RBS Magazine ED. 46

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Vol. 05 - Nº 46 - MAI/JUN 2022

www.revistabrasilsolar.com

ISSN 2526-7167

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DIGITAL MARKETING



ÍNDICE

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Prorrogação de benefícios fiscais vinculados ao ICMS

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Fortlev Solar desenvolve laboratório para testar equipamentos

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A Geração Distribuída nas propriedades rurais do Rio Grande do Sul

52 Qual a melhor topologia

para usinas fotovoltaicas

EDIÇÃO

FRG Mídia Brasil Ltda.

CHEFE DE EDIÇÃO

Aurélio Souza IEE USP

JORNALISTA RESPONSÁVEL Ingrid Ribeiro Souza

Curitiba - PR – Brasil www.revistabrasilsolar.com

A Revista RBS é uma publicação do

DIREÇÃO COMERCIAL Tiago Fraga

ABGD / TECPAR / WBA - Associação Mundial de Bioenergia Solar / Instituto BESC / CBCN / Portal Brasileiro de Energia Solar / NEEAL - Núcleo de Estudo em Energia Alternativa / ABEAMA

E-MAIL: contato@grupofrg.com.br COLUNISTAS/COLABORADORES

Fernando Schmidt, José W. M. Kaehler, Natália B. Chagas, Claudio Schepke, Guilherme Chrispim

DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA

Empresas do setor de energia solar fotovoltaica, geração distribuída e Claudio Fraga, Luan Ignacio energias renováveis, sustentabilidade, câmaras e federações de comércio e Dias e Leonardo Amorim indústria, universidades, assinantes, COMITÊ EDITORIAL centros de pesquisas, além de ser Colaboradores da edição distribuído em grande quantidade nas DISTRIBUIÇÃO principais feiras e eventos do setor Carlos Alberto Castilhos de energia solar, energias renováveis, construção sustentável e meio REDES SOCIAIS ambiente. Nicole Fraga

COMERCIAL

EDIÇÃO DE ARTE Para reprodução parcial ou completa das informações da RBS Magazine - Revista Brasil Solar é obrigatório a citação da fonte.

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Os artigos e matérias assinados por colunistas e ou colaboradores, não correspondem a opinião da RBS Magazine - Revista Brasil Solar, sendo de inteira responsabilidade do autor.

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Artigo

PRORROGAÇÃO DE BENEFÍCIOS FISCAIS VINCULADOS AO ICMS INCIDENTE SOBRE A GERAÇÃO DISTRIBUÍDA

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om a publicação da Lei Complementar nº 186/2021, em 28/10/2021, restou alterada a Lei Complementar nº 160/2017 de forma a autorizar os Estados a prorrogarem o prazo de fruição dos benefícios e incentivos fiscais – vinculados ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) – para 31/12/2032.

Por meio do Convênio ICMS nº 68/2022, restou alterado o Convênio ICMS 190/2017 que trata sobre a remissão de créditos tributários, constituídos ou não, decorrentes das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais, autorizando os Estados a concedê-los ou prorrogá-los até 31/12/2032. A prorrogação efetivada é de extrema relevância para diversas atividades cujos incentivos fiscais deveriam se encerrar antes de 2032, tais como as atividades comerciais, que teriam incentivos vigentes até dezembro de 2022. 4

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Entenda o caso Objetivando sanar a guerra fiscal e a correspondente mitigação dos seus efeitos, o Governo Federal editou a Lei Complementar nº 160/2017 autorizando a reinstituição dos benefícios fiscais instituídos em desconformidade com a Constituição Federal, bem como outorgando a competência para que fosse editado convênio específico com a finalidade de abordar de maneira mais detalhada a matéria. Nesse contexto, foi publicado o Convênio ICMS nº 190/2017, dispondo acerca dos procedimentos necessários à restituição dos benefícios fiscais concedidos sem autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ. Repetindo comando normativo disposto pela Lei Complementar nº 160/2017, o Convênio ICMS nº 190/2017 atribuiu prazos finais para fruição dos benefícios fiscais referentes ao

imposto em tela, concedidos ou prorrogados, variando de acordo com a destinação do fomento fiscal, o que se deu, originariamente, no seguinte sentido: “Cláusula décima - As unidades federadas que editaram os atos e que atenderam as exigências previstas na cláusula segunda ficam autorizadas a conceder ou prorrogar os benefícios fiscais, nos termos dos atos vigentes na data da publicação da ratificação nacional deste convênio, desde que o correspondente prazo de fruição não ultrapasse: I - 31 de dezembro de 2032, quanto àqueles destinados ao fomento das atividades agropecuária e industrial, inclusive agroindustrial, e ao investimento em infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária, portuária, aeroportuária e de transporte urbano; II - 31 de dezembro de 2025, quanto àqueles destinados à manutenção ou ao incremento


Artigo

das atividades portuária e aeroportuária vinculadas ao comércio internacional, incluída a operação subsequente à da importação, praticada pelo contribuinte importador; III - 31 de dezembro de 2022, quanto àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades comerciais, desde que o beneficiário seja o real remetente da mercadoria; IV - 31 de dezembro de 2020, quanto àqueles destinados às operações e prestações interestaduais com produtos agropecuários e extrativos vegetais in natura; V - 31 de dezembro de 2018, quanto aos demais.” (grifos nossos) Conforme se depreende dos supracitados incisos, ao segmento do comércio, embora de extrema relevância para o abastecimento nacional, restou estabelecido, originariamente, que o prazo final para fruição se daria em dezembro/2022, enquanto que, para o segmento da indústria, se daria em dezembro /2032. Isso posto, salienta-se que o Senado Federal aprovou, em 06/10/2021, o Projeto de Lei Complementar – PLP nº 05/2021 para permitir a prorrogação, por até 15 (quinze) anos, dos benefícios fiscais vinculados ao ICMS destinados (i) à manutenção ou ao incremento das atividades comerciais - desde que o beneficiário seja o real remetente da mercadoria, (ii) às prestações interestaduais com produtos agropecuários e extrativos vegetais in natura e (iii) à manutenção ou ao incremento das atividades portuária e aeroportuária vinculadas ao comércio internacional, incluída a operação subsequente à da importação, praticada pelo contribuinte importador. Ato contínuo, seguindo os trâmites formais, ressalta-se que a matéria foi encaminhada à sanção presidencial, culminando na

publicação da Lei Complementar nº 186/2021 que alterou a Lei Complementar nº 160/2017 de forma a autorizar os Estados a prorrogarem, para 31/12/2032, o prazo de fruição dos benefícios e incentivos fiscais vinculados ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias – ICMS, senão vejamos: “Art. 3º O convênio de que trata o art. 1º desta Lei Complementar atenderá, no mínimo, às seguintes condicionantes, a serem observadas pelas unidades federadas: § 2º A unidade federada que editou o ato concessivo relativo às isenções, aos incentivos e aos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais vinculados ao ICMS de que trata o art. 1o desta Lei Complementar cujas exigências de publicação, registro e depósito, nos termos deste artigo, foram atendidas é autorizada a concedê-los e a prorrogá-los, nos termos do ato vigente na data de publicação do respectivo convênio, não podendo seu prazo de fruição ultrapassar: I – 31 de dezembro do décimo quinto ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto àqueles destinados ao fomento das atividades agropecuária e industrial, inclusive agroindustrial, e ao investimento em infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária, portuária, aeroportuária e de transporte urbano, bem como quanto àqueles destinados a templos de qualquer culto e a entidades beneficentes de assistência social; II - 31 de dezembro do décimo quinto ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades portuária e aeroportuária vinculadas ao comércio internacional, incluída a operação subsequente à da importação,

praticada pelo contribuinte importador; III - 31 de dezembro do décimo quinto ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades comerciais, desde que o beneficiário seja o real remetente da mercadoria; IV - 31 de dezembro do décimo quinto ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto àqueles destinados às operações e às prestações interestaduais com produtos agropecuários e extrativos vegetais in natura; V - 31 de dezembro do primeiro ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto aos demais.” (grifos nossos)

Ato contínuo, verifica-se que o Convênio ICMS nº 190/2017 fora adequado aos termos da Lei Complementar nº 186/2021 por meio do recente Convênio ICMS nº 68/2022, autorizando os Estados a conceder ou prorrogar isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais até 31/12/2032, nos exatos termos da Lei Complementar nº 186/2021. Adicionalmente, deverá ocorrer a redução em 20% (vinte por cento) ao ano, a partir de 01/01/2029, do direito de fruição das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais vinculados ao ICMS, bem como restou estabelecido o prazo de 180 (cento e oitenta dias) para adequação do Convênio ICMS nº 190/2017, contados da data de publicação da Lei Complementar nº 186/2021. Isenção do ICMS sobre a Energia proveniente de Unidades Micro e Minigeradoras Tomemos como exemplo o Estado de Minas Gerais, que, a partir da premissa conferida RBS Magazine

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Artigo

pela Lei Complementar nº 160/2017 e pelo Convênio ICMS nº 190/2017, editou a Lei Estadual nº 22.549, publicada em 01/07/2017, a qual fora objeto de registro e depósito – Certificado SE/ CONFAZ nº 50/2018 – perante a Secretaria Executiva do CONFAZ, nos termos dos incisos I e II da Cláusula Segunda do Convênio ICMS nº 190/2017, com a correspondente documentação comprobatória, assim entendida o próprio ato e suas eventuais alterações. Garantida, assim, a aplicabilidade e eficácia da Lei Estadual nº 22.549/2017, denota-se que o Estado de Minas Gerais, extrapolando a regra do Convênio CONFAZ nº 16/2015, atribuiu isenção aos consumidores com micro ou minigeração distribuída de energia solar fotovoltaica enquadrados nas quatro modalidades atualmente previstas na Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012, quais sejam, (i) geração junto à carga, (ii) autoconsumo remoto; (iii) empreendimento de múltiplas unidades consumidoras; e (iv) geração compartilhada, com potência instalada menor ou igual a 5 MW. Como o aludido fomento fiscal foi classificado como destinado à manutenção ou incremento de atividades comerciais, nos exatos termos da redação originária do inciso III da Cláusula Décima do Convênio ICMS nº 190/2017, o prazo final para fruição do benefício se daria – até então – em dezembro/2022. Com a superveniência da Lei Complementar nº 186/2021 e a alteração do Convênio ICMS nº 190/2017 por intermédio do recente Convênio ICMS nº 68/2022, o Estado de Minas Gerais cuidará de alterar seu Regulamento Interno (RICMS) de forma a estender, até 31/12/2032, a isenção atribuída aos consumidores com micro ou minigeração distribuída de energia solar fotovoltaica. Feitas tais considerações, a iminente prorrogação, para 31/12/2032, do prazo de fruição dos benefícios e incentivos ficais vinculados ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias – ICMS se revela essencial para a atividade de geração distribuída e, definitivamente, contribuirá para a manutenção da expansão da correspondente modalidade de geração no país. 6

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MARINA MEYER FALCÃO

MARCELO TANOS NAVES

Advogada e Sócio-Fundadora da Marina Meyer Sociedade Individual de Advocacia - em Parceira com a LTSC Sociedade de Advogados, Diretora Jurídica do INEL; Advogada especialista em Direito de Energia. Membro representante do Estado de Minas Gerais na missão Energias Renováveis na Alemanha em 2018 e nos Estados Unidos em 2016 (The U.S. Department of State's sponsoring an International Visitor Leadership Program project entitled “Modernizing the Energy Matrix to Combat Climate Change,” for Brazil in 2016), Autora de 3 Livros em Direito de Energia, MBA em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Pós-graduada em Gestão Ambiental pelo Instituto de Educação Tecnológica – IETEC. Graduada pela Universidade FUMEC. Membro da Comissão de Energia da OAB – MG, Presidente da Comissão de Direito da Geração Distribuída da OAB – MG; Membro da Câmara de Energia, Petróleo e Gás da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais - FIEMG; Ex- Superintendente de Política Energética do Estado de Minas Gerais (2009 a 2014); Ex-Conselheira do Conselho de Política Ambiental – COPAM do Estado de Minas Gerais (2009 a 2014); Ex-Secretária Executiva do Comitê Mineiro de Petróleo e Gás.

Advogado e Sócio-Fundador da LTSC Sociedade de Advogados, com especialização em Direito Regulatório e Direito da Energia pelo Centro de Direito Internacional – CEDIN e pelo Instituto de Altos Estudos em Direito – IAED. Pós- graduado em Direito Tributário pelo Centro de Estudos na Área Jurídica Federal – CEAJUF. Graduado em direito pelo Centro Universitário de Belo Horizonte. Membro fundador da Associação Brasileira de Direito da Energia e do Meio Ambiente – ABDEM e integrante do Comitê de Gás Natural. Membro da Câmara de Energia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG. Membro da Comissão de Direito da Energia da OAB/MG. Vice-Presidente da Comissão de Direito da Geração Distribuída da OAB/ MG. Atuou como advogado na Gerência de Direito Regulatório, Tributário e Comercial da Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG no período de 2008 a 2015, com expertise nos segmentos de geração, distribuição, transmissão e comercialização de energia elétrica.

Contatos: (31) 2515-2001 / (31) 98788-4115

marinameyerfalcao@gmail.com.br

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marcelotanos@ltscadvogados.com.br


A Solução Perfeita em Fixadores para Estruturas Fotovoltaicas

LU D

U F IX

EM FIXADORES PARA ESTRUTURAS FOTOVOLTAICAS

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No mesmo ano que a energia solar ultrapassa 14 gigawatts no Brasil e supera Itaipu, a Solfácil capta R$ 500 mil para acelerar ainda mais o acesso à energia solar no Brasil

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penas 10 meses após sua última captação, a Solfácil, ecossistema líder em soluções solares, anunciou a terceira rodada de investimento no valor de R$ 500 milhões, com a participação dos mais importantes fundos de investimento do mundo, como Softbank, QED e VEF. A quantia será usada na ampliação da oferta das soluções digitais desenvolvidas para o integrador que incluem financiamento, loja de produtos, oferta de serviços e um IOT (Internet of Things) criado internamente com o objetivo de melhorar a produtividade das usinas e também os serviços desses parceiros. De acordo com a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o Brasil, em 2021, adicionou 5,7 GW de capacidade solar fotovoltaica, ficando apenas atrás da China, Estados Unidos e Índia, chegando a um potencial total de 15 GW. Ainda assim, menos de 1% da população brasileira usa esse tipo de energia. “Temos um mercado gigantesco, com muito potencial por aqui. A energia tradicional é muito cara e temos muito Sol, então o custo do sistema fotovoltaico é competitivo. O Brasil será, definitivamente, a maior referência mundial na descentralização da produção de energia elétrica, e a Solfácil quer ser a principal impulsionadora deste movimento", disse o CEO e Fundador, Fabio Carrara.

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Em 2021, de fintech, a Solfácil passou a ser um ecossistema especializado na jornada solar do início ao fim. Além do crédito para investimento em sistemas solares (estudo feito pela consultoria no mercado de energia solar Grenner mostra que 54% das vendas de painéis fotovoltaicos foram feitas por meio de financiamento bancário), a Solfácil, desde o quarto trimestre de 2021, oferece a Loja Solfácil que conecta os melhores distribuidores com os integradores parceiros. O marketplace já oferece mais de 5.000 kits solares, com as melhores marcas de inversores e placas, e os integradores contam também com frete express e a garantia de entrega pela Solfácil. "Começamos oferecendo soluções de financiamento, mas sabíamos que os nossos parceiros e seus clientes precisavam de mais soluções, principalmente quanto a equipamentos" explica Carrara. Os preços e a disponibilidade de estoque têm sido os dois maiores desafios em um mercado com alta demanda e uma cadeia de suprimentos global instável. O lançamento da Loja Solfácil foi extremamente bem-sucedido, com tração obtida em tempo recorde, um ano à frente do plano da empresa. Outra nova solução está prestes a ser lançada. Nos últimos 3 anos, a Solfácil desenvol-

veu seu dispositivo IoT, prestes a sair em nova versão, possibilitando aos integradores e clientes finais o monitoramento preventivo e em tempo real do painel fotovoltaico, garantindo a maximização da produção de energia e um ótimo suporte dos integradores aos clientes. “Os equipamentos do sistema fotovoltaico serão o terceiro ativo em valor das famílias, apenas menor do que a residência e o carro. Queremos criar opções para que os mais de 8000 parceiros integradores possam monetizar um serviço de pós-venda que gere uma renda futura com possibilidade de negócios incrementais.” Por fim, outro foco de desenvolvimento com lançamento previsto para o fim deste semestre, são as opções de seguro de proteção financeira para os clientes, em casos de perda de emprego ou invalidez, além do seguro de proteção do sistema solar, no caso de incêndios ou temporais. Com mais de R$ 1,3 bilhões de reais em empréstimos solares realizados através dos integradores parceiros, e a certeza de um novo ano de recordes para a indústria, a Solfácil continua firme no seu propósito de empoderar os brasileiros através do sol, tornando o acesso à energia solar cada vez mais facilitado através de suas soluções de produtos e serviços.


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Entrevista

Entrevista exclusiva com FABIO CARRARA, fundador da SOLFÁCIL

Fabio Carrara fundou e comandou a sua primeira empresa de instalação de energia solar de 2015 a 2017, e em 2018, redirecionou seus esforços para a fundação da Solfácil, a primeira fintech solar do Brasil, para resolver a principal dor do mercado: o acesso ao financiamento de energia solar. Em 2021, a Solfácil tornou-se um ecossistema solar especializado, e recentemente anunciou uma nova rodada de captação de R$500 milhões em Série C que pretende acelerar a ampliação do acesso à geração mais inteligente de energia.

RBS Magazine - Fabio, segundo a consultoria Greener, a Solfácil é atualmente a terceira maior financiadora solar do país. Em 2021, a empresa ocupava a sétima posição. Como você enxerga esse desenvolvimento? FABIO CARRARA - Nos últimos 04 anos crescemos exponencialmente. Somos parceiros de mais de 8 mil integradores em todos os 27 estados do Brasil, e já financiamos mais de R$1,2 bilhões em empréstimos solares, o que nos torna o segundo maior emissor de títulos verdes (recursos emitidos especificamente para financiar projetos com benefícios ambientais) no Brasil em 2021 e o quarto na América Latina. Em tão pouco tempo, conseguimos a relevância de bancos tradicionais que também atuam 10

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no setor solar, além de posicionar nosso ecossistema solar na liderança do segmento. A evolução da Solfácil tem nos deixado extremamente felizes e esses resultados têm impactado na confiança de todos os parceiros que fazem parte da cadeia solar.

fim, facilitando o dia a dia desses parceiros a partir do acesso a produtos e soluções reunidos em um único lugar, assim como o acompanhamento do desempenho de todas as usinas solares financiadas em parceria com a Solfácil.

RBS Magazine - Como a Solfácil planeja utilizar os recursos captados na última série de investimento?

RBS Magazine - A Solfácil se tornou um ecossistema especializado no ano passado e desde então, vem anunciando novas soluções para integradores e clientes. Há novidades no curto e médio prazo?

A inovação na cadeia de ineficiência do setor de energia continuará sendo um grande foco a partir da ampliação de nosso portfolio de soluções que permitirá o acesso mais acelerado dos brasileiros à energia solar, além de uma colaboração ainda maior com nossos parceiros integradores. Queremos tornar a jornada solar em nossa plataforma digitalizada do início ao

Estendemos nosso portoflio além do financiamento, pois sabíamos que os nossos parceiros e seus clientes precisavam de mais soluções, principalmente em relação ao fornecimento de equipamentos. Lançamos então a Loja Solfácil, que conecta nossos integradores par-


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Entrevista

TEMOS UM MERCADO GIGANTESCO, COM MUITO POTENCIAL POR AQUI. O BRASIL SERÁ, DEFINITIVAMENTE, A MAIOR REFERÊNCIA MUNDIAL NA DESCENTRALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, E A SOLFÁCIL QUER SER A PRINCIPAL IMPULSIONADORA DESTE MOVIMENTO ceiros a diversos distribuidores e marcas, e permite o acesso à estoque e acompanhamento de preço, dois grandes desafios em um mercado com alta demanda e uma cadeia de suprimentos global instável. O lançamento foi extremamente bem sucedido e nos motivou em direção ao desenvolvimento de outros produtos, criados pelo nosso próprio time. Um desses exemplos, a ser lançado em breve, é o nosso dispositivo IoT inteligente. Ele possibilitará aos integradores e clientes finais o monitoramento preventivo e remoto dos sistemas, com sua própria rede de comunicação, garantindo a maximização da produção de energia e um ótimo suporte dos instaladores aos clientes, melhorando ainda mais esse relacionamento. RBS Magazine - Como o Brasil está posicionado perante o mundo no desenvolvimento da energia solar? O Brasil é um dos países com o maior índice de insolação no mundo, mas ainda assim tem a segunda conta de luz mais cara

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por depender de fontes bastante caras e poluentes. Para se ter uma base de comparação, segundo o Atlas Brasileiro de Energia Solar, no local menos ensolarado no Brasil é possível gerar mais eletricidade na região com mais insolação da Alemanha, que é um dos líderes mundiais no uso da energia fotovoltaica.

solar?

De acordo com a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o Brasil, em 2021, adicionou 5,7 GW de capacidade solar fotovoltaica, ficando apenas atrás da China, Estados Unidos e Índia, chegando a um potencial total de 15 GW. Porém, menos de 1% da população brasileira usa esse tipo de energia.

Como consequência, a demanda por eletricidade aumentará ainda mais nessas regiões específicas, e a energia solar deve ser considerada uma alternativa por garantir a geração de energia descentralizada, ou seja, a que é gerada direto do telhado e consumida no mesmo local dessa geração, a um preço muito mais acessível na comparação com fontes tradicionais.

Temos um mercado gigantesco, com muito potencial por aqui. O Brasil será, definitivamente, a maior referência mundial na descentralização da produção de energia elétrica, e a Solfácil quer ser a principal impulsionadora deste movimento. RBS Magazine - Quais são suas apostas para o futuro da energia

Com a perspectiva, segundo estudos da ONU, de que mais de 90% da população brasileira passará a viver nas cidades até 2030, precisamos repensar os modelos de urbanização e infraestrutura e a aplicação da energia solar deve estar nessa discussão.

Além disso, a demanda por soluções ambientalmente positivas é crescente e será ainda mais latente nos próximos anos. Nossas soluções têm esse DNA verde e queremos continuar contribuindo abrindo espaço, tanto de informação quanto do acesso, para o maior número de pessoas.


SOLAREDGE INAUGURA FÁBRICA de baterias de alta potência na Coréia do Sul

A

SolarEdge, fabricante líder mundial de inversores fotovoltaicos e desenvolvedora de tecnologias Smart Energy, acaba de anunciar a inauguração de uma nova fábrica de células de baterias de íons-lítio de alta potência na Coréia do Sul, a fim de intuito de ampliar o abastecimento de soluções e equipamentos de armazenamento energético nos mercados globais, incluindo o Brasil. Localizado na cidade de Eumseong, em Chungbuk, Coreia do Sul, a fábrica, batizada de “Sella 2”, passa a produzir primeiras células de baterias com capacidade de 2 gigawatts/hora (GW/h) e, após processo de certificação dos órgãos internacionais, a produção em massa se inicia a partir do segundo semestre de 2022

A nova unidade permitirá que a SolarEdge tenha seu próprio suprimento de baterias de íons de lítio e infraestrutura para desenvolver novas químicas e novas tecnologias de células de bateria.

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Qualidade, garantia e seguro das placas solares são os próximos passos do setor de energia fotovoltaico, afirma SOL Copérnico

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s instalações para geração de energia solar fotovoltaica reA SOL COPÉRNICO ENERGIAS RENOVÁVEIS NASCEU gistraram um avanço significativo nos últimos anos, com COM O PROPÓSITO DE DEMOCRATIZAR A ENERGIA o aumento de incentivos e o número de empresas apostando no setor. No SOLAR E SUSTENTÁVEL NO BRASIL... entanto, o momento agora é de alerta para a qualidade, a garantia e o seguro das placas solares. A afirmação é de Hugo Albuquerque, superintenEntre as parcerias estão o gruenergética, mas estamos aqui para dente comercial da SOL Copérnico. virar o jogo. De todos os recursos re- po Chint Power, para fornecer 600 “Estamos vendo muitos proble- nováveis, a luz do Sol é uma fonte de MW de inversores, equipamentos mas ocorrendo nas instalações das energia constante, previsível e ines- considerados de primeira linha, com corpo totalmente de alumínio e que placas solares, desde o efeito da que- gotável”, afirma. chegam a 275 kWp. Todos têm mais da de um raio, por exemplo, que daAlbuquerque comenta ainda que de 10 anos de garantia, e os primeinifica o equipamento ou até mesmo erros quando são instaladas, alguns cada vez mais os integradores pre- ros carregamentos chegam já no inídeles inclusive sem seguir as normas cisam estar atentos à qualidade, às cio de março de 2022. Além disso, a técnicas. Agora, mais do que nunca, é garantias e aos seguros dos equipa- oferta de 1 GW com a Astronergy. hora de olharmos para esta parte do mentos, visto que a quantidade de Por meio dessas importantes parsegmento, para a mão de obra, para sistemas fotovoltaicos que não geos treinamentos, para a qualidade ram conforme o prometido tem cres- cerias, a SOL passa a ofertar também das placas que estão sendo instala- cido muito, e isso tem se refletido no equipamentos com maior qualidade das, porque uma hora essa conta vai número de processos judiciais e ina- no mercado fotovoltaico, com seguchegar”, ressalta Albuquerque, que dimplências, e consequentemente, rança e credibilidade nos processos também é engenheiro eletricista, for- no aumento das taxas de juros para de instalação, reafirma o compromado em 1999 na Universidade de financiamento.”73% das vendas são misso com o setor e está preparado Pernambuco (Escola Politécnica), e para pessoas físicas, para residên- para crescer ainda mais dentro do cias, portanto o financiamento é um segmento, pois essas empresas são que atua no setor desde 2009. excelente meio para desenvolver ain- consideradas líderes tecnológicas no mercado de equipamentos fotovolSegundo o especialista, 51% dos da mais o setor,” diz. taicos. problemas acontecem no inversor, Para atender a essa demanda e e entre os problemas destacam-se: A SOL Copérnico Energias Renomal funcionamento, queima, proble- entregar aos consumidores as meváveis nasceu com o propósito de mas no disjuntor, geração abaixo do lhores soluções de kits fotovoltaicos, prometido, infiltração no telhado, a SOL Copérnico fechou importantes democratizar a energia solar e susparcerias com fornecedores interna- tentável no Brasil. Este movimento fiação, entre outros. cionais para abastecer o segmento de mercado da SOL vem se juntar ao Ainda de acordo com o superin- solar e oferecer módulos, inversores crescimento já verificado pelo mertendente comercial da SOL Copérni- e estruturas metálicas com a maior cado solar. É uma das maiores disco, este é um dos grandes momentos qualidade do mercado fotovoltaico, tribuidoras de soluções fotovoltaicas para discutir o tema proposto. “O com segurança e credibilidade nos do país e conta com o respaldo da maior plataforma financeira do setor. Brasil vem sofrendo uma grave crise processos de instalação. 14

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A fabricante de módulos JA Solar, está fazendo um upgrade na linha de módulos Deep Blue 3.0 ao incluir a família JAM78D30, com módulos de 78 células e capacidade de geração recorde de 605Wp, atingindo uma eficiência de 21,6%, para uso específico no segmento de geração distribuída e projetos de grande escala. Este novo modelo herdará todos os diferenciais e dimensões mecânicas do modelo anterior de 72 células, ou seja, contará com células PERC de alta eficiência, PERCIUM+ de 182mm e wafers de silício dopados com Gálio e correntes em torno de 13 Amperes, o que permite ao produto ter grande desempenho em confiabilidade, eficiência, geração de energia e compatibilidade com todos os equipamentos da curva A. Isso reduzirá de forma eficiente o LCOE, custo nivelado de energia, bem com o BOS reduzindo a quantidade dos componentes de um sistema fotovoltaico. O padrão de módulos com células 182mm tem nítidas vantagens em sua maturidade tecnológica, sendo um dos diferenciais quando comparado com outros módulos de alta potência oferecidos por outros fabricantes. Os

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Nexen é responsável pela

maior usina fotovoltaica do Sul do Brasil

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ecentemente, foi finalizada a maior usina fotovoltaica do Sul do Brasil, da qual a Nexen é responsável pelo projeto. O sistema está instalado na cidade de Piratuba/SC, ocupando uma área de aproximadamente 13.500 m². Esse complexo tem uma potência de 2,6MWp, sendo composto por 20 inversores de 110kW da Sungrow, e 5.840 módulos Canadian de 450Wp. No local onde foi instalado, há uma isopleta de 45m/s, sendo assim, a usina foi dimensionada com estrutura de fixação da SSM, se adequando a essa condição, e para a instalação foram utilizadas mesas de 40 e 20 módulos, com uma inclinação de 15º.

A usina também possui uma estação solarimétrica com sensores para acompanhar os valores de temperatura ambiente, temperatura da célula fotovoltaica, velocidade do vento, umidade do ar e irradiação no plano horizontal, visto que todos esses fatores influenciam direta ou indiretamente no rendimento do sistema. Um exemplo disso é a temperatura de operação da célula fotovoltaica, que afeta diretamente na tensão de operação do módulo, sendo assim influencia também na geração de energia. Com os dados que o sensor de temperatura da célula fornece, é possível identificar possíveis perdas de geração. O sistema tem uma estimativa de geração de 3500 MWh/

ano, sendo responsável por suprir os gastos de 5 emissoras de um Grupo de TV, o que equivale ao abastecimento de 18.505 residências. Além da economia e de ser um ótimo investimento, através da geração de energia elétrica por este sistema, será possível reduzir a emissão de 12390 ton de CO2 por ano, o que equivale a 88.512 árvores/ano. A Nexen tem a responsabilidade socioambiental presente em seu dia a dia, e por isso busca sempre participar de grandes projetos como este, que além de trazer benefícios para o cliente, ainda gera vantagens para todo o planeta.

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FOTUS DISTRIBUIDORA SOLAR, entre as maiores do ramo fotovoltaico do Brasil

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Fotus Distribuidora Solar está entre as maiores importadoras e distribuidoras de equipamentos fotovoltaicos do país. A empresa atende exclusivamente a integradores, com projetos que vão do pequeno ao grande porte, com as melhores e mais conhecidas marcas de inversores e módulos do mundo.

cia no seu serviço de suporte técnico, composto por engenheiros e especialistas certificados pelas fabricantes, prontos a atender aos integradores parceiros de maneira rápida e eficiente. O objetivo desse time é garantir que o sistema de energia solar seja instalado corretamente e obtenha a melhor performance na geração de energia elétrica.

Antes conhecida como Fotus Energia, a empresa reposicionou a marca, alterando o nome e a identidade visual para Fotus Distribuidora Solar. A mudança ocorre em um momento de plena ascensão do negócio, com o objetivo de deixar a comunicação ainda mais alinhada as necessidades do mercado e as mais recentes inovações nos setores de energia limpa e tecnologia A empresa é conhecida pela ma- sustentável. neira rápida e assertiva que realiza Logo após o lançamento da nova a entrega de kits fotovoltaicos para integradores de todo o país. O time identidade visual, ocorre a reformude consultores da Fotus é formado lação do site, sob novo domínio (htpor engenheiros, que priorizam pelo tps://fotus.com.br) com o objetivo atendimento humanizado e persona- de deixar a navegação mais intuitiva, lizado, aptos a garantir a compra do com linguagem atualizada e design kit ideal pelo integrador, de acordo atrativo. A mudança foi realizada com cada tipo e tamanho de projeto. para deixar a consulta dos integradores parceiros ainda mais assertiva, Com um grande diferencial de com diversas informações relevantes atendimento, a Fotus possui excelên- sobre os equipamentos, desde espeA distribuidora faz parte do Grupo Litoral, um conglomerado de negócios com mais de 40 anos de expertise no ramo de importação e distribuição. O grupo possui uma ampla e completa infraestrutura logística, com mais de 35.000 m², localizada em Vila Velha, Espírito Santo. Uma região estratégica, próxima a rodovias federais, portos e aeroportos.

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cificações sobre os produtos vendidos, datasheets, manuais, vídeos, entre outros. Recentemente a Fotus realizou mais um lançamento, dessa vez da sua nova plataforma de cotação (https://app.fotus.com.br/), um importante recurso para que integradores parceiros realizem a compra de kits fotovoltaicos, com o acesso em tempo real aos orçamentos e pedidos, independentemente do lugar que estiverem. Além disso, todo o processo é realizado com o auxílio dos consultores, desde o fechamento, acompanhamento e despacho final do pedido. Para concluir é importante destacar a missão da distribuidora, que é a de tornar a venda de equipamentos fotovoltaicos acessível em todo o país, comercializando produtos das marcas inovadoras, com soluções de alta tecnologia, sempre com o melhor custo benefício para os seus integradores parceiros. Já a visão consolidada é a de ser reconhecida como uma dos mais importantes importadoras e distribuidoras de equipamentos fotovoltaicos do Brasil, mantendo o seu crescimento de maneira sólida e sustentável.


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Fortlev Solar desenvolve laboratório para testar equipamentos

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Fortlev Solar, distribuidora de equipamentos fotovoltaicos, construiu um moderno laboratório de pesquisa sem sua sede, na Serra/ES, no qual os equipamentos comercializados pela empresa vão passar por testes de confiabilidade e desempenho. O gerente de engenharia Felipe Ferraz explica como o novo espaço vai funcionar: “Realizaremos um programa de qualidade de módulos, inversores, baterias, bombeamento solar e estruturas de montagem para telhados e solo, inclusive flutuantes e sistemas tracker (rastreadores). Vamos simular condições reais de projetos aos quais os produtos podem ser submetidos para verificar seus desempenhos em diferentes cenários”.

sente no estacionamento da empresa, de 48 kWp que conta com 90 módulos bifaciais Jinko de 530 Wp e tecnologia MLPE SolarEdge, com carregador para veículos elétricos. Usinas de grande porte Com esse mesmo objetivo de validar a eficiência dos equipamentos, a Fortlev Solar implementou duas usinas de grande escala. A primeira, localizada em Montes Claros/MG, possui 3,2 MWp de potência instalada e 2,5 MW de potência de inversor. Nela foram utilizados 8.000 módulos mono perc 400 Wp da Jinko e 20 inversores Sungrow de 125 kW, instalados na topologia virtual central com subestação SKID.

O laboratório conta com uma usina de 74 kWp, com diversos tipos de módulos. distribuída entre várias estruturas, como para telhado, solo fixa e rastreadores

O laboratório conta com uma usina de 74 kWp, com diversos tipos de módulos. distribuída entre várias estruturas, como para telhado, solo fixa e rastreadores. Ele contará com equipamentos que simulam as condições mais adversas para o funcionamento dos inversores fotovoltaicos. Além de pesquisa e desenvolvimento, o laboratório permitirá que o corpo técnico da Fortlev Solar conheça e homologue novos produtos e tecnologias. Posteriormente, os testes realizados no local serão publicados ao mercado por meio de relatórios técnicos e vídeos, que vão mostrar na prática os resultados alcançados e desmitificar as principais dúvidas dos integradores sobre os produtos. Outra usina complementar ao laboratório é o sistema carport, pre24

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Foto: Instalação de diversos inversores para estudo de geração em laboratório interno da Fortlev Solar.


Usinas fotovoltaicas: altos investimentos precisam ser protegidos Toda a proteção disponível no mercado contra acidentes e perdas deve ser contratada. Quando isso for através de Seguros, conte com corretores especializados e que tenham suas próprias apólices contra erros e omissões profissionais. Essa é mais uma garantia de que a sua empresa será indenizada caso ocorra um sinistro.

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Batizado de Duceu, o empreendimento tem capacidade para gerar 6.094 MWh/ano ou 508 MWh/mês, energia suficiente para abastecer o consumo mensal de aproximadamente 2.000 residências. Além do intuito de testar os produtos e entender os desafios dos instaladores na concepção de grandes plantas, o lucro gerado por essa planta será direcionado para o Instituto Água Viva, que trabalha promovendo assistência para comunidades carentes do sertão nordestino, através de ações de geração de renda, promoção de saúde, esporte e educação. A segunda usina, implantada em Prudente de Morais/MG possui 6,5 MWp de potência instalada e 5 MW de potência de inversor. Foram utilizados 14.040 módulos bifaciais de 460 Wp da Jinko e 40 inversores Sungrow de 125 kW, instalados na topologia virtual central com subestação SKID.

Foto: vista aérea Usina “Fazenda Prudente”, em Prudente de Moraes / MG

Foto: vista aérea Usina “Fazenda Prudente”, em Prudente de Moraes / MG

Batizado de Fazenda Prudente, o empreendimento tem capacidade para gerar 13.094 MWh/ano ou 1.091 MWh/mês, energia suficiente para abastecer o consumo mensal de aproximadamente 4.400 residências. Ambos os projetos foram concebidos com tecnologia inovadora de rastreamento da Alion Energy, que dispensa a cravação de estacas no solo. A instalação possui trilhos de concreto extrusado, o que permite uma construção mais rápida e eficiente. Na Fazenda Prudente, os trilhos foram pintados com tinta branca para potencializar a geração dos módulos bifaciais. A expectativa é gerar até 9,5% a mais de energia em comparação com outra tecnologia de tracking que não possui o tratamento do albedo embarcado.

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Foto: vista aérea Usina “Fazenda Prudente”, em Prudente de Moraes / MG

Foto: vista aérea Usina “Duceu”, em Montes Claros / MG

Foto: vista aérea Usina “Duceu”, em Montes Claros / MG


Grupo SSM do Brasil detém um dos maiores conglomerados de aço transformado e alumínio do país Empresa inaugurou nova unidade na região nordeste, com investimentos de R$ 77 milhões e prevê geração de 2000 empregos diretos e indiretos

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inauguração da nova unidade fabril em Jaboatão dos Guararapes, no dia 1° de junho permitiu que o mesmo se tornasse o detentor de um dos maiores conglomerados destinado ao beneficiamento de aço e alumínio do mercado nacional. Ao todo, o investimento aproximado da empresa foi de 77 milhões de reais. A nova unidade fabril em Jaboatão dos Guararapes - Pernambuco, é voltada para alumínio extrusão e aço transformado, conta com uma capacidade de produção de 5.950 toneladas de aço mensal, o equivale a uma produção de 71.400 toneladas anuais. Com o novo investimento, a SSM do Brasil detém agora de uma capacidade produtiva anual de aço de cinco milhões e quinhentos mil painéis fotovoltaicos, sendo um total de 3.025 GWp de produção.

mais de 2000 empregos diretos e indiretos na região. ‘’Será um grande passo para o grupo o qual já vem se preparando a algum tempo para executar todo planejamento e que agora é a hora de abastecer todo o mercado para o crescimento do mercado solar e iniciar as atividades no mercado da construção. Muitas frentes serão abertas e nossa equipe estará pronta para atender com agilidade e rapidez a todos’’, afirma Bebiano. Hoje o Grupo SSM do Brasil tem os seguintes números A unidade de Aço de Curitiba que estava localizada no Atuba será levada para São José dos Pinhais, em novo endereço, e con-

tará com capacidade de produção de 3.600 toneladas mensais de aço transformado. Essa quantidade de forma anual é equivalente a 43 mil toneladas. Já sobre a capacidade produtiva, a unidade será responsável por três milhões trezentos e vinte cinco mil painéis fotovoltaicos, sendo um total de 1.830 GWp. A unidade de Indústria de São José dos Pinhais, a qual é voltada para a extrusão de alumínio com capacidade de produção de 400 toneladas mensais do produto atualmente, o que equivale a 4.800 toneladas anuais. Dessa forma, a capacidade produtiva anual é de três milhões quatrocentos e vinte e oito mil painéis fotovoltaicos, sendo um total de 1.885 GWp.

Já em relação ao alumínio, a empresa impera com uma capacidade de produção de 1.200 toneladas mensais do produto, que se somados serão capazes de ofertar 14.400 toneladas por ano. A capacidade produtiva anual da empresa, portanto, para esse tipo de produto passa agora para dez milhões e duzentos e oitenta e cinco mil painéis fotovoltaicos, o que equivale a um total de 5.680 GWp de produção. De acordo com Carlos Bebiano CEO do Grupo SSM do Brasil, esta nova unidade prevê a criação de

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S O L A R

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PRODUTOS GARANTIA

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Selo de Qualidade

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Oeste Solar é certificada com a ISO 9001

empresa de energia fotovoltaica, genuinamente mato-grossense, Oeste Solar recebeu a certificação de qualidade mundial, a ISO 9001. Trata-se de um selo de garantia que regulamenta e certifica os processos de uma empresa e dos serviços e/ou produtos fornecidos aos clientes para que haja normas padronizadas em todos os procedimentos. Para o diretor da empresa, Tiago Vianna, a certificação vem em um momento oportuno de expansão do mercado fotovoltaico e representa mais umas segurança e garantia aos clientes investidores da Oeste Solar. “Desde o início da empresa sempre prezamos por resultados eficientes na entrega de nossos serviços aos clientes, o que nos credenciou a receber este selo de qualidade e credibilidade no mercado brasileiro e mundial”, declarou Vianna.

sos clientes. Então, esta certificação vem não só para agregar na qualidade dos serviços, mas como também na eficiência destes serviços. Pois, garantimos o que colocamos em contrato. Cumprimos os resultados que são gerados aos nossos clientes investidores. Além disso, investimos em capacitação dos nossos profissionais para que consigam atender a demanda de trabalho de acordo com a solicitação dos serviços”, afirmou Liliane.

Justino Nascimento é consultor da Oeste Solar e acompanhou todo o processo de certificação junto à Gestão de Qualidade da empresa. Ele explica que a ISO 9000 é uma certificação mundial presente em mais de 160 países com o objetivo fundamental de reconhecer a conformidade de qualquer tipo de trabalho de uma empresa. Destaca ainda que a ISO 9001 apresenta requisitos para que a empresa desenvolva um processo de Segundo a gestora de Qualida- conformidade de seus produtos ou de da Oeste Solar, Liliane Cerqueira, de seus serviços. a empresa tem um patamar de re“A certificação representa para a presentatividade grande no que diz respeito a clientes investidores em empresa uma confiabilidade e segurelação ao mercado de energia foto- rança de todos aqueles que recebem voltaica a certificação pela ISO 9001 serviços ou produtos de uma emprerepresenta que os serviços são todos sa certificada. É como uma terceira realizados, em geral, de forma pa- parte. No caso, a certificadora que dronizada. Destacou também que a certificou a Oeste Solar foi uma cerempresa possui programas de treina- tificadora americana chamada GCS. Então, essa terceira parte recomenda mentos para os colaboradores. e indica que a empresa ela tem toda “Temos procedimentos, formulá- a confiabilidade atestada em que os rios e registros de acompanhamento clientes podem consumir de maneira de serviços onde conseguimos man- segura todos os produtos ou serviços ter um padrão de qualidade desses dessa empresa”, detalhou Nascimenserviços que são fornecidos aos nos- to. 30

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Segundo o consultor, além da transparência e da confiabilidade que a ISO 9001 oferece aos clientes, tem uma estrutura de processos no qual agrega conhecimentos, habilidades, técnicas, gestão e requisitos normativos em todos os seus processos. “Representa um patamar de confiança, credibilidade e solidez em relação as suas atividades com seus clientes”, completou. CRITÉRIOS DE CERTIFICAÇÃO - Os critérios para conseguir a ISO 9001 parte de tem uma norma conhecida como NBR ISO 9001 que está na versão 2015. Essa norma traz vários requisitos para que a empresa se enquadre dentro dos critérios de conformidade para seus produtos e serviços. Envolvem requisitos legais e requisitos do produto, este último pode ser expresso pelo cliente também Esses critérios são desenvolvidos dentro de uma conjuntura de gestão, técnica e habilidades. Uma vez atendidos esses critérios, a empresa está apta a receber uma auditoria de certificação. O auditor externo faz uma avaliação em período definido para averiguar todos os requisitos que a organização de saúde desenvolveu com base na norma ISO 9001. Atendidos esses requisitos, a empresa está habilitada para receber o certificado, passando a ter um registro dessa certificação publicada no Brasil através do Inmetro e também publicada a nível mundial.


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Entrevista

Entrevista exclusiva com ABEL CUNHA JÚNIOR, gerente de vendas da SOLPLANET Solplanet é uma marca da AISWEI, que fabrica inversores desde 2007. AISWEI, também anteriormente conhecida como subsidiária chinesa da SMA, tem fabricado com sucesso produtos de alta qualidade e confiáveis para marcas renomadas como SMA e Zeversolar RBS Magazine - A Solplanet é impulsionada pela ideia de uma revolução da energia solar, criando produtos que combinam a força da eficiência chinesa e altos padrões de qualidade. Fale sobre o desenvolvimento da empresa e essa representação internacional? ABEL CUNHA JÚNIOR Acreditamos que todas as famílias tem o direito de usufruir das novas tecnologias sustentáveis, por isso nosso lema é “Solar para Todos”. Nos esforçamos muito para desenvolver produtos com grande qualidade, confiáveis e fáceis de utilizar. Já são 15 anos dedicados exclusivamente ao mercado de inversores solares e uma grande experiência no mercado internacional. RBS Magazine - Recentemente a Solplanet assinou um acordo de cooperação estratégica junto a Sou Energy com o objetivo de criar um desenvolvimento sustentável para o futuro da energia limpa no País. Conte sobre essa parceria e porque ela é importante para o mercado de energia fotovoltaica da América Latina? 32

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OS INVERSORES SOLPLANET CONTAM COM 10 ANOS DE GARANTIA PADRÃO, TENDO A POSSIBILIDADE DE EXTENSÃO PARA ATÉ 20 ANOS... Sim, a Solplanet fechou uma estratégia muito importante com a Sou Energy, empresa qualificada pela pesquisa Greener 2022 como a terceira maior distribuidora de energia solar no Brasil. O foco de ambas é entregar produtos e serviços com muito mais qualidade aos consumidores do segmento solar. RBS Magazine - A empresa vem trabalhando para criar a melhor experiência possível para distribuidores, instaladores e usuários finais nos segmentos de fotovoltaicos, inversores híbridos, carregador de veículos elétricos e sistema de gerenciamento de

energia. Quais são os principais produtos fornecidos e suas funcionalidades? A Aiswei é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que vai trazer muitas inovações para o setor. Estamos muito atentos às tendências de qualidade e segurança exigidas pelo mercado mundial. Temos inversores com o sistema AFCI, sistemas híbridos, baterias, carregador veicular e tecnologia de desligamento rápido, propostas que já são tendência entre os consumidores. RBS Magazine - Como funciona a garantia dos produtos da Solplanet no Brasil? A Solplanet pensa em possuir algum modelo de operação local? Os inversores Solplanet contam com 10 anos de garantia padrão, tendo a possibilidade de extensão para até 20 anos, diretamente com a nossa fábrica através do nosso website. Todos os clientes Solplanet já contam com atendimento técnico no Brasil, podendo ser acionado diretamente através do distribuidor autorizado ou pelos nossos canais próprios.


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Artigo

A GERAÇÃO DISTRIBUÍDA nas propriedades rurais do Rio Grande do Sul com foco no agronegócio: CULTURA ORIZÍCOLA José Wagner Maciel Kaehler Prof. Dr. Eng. – josekaehler@unipampa.edu.br

Natália Braun Chagas Profª. Drª. Engª. – nataliachagas@unipampa.edu.br

Claudio Schepke Prof. Dr. – claudioschepke@unipampa.edu.br

RESUMO O cultivo do arroz irrigado no Brasil nas safras 2020/ 21 e 2021/ 22 compreendeu uma área plantada média de 1,304.000 milhões de hectares com uma produção média prevista de 10,368 milhões de toneladas de arroz, resultando numa produtividade média de 7.952,4 kg/ha. A cultura no Rio Grande do Sul é praticamente toda de arroz irrigado, ocorrendo de forma semelhante nos países fronteiriços, no caso Argentina e Uruguai. No restante do País a cultura é de arroz de sequeiro adaptado a um cultivo tradicional com irrigação natural. Entretanto, não alcança a produtividade do arroz irrigado, tendo ainda um valor agregado ao produto inferior, dado pelo mercado consumidor. Encontram-se três modalidades de irrigação mecanizada em termos de área plantada, a saber: a eletromecânica (51,2%), a diesel-mecânica (19,1%) e a natural (29,7%). Os motores têm em média uma potência instalada de 150 CV por unidade. A carga opera nos meses de verão por um período variável de 90 a 120 dias, durante 21 horas do dia. Estes períodos variam com as condições pluviométricas. Segundo o censo do Instituto Rio-grandense do Arroz – IRGA a carga de bombeamento eletromecânico é superior a 384 mil CV, seguida de 144 mil CV´s ainda a diesel. Inúmeras ações de conservação de energia vêm sendo empreendidas pelas concessionárias de distribuição de energia elétrica, dentro de seus programas anuais de eficiência energética, que apontam potenciais de redução da ordem de 40%. Estas medidas envolvem desde o transformador de média tensão (23 kV / 380 V) até as canalizações de sucção e recalque, passando pelo motor elétrico, bomba hidráulica e sistemas de controle de vazão. A automatização dos processos de irrigação com a utilização de controladores de velocidade para adequar a vazão refletem impactos que alcançam índices da ordem de 80% de redução de uso da energia e água. Assim, este trabalho explora o potencial de conservação de energia e de água e da perspectiva de implantação de pequenas fontes de geração elétrica descentralizada que decorre da adoção de medidas de eficiência, eficácia e efetividade energética nos processos produtivos mecanizados nas lavouras de arroz. O Ministério do Desenvolvimento Regional – MDR vem desenvolvendo como política de sustentabilidade especificamente na questão da irrigação. Com o suporte à sete polos estaduais busca o MDR ações estratégicas para assegurar o desenvolvimento do setor agrícola do País, que responde pela ampla carteira de exportação. No Rio Grande do Sul o Polo de Agricultura Irrigada da Bacia do Rio Santa Maria no Rio Grande do Sul foi concebido e iniciado a mais de dez anos, tendo como base a construção de duas barragens de irrigação, nos arroios Taquarembó (116 hm3) e Jaguarí (122 hm3) situadas entre os municípios de Dom Pedrito, Lavras do Sul, São Gabriel e Rosário do Sul. No atual governo federal o MDR deu prioridade a continuidade do mesmo, passando por uma revisão de porte, através da Associação dos Usuários da Bacia do Rio Santa Maria - AUSM. Assim, tornou-se possível ampliar a área irrigada, passando para 117.000 hectares, ampliando em 8,1 vezes a área irrigada e multiplicando por 3,6 o comprimento dos canais (295 km). Por outro lado, o agronegócio vem evoluindo em função dos preços internacionais de grãos, fazendo com que a cultura da soja passe a preponderar sobre as demais culturas. Isto implica na mudança tecnológica do serviço energético de irrigação mecanizada, que passa da predominância da irrigação por inundação na cultura do arroz, para a irrigação por aspersão, usando pivôs. As duas barragens em questão não preveem atualmente aproveitamentos hidrelétricos, apesar da forte implicação na disponibilidade de energia elétrica. Os empreendimentos situam-se no limite da poligonal de concessão entre a distribuidoras CEEE EQUATORIAL e a RGE. Diante disso, existe uma zona onde o suprimento de energia elétrica é fortemente deficitário, por falta de alimentadores de média tensão. Implica que grande parte da demanda energética de irrigação, secagem e armazenagem de grãos é feita pelo uso de sistemas à diesel. Buscando atualizar e adequar os requisitos socioeconômicos, técnicos e ambientais ao abastecimento energético do Polo de Irrigação, o MDR e a AUSM firmaram parceria com a UNIPAMPA, através do Campus Alegrete para reavaliar inteiramente as demandas energéticas dos processos produtivos e de serviços energéticos de uso final, compreendendo a redefinição da malha elétrica necessária tanto para fazer frente a atual situação, onde não estão operando as barragens, assim como após a conclusão das mesmas e de seus canais de irrigação. Implica ainda numa reavaliação da potencialidade de geração distribuída com base nos recursos hidráulicos, solares, eólicos e de biomassa, assinalando as melhores opções de exploração integrada, tanto para as propriedades rurais de forma individual, como para as possibilidades de consórcios ou condomínios de produção de energia elétrica.

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PALAVRAS-CHAVE - Sistemas Elétricos de Bombeamento para Irrigação, Geração Distribuída, Conservação de Energia, Orizicultura.

uso da energia elétrica representa um indicativo de modernidade e eficiência dos processos produtivos e serviços energéticos de uso final. No entanto, o grande volume de recursos financeiros que são requeridos para a implantação, operação e manutenção dos sistemas eletroe-

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nergéticos, assim com o elevado impacto ambiental e social que resulta da sua produção, transporte e distribuição, impõe que este recurso energético seja empregado com eficiência. A forte evolução observada nas comunicações, atrelada à inovação e disseminação das tecnologias de informação suscitaram novas oportunidades de exploração

dos sistemas Eletroenergéticos. Diálogos e interações entre os clientes e os concessionários dos serviços públicos de distribuição de energia elétrica que praticamente inexistiam, agora são viabilizados pelas redes de comunicação e informação. Este olhar diferente para o mercado, onde efetivamente o interesse do cliente deve ser levado em conta


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não somente ao pagar a fatura de energia, mas principalmente nos condicionamentos e oportunidades que surgem no uso adequado e eficiente da energia elétrica, é o que se vislumbra para um futuro próximo. Este se constitui no principal desafio às concessionárias dos serviços de distribuição de energia elétrica no mercado brasileiro, pois o cliente, antes inteiramente passivo e cativo da concessionária, passa a assumir um papel proativo, buscando as melhores ofertas de fontes de geração, assim como se dispondo a contribuir para com o sistema eletroenergético brasileiro através da geração descentralizada. A ampla utilização das tecnologias da informação e da comunicação promovem novos patamares de competitividade e produtividade no uso da energia. Particularmente no meio urbano, a energia elétrica responde pela qualidade de vida e pela sustentabilidade da comunidade. Desde a questão de sobrevivência, passando pela segurança e seguindo pelo desenvolvimento sustentável no seu verdadeiro sentido, compreendendo a questão social, econômica e ambiental. Por outro lado, no meio rural a energia responde pela sustentabilidade socioeconômica das pessoas e dos negócios envolvidos. A sua carência resulta normalmente em prejuízos muitas vezes irrecuperáveis. No entanto, a propriedade rural conta com potenciais, muitas vezes bastante significativos, de exploração dos recursos renováveis, como a biomassa verde, eólica,

hidráulica e solar. A propriedade rural constitui-se em sua essência num sistema de produção descentralizada de energia renovável, dada a quantidade de recursos primários que são incorporados na mesma. A situação real hoje destas propriedades, sejam elas dedicadas ao agronegócio ou mesmo àquelas voltadas para a agropecuária familiar, é uma acentuada dependência dos sistemas elétricos de distribuição rural. Sabidamente, os custos de atendimento destes tipos de clientes não se mostram atrativos para o concessionário dos serviços públicos de distribuição de energia elétrica. A dispersão geográfica dos clientes, associado às baixas demandas das cargas elétricas, faz com que o atendimento dos mesmos seja encarado como um ônus. Buscando fomentar no mínimo a autonomia energética dos clientes usuários de energia elétrica e servindo como um pressuposto capaz de incentivar a propagação da geração distribuída de energia elétrica o Governo Federal promulgou a Lei Federal 14.300 de 06 de Janeiro de 2022, estabelecendo legislativamente as condições gerais para o acesso da micro e mini geração distribuída aos sistemas de distribui-

ção de energia elétrica, através de um modelo de compensação dos aportes de energia elétrica. Constituiu-se numa evolução do caráter meramente regulatório da Resolução 482 de 2012 da ANEEL. Esta nova legislação assegura tanto a implantação e a exploração de recursos energéticos renováveis na produção descentralizada de energia elétrica, como da perspectiva de integração da geração distribuída em redes inteligentes que podem assegurar outros benefícios além da produção de energia elétrica. CHOWDHURY & CROSSLEY posicionam os chamados “smart grid” de maneira mais ampla, na interseção entre o sistema eletroenergético, as tecnologias da Informação e a rede de telecomunicações. Na verdade, ela transcende o setor eletroenergético inserindo-se e complementando os outros sistemas de informação e comunicação utilizados pelos clientes. Utilizando a rede elétrica (PLC), a fibra óptica, ou sistemas de comunicação sem fio (satélite, micro-ondas, etc.), estas redes permitem o controle do sistema de geração, transmissão, distribuição e usos finais de energia em tempo real, com a troca de dados e informações, visando otimizar a confiabilidade do sistema, a gestão dos equipamentos envolvidos, a segurança e a qualidade do atendimento ao mercado de energia. Ações de Gestão de Energia, sejam elas pelo lado da Demanda, direcionando a forma com que os clientes utilizam e consomem energia, ou pelo lado da Oferta com a disseminação da RBS Magazine

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geração distribuída e da estocagem energética, vêm oportunizando ações de implantação e operação automatizada, utilizando os sistemas de comunicação e informatização das concessionárias. No segmento do agronegócio estas tecnologias vêm complementar ações que promovem a produtividade da produção, denominada de Agricultura de Precisão. Dispor de forma otimizada da energia produzida de maneira descentralizada agrega valor ao segmento agrícola. Neste caso, as grandes propriedades podem assegurar um elevado grau de independência energética, garantindo no mínimo a disponibilidade para suas atividades essenciais, podendo atingir graus de produção elevados que seriam estocados em sistemas próprios de armazenamento, como em barragens na forma hídrica, bancos de baterias ou no Sistema Elétrico Nacional. Em princípio, hoje é permitido a produção de energia em micro e mini escala, de forma individual ou consorciada, a partir de fontes renováveis, podendo servir para consumo no próprio local ou em outro pertencente ao mesmo gerador (igual CPF ou CNPJ) ou cooperativado. Isto para o caso rural possibilita a geração de energia elétrica nas propriedades voltadas ao agronegócio com a entrega em pontos de estocagem ou beneficiamento de grãos instalados em áreas urbanas. Para a agropecuária familiar a exploração consorciada ou cooperativada também pode al-

Tabela 1: Arroz Irrigado no Brasil – Comparativo de Área, Produção e Produtividade nas Safras 2020/21 3 2021/22

cançar valores significativos de produção de energia elétrica, também assegurando suas necessidades essenciais e comercializando em associativismo os excedentes de geração. A evolução da legislação permite hoje o suprimento de energia elétrica por parte dos cooperativados de maneira descentralizada e sendo entregue pelo Sistema Interligado Nacional – SIN para as unidades agroindustriais que fazem a estocagem e o beneficiamento dos grãos instaladas próximo às cidades. O Contexto de Aplicação no setor orizícola O Brasil, mesmo com um potencial estimado em 30 milhões de hectares, irriga apenas 7 milhões de hectares (Mha), aproximadamente, e ocupa a sétima posição mundial. O Governo Federal promove forte ação de suporte ao setor agropecuário, aportando segurança para a produção, para a alimentação e para o comércio daqueles que

souberem armazenar e utilizar a água para a produção agrícola. O Ministério do Desenvolvimento Regional – MDR é responsável pela condução da Política Nacional de Irrigação, Lei n°12.787, de 11 de janeiro de 2013, conforme preconiza a Lei n°13.844, de 18 de junho de 2019. Nesse sentido o MDR possui diversas ações voltadas a expansão da irrigação para o desenvolvimento regional, tais como: os Polos de Produção Irrigada e os Projetos Públicos de Irrigação. Além disso, de modo a possibilitar um maior intercâmbio de informações e de articulação entre o poder público e o setor da irrigação o MDR dispõe da Câmara Técnica-Setorial de Produção Irrigada, Portaria n°137, de 23 de janeiro de 2020. Particular atenção é dada para a produção de grãos, utilizando tecnologias que promovam a produtividade dentro dos preceitos e premissas do desenvolvimento sustentável. Neste contexto, conforme mos-

Tabela 2 – Cultura do Arroz Irrigado no Rio Grande do Sul – Brasil

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trado na Tabela 1, o cultivo do arroz irrigado no Brasil segundo dados levantados pela Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB nas safras 2020/ 21 e 2021/22 compreendeu uma área plantada média de 1,304.000 milhões de hectares com uma produção média prevista de 10,368 milhões de toneladas de arroz, resultando numa produtividade média de 7.952,4kg/ha. Observa ainda a CONAB uma queda de produtividade média de 8,6% em decorrência da estiagem ocorrida na Região Sul do Brasil. Esta responde por uma área plantada média de 1.113.000 hectares (86%), com uma produção média de 8,280 milhões de toneladas de grãos (4,2%) o que resulta numa produtividade média de 7.952,4 kg/ha. Esta Região apresenta uma produtividade 4,2% superior à média brasileira. O processo de cultivo deste arroz é diferenciado uma vez que adota o processo de irrigação por inundação da lavoura, sendo mantida uma lâmina de água de 5 a 10 cm ao longo de todo o crescimento e maturação da planta. No resto do Brasil pratica-se a cultura de um tipo de arroz que não requer irrigação permanente, adaptado a um cultivo tradicional com irrigação natural. Entretanto, não alcança a produtividade do arroz irrigado, tendo ainda um valor agregado ao produto inferior, pouco aceito pelo mercado consumidor. Nas safras 2020/21 e 2021/22, o Rio Grande do Sul teve uma área plantada média de 951.700ha (73% da área nacional cultivada) com uma produção de arroz 8,280 (66,9%) milhões de toneladas com uma produtividade média de 9.280 kg/ha. Esta cultura no Estado é praticamente toda de arroz irrigado. Adotando os dados de levantamento de área plantada da lavoura do Rio Grande do Sul e guardando a mesma proporção

Gráfico 1: Impacto da Carga de Irrigação Mecanizada na Fronteira Oeste do Estado do RGS: Carregamento dos Transformadores de Alegrete 2, Maçambará, Uruguaiana 5 e São Borja 2

Tabela 3: Estimativas de impacto das cargas diesel e elétricas e suas perspectivas de promoção de uso eficiente do processo produtivo rural

de participação dos energéticos na irrigação verificados no período 2004 - 2019 tem-se como resultado a Tabela 2 de decomposição da carga instalada de irrigação mecanizada nas diferentes regiões do Estado. Pode-se observar a elevada concentração de carga já atendida por energia elétrica (51,2%) existindo ainda um potencial de conversão de diesel para elétrico (19,1%) significativo. A tendência é de sua conversão em decorrência dos custos elevados do uso do diesel, quando houver disponibilidade e capacidade de rede para atender a carga dentro dos critérios do PRODIST/ANEEL. Resultados verificados assinalam economias superiores a 60 % no processo de conversão, mesmo tendo de investir em redes próprias de média tensão (23 kV).

mecanizada do Rio Grande do Sul utilizando combustível diesel chega a 19,1%. Isto decorre do processo de universalização do acesso a eletricidade, programa estratégico do governo federal, que disseminou sistemas monofásicos com retorno pela terra (MRT), o que implicou numa forte limitação no porte das cargas elétricas rurais. Outro ponto importante a observar é a representatividade da irrigação natural na cultura de arroz. Esta é provida através de barragens e açudes com canais de fundo ou sifões. A captura e capitalização de um bem natural, que é a pluviosidade através de barramentos para utilização posterior constitui-se do ponto de vista ambiental numa RESERVA LEGAL de um bem natural, no caso a água.

Como apresentado, a presença de sistemas de irrigação

São situações passíveis de serem aproveitadas para a proRBS Magazine

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dução descentralizada de energia hidrelétrica enquanto estiver ocorrendo o procedimento de irrigação e/ou capitalizando os excedentes hídricos que ocorrem ao longo do ano, fora do período se safra. Duas grandes concessionárias de distribuição de energia elétrica atendem este mercado. A RGE com 58% da área, principalmente nas regiões da Fronteira Oeste, Campanha, Norte, Noroeste e no Centro do Rio Grande do Sul e a CEEE-Equacional com os 42% restantes na Planície Costeira e na Região Sul do Estado. O Gráfico 1 demonstra que a carga elétrica é fortemente sazonal, ocorrendo em média 120 dias do ano, ao longo dos meses de novembro a março do ano subsequente. No período de entressafra, a carga das subestações de transmissão e distribuição de energia elétrica das diferentes regiões, respondem por no máximo 30% da carga demandada nos períodos de safra. Frente a este problema a RGE vem desenvolvendo ações, visando diagnosticar o mercado rural e a propor soluções que viabilizem associar o combate ao desperdício de energia elétrica, de promoção de seu uso racional e de redução de seu impacto no sistema elétrico tanto da Concessionária como do Sistema Elétrico Brasileiro. A Tabela 3 estima em mais de 528.225 CV ou 364.898,7 kW, que poderiam ser reduzidos para cerca de 193.248,77 kW no processo produtivo rural: Sistemas de Irrigação Mecanizado por Inundação para a lavoura orizícola. Este montante poderia ser também assinalado como o potencial de geração distribuída, explorando de forma integrada os principais recursos energéticos renováveis que aportam à propriedade rural: Solar Fotovoltaico e Térmico, Eólica, Hidráulico e Biomassa. Outras cargas bastante significativas como de secagem e armazenamento de grãos implicam também na necessidade de dispor de energia 38

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Figura 3 – Conformação geofísica das barragens e seus canais de irrigação

Tabela 4: Propriedades Rurais a serem beneficiadas pela operação das barragens, seus processos produtivos e disponibilidade energética e elétrica

elétrica com qualidade do produto (Perfis de Tensão aderentes ao PRODIST 6) e de qualidade dos serviços, garantindo continuidade e confiabilidade do fornecimento de energia elétrica. A Exploração Integrada de Recursos Energéticos Renováveis Como exemplo prático desta nova forma de exploração dos

recursos energéticos renováveis no meio rural será abordado o conjunto de ações que o Ministério do Desenvolvimento Regional – MDR vem desenvolvendo como política de sustentabilidade especificamente na questão da irrigação. Com a suporte à sete polos estaduais busca o MDR assegurar o desenvolvimento do setor agrícola do País, que responde pela ampla carteira de exportação.


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O Polo de Agricultura Irrigada da Bacia do Rio Santa Maria no Rio Grande do Sul foi concebido e iniciado a mais de dez anos, tendo como base a construção de duas barragens de irrigação, no arroio Jaguarí (122 hm3), conforme Figura 1 e arroio Taquarembó (116 hm3) conforme Figura 2, situadas entre os municípios de Dom Pedrito, Lavras do Sul, São Gabriel e Rosário do Sul. Inicialmente, previa a irrigação de 14.540 hectares de cultura de Arroz. Por diversas razões, dentre outras as econômicas, este empreendimento se arrastou e até hoje não foi concluído. No atual governo federal o Ministério do Desenvolvimento Regional – MDR deu prioridade a continuidade do mesmo, passando por uma revisão de porte, através da Associação dos Usuários da Bacia do Rio Santa Maria - AUSM. Com a redefinição e reordenamento do sistema de canais, tornou-se possível ampliar a área irrigada, passando para 117.000 hectares, ampliando em 8,1 vezes a área irrigada e multiplicando por 3,6 o comprimento dos canais (295 km). Por outro lado, o agronegócio vem evoluindo em função dos preços internacionais de grãos, fazendo com que a cultura da soja passe a preponderar sobre as demais culturas. Isto implica na mudança tecnológica do serviço energético de irrigação mecanizada, que passa da predominância da irrigação por inundação na cultura do arroz, para a irrigação por aspersão, usando pivôs.

fortemente deficitário, por falta de alimentadores de média tensão. Isto implica que toda a demanda energética de irrigação, secagem e armazenagem de grãos é feita pelo uso de sistemas a diesel. A Tabela 4 sintetiza a prospecção efetuada pela AUSM com seus associados, estabelecendo uma panorâmica dos processos produtivos de uso final e do respectivo suprimento de energia. Neste levantamento foi caracterizado que 64% das propriedades não possuem energia trifásica. A maioria é atendida por sistema monofásico com retorno pela terra (Sistema MRT), limitando fortemente o uso da energia elétrica, por constituírem-se em sistemas monofásicos de baixa capacidade (1 – 10 kVA). O aumento de carga estimado com a implementação das barragens e dos canais é de 38.551,50 CV e uma demanda ampliada de 47.309,11 kVA. Desta demanda, as propriedades sem energia trifásica contribuem com 23.575,50 CV ou 28.664,83 kVA. Esta estimativa de conversão decorre das práticas tradicionais de substituição de equipamentos alimentados por diesel e substituídos por unidades elétricas sem levar em conta o desperdício de energia como um todo (Elétrica, Mecânica e Hidráulica).

Por outro lado, constata-se pela Figura 2 que as propriedades rurais se situam numa região de fronteira entre as duas concessões de distribuição o que provoca um vazio de atendimento elétrico por parte dos serviços concedidos. Buscando atualizar e adequar os requisitos socioeconômicos, técnicos e ambientais ao abastecimento energético do Polo de Irrigação, o MDR e a AUSM firmaram parceria com a UNIPAMPA, através do Campus Alegrete para reavaliar inteiramente as demandas energéticas dos processos produtivos e de serviços energéticos de uso final, compreendendo a redefinição da malha elétrica necessária tanto para fazer frente a atual situação, onde não estão operando as barragens, assim como após a conclusão das mesmas. Implica ainda numa reavaliação da potencialidade de geração distribuída com base nos recursos hidráulicos, solares, eólicos e de biomassa, assinalando as melhores opções de exploração integrada, tanto para as propriedades rurais de forma individual, como para as possibilidades de consórcios ou condomínios de produção de energia elétrica. Considerando-se as extensas áreas disponíveis na região e o potencial solar do Rio Grande do Sul, a Lei Federal 14.300 permitirá aos proprietários capitalizar

Figura 2 – Rede Elétrica de Distribuição de Energia em verde a rede de 23,0 kV da RGE e em Vermelho a rede de 13,8 kV da CEEE - Equacional

A Figura 3 contextualiza o projeto, salientando que as duas barragens em questão não preveem atualmente aproveitamentos hidrelétricos, apesar da forte implicação na disponibilidade de energia elétrica. Os empreendimentos situam-se no limite da poligonal de concessão entre as distribuidoras CEEE EQUATORIAL e a RGE. Diante disso, existe uma zona onde o suprimento de energia elétrica é RBS Magazine

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este recurso e, desta forma, reduzir seus custos de produção, melhorando os indicadores de qualidade do produto e dos serviços energéticos. Todo o projeto é desenvolvido de forma orientada a objeto georreferenciado, usando a base do ArqGIS para estruturação, processamento, análise, avaliação e síntese dos resultados e soluções propugnadas. Visando facilitar a acessibilidade, o processo é reproduzido na plataforma do Google Earth para difusão dos resultados. 2. PROCEDIMENTOS DE DESENVOLVIMENTO Como base na metodologia adotada neste projeto procurou-se dar elementos que consubstanciem a implantação de um Sistema de Informações para Apoio à Decisão – SIAD, visando tanto o planejamento como a gestão de ações que implementem de forma eficiente, eficaz e efetiva a produção e o uso de água e de energia no segmento agrícola. Assim, caracteriza-se como um processo exploratório, com forte pesquisa de campo do contexto vinculado às áreas beneficiadas pelas duas barragens em questão na Bacia do Rio Santa Maria, RS. Para tanto, capitaliza uma base de dados fundamentada naquelas informações georreferenciadas e disponibilizadas pela Agência Nacional das Águas – ANA, pela Associação dos Usuários da Água do Rio Santa Maria – AUSM, pelo Cadastro Ambiental Rural – CAR, pelo Sistema de Outorga de Água do Rio Grande do Sul – SIOUT, da rede elétrica das concessionárias de distribuição de energia elétrica, RGE e CEEE Equacional. A estas bases agregam-se aquelas que foram desenvolvidas pelo projeto, estruturando e consubstanciando tanto o Lado da Demanda (usos energéticos em processos produtivos) como da Oferta (produção, transmissão e distribuição) de Energia. 40

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Dentro do contexto geográfico da bacia do rio Santa Maria em sua parte alta estabelece-se como linha de base o atendimento aos requisitos energéticos da irrigação, por inundação e/ou por aspersão, a secagem e a armazenagem agrícola, utilizando energia elétrica quando disponível ou óleo diesel como solução prática de pouca eficiência e elevado custo. Assim, os dados de levantamento da AUSM devem ser atualizados tendo em vista que muitas propriedades foram vendidas ou arrendadas, não refletindo a realidade atual de hábitos e usos da terra. Isto fica evidente com a penetração do cultivo da soja, irrigada por aspersão quando possível e disponível, que veio a competir, por razões do mercado de preços do produto, com a orizicultura tradicional, irrigada por inundação. A alternativa em validação passa pela operacionalização das barragens dos arroios Jaguarí e Taquarembó, afluentes do rio Santa Maria que contribuirão inicialmente para a regularização da vazão neste último. Isto colaborará para que aqueles sistemas de irrigação que captam água do rio Santa Maria tenham uma maior estabilidade de vazão. Com a construção da rede de canais de irrigação, originalmente destinada a promover a irrigação da orizicultura por gravidade, faz-se necessário reavaliar os processos tendo em vista que a forma de irrigação passando a ser feita por pivôs, condicionará os sistemas não mais por vazão, mas sim por pressão. Isto promoverá uma redução na demanda de água em volume, requerendo agora níveis de pressão suficientes para atender as linhas de aspersão. Estas são as principais observações que devem ser cumpridas pelos procedimentos de levantamento das demandas de energia elétrica pelos usos finais dos processos produtivos. Pelo lado da oferta de energia elétrica tem-se duas situa-

ções bem distintas ao considerar na metodologia de levantamento de dados. Do ponto de vista da distribuição em média tensão, a área de concessão da RGE que abrange os municípios de Rosário do Sul e São Gabriel, é atendida por rede em 23 kV estando em processo de reabilitação, com a troca de condutores, postes e instalação de para-raios de linha, para proteção contra descargas atmosféricas. Na área de concessão da CEEE Equatorial prepondera alimentadores em 13,8 kV bastante antigos e com pouca capacidade de carregamento. Além disso, a região de fronteira da concessão das duas empresas apresenta-se como um vazio completo, o que implica na ampla utilização de sistemas diesel-elétricos. Estas demandas requerem um maior detalhamento e atualização para buscar definir um novo perfil de atendimento da carga por parte dos alimentadores existentes. Por outro lado, quanto ao planejamento da construção das duas barragens, somente foi enfocado o atendimento dos requisitos hídricos para a irrigação e abastecimento urbano. Não houve preocupação maior em prover a geração de energia elétrica mesmo naquelas situações que demandariam pressões e vazões menores para operação das vazões ecológicas ou alimentação dos canais de irrigação. A política energética atual, incentivando a geração distribuída, impõe uma reanálise dos projetos de construção, visando otimizar os recursos hídricos disponíveis, de forma a atender prioritariamente os requisitos de irrigação e complementarmente a produção de energia hidrelétrica. Assim procedeu-se com um levantamento de campo das informações dos proprietários e arrendatários, estimando o potencial de cultura em várzea e coxilhas que seriam explorados nas culturas de arroz, soja, milho e outras que são demandantes de irrigação natural e/ou mecanizada. Um


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ponto importante de preservação ambiental é a identificação das nascentes e afloramentos hídricos existentes na propriedade. Busca-se também identificar as áreas susceptíveis de serem barradas para a construção de reservatórios hídricos em uma ou mais propriedades lindeiras. Constata-se também os potenciais de aproveitamento energético das barragens e canais responsáveis pela irrigação por gravidade. Com base no traçado dos futuros canais, estimam-se os pontos de bombeamento mecanizados. Tendo como referência o Sistema de Outorgas – SIOUT do RS, os levantamentos de campo e as sínteses das Faturas de Energia Elétrica, avaliar as alternativas de atendimento das cargas de irrigação diesel e elétricas dos bombeamentos por inundação, pivôs, secagem e armazenagem de grãos nas propriedades rurais. Desta forma, são estabelecidas as bases para projetar a extensão de alimentadores rurais, até os pontos de consumo. Adicionalmente, inúmeras propriedades rurais que serão beneficiadas tanto pela

regularização das vazões do rio Santa Maria e de seus afluentes, assim como pelos canais de irrigação, contam com barragens de acumulação de água para irrigação, assim como áreas potenciais para implantação de novos pontos de armazenamento hídrico. Isto abre espaço para prospectar potenciais de novos pontos de produção hidroelétrica descentralizados, agora nas próprias propriedades e condicionado às questões de irrigação por gravidade ou por aproveitamento da vazão que seria vertida quando não houvesse irrigação.

O projeto suscitou a Pesquisa e o Desenvolvimento de Inovações Tecnológicas para o segmento, em particular no monitoramento remoto de variáveis de estado das instalações de bombeamento, na coordenação de operação das instalações de levante do ponto de vista energético e hídrico, na mensuração do desperdício de água e energia nos canais e adutoras dos qua-

O sistema ora em desenvolvimento representa uma nova visão no desenvolvimento do segmento rural, rompendo com o monopólio da agropecuária, propiciando a transformação da propriedade rural numa agente ativo tanto do uso eficiente de tecnologias energéticas nos processos produtivos e serviços de uso final, como na exploração integrada de recursos energéticos naturais disponíveis. Esta exploração pode ser feita de forma individual ou em sistema de associativismo na exploração dos recursos de forma a maximizar os resultados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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11. KAEHLER, J. W. M.; MACHADO, L. P., Hoppe, L., Kopp L. M.; Thomé B.; DUARTE, O. P. “Eficiência Energética no Segmento Rural Orizícola do Rio Grande do Sul”; XVII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica – SENDI; Belo Horizonte – MG, 2006

1. CHOWDHURY & CROSSLEY, “Microgrids and Active Distribution Networks”, IET Renewable Energy Series 6, 2009; 2. FOX-PENNER, Peter, “Smart Power: Climate Change, the Smart Grid and the Future of Electric Utilities, Island Press, 2010; 3. GELLINGS, Clark W. “Saving Energy and Reducing CO2 Emissions with Electricity”, CRC – The Fairmont Press, 2011; 4. IEA/OECD, “Implementing Agreement on Demand-Side Management Technologies and Programmes – 2010 Annual Report”, January 2011, www.ieadsm.org, acesso 15/07/2011; 5. IEA/OECD, “Integration of Demand Side Management, Distributed Generation, Renewable Energy Sources and Energy Storages”, January 2011, www.ieadsm.org, acesso 15/07/2011;

EVOLUÇÃO DO PROJETO

8. Kaehler J. W. M.; Ramos, D. B.; Sperandio, M.; Vargas, M. P.; “ Energy efficiency in water pumping systems used for rice crop irrigation in Rio Grande do Sul – Brazil”; EEMODS’13 - 8th International Conference on Energy Efficiency in Motor Systems; Rio de Janeiro, 2013 9. KAEHLER, J. W. M., MACHADO, L., “Ações Integradas de Eficiência Energética no Segmento Rural e Industrial em sua Área de Concessão”, PRÊMIO NACIONAL DE CONSERVAÇÃO E USO RACIONAL DE ENERGIA 2003/2004, Categoria Empresas do Setor Energético, Agosto 2004

dros de plantio de arroz e mesmo na promoção da micro e da mini geração de energia elétrica em barragens, sifões e canais de adução. Através do sistema proposto será possível verificar para cada propriedade rural a demanda atual e futura de energia, a capacidade de geração descentralizada de energia elétrica por categoria e capacidade de produção.

12. KAEHLER, J.W. & All, “Mecanismos de Contratação de Serviços de Conservação de Energia e Revisão do Marco Legal”, Projeto ESTAL, MME/BIRD, 2010; 13. SERRA MONT, Esteban, “El Marketing em la empresa de Distribución Eléctrica”, Revista del CIER, páginas 1 – 24, AÑO IV - N° 12 - junio 1995. RBS Magazine

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Entrevista

Entrevista exclusiva com SIQUEIRA NETO, CEO da PV OPERATION A PV OPERATION é uma Plataforma que opera e mantém o correto funcionamento de usinas fotovoltaicas, melhorando o desempenho e o controle da performance RBS Magazine - A PV OPERATION está em constante processo de desenvolvimento, visando o aumento da eficiência de sua plataforma. Atualmente possui capacidade de atender todas as regiões brasileiras e conta com especialistas de altíssimo nível em sua equipe. Como foi o desenvolvimento da empresa desde sua criação até hoje? SIQUEIRA NETO - A PV OPERATION é uma empresa nacional com software e hardware de desenvolvimento proprietário, para aquisição de dados e operação remota de usinas fotovoltaicas. Possuímos uma equipe muito experiente em energia fotovoltaica, que provêm de outras empresas pioneiras do setor e com forte vínculo às instituições acadêmicas. Nossa plataforma proprietária SCADA (Supervisory Control And Data Acquisition) vem sendo desenvolvida há mais de cinco anos. Passamos por um processo de validação bastante longo e sólido, aplicando a solução em integradores parceiros, antes da empresa ir a mercado. Atualmente temos aproximadamente 200 MW em operação, são milhares de usinas solares espalhadas por todo o país. Cuidamos de usinas de 1,5 kWp até 6,6 MWp. 42

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Somos uma empresa B2B, atende- MQTT, portais de fabricantes e mos principalmente os integrado- APIs. Integramos, em nossa plataforma, os dados dos inversores res e os investidores de usinas. com estação solarimétrica, multiRBS Magazine - A PV OPERATION medidores de baixa e média tensão, é uma empresa capaz de identificar banco de baterias, relés e sensores. problemas em usinas fotovoltaicas antes ou logo após a ocorrência, Com relação a fatura de energia, tee realizar as soluções necessárias. mos um módulo que faz o balanço energético, comparando os dados Como funciona esse processo? de geração com os dados da fatura A proposta de nossa empresa é au- da concessionária. Assim, de forma mentar a confiabilidade das usinas prática e visual, o cliente terá uma fotovoltaicas, ser o “olho do dono”, prestação de contas mensal sobre auxiliando o integrador ou investi- a sua geração fotovoltaica, se está dor para que não tenha uma péssi- conforme o prognóstico ou não. ma notícia no final do mês, quando Considerando o termo O&M, a PV chegar a fatura de energia. OPERATION faz o “O” de operaNossa plataforma é capaz de iden- ção e o integrador parceiro faz o tificar as grandezas, como corrente, “M”, de manutenção. Não executatensão, potência, temperatura, den- mos serviços em campo, não quetre outras. Desta maneira, desen- remos ter equipe própria para isso, volvemos um algoritmo com inte- somos uma empresa de TI Solar e ligência para entender parâmetros atuamos sempre em parceira com o corretos de funcionamento das usi- integrador ou instalador solar. nas. Quando alguma anormalidade surge, a tecnologia consegue iden- RBS Magazine - O sistema da PV tificá-la e apontar, imediatamente, OPERATION é compatível com diferentes marcas e modelos de invero motivo causador da falha. sores. Além desse benefício, quais as Nossa equipe tem uma capacidade outras principais vantagens e difeímpar em estruturar redes de co- renciais desse sistema? Qual a immunicação, de forma a fazer uma portância de se investir em sistemas aquisição flexível dos dados. Pode- como esse para o setor de geração mos adquiri-los a partir de outros distribuída? sistemas SCADA, ou via Datalogger próprio ou de terceiros, FTP, A plataforma PV OPERATION vai


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muito além de um sistema de monitoramento e integração de inversores num mesmo painel de visualização.

Sistema de Recomendação para a otimização e predição de falhas em usinas fotovoltaicas, utilizando algoritmos de Auto Machine Learning (Auto ML).

ja com essa funcionalidade ativa, otimizando ainda mais as nossas capacidades operacionais. Mediante o sucesso dessa pesquisa, passaremos a ter a habilidade de prever Embora nosso sistema seja muito os futuros problemas que afetam a útil para usinas de pequena potên- Nossa expectativa é que em doze geração fotovoltaica, antes mesmo cia, conforme se aumenta a potên- meses a nossa plataforma já este- de se materializarem. cia de uma usina, o nosso SCADA passa a ser muito mais relevante, eu diria até imprescindível para usinas acima de 300 kW. A plataforma se paga muito rapidamente, pois qualquer período sem produção ou com performance abaixo do projetado, significa quantias muito altas de geração de energia que deixa de ocorrer. Constatamos, nestes anos de operação, que problemas em usinas fotovoltaicas são comuns. Quanto maior a usina, estatisticamente, maior a probabilidade de acontecerem falhas, mesmo nas usinas bem projetadas e bem instaladas. É exatamente esta, a dor que evitamos. Fornecemos o licenciamento da plataforma para aquelas empresas que já possuem equipe de operação remota e que querem manter esse serviço dentro de casa. Contudo, nosso carro chefe e grande diferencial é no serviço de operação remota, neste a nossa equipe de engenheiros cuida ativamente das plantas dos clientes, sete dias por semana, do sol nascente ao sol poente.

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RBS Magazine - A PV OPERATION está participando de um projeto de inovação científica internacional, como funciona? A PV Operation participou de um edital de inovação cientifica promovido pela EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e a agência de inovação suíça Innosuisse, que culminou na cooperação internacional entre o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) com a faculdade suíça Fachhochschule Nordwestschweiz (FHNW), a PV OPERATION e startups suíças. É um projeto de ciência totalmente inovador, para a criação de um

Evento de desligamento da usina que a rápida identificação do problema (disjuntor aberto) na plataforma trouxe a usina de volta ao pleno funcionamento em 20 minutos.

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Geração distribuída brasileira atinge patamar equivalente à usina de Belo Monte Guilherme Chrispim presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD)

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geração distribuída acaba a própria energia, no Brasil e no munde ultrapassar a marca de do, é um expediente que fará cada 11 gigawatts (GW) de po- vez mais sentido. tência instalada. O marco ABGD cada vez mais próxima é resultado do investimento de recursos privados de mais de O crescimento robusto da geraum milhão de cidadãos e empresas que adquiriram sistemas de geração ção distribuída levou a ABGD a ulprópria de energia (geração distribu- trapassar a marca de mil empresas ída - GD) e estão entregando ao País associadas. Assim, julgamos necessáo equivalente à uma usina de Belo rio dar início a um processo de reorganização da estrutura de Diretorias Monte. Regionais e Temáticas que resultou, Desde o início do ano, o setor no mês de maio, na criação de cinco acrescentou pouco mais de 2,5 GW novos núcleos de gestão. de potência instalada em sistemas de O crescimento da entidade energia solar fotovoltaica, pequenas centrais hidrelétricas (PCH), energia acompanha a evolução do setor e, para continuar mantendo o atendieólica e outras fontes renováveis. mento de qualidade e a capacidade O ritmo de crescimento da gera- de antecipar movimentos de mercação distribuída deve se acentuar no do, estamos ampliando o quadro de segundo semestre. A evolução das diretores regionais e temáticos. notícias sobre preços altos da conta Para aprimorar a disposição terde luz e o fim do período para gratuidade sobre a TUSD (Tarifa de Uso ritorial de gestores, foram criadas do Sistema de Distribuição) são os fa- as Diretorias Regionais do Piauí e do tores que terão impacto positivo na Maranhão, dirigidas por Jean Cantalice e Patryckson Santos. A Diretoria busca por novos projetos. Regional do Ceará passa aos cuidaDe acordo com a Lei 14.300/2022 dos de Sydney Ipiranga. – Marco Legal da Geração Distribuída Entre as Diretorias Temáticas, – os sistemas com parecer de acesso aprovado até 6 de janeiro de 2023, fi- três núcleos de gestão foram criados: carão livres do pagamento da TUSD, Treinamento e Capacitação, dirigida até 2045. Mas é importante deixar por Fábio Furtado; Relacionamento claro que os sistemas de geração dis- com o Integrador, gerenciada por tribuída continuarão sendo um ótimo Tiago Fraga; e Projetos Especiais, investimento a partir de 2023. Gerar sob comando de Aurélio Souza. Na 44

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Diretoria de Relações Institucionais e Conselhos Profissionais, Flávio Wacholski foi reconduzido ao cargo. Com a expectativa de atingir 15 GW de potência instalada em geração distribuída até o fim de 2022, a Associação seguirá implementando melhorias nas áreas de atendimento dos associados. Além disso, de acordo com nossos propósitos estatutários, haverá reforço e aprimoramento de ações e projetos voltados para a qualificação da mão de obra, de tecnologias e de modelos de negócios. Parte desses esforços será direcionada para o grande público, clientes de nossos associados. Levar informação qualificada sobre o potencial que o nosso setor carrega em favor da redução do custo de energia e da transição para a economia de baixo carbono é outro foco da ABGD que, com trabalho coletivo e gestão democrática, segue contribuindo com o setor e com a sociedade.

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om a missão de criar soluções para proporcionar qualidade de vida às pessoas através de serviços de alta qualidade e tecnologia, nasceu a Pieta.tech. A Pieta.tech é referência nacional em engenharia e software no setor de energia solar. Fundada em 2018 pelo engenheiro eletricista Rômulo Roque Pieta, a empresa atua fortemente no desenvolvimento de soluções inovadoras para o mercado fotovoltaico. O objetivo macro é democratizar a comercialização de energia solar no Brasil, colaborando na transição da matriz energética do país para um futuro mais sustentável. Com altos investimentos em tecnologia, a Pieta.tech revolucionou o mercado ao lançar o Piep em 2019, a primeira plataforma on-line para orçamentos e solicitações de projetos e homologação. Tudo centralizado para o

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fotovoltaicos e ainda acompanhá-los em tempo real. O orçamento fica pronto em segundos, o integrador parceiro da Pieta. tech só precisa de 4 cliques para obter um orçamento completo do projeto fotovoltaico. Além disso, a solicitação pode ser feita diretamente pelo celular e ainda ser salva para que o projeto fotovoltaico seja enviado em outro momento, basta preencher alguns dados diretamente na Plataforma. Solicitar um projeto pelo Piep é ter todos os dados e do-


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cumentos organizados evitando erros que possam atrapalhar o desenvolvimento e homologação do projeto fotovoltaico. O integrador fica totalmente isento da burocracia com a distribuidora de energia. A Pieta.tech conta com uma equipe 100% focada na homologação dos projetos. Esta equipe, além de fazer o envio do projeto, também faz o acompanhamento e a cobrança nas distribuidoras de energia, desde a solicitação do projeto até o recebimento do parecer de acesso. A Pieta.tech já desenvolveu e homologou mais de 4500 projetos, em 47 distribuidoras de energia e 26 estados. Tenha seu projeto aprovado mais rápido e de maneira mais assertiva, entre em contato com o time comercial da Pieta.tech pelo WhatsApp 48 99110-2061. Desde 2020 a Pieta.tech mobiliza os maiores nomes do setor com o seu evento beneficente: o Summit Solar. O evento trouxe educação e informação para mais de 2500 participantes somando as duas edições, se consolidando como o maior evento online de energia solar da América Latina. Em sua segunda edição, foram mais de 34 palestrantes, mais de 30 horas de conteúdo e mais de 5000 kilos de alimentos arrecadados. A Pieta.tech já se prepara para a edição de 2022 do evento que promete trazer um modelo híbrido, com conteúdo online e presencial.

Além disso, inovando sempre, em 2021 a Pieta. tech lançou o Pied, uma plataforma de gestão de negócios para o distribuidor de equipamentos FV com funcionalidades como dashboard, engenheiro virtual para dimensionamento, módulos adicionais de CRM, integração com softwares externos e totalmente personalizada ao modelo de negócio do distribuidor. O Pied é uma plataforma completa para controle de estoque, gestão e vendas de kits fotovoltaicos. Plataforma desenvolvida por especialistas no setor fotovoltaico, 100% adaptavel e entregue em até 30 dias. Conta com sistema de inteligência artificial para dimensionamento de grupos A e B e montagem de Kits automática (inversor, microinversor e SolarEdge). Dashboard com métricas personalizáveis e análise de BI exclusivo para o distribuidor fotovoltaico. Disparo de e-mails automatizados com diversos gatilhos para manter seu cliente

integrador engajado. O Pied faz toda a gestão dos equipamentos disponíveis no estoque com atualização em tempo real. É uma plataforma totalmente escalável para a equipe de vendas com processos automatizados e gestão centralizada do setor comercial. Além de tudo isto, conta com API de integração para conexão com softwares externos, como ERP´s. Pensando no futuro, a Pieta.tech está atenta às tendências internacionais e nacionais para contribuir com a transição energética do Brasil, e pretende ser a empresa líder em desenvolvimento de soluções para o setor fotovoltaico.

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BATTERY ENERGY STORAGE SYSTEM (BESS) PHB

U

m dos pontos que tiram o sono de qualquer empresário que possui um negócio de médio ou grande porte, é o alto custo de energia durante o horário de ponta. Os postos tarifários obrigam hoje supermercados, shoppings e outros diversos comércios e indústrias a utilizarem meios alternativos à rede elétrica durante o posto tarifário onde a energia é mais cara, como por exemplo, geradores a diesel. O problema é que a utilização de geradores movidos a óleo diesel traz alguns desafios a esses estabelecimentos, dentre eles a poluição sonora e do ar, altos custos de manutenção e de combustível, e a necessidade de se ter mão de obra especializada na operação desses equipamentos. Com o rápido desenvolvimento de tecnologias de armazenamento de energia, a PHB Solar trouxe em 2019 uma solução denominada Battery Energy Storage System (BESS), pensada justamente para auxiliar

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consumidores faturados no grupo A, que contam com operação durante o horário de ponta. O BESS é, de maneira simplificada, um contêiner recheado de baterias e de eletrônica que permite o acoplamento da rede elétrica, baterias, sistema fotovoltaico e gerador a diesel em um só produto, que trabalha como backup para o cliente, ou seja, provê energia para o estabelecimento em caso de falha da rede, e ainda outras diversas soluções. Dentro das aplicações possíveis do BESS, além da operação como backup, estão o energy time-shift, peak shaving e o auto consumo local. Para evitar as tarifas elevadas que são aplicadas no horário de ponta, o cliente pode, através do energy time shift, carregar as baterias do BESS durante o dia, através da fonte solar fotovoltaica e despachar energia durante as horas de ponta, evitando o consumo da rede

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Fundada em 2015, a Conte Group surgiu como alternativa inovadora e altamente benéfica em meio à crise energética, com o propósito de oferecer aos seus clientes, soluções eficientes na redução da conta de energia. Com sede na cidade de Arapongas, Norte do Paraná, o grupo trabalha em três segmentos no ramo de energia solar, atendendo a todo Brasil. Contamos com uma equipe altamente qualificada, oferecendo ao cliente soluções inteligentes, investimentos rentáveis e benefícios ambientais altamente significativos. Aliada aos cuidados com o meio ambiente, a Conte Group é a realização de um ideal humano. Somos uma das maiores empresas no ramo, com importação direta, produção própria de estruturas e acompanhamento de projetos e execuções.

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contesolaroficial 49

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e aproveitando uma fonte muito mais barata e sustentável. Além de suprir energia elétrica durante o horário de ponta, o BESS pode ser configurado para evitar possíveis ultrapassagens de demanda, que por sua vez ocasionariam multas. Para atender aos mais diversos cenários a PHB trabalha com contêineres de 10, 20 e 40 pés. Configuração modular de conversores de potência, podendo chegar a até 500kVA e até 1,96MWh (por contêiner).

O CONTÊINER PODE TER O PAPEL DE FORMADOR DE REDE, TRABALHANDO TOTALMENTE OFF-GRID, FICANDO O SISTEMA FOTOVOLTAICO RESPONSÁVEL PELO ABASTECIMENTO DAS BATERIAS E PODENDO O GERADOR A DIESEL ATUAR COMO BACKUP

O PCS é tratado como híbrido na configuração em que os conversores CC/CC, CC/CA e STS (chave de transferência estática) estão instalados em um único armário, onde um sistema convencional traria esses equipamentos em armários separados, exigindo mais espaço e elevando o custo. Dentro do contêiner ainda ficam as baterias, BMS (battery management system, sistema de gerenciamento das baterias), EMS (energy management system, sistema de gerenciamento de energia), ar-condicionado, sensor de fumaça e temperatura, câmeras de vigilância e sistema anti-incêndio. Vemos ao lado o caso mais completo, onde além do contêiner, há o gerador fotovoltaico (a esquerda), grupo motor gerador e rede (a direita). Podendo-se adaptá-la aos cenários desejados e aos requisitos de projeto. O contêiner pode ter o papel de formador de rede, trabalhando totalmente off-grid, ficando o sistema fotovoltaico responsável pelo abastecimento das baterias e podendo o gerador a diesel atuar como backup. Configuração que traz a possibilidade de alimentação de locais completamente remotos sem abrir mão de sustentabilidade. O BESS da PHB é cotado diretamente com a equipe de engenharia da PHB através dos e-mails: fernando.schmidt@phb.com.br e Ivan.sarturi@phb.com.br.

Autor: Fernando Schmidt, Engenheiro Eletricista na PHB Solar, com graduação e mestrado na área de Sistemas Fotovoltaicos e Qualidade de Energia pela Universidade Federal de Santa Maria/RS. Trabalha no ramo de geração fotovoltaica desde 2018, atuando no desenvolvimento de projetos de Minigeração Distribuída e Autoprodução de Energia. Na PHB Solar atua na área de treinamentos e concepção de soluções para grandes usinas fotovoltaicas.


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Artigo

Qual a melhor topologia para

USINAS FOTOVOLTAICAS?

N

o início da concepção técnica de um projeto é necessário tomar algumas decisões que vão definir a topologia da Usina Fotovoltaica, ou seja, as características principais que vão definir o caminho principal do projeto, em especial quando se trata de usinas remotas de minigeração a partir de 1 MW. Neste artigo vamos discorrer sobre como podemos definir a melhor topologia para esse tipo de projeto.

compatibilizar o arranjo mecânico da estrutura com o elétrico das “strings” (séries elétricas dos Módulos Fotovoltaicos); decidir entre transformadores a óleo ou a seco; definição do tipo de conexão em média tensão, em função da potência total da usina e/ou a alocação dos clientes no empreendimento com uma ou mais SPE’s, o que deve definir se a cabine será de medição independente ou compartilhada, com um mais pontos de conexão à rede e ainda outras inúmeras questões.

TIPO DE INVERSOR

Quando o modelo de geração distribuída para compensação de crédito de energia foi regulamentado pela ANEEL por meio da REN 482 de Abril de 2012, em especial, após a primeira revisão que ocorreu através da REN 687 de Novembro de 2015, que estabeleceu novos modelos de compensação de créditos de energia por meio de consórcio ou cooperativa, o que na REN 482 era restrito apenas a unidades de mesma titularidade, permitiu-se que empreendimentos de Conforme mencionado, o início Obviamente que as questões re- minigeração tivessem a grande viade um projeto é marcado por algumas questões técnicas que vão defi- lacionadas ao desenvolvimento de bilidade e expansão observadas até nir o percurso que o projeto vai to- um projeto não se limitam apenas ao então. Nesta época as questões técmar, como o tipo de Inversor, se será que foi destacado até aqui, somado nicas relevantes a escolha do tipo de um Inversor de um ou mais estágios ao fato ainda de que cada projeto Inversor em usinas de minigeração de conversão (um ou mais MPPT’s); tem suas próprias peculiaridades, eu remota, eram restritas entre Inversor se a tensão de conexão em baixa ten- diria que estas são as mais importan- central e Inversor String, ou seja, usisão mais adequada será 380 V, 600 V tes. Por este motivo se faz necessário na centralizada ou descentralizada. ou 800 V, que consequentemente se compreender que cada decisão tem Desde então, o mercado comesbarra com o dimensionamento e um impacto global no projeto, e não escolha dos principais componentes somente na faze de construção, mas preendeu as inúmeras vantagens de do quadro geral de baixa tensão, tais principalmente na operação e manu- uma topologia de Inversores descencomo, chave fusível ou disjuntor para tenção, fase esta sempre esquecida tralizada, que permite uma taxa de os circuitos parciais dos Inversores, e ou deixada de lado na avaliação glo- disponibilidade maior em paradas programadas e/ou emergenciais de o tipo de disjuntor geral, caixa molda- bal dos impactos sobre o projeto. forma mais setorizada, além de apreda com kit de motorização simples ou Para contribuir com o tema, va- sentar uma performance de producaixa aberta com relé embarcado; se a alocação dos Inversores mais ade- mos avaliar duas questões técnicas ção de energia maior, resultando em quada é concentra-los em apenas um que são preponderantes na definição melhor custo e benefício. Nesta épolugar ou espalhá-los na planta, sendo da topologia de uma Usina Fotovol- ca a topologia de Inversor String que que esta última questão nos leva a taica do tipo que queremos avaliar apresentou maior viabilidade técnica e econômica foram os Inversores avaliar se vale mais apena prologar o aqui: String de um único estágio de convercircuito de corrente continua ou o de • Tipo de Inversor – Um estágio são, ou seja, de um único MPPT. corrente alternada, que está diretamente relacionado com o dimensio- versus dois estágios; Nos tempos mais recentes, os namento de cabos e infraestrutura • Alocação do Inversor na plan- Inversores String de duplo estágio elétrica da planta, tais como, valas, de conversão tem se apresentado caixas de passagem e eletrodutos; ta. 52

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como a topologia mais competitiva, pois dispensam a necessidade de um quadro de proteção CC (String Box) externo em campo para a combinação das Strings, permitindo a combinação de todas elas diretamente ao Inversor; dispensa a necessidade de utilizar cabos com seção elevada, restringindo-se no máximo a uma seção de 6 mm², com distâncias de até 180 metros com queda de tensão inferior a 2% na corrente de pico; permite uma infraestrutura elétrica de dutos, valas e caixas de passagem mais compactas e meláveis ao roteamento de cabos durante a instalação, uma vez que em topologias de Inversores com um único estágio de conversão requerem cabos de alumínio em seção não inferior a 120 mm² entre o quadro de proteção CC e o Inversor, cabos esses que são rígidos e aumentam a complexidade e tempo de instalação; os preços destes equipamentos estão muito mais atrativos, mesmo quando comparado com o valor do Inversor de um único estagio mais o valor do quadro de proteção CC; permite o monitoramento individual de todas as Strings no próprio monitoramento do fabricante com mais facilidade, sem a necessidade de arranjo de hardwares de monitoramento específicos ou de terceiros para obter esses dados, reduzindo assim as redes seriais de comunicação em campo; apresentam resultados mais elevados de produtividade de energia, pois reduz as perdas de mismatch (incompatibilidade elétrica) e possuem uma banda larga de tensão de operação. Uma banda larga de tensão de operação resulta em maior produção de energia, pois nas primeiras e últimas de horas de sol da manhã e da tarde o Inversor de duplo estágio irá operar por mais tempo, e vai extrair um ponto de máxima potência maior do que em um Inversor de estágio único. (Figura 1) ALOCAÇÃO DO INVERSOR NA PLANTA Compreendido que os Inversores de duplo estágio são a melhor escolha para a topologia de Usinas Fotovoltaicas atuais, o projetista precisa avaliar qual a melhor alocação deste

Figura 1- a) Banda de tensão de operação - b) Curva de produção de energia típica

Figura 2 – Layout exemplo para estudo de uma UFV de 1,37 MWp - Usina solar com 2520 Módulos divididos em 9 Arranjos, e distribuídos em 18 mesas de 140 Módulos com Estrutura Fixa e Pitch de 6,50 metros. a) Inversores acomodados próximo a cabine de transformação b) Inversores instalados próximo aos arranjos.

na planta, próximo aos seus respectivos arranjos de Módulos Fotovoltaicos, ou acomodado em apenas um lugar da planta próximo a cabine de entrada, local de instalação do QGBT (Quadro Geral de Baixa Tensão).

O que permeia a decisão de alocação dos Inversores na planta está relacionada entre encurtar ou alongar os circuitos CC (Corrente Contínua) ou CA (Corrente Alternada). O projetista precisa então realizar um RBS Magazine

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estudo de avaliação técnica de roteamento de cabos, e avaliar qual decisão vai resultar no melhor custo e benefício para o projeto. O que precisa ser avaliado entre as duas opções consiste em: • Dimensionar a seção e quantidade de cabos; • Dimensionar a seção e ocupação dos eletrodutos, valas e caixas de passagem de cabos. Para contribuição com o tema, vamos avaliar o resultado do dimensionamento de cada um destes materiais para uma Usina Fotovoltaica com potência de 1,00 MVA e 1,37 MWp, dividida em 9 arranjos com inversor SUN2000-100KTL-M1 HUAWEI de duplo estágio com potência máxima de Saída de 111 kVA e 2520 Módulos CS6W-545MS Canadian com estrutura fixa, conforme layout da imagem a seguir, e após, comparar os resultados para as duas opções de alocação dos Inversores. Seção e Quantidade de Cabos A seção adequada de um cabo é aquela que, uma vez obtida a corrente de projeto dos circuitos, as seções nominais dos cabos das instalações fotovoltaicas dos circuitos CC e CA devem ser determinas de acordo com os critérios de capacidade de condução de corrente e queda de tensão, devendo ser escolhida, ao final, a maior seção obtida entre os dois critérios. Para a seleção da seção de cabo com a capacidade de condução de corrente mais adequada devem ser observadas as normas ABNT NBR 5410 e a ABNT NBR 16612. Neste artigo vou me limitar a abordar 3 critérios, sãos estes, a proteção contra sobrecargas, a capacidade de condução de corrente e a queda de tensão. Proteção Contra Sobrecargas Para que a proteção contra sobrecargas (ABNT NBR 5410 artigo 5.3.4.1) fique assegurada, as características de atuação do dispositivo destinado a provê-la devem ser tais que: a) ;e b) 54

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Onde:

de correção por agrupamento (FCA), que devem ser aplicados a tabela de IB é a corrente de projeto do circuito, capacidade de condução de corrente que no caso do Sistema Solar Foto- para os métodos de referência básivoltaico, para o circuito CC das series cos (IZ). de Módulos Fotovoltaicos entenda como para circuitos que Eq 1 - Cálculo da Capacidade de Corrente Ajustada dispensam a proteção contra sobrecorrente reversa, o que se enquadra Os fatores e valores de capacidade em nosso caso de estudo, ou a cor- de condução de corrente aqui descrirente máxima de saída dos Inverso- tos, e ainda outros, são obtidos nas res no caso do circuito CA; normas, de acordo com sua aplicabilidade, ABNT NBR 5410, Seção 6.2.5, IZ' é a capacidade de condução de 6.2.5.1.2, Tabelas de capacidade de corrente dos condutores já ajustada condução de corrente 36 a 39, Tabenas condições previstas para sua ins- las de fatores de correção por temperatura 40 e 41, Tabelas de fatores de talação; agrupamento 42 a 45; e na ABNT NBR é a corrente nominal do dispositivo 16612 no Anexo C, para os valores de de proteção nas condições previstas capacidade de condução de corrente, para sua instalação, que no caso do e não existe um fator de temperatuSistema Solar Fotovoltaico, é a cor- ra, mas sim uma correspondente a rente nominal do dispositivo de pro- diferentes temperaturas ambiente teção contra sobrecorrente da série em regime de operação do condutor fotovoltaica (fusível), e na ausência em 90° C. Os critérios de aplicação do deste, , e no circuito CA, a cor- fator de agrupamento na ABNT NBR rente nominal da proteção (Fusível 16612 são os mesmos da ABNT NBR e/ou Disjuntor) dimensionada e/ou 5410. indicado pelo fabricante do Inversor; O valor da capacidade de conduI2 é a corrente convencional de atu- ção de corrente para os métodos de ação, para disjuntores, ou corrente referência básicos (IZ) equivalente ao convencional de fusão, para fusíveis. resultado da Equação 1, pode ser obA condição da alínea b) é aplicável tido através da equação 2, buscando quando for possível assumir que a o primeiro valor acima do resultado temperatura limite de sobrecarga na tabela de acordo com o métodos condutores (ver tabela 35) não do de referência de acomodação do venha a ser mantida por um tempo condutor, o que vai definir a seção do superior a 100 h durante 12 meses condutor pelo critério da capacidade consecutivos, ou por 500 h ao longo de corrente: da vida útil do condutor. Em uma Usina Fotovoltaica os circuitos não são dimensionados para suportar um pe- Eq 2 - Cálculo Indicativo da Seção do Condutor em Funríodo em horas de sobrecarga, pois ção do Critério de Capacidade de Condução de Corrente as correntes máximas de operação estão limitadas a capacidade máxima Queda de Tensão de corrente de operação dos equipamentos, o que nunca é ultrapas• Para o cálculo de queda de sado e limitado pelas características tensão dos condutores é necessário intrínsecas do material, no caso dos primeiro distinguir Resistência (Ω) Módulos e dos Inversores respectiva- de Resistividade (Ω/m). A Resistênmente. Sendo assim, a alínea b) deve cia é a medida relacionada à correnser substituída por: te formada mediante a aplicação de . um potencial elétrico, quanto maior Capacidade de Condução de Corrente for a resistência elétrica de um material, maior será o potencial elétrico A capacidade de condução de necessário para que ocorra o estabecorrente ajustada (IZ') nas condições lecimento de uma corrente elétrica, previstas de instalação dos conduto- e a resistência elétrica de um fio conres, é obtida através da aplicação de dutor é diretamente proporcional ao 2 fatores de ajustes, o fator de corre- seu comprimento, além disso, é inção por temperatura (FCT) e o fator versamente proporcional à área de


Artigo

sua secção transversal, conforme se observa na fórmula a seguir:

Tabela 1 - Tabela de Resistividade de Material

Equação 3 - Cálculo Resistência Condutor

Onde: R é a resistência (Ω) do trecho do cabo; p é a resistividade (Ω.m) a passagem de corrente do material condutor a uma dada temperatura do material condutor; L é o comprimento (m) total do cabo, portanto se faz necessário multiplicar o comprimento linear por dois; A é a área (m²) transversal do cabo. A Resistividade é a grandeza física que mede a oposição que algum material oferece ao fluxo de cargas elétricas, ou seja, materiais de alta resistividade oferecem grande resistência à passagem de corrente elétrica. Cada material condutor possuí um valor específico de Resistividade. A resistividade de um material também depende da temperatura, e no caso dos metais, quando a temperatura aumenta, sua resistividade aumenta, quando a temperatura diminui, sua resistividade diminui. A seguir apresento a fórmula que determina a resistividade do material em função da temperatura:

Equação 4 - Cálculo Resistividade Material

Onde: p0 é a Resistividade á 20 °C;

Na alínea a) Imp(70oC) e Vmp Série(70oC) são a corrente e a tensão de máxima operação ajustadas de acordo com uma dada temperatura Por convenção e boa prática em de célula em °C dos Módulos Fotoum projeto de Usina Solar Fotovoltai- voltaicos, para avaliação da queda de ca, pode-se adotar um valor médio tensão em circuitos CC; de queda de tensão máxima (∆Vmáx [%]) não superior a 2% para todos Na alínea b) Ica e Vca são a coros circuitos CC e/ou CA do projeto rente de projeto (IB) e a tensão a tenpara se assegurar uma perda elétrica são de linha (Fase-Fase), para avaliade produção (Energia) não superior ção da queda de tensão em circuitos a 1%. Vale ressaltar que, segundo a CA. NBR 16612 em cabos solares é admitido uma queda de tensão de no Nas normas aqui referenciadas, máximo 3%, e na NBR 5410, em con- possuem métodos de cálculo de dutores elétricos de baixa tensão o queda de tensão simplificado, com valor limite é de 4%, levando-se em alguns critérios de ajuste em funconta os métodos de cálculo de cada ção das condições de instalação dos uma. Para que a queda de tensão dos condutores. O método aqui apresencondutores delimitadas para o proje- tado, é apenas para validar o limite to seja assegurada, pode ser aplicado de queda de tensão que resulte na o seguinte cálculo: melhor performance de produção de energia, para tanto, ambas os métodos precisam ser aplicados para asa) segurar critérios mínimo exigidos em norma. Mas observasse nos resultaEquação 5 - a) Queda de Tensão Circuito CC dos que as recomendações aqui descritas concomitantemente atendem aos requisitos normativos. b) A seguir são apresentadas tabeEquação 6 - b) Queda de Tensão Circuito CA las indicativas de comprimento linear máximo para uma ∆Vmáx[%]=2% e temperatura de 40° C, calculados conforme equações apresentadas até aqui para cabo de cobre em circuitos CC e CA:

temperatura ( ) do cobre e o alumínio, materiais mais comumente usados em circuitos elétricos:

Aplicados os métodos e critérios de dimensionamento apresentados, obtemos os seguintes resultados de dimensionamento de condutores para as opções de layout da figura 2 (próxima página) a e b.

α é o coeficiente de ajuste de temperatura em 1/°C, o inverso de uma unidade de temperatura; t é a temperatura do material, que deve ser o mesmo valor da temperatura adotada no ajuste da capacidade de condução de corrente dos condutores, nas condições previstas para sua instalação. A seguir apresento a tabela de resistividade (p0) e coeficiente de

Tabela 2 - Comprimento Máx. Circuito CC para ∆Vmáx[%]=2%

A opção de layout da Figura 2a resulta em uma quantidade de 18.032 metros de cabo solar unipoRBS Magazine

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Artigo Tabela 3 - Comprimento Máx. Circuito CA Trifásico para ∆Vmáx[%]=2%

lar de 6 mm² (Positivo + Negativo) e 1.643,53 metros de cabo unipolar XLPE de 70 mm² (ligação a 4 fios). A opção de layout da Figura 2b resulta em uma quantidade de 9.240,12 metros de cabo solar unipolar de 6 mm² (Positivo + Negativo) e 2.988,79 metros de cabo unipolar XLPE de 70 mm² (ligação a 4 fios). Ao avaliar a quantidade de condutores para cada uma das opções de layout da figura 2, observamos que a opção da figura 2a, nos valores de cabos no mercado atual, resulta em um custo de até 20% menor em relação a opção da figura 2b. Seção e Ocupação dos Eletrodutos, Valas e Caixas de Passagem de Cabos.

Tabela 4 - Dimensionamento Circuitos CC Figura 2a

Tabela 5 - Dimensionamento Circuitos CA Figura 2a

Para confirmar a redução significativa que pode ocorrer com os eletrodutos, dimensões de valas, leitos e caixas de passagem no projeto observado, vamos avaliar quais seriam as dimensões necessárias para as opções de layout da figura 2a e 2 b. As prescrições técnicas para a instalação de Eletrodutos são descritas na ABNT NBR 5410 artigo 6.2.11.1. As dimensões internas dos eletrodutos e de suas conexões devem permitir que, após montagem da linha, os condutores possam ser instalados e retirados com facilidade. Para tanto: a) a taxa de ocupação do eletroduto, dada pelo quociente entre a soma das áreas das seções transversais dos condutores previstos, calculadas com base no diâmetro externo, e a área útil da seção transversal do eletroduto, não deve ser superior a:

Tabela 6 - Dimensionamento Circuitos CC Figura 2b

• 53% no caso de um condutor; • 31% no caso de dois condutores; • 40% no caso de três ou mais condutores; b) os trechos contínuos de tubulação, sem interposição de caixas ou equipamentos, não devem exceder 15 m de comprimento para linhas internas às edificações e 30 m para as linhas em áreas externas às edifi-

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Artigo Tabela 7 - Dimensionamento Circuitos CA Figura 2b

Por este motivo, foram definidos para o projeto exemplo as seguintes dimensões para as caixas de passagem indicadas na figura 3a e 3b. CONCLUSÃO

Tabela 8 - Quantidade Máxima de Cabos Unipolares 0,6/1kV por Eletroduto em uma Taxa de Ocupação de até 40%

Figura 3 - Layout exemplo para estudo de uma UFV de 1,37 MWp – a) Alocação das caixas e valas de CC b) Alocação das caixas e valas de CA

cações, se os trechos forem retilíneos. Se os trechos incluírem curvas, o limite de 15 m e o de 30 m devem ser reduzidos em 3 m para cada curva de 90°. Para instalações de Usinas Fotovoltaicas conforme a figura 2, aplicasse a taxa de ocupação de 40%. Sendo assim, a capacidade de condutores por eletroduto em função do diâmetro externo de diferentes condutores, com especificações técnicas equivalentes as dimensões de cabos unipolares (Isolação de 1 kv), é apresentado na tabela indicativa a seguir:

Conforme pudemos comprovar neste artigo, a utilização de Inversores de duplo estágio de conversão, e alocados de forma agrupada na planta, conforme as figuras 2a e 3a, se mostrou a melhor opção de topologia para uma Usina Fotovoltaica, pois embora a queda de tensão seja maior devido ao comprimento e quantidade de condutores a mais no circuito CC, a opção com o melhor custo e benefício será a opção da figura 3a, pois além de trazer uma redução de custo com cabeamento (até 20%), também pudemos observar uma significante redução de custo com eletrodutos, dimensões de valas, leitos e caixas de passagem. Além disso, o trabalho de roteamento dos condutores de 6 mm² durante a instalação, é muito mais eficiente e seguro para a perfeita integridade do condutor durante a passagem dos cabos, do que em relação ao roteamento de circuitos com condutores de 70 mm², que neste caso, são 7 condutores por circuito, dois por fase e um para proteção.

Em termos de operação e manutenção, a alocação dos Inversores em apenas um local da planta favorece as atividades da equipe de manutenção, que não precisa ficar se deslocando demasiadamente na planta, quando se faz necessário realizar o seccionamento dos arranjos diretamente no Inversor. Os circuitos de comunicação da planta também ficam reduzidos, podendo em alguns casos até mesmo fazer uso de uma rede Wi-Fi, por causa da proximidade de todos os Inversores com a cabine de transformação, local onde geralmente se acomoda os roteNas usinas fotovoltaicas é mais adores e switch’s. comum a utilização de dutos entre 2 Portanto, a escolha da melhor toe 4 polegadas para a acomodação dos pologia define a espinha dorsal de um diversos tipos de circuitos comum ao projeto, ou seja, o meio pelo qual toprojeto, e sugere-se que no caso dos das as outras decisões do projeto vão circuitos CA, não sejam agrupados se basear e serão diretamente impacmais do que 2 circuitos por eletrodu- tadas. Espero que este artigo auxilie to, para reduzir o impacto no aumen- o leitor a fazer as melhores escolhas to da seção do cabo por causa do FCA na etapa inicial de concepção do seu (fator de correção de agrupamento), projeto, pois comparado a uma obra e para os circuitos CC, que não sejam de arte, cada projeto possuí particulaagrupados mais do que 14 circuitos ridades que são como traços e técnicas pelo mesmo motivo. A profundidade de pintura que identificam o seu autor, dos eletrodutos enterrados não deve semelhante a uma assinatura de quem o projetou. ser inferior a 70 cm. RBS Magazine

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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

que dimensiona com precisão em segundos – é possível?

A

composição de uma boa proposta comercial é essencial para o sucesso do integrador de energia solar, mas talvez seja a atividade que mais toma o seu tempo. A começar pelo dimensionamento bem feito. Encontrar a capacidade ideal e a combinação de módulos e inversores que melhor a atende, faz parte da equação da proposta bem feita e de uma relação saudável com o cliente, já que a queixa pela entrega de energia solar abaixo do prometido está no topo das suas insatisfações, negando ao integrador sua melhor oportunidade: o boca a boca. “Errar para cima” também não seria o caso, pois o mercado anda cada vez mais competitivo e essa estratégia tornaria sua proposta pouco competitiva.

mento, que agora precisa considerar outros equipamentos. Para atender à crescente demanda por facilidade e agilidade na geração de propostas com bons dimensionamentos, a SolarMarket inovou com sua inteligência artificial, o ESI – Engenheiro Solar Inteligente. “O ESI é a personalização do engenheiro que desejamos ser, mas não conseguimos. Isso porque seria humanamente impossível avaliar mais de 50 milhões de combinações de módulos e inversores, como ele faz. Quem nunca sonhou em ter um dimensionamento preciso em um estalar de dedos com?” diz o idealizador do ESI, Guilherme Mello.

ta. As Múltiplas Unidades Consumidoras conseguem atender qualquer tipo de sistema de compensação de energia elétrica vigente. Na criação da proposta comercial, o cliente consegue criar várias Unidades e nomeá-las, não precisando estar no mesmo regime tarifário. Ao final, a economia mensal e os detalhes dos gastos do cliente por unidade são visualizados na parte financeira da proposta.

O sistema da SolarMarket também é integrado diretamente com distribuidores de equipamentos, buscando os melhores preços e possibilitando até mesmo a compra caso o cliente aceite a proposta, o que é feito virtualmente com validade jurídica, usando a assinatura Guilherme explica que o Enge- digital. nheiro Inteligente dimensiona em É muita facilidade para o integrasistemas dos grupos A e B, em MúlA matemática se complica quan- tiplas Topologias e até em Múltiplas dor solar, que pode automatizar prodo chegamos à escolha dos equipa- Unidades Consumidoras. Ou seja, cessos antes tidos como sua principal mentos. São muitas visitas ao Google para o cliente que deseja distribuir atividade, e focar no que realmente e aos sites dos distribuidores e as al- energia entre sua casa, sítio e empre- o diferencia e o coloca à frente. Gasterações de preços exigem diversas sa, por exemplo, é possível encontrar tar um dia inteiro para gerar uma boa revisões. E lá se vai o dimensiona- a solução ideal em uma só propos- proposta? Nunca mais. 58

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