Estrela Matutina - Edição Agosto de 2022

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Série B | Nº 281 | 10.000 exemplares

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória | Agosto de 2022

DIOCESE TERÁ NOVAS ORDENAÇÕES

Nos próximos meses a Diocese de União da Vitória acolherá em seu presbitério novos membros, padres e diáconos. Neste mês de agosto, no qual celebramos as diversas vocações na Igreja, em especial a familiar, da qual brotam as outras vocações, lembramos também daqueles que se dedicam à vida consagrada e religiosa, bem como de todo cristão leigo e leiga, que vive com zelo seu Batismo e sua Crisma. Veja notícia dessas ordenações na página 06, e o artigo do Papa na página 02.

Ainda nesta edição... NOVO ARTIGO

As Leis da Igreja e na Igreja. Pág. 05 CONFIRA TAMBÉM

CURSILHO

Mais de 60 jovens fazem o Cursilho. Pág. 07

PASTORAL

Controle de toda dependência. Pág. 11

Pastoral da Educação inicia em agosto, na Diocese. Pg.07


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Estrela Matutina - Editorial - Agosto de 2022 www.dioceseunivitoria.org.br

Estamos chegando com a Edição de agosto de nosso Jornal Diocesano Estrela Matutina. Este mês é todo especial para a Igreja, a qual celebra o Mês das Vocações, valorizando cada chamado que Deus faz às pessoas, para que sigam seu Projeto de Vida, por meio de um caminho específico no qual se realizam como pessoas, encontrando e seguindo a Deus. Nesse contexto vocacional, já adiantamos em nossas páginas que neste ano, dentro da Vocação ao Ministério Ordenado, nossa Diocese de União da Vitória acolhe novos membros em seu Presbitério, seja no serviço Presbiteral, como padres, e também no serviço Diaconal, com ordenação de novos Diáconos Permanentes, homens que têm também o Dom da vocação ao Matrimônio, e que além de encontrarem a Deus na vida familiar, também servem a Igreja no Ministério Diaconal, recebendo o 1º Grau do Sacramento da Ordem. Além de dois novos Diáconos Permanentes que serão ordenados, a Diocese acolheu mais dois que vieram da Arquidiocese de Curitiba, enriquecendo nosso Presbitério Diocesano. Outra chamada importante que damos nesta edição é sobre as Missões Diocesanas que estão sendo retomadas, com o Santuário Diocesano acolhendo a primeira deste ano, no mês de agosto. Também lembramos que o Santuário voltará a acolher as Romarias que nossa Diocese esteve promovendo em anos anteriores. Para outubro deste ano, as Paroquias estão se preparando para enviar suas caravanas. Na página 03 desta edição, um artigo do nosso bispo diocesano acena a importância para o povo este evento rico e histórico na tradição cristã, que são as peregrinações a Santuários Marianos. Nossa Senhora do Rosário, padroeira de nosso Santuário, em Rio Claro do Sul – Mallet, nos aguarda para um encontro com ela e com Seu Filho Jesus. Lembrando desta devoção Mariana, destacamos o Encontro Diocesano do Terço dos Homens, que se dará em setembro na paróquia Nossa Senhora do Rocio, em União da Vitória. Unidos à Deus por meio da récita do Rosário, esses homens, alguns pais de família, levam para suas vidas e suas casas o alimento da espiritualidade, que dá sentido e renova a esperança da presença de Deus e a companhia de Nossa Senhora em suas vidas. Nosso Jornal ainda lembra de um passo importante em nossa Igreja Particular que é a implantação da Pastoral da Educação, uma iniciativa fruto da Campanha da Fraternidade, que neste ano abordou a temática da Educação como tema. Não deixe de ler ainda os novos artigos que entraram nesta Edição. Na página 11 com o psicólogo Sérgio, e na página 04, sobre as Leis da Igreja, com o padre João Henrique. Estas são algumas das notícias que aqui trazemos a você, nosso (a) leitor (a), fiel diocesano, que acompanha nossa caminhada de Igreja e que junto conosco constrói também essa bonita história. Abençoado Mês Vocacional!

Marcelo S. de Lara Editor-Chefe

Em Destaque “Chamados para construir a família humana” dade harmoniosa dos seus elementos. Neste sentido amplo, não só os indivíduos, mas também os povos, as comunidades e as agregações dos mais variados géneros têm uma «vocação». [...]

No contexto do mês vocacional trazemos aqui um trecho da mensagem do Papa por ocasião do 59º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que nos ajuda a refletir “sobre o amplo significado da «vocação», no contexto duma Igreja sinodal que se coloca à escuta de Deus e do mundo”.

Imagem: Vatican Media

TODOS CHAMADOS A SER PROTAGONISTAS DA MISSÃO A sinodalidade, o caminhar juntos é uma vocação fundamental para a Igreja e, só neste horizonte, é possível descobrir e valorizar as diversas vocações, carismas e ministérios. Ao mesmo tempo, sabemos que a Igreja existe para evangelizar, saindo de si mesma e espalhando a semente do Evangelho na história. Ora, esta missão é possível precisamente colocando em sinergia todas as áreas pastorais e, antes ainda, envolvendo todos os discípulos do Senhor. Com efeito, «em virtude do Batismo recebido, cada membro do Povo de Deus tornou-se discípulo missionário (cf. Mt 28, 19). Cada um dos batizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 120). É preciso acautelar-se da mentalidade que separa sacerdotes e leigos, considerando protagonistas os primeiros e executores os segundos, e levar por diante a missão cristã, conjuntamente, leigos e pastores como único Povo de Deus. Toda a Igreja é comunidade evangelizadora. CHAMADOS A SER GUARDIÕES UNS DOS OUTROS E DA CRIAÇÃO. A palavra «vocação» não deve ser entendida em sentido restrito, referindo-a apenas àqueles que seguem o Senhor pelo caminho duma consagração específica. Todos somos chamados a participar na missão de Cristo de reunir a humanidade dispersa e reconciliá-la com Deus. De modo mais geral, cada pessoa humana, antes ainda de viver o encontro com Cristo e abraçar a fé cristã, recebe com o dom da vida um chamamento fundamental: cada um de nós é uma criatura querida e amada por Deus, objeto dum pensamento único e especial d’Ele e somos chamados a desenvolver, ao longo da nossa vida, esta centelha divina que mora no coração de cada homem e mulher, contribuindo para fazer crescer uma humanidade animada pelo amor e mútuo acolhimento. Somos chamados a ser guardiões uns dos outros, a construir laços de concórdia e partilha, a curar as feridas da criação para que não seja destruída a sua beleza. Em suma, tornamo-nos uma família na maravilhosa casa comum da criação, na varie-

EXPEDIENTE

Editorial

CONVOCADOS PARA CONSTRUIR UM MUNDO FRATERNO

Como cristãos, não só somos chamados, isto é, interpelados cada qual pessoalmente por uma vocação, mas também con-vocados. Somos como os ladrilhos dum mosaico, belos já quando vistos um a um, mas só juntos é que formam uma imagem. Brilhamos, cada um e cada uma de nós, como uma estrela no coração de Deus e no firmamento do universo, mas somos chamados a compor constelações que orientem e iluminem o caminho da humanidade, a partir do ambiente onde vivemos. Tal é o mistério da Igreja: na convivência das diferenças, ela é sinal e instrumento daquilo a que toda a humanidade é chamada. Para isso, a Igreja deve tornar-se cada vez mais sinodal: capaz de caminhar unida na harmonia das diversidades, onde todos têm a sua própria contribuição para dar e podem participar ativamente. Portanto, quando falamos de «vocação», não se trata apenas de escolher esta ou aquela forma de vida, votar a própria existência a um determinado ministério ou seguir o encanto do carisma duma família religiosa, dum movimento ou duma comunidade eclesial; mas trata-se sobretudo de realizar o sonho de Deus, o grande desígnio da fraternidade que Jesus tinha no coração quando pediu ao Pai «que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Cada vocação na Igreja e, em sentido largo, também na sociedade, concorre para um objetivo comum: fazer ressoar entre os homens e as mulheres aquela harmonia dos múltiplos e variados dons que só o Espírito Santo sabe realizar. Sacerdotes, consagradas e consagrados, fiéis leigos, caminhemos e trabalhemos juntos, para testemunhar que uma grande família humana unida no amor não é uma utopia, mas o projeto para o qual Deus nos criou! Rezemos, irmãos e irmãs, para que o Povo de Deus, no meio das dramáticas vicissitudes da história, corresponda cada vez mais a esta vocação. Invoquemos a luz do Espírito Santo, para que cada um e cada uma de nós possa encontrar o respetivo lugar e dar o melhor de si neste grande desígnio! Mensagem do Papa Francisco 59º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Diretor Dom Walter Jorge Pinto

Redatores Dom Walter Jorge Pinto Pe. Alisson M. de Moura Pe. João Henrique Lunkes Pe. Joviano J. Salvatti Pe. Iomar Otto Pe. Sidnei José Reitz Gustavo Santana Francisco Marcelo S. de Lara Sérgio Gelchaki

Impressão Gráfica Grafinorte - Apucarana/PR (41) 9 9926 1113

Editor-Chefe Francisco Marcelo S. de Lara

Diagramação e Arte Final Agatha Przybysz

Fundado em 15 de maio de 1958, por Dr. Mário José Mayer e Ulysses Sebben.

Proprietária Mitra da Diocese de União da Vitória Rua Manoel Estevão, 275 União da Vitória, PR Contato: estrela@dioceseunivitoria.org.br (42) 3522 3595

Tiragem 10.000 exemplares Revisão Pe. Abel Zastawny Francisco Marcelo S. de Lara


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Palavra do Bispo Romaria Diocesana Uma Diocese Peregrina “Que alegria quando ouvi que me disseram: vamos para a casa do Senhor!” Sl 122(121), 1 A vida de todo ser humano é uma grande peregrinação. Somos” peregrinos do eterno”, pois estamos aqui, nessa terra, de passagem, em busca daquela Terra Prometida, onde repousa verdadeiramente a nossa alegria, onde nos espera o Deus vivo, para nos revelar a sua face amorosa e fazer cessar a sede que trazemos de eternidade, de vida em abundância, se de Deus. A verdadeira peregrinação busca o que é eterno, não se contentando com o que é passageiro, com o que um dia acabará, com coisas que não poderemos levar dentro de nós. Nós somos a Igreja de Jesus Cristo, povo que Deus escolheu por sua herança e também herdeiros da vida eterna e daqueles bens, que no seu Filho, o Pai preparou para nós. Uma Igreja assim é por natureza peregrina neste mundo, pois sabe que está em busca da Jerusalém Celeste, onde sua identidade será plenamente revelada como Corpo de Cristo. Somos a Igreja peregrina em direção à Pátria celeste, Igreja que tem sua origem em Cristo, neste mundo, e que,

“ As peregrinações sempre fizeram parte da história do Povo de Deus, desde o Antigo Testamento [...]

mas seremos muito auxiliados pela Senhora do Rosário, a Mãe escolhida por Deus, para nos ajudar a chegar ao coração do seu Filho.

Registro de uma das romarias em Rio Claro do Sul - Mallet - PR

enquanto caminha peregrina nele, deve transfigurá-lo o quanto possa com esta sua peregrinação. As peregrinações sempre fizeram parte da história do Povo de Deus, desde o Antigo Testamento, no qual podemos encontrar várias passagens que mostram o povo peregrinando para os lugares santos, sobretudo para Jerusalém, a cidade santa. No Livro dos Salmos podemos ler os chamados “cânticos das subidas”, que eram como que canções, hinos religiosos que as pessoas cantavam durante estas peregrinações [cf. Sl 120 (119) até 135 (134)]. No mundo inteiro há lugares sagrados de peregrinação para os cristãos católicos, e no Brasil, destaca-se o Santuário de Aparecida como verdadeiro lugar nacional de peregrinação. Para a nossa Diocese de União da Vitória foi escolhido, há alguns anos atrás, o Santuário de Nossa Senho-

ra do Rosário, como destino das peregrinações diocesanas. Embora a Igreja Catedral de uma diocese sempre seja, por sua própria natureza, lugar importantíssimo de peregrinação de todos os diocesanos, Rio Claro do Sul teve também o privilégio de poder acolher as romarias diocesanas.

Já é hora de todos se programarem para este importante acontecimento diocesano que, estou certo, trará muitos frutos para toda a Diocese, bem como a vida pessoal de cada romeiro, pois as romarias, realizadas com verdadeiro espírito cristão, são fonte de muitas bênçãos do Senhor. Nelas, o povo recebe o perdão de seus pecados por meio do Sacramento da Reconciliação, ouve a Palavra de Deus e recebe o Senhor na Eucaristia, reza junto com seus irmãos e irmãs, recebe indulgências e formação e é contagiado pela alegria que o Espírito Santo suscita no meio do povo peregrino. Converse com seu pároco, anime seus familiares, vizinhos e amigos, entusiasme a sua comunidade e venha participar conosco deste grande momento que Deus reservou para nós.

Neste ano de 2022 estaremos, se Deus quiser, retornando com as romarias diocesanas, e, no dia 09 de outubro, o Santuário de Nossa Senhora do Rosário, em Rio Claro do Sul, abrirá suas portas para acolher os romeiros que virão de todas as Que o Senhor abençoe a todos e nos paróquias de nossa querida Dioce- permita nos encontrarmos em brese de União da Vitória. Uma equipe ve, em nossa romaria. já foi designada e está preparando tudo, a fim de que a nossa romaria seja muito bonita e de grande proveito espiritual para todos os peregrinos. Haverá uma programação intensa preparada para fazer com que tudo seja direcionado para um Dom Walter Jorge grande avivamento da nossa fé. O Bispo Diocesano centro de tudo é sempre Jesus Cristo,


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Orando com os Salmos

Cântico dos Degraus Salmo 135 (136)

Hino pascal pelas maravilhas do Deus criador e libertador 1

I Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: Porque eterno é seu amor!

Demos graças ao Senhor, Deus dos deuses: Porque eterno é seu amor! 3 Demos graças ao Senhor dos senhores: Porque eterno é seu amor! 2

Somente ele é que fez grandes maravilhas: Porque eterno é seu amor! 5 Ele criou o firmamento com saber: Porque eterno é seu amor! 6 Estendeu a terra firme sobre as águas: Porque eterno é seu amor! 4

Ele criou os luminares mais brilhantes: Porque eterno é seu amor! 8 Criou o sol para o dia presidir: Porque eterno é seu amor! 9 Criou a lua e as estrelas para a noite: Porque eterno é seu amor! 7

II Ele feriu os primogênitos do Egito. Porque eterno é seu amor! 11 E tirou do meio deles Israel: Porque eterno é seu amor! 12 Com mão forte e com braço estendido: Porque eterno é seu amor! 10

Ele cortou o mar Vermelho em duas partes: Porque eterno é o seu amor! 14 Fez passar no meio dele Israel: Porque eterno é o seu amor!

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E afogou o Faraó com suas tropas: Porque eterno é seu amor!

III Ele guiou pelo deserto o seu povo: Porque eterno é seu amor! 17 E feriu por causa dele grandes reis: Porque eterno é seu amor! 18 Reis poderosos fez morrer por causa dele: Porque eterno é seu amor! 16

A Seon que fora rei dos amorreus: Porque eterno é seu amor! 20 E a Og, o soberano de Basã: Porque eterno é seu amor!

A Igreja repete este Salmo como Síntese da Salvação, que teve seu início na criação do universo, prossegue com a libertação do Povo de Israel no Egito, e continua em nossa vida cotidiana. Perceba que o Salmo parece aberto para acolher novas invocações, e por quê? Porque o amor de Deus é eterno. Terminamos o Salmo invocando a Trindade: O Pai das Misericórdias (2Cor. 1-3); o Filho que foi misericordioso (Hb 2,17); e o Espírito Consolador. Caro leitor, fiel, certamente você deve ter experimentado em sua

TRANSFORMANDO AS SALAS DE CATEQUESE Mesa da Palavra e Mesa da Partilha (Parte II) A PALAVRA DE DEUS NO CENTRO DA CATEQUESE No artigo anterior buscou-se contextualizar a conversa sobre uma renovada composição dos nossos encontros catequéticos e, consequentemente, uma nova disposição dos nossos ambientes de catequese, distanciando-se daquela maneira demasiadamente escolar da qual ela insiste em ser vivenciada. Falou-se então de abandonar linguagens e práticas que podem até formar alunos, mas não discípulos.

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Repartiu a terra deles como herança: Porque eterno é seu amor! 22 Como herança a Israel, seu servidor: Porque eterno é seu amor! 23 De nós, seu povo, humilhado, recordou-se: Porque eterno é seu amor! 21

De nossos inimigos libertou-nos: Porque eterno é seu amor! 25 A todo ser vivente ele alimenta: Porque eterno é seu amor! 26 Demos graças ao Senhor, o Deus dos céus: Porque eterno é seu amor! 24

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Comentário do Salmo Este Salmo é um grande hino em forma de Ladainha, em que o povo responde as invocações. Faz uma síntese da natureza e da história criada por Deus, mostrando seu amor por tudo.

Catequese

vida em algum momento a ação de Deus e foi motivo de você também dizer “Porque eterno é Seu amor”! Se nada lhe aconteceu de modo mais extraordinário, apenas o fato de olharmos para algumas situações cotidianas da vida, já é motivo para cantarmos o eterno amor de Deus. Celebre sua vida, cante suas conquistas e olhe nos sofrimentos as oportunidades de vida e de sentido novo que Deus lhe abre. ‘Demos Graças ao Senhor, porque eterno é seu amor”.

Organizado por: Marcelo S. de Lara PASCOM

Lembramos de novo o que foi citado na primeira parte desta reflexão, ou seja: “na Iniciação à Vida Cristã, a Palavra de Deus é essencial...O encontro catequético é um anúncio da Palavra e está centrado nela, mas precisa sempre de uma ambientação adequada e de uma motivação atraente, do uso de símbolos eloquentes, de sua inserção em um amplo processo de crescimento e da integração de todas as dimensões da pessoa, em um caminho comunitário de escuta e resposta” (CNBB, DOC. 107: Iniciação à vida cristã: itinerário para formar discípulos missionários, p. 13). TRANSFORMANDO AMBIENTES PARA TRANSFORMAR MENTALIDADES Ora, sendo assim, é urgente que uma transformação profunda se faça sentir em nossa catequese, e é isto que queremos aqui propor para toda a nossa catequese diocesana. Se queremos que na conclusão dos processos catequéticos nós tenhamos um fiel cristão que carregue realmente as marcas de Jesus Cristo, o estilo, o pensamento, os critérios e a cara d’Ele, precisamos tornar nossos encontros de catequese verdadeiras experiências de fé. Não podemos mais ter aulas de catequese, mas sim, encontros vitais com a Pessoa de Jesus Cristo, capazes de gerar vida cristã a partir de escuta da Palavra. Para alcançar este tão nobre e importantíssimo objetivo, precisamos tornar nossa catequese mais celebrativa e experiencial, onde o catequizando vivencie um encontro pessoal com Jesus Cristo, com a oportunidade de amadurecer a sua fé e inserir-se no seio da comunidade celebrante. Dessa forma, queremos propor uma mudança que começará no exterior para atingir o interior. DUAS MESAS: DA PALAVRA E DA PARTILHA Precisamos oferecer um espaço físico

diferente do espaço escolar, fazendo com que o catequizando vá compreendendo que uma postura e uma atitude diferente se lhe está sendo solicitada. A sugestão nos vem inspirada a partir da dica que nos dá o Pe. Thiago Faccini Paro, em seu livro: Catequese e Liturgia na Iniciação Cristã, da editora Vozes, cuja segunda edição foi redigida em 2019. Neste livro, fala-se de organizar o espaço catequético com duas mesas: mesa da Palavra e mesa da Partilha. “Iluminados pela estrutura e ambiente próprios de nossas celebrações litúrgicas, a mudança nos faz sair do esquema escolar para um ambiente mais celebrativo, buscando uma estreita ligação entre catequese e liturgia em encontros dinâmicos e orantes” (cf. PARO, p. 88). “A mesa da Palavra consiste em organizar um ambão ou uma pequena mesa para colocar a Bíblia e fazer a sua leitura, ornamentando-a com uma vela acesa ao lado e toalhas com a cor do tempo litúrgico em curso...quer-se educar os catequizandos de que este é o local da oração, do silêncio e da escuta...também é o local da oração inicial, que deverá ser feita de maneira ritual... numa espécie de leitura orante... A mesa da partilha, constitui-se de uma grande mesa com várias cadeiras ao seu redor; é o local onde os catequizandos irão buscar compreender com a ajuda do catequista o sentido e o significado da Palavra, atualizando-a em suas vidas...usando a mesa pretende-se sair do esquema de escola, da utilização de cadernos e canetas, e de tudo o que lembre uma lição escolar. Ao redor da mesa se fala, se contempla os símbolos, se dialoga e se realizam algumas atividades” (cf. PARO, p. 89 e 90). Portanto, a proposta é bastante simples, porém, revolucionária para nossas tradicionais salas de catequese: Mesa da Palavra e Mesa da Partilha. Num mundo sedento de sentido de vida, a vida cristã é um caminho mais do que urgente a ser proposto e vivido e a catequese tem muito a contribuir para que tal ventura possa ser incorporada por todos os atores envolvidos com ela.

Pe. Sidnei J. Reitz Assessor da Pastoral Catequética


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As Leis da Igreja e na Igreja Você sabia que a Igreja tem um Código Jurídico?

na história do povo de Israel e na Antiga Aliança, foi constituída no fim dos tempos e manifestada pela efusão do Espírito, e será gloriosamente consumada no fim dos séculos. Então, os justos depois de Adão, desde o justo Abel até ao último eleito, se reunirão em Igreja universal junto do Pai”. (Constituição Dogmática Lumen Gentium, n. 2).

Damos início aqui a uma Série ‘As Leis da Igreja e na Igreja’, que você irá acompanhar por alguns meses. Com informações trazidas pelo padre João Henrique Lunkes, você irá conhecer e entender melhor algumas normas que a Igreja Católica tem e que estão contidas no Código de Direito Canônico. A cada mês traremos para você uma norma, que poderá ser para você uma curiosidade, mas que te deixará informado por quê tal lei existe, qual o valor, o sentido, onde se aplica e o propósito dela para a vida cristã. É importante lembrar que as leis/normas do Código de Direito Canônico (CDC) que iremos tratar nesta série, referem-se apenas à Igreja Latina e a seus fiéis, visto que as Igrejas Orientais possuem um Código próprio, o Código Canônico das Igrejas Orientais (CCEO). No dia 25 de janeiro de 1983, São João Paulo II, por intermédio da Constituição Apostólica Sacrae Disciplinae Leges (as leis da disciplina canônica), promulgou o novo Código de Direito Canônico para a Igreja Latina, revogando o antigo Código de 1917, conhecido também como Código Piobeneditino. Na ocasião, o saudoso Papa exaltava a publicação da nova legislação canônica como o último documento do Concílio Vaticano II. A revisão da legislação atual e a elaboração do novo Código foi sem dúvida um trabalho árduo do qual participaram vários especialistas e Bispos de todo o mundo. Com certeza, uma das maiores obras na revisão do CDC, foi colocar em linguagem jurídica a eclesiologia do Concílio Vaticano II, que propõe (apresenta) a Igreja como Povo de Deus, segundo a vontade salvífica do Pai: “O Eterno Pai, pelo livre e insondável desígnio da Sua sabedoria e bondade, criou o universo, decidiu elevar os homens à participação da vida divina e não os abandonou, uma vez caídos em Adão, antes, em atenção a Cristo Redentor que é a imagem de Deus invisível, primogênito de toda a criação, sempre lhes concedeu os auxílios para se salvarem. [...] E, aos que creem em Cristo, decidiu chamá-los à Santa Igreja, a qual, prefigurada já desde o princípio do mundo e admiravelmente preparada

almas é a suprema lei da Igreja.

Após quase 60 anos da abertura do Concílio Vaticano II, muitos passos foram dados na vida da Igreja, e também no campo legislativo: foram elaboradas algumas interpretações autênticas; promulgadas novas leis; derrogadas algumas; e outras foram atualizadas para que a Igreja, como sociedade ao mesmo tempo divina e humana, possa atender à missão que lhe confiou o seu Divino fundador (Mt 28,16-20), já que toda lei eclesial está baseada no princípio fundante de todo o Código: a salvação das

O CDC possui 7 livros, eis a sua estrutura: Livro I: Sobre as normais gerais; Livro II: Sobre o povo de Deus (fieis e a hierarquia); Livro III: Sobre o Múnus de Ensinar (ministério da Palavra de Deus, a ação missionária da Igreja, a educação católica, etc.); Livro IV: Sobre o Múnus de Santificar (sacramentos, atos de culto, lugares e tempos sagrados); Livro V: Sobre os bens temporais da Igreja; Livro VI: Sobre as sanções na Igreja; e o Livro VII: Sobre os processos canônicos. Fontes: Código de Direito Canônico Código de Direito Canônico Comentado (Tomo I) Constituição Dogmática Lumen Gentium

Pe. João Henrique Lunkes Mestrando em Direito Canônico

Cáritas divulga relatório anual de atividades Completando 2 anos de implantação na Diocese no dia 29 de agosto, a Cáritas Diocesana vem ampliando sempre mais suas atividades, tendo como foco aliviar o sofrimento das pessoas em vulnerabilidade social, agravado em especial pelas consequências da Pandemia. Após sua implantação, criação de um Conselho Gestão, elaboração de seu Estatuto, a Cáritas vem mapeando os focos de vulnerabilidade na Diocese de União da Vitória e realizando ações de ajuda, contando com o trabalho de seus membros, pessoas voluntárias e parcerias que fornecem recurso para ela melhor e bem atender os que mais precisam. Repassado por um dos membros da Diretoria da Cáritas, trazemos aqui ações que foram realizadas pontualmente em São Mateus do Sul, envolvendo junto com parcerias realizadas, atividades das três paróquias: São

Mateus, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa. Essas atividades foram registradas a partir de junho de 2021. • 06/07/2021 - participação da reunião do CMDCA com membros das Vicentinas, onde foi explanado sobre a transição da diretoria e captação de recursos e projetos para o próximo ano; • Setembro de 2021 - recebimento de roupas seminovas da Caritas Diocesana para realização de bazar; • 09/10/2021 - Bazar na Capela da Rosa Mística, para arrecadação de fundos para manutenção das atividades; • 24/10/2021 - encontro de formação com participação de membros da diocese, e o Conselho Gestor Caritas – PR; • Novembro de 2021 - entrega de 100 cestas adquiridas da Cofaeco para famílias em situação de vulnerabilidade

social; • Fevereiro de 2022 - entrega de 133 cestas adquiridas da Cofaeco para famílias em situação de vulnerabilidade social; • Março e abril de 2022 - entrega de 133 vales-gás para famílias em situação de vulnerabilidade social; • Parceria com Fundação Banco do Brasil, ASPP e Petrobras para doação das cestas e vales gás; • Parceria com Rede Feminina de Combate ao Câncer para atendimento das famílias com portadores de câncer; • Doação de roupas e móveis arrecadados para famílias em situação de vulnerabilidade social; • Cadastro de famílias em situação de vulnerabilidade social. O atendimento da Caritas está sendo feito em todo o município de São Mateus do Sul, contemplando os locais: Vila Amaral, Bom Jesus, Prohmann, Pinheirinho, Palmeirinha, Tamareiras, Verde, Jardim Santa Cruz, Água Bran-

ca, Cambará, Colônia Cachoeira, Dois Irmãos, Emboque, Estiva, Lageadinho, Rio das Pedras, Vargem Grande, Usina Velha. São famílias em situação de vulnerabilidade social, que recebem da Cáritas essa atenção, tanto na área urbana quanto na área rural. Informações: Cáritas Diocesana.


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Diocese acolherá novos padres e diáconos neste ano, em seu Presbitério A Diocese de União da Vitória acolhe neste ano dois novos padres em seu presbitério, prepara a ordenação de dois novos Diáconos Permanentes, e nos meses de junho e julho acolheu também dois Diáconos Permanentes da Arquidiocese de Curitiba, que por motivos de trabalhos mudaram sua residência para cidades que pertencem à Diocese de União da Vitória. OS NOVOS PADRES No dia 10 de setembro, na missa das 10h, a paróquia Nossa Senhora das Graças e São José, de General Carneiro, terá a alegria entregar um “filho” seu para o Ministério Ordenado, ao 2º Grau do Sacramento da Ordem, o Presbiterado. Diego Ronaldo Nakalski, tem 25 anos, estudou no Seminário Diocesano, em União da Vitória, fez seu Estágio Pastoral na igreja Catedral e atua hoje como Diácono na Paróquia São Mateus, e em São Mateus do Sul. Outro jovem que também será ordenado padre neste ano é o Diácono Douglas da Silva Ribasz. Natural da comunidade da Vila Palmeirinha, pertencente à Paróquia São Mateus, em São Mateus do Sul, Douglas tem 25 anos de idade e também estudou no Seminário Diocesano, em União da Vitória. Fez seu estágio Pastoral como seminarista na Paróquia São José, de Antonio Olinto e atualmente atua como Diácono na Paróquia Senhor Bom Jesus, em Rebouças. Sua Ordenação Sacerdotal está marcada para o dia 22 de outubro, na missa das 10h, na Matriz São Mateus, em São Mateus do Sul. DIÁCONOS PERMANENTES ACOLHIDOS NA DIOCESE A Diocese de União da Vitória tem uma história de formação e valorização do Diaconado Permanente, sendo a segunda diocese do Paraná a estabelecer o Diaconato Permanente, ordenando seus primeiros diáconos em 1982, formados na própria Diocese durante cinco anos. No mês de junho e julho, nossa Igreja Particular de União da Vitória acolheu dois novos Diáconos Permanentes em seu Presbitério. Vindos da Arquidiocese de Curitiba, onde foram formados e ordenados, por motivos de trabalhos, os dois novos Diáconos casados precisaram mudar com suas famílias para cidades que fazem parte do território da Diocese de União da Vitória, onde agora também servem com seu Ministério. No dia 23 de junho, o Diácono Ângelo Valdemar Santana de Oliveira, foi acolhido na missa das 19h, na igreja matriz São João Batista, em São João do Triunfo, cidade onde passa a residir. Com 43 anos de idade, e quase 4 anos de Ordenação, Diácono Ângelo é casado ha 16 anos com Marta Kaneske Santana de Oliveira, e

tem duas filhas, uma de 14 anos e outra de 10 anos. Vindo da cidade de Porto Amazonas, onde auxiliava na Paróquia Menino Jesus, da Arquidiocese de Curitiba, Diácono Ângelo passa agora a servir seu Ministério na Paróquia São João Batista, auxiliando aos padres Mauro Portela dos Santos e o Padre Ronaldo A. Rodrigues.

Diácono Ângelo, com sua família em São João do Triunfo

Outro Diácono Permanente que também por motivos de trabalho veio para a Diocese de União da Vitória, tendo já residido nesta Diocese nos anos de 2000 a 2007 com sua família é o Diácono Wilson Felix Pereira. Com 52 anos de idade, Diácono Wilson tem quase 3 anos de Ordenação. Casado e pai de dois filhos, o Diácono mora hoje na cidade de Rio Azul, onde tem outros familiares, e passa a exercer seu Ministério Diaconal na paróquia Sagrado Coração de Jesus, ajudando nos trabalhos pastorais aos padres Mateus Lau Nurak e ao padre Wilibrodus Paulus Wedho, ambos da Congregação do Verbo Divino.

Diácono Wilson, com sua família e Pe. Mateus, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Rio Azul

Sua apresentação na nova paróquia se deu nos dias 02 e 03 de julho, pela leitura da Provisão Canônica do Uso de Ordens na Diocese, apresentado pelo pároco padre Mateus. Com esses dois novos Diáconos, a Diocese hoje forma atualmente um grupo de 9 Diáconos Permanentes em seu Presbitério. PREPARAÇÃO DE NOVOS DIÁCONOS PERMANENTES Tendo concluído a formação pela Escola Diaconal da Diocese de União da Vitória, dois outros pais de família se preparam para receber neste ano o 1º Grau do Sacramento da Ordem, o Diaconado, pelo qual, como Diáconos Permanentes farão parte do Presbitério, como novos clérigos da Diocese de União da Vitória. Antes da ordenação, os que se preparam para serem acolhidos no Presbitério como novos Diáconos, precisam ainda receber o Ministério do Acolitato. *Por todos esses serviços existentes na Igreja e pela dedicação e doação dessas pessoas ao serviço do Reino em nossa Diocese, damos Graças ao Cristo Senhor. Rezemos pedindo à Ele que envie sempre mais operários para à Sua messe. Neste mês muitas ações voltadas às vocações são realizadas nas Paróquias, como: palestras, momentos de oração, atividades celebrativas, promovendo assim as diversas vocações existentes na Igreja.


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Com novo Assessor, Setor Jovem realizou encontro no Instituto Piamarta No sábado dia 30 de julho, no Instituto Piamarta, coordenadores paroquias, Movimentos e Expressões Jovens da Diocese se reuniram em um encontro com a coordenação diocesana do Setor Jovem da Diocese para avaliar a caminhada da juventude na pós-pandemia e traçar novas linhas de ação. Na reunião esteve presente também o padre João Francisco, coordenador da Ação Evangelizadora, o qual falou sobre o Plano da Ação Evangelizadora da Diocese e da importância dos jovens na evangelização. Ressaltou ainda que o Plano deve ser trabalhado por todos os grupos onde a juventude está presente. O coordenador diocesano do Setor Jovem, Rodrigo Weretyski, apresentou o novo padre assessor da juventude na Diocese, sendo nomeado o padre Renildo Viera. Padre Renildo é religioso da Congregação da Sagrada Família

Em frente ao jovens, fazendo a Self, Padre Kleber Alexandre Pacheco, assessor da Juventude do Regional Sul 2 da CNBB – Paraná. No canto direito, de boné, padre Renildo, novo assessor da Juventude na Diocese.

de Nazaré e é o responsável pelo trabalho com jovens no Instituto Piamarta, em União da Vitória. “Eu agradeço pelo convite para assessorar essa Expressão Jovem na Diocese e me coloco à disposição no trabalho e caminhada da juventude, com entusiasmo, perseverança e fé”, disse o novo assessor.

Diocese dá início à Pastoral da Educação Como fruto e ação concreta da Campanha da Fraternidade deste ano de 2022, que traz como tema: Fraternidade e Educação, a Diocese de União da Vitória dará início neste mês de agosto à Pastoral da Educação. O encontro de implantação dessa Pastoral marcado para o dia 06 de agosto, às 9h da manhã, dia dedicado aos profissionais da área da Educação, acontece no Seminário Diocesano Rainha das Missões, em União da Vitória, onde também funciona o Instituto de Filosofia e Teologia Santo Alberto Magno (IFTESAM). O convite é aberto a todo aquele que de alguma forma está envolvido nos processos educacionais e/ou que deseja fazer parte dessa nova Pastoral na Diocese, auxiliando na evangelização pela educação e na educação. O objetivo da Pastoral da Educação é “promover, articular e organizar ações evangelizadoras no mundo da educação”. O Lema da Campanha da Fraternidade de 2022 que traz a citação de Provérbios: “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Pr 31,26), resume a maneira de ensinar de Jesus, Mestre dos mestres, que diante de toda situação coloca palavras de sabedoria, e mesmo quando precisa exortar, o faz com profundo amor. Educar é um gesto de amor, e, portanto, um gesto também divino. Participe você também dessa nova ação evangelizadora que terá início em nossa Diocese, iniciando pela cidade de União da Vitória. Informe-se pelo telefone: (42) 9 9121 1660

O Coordenador Diocesano Rodrigo, ainda ressaltou algumas ações referentes a juventude que a Diocese pretende fazer, entre elas a escola de formação e a retomada do Vibração Jovem.

O encontro contou também com a presença do Padre Kleber Alexandre Pacheco, da Diocese de Ponta Grossa, assessor da juventude do Regional Sul 2, que veio para conhecer a realidade da juventude da Diocese de União da Vitória, e apresentar propostas e ações que envolvem a juventude a nível regional. “Nossa juventude está presente em grupos e expressões diversas na Igreja; isso a enriquece e é convite para realizarmos ações em conjunto entre as diversas Expressões e Movimentos”, disse o padre. Nesta ideia, o Coordenador Rodrigo concluiu dizendo que a função do Setor Jovem é criar pontes entre a juventude Diocesana, realizando trabalho em conjunto na evangelização e na partilha da fé. Texto e foto: Setor Jovem

Movimento do Cursilho realiza o 4º encontro misto para jovens Dos dias 22 a 24 de julho, o Movimento do Cursilho de Cristandade, da Diocese de União da Vitória, realizou o 4º encontro misto para jovens, acolhendo moças e rapazes de toda a Diocese.

Jovens Cursilhistas durante Missa presidida por Dom Walter Jorge

Realizado na Casa de Formação Cristã Santa Rosa de Lima, em União da Vitória, o evento reuniu mais de 60 jovens que vieram de Paróquias das cidades de São João do Triunfo, São Mateus, Rebouças, Mallet, Rio Azul e de União da Vitória. O Encontro teve como objetivo mostrar aos jovens a dimensão do amor de Cristo que nos deixou a Sua própria Igreja, doando Sua vida para salvar a cada um de nós. “Pudemos notar que os jovens que vivenciaram este momento voltaram para suas casas renovados e com mais vigor para ajudar em suas comunidades. Nossos encontros têm como dinamismo a surpresa. O que acontece fica apenas no coração de cada um, para que se possa despertar a curiosidade de outras pessoas. Mas garantimos a quem desejar participar que essa vivência é um momento de Graça e bênçãos” destacou Elcimar Voinarski, coordenador diocesano do Movimento na Diocese. O encontro contou também com o apoio e participação de alguns padres que passaram pelo encontro deixando sua mensagem de apoio aos jovens, esperança e futuro Igreja. Estiveram presentes: padre Frei Jesus, assessor do Cursilho; padre Ronaldo; padre João Francisco; padre Renildo; padre Abel, e padre José Damião, o qual inclusive, vivenciou o cursilho. Além dos padres, os jovens tiveram a presença de Dom Walter Jorge, bispo diocesano que presidiu a Santa Missa, deixando em sua mensagem o apoio e a importância do Movimento do Cursilho de Cristandade para a Diocese e para a sociedade. O próximo encontro, que será o Cursilho Masculino, se dará nos dias 23, 24 e 25 de setembro. Pessoas que desejarem participar devem entrar em contato diretamente com sua paróquia para informações.


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Paróquia Senhor Bom Jesus realiza formação em Liturgia para lideranças e encontro com jovens No final de semana, 09 e 10 de junho, a Paróquia Senhor Bom Jesus, da cidade de Rebouças promoveu formação para lideranças da paróquia e também um encontro com jovens. No dia 09, ministros, catequistas, leitores e cantores tiveram uma formação de liturgia que envolveu a explicação dos momentos da celebração da Santa Missa. A formação foi dada pelo padre Alisson Marlon de Moura, Diretor do Seminário Propedêutico e assessor de liturgia na Diocese. Nesse mesmo dia teve início o acampamento para jovens, que ofereceu aos participantes momento de oração, intimidade com Deus, contato com a natureza, pregações, gincanas, partilhas, teatro, adoração e a celebração da Santa Missa. O acampamento que foi até o dia 10, contou com a presença do Padre Fabiano Bulcovski, pároco, do Diácono Douglas, dos seminaristas da paróquia, da Irmã Eva e dos Servos do Grupo de Oração Jovem: Filhos da Imaculada. Durante acampamento, Pe. Fabiano fala com os jovens participantes

Informações de: Sabrina Antoszczyszen do Amaral PASCOM da Paróquia Senhor Bom Jesus

Padre e seminaristas do Seminário Diocesano participam do 29º RENASEM Paraná Dos dias 10 a 14 de julho estiveram reunidos em Apucarana mais de 50 seminaristas de todo o estado do Paraná para participarem do 29º Retiro Nacional de Seminaristas, o RENASEM, em sua etapa estadual.

periência de missão. Na terça-feira,12, os retirantes se dirigiram a um bairro da cidade de Apucarana onde fizeram visitas às casas, rezando pelas necessidades do povo e pedindo a Deus a bênção sobre os lares.

O RENASEM reúne seminaristas que fizeram a experiência do batismo no Espírito Santo e hoje cultivam a espiritualidade carismática, ou mesmo aqueles que ainda não têm contato com esta “corrente de graça” (segundo palavras do Papa Francisco), mas que desejam viver, no período de férias, uma experiência de oração, missão e fraternidade.

Na última noite, antes de um momento de confraternização (um dos pilares do RENASEM), foi anunciada a sede do próximo RENASEM Paraná, que será em Umuarama -PR, nos mesmos dias do mês de julho do próximo ano. Da Diocese de União da Vitória estiveram presentes o Padre João Henrique Lunkes, vice-reitor do Seminário Diocesano e Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Rocio e os seminaristas Cristian Majolo Boniatti, em período de estágio pastoral na Catedral Sagrado Coração de Jesus, Daniel da Rosa e Gustavo Henrique Santana, da etapa da configuração (Teologia) e Vanderson Daniel Openkovski e Gabriel Martins de Oliveira, da etapa do discipulado (Filosofia).

Seminaristas da Diocese: Cristian; Vanderson, Gabriel, Daniel, Gustavo e Padre João Henrique.

O encontro iniciou com a Santa Missa na Catedral Nossa Senhora de Lourdes, em Apucarana, presidida por Dom Carlos José, bispo diocesano, e concelebrada por diversos padres, dentre os quais os padres Jucemar e Ronicés, religiosos Salvistas, que pregaram o retiro para os seminaristas. Também esteve na quarta-feira,13, celebrando a Santa Missa e dando um belo testemunho de sua vocação, Dom Celso Antônio Marchiori, bispo diocesano de São José dos Pinhais e referencial da RCC no estado. Além dos momentos de oração e pregação, o RENASEM proporciona uma ex-

Espiritualmente abastecidos, os seminaristas retornaram para dar continuidade em suas atividades, estudos e discernimento, cultivando a vocação sacerdotal, à qual sentem-se chamados por Deus.


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Liturgia

Santo do Mês

São Maximiliano Maria Kolbe 14 de agosto No ano de 1894 nasceu na Polônia um menino destinado a ser um grande herói na fé. Batizado com o nome de Raimundo, ainda criança contou à sua mãe que viu Nossa Senhora lhe aparecer com duas coroas, uma branca, simbolizando a pureza e uma vermelha, simbolizando o martírio e lhe perguntou qual ele escolheria para si, ele disse as duas e então Maria sorriu e desapareceu. Esse fato explica a grande devoção que teve à Nossa Senhora durante toda sua vida. Só pôde estudar quando um colégio franciscano noticiou vagas e o acolheu com seu irmão mais velho e sua irmã mais nova. Seu pai serviu na primeira guerra mundial, mas ele sentia-se chamado a servir no exército de Jesus Cristo e da Virgem Imaculada. Tornou-se frei franciscano e assumiu o nome de Maximiliano, acrescentando Maria e permanecendo com o sobrenome Kolbe. Demonstrou grande aptidão para os estudos e por isso foi enviado para estudar em Roma. Ali recebeu de Deus a inspiração para fundar a milícia da Imaculada, que combateria contra o avanço da indiferença e da descrença, que ele presenciou em Roma, onde também foi ordenado sacerdote. Quando retornou para a Polônia propagou entre seus confrades a milícia, à qual muitos se juntaram. Enfrentou resistência de superiores, sem nunca pecar contra a obediência, mas conseguiu, por auxílio da Virgem um terreno, no qual poderia construir um convento, o qual foi chamado de Niepokalanow. Maximiliano, contudo, tinha a saúde debilitada pela tuberculose e, após uma crise que o obrigou a ficar de repouso, proativo que era, teve a ideia de publicar um jornal para difundir a mensagem da sua milícia. Pôs em ação essa ideia e logo seu jornal, intitulado Cavalheiro da Imaculada, atingiu um milhão de cópias mensais. O franciscano tinha também um ímpeto missionário, que o levou a pedir a seus superiores para ser enviado ao Japão. Maximiliano tinha o dom de fazer dar frutos algo que parecia improvável e no Japão não foi diferente. Com muito esforço e oração conseguiu na cidade de Nagasaki um terreno para construir um convento e também pu-

blicou o jornal Cavalheiro da Imaculada em japonês. Mas a maior dificuldade enfrentaria em terra polonesa quando, com o início da 2º Guerra Mundial teve de presenciar cenas lamentáveis antes de ser preso em 1939. Estranhamente foi solto uma primeira vez e então passou a acolher refugiados judeus e poloneses em seu convento Niepokalanow. Em 1941 foi feito prisioneiro novamente e, dessa vez, foi enviado para o campo de extermínio de Auschwitz. Ali teve que trabalhar, apesar de sua saúde frágil, carregando corpos para serem incinerados. Quando um dos prisioneiros fugiu, Maximiliano fez um gesto heróico de sacrifício. Para cada um que fugisse, dez prisioneiros eram condenados ao Bunker da morte, onde ficariam trancados até morrer de fome. Um dos dez selecionados começou a gritar desesperadamente dizendo que tinha mulher e filhos. Kolbe então se ofereceu para morrer no lugar dele, dizendo ser um padre católico. O soldado alemão permitiu e foram os dez ao bunker. Contra toda tentação de desespero, o frei Kolbe consolava seus companheiros de cela, fomentando a esperança no Céu e cantando hinos de louvor à Virgem Maria, que o conservara em sua pureza e agora o coroava em seu martírio. Kolbe sobreviveu por quinze dias e foi morto com uma injeção venenosa de fenol. Seu corpo foi incinerado, mas sua alma adentrou na glória do céu após tão belo testemunho de fé. ORAÇÃO Senhor Jesus Cristo, que encorajastes São Maximiliano Maria Kolbe no testemunho de sua fé até ao martírio, concedei-nos por sua intercessão, e também da Vossa Mãe, Maria Santíssima, de quem ele tanto foi devoto, a fortaleza para também testemunhar a fé que cremos, enquanto lutamos em vossa milícia para defender essa mesma fé. Vós que viveis e reinais para sempre, amém.

Gustavo Santana Seminário Diocesano 2º ano de Teologia

“O reconheceram ao partir o pão” (Lc 24,31) Junto com o Batismo e a Crisma, a Eucaristia é o 3º dos sacramentos de iniciação à fé, no qual aquele que renasceu em Jesus e se tornou pleno do Espírito Santo, agora comunga do Corpo e Sangue do Senhor na mesa eucarística.

Este Sacramento continua a manter viva na Igreja a sua presença e molda as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o coração do Pai. Isto se faz durante toda a vida, mas tudo começa no dia da primeira comunhão.

A Eucaristia é o alimento do povo que caminha sob as luzes do Espírito Santo e constitui a fonte da própria vida da Igreja. Deste Sacramento de amor, nasce uma experiência íntima e autêntica.

É importante que as crianças e jovens se preparem bem para a primeira comunhão e que todos a façam, porque é o primeiro passo desta forte experiência com Jesus, depois do Batismo e da Crisma.

CAMINHO DE FÉ

CAMINHO DE TESTEMUNHO

Participamos do Sacramento da Eucaristia durante a vida inteira, e é por ele que crescemos na graça de sermos filhos e filhas do Pai.

Cada vez que recebemos a Comunhão, nos assemelhamos mais a Jesus.

A experiência pessoal com Deus e a unidade do seu povo, pelas quais a Igreja é ela mesma, a Eucaristia as significa e as realiza. Nela está o ponto alto tanto da ação pela qual Deus, em Jesus, santifica o mundo, como do culto que no Espírito Santo se oferece ao Senhor e, por Ele, ao Pai. O mistério eucarístico é o centro da Liturgia e de toda a vida cristã. Por isso a Igreja, instruída pelo Espírito Santo, dia a dia se esforça por descobri-lo e viver dele mais intensamente. A Eucaristia é o resumo de nossa fé. Nossa maneira de pensar concorda com a Eucaristia e, nela, se confirma nossa maneira de pensar. CAMINHO DE COMUNHÃO Na Eucaristia, o Senhor oferece a si mesmo como alimento para o crescimento na vida nova. Sua presença e entrega a nós, no pão e no vinho, revela a nossa comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs, e faz com que participemos de sua força salvadora e recebamos alimento para o caminho. Todos os membros de Cristo tornam-se “um só Corpo de Cristo, sendo membros uns dos outros” (Rm 12,5). Com a Eucaristia sentimos esta pertença à Igreja, ao Povo de Deus, ao Corpo de Deus, a Jesus Cristo.

Do mesmo modo que o pão e o vinho são transformados no Corpo e Sangue do Senhor, aqueles que recebem com fé, são transformados em Eucaristia viva, a fim de levarem uma vida eucarística. Não podemos reduzir a Eucaristia a uma dimensão vaga ou distante, pois a nossa adoração eucarística tem sua comprovação quando cuidamos do próximo, como faz Jesus, pois, ao nosso redor há fome de alimento, mas também de companhia, de consolação, de amizade, de bom humor, de atenção, de evangelização. REFLEXÃO “O Senhor presente na Eucaristia nos chama a ser cidadãos do Céu, mas enquanto isso leva em consideração o caminho que devemos enfrentar aqui na terra. O Senhor não só nos dá a ajuda para ir adiante, mas nos dá a si mesmo: se torna o nosso companheiro de viagem, entra em nossas instabilidades, visita as nossas solidões, dando novamente sentido e entusiasmo. Isto nos sacia, isto nos dá aquele ‘a mais’ que todos procuramos: a presença do Senhor. No calor da presença de Jesus, nossa vida muda: sem Ele seria realmente cinza” (Corpus Christi, Papa Francisco). Leia: Lc 24,13-35.

Pe. Alisson M. de Moura Seminário Propedêutico


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VOCAÇÃO É CHAMADO DE DEUS PARA CUMPRIR UMA MISSÃO. Pinte com cores direfentes cada figura, e marque com x a vocação que você irá seguir.

Encontre na sua Bíblia as passagens abaixo e copie, depois leve essas curiosidades para sua catequista e leia também com a sua família. Mt 9, 9 _________________________________________ _______________________________________________ Mc 8, 34 ________________________________________ _______________________________________________ Jo 8, 12 _________________________________________ _______________________________________________

COMPLETE E REZE UMA AVE-MARIA PELAS CRIANÇAS, ADOLESCENTES E JOVENS!


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Valorizar e aceitar o Dom da vida Esse parece ser um tema tão em voga, no qual todos nós temos algum tipo de vivência e de opinião sobre ele, em contrapartida, vivemos um grande emaranhado de atitudes que desvalorizam a vida e, principalmente, geram alguns tipos de mazelas psicológicas (depressão, ansiedade) que desestabilizam a nossa trajetória existencial. “Nunca tivemos tantas possibilidades de entretenimento, mas nunca nos sentimos tão tristes e desorientados”. A vida é um dom, aliás é o maior dom que a gratuidade divina nos presenteou. A constatação desse fato, modifica toda a nossa percepção sobre o viver e, aliás, sobre o viver bem. Esse aspecto foi magistralmente proposto por Cristo: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10). Olhar para a vida de Jesus, é descortinar a caminhada existencial,

Ele sofreu, mas transformou o sofrer em gérmen de vida nova. A vida humana é uma composição de instantes felizes, alegres e festivos, com instantes sofredores, tristes e de muitas perdas. O importante é encontrar significatividade em cada um desses momentos. Uma das questões básicas que a psicologia nos ensina na valorização da vida, é o processo de aceitação. Aceitar é uma atitude de compreender que tem coisas em nossa vida que não temos controle, e sim, necessitamos elaborar, trabalhar; em outras palavras, aprender a lidar com elas.

pessoas. O que depende de nós, faremos a devida transformação, esperamos que as outras pessoas façam as delas, e o que não pudermos mudar, temos de aceitar. A valorização da vida está no discernimento entre o que podemos mudar e aquilo que devemos aceitar. As vezes nos revoltamos com as vicissitudes da vida e, esquecemos que elas nos vêm para que possamos crescer e sermos mais fortes. Os males afetam tanto os bons quanto os maus, assim como o sol nasce para os bons e também para os maus. Então, se fez tudo para mudar o rumo das coisas e elas não mudaram, a aceitação se faz necessária.

Aceitar não é gostar!

A aceitação não é uma atitude de passividade perante a vida, ou seja, de deixar as coisas como estão e simplesmente aceita-las; é modificar nossa forma de olhar a vida, e perceber que algumas coisas dependem de nós, outras coisas, dependem de outras

Amigo (a) leitor (a), começamos nesta edição nosso itinerário aqui no Estrela Matutina, propiciando a você por alguns meses, contribuições teológicas, filosóficas e psicológicas sobre a valorização da vida.

Como dizia uma professora que tive durante meu Curso de Psicologia, Professora Dra. Maris Stela da Luz Stelmachuk: “Aceitar não é gostar”.

Mesmo não gostando das situações, precisamos aprender o doloroso processo de aceitação, assumindo nossa responsabilidade e as consequências de nossas escolhas. Esse processo é de vital importância para uma vida significativa e plena como quer Jesus Cristo. Encerramos esse primeiro artigo com a seguinte oração, conhecida como “Oração da Serenidade”: “Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras”. Pensemos nisso; vivamos isso e sejamos plenos. Continuaremos nossa reflexão na edição de setembro.

Sérgio Gelchaki Psicólogo e Professor CRP 08/31323

Conheça a Pastoral da Sobriedade Uma ajuda no flagelo de toda dependência A Pastoral da Sobriedade é a ação concreta da Igreja frente ao flagelo da dependência química. É o trabalho conjunto para defender a vida que busca sobriedade. A Pastoral nasceu em 1998 para responder à delicada questão do uso de drogas e hoje vai além, tratando de qualquer tipo de dependência, química ou não: vícios, manias, compulsões ou pecados. NATUREZA DA PASTORAL A Pastoral da Sobriedade atua de forma orgânica. É uma Pastoral Social, de inclusão e conjunto. É a resposta imediata na paróquia ao flagelo da dependência. Ela propõe 5 linhas de ação: 1) Prevenção ao uso de drogas. 2) Intervenção junto a quem experimentou a droga, mas ainda não se tornou dependente dela. 3) Recuperação do dependente químico. 4) Reinserção Familiar e Social do dependente em sobriedade. 5) Atuação Política em todas as formas de articulação e diálogo. GRUPOS DE AUTOAJUDA As atividades da Pastoral da Sobriedade iniciam-se através da abertura do Grupo de Autoajuda da Sobriedade nas paróquias, porta de entrada para o desenvolvimento das linhas de ação e identidade da Pastoral. Por ser uma Pastoral orgânica, os Grupos atuam na prevenção e na atuação política, desenvolvendo ações que interligam às demais Pastorais, Movimentos e Ministérios dentro da paróquia. Por ser uma pastoral social é causa de transformação pessoal, comunitária e social promovendo ações concretas em favor da vida junto à iniciativa privada, escolas públicas e governos. O grupo de autoajuda atua na intervenção, recuperação e reinserção familiar quando exerce ação terapêutica e de evangelização, que traduzida na terapia do amor, trabalha para a sobriedade do dependente e sua família. Simultane-

amente, com as reuniões semanais, atua também enquanto pastoral de inclusão objetivando a inserção de cada participante tanto nas demais pastorais e atividades existentes na paróquia como na sociedade. Estas reuniões são cíclicas e ininterruptas e seguem o calendário nacional. Por meio dele a pessoa é conduzida ao agir cristão, redescobrindo a si mesma, sua autoestima, importância da própria dignidade, dos valores cristãos, éticos e morais, de sua cidadania. É a fé inserida no cotidiano da vida, descobrindo a vida nova em Cristo, cuja meta é uma caminhada perene em sobriedade à santidade. Nas reuniões é proposto um Programa de Vida Nova através da vivência dos 12 passos da sobriedade cristã. As reuniões são abertas à quem desejar participar. A ATUAÇÃO SISTÊMICA A família toda é trabalhada durante a mesma reunião. Não há distinção em função do tipo de dependência. Dependentes, familiares e agentes pastorais estão situados no mesmo plano. Em 2001 com a campanha da Fraternidade “Vida Sim, Drogas Não”, muitos irmãos e irmãs fizeram a formação para atuarem nesta Pastoral. Algumas paróquias iniciaram e foram um tempo, mas devido a tantas situações, como mudanças de párocos e bispos, poucos foram perseverantes. Agora, voltamos a fazer o convite para o retorno, pois o flagelo da dependência só tem aumentado causando sofrimento às famílias. Se você já atuou como agente e tem a formação, procure seu pároco e se apresente, ou venha até nós que, podemos juntos voltar a ajudar tantos irmãos e suas famílias que certa-Pe. Iomar Otto Assessor da Pastoral da mente sofrem com estes problemas. Sobriedade


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As três dimensões da Animação Bíblica da Pastoral DIMENSÃO DE INTERPRETAÇÃO Deus é o autor da Bíblia, mas para escrevê-la, escolheu pessoas, que usando suas capacidades e meios, e, ainda, inspiradas por Ele, escreveram, como verdadeiros autores, tudo e somente o que Ele queria. Para entrar em comunhão com Deus através da Bíblia é preciso conhecer os contextos literários, históricos, religiosos e políticos em que os autores escreveram e entender o significado da linguagem que usaram. O AT transmite a experiência de fé do povo de Israel e o NT o testemunho de fé da Igreja nascente. A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus, na medida em que tem a capacidade de tornar presente o Mistério Salvador de Cristo entre as pessoas de cada época. Nunca encontramos a Palavra de Deus apenas nas palavras escritas no texto bíblico. Também não é suficiente ter uma compreensão puramente intelectual; é preciso ir além da palavra que está escrita ali. Por isso, diante de cada texto é necessária uma interpretação verdadeira para alcançar uma compreensão adequada que nos ajude a passar das palavras escritas à Palavra de Deus. Então não basta ler a Sagrada Escritura, é necessário descobrir a Palavra de Deus entre as letras, para encontrar Jesus Cristo vivo e, pelo Espírito que inspira a Palavra, entrar em comunhão com o Pai. Assim, a primeira função da ABP é ajudar a entender o verdadeiro sentido dos textos bíblicos. DIMENSÃO DE COMUNHÃO A Escritura é a Palavra escrita de Deus inspirada pelo Espírito Santo, a serviço da comunicação do Mistério de Deus para as pessoas de todos os tempos. A revelação de Deus aos homens só pode ser entendida a partir da ação do Espírito. Por esta ação, a Palavra se torna capaz de se expressar em palavras humanas através dos seus autores sagrados. A Igreja afirma que as Escrituras ensinam com firmeza, com fidelidade e sem erro, a verdade de Deus para a nossa salvação. Se a Escritura é inspirada pelo Espírito Santo, é preciso lê-la com a ajuda do mesmo Espírito para encontrar nela a voz de Deus que vem ao nosso encontro. Sem a ação eficaz do Espírito da verdade, não é possível entendermos as Palavras do Senhor. E é justamente o Espírito Santo que anima, que dá vida à Palavra em nós, transformando a nossa existência à imagem de Cristo, para que todos sejamos um Nele e encontremos a vida eterna.

A ABP tem na sua segunda dimensão, a tarefa de conduzir os discípulos missionários a descobrir a vocação cristã: viver em comunhão com Deus e com os outros. Essa vida em comunhão acontece quando se entra na dinâmica da Palavra, vivendo cotidianamente a fé em diálogo com o Senhor, num clima de intimidade amorosa, de confiança e amizade. DIMENSÃO DE EVANGELIZAÇÃO Deus quis que tudo o que havia sido revelado em seu Filho Jesus, permanecesse íntegro e se transmitisse de geração em geração. Por isso Jesus envia os apóstolos com a missão de anunciar o Reino de Deus e implantá-lo em todos os lugares. A Igreja, acolhendo a Palavra de Deus, entendeu, desde o início da sua missão, que a sua vocação mais profunda é a de anunciar a Jesus Cristo ressuscitado. Essa relação entre Cristo, a Palavra de Deus e a Igreja é uma relação vital e sempre atual. A Igreja é missionária e, e nesta ação se alimenta da Palavra de Deus para chegar a uma compreensão do mistério salvífico de Cristo e despertar uma resposta de fé diante dele. O dinamismo que existe entre Cristo, a Palavra de Deus e a Igreja dá origem à terceira dimensão da ABP, que é da evangelização. A Igreja depende da Palavra, e esta, para que revele o rosto de Cristo e seja salvífica, depende da proclamação da Igreja. A ABP é chamada então, a abrir, para todas as pessoas de cada época, o acesso ao Deus que fala e nos comunica seu amor para que tenhamos vida em abundância. A tarefa da ABP é de educar o povo na leitura, meditação e oração da Palavra; ensinar os discípulos do Senhor a fundamentar sua vida sobre a rocha firme da Palavra, de modo que não só a escutem, mas também a ponham em prática. A ABP tem ainda o desafio de ajudar as pessoas a sair de si mesmas para caminhar em direção a um encontro com Cristo que dá sentido à existência, convidando-nos a sermos servidores da Igreja e do mundo. Por fim, a ABP mostra a capacidade da Palavra de Deus no diálogo com os problemas da Pe. Joviano José vida cotidiana do nosso tempo. Salvatti Assessor da ABP

Vem aí - Missões Populares Diocesanas Retomando as atividades das Missões Populares Diocesanas, após interrompidas devido ao período forte da Pandemia, a Equipe Diocesana Missionária se prepara para dar continuidade começando neste mês de agosto pela Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Santuário Diocesano, de Rio Claro do Sul – Mallet. As Cruz Missionária e a Imagem de Santa Terezinha, padroeira das Missões está passando pelas 18 comunidades da Paróquia de Rio Claro do Sul, em uma ação de pré-missão, preparando o coração e a alma dos fiéis paroquianos e dos

Santuário Diocesano e Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Rio Claro do Sul - Mallet - PR

missionários para este forte evento que acontecerá nos dias 18,19, 20 e 21 de agosto. Ainda para este ano, a equipe Diocesana tem mais um Missão Popular a ser realizada, com data a ser divulgada nos próximos meses. Rezemos todos por esse momento de Graça