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Vol. 04 - Nº 26 - JAN/FEV 2019

www.revistabrasilsolar.com

BRASIL

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QUALIDADE, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

ESTRUTURAS

METÁLICAS

SOLAR


TEMAS ABORDADOS

11 3648-7855 11 98956-2501

academia@phb.com.br


NOTA DO EDITOR / ÍNDICE

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sse início de ano foi de grande expectativa para o setor de Geração Distribuída (GD) e para os brasileiros como um todo. Governo novo, senado “quase” novo, propostas novas e um desejo de que nossos novos líderes sejam a bússola que este pais precisa para retomar o crescimento. Da mesma forma, olhamos para nossos líderes na GD torcemos para que eles puxem esse mercado para cima de forma sustentável. Recentemente li nas redes sociais que os líderes são a bússola e apontam o Norte, o gestor de projetos, seria um relógio, e o empreendedor, um canivete suíço. E é assim que esse mercado vem crescendo e se reinventando, apoiado pelas múltiplas ferramentas do canivete suíço depositado na mão de empreendedores que acreditam na GD e toma o risco e investem na geração de empregos e energia limpa. Por um lado, nota-se um jovem mercado que busca se consolidar numa corrida atrasada em relação ao mundo (os programas de tetos solares na Alemanha começaram por volta da década de 80), e por outro lado, percebe-se a força das “donas do fio” falando alto e

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bem representada na recente Análise de Impacto Regulatório (AIR) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Em meio ao fogo cruzado, estão os portadores de canivetes suíços tupiniquins que receberão um tiro certeiro no coração dos seus negócios, somados a um tiro no pé dos consumidores ou dos pequenos e médios negócios que querem gerar sua própria energia de forma mais barata. O tempo dirá, mas é certo que a nova fase para da GD no Brasil se iniciará após os prazos limites para manutenção dos benefícios (outros chamam de subsídios) forem definidos pela ANEEL e passarem a valer. Até onde se sabe, serão mantidos os direitos anteriormente adquiridos quanto ao benefício integral da compensação de energia, mas é certo que projetos futuros perderão competitividade devido ao novo modelo que vem ganhando força, tarifas do Fio A, tarifas do Fio B, TUSD, gatilhos, etc. Além disso, para 2019 há um outro agravante. Se é a própria concessionária de energia que tem a chave da conexão à rede, é ela que define o ritmo de como tais conexões caminham nes-

20 Programação Fórum EDIÇÃO

FRG Mídia Brasil Ltda.

CHEFE DE EDIÇÃO

Aurélio Souza IEE USP

JORNALISTA RESPONSÁVEL

Curitiba - PR – Brasil www.revistabrasilsolar.com

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REVISÃO

Maria Cristina Cardoso Para reprodução parcial ou completa das informações da RBS Magazine - Revista Brasil Solar é obrigatório a citação da fonte.

DISTRIBUIÇÃO

Carlos Alberto Castilhos

REDES SOCIAIS Nicole Fraga

te setor. Me soou como dar a chave do galinheiro para a raposa. Será que 2019 será um ano bom para GD? Ou haverá um pé no freio? Não creio no freio, mas vejo dificuldades que já existem hoje sendo ampliadas. Será que as muitas conexões que aguardam parecer de acesso contarão com a boa vontade das concessionárias, já que não podemos contar com o prazo regulamentar definidos, muitos deles não são cumpridos? Será que a ANEEL pode regular em favor do mercado em formação e melhor afiar as lâminas destes canivetes tupiniquins, permitindo um corte maior desta pizza para que os empreendedores e sociedade possam disfrutar um maior período de crescimento e consolidação do mercado de GD? Seguimos esperançosos e acreditando no bom senso dos reguladores. Agora não é hora de cortar os benefícios que levaram décadas para serem incorporados no marco regulatório do setor elétrico nacional. Eng. Aurélio Souza Diretor, USINAZUL Pesquisador, LSF/IEE/USP

22 Entrevista Pedro Bet PHB SOLAR

EDIÇÃO DE ARTE E PRODUÇÃO Vórus Design e Web www.vorusdesign.com.br

APOIO

ABGD / TECPAR / WBA - Associação Mundial de Bioenergia Solar / Instituto BESC / ABEAMA / CBCN / Portal Brasileiro de Energia Solar / NEEAL- Núcleo de Estudo em Energia Alternativa / ABEAMA

DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA

Empresas do setor de energia solar fotovoltaica, geração distribuída e energias renováveis, sustentabilidade, câmaras e federações de comércio e indústria, universidades, assinantes, centros de pesquisas, além de ser distribuído em grande quantidade nas principais feiras e eventos do setor de energia solar, energias renováveis, construção sustentável e meio ambiente.

TIRAGEM: 5.000 exemplares VERSÕES: Impressa / eletrônica

PUBLICAÇÃO: Bimestral CONTATO: +55 (41) 3225.6693 +55 (41) 3222.6661

E-MAIL: comercial@revistabrasilsolar.com COLUNISTAS/COLABORADORES

Carolina Costa, Jean Diniz, Tainah Albanaz, Mauren Gomes Bragança, Retto, Vitor Tavernari, Ildo Bet, Marco Crocco, Tomer Koren, Ronaldo Koloszuk, Rodrigo Sauaia, Olírio Júnior, Marcelo Lobo, Leandro Kuhn, Fabio Petrili, Eduardo Lopes

Os artigos e matérias assinados por colunistas e ou colaboradores, não correspondem a opinião do RBS Magazine - Revista Brasil Solar, sendo de inteira responsabilidade do autor.

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Artigo

A Geração Distribuída e o Balanço Energético Carolina Costa, Jean Diniz e Tainah Albanaz

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Geração Distribuída de Energia Elétrica (GD) é um conceito revolucionário e que veio para ficar. Além de promover benefícios para os consumidores de energia elétrica, a GD impulsiona a democratização da geração de energia fotovoltaica e traz uma mudança significativa no sistema elétrico que passa a conviver com fluxos de energia inexistentes anteriormente. Antes da Geração Distribuída Quando não havia a instalação de um sistema de geração distribuída, a unidade consumidora possuía apenas um elemento ativo fornecendo energia: a rede elétrica. Antes de chegar na unidade consumidora, esta energia passa pelo quadro de distribuição onde estão os disjuntores de proteção/manobra do circuito. Depois de passar pelos disjuntores, a energia vai para a unidade consumidora onde estão as cargas, representadas pelos eletrodomésticos e outros equipamentos elétricos. A dinâmica do fluxo de energia consumida da rede elétrica é apresentada na Figura 01.

Depois da Geração Distribuída Após instalar a GD, a primeira mudança observada é a inserção de um novo elemento ativo: a geração distribuída (chamada de unidade geradora). Então, além do fluxo convencional da rede elétrica para a unidade consumidora, agora é possível que o fluxo de energia aconteça de duas novas formas: • da unidade geradora para a unidade consumidora, e • da unidade geradora para a rede elétrica. E esses novos fluxos energéticos são descritos como: A) Fluxo de energia gerada: parte da unidade geradora para a unidade consumidora e/ou rede elétrica, dependendo da quantidade de energia autoconsumida. B) Fluxo de energia total consumida: corresponde à soma da energia consumida, proveniente da rede elétrica, com a autoconsumida vinda da unidade geradora. C) Fluxo de energia consumida da rede: parcela de energia consumida diretamente da rede elétrica da concessionária. D) Fluxo de energia injetada na rede: parcela de energia gerada pela usina (não consumida pela unidade) que é injetada na rede da concessionária. Com o fluxo de energia após a instalação da Geração Distribuída, acompanhar os detalhes do consumo, da geração e da injeção de energia na rede elétrica e interpre-

Figura 01 – Fluxo de energia antes da inserção da GD

Como existia apenas um sentido do fluxo de energia, a identificação desta informação é facilitada, podendo ser observada no próprio medidor de energia elétrica ou na conta de luz (fatura de energia).

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Figura 02 – Fluxo de energia depois da inserção da GD


Artigo

O BALANÇO ENERGÉTICO É, DE MANEIRA SIMPLES, UM MONITORAMENTO DOS FLUXOS DE ENERGIA QUE ACONTECEM ENTRE UNIDADE GERADORA, UNIDADE CONSUMIDORA E REDE ELÉTRICA tar essas informações quando apresentadas na conta de luz se tornou uma tarefa complexa, pois demanda tempo do instalador do sistema fotovoltaico em checar e busca de conhecimento para explicar ao seu cliente como está o andamento do seu projeto. A situação mais comum é o proprietário da instalação receber uma conta de energia com poucas informações esclarecedoras (valor a pagar, a quantidade de energia injetada na rede e a energia consumida) e surgir muitas dúvidas, principalmente, sobre a quantidade de energia gerada pela sua instalação fotovoltaica e questionamentos também o retorno do seu investimento. Diante disso, há uma forma de fortalecer o relacionamento com seu cliente e otimizar o seu pós-vendas, com o Balanço Energético. Entenda o que é o Balanço Energético O Balanço Energético é, de maneira simples, um monitoramento dos fluxos de energia que acontecem entre unidade geradora, unidade consumidora e rede elétrica. Ele permite que identifique e monitore todas as parcelas do fluxo de energia da unidade prossumidora e compare com as informações da conta de luz. E há duas formas de coletar as informações necessárias para realizá-lo:

ENERGIA TOTAL a) Gerada

FLUXO DE ENERGIA c) Injetada

b) Autoconsumida e) Consumida

b) Autoconsumida

d) Consumida da rede Medição Líquida

Medição Líquida

Observe que a diferença entre injeção e consumo da rede é a mesma que a geração total e o consumo total. Vantagem do balanço energético usando o medidor da concessionária: utiliza toda a infraestrutura já instalada sem precisar de custos adicionais. 2) Balanço energético com medidor inteligente Quando se utiliza o medidor inteligente, o balanço energético é um processo muito mais simples, que consiste na verificação dos sistemas de monitoramento. Uma vez instalado, o medidor inteligente ou “smart meter” irá coletar as informações e se integrará ao monitoramento do sistema fotovoltaico. Então, todos os cálculos do balanço energético serão feitos pelo sistema e o acesso às informações será possível com alguns cliques.

Utilizamos como exemplo o portal SolarView, ao 1) Balanço energético com o medidor da concessio- acessar a tela de monitoramento, o usuário identifica o nária balanço energético do dia, conforme a imagem a seguir: Quando se utiliza o medidor da concessionária, é possível coletar os dados de injeção de energia e consumo da rede manualmente. Juntos da geração disponível no sistema de monitoramento dos inversores, é possível identificar as demais parcelas do balanço energético. Na prática: Para calcular a medição líquida identifique no medidor os códigos 003 (que representa do totalizador de energia ativa em sentido direto) e 103 (que representa o totalizador de energia ativa em sentido inverso) e faça o seguinte cálculo: Injeção de energia (cód.103) - Consumo da rede (cód. 003) = Medição líquida

Figura 03 - Gráfico do Balanço Energético

Além disso, é possível acessar informações de acorPara o autoconsumo, identifique no inversor a quan- do com o período selecionado: diário, mensal, anual ou tidade de energia gerada e calcule da seguinte forma: período personalizado. Também verifica-se facilmente as Geração total - Injeção de energia = Autoconsumo informações de Geração total, Consumo total e Medição líquida (ou Saldo). O consumo total é calculado usando dados de autoconsumo e consumo da rede: Consumo total = AutoconVantagens do balanço energético usando o medidor sumo + Consumo da rede inteligente

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Artigo

O acesso às informações é mais simples, fácil e rápido;Há maior confiabilidade nas informações apresentadas pelo sistema; é possível verificar as informações atualizadas em qualquer lugar, a qualquer hora; a identificação das informações é mais precisa porque os gráficos apresentam as variações diárias e horárias, permitindo identificar ações e comportamentos específicos de consumo/geração. Agora que já conheceu o que é mensurado no Balanço Energético e como ele é feito. Então, qual a sua importância? Com o Balanço Energético, é possível sanar as dúvidas dos clientes com precisão e rapidez, pois identificando os detalhes do perfil de consumo de energia da instalação elétrica, seja uma residência, um comércio ou uma indústria, você conseguirá visualizar o histórico de horários de maior consumo de energia elétrica, além de esclarecer todos os fluxos energéticos.

gia da unidade; acompanhamento e comparação com as informações na fatura e a economia de tempo ao utilizar uma ferramenta completa, clara e que facilita a explicação das informações para os proprietários. O papel da SolarView A SolarView tem a missão de desenvolver soluções tecnológicas inteligentes para o mercado de geração distribuída, portanto fornece equipamentos e tecnologias modernas para a gestão das informações de geração e consumo de energia de usinas fotovoltaicas de Geração Distribuída. Desde 2013 conta com profissionais experientes e engajados, com isso se tornou a maior plataforma integrada para monitoramento de energia solar do Brasil e também uma das mais inovadoras da área. A SolarView acredita que a inovação, a tecnologia e a inteligência são importantes meios para fortalecer os benefícios e consolidar a nova era da geração de energia. Através da Central de Monitoramento para Geração Distribuída, promove uma gestão completa das informações das unidades geradoras e consumidoras, empoderando o consumidor, otimizando o balanço energético e aumentando a disponibilidade do sistema.

Na constante busca por inovação, ela está implantando um Modelo de Assinatura em que serão Figura 4 - Tela do monitoramento completo de energia disponibilizados diversos recursos para potencializar o seu pós-venda, como análise de performance, Com a utilização do Smart Meter, realize o balanço geração de relatório energético, múltiplos usuários, energético de forma eficiente e economize tempo ao ge- entre outros. renciar as informações sobre sua usina. Empenhada em trazer aperfeiçoamento tecnológico Então, os principais benefícios da realização do ba- para o setor, vem conquistando a admiração dos maiores lanço energético com um medidor inteligente são: players e está em expansão para mercados latinos como a facilidade na compreensão sobre o fluxo de ener- colombiano, argentino e mexicano.

Figura 5 - Central de monitoramento para GD

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A importância da Certificação e Qualificação profissional no Mercado de Geração Distribuída Especialistas do Senai ressaltam crescimento do setor no Brasil e destacam a relevância de uma boa certificação profissional

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crescimento expressivo do setor de Geração Distribuída no Brasil fez com que aumentasse a necessidade de profissionais mais qualificados no mercado. Dados do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) mostram que o mercado de GD no país teve uma evolução nos últimos anos e que resultou em um aumento na quantidade de empresas integradoras.

mostraram durante a sua palestra que o impacto de uma mão de obra não qualificada pode trazer impactos negativos as empresas. Além da perca de tempo, a empresa pode sofrer com recursos técnicos limitados e também com problemas por má instalação.

A mão de obra não qualificada pode trazer riscos ainda mais sérios segundo os especialistas. Um relatório feito na Alemanha mostra que as Atualmente o país conta com 27 causas de incêndios relacionadas a mil profissionais atuando com ener- sistemas fotovoltaicos no país são de gia solar em empresas integrado- 37% causados por erro de instalação. ras segundo o Senai e metade deles Além da qualificação, a certificação, atuando na instalação de sistemas. segundo o Senai, também é muito Diante de tal cenário é possível pre- importante para verificar de forma ver a importância da qualificação e formal se o indivíduo atende aos recertificação dos profissionais, com quisitos e padrões estabelecidos. base tanto na possibilidade de novos Programas de Certificação pelo empregos como também na qualidade dos serviços prestados pelas em- Mundo presas. Atualmente existem vários proDe acordo com o Senai-CE exis- gramas de certificação no mundo. tem inúmeros cursos que envolvem Dentre os mais conhecidos estão o o setor GD e que são ofertados pela chamado Clean Energy Council (CEC), instituição, por exemplo. Dentre eles o qual foi criado em 2007 e serve estão: Montador de Sistemas Fo- como um dos requisitos para acestovoltaicos, Dimensionamento de so a incentivos fiscais do governo do Sistemas Fotovoltaicos, Técnico em Reino Unido. De acordo com o proEletrotécnica, Eletricista de Redes de grama, treinamentos periódicos são Distribuição de Energia, Eletricidade realizados e para conseguir a certifiem Linha Viva, O&M de Subestações cação é necessária uma quantidade Industriais 13.8 kV, NR 35 - Trabalho mínima de horas cursadas por ano em Altura para Eletricista de Redes e para renovação. NR 10. Outro programa também preOs especialistas do Senai, David sente no mercado da Inglaterra é o Freitas Pontes e Paulo André Holan- programa Microgeneration Certificada, que estiveram presente na ter- tion Scheme (MCS), o qual é voltado ceira edição do Congresso Brasilei- para a certificação da instalação de ro de Geração Distribuída em 2018, sistemas de micro e mini geração de

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energia a partir de fontes renováveis. Atualmente segundo o programa mais de mil empresas instaladoras já contam com certificação no país. Nos Estados Unidos a certificação mais utilizada é a North America Board of Cerfied Energy Practitioners (NABCEP), a qual foi criada desde 2003 e é aplicada em profissionais técnicos e também de comerciais. O programa já certificou mais de 2600 profissionais dentro de diferentes setores como instalação, inspeção e comercial. No Brasil, uma das oportunidades de certificação de pessoas é realizada pelo Senai. Criado em 2007, o programa conta com base na norma ABNT NBR ISO/IEC 17024 e também está presente em 10 Centros de Exames de Certificação pelo país. O programa conta com várias certificações e dentre elas está o de montador de sistema FV. De acordo com os especialistas Pontes e Holanda a certificação do Senai consiste na aplicação de um exame teórico e também de um exame prático. A validade da certificação tem 36 meses e é realizado um acompanhamento com o indivíduo certificado durante o período de validade da certificação. Além disso, as provas práticas do programa são aplicadas individualmente em um ambiente controlado que simulam condições reais encontradas em campo. Para o Senai a certificação só é emitida se o profissional avaliado executar a instalação de um sistema e também souber realizar a manutenção dele.


Convalidação de benefícios fiscais no âmbito do ICMS e o sistema de compensação de energia elétrica em modelos de geração de energia: novos desafios Mauren Gomes Bragança Retto

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Imposto incidente sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), a Contribuição Social para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) são tributos que contribuem para o elevado valor da conta de energia elétrica no país. Estudo comparativo com 33 países encomendado pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) aponta que, para valores tarifários de 2017, o Brasil ocupou o 4º (quarto) lugar com a maior carga tributária na conta de luz. De acordo com o estudo, a Região Sudeste suporta a maior parcela de encargos equivalente a R$ 63/ MWh para um custo médio de energia de R$ 470/MWh2.

Tramitava perante o Senado Federal o Projeto de Lei (PL) nº 249/2014, de autoria do Senador Valdir Raupp, de Rondônia, que previa a modificação da Lei Complementar 87, de 13 de setembro de 1996, para prever, expressamente, a “não incidência” do ICMS nas operações de compensação de energia elétrica. No entanto, desde dezembro de 2018, a proposição foi arquivada por ausênhttp://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-12/brasil-ocupa-4deg-lugar-em-ranking-de-tributos-na-conta-de-luz <acesso em 28 de janeiro de 2019> 3 https://www.confaz.fazenda.gov.br/legislacao/convenios/2015/CV016_15 <acesso em 25 de janeiro de 2019> 4 Art. 2º Para efeitos desta Resolução, ficam adotadas as seguintes definições: [...] III - sistema de compensação de energia elétrica: sistema no qual a energia ativa injetada por unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída é cedida, por meio de empréstimo gratuito, à distribuidora local e posteriormente compensada com o consumo de energia elétrica ativa; http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ ren2012482.pdf <acesso em 25 de janeiro de 2019> 5 http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf <acesso em 25 de janeiro de 2019> 2

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cia de renovação de mandato de seu autor. O desarquivamento só será possível se 1/3 (um terço) dos Senadores requererem a continuidade da tramitação, no prazo de até 60 (sessenta) dias após o início da primeira sessão legislativa da atual composição. Nesse contexto, os benefícios fiscais concedidos pelos Estados e Distrito Federal no âmbito do ICMS ao setor de energia elétrica tornam-se relevantes mecanismos para fomentar a expansão de fontes renováveis.

A REN ANEEL nº 482/2012, estabelece as condições gerais para o acesso de micro e minigeração distribuída aos Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica e ao Sistema de Compensação de Energia Elétrica. Sob a redação da REN ANEEL nº 687, de 24 de novembro de 2015, a REN ANEEL nº 482/2012 ampliou o conceito de Sistema de Compensação de Energia Elétrica4, regulamentando novos modelos de geração de energia: o autoconsumo remoto e a geração compartilhada5.

No autoconsumo remoto, permite-se que o consumidor instale a Na esfera estadual e distrital, os central geradora em sua propriedade entes tributantes firmaram Convênio e, desde que esteja na mesma área ICMS 16, de 22 de abril de 2015, au- de concessão, ou permissão, usufrua torizando a concessão de isenção nas dos créditos em outra unidade conoperações internas relativas à circu- sumidora de sua titularidade. lação de energia elétrica sujeitas ao Sistema de Compensação de Energia Já na geração compartilhada, Elétrica. permite-se a associação em cooperativa, ou a reunião de unidades Os últimos Estados a aderirem ao consumidoras em consórcio, para a Convênio ICMS 16/2015 foram Para- instalação de empreendimento de ná, Santa Catarina e Amazonas e o minigeração, ou microgeração disfizeram por meio do Convênio ICMS tribuída. Esse modelo admite que a 42/2018, a partir de 1º de julho de unidade geradora esteja situada em 2018. Com isso, todos os Estados e locais distantes daqueles em que o Distrito Federal estão autorizados houver o consumo, desde que pera conceder isenção do ICMS sobre a tençam a mesma área de concessão energia elétrica fornecida pela distri- ou permissão. Trata-se de geração buidora à unidade consumidora no distribuída de pequeno porte e que correspondente à soma da energia viabiliza a expansão da geração renoinjetada na rede de distribuição pela vável, porquanto fracionar o custo na mesma unidade consumidora e com manutenção do empreendimento. créditos excedentes de energia ativa originados na mesma unidade consuSob o aspecto quantitativo, a midora, ou em outra unidade consu- REN ANEEL nº 482/2012, com a redamidora do mesmo titular3. Art. 2º […] II - minigeração distribuída: central geradora de energia elétrica, com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 5MW e que utilize cogeração qualificada, conforme regulamentação da ANEEL, ou fontes renováveis de energia elétrica, conectada na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras; http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf <acesso em 25 de janeiro de 2019> 7 http://www.aneel.gov.br/consultas-publicas <acesso em 28 de janeiro de 2019> 6

O Convênio ICMS 16/2015 faz referência ao Sistema de Compensação de Energia Elétrica estabelecido pela Resolução Normativa (REN) nº 482, de 17 de abril de 2012, da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL.


ção que lhe fora dada em 2015, definiu microgeração distribuída como a central geradora de energia elétrica com potência instalada menor ou igual a 75kW em cogeração qualificada. No que se refere à minigeração distribuída, com a REN ANEEL nº 786, de 17 de outubro de 2017, o limite de potência foi fixado entre 75 KW a 5 MW6. Desde 2018, iniciou-se o processo de revisão da REN ANEEL nº 482/2012, em que se discute a forma de compensação da energia na geração distribuição7. Ocorre que, o alcance da isenção de que trata o Convênio ICMS 16/2015, limitou-se à potência instalada menor ou igual a 75 kW e superior a 75 kW e menor ou igual a 1MW8. A partir desse limite é que Estados e Distrito Federal estão autorizados a conceder isenção de ICMS-energia em seu âmbito de competência.

Cláusula primeira […] I - aplica-se somente à compensação de energia elétrica produzida por microgeração e minigeração definidas na referida resolução, cuja potência instalada seja, respectivamente, menor ou igual a 75 kW e superior a 75 kW e menor ou igual a 1 MW; https:// www.confaz.fazenda.gov.br/legislacao/convenios/2015/ CV016_15 <acesso em 25 de janeiro de 2019> 9 Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: […] § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: […] XII - cabe à lei complementar: [...] g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm <acesso em 25 de janeiro de 2019> 10 Art. 1º - As isenções do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias serão concedidas ou revogadas nos termos de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal, segundo esta Lei. Parágrafo único - O disposto neste artigo também se aplica: I - à redução da base de cálculo; II - à devolução total ou parcial, direta ou indireta, condicionada ou não, do tributo, ao contribuinte, a responsável ou a terceiros; III - à concessão de créditos presumidos; IV - à quaisquer outros incentivos ou favores fiscais ou financeiro-fiscais, concedidos com base no Imposto de Circulação de Mercadorias, dos quais resulte redução ou eliminação, direta ou indireta, do respectivo ônus;”. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/ LCP/Lcp24.htm>. Acesso em: 14 set. 2018. 11 <https://www.confaz.fazenda.gov.br/legislacao/convenios/2017/CV190_17> acesso em 14 de setembro de 2018; 8

Inobstante, a legislação de Minas Gerais instituiu isenção de ICMS que ultrapassa os limites quantitativos estabelecidos pelo Convênio ICMS 16/15, admitindo, expressamente, na microgeração o limite máximo de potência de 5 MW (art. 8°-C, da Lei 6.763/75, sob a redação da Lei 22.549/2017).

e concessivos de benefícios fiscais na Secretaria Executiva do CONFAZ, com publicação no Portal Nacional da Transparência.

Ocorre que, em matéria de concessão de benefícios fiscais no âmbito do ICMS, a Constituição Federal elegeu a lei complementar como veículo autorizado a dispor sobre a forma de deliberação dos entes políticos . Com a finalidade de regular conflitos de competência, em consonância com o artigo 146, inciso I, da CF/88, a lei complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975, em seu artigo 1.º10 , atribuiu ao convênio a função permissiva para que Estados e o Distrito Federal exerçam em cada legislação interna a concessão de benefícios fiscais.

O Convênio ICMS 190/17 também disciplinou que devem ser revogados até 28 de dezembro de 2018 os atos normativos e atos concessivos de benefícios fiscais que não atendam essas condições. Por seu turno, foi autorizado às unidades federativas que atenderem as condições impostas, concederem e prorrogarem benefícios fiscais entre 31 de dezembro de 2018 a 31 de dezembro de 2032, a depender do enquadramento da atividade.

Dentre essas condições estão: (i) a publicação na imprensa oficial da relação de todos os atos normativos que instituíram isenções, benefícios, ou incentivos fiscais, e de atos concessivos, à revelia da CF/88; (ii) o registro e o depósito da documentação comprobatória dos atos normativos

Essa possibilidade inaugura não só novos desafios aos Estados pertencentes à Região Sudeste, mas também proporciona maiores oportunidades para a expansão de modelos de geração de energia: como o autoconsumo remoto e a geração compartilhada.

Foram, ainda, fixados prazos para a publicação na imprensa oficial por cada ente federado e para o registro e depósito.

Outro mecanismo importante instituído pelas normas de convalidaPorém, diversos benefícios fis- ção é a possibilidade de extensão dos cais foram concedidos à revelia do benefícios fiscais concedidos ou prorart. 155, §2º, inciso XII, alínea g, e em rogados pelos Estados pertencentes detrimento do art. 1º, da LC 24/75, à mesma Região11. inaugurando o cenário de guerra fiscal entre Estados-membros e Distrito Desta feita, tendo em vista que o Federal. Estado de Minas Gerais reinstituiu a isenção nas operações internas relaNo contexto da guerra fiscal e vi- tivas à circulação de energia elétrica sando atenuar seus efeitos e preser- sujeitas ao Sistema de Compensavar o pacto federativo, foi aprovada a ção de Energia Elétrica, no limite de LC 160/17 e o Convênio ICMS 190/17 potência foi fixado entre 75 KW a 5 (convalidação). De acordo com essas MW (RICMS/MG – atualizado pelo normas, foram impostas condições Dec. N. 47.601, de 28 de dezembro à convalidação dos benefícios fiscais de 2018), ficam os demais Estados da instituídos e concedidos à revelia da Região Sudeste autorizados a institulegislação e do Conselho Nacional de írem o benefício fiscal em seus terriPolítica Fazendária (CONFAZ). tórios.

Advogada, sócia do escritório Bragança Retto Advogados Associados. Mestre em Direito Tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Especialista em Direito Tributário pela Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (COGEAE/SP – PUC/SP). Juíza do Tribunal de Impostos e Taxas de São Paulo. Professora do curso de Especialização em Direito Tributário do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET/SP). Autora de diversos artigos relacionados a temas de Direito Tributário.

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Entrevista

A RBS Magazine traz uma entrevista especial com VITOR TAVERNARI, Diretor da POLITEC. A empresa é umas patrocinadoras do Fórum GD - Região Sudeste em 2019 RBS Magazine - A Politec já está no mercado brasileiro desde 1986. Nos conte um pouco sobre sua história e como a empresa vem contribuindo para o setor de Geração Distribuída do país. Vitor Tavernari - A Politec vem desde 2014 desenvolvendo produtos para o setor. Nossos produtos são estruturas de painéis solares especialmente voltados para GD. Atendemos todo o Brasil, com soluções de suporte do tipo Seguidor solar (Tracker), Fixo e Carport. Totalizamos até o momento 50 MW em estruturas comercializadas. RBS Magazine - Quais os diferenciais da empresa neste mercado e quais novos projetos a empresa vem desenvolvendo para 2019? Nossos diferenciais, são estruturas ceis e rápidas de montar, equipe engenharia para suporte técnico desenvolvimento da configuração usina e qualidade dos produtos.

fáde no da

Estamos com produtos novos para o Seguidor Solar, para atender micro e mini geração, e soluções multi-materiais utilizando aço e alumínio. RBS Magazine - A produção de energia através de painéis fotovoltaicos está ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, seja ele o consumidor residencial até empresas e indústrias. Como você enxerga o mercado de Geração Distribuída atual e quais suas expectativas para os próximos anos? Vemos um crescimento expressivo com possibilidade de 100% de crescimento por pelo menos 3 anos e cres-

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NO BRASIL, A PERSPECTIVAS DE UM GOVERNO MAIS LIBERAL NA ECONOMIA REDUZ RISCOS E ALIMENTA O CRESCIMENTO...

cimento menor porem sustentável nos próximos 10 anos. As mudanças em legislação são as maiores incertezas no curto prazo, podendo afetar esse crescimento negativamente, afetando principalmente as instalações de pequeno porte. A constante queda de preços e aumento de eficiência dos painéis são catalisadores do mercado, porem com sendo a queda de preços liderada por diluição do custo de desenvolvimento os componentes vão tendendo para os custos dos commodities, podendo gerar oscilações mais significativas nos preços no curto prazo. Já a redução da demanda chinesa, as restrições de credito internacionais são outros freios que podem afetar o crescimento global. No Brasil, a perspectivas de um governo mais liberal na economia reduz riscos e alimenta o crescimento, por outro lado as incertezas quanto a continuidade de políticas de sustentabilidade são um risco. RBS Magazine - Qual a importância de produtos de qualidade para a instalação de suporte de painel fotovoltaico? Quais riscos o consumidor pode vir a sofrer caso escolha algo de má qualidade? A qualidade do produto está associada à sua capacidade de lidar com os ris-

cos de falha, como danos por cargas de vento e falhas por instalação mal realizada e manter suas características na vida útil do produto. Estimando o mercado em 70% de instalações em telhado, os maiores riscos estão associados ao próprio telhado, no qual a grande maioria das edificações do Brasil não são feitas por engenheiros e dessa forma não sendo dimensionada para suportar as cargas de norma. Ao instalar uma estrutura fotovoltaica o peso adicional de aproximadamente 15Kg/m² deve ser considerado para verificar se o telhado suporta. Já existe vários casos do telhado não suportar essa sobrecarga, o que é preocupante pois o telhado deveria suportar no mínimo 50Kg/m². O mercado precisa assimilar que é necessário laudos por engenheiro responsável para atestar a qualidade do telhado. RBS Magazine - A Politec é patrocinadora cultural do Fórum GD - Região Sudeste. Na sua opinião como o evento contribui para o setor de Geração Distribuída e porque a empresa decidiu marcar presença no evento? Entendemos que o mercado está carente de conhecimento e estudos que resultem em uma usina com configuração otimizada para reduzir custos e maximizar a produção. Vamos participar do Fórum para colaborar com o crescimento do mercado de uma forma sustentável levando conhecimento que eleve a qualidade das instalações no Brasil.


PROGRAMAÇÃO DO FÓRUM 1° DIA - 20 DE FEVEREIRO - QUARTA-FEIRA

1° DIA - 20 DE FEVEREIRO - QUARTA-FEIRA

• 08:00 CREDENCIAMENTO • 08:30 ABERTURA FIEMG / GOVERNO Flávio Roscoe (Presidente FIEMG) Romeu Zema (Governo MG) Deputado Gil Pereira - Presidente da comissão de Minas & Energia - MG (2015/2018) Carlos Viana (Senador) • 09:30 CENÁRIO NACIONAL EM GD Marcelo Cosme (GloboNews) • 10:00 CARTA DE BH - FORO PERMANENTE DE ENERGIAS RENOVÁVEIS Ailton Ricaldoni - CLAMPER Homenagens Entrega das placas • 10:40 COFFEE BREAK • 11:00 A IMPORTÂNCIA DA CADEIA PRODUTIVA DO SETOR GD/FV

• 08:00 CREDENCIAMENTO • 08:30 ABERTURA FIEMG / GOVERNO Flávio Roscoe (Presidente FIEMG) Romeu Zema (Governador MG) Deputado Gil Pereira - Presidente da comissão de Minas & Energia - MG (2015/2018) Carlos Viana (Senador) • 09:30 SISTEMAS DE ARMAZENAMENTO

AUDITÓRIO MINAS GERAIS

MODERADOR:

• 11:00 Gustavo Malagoli (ALSOL) • 11:20 Ricardo Saraiva - SICES SOLAR • 11:40 Cássio Carneiro - SINAPSE -Tendências de projetos de Fazenda Solar para 2019 • 12:00 PERGUNTAS • 12:20 ALMOÇO PROGRAMAÇÃO À TARDE

• 14:00 INVERSORES E PAINÉIS

MODERADOR: JOAQUIM ROLIM - FIEC

• 14:00 Mauricio Ritter - FRONIUS • 14:20 Marcelo Souza - CANADIAN • 14:40 Adalberto Maaluf - BYD • 15:00 Rafael Ribeiro - SUNGROW • 15:20 Cláudio Loureiro - JA SOLAR • 15:40 PERGUNTAS • 16:00 COFFEE BREAK • 16:20 ESTRUTURAS • 16:20 Carlos Belbiano - SSM Solar do Brasil • 16:40 Vitor Tavernari - POLITEC • 17:00 Tiago Bongiovanni - INOXPAR (Sistemas de fixação) • 17:20 Reinaldo Burcun - ROMAGNOLE • 17:40 Vinicius Ayrão - Consultor • 18:00 Raffaelle Tognacca - THESAN • 18:20 PERGUNTAS E ENCERRAMENTO

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AUDITÓRIO BELO HORIZONTE

MODERADOR: AURÉLIO SOUZA UZINA AZUL / IEE USP

• 09:30 Raul Fernando Beck - CPqD • 09:50 Mauro Fernando Basquera - PHB • 10:10 Marcelo Almeida - IEE/USP • 10:30 PERGUNTAS • 10:50 COFFEE BREAK • 11:10 CASES ESPECIAIS EM GD

MODERADOR: GABRIEL GUIMARÃES SOLAR VOLT

• 11:10 Luis Capanema - Case MRV Engenharia • 11:30 Diogo da Costa Carvalho - Case Drogarias Araújo • 11:50 Felipe Trindade - Case LOCALIZA • 12:10 Zilda Costa - RZ Consultoria Cases em GD • 12:30 PERGUNTAS • 12:50 ALMOÇO PROGRAMAÇÃO À TARDE

• 14:00 NOVOS NEGÓCIOS EM GD

MODERADOR: TIAGO FRAGA - GRUPO FRG

• 14:00 Jean Diniz - SOLARVIEW • 14:20 Leonardo Diniz - Gerente de Expansão de mercado SICES SOLAR • 14:40 Harry Schmelzer Neto - WEG Solar • 15:00 Tomer Koren - SOLAREDGE • 15:20 Juliano Pereira - L8 Energy • 15:40 PERGUNTAS • 16:00 COFFEE BREAK • 16:20 PAINEL CERTIFICAÇÃO MODERADOR:

• 16:20 Ênio de Oliveira SENAI/MG - (Certificação FV em Minas Gerais) • 16:40 Carlos Café - ABGD (Modelo de Certificação) • 17:00 TOTUM Certificação • 17:20 Roberto Valer - IEE/USP • 17:40 PERGUNTAS • 18:00 APRESENTAÇÕES ACADÊMICAS • 18:00 Klauber Batista Chaves - Sistemas 0ff-grid • 18:10 Willian de Sousa Fernandes - Manutenção em escala • 18:20 José César de Souza Cunha - Locação baseada em leasing • 18:30 ENCERRAMENTO


PROGRAMAÇÃO DO FÓRUM 2° DIA - 21 DE FEVEREIRO - QUINTA-FEIRA AUDITÓRIO MINAS GERAIS

• 09:00 GERAÇÃO DISTRIBUÍDA COM FONTES RENOVÁVEIS

MODERADOR: LEONARDO NUNES AMORIM - GRUPO FRG MÍDIAS E EVENTOS

• 09:00 Fabiano Belem – WORTICE - Energia Elétrica com Biomassa • 09:20 Plínio Pereira - AMIPCH - Dúvidas e dificuldades de enquadramento e conexões GD

• 09:40 Júlio Cesar - Geração de energia com Biomassa TGM \ WEG • 10:00 PERGUNTAS • 10:20 COFFEE BREAK • 10:40 PAINEL DAS CONCESSIONÁRIAS MODERADOR:

• 10:40 COPEL • 11:00 CEMIG • 11:20 Carlos Eduardo Ribeiro - ENGIE • 11:40 CPFL • 12:00 PERGUNTAS • 12:20 ALMOÇO PROGRAMAÇÃO À TARDE

• 14:00 TECNOLOGIAS PARA GERAÇÃO COM GD MODERADOR:

• 14:00 Rogério Duarte - EMIRATES - BIPV • 14:20 Reginaldo Joaquim de Souza - INNOVATECH - Geração de Energia com Biomassa para GD “RSU” • 14:40 José Rocha Dilcio - EMBRAPA TERRITORIAL GD na área rural • 15:00 PERGUNTAS • 15:20 CONSIDERAÇÕES DA GD NO SUDESTE "VISÃO INTEGRADOR" MODERADOR:

• 15:20 Gabriel Guimarães - SOLAR VOLT • 15:40 Nelson Colaferro Jr. - BLUE SOL • 16:00 Einar Tribuci - Tribuci Advogados Estruturação de empresas e contratos em negócios de GD • 16:20 PERGUNTAS • 16:40 CONSIDERAÇÕES SOBRE A GD NO BRASIL MODERADOR:

• 16:40 Auréli Souza - UZINAZUL/IEE USP • 17:00 Rodrigo Leite - LRCSB Advogados Associados Mitigação e proteção de riscos regulatórios/contratuais • 17:20 Joaquim Rolim - FIEC Modelo de GD no Ceará • 17:40 Rafael Rodrigues - TECPAR • 18:00 Jomar Britto - SELTEC ENERGIA • 18:20 PERGUNTAS E ENCERRAMENTO

2° DIA - 21 DE FEVEREIRO - QUINTA-FEIRA AUDITÓRIO BELO HORIZONTE

• 09:00 MESA REDONDA: O FUTURO DA GD NO BRASIL "VISÃO DISTRIBUIDOR/PROVEDOR DE SOLUÇÕES" MODERADOR:

• 09:00 SICES SOLAR • 09:00 Ildo Bet - PHB • 09:00 WEG • 10:00 PERGUNTAS • 10:20 COFFEE BREAK • 10:40 LINHAS DE FINANCIAMENTOS PARA GD MODERADOR:

• 10:40 Ronaldo Amaral de Santana - BDMG • 11:00 BNDES • 11:20 SANTANDER • 11:40 BANCO DO BRASIL • 12:00 PERGUNTAS • 12:20 ALMOÇO PROGRAMAÇÃO À TARDE

• 14:00 REVISÃO DA RESOLUÇÃO 482/2012

MODERADOR: MARINA MEYER FALCÃO ANDRADE SILVA ADVOGADOS

• 14:00 Marina Meyer Falcão - (consultora jurídica da ABGD) Andrade Silva Advogados • 14:20 Roberto Donadon - Consultor • 14:40 Bárbara Rubim - VP da ABGD • 15:00 Wagner Queiroz - Queiróz ADV - GD No Paraná • 15:20 Mauren Gomes Bragança Retto - Juíza titular do E. Tribunal de Impostos e Taxas de São Paulo • 15:40 PERGUNTAS • 16:00 POLÍTICAS PÚBLICAS MODERADOR: CARLOS (CAFÉ)

• 16:00 FIEMG - Política de desenvolvimento GD em MG • 16:20 Marília Queiroz - ABGD - GD Paraná • 16:40 Walter Abreu - Sec. de Agronegócios de Janauba (Geração Distribuída como instrumento de inserção social e desenvolvimento regional) • 17:00 Deputado Gil Pereira - Presidente da comissão de Minas & Energia - MG (2015/2018) • 17:20 Antônio Celso - Subsecretário de Energia/SP Políticas p/ Energias Renováveis em SP • 17:40 PERGUNTAS • 17:40 MESA REDONDA: ABEAMA MODERADOR: RUBERVAL BALDINI PRESIDENTE DA ABEAMA

• 18:55 ENCERRAMENTO

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Entrevista

A RBS Magazine traz uma entrevista especial com PEDRO BET, Gerente de Vendas da empresa PHB SOLAR.

RBS Magazine - Nos conte um pouco sobre sua formação profissional e também há quantos anos você está atuando dutos. O processo logístico da empresa está em expanno setor de energia solar fotovoltaica? são visando garantir maior vazão aos equipamentos e, consequentemente, menor prazo de entrega para nossos Pedro Bet - Minha formação profissional é em Adminis- clientes. tração de Empresas pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), com conclusão do curso no final de Também estamos focando nossos esforços no desenvol2011. vimento de soluções de inversores Híbridos e Armazenamento de energia em baterias de Liton Ion. Durante a trajetória profissional trabalhei em algumas empresas como estagiário. Uma delas foi a PHB Eletrônica, onde atuei como assistente de estoque, recebimento de materiais, controle de qualidade, auxiliar de produção e engenharia de produtos. No entanto, buscando aperfeiçoar meu currículo e aprendizado coorporativo, fui trabalhar na matriz do Banco Bradesco, onde fiquei alguns anos até me tornar efetivo. Em 2014, a PHB Eletrônica me ofereceu a oportunidade de começar um novo negócio, a PHB Solar, braço voltado à energia fotovoltaica. O objetivo era posicionar a empresa no mercado, então desenvolvi a criação da imagem da marca, a relação com fornecedores e a organização da linha de produção. Posteriormente, surgiu a necessidade de fortalecer o comercial da empresa, momento que iniciei a coordenação da área. Logo após realizamos a nossa primeira venda de sistema fotovoltaico para um cliente no Rio Grande do Sul, que até hoje atua como parceiro da PHB Solar. Sendo assim, atuo no setor de energia solar fotovoltaico desde o início da trajetória da PHB Solar.

O inversor fotovoltaico híbrido PHB opera com módulos FV, baterias (Lítio-íon/Chumbo-ácido) e rede elétrica. Traz as vantagens da geração FV (on-grid) e na ausência de rede elétrica opera como no-break solar (off-grid) alimentando as cargas prioritárias da residência, utilizando a energia gerada pelos módulos FV, aumentando a autonomia da bateria. Possui tamanho compacto (tudo em um único produto).

RBS Magazine - Quais são os planos e novidades da PHB para o ano de 2019? A principal novidade é o lançamento da Academia PHB Solar, curso desenvolvido com o objetivo de disseminar conhecimento técnico de qualidade e fortalecer o relacionamento com nossos parceiros. O curso será realizado em diversas regiões do país, sendo a primeira em Belo Horizonte – MG no dia 19/02, aproveitando o fórum GD, O novo sistema híbrido bidirecional da PHB opera com que será nos dias 20 e 21 de Fevereiro. módulos FV, baterias de lítio-íon e rede elétrica de forma descentralizada, com conversores/inversores individuais, A PHB Solar esta investindo em novas instalações em garantindo uma melhor performance e modularidade da 2019, buscando melhorar o tempo de entrega dos pro- solução. 22

RBS Magazine


Entrevista

Agrega ainda o benefício de permitir modos de operações do a empresa como uma das principais provedoras de sosimultâneos com conceito All-in-One (Tudo em um mes- luções e distribuição de equipamentos do setor do Brasil? mo produto). Primeiramente a PHB Solar não atua como um simples distribuidor de material. Possuímos total conhecimento de todos os produtos e equipamentos que vendemos aos nossos parceiros, repassando um grau altíssimo de confiança tanto ao parceiro instalador como ao cliente final. A engenharia da PHB oferece respostas rápidas e não depende de uma consulta internacional, sendo uma empresa precursora na geração de energia elétrica através de fontes renováveis. Outro ponto forte que a PHB Solar oferece aos seus parceiros é a questão da garantia dos equipamentos. Todos os equipamentos vendidos pela empresa que apresentem algum defeito, tanto de instalação como fabricação, A seleção da fonte de energia que alimenta os retificado- serão resolvidos pela PHB Solar de acordo com os termos res / controladores de carga é realizada pela unidade de de garantia. Diferentemente de um simples distribuidor supervisão que controla o seletor de fonte de energia, no que repassa a garantia de apenas seis meses e o restante qual direciona a fonte de alimentação mais adequada a o cliente deve contatar o fabricante. ser utilizada pelos conversores. Com cunho tecnológico desde sua fundação a PHB Solar trouxe para o mercado inovações que realmente contribuíram para o desenvolvimento do setor de forma segura: O Inversor Fotovoltaico Híbrido Off-Grid é uma solução modular (redundante) que opera tanto com módulos FV quanto tensão CA (gerador).

1º Desenvolvemos o KIT FOTOVOLTAICO mais COMPLETO do mercado!

As baterias de lítio-íon possuem alta densidade energética, longa vida cíclica e são livres de manutenção. O BMS (Battery Management System) integrado gerencia todos parâmetros da bateria (tensão, corrente, temperatura, estado de carga e estado de saúde) e controla o balanceamento das células durante os ciclos de carga e descarga, aumentando sua vida útil. A PHB Solar acredita que o armazenamento de energia será de grande importância para os próximos anos. A característica intermitente da energia solar em especial, a tarifa branca e o back up da energia serão os grandes drivers deste novo mercado de baterias de lítio íon, e a PHB, com sua visão estratégica, novamente estará presente neste mercado. RBS Magazine - Comente um pouco sobre sua perspectiva para o crescimento do setor de energia solar fotovoltaica no Brasil em 2019.

A PHB fornece além dos itens comuns (Estrutura, Cabos Preto e Vermelho, Inversor, Módulos FV, Conectores e String Box cc), oferecemos os seguintes itens a mais no kit COMPLETO: • Kit Aterramento de módulos FV, que dispensa a fiação modulo a modulo. • Cabo Solar com dupla isolação Verde e Amarelo para o aterramento da estrutura. • String Box CC e Quadro de proteção CA, que além do lado de proteção contra surtos por parte do inversor (CC) possui o lado de proteção (CA) para a rede. • Todos os modelos de Inversores certificados junto ao INMETRO. • Nossa estrutura é feita em alumínio anodizado, sendo o mesmo material do FRAME do modulo FV com todos os parafusos e periféricos em aço INOX 304, o que garante à durabilidade da estrutura acompanhando a vida útil do modulo FV.

Em 2018 foram conectados 30.760 instalações de Geradores Fotovoltaicos (GFV) a rede eletrica contra 13.680 2º Primeira empresa a ofertar KIT FOTOVOLTAICOS com código FINAME, possibilitando aos parceiros e instaladoem 2017. res utilizarem a linha de financiamento do BNDES com taMinha expectativa é que tenhamos um crescimento de xas de juros atrativas. mais de 100% para 2019. 3º Desenvolvimento de estruturas de sustentação para RBS Magazine - Na sua opinião, quais os principais diferen- módulos Fotovoltaicos para TELHADO, SOLO, LAJE e ESTAciais que a PHB oferece ao mercado e que vem sustentan- CIONAMENTO (CARPORT), produzidas NACIONALMENTE RBS Magazine

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Entrevista

A PHB SOLAR ALÉM DE FORNECER TREINAMENTOS PARA PARCEIROS INSTALADORES, TAMBÉM ATUA COM UMA FORTE PARCERIA COM AS UNIDADES DO SENAI... em alumínio anodizado com vida útil acima de 25 anos, alem de conter com o sistema único de ATERRAMENTO da PHB Solar.

as unidades dos SENAI, oferecendo a capacitação técnica dos professores. Os professores contaram com aulas práticas e teóricas com os melhores profissionais da PHB

4º Sistema de Aterramento para Módulos FV e Estrutura 9° Financiamento para parceiros com condições espede sustentação é uma exclusividade da PHB Solar. O siste- ciais! ma é fundamental para proteção contra descargas atmosOferecemos formas de financiamento para alavancar os féricas, atuando em conjunto com o DPS CC; negócios de nossos parceiros. Necessário para que o inversor possa proteger o instalador e usuário de choques elétricos devido ao contato em RBS Magazine - A PHB será patrocinadora de todos os Fópartes metálicas quando ocorre falha de isolação na ins- runs Regionais de Geração Distribuída e também do CBGD 2019 e 4ª Expo GD. Qual a expectativa da empresa da emtalação. presa para os eventos que cobrem todo o calendário de Inclusive as instalações que usam módulos sem frame 2019 e também os lançamentos que serão efetivados pela também precisam ter toda a estrutura de fixação aterra- empresa nesses eventos? da, porque há o risco de ter falha de isolação na estrutura. Nem todos os inversores possuem o circuito que mo- Nossa participação em todos os eventos deste ano de nitora a resistência de isolação, ou seja, o usuário final e 2019 tem como intuito estreitar nossa relação com todos os parceiros e fortalecer nossa relação comercial. os instaladores podem correr riscos! 5º Software para ajuste de tensão de acordo com as normas exigidas pelas concessionárias de energia. Ajuste a tensão de conexão com a rede elétrica DOS INVERSORES PHB com apenas 1 CLICK! 6º Sistema de Monitoramento próprio para gestão de dados e informações relacionadas à produção e utilização de energia com sistema WIFI homologado pela ANATEL.

Buscamos aumentar nossa participação de mercado e consequentemente fortalecer nossos parceiros para que os mesmos tenham um crescimento robusto e sólido, tornando-se um grande player no setor. Acreditamos que se o parceiro crescer em sua região, consequentemente a PHB Solar também irá aumentar seu Market Share, isso sempre em parceria com nossos integradores.

Todo esse investimento que planejamos para o ano de 7º Treinamento exclusivo e gratuito para parceiros PHB 2019, também tem como objetivo levar grande conhecimento e informações de qualidade, possibilitando que o Solar. marcado de Geração Distribuída cresça mais ainda. O curso é teórico e prático. Os participantes têm a oportunidade de comissionar um sistema fotovoltaico real e Neste ano vamos levar nossa Academia PHB Solar conectado à rede. Durante as aulas, são apresentadas as junto aos eventos mencionados. Isso será a grande ferramentas, os equipamentos de proteção e os métodos novidade que vamos abordar nos principais eventos do setor. e normas de trabalho. 8° Parceria em treinamentos com o SENAI! A PHB Solar além de fornecer treinamentos para parceiros instaladores, também atua com uma forte parceria com

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RBS Magazine

A PHB Solar apoia os eventos do Grupo FRG desde sua primeira edição em Curitiba. Acreditamos que a parceria entre empresas que realmente fazem a diferença para o setor é fundamental.


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QUALIDADE, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

ESTRUTURAS

METÁLICAS

SOLAR

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Entrevista

A RBS Magazine traz uma entrevista com MARCO CROCCO, Presidente do BDMG. O BDMG é patrocinador do Fórum GD - Região Sudeste em 2019

RBS Magazine - Nos conte um pouco Em 2017, o Banco lançou uma linha sobre a história do Banco de Desen- para financiar táxis híbridos para as empresas permissionárias da BHvolvimento de Minas Gerais. TRANS. Naquele ano, foram financiaMaco Crocco - O BDMG tem 56 anos dos 66 táxis. e foi criado para ser um agente estratégico, o braço financeiro do Esta- O BDMG também participou das atido de Minas Gerais na promoção de vidades do Sistema de Mobilidade de políticas públicas que dinamizem e Baixo Carbono de Minas Gerais: o Codiversifiquem a economia, gerando nect-ME. É uma iniciativa pioneira do Governo do Estado que orienta polítimais e melhores empregos. cas públicas para aprimoramento da Nos últimos quatro anos, o Banco mobilidade urbana, para a geração retomou com força este papel, traduzido em temas estratégicos: sustentabilidade, inovação, agro, desenEM 2018, FOI volvimento regional e social. E, com este foco, injetou quase R$ 6 bilhões LANÇADO O BDMG na economia mineira, por meio de operações com os setores público e CRÉDITO VERDE privado, sendo 80% direcionados a estes pilares, que são transversais do desenvolvimento sustentável e repre– PROGRAMA DE sentam o compromisso em atuar de forma intencional na transformação APOIO A PROJETOS produtiva do estado, em linha com a agenda internacional da ONU. RBS Magazine - A instituição contribui para o crescimento das empresas do estado e vem desenvolvendo iniciativas no campo da energia limpa. Nos conte um pouco sobre essas iniciativas e quais seus objetivos para o setor de energia renovável. Sim, a energia limpa é um dos focos do Programa Sustentabilidade. De 2015 a 2018, este programa desembolsou R$ 641,4 milhões. No campo da energia renovável, destacam-se projetos como uma estação de cogeração de energia na área agrícola e uma fábrica de reciclagem de vidro. 26

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SUSTENTÁVEIS...

de novos negócios, para o desenvolvimento de novas tecnologias e para cuidar do futuro da sociedade. Em 2018, foi lançado o BDMG Crédito Verde – Programa de Apoio a Projetos Sustentáveis –, que utiliza recursos próprios e repasses do BNDES. A iniciativa oferece crédito para as empresas que queiram investir em tecnologias modernas, economicamente viáveis e que contribuam para a redução da emissão de carbono na atmosfera, como a energia solar fotovoltaica e os veículos elétri-

cos. De fevereiro a dezembro, foram contratados R$ 7,8 milhões para 23 projetos. RBS Magazine - Como você enxerga o setor de Geração Distribuída atualmente no Brasil e quais suas expectativas para os próximos cinco anos em relação a produção de energia renovável no estado de Minas? Atualmente, Minas Gerais lidera a corrida solar no Brasil com 5.000 sistemas instalados. O estado foi o primeiro a isentar a cobrança de 30% de imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços que incidia sobre a troca de energia entre consumidores e concessionária. Com isso, o tempo de retorno do investimento do consumidor num sistema fotovoltaico é um dos menores do país: entre quatro e cinco anos. Em São Paulo, o investimento se paga em seis anos. Hoje, 23 estados aderiram à medida, com exceção de Amazonas, Paraná e Santa Catarina. Diferentemente do que se viu com a exploração da fonte eólica nos últimos anos, concentrada no Nordeste, a região em que são registrados os maiores níveis de irradiação solar do país tem baixo índice de aproveitamento dessa fonte. A razão é que não há vantagem financeira. A tarifa média de energia nos estados do Nordeste é menor, e isso se deve, em parte, a subsídios do governo no preço para os consumidores de baixa renda. Com tarifas artificialmente mais baixas, as projeções de rentabilidade do investimento em energia solar na região são menores.


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Entrevista

O FÓRUM GD É MUITO IMPORTANTE PARA GERAR OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS, E É IMPORTANTE O BANCO ESTAR PRESENTE, MOSTRANDO O QUE MINAS GERAIS PODE OFERECER A QUEM INVESTE NO SETOR Em 2012, apenas 13 locais geravam eletricidade dessa fonte no Brasil (antes, os raios solares eram utilizados apenas para sistemas de aquecimento de água). Atualmente, são mais de 23.000 unidades, sendo 80% em residências. Alguns fatores ajudam a explicar essa curva exponencial de adoção. Há seis anos, uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a produção própria de energia elétrica de fontes renováveis e possibilitou o repasse do excedente à rede pública de distribuição de energia em troca de desconto na conta de luz. Em 2015, outras facilidades foram incorporadas à norma. Os créditos gerados pelos consumidores passaram a valer durante cinco anos – e não apenas por três, como determinava a primeira regra. Os modelos também se diversificaram. Agora, são permitidos sistemas de consumo coletivo, como condomínios e shoppings, e de consumo remoto – quando a energia é produzida num local e consumidaem outro dentro da área de concessão de uma distribuidora.

rais – que possui um nível de insolação ideal tanto para a implantação de parques e usinas solares quanto para a expansão da geração distribuída –, somado ao fato de que há forte alinhamento estratégico com os objetivos do BDMG, atuamos de forma prioritária no setor, contando com diversas soluções financeiras e de crédito. As expectativas são bastante positivas, pois o custo do serviço de montar uma unidade de GD vem caindo, e as possibilidades de financiamento podem melhorar. O BDMG contribui para esse quadro, visto que temos uma das melhores taxas de retorno, na área, no país.

portância de eventos segmentados como este para o setor? E por que o banco decidiu fazer parte desta história? O Fórum GD é muito importante para gerar oportunidades de negócios, e é importante o Banco estar presente, mostrando o que Minas Gerais pode oferecer a quem investe no setor. O BDMG Crédito Verde financia desde sistemas solares fotovoltaicos isolados até a completa implantação de unidade de geração de energia solar fotovoltaica, para empresas de todos os portes e setores, com recursos próprios e repasses do BNDES. As condições diferenciadas valem a pena conhecer. Teremos gerentes de negócios no evento conversando com o público e tirando as dúvidas dos empresários. Temos também o e-mail:

A expectativa em MG é da difusão cada vez maior de energia solar. Recentemente, a Cemig definiu uma frente de atuação voltada para GD, e ainda temos o Programa Mineiro de Energia Renovável, em que o governo sustentabilidade@bdmg.mg.gov.br concede incentivos fiscais para em- para mais informações. preendimentos ligados à produção e ao consumo de energia renovável.

RBS Magazine - O BDMG é patrociEm razão do elevado potencial eco- nador do Fórum GD - Região Sudeste nômico dos projetos em Minas Ge- este ano. Na sua opinião, qual a im-

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Somando talentos para fortalecer o mercado de energia solar A ALFA REAL Corretora se uniu à A FATOR Seguradora para oferecer produtos de seguros customizados para a cadeia de geração distribuída com ênfase na instalação e operação de sistemas fotovoltaicos de todos os portes. Para a fase de instalação dos kits, o seguro de Riscos de Engenharia oferece um amplo painel de coberturas: Acidentes na obra decorrentes de erros de projeto ou de execução, defeitos de materiais e equipamentos e eventos naturais como vendaval e granizo; Acidentes ocorridos durante a fase de garantia técnica dos fornecedores, cuja causa tenha origem na instalação; Acidentes na obra que atinjam terceiros, inclusive o proprietário do imóvel – pessoas e bens; Podem ser adquiridas coberturas adicionais para tumultos, ferramentas de pequeno porte e despesas com desentulho, salvamento/contenção de sinistros e outras extraordinárias.

Para a fase de operação, o Seguro de Riscos Diversos para Equipamentos oferece as seguintes proteções: Acidentes de causas externas, como incêndio, raio, explosão, dano elétrico, vendaval, granizo, roubo ou furto qualificado e perda de aluguel; Acidentes com o sistema fotovoltaico que atinjam terceiros, inclusive o proprietário do imóvel – pessoas e bens.

As grandes usinas podem contar também com o Seguro Paramétrico, que cobre o défict de produção de energia caso a insolação fique abaixo da média histórica contratada com a seguradora. É um seguro para o fluxo de caixa mínimo projetado.

Vale a pena mitigar os riscos do seu empreendimento nas fases de instalação dos kits e de operação: a partir de R$ 300,00 para cada seguro.

Fale com a gente: (11) 3807-8300 | comercial@alfareal.com.br Constituída em 1996, a ALFA REAL Corretora é especializada em produtos e serviços relativos a Garantias e Seguros Corporativos, com forte presença na área de Energia. | www.alfareal.com.br A Fator Seguradora iniciou suas atividades em 2008 com o objetivo de atender a clientes corporativos nos segmentos de Construção Civil, Concessões Rodoviárias, Siderurgia, Energia, Empreendimentos Imobiliários, Construção Naval, Óleo e Gás. | www.fatorseguradora.com.br 28 RBS Magazine


RBS Magazine

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Entrevista

A RBS Magazine traz uma entrevista exclusiva com TOMER KOREN, gerente de vendas da SOLAREDGE, na América do Sul

A empresa é líder global em tecnologia de energia inteligente.

RBS Magazine - Conte-nos um pouco sobre a história da SolareEdge e como a empresa atua no mercado de geração distribuída com fontes renováveis. TOMER - A SolarEdge foi fundada em 2006, quando os fundadores desenvolveram a solução de inversor otimizado DC que mudou a forma como a energia é coletada e gerenciada em sistemas fotovoltaicos. Hoje, a SolarEdge é agora uma líder global em tecnologia de energia inteligente. Mais de 9,6 GW de nossos sistemas de inversores otimizados CC foram embarcados e mais de 750.000 locais PV SolarEdge são monitorados em 133 países. Estamos entre os principais fornecedores mundiais de inversores fotovoltaicos em termos de receita e somos classificados como o principal fornecedor mundial de inversores fotovoltaicos de fase única em termos de participação de mercado. Nossas soluções atendem a uma ampla gama de segmentos de mercado de energia, incluindo soluções fotovoltaicas residenciais, comerciais e de grande porte, armazenamento e backup de energia, carregamento de EV, gerenciamento de energia doméstica, serviços de rede e usinas virtuais, baterias e soluções de fornecimento ininterrupto de energia (UPS). A empresa fez o IPO da NASDAQ em 2015 e desde então continuamos aumentando nossa receita e margem bruta. Esta força financeira combinada com a nossa tecnologia de ponta faz do SolarEdge um parceiro PV preferido.

No Brasil, a SolarEdge está atualmente ativa principalmente no segmento fotovoltaico comercial, desde pequenos sistemas de cobertura a sistemas montados no solo. A Sices e a Ecori distribuem produtos SolarEdge para o mercado local. A SolarEdge se concentra em fornecer benefícios em toda a cadeia de valor, desde o distribuidor até os proprietários do sistema. Ajudamos os instaladores de PV a otimizar seus negócios fornecendo soluções inovadoras e os proprietários de sistemas melhoram seu RoI. Os principais benefícios do nosso sistema são: aumento da produção de energia, eliminando a incompatibilidade de nível de módulo; maior flexibilidade de design e mais strings para mais módulos no telhado e menores custos de BoS; segurança aprimorada e O & M econômica com monitoração em tempo real em nível de módulo. Um excelente exemplo de fornecer benefícios em toda a cadeia de valor é o monitoramento de nível de módulo gratuito ao longo da vida. Os proprietários de sistemas têm uma percepção em tempo real de sua produção de energia, enquanto os profissionais de O & M podem receber alertas automáticos e solucionar problemas para que eles gastem menos tempo no site e façam menos visitas ao site. RBS Magazine - Como você avalia o cenário atual do setor e quais são suas expectativas para os próximos anos?

RBS Magazine - Conte-nos um pouco sobre os projetos desenvolvidos pela Segundo os relatórios do mercado, o mercado brasileiro deverá cresempresa no Brasil. 30

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cer em todos os setores, residencial, comercial e concessionária. Apoiar especificamente o crescimento do setor comercial e atender às suas necessidades. Com o crescimento esperado no mercado fotovoltaico brasileiro, a SolarEdge está idealmente posicionada para suportar seu progresso e expansão. A SolarEdge oferece um conjunto completo de soluções que atendem às necessidades do mercado fotovoltaico comercial, como inversores de cadeia grande (até 100kW) e otimizadores de energia escalonáveis para instalação comercial e de tamanho de utilitário. RBS Magazine - Quais projetos a empresa planeja lançar em 2019? Alguma notícia que você gostaria de destacar? No ano passado, a SolarEdge investiu na criação de um serviço local e equipe de suporte para dar suporte aos instaladores locais. Estamos atualmente no processo de abertura de uma entidade local. No próximo ano, a SolarEdge está planejando continuar aumentando sua presença local expandindo seu portfólio de produtos locais, através do lançamento de seus inversores residenciais, e organizando roadshows em todo o país para treinar instaladores em nossos produtos e mostrar-lhes como otimizar seus negócios fotovoltaicos com a tecnologia SolarEdge.


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Principais Benefícios da SolarEdge Máxima produção de energia Flexibilidade de projeto Melhor gerenciamento de ativos FV com monitoramento a nível de módulo Segurança aprimorada info@solaredge.com RBS Magazine

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Artigo

GERAÇÃO DISTRIBUÍDA: o consumidor no centro das decisões Ronaldo Koloszuk e Rodrigo Sauaia*

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energia solar fotovoltaica chegou para ficar. No caso brasileiro, além dos inúmeros benefícios socioeconômicos, ambientais e estratégicos, cada vez mais importantes à nossa sociedade, a fonte é atualmente a opção mais utilizada pelos brasileiros para enfrentar os pesados aumentos nas tarifas de energia elétrica. A geração distribuída solar fotovoltaica se destaca como uma solução competitiva e sustentável: segundo dados da Bloomberg New Energy Finance, o preço dos equipamentos caiu 83% desde 2010, sendo este o principal fator na diminuição no tempo de retorno sobre o investimento, proporcionando reduções de até 90% nas contas de energia elétrica e trazendo economia e sustentabilidade ambiental a residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos, como escolas e hospitais. O Brasil já supera a marca de 500 megawatts (MW) de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica, respondendo por mais de 99,5% das instalações no País. São mais de 55 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a mais de 60 mil unidades consumidoras, somando mais de R$ 2,6 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões brasileiras. Com seu avanço, a geração distribuída solar fotovoltaica começa a incomodar grandes grupos econômicos, tradicionais e conservadores no setor elétrico. Um forte lobby, encampado por entidades que representam as distribuidoras, tem pressionado autoridades para alterar importantes regulamentações que recentemente dinamizaram o mercado. Em especial, o bem-sucedido sistema de compen-

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sação de energia elétrica, usado por décadas em diversos países do mundo, tem sido alvo desse lobby no Brasil. O motivo é financeiro: ao empoderar os consumidores, tornando-os produtores ativos de sua própria energia renovável e mais independentes, a geração distribuída solar fotovoltaica ameaça as receitas e lucros de distribuidoras que não se adaptarem à nova realidade do mercado e às demandas dos consumidores. A intenção do lobby é de mudar as regras, para que consumidores com geração distribuída paguem mais pelas redes de distribuição, sob a alegação de que o impacto tarifário de supostos subsídios cruzados seria de 0,1% para cada 50 mil unidades consumidoras. Os números, no entanto, não se sustentam. Os dados das notas técnicas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que a redução de receita média para as distribuidoras, com o crescimento da geração distribuída para 150 mil unidades consumidoras até 2020, seria inferior a 0,1%. Já o impacto médio nas tarifas dos consumidores seria de menos de 1%, considerando todo o acumulado no período de 2015 a 2020. Os valores são irrisórios quando comparados aos reajustes tarifários cobrados pelas distribuidoras dos consumidores. Apenas em 2017, o reajuste médio anual das tarifas de energia elétrica foi superior a 10%, frente a uma inflação de 2,95%. Com isso, a receita bruta das distribuidoras saltou para nada menos que R$ 243 bilhões em 2017, segundo dados da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (ABRADEE), tendo muitas delas batido recordes de faturamento no período, para desespero dos consumidores, que pagam esta salgada conta. Para 2018, a situação foi ainda pior: o

aumento das distribuidoras ficou entre 10% e 15% em média, pesando mais uma vez no bolso dos consumidores e da sociedade brasileira. Em 2019, infelizmente, não será diferente. Todo consumidor com geração distribuída já paga pelo custo de disponibilidade da rede de distribuição, responsável pelo rateio de custos da infraestrutura das distribuidoras, conforme regulamenta a Aneel. O pagamento também é feito para projetos de médio porte, conectados em média tensão, via pesados custos de demanda sobre as usinas de geração distribuída. Por vezes, os empreendedores de geração distribuída arcam, inclusive, com uma parte dos custos de reforço da rede, doando posteriormente estes investimentos para as distribuidoras. Conforme dados oficiais da Aneel, os sistemas de geração distribuída solar fotovoltaica equivalem a irrisórios 0,05% das mais de 84 milhões de unidades consumidoras atendidas pelas distribuidoras de energia elétrica, o que demonstra que a fonte ainda engatinha. Assim, quando analisamos os fatos e dados concretos, fica visível que é muito cedo para qualquer alteração no sistema de compensação de energia elétrica da geração distribuída. Faltam estudos técnicos da Aneel, transversais, quantitativos, qualificados, aprofundados e isentos, avaliando os benefícios (ambientais, econômicos, sociais, elétricos e estratégicos) e eventuais custos da geração distribuída para a sociedade brasileira. Só a partir desta análise teremos elementos para propor aprimoramentos regulatórios com a devida propriedade. *Ronaldo Koloszuk é presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) *Rodrigo Sauaia é CEO da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR)


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Entrevista

A RBS Magazine traz uma entrevista exclusiva com EDUARDO LOPES, diretor comercial da INOXPAR. A empresa é especializada em fixadores de aço inoxidável e é umas patrocinadoras do Fórum GD este ano.

RBS Magazine - Nos conte um pouco sobre a trajetória da INOXPAR e como ela vem atuando no mercado de Geração Distribuída no país. EDUARDO LOPES: Iniciamos em 1984 com o objetivo de ser a melhor opção no mercado de fixadores de aço inoxidável e outros materiais. Dispomos em nosso estoque mais de 18.000 itens a pronta entrega. Desde o início do movimento GD, a INOXPAR se dedica com toda estrutura tecnológica, criando e oferecendo soluções em fixação para os projetos garantindo o melhor custo x benefício e qualidade assegurada. RBS Magazine - Quais novidades a empresa pretende trazer para 2019? Algum produto ou serviço novo que gostaria de destacar?

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Em 2019, disponibilizaremos a linha completa de fixadores para painéis solares. Todos os produtos receberão o tratamento de passivação aumentando a resistência dos mesmos aos ataques do meio ambiente. RBS Magazine - Como a INOX PAR enxerga o mercado GD hoje e quais suas expectativas para os próximos anos? Vemos o mercado GD em plena ascensão. Porém, percebemos a necessidade de maiores informações técnicas e comprometimento com este mercado. Por isso, a Inoxpar, prevê para os próximos anos um investimento maior do que o normal para atender esse segmento. RBS Magazine - A empresa é patrocinadora do Fórum GD - Região Sudeste em 2019! Como é para a

empresa participar de um evento como este? Somos patrocinadores de todos os Fóruns GD que acontecerão em 2019. É um privilégio oportuno de obter conhecimento e crescimento tecnológico e sustentável. RBS Magazine - Na sua opinião como o Fórum GD - Região Sudeste irá contribuir com o setor de Geração Distribuída do país? Este Fórum contribuirá de maneira alavancadora para o desenvolvimento tecnológico, ampliação de mercado e evolução de todo panorama econômico do país, mantendo o custo x benefício de maneira limpa e sustentável.


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Entrevista

Confira a entrevista com FABIO PETRILI, Gerente de Marketing e Inteligência de Mercado da ROMAGNOLE! A empresa estará presente no Fórum GD - Região Sudeste e é especializada em soluções completas para geração, transmissão e distribuição de energia

RBS Magazine - Nos conte um pouco sobre a trajetória da Romagnole no mercado brasileiro e quais seus projetos para 2019. FABIO PETRILI: A Romagnole Produtos Elétricos S.A. está presente no mercado brasileiro a 57 anos, provendo soluções completas para geração, transmissão e distribuição de energia e instalações elétricas industriais nos mercados Concessionárias de energia elétrica; Loteamentos e Construção; Indústria e Comércio; Distribuidores de Material Elétrico; Smart Grids (Redes Inteligentes) e Energias renováveis. Para energia solar, a Romagnole está presente a 5 anos fornecendo Estruturas de Telhado, Fixas e Tracker em solo para painéis solares, além de toda a linha de equipamentos como Cabines, Transformadores e acessórios para esse mercado. RBS Magazine - A empresa vem se destacando no mercado de equipamentos e acessórios para a geração de energia renovável no último ano. Nos fale um pouco sobre esse interesse na área renovável e por que a empresa decidiu investir em energia limpa no Brasil? O mercado de energias renová-

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veis tem crescido ano após ano, através do ganho de escala na cadeia produtiva e consequente barateamento das soluções, o que têm proporcionado a popularização da energia solar para os clientes, seja de uma pequena casa gerando energia para consumo próprio em seu telhado até grandes usinas. Houve ainda o investimento em políticas públicas com o objetivo de alavancar seu uso. Por esse motivo a Romagnole tem investido em pesquisa e desenvolvimento de soluções completas para energias renováveis, pois as perspectivas de crescimento desse mercado permanecerão elevadas nos próximos anos. RBS Magazine - Qual o diferencial da empresa no mercado de Geração Distribuída no país? A Romagnole conta com uma solução extremamente adaptada à necessidade de seus clientes, independentemente do tipo de aplicação, com um corpo técnico de alta qualidade, e investimentos constantes em P&D e também uma rede de distribuição que atende a todo o país, proporcionando segurança e confiabilidade nas instalações. RBS Magazine - Conte um pouco sobre os projetos ambientais desenvolvidos pela empresa.

A Romagnole conta com diversos projetos em desenvolvimento para a área ambiental, como controle de matéria prima, descarte de resíduos, programa de cidadania ambiental, onde nossos colaboradores ministram palestras em escolas com o objetivo de conscientizar a população e estamos prestes a obter a certificação ISO-14001 RBS Magazine - A Romagnole é parceira e patrocinadora do Fórum GD - Região Sudeste. Na sua opinião, qual a importância de eventos como este para o setor e quais são suas expectativas para o evento? Tais eventos são de fundamental importância para empresas do setor, onde temos a oportunidade de ouvir e contribuir com tendências de mercado, debates técnicos, normatizações e também apresentar as nossas soluções para um público seleto e bastante atuante em projetos de geração distribuída. Nosso objetivo é a manutenção e consolidação de novas parcerias, estando sempre presente e atuante no mercado como referência para o setor.


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SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES FOTOVOLTAICAS NO BRASIL – LONGO CAMINHO A TRILHAR

E

screvo esse texto um dia depois da queda da barragem em Brumadinho (me recuso a chamar de acidentes).

Esse fato tornou mais difícil definir a linha que adotaria nesse artigo, afinal, sempre fica a impressão de se buscar aproveitar a tragédia alheia.

Optei por correr esse risco, e mais ainda, buscar ampliar o conceito de segurança em instalações fotovoltaicas para segurança em engenharia, na expectativa de fazer com que a mensagem chegue a qualquer profissional que de alguma forma exerça ou interaja com a nobre arte da engenharia. A Energia Solar Fotovoltaica

A Engenharia O crescimento do setor de energia solar fotovoltaica em geração distribuída cresce a taxas superiores a dois O desenvolvimento das ciências exatas e da engenhadígitos desde 2012, quando o setor efetivamente come- ria trouxe o que, comumente chamamos de progresso. çou no Brasil, tanto em número de conexões quanto em potência instalada, como pode ser visto nos gráficos a seDesde as pirâmides do Egito, dos aquedutos de Roma, guir. dos navios dos povos nórdicos, passando pelas máquinas a vapor, pela eletricidade, aviões, viagens espaciais e hoje a tecnologia da informação, a engenharia esteve presente. As vantagens, no entanto, sempre vieram acompanhadas de novos problemas ou novos riscos. A engenharia moderna passou a entender isso de uma forma mais clara, e passou a ter como uma de suas atividades principais que os riscos sejam aceitáveis. A palavra aceitável vem do fato de que não é possível não ter riscos, dessa forma, cada um de nós escolhe pessoalmente qual o seu grau de risco aceitável. Em virtude disso, tem pessoas que optam por investir em renda fixa e outras em ações. Alguns, mais arrojados ainda, optam por serem empresários. Existem os que optam por fazer esporte radicais e outros por esportes nem tão radicais (por exemplo, ficar no sofá vendo Netflix). Cada uma dessas ações é realizada baseada em uma As instalações fotovoltaicas são em sua maioria resi- análise do que é o risco aceitável e o que é inaceitável. denciais e pequenas indústrias e comércios, como expli- Pessoas diferentes possuem limites diferentes do que é risco aceitável e do que é inaceitável. citado no gráfico a seguir.

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UM PROJETO DE ENGENHARIA DEVE BUSCAR PREVER OS RISCOS, MENSURAR SUAS POSSIBILIDADES DE OCORRÊNCIA E OS DANOS CASO OCORRAM No entanto, as decisões em nível de engenharia não afetam ao indivíduo e sim a sociedade. Como, então, definir o que é risco aceitável ou inaceitável?

Com base nisso, é válido pressupor que o desenvolvimento recente das instalações fotovoltaicas tenha se realizado com as necessárias preocupações com a segurança, afinal, a segurança é um dos pilares da engenharia moderna.

O limiar mínimo da segurança No entanto, a realidade desmenem engenharia é dado pelas normas te essa afirmação. Por uma série de técnicas. conjunturas de como o mercado se Vejamos o conceito de normali- desenvolveu, ausência de normas zação, que consta no ABNT ISO-IEC nacionais para instalações fotovoltaicas, aspectos da economia do país, Guia 2. desconhecimento, insensibilidade entre outros fatores da cadeia de va2.5 lor do setor de geração distribuída no Brasil, a segurança das instalações segurança não tem sido tratada com a devida ausência de risco inaceitável de atenção. dano Mariana, Brumadinho e suas liNOTA Em normalização, a seguran- ções ça de produtos, processos e serviTais princípios anteriormente ços geralmente adota um enfoque, visando à obtenção do equilíbrio citados são princípios de qualquer ótimo de um certo número de fato- ramo da engenharia. As instalações res, incluindo fatores não-técnicos, fotovoltaicas no Brasil são relatital como o comportamento huma- vamente novas, mas a engenharia no, de modo a resultar em limita- não. A primeira escola de ção dos riscos evitáveis de danos engenharia moderna no Brasil data pessoais ou materiais a um nível de 1792. aceitável. Um projeto de engenharia deve Esta definição concede a base de buscar prever os riscos, mensurar onde um projeto de engenharia deve suas possibilidades de ocorrência e ser feito. Buscar um equilíbrio ótimo os danos caso ocorram, e com essa entre uma série de fatores, inclusi- análise, determinar se e quais ações ve o comportamento humano, para devem ser tomadas. A isso chamalimitar os riscos evitáveis de danos mos de análises de riscos. pessoais ou materiais em um nível Os sucessivos grandes acidentes aceitável. (se é que assim podem ser chamaAs instalações fotovoltaicas no dos), como Mariana, o viaduto de São Paulo, a ciclovia do Rio de Janeiro Brasil e agora Brumadinho, nos sinalizando Tais princípios anteriormente que algo deve estar sendo feito de citados são princípios de qualquer forma incorreta. ramo da engenharia. As instalações No entanto, apenas após acidenfotovoltaicas no Brasil são relativamente novas, mas a engenharia não. tes de grandes proporções que a soA primeira escola de engenharia mo- ciedade se move, lamenta e depois tudo volta ao normal. derna no Brasil data de 1792. 40

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Mas para cada Brumadinho temos uma série de acidentes em eletricidade que poderiam ser evitados. Abracopel e seus números A Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização de Perigos em Eletricidade) divulga todo ano um Anuário Estatístico de acidentes com eletricidade. No Anuário divulgado em 2018, ano base 2017, o Brasil teve 627 acidentes fatais por choques elétricos. Desses, 218 foram em residências e 46 em pequenos comércios. Arrisco dizer que a totalidade ou quase totalidade dessas mortes teria sido evitada se as instalações residenciais estivessem em conformidade com a norma, dispondo de condutor de proteção (o famoso “fio terra”) e dispositivo DR. Para chamar mais atenção, reforço que foram 66 mortes de crianças por choque elétrico. E o Fotovoltaico com isso? Essa é a pergunta que ouço todo dia quando falo em segurança em sistemas fotovoltaicos. Curioso notar que o setor é um setor que se vende como sustentável. Confesso que não consigo compreender onde sustentabilidade não está intrinsicamente ligada com segurança. Mas, falemos de instalações fotovoltaicas. As instalações elétricas residências no Brasil são ruins, poucas estão seguras. Os números da Abracopel nos mostram isso. Ao instalarmos um sistema fotovoltaico em uma instalação existente, estamos intervindo nela e colocando outros riscos que precisam ser analisados e tratados. Apesar de não ser uma obrigação da empresa de energia solar consertar a instalação do cliente é necessário que essa instalação não traga no-


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Saindo da parte em CA, que é vos riscos inaceitáveis e se verifique em que afeta a unidade consumidora inadmissível o desconhecimento, teremos um item mais complicado, a existente. parte CC. A capacidade de fazer essa anáA parte em corrente continua de lise e definir qual o caminho correto a tomar demanda um conhecimento um sistema FV profundo e multidisciplinar. Se no lado de CA de um sistema Em uma instalação das mais sim- fotovoltaico, que, a priori dominaples, já é necessário o domínio da mos, encontramos dificuldades na ABNT NBR 5410, apenas para poder segurança das instalações elétricas, na parte em CC temos um desafio projetar a parte em CA. ainda maior. As famigeradas strings box CC + A instalações em CC de um sisCA, muito comum até um 1 ano atrás é prova do total desconhecimento do tema fotovoltaico apresenta partisetor na ABNT NBR 5410, visto que a cularidades em relação ao lado em vedação de duas fontes de energia CA, principalmente o fato de que as no mesmo quadro já consta da nor- correntes de curto circuito não são muito maiores que as correntes em ma pelo menos desde 2004. operação normal, a capacidade de O aproveitamento de um mesmo formar e sustentar arcos em tensões eletroduto no interior de uma resi- e correntes não muito superiores as dência para passar os mesmos cabos de operação normal e ao fato de que de CC e os existentes de CA, enquan- se houver irradiância, teremos tensão. to houver espaço reforça isso.

Essas particularidades exigem mudanças nos procedimentos de trabalho (segurança do trabalhador) e no dimensionamento elétrico (não se protege contra curto circuito e sim contra sobrecorrente reversa). Ao longo do tempo em que venho falando de segurança em eletricidade, a alegativa sempre é que eu sou exagerado e estou pintando um monstro. Os últimos meses resolveram me dar razão. A seguir imagens de instalações no Brasil que tiveram casos de incêndios, imagens essa obtidas em grupos de WhatsApp, fora os casos que não se tornam público. Fica o questionamento para reflexão dos leitores: FAREMOS O TRABALHO DE CASA AGORA OU DEPOIS DOS “ACIDENTES”?

Currículo do Autor Vinicius Ayrão, Engenheiro Eletricista e técnico em eletrotécnica possui 24 anos de experiência em instalações elétricas de média e baixa tensão. Entusiasta da boa engenharia e da segurança em eletricidade é associado a Abracopel, tendo participado desde 2015 como palestrante dos principais eventos do Brasil que tratam sobre eletricidade e segurança. Envolvido no setor de energias fotovoltaicas desde 2016 é consultor e projetista de instalações fotovoltaicas de geração distribuída. Membro da comissão da Abnt que desenvolveu a NBR 16690 – Instalações Elétricas: Arranjos Fotovoltaicos, palestrante e disseminador de conhecimento, autor do blog www.viniciusayrao. com.br

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ESTRUTURAS

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METÁLICAS

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SOLAR

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Entrevista

A Revista RBS Magazine traz uma entrevista com LEANDRO KUHN, Diretor Comercial da L8 ENERGY. A empresa é especialista em produtos fotovoltaicos e uma das patrocinadoras do Fórum GD - Região Sudeste em 2019

RBS Magazine - Nos conte um pouco sobre a história da L8 Energy no mercado de energia solar no Brasil. LEANDRO KUHN - A L8 iniciou suas operações em 2014, e a DISTRIBUIÇÃO de Geradores Fotovoltaicos para todo o Brasil em 2017. Em 2018 experimentamos um crescimento de 500% neste segmento, e estamos muito satisfeitos com o resultado.

Também temos a nossa loja online disponível pelo site loja.l8energy. com que ajuda desde o dimensionamento até a precificação do sistema gerador fotovoltaico. RBS Magazine - Nos fale um pouco sobre os projetos da empresa voltados para a Garagem Solar. O que é uma garagem solar e quais benefícios ela traz para quem deseja investir?

Nosso faturamento em 2018 ultrapassou a barreira dos R$50.000.000,00, e isto é fruto da boa aceitação da energia solar no Brasil.

A Garagem Solar pode ser instalada em uma residência com 1 ou 2 veículos, ou mesmo para um estacionamento grande, e além de abrigar os veículos produz energia através do sol.

RBS Magazine - Quais os projetos da empresa para 2019? O que o mercado de geração distribuída pode esperar para os próximos meses?

Qualquer garagem representa um investimento na obra, e se você abater este valor do sistema fotovoltaico, o retorno é ainda mais rápido.

Para 2019 esperamos também um forte crescimento, principalmente pela possível mudança na regulamentação, que deve acelerar ainda mais as instalações dos geradores fotovoltaicos.

A nossa Parceira para as Garagens Solares é a Alusol, fábrica localizada em Curitiba.

Além disto, a L8 disponibilizou, a partir de janeiro de 2019, um gerador de fotovoltaico de baixo custo para competir com os chineses nacionalizados, e já sentimos a boa aceitação deste produto.

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RBS Magazine - Outro projeto também focado pela L8 Energy são os Sistemas de Medição do desempenho do sistema. Nos conte um pouco sobre eles e como os mesmos podem contribuir para o mercado de Geração Distribuída brasileiro. Os Sistemas de Medição, ou Smart

Metering, são importantes para o consumidor saber, em tempo real, a quantidade de energia gerada e consumida pela sua residência / comércio / indústria. Com isto, ele pode "auditar" a concessionária de energia, e acompanhar o desempenho do seu gerador. Tudo pelo celular! Disponibilizamos este sistema com o logo do Instalador, de forma que ele pode agregar valor para seu Cliente, além de controlar, suportar, e manter melhor toda a sua base instalada. RBS Magazine - A L8 Energy é patrocinadora ouro do Fórum GD - Região Sudeste em 2019! Como é para a empresa participar de um evento como este e na sua opinião qual a importância dele para o setor? Estes eventos são importantes para o amadurecimento do mercado, e ficamos felizes em participar do Fórum GD Sudeste, principalmente pelo fato dele ocorrer em MG, que é o estado mais evoluído em GD. Entendemos que a qualidade dos geradores fotovoltaicos no Brasil ainda precisa melhorar, e procuramos dar a nossa contribuição para isto.


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Audiência Pública que trata sobre o aprimoramento do Sistema de Compensação de Energia receberá contribuições até 19 de abril

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Novas regras foram explicadas durante webconferência pela ANEEL

Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) promoveu no dia 31 de janeiro uma webconferência pelas redes sociais à fim de tratar sobre a audiência pública 001/2019 que trata sobre a resolução normativa nº 482/2012 sobre micro e minigeração distribuída no Brasil. Durante o webinar, como é chamado este tipo de evento, os participantes tiveram a oportunidade de enviar perguntas em tempo real para os palestrantes. A apresentação foi transmitida simultaneamente pelo portal da ANEEL, Youtube e Facebook. A interação foi coordenada pelas Superintendências de Regulação dos Serviços de Distribuição e de Comunicação e Relações Institucionais da ANEEL. Atualmente o Brasil conta com 46.500 unidades geradoras no país, as quais contam com uma potência acumulada em micro e mini geração distribuída de 571,72 MW segundo a ANEEL. A energia excedente gerada por cada unidade consumidora, por sua vez, é injetada na rede e pode ser utilizada pelo consumidor quando necessário sem custo pelo fornecimento, uma vez que a mesma funciona como uma bateria onde a rede devolve a energia injetada de acordo com a demanda do consumidor. Todo esse processo se chama Sistema de Compensação de Energia Elétrica, o qual foi debatido durante a webconferência. O evento serviu para que uma análise sobre as diferentes alternativas para o Sistema de Compensação de Energia Elétrica fosse feita, uma vez que ele é considerado fundamental para o crescimento de Geração Distribuída no país. A análise foi baseada na necessidade de definir uma forma de valoração da energia injetada na rede e que permita o crescimento sustentável da geração distribuída no Brasil.

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O atual sistema de compensação vem gerando impasses no setor, pois as distribuidoras de energia alegam que o atual sistema impede a remuneração adequada da rede de distribuição, que acaba sendo paga pelos consumidores que não possuem geração própria. Em contrapartida, os instaladores e consumidores que possuem micro e mini geradores de energia afirmam que o modelo deve continuar, pois possuem inúmeros benefícios e contribuem para a consolidação do mercado. Durante a Consulta Pública número 10, realizada em 2018 pela agência foi possível verificar uma análise de impacto regulatório, a qual apontou soluções para o crescimento sustentável da geração distribuída no país. De acordo com Daniel Vieira, especialista em regulação da ANEEL, várias pesquisas foram realizadas a fim de encontrar alternativas para mudança no sistema de compensação de energia. As alternativas encontradas segundo ele são diferenciadas pela forma com que as mesmas valoram a energia injetada na rede considerando diferentes componentes da tarifa de fornecimento. O especialista explicou que a alternativa 0 significa que o sistema continuará como está hoje, ou seja, o consumidor injeta a energia na rede e pode utilizar a mesma quantidade futuramente. A alternativa 1 o consumidor com transmissão pagaria pelo valor correspondente ao transporte na distribuição da energia que foi consumida, ou seja 28% do kW/h utilizado. Já na alternativa 2 o consumidor pagaria por todo o transporte na distribuição e na transmissão pelo valor que foi consumido o que equivale ao valor de 34% do kW/h utilizado. A alternativa 3 corresponde ao pagamento do transporte e dos encargos e que equivaleria ao valor de 41% do kW/h. Na alternativa 4 o consumidor além de pagar todas as questões já ditas nas al-

ternativas anteriores também pagaria ao valor relacionado as perdas durante o transporte o que seria referente a 49% do kW/h. E na última alternativa, que seria de número 5, o micro e mini gerador de energia pagaria por todas as componentes tarifárias, porém sem a tarifa correspondente a compra da energia. Para os especialistas da ANEEL as alternativas foram criadas após uma análise feita no setor que mostra que o mercado de Geração Distribuída traz uma redução do mercado da distribuidora, o que diminui a remuneração da concessionária e aumenta o valor da tarifa de energia para demais consumidores que não geram sua própria energia. Porém a energia gerada através de sistemas de GD trazem benefícios importantes de acordo com os especialistas como a diminuição nas perdas de distribuição e de transmissão de energia e uma maior disponibilidade de energia para ser entregue aos demais consumidores. Além é claro, segundo Vieira da geração de empregos e também da redução de CO2 na atmosfera. Considerando as modificações, a ANEEL acredita que até 2035 cerca de 17 Gigawatts de potência instalada em micro e minigeração distribuída local. Já sobre a Micro e Mini geração remota, a qual a compensação de energia se dá em locais diferentes onde ela é gerada, a agência acredita que 21 GW serão produzidos até 2035. A audiência pública criada sobre o assunto e que irá aprimorar o Sistema de Compensação Pública irá receber contribuições até dia 19 de abril de acordo com a agência e as sessões presenciais acontecerão nos dias 21 de fevereiro em Brasília, no Distrito Federal, 14 de março em São Paulo, capital e 11 de abril em Fortaleza, no Ceará.


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Entrevista

Confira na íntegra a entrevista completa com MARCELO LOBO, CEO da empresa CLAMPER! A empresa é especializada na proteção de equipamentos eletroeletrônicos.

RBS Magazine - Nos conte um pouco sobre a história da CLAMPER e como ela vem evoluindo ao longo dos anos no Brasil. MARCELO LOBO - A CLAMPER é uma empresa 100% brasileira, especialista em proteção de equipamentos eletroeletrônicos contra raios e surtos elétricos e líder no Brasil nessa área. A empresa faz parte de um seleto grupo de empresas brasileiras que, além de fabricar, também desenvolve seus produtos e soluções no Brasil. São 27 anos protegendo desde equipamentos pessoais e residenciais até equipamentos profissionais que garantem a operação de grandes empresas das mais diversas áreas, telecomunicações, energia, óleo e gás, mineração, iluminação, transporte, bancos, dentre vários outras. A eficácia das nossas soluções e a busca incessante pelo sucesso dos nossos clientes são reconhecidas através de diversas premiações recebidas dos veículos de comunicação mais relevantes dos vários setores em que atuamos. Nossos produtos são utilizados em mais de 20 países e temos duas subsidiárias, uma no México e outra nos Estados Unidos. Somos apaixonados pelo que fazemos e muito conscientes do nosso importante papel na sociedade. Equipamentos eletroeletrônicos estão cada vez mais presentes na nossa vida, não somente para o nosso bem-estar, mas para garantir a operação de serviços essenciais de saúde, transporte, educação, comunicação, segurança e energia. Por isso, temos a importante missão de oferecer soluções que garantam o funciona-

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mento e a longevidade desses equipamentos eletroeletrônicos. O mercado de energia solar fotovoltaica pode contar com uma nossa equipe comercial para a oferta dos melhores produtos e os melhores preços, com nossa equipe de suporte técnico para apoio nos projetos e nas aplicações e com nossa equipe de pesquisa e desenvolvimento para a criação de soluções customizadas. RBS Magazine - Quais novidades a empresa pretende trazer em 2019?

ro em relação a empresas brasileiras que investem em estruturas de fabricação e pesquisa e desenvolvimento no nosso país, gerando volume significativo de empregos e oferecendo soluções adequadas às necessidades do nosso mercado. RBS Magazine - O setor de Geração Distribuída com fontes renováveis está em crescimento no Brasil e o Fórum GD - Região Sudeste vem com o intuito de fortalecer o assunto em uma das regiões que mais possui conexões neste tipo de produção de energia. Na sua opinião qual a importância do evento e por que a CLAMPER decidiu fazer parte desta história?

Estamos trazendo a nossa linha de caixas de junção (“string boxes”) CLAMPER Solar SB, para a proteção e seccionamento de sistemas de geraO Fórum GD é um evento de extrema ção de energia solar fotovoltaica. importância porque promove o inRBS Magazine - Os Dispositivos de tercâmbio de ideias e soluções, bem Proteção contra Surtos são muito como o networking entre os vários importantes para o setor elétrico e a participantes desse mercado. Para a CLAMPER é especialista neste tipo de CLAMPER é um prazer e uma granproduto. Qual é o diferencial da em- de oportunidade poder estabelecer parcerias, estreitar relacionamentos, presa? conhecer novidades e novas demanNosso diferencial é a relação de con- das do mercado e apresentar suas fiança que conseguimos construir soluções. O mercado de geração de com o mercado nesses 27 anos. energia solar fotovoltaica é uma prioHoje, somos líderes no Brasil e mui- ridade da empresa e envidaremos toto respeitados mundialmente. São dos os nossos esforços para entregar milhões de produtos aplicados em sempre o melhor ao mercado. residências, empresas de todos os portes e áreas públicas com extrema eficácia. Investimos entre 5 e 10% do nosso faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Temos laboratório próprio com geradores de impulsos característicos dos raios e surtos elétricos. Além disso, há um crescente reconhecimento do mercado brasilei-


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Entrevista

A revista RBS Magazine traz uma entrevista com OLÍRIO JÚNIOR, Diretor da SOU ENERGY A empresa é patrocinadora Bronze do Fórum GD - Região Sudeste RBS Magazine - Nos fale um pouco sobre a Sou Energy e seus projetos voltados para o setor de Geração Distribuída. OLÍRIO JÚNIOR: A Sou Energy Solar é uma empresa referência em instalação e distribuição de sistema solar fotovoltaico de alta eficiência aqui no Ceará. Fazemos parte do futuro do mercado da energia limpa, porque oferecemos diferentes oportunidades de fornecimento sustentável. Ela está sediada no Ceará, contamos com a parceria de fornecedores globais, líderes de mercado e de qualidade. Temos como objetivo desenvolver o mercado de distribuição de equipamentos fotovoltaicos em todo território nacional. Nossos projetos são desenvolvidos para as diferentes condições de captação de luz e otimização dos resultados em comércio, indústria, residências. RBS Magazine - Qual o diferencial da empresa em relação ao setor de energia solar fotovoltaica? Um dos nossos diferenciais é a parceria com as fabricantes líderes em seguimento. A SMA, por exemplo, é uma empresa alemã especialista no âmbito de tecnologia de sistemas, conta com mais de 30 anos no desenvolvimento e distribuição de inversores fotovoltaicos de alta qualidade e de tecnologias inovadoras para a gestão inteligente da energia. Além disso, contamos com a fabricante chinesa Hoymiles, empresa de alta tecnologia focada na produção de micro inversores, que tem o apoio de um laboratório chave criado especialmente para a disciplina de Eletrônica de Potência e tem feito progressos notáveis em termos de tecnologia e

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mercados desde a sua fundação. Também temos a colaboração do fabricante chinês de módulos fotovoltaicos GCL, que dedica-se a promover a ampla aplicação da energia solar no mundo. Após anos de expansão e desenvolvimento, a GCL tornou-se o fornecedor líder mundial de materiais fotovoltaicos e o especialista para fornecer as soluções de sistemas fotovoltaicos mais profissionais. Temos uma equipe de engenharia própria que é treinada regularmente pelos fabricantes que temos parcerias. Deste modo, conseguimos auxiliar o integrador em suas dúvidas, dando-lhes as melhores orientações e instruções; Oferecemos preços competitivos devido a nossa parceria direta com os fabricantes, realizando compras de grande porte. Com isso, ofertamos ao mercado preços atrativos que, aliados à qualidade de nosso atendimento e à nossa logística, nos proporciona uma crescente posição no mercado da distribuição de equipamentos fotovoltaicos. Contamos com um estoque abastecido para atender todo o território nacional. RBS Magazine - Quais gargalos ainda faltam ser definidos na sua opinião em relação ao desenvolvimento do setor de Geração Distribuída no país? Os altos impostos de importação, custos altos do transporte rodoviário e falta de políticas governamentais para o incentivo de produção de energia fotovoltaica. RBS Magazine - Qual a importância de uma boa capacitação para profissionais que desejam investir no setor fotovol-

taico? Sabemos que a SOU Energy oferece cursos e treinamentos para o setor e gostaríamos que explicasse um pouco mais sobre eles. A capacitação promove o aumento da profissionalização do mercado de investidores, o aumento de conhecimento técnico sobres os equipamentos e de suas capacidades, viabilizando projetos melhores e mais eficientes para seus clientes. Dessa forma, o mercado fica mais aquecido com a maior quantidade de profissionais qualificados no mercado. A Sou Energy Solar vem dar a sua contribuição para profissionais deste segmento, por meio da qualificação ofertada em cursos em nossa sede que ocorrem bimestralmente. Os módulos são voltados para as áreas de instalação, projetos e vendas de sistemas fotovoltaicos, cuja carga horaria varia entre 20 a 30 horas. RBS Magazine - A empresa é patrocinadora Cultural do Fórum GD - Região Sudeste. Na sua opinião qual a importância de eventos segmentados como fórum para o setor e por que a empresa decidiu fazer parte dele? Além de divulgar regionalmente a energia solar como alternativa de fonte energética renovável, a importância desses eventos segmentados é proporcionar aos profissionais da área o conhecimento das tecnologias vigentes no mercado e apresentar os grandes players e cases de sucesso. Decidimos fazer parte deste fórum, pois temos o intuito de fomentar o mercado e ajudar na divulgação da energia solar em todo o território nacional.


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Sices Brasil, a maior provedora de soluções em energia solar do país, está preparando um ano repleto de novidades. Para receber em primeira mão todos os lançamentos, financiamentos, seguros, eventos e promoções do mercado de energia solar acesse nosso website.

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energia do futuro

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RBS Magazine ED. 26  

• Institucional Sices • Programação Fórum • Entrevista Pedro Bet - PHB SOLAR

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