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An o V - n 7 0 - outubr o de 2 0 19 - Ilh a d e Pa q u e t รก , Ri o d e J a n e i r o


Editorial

Sentiram falta do jornal no mês de Setembro? Pois é, em algumas ocasiões o nosso A ILHA tem demorado para sair... Isto se deve, basicamente, a dois motivos. As pessoas que fazem este jornal são voluntárias, dedicam-se a este trabalho no seu tempo entre outros trabalhos e afazeres, dos quais dependem, e às vezes a coisa aperta. O prazo do patrão ou do cliente acaba prevalecendo sobre o prazo do jornal, por mais que a gente tente manter as datas em que A ILHA chega à nossa ilha.

O que vai pela ilha AMORES DA ILHA TIA CINIRA

Mas outra questão que faz eventualmente com que o jornal, infelizmente, demore a ficar pronto é a financeira. Mesmo com a equipe trabalhando de graça, tem um custo: o papel é caro – fazemos questão de usar um papel bonito – tem que imprimir na gráfica, tem que trazer do Rio para cá e outras despesas. A ILHA tem sobrevivido ultimamente com base em três apoios: = os contribuintes. Pessoas generosas e solidárias que ajudam a comunidade paquetaense a ter este porta-voz com contribuições. = os anunciantes. O comércio local, desde as empresas maiores aos pequenos negócios, anuncia no jornal, participando do que acaba sendo um catálogo dos serviços disponíveis em Paquetá. = o suporte do Ponto de Cultura Paquetá na Rede, iniciativa da Prefeitura do Rio de fomento a atividades comunitárias. A situação está ruim para todo mundo e isso tem reflexos sobre as finanças do jornal. Os contribuintes continuam comparecendo com a sua ajuda, mas a quantidade de anúncios no jornal tem diminuído.E agora tivemos um abalo maior: a Prefeitura cancelou (no meio do acordo) os Pontos de Cultura. Ficou difícil. Enquanto não entra verba suficiente para fazer uma edição do jornal não temos como deixar ele pronto. Daí, por exemplo, este número 70, que seria após o São Roque, estar saindo agora. Daí, também, nosso apelo: quem tiver um comércio – anuncie no jornal que vai ser bom para nós e para você, aumentando sua visibilidade, inclusive em nosso espaço no Face que tem mais de 7500 usuários. Ou então coloque seu nome no jornal como um de nossos contribuintes – qualquer quantia conta muito! Vamos manter A ILHA viva! Precisamos muito da sua força. Mande msgpelo face ou escreva para cartas@jornalailha.com.br que explicamos como fazer. João NalaYlia

Expediente

A Ilha é um jornal comunitário mensal organizado, elaborado e mantido pelos moradores da ilha de Paquetá. Mentor e fundador: Sylvio de Oliveira (1956-2014)

Equipe: Claudio Marcelo Bo, Cristina Buarque, Flávio Aniceto, Ialê Falleiros, Jorge Roberto Martins, Julio Marques, Mary Pinto, Ricky Goodwin, Toni Lucena, Vitor Matos e Washington Araújo. Programação Visual: Xabier Monreal Jornalista responsável: Jorge Roberto Martins - Reg. Prof. 12.465 As informações e opiniões constantes nas matérias assinadas são de exclusiva responsabilidade de seus autores. Impressão: Gráfica e Editora Cruzado Ltda / Tiragem: mil exemplares Fale com a gente: cartasjornalailha@gmail.com Anuncie: comercialjornalailha@gmail.com Ano 5, número 70 outubro de 2019. Capa: Arte: Toni Lucena, Foto: Ricky Goodwin Este número de A Ilha foi possível graças à par ticipação dos anunciantes e às contribuições financeiras de • • • • • • • • • • • • • • •

Adilson Martins Ana Emília Ana Cristina Bete Salgado Carla Coronel Paulinho Cristina Buarque Cristina Monteiro Cizinha e Bernardo David Fishel Dimas Edinho e Nenem Elma Guto Pires Julia Menna Barreto

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Julio Marques Leila e Jorginho Lia e Guinho Lula Marcio e Mariangela Mary Pinto Maurinho Nilson Santana Padre Nixon Paulo e Joana Paulo Raimundo Rafael e Lourival Ricardo Bichara Ricardo Sant Clair Silvio e Marília Wasinton Araujo

Regina Yolanda Nesta edição fazemos uma homenagem a Regina Yolanda, educadora que tanto marcou o ensino em Paqueta, com sua maneira revolucionária de educar as crianças. Por ocasião de seu falecimento, aos 91 anos, em 11 de agosto deste ano.

Em seus mais de 70 anos de trabalho em Educação, Regina Yolanda - dedicou a maior parte do tempo ao ensino de base em escolas públicas, além de quinze anos de experiência numa escola particular; - contribuiu para palestras na formação de profissionais; - trabalhou como autora e ilustradora de livros para jovens. Tornou-se especialista em ilustração e em teoria de imagens, participando como membro de júri, ilustradora e teórica nas Bienais de Bratislava, Brno, Feira do Livro de Bologna, Pena de Ouro de Belgrado, e Encuentro Ibero-Americano de Gráfica. Foi vice-presidente do IBBY (InternationalBoardon Books for Young People),órgão da UNESCO para literatureinfantijuvenil, de 1978 a 1982. Em 1982, ganhou o Premio Jabuti de ilustração pelo livro “Bisa Bia Bisa Bel”, de Ana Maria Machado. Essas mesmas ilustrações foram premiadas pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) como O Melhor para o Jovem. Em 1984 obteve o Certificado de Honra do IBBY. Em 1986 recebeu a Menção Honrosa do Instituto Brasil-Alemanha pela monografia “A imagem nos contos de Grimm”. Ilustrou quase todos os livros de Lygia Bojunga Nunes, tendo recebido o prêmio O Melhor para o Jovem, da FNLIJ, em cinco dos livros dessa autora. Foi também premiada em 1989 com o libro “Viver é feito à mão”, de Nilma Gonçalves Lacerda. Em 1989 ganhou a Medalha da FNLIJ por “20 anos de serviços prestados”. Em 1993 recebeu a láurea de Altamente Recomendável, da FNLIJ, pelo livro “Do Outro Lado do Mar”, de Paula Saldanha. É autora de vários livros infantis, como “Dalila”, “Ecologia” e “A Bola”, e livros sobre Educação, como “Linguagem e Criatividade na Escola do 1º Grau”, “Artes na Escola Primária”, e “Educar é Criar”. A FNLIJ publicou a seguinte nota de falecimento: “A contribuição de Regina como educadora comprometida com a formação de pessoas, marcou a vida não só dos seus alunos diretos, como também de professores que trabalharam sob sua direção e de muitos pais e artistas que tiveram o privilégio de conviver com ela. Que o seu legado se perpetue para novas gerações de professores e educadores comprometidos com a formação de leitores considerando, como ela dizia, o livro como um objeto portador de várias artes.”


FOTO DO MÊS

Guilé Santos

"O Poeta Sem Poesia" O poeta sem escrever, é como um pássaro sem asas, o dia sem anoitecer, torna incompleto cada amanhecer. O poeta sem escrever, é como o jardim sem flor, arco íris sem cor, diamante sem brilho e sem valor. O poeta sem escrever, é refém da agonia, mar revolto sem calmaria, dor na alma sem poesia. O poeta sem escrever, naufraga precoce sua idade, vivendo na terra, ignorando marte. O poeta sem escrever, é não viver sua inspiração, subtração de emoção, eco vazio de uma canção. O poeta sem escrever, é oxigênio sem ar, asfixia no olhar, nascente de água secar. O poeta sem escrever, é como o picadeiro sem o palhaço, ausência de flash, na escuridão de um retrato. O poeta sem escrever...

ardim de afeto

DON PEDRITO

Jorge Roberto Martins

Wagner Xavier de Melo "Sem música a vida não faria sentido. Friedrich Nietzsche."

O CANHÃO DE PAQUETÁ

nas noites paquetaenses da ponte sonolenta os casos, as anedotas, as piadas os relógios apressados a hora de ir pra casa coisa chata, inevitável, natural o até amanhã esperançoso com sorrisos, tapinhas nas costas mãos acenando certezas de um dia seguinte bacana com ele, respeitável sacana infantil, amigo veterano de idade e de alma

(inmemorian)

PAQUETÁ TEM DISSO

Jim Skea

irmão mais velho tão criança quanto tão amigo quanto a bagunça querida a irresponsabilidade bem vista, bem chegada natural

Não conhecemos documentos que informem se Dom João VI era ou não recebido com salvas de canhão ao aportar em Paquetá. Segundo especialistas, caso tenha ocorrido, deveria haver uma bateria de, pelo menos, quatro canhões, para que os disparos pudessem ser efetuados de modo a haver tempo suficiente para cumprir as pausas protocolares – entre um disparo e outro – mas permitir a recarga. Por ser um canhão comercial, para a defesa dos navios mercantes, é possível que o de Paquetá tivesse pertencido a Francisco Gonçalves da Fonseca, antigo proprietário do Solar, que acolhia o Príncipe Regente. Ele era capitão de navios, segundo estudos de Luiz Alberto da Costa Fernandes, do Colégio Brasileiro de Genealogia e membro da Academia de Paquetá (AACLIP). Nesse caso poderia ter havido a tal bateria, que permitiria as salvas. O Canhão é do tipo Armstrong Inglês, fabricado na década de 1790. Seu calibre é de 76,2mm e cada projetíl pesa três libras (1,4 kg). O alcance é de cerca de 500 a 900 metros. Em Paquetá, este canhão chegou a ser resgatado duas vezes: do mar, por A. G. Pereira da Silva, por volta de 1910, e do solo, por Antonio Manoel de Mattos Vieira, por volta de 1919. Foi instalado na Praia dos Tamoios, defronte ao número 341, em 1923, recebendo um projeto paisagístico de Pedro Bruno. J. C. de Andrade (Professor Juca)

Prezados Amigos do A ILHA as informações que lhes passo sobre o canhão antigo, reposto na Praia dos Tamoios, tem as seguintes fontes: a parte técnica consta do laudo elaborado pelo especialista do IPHAN, Adler Honório Fonseca de Castro, após examinar meticulosamente a peça no ano de 2018; as de história regional podem ser encontradas nas obras sobre Paquetá de Vivaldo Coaraby (1964) e de A. G. Pereira da Silva (1911). A respeito do Sr. A. M. de Mattos Vieira, a referência nos foi passada em comunicação pessoal de sua neta, Ana Emília de Mattos Vieira Guerra. Esse é o Aílton, figura querida aqui em Paquetá. Passa por nós e saúda: "Bom dia, homem." Pras mulheres é só bom dia. Cheguei no momento em que ele se divertia, solitariamente, na praça Bom Jesus. Das milhares de fotos que já fiz, essa é a única que me emociona de verdade. Quem é de Paquetá vai se emocionar também. Que Deus abençoe ele. Bom dia, homem. Oscar Bolão

BOLA NA TELA Vem aí o I Campeonato Paquetaense de Futebol Virtual Inscrições Zap 98 703 1540 até 15/10. A partir de 12 anos ambos os sexos. O campeonato será no Municipal


EVENTOS

BENÇÃO DOS ANIMAIS & FESTA DE SÃO ROQUE Fotos

Claudio Santos


EVENTOS

PROCISSÃO DE SÃO ROQUE

Fotos

Ricky Goodwin


São Roque, A(Deus)i, fé pelas ruas de Paquetá Guinho Frazão “Glorioso São Roque, filho de Deus a quem o TodoPoderoso deu a graça e o dom de cuidar e curar os doentes contagiosos (...) eu venho até você hoje para pedir a proteção e cura completa de minhas feridas.(...)” Mesinha forrada de renda. Vela acesa. Estátua de São Roque. Rua Alambari Luz, deserta. Início da noite.... Gente muito jovem que não soubesse da tradição da fé no santo na Ilha de Paquetá, estranharia. Já ia escurecendo. A mesinha, sozinha. A vela bruxuleando silêncios. Ao longe o latido de um cão. Nada mais. Aí vem um ciclista vizinho e admira a cena. Depois, na volta do quarteirão, o batalhão de paz do Padre Nixon invade as ruas do Campo de São

Roque. Ali, a leitura da obra do cronista Vivaldo Coaraci se apossou da memória, na visão do curioso ciclista. Dizia o escritorque a fé no santo protetor dos cães, em Paquetá, era tão grande que muitos dos pais o homenageavam pondo em seus filhos o nome de Roque. Hoje, devotos como Bené, Zarur, Dona Maria, mantêm a mesma alegria de organizar a passagem da procissão, arrumando a rua, forrando-a com folhas de amendoeira. Pelo menos agora, em 2019, foi assim que o ciclista viu. Novato, alegrou-se com a importância dada a São Roque. Aí caiu. Em si. E na rua, forrada de folhas. Talvez tenha beijado a terra onde os fiéis iam passar. Mas ninguém viu o estabaque. Embasbacado, levantou o moral, com um copo abençoado, no Manduca. Aí veio a procissão. Já sem a bike, o ciclista segue com os devotos. Dona Maria não é mais a dona da padaria. É uma devota. Como outras Marias. E os devotos cantam o hino de São Roque. O ciclista, também não mais era ciclista. Era... curioso. Devoto das ações dobem, fã do Padre Nixon e, mais ainda de Franciscos:de Assis, de Roma, de Hollanda. E lá ia o Padre ao lado de um religioso que carregava

um cajado. Era D. Orani João Tempesta, cardeal. Iam percorrendo as ruas do Campo Na Alambari Luz, os devotos de Roque foram saudados pelos cachorros. Um alarido de latidos não se aproximava de um canto lírico, mas de um coro canino atento às pernas dos passantes. Já, depois da Adelaide, da pousada Palace, o coro de cães silenciou. Pois foi na casa da família de Orestes Barbosa que os cânticos se concentraram. Aí o curioso ciclistaemocionou-se Era uma cena do passado, presente. De Deus. As lágrimas caíam suaves, embaçavam os óculos do ex-ciclista. Parecia ver uma pintura sacra, naquele momento. Limpando as lentes, ele percebeu que a “cena” era mesmo bela: Uma senhora de cabelos brancos levantava de sua cadeira de rodas, com cuidado, para receber as bençãos de D. Orani e do Padre Nixon, sob os cânticos dos fiéis na procissão. O esforço da Senhora de vir de longe, naquele dia e voltar em seguida, só para receber as bençãos de São Roque emocionou também os outros devotos. Meu amigo urso (do bem), o Catatau e seu Antônio “Manduca” me ajudaram a compreender a importância daquela devota que traz o nome de deus em si: A-DEUS-I. Salve São Roque!!!

Plantar Paquetá

Antoncio Carlos da Silva

Artur Melo

Artur Melo

“Em setembro, comemorando o Dia da Árvore, o grupo Plantar Paquetá promoveu o plantio de 10 mudas de árvores frutíferas, na Rua Feliciana Borges (aquela que vai dar na Padaria do Manduca). Pé de manga, de jambo, de caju, pitomba, seriguelae abiuamarelo. O preparo foi realizado durante todo o dia anterior e no dia 21 de setembro, de tarde, vários paquetaenses foram ao local ajudar a colocar as arvorezinhas e participar de uma festa com churrascão do Zarur e muito mais! O plantio contou com o apoio de funcionários da Cedae e do Departamento de Conservação, e de professores e alunos da Escola Joaquim Manoel de Macedo.

Antoncio Carlos da Silva

Antoncio Carlos da Silva

Guinho Frazão

Sylvia Veg

Sylvia Veg

Romanholli

Artur Melo

Artur Melo

Sylvia Veg


Sobre Regina Yolanda: um pouco do pouco que eu sei. Uma mulher que merece. Martha Maria Ferreira Catharino

criação pedagógica.”(Arte na Escola Primária”, p.06, grifos meus) Organiza, com mais quatro professoras, por quatro anos, a Escolinha de Arte do Centro de Recreação e Cultura do Departamento de Educação Complementar. O modelo é referenciado na Enciclopédia Britânica, como único do gênero, no país. O trabalho é interrompido para instalarem no prédio uma escola primária.

Paula Saldanha

A t r a n s fe r ê n c i a p a r a Paquetá em 1961, encontra uma profissional que “já compreendera definitivamente que o trabalho de arte constitui base para a educação, e estava segura do seu Regina Yolanda era diretora da Escola Joaquim Manoel de Macedo, o local escolhido para iniciar, em 1976, meu tempo de professora do Município do Rio de Janeiro. Embora tenha sido veranista na Ilha, até 1967, escolho a “Joaquim”, após visita que faço no ano anterior, como aluna do 1º ano de Pedagogia da UERJ, para conhecer o diferenciado trabalho que a escola possuía, e que já se destacava no meio acadêmico. Amor à primeira vista. Assim como a da minha turma de faculdade, pude acompanhar ao longo dos 12 anos que lá permaneci, a escola receber inúmeras visitas nacionais e internacionais atentas ao que acontecia naquela Escola Municipal lá no fundo da Baía de Guanabara. Segundo conta no seu livro “Artes na Escola Primária” (1967), Regina começou sua trajetória em 1945, aos 17 anos, como professoranda (uma espécie de estágio antes de terminar a formação, feito na “zona rural”),em Ramos, onde só se chegava de trem e lá, conta ela,“vi pela primeira vez a miséria”. Suas experiências posteriores seriam em Ricardo de Albuquerque e na Ilha do Governador. É em Governador, que a experiência de usar lápis e papel para desenhar, em passeios fora da sala de aula, tem início.

vasto alcance por sabê-lo capaz de atender às necessidades de todas as crianças.”(“Arte na Escola Primária”, p.23, grifos meus). Do “Arte na Escola Primária”, retiro também estas duas citações, que explicam bem, e com suas palavras, o foco do trabalho que diferenciava e identificava a escola sob sua direção. “É através da arte, a arte no seu amplo sentido, visual e plástica, literária e musical, espontânea masestimulada, motivada e orientada, que melhor cumpriremos a nossa tarefa de educadores.”(p.17) “... a educação deve se realizar através da experiência e da liberdade de expressão, tendo por base o prazer de criar e produzir, dentro da realidade da vida prática, pela utilização dos diversos aspectos da arte.”(p.20) Em 1964, junto a outra professora, organiza um Jardim de Infância na Escola Djalma Cavalcanti (que funcionava em parte do prédio da Pedro Bruno). Outras escolas do Município vêm acompanhar o processo exitoso. Esta experiência, e o que vem a seguir, estão narrados nos livros “Linguagem e Criatividade na Escola de 1º grau”, de 1976, com Vera Lúcia Moreira, e “Educar é Criar, uma experiência em currículo de 1º grau”, de 1977.

Um novo tempo acontece em um Jardim de Infância em Laranjeiras, perto de casa. Dura pouco. As turmas de Jardim são extintas e ela passa a trabalhar com as primeiras séries.

Está neles registrada a experiência que já se fazia há mais de 10 anos, e que, chegando naquele momento, tive o prazer de acompanhar nos anos em que lá estive:

“Quando me perguntaram o método que até então adotara, corei e baixei a cabeça. Não tinha nome. Hoje eu responderia que era um processo derivado do interesse da criança, tendo por base a arte. Vacilante, adotei o processo que era empregado por toda a escola. O resultado foi bom, porque estou convencida de que qualquer método é bom quando apresentado com arte, conduzido pela observação, pela análise, pela autocrítica e enriquecido pela investigação e pela pesquisa; em resumo, com o espírito da

Com as escolas mais enxugadas de professores, e para que asimportantes atividades complementares não deixassem de ser oferecidas, a própria Regina e o corpo administrativo se encarregavam destas aulas. Aulas de Educação Física eram garantidas pelos professores da Pedro Bruno. O Núcleo de Artes, com experiências ricas e inovadoras oferecidas aos alunos, era aproveitado também por nós professores.

A biblioteca, a contação de histórias, e o acervo cada vez maior de livros nacionais e estrangeiros que Regina ia trazendo das viagens de representação do Brasil no exterior. O cinema com curtas, documentários, animações... da FUNARTE, da Embaixada do Canadá, da Globo... O Papa-Tudo, O Carneirinho, Zeca e Margarida, Tuc-Tuc, A Bola, Dalila... O acompanhamento pelos alunos e funcionários do processo de ilustração dos livros que Regina fazia. Vê-los prontos, trabalhar com eles: Corda bamba; A casa da madrinha;Bisa Bia, Bisa Bel... Os passeios pela Ilha, ou ao Rio. “-Você já saiu com a sua turma essa semana, Martha ?” As Composições Criadoras sem a tinta de caneta vermelha apontando erros e invadindo o trabalho do aluno. O artesanato, as Festas do Folclore. Todo o rico material disponibilizado, sempre de uso coletivo. A merenda para todos, sem “cantina” e lanches individuais. Os Conselhos de Classe com a participação de representantes de toda a comunidade escolar. O respeito à criança e as diferenças. O estudo semanal dos professores e administração: temas diversos, teóricos, métodos... A valorização, acompanhamento, e entendimento dos momentos eprocessos de aprendizagem de todos; alunos, profissionais, pais, comunidade,.... São dela,em “Educar é Criar”, do capítulo “Uma palavra final” “O que fizemos, em Paquetá, foi buscar lá no fundo de cada uma de nós o que restava de expressão criadora. Hoje o nosso trabalho é alegre, atraente, original e se desenvolve contando com o grande interesse das crianças, professores e funcionários. (...)temos um grupo de professores que trabalha na convicção de que tudo o que envolve a expressão criadora deve ser cultivado, para que a criança possa chegar a um aprendizado sem entraves. Um dia, um belo dia... percebemos que os papéis sumiram do chão, que não mais se desperdiça, que a organização facilita o ritmo de nossas atividades, que a economia parte principalmente dos funcionários, que os palavrões das paredes deram lugar aos desenhos das crianças e muitas marcas de bola, que na chácara, além dos alunos do turno, há outras crianças jogando futebol, bola de gude e pião; neste dia, um belo dia,,, percebemos que a criança estava sendo respeitada e que nós nos respeitávamos. A nossa escola é modesta e pequenina como a Ilha. Mas, como a Ilha, ela é feliz, atraente e bela, aos olhos de nossas crianças.” Obrigada pela oportunidade de mergulhar nesse mar de lembranças.


O prazer de educar Entrevista “A escola não é um lugar só pra se alfabetizar, é pra criança se desenvolver amplamente.”(Regina Yolanda) Conceição Campos- O que significa pra você ser professora, e ser professora primária? Regina Yolanda - Sempre foi o que eu fiz de melhor qualidade. E isso você sente pelas pessoas que lidam com você. Conceição- E aqui na Escola Joaquim Manoel de Macedo em Paquetá, o que era mais fácil e mais difícil no trabalho da escola primária?

No tempo da Regina Yolanda Silvina Julia Fernández, professora da UFF

Regina- A alfabetização. Conceição- A alfabetização era o mais fácil ou o mais difícil? Regina- Era o mais lindo, era o mais rico, era o mais diferente, todo ano era diferente (...) Era muito bom você botar as crianças pra escreverem, né? Várias professoras trabalhavam com as crianças fora da sala de aula. Agora, tem o seguinte, Paquetá tinha um segredo, né? É que você botava as crianças com aquelas coisas que eu tinha numa caixa (eu sempre tinha uma porção de coisas) e deixava a criança ali... Quer deixar uma criança alucinada? Dá um ímã pra criança. Vocês podem imaginar como eu tenho paixão por essa

que eles eram valiosos, únicos, dignos da melhor escola, de todo o carinho e o respeito, de todo o reconhecimento social. (...) Nenhum detalhe poderia ser descuidado: desde a limpeza do banheiro, que começou a ‘brilhar’ com outra dignidade; os afazeres

Cecília Fonseca

da cozinha, que mudavam certas rotinas não sem certas resistências, para melhorar a qualidade da alimentação das crianças (...). Aos poucos a escola foi mudando o aspecto. Foi preciso combinar certa firmeza com um profuso diálogo, também paciente e insistente. Fez-se necessário um espaço que pudesse significar uma formação reflexiva e continuada das professoras. Assim, às sextas-feiras conseguiu tomar forma um seminário, onde planificar e avaliar permanentemente as práticas, em forma coletiva.

“A Escola Joaquim Manoel de Macedo, desde meados dos 1960 até meados dos 1980, caracterizou-se por desenvolver um projeto escolar alternativo que perdurou ao longo de toda a ditadura (!), até os anos de retorno à democracia, quando Regina Yolanda, finalmente, aposentou-se. Ela começou seu trabalho nessa escola como professora de Jardim de Infantes, logo, passou a ser orientadora pedagógica. Foi ali que percebeu seu desejo de ser diretora, acreditando que desde esse lugar poderia ter mais chances de transformar a escola para chegar mais perto dos desejos e interesses das crianças. Era preciso aproximar-se o mais perto possível do seu mundo cotidiano para, desta forma, convidálos a querer conhecer tantos outros mundos. Era preciso alfabetizar não somente lendo e escrevendo, senão acordando a criatividade, a curiosidade, os múltiplos desejos de conhecer, de fazer, de compartilhar... que se encontravam vivos naquelas crianças e que a escola teimava em afastar, silenciar, até reprimir. Era preciso, assim mesmo, demonstrar a essas crianças

(...) Apesar das críticas e também graças a elas, o cotidiano da escola foi mudando, ganhando pertinências e novos sentidos. O currículo passou a ser organizado por atividades, seguindo o princípio de integrar a escola e a comunidade. Começou a ser construído coletivamente um novo projeto pedagógico para a escola: o “Currículo Pleno” da Joaquim de Macedo. (...) Assim, em resposta a uma visão de mundo que os predestina ao fracasso e a um mundo reduzido e empobrecido, Regina Yolanda não se cansou em tentar levar a eles, o que eles mereciam: o melhor, em todos os sentidos. (...) Tentar fazer e dar o melhor... contagiar, mobilizar e assumir o compromisso, nada fácil por certo, de torcer alguns “destinos sociais” dos que, muitas vezes, acabamos sendo cúmplices. À distância, acho que Regina, de alguma forma, conseguiu desfazer a apatia que marcava o espaço desta escola como um lugar pouco habitável pelos desejos de cada uma de suas crianças, professoras, pais e funcionários. Nesses momentos, outra escola foi possível na ilha de Paquetá...” (Por Silvina Julia Fernández, professora da

casa e como eu tenho paixão por Paquetá. Isso só é possível em Paquetá. Conceição- Como é que você fazia pra formar a sua equipe? Regina- Eu achava que todo mundo tinha que fazer alguma coisa diferente. Isso era tão bom... Isso era tão bom, gente! Marilda (Guedes) e Marisa (Borba), vamos fazer uma justiça, porque foi assim o desenvolvimento do trabalho, que ficou em outros trabalhos, inteiramente diferente, mas todos com essa grande característica de serem únicos. Porque é bom essa coisa ser única. Quando ela bate assim num grupo diferente, que quer fazer aquilo como experiência, mas ao mesmo tempo tem que fazer de uma maneira única. Porque nós somos diferentes, não é? Conceição- E as crianças também. Regina- As crianças então...nem se fala!Quando começou a ficar muita gente nova (dando aula), eu comecei a pedir a um pessoal que fosse na sexta-feira, que fosse um pouquinho mais tarde, na outra lancha. E o outro pessoal da tarde viesse mais cedo. Não sei como que eu conseguia isso, mas conseguia. Então nós trocávamos as nossas experiências daquela semana. Uma contando pra outra, pra eu não ficar exigindo que fizessem tudo por escrito, tá entendendo? Às vezes você chegava na sala e via já tudo ali demonstrado, como é que foi, como é que não foi... Porque uma coisa é você planejar, outra coisa é você sentir que aquele planejamento tem que ser desenvolvido com as características daquele grupo de crianças. Isso é inteiramente diferente. E aí, quando você escreve o que você fez, não tem nada a ver com o que você planejou. Nada a ver, nada a ver! Mas que é bom você ter as ideias, é. E que depois possa não dar certo, isso também é o natural. E ficava assim um trabalho de página esquerda e página direita muito rico, sabe? Conceição- Como era isso, pode explicar melhor? Regina–(risos)A página esquerda era o planejamento que o professor – alguns – faziam direitinho, escrevendo como queriam fazer. Aí quando chegava na página direita eles diziam como realmente tinham conseguido fazer, que já não tinha nada a ver com o que tinha sido planejado. Isso era tão bom, gente! Isso era a verdadeira aula de vida que o professor tinha. De vida profissional. Era muito rico. Conceição- Como vocês faziam pra se aproximar das famílias? Isso era importante pra escola andar? Regina- É, aí eu tenho impressão de que só existe um caminho. A


Cecília Fonseca

gente chamava os pais e conversava com os pais sem que nós tivéssemos o assunto mais importante a falar. Nós pedíamos que eles dissessem o que é que eles queriam discutir, sabe? Eu nunca tive problema sério com nenhuma criança, com mãe às vezes... Mas aí eu ajeitava, dava um cafezinho, sentava na mesa de diretora – que era uma coisa que eu raramente fazia – uma linda cadeira, que um belo dia levaram pra consertar e nunca mais voltou. Uma marquesa linda... Conceição- O que é que um professor pode medir no desenvolvimento de um aluno além da capacidade de ler, escrever, contar? O que mais um professor pode medir na sua turma, na sua criança? Regina- Argumentar, né? E o aluno deve ficar na série em que ele estiver de acordo, mas a gente entendendo que série não é só quem sabe ler e escrever! É quem sabe...(Regina faz um gesto largo abrindo os braços e sorrindo). Porque o que é essa par te da escola primária? É você ter um desenvolvimento total, abrangente, não é só saber ler e escrever... É tudo, gente! É muito mais, é muito mais rico, é o conhecimento de livros, é querer mais livros –ou outras coisas que estão sendo cada vez mais desenvolvidas, né? Essa escola não é a escola só pra alfabetizar, essa escola é pra criança se desenvolver amplamente. Márcia Kevorkian– Dona Regina, qual foi a hora em que a senhora falou assim: “- Eu vou ser professora, é isso que eu quero

fazer da minha vida”? Que horas que a senhora decidiu isso? Regina -Desde pequenina. Eu tinha uma tia-avó que eu acreditava piamente que ela não soubesse ler nem escrever. E eu achava fantástico ensinar pra ela, ela que não sabia nada, não podia continuar assim! - eu pensava. Então eu ensinava a ela. Márcia – E ela aprendeu, conseguiu? Regina – (rindo muito)Ela sabia, a sem-vergonha! Mas isso só me foi contado muito mais tarde! Conceição – Ela fingia que não sabia só pra você ensinar pra ela? Regina – É. Conceição – E você já estava descobrindo sua vocação. Regina – É. Desde pequenina. Conceição – Pra você o que é essa profissão de dar aula, de educar? Regina – É dar a chance de as pessoas saberem mais do que o que elas ainda não sabem... E é nunca ver isso como perda de tempo. Porque é sempre isso que muita gente tem na cabeça: que a pessoa perde tempo ensinando(...)Você não pensa assim. Ela não pensa assim. Eu não penso assim. Você pensa assim? É. Mas é pouca gente que não pensa assim.

Premiada internacionalmente, Regina Yolanda foi educadora, artista plástica, ilustradorae diretora – por 25 anos –da Escola Municipal Joaquim Manoel de Macedo, em Paquetá, onde elaimplementou seu projeto pioneiro de Currículo Pleno. Entre o final dos anos 1960 e começo da década de 1970, enfrentando a opressão da ditadura militar, ela ousou transformara escola pública de Paquetá em uma escola modelo, atraindo olhares de educadores e artistas do Brasil e do exterior. Por seu trabalho extraordinário, Regina Yolanda é até hoje lembrada de forma emocionada e emocionante por todos que experimentaram essa práticade educação – plena e pública –,praticada com obstinação e coragem por essa grande mulher e pela equipe que ela(trans)formou. [Esta conversafoi gravada em 2012por Conceição Campos, Márcia Kevorkian e Cecília Fonseca, na casa onde Regina Yolanda viveu por mais de 50 anos, na Praia do Catimbau, número 141, em Paquetá. Foi sua última entrevista na ilha.)

Ilustrações por Regina Yolanda


Galeria Regina Yolanda

primavra

outono

inver no

verão

I l u s t r a ç õ e s d e R e g i n a p a r a o s l i v r o s " C o r d a b a m b a " e " Au l a d e I n g l ê s " , d e Ly g i a B o j u n g a , " A s E s t a ç õ e s " , d e O l a v o B i l a c ; e " E c o l o g i a " , " P a p a - Tu d o " e " D a l i l a " , d e s u a a u t o r i a .

“Dona Regina era um barato!” Conceição Campos

Conceição Campos – Maria, quantos anos você trabalhou com a Regina Yolanda? Maria Nascimento – Eu trabalhei com a Dona Regina por 23 anos. Eu cheguei lá na casa dela em 1992, ela já tinha encerrado o trabalho na escola de Paquetá, já trabalhava no Instituto Nazaré, no Rio. Ela ia na segunda e voltava na sexta, toda semana. Eu limpava a casa dela todinha com a maior alegria, passava cera, botava flor... Ela chegava em casa (com aquela felicidade dela) e abria os braços: “- Ai, filhinha, minha casa tá linda, cheirosa, minha mesa com jarrinho de flor!”. Eu pegava flor do jardim, um buquezinho. Conceição – Como era o dia-a-dia dela na casa do Catimbau? Maria – Quando ela chegava eu já tinha preparado a comidinha dela, aí ela ia tomar um banho, ecomia, descansava um pouquinho e já sentava na mesa pra trabalhar. Ficava lá desenhando, pintando, escrevendo... por horas... Essa era a rotina dela. Conceição – E quem é que frequentava mais a casa, amigos, colegas de trabalho?

Maria – A amiga dela Ângela. Ângela Fragoso, que sempre visitava ela. E os netos dela, que ainda eram crianças, era uma maravilha. Conceição – Como era a relação dela com a casa do Catimbau? Maria – Nossa senhora, a casa da Dona Regina era tudo pra ela! Ela tinha o maior amor com aquela casa! Muitos quadros dela, muitos livros... Era tudo no lugar, ela ficava louca quando eu mexia nos livros pra limpar e sem querer misturava eles (risos). Ela ficava danada comigo, e eu só fazia rir com ela, ela vinha junto comigo pra ir colocando tudo de volta na ordem certa. Dona Regina era um barato.

Maria – Falava! Ela elogiava muito a escola... Ela contava que quando chegava segunda-feira e faltava aluno, ela ia buscar os alunos de casa em casa, falar com as mães, perguntar por que eles tinham faltado...

Maria – Lembram! As pessoas falam muito bem da Dona Regina. Dizem: “- Nossa... a Tia Regina, minha diretora!”. Uns chamam de tia, outros chamam de Dona Regina. Não conheço aqui na ilha quem não goste dela. Falam tudo de bom, muito querida, muito respeitada. Tem muita história bonita e as pessoas se emocionam quando falam dela. Dona Regina foi tudo, foi uma pessoa maravilhosa. Bonita, sempre arrumada. Quando você ia lá ela me falava: “- Filhinha, arruma tudo direitinho que a Conceição vem aqui.” Ela gostava muito de você, e do Pedro também: “Que casal bonito!”. Ela nunca esqueceu de vocês.

Conceição – Sério? Ela mesma ia buscar?

Conceição – E a gente nunca vai esquecer dela.

Maria – Sim, juro por Deus! Ela não deixava uma criança fora da aula. Chegava na escola e botava todo mundo pra trabalhar.

________________________________________

Conceição – E ela falava com você sobre a Escola daqui de Paquetá, a Joaquim (Manoel de Macedo)?

Conceição – Quando você conta para as pessoas da ilha que você trabalhou com a Dona Regina tanto tempo, que reação elas têm? Ainda se lembram da Regina Yolanda?

Maria Nascimento trabalhou por 23 anos na casa de Dona Regina Yolanda, na Praia do Catimbau, 141, em Paquetá. A entrevista foi dada Para Conceição Campos no dia 16/09/2019.


EVENTOS

GALERIA AUTO DE SÃO ROQUE

Fotos

Jim Skea


WALDERI MERCEARIA Frutas, legumes e verduras Congelados e laticínios em geral

Entregamos em domicílio Rua Coelho Rodrigues, 203

3397.0546


ESPORTES

Irakitan

Ana Carolina Silva

Corrida de São Roque

Com o objetivo de trazer público para a festa de São Roque (nosso padroeiro) e ajudar as pessoas em situação de necessidade, no dia 17/08 foi realizada mais uma edição das corridas em Paquetá, "3° Corrida Solidária de São Roque".

Ana Carolina Silva, 18 anos - faixa azul.

Em 2015 iniciou sua trajetória no jiu-jitsu na equipe Soul Fighters, no Centro de Treinamento Ivo dos Santos/clube Barreirinha Paquetá, com o mestre e professor Ítalo. Atualmente é treinada pelo professor Tatú na academia Soul Fighters/Tijuca. Seu maior "sonho" e objetivo, é poder competir no campeonato mundial e panamericano sediados na Califórnia e o Europeu em Lisboa. Principais Títulos: Campeã estadual e brasileira

O evento contou com a presença de aproximadamente 600 participantes de todo o Brasil. A competição teve um nível técnico elevado, com atletas da elite do atletismo carioca e nacional. As premiações foram distribuídas por faixa etária e no geral. E você que gosta de correr ou caminhar !!! Aproveite e faça sua inscrição para a corrida "PAQUETÁ VIP SUNSET RUN". Data: 26/10/2019 Informações na página do Facebook Paquetá Vip. Parabéns ao coordenador e professor Mário Jr.

Campeã dos torneios; Rio Open NOGI São Paulo Open Belo Horizonte Open Vitória Open Abu Dhabi Grand Slam

Projeto Educacional CRAS DODÔ DA PORTELA

Seu sonho será realizado, estamos na torcida !

Centro de treinamento Ivo dos Santos O projeto oferece aulas gratuitas nas modalidades:

Capoeira Terça e sexta Horário: 18:30 min às 20h Jiu-jitsu Infantil Segunda e quarta Horário: 17h às 18h Juvenil Horário: 18h às 19h Adulto Horário: 19h às 20:30 min Boxe Terça e quinta Horário: 20h às 21:30 min. Local: Clube Barreirinha.

Sob o comando do coordenador Giba, em 08/09 às 10h foi realizado na praia da Moreninha o campeonato de vôlei em duplas masculinas e femininas. No masculino p a r t i c i p a r a m j o ve n s moradores da ilha e n o fe m i n i n o a t l e t a s convidadas do projeto de vôlei da vila olímpica da Gamboa.

Classificação duplas masculinas: 1° lugar Thales e Gabriel 2° lugar Diego e Arthur 3° lugar Kevin e Lucas Agradecimento ao CRAS Dodô da Portela. Patrocinador: Burgueria Bug Hug.


Morena Na Praça - setembro 2019

Agende-se PRÓXIMO MORENA NA PRAÇA: - Domingo – 29/09 – às 10h – Praça Pedro Bruno Venha conversar conosco sobre os assuntos de nossa ilha! É também a oportunidade dos associados acertarem suas trimestralidades. Se você ainda não se associou, esta é a hora! Alfredo, como faço para me associar? Basta: 1. preencher uma ficha rápida de Associação, e 2. Pagar de 3 em 3 meses R$ 19,96. É só isso mesmo! (2% do salário mínimo atual).

EM AGOSTO, O "MORENA NA PRAÇA" DEU VIVAS A SÃO ROQUE! A Morena marcou presença na tricentenária Festa de São Roque, padroeiro de Paquetá. A linda tarde de domingo contou com a presença da população prestigiando a já tradicional feijoada do Alfredo Braga - servida na porta da capela São Roque - e também o show de Lúcio Sanfilippo, que fez a plateia dançar cocos, jongos e ijexás. A diretoria da Associação de Moradores compareceu e deu o seu recado, ressaltando a importância da integração e da confraternização nesse momento marcante da ilha. Na banquinha armada em frente ao Coreto, moradores puderam conversar sobre as campanhas tocadas pela associação, acertar a trimestralidade e tirar dúvidas sobre como se associar. Houve distribuição do Jornal A Ilha e do Lunário Perpétuo de Paquetá. Viva São Roque! Viva o povo de Paquetá!

A MORENA ESTÁ TODA ARRUMADA! Queremos comemorar com os associados, moradores e amigos da ilha de Paquetá a nossa vitória coletiva no longo processo de regularização

fiscal e cartorial da Associação. Com a ajuda de amigos e associados, as pendências herdadas de gestões anteriores foram sendo pouco a pouco resolvidas e hoje nosso CNPJ já está ativo de novo! Precisamos agora levantar fundos para a finalização de todo esse processo, e essa arrecadação terá gosto de festa durante o evento “MORENA NO MUNI – Bacalhau e Samba beneficente”. A RODA - Liderada pelo bandolinista Pedro Amorim e contando com a presença de músicos moradores e amigos da ilha, a roda de samba vai homenagear o grande letrista Paulo César Pinheiro – parceiro de João Nogueira, Baden Powell, Mauro Duarte e tantos craques da música brasileira – que está completando 70 anos em 2019. Nesse dia, os músicos doarão seu trabalho para a MORENA. A COMIDA – A contribuição mínima de R$25,00 dará direito a um prato de arroz de bacalhau + uma sobremesa - tudo feito pelo nosso 'chef' Alfredo Braga, com o apoio da nossa diretoria e dos amigos queridos. Passaremos um chapéu durante a festa para quem quiser e puder contribuir além desse valor. Já podem botar na agenda:

Local: Clube Municipal de Paquetá Data: Sábado05/10/2019 Hora: a partir das 12h Contribuição mínima: R$25 (1 prato de arroz de bacalhau + 1 sobremesa) ATENÇÃO!! Garanta seu bacalhau adquirindo o tíquete antecipadamente conosco na manhãdo dia 29/09, durante a reunião da Morena na Praça. VAI SER BOM! Venha, contribua, participe!

REUNIÃO PÚBLICA SOBRE AS BARCAS Conforme nos comprometemos no Morena na Praçade julho, conseguimos agendar uma reunião pública para conversarmos com os órgãos competentes e a CCR sobre os atrasos constantes das barcas, bem como sobre a utilização pela empresa de embarcações desconfortáveis e quentes para o nosso transporte. A reunião será presidida pela Comissão Especial em Defesa do Transporte Aquaviário da Assembleia Legislativa do RJ (ALERJ). Estão convidadas a CCR Barcas, a Secretaria Estadual de Transportes e aAgetransp. A reunião irá ocorrer no sábado, dia19 de outubro de 2019, as 10h, no salão do Iate Clube. Sua presença é muito importante. Alfredo, como faço para acompanhar as ações da MORENA? Curta nossa página no Facebook (https://www. facebook.com/groups/207658559327397/). Visite o Instagram da MORENA! Todas as fotos e vídeos são de paquetaenses. Mande seu material por email que publicaremos lá!!! https://www.instagram.com/pqt_morena/ Quer receber nosso zap? MORENA - 9 8 5 1 5 4 8 6 8 Quer receber nosso email? ampaqueta@gmail.com Fortaleça a MORENA. Associe-se!!! Juntos, somos fortes! Esta Diretoria Executiva - eleita em 2019 - é formada pelos seguintes membros: Alfredo Braga - Diretor Geral Conceição Campos - Diretora Adjunta Fernando Lemos - Diretor Administrativo Ialê Falleiros - Diretora de Finanças R o d r i g o Po ç a ( R o d r i g o N o e l ) - D i r e t o r d e Comunicação Fiquem atentos aos informes na rede social e compareçam às reuniões públicas comunitárias. JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! MORENA - Associação de Moradores da Ilha de Paquetá

Rodrigo Noel


crônicas de paquetá A VIDA É COMO ELA É Julio Marques

Às vezes a gente demora a entender o que se canta.

Continuo dizendo que tenho o maior orgulho dos amigos que tive.

"Meu nêgo deixa eu te contar, a estória que a história não conta, o avesso do mesmo lugar".

Lembrando de musicas e carnavais, me vem na cabeça o primeiro desfile, na Presidente Vargas, da Unido de Lucas, Escola que o Elton Medeirosaquele melodista que a gente não esquece- ajudou a fundar, fusão da Aprendizes de Lucas e Unidos do que não me lembro.

Salve a Mangueira, salve a Manu da Cuíca, salve o Alfredinho do Bip porque " eu quero um país que não está no retrato". Mas, falando de gente "que foi de aço nos anos de chumbo", Regina Yolanda era uma mulher linda que pregava a liberdade nas escolas por onde passava e deixou muita estória em Paquetá.Pra ela escola era lugar de ser livre e aprender a dar e utilizar essa liberdade. Falar sobre o ensino na Ilha é impossível não mandar um beijo pra "Tia" Cenira com suas matemáticas imponderáveis. Doce Cenira das casas da Eliziariae dosprimeiros sambas do Silêncio do Amor. Em tempo, vai daqui um abraço imenso pro Silvio da Marília, companheiro de grandes carnavais, pirata de navios mambembes do Ricardo Sinclair, junto comigo e de tapa-olho feito de chita.Como bem lembra a Neuzinha, aquele que assobiava como se fosse uma orquestra.

Me lembro da Elizete Cardoso, madrinha da Escola, desfilando em cima de um poste que balançava tanto que eu jurei que ela ia cair.

Dá, também, muita saudade das rodas de samba na casa da Liana e do Toninho, na verdade extensão da casa do Walter Wendhausen. Isso era novidade pra muita gente, já que poucos tinham ido ao Zicartola e não havia ainda as segundas do Teatro Opinião.

E tem mais. Quem saia no início da escola não ouvia a bateria e o samba era trazido pelo Ismael Silva, aquele do "Se você jurar", mancando de crachá na lateral do desfile, ajudando a gente a cantar a musica, que,aliás, estava toda "atravessada".

Na sala se reuniam, sentados no chão, inclusive a Clementina, Elton Medeiros e Paulinho da Viola - antes de gravarem o primeiro disco - Anescarzinho, que sumiu na multidão, Nelson Sargento, Nelson Cavaquinho que já tinha fama mas nem dava bola, Jair do Cavaquinho, que depois virou Seu Jair.

Tu d o e r a m u i t o b o n i t o e a s arquibancadas de madeira, que nem as de circo,gingavam de animação, sei lá porque.

Iam lá também o Ismael Silva e o Cartola. Aracy nunca foi, nem o Vinicius com o Tom, mas o irmão da Betânia pintou por lá e também a Marlene.

Um lembrete:Falando dessas pessoas falo dos meus sonhos, dos meus car navais, de toda a vontade de "apercebimento" (alguém disse isso) da beleza das coisas, que Paquetá só faz aumentar e mostrarnassuas ruas, praias e gentes , nos seus "birulinhas" e nas suas "negas Luiza". Julio - emocionado com a homenagem do bloco O Boto a Dona Florize, mãe da Flora, parando o desfile em frente a casa dela para cantar Carinhoso e lhe entregar o estandarte do Bloco . .

um passeio em pqt

O contorno do litoral pode ser feito a pé em 45 minutos, sem correria nem paradas. De bicicleta, leva cerca de 25 minutos. AÇ

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Logo na saída da estação das barcas na ilha, à direita, um painel oferece algumas opções de roteiros turísticos.

Paquetá > Praça XV

Pontos turísticos

Montes de pessoas do tipo de Eneida, Hermínio, Zuenir, Harry Laus, modelos como a Dulce da Casa Canadá, iam lá se inebriar com o samba de partidoalto do João da Gente. Pô, eu dei muitasorte.

PR

Paquetá está no município do Rio: não é preciso DDD nas ligações para a capital.

A ala em que eu saí,ideia da Liana, mulher linda de tão maluca, tinha o nome de Ala dos Intelectuais, talvez - isso era novidade- porque vinham todos da zona sul e das festas que ela armava. A culpa não foi minha que só tinha uns vinte anos.

Dias Úteis 05:30 > 06:20 06:30 > 07:20 07:30 > 08:20 09:30 > 10:20 11:30 > 12:20 14:30 > 15:20 16:30 > 17:20 18:30 > 19:20 19:30 > 20:20 21:00 > 21:50 23:10 > 00:00 FdS e feriados 06:00 > 07:10 08:30 > 09:40 10:00 > 11:10 11:30 > 12:40 13:00 > 14:10 14:30 > 15:40 16:00 > 17:10 17:30 > 18:40 19:00 > 20:10 20:30 > 21:40 22:00 > 23:10 23:30 > 00:40

Praça XV > Paquetá Dias Úteis 05:30 > 06:20 06:30 > 07:20 08:30 > 09:20 10:30 > 11:40 13:20 > 14:10 15:30 > 16:20 17:30 > 18:20 18:30 > 19:20 20:00 > 20:50 22:15 > 23:05 00:00 > 00:50 FdS e feriados 04:30 > 05:40 07:00 > 08:10 08:30 > 09:40 10:00 > 11:10 11:30 > 12:40 13:00 > 14:10 14:30 > 15:40 16:00 > 17:10 17:30 > 18:40 19:00 > 20:10 20:30 > 21:40 22:00 > 23:10 00:00 > 01:10

Igreja Bom Jesus do Monte Caramanchão dos Tamoios Canhão de Saudação a D. João VI Árvore Maria Gorda Praças e parques Preventório Rainha Dona Amélia Pedro Bruno Escola Pedro Bruno Fernão Valdez Telefones úteis Poço de São Roque Atobás (Quadrado da Imbuca) Barcas (estação de Paquetá) - 3397 0035 Coreto Renato Antunes Tiês Barcas (central de atendimento) - 0800 7211012 Capela de São Roque Lívio Porto (Ponta da Ribeira) Bombeiros - 3397 0300 Cedae - 3397 2143 (água) / 3397 2133 (esgoto) Casa de Artes Mestre Altinho Comlurb - 3397 1439 Pedra da Moreninha Bom Jesus do Monte Farmácia - 3397-0082 Ponte da Saudade Manoel de Macedo Gás (fornecimento de bujão) - 3397 0215 Pedra dos Namorados São Roque Hospital (UISMAV) - 3397 0123 / 3397 0325 Casa de José Bonifácio Ex-Combatentes Light - 0800 282 0120 Mirante do Morro da Cruz Alfredo Ribeiro dos Santos Oi Telemar - 3397 0189 Cemitério de Paquetá Pintor Augusto Silva PM - 3397 1600 / 2334 7505 Em negrito, horários com barcas Cemitério dos Pássaros Parque Darke de Mattos Polícia Civil - 3397 0250 abertas (tradicionais). Em itálico, os horários previstos de chegada. Farol da Mesbla Parque dos Tamoios XXI R.A. - 3397 0288 / 3397 0044

Localidades

Viracanto Levas-Meio Rua dos Colégios Ladeira da Covanca Morro do Buraco

(Morro do Gari)

Pau da Paciência Árvore do Sylvio Colônia Cocheira Morro do Pendura Saia Morro do PEC

(Morro da Light)

Rua Nova Colônia da Mesbla Curva do Vento Beco da Coruja

Serviços

Banco Itaú Banco do Brasil e Caixa Econômica (Loja lotérica)

Hospital (UISMAV) (3397.0123 / 0325)

Aparelhos de ginástica (jovens e maduros)

Aparelhos de ginástica (idosos)

Mesas para pic-nic ou jogos Mictórios Farmácia (3397.0082) Brinquedos infantis

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Jornal A Ilha n- 70  

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