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V avozdocolégio junho de 2012 . 500 exemplares . 2 voz

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as sensações da cor o alegre, o envolvente, o verão, o luminoso…


.editorial

“... é como uma escada que subimos rumo à nossa meta”

Olá! Estamos a chegar ao fim de mais um ano letivo. E cada ano escolar que vivemos é como uma escada que subimos rumo à nossa meta. Procuramos ajudar-vos a fazer esta caminhada com serenidade, paz e muita alegria sabendo, à partida, que para isso terão também de se empenhar e fazer opções que nem sempre são fáceis. Sentiram tudo isto quando realizaram os testes intermédios, os testes do PISA 2012, quando se empenharam nas campanhas de solidariedade, nos passeios, na dinamização do Prémio Infante D. Henrique, nas atividades lúdicas, desportivas e culturais – como a bonita festa de S. José. E como Teresa de Saldanha nos ensina que “Educar é formar o espírito, o coração e a inteligência” o mês de maio ajudou-nos a enriquecer a nossa caminhada na fé.

Foi com muita felicidade que acompanhámos os alunos dos 3º anos e alguns do 2º ciclo na realização da sua Primeira Comunhão e os nossos finalistas na Celebração da Confirmação da sua fé. Ainda na celebração da nossa vivência cristã, reunimos toda a nossa comunidade educativa e homenageámos Maria, realizando a procissão pelo colégio, animada pelas vozes dos nossos meninos mais pequeninos. É assim, com muita alegria e confiança, que olhamos para este ano que chega ao fim e percebemos, com serenidade e determinação, que quaisquer que sejam os desafios que se apresentem não temos por que desanimar. Caminhamos juntos sob a proteção de Maria e do nosso querido S. José. A Direção Irmã Maria do Rosário Silva Prof.ª Eulália Borges Correia .colaboradores Irmãs, Professores e Alunos do Colégio .coordenação Educ. Carla Travancas (Infantil)

Prof. Joana Caria (1º ciclo)

Prof. Gabriela Caetano (2º ciclo)

Prof. Florisbela Fernandes (3º ciclo)

Prof. Rui Paiva (3º ciclo)

.grafismo e paginação Prof. Carlos Fernandes

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.cantinho dos pequeninos

Aquário Vasco da Gama

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s 3 anos foram ao Aquário! Gostaram muito da visita pois estavam bastante motivados! Uma vez que estávamos a dar os animais marinhos, as crianças conseguiram fazer a observação de muitos animais que tínhamos estado a falar e respetivas características.

Madalena Oliveira

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esde muito cedo as crianças começam a desenvolver alguns conceitos geométricos e o raciocínio espacial. Ainda bebés revelam curiosidade em observar o espaço que os rodeia, interagem com ele, tentando alcançar, atirar ou empurrar objetos. Durante estas experiências, vão processando informação sobre as formas e o espaço. Estas ideias, ainda muito rudimentares, constituem já a base para o conhecimento geométrico e o raciocínio espacial que deverá ser desenvolvido ao longo dos anos seguintes. Segundo o National Council of Teathers of Mathematics (NCTM), o ensino e aprendizagem da Geometria deve permitir trabalhar determinadas competências logo desde o jardim de infância e que, depois, vão sendo aprofundadas ao longo do ensino básico e secundário.

Aqui apresentamos alguns trabalhos, feitos com materiais e técnicas diversificadas. Educadoras dos 5 anos

Manuel Falcão

Material didático… Blocos Padrão Os Blocos Padrão são um conjunto de formas geométricas manipuláveis constituído por: hexágonos regulares (amarelos) trapézios isósceles (vermelhos) losangos (azuis e beges) quadrados (laranja) triângulos (verdes). Todas as peças têm lados com iguais medidas de comprimento, o que permite que sejam justapostas e possibilita construir diversas figuras fazendo composições e pavimentações. A utilização dos Blocos Padrão permite a realização de diferentes atividades que podem ser realizadas no jardim de infância e que contribuem para o desenvolvimento das seguintes competências:

analisar características e propriedades das formar geométricas bidimensionais e tridimensionais e desenvolver argumentos matemáticos acerca de relações geométricas; aplicar transformações e usar simetrias para analisar situações matemáticas.

Este material permite às crianças fazer construções recorrendo a formas geométricas, de modo a irem desenvolvendo a capacidade de reconhecer essas formas e suas características. Com as atividades propostas, as crianças vão desenvolvendo a perceção acerca do que é invariante neste tipo de objetos, reconhecendo a sua forma e, embora não seja um objetivo a utilização de um vocabulário geométrico, não será de estranhar que a curiosidade das crianças as leve a colocar questões e que, progressivamente, novas palavras passem a fazer parte do seu vocabulário. Educadora Andreia

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.cantinho dos pequeninos

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s 5 anos têm abordado o tema dos continentes ao longo de todo o ano, a sua localização e características, como o clima, fauna, flora e habitantes. Aproveitando os diferentes tipos de habitações nos vários continentes, pedimos às crianças e às suas famílias que construíssem, em conjunto, alguns dos modelos mais conhecidos como os iglus, palhotas, pagodes e tendas de índio. Achamos que este projeto entusiasmou tanto as crianças como as suas famílias. As Educadoras dos 5 anos

Habitações dos diferentes continentes Passeio ao Jardim N

o mês de Abril, no início da primavera fomos passear para o Jardim. Apesar de o dia estar um pouco tristonho, as crianças da sala dos 5 anos pareciam divertir-se, ao observar os patos que nadavam no lago, as galinhas que bicavam na terra e um pavão que se recusou a mostrar a sua cauda em leque; no entanto acabaram por estar, a maior parte do tempo, a apanhar flores que cresciam por todo o relvado e a posar para a máquina fotográfica. Aqui ficam algumas imagens desse dia…

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.cantinho dos pequeninos

Os monumentos N

o âmbito do tema base escolhido para este ano letivo, “A Cidade”, e numa altura em iniciámos as atividades sobre os Monumentos da Cidade de Lisboa, as crianças das salas dos 4 anos visitaram a Torre de Belém. Ao chegar, as crianças puderam observar o exterior da Torre, observaram também que esta se encontra sobre o Rio Tejo e que para se entrar é preciso atravessar uma ponte. Ao entrarem, foram recebidos por 2 simpáticas guias que depressa iniciaram a visita. As crianças puderam aprender muito sobre a Torre, a sua história e a sua função. Esta visita proporcionou vários momentos de diálogo nas salas de aula, onde as crianças puderam partilhar o que aprenderam, entre muitos…

Maria Correia: “A Torre de Belém era

para defender a Lisboa!” Beatriz Margalho: “E defender os sol-

dados!” Madalena Reis: “Havia buracos chamados mata cães.” Laura Araújo: “Para atirar areia quente aos piratas.” Rodrigo Ponte: “E azeite a ferver!” Mª Leonor Ramos: “A ponte dobrava-se para os piratas não entrarem.”

No regresso ao Externato, as crianças puderam ainda observar outros Monumentos de Belém: o Padrão dos Descobrimentos, O CCB, O Mosteiro dos Jerónimos e o Palácio de Belém. Educadora Andreia

Sementeira A

s vivências que as crianças adquirem na relação com o meio, constituem oportunidades de novos conhecimentos. Daí a importância de acrescentar experiências relacionadas com as transformações que se produzem na natureza. Nós os meninos dos 3 anos B, demos as boas vindas à primavera e fizemos a sementeira com sementes de alpista. Bem-vinda, primavera!

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.1º ciclo

1ª Comunhão

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o dia 5 e 6 de maio de 2012, realizou-se na capela do Externato de S. José, a 1ª comunhão de 73 crianças, alunos deste colégio.

A Catequista, Irmã Inês Agostinho, agradece toda a disponibilidade das professoras destas crianças, não esquecendo a Irmã Carmelita que, com arte, embelezou a capela.

Para que este sacramento fosse vivido com autenticidade, entusiasmo e alegria, colaboraram, a nível musical e canto: Cristina Teixeira, Rui Rodrigues e Joana Amaral.

Todos juntos, peçamos que estas crianças e seus pais continuem a descobrir que vale a pena ter Jesus como melhor amigo.

Presidiu a esta celebração o Dominicano Frei Filipe.

A catequista, Irmã Inês Agostinho

A flor dos valores

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ste foi um ano importante para todos nós, tendo o mesmo decorrido sob o lema “Da minha escola para o mundo na procura dos valores”.

Enquanto comunidade educativa é nos valores que nos apoiamos diariamente para ajudar as nossas crianças a crescer de uma forma integral. Tivemos, temos e teremos sempre opções, somos donos das nossas ações e construímos os nossos caminhos e, por mais longa que seja a caminhada, o importante é dar o primeiro passo. É a nossa opção fazer parte desta casa, melhorando-a como comunidade/ família/ escola; cooperamos com a direção no sentido de que sejamos cada dia mais felizes nesta casa, e ensinamos os nossos alunos a fazê-lo também, pela defesa e aplicação dos valores pelos quais primamos. Prof. Alda Ribeiro

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.1º ciclo

Padrões de medida

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o âmbito da disciplina de matemática, os alunos do terceiro ano realizaram metros, construíram o metro quadrado e elaboraram um pictograma.

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ês de Maio! A primeira revelação - o primeiro avistamento da Luz Celestial, na singeleza de uma infância pobre, tendo por fundo uma natureza pura, a inocência de três crianças – a Senhora de Luz assim se lhes revelou!

É a esta Senhora de Luz, a esta nossa Mãe, que todos os anos nós prestamos homenagem, numa procissão rica de alegria e cor: as nossas crianças, com toda a sua inocência e pureza, de rostos cheiinhos de alegria, olhos brilhantes, seguindo a imagem da Senhora

de Fátima, cantam e louvam -nA, ofertando, no final da procissão, as centenas de cravos brancos que simbolizam o Amor e Devoção à Nossa Senhora. As professoras do 1º ciclo

Procissão a Nossa Senhora de Fátima A Primavera

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Primavera tem sido fértil em chuvadas que, no seu tempo próprio, não apareceram e em sóis quentes que têm dado “esticões” à Natureza, que empobrecia pela seca severa.

“Em Abril, águas mil” – lá diz o povo e, de repente, tão de repente, toda a Natureza se vestiu de verde e se adornou de flores e perfumes, e os cantos e trinados eclodiram em hinos de alegria!

As nossas crianças, atentas, porque contactam, na nossa escola, diariamente, com o campo (que privilégio!), logo querem, para as salas de aula, transportar a palete de cores que a Natureza lhes oferece. As professoras do 1º ciclo

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.2º ciclo

Via-Sacra

Estádio Universitário

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urante a quaresma foi lançado, pela Equipa da Pastoral do Externato S. José, um desafio a cada turma do 2º e 3º Ciclo: elaborar uma cruz e um cartaz com uma estação da Via-Sacra.

o dia 2 de Maio, o 5º e o 6º ano foram ao estádio universitário de Lisboa. Entrevistámos alguns alunos a propósito desta atividade. Gostaram da visita de estudo? Sim, foi muito divertida e engraçada.

Os alunos aderiram ao pedido dos catequistas e na última semana do 2º Período as turmas, durante a sua hora de catequese, realizaram a Via-Sacra pelos vários espaços do colégio. Pretendia-se que os alunos percebessem a riqueza de fazer uma Via-Sacra, como um caminho de oração importante, proporcionando a meditação no mistério pascal de Jesus Cristo, na sua morte e ressurreição.

s o ç r ed e T e

Joana Amaral

n ze

s a

Ouvimos dizer que havia um jogo surpresa. Qual foi? Foi uma prova de orientação. Nós tínhamos de nos orientar com letras e códigos.

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mês de maio é o mês de Maria.

Assim os alunos do 5º Ano foram convidados a fazer uma dezena ou um terço, despertando neles o gosto pela oração, indo ao encontro do pedido que a Nossa Senhora fez aos três pastorinhos, na Cova de Iria: “Rezem o terço todos os dias!”

O empenho foi muito e o resultado fantástico! As dezenas e os terços serão levados pelas crianças quando participarem na Peregrinação a Fátima no próximo dia 24, para que sejam abençoados.

Durante a orientação alguém se perdeu? Foi o nosso grupo, constituído pelo Rodrigo, o André e o Ricardo. E ainda o grupo do Vasco Santos e do Francisco Nunes, todos do 6º C. Quais foram as atividades dentro da piscina? Voleibol, construção de figuras, pólo aquático e estafetas. Qual foi a modalidade de que mais gostaram? Da orientação à chuva. Obrigado por responderem às nossas perguntas. Boa tarde! Gostaste desta visita de estudo? Sim! Adorei!

Joana Amaral De que parte gostaste mais? Gostei de todas, mas a minha parte preferida foi a orientação. E o que tinham de fazer? Tínhamos de procurar papeis, onde havia letras e números que tínhamos de copiar. Tínhamos ainda de orientar-nos por um mapa. Que mais atividades fizeram? Fizemos natação, badminton, futsal, basquetebol, floorball. Ah! Tivemos de fazer a prova de orientação à chuva, mas foi muito divertido! Obrigada pela informação. Boa tarde!

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Gonçalo Sousa Henrique Lopes Mariana Costa V avozdocolégio 30

Rodrigo Presumido Vasco Carvalho Rita Pereira; 6ºC


.2º ciclo

Torneio de Badminton

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os dias 23, 24 e 26 de abril, decorreu o torneio de badminton do 2º e 3º ciclo. Falámos com os vencedores do 2º ciclo. Gostaram do torneio de badminton? Porquê? Helena: Sim, gostei muito porque gosto de jogar badminton. Frederico: Adorei, pois o badminton é o meu desporto favorito. Como é que acham que correu este primeiro torneio de badminton no colégio? Helena: Correu bem, embora talvez estivesse um pouco desorganizado Frederico: Correu bem, mas se tivesse mais campos, teria sido melhor. Na vossa opinião, este torneio deve continuar a realizar-se? Helena: Claro que sim, pois tenho de manter o meu título!! Frederico: Sim, porque foi muito divertido e ajudou-nos a melhorar a técnica de jogo. Em que medida é que este torneio contribuiu para melhorar a vossa experiência como jogadores? Helena: Percebi melhor como se joga em torneio. Frederico: Fiquei a conhecer melhor os defeitos e qualidades dos outros jogadores. Estavam à espera de ganhar? Helena: Não, porque não sou uma jogadora assídua. Frederico: Não estava à espera, porque nem sequer era para entrar no torneio. Como reagiram ao saber que eram os vencedores? Helena: Fiquei muito contente porque não estava à espera e é sempre bom ganhar. Frederico: Fiquei surpreendido a pensar no que me tinha acontecido e fiquei muito contente com a reação entusiasta dos meus colegas. Professora Carla Cabaço Frederico Lousada, 6ºC Helena Teixeira, 6ºC

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S. Miguel de Odrinhas

o dia 14 de Fevereiro de 2012, os alunos do 5º ano foram visitar o Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas em Sintra onde, nesse mesmo local, se tinha situado uma villa Romana. Alunos e guias começaram por apresentar-se e depois fizeram uma viagem no tempo. Chegaram a uma sala grande cheia de pedras. Foi quando disseram que não eram pedras mas sim túmulos, túmulos de vários tamanhos, quanto maiores, maior era a importância da pessoa a quem tinham pertencido.

Carlota - cabeluda -10 anos

De seguida, foram ver os vestígios arqueológicos da villae que lá se tinha localizado.

-As tábuas de cera serviam de suporte, só para fazer exercícios e eram reutilizadas;

Os alunos passaram por um poço que abastecia a antiga villa romana e, ainda, conseguiram ver uma parede levantada e um chão, revestido por um enorme mosaico. Seguidamente, foram a um auditório ver uma apresentação sobre os vestígios encontrados naquele local e aprenderam muita coisa, ficando a saber que:

-Existiam tanques interiores que armazenavam a água da chuva e serviam, também, para refletir luz nas divisões;

-Os túmulos eram colocados à beira da estrada;

-O v substituía o u e o i substituía o j.

-Os textos mais importantes eram escritos em papiro; -Com gordura animal e polén faziam tintas para as aparas e canetas do seu tempo; -As crianças ricas eram as únicas que aprendiam a ler e quem as ensinava eram os escravos (pedagogos) cuja função principal era cuidar dos filhos dos amos;

-Para escrever em latim, há que respeitar algumas regras; -Escrevia-se de cima para baixo e da esquerda para a direita;

De seguida, os alunos foram para um atelier fazer, em cera, uma escritura igual à dos túmulos. Todos acharam divertido e depois tentaram adivinhar as alcunhas uns dos outros. Na minha tabuinha, pode ler-se o meu nome (Carlota), a filiação, a minha alcunha (cabeluda) e a minha idade (10 anos). No final, todos os alunos ficaram com uma recordação daquela manhã de reencontro com os romanos. Maria Carlota Mendes, 5ºB

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.3º ciclo

vem e segue-me Marcos 10,21

Crisma 9ºano 4 de maio de 2012 Por que fiz o Crisma?

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m primeiro lugar, para mim, o Crisma foi um acto de confirmação do que há muito me havia sido entregue: a integração na comunidade Cristã. Contudo, faço-o como um ponto de partida para uma nova etapa da minha vivência. Algo consciencializado e profundo. Algo mais pessoal e reflectido honestamente. O facto de ter feito o Crisma não significa que esteja completamente esclarecida. Aliás, as dúvidas fazem parte deste nosso percurso, desta nossa vivência. E é através da abertura desta porta que me vou encontrar e encontrar Deus. E é esse encontro que, para mim, significa algo especial. Algo que me faz acreditar e que me faz confirmar o meu baptismo. Agradeço a escolha dos meus Pais ao terem-me integrado na comunidade Cristã, no incentivo a fazer parte dela, não só nas Eucaristias como também nas acções do dia-a-dia que penso ser o mais importante. Acções as quais nos são transmitidas através da metáfora da Bíblia. E é essa metáfora que nos faz conseguir aplicar todos os valores que são implícitos nos textos bíblicos, na nossa vida, na relação com os outros e com Deus. E é por isso que o Crisma é um compromisso connosco e com Deus na medida em que implica espalhar a sua mensagem e em vivê-la ao máximo. Inês Récio e Mariana Pinto, 9ºB

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o passado dia 4 de Maio deste ano, os alunos do 9º Ano receberam os 7 dons do Espírito Santo, através do Sacramento do Crisma. A cerimónia decorreu na Sé de Lisboa por volta das 19 horas. Já lá marcávamos, nós alunos do 9º ano, presença desde as seis horas, com as respetivas famílias, reunidos e conscientes da importância do acto que íamos fazer.

A celebração iniciou-se ao som dos cânticos entoados pelo coro de Externato, os quais, pela sua beleza, tom e mensagem, criaram um ambiente espiritual muito propício à cerimónia. Começámos, assim, num tom festivo aproximando-se, então, o momento nuclear da cerimónia. Nervosos e ansiosos, formámos uma grande corrente e, um a um, fomo-nos sentindo “cheios” com o Espírito Santo. Havia uma atmosfera muito especial e, cremos, que todos nós nos sentimos tocados por ela – a Energia e a Força do Espírito Santo.

Este sacramento simboliza para nós um ponto de partida para uma nova fase da nossa vida cristã, vincando que queremos realmente um compromisso com Ele – Jesus e aceitando os nossos deveres como verdadeiros cristãos. O facto de termos feito esta preparação e caminhada juntos, enquanto grupo, ajudou-nos a que o percurso fosse mais leve, na medida em que podíamos contar uns com os outros para superar as nossas dúvidas e dificuldades. Obviamente, estas não estão completamente eliminadas, mas achamo-las importantes, pois fazem-nos refletir, e é a ânsia de querer saber mais que nos faz continuar à procura d’Ele. Ana Branco e Maria Duarte, 9ºB


.3º ciclo

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nde ficam os alunos de manhã, antes das aulas começarem? Onde é que eles estão após as aulas? E no intervalo do almoço? O Externato de S. José dispõe de uma sala de recursos, devidamente equipada e dinamizada por professoras, onde os alunos dos 1º, 2º e 3º ciclos podem estar nesses períodos. As atividades regulares na Sala de Recursos são os jogos de tabuleiro, a pintura de desenhos e a leitura de livros de livre acesso.

Às terças e quintas-feiras é “Dia de Cinema”, com o visionamento de filmes do agrado dos alunos. Às quartas-feiras há a “Hora da Leitura”, com a leitura efetuadas quer pelos alunos, quer pela professora. Ao longo do ano letivo foram realizadas várias atividades sazonais, com o objetivo de assinalar épocas festivas. Por altura do Natal realizou-se um Concurso de Desenhos alusivos à quadra. Um concurso de decoração de máscaras através de pintura e colagem serviu para comemorar o Carnaval. A chegada da primavera foi

motivo para a realização de uma Mostra de Talentos e atividades alusivas à estação do ano. A Sala de Recurso constitui-se assim como um espaço privilegiado, não só para ocupação dos alunos nos tempos livres passados na escola, mas também como um complemento ao próprio projeto educativo do Externato. A Equipa da Sala de Recursos

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.serra nevada

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Serra Nevad a N

o passado dia 18 de Março, o 9º ano iniciou, por volta das 6h da manhã a sua ida para a viagem de finalistas. O autocarro ia bastante animado e os alunos estavam bastante ansiosos. Connosco ia a Irmã Soledade, a Professora Eulália, o Professor Miguel, a Professora Elsa e uma guia que nos acompanhou durante a nossa viagem, a Sílvia. Por volta das 17:30h de Espanha, chegámos ao destino: Serra Nevada, onde nos saltou logo à vista a neve branquinha que cobria as estradas e as longas pistas de esqui. Quando entrámos no hotel dividimo-nos por quartos (numa ala os rapazes; noutra as raparigas); arrumámos tudo e arranjámo-nos para irmos ver o local que iria ser a “nossa casa” durante os seguintes 4 dias. Alugámos os esquis e pranchas de snowboard e, depois do jantar, saímos à rua e fomos à “Vila” onde havia várias lojas, bares e restaurantes… aí tirámos várias fotografias engraçadas.

No dia seguinte, a ansiedade pairava sobre a sala do pequeno-almoço e todos imaginávamos como iria ser nas pistas… Correu tudo muito bem, as pistas eram ótimas e os momentos que passámos lá, inesquecíveis, desde as gargalhadas, a sensação de descer as pistas com o vento a passar nos cabelos até às quedas… tudo memórias que não serão esquecidas! Os professores, da Escola Oficial de Esqui, eram muito simpáticos e tiveram bastante paciência connosco, ajudando-nos sempre que precisávamos ou tínhamos dificuldades. Todos os dias de manhã tínhamos 3h de aulas, seguidas de um bom almoço para repor as energias gastas e à tarde voltávamos para as pistas ou ficávamos na esplanada a descansar um pouco. Quando as pistas encerravam, voltávamos no teleférico para a Vila onde se situava o nosso hotel, o Mont Blanc. Aí tomávamos um bom banho e arranjávamo-nos para jantar.

.serra nevada

À noite era altura para convívio: podíamos ficar a conversar com os nossos colegas, a ver filmes ou até mesmo ir para a sala de jogos do hotel, para um joguinho de matraquilhos ou bilhar e, houve um dia em que até pudemos ir à discoteca. Quando nevava, os carros cobriam-se de branco e os telhados com longos lençóis da cor das nuvens... Era uma paisagem muito bonita! Os dias foram passando, cada vez mais rápido e, quando demos por nós, estávamos no autocarro para voltarmos a Lisboa. Na vinda, tal como na ida, parámos em Sevilha para almoçar e, quando chegámos por volta das 18:30h ao colégio, vínhamos com um bronze nos rostos, tristeza por já ter passado, mas felicidade por ter acontecido. Um grande obrigado de todo o 9º ano a todos os professores, irmãs, pais… a todos os envolvidos neste projeto! Decerto será uma viagem que não iremos esquecer! Filipa Pinto e Bárbara Monge, 9ºA

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.os nossos pais estão aqui

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uantas vezes vos ouvi dizer – Estou com fome/ Tenho fome. Nada mais contrário à verdade. Provavelmente nunca se sentiram completamente tontos, com dores fortes, esvaídos, com tremuras, nem com falta de forças... O Homem é um ser demasiadamente frágil e como todos os outros seres da terra, se tiver FOME, morre!

Há FOME por aí!

Morrem milhares por ano, aqui em Portugal, neste país de brandos costumes. Hoje muitas famílias de velhos, de crianças, de mães desesperadas e desempregadas passam FOME e vivem num cenário de cruel angústia. Não fiquem alheios a esta situação degradante. Pessoas de todos os patamares culturais, económicos e sociais, onde entram ricos e pobres, se debruçam sobre os outros e dão a sua parte para partilharem o infortúnio desta gente que passa FOME. Ás vezes os mais pobres são os que dão mais; contudo neste Portugal, quase medieval, ateus e religiosos, sindicatos, empresas, instituições sociais, municípios e freguesias, mas sobretudo paróquias, têm criado um programa de ajuda: dão-se refeições, roupas, apoiam-se os estudos dos menos favorecidos, promovem-se colónias de férias e ocupações dos tempos livres. Não poderiam vocês, nas vossas férias ir até à vossa paróquia – que talvez nem conheçam – e oferecerem-se para apoio domiciliário, para acompanharem miúdos à praia, para ajudarem à distribuição de sopas, para fazerem companhia a alguém de muita idade ou para vigiarem um bebé necessitado? Será que nada podem fazer para diminuir este flagelo? Se nada podem fazer... dou-vos um conselho: vão para um cantinho do vosso quarto, apaguem o telemóvel, o computador, o ipod, a aparelhagem, a playstation e as mais vinte coisas que vos entretêm e na escuridão e no silêncio – Rezem pelos Homens à fome! Margarida Pinto Machado (Cuca)

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“Não poderiam vocês, nas vossas férias ir até à vossa paróquia e oferecerem-se para ajudarem à distribuição de sopas?”


.os nossos pais estão aqui

“Revi, com muita alegria e emoção, muitas Irmãs, antigos Colegas, Professores e senti que tinha regressado à minha Segunda Casa”

A decisão certa! E

ntrei pela primeira vez no São José com 4 anos. Lembro-me da sensação de ser pequena, muita pequena num espaço tão grande. Corredores imensos, recantos misteriosos, azulejos azuis e amarelos e jardins que, aos meus olhos, pareciam não terminar. Dos 4 até aos 14, idade com que saí, esta Grande Casa transformou-se na minha “Segunda Casa”: todas as Irmãs, todos os Professores, todas as Auxiliares nos conheciam pelo nome, nos guiavam no espaço e na complicada tarefa que é crescer. Foi também no São José que conheci as que são, ainda hoje, as minhas melhores amigas e que construí muitas recordações maravilhosas da minha infância e adolescência. Regressei pela primeira vez ao São José no evento de aniversário dos seus 50 anos, passados 20 anos de ter saído enquanto aluna. À entrada, a sensação estranha de me parecer que o espaço tinha, de algum modo, “encolhido”! Não, o espaço é o mesmo, até muito mais moderno desde a

última vez – a minha perceção, essa sim, já não era a de uma criança de 4 anos, pequena num espaço tão grande... Revi, com muita alegria e emoção, muitas Irmãs, antigos Colegas, Professores e senti que tinha regressado à minha “Segunda Casa” novamente, depois de um longo período de ausência. Nesse dia, regressei a casa e tive uma longa conversa com o meu marido sobre o que tinha sentido após este reencontro: para mim tornou-se evidente que o São José era a opção certa para a educação dos meus 3 filhos e que gostaria de partilhar com eles a alegria de crescer num espaço onde há tanto carinho, tanta partilha e se aprendem os valores fundamentais do que é ser uma pessoa mais completa. A nossa decisão foi tomada e, este ano, os nossos 3 filhos entraram para a “Família São José”. Para nós é muito gratificante constatar que os 3 usufruem exactamente daquilo que esperávamos e desejávamos para esta

fase das suas vidas: uma educação formal completa, uma educação humana exigente e um acompanhamento constante nos desafios que lhes são colocados diariamente. Todos os dias os nossos filhos partilham os acontecimentos diários em família: as suas dificuldades, as suas ansiedades, mas também as suas conquistas e imensas alegrias. Estamos muito satisfeitos com a escolha que fizémos e com o apoio que encontrámos por parte do Externato – ficamos diariamente surpreendidos como se consegue tratar tantos alunos como únicos, chamando-os sempre pelos seus nomes e conhecendo as suas personalidades, qualidades e dificuldades. Temos a certeza que para os nossos filhos o São José já é, e será sempre, a sua “Segunda Casa”. O nosso eterno obrigado a todos os que contribuem para essa bênção! Dr.ª Rita Gonçalves (Mãe do Damião, do Egas e da Frederica)

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.página das línguas

CONVERSAS NA CANTINA… E

u sou um aluno muito observador e, na nossa cantina, as conversas descontraídas proliferam.

Entretanto, um de uma turma que ia fazer teste de Francês, aproveitou para perguntar a um colega:

Olhando a boa da couvinha cozida que, naquele dia acompanhava o prato da dieta, um dos professores perguntou aos outros:

-Olha lá! O que é que quer dizer “pourquoi”?

-Por acaso alguém sabe qual é a semelhança entre Adão e uma couve?

-Porquê.

Diz-lhe o outro:

De uma outra vez, agucei o ouvido para a mesa dos professores e ouvi esta, que também acho muito engraçada. Dizia uma professora: -Já sei por que estou a engordar!! É do shampoo!! No rótulo diz: “para dar corpo e volume”!! Risada geral. Mas essa professora, que aliás é muito espirituosa, não se ficou por aqui e acrescentou:

-Por nada! Só para saber… Interrogativos, os colegas entreolharam-se e logo, uma das professoras de línguas, com olho reluzente e sorriso rasgado, disparou: -É que Adão foi o primeiro Homem qu’houve!.... Na mesa atrás de mim, onde outros colegas meus já almoçavam, ouvi-lhes a seguinte conversa: -Olha lá, tu em tua casa também rezas antes de começares a comer?

-Agora vou só usar detergente da loiça que diz no rótulo: “elimina até as gorduras difíceis!”

Olhem querem ouvir esta? Era uma vez um chefe fanhoso e uma secretária. Diz o chefe para secretária: -Secgetáguia, magque uma guiunião paga sexta-feiga.

Perguntei eu: “Mas porquê?” -Sim, Sr.Doutor!... Sr. Doutor, sexta é com “x” ou com “s”?

-Eu cá não preciso! A minha mãe cozinha muito bem!... Mas a conversa não ficou por aqui. Depois de mais umas garfadas, pois há que aplacar a fome, de novo voltamos à piada. Esta foi da minha mesa: -Olhem lá, vocês sabem o que diz o livro de Matemática para o de História? Todos se entreolharam. -Não sabem? Diz: “Não me venhas com histórias, que já estou cheio de problemas”!

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Respondeu o meu colega: “Para ver se o tempo voava!”

-Sua pagva! É com um... Hmmm,…

Com ar sarcástico e brincalhão logo o outro respondeu:

Voltando à mesa onde eu normalmente almoço: É pá, hoje atirei o relógio pela janela!!

…magque paga quinta-feiga! “.

E assim decorrem, animados, as almoços na Cantina da minha Escola!! E, acreditem ou não, com esta risada, ninguém, mas mesmo ninguém se engasga!! O “Ouvido de Tísico”

Curso ráp

ido de línguas Com o intuito de ac re sc entarmos às nossas aulas Chinês: línguas estrangesairber resolvemos publde as, Ca ic belo sujo: Chim-Cham ar al gu ma terminologia muito do agrado do pu Ve ne no: Bai gon s al un os, pertencentes ao vocabulário das Ladrão: Fin-to-X seguintes línguas: Russo: Político: Chim-Panui-Z Conjunto de árvore Sogra: Bru-Xa-Feia e s: Bo shke Inseto: Mohska Inglês: defunto: Sefoy Prak Banheira giratória: Ti ova Alemão: Copie bem: Copyrigh na Turner t Abrir a porta: Destr Ja po nê an s: ke n Não interessa: Q Bicicleta: Kasimot Chuva:Gotascaenueselich Adivinho: Komosaboe Árabe: Café amargo: Takaro Azu Kar Elevador: Alivaicim Co mpre: Adkira a Sogra: Alvibora Bilhar: Takada Nabo Metralhadora:Aahliv Di arreia: Kagsoagwa la aibala Político: Roba Kasitud o FIM: SAKA-BO


.página das línguas

QUEM ÉS, PROFESSOR?QUEM ÉS? Ser Professor é ser Artista: Escultor e malabarista! Doutor, pintor, equilibrista ! Amar o livro, alfarrabista…

É ser Ação Informação decisor e Avaliação!

Depois, ao livro abraçado, começa a fazer feliz o quadro já cansado de esperar pelo giz!…

É ser Espantalho numa seara de gente! para afugentar o estado de estar ausente!

Criar melodias ser Musicólogo, ser confidente e ser Psicólogo!

É ser Farol e bússola e Sol! é iluminar …

Ser professor é ter um vício ou vocação? não é dividir é multiplicação!

E, de novo, a melodia entoada em cada dia com ternura e devoção: vai dando à sabedoria a luz e a Orientação…

É ser ciência! Ter paciência é conduzir à sapiência! sem renitência… É como um Pai ou uma Mãe, É ser Avô , Avó… Irmão também! É ser Palhaço ou um Estilhaço! É dividir-se num Abraço!

Ser Professor é tocar num amanhã de provir é ser exemplo, padrão mostrar caminho a seguir…

É ver partir e pôr-se a rezar: “Senhor segue-os vai ajudar…”

Ser Professor é unificar mil e uma informações desenhar no céu azul outras mil constelações!

Ser Professor é ficar teimosamente a esperar… novos olhinhos titubeantes ávidos, algo hesitantes…

É ser Gestor de Emoções é semear nos corações a semente do Futuro que há de gerir Nações!

Ser Professor é cativar ! enraizar cumplicidades programar, organizar… ir à Capela rezar…

Florisbela Estoril 28.04.2012

Why I don’t have my homework you I lost it fighting this kid who said sch weren’t the best teacher in the ool. borrowed Some aliens from outer space hum an it so they could study how the brain worked. I left it in my shirt and my mother put it in the washing machine. nt to I didn’t do it because I didn’t wa add to your already heavy workload. My little sister ate it.

Pensamentos... ... Evite uma vida sedentár ia: Beba água! ... Herrar é umano. ... Mais vale um cabelo na cabeça que dois no pente. … Evite o vírus... Ferva o computador antes de o us ar! ... HALOGÉNIO: Forma de cumprimentar os génios. ... “To beer or not to beer ” - ShakesBeer ... Vendu baratto. Virifica dore ortografico IBM. M uito boum.

homeworkexcuses.html

hool/ www.kidsjokes.co.uk/jokes/sc

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.página das ciências e história

Riscos e benefícios dos aparelhos eletrónicos

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s aparelhos eletrónicos são bens materiais para a sociedade e têm uma grande influência no nosso dia-a-dia, tanto no lado positivo, como no negativo. Alguns benefícios são por exemplo os tratamentos na área da saúde (TAC, raios-x...) e facilitam, também, o nosso dia-a-dia em relação às comunicações, pesquisa e até tarefas domésticas. Contudo, os aparelhos eletrónicos podem causar perturbações na aprendizagem, sono e comportamento, principalmente nas crianças; podem causar dependência (nomofobia – medo de ficar incontactável) e doenças como Glioma (doença maligna, no cérebro), Meningioma (doença maligna no tecido que envolve o cérebro) ou Neuroma Acústico (doença que não mata, mas pode causar surdez).

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Para prevenir estas doenças não devemos levar o telemóvel no bolso (devemos guardá-lo em malas ou mochilas), não devemos dormir com o telemóvel perto da cabeça, nem na mesa-de-cabeceira e devemos usar auriculares quando falamos ao telemóvel para que as radiações emitidas pelo aparelho sejam menores. Os telemóveis mais simples emitem menos radiações que os modernos. Os equipamentos eletrónicos que deixam de ser usados, o E-Lixo, também têm riscos para os ecossistemas e para a nossa saúde. Este lixo pode contaminar os solos e águas subterrâneas; as partículas que se encontram, por exemplo, em ecrãs de televisões e computadores, podem destruir o sistema nervoso central e danificar o bom funcionamento do aparelho reprodutor de quem desmonta estes aparelhos. Mónica Godinho e Joana Lopes, 8ºC


.página das ciências e história

A vida a bordo dos marinheiros nos séculos xv e xvi

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e Lisboa partiam barcas, caravelas, naus com destino incerto e em mente transportavam uma missão: “dar a conhecer novos mundos ao mundo”. A ânsia de conhecer o desconhecido torna-se realidade. A tripulação dos navios era formada por voluntários contratados e gente que vinha das principais ruas das cidades do Reino. Segundo Francisco Contente Domingues,  in  Carreira da Índia, a bordo, podiam embarcar até 800 passageiros. A má formação e o tipo de personalidade dos marinheiros e dos mais elementos da tripulação contribuíram para o elevado grau de incapacidade marítima daquela época. Na maioria dos casos estes marinheiros eram homens rudes que se faziam ao mar muitas vezes contrariados ou iludidos por um sonho ou aventura. Embarcados durante seis ou sete meses (isto se a viagem corresse bem) num espaço exíguo, onde se amontoavam pessoas, carga e animais vivos, o tempo parecia escoar-se ainda mais lentamente. Para todos, a hora das refeições constituía um dos momentos mais importantes do dia e, verdade se diga, um dos mais confusos também. Os tripulantes abasteciam-se da despensa do navio, pois viajavam por conta do armador; já os passageiros tinham de levar consigo os seus próprios alimentos e, num caso como noutro, era necessário cozinhá-los. Havia dois fogões a bordo, situados na coberta abaixo do convés, um de cada lado do navio, eram 400, 500 ou 600 pessoas embarcadas, às vezes até 800, à espera de poderem pôr ao lume os seus alimentos.

O tipo de alimentação e o processo de conserva desses, que se mantinham em barricas cheias de sal, aumentavam o problema principal: a necessidade de água potável. A partir do Séc. XVIII demonstrou-se que a ração alimentar com frutos cítricos (laranjas e limões) evitavam o escorbuto e no Séc XIX foi determinado que a ingestão de arroz integral (em substituição do arroz polido) prevenia a ocorrência de beribéri. As doenças manifestavam-se com certa facilidade, e decorriam de duas situações principais: a falta de condições higiénicas e a alimentação deficiente. É facilmente compreensível que o navio representa, pelas suas dimensões, um excelente meio de transmissão de agentes patológicos de vária ordem. A higiene pessoal reduzia-se ao mínimo indispensável, ou nem isso quando a água faltava. Os doentes eram os que sofriam mais, sobretudo quando o seu estado de saúde nem lhes permitia vir até à coberta apanhar ar fresco, local em que se refugiavam muitos dos que preferiam dormir ao relento em vez de abrigados nas condições disponíveis. A falta de vitaminas, o escorbuto, o beribéri, a peste negra, a febre, e a cólera são algumas das principais doenças que apareciam com frequência a bordo. Quando as naus chegavam, por fim ao porto de destino, o sentimento mais comum entre os que não eram profissionais do mar era o alívio puro e simples. Matilde Gonçalves, 8ºA

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.o nosso mundo lá fora

a escola no estado novo Entrevista ao meu pai Que idade tem? Tenho 66 anos. Frequentou a escola até que ano de escolaridade? Até ao grau de mestrado. Quais as escolas que frequentou e onde se localizavam? Escola Primária Nº1, Lisboa; Liceu Nacional Luís de Camões, Lisboa; Academia Militar, Lisboa; Instituto Superior Técnico, Lisboa; Instituto de Altos Estudos Militares, Lisboa; Ordnance and Chemical Center School, EUA. O ensino era misto (rapazes e raparigas)? Não. Como é que um aluno deveria apresentar-se na escola (vestuário e materiais)? O aluno vinha vestido de forma tradicional e/ou fardado, consoante o tipo de escola. Qual a ideia que tinha da sua professora primária? A professora primária Palmira era uma professora de excelência, de muito conhecimento, de vasta cultura geral e, pedagogicamente, muito competente. Como é que eram as salas de aula? As salas de aula eram amplas, com carteiras para dois alunos e turmas de 35 a 40 alunos. O quadro da sala era de ardósia e escriturado a giz. As paredes tinham mapas geográficos de Portugal Continental, Insular e Ultramarino. Painéis com o corpo humano, mostrando os diversos sistemas que o constituem. Outros painéis mostravam diferentes espécies do mundo animal e vegetal. Num armário, ao fundo da sala, havia sólidos geométricos em gesso e um conjunto de minerais representativos de diferentes sistemas de cristalização. E os manuais por onde estudavam? Os manuais eram a preto e branco e únicos para as diferentes disciplinas.

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Havia brincadeiras nas aulas? Não... Era muito difícil os alunos brincarem nas aulas porque a disciplina era muito rígida. Quais os castigos aplicados aos alunos que não cumprissem as regras? Os castigos eram aplicados na escola primária e no liceu. Na escola primária o castigo mais severo era “A Palmatória”, também chamada “Menina-de-cinco-olhos”. No liceu o castigo mais severo era a expulsão da sala de aula e se o aluno continuasse a comportar-se mal podia ser expulso do liceu. Fez parte da mocidade portuguesa? Claro! Todos os estudantes eram obrigados a fazer parte da mocidade portuguesa a partir da instrução primária até ao fim do liceu se completasse o liceu com menos de 17 anos. Com mais do que 17 anos frequentava, não a mocidade portuguesa, mas sim, outra estrutura designada por Milícia. Quais os objetivos dessa organização juvenil? Os objetivos declarados pelo poder político eram dar a oportunidade aos jovens de praticar atividades desportivas muito diversificadas que iam, por exemplo, da prática de jogos até à vela, natação, aeromodelismo, canoagem, etc. Havia naturalmente, e dado o tipo de regime político existente em Portugal, um objetivo muito claro, mas não explicito, de mentalização e enquadramento militar dos jovens. Quais as atividades em que participou? Esgrima, natação, andebol, aeromodelismo e ginástica. Considera que a escola estava ao serviço do regime político? Absolutamente! Ao serviço do regime político e a ele completamente subordinado. Basta recordar as verbas disponibilizadas pelo governo de então, para fazer face a todas as atividades da mocidade portuguesa. O facto dos manuais escolares serem livros únicos, os seus conteúdos seguiam fielmente a filosofia do regime.

Fotografia do meu pai na altura do exame da 4ª classe Compare a escola do seu tempo com a do meu tempo. As diferenças são abismais! No entanto, tenho de reconhecer que a escola do meu tempo tinha também algumas virtudes que a escola de hoje, de certa maneira, abastardou. Refiro-me, concretamente, ao sentido de responsabilidade que nos era incutido desde tenra idade, o respeito pelos professores e pela escola, o incentivo ao trabalho árduo e a preocupação permanente de procura do saber, pelo prazer e necessidade de saber. Outra diferença que em meu entender a minha escola tinha, era a existência de exames finais eliminatórios na 3ªe 4ª classes da instrução primária, no 2ª,5ª e 7ª anos liceais e em todos os anos e a todas as disciplinas do ensino superior. E mais ainda: exames de admissão aos liceus e às faculdades. O ensino superior tinha a duração mínima de 5 ou 6 anos (engenharia e medicina). Em contra partida, o acesso generalizado ao ensino era discriminatório, pois só as pessoas com algumas posses podiam canalizar os seus filhos para estudos superiores. O ensino do meu tempo era, manifestamente, repressivo e demasiado dirigido à memorização. Entrevista realizada por: Maria Ana Gonçalves, 6ºA


.o sol ainda brilha

SAÚDE E PREVENÇÃO ESTÁ NA NOSSA MÃO

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om o Verão a aproximar-se todos estamos desejosos de apanhar sol e as crianças em particular. Isto pode acontecer na praia, no campo, a fazer desportos ao ar livre, etc. Contudo, é preciso conhecer e respeitar os benefícios e os riscos desta exposição ao sol! O sol tem propriedades muito importantes para a vida dos seres vivos em geral, e para os humanos em particular. As emissões do sol que atingem a superfície terrestre incluem a luz visível, o calor e a radiação ultra violeta (UV). Estes elementos são fundamentais e benéficos para a vida humana, desde que a exposição aos mesmos, seja adequada e moderada. O sol é um agente estimulante do funcionamento do organismo, pela acção que tem sobre a nossa pele, o sistema nervoso, os olhos e, através destes, sobre o sangue e outros tecidos do nosso corpo. Os ritmos funcionais do organismo são também influenciados pela luz do sol. Esta luz condiciona a

síntese de pigmentos cutâneos (melanina), que protegem a pele, e a síntese da vitamina D (muito útil para a nossa saúde). Contudo, a luz excessiva, actuando por períodos de tempo longos, pode ter efeitos negativos, ou seja provocar dermites (inflamações da pele), conjuntivites (inflamações dos olhos), etc. O calor excessivo pode levar à desidratação e, a exposição excessiva aos raios ultra violeta (UV), pode levar ao cancro da pele. Os raios UV são responsáveis por cerca de 90% dos cancros da pele, que é uma doença grave e muitas vezes mortal. Tem atenção que a tua pele é a primeira barreira do teu corpo, e é ela a primeira a contactar com as agressões externas, quer do sol, quer de outros riscos para a saúde. Esta barreira constitui uma espécie de escudo protector do nosso organismo permitindo a nossa sobrevivência. Protege-a para que ela se mantenha íntegra e com saúde! Adopta algumas regras simples e fáceis!

Sol e verão são uma tentação mas é preciso ter moderação! Na praia ou piscina.

-Evita as queimaduras e escaldões aplicando, 15 minutos antes de te expores ao sol, um creme protector. -Evita a exposição solar nas horas de maior intensidade (entre as 12:00 e as 16:00). -Faz actividades ao sol pela manhã ou pelo fim da tarde -menor intensidade de radiação UV. -Se estiveres ao sol em horas de maior intensidade usa chapéu, roupas leves de algodão e óculos. -Previne a desidratação! Bebe muita água e come fruta fresca! -Aplica sempre creme após o banho e de duas em duas horas. -Tem atenção que as crianças são mais sensíveis que os adultos à exposição solar. Uma queimadura solar na infância duplica o risco de, mais tarde, desenvolver um cancro da pele. -Expõe-te ao sol de forma gradual e não permaneças ao sol por períodos longos. Tem em atenção que as pessoas de pela mais clara, ruivas ou louras, com sardas e muitos sinais devem ter cuidados redobrados. Molha-te com frequência.

DIVERTE-TE... Sol e Verão mas com Moderação! Dr.ª Aldina Gonçalves Médica, Professora de Saúde Pública

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.vale a pena ler e pensar...

Aprendi a amar essa tuba canora, que o peito acende e a cor ao gesto muda.

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om a sua dimensão dolorosa, a morte é momento de confronto com a vida e com o seu pulsar mais radicalmente verdadeiro. Por isso celebramos a memória. Do tempo em que fui aluna da Senhora Dra. D. Irene Ferreira de Almeida, tenho ainda presente a vontade de um dia vir a ser como ela. No espaço da aula, havia decerto sujeitos a predicar e toda uma panóplia de relações com o verbo, o ritmo da “récita” das preposições, mas, entre tudo isso, projetava-se sobretudo um imenso horizonte na sua voz e gestos generosos. O sorriso era o de quem sabe pairar algures o amor entre mestre e discípulo. Nada disto significava adocicar o que não se deixa dulcificar. O seu discurso era rigoroso, com a exigência do respeito pelos alunos e da valorização da formação humana. Antes de ser sua aluna, ouvia a minha irmã e, às escondidas, procurava nos seus cadernos vestígio daquele entusiasmo. É que o horizonte apontado no seu discurso escolar para alunas tão novas, com a dimensão da memória dos séculos, era o de alguém em quem a cultura não era competência que se tem, mas coisa que se é, confundindo-se com o pulsar do coração. Maria Mafalda Viana

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nossa Escola chora a partida da mais excelente professora - a nossa querida, por todas e por todos Senhora D. Irene, que o SENHOR chamou à sua presença depois duma longa vida. Todas as irmãs que com Ela conviveram, as colegas de quem foi Mestra no saber, no convívio ameno, na elegância do vestir, do saber estar, do aconselhar, assim como todas as colaboradoras dessa casa - tão cor de rosa que era - estão de luto e, cada uma chora as suas lágrimas, pelas suas lições de beleza,

de expressão cheia de melodia, de transmissão de valores e saberes. As suas alunas lembram sempre, o entusiasmo a emoção, a ordem o prazer com que ensinava. Que júri seria capaz de avaliar esta Mulher de corpo inteiro que punha a alma inteira em tudo o que fazia? Espero que a nossa escola faça transparecer a dor de todas as salas e corredores que pisou, sendo Ela mesmo um alicerce que não cai. Da amiga, colega e aprendiza, Maria Margarida Pinto Machado


.vale a pena ler e pensar...

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onfesso que, da primeira vez que a minha avó quis ensinar-me esta oração, eu, muito secretamente, pensei “pois, pois, hei de sabê-la, hei de!!! Com esse comprimento todo…!!!!”. Mas, a minha avó não desarmava e, de manhã, em vez de rezá-la em silêncio, fazia-o em voz alta e, como quem não quer a coisa, mas querendo, ela lá me ia fazendo ouvi-la e eu, sempre sem crer que algum dia a saberia de cor, lá a fui aprendendo.

Orações das avós

Um dia disse-me: “Sabes, filha, se pedires com Fé, as tuas palavras serão ouvidas; pede todos os dias, com esta oração, ao Nosso Senhor Jesus Cristo, a Sua Guarda e Proteção . Com o tempo, virás a senti-Las!!” O que é certo é que, diariamente, já não consigo dar início à minha atividade sem passar primeiro por este pedido que, embora extenso, não hesito em vo-lo passar. Esta oração é oriunda de Unhais-o-Velho, Pampilhosa da Serra, terra da minha avó. Alguns de vós, sendo daquelas zonas, ou tendo lá família, já, provavelmente, a conhecereis. Florisbela

“Oração de Justo Juízo de Nazaré, Jesus Cristo, Filho da Virgem Maria, que em Belém fostes nado, no vale de Nazaré crucificado, no meio da judiaria. Meu Senhor Jesus Cristo, aqui Vos peço por este dia, que o corpo do(s) irmão(ãos)……(dizer o nome para quem vamos pedir proteção)…. não seja combatido nem vencido, nem ferido nem morto nem da justiça envolto. Jesus Cristo diz para os seus discípulos : “PAX TE, PAX TE, três vezes PAX TE” que a Paz do Senhor esteja connosco, para que os nossos inimigos tenham olhos e não nos vejam, tenham ouvidos e não nos ouçam, tenham boca e não nos falem, tenham pernas e não nos alcancem, tenham mãos e não nos possam fazer mal algum, nem a nível físico, nem a nível espiritual, que nós na Arca de Noé estamos arrecadados, com as Armas de São Girbás estamos armados, com a Capa de Adão estamos cobreados, com o Leite da Senhora estamos suados, com o Sangue de Cristo estamos borrifados, com a Bênção de nosso Senhor estamos abençoados e protegidos. Quem nos há de ficar com estes três Cálices Divinos, com estas três Hóstias Consagradas, há de ser nosso Pai Senhor Jeová, nosso amado Senhor Jesus Cristo e nossa Mãe Santa, Nossa Senhora de Fátima.”

Pai Nosso… Avé Maria Glória ao Pai.

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oigélocodzova V

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as sensações da cor o melancólico, o tranquilo, o sereno, o mistério…

Trabalho realizado pelos alunos do 5º ano

A Voz do Colégio | 30  

Jornal do Externato de S. José 30 - Junho 2012

A Voz do Colégio | 30  

Jornal do Externato de S. José 30 - Junho 2012

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