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Série B | Nº 261 | 12.500 exemplares

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória | Outubro de 2020

A VIDA É MISSÃO

“Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8)

CONFIRA NESTA EDIÇÃO EVANGELIZAÇÃO

MISSÃO

VOCAÇÃO

Lideranças pensam Plano Diocesano de Pastoral

Leigas paranaenses farão Missão na África

Diocese ordena mais um Diácono

Confira na pág. 08

Confira na pág. 09

Confira nas págs. 15 e 16


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Estrela Matutina - Editorial - Outubro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Editorial

Palavra do Bispo

Prezado fiel, leitor(a) do Estrela Matutina

Em sua edição de número 261, o Jornal Diocesano Estrela Matutina do mês de outubro de 2020 chega até você presado leitor e fiel da Diocese de União da Vitória com algumas das notícias que marcaram o mês de setembro em nossa Igreja Particular, mantendo também seus artigos de formação, espiritualidade e roteiros celebrativos como subsídios para as comunidades, Movimentos, Pastorais e Organismos da Diocese. No mês que passou, a Diocese de União da Vitória ganhou mais um membro para o seu clero com a ordenação diaconal do seminarista Damião. O clima de Pandemia que estamos vivendo com o Novo Coronavírus, ainda sem promessas garantidas de seu controle e eliminação, tornou a celebração da ordenação, atípica, com um número reduzido de pessoas, todas usando máscaras e não podendo fazer os cumprimentos festivos que a ocasião merecia. Contudo, para o seminarista Damião, o momento não perdeu sua beleza aos olhos da fé, colocando os fatos e sua vida sempre nas mãos de Deus, como expressou o novo diácono na celebração. Se referindo ao clero da Diocese, em setembro o padre Frei José de Jesus, religioso do Carisma Franciscano foi apresentado à paróquia Nossa Senhora das Dores em celebração para toda a comunidade, presidida pelo bispo diocesano. Frei Jesus já estava na paróquia deste março, mas devido a Pandemia não foi possível uma celebração com os fiéis. Localizada no Bairro Limeira, em União da Vitória, a Paróquia acolhe novamente os Frades Franciscanos, que iniciaram seu Instituto naquele Bairro há 19 anos.

manter alguns serviços nas paróquias e na Dioceses. Em setembro uma reunião com os Tesoureiros de paróquias foi convocada pelo Bispo Diocesano para melhor se otimizar as finanças nas Matrizes e Comunidades, bem como incentivar os repasses à Cúria Diocesana. Ao pensar o mês de outubro como o Mês Missionário promovido pela Igreja, não podemos deixar de destacar a reunião convocada pelo nosso Bispo Diocesano e pelo padre Assessor da Ação Evangelizadora, com coordenadores de Movimentos, Pastorais e Organismo da Diocese. Pela primeira vez reunidos apenas estas lideranças o objetivo foi avaliar a caminhada evangelizadora na Diocese e traçar caminhos novos, ou rever os já percorridos na evangelização da Igreja Particular de União da Vitória. A reunião teve como foco o Plano Diocesano de Pastoral que ainda no seu ‘Texto Mártir’ (precisando de apontamentos) está para ser aprovado, norteando assim a caminhada futura de evangelização entres os anos de 2021-2024. À nível de Igreja Regional, trazemos também a notícia de três leigas de três cidades do Paraná, que no dia 01 de outubro embarcam em missão para a cidade de Quebo, na Guiné-Bissau (África), no Projeto Missão São Paulo VI, promovido pela Igreja do Paraná. A Diocese de União da Vitória une-se em oração também por esse trabalho e por todos os missionários. Com mais detalhes você acompanha nesta Edição, essas notícias e todo o conteúdo formativo que o Jornal Diocesano proporciona a você e sua Comunidade de Fé.

A Pandemia gerou preocupações na Igreja em todos os aspectos, afetando a participação dos fiéis, convocando a novas formas de chegar até eles para alimentar sua fé, e assim Marcelo S. de Lara também o aspecto financeiro para Editor-Chefe

EXPEDIENTE

E se a Igreja acabasse?

Proprietária Mitra da Diocese de União da Vitória Rua Manoel Estevão, 275 União da Vitória, PR Contato: estrela@dioceseunivitoria.org.br (42) 3522 3595 Diretor Dom Walter Jorge Pinto Editor-Chefe Francisco Marcelo S. de Lara

Como é bonita a Igreja de Jesus Cristo! Quanto a amo! Sei que Cristo a quis e que sobre ela profetizou: “as portas do inferno nunca poderão destruí-la”. Ao longo de seus dois mil anos de existência, fico a pensar por quantas provações passou e eis que aqui está ela: a esposa de Cristo, sem mancha nem ruga (cf. Ef5,27), não por causa dos homens e de seus muitos pecados, mas por causa do próprio Deus, que a edificou sobre a rocha (Cf. Mt 16,18). Apesar de tudo isto, fico pensando que muitos católicos hoje já não dão a mínima para a sua Igreja, dizendo crer em Cristo, sem precisar dela. Quase não frequentam mais os seus cultos, seus sacramentos e seus templos. Afirmam que a Igreja é relativa e que sua existência já não tem importância. E então surge para mim uma pergunta que me parece bem séria: e se a Igreja como a conhecemos deixasse de existir? Seria isso realmente irrelevante? Não faria mesmo diferença? Hoje, é fácil constatar como inúmeras congregações religiosas ligadas à Igreja Católica estão fechando suas portas por falta de vocações religiosas, talvez até por tantos falarem mal da Igreja. Avalio, a partir disso, o número gigantesco de pessoas que a cada ano deixam de ser assistidas pelos lares para idosos que vão sendo fechados, como a assistência a inúmeros doentes deixa de ser realizada nos hospitais sem a presença das freiras e nos tantos e tantos de orfanatos que já não mais atendem a tantas crianças, agora tendo que ir para albergues ou casas-lares. Isto sem falar nas obras de acolhidas de adolescentes para reforço escolar, alimentação, aprendizado de artes e tantas coisas mais. Inúmeras casas onde fervilhava a vida tanto das irmãs quanto de crianças, adolescentes, jovens e idosos, simplesmente jazem abandonadas, postas à venda para dar lugar a algum shopping ou edifício comercial. Enquanto isso, o serviço que era prestado a essas pessoas vulneráveis simplesmente já não existe mais ou quando muito, é realizado pelo Estado, de forma muito precária, na maioria das vezes. Também me ocorreu se a Igreja Católica fechasse de vez as portas, como querem alguns pela força do querer ou outros pela indiferença, como ficariam milhões e milhões de pessoas, que no mundo são assistidas pelas pastorais sociais, movimentos e organismos ligados à Igreja Católica? Como ficariam milhares de moradores de rua nas grandes cidades, já tão esquecidos e indesejados, se não houvesse mais a Pastoral dos

Redatores Dom Walter Jorge Pinto Dom Walter Michael Ebejer Pe. Mário Fernando Glaab Alisson Marlon de Moura Pe. Sidnei José Reitz Diego R. Nakalski Gustavo Santana Francisco Marcelo S. de Lara Diagramação e Arte Final Agatha Przybysz

Moradores da Rua? E as crianças atendidas pela Pastoral da Criança? Como ficariam os que são auxiliados pela Pastoral dos Enfermos, a Pastoral Carcerária, a dos Idosos, a Pastoral do Luto e a da Sobriedade? Como ficariam aqueles que se envolveram com as drogas sem os milhares de voluntários que os acolhem nas Casas de Recuperação mantidas pela Igreja Católica? Sei que outras Igrejas, bem como organismos diversos prestam também estes serviços, mas, prescindir do volume gigantesco deles pelo qual a Igreja Católica é responsável, faria uma diferença grande demais para que o mundo não o sentisse sensivelmente. E os milhões de pessoas empobrecidas atendidas pelos Vicentinos e tantos outros? Quem cuidaria deles, quem os conheceria pelo nome e entraria em suas casas da forma como eles fazem? Por fim, entre tantos pensamentos acerca desta pergunta, me ocorreu ainda a missão prestada pelos bispos, padres e diáconos. Fiquei pensando nos contingentes de pessoas sem esperança que nos procuram, nos casamentos à beira do abismo, nos jovens que não querem mais viver, nas confissões tão necessárias que aliviam almas que estavam se afogando em seus próprios males, no conforto das missas pelos falecidos, nas crianças descobrindo um horizonte de transcendência por meio da catequese, nos valores plantados em seus corações, tão bombardeados por outras “catequeses” da violência, da pornografia na internet, da desconstrução do amor por meio de mensagens que o tratam como produto de descarte. Bem, acredito que minha lista poderia ainda ir muito mais longe, mas, por tudo o que já expus, pude ponderar que realmente Deus não gostaria que a Igreja Católica acabasse, e isso, sem sequer falar do mais importante sobre a missão da Igreja Católica: que ela existe principalmente para anunciar Jesus, para levar o seu amor aos corações e para conduzir à salvação que ele trouxe todos os que desejarem. Concluí, então, que quem diz não se importar que ela acabe, realmente nunca a conheceu de verdade.

Dom Walter Jorge Bispo Diocesano

Tiragem 12.500 exemplares Revisão Pe. Abel Zastawny Francisco Marcelo S. de Lara Impressão Gráfica Grafinorte - Apucarana, PR (41) 9 9926 1113 Fundado em 15 de maio de 1958, por Dr. Mário José Mayer e Ulysses Sebben.


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Estrela Matutina - Caderno 1 - Outubro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Comunidade em Formação

Artigo - Santo do Mês - Comentário Popular

A Resposta à Proclamação do Evangelho Escutamos sempre de novo, em nossas celebrações litúrgicas: “Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo...”, e acontece, às vezes, de nem tomarmos consciência do que isto quer dizer. A resposta sai quase que automaticamente: “Glória a vós, Senhor! ” Por que “proclamação”, e por que “Evangelho”? PROCLAMAÇÃO O dicionário diz que proclamar é o mesmo que anunciar em público e em voz alta; afirmar com ênfase. É, portanto, o anúncio de algo que interessa a todos, e que está sendo feito com entusiasmo. É algo bem mais profundo que um aviso ou algum ensinamento teórico. A proclamação traz em si uma realidade que já está no anunciador e que se difunde nos destinatários da mesma. O anunciado atingirá a todos: o proclamador, porém mais ainda, àqueles aos quais é anunciado. Isto, em outras palavras, quer dizer que uma proclamação, para ser verdadeira, faz com que a coisa se torne atual, se concretize no presente e no lugar onde acontece. O anunciador e os ouvintes-acolhedores estarão todos envolvidos pelo conteúdo do que está sendo proclamado. Há grande diferença entre relatar um acontecimento para que seja conhecido pelos alunos, por exemplo; e proclamar que agora o colégio tem novo diretor. No primeiro caso, é apenas uma notícia que se soma aos conhecimentos dos alunos, porém, no segundo todos serão envolvidos pela figura e importância que o novo diretor representa. Quando,

então, em nossas celebrações da Palavra, há proclamação, acontece algo bem diferente do que acontece durante uma aula ou durante um encontro de estudo, mesmo que estes sejam bíblicos. Então, as proclamações que são realizadas em nossas celebrações da Palavra são muito mais do que uma lembrança daquilo que aconteceu num passado com Jesus, com os profetas ou com os apóstolos. As proclamações atualizam o que foi dito ou feito por estes, mesmo que feitos há mais de dois mil anos. EVANGELHO Evangelho é uma palavra grega que em nossa língua se traduz por “boa notícia”, “boa nova”. Evangelho é algo de novo e de bom que é para todos. E como é de Jesus Cristo, trata-se daquilo que Ele tem para dizer e para realizar em nosso favor hoje, da parte de Deus, do qual Ele é o Messias, o Filho. Não é uma notícia boa qualquer, porém aquela que o próprio Deus tem para nós. É a revelação de Deus, a notícia máxima. Boa Nova que contém todas as boas notícias para a humanidade. Lembramos que Jesus é a Palavra feito carne que está em nosso meio (cf. Jo 1,14), isto é, Deus convivendo, ou mais ainda, Deus vivendo a nossa vida para ser o Caminho, a Verdade e a Vida, na vida de cada um de nós. A Boa Nova é o próprio Jesus Cristo. Ao se dizer que é o Evangelho de Jesus Cristo, se diz que é a Boa Nova

que somente pode ser acolhida como dom gratuito, e na fé. Ninguém, nem o mais sábio ou o mais santo consegue alcançar este Evangelho, mas ele vem como um presente do infinito amor de Deus. Somente Jesus o trouxe e, continua a trazê-lo. De nossa parte precisamos acolhê-lo com muita humildade, gratidão e fé. Não somos nós que estabelecemos a conexão com Ele, mas é Ele que vem a nós, que usa todos os meios para que nós possamos estar conectados. De nossa parte, ao acolher este Mistério de Amor, somos transformados e possibilitados para o compromisso. Já que é a Boa Nova que nos é anunciada, agora nós haveremos de ser também Gente Nova, isto é, gente que “deixa” o Evangelho frutificar e se difundir pelo mundo até os confins da Terra. GLÓRIA AO SENHOR “Glória a vós, Senhor” é a resposta da assembleia diante da proclamação do Evangelho. É a resposta da fé e da acolhida, liturgicamente pensada. Não se pode ficar, porém, somente na resposta litúrgica. Esta deve levar ao compromisso. Se de fato aí é anunciado (com ênfase) a Boa Notícia de Jesus Cristo, todos os que respondem “glória”, devem se deixar transformar pelo Cristo presente com o seu Reinado. Na catequese ou em encontros de formação muitas vezes se incentiva as pessoas a prestarem atenção nos textos bíblicos do domingo para aprender e conhecer sempre mais sobre Cristo. Certo. Mas é muito pouco! Mais

que aprender e conhecer, é necessário acolher e viver. Não será num futuro, quando se conhecer toda a bíblia (algo impossível), que se estará pronto para viver a Palavra como cristão, mas é agora que se deve viver, ao menos começar a viver. “Ele está no meio de nós” é a resposta que damos tantas vezes nas celebrações. Será que ela é dita com a devida consciência? Alguém diz que Jesus Cristo veio ensinar uma doutrina ou uma moral para mostrar como as pessoas devem viver no bem e evitar o mal, e assim ir para o céu. Não. Jesus é o próprio Bem, é a própria Verdade. É nEle que se tem este bem esta verdade. Aliás, hoje em dia, cada vez mais as pessoas não querem nem o bem nem o mal, mas apenas sua própria comodidade. Cresce a mentalidade da indiferença, do “tirar o corpo fora”. Porém é neste mundo que o Evangelho de Jesus Cristo precisa ser proclamado e precisa ser acolhido. A Igreja nunca pode esquecer que também ela acolhe e, em consequência, proclama. Não pode parar. Se quiser levar as pessoas para o céu se faz necessário viver com Cristo hoje e se dispor a colaborar com o seu Reinado aqui e agora.

Pe. Mário Glaab marioglaab.blogspot.com


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Estrela Matutina - Notícias - Outubro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Paróquia Nossa Senhora das Dores celebra padroeira e acolhe novo pároco A noite do dia 15 de setembro foi marcante para a paróquia Nossa Senhora das Dores, situada no Bairro Limeira, em União da Vitória. Um dos motivos foi a celebração da Memória Litúrgica da padroeira da paróquia naquele dia, que teve toda uma programação com novenário, celebrações de missas, bênção do Santíssimo, carreatas e também venda de pasteis, com o objetivo de ajudar a paróquia. Outro motivo que alegrou a comunidade foi a formalização da tomada de posse do seu novo pároco padre Frei José de Jesus, Frade Franciscano, do Instituto dos Missionários Servos do Espírito Santo, religiosos que coordenam também trabalhos sociais nas ACARDIs, em União da Vitória. Frei Jesus vinha residindo na sua nova paróquia desde o dia 23 de março deste ano, mas devido a Pandemia da Covid-19, a celebração de Posse com missa solene não pode acontecer na ocasião.

guns membros da comunidade, fiéis dos bairros São Francisco e Bela Vista, além de seminaristas Franciscanos e as Irmãs Franciscana Servas Missionárias da Restauração Divina, todos respeitando o distanciamento social, usando máscaras e utilizando-se do álcool Gel, puderam participar da tomada de posse de seu novo pároco, em missa festiva. Os ritos complementares da Posse que haviam faltado: Profissão de Fé, juramento de fidelidade à Igreja e obediência ao bispo, Entrega das chaves da Igreja, foram realizados dentro da celebração que foi presidida por Dom Walter Jorge, bispo diocesano.

Frei Jesus, que atuava como pároco na paróquia São Sebastião em União da Vitória, assume a paróquia onde o Instituto dos Frades Franciscanos tiveram seus primeiros trabalhos na Diocese. Frei Jesus, que foi ordenado padre aos sessenta anos e hoje está com 76 Desta vez, com a participação de al- anos de idade, agradeceu a Deus pelo vigor na saúde e pela confiança que o bispo lhe concedeu em mais uma paróquia. “No momento em que estava na frente do altar hoje a fazer o juramento de fidelidade lembrei de toda minha trajetória até aqui. Estou com setenta e seis anos, já poderia estar entregando alguns Pe. Fr. José de Jesus fazendo a profissão de fé diante do trabalhos, mas bispo diocesano agradeço a Dom

Walter Jorge pela confiança em me depositar esse trabalho nesta comunidade de pessoas guerreiras e trabalhadoras”, disse o novo pároco. Frei Jesus além de pároco é também o Superior do Instituto dos Frades Franciscanos, com a responsabilidade da orientação e acompanhamento dos seminaristas que estão em seu Instituto Dom Walter Jorge, bispo diocesano, durante a homilia. e é responsável pelas Instituições ACARDI I e ACARDI II, que rea- Citando o exemplo de Maria, o bispo lizam trabalhos sociais com idosos e ainda enfatizou que ela é modelo de pessoas acamadas. “Nós padres fomos como passarmos pelos sofrimentos chamados por Cristo para servir e não de modo perseverante. “Ninguém teve para sermos servidos. Nossa vida deve tão associado ao sofrimento de Cristo ser de doação, na atenção com o outro como Maria. Junto à cruz estava Mae não em nós mesmos”, completou ele. ria, sofrendo com Jesus, passando pelo martírio da alma. A Mãe sabendo que Lembrando a vida de Maria, celebrada tinha um filho Santo, Justo, sendo enpelo título de Nossa Senhora das Do- tregue nas mãos de pecadores sem ter res, em sua homilia, Dom Walter Jorge cometido um único pecado”, ressaltou falou da importância de passarmos o bispo. com coragem pelos sofrimentos, sentindo neles a presença de Deus sem Um outro aspecto ressaltado por Dom esmorecer diante das cruzes. “Não Walter Jorge foi o sentimento da comtenhamos medo dos sofrimentos. O paixão pela dor do outro, pelas necessofrimento não tem o poder de nos se- sidades vividas por tantas pessoas na parar de Deus. Os sofrimentos não são carência de condições dignas de vida e desejados por Deus, mas Deus aprovei- vítimas de exclusão social. ta-se deles para nos tornar melhores e mais santos”, refletia dom Walter.

Missas na língua polonesa voltam a ser celebradas Mais de meio ano sem se reunirem, os descendentes da cultura polonesa em União da Vitória e cidades vizinhas retornaram às celebrações das missas em

língua polonesa do dia 20 de setembro. Celebrada sempre no 3º domingo de cada mês, a missa foi presidida pelo padre Ermildo Vicente Krasovski, com início às 15h, na Catedral Sagrado Coração de Jesus, em União da Vitória. Uma das organizadoras da celebração, Melânia Koczyla, comentou ao Estrela Matutina que viram a possibilidade de retomarem as celebrações, tomando os devidos cuidados ao Coronavírus exigidos pela vigilância sanitária, tendo em vista que o espaço da igreja Catedral favorece ao distanciamento, sendo o grupo não muito grande. “Andamos conversando com os componentes do grupo e vários estavam sentindo a falta das missas. Como a igreja tem um bom espaço físico, com todos os cuidados de uso de máscara e distanciamento acreditamos que seria possível retornar. E o padre Ermildo, que é nosso celebrante, disse que estava disponível para presidir as celebrações. Pedimos a todos que viessem de máscara e tomassem todos os cuidados para ninguém ser contaminado”, comentou Melânia. A celebração conta com as orações e cantos em polonês, sendo a homilia proferida em português. A próxima missa está marcada para o dia 18 de outubro.


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Estrela Matutina - Caderno 2 - Outubro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Orando com os Salmos Salmo 118, 57-72 Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei Sois uma carta de Cristo, gravada não em tábuas de pedra, mas em vossos corações (2Cor 3,3)

É esta a parte que escolhi por minha herança: observar vossas palavras, ó Senhor! 58 De todo o coração eu vos suplico: piedade para mim, que o prometestes!

Dai-me bom senso, retidão, sabedoria, pois tenho fé nos vossos santos mandamentos!

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Fico pensando, ó Senhor, nos meus caminhos; escolhi por vossa lei guiar meus passos. 60 Eu me apresso, sem perder um só instante, em praticar todos os vossos mandamentos.

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Mesmo que os ímpios me amarrem com seus laços, nem assim hei de esquecer a vossa lei. 62 Alta noite eu me levanto e vos dou graças pelas vossas decisões leais e justas. 61

Sou amigo dos fiéis que vos respeitam e daqueles que observam vossas leis. 64 Transborda em toda a terra o vosso amor; ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade! 63

Tratastes com bondade o vosso servo, como havíeis prometido, ó Senhor. 65

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Antes de ser por vós provado, eu me perdera; mas agora sigo firme em vossa lei! 68 Porque sois bom e realizais somente o bem, ensinai-me a fazer vossa vontade! 67

Forjam calúnias contra mim os orgulhosos, mas de todo o coração vos sou fiel! 70 Seus corações são insensíveis como pedra, mas eu encontro em vossa lei minhas delícias. 69

Para mim foi muito bom ser humilhado, porque assim eu aprendi vossa vontade! 72 A lei de vossa boca, para mim, * vale mais do que milhões em ouro e prata. 71

Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém!

Comentário do Salmo 118, 57-72 Encontramos nestes trechos do Salmo 118, palavras de um amante da Lei Divina, de alguém que certamente fez uma experiência transformadora de vida com Deus e que se alegra em dar seu testemunho de praticante, de amante da Lei. O autor não a pratica apenas por uma obrigação moral, por um preceito religioso, mas porque ama a Lei, porque experimentou sua prática. O Salmista relata que escolheu pautar sua vida nas Leis de Deus. Ele deseja e pede que Deus ilumine seus caminhos; que lhe dê bom senso, retidão e sabedoria. No final desta parte do Salmo 118, o autor ainda agradece os momentos de sofrimento, pois reconhece que no sofrimento aprendeu a amar a Deus e Suas Leis. Não há porque fugirmos ou não levarmos em conta a Lei Divina. Sendo Deus sumo Bem e desejando desde toda a eternidade um relacionamento

amoroso conosco, partilhando por primeiro o Seu Amor, o que nos faz nos afastarmos de Sua Lei são nossos egoísmos, em querermos trilhas os caminhos que nós acreditamos serem melhores; em viver a vida que nós acreditamos ser a melhor. Mas sendo o ser humano imperfeito e limitado em sua sabedoria ele se perde por si mesmo e de si mesmo. É em Deus que encontramos a verdadeira felicidade. Pois, Dele viemos, para Ele que vivemos e para Ele voltaremos. Vimamos a Lei, por amor e no amor.

Marcelo S. de Lara Editor-Chefe

CENTENÁRIO No dia 18 de outubro, os Missionários Saletinos e a Diocese de União da Vitória, se alegram com a comemoração do aniversário de 100 anos de nascimento do Pe. Clorálio Caimi, que atualmente é vigário da Paróquia São Cristovão e Nossa Senhora da Salette, em União da Vitória. Nascido em 1920, na cidade de Santa Tereza, No Rio Grande do Sul, Clorálio Caimi, ainda pequeno auxiliava o pai e os irmãos em alguns trabalhos de reparo no Seminário. Ali, sentiu o chamado de Deus para sua vida e ingressou no Seminário da Congregação dos Missionários Saletinos. Em dezembro deste ano , Pe. Caimi completará ainda 74 anos de Ministério Sacerdotal. Alegremo-nos pelo aniversário centenário deste padre tão estimado pelos fiéis e que atua em nossa Diocese.


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Estrela Matutina - Liturgia - Outubro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Liturgia: Resposta da Fé encontramos em família, vivendo em unidade num único louvor a Trindade Santa, isto é, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

A Liturgia é a participação na oração de Jesus, dirigida ao Pai no Espírito Santo. Ela é a fonte e a meta de toda oração cristã. Por ela cada um de nós, homens e mulheres, somos enraizados no “grande amor com o qual o Pai nos amou” (Ef 2,4) em seu Filho bem-amado.

Por uma participação consciente, ativa e frutuosa somos levados a vivência autêntica desta fé, no dia a dia, desde as pequenas coisas, para além dos momentos de felicidade, principalmente diante de dificuldades e sofrimentos. Jesus Cristo que é a Palavra e que está presente no pão e no vinho, é o mesmo Jesus que está conosco sempre.

É o ponto alto para o qual se dirige toda a ação da Igreja e é a fonte de onde recebe toda a sua força. Nela o povo é formado pelas pregações e pelas orações. Nossa fé cristã além de ser professada, vivenciada e testemunhada, é também celebrada, seja na Santa Missa, Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, seja nos ritos dos Sacramentos e Sacramentais, por gestos e palavras. Ao celebrar trazemos nossa vida de fé para uma escuta verdadeira da Palavra de Deus e uma vida sincera segundo o Espírito Santo. Desta forma, a Liturgia não é a ação de um ou alguns, aos quais a comunidade confia a celebração dos sagrados mistérios, mas é todo o Corpo de Cristo que celebra. A assembleia (os fiéis reunidos) que celebra é a comunidade

dos batizados. Como resposta de fé, a Igreja unida a seu Senhor e sob a ação do Espírito Santo, bendiz o Pai por meio da adoração, do louvor e da ação de graças. Assim, não cessa de oferecer ao Pai a oferenda de seus próprios dons e de implorar o Espírito Santo sobre si mesma, sobre os fiéis e sobre o mundo

para que produzam frutos para “louvor e glória de sua graça” (Ef 1,6). A nossa fé nos move a colocar o que temos de melhor para celebrar os Sagrados Mistérios de nossa salvação. E o melhor lugar para entrar em contato com Deus onde escutamos sua voz e damos nossa resposta de fé e de amor é a Santa Missa.

Lembremos sempre que: a Liturgia é a celebração da vida e da fé dos cristãos, que é o próprio Cristo. Enche a nossa existência de sentido. É nela que louvamos e agradecemos a Deus. E é por meio dela que renovamos nossa fé, naquele que é o Tudo de nossa vida. Ref.: Catecismo da Igreja Católica

Alisson Marlon de Moura Estagiário em Paula Freitas

Rezamos com a fé da Igreja e nos

Celebrar Finados: Da tristeza à Esperança No dia de Finados recordamos os nossos entes queridos que partiram, que nos precederam nessa etapa da caminhada cristã que é a vida. Os cemitérios ganham muitos visitantes; as mais belas flores são colocadas nos túmulos e muitas velas são queimadas nas sepulturas, mas a pergunta sempre fica: estamos realmente celebrando da forma correta o Dia dos falecidos?

Celebrado no dia 2 de novembro, Finados sucede o Dia de Todos os Santos, comemorado em 1º de novembro. São duas datas que se assemelham. Celebramos Todos os Santos e Finados na mesma visão de esperança. A partida para a eternidade está unida à uma busca pela vida de santidade em Deus. Uma celebração complementa a outra.

A tristeza se mistura com esperança. O dia a dia sem aqueles que amamos é muitas vezes difícil, porém, a esperança de que os que morreram estão vivos em Cristo e que um dia nós estaremos juntos, nos conforta. Celebrar finados significa celebrar a espera do encontro, do encontro no céu.

COMO CELEBRAR FINADOS NO PERÍODO DE PANDEMIA?

CELEBRAR A MORTE NUMA VISÃO CRISTÃ A morte nos causa muita tristeza, pois atua como uma vilã que interrompe a vida. Então nos perguntamos: Porquê da morte em nossa vida? A morte, o sofrimento e a dor entraram na humanidade como consequência do pecado original. Porém, com Cristo a morte foi derrotada, foi resignificada. Com Cristo, ela se tornou apenas uma passagem para a vida eterna. Então, quando celebramos Finados, celebramos a esperança na vida eterna. Por isso rezamos no Creio: “Creio na ressurreição da carne e na vida eterna”. Encarar a morte numa perspectiva cristã, significa abraçar o sofrimento, a tristeza, junto com Cristo na cruz, aguardando o 3º Dia, que é a Ressurreição. Morrer em Cristo, significa viver nele; é estar junto com Deus. QUAL A IMPORTÂNCIA DO DIA DE FINADOS? A celebração de Finados é oportunidade para fazermos uma reflexão sobre a vida, pois ela terminará para todos aqui neste mundo, é apenas uma questão de tempo. Para a eternidade não poderemos levar nada de material, mas apenas o bem que tivermos feito a nós e aos outros. Logo, o Dia de Finados nos desperta a consciência de que ser feliz e viver bem não quer dizer acumular tesouros, prazeres ou glórias, mas fazer o bem, e preparar nossa vida para a eternidade.

Na Liturgia de Finados celebra-se a vida em Cristo e se roga pelos já falecidos. Grande costume neste dia é a visita aos cemitérios. Neste tempo de pandemia muitos não poderão ir aos cemitérios, mas podem de suas residências rezarem por familiares e amigos, por aqueles que já cumpriram a sua missão aqui. Pensemos naqueles que partiram com um olhar de esperança, dizendo: “eu creio”. Olhemos para a morte com esperança; voltemos nosso olhar para o repouso em Deus, o repouso eterno, assim como muitos Santos e Santas fizeram. Santa Terezinha dizia: “eu não morro, eu entro na vida”. Com a morte nós participamos com Cristo da vida eterna, uma participação mais perfeita em Deus. São Francisco de Assis chamava a morte de ‘irmã’, vendo a morte em seu verdadeiro sentido cristão. Santo Agostinho dizia: “Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Ti”. E o próprio Cristo nos anunciou: “Eu Sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim mesmo que morra viverá”. Não nos esqueçamos disso. No Dia de Finados rezemos pelos falecidos e peçamos força para cumprirmos bem nossa missão. Um dia alguém estará rezando também por nós. Diego Nakalski

Seminário Diocesano 4º ano de Teologia


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Estrela Matutina - Caderno 3 - Outubro de 2020 www.dioceseunivitoria.org.br

Catequese

Subsídio Catequético - Calendário - Estrelinha

Luzes para a Catequese

“Avancem para águas mais profundas” (Lc. 5,1-11) UMA PROFECIA? O novo Diretório para a Catequese, publicado em março de 2020, fazendo eco às palavras do Papa Francisco, parecia profetizar o inaudito tempo em que estamos todos inseridos: “a Igreja está diante de uma “nova etapa evangelizadora” (Evangelho da Alegria, n. 1 e 17, Papa Francisco, 2013), porque também nesta mudança de época o Senhor ressuscitado continua a fazer novas todas as coisas (Ap 21,5). O nosso tempo é complexo, atravessado por profundas mudanças” (Diretório para a Catequese, n. 38, p. 46). Ao iniciarmos este ano, acostumados mimeticamente a repetir os mesmos rituais bem próprios do início de cada ano, nem a mente mais ousada, para não dizer lunática, poderia fazer prognósticos tão imprevistos como estes em que todos nós fomos inseridos. São muito mais perguntas do que respostas. Muito mais palpites do que conclusões razoáveis e consensuais. Diante disso, a Igreja, que embora, não seja do mundo, está no mundo (Jo 17,16), precisa responder à altura dos desafios que se lhe apresentam. Parafraseando e atualizando as palavras de 2013 do Papa Francisco, poderíamos dizer que estamos sendo quase que arremessados numa “novíssima etapa evangelizadora”. A Catequese no sentido mais amplo desta palavra, ou seja, tudo aquilo que se refere à comunicação da mensagem de salvação às pessoas e mergulhá-las numa vida de pertencimento a Cristo, a vida cristã, precisa dar uma resposta atualizada e significativa para estes tempos tão novos ao pondo de serem chamados de “novo normal”. Longe de nos refugiarmos numa atitude defensi-

va ou medrosa, a Palavra de Deus vem em nosso socorro, especialmente neste mês a ela dedicada, e nos exorta a uma atitude confiante e prenhe da fecundidade própria de Deus: “avancem, para águas mais profundas e lancem as redes para pescar” (Lc 5, 4). JESUS PROPÕE UM DESAFIO A imagem evangélica é fascinante e pedagógica: primeiro, todos se comprimiam para ouvir a palavra de Deus proferida por Jesus (Lc 5,1); sem a Palavra de Deus não poderá haverá possibilidade de fé. Sem anúncio não haverá possibilidade de resposta. Dessa forma, a primeira luz que podemos destacar para nossa catequese é de que continuemos a anunciar, em tempo e fora de tempo, oportuna e inoportunamente (2Tm 4,2) e nós sejamos os primeiros ouvintes da Palavra. Uma segunda luz que se pode fazer derivar do texto de Lucas, é de que não podemos ficar engessados em nossas rotinas arraigadas e muitas vezes obsoletas de catequese. Diante de uma noite inteira sem nada pescar, Pedro, provecto e habilidoso pescador que era, não põe resistência ao pedido de Jesus e se faz obediente: “avance para águas mais profundas” (Lc 5,4). Diante de tantos obstáculos e pescas sem sucesso, e que a pandemia da covid 19 só veio locupletar, ao invés de estagnarmos e nos aborrecermos, é hora de avançar. O Espírito do Senhor está sobre nós, assim como estava com Jesus (cf. Lc 4,18), e ele nos ungiu para sermos uma igreja em saída, itinerante. Entregou-nos o Evangelho e interlocutores pululam por todos os lados: pobres, aflitos, tristes, doentes, carentes, todos desejando e necessitando Deus mesmo sem o saber (CNBB, Iniciação à Vida Cristã, Doc. 107, p. 11).

Uma terceira luz para nossa catequese podemos recolher da pesca abundante: “apanharam peixes em tamanha quantidade, que a rede se lhes rompia” (Lc 5,6). Antes de pensarmos que o tempo sombrio que nos sobreveio nesta grande noite das interrogações sem resposta, a virtude da esperança e o dom da fortaleza precisam nos fortalecer e carregar, respectivamente. A melhor pesca está por ser feita. Os melhores frutos estão por ser colhidos. A confiança não nos advém de um efêmero entusiasmo motivacional, mas da palavra de Deus que nos pede uma vez mais: “avance para águas mais profundas” (Lc 5,4). Precisamos nos perguntar se nós catequistas estamos realmente atentos e confiantes na palavra alvissareira esperançosa de Deus, ou em vaticínios catastróficos e pessimistas de tantos outros “profetas da desgraça” como já o alertava São João XXIII (Discurso de abertura do Concílio Vaticano II, 11 de outubro de 1962). Uma quarta luz que também podemos acender para nossa catequese, vislumbra-se do pedido de Pedro a seus companheiros: “acenaram aos companheiros, que estavam na outra barca, para que viessem ajudar”. O trabalho catequético é impensável e irrealizável se for pensado isoladamente. É hora de juntar mais ainda todas as nossas forças e vozes. Acenar para os companheiros significa buscar todas as formas possíveis para fazer com que a Palavra do Evangelho e a vida de Cristo seja comunicada e vivida. A catequese é ineficaz se experimentada como um departamento independente dentro da grande Igreja. Antes disso, a catequese constitui-se numa dimensão inerente de toda a igreja que é catequética em sua liturgia, em sua pastoral e em seus carismas experimentados nos mais diversos movimentos. A igreja toda

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precisa ingressar na dinâmica da comunhão que lhe é própria e essencial. Catequistas somos todos. É hora de convocar e contar com a família, com a comunidade eclesial, enfim, com todos, porque “o pescado” é abundante, mas precisa de pescadores. E por fim, ainda se quisermos uma quinta luz, vem de quem disse ser a própria luz do mundo (Jo 8,12), Jesus Cristo: “não temas”. O medo é sempre um péssimo conselheiro e por isso, a palavra final de Jesus para Pedro e para nós não poderia ser outra: “não temas” (Lc 5,10). A recomendação de Deus para você e para mim, para todos nós neste tempo de pandemia, mas que é a orientação para toda a nossa vida cristã: jamais deixar-se tomar pelo medo paralisante. A única forma de vencermos a batalha da fé é confiar em Deus e nunca em nós mesmos, tão fracos e vacilantes. Foi assim que Pedro, Tiago e João fizeram para ter a coragem de deixar tudo e seguir Jesus (Lc 5,11). QUESTIONE-SE O que é que ainda está nos fazendo temer? Ainda não conseguimos crer inteiramente no Senhor? O que é que está nos impedindo de avançar para águas mais profundas? Há uma outra margem a nos esperar a todos. Deus fala de novo para nós e não vamos nunca deixar de escutá-Lo: “Avance para águas mais profundas...Não tenhas medo!

Pe. Sidnei Reitz Assessor Diocesano da Catequese

ANIVERSARIANTES DE OUTUBRO Pe. Ivo Jablonski, Nascimento; Pe. José Carlos Emanuel dos Santos, Ordenação; Pe. Iomar Otto, Nascimento; Diác. José Laurindo, Nascimento; Pe. José Carlos Emanuel dos Santos, Nascimento; Diác. Marcos Vinícius Freitas Guimarães, Nascimento; Pe. Clorálio Caimi, Nascimento; Pe. Franciszek Adamczyk, Nascimento; Pe. Renildo Vieira, Nascimento; Diác. Amandio Paulino de Lima, Nascimento; Diác. Claudimir P. Camargo, Nascimento; Diác. Luiz Francisco Huk, Nascimento; Diác. Clarito de Nirvado Barbosa, Nascimento.


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Lideranças de Pastorais, Movimentos e Organismos realizam reunião histórica na Diocese

Encontro histórico na Diocese de União da Vitória, aconteceu na noite de quarta-feira, 16 de setembro, às 19h30, na Casa de Formação Cristã Santa Rosa de Lima, em União da Vitória.

as ações sempre em nome da Diocese, pensando como Diocese e não como ações de grupos isolados, voltados para si mesmos, sem comunhão com a Igreja Particular de União da Vitória.

Pela primeira vez foram reunidos apenas os coordenadores de Movimentos, Pastorais e Organismos da Diocese para pensarem juntos a caminhada pastoral com base no Plano de Ação Evangelizadora, ainda em análise, construído na 15ª Assembleia Diocesana de Pastoral, em fevereiro deste ano. “Esta nossa reunião não se caracteriza ainda como uma reunião oficial do Conselho Diocesano de Pastoral, mas tem o objetivo de ouvir de cada coordenador (a), como está o andamento das ações das Pastorais, Movimentos e Organismos na Diocese. O que queremos é avaliar as forças que temos e os desafios que ainda precisam ser superados”, comentou Dom Walter Jorge, bispo diocesano, que convocou a reunião junto com o padre João Francisco Sieklicki, coordenador da Ação Evangelizadora na Diocese. Após um momento de Espiritualidade com a Leitura Orante da Palavra de Deus, Dom Walter Jorge comentou alguns cânones do Direito Canônico que embasam as ações do Conselho de Pastoral, entre eles o Cânon 512. “O Cânon 512 do Direito Canônico pede que o líder de uma Pastoral esteja em plena comunhão com a Igreja Católica; defendendo e promovendo todos os princípios da Fé Católica”, citou o bispo. “Lembro ainda que o Órgão máximo para deliberação da atividade pastoral na Diocese é a Assembleia Diocesana”, complementou ele. Um dos pedidos ainda solicitado pelo bispo é que as lideranças efetuem

Dom Walter Jorge, bispo diocesano, comentando sobre os cânones do Direito Canônico

O Coordenador de Pastoral, padre João Francisco, pediu para os coordenadores terem conhecimento do Plano Diocesano de Pastoral nas paróquias, lendo e fazendo seus apontamentos. “O Plano Diocesano precisa ainda ser lapidado, é um ‘texto mártir’. Por isso peço a vocês que o busquem nas paróquias, leiam, conheçam e nos ajudem a finalizá-lo com as sugestões de vocês”, solicitou o padre. Em um espaço aberto para que cada representante falasse dos trabalhos de suas Pastorais, Movimentos e Organismos, foi pedido que abordassem os pontos fortes e as carências que ainda percebem em suas ações. Ao final da reunião foi pedido que os coordenadores enviem para a Cúria Diocesana as possíveis datas de encontros programadas para 2021, que dependerão da situação da Pandemia para acontecerem ou não. O próximo encontro com todos novamente foi marcado para o dia 21 de novembro, às 14h, na Casa de Formação. Também uma reunião Online será preparada em novembro para se averiguar os pontos do Plano Diocesano de Pastoral, que após aprovado vigorará por quatro anos.

Pe. João Francisco Sieklicki, Coordenador da Ação Evangelizadora na Diocese, falando sobre o Plano Pastoral

O Plano Diocesano de Pastoral está disponível nas secretarias paroquiais, e também pode ser baixado em arquivo PDF, no Site da Diocese, na matéria que noticiou a reunião.


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Encontro com Tesoureiros reúne 20 paróquias da Diocese No dia 12 de setembro, um grupo de 24 pessoas, representando 20 paróquias da Diocese, esteve reunido na Casa de Formação Cristã Santa Rosa de Lima, em União da Vitória, para uma reunião com Tesoureiros Paroquiais. Coordenada pelo padre Ermildo Vicente Krasovski, Ecônomo da Diocese, e por Dom Walter Jorge, Bispo Diocesano, o encontro teve início com um espaço de espiritualidade conduzido pela Irmã Vera Alice, religiosa das Mensageiras do Amor Divino. Irmã Vera trabalhou com os participantes o texto do Evangelho de Mt 20,1-16, que relata a parábola da Contratação de Operários para a ‘Vinha do Senhor’. Pautado também em textos dos Evangelhos, falando da Espiritualidade do Tesoureiro ou Administrador da paróquia, Dom Walter Jorge, bispo diocesano, fez reflexões de leituras de Mt. 25,20-23; Lc. 16,10; Jo.12,26; e de Mt. 24,45, todos direcionados para a atuação dos leigos nas paróquias, no serviço da Administração Financeira Paroquial. Na função de Ecônomo da Diocese, padre Ermildo falou de vários assuntos,

Respondendo a uma dúvida sobre o Sistema de Gestão Canônico Pastoral (SGCP), implantado nas paróquias, se ele poderia englobar um campo para questões de patrimônio, padre Ermildo esclareceu que o sistema é completo tanto na questão pastoral quanto administrativa. Um dos assuntos ainda mencionados foi o cuidado com a Retenção ou Declaração do Imposto de Renda dos padres, que deve ser feito conforme recibo do Escritório de Contabilidade.

Reunidos, os tesoureiros de 20 das 25 paróquias da Diocese, juntamente com Dom Walter Jorge

entre eles: da centralização da Contabilidade em um Escritório Contábil; da entrega da Prestação de Contas mensais pelos Conselhos Comunitários e paróquias para a Cúria Diocesana; e da importância do não atraso no repasse das Coletas de Campanhas, realizadas anualmente na Igreja. “Muitas capelas e matrizes acabam atrasando as entregas. Tivemos casos de paróquias que entregaram Coletas do ano passado

em julho deste ano. No máximo seria justificável dois meses de atraso. Neste ano, devido a Pandemia, as datas das Coletas foram modificadas”, orientou o padre. Situando os participantes da organização da Diocese em Setores, o Ecônomo também expôs a quantidade de paróquias e comunidades que correspondem à cada um do 5 Setores da Diocese.

*Organizadas em 5 Setores, conforme informações do padre Ermildo, as comunidades e matrizes na Diocese estão dispostas da seguinte maneira: - Setor Catedral: 5 Paróquias com 12 Comunidades; - Setor São Cristóvão: 6 Paróquias com 83 Comunidades; - Setor São Mateus: 6 Paróquias com 113 Comunidades; - Setor Bituruna: 4 Paróquias com 93 Comunidades; - Setor Rio Azul: 4 Paróquias com 93 Comunidades;

Três novas leigas do Paraná farão Missão na África no Projeto ‘Missão São Paulo VI’ A Igreja do Brasil vivencia no mês de outubro, o Mês Missionário, onde promove e valoriza ações que envolvem os aspectos e dimensões da Missão em todas as dioceses do Brasil. Além das ações locais realizadas em cada diocese, trabalhos de evangelização fora do país também são destaque ao Mês de Outubro, como a Missão São Paulo VI, Projeto organizado pela Igreja do Paraná, Regional Sul 2 da CNBB.

blia na língua Crioula, língua falada em Quebo. A bíblia e o crucifixo foram entregues à cada uma pelos bispos de suas respectivas dioceses. Dom Mário Spaki, bispo de Paranavaí, entregou à Andréia; Dom Celso Antônio Marchiori, bispo de São Jose dos Pinhais, à Elzira Riva e Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba, à Berenice Cheniski.

No dia 1º de outubro, três novas leigas viajam para a Guiné-Bissau, África, para integrar a comunidade da Missão São Paulo VI, na cidade de Quebo, onde está implantado o Projeto. Dispostas a passar um tempo como voluntárias nesta missão, Andréia Salvador, 24, da paróquia Nossa Senhora de Fátima, da Diocese de Paranavaí, Berenice Cheniski, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, em Curitiba, e Elzira Inês Riva da paróquia Nossa Senhora Aparecida, da Diocese de São José dos Pinhais, passaram por algumas etapas de formação em preparação à Missão.

introdução à Missiologia. O curso foi pensado e elaborado pelo secretário executivo da CNBB Sul 2, padre Valdecir Badzinski, pelo coordenador do Conselho Missionário Regional, Odaril José da Rosa, com o acompanhamento de Dom Sergio Braschi, bispo de Ponta Grossa e referencial para a dimensão missionária.

A formação se deu nos dias 23 a 25 de setembro, na sede do Regional Sul 2 da CNBB com um curso intensivo de

Durante os dois dias, as três missionárias participaram de teleconferências com especialistas nas áreas da teolo-

Da esquerda Berenice, Pe. Valdecir, Elzira, Odaril e Andréia

gia, missiologia, eclesiologia, psicologia, espiritualidade, saúde e também com missionários que estiveram na Guiné-Bissau. No dia 27 de setembro, convidadas a participarem da missa de abertura da Assembleia Regional dos Bispos do Paraná, em Londrina, as três missionárias receberam na celebração a Bênção de Envio, dada por Dom Sergio Arthur Braschi, bispo de Ponta Grossa que também abençoou os crucifixos e a Bí-

A Missão Católica do Regional Sul 2 da CNBB, concentrada em um dos países africanos mais pobres do mundo, a Guiné-Bissau, está em ação desde 2014, e nesse período já foram enviados vários missionários para uma experiência e partilha de missão. *Rezemos por todos esses missionários e para que Deus suscite uma disposição sincera para a missão em tantos outros corações. Visite o Site CNBB Sul 2 e conheça mais sobre o Projeto, no Menu: Missão África: www.cnbbs2. org.br Informações: Karina de Carvalho – Assessora da CNBB Sul 2.


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Espaço da Estrelinha

Colaboração: Catequista Jozeane Zbitkowski

Os Sacramentos em nossa Vida

Batismo, Confissão, Eucaristia, Confirmação, Ordem, Matrimômio e Unção dos Enfermos.

No dia 12 de outubro celebramos o dia de Nossa Senhora Aparecida. Rezar com a Mãe Aparecida é muito bom!

Na foto, João Vitor Kriminice, da comunidade São José, em Rondinha, Paula Freitas.


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Rosário Vocacional

24º ENCONTRO: 5º MISTÉRIO GLORIOSO

A VINDA GLORIOSA DE JESUS E O JUÍZO FINAL 1.APERITIVOS 1.1. ACOLHIDA Canto de entrada Dir.: Sejam todos bem vindos para esse encontro. Hoje meditaremos sobre a vinda gloriosa de Jesus, quando Ele julgará a todos e tornará plena a Redenção iniciada em Sua primeira vinda. Iniciemos no nome das Três Pessoas Divinas da Santíssima Trindade: Todos: Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Dir.: Esperando a Vinda gloriosa de Jesus, queremos rezar por . Mas, se alguém tiver outras intenções, pode colocá-las também. (Podem-se apresentar em voz alta outras intenções. Em seguida faz-se um momento de silêncio) 1.2. INVOCAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO (em dois coros) Todos: Vinde Espírito Santo e mandai lá do céu um raio de vossa luz! Vinde, Pai dos pobres, distribuidor dos bens ! Vinde, oh luz dos corações, doce hóspede e suave alegria das almas! Vinde, consolador ótimo, consolar os aflitos ! 1: Vinde aliviar os trabalhos, temperar os ardores, enxugar as lágrimas! Oh luz beatíssima, inflamai o íntimo dos corações de vossos fiéis! 2: Sem a vossa graça, nada há no homem, que possa ser inocente! Lavai o que está sujo, regai o que é seco, curai o que está enfermo! Todos: Abrandai o que é duro, abrasai o que é frio, reconduzi o desviado! Concedei aos vossos servos, que em Vós confiam, os vossos sete dons! Dai-lhes o mérito das virtudes, o dom da graça

final. E o glorioso prêmio dos prazeres eternos. Amém! 2.PRATO PRINCIPAL 2.1. EVANGELHO Canto de Aclamação L.1: O Senhor esteja convosco. Todos: Ele está no meio de nós L.1: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (25, 31-46) Todos: Glória a Vós, Senhor. L.1: Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: `Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. Então os justos lhe perguntarão: `Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ Então o Rei lhes responderá: `Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: `Afastai-vos de mim,

malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. E responderão também eles: `Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ Então o Rei lhes responderá: `Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. Palavra da Salvação. Todos: Glória a Vós, Senhor. 2.2. REFLEXÃO L.2: A Vinda Gloriosa de Jesus faz parte da nossa fé, pois está no Creio. Mas há quem olhe para ela com medo, como se fosse o fim do mundo, quando, na verdade, ela é causa de alegria e combustível de esperança. Quando veio pela primeira vez, Jesus trouxe a Salvação, que já se realizou plenamente nEle e em Sua Santa Mãe, mas que, para a Humanidade, ainda está em processo. Quando Ele voltar, levará essa Redenção à plenitude, vencendo definitivamente toda forma de mal. Já vimos que o final dá sentido a tudo o que vem antes dele. Professar a fé na Vinda Gloriosa de Jesus, ou seja, na vitória definitiva e irreversível do Bem sobre o Mal, é professar que a vida tem sentido, que vale a pena trilharmos o caminho certo, por mais difícil que seja. Olhando para o mundo, às vezes temos a impressão de que o mal triunfa, mas esse elemento da fé nos mostra que o mal só vence temporariamente, como um time que sai na frente no placar, mas que, no final, acaba perdendo. E ganhar de virada, embora seja dramático, é sempre mais saboroso. Celebrar esse mistério é ter a certeza de que cada vocacionado, cada pessoa que se coloca ao serviço dos irmãos, mesmo que sofra injustiças, mesmo que não seja reconhecido, mesmo que sofra perseguições e incompreensões, está no caminho certo, e é só questão de tempo para que a vitória final se realize. Todos: Anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus! L.3: Imagine como seria fácil uma prova se o professor dissesse, antes, que perguntas iriam cair. Foi isso o que Je-

sus vez! Nenhum de nós escapará do Prova Final do Julgamento, e, no Evangelho que ouvimos, Jesus já disse o que vai cair: o modo como tratamos nossos semelhantes! Isso nos faz pensar em tantas Irmãs, Padres, Leigos, que se dedicam às obras de Caridade, em hospitais, orfanatos, asilos, mas nos remete, de modo especial, à figura dos Diáconos, cuja essência é o Serviço. O Diaconato foi instituído na Igreja (cf. At 6, 1-6) para que jamais esqueçamos que somos todos servos uns dos outros, pois seguimos Aquele que veio para servir. Uma visita, uma palavra de conforto, um gesto de carinho, um ombro amigo, um ouvido compreensivo, uma mão estendida: tudo isso está ao nosso alcance, pois Deus nos amou primeiro, e, assim, nos deu aquilo que Ele quer que partilhemos com os outros. Assim como uma criança fala porque ouve os pais falando, nós, ouvindo a linguagem de Amor, Bondade, Compreensão e Misericórdia que o Senhor nos dirige, aprendemos e nos tornamos capazes de oferecê-la aos outros. Tudo fica ainda mais claro quando lembramos que a Bíblia diz que Cristo é a Cabeça, a Igreja o Seu Corpo, e nós os membros desse Corpo. Ora, se alguém chuta minha canela, é todo o meu corpo que sente a dor, e, se alguém cura um membro machucado, é todo o corpo que se alegra (cf. 1Cor 12). É por isso que Jesus diz que: “o que fizestes aos meus irmãos, foi a mim que o fizestes”. Se entendermos isso, e vivermos de acordo, olharemos para o futuro e para o julgamento inevitável não com medo, mas com alegria e esperança! Todos: Tratemos os outros como o Senhor nos trata: com Amor, Paciência e Misericórdia. 2.3. PRECES Dir.: Inspirados por esse texto, apresentemos nossas preces L.1: Perdão, Senhor, pelas vezes que tratamos mal nossos familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e outras pessoas com quem convivemos; Todos: Senhor, tende piedade de nós L.2: Nós Vos agradecemos, Senhor, por todos os que se dedicam às obras de Misericórdia, sendo imagens concretas, formas humanas de Vosso Amor e Compaixão; Todos: Obrigado, Senhor L.3: Nós Vos pedimos, Senhor, que a certeza do Vosso julgamento não nos meta medo, mas inspire a viver melhor,


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servindo a todos, de modo especial aos mais necessitados; Todos: Senhor, escutai a nossa prece L.1: Nós Vos louvamos, Senhor, porque Sois Compaixão. Todos: Louvado sejais para sempre (Outras orações espontâneas, às quais se responde dizendo “Senhor, atendei a nossa prece”) 2.4. DEZENA DO TERÇO Dir.: Rezemos o Creio Copta e um Pai nosso nas nossas intenções particulares. Todos: Creio no Deus único, / verdadeiro, Pai Onipotente, / e em Seu Filho Unigênito, / Jesus Cristo, / nosso Senhor e Salvador, / e no Espírito Santo, que a tudo dá vida, / a Trindade Consubstancial,/ uma só Divindade, / um só Poder, / um só Reino, / uma só Fé, / um só Batismo. / Creio na Santa Igreja Católica e Apostólica / e na Vida Eterna. Amém. Pai nosso... Dir.: Rezemos uma Ave Maria por todo o Clero: pelo Papa, pelos Bispos, Padres e Diáconos: Todos: Ave Maria, cheia de graça... Dir.: Rezemos uma Ave Maria por todos os Religiosos e Religiosas, de Vida Ativa e Contemplativa: Todos: Ave Maria, cheia de graça... Dir.: Rezemos uma Ave Maria por todos os Leigos, de modo especial pelos que servem a comunidade: Todos: Ave Maria, cheia de graça... Dir.: Nas intenções que apresentamos, rezemos uma dezena do Terço. Pai nosso... Ave Maria... Dir.: Pelos que estão a caminho da realização de suas vocações, Seminaristas, Noviços e Noviças, Noivos, etc, rezemos uma Salve Rainha: Todos: Salve Rainha, Mãe de Misericórdia... Dir.: Rezemos ainda um Santo Anjo pelos que trabalham na Pastoral Vocacional, Movimento Serra e por todos os que rezam, apoiam e incentivam as Vocações, para que continuem sendo Anjos para os futuros Padres, Diáco-

nos, Bispos, Religiosos e Religiosas: Todos: Santo Anjo do Senhor... 2.5. LADAINHA DE NOSSA SENHORA II Senhor, tende piedade de nós Senhor, tende piedade de nós Cristo, tende piedade de nós Cristo, tende piedade de nós Senhor, tende piedade de nós Senhor, tende piedade de nós Cristo, ouvi-nos, Cristo, ouvi-nos Cristo, atendei-nos, Cristo, atendei-nos Deus Pai do céu, tende piedade de nós Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós Deus Espírito Santo, tende piedade de nós Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós Nossa Senhora do Rocio, Padroeira do Paraná, rogai por nós. Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, rogai por nós. Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina, rogai por nós. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, rogai por nós. Nossa Senhora das Graças, rogai por nós. Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós. Nossa Senhora da Salete, rogai por nós. Nossa Senhora de Lurdes, rogai por nós. Nossa Senhora das Dores, rogai por nós. Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós. Nossa Senhora do Amparo, rogai por nós. Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Nossa Senhora da Boa Viagem, rogai por nós. Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós. Nossa Senhora da Luz, rogai por nós. Nossa Senhora Desatadora de Nós, rogai por nós. Nossa Senhora da Glória, rogai por nós. Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós. Nossa Senhora da Penha, rogai por nós. Nossa Senhora da Piedade, rogai por

nós. Nossa Senhora da Rosa Mística, rogai por nós. Nossa Senhora das Vitórias, rogai por nós. Nossa Senhora dos Anjos, rogai por nós. Nossa Senhora do Bom Conselho, rogai por nós. Nossa Senhora do Desterro, rogai por nós. Nossa Senhora da Consolação, rogai por nós. Nossa Senhora do Monte Claro, rogai por nós. Nossa Senhora Menina, rogai por nós. Nossa Senhora dos Mártires, rogai por nós. Nossa Senhora da Paz, rogai por nós. Nossa Senhora do Novo Mundo, rogai por nós. Nossa Senhora do Povo, rogai por nós. Nossa Senhora de Nazaré, rogai por nós. Nossa Senhora da Ternura, rogai por nós. Nossa Senhora da Saúde, rogai por nós. Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós. Nossa Senhora Medianeira, rogai por nós. Nossa Senhora da Lapa, rogai por nós. Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, rogai por nós. Nossa Senhora da Santíssima Trindade, rogai por nós. Nossa Senhora de Caravaggio, rogai por nós. Nossa Senhora do Cenáculo, rogai por nós. Nossa Senhora do Pilar, rogai por nós. Nossa Senhora Estrela da Manhã, rogai por nós. Nossa Senhora Rainha das Missões, rogai por nós. Nossa Senhora Mãe e Rainha das Vocações, rogai por nós. Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, Perdoai-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, Ouvi-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, Tende piedade de nós. Rogai por nós, santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 3.SOBREMESAS 3.1. SALMO 74 (75) Todos: É Deus quem vai fazer o Julgamento! L.3: Nós vos louvamos, dando graças, ó Senhor, † Dando graças, invocamos vosso nome e publicamos os prodígios que fizestes! “No momento que eu tiver determinado, vou julgar segundo as normas da justiça; Mesmo que a ter-

ra habitada desmorone, fui eu mesmo que firmei suas colunas!” L.3: Ó orgulhosos, não sejais tão arrogantes! Não levanteis vossa cabeça, ó insolentes! Não levanteis a vossa fronte contra os céus, Não faleis esses insultos contra Deus!’ L.3: Porque não vem do oriente o julgamento, Nem do ocidente, do deserto ou das montanhas; Mas é Deus quem vai fazer o julgamento: O Senhor exalta a um, e humilha a outro. L.3: Em sua mão o Senhor Deus tem uma taça Com um vinho de mistura inebriante; Deus lhes impõe que até o fim eles o bebam; Todos os ímpios sobre a terra hão de sorvê-lo. L.3: Eu, porém, exultarei eternamente, Cantarei salmos ao Senhor Deus de Jacó. “A força dos iníquos quebrarei, Mas a fronte do homem justo exaltarei!” 3.2. ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES Todos: Senhor da Messe, Pastor do Rebanho, / faze ressoar em nossos ouvidos / Teu forte e suave convite: / “Vem e segue-me!” / Derrama sobre nós o Teu Espírito, / que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho, / e generosidade para seguir Tua voz! / Senhor, que a messe não se perca por falta de operários! / Desperta nossas comunidades para a Missão! / Ensina nossa vida a ser serviço! / Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino / na vida consagrada e religiosa! / Senhor, que o Rebanho não pereça por falta de Pastores! / Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres, diáconos e ministros! / Dá perseverança a nossos seminaristas! / Desperta o coração de nossos jovens / para o ministério pastoral em Tua Igreja! / Senhor da Messe e Pastor do Rebanho, / chama-nos para o serviço de teu povo. / Maria, Mãe da Igreja, / modelo dos servidores do Evangelho, / ajuda-nos a responder: “SIM”. / Amém“. 3.3. GESTO CONCRETO Dir.: Como gesto concreto, cada um vai rezar um Pai nosso e uma Ave Maria por dia por todos os Seminaristas e Candidatos à Vida Religiosa, até o próximo encontro. Todos: Assim faremos. Dir.: O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal, e nos conduza à Vida Eterna. Todos: Amém. Canto Mariano *Termina aqui a publicação deste material, publicado desde a Edição de Agosto de 2018.

Pe. Emílio Bortolini Neto Paróquia São Miguel Arcanjo - Porto Vitória


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Série: Comentário Popular nº74

Constituição Dogmática “Lumen Gentiun”, Parágrafo 52/140ss

Capítulo VIII

Sobre a Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus no Mistério de Cristo e da Igreja Seria inconcebível abordar o tema da eclesiologia de maneira tão exaustiva e omitir ou relegar a importância de incluir e tratar da vocação e missão de Maria Santíssima na origem providencial e remota, do nascimento, desenvolvimento e consumação da Igreja de seu divino Filho Jesus Cristo. Quanto a isto o Concílio mostrou todo seu empenho, e nos brindou com o último longo capítulo desta Constituição Dogmática, não apenas como sinal de amor e respeito com a Mãe de Deus e da Igreja, mas porque convictamente Ela faz parte importante de sua origem, vida e desenvolvimento. Sem exagero podemos afirmar que sem Maria, a Igreja Católica seria divina, sim, mas não contendo e garantindo sua atual riqueza. DEUS COM SENTIMENTOS DE MÃE Além dos insondáveis desígnios de Deus por sua Igreja, ouso pensar e adiantar que além de Deus Pai querer aproximar-se dos homens e excogitando um plano de salvação conforme os moldes do pensamento e agir humano, para ser Deus-conosco, quis ser, enquanto possível, que nem um de nós – o Deus Emanuel – Deus Conosco. Entre tantas circunstâncias da vida humana está o fator de que os homens todos nasçam de uma mulher. É nossa opinião humilde que Ele queira espelhar-se, em sua totalidade de amor envolvente, também naquilo que entre

não é Mãe, mas tem todas as características de mãe; acolhedora, misericordiosa, provedora, etc.

os homens é tido como amor materno; parece-me que a posição e atuação de Maria em sua maternidade está suprindo, perante os homens, o que pode faltar nos sentimentos humanos acanhados perante a paternidade divina, o que é o apanágio da psicologia feminina. DEUS TAMBÉM É MÃE? De fato, todas as realidades criadas se encontram em Deus em altíssimo grau transcendente, portanto, seja o masculino como o feminino está em Deus de maneira infinitamente sublime, mas para observarmos a propriedade dos termos usados quando de Deus falamos, podemos dizer que Deus é Pai (a noção de Origem Primeira e Última), mais seria menos correto, conforme o pensamento humano, afirmar que Deus

é Mãe. O correto seria dizer que Deus teria “sentimentos, carinho” de Mãe. A feminilidade recebe para fomentar, enquanto o conceito de Deus é sempre de origem-sem-origem. Assim, enquanto podemos e devemos dizer que Deus é Pai, seria menos exato (e isso em vista da doutrina trinitária) dizer que Deus é Mãe. Porque, Deus tem e é a fonte de toda a paternidade e maternidade, mas a expressão “Deus é Mãe”, seria menos exata; entretanto podemos dizer, que Ele tem em Si toda a riqueza da maternidade.

Ao Deus criar e determinar salvar a humanidade pecadora, Ele adotou meios condizentes às humanas. Neste último capítulo, os Padre Conciliares, reuniram e reafirmaram todos os principais aspectos da Mariologia; tiveram, porém, o cuidado para declarar que não iam tratar dos aspectos ainda em discussão, entre os teólogos, mas admitidos dentro da ortodoxia católica. Nem por isto chegaram a mencionar quais são os pontos de discórdia entre as diversas escolas. Em o subparágrafo 54/141, repassando a doutrina Marial claramente exposta e por nós sobejamente conhecida, o texto ensina que Maria foi “saudada... como membro supereminente e de todo singular da Igreja, como seu tipo e modelo excelente na fé e caridade”; e na Igreja Católica, Ela “ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós” (34/142).

A SUPERIORIDADE DE MARIA Concluindo esta nossa excursão afirmamos que Deus excogitou essa maneira de nos dar não somente um Irmão Divino, mas uma Mãe de status superior a todas as outras. Assim Deus

Dom Walter Michael Ebejer, O.P. Bispo Emérito de União da Vitória


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16 de Outubro: Santa Margarida Maria Alacoque Jesus. Tempos depois retornou para casa por estar enferma. Sua mãe recorreu a Virgem Maria e Margarida se recuperou. A família Alacoque passou por duras provações quando teve que viver com parentes autoritários. Suportavam pacientemente os sofrimentos. Filisberta então ficou doente e sua filha suplicou e alcançou de Deus saúde para a mãe.

Em 22 de julho de 1647, na cidade francesa de Lautecourt, nasceu Margarida, filha de Claudio e Filisberta Alacoque. O casal teve sete filhos dentre os quais destacava-se Margarida Maria. Desde os três anos de idade evitava fazer qualquer coisa se soubesse que ofendia a Deus. Crescia na piedade e na devoção a Jesus e a Maria, sendo escolhida para receber revelações divinas. Aos oito anos, após a morte do pai, Margarida foi colocada num convento de Clarissas. Ali fez sua primeira Comunhão, seu primeiro encontro com

Margarida aprendera a amar o sofrimento e para consola-la Jesus lhe aparecia nos seus mistérios dolorosos. Quando os irmãos mais velhos recuperaram a estabilidade da família, a fervorosa Margarida se aquietou espiritualmente, passou a rezar menos e deixou-se atrair pelos encantos do mundo em que vivia. Ela havia feito voto de castidade aos três anos, mesmo sem saber o que significava. As propostas de casamento e a vida religiosa lhe deixavam em dúvida. A mãe queria que Margarida se casasse para morar com a filha. Mas Jesus, que lhe aparecia e falava constantemente, lhe disse: “se fores minha fiel esposa eu te cumularei com os tesouros inefáveis do meu amor”.

Então, à 20 de junho de 1671, despediu-se da família e ingressou na Ordem da Visitação de são Francisco de Sales. Ali passou a orar profundamente, cada vez por mais tempo diante do Sacrário. Em 27 de dezembro de 1673 Jesus revelou a Santa Margarida Maria seu Sagrado Coração, ardendo de amor pelos homens, transpassado pela lança e coroado de espinhos. Jesus queria servir-se dela para espalhar essa devoção pelo mundo. No ano seguinte lhe revelou a comunhão reparadora em todas as primeiras sextas feiras de cada mês. Sua superiora não acreditou nos relatos de Margarida, mas Jesus mandou-lhe um padre que percebeu a veracidade das revelações.

REFLEXÃO “Aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29). Santa Margarida Maria é exemplo para todos os cristãos de perseverança nas adversidades e confiança nas promessas de Deus. Soube sofrer pacientemente buscando refúgio no Coração de Jesus. Tenho eu confiado nas promessas de Deus e buscado reparar as ofensas cometidas contra o seu Sagrado Coração? ORAÇÃO Ó Deus que revelastes os mistérios do Coração do Vosso Filho a Santa Margarida Maria Alacoque, concedei-nos por sua intercessão viver de modo a agradar-vos e servir-vos fielmente. Isso vos pedimos por Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Em 1675 Jesus pede que se dedique uma festa ao seu sagrado Coração, na oitava de Corpus Christi e revela as 12 promessas. Margarida dedicou o resto de sua vida a propagar essa devoção, que viu crescer por toda a França e Europa antes de falecer no dia 17 de outu- Gustavo Santana bro de 1690. Seminário Diocesano 3º ano de Filosofia

CNBB emite Nota sobre as queimadas nos biomas brasileiros No dia 23 de setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem sobre as queimadas que ocorrem nos biomas brasileiros da Amazônia, Cerrado e Pantanal. No texto a entidade afirma que “acompanha indignada a devastação causada pelas queimadas” e se solidariza “com todos os voluntários que arriscam a própria vida, atuando com poucos recursos no combate ao crime sócio ambiental que está ocorrendo”. A CNBB também convoca a sociedade brasileira a se unir ainda mais em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil. Mensagem sobre as queimadas em território brasileiro “As feridas causadas à nossa mãe terra são feridas que também sangram em nós.” (Papa Francisco - Mensagem do presidente da Colômbia, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente). 1. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acompanha indignada a devastação causada pelas queimadas nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. Une-se às diversas manifestações de entidades católicas feitas nos últimos dias e enaltece todos que cuidam, com esmero, da Casa Comum, de modo especial os que bravamente combatem os focos de incêndio e trabalham pela preservação da vida nas áreas afeta-

das. A CNBB se solidariza com todos os voluntários que arriscam a própria vida, atuando com poucos recursos no combate ao crime sócio ambiental que está ocorrendo e na tentativa de salvar a fauna restante que não foi consumida pelo fogo.

2020, o recurso foi ainda menor: conforme o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), aprovado, foram previstos 76,8 milhões para as ações de controle e fiscalização ambiental do Ibama. Isso significa ter 25,2 milhões de reais a menos!

2. Mesmo diante de tamanha destruição, o Governo Federal paradoxalmente insiste em dizer que o Brasil está de parabéns com a proteção de seu meio ambiente. Esta atitude encontrasse em nítida contramão da consciência social e ambiental, na verdade beneficiando apenas grandes conglomerados econômicos que atuam na mineração e no agronegócio.

5. De acordo com o Fundo Mundial para a Natureza - WWF-Brasil, apesar da criação do Conselho da Amazônia, com a promessa de melhor controle no bioma por parte das Forças Armadas, agosto deste ano repetiu e mesmo superou a tragédia vivida em 2019, com um pico assustador no número de focos de incêndio. Essa agressão à Casa Comum, teve como resultado, nos anos de 2019 e 2020, recordes na quantidade de focos de queimadas no Cerrado (50.524 e 41.674), no Pantanal (6.052 e 15.973) e na Amazônia (66.749 e 71.499), totalizando, segundo dados do INPE, 123.325 focos em 2019 e 129.146 até 20 de setembro de 2020, correspondendo a um aumento de 5.821, destruindo grande parte da biodiversidade nestes biomas, ameaçando povos originários e tradicionais. Tudo isso se constitui num processo de verdadeiro desmonte das leis e sistemas de proteção do meio ambiente brasileiro.

3. O Ministério Público mostrou ao Governo Federal os lugares mais sensíveis onde o desmatamento e a queimada aconteceriam de forma mais evidente. Até mesmo ações judiciais foram propostas. Nada, entretanto, surtiu efeito que evitasse essa tragédia socioambiental. 4. Não é possível permanecer em silêncio diante, por exemplo, dos cortes orçamentários no Ibama e no ICMBio, bem como do sucateamento dos órgãos de combate e fiscalização. O orçamento liberado para fiscalização do desmatamento no ano de 2019 foi de 102 milhões de reais e ainda sofreu um bloqueio de 15,6 milhões. Neste ano de

6. Em meio a toda essa devastação – cujas consequências chegam aos países vizinhos – também o bom senso é agredido tanto pelo o negacionismo

explícito e reincidente por parte de nossas lideranças governamentais, quanto pela acusação de que povos e grupos seriam os responsáveis por algumas das queimadas. Esta criminalização, feita perante o mundo, camufla, na fumaça das fake-news, o esforço desses povos por sobrevivência, além de trazer o caos da desinformação. 7. Não basta, porém, apenas constatar com tristeza a destruição ambiental e o desrespeito ao ser humano. Por isso, a CNBB convoca a sociedade brasileira a se unir ainda mais em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil, reforçando a voz dos que desejam um país mais justo e solidário, empenhados na proteção da Casa Comum, partindo dos mais vulneráveis. A efetiva superação dessa caótica situação só se dará por meio de forte fiscalização, investigação e responsabilização dos culpados, obrigação de reflorestamento, recuperação integral da natureza devastada e reorganização da estrutura econômica. 8. Em meio a nossas diferenças, permaneçamos firmes na esperança e na união, solidificados na certeza de que a vida, em especial a vida humana, é o valor maior que nos cumpre preservar. Brasília - DF, 23 de setembro de 2020


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Seminarista Damião é ordenado Diácono, em São Mateus do Sul A cerimônia de ordenação teve início às 18h. Devido a pandemia do novo Coronavírus, a celebração contou apenas com um pequeno número de fiéis, seminaristas, religiosas, membros do clero da diocese de União da Vitória e alguns padres amigos do novo diácono. Os familiares de Damião, devido à distância, não puderam se fazer presentes, mas acompanharam pelas transmissões ao vivo no Site da Diocese, e redes sociais da Emissora Imperatriz, da cidade onde residem. “Senti muita saudade, mas também me senti unido a eles pela fé. O Cristo nos une, perpassa o tempo e o espaço. Por meio à liturgia da missa me senti unido à minha mãe”, disse o Diácono.

Pedindo a intercessão dos santos com o canto da ladainha, o eleito se prostra em sinal de despojamento.

Decidido a viver sua missão em terras paranaenses, o seminarista José Damião, 33, que nasceu no estado da Bahia, mas se criou no estado de Sergipe, na cidade de Tobias Barreto, foi ordenado diácono no sábado, 05 de setembro, na Matriz São Mateus, em São Mateus do Sul, paróquia onde exerceu seu estágio pastoral como seminarista por mais de um ano e meio. Damião que teve praticamente toda sua formação no Seminário Diocesano Rainha das Missões, em União da Vitória, veio para o Paraná em 2013 com um grupo de seminaristas da Diocese de Estância – SE. Mesmo com o pedido do bispo de sua diocese na época para retornar e encerrar os estudos em sua diocese de origem, familiarizado com a Diocese de União da Vitória, o seminarista pediu para concluir seus estudos e aqui permanecer atuando como padre da Diocese.

Fiéis acompanhando, em distanciamento social, a celebração de ordenação diaconal.

Em entrevista ao Estrela Matutina, ao receber o diaconado, 1º Grau do Sacramento da Ordem, o seminarista disse que deseja sempre depositar a confiança em Deus. “É muito claro isto diante de mim: Eu não me pertenço, eu pertenço ao Senhor de forma definitiva, eu pertenço à Igreja. Sou chamado agora a lançar-me no amor de Deus, na experiência que eu faço com o Senhor a segui-lo através da diaconia. Isto está bem claro diante de mim”, testemunha Damião, após a celebração.

O Rito de ordenação foi realizado por Dom Walter Jorge, bispo da Diocese de União da Vitória. Nomeado a um ano e meio para a Diocese, foi a primeira ordenação que Dom Walter Jorge realizou e expressou grande satisfação em poder exercer uma das atribuições do Ministério Episcopal. “Hoje é um dia muito feliz. É a primeira ordenação que vou realizar e para mim é uma emoção muito grande, pois a ordenação faz parte do Ministério Episcopal, é a continuidade dos Ministérios ordenados na Igreja que se dá pela via da Ordenação. Então para mim é uma Graça muito grande. Que Deus me conceda pela Imposição da Mãos e Oração Consecratória, ministrar e presidir esta ordenação”, expressou Dom Walter Jorge, minutos antes de iniciar a Santa Missa.

Após o juramento de fidelidade à Igreja e ao Bispo, Damião é acolhido pelo Bispo Diocesano

Revestido das vestes diaconais, Damião recebe o abraço de acolhida de Dom Walter Jorge.


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Até o próximo ano, quando será ordenado padre, o novo diácono José Damião continuará na paróquia São Mateus, onde vinha auxiliando como seminarista. Padre José Carlos, pároco da paróquia São Mateus comentou uma das qualidades do novo diácono, percebida no tempo de seu estágio pastoral. “O Damião tem uma espiritualidade incrível. É uma pessoa de oração, que gosta de estar com o povo e que vem certamente para somar. A partir da ordenação o diácono poderá assistir casamentos, realizar batizados, fazer encomendações, e outras funções que são próprias do Ministério do Diácono”, destacou o padre José Carlos. Além da ordenação de padre do Diácono Damião, para 2021 também está prevista a ordenação diaconal do Seminarista Alisson Marlon, que está como estagiário na paróquia São Carlos Borromeu, em Paula Freitas, e é natural da cidade de General Carneiro.

Após ordenado, o agora Diácono Damião, saudando os fiéis presentes.

Comentando sobre a ordenação ainda em período de Pandemia, o bispo diocesano destacou os cuidados que foram tomados para a prevenção e também a necessidade em não mais adiar a ordenação, prevista para o mês de maio, e que devido a Pandemia precisou ser remarcada. “Foi visto que era possível. Os prognósticos eram que em setembro teríamos a situação amenizada, o que não se deu, contudo, os meios de tratamento já estão estabilizados e conhecidos. Vimos também que era necessário porque já tinha sido prolongado o processo dele desde a morte de Dom Agenor e nos preocupamos também com o bem da pessoa do Damião. É um rapaz excelente, que tem muitas virtudes. Vimos que era a hora, tomando o cuidado com todos os protocolos, e a Igreja vem dando exemplo nesse cumprimento”, explicou o bispo. Em sua homilia, com palavras dirigidas a Damião, Dom Walter Jorge exortou para que como diácono ame com toda a vida a Igreja e a Diocese que o acolheu. “Querido filho Damião, os testemunhos que recebi a seu respeito foram preciosos, e por isso nos deram segurança de chegarmos até aqui. Então, ame o Senhor cada dia mais; ame a Igreja; ame a diocese que te acolhe agora. Faz parte da espiritualidade dos diocesanos amar a sua diocese”, exortou o bispo.

Ainda neste ano, dois seminaristas do Seminário Diocesano, de União da Vitória, Diego Nakalski e Douglas Ribasz, concluem os estudos, e serão designados para paróquias em 2021 para realizarem o Estágio Pastoral. Texto: Marcelo S. de Lara Fotos: Maria Eduarda Zimny

Do lado esquerdo, Dom Walter Jorge, bispo diocesano, juntamente com o novo diácono Damião, após a ordenação.

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Estrela Matutina - Edição Outubro de 2020  

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória – Paraná – Brasil

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