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Revista

Parรก+ NOVEMBRO 2013

BELร‰M-PARร

WWW.PARAMAIS.COM.BR

ISSN 16776968

    



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Aos 7 meses, eu ganhei um coração.

Há 7 anos, eu agradeço esse presente. Matheus tinha apenas 7 meses quando recebeu um coração. Hoje ele já tem 7 anos e comemora esses anos de vida graças a um doador. Todos nós podemos ser doadores de órgãos, basta comunicar esse desejo à família.

Não deixe a vida se apagar. Seja doador de órgãos. Fale com sua família. @doeorgaos_MS

/doacaodeorgaos

Matheus Bitencourt Lazaretti

Melhorar sua vida, nosso compromisso.

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Revista

N E STA E D I Ç ĂƒO EDIĂ‡ĂƒO 141 - NOVEMBRO/2013

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TCM, TJ-PA e MP reforçam combate à corrupção

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Projeto Cidades Digitais chegarĂĄ a 14 municĂ­pios paraenses

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1° Seminårio de Logística da Amazônia

PUBLICAĂ‡ĂƒO

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MDS e Seas entregam para municĂ­pios lanchas projetadas pela Marinha

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35ÂŞ ConferĂŞncia Internacional sobre Uso do Tempo

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A histĂłria nĂŁo contada do impĂŠrio em CametĂĄ

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Parå tem o maior rebanho de búfalos do Brasil... Insignificâncias

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Exercício físico melhora resultados escolares dos adolescentes A CÊsar o que Ê de CÊsar: A reativação do ÇairÊ Os adultos estão obsoletos

O mundo com uma mochila e disposição

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Empreendedorismo: Sebrae lança em São Paulo escola para ensinar empreendedores

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A indĂşstria da Pesca no ParĂĄ

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Gastronomia paraense surpreende sem abandonar sabores tradicionais

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Desenvolvimento com sabor de chocolate

* Os artigos assinados sĂŁo de inteira responsabilidade de seus autores.



Passeio pelo centro histórico Ê opção em BelÊm

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo HĂźhn; EDITOR: Ronaldo Gilberto HĂźhn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo HĂźhn; DISTRIBUIĂ‡ĂƒO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAĂ‡ĂƒO: Ronaldo G. HĂźhn; COLABORADORES*: Ana Carolina Pimenta, Ascom Seicom, Camillo Martins Vianna , Marcio Flexa , marina Pedroso, Natia Ney, Ricardo JordĂŁo MagalhĂŁesRodrigo Barata; FOTOGRAFIAS: Ana Luiza Rocha, Arquivo ParĂĄ+, Ascom SECTI, Divulgação, FĂĄbio Carvalho, Igor de Souza/SECT, Everaldo Nascimento, Fernando Nobre, Lucivaldo Sena/ Arquivo Ag. ParĂĄ, MĂĄcio Ferreira/ UFPA, Marivaldo Pascoal; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAĂ‡ĂƒO GRĂ FICA: Editora CĂ­rios

    

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Ă?NDICE

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VI Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação

ISSN 16776

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Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA C�RIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 BelÊm-Parå-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

I LE ESTA REV

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Portal AmazĂ´nia

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VI Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação

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Texto Ana Carolina Pimenta Fotos Ascom SECTI, Igor de Souza/ SECT, Mácio Ferreira/UEPA

om emoção a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) abriu oficialmente a sexta edição da Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. Na solenidade de abertura teve uma homenagem ao escritor, antropólogo, folclorista e musicólogo Vicente Salles, morto em março deste ano e cuja trajetória profissional foi marcada pelo trabalho de preservar a cultura regional. A viúva do estudioso, Marena Salles, recebeu das mãos do titular da Secti, Alberto Arruda, uma placa em reconhecimento pela

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vasta obra do marido, um dos mais destacados intelectuais paraenses. “É com um misto de alegria e tristeza que recebo esta homenagem, porque gostaria que ele estivesse aqui, mas estou certa que ele estaria muito feliz por ver sua obra sendo reconhecida,

valorizada e perpetuada”, disse. Vicente Salles também está sendo homenageado com um estande especial sobre sua vida e obra. Alberto Arruda destacou a importância do legado deixado por Vicente Salles e sua contribuição para a pesquisa histórica e cultural do Estado. “A Secti está muito feliz por poder homenagear Vicente Salles pelo conjunto da obra. Seu legado para o crescimento científico, cultural e educacional do nosso Estado é inestimável”, destacou. O Coro Cênico da Universidade da Amazônia (Unama) finalizou a solenidade de abertura apresentando o recital “Modas e Modinhas”, baseado na pesquisa de Vicente

Os estandes da Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizadaPará+ no Hangar 05

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DURANTE A VI FEIRA ESTADUAL DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO, NO HANGAR

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Salles. O evento teve a presença de representantes do governo do Estado e de instituições de ensino e pesquisa.

Novidades

A Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação teve em sua programação gratuita voltada à popularização da ciência produzida nas instituições paraenses, a oferta de 32 oficinas, oito minicursos e mais de 50 palestras sobre os mais diversos temas. A pedagoga Maria da Conceição Moreira visitou os estandes da feira e se disse encantada com o que viu. “Sou educadora há 30 anos e me sinto feliz em ver os jovens ensinando ciências aparentemente tão difíceis, como a física e a química, de maneira lúdica e criativa. Uma ótima oportunidade para os estudantes aprenderem”, disse. Como produzir um blog? Qual a relação

A viúva de Vicente Salles, Marena Salles, recebeu do titular da Secti, Alberto Arruda, uma placa em reconhecimento pela obra do marido

para o público aprender a fazer suas próprias animações a partir de elementos feitos de massa de modelar. O público em geral, especialmente os educadores, podiam se interessar por oficinas dedicadas a abordar o uso de ferramentas alternativas no processo de ensino-aprendizagem, como as oficinas “Tecnologias Educacionais para relações etnicorraciais e gênero na Educação Básica e na Educação Profissional” (IFPA), “Faça seu primeiro jogo de computador” (Cesupa) e “O uso pedagógico de Tablets na Sala de aula” (Seduc). A Feira foi uma realização da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), com a participação de várias instituições de ensino e pesquisa do estado.

Marena Salles, viúva do estudioso, e o titular da Secti, Alberto Arruda

entre matemática e os esportes olímpicos? Como montar uma radioweb? Como os videogames evoluíram desde o Atari? Estas e outras perguntas foram respondidas nas palestras e oficinas ofertadas. A programação foi atraente para todos os públicos e gostos, reunindo diversas atividades sobre os mais atraentes e curiosos assuntos.. Astronomia, ecologia, sensoriamento remoto, tecnologia e química. Eram mais de 30 estandes expositivos e 80 atividades, entre seminários, cursos, oficinas, observações astronômicas, performances esportivas, shows de música e dança, levarão o público a viajar pelo fantástico mundo do conhecimento. Além de proporcionar a aprendizagem, a Feira foi uma ótima oportunidade de lazer, já que havia várias atividades destinadas a demonstrar como a ciência pode ser divertida e envolvente. As instituições prepararam, também, atividades focadas no esporte e na saúde. No palco montado, Houve também exibição de performances esportivas, como apresentações de karatê, ginásticas artística, aeróbica e rítmica. www.paramais.com.br

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Alberto Arruda, titular da Secti, falou sobre o legado do escritor Vicente Salles, homenageado pela feira este ano pela vasta produção intelectual

Para quem se interessava pela arte de desenhar, por exemplo, a “Oficina de Desenho”, ofertada pelo projeto Biizu, da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), sendo ministrada teorias e exercícios práticos com a finalidade de ensinar técnicas de iniciação ao desenho aos alunos. A Fundação Curro Velho ofertou a “Oficina de animação” na técnica “stop motion”,

Coro Cênico da Unama durante a cerimônia de abertura da Feira

Vencedores do I Prêmio Paraense de Jornalismo Científico e do I Prêmio Paraense Destaque

Científico Na categoria “Mérito Científico”, que considerou como critério a relevante produção científica e a contribuição para o avanço do conhecimento científico

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regional, o contemplado foi o vice-reitor e pesquisador Universidade Federal do Pará (UFPA) Horácio Schneider. “É extremamente importante que a pesquisa científica seja valorizada e que possamos inspirar os mais jovens. É fundamental darmos visibilidade àquilo que fazemos em nossos laboratórios. São momentos como este que podemos usar para prestarmos contas à sociedade sobre nosso trabalho”, frisou. Já a categoria “Pesquisador Destaque do Ano” – que levou em conta a atuação destacada dos pesquisadores no período de janeiro de 2011 a julho de 2012 – teve como vencedores três pesquisadores, também da UFPA: Antonio Carlos Rosário Valinoto (Ciências da Vida), Cláudio Nahum Alves (Ciências Exatas, da Terra e Engenharias) e Denise Pahl Schaan (Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes). Estes dois últimos estão viajando e não puderam comparecer. O pesquisador e os representantes receberam os prêmios das mãos do titular da Secti e do diretor-presidente da Fapespa, alternadamente.

Jornalismo

O I Prêmio Paraense de Jornalismo Cien-

Além de promover atividades diversas de divulgação científica, nosso objetivo é despertar o interesse de jovens e crianças para a ciência e tecnologia, dialogando de forma lúdica e didática com eles” GERALDO NARCISO, DIRETOR DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA SECTI.

tífico foi idealizado para reconhecer os profissionais da imprensa paraense que atuam no jornalismo científico, incentivando o aumento do interesse e do conhecimento popular sobre ciência e tecnologia no Par[a. Uma comissão, composta por jornalistas e professores da UFPA, Universidade da Amazônia (Unama), Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom)

e Museu Paraense Emílio Goeldi, avaliou e classificou os trabalhos. Na categoria “Impresso”, a matéria intitulada “O caminho das águas”, do jornalista Ismael Machado, do Diário do Pará, foi a grande vencedora. O jornalista se amparou em estudos e argumentos científicos para produzir uma reportagem especial sobre os desafios em torno do abastecimento de água no Estado.. Na categoria “Televisão”, a reportagem vencedora foi a da jornalista Anna Cristina Campos Sousa, da TV Cultura. A matéria intitulada “Açaí prótese” aborda uma pesquisa feita entre a UFPA e a Universidade Estadual de Campinas para transformar os resíduos dos caroços de açaí descartados em próteses para o corpo humano. O titular da Secti, Alberto Arruda (e), disse que os prêmios reconhecem setores estratégicos para a produção e difusão do conhecimento científico

Público assistindo os eventos da Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação

Atividades focadas no esporte e na saúde

EXPRESSO VAMOS + LONGE POR VOCÊ ! 08

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O encerramento Mais de 14 mil visitantes prestigiaram a VI Feira Estadual de Ciência e Tecnologia, nos três dias de evento, o público pode visitar 30 estandes com experimentos e exposições interativas, além de participar de 53 palestras, 32 oficinas, oito minicursos, dois seminários e de um fórum especial sobre tecnologias sociais. No total, 36 instituições de ciência e tecnologia do Estado mostraram um pouco do resultado prático de suas pesquisas e despertaram o interesse de crianças e jovens para novas perspectivas de carreira. O evento, promovido pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secti), integra a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que promoveu diversas atividades ligadas à popularização da ciência em mais de 500 cidades brasileiras. O balanço dos três dias de feira foi considerado positivo pela Secti. “Enfrentamos algumas dificuldades pelo fato de o evento ter coincido com a greve das escolas estaduais e com a semana que antecede o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Apesar disso, a visitação superou nossas expectativas”, avalia o diretor de Ciência e Tecnologia da Secti, Geraldo Narciso. O público foi bastante diversificado, sendo composto por estudantes de graduação,

O público foi bastante diversificado, composto por estudantes de graduação, ensino fundamental, representantes do setor produtivo e família

ensino fundamental, representantes do setor produtivo, famílias e outros interessados pelas temáticas abordadas. Além das escolas que visitaram por conta própria o evento, a Secti apoiou a vinda de escolas públicas estaduais e municipais, por meio da contratação de seis ônibus, que fizeram 60 viagens durante a feira. O esforço foi compensado pela satisfação dos estudantes e professores. (*) Secti

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Os jornalistas Anna Cristina Campos Sousa, da TV Cultura, e Ismael Machado (d), do Diário do Pará, ganharam o Prêmio de Jornalismo Científico

A VI Feira Estadual de Ciência Tecnologia e Informação foi encerrada com a cerimônia de premiação dos vencedores do I Prêmio Paraense de Jornalismo Científico e do I Prêmio Paraense Destaque Científico

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TCM, TJ-PA e MP

reforçam combate à corrupção Reunião do presidente do TCM-PA José Carlos Araújo, com membros do Tribunal e integrantes do Grupo da Meta 18 do TJ-PA

entre TJ-PA e TCM-PA é de suma importância, é o fato de que o Tribunal de Justiça do Estado utiliza como provas em seus julgamentos os pareceres do TCM-PA, destacando, ainda, que vários prefeitos, presidentes de câmaras municipais e outros responsáveis por órgãos públicos municipais já foram condenados com base em decisões do TCM-PA.

Tcm oferece denúncias

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Fotos Fábio Carvalho

om o objetivo de agilizar, intensificar e aprimorar o combate à corrupção, o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará (TCM-PA) e o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA) estão trabalhando na elaboração de um convênio de cooperação técnica entre as duas Cortes, a exemplo do que já existe entre o TCM-PA e o Ministério Público Estadual (MP), que tem o mesmo objetivo de agilizar a execução das decisões do Tribunal de Contas dos Municípios que, só este ano, determinou o recolhimento de R$ 210 milhões referentes a irregularidades e multas aplicadas em processos de prestação de contas julgadas. No último dia 11 de novembro, os juízes Priscila Mamede Mousinho, Manoel Maria de Jesus e José Leonardo Pessoa Valença, que integram o Grupo Meta 18 do TJ-PA, estiveram reunidos, na sede do TCM-PA, com o presidente José Carlos Araújo, a conselheira vice-presidente Mara Lúcia, o conselheiro corregedor Cezar Colares, os conselheiros Antônio José Guimarães e Daniel Lavareda e o conselheiro substituto Sérgio Franco Dantas, além do secretário geral do TCM-PA Robson do Carmo, do diretor de Tecnologia da Informação Diógenes Carneiro e do assessor jurídico Francisco Brasil, com a finalidade de ultimar os detalhes do convênio de cooperação técnica entre o TJ-PA e o TCM-PA. Segundo o presidente José Carlos Araújo, após uma primeira reunião de trabalho com 10

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a presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargadora Luzia Nádia Guimarães Nascimento, realizada na sede do TJ-PA, ele tem mantido conversações com a presidente daquele Poder Judiciário, no sentido de ampliar a parceria entre as duas Cortes. Um convênio de cooperação técnica está sendo alinhavado e permitirá maior agilidade aos julgamentos das ações contra malversação dos dinheiros públicos.

Banco de Dados

O conselheiro corregedor Cezar Colares foi designado pelo presidente José Carlos Araújo para coordenar, pelo lado do TCMPA, os trabalhos visando a formalização do convênio de cooperação técnica. Ele destacou que os membros do TJ-PA receberão treinamento a cargo do TCM-PA sobre o Sistema E-Contas e terão total acesso ao banco de dados mais completo que existe sobre contas municipais, o que será de grande valia na instrução e julgamento de processos contra ordenadores de despesas acusados de desviar recursos públicos. Segundo os juízes Priscila Mamede Mousinho, Manoel Maria de Jesus e José Leonardo Pessoa Valença, 50% dos processos que tramitam no Poder Judiciário paraense por improbidade administrativa são motivados por falta de prestação de contas, que é um dever constitucional dos ordenadores de despesas. Ressaltaram que um dos motivos pelo qual o convênio de cooperação técnica

Segundo o presidente José Carlos Araújo, não só as decisões do TJ-PA são subsidiadas por pareceres do Tribunal de Contas dos Municípios, mas a grande maioria dos processos por improbidade administrativa que tramitam no Judiciário tem sua origem no TCM-PA. É que após emitir parecer prévio recomendando às câmaras municipais que não aprovem as contas de ordenadores de despesas por malversação de dinheiros públicos, o TCM-PA remete os autos ao Ministério Público Estadual, que, por sua vez, ao constatar a veracidade dos fatos, oferece denúncia ao Tribunal de Justiça do Estado. O corregedor Cezar Colares esclareceu que o convênio de cooperação técnica entre o TJ-PA e o TCM-PA vai permitir que o TCM colabore com os juízes na instrução dos processos, tornando o seu trâmite ainda mais ágil, colaborando com o TJ-PA no sentido de alcançar a Meta 18, estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como sendo prioritárias para os Tribunais de Justiça do Brasil as ações contra malversação dos dinheiros públicos. Inclusive, o CNJ criou um Grupo de Monitoramento da Meta 18, que é coordenado pelo promotor representante do Ministério Público junto ao CNJ, o conselheiro Gilberto Valente Martins, que é paraense.

Avanços

O presidente José Carlos Araújo ressalta que o TCM-PA está atento aos anseios da sociedade e não tem medido esforços no sentido de agilizar e aprimorar os mecanismos de controle externo, acompanhando passo a passo os avanços que os Tribunais de Contas têm alcançado, sob a coordenação da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e com o apoio do Instituto Rui Barbosa (IRB). www.paramais.com.br

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O presidente José Carlos Araújo presidiu a solenidade de abertura do Encontro Regional de Capacitação que reuniu jurisdicionados de 17 municípios da Região do Salgado

Conselheiro Daniel Lavareda palestrando ao lado do conselheiro Antônio José Guimarães

TCM-PA realiza em Bragança, VI Encontro Regional de Capacitação 2013

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Fotos Mário Quaresma

Tribunal de Contas dos Municípios realizou, no período de 12 a 14 de novembro, em Bragança, o VI Encontro Regional de Capacitação 2013. A solenidade de abertura do encontro, que abrangeu jurisdicionados de 17 municípios, aconteceu no Instituto Federal do Pará (IFPA) e as aulas foram realizadas na Escola Superior Madre Celeste (Esmac). O encontro foi aberto pelo presidente José Carlos Araújo e contou com as presenças dos conselheiros Mara Lúcia (vice-presidente), Antônio José Guimarães e Daniel Lavareda, bem como da procuradora-Chefe do Ministério Público de Contas dos Municípios, Elizabeth Massoud, do prefeito de Bragança João Nelson Pereira Magalhães, e de prefeitos e presidentes de Câmaras municipais e vereadores dos municípios da região do Salgado. O objetivo dos Encontros Regionais de Capacitação é qualificar os recursos humanos municipais em prol de uma gestão pública tecnicista, ética, eficiente e eficaz, capacitando-os em controle interno, prestação de contas, licitação, e Lei de Responsabilidade Fiscal.

Treinamentos

O presidente José Carlos Araújo ressaltou que o TCM-PA está realizando treinamentos para servidores públicos municipais abrangendo todos os municípios do Pará. Disse que só este ano o TCM-PA já treinou mais de seis mil servidores públicos municipais, em eventos realizados em todas as regiões do Pará. “Inclusive temos treinado também conselheiros municipais em Belém e no interior do Estado, pois uma das prioridades do TCM-PA é o Controle Social”, enfatizou. José Carlos Araújo destacou que o Tri-

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gânica, o TCM-PA está agilizando a análise e o julgamento das prestações de contas. Citou como exemplo que as Controladorias já estão notificando as prefeituras em relação a prestações de contas do 2º quadrimestre de 2013.

Controle Interno Só este ano, o TCM-PA já treinou mais de seis mil servidores públicos municipiais, em eventos realizados em todas as regiões do Pará

bunal também tem reforçado sua presença no interior do Estado através de suas sedes regionais. A mais recente foi inaugurada dia 17 de setembro, em Marabá, para atender mais de perto aos jurisdicionados das regiões sul e sudeste do Pará.

Agradecimento

O prefeito de Bragança João Nelson Pereira Magalhães agradeceu e elogiou a iniciativa do TCM-PA de se deslocar até os jurisdicionados no interior do Estado para levar conhecimentos técnicos através de encontros regionais de capacitação.

Nova Lei Orgânica

O conselheiro do TCM-PA Daniel Lavareda proferiu a palestra de abertura com o tema “A Nova Lei Orgânica do TCM. Ele ressaltou que, com a aprovação da nova Lei OrNo auditório do IFPA, a abertura do VI Encontro Regional de Capacitação

O VI Encontro Regional de Capacitação 2013 ofereceu em seu conteúdo programático o curso de “Formação em Controle Interno Municipal”, tendo como facilitadores Elisa Melo Resque, analista de Controle Externo/DAM/TCM-PA, e Cláudio Moreira Favacho, analista de Controle Externo/Controladoria/TCM-PA.

Prestação de Contas

Os inscritos no encontro participam também do curso “Prestação de Contas”, sob a responsabilidade dos analistas de Controle Externo/TCM-PA Christianne Oliveira Costa e Olavo de Oliveira.

Licitação

Constou do conteúdo programático do VI Encontro Regional de Capacitação 2013, o curso de Licitação (parte teórica e prática), sobe a responsabilidade de Eduardo Lisboa, chefe da CPL/TCM-PA, e de Mauro Chaves Passarinho, assessor técnico/TCM-PA.

LRF

Outro ponto importante do encontro foi o curso “Lei de Responsabilidade Fiscal: Desmistifique e Pratique”, tendo como facilitadoras as analistas de Controle Externo Rejane Gomes dos Santos (DAM/TCM-PA) e Camila de Moura Carreira (Controladoria/TCM-PA). Pará+

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O projeto Cidades Digitais tem o objetivo de melhorar a gestão pública municipal, resultando em maior acesso das comunidades à internet

Projeto Cidades Digitais chegará a

14 municípios paraenses

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Texto Natia Ney* Fotos Lucivaldo Sena/ Arquivo Ag. Pará

uatorze municípios paraenses foram selecionados para receber o projeto Cidades Digitais, do Ministério das Comunicações. Entre eles, Augusto Corrêa e Muaná foram os que apresentaram propostas com a colaboração da Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa). Outros doze municípios – Almerim, Baião, Chaves, Curralinho, Mãe do Rio, Novo Progresso, Óbidos, Pacajá, Palestina do Pará, São Domingos do Araguaia, São Sebastião da Boa Vista e Soure –, que enviaram os próprios projetos, também foram contemplados. “O governo do Estado está se tornando pioneiro na criação das estradas do terceiro milênio, as infovias em fibra óptica, e vai construir essas estradas para a chegada do Cidades Digitais aos municípios. É preciso criar uma estrutura de qualidade, e isso só

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é possível com a convergência de esforços entre diversas esferas de poder”, diz o presidente da Prodepa, Theo Pires. A Prodepa trabalhou para que os municípios apresentassem projetos que se adequassem às exigências do edital. Critérios como o índice da receita corrente per capita da cidade, a disponibilidade de equipe de servidores públicos para treinamento, infraestrutura local, possibilidades de estabelecimento de parcerias para manutenção e operação do projeto e densidade domiciliar de acesso à banda larga foram fundamentais para a classificação dos municípios. “A orientação que recebemos foi de extrema importância. Lendo as instruções, restaram muitas dúvidas, e a experiência da Prodepa nos levou a um resultado muito positivo, essencial para deslanchar o andamento do projeto”, afirma o responsável pela área de tecnologia da Prefeitura de Muaná, Sandro Peixoto. Das 1,9 mil cidades que participaram da

seleção em todo o País, apenas 262 foram consideradas aptas a receber o projeto, conforme avaliação da capacidade gerencial e técnica, sustentabilidade do projeto e expansão da rede. Nesta segunda fase, foram selecionados apenas municípios com menos de 50 mil habitantes, de acordo com o critério que combinou a penetração da banda larga, a população e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Gestão

A população total beneficiada será de 6,2 milhões de pessoas. São Paulo é o Estado com mais cidades aprovadas na segunda fase do Cidades Digitais, com 27, seguido pelo Maranhão e Minas Gerais, ambos com 25. A região Nordeste lidera o número de municípios selecionados com 119. Entres os gestores dos municípios escolhidos, a notícia aponta para novas possibilidades. “Só temos a agradecer à Prodepa www.paramais.com.br

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Cidades Digitais tem o objetivo de melhorar a gestão pública municipal, resultando em maior acesso das comunidades à internet e aos serviços de governo

pelo apoio, sempre nos auxiliando, tirando dúvidas, incentivando”, afirma a assessora da Prefeitura de Augusto Corrêa Mayara Vieira. “A partir daí foi formada a parceria. O trabalho está apenas começando. Esperamos continuar contando com a colaboração da Prodepa”, completa. O Cidades Digitais tem o objetivo de melhorar a gestão pública municipal, resultando em maior acesso das comunidades à internet e aos serviços de governo. Possibilita a modernização da gestão das cidades com a implantação de infraestrutura de conexão de rede entre os órgãos públicos e de aplica-

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tivos de gestão pública, capacitação de servidores e abertura de espaços de acesso público e gratuito à internet para a população. O projeto também proporciona o acesso da comunidade aos serviços de governo, além da inclusão digital dos municípios brasileiros, resultando em desenvolvimento local. O projeto-piloto selecionou, em julho do ano passado, 80 municípios, nove do Pará (Goianésia do Pará, Marituba, Paragominas, Tucuruí e Uruará), que apresentaram propostas em parceria com a Prodepa, além de Conceição do Araguaia, Curuçá, Itaituba e Trairão, com seus próprios projetos.

Para o presidente da Prodepa, Théo Pires, o governo do Estado está se tornando pioneiro na criação das estradas do terceiro milênio, as infovias em fibra óptica, e vai construir essas estradas para a chegada do Cidades Digitais aos municípios

O Pará ficou em primeiro lugar na região Norte e segundo no Norte-Nordeste, ao lado da Bahia e Paraíba, com nove propostas selecionadas, perdendo apenas para o Ceará, que teve dez cidades aprovadas. (*) Prodepa

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1° Seminário de Logística da Amazônia

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Texto Marcio Flexa e Ascom Seicom Fotos Everaldo Nascimento, Fernando Nobre/ Ag. Pará

rês obras essenciais para o desenvolvimento econômico do Pará e prioritárias para o Governo do Estado - A Ferrovia Açailândia-Barcarena, a Hidrovia do Tocantins e a BR-163 - foram o centro do debate do I Seminário de Logística da Amazônia, organizado pela Secretaria de Estado, Indústria, Comércio e Mineração (Seicom). Segundo o titular da Seicom, David Leal, as três obras dependem da vontade política do Governo Federal: “Por isso juntamos as forças do poder público e da iniciativa privada para contribuir e partilhar soluções

e repensar nossa infraestrutura logística”, explicou. O evento foi aberto pelo vice-governador Helenilson Pontes, e contou com palestra do presidente da Empresa de Planejamento em Logística do Governo Federal (EPL), Bernardo Figueiredo. David Leal frisou que as obras são as soluções para que 2,5 milhões de paraenses saiam da linha abaixo da pobreza. Ele ressaltou que o Pará tem potencial para ser um dos estados mais competitivos do Brasil, pois possui também as mairoes e melhores reservas minerais do planeta. Para ele, a miséria que ainda assola parte da popuO seminário foi aberto pelo vice-governador Helenilson Pontes, com foco na logística de projetos para os estados da Amazônia

Valter Casemiro Diretor Aquaviario do DNIT

lação cria um paradoxo pelo fato de o Pará contribuir com cerca de R$ 2 bilhões, por ano, para o equilíbrio da balança comercial brasileira O secretário destacou também que, em janeiro de 2015, o Canal do Panamá será reaberto, tornando o Pará o ponto mais privilegiado geogaficamente para o escoamento da produção paraense e brasileira. “Mas, para isso, temos que repensar o modelo brasileiro de transporte e logistica”, comentou. Para Bernardo Figueiredo, da Empresa de Planejamento e Logística do Governo Federal, não há como pensar uma alternativa de transporte para a Amazônia sem pensar uma nova forma de transporte e logística para o Brasil. Ele apontou que a falta de unidade, ao pensar um projeto brasileiro como um todo, foi responsável pelos entraves a projetos como o da Hidrovia Araguaia-Tocantins. Isso fez com que fossem inviabilizados, como no caso do derrocamento do Pedral do Lourenço, que impede a navegação, mesmo depois de todo investimento realizado pelo Governo Federal para a construção das eclusas da hidrelétrica de Tucuruí.

Entrave

Para o vice-governador Helenilson Pontes, a falta de planejamento é o grande entrave dos grandes projetos em logística do Brasil. Como exemplo, ele citou a Hidrovia Araguaia-Tocantins e a BR-163, dificultada por ter que atravessar áreas de floresta densa e reservas indígenas. “O grande desafio é o de uma gestão pública que esteja preparada para planejar grandes investimentos no mundo contemporâneo”, recomendou. No caso dos projetos na Amazônia, e no caso específico do Pará, o grande desafio, explicou Helenilson, é executar projetos que sirvam para gerar desenvolvimento tanto no restante do Brasil como (e princi-

Sidney Rosa, secretário Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção 14

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palmente) para a população dos municípios diretamente afetados. “A logística só servirá como instrumento para o desenvolvimento se servir aos 2,5 milhões de paraenses que vivem abaixo da linha da miséria”, destacou. Para o vice-governador, o modelo neocolonialista dos grandes projetos em logística no Pará tem que ser revisto, pois atualmente sequer deixam tributos aos paraenses e não servem ao Pará. “Reconheço os esforços do Governo Federal em levar à frente estes projetos que integram o eixo Norte do Brasil à produção do Centro-Oeste, mas estes projetos têm que ser inclusivos. Uma ferrovia como a Açailândia-Barcarena, se for somente para passar pelo Pará, não é interessante. Ela só servirá se for para escoar a produção paraense”, explicou.

Pará assinará Termo de Compromisso com DNIT para reestudo de hidrovia

O resultado mais imediato do “I Seminário de Logística da Amazônia”, foi a aceitação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em sentar à mesa de negociações para reestudar o projeto da Hidrovia Araguaia-Tocantins, no Pará, mas que tem influência econômica direta em mais cinco estados amazônicos.

Hidrovia AraguaiaTocantins

A proposta foi sugerida, e aceita por unanimidade dos presentes, no segundo e último dia do seminário, pelo secretário de Indústria, Comércio e Mineração do Pará, David Leal, diante do impasse que foi colocado pelo representante do DNIT, Walter Casemiro, quando revelou disparidades no dimensionamento dos dois projetos para o derrocamento (retirada) do chamado “Pedral do Lourenço”, que impede a navegação segura de embarcações durante o ano. O evento recebeu especialistas e juristas com conhecimento em portos e infraestrutura, com renomado conceito no Brasil, para apresentarem suas considerações da viabilidade econômica para o setor, a partir de uma logística no território do Pará, pela sua posição geográfica do estado mais perto dos países da África, “Costa Norte” dos Estados Unidos da América e as nações da Ásia, em função do Canal do Panamá, que terá sua área duplicada a partir de 2015. “O I Seminário de Logística da Amazônia foi um marco para o setor, por disponibilizar informação sobre assuntos importantes para o desenvolvimento do Pará e proporcionar esclarecimentos fundamentais, que em muito contribuem para agregar valor á cadeia produtiva, verticalizar a produção, atrair investidores e gerar emprego e renda para o Estado”, informou o secretário da Seicom, David Leal.

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O seminário foi aberto pelo vicegovernador Helenilson Pontes, com foco na logística de projetos para os estados da Amazônia

David Leal, titular da Seicom, frisou que as obras são as soluções para que 2,5 milhões de paraenses saiam da linha abaixo da pobreza

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Durante a abertura do I Seminário de Logística da Amazônia


Roteiro bairro da Campina no Arquivo Público

A Passeio pelo centro histórico é opção em Belém

Fotos Marivaldo Pascoal

s pessoas nascem e crescem em um lugar, mas isso não é garantia de que conhecem a cidade onde vivem. Já pensou em fazer turismo na própria cidade? Para reaver a memória socioespacial do centro histórico da capital paraense, o Grupo de Pesquisa em Geografia do Turismo (GGEOTUR) da Faculdade de Geografia e Cartografia da Universidade Federal do Pará (UFPA) criou o Projeto de Extensão “Roteiro Geoturístico no bairro Cidade Velha – conhecendo o centro histórico de Belém”. Desde janeiro de 2011, são feitas visitas monitoradas pelo centro de Belém, e os passeios não são feitos só para turistas. “Os turistas que vêm a Belém não têm uma boa opção de roteiro para conhecer o centro histórico, na Cidade Velha. Os próprios moradores do bairro e de outros locais da cidade pouco conhecem o lugar. Nenhuma agência de turismo oferece um percurso a pé pelas ruas do bairro. Ao percebermos essa lacuna e o potencial da Cidade Velha para o desenvolvimento do turismo patrimonial e histórico, avaliamos que seria pertinente

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a criação do Projeto, pois atenderíamos os turistas, os estudantes, a comunidade local e o público em geral”, diz a coordenadora do Projeto de Extensão e professora da Faculdade de Geografia da UFPA, Maria Goretti da Costa Tavares. A primeira edição do roteiro geoturístico foi realizada em 12 de janeiro de 2011. A escolha da data, obviamente, não foi aleatória, já que se tratava do aniversário de 395 anos de Belém. Os pontos visitados no roteiro de estreia foram mantidos nas edições subsequentes. Os primeiros grupos tinham cerca de 25 pessoas. Hoje, cada passeio reúne em mé-

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Roteiro Ver-o-peso ao Porto no mercado de ferro

Roteiro Ver-o-peso ao Porto no mercado de carne

Roteiro Ver-o-Peso ao Porto na orla

Roteiro Ver-o-peso ao Porto em frente a igreja das Mercês

dia 100 pessoas. 95% são moradores de Belém. No começo, era apenas um roteiro, pelo centro histórico. Agora, cinco roteiros são alternados a cada 15 dias, sempre aos sábados de manhã. Os participantes tem as opções da Cidade Velha, Belle Epóque, Ver o Peso até o porto, bairro da Campina e ruas do Reduto. Cada passeio dura em média 3 horas de caminhada pelas ruas. “Não entramos em prédios históricos, o passeio é apenas pelas ruas para que as pessoas tenham a dimensão da cidade. Mas quem se interessar, pode voltar depois para conhecer pontos específicos, como igrejas ou museus”, explica a

professora Goretti. Ela aponta como diferencial dos roteiros a preocupação em não fazer apenas um passeio turístico. “Falamos também dos problemas da cidade e da necessidade da população se mobilizar para cobrar soluções dos governos”, avalia Goretti. A proposta não é oferecer o turismo como solução de todos os problemas de um bairro e muito menos de uma cidade. Mas primeiramente sensibilizar os atores sociais do bairro para o valor histórico e social de onde vivem e permitir que a história e o significado da cidade sejam contados a partir da trajetória de vida de seus habitantes.

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Roteiro Bairro da Campina conduz visitantes pelas ruas da cidade

Roteiro Belle Epoque no Teatro da Paz

Roteiro Cidade Velha na Igreja da Sé

Roteiro bairro da Campina percorre casarios antigos

Hoje, o grupo conta com uma rede de 2 mil pessoas que já participaram das atividades, além de parcerias com entidades como Associação do Patrimônio Histórico de Belém e Associação Cidade velha, Cidade Viva. A divulgação é feita pelas redes sociais e novos visitantes devem preencher um formulário com dados para a pesquisa do grupo. Tudo é gratuito. Após cada edição do roteiro, a equipe se reúne para avaliar a atividade. Nesse momento, é levada em consideração a ficha de avaliação preenchida pelos participantes. O documento é considerado como um termômetro do trabalho desenvolvido. “Esta ficha contém críticas, observações, sugestões e dicas dos participantes e nos ajuda a melhorar o roteiro. Dependendo da viabilidade, podemos incluir outros pontos no passeio e mudar detalhes da programação. É muito importante essa avaliação de quem participa”, avalia a professora Goretti Tavares.

Resultados acadêmicos

O Projeto, concebido essencialmente para desenvolver turismo de base comunitária, começou a ser elaborado pelo GGEOTUR em 2009. Para a implementação da iniciativa, foi montada uma equipe de trabalho. Além da coordenadora Goretti Tavares, integra o

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Projeto quatro estudantes da Graduação de Geografia – com bolsas da Pró-Reitoria de Extensão –, uma técnica da Companhia de Turismo do Estado do Pará (Paratur), um docente do Campus de Marabá, um aluno do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFPA e, mais recentemente, três estudantes da Escola de Aplicação da Universidade, contemplados pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - Ensino Médio (Pibic-EM). Com a equipe pronta, a próxima etapa foi de pesquisa bibliográfica e documental, sob responsabilidade dos bolsistas de extensão. Para isso, foram consultados artigos científicos, dissertações e teses. Segundo a coordenadora, a intenção era sistematizar as informações colhidas sobre Belém e usá-las para a definição dos trajetos que são percorridos. Além da cartografia dos roteiros com levantamentos históricos sobre os pontos visitados, os estudantes de graduação em geografia, turismo, história, museologia e arquitetura também atuam como monitores nos passeios. O projeto agrega ainda estudantes do ensino médio e alunos de mestrado, que fazem pesquisa na área de patrimônio e geografia. Em 2014, está prevista a publicação de um livro sobre o projeto e os resultados obtidos até agora.

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Professora Goretti conduz visitantes na Cidade Velha

Roteiro Belle Epoque no coreto da Praça da República

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Reduto

Paratur; rua Gaspar Viana; rua Municipalidade; Vilas do Reduto; rua Municipalidade e seus novos Usos; a rua Rui Barbosa. Suas indústrias e casario o Centro de Memória da Amazônia; a rua O de Almeida; as ruas Benjamim Constant e Aristides Lobo; Fábrica Phebo; O casario da rua Quintino Bocaiuva; A rua 28 de setembro. Formas herdadas e novos usos; a Doca de Souza Franco. Formas desaparecidas e as formas recentes.

Roteiro Belle Epoque no túnel de mangueiras

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Pesca industrial no Pará

A indústria da Pesca no Pará O Pará é o estado brasileiro com maior potencial pesqueiro. São 562 quilômetros de litoral, que correspondem a 7,6% da costa marítima do país, além de rios e lagos, com uma diversidade de espécies significativa. Não é à toa que o setor pesqueiro paraense avançou na produção e exportação de pescado em 2012. De acordo com a Balança Comercial Paraense, divulgada pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Pará- Fiepa, no ano passado, o Pará exportou cerca de 36,7 milhões de dólares. A exportação de peixes foi a segunda maior entre os produtos tradicionais, atrás apenas da castanha do Pará. De janeiro a junho deste ano, já foram exportados 13,7 milhões de dólares em pescado. Mas apesar de tanto potencial, o Pará aparece em segundo lugar nas estatísticas

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federais. Perde a liderança na produção pesqueira para Santa Catarina, um estado bem menor. Mas é justamente o tamanho da costa catarinense que contribui para esse resultado, porque facilita o controle sobre a atividade. A fiscalização aliada a anos de investimentos na infraestrutura, capacitação de pessoal e renovação da frota garantem a liderança no ranking aos catarinenses. “É o que falta ao Pará. Sem uma fiscalização eficaz, cerca de 100 toneladas de pescado saem por dia do estado, na clandestinidade. Essa produção não é contabilizada pelas estatísticas oficiais”, explica Ivanildo Pontes, diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Pesca do Pará e Amapá- Sinpesca. “Basta ir ao Ver-o-Peso de madrugada para ver vários caminhões frigoríficos de outros estados, carregados com peixe de primeira escondido debaixo de piramutaba e bagre”, denuncia ele.

O mesmo acontece nos municípios pesqueiros, no interior. “A extensão da costa, rios e lagos, torna inviável a fiscalização. Esse pescado vai para outros estados onde são computados como produção local, são beneficiados lá, geram empregos e impostos fora do Pará”, lamenta Ivanildo. O diretor executivo do Sinpesca enumera as dificuldades enfrentadas pelo setor. “ A frota está sucateada, há mais de 20 anos não chegam embarcações novas; as grandes indústrias estão fechando; falta investimento em pesquisas para identificar novas áreas de pesca, novos cardumes e espécies; falta acesso a financiamentos para as empresas”, diz. Hoje, o Sinpesca conta com 36 indústrias associadas, e abriu o estatuto para receber também os micro e pequenos produtores pesqueiros, “para que eles tenham acesso ao subsídio do combustível dado pelo gowww.paramais.com.br

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verno federal”, explica Ivanildo Pontes. Para ele, um dos caminhos para garantir que o potencial pesqueiro se transforme em produção de fato é incentivar também a pesca artesanal, que vende o pescado in natura, para que os pescadores tenham condições de agregar valor, beneficiando o produto. “Esperamos que o Estado possa investir no setor, dando condições para a construção de terminais pesqueiros nos principais municípios pesqueiros, para o processamento da pesca artesanal”, sugere Ivanildo. “Com isso, nossos produtores conseguiriam segurar o pescado aqui, agregando valor para vender a preços melhores, não sairia mais in natura de forma clandestina”, avalia. Atualmente, o setor emprega entre seis mil e sete mil trabalhadores diretos no Pará. A proporção é de que 70% dos postos de trabalho estão no setor primário e 30% no setor secundário. O potencial é ter 60% na pesca e 40% no beneficiamento e industrialização do pescado.

O Estado mais presente

Um passo importante para a pesca no Pará foi a criação, há três anos, da Secretaria de Pesca e Aquicultura, que tem como missão fazer com que o Pará saia da condição de “excelente” potencial aquícola/pesqueiro, para se transformar de fato no maior produtor pesqueiro do Brasil. Com pouco mais de um mês no cargo, o novo secretário de pesca, André Pontes é bem visto pelo setor. Filho de Ivanildo PonPotencial pesqueiro para ser o maior produtor do Brasil

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Pesca em cativeiro ganha incentivo no Pará

tes, diretor do Sinpesca, ele conhece bem as dificuldades enfrentadas para a produção pesqueira no Pará. Mas André lembra que a SEPAQ não atua na fiscalização, mas apenas no fomento à atividade. “Trabalhamos em conjunto com as secretarias da Fazenda, de Meio Ambiente e de Segurança Pública para tentar reprimir o escoamento clandestino do pescado, mas os municípios também precisam trabalhar integrados ao Governo”, avalia André Pontes. Com uma equipe de apenas 148 servidores, dos quais pouco mais de 60 estão na linha de frente, o secretário tem como meta organizar e estruturar a SEPAQ e executar as obras em andamento desde 2009, como a construção de mercados e terminais pes-

André Pontes, secretário estadual de pesca e aquicultura

queiros, além de colocar as agências regionais em funcionamento.

Cativeiro

O secretário André Pontes acredita que, apesar das dificuldades enfrentadas pela indústria pesqueira, é possível aumentar a produção investindo em outras frentes, como a criação em cativeiro. Duas estações de alevinos já estão funcionando, com uma capacidade de produção de 2,5 milhões de alevinos por ano. “Já contamos com a parceria com empreendedores de Tucuruí para a criação dos alevinos e ainda em 2013 começa a distribuição para os centros produtores em todo o Estado”, garante o secretário. A SEPAQ quer fortalecer a cadeia produtiva da aqüicultura (criação de peixes, moluscos, crustáceos e anfíbios em cativeiro). “A curto prazo, nos próximos dois anos, teremos o aumento da produção de pescado em cativeiro. Somado a outros incentivos, conseguiremos voltar à liderança nacional”, antecipa André Pontes. Um exemplo é a produção de ostras, em Salinópolis. O projeto existe Há quatro anos, mas a partir de agora deve contar com o apoio da SEPAQ. A Associação da ComuniPará+

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dade de Santo Antônio de Urindeua reúne cerca de dez famílias que trabalham na produção de ostras. As larvas, ou sementes de ostras, como são chamadas, são colocadas em telas no mar. A comercialização é feita quando atingem 60 milímetros. Dois grupos de cinco famílias cuidam da produção. Cada um com capacidade para produzir até sete mil ostras. “A produção vai para restaurantes de Salinópolis, Mas vendemos também sopa e moqueca de ostra para os turistas”, diz a secretária da associação, Maria José dos Santos. E nada se perde. As conchas são transformadas em pó, vendido como suplemento alimentar (cálcio) e ração para passarinhos. O trabalho é acompanhado pelo SEBRAE, que dá apoio em tecnologia e gestão para os produtores. “ A produção ainda é baixa e com pouca regularidade, mas o foco é a comercialização”, diz Keila reis de Oliveira, gestora do núcleo de ostreicultura do Sebrae. “Esta é uma atividade nova no Pará, mas os estudos feitos comprovam que tem potencial econômico viável”, conclui Keila. Um convênio com o Ministério da Pesca já foi feito para a aquisição de equipamentos que devem aumentar em cinco vezes a produção.

Renovação da frota é uma das reivindicações do setor pesqueiro

A SEPAQ quer fortalecer a cadeia produtiva da aqüicultura

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Desenvolvimento

com sabor de chocolate Fotos Ana Luíza Rocha

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oi a partir de uma receita de chocolate caseiro passada de mãe para filha que surgiu o Projeto Organolate, desenvolvido nas comunidades ribeirinhas Tracuateua e Bom Jardim, em Barcarena. As 14 mulheres, que até então se dedicavam apenas em ajudar os maridos na extração de açaí e não tinham participação ativa na geração de renda de suas famílias, agora têm uma alternativa de geração de renda por meio da produção de um chocolate em pó, totalmente orgânico, que já era produzido por elas de forma artesanal. O trabalho é apoiado por estudantes de vários cursos do Cesupa, por meio do núcleo de empreendedorismo da faculdade. “Elas já tinham uma receita artesanal do bastão de cacau, que ralavam para fazer o pó do chocolate. Nós vimos ali uma oportunidawww.paramais.com.br

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Para produção de um chocolate em pó, totalmente orgânico

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Alunos do Curso de subprodutos do cacau Curso de boas práticas de fabricação

de de negócio e ajudamos a comunidade a seguir nesse caminho”, destaca o diretor do núcleo, professor Rafael Boulhosa. E o caminho vem desde 2011, com a organização do grupo. “Uma pesquisa manteve o aspecto orgânico do produto, mas tivemos que trabalhar para melhorar o sabor amargo”, lembra o professor. As mudanças no paladar, aroma e solubilidade vieram em 2012, com a chegada de alunos de nutrição e farmácia no grupo. “Este é um trabalho multidisciplinar, agregamos alunos de diversas áreas como também engenharia de produção, publicidade e contabilidade”, ex-

plica Rafael. Com tantas áreas de conhecimento interagindo como se fosse uma empresa, o resultado é um produto diferenciado, livre de lactose, que respeita a tradição da comunidade. Coordenadora do projeto, a estudante de nutrição Daniela Gaspar trabalha há três anos nas comunidades paraenses e garante que o novo produto transformou a realidade das mulheres. “Nosso grupo criou tecnologia, adaptamos maquinário para a produção (uma prensa hidráulica foi transformada para extração de óleo do cacau). Depois ca-

pacitamos para o manuseio dessas máquinas e qualificamos em gestão e adequação para atender à legislação do mercado. Conquistamos um aumento no preço da venda de 2.500%”, explica. Os números comprovam. Antes do projeto começar, as pessoas da comunidade colhiam o cacau da mata nativa e vendiam por apenas R$ 1,50 o quilo in natura. A partir da pesquisa, aprenderam a beneficiar e agregar valor ao produto e conseguem vender o quilo do pó do chocolate por R$ 30 reais. E mais: o grupo já tem uma marca registrada e uma produção de quase 100 quilos por mês, apesar da comercialização ser apenas para conhecidos, de forma experimental. Além disso, as mulheres também aproveitam a polpa do cacau e produzem licor e doces, que aprenderam em um curso de capacitação feito em parceria entre o Cesupa e o Sebrae. O projeto já conseguiu o certificado de produto orgânico para que seja aceito no mercado brasileiro e ainda prevê a construção de uma cozinha industrial para intensificar a produção. Para chegar a esse nível, foram promovidas duas degustações para análise sensorial que indicaram os pontos que precisavam ser melhorados. “Hoje a aceitação é muito boa. Muita gente disse que não iria dar certo, mas conseguimos”, comemora Daniela Gaspar. Dulcinéia Oliveira de Souza, moradora da comunidade Bom Jardim, faz parte do grupo de mulheres desde o início. “Esse projeto é uma benção para todas nós. Nunca imaginei que uma receita que a gente fazia em casa fosse dar nisso”, avalia. “Já aprendemos tanta coisa, fizemos cursos e isso tem ajudado muito. A gente não dava valor ao cacau que a gente tinha no nosso quintal”, lembra Dulcinéia. A nova empreendedora acredita que é através do conhecimento que as mulheres da comunidade poderão mudar de vida. “Vamos poder dar empregos também para nossos filhos”, conclui.

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Aprendizado Um processo seletivo é o caminho para os estudantes dos diversos cursos do Cesupa participarem do projeto. Atualmente, são cerca de 20 alunos dividindo as tarefas. “Aprendemos a parte de gestão e planejamento estratégico, que não temos oportunidade de vivenciar em sala de aula”, conta Daniela, que está no 8ª semestre de Nutrição. “Este é o principal ganho para nós, lidar com a área de empreendedorismo”, avalia. Para ela, a experiência seria difícil de adquirir até mesmo em estágios em empresas. “Vou me formar em um ano e sairei da faculdade com um diferencial importante e mais preparada para o mercado”, acredita.

Dinâmica motivacional com as mulheres nas comunidades ribeirinhas

Consagração

Este ano, os estudantes do Cesupa inscreveram o projeto em uma competição nacional para estimular o empreendedorismo entre jovens, apoiada pela Walmart Foundation. O time do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), formado por 11 estudantes, foi o grande vencedor da versão nacional do campeonato Enactus, iniciativa

que busca estimular a liderança e o empreendedorismo social entre jovens universitários. A etapa mundial - Enactus World Cup - ocorreu no dia 29 de setembro em Cancún, México. O projeto Organolate chegou até as semifinais na competição. “Foi o melhor resultado conseguido até hoje por uma equipe brasileira. Estamos muito orgulhosos do

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O time do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), foi o grande vencedor da versão nacional do campeonato Enactus, iniciativa que busca estimular a liderança e o empreendedorismo social entre jovens universitários

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trabalho feito”, comemora a coordenadora do projeto, Daniela Gaspar. A Enactus Brasil envolve mais de 700 alunos de 30 universidades. Nessa edição, o campeonato nacional contou com a participação de 15 times, que tiveram seus projetos avaliados por líderes empresariais. Das 15 equipes, oito participaram ainda da categoria especial “Prêmio Walmart de Empoderamento Econômico Feminino”, em que o achocolatado orgânico também foi escolhido vencedor. “O mais importante dessa premiação da Enactus e Walmart é que os projetos são avaliados por mais de 60 juízes, escolhidos entre CEO’s, executivos e representantes de grandes empresas”, avalia o professor Rafael . Outros prêmios também foram conquistados, como o prêmio Samuel Benchimol, do Banco da Amazônia. “Tudo o que ganhamos foi investido na evolução do produto, e estamos abertos a parcerias”, diz o professor. “Precisamos de apoio de empresas de construção civil para fazer uma sede onde instalaremos a cozinha industrial e tornar o grupo autônomo. Acredito também que é possível replicar todo esse trabalho em outras comunidades e ajudar no desenvolvimento local”, comemora Rafael.

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Gastronomia paraense surpreende sem abandonar sabores tradicionais Angela Sicília

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Fotos Diego Ventura, Dudu Maroja, Israel Pegado/ Ascom Paratur, Jean Barbosa/Paratur, Rogerio Voltan

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culinária paraense é uma grande mistura de culturas. Dos povos indígenas que aqui habitavam antes do período da colonização, a dos portugueses responsáveis pela colonização desta região e, em alguns casos, a africana dos escravos trazidos ao Brasil para servir aos colonizadores. Considerada uma das culinárias mais “brasileiras” do País, os elementos encontrados na região da Amazônia formam a base de seus pratos, com o acréscimo do camarão, caranguejo, pato e dos peixes, todos temperados com folhas e frutas nativas. Nossos cheiros e sabores marcam a vida de quem nasceu ou mora no Pará. Quem nunca reparou na quantidade de caixas de isopor carregadas pra lá e pra cá nos aeroportos e rodoviárias, pelos paraenses? Nossas comidas típicas são, antes de tudo, elementos da identidade do paraense. Mas nossa culinária já ultrapassou as fronteiras e ganhou fama e status de gastronomia de alto nível. A criatividade do povo, a competência dos seus chefs e a qualidade das suas manifestações culturais e de sua culinária vêm ganhando reconhecimento nos cenários nacional e internacional. Esse reconhecimento iniciou a partir do esforço do chef Paulo Martins, idealizador do festival “Ver-o-Peso da cozinha paraense”, que em abril deste ano comemorou 11 edições, recebendo os mais renomados chefs nacionais e internacionais para interagir com chefs locais, além de beber da fonte de uma das mais peculiares cozinhas do planeta. Chefs como Alex Atala e os franceses Claude Troisgros e Laurent Suaudeau se renderam aos sabores paraenses. O Festival contribuiu para que a comida amazônica conquistasse destaque em todo mundo, inwww.paramais.com.br

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fluenciando também a nova cozinha brasileira. O resultado de toda essa história é a evolução da culinária típica paraense para o surgimento da nossa gastronomia, com uma geração nova de chefs talentosos. Eles são jovens, empreendedores e valorizam a cultura local. Para Thiago Castanho (Remanso do Bosque), um dos expoentes dessa nova geração, a gastronomia paraense ainda está começando a se consolidar como referência no Pará. “A gastronomia ainda está no início, começou a se abrir agora, apesar de o trabalho ter começado com o Paulo Martins. Começaram a se abrir as portas da Amazônia, mas muito ainda está intacto. Quem está cuidando também é o Alex Atala, tem falado bastante, e mesmo assim as pessoas não imaginam o que é aqui, e faz parte do nosso trabalho mostrar a verdade e abrir mais essa porta. Mas já começou sim e hoje já vêem como uma nova fonte de produtos e esperamos que futuramente seja visto como fonte de cultura”, avalia Thiago.

Tradição X Inovação

Mas ao mesmo tempo em que a gastronomia produzida aqui começa a conquistar o mundo, o gosto pelo tradicional também se mantém forte. Os ingredientes típicos ainda são procurados e saboreados em receitas passadas de geração em geração. “A maioria das pessoas ainda é tradicional, mas aos poucos vemos um grupo de clientes que buscam um diferencial, começam a sofisticar o paladar e aceitar as criações com misturas dos nossos sabores”, avalia a chef Ângela Sicília (Famiglia Sicília). “Desde o Paulo Martins que lutava pela valorização de nossos produtos, com o incentivo do Alex

Atala, e os festivais que Felipe Gemaque acontecem aqui e em outros estados, o acesso à gastronomia foi facilitado e isso gera curiosidade para experimentar pratos novos”, diz ela. Felipe Gemaque, chef do restaurante Corleone, concorda. “Foram muitos fatores que ajudaram a nossa culinária a virar gastronomia, principalmente o olhar das pessoas de fora e a valorização do que fazemos aqui. Mas até alguns anos, esse reconhecimento não existia”, conclui. Nesse embate entre o tradicional e o novo, é preciso equilíbrio. “Às vezes aqui no processo criativo a gente sai da referência culinária. Começamos a pensar de várias formas ao criar um prato, uma delas é esquecer que a gente nasceu aqui, ter a visão de quem veio de fora, não ter essa referência que às vezes trava a criação, por exemplo, o tucupi é sempre servido assim e não podemos mudar. Isso é importante, mas para criar o novo, precisa amenizar um pouco a cultura tradicional. Tem que ter referência sobre os produtos, mas tem que conciliar e não pode chutar o pau mostrando algo totalmente novo. Vamos inserindo coisas tradicionais e autorais, aos poucos”, avalia Thiago castanho.

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Aprendizado distante Quando o chef não tem a oportunidade de aprender a arte culinária em casa, como autodidata, o jeito é buscar a formação profissional longe de casa. Foi assim com a maioria dos chefs que despontam no mercado paraense. Os cursos de gastronomia ainda não são ofertados pelas instituições de ensino superior. “Era difícil conseguir cursos de formação no Brasil. Fui estudar em Santa Catarina para conquistar o conhecimento técnico”, lembra Felipe Gemaque. Os chefs Paulo Araújo (Belleville) e Solange Sabóia (Santa Chicórea) também foram atrás da formação acadêmica fora do Pará. “Estudei em Manaus e em Buenos Aires, na Argentina, para me qualificar, mas voltei porque é aqui que tenho oportunidade de empreendeder”, afirma Paulo. Solange fez o mesmo caminho. Estudou fora e voltou para Belém. “Minha formação foi no Senac, em São Paulo, com especialização na Espanha. Mas foi aqui que consegui experiência no mercado e abrir meu próprio restaurante”, conta ela. Para Thiago Castanho, Belém tem espaço para todos. “Aqui tem cozinheiros que não são chefes, como meu pai, foi autodidata e criou um sabor que é dele, foi formado aqui e sem nenhum curso. Agora experiência profissional, global, precisa ir pra fora e viaPará+

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jar. Aqui tem curso de cozinheiro básico, não tem superior como o que eu fiz e nem projetos, tá no inicio e não tem previsão. Lembro que quando pensei em fazer gastronomia já tinha essa conversa, sempre falam, mas nunca abre o curso. Quando tiver, vai ser genial porque aqui tem oportunidade. Imagina, cozinheiros que são criados na cultura amazônica”, avalia. Para Ângela Sicília, ainda falta incentivo. Ela cita Pernambuco como exemplo. “É hoje o segundo pólo de gastronomia do País, tem seis faculdades. E nós não temos nenhuma, não temos maturidade suficiente para agüentar essa cultura de valorização da gastronomia. O Pará já é um pólo de matéria prima, o que temos aqui é único e bem divulgado, temos potencial com pessoas, espaços, técnicas, mas nos falta estrutura”, avalia.

Pará, terra de oportunidades

Se o aperfeiçoamento técnico está fora, é aqui que os chefs escolheram para consolidar suas carreiras. O resultado é uma gama de restaurantes onde a boa comida é inquestionável. Os cardápios privilegiam os sabores bem conhecidos dos paraenses, mas a apresentação comprova o processo criativo que conquista os clientes. “se quiser abrir um restaurante em São Paulo, desiste e vem pra

Paulo Araújo

cá”, aconselha Thiago Castanho. “As pessoas estão começando a viajar e voltam pra Belém já esperando que aqui tenha as coisas que se vê fora, cozinhas que sejam voltadas para cozinha de fora, nível de fora. Estamos começando a trabalhar com ingredientes regionais, já tem cozinhas italianas com eles, Solange Sabóia

já passou o medo de usá-los. Tem até cervejarias abrindo. Belém está atrás de novidades que surgem primeiro em São Paulo, esse conhecimento está começando a chegar aqui”. Felipe Gemaque aposta no uso inovador dos ingredientes tradicionais para fidelizar o cliente em seu restaurante. “Temos a distância, o clima, enfim, tudo contribui para a criação de um mercado gastronômico muito próprio”, garante. Solange Sabóia também acredita no crescimento do mercado local. “Há uma pesquisa encomendada pelo governo que confirma que um dos caminhos para o desenvolvimento do nosso turismo é a gastronomia. Acho que estamos no caminho, é um trabalho de formiguinha que já desperta muito interesse. Falta só investir em infraestrutura e melhorar a cadeia de fornecedores locais”, avalia ela.

Restaurante em casa

Outro caminho que tem se consolidado em Belém é o serviço de personal chef. Solange Sabóia e a sócia dela, Ilca Carmo, aten-

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dem uma clientela exigente. “É um negócio muito bacana porque trabalhamos com um menu personalizado, com jeitos diferentes de servir, ingredientes diferentes, de acordo com cada cliente. É uma experiência nova”, ressalta Solange. Para Felipe Gemaque, são duas vertentes que se completam: o trabalho nos restaurantes e o atendimento personalizado. “No restaurante, temos que servir comida boa todos os dias, numa linha mais comercial. Em um evento particular, temos a oportunidade de criar e imprimir o que acreditamos como chefs. É muito gratificante porque de-

finimos o cardápio a partir da conversa com o cliente e posso colocar visão, de forma que ele entenda e fique satisfeito”, destaca Gemaque. Paulo Araújo atua em um nicho especializado, de pães e massas, que cria a identidade do estabelecimento. Mas em eventos particulares, ele aproveita para por em prática toda a técnica que aprendeu.”É a prova de que o paraense está se abrindo para a gastronomia, quer comer bem e saborear pratos diferentes, e a gente pode mostrar arte na comida. É um desafio prazeroso”, garante. Em casa ou no restaurante, a nova geração de chefs não pensa em concorrência. Para eles, a palavra é colaboração. “Formamos um grupo unido, nos encontramos e trocamos experiências. Esse conhecimento compartilhado aliado às memórias e cultura próprias faz um diferencial”, diz Gemaque. Mas, Belém tem potencial para ser uma capital gastronômica? Sim, responde Thiago Castanho. “Tem potencial, só precisa de pessoas. Pessoas tem que ser formadas. Tem que ter estrutura para recebê-las, como projetos de ensino, tanto de administrador como cozinheiro, na escola pública inclusive. Algo que torne a gastronomia acessível. A gastronomia pode ser um criador de turismo. E aí sim, a cidade estará preparada”.

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Empreendedorismo:

Sebrae lança em São Paulo escola para ensinar empreendedores A Escola de Negócios, será a primeira escola dedicada ao ensino do empreendedorismo nos níveis técnico e universitário do País

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convênio/parceria com o governo do Estado de São Paulo será assinado ainda em setembro e as aulas começam no início do próximo ano letivo, na última semana de janeiro. Os cursos serão gratuitos e a instituição contará com a chancela pedagógica do Centro Paula Souza tanto para o processo de triagem de alunos quanto para o corpo docente. O sistema de seleção já está previsto para ocorrer em outubro – quando começará a circular o manual do candidato – e dezembro, mês em que o exame será aplicado, juntamente com o vestibular para as 56 Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e com o vestibulinho para as Escolas Técnicas Estaduais (Etecs). Ao todo serão 80 vagas para dois cursos de nível universitário em 2014. Metade das oportunidades será para formação em gestão de negócios e inovação, conteúdo a ser aplicado no início do ano. As vagas restantes são para a área de tecnologia em marketing, programada para o segundo semestre. No nível técnico serão 245 vagas para três cursos (administração, logística e marketing), além de duas turmas de ensino integral, em que o estudante cursa o ensino médio paralelamente à formação técnica. Batizada de Escola de Negócios, a inicia-

tiva é encarada dentro do Sebrae como a ‘cereja do bolo’ em uma rede de formação de empreendedores que deve se estender às demais 33 regiões do Estado em que a instituição mantém um escritório. Para tanto, o Sebrae promete investir até R$ 10 milhões nos próximos meses, sendo 40% desse montante a ser consumido na estruturação do ‘QG’ da operação, justamente a Escola de Negócios – um prédio de 10 mil quadrados localizado na Alameda Nothmann, região central da cidade. “O que queremos passar (com a escola) é, além do ensinamento técnico fundamental, também o espírito do empreendedorismo. Acho que essa é a missão desse projeto”, afirma o presidente do conselho deliberativo do Sebrae-SP, Alencar Burti, mentor do projeto. “No que os cursos se diferenciam do Insper e da FGV? É que não se trata de um curso de administração tradicional. O currículo está sendo desenvolvido para dar uma pegada de pequeno negócio. Queremos levar o dia a dia da pequena empresa para a sala de aula”, revela Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP. A professora Laura Laganá, diretora-superintendente do Centro Paula Souza, chama a atenção para a integração entre os cursos técnicos e tecnológicos, o que pode garantir um tempo menor de formação

para o aluno. “Isso é uma novidade para a gente. Já pensava em fazer isso antes, mas precisávamos começar uma unidade nova. Se ele fizer marketing no técnico e no superior, o aluno pode ter um itinerário formativo mas ágil”, explica a professora. Em três anos, a previsão é de que a Escola de Negócios comporte 1,5 mil alunos, sendo que dois terços deles matriculados nos cursos técnicos e um terço (por volta de 30%) estudantes dos cursos superiores.

Expansão

Um contingente extra de mil pessoas também é esperado para os cursos de especialização que serão oferecidos – de gestão financeira a recursos humanos. A iniciativa prevê também o repasse aos alunos de experiências empreendedoras da vida real. “Uma ideia que vamos tentar trazer para a escola é que grandes empresários apadrinhem turmas. Isso não acontece necessariamente com recursos, mas com palestras de tempos em tempos para trocar experiências. Essa escola vai ter mais sucesso na medida em que seja um espaço vivo de encontros”, afirma Bruno Caetano.

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As lanchas projetadas pela Marinha

MDS e Seas entregam para municípios

lanchas projetadas pela Marinha

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Texto Marina Pedroso*

epresentantes do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Secretarias Nacional e Estadual de Assistência Social, gestores municipais e técnicos estiveram

reunidos recentemente em Belém, para discutir a ampliação dos serviços socioassistenciais e torná-los mais eficazes. Uma das pautas do Encontro Estadual sobre Assistência Social Básica e As Famílias Ribeirinhas: Um desafio a vencer, que contou com a

participação de 24 municípios convidados, foi a utilização de lanchas para dinamizar as ações de proteção social básica e melhorar o atendimento prestado às populações ribeirinhas. Na ocasião, MDS e Seas repassaram aos municípios um total de 33 lanchas – de-

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senvolvidas pela Marinha especificamente para esse tipo de assistência. “A pobreza e as desigualdades são nossos maiores problemas. É preciso levar em conta a realidade específica de algumas localidades paraenses para poder adaptar as estratégias necessárias ao atendimento de cada uma”, ressaltou o titular da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), Heitor Pinheiro. “É muito importante que todas as esferas de governo estejam aqui presentes para conhecer e entender melhor nossos problemas. Lutamos com muita dificuldade para vencer nossos desafios e a entrega dessas lanchas representa um avanço no que diz respeito à qualificação do serviço de assistência”, assegurou o prefeito de Senador José Porfírio, Carlos José. Para a secretária nacional de Assistência Social, Denise Colin, o fator amazônico é prioridade quando o assunto é a assistência às comunidades que vivem nessa região. “As lanchas garantem maior agilidade e reduzem o tempo gasto nos deslocamentos. Com o uso adequado desses equipamentos conseguimos ter acesso àquelas pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade, transportando e ampliando equipes volantes de atendimento”, comentou, reiterando que com a doação dos veículos aos municípios, os governos federal e estadual garantem a ampliação da oferta de serviços e

As lanchas garantem maior agilidade e reduzem o tempo gasto nos deslocamentos

ações de proteção social básica vinculadas aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Além do reforço estrutural, os órgãos que atuam na rede de proteção social também investem na capacitação das equipes volantes, e para isso contam com o apoio da Marinha do Brasil, que este ano recebeu o Prêmio Quality Brasil pela Lancha Escolar – projeto realizado em parceria com o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da

Educação (FNDE). A Lancha Social, como foi batizada, concorrerá ao mesmo prêmio em 2014. “A Marinha se orgulha de pode contribuir com trabalhos de cidadania desenvolvidos junto às comunidades mais carentes da Amazônia. São coisas simples que promovem qualidade de vida”, ressaltou o comandante da Base Naval Val-de-Cães, Átila Martins Thomazelli. (*) Seas

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35ª Conferência Internacional sobre Uso do Tempo Maior parte do tempo de lazer do idoso é usada em atividades que não trazem bene�ícios à saúde

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tempo de lazer dos idosos, no Brasil, é grande, porém, mal aproveitado. É o que constataram os estudantes Luís Fernando Bevilaqua, Janine Gomes Cassiano e Tainã Alves Fagundes, no trabalho de graduação do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no qual analisaram a relação entre o uso do tempo dos idosos e o estado de saúde. Bevilaqua, explicou que 26% do dia dos idosos é dedicado a atividades de lazer, porém com pouca contribuição para a melhoria da saúde. “O Brasil está enfrentando um processo de envelhecimento rápido, então o olhar para a velhice tem que estar presente. Nosso trabalho vem trazer um pouco dessa necessidade que é pouco explorada. A gente também verifica que a maior parte do tempo do idoso está dedicada ao lazer, mas um lazer ocioso, passivo, como assistir televisão e ficar deitado descansando. Mas o lazer ativo traz mais benefícios, como as atividades da terapia ocupacional”. Entre essas atividades, ele cita artesanato, dança e até mesmo rodas de conversa. O trabalho foi apresentado recentemente na Sessão de Posters da 35ª Conferência da Associação Internacional para Pesquisas de

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Uso do Tempo (Iatur), no Rio, organizado pela SPM e IBGE, IPEA, OIT e ONU-Mulheres e é uma promoção da Associação Internacional de Pesquisas de Uso do Tempo (International Association for Time Use Research – Iatur). Especialistas de 38 países discutiram temas como valor do tempo, trabalho remunerado, valor do trabalho não remunerado, meios de comunicação e lazer, cuidados na família, educação e equilíbrio vida-trabalho. O objetivo era saber como as pessoas usam o tempo, para poder planejar políticas públicas e combater as desigualdades sociais. A pesquisadora do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Cíntia Simões Agostinho, que está analisando as informações do projeto-piloto feito em 2009, pela instituição, sobre o uso do tempo, explicou que o tema é debatido há muito tempo em outros países, mas só há alguns anos passou a receber atenção no Brasil e na América Latina. “É importante porque é uma forma de captar o cotidiano das pessoas, o uso do tempo em diferentes realidades, para diferentes perfis de população, tanto para [elaborar] políticas públicas como para o bem-estar das pessoas. [É importante] para entender como que a gente preenche as

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nossas horas diárias”. Cíntia lembrou que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita anualmente pelo IBGE, já inclui perguntas sobre o uso do tempo relacionado à locomoção, ao cuidado de pessoas da família, aos afazeres domésticos e ao trabalho voluntário. “Além de conseguir caracterizar melhor os perfis das diferentes pessoas, a gente pode cruzar com muitas variáveis. Onde ela mora, se ela usa o serviço de saúde, qual o tempo de lazer ou de trabalho, se assiste à televisão, uso de meio de comunicação de massa. É uma pesquisa que avalia vários aspectos da vida da pessoa e pode ser muito útil. Qualquer setor público pode olhar para esses dados sob a ótica de políticas sociais”, declarou. A professora Hildete Pereira, do Depar-

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O tempo de lazer dos idosos, no Brasil, é grande, porém, mal aproveitado

tamento de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e assessora da Secretaria de Políticas para as Mulheres, lembra que a questão de gênero também é fundamental nas discussões sobre o uso do tempo. “A discussão do uso do tempo é extremamente significativa para a vida das mulheres, porque existe a questão da divisão sexual do trabalho, porque a sociedade diz que mulher faz isso e homem faz aquilo. A mediação do tempo é uma forma de se entender a raiz da subordinação e da desigualdade”, disse. Na avaliação da professora, o principal trabalho que a sociedade oferece para as mulheres não é visto como trabalho, como

Maior parte do tempo de lazer do idoso é usada em atividades que não trazem benefícios à saúde

cuidar cuidar dos filhos, dos doentes, arrumar, varrer, lavar. “Isso tem que ser valorado, porque em economia tudo tem preço. Desde 2001, a gente pode fazer uma proposta metodológica para mensurar esse trabalho não pago, porque graças à Pnad eu sei quantas horas as mulheres se dedicam aos trabalhos domésticos”, ressaltou. De acordo com a pesquisa, em 2001 as mulheres dedicavam em média 29 horas por semana para as tarefas domésticas, hoje são 23 horas. Enquanto os homens declaravam nove horas em 2001 e agora são dez horas. Para Hildete, é necessário acabar com a divisão sexual do trabalho. “O que está enraizado a gente retira da terra. Para isso, é

preciso discutir, colocar a nu a questão, precisa vontade política, de políticas públicas, precisa tirar os trabalhos dos cuidados de dentro de casa, precisa ter creche para as crianças, lavanderias populares, públicas, comida em restaurante popular, para deixar em casa o menor tempo de trabalhos possível. Isso é o ideal, um sonho. E fazer com que os homens repartam as tarefas domésticas”, declarou. Com o trabalho apresentado na Sessão de Posters, a formanda em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Jamile Abraham Tosta, analisou o trabalho feminino no Japão e no Brasil e concluiu que no país asiático a situação delas é ainda pior. “Brasil e Japão tem culturas muito diferentes, só que a maneira como encaram a mulher no mercado de trabalho é parecida, que é o modelo de cuidar da casa e cuidar dos filhos. No Japão, as mulheres entram no mercado por volta dos 20 anos e quando casam e têm filhos, são coagidas a se demitirem porque tem a pressão social de serem boas mães, estar sempre presente. O homem não consegue dividir esse papel com elas por fatores sociais e também porque a jornada de trabalho no Japão é muito longa, chega a 60 horas por semana, então a mulher não consegue dar conta da jornada e dos filhos e os homens não conseguem se dividir também”, disse.

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Búfalos na Ilha de Marajó

Pará tem o maior rebanho de búfalos

do Brasil, com 460 mil cabeças

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rebanho brasileiro de búfalos tem cerca de 1,15 milhão de cabeças, das quais 720 ficam na região Norte, maior produtora do país, e 39%, ou 461.275, no Pará, segundo dados do Ministério de Agricultura. O número coloca o Estado como o maior produtor do país, com destaque para a ilha do Marajó. Em seguida aparecem as regiões Nordeste e o Sudeste do país, com 135 e 104 mil animais, respectivamente. A bubalinocultura agrega valor à economia paraense e apresenta potencial de crescimento, principalmente em função da demanda de mercado com relação à carne, ao leite e ao queijo do búfalo. O Marajó tem 320.335 mil cabeças. A área I do Estado, que integra 44 municípios do sul e sudeste, reúne 10.650 mil cabeças de búfalos. Na área II, que compreende o nordeste paraense, há 17.260 animais, e na área III, nos municípios do Baixo Amazonas, 103.020 cabeças. Entre os municípios do Marajó, Chaves é o que tem a maior pecuária bubalina, com 145. 373 cabeças nas propriedades do município. Em seguida vem Soure, com 70.876

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Além da carne, o leite, o queijo e mil e uma utilidades…

cabeças, e terceiro, Ponta de Pedra, com 27.426. O quarto município com potencial produtor da bubalinocultura no Marajó é Santa Cruz do Arari, com 13. 806 búfalos. Além da carne de búfalo, o leite e o queijo de búfalo também são produtos que chamam atenção no mercado nacional. Com a possibilidade de garantir o registro da pro-

dução, os produtores ficam aptos a ganhar mercado entre os Estados brasileiros e também no exterior. Embora ainda mais tímida em relação à pecuária tradicional, a bubalinocultura está se desenvolvendo no país como uma alternativa rentável e saudável. Isso porque o búfalo se adapta facilmente em qualquer amwww.paramais.com.br

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Chaves é o que tem a maior pecuária bubalina, com 145. 373 cabeças nas propriedades do município

Fomentar sua exploração é, portanto, não só mais uma boa alternativa mas uma escolha necessária em ambientes tropicais

biente. A produção e o consumo de leite de búfalo vêm crescendo em função da demanda por alimentos como queijos e manteiga. Os elevados teores de gordura e sólidos totais no leite de búfala aumentam o rendimento na fabricação dos derivados em relação ao leite de vaca. A carne desses animais também é apreciada, pois contém menores índices de gordura, colesterol, calorias e mais proteína e minerais que a dos bovinos.

Perspectivas da expansão da bubalinocultura Um dos grandes desafios que se verifica na bubalinocultura na atualidade reside certamente na busca da implementação, da melhor organização e do estabelecimento de um maior equilíbrio nas cadeias comerciais de seus derivados, seja de carne, ainda muito incipiente, seja no leite, em que a distribuição da rentabilidade concentra-se

hoje principalmente nos setores de distribuição em detrimento da produção primária e de insumos. Zootecnicamente a espécie já demonstrou que tem espaço garantido como opção pecuária relevante. No que se refere a seus produtos (carne, leite e derivados), não resta dúvidas sobre sua excelente qualidade, propriedades sensoriais, nutricionais e mesmo funcionais. Por sua grande adaptabilidade, mostra-se como opção econômica aos mais diversos ambientes. Por sua maior rusticidade, tem mostrado respostas satisfatórias consumindo alimentos não concorrentes com o de outras espécies e resíduos agro-industriais que, potencialmente, causariam danos ambientais relevantes. Sua capacidade de transformar gramíneas em derivados de alto valor agregado e dejetos de alto valor os coloca como importante elo em sistemas naturais de produção, bem como uma opção interessante para a ocupação das áreas rejeitadas pela agricultura de exportação que vêm ocupando cada vez mais os terrenos mais férteis. Sua exploração em pequenas propriedades onde geram ganhos substanciais aos pequenos produtores temse mostrado relevante instrumento de progresso social. Fomentar sua exploração é, portanto, não só mais uma boa alternativa mas uma escolha necessária em ambientes tropicais.

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A história não contada do império em Cametá Fotos Divulgação

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o centro de Cametá, a cerca de 220 quilômetros de Belém, o Museu Histórico Raimundo Penafort de Sena guarda uma reprodução da tela “Coroação de Dom Pedro II”, do pintor François René Moreaux, de 1842. A obra reproduz o momento em que Dom Romualdo de Seixas – um cametaense – sagra o então menino Pedro, de apenas 14 anos, como novo imperador do Brasil. Dom Romualdo de Seixas nasceu em uma ilha no interior de Cametá, e era sobrinho de Dom Romualdo Coelho, que chegou a ser bispo de Belém e foi quem assinou a ata de adesão do Pará à independência. Figura cada vez mais destacada no cenário nacional, Dom Romualdo de Seixas acabou assumindo o arcebispado da Bahia, o mais importante do império naquele momento. Como este era o arcebispado primaz do Brasil, coube a Dom Romualdo de Seixas a honra de coroar o imperador D. Pedro II, de quem ele inclusive foi tutor, amigo e confidente. Seixas era tão ligado ao imperador que até recebeu um título, o de Marquês de Santa Cruz, por conta dos serviços prestados ao império. É essa proximidade que baseia a teoria do escritor Salomão Laredo, de que o imperador teria vindo muitas vezes ao Pará, especificamente a Cametá, durante o seu reinado. “Não eram visitas formais, com Museu Histórico Raimundo Penafort de Sena

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Reprodução da tela exposta no Museu Histórico de Cametá mostra a coroação de Dom Pedro II, com 15 anos, em 18 de julho de 1841, por Dom Romualdo de Seixas, um dos personagens da história

todo o protocolo da corte. Por isso, não há registros oficiais da presença de D. Pedro II em Cametá. Mas a cidade guarda no leito do rio Tocantins a principal prova disso. O antigo cais, atingido pela erosão, foi tragado pelo rio por volta de 1906.” Tinha aproximadamente um metro de espessura e sua extensão com aproximadamente mil metros, cobrindo desde o Largo das Mercês ao Largo de São Benedito” , descreve Alberto Mocbel no livro Luzes da Inspiração, com contos e crônicas sobre Cametá. O cais foi construído em 1871, para conter a erosão provocada pelo rio Tocantins na frente da cidade. No centro do cais estava o Porto Real, uma escadaria feita em mármore italiano com inscrições para marcar a visita oficial do imperador, à convite da Câmara Municipal de Cametá, por sugestão de D. Romualdo de Seixas. Alberto Mocbel conta no livro que a visita oficial não aconteceu, mas que D. Pedro II teria sido representado pelo genro, o Conde D’Eu, casado com a princesa Isabel. Para Salomão Laredo, no entanto, a construção da escadaria do Porto Real teve outro significado. “Não foi uma obra para marcar uma data, um acontecimento específico, mas uma forma do povo de Cametá homenagear o soberano e deixar marcada a importância que a cidade tinha para a Corôa, na época”, afirma Salomão.

Mas a história segue por caminhos que nem sempre é possível compreender. Apesar de tanta proximidade do imperador com a cidade, foi Cametá o berço de um dos mais importantes movimentos contra o império: a Cabanagem, revolta popular ocorrida na primeira metade do século XIX. Foi lá que começaram a circular as ideias nativistas que inspiraram os cabanos. De acordo com os registros históricos, outros dois cametaenses tiveram papel importante no desenrolar do movimento: o padre Prudêncio das Mercês Tavares, que também era oficial do Exército e acabou comandando as tropas que aniquilaram os revoltosos, e o então vice-presidente da Província, Ângelo Custódio Correia, que, após a morte do presidente Bernardo Lobo de Souza, assassinado pelos cabanos no Palácio Lauro Sodré, transferiu o governo legal da Província para Cametá, que era a segunda maior cidade da Província do Grão-Pará. O cais de Cametá

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Insignificâncias crônicas de um mentiroso I Texto Rodrigo Barata*

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ouve um susto quando os signos deixaram de ser ou de signi�icar; não, eles não desapareceram, estavam ali, em setas e outdoors, em portas de mictórios e atravÊs de sirenes, em paradas de ônibus e em tubos de ensaio... não, nada nos foi comunicado, não houve pronunciamentos de eminentes nem tampouco documentos de superiores, pois atÊ estes documentos nada mais valiam sem real autenti�icação; neste instante, ninguÊm mais apreendia ou compreendia, assimilava os signos; as pessoas esbarravam-se em portas de elevador, usurpavam os espaços públicos reservados aos ede�icientes, perdiam-se no caminho de qualquer lugar; por que, pra quê placas ou semåforos ou neons de velhos motÊis de estrada ou de postos de gasolina abandonados? eram tão somente indicativos nulos de uma prestação de serviços urgente; subiam ao invÊs de, saíam ao invÊs de, perdoavam ao invÊs de e, de repente, tudo embranqueceu: não havia norte, cruzes, deuses, ritos, não havia sentido na descarga do vaso, na recarga do gênio, nas notas musicais, nas libras surdas e nas �inanceiras... ocorreu uma total inÊrcia; estar parado era mais seguro do que não entender ícones, nunca mais saber a quem recorrer,

mapas, linhas imaginĂĄrias, hemisfĂŠrios, geopolĂ­tica, caos... nĂŁo saber com o dinheiro o que comprar, visto jĂĄ se ter notĂ­cia de gente a rasgĂĄ-lo sem piedade e sem materialismos, mas e quanto a rasgar cartas, poemas, dores, e aquela tal de nostalgia? sinto que, em mim, alguns lapsos me tomam; assisto ao embate de seres estrangeiros e espreito meu eu em estado de calamidade: carros indo de encontro a, medo de virar a chave em, plugar disjuntores ao, has-

VEIGA

VAREJO E ATACADO

C O N F E C Ă&#x2021; Ă&#x2022; E S

Feliz Ano Novo

tear panos para, empunhar as mĂŁos a ďż˝im de, enďż˝im, um espetĂĄculo desordenado do horror que ĂŠ estar envolto numa espĂŠcie de bruma da estupidez, o claustro da falta total de conhecimento ou mesmo envolvimento com tudo a dizer simplesmente nada; no entanto como prostrar-se nĂŠscio com certa dignidade se a aptidĂŁo perdera-se: ser o presente, reconhecer o passado? como ĂŠ ďż˝icar lĂ­vido... oco... planalto obtuso...? e eu, de certa forma, sentia-me um pouco lĂ­quido, a tentar ajustar-me aos espaços em branco, aos ventos em prumo, ao concreto â&#x20AC;&#x201C; sim, cimento, alvenaria â&#x20AC;&#x201C; para sentir que meu corpo nĂŁo estava disforme, eu estava assim por dentro, nĂ­tido e claro estado de angĂşstia, pressĂŁo no peito e tudo o mais; haveria de existir algo, alguma espĂŠcie de manual de sobrevivĂŞncia, um boletim ou aviso prĂŠvio de que a vida estava por ďż˝indar, porĂŠm nĂŁo mais se compreendiam cĂłdigos, entĂŁo como decodiďż˝icar se?... emblemas, lĂ­nguas, receptĂĄculos, inocuidade em me comunicar com; creio que ninguĂŠm sofreu tanto ao longo deste hiato do que eu: todavia como sofrer por algo que se chama coisa, coisiďż˝icante, coisiďż˝icada, coisanulada, coisabstrata...? levem-me embora, alguĂŠm, levem-me agora para casa ou para esta coisa a que chamam de lar, de onde nunca deveria ter saĂ­do; talvez eu venha a compreender a ideia da coisassigniďż˝icada, da coisassimilada, da coisassimplesmente.

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Ilha de Páscoa

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iajar pelo mundo, conhecer novos lugares, pessoas e culturas. Quem nunca sonhou em largar a rotina e se aventurar? Para alguns, o sonho é realidade, basta uma mochila nas costas, coragem e organização para se tornar o dono de todos os destinos. É o caso do dentista Rogério Oliveira. “A vontade de viajar ficou acumulada por anos, até eu conhecer um mochileiro que fez a volta no mundo e decidi fazer o mesmo”, lembra Rogério.

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Fo cdr


A mais de 5.400 estadia nos locais onde mochileiros mt de altitude. Himalaias, Nepal costumam passar é mais calma, no

A partir daí, foram dois anos e meio de planejamento e estudo sobre os locais que ele queria conhecer. Nem o casamento e a necessidade de suspender o atendimento no consultório foram impedimentos para a viagem. “Todos achavam que eu estava louco, mas foi a coisa certa. Chega uma hora em que é preciso parar de sonhar e realizar. Essa coragem e vontade me deram força para realizar meu sonho”, afirma Rogério Oliveira. Durante um ano, o dentista virou mochileiro, percorreu 30 países, 135 cidades e conheceu seis das sete maravilhas do mundo e colecionou histórias que vai lembrar e contar sempre. “Aconteceu detudo comigo: macacos me atacaram na China, fugi de tubarões na Malásia e passei uma noite andando nas ruas na Austrália porque não tinha onde dormir. Mas não considero nada disso como experiências negativas. Os perrengues de viagem fazem parte da experiência”, garante ele. O planejamento bem feito antes de viajar é fundamental para evitar problemas. “é prazeroso planejar, envolve muita coisa e a gente percebe que as dúvidas que aparecem, depois de tudo, são bobagens”, diz o dentista.

sentido de vivenciar a cultura daquele lugar e dos habitantes locais. “Conheci pela internet muita gente que oferece hospedagem e companhia”, lembra Rogério. “Fiquei hospedado na casa de pessoas que conheci nas viagens e já recebi outras pessoas na minha casa também. É uma troca, um intercâmbio muito bom”, garante. Mas Rogério alerta que viajar como mochileiro não é para qualquer pessoa. “Tem que ter essa vontade. Depois de planejar a viagem, quando chega nos lugares, os passeios e atividades são decididos na hora, o roteiro pode mudar dependendo da vontade e da possibilidade. Não é indicado para quem não gosta de incerteza e não abre mão do conforto”, avalia. Falar inglês é importante para conseguir se comunicar e, ao contrário do que dizem, a nacionalidade brasileira contribui para os mochileiros daqui serem bem recebidos. “O brasileiro é bem visto no mundo, nunca vi nenhuma atitude contrária ou discriminatória por onde andei. Em várias fronteiras que cruzei à pé, ter documentos brasileiros até facilitavam. Os responsáveis pelas fronteiras lembravam do nosso futebol e da nossa alegria e autorizavam a passagem”, conta Rogério.

Tailândia

Jaipur, Índia

Turismo diferenciado A experiência de Rogério Oliveira comprova que mochileiros são diferentes dos turistas tradicionais. O viajante solitário é mais aberto para conhecer pessoas, e precisa disso para que a viagem seja melhor. A

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Beijing, China

Apendendo a plantar arroz. Hoi An, Vietnã

Bora Bora, Polinésia Francesa

Aventuras em rede Rogério Oliveira aproveitou a internet para planejar toda a viagem e foi natural que a experiência também fosse registrada desse modo. Ele criou um blog (www.rogeriomochilandopelomundo.blogspot.com) para mostrar os lugares por onde passou e contar o que viveu durante o ano em que “mochilou”. “Quis fazer meu relato de uma forma bem simples, coloquial. Com o tempo, fui melhorando a fluência nas postagens escrever como se fosse um bate papo. Meu foco não era descrever lugares, mas sim descrever os sentimentos que vivi e manter um elo com minha família que estava longe”, Crianças bolivianas cantam para ganhar uns trocados em feira pública - Julie Rocha

divulgação do portal Prazer em Viajar, em Machu Picchu

avalia. Hoje, o blog tem mais de 160 postagens, 22 mil fotos e incontáveis histórias sobre a viagem. O site de viagens TripAdvisor divulgou

no final do mês de outubro um estudo sobre o uso da internet, em especial das redes sociais, durante viagens. Do post pedindo dicas de hospedagem ao álbum com as fotos dos passeios, as redes sociais já fazem parte da viagem de muita gente e têm ganhado importância em todas as etapas das férias. O estudo comprova que 61% dos viajantes mundiais e 74% dos brasileiros usam as redes sociais quando estão viajando. Quase 30% disseram que atualizam seus perfis

Cruzando o deserto de Wadi Rum, Jordânia De balão na Capadócia. Turquia

Holi Festival Kathmandu, Nepal

Hong Kong, China

Durbar Square Kathmandu, Nepal 42

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Vientiane, Laos

diariamente durante a viagem. No caso dos brasileiros, esse número sobe para 42%. A pesquisa do TripAdvisor também afirma que os entrevistados usam as redes sociais para planejar a viagem – 72% deles para obter recomendações, 67% para ver imagens e vídeos de onde querem visitar, 60% para encontrar inspiração para o que fazer e ver no destino e 45% para buscar ofertas de pacotes. O levantamento foi feito com quase 20 mil viajantes de 26 países entre junho e julho deste ano. Do Brasil, foram ouvidas 890 pessoas. Nove em cada dez viajantes usam dispositivos móveis enquanto estão viajando. As redes sociais começam a ser utilizadas pelos viajantes antes da partida: 72% dos entrevistados disseram que pedem recomendações aos amigos na hora dos preparativos,

38% solicitam dicas durante a viagem e 53% ficam em conectados com parentes e amigos por esse tipo de site, com a colocação de fotos e relatos da jornada, muitas vezes em tempo real. Antes as pessoas se baseavam nos catálogos fotográficos das agências Jerusalem, Israel

Dicas para planejar a viagem >> Mochilar não é só colocar uma mochila nas costas e sair por aí perdido. Então antes de colocar o pé na estrada faça um bom planejamento, se possível com um bom tempo de antecedência. Pesquise bastante sobre tudo que puder, pois quanto mais você souber sobre os destinos que irá conhecer, melhor será a viagem. Reúna o máximo de informações sobre os destinos que irá visitar. Comece pesquisando sobre a logística da viagem pra ter uma noção de quanto irá gastar. Monte um roteiro básico. Pesquise: • Quais são as principais rotas e meios de transporte para se chegar nos destinos escolhidos. • Quais são os principais tipos de hospedagem nas cidades por onde irá passar e quanto elas custam. • Quais são as “principais atrações” e se as mesmas são de fácil acesso ou necessitam da contratação de serviços de tours ou guias e quanto custam estes serviços. • Economize na compra de passagens aéreas. Compre sempre pela internet, pesquise preços com antecedência e faça as buscas com pelos menos 3 datas diferentes. • Utilize o transporte público para circular pelos destinos que irá

visitar. Ônibus, Metrô, trem, lotações, etc. Em muitos destinos os táxis também são um opção barata para circular, mas quando usar um táxi nunca peça uma sugestão de serviços como hospedagem, restaurantes e outros do tipo para o taxista. • Economize na hospedagem ficando em albergues / hostels . Os Hotéis Econômicos também são uma boa opção. Há campings Free ou quase free em quase todos os destinos do mundo, então sua barraca pode ser bastante útil. • Se hospedar de graça na casa de outros viajantes também é possível – Há alguns sites especializados na troca de hospedagem, onde você poderá oferecer sua casa como hospedagem e também se hospedar na casa de outras pessoas de todo o mundo. • Acompanhar o noticiário sobre os destinos que irá conhecer pode ser muito útil para evitar roubadas: Intempéries, greves, manifestações, etc • Nunca leve em espécie tudo que irá gastar e se possível espalhe seu orçamento em várias formas de pagamento. O que levar em espécie divida em várias partes.

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Viajantes que usam as redes sociais para:

Shangri la, China Passeio de cavalos pelo Templo de la Luna

para escolher para onde ir. Hoje, começam a sonhar com o destino quando veem a postagem do amigo que está viajando.

Mochilando com um olhar feminino

A jornalista Julie Rocha começou a viajar em 2006 e decidiu unir o útil ao agradável. Primeiro, criou um blog para falar das viagens que fez. Em 2012, o projeto cresceu e

Siem Reap, Camboja

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Contatar pessoas 53% estrangeiros 61% brasileiros Obter recomendações durante a viagem 38% estrangeiros 38% brasileiros Atualizar-se sobre amigos e família 42% estrangeiros 44% brasileiros Obter notícias gerais 32% estrangeiros 44% brasileiros Atualizar o perfil diariamente 28% estrangeiros 42% brasileiros

Kathmandu, Nepal

Shangri la, China

virou um portal de viagens (www.praze- Julie Rocha. Segundo a jornalista, o olhar remviajar.com). para mulheres que viajam como mochileiras é diferente, porque existe muito Diferente de sites e blogs pessomedo e preconceito. “A idéia ais, o Prazer em Viajar é um é mostrar que é possível portal de notícias e dicas uma mulher fazer uma para quem quer viajar, viagem legal, mesmo mesclando o merDados da consultoria digital sem companhia”, cado de turismo Social Bakers confirmam garante. e eventos com o que, de fato, os internautas A jornalista universo dos viajá viajou pela jantes. Mochileiparecem se orgulhar de contar América do Sul ros experientes que estão saindo de viagem. e pela Europa e e conhecidos afirma que não no Brasil foram Das dez localidades nos quais é nenhum bicho convidados para os usuários do Facebook mais de sete cabeças. assinar colunas fazem “check-in” (postam sua “Mas as mulhee contar as experes devem ter uma riências deles pelo localização no momento), sete preocupação maior mundo. são aeroportos. com a segurança. Mas As postagens atingem diferentes públicos, para quem vive no Brasil, que é considerado um dos desde o descolado e aventupaíses com maior violência urbareiro, o viajante de pacotes turísticos, ao viajante experiente que percorre o na, encarar um passeio por outros países e descobrir o mundo é tranqüilo”, se diverte mundo como mochileiro. “Outro diferencial é o olhar feminino”, diz Julie. Jornalista Julie Rocha em Machu Picchu

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Exercício físico melhora resultados

escolares dos adolescentes Estudo publicado no British Journal of Sports Medicine

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prática de exercício físico regular permite melhorar os resultados escolares dos adolescentes, especialmente das meninas nas disciplinas científicas, revela um estudo publicado recentemente pelo British Journal of Sports Medicine. Os investigadores da Universidade de Dundee, na Escócia, acompanharam 5.000 jovens britânicos desde o nascimento, no início dos anos 1990, comparando os seus resultados físicos e escolares respetivamente aos 11, 13 e 16 anos. Aos 11 anos, os rapazes praticavam 29 minutos de exercícios moderados ou vigorosos por dia contra os 18 minutos das meninas, numa idade em que é recomendada a prática de 60 minutos de atividade física por dia. Comparando os resultados escolares das crianças nas disciplinas de inglês, matemática e ciências, os investigadores identificaram uma correlação entre o sucesso e a quantidade de exercício físico, com as meninas que registaram melhores resultados nas matérias científicas. Os efeitos são ainda mais visíveis aos 16 anos nos casos em que a prática da ativida-

No caso dos estudantes que têm asma, sua participação nas atividades de Educação Física é ingrediente fundamental para a integração da criança e do adolescente, assegurando condições para um desenvolvimento psicossocial harmonioso

de física começou cedo, com a melhoria dos fato de terem ou não atingido a puberdade e resultados escolares por cada período adi- diversos fatores econômicos e sociais. Os autores do estudo consideram que cional de 17 minutos de exercícios diários apesar de necessitarem ainda de ser afinapraticados aos 11 anos. “É uma descoberta importante, nomea- dos, os resultados do estudo mostram que damente à luz das políticas britânica e eu- consagrar mais tempo à educação física beropeia que visa aumentar o número de mu- neficia a saúde e não interfere, e até melholheres trabalhando nos setores científicos”, ra, os resultados escolares. sustenta um dos autores do estudo, que foi coordenado por Josephine Booth. RESTAURANTE & PIZZARIA Os autores do estudo especificam que ajustaram os Um toque de sabor no seu paladar. resultados tendo em conta outros fatores suscetíveis de Entrega em domicílio afetar os resultados escolares, como os Buf fet à quilo casos de mães fuAv. Gama Abreu, 117- Prox SECOM madoras durante a gravidez, pouco peso à nascença, o

Sirva-se a vontade...

A prática de exercício físico regular permite melhorar os resultados escolares das meninas nas disciplinas científicas www.paramais.com.br

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CAMILLO MARTINS VIANNA*

(*) SOPREN/ SOBRAMES

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A César o que é de César:

A reativação do Çairé

C

onsiderada por historiadores como a mais antiga de todas as manifestações da cultura popular amazônica, com mais de 300 anos de existência, o Çairé (escrita assim mesmo com “Ç”, conforme proposição de Conselho Comunitário da Vila de Alter do Chão) associa ricamente elementos religiosos e profanos, durante cinco dias de festividades, no mês de setembro, no município de Santarém, no estado do Pará. Sobre esse assunto, acredito que vale a pena relatar fato histórico ocorrido há mais de 30 anos, durante a realização do Encontro de Professores do Vale do Tapajós, em Belterra, que na época pertencia ao município de Santarém e que está relacionado diretamente com o soerguimento da festividade do Çairé. A verdade verdadeira, classifica o resurgimento desse festival folclórico como conquista única e exclusiva, fruto do empenho do povo de Alter do Chão, localidade internacionalmente conhecida por suas belezas naturais e identificada como berço legítimo dessa festa que é uma das mais belas da Amazônia e do nosso país e que na ocasião, não vinha sendo realizada, provavelmente em função de problemas relacionados a aspectos religiosas. Como foi dito, tudo começou com o treinamento realizado com professores na região do oeste paraense, promovido pelo Estabelecimento Rural do Tapajós (ERT) sob responsabilidade do Ministério Federal da Agricultura; pelo Centro Rural Universitário de Treinamento e Ação Comunitária (CRUTAC) ligado à Pro-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Pará e pela Sociedade de Preservação aos Recursos Naturais e Culturais da Amazônia

O Çairé, com mais de 300 anos de existência

(SOPREN), com apoio do Ministério da Educação e Cultura, além de outras entidades com grande vivência institucional junto à comunidade local. Naquele momento era possível observar nitidamente que os participantes santarenos acreditam ser oportuno discutir seriamente, além de temas relacionados ao papel do educador, condições de trabalho, questões salariais, grade curricular profissional, assuntos sobre meio ambiente e condição sócio-econômica da região. No entanto, a questão do processo de reativação da festividade do

Çairé, que já havia iniciado anteriormente, desta vez, fora abordado de maneira intensa e produtiva e que realmente tinha algo de importante iria efetivamente acontecer. No último dia do evento, após encerradas as discussões programadas, os 72 professores dos municípios do Vale do Tapajós, foram convidados a se deslocar para Alter do Chão na lancha Maicuru, cedida pelo Ministério da Agricultura, para participar de uma reunião com a comunidade onde ficou claramente caracterizado no decorrer do Encontro o interesse real de se promover ações

O Espanta Cão, com tenacidade e entusiasmo permanece na ativa

La Layo De Defi De Defi

Pá Pág Ca Cad Log Logo Da Dad Me Men Ro Rod

Tó Tóp Pá Pág Pá Pág Pá Pág Pá Pág

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O município de Santarém tem uma dívida de honra com a banda Espanta Cão 46

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para icentivar o turismo regional, atuar na manutenção do importante sítio arqueológico explorado de forma predatória e, principalmente, consolidar definitivamente o Çairé, através de diversas propostas apresentadas na ocasião, onde também se destacou a participação da banda de música Espanta Cão na festividade que a partir daí passou a ser mais um membro efetivo na luta da preservação das manifestações populares do amazonário cultural paraense. Naquele mesmo instantante, ocorreram pronunciamentos favoráreis a reativação dessa maravilhosa tradição o que terminou por emocionar alguns presentes que traduziram todo um sentimento de felicidade com abraços, choros e sorrisos. Todos os fatos ocorridos ligados a essa luta pela preservaçãodo Çairé, constaram em um documento, distribuído amplamente por todos os municípios da região do rio Tapajós. Pelo exposto até agora e mais o que tempo irá mostrar a seguir, a opinião das equipes das instutuições mencionadas, é de que o município de Santarém tem uma dívida de honra com a banda Espanta Cão, que com tenacidade e entusiasmo permanece na ativa: prestar homenagem aos membros vivos ou em caso falecimento de algum integrante, a seus descen-

Alter do Chão, localidade internacionalmente conhecida por suas belezas naturais

dentes. Desta forma, a Câmara de Vereadores santarena tem a responsabildade de reconhecer e honorificar os tra-

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Os adultos estão obsoletos Texto Ricardo Jordão Magalhães *

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Querida(o) Amiga(o),

civilização em que você vive hoje está anos luz a frente daquela que Wolfgang Amadeus Mozart viveu entre os anos de 1756 e 1791 em Viena. Você não tinha ajuda da polícia a um clique do celular, as ruas não eram reguladas, passava na frente o cavalo que gritava mais alto, não existiam leis trabalhistas para proteger os menos favorecidos, o sistema de banco era um direito da elite da elite, comida e suprimentos eram escassos, sobrava lixo nas ruas das cidades, os líderes eram maníacos por sangue e sua burocracia era completamente desumana. Nesse cenário surge Mozart e a sua música revolucionária. Basta escutar uma única vez os primeiros acordes da famosa Eine Kleine Nachtmusik para entender o que eu estou falando. Mozart teve uma vida breve e intensa. Ele morreu com 35 anos, pobre e endividado, jogado em uma vala comum embrulhado em um saco de linho - até hoje não se sabe onde estão os seus ossos; apesar da sua fama ter percorrido toda a Europa, no seu enterro não havia uma só alma viva, ninguém acompanhou a carroça funerária, nem mesmo a esposa e filhos. Durante sua curta estadia pela Terra, Mozart compôs mais de 600 obras de música clássica. Muitas delas desafiando os padrões de composição que existiam na época. Muitas delas complexas até para músicos experientes reproduzirem. A partir de um certo momento, suas músicas ficaram tão complexas que o público começou a fugir das suas apresentações. “Não vamos ao teatro para pensar, queremos nos divertir”, dizia o povo de Viena naquela época. Além da música, Mozart ficou conhecido mundialmente como uma criança prodígio. Ele começou a tocar piano aos três anos de idade, compôs a sua primeira música aos cinco, escreveu a sua primeira sinfonia completa quando tinha nove anos. Ele tinha apenas doze anos quando completou a sua primeira ópera. Dos 5 aos 12 anos de idade Mozart compôs cerca de 12 sinfonias, 18 sonatas para piano e violino, 4 missas, 4 concertos para piano entre outras obras. Ele era uma máquina de trabalhar e com-

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“Viver bem e viver feliz são duas coisas completamente diferentes, a última seria impossível para mim sem magia e fascinação; eu garanto a vocês que sem viajar nós somos criaturas miseráveis. Um homem de talento medíocre continuará medíocre se viajar ou não; mas um homem de talento superior se deteriorará se continuar em um único lugar.” Wolfgang Amadeus Mozart

Wolfgang Amadeus Mozart

por, estudar e se apresentar. Sua prodigiosa performance é considerada única na história da humanidade. Tão única que muitos falam de intervenção divina ou coisa semelhante. Por conta disso, há uma impressão generalizada de que Mozart nunca teve que se esforçar para compor. Ele nasceu gênio, nasceu sabendo tudo que tinha que fazer. Besteira! Mozart era excelente. Tinha atitude, tinha coragem, tinha personalidade, tinha compaixão pelos outros, tinha humildade, tinha bom humor, tinha proatividade, tinha uma profunda vontade de aprender, mas, o que realmente empurrou Mozart para o sucesso foi a prática deliberada que o pai obcecado por sucesso o submetia; o ambiente tem que viveu, as cidades, os amigos e admiradores que desenvolveu, a sua família, as diferentes fontes de inspiração que passaram pela sua vida, as viagens que fez, o eterno espírito de criança que possuía e não escondia dos outros. Mozart foi irreverente durante toda a sua vida. O pai de Mozart já era um compositor conceituado e um exímio violinista quando ele nasceu. A sua irmã Nannerl com apenas quatro anos tocava cravo e piano melhor do que qualquer um com o triplo da idade. Mozart assistia a irmã tocar e aprendia tudo de ouvido. Leopold Mozart, seu pai, marketeiro e empreendedor, levou os filhos para diferentes turnês de apresentação pela Europa que somadas duraram sete anos. Durante todo esse tempo, pulando de cidade para cidade, a única diversão do menino Mozart era praticar praticar praticar conforme o seu pai dizia que devia fazer. Mozart teve o pai e a irmã, em diferentes momentos, como mentores do seu trabalho. Além disso, Mozart tinha facilidade em fazer amigos. Tornou-se amigo do filho de Bach, criou laços de grande amizade com o grande Haydn vinte e quatro anos mais velho do que ele - com quem trocava idéias sobre como compor músicas revolucionárias. A vida nas cidades da Europa também ajudou Mozart a criar. “Em cima de nós tem um violinista, abaixo tem outro, o vizinho da porta ao lado é um professor de canto que dá aulas todos os dias, e na porta à frente tem um escritor. Que felizes condições para compor! As boas idéias fluem a todo o momento!” Mozart, em carta escrita em Milão no dia 23 de Agosto de 1771 para sua quewww.paramais.com.br

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rida irmã. Até o stress o ajudou a criar as suas grandes obras. Mozart viveu uma vida muito parecida com a vida de qualquer pessoa batalhadora. Ele tinha várias contas para pagar, teve sérios problemas com dinheiro e cobradores, era casado, teve seis filhos, o seu pai, enquanto ainda era vivo, fazia pressão psicológica sobre Mozart, acusando de complacência na morte da mãe. A sua vida social era intensa, festas, aulas, recepções, reuniões, happy hours etc. O apartamento onde morava era pequeno, tinha que dividí-lo com os filhos, empregada, esposa e eventuais estadias do pai. Nesse ambiente ele tinha que criar. Ainda assim o número de grandes obras que Mozart compôs nessa época é impressionante. Nas muitas cartas que Mozart trocou com os familiares, ele relata o seu impulso irreverente de explorar novos caminhos na música, o seu método de composição, as noites em claro que passava em busca da nota perfeita, o seu contínuo estudo sobre como compor mais rápido e melhor. Mozart não foi um gênio, ele tinha apenas a atitude certa com relação à vida e com isso atraiu as condições ideais para o desabrochar do seu talento. NÃO EXISTE TALENTO NATURAL. Ninguém nasce sabendo nada. Tudo é aprendido em vida nas inúmeras chances que temos em vida. Você se lembra dos 300 de Esparta? Esparta se posicionou na antiguidade como uma cidade produtora de guerreiros. Os moleques espartanos não nasciam com gominhos no abdominal, mas ao longo de muito treinamento, provas de dificuldade cada vez mais difíceis, se transformavam depois de décadas de trabalho no padrão de guerreiros que a cidade precisava. Se Mozart não foi um gênio, ninguém é um gênio. Não existe genialidade, cientificamente ainda não foi encontrado o gene da genialidade nos nossos corpos. Talvez, um dia, no futuro, algo assim seja encontrado, e daí, nós seres humanos poderemos comprar o gene da música clássica em alguma farmácia perto da nossa casa. Enquanto isso não acontece, o negócio é trabalhar, trabalhar duro. A jornada para o talento e a alta performance não é uma jornada para preguiçosos de corpo e alma. O desenvolvimento do talento e alta performance requer lutas interiores, sacrifícios e honestidade, geralmente características duras para quem é mole. NÃO EXISTEM ATALHOS! A busca da alta performance pede pelo menos uma década de trabalho, e você precisa investir o seu tempo de maneira inteligente, ao se engajar deliberadamente em um método de prática que se concentra em tarefas que vão além www.paramais.com.br

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da sua competência e conforto. Susan Boyle, a britânica feia e desengonçada que emocionou o mundo inteiro no programa Britan Got Talent é um bom exemplo de talento produzido depois de décadas de preparo. Um vídeo amador publicado no YouTube mostra Susan Boyle com vinte e poucos anos se expondo em um karaokê londrino duas décadas atrás. Ela era boa, mas a música que escolheu para cantar naquele karaokê não era a melhor de todas, o ambiente não era o mais adequado, os colegas estavam mais preocupados com a cerveja e com a farra do que a sua performance. Passou desapercebida. Porém, quem realmente quer chegar a algum lugar, e trazer resultados de alta performance para si e para os outros, JAMAIS deixa passar uma chance de provar o seu talento, e aprender alguma coisa. Entretanto, alta performance não é apenas resultado da simples prática diárias de anos ou décadas de trabalho. Você precisa de um tipo de prática específica para desenvolver talento. Quando a maioria das pessoas pratica, elas praticam coisas que já sabem como fazer. Eu estou falando aqui de outra coisa. Eu estou falando de um esforço específico e considerável em fazer uma coisa que você não sabe fazer direito, ou simplesmente não sabe fazer. “Pratique o máximo que a sua concentração te permitir praticar. Quando eu comecei a me preocupar sobre o que as pessoas podiam dizer sobre eu praticar o dia inteiro, eu perguntei (ao meu mentor) Professor Auer quantas horas por dias eu deveria praticar, e ele disse, “Não importa quanto tempo. Se você praticar com os seus dedos, nenhuma quantidade de tempo é o suficiente. Se você praticar com sua cabeça, duas horas são o suficiente”. Nathan Milstein, mega blaster violinista, procure no Google. “Enquanto pratico eu também procuro

desenvolver o meu poder de concentração. Eu nunca apenas entro em campo e apenas bato na bola”. Bob Hogan, ultra campeão de golf. Vamos imaginar que você esteja querendo aprender a jogar golf. Nos primeiros meses, você vai aprender o básico sobre como pegar no taco, bater na bolinha, fazer o swing etc, coisas que vão evitar que você cometa erros feios (como acertar a bolinha em outro jogador). O instrutor vai te dar permissão para praticar o golf no campo, batendo na bolinha para bem longe, e jogando com outros novatos como você. Em um curto período de tempo (talvez 50 horas, isso mesmo, apenas 50 horas), você irá desenvolver um controle de jogo bacana, e o seu jogo irá melhorar. A partir daí, você irá trabalhar as suas habilidades ao participar de um X número jogos etc; até que a sua maneira de bater na bolinha se torne automática. A partir daí, você passará a pensar menos sobre cada vez que bate na bolinha e passará a jogar mais pela intuição. O seu jogo de golf se tornará então uma atividade social, na qual você ocasionalmente se concentra em uma tacada. Desse momento em diante, o tempo adicional no campo não irá melhorar a sua performance, a qual permanecerá estável no mesmo nível por décadas. Por que isso acontece? Você não melhora porque quando está jogando o jogo, você tem apenas uma chance de bater na bolinha a partir de um determinado local. Você não consegue imaginar como corrigir os seus erros. Se você tivesse a chance de bater na bolinha por cinco ou dez vezes a partir de um determinado local, você teria mais feedback sobre a sua técnica e começaria a ajustar o seu estilo de jogo para melhorar o seu controle. Os profissionais geralmente batem inúmeras vezes dos mesmos locais quando estão treinando e checam o campo antes do jogo. Somente trabalhando o que você não sabe fazer direito, você pode se tornar o talento que você quer ser. Susan Boyle

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É um grande desafio para todos nós. Mas é um desafio que ninguém pode se dar ao luxo de não enfrentar. Nós vivemos em um mundo em que é preciso fazer mais com menos, um mundo onde o ser humano é um recurso cada vez mais caro. Não é só uma questão de ter sucesso e se transformar no Mozart da sua indústria, mas de simples e pura sobrevivência. A economia global é mais competitiva do que nunca. A concorrência pode vir de qualquer parte e a qualquer hora. A empresa em que você trabalha precisa alcançar um desempenho brilhante para ser percebida pelos clientes que quer conquistar. É um desafio para todos. Se reinventar em tempo real, observar os nossos atos, colher feedback, produzir um novo eu hoje melhor do que fomos ontem. “Não é porque você sabe andar desde que nasceu que agora você é melhor em andar. É difícil para engenheiros experientes, por exemplo, permanecerem competitivos com jovens engenheiros treinados em novos e melhores métodos. Aqueles que são bem sucedidos têm que dedicar muito tempo extra para aprender sobre esses novos métodos. Para tanto, você precisa se colocar em situações em que recebe opinião dos outros. É um mito dizer que você melhora apenas fazendo as coisas que você gosta de fazer.” K. Anders Ericsson, Professor de Psicologia, Florida State University, co-editor do livro Lázló e Klara Polgár

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Cambridge Handbook of Expertise and Expert Performance (Cambridge University Press, 2006). Talento e alta performance se desenvolve. É preciso acreditar nisso para não cometer o erro de desperdiçar o talento de pessoas de atitude porque aparentemente não possuem o perfil para trabalhar em uma determinada área. É possível transformar uma pessoa que aparentemente “não nasceu para vendas” na melhor vendedora da empresa; é possível transformar pessoas humildes em grandes negociadores, pessoas envergonhadas em grandes oradores, pessoas simples em grandes empresários, e bons gerentes em líderes carismáticos e assertivos. Em 1970, dois educadores húngaros, Lázló e Klara Polgár, decidiram desafiar o conhecimento popular que dizia que as mulheres não poderiam ser bem sucedidas no xadrez. Eles colocaram em prática um experimento que provou a todos o poder que a educação tem em transformar as pessoas. Além da educação que recebiam fora de casa, as três filhas do casal foram levadas muito cedo a jogar xadrez com seus pais em casa. O treinamento sistemático e a prática diária deram resultado. Por volta do ano 2000, todas as três filhas estavam ranqueadas entre as dez melhores jogadoras de xadrez do mundo. A mais nova, Judit, se tornou uma grande mestra do xadrez aos 15 anos de idade, quebrando o recorde da pessoa mais nova a ganhar esse título, conquistado antes por Bobby Fischer. Além de tudo, Mozart era profético, “Mantenha os olhos nele; um dia ele fará o mundo falar sobre ele!”. Observação de Mozart sobre Beethoven na primavera de 1787. Essa foi a única vez que os dois compositores se encontraram. O talento e a alta performance estão disponíveis

K. Anders Ericsson

para todos. Porém, por alguma razão ainda desconhecida, algumas pessoas são mais motivadas do que outras, poucos realmente querem se destacar da multidão, se sujeitar ao trabalho e pressão que existe pelo caminho, e deixar uma grande marca no universo. “Eu rezo para Deus todos os dias para me dar a graça de me manter forte, para que eu posso honrar a mim mesmo e toda a nação alemã, para sua honra e glória; que ele me permita ser bem sucedido para que eu possa ajudar você a sair da condição terrível que se encontra, e posso trazê-lo para uma condição em que possamos viver juntos e felizes. Eu acredito que atingiremos esse objetivo seja na Terra ou no Céu.” Mozart, Paris, 1o de Maio de 1778 em carta para o seu pai que estava mergulhado em dívidas, e dava aulas particulares para ganhar algum dinheiro para promover a carreira do filho. QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você? Escutando Mozart Piano Concerto Nº 21 Andante. (*) ricardom@bizrevolution.com.br BIZREVOLUTION EU SOU FÃ DO SER HUMANO! E Você?

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