Page 1

ISSN 1679-0189

o jornal batista – domingo, 22/04/18

Órgão Oficial da Convenção Batista Brasileira

Ano CXVII Edição 16 Domingo, 22.04.2018 R$ 3,20

Fundado em 1901

Quarto domingo de abril – Dia da Escola Bíblica Dominical

“A EBD é a amiga da infância, a inspiração da mocidade, a força da maturidade e o conforto da velhice” Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

Caravana CBM chega ao Triângulo Mineiro e atende cerca de 400 pessoas

CB Carioca realiza 5o Congresso de Administração Eclesiástica

Página 08

Página 09

Notícias do Brasil Batista

Coluna Observatório Batista

Membro mais idoso da PIB em Corumbá - MS ganha festa de 100 anos

O artigo desta semana fala de um detalhe muito importante para o Evangelho; saiba mais!

Página 12

Página 15


2

o jornal batista – domingo, 22/04/18

reflexão

EDITORIAL O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Luiz Roberto Silvado DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Paloma Silva Furtado (Reg. Profissional - MTB 36263 - RJ) CONSELHO EDITORIAL Celso Aloisio Santos Barbosa Francisco Bonato Pereira Guilherme Gimenez Othon Avila Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557 Fax: (21) 2157-5560 Site: www.batistas.com A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Folha Dirigida

A

primeira delas é que ela é um seminário bíblico dentro da Igreja. Não se aprende crítica textual, nem sociologia ou filosofia, mas a Bíblia. E se aprende pelo estudo reverente. Uma EBD bem estruturada imuniza a Igreja contra heresias e golpes doutrinários que se expressam em atitudes pouco cristãs. Quando um líder quiser acabar com EBD na Igreja é preciso desconfiar seriamente de sua atitude. Como um pastor quer que a Bíblia deixe de ser ensinada? O segundo motivo é que ela é um celeiro de líderes, porque doutrina as pessoas,

Cinco razões pelas quais a EBD é indispensável para a Igreja ensina valores espirituais; habilita pessoas para falarem em público e a discutirem e argumentarem; cria hábitos espirituais, como estudar a Bíblia e compartilhar a fé com um grupo pequeno; cria amor pela vivência em um grupo espiritual; e, secundariamente, ensina relacionamento com outros cristãos. Ela está subordinada à Igreja, e precisamos resgatar também algo que tem sido posto de lado, que é a autoridade da Igreja. O terceiro ponto, anteriormente tangenciado, mas aqui bem formulado, é que ela ensina doutrina bíblica. E doutrina não é algo árido como alguns querem nos fazer crer.

Doutrina é vida. A EBD provê suporte doutrinário para a Igreja. Sem estudo bíblico, ela se perde no cipoal de novidades produzidas por uma usina de esquisitices que viceja em nosso tempo. A quarta razão é que ela dá firmeza espiritual. Recordo que Jesus venceu Satanás não por força de uma personalidade indômita, embora a tivesse, mas pela força da Palavra de Deus. Ele rebateu e superou todas as tentações e afirmações de Satanás citando as Escrituras. A EBD, por ensinar a Bíblia, ajuda na formação espiritual. O quinto motivo é que a EBD é um projeto para toda

a Igreja. Não apenas em faixas etárias, mas em todos os níveis culturais. A EBD trabalha com pessoas de todos os níveis. Alguns modelos eclesiológicos levam a Igreja a negar uma de suas maiores características, que é a heterogeneidade. A EBD é a maior organização a demonstrar a universalidade interna da Igreja. Ela arrola a todos ao redor de um tema, a Bíblia. A EBD não é para tratar de assuntos atinentes a grupos, mas para ensinar a Bíblia e os valores bíblicos às pessoas. Ela é um projeto que engloba gente de todas as idades, faixas sociais, culturais e raciais.


o jornal batista – domingo, 22/04/18

reflexão

3

bilhete de sorocaba JULIO OLIVEIRA SANCHES

A nova vida em comunidade

A

o ser alcançado por Cristo, o pecador passa por uma transformação de vida e passa a viver novos desafios; um deles é aprender a viver em comunidade, que é a Igreja. Não é fácil para quem vivia o individualismo alimentado pelo pecado; além das mudanças decorrentes da conversão, persiste um novo estilo de vida, antagônico à experiência do velho homem; alguns trejeitos e marcas inoculados pelo pecado são de difíceis erradicações. Leva-se tempo até aprender um novo vocabulário, um novo jeito de ser. Paulo denomina esta mudança radical de surgimento do novo ser. “Assim que se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (II Co

5.17). Este novo ser precisa ser lapidado e trabalhado pelo Espírito Santo até ser formatado à semelhança de Cristo. É comum nos defrontarmos com salvos que mantêm o ranço do pecado: mau humor, fofocas, individualismo, julgar-se superior e melhor do que os demais membros da Igreja, pessoas que não abrem espaço para a comunicação. Destilam bílis amarga em todos os confrontos e preguiça em se desfazer dos velhos trapos do pecado. A Igreja precisa revelar paciência, misericórdia e amor de forma redobrada a tais membros. Nos últimos tempos, uma característica do velho homem que se impõe é o não envolvimento com a Igreja. Um culto mensal ou anual é o suficiente para alimentar a ne-

cessidade espiritual e manter o salvo longe da comunidade eclesiástica. “Estou bem”; “Não quero me envolver”; “Tirei férias da Igreja”; “Estou cansado”. Ao escrever à Igreja em Éfeso, Paulo relembra aos salvos qual estilo de vida levavam antes da conversão, (Efésios 2.11-22). Agora, o que se espera do salvo? É bom lembrar o estado miserável vivido pelo pecador sem Cristo. Agora, mediante o arrependimento, somos levados à agradável valoração da comunhão entre os irmãos. “Lembrai-vos”, diz o apóstolo, que éreis gentios, pecadores, não salvos. Estávamos sem Cristo, perdidos, separados da comunidade de Israel, e estranhos às promessas divinas, vivendo sem esperança e sem Deus. Mas

agora, em Cristo, tudo foi modificado; nossos pecados foram apagados pelo Sangue de Jesus. A paz, antes inexistente entre Deus e o pecador, foi substituída pela reconciliação gerada na cruz. Agora, vivendo em comunidade, todos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito (Efésios 2.18). Tudo isso foi oferecido graciosamente mediante a salvação e participação na Igreja. Mas, dirá você, a melhor maneira de participar e conviver com a Igreja é não se envolver. A Igreja sou eu e você com todas as suas mazelas que o pecado deixou marcado em nossas vidas. Às vezes, até parece com um hospício sem direção que precisa ser desativado, mas não deixa de ser a Igreja amada e sustentada por

Jesus. É a comunidade de pessoas salvas por Jesus; alguns são saudáveis, equilibrados e frutíferos. Outros, são eternos convalescentes. Precisam de acompanhamento e medicação diária. Mesmo quando se recusam a se alimentar ou tomar o amargo remédio prescrito pelo Espírito Santo, precisam de ajuda. Eles são a Igreja, desafiando os mais fortes a cuidar dos mais fracos. Os espirituais devem estar atentos aos menos espirituais. Eles existem, e são muitos. São muitas as recomendações bíblicas que nos ensinam a viver como Igreja de Cristo. Aos Romanos 14.19, Paulo dá a súmula de como viver bem na comunidade do Senhor. A prática nos auxilia a labutar pelo crescimento e edificação da Igreja.

A grande promessa do discipulado Jeferson Cristianini, pastor, colaborador de OJB “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mt 28.18)

O

processo do discipulado inclui várias renúncias da nossa parte. Antes do discipulado temos o “ide”, dessa forma, devemos entender que precisamos ir em direção ao outro, a fim de compartilharmos a mensagem do Evan-

gelho. O “ide” exige renúncia dos nossos projetos e sonhos, a fim de vivermos os propósitos de Deus. O Senhor nos deu essa ordem de irmos ao mundo em missão, e ela não se resume ao “ide” e sim no “fazei discípulos” e no “batizando-os”. Para vermos as pessoas serem batizadas em nome do Pai, do Filho e do Espírito precisamos renunciar os nossos planos e nos engajarmos na missão de ir e fazer discípulos. Nesse contexto de missão, temos uma promessa de Jesus. Promessa no âmago da Grande Comissão. Ele disse “Eis

que estou convosco todos os dias” (Mt 28.20b). Essa bela promessa é, muitas vezes, usada de forma aleatória e fora do contexto. Jesus promete Sua presença constante e real aos seus discípulos fiéis, que estão engajados em levar o Evangelho por todo o mundo. Não é uma promessa para os dias maus da vida, mas, sim, uma promessa para aqueles que trilham o caminho do discipulado, para aqueles que estão em marcha pelo mundo anunciando o Evangelho. Jesus sabia das dificuldades que os discípulos enfrentariam ao di-

vulgarem as Boas Novas e ao discipular as pessoas, por isso, Ele mesmo disse que sempre estaria com Seus discípulos na caminhada da evangelização e discipulado. Os discípulos de Jesus são desafiados a permanecerem em missão, apesar das lutas e dificuldades. O conforto e consolo é que a presença de Jesus, mesmo em meio a lutas, crises, decepções humanas e rejeições, sempre estará conosco. A presença do Salvador e Senhor nos leva a nos engajarmos na missão, independente das críticas

humanas faz-nos olhar para as pessoas com um olhar de compaixão. Leva-nos a amar as pessoas perdidas que carecem da esperança e salvação do Evangelho. Essa presença nos motiva a sofrermos pelo Evangelho, pois nosso Mestre sofreu para nos dar a vitória da cruz e ressurreição, e para nos dar a nobre missão de divulgar o amor redentor de Deus. Louvado seja Deus pela presença de Jesus no processo de discipulado. Vamos discipular as pessoas e contar com a presença de Jesus, nosso Senhor, Salvador e Mestre.


4

o jornal batista – domingo, 22/04/18

reflexão

GOTAS BÍBLICAS NA ATUALIDADE

OLAVO FEIJÓ pastor, professor de Psicologia

É deserto, mas clamamos

Entra no teu quarto e ora Davi Nogueira, pastor, colaborador de OJB

J

esus disse: “Mas, quando você orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então, seu Pai, que vê em secreto, o recompensará” (Mateus 6.6). O quarto, o recinto, é um espaço oportuno para clamar, interceder, suplicar, agradecer. Precisamos orar mais em nosso quarto. Suplicarmos pelo

nosso lar, pela nossa família, Igreja, pela vida das pessoas que sofrem, pelo nosso país. Em nosso quarto, podemos falar abertamente com Deus; sem reservas. Falarmos aquilo que ninguém deve ouvir, apenas o Senhor, pois somente Ele é capaz de compreender. O Senhor gosta de espiritualidade coletiva, no agrupamento, no ajuntamento de pessoas. Mas, Deus também aprova a privacidade da espiritualidade. Existem coisas que somente

na intimidade devemos dizer a Deus. Deus recompensa quem ora no recôndito, no quarto de oração. Essa recompensa é a resposta, o resultado da prece da oração. Deus pode dizer “vai”; “fica”; “sim”; “não”; etc. E o que Deus nos responder, será sempre o melhor, pois a vontade Dele é boa, perfeita e agradável para as nossas vidas. Portanto, entre em seu quarto, hoje mesmo, feche a porta e ore a Deus. Ele o ouvirá e te responderá.

os países onde Igrejas evangélicas sao conhecidas e, até, respeitadas, ninguém pensa que ser cristão é barra pesada. Usando o imaginário bíblico, pregar onde o número de simpatizantes é grande, a situação não é de deserto, mas de jardim. Mas a lição que Mateus quis nos ensinar, quando nos apresentou o vozeirão de João Batista, foi a de que pregar com honestidade, para um mundo sem Deus, sempre será “Voz do que clama no deserto” (Mt 3.3). É bom não esquecer que quem estuda o movimento missionário feito pelos cristãos “com vergonha na cara”

sempre tem descoberto o mesmo fenômeno: o mundo odeia Jesus, tanto hoje, quanto no Primeiro Século. Paulo, o maior missionário do movimento cristão, nunca teve dúvidas quanto à intensidade do ódio do mundo contra Jesus - e contra todos aqueles que insistem em anunciar o Cristo: “Somos sempre entregues à morte, por Amor a Jesus” (II Co 4.11). A revelação da Bíblia, para os cristãos de hoje, que “não dobraram seus joelhos a Baal” é a de que o Cristo, em quem temos fé, continua honrando nosso amor por Ele. Por isso, quando sentirmos que nosso testemunho está sendo ignorado e escarnecido, por aqueles mesmos que crucificaram nosso Cristo, nunca, nunca nos esqueçamos de que a nossa ressurreição já nos foi garantida. Só falta nossa coragem de morrer para o mundo.

O importante é fazer sua devocional todos os dias; a sua alma deve estar sempre bem nutrida. Não abra mão do seu momento a sós com Deus. Eu não consigo ficar um dia sem alimentar meu corpo físico, preciso de arroz, feijão, salada, carne, além de pães com café pela manhã. Também priorizo o alimento espiritual. E como eu faço isso? Eu acordo, e a primeira coisa que faço é ler as Escrituras

Sagradas. Entendo que não posso ficar sem alimento espiritual, não posso começar meu dia sem fortalecer a minha alma. Se você não tem feito seus momentos devocionais, comprometa-se com Deus, diga a Ele que começará. Sua vida não será mais a mesma, você irá crescer espiritualmente, será um cristão de valor, comprometido com a Obra de Deus e com o Deus da obra.

“Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: ‘Voz do que clama no deserto, preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas’.” (Mt 3.3)

N

Devocionais Cleverson Pereira do Valle, pastor, colaborador de OJB

O

s cristãos têm o hábito de fazer a devocional diariamente, aliás, diga-se de passagem, esse é um excelente hábito. O chamado “Momento a sós com Deus” é algo salutar, quando o crente alimenta a sua alma com as Escrituras. O salmista, diz: “Ao

contrário: sua plena satisfação está na lei do Senhor, e na sua lei medita, dia e noite!” (Sl 1.2) O momento devocional é muito importante; eu faço a sugestão para que seja feito pela manhã, inclusive. De manhã ocupe-se, em primeiro lugar, em ouvir a voz de Deus através da Bíblia Sagrada, faça uma oração e só depois siga o seu dia com a mente voltada para o que é sagrado.

No momento devocional não pode faltar a Bíblia, mas temos alguns livros de apoio também que são muito úteis, por exemplo, A União Feminina Missionária Batista do Brasil (UFMBB) publica o “Manancial”; a Rádio Trans Mundial publica o “Presente Diário”; e temos outros devocionais que você poderá usar também, como os de Charles Spurgeon, John Stott e tantos outros.


reflexão

o jornal batista – domingo, 22/04/18

5

Contrariando os mandamentos de Deus Celson Vargas, pastor, colaborador de OJB

A

ntes de alojar a nação de Israel na terra a eles prometida, Canaã, o Senhor chamou Moisés ao Monte Sinai, e lhe passou os estatutos ou mandamentos a serem cumpridos por eles, para que Ele os abençoassem sempre e para que o Seu plano redentor para a humanidade fosse cumprido através deles. Quero hoje destacar os primeiros desses mandamentos: “Não terás

outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura; não as adorarás, nem lhes darás culto” (Dt 5.7-9). Esses mandamentos não seriam somente para a nação de Israel, mas, para todo o povo que crê e teme a Deus; são para nós, no presente, e para os do futuro. Portanto, ao ver nosso país reservar dias em seu calendário anual para que o povo se prostre em adoração a deuses, em forma de imagens de escultura, criadas por mãos humanas e elevadas

à condição de “deuses”, tememos e trememos pelas consequências desse abominável ato de desobediência ao Deus único, que é suficientemente poderoso para nos salvar de toda condenação, e que nunca criou nem autorizou a criação de “deuses” auxiliares e, muito pelo contrário, proibiu de serem criados conforme o texto bíblico acima. Preocupa-nos porque, na conclusão do versículo 9 deste texto, o Senhor fala do peso de Sua correção sobre os desobedientes a esse Seu

mandamento: “Porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Dt 5.9). Estão, portanto, os que continuam nessa prática, trazendo para si e para suas gerações, maldições, ao invés das bênçãos que o mesmo Deus promete aos que guardam seus mandamentos: “E faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos” (Dt 5.10).

Assim diz o Senhor, não o pregador dessa palavra, faço-o, cumprindo à Sua ordem, que me chamou para isso. Antes de revoltar-se contra o homem, tome sua Bíblia e vá ao líder que tem te orientado a esse engano, e peça a ele para te falar sobre essa Palavra, examine-a. Leia ainda Isaías 44, versículos 14 a 20. Um dia eu fiz isso, e descobri que estava sendo enganado e levado a condenação eterna, e me converti a Jesus. Que o Senhor para isso te abençoe.

naquele dia enxofre e fogo e aquelas cidades se transformaram em um monturo de cinzas. Somente Ló e as suas duas filhas sobreviveram. Aqueles dois jovens perderam a grande chance de escaparem ilesos da destruição pré-anunciada. Depois desse episódio, Deus continua a enviar mensageiros à terra com o intuito de alertar os homens sobre o que precisam fazer para serem poupados da condenação eterna. Um deles, chamado Isaías, faz o seguinte lamento: “Quem deu crédito à nossa pregação e a quem se manifestou o braço do Senhor?” (Is 53.1). Por derradeiro, Deus enviou o seu próprio filho, Jesus Cristo, para resgatar a

humanidade sentenciada à destruição, assim como Sodoma e Gomorra, e salvá-la da morte eterna (Mateus 20.28; Gálatas 4.4-5; Colossenses 1.13). Os judeus também não creram em Jesus, apesar de todas as profecias apontarem para Ele e de todos os seus sinais e prodígios realizados (João 1.11-12). Hoje, a sua Igreja continua a exercer o mesmo papel daqueles dois anjos de Sodoma, ao anunciar a todos que é necessário, também, sair do pecado, da incredulidade, da mornidão, da indiferença e que a cidade do refúgio é única e se chama “Jesus Cristo” (João 3.16, 8.32-36, 14.6; Romanos 6.23, 10.9; Atos 4.12; Apocalipse 3.20).

Quem deu crédito à nossa pregação? Juvenal Netto, colaborador de OJB

O

que será necessário acontecer para que os homens venham a crer no Evangelho? Muitos dizem que creem, mas, na prática, agem como se a Bíblia fosse um mero conto de fadas. Tiago afirma, em sua epístola, que até o Diabo acredita em Deus e estremece, entretanto, a sua simples convicção de que Ele existe não será capaz de mudar o seu destino, que é o inferno, pois a sua crença não é suficiente para produzir arrependimento e mudança de atitude (Tg 2.19). Quem crê, ouve, obedece e segue. Em toda a Bíblia, de Gêne-

sis a Apocalipse, é nítido o Amor de Deus pelos homens e o Seu interesse em preservar a vida. É possível ver a manifestação deste amor desde os primórdios, a partir do início da criação, descrita no livro de Gênesis. Mas, nem todos estão dispostos a dar ouvidos ao Seu chamado. Este é o caso de dois jovens anônimos que tiveram a grande oportunidade de serem salvos da destruição, não obstante, decidiram duvidar e, consequentemente, pagar o preço pelas suas incredulidades (Gênesis 19). Eles moravam na cidade de Sodoma, que estava sentenciada a destruição, junto a Gomorra, devido aos altos índices de promiscuidade,

devassidão e todo o tipo de atrocidades abomináveis aos olhos do Eterno. Devido a insistente intercessão do seu amigo Abraão por seu sobrinho Ló, Deus manda dois anjos até aquela cidade, a fim de retirá-lo de lá com toda a sua família (Tiago 2.23). Os anjos cumprem o mandado do Senhor e comparecem a sua casa para alertá-lo sobre o que estava para acontecer. Ló vai pessoalmente ao encontro dos seus futuros genros para convidá-los a lhe acompanhar, relatando tudo o que os anjos lhe disseram. A Bíblia diz que eles não acreditaram nas palavras de Ló, tendo-o como um brincalhão. Deus não mente e o que Ele disse que faria, aconteceu. Choveu


6

reflexão

o jornal batista – domingo, 22/04/18

Vida espiritual saudável José Manoel Monteiro Jr., pastor, colaborador de OJB

A

ntes de falarmos sobre como podemos alcançar uma vida espiritual saudável, é necessário tratarmos da doença espiritual. As Escrituras Sagradas, ao falar sobre o pecado, trazem um diagnóstico preciso acerca dele. O pecado é uma doença; além de nos afastar de Deus aqui na terra, tem o poder de nos afastar de Deus também na eternidade. O profeta Isaías diz que o

dos todo o dia” (Sl 32.3). Esse texto faz menção ao pecado de Davi. O silêncio dele era uma resistência teimosa em admitir a culpa. A reconciliação com Deus só é possível por meio da confissão de pecados. Em segundo lugar, manter a paz com os homens. O apóstolo Paulo diz para os irmãos da Igreja de Roma o seguinte: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”. Interessante observar é que o outro não é objeto do texto sagrado. O objeto somos nós. A paz não depende

do outro, mas de mim. Em último lugar, crer em Jesus. “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). Os estudiosos chamam este verso de Proto Evangelho. A referência feita aqui é a de que Jesus que esmagaria a cabeça da serpente. Sem Jesus, não há possibilidade de desfrutarmos uma vida espiritual saudável. Por isso, tome a decisão de receber Jesus como seu único e suficiente Salvador.

produzem literatura didatica- mada escola tradicional, em que o professor era o “dono da mente diversificada. verdade” e somente ele falava. 3 - Propõe leituras diárias Nem as crianças aceitam esse relacionadas aos diferentes monopólio hoje. O debate enassuntos, favorecendo a inter- riquece o ensino, o questionapretação e maior proveito em mento também. Ouvi, de certo cada estudo dominical. Con- professor, que declarou: “Só vém dar atenção a essa provi- gosto de um aluno”. Pergunsão que aparece nas revistas. taram: “Como é possível, se o senhor tem muitos alunos?” 4 - Propicia participação dos Resposta: “É que somente um alunos, sem discriminação. me questiona, e me constrange Todos têm direito à palavra, a pesquisar mais e aprender mesmo para dar palpite er- mais”. rado. Por vezes, ajudando a 5 - Não oferece férias. De 2 - Abrange todas as ida- classe a crescer. Não deve ser, des. Para atender a cada faixa portanto, aula apenas exposi- janeiro a dezembro, ocupa etária, editoras evangélicas tiva. Passou o tempo da cha- a mente dos discípulos com

assuntos sempre inacabados, em um processo crescente e constante. Nunca se sabe tudo da Bíblia. Nenhum aluno matriculado espera diploma de formatura.

Servo sofredor levaria sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores. O pecado nos adoeceu, e ao olharmos para o registro da queda do homem, vamos verificar o processo de queda do ser humano. O ser humano é tentado a pecar por meio do que vê (Gênesis 3.6). Após olhar o fruto, passou a desejar e comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal: “Tomou do seu fruto, comeu” (Gn 3.6). Outro fato digno de nota é que o pecado não somente nos atinge individualmente,

mas ele envolve outras pessoas. “E deu a seu marido, e ele também comeu” (Gn 3.6). Não há tal coisa de pecado particular; todo pecado afeta outro indivíduo. O pecado sempre envolve outros; assim, é multiplicado. De que forma poderemos encontrar saúde espiritual? Creio que vida espiritual saudável só é possível se tomarmos algumas atitudes. Em primeiro lugar, admissão da culpa. “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemi-

A melhor escola Francisco Mancebo Reis, pastor, colaborador de OJB

O

uvi de um senador evangélico, pela TV: “A escola é lugar de conhecimento, não de educação. Os pais é que devem educar”. Certo? Ainda que a base seja o lar, a escola que não educa merece o nome de escola? Quando se afirma que o púlpito deve ser também cátedra, o que isso significa? E o que dizer da Escola Bíblica Dominical? Sua função é apenas informar? Por que a EBD pede especial atenção e prática? Vão aqui ligeiras considerações:

1 - A EBD tem como livro-texto as Escrituras, sem dispensar leituras complementares como auxílio na aprendizagem. E não faltam ótimos livros devocionais e exegéticos. Recorde-se que a Bíblia informa e forma. Informa valores da vida cristã e contribui para a formação do caráter. É um compêndio de educação cívica, moral e religiosa. Jesus mandou fazer discípulos, o que inclui ensino e educação (Mateus 28.19-20).

Por que menosprezar a EBD? Rompimento com o tradicional? Receio de rotina? Busca de alternativas mais atraentes? Há mesmo um substituto melhor? Fica subentendido que os professores hão de ser capazes de ministrar com o máximo de dedicação e habilidade, a fim de cativar seus alunos e nem um deles ir buscar capim mais verde em outros pastos.


missões nacionais

C

o jornal batista – domingo, 22/04/18

7

Operação Jesus Transforma avança pelo Brasil

om o envolvimento de mais de 200 voluntários, os estados de São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal foram impactados com a Operação Jesus Transforma. Pessoas que estavam em casas, praças, ruas e cracolândias ouviram falar do Evangelho que salva, liberta e traz nova vida. Com a ajuda de Igrejas locais como base, as Operações serviram mais de 250 refeições, para Glória de Deus. O agir divino não se restringiu apenas às vidas a serem alcançadas, foram 35 voluntários que responderam à voz de Deus atendendo ao chamado para dedicarem suas vidas ao Reino de Deus por meio do Projeto Radical Brasil. Missões Nacionais deseja avançar ainda mais na propagação do Reino até que toda a Pátria seja alcançada para Cristo. Vidas que estão em situação de rua e drogadição precisam do Evangelho e de ação social, precisam de alimento, de vestimentas, de cuidado, de amor. “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; na prisão, e foste me ver” (Mt era estrangeiro, e hospedastes- 25.35-36). Você pode ser parte deste -me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive trabalho como voluntário, in-

tercessor e também um parcei- ser parte dos planos Dele para ro. Permita-se ser resposta de o Brasil! https://www.atos6. Deus para este tempo! Louva- com/missoesnacionais Acompanhe o calendário do seja Deus que nos permite

das operações Jesus Transforma pelo Brasil e junte-se a nós!https://www.missoesnacionais.org.br/eventos


8

notícias do brasil batista

o jornal batista – domingo, 22/04/18

Triângulo Mineiro recebe caravana da Convenção Batista Mineira Ilimani Rodrigues, jornalista da Convenção Batista Mineira

N

os dias 16 e 17 de março deste ano, a Primeira Igreja Batista em Araxá (PIB Araxá) recebeu mais uma edição da Caravana da Convenção Batista Mineira (Caravana CBM). Na ocasião, quase 400 irmãos da Associação Batista do Triângulo Mineiro (ABATRIM) participaram dos nove minicursos oferecidos e também da palestra sobre evangelismo na contemporaneidade. A Caravana CBM foi criada com o intuito de levar capacitação aos rincões do grande estado de Minas Gerais. Por meio de minicursos, com duração média de três horas, diversas áreas são abordadas, permitindo que os participantes recebam uma capacitação de altíssimo nível. “A caravana foi criada para capacitar a nossa liderança a trabalhar, a exercer o dom e o chamado que ela tem. A proposta é instrumentalizar as pessoas para que possam exercer seu dom

Participantes de um dos nove minicursos da Caravana CBM

e talento com maestria, e assim fazer crescer o Reino de Deus”, comentou a irmã Tânia Araújo, coordenadora do Comitê de Crescimento Cristão da CBM e uma das organizadoras da Caravana. Nesta edição, diversas Igrejas do Triângulo estiveram representadas, atendendo a uma expectativa do presidente da Associação. “Entendemos que precisávamos receber capacitação para treinar nosso povo melhor. A Caravana veio no momento certo, atendendo de forma especial o público que precisa de treinamento para trabalhar nas Igrejas do Triângulo.

Já ouvi comentários dos irmãos dizendo que vão sair daqui e aplicar o que aprenderam em suas Igrejas”, comentou o pastor Hermes da Silva, presidente da ABATRIM. Por onde passa, a Caravana tem marcado a vida das pessoas e isso só é possível pela parceria entre a Convenção Batista Mineira, a Associação e a Igreja local. Em Araxá não foi diferente. O apoio do pastor local e sua equipe de voluntários foi fundamental para o sucesso desta edição. “Para mim foi maravilhoso, foi um grande prazer, uma grande alegria. Jesus quando veio a terra veio para

Parte do Grupo de quase 400 pessoas que participou da Caravana CBM em Araxá

servir, e não tenho dúvida que ele nos escolheu também para servir. Ver tantas pessoas sendo abençoadas neste evento, para mim, é o maior prazer, a maior alegria e a maior recompensa”, comentou a irmã Rosa, uma das voluntárias da PIB de Araxá. “Eu vejo a Caravana como resposta de oração, pois era um sonho que tínhamos, de ver os crentes sendo preparados para levar as Boas Novas do Evangelho para as suas cidades e também aqui para Araxá. Neste mundo em que vivemos a capacitação é essencial e indispensável, e a Caravana CBM veio em boa hora, para podermos trabalhar

e alcançar os objetivos que temos”, comemorou o pastor Renato Gonçalves, da PIB Araxá. Quem participou desta capacitação reconhece a importância deste Projeto para sua vida e ministério. “Com certeza estou aprendendo a cumprir o ‘Ide’ que Deus nos deu. Através destes irmãos que estão aqui dando esta capacitação, estou aprendendo a melhor forma de levar o Evangelho para os perdidos, que estão sedentos pelo Amor de Deus. Eu não posso ir para a ‘batalha’ sem estar preparado”, comentou Elder Fenelon Juvêncio, um dos participantes.

Juventude Pioneira realiza Congresso anual no Acampamento Batista Pioneiro

Felipe Balaniuk, pastor de jovens da Primeira Igreja Batista em São Miguel do Oeste - SC

A

juventude da nossa Convenção se reuniu em mais um Congresso no Acampamento Batista Pioneiro (ABP), entre os dias 10 a 13 de fevereiro de 2018. A temática abordada este ano foi “ID”, pois o cristão precisa ter a sua identidade definida, entendendo que tem a missão de alcançar outros para Cristo e que precisa viver de acordo com o que a Palavra de Deus nos diz. Ao todo, tivemos 20 palestrantes que edificaram e equiparam a vida dos nossos jovens. Em cada tenda, os jovens tinham a possibilidade de carimbar seus “passaportes do mundo Jumap”. Os preletores oficiais foram o pastor Marcelo

Congresso da Juventude Pioneira falou sobre a identidade cristã

Gualberto, da Mocidade para Cristo (MPC), compartilhando sobre capelania escolar e universitária; Juliana Ferron, que falou a respeito da sexualidade; e dois missionários da JMM, Caleb e Abdallah, que nos impactaram com seus testemunhos. Além de trazerem mensagens nas tendas, ainda participaram de duas noites Talk Show e levaram a mensagem nos cultos. Foram, com certeza, muito usados por Deus e impactaram

a vida dos jovens. Assim como no Acamzeca, participamos de duas noites Talk Show. Pela manhã, tivemos os momentos de culto divididos em tendas. Contamos com sete tendas divididas em áreas da vida cristã, como oração, devocional, louvor, evangelismo com judô, parkour, palhaços e os espaços de crescimento e liderança. A tarde, tivemos o Adventure Games, uma gincana diferente, além dos esportes tradicionais,

onde o objetivo era estar com o seu grupo em jogos peculiares, como pebolim humano, vôlei cego, bilhar humano, rally com muito barro, entre outros. E o que falar das noites especiais? Teve teatro com a turma toda do Chaves na “Noite da Vila do Chaves”, com direito a pedido de casamento. No Jantar Mexicano quebraram a “Piñata” e competiram para ver quem aguentava comer mais pimenta; foi muito divertido. Mas, a noite

da fogueira se destacou tanto pelo frio que fazia, quanto pelo céu estrelado e maravilhoso e a palavra que quebrantou muitos corações. A cada Congresso temos a certeza de que Deus se fez presente nesses quatro dias ali no nosso amado ABP. Amizades foram formadas, corações foram quebrantados, vidas foram transformadas para a Glória de Deus. Agora, já estamos contando os dias para o próximo encontro.


notícias do brasil batista

o jornal batista – domingo, 22/04/18

9

Convenção Batista Carioca realiza 5o Congresso de Administração Eclesiástica Tiago Monteiro, comunicação e marketing da Convenção Batista Carioca

N

o último sábado, a Convenção Batista Carioca (CBC) realizou seu 5º Congresso de Administração Eclesiástica, que aconteceu na Igreja Batista em Padre Miguel, na região Oeste do Rio de Janeiro. A programação veio para instrumentalizar membros de Igrejas que ocupam funções de liderança, especialmente nos âmbitos administrativo e fiscal. Duas plenárias deram início ao evento. A primeira delas teve a participação da delegada Marcia Noeli, diretora da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Durante sua palavra, que teve como foco a conscientização sobre a problemática da violência contra a mulher, fez um apanhado histórico dos desafios da mulher na sociedade. Explicando sobre o ciclo da violência, ela afirmou que a maioria das agressões acontece no lar e, geralmente, são motivadas por uma cultura preconceituosa. “O principal fator da violência contra a mulher é a cultura

Congresso de Administração Eclesiástica ofereceu diversas oficinas para os participantes

machista dos agressores”, pontuou. Falando sobre os inúmeros casos que chegaram ao seu conhecimento, lembrou-se de que já havia resgatado uma irmã da Igreja porque seu marido, seminarista, a mataria. Em casos como esses, Marcia defende que o papel da Igreja precisa ir além da reconciliação conjugal, ou seja, deve agir para que haja a interrupção imediata da violência. “Como Igreja, podemos, sim, apoiar a mulher, enviá-la a um abrigo, dar apoio emocional”, disse a delegada, que também orientou quanto ao tratamento que pode ser oferecido ao agressor, em casos específicos.

Tudo começa na missão Pastor Fernando Brandão, diretor executivo de Missões Nacionais, veio na sequência para falar sobre a importância do discipulado. Analisando o cenário Batista, ele afirmou que perder de vista a missão é perder a própria identidade da Igreja. “A missão é multiplicar discípulos e a visão é alcançar a todos”, completou. Segundo o pastor, Deus manifesta sua visão e missão através das vidas de seus servos. A estrutura resultante disso são projetos e ministérios. Mas a missão nunca deve ser perdida de vista. Para ele, quando isso acontece surgem as divisões e os isolamentos.

“Nessa etapa começam a surgir os saudosismos, os questionamentos. Queremos sempre encontrar um culpado e aí surgem as divisões e os isolamentos. Depois desse processo vem a falência e a morte. Para que isso não aconteça, não podemos perder o ponto de partida, que é a missão.” O Congresso trouxe também oficinas que oportunizaram o aprofundamento nos temas: “Secretaria - Elaboração de Atas (Pastor David Curty); “Como ser um tesoureiro eficiente” (Pastor Clayton Alvin); “Atribuições e Responsabilidades de um Conselheiro Fiscal” (Pastor Luciano Gar-

cia); “União Estável: o que é e como a Igreja deve proceder?” (Doutor Marcelo Rosa); “Como promover missões na Igreja?” (Pastor Elias Gouvêa); e “Ministério com Idosos” (Elaine Nolding). Foi uma tarde de troca de experiências e retirada das dúvidas que surgem no dia a dia da Igreja. Cerca de 150 pessoas de várias Igrejas Batistas marcaram presença no 5º Congresso de Administração Eclesiástica. A Convenção Batista Carioca agradece à Igreja hospedeira do evento, que com grande alegria recepcionou a todos com sua estrutura e engajamento de membros.

PIEB Pinda - SP promove programações especiais no período de Páscoa Elias Rivelle, jornalista, membro da Primeira Igreja Evangélica Batista em Pindamonhangaba - SP

A

Primeira Igreja Evangélica Batista em Pindamonhangaba - SP (PIEB Pinda) promoveu as programações especiais de Páscoa 2018, com realizações nos dias 25 de março e 01 de abril de 2018. No domingo, dia 25 de março, às 19h30, ocorreu a Cantata de Páscoa do Ministério Infantil, com o tema “A História do Cordeiro”. Na oportunidade, as crianças da

Igreja apresentaram ao Senhor Deus um repertório especial de teatro e músicas cristãs que abordaram o verdadeiro sentido da Páscoa. Nesta noite, também foram realizados batismos por imersão, constituindo-se uma prática da fé cristã Batista. Já no dia 01 de abril, domingo de Páscoa, aconteceram eventos especiais nos períodos da manhã e noite. De manhã, a partir das 07h, foi realizado o tradicional Culto da Ressurreição, com adoração ao Senhor Jesus Cristo, orações, momentos de reflexão, pregação da Bíblia

Cantata de Páscoa do Ministério Infantil 2018

Sagrada e Ceia do Senhor. À noite, realizamos a Cantata de Páscoa com o Coral “Harmonizando a Fé” e o Conjunto Masculino “Santuarius”, quando o tema “Porque Ele Vive” foi abordado.

Durante a ocasião, diversos cânticos e hinos em louvor e adoração ao Senhor Deus foram entoados fazendo alusão à Páscoa Cristã. Na Páscoa, os sentimentos de confraternização e de re-

ligiosidade ficam presentes entre algumas pessoas. Por mais que a sociedade secular comemore a Páscoa por chocolates, Coelho da Páscoa, refeições típicas e/ou por tradições religiosas alusivas à época; a Igreja Batista traz a concepção do Senhor Jesus Cristo como Cordeiro Pascal Vivo, de Deus, que padeceu na Cruz do Calvário pelas nossas vidas e que ressuscitou ao terceiro dia após a sua morte. Pastor Ésio Moreira, ministro titular da PIEB Pinda, agradece a presença do público nos eventos.


10

o jornal batista – domingo, 22/04/18


missões mundiais

o jornal batista – domingo, 22/04/18

11

Missões Mundiais leva voluntários a refugiados venezuelanos Marcia Pinheiro - Redação de soas de várias partes do Brasil estão atendendo ao clamor desMissões Mundiais tes refugiados e se inscrevendo iariamente, vemos na caravana SOS Venezuela, nos noticiários a promovida pelo programa Vochegada de vene- luntários Sem Fronteiras, de zuelanos ao Brasil. Missões Mundiais. Estão programadas duas caEles têm se concentrado na cidade de Boa Vista, capital de ravanas com ações que levarão Roraima, em busca de assis- ajuda humanitária, compartitência humanitária e proteção. lhando o Amor de Cristo de A inflação crescente, a escas- forma prática. Uma acontecerá sez de alimentos e remédios, a entre os dias 05 e 15 de maio violência e a agitação política e a outra de 16 a 26 de julho. estão fazendo com que milha- As inscrições devem ser feitas res de venezuelanos sejam for- o quanto antes pelo e-mail: çados a fugir do próprio país. voluntarios@jmm.org.br. O número de venezuelanos Há venezuelanos que, sem dinheiro para pagar passagens que buscam refúgio em todo de vinda para o Brasil, deci- o mundo aumentou 2.000% dem caminhar em busca de desde 2014. No ano passado, carona para percorrer os 218 o aumento foi particularmente Km da BR-174 que separam acentuado nas Américas, inclusive no Brasil, que recebe Pacaraima e Boa Vista. Sensibilizadas com a atual si- mais de 800 venezuelanos tuação dos venezuelanos, pes- por dia.

D

Estagiária Ana Jhuly Stellet - com supervisão de Marcia Pinheiro - Missões Mundiais

Segundo um pastor de Boa Vista, existe uma rua por lá que já ficou conhecida como a “Rua dos 80 reais”, pois ali, mais de uma centena de jovens venezuelanas se prostituem todos os dias para poder comprar algum alimento para suas famílias. Muitas pessoas que hoje es-

tão mendigando em Roraima são profissionais qualificados (médicos, engenheiros, arquitetos, professores, executivos, etc.), mas que diante da crise em seu país, decidiram fugir com suas famílias para o Brasil. O presidente da Convenção Nacional Batista da Venezue-

la, pastor Carlos Rodríguez, é grato pelo apoio de Missões Mundiais e pede aos Batistas brasileiros que orem, principalmente por estes motivos: que muitos conheçam a Cristo pela pregação do Evangelho, que se levantem novos missionários e futuras Igrejas e que haja provisão econômica para o sustento dos projetos missionários. Queremos que os venezuelanos encontrem aqui no Brasil a verdadeira esperança, que é Cristo e, um dia, possam retornar ao seu país e espalhar a semente que faça florescer os frutos de uma nação temente a Deus. Use seus dons e talentos para levar esperança aos venezuelanos em Boa Vista - RR nos meses de maio e julho. Mais informações: voluntarios@jmm.org.br

Voluntários em jornada médica na Guatemala

O

casal Rodrigo e Viviane Pinheiro, missionários de Missões Mundiais na Guatemala, promoveu uma jornada médica no país para atender as necessidades locais. E no mês de março, eles receberam o apoio voluntário de 35 brasileiros. Os voluntários eram, em sua maioria, da Primeira Igreja Batista de Macaé - RJ, liderada pelo pastor Robson. Eles estiveram na Guatemala entre os dias 09 e 18 de março com o foco principal nas Igrejas que promovem o PEPE (programa socioeducativo). Também se envolveram em ações sociais com o objetivo de levar atendimento médico, odontológico, treinamento ministerial, curso de manicure e pedicure, construção de banheiros e jogos com crianças. O missionário conta que a Guatemala é um país que ele aprendeu a amar e respeitar, com pessoas muito amáveis,

mas onde quase metade das crianças sofre de desnutrição crônica. A violência também cresceu muito nos últimos dois anos, levando o país a ocupar a segunda posição na lista dos mais violentos, atrás somente do Afeganistão, e com o pior

índice de desigualdade da América Latina. Os voluntários que estiveram lá foram impactados por tudo que viveram naquele lugar. Foram cerca de 570 atendimentos durante a jornada.

“As mãos de Jesus nunca se transformam em garras para prender alguém. Sempre são mãos carinhosas que respeitam a forma do rosto que elas acariciam. Seus pés nunca fogem dos abandonados, nem pisam nos pecadores. Sempre cami-

nham em direção daqueles que têm fome e sede. Foi isso que presenciei cada um deles fazendo aqui”, declara Rodrigo. Conheça nossas viagens voluntárias deste ano. Faça parte do que Deus está fazendo no mundo!


12

notícias do brasil batista

o jornal batista – domingo, 22/04/18

Igreja Batista Emanuel - RS organiza palestras sobre educação, infância e família Marcos Eduardo Rauber, segundo vice-presidente da Igreja Batista Emanuel - RS

C

omo parte das comemorações do aniversário de 112 anos, a Igreja Batista Emanuel levou à Panambi - RS, em 16 de março, o procurador Regional da República de Brasília e coordenador do Programa Proteger, doutor Guilherme Schelb. Na ocasião, o procurador ministrou palestras sobre temas contemporâneos relacionados à educação, infância e família. Após a reunião-almoço com líderes eclesiásticos da cidade, nas dependências do Colégio Evangélico Panambi, Schelb participou do Fórum Municipal de Educação, promovido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura, no salão da AFUCOPAL. Schelb falou para autoridades municipais, professores, assistentes sociais, psicólogos, conselheiros tutelares e policiais. Em sua fala, intitulada “Estratégias legais e práticas em defesa do professor”, enfatizou a necessidade de os

Guilherme Schelb, procurador Regional da República

educadores conhecerem a legislação e a aplicarem adequadamente no cotidiano das escolas. A iniciativa tem por objetivo assegurar a disciplina e a ordem em sala de aula, o exercício regular da atividade docente e, consequentemente, a melhoria do ensino brasileiro. A palestra abordou temas como violência e indisciplina escolar, bem como a necessidade de respeito à legislação e às famílias em abordagens pedagógicas sobre sexualidade, dada a vulnerabilidade psicológica e imaturidade de crianças e adolescentes, frente a temas complexos. À noite, no salão da Igreja Batista Emanuel, o palestrante

Palestra da tarde

abordou a temática “A defesa jurídica da família e da infância”. Na ocasião estiveram presentes pastores, líderes eclesiásticos e comunitários, alunos da Faculdade Batista Pioneira de Ijuí, professores, advogados, pais ou responsáveis por crianças e adolescentes e comunidade em geral. Em sua fala foram abordados temas como abuso sexual, erotização precoce de crianças e adolescentes e sua exposição à ideologia de gênero, inclusive em materiais didáticos e no ambiente escolar. O objetivo é alertar aos pais e comunidade em geral sobre a necessidade de prevenção e combate à viola-

ção dos direitos da infância e juventude assegurados pela ordem jurídica nacional. Cerca de 1.200 pessoas marcaram presença nos eventos, que contaram com a participação de representantes de Panambi, Condor, Bozano, Ijuí, Palmeira das Missões e demais municípios da região. Guilherme Schelb é mestre em Direito Constitucional, especialista em Segurança Pública, administrador da página https://infanciaefamilia. com.br/ (que disponibiliza gratuitamente textos, vídeos e outros materiais didáticos) e autor de várias obras a respeito de educação, família e infância. Tem como foco a

proteção de crianças e adolescentes de todo tipo de abuso psicológico, físico e sexual, bem como a orientação de educadores e famílias acerca dos instrumentos legais para a defesa de seus direitos. Junto às prefeituras, Igrejas e entidades sociais, Schelb tem desenvolvido projetos em vários municípios brasileiros em prol da melhoria da educação, bem como do respeito aos valores cristãos e à família tradicional. As palestras tiveram apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Panambi, do Colégio Evangélico Panambi e da Faculdade Batista Pioneira de Ijuí.

Membro mais idoso da PIB de Corumbá MS ganha festa de 100 anos Glauce Padilla Pereira da Silva, publicitária

N

o dia 16 de fevereiro de 2018, ao lado da família e dos membros da Primeira Igreja Batista de Corumbá - MS, o senhor Izidoro Dias Paiva completou 100 anos de vida com um lindo culto de agradecimento ao Senhor. O nosso novo pastor Wellington Santos cedeu à palavra ao genro do aniversariante, pastor Ranulfo Braz Branco Filho, da Primeira Igreja Batista de Pérola - PR, que celebrou o culto. O genro destacou que a vida de seu sogro é de muita fidelidade ao nosso Deus e que chegou aos incríveis 100 anos com muita

Sr. Izidoro e as filhas Dorcas e Noemi

saúde e vitalidade. O aniversário de 100 anos é, sem dúvida, um marco na vida de uma pessoa. Todos nós ficamos impressionados com a lucidez e a alegria de viver do senhor Izidoro, afinal, após um século nesta abençoada terra, muitas experiências foram transformadas em pura sa-

Pastores e família do sr. Izidoro

bedoria. Nosso irmão Izidoro é privilegiado pelo nosso Pai, que, com certeza, o guiou até aqui, por isso, seu centenário foi muito comemorado pela Igreja Batista. Sua filha, Noemi Paiva Branco, testemunhou perante a Igreja que seu pai é um exemplo de homem cristão, tendo

sido um maravilhoso marido para sua esposa Ivone Pinto Paiva (in memoriam). Noemi louvou os cânticos preferidos do Pai: “Maravilhas Divinas” (Cantor Cristão - nº 7) e “A Deus demos Glória” (Cantor Cristão - nº 15). Senhor Izidoro é membro da Primeira Igreja há 71 anos.

Ele comentou que entrou pela primeira vez na PIB de Corumbá quando tinha 30 anos de idade, por insistência de muitos, principalmente, do seu pai. Foi apenas para agradar a todos, só que foi surpreendido com uma palavra que nunca mais esqueceu: “Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei” (Mt 11.28), e logo pensou: “Aqui é o meu lugar”, e nunca mais saiu. Senhor Izidoro tem três filhos: Noemi Paiva Branco, Dorcas Pinto Piava e Natanael Pinto Paiva; seis netos e uma bisneta. Logo após o culto houve uma lindíssima recepção, com pastores convidados de outras Igrejas, membros e sua família.


ponto de vista

o jornal batista – domingo, 22/04/18

13

Oração e ação Ebenézer Lopes Gonzaga, pastor da Primeira Igreja Batista Montividiu - GO

P

ensando no que fazer durante as férias que se aproximavam, disse à minha esposa Nildir: “Preciso ir a um lugar para ouvir a Palavra de Deus”. Foi quando naveguei pela internet em busca de uma programação dos Batistas brasileiros, e encontrei o Congresso Estadual Multiplique 2017, em Guarulhos - SP, cujo preletor principal foi o doutor Dave Earley. Minha esposa me disse: “Então, vá! Estarei orando por você”. Ao retornar desse Congresso, senti em meu coração que Deus queria que a Primeira Igreja Batista em Montividiu - GO estivesse em oração ao longo de 70 dias: manhã, tarde e noite; começamos no mês de agosto e terminamos em setembro. Recebemos numerosas bênçãos e tomamos importantes decisões após esse projeto. No dia 24 de março de 2018 (sábado), aconteceu, em nossa Igreja, o 25º aniversário da MCM - Mulheres Cristãs em Missão, do qual participaram as organizações missionárias e a liderança da União Feminina Missionária Batista Goiana (UFMBG), cuja preletora, irmã Élvia Barros, testemunhou de sua fé ao perder seus entes queridos. No dia 28 do mesmo mês, ao chegar na Igreja com a mensagem pronta, senti Deus falar comigo o seguinte: “Não pregue, leve Minha Igreja a orar”. Naquela noite, oramos e cantamos durante uma hora e trinta minutos. Convidei os jovens que iriam para o acampamento anual da JUBEG, o qual ocorreria nos dias 29 a 01 de abril, para que viessem

à frente, e oramos por todos eles. No dia 01 de abril de 2018 (domingo), o pastor Antônio Gonzaga foi o pregador do culto matutino. Ele leu o texto bíblico de Marcos 14.3242, e anunciou o tema da mensagem: “Oração e Ação”. Afirmou-nos ainda: “Hoje, o mundo cristão comemora a nossa maior esperança: a Ressurreição de Jesus Cristo”. E, assim, prosseguiu: Jesus e seus discípulos se dirigem ao lugar onde Ele costumava ir para falar a sós com o Pai. Todavia, esse dia foi diferente, visto que o Filho do Homem estava prestes a consumar um ato de seu ministério. Ele chama os apóstolos e os instrui a permanecerem ali. Depois, leva três deles para lhe acompanhar e deixa um recado: “A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui e vigiai”. Os profetas já haviam relatado esse acontecimento; Jesus sabia perfeitamente o que lhe aconteceria. O Filho de Deus deixou a Sua glória, esvaziou-se de Si mesmo, limitou-se e tornou-se homem para buscar e salvar o que estava perdido. O evangelista Lucas registra que Jesus, em agonia, orava, e Seu suor caía sobre a terra como gotas de sangue. Ali Ele demonstrou o sofrimento causado pelo pecado da humanidade. No entanto, ainda nesse momento de dor, roga a seus seguidores que orem, a fim de que não entrem em tentação. Jesus, no Getsêmani, nos deixa lições para que sigamos. A primeira lição é a oração. Aprendemos com Jesus no Getsêmani que todos nós estamos sujeitos à aflição. Sofremos por enfermidades, injustiças, perseguições, perdas, entre outros. Há pessoas que

entram em tamanho desespero por não suportarem tais consternações, e acabam por tirar a própria vida. Por isso, a oração é importante. Jesus, ao orar, clama o seguinte: “Pai, tudo Te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que Tu queres”. Para Deus, nada é impossível. Ademais, sabemos que a qualquer momento podemos sofrer os mais terríveis pesares. Portanto, é hora de recordarmos o que passou o Filho de Deus e orarmos, pedindo ao Senhor que, se possível, afaste de nós a angústia e a dor. Através do sofrimento vem a tristeza. Através da tristeza vem a dúvida. Através da dúvida, a procura por fugir de uma situação difícil, ameaçadora e dolorosa. Quando tudo isso é feito sem a vontade e o propósito do Criador, estamos sujeitos a cairmos em tentação. A segunda lição é fazer a vontade de Deus. “Não que eu queira, mas faça a Tua vontade”. O comportamento de Jesus nos ensina a respeito da submissão à vontade de Deus. Ele pode tudo, mas tem Seu querer. Os pensamentos de Deus não são os nossos, os caminhos de Deus são mais altos que os nossos (Is 55.8-9). Às vezes, passamos por situações difíceis de suportar, mas ainda assim, são passageiras. É preciso crer que alcançaremos a vitória, assim como o Salvador. Enquanto estivermos nesta matéria, estamos sujeitos a sofrer. É justamente nesses momentos que devemos lembrar das palavras de Jesus: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mt 26.41). Podemos cair em tentação se não estivermos vigiando e orando. Para tanto, devemos

pedir o auxílio dos céus para tomarmos as decisões certas, assim como Cristo o fez, e pedir a Deus que cumpra o querer dEle em nós. Certa vez, Jesus encontrou-se com a viúva de Naim, a qual estava indo enterrar o filho único (Lucas 7.11-17). Ele compadeceu-se dela e lhe disse: “Não chores!”. Só Jesus sabia o que aquela mulher, de fato, sentia. Só Ele tinha autoridade para dizer: “Não chores”. E então, Ele ressuscita o jovem e o entrega à mãe. Imagino o sorriso da viúva ao abraçar o seu filho. Orarei, pedirei, mas faças, ó Pai, a Tua vontade. Há pessoas que, ao perderem o cônjuge, o filho, a filha ou uma pessoa querida, não suportam a amargura e afastam-se de Deus, deixam de ir à Igreja, revoltam-se contra o Criador. Jesus sofreu injustamente, foi julgado erroneamente, cuspido, torturado, coroado com uma coroa de espinhos, humilhado, zombado. Carregou uma cruz que não era dele, era nossa! Apesar disso, Ele persistiu até o fim e foi crucificado. Mais tarde, o apóstolo Paulo afirma a nós, cristãos, que fomos crucificados, sepultados, mortos e ressuscitados com Cristo (Romanos 6.1-23). Ainda que choremos e nos entristeçamos, lembremo-nos, pois, o que ocorreu a Jesus. Todas as pessoas que creram nEle, morreram e ressuscitaram com o mesmo. Por conseguinte, estamos certos de que um dia o Redentor voltará para levar os seus. A terceira lição é: Levantai-vos! A mensagem de Jesus para os seus discípulos agora é que ajam. Oraram e agora precisam praticar a ação de levantar e ir. Nós, cristãos,

devemos encarar as crises e as lutas que virão. Para isso, cabe a mim e a você pedirmos a Deus que afaste de nós as dificuldades e as tribulações. Contudo, saibamos os momentos certos de agir com coragem, fé e determinação. A Igreja orou pedindo forças, sabedoria e proteção a Deus. Ela está preparada para enfrentar o que vier, tendo a convicção de que serão mais que vencedores. É isso que Paulo disse: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4.13). O cristão não pode falar só por falar, necessita extrair ensinamentos com a própria experiência para que quando precisar, possa dizer: “Eu tudo posso”. Vocês oraram. A vontade de Deus é que a Igreja, ao passar por algum sofrimento, saiba que não está sozinha, Deus está presente. Não tenham medo! Confiem no Senhor! Não se desanimem e jamais deixem de buscar a Deus. Seja qual for a circunstância, lembrem-se do que Jesus passou no Getsêmani. Orem sempre, sejam submissos à vontade de Deus, levantem-se! Que Deus vos abençoe e fortaleça a vossa fé diariamente. Amém! Essa foi a mensagem que ouvimos pela manhã. À tarde, recebemos a triste notícia do acidente que ocorreu na GO-060, com o micro-ônibus que trazia nossos jovens do acampamento da JUBEG 360º. Infelizmente, tivemos três óbitos e quinze feridos. Aproveitamos este momento para agradecer a todas as lideranças e Igrejas Batistas que se uniram direta e indiretamente à PIB em Montividiu - GO através da solidariedade, do apoio e, sobretudo, das orações em nosso favor. A vocês, o nosso muito obrigado!


14

o jornal batista – domingo, 22/04/18

ponto de vista

Eficácia da oração

A

oração é o instrumento que o Pai disponibiliza para dialogarmos com Ele. É impressionante o valor da oração; igualmente, a sua eficácia. Enseja intimidade com o nosso Criador e Redentor em Cristo Jesus. Ela produz quebra de sistemas, esquemas e movimentos deste mundo. Deve ser sempre feita na vontade do Senhor revelada nas Escrituras (I João 5.14-15). Nesse texto de João está a sua eficácia comprovada. A oração tem o poder de destruir as coisas más e construir as coisas boas, ela edifica o povo de Deus. Deus se agrada da oração dos Seus filhos; Ele tem prazer ao ver Seus filhos O buscarem com quebrantamento e contrição, de todo o coração (Salmos 51.17; Jeremias 29.13). Os filhos de Deus devem ter imenso prazer, deleite em orar. O ato de buscar o Senhor revela o reconhecimento de nossas profundas limitações e carências e, ao mesmo tempo, o Seu poder em agir soberanamente. A oração se caracteriza pela dependência de Deus e pela interdependência, ou seja, a dependência mútua, na co-

munhão fraterna. A prática da oração é salutar, isto é, traz saúde para o cristão, sua família e Igreja - o Corpo vivo de Cristo (I Coríntios 12.12-31). Na oração, temos o prazer da intimidade com Deus. Nesta relação somos tratados e encorajados na caminhada cristã. Neste relacionamento com o Deus Pai, somos desafiados a viver como filhos obedientes. A prática do diálogo com o Senhor é sempre salutar e enriquecedora. Aquele que se inclina diante do Senhor tem o privilégio de receber dEle as orientações devidas para o viver cristão. Há uma relação íntima entre o ato de orar e o exercício da soberania de Deus. Isto significa dizer que Deus nos responde segundo o Seu querer. Na verdade, a busca da vontade de Deus deve ser caracterizada pela fé, confiança e pelo contentamento. Sabemos, pela Palavra, que “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11.6). A resposta da petição será caracterizada pelo contentamento, pela profunda alegria de entender a vontade do Pai. Que formemos grupos de oração nos lares, na Igreja, nos ambientes de trabalho e na escola. Oremos sem cessar,

oremos intensa e apaixonadamente. A oração é a chave do avivamento, ela abre portas fechadas. Dobremos nossos joelhos em oração cheios de amor pelas pessoas sem Cristo e por todos os que estão afastados e excluídos da Igreja do Senhor. Oremos intensamente pelos enfermos, pois a oração da fé salvará o doente (Tiago 5.14-15). Temos ciência de que oração é adoração, gratidão, confissão, intercessão e petição. Nela lembramos dos outros em primeiro lugar, pois a oração é altruísta. Na verdade, ela é um serviço que prestamos a Deus e ao próximo. A nossa relação com o Senhor, por meio da intercessão, deve ter o traço da humildade. Nela, reconhecemos as nossas fraquezas e a plena fortaleza do Senhor, a nossa incapacidade e a total capacidade dEle, as nossas imperfeições e a perfeição dEle. Na vida de oração somos constantemente oxigenados pelo Espírito Santo. É este mesmo Espírito que nos assiste em nossas fraquezas, pois não sabemos como pedir. Ele intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis (Romanos 8.26-27).

Somos desafiados a um compromisso inadiável com a vida de busca intensa pelo Senhor. O nosso interesse é agradar o Senhor, a nossa motivação é Ele. A nossa alegria deve estar sempre nEle, pois Ele é a nossa segurança, nEle nos movemos. Ele nos conduz para a Sua glória. Aliás, Ele é glorificado quando somos obedientes, especialmente na vida de oração. Na obediência, o caos se torna obra esplêndida. Ele faz novas todas as coisas em Jesus Cristo, o nosso Sumo Sacerdote. Deus, o Pai, é a fonte e o alvo da oração; o Filho é o meio e o Espírito Santo é o poder. A oração pode quebrar o status quo. Como declara Jaques Ellul, filósofo cristão francês, “A oração mantém unidos os fragmentos destruídos da criação. É ela que torna a história possível”. A oração é altamente eficaz. Não podemos prescindir de uma vida de comunicação criativa com o Senhor, de constante busca pela ação dEle na História. Devemos interceder pelas autoridades, pelos líderes de organizações, por homens e mulheres que ocupam relevância nos cenários nacional e internacional; pelos enfer-

mos, pobres e miseráveis. Não nos esqueçamos de interceder pelas vítimas de maus tratos, pelos injustiçados, pelos dependentes químicos, pelas prostitutas, lésbicas e homossexuais; pelos mendigos, pelos profissionais de saúde, pelos policiais, pelos professores e tantos outros que carecem de nossas orações. Devemos nos importar com os que sofrem. Que a mesma pessoa que ora seja também instrumento de transformação do caos. Busquemos o Senhor sem cessar. Tenhamos o privilégio e a responsabilidade de orar no Espírito. Que a pregação, o ensino, o evangelismo pessoal e a ação social sejam regados com oração sincera e eficaz. Se desejamos fazer toda a diferença neste mundo, “que jaz no maligno” (I João 5.19), precisamos urgentemente orar. Intercedamos a Deus por nossas famílias, nossas Igrejas e as instituições dos que servem em amor. A oração do justo pode muito em sua eficácia (Tiago 5.16). Que a nossa oração seja dia após dia relacionamento sincero com o Senhor que era, que é e que há de vir (Apocalipse 1.8), o Deus Todo Poderoso.

Vontade de orar Israel Pinto da Silva (D`Israel), colaborador de OJB I Quando a sensibilidade bater no teu peito Estiver sentindo vontade de chorar Chegou o momento de falar com Deus Dobrar teus joelhos e orar De falar pra Ele desses teus problemas E pedir perdão desses teus pecados. De deixar com Ele teus fardos pesados II Fale para Ele o que estás sentindo Pois tenho certeza que está te ouvindo. Todo teu clamor sensibilizado Que vai perdoar todos teus pecados. Se sinceramente pedires perdão Saindo do fundo do teu coração Ele sempre é Deus, mui preocupado

Em não perder t´alma para o inimigo Pois veio para os pobres, cansados, oprimidos Dizer para ti: filho meu, dá-me o teu coração Quero colocar teu nome no Livro da Vida E também te dar vida em abundância Muita esperança de entrar no céu! III Se estás com medo de desanimar Creia muito nEle, pois Ele quer ficar Aí, do teu lado, e vai acampar sempre com seus anjos Para te livrar dos laços do passarinheiro Que quer levar t´alma para o inferno!

IV A oração do justo gera só efeitos Se falares com Deus com sinceridade Sem hipocrisia e sem falsidade. Abra para Ele o teu coração Deixe sua luz entrar porque O choro pode durar uma noite Mas a alegria vem pela manhã Basta acreditar que fora de Cristo não há salvação E quem o invocar sempre será salvo Sim, dobre teus joelhos, comece a orar Pode até chorar e desabafar. Tudo que quiseres dizer para Deus Paulo, Silas oraram a cela abriu Daniel orou a boca dos leões – fecharam Josué orou e o sol parou Confie em Deus e a negra nuvem passará!


o jornal batista – domingo, 22/04/18

ponto de vista

15

OBSERVATÓRIO BATISTA LOURENÇO STELIO REGA

Estamos esquecendo um detalhe: mas, sem ele, o Evangelho perde o sentido!

D

ias atrás tivemos as comemorações da Páscoa. Muitas Igrejas fazem um café da manhã bem cedo desenvolvendo gostosa comunhão e depois celebram a ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Neste momento memorável para todos nós sempre me vem à mente uma pergunta que incomoda demais: “Por que, durante o ano, pouco ouvimos mensagens e palestras sobre a ressurreição de Jesus?”. Já li em livros teológicos, ouvi mensagens e em conversas entre pastores e crentes que o centro da história humana é a Cruz de Cristo. Aí a indagação se amplia ainda mais. Veja, não estou questionando a cruz. Ande comigo nas próximas linhas para descobrirmos ainda mais sobre a preciosa obra de nosso Redentor e, ao final desta nossa conversa, deixo para você avaliar que o centro da história tem mais um evento que não pode ser desconsiderado também como centro. Vamos começar lembrando que a nossa compreensão cotidiana sobre o Evangelho tem sido construída a partir da obtenção da salvação, de modo que esse tema tem se tornado o centro gravitacional das nossas doutrinas, porém, mais que isso, da vida eclesiástica, dos nossos relacionamentos pessoais, da nossa pregação, nossos hinos. A pessoa se converte ao Evangelho e depois assume o compromisso para pregar a salvação, trabalhar na Igreja, tendo em vista a salvação das almas e assim por diante. Nesse sentido, a agenda de preocupações e dos temas acaba sendo gerenciada pelo tema da salvação como o principal tema do Evangelho. Calma, não pare de ler. Essa abordagem pode ser chamada de salvacionismo,

isto é, todo o sentido do Evangelho, da vida pessoal e da Igreja está na salvação de pessoas pelo próprio Evangelho. Daqui temos o foco de nossa teologia na Cruz de Cristo, além da ideia de que a salvação é um fim em si mesma, etc. Se nos aprofundarmos mais no conhecimento bíblico será possível concluir que a salvação é um ponto de partida, é a abertura de uma porta fechada para uma nova vida (II Coríntios 5.17), é um conserto de uma situação prejudicial à vida. A queda no Éden não se constituiu apenas em um mero distúrbio digestivo de comer ou não comer um fruto proibido. O comer desse fruto indicou um estado de rebeldia, de declaração de independência do ser humano contra Deus. Foi um desvirtuamento na ordem das coisas criadas. O ser humano foi criado para viver para a glória e alegria do Criador e, com a queda, se desviou desse caminho (Romanos 3.23). Jesus Cristo veio para restaurar de volta o ser humano no estado original das coisas criadas (II Coríntios 5.15). Então, a salvação é mais do que um ato jurídico de perdão dos pecados e mais do que um ato escatológico garantindo o bilhete de entrada no céu e o direito de moradia na Nova Jerusalém. Quando Jesus lança o desafio “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, a cada dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23) está indicando não apenas a autonegação ao nosso estado e condição de uma liberdade equivocada. Não há dúvida que ele foi para a cruz entregar o seu “eu”, mas não parou aí, foi sepultado e depois ressuscitou. Aliás, ele é considerado Filho de Deus pela Sua ressurreição (Romanos 1.4). Então, o “seguir a Jesus” vai além do Calvário,

alcança a ressurreição. Esse é caminho completo. A cruz sozinha representando a extinção, a morte, poderá focalizar a derrota, a maldição e nos induzir que Jesus foi um líder religioso como os outros. Claro que não podemos negar seu efeito jurídico da morte substitutiva, mas ainda ficamos com a luz projetada na morte. Paulo nos ensinou que o Evangelho sem ressurreição é inútil (I Coríntios 15.13, 14), perde, portanto, o sentido. A ressurreição reivindica a vitória para Jesus - Ele venceu a morte - e nos dá vida. Paulo

ainda nos ensina que devemos nos considerar crucificados em Cristo, mas prosseguir, levando em conta que nEle também estamos ressuscitados para nova vida (Romanos 6). Assim teremos uma Teologia e Ética mais profundas e completas de alguém que ressuscitou em Cristo (e não que foi apenas salvo), pois partem da trajetória de reconstrução da vida à luz do Plano da Criação, por meio do Plano da Redenção visto de forma completa. Tudo isso indica que necessitamos ir mais longe, pregar e viver o Evangelho integral, ter Teologia mais profunda e

abrangente de modo a descobrir que em vez de apenas um fato central na história, temos dois - a morte e a ressurreição de Jesus. Vamos seguir o ensino do apóstolo, anunciar a verdade completa de Deus (Atos 20.27). Vamos reconquistar o profundo significado da cruz, mas também da ressurreição e estes dois eventos juntos darão significação ampla para nossas vidas e que esta mensagem completa seja anunciada e vivida durante todo ano e não apenas na época da Páscoa. E, então, o que você diz de tudo isso?


OJB Edição 16 - Ano 2018  

Da infância até a velhice, a Escola Bíblica Dominical é de suma importância para a vida cristã. Em um tempo onde falsas doutrinas são propag...

OJB Edição 16 - Ano 2018  

Da infância até a velhice, a Escola Bíblica Dominical é de suma importância para a vida cristã. Em um tempo onde falsas doutrinas são propag...

Advertisement