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Jaú - Ano 6 | Edição 60 | Mensal - Agosto 2015

Distribuição gratuita - Venda proibida

Pascano& Bela Vista Há 32 anos crescendo com Jaú

Saúde Saiba mais sobre o Lúpus Gente Fina Lourenço Fernando Almeida Prado


4 Revista Energia


Editorial

Jaú, muito mais

Energia no ar!

Ano 6 – Edição 60 – Jaú, Agosto de 2015 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286

Aniversário é um bom momento para refletirmos que cada dia é um presente

Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Repórteres Heloiza Helena C. Zanzotti heloiza@radioenergiafm.com.br Tamara Urias tamara@revistaenergiafm.com.br

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Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br

aniversário de uma cidade é muito mais que uma data no calendário ou eventos comemorativos. É um novo tempo que se abre para grandes realizações e uma nova página onde temos a oportunidade de escrever a cada dia uma nova história.

Criação de anúncios: Well Bueno arte@revistaenergiafm.com.br

Diagramação Junior Borba (14) 99749.6430 Projeto gráfico: Revista Energia Social Club social@revistaenergiafm.com.br Colaboraram nesta Edição Jéssica Prado Colunistas Alexandre Garcia Carlos Alexandre Trementose João Baptista Andrade Maira Espricigo Paulo Sérgio de A. Gonçalves Professor Marins Ricardo Izar Junior Comercial Carlos Alberto de Souza Sérgio Bianchi Silvio Monari Impressão: GrafiLar Distribuição: Pachelli Distribuidora Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br

Foto: Cláudio Bragga

Fotografia: Douglas Ribeiro foto@revistaenergiafm.com.br

Neste mês em que comemoramos os 162 anos de Jaú, a equipe Energia se faz cada vez mais presente na cidade, sempre buscando novos projetos e aceitando os desafios de fazer mais e melhor.

Nesta edição da RE jauenses da melhor idade são destaque. No Gente Fina, Lourenço Fernando Almeida Prado, 91, dá um exemplo de vitalidade e alegria de viver. E ainda tem um sonho a realizar: subir os cinco mil metros do Monte Everest. Na editoria “Aposentados e ativos”, Sinésio e Evandro são mais dois exemplos de que é possível ter uma vida longa e com muita saúde. Histórias de amizades que atravessam os anos e se fortalecem, e os perigos da prática de esportes ocasionais também estão presentes nesta RE. Saiba ainda o que é o Lúpus, e veja como as pessoas portadoras da doença conseguem conviver com ela. Finalizo este editorial parabenizando Jaú em nome de toda a equipe Energia, e lembrando que não existem fronteiras ou limites para alcançarmos nossos objetivos. Por isso nossa equipe não mede esforços para trazer sempre o melhor produto para seus leitores e ouvintes, superando dificuldades, transpondo obstáculos e trabalhando por uma qualidade de vida melhor para todos. Boa leitura!

A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Maria Eugênia


NESTA EDIÇÃO

22 Saúde 36 Comportamento 46 Esporte 54 Sociedade 61 Psicologia

42 Look de Artista

SEMPRE AQUI

ÍNDICE

10 Perfil 12 Jurídico 16 Radar 17 Pense Nisso 18 Gente Fina 25 Consultoria 26 Capa 31 Conheça Jahu 34 Garota Energia 42 Look de Artista 50 Social Club 58 Boa Vida 59 Guia da Gula 60 Legislação

10 Perfil

Jaú - Ano 6 | Edição 60 | Mensal - Agosto 2015

Distribuição gratuita - Venda proibida

Nossa capa: Pascano & Bela Vista Foto: Douglas Ribeiro Produção Gráfica: Junior Borba Modelos: Samira Diz e Antonio Carlos Ximenez Jr

Pascano& Bela Vista Há 32 anos crescendo com Jaú

SAÚDE Saiba mais sobre o Lúpus GENTE FINA Lourenço Fernando Almeida Prado


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Foto: Edu Fuica

Perfil

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Talento de

sobra

A dança marcou presença na vida de Dani de Lova. A paixão ainda persiste, mas hoje ela busca novos caminhos na carreira artística Texto Tamara Urias

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atural de Barra Bonita, a atriz, bailarina e produtora visual Daniele Constanço de Lova, 30, iniciou na vida artística aos três anos. Começou com aulas de dança na Academia Primeiro Movimento e Roda Viva. Passou pelas tradicionais aulas de passarela com Meg Avoleta. Aos dez anos fez Oficina Teatral no bairro onde morava e desde então não parou mais. Em uma oportunidade conheceu o diretor teatral Valtier dos Santos, e faz questão de ressaltar que é um grande amigo e mestre. Também fez parte do Grupo de Teatro da Usina da Barra e Fundação COSAN, onde trabalhava com teatro empresarial, abordando diversos temas em prol da comunidade. Em paralelo, sempre que podia participava de oficinas de teatro na capital, sendo uma delas com o Diretor Beto Silveira, onde teve o primeiro contato com a interpretação para a TV. “Em nossa região existem profissionais excelentes com os quais tive a honra de aprender. É um orgulho dizer que sou do interior! A saudade é grande. Volto normalmente uma vez por ano para rever a família e os amigos. Gostaria de voltar mais vezes, mas a rotina do trabalho e dos estudos acaba impossibilitando”. Aos 20 anos decidiu ir para Tatuí participar do curso de formação de atores no Conservatório Dramático e Musical “Carlos de Campos”, onde foi selecionada em 1° lugar. “Meus pais e minha irmã decidiram me acompanhar, por isso agradeço sempre a Deus por essa família linda que admiro tanto”. Passados dois anos criou coragem e decidiu mudar-se para São Paulo. “Comecei a trabalhar com dança em uma banda. Logo surgiu a oportunidade de viajar para a Coréia do Sul com a Companhia Atuação, onde nos apresentamos por dois meses com um Show de Dança Brasileira, em um parque aquático”. Pouco tempo depois Daniele entrou para a Companhia de Dança Adriana Locilento e por dois anos viajou em Cruzeiros Marítimos, fazendo parte do corpo de baile nos shows e musicais do navio em países como Grécia, Itália, Espanha, Croácia e França.

Bailarina no Faustão Quando voltou a São Paulo, uma amiga que também é bailarina indicou que ela participasse do teste de uma seletiva para compor o grupo de balé do Faustão. Enviou o currículo e após alguns dias foi chamada para a audição. Fez teste de dança, vídeo e comunicação com os diretores e coreógrafo. “Um mês depois estava me mudando para o Rio de Janeiro. Comecei a ensaiar e estreei no dia 05 de Setembro de 2010”. E acrescenta: “Lembro-me do frio na barriga e da alegria e responsabilidade de dividir o palco com um dos maiores ícones da TV brasileira. Nunca pensei que pudesse estar ali, mas me preparei, estudei e agarrei a oportunidade”. Já no primeiro ano do balé Daniele foi escolhida para participar do quadro Dança dos Famosos ao lado do ator Raphael Viana, em que foram eliminados no quinto ritmo. Já na segunda versão do Dança dos Famosos a bailarina participou com Kadu Moliterno, e ficaram em 4° lugar. “Foram experiência incríveis ao lado desses profissionais”. Novos planos Depois de quatro anos e meio fazendo parte do balé do Faustão, a jovem decidiu ir atrás de outros sonhos. Concluiu a faculdade de Produção Audiovisual, voltou ao teatro e participou de um média metragem chamado “O Contador de Histórias”, dirigido por Gilberto Nascimento, responsável pela Harber Techinique no Brasil. “Hoje continuo estudando teatro, TV e cinema. Trabalho com publicidade, comerciais e catálogos de moda”. Atualmente ela está passando uma temporada em São Paulo, onde possui uma produtora junto com a irmã, a De Lova Produções. “Nesse trabalho preparamos artistas, coreografamos bandas e cantores, produzimos eventos”. Para o futuro ela adianta que deseja continuar estudando e trabalhando no que ama. “Cada vez mais desejo viver da arte, mas para isso acontecer, principalmente em nosso país, é preciso muita batalha e determinação”. Revista Energia 11


Jurídico

Por Carlos Alexandre Trementose juridico@revistaenergiafm.com.br

Plano verão Todos têm direito de rever os juros e a correção monetária

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m 1989 (janeiro), foi instituído um plano econômico intitulado Plano Verão, determinando que os saldos das cadernetas de poupança (de fevereiro de 1989), fossem atualizados com base no rendimento acumulado das Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e não mais pelo IPC (Índice de Preço ao Consumidor). Com isso, os bancos não creditaram a diferença devida no percentual de 20,46% nas cadernetas de poupança com aniversário entre 1º e 15, no mês de fevereiro de 1989. Todos os poupadores que possuíam caderneta de poupança com aniversário entre 1º e 15 de janeiro de 1989, e que mantiveram saldo na conta até a remuneração do mês seguinte, sofreram perdas significativa e têm direito de rever os juros e a correção monetária. Para reaver as perdas do Plano Verão é necessário promover uma ação judicial contra o banco onde tinha caderneta de poupança na época, demonstrando os prejuízos sofridos e cobrando os valores que devem ser pagos atualmente pelos bancos a cada um dos poupadores. Atualmente, o direito dos poupadores quanto à restituição das perdas do Plano Verão é amplamente reconhecido pela Justiça. O poupador que não possui os extratos da época pode solici-

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tar ao banco as microfilmagens dos meses de janeiro e fevereiro de 1989. Para conseguir as microfilmagens no banco, o pedido deve ser por escrito, tendo a instituição financeira prazo de 10 dias para resposta (faça o pedido escrito em 2 vias e solicite que a sua via seja protocolizada). As cópias dos extratos devem ser fornecidas mesmo que a conta esteja encerrada. Caso o banco tenha sido adquirido por outro, o banco sucessor é o responsável por fornecer tais documentos.

“Para reaver as perdas do Plano Verão é necessário promover ação judicial” As microfilmagens devem ser emitidas em papel timbrado do banco, carimbado e assinado pelo gerente. Caso o titular da conta tenha falecido, a solicitação poderá ser feita pelos herdeiros ou inventariante. Se o banco não fornecer os documentos, formalize a denúncia ao Banco Central do Brasil, órgão que fiscaliza as instituições financeiras. 


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Neste ambiente Cristiano Medeiros usou aparador entalhado com pátina cinza e prata velha. Ao lado, poltronas Chris em prata velha. Moldura entalhada em prata velha; valorizando as peças originais com as malas antigas.

Christ`Arts decoração em alto estilo

Móveis envelhecidos acrescentam um toque especial à decoração, tornando o ambiente mais charmoso e bonito, valorizando qualquer espaço 14 Revista Energia


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undada há 5 anos, o Atelier Christ`Arts Restaurações vem se destacando com os seus trabalhos impecáveis em móveis e objetos de decoração. Administrada por Cristiano Medeiros, profissional formado com mais de 20 anos de experiência em restauração e pintura artística, a empresa é especializada em pinturas especiais, pátinas, folheações a ouro e prata, verniz envelhecido e laqueação em móveis, portas e batentes. Trabalhando com produtos diferenciados em alto brilho, o Atelier Christ`Arts Restaurações também faz pintura em vidros. Com apurado senso estético, Cristiano trabalhou com arquitetos renomados de São Paulo como Jorge Elias, Tânia Bulhões, Ana Maria Vieira Santos, entre outros. Atuou também na famosa Christie Móveis em São Paulo, referência em móveis artesanais e personalizados, onde foi responsável pelo desenvolvimento e acabamento de peças adquiridas em países como França, Itália e outros. O Atelier Christ`Arts Restaurações trabalha com vários modelos de móveis clássicos como aparadores, poltronas, cadeiras, mesas, criados mudos e diversas outras peças.

Escrivaninha em pátina envelhecida com puxadores em prata. Cadeira com braço em pátina cinza e detalhes em prata velha. Quadro com aplique envelhecido com prata velha.

Poltronas e mesa de centro entalhadas em pátina cinza pastel com detalhes em ouro velho.

Visite o Atelier Christ`Arts Restaurações. São peças únicas, que trarão requinte e identidade ao espaço que você quiser valorizar.

Sala de jantar clássica “Estava à procura de uma sala de jantar clássica e através de indicações cheguei ao Atelier Christ`Arts Restaurações, onde me identifiquei com o trabalho que esse profissional me apresentou: uma sala perfeita, que eu tinha em mente e que ele projetou com excelente qualidade. Estou muito satisfeita com o trabalho do Cristiano Medeiros”. (Lili Verbena)

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Radar

Por Alexandre Garcia

País saqueado A lei impede que as pessoas se armem para defender suas famílias, mas é incapaz de tirar as armas dos bandidos

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uando o Império Romano entrou em decadência, centuriões a serviço do Senado e do povo romano dividiam o butim, confundindo o público e o privado; os políticos se locupletavam e a corrupção corria desenfreada. Aproveitando-se da decadência, hordas de bárbaros vindos do norte saqueavam as cidades e matavam quem se opusesse. No Brasil em decadência moral e cidadã, políticos, empreiteiros, servidores públicos de todos os calibres, níveis e poderes, entregaram-se à corrupção, como aparece todos os dias no noticiário. Por sua vez, hordas de bárbaros saqueiam cidades menores, periferias e cidades maiores. Explodem caixas eletrônicos, fazem reféns, aterrorizam e matam. Assaltantes de fuzis ou facas atiram em carros-fortes ou roubam bicicletas, ainda que tenham que esfaquear a vítima até a morte. Fora das cidades, no meio rural, invadem e incendeiam fazendas, destroem plantações, roubam gado e agora furtam até o sangue das árvores: no interior de São Paulo, o maior produtor de borracha natural do país, bandidos roubam o látex das seringueiras na véspera do recolhimento do produto. Às vezes fico pensando se a maioria dos brasileiros é fora-da-lei ou se a maioria ainda é composta de vítimas desses

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bandidos de todos os naipes, armados de canivetes, facas, fuzis, gravatas, dinheiro ou cérebro imoral, caráter mau, inatamente corrompido. É importante esse balanço, porque dele depende de, pelas urnas, renovarmos o país ou testemunharmos, como derrotados, a ruína. Agora mesmo temos dois ex-presidentes, eleitos pelo voto da maioria, respondendo a inquéritos da polícia e do ministério público. E dois presidentes de poder, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, também investigados pela polícia. E uma presidente no mínimo mudamente neutra ante tudo isso, quando o que era de se esperar seria um apoio aberto, maciço, claro, incisivo às investigações, para demonstrar de que lado está: se das instituições que aplicam a lei ou da tentativa de iludir e desacreditar a polícia judiciária e a Justiça. Fica inerte, perplexa, ante o índice de aprovação de meros 7%. E pensar que tudo começou com o ato desabrido de um dos condenados, o então deputado Roberto Jefferson, que caiu em si ao perceber que já havíamos passado dos limites - se é que há teto para a imoralidade e a corrupção.  A agravante suprema é que, somando tudo, percebe-se um imenso crime de lesa-pátria, porque se usou, sem peso na consciência, dinheiro umedecido pelo suor de todos, que trabalham cinco meses por ano só para pagar tributos. E que não vêem esses tributos na educação, na saúde, na segurança pública, no saneamento básico, nas estradas. Os bandidos sem-mandato, por sua vez, se sentem incentivados pelos exemplos que vêm de cima e pelas leis sem eficiência. Os governos, com medo das consequências, desarmam os cidadãos, mas não os bandidos que nos assaltam nas cidades. E os legisladores, “politicamente corretos”, fazem uma  legislação penal para facilitar a vida de quem assaltou o dinheiro do público. “Prisão domiciliar”, ora bolas! E como todos são iguais perante a lei, a legislação que favorece os corruptos também favorece os outros ladrões, assaltantes, homicidas, ainda que sejam os mais cruéis, principalmente os que não tiverem 18 anos. A nova Roma, saqueada por cima e por baixo,  vai em franca decadência, assediada por bárbaros de todas as tribos. 


nisso

Pense

LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

Por Professor Luiz Marins

Quem foi? Uma das coisas que mais se ouve numa empresa é: “Quem foi?”

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ualquer coisa que saia errado e lá vem a pergunta: “Quem foi?”. E todos transformam-se em detetives particulares ou promotores de acusação. Eu não fui. Nem estava aqui. Só soube agora. Não quero nem saber. Eu vi fulano sair de lá agora há pouco. Isso tem cara da fulana. Tô chegando agora... Você já reparou quanto tempo se perde numa empresa com o “quem foi?” Não estou querendo dizer que saber a pessoa que cometeu um erro ou criou um problema não seja de todo importante. Mas é preciso que fique bem claro que muito mais importante do que saber quem foi é resolver o problema. Muito mais importante do que achar quem errou é corrigir o erro! Muitas empresas e pessoas perderam clientes, fornecedores e contratos preciosos porque ficaram procurando os culpados em vez de agir proativamente e consertar o dano causado por alguém. É preciso ter uma ordem clara de prioridade

Muitas empresas e pessoas perderam clientes, fornecedores e contratos preciosos porque ficaram procurando os culpados em vez de agir proativamente

- primeiro resolver o problema; depois achar o culpado. E não como faz a maioria - primeiro procura o culpado e depois vê o que fazer com o problema. Há empresas que são viciadas em buscar culpados para tudo. Com isso incentivam a delação e o dedodurismo, e nem sempre os verdadeiros culpados são os punidos. Sem sentirem-se à vontade para dar suas opiniões com liberdade, as pessoas escondem seus sentimentos e o ambiente fica cada vez mais falso. Todos fingem e mentem com medo da punição, e o clima é de pessoas se apunhalando pelas costas o tempo todo, embora, aparentemente, o ambiente seja cordial e amigo. Analise como é o clima de sua empresa ou de seu departamento ou seção. Veja se, mesmo sem ter consciência disso, você não vem criando um clima de “quem foi?” o tempo todo e você mesmo está sendo vítima de mentiras cada vez mais frequentes por parte de seus colegas ou subordinados. Lembre-se que atender o cliente, consertar o erro, resolver o problema é muito mais importante para o seu sucesso e de sua empresa do que encontrar o culpado.  Pense nisso. Sucesso!


Gente Fina

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Lourenço Fernando Almeida Prado “Eu sempre procuro sensações novas. Penso que se estou vivo, preciso aproveitar a vida”

Texto Tamara Urias

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Gente Fina deste mês tem tanta vitalidade, que contagia. Suas histórias provocam interesse e suas aventuras entusiasmam. Jauense nato, Lourenço Fernando Almeida Prado, 91, mais conhecido como Fernando Sampaio, ficou na cidade até os catorze anos, depois foi para São Paulo estudar Engenharia Civil. Formado, retornou aos 21 anos e permaneceu de 1950 até 1971 em Jaú, até que uma oferta de trabalho o levou de volta a São Paulo. Ao se recordar da infância, volta ao passado e lembra a prosperidade visível da época. “Fomos educados em fazenda de café, andávamos a cavalo, tínhamos contato com o campo, isso foi muito saudável e prazeroso para a nossa infância. Meu pai era um homem muito enérgico, fomos criados dentro de forte disciplina, mas ele era muito justo”. Durante vinte anos o engenheiro foi jurado em audiências no Fórum, foi vereador por oito anos e por duas vezes vice-presi-

dente da Câmara; rotaryano, fez parte da diretoria do Jaú Clube e Caiçara Clube, além do Educandário, ou seja, participou da vida de Jaú. Engenheiro civil de formação e agricultor de profissão, dedicou-se ao campo até completar 82 anos, quando decidiu entregar os negócios para os filhos. Em 2008 começou a correr e o esporte trouxe um novo sentido para sua vida. Instigado pelo novo, já saltou duas vezes de paraquedas e ainda tem um grande sonho: subir o Monte Everest, no Himalaia. Participou desde a primeira edição dos Doutores das Águas, uma ONG que surgiu da ideia de atender as carências mais básicas dos ribeirinhos, mas que estas gerassem alto impacto na qualidade de vida desta população. Falar da família gera grande orgulho e emoção. Ao se recordar da esposa Lígia, descreve os detalhes desde o primeiro encontro. Há cinco anos perdeu sua grande companheira e obser-

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vando a tristeza do pai, o filho que mora em Manaus o convidou para pescar. Para tentar tirar o foco da perda e amenizar a dor daquele momento ficou quarenta e dois dias pescando. Há pouco tempo recebeu uma homenagem da Santa Casa de Jahu por ser o Irmão mais antigo da instituição em atividade. Entrou para a Irmandade no dia 2 de fevereiro de 1949, há 65 anos. Seu pai, Sebastião Sampaio de Almeida Prado foi provedor por 17 anos e construiu uma das alas do hospital. Seu avô Lourenço Avelino de Almeida Prado foi um dos fundadores e também provedor. Segundo ele, hoje é o Almeida Prado mais antigo de Jaú. Para manter o corpo e a mente sã ele lê, vai ao cinema, visita o geriatra e faz check-up, não bebe, não fuma e pratica esporte. No decorrer do processo chamado vida cruzamos com pessoas cujas experiências nos levam a analisar a nossa própria vida. Parece redundante, mas é assim que acontece, pelo menos para mim. Fernando, com sua história, deixa exemplos. Faça como ele: aceite os desafios, arrisque-se, afinal, como diria Zack Magiezi, “para a alma não ficar sedentária, corra riscos”; e nunca desista do bem mais precioso que nos foi dado: a vida. Como surgiu a ideia de participar da São Silvestre? Em 2008 eu havia parado de trabalhar e não tinha nada para fazer em São Paulo. O meu filho, que é corredor de maratona, me fez uma proposição sobre começar a correr. Gostei da ideia e comecei a treinar todo dia (tinha um personal trainer e uma planilha para seguirmos) e no mesmo ano eu corri a São Silvestre. Até que no ano passado senti uma contratura na perna. Fui ao ortopedista e ele queria vasculhar a causa. Eu disse que não havia tempo, pois estávamos a quinze dias da corrida, então ele me deu um analgésico e um anti-inflamatório e recomendou que eu não corresse, assim como meu personal, mas como eu tinha treinado 360 dias, fui correr. Conseguiu concluí-la? No meio do percurso comecei a mancar. Observando isso, meu filho, assim como o personal pediram para eu parar, mas 20 Revista Energia

eu já tinha corrido treze quilômetros e faltavam apenas dois para completar a prova. Como eu tinha um paracetamol no bolso, tomei e conclui a corrida, mas infelizmente finalizei acima do tempo e não fui classificado. Este ano estou treinando e com certeza vou correr. Já tenho cinco pódios na categoria acima de 80 anos. A persistência é uma de suas virtudes? Eu sou muito teimoso e determinado. Quando quero algo, procuro fazer da melhor forma possível. Em tudo que me disponho a fazer, dou o meu melhor, talvez seja esta uma das razões que me ajudou a conquistar o que tenho e a me transformar no que sou. Por que saltar de paraquedas aos 84 anos? Eu sempre procuro sensações novas. Penso que se estou vivo, preciso aproveitar a vida. Um dia eu estava de férias em Ubatuba e nesta ocasião só estávamos eu e minha neta, e como minha casa é pertinho do aeroporto, enquanto passava por ali vi uma placa anunciando salto de paraquedas e pensei comigo: vou pular. No outro dia, sai bem cedinho e disse à minha neta que ia correr. Como eu estava demorando, ela me ligou e eu falei que estava no cais, vendo o pessoal pescar, mal sabia ela que enquanto falava ao telefone estava vestindo o macacão para saltar. Saltei a três mil e oitocentos metros de altura, mas confesso que não vi muitas coisas, porque a primeira vez você fica extasiado. Tivemos uma queda livre de três mil metros e só abrimos o paraquedas a oitocentos metros do chão. Descemos a uma velocidade de 240 km por hora Foi sensacional! Paguei para filmarem e fotografarem, e foi assim que minha neta descobriu o feito (diverte-se). No ano passado saltei novamente, só que em Boituva e com duas netas. Como estava mais preparado, vi tudo e foi ótimo. Saltamos a uma altura de quatro mil metros, sendo uma queda livre de três mil metros. Eu não tenho medo algum, nem mesmo da morte. A minha vida é muito boa, sou feliz e não temo mudanças. Sou


arrojado, valente e determinado, e estou preparado para tudo a qualquer momento. Como é a sua participação nos Doutores das Águas? Como eu não tenho formação na área da saúde, minha função era registrar as pessoas, ou seja, eu fazia a ficha cadastral de cada morador que ia receber o atendimento. O primeiro ano foi bem difícil porque o pessoal não conhecia a gente, então, havia um pouco de desconfiança, atitude considerada normal, porque imagina você morar num lugarejo onde existe muita pobreza, necessidade e de repente chegar um grupo de pessoas querendo ajudar. Ano que vem eu retorno, mas como convidado, pois o trabalho é manual e intenso (o pessoal trabalha das 6h às 18h), mas muito recompensador. Para um homem de mais de noventa anos como eu, é exaustivo. Qual a principal lição aprendida ali? Este trabalho dos Doutores das Águas é extremamente comovente porque a gente consegue suprir, dar aquilo que eles não tinham menor possibilidade de ter, não só na parte material, mas na afetiva. É saberem que existem pessoas preocupadas com a vida e o bem-estar deles e que sempre vão voltar. O que a gente recebe ali não há dinheiro que pague, o sentimento é de gratidão. O senhor fala com muito carinho da Lígia. O que ela representou na sua vida? Lembro-me como se fosse hoje, era dezembro de 1938, eu estava de férias em Jaú e avistei uma menina muito sorridente, vestida com uma blusa amarela, saia azul marinho plissê com

suspensório, tudo combinando com um sapatinho de verniz e meia soquete. Eu me apaixonei naquele momento. Ela tinha treze anos e eu quinze. Ficamos amigos e a gente dançava, mas só isso, pois ela namorava. No ano seguinte, quando cheguei para passar as férias, a novidade era que Ligia estava solteira e eu decidi me candidatar a namorado. Flertei e ela correspondeu. No dia 14 de janeiro de 1940, após sua permissão, sentei ao lado dela no Cine Jahu. Ela foi minha primeira e única namorada. Foram oito anos, mas neste período tivemos uma briga e eu quase perdi a mulher da minha vida. Até que um dia a encontrei no ônibus e pensei: não posso perdê-la. Voltamos, namoramos, casamos e tivemos quatro filhos: José Fernando, Lia e os gêmeos, Mauro e Marcelo. Hoje tenho oito netos, sendo seis mulheres. Qual o seu sonho? Sempre tive o desejo de subir o Monte Everest. Sou vidrado por ele, leio tudo quanto é livro e publicações sobre o assunto. Sei que hoje não tenho mais condições de escalá-lo, mas pelo menos quero subir os cinco mil metros e vê-lo. É um sonho que tenho e pode ser que ainda realize. Qual o seu desejo para Jaú? Eu estou triste com a situação de Jaú. A cidade, assim como o país, tem atravessado uma forte crise na cana, além das muitas fábricas de calçados que deixaram a cidade, mas parece que vai melhorar. Gostaria que Jaú tivesse um grande desenvolvimento, pois potencial tem, já que é muito bem localizada. Torço para que dê certo alguma outra coisa para melhorar a situação econômica daqui. 

Revista Energia 21


Imagem: Inernet

Saúde

a doença autoimune Texto Tamara Urias

Com causa desconhecida, o Lúpus pode comprometer todos os órgãos do corpo humano. A cura ainda não foi encontrada, mas os portadores desta patologia podem melhorar sua qualidade de vida

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indo do latim, o termo lúpus, que traduzido significa lobo, foi muito usado no século XIII para descrever lesões erosivas na pele. Em 1837 o Lúpus foi dividido em forma disseminada e forma discoide (cutânea). O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória pouco frequente, autoimune, que ocorre principalmente em mulheres jovens, onde a defesa imunológica se vira contra os tecidos do próprio organismo. 22 Revista Energia

Mas também pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo. Sua evolução é crônica, caracterizada por períodos de atividade e remissão. A causa permanece desconhecida, mas é considerada multifatorial. Diversos estudos sugerem o papel da interação de fatores genéticos, virais, hormonais e ambientais aliados às alterações na regulação do sistema imune. “Dentre os fatores ambientais, vale ressaltar que cerca de 70% dos pacientes


com Lúpus apresentam ativação da doença após exposição à luz ultravioleta”, pontua a médica reumatologista Cristiana de Paula Leite Cury, 45. Casos leves, moderados e graves O Lúpus pode ocorrer em qualquer idade, mas tem sua maior prevalência na faixa de 16 a 35 anos. Frequentemente aparece em mulheres, numa proporção de nove em dez mulheres para um homem, variando de catorze a cinquenta em cem mil habitantes, segundo estudos norte-americanos. “Ele pode aparecer em todas as etnias e em todas as partes do mundo, atingindo mais negros e asiáticos”, conta. Estima-se que no Brasil haja duzentas mil pessoas com Lúpus. Por ano, mais de mil casos são diagnosticados. Segundo o Ministério da Saúde, em 2012 a doença levou a internação de quatro mil quatrocentos e setenta e cinco pessoas. “Não há estimativas sobre o número de crianças que possuem esta patologia no Brasil, mas com base em dados internacionais estima-se que haja um caso a cada cem mil crianças”, detalha. Os sintomas são variados: fadiga, perda de peso, febre, mialgia e artralgia, que podem ocorrer em qualquer fase da doença. “O comprometimento da pele no Lúpus é bastante comum e de várias formas, sendo a mais típica a lesão ‘em asa de borboleta’, caracterizada por hipersensibilidade à luz solar ou até mesmo à lâmpada fluorescente na região malar”, salienta.

“Cerca de 70% dos pacientes com o Lúpus apresentam ativação da doença após exposição à luz ultravioleta”, pontua a Dra Cristiana Dra. Cristiana de Paula Leite Cury

Juliana Aparecida Cano da Silva

A especialista explica que o LES mais leve causa artrite, fadiga, perda de cabelo, mialgia e problemas na pele. Em fase moderada, a doença pode levar a uma queda no número de plaquetas e glóbulos brancos no sangue, derrame pleural e pericárdico (água no pulmão e coração). Nos casos graves acometem os rins e o sistema nervoso central, causando desde dores de cabeça até convulsões e paralisia. “O stress emocional não causa a doença, mas pode contribuir para desencadear os sintomas iniciais ou reativá-lo”, diz. Não há cura, mas tem tratamento Na prática, costuma-se estabelecer o diagnóstico utilizando-se os critérios de classificação propostos pelo American College of Rheumatology, revisados em 1997, que se baseiam na presença de alguns sintomas clínicos e alterações laboratoriais características pelo LES. Podendo comprometer todos os órgãos do corpo humano como pele, rins, pulmões, coração, vasos sanguíneos, sistema neurológico, o Lúpus pode ser controlado por medicamentos, sendo os mais comuns hidralazina, procainamida, carbamazepina e isoniazida. “Sua terapêutica possibilita o controle da doença, mas não sua cura”, enfatiza. Nos casos iniciais e mais leves pode-se utilizar apenas antimaláricos, que são imunomodeladores e analgésicos, complementa Cristiana. “Já para os casos mais avançados ou mais graves, pode ser necessário o emprego de corticosteroides, imunossupressores e, mais modernamente, alguns medicamentos denominados agentes biológicos”. A médica alerta que há medidas gerais tão importantes quanto o tratamento medicamentoso, tais como: educação do paciente e família, apoio psicológico, dieta balanceada, proteção contra a luz solar, atividade física e evitar tabagismo. “O tratamento medicamentoso deve ser individualizado para cada paciente, pois depende dos órgãos ou sistemas acometidos e de sua gravidade”, ressalta. Revista Energia 23


Imagem: Inernet

Por acaso, a descoberta Há sete anos, através de exames de rotina que fazia para tratamento de anemia no Hospital Amaral Carvalho de Jaú, os médicos de Juliana Aparecida Cano da Silva, 36, percebendo algo diferente a encaminharam a um reumatologista. Após uma série de exames específicos, Juliana foi diagnosticada com Lúpus. A notícia foi recebida como uma bomba. “O momento era angustiante e com muitas dúvidas, que começaram a ser sanadas com o reumatologista. Ele me explicou o que é o Lúpus, como se desenvolve e fez um alerta dizendo que muitas pessoas, por não terem conhecimento sobre a doença, não acreditam no que não veem”. Juliana conta que na fase inicial da doença chegou a ter depressão e perdeu dez quilos em menos de dois meses. “Eu passava os dias deitada, sem ânimo algum. Após certo tempo voltei a engordar e através das orientações médicas entendi que esse descontrole hormonal era devido ao Lúpus”. Para o tratamento foi receitado corticoide, imunossupressor, além dos exames de rotina que devem ser feitos a cada três meses; dependendo dos resultados as doses diárias dos remédios diminuem ou aumentam. Atualmente Juliana está na expectativa de conseguir um novo tratamento com o Benlysta, medicamento para os portadores do Lúpus, que aguarda a liberação através da Defensoria Pública. “Enquanto isso procuro viver na medida do possível com qualidade, trabalhando o meu emocional e aproveitando a família e amigos. E sempre com muita fé!”, finaliza. 


Consultoria

Por Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves consultoria@revistaenergiafm.com.br

Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves é administrador, contador, consultor, palestrante e professor universitário com MBA pela FGV – RJ em Gestão Estratégica de Pessoas; presidente  da AESC – Associação dos Escritórios e Profissionais da Contabilidade de Jaú e região - gestão 2004/2005; atualmente  diretor da AESC Jaú; proprietário do DinamCorp Corporação Empresarial e Contábil; proprietário da Prosol Unidade Jaú e consultor e orientador em desenvolvimento de softwares Prosol – São Carlos

Crise…. E aí, vai fazer o quê??? Há vários meses estamos fincados no mesmo assunto e, vamos falar sério, já encheu o saco!!!

N

ós, brasileiros, estamos nos acostumando a ouvir e ver tragédias, cenas de pessoas sendo decapitadas diante das câmeras, as CPIs sem resultados montadas pelo Congresso Nacional, tristezas em verso e prosa que saem das nossas telinhas ou são ecoadas pelos meios de comunicação na medida certa, para deixar nosso dia mais escuro, úmido e sem brilho. Foi quando pensei numa frase do Fantástico: E AÍ, VAI FAZER O QUÊ? Ficar curtindo essa bagaça toda ou cair fora disso tudo e começar a enxergar o NOVO ARCO ÍRIS? Que tal ouvir uma música das décadas memoráveis de 70, 80, 90 para começar com paz no coração? Sabe, gosto muito de ler crônicas, artigos e outros textos que nos fazem pensar e até mesmo nos orientam em certas ocasiões e nestes dias estava lendo uma crônica da Martha Medeiros, com o título “AINDA DÁ TEMPO PRA TUDO”. E não é que ela tem razão! Amanhã de manhã, quando chegar em sua empresa, CONVOQUE SUA EQUIPE DE TRABALHO para uma conversa. E escreva na lousa e ou pergunte em voz alta: - SE NÃO TIVÉSSEMOS os meios de comunicação que temos hoje, e nossas vendas ou serviços estivessem caindo diariamente, qual seria nossa atitude? Deixe o silêncio no ar…. e peça para que escrevam num papel as possíveis respostas para debater depois, duas ou três linhas bastam, dê uns 10 minutos. Observe que muitos ficarão em silêncio e não terão respostas, mas outros podem escrever: NÃO SABERÍAMOS DA CRISE e iríamos à casa do cliente para buscá-lo ou talvez escrevessem: Trataríamos nossos clientes, produtos e serviços de forma diferente, com mais respeito, sinceridade, cordialidade, e viriam outras respostas que talvez o deixassem de queixo caído. O que quero dizer com tudo isso é que estamos nos acostu-

mando a jogar tudo nas costas da crise, talvez com medo ou preguiça de mudar o que já fomos ontem. Aqui cabe mais uma frase daquela crônica de Martha Medeiros: “BASTA A GENTE QUERER”. Claro que é muito mais simples ficar na zona de conforto e dizer: Ah, deixa isso pra lá. Se fizer isso daqui algum tempo, outras situações virão da pior forma possível, e novamente daremos UMA NOVA DESCULPA, CHAMADA “CRISE”. Acreditar nas cartas é que não pode, não adivinharemos o amanhã. Intuitivamente é o que você sente e não o que dizem, o momento foi feito para ser vivido como se fosse o último, e assim deve ser a cada segundo. Dar-se e doar-se com todo o coração naquilo que se faz e com as pessoas que estamos. É não fingir estar feliz, mas ser feliz de verdade, por inteiro. A crise vai passar quando mudarmos nossos conceitos, hábitos ou mesmo pequenas atitudes, desde um simples sorriso para quem nunca damos, até deixar de gastar água à toa lavando o carro, deixar alguns afazeres para mais tarde e dar atenção aos filhos e àquele que amamos; passear nos fins de semana, ir ao cinema, ao parque, ao circo, ao piquenique; não se estressar com um negócio não fechado, mesmo depois de todo empenho que tivemos para com o cliente; não culpar o outro pelas nossas próprias culpas apenas para tentar dormir sossegado, sonegando a si próprio as duras verdades que teria que engolir se as encarasse de frente. Mas também não bater as correntes nas próprias costas pelas coisas erradas que se fez; desculpe-se com sinceridade e tenha inúmeras primeiras vezes em sua vida, se precisar. Com isso a crise e os pensamentos ruins não apenas passarão, mas darão lugares a outros melhores; guarde tudo de bom que já passou e faça o possível para que os novos comportamentos e hábitos durem por muitos e muitos anos, para a vida inteira e quem sabe outras também ...e até depois. 

Revista Energia 25


Fotos: Divulgação: Carduz

Capa


Tudo para construir,

reformar ou decorar Texto Heloiza Helena C Zanzotti

Todos aqueles que já passaram pela experiência de construir ou reformar um imóvel concordam: um dos pontos mais importantes é a compra do material de construção

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m qualquer projeto a escolha do material de construção é fator relevante que pode determinar o sucesso de uma obra, ou comprometer seriamente sua execução, trazendo muitas dores de cabeça durante e ao final da empreitada. Mais que preço, a qualidade deve ser levada em conta acima de tudo, pois vai determinar a forma como o imóvel resistirá com o passar dos anos. Assim, a escolha de uma boa empresa fornecedora é fundamental: além da venda em si ela oferecerá ao cliente orientação, acompanhamento profissional e bons produtos. Pascano & Bela Vista Trazendo um novo conceito para o mercado de material de construção, com foco na qualidade de produtos, atendimento e serviços, a empresa oferece em suas lojas todos os produtos para sua obra, desde o alicerce até o telhado, com atenção especial aos acabamentos, prestando assessoria e buscando suprir todas as necessidades e expectativas de seus clientes. O início Completando 32 anos de atividade no mês passado, a empresa foi fundada em 09/07/83, quando João R. Cano e Edilson

G. Pascuzzi juntaram seus sobrenomes e batizaram a Serralheria Pascano. Em pleno crescimento e com muitos serviços sob encomenda os sócios resolveram diversificar o negócio e optaram pelo comércio de materiais para construção, nascendo assim o Pascano Materiais para Construção Ltda. A visão empreendedora aliada à seriedade e compromisso com os clientes fez do Pascano referência no setor e assim, em 2005 uma nova empresa veio somar-se a esta: o Depósito Bela Vista, com showroom moderno e que atende todos os setores da construção civil, trabalhando sempre com as melhores marcas da área. Do básico ao acabamento Especialistas concordam: na hora de construir ou reformar é muito mais vantajoso adquirir todo o material em uma única empresa. Isso garante bons descontos, atendimento diferenciado e comodidade. Assim, Pascano & Bela Vista possui em suas lojas uma linha completa de produtos, do alicerce ao acabamento. De itens básicos como areia, ferro, cimento, cal, tijolos e argamassa; caçambas para entulhos e andaimes metálicos aos melhores revestimentos cerâmicos, esquadrias, louças e metais, no Pascano & Bela Vista não vai faltar nada para sua obra. Inclusive, os clientes Pascano & Bela Vista também podem contar com mais um serviço: a Concreteira Pascano & Bela Vista, com concreto usiRevista Energia 27


Projeto Don Cheff

nado, equipamentos novos e modernos e a garantia de qualidade Pascano & Bela Vista. A equipe de vendedores e colaboradores é altamente qualificada e treinada para atender o cliente, orientá-lo e tirar todas as suas dúvidas.

Showroom Bela Vista

As melhores marcas A fase que dá mais prazer em uma construção, sem dúvida, é o acabamento, no entanto, se não for bem planejado pode acabar trazendo muitos problemas no futuro. Por isso o Pascano & Bela Vista trabalha sempre com as melhores marcas, priorizando a qualidade, além de dispor de profissionais preparados para orientar seu projeto do começo ao fim, garantindo que tudo saia exatamente do jeito que você sonhou. Eliane Com produtos que aliam beleza, inovação e alta tecnologia, a Eliane traz pisos e azulejos com certificação ecológica e o melhor desempenho entre durabilidade, praticidade e design. As novas linhas Eliane favorecem a harmonia entre a combinação das cerâmicas e despertam a imaginação e ousadia. Uma coleção inteligente, pensada para solucionar os diferentes projetos.

Showroom Pascano

Deca Design, qualidade e inovação fizeram da Deca a maior fabricante de louças e metais sanitários do Hemisfério Sul e líder no mercado brasileiro, além de exportar para os 4 continentes. Investindo constantemente em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, a Deca oferece produtos sempre buscando a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Portodesign A empresa traz produtos diferenciados, que agregam tecnologia e inovação no setor de acabamentos da construção civil. Soluções em projetos especiais e personalizados. Blocos de vidro, pisos vinílicos, revestimentos, louças e metais. Durafloor Suas linhas de produtos são inspiradas no que há de mais moderno no 28 Revista Energia

Showroom Pascano


mercado internacional. Pisos Laminados de alta resistência e Pisos LVT, vinílicos de última geração que vão harmonizar sua residência ou ambientes corporativos, além de uma linha completa de acessórios de acabamento e instalação. Via Rosa Referência nacional e internacional na produção e comercialização de porcelanato e revestimentos, a Via Rosa está sempre lançando novos conceitos e trazendo o que há de mais inovador no mercado mundial, com um portfólio completo de produtos com

Projeto Sant Tropez

Projeto Don Cheff Projeto Sant Tropez

as mais variadas opções de cores, formatos e texturas que atendem às mais altas exigências. Showroom Expostos em ambientes decorados ou em expositores que facilitam a escolha pelo cliente, o showroom do Pascano & Bela Vista apresenta os mais novos lançamentos do mercado. Linha completa de chuveiros e duchas; janelas, venezianas e esquadrias de metal e alumínio; fechaduras, cadeados, dobradiças, puxadores, travas e acessórios; completa linha de ferramen-

Projeto Onix Strass

Projeto Fundação Projeto Scoolters


tas, gabinetes de banheiro e cozinha; louças e metais com as últimas novidades e tendências do mercado. Grande estoque de vigas, caibros, tábuas, forros, testeiras e batentes com madeiras de excelente qualidade. Pisos e revestimentos cerâmicos, porcelanatos e esmaltados de alta qualidade, com medidas e cores diversas. Grandes marcas compõem o mix de fornecedores como Itagres, Villagres, Via Rosa, Portinari, Delta Porcelanato, Mozaik, Jatobá, Glass Mozaik, Suvinil, Sasazaki, Tigre, banheiras Multimax entre tantas outras. Decoração e pintura Sempre à frente, apresentando inúmeras novidades na área de decoração, Pascano & Bela Vista oferece uma variedade de faixas, mosaicos e tozetos para deixar sua obra muito mais elegante e com muito estilo. Além disso, a empresa possui uma loja especializada em tintas Suvinil, com completa linha de tintas e vernizes e vasta cartela de cores; tintas anticorrosivas, com base de borracha, corantes, gel, imobiliárias, impermeabilizantes, industriais, entre outras. Localização privilegiada Contando com duas lojas onde você encontra absolutamente tudo para sua construção, a empresa possui amplo estacionamento, proporcionando a comodidade que seu cliente merece. Além disso, tem entrega rápida e excelentes condições de pagamento. Faça uma visita. Pascano Materiais para Construção Avenida do Café 1156, Jardim Bela Vista Telefone (14) 2104.1950 - antendimento@pascano.com.br

Projeto Onix Strass

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Bela Vista Materiais para Construção Rua José Aquino 50, Jd Itamaraty Telefone (14) 2104.1050 - antendimento@belavistajau.com.br


Heloiza Helena C. Zanzotti

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Fotos: Internet

o ano em que o arquiteto João Batista Vilanova Artigas completaria 100 anos, nada mais justo que esta coluna apresentar uma de suas obras mais espetaculares: a Estação Rodoviária de Jaú. Projeto destacado em diversas revistas especializadas por sua estrutura, a obra chama a atenção em diversos aspectos, sobretudo a relação entre o edifício e a cidade. Antes de sua inauguração, as empresas de ônibus tinham seus guichês e pontos espalhados pelo município, e seus carros costumavam ser estacionados ao longo das vias públicas. Até mesmo o interior do Mercadão já foi utilizado como terminal rodoviário. Responsável pelo projeto da Estação Rodoviária em 1973, João Batista Vilanova Artigas procurou integrar os espaços. O Terminal Rodoviário foi erguido onde anteriormente funcionava a antiga ferroviária da Companhia Paulista de Vias Férreas, que havia sido desapropriada. A originalidade de Artigas se faz presente em detalhes como a funcionalidade: atender as funções de embarque e desembarque de passageiros e permitiu a adição posterior do Terminal Integrado de Transporte Coletivo, utilizando o lado que ele chamava “varanda urbana”, voltada para a Rua Saldanha Marinho. Os acessos e percursos são todos realizados internamente por meio de rampas, permitindo a passagem livre de pedestres, sem interferência com as plataformas de ônibus. A construção da rodoviária levou menos de três anos e o trabalho foi intenso, pois a inauguração contaria com a pre-

Estação Rodoviária sença do então Presidente Ernesto Geisel, que já havia confirmado antecipadamente a data em que estaria em Jaú. A obra foi toda custeada pela prefeitura e há relatos de que pedreiros e serventes se revezavam dia e noite em sua execução. Segundo o livro “Waldemar Bauab, Uma História de Coragem”, do jornalista Waldo Claro, o prefeito Waldemar costumava aparecer na obra por volta das 2h e acompanhava os trabalhos até o dia raiar, em atitude de apoio aos trabalhadores. A inauguração aconteceu em 13 de agosto de 1976, nas comemorações dos 123 anos de Jaú. Estima-se que 20 mil pessoas estiveram presentes no evento que contou efetivamente com a presença do General Ernesto Geisel, primeiro Presidente a visitar a cidade. 


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Comportamento

Amigos de ontem,

hoje e sempre

Em época em que a tecnologia se faz presente no cotidiano, há grupos de amigos que não abrem mão de se encontrar “ao vivo” pelo menos uma vez por semana para colocar o papo em dia Texto Tamara Urias

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amizade já foi tema de inúmeras poesias, peças de teatro, filmes, pesquisas e estudos. Em todas as aparições ela nos mostra algo que já reconhecemos: amigos “de verdade” ajudam a melhorar o nosso bem-estar. Recentes publicações sobre o assunto mostram que, independente de os encontros acontecerem pela tela do computador ou ao vivo, ambos trarão resultados benéficos. Um estudo feito pelo Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Flinders, em Adelaide, na Austrália apontou que idosos com

rede social efetiva (entra na lista contato com amigos e conhecidos que podem acontecer tête-à-tête, por telefone, carta ou e-mail) têm 22% a mais de longevidade num prazo de dez anos. Falando em campo virtual, a verdade é que as redes sociais facilitaram o contato e nos instigam a fazer novas amizades. Mas será que esta nova maneira de “fazer e ter” amigos está mudando a definição de amizade? Para a psicóloga Maria Regina Canhos dos Santos, a palavra amizade foi banalizada com o tempo e com a falsidade nas relações interpessoais. O alerta da psicóloga nos leva a refletir


Foto: Internet

que nem sempre a sociabilidade no virtual é uma realidade no dia a dia. De acordo com Regina, a verdadeira amizade é extremamente rara e, portanto, quem a encontra deve fazer de tudo para preservá-la. Aproveite esta matéria e conheça histórias de grupos de amigas que não abandonaram a tecnologia para se comunicarem, mas também não abrem mão do encontro “tête-à-tête” e vivem o que um dia o grande poeta Mário Quintana poetizou: “A Amizade é um amor que nunca morre”. “Uma por todas e todas por uma” Sempre de bem com a vida a chef de cozinha Juliana Cestari, 37, animada, descreve que tem amigas de longas, médias e curtas datas. A de infância é Mariana Mizzaci Nunes, 37. “Somos amigas desde o maternal. Fui madrinha de crisma e de casamento dela”. Entre as amigas da fase da adolescência estão Ana Camila Turini Cogo, 37, e Silvia Tais Ometto, 38. Semanalmente o quarteto fantástico se encontra para colocar o papo em dia e quando

necessário para ajudar uma à outra. “Agora nos encontramos com menos de frequência, já que meu horário de trabalho é totalmente diferente do delas. Opiniões divergentes e algumas discussões podem aparecer, afinal, ninguém é igual ao outro. Na fase da adolescência, por uma bobagem segundo narra a Chef, ela e Camila ficaram anos sem se falar. “Quando é verdadeiro, não tem como acabar. Acredito que essa briga só serviu para nos unir ainda mais! Digo que sou madrinha de coração do Olavo, filho dela”, diz. As amigas mantêm um grupo no Whatsapp e outro no Facebook, através dos quais as novidades chegam o mais rápido possível para todas. “Quando queremos conversar as quatro juntas, conversamos por lá. E nos divertimos muito”. Elas usam um anel da amizade onde cada argola contém o nome de uma. O pacto é todas por uma. Para Juliana, os momentos mais marcantes vivenciados foram o casamento da Mariana e o da Camila com o Guto, no qual ela foi madrinha. Além do telefonema


uma calça de grife como castigo. “Nosso relacionamento é perfeito, falamos de absolutamente tudo. Uma pode contar com a outra para qualquer coisa: aquela mentirinha onde você jura junto, em confissões de relacionamento e até aquela loucura mais secreta que cometeu. Somos companheiras na alegria e na tristeza, no dinheiro, nos amigos em comum, nos projetos, nas fraquezas e na família”. Elas ainda têm o clube da Luluzinha e fazem reuniões semanalmente. O grupo é formado pelas duas amigas inseparáveis mais a Elisa e a Luciana.

da Sílvia para anunciar que estava grávida de Sofia, enquanto ela ainda estava nos Estados Unidos trabalhando. “Por alguma razão, quando ela foi me contar eu já sabia, só pela voz dela”. Ao ser questionada sobre o segredo para manter uma amizade por tanto tempo, Juliana diz que é saber respeitar. “Cada uma tem sua personalidade, defeitos e qualidades. O segredo é aceitar o pacote completo e amar como cada um é!” Enquanto escrevia a matéria recebi uma ligação de Camila, que fez questão de me contar que para superar um divórcio difícil as amigas foram fundamentais para ela passar pela fase. “A presença delas naquele momento foi de extrema importância. O fato só fez a gente se unir e fortalecer os laços ainda mais. Não há dinheiro que pague o que elas fizeram por mim, a única forma seria com a minha vida”. Juntas até na dieta Há trinta anos, em um domingo corriqueiro Daniela Ribeiro da Silva, 40, conheceu a psicóloga Cristiane Valeria U. Serrano, 41, e desde então nunca mais se separaram, a não ser quando houve um mal entendido. A briga durou uma semana e foi uma tortura para ambas. “Nosso chefe dizia que parecíamos duas crianças, já que uma chorava de um lado e a outra do outro. O motivo foi por uma grande confusão tipo telefone sem fio, mas o importante é que tudo ficou bem”, diz Daniela. A amizade, que tem como base a honestidade, fez com que uma sempre estivesse presente nos momentos importantes da vida da outra. “Ela estava na minha festa de quinze anos e eu nas aulas para ela tirar a carteira de habilitação. Fui madrinha de casamento dela e ela acompanhou o meu batismo na Igreja Batista Betel”. Durante dez anos elas trabalharam para o mesmo chefe, mas em empresas diferentes. Uma sempre dormiu na casa da outra, já que sempre saíam juntas. Ao comprar uma roupa, Daniela conta que Cristiane perguntava se estava bom, pois sabia que ela jamais mentiria. “Ela sempre me ajudava. Sempre fui gastona e me enrolava com as dívidas e ela acabava me emprestando dinheiro para ficar com o saldo positivo”. Todos os dias elas se falam até altas horas, seja por whatsapp ou telefone. Os pactos também existiam, mas sempre giravam em um único objetivo: emagrecer. O mais maluco que fizeram foi apostar que quem não chegasse ao resultado desejado pagaria

Daniela e Cristiane

Foto: Arquivo Pessoal

Sofia, Juliana, Mariana, Ana Camila e Silvia

A mudança ocorreu, mas a amizade permaneceu Foi também na infância que a auxiliar administrativa Keila Cristina Gallane, 34, conheceu a fotógrafa Adriane Gisele Chiarato, 33. O fato de serem vizinhas contribuiu para a aproximação. “Geralmente, nos bairros, as crianças se juntam para brincar e foi em uma brincadeira que eu e a Dri nos tornamos amigas”. Quando eram pequenas brigavam muito e juravam que nunca mais iam se falar, mas era só passar algumas horas que já estavam juntas novamente. A mudança de bairro que aconteceu quando Keila tinha 19 anos, e a de cidade quando ela se casou não interferiu na rotina da dupla. “O laço da amizade, que já é bem intenso, só se fortalece com o tempo e mesmo com a distância”, adianta Keila. “Com a correria do dia a dia nos vemos menos, mas nos falamos constantemente via redes sociais”. Como é uma amizade de anos, Keila acrescenta que viveram inúmeras passagens, que nem sempre foram alegres, mas permanecem na memória e nas muitas fotos que elas possuem. “Foram tantos os fatos: o carnaval em Camboriú, a minha formatura, o meu casamento e o nascimento do meu filho Gabriel, que ela considera como so-


Foto: Arquivo Pessoal

Keila e Adriane

brinho, foi muito importante tê-la nestas datas. Somos amigas e irmãs e com certeza a amizade durará por toda a vida”. Amigas para sempre A amizade nasceu quando estudavam na mesma escola, em torno do ano 2000. Os amigos em comum é que aproximaram a empresária Juliana Bessi, 26, da atriz Luna Ferraz, 26. A fase de estudante terminou e amizade ficou. “Somos como irmãs e nos vemos sempre que possível, pelo menos uma vez por semana”. Como em todo e qualquer relacionamento, a briga já aconteceu e foi por uma brincadeira no dia 1° de abril. “Ficamos poucos dias sem conversar, porque foi uma brincadeira um pouco cruel e porque eu não tenho senso de humor”, diverte-se Juliana. Além da cumplicidade recíproca, ambas possuem uma tatuagem para simbolizar a amizade. Um fato curioso descrito pela empresária é que às vezes elas conversam em mais de uma rede social ao mesmo tempo. “Mantemos grupos no whatsapp e facebook, e alguns para assuntos secretos”. Sobre os momentos marcantes, ela conta que tiveram uma infinidade. “Os momentos felizes que compartilhamos são inesquecíveis e os difíceis só reafirmaram que estaremos juntas para sempre”. Para ela, o segredo de uma amizade verdadeira é sempre querer o bem uma da outra e sempre fazer o possível para que o melhor aconteça. “É saber que momentos ruins vêm e vão, portando não devemos permitir que influências externas afetem o relacionamento. Pessoas surgem e vão embora a todo momento, mas o que é verdadeiro permanece”. Sem nenhuma briga Há dez anos, a recepcionista Aline Fernanda Brancaglion, 30, é amiga da empresária Erika Godoi Sabeh, 38. Tudo aconteceu quando Aline foi junto com uma colega de trabalho na loja de Érika. A amizade é levada a sério e semanalmente se encontram, nem que for para um breve oi. “Somos amigas e confidentes, uma aconselha a outra, além de nos divertirmos muito. Nunca brigamos, no máximo uma breve discussão por opiniões divergentes, e olha que algumas pessoas já tentaram fazer com que a gente se separasse falando mal de uma para outra”. Aline e Érika se falam todos os dias, tanto por grupos de whastapp como pelo facebook e possuem duas tatuagens que foram feitas como prova da amizade. O momento mais especial descrito pela Aline foi no dia de seu casamento. “Mesmo hoje não estando mais casada, aquele foi um dia em que nós duas nos divertimos muito, demos boas gargalhadas. Acredito que o segredo para conservar uma amizade é a confiança e isso é prevalente no nosso relacionamento. Uma conhece a outra e até sabe quando a outra está triste. O que eu desejo é que nossa amizade dure para sempre”. 


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Esporte

Atletas

de finais

de semana Texto Jéssica Prado | Colaboração Heloiza Helena C Zanzotti

A prática de esportes sem regularidade pode prejudicar a saúde. Veja como não correr este risco

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Foto: Internet

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Foto: Arquivo Pessoal

om certeza você conhece um atleta de final de semana. A rotina acelerada e a falta de tempo, diversas vezes, são motivos alegados para evitar os exercícios físicos ou deixar a prática de esportes somente para os finais de semana. Embora seja difícil para muitas pessoas estabelecer uma rotina de exercícios e atividades que não atrapalhe a vida pessoal, é importante que os atletas de final de semana percebam o perigo que a prática de atividades físicas eventuais representa para o organismo. Pesquisa inédita Com a finalidade de mapear a prática de esportes, o perfil do praticante de atividade física e sua regularidade, o Ministério do Esporte divulgou um estudo inédito este ano: o Diagnóstico Nacional do Esporte. O levantamento foi realizado entre 2010 e 2014, e trouxe informações importantes sobre a cultura esportiva no país como, por exemplo, que 45,9% dos brasileiros não exerceram nenhuma atividade física ou esporte em 2013. Entre os esportes mais praticados o futebol continua ocupando o primeiro lugar na preferência dos brasileiros. A caminhada aparece em segundo lugar das preferências, seguida pelo vôlei, academias de ginástica e natação. O estudo apontou, ainda, que mais de 90% dos entrevistados não receberam nenhuma orientação de instrutor para a prática esportiva. (www.esporte. gov.br)

Foto: Arquivo Pessoal

Regularidade e avaliação Para obter um resultado eficiente e seguro através da prática de exercícios, melhorar o condicionamento físico e a saúde, é preciso ter regularidade. A realização de exames cardiológicos e testes físicos é importante para quem quer iniciar a prática de algum esporte, ou mesmo exercitar-se eventualmente. A vantagem de uma pré-avaliação é que, caso você tenha algum problema de saúde, ele pode ser constatado e tratado previamente.

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Gabriel Grizzo Cucato

Diogo Rodrigues Ribeiro

No entanto, mesmo com preparação adequada e uma rotina de exercícios, alguns atletas profissionais, seja por diagnóstico errado ou pela falta da realização de exames clínicos, já tiveram problemas cardíacos, além de lesões musculares gravíssimas. mortes recentes No dia 3 de março deste ano, um catarinense de apenas dezesseis anos morreu após passar mal durante uma partida de futebol. Um amigo do jovem relatou, em depoimento à polícia, que uma turma de colegas se reúne às segundas e quartas-feiras para jogar futebol. No dia da morte do adolescente ele havia entrado em campo há poucos minutos e caiu ali mesmo. O jovem não possuía nenhum problema de saúde, mas também não praticava esportes regularmente. No último dia 30 de abril morreu o jogador belga Gregory Mertens, de apenas 24 anos. O jogador sofreu um mal súbito e caiu no gramado, aos 25 minutos do primeiro tempo da partida. Gregory foi socorrido, ficou internado em coma induzido por três dias, mas não resistiu. Os médicos ouvidos no inquérito acreditam que o jovem sofreu um infarto. No início do mês passado, em Belo Horizonte, Caio Henrique Souza, 16 anos, morreu após mal súbito durante uma aula de educação física no colégio. O jovem cursava o primeiro ano do Ensino Médio em escola particular, e passou mal por volta das 7h30. Duas equipes do Samu chegaram rápido, mas não conseguiram reanimá-lo.


Caso polêmico O caso mais conhecido no Brasil aconteceu no dia 27 de outubro de 2004, durante uma partida realizada no estádio do Morumbi, entre o São Caetano e o São Paulo. Serginho, 30 anos, zagueiro da equipe de São Caetano, sofreu uma parada cardiorrespiratória aos quinze minutos do segundo tempo. O atleta foi socorrido, mas faleceu pouco tempo depois de ter sido levado ao hospital. O jogador havia sido submetido a exames médicos poucos dias antes, que apontaram algumas irregularidades consideradas normais para um atleta e ele foi liberado pelo médico do time. O caso ainda não foi esclarecido e onze anos após sua morte, ainda existem muitas polêmicas e dúvidas a respeito da avaliação. Causas Gabriel Grizzo Cucato, Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) e Pesquisador Científico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, conta que toda vez que realizamos uma atividade física o coração precisa aumentar seu trabalho com o objetivo de ofertar maior aporte de sangue para as diversas regiões do corpo, principalmente para os músculos exercitados. Com o trabalho do coração aumentado há um transiente risco de eventos cardíacos como, por exemplo, as arritmias, quando o coração bate de forma desordenada. A isquemia, que pode ter como consequência uma parada cardíaca, também está entre as ocorrências provocadas pela prática eventual de esportes. Atleta de final de semana O jauense Diogo Rodrigues Ribeiro, 21, é instalador de acessórios e joga futebol regularmente nos finais de semana. Ele conta que nunca realizou exames específicos para a prática de esportes, diz que já sofreu algumas lesões musculares e que nunca apresentou qualquer sinal de problema de saúde. No entanto, Diogo frequenta academia e faz musculação todos os dias. Essa constância de atividades prepara de certa forma o instalador para o jogo de futebol do fim de semana.

que o risco de ocorrência de algum evento cardíaco é muito menor naqueles indivíduos que realizam atividade física de forma regular. Como é o caso do Orlando Baraldi, 55, representante comercial. Ele jogou futebol nos finais de semana durante muito tempo, mas há dois anos parou com a atividade por conta de uma fratura que sofreu. Mesmo sem jogar futebol Orlando continua praticando outras atividades físicas como tênis, caminhada e ciclismo. Dicas importantes Mudanças no comportamento sedentário como ficar o menor tempo possível na posição sentada, subir escadas ao invés de usar o elevador, levar seu animalzinho de estimação para passear, deixar o carro o mais longe possível e caminhar ao destino final podem ajudar, e muito, na melhoria do sistema cardiovascular, segundo o Dr Gabriel. Assim, o mais importante é que as pessoas se tornem mais ativas, e, consequentemente, o risco de eventos de origem musculoesqueléticas e cardíacos será minimizado.

“A realização de exames cardiológicos e testes físicos é fundamental para quem quer iniciar a prática de algum esporte, ou mesmo exercitarse eventualmente”

Atenção aos riscos Dr Gabriel aponta que em adultos saudáveis, por exemplo, o risco de evento ou complicação de origem cardíaca é de aproximadamente 1 a cada 400.000/800.000 horas de exercício. Assim, em indivíduos jovens, mesmo que realizem atividades físicas apenas nos finais de semana, o risco de evento cardiovascular é extremamente baixo, ao contrário dos riscos de lesões musculares e ósseas, que são aumentadas nesta população. Porém, para pessoas acima de 45 anos com presença de alguns fatores de risco (doença cardíaca prévia, tabagismo, hipertensão arterial, níveis de colesterol anormais, diabetes, sedentarismo ou obesidade), evidências sugerem que o risco de evento cardíaco é extremamente maior. Precauções Como sugestão para as pessoas que se exercitam ocasionalmente, Dr Gabriel recomenda que o ideal seria que elas se tornassem mais ativas fisicamente no seu dia a dia. A maioria dos estudos, de acordo com o profissional, tem demostrado

Orlando Baraldi

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club

Social

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Bar do Português Sempre convidativo para um Happy hour com amigos, o Bar do Português oferece ambiente agradável, atendimento nota dez, chope gelado e deliciosos quitutes. Caldos e vinhos, grande novidade durante do Festival de Inverno de Jaú, continua a todo vapor para aquecer suas tardes.

1. Patrícia Bonaldi e Ronaldo Venâncio 2. Marquinho Granetto, Tamy Campos, Murilo Perassolli e Bruna Botura 3. Carol Alexandre, Ana Laura Castanhase e Peterson Fernandes 4. Gabi Manfrin, Guilherme Sylvestre e Thabata Carvalho 5. Emily Del Vecchio, Ana Luiza da Costa, Patricia Roberto, Vanessa Forigo, Hellen Santos, Marina Sangeroti e Katia Marchezani

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Parabéns

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No dia 23 de maio o Salão de Festas Sonho Meu brilhou com a graciosa Manuele Moretti Rodrigues, que comemorou seu primeiro aninho. Os papais Ricardo Pascucci Rodrigues e Mônica Raquel Moretti Rodrigues junto com a irmãzinha Maria Moretti Rodrigues receberam os convidados, amiguinhos da escola e a família que prestigiaram este grande momento. Os belíssimos clicks ficaram por conta da Lumiére Design Fotografia Infantil. 1. Ricardo Pascucci Rodrigues, Maria Moretti Rodrigues, Manuele Moretti Rodrigues e Mônica Raquel Moretti Rodrigues 2. Manuele Moretti Rodrigues 3. Mônica Raquel Moretti Rodrigues e Manuele Moretti Rodrigues 4. Ricardo Pascucci Rodrigues e Manuele Moretti Rodrigues 5. Maria Moretti Rodrigues e Manuele Moretti Rodrigues

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club

Social

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Clube Melissa

Uma loja repleta de novidades com os últimos lançamentos das sandálias queridinhas das garotas antenadas na moda. No piso térreo do Jaú Shopping. 1. Lançamento coleção Clube Melissa 2. Tainara Noetzold, Taináh Tozzi, Taís Kelly, Angélica Machado, Gracieli Manzoni, Gleide Molan e Matheus Mattiaze 3. Clientes Clube Melissa 4. Marcela Ariette, Eliete Ariette e Matheus Mattiaze 5. Clientes Clube Melissa

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Jaú Shopping Com o objetivo de incentivar a prática esportiva e ajudar crianças carentes, o projeto Corrida pela Vida aconteceu no dia 11 de junho na Praça de alimentação do Jaú Shopping onde foi montada uma estrutura com seis esteiras que foram disponibilizadas ao público. A cada quilômetro rodado, R$ 1 era doado pelos patrocinadores a instituições como o Nosso Lar e Amigos de Jesus. No dia do evento o Hemonúcleo do Hospital Amaral Carvalho esteve fazendo cadastro de doadores de medula óssea

Revista Energia 53


Sociedade

Aposentados

e

ativos Texto Heloiza Helena C Zanzotti

Encontrar formas alternativas de aproveitar a vida e sentir-se feliz com o que realiza contribui para uma vida mais longa e saudรกvel 54 Revista Energia


Foto: Internet

A

expectativa dos brasileiros cresce a cada ano, é o que mostra pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O material aponta que a perspectiva de vida no Brasil passou de 74,6 em 2012, para 74,9 anos em 2013. O estudo mostra ainda que as pessoas com 60 anos

de idade ou mais estão cada vez mais ativas no mercado de trabalho: dos 15 milhões de idosos no Brasil, aproximadamente 4,5 milhões permanecem em atividade. Muitos deles já são aposentados, mas trabalham para complementar a renda. Outros optam por continuar no mercado de trabalho com o intuito de se manterem ativos. Revista Energia 55


Foto: Internet

Aposentar não é parar A tão sonhada aposentadoria, para muitas pessoas, acaba se tornando um pesadelo: em pouco tempo elas se dão conta de que seus dias estão vazios, de que não são mais úteis e entram em depressão. Entretanto, aposentar-se não significa parar de trabalhar, mas é a oportunidade de procurar uma atividade mais prazerosa, com a qual a pessoa se identifique mais. Pesquisas apontam que quem trabalha fazendo o que gosta, remunerado ou não, vive mais e melhor. Sinesio Bacchetto

Corpo e mente Em muitos locais a fila preferencial já está maior que a comum. Isso chama a atenção de profissionais que cuidam dessa faixa etária para a importância do condicionamento físico e exercícios para manter a mente ativa, afinal, como qualquer pessoa o idoso vai ao mercado, pega ônibus, carrega bolsa ou sacolas pesadas, abaixa, senta, levanta, atravessa a rua e utiliza escadas. Portanto, precisa de força, velocidade, resistência, coordenação motora, equilíbrio e flexibilidade para ser independente. Além disso, tão importante quanto fazer atividades físicas é exercitar o cérebro para garantir mais qualidade de vida. Quando a pessoa trabalha recebe estímulos diários, entretanto, ao parar de trabalhar esses estímulos cessam, e o cérebro começa a regredir. Então, torna-se ainda mais importante para a pessoa manter seu cérebro estimulado. Tecnologia e leitura Geriatras afirmam que os benefícios das redes sociais para pessoas que já estão na terceira idade vão desde a manutenção de conexões cerebrais até ter com quem conversar sobre assuntos diversos, através de um círculo social bem mais ativo. Segundo pesquisa realizada em 37 cidades do Brasil pela Telehelp, empresa de assistência remota, 66% dos pesquisados com 60 anos ou mais utilizam a Internet com frequência. Entre as redes sociais mais acessadas por eles estão o Facebook, com 95% de usuários, o Linkedin, com 23%, e o Instagram, com 19%. A leitura frequente de jornais, revistas ou livros, fazer palavras cruzadas, frequentar algum curso ou o aprendizado de alguma língua estrangeira também são fundamentais para manter as conexões cerebrais em melhor estado. E há inúmeros sites de jogos que aprimoram capacidades do cérebro como rapidez, memória e solução de problemas de atenção. Atividade física faz a diferença Marcelo Alves de Macedo, 33, Personal Trainer e Fisioterapeuta ressalta que a estimativa para 2020 será de uma população de idosos que poderá exceder 30 milhões, chegando a

56 Revista Energia


Escritor, ele adora viajar Sinesio Bacchetto, 83, consultor de gestão pública, é um exemplo de como trabalhar mente e corpo faz a diferença para uma vida longa mais saudável. Viúvo, pai de dois filhos, mora sozinho e conta que trabalhou na Fundap (Fundação do Desenvolvimento Administrativo) por 25 anos, época em que viajou inúmeras vezes a trabalho para países como Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau. Em entrevista à RE, ele nos surpreende com sua agilidade e memória. Sinésio conta que é escritor e ainda escreve quinzenalmente para o jornal local. Lê muito sobre política internacional e história, seus assuntos preferidos. Faz hidroginástica todos os dias, quando o tempo está bom, e exercita-se em alguns aparelhos com o Personal Trainer Marcelo Macedo. Orgulhoso, afirma que ainda dirige seu automóvel pelas ruas de Jaú e diz que adora viajar. “Frequentemente vou a São Paulo visitar parentes e amigos, vou a teatros e até visitei a exposição do pintor Kandinsky no Centro Cultural Banco do Brasil. Também viajo a Campinas para visitar minha filha ou a Brasília, onde mora meu filho”. Enquanto a esposa era viva, todos os anos viajavam juntos para a Europa. Após seu falecimento, anualmente vai com a filha a países como França, Itália, Áustria. 100 anos bem vividos Evandro de Oliveira Mello fez 100 anos no último dia primeiro de julho. Casado com Maria do Carmo Leopardi Mello há 73 anos, tem 6 filhas, 15 netos e 15 bisnetos. Muito tranquilo e um pouco tímido, ele recebe a RE em seu apartamento e com fala mansa conta que foi professor primário, militar, trabalhou no porto de Santos e prestou concurso para o Banco do Brasil, onde chegou à gerência. Ele orgulha-se ao lembrar que sempre jogou tênis, participou de vários torneios pelo estado e afirma que de vez em quando ainda bate uma bolinha. Para manter-se com saúde pratica atividade física regularmente, supervisionado pelo Personal Trainer Marcelo Macedo; faz caminhada e para manter a mente ativa lê bastante: jornais, revistas, livros. Gosta de viajar e acompanhado da esposa vai a Piracicaba, Campinas, Curitiba e Rio de Janeiro, cidades onde moram as filhas. Fortalecimento de músculos e laços afetivos O Personal Trainer explica que em seu trabalho com Sinésio e Evandro, como com os demais idosos, o foco é o ganho das capacidades, permitindo que eles envelheçam com saúde e se mantenham independentes. “O trabalho é realizado atra-

Foto: Arquivo Pessoal

representar quase 13% do total da população brasileira, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). “Isso demonstra que a atividade física para esse público é de extrema importância e vem contribuindo muito para fazer com que o idoso se torne cada vez mais independente em suas atividades de vida diárias”, explica. Marcelo atende, em média, 40 a 50 idosos por dia, tanto em academia quanto na residência dos mesmos. Ele lembra que as principais causas de acidentes com vítimas e de incapacidades físicas na terceira idade são as quedas, que geralmente estão associadas a anormalidades do equilíbrio e fraqueza muscular. “É justamente nesse ponto que a atividade física se mostra indispensável”, pontua.

Marcelo Alves de Macedo e Evandro de Oliveira Mello

vés dos exercícios resistidos (com peso), o que permite o fortalecimento muscular, principalmente dos membros inferiores, garantindo o equilíbrio corporal”. Ele conta que as atividades desenvolvidas com esse público criam uma aproximação entre profissional e aluno. “O contato frequente acaba gerando um vínculo bastante forte. É comum eles ficarem esperando ansiosamente por mim. Comigo eles compartilham histórias vividas no passado e nas sessões adoram ouvir músicas antigas como bolero e tango”. Vida longa e feliz Para os sociólogos e geriatras em todo o mundo, uma vez que a população está vivendo mais, a questão é que ela precisa, então, viver bem. E para isso as atitudes individuais são fundamentais. É preciso querer e estar disposto a buscar o bem-estar, sem aceitar passivamente a passagem dos anos. Se a expectativa de vida aumentou tanto, nossos idosos precisam acreditar que vão viver muito. E planejar como serão os muitos anos que têm pela frente. Por último, lembre-se: em qualquer idade as pessoas felizes e que possuem maior facilidade para sorrir vivem melhor e por mais tempo. 

“Tão importante quanto fazer atividades físicas é exercitar o cérebro para garantir mais qualidade de vida” Revista Energia 57


vida

Boa

Por João Baptista Andrade

Comida e Intolerância No mais das vezes eu sou uma pessoa tranquila e de boa índole. São bem poucas as coisas capazes de me tirar do sério

M

as se existe algo que me irrita profundamente é a patrulha ideológica de gente intolerante. É claro que eu respeito e até defendo o direito inalienável de qualquer um querer bancar o néscio. Está na Constituição que as liberdades não podem ser cerceadas. E isto inclui o direito de agir feito um idiota. Vamos aos exemplos. Racismo é coisa de gente burra ou ignorante. Frequentemente as duas coisas. O conceito de raça, biologicamente falando, não se aplica à espécie humana. As diferenças no genoma de um nórdico e um bosquímano representam apenas e tão somente 0,005 da carga total. Se um fulano fugiu da escola, ou não sabe biologia, tem o sacrossanto direito de dizer que pertence à raça x, y ou z. Mas continua falando bobagem. Para que complicar? É contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo? Case-se com alguém com sexo diferente do seu. É contra a liberação das drogas leves? Não as use. É contra uma determinada religião? Torne-se adepto de um outro sistema religioso qualquer. É contra o abate de animais? Não coma carne ou derivados. O consumo de álcool é nefasto à sociedade? Não beba. É contra o uso de animais em testes de laboratório? Não use produtos fabricados por empresas que adotam a referida prática. Simples assim. Mas vira e mexe vem um destrambelhado qualquer querendo regular a vida alheia. E começa a patrulha. Pior ainda é quando algum político abraça a causa espúria. Ai, meu São Crispim, valei-me nesta hora de aflição intelectual! E gastronômica. O atual prefeito da cidade de São Paulo (eu me recuso a mencionar o nome) proibiu a produção e comercialização do foie gras na cidade. Para quem não sabe, fígado gordo de aves como gansos e patos. Pode existir medida mais inócua e improdutiva? Está mais do que na cara que o fulano em questão 58 Revista Energia

não se informou o suficiente e fez essa jogadinha marqueteira só para aparecer. Vamos aos fatos. Aves migratórias em geral acumulam gordura no fígado para enfrentar os rigores do inverno e as longas viagens. Nas épocas de frio nós, representantes da raça humana, sentimos um desejo mais intenso por gordura na alimentação. É natural. Os egípcios já superalimentavam aves para que os seus fígados se saturassem de gordura 2.500 A.C., em Saqqara. O poeta Cratino (500 A.C.) faz menção aos “alimentadores de gansos”. Apício, o romano gastrônomo, alimentava seus gansos com figos (a palavra fígado, em diversos idiomas, é derivada deste hábito) para torná-los mais saborosos. Foi algo aprendido. Por fim, a região do Périgord (Dordogne), na França, fez do foie gras um patrimônio gastronômico cultural da Humanidade, reconhecido pela ONU. E quem se der ao trabalho de conhecer o pedaço vai assistir aos gansos caminhando normalmente, e sem qualquer tipo de coerção, rumo aos seus tratadores que farão a gavage (superalimentação forçada) no método tradicional (Label Rouge) que, pelo menos em teoria, não prejudica ou maltrata os animais. O alcaide da capital paulista deveria era cuidar do saneamento básico, da limpeza urbana, do combate à violência e às desigualdades sociais, das vias esburacadas ou dos crimes de preconceito. Mas isso é muito difícil numa cidade com aquelas dimensões. Além de bulir com os interesses econômicos de grupos bastante poderosos. Mais fácil é amolar a paciência alheia com uma legislação que, a rigor, não serve para nada. Em tempo: acaso eu produzisse uma lista de todas as coisas que mais gosto de comer, o foie gras não apareceria nem entre as quinhentas primeiras. Acho amanteigado demais e não aprecio a textura. Mesmo assim, não tolero a patrulha.  Até a próxima.


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guia gastronômico

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todos os

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Legislação

O trabalho

dignifica Todos sabemos que educação deve ser o principal objetivo quando o assunto são as crianças e os adolescentes

Deputado Federal Ricardo Izar Economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, Presidente da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, Membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados

Texto Ricardo Izar |Colaboração Luís Filipe Nazar

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s investimentos do Estado devem estar voltados a esse objetivo, pois somente com educação e uma infância saudável, com lazer inclusive, é que construiremos um país melhor. Contudo, não podemos tapar o sol com a peneira. A realidade brasileira não permite exigirmos ou obrigarmos que um adolescente só comece a trabalhar aos 18 anos sob pena de, ao negligenciar sobre isso, permitirmos que o adolescente debande para o mundo do crime ou para o consumo de drogas. Não há como negar a necessidade de adolescentes, principalmente de áreas mais carentes, começarem a trabalhar logo cedo. A responsabilidade que o emprego traz, em conjunto com a educação, só tem a melhorar na formação do seu caráter, além de possibilitar o ganho de experiência profissional e incremento do currículo. Por isso sou autor da PEC n° 77, que altera o artigo 7º, inciso XXXIII, da Constituição Federal, para dispor sobre a maioridade laboral, concedendo ao maior de 15 anos a liberdade de trabalhar com todos os direitos e carteira assinada. Essa medida possibilita aos empregadores alocar esses jovens em seus quadros de funcionários de forma mais acessível, já que a condição de aprendiz não favorece a contratação. A legislação já é bem estruturada nesse sentido, faltava apenas o aval da Constituição Federal. Veja que o artigo 427 da CLT determina que a empresa que ocupar menores é obrigada a conceder-lhes o tempo necessário para a frequência às aulas, ou seja, um menor só pode ser contratado se não houver incompatibilidade de horário entre o trabalho e o estudo. Trazemos à baila a legislação civil, já que um jovem de 16 60 Revista Energia

anos pode ser emancipado e adquirir o direito ao pleno exercício de atos civis conforme prevê o artigo 5°, parágrafo único, do Código Civil Brasileiro. Ressaltamos também que o menor, sendo maior de 16 anos, também pode exercer seu direito político ao voto, como prevê a Constituição Federal. Então, questiona-se, por que um adolescente a partir dos 15 anos não pode exercer seus direitos trabalhistas, podendo ser legitimamente contratado sem a necessidade de anuência dos pais ou responsáveis? É legítimo continuar resguardando o trabalho na condição de menor aprendiz aos que possuem 14 anos de idade, pois um jovem nessa faixa etária ainda está em formação e necessita de um cuidado maior na exigência física e mental, pois o estudo nessa fase é primordial para sua efetiva formação ao longo da vida. Cabe ainda ressaltar que antes de exigir que um jovem responda penalmente por seus atos desde os 16 anos de idade, a sociedade precisa oferecer-lhe meios efetivos de trabalho, uma vez que os contratos de menor aprendiz encarecem muito o custo para as empresas e inibem a contratação. Se os jovens nessa faixa de idade puderem desfrutar dos benefícios de um contrato trabalhista mais abrangente, toda a sociedade será beneficiada com jovens mais capacitados e experientes e, em contrapartida, a redução da criminalidade nessa faixa etária. Entendemos que é necessária a modificação do inciso XXXIII, do art. 7° da Constituição Federal para que possibilite ao maior de 15 anos de idade o direito de trabalhar e garantir o seu sustento de maneira digna e em conformidade com a legislação pátria. Não se exclui com isso a necessidade prioritária de investimento na educação, mas o trabalho dignifica e pode ajudar a melhorar a realidade da nossa juventude. 


1 Psicologia Por Maira Espricigo

maira-psico@hotmail.com

Autoestima não é vaidade Falamos em autoestima, orgulho, amor-próprio e vaidade sem nos darmos conta de que nem sempre correspondem ao mesmo processo

A

utoestima é um problema terrível do ser humano, que tem que ser claramente separado da vaidade. A autoestima corresponde a uma sensação íntima de bem-estar relacionada com termos sido capazes de executar alguma tarefa à qual nos propusemos. Por exemplo, se decidirmos acordar todo dia às 6h para fazer uma hora de ginástica e, de fato, assim procedermos, o resultado será uma enorme satisfação interior. O mesmo vale para quem se propõe a estudar alguma coisa, perder peso, etc. O que conta é a pessoa determinar para si uma tarefa e conseguir realizá-la. Autoestima é a ideia que o próprio indivíduo faz de si, independentemente da visão dos outros; é estar feliz com o próprio desempenho. A vaidade é totalmente diferente, pois depende de observadores externos, pessoas que nos aplaudam e nos admirem. A autoestima pode afetar diretamente tudo o que fazemos: trabalho, vida social, estudos e conforme ela estiver, teremos uma forma específica de lidar com as pessoas. Relacionamentos de forma geral podem ser influenciados e é possível que se deixe levar pela vontade dos outros, pois pode apresentar uma imagem de desmerecimento. Em suas reações no dia a dia, se você está com ela rebaixada e alguém passou na sua frente em uma fila, talvez você não consiga se posicionar e reclamar. Talvez não consiga procurar o emprego dos seus sonhos, pois sua postura nas entrevistas poderá ser a de uma pessoa que não acredita que merece o emprego, é a sensação de não ser capaz, não ser competente.

Há pessoas que parecem estar sempre com a autoestima altíssima, entretanto, pode não tratar-se de autoestima verdadeira. Algumas vezes são pessoas que se comparam ou competem com os outros, ou seja, uma falsa autoestima, pois diminuir os outros para se sentir maior não é uma gratificação para consigo mesmo. Quando falta autoestima pode faltar também a auto aceitação. Aceitar a si mesmo não significa gostar de tudo o que há em você, significa ser consciente do que é. Claro que você pode aceitar-se e ainda assim ter objetivos de mudança. O que interessa mesmo é a autoestima, que depende de uma avaliação interna, de nos sentimos satisfeitos com nosso comportamento. Vaidade depende apenas do mundo das aparências, ao passo que a autoestima depende da nossa essência. E aqui não existe a possibilidade de engano, pois podemos iludir os outros, mas não a nós mesmos. A baixa autoestima torna as pessoas ciumentas e dominadoras, atitudes que associamos a quem nos parece mais egoísta. Elas gostam de botar banca, mostrar que estão ótimas, que se adoram e são super felizes. Essas pessoas toleram mal as frustrações e as inevitáveis dores da vida. A psicologia tem um papel fundamental na vida do ser humano; através da terapia é possível aprender um grande conjunto de técnicas, estratégias para pensar, sentir e agir de uma forma positiva. O objetivo geral da terapia, nesse ponto, é obter uma visão mais realista e flexível de nós próprios, ao invés de nos concentrarmos em aspectos negativos. Isso aumenta a autoconfiança porque há uma visão menos restrita das nossas competências e qualidades. 

Revista Energia 61


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você merece uma

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om um conjunto já consagrado da CB 1000R, a nova versão Barracuda se destaca pelo visual: novas cores, grafismos e rodas. Atração certa em qualquer parada, a moto naked é uma das mais cobiçadas de todas, especialmente por seu desempenho formi-

dável. Inspirada na edição limitada que era comercializada apenas na Itália, a Honda CB 1000R Barracuda traz o mesmo motor da linha convencional, o potente 4 cilindros de 998,3 cc, que é capaz de entregar uma potência de nada menos do que 125,1 cavalos e um torque de 10,1 kgfm. E a preocupação para com a segurança também está presente na moto, que chega ao mercado equipada com sistema de freios C-ABS, que permite que as rodas não se travem em situações de frenagens bruscas. Mas há bem mais coisas para curtir, como o macio e preciso câmbio de seis marchas, a suspensão firme e a agilidade. 62 Revista Energia

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asta dar a partida na CB 650F para perceber que ela não tem nada a ver com a extinta Hornet. Com nova proposta, visual moderno, mais mansa para rodar na cidade, de fácil pilotagem e econômica, a moto transmite segurança a pilotos menos experientes na cidade. O chassi, agora em aço, proporciona um comportamento dinâmico bem equilibrado. Com potência máxima de 87 cv a 11.000 rpm, torque máximo de 6,4 kgfm a 8.000 rpm, injeção eletrônica PGM-FI e transmissão de 6 velocidades, ela atende com sucesso os anseios do motociclista que busca um upgrade de potência. No conjunto a CB 650F chama bastante atenção, principalmente a tricolor com ABS.

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Sonhos que vão além, porque a Honda acredita que as alegrias de criar e vender só são possíveis quando a satisfação de comprar é plenamente atingida CBR 650F - STD

C

om uma configuração que une bom desempenho em velocidades mais altas e conforto para o dia a dia, a CBR 650F é a versão carenada da CB 650F. Uma esportiva na dose certa, fácil e gostosa de pilotar. O design atual chama a atenção, com destaque para o escapamento oculto pela carenagem, que harmoniza em cores com o quadro. A CBR 650F compartilha da mesma base da CB 650F (potência máxima de 87 cv a 11.000 rpm, torque máximo de 6,4 kgfm a 8.000 rpm, injeção eletrônica PGM-FI e transmissão de 6 velocidades), diferenciando-se nos aspectos visuais, sendo a CBR 650F um perfil com apelo mais esportivo.

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Revista Energia 60  

A Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM. Garanta seu exemplar, gratuitamente, nos pontos de retirada: Posto São João e...

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