Biofilia Projeto VB
Design biofílico.
Pilates
Coneção entre corpo e mente, num espaço harmonioso.
Psicomotricidade e Aprendizagem
Corpo que se move, se conhece, se relaciona e sente.
Laboratório de Ortoprotesia
Palmilhas personalizadas feitas por medida na Medical Plus.
Pré-Habilitação e Prognóstico pós-operatório em doentes oncológicos
“Os benefícios da pré-habilitação têm sido amplamente reconhecidos em diferentes áreas cirúrgicas.”
MAGAZINE | OUTUBRO 2022 INOVAÇÃO | IRREVERÊNCIA | ARQUITECTURA BIOFÍLICA | SAÚDE E BEM-ESTAR
PILATES
ÍNDICE
PROJETO
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BEM-VINDO BIOFILIA
VB
PSICOMOTROCIDADE E APRENDIZAGEM LABORATÓRIO DE ORTOPROTESIA PRÉ-HABILITAÇÃO E PROGNÓSTICO PÓS-OPERATÓRIO EM DOENTES ONCOLÓGICOS 3 4 9 12 14 15
BEM-VINDO
AO NOVO ESPAÇO EM VISEU
Um Espaço multidisciplinar que disponibi liza “vários serviços clínicos com múltiplas es pecialidades médicas”. A Valebesteiros inaugu rou, a 1 de agosto deste ano, a nova clínica em Viseu. A inauguração foi seguida de uma visita guiada às instalações, com a presença de diver sas personalidades.
A nova clínica é a concretização de uma “aspiração antiga” dos dois sócios e amigos En fermeiro Nuno Oliveira e o Enfermeiro Paulo Matias, com a criação de um espaço multidis ciplinar “que disponibiliza, numa primeira fase, vários serviços clínicos com múltiplas especia lidades médicas”.
Pretende-se assim evidenciar a qualidade dos profissionais que prestam cuidados de saú de à comunidade, destacando que o futuro é construído por todos, acrescenta a Valebestei ros, que quer ser “uma referência” nas especia lidades de pilates, desenvolvimento da criança, saúde materna infantil e saúde da mente, entre outras.
A inauguração foi acompanhada pelo vi ce-presidente da Câmara de Viseu, João Pau lo Gouveia, pelo diretor clínico Rui Monteiro e pelos CEO do grupo, Nuno Oliveira e Paulo Matias.
Estiveram presentes amigos, familiares e colaboradores para celebrar este momento me morável que fará a diferença na comunidade visiense.
CUIDAMOS JUNTOS!
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BIOFILIA PROJETO VB
EM CLÍNICA MÉDICA
“O amor à vida e por tudo aquilo que é vivo.”
A presença do verde num espaço promove bem-estar, sensação de relaxamento, saúde e conforto emocional. Foi assim pensado o Novo Espaço da Clínica Médica da Valebesteiros Grupo de Saúde, em que foi projetado um ambiente que conecta as pessoas à natureza.
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Projeto VB
A nossa abordagem ao projeto teve como base 2 princípios fundamentais para projetar espaços, onde pretendemos promover a saú de e o conforto emocional dos utilizadores: o conceito “home” e o “design biofílico” numa relação direta entre a Casa e a Natureza!
A nossa perspetiva, em todos os projetos, tem como base a nossa forma de estar, a pro cura de uma vida tranquila que se foca essen cialmente no encontro do nosso equilíbrio saudável e feliz.
Acreditamos que num ambiente tranquilo e relaxante as pessoas conseguem recarregar as energias e encontrar espaço para a sua própria essência, sendo felizes.
Está provado cientificamente, através da neuroarquitetura, que somos influenciados por tudo o que nos rodeia, afetando o nosso comportamento, bem-estar e qualidade de vida, motivação e produtividade. Tendo em conta que passamos 90% das nossas vidas em ambientes construídos, sendo que uma grande parte do tempo é no nosso local de trabalho, significa que o planeamento estratégico destes ambientes representa uma ferramenta muito poderosa que temos ao nosso dispor, para in fluenciar positivamente a vida das pessoas.
O conceito “home” surge cada vez mais nos projetos atuais, onde num contexto “pós -covid”, nunca se deu tanto valor aos espaços interiores, espaços onde as pessoas se sintam seguras e confortáveis, espaços como “a nossa casa”. Assim, este tipo de design significa es sencialmente criar uma atmosfera confortável, convidativa e relaxante, onde trabalhar seja produtivo e feliz ou até onde os clientes se sin tam à vontade e queiram passar mais tempo numa loja/ e ou revisitar o espaço.
“Biofilia é a noção de que os seres humanos possuem uma tendência inata de buscar estar sempre próximo à natureza. A biofilia significa “Amor às coisas vivas”.
O termo foi utilizado mais tarde pelo bió logo americano Edward O. Wilson em seu tra balho Biophilia (1984). Ele afirma que os seres
humanos possuem uma tendência genética de buscar conexões e estarem próximos da natu reza e outras formas de vida. Wilson também foi quem introduziu o conceito de ética de con servação, baseada justamente nesta tendência inata que os seres humanos têm de buscar a proximidade com a natureza e outros seres vi vos. Sua noção de bem estar, incorpora uma série de conceitos como: a nossa dependência instintiva da natureza; a satisfação produzida pela interação direta com a natureza; o apelo físico do ambiente natural em nossa sensação de bem-estar, principalmente por inspirar paz e tranquilidade; e o apego emocional ao meio ambiente através de suas paisagens e espaços conectados às nossas memórias afetivas.
O cerne do conceito de biofilia aplicado à arquitetura é, desta forma, a busca por conec tar os seres humanos à natureza e, como resul tado disso, seu impacto positivo no bem-estar das pessoas.
Existem inúmeros benefícios da aplicação de elementos e recursos naturais em nossos edifícios e espaços, incluindo a diminuição da frequência cardíaca, a diminuição da pressão arterial e o incremento dos impulsos nervosos no nosso sistema neural, para citar apenas al guns.
Muitos estudos foram realizados sobre os benefícios da integração da natureza nos espaços de trabalho. Uma pessoa passa uma média de 8 a 9 horas por dia sentada dentro de um escritório, um hábito que afeta direta
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mente o corpo humano. Os impactos negati vos incluem: taxas reduzidas de metabolismo, aumento do risco de diabetes e doenças cardí acas, aumento do risco de depressão, dores nas costas e no pescoço. Estudos da Organização Mundial da Saúde descobriram que o uso de design biofílico pode aumentar a produtivida de do escritório em 8% e o bem-estar em 13%, e empresas com interiores de madeira relatam maior retenção de funcionários e menos dias de doença.
Assim, uma das principais tendências na criação de espaços interiores contemporâneos é a biofilia, uma abordagem holística que sur ge da observação e incorporação da natureza ao design. Em suma, utilizar uma abordagem biofílica significa apropriar-se de formas e ele mentos naturais, bem como promover as rela ções físicas e visuais com a paisagem natural.
Para a CMVB, Clinica Médica Vale de Bes teiros, criámos um conceito “home” com uma abordagem biofílica ao espaço, um espaço para os utentes e também para os colaborado res. Centrada na experiência humana, intima mente conectada com as necessidades físicas e emocionais dos usuários, desenvolvemos es paços de estar, de atendimento e de trabalho que contribuíssem para o bem-estar de quem
as vai vivenciar.
O conceito “home” é transmitido através de mobiliário “cozy”, da escala das nossas salas de estar de casa, os candeeiros decorativos, os tecidos, as cores/tons pastel.
O design biofílico foi implementado atra vés da integração das características do mun do natural ao ambiente construído, com a ve getação, a luz natural e elementos “madeira” elemento principal do mobiliário fixo. O uso de formas e silhuetas botânicas, de materiais feitos de junção de pedras naturais e tons da natureza, é uma característica fundamental do projeto biofílico, além de se criar e desenvolver relações visuais, por exemplo, entre luz e som bra que trespassam os volumes de vidro, pro curando que todos os ambientes tenha sempre relação com o mundo exterior.
Em outras palavras, quanto menos parecer uma clínica “convencional”, melhores serão os resultados do trabalho realizado no espa ço e maior será a felicidade e tranquilidade de quem os usa.
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Liliana Costa, Arquitecta Sénior Artspazios
Pilates
“O Pilates é a coordenação total entre cor po, mente e espírito.”
Joseph Pilates
O método foi desenvolvido por Joseph Pi lates na década de 1920. Durante a criação do método baseou-se em 6 princípios fundamen tais: concentração, respiração, centralização, fluidez, precisão e controlo.
O espaço e a sua decoração, bem como a colocação dos aparelhos foi pensado para pro porcionar conforto e bem-estar.
O espaço possui 100m², que são ocupados por um Barril, duas Step Chair, um Cadillac, dois Reformers e pelos acessórios: Colchões, quatro Pilates Arc, Bolas, Bosu, Flex Rings, Foam Rolls, Discos de Equilíbrio e Toning Balls.
Pilates
FISIOTERAPEUTAS
PROFISSIONAIS DE PILATES
Rita Pinto e Márcia Santos, licenciadas em Fisioterapia e Instrutoras de Pilates exercem com muita dedicação e paixão. Com o lema: ser Fisioterapeuta é reabilitar sonhos, restaurar a esperança, incentivar a superação e a ensinar a recomeçar!
VALEBESTEIROS
VALEBESTEIROS
Psicomotricidade e Aprendizagem
A Psicomotricidade surge como o campo transdisciplinar que investiga as relações e as influências recíprocas e sistémicas, entre o psi quismo e o corpo, e o psiquismo, e a motrici dade do ser humano (Fonseca, 2010a). Por sua vez, estas relações surgem da personalidade total do ser humano, ao nível das suas várias e complexas manifestações biopsicossociais, afetivo-emocionais psico sócio cognitivas (Fonseca, 2010a).
Segundo Fonseca e Oliveira (2009), antes de se aprender a ler, escrever e calcular, é ne cessário que todas as crianças integrem psiqui camente as suas experiências motoras e espa ciais, razão pela qual, os autores referem que a aprendizagem começa por ser motora. Por outro lado, a aprendizagem humana advém do funcionamento e estruturas neurais envol vidas nos processos mentais que medeiam os comportamentos sensoriais, motores, emocio nais, linguísticos e cognitivos (Fonseca, 1999). Neste seguimento, a aprendizagem é o resul tado duma integração psicomotora complexa, que se inicia nos sistemas interoceptivos, asso ciados à organização tónico emocional, pros seguindo nos sistemas propriocetivos (e.g. emoções e controlo postural) e exterocetivos, nos quais se enquadram os símbolos e o de senvolvimento práxico (Fonseca, 1999).
No entanto, para a aprendizagem aconte cer de forma correta, estes processos senso riais interoceptivos e propriocetivos têm de se encontrar estáveis para que os processos sensoriais exterocetivos possam integrar a informação (Fonseca, 2006). Esta envolve so bretudo a necessidade de uma elevada integra ção sensorial, que decorre ao nível do Sistema Nervoso Central (SNC), onde é organizada, armazenada e posteriormente produzida, por forma a dar origem às respostas adaptativas e
às reações motoras (Fonseca, 2010a). Por sua vez, a psicomotricidade surge como um indi cador da capacidade de aprendizagem e per turbações inerentes, tendo em conta que cada momento do 15 desenvolvimento evidencia a condição em que se encontra a integridade do Sistema Nervoso da criança, enquanto reflete a própria história da sua experiência lúdico-mo tora e demonstra o próprio perfil de adapta bilidade ou do seu potencial de aprendizagem (Fonseca, 2005). A psicomotricidade promo ve na criança a tomada de consciência do seu corpo, da sua lateralidade, auxilia-a a situar-se no espaço, a dominar o seu tempo, bem como a adquirir habilmente a coordenação dos seus gestos e movimentos (Gromowski e Silva, 2014). Com isto, quanto mais precocemente se intervir no âmbito do desenvolvimento psico motor, melhor a criança reconhecerá as suas competências, desenvolvendo a maturidade, a consciência e a inteligência, preparando-se assim para a escrita, leitura e para falar cor retamente (Gromowski e Silva, 2014). Assim, destaca-se a importância da psicomotricidade na educação e nos processos de aprendizagem pois, segundo Fonseca (2010b), constitui um meio privilegiado de prevenção e intervenção nas dificuldades de aprendizagem, sendo um meio adequado para otimizar os potenciais de aprendizagem. Rossi (2011) corrobora, re ferindo que a psicomotricidade desempenha um importante papel, na medida em que o movimento constitui-se como um suporte que auxilia a criança na compreensão e conheci mento do seu meio interno e do meio que a ro deia, através do seu corpo, das suas perceções e das suas sensações.
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Alexandra Sá, Psicomotricista Valebesteiros
Laboratório de Ortoprotesia
O Laboratório de Ortoprotesia, criado em 2010 surgiu para colmatar as necessidades es pecificas de cada paciente. Um serviço unico na produção de ortóteses plantares, ortóteses de tronco e membros, superiores e inferiores, próteses e ortótese craniana para plagiocefalia.
Composta por uma equipa de técnicos Ortoprotésicos Especializados e Certificados, destacamos e referenciamos a fabricação das Palmilhas personalizadas feitas por medida de cada paciente.
Os pés têm um papel importante na nossa saúde ativa, contribuem assim, para a nossa mobilidade, postura e biomecânica corporal.
Apresentamos neste artigo, as palmilhas ortopédicas e os seus benefícios.
As palmilhas feitas por medida, também denominadas de ortóteses plantares, são dis positivos ortopédicos que ajudam a corrigir, suportar e/ou dar conforto ao pé tanto no dia a dia como na prática de desporto.
Dependendo do problema de cada pacien te, as palmilhas e a sua estrutura diferem, de forma dar a máxima correção e conforto. As palmilhas podem ajudar a tratar inúmeras pa tologias do pé, a saber: fascite plantar, dores no joelho, pés planos ou cavos, ajudar na cica trização de feridas, diminuição de pontos de pressão, ou simplesmente para dar conforto.
Geralmente, o peso do corpo é distribuído por zonas específicas do pé, mas quando há alteração da distribuição do mesmo, outras es truturas passam a suportar o peso e a afeta-las, provocando desequilíbrios e outros problemas de saúde, como os ossos e articulações, poden do provocar inflamação e dor nestes locais.
Quando não tratadas, estas alterações nos pés, podem afetar os joelhos, anca e coluna, provocando dores extremamente desconfor táveis. Desta forma, as palmilhas ortopédi cas não são só recomendadas a pessoas com
deformações ou lesões no pé, mas também a pacientes com alterações posturais ou com problemas nas articulações ou nos ossos dos joelhos, ancas e coluna. Certos atletas tam bém têm indicação para o seu uso, devido ao trabalho excessivo dos pés durante o treino. Nestes casos, as palmilhas são recomendadas como método de prevenção de futuras altera ções ou lesões. As palmilhas feitas por medida permitem a redução significativa do impacto sobre as estruturas ósseas, previnem lesões ao distribuir uniformemente a pressão corporal promovendo o aumento da estabilidade plan tar, promove o alinhamento do corpo através
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do correto posicionamento do pé e fazem a distribuição seletiva de zonas de descarga e amortecimento feitas de acordo com o seu pé.
Na Medical Plus fabricam todo o tipo de palmilhas ortopédicas por medida, de acordo com a prescrição do médico ortopedista ou efetuam uma avaliação prévia ao seu pé em busca da melhor solução.
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Diana Dantas, Marketeer Medical Plus
Pré-habilitação e Prognóstico pós-operatório em doentes oncológicos
De acordo com a dissertação de Mestrado por Fábio Oliveira para a obtenção do grau de Mestre em Atividade Física e Saúde, apresen tado à Faculdade de Desporto da Universidade do Porto em 2020. O estudo incidiu no Impac to da pré-habilitação no prognóstico pós-ope ratório de doentes oncológicos de alto risco, através na revisão sistemática e meta-análise.
Segundo Oliveira F. (2020), para o trata mento dos tumores sólidos o procedimento cirúrgico desempenha um papel fundamental no prolongamento da vida do doente ontoló gico. Sem desconsiderar um fator importante como a causa da mortalidade.
A revisão sistemática e meta-análise teve como intuito avaliar o impacto nos seguintes fatores da pré-habilitação nas CPO, mortali
“a pré-habilitação é eficaz para reduzir a morbilidade e mortalidade pós-operatória em doentes oncológicos de alto risco”
dade, tempo de hospitalização, readmissão e capacidade funcional em doentes oncológicos de alto risco.
Relativamente à metodologia foram ana lisados estudos randomizados controlados e não randomizados, com a amostra de 674 par ticipantes, com uma idade média de 78 anos maioritariamente do sexo masculino. Os par ticipantes tinham cancro gastrointestinal sub metidos á cirurgia major.
Em termos genéricos nos últimos anos tem-se testemunhado o aumento da esperança
média de vida, logo, esta longevidade acarreta vários desafios para a saúde púbica, em que o envelhecimento é acompanhado pelo aumen to da prevalência de doenças crónicas das quais se destacam as neoplasias.
Como tal acresce a necessidade de inter venção cirúrgicas em oncologia, facto este que em termos estatísticos possam vir a ser realiza das 45 milhões de cirurgias em 2030. Uma vez que o tratamento cirúrgico (isolado ou com binado com outras terapias) desempenha um papel fulcral no tratamento e prolongamen to da vida do doente oncológico (Oliveira. F 2020).
Oliveira F. (2020) aponta que a intervenção cirúrgica acarreta alguns riscos, nomeada mente o stress a que o organismo é submetido podendo ocorrer perturbações homeostáticas, por conseguinte, a morte do doente.
Num ponto de vista global, a mortalidade pós-cirúrgica é considerada a terceira e princi pal causa de morte, seguida da doença cardí aca isquémica e do acidente vascular cerebral.
Tornando-se assim, bastante relevante em doentes oncológicos frágeis, dando des taque para o interesse na avaliação do estado de fragilidade e tentar identificar os doentes com maior risco cirúrgico. No entanto, “a li teratura ainda não é consensual relativamente à ferramenta a mais adequada para avaliar a fragilidade, mas é unanime em considerar que os doentes com maior fragilidade pré-operató ria, quando submetidos a cirurgia, sofrem de maior risco de complicações durante o proce dimento e necessitam de mais tempo de inter namento. Logo, é imperativo avaliar o estado da fragilidade do doente: i) analisar o estado (físico, psicológico, social) do doente oncoló gico; ii) procurar estratégias adequadas para melhorar o estado do doente oncológico (au
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“Os benefícios da pré-habili tação têm sido amplamente reconhecidos em diferentes áreas cirúrgicas.”
mentar a reserva fisiológica), como sejam os programas de pré-habilitação.”
“A pré-habilitação é definida como um processo que ocorre entre o momento do diagnóstico da doença e o início do trata mento agudo. Inclui a avaliação e a inter venção sobre a melhoria da condição física (componente do exercício físico) e/ou do estado nutricional (componente da nutri ção) e/ou psicológico (componente psico lógica), bem como do controlo de fatores de risco modificáveis (ex: hiperglicemia, hábitos tabágicos e alcoólicos) e a gestão de comorbildiades concomitantes (com ponente da otimização médica). A pré-ha bilitação visa aumentar a reserva funcional do indivíduo, com o intuito aumentar a tolerância ao stress cirúrgico e mitigar o seu impacto, sendo que os programas mul timodais (particularmente os que combi nam todas as componentes) parecem ser os mais eficazes. Diversas metas-análises sugerem que a pré-habilitação é segura e eficaz no aumento da capacidade funcio nal pré-cirúrgica, na prevenção do declí nio da capacidade funcional pós-cirúrgica e na mitigação das CPO em doentes onco lógicos submetidos a cirurgia eletiva abdo minal ou torácica.”
Assim e de acordo com o estudo, a pré -habilitação é benéfica no doente oncoló gico, mas ainda se desconhece a eficácia em doentes considerados de alto risco.
Relativamente à revisão sistemática e
meta-análise mediante os resultados obti dos é sugerido “que a pré-habilitação reduz as complicações pós-operatórias (graves e cardíacas), a mortalidade pós-cirúrgica, o tempo de internamento e melhora a capa cidade funcional pós-cirúrgica.”
No entanto, existe uma limitação em estudos realizados e na verificação e pro tocolo dos procedimentos de intervenção (duração da pré-habilitação, supervisiona do e não supervisionado) bem como a fal ta de informação referente à prescrição do exercício (nível de intensidade, frequência e duração) o que conduz para a escassez dos resultados das variáveis analisadas neste estudo.
Em termos conclusivos, ainda assim, este estudo aponta que a pré-habilitação tem um papel fundamental para diminui ção das complicações pós-cirúrgicas gra ves, cardíacas, da mortalidade, tempo de internamento pós-cirúrgico e na melhoria da capacidade funcional em doentes onco lógicos frágeis submetidos ao tratamento cirúrgico.
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Fábio Oliveira, Personal Trainer
Mestre em
Ciências
do
Desporto
e Educação Física
B io B iografia
Fonseca, V. (1999). Insucesso Escolar – abordagem psicopedagógica das dificuldades de aprendizagem. Lisboa: Âncora Editora.
Fonseca, V. (2005). Desenvolvimento Psicomotor e Aprendizagem. Lisboa: Âncora Editora.
Fonseca, V. (2006). Terapia psicomotora: estudo de casos (5ª ed.). Lisboa: Âncora Editora.
Fonseca, V. (2010a). Manual de observação psicomotora: Significa ção psiconeurológica dos factores psicomotores (3ª ed.). Lisboa: Âncora Editora.
Fonseca, V. (2010b). Psicomotricidade: uma visão pessoal. Constru ção Psicopedagógica, 18, 42-52.
Oliveira, F. (2020). Impacto da pré-habilitação no prognóstico pós -operatório de doentes oncológicos de alto risco: uma revisão sistemática e meta-análise (Dissertação de Mestrado para a obtenção do grau de Mestre em Atividade Física e Saúde). Faculdade de Desporto da Uni versidade do Porto, Porto.
VALEBESTEIROS
GRUPO DE SAÚDE
A primeira edição da MAGAZINE VALEBESTEIROS tem o objetivo dar o primeiro passo para a divulgação dos serviços da Valebesteiros e da abordagem de alguns temas com cariz científico relacionados à saúde. Os artigos e temas abordados são relevantes para a promoção, educação e eficácia dos cuidados de saúde.
VALEBESTEIROS 18
Nuno Oliveira e Paulo Matias, de uma Amizade de infância a empresários de sucesso. É possível fazer a parceria que existe no plano pessoal dar certo no mundo do empreende dorismo. Tudo depende da maneira como as sociedades são organizadas e mantidas.
MAGAZINE | OUTUBRO 2022