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Assistência de Enfermagem ao Paciente Neurológico

Rita Catalina Aquino Caregnato Adriana Roloff Victória Tiyoko Moraes Sakamoto Organizadoras

Aline Branco Revisão editorial

1ª edição 2019 Porto Alegre – RS


Os autores e a editora se empenharam para dar os devidos créditos e citar adequadamente a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material u lizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos posteriores, caso, involuntária e inadver damente, a idenficação de algum deles tenha sido omi da. Todas as fotos que ilustram o livro foram autorizadas para publicação e uso cien fico pelos pacientes e/ou familiares na forma de consen mento livre e informado, seguindo as normas preconizadas pela resolução 466/2002, do Conselho Nacional de Saúde. Diagramação e capa: Formato Artes Gráficas Imagem de capa: Shu erstock 675021145 Revisão de Português: Annelise Rocha – annelisesr@gmail.com 1ª Edição – 2019 Todos os direitos de reprodução reservados para

É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, em quaisquer formas ou por quaisquer meios (mecânico, eletrônico, fotocópia, gravação, distribuição pela internet ou outros), sem permissão, por escrito, da MORIÁ EDITORA LTDA. Endereço para correspondência: Av do Forte, 1573 Caixa Postal 21603 Vila Ipiranga – Porto Alegre /RS CEP: 91.360-970 – Tel./Fax 51.98604.3597 moriaeditora@gmail.com www.moriaeditora.com.br

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Assistência de enfermagem ao paciente neurológico / Organizadoras: Rita Catalina Aquino Caregnato, Adriana Roloff, Victória Tiyoko Moraes Sakamoto - Porto Alegre: Moriá, 2019. 511 p. : il. Inclui bibliografia ISBN: 978-85-99238-38-7 1. Enfermagem em neurociência 2. Doenças do sistema nervoso 3. Cuidados de enfermagem 4. Diagnós co de enfermagem 5. Enfermagem pediátrica 6. Segurança do paciente I. Caregnato, Rita Catalina Aquino II. Roloff, Adriana III. Sakamoto, Victória Tiyoko Moraes NLM WY160.5 Catalogação na fonte: Rubens da Costa Silva Filho CRB10/1761


Organizadoras

Rita Catalina Aquino Caregnato Enfermeira. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Enfermagem pela UFRGS. Especialista em Saúde Pública pela Universidade de Ribeirão Preto. Especialista em Administração Hospitalar pela Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Especialista em Metodologia do Ensino Superior pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e Graduada em Enfermagem e Obstetrícia pela mesma. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) atuando na Graduação de Enfermagem e na Pós-Graduação Lato Sensu e Stricto Sensu. Vice-coordenadora da Comissão de Residência Mul profissional (COREMU) dos Programas de Residência Mul profissional (REMIS) da UFCSPA em parceria com a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA). Tutora do Programa REMIS com ênfase em Terapia Intensiva da UFCSPA/ISCMPA. Atua como Professora Permanente no Programa de Mestrado Profissional de Ensino na Saúde e no Programa de Mestrado Profissional em Enfermagem, ambos da UFCSPA. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisa da Práxis de Enfermagem (GEPPEN) e vice líder do Grupo de Pesquisa dse Educação a Distância no Ensino das Áreas da Saúde, ambos da UFCSPA. Atua na docência da Graduação e Pós-Graduação. Como pesquisadora, desenvolve pesquisas nos temas de enfermagem, educação, centro cirúrgico, controle e prevenção de infecção e adulto crí co. Adriana Roloff Enfermeira. Mestre em Diagnós co Gené co e Molecular pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Especialista em Educação Permanente em Saúde pela Universidade de Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em Saúde


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Organizadoras

do Adulto Crí co pela ULBRA. Especialista em Administração dos Serviços de Enfermagem pela Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Graduada em Enfermagem e Obstetrícia pela ULBRA. Coordenadora e Professora Adjunta do Curso de Enfermagem da ULBRA, atuando na Graduação de Enfermagem e coordenadora do projeto de Extensão Universitária Liga Acadêmica de Enfermagem em Urgência e Emergência (LEURGE). Atua como docente no programa de pós-graduação de Urgência e Emergência na ULBRA. Integrante da Câmara Técnica de Saúde do Adulto do Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (CORENS-RS). Secretária do departamento de Enfermagem da Associação Brasileira de Medicina de Urgência. Instrutora da Sociedade Brasileira de Cardiologia no curso de Basic Li Suport (BLS). Membro do Grupo de Pesquisa Rede de Atenção à Saúde e Educação em Saúde (RASES) da ULBRA. Atua na docência da Graduação e Pós-Graduação da ULBRA. Como pesquisadora, desenvolve os temas de enfermagem, urgência e emergência, educação em saude, centro cirúrgico, controle e prevenção de infecção e adulto crí co. Victória Tiyoko Moraes Sakamoto Enfermeira. Atua na Emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Mestrado Profissional em Enfermagem pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Membro do grupo de pesquisa de Enfrentamento à Violência da UFCSPA e do Grupo de Estudos e Pesquisa da Práxis de Enfermagem (GEPPEN) da UFCSPA.


Colaboradores

Adriana Aparecida Paz Enfermeira. Professora do Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Atua como Professora Permanente no Programa de Mestrado Profissional em Enfermagem da UFCSPA. Coordenadora da Red Iberoamericana de Inves gácion en Educación en Enfermería do Rio Grande do Sul (RIIEE-RS). Vice-Coordenadora pela Universidade Aberta do SUS (UNASUS/UFCSPA). Pesquisadora no Grupo de Estudos e Pesquisa da Práxis de Enfermagem (GEPPEn/UFCSPA) e do Núcleo de Estudos em Psicologia Organizacional e do Trabalho (NEPOT/UFCSPA). Conselheira do Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (COREN-RS). Mestre e Doutora em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Alexander de Quadros Enfermeiro. Professor da Faculdades Integradas de Taquara (FACATT). Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Especialista em Docência do Ensino Superior em Saúde. Especialista em Terapia Intensiva. MBA em Gestão Contemporânea de Pessoas. Especialista em Gerontologia e Saúde do Idoso. Especialista em Acupuntura e eletrocupuntura. Aline Branco Acadêmica de Enfermagem na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Bolsista de Iniciação Cien fica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cien fico e Tecnológico (CNPq). Monitora da disciplina de En-


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Colaboradores

fermagem na Saúde do Adulto I da UFCSPA. Diretora do Departamento Cien fico da Liga da Dor e Cuidados Perioperatórios da UFCSPA. Aline Moraes de Abreu Enfermeira. Atua do Serviço de Radioterapia do Hospital Santa Rita da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA). Especialista em Gestão e Assistência em Terapia Intensiva pela Faculdade IBGEN. Amanda Chlalup Linn Enfermeira. Professora da Graduação de Enfermagem da Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter) – Laureate International Universities. Mestranda de Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). pecialista em Atenção ao Paciente Crítico pelo programa de Residência Multiprofissional do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) na ênfase de Atenção ao Paciente Crítico. Ana Amélia Antunes Lima Enfermeira. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Atua como Tutora na Residência Mul disciplinar com ênfase em Onco-hematologia da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (IMSCPA) da UFCSPA. Chefe do Departamento de Enfermagem da UFCSPA. Doutora e Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro do Grupo de Estudos das Evidências do Processo de Enfermagem e Taxonomias (GEEPET). Ana Paula Amestoy de Oliveira Enfermeira. Atua como responsável pelo gerenciamento do Protocolo de Sepse do Hospital São Lucas da Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Mestranda do Programa de Mestrado Profissional em Ensino na Saúde (PPGENSAU) da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre UFCSPA. Especialista em Urgência e Emergência pelo Programa de Residência Mul profissional em Saúde do Hospital São Lucas da PUCRS. Carine Raquel Bla Farmacêu ca. Professora Adjunta da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Professora Permanente do Programa de Pós Graduação em Hepatologia e do Programa de Pós Graduação em Enfermagem (PPGEnf)


Colaboradores

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da UFCSPA. Coordenadora do Projeto de Extensão Sig de Cuidados Farmacêu cos. Tutora da Residência Integrada em Saúde com ênfase em Intensivismo da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (IMSCPA) da UFCSPA. Doutora e Mestre no Programa de Pós-graduação em Farmácia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialização Mul profissional em Saúde da Família pela UFSC. Caroline Duarte Enfermeira. Atua no Centro de Terapia Intensiva Adulto (CTIA) do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre/RS. Calize Oliveira dos Santos Farmacêu ca. Atua na área de Farmácia Hospitalar sendo responsável pelo Centro de Informações sobre Medicamentos da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA). Preceptora da Residência Mul profissional em Atenção em Terapia Intensiva da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFSCPA) e Supervisora de estágio dos alunos do curso de Farmácia da UFSCPA. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde (PPGENSAU) da UFCSPA. Especialista em Gestão da Qualidade em Processos e Produtos pela Pon cia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR). Cassiana Gil Prates Enfermeira. Coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Gerenciamento de Riscos do Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre/RS e Coordenadora Cien fica do MBA Gestão em Saúde e Segurança do Paciente da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora/MG (FCMS). Doutoranda do Programa de PósGraduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Medicina pelo Programa de Ciências Médicas pela UFRGS. Celina Deves Marques Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Enfermeira assistencial da UTI do Hospital Cristo Redentor (HCR). Cláudia Severgnini Eugênio Enfermeira. Atua no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Moinhos de Vento. Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Especialista em Atenção ao Paciente Crí co- Modalidade Residência Integrada em Saúde do Grupo Hospitalar Conceição (GHC).


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Colaboradores

Dagoberto França da Rocha Enfermeiro. Atua na Organização de Procura de Órgãos do Hospital São Lucas da Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Docente Visitante no Curso de Pós Graduação Latu Senso em Prá ca em Terapia Intensiva da PUCRS. Mestre em Ensino na Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Especialista em Captação, Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos pelo Ins tuto Israelita Albert Einstein, MBA em Gestão de Negócios em Saúde pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e Pós-Graduando em Docência no Ensino Superior na PUCRS. Daiane Dal Pai Enfermeira. Professora Adjunta da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutora e Mestre em Enfermagem pela UFRGS. Chefe do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica (DEMC). Membro de grupo de pesquisa em Saúde Ocupacional (GISO) da UFRGS e da Rede Internacional de Enfermagem em Saúde Ocupacional (RedenSO). Daniel Figueiró Olivero Enfermeiro graduado pela Univesidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), RS. Dayane de Aguiar Cicollela Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em Administração dos Serviços de Enfermagem e em Enfermagem do Trabalho. Docente do curso de graduação em Enfermagem do Centro Universitário Metodista (IPA) e da Faculdade Cesuca. Denilse Damasceno Trevilato Enfermeira. Atua no Centro Cirúrgico do Hospital Moinhos de Vento. Mestranda no Programa de Pós-Graduação de Ensino na Saúde (PPGENSAU) da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Eduarda Soriano Davila Enfermeira. Atua no Hospital Dom João Becker. Par cipa do Grupo de Pesquisa de Segurança e Saúde do Trabalhador de Enfermagem (SESATE). Emerson Matheus Silva Lourençone Enfermeiro. Atua na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São José da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (IMSCPA). Especialista em Terapia Intensiva pelo Programa de Residência Mul disciplinar em Terapia Inten-


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siva da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) em parceria com a IMSCMPA. Emiliane Nogueira de Souza Enfermeira. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Atua como Professora Permanente no Programa de Mestrado Profissional em Enfermagem da UFCSPA. Doutora em Ciências da Saúde: cardiologia e ciências cardiovasculares pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Ciências da Saúde: cardiologia pelo Ins tuto de Cardiologia / Fundação Universitária de Cardiologia (IC/FUC). Fabiano Ramos Médico. Chefe do Serviço em Infectologia e do Serviço de Controle de Infecção do Hospital São Lucas da Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Especialista em Infectologia pela Sociedade Brasileira de Infectologia e Associação Médica Brasileira. Residência Médica em Infectologia no Hospital São Lucas da PUCRS. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Médicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Fábio Silva da Rosa Enfermeiro. Professor na Faculdade FACTUM no curso de Bacharelado em Enfermagem. Professor convidado nos cursos de especialização Enfermagem em Terapia Intensiva e Enfermagem em Urgência e Emergência Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Mestre em Enfermagem pela UNISINOS. Especialista Enfermagem em Terapia Intensiva pela UNISINOS e Dinâmica dos Grupos pela Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupo (SBDG). Fernanda Ma elo Zandoná Enfermeira. Atua na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São José da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA). Flávia Feron Luiz Enfermeira. Atua na Unidade de Terapia Intensiva Adulto do Hospital Nossa Senhora da Conceição (GHC). Mestre em Ensino na Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Especialista em Terapia Intensiva modalidade Residência Integrada em Saúde pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e Especialista em Enfermagem do Trabalho pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


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Gisele Pereira de Carvalho Enfermeira. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Atua na Residência Mul profissional Integrada em Saúde - REMIS nas ênfases Intensivismo e Atenção ao Câncer Infan l. Doutora em Clínica Médica e Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Mestre em Ciências Medicas: Pediatria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Gustavo Corrêa Enfermeiro. Especialização em andamento em Urgência e Emergência Jonas Camarggo Correa Enfermeiro. Pós-graduado em Urgência e Emergência pelo Sistema Educacional Galileu (SEG). Juliana Gil Prates Peixoto Enfermeira. Atua no Serviço de Controle de Infecção do Hospital Mãe de Deus. Coordenadora do Curso Técnico de Enfermagem da FUNDATEC/RS. Mestre em Ensino na Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Especialista em MBA Gestão em Saúde e Controle de Infecção pela Faculdade Método de São Paulo (FAMESP). Karin Viegas Enfermeira. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Atua como Professora Convidada no Programa de Mestrado Profissional em Enfermagem da UFCSPA. Professora Permanente no Programa de Mestrado Profissional em Enfermagem da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Doutora em Gerontologia Biomédica pela Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em Gestão empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV/RS) e em Gerenciamento de Serviços de Enfermagem pela UFRGS. Pesquisadora do Curso de Pós-Graduação de Gerontologia da Universidade Aberta da Terceira Idade (Una ) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em Manaus/AM. Ká a Cilene Ferreira Pacheco Enfermeira. Supervisorar da Unidade de Terapia Intensiva e Unidade de AVC do Hospital São José (Neurologia e neurocirurgia) da Irmandade Santa Casa de Mi-


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sericórdia de Porto Alegre (ISCMPA). Membro do Departamento de Gestão da ABEN/RS. Mestre em Ensino na Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Kelen Patricia Mayer Machado Enfermeira. Atua na Organização de Procura de Órgãos (OPO) da da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA). Mestranda de Enfermagem (PPGEnf) pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Especialista em Doação e Transplantes pelo Centro Universitário São Camilo. Liarine Fernandes Bedin Enfermeira. Atua na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital da Criança Santo Antônio da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA). Mestranda em Enfermagem pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Lisnéia Fabiani Bock Enfermeira. Coordenadora do Curso de Graduação de Enfermagem no Centro Universitário Metodista do Ins tuto Porto Alegre (IPA). Coordenadora da Comissão de Residência Mul profissional (COREMU) em Saúde com ênfase em Urgência e Emergência do IPA/HPS. Doutoranda e Mestra em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista em Administração dos Serviços em Enfermagem pela Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Especialista em Enfermagem com ênfase em Terapia Intensiva pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) Luccas Melo de Souza Enfermeiro. Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Doutor e Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro do grupo de pesquisa Segurança e Saúde no Trabalho em Enfermagem (SESATE), da Universidade Luterana do Brasil, campus de Gravataí. Luzia Fernandes Millão Enfermeira. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Atua no Mestrado Profissional em Ensino na Saúde da UFCSPA. Coordenadora da Residência Mul profissional com ênfase em Terapia Intensiva da Irmandade Santa


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Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA) da UFCSPA. Avaliadora do SINAIS como colaborador do Ins tuto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Texeira. Doutora em Psicologia pela Universidade Pon cia de Salamanca (UPSA). Maraísa Carine Born Enfermeira. Atua no Hospital Santa Rita da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA). Especialista em Terapia Intensiva pelo Programa de Residência Mul disciplinar em Terapia Intensiva da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) em parceria com a ISCMPA. Marcia Cris na Rodrigues Enfermeira. Especialista em Emergência e em Terapia Intensiva. MBA em gestão hospitalar. Márcio Neres dos Santos Enfermeiro. Professor Adjunto da Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Professor Titular do Centro Tecnológico de Pesquisa em Saúde (Escola GHC/MS). Docente convidado e colaborador nos programas de Lato Sensu no Ins tuto de Ensino e Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), Universidade FEEVALE e Centro Educacional São Camilo. Atua no Serviço de Emergência e é orientador do Programa de Residência Integrada Mul profissional em Saúde com ênfase em Atenção ao Paciente Crí co do Grupo Hospitalar Conceição, Ministério da Saúde (GHC/MS). Doutor em Biologia Molecular e Celular Aplicada à Saúde e Mestre em Educação. Marielli Trevisan Jost Enfermeira. Atua no Centro Cirúrgico Sarmento Barata do Hospital Santa Clara na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA). Mestranda de Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Especialista em Centro Cirúrgico pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) e em Administração dos Serviços de Enfermagem pela Escola Superior de Gestão e Ciências da Saúde. Melissa da Silva Terres Boucinha Enfermeira. Atua no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre (HPS/POA). Mestre em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em Terapia Intensiva pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).


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Natalia Domingues dos Santos Enfermeira. Residente no Programa de Residência Mul disciplinar com ênfase em Terapia Intensiva da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Natália Fernandes Mar ns Ferreira Enfermeira. Especialista em Atenção ao Paciente Crí co do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Nathália Duarte Bard Enfermeira. Atua na unidade de internação neurológica clínico-cirúrgica na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Mestranda de Enfermagem (PPGEnf) UFCSPA. Especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Universidade Estácio de Sá. Odon Melo Soares Enfermeiro. Especialista em enfermagem em terapia intensiva. Professor convidado dos cursos de pós-graduação do Ins tuto de Ensino e Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento (IEP/HMV) e dos cursos de especialização em enfermagem em urgência e emergência e enfermagem em terapia intensiva da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Enfermeiro do Serviço de Terapia Intensiva (SETI) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Patricia Treviso Enfermeira. Doutora em Ciências da Saúde: Linha de Pesquisa Formação e Desenvolvimento Docente na Saúde – Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Mestre em Ciências da Saúde com ênfase em Nefrologia – PUCRS. Especialização em Enfermagem Cirúrgica pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) e MBA em Gestão Empresarial pelo IBGEN. Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Coordenadora de Graduação do Centro Universitário Metodista (IPA) e docente do curso de graduação em Enfermagem do Centro Universitário Metodista (IPA). Membro do Comitê de É ca em Pesquisa do IPA. Membro do Departamento de Enfermagem da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Secretária Geral da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) seção RS (Gestão 2016/2019). Priscila Carvalho Fogaça Enfermeira. Atua no acolhimento da Emergência do SUS do Hospital Dom João Becker, Gravataí/RS. Cursando especialização em Enfermagem nas Urgências e Emergências.


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Rafaela Milanesi Enfermeira. Atua na Emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição, Grupo Hospitalar Conceição, onde também atua como preceptora na Residência Integrada em Saúde (RIS-GHC) na área de concentração da Atenção ao Paciente Crí co; Auditora do Sistema Manchester de Classificação de Risco e membro do Grupo de Educação Permanente local. Mestre em Ensino na Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Especialista em Urgência, Emergência e Trauma pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) Canoas e em Prá cas Pedagógicas em Serviços de Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Par cipa do Grupo de Pesquisa: Educação a Distância no Ensino das Áreas da Saúde, da UFCSPA. Roberta Waterkemper Enfermeira. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Professora Permanente do Mestrado Profissional em Enfermagem da UFCSPA. Tutora de Enfermagem na Residência Mul profissional com ênfase em Oncohematologia. Doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), modalidade Doutorado Sandwich (Universidad de Barcelona/ES). Especialista em Formação pedagógica na área da saúde: enfermagem pelo Ministério da Saúde. Especialista em Gestão em Serviços de Saúde pela UFSC. Rodrigo Madril Medeiros Enfermeiro. Professor convidado da Pós Graduação Técnica em UTI e Urgência e Emergência do Programa de Desenvolvimento Ins tucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ins tuto de Educação e Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento. Mestre em Enfermagem. Especialista em Enfermagem em Emergência, Enfermagem em Unidade de Terapia e Em Saúde da Família. Simone Travi Canabarro Enfermeira. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Atua na Graduação de Enfermagem, no Mestrado Profissional em Ensino na Saúde e no Programa de Residência Mul profissional de Atenção ao Câncer Infan l em parceria com a UFCSPA e Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA). Doutora em Saúde da Criança pela Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em Enfermagem em Saúde Pública pela UFRGS e em Adminis-


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tração Hospitalar pela PUCRS. Par cipa do Grupo de Pesquisa Educação à Distância no Ensino da Área de Saúde e Grupo de Estudos e Pesquisa da Práxis de Enfermagem (GEPPEN) ambos da UFCSPA. Sofia Louise San ni Barilli Enfermeira. Professora na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e no Centro de Educação Tecnológica e Pesquisa da Escola do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Atua na Unidade de Terapia Intensiva Adulto do Hospital Nossa Senhora da Conceição. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em Atenção ao Paciente Críco pelo programa de Residência Mul profissional do GHC na ênfase de Atenção ao Paciente Crí co. Especialização em Gestão da Atenção à Saúde do Idoso pela Escola do GHC. Membro do Departamento de Enfermagem da Sociedade de Terapia Intensiva do Rio Grande do Sul e do Grupo de Estudo e Pesquisa em Enfermagem no Cuidado ao Adulto e Idoso (GEPECADI) da Enfermagem da UFRGS. Sue Helen Barreto Marques Wainberg Enfermeira. Atua na Emergência do Hospital Cristo Redentor, do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Orientadora da Residência em Atenção ao Paciente Crí co do GHC no campo Emergência de Trauma. Instrutora do Curso Cuidados Avançados no Trauma para Enfermeiros (Advanced Trauma Care for Nunses - ATCN). Mestre em Enfermagem na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Especialista em Gestão de Emergências em Saúde Pública pelo Hospital Sírio Libanês e Ministério da Saúde. Tainara Wink Vieira Enfermeira. Residente do Grupo Hospital Conceição (GHC), com ênfase em Atenção ao Paciente Crí co. Taís Fernanda da Silva Anelo Enfermeira. Docente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Metodista (IPA). Atua na Coordenação Municipal de Controle de Infecção Hospitalar e Núcleo de Segurança do Paciente da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) - Secretaria Municipal de Saúde - Prefeitura de Porto Alegre. Mestranda em Ensino na Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Especialista em Enfermagem em Terapia Intensiva e MBA em Controle de Infecção e Gestão em Saúde.


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Valesca Scalei Cezar Enfermeira. Especialista em Onco-hematologia modalidade Residência Mul disciplinar pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA). Vanessa Cardoso Enfermeira. Atua na Unimed Vale do Taquari e Rio Pardo como Analista de Atenção Integral a Saúde. Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Mestrado Profissional em Enfermagem pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Especialista em Gestão de Pessoas pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). MBA Execu vo em Saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Oncologia. Especialista em Oncologia.


Sumário

Apresentação ......................................................................................

23

Rita Catalina Aquino Caregnato Prefácio........................................................................................................... Rute Merlo Somensi

25

SEÇÃO 1 – AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA DO PACIENTE ADULTO

1

Semiologia neurológica na prá ca de enfermagem .....................

31

Luccas Melo de Souza

2

Escalas de avaliação neurológica..................................................

57

Flávia Feron Luiz e Sofia Louise San ni Barilli

3

Exames diagnós cos em pacientes neurológicos Amanda Chlalup Linn, Aline Branco e Rita Catalina Aquino Caregnato

4

Monitorização da hipertensão intracraniana ..............................

83

Rita Catalina Caregnato, Victória Tiyoko Moraes Sakamoto e Daiane Dal Pai

5

Morte encefálica e manutenção do doador de órgão .................. 105 Marcia Cris na Rodrigues, Adriana Roloff, Dagoberto França da Rocha e Sue Helen Barreto Marques Wainberg


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Sumário

SEÇÃO 2 – NEUROLOGIA EM PEDIATRIA

6

Avaliação neurológica de enfermagem do recém-nascido........... 143 Liarine Fernandes Bedin, Taís Fernanda da Silva Anelo, Gisele Pereira de Carvalho e Simone Travi Canabarro

7

Paciente pediátrico pós-operatório de cirurgia neurológica ........ 159 Liarine Fernandes Bedin, Emerson Matheus Silva Lourençone, Gisele Pereira de Carvalho e Simone Travi Canabarro

SEÇÃO 3 – PATOLOGIAS NEUROLÓGICAS E O CUIDADO DE ENFERMAGEM

8

Aneurisma cerebral ...................................................................... 179 Victória Tiyoko Moraes Sakamoto, Celina Deves Marques, Natália Fernandes Mar ns Ferreira e Rita Catalina Aquino Caregnato

9

Acidente vascular cerebral isquêmico e hemorrágico .................. 191 Rafaela Milanesi, Natália Fernandes Mar ns Ferreira e Karin Viegas

10

Hemorragias cerebrais ................................................................. 221 Patricia Treviso, Lisnéia Fabiane Bock, Aline Branco e Daniel Figueiró Olivero

11

Epilepsia ....................................................................................... 237 Victória Tiyoko Moraes Sakamoto, Tainara Wink Vieira e Rita Catalina Aquino Caregnato

12

Síndrome de Guillain-Barré .......................................................... 253 Victória Tiyoko Moraes Sakamoto, Alexander Quadros e Ana Amélia Antunes Lima

13

Trauma smo cranioencefálico ..................................................... 269 Márcio Neres dos Santos, Adriana Roloff e Rodrigo Madril Medeiros

14

Tumores cerebrais ........................................................................ 293 Victória Tiyoko Moraes Sakamoto, Melissa da Silva Terres Boucinha e Rita Catalina Aquino Caregnato


Sumário

15

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Tumores raquimedulares, metastá cos e síndromes paraneoplásicas ....................................................... 309 Aline Moraes de Abreu, Vanessa Cardoso, Dayane de Aguiar Cicollela Valesca Scalei Cezar e Roberta Waterkemper

16

Trauma raquimedular ................................................................... 333 Adriana Roloff, Marcia Cris na Rodrigues, Eduarda Soriano Davila e Victória Tiyoko Moraes Sakamoto

SEÇÃO 4 – SUPORTE PARA A ASSISTÊNCIA AO PACIENTE NEUROLÓGICO

17

Atendimento pré-hospitalar: avaliação neurológica .................... 351 Adriana Roloff, Ana Paula Amestoy de Oliveira, Marcia Cris na Rodrigues e Rita Catalina Aquino Caregnato

18

Assistência de enfermagem no transoperatório do paciente neurológico............................................................... 361 Denilse Damasceno Trevilato, Marielli Trevisan Jost e Rita Catalina Aquino Caregnato

19

Assistência de enfermagem no pós-operatório imediato ao paciente subme do à cirurgia neurológica ............................. 377 Ká a Cilene Ferreira Pacheco e Fernanda Ma elo Zandoná

20

Assistência de enfermagem ao paciente neurológico na unidade de internação clínico-cirúrgica .................................. 391 Nathália Duarte Bard, Kelen Patricia Mayer Machado e Adriana Aparecida Paz

21

Ven lação mecânica básica: implicações na assistência de enfermagem ao paciente neurológico ...................................‘ 403 Márcio Neres dos Santos, Fábio Silva da Rosa, Rodrigo Madril Medeiros e Odon Melo Soares

22

Dor no paciente neurológico ........................................................ 429 Caroline Duarte, Cláudia Severgnini Eugênio, Maraísa Carine Born e Emiliane Nogueira de Souza


xxii

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Autores

Administração de medicamentos e interação medicamentosa em pacientes com doenças neurológicas ..................................... 439 Calize Oliveira dos Santos, Carine Raquel Bla , Natalia Domingues dos Santos e Luzia Fernandes Millão

24

Segurança do paciente: infecções relacionadas à assistência à saúde .................................................................... 455 Cassiana Gil Prates e Juliana Gil Prates Peixoto

25

Transporte seguro de pacientes ................................................... 479 Adriana Roloff, Priscila Carvalho Fogaça, Gustavo Corrêa e Jonas Camarggo Correa

SEÇÃO 5 – SEÇÃO ESPECIAL

26

Sepse e neurologia ....................................................................... 497 Ana Paula Amestoy de Oliveira, Fabiano Ramos e Rita Catalina Aquino Caregnato

Índice remissivo ................................................................................... 509


SEÇÃO 1 Avaliação Neurológica do Paciente Adulto


1 ógica Semiologia neurológica na prática de enfermagem Luccas Melo de Souza

INTRODUÇÃO O sistema neurológico é responsável pelo controle das funções corporais e relaciona-se a todos os outros sistemas do corpo. As alterações neurológicas podem desenvolver disfunções nos diferentes sistemas corporais, e o contrário também é válido. Tradicionalmente, o exame neurológico é tratado como de di cil assimilação, em razão de sua complexidade e extensão, podendo ser subjugado de início ou realizado de forma superficial, talvez pela falta de domínio nas propedêu cas neurológicas.1 O enfermeiro, na sua avaliação inicial (na admissão do paciente) ou diária, precisa estar atento às modificações neurológicas, pois contribui significa vamente para o cuidado do paciente e da família. Mediante a Sistema zação da Assistência de Enfermagem (SAE), por meio das técnicas de anamnese e exame sico, busca as alterações nos sinais e sintomas neurológicos, que são importantes para a elaboração dos diagnós cos de Enfermagem. Como o enfermeiro é quem está mais próximo do paciente, tendo em vista o cuidado nas 24 horas do dia, com frequência é ele quem detecta mudanças clínicas no sistema neurológico, independentemente do local em que


2 Escalas de avaliação neurológica ógica Flávia Feron Luiz Sofia Louise Santini Barilli

INTRODUÇÃO Um bom exame İsico na enfermagem deve contemplar, além de todos os sistemas fisiológicos, a avaliação neurológica. Esta permite julgar o nível de consciência, o estado mental dos pacientes e, se for o caso, o nível de sedação. Conhecer tais parâmetros é fundamental para o planejamento e prescrição dos cuidados de enfermagem para a observação de alterações clínicas e manejos prognósƟcos. É papel da equipe de enfermagem inspecionar constantemente os pacientes gravemente enfermos ou com patologias ligadas aos sistemas nervosos, ou ainda em uso de sedaƟvos e/ou drogas depressoras do Sistema Nervoso Central, principalmente nos setores de cuidados críƟcos e nas unidades neurológicas. Isso porque qualquer alteração neurológica pode indicar mudanças de condutas clínicas ou desfechos desfavoráveis. As avaliações neurológicas devem ser frequentes, pois o estado dos pacientes pode rapidamente se modificar. De mesma forma, devem ser todas registradas e completas, a fim de que outros avaliadores possam comparar possíveis alterações e para que detalhes suƟs não sejam despercebidos, impossibilitando a detecção precoce do quadro neurológico.


4 Monitorização ão da hipertensão intracraniana Rita Catalina Aquino Caregnato Victória Tiyoko Moraes Sakamoto Daiane Dal Pai

INTRODUÇÃO O crânio, caixa rígida não expansível e não contrá l, contém três componentes: sangue (10%), líquido cefalorraquidiano (LCR) (10%) e parênquima cerebral (80%).1-2 A relação entre o volume dos três componentes da caixa craniana determina a pressão intracraniana (PIC),1-3 tendo como referência a pressão atmosférica; portanto, a PIC pode ser “definida como a pressão na calota craniana em relação à pressão atmosférica”.3 Deste modo, a dinâmica de adaptação da PIC se baseia na relação volume-pressão dentro do crânio, fundamentada nos conceitos de Monro-Kellie.1-5 Seu valor é flutuante, devido aos ciclos respiratório e cardíaco, o que provavelmente esteja relacionado à divergência existente na literatura quanto aos valores considerado fisiológicos:; alguns autores consideram de 0 a 10mmHg,4,6 outros de 0 a 15mmHg3,5 ou de 5 a 15mmHG.2 O cérebro não armazena oxigênio e glicose; por isso, necessita de suprimento sanguíneo constante para manter o metabolismo cerebral,1 cujo fluxo é de aproximadamente 750ml/minuto, correspondendo de 15% a 20% do débito cardíaco.3,7 Ele tem a capacidade de autorregulação, ou seja, de assegurar um fluxo sanguíneo cerebral (FSC) constante


9 Acidente vascular cerebral rebral isquêmico e hemorrágico Rafaela Milanesi Natália Fernandes Martins Ferreira Karin Viegas

INTRODUÇÃO O Acidente Vascular Cerebral (AVC) caracteriza-se pela morte súbita de células cerebrais devido à falta de oxigenação proveniente da interrupção do fluxo sanguíneo encefálico, seja por bloqueio ou ruptura de uma artéria.1 De modo geral, os AVCs podem ser denominados hemorrágicos ou isquêmicos, sendo este úl mo o mais prevalente, ocorrendo em aproximadamente 85% dos casos. A aterosclerose de pequenas e grandes artérias cerebrais está relacionada com a maioria dos AVCs e, cerca de 20% deles ocorrem em decorrência de êmbolos cardiogênicos, comumente associados à fibrilação atrial intermitente. Todavia, em torno de 30% dos acidentes cerebrovasculares permanecem idiopá cos, mesmo após extensa inves gação e ológica.2

EPIDEMIOLOGIA A nível mundial, o AVC é a segunda principal causa de morte1,3-5 e a principal causa de deficiência adquirida para adultos..4


10 Hemorragias cerebrais rebrais Patricia Treviso Lisnéia Fabiani Bock Aline Branco Daniel Figueiró Olivero

INTRODUÇÃO Das lesões neurológicas, existem diversas que podem ou não ser cirúrgicas, traumá cas ou espontâneas. O enfermeiro desempenha papel fundamental no cuidado do paciente neurocrí co, necessitando ter habilidades específicas, estar preparado para monitorar rigorosamente o nível de consciência, detectar precocemente alterações dos sinais vitais e sinais clínicos para prevenção de insultos cerebrais de forma a tomar decisões e implementar ações e cuidados de forma rápida, segura e de qualidade.1 Em qualquer lesão cranioencefálica, a consideração principal é se o cérebro também foi lesionado. Mesmo em situação de lesão aparentemente leve, pode haver dano cerebral que pode ser significa vo, em consequência de obstrução de fluxo sanguíneo ou mesmo a diminuição de perfusão tecidual, resultando em dano cerebral irreversível e morte celular por interrupção de suprimento sanguíneo, mesmo que por alguns minutos.2 A avaliação do paciente com lesão cranioencefálica exige avaliação minuciosa, diagnós co e tratamento rápido, necessitando, frequentemente, a transferência do paciente para ins tuições especiali-


16 Trauma raquimedular medular Adriana Roloff Marcia Cristina Rodrigues Eduarda Soriano Davila Victória Tiyoko Moraes Sakamoto

INTRODUÇÃO Neste capítulo, faremos uma revisão de literatura sobre o trauma smo raquimedular (TRM), o que consideramos fundamental para a compreensão da temá ca a ser desenvolvida. Iniciaremos pelas considerações sobre o trauma smo raquimedular, incluindo: dados epidemiológicos, anatomia e fisiologia da coluna vertebral e da medula espinal, fisiopatologia da coluna vertebral, lesões medulares traumácas e seus mecanismos, principais complicações da lesão medular, assistência de enfermagem no pré-hospitalar, hospitalar e reabilitação, como processo. Sendo o TRM uma lesão de alto risco, consideramos importante fazer uma abordagem acerca da anatomia e fisiologia da coluna vertebral.

EPIDEMIOLOGIA Referente à lesão medular, es ma-se que, a cada ano no Brasil, mais de 10 mil novos casos ocorrem, destacando o trauma raquimedular uma das principais causas. Infelizmente, devido à ausência de no ficação


17 Atendimento pré-hospitalar: pitalar: avaliação neurológica Adriana Roloff Ana Paula Amestoy de Oliveira Marcia Cristina Rodrigues Rita Catalina Aquino Caregnato

INTRODUÇÃO O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), criado a par r de um acordo entre Brasil e França, em 2003, oficializado através do Decreto n°5055, de 27 de abril de 2004, é considerado um dos mais importantes braços da assistência pré-hospitalar.1 Esse serviço teve suas diretrizes redefinidas em 2012, pela Portaria n°1010.2 O Ministério da Saúde (MS) define o Atendimento Pré-Hospitalar (APH) como a assistência prestada em primeiro nível a indivíduos que apresentam quadros agudos, sejam eles de natureza traumá ca, clínica ou, ainda, psiquiátrica, através de atendimento ou transporte até um serviço de saúde baseado na hierarquia, pela Rede de Atenção a Urgência e Emergência.3 Com as mudanças do perfil epidemiológico brasileiro, as doenças parasitárias e infectocontagiosas perderam espaço para as doenças crônicas não transmissíveis e de causas externas, como traumas, jus ficando a existência de um serviço de excelência para assistência pré-hospitalar.4 A superlotação dos serviços hospitalares contribui para o risco de complicações relacionadas a emergências neurológicas por dificultarem o acesso de usuários, tornando ainda mais necessário o reconhecimento precoce por parte das equipes de atendimento pré-hospitalar.5


24 Segurança do paciente: infecções ecções relacionadas à assistência à saúde Cassiana Gil Prates Juliana Gil Prates Peixoto

INTRODUÇÃO Prestar uma assistência de qualidade e livre de danos aos pacientes está na formação dos profissionais de saúde e, apesar do célebre conselho atribuído a Hipócrates, há mais de dois mil anos atrás “primeiro, não cause dano”, foi somente no início dos anos 2000, com a publicação do relatório Errar é humano: construindo um sistema de saúde mais seguro,1 pelo InsƟtute of Medicine, que a segurança do paciente ganhou notoriedade e destaque internacional, sendo considerada na atualidade um grave problema de saúde pública.2 Os dados alarmantes do número de óbitos nas ins tuições americanas em decorrência de falhas na assistência, es mado a par r desta publicação1 entre 44.000 e 98.000 mortes e o custo gerado para o governo (entre U$ 17bilhões e 29 bilhões) despertou para a necessidade de reformulação dos sistemas de saúde.3 Evidências atuais4 sugerem que esse número tem aumentado a cada ano, e tais falhas são consideradas fatores da terceira causa de morte nos Estados Unidos da América.5 Na América La na a es ma va, a par r de um estudo realizado no México, Peru, Argen na, Costa Rica e Colômbia, é de que 10,5% dos pacientes hospitalizados sofram algum po de evento adverso


25 Transporte seguro de pacientes cientes Adriana Roloff Priscila Carvalho Fogaça Gustavo Corrêa Jonas Camarggo Correa

INTRODUÇÃO A necessidade da qualificação de uma prestação de assistência segura, indica a existência de processos e sistemas para minimização de erros e problemas relacionados à segurança do paciente,3 prá ca, essa, cada vez mais importante, tendo a compreensão de que que a prestação de uma assistência insegura, acarreta em danos e incidentes aos pacientes, e de que estes eventos prolongam a permanência hospitalar, assim como podem acarretar em danos irreversíveis.1 Analisar, executar e compreender a frequência, as causas, a natureza da ocorrência de incidentes e de eventos adversos (EAs) permite adequações no planejamento estratégico, que minimizam os danos decorrentes dos cuidados prestados, bem como o sofrimento desnecessário do paciente e da equipe de atendimento. O incidente é um evento ou circunstância, que poderia ter resultado ou resultou em dano desnecessário ao paciente. O episódio tem sempre um conjunto de fatores contribuintes e não quer dizer necessariamente que causará dano ao paciente, mas se trata de uma circunstância que tem potencial para isso.4,5 O evento adverso (EA) é uma complicação indesejada ou uma injúria não intencional decor-


26 Sepse e neurologia rologia Ana Paula Amestoy de Oliveira Fabiano Ramos Rita Catalina Aquino Caregnato

INTRODUÇÃO A sepse cons tui, atualmente, um dos principais desafios de saúde pública mundial, com es ma vas de existência de cerca de 17 milhões de casos no mundo por ano, 600 mil novos casos no Brasil.1-3 Os óbitos relacionados a essa patologia são de alto impacto, totalizando cerca de 250 mil casos no Brasil, com aumento progressivo nos úl mos anos, relacionados à melhora das no ficações e da percepção dos profissionais da assistência.2 No entanto, essa grave doença parece ainda ser negligenciada, especialmente quando comparamos nossos indicadores aos de países desenvolvidos, como Estados Unidos e Austrália.2-3 Até 2016 os critérios de diagnós co de sepse envolviam a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS), sepse, sepse grave e choque sép co,3-5, explanados no Quadro 26.1.:

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Assistência de enfermagem ao paciente neurológico  

O cuidado ao paciente neurológico exige da enfermagem conhecimento das práticas clínicas ancoradas em evidências científicas e uso adequado...

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