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CARTÃO JOVEM

TELA DE PROJEÇÃO

CÂMARA FOTOGRÁFICA DIGITAL

AUTOCARRO DE 30 LUGARES


ÍNDICE

03 04

EDITORIAL

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CASA DAS ASSOCIAÇÕES

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ENTREVISTA

10 12

ASSOCIAÇÕES JUVENIS DO DISTRITO DO PORTO

13 14

TUTORIAL

REPORTAGEM ROTEIRO DO ASSOCIATIVISMO

AGENDA DE ATIVIDADES

JOANA SILVA

ARTIGO DE OPINIÃO “CICLO VITAL DO ASSOCIATIVISMO”

CONTABILÍSTICO E FISCAL

ASSUNTOS DE INTERESSE

FICHA TÉCNICA Coordenação: Joaquim Lima Direção de Conteúdos - Elisabete Almeida Colaboradores de Texto - Elisabete Almeida, Maria Maia, Tiago Gouveia, Joaquim Lima e Mário Gaspar Investigação - Cláudia Ferreira, Elisabete Almeida e Patrícia Santos Grafismo - Neuza Moreira Imagem - Neuza Moreira

REVISTA ASSOCIAR+ POR:

Email: info@fajdp.pt casadasassociações@fajdp.pt

EDITORIAL

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joaquim Lim Um Ano, Uma Equipa e Um Projeto. É JDP com esta simplicidade de números que caresidente da FA P racterizamos o momento em que celebramos 1 ano de mandato dos atuais Órgãos Sociais e 1 ano da Casa das Associações. Mas ao mesmo tempo que comemoramos este pequeno caminho trilhado, consideramos que tal facto, deve constituir um importante momento de balanço, reflexão e perspetivação do papel que queremos representar no futuro. Primeiramente, é importante revelar que aquando o início deste mandato, identificamos como prioritário a criação de momentos que potenciassem a proximidade da relação entre a Federação e as Associações Juvenis do Distrito. Foi com esse foco, que não só realizamos atividades com um forte cariz Interassociativo, como criamos momentos de afirmação da Participação Cívica. Exemplo disso, foram as 3 ações do Associa-te integradas no projeto LOCOMOTIVA que incluíram mais de 20 Associações, correspondendo a cerca de 500 participantes diretos. Para além disso, mantivemos e implementamos várias ações de melhoria nos serviços de apoio ao movimento associativo. Concretamente, criamos condições para garantir maior flexibilidade no acesso às consultas de Apoio Jurídico, insistimos no permanente Apoio Contabilístico, através da emissão de alertas regulares relativos às obrigações fiscais, como também garantimos o pleno acesso ao software de gestão associativa Associar.net. No âmbito do apoio direto a atividades, aumentamos os equipamentos e serviços disponíveis no Centro de Recursos- FAJDP, investimos fortemente na realização de ações de formação dos dirigentes através do programa do CAPACITA.TE e das ações do FORMAR integradas no Plano Nacional de Formação da FNAJ. Não menos importante, foi a criação de uma rede de informação e sensibilização denominada Associar + Informação Juvenil, que permitiu às associações juvenis divulgarem as suas atividades. No campo da defesa intransigente dos interesses das Associações Juvenis, fizemos valer junto do IPDJ, as dificuldades decorrentes da permanente redução dos apoios (PAAJ e PAI) às Associações RNAJ. Contribuímos para o movimento, através da participação nos fóruns FNAJ. Refletimos e mostramos o nosso desagrado sobre o que consideramos ser o desmantelamento da rede de Pousadas da Juventude. Ajudamos a promover a visita do Secretário de Estado do Desporto e Juventude às Associações Juvenis do Distrito do Porto no âmbito do Roteiro do Associativismo Jovem. Promovemos a participação das Associações do Distrito no Encontro Nacional de Associações Juvenis em Évora. Relativamente à Casa das Associações, com apenas um ano desde a sua inauguração e, tal como todos os recém-nascidos, foi ao longo do tempo crescendo e dando os seus primeiros passos, cada vez mais seguros, consistentes que vão de encontro à descoberta de um caminho rumo à inovação na implementação de novos projetos associativos. É nesse sentido que, atualmente, a Casa conta com cerca de 12 Associações residentes e mais de 800 utentes mensais, fazendo com que a singularidade do projeto da Casa se imponha como um ótimo exemplo de boa prática Associativa. Portanto, enquanto dirigentes entusiasmados com o presente, iremos construir o futuro do nosso trabalho associativo, assumindo a responsabilidade de concretizar, um diagnóstico sobre as atuais políticas direcionadas para juventude (no Distrito), a criação de uma rede de partilha de conhecimento associativo, a organização de momentos de intercâmbio e reflexão sobre os desafios do movimento associativo.


REPORTAGEM

O distrito do Porto foi o escolhido para encerrar o Roteiro do Associativismo. Dia 24 de Julho de 2015, às 9h30, nos serviços desconcentrados do IPDJ no Porto, iniciou-se o Roteiro. Previa-se um dia de muita chuva, mas foi sob um céu de azul carregado e de poucos chuviscos, que as associações do distrito do Porto deram as boas-vindas ao Sr. Secretário de Estado do Desporto e Juventude. O acolhimento esteve à altura da boa fama das gentes do Norte, com a partilha de um agradável pequeno- almoço a par de um briefing com a comunicação social local. Seguiu-se um tempo de reflexão, de balanço; afinal do último roteiro se tratava. O Sr. Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Dr. Emídio Guerreiro, após ter percorrido todo o país, reforçou a elevada importância dos roteiros realizados na tomada de algumas decisões políticas. Terminado este momento, o Secretário de Estado e a restante comitiva da qual faziam parte o IPDJ, a FNAJ, a FAJDP e o CNJ, seguiram para a primeira Associação a ser visitada. Concelho de Gaia, freguesia de Avintes, foi aí que encontraram a Associação Abrigo Seguro. Débora Prazeres, coordenadora pedagógica do C.O.J. - Centro Ocupacional Juvenil da Associação Abrigo Seguro deu as boas vindas. Em seguida, a palavra foi dada a Célia Sousa, uma jovem de 13 anos, responsável pela realização da visita guiada a todos/as. Houve, assim, a oportunidade de conhecer as várias valências do espaço e assistir a diversas dinâmicas que estavam a ser realizadas com os/as jovens que frequentam o Centro Ocupacional. O Dr. Emídio Guerreiro e restantes represen-

tantes das entidades que acompanharam a visita tiveram direito a uma oferta de plantas aromáticas, plantadas pelos/as jovens no contexto de um dos workshops que estava a decorrer. O Secretário de Estado aproveitou o momento para enaltecer o excelente trabalho que estava ali a ser desenvolvido, tendo destacado a importância das associações juvenis trabalharem com as suas comunidades. De Avintes, seguiu-se para Felgueiras, ao encontro da Associação Salta Fronteiras. As boas vindas foram dadas pela Direção da Associação, com a presença do Presidente da Câmara de Felgueiras.

A visita à Associação Salta Fronteiras, neste caso ao projeto da Escola de Educação Ambiental da Carriça, em Airães, Felgueiras, para além da promoção pelo trabalho realizado pela associação, com a visita do Sr. Secretário de Estado, foi possível ver o reconhecimento por parte das entidades locais, nomeadamente do Município. (Vanessa Mendes - Vice-Presidente da Direção)

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O Dr. Emídio Guerreiro teve oportunidade de conhecer os vários espaços onde decorrem as atividades da associação, desde o espaço interior até ao espaço exterior, onde se encontram os jardins - com vários tipos de plantas aromáticas (utilizadas para fazer chá, bolos e para outros fins culinários), a casa da árvore e o jardim interpretativo. Depois do almoço, o caminho fez-se em direção à sede do Clube Slotcar da Trofa. As boas vindas foram dadas ao som de música, tocada por membros da associação. IniciouO dia em que o Secretário de Estado veio visitar o C.O.J., foi -se a visita à sede do Clube Slotcar divertido. Gostei de ter o privilegio de lhe mostrar o nosso espaço da Trofa. A pista de Slotcar que e de falar sobre o que fazemos em cada parte do Centro. Ao início lá encontrou, impressionou o Setive um bocado de vergonha mas depois habituei-me e diverti-me cretário de Estado, não tendo este bastante, pois o Sr. Emídio Guerreiro é muito acessível. deixado escapar a oportunidade (Célia Sousa, jovem de 13 anos, responsável pela realização da visita guiada. – Abrigo Seguro) de aí se divertir. Mas a visita não


REPORTAGEM

ficou por aqui; a academia de bilhar do Clube Slotcar da Trofa foi também apresentada e já no espaço exterior os/as jovens que estavam a frequentar o campo de férias da Associação presentearam o Dr. Emídio Guerreiro, com um quadro feito por estes/as e dançaram uma coreografia preparada para a ocasião. Finalizou-se com um momento protocolar em que o Presidente do Clube Slotcar, João Pedro Costa, o Presidente da Câmara da Trofa e o Secretário de Estado proferiram algumas palavras, sendo que mais uma vez o Dr. Emídio Guerreiro revelou a sua boa impressão quanto ao dinamismo associativo.

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mus + e de Miguel Marinho que estava na Eslovénia a trabalhar num workshop. É no espaço Associ´arte, que Joana Silva, Presidente de Direção da Organização para a Promoção dos Ecoclubes, apresenta o trabalho desenvolvido pela Associação, convidando os/as presentes a visualizar os trabalhos expostos, fruto das suas dinâmicas de intervenção. A visita à Casa das Associações termina com a intervenção de Joaquim Lima, presidente da FAJDP, tendo este destacado o crescimento do número de associações a procurar a Casa das Associações para aí incubar e desenvolver os seus projetos associativos; e com a intervenção do Dr. Emídio Guerreiro, que enaltece a iniA vinda do Sr. Secretario de Estado, Emídio Guerreiro, ao ciativa Casa das Associações, Clube Slotcar da Trofa, foi um marco que jamais será indissociável reforçando a sua opinião quanda vida da coletividade pois, constituiu um momento de to à pertinência de um projeto aproximação entre o “topo” da hierarquia do estado e os cidadãos desta índole e “inspiração” que trofenses, validando o trabalho dos jovens dirigentes associativos, esta boa-prática pode ser para a a quem foi permitido transmitir algumas ideias que, acreditamos, replicação de “Casas de Assopoderão levar a uma melhor tomada de decisões politicas. ciações” noutros distritos. (João Pedro Costa , Presidente do Clube Slotcar da Trofa.) O dia culminou nos serviços desconcentrados do IPDJ no Da Trofa para o Porto, o roteiro seguiu rumo à Casa Porto. “Casa cheia” para escutar o aguardado painel de das Associações. Por volta das 16h45, o Secretário intervenções: Manuel Barros, Diretor Regional do Norde Estado e restante comitiva chegaram à Casa das te do IPDJ; Pedro Soares, Diretor da Agência Nacional Associações. As boas-vindas foram dadas pelo Pre- Erasmus + Juventude em Ação; Júlio Oliveira, Presidensidente da FAJDP, Joaquim Lima. te da Direção da Federação Nacional das Associações Segue-se a apresentação de algumas associações in- Juvenis e Joana Lopes, Presidente da Direção do Concubadas no Ninho Associativo. Juliana Santos, mem- selho Nacional de Juventude. Todas as intervenções fobro da MEDesTu, apresenta a sua missão e destaca a ram unânimes em reconhecer a importância (quer para o importância do Ninho para a incubação dos seus pro- movimento associativo, quer para os decisores políticos) jetos. Presenteia os/as presentes com a dinamização do esforço realizado pelo Dr. Emídio Guerreiro, Secretáde um energizer, tendo o Secretário de Estado anima- rio de Estado do Desporto e Juventude, em conhecer, de damente participado. norte a sul do país, a realidade concreta das associações Já no espaço do Ninho, a Connect ART – Associação juvenis, as suas dinâmicas e potencialidades. Juvenil e Cultural é apresentada, por Érico Silva, com E assim se chegou ao fim de um percurso de roteiros, a intervenção via skype de Rita Pedroso que estava na um percurso que indubitavelmente evidenciou a singuHungria a desenvolver um projeto do programa Eras- laridade e a força do movimento associativo juvenil!


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CASA DAS ASSOCIAÇÕES

DE PORTAS ABERTAS PARA O TEU PROJETO ASSOCIATIVO!

Com o objetivo claro de promover, apoiar e projetar o associativismo juvenil, o Ninho das Associações da Casa das Associações tem sido cada vez mais procurado por associações emergentes e grupos informais de jovens. Só no último semestre, cinco novas associações/grupos encontraram neste espaço as condições físicas e humanas necessárias para a incubação dos seus projetos associativos! A Connect ART foi a primeira a inaugurar este ciclo de crescimento. Em maio deste ano, esta associação cultural juvenil com atuação em projetos culturais, artisticos e sociais, integrou o Ninho. Em agosto, foi a vez da Associação Tudo Vai Melhorar, uma associação que tem como fim promover a defesa dos direitos humanos, com enfoque especial na integração social dos jovens LGBT. Por sua vez, setembro foi um mês verdadeiramente dinâmico… três foram os protocolos celebrados para a entrada de novas associaçoes/grupos no Ninho da Casa das Associações!

E o mês não terminou sem antes a FAJDP celebrar um outro protocolo, a 30 de setembro, desta vez com a Associação Historioscopio; uma associação que tem como fim promover a criação, inovação e o desenvolvimento, bem como o conhecimento, a divulgação e a fruição de várias áreas artísticas.

O primeiro foi celebrado a 17 de setembro entre a FAJDP e o grupo GIVE - Grupo de intervenção social e voluntariado empreendedor; um grupo que tem como missão a promoção do bem-estar global do indivíduo, numa perspetiva holística.

Passados poucos dias, a 23 de setembro, a Associação PartilhaCoragem também integrou o Ninho Associativo. Esta associação tem como fim promover, organizar, desenvolver e realizar atividades e/ou eventos sociais, com finalidades formativas, culturais/sociais, recreativas e desportivas.

Esta ampliação das associações/grupos do Ninho das Associações não dá sinais de abrandamento; perspetiva-se para próximo, a assinatura de mais um protocolo, desta vez com a ANSOL - Associação Nacional para o Software Livre; uma associação que tem como fim a divulgação, promoção, desenvolvimento, investigação e estudo da informática Livre. Estas associações juntam-se às já incubadas no Ninho das Associações praticamente desde a sua inauguração e que são: a APCN - Associação Portuguesa para a Comunicação em Nutrição, a UPDEC  - Associação de Promoção do Desenvolvimento e do Conhecimento, a MEDesTu, os Ecoclubes, o CREFA – Centro Regional Formação de Animadores e a Rede ex aequo Núcleo do Porto.


CASA DAS ASSOCIAÇÕES

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ENTREVISTA

JOANA SILVA DIRIGENTE DA ASSOCIAÇÃO OPE ORGANIZAÇÃO PARA A PROMOÇÃO DOS ECOCLUBES

Nesta edição da revista Associar +, focamo-nos no trabalho desenvolvido pelos dirigentes associativos. E portanto, estivemos à conversa com a jovem Joana Silva, dirigente da Associação OPE - Organização para a Promoção dos Ecoclubes. Quando e onde iniciaste o teu percurso associativo? Como é que isso aconteceu?

que a minha experiência me tornou uma pessoa muito mais consciente da realidade. A responsabilidade foi aumentando, comecei a ter cargos de maior responsabilidade e a ser eu a coordenar a forma como organizávamos as atividades. Acho muito interessante este percurso de mudança, pois acredito que só conseguimos perceber o papel dos outros se já tivermos passado por ele. E dá-nos, sem dúvida, todas as ferramentas necessárias para conseguirmos passar a mensagem pretendida a outros jovens para prosseguirem o trabalho da associação.

Comecei o meu percurso associativo com 12 anos na Associação Cultural e Desportiva de Mindelo, altura em que integrei o grupo de percussão Per’Curtir. Era De que forma é que a tua participação ativa no assomuito nova, não tinha qualquer cargo de responsabili- ciativismo juvenil influenciou as tuas escolhas, o teu dade e confesso que ainda não compreendia o signifi- percurso profissional? cado de pertencer a um grupo de trabalho associativo. Passados uns anos, na escola onde estudava, em Min- Se não tivesse tido um contacto permanente com os Ecocludelo, através de uma palestra fiquei a conhecer o mo- bes desde cedo, provavelmente não teria ganho um gosto vimento dos ecoclubes, interessando-me de imediato e interesse pelo ambiente. Como acabei por, desde muito pela causa e pelas temáticas discutidas. Acabou por sur- nova, lidar com pessoas que tinham um interesse muito digir o ecoclube de Mindelo, recionado para as questões ambientais, os que integrei desde o inímeus pensamentos e a minha cabeça co“Penso que a questão do cio. Aqui, com cerca de 15 meçaram a desviar-se para anos, comecei mais a sério financiamento deve ser uma luta esta temática. Aos 15 anos, o meu percurso associativo. já pensava em temas básiconstante para o movimento.” cos como materiais e separação de Fala-nos do teu percurso lixo e, posteriormente, ao entrar no associativismo desde dessa altura até agora. na Faculdade de Ciências do Porto para frequentar o curso de Ciências e Tecnologias do Ambiente a importância e as O meu percurso associativo começou de forma muito preocupações foram elevadas para outro nível. genuína e entusiasmante! Recordo-me que quando co- Foi na época em que entrei na faculdade que senti o quanto mecei a frequentar as primeiras reuniões, quando fui às o associativismo juvenil influenciou as minhas escolhas, primeiras saídas para a rua para abordar as pessoas, era porque, provavelmente, se não fizesse parte de um Ecoclumuito sonhadora e acreditava piamente que podíamos be, teria ido estudar para fora, mas como tinha o associatimudar o mundo. Com o tempo, acabei por cair na reali- vismo em paralelo com o curso, decidi estudar num lugar dade que as coisas não são assim tão lineares. Acredito em que conseguia fazer as duas coisas ao mesmo tempo.


ENTREVISTA E de que forma é que o associativismo influenciou aquilo que tu és?

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procuram mais este tipo de movimentos, porque é uma alternativa ao que conhecem do dia a dia. A frustração que o ensino nos pode criar, a vida de casa, o dinheiro, faz com que as associações nos permitam sair um pouco desse formato.

O associativismo influenciou (em muito!) aquilo que sou, mas acredito que o sentido de responsabilidade, compromisso e liderança são os aspetos mais evidentes. Quais os principais constrangimentos que este moGanhei traquejo em conseguir reunir pessoas e fazê-las vimento encontra nos dias de hoje e como poderiam trabalhar em conjunto, o que nem sempre é fácil, prin- ser minimizados/ultrapassados, na tua opinião? cipalmente quando se trabalha na área da educação-não formal e se luta por uma temática em que é preciso abor- Penso que a questão do financiamento deve ser uma luta dar as pessoas para que estas mudem hábitos e menta- constante para o movimento. Obviamente deve existir inveslidades. O facto de pertencer a timento para todas as áreas estes movimentos também me “A união entre as associações é por parte das organizações deu a oportunidade de conhecer estatais. Auxiliar o movimuitas pessoas, e obviamente uma potencialidade a explorar.” mento do associativismo juque a partilha de experiências, venil deve ser uma delas. Se culturas, hábitos e gostos, me fez repensar diariamente a pessoa que queremos ter uma população mais consciente, mais educada, sou e trabalhar algumas das características pessoais que tenho. é preciso financiar atividades e programas que ajudem a trabalhar as temáticas. Na minha opinião, a mudança de mentaQue conquistas identificas no movimento associativo lidades não se consegue só com a escola, de todo; por isso, esta juvenil na última década? acho que deve ser a principal luta. No entanto, não podemos ficar presos ao dinheiro privado ou público, porque também Identifico, de imediato, um grande feito, relativamente à ficamos muitas vezes atados às consequências ou às normas questão da mobilidade e dos planos europeus que deram a que são impostas. O fundamental é encontrar um equilíbrio. muitos jovens a possibilidade de conhecerem novas culturas e aprenderem com as experiências vividas lá fora. Sinto Que potencialidades, ainda por explorar, reconheces que estes planos são também a prova de que aquele estig- neste movimento? ma de que Portugal é um país atrasado, está incorreto, e que o associativismo é a principal fonte de mudança deste Eu acho que é, uma vez mais, a consciência, a nossa conscomportamento e desta opinião geral de que tudo é mau. ciência vai mudando conforme os tempos evoluem, e acho Acredito que o associativismo, os programas criados en- que deve ser sempre uma obrigação deste tipo de movitre associações, as novas políticas europeias, permitiram mento juvenil, a de alertar para os problemas sociais, acho que a Europa tenha conseguido criar uma união em termos que esta é a principal função do movimento juvenil. sociais, de populações e de países que não existia antes. Vejo com muito bons olhos os núcleos regionais, as federaTambém muitos temas sociais que hoje em dia estão tão na ções são muito importantes, porque é impossível conhecer moda, quebraram alguns dos seus tabus precisamente porque toda a gente, mas se conhecermos quem está à frente das fedeexistiram associações que criaram luta para que isso acon- rações, e se as federações também interagirem entre elas, de tecesse e os temas fossem falados a todos os níveis, inclusi- certeza que as coisas vão andar para a frente. Esta é uma área vamente o ambiente. Penso que hoje em dia tudo é falado e por explorar, é uma tarefa difícil e complicada, mas acho que facilmente se cria alguma união entre as pessoas, porque exis- a união entre as associações é uma potencialidade a explorar. tem líderes juvenis que pertencem a associações, que conseguem movimentar uma série de pessoas. Para rematar acho De que forma é que o projeto Casa das Associações auxilia que o movimento juvenil deu às pessoas mais consciência! o teu trabalho como dirigente de uma associação juvenil? Como caracterizas atualmente o movimento e que tendências de futuro lhe reconheces? Caracterizo acima de tudo, como um movimento em ascensão. O movimento português dos ecoclubes está sediado na Casa das Associações e acompanho o crescimento considerável de associações que integram o Ninho das Associações. Com isto quero dizer que antes, não tinha noção da quantidade de associações juvenis que existiam. Se a estas acrescentarmos as associações não juvenis, acho que o nosso país apresenta uma rede associativa significativa. No associativismo, somos nós que estabelecemos as regras a nós próprios, foi o nosso grupo que impôs e se nós as seguimos é porque concordamos com elas. E vejo para o futuro que isto vai continuar, que as pessoas com a crise,

Em primeiro lugar, porque agora temos um espaço para trabalhar, o que é muito bom porque antes as reuniões eram feitas onde era possível e dificultava o nosso trabalho. Embora por vezes, tenhamos que nos deslocar, devido às características do movimento, por haver ecoclubes dispersos e longe uns dos outros, sabemos que não podemos obrigar os outros Ecoclubes a virem sempre ao Porto, mas ter um espaço é muito importante. Depois na questão da união das associações, do conhecimento do trabalho das outras associações juvenis, acho que só com a vinda para a Casa e pelas reuniões com o CMJ é que tive noção da quantidade de associações que existem atualmente. Portanto, acho que o projeto da Casa das Associações vai ser essencial para que o objetivo da união entre as associações se concretize mais rápida e eficazmente.


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ASSOCIAÇÕES JUVENIS DO DISTRITO DO PORTO

CAMALEÕES D’ALMA

Era final de Verão de 2010, quando um reencontro de antigos alunos da disciplina de Oficina de Teatro, em Vila do Conde, resultou numa ideia: “E se voltássemos a fazer um espetáculo?”. Um ano depois, “Desenhando Percursos” chegava ao palco. O grupo, sob a alçada da professora Maria José Teixeira, e constituído por jovens com idades entre os 15 e os 25 anos, não mais parou. “O Fim da Linha”, levado a cena em Outubro de 2012, foi o segundo trabalho, já sob nome oficial. Mas foi 2013 que lançou verdadeiramente o grupo para o trabalho teatral intenso. Entre animação de rua, performances teatrais em variadas valências e exercícios públicos de improvisação, sempre intercalados com representação de peças em múltiplos espaços, o grupo foi crescendo, dando-se a conhecer, e renovando-se continuamente, movido a nada mais que uma profunda paixão pelo Teatro, e com uma enorme gratidão a todos os que o ajudaram. “Pedro e Inês” é a última grande produção, tendo tido estreia absoluta a 6 de Setembro de 2015, no Centro de Memória de Vila do Conde, produção que esperam levar a novos palcos no ano de 2016.

TUDO VAI MELHORAR

A missão do Tudo Vai Melhorar (afiliado oficial do It Gets Better Project) é comunicar com jovens gays, lésbicas, bissexuais, trans e intersexo de todo o mundo com objetivo de lhes transmitir esperança e criar as mudanças necessárias para tornar as suas vida melhores. Queremos demonstrar aos jovens LGBTI os níveis de felicidade, potencial e positivismo que as suas vidas podem alcançar, se conseguirem ultrapassar as dificuldades da sua adolescência, nomeadamente o bullying e a discriminação. O Tudo Vai Melhorar é um movimento global, que já inspirou mais de 60.000 usuários a criarem vídeos de apoio e que já foram vistos mais de 60 milhões de vezes. Tendo chegado a Portugal em Novembro de 2012 com o nome “Tudo Vai Melhorar”, é desde Junho de 2015 uma ONG juvenil. Crescer não é fácil e muitos jovens LGBTI enfrentam diariamente as agressões típicas do bullying. Sem nenhum adulto ou mentor assumidamente LGBTI nas suas vidas, eles não conseguem imaginar o que o seu futuro pode reservar. Confere algumas das ações que podes realizar para te envolveres nesta causa em: www.tudovaimelhorar.org


ASSOCIAÇÕES JUVENIS DO DISTRITO DO PORTO

CONNECT ART

Nascida em 2011, conta com membros de várias áreas de formação, mas principalmente constítuida por jovens artistas com experiência em projetos culturais nacionais e internacionais. É desde a sua criação uma entidade de envio de jovens para projetos internacionais tendo organizado e participado em diversos cursos de formação e intercâmbios na cidade do Porto e cidades Europeias. Porto de Partida: dar oportunidade a jovens da cidade do Porto de participarem em intercâmbios europeus, reforçando competências culturais, profissionais que permitam a inserção na sociedade, com uma cidadania ativa; Apreender novas identidades e culturas através da aprendizagem entre pares, reforçando valores de coesão social. De momento são seis parcerias com lares de infância e juventude. A Sessão: ciclo de formação de transmissão oral de música tradicional e folk, gratuito e diversificado. A transmissão oral e o ensino não-formal são as ferramentas utilizadas, para a criação de um ambiente de aprendizagem criativo e pessoal, incentivando a preservação do património cultural imaterial e futuros concertos.

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ASSOCIAÇÃO RECREATIVA CULTURAL E SOCIAL DE SILVEIRINHOS

A Associação de Silveirinhos foi fundada em 1995 e está sediada na Mó, S. Pedro da Cova, Gondomar. Tem vindo a trabalhar em prol da comunidade, nomeadamente dos/as jovens, de forma transversal e multidisciplinar, tendo nos últimos dois anos, após um redesenho estratégico, redefinindo o seu plano de ação, no qual se destaca o trabalho com jovens com deficiência e/ou doença mental. Para além de ser uma referência no Concelho no que toca a intercâmbios com jovens, firmou-se, desde sempre, cultural e desportivamente no panorama juvenil com projetos de forte implementação e cariz, dos quais se destacam, o Teatro, a Dança, o Andebol, o departamento de Jogos Tradicionais, entre outros. Na área social, desenvolve projetos emblemáticos em áreas como a Igualdade de Género, os Direitos Humanos, a Prevenção e Educação Rodoviárias. No trabalho com crianças e jovens com deficiência e/ou doença mental, para além do trabalho diário de ocupação e reabilitação, desenvolve projetos de teatro/dança inclusivos e projetos-piloto, com metodologias inovadoras, que visam a inserção profissional deste público, como o “Quiosque Social” ou os produtos “Coisas D’Anjo”, negócios inclusivos desenvolvidos com e para estes jovens. Redirecionada para as temáticas do empreendedorismo e do emprego jovem, com o apoio do Programa Escolhas- Projetos Pontuais E5G, encontra-se a implementar um negócio inclusivo desenvolvido por jovens- “Sala 13- Gabinete de Design e Comunicação” com preços “low-cost” para associações. www.arcss-org


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OPINIÃO

Por Mário Gaspar Associação Salta Fronteiras

Eventualmente, à porta da caverna, o conjunto de seres humanos que decidiu unir-se para caçar animais de grande porte, temíveis para um só indivíduo, mas ao alcance de uma estratégia de grupo – resolvendo assim uma necessidade básica de alimentação -, terá usado a mesma fórmula que, na actualidade, um conjunto de cidadãos, também humanos, utilizaria na criação de um projecto associativo para o combate à obesidade e sedentarismo jovem. Entre os primitivos que sofisticaram e os sofisticados primitivos, a distância temporal é enorme, as circunstâncias irreconhecíveis, mas o exercício de actuação pode ser considerado como um tronco comum: em ambos os casos, foram confrontados com um problema/aspiração que gerou um processo mental de reflexão; foi necessária a iniciativa da comunicação para unir/associar; criaram e aceitaram colectivamente o modelo de organização para a estratégia; implementaram os meios para a concretização da acção. Desta forma, o ciclo vital associativo é tão primitivo quanto contemporâneo. Trazer o possível quotidiano da pré-história para a modernidade do associativismo, serve apenas para enquadrar o fenómeno do associativismo – aqui, leia-se sempre associativismo jovem - como processo histórico constante da acção humana, modelo gerador de transformação e desenvolvimento, exercício de liberdade e inteligência, inter-acção profícua entre indivíduo e grupo. Estas são as raízes do associativismo. O nosso tempo e as suas circunstâncias indicam a necessidade de voltarmos a falar da essência dos mode-

los, dos fundamentos e dos fins que perseguem. A associação, neste caso de jovens, é um manifesto exercício de liberdade e concretização de poder, num cenário em que aceitamos o paradigma da cidadania e da democracia em evolução positiva. A estrutura da associação lida constantemente – ou devia lidar - com as ideias de organização, comunicação, inovação, sustentabilidade, realização, identidade, representatividade e bem comum. Não pode estar fora de moda dizer que, onde não actua a representação da comunidade – que é o Estado -, intervêm as associações, utilizando o ciclo vital associativo. Assim sendo, num acto de liberdade, também um poder. Uma associação é sempre uma organização não-governamental. Faz todo o sentido estar atento à semântica da associação destas três palavras. No contacto com esta fórmula, os dirigentes associativos jovens constroem um perfil individual de conhecimento, experiência e capacidade crítica elevados, em grande medida fruto do processo da Educação Não Formal inerente ao associativismo, actualmente bastante valorizada. Mas esta aquisição é um processo contínuo de participação, não um enriquecimento curricular, uma incontornável forma de estar e querer agir na sua freguesia, na sua cidade, no país. Na programação do futuro, recheado de impossíveis que descarregamos na net, com poucos ideais para abraçar, este associativismo é uma força permanente cujo ciclo vital contêm a força da liberdade e o sonho ancestral de construir. ​

(a pedido do autor, em português anterior ao acordo ortográfico)


TUTORIAL

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De forma a aclarar muitas das dúvidas das Associações Juvenis quanto ao regime de Contabilidade a adotar e também com vista a simplificar a compreensão das obrigações relativas à entrega junto da Autoridade Tributária e Aduaneira do Modelo 22 referente ao IRC, construímos um fluxograma explicativo onde são sintetizadas as principais orientações respeitantes a estas temáticas.

ENTIDADES DO SETOR NÃO LUCRATIVO NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA

PARA ASSOCIAÇÕES COM: RENDIMENTOS SUPERIORES A 150.000€*

RENDIMENTOS INFERIORES A 150.000€* Dec- Lei 36/2011 Art. 10 no 1

Dec- Lei 36/2011 Art. 5 no 1

REGIME DE CAIXA

CONTABILIDADE ORGANIZADA

DOCUMENTOS A APRESENTAR:

DOCUMENTOS A APRESENTAR:

Dec- Lei 36/2011 Art. 11 no 3

Dec- Lei 36/2011 Art. 11 no 1

Mapa de Pagamentos e Recebimentos Mapa de bens que integram o Património Fixo Mapa de Direitos e Compromissos Futuros

Balanço Demonstração dos resultados por Natureza/Função Demonstração dos Fluxos de Caixa Anexo TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS

OBRIGAÇÕES FISCAIS

MODELO 22 SUJEIÇÃO IRC

ENTREGA ATÉ 31 DE MAIO

NÃO SUJEIÇÃO IRC

ISENÇÃO IRC CIRC Art. 11 no 1

Rendimentos provenientes de qualquer atividade comercial, industrial ou agrícola exercida, ainda que a título acessório.

Quotas pagas pelos associados em conformidade com os estatutos. Subsídios destinados a financiar a realização dos fins estatutários.

Os rendimentos brutos sujeitos beneficiam de isenção desde que não exceda o montante de 7500€ . EBF Art. 54o no1

Lei 23/2006 - As associações RNAJ elegíveis para a modalidade de apoio bienal ou que apresentem planos de atividades de valor superior a € 100000 devem, igualmente, dispor de contabilidade organizada nos termos da lei.

Estão Isentos os rendimentos diretamente derivados do exercício de atividades culturais, recreativas e desportivas, auferidos por associações legalmente constituídas para exercerem estes fins(isenção automática) ANEXO D Rendimento líquido dos gastos incorridos.(receitas – gastos) Quando os gastos superam o rendimento isento, ou seja, resultando um “prejuízo” não há relevação no Anexo D.


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ASSUNTOS DE INTERESSE

MOBILIDADE NA EUROPA E NO MUNDO

O Serviço Voluntário Europeu (SVE) é uma ação do Programa Erasmus + que se baseia em princípios de solidariedade e participação social. O voluntariado pode ser em diversas áreas como juventude, ambiente, exclusão social, arte, cultura, desenvolvimento rural, comunicação, direitos humanos, entre outros. O SVE pode ser de curta (de 2 semanas a 2 meses) ou longa duração (de 2 a 12 meses). Há projetos em todos os países da Europa e também em alguns países fora da Europa. Para fazeres SVE precisas de uma organização de envio (a FAJDP é uma organização acreditada) e de uma organização de acolhimento onde irás realizar o teu projeto de SVE. Se quiseres mais informações sobre SVE, vagas e candidaturas, envia-nos um e-mail para: info@fajdp.pt.

SAÚDE JUVENIL

A Associação Cura+ é uma associação de voluntariado farmacêutico, fundada em 2015, por um grupo de estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto. Como futuros profissionais de saúde, surgiu a necessidade de colmatar uma lacuna existente ao nível do voluntariado social, sendo o objetivo principal fazer com que os indivíduos mais necessitados tenham acesso à medicação de que carecem. Se queres conhecer mais sobre a Associação ou partipar no projeto, envia um e-mail para geral@curamais.com.

EMPREGO E FORMAÇÃO

Se tens entre 18 e 30 anos, estás inscrito/a como desempregado/a no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), e possuis uma ideia de negócio viável e formação adequada para o desenvolvimento do negócio, o programa “Investe Jovem” pode interessar-te! Integrado na Garantia Jovem, foi lançado pelo IEFP este programa que se destina a promover a criação de empresas por jovens desempregados/as através das seguintes modalidades: I) apoio financeiro ao investimento; II) apoio financeiro à criação do próprio emprego dos promotores; III) apoio técnico na área do empreendedorismo para reforço de competências, estruturação e consolidação do projeto. Até 31 de dezembro de 2015 ainda podes candidatar-te. Sabe mais em www.iefp.pt

ASSOCIATIVISMO JUVENIL

Já conheces a ação do IPDJ “Recados & Companhia”? Talvez seja do teu interesse! Se gostas da comunicação intergeracional e queres ocupar o teu tempo livre, de forma solidária e útil, esta pode ser uma excelente oportunidade! “Recados & Companhia” é uma ação que pretende criar uma rede de voluntariado jovem de proximidade, na qual jovens entre os 16 e os 30 anos podem apoiar idosos com mais de 65 anos em pequenas tarefas (ir ao médico, às compras, passear…) ou, simplesmente, fazendo-lhes companhia. Se pretenderes mais informações e saber como te podes inscrever, consulta o portal do IPDJ: www.ipdj.pt


FAJDP - Rua Mouzinho da Silveira, 234/6/8, 4050-017 Porto Tel: 22 208 55 00 / 22 508 81 22 E-mail: info@fajdp.pt / casadasassociacoes@gmail.com Internet: www.fajdp.pt

TM: 91 998 95 96

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