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Série B | Nº 264 | 12.500 exemplares

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória | Janeiro/Fevereiro de 2021

CFE traz o Diálogo como Caminho para a Paz

A Campanha da Fraternidade é um dos modos de se viver a espiritualidade quaresmal. Neste ano, ela convida as comunidades a realizarem o caminho de Emaús, na metodologia do Ver, Julgar, Agir e Celebrar. Inspirado na Encíclica Ut Unun Sint, de São João Paulo II, o lema da Campanha motiva a se buscar o diálogo, como um compromisso de amor, para se construir a paz. À luz do texto de (Ef 2,14a), a 5ª Campanha da Fraternidade Ecumênica recorda que a unidade só pode se dar em Cristo, que é a própria Paz. Por isso, a unidade entre os cristãos é um testemunho para o mundo.

AINDA NESTA EDIÇÃO TRANSFERÊNCIAS E POSSES

ORDENAÇÃO DIACONAL

‘TERÇO DOS HOMENS’

Nove paróquias e Seminário recebem novos padres. (Pag. 04)

Seminarista Alisson será Ordenado Diácono. (Pag. 08)

‘Terço dos Homens’ completa 8 anos na Diocese. (Pag. 11)


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Estrela Matutina - Editorial - Jan/Fev de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Editorial

Palavra do Bispo

Prezado fiel, leitor(a) do Estrela Matutina

Que Ninguém Fique para Trás

O Jornal Estrela Matutina, na sua edição de fevereiro de 2021, chega até você registrando alguns fatos, eventos e histórias acontecidas nos meses de dezembro de 2020 e janeiro deste ano.

mulheres, ou por toda a família, teve destaque em todo o Brasil e no mundo sendo recitada por um coro de vozes masculinas. A docilidade da Mãe de Deus e Rainha do Rosário toca mesmo o coração de todos.

Na Igreja, a caminhada de uma comunidade de fé se expressa de diversos modos, entre elas a edificação de um templo físico, um “lugar da morada de Deus”, onde seus filhos podem melhor celebrar ao Senhor a caminhada de vida de cada um e da comunidade. No mês de dezembro, a Capela Rosa Mística, em São Mateus do Sul deu um passo valoroso para a comunidade que foi a inauguração da Capela com a Bênção do bispo diocesano, Dom Walter Jorge. Os esforços da comunidade ainda continuam para concluir alguns detalhes.

Um fato triste que tocou nossa Diocese em janeiro, foi o falecimento de uma das funcionárias da Cúria Diocesana, Rita de Cássia Schwab, que trabalhou por vinte anos na Mitra. A vida de qualquer pessoa que deixa essa existência é sempre um motivo de pesar e de reflexão, muito mais quando nos é próxima. Estamos acompanhando pelos noticiários e lamentando a dor de tantas famílias que desde o final de 2018 vem perdendo familiares, vítimas da Pandemia do Novo Coronavirus, denominado como Covid -19.

A Transferência de padres publicada em dezembro e em janeiro deste ano é um fato que noticiamos no Jornal Diocesano, registrando para a história de nossa Diocese, a missão de nossos padres, que junto com leigos, religiosos e religiosas, vão dando dinamismo à caminhada da evangelização. Algumas Posses aconteceram ainda em janeiro deste ano. O ano de 2021 inicia com ótimas notícias também no campo vocacional, com jovens de nossa Diocese que ingressam no Seminário e na Vida Religiosa, dispostos a fazerem uma caminhada de discernimento mais madura. Ainda no âmbito vocacional, a Diocese se alegra em poder ordenar mais um diácono transitório no mês de fevereiro. Também dois seminaristas terminaram seus estudos em 2020 e foram designados a paróquias da Diocese iniciando seu Estágio Pastoral, uma das etapas na formação em preparação ao sacerdócio. As vocações estão aí, existem, e Deus continua chamando. A semente da oração, cultivada pelas comunidades, grupos e pessoas em particular em prol das vocações germina no seu tempo certo.

EXPEDIENTE

Lembrando do valor e da beleza da vida de oração, o Jornal Diocesano destaca também a celebração dos oito anos do Terço dos Homens na Diocese. Uma devoção que até então se via feita mais pelas

Nossa missão é vivermos em fraternidade, em unidade, solidários uns com os outros. Gesto concreto lindo que revela exemplo disto foi o Natal Solidário que uma família de nossa diocese, em comunhão com as lideranças religiosas fizeram ao dar atenção, alimento, roupa, e alegria a moradores de rua e à uma família indígena. Essa solidariedade brota do coração do próprio Cristo, que pede de nós a unidade, nos lembrando que somos todos filhos do mesmo Deus. Está aí a 5ª Campanha da Fraternidade Ecumênica, com lançamento dia 17 de fevereiro, que nos lembra que a Paz vem do Cristo, que fez uma unidade do que era dividido, lembrando ainda no Lema que, fraternidade e diálogo são compromissos de amor. E assim, construindo e registrando sua história, a Diocese de União da Vitória inicia 2021 motivada com a implantação do seu Plano Diocesano da Ação Evangelizadora, proposto até 2024. Inspirados pelo Espírito do Senhor, construamos nossa história, envolvendo-a na dinâmica da construção do Reino.

Marcelo S. de Lara Editor-Chefe

Proprietária Mitra da Diocese de União da Vitória Rua Manoel Estevão, 275 União da Vitória, PR Contato: estrela@dioceseunivitoria.org.br (42) 3522 3595 Diretor Dom Walter Jorge Pinto Editor-Chefe Francisco Marcelo S. de Lara

Queridos irmãos e irmãs, saúde, coragem e paz no Senhor! Este é o nosso primeiro número do Estrela Matutina de 2021 e começamos, portanto, a registrar nossas primeiras palavras e atos deste novo ano. Infelizmente a pandemia da Covid-19 ainda está bastante presente, no entanto, com muito mais esperança para nós, pois as vacinas já começam a serem aplicadas na população. Entretanto, ainda é muito grave o cenário e precisamos atentar para que não nos descuidemos como se tudo já tivesse passado. Na verdade, o número de mortos agora tem sido maior do que na chamada “primeira onda”, e também os auxílios dados à população mais pobre não estão mais tão presentes. Portanto, precisamos redobrar nossa atenção para com toda a situação à nossa volta, para que ninguém fique para trás, pagando os maiores preços decorrentes desta pandemia que atingiu o Brasil e o mundo. Preocupa-nos muito o fato da retirada do auxílio emergencial que estava socorrendo a tantos, e, em especial, era muito importante para os mais pobres. Preocupa-nos o desemprego em níveis altíssimos, atingindo mais de 14 milhões de brasileiros, preocupa-nos que haja famílias em nossa diocese passando por necessidades. Também a situação da educação de nossas crianças, adolescentes e jovens é muito séria, pois estão em jogo a qualidade do aprendizado, a saúde mental dos mesmos e o drama dos professores. É uma situação com solução bastante complexa e que requer a atenção de todos nós. Além destas coisas, também merece nossa atenção, as famílias que têm perdido parentes neste tempo e que acabam por viverem o luto de forma muito mais sofrida e insuficiente. Será necessário pensarmos caminhos que as ajudem na supe-

Redatores Dom Walter Jorge Pinto Dom Walter Michael Ebejer Pe. Mário Fernando Glaab Alisson Marlon de Moura Célio Reginaldo Calikoski Gustavo Santana Francisco Marcelo S. de Lara Diagramação e Arte Final Agatha Przybysz

ração deste drama. Também destaco a situação da vivência da fé por parte dos fiéis, já que muitos têm se visto privados da participação nos sacramentos, sobretudo, na Missa e nas Confissões, além das celebrações do Sacramento do Matrimônio e o processo catequético. Precisaremos nos organizar de modo a pensar como não deixar que muitos acabem por se afastar de modo mais definitivo da prática religiosa. Com todas estas ponderações, o que quero dizer é que é preciso, neste tempo tão complexo que estamos vivendo, cuidar para que ninguém fique para trás. Cuidar para que a vacina chegue para todos, e no menor tempo possível; cuidar para que ninguém passe necessidades econômicas, de modo a sofrer com a fome e a falta do mínimo necessário para viver com dignidade; cuidar para que haja educação de qualidade para todos e para que nossas crianças, adolescentes e jovens tenham também boa saúde emocional e boa formação religiosa; cuidar de quem está envolvido em lutos que não passam e de quem ficou deprimido, com o horizonte do viver obscurecido com todas as lutas travadas nesse tempo. Que possamos seguir em frente, com “o olhar fixo em Jesus, autor e consumador de nossa fé”, certos de que esperar nele e fazer o que é nosso dever humano e cristão, nos ajudará a sairmos desses desafiadores tempos muito melhores do que entramos. Deus abençoe a todos!

Dom Walter Jorge Bispo Diocesano

Tiragem 12.500 exemplares Revisão Pe. Abel Zastawny Francisco Marcelo S. de Lara Impressão Gráfica Grafinorte - Apucarana, PR (41) 9 9926 1113 Fundado em 15 de maio de 1958, por Dr. Mário José Mayer e Ulysses Sebben.


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Estrela Matutina - Caderno 1 - Jan/Fev de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Comunidade em Formação

Artigo - Santo do Mês - Comentário Popular

Palavra de Deus e Palavras Humanas Escolher ou ouvir a Palavra Para nós cristãos existe a Palavra e as palavras. Entendemos como Palavra a que é de Deus, e como palavras as que são dos homens. A Palavra de Deus é única, é verdadeira e imutável, é sempre a mesma; as palavras dos homens são várias, limitadas e, muitas vezes mudam, conforme a situação e o momento. Quando muito, estão no encalço da verdade, mas em si não são a Verdade. A Verdade é somente Deus. E nós, os cristãos, cremos que esta Verdade se manifesta plenamente em Jesus Cristo.

crituras para justificar o que já concebemos antes. Selecionamos certas passagens para justificar nossas atitudes. Só das que gostamos. Ou então escolhemos textos para “dar uma lição” aos outros. Isto é reprovável.

A PALAVRA EM PALAVRAS HUMANAS

Aquele que de fato é discípulo da Palavra – ou quer sê-lo – sabe ouvir. Não escolhe esta ou aquela passagem que lhe agrada. Ele acolhe a Palavra como um todo. Deixa-se orientar por ela. Não se faz de mestre dos outros, mas discípulo que quer compartilhar com os outros a sua experiência. Ele se alegra por poder ouvir sempre de novo o que a Palavra tem a lhe dizer ao coração.

No Evangelho de João encontramos, logo no início, uma afirmação central para a fé cristã. Ele diz: “A Palavra se fez carne e veio morar entre nós, e nós contemplamos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14). É o mistério da encarnação do Filho de Deus: Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Jesus viveu no tempo e no espaço; há dois mil anos na Palestina. Viveu na tradição deste povo, com seus costumes, sua cultura religiosa e sua fé. Era a Palavra falando nas palavras do seu povo. Tudo, na vida de Jesus de Nazaré, era manifestação de Deus, porém numa linguagem acessível às pessoas que com ele se encontravam. Claro que, da parte de quem com ele se encontrava, era necessário acolhida, boa vontade,

Na verdade, isso acontece porque não queremos ter a Palavra muito perto de nós, uma vez que ela nos corrige, é exigente e propõe conversão. Nós preferimos andar pelos nossos caminhos, usar a nossa luz ao invés da luz da Palavra.

imagem: cathopic.com

que se transformava em fé. Nem todos viam nele o mistério de Deus. Muitos não o acolheram, se opuseram, e até o odiaram. Assim, não tiveram a graça de se encontrarem com a Palavra, pois viram nele apenas palavras que julgavam ser falsas. Porém, como diz João, os que o acolheram contemplaram sua glória. Isto é, transpuseram os limites do humano para chegar ao divino. Este é também o desafio para os discípulos de todos os tempos, também o nosso! SABER DISCERNIR Estamos num mundo onde se escutam muitas palavras. É preciso escolher as que mais nos interessam; ouvi-las e peneirá-las para ficar com aquelas que de fato podem ser boas e úteis para

nós. Isso não é tarefa fácil, e frequentemente acontece de nos perder em tantas ofertas, tantas escolhas que nos atordoam. Com relação à Palavra não deve ser assim. Não devemos colocá-la entre as muitas palavras. Apesar de usar nossas palavras (humanas), ela é sempre a Palavra. Ela não está diante de nós como as palavras humanas que precisam ser selecionadas. Ela exige decisão: sim ou não. Quem lhe dá seu sim, há de levá-lo a sério, e deixar que ela o ilumine e conduza. Quem lhe dá um não, há de ser coerente com sua escolha, no sentido de não a usar para justificar suas intenções que são particulares. No entanto, às vezes queremos usar da Palavra em nosso favor. Escolhemos passagens dos evangelhos ou das Es-

Portanto, é a Palavra que possui a iniciativa, orienta e conduz; não cabe a nós escolher o que queremos ouvir, porém estar atento ao que o Senhor fala.

Pe. Mário Glaab marioglaab.blogspot.com


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Estrela Matutina - Notícias - Jan/Fev de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Transferências e Nomeações concedem nova missão a alguns padres na Diocese Considerando as necessidades da Igreja Particular de União da Vitória (Diocese), Dom Walter Jorge procedeu no final do ano passado e no início deste ano a algumas transferências no clero, mudando alguns padres de paróquias e funções. O Primeiro pronunciamento se deu no dia 18 de dezembro de 2020, com a publicação oficial no site da Diocese. Ficando ainda a definir o novo reitor do Seminário, no dia 15 de janeiro deste ano, o bispo diocesano publicou novo documento anunciando outras mudanças. As cerimônias de Posse foram marcadas para acontecer entre os meses de janeiro e fevereiro, em missas em que ao menos um número representante da Comunidade pudesse comparecer, respeitando, contudo, todas as restrições exigidas em vista da Pandemia do Covid-19: distanciamento social, e o uso de máscaras e álcool em gel.

Acompanhe como ficou o quadro nas mudanças Padre Mário Fernando Glaab deixou a função de Diretor do Instituto – IFTESAM, do Seminário Diocesano, onde atuou por 5 anos, para assumir a função de Vigário Paroquial na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul, onde trabalhará junto com o padre Sidnei Reitz, pároco. Padre Mário Glaab foi nomeado também, em novembro de 2020, o novo Vigário Geral da Diocese, função antes exercida pelo padre José Chipanski, que hoje atua na paróquia Sagrada Família de Nazaré, em União da Vitória. Padre João Henrique Lunkes, que atuou por 3 anos como Administrador Paroquial da paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa, em São Mateus do Sul, assume a função de Diretor do Instituto – IFTESAM, no Seminário Diocesano, no lugar do padre Mário Glaab. Padre João Henrique está também fazendo o Mestrado em Direito Canônico, em Londrina – PR. Padre José Levi Godoy, que atuou por 9 anos e meio como pároco, na paróquia São Joaquim e Senhora Sant’Ana, em Paulo Frontin, assume como pároco, a paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa, em São Mateus do Sul. Padre Levi também é professor no Seminário Diocesano e presidente da Fundação Sagrado Coração de Jesus, mantenedora da Rádio Educadora Uniguaçu, em União da Vitória. Padre Evaldo P. Karpinski, até então reitor do Seminário Diocesano Rainha das Missões, em União da Vitória, função na qual atuou por 5 anos, assume como pároco a paróquia São Joaquim e Senhora Sant’Ana, em Paulo Frontin, no lugar do padre José Levi Godoy.

Padre Marcelo Antonio Rosa, que atuou por 3 anos na paróquia São Carlos Borromeu, em Paula Freitas, assume os trabalhos como reitor do Seminário Diocesano Rainhas das Missões, em União da Vitória, compondo junto com o padre João Henrique Lunkes e o padre Ronaldo Adriano Rodrigues, a Equipe de Formação do Seminário.

Padre João Francisco Sieklicki, que até então estava na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul, onde ficou por quase 4 anos como Vigário Paroquial, assume a paróquia São Carlos Borromeu, em Paula Freitas, como Administrador Paroquial. Padre Emílio Bortolini, até então pároco na paróquia São Miguel Arcanjo, em Porto Vitória, onde atuou por 8 anos, assume como Vigário Paroquial a paróquia Santa Bárbara, em Bituruna, onde atuará junto com o padre Antônio Carlos Rodrigues, pároco. Padre Emílio Bortolini também leciona Espiritualidade e Filosofia da Arte, no Seminário Diocesano. Padre Ermildo Vicente Krasovski, que auxiliava na igreja Catedral, em União da Vitória, e também ajudou por algum tempo na paróquia São Mateus, em São Mateus do Sul, é nomeado como novo pároco da paróquia São Miguel Arcanjo, de Porto Vitória, onde estava o padre Emílio Bortolini. Padre Francisco Ferreira Linhares, religioso da Congregação da Sagrada Família de Nazaré, do Instituto Piamarta, também presente em União da Vitória, na saída para São Mateus do Sul, assume a paróquia São Sebastião, no Bairro São Sebastião, em União da Vitória.

Padre Frei Francisco Pereira da Silva, religioso da Congregação Servos Missionários do Senhor, é o novo Vigário Paroquial da paróquia Nossa Senhora do Rocio, em União da Vitória, onde auxiliará o pároco, padre Frei José Balbino.

Padre Arul Sathish Kumar Gnanasekaran, religioso da Congregação Sociedade do Verbo Divino (SVD) é o novo Vigário Paroquial nomeado pelo Superior da Congregação para atuar na paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Rio Azul, auxiliando o pároco, padre Mateus Lau Nurak.


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Estrela Matutina - Caderno 2 - Jan/Fev de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Orando com os Salmos Salmo 118, 105-120 Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz” (Ef 5,8). Vossa palavra é uma luz para os meus passos, é uma lâmpada luzente em meu caminho. 106 Eu fiz um juramento e vou cumpri-lo: ‘Hei de guardar os vossos justos julgamentos!’ 105

Ó Senhor, estou cansado de sofrer; vossa palavra me devolva a minha vida! 108 Que vos agrade a oferenda dos meus lábios; ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade! 107

Constantemente está em perigo a minha vida, mas não esqueço, ó Senhor, a vossa lei. 110 Os pecadores contra mim armaram laços; eu porém não reneguei vossos preceitos.

109

Vossa palavra é minha herança para sempre, porque ela é que me alegra o coração! 112 Acostumei meu coração a obedecer-vos, a obedecer-vos para sempre, até o fim! 111

Eu detesto os corações que são fingidos, mas muito amo, ó Senhor, a vossa lei! 114 Vós sois meu protetor e meu 113

Comentário do Salmo 118, 105-120

escudo, vossa palavra é para mim a esperança. Longe de mim, homens perversos! Afastai-vos, quero guardar os mandamentos do meu Deus! 116 Sustentai-me e viverei, como dissestes; não podeis decepcionar minha esperança! 115

Amparai-me, sustentai-me e serei salvo, e sempre exultarei em vossa lei! 118 Desprezais os que abandonam vossas ordens, pois seus planos são engano e ilusão! 117

Rejeitais os pecadores como lixo, por isso eu amo ainda mais vossa aliança! 120 Perante vós sinto tremer a minha carne, porque temo vosso justo julgamento! 119

Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo Como era no princípio, agora, e sempre, Amém!

Fiel ao cumprimento da Palavra do Senhor, o Salmista pede socorro a Deus no momento da angústia. Argumenta, dialoga, expõe a Deus sua fidelidade e seu amor na Lei do Senhor. A prática na Lei faz com que o autor do texto testemunhe a segurança que sente em sua vida. Contudo, frente a alguns perigos, se recorre a Deus porque tem confiança de que o Senhor irá lhe proteger. No contexto em que vivemos nós também sentimos perigos. Não só os perigos recorrentes do dia a dia, mas também o perigo do abandono da fé por influência de outros pensamentos do mundo; perigo de abandonarmos a vida de comunidade por motivos talvez não justificáveis; perigo de desacreditarmos da ação de Deus na vida, movidos pelo ritmo frenético das atividades, crendo que tudo é força da técnica e da força apenas do ser humano. Estes e tantos outros perigos que você mesmo leitor (a) pode pensar nesse momento. Pense nos perigos que você sente que podem te acontecer.

salmos nos motivam a isso. Qual sua relação com Deus? Que tipo de relação você vem tendo com Ele, com a comunidade de fé onde você reside. Sente-se no direito de cobrar algo de Deus? Notemos que mesmo mantendo uma relação íntima com o Senhor, como tinha o salmista, ainda assim passamos por desafios e sofrimentos. Contudo, a diferença está no modo como passamos e olhamos para o sofrimento: com desespero, ou com esperança; com medo, ou com confiança na proteção divina. Assim como o autor deste Salmo, nos deixemos se apaixonar pelo cumprimento perfeito da Lei de Deus. Tenhamos o Senhor como um amigo íntimo e verdadeiro em nossa vida. Boa oração e reflexão!

Por isso é importante espelhar sua vida na vida do salmista. A reflexão e oração destes

Marcelo S. de Lara PASCOM

Homenagem à Rita de Cássia No dia 25 de janeiro, a Diocese de União da Vitória noticiou oficialmente com tristeza o falecimento de Rita de Cássia Schwab, secretária da Cúria da Diocese de União da Vitória.

clarado pela equipe médica, Rita veio a óbito às 00h55 de segunda-feira, 25 de janeiro.

Ainda no dia 22 de janeiro, Rita teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico e foi colocada em coma induzido. Pouco depois teve morte cerebral, sendo mantido seus órgãos funcionando apenas com ajuda de aparelhos. De-

O Estrela Matutina vem prestar essa homenagem, registrando aqui, para a história, o importante trabalho que a secretária Rita exerceu na Diocese durante 20 anos. Rita de Cássia Schwab tinha 52 anos, e também se dedicou muito para formar e esclarecer as secretárias das paróquias da Diocese. Sempre se mostrou disponível e alegre. Deixou um filho, Diego, de 23 anos. Os sentimentos e agradecimentos de toda a Diocese, da equipe da Cúria Diocesana e do jornal Estrela Matutina, aos familiares e amigos de Rita de Cássia.

Em pé, Rita de Cássia em um dos encontros de formação para as secretárias paroquiais, em maio de 2017 (Arquivo da Diocese)

Que Deus a tenha na glória. Descanse em paz. Saudades!


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Estrela Matutina - Liturgia - Jan/Fev de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Tempo de Voltar! “A oração é a água viva que murmura dentro de nós e diz: vem para o Pai” Santo Inácio de Antioquia TEMPO FAVORÁVEL

pelo Calvário.

Os tempos litúrgicos que a Igreja nos apresenta são portas para um novo caminho, para que anualmente possamos viver com mais consciência, zelo e amor a nossa fé. Muitos de nós, enquanto católicos, já não sabem mais o que é a Quaresma. Não sabem seu significado, sua finalidade e sua importância.

Ela se apresenta de várias maneiras e em diversos momentos de nossa vida. Devemos estar prontos ao sacrifício para viver com Jesus e nele encontrar a verdadeira vida. Ele não ilude nem engana a ninguém. Não diz: “Siga-me e serás feliz sem obstáculos, sem dor e sofrimento”. Mas, também não decepciona.

A Quaresma significa um tempo de quarenta dias vivido numa ‘volta’ para Deus: voltarmos a nossa vida familiar, social e espiritual para o Senhor, na proximidade e entrega total à Ele, e nos perguntarmos: “Eu estou fazendo o meu melhor para Deus?”, “Estou disposto (a) a ouví-Lo em meu dia a dia?”

A cruz de Cristo nos atrai, pois Ele mesmo nos prometeu: “Quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12,32). Jesus atraiu homens e mulheres, jovens e crianças, e os transformou em seus seguidores e santos com o exemplo de sua cruz.

Vivemos numa atitude de volta para Deus, de conversão. A conversão é uma mudança de direção rumo a um novo horizonte. Deixamos para trás tudo o que nos prende a este mundo e colocamos Deus em primeiro lugar.

na de março, dependendo da data da Páscoa.

Também, não podemos esquecer de que a Quaresma é um tempo favorável para o despojamento; e nos faz bem questionar-nos acerca do que podemos nos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza, lembra o Papa Francisco.

As cinzas são dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A Quarta-feira de Cinzas dá início à Quaresma e nos mostra como este tempo deve ser vivido: é um período de penitência, de conversão, de mudança do coração, que se inspira em diversos motivos, mas principalmente, nasce da reflexão da Paixão e da Morte de Jesus Cristo, nos diz São João Paulo II.

INÍCIO DA CAMINHADA

O CAMINHO

O tempo da Quaresma tem seu início com a Quarta-feira de Cinzas. As cinzas que recebemos nos faz lembrar da fragilidade de nossa vida, sujeita à morte. Mas, também, com a intenção de nos voltar para Deus: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).

Durante esta caminhada são apresentados alguns traços que nos ajudam a chegarmos ao nosso objetivo: a conversão.

Nossa caminhada começa 40 dias antes da Páscoa, sem contar os domingos. A data pode variar do começo de fevereiro até a segunda sema-

A cor dos paramentos litúrgicos é o roxo, simbolizando penitência e serenidade. Retiram-se as flores do espaço sagrado, ornamentando com folhagens (lírios da paz, palmeiras, cactos etc.). Sugere-se que sejam usados instrumentos musicais discretos,

como o violão e o teclado, bem como são omitidos o hino de louvor e o canto do “Aleluia”. Também encontramos alguns símbolos nesta trajetória que lembram e favorecem uma atitude de conversão, despojamento e penitência: o silêncio, os cantos próprios, a Campanha da Fraternidade, o Sacramento da Reconciliação (“Confissão”) e as celebrações penitenciais, bem como os exercícios penitenciais. Nosso caminho quaresmal chega ao fim, tem seu crivo, no Domingo de Ramos, iniciando a Semana Santa, completando-se os quarenta dias, embora continue dentro do tempo quaresmal. REFLETINDO

Nesta Quaresma nos aproximemos de Deus pela cruz de seu Filho amado. Com sua morte na Cruz, Jesus nos mostra que a misericórdia do Pai é sempre gratuita, é Amor. Nos abandonemos nas mãos de Deus e peçamos a graça das graças: a nossa conversão. Desejo que você tenha uma Santa Quaresma! Textos bíblicos para oração - Lc 9,18-36: Primeiro anúncio da paixão. Condições para seguir Jesus. Fl 2,118: manter a unidade na humildade. Referências - Bíblia de Jerusalém. - Catecismo da Igreja Católica. - Diretório Litúrgico da CNBB. - Espiritualidade: Uma fonte inesgotável de conhecimento, por Agenor Girardi

Abrindo a Sagrada Escritura encontramos o convite de Jesus: “Tome sua cruz de cada dia” (Lc 9,23). Acolher e aceitar a Jesus em nossa vida passa pela cruz. Queremos muitas vezes Alisson Marlon de Moura viver sem carregar a nossa cruz, pro- Estagiário em Paula Freitas curando por ressurreição sem passar

ORAÇÃO DO BEM-AVENTURADO FRANCISCO PALAU Senhor, nesta Quaresma, tempo de mergulhar no meu interior, de revisão e de conversão, ensina-me a descer sempre mais até onde Tu te encontras: o meu coração. Como “descer” até aí? Pelo silêncio, encontrando tempo para rezar, pela leitura da Tua Palavra que tanto me quer dizer,

pelos Sacramentos, especialmente a Confissão e a Santa Missa. Também pela aceitação das contrariedades, o peso das circunstâncias e da monotonia da vida… com os olhos postos em Ti. Senhor, Tu que estás no meu íntimo, ajuda-me nesta Quaresma, a fazer uma viagem ao meu interior, para aí me encontrar Contigo. Amém!


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Estrela Matutina - Caderno 3 - Jan/Fev de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Catequese

Subsídio Catequético - Calendário - Estrelinha

Ser Catequista durante a pandemia O Papa Francisco nos diz: “Ser catequista! Não trabalhar como catequista: isso não adianta! Catequista é uma vocação. Ser catequista: é esta a vocação; não trabalhar como catequista. Atenção, que eu não disse fazer de catequista, mas sê-lo, porque compromete a vida. Mas, por favor, não se compreende um catequista que não seja criativo. A criatividade é como que a coluna do ser catequista. Deus é criativo, não se fecha, e por isso nunca é rígido. Deus não é rígido! Acolhe-nos, vem ao nosso encontro, compreende-nos. Para sermos fiéis, para sermos criativos, é preciso saber mudar. Saber mudar. E porque devo mudar? É para me adequar às circunstâncias em que devo anunciar o Evangelho”. (Congresso Internacional da Catequese durante o Ano da Fé – 2013). O ano de 2020 comprovou essas sábias palavras do Papa Francisco, pois tivemos que mudar a nossa forma de anunciar Jesus, tivemos que ser criativos. Nunca em toda nossa vida missionária tivemos tantas dificuldades para levar Jesus Salvador a todas as pessoas. Mas com muita dedicação conseguimos ser catequista. Continuamos numa situação ainda desafiadora e para não nos desanimar aqui vão algumas dicas para este ano: - Rezar: espiritualidade deve estar no nosso dia a dia. Devemos rezar por nós, pelas nossas crianças, adolescentes e adultos. Devemos rezar pedindo misericórdia a Deus. Devemos rezar pelas vítimas dessa doença terrível que assola o mundo todo. Devemos rezar por todos que já fizeram sua Páscoa. Devemos rezar pelos familiares dos fa-

lecidos, para que encontrem a paz e o consolo no colo de Deus. - Ler o Evangelho todos os dias: “Todos os dias ler um trecho do Evangelho, uma passagem do Evangelho para conhecer melhor Jesus, para escancarar o nosso coração a Ele, e assim poderemos fazer com que os outros o conheçam melhor. Carregar consigo um pequeno Evangelho no bolso, na bolsa, nos fará bem. Não se esqueçam: todos os dias leiamos uma passagem do Evangelho” (Papa Francisco no Ângelus do dia 03/01/2016). - Seja Solidário: pergunte aos familiares de seus catequizandos se não estão precisando de alguma coisa, seja material ou espiritual, principalmente daqueles catequizandos que já sabemos que tem dificuldades. Veja o que você, juntamente com o grupo de catequistas podem fazer por essas pessoas. - Dê os parabéns para seus catequizandos no dia de seu aniversário ou no dia do Santo que leva o nome de seu catequizando. - Participe de formação online: dedique um tempo para você catequista aprofundar sua vocação e fé, cultive sempre sua espiritualidade. - Participe da Santa Missa: se você não for do grupo de risco participe nos finais de semana da Missa ou da Celebração em sua comunidade. Não utilize a desculpa da pandemia para relaxar no seu encontro semanal com Cristo Eucarístico. Incentive seus catequizandos e familiares a participarem também, observando as orientações das autoridades de saúde.

- Reze o Terço: se não puder rezar o Terço todos os dias, pelo menos uma vez na semana. - Assista filmes que te ajudem na vocação de catequista: Há filmes ótimos para aprendermos mais sobre nossa fé. Pesquise e procure assistir; peça para seus catequizandos que assistam também; peça que eles comentem sobre o filme. - Sempre se cuide: utilize álcool em gel,

DATA 05 à 07 07 10 13 17 18 20 24 27

DATA 02 07 07 07 12 12 14 16 17 17 18 21

máscaras e distanciamento físico de pelo menos 1,5 metros. Quando estiver na sua vez de ser vacinado, aceite a vacina. Vamos colaborar para que todos possamos sair o mais rápido possível dessa situação.

Célio R. Calikoski Coordenador da Pastoral Catequética

ATIVIDADES DE FEVEREIRO Reunião do Conselho Estadual da RCC, no Instituto Piamarta, em União da Vitória; 1º Assembleia Jovem, na Casa de Formação Cristã, em União da Vitória; Início das Aulas no IFTESAM; Reunião de Avaliação da PASCOM e estratégia para 2021. Definição da equipe diocesana, local à definir; QUARTA-FEIRA DE CINZAS; Assembleia Eletiva da Pastoral da Criança, na Par. São Sebastião Mártir, em União da Vitória; Ordenção Diaconal do Sem. Alisson Marlon de Moura, às 10h, na Par. São Carlos Borromeu, em Paula Freitas; Reunião mensal do setor 280 da Pastoral da Criança, na Catedral Sagrado Coração de Jesus, em União da Vitória; Encontro de Formação para Equipe Formativa do Conselho Diocesano da Ação Evangelizadora, na Casa de Formação Cristã, em União da Vitória;

ANIVERSARIANTES DE FEVEREIRO Pe. Fr. Francisco Pereira da Silva, MsS, Nascimento; Diác. Ulysses A. Sebben, Ordenação; Diác. Walfrido Polsin, Ordenação; Pe. Sérgio Luis Rodrigues Nunes, Ordenação; Pe. Antônio Carlos Rodrigues, Nascimento; Dom Walter Jorge, Nascimento; Pe. Iomar Otto, Ordenação; Pe. Fr. José Balbino dos Santos Filho, Nascimento; Pe. Antônio Carlos Rodrigues, Ordenação; Pe. Aquiles Ramos Berton, Nascimento; Pe. Marcelo Antonio Rosa, Ordenação; Pe. João Ari Schulz, Ordenação.


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Estrela Matutina - Vocação - Jan/Fev de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Seminarista Alisson será ordenado diácono em fevereiro Natural da cidade de General Carneiro, primeiro filho do casal Adão Eloir de Moura e Rosicler Shoma tendo como irmãs Greicy Naiara de Moura e Kemeron Taynara de Moura, Alisson Marlon de Moura, ingressou no Seminário no dia 12 de fevereiro de 2013, onde realizou os estudos de Filosofia e Teologia, além das disciplinas do Curso Propedêutico, que abrange noções básicas de línguas, como inglês, latim, grego e Italiano.

alegria, após uma caminhada de sete anos de formação. “Praticamente às vésperas da ordenação, o sentimento é de muita gratidão por fazer parte desta família, que é a Igreja Católica, e alegria em consagrar-me a Deus, que é um sonho de toda a vida, não somente um sonho pessoal, mas de ajudar a nossa Diocese”, testemunha o seminarista.

Aprovada sua ordenação pelo Bispo Diocesano e pelo Conselho Presbiteral, Alisson agora prepara sua ordenação que se dará no dia 20 de fevereiro, no Centro Cultural de Eventos Júlio Cordeiro, em Paula Freitas, às 10h.

Agradecendo por todo apoio e orações que recebeu até o momento, Alisson reforça o pedido de orações pela sua vocação e caminhada no Ministério, valorizando ainda o trabalho feito na Diocese por Movimentos que promovem as vocações. “Coloco nas mãos de Deus toda a nossa Diocese, nosso bispo, padres e diáconos, aos quais peço suas orações e amizades, e de todo o povo de Deus que reza pelas vocações, aqueles que contribuem na formação dos novos padres. Agradeço ao Seminário Diocesano e formadores. Lembremos sempre das vocações sacerdotais e religiosas”, reiterou ele.

Com seu lema de ordenação, “Tudo posso naquele que me fortalece”, da Carta de São Paulo ao Filipenses, (Fl. 4,13), o seminarista relata que o sentimento ao se aproximar da ordenação é de muita

Alisson Marlon tem 24 anos, e exercerá o Ministério Diaconal por pelo menos seis meses como pede o Direito Canônico (Código de Direito da Igreja), para então poder ser ordenado sacerdote,

Concluindo seus estudos em 2019 no Seminário, o seminarista foi designado para atuar como estagiário na paróquia São Carlos Borromeu, em Paula Freitas, com o padre Marcelo Antonio Rosa, onde ficou por um ano.

ordenação que pode se dar ainda este ano ou em 2022. Por questões ainda de cuidado devido a Pandemia, a ordenação não será realizada na igreja, mas em um espaço mais amplo, destinado a eventos na

cidade de Paula Freitas. A celebração acontecerá com um número limitado de pessoas, das quais serão exigidos os protocolos de segurança contra a Covid-19, como distanciamento social, uso de máscaras e álcool em gel.

Seminarista Alisson Marlon de Moura, no presbitério da Igreja São Carlos Borromeu.

Jovem de São Mateus do Sul ingressa no Convento Natural da cidade de São Mateus do Sul e moradora da Vila Nepomuceno, comunidade situada na entrada da cidade, como quem vem de União da Vitória, Juliana Krichaki pertence à paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa, e há três anos vinha sentindo um apelo à Vida Religiosa. Filha do casal Gildo e Ilza Krichaki, comerciantes, formada em Técnico em Química, que realizou integrado ao Ensino Médio, Juliana conta que tomou a decisão de fazer uma experiência na Vida Religiosa após vários contatos conversando e conhecendo o trabalho das Irmãs. Segundo ela, depois de visitar o colégio das irmãs, o desejo aumentou, quando intensificou as orações pela sua decisão. “Neste tempo fui trabalhando o sentimento e rezando sempre. Também o padre Fabiano, que atua em São João do Triunfo passou meu nome para a Mestra das Postulantes da Congregação da Sagrada Família, que entrou em contato comigo para fazer um retiro, o qual fiz no final do ano passado”, diz ela. Filha única, Juliana que hoje está com 20 anos, diz que também foi muito importante a visita das Irmãs a seus pais, para explicar o processo de discernimento e caminhada no Convento. “As Imãs fizeram uma visita a meus pais para os deixar mais tranquilos. Eu nunca saí de meu lugar, e é uma mudança grande o passo de sair de casa, mas me veio uma confiança, uma tranquilidade no coração. Sinto que isto é um chamado de Deus por tantas coisas que Jesus vem me mostrando”, comenta ela sorrindo. Tal testemunho, a jovem partilhou também na missa de sua comunidade nos dias 02 e 03 de janeiro, uma semana antes de ir para o Convento, e contou com o incentivo do padre de sua paróquia, João Henrique Lunkes, que durante os três anos que atuou na Comunidade pode acompanhar a caminhada de discernimento da jovem. “Ela sempre ajudou na comunidade, na liturgia, nas festas com o grupo de jovens e na Catequese. É um motivo de muita alegria, e digo que ela sim é uma vocacionada à vida religiosa. Ela deixa a paróquia, a família,

não num abandono, mas tomando para si um carisma que vai ajudar ela a desenvolver todas as virtudes que possui”, testemunha o padre. Para o padre, é muito importante perseverar na oração, pois, os frutos vem com o tempo. Segundo ele, as orações pelas vocações feitas antes das missas e encontros são uma força importante para ajudar a surgir novas vocações. “É uma alegria para a nossa paróquia que já tem algumas irmãs religiosas de algumas comunidades do interior, contar com o sim da Juliana agora, que reside na matriz. Nós estamos em uma campanha permanente de oração pelas vocações antes das missas e encontros, e vamos vendo ao longo do percurso que as orações são ouvidas por Deus. O fruto das orações ao longo do tempo vai sendo produzido na Graça de Deus”, professa o padre. O ingresso no Convento, segundo a jovem é um passo para ajudar a ter maior clareza de sua escolha ou não pela Vida Religiosa. “É todo um caminho a trilhar ainda. Se for essa a vocação, só irá aumentar a certeza”, testemunha ela.

Juliana Krichaki, de 20 anos, em frente ao altar da Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa

A jovem viajou no dia 10 de janeiro para Campo Largo – PR, para uma das Casas das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria, onde funciona o Aspirantado. ETAPAS NA FORMAÇÃO Ao ingressar na caminhada de formação da Vida Religiosa, tendo o Ensino Médio completo, a candidata à Vida Religiosa passa em torno de 1 ano no Aspirantado; 1 ano no Postulantado; e 2 anos no Noviciado, quando ao final destes dois anos faz os Primeiros Votos, iniciando o tempo chamado Juniorato, o qual tem duração de 5 anos. Durante estes cinco anos, a religiosa é encaminhada para uma comunidade (paróquia) ou Instituição onde irá realizar trabalhos pastorais e outros estudos. Ao final dos cinco anos de Juniorato, professa o Votos Solenes, quando se consagra definitivamente à Vida Consagrada.


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Seminaristas Douglas e Diego iniciam o Estágio Pastoral Tendo passados por seis anos de formação no Seminário Diocesano, em União da Vitória, onde cursaram os estudos de Filosofia, Teologia e disciplinas do Propedêutico, os seminaristas Douglas da Silva Ribasz, 23, e Diego Ronaldo Nakalski, 23, iniciaram no mês de janeiro o Estágio Pastoral, etapa da formação onde o seminarista passa a residir por um período de um ano em uma paróquia, auxiliando os padres em algumas atividades e sendo acompanhados também vocacionalmente. No dia 07 de janeiro, o seminarista Diego Nakalski foi apresentado à comunidade da paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul, local onde foi designado por Dom Walter Jorge, bispo diocesano, para realizar seu Estágio Pastoral. Diego que é natural da paróquia Nossa Senhora das Graças e São José, da cidade de General Carneiro, contou com a presença de seus familiares na missa de sua apresentação, que se deu numa quinta-feira, às 19h, na chamada ‘Missa da Família’, tradicionalmente conhecida na paróquia.

Seminaristas Douglas Ribasz, na esquerda, e Diego Nakalski

Diego que será acompanhado no Estágio pelo padre Sidnei Reitz, pároco, e pelo padre Mário Glaab, nomeado como Vigário Paroquial neste ano para a paróquia Perpétuo Socorro, disse que se sentiu muito bem acolhido e que vê no Estágio a opor-

tunidade de conhecer mais a fundo, na prática, o trabalho do padre na paróquia. “É de suma importância esse Estágio Pastoral porque nos faz caminhar junto com o padre e com a comunidade para vermos como é a vida de um padre. Passei pelo Seminário por seis anos, e aqui é uma experiência nova, onde vivo junto do povo, junto do padre, participo de reuniões, de visitas nas comunidades. É algo bem diferente. Está sendo um momento de muita bênção”, relatou o Estagiário. Na mesma semana, no dia 09 de janeiro, foi a vez do seminarista Douglas Ribasz ser apresentado. Designado pelo bispo diocesano para a paróquia São José Castíssimo Esposo da Virgem Maria, em Antônio Olinto, Douglas conta que também se sentiu muito bem acolhido e feliz pela presença de fiéis da comunidade que o acolheram e de alguns padres e diácono, amigos que foram em sua apresentação. Segundo Douglas, que será acompanhado pelo padre Emerson Gonçalves de Toledo, administrador paroquial em Antônio Olinto, o Estágio vem somar na caminhada formativa para o Ministério Sacerdotal. “É um período muito frutuoso de nossa formação porque ele vem ser uma soma prática daquilo que nós aprendemos nos estudos. Na paróquia temos o contato direto com as pessoas que têm muito a nos ensinar em nossa vocação e futuramente como padres”, comenta ele. Lembrando do “Ano de São José” anunciado pelo Papa Francisco para ser vivido em 2021, o seminarista disse que o Estágio irá ter um tom especial, pois ele o estará realizando em uma paróquia que tem São José como padroeiro. “Vai ser para a nossa paróquia um momento muito marcante com as visitas da imagem nas comunidades. São José é modelo vocacional para nós de alguém que foi fiel a Deus. Pela intercessão dele pedimos por todos os corações vocacionados e rezamos por toda a Igreja, de modo especial por esta paróquia que me acolhe”, externou contente o seminarista, que é natural da localidade da Vila Palmeirinha, pertencente à paróquia São Mateus, de São Mateus do Sul. Passado o período do Estágio Pastoral, recebendo a aprovação do bispo diocesano e do Conselho Presbiteral, é marcada a ordenação diaconal do seminarista. Após atuar como diácono por um período de pelo menos meio ano, conforme exige o Direito Canônico, é então marcada sua ordenação sacerdotal.

Seminário Diocesano promove encontro com vocacionados Além dos Encontros Vocacionais que acontecem nos meses de junho e novembro, alguns jovens que participam destes Encontros e que manifestam o interesse de ingressar no Seminário, realizam mais um encontro no mês de janeiro, onde em uma conversa mais atenta com os formadores, buscam esclarecer algumas dúvidas e ter uma oportunidade a mais para melhor decidir. No sábado, 23 de janeiro, quatro jovens de algumas paróquias da Diocese participaram desse encontro com o Reitor do Seminário Diocesano Rainha da Missões, padre Evaldo P. Karpinski. Além de uma conversa pessoal buscando ouvir os vocacionados, padre Evaldo trabalhou um momento de espiritualidade com os jovens, onde abordou a missão e a vocação do padre com base no capítulo 5 da Carta aos Hebreus. “O texto relata que Deus escolhe pessoas do povo para se formarem e depois voltarem para o povo com o objetivo de conduzi-los até Deus. Fiz uma reflexão buscando mostrar o quanto Deus se preocupa com o povo. Assim também o vocacionado quando ingressa no Seminário e se torna padre vivencia isso – Ele sai da comunidade, da paróquia, da família, vem para o Seminário e retorna para o povo com a

missão de guia-los para Deus”, comentou o reitor.

com os vocacionados em um dos espaços do Seminário.

Padre Evaldo também falou aos vocacionados que o sacerdote além de se doar deve saber cuidar de si. “Ainda que o padre se doe oferecendo sua vida pelo outro ele não pode se descuidar de si. O padre é homem com suas fragilidades; ele precisa se alimentar espiritualmente, se fortalecer para não se esgotar e poder continuar transmitindo a Palavra de Deus”, disse ele, reunido

Os jovens participantes foram do Encontro foram, Gabriel Martins de Oliveira, de 18 anos, paroquiano da paróquia Nossa Senhora das Graças e São José, de General Carneiro; Gian Rafael Novicki Przybysz, de 23 anos, jovem da paróquia São Joaquim e Senhora Sant’Ana, de Paulo Frontin; Vinicius José Sedlaczek Wendt, de 17 anos, vindo da paróquia Sagrado Coração de Je-

Da esquerda para a direita: Pedro Augusto, Gian Rafael, Pe. Evaldo, Gabriel e Vinicius José

sus, de Cruz Machado; e Pedro Augusto Zanetti, de 17 anos, participante da paróquia São Judas Tadeu, de União da Vitória. Os jovens que decidirem ingressar no Seminário iniciarão as atividades junto com os demais seminaristas no dia 10 de fevereiro, quando se dará o início das aulas dos Cursos de Propedêutico, Filosofia e Teologia. Padre Evaldo Karpinski, após ter ficado cinco anos no Seminário como reitor, no mês de fevereiro irá assumir a paróquia São Joaquim e Senhora Sant’Ana, em Paulo Frontin. O novo reitor do Seminário será o padre Marcelo Antonio Rosa, que vem da paróquia São Carlos Borromeu, de Paula Freitas para assumir a nova missão. Também o padre Mário Glaab, que fazia parte da equipe formativa do Seminário, como diretor do Instituto, irá atuar como vigário Paroquial na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul. O novo diretor acadêmico do Instituto será o padre João Henrique Lunkes, que junto com o padre Ronaldo A. Rodrigues, também fará parte da nova equipe de formação do Seminário.


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Estrela Matutina - Estrelinha - Jan/Fev de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Para Colorir

Pinte conforme a indicação do desenho e entenda melhor sobre as cores litúrgicas!

Com base nos Evangelhos de Marcos 1, 12-15 e Mateus 4, 1-11 leia e complete a passagem abaixo! Aproveite para colorir os desenhos!


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Estrela Matutina - Caderno 2 - Jan/Fev de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Natal Solidário atende família indígena e moradores de rua Esquecidos, desconsiderados ou olhados até como situação comum quando vistos pelas ruas e praças, moradores de rua, transeuntes e até famílias indígenas que passam ou se instalam nas cidades, nem sempre recebem a atenção que merecem. Buscando amenizar essa situação e desejando oferecer a oportunidade de um Natal mais alegre, alguns leigos e religiosos de paróquias de São Mateus do Sul, organizaram uma ação solidária para atender no Natal moradores de rua e famílias indígenas instaladas na cidade. A princípio a ideia era fazer uma Ceia ou almoço, mas devido a pandemia, não era possível aglomerar pessoas. Foi então que uma paroquiana sugeriu que antes houvesse uma conversa com os moradores de rua para saber o que seria melhor para eles em relação a horários. “Eles relataram que preferiram almoçar na beira do rio, tendo em vista que um casal em situação de rua, adotou um quiosque da praça como moradia. Então foi arrecadado dinheiro e algumas doações com os paroquianos, fizemos Xixo para eles próprios assarem, maionese, pão, refrigerante e um docinho de sobremesa”, conta um dos religiosos, organizadores da ação. Moradores de rua, segurando presentes dados pelos voluntários.

Além do almoço que foi preparado e oferecido para eles se servirem, materiais de higiene e também presentes deram muita alegria às pessoas atendidas. “Cada morador recebeu um presente de Natal, bermuda ou camiseta, e um kit higiene. Alguns não compareceram no encontro, então deixamos o presente deles para serem entregue pelos companheiros que estavam no almoço”, comenta um dos senhores que

participou da entrega. Mais do que os presentes e a refeição, segundo uma das voluntárias, a atenção que foi dada a eles, ouvindo suas necessidades e suas histórias foi o que mais os marcou e emocionou. “Eles ficaram muito felizes com a presença e a conversa com os paroquianos que fizeram a entrega dos presentinhos. Contaram sobre suas vidas e do que precisam para trabalhar. Todos têm trabalho, uns vendem balas no sinaleiro, uma é diarista, outros serventes de pedreiro, e falaram que precisam de coisas para trabalhar como celular, roupas e cesta básica”, relatou a jovem voluntária. De passagem pela cidade de São Mateus do Sul, uma família indígena, acampada na praça da rodoviária por algumas semanas recebeu por parte dos fiéis, materiais de higiene e também o carinho da conversa, fato muito agradecido pela família. “Aquela família ficou muito alegre também pela atenção que receberam, além dos alimentos e material de higiene. Comentaram que tiveram muita ajuda e atenção por parte dos moradores de São Mateus”, partilhou ainda a voluntária. Família indígena de passagem pela cidade.

Felizes em poder aliviar o sofrimento daquelas pessoas e oferecer a elas um momento de atenção, a equipe está programando outras iniciativas, e deseja que todas as pessoas tenham um olhar mais atencioso a essas famílias e pessoas em vulnerabilidade social. *(Os nomes dos envolvidos na ação foram ocultados nesta matéria a pedido dos próprios voluntários).

‘Terço dos Homens’ celebra oito anos de início na Diocese Há oito anos começava na Diocese o Movimento do Terço dos Homens. De forma simples e discreta, alguns homens, em algumas paróquias da Diocese se reuniam para recitarem a Oração do Terço, entre elas, a paróquia Nossa Senhora do Rocio, de União da Vitória. O Movimento foi ganhando uma força maior à nível de Diocese com um grupo que começava a se reunir em São Mateus do Sul, na Capela Rosa Mística, pertencente à paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Motivados pelo senhor Antônio da Costa, sete homens se reuniam em uma das salas de catequese da comunidade para recitar o Terço. O impulso do Movimento começado na Capela Rosa Mística foi crescendo em São Mateus do Sul e se espalhando pelas demais paróquias da Diocese, como comenta o Diácono Permanente Luiz Francisco Huk, assessor eclesiástico do Movimento na Diocese. “Graças aos oito anos na Rosa Mística, já foi difundido para toda a Diocese. Além de participarmos em Aparecida, fizemos os encontros interestaduais Paraná - Santa Catarina, e repassado para várias paróquias da Diocese. Tudo iniciando dali esse Mo-

agradecer a todos o que participam. Pedimos que os grupos rezem uns pelos outros e pela paz no mundo. Esse Movimento é muito forte no mundo todo”, testemunha o devoto. Para celebrar os oito anos de criação, que teve início em 2013, no dia 29 de janeiro, membros de diversos grupos de São Mateus se reuniram na Capela Nossa Senhora da Rosa Mística para uma missa em Ação de Graças, que também foi transmitida pelas redes sociais.

Aparecida, em Mafra, chegando lá sempre no dia 12 de outubro, Festa da Padroeira”, conta Luiz Tomczyk.

A celebração foi presidida pelo padre João Francisco Sieklicki, vigário paroquial da paróquia Perpétuo Socorro, nomeado em janeiro para assumir a paróquia São Carlos Borromeu, em Paula Freitas, e concelebrada também pelo Diácono Luiz Huk, assessor diocesano para o Terço dos Homens.

Ainda segundo ele, hoje o Movimento está em torno de trinta grupos, e diz que sempre os orienta a rezarem uns pelos outros como pela humanidade. “Essa semente germinou e criou vário ramos, várias plantas. Temos hoje em torno de trinta grupos do Terço dos Homens na região de São Mateus. Temos muito a

No dia 30 de janeiro, alguns membros do Movimento do Terço dos Homens se reuniram na paróquia São Joaquim e Senhora Sant’Ana, em Paulo Frontin, às 14h, para uma reunião com a coordenação diocesana, com o objetivo de avaliar e planejar as atividades do Movimento em 2021.

Alguns membros do Movimento do Terço, da Capela Rosa Mística, em São Mateus do Sul. Ao centro, o senhor Antônio da Costa.

vimento”, relata o Diácono. Da sala da catequese, o Movimento na Rosa Mística foi se ampliando e começaram a se reunir no salão da igreja, e segundo Luiz Carlos Tomczyk, membro do Grupo do Terço desde o seu início, gestos como caminhar a pé até o Santuário de Mafra revelam a fé e a devoção dos homens do Terço. “Temos membros que fazem também a caminhada de três dias até o Santuário Nossa Senhora


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Estrela Matutina - Caderno 2 - Jan/Fev de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Capela Rosa Mística, em São Mateus do Sul, é inaugurada com a Bênção de Dom Walter Jorge A Capela Nossa Senhora da Rosa Mística, localizada na Vila Pinheirinho, em São Mateus do Sul, acolheu no dia 20 de dezembro, Dom Walter Jorge, Bispo Diocesano, que convidado para presidir a Missa de Inauguração da Capela, às 18h, realizou a Consagração da igreja e da Mesa do Altar.

do salão. “Continuamos naquele ano o trabalho de organizar uma diretoria e pensar como fazermos nossa Capela. Chamamos engenheiros, arquitetos e foi feito o projeto. Com a graça de Deus, em 2016, foi iniciada a obra da igreja, um projeto muito bonito e bem elaborado. E neste domingo, com a graça de Deus, tivemos a presença de nosso bispo diocesano, que realizou a bênção de nossa Capela e a bênção do altar”, relata Luiz Francisco Huk, Diácono Permanente que atua na comunidade. Mesmo com alguns detalhes ainda a serem finalizados no interior da igreja e também na parte externa, a comunidade está em festa por ter um local apropriado e bonito onde podem elevar seus louvores e orações à Deus e viverem com mais expressão sua vida de fé, em comunidade. As missas na nova igreja agora inaugurada e abençoada, são celebradas todos os domingos às 18h. Informações: Diác. Luiz Huk Fotos: Adriana

DOM WALTER JORGE CELEBRA ANIVERSÁRIO

Capela Nossa Senhora da Rosa Mística, na Vila Pinheirinho, em São Mateus do Sul

Na ocasião estiveram presentes o padre Sidnei Reitz, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a qual pertence a Capela, o Diácono Permanente Luiz Huk, as Ministras Extraordinárias da Comunhão Eucarística, Adriana Lima, Célia Deina, Ângela Kruchelski e Lori Maria Feitoza, e outras pessoas, fiéis e benfeitores da comunidade local. Por motivos da Pandemia, as comemorações não puderam contar com uma quantidade mais expressiva dos fiéis da comunidade. Hoje com uma estimativa de quinhentas famílias que fazem parte do território da Capela, a comunidade teve seu início em 2007, quando iniciaram a construção do salão de festas e eventos com recursos doados por benfeitores, seja o terreno para a construção, como o material para ser erguido o salão. Desde então, as celebrações vinham sendo feitas no próprio salão da comunidade, alimentando nos fiéis a motivação de erguerem uma futura igreja.

Nosso bispo diocesano, Dom Walter Jorge Pinto está celebrando aniversário neste mês de fevereiro. Nascido em 1963, no dia 12 deste mês nosso bispo completa 58 anos de vida. A Diocese de União da Vitória o parabeniza pelo dom de sua vida e também pelo Dom de sua vocação assumida e dedicada pela Igreja. Natural da cidade de Ubá (MG), Dom Walter Jorge foi ordenado padre no dia 01 de junho de 2002. Escolhido bispo para a nossa Diocese de União da Vitória no dia 09 de janeiro de 2019, foi Sagrado Bispo no dia 30 de março de 2019, na paróquia São João Batista, na cidade de Viçosa (MG), onde teve seu primeiro trabalho como padre. Quando foi escolhido bispo para União da Vitória, Dom Walter Jorge estava servindo como padre na paróquia e Santuário São José Operário, em Barbacena (MG), pertencente à Arquidiocese de Mariana (MG). Estando a quase dois anos em nossa Diocese, tendo tomado posse no dia 27 de abril de 2019, em missa Solene na Catedral de União da Vitória, Dom Walter Jorge vem ajudando a Diocese a caminhar sempre mais no projeto do Reino que o Cristo nos convida. Destacamos aqui a iniciativa de um Projeto de Pastoral para a Diocese, elaborado com os representantes do Laicato, religiosos (as), e membros do Clero, em 2020, para dar início neste ano. Suas reflexões diárias no Evangelho do Dia vem sendo também uma fonte de rica espiritualidade e contato com a Palavra de Deus para inúmeros fiéis diocesanos e de fora da Diocese; vídeos e áudios que circulam nas redes sociais da Diocese e também nas emissoras de Rádio são os canais.

Dom Walter Jorge, abençoando o altar da Capela. Do lado esquerdo, Pe. Sidnei, pároco da Paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro, e do lado direito, Diác. Luiz Huk.

Também naquele ano, foi constituída uma Diretoria da Capela, para organizarem os trabalhos e pensarem a futura construção da igreja, no terreno ao lado

Rendemos inúmeras Graças a Deus por nos ter confiado Dom Walter Jorge como Pastor de nossa Diocese de União da Vitória. Que o Senhor Deus, autor de toda vida, cumule nosso bispo com muita saúde, vitalidade e esperança alegre na condução da Igreja Particular de União da Vitória.

Parabéns Dom Walter Jorge Felicidades, e que Deus o abençoe sempre!


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Estrela Matutina - Caderno 1 - Jan/Fev de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

Série: Comentário Popular nº77

Constituição Dogmática “Lumen Gentiun”, Parágrafo 60/148ss

Capítulo VIII A Bem-Aventurada Virgem e a Igreja A BEM-AVENTURADA VIRGEM E A IGREJA

gundo a índole e a capacidade dos fiéis. Subpar. 67/157-158

Subpar. 62/150

Outro ponto a lembrar e gravar na memória: o Concílio ensina que a maternidade de Maria na economia da graça “perdura ininterruptamente, a partir do consentimento que ela fielmente prestou na Anunciação” e manteve até debaixo da cruz do seu Filho, desde então encarregada pelo Cristo moribundo Mãe de João Evangelista, representando toda a humanidade “Eis teu filho! ” Que a Igreja reconheceu nos inúmeros títulos em seu devocionário chamando-a “Advogada, Auxiliadora, Medianeira, etc.

GRAUS DE MEDIAÇÃO Subpar. 62/151-152

O Concílio reconhece que como acontece haver os vários degraus ou patamares no sacerdócio de Cristo na esfera do sacerdócio ministerial e universal, assim a mediação única do Salvador incentiva nos fiéis, o que realizou em profusão com Maria Virgem, haver vários níveis de cooperação e participação na redenção de uma única fonte, seu Unigênito.

MARIA, TIPO DA IGREJA Subpar. 63-64/153/154

Por tudo explanado sobre Maria, sua identidade e sua missão no seio da Igreja de seu Filho, o Concílio afirma que Maria é, de fato, tipo ou modelo da Igreja, enquanto Virgem e Mãe. Não há nada de novo para acrescentar ao conteúdo neste texto, além da doutrina Marial amplamente entre nós divulgada. Podemos, porém, acrescentar que Maria como Virgem é tipo da Igreja, porque a Igreja não pode ter

imagem: cathopic.com

outro esposo se não a Jesus, seu esposo virginal. Qualquer outro amor, dinheiro, honrarias, vaidades etc., seriam traições do único genuíno amor e vínculo virginal. O amor e veneração dos Santos e até de Maria só é legitimo e permitido, e ainda encorajado, porque se insere e se funde, em última análise, no amor para com o Divino Mestre. Não esqueçamos o valor do exemplo que todos os santos, em especial Maria, nos oferecem, incentivando-nos para maiores esforços para galgarmos a ladeira da perfeição. Além de sua função de intercessora pela Igreja, Maria tornou-se, e é o cume da santidade entre os homens, Ela é o produto final, o mais caprichado produto da santidade cristã. Maria espelha a santidade de seu Filho, à perfeição, até onde chega a capacidade humana e a cheia de Graça!

SUA COLOCAÇÃO PRIVILEGIADA Subpar. 65/155

Para completar sua exposição sobre a

vida de Maria cujas virtudes devem ser imitadas na Igreja, afirma o Concílio que “Maria entrando intimamente na história da Salvação, une em si de certo modo e reflete as supremas normas da fé”. Maria está ocupando, de fato, uma colocação privilegiada e única com sua relação com Cristo e sua Igreja. O texto conciliar termina esta exposição refletindo que o exemplo da vida de Maria deve animar todos quanto se empenham e cooperam “na missão apostólica da Igreja para a regeneração dos homens”.

O CULTO MARIAL Subpar. 65/156

Está Constituição Dogmática é sem dúvida o documento Conciliar do Vaticano II que servira como estrutura doutrinal para praticamente todos os demais documentos do mesmo Concílio, e agora, para encerrar, aborda o tema envolvente, mas um tanto melindroso, da natureza do culto que prestamos a Virgem Maria. Contudo, como um trampolim, a afirmação profética de Maria, proferida sob a inspiração do Espírito Santo. “Chamar-me-ão bem-aventurada todas as gerações, porque fez em mim grandes coisas o Poderoso”, (Lc. 148), o texto confirmou o fato seguinte conhecido do culto e veneração, mormente desde o Sínodo de Éfeso, de Maria, Mãe de Deus, algo eminentemente singular e essencialmente diferente de culto de adoração (latrias) a seu Filho Jesus. Ainda incisivamente apontou para as condições que disciplinou tal culto; isto é: a) tudo dentro da sã e ortodoxa doutrina conforme as condições do tempo e lugares, b) se-

Os fiéis devem generosamente promover o culto para com Maria, valorizando as práticas comprovadas de piedade, também para os Santos, conforme ensinado pelas leis da Igreja. Conselho importantíssimo; aos teólogos e pregadores para não diminuírem, nem exagerarem na valorização da missão e virtudes da Virgem Maria, isto é, ultrapassando os limites de sua natureza de criatura, muitíssimo privilegiada, sim, mas criatura, com discernimento espiritual entre os fiéis e escândalo e repulsa junto aos descrentes. Isto se evita mantendo-se fiéis à doutrina e disciplina da Igreja. Disto resulta uma devoção segura, fervorosa e fecunda, na imitação das virtudes de Nossa Senhora.

MARIA NA GLÓRIA IMAGEM DA IGREJA NA BEM-AVENTURANÇA Subpar. 68/159

Como era de se esperar, o Concílio conclui este documento principal e fundamental, com Maria, na glória do céu, como imagem e começo pela própria Igreja, que espera sua consumação no futuro. Subpar. 69/160

E termina com uma reflexão confortadora; que além dos católicos, há muitos cristãos, especialmente os cristãos Ortodoxos, que têm uma grande admiração por Nossa Senhora, sempre virgem. Em nome de toda a Igreja, o Concílio Vaticano II suplica a Maria - ora na glória de Deus, com os anjos e santos; para interceder também pelos povos que ainda não conhecem o Salvador, para um dia todos cheguem a formar um Único Povo de Deus, para a maior glória da Santíssima Trindade.

Dom Walter Michael Ebejer, O.P. Bispo Emérito de União da Vitória


14 Santo do Mês

Estrela Matutina - Caderno 1 - Jan/Fev de 2021 www.dioceseunivitoria.org.br

10 de fevereiro: São José Luís Sanches Del Rio tãos decidiram reagir para defender a fé. Muitos sacerdotes e leigos foram martirizados. A perseguição se intensificou e por volta de 1925. Antes de lutar, os cristãos consultaram os bispos do país, que lembraram o ensinamento da Igreja, que admite como último recurso de legítima defesa a solução armada. A região em que José vivia era toda cristera, mas o menino não fazia ainda parte dos soldados armados. Os combates sangrentos resultavam em perdas para ambos os lados, tanto para o exército do governo quanto para os cristeros.

Este menino mexicano nasceu em 1913, na cidade de Sahuayo, em tempos difíceis para a fé cristã. De família humilde, foi bem educado na fé e no trabalho do campo. Gostava também de andar a cavalo, o que lhe permitiria futuramente se unir aos cristeros. Na Revolução Mexicana o governo quis implantar leis anticatólicas, como exigir o fechamento das igrejas e proibir a celebração da Santa Missa, além de oprimir e expulsar os padres contrários ao governo. Não aceitando tal imposição, os cris-

Ao invés de ficar amedrontado, o jovem se sentia encorajado a juntar-se aos soldados de Cristo Rei. À sua mãe, que não queria permitir, ele disse: “nunca foi tão fácil ganhar o céu como agora”, sabendo que o sangue derramado em testemunho autêntico da fé em Jesus garante o céu. Foi aceito como Cristero, mas não portava armas, apenas a bandeira de Cristo Rei, além de balas para os companheiros de armada. Além do combate direto, todos os cristeros entravam também no combate espiritual, recitando diariamente o Rosário e assis-

tindo sempre que possível a Missa. No combate de 6 de fevereiro de 1928 o jovem José Luís foi feito prisioneiro após ceder seu cavalo ao general, cujo cavalo havia sido abatido. Nem de um menino os malfeitores tiveram piedade. Foi maltratado enquanto tentavam persuadi-lo a abandonar a fé, mas ele preferia o martírio. Teve a sola dos pés cortadas, mas suportou firmemente o sofrimento pedindo forças a Cristo Rei. Seus pais tentaram comprar sua liberdade, mas como José se negou a negar Cristo teve sua sentença decretada. No dia 10 de fevereiro de 1928, caminhando com os pés feridos foi conduzido até o local da execução, enquanto repetia: “Viva Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe!”. Foi esfaqueado e depois fuzilado diante de sua sepultura, onde depois foi jogado e enterrado. A maioria dos mártires assassinados nesse período foram canonizados por são João Paulo II em 21 de maio de 2000, mas São José Luís Sanches Del Rio foi canonizado pelo Papa Francisco, em 2016.

REFLEXÃO Este santo mártir do século passado leva a seguinte questão: como eu tenho testemunhado minha fé? Se me fosse exigido, seria capaz de permanecer fiel à Cristo até a morte? Ou O renegaria para preservar essa vida e esquecendo-me da Vida Eterna? São José Luís Sanches não foi santo somente no momento do martírio, mas toda sua vida é um autêntico testemunho de vida cristã. Animados por esse belo exemplo possamos também nós cultivar sempre nossa vida cristã. ORAÇÃO Ó Deus que fortalecei vossos mártires na hora do testemunho final, enriquecei-nos com a fortaleza que destes a São José Luís Sanches Del Rio, para que também sejamos capazes de testemunhar com nossas ações a fé que professamos com os lábios e cultivamos em nossos corações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Gustavo Santana Seminário Diocesano 1º ano de Teologia

Dom Walter Jorge dirige carta aos Prefeitos (as) e vereadores (as) eleitos (as) No início do mês de janeiro, Dom Walter Jorge, bispo diocesano, redigiu uma carta que foi enviada aos representantes do poder executivo e legislativo municipais, eleitos nas eleições de 2020. Na Carta, o bispo diocesano os parabenizando pela conquista na Eleição Municipal e dirige-lhes palavras de encorajamento para que realizem frutuosos trabalhos nos próximos anos em que estarão representando a população que os elegeu. Segundo Dom Walter Jorge, citando o Papa Francisco, a Política é um canal ordinário para que o bem comum aconteça na sociedade. “É impossível que o bem comum aconteça sem a política”, escreve ele. Segue a Carta na íntegra: Aos (às) Exmos (as) Prefeitos (as), Vice-Prefeitos (as) e Vereadores (as) recém-eleitos (as)

Excelências! No último pleito, a população vos elegeu para comandar o Executivo e o Legislativo municipais outorgando-vos para exercer em seu nome, os poderes necessários ao bem das nossas 13 cidades. Em primeiro lugar, quero vos parabenizar pela vitória alcançada, fruto dos esforços dos (as) senhores (as), por meio das campanhas realizadas, e fruto também da confiança que o povo vos depositou. Gostaria de dizer-vos que a Igreja Católica, seguidora de Jesus Cristo, que veio para que “todos tivessem vida plena” (Cf. Jo 10,10), estará sempre ao lado daqueles que se propõem verdadeiramente a buscar o bem comum e lutar pela justiça, a fim de promover a vida, em especial, a vida daqueles que não têm condições plenas de a conquistar sozinhos. Em seguida, sirvo-me das palavras

do Papa Francisco para encorajar-vos na missão que vos foi confiada, que tem no exercício da verdadeira política a sua força. De acordo com o Papa, é impossível que o bem comum aconteça sem a política, mas, infelizmente, “muitas vezes a política assume formas que dificultam o caminho para um mundo melhor”, pois é invadida por “erros, corrupção e ineficiência”, lembrando ainda que “a isto vêm juntar-se as estratégias que visam enfraquecê-la, substituí-la pela economia ou dominá-la pela ideologia” (cf. Fratelli Tutti §177-197). Portanto, excelências, é necessário zelar atentamente para que a esperança em vós depositada possa se realizar a contento, pela via daquela boa e necessária política, a qual requer contínua vigilância para manter seu digno propósito. Convém recordar que neste ano em que somos ainda duramente atingidos pela Pandemia da Covid-19 e suas duras consequências, a missão de vossas excelências deverá estar

ainda mais atenta aos necessários cuidados para que os mais pobres não venham a ser os mais duramente penalizados. Desejoso por vê-los atingir o mais plenamente possível o fim para o qual fostes eleitos, reafirmo que estaremos unidos em amizade e preces por vossas excelências, bem como à disposição para aquelas parcerias possíveis que visem a promoção do bem do nosso povo. Que Deus vos abençoe e vos conduza para a realização de vossos bons propósitos. Com estima e consideração,

Dom Walter Jorge Bispo Diocesano


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CF 2021 é a 5ª Campanha com tema Ecumênico Com início na Quarta-feira de Cinzas, 17 de fevereiro, a Campanha da Fraternidade de 2021 será a 5º Campanha a ser trabalhada na Dimensão Ecumênica. Com sua abertura na entrada do Tempo Quaresmal e sua Coleta marcada para o Domingo de Ramos, 28 de março, os cristãos de todas as denomi-

nações são chamados em 2021 a viver e promover a dimensão do Diálogo, como método de se derrubar as barreiras da divisão, fortalecendo a unidade. Carregando o Tema: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”, e o Lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef. 2.14), a CFE - 2021 teve sua Comissão formada por representantes das igrejas-membro do CONIC, além da Igreja Betesda de São Paulo, como igreja observadora, e o Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e à Educação Popular (Ceseep), como membro fraterno. O Hino da Campanha, que em cada estrofe é marcado pelo convite “Venham todos”, teve a letra escrita pelo Frei Telles Ramon e a composição da música por Adenor Leonardo.

OS OBJETIVOS O Objetivo Geral é: Através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de Cristo, convidar comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e identificar caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual. OS OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Denunciar as violências contra pessoas, povos e a Criação, em especial, as que usam o nome de Jesus; - Encorajar a justiça para a restauração da dignidade das pessoas, para a superação de conflitos e para alcançar a reconciliação social; - Animar o engajamento em ações concretas de amor à pessoa próxima; - Promover a conversão para a cultura do amor em lugar da cultura do ódio; - Fortalecer e celebrar a convivência ecumênica e inter-religiosa. EXPLICAÇÃO DA ARTE DO CARTAZ A arte, produzida pelo Ateliê15, foi concebida a partir da palavra Unidade – qualidade ou estado de ser um ou único, de não poder ser dividido. “Escolhemos uma ciranda para ser a base do desenho, afinal, em uma roda não tem primeiro, nem último, todos formam um e precisam trabalhar na mesma sintonia e ritmo para não perder o compasso e, como na música do cantor, compositor e amigo, Zé Vicente, Baião

das Comunidades, todos e todas são convidados a participar desta ciranda pela vida... e construção da civilização do amor, da justiça igualdade e paz”, testemunharam os criadores da arte. ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2021 Deus da vida, da justiça e do amor, nós Te bendizemos pelo dom da fraternidade e por concederes a graça de vivermos a comunhão na diversidade. Através desta Campanha da Fraternidade Ecumênica, ajuda-nos a testemunhar a beleza do diálogo como compromisso de amor, criando pontes que unem em vez de muros que separam e geram indiferença e ódio. Torna-nos pessoas sensíveis e disponíveis para servir a toda a humanidade, em especial, aos mais pobres e fragilizados, a fim de que possamos testemunhar o Teu amor redentor e partilhar suas dores e angústias, suas alegrias e esperanças, caminhando pelas veredas da amorosidade. Por Jesus Cristo, nossa paz, no Espírito Santo, sopro restaurador da vida. Amém.

Vaticano modifica o Rito de Imposição das Cinzas neste ano devido a Pandemia A crise pandêmica do coronavírus continua exigindo atenções que também se refletem em âmbito litúrgico. Em vista o início da Quaresma deste ano, na quarta-feira 17 de fevereiro, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou as disposições a serem seguidas pelos celebrantes no Rito de imposição das Cinzas. Primeiro: “Feita a oração de bênção das cinzas e depois de as ter aspergido com água benta sem dizer nada – precisa a nota -, o sacerdote, voltado para os presentes, diz uma só vez para todos a fórmula que se encontra no Missal Romano: ‘Convertei-vos e acreditai no Evangelho’, ou ‘Lembra-te que és pó da terra e à terra voltarás’”. Depois, “o sacerdote lava as mãos, coloca a máscara protegendo o nariz e a boca, e impõe as cinzas a todos os presentes que se aproximam dele, ou, se for mais conveniente, aproxima-se ele do lugar daqueles que estão de pé. O sacerdote pega nas cinzas e deixa-as cair sobre a cabeça de cada um, sem dizer nada”. Fonte: Site Vatican News. Imagem: Media Vaticano


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Três paróquias da Diocese receberam novos padres em janeiro No mês de janeiro se deram as primeiras mudanças anunciadas por Dom Walter Jorge na transferência de alguns padres para outras paróquias e funções na Diocese. EM BITURUNA No dia 17 de janeiro, padre Emílio Bortolini Neto foi apresentado como vigário paroquial da paróquia Santa Bárbara, em Bituruna, às 8h30, em missa presidida pelo padre Mário Fernando Glaab, novo Vigário Geral da Presentes na posse, na esquerda, Pe. Joviano, Pe. Mário Diocese, nomeGlaab, Pe. Emílio e Pe. Antonio Carlos. ado em novembro de 2020, e concelebrada pelo padre Antônio Carlos Rodrigues, pároco, e pelo padre Joviano José Salvatti, pároco da paróquia Santo Antônio, em Santo Antônio do Iratin, Distrito de Bituruna. Padre Emílio já atuou nas paróquias São Joaquim e Senhora Sant’Ana, em Paulo Frontin, na paróquia São João Batista, em São João do Triunfo, além de passar por um período no Seminário Diocesano. Até 2020 padre Emílio estava atuando na paróquia São Miguel Arcanjo, em Porto Vitória, onde ficou por oito anos. Como vigário paroquial, padre Emílio estará à serviço da paróquia Santa Bárbara, auxiliando o padre Antônio Carlos Rodrigues, que é o pároco, além de continuar na função de professor, no Instituto de Filosofia e Teologia Santo Alberto Magno (IFTESAM), no Seminário Diocesano, em União da Vitória. EM UNIÃO DA VITÓRIA No dia 30 de janeiro, padre Francisco Ferreira Linhares, religioso da Congregação da Sagrada Família de Nazaré, do Instituto Piamarta, tomou posse como novo Pároco da paróquia São Sebastião, no Bairro São Sebastião, em União da Vitória. A missa se deu às 19h e foi presidida por Dom Walter Jorge, bispo diocesano, e concelebrada

por outros padres da Congregação. A paróquia que teve seu início, em 2005 foi administrada por 15 anos pelos Frades Franciscano Servos Missionários do Espírito Santo, tendo como pároco o padre Frei Jesus, que atualmente está na paróquia Nossa Senhora das Dores, no Bairro Limeira, em União da Vitória. Com sua saída em 2020, os padres do Instituto Piamarta assumiram a paróquia designando o padre João Ribeiro, que por complicações de saúde faleceu em janeiro deste ano. Padre Francisco Ferreira Linhares, novo Administrador para a paróquia São Sebastião, tem 53 anos de idade e 20 anos de sacerdócio, completados na quarta-feira, 27 de janeiro. Natural da cidade de Terezina - PI, padre Francisco atuou na África de 2007-2013 como Vigário Paroquial; em Moçambique, de 2013-2017 responsável pelo trabalho de Missão, retornando para o Brasil em 2017, onde trabalhou em Fortaleza - CE. Na região Sul, esteve no ano de 1996 até concluir sua formação, na cidade de Ponta Grossa - PR. Pe. Francisco Ferreira atuará na Paróquia tendo também a ajuda do Pe. Renildo Vieira, Vigário Paroquial e que também atua no Instituto Piamarta. EM PORTO VITÓRIA No dia 31 de janeiro, às 8h30, Dom Walter Jorge concedeu Posse como pároco ao padre Ermildo Vicente Krasovski, na paróquia São Miguel Arcanjo, em Porto Vitória. A paróquia que completou 40 anos no dia 29 de janeiro, estava até então sendo conduzida pelo padre Emílio Bortolini. Pe. Ermildo proclamando o Evangelho

Padre Ermildo, é natural de Rio Claro do Sul – Mallet, e estava auxiliando nas paróquias da Catedral, em União da Vitória, São Mateus, em São Mateus do Sul. O novo pároco tem 53 anos de idade e 29 anos de sacerdócio. Atualmente exerce também a função de Ecônomo da Diocese, com trabalhos na Cúria Diocesana.

PRÓXIMAS POSSES

- Dia 06 de Fevereiro, às 19h, padre Mário Glaab, assume como Vigário Paroquial na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul. - Dia 07 de Fevereiro, às 9h, padre José Levi Godoy, assume como pároco, na paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa, em São Mateus do Sul. Pe. Francisco assinando o Termo de Posse

- Dia 07 de Fevereiro, às 19h, padre Arul Sathish, assume como Vigário Paroquial na paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Rio Azul. - Dia 12 de Fevereiro, às 19h, padre Fr. Francisco Pereira da Silva, MsS, assume como Vigário Paroquial, na paróquia Nossa Senhora do Rocio, em União da Vitória. - Dia 14 de Fevereiro, às 9h, padre Evaldo P. Karpisnki, assume como pároco, na paróquia São Joaquim e Senhora Sant’Ana, em Paulo Frontin. - Dia 25 de Fevereiro, às 18h, padre Marcelo Antonio Rosa, assume como Reitor do Seminário Diocesano, em União da Vitória e Pe. João Henrique Lunkes assume como Diretor de Estudos do IFTESAM. - Dia 28 de Fevereiro, às 9h, padre João Francisco Sieklicki, assume como Administrador Paroquial, na paróquia São Carlos Borromeu, em Paula Freitas.

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Estrela Matutina - Edição Janeiro / Fevereiro de 2021  

Boletim Informativo da Diocese de União da Vitória – Paraná – Brasil

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