__MAIN_TEXT__

Page 1

COM O APOIO DE:


ÍNDICE

06

03

EDITORIAL REPORTAGEM

ENCONTRO NACIONAL DE ASSOCIAÇÕES JUVENIS

CASA DAS ASSOCIAÇÕES AGENDA DE ATIVIDADES

08

ENTREVISTA

10 12

ASSOCIAÇÕES JUVENIS DO DISTRITO DO PORTO

13

ESPECIAL

14 15

ASSUNTOS DE INTERESSE

JÚLIO OLIVEIRA

ARTIGO DE OPINIÃO “PRIMAVERA JUVENIL”

20º ANIVERSÁRIO - ONDA VERDE

TUTORIAL

CANDIDATURAS A LINHAS DE FINANCIAMENTO

FICHA TÉCNICA Coordenação: Joaquim Lima Direção de Conteúdos - Maria Maia e Susana Costa Colaboradores de Texto - Maria Maia, Susana Costa, Joaquim Lima, Cláudia Ferreira, Marisa Rodrigues, Tiago Rego e Tiago Gouveia. Investigação - Cláudia Ferreira, Maria Maia e Marisa Rodrigues Grafismo - Neuza Moreira Imagem - Neuza Moreira

REVISTA ASSOCIAR+ POR:

Email: info@fajdp.pt casadasassociações@fajdp.pt

Pre joa sid qui en m te Lim da a FA JDP

03 04

EDITORIAL

É inevitável dizer-se que vivemos um momento de enorme indefinição quanto à estratégia do Governo para a área da Juventude. Nós, Movimento Associativo, estamos atentos e temos a perfeita noção de que, desde as eleições legislativas de Setembro (2015), a interação com as Associações Juvenis através de respostas públicas para o setor, tem sido bastante reduzida. Naturalmente, que a situação de indefinição governamental que o país viveu, contribuiu decisivamente para este paradigma. Para além disso, a curta passagem de João Wengorovius Meneses pelo cargo de Secretário de Estado da Juventude e Desporto, adensou o problema. Mas, independentemente dos constrangimentos vividos na política governamental, as Associações sofrem todos os dias de problemas reais que afetam a sua atividade e, em consequência, precisam de respostas e ações concretas para os resolver. Urge, então, revindicar soluções quanto ao agravamento em 2016 dos já recorrentes atrasos na atribuição e pagamento do PAAJ, exigir uma solução sobre o atual enquadramento no apoio aos estágios através do I.D.A – que no último ano, e por erro do IPDJ, várias associações viram aprovado um apoio que mais tarde não tiveram acesso à concretização do seu recebimento. Também importante, é a criação de condições dignas para que as associações possam dar aos seus jovens a oportunidade de desenvolver ideias a partir de programas como o Férias em Movimento, Voluntariado Associativo e os OTL s, aclarar qual será atuação e as prioridades da governação agora que a SEJD está sobre a alçada do Ministério da Educação e, por fim, definir o posicionamento e ações do IPDJ/Movijovem quanto à verdadeira integração dos jovens em metodologias de co-gestão da coisa pública. É com este apelo à resolução de várias preocupações, que encaramos com expectativa a entrada de João Paulo Rebelo como novo protagonista para a área de juventude. Da parte do Movimento, certamente teremos uma atitude positiva com vista à criação de soluções e consensos, mas sem nunca deixar de parte o superior interesse das organizações de Juventude.


04

REPORTAGEM

A Federação Nacional de Associações Juvenis (FNAJ) com o intuito de promover o associativismo jovem, fomentar as relações entre as associações juvenis e delinear estratégias políticas em prol do movimento, realizou nos dias 13,14,15 de novembro de 2015, mais um Encontro Nacional de Associações Juvenis (ENAJ). Este Encontro, que já vai na sua 14ª edição, superou todas as expectativas possíveis, ao contar com mais de 1100 participantes inscritos de cerca de 230 associações de todos os Distritos do Pais e das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, tornando-se assim o maior encontro associativo de sempre! O ENAJ assume-se assim como um lugar privilegiado da afirmação da voz dos jovens na nossa sociedade. São estes encontros que, edição após edição, se distinguem como grandes impulsionadores do debate de ideias – ideias essas que os/as jovens levam depois para as suas comunidades, fazendo com que inovem nas suas atividades e aumentem o seu conhecimento das políticas de juventude atuais. A estadia em Albufeira começou com o Seminário Juventude 2020 “Uma nova Geração de Políticas de Juventude” para a valorização da educação não formal e qualificação do trabalho em meio associativo, sendo este um programa

financiado pela Agência Nacional do Programa Erasmus + Juventude em Ação. Paralelamente, com todas as dinâmicas de grupo, foi proposta uma discussão transversal com a presença de 40 municípios para debate, onde foram desenvolvidos novos instrumentos que promovam competências e descubram alternativas estratégicas para a legitimação da educação não formal. O resultado final e o impacto do seminário, foram bastante prósperos no sentido em que todos os/as participantes contribuíram com sinergias e propostas através de um diálogo estruturado para o crescimento do setor juvenil.


REPORTAGEM

05

O 14º ENAJ contou com um painel de excelência com nomes notáveis a nível político como Luís Marques Mendes a discutir o papel dos/as jovens e da educação não formal na construção de uma democracia participativa, onde foi realçada a importância dos/as jovens na definição das políticas públicas de juventude e no desenvolvimento das comunidades. A reflexão com jovens políticos de diferentes áreas partidárias sobre os problemas da juventude na atualidade, foram também um importante meio de ponderação, onde foi concluída a importância de um maior apoio político, técnico e financeiro aos mecanismos que promovam e emancipação cívica dos/as jovens. Para culminar o dia, um roteiro de animação noturna pelos bares das ruas da Oura, onde o cansaço não entrou, só a jovialidade e a boa disposição de mais de mil jovens que se reúnem uma vez por ano, através de um propósito em comum: o associativismo jovem. O 14º ENAJ terminou com um momento célebre; a assinatura do protocolo de parceria entre a FNAJ e o governo regional da Madeira, onde foi assumido um compromisso por parte da FNAJ de formalizar uma candidatura para que o ENAJ de 2016 se possa realizar na ilha da Madeira. O envolvimento dos/as jovens em eventos como este são a grande demonstração do impacto que a participação ativa dos/as jovens pode transferir Da oficina de ideias e projetos, onde cerca de para a nossa sociedade, seja no sentido de de20 associações juvenis de todo o país apresenta- cisão política deste setor ,afinal só existe uma ram projetos, divididos em áreas como impacto política pública de juventude coerente se os/as do associativismo na comunidade; Ideias para a jovens forem implicados nas suas decisões - ou inovação social; Gestão de voluntariado e ges- no sentido em que são eles, os/as jovens, que estão associativa/fiscalidade, foram tiradas rele- timulam valores que não devem ser esquecidos, vantes ilações sobre novos meios de promoção como a partilha, a solidariedade e o voluntariado. É fundamental que, depois de todas as ilações de boas práticas associativas. No fim deste dia de trabalho, realizou-se o já que se tiraram destes três dias de enriquecimentradicional festival associativo. É aqui que os/ to pessoal e coletivo, os decisores políticos reas jovens têm a oportunidade de mostrar as vertam as políticas que se mantêm inalteradas atividades mais lúdicas que praticam ao lon- nesta área e que percebam a importância do ingo do ano, sendo a dança, a ginástica, o tea- vestimento do Estado no apoio às atividades das tro, o canto, agentes de promoção de diversos associações juvenis. talentos que fazem destas atuações, um mo- O 14º ENAJ foi mais do que um encontro de mento muito importante deste encontro. O jovens, foi mais do que painéis de discussão poENAJ teve ainda direito a intercâmbio regio- lítica sobre o sector da juventude, foi mais do nal de saberes e sabores com mostra gastronó- que promoção da edução não formal. mica e a animação de DJ’s. Os doces e os sal- O 14º ENAJ foi, sem dúvida, um importante gados tradicionais de todos os cantos do país, contributo para o futuro da participação dos/as as bebidas mais típicas, não poderiam faltar. jovens nas políticas de juventude do país.


06

CASA DAS ASSOCIAÇÕES

A Casa das Associações afirmou-se desde a sua abertura como um espaço impulsionador do associativismo juvenil. Este projeto, em que toda a sua área foi planeada para ser um espaço de acolhimento a projetos associativos, teve sempre uma grande preocupação com a promoção da área cultural também. Com este propósito, foi criado um novo conceito cultural denominado de Espaço Associ’arte, dedicado a exposições, onde as Associações Juvenis, grupos informais de jovens ou artistas em nome individual pudessem expor os seus trabalhos e, desta forma, auxilia-los na projeção e divulgação artística dos mesmos. Trata-se de um open-space no último andar da Casa das Associações, preparado para o efeito e com condições de luminosidade adequadas, por exemplo, à exposição de quadros, azulejos, fotografias e esculturas. É um espaço ainda disposto para concertos, apresentações, peças de teatro, com a possibilidade de apoio de um vasto centro de recursos, com vários materiais inerentes às diversas atividades, como sistema de som, colunas, microfones,

portáteis, projetores, mesas, cadeiras, entre muitos outros. No fim de 2015, com o objetivo de dinamizar cada vez mais este espaço, a FAJDP assinou um protocolo de parceria cultural com a Associação Juvenil Historioscopio. Esta associação, que apoia também a programação cultural do novo bar da Casa das Associações, o Storyboard Café, trouxe um importante contributo para a dinâmica cultural já existente na Casa das Associações. Com uma vasta programação mensal, desde workshops, concertos acústicos, teatro de marionetas, exposições, exibição de filmes, entre outros, esta aliança tem sido bastante satisfatória e enriquecedora, não só para a disseminação cultural do espaço, como para a projeção da Casa das Associações. Prova disso, são os ótimos resultados obtidos no ano passado, que espelham o impacto do projeto na comunidade, com 5569 horas de ocupação e 6690 participantes que, em 2015, desenvolveram atividades na área da educação não formal na Casa das Associações.


CASA DAS ASSOCIAÇÕES

07


08

ENTREVISTA

JÚLIO OLIVEIRA PRESIDENTE DA DIREÇÃO DA FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES JUVENIS (FNAJ)

Em 2016 a FNAJ completou 20 anos de existência, ao longo desse período quais foram as principais conquistas do movimento associativo juvenil de Base Local? Destaco 3 aspetos centrais nestas duas décadas de caminho do movimento associativo juvenil local e regional em Portugal: a capacidade de se unir, de se capacitar, de trabalhar em rede e de projetar a voz de cerca de 1 milhar de organizações através do projeto corporizado pela FNAJ; a afirmação pública e política do papel participativo dos jovens, da missão e impacto das suas organizações, o que conduziu ao reconhecimento da FNAJ enquanto parceiro social no setor da juventude; a construção de uma agenda política com vista ao desenvolvimento de mecanismos que permitiram um maior apoio e sustentabilidade para o setor. Com entrada num novo ciclo legislativo, a teu ver, quais deverão ser os eixos prioritários da governação no que diz respeito às políticas de Juventude?

va – tal deverá ser entendido como demanda permanente pela governação. É altura de avançar com a aplicação de um regime fiscal mais favorável às associações juvenis, rompendo com a sua discriminação em relação a outras expressões do Terceiro Setor, nomeadamente as IPSS e as instituições com Estatuto de Utilidade Pública. Não podemos deixar ainda de reforçar a necessidade de medidas de Emprego, e Qualificação dos Recursos Humanos, reforçando o combate à precariedade no emprego jovem, assim como do fundamental combate à exclusão social e à discriminação de género (e de quaisquer outras formas de discriminação). Outro ponto central para a governação em juventude deve ser a construção de uma esfera de influência/ articulação intersetorial com outros domínios da governação. O setor da juventude não pode ser um gueto político, mote de retórica inconsequente, encostada contextualmente ao desporto ou a outras áreas.

Desde a criação do IPDJ e a revogação da extinção Defendemos que uma poda Movijovem, o que tem sido feito lítica pública de juventude para que seja maior a integração das “As associações juvenis só pode ser assim designada organizações de juventude em são espaços de participação se tiver como eixo central metodologias cogestão da coisa a participação dos jovens pública? por excelência” nos processos de decisão. As associações juvenis são Nas últimas legislaturas degradaram-se, ou pior, extinespaços de participação por excelência - assim são os naturais guiram-se, os mecanismos de co-gestão da “coisa públiparceiros para uma política de juventude que se deseja envol- ca” no setor da juventude. Assistiu-se ao desaparecimenvente e integradora das opiniões e da capacidade critica, criati- to dos espaços de cogestão no meio estudantil e juvenil. va e empreendedora dos jovens. De facto, no passado já existiram modelos de gestão O aprofundamento da co-gestão é uma das chaves para a go- no setor da juventude que previam um envolvimento vernação e dará um cunho distintivo, em contraponto, ao que de representantes das associações juvenil. aconteceu, infelizmente, durante os últimos ciclos legislativos. No âmbito da mobilidade e turismo juvenil, realDesburocratizar, simplificando os processos administra- çamos a importância estratégica da cooperativa tivos e criar condições mais favoráveis à ação associati- MOVIJOVEM. Registamos com interesse a abertu-


ENTREVISTA

09

Entendemos que as políticas de juventude a nível local e regional são da maior importância para os jovens: não substituem, mas complementam as políticas públicas para o setor a nível nacional. As políticas de juventude prosseguidas pelas autarquias, apesar de alguns exemO governo aprovou a criação do estatuto do Técnico(a) plos de boas práticas que emergem, continuam a manter de Juventude integrando-o no catálogo das profis- um caráter frágil, inconstante e marginal, muitas vezes sões. Qual o posicionamento da FNAJ sobre esta sem a devida institucionalidade que as tornem sustenmatéria? táveis no tempo. Neste sentido, temos promovido junto das Autarquias a necessidade No momento em que se disda ativação dos Conselhos cute o “Youth Worker” e o “Nunca desistam de afirmar os Municipais de Juventude reconhecimento de com(um instrumento básico de direitos humanos, de exercer petências adquiridas em uma política autárquica de contexto de educação não juventude e não um fim em e promover a democracia, o formal, a FNAJ criou um si). Uma perspetiva mais grupo de trabalho e mostrou abrangente daquilo que deve confronto civilizado e o livre disponibilidade para aborser a governação (partilhada debate de ideias.” dar de forma holística este com os jovens e suas organitema junto da tutela. Para zações), nesta área, refletea FNAJ, a educação não-se no conceito dos Planos Municipais de Juventude. -formal deverá ser reconhecida e preservada enquanto instrumento de educação desburocratizado e deve pon- Em Novembro será realizado o primeiro Encontro derar o risco de formalizar demasiado aquilo que é, na Nacional de Associações Juvenis fora de Portugal essência, não formal. Continental. O que podemos esperar da 15º edição Entendemos que o estatuto de “técnico de juventude” deste evento? não se pode resumir a um curso de formação técnico-profissional. Demos contributos para este processo Estamos a fazer esforços, através de uma candidatuque é caro ao movimento associativo. No entanto, a ra a Fundos de Desenvolvimento Regional da Madeisua aprovação decorreu com excessiva brevidade por ra, para que o 15º ENAJ possa ser realizado no Funparte do governo, sendo necessário rever alguns aspe- chal. Tal resulta de uma antiga aspiração da FNAJ em tos do seu enquadramento. levar o maior encontro nacional de jovens para fora do território continental. O ENAJ será um momenQue opinião tem a FNAJ sobre a intenção do Ministé- to para as associações se exprimirem e refletirem, de rio da Educação em reconhecer a experiências de edu- afirmarem o associativismo juvenil como um ideácação não formal nos certificados de habilitações dos rio que luta por uma sociedade mais justa e humana. estudantes do ensino básico e secundário? Estamos certos que este evento vai contribuir para reforçar e reafirmar a intervenção e representatividade A FNAJ sempre defendeu a necessidade de consequên- inquestionável da FNAJ em todo o território nacional. cias, ou melhor, de um maior pragmatismo no processo de reconhecimento de competências adquiridas no con- Qual a Mensagem que pretendes deixar às Associações texto da educação não formal. Alguns dos exemplos pas- Juvenis e aos Jovens? sam pela valorização dessa experiência durante o trajeto de vida enquanto aluno do ensino secundário, no acesso Nas Associações Juvenis arquitetamos novos conao ensino superior, no acesso aos programas do IEFP, ceitos, projetamos e materializamos os nossos soetc. Assim sendo, registamos a intenção do governo em nhos por uma sociedade aberta, mais participada querer evoluir nesta matéria e estamos disponíveis e e democrática, mais livre e assente nos valores da empenhados em avançar com contributos. Entendemos partilha, entreajuda, aceitação da diferença e resque será necessário um trabalho bem articulado entre os peito pelo próximo. A todos os que sonham por um setores da juventude, educação e emprego - o enquadra- mundo melhor e que puseram as mãos à obra para mento ministerial atual da juventude poderá ser catalisa- o concretizar: parabéns pela iniciativa e obrigado dor destes processos (pelo menos assim o esperamos!). pela generosidade! A todos os jovens que diariamente são os agentes da transformação positiva das Passados quatro anos desde a elaboração da Declaração de suas comunidades: nunca desistam de afirmar os diBraga, primeiro documento orientador sobre políticas lo- reitos humanos, de exercer e promover a democracais de juventude em Portugal, qual o diagnóstico que fazes cia, o confronto civilizado e o livre debate de ideias. sobre a realidade das políticas autárquicas de Juventude? ra demonstrada pela tutela, durante o anterior mandato, para integrar a FNAJ como cooperante. No entanto, tal envolvimento só fará sentido se a voz desde movimento for efetiva na cogestão da cooperativa.


10

ASSOCIAÇÕES JUVENIS DO DISTRITO DO PORTO

TUP TEATRO UNIVERSITÁRIO DO PORTO

O TUP – Teatro Universitário do Porto foi fundado em 1948, por um grupo de estudantes de Medicina, sob orientação  do Professor Hernâni Monteiro, e mantém até hoje e sem interrupções a sua actividade enquanto associação juvenil sem fins lucrativos. Sendo o grupo de teatro mais antigo da cidade do Porto,  o TUP não deixa igualmente de ser um espaço privilegiado de criação e experimentação teatral. Os últimos anos têm sido marcados por espetáculos originais, escritos e encenados por membros da companhia e por encenadores como António Júlio, Victor Hugo Pontes, Cláudio da Silva e Gonçalo Amorim. Alguns destes espetáculos foram premiados em festivais nacionais e internacionais de teatro universitário, como  o  FATAL – Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa, e o MITEU – Mostra Internacional de Teatro Universitário, em Ourense. O TUP integrou ainda a edição de 2015 do FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica. Para além disso, o TUP mantém como objetivo primordial a formação, nomeadamente através do Curso de Iniciação à Interpretação, realizado de dois em dois anos.

JÁ T’EXPLICO

O Já T’Explico é feito de jovens e para jovens. São um grupo de estudantes universitários do Porto que dá explicações a crianças carenciadas do quinto ao nono ano de escolaridade. Os seus maiores objetivos são combater o insucesso escolar, fomentar o gosto pela cultura e o desenvolvimento do espírito crítico dos mais pequenos. Os aprendizes desta associação são a base de toda a organização e é por eles que explicadores e organizadores trabalham diariamente. Os explicadores são quem, através de uma relação de respeito e cumplicidade, põe os mais pequenos a pensar em grande. Por sua vez, os organizadores estão encarregues de diferentes componentes, como a Financeira, a de Relações Externas, a de Marketing, a de Recursos Humanos e a de Relações Humanas. O Já T’Explico atua na cidade do Porto e a sua sede é a Casa das Associações, bem no coração da Invicta. Nasceu no dia 1 de junho de 2015 para pôr os mais pequenos a pensar em grande.


ASSOCIAÇÕES JUVENIS DO DISTRITO DO PORTO

MOVIMENTO TRANSFORMERS

O Transformers nasceu da vivência de um grupo de breakdance de Palmela, os In Motion, que enquanto treinava na rua descobriu que podia usar aquilo que fazia bem para fazer a diferença na sua comunidade. Através do programa Global Changemakers, representam as gerações futuras no Fórum Económico Mundial de 2010, em Davos onde tiveram a oportunidade de apresentar o projeto a Bill Gates e a muitos outros líderes mundiais. Depois de 6 anos no terreno, a sua missão renovou-se: anseiam aumentar a taxa de voluntariado em Portugal para 50% até 2020. Esta associação acredita que a resposta para um problema global tem de passar por uma solução da mesma magnitude e, foi por isso, que se renovaram, assumindo-se como Movimento Transformers: um movimento global de pessoas que fazem a diferença através do que mais gostam de fazer. Para que mais pessoas possam descobrir e aprender novos talentos, desenvolvemos a metodologia das Escolas de Superpoderes - espaços onde qualquer pessoa pode descobrir os seus talentos ocultos, aprendê-los com mentores e usá-los para transformar a sua comunidade. Existem já Escolas em Lisboa, Leiria, Vila Nova de Gaia, Porto, Coimbra e Amarante! Sabe mais no site: www.m-trf.org e no facebook: movimentotransformers

1 1

CENTRO DESPORTIVO CULTURAL E RECREATIVO DE GIÃO

Era uma vez um grupo de jovens que gostavam de jogar voleibol. É em pleno verão de 1974, que começam a ser agendadas reuniões nos baixos da casa de um tio deles, bem como a organização da sua presença em diversas iniciativas, atraindo outros jovens da freguesia. E assim nascem as provas de atletismo, incluindo a corrida de S. Silvestre na sede do concelho. Em 1976, foi legalizado o Centro Desportivo, Cultural e Recreativo de Gião. Foram ainda lançadas equipas de futebol juvenil e sénior e organizadas provas de atletismo. A cultura entrava também no dia-a-dia da coletividade: foi criado um grupo de Música e Cantares Tradicionaiso “Ribadonda”. Mais tarde, apareceu um grupo infantil“Ribadonda Júnior” - um Rancho Folclórico, um Grupo de Teatro de Fantoches, um Grupo de Canto Coral e um Grupo de Dança Moderna para crianças e adultos. Nas atividades desportivas do centro, para além do futebol, referenciam-se também modalidades como a patinagem, andebol, basquetebol, damas, xadrez, jogos tradicionais, cicloturismo e ciclismo. Atualmente e, com cerca de centena e meia de participantes nas diversas áreas, o C.D.C.R. de Gião é uma referência concelhia na organização de eventos e na dinamização das gentes da freguesia.


12

OPINIÃO

Por Tiago Rego Presidente da Direção da FAJUVIC

A sociedade renovou-se e transformou-se ao longo dos séculos. Hoje, a sua estrutura e normas são bem definidas e precisas, mas, ainda assim, dá espaço à espontaneidade, irreverência e liberdade dos/das seus/suas jovens, como agentes de mudança e futuro. A expressão da Juventude foi assim organizada num movimento que apoia e incentiva a iniciativa e participação dos/das jovens nas suas comunidades. O movimento associativo juvenil, considerado a forma mais espontânea que uma sociedade organizada tem de se exprimir, é uma fonte de experiências únicas, de partilha de boas práticas e de apreensão de inúmeras competências, tendo como método a Educação Não Formal, que o marca e o distingue. Atualmente, muitos são os/as jovens envolvidos nestas escolas para a cidadania que são as associações juvenis, mas também, são muitos os/as jovens fora do vigente plano de sociedade e por consequência do movimento associativo juvenil. Este paradigma, entre jovens completamente integrados nas suas comunidades e associações juvenis e jovens ausentes das escolas, do emprego e das associações juvenis, desafia o movimento juvenil a reinventar-se e adaptar-se a várias realidades no que à Juventude diz respeito, procurando responder a todas as necessidades e interesses desses jovens invisíveis à sociedade. A promoção da participação cívica dos/das jovens é uma das competências das associações juvenis, que devem reforçar as medidas de inclusão de mais jovens nas suas estruturas e principalmente nos órgãos de decisão e responsabilidade das mesmas. Cabe também às próprias instituições estatais essa

mesma inclusão, promovendo um diálogo estruturado e uma cooperação direta com a Juventude. Os/As jovens de hoje querem, para além de usufruir das políticas de juventude, participar no debate, na elaboração e na execução destas mesmas políticas. Querem passar de um papel passivo, de meros avaliadores e usufruidores das políticas de juventude, para cidadãos ativos e participativos. A renovação dos dirigentes associativos deveria ser algo natural e espontâneo que privilegiasse os/as jovens com mérito e capacidade de trabalho, mas, por vezes, esse fenómeno não ocorre com muita expressão. A manutenção dos mesmos agentes, por longos períodos de tempo, pode pôr em risco a vitalidade do movimento associativo juvenil. Nesse sentido, estou convicto de que uma limitação de mandatos para os cargos executivos das estruturas associativas permitiria para além de uma salutar renovação de dirigentes associativos, que haja uma inovação de ideias. Pois, apesar de existirem bons desempenhos de muitos dos agentes na execução dos seus cargos, tal não invalida que outra pessoa, e preferencialmente um/a jovem, possa desempenhar o cargo com a mesma mestria e competência. Todavia, reforço que a intergeracionalidade é fundamental para o movimento associativo, ainda assim, os cargos cimeiros devem privilegiar os/as jovens, uma vez que estas organizações têm por objetivo trabalhar com e para os/as jovens. As associações juvenis são assim um modelo de Democracia Participativa, cujo principal objetivo é indubitavelmente a promoção da participação cívica e da consciência social da nossa Juventude.


ESPECIAL

13

Por Débora Prazeres Sócia número 12

O dia 19 de Março foi o dia escolhido para comemorar o 20º aniversário da Onda Verde na Quinta de Gradouro - Avintes. Foi um gosto contar com a presença de tanta gente, cerca de 100 pessoas, que fazem parte da família Onda Verde neste momento de festa. Durante o jantar foi possível recordar, através de algumas apresentações, os 20 anos de atividade. Como associada - há já 20 anos - considero que a associação me permitiu aprendizagens muito importantes e estruturantes para a minha vida; na verdade, a minha vida confunde-se de certo modo com a associação. Ressalto atividades como os Campos de Trabalho, os Campos de Férias, a Escola da Natureza, as Sessões de Educação Ambiental nas escolas, as visitas a vários Parques Naturais e Reservas Ecológicas, as intervenções e denúncias de atentados ambientais, os projetos internacionais como os Seminários e Intercâmbios, os Voluntários Europeus que pela nossa Instituição passaram e os momentos de reunião como momentos de crescimento e evolução que nos permitiram a todos os que partilharam estas experiências, abarcar uma série de competências importantes para o futuro.

Recordo os fundadores que apoiaram a criação da associação; recordo tantas pessoas que permitiram a evolução e a crescente estruturação da Associação (membros das várias direções, monitores das atividades e meros participantes); recordo as várias Instituições Parceiras com quem tanto aprendemos e com quem conjuntamente trabalhamos com objetivos comuns; recordo o Serafim Silva como um líder que sempre teve a inteligência e a subtileza de integrar os jovens neste projeto conjunto, estando sempre no background suportando os passos a dar, com o seu know how e experiência. Este aspeto em particular, permitiu este sentimento de pertença que todos temos em relação à Onda Verde e que chegássemos aos 20 anos de vida ainda como uma Instituição com plena pujança, 700 associados e muitos planos para o futuro. Um enorme obrigado a todos os que estiveram connosco até agora e que o futuro traga renovação, inovação e dinamismo, para que a continuidade esteja assegurada adaptada aos novos tempos. Que este seja, hoje e sempre, um lugar-comum de reunião de todos: um ponto de encontro intemporal e polivalente.


14

ASSUNTOS DE INTERESSE

MOBILIDADE NA EUROPA E NO MUNDO

Gap Year é o nome que se dá a um período de “pausa” que muitos jovens decidem fazer e, durante o qual, se distanciam da sua zona de conforto e se dedicam a uma atividade, por exemplo de voluntariado, num país diferente. O facto de saírem das suas zonas de conforto e vivenciarem uma variedade muito vasta de experiências, irá permitir-lhes que mais facilmente percebam o que pretendem para o seu futuro. A associação Gap Year Portugal tem tido um papel fundamental na promoção do Gap Year e no apoio aos Gappers. Fica a conhecer mais sobre esta associação e sobre o Gap Year em http://gapyear.pt/

SAÚDE JUVENIL

Como resposta ao crescente problema de violência entre jovens casais, o IPDJ lançou o projeto de voluntariado “Namorar com fair play”, que visa criar uma Bolsa Local de Animadores (BLA) juvenis, intervindo em jovens do 3º Ciclo e do Secundário. Os objetivos principais são: o combate à violência no namoro, aos estereótipos de género e a promoção de uma cidadania ativa e de não-violência. Se estiveres interessado/a em participar ou em saber mais sobre este projeto, basta que consultes o site do IPDJ.

EMPREGO E FORMAÇÃO

O perfil “Técnico/a de Juventude” foi finalmente assumido como um perfil profissional. No decorrer do reconhecimento deste perfil, surge também o percurso formativo de “Técnico/a de Juventude”, de 1125h, que virá a integrar o CNQ e que permitirá qualificar os jovens que queiram especializar-se nesta área. Quanto aos profissionais que já há muito atuam no setor da juventude, haverá a possibilidade de verem validadas as suas competências, através da realização de um processo de reconhecimento das competências adquiridas ao longo da vida (RVCC). No site abaixo, podes consultar mais informação: http://www.juventude.gov.pt

ASSOCIATIVISMO JUVENIL

O IPDJ criou o projeto “Roteiro do Associativismo” com a intenção de promover o associativismo e o intercâmbio jovem, juntando numa só rede todas as informações possíveis sobre todas as associações de jovens inscritas no Registo Nacional do Associativismo Juvenil (RNAJ). Entre outros objetivos que levaram à criação deste projeto, encontra-se a partilha e a promoção das boas práticas associativas. Para obteres mais informações sobre este projeto basta consultares o site do IPDJ.


TUTORIAL

15


FAJDP - Rua Mouzinho da Silveira, 234/6/8, 4050-017 Porto Tel: 22 208 55 00 / 22 508 81 22 E-mail: info@fajdp.pt / casadasassociacoes@gmail.com Internet: www.fajdp.pt

TM: 91 998 95 96

Profile for FAJDP

ASSOCIAR + Informação Juvenil  

Já está disponível online mais uma edição da tua revista ASSOCIAR +.

ASSOCIAR + Informação Juvenil  

Já está disponível online mais uma edição da tua revista ASSOCIAR +.

Profile for fajdp
Advertisement