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TECNOLOGIA INDUSTRIAL
Setembro 2014
Camisa de alta drenagem aumenta extração de usina paulista Tecnologia proporciona diminuição da umidade do bagaço
Gegis discute manejo da palha ANDRÉ RICCI,
As moendas vêm passando por uma série de adequações e otimizações que as colocam, dentre os sistemas de extração de caldo utilizados, como o de com maior eficiência. Porem a retirada do caldo sob forte pressão entre seus rolos ainda é um problema de difícil solução. A partir da evolução dos rolos perfurados, lançados na década 80, surgiu no mercado, as camisas de alta drenagem “D.CAD”, da Dedini que vêm de encontro a essa antiga necessidade. A Usina Rio Pardo instalou na safra atual, no 5º terno do rolo superior da moenda de 42x78”, uma Camisa de Alta Drenagem da Dedini, com o objetivo de reduzir a umidade do bagaço e aumentar a extração. De acordo com Carlos Caserta, gerente industrial da unidade, a umidade final do bagaço antes e depois da instalação da D.CAD mudou, já que na safra 2013 o acumulado era de 53,41 %, e nesta temporada passou para 47,54%, em média. “Na safra passada, o pol do bagaço era de 2,26 % e após a instalação da Camisa passou para 1,58 %, na média da safra. A extração de pól antes e depois da instalação da camisa D.CAD passou de 94,37% na temporada 2013, para 96,75% na safra atual, na média da safra”, revela. Caserta afirma que a partir da instalação desta camisa foi possível aumentar a taxa de embebição, já que a média de temporada de 2013 era de 22,84% e saltou para uma média de
Carlos Caserta, gerente industrial da Usina Rio Pardo
29,35%. “Não existe nenhuma restrição ou dificuldade para a aplicação de chapisco, o único cuidado na aplicação é para não atingir o fundo do friso. Também não existe dificuldades em relação ao ajuste dos pentes. Estamos deixando uma folga de 2 mm entre o pente e o fundo do friso”, lembra. Ele admite que até o momento, não ocorreu entupimento dos furos de drenagem. “Para a limpeza dos furos de drenagem a Usina está utilizando somente água quente na faixa de 55°C. A Rio Pardo estuda a instalação de outra camisa D.CAD no rolo superior do primeiro terno, com objetivo de aumentar a extração do caldo primário para produção de açúcar, contribuindo diretamente no aumento da extração. Recomendamos essa nova tecnologia para outras usinas, pois os números mostram que os resultados foram muito significativos em relação as safras anteriores”, afirma. Além da instalação da camisa perfurada no quinto terno foi reduzido o friso da camisa de 2” para 1,1/2”.
DE
PITANGUEIRAS (SP)
O Gegis – Grupo de Estudos em Gestão Industrial do Setor Sucroenergético se reuniu no dia 25 de julho para mais uma reunião em 2014. Desta vez, o encontro aconteceu na Usina Pitangueiras, unidade localizada em cidade de mesmo nome no interior de São Paulo, e contou com a participação de cerca de 50 pessoas. João Henrique de Andrade, diretor, Eduardo Prezinhas, gerente agrícola, e Gilmar Galon, gerente industrial, todos da Pitangueiras, foram os responsáveis por falar sobre o trabalho de manejo da palha implementado efetivamente nesta safra
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pela unidade. Eles explicaram passo a passo como a empresa tem conseguido melhorar seu rendimento agrícola e industrial, trazendo retorno financeiro considerável em médio prazo. “Na área agrícola, vimos a diminuição de incêndios em palha, processo de rebrota do canavial mais rápido e diminuição da cigarrinha. Mas, o grande benefício está na cogeração, já que economizamos no consumo de bagaço e o utilizaremos para geração de energia na entressafra”, diz Andrade. Márcio Roberto Móri, da Tonon Bioenergia, também contribuiu com sua habitual explanação sobre os indicadores industriais referentes a safra 2014/15.
D EPO I M ENTOS
BENEFÍCIOS DA PALHA — “Estamos aprendendo muito com as novidades do setor. Não tínhamos o conhecimento de que a palha poderia trazer tantos benefícios para as usinas. Ela pode ajudar as empresas a atravessar esta fase crítica que vivemos. Como se trata de algo recente, estes debates podem nos ajudar a evoluir”. Benedito Luiz Ferrante, da Usina Pitangueiras
TROCA DE INFORMAÇÕES — “Trocar informações com pessoas envolvidas com o setor é muito importante. Conhecemos o trabalho de especialistas que atuam em regiões distintas da nossa, o que contribui para o aprendizado de todos. Especialmente em um momento onde temos tantos desafios, estas reuniões se tornam fundamentais”. Carlos Manoel dos Santos, o “Xuxa”, da Usina Pitangueiras
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DA REDAÇÃO