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ASSOCIAR +

INFORMAÇÃO JUVENIL

FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES JUVENIS DO DISTRITO DO PORTO

ENTREVISTA COM

JOÃO PAULO REBELO SECRETÁRIO DE ESTADO DA JUVENTUDE E DO DESPORTO

CATAPULTA UM PROJETO DE INCLUSÃO

COM O APOIO DE:


ÍNDICE

EDITORIAL

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CASA DAS ASSOCIAÇÕES

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ENTREVISTA

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ASSOCIAÇÕES JUVENIS DO DISTRITO DO PORTO

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ARTIGO DE OPINIÃO

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ASSUNTOS DE INTERESSE

REPORTAGEM

CATAPULTA: UM PROJETO DE INCLUSÃO

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Pre joa sid qui en m te Lim da a FA JDP

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EDITORIAL

AGENDA DE ATIVIDADES

JOÃO PAULO REBELO

TIAGO REGO: AS POLÍTICAS DE JUVENTUDE COMO EIXO CENTRAL DA AÇÃO GOVERNATIVA

ESPECIAL APRENDIZAGENS SVE

FICHA TÉCNICA Coordenação: Joaquim Lima Direção de Conteúdos - Susana Costa Colaboradores de Texto - Susana Costa, Joaquim Lima, Cláudia Ferreira, Léa David, Tiago Gouveia, Merve Dündar e Anouck Plunian Investigação - Cláudia Ferreira, Susana Costa e Léa David Design - Neuza Moreira Imagem - Neuza Moreira

REVISTA ASSOCIAR+ POR:

FAJDP

FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES JUVENIS DO DISTRITO DO PORTO

Email: info@fajdp.pt casadasassociações@fajdp.pt

Assistimos a tempos de regeneração e de mudança, mas com a firme convicção do que foi feito até então, pautou-se pela criação de conquistas fantásticas. Verdade é, que um conjunto de dirigentes, ao longo de mais de duas décadas, edificaram um património imaterial que se chama FNAJ, fazendo do Associativismo Juvenil um feito da Cidadania, e tornando este movimento a expressão máxima das Políticas de Juventude em Portugal. Mas, a paixão jovial com que queremos participar não pode ser consumida por pequenos feixes de adrenalina, normais da nossa idade, mas que devemos contrariar com uma pitada de racionalidade. É, por isso, que devemos evidenciar o sentido de missão que nos caracteriza, não permitindo que todo o nosso esforço se deixe consumir pela participação na discussão interna do Futuro da Federação Nacional de Associações Juvenis. Existe algo de igual importância, que se desenrola agora e não é para depois. Trata-se, nada mais nada menos, do que a possibilidade de revisão da Lei do Associativismo Jovem - normativo que configura toda a organização das Associações Juvenis em Portugal, sendo o documento responsável pelo enquadramento jurídico do associativismo jovem, bem como pelos programas de apoio ao desenvolvimento da sua atividade. É, portanto, momento de nos unirmos e agarrarmos esta oportunidade que, uma vez considerada, só fará sentido se constituir algo que garanta estabilidade ao movimento, mas que simultaneamente seja inovador. Falamos, concretamente, no maior envolvimento dos jovens nos processos de decisão, em um regime fiscal, mas vantajoso para as Associações Juvenis; no maior reconhecimento da educação não formal e do voluntariado; na garantia de critérios de natureza objetiva, na determinação de apoios monetários; meios ágeis para a submissão e gestão de candidaturas, assim como a priorização das Associações Juvenis na participação em projetos de mobilidade internacional (Erasmus + Já) entre outras. Convictos que o futuro trará desafios cada vez mais exigentes, teremos de ser, obviamente- atrevidos mas conscientes e criteriosos na escolha dos nossos representantes, valorizando a conduta e transparência destes, para que, assim, seja reforçada junto dos poderes públicos e políticos a posição de credibilidade de todo o movimento associativo.


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REPORTAGEM

CATAPULTA: UM PROJETO ~ DE INCLUSÃO O início de 2017 revelou-se um período de mudanças no “Catapulta E6G”: a partir do dia 18 de Janeiro, o CREFA passou a ser, oficialmente, a entidade gestora do projeto, continuando o SOS Racismo como entidade promotora. Esta mudança fortalecerá o trabalho em conjunto dos dois projetos, bem como a colaboração próxima com a Casa das Associações que servirá como espaço privilegiado para a realização de atividades quer do Catapulta, quer em co-organização com a FAJDP e o CREFA. Prevê-se a criação de um espaço de colaboração frutífero e com o objetivo de continuar a trabalhar na dinamização da comunidade, através da

promoção de valores de cidadania, igualdade, respeito pela diferença, inclusão social, conjugando atividades e dinâmicas de educação não-formal de, com e para jovens. Nesta edição da revista Associar +, queremos que fiques a conhecer melhor este projeto. Sobre o Catapulta EG6… O “Catapulta E6G” surgiu, em 2013, através do SOS Racismo, numa zona geográfica – centro histórico do Porto - muito estigmatizada onde predomina(va) o desemprego de longa duração e o baixo nível de escolaridade e qualificação profissional - sendo estes fatores propícios à propagação de situações de pobreza, marginalidade, consumo de álcool e drogas; abandono escolar e analfabetismo; desestruturação familiar e violência doméstica. Por outro lado, a questão da população imigrante, residente no centro histórico, ter ligação complexada comunidade, não havendo respostas diretamente focadas na população, evidenciou – aos olhos da SOS Racismo – a necessidade de uma intervenção focada nesta realidade, de modo a melhorar a inclusão desta comunidade. E que tem tido resultados positivos, como te contaremos algumas linhas abaixo. O projeto é destinado a crianças e jovens entre os 6 e os 30 anos que vivem numa zona estigmatizada, o centro Histórico do Porto. É junto destes/as


REPORTAGEM

jovens que o Catapulta trabalha todos os dias ao promover a sua inclusão social e escolar, apoiando-os na construção do seu percurso escolar e/ou de cidadania, desenvolvendo as suas capacidades pessoais e sociais a partir da valorização da sua origem e identidade. O principal objetivo do projeto é promover a interculturalidade e a integração harmoniosa das comunidades residentes na área de intervenção do projeto. Para isso, desenvolvem diariamente um conjunto de atividades, não só no espaço comunitário, mas também em algumas das Escolas do Agrupamento de Escolas do Alexandre Herculano e outros espaços. As suas principais atividades decorrem na Escola EB1Ji do Sol onde trabalham, através da animação de recreios, atividades sobre os direitos humanos, o apoio escolar entre outras com o objetivo da intervenção precoce - por um lado, a partir da educação não-formal dentro da sala de aula e, por outro, no espaço onde as crianças aproveitam para brincar. Já a intervenção na Escola Secundária Alexandre Herculano - com a turma de Plano Curricular Alternativo (jovens para concluir o 7º ano e com historial de absentismo escolar) – consiste na dinamização de sessões que motivem os jovens à frequência escolar, tentando diminuir assim um dos problemas encontrados durante o diagnóstico do Projeto na sua 5ª Geração, o abandono escolar. Na intervenção comunitária, realizam atividades lúdicas e pedagógicas com crianças da comunidade de Bangladesh do centro histórico - normalmente aos sábados de tarde. Algumas destas atividades têm decorrido na Casa das Associações e em parceria com a programação cultural do Storyboard. Esta relação de proximidade criada entre o projeto, as crianças e os próprios pais, reflete uma grande conquista: com a intervenção do Projeto conseguiram desenvolver relações de confiança com algumas famílias da comunidade migrante do

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Bangladesh e proporcionar às crianças e jovens experiências artísticas e culturais diversificadas. Nas suas instalações, dão apoio escolar, aulas de zumba, treinos de futebol e dinamizam o espaço CID@NET. Todos os meses, elegem um assunto para desenvolver as atividades centrais, tentando escolhê-los de acordo com a visão e objetivos do projeto (desobstrução de estereótipos, discriminação, igualdade de género, discurso de não-ódio) e temas que são importantes debater nas idades das crianças/jovens que frequentam o projeto (problemas sociais, consumos, alimentação, violência, relacionamentos, etc.). Por exemplo, em fevereiro, todas as atividades foram sobre a violência no namoro e o mês de março foi dedicado ao movimento contra o discurso de ódio com várias atividades a decorrer na Casa das Associações. Como principais resultados - além da intervenção frutífera com a comunidade do Bangladesh - a intervenção em contexto informal dos recreios e nos espaços de aula tem permitido, paulatinamente, desconstruir preconceitos e estereótipos associados à diversidade identitária, sexual, étnica e cultural ao nível da linguagem, da convivência quotidiana entre as crianças e no próprio contexto de sala de aula.

O “Catapulta E6G” está integrado no Programa Escolhas, promovido pelo Governo de Portugal, ACM (Alto Comissariado para as Migrações) e Programa Escolhas e financiado pela Segurança Social e Direcção Geral de Educação e co-financiado por POISE (Programa Operacional de Inclusão Social e Emprego) ao abrigo do PORTUGAL 2020 - Quadro de Referência Estratégico Nacional 2014/2020. Acompanha todas as novidades do projeto no facebook e instagram: projetocatapulta.


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CASA DAS ASSOCIAÇÕES

Storyboard café acolhe residências artísticas em 2017

No final do ano passado o Storyboard café lançou uma open call a artistas que tivessem propostas para dinamizar o espaço num dos trimestres de 2017. Após deliberação, foram escolhidas quatro propostas das quais te damos a conhecer as duas primeiras. A proposta Brasil de Dentro, de Aninha Araújo e Óscar Malta, terminou as suas atividades em março passado. Neste período a cultura brasileira esteve em destaque, principalmente a do Nordeste- de onde os autores são provenientes- através da exibição de filmes, conversas, exposições e um workshop “Ritmos dos três continentes” para os/as jovens do Projeto Catapulta. Para os próximos meses, o coletivo ARTRISTAS , três colegas da faculdade e amigos da vida que propõem uma ligação entre a arte e o dia-a-dia, através de vários eventos entre os quais: uma exibição de documentários sobre a ida do coletivo ao programa “Preço Certo”, uma viagem ao Algarve entre outras experiências; ensaios musicais com vista à produção independente de um álbum e, por último, a performance “O quotidiano na Arte” - onde pretendem explorar os gestos do quotidiano em pequenos eventos desenvolvidos ao longo de 30 dias, incluindo um almoço, um torneio/jogo de badminton entre outras atividades. Pretendem observar o carácter relacional da arte, promovendo momentos interativos, sociais em que todos participam, não

existindo uma separação óbvia entre o artista e o participante. Estes momentos serão registados para uma exposição final em junho aquando o término da residência artística.


CASA DAS ASSOCIAÇÕES

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Desde a sua abertura, a Casa das Associações afirmou-se como local de realização de diversos eventos, por parte das associações juvenis e organizações de juventude do distrito do Porto. Perspetivando o futuro, apresentamos a agenda para o próximo semestre de 2017.


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ENTREVISTA

JOÃO PAULO REBELO SECRETÁRIO DE ESTADO DA JUVENTUDE E DO DESPORTO Há praticamente um ano com a tutela da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, concedeu-nos uma entrevista onde abordou, entre outros temas, as ações prioritárias para a Juventude em geral, e para o Associativismo em particular. Quais são as suas prioridades para a presente legislatura – mais concretamente na área da Juventude?

Muito se tem discutido sobre como incluir os jovens nos processos de decisão (cogestão) e, recentemente, foi concretizada esta reivindicação da FNAJ, integrando-se representantes das associações juvenis (FNAJ & CNJ) no capital social da Movijovem. No seu entender, qual será o próximo passo?

O reforço das políticas de cogestão é uma aspiração antiga – mas também presente - do setor da juventude e das De forma sucinta, pode dizer-se que as prioridades do suas organizações representativas e o Governo reconheceGoverno são a promoção da transversalidade das políti- -a como essencial à Democracia. Por isso mesmo, a intecas de juventude, bem como a participação e o envolvi- gração da FNAJ e do CNJ no capital social da Movijovem mento da juventude na tomada de decisão. A promoção foi um dos primeiros processos em que, muito particularda transversalidade é essencial para efetivar as priorida- mente, me empenhei. Termos iniciado e concluído este des estabelecidas no artigo 70.º da Constituição da Repú- processo em menos de nove meses é um indicador que blica Portuguesa – que diz respeito ao desenvolvimento demonstra bem como é possível introduzir mudanças conda personalidade dos jovens, a sua integração na vida sequentes, com uma inequívoca orientação política para a ativa, o estímulo ao gosto pela criação livre e o sentido cogestão, sem ambiguidades. Esta mudança veio permitir de serviço à comunidade. A melhoria contínua da articu- a influência direta nas políticas de mobilidade juvenil e lação entre as diferentes áreas setoriais, ao nível governa- da iniciativa Cartão Jovem, mas é importante sublinhar mental, mas também da Administração Pública Central, que esta não é uma mudança isolada, pois temos vindo a contribui para políticas mais consequentes e holísticas, desenvolver outras ações no sentido de reforçar o envolassim como para um melhor vimento da juventude e das suas aproveitamento dos recursos e organizações representativas. da energia de todas as pessoas “Nada para a juventude, Por exemplo, além de reunir ordie entidades que trabalham com nariamente o Conselho Consultisem a juventude” e para a juventude, em áreas tão vo de Juventude, a que presido, diversas como a Saúde, o Emcumprindo naturalmente a minha prego, a Economia, a Agricultura, etc. Todo este trabalho obrigação legal, as suas organizações-membro têm vindo só será sustentável, contudo, se contarmos com a parti- a ser desafiadas, entre reuniões, a tomar posição sobre dicipação e o envolvimento da juventude nos processos de versas matérias e existe uma preocupação constante com elaboração e tomada de decisão no âmbito das políticas a informação que disponibilizamos ao Conselho, sobre o públicas, desde o seu desenho, passando pela sua imple- nosso trabalho. E, sem surpresa, as organizações-membro mentação e, claro, pela sua avaliação. “Nada para a ju- contribuem com o seu saber e visão, tendo sido importanventude, sem a juventude”, pois a Democracia não é feita tíssimo para o trabalho do Governo e do Grupo de Trabapara as pessoas, mas sim com as pessoas. lho, os contributos recebidos sobre o processo de revisão


ENTREVISTA

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da Convenção Iberoamericana dos Direitos das/os Jovens e No ano passado existiram alguns problemas com pada Lei do Associativismo Jovem, respetivamente. gamento da 1ª tranche PPAJ – facto que condicionou a Quero também acrescentar que o Conselho Consultivo do atividade de várias associações. Em 2017 estes probleIPDJ, que não reunia há cerca de dois anos, tem agora reuni- mas serão ultrapassados? do ordinariamente, tendo possibilitado às organizações que nele têm assento pronunciar-se, por exemplo, sobre o Orça- Do que me foi transmitido, o atraso de 2016 foi causado mento do IPDJ para 2017 ou sobre o Plano de Atividades. também pela tardia aprovação do Orçamento do Estado. Por outro lado, o Centro de Juventude de Lisboa é, também Esta situação não deve acontecer no âmbito das políticas ele, um exemplo de cogestão, com as associações juvenis de juventude, desde logo porque os jovens têm, muitas vee parceiras do CJL a desenvolver um papel ativo na defi- zes, o seu primeiro contacto com a Administração Pública nição da estratégia e atividades através do seu envolvimento do Centro. É, sem dúvida, uma nas associações juvenis. É, “O caminho é o da cogestão boa prática que tem vindo a por isso, muito importante aprofundar a articulação entre que encontrem segurança e e do envolvimento da a Administração Pública e a previsibilidade nesta sua prijuventude na tomada de sociedade civil organizada na meira interação formal com prossecução das políticas de o setor público. Passei, há decisão democrática.” juventude. Por último, quero uns meses, uma longa tarde também fazer referência à práno IPDJ, junto dos trabalhatica de trabalho conjunto que eu e o meu Gabinete temos dores, conhecendo e inteirando-me de todos os comprocurado aprofundar, privilegiando a articulação estreita plexos e morosos procedimentos administrativos e ficom o IPDJ, a Agência Nacional Erasmus + Juventude em nanceiros. A personalização destes procedimentos é uma Ação, a Movijovem e outras entidades públicas, bem como dimensão muito relevante da organização no trabalho, com a sociedade civil organizada (associações juvenis e pois permite-nos trabalhar de forma integrada, gerir meoutras com trabalho relevante para as matérias em apreço). lhor os nossos esforços e colmatar, pela força do grupo, Matérias absolutamente essenciais para o setor – como o as nossas dificuldades individuais. Como resultado destes processo RVCC do Técnico de Juventude, o reconhecimen- esforços, tenho confiança de que, este ano e doravante, to de competências adquiridas em contexto de educação não haverá mais atrasos nos pagamentos. não formal e a revisão da Lei do Associativismo Jovem – foram ou estão a ser analisadas por grupos de trabalho que Por último, que mensagem gostaria de deixar aos jodesafiei a constituírem-se. As organizações representativas vens e às Associações Juvenis? de juventude – como a FNAJ e o CNJ – estão presentes nestes grupos, nos quais têm a oportunidade de contribuir O Governo e a sociedade reconhecem o vosso contridiretamente para a construção conceptual e para o desen- buto para um país a cada dia melhor, mais justo, coevolvimento dos trabalhos, o que é, também, um exemplo so e democrático. Enquanto Secretário de Estado com do que é possível fazer para o aprofundamento da cogestão esta área de tutela, devo referi-lo e reiterá-lo: o país nas políticas públicas de juventude. sabe que a juventude é essencial ao rejuvenescimento da nossa democracia e ao desenho de um futuro mais Como é do conhecimento público, durante a presente próspero para todas e todos, centrado nos valores delegislatura tem promovido a discussão sobre a possível mocráticos e na promoção dos direitos humanos. Se o revisão da lei do Associativismo Jovem. O novo diploma país conta com a juventude, é também preciso reiterar irá assegurar estabilidade às associações juvenis? que as e os jovens podem contar com o Estado (Governo, Administração Central mas também as Regiões e Os trabalhos estão em curso e contam com a participação di- Autarquias), com a proteção especial na efetivação dos reta da FNAJ e do CNJ num grupo de trabalho que foi cons- seus direitos, com o apoio ao associativismo juvenil e tituído para avaliar os termos de uma possível revisão da Lei com a prossecução de políticas públicas que respondo Associativismo Jovem. Foram sinalizadas, logo no início dam às suas necessidades. Desde logo porque serão, do mandato, por representantes do setor, algumas dimensões cada vez mais, construídas em conjunto – se for para da Lei do Associativismo Jovem que podem ser alvo de me- os jovens, é com os jovens; e se for para todos é com lhoria e aprofundamento e, reconhecendo essa aspiração do os jovens também, pois os jovens são parte integrante setor, foi então constituído o grupo de trabalho. O Conselho da sociedade e são também destinatários de todas as Consultivo de Juventude foi, também, chamado a pronunciar- políticas públicas. -se e recebemos alguns contributos de organizações-membro, O caminho é o da cogestão e do envolvimento da juque estão a ser alvo de análise por parte do Grupo de Trabalho. ventude na tomada de decisão democrática. Para o traEste processo, participativo e participado, confere uma certeza çarmos em conjunto, de forma sustentável, contamos às associações juvenis: nada é decidido por elas e sem elas. com a vossa participação e envolvimento.


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ASSOCIAÇÕES JUVENIS DO DISTRITO DO PORTO

ASSOCIAÇÃO PATHOS

Associação Pathos nasceu no verão de 2013 da vontade de um grupo de amigos de continuar a fazer teatro juntos, depois de sair de um grupo de teatro escolar. Unindo-se ao Projecto Arrisca, do Programa Escolhas, vence o Concurso MUNDAR com um projecto que ambicionava poder levar a todos os infantários e escolas básicas do seu concelho - Póvoa de Varzim - espetáculos teatrais divertidos e pedagógicos de forma gratuita. Esse projeto, a que chamaram “Bardos”, continua a ser o pilar da associação, e este ano passou a ser apoiado pela Câmara Municipal - o que o alavancou ainda mais. Em paralelo, a associação oferece ao seu público dois a três espetáculos por ano, primando sempre pela procura de linguagens teatrais novas, pesquisa de novas técnicas, e aposta em espetáculos originais e de cariz cómico. Mas, o teatro é, para nós Pathos, um pretexto. Um pretexto que levamos com profissionalismo e seriedade. Um pretexto para encontros e crescimento. Mas um pretexto. Somos jovens, criadores, “falhadores”, amigos, dirigentes associativos. Estamos a capacitar-nos de formas que não seriam possíveis se não tivéssemos esta associação fundada e gerida por nós. Fazemos tudo sem redes. E estamos felizes. Cada vez mais felizes e cada vez mais capazes.

ASSOCIAÇÃO MILÉNIO JOVEM

Fundada a 22 de Maio de 2000, a “Milénio Jovem” é uma Associação de carácter juvenil sem fins lucrativos que visa, essencialmente, o bem-estar do/a jovem e restante população local, proporcionando-lhe meios de formação de maneira a que este/a opte por atitudes de valor, em prol dos mais diversos caminhos desviantes. Regida pelos valores morais, sociais, solidários, recreativos, culturais e desportivos, foi fundada com o intuito de preencher uma lacuna existente na freguesia, a nível social, cultural, recreativo e desportivo, sendo estes 4 aspetos a base de todas as atividades que compõem a Associação Milénio Jovem. O nome e o símbolo que regem esta Associação foram uma criação do sócio nº1, sócio fundador da Associação e seu 1º presidente da Direcção, com o acordo unanime de toda a Direcção. Já as palavras escolhidas para constituir o nome da Associação Milénio Jovem designam o seguinte: -milénio: por ter sido fundada na viragem do milénio - jovem: por ser uma associação de carácter juvenil Significado Logotipo. Cores: Representam a bandeira de Portugal; 2000: Por ser o ano da constituição; 2 Rostos: Jovens olhando para o futuro; Sol: Igualdade de todos os jovens, pois todos somos iluminados pelo mesmo sol.


ASSOCIAÇÕES JUVENIS DO DISTRITO DO PORTO

EMBAIXADA DA JUVENTUDE

A Embaixada da Juventude é uma associação feita de jovens para jovens. Constituída em janeiro de 2015, em Paredes, propõe impulsionar o desenvolvimento jovem através de projetos capazes de dar resposta às necessidades dos jovens e de atividades dinamizadoras que permitam os jovens encontrar em si mesmos as suas oportunidades. Consideramos que os jovens são a força motriz do desenvolvimento, e por isso, pretendemos promover e capacitar esta população. Estamos convictos que com o desenvolvimento de um sentido embaixador em cada jovem de Paredes, poderemos melhorar não apenas a qualidade de vida desse jovem, mas também da sua família e da comunidade que o envolve. Após o primeiro ano dedicado ao desenvolvimento de planos de ação, desde a instalação, implementação, desenvolvimento e avaliação, para além de um conjunto de ações ligadas à publicitação da associação, angariação de fundos e a mobilização, testou-se junto do público um conjunto de atividades. Paralelamente, começaram a ser elaborados alguns projetos no âmbito da economia social, tendo sido levados a concurso, nomeadamente ao Acredita Portugal, cujo WoodArtMusic chegou à fase final. Para o presente ano temos como novidade a abertura de um espaço, o Mercado da Terra, enquadrado no âmbito do projeto Paredes Rural.

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XX ELEMENT PROJECT

Em 2016 nasce a XX Element Project – Associação Cultural com o objetivo de promover o enriquecimento cultural da população em geral e de atividades de caracter cívico e social, com especial enfoque na temática da mulher, promovendo a igualdade do género. Ainda não se pode falar da história desta associação, mas sim do seu futuro que passa pela organização de ciclos de cinema no feminino, com programação dedicada à mulher. Nestas sessões, o espaço para o debate e a reflexão estará aberto com a presença de convidados que estimularão a discussão. Em 2017 a associação iniciará o seu ciclo de exposições com “12 Apóstolas” -uma mostra de trabalhos ligados às várias temáticas que envolvem a mulher, com o objetivo de dar a conhecer obras de artistas femininas. Juntaremos artistas profissionais com outras que começam agora a dar os primeiros passos nesta área, e será lançado um concurso para selecionar 4 trabalhos de artistas estudantes. O grande projeto da associação acontecerá em 2018 com a organização do primeiro Festival Internacional de Cinema no feminino. A aposta futura passará pela criação de uma Agência inteiramente dedicada aos trabalhos cinematográficos realizados por mulheres. Até lá teremos muito cinema, debates e mostras variadas!


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OPINIÃO

AS POLÍTICAS DE JUVENTUDE COMO EIXO CENTRAL DA AÇÃO GOVERNATIVA

~

Por Tiago Rego, Dirigente Associativo Juvenil

Com a queda em 1974 da “velha senhora”, em Portugal é restabelecido o direito ao Associativismo, consagrado desde então na Constituição da República Portuguesa no Artigo 46º (“Liberdade de Associação”). Nessa época, em que o povo estava sedento de liberdade, nascem associações em inúmeras comunidades fruto de uma expressão da identidade local. As organizações de juventude são mais tarde consagradas na Lei do Associativismo Jovem que lhes garante um reconhecimento público pelo relevo das suas ações, o que reflete uma aposta clara do Estado na Juventude. Desde então, as Associações Juvenis multiplicaram-se por todo o país, desde aldeias do interior a bairros de grandes centros urbanos. A diversidade de áreas de intervenção destas coletividades tornaram o movimento heterógeno e consequentemente rico, plural e abrangente. Este movimento de expressão nacional surge, assim, espontaneamente, de forma genuína e por iniciativa e vontade dos/as jovens, que através dele querem dar o seu contributo à sociedade e defender os seus direitos. Hoje, são mais de mil as associações juvenis e cerca de meio milhão de jovens ativos/as e participativos/as nestas verdadeiras escolas de cidadania, onde os valores da amizade, da solidariedade, da justiça, da liberdade, da ética e da paz estão presentes no dia-a-dia destas coletividades. O Associativismo Juvenil cresce como espaço de socialização e de aprendizagem democrática, e de fator de combate a todas as formas de exclusão e discriminação, promovendo ainda o voluntariado e a igualdade de oportunidades entre Homens e Mulheres. Através dos seus criativos e irreverentes projetos desenvolvidos com os/as jovens e para os/as jovens, o movimento estende-se transversalmente pela sociedade e revela ser uma força motriz das comunidades onde está pre-

sente, potenciando a Juventude local. Emerge, assim, um inquestionável reconhecimento do Estado pelos/as jovens e as suas associações, tornando imperativo a existência um verdadeiro plano de políticas de Juventude nacional, devendo ser complementar às políticas locais, que cada vez mais são relevantes para promover a interação dos/as responsáveis políticos para com os/as jovens e as suas associações. As Políticas de Juventude, que devem ter uma tutela própria e forte, deverão ser um eixo central a todas as áreas da ação governativa, em virtude, da diversidade que caracteriza o próprio movimento e pelo facto da geração promotora das referidas iniciativas ser aquela para a qual as respostas devem ser gerais e não sectoriais. Apostar na Juventude e no seu movimento associativo resulta num efeito multiplicador com retorno positivo para a sociedade, face à intervenção de grande amplitude em espaço público em áreas como o apoio social, a cultura, o ambiente, a promoção de boas práticas de saúde, da defesa dos direitos humanos, da interculturalidade, entre outras, mas também, pela mais-valia educativa na sua componente não-formal, capacitando os/as jovens para o exercício de uma cidadania mais consciente e interventiva. Ao longo dos tempos a aposta no setor da Juventude tem crescido, em grande parte pela existência de estruturas nacionais, suas representativas, como é a Federação Nacional das Associações Juvenis. Todavia, o suporte do Estado ainda é escasso face à virtuosidade do movimento e desta geração de jovens, que se revela mais interessada pela “coisa pública” e por uma participação plena na discussão das políticas que afetam os/as jovens. Urge implicar a voz da Juventude nas inúmeras áreas de ação governativa, partindo sempre do pressuposto que são eles o futuro de uma nação.


ASSUNTOS DE INTERESSE

MOBILIDADE NA EUROPA E NO MUNDO

O Serviço civil internacional (SCI) é uma organização voluntária dedicada a promover uma cultura da paz organizando projetos voluntários internacionais. SCI está aberto a todos que queiram participar e tem como missão promover a paz e a compreensão intercultural organizando projetos internacionais de voluntariado com impacto local e global. Ao longo dos anos, o SCI deu um grande contributo para o desenvolvimento das principais formas de voluntariado. A organização permite que milhares de voluntários participem em projetos comunitários. SCI oferece uma variedade de oportunidades de voluntariado como projetos de curto, médio e longo prazo, mas também a possibilidade de se tornar ativo de uma filial local ou participar em seminários e/ou formações. Sabe mais em http://www.sci.ngo/

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EMPREGO E FORMAÇÃO

Os Cursos de Especialização Tecnológica (CET) são formações pós-secundárias não superiores que preparam para uma especialização científica ou tecnológica numa determinada área de formação, visam conferir uma qualificação profissional de nível 4. Os Cursos de Especialização Tecnológica (CET) podem ser indicados para ti se: fores titular de um curso do ensino secundário(ou habilitação legalmente equivalente) ou de uma qualificação profissional de nível 3; tiveres obtido aprovação em todas as disciplinas dos 10º e 11º anos e tiveres estado inscrito no 12º ano de um curso de ensino secundário ou de habilitação legalmente equivalente sem o concluir; fores titular de um diploma de especialização tecnológica ou de um grau ou diploma de ensino superior e pretender uma requalificação profissional.

Sabias que, desde o início de 2017, filiaram-se na FAJDP xx associações? ~ SAÚDE JUVENIL

Atualmente existem diversas consultas ou “Espaços Jovens” aos quais te podes dirigir se pretendes obter apoio na área da contraceção, do planeamento familiar ou da sexualidade. Estes “espaços” (gratuitos e confidenciais)existem em todo o país, contam com o apoio de técnicos especializados nestas áreas, os quais não omitem juízos de valor sobre as tuas ideias e decisões, funcionam num horário determinado e foram criados para ti com vista a dar resposta às necessidades não resolvidas no âmbito da Saúde Sexual e Reprodutiva. Mais informações através da Linha da Sexualidade (800222003) ou numa Loja Ponto JÁ do IPDJ.

ASSOCIATIVISMO JUVENIL

Diogo Vieira da Silva, Presidente da Associação Tudo Vai Melhorar, foi recentemente nomeado coordenador do It Gets Better europeu (do qual o TVM é filiado). Durante o seu mandato, Diogo, pretende melhorar a eficácia na gestão dos afiliados já existentes e encontrar novos, para além da realização de um evento que junte os diferentes intervenientes europeus. A nível nacional, os projetos da Associação, em 2017, passam por lançar a segunda temporada da websérie Já Melhorou, reforçar a intervenção local e articulação com as autarquias, colocando os temas LGBTI na agenda política.


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ESPECIAL


ESPECIAL

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O IMPACTO DA CASA DAS ASSOCIAÇÕES EM 2016 HORAS DE OCUPAÇÃO

FLUXO DE PARTICIPANTES

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9 2 2 2

FAJDP FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES JUVENIS DO DISTRITO DO PORTO

ATIVIDADES

MÉDIA DE PARTICI PANTES

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7 6 9

CASA DAS ASSOCIAÇÕES

FAJDP - Rua Mouzinho da Silveira, 234/6/8, 4050-017 Porto Tel: 22 208 55 00 / 22 508 81 22 E-mail: info@fajdp.pt / casadasassociacoes@gmail.com Internet: www.fajdp.pt

TM: 91 998 95 96

Revista ASSOCIAR+ edição 7  

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