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Março/2014 - Ano VIII - Nº 99 - www.jornalorion.com - Edição Mensal - Distribuição Gratuita - Não pode ser distribuído separadamente

Apelido pode mudar sua personalidade ! É praticamente certo que você tem um amigo próximo e

nem ao menos sabe seu nome, pois essa “figura” é conhecida por todos apenas pelo seu apelido. Ou então essa pessoa é você, que acha estranhíssimo quando alguém te chama por aquele nome que está registrado no cartório. Mas o que parece uma brincadeira de adolescente pode se transformar em um problema psicológico caso a pessoa que recebe o apelido não saiba como agir com essa situação. “Quando uma criança recebe um apelido, ele pode provocar um significado positivo ou negativo. Baixinho, sardento e tantos outros podem trazer a timidez, baixa de autoestima e até distorção da auto-imagem”, explicam psicólogos. “O apelido surge justamente quando o adolescente está em busca de sua personalidade, quando a opinião alheia é muito importante. Por isso, ele pode interferir tanto na auto-estima do jovem”, esclarecem.

Brincar faz bem à saúde! Entenda a importância da brincadeira na vida de seu Þlho!

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As cores das paredes da casa inßuenciam no gasto de luz Página 7

Você que ser feliz ou ter razão? Não há ser humano que não tenha complicações ou lutas em sua personalidade. Alguns têm dificuldades muito maiores que outros. Algumas pessoas são mais fáceis de relacionar-se do que outras. Algumas são realmente muito complicadas, seja por causa de um temperamento agressivo, excessiva depen-dência, muito fechada e defensiva, etc. As !

boas novas é que podemos ser mudados para melhor. Ainda que seja verdade que permaneceremos sempre com o mesmo temperamento básico com o qual nascemos, há uma flexibilidade possível e com isso a possibilidade de sermos feitos pessoas mais fáceis de conviver, mais amáveis (possíveis de ser amadas) e mais amoráveis (capazes de amar).

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Até quando Satanás teve oportunidade para se arrepender?

Os mandamentos para uma terceira idade feliz

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A natureza dos conßitos sexuais femininos Página 7

A era do excesso Jornais, TV, rádios e internet promovem um verdadeiro bombardeio de informações. O que fazer com tanta informação? On demand. Informação em jornais, TV, rádios e internet. O que é notícia pela manhã já está ultrapassado na metade do dia. Todas as mídias, constantemente, estão transmitindo informações para a mente do jovem. E até mesmo mídias alternativas, como celular e internet, oferecem uma enorme quantidade de conteúdo minuto a minuto. No fim do dia, depois desse bombardeio, alguém pode até refletir e questionar se tudo o que lhe foi oferecido era realmente necessário. E !

isso não se refere apenas ao público jovem. Toda a sociedade convive com excesso de informação. A constatação de que informação em excesso está confundindo a cabeça do jovem foi confirmada por uma pesquisa promovida pela Editora Abril Jovem, apresentada no início do mês de novembro a mais de 700 publicitários em um encontro em São Paulo. Denominada “Novos consumidores”, a pesquisa revelou a tendência de consumo do brasileiro entre 8 e 24 anos.

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#$ Ideia para Adolescente

Apelido pode mudar sua personalidade

É

praticamente certo que você tem um amigo próximo e nem ao menos sabe seu nome, pois essa “figura” é conhecida por todos apenas pelo seu apelido. Ou então essa pessoa é você, que acha estranhíssimo quando alguém te chama por aquele nome que está registrado no cartório. Mas o que parece uma brincadeira de adolescente pode se transformar em um problema psicológico caso a pessoa que recebe o apelido não saiba como agir com essa situação. “Quando uma criança recebe um apelido, ele pode provocar um significado positivo ou negativo. Baixinho, sardento e tantos outros podem trazer a timidez, baixa de auto-estima e até distorção da auto-imagem”, explicam psicólogos. “O apelido surge justamente quando o adolescente está em busca de sua personalidade, quando a opinião alheia é muito importante. Por isso, ele pode interferir tanto na auto-estima do jovem”, esclarecem. “Dos 13 aos 27 anos a pessoa vive para agradar aos outros. É quando ela se coloca em segundo plano, pois pensa que as outras pessoas são mais fortes e importantes”, completa Mauro Godoy, especialista em psicologia analítica, mitologia e antropologia. Sueli Castilho cita o rei do futebol como um exemplo positivo. “Quando

o Sr. Edson Arantes do Nascimento se refere ao jogador sempre coloca o apelido na terceira pessoa do singular: o Pelé. Claro que faz parte da sua identidade, mas o apelido não é a sua identidade”, explica. O QUE FAZER? Se o apelido já pegou, veja o que você pode fazer para conviver com esse parceiro. Psicólogos acreditam que o diálogo é a melhor solução. “Se você não gostou do apelido, converse com seus amigos. Caso não resolva, fale com seus professores ou com algum adulto que possa lhe ajudar”. Mas existem psicólogos que pensam o oposto. Para alguns profissionais, o melhor a fazer é agüentar firme e ignorar. “Conversar é pior, pois qualquer reação vai alimentar a ação dos amigos”, acredita. “A distância é uma forma de se defender”, aconselha. Mas o psicólogo ressalta também o lado bom do apelido. “É como uma marca fantasia, que você pode trocar até que ela pegue. Pode servir como um jogo de marketing pessoal”, diz. Segundo outro especialista, o codinome muitas vezes pode ser melhor que o próprio nome. “Uma garota que se chama Lisbela pode se sentir melhor sendo chamada apenas por Li”, exemplifica. “Assumir um apelido não sig-

nifica necessariamente ser o apelido e sim que ele só é parte da sua pessoa”. É importante ter em mente que o apelido é uma brincadeira que nem corresponde com a realidade. Mas nem sempre essas brincadeiras podem ser aceitas.

“Ao receber um apelido ou mesmo ao inventar um para alguém, devemos ter em mente que a pessoa deve gostar e que realmente seja apenas uma expressão de carinho. Caso contrário estaremos tirando da pessoa o direito de usar seu nome com os signiÞcados que ele carrega.”

O OUTRO LADO DA QUESTÃO. Não podemos esquecer que até a Bíblia cita o caso de Daniel e seus três amigos, que ao serem levados cativos à Babilônia tiveram seus nomes trocados, por causa dos deuses adorados lá. O que prova

“O apelido surge justamente quando o adolescente está em busca de sua personalidade, quando a opinião alheia é muito importante. Por isso, ele pode interferir tanto na auto-estima do jovem”, que a troca de um nome muda o propósito de Deus. Somente no reinado de Belsazar, muitos anos mais tarde, ao ler a escritura na parede, em meio ao desespero, o rei foi lembrado de havia um servo de Deus que poderia desvendar tal escritura. No verso12 de Daniel 5, podemos ver seu verdadeiro nome sendo lembrado por causa da circunstância difícil em que se encontrava. Em meio ao desespero o rei lembrou que havia um servo de um Deus verdadeiro, cujo nome provava quem Daniel realmente era.

Ao receber um apelido ou mesmo ao inventar um para alguém, devemos ter em mente que a pessoa deve gostar e que realmente seja apenas uma expressão de carinho. Caso contrário estaremos tirando da pessoa o direito de usar seu nome com os significados que ele carrega. Basta conferir os significados de alguns nomes bíblicos como: Jacó, Abraão, o próprio Daniel, etc.e você entenderá a importância das pessoas conhecerem seu nome e não um mero apelido. Jornal Órion


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#$ Identidade Jovem

A ERA DO EXCESSO

Jornais, TV, rádios e internet promovem um verdadeiro bombardeio de informações. O que fazer com tanta informação? On demand. Informação em jornais, TV, rádios e internet. O que é notícia pela manhã já está ultrapassado na metade do dia. Todas as mídias, constantemente, estão transmitindo informações para a mente do jovem. E até mesmo mídias alternativas, como celular e internet, oferecem uma enorme quantidade de conteúdo minuto a minuto. No fim do dia, depois desse bombardeio, alguém pode até refletir e questionar se tudo o que lhe foi oferecido era realmente necessário. E isso não se refere apenas ao público jovem. Toda a sociedade convive com excesso de informação. A constatação de que informação em excesso está confundindo a cabeça do jovem foi confirmada por uma pesquisa promovida pela Editora Abril Jovem, apresentada no início do mês de novembro a mais de 700 publicitários em um encontro em São Paulo. Denominada “Novos consumidores”, a pesquisa revelou a tendência de consumo do brasileiro entre 8 e 24 anos: um jo-

vem apressado, ansioso por novidades, preocupado com o bem-estar, que valoriza seu país, desconfiado devido à gigantesca quantidade de informação que recebe e que, por isso, requer filtros de informação. Cerca de 750 jovens das classes A e B de São Paulo, Rio de Janeiro e Ribeirão Preto foram ouvidos na pesquisa e divididos em dois grupos e ficou provado que, mesmo entre os jovens, a influência entre amigos é muito forte. Os dois grupos compõem o que os pesquisadores chamaram de “geração seleção”. Jovens que não querem mais perder tempo e não mais celebram a democratização da informação. Ao contrário, sentem-se atordoados e não sabem o que fazer com o que lhes foi oferecido. “O jovem recebe informação o tempo todo. Mas ele já deseja e precisa de uma pessoa que as selecione e faça para ele um processo de separação, indicando o que é realmente relevante. Um exemplo clássico dessa sobrecarga é simples. Basta acessar o site de pesquisa Google, digitar a palavra

“Os jovens querem marcas e conteúdos que os ajudem a Þltrar a informação e o mundo. Ou seja, para eles, milhares de informações na internet não ajudam, na verdade, atrapalham.” “maçonaria”, e cerca de 910 mil páginas sobre o assunto serão abertas. Mas qual delas é confiável?”, questiona a diretora de Redação da Abril Jovem, Brenda Fucuta, coordenadora da pesquisa. Segundo ela, os jovens querem marcas e conteúdos que os ajudem a filtrar a informação e o mundo. Ou seja, para eles, milhares de informações na internet não ajudam, na verdade, atrapalham. O jornalista Gilberto Dimenstein, por sua vez, defende a idéia de que nesta nova etapa da comunicação, a imprensa deveria rever seus conceitos e ao invés de apenas noticiar, deveria contextualizar, criando um processo mais rigoroso de seleção e recriando uma linguagem que mescle comunicação e educação. “O comunicador terá de ir além da clareza das matérias. Educadores e comunicadores ficarão mais próximos no esforço de converter

informação em conhecimento, transformando algo útil para os indivíduos”, explica. Publicitário e microempresário, o mineiro Rafael Fonseca, 23 anos, passa por esse desafio todos os dias. Ele busca manter-se atualizado pela internet e alguns programas específicos de TV. “Só busco informações que são importantes para me sustentar, profissional e espiritualmente”, afirma. Fonseca acredita que o jovem precisa ter a mente de Cristo para saber reter o que é bom nesse processo de intensa oferta de informações. “Além disso, o jovem cristão precisa bombardear a sociedade com novas informações sobre o caráter transformado que ele tem”, diz Rafael. Esse processo de seleção da informação é defendido por Silvia Maria de Oliveira, com mestrado em Gestão Tecnológica. Ela acha necessário ter a consciência do que

se quer fazer com o grande volume de informações. Nesse primeiro momento, segundo ela, deve existir um descarte do que é útil e o que não é. “A informação em si não tem significado. O que torna uma informação valiosa é a capacidade de usá-la. A mesma informação pode ter muito valor ou nenhum. Tudo depende de quem é o receptor desta informação. O conhecimento agrega um peso a qualquer informação”, analisa Silvia, desmistificando a idéia de que informação é poder. Para o diretor da Mocidade para Cristo (MPC), Marcelo Gualberto, vivemos hoje a ditadura da informação que se contrapõe “à paz da ignorância” dos tempos passados. Segundo ele, na década de 1970, os jovens tinham menos acesso ao que acontecia, no entanto, a cultura do homem globalizado fez com que também fosse criado o mesmo processo cultural de alienação. “A desinformação também é alienante. A palavra-chave continua sendo o equilíbrio. A própria Bíblia nos adverte a examinar tudo e reter o que é bom”, aconselha. Gualberto orienta as igrejas e líderes a elaborarem um filtro, usando como base a Bíblia Sagrada. Se os jovens de hoje estão exigentes, buscando muito mais que diversão e arte, conforme revela a pesquisa, vale atender essa nova perspectiva no processo de comunicação. Ao receber tanta informação, um receptor, seja de qualquer idade, pode muito bem identificar, assimilar, questionar, selecionar, ignorar e aproveitar melhor o seu tempo. Para isso, poderá ser mais bem-sucedido se tiver ajuda e bom critério de alguém que saiba reter o que pode ser válido e construtivo, desembaralhando assim a mente de muita gente confusa. Ana Cleide Pacheco

BRINCAR FAZ BEM À SAÚDE!

O

Entenda a importância da brincadeira na vida de seu Þlho!

que vivemos hoje em nossa sociedade é uma completa transformação do modo de se viver em família. Com isso, as relações entre pais e filhos mudaram. A sociedade mudou. E essas mudanças influenciam, de forma direta, na educação de nossos filhos. Um exemplo conhecido é aquele que, quanto mais atividades a criança abranger (inglês, natação, entre outras), melhor será para a sua formação. Porém, é importante lembrar que toda criança precisa de tempo livre para brincar. “Brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde”, já alertava o conceituado pediatra e psicanalista inglês Donald Woods Winnicott. Através da brincadeira é possível descobrir os limites do corpo, afinar a afetividade e, por que não, lidar com as frustrações. É justamente por causa da importância dessa atividade para a criança que um elemento especial precisa merecer a atenção dos pais: o brinquedo. Brinquedos modernos Em 30 anos houve um “boom” na tecnologia. Mudanças que pedem a atualização quase que diária de pais e mães. E o mercado de brinquedos tenta acompanhar esse novo quadro, com novidades cada vez mais sofisticadas e elaboradas para as crianças do século XXI. A introdução da criança ao mundo tecnológico, porém, acontece de forma cada vez mais precoce. Segundo a psicóloga clínica Maria

Lucia Paiva, existe sim uma gama de jogos e sites muito educativos, que mexem com o raciocínio rápido dos pequenos. Mas na infância é muito importante que a criança tenha a oportunidade de experimentar diversas possibilidades de aprendizagem, multiplicando o prisma de suas relações, não se limitando apenas a jogos eletrônicos ou televisão.

Brincando com os filhos Os pais, muitas vezes, para agradar, acreditam que a quantidade de brinquedo é a melhor forma de suprir a necessidade de seus filhos. O mais importante, no entanto, é que exista um espaço e o respeito de deixar a criança brincar livremente. “Criança deve ter horário

“Através da brincadeira é possível descobrir os limites do corpo, aÞnar a afetividade e, por que não, lidar com as frustrações. É justamente por causa da importância dessa atividade para a criança que um elemento especial precisa merecer a atenção dos pais: o brinquedo.”

de criança e espaço de criança e, podar ou cortar bruscamente uma brincadeira, sem explicação aparente, é desrespeitar essa possibilidade de brincar” conclui Lucia. Lembrar de uma brincadeira da infância e propor ao seu filho também é uma alternativa muito interessante e deve ser feita com total espontaneidade. O prazer

de brincar, de ensinar uma nova brincadeira, deve acontecer naturalmente, senão torna-se mecânico e não existe continuidade. Bater um bolo, por exemplo, pode se tornar uma gostosa e divertida brincadeira entre pais e filhos e é importante que a criança sinta que a situação é divertida para os dois. Assim, percebe-se claramente que as velhas e boas brincadeiras são passadas intuitivamente de geração para geração. Por esse motivo, jogar bola, empinar pipa, ou mesmo brincar de boneca são situações corriqueiras para as crianças de hoje. A proposta é simples e gostosa; a possibilidade dos pais viverem seu lado criança

com seus filhos. Experimente, não há nada melhor. As brincadeiras para cada fase Com orientação e explicações de Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação e coordenadora da brinquedoteca da PUC/SP. De 0 a 12 meses Desde cedo o bebê brinca com o próprio corpo. Como levam tudo à boca, os mordedores de plástico e bonecos de pano laváveis são uma boa opção nesta fase. Os móbiles de berço ajudam no desenvolvimento da visão e percepção e os chocalhos, enfeites com som ou guizos, estimulam a atenção auditiva. Brinquedos flutuantes, sem arestas e grandes, para a brincadeira durante o banho, são pura diversão para a criança. De 1 ano a 3 anos A partir de 1 ano a criança já começa a andar e os brinquedos de apoiar e empurrar, como o cavalinho de madeira, são muito úteis no apoio aos movimentos e no equilíbrio da criança, que passa para a posição ereta. Boa fase para o desenvolvimento da criatividade: pintar com dedo, impressão das mãos e pés no papel ou na cartolina, peões, bonecas de pano e bichos de pelúcia, além de caixas, arcas e baús, que permitem que os pequenos tirem e guardem objetos e brinquedos que podem ir na água e na areia, como os baldinhos. Blocos e jogos de empilhar peças grandes também são indicados porque estimulam a criatividade e a coordenação. A partir dos 2 anos e meio começam a aparecer as brincadeiras de encaixe, caminhão que puxa, bonequinhas, bichinhos contextualizados, desenvolvimento

visual perceptivo, motricidade fina, lateralidade e brincadeira de roda com movimento a partir dos 3 anos. De 4 anos a 6 anos Nesta fase, as crianças começam a imitar as relações do cotidiano e aproveitam para expressar o que sentem. É a fase simbólica, do faz-de-conta. As bonecas viram filhas, a criança começa a pular corda, trabalhar com dobradura sofisticada, brincar com jogos eletrônicos, bolhas de sabão, pipa de jornal, figurinhas. Os caminhões ganham opções mais atrativas. Como nesta fase os pequenos adoram histórias, livros com figuras devem começar a ser utilizados e os fantoches são essenciais para estimular a imaginação. As histórias contadas ou representadas devem ser repetidas várias vezes para que a criança compreenda e se sinta segura. Acima de 6 anos Fase da alfabetização e momento de introdução às atividades intelectuais como quebra-cabeças, dominó, cartas e legos mais elaborados. Laboratório de química, marcenarias, jogos de memória e jogos de informática ajudam no raciocínio lógico. Também são indicados os skates, bicicletas, pipas, objetos voadores, ping-pong e bumerang, que ajudam na coordenação motora. Jogos de regras são excelentes nesta fase para relacionamento social: normas, espera da vez, perder e ganhar e ritual de colocar as peças no tabuleiro. As crianças também podem inventar e respeitar as regras criadas, o que ajuda na resolução de conflitos. As bonecas ganham formas femininas e os bebês começam a ser substituídos por bonecas do tipo Barbie. Yeda Timerman


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#$ Fala Doutor

Ronco indica problema de saúde H

á 29 anos a professora de matemática Elisa Marcondes, 64 anos, não sabe o que é dormir bem. Esse é o tempo de seu casamento com o aposentado Rubens Marcondes, 63, que sofre de apnéia, obstrução parcial ou total das vias aéreas, que faz com que o portador tenha paradas respiratórias durante o sono, o que ocasiona o popular ronco. Eu procuro dormir sempre antes do meu marido. Assim, não tenho tanta dificuldade para pegar no sono. Por outro lado, quando eu não o escuto roncando, eu fico preocupada. Afinal de contas, são anos dormindo ao lado dele, conta a professora. O barulho é capaz de abalar casamentos e a vida em família. Quantas vezes eu sabia que o meu pai estava em casa só por causa do som do ronco dele. Eu já tive que aumentar o volume da tv ou assistir em outro lugar porque o barulho me atrapalhava, diz Claudia , filha do casal. O ronco é um ruído produzido pela respiração durante o sono. Até certo ponto, é normal fazermos algum barulho enquanto dormimos. No entanto, quando existe algum tipo de obstrução no fundo da garganta, o ar produz uma forte vibração no palato [céu da boca] e na faringe, provocando o som. Às vezes, esse ruído é tão forte e desagradável que pode chegar a 70 ou 80 decibéis, ou seja, um barulho correspondente ao escapamento aberto de uma motocicleta, explica a neurologista Evelinyn Esteves. Segundo a especialista, as causas do ronco podem ser variadas. No ronco posicional, como o próprio nome sugere, o ruído é ocasionado pela posição da pessoa ao dormir, geralmente de barriga para cima. Quando o indivíduo deita dessa maneira, a tendência é abrir um pouco a boca, e o queixo desloca-se para

grandes vibrações e ruído intenso, além do desconforto provocado nos outros, existe a possibilidade de ocorrerem pequenas interrupções na respiração - ocasionadas pelo fechamento parcial das vias aéreas superiores. E as conseqüências são quadros mais graves de sobrecarga cardiocirculatória, sonolência durante o dia, baixo rendimento intelectual e no trabalho, cansaço e irritabilidade persistente”, garante Evelinyn.

“O ronco pode prejudicar a saúde. Existe a possibilidade de ocorrerem pequenas interrupções na respiração e as conseqüências são sonolência durante o dia, baixo rendimento intelectual e no trabalho, cansaço e irritabilidade persistente” baixo e para trás, fazendo a língua cair também para trás, pressionando a garganta. Isso facilita a ocorrência do barulho, esclarece a médica. No caso de Marcondes, a posição não faz com que ele pare de roncar. Várias vezes minha mulher pediu para eu deitar de lado para ver se o som melhorava. Mas nada ocorria. Eu não me sinto bem roncando, mas não sei quem procurar e de que forma agir, conta o aposentado. Em relação ao ronco rítmico, que não tem ligação com a postura ao deitar, são vários os fatores que influenciam, como adenóides muito grandes e amígdalas, tumores, rinites, desvio de septo, hipertrofia dos cornetos e pólipos nasais. Diversas dessas patologias provocam a obstrução crônica do nariz e a pessoa respira pela boca, o que não é normal. Afinal, a natureza projetou o homem

para respirar pelo nariz. Mesmo obstruções menores podem obrigar o indivíduo a desenvolver a respiração bucal, o que sempre representa uma solução ruim, embora necessária nesses momentos, diz Evelinyn. Segundo a médica, o álcool e medicamentos à base de diazepínicos (calmantes) são outros motivos que podem gerar o ronco, pois levam ao relaxamento do músculo da faringe. A obesidade também contribui muito para o aparecimento do problema, pois a faringe é passível de infiltração gordurosa, e isso eleva a obstrução, afirma. Quando o meu marido bebe e está acima do peso, o ronco realmente aumenta. O barulho no período da tarde de domingo é bem maior, pois ele passa o dia bebendo, avalia Elisa. O ronco pode prejudicar a saúde. “No patológico, caracterizado por

TRATAMENTO O indivíduo que ronca deve procurar orientação com profissionais como o pneumologista, o otorrinolaringologista, o neurologista, o psiquiatra ou o pediatra (que também sejam especializados em sono, se possível credenciados pela Sociedade Brasileira de Sono). Um exame chamado polissonografia (realizado tanto por convênios particulares como pelo Sistema Único de Saúde, o SUS) pode ser solicitado para auxiliar o diagnóstico. A pessoa passa a noite geralmente em um quarto, com eletrodos [sensores] ligados ao corpo. Em uma outra sala, um computador registra e compara as diferentes variáveis biológicas durante o sono, auxiliando no diagnóstico e acompanhamento de inúmeras condições clínicas, como ronco, apnéia, outros distúrbios respiratórios, alterações dos movimentos durante o repouso e sonambulismo, diz a médica. Para a pessoa que sofre com o ronco posicional, que surge quando a pessoa deita de barriga para cima, o melhor a fazer é ensiná-la a dormir de lado. Recomendo uma técnica para ajudar: costure um bolso nas costas de uma camiseta para dormir, no qual caiba uma bolinha de tênis, que não é muito dura e, portanto, não machuca, mas provoca desconforto suficiente para que o paciente

não deite de costas, indica Evelinyn. Segundo a especialista, essa medida, porém, não deve ser usada indiscriminadamente porque não é solução para todos os casos. Já nos outros tipos de ronco, o melhor é tratar suas causas. Se o problema for a respiração bucal, o otorrino pode propor medicação anti-alérgica ou cirurgia para retirada de adenóides e amígdalas, por exemplo, além de indicar sessões de fonoaudiologia para corrigir vícios de respiração. Em caso de obesidade, recomenda-se a perda de peso, entre outras medidas, afirma. QUAL A RELAÇÃO ENTRE RONCO E APNÉIA? A apnéia é um estágio avançado do ronco, quando há uma parada respiratória provocada pelo fechamento da faringe. A pessoa que sofre desse distúrbio pode acordar, geralmente assustada, ou não. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de respiração interrompida. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já está pobre em oxigênio. Só que fomos feitos para oxigenar o sangue ente 90 e 100 de saturação, explica Evelinyn. Em apnéia, é oxigenado menos sangue e isso pode ter conseqüências sérias a pequeno, médio e a longo prazo. Portanto, o ronco tende a trazer um sinal de alerta importante. Quanto ao tratamento da apnéia, o mais recomendado atualmente é o uso de uma máscara de silicone parecida à de inalação, chamada de CPAP [sigla, em inglês, para Continuous Positive Airway Pressure]. Ela é acomodada nas narinas e, por meio de uma ventoinha blindada, joga ar comprimido pelo nariz e dilata a garganta, que abre para a passagem do ar, esclarece a especialista. Cyber Diet

#$ Psicologia

Você que ser feliz ou ter razão? Relaxe! Você pode manter seus valores e ser ßexível ao mesmo tempo

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ão há ser humano que não tenha complicações ou lutas em sua personalidade. Alguns têm dificuldades muito maiores que outros. Algumas pessoas são mais fáceis de relacionar-se do que outras. Algumas são realmente muito complicadas, seja por causa de um temperamento agressivo, excessiva dependência, muito fechada e defensiva, etc. As boas novas é que podemos ser mudados para melhor. Ainda que seja verdade que permaneceremos sempre com o mesmo temperamento básico com o qual nascemos, há uma flexibilidade possível e com isso a possibilidade de sermos feitos pessoas mais fáceis de conviver, mais amáveis (possíveis de ser amadas) e mais amoráveis (capazes de amar). Um dos comportamentos rígidos que prejudica os relacionamentos com os outros tem que ver com aquele tipo de pessoa que o mais importante para ela é ter que ter razão, ter que estar certa o tempo todo, ter que não falhar, quer demasiadamente ser justa. Interessante pensamento do sábio rei Salomão diz: “Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?” Eclesiastes 7:16. O que ele está dizendo aqui é que uma pessoa pode destruir a si mesma por ser e permanecer rígida, mesmo tentando ser justa e sábia. É o tipo de pessoa super-racional que por ser tão racional, deixa de lado o aspecto emocional em seus relacionamentos sociais, causando até alguma desordem psicossomática em si mesmo, ou seja, a mente sofrendo faz o corpo sofrer. Não ser demasiadamente justo ou sábio não significa comprometer-se com princípios que devem ser vividos pela pessoa. Não significa que ela irá transgredir valores importantes para sua vida. Significa que ela poderá permanecer dentro de seus princípios éticos e morais de vida sendo flexível. Isto é possível. E ela precisará descobrir isto, ao invés de permanecer dura demais consigo e com os outros. Algumas destas pessoas gostam de

discutir para provar que têm razão. Ter razão para elas é mais importante do que manter relacionamentos saudáveis, afetivos, amistosos. Elas podem perder boas amizades, bons negócios, e sua saúde (hipertensão arterial, dor de cabeça, dor nas costas, enxaqueca, etc.) por manterem esta postura de ter que ter razão. Este tipo de problema comportamental é comum, por exemplo, em casamentos onde um cônjuge é mais desligado dos detalhes enquanto que o outro é super-detalhista. Exemplo: o casal foi a uma festa e dias depois, ao comentar com amigos sobre a mesma, o cônju-

ge não detalhista diz: “A festa estava ótima! Tinha tanta gente! Tinha umas 80 pessoas! Adorei!”. Imediatamente o cônjuge detalhista corrige e diz: “Não é assim! Não tinha 80 pessoas! No máximo deveria ter umas 35!”.

A conversa continua e o não detalhista diz: “Gostei tanto dos docinhos e dos salgadinhos! Eles fizeram uma variedade fantástica! Vocês gostaram também?”. O detalhista corrige: “Na verdade só havia três docinhos e quatro salgadinhos diferentes!”. Imagine esta pessoa corrigindo toda hora a conversa para tentar ser justo! Vai criar, com isto, irritação e desprazer porque este tipo de pessoa está mais preocupado com os detalhes do que com a interação afetiva social. Em várias coisas na vida precisamos pensar e decidir sobre o que é melhor: ser feliz ou ter razão? Abrir

mão dos detalhes perfeccionistas permite valorizar o lado afetivo dos relacionamentos, inclusive consigo mesmo. É possível ser feliz, crer no que você crê, não abrir mão dos seus princípios, e não ter que provar que você está certo e com a razão. Se a outra pessoa exagera em coisas fora da realidade, não tente corrigi-la, controlá-la, mudá-la. Deixe-a ser como ela é. Relaxe. Desfrute o que há de bom no relacionamento. Vale à pena brigar para ter razão? Vale à pena ter crise hipertensiva, dor de cabeça, ou outro sintoma como conseqüência da irritação porque a outra pessoa não é exata? Você quer ser feliz ou ter razão? Dr. César Vasconcellos de Souza


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#$ Cuidando do Corpo, A Máquina

Até quando Satanás teve oportunidade para se arrepender?

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Dica para falar de pertinho! Sem escolher faixa etária, raça, classe social... o mau hálito, quando chega, não perdoa!

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ocê já fez o teste? Já perguntou para a sua mãe, ou para uma amiga próxima, se o seu hálito anda ok? Muita gente tem esse problema e não se dá conta. Aposto que não foram poucas vezes que você foi conversar com alguém mais de perto e teve essa surpresa. Como ninguém quer isso pra si, nada melhor do que dicas para evitar esse mal! A causa mais freqüente do mau hálito é escovar os dentes de forma errada! Não limpar os dentes direito provoca gengivite (inflamação da gengiva) e ela faz com que o odor da sua boca não seja lá um dos melhores. Além da gengivite, algumas outras doenças também favorecem o mau hálito como diabetes, doenças febris e doenças digestivas. “A prevenção é a medida mais importante no caso do mau hálito, e acaba sendo a principal forma de tratamento. Deve-se ter cuidado com a alimentação e, principalmente, com a higiene bucal”, esclarece Dr. Héber Lopes, especialista em odontologia estética e reconstrutora.

SEGURA ESSAS DICAS DO ESPECIALISTA:

também ajuda, pois evita a acidez estomacal”, esclarece Dr. Héber.

• Coma alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e cereais, pois eles ajudam na limpeza mecânica e total dos dentes.

• Para dar uma tapeada, mastigue chiclete (de preferência sem açúcar). Ele realiza uma limpeza mecânica dos dentes, porém não substitui a escovação.

• Beba muita água: pelo menos 2 litros por dia. • Escove muito bem os dentes e a língua. Lembre-se que escovar bem não significa usar a força. Escove sempre depois que comer e também em outros momentos que julgar necessário. Escovar os dentes só é demais se virar TOC (Transtorno Obsessivo compulsivo)! • Use o fio dental após cada refeição. Restos de comida se decompondo no meio dos dentes causam mau cheiro (ecat!). • Faça bochechos com anti-sépticos bucais ou com água com uma pitada de bicarbonato de sódio. • “Estar sempre bem alimentado

“Se o problema for digestivo, procure um médico (óbvio!), mas de qualquer maneira, evite comer carne gordurosa, fritura, repolho, brócolis, couve-ßor, alho, cebola. Dê preferência ao leite desnatado e ao queijo branco ou ricota.”

• Se o problema for digestivo, procure um médico (óbvio!), mas de qualquer maneira, evite comer carne gordurosa, fritura, repolho, brócolis, couve-flor, alho, cebola. Dê preferência ao leite desnatado e ao queijo branco ou ricota. Esse temível problema afeta cerca de 60% de toda a população mundial e você pode ser uma dessas pessoas. Mas calma, não precisa ficar neurótica. Esse probleminha tem solução. Só é preciso descobrir a verdadeira causa para atacá-la de maneira certeira. Graças à odontologia, ninguém precisa se conformar em ter de conviver com o mau hálito para o resto da vida. O primeiro passo é conhecer bem o inimigo. Estima-se que cerca de 90% a 95% das halitoses (nome correto para esse drama) são causadas no ambiente bucal, principalmente na língua, e cerca de 5% a 10% têm causas sistêmicas, como diabetes, problemas renais ou hepáticos e prisão de ventre acentuada. A língua possui diversas papilas gustativas entre as quais se formam criptas, ou seja, saquinhos que retêm resíduos de alimentos, células epiteliais descamadas e placas bacterianas que começam a fermentar e a liberar odor de enxofre. Essa é, sem dúvida, a principal causa do mau hálito. Mas mesmo assim, é preciso fazer uma investigação mais detalhada para saber se a halitose não é fruto de algum outro problema. Por isso, o dentista faz um exame detalhado da boca, da língua e da parte dentária. “Os resíduos, as placas bacterianas e as bactérias podem ficar acumuladas em várias regiões da boca, por isso essa anamnese tão detalhada”, explica a dentista Caroline Zarvos (SP). A partir dessa observação é possível levantar as diversas causas e identificar a melhor maneira de prevenção ou tratamento.

lgumas pessoas crêem que o tempo da graça para Satanás só se esgotou na cruz (João 19:30), pois ainda nos dias de Jó ele participou com “os filhos de Deus” de uma reunião “perante o Senhor” (Jó 1:6-8). Mas a descrição desse episódio não sugere que a reunião haja ocorrido necessariamente nas cortes celestiais, e muito menos que Satanás, depois de expulso do céu (Apoc. 12:7-9), ainda tivesse acesso à salvação. Ellen White esclarece que o tempo da graça para Satanás e seus anjos esgotou-se com a expulsão deles do céu. Ela declara que “Deus, em Sua grande misericórdia, suportou longamente a Satanás”, e que “reiteradas vezes lhe foi oferecido o perdão, sob a condição de que se arrependesse e submetesse”, mas ele jamais aceitou os apelos da misericórdia divina (O Grande Conflito, págs. 495 e 496). Havendo perdido sua posição nas cortes celestiais, Satanás ainda solicitou para ser readmitido no céu, mas Cristo lhe disse que isto seria impossível. O próprio Satanás deixou a presença de Cristo “plenamente convencido de que não havia possibilidade de ser reintegrado no favor de Deus” (História da Redenção, págs. 27). De acordo com a Sra. White, após os anjos caídos deixarem

A

o céu, “não havia possibilidade de esperança de redenção para estes que haviam testemunhado e compartilhado da glória inexprimível do Céu, tinham visto a terrível majestade de Deus e, em face de toda esta glória, ainda se rebelaram contra Ele. Não haveria novas e maravilhosas exibições do exaltado poder de Deus que os pudessem impressionar tão profundamente como aqueles que já haviam testemunhado.” (No Deserto da Tentação, págs. 25 e 26). ALBERTO R. TIMM

OFENDENDO-SE

s pessoas maduras não se abalam por causa de comentários indelicados de outras pessoas. De vez em quando as pessoas dizem coisas para nos testar e fazem comentários do tipo: você não trabalha duro! ou você come demais! ou ainda todo mundo sabe que você casou com ele por dinheiro!. Às vezes, essas coisas são ditas por inveja, mas com freqüência, são ditas para provocar uma reação. Qualquer que seja o motivo, a melhor maneira de lidar com isso é sorrir e, ou não dizer nada, ou concordar com a pessoa. Assim sendo, da próxima vez que seu vizinho o vir em seu carro novo e disser: você não trabalha quase nada e, ainda assim, eles lhe pagam uma fortuna!, simplesmente sorria e responda: não é maravilhoso?. Você não tem de explicar nada sobre suas responsabilidades e sobre o tempo que fica ralando no trabalho. Não precisa justificar.

Apenas sorria e deixe isso para lá. Quando a sua cunhada observar coisas do tipo: você está sempre tirando férias!, concorde com ela. Diga: sim, adoro tirar férias!. Se o seu primo disser: puxa, você deve ter gasto uma nota nessa piscina, sorria e fale: pode apostar que sim. É que detesto piscinas baratas! Não se deixe perturbar. Você não vai ganhar nada discutindo com seu primo, sua cunhada, seu vizinho ou com quem quer que seja. Quando encontrar com pessoas assim, concorde com elas de uma maneira gentilmente natural. Se você começar a tentar se defender, estará frito. Em poucas palavras: somente pessoas que pensam pequeno fazem comentários desagradáveis; e somente pessoas que também pensam pequeno se ofendem. Seja alguém que pensa grande. Andrew Matthews


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6 - Segundo Caderno

#$ Alegria da Criança

E

xistia um povo chamado de filisteus que vivia ameaçando a Israel e o povo de Deus. Naquele tempo havia muitas guerras. Um dia, quando os filisteus e os israelitas estavam prontos para a guerra, um gigante chamado Golias apareceu ao lado do acampamento dos filisteus. Ele tinha quase três metros de altura. Então Golias gritou para os israelitas: - Mandem um homem para lutar contra mim! Os israelitas estavam muito assustados, porque durante muitos dias Golias aparecia repetindo o mesmo desafio, mas todos os homens de Israel tinham medo do gigante Golias. Muitos homens prometiam ao rei que derrotariam Golias, mas na hora de enfrentá-lo eles voltavam sem fazer nada. Davi era um pastorzinho de ovelhas muito valente. Já havia enfrentado um leão e um urso para proteger suas ovelhinhas. Como era muito novo, não tinha ido guerrear contra os filisteus, mas ele tinha três irmãos mais velhos que ele que estavam lá, seguindo o rei Saul na guerra. Davi era o mais novo de sua família e tomava conta das ovelhas de seu pai. Um dia Davi foi até ao campo

DAVI E GOLIAS de guerra para ver seus irmãos. Enquanto Davi conversava com eles, Golias mais uma vez gritou seu desafio. E Davi ouviu. Davi ficou muito aborrecido com aquela atitude do filisteu Golias e resolveu ir conversar com o rei Saul. Davi disse para Saul: - Vou lutar contra aquele gigante. Mas, Saul respondeu: - Davi, você ainda é um garoto. Davi disse a Saul: - Já matei um leão e um urso. Deus vai me livrar das mãos deste filisteu. O rei aceitou que Davi fosse enfrentar o gigante. Deu a ele uma grande armadura para lutar e se proteger dos ataques de Golias, mas Davi era pequeno e não se sentiu bem com aquela armadura tão grande. Davi decidiu então, que não usaria nem a armadura nem qualquer arma que o rei lhe desse. Então Davi foi ao riacho e escolheu 5 pedras lisas dali. Com o cajado de pastor e a funda nas mãos, Davi se aproximou de Golias. Golias olhou para Davi e percebeu que ele ainda era um menino. Ficou ofendido e disse a Davi: - Será que sou um cachorro, para você me atacar com um pedaço de pau? Davi respondeu: Você vem con-

tra mim com espada e com escudo. Mas eu vou contra você no nome do Senhor Todo Poderoso! Depois dessas palavras, Davi correu na direção de Golias, pegou uma das

#$ Conhecendo seus Direitos

pedras atirou e acertou o gigante Golias que caiu no chão. Quando os filisteus viram que o herói deles estava morto, fugiram. E Davi, na força de Deus derro-

tou o gigante, fazendo Israel saber que com Cristo podemos vencer qualquer desafio. Orion

#$ E Agora pastor?

VACINAÇÃO

A

s vacinas tornam as pessoas resistentes à infecções e infestações de doenças por que mantêm o seu sistema imunológico (sistema natural de defesa) alerta. As vacinas utilizam os mesmos agentes causadores das doenças, só que mais fracos, o que leva o organismo a reagir, produzindo anticorpos eficientes em combater tais doenças. Desta forma, se um dia a pessoa vacinada vier a entrar em contato com aqueles vírus ou bactérias, seu corpo os reconhecerá e estará pronto para atacá-los, evitando contaminação. Além de proteger a vida e a saúde da pessoa imunizada, a vacinação protege também toda a sociedade, pois impede a propagação de epidemias, erradicando graves

Todas as vacinas necessárias para a proteção de crianças e adultos estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde.

doenças. O calendário de vacinação é bastante intenso para crianças de até 6 anos, que são imunizadas contra uma série de doenças, mas esta forma de proteção também se estende aos adultos e idosos.

ATENÇÃO: • Caso você tenha perdido a dose de uma das vacinas não há necessidade de recomeçar a série inteira de imunização, mas é preciso procurar se imunizar o quanto antes. • Pessoas que não sabem se foram ou não imunizadas contra determinadas doenças são consideradas vulneráveis e por isso devem ser vacinadas. • Crianças e adultos com febre de até 38ºC, diarréia, tratamento antibiótico, doentes ou desnutridas podem tomar vacina. Vacine-se. É um direito seu. Orion

#$ Vivendo a Terceira Idade

Os sete mandamentos para uma terceira idade feliz 1º Mandamento: Perdoar Guardar mágoas, cultivar histórias mal resolvidas, sem fechar essas portas de vez, pode ser tão prejudicial quanto não controlar o colesterol. 2º Mandamento: Ser solidário Altruísmo, aquele que faz pelos outros o que gostaria que se fizesse por ele. Essa regra áurea de amor ao próximo é muito importante para se ter sucesso na Terceira Idade. 3º Mandamento: Ser grato Saber ser grato a tudo: aos pais,

aos filhos, à família, à escola, etc., com certeza lhe fará ser uma pessoa mais feliz. Logo, a saúde também se constrói com gratidão. Devemos nos lembrar que viver é estar sempre à espera de uma atitude positiva. 4º Mandamento: Não se sentir doente (mesmo que esteja). É outra revelação da ciência: envelhece bem quem, mesmo doente, não se sente doente. 5º Mandamento: Reinventar a aposentadoria

Ter uma ocupação é um dos principais mandamentos do envelhecer saudável. Procure manter-se em atividade, mesmo que seja em um trabalho voluntário (creches, asilos, etc.). 6º Mandamento: Ser feliz no casamento Foi uma das grandes descobertas da Universidade de Harvard: um casamento feliz na maturidade quase sempre leva a um bom envelhecimento. 7º Mandamento: Gostar de Viver Este é o último ensinamento da pesquisa: ainda que todos tenham problemas, por piores que pareçam, envelhecer e ser feliz não é sonho, pois, para isso, podemos também contar com a ajuda do outro, das pessoas boas que passam por nós. A doença, a fragilidade, a inatividade, a dependência e a solidão, são imagens que devem ser afastadas da Terceira Idade. A família deve assumir a sua importância e responsabilidade perante o idoso; compreendendo-o, apoiando-o e protegendo-o, pois esse comportamento é importante para a construção e consolidação desta fase feliz da existência, que é a do envelhecimento com dignidade, com plena transmissão de experiência e sabedoria. Assim

Romanos 5:13 Em uma parte da Bíblia, se não me engano é em Romanos, diz o seguinte: “O pecado entrou no mundo por meio de um só homem, com isso gerou a morte, porém quando o pecado surgiu não existia lei, e quando não existe lei o pecado não é levado em conta”. Nesta parte então quis dizer que Adão e Eva não foram punidos? E se foram punidos de alguma forma, por que foram? Se Deus não levava em conta o pecado? F. A., por e-mail. Obrigado por enviar sua pergunta bíblica referente a Romanos 5:13. O objetivo principal do apóstolo Paulo ao escrever aos Romanos é dizer que todos somos pecadores, completamente perdidos. Em cima desta pressuposição Paulo ensina que a nossa única esperança está na graça de Jesus Cristo. Tendo isto em mente e levando em conta o contexto de Romanos 5:13, podemos ver que na realidade Paulo está reforçando o conceito de que uma lei sempre existiu. Isto porque se Adão e Eva pecaram, isto significa que já existia uma lei que poderia ser transgredida. Se não houvesse desde a eternidade um princípio moral que dissesse “não matarás”, Jesus não teria dito que o diabo “foi homicida desde o princípio” (ver João 8:44). Havia uma lei, só que não escrita. A lei foi dada de modo escrito 430 anos depois do concerto de Deus com Abraão, ou seja, no monte Sinai (Gálatas 3:17) Porém, todos os princípios da lei já existiam, mesmo que não estivessem codificados (ver Gênesis 17:1 e 9; 18:19; 26:5, etc.). Nos dias de hoje existe o pecado. Isto requer a existência de uma lei. Romanos 4:15 ajuda-nos a entrar mais fundo no pensamento de Paulo: “porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também

não há transgressão”. O apóstolo diz que “onde não há lei, não há transgressão”. Isto reforça a idéia de que, se Adão e Eva foram considerados pecadores, já havia uma lei. Para concluir o que quero transmitir, Paulo não está dizendo que pelo fato de os gentios não terem um lei escrita estavam sem pecado. Ele argumenta que os seres humanos, mesmo não tendo um conhecimento da lei (neste caso os gentios), todos pecaram, estão destituídos da glória de Deus e sujeitos à morte (Romanos 3:23 e 5:12). Paulo mostra que todos estão perdidos para em seguida provar que todos podem ser salvos pela graça (Romanos 5:15). Um abraço, LEANDRO SOARES DE QUADROS Consultor Bíblico Conselheiro Espiritual


Segundo Caderno - 7

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#$ Sexualidade

A natureza dos conßitos sexuais femininos

Determinantes Físicos das Disfunções Sexuais Basicamente, não pode existir relação sexual (coito) bem sucedida sem a presença de um pênis e uma vagina funcionantes e respondentes. A integridade destes órgãos a nível vascular, nervoso e endócrino torna-se fundamental para a satisfação sexual. Muitas disfunções advêm de problemas somáticos e, no caso de tratamento, sempre se analisa inicialmente a condição física do indivíduo. A presença de doenças vasculares associadas com diabetes pode resultar na diminuição da excitação sexual; doenças do coração e pulmões também podem dificultar a atividade sexual; incontinência urinária pode levar a desconforto e vergonha, diminuindo a atividade sexual e etc. Estes e outros fatores devem ser amplamente analisados pelo médico. Tratamentos adequados podem levar a uma melhora clínica, facilitando a atividade sexual (Kaplan, 1977). Além dos casos de doenças, outros fatores podem interferir como uso de narcóticos, abuso de bebidas alcoólicas, patologias locais dos órgãos genitais, estados hormonais flutuantes, uso de medicamentos, fadiga, enfermidade neurológica, depressão e outras causas físicas (Kaplan, op.cit.). Estes fatores podem comprometer a relação atuando em qualquer fase da resposta sexual humana, impedindo o bom desempenho sexual e o prazer mútuo. Ainda devemos considerar como fator físico interveniente na função sexual feminina a idade, com todas as transformações físicas e psicológicas que ocorrem com o envelhecimento. De acordo com Canella (2000) o climatério feminino corresponde a um período de dois a cinco anos, caracterizado pelos fenômenos que acompanham a parada da função ovariana e, portanto, a capacidade reprodutiva da mulher. Acompanhado da menopausa viriam signifi-

cantes alterações morfo-fisiológicas do aparelho genital feminino. Estas alterações, por exemplo, seriam responsáveis pela menor vascularização e lubrificação da vagina nos estados excitatórios do coito, possibilitando desconforto no ato sexual. O climatério feminino, além das mudanças físicas, inclui importantes mudanças emocionais, psicológicas e sociais, associadas ao final do período reprodutivo da mulher, porém abrangendo muito mais do que apenas o fim das menstruações. O surgimento de alguma disfunção sexual pode ocorrer nestes quadros. Segundo Lopes e Marinho (2000) a menopausa vem sendo considerada um evento demarcador do climatério feminino, no entanto, apesar de se constituir como um evento universal inerente à espécie humana, não é adequada para explicar toda multiplicidade de fatores envolvidos nesse processo. O conjunto de fenômenos denominados como climatério, não é observado nem percebido de forma igualitária, o que permite inferir que outras variáveis pessoais, conjugais, sociais e culturais representem aspectos importantes a serem considerados, quando são desenvolvidos estudos sobre o assunto em questão. Determinantes Psicológicos das Disfunções Sexuais É importante que reconheçamos que fatores etiológicos subjacentes às dificuldades sexuais, geralmente apresentam-se sob forma de conflitos de ordem psicológica advindos de experiências traumáticas ou de estruturas de formação repressoras à sexualidade. Tais componentes interferem diretamente no momento da experiência sexual, ora funcionando como inibidor da experiência erótica, ora na dificuldade de eliminação temporária de certo grau de controle e contato com o ambiente, comum no ato sexual.

Causas intrapsíquicas das disfunções sexuais Segundo Kaplan (1977), o conflito psicológico foi que, no passado, recebeu maior atenção e, de fato, é extremamente importante a sua dissolução para o tratamento das disfunções sexuais. O conflito interno entre o desejo de satisfazer-se com o sexo e o medo inconsciente de fazê-lo, tem muitas fontes e operam em níveis superficiais e/ou mais profundos. Algumas causas psicológicas podem ser entendidas como imediatas, ocorrem no contexto da experiência sexual, ou como impedimento da experiência erótica ou como falha no desempenho sexual. Os indivíduos geralmente apresentam altos níveis de ansiedade e defesas psíquicas contra os sentimentos sexuais. Algumas respostas insatisfatórias são fruto de ignorância sexual, geralmente oriundas de uma educação repressora. Alguns medos (de rejeição, de desempenho, insatisfação do parceiro) podem surgir por ocasião do afloramento de todo processo de

excitação sexual. Sentimentos: como culpa e ansiedade, podem refletir lutas e esquivas inconscientes. Algumas pessoas são tomadas de conflitos e sentimento de culpa sobre os desejos e necessidades eróticas que desencorajam os parceiros no processo de estimulação erótica. Por outro lado a tensão sexual pode ser a grande fonte geradora de ansiedade provocada pelo desejo erótico. Tais desejos podem chocar-se com pensamentos proibidos advindos da formação do indivíduo. A ortodoxia religiosa age muitas vezes na construção deste “programa” de censura e defesas cognitivas. No ato sexual as funções autônomas precisam permanecer livres do controle consciente para que se desenvolvam naturalmente (Kaplan, op.cit). A ocorrência de falha na comunicação do casal em comunicar francamente os sentimentos e experiências sexuais, geralmente ligados ao nível de confiança desenvolvidos entre os dois, potencializa as dificuldades, sendo importante fator na etiologia das disfunções

#$ Dicas para o lar

sexuais. Villa (2002) destaca que a religião acaba exercendo uma forte influência sobre o relacionamento conjugal, inclusive limitando o repertório de habilidades interpessoais, produzindo regras inibitórias no contexto da relação sexual, algumas destas ligadas a esquemas de punições e reforço. Kaplan (1977) comenta que infelizmente nossa sociedade compara sexo e pecado. Por esse motivo, toda a manifestação do desejo de prazer sexual de uma pessoa está sujeita a ser negada, ignorada e tratada como coisa vergonhosa e em geral incessantemente atormentada por conseqüências e associações aflitivas, sobre tudo no período da formação moral - a infância. Daí ao mesmo tempo em que o intenso prazer da sexualidade demonstra ser a força poderosa e onipresente na existência humana, é também facilmente associada ao medo e sentimento de culpa, imobilizadores da boa resposta sexual. Virgilio Nascimento

#$ Culinária

As cores das paredes da casa inßuenciam no gasto de luz

U

m novo estudo analisou as tonalidades de cores aplicadas com mais freqüência em fachadas de edifícios no Brasil para verificar as diferenças em absorção de calor proveniente da luz solar. A pesquisa avaliou 78 diferentes cores e tipos de tinta. As cores que mais absorvem calor são as de tonalidade escura, como o preto que absorve 98% da luz solar que chega à superfície, o cinza (90%), o verde-escuro (79%), o azul-escuro (77%), amarelo-escuro (70%0, marrom e vermelho escuros (70%). O trabalho foi desenvolvido como tese de doutorado por Kelen Almeida Dornelles, no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A análise indica que, se as paredes externas fossem pintadas com cores claras, que absorvem pouca radiação solar,

o ganho de calor também poderia ser reduzido, minimizando a necessidade de refrigeração artificial. Nesse caso, a cor branca absorve cerca de 20% do calor solar, seguido do amarelo-claro

(28%), pérola (28%), marfim (28%), palha (30%), branco gelo (33%) e do azul-claro (35%). De acordo com a pesquisadora, o tipo de acabamento da tinta utilizada também interfere na quantidade de luz absorvida. Um dos maiores desafios das pesquisas desenvolvidas na Unicamp e na UFSCar é fazer com que seus resultados cheguem até a população para a escolha adequada de tintas, levando em conta a diminuição do consumo de energia elétrica. Para isso, resultados da pesquisa têm sido apresentados em diversos congressos da área, como no 5º Encontro Latino-Americano sobre Conforto no Ambiente Construído, realizado em agosto em Ouro Preto (MG), ou no 10º Congresso Internacional de Tintas, de 24 e 26 de outubro, em São Paulo. Augusto Verella

#$ Ecologia

Reciclar óleo de cozinha pode contribuir para diminuir aquecimento global

A

simples atitude de não jogar o óleo de cozinha usado direto no lixo ou no ralo da pia pode contribuir para diminuir o aquecimento global. O professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alexandre D’Avignon,

explica que a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera. O metano é um dos principais gases que causam o efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. Segundo ele, o óleo de cozinha que muitas vezes vai para o ralo pia acaba chegando no oceano pelas redes de esgoto. Em contato com a água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano. “Você acaba tendo a decomposição e a geração de metano, através de uma ação anaeróbica [sem ar] de bactérias”. Mas o que fazer com o óleo vegetal que não será mais usado? A maioria dos ambientalistas concorda que não existe um modelo de descarte ideal do produto. Uma das alternativas é reaproveitar o

óleo de cozinha para fazer sabão. D’Avignon defende que quanto mais o cidadão evitar o descarte do óleo no lixo comum, mais estará contribuindo para preservar o meio ambiente. Segundo ele, uma das soluções é entregar o óleo usado a um catador de material reciclável ou diretamente a associações que façam a reciclagem do produto. “Se nós conseguirmos dar algum valor de compra desse óleo para o catador, para que ele seja usado na produção de biodiesel, a gente vai fazer com que haja um ciclo de vida desse produto, para que ele volte para o sistema produtivo e produza biodiesel e isso substitua o consumo de óleo diesel”, sugere o professor. Agência Brasil

CUSCUZ MARROQUINO INGREDIENTES • 1 xícara (chá) de cuscuz marroquino • 1 cenoura média • 1/2 pimentão verde • 1/2 cebola roxa • 1 xícara (chá) de tomate-cereja • 1 xícara (chá) de caldo de legumes (se for usar cubo, dissolva apenas 1) • suco de 1 limão • 2 colheres (sopa) de azeite • 2 colheres (sopa) de salsinha picada • 2 colheres (sopa) de hortelã picada MODO DE PREPARO 1. Lave bem os legumes sob água corrente. 2. Numa tábua, corte a cenoura, o pimentão e a cebola em cubinhos de no máximo 2 cm. Corte os tomates ao meio. Reserve. 3. Numa panelinha, coloque a água e o caldo de legumes. Leve ao fogo alto. Quando ferver, acrescente os legumes e deixe cozinhar por 5 minutos com a panela tampada. 4. Numa tigela grande, coloque o cuscuz marroquino e regue com o caldo quente de legumes. Tampe a tigela com um prato para o cuscuz hidratar e cozinhar no próprio vapor. Quando esfriar, solte o cuscuz com um garfo. Adicione os ingredientes restantes e misture bem. Sirva à temperatura ambiente ou leve à geladeira e sirva frio. Saúde


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8 - Segundo Caderno

Repouso H

oje em dia a vida é rápida, excitante e exaustiva. Poderia ser mais descanso a resposta? Uma noite de sono refrescante e ininterrupto é uma vantagem real, mas a maioria das pessoas trabalha em atividades sedentárias, com datas limite para tarefas e vivendo problemas que drenam emoções. Para estas frequentemente é difícil conciliar o sono e descansar em paz. A fadiga é uma das causas mais comuns que leva a pessoa ao médico. Dormir é essencial para manter uma mente bem equilibrada e saúde do corpo. Dormir permite seu corpo renovar-se a si mesmo e obter melhores condições de cura. O descanso fortalece o sistema imunológico e pode adicionar anos à sua vida. Com um sono inadequado ou

insuficiente ocorre uma exigência muito grande do corpo utilizar as fontes de energia de reserva. Se você vive isto habitualmente, pode esperar ter pouca resistência para as doenças e estresse. Quanto sono é suficiente? Usualmente 7 a 8 horas de sono por noite é o melhor para adultos. As primeiras horas de sono antes da meia-noite são as mais restauradoras para o corpo. Se você necessita um cochilo, a melhor ocasião para isto é durante a manhã. O que dizer sobre os medicamentos para induzir o sono caso você não consiga dormir? Durante o sono normal uma pessoa tem períodos alternados de sono leve e profundo. Os sonhos parecem ser um canal natural de alívio e ocorrem durante o sono leve.

Medicamentos indutores do sono frequentemente suprimem este estágio do sono e ao acordar você pode não se sentir restaurado apesar do aparente dormir profundamente. Se permanecer usando os medicamentos para dormir, eles poderão causar fadiga crônica. OS MELHORES INDUTORES DO SONO SÃO OS MEIOS NATURAIS: Engaje-se em exercícios ativos diariamente para melhor contra-atacar a fadiga mental e emocional. Caminhe, pratique natação ou trabalhe no jardim ao invés de assistir TV. Tome um banho morno (não quente) ouvindo alguma música suave ao mesmo tempo em que diminua a luz ambiental para relaxar o corpo e a mente. Beba uma bebida morna. Mas evite cafeína, mesmo durante o dia. A cafeína é um estimulante que comumente causa insônia. Mantenha um horário regular para ir deitar à noite e levantar de manhã. Um estômago vazio promove um sono melhor. Coma sua refeição da noite várias horas antes de ir deitar e faça dela a mais leve do dia. Tente estes simples exercícios para ajudar a relaxar: Faça um alongamento com rotação do seu pescoço em círculos lentos e largos, sorria e segure o rosto com o sorriso por uns 30 segundos e relaxe em seguida, levante as sobrancelhas, mantenha-as assim por 30 segundos e relaxe depois, inspire e expire profundamente algumas vezes e relaxe. Evite ficar ruminando seus problemas do dia na hora de dormir.

Conte suas bênçãos e encha sua mente com gratidão e agradecimentos. O máximo descanso é encontrado em Jesus. Deixe seus fardos com o SENHOR e aceite Sua paz e perdão. O SENHOR nos tem encorajado a

trabalhar seis dias na semana e descansar no sétimo dia – este é Seu plano para um adequado equilíbrio entre o trabalho e o descanso.

são muito oleosas. A polinização das sementes é feita apenas através do morcego. E a colheita de cacau é feita duas vezes por ano. Existem três principais variedades de cacaueiro. A mais comum é o forastero, responsável por cerca de 90% da produção mundial de grãos de cacau. Os grãos do tipo crioulo são mais raros e por causa do seu aroma e gosto são procurados pelos melhores chocolateiros. Há também o cacau trinitário, um cruzamento entre o crioulo e o forastero.

que já foi o maior produtor do mundo (40%), hoje produz apenas 4% do total. Hoje oito países respondem por 91 % da produção mundial de amêndoas. Os maiores importadores de cacau são os Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Inglaterra e França. Respondem juntos por mais de 60% das importações mundiais. Em termos de consumo per capita destacam-se os países da CEE e os Estados Unidos.

Wildwood Lifestyle Center and Hospital series. Traduz. e adaptado por Dr. César Vasconcellos de Souza

#$ Vida e saúde

O cacau

T

heobroma cacao é como o cacaueiro é conhecido pelos pesquisadores. O cacau, fruto dessa árvore, é a principal matéria-prima na fabricação do chocolate. O cacaueiro, da família das esterculiáceas, é nativo das regiões tropicais da América Central e do Sul, provavelmente das bacias dos rios Amazonas e Orenoco, de onde se espalhou por toda região e onde ainda se encontram algumas espécies em estado nativo. Antes do descobrimento do Brasil ele era encontrado em estado selvagem no Amazonas e Pará. Mas até a chegada dos europeus à América, no final do século 15 apenas os povos maia e asteca, habitantes da zona compreendida entre o México e a América Central, utilizavam o cacau de maneira completa e sistemática. Hoje em dia ele é cultivado perto do Equador e também pode ser encontrado no Caribe, na África, no Sudeste da Ásia e até nas ilhas do Pacífico Sul, Samoa e Nova Guiné.

A Costa do Marfim, na África, é o primeiro produtor mundial. O Brasil ocupa atualmente a 5ª posição entre os maiores produtores do mundo, onde começou a ser cultivado em 1677, no Pará, mas foi na Bahia, para onde foi levado no final do século 18, que encontrou o clima ideal para a sua produção em grande escala. O FRUTO Tendo um formato redondo ou ovalado, dependendo da espécie

do cacaueiro, os frutos medem de 15 a 30 cms de comprimento por 7 a 10 cms de circunferência, demorando de cinco a sete meses para amadurecerem. Dentro do fruto estão as sementes, sendo que em cada fruto encontramos de 25 a 50 sementes aproximadamente, as quais estão envoltas em uma polpa branca, ácida, viscosa e açucarada, da qual são produzidas sucos ou geléias. Essas sementes têm um gosto amargo, levemente doce e

O MERCADO DE CACAU Nos últimos 50 anos a produção mundial de amêndoas de cacau passou de aproximadamente 800.000 toneladas métricas por ano para 3.000.000 de toneladas métricas por ano. Atualmente a maior parte da produção provém do Oeste da África, onde quatro países (Costa do Marfim, Gana, Camarões e Nigéria) produzem 65% do cacau no mundo. Destacam-se também a Indonésia e a Malásia. O Brasil,

CACAU PODE SER ARMA CONTRA DOENÇAS Derrame, doenças cardíacas, câncer e diabetes são algumas das que o cacau pode combater, segundo pesquisadores dos Estados Unidos. A epicatequina, substância presente no cacau, seria a responsável pelo combate às doenças. Ela tem propriedades antioxidantes e pertence ao grupo dos flavonóides. O povo Kuna, no Panamá, tem o costume de beber até 40 copos de suco de cacau por semana e apresenta incidência de derrame, doenças cardíacas, câncer e diabetes inferior a 10%. Indeca

Jornal Orion - Março 2014 Caderno 2  
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