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docolégio

Externato de São José Restelo

500 exemplares . 2 voz dezembro 2017

PÃO POR DEUS PÁGINAS 7 E 87

CARDAES

VOLUNTARIADO PÁG 11

A ESTRELA DE BELÉM PÁG 21

!

RECORTA AS PECAS E

constroi

O TEu

castelo

no DESTACÁVEL deste jornal!

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Kairós,

tempo da Graça

uma historiA PARA CONTAR jardim de infancia 1 ciclo o

o nosso mundo la fora paginas centrais

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odos os povos, em todas as épocas da História, marcaram o ritmo da vida, pessoal e coletiva, com tempos especiais. Tempos que lhes permitiam alimentar o sonho de viver e viver bem. Esta realidade de todas as religiões e culturas ficou expressa, de um modo extraordinário, na forma como os gregos dividiam o tempo, em Krónos e em Kairós. Krónos era o tempo do relógio, da sucessão das horas e dos dias. Kairós era o tempo sem tempo, que não era quantificável, que valia por si… Era o tempo especial, o Tempo por excelência.

O Natal é esse tempo de Kairós para os cristãos (e não só!), que em cada ano renova na humanidade a capacidade de sonhar com um mundo mais humano e mais fraterno. Um mundo onde todos tenham lugar, vez e voz. Um mundo que todos os anos se anuncia no nascimento de uma criança que se espera. Esperar uma nova vida é sempre um convite à esperança, à abertura e ao acolhimento, à partilha e à escuta.

Neste tempo de Advento e Natal, a escuta é, antes de mais, ouvir a voz do coração que ecoa dentro de cada ser humano, mas é também a predisposição para ouvir a voz dos outros com quem vivemos e convivemos. Ao mesmo tempo, é o desafio a escutar o mundo, a terra que é a nossa Casa Comum, que apela para ser cuidada e protegida para continuar a ser habitável. É a interpelação para escutar a voz de Deus, que vem montar a sua tenda no acampamento humano, para acompanhar a humanidade nos percursos sinuosos do seu viver, permitindo-lhe dizer, como S. Paulo: eis o tempo favorável, eis o dia da salvação! (2Cor 6, 2) Numa escola, e numa escola de todos e para todos, fará sentido refletir num tempo que não é tempo? Isto é, num tempo que é «perda de tempo», no sentido em que materialmente não acrescenta nada a ninguém? No entanto todos sabemos como em termos pedagógicos o tempo ultrapassa a escala do relógio e ganha qualidade, quando se converte em escuta atenta e presença paciente, para ajudar a despertar e a desenvolver, em cada um, o melhor de si mesmo.

2 ciclo o

3 ciclo o

pagina das linguas cri art ividades pagina da historia pagina das ciencias espaco da psicologia

coordenacao

Educ. Andreia Barata Prof. Patrícia Eusébio Prof. Joana Pinto Machado Prof. Paula Falcão grafismo e paginacao

Prof. Carlos Fernandes

sugestões ou comentários? jornal@esj.edu.pt

visite-nos em www.esj.edu.pt

A Direção

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20 ANOS DEPOIS, TUDO INTACTO...

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1988

2017

assaram-se mais de 20 anos que não entrava no Colégio, mas bastou chegar à portaria para me sentir em casa… Tudo tão diferente, mas tudo tão igual… A D. Piedade, as mesmas irmãs, os azulejos das paredes… tudo intacto, tudo na mesma! E foi aí que percebi que tinha feito a escolha certa para a minha filha. A educação é muito importante, mas é a formação enquanto pessoa que me preocupa. Os planos curriculares mudam, mas os valores da solidariedade, honestidade, amizade e fraternidade mantêm-se e são estes os valores que me foram transmitidos no Colégio e são estes os valores que me têm acompanhado. São também os mesmos valores que vejo que se estão a tornar a base da formação da minha filha. Apesar de agarrado às raízes, o Colégio soube adaptar-se muito bem aos novos tempos e soube acompanhar as exigências das crianças de hoje, que são muito diferentes das exigências das crianças dos anos 80 e 90. As novas tecnologias, a necessidade de um maior contacto com a Natureza, a adaptação e preparação das crianças a um mundo e a uma sociedade global, sem nunca descurar o vínculo com o próximo e com a família.

Ontem, hoje e amanhã, com a certeza que estou a dar a melhor educação e formação à minha filha! Filipa Santos (mãe da aluna Madalena Almeida e antiga aluna)

A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor. Padre António Vieira

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Querida Mia… Nós gostamos da Mia, e escrevemos este poema, com muito amor e alegria e o cheiro a alfazema. Nós temos muitas saudades, da nossa educadora de infância, com ela fizemos muitas amizades, e nunca iremos esquecer esta aliança. A nossa infância foi divertida, brincamos contigo, tu acompanhaste-nos na nossa vida, com todos e até comigo. Amamos-te com muito amor, tu pareces uma flor, para além que tens um grande valor, e a nossa sala era cheia de cor. Este poema termina assim, e esta história chegou ao fim! Teresa M.; Margarida F.; Matilde C.; Matilde F.; João P.; Manuel F.; Maria do Carmo – 4ºC

Aqueles que passam por nós, nunca vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. Antoine Saint-Exupéry 4

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e muitos professores que tive ao longo de 16 anos de escolaridade, a primeira professora nunca poderia esquecer: a Educadora Mia. Recordo esses anos com muita saudade e com a perspetiva de que a educação não parte só dos pais, mas de todo um conjunto de pessoas que tiveram um impacto significativo no meu percurso escolar, estando a Mia no ponto de partida da pessoa em que me tornei hoje. Obrigada por tudo o que ensinou a mim e a todos os alunos, pais, professores e funcionários que por lá passaram e que partilham o mesmo testemunho do quão essencial foi, é, e sempre será. Mariana Marques antiga aluna (2002-2014)

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embro-me muito bem da Mia a ralhar connosco por atirar comida para o chão. Mas ainda bem que o fazia! Era uma ótima professora, tinha uma grande paciência para nós e brincava connosco. Vou ter saudades da Mia. Maria Correia 7ºB

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ia, não sei se te lembras de mim, o Pi. Quando o meu avô foi operado e eu estava muito triste, levaste-me contigo para almoçar em tua casa e cuidaste de mim. Obrigado por tudo! Agora já estou muito crescido, estou no 7º ano e tenho 12 anos. Bernardo Villa 7ºB

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audades da amizade. Saudades do sorriso. Saudades da simplicidade. Saudades coragem com que enfrentava a vida. Saudades das histórias. Saudades das viagens até ao Rodízio. Saudades da sua alegria. Saudades da boa disposição. Saudades… saudades… saudades da nossa Mia!

odos os momentos durante o meu percurso pelo Jardim de Infância foram fantásticos graças aos meus colegas, mas principalmente à minha educadora. Para mim, a Mia foi muito importante, como também sei que foi para todos os meus colegas. Vou guardá-la para sempre no meu coração.

Educadoras do Jardim de Infância

Manuel Silva 7ºB


O Grande Chico… Se um dia alguém Perguntar por ti … Diremos que vives… (pausa) Aqui… (apontando para o coração) Cada um de nós Será (a) tua voz, Difícil as aulas Sem ti. “BIG” CHICO Jamais serás esquecido Serás sempre um amigo REFRÃO Pois sempre nos deste a mão

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oi sem dúvida um ícone da nossa escola, principalmente pela alegria desconcertante com que acarinhava e brincava com os seus alunos, bastava a sua presença para que imediatamente todas as crianças mostrassem o seu mais belo e sincero sorriso. Aliás o melhor dia da semana, era o dia da “Ginástica do Chico”, nome que atribuíram à sua disciplina e que passou ao longo de gerações.

Excelente Professor, era com entusiasmo que as crianças se preparavam para as suas aulas, momentos em que a brincar desenvolviam as suas competências motoras, mas também adquiriam valores através do seu exemplo de dedicação e compromisso com cada uma delas. Certamente, uma pessoa, um professor, um colega que deixa imensas saudades… Educadoras do Jardim de Infância

“BIG” CHICO Foi tão bom estar contigo REFRÃO Professor divertido És o nosso campeão!! Contigo, unidos Regras e sorrisos, fizemos das aulas… Paixão! E como um senhor Páginas de amor Escritas com o Coração! Letra da Prof. Manuela Ventura, com a música de “AMAR PELOS DOIS” de Salvador Sobral

Ao fim de muitos anos de trabalho e dedicação às crianças desta escola, estes professores, deixam muitas saudades mas foram usufruir da sua reforma!

Professor mediano conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira. Autor desconhecido 5


xistem dois modos basilares de orientação da prática educativa: o modo da transmissão e o modo da participação. Uma prática orientada para a transmissão centra-se no conhecimento que se quer veicular. Já uma prática orientada para a participação centra-se nos atores que, conjuntamente, constroem o conhecimento participando nos processos de desenvolvimento e aprendizagem.

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e da reflexão sobre essa experiência. Com efeito, a experiência estabelece relações significativas entre as crianças e o mundo (pessoas e objetos) tornando-os num continuum e confluindo em aprendizagens significativas.

Em suma, práticas orientadas para a participação permitem a articulação das intencionalidades educativas com os propósitos das crianças, potenciando o livre desenvolvimento da personalidade destas últimas. Aprender é crescer em participação! Educadora Luísa Vinagre

Face ao contraste apresentado, considero que somente práticas orientadas para a participação aumentam a riqueza das interações e relações criança-adulto, promovendo, por ora, o usufruto pleno das crianças dos seus direitos, nomeadamente, o direito de participação. Para mais, importa ressalvar que se tem a aprendizagem experiencial como construção do conhecimento através da experiência vivida

ERA UMA VEZ A

HISTÓRIA DE PORTUGAL! uem foi D. Afonso Henriques? Os Conquistadores contam…

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Foi o primeiro Rei de Portugal. Matilde Neves

Tinha uma armadura, uma espada, um cavalo e um escudo! Gonçalo

Ele foi para sul. Maria Ana

Tornou-se cavaleiro sozinho!

Também lutava contra os Mouros e quando ganhava fazia castelos.

O outro nome era Conquistador, como nós!

Filipe

Bernardo

A mãe dele chamava-se Teresa e o pai D. Henrique.

Teve um Professor chamado Egas Moniz.

Tinha uma mulher chamada Mafalda e teve 7 filhos.

Rani

Francisco

Tinha tropas e lutou contra a mãe.

Quando ele morreu o seu filho ficou Rei!

Rani

Afonso

Queria ser cavaleiro e brincava às lutas. Bernardo

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Lourenço

A luta entre o filho e a mãe foi feroz! Thomas

Matilde Hipólito

Conquistadores e D. Afonso Henriques


CELEBRAR O

PÃO POR DEUS NO JARDIM DE INFÂNCIA

Porque celebramos o Pão por Deus

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Os Exploradores explicaram:

Fomos pedir Pão por Deus Carolina

Porque ontem foi feriado de Todos os Santos Afonso

Há muitos anos houve um grande terramoto

Na Comunidade das Irmãs

António P.

Destruiu toda a cidade de Lisboa e as pessoas ficaram sem nada. Luca

o dia 2 de novembro as crianças do Jardim de Infância tiveram a oportunidade de vivenciar uma tradição bem Portuguesa, celebraram o Pão por Deus. Após alguns dias de preparação, eis o resultado final…

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E as pessoas pediram Pão por Deus para terem alguma coisa para comer António M.

E também foram ao cemitério pôr flores e matar saudades das pessoas que já morreram Madalena

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Na Secretaria

O que dissemos

“Vimos pedir Pão por Deus, Porque somos europeus. Gostamos muito desta tradição, Dê-nos lá um doce então.” * *Quadra inventada pelas crianças para irem pedir Pão por Deus pelo Externato.

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Onde fomos

“Ao Bar da escola, à Secretaria, à D. Piedade, à Casa das Irmãs e ao Ginásio.” – Investigadores

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RECORTA AS PECAS E

constroi

O TEu

castelo

no DESTACÁVEL deste jornal!

O que recebemos

Saquinhos elaborados pelas crianças

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“Bolinhos para o saquinho!!!” – Pioneiros No final do dia, as crianças estavam felizes com os seus saquinhos que levaram para casa para partilharem com a família. Sem dúvida uma atividade para repetir!

Final do dia

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o passado dia 16 de outubro, dia da alimentação, o 1º ciclo teve a visita da Mimosa. Foram feitas muitas atividades, jogos sobre a alimentação saudável, desenhos… Provámos batidos de fruta com leite e tivemos um lanche saudável. E, a Mimosa fez um filme muito giro deste dia para passar na televisão.

Foi uma manhã cheia de surpresas divertidas e animadas. Estivemos muito felizes. E no final ofereceram-nos uns saquinhos com leites variados! Alunos do 3ºA

A MIMOSA VEIO À ESCOLA BOLINHOS DO DIA DO PÃO POR DEUS

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o dia 30 de outubro o pai da aluna Clara Alves do 3º ano A, ofereceu à turma os bolinhos do dia do Pão por Deus e nós fizemos uns saquinhos de papel para pedir o Pão por Deus. A Clara também fez um trabalho sobre este dia que conta a história do Pão por Deus: Em Portugal, no dia 1 de Novembro, Dia de Todos-os-Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o Pão-por-Deus (ou o bolinho) de porta em porta.

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As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, tremoços, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas. Em algumas povoações da zona centro e estremadura chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’. Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo à base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes.


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o passado dia 20 de novembro os alunos do 3º ano foram visitar o MARL no âmbito da atividade “5 ao dia”. Esta atividade foi muito interessante, porque falámos sobre a importância de comermos 3 peças de fruta e 3 porções de vegetais por dia. Conversámos, vimos um filme, fizemos um jogo de olhos vendados para descobrir o fruto através do sabor e cheiro e, fizemos uma salada de fruta. Também fomos de autocarro pelo MARL ver os pavilhões e os painéis de energia solar (são imensos!). Foi uma manhã muito divertida! Alunos do 3º ano

fomos conhecer o

MARL

as cores do outono

frisos expressão plástica O esqueleto

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s alunos do 4º ano C exploraram a história do Gigante Egoísta e fizeram, a pares, um outro final para a história. Para completar, ilustraram o novo final.

No tempo em que os carros voavam, existiam duas amigas chamadas Matildex, com nove anos e a outra chamava-se Matildi, com oito anos de idade. A Matildi usava uma t-shirt azul como o mar, uns calções de ganga e uns sapatos que eram brilhantes e vermelhos como o tomate sumarento. A sua amiga Matildex usava uma t-shirt branca como as nuvens fofas, calções de ganga brancos muito curtos e botins cinzentos com atacadores e brilhantes. A Matildi tinha cabelo castanho, curto e liso, uns óculos pretos por fora e cor-de-rosa muito clarinho por dentro. A Matildex, pelo contrário, era loira, cabelo igualmente curto e também usava óculos mas estes cor-de-rosa muito clarinhos. Essas duas meninas eram amigas de um gigante muito simpático, que vivia num jardim magnífico. Numa noite, as duas amigas foram brincar com o gigante no seu jardim e perguntaram-lhe: - Qual é o teu maior desejo? - O meu maior desejo era ser uma criança como vocês. – respondeu o gigante às amigas. Então um mago que estava a ouvir a conversa apareceu dizendo: - Eu sou um mago concretizador de desejos e estou aqui para te tornar uma criança. Plim! Assim, o gigante tornou-se uma criança e mudou o seu nome para João. Entretanto, avistou um rato a colher alimentos e a levá-los para um buraco na parede e o João perguntou-lhe: - O que é que estás a fazer, rato e como é que te chamas?

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Gigante

Uma noite no jardim

do

- Eu chamo-me Ratatui e estou a recolher alimentos para o inverno. – respondeu o rato.

Ao amanhecer, o João e as Matildes voltaram ao jardim, porque o mago lhes tinha dito que o feitiço só durava uma noite.

- Aqui entre nós, eu nunca disse isto a ninguém mas a minha toca é também uma passagem secreta para o mundo exterior. – anunciou o Ratatui. Então, todo em pulgas, o João e as Matildes entraram na passagem secreta e apareceram na parte de fora do jardim. Logo de seguida, não hesitaram em fazer amigos e ao longo da noite foram fazendo seis amigos.

Quando o gigante voltou a ser quem era, na verdade agradeceu às duas amigas: - Muito obrigada por me terem ajudado a concretizar o meu maior desejo. - Não tens de quê. – responderam as Matildes em coro. E a partir daí nada ficou como dantes. Matilde Duarte e Matilde Figueiredo 4ºC


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Convento dos Cardaes é um bonito espaço na Rua do Século, de paredes exteriores robustas, onde vivem as “meninas” do convento. E quem são estas meninas? Na realidade são senhoras, portadoras de múltiplas deficiências (incluindo cegueira). Estas senhoras “meninas”, são assistidas pela Associação Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos através da ação das Irmãs Dominicanas que habitam no convento, assim como de técnicas, auxiliares e voluntários que estão presentes durante o dia. Esse é o meu caso. Faço parte do

proa, um projeto do Externato de S.

José, e uma das vertentes deste projeto é o Serviço. Todos os anos, cada um de nós escolhe alguma atividade que beneficie alguém, de algum modo. No meu terceiro ano no proa, não sabia que serviço fazer, nem por onde começar a procurar. Foi aí que conheci dois professores que me falaram no Convento dos Cardaes. Combinei com a professora Anabela visitar o espaço para sentir o ambiente da casa e ver o que poderia fazer.

Nos primeiros dias senti-me bastante intimidada, mesmo já conhecendo uma das Irmãs e uma das terapeutas e tendo sido extremamente bem acolhida. Ao longo das visitas, deixei de o sentir e já só tinha presente em mim um sentimento de carinho. Sempre que ia ao Convento, o que mais fazia era desenhar com as “meninas” ou pintar-lhes as unhas, algo que deixa a maioria felicíssima. Cheguei também a ajudar com a azáfama de pratos e talheres na altura do almoço, com a montagem do espaço para o Natal Solidário nos Conventos e na elaboração dos cenários para uma peça de teatro encenada por elas. A meio do meu décimo ano, a minha professora de Educação Física propôs-nos criarmos uma coregrafia. Alguns dos meus colegas, que sabiam que eu fazia voluntariado no Convento, propuseram apresentar a nossa coregrafia às “meninas”. Acompanhadas pela Irmã Augusta e a terapeuta Filipa, vieram estas meninas à Secundária Maria Amália, não só assistir a uma pobre coreografia, como também almoçar entre adolescentes na cantina e fazer atividades como dança e jogos

para invisuais, uma vez que esta escola é conhecida pelo apoio que dá a alunos com os mesmos problemas que algumas “meninas”. Ver a influência que isto teve não só nos meus colegas, como nas “meninas”, foi algo que me deixou sem palavras e mais que feliz. Hoje, não posso senão agradecer a experiência que o Convento e as “meninas” me proporcionaram e proporcionam. Nós, voluntários naquela casa, somos tratados tão carinhosamente por todos e de uma maneira tão familiar, que nos apaixonamos pelo sítio e pela convivência. Até o escrever este texto me dá vontade de ir a correr ter com elas! Concluo dizendo que, qualquer ato de voluntariado é excelente e no Convento dos Cardaes é impossível não ganharmos uma afinidade com quem lá se encontra, não nos ficar para sempre, a memória do que lá vivemos. Diana Antunes, antiga aluna e elemento do PROA

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Visita ao Lar da Sagrada Família A

ida ao Lar da Santa Casa da Misericórdia da Amadora começou como um dia normal de outono. Tivemos as disciplinas da manhã, fomos almoçar e depois, por volta das 13h30, entrámos no autocarro. Quando chegámos, olhei logo em redor para ver o que encontrava e vi um enorme edifício cor-de-laranja e cinzento. Entrámos no edifício, o Senhor João apresentou-se e levou-nos a conhecer as instalações. Durante a visita conhecemos vários idosos como a senhora Francisca e o senhor Monteiro. A senhora Francisca foi muito querida, pois ofereceu um presente feito por ela, em crochet. Entretanto, conhecemos também a diretora do Lar que falou um pouco connosco e levou-nos para uma sala. Nessa sala encontravam-se alguns idosos que se apresentaram, dizendo os seus nomes e idades e todos os alunos, um a um, também se apresentaram. De seguida, os idosos fizeram um teatro para nós e foi MARAVILHOSO! Como “Amor com amor se paga”. Os alunos cantaram o hino do Externato e os idosos adoraram! No fim, ainda fomos lanchar uns biscoitos e sumo. Foi uma tarde muito agradável. Deixámos os idosos com um olhar muito alegre. Depois, regressámos à nossa escola muito felizes. Filipa Cardoso, 6ºD

todos os alunos, um a um,

também se

apresentaram

fizeram um teatro para nós e foi

maravilhoso!

deixámos os

idosos com um

olhar muito

alegre

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A árvore de Natal Nesta época natalícia, deixamos aqui um conto tradicional para refletir… Quando o Menino Jesus nasceu, todas as pessoas e animais, e até as árvores, sentiram uma alegria imensa. Do lado de fora do estábulo onde o Menino dormia, estavam três árvores: uma palmeira, uma oliveira e um pequeno pinheirinho. Todos os dias as pessoas passavam e deixavam presentes ao Menino. – Nós também devíamos dar-lhe prendas! – disseram as árvores. – Eu vou dar-lhe a minha folha mais larga – disse a palmeira. – Quando vier o tempo do calor, ele pode abanar-se com ela e sentir-se mais fresco. Então disse a oliveira: – E eu vou dar-lhe óleo. Perfumados óleos poderão ser feitos a partir do meu sangue. – Mas que poderei dar-lhe eu? – perguntou, ansioso o pequeno pinheiro. – Tu? Os teus ramos são agudos e picam! – disseram as outras duas árvores. – Tu não tens nada para lhe dar! O pequeno pinheiro estava muito triste. Pensou muito, muito em qualquer coisa de que o Menino pudesse gostar. Mas não tinha nada para lhe dar. As estrelas estavam a brilhar no céu. Então um anjo, muito de mansinho, trouxe-as uma a uma, cá para baixo, desde a mais pequenina à mais brilhante e colocou-as nos ramos pontiagudos do pinheiro. Dentro do estábulo o Menino acordou e olhou para as três árvores. De repente as folhas escuras do pinheirinho brilharam, porque nelas as estrelas descansavam, como se fossem velas. Que lindo estava o pequeno pinheiro, que não tinha nada a oferecer ao Menino... E o Menino Jesus levantou as mãozinhas, tal como fazem os bebés, e sorriu para as estrelas, e para aquela árvore que iluminava a escuridão da noite. E desde então o pinheiro ficou a ser, para todo o sempre, a árvore de Natal. História tradicional inglesa

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o pretérito dia dois de novembro, no âmbito de uma atividade organizada pela área disciplinar de Português e tendo como principal objetivo consolidar conteúdos relativos às características do texto dramático, os alunos do nono ano assistiram à peça de teatro «Auto da Barca do Inferno”, encenada por António Pires e representada pela companhia de teatro “Ar de Filmes”, no piso superior do Claustro do Mosteiro dos Jerónimos.

Assim sendo, esta será uma atividade a repetir, uma vez que foram cabalmente cumpridos os objetivos inicialmente preconizados (melhor conhecimento da obra - ou da recriação da mesma-, estabelecimento das semelhanças/ diferenças relativamente à obra original), tendo o resultado ido ao encontro das expectativas e tendo os alunos relativa facilidade em compreender a dinâmica da diegese.

Esta atividade teve ainda como objetivo motivar os alunos para o estudo da obra em causa, promover o interesse pela cultura e pela literatura portuguesa, assim como estimular hábitos de caráter cultural.

“Gostei de ter ido ver a peça “Auto da Barca do Inferno”, porque apreciei a forma como os atores interagiram connosco e como sabiam as falas das personagens todas de cor, mantendo a fidelidade com o texto de Gil Vicente”.

Constituindo uma adaptação do texto homónimo “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, e sendo obra de leitura obrigatória para o nono ano de escolaridade, a peça, que retrata a sociedade portuguesa quinhentista, foi repleta de cómico de situação, de linguagem e de caráter (protagonizado por diferentes personagens-tipo), dando origem a uma crítica social requintada e revelando-se muito apelativa, ao haver a interação dos atores com a plateia, como é usual acontecer nos espetáculos teatrais dirigidos a esta faixa etária. Os alunos apreciaram a encenação do espetáculo, repleta de momentos satíricos, de uma linguagem diferente da atual, assim como a fidelidade ao texto original, nomeadamente no que diz respeito à caracterização das personagens, em termos de vestuário e de adereços. Do jogo entre os atores resultou um espetáculo divertido, com muito ritmo e ação, sem nunca descurar o lado pedagógico inerente ao projeto, com o aliciante extra de o texto vicentino ser representado na íntegra.

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Pedro Jordão, 9ºA

“Gostei de ir ao teatro ver a peça de Gil Vicente, porque assim ficou mais fácil perceber o contexto da obra e o seu conteúdo. Os atores fizeram um bom trabalho, pois apesar de a peça estar originalmente escrita num português antigo, deu para perceber tudo o que eles diziam”. Cláudia Caldeira, 9ºB

“Do que mais gostei na peça foi da interação que houve por parte dos atores com o público que estava a assistir. Também gostei das partes cómicas, pois consegui associar os diferentes tipos de cómico à matéria que damos nas aulas de Português”. Matilde Barrela, 9ºC


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Percurso | Horário

Restelo - Portela

pequenas mudanças que mudam tudo

Tempo aproximado em minutos

Intervalos / Horas apro ximados de passagem nesta paragem

Dias Úteis - Inverno

Restelo - Av. Desco bertas

autocarro público. Esse sítio maravilhoso por onde toda a gente já andou ou vai andar. Esse sítio de silêncio constrangedor, onde cada um se fecha dentro de si para remexer nos pensamentos do mais profundo do seu íntimo. O sítio onde toda a gente se conhece sem se falar.

Desvio o olhar para o resto dos assentos e vejo os meus companheiros de viagem, com a mesma nitidez e transparência com que vi os dois primeiros.

Olho para esquerda e vejo a senhora de cabelo preto com um bebé delicado ao seu colo, dormindo profundamente: o mesmo que há um ano e meio eu só identificava pelo crescimento do ventre arredondado da senhora, que agora o leva nos braços; a mesma senhora a quem todos os dias cedia e, ainda, cedo o meu assento no autocarro.

Até que, um dia, algo muda (como tudo na vida), nem que seja a mais pequena coisa; e, a partir daí, a nossa visão da vida também muda. Completamente.

Após as 21:45

E o ciclo volta a repetir-se. Todos os dias, a rotina repete-se e, todos os dias, me sinto rodeada de gente dentro daquele espaço seguro.

É disso exemplo a mudança do horário do autocarro. Basta um atraso de meio hora no horário dos transportes para tudo mudar. A senhora de cabelo preto passa a apanhar outro autocarro, e toda a gente a sentir-se mais triste e séria, sem o choro terno do bebé. O velhinho simpático aparece mais melancólico e silencioso, obviamente sentido a falta de todos os que não da em vigo aparecem.EntraTodo o r:ambiente dentro do 02-10-2017 autocarro muda.

Inicia Em Cais Sodré

INFOPUB - OPT S.A.

Olho para trás e poiso o meu olhar no senhor idoso, que todos os dias sai na paragem à frente do centro de dia, voltando a entrar, ao final da tarde, tagarelando com todos à sua volta sobre os acontecimentos do seu dia. Quando finalmente sai na paragem, à frente de sua casa, vai com um brilho no olhar de meter dó, um olhar que só se pode interpretar como um apelo a Deus para não passar mais uma solitária noite sem ninguém sob o seu teto; para, no dia seguinte, voltar com um grande sorriso de orelha a orelha que, todos nós, passageiros, traduzimos por «Finalmente gente com quem falar!» e, mais uma vez, todos o ouvimos, numa solidariedade silenciosa para com a sua solidão.

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10 11 12 13 14 15 16 Restelo - R. Antão Gon 17 18 19 20 21 22 23 50 03 02 04 04 11 çalves 24 13 00 02 04 07 04 Restelo (Torres) - R. 04 04 05 17 10 20 16 11 14 14 27 29 Antã 02 05 15 17 19 23 16 16 Restelo - R. Tristão Vaz o Gonçalves 16 23 35 28 41 23 28 19 24 25 42 44 7 31 33 35 36 28 28 R. Tristão Vaz 28 41 52 45 37 28 34 40 58 44 R. Gonçalves Zarco 46 48 51 46 40 40 40 59 46 36 44 56 Estádio Restelo 55 52 52 52 54 45 54 B.º Terras Forno 54 R. Jerónimos Mosteiro Jerónimos Belém Dias Úteis - Verão 4 Est. Fluvial Belém 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Hosp. Egas Moniz Av. India 18 19 20 21 22 23 24 50 03 01 09 04 06 5 Alcântara Mar 12 01 07 03 07 05 01 03 05 17 10 20 17 11 20 17 23 29 Av. Infante Santo 02 05 18 23 19 23 15 13 16 2 30 23 35 28 41 23 20 31 33 39 45 34 39 Cais Rocha (Museu 35 39 25 26 28 41 Nac. Arte Antiga) 42 30 42 50 56 Santos 52 45 44 51 51 51 52 37 38 40 3 52 39 53 59 Conde Barão - Av. 24 Julho 49 51 52 Cais Sodré 49 4 Corpo Santo 58 Pç. Comércio Sul e Sueste Sábados Cam po Cebolas 8 4 5 6 7 8 9 10 Alfândega (Terminal 11 12 13 14 15 16 17 Cruzeiros) 18 19 20 21 22 23 24 50 06 10 08 12 02 Est. Sta. Apolónia 15 10 04 07 15 06 14 05 15 17 01 20 Est. Sta. Apolónia (Me 22 23 24 29 20 34 02 05 rcad 28 19 24 32 23 31 oria s) 5 Av. Inf. D. Henrique 23 33 39 23 41 23 38 36 40 45 38 52 (Tip ografia) 46 33 41 49 40 48 Av. Inf. D. Henrique 40 55 54 52 56 45 57 (Ponte Xabregas) 44 50 58 Xabregas - R. Manuten 57 58 Av. Inf. D. Henrique ção Só até às Av. Inf. D. Henrique (Doca Xabregas) 21:45 (Ma nute nção Milit ar) Beato 3 Ponte Xabregas Domingos e Feriados Xabregas 4 5 6 7 8 9 10 Cç. Grilo 11 12 13 14 15 16 17 Só após as Al. Beato 18 19 20 21 22 23 24 05 12 10 05 05 05 1 05 01 03 06 14 05 21:45 Beato 15 17 01 20 02 05 29 31 30 25 25 25 25 12 15 23 31 23 R. Açúcar 3 33 39 23 41 23 53 51 50 45 45 45 43 29 32 40 48 40 Palácio Mitra 55 45 44 Poço Bispo 46 49 57 58 Fábrica Braço Prata R. Fernando Palha 5 Matinha Fábrica Gás Dias Úteis - Férias Esc Parque Nações Sul olares Passeio Adamastor 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Oce aná rio Lisboa 5 18 19 20 21 22 23 24 50 03 02 04 04 11 Av. Mediterrâneo 13 00 02 04 07 04 1 04 04 05 17 10 20 16 11 14 14 27 29 R. Caribe 02 05 15 17 19 23 16 16 16 23 35 28 41 23 28 19 24 25 42 44 Est. Oriente 31 33 35 36 28 28 28 37 41 4 28 34 40 58 52 45 Olivais Velho - Av. 44 46 48 51 46 40 40 Inf. D. Henrique 40 59 46 36 44 56 Pç. José Queirós 55 52 52 52 54 45 54 Moscavide - R. João 4 Pint o Ribe iro 54 R. Laureano Oliveira Moscavide Centro R. Franc. M. Beato 5 Portela (Seminário) Dias Úteis - Agosto Portela - R. Escritore s 4 5 6 7 8 9 10 Portela - Av. Repúbli 11 12 13 14 15 16 17 ca 4 18 19 20 21 22 23 24 50 03 02 02 00 06 C. Comercial Portela 12 01 07 07 07 05 1 01 05 14 11 08 20 17 12 13 17 23 29 02 05 18 23 19 23 15 14 Portela - Av. Desco 17 33 30 27 41 23 30 22 25 33 39 45 34 39 35 39 25 27 brimentos 30 52 49 45 42 32 36 50 56 44 51 55 51 52 37 39 42 52 42 48 49 52 55 52 Suburbana

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ICL/728/12409/11 Por outro lado, vemos novas caras para conhecer, que passam a apanhar aquele autocarro devido à mudança de horário, deixando um novo passatempo para os antigos passageiros: tentar decifrar a vida dos novos.

De facto, as pessoas vão e vêm, como as ondas, e cada mudança (por mais pequena que seja) é um convite para tratar novas amizades e mudar a nossa perspetiva. Maria Silveira, 8ºC

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FILMS

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Look at the tips and complete the crossword 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12.

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down “Wax on, wax off” “It’s alive! It’s alive!” “Houston, we have a problem.” 9 “I see dead people.” “We’ll always have Paris.” “To infinity... and beyond!” “Life was like a box of chocolates.” across “I’m the king of the world!” “Oh Captain! My Captain!” “Hasta la vista, baby.” “Just keep swimming.” “Keep your friends close, but your enemies closer.”

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Joana Ávila, 9ºA

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Incerteza alheia om o passar dos dias o terrorismo adquire uma importância cada vez mais notória na nossa sociedade. Algo que “só acontece aos outros” agora está mais próximo.

sua devoção e fé, eliminando os supostos infiéis que há na nossa sociedade. E a humanidade, globalizada como está, teve de lhe seguir a moda.

Tudo começou com um encapuzado de barba, qual pai natal islâmico, que decidiu demonstrar a

Hoje em dia estão por todo o lado e transformam a Europa Central num autêntico campo minado que, imprevisível, pode explodir a qualquer momento. E logo que uma dessas infelicidades acontece, quem está de fora, os inabalados e os protegidos, anseia ardentemente pela revelação que maior

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interesse tem para a resolução do problema: o responsável pelo ataque. Dessa forma, depressa reivindicam o acontecimento, como uma claque fogosa que vibra com a nova vitória do clube. Analitícos questionam e interpretam a tragédia ocorrida, fala-se pelas ruas das atrocidades cometidas, reza-se pelos afetados, mas nunca nada acontece aos que estão de fora. Até estarem dentro. João Lacerda, 9ºA


dido e Eneias 7o e 8o ano na companhia nacional de bailado

E

m geral gostei do espetáculo “Dido e Eneias”, que se realizou no passado dia 18 de Outubro de 2017, no Teatro de Camões. Achei-o muito interessante, por isso valorizo o trabalho que deu ao ser realizado. Adorei o jogo de luzes e de sombras, cada vez que a música mudava, as luzes mudavam e houve uma altura em que os dançarinos se puseram à frente dos holofotes e as suas sombras se refletiram  na parede. O facto dos mesmos contradizerem o ritmo da música, por exemplo, ao estarem imóveis e a música a tocar, também me agradou muito. Não me agradou tanto o guarda roupa, na minha opinião este poderia ser mais colorido. Consegui observar tudo o que aprendemos nas aulas. Relativamente ao elemento “corpo”, o que mais me cativou foram as formas, já que os bailarinos se entrelaçavam uns nos outros com todas as partes do corpo e isso produzia um efeito muito engraçado. Falando no elemento  “espaço”  eles dançavam no palco todo, em vez de se fixarem num só ponto. A  mensagem  que o texto me passou foi que a história se passava no mar, pois houve uma altura em que fizeram uma forma que se assemelhava com um barco. Depois de algumas pesquisas, apercebi-me que originalmente a ópera fala sobre a rainha Dido que iria casar com Eneias, rei troiano, que sofre uma armadilha por parte das feiticeiras que querem pôr um fim a este casamento, mandando um criado mascarado de Hermes (deus mensageiro) dizer a Eneias que tem que regressar a Troia. Este vai e quando regressa a rainha não o  aceita  e ele morre de desgosto amoroso. apreciação crítica de Maria do Carmo Costa, 7ºD

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Nesta altura, as bandas desenhadas passaram também a agradar às massas, tanto a adultos como a crianças. Surge a Dc Comics (1934) e, pouco mais tarde, a Marvel (1935), monopolizando o mercado da banda desenhada, que já tinha alguns sucessos como as bandas desenhadas protagonizadas pelo conhecido Mickey Mouse (1928), B u c k Rogers (1928) ou Popeye (1929).

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mais direcionados às elites, no entanto, as vendas de alguns jornais diários aumentaram com o surgimento da cultura de massas no nosso país. A materialização (como, por exemplo, em figuras de barro), de alguns símbolos da sátira nacional, como Zé Povinho, tornaram estas personagens em heróis junto das massas.

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Sendo os Estados Unidos a grande potência capitalista da época, a cultura de massas teve, naturalmente, um maior impacto na população. Ainda antes da Grande Guerra, deu-se a produção de O Conde de Monte Cristo, em 1907, em Hollywood, ainda que não tenha sido começado a produzir em Los Angeles e sim em Chicago. Num espaço de menos de trinta anos, foram criadas algumas das mais conhecidas produtoras sediadas em Hollywood, a Paramount Studios (1912), a United Artists (1919), a Metro Goldwin Mayer (1924), a Warner Brothers (1925) e a RKO Pictures (1928).

No que toca ao desporto, a sua «classificação» como espetáculo de massas origina-se nesta altura. Na Europa, o futebol assume-se como o maior desporto e torna-se motivo de lazer para a grande maioria da população (essencialmente masculina), já nos Estados Unidos, o basebol, o futebol americano e o boxe tornam-se nos desportos dominantes e surge, em Detroit, o automobilismo, também muito por força do tuning.

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O

surgimento da dita «cultura de massas» deu-se no seguimento da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), por força do desenvolvimento dos transportes e dos meios de comunicação social muito devido à Grande Guerra, às vitórias dos sindicatos quanto aos horários de trabalho e ao descanso semanal dos operários e ao alargamento da escolaridade obrigatória.

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E m Portugal, devido ao fraco poder de compra das «massas portuguesas», o cinema surgiu mais como um meio de propaganda política do Estado Novo. O maior produtor de cinema para as massas em Portugal foi Leitão de Barros que, nos anos 30 e 40, monopolizou todo o cinema direcionado à maioria da população. Os jornais e revistas, em Portugal, foram sempre

Quanto ao desporto, as massas portuguesas passam a adorar o futebol como o desporto de maior afirmação nacional. É criado o Campeonato de Portugal (1921) e a Primeira Liga (1934).

Como se pode verificar, a cultura de massas surgiu como uma forte afirmação do capitalismo ao redor do mundo e mesmo quase cem anos depois do seu surgimento, continua a ter um grande impacto e força e a assumir o controlo da sociedade que vivemos em Portugal e na maior parte das sociedades industrializadas e desenvolvidas. Tomás Silva, 9ºB


N

a Bíblia, há apenas uma referência ao episódio da famosa Estrela de Belém, que terá guiado os Reis Magos até ao Menino Jesus. A imaginação popular transformou os magos em reis, imaginou que seriam três e batizou-os de Baltazar, Gaspar e Belchior. Os magos eram homens sábios e astrólogos, respeitados por todo o Médio Oriente. Que fenómeno astronómico poderia ter levado os magos à interpretação do “anúncio do nascimento de Cristo”?

A ESTRELA DE BELÉM

Teria sido um

cometa

Uma explicação astronómica que se procurou dar para a “Estrela de Belém” foi que teria sido um cometa. Essa imagem é, ainda hoje, muito forte no imaginário popular. Frequentemente a “Estrela de Belém” é representada como uma “estrela com cauda”. Os cometas possuem “caudas” que parecem apontar para algum lugar.

Astrónomos do século XVI propuseram que a “Estrela de Belém” poderia ter sido o cometa Halley. Na época, acreditava-se que o cometa Halley teria “passado” no ano 1 a.C.. Hoje sabemos que o cometa Halley “passou” no ano 12 a.C., muito cedo para estar associado ao nascimento de Jesus.

Nenhum dos cometas conhecidos atualmente passou suficientemente perto da Terra, para ser visto a olho nu, no período admissível para o nascimento de Jesus, entre o ano 7 a.C. e o ano 1 d.C..

” Teria sido uma “Super nova Outra explicação possível para a “Estrela de Belém” é que teria aparecido na altura uma supernova muito brilhante que teria chamado a atenção dos magos. É também uma explicação possível, mas pouco provável, pois não há registos seguros de nenhuma supernova espetacular por essa data.

Alinhamento de

As supernovas são muito brilhantes e por isso podem ser observadas a grandes distâncias. O único registo de uma supernova foi feito por astrónomos chineses, na constelação de Capricórnio, por altura do nascimento de Jesus, no ano 5 a.C..

Uma supernova não tem assimetrias (como caudas) que “apontem para algum lugar”. Esta interpretação não consegue explicar o estranho movimento da estrela de Belém, que teria orientado os magos na sua viagem de Jerusalém para Belém e teria parado sobre o local onde se encontrava Jesus.

planetas

No ano 7 a.C., houve um alinhamento planetário entre Júpiter e Saturno. Esses planetas aproximaram-se no céu, na Constelação de Peixes, nos meses de maio, setembro e dezembro. Aqueles que acreditam ser essa tripla conjunção a “Estrela de Belém”, argumentam que os magos viram o primeiro alinhamento em maio e iniciaram a

sua jornada. Durante o segundo alinhamento, em setembro, terão chegado a Jerusalém e durante o terceiro alinhamento, em dezembro, chegaram a Belém. Outra explicação baseia-se na leitura das edições mais antigas do Evangelho de Mateus, escritas em grego. Esta explicação afirma que a estrela de Be-

lém seria o planeta Júpiter, alinhado com a Lua em 6 a.C., na constelação de Carneiro, o signo dos judeus. Essa conjunção não seria visível, pois registou-se perto do Sol, e apenas astrólogos, como os magos, a poderiam ter calculado! Texto elaborado por Prof. Ana Fontainhas, com a colaboração da Prof. Gabriela Caetano e alunos do 7ºA

O que terá sido, afinal, a estrela de Belém

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Violência e

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É importante ter amigos, devemos respeitar todos. Não magoar, nem culpar. Foi muito bom ouvir a senhora falar. Diana Sanches, 1ºA

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O gabinete de psicologia

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os dias 9 e 10 de novembro, o Gabinete de Psicologia e Educação Especial, juntamente com a Orientadora do 1º Ciclo promoveu, para todas as turmas do 1º ciclo, uma ação de sensibilização com o tema Violência entre Pares, dinamizada pela APAV e que teve como principais objetivos sensibilizar as crianças para a temática do Bullying (Como identificar? Como agir? Como ajudar?) e para a importância de manter relacionamentos saudáveis (distinção entre relacionamentos saudáveis e não saudáveis).

A minha opinião sobre o bullying, é que não se deve fazer. Aprendi com a APAV que não o devemos ignorar e devemos alertar os adultos em caso de alguma situação dessas ocorrer. Tiago Marinheiro, 4ºB

Uma pessoa veio ao Externato de S. José, à nossa escola. Ela explicou-nos que uma relação saudável é, por exemplo, uma pessoa que partilha, ajuda, faz com que as pessoas que estão tristes fiquem felizes, que não goze com os outros e melhor, deixa sempre brincar os outros e é sempre amiga. Relações não saudáveis são aquelas em que uma pessoa goza, tira as coisas dos outros sem pedir, é mal-educado, chama nomes ao colega e é egoísta. E agora eu vou passar a ter sempre Relações Saudáveis e não Relações Não Saudáveis. Catarina Remelhe, 2ºB

A APAV ensinou-nos que há vários tipos de bullying, por exemplo, bullying oral (que é chamar nomes, gozar, …) e bullying a bater. Também nos ensinaram o que é ‘saudável’ para o nosso crescimento, por exemplo: acreditar, confiar… Estes exemplos são saudáveis para o nosso crescimento. E o que é ‘não saudável’ para o nosso crescimento é, por exemplo, ser mau, não partilhar… Carolina Pereira, 3ºA

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reconciliação

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nosso externato esteve em festa, no 7 de novembro de 2017. As crianças do 4º ano da catequese celebraram a Festa da Palavra. Desde que entraram na catequese, estas crianças começaram a conhecer Jesus e fizeram d’Ele um grande amigo. Conhecem muitas histórias e muitas passagens da Sua vida, escritas na Sagrada Escritura. Mas há muito, ainda, para (re)descobrir na Bíblia, assim ao receberem este livro tão importante empenhar-se-ão muito a sério nessa tarefa.

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s alunos do 2º ciclo (5º ano a 2 de nov. e o 6º ano a 24 de nov.) celebraram o sacramento da reconciliação. Às vezes fazemos asneiras. Fazemos coisas que nos tornam infelizes, que magoam os outros, que viram as costas a Deus. Por isso, fomos receber o sacramento do perdão, que é um presente, uma oferta, que Deus nos faz.

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elebrámos a nossa eucaristia de ano (5º ano a 7 de nov. e 6º ano a 29 de nov.) assim todos juntos demos graças pela eucaristia e participámos contentes. E fizemos memória do que Jesus fez com os seus amigos na última ceia.

festa da palavra

eucaristia

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o dia sete de dezembro os alunos do 6º Ano , foram visitar o Museu da Madre Teresa de Saldanha, em São Domingos de Benfica, Lisboa. Ficámos mais enriquecidos com tanta informação, sobre Teresa de Saldanha e sobre os países onde as Irmãs agora estão. O Museu dedicado a Madre Teresa de Saldanha é de um grande interesse cultural e artístico, vemos como viveu a sua vida intensa, os seus talentos para a pintura e para a música, ficámos a saber como surgiu a sua vocação religiosa e tudo o que passou para fundar esta estimada e grande congregação, a sua opção pelos pobres e o compromisso que assumiu na educação do povo, principalmente da mulher do seu tempo. Através de tudo o quanto as irmãs conseguiram reunir no Museu, podemos percorrer a história da sua vida e amor ao próximo. E nunca podemos esquecer que tal como Teresa de Saldanha o nosso modo de vida é “FAZER o BEM SEMPRE”.

Museu Madre

Teresa de

Saldanha

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a CAPA E CONTRA CAPA - E.V. | 5ºC E 5ºD

A Voz do Colégio | 45  

Jornal do Externato de S. José 45 - dezembro 2017

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