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Nocaute: Tiago Camilo: De nada vale ser um campeão no tatame e indisciplinado fora dele”

Conteúdo que acompanha o seu ritmo Ano 4 | Número 27 | 2013 ISSN 2238-7943

Preço sugerido: R$12,00

Entrevista:

Corra com Nelson Evâncio aquáticos:

Peru pode ser o verdadeiro berço do surf!

brasil olímpico

Gringos made in Brasil

Orgânicos

O bem que vem da terra

Robert

Scheidt O maior medalhista olímpico do Brasil


ATLETAS ELITE DO UFC MINOTAURO E MINOTOURO, FRANK MIR E TIAGO PITBULL MIDWAY TEAM

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NA MIDWAY QUALIDADE NÃO É MÉRITO. É OBRIGAÇÃO. Os laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento da MIDWAY INTERNATIONAL LABS® estão presentes nos quatro países (Estados Unidos, Áustria, França e Brasil) em que produzimos. Com mais de 250 produtos desenvolvidos com tecnologia avançada e controle de qualidade, contamos com o intercâmbio tecnológico entre nossos centros de pesquisas e com as melhores matérias-primas encontradas no mercado internacional. A produção é automatizada, certificada e conduzida por especialistas em análise e controle de qualidade.

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Sopros da

vitória

O

uro, prata, bronze... No mundo esportivo os três metais servem para diferenciar os méritos alcançados pelos competidores. Claro que a dourada é o sonho de todos, pois estar no topo significa o apogeu. Mas em Olimpíadas a “cor” muito vezes é um mero detalhe. Talvez, pelo calor da emoção a prata indesejada signifique o “primeiro” dos perdedores e o bronze o “prêmio de consolação”. Só que passados dias, meses e até anos o atleta se dará conta de seu feito, pois sabe que poucos conseguem o precioso adorno de metal. Poucos são aqueles que podem se orgulhar de ter uma medalha olímpica. Robert Scheidt é um desses. O iatista ostenta cinco redondas em sua coleção, feito que o eleva ao status de maior medalhista olímpico do Brasil. Ganhador de dois ouros (Atlanta-1996 e Atenas-2004), duas pratas (Sidney-2000 e Pequim-2008) e um bronze (Londres-2012), Scheidt considera todas importantes, independente da cor. Robert Scheidt é exemplo também

por sua conduta em terra firme. Formado em administração de empresas, sempre se mostrou engajado em causas sociais, além de um defensor do esporte a vela no país. Em quase seis páginas, você confere mais sobre a trajetória e vida deste verdadeiro “Lobo Olímpico”. Folheie a edição e mais adiante, você, encontrará outro atleta que dá bons exemplos. Tiago Camilo, judoca medalha de prata nos jogos de Sindey-2000 e bronze em Pequim-2008, mostra que o esporte e inclusão caminham lado a lado. O Instituto Tiago Camilo, na favela de Paraisópolis, atende mais de 300 crianças com um único objetivo: formar campeões para a vida. Tiago e Robert são apenas alguns dos temas desta edição 27, que apresenta ainda: Christian Fittipaldi, como um amante da bike. Nelson Evâncio, referência em corrida de rua no país. Todos vencedores naquilo que se propõem... Afinal, campeões não “ouvem” apenas o hino, mas sim deixam um legado para a vida! Boa Leitura! Diogo Patroni / Diretor de Redação

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expediente Ano 4 | Número 27 | 2013 - Robert Scheidt

EXPEDIENTE Diretor Executivo e Publisher: Michel Kaminski Diretora Administrativa: Caroline C. Kaminski Gerente Executivo: Felipe Corso Gerente de Vendas: Paula Corso

EDITORIAL Diretor de Redação e Jornalista Responsável: Diogo Patroni Revisão e Edição de Texto: Diogo Patroni Colaboradores: Camila Marques, Camila Vech, Érica Brito, Fernanda Dias, Flávia Ribas, Henrique Mota, Juliana Souza, Mariana Souza, Pedro Piva, Silvana Chaves, Silvana Santana e Vanessa Barcellini

ARTE E FOTOGRAFIA Projeto Gráfico e Diagramação: Vitor Gomes www.estudiolia.com.br Imagens: Divulgação

CAPA Robert Scheidt Foto: Luiz Doro/adorofoto

CONSELHO EDITORIAL Walter Feldman Thiago Lobo

ENDORFINA Rua Mont Kemel, 36 - Vila Água Funda CEP: 04155-030 São Paulo-SP Tel: 3227-9555 ou 3228-8696 redacao@revistaendorfina.com.br www.revistaendorfina.com.br

[ Ano4 | Número27 ] 2013

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Nocaute: thigo camilo: De NaDa vale ser um campeão No tatame e iNDiscipliNaDo fora Dele”

Conteúdo que acompanha o seu ritmo Ano 4 | Número 27 | 2013 ISSN 2238-7943

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Fale conosco RobeRt

Scheidt

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o maior meDalhista olímpico Do brasil

AGRADECEMOS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE E EDUCAÇÃO FÍSICA QUE NOS AJUDARAM NESTA EDIÇÃO: A equipe de jornalismo da Revista Endorfina agradece a todos os profissionais das diversas áreas de conhecimento que nos ajudam a construir o conteúdo desta publicação. Enfatizamos que as declarações emitidas por entrevistados e os artigos assinados não representam necessariamente a opinião da Revista

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A Revista Endorfina é uma publicação especial e bimestral da Kaminski Editora e Publicidade. Distribuição e comercialização em academias, clínicas de nutrição e fisiologia, clínicas de fisioterapia e de pilates, clubes esportivos, hotéis e spas, condomínios e flats com academias, universidades, escolas, cursos técnicos, associações e eventos esportivos, estabelecimentos comerciais direcionados ao segmento esportivo, lojas de suplementos e de produtos naturais, lojas de equipamentos, roupas e acessórios fitness, federações e confederações esportivas, principais construtoras e administradoras do setor imobiliário. Praça: Nacional. Tiragem: 20.000 exemplares. A redação da Endorfina não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados ou por qualquer conteúdo publicitário e comercial, sendo este último de inteira responsabilidade dos anunciantes.


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índice

nutrição

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Saúde ‘in natura’: Conheça os benefícios dos orgânicos

suplementos

30

Receitas a base de suplementos para ‘turbinar’ a dieta

capa Robert Scheidt: Desbravador de eventos e obstinado por conquistas

Acontece: Endorfina apresenta um mercado ‘arretado’

38 entrevista

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Nelson Evâncio: “Temos alguns atletas de potencial, mas são poucos”

aquáticos

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Duas Rodas

aventura

Christian Fittipaldi um apaixonado pela magrela

Arvorismo: Diversão para toda a família

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nocaute

120

Tiago Camilo, campeão dentro e fora do tatame

50 Raízes Andinas: Surf pode ter nascido no Peru

114 Pilates & Funcional:

132

Qualidade vida para a melhor idade

Curtas -14 | Espelho Fit 20 | Vida Saudável 24 | Espaço Treino 54 | Espaço Saúde 56 | Espaço Wellness 58 Equipamentos e acessórios 60 | Treino & Corrida 64 | Brasil 2014 90 | Brasil Olímpico 98 | Radicais 106 | ARNOLD 126 Endorfina em Ação 138 | Fitness Shop 140 | Sô Frazão 142

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Curtas

CURTAS “Bíbilia do Funcional”

Luciano D’Elia

Foto: Divulgação

O precursor do treinamento funcional no Brasil e idealizador do método Core 360º, Luciano de D’Elia lança o “Guia Completo de Treinamento Funcional. O livro traz em 600 páginas dicas técnicas e teóricas, além de passo a passo com ilustrações. O principal objetivo da chamada “Bíbilia do TF” é inspirar os profisisonais a incoporarem novos métodos em seus treinos e de certo modo servir como instrumento de pesquisa para aqueles que integram o segmento de fitnes e bem-estar.

Em 20 de outubro, 30 mil mulheres de 54 nacionaldidades diferentes participaram da 10ª Nike Women’s Marathon, em São Francisco, nos Estados Unidos. A prova é uma das mais tradicionais do mundo, já reuniu mais de 250 mil participantes e contempla belas paisagens como: a Baía de São Francisco com vista para a Ilha de Alcatraz e a Golden Gate, símbolo da cidade. A vencedora da categoria 42k foi a norte-americana Emily Gordon, que marcou o tempo de 2h51min44s. Enquanto, a argentina Florencia Borelli, venceu a meia-maratona com 1h18min22s.

O Guia Completo de Treinamento Funcional é fruto do conhecimento e das experiências que Luciano D’Elia acumulou ao longo de 14 anos de trabalho pioneiro com Treinamento Funcional no Brasil. A obra fundamenta-se num conceito de treino que se aplica a praticantes de todas as idades e com diferentes níveis de condicionamento físico. Atender a essas diferenças e gerar os melhores resultados, criando uma base sólida do entendimento acerca do que é o Treinamento Funcional e de como aplicá-lo é o objetivo deste livro.

Guia completo de Treinamento Funcional

30 mil participam da Nike Women’s Marathon

ISBN 978 -85-7655-399-1

9 788576 553991

[ Ano4 | Número27 ] 2013

Foto: Divulgação

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Inscrições para o Pink Fight As mulheres que desejam entrar no octógno já podem se inscrever no Pink Fight, evento que corresponde a versão feminina do Jungle Fight. Como forma de dar mais visibilidade e espaço ao público feminno, a organização do evento está recrutando lutadoras para a terceira edição, prevista para ocorrer ainda em 2013. As interessadas devem enviar um perfil com: nome, idade, equipe, cartel e cidade natal para o email: contato@pinkfight.com.br

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Guia Complet de Treinamen Funcional Luciano D’Elia


A vida do rei Recentemente, Pelé lançou o collector’s book “1283”. A obra produzida pela Toriba Editora, traz histórias, imagens, bastidores e os fatos mais marcantes da carreira do rei do futebol . Já o título faz menção aos 1283 gols marcados pelo camisa 10. Além disso, é também o número da quantidade de cópias, uma vez que se trata de um edição limitada. Os exemplares são autografados pelo craque e estão disponíveis nas livrarias de todo o país. Para mais informações acesse: www.toribaeditora.com.br

to nto

O que você pensa da sua academia? Bodytech apresenta novas aulas

21/08/2013 16:32:01

A rede de academias Bodytech, está com uma grade nova para quem deseja “correr” contra o tempo e entrar em forma para o verão. A partir de agora, todas as unidades contam: com a “sensação” Zumba, porém o grande diferencial é a Step Zumba (aula de dança com movimentos de baixo impato), Kids Zumba (aulas lúdicas para crianças de 7 a 11 anos) e 20 Minutes Workout. Esta última tem como intuito o treino HIIT – High Instensity Interval Training (treino intervalado de alta intensidade). Durante as seções de 30 a 120 segundos é utilizado apenas o peso do próprio corpo, com alternância dos grupos musculares. Para mais informações acesse: www.bodytech.com.br

A Arquiteta Patricia Totato, especialista em projetos esportivos, deseja sanar essas e outras dúvidas por meio do grupo do Facebook: “Eu Uso Academia”. A ideia é se aproximar e conhecer os anseios dos praticantes de atividades físicas, por meio de experiências pessoais em relação ao cotidiano da academia. Com a iniciativa, Patricia busca “entender” por que apenas 4% da população brasileira frequenta academia? Vale lembrar que o Fórum do Fitness é aberto a todos e não faz distinção quanto ao tamanho do estabelecimento ou classe social. Acesse: www.facebook.com/groups/euUSOacademia/

Petiscos saudáveis Cenoura, Batata Doce e Beterraba também podem ser ótimos petiscos. A Latinex, importadora de produtos gourmet, traz o Mix de Vegetais Chips Tyrrell’s. Produzido na Inglaterra de forma artesanal, os snacks são fritos em óleo de girassol e temperados com sal marinho, o que garante propriedades 100% naturais. Com isso, não possui adição de glutamato, corantes, aromatizantes e demais ingredientes artificiais. Para mais informações acesse: www.latinex.com.br

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nutrição

Da terra direto

para a mesa Livres de agrotóxicos, fertilizantes e transgenias, os alimentos orgânicos conquistam seu espaço no mercado e oferecem diversos benefícios à saúde Por Érica Brito

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eja no quintal dos fundos de casa, em uma pequena jardineira ou até mesmo em grandes plantações, a característica comum é a ausência de agrotóxicos e fertilizantes, além do fato de não serem geneticamente modificados. São eles: os orgânicos. Produzidos de maneira natural garantem ao consumidor um produto com maior quantidade de nutrientes e consequentemente mais saudável. “A ausência de pesticidas e fertilizantes químicos estimula a planta a produzir mais fitoquímicos para se defender de pragas e esses fitoquímicos são repletos de vitaminas, minerais, antioxidantes, entre outras propriedades benéficas para a saúde”, explica a sócio fundadora da empresa Urban Remedy, Juliana Loureiro. No Brasil, o consumo destes alimentos se torna recorrente a cada dia. Tanto que o país já conta inclusive com a lei brasi-

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Produzidos de maneira natural garantem ao consumidor um produto com maior quantidade de nutrientes e consequentemente mais saudável

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leira de orgânicos (lei 10.831/07), que determina se um produto pode ou não ser denominado como orgânico. O CEO da Organomix Marcelo Schiaffino, comenta que o setor, com exceção de frutas, verduras e legumes, movimentou US$ 109,9 milhões no ano passado. “Esse número supera inclusive os Estados Unidos, até então considerados líderes na área. Lá, o aumento foi de 4,3%, menos da metade do registrado em nosso país”, destaca. Se fossemos eleger um ponto negativo dos alimentos orgânicos, basicamente seria o preço. Os alimentos “saem” mais caros tanto para o produtor, quanto para o consumidor final. Na agricultura con-

vencional não existe a necessidade de uma atenção diária já que o controle das pragas é feito por meio de pesticidas e fertilizantes. No caso dos orgânicos este controle deve ser feito diariamente, requer mais atenção e mão de obra. Outros pontos que influenciam são a vida útil do produto, que por não ter conservantes estragam mais rapidamente; o fato de geralmente serem produzidos por pequenos produtores e possuírem um sistema de logística limitado, o que consequentemente restringe os locais onde são comercializados; Schiaffino defende que o consumo de alimentos orgânicos, na verdade, é um

investimento que visa mais saúde e qualidade de vida. “Os consumidores estão dispostos a investir nesses produtos, já que assim conseguirão aproveitar todos os benefícios dos alimentos e reduzirão os gastos com remédios no futuro”. Juliana Loureiro também aposta no orgânico como uma alternativa de minimizar os fatores que nos influenciam constantemente. “Nosso organismo recebe doses diárias de toxinas de poluição ambiental, produtos de beleza e produtos de limpeza. Comer alimentos Orgânicos garante que seu alimento não será mais uma fonte de toxinas na sua vida”, atesta a sócio fundadora da Urban Remedy.

mitos e verdades sobre os trangênicos Podem ser consumidos sem lavar Mito. É preciso lavar e desinfetar bem, como qualquer alimento que é levado à mesa. Não existe diferença entre consumir alimentos orgânicos ou convencionais Mito. O cultivo orgânico deixa o solo rico em nutrientes e isso se transfere para os alimentos. Já os convencionais podem apresentar níveis de toxinas e resíduos químicos. O consumo é indicado principalmente para crianças e gestantes Verdade. Por possuírem o organismo mais frágil o acumulo de toxinas (presentes nos alimentos convencionais) podem causar danos à saúde.

São mais caros Verdade. Eles são mais caros para produzir, pois o controle de pragas requer atenção diária do produtor e isso influencia no preço final. São mais saudáveis Verdade. Por serem cultivados sem a utilização de agrotóxicos, ou criados sem hormônios de crescimento (no caso das carnes). Ajudam na perda de peso Mito. Consumir alimentos transgênicos não tem relação com a perda de peso. O emagrecimento depende de uma dieta balanceada e de preferência com a orientação de um nutricionista.

O que o mercado oferece? Com a demanda por alimentos livres de substâncias químicas em constante crescimento, algumas empresas apostaram na comercialização dos orgânicos. As opções vão além das frutas, verduras e legumes.

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nutrição Molho de Tomate Orgânico com Azeitona 570gr. Jatobá:

Feito com tomates orgânicos, que, de acordo com artigo publicado na revista científica PLOS ONE, são ainda mais nutritivos. Possuem 55% mais vitamina C e 139% mais compostos fenólicos, antioxidantes naturais.liquidificador ou coqueteleira. Preço: R$ 14,43

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Cookie Orgânico Café 150 gr. Jasmine: O cookie orgânico é ideal para levar na bolsa e consumir nos intervalos das refeições, seguindo a recomendação de comer de três em três horas para manter o metabolismo acelerado. Preço: R$ 3,17

Mistura para bolo integral Húngaro Orgânico:

Sem ovos, lactose ou conservantes, a mistura para bolo é fácil e rápida de fazer. Uma sobremesa saudável e deliciosa. Preço: R$ 17,00


espelho fit

Massagem ou Drenagem modeladora linfática Veja como as técnicas contribuem para reduzir o inchaço, medidas e ainda “expulsar” as indesejadas gordurinhas Por Mariana Souza

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uidar do corpo não pode ser sinônimo de sofrimento, privações, injeções e bisturis. Famosa pelos benefícios à saúde, a drenagem linfática elimina toxinas, melhora o aspecto das celulites, terror das mulheres, e pode reduzir medidas. A técnica estimula o sistema linfático por meio da massagem, são manobras suaves, lentas, ritmadas e relaxantes, eliminando o excesso de líquido e desintoxicando o corpo. A técnica é uma ótima arma contra a celulite, que é o acúmulo de lipídios, e a gordura localizada, excesso de células

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adiposas que se instalam nos piores lugares possíveis do nosso corpo. Ambas formam um conglomerado que dificulta a circulação sanguínea e linfática. “A linfa carrega o excesso de adiposidade do corpo, uma de suas funções é justamente eliminar esse excedente e evitar que ele se acumule. Portanto, se a linfa não conseguir passar, desastre à

“Portanto, se a linfa não conseguir passar, desastre à vista: mais gordura vai se juntar naquele espaço”

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vista: mais gordura vai se juntar naquele espaço. Neste momento que entra a drenagem linfática. Com suas manobras estratégicas, ela massageia os capilares linfáticos para que eles possam absorver as macromoléculas e os resíduos celulares”, diz Katia Pacheco Barbosa, esteticista e diretora do Salão Menta Pimenta. A técnica não emagrece, mas pode reduzir medidas por eliminar toxinas e diminuir o inchaço. A drenagem dos líquidos pode ser sentida na balança, com alguns quilinhos a menos, pois o excesso é eliminado pela urina. “Trata-se da eliminação dos líquidos em excesso, não de gordura”, ressalta Vanessa Marques, fisioterapeuta. Para a jornalista Erica Almeida, a drenagem linfática ajudou a eliminar o inchaço. “Optei pela drenagem linfática, uma vez que retinha muito os líquidos consumidos. Esse inchaço era visível em determinadas partes de meu corpo, como pés, barriga e braços. O resultado do tratamento foi muito satisfatório”, afirma. O sistema linfático faz parte do sistema imunológico, desempenhando um papel essencial na defesa natural contra infecções e outros tipos de doenças. Ele produz e transporta os glóbulos brancos, células que combatem as infecções e participam


do sistema de defesa do organismo. “Os movimentos da massagem seguem o trajeto dos vasos linfáticos, o que melhora as funções essenciais do sistema venoso e linfático. A principal finalidade é mobilizar a corrente de líquidos que está dentro dos vasos linfáticos com objetivo de movimentar a linfa em direção aos gânglios” afirma Katia. Quando a técnica é realizada de forma inadequada pode ocasionar problemas. Por isso, é importante procurar um profissional qualificado como fisioterapeutas, esteticistas e dermatologistas habilitados. O procedimento deve ser evitado em casos de tumores malignos, infecções ou processos inflamatórios agudos, edemas causados por insuficiência renal, hepática

ou cardíacas não controlada, trombose venosa profunda e afecções na pele. O número de sessões necessárias varia de pessoa para pessoa. O indicado é que seja feito duas sessões por semana, com duração de uma hora.

Massagem Modeladora A técnica utiliza manobras rápidas e intensas sobre a pele, pressionando a área com movimentos de amassamento e deslizamento. São movimentos rápidos, repetitivos e firmes, que auxiliam a quebra das células de gordura localizadas que são eliminadas pela corrente sanguínea, além de melhorar a oxigenação dos tecidos. A massagem modeladora consegue atingir as camadas de tecido com o

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O sistema linfático faz parte do sistema imunológico, desempenhando um papel essencial na defesa natural contra infecções e outros tipos de doenças

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espelho fit

maior nível de concentração de gordura como a barriga, pernas, braços e cintura. Essa técnica favorece a remodelação ou redistribuição dos contornos corporais, melhora da circulação, e a oxigenação dos tecidos, auxiliando nos tratamentos de redução de medidas e celulite. “O profissional que aplica a massagem modeladora utiliza cremes específicos que auxiliam na redução de medidas, combate a gordura localizada e celulite. Uso um creme com fórmula termoativa juntamente com a massagem, ele modela o culote, o bumbum e diminui a gordura localizada”, afirma Junia Bernardes, esteticista e diretora do Lakshimi Spa & Beauty.

“O profissional que aplica a massagem modeladora utiliza cremes específicos que auxiliam na redução de medidas, combate a gordura localizada e celulite...” A técnica auxilia no tratamento da flacidez, que atinge as mulheres principalmente na região das pernas, rosto, braços e no glúteo. “Para que o tratamento tenha melhores resultados, é imprescindível uma alimentação equilibrada, a prática de exercícios

físicos e beber muita água”, diz Junia. As sessões duram entre 25 a 50 minutos e o indicado é fazer uma vez por semana. A massagem é contraindicada para pacientes com tumor, maligno ou benigno, grávidas, e tenham alguma infecção.

Ótimo para gestantes Para as gestantes a drenagem é indicada para reduzir o inchaço, fortalecer o sistema imunológico, tem ação descongestionante e induz ao relaxamento psíquico e a sensação de bemestar e conforto. Durante a gravidez as mulheres retêm mais líquido, devido a fatores hormonais.

A técnica nesse caso é realizada em decúbito dorsal (barriga para cima) e decúbito lateral (pessoa deitada de lado) e não é realizada no abdômen. A drenagem linfática também é recomendada no póscirúrgico. Por exemplo, no desaparecimento de edemas pós-operatório.

A massagem modeladora é uma das armas no combate a: • Celulite: Auxilia no combate à celulite, resultado de distúrbios no metabolismo de líquidos e lipídeos do corpo.

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• Flacidez: Atua na falta de tônus muscular ou perda da elasticidade da pele.

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• Gordura Localizada: Combate à gordura localizada que por fatores genéticos ou hábitos alimentares faz com que o tecido gorduroso seja acumulado em determinados locais de nosso corpo.

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vida saudável

Saúde e bem-estar

no trabalho Conheça os benefícios da Ginástica Laboral, afinal, gente feliz e saudável produz melhor

Por Fernanda Dias

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ealizada no local de trabalho, sem que haja locomoção dos colaboradores para outro espaço e interferência na produção, a ginástica laboral é uma prática de exercícios físicos de curta duração e dinâmicas de integração a partir do estudo de ergonomia no ambiente profissional. Em empresas, nos mais diversos portes e ramos de atividade, a prática é realizada em setores administrativos e na linha de produção, com a própria roupa ou uniforme de trabalho, já que não provoca cansaço excessivo por ser de baixa intensidade. As sessões se baseiam em alongamentos, respiração, reeducação postural, controle corporal, fortalecimento das estruturas não trabalhadas e compensação dos grupos musculares envolvidos nas tarefas operacionais, respeitando o limite fisiológico e a vestimenta de cada colaborador. O objetivo principal é diminuir o impacto das tensões como: queixas de dor e problemas relacionados ao esforço repetitivo. Por isso, é uma forma eficaz para prevenir doenças como LER (Lesão

Embora as primeiras manifestações de atividades físicas em empresas ocorreram há quase 100 anos, a Ginástica Laboral é um ramo relativamente novo para a maioria das companhias por Esforço Repetitivo) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). Com a prática também é possível alcançar o equilíbrio entre corpo, mente, relaxar a parte física e renovar o espírito. Embora as primeiras manifestações de atividades físicas em empresas ocorreram há quase 100 anos, a Ginástica Laboral é um ramo relativamente novo para a maioria das companhias. Mas o que não impede de ser, e muito bem, realizada. Um exemplo é a atuação da Colaboração Ginástica Laboral e Ergonomia, empresa que presta serviços para mul-

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tinacionais do ramo alimentício de todo o Brasil. Aline Costenaro, educadora física, é responsável por executar o projeto nas corporações localizadas no interior de São Paulo. A educadora física acredita que a atividade é um fator indispensável para promover a qualidade de vida dos trabalhadores, uma vez que por meio de dinâmicas e atividades lúdicas estimula a descontração e auxilia no desenvolvimento e aprimoramento de capacidades físicas como: flexibilidade, coordenação motora, equilíbrio, agilidade, velocidade, força e resistência. A ginástica laboral é dividida em três partes que devem ser distribuídas no decorrer da jornada de trabalho do colaborador, são elas: Preparatória (aquecimento antes da jornada de trabalho), Compensatória (alongamentos para compensar o esforço) e Relaxamento (indicado para diminuir a tensão do final do dia)”,

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vida saudável Aline Costenaro aplica a ginástica laboral nos colaboradores de uma empresa do ramo alimentício

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“As pessoas no começo ficaram um pouco tímidas, mas hoje podemos observar que cada vez mais colaboradores participam, gostam, comentam e até elogiam a iniciativa”

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explica Aline Costenaro, que completa: “geralmente a prática é realizada durante todos os dias da semana, (isso depende da necessidade da empresa), com duração de 10 minutos, podendo também haver revezamento entre setores. Hoje, há empresas que oferecem os três tipos de ginástica”. Sobre os desafios para manter os colaboradores engajados, Aline observa. “Busco desenvolver atividades novas e diferentes. Esse, sem duvida, é o maior diferencial que um professor pode oferecer aos seus alunos. Afinal, os colaboradores veem nos “10 minutos” um momento transformador, revitalizante e com benefícios reais a oferecer. É

cação entre áreas e com o cliente se dá por redes sociais, email e telefone. O deslocamento físico é pouco. Então é normal muitas pessoas passarem horas sentadas e isso é prejudicial”, comenta Gustavo Schmitz, diretor de operações da RIOT. Na agência a atividade é realizada duas vezes por semana com duração de 15 minutos. São dois profissionais que aplicam exercícios de circulação e alongamento. Quanto ao envolvi“geralmente a mento e engajamento dos colaboradoprática é realizada res Schmitz diz que durante todos os dias da ainda é cedo para avaliar, mas já ouviu semana, (isso depende vários elogios. “As fundamental da necessidade da pessoas no começo que eles sinempresa)...” ficaram um pouco tam na pele as tímidas, mas hoje pomelhorias físicas demos observar que cada e até mesmo emovez mais colaboradores particionais da ginástica lacipam, gostam, comentam e até eloboral”, enfatiza. giam a iniciativa”, destaca. Caso a empresa que você trabalha Saúde e descontração Mas não são apenas as multina- oferece ginástica laboral, mas por alcionais que investem e acreditam na gum motivo você tem vergonha e não atividade. A RIOT, agência de mídias participa, a Aline tem um recado: “persociais, localizada em São Paulo, está mita-se fazer parte dessa transformacom o projeto rodando há um mês. ção que começa no seu ambiente de “Apesar de o nosso trabalho em si ser trabalho e leve isso para sua vida pesbastante dinâmico, isso não reflete no soal, atividade física é revitalizante e só aspecto físico. A maioria da comuni- trará benéficos. Por isso, mexa-se!!!”.

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vida saudável

Aprovado:

quem pratica, adora e quer mais! Os colaboradores da RIOT já aprovaram a ginástica laboral e compartilharam suas experiências:

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Eu, como uma pessoa que faz muita atividade física, acho superimportante a ginástica laboral justamente por valorizar a prática de exercícios e trazer isto para o ambiente de trabalho. Além disso, nos ajuda a relaxar, aliviar o estresse, melhorar a postura e prevenir lesões, tipo LER. Me sinto muito bem após as nossas sessões de ginástica”, comemora Sofia Mogharbel

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Gosto bastante de fazer ginástica laboral. Ajuda a relaxar e me alongar um pouco, já que não pratico muito esporte como deveria. Sem contar que dá uma descontraída no ambiente de trabalho. Acho que essa iniciativa é bem bacana, todos deveriam adotar”, exalta Fabiana Bettine


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suplementos

Whey do chef

Conheça as propriedades dos produtos, em formatos diferenciados, apresentados no II Meeting Brasileiro de Nutrição Esportiva, e saiba como adaptá-los a sua dieta Por Camila Marques

Fotos: Divulgação

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s suplementos “gourmet” têm invadido o mercado de nutrição esportiva. Já é comum encontrar “doces”, sobremesas, alimentos prontos e até snacks especiais em farmácias, lojas e e-commerces do gênero. No dia 5 de outubro, o II Meeting Brasileiro de Nutrição Esportiva, evento idealizado pela agência e4 Comunicação & Marketing e coordenado pelo farmacêutico Henry Okigami, trouxe alguns desses alimentos. Foram apresentados preparos específicos como: misturas em pó, para massas e sobremesas; chocolates funcionais compostos por antioxidantes; sopa não alergênica e sorvete, ambos produzidos com proteína, entre outros nutrientes. Eles têm como base suplementos ou componentes funcionais, com a proposta de oferecer novas opções à dieta dos atletas e praticantes de atividade física.

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Foram apresentados preparos específicos como: misturas em pó, para massas e sobremesas; chocolates funcionais compostos por antioxidantes; sopa não alergênica e sorvete, ambos produzidos com proteína, entre outros nutrientes

Mas uma vez aprovada a praticidade no consumo, ainda devem ser observadas algumas propriedades nutricionais, a fim de equivaler ou complementar a dos suplementos tradicionais, e não comprometer o efeito esperado. Descubra como incorporar as inovações à sua dieta e aprenda uma deliciosa receita.

Proteínas a mais Segundo a nutricionista Alessandra Luglio, os alimentos enriquecidos com

suplementos, a maioria com whey protein, são indicados para complementar tanto a dieta de atletas amadores quanto de alto nível. Do ponto de vista nutricional, a vantagem está em transformar produtos, originalmente, ricos em carboidrato, em opções mais balanceadas, com maior quantidade de proteína, mas há um importante alerta: “Como os alimentos suplementados contém outros ingredientes, além da proteína, a absorção do nutriente acaba sendo mais

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lenta, por isso, não são indicados para o pós-treino”, orienta. O Time4 Ice Whey Cream, uma das inovações apresentadas no Meeting, traz uma alternativa para esse impasse. Trata-se de um sorvete à base de proteína (20g por pote) e fibras (16g por pote), que por ser livre de gorduras e açúcar, pode ser consumido a qualquer hora do dia. “O Time4 pode ser consumido como sobremesa, snack ou no lugar do shake proteico”, indica a farmacêutica Giselle Sell, idealizadora do produto. E mais: a quantidade de calorias também é baixa - cerca de 58 em cada 60g, praticamente, metade do que apresenta a mesma quantia das versões tradicionais. Mas Alessandra Luglio também alerta para a menor quantidade de proteína desses alimentos, em relação aos suplementos tradicionais. De acordo com ela, dificilmente, esse valor chegará ao de uma dose de proteína isolada, por exemplo. Porém, para isso, também, foram lançadas opções altamente proteicas e que ainda podem ser combinadas a alimentos que são fontes ricas do nutriente, possibilitando aumentar o benefício anabólico (que favorece a construção muscular). É o caso da mistura para panqueca Pancake Whey, da Probiótica, disponível nos sabores frango, banana e natural. Ela é composta de proteína do soro de leite, proteína isolada do leite, albumina e car-

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suplementos boidrato waxy-maize, além do baixo teor de gorduras e sódio. “A linha Anabolicious for Muscle, a qual pertence a Pancake, se diferencia por trazer suplementos nutricionais que aproximam receitas conhecidas de nossa culinária, buscando aproximar também o público geral, que ainda não utiliza suplementos” revela Carlos Tomaiolo, gerente de marketing da Probiótica Laboratórios. Também vale destacar que o alimento não tem restrição de consumo diário para pessoas que seguem uma dieta balanceada.

“A linha Anabolicious for Muscle, a qual pertence a Pancake, se diferencia por trazer suplementos nutricionais que aproximam receitas conhecidas de nossa culinária, buscando aproximar também o público geral, que ainda não utiliza suplementos”

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Funcionais

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Os alimentos funcionais constituem outro nicho da indústria de nutrição esportiva. As opções atendem as necessidades específicas de diversos públicos, mas com mesmo foco no conceito principal: “Alimento Funcional é aquele que, quando incluído na dieta, além de fornecer nutrientes, atua na prevenção ou tratamento de alguma doença”, define a nutricionista Flávia Morais, da rede Mundo Verde. Assim, a Nutrawell, especialista na manipulação de ingredientes naturais, lançou a linha de bombons Chocowell, com potencial energético e antioxidante, importantes antes e depois da atividade física. O produto também é isento de açúcar, glúten, lactose e concentra baixo nível de gorduras totais. A diretora do Departamento Científico e de

Desenvolvimento de Novos Produtos da marca, Regina Stela Schaefer Guedes, afirma que a ideia também era produzir um suplemento com baixa caloria e que fosse um chocolate com alto teor de cacau e fibras. “E além de saudável, deveria ser saboroso”, completa. O resultado final ainda pode ser conferido em uma versão para o dia, Chocoday, e outra para a noite, Choconight. Diabéticos também podem desfrutar da delícia, sob orientação médica. Ainda no mix de chocolates e para quem gosta de cuidar da pele, a fabricante de alimentos funcionais Chocolife apresentou a linha Beauty Care, composta por creme de avelã, chocolate e achocolatado. Adicionados com colágeno, vitamina C e luteína, uma substância presente nas folhas verdes escuras com propriedade antioxidante contra radiação. “A luteína tem uma poderosa ação antioxidante contra a radiação de coloração azul – a cor do nosso céu - (combate o fotoestresse). Além disso, beneficia a pele, ajudando na prevenção do fotoenvelhecimento cutâneo”, explica o nutricionista clínico funcional e farmacêutico Gabriel de Carvalho, consultor da Chocolife.

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suplementos Na zona intermediária entre hiperproteicos e funcionais, a farmácia de manipulação Almofariz, lançou uma sopa não alergênica, com formulação, altamente concentrada em proteína e caseína – respectivamente, 300% e 15 vezes mais do que uma porção de carne in natura. O alimento fornece proteína de alto valor biológico e fácil solubilidade e digestibilidade, promovendo o aumento de massa muscular, inclusive em pessoas com problemas de deglutição, porque também é zero lactose e glúten. Os “suplementos gourmet” são opções para aumentar a praticidade e versatilidade da dieta dos praticantes de atividades físicas, ou mesmo, para incentivar novos adeptos na suplementação. Substituí-los pelas versões tradicionais pode alterar o resultado da suplementação, dependendo da intensidade do treinamento e de cada objetivo. Nesse caso, é sempre recomendável consultar o nutricionista, a fim de saber a quantidade de proteína a ser ingerida por dia, sob qual forma e em quais horários.

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Robert Scheidt

“Lobo Olímpico” Foto: Jean Marie Liott/DPPI/FFVoile

Por Diogo Patroni

Endorfina cruza ventos, desbrava mares e traça o perfil do maior medalhista olímpico do Brasil. Conheça mais sobre esse paulistano que integra o seleto hall das “estrelas” e tão rápido quanto o “laser”

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ormalmente a cada quatro anos as atenções de todo o país se voltam para ele. Até quem não conhece do esporte passa a entender e ainda se atreve a “cornetar”, ou aplaude uma manobra bem executada. Termos como: regata, vela, proa, popa, nós, boia, pontos perdidos... Passam a fazer parte do vocabulário. Nos sentamos em frente a TV e torcemos (mesmo sem saber nada) pelos “brazucas” naquela peculiar “corrida” de barcos. E quase sempre quem corta os ventos e empunha a bandeira brasileira é Robert Scheidt, um dos maiores expoentes do esporte a vela do país. Ganhador de cinco medalhas olímpicas: dois ouros (Atlanta-96 e Atenas-2004), duas pratas (Sidney-2000 e Pequim-2008) e um bronze (Londres-2012). Esse verdadeiro “Lobo” das águas quer mais e pode mais. Aos 40 anos, e com 11 títulos mundiais nas costas, atualmente é o maior medalhista olímpico do Brasil, e está entre os primeiros colocados no ranking mundial da classe Laser. Com um semblante frio e sempre sereno (traços da personalidade alemã), esse paulistano formado em administração de empresas, é além de competitivo, um atleta preocupado com as causas sociais, principalmente com a propagação do esporte. “A vela se popularizou um pouco no Brasil, não só pelas medalhas que os atletas brasileiros conquistaram, mas até pelo apoio oficial que é dado hoje. Mas a prática ainda depende de toda uma estrutura que é cara, como o barco e equipamentos e locais adequados para velejar”, revela Scheidt, que inclusive já atuou como apoiador de um projeto social na região da Represa de Guarapiranga, local em que “cortou” seus primeiros ventos. “Comecei a velejar aos nove anos, no Optimist (classe). Tínhamos um grupo de crianças muito unido, com muitos amigos, começando juntos e eu ia velejar pela farra e não pela competição, Tinha um espírito de brincadeira e velejava para fazer uma atividade recreativa

Robert Scheidt no Campeonato Europeu de Laser-2013. Foto: Richard Langdon/Ocean Images

“Comecei a velejar aos nove anos, no Optimist (classe). Tínhamos um grupo de crianças muito unido, com muitos amigos, começando juntos...”

e aos poucos começamos a correr regatas”, relembra. O gosto pelo esporte é algo já enraizado, uma vez que o patriarca dos “Scheidt”, sempre foi adepto das atividades físicas e buscou transmitir esse ideal também para a prole. “Meu pai já praticou muitos esportes e fez questão de ensinar vários esportes pros filhos.

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Meu irmão já foi campeão mundial de pinguim (classe) e minha irmã também velejou e pratica outras modalidades. É um meio das crianças se sentirem saudáveis”, enfatiza Robert, que largou o tênis para se aventurar nas águas. Os primeiros resultados vieram logo aos 11 anos de idade, como o título do Sul-Americano da classe Optmist, em Algarrobo-CHI. Desde então, migrou para outras classes até se destacar nos Jogos Pan-Americanos de Mar Del Plata-ARG, em 1995, quando conquistou a medalha de prata. Já mais experiente faturou o ouro em mais duas ocasiões: Winninpeg-1999 e Santo Domingo-2003.

Legítimo portabandeira Em Pequim 2008, Scheidt viveu um momento especial na carreira. Normalmente, comedido nas conquistas, se acostumou a festejar seus feitos de


capa Scheidt e Bruno Prada, medalhas de bronze nas Olimpíadas de Londres-2012.

perfil Nome: Robert Scheidt Data de nascimento: 15/04/1973 Local: São Paulo-SP Esporte: Iatismo Categoria: Laser Peso: 80 kg Altura: 1,87m

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Foto: Daniel Ramalho/AGIF/COB

Maior realização: Ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e Atenas (2004)

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Medalhas Olímpicas: •Ouro: Atlanta-1996 e Atentas-2004 •Prata: Sidney-2000 e Pequim-2008 •Bronze: Londres-2012

forma solitária, porém sempre carregou consigo a bandeira do Brasil. Esse orgulho de mostrar sua origem para o mundo foi premiado com a escolha para ser porta-bandeira na cerimônia de abertura das Olimpíadas. “Foi uma surpresa a minha escolha para ser porta-bandeira da delegação brasileira na China. Foi uma honra e felicidade, e uma responsabilidade enorme. Foram três velejadores de Star na cerimônia de abertura da história, e isso é bom para a vela nacional”, recorda. Apesar de todos seus feitos, o velejador ainda acredita que falte uma popularização do esporte, porém ressalta que o cenário é diferente de alguns anos atrás. “A vela é pouco divulgada porque o acesso do público é restrito, isso acaba fazendo com que se perca um pou-

Títulos mundiais: 11 (10 adultos e 1 juvenil) Categorias: 8 Laser e 3 Star

Apesar de todos seus feitos, o velejador ainda acredita que falte uma popularização do esporte co o interesse. As regatas normalmente são disputadas longe da costa. Mas em Olimpíadas os barcos ficam próximos e a quantidade de câmeras que cobrem esse tipo de evento torna o ambiente diferente. Aí é como se estivéssemos velejando em uma arena”, enfatiza. Foi justamente em uma dessas

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Ídolo: Pelé e Michael Jordan Superstição: Um cavalo do jogo de xadrez que levo comigo para dar sorte desde o meu primeiro campeonato importante Time de futebol: Santos Lazer: Brincar com os filhos e ficar com a família Outras modalidades: Tênis e Bike Lugar pra descansar: Ilhabela-SP


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Robert Scheidt com Bruno Prada na Rolex Ilhabela Sailing Week 2013 Foto: Flavio Perez/ZDL

super-coberturas que viveu talvez sua maior decepção como atleta durante as Olimpíadas de Sidney-2000. No entanto, em Atlanta-1996, o brasileiro já havia protagonizado um duelo, semelhante às batalhas Senna x Prost, com o britânico (e não francês) Ben Ainslie, quando ambos queimaram a largada e foram desclassificados na última regata. Na ocasião, Scheidt levou a melhor e ficou com o ouro, enquanto Ainslie se “contentou” com a prata. Quatro anos mais tarde o cenário foi totalmente inverso. Na última regata, o brasileiro chegou como favorito à medalha de ouro e o bicampeonato olímpico parecia certo, pois precisava apenas cruzar a linha entre os 20 primeiros. Mas o britânico preparou uma verdadeira “arapuca” para

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“Quanto mais bem preparado você estiver, melhor poderá lidar com qualquer imprevisto...” Scheidt, e o “marcou” com fechadas empurrando-o para 22º. Assim, Ainslie deu o troco e conquistou o ouro. Já à Scheidt restou apenas a lamentação pela medalha de prata. “A derrota para o Ben Ainslie foi muito dura e frustrante, pelo modo como a medalha de ouro estava muito próxima e escapou. Mas, depois que a Olimpíada passou eu fiquei feliz porque conquistei uma medalha de prata olímpica, que é um sonho de muita gente. As pessoas querem ver o ouro, mas uma medalha de prata ou de bronze olímpica são resultados incrí-

veis. Aprendi uma grande lição e levei essa experiência”, revela o brasileiro. Ainslie, inclusive já declarou que o feito soou como um “alivio” e sempre será sua conquista favorita. “Aquela foi uma batalha titânica e incrível”, enaltece o britânico, atualmente tetracampeão olímpico.

Confiança Além do aprendizado de Sidney, Robert Scheidt é conhecido também pelo poder de concentração e frieza durante as competições. “É preciso estudar muito bem o clima, as condições de corren-

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te e de vento, para determinar a regulagem do barco e definir uma estratégia”, destaca o maior medalhista olímpico do Brasil, que completa: “Quanto mais bem preparado você estiver, melhor poderá lidar com qualquer imprevisto. As dificuldades são inerentes ao esporte, e na hora em que a dificuldade aparece, sempre parece a maior do mundo, mas depois a gente pode até dar risada. Essa é a grande graça, não existe certeza alguma quanto ao que você vai encontrar durante a regata”. O experiente velejador, fã de Pelé e Michael Jordan, também costumar


capa Foto: Luiz Doro/adorofoto

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e voltei à Laser, em setembro de 2012, após a saída da Star do programa olímpico”, explica. Para “içar” a vela e “cortar” os ventos é preciso aplicar a técnica e estratégia correta, mas um bom preparo físico e mental também é fundamental. Robert Scheidt mantém uma intensa rotina de treinamentos, juntamente com trabalhos específicos de força. “É muito treino, mesmo, com várias horas na água todos os dias, horas de natação, musculação, fisioterapia. E, quando a competição se aproxima, é preciso estudar bem as condições de vento e de corrente para determinar a regulagem certa do barco e decidir uma estratégia de regata”, destaca. Essas exigências são flagrantes em barcos mais rápidos como o Laser, já

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se apegar em citações e ensinamentos de atletas consagrados. “Tento me concentrar ao máximo para atingir meus objetivos. Concordo em gênero, número e grau com o Tiger Woods (golfista), que diz: ‘quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho’. Sou muito competitivo e procuro estar sempre focado e bem preparado para todas as situações”, ratifica.

Eficiência a bordo A vela olímpica ou “iatismo” possui diversas categorias: RS:X, Laser, 470, Star, Finn, Laser Radial, Elliot e 49er. No en-

tanto, apenas a Star não faz mais parte do programa para 2016, o que obrigou Scheidt a retornar para a Laser, após conquistar duas medalhas ao lado de Bruno Prada. (Prata em Pequim 2008 e bronze em Londres-2012), além de três mundiais (2007, 2011 e 2012). “Mudei da Laser para a Star, depois das Olimpíadas de Atenas-2004, por que já tinha cumprido meu ciclo na Laser. Em 16 anos, conquistei os principais títulos da categoria. E a Star é uma classe muito técnica, em dupla, com novos desafios. Cada classe traz uma coisa nova. Fiz dois ciclos olímpicos na Star

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“Mudei da Laser para a Star, depois das Olimpíadas de Atenas-2004, por que já tinha cumprido meu ciclo na Laser...”


capa Robert Scheidt no Campeonato Europeu de Laser-2013

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Para muitos atletas a carreira termina próximo aos 36 anos. No entanto, na vela é possível postergar ainda mais essa aposentadoria em outras classes há um contrabalanço. “A Laser é mais física, requer muita ‘hora de voo’, muito preparo físico. É mais simples e depende mais da intuição do velejador. Tenho feito um trabalho forte de musculação e fisioterapia, focado mais em prevenir lesões, não sentir dor. Ainda não considero que cheguei ao nível ideal, mas me sinto muito bem”, pondera o velejador.

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Outro fator que “ajuda” Robert Scheidt nas competições é um amuleto dado pelo pai e que carrega desde as épocas de infância. “Tenho poucas superstições. Mas tenho um cavalo de um jogo de xadrez, meu pai encontrou, uma vez, e me deu. Levo ele comigo para dar sorte, desde o meu primeiro campeonato importante”.

Lobo sim, velho não! Para muitos atletas a carreira termina próximo aos 36 anos. No entanto, na vela é possível postergar ainda mais essa aposentadoria, exemplos de Torben Grael, que ainda está na ativa aos 53 anos, e Bruno Prada, que aos 41 anos conquistou o bronze em Londres-2012, ao lado de Robert Scheidt, que também não tem planos de recolher o barco. “Amo velejar e ainda não penso em parar. Como sou formado em Administração de Empresas, posso seguir essa carreira num futuro distante. Mas ainda não penso nisso”, finaliza o iatista.


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Acontece fitness

sorria o fitness é a cara

da bahia Acompanhe tudo o que rolou na 13ª Fitness Brasil Bahia, Endorfina esteve in loco e traz as peculiaridades do evento que recebeu quase 25 mil pessoas Por Diogo Patroni

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Endorfina fez as malas e viajou para Salvador-BA, a fim de trazer o melhor da 13ª Fitness Brasil Bahia, realizada de 4 a 6 de outubro, no Centro de Convenções da Bahia. A região Nordeste tem se destacado cada vez mais pelo crescimento do segmento de fitness e bem-estar, uma vez que o evento faz o elo com as novidades do Sul e Sudeste do país. Para este ano, a feira cresceu em área com 300 m² a mais. Assim, foi possível receber 60 expositores de diversos segmentos como: equipamentos, acessórios, artes-marciais, Pilates, vestuário, dentre outros. “Aqui em Salvador, observamos que o funcional segue forte. Também há uma profissionalização cada vez maior e com conteúdos mais ricos. Buscamos, principalmente, uma qualidade e excelência na entrega do

Para este ano, a feira cresceu em área com 300 m² a mais. Assim, foi possível receber 60 expositores de diversos segmentos Fotos: Divulgação

congresso”, destaca o diretor executivo da Fitness Brasil, Gustavo Almeida. A edição de 2013 foi marcada pela participação efetiva do público, em torno de 25 mil pessoas compareceram ao local, além de atrações como o Campeonato Amador de MMA e Campeonato de Fisiculturismo. A aula de ciclismo indoor foi outra grande novidade. O método é exclusivo para professores e permite que

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o aluno acompanhe a pedalada com a mesma intensidade do percurso real. A personal trainer e ciclista, Carina Rosa, é uma das idealizadoras do programa e relata as principais características do pedal “real-time”, que traz trechos em: Atibaia-SP, Nazaré Paulista-SP, Caxambu-MG, Monte Verde-MG, Serras Gaúchas e Punta Del Leste, no Uruguai. “Busquei dar uma melhorada nas aulas de ciclis-


A região Nordeste concentra quase 600 academias, por isso, o fitness torna-se mais evidente

mo indoor e para facilitar a metodologia inseri algumas músicas que variam conforme a intensidade da pedalada. Todo o percurso é real e varia entre trechos de 13 km e 2 km”, descreve Carina. Para diversificar os treinamentos, a aula de ciclismo indoor oferece cinco categorias: Endurance (intensidade constante), Climb (subidas – treinos de força), Interval (Intervalado com várias intensidades),

Progressive (intensidade constante) e Speed (especifico para estrada).

Mercado “arretado”! A região Nordeste concentra quase 600 academias, por isso, o fitness torna-se mais evidente, conforme destaca Almeida. “Entre Recife, Salvador e Fortaleza encontramos grandes redes, além das locais que seguem forte. O mercado

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Acontece fitness é preciso levar a atualização para diversas praças do país. “Eu fiz o curso de Abdominal e Glúteos e Avaliação Física. A gente observa que há muita qualidade e uma excelente estrutura. Vejo o evento como uma oportunidade para nos reciclarmos, pois o mercado muda constantemente e temos que mudar junto”, enfatiza o personal trainer da Gomes Academia, de Boa Nova-BA, Danilo Santos.

Endorfina multifaces Paralelamente à realização da 13ª Fitness Brasil Bahia, a Endorfina também esteve em outros dois eventos: De 2 a 6 de outubro, na Vivercom em Curitiba e de 11 a 13 de outubro no 55º ENAF Poços de Caldas.

Tour do Fitness

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Para 2014, a Fitness Brasil vai apresentar o Fitness Brasil Tour, um mini evento itinerante cujo objetivo é levar conteúdos de gestão para algumas praças até então pouco exploradas. “Nossa ideia é oferecer o melhor para Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Recife. A ideia é um formato diferente exclusivo para negócios. O objetivo é ter uma ‘palinha’ do conteúdo da IHRSA nessas capitais. Queremos fazer essa ponte com o gestor”, revela o diretor executivo, Gustavo Almeida.

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tem buscado oferecer produtos que envolvam diversão, pois com esse conceito as pessoas começam a tomar gosto pela atividade física”, ressalta. Mas a região ainda “carece” de alguns avanços tecnológicos, em função de altos tributos no valor do frete e também do “baixo” poder aquisitivo da população. No entanto, é preciso olhar com mais “carinho” para este público, que deseja usufruir de produtos de qualidade a exemplo dos “sulistas”. “Ainda estamos aquém do Sul e Sudeste. As grandes redes precisam se atentar a este mercado. As tendências chegam paulatinamente, pois o aluno da capital quer se ‘equiparar’ aos do eixo Rio-São Paulo, o que obriga o dono da academia a investir mais. Mas no interior, o cenário e diferente não tem como custear equipamentos caros, pois a demanda é baixa”, esclarece o gestor de vendas da Movement para a Bahia, Sergipe e Alagoas, José Escoura. A perspectiva revelada por ele é a mesma de quem acompanha o segmento desde o surgimento, ainda que de forma embrionária. “Essa feira mostra para nós o que podemos incorporar. O povo do

Nordeste está ficando exigente e acredito que isso vai influenciar no crescimento do mercado. Venho em todas as edições e sempre vou à São Paulo, para participar da IHRSA. Temos novos produtos e acessórios, mas a musculação sempre vai continuar em alta, porque os resultados são imediatos”, garante Paulo Bedeu, proprietário da rede de academias Paulo Bedeu Club/Express, em Aracaju-SE. Assim como fez Bedeu, Uiana Santos é de Alagoinhas, no interior da Bahia, e foi à feira seduzida’ pelos atrativos, principalmente por acessórios e moda fitness. “Eu vim com minha mãe, irmã e mais 20 pessoas da academia Saúde Ativa. Estou aqui para conhecer as marcas e comprar roupas e acessórios para revender”, ressalta a proprietária da loja de artigos esportivos Corpus Store. Já Letícia Weber, adepta do Cross-Fit, critica a escassez na região. “São Paulo, Rio e Brasília concentram os maiores eventos. Por isso, essa é uma oportunidade para nós. Aqui eu venho para comprar mesmo”, destaca. O evento também promoveu 57 cursos para dois mil congressistas, uma vez que

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MMA:

Esporte

e integração Durante a 13ª Fitness Brasil Bahia, também foi realizada uma etapa do Campeonato Amador de MMA. Na primeira luta do dia entre Iago Ribeiro x Lucas do Carmo, válida pela categoria até 57 kg, o público praticamente ‘tomou’ todo o pavilhão e vibrava a cada soco e pontapé. No final, Iago Ribeiro venceu por Nocaute. “Essa é a oportunidade que temos para mostrar o MMA como um esporte família em que todos se respeitam”, diz o também lutador Daniel Menezes, parceiro de treinos de Iago, na Academia Fight Club Jiu-Jitsu, no bairro de Brotas, em Salvador.


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Lesões da Cartilagem no

Corredor Sobrecarga e desequilíbrios musculares são os principais agravantes. Fique atento aos sintomas para que o quadro não se torne irreversível

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cartilagem é o tecido responsável pela constituição de diversas partes do corpo, possuindo também diversas funções. Sua composição é de 70% de água e 30% de um composto de fibras com uma disposição espacial e característica funcional, que proporciona a absorção do impacto e distribuição de forças que passam pela articulação. Pode-se dizer que existem três tipos de cartilagem: a cartilagem elástica, constituída por abundantes fibras elásticas com a função estrutural dos órgãos e tecidos como a orelha e o nariz; a fibrocartilagem, com fibras colágenas do tipo I, responsável pela composição dos meniscos, discos vertebrais e cápsula articular. Esta possui função importante, já que compõe parte da articulação e auxilia no controle das solicitações biomecânicas empregadas durante a prática da corrida. Enquanto, a terceira é a cartilagem hialina, mais comum com a presença de colágeno do tipo I em sua matriz, reveste as superfícies das articulações e é responsável pelo contato entre os ossos permitindo o deslizamento entre as extremidades ósseas. Outra função importante é a de lubrificação da articulação, pois produz e distribui o líquido sinovial. A cartilagem articular pode sofrer di-

ferentes lesões dependendo das reações às solicitações biomecânicas da corrida, acrescido a este fato o excesso de peso, alterações do eixo anatômico, desequilíbrios musculares e lesões ligamentares e meniscais. Qualquer articulação que contém cartilagem hialina pode sofrer lesões, porém as submetidas ao peso do corpo são mais suscetíveis, tais como o quadril, o joelho e o tornozelo. O quadro clínico é caracterizado por dor e acúmulo de líquido articular representado pelo aumento de volume. O tratamento deve ser adequado a cada paciente e ao tipo de lesão. Não há uma forma que devolva a cartilagem original e grande parte das alternativas terapêuticas visam o alívio da dor e o controle da progressão da lesão. Os esforços de todos que se dedicam a estudar estas lesões estão concentrados na obtenção de um método de repara-

ção que ofereça uma cicatrização com características semelhantes a original. As alternativas de tratamento são o medicamentoso, composto por substâncias analgésicas, anti-inflamatórias e pelos chamados visco suplementos, além da fisioterapia, importante na analgesia e no reequilíbrio muscular. É fundamental observar os fatores predisponentes para evitar a recorrência da lesão. Já o tratamento cirúrgico pode ser realizado por artroscopia e varia de uma simples limpeza articular à técnicas mais sofisticadas de transplante e cultura de células da cartilagem. Enfim, é importante que o corredor esteja atento aos sintomas que possam levar às alterações degenerativas das articulações para que não se tornem irreversíveis. O tratamento precoce propicia bons resultados, e, portanto um retorno ao esporte com melhores marcas.

Dr. Moisés Cohen Professor Titular chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp, Presidente da Sociedade Mundial de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Trauma Desportivo (ISAKOS) e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte Instituto Cohen Tel.: (11) 3093-9000 | www.institutocohen.com.br

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Massagem Podal: A Massagem nos pés após treino

A técnica promove o relaxamento e o equilíbrio metabólico, diminui dores na coluna vertebral, melhora a circulação, entre outros benefícios. Fique atento e pratique:

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m 1999, após os Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, realizado no Canadá, atendi os atletas recém-chegados com vitórias e medalhas, tanto da seleção brasileira de natação como de handebol. A curiosidade estava em saber se a massagem realmente traria ao atleta alguns benefícios fisiológicos, mecânicos e reflexos. Não tive dúvida, todos foram submetidos a uma prática de rotação de ombro anteroposterior com peso de 5 quilos sustentado pelo MSD, em movimento, este movimenta até atingir a fadiga, não conseguindo mais executar a repetição. Em seguida, era realizada a massagem específica para região do ombro, com movimentos da Massagem Ocidental. Para surpresa, todos os atletas, após a massagem conseguiram superar seus índices anteriores de repetição, porém sem tanta dor e com mais eficiência. A pergunta que é feita, porque não utilizamos os profissionais da massagem no esporte como os europeus e norte-americanos, uma vez que este profissional agrega resultados? Falta o conceito entre técnicos e atletas sobre a importância da massagem para o esporte, principalmente de alto nível. São muitos os profissionais, tanto da massagem, como de fisioterapia e até medicina do esporte, que por meio de suas

observações, relatam os benefícios da massagem, principalmente em se tratando de recuperação pós-exercício. As diversas técnicas de massagens ocidentais apresentam seus movimentos básicos, como deslizamentos, amassamentos, fricções, rolamentos e percussões. Como resposta à prática temos a diminuição dos líquidos intramuscular, diminuição de dores pós-treino, aumento do fluxo sanguíneo periférico, melhor desempenho na percepção reflexa e espacial, aumento do controle sobre a estrutura que é tocada. Além da, aceleração da remoção de resíduos catabólicos, diminuindo a fadiga e melhorando o tempo de recuperação, consequentemente temos menos lesões. A Massagem Podal é uma técnica apropriada para atletas, com finalidade exclusiva de promover relaxamento e bem-estar. É uma massagem com pressão forte, com movimentos mais lentos, ativa e relaxa áreas que correspondem aos órgãos e estruturas corporais representados em todas as áreas do pé. Também há outras técnicas, que trabalham na região do pé como a: Reflexologia e Reflexoterapia. Entre as muitas sensações e benefícios da Massagem Podal, podemos citar: Relaxamento das estruturas massageadas; relaxamento indireto de todo o

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corpo; promove o equilíbrio metabólico do organismo; diminui caso de dores musculares da coluna vertebral; auxilia no funcionamento intestinal; aumenta o volume de eliminações da bexiga e intestinos; induz ao sono reparador; favorece a produção natural de substâncias como melatonina e endorfina; melhora a percepção corporal; aumenta a circulação periférica; aumenta a sensação de leveza em nossos pés e pernas.

André Nessi (CREF. 2377-4 G/SP) – Prof. Da Graduação e Pós Graduação da Universidade Anhembi-Morumbi. Diretor do Instituto Nessi de Massoterapia, consultor para Clínicas e Spa’s é também autor do livro Massagem Antiestress


Espaço Wellness

Dores nas costas

e Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna Procedimento é feito com anestesia local e coloca em desuso as práticas mais “agressivas”

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ores nas costas é uma queixa muito frequente da população. Muitas delas serão breves e passageiras, pois cerca de 75% dos seres humanos irão experimentar, pelo menos uma vez na vida uma crise de dor nas costas. Felizmente, a maioria delas é benigna, tendo uma duração aproximada de uma semana, e melhorando com antinflamatórios e analgésicos. Muitas pessoas, porém, apresentam estas dores frequentemente, o que significa que o organismo pode apresentar uma doença da coluna. Doenças da musculatura, das articulações, das vertebras e dos discos (a hérnia de disco), são as mais frequentes, dentre outras várias causas de dor nas costas. Atualmente, o estudo aprofundado e o desenvolvimento das técnicas de tratamento destas dores envolve diversas especialidades médicas, como a neurocirurgia, a ortopedia, a anestesia e a fisiatria, entre outras. O exame médico detalhado associado a diversos exames complementares, como a ressonância magnética e a eletroneuromiografia, dentre outros se faz necessário em muitos casos. Muitos centros dedicam-se ao tratamento multidisciplinar da dor da coluna, pois esta patologia necessita cuidados não só médicos, mas muitas vezes de fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, que juntos oferecem um tratamento moderno e completo para

as dores crônicas da coluna. Em qualquer área cirúrgica da medicina os avanços levam cada vez mais à menores incisões e aos tratamentos endoscópicos sendo que no caso da coluna não é diferente. Os tratamentos intervencionistas (bloqueios e radiofrequência) são aqueles que utilizam agulhas e injetam os medicamentos no músculo, ou no canal vertebral (no caso dos bloqueios) e a cauterização ou a neuromodulação dos nervos (no caso da radiofrequência) na tentativa de diminuir a dor. A vantagem é que estes procedimentos são realizados com anestesia local, e em alguns casos com uma pequena sedação e o paciente é liberado minutos após. Quando não existe a melhora com esta primeira etapa ou em patologias específica dispensam estes tratamentos, a cirurgia minimamente invasiva endoscópica pode ser realizada, com o paciente levemente sedado e anestesia local, com incisão de cerca de 3 a 4 milímetros, sendo que o paciente pode ter alta no mesmo dia. No caso das artrodeses da coluna (colocação de parafusos), as cirurgias também são minimamente invasivas, chamadas de “percutâneas”, onde os parafusos são colocados com pequenos cortes 3 a 4 milímetros, e guiados por RX, tendo inúmeras vantagens em relação a cirurgia chamada de tradicional (aberta). Nos centros espe-

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cializados, os tratamentos minimamente invasivos são uma rotina, sendo que os tratamentos mais “agressivos” cada vez mais estão em desuso. Portanto, as pessoas que sofrem de dores na coluna devem procurar auxilio médico, em clinicas especializadas, lembrando que os tratamentos minimamente invasivos se encaixam para a maioria das doenças da coluna.

Dr. Adriano Scaff Garcia Neurocirurgião do Centro Especializado em Coluna e Dor (Ribeirão Preto – SP), especialista em Neurocirurgia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP). Centro Especializado em Coluna e Dor - Ribeirão Preto -SP Tel.: (16) 3913-4433 Portal: www.colunaedor.com.br


Equipamentos e acessórios

A vez dos

“baixinhos” Esqueça a ideia de que sua academia precisa ter máquinas grandes e robustas Por Diogo Patroni

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tecnologia é uma aliada dos equipamentos de fitness, pois a cada dia surge algo “novo”. Desde monitores em touch screen, compatibliade para DVD e TV, contador de repetições eletrônico... Mas uma das inovações e que “saltam” os olhos pelas academias são as máquinas mais compactas, diferentemente do padrão estabelecido na década de 90, quando os “robustos” ditavam a vez. A otimização de espaço é uma questão importante, uma vez que o m² está cada vez mais caro. Por isso, as grandes marcas oferecem linhas completas cujo intuito é facilitar a rentabilidade dos gestores, além de aumentar o convívio social entre os alunos. Os equipamentos menores também auxiliam no visual, pois o ambiente tende a fincar mais “clean”.

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Endorfina apresenta a evolução das máquinas da chamada geração “Z” (década de 90) para a geração “Y” (atual). Então, dê adeus ao “monstrengo” que está na sua sala e opte pelos “baixinhos”.

A otimização de espaço é uma questão importante, uma vez que o m² está cada vez mais caro

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Righetto: No máximo 1,35m A marca aposta na linha XR5, com torres de 1,35m. Os equipamentos também apresentam maior eficiência biomecânica e algumas facilidades para o usuário como porta objetos, visto que atualmente é comum treinar com celulares, sequeezes ou outros objetos à mão. Segundo, o diretor de marketing, Marcelo Felizardo, não adianta desenvolver um equipamento mais baixo se não oferecer qualidade. “Sem dúvida, as maquinas com torres baixas dominarão os próximos anos, mas para que uma empresa desenvolva um produto com essas características, sem comprometer a eficiência é preciso investimento em tecnologia”, esclarece. Para Felizardo outro ponto importante é a redução de custos, pois as torres mais compactas também aumentam o campo de visão do professor. “É possível


A Righetto, procura “antever” as novidades para se adequar as necessidades daquilo que chama de três pilares: usuários, professores e investidores

melhorar o atendimento sem aumentar o número de professores, devido a menor interferência visual o professor tem um campo de visão maior, conseguindo identificar e atender melhor os alunos. Com isso, a academia melhora o serviço e automaticamente a retenção, trazendo um ganho também para o empresário”, completa. A Righetto, procura “antever” as novidades para se adequar as necessidades daquilo que chama de três pilares: usuários, professores e investidores. “Temos que superar as expectativas dos três interessados dentro do negócio: 1° usuário, ele quer um equipamento, bonito, confortável e fácil de operar; 2° professor, este busca eficiência e ergonomia e 3° o investidor, que espera que o equipamento atenda às necessidades do usuário e

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do professor. Seguindo essas três demandas o risco de errar é pequeno”, ressalta o diretor de marketing. A Linha XR5 possui um “ar” sofisticado e se adequa a diversos perfis, desde aqueles que buscam trabalhos de força até os idosos. Assim, é possível garantir a flexibilidade da academia e aumentar os ganhos. “Acredito que os equipamentos que tenha um bom equilíbrio entre eficiência, beleza, praticidade e durabilidade são bem aceitos pelo mercado. Já um desequilíbrio em um desses fatores compromete o sucesso do investimento”, completa Marcelo Felizardo.

Supertech: Esteiras com inclinação No campo dos cardiovasculares essa evolução também é notória, em fun-

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Equipamentos e acessórios

“As pessoas buscam mais conforto e tecnologia e isso vai de encontro à modernização dos equipamentos. “As pessoas buscam mais conforto e tecnologia e isso vai de encontro à modernização dos equipamentos. Ninguém quer algo ultrapassado e atendimento ruim”, declara o gerente nacional de vendas, Gilson Carvalho. A empresa também produz bikes horizontais e verticais, além de elípticos. Para se “alinhar” as exigências de seu público

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ção de algumas facilidades como display mais amplo, programas de exercícios, botão de emergência, sistemas de absorção de impacto. A Supertech, uma das principais marcas no segmento de “Cardio”, lançou a esteira Mirage 2.0 evolução do modelo FC 2.0, com inclinação, porta objetos e sensor de batimentos cardíacos (Hand Grip) e botões de acesso rápido.

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consumidor, a Supertech realiza pesquisas de satisfação, além de pesquisas no mercado internacional. “Ao elaborarmos um novo projeto pesquisamos referências tanto do mercado interno como interno. Também ‘ouvimos’ a opinião dos usuários e buscamos aliar facilidade na produção, bem como valores agregados”, relata Carvalho.


treino e corrida

preparado

SÃO

para a silvestre? Prova exige treinamentos específicos para subidas, cuidados com a alimentação e atividades físicas complementares

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Por Juliana Salles

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Foto: Divulgação/Vipcomm

o trabalho, na academia, no shopping e em todos os outros lugares frequentados a partir de outubro, a conversa é sempre a mesma: o ano passou muito rápido e as festas já se aproximam. Para os apaixonados por corridas, outro compromisso fica cada vez mais próximo: a Corrida Internacio-

nal de São Silvestre. Em 2012, a competição reuniu cerca de 25 mil corredores. A participação de famílias inteiras, pessoas fantasiadas e cartazes de todos os tipos mostram que a última prova do ano é atípica no calendário de corridas. Apesar da festa, a falta de preparação física de muitos corredores preocupa o preparador físico e fisiologista

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do exercício Leonardo Lima: “Muitos corredores amadores e até mesmo aqueles que nunca correram desejam fazer a São Silvestre sem preparação física alguma e muito menos realizar exames e consulta médicas para saber sobre o seu estado de saúde”, explica. Com um percurso de 15k e subidas que desafiam até corredores profissionais, os riscos ao competir sem preparo são grandes: “Infelizmente, muitos destes se frustram ao não conseguirem realizar o percurso inteiro. Há pessoas que param por causa de um mal súbito de saúde, desde hipoglicemia, desmaios, problemas cardiovasculares e outros”, alerta o preparador físico. Para quem não pratica corrida de rua, o ideal é pensar na São Silvestre na edição seguinte. Segundo Leonar-


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treino e corrida Foto: Agência Luz/BM&F Bovespa

Corrida em quatro passadas Prova exige treinamentos específicos para subidas, cuidados com a alimentação e atividades físicas complementares

Passo 1:

Consulta médica para avaliar o seu estado de saúde;

Passo 2:

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Passo 4:

Avaliação Física especifica para corrida de rua com um professor de Educação Física especializado na área;

Treine no mínimo três vezes por semana para ter resultados e ajustes satisfatórios no âmbito fisiológico e motor.

do Lima, o tempo mínimo recomendado é de um ano de preparação para quem treina três vezes por semana. O fisiologista explica que apesar de a capacidade cardiorrespiratória suportar mais distâncias em duração e Km, o nosso corpo não é meramente sistema cardiorrespiratório, somos um todo na integralidade fisiológica. “Temos estruturas delicadas, como as cartilagens. O volume de treinos e sessões exagerados poderão sofrer danos nas estruturas cartilaginosas, além dos ligamentos, músculos e outros componentes”, enfatiza. Quem já compete em percursos menores (5, 10 ou 12k), deve se preparar de três a seis meses antes da prova do dia 31 de dezembro.

relata Karla. Disputar uma prova com formato semelhante ao da São Silvestre ou treinar no mesmo horário e percurso da corrida é uma fase essencial da programação de treinos: “a prova simulada com carga competitiva de treinamento é importante para acertar detalhes técnicos, táticos e emocionais do participante”, afirma o preparador físico e fisiologista do esporte Leonardo Silva. O árbitro de atletismo e professor de Educação Física Antônio dos Santos já participou de sete edições da São Silvestre, em 27 anos de experiência com corridas. Como preparação específica para a prova, Santos faz treino de força na musculação e tiro em rampas. Para encarar o temido trecho da Rua Brigadeiro Luís Antônio, o árbitro também faz treinos de subidas. Na primeira São Silvestre que disputou, a medida foi mais radical: “fui morar por um ano na Chapada Diamantina (Bahia) com um grupo, já que lá a altitude é de 1500m”. Além dos treinos resistidos na sala de musculação, o trabalho de força também pode incluir treinos em aclives e cinto de tração. As sessões intervaladas, com adequação de corrida e caminhada, também são diferenciais para o bom desempenho em corridas de 15k.

planejar e especificar

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Passo 3:

Procure um professor de Educação Física para consulta e prescrição de treinamentos de maneira individualizada. Cada ser humano responde de maneira diferente aos mesmos métodos de treinamento, por este motivo, torna-se importante o planejamento e periodização individualizada;

Com seis anos de experiência na São Silvestre, a professora Karla Gomes tem alguns métodos específicos de preparação para a prova. A partir de agosto, ela passa a dedicar mais tempo para as corridas, incluindo treinos em escadas e em subidas. Para fortalecer as pernas e proteger os joelhos, a professora também faz agachamentos e afundos. “Costumo também fazer a prova Sargento Gonzaguinha, no começo de dezembro, como treino, já que é uma prova de 15k também”,

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Complementos Quem quer ser bem-sucedido na São Silvestre e em outras corridas de rua, especialmente na São Silvestre, não pode se preocupar apenas com os treinos. Uma alimentação adequada também faz parte da preparação. Como cada corredor tem necessidades energéticas próprias, o ideal é consultar um nutricionista. “Não queira inventar receitas de alimentação ou buscar ajuda com ‘suplementos esportivos’. Isso é perigoso e poderá trazer malefícios a saúde. Lembre-se que a sua saúde deve estar sempre em primeiro lugar”, relata o fisiologista Leonardo Silva. Alongamento, yoga e Pilates são


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treino e corrida Foto: Ronaldo Milagres/ZDL

atividades importantes para melhorar a flexibilidade, capacidade biomotora que faz diferença no desempenho do corredor. Karla Duarte, por exemplo, faz natação, yoga e musculação para complementar as corridas de rua. Já Antônio Santos complementa seus treinos literalmente correndo. Atualmente, ele é instrutor de corridas no Parque do Ibirapuera. O interesse pela atividade tornou-se tão grande que formou-se em Educação Física e hoje faz especialização em Fisiologia do Esporte.

Curiosidades da

São Silvestre

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A primeira Corrida de São Silvestre aconteceu em 31 de dezembro de 1924, com largada a meia-noite. Na

ocasião, 60 pessoas se inscreveram e apenas 48 compareceram. A pior classificação brasileira aconteceu em 1972, quando o melhor colocado na prova, Irides Souza, chegou apenas em 17º lugar. Três anos depois, as mulheres passaram a participar da

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última corrida de rua do ano. Disputada de dia a partir de 1989, a prova atingiu o recorde de participantes em 2011, com 25 mil inscritos. O número foi repetido na edição do ano passado. Atualmente, a corrida tem um percurso de 15k, com largada e chegada na Avenida Paulista.


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Entrevista

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da iniciação infantil ao

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O consultor de running da Puma, Nelson Evâncio, revela porque o Brasil ainda carece de alguns talentos no atletismo e projeta os principais nomes que devem brilhar nas Olimpíadas do Rio 2016 Por Pedro Piva

Fotos: Divulgação

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Revista Endorfina bateu um papo com o professor Nelson Evâncio, 42, educador físico, gestor esportivo e consultor de runnig da Puma. Pós graduado em administração e marketing esportivo e treinamento desportivo. Já participou da preparação de diversos corredores para as principais maratonas do mundo; tais quais: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Roma, São Diego, Nova Iorque, Chicago, Paris, Berlin e Portland. Ele também já foi comentarista no canal à cabo BandSports e da rádio Bandeirantes. Além do que, ministrou cursos e palestras por todo país e participou das mais importantes feiras de esporte, como a Running Show e Brazil Sports Show.

Revista Endorfina: É muito difícil uma criança praticar corrida, pura e simplesmente, de onde vem a base para a garotada do atletismo? Nelson Evâncio: A criança gosta de correr. Se você solta já logo sai correndo, só que ela quer correr rápido e parar

logo. Não quer ficar correndo constantemente, só depois de uma certa idade. Até lá o ideal é que faça outras modalidades. Eu joguei futebol de salão e vôlei, mas foi como adulto que me destaquei na corrida. O ideal é que ela faça um pouquinho de cada coisa. Começar sem se preocupar com desempenho, buscando melhorar a coordenação. Daí com uns 12 ou 13 anos ver o que mais gosta de fazer, para com 16 treinar sério. RE: Quais as pistas destaca para o treinamento de atletismo? NE: Em São Paulo, por exemplo, temos o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa e a pista do Ibirapuera – Constâncio Vaz Guimarães. Porém são apenas para atletas federados ou que participam de algum projeto; isso limita a prática esportiva. Nós temos uma pista em Caieras, já mais distante, e outra em São Caetano. Mas todas estas pistas tem o mesmo problema: não são abertas, como as pistas da Alemanha e outros países que, além de serem mais numerosas são para uso livre.

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“As pistas (no Brasil) tem o mesmo problema: não são abertas, como as pistas da Alemanha e outros países que, além de serem mais numerosas são para uso livre.” RE: É possível viver apenas de corrida no Brasil? NE: Tem muita gente praticando corrida, mas a maioria por conta própria. Fazendo treinos equivocados... Acaba que o Brasil vai perdendo talentos. Aí quando se chega uma certa idade e se a pessoa não teve uma iniciação boa, que não

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Entrevista explorou o potencial, ela larga o esporte para trabalhar com outra coisa. RE: O que é preciso para um atleta profissional ‘sobreviver’? NE: Primeiro, é preciso muito talento para conseguir chegar entre os melhores e receber as premiações, ou chamar atenção dos patrocinadores. Depois, apesar do talento, o atleta precisa se sustentar. Tudo isso se torna fator limitante. Tem alguns que começam em clubes, que tem infraestrutura, alimentação, psicólogo, treinador e até material esportivo. Mas a maioria para na metade do caminho

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“Tem muita gente praticando corrida, mas a maioria por conta própria. Fazendo treinos equivocados... Acaba que o Brasil vai perdendo talentos.”

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Entrevista

porque não tem estas condições. No entanto, atualmente está mais fácil viver do esporte do que antigamente, quando não se recebia nada. RE: Porque existem tantos bons corredores de longa distância no Quênia? NE: No Quênia são vários fatores. O primeiro deles é que correr é uma coisa natural para eles. As escolas são longe e as crianças vão correndo. Eles podiam andar, mas correm. Naturalmente já fazem da corrida uma questão de sobrevivência. Lá tem a altitude, que beneficia o organismo porque tem um aumento de hemoglobina no sangue. Tem a condição climática, do calor, que faz com que eles aguentem mais. Correr é o esporte número um do país. Então mais gente busca o atletismo. Eles tem uma pré-disposição genética e, obrigatoriamente, treinam desde cedo. RE: Nossa reportagem leu um texto do senhor sobre maratonas, no qual é citado o poeta francês, Jean Cocteau:

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“Temos alguns atletas de potencial, mas são poucos. Estes investimentos que o governo está fazendo só agora deveriam ter começado há 12 anos.” “E sem saber que era impossível, ele foi lá e fez”. Do que o senhor falava na época e quais os maiores desafios dos maratonistas hoje? NE: O brasileiro Ronaldo da Costa foi o primeiro corredor do mundo a correr uma maratona com média abaixo dos 3 minutos por quilômetro. Hoje, o recorde mundial é 2h03min23s (Wilson Kipsang-QUE). Se percebe que alguns recordes resistem durante um tempo, parece que as pessoas têm um certo respeito. Pensam que não vão conseguir bater. E outras marcas o pessoal acredita que pode e faz. Este ano, por exemplo,

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nós já tivemos três maratonistas correndo na marca de 2h03min. Então, vai-se perdendo este medo pelo que era considerado “impossível”. RE: Para citar um mito. Quando vamos acreditar ser possível bater os recordes de Usain Bolt? NE: Ele é um caso que eu acompanho há muito tempo. Com quinze anos foi para o mundial juvenil e conquistou resultados absurdos. Mas começou a surgir de fato com 19 anos, porque programaram a carreira dele. Seguraram um pouco para não pular etapas. Então, nos jogos de Pequim-2008, ele arrebentou. Nós vamos conhecer o “novo” Bolt nestes campeonatos menores (juvenis). Lá se vê os atletas que têm talento. É muito difícil encontrar alguém no nível dele. É um Pelé, um Michael Jordan do atletismo. RE: Já podemos afirmar isso sobre ele? NE: Acho que ele vai ficar bastante tempo como maior marca. Acho


Entrevista que ele nem explorou todo o potencial. Mesmo quando bateu o recorde mundial ele não estava tão bem ainda. Em competições, como as Olimpíadas de Londres-2012, quando ganhou medalha de ouro, ele relaxou no final. Alguma coisa ainda dá para tirar daí. Imagina-se que ele possa correr nos 100 metros alguma coisa como 9s45. Outra coisa é a constância. Às vezes que Bolt não corre “bem” é sempre abaixo dos 10 segundos. Faz marcas boas a temporada inteira. Os outros atletas geralmente fazem bons tempos em uma competição principal, duas vezes por ano, quando muito. RE: A beira de uma Olimpíada no Brasil, quem você destacaria no atletismo nacional? NE: A Fabiana Murer, que até lá ainda

consegue se manter em um nível elevado. Na verdade temos alguns atletas do salto com vara, uma modalidade que está evoluindo bastante, pelo investimento da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). O destaque é o Duda (Mauro Vinícius da Silva, quinto no Mundial de Moscou). Mas temos também a Leticia Cherpe, Franciele Krasucki, Ana Cláudia Lemos. Isso das provas de pista (100m e 200m). Nas longas distâncias temos o Giovani dos Santos, Daniel da Silva, atleta Puma, que foi quinto colocado na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro este ano. Paulo Roberto e Luís Fernando de Almeida - maratonistas. Temos alguns atletas de potencial, mas são poucos. Estes investimentos que o governo está fazendo só agora deveriam ter começado há 12 anos.

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aquáticos

SURFE nos andes

Conhecido por seus Caballitos de Totora, o Peru aparece como principal país para a origem da modalidade

Vanessa Barcellini Fotos: Adam Tavares

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uando se fala sobre origem do surfe, ainda há muita contradição. Alguns dizem que foi no Havaí ou até mesmo, na Polinésia. Mas qual seria o verdadeiro local de surgimento desse esporte tão praticado no mundo inteiro? O mais fácil é pensar que o surfe surgiu em locais que já são tradicionais e conhecidos. Lugares que possuem ondas gigantes, paisagens paradisíacas e uma galera que não dispensa uma prancha. Mas, não

basta apenas ter esses requisitos para julgar onde teria “nascido” o esporte. Cada país possui uma cultura e defende o seu patrimônio quando o assunto é “origem do surfe”. Assim como o Havaí e a Polinésia, o Peru também entra na lista como uma das opções de local, pois trata-se de uma questão de cultura. O país possui uma das melhores opções para surfe, uma vez que conta com 2.2240km de costa e praias

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propícias para a prática com ondas de altíssima qualidade. Além disso, mantém a preservação de sua cultura há mais de dois mil anos. Como é o caso das embarcações Caballitos de Totora, encontradas, principalmente na região Norte do Peru, Huanchaco, província de Trujillo. Tudo surgiu quando os nativos utilizavam essas embarcações como meio de trabalho, para realizar a pesca, e na hora de voltar, aproveitavam as ondas para


“surfar”. Deste modo, o Caballito de Totora fez com que se originassem os três primeiros esportes em água, o Waveski, KayakSurf e o Stand Up Paddle. Logo depois, passando por uma evolução desses três anteriormente citados, surgiu o surfe, esporte que enfim, era praticado em pé.

as raízes A embarcação é fabricada de totora um tipo de planta herbácea aquática, utilizada para construir as ilhas flutuantes. Porém, é preciso manter a manutenção sempre em dia, pois a totora tem vida útil, precisando ser trocada a cada dois meses, em média. Caso contrário, a embarcação pode correr o risco de afundar. A planta pode ser encontrada e retirada, nos pântanos, próximos das Cordilheiras. É comum nas regiões da América do Sul, especialmente no lago Titicaca, na Ilha da Páscoa – Oceano Pacífico e em algumas praias do Peru.

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Como uma tradição no país, os Caballitos de Totora, possuem a mesma formação desde o começo. As embarcações têm uma ponta fina voltada para cima, formando algo parecido com um caiaque. Passando de geração para geração. Diante de toda essa cultura e tradição de um país como o Peru, é possível constatar que o país aparece como possibilidade de surgimento do surfe. Porém, a maioria opta pelo mais aceitável e logo imaginam que o surfe nasceu no país onde é praticado o esporte todo dia e mantém a sua tradição com ondas e paisagens paradisíacas, campeonatos, fazendo parte do circuito mundial de surfe, o Havaí. O atleta Chrystian de Borba é fã dos esportes na água e pratica o waveski há 22 anos. Foi por oito anos supervisor de Canoagem Onda no Brasil, e também presidente da Federação Catarinense de Canoagem - FECESC. Atualmente, se dedica somente às competições nacionais e internacionais e, também, participa de

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aquáticos

expedições e documentários para promover o esporte. Foi exatamente por conta de uma dessas expedições realizada no mês de outubro, que “desvendou” as origens do surfe e a histórias dos Cabalitos de Totora. “A propriedade histórico-cultural do Peru é muito mais consistente e sustentada em culturas muito ancestrais. O Havaí e a Polinésia remontam a origem ao século XX, enquanto o Peru e seus basilares históricos reportam esse nascimento, com muitos documentos, como sendo há mais de 2.000 (dois mil anos). Acredito que o surfe tenha se originado mesmo no Peru”, enfatiza o atleta que viajou ao país na companhia de Luis Carlos Kriewall, representando o KayakSurf e Edgar Stuelp Júnior, com o Stand Up Paddle. Com o apoio da Bolsa Atleta do Governo Federal e Sul Mar Pescados, juntos eles surfaram a onda gigante da praia de Chicama, além de passagens por Poe-

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mape, El Faro e Pascamayo, com a onda mais extensa do mundo (semelhante à Pororoca). “Conseguimos desenvolver todas as atividades desejadas. Surfamos Chicama, Puemape, El Faro, em Pacasmayo, sendo esta última, considerada pelo Guines Book como a onda mais extensa do mundo. Fizemos todo o resgate da origem histórica e utilizamos o cabalito de totora para pesca”, descreve o atleta. Assim, os brasileiros tiveram uma experiência incrível e ao presenciarem a cultura e as tradições locais, puderam comprovar que o Peru é realmente, o país do surfe. Toda aventura será documentada para virar livro e filme. “O cineasta Nassau de Souza está fazendo a compilação de tudo que trouxemos da viagem, são mais de 60 gigabytes de filmagem e fotografia. Concomitantemente ao documentário, estou escrevendo, também, um livro sobre esta viagem, que foi a melhor de todas que já fiz”, relata Chrystian de Borba.


duas rodas

Magrela oferece condicionamento físico também para pilotos Adeptos de velocidade, os pilotos compensam a tensão das pistas e circuitos em cima da bike, pois contribui para um corpo e mente saudável

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ssim como em qualquer modalidade esportiva, os pilotos de Fórmula 1, Fórmula Indy e demais categorias automobilísticas precisam respeitar os pilares essenciais da preparação física: treino, alimentação e descanso. Com relação ao treino, especialmente, uma prática tem conquistado a preferência dos pilotos: a bike. O inglês Lewis Hamilton, piloto de F-1 que hoje corre pela Mercedes, é visto constantemente em suas horas de folgas, pedalando. Assim como ele, o piloto brasileiro Christian Fittipaldi - que hoje compete na modalidade Grand-AM nos Estados Unidos e atua também como comentarista nas provas de F-1 pela Rádio Jovem Pan, em São Paulo – é adepto e entusiasta da prática. Entrevistado pela Revista Endorfina, Fittipaldi revelou que a magrela passou a fazer parte de sua vida em uma época difícil. “Comecei a andar de bicicleta quando eu quebrei a perna e o pé, após um acidente na Indy, na Austrália, em 1997. Isso me deixou fora das pistas por 10 meses. No período de recuperação, comecei a andar de bike em Miami, nos Estados Unidos, onde eu morava” diz. Além do carinho pela prática que o ajudou a se reestabelecer, Fittipaldi ele-

Por Silvana Chaves

geu uma categoria em especial - que por acaso, é mesma que a do companheiro britânico -: “adoro andar de mountain! É algo que me atrai bastante, além de trabalhar o lado do preparo físico e muscular. Tenho grande respeito por todos que andam e praticam este esporte, porque sei o quanto ele exige e o quanto é difícil”, reforça. Como em todas as atividades físicas, o preparo é fundamental. E no caso do brasileiro não foi diferente. Pelo fato de já ser um atleta do meio automobilístico, ele precisou de adequações em sua rotina para competir com a magrela. Para fazer parte do Brasil Bike Ride 2012, e recentemente, da edição 2013 (realizada de 19 a 26 de outubro, na Chapada Diamantina-BA, que também teve a participação do colega piloto de Fórmula Truck Geraldo Piquet), Christian Fittipaldi contou com o apoio e cuidado do fisioterapeuta Odair Pereira. De acordo com Pereira, trabalhar com Fittipaldi foi simples, pelo fato de o piloto já possui uma disciplina “impressionante”. “Como ele já é um atleta nato, ele assimilou muito bem as regras para competir no Brasil Ride 2012 e 2013. O Christian tem uma

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“Tenho grande respeito por todos que andam e praticam este esporte, porque sei o quanto ele exige e o quanto é difícil” personalidade muito competitiva, é um cara que não tem medo de aprender e nem de passar por apertos. Ele vai para cima mesmo, não dá o braço a torcer”, enaltece o fisioterapeuta. Já o treino destinado para participar da prova foi diferenciado, especificamente para aprimorar a parte técnica. “Quando preparamos o Christian, pensamos muito na segurança dele durante a prova. Nós o treinamos para que ele tivesse domínio e controle ao guiar a bike. Isso porque a prova Brasil Ride é baseada na modalidade mountain Bike, ou seja: é uma prova que além de longa (tem duração de 7 dias), atravessa estradas de terra, trilhas longas e íngremes, que requerem um preparo físico forte e técnicas para pilotagem”, reforça.


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duas rodas

“São muitos dias em cima da bike, e você se supera a cada momento. O cansaço é enorme, mas todo o visual e adrenalina são incríveis...”

Espírito competitivo Para Christian Fittipaldi, a experiência de participar duas vezes da maior competição de mountain bike no país, foi gratificante. “Ter participado do Brasil Ride de 2012, ao lado do Odair Pereira, foi uma das melhores experiências e também a mais difícil. São muitos dias em cima da bike, e você se supera a cada momento. O cansaço é enorme, mas todo o visual e adrenalina são incríveis. Ter conseguido terminar a prova, foi algo inesquecível. Mas quando terminei, eu pensei: Acho que nunca mais vou fazer isso aqui”, relembra. Segundo o piloto, a competição de 2012 também contou com momentos cômicos. “O Brasil Ride é muito bem organizado, nível internacional. Em alguns momentos durante a prova, onde eu es-

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Outra característica que, segundo Pereira, o piloto trouxe das pistas é o fato de ser extremamente detalhista. “Como pequenos ajustes na regulagem da roda muda totalmente o desempenho nas pistas. Ele ficava em cima de cada milímetro, na hora dos ajustes da bike. Ele é atento e se pren-

dia a detalhes como pressão do pneu, retomada e tangência da curva, que no caso do mountain bike, são vistos de maneira diferente”, revela o preparador físico.

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tava exausto, o único jeito de continuar era encontrar outras duplas que estavam no mesmo ritmo e começar a falar muita besteira! Assim o tempo e o sofrimento passaram bem mais rápidos”, contou Christian, aos risos.

Pedras no caminho Tanto o piloto, quanto o fisioterapeuta participaram do Brasil Ride 2013, que foi realizado de 19 a 26 de outubro de 2013, na Chapada Diamantina, na Bahia. No entanto, mesmo com Christian mais bem preparado do que na competição anterior, o fisioterapeuta destaca que o fato não os livrou de um imprevisto. Na segunda etapa da prova, o piloto caiu, mas não reclamou de dores. Foi medicado e seguiu na luta. No quinto dia, porém, ele se viu obrigado a parar, com fortes dores no peito. O resultado da queda: uma costela quebrada do lado direito. “Esse ano, ele estava bem melhor fisicamente. Consegui que ele fosse à aca-


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duas rodas demia, condicionasse seus músculos. Nós dois conseguimos ficar em 20º lugar na categoria Open até o quarto dia da competição, e terminamos com 25 minutos a menos do que no ano passado. Na quinta etapa, ele disse que estava com dor nas costelas. Fizemos 25 km de prova e ele não conseguiu continuar. Por isso, tivemos que abandonar”, relata, triste, Odair Pereira.

De olho em 2016 Além de competitivo, Chrystian Fittipaldi também é um empreendedor social. Mesmo em recuperação, seus projetos para os próximos meses envolvem, mais uma vez, a magrela. ”Nós vamos continuar com o projeto da equipe Scott Fittipaldi.

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Quero tentar dar o máximo possível de chances para que os novos atletas possam se preparar, da melhorar maneira, para disputar as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016, uma chance única para eles de competirem os Jogos no seu país”, diz. E tanto para essa equipe, quanto para quem pensa em praticar ciclismo – em especial, na categoria mountain bike -, ele deixa algumas recomendações. “É preciso muita dedicação e persistência. No começo, é difícil imaginar você ficar 4, 5 horas em cima de um selim pouco confortável, pedalando sem parar. Mas aos poucos, você vai sentindo algo que é difícil explicar, uma sensação muito boa, que te faz andar cada vez mais e mais”.


brasil 2014

tudo Preparado? Saiba a situação dos Centros de Treinamento e hotéis do país para receber a Copa do Mundo Fotos: Portal da Copa 2014/Ministério do Esporte

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altam poucos meses para a Copa do Mundo no Brasil. A bola, de fato, rola só no dia 12 de junho de 2014, mas o torneio já “começou” há muito tempo. Peças importantes na realização, Centros de Treinamento e Hotéis, já se preparam e acertam os últimos detalhes para receber as seleções para o Mundial. Em Agosto do ano passado foram escolhidos 54 locais em 14 estados para abrigar as 32 seleções: Quatro na Região Norte, três na Centro-Oeste, três na Nordeste, 30 na Sudeste e 14 na Região Sul. No entanto, uma segunda versão já foi divulgada e conta com 16 novidades em relação à anterior. As regiões Norte e Centro-Oeste contaram com uma nova opção cada, a região Sul com cinco e a Sudeste com demais opções.

Confira os locais pré-selecionados: Região Nordeste:

São Luis (MA): Hotel Pestana São Luis e Complexo Esportivo Governador João Castelo (Castelão) Região Centro-Oeste:

Brasília (DF): Manhattan Plaza e Vila Olímpica Corpo de Bombeiros Região Sul:

Londrina (PR): Hotel Comfort Suítes Londrina e CT SM Sports Gramado (RS): Hotel Alpestre  e CT Vila Olímpica Várzea Grande Novo Hamburgo (RS): Swan Tower

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Novo Hamburgo e Estádio do Vale Florianópolis (SC): Sofitel Florianópolis e Estádio Aderbal Ramos da Silva (Ressacada) Florianópolis (SC): Il Campanário Vilaggio Resort e Jurerê Sports Center Região Sudeste:

Belo Horizonte (MG): San Diego Suítes Pampulha e Toca da Raposa II e Cidade do Galo (Este último alías vai receber a seleção da Argentina) Macaé (RJ):  Comfort Suítes Macaé e Estádio Municipal Cláudio Moacyr de Azevedo (Moacyrzão) Rio de Janeiro (RJ):  Caesar ParK Ipanema e Estádio da Gávea José Padilha


O Comitê Organizador Local (COL) e a FIFA seguem vistoriando as cidades que se candidataram à Centro de Treinamentos. Mas o caderno completo será divulgado no primeiro semestre de 2014, e deve ter entre 80 e 90 centros. Cada seleção da Copa escolherá oficialmente seu Centro de Treinamento, depois do sorteio dos grupos do Mundial, marcado para dezembro de 2013, na Costa do Sauípe, na Bahia. O prazo limite para a definição é janeiro de 2014. Caso um CT fora do catálogo seja escolhido, a federação terá que conversar com a FIFA para a inclusão do local na lista de credenciados. O Comitê Organizador Local (COL) e a FIFA seguem vistoriando as cidades que se candidataram à Centro de Treinamentos. Mas o caderno completo será divulgado no primeiro semestre de 2014, e deve ter entre 80 e 90 centros. Cada seleção da Copa escolherá oficialmente seu Centro de Treinamento, depois do sorteio dos grupos do Mundial, marcado para dezembro de 2013, na Costa do Vista aérea da Cidade do Galo

Sauípe, na Bahia. O prazo limite para a definição é janeiro de 2014. Caso um CT fora do catálogo seja escolhido, a federação terá que conversar com a FIFA para a inclusão do local na lista de credenciados. Os requisitos básicos para a inscrição são: O CT deverá estar disponível para utilização exclusiva da FIFA, da seleção participante e do COL por um período de pelo menos 45 dias durante a Copa do Mundo da FIFA. O hotel deverá ter no mínimo três estrelas e estar localizado a aproximadamente 20 minutos do referido centro de treinamento, considerando o deslocamento feito com a utilização de batedores. O hotel deverá estar localizado a, no máximo, 1h de distância de um aeroporto que comporte aeronaves com capacidade para 120 passageiros, considerando o deslocamento feito com a utilização de batedores.

Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

Por Henrique Mota

Piracicaba (SP): Arco Hotel Premium Piracicaba e Estádio Municipal Barão da Serra Negra Atibaia (SP): Bourbon Atibaia Spa Resort e Bourbon Atibaia Convention & Spa Resort Campinas (SP): Vitória Hotel Concept Campinas e Estádio Brinco de Ouro da Princesa Campinas (SP): The Palms Hotel e Estádio Moisés Lucarelli Itatiba (SP) e Bragança Paulista (SP): Villa D´angelo Resort Hotel (em Itatiba) e Colégio AZ Bilingue (em Bragança Paulista) Guarulhos (SP) e São Paulo (SP):  Caesar Park & Business Int´l Airport (em Guarulhos ) e CT Joaquim Grava (São Paulo)

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brasil 2014

A instalação que pretende sediar um Centro de Treinamento de Seleções deverá ter pelo menos um campo em excelentes condições, construído de acordo com os parâmetros internacionais estabelecidos pela FIFA/COL, que esteja situado, no máximo, a 20 minutos do hotel proposto, caso ambos não sejam no mesmo lugar. As dimensões do campo deverão ser preferencialmente de 105m x 68m, aceitando-se campos com comprimento mínimo de 102m e largura mínima de 67m e com áreas livres mínimas de 7,5m atrás dos gols e 6m nas laterais.

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É desejável que haja outro campo com dimensões mínimas de 52,5m x 68m, adjacente ao campo principal, para treinamentos específicos, com as mesmas características de gramado e sistema de iluminação.

Em cada campo, cerca de 100 itens são avaliados, entre eles: quesitos de arquitetura, construção e manutenção do gramado. Nos hotéis inspecionados, foram levados em consideração aspectos como: segurança, possibilidade de isolamento do andar, tamanho do quarto, existência de salas para realização de eventos e de estacionamento para a frota das seleções. “O apoio a reformas de equipamentos nas cidades classificadas como possíveis CTs para a Copa está incluído no programa de Nacionalização da Copa do Mundo, do Ministério do Esporte. As prefeituras ou governos estaduais recebem apoio do Ministério do Esporte para melhorar exclusivamente equipamentos públicos”, informa o Ministério do Esporte. De acordo com o órgão, o objetivo é criar legados para essas regiões, pois tais equipamentos esportivos são usados como locais para a promoção do esporte

Nova Sala de Imprensa da Toca da Raposa II

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Foto: Pedro Vilela/Vipcomm www.revistaendorfina.com.br

e de eventos culturais. “O Ministério do Esporte considera que a pré-seleção de uma cidade como Centro de Treinamento de Seleções para a Copa do Mundo abre um leque de oportunidades para além do esporte. As cidades se credenciam para novos negócios e também como destinos turísticos”, diz o comunicado.

Arrumando a casa A cidade do Guarujá que está na lista da FIFA, já iniciou contatos com a seleção da Suíça para acomodar os europeus no Mundial. O Estádio Antonio Fernandes está em obras de remodelação. A previsão de entrega do local qualificado como Centro de Treinamento de Seleções para a Copa do Mundo FIFA 2014 é até 31 de março de 2014. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Projetos Especiais-Copa do Mundo e Olimpíadas e secretária adjunta de Turismo, Maria Eunice Leão


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brasil 2014 CT Joaquim Grava

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

estamos trabalhando. Não pretendemos fazer nada além da proposta que oferecemos a cada uma das seleções”, afirma. Dentre os escolhidos, consta também o Bourbon Atibaia, que foi classificado como TBCH (Team Base Camp Hotel), sendo considerado um dos principais produtos do Estado de São Paulo, para

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Grötzinger, todo o andamento da obra é acompanhado de perto com relatórios mensais disponibilizados para as seleções. “As equipes que já demonstraram interesse na nossa cidade, como o grupo da Suíça recebe um relatório mensal, atualizado, com o passo a passo da obra, a fim de demonstrar a transparência com que

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receber uma importante delegação de futebol. Segundo o COL, a estrutura, segurança, qualidade e serviços oferecidos são excelentes, além de toda uma logística favorável para a Arena Corinthians (palco da abertura). O local também fica próximo a importantes aeroportos, como Congonhas, Guarulhos e Viracopos.


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brasil olímpico

Gringos na área Por Flávia Ribas

Visando o Rio 2016, atletas estrangeiros buscam naturalização para preencher modalidades olímpicas

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Foto: Ricardo Bufolin

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os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, por ser país-sede, o Brasil terá representantes classificados em todas as modalidades. Tal fato mexe com a logística de algumas Confederações que necessitam suprir carências. Do outro lado, como uma via de mão dupla, desportistas estrangeiros que já residem no Brasil querem adquirir a cidadania para participarem da competição de suas vidas. De acordo com o Ministério da Justiça, desde 2007, 7.654 estrangeiros residentes no país receberam a nacionalidade brasileira. O cubano Ives Gonzalez, 32 anos, atleta de polo aquático, representou a seleção adulta de Cuba durante dez anos (dos 18 aos 28 anos) e desde 2010 reside no Brasil. “Na verdade eu iniciei no esporte na natação competitiva, com 7 anos. Aos 9, decidi mudar para o polo. Eu participei das principais competições da modalidade defendendo o meu país, como o Campeonato Centro-Americano, o Pan-Americano e o Mundial”, afirma Gonzalez. O jogador rechaça qualquer possi-

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Foto: Luiz Pires

“Minha decisão de vir para o Brasil não tem a ver com o regime político de Cuba, quanto a isso nunca tive problemas. A questão é que eu casei com uma brasileira, que foi estudar medicina na ilha, e decidi me mudar para cá...”

bilidade que ligue sua vinda ao Brasil, por conta de cunho político, econômico ou social. “Minha decisão de vir para o Brasil não tem a ver com o regime político de Cuba, quanto a isso nunca tive problemas. A questão é que eu casei com uma brasileira, que foi estudar medicina na ilha, e decidi me mudar para cá. Logo consegui um emprego no Clube Paulistano, por um semestre. Em seguida, o Esporte Clube Pinheiros me convidou para ser atleta e, posteriormente, técnico da equipe de base também”, revela. O norte-americano Shamell, 33 anos, ala-armador da equipe de basquete Pinheiros/SKY, adotou o Brasil como pátria há 9 anos.

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brasil olímpico

Raio X dos atletas Shamell Jermaine Stallworth Nascimento – 07/09/1980 Altura – 1.95m Peso – 93kg Cidade natal – São Francisco (EUA) Títulos – Campeão Paulista, Vice-Campeão do Torneio Interligas, Campeão da Liga das Américas e Vice-Campeão Mundial Interclubes

Ives Gonzalez Alonso

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O cestinha já incorporou até alguns costumes locais, como a simpatia pelo futebol – Shamell é torcedor fanático do Corinthians -, gostar de assistir novelas e de ir a uma boa churrascaria. “Eu me sinto em casa aqui. Já fui casado com uma brasileira e tive dois filhos. Além dos Estados Unidos, morei na Croácia e na China, mas quero me naturalizar brasileiro”, diz.

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O estrangeiro interessado em ter a dupla cidadania deve passar por um processo que muitas vezes é demorado, por conta de filas de espera

O processo de naturalização O estrangeiro interessado em ter a dupla cidadania deve passar por um processo que muitas vezes é demorado, por conta de filas de espera. Com a ajuda de um advogado, é importante dar entra-

da em toda a documentação solicitada, comprovando, por exemplo, residência fixa no país. Além disso, em uma segunda etapa, acontecem entrevistas e visitas à casa do solicitante.

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Nascimento – 12/10/1980 Altura – 1.89m Peso – 105kg Cidade natal – Cienfuegos (Cuba) Títulos – Tricampeão Paulista, Duas vezes Vice-Campeão da Liga Nacional e Vice-Campeão do Pan-Americano de Winnipeg/Canadá

Alguns gringos que

já conseguiram se naturalizar: Larry Taylor – norte-americano jogador de basquete da equipe do Bauru Gui Lin – chinesa do tênis de mesa que defendeu o Brasil nos Jogos Olímpícos de Londres 2012 Marcelo Moreno – jogador de futebol boliviano atuou por Cruzeiro, Grêmio e agora está no Flamengo


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O jogador de basquete Shamell já tentou a naturalização duas vezes, mas não obteve sucesso, pois não cumpriu as etapas até o fim. “Uma vez a fiscalização queria visitar a minha casa em São Paulo, mas eu estava nos Estados Unidos, então aconteceram alguns conflitos de agenda e desencontros. No final de outubro vou dar entrada novamente, com a ajuda de um advogado. Eu quero que isso aconteça logo, pois tenho filhos brasileiros e moro aqui. Participar dos Jogos Olímpicos seria mais um motivo, pois existem muitos jogadores bons que nunca tiveram a oportunidade de vivenciar uma experiência como essa na carreira”, explica. Já o cubano Gonzales, iniciou o procedimento em março deste ano. “Meu sonho é jogar uma Olimpíada. Mas para isso preciso me naturalizar primeiro. Depois, vou fazer a minha parte, que é treinar muito e estar 100% focado”, conclui.

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Radicais

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O barco

voador Por Tatiana Coelho

Viaje e “mergulhe” conosco em mais uma modalidade inusitada, cujo intuito é desfrutar de belas paisagens Fotos: Divulgação

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Radicais

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esporte surgiu na Itália, mais precisamente através da Polaris Motor, em meados de 1990. Um grupo de voadores, sob a direção de Doi Malingri, decidiu criar um trike acqua (ultraleve), pois queriam pousar e decolar na água. Surgiu então o FlyBoat, um bote inflável equipado com uma asa delta e um motor dois tempos da linha Rotax, específico para a aviação de pequeno porte. Mas para aperfeiçoar a ‘asa delta com rodinhas’ foram necessários muitos esforços. Além disso, algumas regiões que permitiriam o voo não tinham espaço para a decolagem terrestre. Mas a união entre técnicos dos Estados Unidos e da Itália “resolveu” o problema. Eles criaram flutuadores e um casco de fibra leve para ajudar o bote a

“O flyboat é muito prazeroso pela questão do mar. É igual aviação, só que se você quiser navegar, é só voar baixinho” levantar voo sobre a água. No Brasil, a modalidade veio para ficar. Da família da asa delta e do paraglider e voltado para quem curte fortes emoções. Já a máquina funciona como

um hidrojato (bomba d’água dirigível). “O ideal é buscar águas tranquilas e mares calmos, pois o flyboat decola após percorrer uma distância de 70m. Já a altitude máxima é de 3.000m. Trata-se de um equipamento seguro e de fácil manejo”, explica o insitrutor de flyboat, Marcelo Tchello Brandão. O controle é manual, mas a asa delta acoplada permite um pouso em caso de parada do motor. Para pilotar o equipamento é preciso fazer um curso de piloto esportivo, promovido pelo Departamento de Ação Civil (DAC).

História Em 1982, a jornalista Glória Maria registrou o primeiro voo duplo de asa delta no Brasil. Na ocasião, ela não imaginava que o piloto que lhe proporcionou

Quem vende? A Polaris Motor, líder mundial em vendas do Flying Inflatable Boat (FIB), foi fundada em 1982 por um grupo de pilotos de asa-delta, sob a direção de Doi Malingri, um conhecido piloto italiano e escritor. A pequena empresa situada no local mais popular da asa-delta no centro da Itália, Monte Cucco, logo se tornou um dos principais fabricantes do flyboat na Europa, com mais de mil asas produzidas por ano.

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Radicais

momentos de “adrenalina” inovaria na forma de voar, 31 anos depois. O especialista em criar asas fortes o suficiente para carregar o peso de duas pessoas com segurança, Casimiro Klonowski, achou uma maneira de acoplar um bote inflável e assim alçar voos do mar. Ex-piloto de avião, Casimiro foi um dos primeiros praticantes do voo duplo profissionalmente no país, mas sua vocação mesmo era “inovar”. Oito anos após o primeiro voo no Brasil, Casimiro já aumentava a potência do equipamento, criando a possiblidade de levar outras pessoas para desfrutarem do passeio. Depois de adaptar a diversão, em 1998 ele conheceu melhor a nova forma de voar e se interessou. “O flyboat é muito prazeroso pela questão do mar. É igual aviação, só que se você quiser navegar, é só voar baixinho. Ele não tem uma velocidade alta, é de 70 km/h, 80 km/h e é um vento forte igual ao de moto. Então, você vai contemplando a paisagem. Quando você tem um dispositivo aquático para pouso na água, você não pode voar muito baixo. Você tem que ter uma altura de segurança, caso necessite de um pouso

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“O flyboat é muito prazeroso pela questão do mar. É igual aviação, só que se você quiser navegar, é só voar baixinho...”

de emergência”, destaca Casimiro. A combinação deu tão certo que hoje é comercializada em mais de 100 países e inclusive é utilizada pelo Corpo de Bombeiros do litoral de São Paulo, para realizar patrulhamento durante a temporada de verão.


Radicais

Atenção! Para usufruir do FlyBoat é necessário um curso e um investimento financeiro para finalizar e adquirir o certificado de piloto novato. O curso conta com dois estágios, divididos em aulas práticas e teóricas. Além disso, o aluno deve preencher os pré-requisitos de cada escola e assim receber o certificado. No Brasil, os locais mais comuns para a prática são: Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina. Caso neste verão, você veja um barquinho voando por aí não se assuste! Quem sabe também não se interesse em participar do voo?

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Fotos: Divulgação

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Equilíbrio Força motora, coordenação e interação são as características que marcam o arvorismo

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o na copa Por Henrique Mota

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aventura

O

arvorismo técnico teve origem na Costa Rica, nos anos 80, por uma necessidade de cientistas que precisavam não só coletar espécies nas copas das árvores, mas permanecer nas alturas para observar o comportamento das espécies. Aperfeiçoado ao longo do tempo virou uma das atividades mais praticadas nos últimos anos. Cidades do interior de São Paulo, mais especificamente Brotas e Socorro, costumam apostar na modalidade e tem tido um excelente retorno. Samara Bortoletti, gestora administrativa do Parque Monjolinho, explica como é realizada a atividade. “O arvorismo é feito em obstáculos suspenso por cabos de aço numa extensão de 480 metros, dentro de uma mata primária no final da Serra da Mantiqueira, passando por duas ilhas e terminando por uma tirolesa de 80 metros”, diz. A Kango Jango, localizada em Socorro, interior paulista, por exemplo, divide em três partes, 8,15 e 25 obstáculos que variam de acordo com a idade. Atividade toda é feita em mata fechada em ilhas atravessando rio. A empresa é a primeira no Brasil a ter um selo da ABNT, conforme norma 15331. Os participantes recebem uma breve instrução no início da atividade. Não é preciso experiência anterior, basta caminhar pelo circuito e superar os obstácu-

los, cada um no seu tempo.“Todos eles são disponibilizados pelo parque, sendo que o participante deve estar com roupas leves e tênis”, afirma Francisco Monto, diretor do Kango Jango. Já a Ecoação, em Brotas, interior de São Paulo faz a atividade de maneira diferenciada com tirolesa e rapel. “Este arvorismo diferencia-se por ser o único circuito em árvores, no meio da mata, e por oferecer ao praticante três passeios em um”, afirma Cristiani Vieira, diretora Geral da Ecoação. A empresa ainda conta com o Arvomix, atividade que contempla: arvorismo em circuito com 13 atividades, tirolesa e rapel panorâmico em cachoeira de 70 metros.

Equipamentos necessários para a prática do

Arvorismo

Vagão Capacete Corda solteira Mosquetões Luvas

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As modalidades

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Arvorismo Acrobático: foi criado a partir do arvorismo técnico, com o objetivo da diversão e do desafio. Com esse objetivo, é aumentado o grau de dificuldade dos obstáculos durante o percurso. São necessários: equilíbrio, coordenação e ousadia.

Arvorismo Técnico: é o estilo utilizado normalmente por pesquisadores, com o objetivo de transpor as copas das árvores. Normalmente eles possuem equipamentos próprios.

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Arvorismo Contemplativo: diferente das outras modalidades, no arvorismo contemplativo não há a necessidade dos equipamentos de segurança. O percurso é preparado com proteções laterais, plataformas mais amplas, e passarelas firmes entre as árvores, diminuindo muito a dificuldade e os desafios. O objetivo único é a contemplação da natureza.


aventura

“É uma atividade de muito contato com a natureza, onde se pode respirar ar puro e se divertir em meio à copa das arvores”

Quem pode praticar? O grau de dificuldade aumenta a cada estação, mas o participante caminha no seu tempo e clipado. O sistema vagão não permite que ele se solte dos cabos, o que garante total segurança à prática. Já o rapel panorâmico exige um pouco mais de coragem por causa da altura, mas assim como as outras atividades do circuito, não exige experiência anterior. Por se tratar de uma modalidade com um conceito mais voltada para diversão, o arvorismo pode ser praticado por pessoas com idades entre 7 e 58 anos, desde que o peso máximo não ultrapasse os 100 kg. Além disso, é preciso ter força e bom preparo

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físico, conforme explica a gestora administrativa do Parque Monjolinho , Samara Bortoletti. “O Arvorismo tem um grau de dificuldade em alguns obstáculos que envolvem força, habilidade e preparação física. Antes do inicio da atividade é passado um briefing de segurança. Durante o percurso os participantes são acompanhados por instrutores treinados para resgate e recebem dicas de segurança para melhor desempenho. É uma atividade de muito contato com a natureza, onde se pode respirar ar puro e se divertir em meio à copa das arvores”, enfatiza.


nocaute

nem só de medalhas

vive o esporte Tiago Camilo e Flávio Canto, medalhistas olímpicos do judô, se dedicam na formação humanística de jovens por meio do esporte. Os frutos vêm em forma de medalhas, satisfação pessoal e oportunidades aos jovens em áreas carentes Por Pedro Piva

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Fotos: Divulgação

carrega seu nome, em conjunto com a União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis (UMCP). Eles estão, desde 2011, criando oportunidades de aprendizado e qualidade de vida, via judô, utilizando o espaço do Centro Educacional Unificado (CEU) Paraisópolis. Essa história começa com a convergência de interesses e uma amizade em comum. Gilson Rodrigues, presidente da UMCP, conta que a união de moradores “buscava há algum tempo alguém de reconhecimento nacional do esporte para realizar o projeto”. Mas, não bastava o nome, eles buscavam “um atleta

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araisópolis é uma daquelas comunidades que apresentaram um crescimento desordenado, típico das áreas suburbanas das grandes cidades brasileiras. O que se sabe, entretanto, é a dificuldade de mensurar, para além do número de pessoas vivendo por lá, quais as carências que as atingem. Mas, graças ao esforço de um expoente do esporte brasileiro, 300 jovens entre 15 e 29 anos, por meio do judô, fazem esporte regular na comunidade. “Culpa” do campeão mundial e medalhista olímpico, Tiago Camilo, e do Instituto que

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que fosse exemplo também como pessoa, para servir de modelo aos jovens da comunidade”. O judô já encabeçava a lista de esportes que atraía Rodrigues e a UMCP pelo seu teor de educação e respeito. Então, quando os dois foram apresentados por uma amiga, Tiago foi convidado a conhecer a comunidade e tão logo iniciaram os trabalhos. Para o judoca, medalha de prata nas Olimpíadas de Sidney – 2000 e bronze em Pequim – 2008, “de nada vale ser um campeão no tatame e indisciplinado fora dele. O nosso papel como educadores é de mostrar que sempre


podemos escolher caminhos melhores, além da qualidade de vida que o esporte proporciona, procuramos passar toda filosofia, disciplina e ética do judô”, destaca o atleta.

Judocas da vida O papel desempenhado por Tiago Camilo, por conta de sua rotina de treinos e viagens, aponta mais na direção de gestão e busca de novos parceiros para incrementar as ações, enquanto dois professores tocam as aulas; salvo algumas datas especiais, quando ministra uma atividade. Todavia o foco principal é a inclusão social das crianças. “Alguns já estão se destacando e no futuro também teremos projetos de alto rendimento. A cada ano queremos inserir mais projetos de incentivo fiscal. Nossa meta é ter na capital, até final de 2014, mais três polos”, revela o judoca. Mas qual a razão de todo esse esforço?

Segundo o próprio atleta, o maior propósito é auxiliar no desenvolvimento social da nova geração. “O Brasil é um país com vários problemas sociais e muitos sofrem com a falta de oportunidade, então, procuro através do esporte, contribuir para um país melhor. Meu sentimento é de que estou fazendo algo de coração e que me dá muito prazer... ver o sorriso no rosto das crianças e ouvir dos pais que o judô transformou a vida dos filhos é algo muito especial”, finaliza o atleta, que tem como objetivo lutar até as Olimpíadas do Rio 2016. O presidente da UMCP, Gilson Rodrigues completa: “As crianças olham com bastante admiração e sonham em ser um dia como ele. O Tiago costuma dizer que nem todos vão ser judocas profissionais, mas serão judocas da vida; sabendo lidar com questões do dia a dia, com as emoções. Ele é um exemplo de superação, um ídolo em todos os sentidos”.

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nocaute

Enquanto isso, no Rio de Janeiro

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complementares, voltadas à educação. Foi do polo da Cidade de Deus, que surgiu a nomes como a campeã mundial Rafaela Silva, a primeira mulher do país a se sagrar campeã mundial da modalidade, além de Victor Penalber, campeão na categoria meio médio no Campeonato Pan-Americano de Judô na Costa Rica. Fica a expectativa para 2016, nas Olimpíadas, e de um país melhor para todos, porque, nem só de medalhas vive o esporte, muito menos um país.

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ocinha, foi lá que tudo (re) começou para o exjudoca Flávio Canto. Ele passou a dar aulas na comunidade após se aposentar e, incentivado pelos resultados, criou, em 2003, o Instituto Reação. Uma organização sem fins lucrativos que atende cerca de mil crianças e jovens dos 4 aos 25 anos na Cidade de Deus (Jacarepaguá), Pequena Cruzada (Lagoa), Tubiacanga (Ilha do Governador), além da Rocinha (São Conrado). O judô é, mais uma vez, o carro chefe para inclusão social e porta de entrada para ações

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Mente de ouro corpo de ferro Por Silvana Santana

Saiba a importância do preparo psicológico para o desempenho no Bodybuilding e o que alguns atletas fazem para amenizar o “estresse Pré-Contest”

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antigo ditado “mens sana in corpore sano” é uma das melhores expressões do que é o esporte, e no caso do fisiculturismo, ele ganha ainda mais sentido. Como uma modalidade que exige sacrifício, foco, persistência, determinação e concentração, qualquer descontrole emocional, pode colocar em risco todo o preparo e treinamento de um atleta. Logo, ter uma mente saudável é fundamental para os bodybuilders. Uma vida organizada, principalmente no que se refere a dietas e treinos, são as principais exigências. O atleta não pode se desviar um instante do que foi planejado, para ter o corpo perfeito no dia da competição. E são meses de treinos para, em apenas uma ocasião, ser definido o resultado final: ou ganha ou perde, não existe uma segunda chance. Com esses fatores, há também uma grande pressão, o que faz muitos fisiculturistas buscarem na terapia uma forma de equilibrar todas as suas “forças”. Segundo o psicólogo e jornalista José Roberto Cabral, árbitro de Competições de Fitness e Fisiculturismo, “se o analista do atleta não focar na determinação, ele fica pelo caminho”. Além disso, a disciplina também é

um fator determinante para o sucesso, pois a rotina intensa de treinos e dieta, extremamente regrada, pode levar a um estresse emocional excessivo. Por isso, é fundamental dominar esse descontrole. “Quanto mais regrado for um atleta, maior a chance de sucesso, pois o fisiculturismo não é apenas um esporte, é também um estilo de vida. O treino é

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Com esses fatores, há também uma grande pressão, o que faz muitos fisiculturistas buscarem na terapia uma forma de equilibrar todas as suas “forças”


Diana Monteiro

vivenciado 24 horas, na academia, enquanto dorme e a cada refeição”, afirma Bruno Coraucci Neto, diretor acadêmico da IFBB Academy Brasil. Assim, os bodybuilders, geralmente, passam por duas fases: o Off-Season (período fora de competições) e o Pré-Contest (período de preparação para competir). Quando o atleta está em off, seu principal objetivo é aumentar o volume muscular, com uma dieta um pouco mais leve. Já no período de competições, é preciso eliminar toda a gordura corporal. Esse processo demora em torno de 12 semanas, mas pode variar de atleta para atleta.

Não basta puxar ferro! No entanto, não existem somente essas exigências. Além da rotina de treinos, é importante que os atletas se envolvam em atividades que os façam relaxar. É recomendável, portanto, conciliar a preparação física com outras atividades, mais brandas, como, o Pilates ou a ioga, por exemplo, com o objetivo de auxiliar na recuperação do treinamento, diminuindo o estresse e a fadiga

Acho muito importante um atleta ter outra atividade, seja física ou intelectual, durante a semana. Faço corrida. O treinamento cardiovascular faz parte da minha preparação” ligados à atividade de alta intensidade. Para José Roberto Cabral, o estresse da competição pode levar ao estado de Overtraining, causando lesões, nervosismo e ansiedade, que podem desencadear queda na performance. “Isso também pode levar a desvios da dieta, dificuldade de descansar, aumentando a produção do hormônio cortisol, que é contraproducente para o fisiculturista, por causar uma catabolização muscular”, explica o árbitro de Competições de Fitness e Fisiculturismo. Mas o atleta também pode encontrar repouso em uma ou mais atividades lúdicas, fora do mundo das

Amado Moura

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arnold José Roberto Cabral

O fisiculturismo é uma atividade extremamente competitiva, na qual o ego está altamente envolvido e os vitoriosos são escolhidos por pequenos detalhes

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atividades físicas, como leituras, filmes, músicas e danças. De acordo com o empresário e atleta Amado Xavier Moura, Tricampeão Paulista, Bicampeão Brasileiro, Campeão Sul-Americano, Campeão Mundial e Campeão do Arnold Classic, essas ocupações ajudam a manter o foco e o equilíbrio em época de treinos intensos. “Leituras me fazem ficar focado e aliviam a pressão. Mensagens e documentários me deixam mais relaxado”, conta. Muitos atletas confundem o fator “estar focado” com ficar “aficionado”,

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na preparação para qualquer esporte, e isso pode ser prejudicial e fazer com que o rendimento caia. É importante ressaltar que é fundamental fazer atividades que distraiam e divirtam fora do ambiente de treino e competições. Isso ajudará a manter o foco e deixará o psicológico mais tranquilo, para o alcance do resultado perfeito. Para a educadora física e atleta de Fitness, Diana Paula Monteiro, um esporte também vai muito além da dieta e preparação física. “Acho muito importante um atleta ter outra atividade, seja física ou inte-

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lectual, durante a semana. Faço corrida. O treinamento cardiovascular faz parte da minha preparação”, declara. “Também amo dançar. Fui bailarina por muito tempo e a dança me relaxa e diverte muito”, confessa. O fisiculturismo é uma atividade extremamente competitiva, na qual o ego está altamente envolvido e os vitoriosos são escolhidos por pequenos detalhes. Um descuido mínimo pode colocar em risco o trabalho feito ao longo de meses. Assim, toda distração, que amenize o estresse, é válida. O importante é sair da tensão das competições.


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Pilates & Funcional

Treinamento

funcional qualidade de vida para a melhor idade Método possibilita que idosos voltem a suas tarefas diárias sem grandes dificuldades Por Camila Vech

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Fotos: Divulgação/Espaço Mônica Pimenta

busca por qualidade de vida deixou de ser privilégio dos mais jovens. É possível identificar grupos da melhor idade em parques, salões de baile e até mesmo em academias se exercitando por diversão e para melhorar a saúde. Para essa faixa etária, tais atividades se fazem ainda mais necessárias para a manutenção das tarefas mais básicas do dia a dia como sentar, agachar, amarrar o tênis, carregar uma sacola e ainda para aquelas mais dinâmicas como caminhadas, fazer feira, cuidar dos netos e viajar. Manter a independência e a vivacidade é importante para a autoestima desse público e o treinamento funcional vai ao encontro dessas necessidades. “Com o passar dos anos as pessoas vão ficando sedentárias, movimentando-se cada vez menos pela falta de estímulos, o que faz com que o idoso perca seus movimentos naturais. Isso é resgatado através do treinamento funcional em que são aplicados exercícios voltados para o cotidiano de cada um, respeitando a individualidade biológica, consciência corporal e histórico de doenças ou problemas em decorrência da idade”, explica

Mônica Pimenta, professora de educação física e diretora do Espaço que leva seu nome. O método pode ser praticado em qualquer idade, mas suas propriedades fazem com que seja ideal para o idoso, porque melhora o condicionamento físico de forma global com segurança e eficiência. Os reflexos também são trabalhados para aprimorar a percepção de situações ameaçadoras, como escorregões ou desequilíbrios em escadas. “O treinamento funcional pode ser considerado uma forma de prevenção de acidentes, pois trabalha as capacidades físicas como força, agilidade, flexibilidade e resistência aeróbia, o que evita as quedas ou lesões que acontecem devido ao mal condicionamento”, descreve Mônica. Saulo Batista, diretor técnico e sócio da Jungle Gym Brazil, conta que os benefícios podem ser percebidos pela mudança de comportamento e pela superação de seus alunos. “Os resultados são inúmeros, temos exemplo de um idoso que após um mês de treinamento conseguiu pegar a neta no colo e outro que foi capaz de ir à feira sozinho. O mais incrível, após seis meses de treinamento, foi

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“O método pode ser praticado em qualquer idade, mas suas propriedades fazem com que seja ideal para o idoso, porque melhora o condicionamento físico de forma global com segurança e eficiência” uma senhora de 70 anos que correu 5km em uma corrida de rua pela primeira vez em sua vida”, revela Batista. Mônica Pimenta, que possui um gru-


Principais Benefícios do Treinamento Funcional Melhora da velocidade ao andar; Melhora do equilíbrio; Aumento do nível de atividade física espontânea; Melhora da autoeficácia; Contribuição na manutenção e/ou aumento da densidade óssea; Ajuda no controle do diabetes, artrite, doenças cardíacas; Melhora da ingestão alimentar; Diminuição do risco de depressão; Socializa, melhora o psicológico e a autoestima.

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Pilates & Funcional “O treinamento funcional utiliza tanto os movimentos do Pilates como os da musculação, sendo que trabalha a parte cardiorrespiratória que normalmente não é utilizada no Pilates...” po de alunos há 18 anos com idades entre 70 e 84, concorda. “Esse grupo é a prova que atividade física regular traz muito mais benefícios do que podemos imaginar. Todas têm uma independência física muito grande, têm suas rotinas preservadas (dirigem, vão ao mercado, fazem faculdade), e as doenças que ‘aparecem’ com a idade como a artrose, osteoporose, alto índice glicêmico, problemas cardíacos, obesidade, ficam bem longe”, completa a professora.

“O treinamento funcional utiliza tanto os movimentos do Pilates como os da musculação, sendo que trabalha a parte cardiorrespiratória que normalmente não é utilizada no Pilates. Este método se preocupa em trabalhar numa musculatura mais intrínseca, como a região

Método O Treinamento Funcional é baseado nas habilidades naturais do ser humano, como pular, correr, girar, puxar, empurrar, agachar. Por isso, possibilita a realização de diferentes exercícios que movimentam toda a musculatura do corpo de forma integrada. Além de servir como alternativa para quem não se adaptou ou cansou dos exercícios mais tradicionais.

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Principais exercícios para a melhor idade

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Agachamento: Nele é necessária a flexão do joelho mantendo a coluna devidamente alinhada. Esse exercício é muito utilizado no dia a dia desde abaixar para recolher algum objeto no chão ou utilizar o vaso sanitário. “Super-Market”: Consiste em carregar dois pesos na mão simulando bolsas de compras. O objetivo é a melhora

da postura com a contração abdominal e da marcha. Exercício “Unipodal”: É necessário se equilibrar em pé só de maneira que a outra perna fique suspensa em 90 graus em relação ao quadril. Aprimora o equilíbrio e a concentração. “Escada da agilidade”: Utilizada em exercícios variados que envolvam o mo-

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vimento rápido dos pés e pernas. Desenvolve coordenação, agilidade dos membros inferiores e resistência aeróbia. Alongamento: Com a utilização de bastão, borrachas, barras que, além de sua importância para a prática de qualquer exercício. Evita lesões e facilita atividades básicas, como calçar e amarrar o próprio tênis.


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“Após seis meses de treinamento, uma senhora de 70 anos correu 5km em uma corrida de rua pela primeira vez em sua vida”

Aprovado por quem pratica Após um ortopedista escrever “sedentária” em sua ficha, Eunice Janeba, 71, ficou tão “incomodada” que decidiu procurar uma atividade física. Ela faz ginástica há 15 anos e o treinamento funcional foi introdu-

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do core (conjunto de músculos que compõem a região pélvico-lombar), que geralmente não é trabalhada nas sessões de musculação”, conta Batista. O treinamento funcional pode ser realizado em qualquer lugar, até mesmo em casa. Os equipamentos são portáteis e de simples manuseio, como halteres,

cordas, barras, bolas, fitas, faixas elásticas, cabos, ou o que for essencial para o treino de cada aluno. Para a melhor idade, é indicada uma frequência de três aulas por semana, com duração entre 50 min e 1h cada. É importante realizar exames médicos que atestam a prática e buscar a orientação de um profissional registrado no CREF. Também deve-se observar se o local possui áreas seguras com corrimãos, pisos adequados, poucas escadas e banheiros adaptados.

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zido aos poucos. “Vira uma necessidade. A cada aula, a gente sai com a sensação de dever cumprido e com muita disposição. A gente busca independência, vai no mercado e carrega uma caixa pesada de leite para colocar no carro, não deveria, mas é automático, porque é possível”, afirma Eunice. Para Alzira Santos, 70, a atenção e o cuidado do professor são os diferenciais que a fizeram continuar a prática. Ela começou há quase dois anos e meio anos e já conquistou resultados incríveis. “Fiquei mais disposta, me canso menos, estou com melhor condicionamento físico e equilíbrio, além do meu corpo melhor definido. As aulas são bastante diversificadas e, como acontecem no prédio em que moro, possibilita que eu pratique corrida em alguns treinos”, enfatiza.


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endorfina em ação

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Caroline C. Kaminski, diretora administrativa da Revista Endorfina durante a 13ª Fitness Brasil Bahia. Local: Salvador-BA. Data: 05/10/2013

Uiana Santos levou a sua irmã à 13ª Fitness Brasil Bahia. Local: Salvador-BA . Data: 06/10/2013

Gustavo Almeida, diretor executivo da Fitness Brasil, concede entrevista no estande da Revista Endorfina. Local: Salvador-BA. Data: 06/10/2013

Michel Kaminski, publisher da Revista Endorfina posa com novo assinante Local: Salvador-BA. Data: 07/10/2013

Personal Trainer, Danilo Santos posa com a sua Revista Endorfina Local: Salvador-BA Data: 06/10/2013

Assinante exibe seus brindes na 13ª Fitness Brasil Bahia. Local: Salvador-BA Data: 07/10/2013

Assinante exibe seus brindes na 13ª Fitness Brasil Bahia. Local: Salvador-BA Data: 05/10/2013

Estande da Revista Endorfina durante o II Meeting Brasileiro de Nutrição Esportiva Local: São Paulo-SP. Data: 06/2013

Alegria era evidente na ViverCom Local: Curitiba-PR. Data: 05/10/2013

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fitness shop: endorfina indica Conforto na água Tradicional marca de acessórios para esportes aquáticos, a Aqua Sphere, lança o óculos para natação K180. O grande diferencial é o ajuste mais fácil e prático ao redor dos olhos, três tamanhos de pontes intercambiáveis para o nariz. O modelo também permite visibilidade em 180º, diminui o arrasto e consequentemente melhora a hidrodinâmica. K 180 conta com tratamento antiembaçante e se adequa para quem visa performance e conforto. Para mais informações, acesse: www.aquasphere.com.br

Bermudas para MMA

Corra na chuva

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Com a chegada do verão aumentam também as pancadas de chuva, o que dificulta o treino de muitos corredores. Mas a Nike lança a coleção Flash, que ajuda a repelir a água e consequentemente manter a performance. O Nike Flash é a evolução dos modelos tradicionais da marca (LunarGlide+5, Shield, Air Pergasus+30 Shield, Free 5.0+Shield e Zoom Vomero+8 Shield), e também conta com a tecnologia DWR, que impede a entrada da água. Outro diferencial é a “refletividade” do cabedal inspirada em animais, porém a imagem só é revelada quando refletida na luz. Para mais informações, acesse: www.nike.com.br

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Os modelos da Ablazze Fight são exclusivos para praticantes e entusiastas de artes marciais. A marca apresenta a nova linha de bermudas de MMA. Confeccionada em poliéster, também trazem velcro de alta resistência. Os modelos podem ser encontrados em três opções de cores: Branca, Preto e Grafite com Rosa. As bermudas Ablazze Fight estão à venda no e-commerce: www.ovostore.com.br

Toalha para o calor Durante os dias de sol intenso nada melhor do que se refrescar após a prática de atividades físicas. A Ice Towel é uma toalha feita com material de rápida evaporação que conserva a água, mas mantém o aspecto úmido. Para utilizá-la, basta molhar, tirar o excesso, sacudir e sentir a refrescância de até 7º C. O efeito “gelado” pode variar entre 1h e 4h, conforme a forma de utilização. Já o ciclo de vida da Ice Towel é de até dois anos. As toalhas estão disponíveis em dois tamanhos (grande e pequeno), e em 3 cores (amarelo, azul e rosa). Para mais informações, acesse: www.loja.aheadsports.com.br

Monitor hi-tech O Monitor Cardíaco Alpha sem cinta e com Bluetooh 4.0 foi desenvolvido em conjunto com a Philips. Sua tecnologia inovadora permite uma leitura direta no pulso, garante uma medição precisa sem interferência. Além disso, traz tecnologia compatível com iPhone e Android, possibilitando sincronia com diversos Apps. Para mais informações, acesse: www.lazerevida.com.br

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34% de Proteína A Trio apresenta as barras da nova linha Pro30Vit, com 34% de proteína, além de 30 vitaminas e minerais. As barras oferecem o aporte proteico necessário ao longo do dia, além de servir como opção para complementar a alimentação no intervalo das refeições. Os sabores disponíveis são: Amendoim, Vanilla e Cookis, Banana e Chocolate. Para mais informações, acesse: www.trioalimentos.com.br

56g de proteína Iso Whey Protein Pure da Midway, concentra 90% de proteínas (In Dry Basis). Também apresenta alto teor de aminoácidos essenciais e de cadeia ramificada (BCAA – leucina, isoleucine e valina), além de glutamina, cálcio, vitaminas e minerais. Cada porção possui 56g de proteínas e baixo teor de gorduras e carboidratos. Os sabores disponíveis são: baunilha, limonada suíça e morango. Para mais informações, acesse: www.midwaylabs.com.br

Arnold em novos sabores Após a versão no sabor laranja do Arnold 3D, a Arnold Nutrition lança mais três opções do prétreino, cujo intuito é proporcionar o ganho energético, o aumento de força resistência e concentração. O suplemento em pó está disponível em potes com 300g, nas opções: Laranja, Uva, Frutas e Abacaxi. Para mais informações, e-mail: sac@americandistribuidor.com.br

Enzimas energéticas A Integralmedica traz mais uma opção dentro da linha VO2, indicada aos praticantes de atividades de longa duração (corredores, ciclistas, nadadores). O suplemento CoQ10, é formulado a base do coenzima CoQ10, que auxilia na produção de energia (ATP), favorece o transporte de elétrons e atua como antioxidante. Com isso, combate o estresse oxidativo e a fadiga muscular. O produto está disponível em potes com 30 cápsulas. Para mais informações, acesse: www.integralmedica.com.br

Board Fitness A plataforma acolchoada Funcional Board Fitness proporciona o gasto calórico por meio de exercícios de alongamento (e flexores) com alta intensidade. Com 40 minutos de treinamento é possível eliminar entre 500 kcal (mulheres) e 800 kcal (homens). O acessório permite uma gama variada de movimentos para membros superiores e inferiores, dorso, core, abdome ....Tudo depende da aplicação do método e da “criatividade”. A Board Fitness também oferece uma assessoria especializada para as academias e personais, pois o objetivo é obter resultados satisfatórios sempre. Para mais informações, acesse: www.boardfitness.com.br

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sô frazão

Treino intervalado, você conhece?

Reuni algumas dicas de treinos e atividades que vão melhorar o seu dia a dia e a qualidade de vida. Pratique esportes!!!

com Solange Frazão

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sse treino é maravilhoso para quem quer queimar as gordurinhas que estão sobrando. Ele se resume entre a variação de movimentos intensos e leves durante o exercício. Você vai utilizar picos de esforço com pausas em ritmos leves, sem descanso. Calcule sua Frequência Cardíaca Máxima (220 - sua idade). Com o resultado utilize como o limite máximo de sua frequência. Exemplo: intervalado corrida e caminhada = 4 minutos andando na esteira em ritmo baixo e depois dois minutos correndo em seu limite máximo de frequência calculada. Complete o ciclo por 30 minutos ininterruptos. Faça no máximo 3x por semana e inicie somente depois de uma avaliação física. Esse treino melhora seu condicionamento, reduz gordura corporal, aumenta a captação de oxigênio, reduz a fadiga do dia a dia e acelera seu metabolismo de forma considerável. Musculação, eu faço!

Nada pode substituir esse exercício tão importante para a saúde.

Exercícios com pesos aumentam consideravelmente os músculos. Assim, você emagrece mais rápido, pois quanto mais músculos, menos gorduras por conta da ação inteligente do organismo. A musculação também promove um fortalecimento natural do coração. Previne a osteoporose, evita o diabetes, pressão alta, melhora a circulação, postura, TPM e o bem-estar. E então? Ainda vai protelar esse exercício maravilhoso? Faça sua avaliação e comece já! Você vai se apaixonar como eu. Comece para nunca mais parar de fazer.

escolha outra atividade diferente da que faz diariamente. Não estou dizendo que terá que se transformar em atleta, mas pode melhorar muito seu condicionamento e acelerar a queima de gordurinhas localizadas. Sem abandonar a tão necessária musculação e a corrida ou caminhada, você pode acrescentar um esporte. Já foi comprovado que o esporte cura doenças da modernidade como o estresse e a depressão. Gostou das dicas? Experimente! Depois você me conta.

Pratique um esporte!

Você já experimentou fazer uma atividade diferente do que sempre tem feito? Fazer um esporte? Sim, isso mesmo! Quanto mais colocamos nosso corpo em atividades diferentes e fora da nossa zona de conforto, mais estamos trabalhando diferentes músculos e queimamos calorias. Experimente outras atividades como: jogar tênis, vôlei, nadar, basquete, futebol, dançar ou artes marciais. Uma vez por semana ao menos,

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Solange Frazão é apresentadora, defensora da qualidade de vida e colunista da Revista e do Portal Endorfina.com


Revista Endorfina 27-Robert Scheidt  

Edição traz o maior medalhista olímpico do Brasil, entrevista com Nelson Evâncio, benefícios dos orgânicos...

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