JornalCana 323 (Fevereiro 2021)

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MERCADO

Fevereiro 2021

Jalles Machado faz IPO no Novo Mercado da B3 Empresa é a quarta companhia do setor sucroenergético listada na B3 A Jalles Machado (ticker JALL3), uma das principais produtoras de açúcar e etanol do Brasil,concluiu no dia 08 de fevereiro sua oferta pública inicial (IPO) na B3.Transmitido ao vivo e atendendo às medidas de distanciamento social im− postas pela pandemia, o evento contou com a participação do presidente da B3, Gilson Finkelsztain e do diretor−presi−

dente da Jalles Machado,Otávio Lage de Siqueira Filho, conectados com os de− mais executivos da companhia e conse− lheiros de administração. “Com o IPO, a Jalles Machado marca também a listagem de uma em− presa do universo agro na B3. Nós queremos cada vez mais trazer o mun− do rural para a bolsa e levar o setor fi− nanceiro para o campo. Sabemos da potência do agro brasileiro no mundo e a importância desse segmento para nossa economia”, comentou Gilson Finkelsztain, presidente da B3. “É um orgulho acompanhar esse momento da Jalles Machado,dando pas− sos largos para fazer o Brasil crescer e ge−

rar empregos.Agradeço a B3 pelo tra− balho que tem feito pelo crescimento do Brasil e do setor de agronegócio. Obri− gado a todos que acreditaram e que acreditam na Jalles Machado, nossos acionistas, nossa diretoria, que liderou esse processo, e a todos os nossos cola− boradores, o nosso maior patrimônio”, celebrou Otávio Lage de Siqueira Filho, diretor−presidente da Jalles Machado. Com o IPO, a Jalles Machado tor− na−se a única companhia de capital privado do estado de Goiás listada na B3 e a quarta do setor sucroenergéti− co. As outras empresas são Biosev, Raizen e São Martinho. A Oferta foi feita nos termos da

ICVM 400 sob a coordenação da XP Investimentos (Coordenador Líder), do BTG Pactual, do Citi e do Santan− der (Coordenadores da Oferta). Os recursos captados pela oferta da Jalles Machado serão utilizados pela companhia para investimentos no au− mento da produção de cana−de− açúcar em suas duas unidades locali− zadas em Goiás e possíveis novas aquisições no setor, como a compra de uma terceira unidade industrial. Com a realização de seu IPO, a Jalles Machado passa a ser a 171ª em− presa listada no Novo Mercado, seg− mento com os mais elevados padrões de governança corporativa.

Albioma investirá R$ 16,9 milhões em planta de biogás em Goiás Fábrica viabilizará o processamento de 1,09 milhão de metros cúbicos de vinhaça ao ano O Banco Nacional de Desenvolvimento Econô− mico e Social (BNDES) aprovou dois financiamen− tos para produção de biogás no interior de Goiás e no Paraná. Em conjunto, evitarão a emissão de 154 to− neladas de gases poluentes, montante equivalente ao plantio de 1.076 árvores. Serão concedidos créditos de R$ 13,3 milhões à Albioma Codora Energia, joint venture entre a Albioma Participações do Brasil e a Jalles Machado, segunda usina de cogeração do gru− po produtor de cana−de−açúcar Albioma, em Goiás, e de R$ 10,1 milhões para a Cooperativa Agroindus− trial Consolata (Copacol), do Paraná. A maior parte do apoio do BNDES (cerca de 98% do total direcionado às duas empresas) se dará com financiamento de recursos do Fundo Clima – subprograma Energias Renováveis, que conta com condições facilitadas para a implementação de pro− jetos do gênero. "O apoio do BNDES no processo de descarbo− nização da economia brasileira por meio do nosso

agronegócio passa cada vez mais por financiar e es− truturar projetos como esses. Ao gerar energia re− novável a partir de resíduos agroindustriais, conver− te−se um problema ambiental em uma solução energética, em linha com a agenda do Banco e com o desenvolvimento sustentável do Brasil”, afirma Mauro Mattoso, chefe do Departamento do Com− plexo Agroalimentar e Biocombustíveis do BNDES. O investimento da Albioma ampliará a produ− ção de biogás da usina em 8,7%, chegando a 195 GWh. Cerca de 17 GWh (volume suficiente para suprir a necessidade de 8.500 residências) poderão ser distribuídos para o sistema interligado de ener− gia, incrementando a segurança energética nacional.

Parte da energia poderá ser direcionada à usina Jal− les Machado, que fornecerá a matéria−prima. No caso da Albioma, o investimento total de R$ 16,9 milhões, com financiamento de R$ 13,3 mi− lhões pelo BNDES, viabilizará o processamento de 1,09 milhão de metros cúbicos de vinhaça ao ano (cerca de 1,25 milhão de toneladas). Dos R$ 13,3 milhões, R$ 12,74 milhões são do Fundo Clima e R$ 600 mil provenientes da linha Finem Direto. As principais aplicações dos recursos serão em obras civis em instalações e compra de máquinas e equipamentos nacionais. Com o proje− to, "Albioma e Jalles Machado reforçam a inovação e a sustentabilidade com geração de energia pelo biogás da vinhaça", declara Christiano Forman, Di− retor Presidente da Albioma Codora. No Paraná, após a implementação do projeto, a Copacol gerará energia para utilização em suas instalações, além de dar uma destinação útil aos resíduos altamente poluentes, reduzindo custos com consumo de energia elétrica e diminuindo o impacto ambiental da unidade. Com investimen− to total de R$ 12,7 milhões, todo proveniente do Fundo Clima, o projeto terá capacidade de gera− ção de 1 MW e de processamento de 5,6 mil me− tros cúbicos por ano. A maior parte do investi− mento será destinada à aquisição de máquinas e equipamentos nacionais.