GAZETA DA ZONA LESTE

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A campanha Papai Noel dos Correios chega, mais uma vez, para transformar sonhos de crianças em realidade e conectar quem deseja ajudar com quem mais precisa. Saiba como funciona, quem pode participar e como adotar uma cartinha. > VEJA + PÁGINA 5





ENTREVISTA


A vilã, originalmente de “Êta Mundo Bom” de 2016, tem aprendido a conciliar as mudanças dramatúrgicas da antagonista criada por Walcyr Carrasco e também suas transformações pessoais e profissionais que os últimos anos carregaram. > VEJA + PÁGINA 7

A Prefeitura de São Paulo reduziu de 100 dias para 22 horas o tempo médio gasto para se abrir uma empresa na capital, uma redução de 109 vezes. A ação visa apoiar o empreendedorismo e promover maior celeridade econômica. > VEJA + PÁGINA 3


POR DON POLICARPO
Já se dizia, tempos atrás, que “é cedo que se desentortam os pepinos”, quando o assunto era educar crianças. Uma alusão perfeita se pensarmos somente no pepino que cresce na terra e se desenvolve, mas quando o assunto é educação, “não formal”, aquela que vem de casa, os ditos populares precisam passar por reciclagens e atualizações. A cultura oral já nos ensinou que o seio familiar é o nosso primeiro contato com ensinamentos, sendo na sala de casa, que a forja, dá a forma de como será o resto de nossas vidas. Como podemos perceber, educação e cultura são parceiros e transversais, conversam o tempo todo e nos mostram que não há polaridades entre educar e aculturar, pois aprendemos de forma igual, fora dos bancos escolares e levaremos por onde formos. Diferentemente de Jean Piaget, Maria Montessori, Auguste Comte, que pensaram educação, o produtor rural que faz o ciclo do pepino completo para poder chegar à mesa, pensou na cultura do plantio. Porém, estão falando transversalmente, em educação e cultura como subsídios para a sobrevivência humana. Colocando dessa forma, a pergunta que não cala e reaparece junto com as COPs (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) é: ainda dá tempo de salvar a humanidade? Sabemos que o modelo econômico e energético que escolhemos é o causador de toda essa destruição, mas nos tornamos reféns e dificilmente conseguiremos avançar na discussão, pois, para piorar, são eles que bancam qualquer tipo de reação contrária aos modelos expostos. Em outras palavras, “deixam chorar, mas não deixarão cantar”.

POR
THIAGO MASSICANO
Aaprovação da Reforma da Renda representa uma transformação profunda no sistema tributário brasileiro, com o propósito de promover maior equidade e justiça fiscal. O ponto central da reforma é a tributação de lucros e dividendos na fonte, válida a partir de janeiro de 2026.
Historicamente, as parcelas do lucro líquido distribuídas a sócios e acionistas pessoas físicas eram isentas de Imposto de Renda, incidindo apenas na esfera da pessoa jurídica. Com o PL nº 1.087/25, institui-se alíquota mínima de 10% sobre dividendos distribuídos a beneficiários cuja soma de todos os rendimentos anuais (salários, aluguéis, prêmios, honorários etc.) ultrapasse R$ 600 mil (média mensal de R$ 50 mil). Em contrapartida, a reforma amplia a faixa de isenção do IRPF para quem aufere até R$ 5 mil mensais e concede descontos na base de cálculo para rendas de até R$ 7 mil por mês, beneficiando as camadas de menor renda.
Para proteger o patrimônio já acumulado, foi prevista regra de transição: lucros e dividendos gerados até 31 de dezembro de 2025 e distribuídos entre 2026 e 2028 permanecerão isentos da nova tributação, desde que haja delibera-
ção formalizada pela empresa até o prazo legal. Além disso, a mudança alinha o Brasil a práticas fiscais internacionais que consolidam a tributação de dividendos como padrão de combate à evasão e à concentração de renda.
Embora a aplicação em janeiro de 2026 permita um período de adaptação, impõe urgência na revisão de estruturas societárias, reorganização de contratos e definição de políticas de distribuição. Diante desse novo cenário, empresários e investidores com rendimentos elevados ou participação societária relevante devem revisar imediatamente seu planejamento societário e fiscal, garantindo a formalização e o registro das deliberações de distribuição de lucros antes do final de 2025. Recomenda-se a consulta imediata a profissionais especializados em planejamento tributário e societário, a fim de estruturar de forma eficiente o capital social e o fluxo de dividendos, minimizando impactos e riscos fiscais decorrentes da implementação da Reforma da Renda.
Thiago Massicano, especialista em Direito Empresarial e do Consumidor, sócio-presidente da Massicano Advogados e presidente reeleito da OAB Subseção Tatuapé. Acompanhe outras informações sobre o Direito Empresarial e do Consumidor no site www.massicano.adv. br, que é atualizado semanalmente.



POR PEDRO PEDUZZI
Após semanas de expectativa, o mercado financeiro passou a projetar que a inflação de 2025 ficará abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano em 4,45%, dentro do intervalo permitido, que vai de 1,5% a 4,5%. O resultado representa uma melhora significativa em relação às previsões anteriores, que apontavam para um índice acima do teto. A mudança foi influenciada pelo desempenho da inflação de outubro, que registrou alta de apenas 0,09%, o menor resultado para o mês desde 1998.
De acordo com o relatório, a política monetária restritiva, com a taxa Selic mantida em patamar elevado, contribuiu para conter a disseminação dos reajustes de preços. O setor de alimentos, que vinha pressionando o índice, apresentou desaceleração, enquanto os serviços mostraram estabilidade. O Focus também trouxe projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa é de crescimento de 2,16% em 2025, com estimativas de 1,78% para 2026 e 1,88% para 2027. O cenário indica uma recuperação gradual da atividade econômica, ainda que em ritmo moderado.
Economistas alertam, no entanto,
que fatores externos podem alterar o quadro. A valorização do dólar e a alta do petróleo continuam sendo riscos para os custos de energia e combustíveis. Além disso, a necessidade de equilíbrio fiscal permanece como desafio para evitar pressões adicionais sobre os preços. O Banco Central reforçou que seguirá atento às condições econômicas e disposto a manter a política monetária restritiva até que haja sinais claros de convergência da inflação para a meta oficial de 3%. Especialistas destacam que, embora o índice projetado esteja dentro da margem de tolerância, o impacto da inflação no cotidiano das famílias continua relevante. Itens básicos como alimentação, transporte e energia elétrica ainda pesam no orçamento doméstico, exigindo maior planejamento financeiro. Para empresas, especialmente as de pequeno porte, a estabilidade dos preços é vista como oportunidade para retomar investimentos e ampliar contratações. Outro ponto ressaltado é que a melhora nas expectativas pode fortalecer a confiança dos consumidores e investidores. Com inflação sob controle, há maior previsibilidade para decisões de crédito e consumo, o que contribui para dinamizar a economia. No entanto, analistas lembram que a manutenção desse cenário depende da continuidade de políticas fiscais responsáveis e da estabilidade internacional.
Pedro Peduzzi é repórter da Agência Brasil, especializado em economia e política. Atua na cobertura de temas como inflação, contas públicas e conjuntura econômica
há 20 anos O QUE ERA NOTÍCIA EM 04 de dezembro de 2005 EDIÇÃO Nº 979
Convênio para revitalizar o Largo São José do Belém é assinado A Subprefeitura Mooca assinou no dia 30 de novembro com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Museu a Céu Aberto, um convenio para revitalizar o Largo São José do Belém, que poderá devolver à cidade um dos marcos de sua história e do inicio da industrialização no País. Segundoa o diretor da Oscip, Luis César Corazza o projeto realizou, previamente, uma ampla pesquisa iconográgráfica e histórica registrando, inclusive, a memória oral
de moradores antigos do bairro, que com tribuiram com suas experiências e estudos. Isto por que pretende-se fazer uma intervenção não somente arquitetônica, mas que possua componentes culturais e que observe as caracteristicas de passado, para que a população volte a frequentar o local contemplativamente.
O Museu a Céu Aberto Cultura, Ecologia e Desenvolvimento tem experiências bens sucedidas no que diz respeito a restauro de obras e monumentos importantes para São Paulo.

Divulgação DA REDAÇÃO

Com desburocratização e segurança jurídica, São Paulo registrou neste ano a abertura de 130.967 empresas
APrefeitura de São Paulo reduziu de 100 dias para 22 horas o tempo médio gasto para se abrir uma empresa na capital, uma redução de 109 vezes. Essa é apenas uma das ações do município que apoiam o empreendedorismo e promovem maior celeridade econômica. Como reflexo, a cidade de São Paulo alcançou no 3º trimestre de 2025 a menor taxa de desemprego de toda a série histórica da PNAD Contínua, de 5,2%, superando a marca de 5,4%
que havia sido atingida no trimestre anterior.
Antes do programa Empreenda Fácil, administrado pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT), o empreendedor precisava comparecer em 16 órgãos municipais, estaduais e federais, o que hoje foi condensado em uma única plataforma online, agilizando o licenciamento de empreendimentos de baixo risco, desburocratizando processos. O aquecimento no mercado de trabalho paulistano impulsionou a criação de novas empresas e a desburocratização deste processo evi-
dencia o compromisso da Prefeitura com a melhora na vida da população por meio do trabalho. São iniciativas que fortalecem os empreendedores e trazem ainda mais credibilidade à cidade de São Paulo como polo econômico de referência nacional.
Com segurança jurídica, transparência, investimentos e redução de impostos, mais de 85 mil empresas migraram de outras cidades para se instalarem em São Paulo. Atualmente a capital conta com 6,3 milhões de pessoas empregadas e uma renda média de R$ 5,3 mil.

Já são 120 árvores plantadas pela Prefeitura, um feito inédito na cidade. Além disso, São Paulo tem a maior frota de veículos elétricos do Brasil, 1.000 veículos, e caminhões de coleta seletiva passando em 100% das ruas da cidade. Separe o seu lixo entre comum e reciclável e consulte os dias e horários em que o caminhão de coleta passa na sua rua. É só acessar coleta.prefeitura.sp.gov.br

Já são 120 árvores plantadas pela Prefeitura, um feito inédito na cidade. Além disso, São Paulo tem a maior frota de veículos elétricos do Brasil, 1.000 veículos, e caminhões de coleta seletiva passando em 100% das ruas da cidade. Separe o seu lixo entre comum e reciclável e consulte os dias e horários em que o caminhão de coleta passa na sua rua. É só acessar coleta.prefeitura.sp.gov.br
120 mil NOVAS ÁRVORES PLANTADAS
1.000 ÔNIBUS ELÉTRICOS, A MAIOR FROTA DO BRASIL

100% DAS RUAS COM COLETA SELETIVA


DA REDAÇÃO
Localizada em Itaquera, a Casa Mãe Paulistana para Mães de Pessoas com Deficiência nasce com um propósito claro: cuidar de quem cuida. Idealizada pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), a Casa integra o Programa Entrelaços, instituído pelo Decreto nº 63.686/2024, e se torna o primeiro equipamento público dedicado exclusivamente ao bem-estar e à rede de apoio dessas mulheres.
Com 475 m² totalmente acessíveis, o espaço recebeu investimento de R$ 1,75 milhão em reforma, infraestrutura, equipamentos e custeio inicial. Todo o projeto foi planejado para oferecer conforto, segurança, acessibilidade e dignidade: sanitários adaptados, rotas e pisos táteis, sinalização acessível, elevador, salas de atendimento, ambientes de convivência, copa, refeitório e três salas multiuso.
Mais do que infraestrutura, a Casa Mãe Paulistana propõe uma nova lógica de política pública: reconhecer a sobrecarga de mães e cuidadoras e oferecer suporte emocional, jurídico e social, além de oportunidades de formação e autonomia. A operação será conduzida pelo Instituto de Tecnologia Social (ITS), organização selecionada via edital, e contará com

uma equipe multiprofissional de mais de 20 profissionais.
Localizada em Itaquera, a unidade tem o propósito claro de cuidar de quem cuida ses, 2.700 atendimentos, sendo 640 sessões individuais e 184 atividades coletivas. As ações abrangem cinco eixos — cultura, bem-estar, autonomia social, empreendedorismo e formação — além de acompanhamento psicológico, social e jurídico. São ações que vão desde oficinas culturais e atividades físicas até orientação sobre direitos, benefícios, documentação e acesso a políticas públicas.
“Para que a gente tenha ideia da importância desse trabalho, mais de 80% das mães atípicas são mães solo, ou seja, foram abandonadas pelo marido e ficaram com a função de cuidar dos filhos. A gente tem aqui essa ação de cuidar dessas mães. Tenho certeza de que esse equipamento, assim como outras políticas públicas nossas, vai ser copiado por outras cidades do Brasil e do mundo”, completou o prefeito.
VISIBILIDADE E AMPARO
A expectativa é de realizar, todos os me-
Para muitas mães, o espaço representa um marco simbólico depois de anos de luta silenciosa. Relatos colhidos durante as visitas preliminares à unidade reve-
lam o impacto imediato: um lugar onde podem descansar, aprender, conversar, compartilhar angústias, planejar o futuro e reencontrar sua própria identidade, frequentemente adiada em nome do cuidado.
“Hoje, os nossos filhos estão sendo vistos de uma forma mais humanizada. Ter uma gestão que se preocupa não só com as crianças, mas também conosco, mães, sabendo que a nossa luta é diária, é motivo de imensa gratidão”, conta a mãe atípica Rochelly Lima. “A gente, como mãe, aprende a cuidar de todo mundo e, finalmente, alguém vai cuidar da gente”, completa.
A Casa funcionará de terça a sábado, das 8h às 17h, a poucos minutos do Metrô Corinthians-Itaquera, e já inicia atendimento mediante agendamento eletrônico. A triagem deve ser feita no site da Casa Mãe Paulistana, onde é possível cadastrar documentos e escolher o horário de preferência.
A unidade é a primeira de uma rede de quatro equipamentos previstos no Programa de Metas 2025–2028. As próximas Casas Mãe Paulistana serão implantadas nas zonas Norte, Sul e Oeste, ampliando o alcance da política de cuidado e criando uma rede estruturada voltada ao
suporte integral de mães e cuidadores de pessoas com deficiência.
AÇÕES
DESENVOLVIDAS
• 1 Culturais: voltadas à promoção da expressão artística e cultural, estimulando a criatividade e valorizando as diversas formas de manifestação artística;
• 2 Físicas: voltadas à promoção da saúde física e mental, incentivando o trabalho em equipe e o desenvolvimento de habilidades de forma colaborativa;
• 3 Empreendedorismo: voltadas à capacitação para o mercado de trabalho e ao estímulo do desenvolvimento de habilidades empreendedoras;
• 4 Bem-estar e Autonomia Social: voltadas à promoção do equilíbrio emocional e ao desenvolvimento de habilidades sociais essenciais para a vida em sociedade;
• 5 Expansão dos Horizontes: ampliam as oportunidades oferecidas pela Casa Mãe Paulistana, ajudando as participantes a conhecerem novas experiências, se integrar à comunidade e descobrir novas habilidades e interesses;
• 6 Cursos de Formação: têm como objetivo oferecer oportunidades de aprendizado e desenvolvimento pessoal.
DA REDAÇÃO

Acampanha Papai Noel dos Correios chega, mais uma vez, para transformar sonhos de crianças em realidade e conectar quem deseja ajudar com quem mais precisa. A campanha celebra seus 36 anos e mobiliza milhares de pessoas que acreditam no poder de um gesto gentil para fazer a diferença no Natal. Saiba como funciona, quem pode participar e como adotar uma cartinha.
COMO FUNCIONA
A campanha de natal dos Correios começou com uma atitude simples de funcionários: atender cartinhas de crianças que talvez não fossem respondidas. Com o tempo, a iniciativa cresceu, ganhou novas proporções
e, hoje, envolve escolas públicas até o 5º ano do fundamental, creches, abrigos, instituições parceiras e crianças da sociedade com até 10 anos, além de pessoas com deficiência em qualquer idade. As cartas, após um processo cuidadoso de seleção, ficam à disposição para adoção em agências participantes e online. Ao todo, quase sete milhões de pedidos já foram atendidos desde sua criação.
PASSO A PASSO
PARA ADOTAR
UMA CARTINHA
Acesse o Blog do Noel: todas as informações oficiais sobre cartinhas para adoção e as agências participantes estão reunidas no Blog do Noel. Escolha sua cartinha: você pode selecionar presencial-
mente nas agências participantes ou realizar a adoção de forma online, conferindo as histórias e os sonhos compartilhados pelas crianças.
Cadastre-se: é necessário informar CPF ou CNPJ no processo. Esse cadastro permite que os Correios acompanhem a entrega dos presentes e garante transparência ao processo.
Compre o presente: atente-se ao que foi pedido na cartinha, sempre lembrando do perfil da criança e da importância do cuidado ao embalar o presente.
Entregue no ponto correto: siga as orientações do Blog do Noel sobre os locais indicados para entrega, pois os presentes devem ser levados presencialmente às agências ou postos definidos

Depois de 30 anos afastada dos palcos, a atriz e autora Daniele Tavares estreia o solo Etiqueta do Lutoninguém pergunta nada à mãe da menina morta, em que relata uma experiência pessoal e devastadora: a morte de sua filha, aos 21 anos, no dia 24 de novembro de 2015, em circunstâncias obscuras e sem causa definida.
Dez anos depois dessa perda irreparável, Daniele retorna ao episódio a partir do teatro autobiográfico, construindo uma narrativa em que memória e presença se confundem, num esforço de elaborar o luto e a saudade que não passa.
O trabalho levanta questões urgentes sobre saúde mental na adolescência e juventude, a regulamentação de medicamentos no Brasil e, sobretudo, o tabu em torno do silêncio que se impõe às mães que perderam filhos: a impossibilidade de perguntar, de falar, de compartilhar. O trabalho levanta questões urgentes sobre saúde mental na adolescência e juventude



Em 2023, Daniele já havia publicado o livro “Parte de mim”, em que abordava de maneira poética essa experiência de perda. Agora, junto com a estreia de Etiqueta do Luto - ninguém pergunta nada à mãe da menina morta -, lança pela Editora Giostri o livro com a dramaturgia do espetáculo, assinada por ela e com o dramaturgismo de Marcelo Varzea, Mariela Lamberti e Bruno Rods.
SERVIÇO
Etiqueta do Luto - ninguém pergunta nada à mãe da menina morta. Teatro Pequeno Ato - Rua Dr. Teodoro Baima, 78 – República. Temporada: até 15 de dezembro, ás sextas, sábados e segundas, às 20h; e aos domingos, às 19h. Ingressos: R$ 80 (inteira). Vendas online Sympla. Telefone: (11) 99642-8350. Capacidade: 40 lugares. Acessibilidade: o espaço não possui acessibilidade para pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida

Ninguém é imune à passagem do tempo. E Flavia Alessandra tem encarado isso a cada vez que entra no set para reviver a personagem Sandra, que voltou ao ar em “Êta Mundo Melhor”. A vilã, originalmente de “Êta Mundo Bom” de 2016, tem aprendido a conciliar as mudanças dramatúrgicas da antagonista criada por Walcyr Carrasco e também suas transformações pessoais e profissionais que os últimos anos carregaram. “A Sandra continua com aquele tempero que o público ama odiar, mas eu, Flávia, mudei bastante. Mudei como mulher, como artista e como ser humano. Hoje, trago uma bagagem emocional diferente, mais amadurecida, e isso inevitavelmente reflete no jeito como revisito a personagem. A própria Sandra estava em um lugar totalmente diferente, em um ambiente novo, uma camada dela que explorei pela primeira vez”, afirma.
De volta ao enredo, Sandra retorna foragida da Europa e chega a São Paulo na companhia de Inês, papel de Joana Solnado. Ela tem o objetivo de se vingar de todos que a deixaram de lado, em especial Candinho, de Sergio Guizé, responsável por fazê-la perder toda a herança de titia. “Tivemos cenas bem emocionantes, dela voltando para seu local de origem, revisitando, e ao mesmo tempo foragida, sem poder ser vista ou identificada. Então, cada chegada dela em algum local, cada encontro, tem uma expectativa diferente. Ela vai conseguindo, de forma ardilosa, transitar por São Paulo”, aponta.
P – Inicialmente, você faria apenas uma participação especial no início da novela das seis. Como foi essa negociação para retornar ao enredo?
R – Eu realmente não sabia que voltaria. Era mesmo uma participação especial. Depois que a novela estreou, tivemos aquela conversa sobre uma possível volta – mais para o final da novela. E eu pensava em voltar realmente. A novela é tão deliciosa. Esse era o nosso combinado. Quando anteciparam esse retorno, fiquei surpresa e muito feliz. Estava de férias e aproveitei para me atualizar, colocar os capítulos em ordem, reler as cenas e mergulhar novamente nesse universo encantador de filmes e fotos dos anos 1950. Me preparei de novo, e entrar nesse ritmo frenético com a Sandra foi maravilhoso.
P – O que mais chamou a sua atenção na possibilidade de voltar à novela?

Flávia Alessandra valoriza os pequenos rituais, as conversas diárias e os momentos sagrados que constroem a intimidade familiar com aquele coração, aquela pureza dele, um lado meio Poliana de ser. Eu me identifico bem com ele, porque sou dessas que acredita nas pessoas até o último suspiro... e ele segue acreditando na Sandra. Tivemos sequências bem legais também.
R – A Sandra é uma personagem riquíssima, cheia de nuances. Sempre dá para cavar mais um pouco e surpreender o público. Se depender de mim, ela ainda tem muita maldade e ironia fina para entregar. Achei engraçado como o retorno da Sandra foi diferente com cada personagem.
P – Como assim?
R – O encontro com Candinho foi surpreendente. Cada personagem reage de uma maneira com Sandra. Candinho, ainda
P – Como tem sido a repercussão entre o público com o retorno da personagem?
R – Eu não tenho saído muito do meu mundo, da Globo para casa, mas as redes
sociais são uma maravilha para sentir a repercussão e ver a galera se identificando com algumas analogias de Cristina, como o cabelo do casamento com coque que a gente fez. São brincadeiras que trazemos de outros momentos. Tenho visto as pessoas adorando ter a quem odiar. Acho que a Sandra vem muito com esse papel.
P – De que forma?
R – Ela é a personagem para o público adorar odiar. Ela de fato é uma loba, que desbrava, seduzindo quem for necessário, muito dona da sua vida, mas do jeito dela. Tenho visto os fãs em uma torcida grande pela volta dela, inclusive meus colegas de cena, muito fofos. Vamos que vamos com dona Sandra aprontando.
P – Em paralelo à carreira artística, você vem investindo no empreendedorismo. De onde surgiu esse interesse de atuar como empresária?
R – Na verdade, eu já atuo como empresária há muitos anos. Nunca foi algo muito exposto pois a Flávia atriz estava sempre em evidência, indo de novela em novela, emendando um trabalho no próximo. De um tempo pra cá que eu consegui dar os próximos passos com as minhas empresas e também botar em práticas projetos antigos, ir desenvolvendo esse meu outro lado. O primeiro passo foi mergulhar de cabeça em áreas que eu já amava: bem-estar, saúde, comunicação. E aí veio a vontade de empreender com propósito, criando projetos que tenham a ver com a mulher que sou hoje. Gosto de citar cada um desses projetos. Meu Ritual, “Pé No Sofá Podcast”, Agência Family, Estúdios Family, Royal Face e Salão Marcos Proença.
P – Mesmo com uma agenda tão atribulada, como ficam os seus momentos de prioridade?
R – Hoje eu entendo que me cuidar não é luxo, é necessidade. Meditação, exercício, boa alimentação, leitura… tudo isso é parte do meu ritual mesmo, do meu equilíbrio. E quando estou bem comigo, tudo flui melhor.
P – A maturidade mudou sua autoestima de que forma?
R
– Mudou completamente. A gente vai se conhecendo melhor, se acolhendo mais. Hoje, eu me olho com mais generosidade. Entendo minhas fases, meus limites, minhas potências. A beleza que mais me interessa hoje é a de estar em paz comigo mesma.








