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ANO CXX EDIÇÃO 29 DOMINGO, 18.07.2021

R$ 3.20 ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA

FUNDADO EM 1901

Dia de O Jornal Batista Terceiro domingo de julho Conheça mais da história de OJB e sua atividade em 2020, durante a pandemia.

Coluna Dicas da Igreja Legal

Coluna Vida em Família

Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

Mais direitos

Como ser bons avós

Missões Estaduais

Recomeçar

Coluna traz mais informações sobre CLT

Artigo da semana traz recomendações aos avós

Mais Convenções lançam suas campanhas

Juventude Batista Brasileira retoma suas atividades

pág. 03

pág. 06

pág. 08

pág. 10


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 18/07/21

EDITORIAL

Dia de O Jornal Batista O Jornal Batista é tão especial, que tem duas datas em nosso calendário para celebrarmos a sua existência: o dia 10 de janeiro, data se fundação, que em 2021 completou 120 anos; e neste domingo, o terceiro de julho, celebramos o dia de O Jornal Batista. Nosso objetivo é produzir sempre um conteúdo edificante e inspirador a todos os nossos leitores. Falar do Evangelho, da Palavra de Deus e contar o que os Batistas brasileiros têm realizado em todo o país e no mundo. Como vocês já devem ter percebido, a capa de OJB nos faz viajar no tempo,

através de um mosaico com diversas capas ao longo destes 120 anos. Como é bom revisitar essa história tão bonita e fazer parte dela também. É bênção de Deus escrever e registrar a história dos Batistas brasileiros. Nesta edição, também separamos a página 9 para contar brevemente a história de OJB e, também, apresentar algumas informações sobre a atuação do jornal neste período de pandemia, com base nos dados apresentados na última reunião do Conselho Geral da Convenção Batista Brasileira (CBB), em

abril deste ano. Oportunidade de relembrar a nossa história e vislumbrar um futuro abençoado para nosso querido semanário. Além disso, continuamos a ênfase em Missões Estaduais, com os lançamentos de Campanha no estado do Ceará e Alagoas. Temos também o retorno das atividades da Juventude Batista Brasileira (JBB), que aproveitou a oportunidade e lançou a proposta para o Mês da Juventude, as notícias das nossas juntas missionárias e os artigos. Destacamos também a Coluna Dicas da Igreja Legal,

falando mais uma vez sobre os direitos do trabalhador e a Coluna Vida em Família, comentando sobre o papel dos avós. Que esta edição de OJB não seja só mais uma. Nosso objetivo, mais uma vez, é abençoar e marcar a sua vida através de tudo o que está nas próximas páginas. Boa leitura, queridos! n Estevão Júlio

jornalista no Departamento de Comunicação da Convenção Batista Brasileira

( ) Impresso - 120,00 ( ) Digital - 50,00

O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com

FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Fausto Aguiar de Vasconcelos DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza

REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557

Fax: (21) 2157-5560 Site: www.convencaobatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940);

Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Folha Dirigida


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DICAS DA IGREJA LEGAL

Direitos básicos do trabalhador (2) Jonatas Nascimento Na edição anterior falei dos direitos do trabalhador regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em espaços eclesiásticos. Como prometido, desta vez quero falar das particularidades acerca de férias do empregado (Vencidas e Proporcionais), faltas e atrasos, anotações e prazo para devolução na CTPS e Aviso Prévio. São direitos básicos do trabalhador (continuação): Férias do empregado: Vencidas: O empregado dispensado sem justa causa, fará jus às férias vencidas acrescidas do terço constitucional. Para tanto, deverá cumprir o tempo de trabalho de 12 meses, na forma do art. 130 da CLT. Proporcionais: As férias proporcionais também serão devidas, na fração de 1/12 avos período trabalhado igual ou superior a 15 dias, na forma do art. 146 da CLT. As faltas injustificadas poderão afetar o direito do empregado às férias proporcionais, na forma da tabela publicada no texto da lei: Obs: Acima de 32 faltas injustificadas no período aquisitivo, o empregado perde às férias correspondente. Atrasos: O art. 58, §1º da CLT disciplina que não serão descontados da jornada a variação de horário no registro

de ponto não excedente de 5 (cinco) minutos, observado o limite máximo de 10 (dez) minutos diários. Portanto, o empregado pode se atrasar 5 (cinco) minutos no início da jornada diária e no retorno do intervalo para repouso e refeição. Anotações e prazo para devolução na CTPS: O art. 29 da CLT prevê que a Carteira de Trabalho e Previdência Social será obrigatoriamente apresentada, contra recibo, pelo trabalhador ao empregador que o admitir, o qual terá o prazo de 48 (quarenta e oito) horas para nela anotar, especificamente, a data de admissão, a remuneração e as condições especiais, se houver, sendo facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho. Principais ausências justificadas: Alistamento militar: no período em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar; Alistamento eleitoral: até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, no termo da lei respectiva; Atestado Médico: os dias em que estiver de atestado médico; Casamento: até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento; Comparecimento em juízo: pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer em juízo, quando for

convocado para prestar depoimento, se for jurado ou qualquer outra determinação; Comparecimento à Justiça do Trabalho: as horas em que o empregado faltar ao serviço para comparecimento necessário como parte na Justiça do Trabalho; Doação de sangue: 1 (um) dia, em caso 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada; Exames vestibulares: nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exames vestibulares para ingresso em estabelecimento de ensino superior; Falecimento: até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua dependência econômica; Falecimento de cônjuge professor: por 9 (nove) dias, quando se tratar de professor, por motivo de gala ou de luto em consequência de falecimento do cônjuge, do pai ou mãe, ou de filho; Nascimento de filho: 5 dias, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana; Licença-maternidade: período de licença-maternidade ou aborto não criminoso.

Cumprimento de Aviso Prévio: por 07 (sete) dias corridos ou 02 (duas) horas diárias, no cumprimento do aviso prévio motivado pelo empregador; Aviso Prévio: A Lei nº12.506/2011 alterou as regras para aplicação do aviso prévio, estabelecendo o aviso prévio proporcional, que passa a ter uma variação de 30 a 90 dias, conforme o tempo de serviço na empresa. Assim, os empregados passam a ter no mínimo 30 dias durante o primeiro ano de trabalho, somando a cada ano mais três dias. Indenização adicional: A indenização adicional equivalente a uma remuneração mensal do trabalhador, que for dispensado sem justa causa, nos 30 dias que antecedem a data-base da categoria. Convém relembrar, que cada categoria possui uma data-base, que é a ocasião de fechamento das negociações coletivas onde homologa-se a convenção coletiva de trabalho, com os reajustes, pisos convencionais e demais direitos trabalhistas na norma convencional. n Empresário contábil, diácono batista e autor da obra “Cartilha da Igreja Legal” E-mail: jonatasnascimento@hotmail.com WhatsApp: (21) 99247-1227


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REFLEXÃO

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Comunhão Olavo Feijó

pastor & professor de Psicologia

O Convite de Cristo é Universal Cleverson Pereira do Valle pastor, colaborador de OJB

No dicionário Aurélio, “comunhão” é ato ou efeito de comungar. Participação em comum em crenças, interesses ou ideias. Conjunto daqueles que comungam os mesmos ideais, crenças ou opiniões; comunidade. No sentido bíblico, é de partilhar algo com alguém; disposição para compartilhar (generosidade). Comunhão é o compartilhamento de uma vida em comum. Um companheirismo inseparável. Em Atos 2.42-44 podemos aprender muito a respeito de comunhão. 1. Eles perseveravam - Não se encaminharam para direções diferentes, sentiam necessidade de mais instrução, estar juntos. Mantinham firmes o compromisso assumido. 2. A comunhão é uma das chaves da eficiência de uma Igreja - pastor Darrel Robinson diz: “Uma igreja nunca poderá crescer além dos limites da sua comu-

nhão”. Com uma comunhão correta, a Igreja poderá enfrentar qualquer problema e que continuará em crescimento. Sem ela, a igreja é qualquer coisa, menos igreja de Cristo. 3. A comunhão na Igreja é dupla - É comunhão vertical com Deus e horizontal uns com os outros. A desobediência arruína e rompe nossa comunhão com Deus. O rompimento de nossa comunhão com Deus afeta o relacionamento entre os irmãos. Mas, ela pode ser restaurada (I João 1.9) e há três condições para a restauração: confissão, perdão e purificação. O que não é comunhão? Comunhão não é aperto de mão, tapinha nas costas e amáveis sorrisos; não é boas vindas e também não é reunião social. Então, o que é comunhão? É amor vigoroso, é a determinação de amarem uns aos outros e permanecerem unidos. Precisamos investir tempo com os

“Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4). O profeta Ezequiel, cujo ministério sacerdotal ocorreu por volta do ano 586 a.C., dirigiu suas mensagens aos seus compatriotas, que viviam subjugados pelos babilônios, humilhados e sem nenhuma esperança de experimentar liberdade política e espiritual. As predições libertadoras de Ezequiel, iguais às de todos os mensa-

membros da Igreja fora das atividades eclesiásticas. Precisamos elogiar uns aos outros, rir juntos. A comunhão fora das quatro paredes deve ser vivenciada; experimente passar tempo com um membro da Igreja. Tomem café da manhã juntos ou convide para almoçar ou

geiros do futuro, tiveram sua concretização final a partir do ministério de Jesus Cristo, que nos deu a confirmação definitiva sobre o eterno Reino de Deus (Ezequiel 18.13). Porque nossa salvação em Cristo é irredutível, nossa submissão à Sua vontade deve ser inegociável. Por causa do Seu amor misericordioso, Jesus Cristo nos oferece Sua salvação da qual dependemos: “Venham a Mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas e Eu lhes darei descanso” (Mt 11.28).

jantar. Ouça com atenção o seu irmão em Cristo, ore por ele (a), isso é comunhão. Como Igreja de Cristo precisamos desenvolver uma comunhão mais intensa, dia a dia, todos os dias até a volta de Cristo. n

O mais importante dos mandamentos Marinaldo Lima

pastor, colaborador de OJB

Certa vez um escriba interrogou a Jesus Sobre qual era o mais importante mandamento. A intenção deste homem era testar o Senhor, Mas acabou recebendo um relevante ensinamento. Sabiamente o Mestre respondeu para o escriba Que o primeiro de todos os mandamentos é Para Israel ouvir somente o Senhor Deus Pois Ele é o Único, é o Adonai, o Iavé.

E o Senhor Jesus Cristo continuou respondendo: “Amarás a Deus de todo o teu coração, De toda a tua alma e de todo entendimento; Com as tuas forças, a Ele, darás adoração. É o primeiro mandamento e também ainda há Um segundo que a ele é em tudo semelhante: Amarás o teu próximo como amas a ti mesmo; E acima disto nada é mais importante.” O escriba ouviu tudo e então considerou: “Muito bem, Mestre, e tudo isto é verdade. Só há um Deus, fora dEle não há outro

E eu devo amá-lo com toda a tenacidade. Com o coração, entendimento e todas as minhas forças Devo amar somente a Deus e também ao meu irmão. Se oferecer holocaustos e muitos sacrifícios E não tiver amor, o que eu fizer será em vão.” O Mestre disse: “Não estás longe do reino de Deus.” E ninguém fez mais perguntas ao Senhor. Além de cumprir estes importantes mandamentos Deve-se confessar Jesus como único Salvador. n


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O tempo de agir é hoje!

Fabrício Freitas

pastor Titular na Comunidade Batista Hope - DF

“Venha”, respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre as águas e foi na direção de Jesus” (Mt 14.29). Com é bom estarmos em plena campanha de Missões Estaduais 2021 e sermos lembrados do grande poder de Jesus em realizar milagres. Quando pensamos na obra missionária, esta recordação nos faz lembrar que missões, neste tempo de tantos desafios, também será recheada de muitos milagres. Somos convocados, como Batistas, a darmos passos de fé e coragem, sem medo, agindo direcionados por Deus em direção aos perdidos que

estão perto de nós. Ao olharmos para a experiência de Pedro andando sobre as águas, notamos algumas preciosas lições para hoje. Dentre elas quero mencionar o coração obediente de Pedro. Quando Jesus ordenou que andasse sobre as águas, ele obedeceu. Mesmo sem fazer muito sentido, deu o primeiro passo. Como o discípulo, devemos, hoje, andar em direção a vontade de Deus. Precisamos proclamar Sua mensagem de redenção a todas as pessoas no coração do Brasil; e aqui, talvez, seja umas das áreas que mais negligenciamos nesta geração, a obediência a missão. Outro ponto interessante está relacionado ao começar. Quando pensamos em Pedro, olhamos que pela fé ele deu

o primeiro passo. Ele saiu do barco e andou sobre as águas. Este é o tempo que obedientemente devemos “sair do barco” e irmos em direção a todos os que clamam ao nosso redor. Interessante que enquanto ele estava focado em Jesus, não teve problema, afinal, a fé e a obediência é o caminho para o sobrenatural. E Pedro experimentou isso quando decidiu obedecer e dar o primeiro passo. Cremos que o mesmo vai acontecer conosco se obedecermos a ordem do Senhor de avançarmos com o seu evangelho onde ele nos colocou. Por fim, sempre que nos deparamos com algo novo, o medo pode tentar roubar a nossa fé. O medo nos faz afundar. Quando Pedro teve fé, ele andou sobre as águas. Quando teve medo, ele afun-

dou. Grandes oportunidades e empreendimentos missionários podem naufragar em virtude do nosso medo e da nossa falta de fé. O mesmo pode acontecer conosco hoje. Este é um tempo que não podemos permitir que o medo nos paralise e tire a visão de avançarmos com o nosso povo. Por mais desafiadores que sejam os dias que estamos enfrentando, devemos continuar firmes olhando para Jesus, e em obediência darmos o primeiro passo em direção ao sobrenatural. Com fé veremos nesta campanha de Missões Estaduais 2021 muitos milagres e vidas sendo restauradas e resgatadas para a glória de Deus. Não temas, o tempo de agir é hoje, os desafios missionários esperam por uma resposta urgente de cada um de nós. n

A compaixão de Jesus

Jaciara Pinho

membro da Igreja Batista em Campo Grande - PE

“Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas como ovelhas sem pastor” (Mt 9.36). Jesus tem compaixão de nós e convida a todos estão aflitos e sem saber mais o que fazer, a segui-Lo. Vi-

mos este convite em Mateus 11. 2830, quando Jesus diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Amados, sabemos que muitas vezes não existem forças em nós mesmos para passar ou superar dificuldades que

a vida nos impõe. Porém, Jesus Cristo coloca-se à nossa disposição para levar sobre Ele todas as nossas dores e dificuldades, nos ajudando a passá-las. Nós, como imagem e semelhança de Cristo, devemos ter por nossos semelhantes a mesma compaixão que Ele teve conosco. Devemos levar não só o conforto material, mas, principalmente, espiritual àqueles que se encontram sem esperança. Precisamos entender que muitas vezes, o único contato com

a Palavra de Deus é através de nossas vidas. Que possamos, então, ser canal do Espírito Santo levando a verdadeira Esperança, que é Cristo. E para isso busquemos nos santificar a cada dia. Mostremos, através de nossas vidas, a Palavra salvífica do Senhor Jesus, aquela que transforma todo nosso ser e as vidas daqueles que ainda não conhecem a Cristo. n


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 18/07/21 VIDA EM FAMÍLIA

Como ser bons avós Dia 26 de julho é o Dia dos avós. Começo com esta citação que muito nos faz pensar: “Certamente duas das experiências mais gratificantes da vida são ser neto ou ser avô” (Donald A. Norberg). Grande verdade. Ser avós é uma experiência ímpar. São sentimentos experimentados quando tivemos nossos filhos em casa e sentimentos não experimentados diante de um verdadeiro presente da vida, uma bênção do Senhor. “O Senhor mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros, e em tudo o que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der o Senhor teu Deus” (Dt 28.8). Este texto bíblico nos ajuda a lembrar que ser avó e avô nos traz também uma responsabilidade. Construímos uma vida, construímos uma história, conquistamos um lugar, nossa mão agiu e agora continuará agindo, contribuindo para a vida dos nossos netos. Contribuindo, não causando problemas e dores. Os avós estão inseridos na realidade de que três gerações coexistem; onde passado, presente e futuro se encontram e se relacionam simultaneamente. Essas relações entre avós, filhos e netos são de experiências profundas, delicadas e muito importantes para todos os envolvidos nela. Quando elas funcionam bem, em equilíbrio, beneficia a todos, mas quando são disfuncionais, trazem sérios danos e sofrimentos. Os avós, como mais velhos, experientes e sábios podem ser

peça fundamental para a saúde familiar, ajudando a construir uma dinâmica de relacionamentos saudáveis. Então, é preciso refletir sobre isto, esclarecer os papéis de cada um, para que não venham acontecer conflitos desnecessários. Avós são avós, são pais dos pais, não pais dos netos. Mesmo quando ajudam os filhos e filhas, noras e genros cuidando diariamente dos netos, as diretrizes do dia a dia na educação, limites e normas devem ser ditada pelos pais. Os avós podem ajudar na criação dos netos, desde que não lhes implique em danos físicos e emocionais. Avós podem ser agentes conciliadores e facilitadores da comunicação entre os pais e seus filhos. Com sua bagagem de experiências boas e ruins, podem aconselhar seus filhos a uma melhor conduta como pais e auxiliar os netos na compreensão do papel dos pais. Avós devem também devem saber dos seus limites. Beneficiar e não prejudicar a relação com seus filhos e netos. Para isto, é preciso ser muito prudentes e saber o que fazer e o que falar para que os relacionamentos sejam amáveis, cordiais e benéficos. Para ser bons avós é preciso saber qual é o seu lugar como avós. Um lugar importante, mas não o mais importante. Os avós devem sempre manter o respeito e consideração pelo papel e lugar dos pais na criação de seus filhos, deixando aberto o diálogo, a compreensão, a ajuda mútua. Todos são importantes

e devem ter seus lugares definidos na vida da criança. Um lugar de aliados, não de oponentes. Não desafiando as diretrizes estabelecidas, não interferindo na educação e na disciplina dos pais, a menos que haja agressão física e ou emocional para com a criança. O lugar dos avós é um lugar amplo, mas limitado. É preciso ter sabedoria e colocar limites sobre seu comportamento, palavras e atitudes. Nunca falar mal dos pais de seus netos, não levar os netos a lugares sem pedir a permissão dos pais, não dar alimentos que os pais proibiram etc. E lembrar sempre de que a casa dos filhos não é a sua casa. Os avós também precisam reconhecer sua própria importância. Devemos ser fonte de amor, tolerância e afeto. Avós precisam ser “gostosos” de conviver, não ranzinzas, exigentes demais, inflexíveis. Avós devem marcar a vida de seus netos com a doçura de momentos alegres e prazerosos. Avós podem ser ótimos contadores de histórias. Crianças gostam imensamente de histórias e aprendem muito com elas. O legado da família pode e deve ser passado para os netos em forma de histórias sobre os antepassados, sobre Deus, sobre as experiências da vida. Também podemos ser ajudantes no desenvolvimento de uma autoestima positiva, através de elogios, incentivos, apreciação de comportamentos e feitos etc. “O que as crianças mais precisam

são os elementos que os avós oferecem em abundância. Eles dão amor incondicional, carinho, paciência, humor, conforto, lições de vida. E o mais importante, as guloseimas” (Rudy Giuliani). Avós podem exercer influência positiva, servir como apoio emocional. Criar filhos não é tarefa fácil e ser filho nem sempre é tarefa fácil também. Então, os avós podem ser aquele colo de conforto, consolo e apoio que eles precisam. Acolhimento deve ser uma atitude marcante em todos os avós. Outra atitude positiva é perguntar em vez de mandar. Avós não podem tomar decisões na vida de seus netos, é preciso sempre perguntar aos pais o que podem fazer por eles. Nesse relacionamento lindo e delicado, torna-se necessário mimar a todos. Avós tem a fama de mimar os netos, mas é preciso mimar os pais dos netos também. Eles precisam e merecem. E, caso não façam por merecer, mime da mesma forma. Isso servirá de exemplo para os netos. Termino dizendo que neste papel e lugar tão especial, sejamos, de fato, motivo de orgulho e lindas lembranças na vida dos nossos netos, filhos, filhas, genros e noras. Que Deus nos dê sabedoria e muito, muito amor! “Avós são parte importante da nossa história que lembraremos para sempre com orgulho.” n Por: Elizabete Bifano


MISSÕES NACIONAIS

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Trabalho do Colégio Batista de Carolina abençoa famílias no Maranhão Adriana Dias

missionária e diretora do Colégio Batista de Carolina - MA Adaptação: Gerência de Comunicação da Junta de Missões Nacionais

A denominação Batista sempre teve em seu DNA a formação educacional de crianças, adolescentes, jovens e adultos. Um grande exemplo disso é o Colégio Batista de Carolina-MA que completou, em 2021, 85 anos de serviços prestados

ao Maranhão. É impossível falar de educação sem falar do nosso maior mestre: Jesus. A educação foi o maior ministério que Jesus exerceu. Em todo o momento lemos que Ele se assentava para ensinar. “Jesus saiu outra vez para beira-mar. Uma grande multidão aproximou-se, e ele começou a ensiná-los” (Mc 2.13) Nós, seguidores de Jesus, não podemos fugir de Seus ensinamentos. Você, crente no Senhor Jesus, que é diretor

de escola, coordenador pedagógico, professor, secretário, auxiliar de serviços gerais ou qualquer outra atividade dentro de uma escola, precisa entender que Jesus conta com você para fazer diferença em nossa nação. Não coloque o seu emprego acima de sua fé. Decida servir fielmente a Jesus e ser usado por Ele dentro da escola que você está. Em 2015, eu tive um aluno muito inteligente, mas que era bastante agressivo e vivia mal-humorado, arrumando confusão. Certa vez, precisei dar uma suspensão nele, porque havia agredido um colega de turma com um chute na barriga. A mãe, muito parceira nossa, conversava bastante comigo, e eu pedi que ela o inscrevesse no acampamento de adolescentes que seria feito no colégio. Ela, preocupada se era a melhor decisão, aceitou a minha sugestão. Foi

bastante difícil ele aceitar ir. Foi obrigado pela mãe. Terminado o acampamento ela retorna à escola e diz: “Adriana, o que você fez com o meu filho? Eu passei o fim de semana mal, me questionando se havia tomado a decisão certa e quando ele voltou, seu rosto reluzia. Pediu perdão a mim, ao pai, nos beijou, beijou os irmãos e disse que nos amava”. Foi uma experiência tremenda! Passados seis anos, recebo mensagem de sua mãe: “Quero te convidar para o casamento de Arlyan. Estamos fazendo uma pequena celebração, devido à pandemia, mas você, como mãe, não pode ficar de fora”. Quanta alegria em meu coração. Vale a pena servir ao Senhor dentro de uma escola. Vale a pena lutar por uma Educação de qualidade. O nosso Deus é fiel. n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 18/07/21

Convenção Batista Cearense comenta as ações da campanha de Missões Estaduais 2021 Por conta da pandemia, planejamento para as atividades foi ajustado aos protocolos. Sâmia Oliveira

coordenadora de Missões da Convenção Batista Cearense

A Campanha de Missões Estaduais da Convenção Batista Cearense (CBC) deste ano foi planejada e ajustada ao período de restrições e protocolos adotados no Ceará. No último dia 15 de maio, durante a manhã, a CBC realizou um Drive Thru Missionário, onde nossas Igrejas da capital puderam receber seu kit de Missões e material evangelístico. Para as Igrejas da Convenção que se encontram no interior do estado, a equipe da CBC esteve presente em cada município fazendo a entrega de nossos kits da Campanha. O lançamento da Campanha de 2021 aconteceu por meio de uma live, que contou com a participação de nossas Igrejas. “Temos alcançado não somente o nosso estado, mas outras localidades do nosso país. É uma benção presenciar milhares de lares missionários em nossa abertura”, afirma de Castro , coordena-

CBC teve apoio de equipe que atuou em diversas áreas dora de Missões da CBC. O tema da Campanha 2021 é “Vivendo meu chamado” e tem como divisa I Pedro 2.21. Tudo foi preparado com o cuidado e a ajuda das Igrejas, nesse momento tão importante para o campo cearense. Contamos com equipes que trabalharam na estrutura física / logística, com o louvor, na interpretação por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), além das Igrejas do nosso interior do estado,

Igrejas receberam material da Campanha

que gravaram mensagem musical e peças teatrais. Após o lançamento oficial da Campanha de Missões Estaduais, a Convenção Batista Cearense realizou, presencialmente, sua abertura de Campanha nas regiões / associações do nosso Estado: ABAOESTE, ASIB, Vale do Jaguaribe, ABANORTE e Vale do Caju. Durante esses encontros, nossas Igrejas participam de Treinamentos, Feirinhas e Cultos Missionários.

A nova realidade pede ajustes, mas a Obra não pode parar e temos avançado em nosso estado. Que possamos ser agentes usados pelo Pai na transformação de vidas e que possamos Viver o nosso chamado, no lugar em que Deus nos colocou: no trabalho, na faculdade, na própria família; levando o Evangelho a cada cearense. Que Deus continue abençoando a todo o povo Batista. n

Convenção Batista Alagoana realiza live de lançamento da Campanha de Missões Estaduais Segurança e maior alcance das Igrejas motivaram a CBAL para uma transmissão ao vivo. João Vitor Leite

auxiliar de Comunicação da Convenção Batista Alagoana

A Convenção Batista Alagoana, através da sua Gerência de Missões Estaduais, realizou no sábado, dia 03 de julho, o lançamento oficial da Campanha de Missões Estaduais 2021, que tem como tema “Vivendo a Unidade do Reino”. O evento foi online, através de uma live transmitida a partir do canal da Primeira Igreja Batista em Bebedouro, em Maceió-AL no Youtube. Presencialmente, participou o pastor José Benzeval, gerente de missões da CBAL, que ficou responsável pela direção; Wenbley Farias, pastor da Igreja Batista da Comunhão, em Maceió-AL, que trouxe a reflexão, e o grupo de louvor da Igreja local, o qual também foi responsável pela autoria do hino oficial da campanha. “Optamos por realizar a abertura através de uma live para proporcionar o máximo de segurança possível para os participantes,

Ministério de louvor da PIB em Bebedouro compôs a música tema da Campanha e também vimos nesta opção a oportunidade de alcançarmos pessoas e Igrejas que, por conta da distância, não poderiam participar, caso o evento fosse realizado presencialmente” conta pastor Benzeval. O tema da campanha 2021 é resultado de várias reuniões com lideranças de todas as partes do estado, onde chegou-se a conclusão, que só é possível alcançar todo o estado de Alagoas para

Djalma Inoue, gerente do escritório da CBAL

Cristo e fortalecer as Igrejas e Congregações existentes com unidade, uma unidade onde Cristo esteja reinando. Durante o mês de julho várias ações têm sido realizadas em todas as partes do estado para promover missões, como, visita de missionários e mobilizadores nas Igrejas, visita dos representares da denominação, reuniões online e presenciais com lideranças do campo,

ao mesmo tempo em que se mantém uma equipe de funcionários e voluntários de prontidão trabalhando em toda a logística da campanha. O foco é não apenas despertar os Batistas alagoanos para missões estaduais, mas para missões em todas as esferas, pois, este é o entendimento da liderança do campo sobre viver a unidade do Reino. n


NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 18/07/21

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Dia de O Jornal Batista Terceiro domingo de julho foi escolhido para celebrarmos a história do órgão oficial dos Batistas brasileiros Estevão Júlio

jornalista no Departamento de Comunicação da Convenção Batista Brasileira

Hoje celebramos mais um aniversário de O Jornal Batista, fundado em 1901. O terceiro domingo de julho foi escolhido para agradecermos a Deus pela importância desta publicação, órgão oficial da Convenção Batista Brasileira desde 1909. Sem dúvidas, OJB foi importantíssimo para a consolidação do trabalho Batista no Brasil. Um resumo da história de O Jornal Batista Antes de OJB existir, Os Batistas brasileiros, no início do século XX, tinham duas tipografias para publicar panfletos e outras literaturas cristãs. Uma era sediada no Rio de Janeiro, na cidade de Campos, e publicava o jornal “As Boas Novas”. A outra ficava no nordeste, na Bahia, publicando o “Echos da Verdade”. E foi em 1900 que missionários se reuniram e decidiram centralizar os trabalhos no Rio de Janeiro. Objetivo era servir a todos os Batistas brasileiros. O missionário William Edwin Entzminger foi selecionado para ser o diretor da editora e do jornal, pois já acumulava experiências no jornalismo. Também ficou decidido que “As Boas Novas” e “Echos da Verdade” se tornariam apenas um e assim nasceu O Jornal Batista, em 10 de janeiro de 1901.

Atual escritório de O Jornal Batista, na sede da Convenção Batista Brasileira, no Rio de Janeiro

A seguir algumas informações sobre OJB, que foram disponibilizadas em nossa reunião do Conselho Geral. Os dados são de 2020. A equipe de O Jornal Batista é formada pelo pastor Sócrates Oliveira de Souza, como diretor geral; Estevão Júlio, jornalista responsável por OJB; João

Luiz, estudante de jornalismo e estagiário desde março de 2021. Entre janeiro de 2020 e março de 2021 tivemos a também estudante de jornalismo Mylla Marcolino na função. Também temos a Márcia Castro, que cuida da parte comercial de OJB, e a Oliver Arte Lucas, empresa responsável pela diagramação do jornal. Durante o ano de 2020 publicamos 52 edições de OJB. Divulgado semanalmente, o jornal trouxe informações relevantes ao povo Batista nesse período. Destaque para a apresentação do tema do ano; uma edição especial que serviu como um guia de tudo o que aconteceria na 100a Assembleia da CBB; “Pés no Arado 2020”; edição especial sobre a 100a Assembleia; recomendação para que as Igrejas suspendessem seus cultos e anúncio de que a reunião do Conselho e Assembleia Extraordinária estariam suspensos por tempo indeterminado; adiamento do Congresso da Aliança Batista Mundial; aniversário de 50 anos da ABIBET; melhora no quadro de saúde do

pastor Sócrates e, posteriormente, sua cura; Dia da Comunicação Batista (jornalistas das Convenções Estaduais, da JMM e UFMBB colaboraram com artigos sobre o tema); primeira participação do pastor Sócrates em um evento após sua alta; aniversário da UFMBB; aniversário da CBB e a última reunião deste Conselho no ano passado. Logo após a 100a Assembleia publicamos uma série de entrevistas com lideranças Batistas que participaram do evento, entre eles o pastor Fausto Aguiar de Vasconcelos, presidente da CBB. Todo o conteúdo foi produzido pelo pastor Neemias Lima, pastor da Igreja Batista no Braga, em Cabo Frio-RJ, e que mantém um blog com notícias e entrevistas. Além de nossos assinantes (impresso e digital), compartilhamos OJB através da plataforma de publicações on-line ISSUU, onde O Jornal Batista possui cadastro. Sempre às sextas-feiras, ao 12:00, compartilhamos a edição em nos-

W.E Entzminger, primeiro editor de OJB

Primeiro escritório de OJB, na PIB do Rio de Janeiro

sa página no Facebook, assim como em nosso Instagram e em nosso Twitter, há também o envio do link do jornal através de listas de transmissão via WhatsApp. O Jornal centenário da denominação tem alcançado, desta forma, todas as gerações. Mesmo com toda interatividade, O Jornal Batista impresso não deixou de ser distribuído, mantendo a distribuição de cerca de 16 mil exemplares. Lembrando que muitos jornais são compartilhados, conclui-se que, apesar de ter cerca de 16.000 exemplares sendo distribuídos, o Jornal impresso alcança um número bem maior de pessoas. OJB continua também com espaço destinado a divulgação dos trabalhos de Missões Nacionais e Mundiais, atividades, notícias da Juventude Batista Brasileira e União Feminina Missionária Batista do Brasil, ênfase em temas como educação cristã, teologia e família, notícias das Convenções estaduais, bem como das Igrejas locais. Na elaboração de O Jornal Batista foram editados diversos textos enviados por pastores e membros de Igrejas Batistas e também produzimos textos, como editoriais e matérias relacionadas à Organização. Frequentemente, Igrejas também enviam matérias sobre ações realizadas, como aniversários, ação social etc. Que as páginas de O Jornal Batista sejam sempre para louvor e glória do nosso Senhor. Que vidas sejam alcançadas, que o trabalho Batista em todo o Brasil e no mundo seja destaque em nossas páginas. Louvamos a Deus por todos que colaboraram, colaboram e vão colaborar para que OJB continue sua centenária história. “Fazer tudo como quem tem de dar contas a Deus, de tudo que faz, exemplificando o espírito de Cristo a cada passo” - OJB 01 - 10 de janeiro de 1901 n


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O JORNAL BATISTA Domingo, 18/07/21

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA


MISSÕES MUNDIAIS

O JORNAL BATISTA Domingo, 18/07/21

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Vivendo o poder de transformar vidas na Colômbia Carmen Lígia

missionária coordenadora do PEPE na América Latina

O que desejo é sempre servir ao Deus único e verdadeiro, que ensina o caminho em que devemos andar, sempre guiando e orientando a viver felizes dentro da Sua vontade e Vivendo o Poder de Transformar vidas que estão perto e longe de nós, mesmo nesse tempo de pandemia. Oro por você e sua família, para que a sua fé seja fortalecida cada dia mais! Quero compartilhar sobre os Programas Socioeducativos de Missões Mundiais (PEPE) na Bolívia, que hoje têm 341 crianças em 11 unidades. O PEPE continua crescendo, levando o amor de Deus a muitas crianças. O PEPE “Arca de Noé” é a mais nova unidade do programa na Bolívia. Ele acaba de nascer na cidade de Cochabamba, alcançando 17 crianças, que serão acompanhadas durante este ano. São 17 vidas, 17 gerações e 17

famílias a serem impactadas com o poder que transforma! Porém, esta vitória não foi tão simples. Foi fruto de muita oração. Começar uma nova unidade de PEPE na Bolívia, em tempos de pandemia, é um grande desafio. Muitas igrejas que querem ter um PEPE não possuem os recursos básicos para montar uma estrutura que ofereça

bem-estar às crianças. Mas, como sempre afirmamos, o PEPE não é nosso, é de Deus! E é justamente o nosso Deus que envia os recursos, porque o Seu amor e preocupação pelas crianças é muito maior do que conseguimos imaginar. Foi então que nos unimos em oração e ação, e o Senhor nos respondeu com os recursos necessários para comprar

mesas, cadeiras e materiais didáticos, o que nos permitiu abrir a nova unidade! E isso foi alcançado por meio das suas ofertas e orações. Atualmente, temos 11 PEPE’s em funcionamento, sendo alguns de maneira presencial e outros semipresencial ou virtual. O funcionamento das unidades é decidido de acordo com o grau de avanço da COVID-19 em cada cidade. Mas, independentemente das circunstâncias, continuamos firmes, vivendo o poder de transformar na Bolívia! Ore pela equipe do PEPE naquele país e por todas as crianças que Deus nos enviou este ano para cuidar, amar e ensinar. Ore, também, pela paz na Colômbia nesse momento de conflitos que trazem tanta incerteza para todo o povo. Interceda por mim, para que Deus me dê muita sabedoria para realizar o ministério missionário! Continuamos juntos, vivendo o poder de transformar em todos os países da América Latina! n

Começa com a oração Jessé e Quésia Carvalho

coordenadores da JMM no Oriente Médio, Norte da África e Sahel Africano

A conversão de muçulmanos(as) não começa quando anunciamos o Evangelho de Cristo. Na verdade, nenhuma conversão começa dessa forma, mas, sim, quando colocamos seus nomes diante de Deus e intercedemos por elas; pedindo que o Senhor se revele, quebre as cadeias, tire a venda dos olhos e que seus corações sejam um solo fértil para a semente do Evangelho frutificar. O coração do muçulmano é solo duro; foi preparado ao longo dos anos para rejeitar completamente a mensagem do Evangelho. Por mais que queiramos e argumentemos com base na Verdade, ou que ganhemos o debate na apologética, o Diabo rapidamente lhes roubará a mensagem do coração, permanecendo ele duro. E usará o orgulho, a honra, o medo ou a tradição para que rejeitem a mensagem. Quando oramos, batalhamos espiritualmente por eles. O Espírito Santo trabalhará naqueles corações preparando-os para receber a mensagem. Foi assim na minha vida. Era duro e rejeitava por completo a mensagem de Cristo, mas havia amigos orando pela minha salvação. Hoje não só eu, mas também toda minha família foi libertada das gar-

ras de Satanás e nos encontramos na luz de Cristo. Assim também foi na vida de Hadassa. Ela encontrou-se com Cristo porque seus amigos oravam por ela. Ela recebeu um Novo Testamento e começou a lê-lo. Poucos dias depois, a mensagem ficou clara para Hadassa. A semente do Evangelho penetrou em seu coração e ela entregou sua vida a Cristo. Ela estudava fora de seu país de origem e participava de um grupo de discipulado com outras jovens de sua faculdade. Então, todos foram motivados a enviar mensagens a seus familiares muçulmanos com versos da Bíblia e testemunharem, mesmo à distância. Algum tempo depois, vários jovens testemunharam nas reuniões da conversão

de irmãos, pais, tios, tias, e assim por diante. Mas, no caso do Hadassa, o que houve foi rejeição e ameaças por parte de seus familiares. Ela perguntou para a líder do grupo se não era uma boa testemunha, se Cristo não queria salvar seus familiares. Sua discipuladora a encorajou, e disse que muitos dos que testemunhavam já oravam por seus familiares há muito tempo. E estimulou Hadassa a fazer o mesmo. Ela, então, se dispôs a orar intensamente por sua família. Algum tempo depois, uma jovem prima de Hadassa adoeceu e os médicos a desiludiram dizendo que não havia mais o que fazer. A família toda ficou desolada e profundamente abatida. Hadassa ligou para sua

prima e falou de Cristo, orando por ela ao telefone. Naquela noite, no hospital, sua prima foi visitada pelo Senhor, que a curou. Ela o viu em um sonho: “o Médico dos médicos entrou em seu quarto e retirou o tumor que matava”. No dia seguinte ela estava de pé. Aquilo impactou toda a família. A jovem contou que Hadassa lhe telefonou e falou de Cristo, orou com ela e, à noite, Aquele de quem Hadassa tinha falado lhe visitou no quarto e a curou milagrosamente. Esta foi a porta para que toda a família parasse para escutar o que Hadassa tinha a dizer. Eu vi o vídeo, o momento em que Hadassa falava com toda a família, mais de 15 pessoas. Seus pais, irmão, tios e primos oravam com ela, repetindo as palavras que lhes dizia, confessando pecados e a fé em Cristo como único salvador. Que maravilha aquela cena! A oração de Hadassa por seus familiares preparou o solo, e os corações estavam prontos para receber a semente e frutificar. Louvado seja o Senhor por isso! Encorajo você a orar por seus familiares e amigos; pelos muçulmanos, mesmo que você não os conheça. Peça a Deus que prepare os corações para que quando os missionários e nossos irmãos que vieram do islamismo pregarem o Evangelho a eles, seus corações sejam solo fértil para receber a Palavra. n


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PONTO DE VISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 18/07/21

De três, é a maior Rubin Slobodticov

pastor, colaborador de OJB

O dia 19 de julho é separado como o Dia Internacional da Caridade. Popularmente, “caridade é doação voluntária de ajuda aos necessitados, como um ato humanitário”. Em sentido mais apurado, caridade é a busca de Deus e desejo de obedecer às recomendações que Ele faz no mais íntimo do coração, da alma; é buscá-lo e entregar a vida para Ele como gesto de dedicação pela ajuda que Ele oferece. As Escrituras Sagradas dizem que “ninguém tem maior amor do que alguém dar a sua vida em resgate de seus amigos” (Jo 15.13). Nisto reside a caridade que salva: quem se diz amigo, dedica sua atenção ao amigo que lhe favorece, donde vem a expressão de Jesus: “vós sereis meus amigos se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 5.14). Percebe-se desde logo que o patamar da caridade que salva deve ultrapassar o passo da esperança e da fé, isto é, deve crer que com esse seu amigo, as coisas melhoram, mas para tanto deve depositar fé nele. Caso contrário, a caridade não passará de mera expectativa. Então, a pessoa está diante de outras duas virtudes também fundamentais para a vida, a fim de que sua caridade não passe de mera doação voluntária, como se faz a uma ajuda humanitária onde as pessoas no mais das vezes nem se conhecem. Mero ritualismo onde a pessoa que pratica uma boa ação ignora quem recebe o presente, e, quem o recebe ignora a quem faz, seguramente não faz parte da caridade divina, porque as Escrituras dizem que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que Nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Isso significa que a verdadeira caridade faz o carente reconhecer o que é e caminha na direção do doador, e, por gratidão passa a dedicar sua vida a ele, isto é, permite que Ele more no seu coração, tal como Jesus ensinou e João anotou. Assim, pois, ter fé e esperança de uma vida melhor exige que o amor entre na vida e passe a conviver com a pessoa. Então, das três virtudes, a maior é o amor. Paulo descreve a aparente dificuldade de entender e aceitar o ensino, nas seguintes palavras: “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como

em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido. Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor” (I Co 13. 12-13). Uma coisa é uma pessoa ter esperança e fé em Deus, e outra é, por amor, entregar sua vida ao seu Salvador Jesus que é a expressão máxima do amor prático do Criador pela humanidade. Das três virtudes - fé, esperança e amor, a maior é o amor. Amor é qualidade moral que é transformada pelo Doador do benefício e, consequentemente passa a ser disposição da pessoa em praticar o bem. Então, a virtude da caridade, isto é, do amor passa a ser uma inclinação como hábito de praticar a bondade em benefício do próximo. O apóstolo Paulo escreveu que a virtude “ágape” – amor, é maior que a própria fé e a habilidade de falar sobre a esperança da vida pelo amor que Deus tem pela humanidade. E, é assim que diz: “Se eu tiver o dom de profetizar e estiver familiarizado com todos os segredos e com todo o conhecimento e se eu tiver

toda a fé de modo a transplantar montanhas, mas não tiver amor, nada sou” (I Co 13.2). Ele entendeu muito bem o que Jesus já houvera ensinado quando disse que alguns “profetizariam em seu nome, expulsariam demônios em seu nome e realizariam muitas obras poderosas em seu nome”, mas sem a Sua aprovação (Mateus 7. 22-23). Sabe-se que tanto a fé quanto a esperança motivam a prática de boas ações, porque assim está escrito: “A fé e o amor vêm por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho” (Cl 1.5). A esperança cresce quando a pessoa não se esquece das promessas de Deus para a vida. O amor, como expressão de caridade deve permear a vida das pessoas. Tais expressões podem até serem vulgares como o amor “eros” dos gregos que viam amor nas relações entre sexos onde as virtudes da esperança e da fé, apenas balanceiam a virtude suprema do amor, por ser a maior expressão da vida entre pessoas (Provérbios 5.15-20). Afeição de amor foi observada entre os irmãos Marta, Maria e Lázaro onde Je-

sus gostava de se hospedar (João 11. 1-44); o mesmo fora anotado por Paulo (I Tessalonicenses 2.7). Dentre as virtudes - esperança e fé, a maior é a do amor. Paulo alude a “tempos difíceis onde a afeição natural desapareceria” (II Timóteo 3. 1-3, comp. Provérbios 23.22). Mas, por amor, amparado pela esperança e fé, pais disciplinam seus filhos (Provérbios 13.24; Hebreus, 12. 5-11). De três virtudes, a maior é o amor, porque na pessoa de Jesus, sua expressão máxima, salva o pecador de seus pecados, promove a vida eterna e ensina a praticá-lo, como narra Paulo: “Se um de vocês tem causado tristeza, não a tem causado apenas a mim, mas também, em parte, para eu não ser demasiadamente severo com todos vocês. A punição que foi imposta pela maioria é suficiente. Afora, ao contrário, vocês devem perdoar-lhe e consolá-lo, para que ele não seja dominado por excessiva tristeza. Portanto, eu recomendo que reafirmem o amor que têm por ele” (II Co 2. 5-8). Então, de três virtudes entre a fé, a esperança e o amor, a maior é a virtude do amor, expressa por Jesus. n


PONTO DE VISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 18/07/21

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Precisamos levantar a nossa voz

Wanderson Miranda de Almeida colaborador de OJB

Em um dia desses, estava assistindo à TV, quando, no intervalo, começou a passar o comercial de uma música. A dança era sensual e a letra um pouco obscena. Com um pouco de curiosidade, peguei meu celular e fui ver se achava o

restante da letra. Bem, o que era ruim piorou. Uma letra muito obscena e, com certeza, diabólica. Observando esse tipo de situação e tantas outras coisas que estão acontecendo à nossa volta, só posso pensar que o mal deste mundo no qual estamos tem aumentado de forma rápida e assustadora. Pecados e mais pecados são defendidos e propagados e muitos

cristãos não estão se dando conta do que está acontecendo. A cada dia está mais claro que o mundo não suporta a Palavra de Deus e tudo que vem do Senhor. A Bíblia, para o mundo, é um livro ultrapassado, e as pessoas não estão interessadas se o que fazem é chamado de pecado ou não no livro de Deus. Como consequência, todo cristão

genuíno, que levanta a voz e ensina a mensagem bíblica, é malvisto e também rejeitado pelos filhos das trevas. Diante desse quadro, nós, que somos da luz, precisamos levantar a nossa voz e proclamar o Evangelho com ousadia e sem temor, sabendo que Deus nos abençoará e que muitos serão ganhos pelo poder do Espírito Santo. Deus nos abençoe! n

Um servo desgostoso (Jonas 4.1-5) José Manuel Monteiro Jr. pastor, colaborador de OJB

Dos profetas chamados por Deus para uma missão, Jonas foi aquele que fez todo o possível para que sua missão fracassasse. O pastor Isaltino Gomes retrata muito bem o que foi o profeta Jonas. Diz ele: “Jonas foi o mais estranho de todos os profetas. Sua mensagem foi um sucesso estrondoso, porém, em vez de manifestar alegria pelo sucesso do seu trabalho, explode em ressentimento”. Jonas é um servo que ficou extremamente desgostoso com Deus, porque Ele manifestou Sua graça aos habitantes da cidade de Nínive (Jonas 4.1). No último capítulo do livro de Jonas fica exposto o coração do profeta. O teólogo Warren Wiersbie afirma: “No capítulo 1, Jonas é como o filho pródigo, insistindo em fazer as coisas a seu modo; enquanto no capítulo 4 é como o irmão mais velho do filho pródigo - crítico, egoísta, taciturno,

irado e infeliz com o que estava acontecendo”. Ver os habitantes da cidade de Nínive transformados era tudo que Jonas não queria ver e presenciar, por isso, seu descontentamento com Deus. Que lições podemos tirar do texto que serve de base para a nossa reflexão? Em primeiro lugar, que é possível obedecer sem alegria (Jonas 3.4; 4.1). Observe que Jonas está exercendo seu ofício, seu ministério (ele pregava), mas estava extremamente desgostoso. Não tenho dúvida de que dentro das comunidades cristãs existem pessoas que obedecem, servem a Deus, mas sem entusiasmo. Jonas obedeceu de má vontade. Em um estudo intitulado (obrigação ou ministério?) da Editora Cristã Evangélica, temos o seguinte pensamento: “O serviço motivado pela obrigação é fardo, canseira”. Em segundo lugar, Jonas cita a Bíblia, mas não permite que a Bíblia faça diferença em sua vida (Jonas 4.2). Jonas é alguém que demonstra conhecer

o Antigo Testamento. Em sua oração, ele cita o texto de Moisés em (Êxodo 34.6-7). Jonas conhecia a sua Bíblia, e até podia citá-la, mas não aplicava a Palavra de Deus em sua vida. Isaltino Gomes diz: “Desgraçadamente, a igreja de Cristo tem gente assim nas suas fileiras. Gente que conhece a Bíblia, que sabe esgrimi-la para defender suas posições, mas que não pauta sua conduta por ela”. Em terceiro lugar, é possível conhecer a luz e caminhar em direção a densas trevas (Jonas 4.3). Jonas é um profeta que conhece a Deus, fala de Deus e Deus fala com Ele, mas, apesar de tudo isso, caminha a passos largos na direção das trevas, pois, seu desejo era o de morrer. Seu ressentimento com Deus era tão grande, que pediu ao Senhor que lhe tirasse a vida. Seu desgosto para com Deus se dava pelo fato dele ser um xenofóbico. Seu amor por Israel era tão grande, que ele expressa ódio a todos que eram uma ameaça a seu povo. Her-

nandes Dias Lopes, de forma assaz, diz: “Jonas queria transformar o Deus vivo numa divindade tribal”. Em último lugar, Jonas observa e não se envolve (Jonas 4.5). É a segunda vez que vemos o profeta fugindo de sua missão. Na primeira vez, ele foge para Társis. Agora, ele sai da cidade de Nínive para a sua cabana. Ali, ele só observa o que acontece na cidade, sem se envolver com aquelas pessoas que estavam aflitas e corriam para os braços de Deus em arrependimento. O profeta Jonas é um homem absolutamente indiferente às pessoas. Jonas está absolutamente alheio ao destino de toda aquela cidade. No contexto atual o ciclo se repete. Em nossas Igrejas encontramos gente demais que só observa, mas que não se envolve em absolutamente nada. No tocante a esta realidade, o teólogo Warren Wiersbie faz a seguinte observação: “O problema em nossas igrejas é que temos espectadores demais e participantes de menos”. n


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OJB 29 - ANO 2021  

Vamos comemorar a história de quem registra a história dos Batistas brasileiros. No terceiro domingo de julho comemoramos o Dia de O Jornal...

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