento no fluxo multimodal de cargas pelos terminais de Porto Velho (RO), Santarém (PA) e São Luís (MA). “Veja o exemplo de Sorriso, que hoje exporta por Santos. Quando toda a estrutura ficar pronta o gasto com frete vai cair 34%”, compara. Ele avalia que “a solução do Arco Norte é boa para o Brasil” e deve ter interferência maior em Santos, que é hoje o principal corredor do ‘Sistema Mato Grosso’. “Não temos absolutamente nenhum receio de que a carga seja desviada”, garante. Mesmo que não haja redução nos embarques, em volumes absolutos, o perfil exportador tende a mudar, projeta o consultor logístico Luiz Antonio Fayet. Para ele, os portos do Sul e Sudeste deverão concentrar parcela maior de produtos domésticos, bem como produtos com maior valor agregado. “Não é apenas uma questão de concorrência com o Arco Norte. Trata-se de uma região com alta industrialização, que consome www.paramais.com.br

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Exportação de grãos por portos do “Arco Norte” cresceu 51% em 2015

mais grãos do que produz”, aponta. O próprio Ministério da Agricultura confirma as previsões e estimativas de redução de 30% nos preços médios dos fretes praticados na região, considerando ao menos as próximas duas safras de grãos. O secretário de Política Agrícola, Seneri Paludo, confirmou as estimativas e aproveitou, em alguns eventos, para anunciar que o Plano Safra disponibilizará R$ 156 bilhões para o financiamento da produção entre 2015 e 2016. O aumento do crédito se deveu, disse ele, principalmente ao aumento de 10% a 15% nos custos de produção. A área plantada também deverá subir para 58 milhões de hectares, o que gera uma estimativa de produção de grãos da ordem de 200 milhões de toneladas – o que é muito, mesmo considerando as novas alternativas logísticas.

Leilão

Os leilões para arrendamento de terminais portuários no Pará, anunciados em janeiro deste ano pelo ministro dos Portos, Helder Barbalho, podem representar um marco histórico para escoar a produção agropecuária pelo Norte do país e reverter o quadro de estagnação da expansão dos portos brasileiros. Na avaliação da CNA, a medida vai ajudar a desafogar os portos do Sul e Sudeste e dará início ao processo de operacionalização do Terminal de Outeiro, no Porto de Belém, que tende a ser o maior para a exportação de grãos, podendo ultrapassar a movimentação de 15 milhões de toneladas de soja e milho nos próximos cinco anos. O governo anunciou quatro leilões, no dia 31 de março, na sede da BM&Bovespa, em São Paulo. Além das áreas para o terminal de Outeiro, serão feitos dois leilões para terminais do Porto de Santarém e um para Vila do Conde, ambos no estado do Pará, com o objetivo de movimentar grãos e minério de ferro. “Foi um feito histórico para reverter o quadro de estagnação da expansão portuária no país”, disse o consultor de Logística e Infraestrutura da CNA, Luiz Antônio Fayet. Para ele, essa iniciativa pode colocar o Sistema Portuário Belém/Guajará, onde ficam os terminais de Outeiro e Vila do Conde, entre os maiores entrepostos de exportação de soja e milho do mundo. “Com essa decisão, demos um passo importante para recuperar o tempo perdido. Podemos dizer que agora estamos dando início à reabertura dos portos brasileiros”, afirmou.

Terminais

Atualmente, o conjunto de terminais assume o posto de terceiro canal de embarque de grãos, com 11.1 milhões de toneladas de soja e milho em 2014. Em 2005 eram apenas 4 milhões de toneladas. Esse avanço tem

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Porto de Vila do Conde

modificado, pouco a pouco, o mapa logístico de grãos do Brasil. Antes praticamente restritas aos portos de Santos e da região Sul, as cargas ganham cada vez mais espaço nos terminais da região Nordeste, exigindo atenção das estruturas portuárias da metade debaixo do mapa do Brasil. “É preciso sempre estar preocupado com a concorrência. Paranaguá precisa ter um custo competitivo e eficiência nas operações para não perder carga”, ressalta João Gilberto, da Rocha Top. Recentemente, a empresa, que opera há décadas em Paranaguá, adquiriu uma operação de fertilizantes em Itaqui, em São Luís (Maranhão). Apesar do cenário atual e dos investimentos em andamento, o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, não vê, ao menos no momento, o Arco Norte como uma ameaça. “Santos e Paranaguá levaram 100 anos para ficar do tamanho atual. Não é do dia para noite que muda o sistema”, afirma. “O efeito do Arco Norte não acontecerá nos próximos dois anos. Talvez em quatro anos seja possível fazer um diagnóstico do escoamento”, complementa. Para o coordenador do Movimento PróLogística de Mato Grosso, Edeon Vaz Ferreira, a mudança de destinos dos grãos é

evidente e o complexo paranaense precisa, desde já, se adequar. “[Paranaguá] deve começar a se preocupar com o Arco Norte desde já. Daqui a quatro anos, as cargas para Paranaguá e São Francisco [em Santa Catarina] serão reduzidas. Arco Norte vai puxar muito”, garante. A expectativa é de que a estrutura do corredor de investimentos que passa por Amazonas, Amapá, Pará, Tocantins, Maranhão e Bahia atinja capacidade de 70 milhões de toneladas nos próximos 10 anos. Ainda segundo o executivo, à frente do Movimento formado por dez entidades, como Aprosoja, Acrimat e Famato, Santos, o principal porto do País, não sofrerá interferência direta do Arco Norte por conta dos investimentos realizados em ferrovias. A ALL, que hoje movimenta 13 milhões de toneladas de granéis agrícolas até o complexo santista, investe para dobrar a capacidade. “Santos não reduz”, garante Ferreira. 16.8 milhões de toneladas por safra é a capacidade instalada de embarque de grãos da região Norte em 2015/16. A estruturação do chamado Arco Norte abre um corredor que liga os estados do Amazonas, Amapá, Pará, Tocantins, Maranhão e Bahia. 10% da safra brasileira de soja estão concentrados no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Nos últimos 20 anos, a área dedicada à oleaginosa na região cresceu 559%, enquanto a produção saltou 985%.A estimativa de produção e exportação de Soja para 2015 é otimista. A previsão é de 92,4 milhões de toneladas, o que representa o aumento de 7,3% na produtividade em relação à Safra 2013/2014. Já a exportação deve crescer 4,3% a mais que a Safra anterior, alcançando 62,5 milhões de toneladas. Pará+

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Portos graneleiros em Santarém prometem escoar produção do centro-oeste Estão previstos três grandes projetos para a área: Cevital, Ceagro e Embraps

O Porto de Santarém carece de estruturação portuária, além da conclusão da BR- 163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA)

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licenciamento para a instalação do Terminal Portuário de responsabilidade da Empresa Brasileira de Portos de Santarém (Embraps) ainda não saiu do papel. Faltam realizar audiências públicas. A que deveria acontecer no mês de fevereiro foi suspensa pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Segundo o titular da Semas, Luiz Fernandes Rocha, há necessidade da realização de reuniões antecipatórias, nos municípios de Santarém, Mojuí dos Campos e Belterra. O objetivo das audiências é assegurar o efetivo conhecimento dos estudos e impactos socioambientais do empreendimento, para garantir legítima participação social. Estão previstos também, três grandes projetos para aquela região: um da Cevital, um da Ceagro e um da Embraps, projeto que está mais avançado do que os outros dois. O projeto da Ceagro, por exemplo, ainda sequer iniciou o estudo do impacto ambiental. Quanto ao grupo argelino Cevital, está trabalhando na contratação da empresa que vai elaborar os estudos. Nesse projeto, além do porto de grãos, tem previsão de instalação de indústrias. No mês de fevereiro, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado do Pará pediram à Justiça Federal em Santarém que suspenda imediatamente o licenciamento do terminal portuário da Embraps. O pedido se baseia justamente na falta de consulta prévia determinada pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A suspensão do licenciamento deve durar até a realização das audiências públicas. Pela convenção, populações tradicionais e povos indígenas devem ser consultados antes de qualquer decisão governamental ou empresarial que possa impactar seus territórios e afetar o futuro de suas comunidades. Existem sete comunidades quilom-

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bolas que sofrerão o impacto direto ou indireto do porto da Embraps. Os estudos do impacto ambiental, feitos pela Fadesp (Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa) foram apresentados em outubro do ano passado. Os estudos são compostos, obrigatoriamente, de dois documentos. Um é o Estudo de Impacto Ambiental (Eia) com todas as análises técnicas e científicas exigidas pelos órgãos licenciadores. O outro é uma versão simplificada desses estudos, o Relatório de Impactos sobre o meio Ambiente (Rima).

Porto de Santarém

O terminal portuário de Santarém será um empreendimento que pretende melhorar o transporte e o escoamento de grãos originários do centro-oeste, região que produz cerca de 42% da safra nacional de grãos, ou seja, em torno de 88 milhões do total de 209 milhões de toneladas registradas no ano passado. A construção e operação do terminal ampliarão a participação de Santarém no mercado internacional, considerando a localização privilegiada do município,

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com acesso para as principais economias globais. O porto de Santarém foi concebido para operar granéis sólidos de origem vegetal (soja e milho) e será composto por quatro armazéns com capacidade de armazenar 110 mil toneladas cada. O acesso hidroviário ao terminal se fará pelo rio Amazonas, que tem profundidade superior a 12 metros. As embarcações chegarão e sairão pela calha norte do rio. As instalações portuárias são uma necessidade em função da grande quantidade de mercadorias que se necessita escoar pelos terminais brasileiros, mas que encontra grandes dificuldades de infraestrutura adequada e eficiente para recebê -los. A previsão de movimentação de cerca de 7,92 milhões de toneladas de granéis sólidos de origem vegetal por ano. Sobre os benefícios que os portos podem gerar para a população, o principal deles é em forma de impostos, além dos empregos que serão gerados. Três fatores desempenham papel fundamental na expansão da soja pelo oeste paraense: o baixo custo da terra, a falta de infra-estrutura adequada para fiscalização, e a instalação pela Cargill www.paramais.com.br

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Projeto do terminal portuário de Santarém

de um porto graneleiro em Santarém, tradicional polo turístico do Pará e segundo maior porto do Estado.

Porto graneleiro da Cargill em Santarém

Cargill na mira

O Ministério Público está pedindo, na Justiça Federal, a demolição do porto graneleiro da Cargill, construído no Porto de Santarém, no Pará. O MP também vai entrar com pedido de liminar pela suspensão das atividades da multinacional americana no local até que a Justiça tome uma decisão final. O porto da Cargill foi construído na praia de Santarém com base em liminar judicial, recentemente derrubada pelo Ministério Público Federal. As decisões do Ministério Público foram tomadas após consulta com representantes da sociedade civil de Santarém. Nos últimos dias, o Greenpeace documentou extensos desmatamentos e queimadas na região. A devastação das florestas e savanas da área analisada pela organização ambientalista é provocada pelo plantio da soja, que tem atraído produtores do Mato Grosso e do sul do Brasil. O Greenpeace está na região há mais de um mês, usando um navio, um avião e um helicóptero, para documentar o

avanço do desmatamento e a exploração ilegal de madeira. As imagens registradas pela organização mostram que, apesar dos esforços do governo, que anunciou recentemente

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um pacote de medidas e políticas para conter o desmatamento na Amazônia, o avanço da iniciativa privada sobre áreas de floresta ainda está sem controle.

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A exposição de economia criativa é composta por acervo de 200 objetos e produtos originados das nove coleções dos setores criativos joias, moda, design e artes plásticas

Sinestesia da Floresta, joias criadas por um coletivo de empreendedores criativos em busca da geração da “joia sustentável”

Arranjo Produtivo Local de

Moda e Design Fotos Anderson Silva / Ag. Pará 16

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governo estadual formalizou o Arranjo Produtivo Local de Moda e Design – Polo Metrópole, em uma promoção da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Núcleo Estadual de Arranjo Produtivo Local (NEAPL)/ PA e Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), com apoio dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Midc) e da Cultura (MinC). Durante evento realizado no início de fevereiro o espaço São José Liberto, foi realizado também um desfile de moda e a abertura da exposição “Potências Amazônicas: Biodiversidade e Diversidade Cultural na Belém 400 Anos”. O Plano de Desenvolvimento do APL de Moda e Design, resultado do Edital nº 3/2013, promovido pelo Midc e MinC, foi elaborado por integrantes do coletivo intersetorial, que abrange o público, o privado e o Terceiro Setor. As áreas de conhecimento multidisciplinar contam com o apoio de instituições de educação superior; turismo; tecnologia e inovação; cultura; economia; movimentos setoriais; associações e organizações; fomento ao empreendedorismo; capacitação profissional; economia criativa; bancos; fazenda e tributo; artesanato e manualidades; moda; design de joias; fornecedores de matérias primas; meio ambiente; empreendedorismo e federações. Quarenta empresas já aderiram ao APL, bem como 30 empreendimentos informais devem ingressar no arranjo. Por se caracterizar por um APL Intensivo em Cultura, este arranjo beneficia as categorias culturais no campo das criações culturais e funcionais de moda e design. Arranjos Produtivos Locais são aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, tais como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.

Programação

Um desfile produzido pelo styling Diogo Carneiro mostrou peças das nove coleções da mostra. São elas: Miriti–Tauá: Memórias Entrelaçadas; Mostra Marajó; Ruas e Rios de Belém; Pano Arte; Belém 400 Anos: História, Cultura e Memória; Encantos da Cidade; Passeio por Belém nos 400 Anos de História; Belém: Uma Poesia do Imaginário; e Sinestesia da Floresta. Quinze modelos desfilaram em um cenário com plantas naturais e trilha sonora instrumental. Em seguida, foi feita a assinatura de formalização do APL de Moda e Design Polo Metrópole Pará. Assinaram o documento Djane Amaral, secretária adjunta da Sedeme; Sérgio Menezes, diretor de Mercado da Sedeme e diretor do NEAPL de Moda e Design Metrópole Pará; Fabrizio Guaglianone, diretor-superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Pará; Rosa Helena Neves, diretora executiva do Igama, organização social gestora do Espaço São José Liberto, do Programa Polo Joalheiro do Pará, do APL de Gemas e Joias e coordenação técnica do APL de Moda e Design – Polo Metrópole. O diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Fabrizio Guaglianone, disse que o órgão se soma a esse processo na condição de parceiro do governo, ao lado do Senai e do Senac, na criação de um ambiente favorável para negócios no segmento da moda. “Quero parabenizar os empresários envolvidos, pois, a cada criação, a cada evento, é o empreendedorismo do Pará que é valorizado”, disse. A secretária adjunta da Sedeme Djane Amaral ressaltou a importância da formalização do APL de Moda e Design. “Marca um novo momento, vivido não só por este segmento, mas por diversos outros do Pará, em que estamos tentando organizar cadeias produtivas fundamentais de nosso Estado, para que, com isso, possamos dar muito mais estrutura tanto do ponto de vista financeiro, possibilitando aí a montagem de coleções, ateliês etc quanto do ponto www.paramais.com.br

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de vista estrutural, divulgando, fazendo os nossos produtos circularem, chegarem a outros mercados e criando um ambiente de negócios favorável para todos. Agora, para que isso aconteça, é necessário o apoio e participação de todos que compõem este setor, pois um arranjo produtivo local não é algo do governo, de empresas ou empresários, é algo de todos e que só irá acontecer e se desenvolver se for abraçado por todos esses atores”, afirmou a secretária adjunta da Sedeme.

Desfile de moda na abertura da exposição

Potências Amazônicas

A exposição de economia criativa é composta por acervo de 200 objetos e produtos originados das nove coleções dos setores criativos joias, moda, design e artes plásticas. Participam como expositores estudantes de Moda e Design de produto, 31 criadores e designers profissionais, 40 empresas, empreendedores individuais e microempresas, 70 profissionais prestadores de serviços dos setores de moda, joias, artesanato, e artes plásticas, cinco curadores, oito consultores e um coletivo de criadores, bem como a participação especial do pesquisador e mestre ourives Paulo Tavares. A composição artística e visual da mostra é da designer Barbara Müller. Para Fernado Hage, designer e professor

do curso de Moda da Unama, o nome da exposição referenda toda a força que a cultura da nossa região tem e como isso pode virar produto de moda, design e joalheria. “No caso da Unama a gente tem dois projetos (Miriti Tauá e Pano Arte) que, de certa forma, são distintos, com um estilo diferente de resultado, mas que se unem nesse ponto: mostrar a força que a gente tem, o lado criativo que a região tem e que a gente precisa valorizar muito mais”. Para Hage, a exposição abre um ciclo por-

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que está mostrando o que vem sendo feito pelo Igama, junto com os designers e consultores, ao longo dos últimos anos no espaço, nas oficinas, e “que tem ainda muito fruto para dar e potencial pela frente”. No projeto “Miriti Tauá: Memórias Entrelaçadas” o grupo é formado por seis alunos da universidade. Já o projeto “Pano Arte” conta com a participação de 25 alunos, divididos em cinco grupos. Segundo Fernando Hage, cada grupo desenvolveu o tecido e criou um “look” em parceria com o artista

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Desfile mostrou as peças das nove coleções da mostra

plástico Rui Marcelo Rodrigues, do Coletivo Baseados em Artes, do qual também faz parte o economista Francisco Fortes. A Pano Arte revela experimentações de estética e linguagem em que os alunos tiveram a liberdade de interagir e interferir na estrutura das obras do artista plástico. Com o auxilio do fogo, Rui une tecidos em movimentos próprios de sua personalidade. A técnica, denominada “forja em tecido”, usa sobras e retalhos de tecidos sintéticos sobrepostos que, unidos pelo fogo, criam novas estruturas, combinações e nuances entre as suas emoções e os tecidos. Os alunos de Moda buscaram uma abordagem menos tecnológica e mais cultural e manual, propondo novos sentidos de inovação. Já pesquisa para o “Miriti Tauá”, lembra a universitária Rosáurea Vasconcelos, iniciouse em janeiro de 2015, quando os conceitos começaram a ser trabalhados pelos estudantes. De acordo com Nayron Aguiar, que integra o grupo, o projeto sustentável e ecológico foi focado em um trabalho artesanal mais elaborado. O miriti, fibra extraída da palmeira Miritizeiro, foi a matéria-prima escolhida após meses de pesquisa. Para tingir os seis vestidos da coleção foi escolhido o urucum, fruto do urucuzeiro, de tom avermelhado. “Os processos usados foram o da trança, que a gente vê no ‘top’, e o próprio crochê, feito com a fibra do miriti, além da fibra bruta. A gente usou também esteiras de fibras, pensando em deixar (as peças) bem

naturais porque nossa coleção é comercial e conceitual”, explicou Nayron, observando que estes eram os requisitos exigidos pelo Dragão Fashion, concurso nacional, realizado em Fortaleza (Ceará), no qual eles conquistaram, em 2015, o segundo lugar, ficando entre as melhores universidades de Moda do Brasil, além da menção honrosa que a coleção recebeu no Museu da Casa Brasileira, de São Paulo (SP), de onde chegaram, recentemente. Outra coleção que chama a atenção dos visitantes é a “Sinestesia da Floresta”, de joias criadas por um coletivo de empreendedores criativos em busca da geração da “joia sustentável”. Em seu fazer poético e profissional, esse coletivo revela, a partir de seus talentos individuais e de sua valiosa rede de prestadores de serviços criativos, possibili-

dades de promover o desenvolvimento do setor joalheiro, seguindo percursos dialógicos entre a inovação, os valores intangíveis da cultura amazônica e do design, comunicando a invenção inovadora, a diversidade e o desenvolvimento do setor joalheiro tendo como referência a sustentabilidade ambiental, econômica e cultural. Neste movimento transgressor de criar e produzir joias com as marcas da Amazônia são divulgadas as “gemas vegetais”, desenvolvidas pelo mestre-ourives Paulo Tavares e produzidas por Mônica Matos. A designer Brenda Lopes integra o coletivo e criou a coleção “Orvalhos”, em prata com gema vegetal de pimenta e tucupi. “Potencializar, unir forças era o que estava faltando para dar mais resultados brilhantes e criativos. A exposição reuniu várias linguagens e vários setores da arte”, comentou a designer, que também criou para a coleção “Belém: 400 Anos” joias inspiradas no Mercado de Ferro do Ver-o-Peso, a maior feira a céu aberto da América Latina. A exposição tem a parceria da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Unama e Estácio FAP. “Potências Amazônicas: Biodiversidade e Diversidade Cultural na Belém 400 Anos” fica aberta ao público até 13 de março, no horário de visitação do Espaço São José Liberto: de terça-feira a sábado, das 9h às 18h30, e aos domingos e feriados, das 10h às 18h. (Colaboraram Ângela Gonzalez, da Ascom Sebrae, e Rafael Sobral, da Ascom Sedeme).

Formalização do APL - Na foto, Fabrizio Guaglianone, diretorsuperintendente do Sebrae (c)

Linda Mina

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O barco com os gigantes rolos de cabos que serão instalados ao longo do mês está ancorado próximo ao município marajoara de Ponta de Pedras

Cabos subaquáticos

vão levar energia firme e fibra ótica ao Marajó e Calha Norte Com um comprimento de 17 km em cada circuito, os cabos serão responsáveis por levar energia de melhor qualidade a municípios como Ponta de Pedras

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Cabos subaquáticos vão levar energia firme e fibra ótica ao Marajó e Calha Norte.indd 19

Texto Diego Andrade* Fotos Rodolfo Oliveira, Sidney Oliveira / Ag. Pará

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sonho da energia de qualidade, além da conexão de dados por meio de fibra ótica, será uma realidade aos municípios do arquipélago do Marajó e da Calha Norte, no Pará. Na manhã desta quarta-feira (24), uma comitiva formada por representantes do Governo do Estado, Centrais Elétricas do Pará (Celpa) e gestores municipais conheceu parte da estrutura de instalação dos 17 km de cabos que vão interligar a subestação de energia em Vila do Conde, Barcarena, até o município de Ponta de Pedras, no Marajó. A empreitada representa um investimento total de R$ 250 milhões. O barco que contém os gigantes rolos de cabos que serão instalados ao longo do próximo mês está ancorado próximo ao município marajoara de Ponta de Pedras. Do total investido, R$ 120 milhões são provenientes do governo, por meio do Programa de Investimentos em Áreas Sociais (PIS), e R$ 130 milhões da Celpa. “Este é um momento importante para o Pará e, principalmente, para a população do Marajó, que terá a garantia de uma energia de qualidade, interligando e fortalecendo os municípios da região em diversos aspectos, principalmente o econômico. Este ato rePará+

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presenta o cumprimento da última etapa de um processo iniciado pelo ex-governador Almir Gabriel que trouxe o linhão, que levou energia firme para Santarém, Itaituba e outras cidades. Agora esta energia chega aqui e, em breve, também ao oeste. Isso é um marco, pois não podemos pensar em desenvolvimento, turismo, melhoria das condições de vida sem energia firme”, disse o chefe da Casa Civil da Governadoria, José Megale. O sistema subaquático aplicado pela fornecedora de energia adotará uma tecnologia inédita no Estado para o início da segunda etapa da conexão da Ilha do Marajó ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Serão implantados dois circuitos de cabos subaquáticos, que conectarão as subestações de Vila do Conde, em Barcarena, à de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó. Com um comprimento de 17 quilômetros em cada circuito, os cabos totalmente isolados e protegidos serão responsáveis por levar energia de melhor qualidade a municípios como Ponta de Pedras, Soure, Salvaterra, Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari, Anajás, Chaves, Afuá, São Sebastião da Boa Vista e Muaná.

Os cabos subaquáticos foram fabricados em Vila Velha, Estado do Espírito Santo, e chegaram ao Pará em um navio especial para este tipo de serviço

Empreitada de grande magnitude representa o investimento de R$ 250 milhões, dos quais R$ 120 milhões são recursos do Estado e R$ 130 milhões, da Celpa

Conexão

A Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Pará (Prodepa), em parceria com a Celpa e usando o mesmo cabo subaquático, implantará uma estrutura de fibra ótica, que será responsável pela transmissão de dados, interligando a ilha do Marajó à rede pública de internet. “A população perceberá nos próximos meses não apenas a melhoria na qualidade da energia elétrica, mas também do sistema de telecomunicações, que se iniciará em Ponta de Pedras. A perspectiva do Estado é que este município seja a porta de entrada para uma parceria permanente com a Celpa para que os demais municípios recebam internet em alta velocidade. Como impacto positivo teremos a melhoria dos serviços das próprias prefeituras, além do avanço do Navega Pará no interior do Marajó”, afirmou o presidente da Prodepa, Théo Pires. O município de Soure já tem a internet da Prodepa por meio de rádio, mas a expectativa é que os cabos de fibra ótica possam alcançar todos as cidades marajoaras. Serão 24 pares de fibra com 10,7mm de diâmetro total. Isso representa o transporte de dados em alta velocidade, proporcionando o alcance de taxas de transmissão da ordem de 40 Gbps. “Ter energia de qualidade aliada à melhoria na comunicação significa que teremos investimentos melhores na região, com o crescimento do turismo e empreendimentos como hotéis de grande porte, além de indústrias gerando emprego e renda para a população. Acreditamos que desta forma poderemos mostrar ainda mais ao mundo

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esta beleza que é o arquipélago do Marajó”, assinalou o diretor de distribuição da Celpa, Daniel Negreiros.

Estado investe em desenvolvimento para combater a pobreza e reduzir as desigualdades

O desenvolvimento dos municípios na região do Marajó é uma das prioridades do governo estadual. Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, levar energia de qualidade para o Marajó é fundamental para que se possa desenvolver a economia das cidades da região. “Precisamos fazer um esforço coletivo para melhorar os índices socioeconômicos do arquipélago. Uma região belíssima que precisa de infraestrutura para crescer e ser usufruída

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em plenitude”, diz o secretário. Segundo ele, no ano passado, visando atrair empresas para se implantarem no Marajó e gerar empregos para os moradores, o governo criou uma política fiscal que privilegia empreendimentos que se instalarem em cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “A energia era um limitador para esses empreendimentos. Por isso o esforço do governo de aplicar R$ 120 milhões nesse ajuste com a Celpa, parte para o Marajó e outra, para a Calha Norte”, completa. A subestação de Ponta de Pedras substituirá a antiga termoelétrica, gerando uma energia mais barata, limpa e estável. “O governo do Estado escreve a história com essa obra, ao lado da Celpa. Esta é uma obra de grande relevância social e econômica para o povo do Marajó. E com certeza a energia que receberemos do linhão de Tucuruí será mais www.paramais.com.br

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Para a prefeita de Ponta de Pedras, Consuelo Castro, a obra é de grande relevância social e econômica para toda a população da Ilha do Marajó

O chefe da Casa Civil, José Megale, destacou que, com a chegada da energia, chega também o desenvolvimento, com melhor infraestrutura e serviços

O sistema subaquático adotará uma tecnologia inédita no Estado para o início da 2ª etapa da interligação da Ilha do Marajó ao Sistema Interligado Nacional

barata e mais limpa do que a termoelétrica que usávamos”, disse a prefeita de Ponta de Pedras, Consuelo Castro. A obra faz parte de um projeto que contempla a substituição das fontes de geração de energia elétrica que atendem os municípios. As usinas térmicas que suprem essas cidades serão gradativamente desativadas com a entrada em operação dos cabos subaquáticos e das demais obras, que envolvem novas subestações e linhas de transmissão. Assim, a geração térmica dará lugar a uma fonte de geração hídrica, pois a obra levará energia elétrica proveniente do Sistema interligado Nacional a essas localidades e beneficiará, diretamente, cerca de 450 mil pessoas residentes no arquipélago.

Tecnologia

Os cabos subaquáticos foram fabricados em Vila Velha, no Espirito Santo, e chegaram ao Pará em um navio especial para este tipo de serviço, equipado com um sistema completo e diferenciado de posicionamento

e que garante segurança à navegação. Quando lançados, os cabos ficam submersos e praticamente enterrados no fundo do rio, onde a profundida pode ultrapassar 30 metros. O nível de segurança e monitoramento é alto para que não aja nenhuma falha da distribuição de energia. Caso um dos cabos apresente qualquer problema, outra linha paralela assume a função de encaminhar a energia aos municípios. Em Ponta de Pedras serão interligados 35 pontos, entre órgãos municipais e estaduais, como unidades da Seduc, Semed e Sesma, melhorando a conectividade e o trabalho de ordem pública no município. Além de levar internet para os órgãos públicos, também será implantado um ponto de acesso livre na praça da cidade para que a população possa usar wi-fi gratuito. Até o fim do primeiro semestre deste ano será inaugurada a Cidade Digital de Ponta de Pedras. (Com informações da Celpa, Prodepa e Sedeme). (*) Secretaria de Estado de Comunicação

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O presidente da Prodepa, Théo Pires, diz que a Ponta de Pedras será a porta de entrada de uma parceria que vai levar mais serviços à região do Marajó

Segundo o diretor de Distribuição da Celpa, Daniel Negreiros, a energia e comunicação de qualidade representam mais investimentos na região

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Queijo do

dos produtores de queijo do Marajó revela que a produção ainda é praticamente voltada para o mercado interno. “Temos recebido apoio dos governos estadual e federal, realizações de feiras, tudo isso para ajudar no escoamento da produção”, disse ele, que comanda a Associação com cerca de 30 membros, produtores de leite e de queijo. Atualmente, existe cerca de 12 queijoarias regularizadas na ilha do Marajó, gerando cerca de 700 empregos diretos. Os maiores produtores estão nos municípios de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari. A produção varia de 60kg/dia a 100kg/dia, em época de safra e na entressafra fica entre 45kg/dia a 70kg/dia, em média. “Alguns já fazem negociações com restaurantes e supermercados de Belém”, conta Haroldo. Antes da regulamentação, o preço do quilo ficava em torno de R$ 24 para o consumidor, sendo que o produtor vendia para o atravessador por R$ 20/kg, e seu custo de produção girava em torno de R$ 13/kg. “Hoje, o produtor negocia direto com os clientes, em sua maioria, restaurantes, padarias e hotéis. Neste caso, o preço chega a R$ 32/kg, o que representa um lucro melhor para o produtor, já que o valor do custo de produção continua semelhante”, revela Haroldo Palheta. Mas, devido a crise econômica que assola o país, os pequenos produtores estão preferindo comercializar o leite de búfala, ao invés de produzir queijo.

Marajó se preparando para conquistar novos mercados Processo de produção do queijo

Todos os produtores oriundos da agroindústria passam pela inspeção municipal, a fim de garantir a qualidade

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Queijo do Marajó se preparando para conquistar novos mercados.indd 22

Fotos Ascom Sagri, Rodolfo Oliveira/Ag. Pará, Thiago Araújo

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tempo seco na região Norte tem deixado preocupados os produtores de queijo do arquipélago Marajó. Com as fracas chuvas nesta época do ano, as pastagens estão secas e o rebanho bubalino não produz leite suficiente para se fazer o famoso queijo. Os grandes produtores ainda conseguem se manter, mas os pequenos produtores estão produzindo em baixa quantidade. “O nosso melhor período é entre agosto e setembro. Mas a melhora na produção acontecerá de janeiro em diante”, ressaltou o presidente da Associação dos produtores de queijo do Marajó, Haroldo Palheta Péua. O queijo do Marajó é um produto genuinamente paraense, com potencial para os mercados interno e externo, e que possui um protocolo de produção, de acordo com a Lei Estadual de Produtos Artesanais (Lei 7.565, de 25/10/2011). Em 2013, o queijo do Marajó ganhou um documento que estabelece as boas práticas de sua fabricação. Para produzir, os produtores devem seguir normas durante o processo produtivo, como por exemplo, qualidade da água utilizada, o processo de ordenha de animais, as condições de higiene dos locais de produção, o transporte e o armazenamento. Com isso, o queijo do Marajó ganhou um selo que permite a sua comercialização no território estadual. O presidente da Associação

Regularização

Com a regularização e adequação às normas do protocolo, o produtor de queijo do Marajó não só poderá vender em todo o Estado, como ir além. Outras portas devem se abrir para o queijo e impulsionar sua comercialização com a Indicação Geográfica (IG) do produto, ferramenta de propriedade intelectual. O produto será conhecido no mercado pela tradição regional da ilha, não podendo o seu nome ser usado por produtores de outras regiões. Com isso, o produto estará protegido pelo Instituto Nacional de O queijo de leite de búfala é um patrimônio cultural da Ilha de Marajó, no Pará, feito há mais de 200 anos com uma técnica tradicional

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Propriedade Intelectual (INPI). Agora, os produtores marajoaras querem conquistar o mercado nacional e, quem sabe, o internacional. O primeiro passo já foi dado, com o envio ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de um pedido de regularização do queijo em todo o Brasil.

Rebanho

Dados da Secretaria de Estado de Agricultura do Pará mostram que o rebanho brasileiro de búfalos está estimado em torno de 1,15 milhão de bubalinos, sendo a

região Norte, detentora de 720 mil animais, a maior produtora do país. Destaque para o Pará, que responde por 39% do rebanho nacional. A espécie bubalina se adapta facilmente em regiões com características semelhantes a da Amazônia. Os búfalos foram trazidos para o Marajó em 1895, pelas mãos

Búfalos no Pará, correspondem a 39% do rebanho nacional

Hildegardo Nunes, secretário de estado de desenvolvimento agropecuário e da pesca, grande incentivador do comércio e da produção rural paraense

do fazendeiro Vicente Charmont de Miranda. Hoje, dos três milhões de búfalos no Brasil, das raças bubalus, kerabau e fulvus, um terço está em Marajó.

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Da cozinha de casa para os

restaurantes

A cerveja artesanal paraense ganha força e conquista especialistas em todo Brasil

J

á pensou em fabricar aquela cervejinha, que você bebe nos bares nos finais de semana, em sua própria residência? Pois é, muita gente não só pensou como também já colocou em prática. Essas pessoas mostram que o sonho não é tão difícil de ser realizado, como se imagina. O empresário paraense Alex Brabo era um desses sonhadores que partiram para por a mão na massa, ou melhor, na cerveja. Ele fabrica a bebida preferida dos brasileiros em sua própria cozinha. “Mas não é pra vender. É para beber com os amigos”, revelou o empresário. O negócio deu tão certo, que os próprios amigos que bebiam com ele, também resolveram fabricar a “gelada” em suas próprias casas. Resultado: ninguém compra mais cerveja em supermercados e alguns até investiram em vendas. “Em nossas festas, todo mundo traz as suas (cervejas)”, revelou Alex. E não é pouca cerveja, não. Cada um fabrica, no mínimo, 20 litros da cerva. Com tanta gente fabricando, o ideal seria reunir todos numa associação. Em Belém não havia nada que pudesse balizar os estudos sobre fabricação de cervejas. As informações só podiam ser consultadas na rede mundial de computadores. Numa dessas pesquisas, Alex Brabo descobriu a Acerva (Associação dos Cervejeiros Artesanais), no Rio de Janeiro. O empresário não perdeu tempo e voou para a Cidade Maravilhosa. Após alguns dias, voltou empolgado e com o maquinário de fabricação na bagagem. Fundou há três anos, a Acerva Paraense. “Todas as pessoas interessadas podem participar, inclusive donos de bares”, disse Alex, que já conta hoje com 70 sócios, que fabricam suas cervejas, criam os nomes e produzem seus próprios rótulos. Muitos associados aproveitaram a oportunidade e abriram suas cervejarias ou mesmo utilizam a cozinha dos bares e restaurantes para fabricarem as cervejas, é a chamada cervejaria cigana. A Acerva Paraense foi criada no dia 17 de julho de 2013, com 28 sócios fundadores. De lá pra cá, vem promovendo diversos encontros, cursos, e palestras. No ano passado, o destaque foi o workshop Sommelier de Xervejas, ministrado por Gil Lebre. Durante dois dias, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer mais detalhes de diversos estilos de cervejas. Este ano, o principal evento já está sendo elaborado: é o 1º concurso de cerveja artesanal. A Acerva Paraense ainda incentiva seus sócios a fabricarem suas cervejas, inclusive emprestando seus maquinários, com suporte técnico para produção individual. Ainda que tenha ares de novidade, a produção das cervejas no quintal de casa é algo muito antigo, vem dos mosteiros seculares que já fabricavam a bebida bem antes de serem criadas as primeiras grandes cervejarias. Na Idade Media, cabia aos padres e às mulheres este preparo, que era parte da dieta cotidiana de proletários e burgueses.

Aprendendo na Universidade Estadual

Texto Celso Freire 24

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Universitários paraenses estão aprendendo, na prática, a fabricar cerveja artesanal. A Universidade do Estado do Pará (Uepa) mantém o curso de extensão Elaboração de Cerveja a base de frutas regionais. Os alunos aprendem todas as etapas de produção da cerveja. O diferencial da bebida é o sabor do líquido, produzido a partir de frutas regionais como cupuaçu, acerola, manga e açaí, com teor alcoólico de 1,3% a 5%. A bebida pode ser feita em casa. O doutor em recursos naturais e coordenador do curso de extensão, Marcos Augusto Eger da Cunha, que também foi professor do empresário Alex Brabo, presidente e fundador da Acerva Paraense, ressalta que o objetivo é o mercado, que sempre está à procura de novos produtos. www.paramais.com.br

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A SA DA FAM 1º L

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Alex Brabo e as cervejas produzidas na Acerva

O curso realizado no Laboratório de Tecnologia de Alimentos, do Centro de Ciências Naturais e Tecnologia (CCNT) da Uepa, é destinado à fabricar qualquer tipo de cerveja. “Nós fazemos de acerola, muruci, bacuri, taperebá...”, exemplificou o professor. Mas, não é fácil produzir cerveja com a polpa de fruta. Muitos fazem apenas com a essência. O açaí, por exemplo, possui muitas fibras, o que atrapalha na hora da filtragem. “Muitos produtores preferem acrescentar apenas extrato, essência da fruta para dar aquele gosto, do que passar as dificuldades de produzir”, revela o professor. Marcos destaca que a bebida se diferencia das feitas industrialmente. “A nossa cerveja é toda natural e os alunos verão os produtos que vamos colocar. A cerveja tem que ter cevada, lúpulo, fermento, e no nosso caso, a fruta. Qualquer fruta. A cerveja em si é um remédio. O lúpulo serve contra enxaqueca, dor de cabeça. A cevada é revigorante”, diz ele. A cerveja artesanal é feita a partir da fermentação de cereais, que começa na separação dos grãos, moagem e maltagem até a fervura, maturação, pasteurização e armazenamento. Ainda de acordo com ele, devido aos benefícios que a bebida traz, seria interessante que as pessoas, na hora do almoço e janta, tomassem um corpo de 300 ml de cerveja para permanecer com a saúde em dia. “Não é tomar uma garrafa, e sim um copo. A cerveja é tida como remédio, o único empecilho é o álcool”. No mais recente curso, 24 garrafas de 600 ml de cerveja sabor açaí foram produzidas pelos alunos e servidas para degustação dos

participantes e convidados. O universitário Danilo Videira gostou da iniciativa. Ele ressalta que a região Norte tem duas características que se sobressaem em relação as demais regiões do Brasil: é rica em volume de água e tem diversificadas frutas regionais. “é uma oportunidade de ganhar dinheiro porque o custo é muito baixo. Vai do próprio aluno ter força de vontade de querer empreender”, ressalta Danilo. Além de Belém, o curso já foi ministrado nos municípios de Paragominas, Marabá, Cametá e Salvaterra.

Sabor premiado internacionalmente

As cervejas caseiras ou artesanais produzidas no estado do Pará têm um diferencial em relação às outras fabricadas em todo o Brasil: o sabor. “Aqui, a preferência é acrescentar frutas regionais como o açaí, bacuri, taperebá...”, revelou Alex. E esses sabores originais da Amazônia conquistaram o Brasil e o mundo: Há dois anos, a cervejaria Amazon Beer, teve a cerveja Stout Açaí eleita a melhor cerveja do Brasil, em Blumenau, Santa Catarina. Ela concorreu com 413 cervejas. Fundada há 16 anos, Amazon Beer é filiada à Acerva Paraense e funciona na Estação das Docas, em Belém. Lá, diante dos clientes, produz seis estilos de cervejas em enormes tonéis de cobre. Segundo seus diretores, a cervejaria investe em pesquisas para desenvolver rótulos a partir de matérias-primas originais da floresta. A premiada Stout Açaí é uma cerveja escura com notas de café, chocolate, malte torrado e açaí. O teor alcoólico é de 7,2%. Outras cervejas artesanais da Amazon Beer, também ganharam prêmios: cerveja Forest Pilsen ganhou medalha de Ouro, e a Forest Bacuri foi premiada com o bronze no International Beer Challenge 2014, realizado em Londres, há 20 anos. Caio Guimarães, proprietário e mestre sommelier da cervejaria, não disfarça a felicidade com o reconhecimento. “O prêmio é muito importante para nós, pois dá visibilidade para a marca mostrar que, mesmo

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distante dos grandes centros de produção mundiais, conseguimos fazer cervejas de qualidade e com nível mundial”.

Pará atrai investidores

Belém atraiu também a Rede de cervejas artesanais Mestre-Cervejeiro, que inaugura primeira unidade na capital paraense. O bairro escolhido é o de Nazaré. E não foi por acaso. O local possui as melhores opções de moradia da capital paraense e reúne históricas e valiosas construções que datam do ciclo da borracha. É no bairro que está localizada a Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, um dos principais cartões postais da região, onde acontece uma das festas religiosas mais importantes do mundo, o Círio de Nazaré, que reúne cerca de 2 milhões de pessoas por ano e é realizado deste 1793. A loja de 55 metros quadrados, mais 14 metros quadrados de área externa, conta com mais de 180 rótulos de cervejas especiais - com destaques para Mestre-Cervejeiro.com Double IPA por Tupiniquim (Porto Alegre/RS), Inconfidentes (Nova Lima/MG), Trappistes Rochefort (Bélgica) e BrewDog (Escócia) -, além de um mix de produtos, como camisetas da marca, kits cervejeiros, taças, copos, e petiscos gourmet. Os franqueados Rodolfo Drummond Rodrigues e Rafael Costa apostaram na Mestre-Cervejeiro.com e acreditam no potencial do mercado de Belém. “Queríamos ter um negócio próprio desde quando morávamos no Rio de Janeiro e estudamos até franquias de outros segmentos, mas digamos que o hobby e o retorno para Belém nos levou para as cervejas artesanais. Eu já conhecia o Mestre-Cervejeiro.com e sempre admirei o trabalho e a proposta da rede”, ressalta Rafael “Espero que a franquia seja bem recebida em Belém, mercado que apresenta muitas oportunidades. Nossa expectativa é a melhor possível”, completa Rodolfo.

Mercado da cerveja artesanal em expansão

O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking

dos maiores produtores de cerveja, atrás apenas dos Estados Unidos e China. O setor é responsável por 2% do PIB nacional e apresentou um faturamento de R$ 61,4 bilhões no último ano, um aumento de 11,6%, segundo pesquisa de mercado realizada pela Mintel. Dados da Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas da Receita Federal) ressaltam ainda que somente na última década a produção de cervejas no país cresceu 64%, número impressionante para o setor que atualmente produz 13,4 bilhões de litros por ano. Mas, para o ramo de cerveja artesanal, por ser um ramo ainda relativamente novo, não há pesquisas e nem números oficiais para endossar o aumento na produção das chamadas cervejarias artesanais ou caseiras, produzidas pelos “home brewers”. Um levantamento feito pela cervejaria Petrópolis, houve crescimento das cervejas especiais no Brasil: 20% contra 4% do mercado das cervejas comuns. O interesse pelos produtos artesanais e de microcervejarias, voltam as atenções para as cervejas caseiras. O termômetro vem das ruas, ou melhor, dos sites, redes sociais, confrarias e associações. Aumenta também o interesse do consumidor em experimentar a sua própria produção ou degustar a de outros cervejeiros amadores.

Vamos produzir a cerveja caseira?

O engenheiro de produção e empresário do ramo, André Abacal, fez as contas necessárias para saber quanto se gasta na fabricação de uma cerveja artesanal, levando em consideração todos os fatores da produção, desde a mão de obra e custos indiretos, quanto a depreciação do equipamento usado na produção. Para uma receita de 20 litros de uma cerveja de trigo do estilo Weizen, por exemplo, são necessários perto de 5 quilos de malte de cevada e trigo para a receita, além de lúpulo e o fermento. Em um dos fornecedores de insumos no Brasil, o custo total sai a aproximadamente R$

20. É preciso ainda aproximadamente 40 litros de água para essa produção, a um custo de R$ 14. Os custos também abrangem os equipamentos. Considerando que um equipamento para a produção de 20 litros faz em torno de 40 brassagens (4 anos) e o custo total de panelas e afins é de R$ 2 mil, cada brassagem “consome” perto de R$ 50 reais em equipamento. Se decidir usar um cornélius para a distribuição, um equipamento custa R$ 600 e dura 100 brassagens, a um custo de R$ 6 reais por brassagem. Para completar, segundo André Abacal, tem os custos da higienização, produção, troca de fermentadores e envase, dura cerca de 12 horas, que a um custo de R$ 20 reais por hora totaliza R$ 240 reais por brassagem. Uma brassagem para venda, levando em conta todos esses custos, sairia perto de R$ 330, ou R$ 16,50 por litro de cerveja. Mas um ponto de vista positivo é que o aumento de produção barateia o custo por litro. Fazendo as mesmas contas com uma leva de 50 litros, considerando o aumento de insumos, o custo por litro diminuiria consideravelmente, chegando a perto de 8 reais, menos da metade.

Receita básica da cerveja artesanal

O mestre cervejeiro Jaime Pereira Filho ensina que o kit básico, que ocupa o mesmo espaço que um botijão de gás. O “maquinário” consiste de duas panelas grandes de alumínio, uma balança, uma colher grande de polipropileno, um termômetro culinário, uma peneira, um fermentador (um balde hermeticamente fechado com saída de válvula e uma torneira para engarrafar), mangueiras de transferência, um densímetro, um dispositivo para fechar garrafas e um moedor de cereais.

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- 20 gramas de lúpulo - 11,5 gramas de fermento

Desde antigamente Historiadores conseguiram, através da escrita dos hieróglifos ou caracteres cuneiformes, traçar as raízes da cerveja no antigo Egito e nas tribos Sumérias. Muitos consideram os Sumérios como os inventores de um líquido fermentado a partir do pão. A cerveja era escura, não filtrada e muito amarga. Já no império babilônico, o rei Hamurabi, criou diversas leis e códigos. Uma destas leis previa o pagamento de funcionários com cerveja, de acordo com a posição social. A cerveja não chegava a ser vendida, mas era utilizada como moeda no escambo por outras mercadorias. Assim esta bebida foi se tornando popular e foi até exportada, chegando ao Egito, onde ganhou os primeiros aprimoramentos na sua técnica de produção chegando próximo aos modelos atuais. Lá eram adicionadas ervas para melhorar o sabor da bebida e há evidências que algumas cervejas tinham, inclusive, nome. Após os egípcios foram os gregos e os romanos que continuaram a fabricar cerveja. Embora o vinho tenha toma-

do seu território tornado-se mais popular. Inicialmente a cerveja era feita para os irmãos peregrinos que visitavam os monastérios e logo após como meio de financiar as suas comunidades. Ainda naquele tempo pouco se sabia do papel do fermento no processo de fermentação. Assim a cerveja foi entrando na vida cotidiana, tornando-se um líquido tão desejado que transformou grupos nômades em habitantes de vilarejos. Ela foi valorizada como um alimento potável e muitos trabalhadores comumente eram pagos com jarros de cerveja. Por volta do século XV que se tem os primeiros registros do uso do lúpulo na Inglaterra, mas foi no século XVI que foi difundido como conservante para cerveja, substituindo gradativamente as folhas e cascas anteriormente utilizadas, culminando a época de um dos maiores eventos regulatórios na história da cerveja, a criação do Reinheitsgebot de 1516 (Lei de Pureza) pelos Alemães. O próximo grande desenvolvimento na cerveja ocorreu na metade do século XIX através do trabalho realizado por Louis Pasteur, o primeiro a explicar como a levedura funciona. As cervejarias alemãs até então não

sabiam explicar porque o processo de fazer cerveja nos meses quentes deixava esta azeda. Enquanto se fabricadas nos meses frios e a armazenadas em cavernas próximas dos Alpes resultava uma melhora na estabilidade e no sabor. Foi deste processo que se criou o termo Cerveja Lager (estocada). No final do século XX e início do XXI, porém, surgiu um novo movimento mundial, retornando as raízes de grandes variedades de alta qualidade e sabores diferenciados têm aparecido no mercado ano após ano. Cerveja, pão, manteiga, queijo e um que parece um nabo ou cebola. Quadro de Eduard von Grützner, “Brotzeit” de 1908

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Belém do Pará

inspira o samba do Rio de Janeiro e São Paulo

As escolas X 9 Paulistana e Tigres de Nova Iguaçu homenagearam a capital paraense durante o carnaval

O

s dois maiores centros culturais do país e que possuem os dois maiores carnavais do mundo, homenagearam Belém do Pará na avenida dos sambódromos. No Rio de Janeiro, coube ao Grêmio Recreativo Garras do Tigre, de Nova Iguaçu, retratar a capital paraense. Em São Paulo, a escola de samba X 9 Paulistana contou as peculiaridades da terra do açaí. A homenagem veio em boa hora. Belém completou 400 anos no último dia 12 de janeiro, e foi homenageada pelos blocos e escolas de samba da capital durante desfile na Aldeia Amazônica. Os paulistas se apresentaram no domingo, 7, às 5 da manhã, no sambódromo do Anhembi, com o enredo “Açaí-Guardiã! Do amor de Iaçã ao esplendor de Belém do Pará”. O intérprete oficial é o Royce do Cavaco e a rainha de bateria é a Gracyanne Barbosa. Nas cores verde, vermelho e branco a escola entrou na avenida, com cerca de três mil componentes divididos nos cinco carros alegóricos e 28 alas. Os brincantes foram divididos em cinco setores: A lenda do açaí, a cultura Tupinambá e o Portal da Amazônia estão retratados na comissão de frente. O carro alegórico trouxe uma escultura de 7 metros de altura da Iaçá e 35 açaizeiros; A comissão de frente retratou a lenda do açaí. Os 14 integrantes vestiram trajes típicos dos índios tupinambás. As baianas da X-9 Paulistana tiveram roupa mais leve neste carnaval. Em vez de

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A cantora paraense, Lenny Bellard, desfilou de índia no abre alas da X9

30 kg, como no último desfile, as roupas tinham 15 kg. Uma baiana toda verde com uns desenhos tribais, da tribo tupinambá, mostrou o artesanato, com roupa de vime, de cestaria. O segundo carro falou da chegada dos portugueses: “Processo de colonização, o Forte do Presépio e a Cabanagem”; E para marcar os 400 anos de história de Belém, a X-9 vai representou a chegada de Castelo Branco. “Foi ele quem fundou a cidade, e assim, foi montado um forte, o forte do presépio, porque lá existia a invasão de corsários. Para proteger as riquezas de Portugal, eles formaram esse forte que a gente vai retratar no nosso segundo carro.”, disse o carnavalesco da escola, André Machado. O terceiro carro fez uma viagem pelos pontos turísticos de Belém: os ribeirinhos e o mercado do Ver-O-Peso; morada de caboclo, o açaizeiro torna-se sagrado e importante para cultura belenense e Belém do Pará em festa comemora as suas raízes – o açaí num Círio de felicidade!. “Nós vamos fazer uma viagem por Belém através da fruta, o açaí, e conhecer também um pouco do estado do Pará”, disse o carnavalesco. “Vamos

mostrar as riquezas e cultura de Belém”, completa. Para encerrar a apresentação, a X-9 Paulistana quis comover o público com uma representação do Círio de Nazaré. “A gente vai tentar mostrar com bastante verdade o Círio de Nazaré, com cerca de 2000 pessoas. Inclusive eu estarei segurando a corda do Círio”, conta André Machado. “Belém do Pará é o maior produtor de açaí do Brasil, e, no ano em que a cidade completa 400 anos, resolvemos unir o útil ao agradável e prestar uma linda homenagem para a cidade morena”, completa entusiasmado o carnavalesco. A diretoria da escola aposta confiante na conquista do título deste ano. “Estamos com carros gigantescos, alegorias lindas, além de um enredo maravilhoso, digno de uma vitória”, ressalta o presidente da X-9, André Santos. “Toda a escola acredita muito nesse título e se ele vier será um presente nosso aos 400 anos de Belém do Pará”, concluiu. A escola tem dois títulos em sua história, em 1997 e 2000 (quando dividiu o primeiro lugar com a Vai-Vai), e nos últimos anos ficou sempre na parte intermediária da tabela final de classificação. www.paramais.com.br

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Letra do samba

O samba-enredo da X-9 Paulistana foi composto por Accyoly Filho, Saulo Mesquita, Turko, Maradona, Fabio X9, Thiago Japa, Rafa do Cavaco, Mixaria, Carlos Alberto, Dom Henrique e MP08. ‘Açaí guardiã! Do amor de Iaçã ao esplendor de Belém do Pará’ Ecoou... O rufar do meu tambor “Do amor de Iaçã ao esplendor de Belém do Pará” Lugar de rara beleza Encantos da mãe natureza Onde a velha sábia revelou O sacrifício que a tribo suplantou Índia tão bela, sua lágrima o fruto fez brotar Do solo sagrado brasileiro Correu o mundo e tem história pra contar O povo Tupinambá foi o primeiro a provar E fez a festa na aldeia É canto e devoção, somos todos irmãos Sangue cabano tá na veia As margens do rio, mercado popular Destaque na cor e no seu paladar Dela tudo se aproveita, árvore sagrada Culto de mina-nagô Ôôô, saúde e bem estar Ôôô, pra revitalizar Na procissão de fé do Círio de Nazaré Hoje clamo em oração Oh! Virgem santa, abençoai meu pavilhão São quatrocentos anos guardados no coração X-9 é amor verdadeiro Sempre em primeiro lugar A “energia” do meu samba vem aí Tá na boca o sabor do açaí Açaí Guardiã! Do Amor de Iaçã ao Esplendor de Belém do Pará. Desfile de Escolas de Samba de Nova Iguaçu 2 ºgrupo

Modelo Gracyanne Barbosa desfila pela X- 9 Paulistana como rainha de bateria

Nas Garras do Tigre 2016 O Grêmio Recreativo Garras do Tigre de Nova Iguaçu, do Rio de Janeiro, também apresentou o enredo falando sobre os 400 anos de Belém do Pará. O samba enredo foi defendido pelo interprete paraense, Wanderley Explosão, que foi um dos compositores, ao lado de Dred Silva Jr. Bruno Costa

e Javs. A escola “Garras do Tigre”, de Nova Iguaçu, é uma das agremiações do grupo de acesso do carnaval carioca e tem como rainha da bateria, Palominha Mel e os mestres de bateria, Robinho e Nego. A ideia de falar sobre Belém foi do carnavalesco da escola, Laércio Belém, que pelo nome já mostra sua origem. Para satisfazer o desejo de festejar sua terra querida, Laércio SERVIÇOS DE BAR

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levou a ideia ao presidente da agremiação, Washington Martins, que se apaixonou pela história da cidade. “O enredo fala de Belém, principalmente nos aspectos históricos e culinários. Estamos tendo o apoio de grupos indígenas que moram aqui no Rio, para não cairmos no erro de representar o índio de uma forma americanizada”, diz o presidente da escola. A Garras do Tigre planejou levar à avenida 600 brincantes, na maioria jovens provenientes das oficinas de passistas, mestre-sala e porta-bandeira ofertadas por eles como uma forma de combater a evasão escolar e a violência em Nova Iguaçu. “Não somos só uma escola de samba, nos preocupamos com a parte social, principalmente porque vivemos em uma comunidade muito carente”, conta Washington.

O carro que homenageou o Círio de Nazaré

Integrantes da Garras do Tigre

História

A Garras do Tigre tem como cores o preto e amarelo, e como símbolo, o Tigre, o mesmo símbolo da Porto da Pedra, sua madrinha. Está sediada no Parque Samar, em Miguel Couto. Desde seu surgimento, organiza junto com a Lebesni, o troféu Pessanha, antigo “Troféu Sambista Iguaçuano”. A escola foi fundada em 09 de fevereiro de 2012, pelo então carnavalesco Washington Martins. No seu primeiro ano, contou com a participação de grandes nomes do Carnaval Iguaçuano, tais como os intérpretes Antônio Nick e Cajú. Em 2013, estaria desfilando para avaliação, no entanto, naquele ano, o desfile não teve caráter competitivo, com a classificação da escola automaticamente para o Grupo único do ano seguinte. Com aproximadamente 350 componentes e dois carros alegóricos, apresentou um enredo em homenagem ao bairro carioca da Lapa.: “Lapa. Berço de bamba; de segredos, magias, histórias e culturas infindáveis. És o orgulho do meu Rio”; Em 2014, homenageou a mãe de santo Beata de Iemanjá, com enredo de autoria do presidente Washington Martins. Acabou em 17º lugar. Em 2015

Animação no desfile que homenageou Belém

garantiu acesso com o 3º lugar e o tema “No Universo dos espetáculos Garras do Tigre dá o show”. E agora, em 2016, o tema Belém do Pará 400 anos, um show de brasilidade.

Entre mangueiras se tornou realidade

Compositores: Wanderley Explosão, Dred Silva Jr., Bruno Costa e Javs Intérpretes:Zézinho do Cavaco, Robinho Lins, Wanderley Explosão Foi lá no Norte que um povo forte fez sua morada. Da miscigenação surgiu essa Cidade abençoada. O índio daquela terra era habitante e viu chegar de tão distante... O invasor ô ô Feliz Lusitânia semente a semente, independente se tornou. Na era da borracha a seiva da felicidade, Paris Na América. Um sonho lindo

No Ver-o-Peso tem o que você quiser. Saberes e sabores, das mandingas o poder. Eh! Boi abre a roda e vem dançar. Pássaro junino genuíno do Pará. Tem carimbo, tem lundum. Vai tremer o lugar quando o tambor Aurinegro ressoar As torcidas de Remo e Paysandu vêm de mãos dadas com Nova Iguaçu. E a Mãe de Nazaré. Abençoa esse povo de fé. Que vem cantar com o coração o sonho de ser campeão

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Cabanagem, resistência! Luta pela igualdade, um grito forte ecoou Ate que a paz foi erguida no teatro quando no Olímpia a luz brilhou.

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Cabanas de Viriato: A Tradição do Carnaval genuíno e diferente

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Dança Grande ou a Dança dos Cus

Texto Anete Costa Ferreira*

Carnaval tido como festejo pagão pelas primitivas civilizações, pouca alteração sofreu no decorrer dos tempos. Os povos contemporâneos continuam com manifestações bizarras que despertam curiosidades na atualidade. Neste aspecto deparamos com o carnaval de Cabanas de Viriato. Cabanas de Viriato, é uma localidade situada em Carregal do Sal, entre os rios Dão e Mondego, próximo da cidade de Viseu. Considerada uma das vilas mais típicas de Portugal, foi berço do soldado Viriato, no século II a.C. chefe guerreiro dos lusitanos que lutou contra o Império Romano. Abrigou-o das agruras da Serra da Estrela e das perseguições dos romanos. Documentos sobre o património referem a existência da Igreja de São Cristovão de Cabanas, no século XVI, dois cruzeiros com sepulturas pré-romanas abertas nos rochedos, o penedo dando ideia de cavalete ou bigorna, assim como o Cristo Rei, obra moderna cujos blocos foram transportados da Bélgica e montados no local, dentre outros. Muito visitado o túmulo do diplomata português Aristides de Sousa Mendes, nascido em Cabanas, que exerceu funções de cônsul em Bordéus durante a II Guerra Mundial, onde concedeu visto a milhares de judeus que fugiam escapando das perseguições nazistas, livrando-os do holocaustro. Tal atitude levou-o a demissão do cargo e ao regressar a Lisboa, em 1940, foi proibido de exercer a advocacia, caindo em desgraça. Cabanas, é também famosa pelo seu incomparável carnaval de tradições seculares,

cuja origem remonta ao século XIX. Registros históricos comprovam que um grupo de atores caminhava pelas ruas entusias-

Dança dos Cus. A coreografia consiste em os pares estarem divididos em duas filas, e ao terceiro compasso da música (valsa), virarem-se para o centro e chocarem os traseiros (bundas) www.paramais.com.br

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mado com o sucesso no palco. Descontraidamente, gingavam ao som de uma valsa. Posteriormente esse ritmo foi integrado nos festejos do Rei Momo, com o nome de “Valsa do Carnaval”, embora alguns entendessem que era oposto aos festejos do Rei da Folia. Mas ganhou notoriedade pela forma da sua apresentação, sendo-lhe dado o nome de “Dança Grande” , depois batizada de “Dança dos Cus”. Isto porquê a coreografia consiste em os pares estarem divididos em duas filas, e ao terceiro compasso da música (valsa), virarem-se para o centro e chocarem os traseiros (bundas). A Valsa é tocada pelos componentes da Sociedade Filarmônica de Cabanas de Viriato, precedida pelos mascaPará+

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rados cabeçudos. A “Dança Grande” é integrada por milhares de foliões que percorrem até três quilómetros de extensão, na Segunda e Terça-Feira Gorda. É um grande cordão desfilando por várias horas sem interrupção e quem quiser pode integrar o bloco da folia, livremente. Terminado o desfile segue-se a entrega dos prêmios às melhores fantasias individuais e aos blocos, no Salão da Sociedade Filarmônica. O Concurso conta com cerca de duas dezenas de concorrentes nos

Carnaval de tradições seculares, sempre ordeiro e familiar

O soldado Viriato (no século II a.C. chefe guerreiro dos lusitanos que lutou contra o Império Romano)

mais variados estilos. Barracas montadas nas ruas vendem petiscos e bebidas, destacando-se a “Tenda Louca” onde um DJ executa ritmos carnavalescos constantemente, impedindo que os brincantes sintam frio. Antecipando a “Dança Grande” ou a “Dança dos Cus”, há o Carnaval da Criança no Domingo Gordo, à tarde, e o tradicional “Baile do Chapeú”, no Sábado Gordo. A organização dos festejos pertence à Associação do Carnaval de Cabanas de Viriato, que só na Quarta Feira de Cinzas encerra as brincadeiras ao romper da aurora com os foliões prometendo voltar no próximo ano para abrilhantar o famoso, tradicional e genuíno Carnaval de Cabanas de Viriato. (*) Correspondente em Portugal

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O amor que você recebe não é igual ao amor que você dá! Texto Rosana Braga*

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ue você e todo mundo quer ser feliz no amor, isso é óbvio! E até deveria ser óbvio também se sentir merecedor dessa felicidade na área afetiva. Mas, pelas mais diferentes e inimagináveis razões, muita gente, bem lá no fundo, não se sente merecedora! E o maior problema, na verdade, talvez nem sejam não se sentir. Porque para isso existe solução. O maior problema é a pessoa achar que merece, mas viver como se não merecesse. Ou seja, nem saber que está agindo como alguém que aceita migalhas, que implora amor, que não coloca limites para o outro, que não sabe dizer ‘não’, que desconsidera seus desejos, engole sapos atrás de sapos e está sempre se sentindo inferior, menos do que os outros. É a típica pessoa insegura, com baixa autoestima, mas que veste uma máscara de forte, segura e confiante e vai vivendo aos trancos e barrancos. Só que sua aparência não é suficiente para que ela pare de se sentir sempre com uma dor no peito, com uma tristeza que faz doer a garganta, com uma sensação de que o melhor da vida está a uma distância impossível de alcançar. Pois é, se você se sente assim, a questão é uma só: enquanto você não enxergar a si mesmo, incluindo suas qualidades e suas limitações, acolhendo, respeitando e amando quem você é, ninguém mais vai saber fazer isso. Simplesmente porque as pessoas nos tratam exatamente como a gente mesma se trata. É inconsciente e infalível! Se você vive criticando, julgando e rotu-

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A qualidade do amor que recebemos é exatamente a mesma qualidade do amor que damos a nós mesmos

lando a si mesmo, com medo de falar o que pensa, de incomodar ou de se colocar e ser humilhado, é assim, exatamente assim, que a pessoa com quem você se relacionar tende a te tratar. Essa é a mensagem que ela recebe sem nem perceber. É isso que ela acaba vendo em você, apesar de sua aparência talvez forte e segura. E, no final das contas, é para isso que servem os relacionamentos: para nos mostrar de que forma temos nos tratado. Porque a qualidade do amor que recebemos é exatamente a mesma qualidade do amor que damos a nós mesmos. Mas a maioria das pessoas ainda acredita que recebe o mesmo

amor que dá aos outros. Não! A gente recebe o mesmo amor que dá a si mesma. Essa é a matemática. Essa é a fórmula. Você pode tratar o outro super bem, ser uma pessoa carinhosa, atenciosa e fiel. Mas se você não se tratar bem, não é carinhosa, atenciosa e fiel a si mesma, aos seus sentimentos e desejos, ao que pensa e ao que quer, então o outro não saberá te tratar diferente disso. E quer saber? Bem lá no fundo, você já sabia disso! Você sabe que quando se valoriza e se respeita, o outro fica a fim, admira quem você é e, se não rolar namoro, rola ao menos uma gratificante e prazerosa amizade! Daquelas que fazem o encontro valer a pena pelo simples fato de te mostrar que se não foi dessa vez, você está ainda mais e mais perto de viver o amor que deseja com quem tem absolutamente tudo a ver com você! (*) Consultora de relacionamento do ParPerfeito, psicóloga, palestrante, jornalista e escritora

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A mosca, até então desconhecida, descoberta por pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) em pleno Mercado do Ver-o-Peso, em Belém, foi batizado de Peckia veropeso

Nova espécie de mosca é chamada de Ver-o-Peso A descoberta dos cientistas do Museu Goeldi está publicada em revista científica

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ma nova espécie de mosca foi encontrada na maior feira da America Latina. Por isso, ela está sendo chamada de Peckiaveropeso. A descoberta foi identificada e descrita por um grupo de pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e está no volume 4067 da revista Zootaxa, publicado em janeiro. O estudo foi conduzido pelos entomólogos (especialistas em insetos) Fer-

nando Carvalho Filho, Inocêncio Gorayeb, e as bolsistas de iniciação científica do Museu Goeldi, Jéssica Soares e Caroline Souza. O trabalho de coletas em campo no Ver-o-Peso aconteceu entre os meses de dezembro de 2014 e abril de 2015. O resultado foi a coleta de 258 moscas de quatro famílias visitantes de materiais orgânicos e lixo da feira, dentre essas exemplares de uma nova espécie do gênero Peckiasp. n.

As moscas da família Sarcophagidae são importante porque agem como um vetor de endemias e outros tipos doenças

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(mosca da família Sarcophagidae). Exemplares de Peckiaveropeso também foram encontrados na Vila de Calafate, distrito de Magalhães Barata (PA), a cerca de 160 km da capital. Os pesquisadores acreditam que a espécie possui uma distribuição restrita às florestas de várzea do estuário amazônico. “Já esperávamos por novidades em Calafate, que é um lugar pouco estudado, mas encontrar uma espécie desconhecida em pleno Mercado do Ver-o-Peso foi uma surpresa”, diz Caroline Souza, bolsista do Museu Goeldi que integrou a pesquisa. No artigo, em destaque na revista internacional Zootaxa, os pesquisadores apresentam a descrição da espécie. A genitália de um espécime macho adulto foi dissecada, analisada e desenhada, pois essa parte do animal é importante para diferenciar a espécie das outras da família Sarcophagidae. A bolsista de iniciação científica ressalta a importância de registrar e descrever uma nova espécie de mosca para o conhecimento sobre a região amazônica. “É uma descoberta de peso, porque Sarcophagidae é uma família pouco estudada localmente. Existem apenas dois especialistas no Brasil. Em termos científicos, quando você descreve uma nova espécie, você acrescenta esse número para conhecimento da biota da Amazônia”. O grupo de pesquisa planeja agora um estudo sobre a Biologia do inseto. “A Sarcophagidae é uma família de importância médica veterinária, porque age como um vetor de endemias e outros tipos doenças. Então essa pesquisa serviria de auxílio para estudos forenses”. www.paramais.com.br

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ARCO NORTE COLOCA O PARÁ NA ROTA DOS GRÃOS CABOS SUBAQUÁTICOS LEVAM ENERGIA AO MARAJÓ

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