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Fórum 3 – 2ª Tarefa Comentário ao trabalho da colega Cândida

Optei por este trabalho pois conheço de perto a BE, a Professora Bibliotecária que a gere. Já passei algumas horas lá e senti o pulsar da mesma e a realidade que nos é transmitida no trabalho elaborado, pode ser por mim comprovada. Acrescentaria que se aprende muito ao ver os outros em acção. A troca de saberes e o sentir como os outros pensam e interagem, leva-nos a uma aprendizagem única e enriquecedora.

Estão sublinhados, os pontos que considero importantes para uma gestão e dinamização de uma BE; a verde o que se refere à BE da colega Cândida e a azul o que se refere à BE, da Escola onde trabalho.

Pontos Semelhantes: 1.” A BE/CRE da minha Escola é em minha opinião um espaço dinâmico embora, eu, só no final da aplicação deste Modelo de Auto-Avaliação, como agora nos surge, possa aferir do que está menos bem ou até mal” . A BE da minha Escola é também um espaço muito dinâmico, só que os constrangimentos de ordem interna, nomeadamente a falta de espaço dificultando-nos muitas vezes as actividades que pretendemos desenvolver e que desenvolvemos, tornando tudo muito mais moroso. 2”.Eu estou em acordo absoluto, quando se fala da importância do envolvimento do órgão de Gestão, na BE/CRE sendo o seu apoio e reconhecimento uma mais valia para o sucesso dos trabalhos (…) “

Quando fui apresentada pela Directora da Escola, como Coordenadora da BE, em reunião Geral de docentes do Agrupamento, foi-me dito que a BE era um tesouro e para eu o guardar bem, ao que eu respondi que iria cuidar do tesouro o melhor possível. Que melhor envolvimento e apoio pode ser desejado?


3.”A BE está presente na planificação de actividades, pesquisa de materiais, organização, espaço e meios digitais e informáticos sempre em colaboração com todos os intervenientes, alunos e professores das diferentes disciplinas”.

O plano de acção foi apresentado à direcção e a todos os Projectos da Escola e as actividades para o Plano Anual de Actividades, foram desenvolvidos de forma articulada com os Projectos, Departamentos e com as EB1 e JI de todo o Agrupamento. 4. “Já iniciámos na BE/CRE um processo estruturado e interacção, com estes profissionais, estando presente nas reuniões do Pré-escolar e 1º Ciclo, para conhecer os docentes e apresentar o plano de Acção e o Plano Anual de Actividades e aceitar propostas de trabalho de forma a levá-los a acreditar na utilidade do trabalho conjunto para o sucesso do ensino - aprendizagem e criar laços de empatia que os levem a valorizar as práticas propostas pela BE/CRE, utilizando o seu espaço e recursos.”

Eu e a professora Bibliotecária da EB1 de Sanguedo, visitamos e reunimos in loco com todas as Escolas e Jardins do Agrupamento para mais uma vez darmos a conhecer o Plano de Acção e a Bolsa de Recursos que pretendemos dinamizar a fim de articularmos as actividades e darmos resposta às solicitações, desenvolvermos um trabalho colaborativo, e para conhecermos a realidade de cada espaço. 5.”Nos textos propostos para leitura refere-se o seguinte: “Os indicadores da avaliação são objectivos e não subjectivos, isto é, não poderei dizer:”eu penso” mas a “evidência mostra” o que nos «empurra» para o novo Modelo. Estas evidências devem ser recolhidas em diferentes horas e com diferentes grupos frequentadores da BE/CRE, o que servirá de ajuda à reflexão.”

Tendo como princípio “ mostrar as evidências”, também já iniciamos a recolha das mesmas, através de preenchimento de grelhas de frequência e de observação de necessidades, para construirmos a”evidence box” da BE. 6. (…)”um outro ponto inibidor que é o facto deste ano ter havido uma alteração muito significativa do corpo docente por inerência de concurso e reforma o que vai exigir um trabalho de base com os professores que vão iniciar o processo na Escola e por vezes até a sua vida profissional activa.” Concordo que terá de ser dado apoio a todos os colegas que estão de novo na Escola e será um factor inibidor, porque será necessário tempo para o tornar facilitador. Estamos a tentar conhecê-los e “conquistá-los” apoiando-os no desenvolvimento de actividades relacionadas com o PNL.


7.”Sinto, porém, que os currículos e a forma como estão estruturados, são muitas vezes inibidores de um trabalho mais profícuo e de sucesso no que respeita ao ensino -aprendizagem e as práticas de transmissão do conhecimento condicionam a BE”.

Sim, são inibidores de um trabalho articulado que conduza ao sucesso das aprendizagens. Os currículos entre as diferentes áreas disciplinares não estão articulados e isso é mais um factor que gera alguma dificuldade na implementação de actividades.

Ponto(s) Diferente(s): 1. “Constatarei nesta reflexão que a BE/CRE, da minha Escola, não tem processos inibidores na ordem de estrutura interna, condições físicas e até de enriquecimento ou recursos de informação (sendo que os recursos nunca são em excesso)!”

Os constrangimentos de ordem interna, nomeadamente a falta de espaço dificultandonos muitas vezes as actividades que pretendemos desenvolver e que desenvolvemos, tornando tudo muito mais moroso. A constante ocupação da BE, para actividades de aula e de aula de substituição, uma vez que não há salas disponíveis para trabalho, obrigam-nos a mudanças na disposição de mesas constante, o que nos dificulta a organização e gestão.

Conclusão: “Estão também reunidas na BE/CRE da minha Escola as seguintes condições em relação ao processo de auto-avaliação:

1– O Director está envolvido e presta uma preciosa ajuda no aglutinar de vontades e Acções. 2 – Os Professores, na generalidade, interagem comigo e com a equipa em geral, no processo ensino aprendizagem. 3 – Os alunos para além das actividades programadas pelos professores e que põem em prática o currículo, usam em grande maioria a BE/CRE e os seus recursos de uma forma individual e por prazer. 4 – Os pais são convidados a interagir em várias actividades ao longe do ano e procuram a BE e as actividades colaborando (sendo os horários de trabalho inibidores, problema que nos ultrapassa). A Associação de pais tem sido um parceiro activo e colaborante”.


As condições estão reunidas também na BE da minha Escola. Há consciência da necessidade de mudança de atitudes e de a imagem da BE. Já foi levado e analisado em Conselho Pedagógico, já foi facultado a todos a versão final do modelo para leitura atenta e cuidada e foi também distribuída uma síntese da versão. Já foi feita a abertura à Comunidade Educativa e sê-lo-á novamente agora dia três de Dezembro aquando da Feira do Livro. Quanto à Associação de Pais ainda não está constituída. Resta-nos aguardar a aplicabilidade do modelo, evidenciar o que é o sucesso, que sucesso se pretende, se os níveis de desempenho das BE, podem ou devem ser traduzidos em resultados iguais ou não … . Este trabalho da Cândida foi uma espécie de guião de análise da situação da BE onde trabalho e concluo que no fazer não estamos tão distantes. Falta saber se iremos ou não obter resultados semelhantes ou completamente diversos. A análise cuidada das evidências mostradas e dos resultados obtidos o dirá. O contexto socio-económico é muito diferente embora as BE distem cerca de 17 km uma da outra. As pessoas também são diferentes e as condições físicas nada têm a ver: lutamos diariamente com a falta de espaço. Estamos a caminho, estamos caminhando e aguardando pela aplicabilidade do modelo

Seria talvez importante tentar evidenciar em que medida o contexto cultural, socioeconómico, o saber estar, as aprendizagens adquiridas no final de cada ciclo, as relações humanas e inter-pessoais, serão ou não factores de constrangimento na execução de todo este processo.

Agrupamento de Argoncilhe, A Coordenadora da BE, Fernanda Lopes

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