JornalCana Edição 275/Dezembro 2016

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PRODUÇÃO

Dezembro 2016

2017 SERÁ O ANO DA RECUPERAÇÃO Com a certeza de que esta foi uma das mais difíceis crises em toda a história do setor, o que resta é o aprendizado em diferentes aspectos do que veio com ela a fim de prevenir futuros maus momentos. Esperançoso, Arnaldo Antônio Bortoletto, presidente da Coplacana — Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo, alerta que é necessário estar presente e não deixar de pressionar o Governo, para que sejam tomadas medidas que favoreçam e não que prejudiquem como já aconteceu. “A área agrícola nos mostra cada vez mais que temos que fazer mais com menos, isto é, controlarmos todo o nosso custo de produção, quando for área arrendada, o custo do mesmo no preparo de solo, na qualidade da muda, na colheita, principalmente evitar o pisoteio das linhas da cana e o compactamento do solo. Hoje é fundamental termos a sistematização e também a utilização de agricultura de precisão”, explica Arnaldo.

“A área agrícola nos mostra cada vez mais que temos que fazer mais com menos” (Arnaldo Antônio Bortoletto)

Segundo dados apurados ainda em 2016, o agronegócio deve crescer até 3,8% em 2017 se o clima for favorável à produção agropecuária e deve ajudar o Produto Interno Bruto — PIB brasileiro a avançar pelo menos 2%. A expectativa é que safra de cana cresça em até 2,09% e que o recolhimento de palha volte a ser bom negócio. O preço da energia no mercado livre já apresenta sinais de recuperação. São vários os fatores que animam o negócio da bioeletricidade em 2017, como a possibilidade de o Brasil voltar a crescer e, com isso, necessitar de mais energia elétrica e principalmente porque a geração de

Arnaldo Antônio Bortoletto, presidente da Coplacana, pede pressão ao governo

energia no setor sucroenergético será favorecida pelas metas estabelecidas na Conferência do Clima — COP 21, onde o Brasil se comprometeu a passar dos atuais 11% de participação na matriz elétrica brasileira para 23% em 2030, somando biomassa, eólica e solar, ou seja, o setor

continua expandindo seu potencial. O segmento espera um ano de recuperação do endividamento da maioria dos produtores e das indústrias, dependendo dos preços que estão no mercado e de um clima favorável para recuperar a produtividade. “Com este cenário, teremos melhores

condições de investimentos em toda a cadeia produtiva, seja indústria ou agrícola, gerando mais empregos diretos e indiretos, movimentando toda a economia e ainda teremos mais investimentos em tecnologia nas pesquisas de desenvolvimento”, finaliza o presidente. (LB)