Estrela Matutina - Edição Dezembro de 2022

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63 anos Série B | Nº 285 | 10.000 exemplares Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória | Dezembro de 2022 64 anos NASCE JESUS O Príncipe da Paz Ainda nesta edição... Assim profetizou Isaías: “...porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sôbre seus ombros, e êle se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Is. 9,5). MOVIMENTO ‘Mães que Oram pelos Filhos” Conheça esse Movimento. Pg. 12 Transferências e Novas Ordenações. Pg. 06 e 07 Catequese para uma Conversão. Conheça mais. Pgs. 02 e 04 CLERO CATEQUESE

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Editorial Animação Bíblica da Pastoral: O Anúncio do Querigma e a Iniciação à Vida Cristã

Concluímos mais um ciclo da história de nossa Diocese fechando o ano de 2022. No dia 03 de dezembro, a Diocese de União da Vitória completou 46 anos de sua Criação, quando oficializada pelo Vaticano, em 1976, pela Bula Pontifícia Qui Divino Consilio, do Papa Paulo VI. A nova Diocese, viria a ser composta de áreas tiradas da Diocese de Ponta Grossa, da Arquidiocese de Curitiba e da Diocese de Guarapuava. E em 06 de mar ço de 1977, essa Igreja Particular de União da Vitória (Diocese), foi instalada no mesmo ato da Ordenação de seu primeiro bispo, Dom Walter Michael Ebejer, OP.

Dizemos isso para falar que mais um ano de missão evangelizadora se passou e nos so Jornal Diocesano presenciou todo esse período histórico relatando e registrando os acontecimentos que se deram e se dão nessa pequena porção do Povo de Deus, que vive sua fé nesta Diocese.

Registrar a história é preservar viva a memó ria de acontecimentos belos que nos animam a continuar, e acontecimentos também ruins e negativos que nos ajudam a refletir, con verter, tomar caminhos diferentes para não se cometer ou passar por situações iguais ou análogas.

E este Jornal Diocesano cumpre esse papel, evidentemente não conseguindo noticiar to dos os vastos acontecimentos de nossa Igre ja Particular, mas tentando retratar com al guns fatos a totalidade das ações realizadas.

Completando em maio de 2023, 65 anos de criação, quando iniciado por seus idealiza dores Mário José Mayer (in memoriam), e Ulysses Antônio Sebben, hoje Diácono Per manente na Diocese, auxiliando na igreja Catedral, atualmente com 90 anos de idade, o Estrela Matutina foi, assim como continua sendo, um dos canais de informação e de registros de parte da história da Diocese de União da Vitória.

No contexto do final de mais um ano civil que vamos fechando e do início de outro Ano Litúrgico que começamos no dia 27 de novembro, com o 1º Domingo do Advento, queremos dar Graças ao Senhor da Vida e da História, que da sua Eternidade, nos faz viver Sua Graça nos acontecimentos passageiros da vida, esperando que façamos de nossa história, semente da construção da História definitiva, colaborando assim com o Seu Pla no de Salvação.

Louvado seja Deus pelo que vivemos, rela tamos e registramos de nossa caminhada diocesana em 2022, e que o Príncipe da Paz, o Menino Deus, que nasce para nós como o Salvador, por intercessão da Mãe de Deus e nossa, conduza nossos passos no caminho da Paz.

Abençoado novo ano; nova vida; a todos!

Em Destaque

Estimado (a) leitor (a)! Desde o começo da Igreja, tanto o anúncio do querígma como a formação dos discípulos na fé, são baseados na pregação da Pala vra de Deus. O querígma é o “primeiro anúncio”, que foi dirigido aos judeus e pagãos. O seu conteúdo é a Boa-Nova da salvação de toda a humanidade, reali zada em Cristo Jesus. O querígma proclama que Jesus é o Messias anunciado pelos profetas; nele se cum prem todas as promessas de Deus Pai, contidas nas Sagradas Escri turas; Ele é o Fi lho de Deus que por sua vida, morte e ressur reição trouxe a salvação para toda a humani dade. (Cf 1Cor 15, 3-8; At 2, 1439; At 3, 12-26; At 4, 8-12; At 5, 29-32; At 10, 34-43).

róquias e comunidades, marcada, infelizmente, cada vez mais por uma profunda crise de fé, que se refle te em tantas outras crises, nos mostra que é urgente propor um caminho de aprofundamento no conhe cimento de Cristo que, a partir da Palavra, convide cada pessoa à conversão, fortaleça na fé, renove na esperança e na prática da caridade.

Nossa Diocese tem se esforçado por renovar a forma de fazer a catequese e a preparação das pessoas para os Sacramentos, adotando o método da Iniciação à Vida Cristã em estilo catecumenal, propondo a Palavra de Deus como ponto de partida e inspiração.

“ “

Como vemos no Atos dos Após tolos, no início da caminhada da Igreja, os que recebiam este primeiro anún cio e se con vertiam eram batizados (Cf At 2, 37-41) e en travam em um processo de instrução catequética de iniciação cristã, destinado a formar discípulos na fé. O objetivo dessa instrução era ajudar o novo cristão a conhecer me lhor e mais profundamente a Cristo e a aderir, unir a sua vida a Ele, ao seu caminho (Cf At 2,42). Através da catequese, os apóstolos se preocupavam em fazer com que o Evangelho iluminasse plenamente a vida dos novos discípulos para que eles permanecessem fieis à Palavra de Vida (Cf Cl 1, 3-8) e para que ela, a Palavra, se transformasse em fonte de permanente conversão e discernimento para uma verdadeira e fecunda vida cristã.

São Jerônimo dizia que, “desconhecer as Escrituras é desconhecer a Cristo”. A situação que vemos, homens e mulheres vivendo em muitos países, cidades, pa

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Diretor

Dom Walter Jorge Pinto Editor-Chefe Francisco Marcelo S. de Lara

Por isso hoje, mais do que nunca, é necessária uma profunda renovação da catequese e de toda a ação evangelizadora da Igreja, na qual a Palavra de Deus se torne cada vez mais, e concretamente, a fonte de toda a vida e missão da Igreja. Por isso mesmo é que nossa Diocese tem se esforçado ultimamente, por re novar a forma de fazer a catequese e a preparação das pessoas para os batizados, matrimônios e outros momentos importantes da vida cristã, acolhendo e adotando a proposta da Iniciação à Vida Cristã em estilo catecumenal e, propondo a Palavra de Deus como ponto de partida e inspiração para isso.

Nosso Plano Diocesano da Ação Evangelizadora está aí a nos orientar nestes passos. Dêmo-nos as mãos e caminhemos nesta mesma direção. A ABP está aí também para nos animar e auxiliar.

*Acesse com a Câmera do seu Celular o QR Code e conheça melhor sobre o Método da Iniciação à Vida Cristã e o estilo Catecumenal.

Fundado em 15 de maio de 1958, por Dr. Mário José Mayer e Ulysses Sebben.

Estrela Matutina - Editorial - Dezembro de 2022 2
Dom Walter Jorge Pinto Pe. Alisson M. de Moura Pe. João Henrique Lunkes Pe. Joviano J. Salvatti Pe. Sidnei José Reitz Francisco Marcelo S. de Lara Gustavo Santana Jozeane Zbytkowski Sérgio
Redatores
Gelchaki
10.000 exemplares
Pe. Abel
Diagramação e Arte Final Agatha Przybysz Tiragem
Revisão
Zastawny Francisco Marcelo S. de Lara Impressão Gráfica Grafinorte - Apucarana/PR (41) 9 9926 1113
Marcelo S. de Lara Editor-Chefe

Palavra do Bispo

O

MARAVILHOSO ACONTECIMENTO DO NATAL DE JESUS

Como é lindo o Natal cristão, quando comemoramos o nascimento de Je sus e como é importante recordá-lo, vivenciá-lo, torná-lo presente e ce lebrá-lo na liturgia e em nossa vida com os mais belos cantos, as mais bonitas celebrações e com o coração embebido de amor e de desejo de paz.

Raniero Cantalamessa, no livro, “O Mistério do Natal”, escreve que, como a Páscoa, o Natal não é so mente uma data a ser recordada, mas um mistério a ser compreendi do sempre mais e a ser acolhido por meio da piedade; citando São Leão Magno, ele afirma que este grande Padre da Igreja ao falar do misté rio do nascimento de Cristo (Sacra

mentum Nativitatis Christi), afirma que os filhos da Igreja foram gera dos com Cristo no seu nascimento, como foram crucificados com ele na paixão e ressuscitados com ele na ressurreição. Naquela noite ben dita do nascimento do Salvador, os anjos cantaram anunciando a glória de Deus nas alturas e a paz na terra aos homens por ele amados. Tal paz significava segundo o conceito bíbli co, o conjunto de bens messiânicos esperados para a era escatológica. Em particular, o perdão dos pecados e o dom do Espírito Santo. Chegara a era do restabelecimento da rela ção filial e pacífica dos homens com Deus. “No Natal vem já anunciado aquele que será o fruto reassumido da Páscoa, porque se trata do início e da conclusão do mesmo mistério. O Natal representa a salvação no es tado nascente”. (cf. op. cit. p. 36). Era chegada a paz tão almejada e impos sível de ser alcançada pela huma nidade, a não ser por meio daquele que é chamado o Príncipe da Paz. O Natal deve levar, pois, cada pessoa a exclamar: nasceu por mim, por amor de mim, para me curar das feridas mortais do pecado!

Diante de um acontecimento de ta manho significado para nós, havere mos de preparar os nossos corações da melhor maneira que pudermos, fazendo do Advento aquilo que os textos bíblicos nos exortam: tempo de preparar os caminhos do Senhor, de endireitar suas veredas, de ofere cer-lhe morada em um coração re novado. Não mais ódios, mas busca sincera de paz; não mais divisões, contendas, rivalidades, mas diálo

go, busca de unida de, mãos estendidas, pois não se pode que rer celebrar o Natal com atitu des incom patíveis habitando em nosso ser. Não se pode pensar que o Cristo queira ser recebido assim.

No entanto, sabemos bem que sim ples votos e palavras bonitas não farão nossos corações se abrirem. Por isso, mais que compreender o Natal como uma época de sentimen tos ternos e de votos natalinos, há que se compreendê-lo como “festa da bondade de Deus”, de um Deus que, por meio da encarnação do seu Filho, pode atingir os homens no mais profundo centro de sua huma nidade, vivendo ele mesmo a nossa pobre humanidade; há que se com preender o Natal como possibilidade real oferecida por Deus de mudança de vida e de retorno à santidade per dida, pois que o Amor se encarnou por nós. Não são os homens que conseguem com sua boa vontade produzir a paz tão almejada, mas é o próprio Deus que manifesta a sua boa vontade para com os homens, dando-lhes seu próprio Filho para ser a sua paz e para fazê-los capazes de paz com Deus e entre eles mes mos. Só é preciso acreditar e se en tregar sinceramente a esse amor.

Este é o Mistério do Natal, Mistério que não pode ser esvaziado com co memorações inadequadas, superfi ciais e adocicadas, como matéria de consumo, coisa passageira que de pois de consumida já não tem graça. Nada disto pode nos levar à sempre maior consciência de que Jesus nas ceu por nós.

Que o nosso Natal seja Mistério de amor a ser vivenciado com o coração purificado, com desejo sincero de vi ver o perdão e a paz com todos. Que o nosso Natal seja puro Mistério de amor do Deus amor, que continua nascendo por nós e manifestando em Jesus a sua mais pura bondade para com toda a humanidade.

www.dioceseunivitoria.org.br Estrela Matutina - Caderno 1 - Dezembro de 2022 3
Dom Walter Jorge Bispo Diocesano
Há que se compreender o Natal como possibilidade real oferecida por Deus de mudança de vida e de retorno à santidade perdida
“ “
Feliz e Santo Natal a todos!

Orando com os Salmos

Salmo 139 (140)

Tu és o meu refúgio (2-9.13-14)

2 Livrai-me, ó Senhor, dos homens maus, dos homens violentos defendei-me, 3 dos que tramam só o mal no coração e planejam a discórdia todo o dia!

4 Como a serpente eles afiam suas línguas, e em seus lábios têm veneno de uma víbora.

5 Salvai-me, ó Senhor, das mãos do ímpio, † defendei-me contra o homem violento, contra aqueles que planejam minha queda!

6 Os soberbos contra mim armaram laços, † estenderam-me uma rede sob os pés e puseram em meu caminho seus tropeços.

7 Mas eu digo ao Senhor: ‘Vós sois

Diante de uma situação de conflito, de perigo e perseguição, o Salmista roga a Deus para que olhe por sua causa, atenda seu pedido. Ele percebe que pessoas com más intenções procuram eliminar sua vida, e ele se colocando como justo diante de Deus pede a proteção.

As épocas mudam, os problemas são outros, mas a maldade ainda existe no mundo e no coração dos Homens. Por interesses de poder, de dinheiro, de cargos ou para agradar os próprios desejos, o ser humano sai do caminho correto, e para conquistar o que pretende prejudica inclusive seu “Irmão”, seu próximo.

Mas o Salmista sendo homem de fé ensina e dá esperança àquela que tem Deus como caminho de sua vida. Ele professa que Deus olha pela causa do justo, do humilde, dos infelizes; ele nos ensina a confiar na proteção e segurança de Deus, mesmo que tudo pareça perdido.

meu Deus, inclinai o vosso ouvido à minha prece!’

8 Senhor meu Deus, sois meu auxílio poderoso, vós protegeis minha cabeça no combate!

9 Não atendais aos maus desejos dos malvados! Senhor, fazei que os seus planos não se cumpram!

13 Sei que o Senhor fará justiça aos infelizes, defenderá a causa justa de seus pobres.

14 Sim, os justos louvarão o vosso nome, e junto a vós habitarão os homens retos.

Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo Como era no princípio, agora e sempre. Amém!

Catequese

A Catequese de mãos dadas com a Liturgia

(Parte II)

Continuando nossa reflexão sobre a necessidade de que a catequese es teja em sintonia com vida litúrgica e vice-versa, propomos neste artigo, a apresentação dos Ritos de Entrega previstos durante o itinerário cate quético daqueles que se preparam para receber os sacramentos da Eu caristia e da Crisma.

Pensando numa catequese mais vi vencial, celebrativa, que envolva a fa mília e toda a comunidade paroquial, os Ritos de Entrega, visam marcar de modo significativo os avanços do entendimento e da prática de fé com preendidos nos Encontros. Aquilo que se aprende na fé, é para ser vivi do na vida. A celebração é a comemo ração visível do progresso realizado no caminho catequético.

apenas algumas ocasiões especiais. É importante que eles pouco a pouco se habituem a fazê-lo. É como se eles fossem “se acostumando a celebrar a fé”.

O autor diz que mesmo que o Homem nos prejudique, que tenhamos prejuízos neste mundo, Deus tudo vê e está do lado do justo.

Rezando e Meditando este Salmo, alimentemos nossa confiança na proteção divina e mesmo diante de perseguições, façamos a vontade de Deus e nos apeguemos a Ele em tudo na vida.

Os planos dos maus não só fracassam, mas se voltam contra eles próprios, afirma o Salmista. (Medite o Salmo).

ANIVERSARIANTES

COMENTÁRIO DO SALMO JANEIRO

NASCIMENTO

11.01.1958 – Pe. Antônio Kolodzieiski 24.01.1957 – Pe. Mário Fernando Glaab 29.01.1967 – Pe. Anderson Spegiorin, Schr

ORDENAÇÃO

27.01.2001 – Pe. Francisco Ferreira Linhares, C.S.F.N.B. 30.01.1982 – Pe. Aquiles Ramos Berton

Assim, estão previstos 07 Ritos de Entrega no decorrer do caminho até a Crisma.

1 - Apresentação dos catequizandos e Entrega da Palavra; 2 - Entrega da Oração do Senhor; 3 - Entrega dos Mandamentos; 4 - Entrega da Ave-Maria; 5 - Entrega do Símbolo da fé; 6 - Entrega das Bem-Aventuranças; 7 - Entrega da Cruz;

Há muito tempo os catequizandos frequentavam a Igreja sobretudo e somente nas proximidades das e nas recepções dos sacramentos, o que se pretende com a experiência dos Ritu ais de Entrega é fazer com que os ca tequizandos e a comunidade sintam que a fé faz parte da vida e que a vida faz parte da fé.

É importante que todos esses Ritos de Entrega sejam realizados junto com os familiares e toda a comuni dade. Estar na igreja celebrando a fé, não pode ser para os catequizandos

Outro elemento a ser destacado é o de que a comunidade paroquial se sinta corresponsável com a educação da fé das novas gerações de cristãos. E por outro lado, é importante que os cate quizandos também se sintam acolhi dos e envolvidos com a comunida de. A consciência de pertencimento a uma comunidade é que fará com que o vínculo com ela se estabeleça e perdure. A não consciência e a falta dessa experiência de pertencimento tem causado o distanciamento ou até mesmo a ruptura total daqueles que recebem os sacramentos e nun ca mais ou raramente frequentaram a Igreja.

É nesse sentido que os Ritos de En trega foram pensados e inseridos no itinerário catequético de manei ra pedagógica. Para cada momento do percurso catequético é recebido um símbolo que marca o progresso, o avanço e o aprofundamento da ex periência de ser discípulo de Jesus Cristo.

Nos próximos artigos, faremos a apresentação e o entendimento do sentido de cada um desses Ritos, a fim de que os seus significados fi quem claros e assim a nova dinâmica catequética, atuando de mãos dadas com a liturgia seja, cada vez mais compreendida.

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4 Estrela Matutina - Caderno 1 - Dezembro de 2022
Marcelo S. de Lara PASCOM Organizado por:
O Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores (Mt 26,45)
Pe. Sidnei J. Reitz Assessor da Pastoral Catequética

Paróquia do Rocio celebra sua Padroeira

Carregando o mesmo título da Padro eira do Paraná, a Paróquia Nossa Se nhora do Rocio, do Bairro Rocio, em União da Vitória, celebrou com júbilo a Festa Litúrgica de sua padroeira, no mês de novembro.

Fiéis e lideranças da Comunidade, juntamente com o padre João Henri que Lunkes, Administrador Paroquial, organizaram uma programação toda especial para este ano. Um novenário da Padroeira envolveu a participação de diversos padres da Diocese e de Dom Walter Jorge, bispo diocesano, que presidiam a Santa Missa e diri giam a Novena. Também o ex-pároco, do antigo Instituto Servos Missioná rios do Senhor, padre Frei Antoniel es teve presente celebrando em um dos dias do novenário.

Como feito tradicionalmente, no pri meiro dia da Novena foi realizada a troca do Manto de Nossa Senhora, ofe recido sempre por uma família da Co munidade que se tornam ‘Padrinhos do Manto’. E ainda no sábado, dia 12, foi realizada a Coroação da Imagem. O Novenário deste ano teve como

Tema Geral a expressão: “Todas as Gerações me chamarão Bem-Aven turada”, trecho do Cântico do Magni ficat contido em Lc. 1,48, e a cada dia da Novena era refletido um trecho, um fragmento do Cântico.

Na terça-feira, 15 de novembro, data da Festa Litúrgica de Nossa Senhora do Rocio e também feriado da Pro clamação da República, os festejos começaram às 9h com uma carreata que percorreu algumas ruas da cida de de União da Vitória com a imagem, encerrada com a Santa Missa, as 10h.

A celebração que marcou os paroquia nos e renovou neles a fé e devoção à Nossa Senhora do Rocio, marcou tam bém com lembranças e brindes que foram sorteados durante os festejos, entre elas algumas Capelinhas com imagens de Nossa Senhora do Rocio, confeccionadas por um grupo de pa roquianos. A cada dia do novenário era sorteada uma Capelinha.

As celebrações foram concluídas com um grande almoço no Salão Paroquial, com paroquianos e visitantes confra

Comunidade do Tijuco Preto recebe Missionários Paroquiais

Foi um dia de Graça para as famílias da Comunidade do Tijuco Preto, Capela Divino Espírito Santo, da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de São Mateus do Sul, que no dia 20 de novembro receberam os Missionários Paro quiais.

A Programação envolveu visita às casas, rezando com as famílias, levando con forto aos idosos e doentes com momentos de oração e de conversa; espaço de recreação com brincadeiras e catequese para crianças e jovens, palestras para as famílias na Capela, além dos momentos de participação nos sacramentos da Confissão e da Eucaristia, ministrados pelo padre José Damião, para alguns en fermos nas casas e fiéis na Comunidade.

Para as famílias e para os Missionários foi momento de renovar e partilhar a fé, assim expressou Janete, uma das Coordenadoras da Missão, ao final da Missa. “Queremos agradecer a Comunidade que nos acolheu com muito carinho. Nós somos missionários leigos, temos muito a aprender, mas é muito gostoso para nós estarmos aqui partilhando com vocês essa experiência de fé. Obrigado a to dos que se envolveram nesta missão”, disse ela.

Comunidade histórica na localidade, a primeira igreja, ainda de madeira foi construída em 1945, e a nova, em alvenaria, construída em 1996. O dia de missão se encerrou com uma confraterni zação que se deu no Pavi lhão ao lado da Capela, em um local alto, de bela visão.

Texto e Foto: Marcelo de Lara –Pascom da Perpétuo Socorro

ternizando a Festa da Mãe do Rocio, também padroeira do Paraná.

A HISTÓRIA DA IMAGEM NO

PARANÁ.

Assim como Nossa Senhora Apare cida, esta devoção mariana brasileira teve início com uma pesca e foi cres cendo com o tempo. A imagem de Nos sa Senhora do Rocio foi encontrada no século 17 por pescadores na Baía de Paranaguá, ao amanhecer, na hora do orvalho, e a sua devoção começou depois da elevação do pelourinho, em Paranaguá, em 1646.

Em 1686, houve um perío do de peste na região e os habitantes recorreram a Maria Santíssima para que acabasse com aquele mal. Como foram atendidos, desde então, os devotos do Paraná recorrem à Nossa Senhora do Rocio diante de suas aflições.

Por causa dos inúmeros

milagres e graças alcançadas, a devo ção a Ela ficou conhecida em todo o território paranaense e multidões sa íam de inúmeros lugares em romarias rumo ao Santuário de Nossa Senhora do Rocio.

Em 1977, o Papa Paulo VI declarou Nossa Senhora do Rocio como a Pa droeira do Paraná.

Texto: Comunicação da Diocese

Zeladoras das Capelinhas e Seminário Diocesano

No dia 12 de novembro, padre Marcelo Antonio Rosa, Reitor do Seminário e o Semi narista Gabriel, estiveram na Paróquia Nossa Senhora das Salette e São Cristóvão, em União da Vitória, atualmente atendida pelo padre Alfredo Celestrino dos Santos, da Congregação dos Missionários Saletinos e que contou com a presença de mais de 30 Zeladoras.

No dia 19 de novembro, o encontro aconteceu na Paróquia São Mateus, em São Ma teus do Sul, conduzida pelos padres José Carlos e padre Diego Nakalski, contando também com a presença da coordenadora diocesana Ozilda Drabeski, e a coordena dora paroquial, Maria Aparecida. Junto com o padre Marcelo Rosa esteve também o seminarista Daniel da Rosa, que conclui seus estudos no Seminário em 2022, indo no próximo ano para o Estágio Pastoral, em alguma paróquia.

A missa de encerramento, contou ainda com a presença do padre José Levi Godoy, da Paróquia Czestochowa, que deu a bênção às Zeladoras.

Os encontros segundo o padre Marcelo Rosa, assessor diocesano das Capelinhas vo cacionais são bem dinâmicos e visam valorizar o trabalho, empenho desses homens e mulheres que trabalham e zelam pelas vocações sacerdotais e religiosas. “Fazemos um momento de formação e espiritualidade com elas; falamos da história das Capeli nhas em nossa Diocese; os seminaristas dão testemunhos vocacionais; as vezes sor teamos alguns brindes, ouvimos as experiências das Zeladoras, e celebramos juntos a Santa Missa. Estamos tendo excelentes encontros com as Zeladoras”, comentou o padre ao Estrela Matutina.

www.dioceseunivitoria.org.br 5 Estrela Matutina - Caderno 2 - Dezembro de 2022

Novas mudanças no clero envolverão quatro Paróquias da Diocese

No dia 21 de novembro, Dom Walter Jorge, bispo diocesano, anunciou oficial mente novas Transferências e Nomeações no Clero da Diocese, que envolverão quatro paróquias.

As novas mudanças se darão ainda neste mês de dezembro com Posses e Apre sentações. Acompanhe como ficaram as Transferências e Nomeações:

PADRE JOÃO HENRIQUE LUNKES

Atuando desde 03 de junho, até o mês de novembro deste ano na Pa róquia Nossa Senhora do Rocio, em União da Vitória, como Administra dor Paroquial, padre João Henrique, volta a ter sua função prioritária como Diretor de Estudos no Seminá rio Diocesano, em União da Vitória. Ainda neste ano, padre João Henri que conclui também o Mestrado em Direito Canônico (Área que trata das Leis da Igreja). Padre João Henrique é natural de Rebouças, tem 30 anos de idade, e 5 anos de Ordenação. Au xiliou em Paróquias como a Sagrada Família, em União da Vitória, e na Paróquia São João Batista, em São João do Triunfo.

PADRE EMERSON GONÇALVES DE TOLEDO

Com a mudança do padre João Hen rique da Paróquia Nossa Senhora do Rocio, quem assume agora a Paró quia é o Padre Emerson Gonçalves de Toledo, que até então estava como Administrador Paroquial da Paró quia São José, Castíssimo Esposo da Virgem Maria, em Antônio Olinto, desde o dia 11 de janeiro de 2020. Pa dre Emerson é natural da Comunida de do Marmeleiro, em Rebouças. Tem 30 anos de idade e 5 anos de Orde nação. Como Diácono atuou na Paró quia São Mateus, em São Mateus do Sul, antes de ter assumido Antonio Olinto como padre. Na Diocese, é Assessor Diocesano do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI).

Padre Emerson tomará Posse na Paróquia do Rocio no dia 18 de dezembro, na missa das 19h.

PADRE JOSÉ DAMIÃO DOS SANTOS SOUZA

Após atuar por um ano e meio como Vigário Paroquial da Paróquia Nos sa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul, Padre José Da mião foi nomeado como o novo Ad ministrador Paroquial da Paróquia São José Castíssimo Esposo da Vir gem Maria, em Antônio Olinto, onde estava o Padre Emerson Gonçalves de Toledo.

Natural do Estado da Bahia, mas criado na cidade de Tobias Barreto – (SE), chegou na Diocese de União da Vitória em 2013, vindo com um grupo de seminaristas pela Diocese de Estância – SE. Padre Damião tem 35 anos de idade e foi ordenado padre em maio de 2021. Atuou na Paróquia São Mateus, em São Mateus do Sul, onde foi ordenado, antes de ser nomeado para a Perpétuo Socorro, em julho de 2021.

Padre José Damião tomará Posse na Paróquia São José, no dia 17 de dezembro, na missa das 19h.

PADRE IVO JABLONSKI

Com a transferência do Padre Da mião da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de São Mateus do Sul, para auxiliar o padre Iomar Otto, pároco, Dom Walter Jorge nomeou como Vigário Paroquial na Perpétuo Socorro, o padre Ivo Jablonski.

Padre Ivo estava até então como Vigário Paroquial da Paróquia de Sant’Ana, em Santana - Cruz Macha do. Com 49 anos de idade e a com pletar 19 anos de sacerdócio em 20 de dezembro deste ano, padre Ivo é natural da Comunidade Nova Con córdia, da cidade de Cruz Machado e já atuou nas paróquias Senhor Bom Jesus, em Rebouças, e na Igreja Catedral, em União da Vitória.

Você jovem que pensa em ser padre, ou sente no coração este desejo, o Se minário Diocesano de União da Vitória, promove duas vezes ao ano Retiros Vocacionais para que você possa conhece a vida do Seminários, discernir sua vocação e ser ajudado nes se discernimento. Agora em dezembro, um dos Reti ros acontece dos dias 09-11, com início dia 09 às 18h, e término dia 12 ao meio dia. Fale com o padre de sua pa róquia e manifeste seu de sejo de discernir a vocação.

A Caminhada que os se minaristas percorrem até chegar ao sacerdócio é re pleta de etapas, que vão fortalecendo, animando e confirmando a vocação que sentem como chamado de Deus. E os Retiros Vocacio nais são excelentes opor tunidades para o jovem conhecer a vida sacerdotal e discernir sua vocação nos Encontros.

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Diocese de União da Vitória ordena dois novos Diáconos Permanentes

No dia 05 de novembro, a Paróquia Sant’Ana, do Distrito de Santana – Cruz Ma chado, onde atuam os padres Antonio Kolodzieiski, pároco, e Ivo Jablonski, vi gário paroquial, celebrou a Ordenação Diaconal de Gilson Capelete, de 41 anos de idade. A missa se deu às 10h, e foi presidida por Dom Walter Jorge, bispo diocesano.

Na procissão de entrada, junto com padres, seminaristas, Diáconos Permanen tes, Gilson entrou acompanhado de sua esposa Patrícia Zwierzykowski de Oli veira, grávida de Natanael, e também acompanhado de sua filha Maria Eduarda.

Atuante com sua família em diversas atividades na paróquia, como Ministro Extraordinário da Eucaristia, Pastoral Familiar, na Animação Bíblica da Pas toral; Pastoral do Batismo, além de ter participado 12 anos como membro da Equipe Diocesana da Catequese, agora Ordenado Diácono, Gilson servirá ainda mais sua Comunidade e a Diocese.

O dia foi ainda mais especial para Gilson, pois naquela data seu pai Amadeu Ca pelete de Oliveira, completava 71 anos. Uma memória afetiva muito forte pelo novo Diácono foi lembrada ao se recordar da mãe, Ivone Polovei de Oliveira, falecida, a qual sempre o incentivou a não desistir. “Lembro aqui de minha mãe, que nunca me deixou desistir, e com carinho sempre quando eu voltava das aulas no Seminário, deixava uma janta pronta, ou algo para comer. Foi uma cami nhada desafiadora, com vários domingos renunciando festas e encontros de família para poder concluir os estudos, e hoje agradeço muito pelo apoio e ajuda de to dos, familiares, a co munidade e amigos com os quais cami nhamos juntos para as formações”, lem brou ele, emocionado.

No dia 27 de novembro, foi a vez da Paróquia São José, da cidade de Antonio Olinto, conduzida pelo padre Emerson Gonçalves de Toledo, oferecer um de seus paroquianos ao serviço do Diaconado.

Tendo tido sua formação junto com o Diácono Gilson Capelete, na Escola Dio conal da Diocese, entre os anos 2015 e 2018, Jorge Luiz Marcelino, foi ordenado Diácono Permanente na missa do domingo, às 10h, pelas mãos de Dom Walter Jorge Pinto, bispo diocesano.

Casado com Vera Lúcia Staunytchyi há 13 anos, Jorge tem um filho, Bernar

do, com os quais entrou junto na procissão de entrada. Junto com sua família, sempre foi atu ante na Comu nidade, servindo como Ministro Extraordinário da Eucaristia, Coordenador da Catequese, cate quista, e membro da Equipe de for mação do Plano Diocesano da Ação Evangelizado da Diocese, no Setor São Mateus. Nascido em 1978, Jorge completou em dezembro 44 anos de idade.

Em suas palavras de agradecimento ao final da celebração, o novo diácono lem brou de todos que participaram de sua formação: familiares que o apoiaram, mesmo sua esposa que esteve grávida em um período de seu estudo, padre e diáconos, formadores, colegas de estudo, leigos de sua Comunidade Paroquial, aos bispos que lhe incentivaram, em especial a Dom Agenor Girardi, além de lembrar de sua mãe, falecida há 13 anos, o que o fez chorar. “Lembro aqui de minha mãe Helena Karpovicz, que deixou seu exemplo de oração, determinação e humildade, e que certamente sempre esteve intercedendo por mim”, citou ele, enxugando as lágrimas.

O novo diácono auxiliará nas atividades de sua Paróquia e em trabalhos que possam ser designados pelo bispo diocesano, a nível de diocese.

O DIÁCONO PERMANENTE NA IGREJA

Os Diáconos Permanentes são homens que podem ter uma vida de solteiro ou familiar, que manifestando o desejo de servirem à Igreja no serviço diaconal, sendo aprovados e indicados por sua Comunidade Paroquial, passam alguns anos de estudo na Escola de Formação de Diáconos, e após a aprovação do bis po diocesano com o Conselho Presbiteral, seguem para a Ordenação.

ENTRE SUAS FUNÇÕES ESTÃO:

Celebrar a Liturgia da Palavra (Cultos) onde e quando não houver a Santa Mis sa; Administrar Casamentos, Batizados, Exéquias (Celebração dos Fiéis defun tos), servir ao Altar nas Celebrações das Missas com o Bispo e com os Padres; Proclamar Evangelho; Distribuir a Eucaristia; ajudar em formações com os Lei gos nas Paróquias e na Diocese, além do serviço na ação da Caridade, por meio de Movimentos, Pastorais ou outras ações de serviço social na Diocese.

Recebendo eles o 1º Grau do Sacramento da Ordem, passam a ser também membros do Clero de uma Diocese. Contudo, por terem de conduzir sua vida familiar e de trabalho na sociedade, atuam na vida de Igreja de modo diferente dos presbíteros (padres), e bispo, que se doam totalmente a este serviço.

www.dioceseunivitoria.org.br 7 Estrela Matutina - Caderno 2 - Dezembro de 2022
EM SANTANA – CRUZ MACHADO EM ANTONIO OLINTO Junto com Clero, o novo Diácono Gilson com sua esposa Patrícia, grávida do Natanael, e sua filha Maria Eduarda. Junto com o Clero, o novo Diácono Jorge com sua esposa Vera, e o filho Bernardo.

Padre Emílio Bortolini é escolhido como novo membro da Academia de Letras Vale do Iguaçu

Na noite de 12 de novembro, no auditório da Unespar, em União da Vitória, uma Sessão Solene da Academia de Letras Vale do Iguaçu – Alvi, sob a presidência do Senhor Roberto Domit de Oliveira e condução do Senhor Aluízio Witiuk, deu posse e diplomou cinco novos membros que ocuparam Cadeiras na Academia.

Entre os novos acadêmicos que foram diplomados, estava padre Emílio Bor tolini Neto, natural da cidade de União da Vitória e que atualmente trabalha como vigário paroquial na paróquia Santa Bárbara, em Bituruna. Junto com ele, receberam a Diplomação: Karim Siebeneicher Brito; Eros José Sanches; Neide Barth Rosenscheg; e Carlos Roberto Rodrigues Silva.

No início da Sessão, padre Emílio foi con duzido até a Mesa da Ses são por sua sua Madrinha e primeira professora, senhora Maria Teresa Edi ne, a qual lhe vestiu com o Pelerine, es pécie de capa que cobre os ombros, usada pelos Confrades e Confreiras da Academia, e depois recebeu de seu pai, senhor Raulino Bortolini, também membro da Academia e ex-presidente da Alvi, o Di ploma de Acadêmico e o Botton.

Padre Emílio assume a Cadeira de número 9 na Academia, Cadeira que tem como patrono o Padre Francisco Salache (1915-1994), sacerdote natural de Pru dentópolis - PR, compositor do Hino do Município de Teixeira Soares – PR, do qual padre Emílio lembrou que sempre o elogiavam como um grande erudito, mas que entre as pessoas simples sabia falar com simplicidade.

O primeiro ocupante da Cadeira número 9 foi Dom Walter Michael Ebejer, pri

meiro bispo da Diocese de União da Vitoria, falecido em junho de 2021. Foi ele quem concedeu ao padre Emílio o Sacramento da Crisma e o ordenou Diáco no e depois Sacerdote em 1998. Padre Emílio com pleta, em dezembro, 48 anos de idade e 24 anos de sacerdócio.

“Até o número da Cadei ra me alegra, porque são nove os frutos do Espírito Santo, segundo a Carta aos Gálatas no Capítulo 5; são nove os meses de gestação de um ser humano; o nove é o último dos algarismos originais, sendo os outros apenas repetições, e por isso simboliza a plenitude. E ela me coloca entre a cadeira número oito, que é da Professora Fahena Porto Horbatiuk, que além de ter sido minha professora, sugeriu meu nome para a Academia, e a Cadeira número dez que é do meu Pai. Quero mencionar aqui também minha mãe, pois foi da união de meu pai e minha mãe que sou o que sou e que recebi esse talento para escrever, assim como de outros antepassados meus”, discursou o novo Acadêmico.

Encerrando sua fala, o padre lembrou da importância de todos pedirem e agra decerem a Deus pelo Dom recebido na criação, divulgação e promoção da arte e da cultura. “Que o bom Deus que concedeu a nós Acadêmicos esse dom tão belo, nos inspire a estarmos em sintonia com Ele para que nossos escritos dei xem marcas de luz no caminho das trevas da humanidade; marcas de beleza na rotina estressante do cotidiano; e marcas de vida em meio a tantas situações de morte; da vida que Dele recebemos e um dia gozaremos em plenitude. Que Deus abençoe a todos – Amém”, concluiu padre Emílio.

Ao final da Sessão, o padre que também é músico e compositor, tocando gaita de boca e violão, cantou ainda uma canção composta por ele que tem como tema – Escrever – algo que deixa marcas.

Paróquia de Rio Azul prepara casais para o Matrimônio

A Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Rio Azul, celebrou no dia 26 de novem bro, um casamento comunitário com 19 casais, realizando o sonho de muitos de les, alguns que há décadas viviam ma ritalmente, mas sem o Sacramento do Matrimônio.

Neste ano, a partir do trabalho feito pelo

Conselho da Ação Evangelizadora, en volvendo os quatro setores da Paróquia, Andrea Marcinek Beledeli e Eloi Mou tim, coordenadora e vice-coordenador do CPAE, junto com a equipe, fizeram um levantamento de dados descobrindo muitos casais amasiados que queriam receber o sacramento do matrimônio.

O trabalho foi então encami nhado a Pastoral Familiar e, em uma das reuniões, se decidiu rea lizar o curso de prepa ração dos casais para receberem o Matrimô nio e outros Sacramen tos que ain

da não tivessem, organizando também toda a Documentação necessária, dentro da legalidade civil e religiosa. “Tivemos um bonito trabalho em conjunto com o Cartório Civil, a Prefeitura Municipal, através da secretaria de Assistência So cial, e alguns vereadores. Dos 19 casais que casaram no religioso, 12 deles le galizaram sua situação no estado civil. Padre Matheus Lau Nurak, svd, nosso pároco embora estivesse na Indonésia, por motivos da morte de sua mãe, este ve também nos apoiando nesse trabalho evangelizador”, disse o Padre Wilibrodus Paulus Wedho, vigário paroquial.

Com alguns casais não tendo alguns Sa cramentos como a Primeira Eucaristia e a Crisma, tendo a permissão de Dom Walter Jorge Pinto, bispo diocesano, padre Wilibrodus realizou no dia 25 de novembro, a celebração da Crisma e da Primeira Eucaristia a 5 adultos na Ca pela de Cristo Rei. Em sua fala, o padre expressou satisfação em poder ajudar os casais. “É gratificante celebrar o sonho desses casais. Valeu a pena organizar

todo o processo para eles. É o sonho dos noivos chegar até o altar e legalizar sua vivência Matrimonial na Igreja, e esse momento histórico pós pandemia, serve como motivação e incentivo a outros ca sais que ainda estão vivendo irregular mente. Amar é acreditar que o sonho que se sonha só permanece um sonho. Mas o sonho que se sonha juntos se torna uma realidade”, motivou o padre Wilibrodus

Também Rosane Kroin Stanski e Fabia no Stanski, casal coordenador da Pas toral Familiar, viveram o evento com sentimentos de alegria e gratidão. “Nós, junto com toda equipe da Pastoral Fami liar, que se doou nesse serviço, vivemos a alegria de ver o fruto dessa missão. Mesmo sendo um trabalho árduo e de safiante, foi muito gratificante conduzir esses casais até o altar, vendo-os regula rizarem sua situação”, partilhou o casal.

Informações: Par. Sagrado Coração de Jesus

Foto: Estrela Fotografias – Rio Azul –PR.

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8 Estrela Matutina - Caderno 2 - Dezembro de 2022
Texto: Marcelo S. de Lara Fotos: Karine Livian. Padre Emílio Bortolini é vigário paroquial na paróquia Santa Bárbara, em Bituruna. À frente do padre Emílio, seu pai, Raunlino Bor tolini, também membro da Alvi, e ao lado deste, o Diácono Permanente Ulysses A. Sebben.

Santo do

Mês

São João da Cruz 14

de dezembro

A Espanha do século 16 foi agraciada com a existência de dois grandes san tos místicos carmelitas que fizeram um bem imenso à Igreja: Santa Teresa d’Avila e São João da Cruz. Ela, mais velha, iniciou a reforma no ramo femi nino da Ordem e mais tarde conduzi ria ele a reformar no ramo masculino.

João teve uma infância dura, pois teve que trabalhar para ajudar a sustentar a casa, já que seu pai havia falecido quando ele era muito novo. Dedicado ao trabalho e aos estudos, depois de estudar num Colégio Jesuíta, decidiu se tornar frei carmelita.

Professou os primeiros votos e foi en viado para estudar filosofia e teologia na universidade de Salamanca. Pro gredia nos estudos e no caminho da santidade. Por isso, ao perceber que a influência burguesa prejudicava uma vida austera no convento, pensou em ser monge cartuxo.

Antes que decidisse algo, ocorreu o providencial encontro com a mestra Teresa, em 1567, que o convenceu a iniciar na Ordem dos Carmelitas um movimento de reforma, visando colo car a vida contemplativa como ideal principal do Carmelo, o que ficou co nhecido como o ramo dos Carmelitas Descalços.

Orientado por tão grande mestra es piritual, frei João iniciou a reforma, tornando-se mestre dos noviços de um pequeno e improvisado conven to, aberto graças a ajuda desta santa. Mas, como nem todos acreditavam que ele estava bem intencionado nes sa reforma, seus superiores o apri sionaram no cárcere do convento de Toledo.

Ali passou cerca de oito meses de so frimento e privações, mas, longe de o desencorajar, esse período serviu para aprofundar sua experiência com Deus na oração e na contemplação. Perce bendo que nada mudaria permane cendo ali, fugiu e foi encontrar-se com a Madre, que o acolheu.

Pouco tempo depois os Carmelitas Descalços obtiveram o reconheci mento Pontifício e João da Cruz pode continuar com sua reforma que a mui tos atrairia. Ocupou diversos cargos na Ordem, passando por diversos con ventos, muitos dos quais ele mesmo havia fundado. Desenvolveu outro de seus dons: a escrita. Muito havia estu dado e rezado, de tal forma que seus escritos são fruto da sua experiência pessoal, repensada à luz da teologia. Escreveu sobre a noite escura da alma depois de ter passado por esta noite escura no cárcere de Toledo.

Simbólica e poeticamente escreveu sobre o que viveu e também viveu o que escreveu, pois muito citava as Sa gradas Escrituras de tanto que muito a conhecia.

Escreveu que o caminho que a alma percorre é como o da subida do Mon te Carmelo, durante o qual a alma se despoja daquilo que é mundano e contrário a vontade de Deus, para que possa assim chegar ao cume da iden tificação com Cristo.

Grande teólogo e místico, foi um exemplo de carmelita fiel ao carisma que Deus havia reservado para ele. No ano de 1591 passou por três meses de enfermidade até morrer no dia 14 de dezembro. Foi canonizado em 1726, e em 1926 foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XI, sendo conhe cido como o Doutor Místico.

ORAÇÃO

Ó Deus que através de São João da Cruz indicastes à vossa Igreja novos caminhos para chegar à união con vosco e ao cumprimento de vossa vontade, concedei-nos, por seus méri tos e preces, despojarmo-nos de tudo que nos afasta de Vós para unirmo -nos mais plenamente a Vós.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém.

Liturgia

Significados dos Símbolos do Advento e do Natal

Os Tempos do Advento e do Natal são particularmente ricos em manifesta ções da devoção do Povo de Deus. Re presentar o acontecimento do nasci mento de Jesus tem o mesmo valor que anunciar, com simplicidade e alegria o Mistério da Encarnação do Filho de Deus, fazendo transbordar das páginas da Bíblia, o Evangelho vivo, por sinais e símbolos cristãos.

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Is 9,1).

A coroa do Advento, com o progressivo acender das suas quatro luzes, domin go após domingo, até à solenidade do Natal, é memória das várias etapas da história da salvação antes de Cristo e símbolo da luz profética que ia ilumi nando a noite da expectativa, até o sur gimento do Sol de justiça.

“Encontrareis um recém-nascido dei tado numa manjedoura” (Lc 2,12).

Presépio significa “manjedoura”, en quanto a cidade do presépio, Belém, significa “casa do pão”. Manjedoura e casa do pão: o presépio que fazemos em casa, onde partilhamos alimento e afetos, nos recorda que Jesus é o ali mento, se dá como o pão da vida (cf. Jo 6,34). É Ele que alimenta o nosso amor, é Ele quem doa às nossas famílias a força para seguir adiante e nos perdo armos.

Fazer o presépio é celebrar a proxi midade de Deus. Deus sempre esteve próximo ao seu povo, mas quando se encarnou e nasceu, esteve muito pró ximo. Fazer o presépio é celebrar a pro ximidade de Deus, é redescobrir que Deus é real, concreto, vivo e atual.

Pode-se montar o presépio no dia 17 de dezembro ou próximo a ele, dando iní cio à “novena de Natal”. Uma proposta seria montar o presépio progressiva mente (esta é apenas uma sugestão):

1º Domingo do Advento: apenas o am biente do presépio;

2º Domingo: os pastores com seus re banhos;

3º Domingo (Domingo da Alegria): os anjos;

4º Domingo: a Virgem Maria e São José; Noite de Natal: o Menino Jesus; Solenidade da Epifania: os magos.

Desmonta-se o presépio no dia 08 de janeiro, Domingo da Solenidade da Epifania do Senhor ou na segunda, no Batismo do Senhor.

raram-se para celebrar o nascimento do Senhor. A novena de Natal dedica espaço à memória da primeira vinda de Cristo no Natal, pela qual o reino de Deus já está presente no meio de nós (Lc 17,21) e a esperança pela sua últi ma vinda, quando o Reino de Deus se manifestará de maneira plena, como pedimos na oração que o Senhor nos ensinou: “venha o teu reino” (Mt 6,10).

Costuma-se fazer presente a imagem do Menino Jesus, que é levada de casa em casa. Com esta imagem peregrina, pode-se levar uma da Virgem Maria grávida, recordando a viagem que ela realizou de Nazaré a Belém nos dias que antecederam o Natal, acompanha da de seu esposo São José (cf. Lc 2,1-7).

“Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7,20).

AINDA É NATAL

Com sua forma elevada, seu verde e as luzes em seus ramos, ela é símbolo de vida que nos leva a meditar o grande mistério da Noite Santa do Natal do Menino Jesus. Cristo, o Filho de Deus, trouxe ao mundo escuro, frio e sem re denção no qual nasceu, uma nova es perança e um novo esplendor.

A árvore de Natal é uma ocasião para a oração em família. Pelas várias cores dos enfeites de Natal em referência às várias formas de oração: louvor, ação de graças, súplica. Junto com os pre sentes que serão entregues aos mem bros da família, não deverá faltar o pre sente para os pobres: eles fazem parte de toda família cristã.

A estrela, que costuma ser colocada no topo da árvore, recordando aquela que guiou os magos do Oriente (Mt 2,1-12).

A montagem da árvore de Natal pode estar associada ao início do Advento, quatro domingos antes do Natal; ou ao período de preparação próxima para o Natal do Senhor, a partir do dia 17 de dezembro.

Referências:

- Carta Apostólica Sinal Admirável do Presépio, Papa Francisco;

- Catequeses sobre o Advento e Natal do Papa Francisco.

Gustavo Santana

2º ano de Teologia Seminário Diocesano

“Completaram-se os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho” (Lc 2,6-7).

Durante nove dias, os cristãos prepa

www.dioceseunivitoria.org.br 9 Estrela Matutina - Caderno 1 - Dezembro de 2022
Seminário
Pe. Alisson M. de Moura
Propedêutico
www.dioceseunivitoria.org.br 10 Estrela Matutina - Caderno 1 - Dezembro de 2022
Zbitkowski Catequista ENTÃO É NATAL! A ESTRELA CHEGOU ILUMINANDO NOSSA VIDA. VIVA JESUS PORQUE O ANIVERSARIANTE É ELE! PAZ - FÉ - AMOR - AMIGOS FELICIDADE - ESPERANÇA UNIÃO - PARTILHA - CORAGEM ORGANIZE AS PALAVRAS NA ÁRVORE DE NATAL FORMANDO UMA MENSAGEM
Jozeane

Começo o texto deste mês com pala vras da canção que todos conhece mos: “Então é Natal. E o que você fez? ”

A letra da canção já remete a uma re flexão, apontando que é o Tempo de Natal, mas faz uma pergunta: E o que você fez? Esse questionamento deve estremecer o âmago de nosso ser, pois inquire sobre nossa existência, princi palmente num ano marcado por pro fundas divisões entre as pessoas. O que você fez, para tornar sua vida me lhor? O que você fez, para harmonizar as relações humanas nos ambientes em que convive? Enfim... o que você fez para que Jesus renasça em seu co ração?

O Tempo do Natal é de profunda ale gria, pois contempla o Mistério da En carnação do Verbo, ou seja, do Filho de Deus que se fez carne e veio ao nosso encontro. Nas outras matrizes religio sas os seres humanos buscam se ele var e encontrar Deus, em nosso caso, pois somos cristãos, é Deus que toma

ENTÃO É NATAL...

a iniciativa, enviando seu Filho para assumir a nossa carne. Não vamos até Deus, é Ele Quem vem ao nosso en contro, vivendo em tudo a existência humana, menos a dimensão pecami nosa. Natal é vin da, é encontro. Na simplicidade da manjedoura se en volve a divindade que se fez humana.

Esse anúncio do nascimento do Senhor é uma das grandes alegrias para os seres hu manos, pois o nosso Deus, se fez imagem huma na. Nas palavras de São João Paulo II: “Jesus mostra para o ser humano, quem é o ser humano; e mostra para o humano quem é Deus”.

As Leis da Igreja e na Igreja

O Natal é período de profunda reno vação existencial. Contemplando o nascimento do Senhor, questionamos nossa história de vida e, principalmen te, percebemos que apesar das dificul dades que encon tramos em nosso caminho, sempre podemos exercer nossa liberda de e mudarmos o rumo das coisas. No Menino Jesus que nasce com os braços abertos, sentimos a vida se abrir em todas as suas dimensões e nos alegrar com o nosso existir, como escreve meu irmão Paulo Cézar Gel chaki, quando en via mensagens nas redes sociais: “É ‘bão’ tá vivo”. O Natal deve trazer essa mensagem de espe rança, para que cada um de nós possa

dizer que é bom estar vivo, e desfrutar da vida em todos os seus momentos, sejam alegres ou tristes, bons ou ruins.

Nesse tempo de Natal, se entregue ao Menino Jesus e deixe que Ele trans forme sua vida e seu existir, Ele quer entrar e fazer morada em seu coração, mas para isso, precisamos exercitar nossa liberdade e permitir que Ele ve nha: “Eis que estou a porta e bato” (Ap 3,20).

Externo minha gratidão por essa ca minhada que fizemos no Estrela Ma tutina! Um Feliz e Santo Natal! Um 2023 repleto de bênçãos e alegrias! Até breve...

A Eucaristia (continuação...)

Dando continuidade ao tema da edição anterior (Sacra mento da Eucaristia), trata remos agora sobre as Inten ções de Missa.

Para quem podem ser aplica das as intenções de missa? O sacerdote pode aplicar a mis sa por quaisquer pessoas, Vi vas ou Falecidas. Segundo o Cân. 901, a missa pode ser ce lebrada na intenção de qual quer pessoa, até mesmo não católica, não batizada, cató lica em situação irregular, porém sempre com o total cuidado daquele que irá ofe recer (presidente ou concele brante) a missa, para que de modo algum haja qualquer tipo de escândalo.

Para que haja a aplicação da intenção, não é necessária a leitura da mesma, pois o presidente da celebração pode aplicar intenções mesmo não as pro nunciando. Porém, devem ser feitas necessariamente, antes da consagração. Após a consagração, a intenção que por ventura tenha sido esquecida ou algo do tipo, deve ser aplicada em outra celebração. Por que? Porque a missa é o sacrifício de Cristo. Logo, após o momento da consagração, não se tem mais sentido aplicar qualquer intenção que seja.

A intenção na missa gera algum fruto àqueles que dela participam? Sim. E são três os frutos ou efeitos produzidos, a saber: Geral: aproveita toda a Igreja, e também os que estão presencialmente; Especial: o sacerdote pode aplicar por uma intenção e Especialíssimo: que só aproveita o próprio sacerdote em sua vida espiritual.

Para oferecer a Missa poderia ser usado outra coisa senão pão e vinho? Não, em absoluto! Quanto às espécies sagradas, o Cân. 924 § 1 nos diz que o sacros santo Sacrifício eucarístico deve ser oferecido com Pão e Vinho, e a este se deve misturar um pouco de água. No § 2. diz que o pão deve ser Só de Trigo e feito há pouco, de modo que não haja perigo de deterioração e no § 3 lembra que o Vinho deve ser Natural, do fruto da uva e não deteriorado. As hóstias completamente sem glúten são Matéria Inválida para a Eucaristia. São maté rias válidas as hóstias Parcialmente desprovidas de Glúten, de modo que ne las esteja presente uma quantidade de glúten suficiente para obter a panifica ção, sem acréscimo de substâncias estranhas e sem recorrer a procedimentos tais que desnaturem o pão.

Comunhão sob uma só espécie ou com quantidades mínimas de vinho: O fiel que sofre de fluxo celíaco e que fica impedido de comungar sob a espécie do pão, inclusive o pão parcialmente desprovido de glúten, pode comungar so mente sob a espécie do vinho. (Não se refere ao sacerdote). O sacerdote im possibilitado de comungar sob a espécie do pão, inclusive o pão parcialmente desprovido de glúten, com a licença do Ordinário (Bispo, Vigário Geral, Vigário Episcopal), pode comungar somente sob a espécie do vinho quando participar em uma concelebração. Assim, o sacerdote não poderá mais presidir a San ta Missa, só concelebrar. O sacerdote que não puder ingerir nem sequer uma mínima quantidade de vinho, com a licença do Ordinário, pode comungar so mente sob a espécie do pão quando tomar parte em uma concelebração; o sacerdote poderá somente concelebrar a Santa Missa e não mais presidi-la. Quanto à profanação das espécies consagradas o Cân. 1382 diz: quem profana, joga fora, despreza, humilha, subtrai para atos obscenos e rituais macabros (missas negras) e conserva em casa, leva em viagens (algo proibido pelo Di reito) para fins sacrílegos as espécies consagradas, incorre em excomunhão automática. O clérigo também pode ser punido com outra pena, não ex cluída a demissão do estado clerical. Pe. João Henrique

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Estrela Matutina - Formação - Dezembro de 2022
No Menino Jesus que nasce com os braços abertos, sentimos a vida se abrir em todas as suas dimensões e nos alegrar com o nosso existir

Conheça o Movimento – ‘Mães que Oram pelos Filhos’, presente também na Diocese

Com início em 2011, na cidade de Vitória (ES), O Movi mento ‘Mães que Oram pelos Filhos’, começou quando cinco mães, conversando, perceberam que, teoricamente, davam tudo para os seus filhos, aquilo que eram as ne cessidades deles na vida, mas foram vendo que não era realmente tudo; que faltava algo mais profundo, sublime e importante que era a oração.

O Movimento que foi se expandindo pelo Brasil chegou também na Diocese de União da Vitória e hoje está pre sente na cidade de Bituruna e em General Carneiro. Em Bituruna, o Movimento teve início em 06 de julho de 2019 com registro Estadual, dando os primeiros passos com Zenilde de França dos Santos e Noeli.

Tendo como Padroeira Nossa Senhora de La Salette e Copadroeira Santa Mônica, na cidade de Bituruna, o Mo vimento realiza encontros com as Mães e os filhos toda quarta-feira, das 19h às 20h, na Capela Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Aparecida. “Nosso Movimento segue todas a orientações do Nacional e do Regional. Até mesmo os materiais que usamos e o Ro teiro dos Encontros são baseados no que o Nacional nos orienta respeitando o Tripé do Movimento: Humildade, Unidade e Obediência, para que o Movimento continue sólido”, comenta Zenilde de França dos Santos, Coordenadora Diocesana e Paroquial.

Segundo Zenilde, além de acontecerem os encontros presenciais, há ações também pe las redes sociais e Grupos de WhatsApp para atender outras demandas. “Nossos En contros começam com a Acolhida da Imagem de Nossa Senhora da Salette, aí rezamos

o Terço, que a cada quarta-feira tem temas diferenciados: Terço pelos filhos; Terço Clamor de Mãe; Terço do Perdão, e Terço da Penitência; fazemos uma Formação, depois um momento de Oração e encerramos acolhendo as novas mães, e rezando pelos filhos e pelas gestantes. Na Pande mia muito nos ajudou o Grupo do WhatsApp, que tem 115 mães”, explicou ela.

O Movimento em Bituruna tem hoje o padre Antonio Car los Rodrigues, da Paróquia Santa Bárbara, como Diretor Espiritual, que acompanha e celebra as missas no dia da Padroeira do Movimento, 19 de setembro, além de estar estruturado com pessoas responsáveis por alguns ser viços como: Espiritualidade; Súplica; Música, Formação; Mídia; e Atividade com os filhos com materiais para as crianças, enquanto as mães estão em Oração.

O Carisma do Movimento é a Restauração das Famílias, crendo que tudo pode ser muda do pela força da Oração. É um exército de Mães que reza por seus filhos acreditando que se as Mães estão de joelhos, os filhos permanecem em pé.

Na cidade de General Carneiro o Movimento acontece na Igreja do Rito Ucraniano Ca tólico.

Mais informações para conhecer ou iniciar o Movimento em sua localidade pode-se en trar em contato pelo e-mail: zenilde2008@outlook.com; e/ou pelo telefone (42) 99719975.

Pastoral Familiar Diocesana promove formação com casais Diocese participa do Congresso Eucarístico, em Recife

A comissão Provisória da Pastoral Familiar da Diocese, composta pelos Casais, Maurício e Vanuza; Ricardo e Geovana; Ernani e Maria Neli, e o Assessor Diocesano, Padre Antonio Carlos Rodrigues, realizaram no dia 12 de novembro uma reunião com os Coordenadores Paroquiais e re presentantes da Pastoral Familiar de cada Paróquia da Diocese, que se deu na Casa de Formação, em União da Vitória.

Assuntos abordados no Congres so Nacional da Pastoral Familiar em Florianópolis-SC e também na Assembleia do Regional Sul II, em Umuarama – PR, foram pauta na reunião com os casais participantes, representando 15 Paróquias da Dio cese.

O principal assunto abordado foi o

novo formato de preparação para o Sacramento do Matrimônio, deno minado de ‘Itinerário Vivencial de Preparação para o Matrimônio’.

Para formalizar e firmar o compro misso dos casais na caminhada da Pastoral Familiar, cada casal recebeu um exemplar da carta do Papa Fran cisco “Amores Laetitia”, Documento Pontifício usado como material de apoio aos agentes da Pastoral Fami liar e que fundamenta o amor fami liar.

A Pastoral Familiar está organizada em atuar nos Setores Pré Matrimo nial, Pós Matrimonial e Casos Espe ciais. Para o mês de março está pro gramada uma formação para o Setor Pré Matrimonial, além de ter como meta para 2023 implantar a Pastoral Familiar em outras paróquias.

Sediado pela segunda vez na Arqui diocese de Olinda e Recife, depois de 83 anos, o Congresso Eucarístico Na cional deste ano, na sua 18ª edição, se deu no Centro de Convenções de Re cife – PE.

Junto com mais de 200 bispos e mais de mil padres inscritos, a Diocese de União da Vitória teve também sua participação, representada por Dom Walter Jorge Pinto, bispo Diocesano, que foi hospedado pelo padre Gerson Aparecido dos Santos, pároco da Pa róquia Santo Antônio dos Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes – PE, e pelos padres Diego Ronaldo Nakalski, e padre João Francisco Sieklicki, coor denador de Pastoral na Diocese, hos pedados em uma Pousada.

Calcula-se que em torno de 13 mil pes soas passaram pelo Congresso. Tam

Pão em todas as mesas foi o Tema do Congresso

bém o bispo emérito de Leiria-Fátima, cardeal António Augusto dos Santos Marto, esteve no Congresso como de legado do Papa Francisco.

Com início no dia 11 de novembro e encerramento dia 15 de novembro, o Congresso contou com Celebrações, palestras, exposições de artigos re ligiosos, standers de Pastorais, Mo vimentos e de Organismos da Arqui diocese. Com o Tema: “Pão em todas as mesas”, o evento mobilizou toda a Igreja do Brasil em torno da Eucaris tia, Sacramento Central da Igreja.

www.dioceseunivitoria.org.br 12 Estrela Matutina - Artigo - Dezembro de 2022
“ “
Nossa Senhora de La Salette é padroeira do Movimento, e Santa Mônica, co-padroeira. Pe. João Francisco, Dom Walter Jorge, e Padre Diego Nakalski.