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Vol. 04 - Nยบ 21 - MAR/ABR 2018

www.revistabrasilsolar.com ISSN 2526-7167


ÍNDICE

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Entrevista com Carlos Evangelista Presidente da ABGD - Associação Brasileira de Geração Distribuída

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Considerações sobre geração com fontes renováveis e armazenamento de energia

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Programação do Fórum GD 2018 – Fórum Regional de Geração Distribuída com Fontes Renováveis

EDIÇÃO

FRG Mídia Brasil Ltda.

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JORNALISTA RESPONSÁVEL

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PUBLICAÇÃO: Bimestral CONTATO: +55 (41) 3225.6693 +55 (41) 3222.6661

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Carlos Evangelista, Aurélio Souza, Carlos Bebiano, Carlos Kleber, Olírio Júnior, Claudio Loureiro, Jussara Mattuella, Florian Wessendorf, Liciany Ribeiro

DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA

Empresas do setor de energia solar fotovoltaica, geração distribuída e energias renováveis, sustentabilidade, câmaras e federações de comércio e indústria, universidades, assinantes, centros de pesquisas, além de ser distribuído em grande quantidade nas principais feiras e eventos do setor de energia solar, energias renováveis, construção sustentável e meio ambiente. TIRAGEM: 5.000 exemplares VERSÕES: Impressa / eletrônica

Os artigos e matérias assinados por colunistas e ou colaboradores, não correspondem a opinião do RBS Magazine - Revista Brasil Solar, sendo de inteira responsabilidade do autor.

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O especial da RBS Magazine que agora está em sua 3ª edição, traz a opinião do Presidente da ABGD, sobre o atual cenário, futuro e perspectivas do setor de Geração Distribuída com Fontes Renováveis no Brasil. Carlos Evangelista Presidente da ABGD

Os principais especialistas e empresários do setor estão sendo entrevistados desde dezembro de 2017, pela RBS Magazine, principal e oficial veículo de comunicação, dos setores de Energia Solar Fotovoltaica e Geração Distribuída com Fontes Renováveis. (Já participaram as empresas SICES Solar e PHB Solar).

A ABGD, é a associação oficial que representa os interesses do setor de Geração Distribuída com Fontes Renováveis no Brasil RBS MAGAZINE - Qual a expectativa de crescimento do setor GD para os próximos anos? A expectativa é a melhor possível, segundo a BNEF (Bloomberg New Energy Finance), em 2040, 32% da matriz elétrica brasileira será de fonte solar fotovoltaica, das quais 75% serão produzidas no modelo de geração distribuída. O mercado continua crescendo a taxas altíssimas, apesar da conjun- número animador comparado com tura econômica do pais. Há mais de 2012, no entanto, pífio comparado 27.000 conexões em GD, esse é um com outros países. Temos mais de 80 4

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milhões de UC´s (unidades consumidoras) onde seria possível ter-se produção própria de energia conciliado com o consumo. Para maximizarmos nossos resultados, atingindo um valor de equilíbrio e colocando o Brasil a frente desse setor necessitamos de várias ações de médio e longo prazo que podem influenciar positivamente toda a cadeia produtiva ligada a geração distribuída. Eu sempre chamo atenção para quatro pontos: estabilidade regulatória, financiamento facilitado, difusão do conhecimento e desbu-


rocratização dos procedimentos de conexão.

levar diversas formas de capacitação e treinamento ao mercado brasileiro de Geração Distribuída.

RBS MAGAZINE - Como você avalia o crescimento do setor no Brasil desde Concomitantemente, trocamos muitas informação do setor com o mer2013 até os dias de hoje? cado, de forma a alavancar o procesEsse setor está com uma taxa de cres- so de certificação profissional que já cimento muito acima do usual em era dominado pelo SENAI, visando mercados similares; principalmente adaptá-lo para que também fosse devido a tendência mundial de subs- aplicado com eficiência na profissão tituir a matriz elétrica oriunda de de Instalador de Sistemas fotovoltaifontes fósseis por fontes renováveis cos. e também a tendência, já consolidada, de priorizar a geração distribuída Muitas ações da ABGD foram efeticom fontes renováveis, buscando a vadas visando capacitação e treinamento das empresas e profissionais eficiência energética. do setor FV. Como já comentado anPelo gráfico abaixo se percebe fa- teriormente, a Certificação para Procilmente como o crescimento está fissionais Fotovoltaicos oferece aos sendo agressivo no Brasil, apesar da clientes e distribuidoras um maior conjuntura econômica desfavorável. grau de proteção e confiança uma vez

Para se chegar ao ponto que estamos hoje, foram inúmeras reuniões, discussões, seminários e debates, incluindo até uma missão brasileira na Alemanha para estudar e debater esse assunto. Em fevereiro de 2018 tivemos a primeira turma certificada pelo CCSP (Sistema SENAI de Certificação de Pessoas). RBS MAGAZINE - Quais os principais desafios que você identifica para que o setor possa alcançar resultados expressivos nos próximos anos? O setor elétrico vem passando por profundas transformações, tanto no Brasil quanto no mundo, novas tecnologias estão surgindo, novos modelos de negócios e principalmente, a postura dos consumidores frente aos fornecedores está mudando (“prosumidor”). As pessoas estão deixando de serem meras consumidoras passivos para serem agentes ativos e atuarem fortemente sobre as variáveis da rede. Além disso, novas tecnologias como, “Internet das Coisas” e “Indústria 4.0”, “Blockchain”, “Storage”, assim como a chegada dos carros elétricos em escala, todos esses são fatores que irão mudar completamente o mercado de “utilities” e a maneira como interagimos com os provedores de energia. O principal desafio será estarmos preparados para essas transformações, implementa-las com eficácia e manter o mercado equilibrado, com isonomia para todos os agentes envolvidos, priorizando a segurança energética, estabilidade regulatória e claro, a tão desejada modicidade tarifária.

RBS MAGAZINE - A ABGD tem investido bastante na capacitação de mão de obra qualificada para o setor GD. Fale um pouco sobre essas ações que estão sendo feitas como, por exemplo, com a parceria com o Senai. No final de 2017 firmamos uma parceria e convênio com o SENAI visando

RBS MAGAZINE - Quais as principais conquistas que o setor conseguiu nos últimos anos e que foram fundamentais para que se pudesse ter esse crescimento que tivemos? que os profissionais certificados cumpriram a exigências do setor (carga horária mínima em cursos reconhecidos, NR10, NR35, etc), conhecem e aplicam as normas técnicas, atendem as pré-qualificações necessárias e foram aprovados em um exame teórico e prático conduzido pelo SENAI.

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Foram várias conquistas, poderia discorrer sobre algumas mas prefiro dar destaque para uma que acho fundamental. A difusão do conhecimento! Qualquer que seja a tecnologia, segmento, setor ou mercado que desejamos


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que reúne provedores de soluções, EPC's, integradores, distribuidores, fabricantes, empresas de diferentes tamanhos e segmentos, além de proO Brasil possui excelentes profissio- fissionais e acadêmicos do setor, que nais em todos os níveis, no entanto, têm em comum a atuação direta ou ainda encontramos dificuldades para indireta na geração distribuída oriununir a área acadêmica com a área da de fontes renováveis. empresarial e os órgão do governo. A ABGD se predispõe a represenNeste setor que atuamos, geração distribuída com fontes renováveis, tar e defender os interesses de seus isso foi conseguido com a Chamada associados junto aos órgãos governa13/2011 da ANEEL que viabilizou di- mentais, entidades de classe, órgãos versos projetos de P&D no mercado, reguladores, "players" do setor, e alguns com maior sucesso, outros mais do que isso, trabalhar em prol com menor, mas o que importa é que da inclusão dos diferentes setores esse foi o gatilho chave para chegar- da sociedade, para se beneficiarem mos a maturidade comercial/tecno- ativamente da Geração Distribuída, lógica que nos encontramos atual- incorporando os conceitos de sustentabilidade, retorno financeiro, segumente em GD. rança jurídica, eficiência energética e previsibilidade de gastos, no que tange a “geração” e consumo de energia no mesmo local. atuar, sem o domínio do conhecimento não há como prosperar e avançar.

Sobre a ABGD COMO TUDO INICIOU... Uma reunião de empresários do segmento FV em torno de um tema comum, Geração Distribuída com fontes renováveis, culminou com um encontro e posteriormente uma assembléia formal onde concluíram pela necessidade de uma entidade que pudesse agregar valor e atender às demandas políticas, técnicas e regulatórias que o setor necessita. Sendo assim, em 28 de setembro de 2015, vinte empresários se reuniram em São Paulo e fundaram a ABGD - Associação Brasileira de Geração Distribuída; pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, 8

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• Eliminar ou mitigar ao máximo todas as barreiras regulatórias, fiscais, políticas e econômicas que impedem a rápida expansão da geração distribuída. • Promover ativamente a geração distribuída, apresentando-a aos diversos setores da sociedade como um dos meios mais eficientes para diversificação da matriz elétrica, economia de energia, eficiência energética, sustentabilidade do meio ambiente e distribuição de renda, de maneira simples, direta e eficaz. • Divulgar instrumentos e informações para os associados maximizarem o desenvolvimento de seus negócios, aumentarem sua especialização técnica, aprimorarem seu conhecimento e minimizarem ao

máximo os riscos inerentes ao negócio. • Criar e difundir padrões de excelência que garantam a segurança, alto grau de qualidade e profissionalismo em todas as instalações de geração distribuída. • Concentrar coordenar encontros entre as empresas do setor, por meio de reuniões, workshops, congressos, debates e demais meios, visando agregar valor, trocar experiências, expandir know-how e compartilhar conhecimento. • Divulgar dados e fomentar o crescimento do mercado de Geração Distribuída; • Buscar a padronização das regras de conexão nas 63 distribuidoras do Brasil; • Regulamentar normas de instalação para a Geração Distribuída; • Criar uma certificação para Instaladores de Sistemas Fotovoltaicos; • Trabalhar nos agentes financeiros para um efetivo financiamento do setor; • Atuar nos fatores políticos, econômicos e tributários que afetem o setor; • Desenvolver mecanismos de apoio e proteção às empresas associadas; • Unir as Associações e empresas com afinidade a esses objetivos, buscando o crescimento do setor.


Artigo

O MERCADO CRESCENTE DAS FONTES RENOVÁVEIS E ARMAZENAMENTO DE ENERGIA

Eng. Aurélio Souza - Diretor - Presidente USINAZUL - Pesquisador LSF/IEE/USP

Introdução No meu último artigo, mencionei a competitividade da energia solar e eólica frente a geração fóssil, em particular, o gás e carvão. As previsões do ano passado já eram de redução de preço em alguns mercados mais maduros, e parecia que a “Era Fóssil” estaria se aproximando do fim. Há 24 anos no setor de energia solar, escutava sempre que o dia da energia solar chegaria, bem, se não for agora, não sei quando será.

Leilões de Energia e os custos decrescentes

No início de 2018, o Custo Nivelado da Eletricidade (Levelized Cost of Energy - LCOE1) de referência para a energia eólica terrestre (on shore) estava em US$ 55,00 (R$182,00) por megawatt-hora (MWh), para a energia solar fotovoltaica este número estava em torno de US$70,00 (R$231,00) por MWh, para ambas as fontes, uma redução de cerca de 18% abaixo do mesmo período do ano passado. Já em abril de 2018, o custo médio contratado no último leilão ocorrido foi de R$67,60 por MWh para fonO que parecia o fim da Era Fóssil, agora é te eólica e R$118,07 por MWh para fonte solar, cada vez mais concreto, apesar do leve aumen- deságios de 73,5% e 62,2% respectivamente, to dos custos da energia solar verificado no final comparado com o preço de referência definido ano passado, os recentes leilões de energia dos na fase pré-leilão. vieram para sacramentar o inevitável: o mercado de energia está mudando rapidamente e as Este resultado “espetacular”, tornou estas fontes renováveis vieram para ficar de vez. fontes de energia as mais competitivas no país, atingindo patamares de preço dos mercados O terceiro elemento que surge nesta equa- mais desenvolvidos no mundo. A Tabela 1- Reção, até pouco tempo invisível para muitos, é o sultado Leilão de Energia Nova (A-4) de abril armazenamento de energia em baterias conec- de 2018, apresenta estes dados sistematizados tadas à rede, que junto com a geração de ener- pela CCEE. gia limpa e renovável, está mudando a forma como se compra (ou faz geração própria) e se As energias eólicas e solares fotovoltaicas utiliza a energia no uso final. veem reduzindo sistematicamente seus custos

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Artigo

e aumentando sua posição competitiva, graças à queda dos custos de capital, favorecidas pelo desenvolvimento de tecnologias mais baratas, ganhos em eficiência e aumento da escala global. Será importante observar ao longo do tempo, quais usinas do leilão de energia nova (A-4) de abril de 2018 de fato sairão do papel, pois, recentemente, muitos devem se recordar de projetos solares e eólicos que foram descontratados, alegando condições de contorno e viabilidade econômico-financeira diferentes da fase pré-leilão. Confesso que até hoje não entendo como estas coisas acontecem no Brasil, pois tenho certeza que excelentes projetos, com reais capacidades de serem implantados ficaram de fora do certame, pois saíram do páreo acima da linha de corte, e porque foram cautelosos e não “mergulharam” tanto nos preços, quantos os mais agressivos, que logo depois ficaram “arrependidos”, na falta de outra palavra. Custos Internacionais Crescentes da “Commodity” Módulo Solar Para a GTM Research2, consultoria americana no setor de energia, a principal constante na indústria solar nos últimos 30 anos é a redução dos preços dos painéis solares. As principais matérias-primas, como o silício, estão mais baratas, a tecnologia de fabricação se automatizou e os painéis são fabricados de forma mais rápidos e eficientes, além dos ganhos de escala já mencionados. Mas, a tendência se inverteu nos EUA e resto do mundo em 2017, e quem participou do Congresso Brasileiro de Geração Distribuída organizado pela ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída) em Fortaleza, no final de 2017, escutou diretamente dos principais fabricantes do mundo que os preços “iriam subir”, e subiram. Segundo a GTM Research, os preços dos painéis solares subiram quase 25% em 2017 e os preços globais de sistemas fotovoltaicos também aumentaram. Houve alguns fatores principais que 12

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elevaram os preços, e, se as tendências continuarem, isso poderá impactar uma ampla gama de empresas fabricantes de módulos fotovoltaicos ainda em 2018. A tabela abaixo mostra o aumento do custo da matéria prima, silício policristalino (Polysilicon), das fatias de silício chamadas de wafers, das células (cells) fotovoltaicas e, finalmente, o conjunto de células que compõem os módulos fotovoltaicos. Tabela 2 – Preço (US$) do silício policristalino, células e módulos solares (Q4 2016 a Q4 2017) Fonte: GTM Research, 2017.

Os preços baixos no final de (Q4) 2016 (U$0,39) e início (Q1) de 2017 (U$0,38) inverteram a tendência histórica de baixa, aumentando no segundo semestre (Q2) de 2017 (U$0,40), quando os desenvolvedores de projetos correram para comprar módulos solares, e, assim, prevaleceu a lei da oferta e demanda e o preço continuou a subir (Q3) em 2017. Contudo, é importante considerar uma outra análise deste mercado, que apesar do preço mais alto dos módulos fotovoltaicos, os benefícios não estão sendo distribuídos uniformemente entre os principais fabricantes e as margens de lucro estão diminuindo. Neste cenário de altas de preços de módulos e baixas margens, as empresas Americana First Solar e a empresa SunPower tiveram desempenhos acima do esperado, e acima das outras empresas de primeira linha (Tier1). A First Solar é a maior fabricante de painéis solares nos EUA, e ocupa uma posição única de evitar a nova tarifa de 30% de imposto de importação, sancionada pelo Governo Americano no início deste ano, e assim a empresa deverá seguir em vantagem competitiva de preço e provavel-


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mente obterá fortes margens como resultado. A outra empresa, a SunPower é um fabricante de energia solar de alta eficiência, por isso vende a maioria dos painéis solares para os mercados residencial e comercial, que são menos sensíveis ao preço do módulo fotovoltaico, que fica diluído nos custos dos demais componentes e instalação. Isso torna o produto da SunPower atraente, especialmente na medida que os preços do módulo solar, que funcionam como um commodity, aumentam.

gia renovável frente a energia de fonte fóssil (Gás e Carvão), é uma ameaça crescente à posição até então confortável da energia “suja” no mix global de geração de eletricidade.

O relatório Tendências Globais de Investimento em Energia Renovável 2018, que apresenta números da Escola de Frankfurt e a BNEF, contabilizou a adição de 98 GW (gigawatts) na matriz global em 2017, número maior do que a soma líquida das demais renováveis, fóssil e nuclear, e A maioria dos fabricantes Chineses de pri- representou 57% do investimento total em todas meira linha estão vendo os custos dos insumos as energias (excluindo as grandes hidrelétricas), mais altos comprimindo suas margens de lucro, estimado em US$ 279,8 bilhão. A China contribuiu e isso poderá comprometer a saúde financeira de com 53 GW desta fatia, mais da metade do total, muitas destas empresas, ainda em 2018. O gráfi- com US$ 86,5 bilhões investidos, representando co3 abaixo apresenta margem de lucro bruta das 58% do total. A China também lidera o investiempresas Jinko Solar, JA Solar e Hanwha Q-Cells, mento em energias renováveis, com US$ 126,6 que foram todas menores no ano de 2017, com- bilhões, 31% mais que em 2016. A Austrália, Méparadas com ano de 2016, apesar da tendência xico e Suécia também aumentaram seus investide preço final crescente do módulo fotovoltaico. mentos em energia renovável em 147%, 810% e 127% mais que em 2016, respectivamente, mas Gráfico 1 – Margem de Lucro Bruta das empresas nem se comparam com o volume instalado pelos Jinko, JA Solar e Hanwha Q-Cells. Fonte: YCharts, chineses. 2017 (https://ycharts.com/). Adaptado de Motley O mundo vem alcançando este resultado por Fool em 26 de março de 2017. meio das políticas públicas que visam reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa, associado com a reduções nos custos das tecnologias de geração eólica e solar e, não menos importante, com a expansão do mercado de armazenamento de energia em baterias, que flexibiliza, e muito, o uso de fontes intermitentes de energia “não despacháveis”, como são chamadas as fontes intermitentes de energia. Esta é a próxima onda no setor de energia, o armazenamento de forma centralizada e distribuída, em qualquer ponto da rede, antes ou depois A conclusão desta análise é que preços dos dos medidores, dentro ou fora de casa, negócios painéis solares fotovoltaicos irão variar com base ou indústrias. na oferta e demanda, e também nas mudanças Segundo a BNEF, as baterias estão cada vez tecnológicas, mas, a queda anual de preço da ordem de 30%, ou acima disto, pode ser coisa do mais baratas e rentáveis, começando a competir em preço com tecnologias mais tradicionais. passado. Desde 2010, os custos das baterias de íons de Razão pela qual, será interessante acompa- lítio caíram quase 80%, reduzindo custo de US$ nhar os projetos vencedores dos últimos leilões 1.000 por kWh em 2010 para US$ 209 por kWh de energia A-4, conforme Tabela 1 apresentada em 2017, queda de quase 80%, conforme Gráfico anteriormente, confirmando se os desenvolvedo- 2 na próxima página a seguir. res foram muito arrojados, se foi falta de informaAlém da redução de custos, sistemas de arção de mercado, ou, mais um blefe do mercado para travar os projetos sérios e independentes. O mazenamento de energia têm aumentado a capacidade das fontes renováveis em responderem tempo dirá. a uma séria de solicitações da rede, prestando diTendência é na direção de Fontes Renováveis com versos serviços ancilares4, por exemplo, permitindo flexibilidade no despacho de energia, outrora Armazenamento garantida por usinas com combustíveis fósseis, ou Independentemente da análise de preço na regulação de tensão, reativos, frequência, etc. global dos módulos fotovoltaicos, e menor mar- Importante ressaltar que nem todos os serviços gem de lucro bruta anual dos gigantes chineses, ancilares estão sendo devidamente remuneraa Bloomberg New Energy Finance (BNEF, 2017) dos, o que demandará uma revisão deste marco conclui que a competitividade das fontes de ener- regulatório em breve. 14

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Artigo

Gráfico 2 – Preço Médio Global de Baterias de Ions de Lítio (U$/kWh). Fonte: Frankfurt School-UNEP Centre/BNEF. 2018

Sem dúvida as usinas a carvão e gás existentes ainda desempenharão um papel importante na matriz energética mundial, mas do ponto de vista econômico, estas fontes estão claramente perdendo espaço, conclui a análise do BNEF. O espaço ocupado pelas fontes fóssil está sendo preenchido por sistemas de geração centralizados e também, sistema de geração distribuída, cada vez mais conectados a baterias com longa vida útil. O armazenamento garante a operação continuada de sistemas de fontes intermitentes, como o solar e eólico, que geram somente de dia ou quando os ventos sopram. O Amadurecimento do Mercado de Armazenamento As baterias de íons de lítio (Li-ion) compõem a tecnologia mais escolhida para os projetos de armazenamento de energia, devido a uma combinação de custo, eficiência e segurança. No entanto, bateria de outros componentes, como zinco, ferro, e outros materiais começam a ser ofertados. As baterias de íons de lítio também são as mais utilizadas em veículos elétricos e eletrônicos de consumo, como telefones e computadores portáteis, justificando o maior desenvolvimento tecnológico neste segmento. Também ganham força neste novo mercado as baterias de Fluxo (flow batteries) a base de vanádio, zinco, ferro etc, que são adotados em armazenamento de maior escala, por exemplo, em sistemas com concessionárias de energia em geração centralizada ou sistemas híbridos solar-diesel que requerem armazenamento nas suas estratégias de gestão de energia. Talvez os sistemas híbridos possam ser abordados em um novo artigo. Segundo consultoria da Navigant Research5, o mercado de baterias de Li-ion para armazenamento de energia da rede é liderado por duas empresas sul-coreanas, a LG-Chem e a Samsung SDI, seguidas pela chinesa BYD, com fábrica em São Paulo e planejando expansão para zona in16

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dustrial de Manaus, depois Panasonic e Toshiba, ambas Japonesas, mais uma fabricante sul-coreana Kokam, seguida pelas francesas Saft e Leclanché, a chinesa CATL (maior produtora de baterias automotivas) e, por fim, a canadense Electrovaya. Em resumo, Ásia (Pacifico), Europa e América do Norte. A redução de custo segue o mesmo padrão de qualquer produto de tecnologia, ganhos com as economias de escala e investimentos expressivos em pesquisa e desenvolvimento, tornando o produto mais eficiente e competitivo. Iniciativas governamentais para promover a utilização sustentável da energia impulsionarão ainda mais esse mercado, que pode chegar a R$ 23,1 bilhões até 2026, segundo projeções da consultoria Navigant Research. No entanto, com exceção da América do Norte, Europa e Ásia (Pacífico), existe uma grande lacuna regulatória que precisa ser preenchida, e novas mudanças e incentivos regulatórios precisam ser desenvolvidos para que os preços baixem o suficiente para competir no varejo e de forma largamente adotada pela população (usuários finais). No Brasil os Projetos de P&D (Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento coordenados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e concessionárias de energia) desenvolvem as primeiras experiências com armazenamento em grade escala, O P&D Estratégico da ANEEL, Chamada 21, como é conhecido, aprovou 23 propostas submetidos por instituições de pesquisa como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), dentre outras. Nos próximos anos veremos varias soluções de armazenamento de energia sendo introduzidas nas redes de energia brasileira, tanto do lado da oferta quanto do lado da demanda. E um dos principais fatores, ainda incipiente no Brasil, mas que irão fomentar muito este mercado, são os carros elétricos. Assunto para um próximo papo. 1 LCOE considera o custo de todas as despesas de geração de uma planta nova, como custos de desenvolvimento, de infraestrutura, licenciamento e permissões, equipamentos e obras civis, finanças, operações, manutenção e matéria-prima. 2 GTM Research, agora chamada de Wood Mackenzie, é uma empresa líder em análise e consultoria de mercado sobre a transformação do setor elétrico global. https://www.greentechmedia.com/research#gs.iV7=9Y8 3 A YCharts é uma plataforma de tomada de decisão de investimento baseada em nuvem, disponível em: https://ycharts.com/ 4 Serviços ancilares são aqueles que complementam os serviços principais que, na segmentação brasileira, são caracterizados pela geração, transmissão, distribuição e comercialização. Estes serviços, em um sistema integrado como o brasileiro, se caracterizam por relações causa-efeito que afetam o sistema como um todo e que ultrapassam as fronteiras da área de abrangência das empresas e/ou dos serviços principais (INEE, 2006). 5 A Navigant Research é uma empresa de consultoria e pesquisa de mercado que fornece uma análise detalhada dos mercados globais de tecnologia limpa. https://www.navigantresearch.com/.


Entrevista

A RBS Magazine traz uma entrevista exclusiva com Carlos Bebiano diretor da

SSM Estruturas Metálicas

A empresa é "Patrocinadora Bronze" do Fórum GD - Fórum Regional de Geração Distribuída. O evento será realizado na cidade de Porto Alegre/RS, no Hotel Plaza São Rafael, nos dias 17 e 18 de maio de 2018!!

RBS Magazine - Nos conte um pouco nários para atendimento da demansobre a SSM? Estruturas Metálicas da crescente. Solar e como ela vem atuando no RBS Magazine: Quais gargalos o mercado atualmente.? setor ainda precisa vencer para se Sou Carlos Bebiano – Diretor da SSM desenvolver com mais qualidade na Estruturas Metálicas. A empresa visão da SSM? nasceu em 2011 quando percebi a necessidade de mudança para um Com a crescente demanda do mermercado totalmente novo em nos- cado, nosso principal objetivo é a so país. Sendo assim, atuamos em busca constante para melhorias grandes projetos fotovoltaicos para contínuas de nossos produtos e geração distribuída em todo o Brasil processos. Acreditamos que a loe atendemos também: Argentina, gística é que faz a grande diferença Uruguai, Chile, Bolívia e atualmente para um atendimento melhor e ráestamos negociando com o merca- pido, com qualidade e prazos reais e satisfatórios? do Colombiano. RBS Magazine - Quais projetos e no- RBS Magazine - O Fórum GD visa forvidades a empresa traz para seus talecer ainda mais o setor de geração distribuída na região sul do país clientes em 2018? em 2018, na opinião da SSM como Nós lançamos uma linha totalmente eventos como ele podem contribuir inovadora com redução de até 15% com o desenvolvimento do setor? no tempo de instalação; e também agora os nossos materiais contam com 30 anos de garantia. RBS Magazine - O Setor de Geração Distribuída está em constante crescimento no país, como a SSM avalia este crescimento e como a empresa pretende atuar neste momento do setor? Nossa avaliação é positiva referente a este mercado, também estamos investindo pesado em novos maqui-

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É um Fórum em que grandes empresas e parceiros nos reunimos para traçar planos e estratégias, com o objetivo de juntos conquistarmos o fortalecimento deste mercado, destacando visão de todo o setor com um todo. RBS Magazine - A SSM Estruturas Metálicas Solar é patrocinadora bronze do Fórum GD! Quais motivos levaram a empresa acreditar no evento e como vocês enxergam o Fórum GD para o setor? Nós somos uma empresa 100% nacional. Visamos ainda mais dar credibilidade em nossa indústria e fomentar o mercado brasileiro. Este Fórum é um evento em que grandes empresas e empresários estarão com atenção voltada para o setor em que atuamos.


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Entrevista

Entrevista exclusiva com

Carlos Kleber e Olírio Júnior

Diretores da empresa Sou Energy localizada em Fortaleza/CE

A empresa já é um dos grandes destaques do setor FV/GD no Brasil, atuando em todo território nacional. Planos audaciosos de ampliação da empresa, investimentos em geração Solar FV, participação em feiras e eventos, como o CBGD 2018 & 3ª EXPOGD, onde a empresa é Patrocinadora PRATA, fazem parte de um plano para alavancar ainda mais os negócios da “Sou Energy”.

RBS Magazine - Nos fale um pouco de como começou a atuação com energia solar, pois sabemos que vocês já atuam fortemente na construção civil e engenharia, tendo inclusive como principal cliente o governo do estado e prefeitura de Fortaleza? Verdade. Somos proprietários da Ok Empreendimentos, empresa atuante na construção civil e engenharia com 11 anos de mercado, trazendo a expertise de uma equipe de excelência, possibilitando a entrega de soluções e serviços em um nível altíssimo. Essa é a nossa marca principal. Então, enxergamos na energia solar essa veia sustentável e apostamos 20

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ajudando a oferecer soluções em equipamentos e atua diretamente Com o crescimento do mercado na capacitação dos nossos profisde energia limpa, investimos ain- sionais. da mais nessa área e à incluímos no nosso ramo de engenharia, pois Os inversores SMA possuem inúmesabemos que o mundo inteiro ca- ras vantagens. Primeiro, a marca minha para isso e não é mais uma produz inversores específicos para funcionamento em países tropicais, escolha do futuro, já é o presente. e com isso podem trabalhar da meRBS Magazine - Quais são os princi- lhor forma possível, com um alto pais parceiros da SOU ENERGY nas rendimento e tendo vida útil prosoluções para o setor de Energia So- longada devido sua grande resistência. lar Fotovoltaica? fortemente nas nossas obras.

Hoje, os nossos principais parceiros na energia solar são: a fabricante de inversores SMA, marca líder mundial no mercado de inversores fotovoltaicos. Ela sempre está nos

Além disso, os inversores SMA dispõem da tecnologia OptiTrack Global Peak, permitindo que o inversor consiga trabalhar na melhor MPPT quando os módulos estão sujeitos


Os nossos equipamentos são realmente diferenciados, assim como a disponibilização de equipamentos de backup no caso da falha de algum produto...

a sombreamento ou instalados em diferentes orientações. Outra parceira forte é a APsystems, marca referência na tecnologia MLPE e também líder mundial no segmento. Acreditamos bastante na expansão dos micro inversores por permitirem que cada módulos trabalhe em uma MPPT individual, assim, facilitando o projeto elétrico, diminuindo o tempo da instalação e beneficiando o integrador e o cliente final com a segurança de não trabalhar com corrente contínua em altas tensões. É importante citar também que além dessa segurança, os micro inversores já possuem garantia de fábrica de 10 anos, podendo ser estendida até os 25 anos. Escolhemos sempre o melhor para os nossos clientes, buscando trazer novidades e soluções para sanar os problemas e dificuldades que cada instalação apresenta, aprimorando cada vez mais nossos processos. RBS Magazine - Comentem sobre os principais objetivos da Sou Energy? Nosso principal objetivo é colaborar para que o mercado fotovoltaico brasileiro desenvolva-se através de instalações com padrões elevados

Nosso principal objetivo é colaborar para que o mercado fotovoltaico brasileiro desenvolvase através de instalações com padrões elevados tanto na qualidade dos equipamentos quanto nos projetos e serviços...

tanto na qualidade dos equipamentos quanto nos projetos e serviços ofertados pelos integradores e que isso se torne uma exigência dos clientes. É importante pensar em como será essa expansão de instalações por todo o Brasil. Precisamos planejar como isso ocorrerá e de que forma irá impactar no nosso país. Logo, pensando em curto prazo, a busca por equipamentos confiáveis e instaladores responsáveis é a forma mais correta de agir. RBS Magazine - A Sou Energy tem mostrado um crescimento incrível, quais as estratégias adotadas para que isto continue? Expandimos nossa capacidade de armazenagem, aumentamos o volume de importações para atendermos os nossos clientes com pronta entrega de maneira que venhamos a firmar laços com os nossos parceiros. Porém, sabemos que é muito importante o atendimento ao nosso público na venda e no pós-venda, por isso todos os nossos colaboradores participam de treinamentos técnicos regularmente para que levem aos clientes o máximo de conhecimento dos produtos, o que reRBS Magazine

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Buscamos autonomia para você e sustentabilidade para o planeta

almente é um diferencial perante a Os nossos equipamengama de equipamentos disponíveis tos são realmente difeno mercado. renciados, assim como a disponibilização de equipamentos de backup no caso da falha de algum produto. Além disso, acreditamos que o nosso tratamento e apoio aos clientes durante todo o processo de venda ao pós-venda faz uma enorme diferença, afinal ele é assistido, acompanhado.

Nosso principal foco é ofertar uma experiência única ao comprar conosco o equipamento fotovoltaico

RBS Magazine - A “SOU ENERGY” é Patrocinadora PRATA do CBGD 2017 & 3ª EXPOGD. Qual a expectativa para o evento, e qual a importância de eventos segmentados para atenNosso principal foco é ofertar uma der a demanda do setor no Brasil? experiência única ao comprar coRBS Magazine - Quais as principais nosco o equipamento fotovoltaico. Estamos animados, afinal é uma excelente oportunidade de divulgar diferenças que a SOU ENERGY ofeAlém de oferecer cursos e treina- nossos serviços e produtos, aumenrece ao mercado brasileiro? mentos para que possam entrar tando a nossa rede de clientes pelo no mercado sugerin- Brasil. do soluções nos mais diversos aspectos Além disto, estes eventos são imporcomo: questão finan- tantes para discutirmos a expansão ceira, através de facili- da energia solar através do contato tação de crédito para com o público compreendendo as clientes integradores, dificuldades de quem está tratando soluções jurídicas diretamente com os consumidores para integradores e dos nossos equipamentos. clientes finais e, soluções para projetos di- Com certeza é muito importante fiferenciados, como os car atento às necessidades do seu de usina, por exem- cliente e por em prática planos para plo. apoiá-los. É estar junto, sempre.

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Entenda, não se trata de apenas entregar o produto, é necessário atenção e entender as necessidades do cliente.


Entrevista

Entrevista exclusiva com Claudio Loureiro da JA SOLAR A JA SOLAR é Patrocinadora "PRATA" do CBGD 2018 – Congresso Brasileiro de Geração Distribuída

O evento será realizado na cidade de Fortaleza CE, na sede do Sebrae CE, nos dias 24 e 25 de outubro de 2018!

RBS Magazine - A JA Solar é líder mundial de produtos de energia solar e foi fundada há mais de 10 anos. Conte-nos um pouco sobre sua trajetória até aqui. Claudio: A JA Solar iniciou sua operação como fabricante de células fotovoltaicas e ao longo dos anos se integrou verticalmente, passando a ser um dos 5 maiores fabricantes de módulos no mundo. A JA Solar já embarcou globalmente, aproximadamente 20 GWp desde o princípio de suas operações e com três fábricas de células e três de módulos chegaremos em 2018 a uma capacidade instalada de 9 GWp ao ano de forma sustentável. Ao longo deste processo estabelecemos o primeiro escritório da empresa na América Latina em São Paulo, tendo clara a importância do mercado brasileiro no contexto global. No Brasil tivemos a oportunidade de desenvolver diversos projetos de GD com clientes exemplares como a Axis, Engie, Faro, GreenYellow, Helio Renovaveis, Sices, Solsticio e WEG, esperando continuar retribuindo esta confiança neste e em próximos anos.

Foco em tecnologia: a JA Solar desenvolveu a tecnologia PERC - Passivated Emitter and Rear Cell - a qual leva as células e módulos fotovoltaicos a um patamar de eficiência diferenciado. Esta tecnologia já foi

A empresa é uma das referências em bancabilidade – que pode ser traduzido como segurança financeira

necessária para acompanhá-lo ao longo da vida do projeto. Tivemos exemplos recentes na indústria de empresas que deixaram de ser referência neste quesito em conseqüencia suas opções estratégicas. A JA Solar, entretanto, é uma empresa que tem por objetivo sua longevidade e sustentabilidade de suas operações. Foco no crescimento global: Temos clara a relevância do mercado brasileiro e apoiamos a instalação da primeira usina de grande porte no país, Ituverava, localizada na Bahia, de propriedade da Enel Green Power. Em julho de 2017 inauguramos o primeiro escritório na América Latina em São Paulo e temos trabalhado desde então buscando alternativas para servir nossos clientes segundo suas necessidades específicas. Isto pode traduzir-se em logística, tecnologia, visitas técnicas ou mesmo apoio aos clientes de nossos clientes. Em condições de mercado onde há extrema concorrência por preço, tais abordagens são um diferencial fundamental.

testada e encontra-se em operação nos principais mercados do mundo – China, Estados Unidos, Europa – e confirmamos recentemente negociações para embarques ao Brasil num total de 16 MWp. Além do foco em P&D, como fabricantes de nossas próprias células, temos melhor e maior gestão sobre o nosso processo produtivo e consequente- RBS Magazine - Preocupada sempre mente sobre a qualidade dos módu- em oferecer um produto de qualidade e confiança, a JA Solar sempre RBS Magazine - Desde 2010 a em- los embarcados anossos clientes. buscou inovar em suas tecnologias. presa se estabeleceu firmemente como um fornecedor líder de mó- Foco na longevidade: a empresa é Quais os principais produtos que se dulos. Quais diferenciais a empresa uma das referências em bancabili- destacaram desde a fundação da oferece para se manter como um dade – que pode ser traduzido como empresa até hoje? segurança financeira. Uma vez que dos principais players do setor? um cliente está se comprometendo A tecnologia PERC aplicada a células São três os pontos em que nos ba- com projetos de longo prazo, seus monocristalinas vem se tornando a fornecedores têm que ter a solidez referência no mercado. Este trataseamos: 24

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A JA Solar hoje tem no Brasil disponível a estrutura, a tecnologia e os casos de sucesso para comprovar seu compromisso com o mercado e dar segurança e continuidade aos seus clientes e parceiros...

mento superficial permite maiores eficiências às células - +21% - e também aos módulos - ~18.5%. Comparativamente, enquanto um modulo policristalino tradicional de 72 células começa a encontrar seus limites a 330 Wp, um módulo MONO PERC pode chega hoje a 360/365 Wp com células tradicionais e 370/375 Wp com módulos meia-célula. Qual o benefício? Menos módulos, menos estrutura, menos BOS, redução de custos de instalação e logísticos. Entendemos que esta é a tendência nos próximos anos para entregar mais energia por metro quadrado. Já para 2018 estima-se, segundo a IHS, que o market share de módulos monocristalinos chegue a 40% do volume total. Em 2017, dos 4.5 GWp instalados na China sob o programa de incentivo Top Runner, o maior volume instalado corresponde a MONO PERC – aproximadamente 70% do total. Complementando este ponto, outras tecnologias encontram-se em adoção:

da pela superfície e aumentar a relação kWh/kWp por unidade de área. A eficiência sempre estará atrelada ao tipo de superfície – neve, areia, grama, etc – mas invariavelmente a produção será incrementada.

Meia-célula ou Half-cell: tais módulos possuem melhor resistência mecânica, menor resistência em série e, para projetos de geração distribuída, o principal benefício seria o menor impacto de sombreamento. Em suma, maior potência instalada e menor impacto por soiling;

RBS Magazine - O setor de Geração Distribuída está em constante crescimento no país. Como o senhor avalia este crescimento e quais suas expectativas para os próximos anos?

LRF – Light Redirecting Film – o uso deste material permite reaproveitar a irradiância originalmente perdida pela reflexão dos bus-bars, aumentando de 1.5 a 2% a potência do módulo. Módulos bifaciais: provavelmente a próxima tendência para projetos ground-mounted. Tais módulos permitem capturar a irradiância refleti-

RBS Magazine - Quais as principais novidades, lançamentos e projetos da JA Solar para 2018? 2018 é um ano de transição, no qual os módulos deixarão de ser percebidos exclusivamente como commodities; os fabricantes que efetivamente investem em tecnologia terão uma vantagem significativa e isto será claramente percebido. Acreditamos em módulos monocristalinos de maior eficiência que utilizam de tecnologias PERC, complementadas com LRF e Half-Cell. Acredito que teremos a oportunidade trazer tecnologia de ponta ao país, aumentando a participação do volume destas tecnologias no Brasil ainda em 2018.

A GD é o carro chefe do mercado brasileiro desde a adoção da Resolução 482 e confio que permanecerá como tal. Estimo que o mercado no Brasil em 2018 deve girar em torno de 300- 350 MWp e aproveito para lembrar que o mercado tem dobrado a cada ano desde 2012, em condições macro-econômicas não tão favoráveis; desta forma, o que se pode esperar quando tivermos vento a favor? Também considero que a atualização da Resolução 687 foi um ponto chave que estimulou

a adoção da tecnologia, uma vez que clientes C&I – comerciais e Industriais - passaram a considerar, avaliar e implementar a fotovoltaica como uma alternativa, além dos usuários residenciais. Vemos isto no mercado de Telecom, Varejo, Agribusiness, entre outros. Estou certo que o setor de armazenagem e gestão inteligente de energia serão alavancados nos próximos anos. A queda nos custos de baterias e a entrada de empresas de reputação no setor certamente levará o mercado brasileiro a um outro patamar. RBS Magazine - O CBGD 2018 tem como objetivo debater sobre o setor de geração distribuída e criar oportunidades de negócios. Na sua opinião qual a importância de eventos assim para o setor e por que a JA Solar decidiu fazer parte da história do evento como patrocinador? A JA Solar hoje tem no Brasil disponível a estrutura, a tecnologia e os casos de sucesso para comprovar seu compromisso com o mercado e dar segurança e continuidade aos seus clientes e parceiros, os quais agradecemos pela confiança. Nossa opção por apoiar o CBGD neste ano tem a ver não somente com o crescimento do mercado brasileiro, mas também com a demanda de alternativas tecnológicas mais avançadas e com o refinamento do mercado. O CBGD é, portanto, fundamental para a divulgação de alternativas àqueles participantes chave da cadeia de valor, além da formação de líderes de opinião do mercado. Estive presente no evento em 2017 e retornamos em 2018 como patrocinadores por entender que este é um fórum diferenciado. RBS Magazine

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1o dia, 17 de Maio/2018

2o dia, 18 de Maio/2018

8h30 - CREDENCIAMENTO

09h00 - Eliane Peixoto Borges - coordenador nacional Energia / SEBRAE

09h00 - Abertura Diretora Regional ABGD - Rio Grande do Sul Diretora Regional ABGD - Paraná Presidente AGESolar Presidente ABGD 09h40 - Análises do mercado de GD Jeferson Borghetti Soares - Superintendente EPE estudos econômicos e energéticos 10h00 - Ações do Governo em prol de GD Dep. José Nunes - comissão Minas e Energia - RS Deputado Dirceu Dresch - comissão Minas & Energia - SC Deputado Gil Pereira - comissão Minas & Energia - MG 11h00 - Coffee 11h10 - Heitor Petry - Presidente SICREDI VRP Cooperativas de crédito - RS 11h30 - Braulio Zatti - Cresol Central SC/RS Diretor executivo financeiro 11h50 - Cooperativas de crédito e Financiamento Mara Schwengber (moderadora painel) Lucas Lucena - BNDES - Financiamento p/ projetos de GD 12h00 - Marco Morato - OCB Organização das Cooperativas do Brasil - Formação de Cooperativas 12h20 - Alexander Nunes Leitzke - Gerente de Planejamento da AGRS - Linhas de Crédito do BRDE para GD 12h40 - Perguntas 12h50 - Almoço 14h20 - Marcio Takata - CEO Greener mercado de GD em 2018 14h40 - Leonardo Diniz - gerente expansão Sices Novas tecnologias em FV 15h00 - Mercado de GD: perspectivas 2018 Carlos Evangelista - (moderadora painel) André Luis Zeni - COPEL - Geração Distribuída 15h20 - Cleber Leites diretor ABRAPCH - GD com CHG 15h40 - Taynara Reisner Mighelão - coorden. estudo "Mecado Brasil. de GD" - Instituto ideal 16h00 - Perguntas 16h10 - Coffee 16h30 - Leandro Kuhn - L8 Energy - Diferenciais em GD 16h45 - Liciany Ribeiro - diretora regional ABGD - PR demandas do PR em GD 17h00 - GD na região Sul do Brasil - Liciany Ribeiro (moderador painel) Rodrigo Correa - Presidente AGESolar - Associação Gaúcha de Energia Solar 17h15 - Dr. Rodrigo Leite - LRCSB Advogados Associados Aspectos Jurídicos em GD 17h40 - Mara Schwengber - diretora regional ABGD - RS demandas do RS em GD 18h00 - Perguntas e Encerramento

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09h20 - Wilker Lassia Dias dos Santos SENAI-SP 09h40 - Capacitação e Certificação do Profissional FV Carlos Cafe - (moderador painel) CREA-PR - Habitação do Engeiro para GD 10h00 - Carlos Felipe (CAFÉ) - diretor Estúdio Equinócio certificação do Projetista FV 10h20 - Perguntas 10h40 - Coffee 11h10 - Ildo Bet Presidente PHB - Inversores Híbridos e Storage. 11h30 - Harry Schmelzer Neto - diretor WEG / Conselho ABGD - inversores FV no Brasil 11h50 - Inversores e Projetos especiais Liciany Ribeiro (moderadora painel) Prof. Dr. Ricardo Rüther - Universidade Federal de SC inovação no mercado FV 12h00 - Rodrigo Kimura - Engie Solar - projetos de GD 12h20 - Anaibel Novas - Gerente Fronius - Modelo de integração Instalador - Prosumers 12h40 - Perguntas 12h50 - Almoço 14h20 - Guilherme Chrispim - Country Manager LIV soluções especiais - BIPV 14h40 - Paulo Marcon - CBA / Estampex - estruturas para sistema FV 15h00 - Módulos e Estruturas Aurelio de A. Souza (moderador painel) Marcelo Sousa - Busines Manager Jinko Solar - diferenciais tecnológicos 15h20 - Hugo Albuquerque - General Manager Canadian mercado de módulos em 2018 15h40 - Claudio Loureiro - General Manager JA - desafios do mercado em 2018 16h00 - Perguntas 16h20 - Rogério Duarte - Country Manager Emirates Insolaire - Soluções especiais - locação 16h40 - Rodrigo Marcolino - Diretor da Axis renováveis - VP ABGD CASE locação 17h00 - Novos Negócios em GD - Aurelio de A. Souza(moderador painel) 17h20 - Lucas Tróia - Gerente de novoc negócios Sices Brasil 17h40 - Daniel Sebben - Usinas Flutuantes - case 18h00 - Carlos Morais - Estruturas FV - Solar Group 18h20 - Perguntas e Encerramento


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Opinião

A RBS Magazine traz a opinião exclusiva da diretora do SENGE RS

Jussara Mattuella

A instituição é Apoiadora do Fórum GD 2018 - Fórum Regional de Geração Distribuída que acontece entre os dias 17 e 18 de maio em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. RBS Magazine - Nos conte um pouco sobre o SENGE RS e como ele vem atuando no estado do Rio Grande do Sul atualmente Jussara Mattuella: Ao longo de 75 anos de história, o Sindicato dos Engenheiros reafirmou a vocação para a inovação que caracteriza nossa profissão. Sempre imaginamos uma entidade que vai além da chamada Ação Sindical, função que aliás, cumprimos muito bem. Optamos históricamente em ampliar o conceito de valorização profissional estendendo nossa atuação para a prestação de serviços, disponibilização de benefícios diferenciados, um importante programa de qualificação e a inserção dos profissionais através da sua entidade na formulação de planos de desenvolvimento e qualidade dos serviços de engenharia, notadamente na esfera pública em favor da sociedade. RBS Magazine - Como a instituição enxerga o crescimento das energias renováveis no país e em especial o setor de Geração Distribuída? Analisando comparativamente a evolução do suprimento elétrico no mundo e no Brasil, pode-se dizer que no primeiro caso a mesma é baseada, principalmente, em combustíveis fósseis, tendo seus percentuais de aporte das fontes conforme segue: carvão(40%), gás natural(23%),nuclear(10%), hidráulica(16%), solar, eólica, geotérmica, maré(5%), biomassa (2%), derivados do petróleo(4%). De outro lado, o Brasil é o maior mercado de energia renovável da América Latina, gerando quase 61% de sua eletricidade a partir de usinas hidrelétricas. Outras fontes que compõe a matriz e seus percentuais de aporte são: biomassas(8%), solar(0,06) e eólica(7,64%), fóssil(16,15%), nuclear(1,19%)e importação de energia(5%). Com esta visão, a participação das renováveis no mundo é da ordem de 19% e no Brasil, da ordem de mais de 80%, demostrando-se, pois o

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firme compromisso do Brasil com o paradigma renovável. Desta forma, o SENGE se posta como um parceiro nesta corrida sustentável, atuando em várias frentes, tais como qualificação profissional como salvaguarda da engenharia nacional , apoiando a inovação tecnológica para viabilização de fontes alternativas em maior escala, parceria em eventos e outras atuações. De acordo com RN 482/2012, responsável por constituir as condições regulatórias para a geração distribuída na matriz energética brasileira é permitido o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada e estabelecem-se duas proporções para a implantação da GD: Microgeração distribuída: Sistemas de geração de energia renovável ou cogeração qualificada conectados a rede com potência até 75 kW e Minigeração Distribuída: Sistemas de geração de energia renovável ou cogeração qualificada conectados a rede com potência superior a 75 kW e inferior a 5 MW. Entendemos a Geração Distribuída muito se difundiu com o avanço tecnológico, o que tende a aumentar a inserção da energia de fontes renováveis na matriz energética, com redução de impactos ambientais. A expansão está pautada também no aumento da confiabilidade do suprimento aos consumidores próximos à geração local, por adicionar fonte não sujeita a falhas na transmissão e distribuição, a eletricidade gerada com menor custo para o consumidor. As possibilidades de geração diretamente ao consumidor proporcionam inequívocas vantagens aos consumidores, sendo atualmente respaldada pela abertura da legislação, pelo rápido retorno dos investimentos. Do lado do meio ambiente, pode-se apontar possibilidade de melhorar a eficiência energética Importante pontuar que embora o cenário seja positivo não dispensa os acréscimos da geração centralizada. RBS Magazine - Quais as expectativas do

SENGE RS para o setor de Geração Distribuída nos próximos cinco anos? A diretriz do segmento de energia é que é necessário que o a Geração Distribuída, assuma cada vez mais relevância, em especial nos grandes centros metropolitanos, para suprimento do desequilíbrio entre a oferta e a demanda de energia. Assim, o desafio é criar condições que estimulem sua difusão e que ao mesmo tempo não onerem outros consumidores e que não prejudiquem as atividades da distribuidora (a rede é fundamental para a existência da GD). Também há de se destacar que ao mesmo tempo em que a penetração da GD afeta o mercado das distribuidoras, também poderá abrir a possibilidade de exploração de novos serviços por parte das mesmas, podendo fazer desse contexto uma grande oportunidade para ambos os lados consumidores e distribuidoras. Prevê-se um expressivo crescimento da autoprodução nos próximos 10 anos, com taxa média anual em torno de 5%. Nesse contexto, estima-se que a participação da autoprodução no consumo total de eletricidade do país passará de 10% (valor verificado nos últimos anos) para cerca de 11,5% ao final do decênio. RBS Magazine - O Fórum GD - Fórum Regional de Geração Distribuída vem sendo organizado para fortalecer ainda mais o setor. Qual a importância de eventos como ele na visão do SENGE RS? Eventos técnicos como o Fórum Regional de Geração Distribuida trazem a discussão à sociedade capacitando-a para as evoluções do modelo regulatório e adequando-as a sua proporção de negócio. Novas tecnologias e cases de sucesso agregam-se como conhecimentos importantes para a tomada de decisão dos interessados. De outro lado, também é importante levantar entraves, limitações e alternativas para equacionamento.


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Entrevista / Interview

Entrevista exclusiva com

Exclusive interview with

Dr. Florian Wessendorf

Diretor Geral / Managing Director

Solar Promotion International GmbH RBS Magazine - Conte-nos um pouco sobre os eventos da Intersolar em nível mundial. Estão presentes em quantos países? Quais países estão na mira? Onde foi mais difícil o começo? Dr. Florian Wessendorf: A Intersolar é o maior programa de feiras para o setor solar e seus parceiros. Para fabricantes, fornecedoras, distribuidoras, prestadoras de serviços e outros parceiros do setor solar, a Intersolar é hoje, globalmente, sua mais importante plataforma. Realizamos feiras e congressos em Munique, São Francisco, Bombaim, São Paulo e Dubai. Esses eventos de alcance global são complementados por reuniões de cúpula –os Intersolar Summits–, realizadas em mercados emergentes ou em crescimento pelo mundo afora. Temos o Summit da costa leste dos EUA, realizado em Nova Iorque, e o Summit do Irã, realizado em Teerã. Nossa meta é congregar membros do setor solar atuantes nos mercados mais influentes do mundo. Buscamos sempre seguir de perto as tendências do mercado e da tecnologia, tentando marcar nossa presença em todo mercado promissor. O que vem a seguir? O futuro dirá.

A Intersolar é o maior programa de feiras para o setor solar e seus parceiros

centralizada certamente continuará mantendo a rédea curta, mas não porque seja a melhor solução para o crescimento de FV na maioria dos mercados. O Brasil se beneficiaria muito com a geração distribuída de FV devido à pouca infraestrutura e à necessidade de soluções mais locais de geração, o que não é o caso da geração centralizada. A questão principal é saber quais os obstáculos ao crescimento da geração solar distribuída. Creio que não existe ainda um veículo específico para o crescimento da GD, tal como é o caso da centralização. O Brasil faz leilões de energia solar centralizada, mas ainda não atingiu objetivos equivalentes para a GD e sua sistemática de implantação. Muitas instituições financeiras não compreendem muito bem o conceito da GD solar ou de que maneiras ela poderia gerar receita. Assim, as instaladoras são forçadas a se sustentar com vendas à vista, ou então a buscar financiaRBS Magazine - Vocês têm se surpre- mento internacional, acrescendo endido com o crescimento do mer- assim riscos cambiais e outros macro-fatores associados ao surgimencado FV e GD no Brasil? to de mercados FV. Na verdade, não. Era essa, nossa esperança, e também é o que sempre RBS Magazine - Quais são suas expreviram nossas análises de mer- pectativas para a edição 2018 da Incado. A dominância da distribuição tersolar South America? 38

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2017 foi mais um ano de sucesso para a Intersolar South America. O ambiente estava cheio de vibração e empolgação, com 220 expositoras e mais de 12.000 visitantes de 47 países, refletindo os avanços do setor na América Latina e especialmente no Brasil. Esperamos ainda mais visitantes e expositoras em 2018; ainda mais porque a maioria das expositoras já anunciou que vai ampliar a área do estande. A Intersolar South America 2018 promoverá novamente as exposições especiais “ees South America” e “EnergyDecentral South America”, e será realizada em paralelo com o ENIE + ELETROTEC. RBS Magazine - Como você imagina o tamanho e a importância da Intersolar no Brasil nos próximos 5 anos? Os processos de digitalização e descentralização vêm transformando dinamicamente a cara do setor energétic. Tenho certeza de que também veremos um impacto positivo na Intersolar South America. Pretendemos desenvolver nossa marca até o centro das inovações de modo a fortalecer novas soluções energéticas na América do Sul. Isso só poderá ocorrer se as conexões entre geração, armazenamento, distribuição e consumo forem feitas com inteligência e sem emendas. Para isso, devemos crescer continuamente em termos de expositoras e visitantes, mas também aumentar a internacionalização e atrair novos públicos.


Nossa meta é congregar membros do setor solar atuantes nos mercados mais influentes do mundo. Our aim is to bring together members of the solar industry from across the world’s most influential markets.

RBS Magazine: Tell us about the Intersolar events worldwide. How many countries held the Intersolar events? Which new ones would come next? Which ones were more difficult to start with? Etc.. Dr. Florian Wessendorf - Intersolar is the world's leading exhibition series for the solar industry and its partners. It has become the most important industry platform for manufacturers, suppliers, distributors, service providers and partners in the global solar industry. Intersolar exhibitions and conferences are held in Munich, San Francisco, Mumbai, São Paulo and Dubai. These global events are complemented by the Intersolar Summits, which take place in emerging and growing markets worldwide like the Intersolar Summit USA East in New York City and Intersolar Summit Iran in Tehran. Our aim is to bring together members of the solar industry from across the world’s most influential markets. We are always following the latest market and technology trends and try to establish a footprint in every promising market. What’s next? Let’s see what the future brings. RBS Magazine: Have the fast growth of the PV/DG (DG = Distributed Generation) market in Brazil surprised you? Or did you expect this expansion in advance? Not really. That is what we hoped for and our market analyses have

always predicted. Utility scale and exhibitors are expected – most returning exhibitors have announsolar will surely retain its dominant stranglehold, but not because it is ced that they will enlarge their booth space. Intersolar South America the logical solution for PV growth in 2018 will feature again the special most markets. Brazil would benefit exhibitions ees South America and greatly from distributed generation PV due to weak infrastructure and EnergyDecentral South America and be co-located with ENIE + ELETROthe need for more localized soluTEC. tions for generation as opposed to centralized plants. The main quesRBS Magazine: How do you see Intion is what are the barriers to scale tersolar in Brazil in five years time? for distributed generation solar? I Size, importance, etc... believe there is no specific vehicle for DG to thrive in the way there Digitalization and decentralization is for centralized solar. Brazil has centralized solar auctions, meant to are changing the face of the energy world dynamically. I am sure that fulfill clean energy generation tarwe also have a positive impact on gets, but is still working on a similar Intersolar South America. We will DG target and the implementation methodology. Many financial bodies develop our brand to the innovation hub for empowering new energy internally do not fully understand the distributed solar concept and solutions in South America. That will include all aspects of generation, the ways in which it would generate storage, distribution and consumprevenue. Therefore installers are tion - connected seamlessly and either forced to rely on cash sales or leverage international funding; intelligently. That means continuous growth in terms of exhibitors and introducing currency risk and other visitors but also internationalizamacro factors associated with nastion and attraction of new target cent PV markets. groups. RBS Magazine: Which expectations do you have for the Intersolar South America 2018 edition? 2017 has been another successful year for Intersolar South America. 220 exhibitors and over 12,000 visitors from 47 countries created a vibrant and enthusiastic atmosphere, reflecting the developments in Latin America and in Brazil in particular. For 2018 even more visitors

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Programa Goiás Solar, exemplo para o Brasil!

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que fez Goiás sair da 16ª colocação para a 8ª no ranking nacional da geração distribuída em menos de 1 ano? Este artigo mostra como a vontade de um governo fez a diferença para o desenvolvimento do setor fotovoltaico. O estado de Goiás lançou, em conjunto com a ABSOLAR – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, o Programa Goiás Solar em fevereiro de 2017, com o objetivo de fomentar a geração de energia a partir de fontes renováveis, em especial a solar fotovoltaica e, com isso, viabilizar a atração de empreendimentos.

Logo de início, algumas ações concretas foram tomadas: adesão do estado à isenção de ICMS aos sistemas de geração distribuída por meio do Convênio ICMS 16/2015 e Decreto Goiás n. 8.597/2016, decisão que criou condições para a instituição do Programa Goiás Solar por meio do Decreto Goiás n. 8.892/2017.

nanceiros; criação do Comitê Estadual de Energia Solar Fotovoltaica, integrando os principais atores da cadeia produtiva com o objetivo de operacionalizar o modelo de governança. A governança do Programa Goiás Solar articula a sua rede sistêmica por meio da ação interdisciplinar dos seguintes stakeholders: estado, empresas, universidades, sociedade civil organizada. Também promove a intersetorialidade, ao articular secretarias do governo e órgãos estratégicos, por meio de alianças facilitadoras, com o objetivo de desenvolver os seus eixos principais: tributação, financiamento, desburocratização, educação, comuni-

energia solar, que triplicou desde fevereiro de 2017, e o incremento na qualificação da mão de obra. Os dados apontam que até o lançamento do Programa Goiás Solar, o estado possuía cerca de 170 unidades consumidoras recebendo créditos com sistemas de geração distribuída, que juntas somavam 2000 kW; após a sua inauguração e até o final de 2017, eram mais de 470 unidades consumidoras com um total de 7000 kW instalados, subindo da 16ª colocação para a 8ª no ranking nacional da geração distribuída. Na tabela abaixo temos a evolução nos últimos anos da geração distribuída em Goiás:

Concomitante ao lançamento do programa, foi publicada a Portaria SECIMA 036/2017, que propiciou a desburocratização do licenciamento ambiental. Na sequência, a Lei Goiás n. 16.618/2017 para a Isenção de ICMS para insumos e equipamentos fotovoltaicos. Outras ações foram tomadas, para que o ambiente de inovação se formasse: participação do Goiás Fomento com a ampliação do Crédito Produtivo para energia solar fotovoltaica; financiamento de projetos de energias renováveis através do Fundo Constitucional do Centro Oeste-FCO e o lançamento do programa BB Agro energia, ambos geridos pelo Banco do Brasil; acordos de cooperação com outros agentes fi-

cação e fortalecimento da cadeia produtiva. Após o primeiro ano, o Programa comemora a redução da carga tributária, a criação e desenvolvimento de empresas no estado, a oferta de linhas de financiamento com prazos e juros competitivos, a simplificação do processo de licenciamento ambiental, o crescimento da geração distribuída de

A expectativa para 2018 é que Goiás esteja entre os 5 maiores estados brasileiros neste ranking, o que fomentará a geração de emprego e renda, fortalecerá a cadeia produtiva e promoverá a sustentabilidade econômica, social e ambiental. Goiás deu um importante passo e já há sinais de que outros estados estão seguindo o seu exemplo.

Ronaldo Koloszuk – Diretor da Divisão de Energia do Departamento de Infraestrutura da FIESP. Conselheiro da ABSOLAR. Diretor comercial da SOLAR GROUP. Danúsia Arantes – Superintendente de Energia, Telecomunicações e Infraestrutura da SECIMA Goiás. Vice-Presidente do Fórum Goiano de Mudanças Climática. Conselheira do Fundo Constitucional do Centro-Oeste- FCO. Membro do Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético. Pesquisadora da área de Interdisciplinaridade no GEPI / PUC São Paulo e professora universitária.

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Com exposições especiais

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Opinião

Conselheira da ABGD no PR fala sobre o desenvolvimento e expectativas do setor de geração distribuída para os próximos anos.

Liciany Ribeiro é uma das participantes da

série de entrevistas com os palestrantes do Fórum GD 2018 - Fórum Regional de Geração Distribuída O Fórum GD é o principal do setor de geração distribuída do primeiro semestre no Brasil e acontecerá entre os dias 17 e 18 de maio de 2018, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

RBS Magazine - O Setor de Geração Distribuída está em constante crescimento. Como você avalia este momento do setor? Liciany Ribeiro: Eu defendo a sustentabilidade como princípio de vida e acredito que todos do setor trabalham com esta paixão. Avalio como um setor que está começando a se consolidar. Em algumas regiões os consumidores finais já sabem o que é a tecnologia e começam a escutar experiencias positivas de amigos e vizinhos. Ainda temos um grande caminho a percorrer como por exemplo a entrada de novos produtos no mercado (baterias de lítio e inversores híbridos) e linhas de financiamento focados no consumo sustentável. Ainda precisamos discutir e apresentar melhor o tema aos conselhos de classe e órgãos competentes para se familiarizarem com a tecnologia incentivando o setor. RBS Magazine - Quais suas expectativas para o setor de geração distribuída para daqui 5 anos? Os sistemas instalados com certeza só tendem a crescer de forma exponencial, o setor em 5 anos terá soluções integradas aos edifícios e a tecnologia solar fazendo parte da vida e muitos brasileiros. Espero um crescimento e maturação com compras mais conscientes e ampliação da cadeia de distribuição e instalação. O grande desafio é manter a qualidade tanto em produtos como em instalação para garantirmos

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a longevidade que o sistema oferece de 25 anos em funcionamento entregando até 80% da produção estimada. Ainda somos formiguinhas pertos de gigantes em produção solar como Alemanha e EUA e ainda temos um mercado muito grande a explorar. Acredito que em 5 anos ainda estejamos muito abaixo destes gigantes mas melhores posicionados no mercado mundial em consumo de energia solar. RBS Magazine - Como a Ribeiro Solar vem atuando nesse mercado e quais os objetivos da empresa para os próximos anos? O foco da Ribeiro solar é distribuir o gerador fotovoltaico com todos os equipamentos para as empresas que fazem a instalação do sistema. Possuímos uma equipe qualificada apta a dar suporte técnico de qualidade e atender a cada projeto em sua singularidade. A nossa empresa possui 42 anos de mercado e acredita que a venda destes equipamentos precisa de uma seleção de produtos com origem garantida e escolhe industrias que tenham tradição para cumprir e zelar pelo consumidor cumprindo as garantias dos produtos. Neste quesito trabalhamos com inversores de fabricantes que possuem unidades fabris no Brasil e com o maior produtor de módulos mundial a Jinko segundo a lista TIER 1 da Bloomberg. RBS Magazine - O Fórum GD tem como missão reunir toda a cadeia produtiva do Sul do país que trabalha com a ge-

ração de energia limpa através da geração distribuída. Na sua opinião qual a importância de eventos como este para o setor e porque a Ribeiro Solar decidiu patrociná-lo? Apoiamos os fóruns e Congressos desde 2016 na nossa primeira exposição Smart Energy. Considero o evento de extrema importância para o encontro dos profissionais e a trocas de experiencias, trazendo as pessoas que atuam no setor para ter contato com fabricantes de produtos, bancos, órgãos e instituições que regulam o nosso setor e podem fomentar o crescimento. Todos os eventos que participamos renderam bons resultados de networking e consideramos fundamental este tipo de evento para a consolidação de um mercado forte e responsável. RBS Magazine - Nos conte um pouco sobre sua participação no evento. Tema da sua palestra e o que você procurará abordar durante o Fórum GD. Eu sou arquiteta de formação e tenho como lema levar ao conhecimento do maior número de arquitetos possíveis as aplicações do fotovoltaico aliando estética e sustentabilidade, porém, como Conselheira da ABGD no PR, quero dar o enfoque na palestra ao desenvolvimento da Geração distribuída aqui no Sul do Brasil sob a perspectiva de uma arquiteta e distribuidora de equipamentos fotovoltaicos.


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Entrevista

A RBS Magazine traz uma entrevista exclusiva com

Harry Schmelzer Neto da WEG Solar

A WEG tem investido alto em parcerias e tecnologias com alta performance no fornecimento de equipamentos para geração de energia limpa e renovável RBS Magazine - Como iniciou as ati- lhamos na ideia de parceiros e não vidades da WEG no setor de Energia cliente e fornecedor, pois de um lado o integrador compra o kit WEG Solar Fotovoltaica? com todo suporte da empresa e do Harry Schmelzer Neto: A WEG ini- outra a WEG lhe contrata para suas ciou suas atividades no lançamento instalações, uma mão lava a outra. do inversor solar WEG central em Outros dois projetos interessantes 2012, não existia muito mercado juntos a órgãos bons formadores para venda de inversores naquela de opinião é a Indústria Solar em SC época então participamos de uma junto com a Fiesc e o Pluz junto ao licitação em Fernando de Noronha Sebrae no Mato Grosso. de uma usina de 500 kwp que era escopo de contratação turnkey. Naquele momento começamos a fornecer não somente o inversor, mas se consolidando com um Epcista na área, fornecendo soluções completas, hoje temos mais de 100 mw em carteira de usinas solares. Em 2016 começamos também a fazer uma política e criação de integradores WEG para ser nossos braços de instalação em projetos nessas usinas e em geração distribuída, bem como começamos distribuir kits de pequeno, médio e grande porte para esses integradores. Hoje somos epcista e distribuidores de kits. RBS Magazine - Quem são os prinRBS Magazine - Nos fale um pouco cipais parceiros da empresa no forsobre os principais projetos desen- necimento de soluções para o setor volvidos pela empresa nos últimos 2 FV/GD? anos? Principais Parceiros são nossos inNesses últimos dois anos entramos tegradores. Em módulos hoje estano negócio de distribuição que esta mos trabalhando com GCL no poli funcionando muito bem, pois traba- 330Wp e JA no mono perc 360Wp.

Aumentar nosso market share em distribuição de kits, fortalecer e deixar grande nossos integradores

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Mas também já trabalhamos e podemos oferecer Trina e Canadian. Em estruturas metálicas Solar Group e Thesan. A parte de inversores é WEG mesmo que não fabricamos todas as potências temos um acordo de brandlabel onde aqui no Brasil a marca é WEG. RBS Magazine - Quais os principais projetos da empresa e objetivos para os próximos anos? Aumentar nosso market share em distribuição de kits, fortalecer e deixar grande nossos integradores. Queremos também oferecer kits híbridos com bateria nos próximos dois anos. RBS Magazine: A WEG Solar é Patrocinadora “OURO” do Fórum GD 2018 em Porto Alegre. Qual a expectativa da empresa e também a importância de eventos segmentados da área para o crescimento do setor? Acho muito importante esse evento no Rio Grande do sul. É um mercado que tem se destacado bastante, para entender melhor os nichos de mercado, o sul é um mercado diferente do nordeste, o Brasil é um país continental dessa forma temos que ter eventos regionais para atender e trocar experiências em cada nicho específico.


INVERSOR

on grid ecoSolys

Nacionais, compactos e eficientes

Os inversores solares ecoSolys são compactos e possuem faixa de potência indicada para pequenos e médios consumidores, como residências, comércios e pequenas indústrias. Todos os modelos são compatíveis com a plataforma de monitoramento online, que acompanha o funcionamento dos inversores em tempo real, obtendo informações detalhadas de performances e análises de seu sistema fotovoltaico.

ecoSolys Rua Deputado Heitor Alencar Furtado, 270 CEP 80740-060 - Curitiba - PR - Brasil

+55 41 3056-8511 contato@ecosolys.com.br www.ecosolys.com.br RBS Magazine

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RBS Magazine ED. 21  

• Entrevista com Carlos Evangelista Presidente da ABGD • Considerações sobre geração com fontes renováveis e armazenamento de energia • Prog...

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