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Jaú - Ano 9 | Edição 80 | Outubro 2018 Distribuição gratuita | Venda proibida

Lucy Modas

Campanha Kids, estrelando seus clientes

Capa: Laís Rodrigues de Oliveira e Verônica Gabrielle Giglioli Bueno

EQM ENERGIA Jantar Show com Daniel Saiba como participar


Editorial

O colorido, o rosa e o nublo de outubro

Ano 9 – Edição 80 – Jaú, Outubro de 2018 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação da Rádio Energia FM Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286

“Não existe revelação mais nítida da alma de uma sociedade do que a forma como esta trata as suas crianças” (Nelson Mandela)

Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Edição e Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br Criação de anúncios: Moinho Propaganda atendimento@moinhopropaganda.com.br

Diagramação Moinho Propaganda (14) 3416 7290 Projeto gráfico: Revista Energia Social Club social@revistaenergiafm.com.br Colaboraram nesta Edição Bárbara Milani Tatiane Dias Colunistas Alexandre Garcia Evelin Sanches Frank Alarcón João Baptista Andrade José Antônio Conessa Luiza Caleff Pereira Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves Professor Marins Ricardo Yamaguti Lima Comercial Anna Paula Rossi Milene Perez Sérgio Bianchi Silvio Monari Impressão: Grafilar (14) 3812-5700 Distribuição: Panfletos&Cia (14) 3621 1634 Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624 1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Foto: Cláudio Bragga

Fotografia: Moinho Propaganda

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utubro é o mês das nossas crianças e para homenageá-las a Lucy Modas realizou a campanha “Seu filho é top, é capa de revista”, que fotografou centenas de crianças maravilhosas para a Revista Digital Lucy Modas e fez papais, mamães, vovôs e vovós se derreterem! Dentre tantas crianças lindíssimas, foram sorteadas Verônica Gabrielle Giglioli Bueno, 10 anos; e Laís Rodrigues de Oliveira, de 1 ano e 9 meses, para serem destaques na nossa capa da RE, e elas aqui estão, esbanjando charme, doçura e simpatia. Não dá vontade de esmagar? Ainda falando sobre nossas crianças, não posso deixar de ressaltar que no Brasil toda criança tem direito a um lar, uma família, saúde e educação. Dizemos que as crianças são o futuro da nação, futuro mal cuidado e mal preservado. Ainda nos dias de hoje há crianças que não possuem lar, passam fome e pelo que aparenta, nossos políticos não estão muito preocupados com tal fato. Você sabe como pode mudar isso? Através do voto! É através das urnas que você pode ajudar a construir uma nação que seja motivo de orgulho para todos nós! Se você está lendo este editorial, provavelmente o primeiro turno das eleições já tenha ocorrido, mas se houver segundo turno e você ainda vai votar, vote em quem você acredita, vote em propostas que podem trazer uma melhor qualidade de vida para toda a comunidade. Seu voto é o seu futuro. A sua família, sua cidade, seu estado e o Brasil contam com você! Caso as eleições já tenham terminado, espero que você tenha feito a lição de casa, porque só terá uma nova chance daqui a 4 anos! Além do dia das crianças, outubro também é o mês mundial de conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. A campanha Outubro Rosa, que teve início em 2002, reforça a necessidade de realizar regularmente o autoexame e a mamografia. Por falar nisso, faça já seus exames e lembre as amigas de fazerem também! Nesta edição da RE você confere uma matéria sobre a polêmica em relação à descriminalização do aborto, e ainda, entenda um pouco mais sobre a questão dos refugiados. Moda, beleza, comportamento, social e muito mais! A RE está recheada, então, bora virar a página! Ótima leitura!

Maria Eugênia


Revista Energia 5


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ÍNDICE

NESTA EDIÇÃO 08 Perfil 11 Radar

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Gente Fina

13 Pense Nisso 14 Gente Fina 17 Viagem e Turismo 20 Comportamento 27 Consultoria 28 Momento Safira 30 Capa 35 Bairros de Jaú 37 Depilação a Laser 38 Adote um Pet 40 Sociedade 47 Energia Solar

56 EQM Energia

48 Look de Artista 52 Modernize 53 Vida Saudável 56 EQM Energia 72 Atualidade 80 Social Club 88 Social Botudog

Nossa Capa: Lucy Modas Capa: Laís Rodrigues de Oliveira e Verônica Gabrielle Giglioli Bueno

90 Varal

Jaú - Ano 9 | Edição 80 | Outubro 2018 Distribuição gratuita | Venda proibida

92 Vitrine Presentes 95 Tecnologia 99 Boa Vida

48

100 Legislação 104 Água na Boca

Look de Artista

106 Última Página

Lucy Modas

Campanha Kids, estrelando seus clientes

Capa: Laís Rodrigues de Oliveira e Verônica Gabrielle Giglioli Bueno

EQM ENERGIA Jantar Show com Daniel Saiba como participar


Perfil

Controle total É preciso suar muito para acompanhar a rotina intensa dessa enfermeira Texto Heloiza Helena C Zanzotti Fotos Arquivo pessoal

E

se você pensa que ela passa o dia todo correndo atrás de pacientes, engana-se. Amanda Mobilon Costa Neves, 28, é campeã de CrossFit, um programa de treinamento de força e condicionamento físico geral, baseado em movimentos funcionais, de alta intensidade e constantemente variados. A técnica surgiu nos Estados Unidos, criada pelo treinador Greg Glassman. O treinamento foi adotado pelas forças armadas americanas para melhorar o condicionamento físico dos soldados e tornou-se popular a partir do ano 2000, quando seu criador começou a compartilhar vídeos de exercícios de Crossfit na internet. AMOR À PRIMEIRA VISTA Amanda nasceu em Bocaina e contou à RE que sempre foi uma criança agitada. “Eu brincava nas ruas, geralmente com os meninos, pois nunca gostei muito das brincadeiras convencionais de meninas (risos). Gostava de brincadeiras com bola, corrida, sempre tive aptidão para os esportes”. Aos 12 anos, entrou para a equi8 Revista Energia

pe de vôlei da cidade e foi nessa época que desenvolveu o gosto pelas competições. Em janeiro de 2017, a convite da cunhada, foi a uma aula experimental de CrossFit. “A princípio, como eu treinava para corridas, não tive tanto interesse, porém, decidi conhecer. Simplesmente me apaixonei pela metodologia e dinâmica da modalidade, fiz mais duas aulas testes e não tive dúvidas, havia me encontrado”. AS PRIMEIRAS CONQUISTAS NÃO DEMORARAM Procurando melhorar sua performance nas corridas, Amanda fazia treinos de CrossFit três vezes na semana, junto com os treinos de corrida e natação. Aos poucos, foi se dedicando exclusivamente ao CrossFit e após quatro meses de treino já participou de uma competição. “Sempre busquei objetivos naquilo que faço. Competi na categoria Iniciante, para aqueles que ainda não dominam os movimentos mais complexos e conquistei o 2º lugar”. A partir daí, a enfermeira atleta percebeu que tinha aptidão para esse esporte, e que era realmente o que queria fazer.


BICAMPEÃ. E VEM MAIS POR AÍ... Quem pratica o CrossFit provavelmente compartilha a paixão da Amanda pela modalidade. É comum ouvirmos frases como “é uma coisa que vicia, que melhora a vida da gente, que nos desafia...”. Com a nossa entrevistada foi bem assim. Ela passou a dedicar-se cada vez mais, sempre almejando subir nas categorias. E conseguiu. “Participei de 14 competições até hoje, todas com bons resultados. Atualmente disputo a categoria RX, que exige domínio de todos os movimentos. Nesta categoria conquistei um 3° lugar na primeira vez que competi, depois fui campeã duas vezes. Também participei das seletivas do Torneio Brasileiro em Marília, na categoria Elite, para me testar e avaliar onde preciso melhorar. Vale salientar que em todas tive apoio de parceiros incríveis”. FINALIDADE DAS COMPETIÇÕES Há poucos anos, quase não ouvíamos falar de campeonato de CrossFit no Brasil, mas isso mudou. Atualmente, o calendário registra mais de um por final de semana, seguramente. Segundo Amanda, as competições têm o objetivo de buscar o atleta mais bem condicionado nas dez capacidades físicas, que são: resistência cardiorrespiratória, resistência muscular, força, flexibilidade, potência, velocidade, agilidade, coordenação, equilíbrio e precisão. Não há federação que regulamenta o esporte, porém, há regras e condutas quanto aos padrões de movimentos exigidos. Sobre os campeonatos, ela explica: “Nacionalmente, temos o TCB (Torneio CrossFit Brasil) que busca os melhores do país; o Monstar Games (maior campeonato da América Latina); em ambos você precisa se classificar conforme seu desempenho. Mas o mais famoso mesmo, que inclui os grandes nomes mundiais, é o CrossFit Games, sediado nos EUA”. APOIO E AMIZADE Casada com José Augusto da Costa Neves Filho, Amanda diz que o marido a apoia, incentiva e sonha junto com ela. E faz

questão de citar os amigos: “A torcida deles sempre foi o que mais me emocionou, em especial quando participei das seletivas em Marília. Meus amigos estavam lá, me apoiando e incentivando, independente do resultado. Toda vez que chamavam meu nome e meu box, eu chorava de emoção”. A gratidão estende-se também à CrossFit Jahu, onde treina quantas horas forem necessárias, em qualquer dia da semana; aos coaches, que estão sempre dispostos a ajudá-la; e aos apoiadores Rafael Rinaldi, fisioterapeuta, e Regina Moya, que colabora sempre com as roupas para campeonatos e treinos. TORNEIO CROSSFIT BRASIL O verdadeiro propósito do CrossFit é a busca por uma melhor qualidade de vida, e a atleta concorda. “Acredito que o volume de treinamento exige total dedicação e junto com os treinos exaustivos é necessário ter boa alimentação, suplementação adequada, fisioterapia e apoio psicológico. 2018 está sendo incrível para mim, tenho me conhecido melhor, adquirido experiência e amadurecido no esporte. Meu principal objetivo é conquistar a vaga para o Torneio CrossFit Brasil (TCB) em 2019. Não busco ser a melhor, busco dar o melhor de mim naquilo a que me proponho”. O MELHOR PARA SI E PARA OS OUTROS Amanda afirma que o CrossFit a ensinou a trabalhar em equipe, desejar a evolução do próximo, prezar pelo coleguismo e amizade. “Não é só sobre vencer, nem ser o melhor. Mas sobre influenciar pessoas a quererem crescer com você. Se em algum momento eu pude, através do meu exemplo, influenciar alguém, isso já é suficiente para me manter nesse caminho, e sou extremamente grata pela confiança que depositam em mim”. 

“Não é só sobre vencer, nem ser o melhor. Mas sobre influenciar pessoas a crescerem com você” Revista Energia 9


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Radar Por Alexandre Garcia

ALEXANDRE GARCIA Jornalista, apresentador, comentarista de telejornais, colunista político e conferencista brasileiro. Atuou no Jornal do Brasil, no Fantástico e na extinta TV Manchete. Atualmente é comentarista político na Rede Globo de Televisão.

Basta ter juízo Com toda vira-latice que nos envergonha, pelo trabalho e inteligência vamos superando o destino que os atrasados e preguiçosos querem nos impor

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uerem eliminar o mérito porque não suportam inferioridade autoinflingida. Vamos aos fatos. A FAO, órgão da ONU para alimentação e agricultura, acaba de reconhecer que somos o 3º exportador do mundo de produtos agrícolas. O primeiro é a Comunidade Europeia. Se fossem considerados os países europeus em separado, estaríamos em segundo lugar, logo abaixo dos Estados Unidos. Isso sem ter o Mississipi para escoar quase tudo, sem ter o metro de húmus da Argentina, sem ter porto eficiente nem armazenamento suficiente e transportando de caminhão! Sem contar o preconceito contra o agronegócio e as ameaças da esquerda radical. Da terra, comida e divisas. Esses brasileiros merecem mais atenção. Contra tantos fatores contrários, ainda conseguimos surpreender no último mês de medição de crescimento econômico: esperavam até uma queda de 0,67% e o resultado de julho foi positivo em 0,57%, uma diferença de mais de 1% para melhor. Isso com todas as inquietações eleitorais e com uma especulação sobre o dólar de mais de 25%. Somos um país de gente surpreendente. Isso não é fruto do acaso; é porque há gente trabalhando muito, juntando cérebro e braços. A Constituição de 88, que vai completar 30 anos, é um marco: antes dela, a média de crescimento do PIB era de 5% ao ano; depois dela, caiu para menos da metade disso. Como diagnosticou Roberto Campos, “a Constituição promete-nos uma seguridade social sueca com recursos moçambicanos”. A Previdência explode em déficits sucessivos, a carga fiscal teve que subir para sustentar o estado cheio de gastos, e o crime decolou, cheio de direitos. E, ainda assim, sobrevivemos. Que povo resistente!

País do futuro que nunca chega, agora nossa esperança afunda, literalmente. Vai a 7 mil metros de profundidade no oceano brasileiro no nosso “pré-sal de ouro”, como se referiu o jornal O Globo de domingo, 16 de setembro, (pág.31). Vamos ter a mais importante fronteira petrolífera do mundo - mais que o xisto americano, a recuperação secundária do Texas, a produtividade do Golfo do México, o petróleo do Mar do Norte, que enriqueceu a Noruega, porque conseguimos, graças à tecnologia, derrubar os custos de extração para abaixo da média mundial. E ainda estamos desenvolvendo ideias para as profundezas, como duto sob medida para as nossas condições, réplica digital e dinâmica para a produção no mar, inteligência artificial, robôs e óculos de realidade virtual e computação quântica. Esses somos nós. Se tivermos juízo, no fim do próximo governo teremos saltado de 2,4 milhões de barris/dia para 3,6 milhões. O Rio de Janeiro estará recebendo 100 bilhões de reais/ano de royalties. Imaginem os acréscimos na escala econômica: fornecedores, geradores de emprego. Só que a corrupção, que tanto prejudicou a Petrobras, tem que ser banida, assim como o atraso ideológico. A Venezuela é rica em petróleo e hoje o socialismo distribui miséria e falta de liberdade. 

“Somos um país de gente surpreendente. Isso não é fruto do acaso; é porque há gente trabalhando muito, juntando cérebro e braços”

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nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins

LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

A era dos ágeis Um dos mais atuais temas de gestão é a agilidade

H

á inúmeros livros recentes sobre o tema em todo o mundo e um dos que mais gostei é o de Stephen Denning chamado “The Age of Agile Como empresas inteligentes estão transformando a forma de como o trabalho é feito”, publicado em edição especial em fevereiro de 2018, e até esta data não traduzido para o português no Brasil. Neste livro, Denning relata experiências de empresas que conseguiram resultados espetaculares em tempo recorde através de times ágeis, focados em apresentar soluções simples e criativas. O livro descreve dez práticas comuns dos times ágeis nas empresas: 1. O trabalho é dividido em pequenos lotes; 2. Os times são pequenos e multifuncionais; 3. Poucas tarefas de cada vez; 4. Os times têm muita autonomia; 5. Dividem a tarefa em ciclos e vão até o fim de cada ciclo; 6. Os times trabalham sem serem interrompidos; 7. Fazem reuniões rápidas diárias de avaliação; 8. Transparência total; 9. Obtém feedback dos clientes interessados a cada ciclo; 10. Fazem revisões constantes.  Em novembro de 2016, em um dos principais congressos de gestão do mundo - o Drucker Forum em Viena, Áustria - o conceito de agilidade surge a partir de Julian Birkinshaw, professor de Estratégia e Empreendedorismo na London Business School e diretor do Instituto Deloitte de Inovação e Empreendedorismo, quando ele declarou, provocativamente, que estamos vivendo na “Era da Agilidade”. Nesse congresso foi muito discutido o conceito de adhocracia ou adocracia (que vem de Ad Hoc em latim, que quer dizer “temporário”, “para o momento”) - termo cunhado por Warren Benis e usado por Alvin Toffler como um “sistema variável temporário e adaptativo, organizado em torno de problemas que podem ser resolvidos por um grupo de pessoas com habilidade e profissões diversas e complementares”,

em contraposição a um sistema baseado em hierarquia e departamentalização das empresas. Adocracia é uma forma não hierárquica de organização, focada em capturar oportunidades, resolver problemas e obter resultados de forma rápida e eficaz. Assim, vários termos da moda em administração - Adocracia, Agilidade e “Design Thinking” fazem parte da mesma família, juntamente com o pensamento “Lean Startup”. Esses termos todos querem chamar a atenção para o tempo em que a empresa deve ser leve, ágil, trabalhar como se fosse uma “startup”, com pouca burocracia e muito foco em resultados através do desenvolvimento de inovações simples, frugais e de alto impacto no mercado. O que hoje se discute é que temos que ir além da era da informação e do conhecimento teórico, para algo que poderíamos chamar de “uma era ágil” - diminuir drasticamente a burocracia; ir além da própria adocracia, quando discutimos muito e agimos pouco; além da meritocracia, que muitas vezes é voltada para premiar boas ideias - e partimos para a AÇÃO, para fazer as coisas acontecerem de fato e com a velocidade que o nosso tempo exige. Para que isso seja possível temos que formar em nossas empresas times pequenos, ágeis, multidisciplinares, que possam focar num tema específico e com muita liberdade e recursos para que possam propor soluções inovadoras. Essa é a base da Era da Agilidade, onde só os mais ágeis vencerão. Pense nisso. Sucesso! Revista Energia 13


Gente Fina

Flavia

Adriana Jorgin Roda Quanto mais positividade, alegrias, palavras boas propagarmos, mais leve se torna a vida e a vivemos melhor! Texto Heloiza Helena C Zanzotti 14 Revista Energia


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abeleireira, formada em visagismo e terapia capilar pela Universidade Anhembi Morumbi de São Paulo e com especialização em visagismo pela Academia Internacional LLongueras, de Buenos Aires, Flavia Adriana Jorgin Roda, 43, estampa o Gente Fina desta edição. Com muita justiça. Dona de um carisma ímpar, enfrentou muitos momentos difíceis com serenidade, coragem e muita fé. Filha de Sergio Jorgin e Celina Jorgin, irmã de Francine e Reginaldo, ela nasceu em Jaú e morou praticamente a vida toda no mesmo lugar onde hoje administra um salão de beleza, em parceria com a irmã. Quais lembranças traz da infância? Posso dizer que tive uma infância e uma adolescência muito feliz, rodeada de muitos amigos que meus pais sempre fizeram questão de receber em nossa casa, então, a casa estava sempre cheia. Imagine, três filhos e os amigos dos três! Estudei no Tulio Espíndola de Castro, orgulho de tantas lembranças boas, lugar de extrema disciplina, organização e professores que, além da sua função, desempenhavam também um papel paternal. No ensino médio cursei Técnico em Edificações na Escola Industrial. Tenho ótimas lembranças da infância, quando brincar e andar de bicicleta na rua era extremamente possível. Mas minha brincadeira predileta realmente sempre foi pentear minhas bonecas (risos)... Acho que a profissão já estava dentro de mim. Foi uma época bastante tranquila? Não me lembro de termos passado dificuldades. Possivelmente por sermos tão felizes com o que tínhamos. Meus pais sempre foram muito ativos, passeamos muito, coisas simples como parques, pescarias, nadar em rios, programas que fazíamos em família, junto com os primos sempre muito próximos. Crescemos todos juntos e até hoje temos muito contato e consideração uns pelos outros, enfim, poderia escrever um livro bem feliz falando dessa época.

ritual; independente de religião, acredito piamente que a fé de todas essas pessoas fizeram essa situação se resolver positivamente. Em nenhum momento perdeu a fé? Não. Sentia no meu íntimo que aquela situação não era para o Fer, mesmo os médicos me explicando a gravidade do caso, parece que meus ouvidos se tapavam a tanta desgraça. Em minha mente só enxergava ele fora dali, sempre tinha dentro de mim que nos momentos em que eu estava sozinha com ele na UTI, mesmo inconsciente como ele ficou por mais de 1 mês, eu precisava ser forte de alguma maneira, então, colocava minhas mão sobre as dele, rezava a oração do Magnificat, que rezamos todos os dias há mais de 18 anos. Penso que mesmo nos momentos mais difíceis temos que viver um dia de cada vez. Costumo brincar, dizendo: “quando a situação está muito ruim, é sinal que está perto de melhorar!” Seguir sua profissão foi uma coisa natural? Cresci nesse ambiente, minha mãe iniciou nesta profissão quando eu tinha 6 anos de idade. Fiz o primeiro curso aos 12 anos e nunca mais parei. Devo minha vida profissional aos meus pais, que sempre me incentivaram muito. Minha mãe começou com um salão em um cômodo da nossa casa. Alguns anos depois meu pai, que era pintor de paredes, apaixonou-se também pela arte. Nessa época eu os auxiliava no salão e dividia o tempo com a escola. Fui crescendo, sempre frequentando cursos junto com meus pais e quando me dei conta já estava ali. Por isso sempre dizemos, eu e minha irmã, que o salão é uma extensão da nossa casa, praticamente a família toda é envolvida na profissão. Foram muitos os desafios para seguir em frente? Apesar do mercado da beleza ser um dos que mais cresce, mesmo em tempos de crise essa profissão nos desafia todos os dias. A moda muda constantemente e precisamos estar nos atualizando o

Como conheceu seu marido? Sou casada há 19 anos com o Fernando e mãe do Felipe, que já está com 18 anos. Costumo dizer que meu filho é um “menino do bem”, carinhoso, excelente filho, tenho muito orgulho dele. Conheci o Fernando na escola, na sétima série, estudamos na mesma classe. Ele era meu oposto; eu quietinha e sempre muito discreta, boa aluna, e ele era o bagunceiro da turma. Dizem que os opostos se atraem... Prefiro dizer que a gente se completa, começamos o namoro aos 15 anos e tenho que fazer uma observação: ele foi meu príncipe na festa de aniversário de 15 anos e era um menino bem menor que eu (risos). Passou por momentos difíceis no casamento? Foi um fato que marcou com muita intensidade minha vida. A doença do Fernando colocou à prova minha resistência física, psicológica e espiritual também. Foi um processo doloroso, que até hoje mexe muito comigo quando tocamos nesse assunto. Foram 40 dias intermináveis de hospital, cinco cirurgias, muita tribulação e péssimas expectativas perante a medicina. Nunca imaginei passar por uma situação como essa, sempre tive uma vida tranquila, não costumava sair da minha zona de conforto. Vivia no meu mundo e até me recusava a entrar num ambiente hospitalar, mesmo para fazer visita. Esse episódio me mudou muito, mostrou uma mulher que nem eu mesma conhecia, estava escondida em algum lugar, além de me mostrar a importância de uma família presente e amigos irmãos, que foram de suma importância, me ajudando em vários aspectos, inclusive espiritualmente. Foi comovente a mobilização espi-

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tempo todo, sou muito exigente comigo mesma, acho que desafios são bem saudáveis, nos fazem crescer, correr atrás, sair da zona de conforto. Além disso, tenho uma irmã caçula que me instiga o tempo todo a novos desafios. Um deles foi, aos 36 anos, dar início à faculdade em São Paulo. Devo parte dessa realização a ela, e também não posso deixar de citar o marido e o filho, que aguentaram firmes esse período em que eu dividia minha vida pessoal com o trabalho e os estudos, eles foram ótimos! E como é a relação com sua irmã? Hoje estamos as duas na administração do salão. Somos bem parceiras, acredito que essa relação saudável é fruto da nossa educação. Nossa mãe nunca permitiu desavenças entre nós, nunca tivemos problemas de relacionamento. Eu e a Fran somos de personalidades diferentes, o que nos ajuda muito. Eu sempre discreta e bem tímida, e a Fran desinibida, sonhadora, teimosa e intensa em tudo que faz, me tira totalmente da zona de conforto, não me deixa quieta nunca (risos). E o lado empreendedor, de onde veio? Herdamos do nosso pai, que sempre nos ensinou a pensar no futuro no âmbito profissional. Como diz nossa mãe: “tivemos necessidade de ir ampliando o espaço físico do salão conforme a família foi crescendo”. Nossa empresa foi tomando uma proporção maior a cada dia, o crescimento está alicerçado na educação que tivemos e no respeito e companheirismo um pelo outro, somos todos parceiros realmente. Como é a Flávia mãe? Um fato muito marcante, positivamente, foi a maternidade, que me pegou de surpresa aos 23 anos, mas foi um presente divino que agradeço todos os dias. Acho que muitas vezes peco pelo excesso, sempre fui muito preocupada com a educação do Felipe, que hoje já um homem. Vejo que esse empenho deu frutos, porém, agora as preocupações vão mudando de cenário, acho que mãe sempre está com o radar ligado, nunca relaxa. Procuro estar sempre bem próxima, adoro sentar para um bom papo, ele é sempre bem informado, com conhecimentos sobre assuntos que eu desconheço. O Felipe me apresenta estilos de música que jamais escolheria se não fosse por sua companhia, por isso aprendo muito com ele. Creio que hoje precisamos estar mais próximos dos filhos e isso nós, pais, só conseguimos dando espaço para que eles expressem suas opiniões. Dessa forma conseguimos conhecê-los e saber se os valores que passamos foram absorvidos. É atuante em sua religião? Sou católica praticante e faço parte de um movimento maravilhoso, a Equipe de Nossa Senhora, que preza o crescimento espiritual conjugal e familiar, o que nos dá um suporte incrível na nossa vida de casados. Eu e o Fernando temos muito orgulho dos nossos irmãos equipistas, que hoje são nossa família também. Pratica esportes? Faço um pouco de musculação, não que adore essa prática, porém, acho necessária para minha saúde, e também faço parte de uma turminha de corrida que me faz muito bem. Digo que a gente une o útil ao agradável, cuidamos do corpo e da mente, pois enquanto corremos juntos, conversamos e damos muita rizada, a corrida proporciona um bem-estar enorme. Enquanto corremos estamos mais perto da natureza, o que nos faz observar as coisas e as pessoas por um ângulo diferente ao de estar dentro de um carro e isso é muito bom.

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Tem algum modelo de vida? Minha maior inspiração são meus pais, sempre os tive como modelo de casal e agora, mais madura, entendo que o modelo de família que eles construíram nos formou no caráter, nos valores e na vida profissional. É claro que na profissão temos vários ídolos que nos inspiram, mas são ícones que vêm e se vão. Sente-se realizada? Ainda tenho um projeto profissional que quero realizar com minha irmã parceira. Estamos estudando, amadurecendo a ideia, só posso adiantar que é na área da beleza. Tenho muitos sonhos e planos futuros, acredito que o ser humano tem que ser movido por sonhos, como um combustível, quando não temos sonhos nem expectativas, perde-se a razão de viver, fica tudo sem graça. Mas meu maior sonho é ver meu filho encaminhado, formado, estruturado profissionalmente, para poder formar uma família também, o sonho de toda mãe, eu imagino! O que gostaria de deixar como mensagem final? Acredito que devemos ser a mudança que esperamos ver no mundo, começando com gestos simples em nosso dia a dia, amando mais nosso próximo, respeitando a individualidade de cada um, ouvindo mais e compartilhando mais coisas boas, pois a humanidade parece ter prazer em compartilhar desgraças. Quanto mais positividade, alegrias, palavras boas propagarmos, mais leve se torna a vida e a vivemos melhor! 

“Procuro todos os dias ser a melhor! Não melhor que as outras pessoas, melhor que eu mesma!”


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Comportamento

Você conhece o seu vizinho? Aprenda a manter essa relação que pode trazer muitos benefícios à sua vida

Texto Bárbara Milani

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Imagem: internet Revista Energia 21


frequentemente na frente da casa vendo o movimento, conversando com alguém que passa, sempre contribuindo de alguma forma. Criam esse laço que foi aprendido, uma tradição, mas infelizmente é algo que vem se perdendo nas gerações atuais”, comenta Bruna. MANTER BOAS RELAÇÕES

Quando se consegue estabelecer uma boa relação com os vizinhos, podemos desfrutar de diversos benefícios e um deles é a rede de apoio que acaba se criando nessa relação, onde todos podem sentir-se seguros na vizinhança. “O simples fato de acabar algum ingrediente no meio de uma receita e saber que podemos contar com o morador ao lado é um exemplo”. A psicóloga clínica também explica que, mesmo com a tecnologia avançada, algumas pessoas tendem a manter a tradição de conviver com aquele que mora ao seu lado. Esse contato próximo ajuda em necessidades emergenciais. “São vários fatores: imprevistos, compartilhar remédios, objetos, combate ao desperdício de comida e também a segurança, quando o vizinho sai para viajar e o outro fica observando se existe movimentação estranha na casa”, explica Bruna.

A

Claro que é sempre vantajoso ter uma relação amigável com os cordar cedo, sair de casa para trabalhar e voltar só à noite faz parte da rotina da maioria das pessoas. Essa realidade é uma das razões pelas quais o relaciona-

vizinhos, não somente para estabelecer relações, mas também para se conviver em um mundo mais tolerante, onde as pessoas pensam nas outras.

mento entre vizinhos tornou-se quase que inexistente, e a falta de proximidade gera a falta de empatia por pessoas que moram ao seu redor.

Viver em harmonia com os vizinhos evita que as diferenças ge-

rem conflitos e acabem prejudicando a vida pessoal e familiar. A convivência harmoniosa garante mais tranquilidade no dia a dia e isso significa manter uma relação de confiança e cooperação, a velha história de “ajudar e ser ajudado” como, por exemplo, quando você viaja e pede para o vizinho dar uma olhadinha na casa, ou até mesmo para emprestar aquela pitadinha de sal. COMO ERA TEMPOS ATRÁS

Quando criança, você deve ter vivido boa parte da infância brincando na rua, e era comum também seus pais e os pais dos seus colegas ficarem sentados na calçada no começo da noite, depois do trabalho e do jantar. De acordo com a psicóloga clínica Bruna Ruiz de Moura, 26, esse fator pode ser explicado lembrando que, há alguns anos, o estilo de vida possuía um ritmo mais tranquilo. “Não existia a correria na qual vivemos atualmente. Os vizinhos tinham mais tempo para estarem juntos e também não havia tanta modernidade como hoje. Uma roda de conversa no final da tarde era uma rotina, um costume; hoje as pessoas trabalham mais e no pouco tempo livre, elas se ocupam com as redes sociais”, comenta. Como dito, antigamente a relação entre vizinhos era de mais proximidade, por isso as pessoas mais velhas trazem consigo essa tradição e ainda procuram estabelecer uma relação maior, ainda que com vizinhos mais jovens. “Às vezes eles oferecem ajuda ou estão

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BOM CONVÍVIO É IMPORTANTE

A RE conversou com pessoas que, mesmo com toda a correria do dia a dia, mantêm contato com seus vizinhos. É o caso da auxiliar de escritório Maiara Tuani Ribeiro Barbosa, 29, e da enfermeira Élen Monteiro Adati, 30. Elas são vizinhas há 5 anos. Para Maiara, a relação dos vizinhos nos moldes antigos não pode acabar. “Acredito que por causa da insegurança isso vem diminuindo cada vez mais. A tranquilidade que tínhamos antigamente não é


mais a mesma”. São comuns os casos de vizinhos amigos que se reúnem para fazer churrascos ou jantares, e é o que acontece com as duas vizinhas, que praticam a boa vizinhança. “Todos os dias, ao chegar do serviço, eu e meu marido saímos na rua para passear com nosso animal de estimação e a Élen sai com o filho para brincar. Enquanto isso, aproveitamos para colocar o papo em dia (risos)”. Morando no bairro desde agosto de 2013, Élen afirma que essa relação é importante porque uma sempre acaba ajudando a outra. “Tenho contato diário com os meus vizinhos, com alguns um pouco mais de intimidade. Como antigamente, nos ajudamos na falta de uma xícara de açúcar, um ovo...”. Para ela, esse contato é muito importante. “Não podemos deixar esse costume acabar, fazemos amizades que podem ser levadas para a vida toda”, finaliza.

“Nossos vizinhos são nossos parentes mais próximos” VIDA CORRIDA

Sabemos que, com a rotina maluca que milhares de pessoas vivem atualmente, a relação entre vizinhos acaba sendo deixada de lado. Um caso é o da balconista Tabata Santos Avoleta, 22, que não mantém nenhuma relação com seus vizinhos. “Na verdade, nem sei quem são. Saio para trabalhar de manhã e volto só à tarde, então, quase nem vejo meus vizinhos. Acredito que todos tenham a mesma rotina”. A balconista pensa que a vida corrida é culpada por estabelecer essa distância, mas afirma que, se vir os vizinhos, os cumprimenta com um bom dia, boa tarde ou boa noite. “Educação que devemos manter com quem quer que seja, certo?”. Além disso, é fato que, conforme a tecnologia avança, a convivência diminui. “Dentro de casa, às vezes, nos comunicamos por rede social com a pessoa que está no outro cômodo, imagina em outra casa!”, finaliza Tabata. Já para a professora Tamires Francine Veríssimo, 30, a relação entre vizinhos é tão apagada que algo inusitado aconteceu quando ela teve a sua filha. “Não tenho contato com nenhum vizinho por falta de tempo, e também nunca tentei puxar assunto. O máximo que acontece é um oi, então, quando eu tive a minha filha, muitos ficaram sabendo disso depois que ela nasceu”. Por causa das situações de risco que todos vivemos diariamente, a professora tem receio de sentar-se na calçada para bater papo, porque não conhece bem as pessoas e não sabe o que pode acontecer. Ela também acredita que a relação com os vizinhos está cada vez mais difícil de se manter. “Cada um tem a sua vida e não há muito tempo para ficar em calçada batendo papo”, conclui. POR FALAR EM SEGURANÇA

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população vem trabalhando cada vez mais e ficando menos em casa, segundo pesquisado nos últimos 30 anos. Uma das consequências disso é justamente a redução no contato entre os

vizinhos. “Essa falta de diálogo não só afetou os moradores das grandes cidades, mas também os das médias e até pequenas localidades. As tecnologias virtuais contribuíram para a redução dos contatos com os vizinhos”, explica o Capitão da Polícia Militar e Comandante da 1ª Companhia de Polícia Militar do 27º BPM/I, Fernando Henrique Perpétuo Pauli, 39. Segundo o Capitão e Comandante, essas mudanças causam o que podemos classificar como “indiferença social”, que se resume no fato de que, nos dias atuais, os vizinhos pouco se conhecem, pouco conversam e, consequentemente, pouco se preocupam uns com os outros. É por isso que aquela “olhadinha” na casa quando o outro viaja não é mais tão comum. “Em muitos casos de furto, durante as apurações prévias que o policial faz no local, percebemos que os vizinhos sequer sabiam que os moradores vitimados estavam viajando. É comum os moradores informarem aos policiais que não conhecem os hábitos dos vizinhos, e em alguns casos, os vizinhos nem se conhecem”, relata. ATRAVÉS DO WHATSAPP

Em junho de 2017, a Polícia Militar e os moradores de alguns bairros implementaram o “Programa Vizinhança Solidária”. Mas o que é, e como funciona? Nós explicamos. O Programa Vizinhança Solidária é um conjunto de medidas destinadas a conscientizar as pessoas de uma comunidade da sua importância e responsabilidade na sua segurança pessoal e coletiva, e visa incentivar as ações de prevenção primária nos locais onde moram, trabalham ou estudam. A importância dessa prevenção primária consiste em ações destinadas a evitar ou reduzir a ocorrência de infrações penais por meio da identificação, avaliação ou redução de condições propícias aos

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Jaú teve uma redução significativa na incidência de furto nos bairros abrangidos, e em alguns casos chegaram até a zerar os crimes. O Capitão e Comandante Perpétuo relata um caso que aconteceu para reafirmar a importância do Projeto. “Um morador estava de passagem por uma rua quando observou um veículo suspeito estacionado no bairro e postou no grupo de WhatsApp do Programa Vizinhança Solidária. Logo a seguir um morador que leu a conversa teve a iniciativa de ligar no 190 da Polícia Militar para solicitar uma averiguação. Na sequência, outro morador verificou pelo circuito das câmeras de segurança do seu imóvel o modelo e as placas do carro. Então, uma outra moradora viu as mensagens e informou que o veículo pertencia a familiares e que na ocasião o carro estava com problemas mecânicos”, finaliza. QUE TAL COMEÇAR AGORA?

Se você chegou até aqui nesta matéria da RE, pense um pouco de que maneira pode colaborar para manter o convívio com os seus vizinhos, e também para colaborar com a segurança de vocês. Se no seu bairro não estiver implantado o Programa Vizinhança Solidária, mova-se, crie você mesmo um grupo no WhatsApp para trodelitos como falta de iluminação, terrenos baldios, buracos nas ruas, imóveis ou veículos abandonados, entre outros. ADESÃO DE ALGUNS BAIRROS

Atualmente, o Programa Vizinhança Solidária está implementado nos bairros Jardim Antonina, Jardim das Paineiras, Jardim Bela Vista e está em fase de implementação nos bairros Santo Antônio e Santa Rosa. De acordo com o Capitão e Comandante Perpétuo, o programa é definido por uma diretriz da Polícia Militar, e funciona em Jaú e em outras cidades. “O Projeto é formado por um grupo de pessoas que internalizaram a necessidade de reduzir a intolerância social e aproximar os vizinhos uns dos outros, para resgatar a percepção de segurança por meio de ações preventivas individuais e coletivas”. Mesmo com a importância dos grupos de WhatsApp, a balconista Tabata e a professora Tamires não participam de nenhum grupo entre vizinhos. No entanto, a auxiliar de escritório Maiara e a enfermeira Élen fazem uso do grupo no WhatsApp para marcarem eventos e, claro, garantir a segurança do bairro. “Sempre que algo suspeito é percebido, é postado no grupo para todos ficarem em alerta”, afirma Maiara. Já a enfermeira Élen detalha que é importante participar de grupos dos bairros para manter a própria segurança, além de outros eventos que realizam. “Esse ano, até festa junina nós organizamos com o auxílio do grupo”. IMPORTÂNCIA DO PROJETO

O entrosamento entre os vizinhos através dos grupos de WhatsApp tem se mostrado fundamental para garantir a segurança do bairro quando qualquer anormalidade acontece. Após a implantação do Programa Vizinhança Solidária, a Polícia Militar de

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carem informações e garantir a segurança de todos e de cada um. Com os altos índices de violência que enfrentamos atualmente, não podemos deixar nenhuma brecha, não é mesmo? Ah, e não perca o costume de conversar com seus vizinhos. Se puder, sente-se na rua no final da tarde para bater um papo. Às vezes, os vizinhos mostram-se mais família do que os próprios parentes. Pense nisso! A tecnologia e a violência não podem acabar com os nossos costumes e princípios. 


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Consultoria Por Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves

consultoria@revistaenergiafm.com.br

Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves é administrador, contador, consultor, palestrante e professor universitário com MBA pela FGV – RJ em Gestão Estratégica de Pessoas; presidente  da AESC – Associação dos Escritórios e Profissionais da Contabilidade de Jaú e região - gestão 2004/2005; atualmente  diretor da AESC Jaú; proprietário do DinamCorp Corporação Empresarial e Contábil; proprietário da Prosol Unidade Jaú e consultor e orientador em desenvolvimento de softwares Prosol – São Carlos

Depois não diga que não sabia Ultimamente muito tem se falado em eSocial, que isso irá mexer na vida dos empregadores e trabalhadores e a forma como essa relação será mudada daqui para frente. Mas, será que isso é verdade?

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im, isso é pura verdade. Será através do eSocial que os fiscais dos entes envolvidos (Receita Federal, Ministério do Trabalho, INSS, Ministério da Previdência Social e Caixa Econômica Federal) estarão de olho nas relações de trabalho e em todas as obrigações trabalhistas, previdenciárias e tributárias que serão entregues para o Governo e recolhidas para os cofres públicos. Podemos dizer que é uma mudança de cultura dos empresários, trabalhadores e escritórios de contabilidade, ou seja, “não dá para deixar para amanhã o que se deve fazer hoje”. A exposição dos empregadores aos entes interessados será enorme, bem como a aplicação das penalidades, que poderão variar de R$ 500,00 até mais de R$ 200.000,00. O eSocial trouxe, em seu contexto, a aplicação de um conjunto de legislações existentes e um grupo seleto de autoridades no assunto, basta observar os órgãos envolvidos citados neste texto; os desenvolvedores destes projeto são verdadeiros NINJAS! Imagine o que isso trará de consequências para aqueles que ainda teimam em fazer a coisa do jeitinho brasileiro. Pobres coitados, estarão fadados ao fracasso. A Receita Federal não quer saber de facilitar para a sonegação fiscal, trabalhista, previdenciária e tributária, e tem usado de todo o seu arsenal tecnológico para isso. Para se ter uma ideia, antes alguns achavam comum registrar um empregado fora do prazo, apresentavam ao departamento pessoal a Carteira Profissional do empregado no último dia do mês para registrá-lo com data retroativa ao início do próprio mês; com a implantação do eSocial isso se tor-

SISTEMA DE NFE - GRATUITO

nou impossível, sendo que o empregador deverá fazê-lo até um dia antes do início do trabalhador na empresa, ou seja, o empregado, ao pisar na empresa, já deverá estar devidamente registrado e o empregador, caso não fique atento a isso, estará sujeito ao pagamento de diversas multas. Neste caso a REFORMA TRABALHISTA entra em ação. Isso quer dizer que todos os empregadores estão obrigados ao eSocial? Sim, isso mesmo, todos, sem exceção. Por isso trabalhar em parceria com seu contador e com a área de RH é a melhor maneira para que se possa trabalhar de forma tranquila e sem penalidades. Apesar de ser uma obrigação, é uma ótima oportunidade para que todos parem e reflitam sobre os caminhos a seguir e as tomadas de decisões que devem promover daqui para frente, e que o eSocial não é apenas um assunto da alta gestão, mas todos devem saber, conhecer, se adequar e falar a língua do eSocial, sejam proprietários de empresas, presidentes de entidades, diretores, chefes de departamentos, seções ou setores, encarregados, líderes, chefes de RH e seus auxiliares, contadores e seus auxiliares... Os empregados poderão ser advertidos e até serem demitidos por justa causa, caso não cooperem com a entrega adequada de informações trabalhistas e previdenciárias, em casos como falta de comunicação de afastamentos, entrega de atestados de saúde fora do prazo, não utilização de EPIs - Equipamentos de Proteção Individual, entre outras. Não dá para brincar e fingir que não sabemos onde isso pode parar.

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Capa

Idealizador e proprietário Oscar Pelizon e o filho e gestor Murilo Pelizon

Lucy Modas: 37 anos presente na família jauense Os 37 anos de história da Lucy Modas anda junto com a história da Avenida do Café

Texto: Murilo Pelizon e Agência Only Fotos: Bruno Creste, Fotógrafo Agência Only 30 Revista Energia


Ana Paula da Costa, Samanta Nicoleti, Thais Carvalho, Juliana Scuciato, Mariane Zambonato, Timeless Leonel, Oscar Pelizon, Gisele Florencio, Dana Grigolato e Murilo Pelizon

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venida que, em 1981, era composta basicamente de casas e alguns pequenos negócios, incluindo a Mini Lojas Lucy, que contava na época com apenas 10m² e vendia de agulhas a bonecas. Com o passar do tempo, a avenida tornou-se uma das principais veias comerciais de Jaú. Hoje, conta com excelentes supermercados, grandes lojas de construção, entre outros estabelecimentos comerciais variados. A Lucy Modas, que está localizada no mesmo lugar da avenida há 37 anos, cresceu junto com o progresso local e, certamente, contribuiu para esse desenvolvimento. ATRAVESSANDO GERAÇÕES A Lucy Modas, apesar das mudanças nos negócios, já vendeu de tudo um pouco e, desde os anos 2000, é especializada em vestuário de moda para toda a família; hoje chega a atender até a 4ª geração de clientes. Não é tão raro uma bisavó ir até a loja para comprar um look para seu bisneto. É desse tipo de vínculo que a empresa e toda a equipe se orgulham, e trabalham para sempre surpreender e encantar seus clientes, que se tornaram mais do que clientes, são verdadeiros amigos. Dessa proximidade nasceram as grandes campanhas da loja e ações pontuais, como aniversário presenteado com descontos exclusivos, eventos elaborados em datas comemorativas, bônus fidelidade, entre outras promoções, como a 5ª edição da Revista Digital de moda infantil.

Área Kids – um espaço especial para as crianças que acompanham as mães e pais na ida à loja.

“A família Lucy Modas espera você e sua família para escrever novos capítulos dessa história. Moda, tendências, novidades, promoções e amizade você encontra aqui” Fachada atual com vitrine alusiva ao Dia dos Pais

Anos 80

Anos 90

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Anos 2000


João Pedro Moura Ferreira

Alice Martiello

HISTÓRIA CAMPANHA KIDS Em 2014, com o crescimento do setor infantil na loja e a necessidade de divulgar produtos e marcas infantis, área kids e também os descontos e vantagens para os clientes, a Lucy Modas resolveu investir em uma campanha focada no público infantil, aproveitando o período próximo ao Dia das Crianças. Como muitas das ações que já foram realizadas, a ideia de uma Revista Infantil estrelada pelos clientes kids como modelos veio em parceria com as próprias mães, clientes da loja. “Idealizamos todas as ações da campanha: divulgação, mecânica e detalhes, pensando no resultado final: a mãe receber uma ou mais fotos profissionais com seu super star preferido: seu filho”, afirma Dana Grigolato, à frente do marketing da loja desde o início de 2015. Com isso em mente, veio o trabalho de comunicar e vender a ideia. O principal canal até hoje é o direto, das vendedoras com as clientes. Envolve um ótimo trabalho de vendas, agendamento de fotos, organização de cenários, produção, direção das crianças e diagramação final da Revista Infantil. Segundo Murilo Pelizon, “A campanha da Revista Infantil é uma loucura, mas sempre com excelentes resultados, tanto em vendas como na satisfação das nossas clientes e aproximação com a nossa equipe, nossa loja, nossa grande família”. Todos os anos, desde a 1ª edição, é um grande sucesso, con-

tando com fotógrafos profissionais na loja durante o período da campanha e, como resultado, são produzidas fotos incríveis com os super modelos e clientes kids. Manuella Valeriano

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Davi Brancaglion Vieira, Arthur Felipe Batista, Gabriel Antônio Batista e Giulia Fernanda Batista

NÓS AMAMOS... “Nossa história com a Lucy Modas começa lá na década de 80, quando nossa mãe comprava roupas para nós e para toda a nossa família. Os anos passaram, a loja cresceu, nossa família aumentou, e junto nosso relacionamento com a Lucy Modas se fortaleceu. Desde a primeira edição da Revista Infantil levamos o Gabriel e a Giulia (filhos da Tatiane), depois o Davi (filho da Daiane) e, agora, o Arthur (caçula da Tatiane). Todos os anos esperamos ansiosas para participar da Revista Infantil, nós amamos. Nos sentimos parte da Família Lucy Modas”, relatam as irmãs e clientes Daiane Brancaglion Vieira e Tatiane Fernanda Brancaglion Batista. A AÇÃO 2018 Em 5 anos de campanha, já foi envolvido também o 3º setor, com ações beneficentes e espaços especiais nas revistas para a APAE e a instituição Nosso Lar. A cada ano é primordial inovar em algum aspecto e esta edição de 2018 teve como premiação a Capa da Revista Energia, com duas crianças sorteadas para estrelarem, crianças essas que participaram da Revista Infantil Lucy Modas. Como a Revista Infantil Lucy Modas é digital (uma vez que, infelizmente, é inviável rodá-la de forma impressa para entregar aos modelos e pais), o sorteio foi visto como uma forma bacana e especial de, ao menos dois clientes sortudos, levarem uma Revista Energia exclusiva com o filho na capa.

Lucca Antonio Bassan Urel

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As crianças vencedoras da promoção “Seu filho é top! É capa de revista!”, Verônica Gabrielle Giglioli Bueno, de 10 anos; e Laís Rodrigues de Oliveira, de 1 ano e 9 meses, estampam a capa desta edição da Revista Energia. Nas foto, Sebastiana Aparecida Rocha Bueno e Jorge Aparecido Bueno (pais da Verônica) e Talita de Souza Oliveira (mãe da Laís), posaram juntos na loja Lucy Modas em momento de alegria após a divulgação do resultado do sorteio. Entre todas as crianças participantes, Verônica e Laís foram as sortudas, e seus pais poderão guardar essa lembrança para sempre. Além desse prêmio, a Lucy Modas sorteou outros prêmios entre os participantes, como vales-compras da Lucy Modas e da RiHappy Brinquedos, e mais 10 banners impressos com foto das crianças (ganhadoras desse brinde). E tem mais: todos os participantes receberão a Revista Infantil Lucy Modas (que é digital) em um evento de lançamento, que acontecerá na loja, no dia 11 de outubro, véspera do Dia das Crianças.

LANÇAMENTO DA REVISTA DIGITAL O sorteio, que aconteceu no dia 24/09 na loja e ao vivo nas redes sociais, definiu as crianças presentes na capa da Revista Energia (esta que você está lendo). A data de lançamento da Revista Infantil Lucy Modas acontece no dia 11 de outubro, também na loja. Será um evento especial, que contará com sorteio de brindes, personagens infantis caracterizados e, claro, com a presença de todas as mães, crianças participantes e famílias, já comemorando também o Dia das Crianças. COLUNA LOOK DE FAMÍLIA Nas próximas edições da RE, a Lucy Modas estará presente com um projeto especial, o Look da Família, onde todos poderão conferir modelos incríveis para toda a família, os últimos lançamentos em moda e acessórios! Aguardem! 

Avenida do Café, 416 Vila Netinho Prado, Jaú – SP Telefone: (14) 3622-7466 Facebook:Lucy Modas www.lucymodas.com.br

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Mãe: Mariza dos Reis Grossi; Filha: Ana Luisa dos Reis Grossi e Filho: Pedro dos Reis Grossi


Texto Heloiza Helena C Zanzotti

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ituado em um dos lados da Avenida do Café, este foi um dos primeiros bairros jauenses que se desenvolveu, uma vez que a referida avenida era a porta de entrada para diversos produtos agropecuários na cidade, especialmente o café, daí o nome da via. O bairro é cortado pelo Rio Jaú e possui um comércio bastante ativo, com grandes supermercados, lojas de materiais de construção, farmácias e outras empresas dos mais diversos segmentos. Mas o começo foi bem diferente, e para saber um pouco mais a RE conversou com Célia Battocchio Penezi, 80, que nasceu no Jardim Bela Vista e mora ali até hoje. Ela contou que o local onde mora atualmente era uma chácara, e onde hoje é o início da sua rua havia uma porteira. “Eu vi o bairro nascer e se desenvolver. Logo que abriu a rua só tinha duas casas, não havia asfalto, nem luz, nem água encanada. Também não havia supermercado, nem farmácia, era tudo um pouco longe. As ruas foram calçadas com paralelepípedo a princípio, e as poucas casas eram bem simples. Havia também um grande curtume, que hoje está desativado. Naquela época, era comum os vizinhos se sentarem nas calçadas para conversar, não havia perigo”. Atualmente, o lugar é bastante movimentado, principalmente por ser um bairro de ligação entre a Avenida do Café e a Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros. Dona Célia diz que gosta de morar ali, mas não pode dizer que é um lugar tranquilo, pois ocasionalmente acontecem casos de assaltos, furtos e outros delitos.

No Jardim Bela Vista também está localizado o Estádio Municipal Comandante João Ribeiro De Barros, que em 2015 teve o gramado reformado, além de outras melhorias, após ter sido afetado por uma enchente em 2011. O estádio recebe provas de atletismo, futebol e outras modalidades esportivas, além de sediar os jogos regionais. 

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Depilação a Laser Por Espaçolaser

Espaçolaser A Espaçolaser Jaú Shopping completou 1 ano em setembro,

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trazendo mais liberdade e conforto para seus clientes Espaçolaser chegou em Jaú em setembro de 2017 com a missão de trazer para seus clientes bem-estar, autoestima, liberdade e conforto, afinal, libertar-se dos pelos indesejados com a depilação a laser é, antes de tudo, ter controle e liberdade sobre o corpo. Podemos dizer que a Espaçolaser Jaú Shopping com-

pletou seu primeiro ano com excelência, tendo aproximadamente 2700 clientes avaliados e mais de 7000 procedimentos executados. Estes resultados são reflexo de aspectos ímpares desta empresa, reconhecida como a maior franquia de depilação a laser no mundo, como: 1 - Equipamento – A tecnologia de depilação oferecida pela Espaçolaser utiliza o laser Alexandrite, de rápida aplicação, mínimo desconforto e elevada eficácia. O calor do raio é atenuado com um jato de gás de resfriamento (criogênio – tecnologia exclusiva) que atinge a pele imediatamente antes do laser. A sensação do “gelado” anestesia a área que recebe o disparo. O resultado espetacular das sessões pode ser realizado em qualquer parte do corpo, exceto sobrancelhas. O laser ao longo dos anos sempre esteve atrelado à figura do dermatologista. Era caro e a aplicação dolorosa. A técnica de luz pulsada chegou ao mercado, mas não é eficaz, quando o cliente para o tratamento, os pelos voltam a crescer. 2- Equipe de funcionários treinados e certificados para exclusivo manuseio deste equipamento – toda equipe das unidades próprias e franqueadas é treinada na matriz Espaçolaser em São Paulo. Todas as colaboradoras recebem instruções específicas sobre o serviço oferecido e a aplicação do laser é realizada exclusivamente por fisioterapeutas inscritas regularmente no Conselho Federal de Fisioterapia (CREFITO), habilitadas após treinamento específico. 

“A Espaçolaser Jaú Shopping completou seu primeiro ano com excelência, reflexo de aspectos ímpares desta empresa, reconhecida como a maior franquia de depilação a laser no mundo”

Horário de Funcionamento: Segunda a sábado das 10h às 22h. Domingos e feriados das 13h às 19h. Telefones: (14) 2104-2369 / (14) 3416-2357 Endereço: Av. Quinzinho, 511, Chácara Peccioli, Jaú, SP Revista Energia 37


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Sociedade

Longe de casa

Morar em outro país pode ser algo incrível quando você planeja ter um futuro melhor, mas essa não é a situação daqueles que são obrigados a sair de sua terra natal por temerem pela própria vida

Texto: Tatiane Dias

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Imagem: internet Revista Energia 41


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enho certeza que você já perdeu o sono pensando no futuro. Eu mesma já passei noites em claro fazendo planos e imaginando como será o dia de amanhã. Mas, você já ficou sem dormir pensando no passado? Não digo aquele momento de arrependimento, ou talvez naquele dia feliz que a gente quer voltar a viver; refiro-me a algo que, provavelmente, você não viveu. Isso mesmo, falo do passado da sua família, da sua origem. Você sabe de onde vem? Conhece a história de seus antepassados? Sabe o que trouxe sua família até aqui? Confesso que eu não sabia a verdadeira origem da minha família, mas quando comecei a pesquisar e produzir essa matéria, me empenhei em saber mais sobre o assunto e me surpreendi com as descobertas. A SITUAÇÃO DE QUEM NÃO TEM ESCOLHA Sempre tive vontade morar em outro país para estudar. Aprender novas línguas e costumes, além de conhecer pessoas e lugares diferentes, o que é muito enriquecedor. Esse desejo não é apenas meu, é o de muitas pessoas. Mas, já imaginou ser obrigado a mudar de país? Imaginou o drama de ter que conviver com uma cultura com a qual não se sente à vontade? Parece algo surreal, não é mesmo? Quem vai querer sair de seu país para ir a um lugar que não gosta ou não sabe nada? Pois pense que esta não é uma escolha, mas talvez a única saída para os refugiados! Essas pessoas são obrigadas a saírem de suas cidades por se sentirem ameaçadas e temerem pela própria vida. Atualmente, vemos essa triste realidade com os venezuelanos, os sírios, e muitos outros povos. CONFLITOS NA SÍRIA Países de etnia árabe como a Síria, no contexto de Guerra Fria, foram bastante disputados. No caso da Síria, a família Al-Assad está no poder desde 1970. Apenas o ditador Bashar Al-Assad, que sucedeu o pai, já está no poder há 18 anos. Segundo o doutor em história social, Ney Vilela, 62, a partir da Primavera Árabe, que eclodiu em 2011 e foi uma onda de protestos, revoltas e revoluções populares contra governos do mundo árabe, essas ditaduras foram sendo derrubadas, como aconteceu na Tunísia, Egito, Líbia, e agora na Síria,

onde a questão é mais complexa. “Na Síria, o ditador Bashar Al-Assad enfrentou o povo e disse que os grupos que lutavam pela revolução eram associados a grupos terroristas. Usando este discurso ele angariou vários apoios políticos, conseguindo forças para resistir às mudanças exigidas pela população”, explica Vilela. MILHÕES DE REFUGIADOS Há três grupos na Síria: o governo ditador de Bashar Al-Assad, apoiado pelos governos da China e principalmente da Rússia; o Estado Islâmico, grupo terrorista, fundamentalista, de vertente sunita, que tomou o poder e é muito bem armado; e os rebeldes, apoiados pelos EUA e Europa que querem derrubar esse governo e implantar a democracia. “E esses grupos nunca se entenderam”, afirma o historiador. Nesse mosaico temos um conflito onde se disputam cidades: uma hora os rebeldes tomam uma cidade, outra hora quem toma é o governo, outra hora o Estado Islâmico, que inclusive recruta os jovens para fazer parte do seu grupo. Assim, a Síria é o país que mais gerou refugiados até hoje. De uma população com cerca de 24 milhões de pessoas, aproximadamente 6 milhões já são refugiados. A maioria seguiu para a Turquia, que aceita esses refugiados como forma de tentar entrar para a União Europeia, uma das condições impostas para seu ingresso. “No caso da Síria a situação é muito dolorosa”, diz Ney Vilela, e completa: “a maioria dos refugiados sai da região entre maio e agosto, pois é a época de verão, sendo mais fácil navegar com aqueles barcos abarrotados de gente pelo mar Mediterrâneo”. REFUGIADOS VENEZUELANOS NO BRASIL O Brasil não tinha sentido o impacto dos refugiados como os países europeus até que, com a crise que a Venezuela vive hoje, começamos a receber nossos vizinhos em busca de proteção e melhores condições de vida. Há cinco anos, com a morte do então presidente Hugo Chávez, Nicolás Maduro assumiu o seu lugar, no entanto, ele não tem o mesmo poder de liderança e união de forças para levantar o país. A Venezuela começou, então, a enfrentar problemas como a alta da inflação, falta de alimentos, de itens de higiene pessoal e remédios, além de ruas lotadas de protestos dos radicais. Essa situação causou uma grande crise migratória dos venezuelanos para os países vizinhos, e o Brasil foi o país que recebeu mais refugiados. O IMPACTO NO BRASIL A crise da Venezuela afeta profundamente os brasileiros, principalmente o estado de Roraima, onde chega a maior parte dos venezuelanos que fogem da violência, da pobreza e da falta de alimentos. O primeiro problema para nosso país é justamente a crise econômica brasileira, que já gerou 14 milhões de desempregados e dificulta a entrada desses refugiados no mercado de trabalho. Fora a demanda por trabalho, o atendimento médico a essas pessoas tem sobrecarregado o sistema de saúde local, inclusive provocando enorme queda no estoque de remédios e outros recursos. Há ainda a questão ambiental, com problemas como a falta de banheiros adequados, de saneamento e gestão de resíduos. Com tudo isso, aumentam os índices de xenofobia no país e, consequentemente, a criminalidade.

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IMIGRANTE E REFUGIADO O sociólogo e cientista político Heraldo Bello da Silva Júnior, 35, explica que, diferente do imigrante, que se muda de um país pelos mais diversos motivos, o refugiado sai de sua terra natal para proteger sua vida e integridade humana, buscando recomeçar em outra nação com dignidade, justiça e paz. Heraldo explica que a Organização das Nações Unidas (ONU), em 1950, criou o estatuto dos refugiados, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que garante proteção e proíbe sua expulsão, conforme seu Artigo 33: “– Nenhum dos Estados contratantes expulsará ou rechaçará, de maneira alguma, um refugiado para fronteiras dos territórios em que sua vida ou liberdade seja ameaçada em virtude da sua raça, da sua religião, da sua nacionalidade, do grupo social ao qual pertence ou das suas opiniões políticas”. Depois que o ACNUR foi criado, ele já protegeu mais de 50 milhões de pessoas, além de ajudar os refugiados a encontrarem um novo lar e refazer a vida com mais segurança. O ESPANHOL QUE É QUASE BRASILEIRO Imagina uma pessoa simpática! Pois esse é Miguel Hernandez, espanhol, nascido em Madri em 1940. Ele contou sua história e como foi sua chegada ao país verde e amarelo. Tudo começou quando um funcionário de seu pai veio para o Brasil e voltou elogiando o país tropical. “Ele foi para São Paulo e falava maravilhas de lá. Dizia que achava dinheiro caído pelas ruas e que ninguém se abaixava para pegar. Meu pai ficou com aquilo na cabeça e depois que sofreu um acidente de carro, resolveu mudar de país”. O pai do Miguel pensava em ir para um lugar onde a língua nativa fosse o espanhol, como a Venezuela, mas depois daquele relato optou pela terra brasileira. Miguel contou que a situação pós Segunda Guerra Mundial não estava boa na Espanha, com muita gente abandonando o continente europeu em busca de uma melhor situação em outros países. Como a família tinha boas referências da terra tupi-guarani, resolveu que o Brasil seria a melhor opção para chamar de lar. Primeiro veio a mãe do Miguel, depois o pai e o irmão mais velho, e ele veio três anos mais tarde, em 1953. UMA PROFISSÃO PARA NÃO SUBSTITUIR OS ESCRAVOS Miguel contou que a família veio para trabalhar, então, era necessário ter uma profissão. “Não viemos para substituir os escravos. Quando alguém saía da Espanha, tinha que ter carta de profissão, porque o Brasil queria profissionais. Meu pai veio com carta de mecânico”. Aqui chegando, Miguel foi para São Paulo, onde tentou entrar em uma escola, mas não foi aceito por não saber falar português, então resolveu trabalhar. Conseguiu um emprego de aprendiz de joalheiro, com a ajuda de um conterrâneo, mais tarde fez um curso e especializou-se na área. Foi nesse momento que descobriu sua verdadeira paixão: fabricar joias. Orgulhoso, ele relata que fez joias para pessoas muito importantes, como esposas de senadores, por exemplo. Um cliente da empresa onde Miguel trabalhava fez uma proposta de emprego e trouxe o espanhol para fabricar joias na cidade de Bauru. Depois de um tempo, o imigrante abriu sua própria fábrica, mas foi assaltado algumas vezes, perdendo tudo o que tinha conquistado. Então mudou de ramo e decidiu abrir um motel. Hoje

ele é dono de uma rede de motéis, além de uma mini fábrica de joias em sua casa, onde faz o que realmente gosta. Miguel afirma que ama o Brasil e sente-se mais brasileiro que espanhol, mesmo carregando o sotaque da língua nativa. Ele casou-se com uma brasileira e tem orgulho de seus filhos e netos, todos nascidos aqui. BRASILEIRO QUE BUSCA QUALIDADE DE VIDA É comum falarmos de pessoas que saíram de seus países e vieram para o Brasil. Todos nós conhecemos a história de alguém nessa situação, mas também tem o lado oposto, quando alguém resolver sair daqui em busca de uma vida melhor em outro país. O estudante de marketing Fernan Bordignon Parente, 29, é um amigo muito querido, pessoa admirável, com uma coragem incrível. Conheci Fernam um pouco antes de ele deixar o nosso país e me recordo que ele sempre falava da sua vontade de morar fora. Fernam foi para o Canadá em 2015, em busca de uma vida melhor, e escolheu o Canadá por gostar do frio e pela qualidade de vida superior à do Brasil. “Escolhi o Canadá porque é um país onde eu poderia ser livre. Aqui o casamento gay é legalizado, além de ser mais seguro que o Brasil”, completa Fernan que mora em Vancouver, na Columbia Britânica, lado oeste do país. APRENDER A LÍNGUA LOCAL Ele conseguiu alugar um quarto em um apartamento antes de viajar, através de um grupo no Facebook composto de brasileiros que moram na cidade canadense. O estudante afirma que o número de brasileiros que se mudaram para aquela cidade é muito grande, e lembra que teve que começar do zero e trabalhar muito: “Trabalhei em coisas que nunca pensei na vida, como faxineiro e garçom”. Segundo ele, os brasileiros têm duas famas naquela região: de sempre chegar atrasado e também de trabalhar pesado. Sobre preconceitos, afirmou que nunca sofreu nenhum tipo de constrangimento, mas já ouviu relatos de pessoas que passaram por situações desconfortáveis no país. Além do clima frio, a comida e a cultura são diferentes, além da língua, claro. “O inglês ainda estou aprendendo e vai ser assim por muitos anos, afinal, é uma Revista Energia 43


mos o sangue de imigrantes. Somos uma mistura de nacionalidades, pessoas corajosas que arriscaram tudo em busca de uma vida melhor e ajudaram a construir esta nação chamada Brasil. E aposto que você deve estar curioso sobre a história de seus antepassados, não é mesmo? Isso também aconteceu comigo e fiquei um pouco perdida para encontrar informações relevantes que me levassem a algo concreto sobre minha família. O primeiro passo é perguntar sobre o passado para seus parentes mais velhos. Colha informações como nomes completos, nacionalidades, profissões. Isso vai ajudar bastante na sua investigação. Alguns sites oferecem uma busca em acervos que foram digitalizados, contendo muitos registros de entradas de imigrantes no Brasil e até mesmo fotos deles. Vale a pena conferir o site do Museu da Imigração do Estado de São Paulo (inci.org.br), que oferece muitas informações relevantes. Outro site muito interessante é o Projeto Imigrante (projetoimigrantes.com.br), vale a pena conferir e buscar mais sobre a sua família. 

língua nova, né? Mas consegui me comunicar bem uns três meses depois que cheguei. E olha que já tinha uma base, não vim sem entender nada”, completa. O estudante diz que sente falta de seus pais e da comida brasileira, mas afirma que não pretende voltar e sente-se orgulhoso das conquistas na terra canadense. BUSQUE PELO SEU PASSADO Importante lembrar que quase todos nós, brasileiros, carrega-

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62% das pessoas que chegam à Europa são considerados refugiados (cálculo da ONU, divulgado em julho de 2018)


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Energia Solar Por Ricardo Yamaguti Lima Proprietário da LB Sol Energia Solar

Energia solar fotovoltaica: é hora de investir Está pensando em investir em energia solar para a sua casa, empresa, indústria ou propriedade rural? Não espere mais, a hora é agora!

“A

neel anuncia que conta de luz vai ficar mais cara em todo o país. Consumidores vão ter que dividir o financiamento do rombo de R$ 1,9 bilhão na Conta de Desenvolvimento Energético. Reajuste para as regiões sul, SE e CO vai ser de 1,6%. No nordeste e norte o aumento vai ser de 0,31%”. A notícia acima, veiculada no site G1 no último dia 5 de setembro, reflete a realidade que estamos vivendo. Novos aumentos são anunciados com uma frequência assustadora e ninguém precisa ser especialista para saber que a conta de energia elétrica tem pesado, e muito, nos bolsos das famílias e empresas. Além de possuir uma das tarifas de energia elétrica mais caras do mundo, no Brasil ainda incidem sobre elas as altas cargas tributárias. Diante desse cenário, os consumidores estão buscando alternativas para reduzir o impacto no orçamento, e estão investindo cada vez mais na energia solar. Gerar a própria energia tornou-se um grande negócio nos últimos anos. Além de todas as vantagens já mencionadas nesta coluna em edições anteriores, especialistas têm visto a energia solar fotovoltaica como um dos investimentos mais rentáveis da atualidade. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o investimento em energia solar bateu recorde no ano passado e tende a crescer com mais força, especialmente no Brasil, um país com grande incidência solar, onde tudo favorece a geração desse tipo de energia. Vale ressaltar

ainda que a energia solar também agrega valor aos imóveis onde está instalada, elevando seu potencial de negociação no mercado. Se há alguns anos muitos consumidores esbarravam nos altos preços dos sistemas, hoje as placas solares fotovoltaicas são vendidas aos milhares em todos os países do mundo e seu custo caiu bastante nos últimos meses, de modo que esse sistema tem oferecido um retorno bem mais rápido que o esperado. E mais, com as linhas de crédito criadas especialmente para disseminar esse tipo de energia limpa e renovável, o preço dos equipamentos para geração de energia solar caiu cerca de 80% nos últimos dez anos em todo o mundo, enquanto o valor das tarifas de energia elétrica subiu 44% nos últimos seis anos. Fica a pergunta: já fez as contas de quanto você gasta por ano com energia elétrica em sua casa, em sua empresa? Pense agora que muitos dos nossos clientes já estão pagando valores bem pequenos, e alguns já recuperaram o valor investido. Não espere mais, venha para o time daqueles que olham para o futuro. Instale um sistema de energia solar fotovoltaica em sua casa, empresa ou indústria.

“Especialistas apontam: a energia solar fotovoltaica é um dos investimentos mais rentáveis da atualidade”

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Look de artista

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Fotos: Jenifer Cerdas Modelo: Beatriz Adami Looks: Vestylle Megastore Produção: Jorgin Cabelo e Estética Local: Espaço Vila Viva - Jaú/SP


Tel: 14 3622 8364 Av. Frederico Ozanan 770 - JaĂş/SP

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Por Evelin Sanches Mestrado em Administração Pública e Governo MBA em Gestão Estratégica de Negócios

Quiropraxia É uma ciência da área da saúde que avalia, diagnostica

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e trata disfunções relacionadas à coluna vertebral

econhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Quiropraxia pode ajudar a tratar problemas relacionados às articulações, músculos, ossos, tendões, ligamentos, ou seja, tudo o que diz respeito a distúrbios biomecânicos do corpo humano. Essa vertente da medicina busca tratar os distúrbios mencionados por meio de orientação de hábitos aos pacientes, reorganização da postura utilizando técnicas específicas e exercícios e, principalmente, realizar manobras precisas, que podem restaurar as articulações e colocar o corpo para funcionar em normalidade novamente. A Quiropraxia é indicada para tratar e prevenir problemas relacionados ao desalinhamento da coluna vertebral, que podem ser ocasionados por atividades rotineiras e maus hábitos como má postura, passar muito tempo sentado ou em pé, praticar esportes, tensões musculares e até estresse e ansiedade. Problemas como dores no ciático, pelve, pescoço, lombar, costas, quadril, ombros, dores de cabeça, bruxismo e qualquer outro ligado ao sistema neuro-músculo-esquelético podem ser tratados A Quiropraxia pode não só cuidar de todos esses problemas de forma segura, rápida e eficaz, mas também evitar que eles ocorram. Além disso, tem o poder de revitalizar sua energia, melhorar seu desempenho esportivo, aumentar a resistência física e imunológica eliminando dores e desconfortos sem a necessidade de fazer uso de medicamentos. O principal objetivo é restaurar e manter a integridade da coluna vertebral e suas ramificações, buscando o equilíbrio do sistema nervoso, aliviando dores, aumentando o desempenho esportivo e promovendo o bem-estar. A Quiropraxia não é procurada somente por quem tem dores, ela é um tratamento preventivo, para quem busca apenas saúde e bem-estar”. 

Benefícios da Quiropraxia • Elevada rapidez nos resultados • Tratamento completamente seguro • Não utiliza medicamentos • Tratamento não invasivo • Custo/Benefício alto • Não necessita de receita médica • Atende todas as idades • Reduz necessidade de cirurgia • Orientação Postural

Por Dr. Rafael Rinaldi Silva - Fisioterapeuta Quiropraxista especializado em traumato-ortopedia com ênfase em terapia manual.

Ela ainda elimina ou ameniza sintomas como: • Dores na coluna vertebral; • Hérnia de disco e dor ciática; • Dores e tensão muscular; • Problemas nas articulações; • Problemas posturais e com restrições à movimentação; • Dores de cabeça; • Coadjuvante no tratamento de cólica menstrual e bronquite asmática.

Especialidades: Quiropraxia, DryNeedling, Liberação Miosfacial Manual e Instrumental, Ventosaterapia, Recovery Esportivo, Termografia

(14) 9987.9777 Clínica Physiobox - Rua Paissandu, 1334 SALA 3 Revista Energia 53


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Atualidade

Aborto:

a conversa não acabou A discussão sobre o aborto no Brasil vem crescendo e dividindo opiniões. O tema polêmico foi recentemente debatido no Supremo Tribunal Federal (STF), em audiência pública, com a participação de diversos especialistas

Texto Heloiza Helena C Zanzotti

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audiência foi convocada pela ministra Rosa Weber, relatora da Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, apresentada pelo PSOL, com assessoria técnica do Instituto de Bioética Anis. A ação discute se a criminalização do aborto, descrita nos artigos 124 e 126 do Código Penal, contraria princípios fundamentais da Constituição, como liberdade e igualdade. Ou seja, se quem aborta deve ser preso ou não. Entende-se aborto como a interrupção da gravidez com a consequente morte do produto da concepção, ou seja, a morte do embrião (até três meses de gestação) ou feto (após os três meses). COMO É NO BRASIL

Atualmente, o aborto é permitido em três casos: quando a gravidez é resultado de estupro; quando há risco de vida para a mulher e se o feto for anencéfalo (ausência de cérebro). Nas duas primeiras situações, a permissão do aborto é prevista em lei. No caso de feto anencéfalo, foi resultado de um entendimento firmado pelo STF, decidindo que não pratica crime de aborto tipificado no Código Penal a mulher que decide pela “antecipação do parto” em caso de gravidez de feto anencéfalo. No Brasil, o Direito Penal protege a vida humana desde o momento em que o novo ser é gerado. A destruição dessa vida antes do início do parto caracteriza o aborto, que pode ou não ser criminoso. O DEBATE NO STF

Descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Esse é o pedido da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 442, debatido no STF. Na ocasião, números sobre a interrupção da gravidez no Brasil e no mundo foram usados tanto por quem defende quanto por quem é contra a descriminalização. Nos dois dias de audiência foram ouvidos 60 especialistas do Brasil e do exterior

como pesquisadores, profissionais da saúde, juristas, advogados e representantes de organizações da sociedade civil de defesa dos direitos humanos, além de entidades religiosas. No final, a ministra Rosa Weber encerrou a audiência agradecendo a presença de todos e anunciando o começo da preparação para o julgamento do tema. Segundo ela, “o próximo tempo é de reflexão, necessário para o amadurecimento da causa, e precederá necessariamente o momento do julgamento”. OS DADOS DIVULGADOS

De acordo com o Datasus, em 2017 foram registradas mais de 190 mil internações, entre curetagens e outros procedimentos pós-abortamento, entretanto, o governo federal e o Sistema Único de Saúde não têm informações sobre o número de abortos ilegais no país, justamente porque o procedimento é crime. Desse modo, segundo o jornal Gazeta do Povo, muitos dados que circulam pela internet são exagerados, incompletos ou antigos, o que resulta em diversos conteúdos mal interpretados sendo compartilhados pela internet, especialmente nas redes sociais. A CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Para a Dra Rogéria Coimbra Vicente, advogada especialista em Direito de Família e Sucessões, existe um anseio de uma parte da sociedade que busca a legalização do aborto, cujos procedimentos seriam pagos pelo sistema público de saúde. Aqueles que são favoráveis levantam a bandeira de que o aborto é um direito fundamental da mulher, já que ela tem o direito sobre seu próprio corpo. “Existe todo tipo de discussão, seja religiosa, moral, filosófica, mas o que vale é a jurídica, e isso já está sedimentado, tornando, a meu ver, a celeuma totalmente inócua, já que o Brasil não autoriza o aborto e já fundamentou essa ordem no artigo 5º da lei maior brasileira, que é a Constituição Federal, a qual assegura a inviolabilidade do direito à vida”. TEMOS AINDA O CÓDIGO CIVIL

A Dra Rogéria explica que a Constituição Federal é lei superior a todas as demais existentes no Brasil, portanto, a única que rege a vida e existência de um Estado. Isso quer dizer que qualquer outra lei só terá eficácia se não contrariar a Constituição Federal, assim sendo, não será possível buscar a legalização do aborto por meio de criação de leis. E ressalta: “Se a inconstitucionalidade do aborto não fosse o bastante, temos ainda o Código Civil, que garante ao nascituro o direito desde a sua concepção, ou seja, é sujeito de direito, tanto aquele gerado dentro do útero como aquele gerado in vitro, o que significa que aquele que está dentro do corpo da mãe já tem assegurado seus direitos, os quais não podem ser mitigados a pretexto de direito do corpo daquela que o concebeu”. O DIREITO DE NASCER

Em publicação no Jornal de Hoje (www20.opovo.com.br), Walter Filho, promotor de justiça, escreveu: “Sempre que estamos diante do pleito presidencial surge no tablado das campanhas a discussão sobre o aborto. Candidatos tentam esquivar-se de perguntas diretas e ficam tentando agradar a gregos e troianos. O importante 74 Revista Energia


é não perder votos. A frase mais emblemática que já li envolvendo o debate sobre a legalização do aborto foi proferida pelo então presidente dos EUA, Ronald Reagan, quando disse: ‘só é a favor do aborto quem já nasceu’. Como nasci e estou vivo, posso externar minha opinião acerca de um tema tão sensível para todos nós. De saída, qualifico o gesto agressivo do aborto contra o feto um homicídio disfarçado, em que a vítima não pode se defender – o ato mais covarde do ser humano. Infelizmente, na discussão sempre entra o tema religião, e os dogmas de todos os matizes são evocados para justificar posições contra e a favor. As paixões são postas acima de tudo, esquecendo o bem maior que é a vida e o direito de nascer. (...)”. EVANGÉLICA E A FAVOR DA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

No site M de Mulher (mdemulher.abril.com.br), há um texto da jornalista Talita Ribeiro, escrito e publicado em 2013, no blog Cem Homens, que afirma: “(...) Sei que com esse texto estou abrindo um imenso teto de vidro para pedras que virão de variados lados, porém, acho importante lançar este debate no meio das mulheres cristãs. Eu não sou a favor do aborto, mas sou a favor da legalização dele até o início do terceiro mês de gravidez, para que mulheres não continuem morrendo após a intervenção em clínicas clandestinas e em condições precárias, para que mulheres não continuem sendo marginalizadas após um ato de escolha sobre o seu corpo, com base nas suas crenças e realidade. (...) Se Deus, que é Deus,

deu livre arbítrio aos seres humanos, por que eu, que sou apenas uma pessoa, defenderia intervenções legais que limitam e, muitas vezes, condenam mulheres à morte e a complicações psicológicas e de saúde? (...) É disso que estou falando, do direito do outro fazer inclusive o que eu acho errado. Até porque faço várias coisas que são condenáveis em outras religiões e, sendo sincera, na minha também. E ficaria muito incomodada se o estado quisesse tomar o lugar de Deus e me julgar por esses atos ou impor como devo ou não me relacionar com o meu corpo. (...) QUEM MANDA EM NOSSOS CORPOS?

Helena Zelic, comunicadora, escritora, militante feminista e colaboradora da Revista Capitolina (www.revistacapitolina.com.br), citou a rapper Luana Hansen que diz, em uma de suas músicas, que “lutar pela legalização do aborto é lutar pela saúde da mulher”. Segundo Helena, as mulheres, organizadas em grupos feministas, vêm lutando há anos pela legalização do aborto. “É por que as feministas são malvadas e querem matar bebês? É por que as feministas só pensam em si mesmas? É por que as feministas são umas loucas sem coração? Não. É porque o direito à escolha sobre o próprio corpo é algo que deve ser assegurado a todas. É porque não queremos mais mulheres morrendo por terem que apelar para abortos inseguros, clandestinos, que muitas vezes levam à morte. Queremos poder escolher, e mais: queremos que haja atendimento legal por todo o país, de forma acessível. (...)”.

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HÁ CASOS A CONSIDERAR

Para a Dra Rogéria, no momento em que o Estado tira o direito à vida, ele está sujeito a tirar todos os outros direitos. “Um direito fundamental não pode ser manipulado dessa forma e muito menos a pretexto dos direitos fundamentais do corpo da mulher”, diz. No entanto, inobstante o Código Penal considerar o aborto crime contra a vida, o direito não desconsidera o drama de muitas mulheres abrindo exceções, como nos casos em que há risco de morte para a mulher ou quando a gravidez é resultante de estupro. Também os casos constatados de anencefalia, como mencionamos, garantem à mulher a possibilidade de interromper o processo gestacional. A advogada conclui: “O fato é que, legalmente, todo ato de matar viola o direito à vida, que é igual para todas as pessoas humanas inocentes. O contrário disto é aceitar que deve ser aplicado tratamento diferente entre pessoas, é assumir a posição de que a vida vale menos em fases diferentes do desenvolvimento humano, sem levar em conta que um dia fomos um embrião, e porque nos pouparam, DIREITOS E LIMITES De acordo com a Dra Rogéria, “se concordarmos com a premissa de que meu direito vai até o limite onde começa o de outrem, temos que concordar que o direito que a mulher tem sobre seu corpo termina onde começa o direito da vida do nascituro”. Ela pontua que os defensores do aborto alegam que o ser humano, antes de nascer, carece de direitos fundamentais, porque não seria uma “pessoa constitucional”, mas apenas uma “criatura humana intraútero”, ou seja, só depois de nascer é que seriam plenamente protegidos pela Constituição Federal. “Isso seria conceber a ideia que é possível matar uma criança um minuto antes dela nascer, mas criminalizar o ato caso a morte aconteça segundos depois do seu nascimento. Isso não parece estranho?”, questiona. A MAIOR LOUCURA DA MINHA VIDA Ana Maria, 34, vendedora, que teve seu nome trocado por motivos óbvios, fez um aborto aos 19 anos e convive com o arrependimento. “Estava em um relacionamento conturbado, com uma pessoa agressiva e possessiva. Quando descobri que estava grávida ele foi categórico ao dizer que não queria o bebê, que eu teria que me virar. Ele me deixou e na época, sozinha, não vi alternativa. Meus pais jamais aceitariam, sem falar na parte financeira, que não poderiam arcar. Entrei em desespero e fiz essa loucura. Hoje percebo que deveria ter enfrentado tudo e todos. Fui covarde. Não faria de novo e sofro todos os dias pela atitude irresponsável”. TOMEI A DECISÃO CORRETA, PARA MIM Com Maria Lúcia, 28, auxiliar administrativa, que também se submeteu a um aborto, as coisas ocorreram com mais tranquilidade. “Saí algumas vezes com um rapaz que veio fazer intercâmbio em Jaú e descobri que estava grávida. Conversamos e ambos concordamos que nossas vidas eram muito diferentes, não havia como mantermos uma relação. Optei pelo aborto e ele arcou com todas as despesas. Fui a uma clínica em outra cidade, mas retornei no mesmo dia. Na manhã seguinte acordei com febre e sangramento, tive que tomar antibióticos e só melhorei quinze dias depois. Felizmente fiquei bem, ninguém desconfiou e segui minha vida. Hoje sou casada e meu marido sabe de tudo, me apoia e nunca me julgou”. 76 Revista Energia

estamos aqui”. O QUE VAI ACONTECER AGORA?

Após a audiência pública que ocorreu nos dias 3 e 6 de agosto, a relatora da ação, ministra Rosa Weber, deverá preparar seu voto e o relatório do caso. Não há prazo para isso. Após concluir o voto, Rosa Weber deve pedir a inclusão do processo na pauta de julgamento do plenário do Supremo, o que pode acontecer em poucos meses ou em alguns anos. No entanto, um caso como este, que gera muita polêmica, não deve demorar tanto, e segundo especialistas de direito deverá ser julgado no ano que vem. Fato é que ainda vamos ouvir, ler e falar muito sobre o assunto. É PRECISO REFLETIR

Ao longo da produção desta matéria, conversei pessoalmente com mulheres que não quiseram expor suas dores, seus mais profundos sentimentos. E com outras que partilharam suas experiências, algumas com convicção, outras carregadas de arrependimento. Respeito suas histórias e escolhas. Mais uma vez, a RE compartilha fatos, informações e temas da atualidade. Diante de um assunto extremamente delicado, mas importante, não podemos fechar os olhos, é necessário abrir espaço. Não é nosso papel tentar convencer o leitor de nada, mas deixar aqui uma reflexão. Sabemos que a proibição não evita que abortos sejam feitos clandestinamente todos os dias, muitas vezes trazendo sérias consequências para a mulher, mas cada pessoa possui um ponto de vista, uma crença, um valor a observar e todos devem ser respeitados.

“É possível conciliar o direito da mulher em não querer ter filhos com o direito à preservação da vida do nascituro?”


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VillaggioVet Aconteceu no último dia 25 de agosto a inauguração da Clínica VillaggioVet, uma das mais completas clínicas veterinárias de Jaú e região. Na ocasião, os idealizadores e proprietários Tatiane Paschoalini e Piero Morandi receberam amigos e clientes que prestigiaram o evento e conheceram as modernas instalações.

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1 - Santiago, Santino, Ana Paula, Maiara, Padre Oswaldo, André, Piero, Tatiane, Priscila, Maitê e Renan 2 - Mayara Nakamune e Diego Paschoalini 3 - Assis e Luciane (Pet Society), Tati e Piero 4 - Ana Paula, Letícia, Tati e Bia 5 - Rogério, Dani, Tati e Piero 6 - Tati, Luiza Lajara Turini, João Miguel, Talita Turini e Davi

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Foto: Arquivo pessoal

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Jaú Shopping Durante o mês de agosto e setembro, muita gente aproveitou a promoção mais gostosa de Jaú e região! “Pague 1 Leve 2” com Praça de Alimentação, cinema e muita diversão!

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Venha para o Jaú Shopping, cada dia melhor e mais completo!

1 - Ronaldo Graciano, Silvana Graciano e Sofia (Filha) 2 - Daniele Ferrazini, Vera Fraile dos Santos, Gustavo e Felipe Ferrazini 3 - Aline Ometto, Eneida Stefanoni, Wellington Carvalho e Gleison Rodrigues 4 -Marcella Crespim, Marília Donananzam, Bernardo Marson Goes e Luisa Crespim

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5 - Leonardo Elias Francisco, Matheus Elias Francisco, Ana Carolina Vitorazo e Hellen Helenice Teixeira 6 - Célia Peguinelli e Gilberto Peguinelli 7 - Anderson Ferrari, Fefi Tidei, Patrícia Tidei, Ana Rascachi e Denis Martins

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Comércio do Jahu O casamento da promoção “Com Amor – Realizando Sonhos” fez jus ao nome da iniciativa e realizou o grande sonho do casal Girlane Edivania da Silva dos Santos e Adriano José de Brito. A festa, planejada em um mês, contou com o apoio de mais de 27 estabelecimentos especializados no ramo de festas e eventos. A cerimonialista e assessora de eventos Isabel Magalhães cuidou de cada detalhe para que o momento fosse inesquecível para o casal e para os convidados. O casal foi sorteado na promoção e a história de amor emocionou os fornecedores que optaram por presenteá-los com a festa. A iniciativa, realizada em parceria com a Isabel Cerimonialista, comemora os 110 anos do jornal Comércio do Jahu.

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Foto: Rosa Fabre

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Inteligência Interior

Organizado pela Agência Only!, aconteceu no dia 11 de agosto o 1º Inteligência Interior, uma conferência de comunicação, empreendedorismo e inovação. O evento promoveu a troca de ideias entre empresários e profissionais da mídia regional, com nomes consagrados dentro e fora do Brasil.

Fotos: Bruno Creste, Fotógrafo Agência Only

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1 - Equipe que colaborou na organização do evento. Paulo Soares, Lucas Fiorelli Victor, Luciana Spirandeli, Bruno Creste, Viviane Denadai, Marcelo Arradi, Celina Sanzovo, Cesar Mantovanelli e Gabriela Delfino. 2 - Carlos Nascimento, jornalista do SBT, que encerrou a jornada de fomento e atendeu a imprensa de Jaú e região dentro da Agência Only! 3 - Paulo Soares, apresentador do SBT Central, intermediador do evento 4 - Maurício Abravanel - diretor superintendente do SBT em Ribeirão Preto e no Centro Oeste Paulista, também palestrou no evento 5 - Denilson Mônaco – Chefe de Redação e Coordenador de produção da Rede da TV Tem – um dos Idealizadores do Projeto.

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HVA – Dia do Médico Veterinário O dia do médico veterinário foi comemorado em grande estilo no dia 06 de setembro, em evento organizado pela Associação de Médicos Veterinários de Marília e região. Em um jantar realizado no Chos Malal, em Marília, a animação ficou por conta da Banda Indústria 80. Médicos veterinários de Jaú prestigiaram a belíssima festa. 1 - Dr. Giovani Fernando Araújo e Patrícia Prado 2 - Dr. Giovani Fernando Araújo, Patrícia Prado, Dr. Fabio Stevanato e esposa Estela Esteves Stevanato 3 - Dr. Marcelo Guerra e esposa Adriana Katia Toratti Guerra, Dr. Marco Cesar e Dra. Ana Beatriz, Dra. Marina Frari, Dr. Leonardo Gonçalvez, Dr. Giovani

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F. Araújo, Patrícia Prado, Dr. Fabio (presidente da Associação dos Médicos Veterinários de Marília), Dr. Guilherme e esposa Karina S. Ferrucci Verdinelli 4 - Médicos veterinários de Marília, Jaú e região 5 - Médicos veterinários de Jaú

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Foto: Arquivo pessoal

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Sorriprime clínicas odontológicas Clientes e amigos prestigiaram a inauguração do novo espaço da Sorriprime, realizada no dia 19 de setembro. O Dr Luiz Fernando, a Dra Joyce e toda a equipe apresentaram as novas e amplas instalações, com consultórios e equipamentos de última geração.

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Hyundai Top HMB A Hyundai Top HMB trouxe para Jaú uma concessionária nova, moderna e com muito mais conforto. Na inauguração, clientes e amigos puderam conferir o novo espaço e todas as novidades da Hyundai. Faça uma visita e aproveite as ofertas imperdíveis para você sair de Hyundai zero! Av. Dep. Zien Nassif 1220. O melhor negócio você faz na Hyundai Top HMB!

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Mirante do Pouso O Restaurante Mirante do Pouso atende todas as expectativas de quem procura um lugar para passar horas agradáveis. Comida boa, bebida gelada, ambiente agradável, atendimento impecável e, de sobra, música ao vivo. Combinação perfeita para que os clientes se sintam à vontade, permaneçam mais tempo e retornem muitas outras vezes.

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1 - Luzia, Lúcia, Paula e Luiz 2 - Luzia, Thaís, Fabiana, Alessandra, Osvaldo, Fernando, Luiz e Valentina 3 - Aparecida e Wanderley Abate 4 - Francieli Diego Carlos e Luzia

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5 - Alex Igor Débora e Isabela 6 - Gabriel Isadora Patrícia Anderson e Guilherme 7 - Helena, Juninho, Sônia e Luiz Biazotto

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1º Cãocurso da Botudog Jaú, um evento de grande sucesso!!! Contamos com a participação ilustre de clientes e amigos!!! Além de muita diversão, houve distribuição de brindes e premiações nas modalidades: Cão a cara do dono; maior cão e menor cão.

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Tecnologia

Por José Antônio Conessa Proprietário da Next Tecnologia da Informação Certificação em Novell Engineer, Microsoft MCP, Linux LPI

Por que contratar uma empresa de TI? Possuir uma área de TI alinhada aos objetivos da empresa, e que faça a diferença para o negócio exige muita dedicação, boa infraestrutura e profissionais bem qualificados e capacitados

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anter uma estrutura como essa tem um alto custo que nem todas as empresas podem assumir. Pensando nisso, contratar serviços de infraestrutura de TI pode ser uma ótima alternativa, basta conhecer as condições implícitas nessa opção e acompanhar o processo de perto. Conheça algumas vantagens em contratar serviços de infraestrutura de TI. O cenário atual é composto por uma considerável variedade de soluções tecnológicas voltadas a otimizar a gestão de um negócio. Boa parte delas não são produtos prontos, mas sim ajustáveis, cuja implementação ocorre considerando as necessidades de cada empresa. O fato é que, com tantas ferramentas novas à disposição, não é fácil decidir qual delas pode efetivamente cumprir o propósito de gerar valor para o negócio, inovando o papel da área de TI na empresa. Ao optar pela contratação de serviços de infraestrutura de TI, eles passam a contar com uma equipe de profissionais especialistas, que serão capazes de fornecer orientação quanto às possibilidades existentes na oferta de soluções tecnológicas. Ter uma equipe qualificada e orientações para tomar decisões mais assertivas seria uma empreitada de altos custos para a organização, pois implica na contratação de pessoal, pagamento de salários à altura, treinamento de profissionais e algum investimento em estruturas físicas. A área de TI deve fazer a diferença e trazer resultados para a empresa. Houve uma mudança no papel do setor ao longo dos úl-

timos anos, a tendência agora é de que ele seja de grande relevância para a estratégia do negócio, e não um setor visto como oneroso, limitado apenas à manutenção das estruturas. As empresas buscam processos mais fluidos, uma gestão mais dinâmica e operações otimizadas. Tudo isso transforma os resultados de uma organização e faz com que ela prospere. A área de TI deve estar alinhada e comprometida em atingir esses propósitos, adotando as ferramentas necessárias para alcançar os resultados. Para isso, os serviços de infraestrutura de TI têm toda a atenção voltada para o desenvolvimento de processos e estabelecimento das melhores ferramentas, e pode otimizar bastante essa busca por resultados, fazendo com que a área de TI realmente ocupe esse espaço na organização. A “NEXT TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO” é uma empresa de infraestrutura de TI que oferece uma equipe de programação preparada para atender todas as necessidades de seu empreendimento. Prontos para resolver os problemas com rapidez e sem complicações. Entre em contato para obter mais informações sobre os serviços e software disponibilizados pela empresa.

“A área de TI deve fazer a diferença e trazer resultados para a empresa”

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Informe Publicitรกrio

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vida

Boa

Por João Baptista Andrade Diretor da Mentor Marketing e AMA Brasil

Comida e Políticos Não é minha intenção falar de propostas políticas e/ou incentivar ou denegrir quaisquer dos milhares de postulantes aos cargos no poder Executivo

P

ara ser justo e honesto eu sou pé frio em eleições majoritárias: nunca um candidato escolhido por mim chegou sequer ao segundo turno. Sou mais azarão que o Mick Jagger dos Rolling Stones que, sabidamente, é o maior “seca-pimenteira” do pedaço. E para não ser acusado de favoritismo, nem vou falar dessas eleições que se nos avizinham. Vamos pensar nos tempos idos, nas eleições antigas, de políticos hipotéticos ou já falecidos... Você já viu a cena dúzias de vezes: o candidato passeia pelas ruas da cidade acompanhado de assessores e militantes diversos. Subitamente, uma parada no boteco (pastelaria, food truck, carrinho de cachorro quente, baiana do acarajé ou a barraca do feirante divertido) e.... tome comida! Brandindo nos ares a média e o pão com manteiga, o candidato faz aquela cara recomendada pelo marqueteiro: “Eu sou do povo!”. Mas a verdade é bem outra. De “povo” a maioria dos políticos não entende nada. O que existe são projetos de poder e obrigações partidárias (que incluem verbas públicas). E quem era inimigo até ontem, hoje faz parte da coligação. Entendeu? Eles e elas sempre se ajeitam. Daí a grande diferença entre o que os candidatos comem em público e em privado. É o lado público e marqueteiro que me interessa. Pense que você é o sistema digestório de um candidato. Imagine a reação das suas papilas gustativas ao receberem as informações sensoriais daquela comida servida no “bandejão” da escola, ou do restaurante popular que vende comida a R$1,00. E tem que sorrir para os fotógrafos, fazer sinal de positivo com os polegares, etc. Dureza.... Mas tem pior. Políticos vivem de alianças com outros políticos. Assim, é preciso prestigiar as festas típicas das bases. Então lá vai o candidato na festa do caju, da mandioca, do morango, na exposição agropecuária, na festa do marreco, da cerveja, na quermesse da paróquia e por aí segue

a história. E num país feito o nosso, onde cada região tem sua culinária característica, se o cargo pretendido é a Presidência da República, tem que viajar o país todo e comer de tudo. Quer exemplos? Vai usar vestuário típico, como cocares, chapéu de boiadeiro, etc.? Vai. Vai encarar pratos pouco usuais aqui no Sudeste como buchada de bode, ou sopa de ostras, ou carne de tartaruga, jacaré, javali, etc.? Vai! Comer bolinhos de arroz na festa da comunidade oriental? Opa, estou dentro! Vai comer ovo cozido com as cascas coloridas, ou sardinha enrolada no palito? Vai. A lista (só a lista) de possíveis tragédias gastronômicas é maior do que todo o espaço disponível nesta edição da RE. É, minha gente... Políticos sofrem. Tem que morder e mastigar. Tem que engolir e dar outra mordida, que é para demonstrar o quanto gostou. E nem vou mencionar beijar crianças remelentas e/ou abraçar moradores de rua, porque aí já é quase escatológico. Mas o dia de campanha acaba e, por fim, de volta ao lar, o pobre candidato pode tomar um bom banho, relaxar com o seu uísque single malt de 18 anos e esperar pelo jantar: um risoto de várias espécies de funghi, com escalopes de vitela. Claro que ainda vai rolar aquela dúvida constante sobre o vinho: Bordeaux ou Borgonha? É, minha gente.... Políticos sofrem. Sabe por quê? Porque amanhã começa tudo outra vez e o suceder de acepipes duvidosos vai se repetir. Até as eleições ou até a gastroenterite. O que acontecer primeiro. Mas, como os gafanhotos que passaram anos embaixo da terra e depois surgem em nuvens avassaladoras, a cada eleição majoritária surgem os já citados milhares de postulantes a lhe pedir encarecidamente o seu voto. É por esses motivos que eu jamais poderia ser candidato a nada. Não tenho estômago para enfrentar isso. Simples assim. Até a próxima. 

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Legislação

Breve manual do candidato político

POR FRANK ALARCÓN Graduado em Ciências Biológicas pela UNICAMP (Universidade de Campinas), Mestrado em Físico-química pela USP (Universidade de São Paulo), Doutorado em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva pela UFF (Universidade Federal Fluminense), Membro-fundador e Biólogo do Instituto Luisa Mell (www.ilm.org.br), Coordenador no Brasil da Cruelty Free International (www. crueltyfreeinterntional.org), Porta-voz do Partido ANIMAIS (www.animais.org.br)

Texto: Frank Alarcón

“Errar é humano. Difamar alguém é política”

A

anedota acima – simplória, porém mordaz -

cos justos, honestos e eficientes acabam pagando o preço pelo

poderia resumir com bom grau de precisão os

comportamento inadequado dos malfeitores investidos de man-

recentes comportamentos que observamos no

dato popular.

cenário nacional: institucional e popular.

Considero ser simples resgatar a lembrança de já termos co-

A recente exposição pública pelos veículos

nhecido e interagido com bons e maus motoristas, médicos, ad-

jornalísticos de fatos investigativos apurados

vogados, engenheiros, atendentes, serralheiros, bancários, entre

pelas forças policiais, de denúncias com demonstração fática em

outros profissionais. Nem por isso sujeitamos todos a uma mes-

juízo de (ex)malfeitores envolvidos em grandes escândalos admi-

ma perspectiva analítica. Com políticos não deveria ser diferente.

nistrativos, ou ainda, a simples consulta dos instrumentos institu-

Existem os competentes e os incompetentes, os bons e os maus

cionais que franqueiam transparência no controle da coisa públi-

políticos. Mas, que atributos deveria ter um bom político?

ca (res publica), terminaram por transformar o assunto “Política”

Para início de conversa, é bom político aquele que honra

em tema central de debate de reuniões com amigos, parentes ou

com lisura, decoro, transparência o cargo do qual foi investido.

mesmo desconhecidos em um estabelecimento qualquer.

Indiferente de seu posicionamento ideológico ou partidário, é de-

Debater política hoje, no Brasil, tornou-se um esporte – porém,

ver de todo político comprometido com a honra de representar

ainda mal compreendido e praticado por muitos. A política, que

parcela da população que o elegeu, mostrar-se sempre íntegro

historicamente foi, é e deveria continuar sendo uma instância e

e cioso de suas funções públicas. Ser honesto e transparente

instrumento importante para a construção de uma realidade co-

com o erário público, por exemplo, não é uma opção; é um dever.

letiva que beneficie todos, está sendo assumida hoje, por parte

Chega a ser estranho ter que dizer isto.

expressiva da população, como algo ruim ao invés de bom. São

Diria também que bom parlamentar ou gestor é aquele que

muitos os cidadãos dedicados a abominar, negar e difamar a po-

mostra capacidade de praticar a política institucional com eficiên-

lítica – e como consequência, seus agentes -, tornando isso o

cia, rapidez e desenvoltura. Imaginem: um agente político convive

mais apaixonado divertimento nacional. Com essa prática, políti-

com múltiplos colegas e partidos detentores de ideias, motiva-

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ções, interesses diferentes dos seus e daqueles que repre-

tas importantes funções.

senta. Fazer isso, obviamente, não é fácil. Se um casal já tem

Resulta piada de mau gosto, por exemplo, por mais tristes

dificuldade de concordar com o filme a ser assistido numa noi-

e ressentidos que estejamos com o momento atual na política,

te de sábado, imagine discutindo temas complexos com 513

entregar tão importantes cargos administrativos e legislativos,

parlamentares – como é o caso da Câmara dos Deputados. É,

cruciais à vida de 208 milhões de brasileiros a palhaços, aven-

portanto, justamente a habilidade em dialogar e argumentar

tureiros midiáticos, profissionais com histórico controverso,

racionalmente que o político tem, junto à sua capacidade de

candidatos com problemas judiciários e notórios exemplos de

conquistar de forma honesta vitórias e apoios de parceiros po-

civilidade primitiva. Fazer política é negociar e conciliar interes-

líticos, um atributo que considero fundamental ao exercício e

ses coletivos. Sempre de forma honesta e transparente.

sucesso de suas funções.

Fazer política não se resume a soltar frases de efeito viral ou

Um político que não dialoga com os seus, que não tem

colecionar aplausos nas redes sociais. Política é, inegavelmen-

bom trânsito ou capilaridade institucional, que não argumenta

te, dedicar energia para o bem coletivo, visando ao reconhe-

racionalmente baseando-se em fatos – e não desejos ou fan-

cimento da dignidade e respeito de membros da sociedade

tasias -, que não é acessível ao seu eleitorado para discutir

que vivem sob o jugo da opressão e da falta de oportunidade.

propostas ou até mesmo para ouvir críticas, que dedica-se a

O ambiente da política é, portanto, constitutivamente plural,

desqualificar seus adversários invocando de forma maniqueís-

variado. Por isso, esse universo é o ambiente do debate, do

ta a histeria e ingenuidade coletiva, não me parece reunir os

contraditório, do dissenso onde, mediante a via legal, ordeira,

atributos básicos para aquilo que convencionamos chamar de

argumentativa e racional, busca-se chegar a um consenso que

“representante popular”.

traga o bem para o coletivo. Sem distinções.

Hoje, graças à abundância de informação – não necessa-

Ainda tenho muitas dúvidas e muita pesquisa a fazer so-

riamente de boa qualidade - tornada disponível, muitos brasi-

bre meus candidatos ao pleito de 2018. Contudo, abro aqui

leiros têm a falsa sensação de acharem-se profundos conhe-

uma exceção. Este breve espaço me foi gentilmente cedido,

cedores do que é o fazer política. Ledo engano. Essa ingênua

sem compromisso ou pedido algum, pelo distinto parlamentar

certeza é, em parte, resultado da influência de memes virais

na Câmara dos Deputados, o Deputado Federal Ricardo Izar.

que circulam pela internet, de notícias deliberadamente falsas

Sobre ele, não falarei muito. Sugiro que pesquisem sua vida

(fake news) e de leituras diagonais e preguiçosas de matérias

e trabalho (www.ricardoizar.com.br). Seu histórico e robusto

jornalísticas nem sempre isentas em sua forma de transmitir a

trabalho pelos vulneráveis e pela defesa da ética e honestida-

informação.

de na política falarão mais alto que qualquer iniciativa minha.

Para entender política é preciso fazer política. E fazer políti-

Aprendi há muito tempo que contra fatos não há argumentos.

ca demanda tempo, exige perícia técnica e sensibilidade estra-

Escolher Ricardo Izar para o parlamento está sendo a parte

tégica da qual nem todos os candidatos aspirantes ao diploma

fácil. Ele reúne todos os atributos positivos descritos acima.

dispõem - mesmo quando esforçam-se muito em adquiri-la.

Com folga.

Política é, inegavelmente, talento e acúmulo de experiência. Assim, se fazer política é jogar com um complexo sistema de técnicas, ordenamentos, protocolos, interesses, pressões – e também sentimentos –, é razoável perceber que nem todos os 26.975 registros de candidatura considerados aptos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a concorrer ao pleito de Outubro de 2018 (1 postulante à vaga da presidência da República, 27 governadores, 54 senadores, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais, 24 deputados distritais),

Aprendi que política é muito mais complexo do que muitos oportunistas querem fazer parecer. Histórico e trabalho são fundamentais.

“Fazer política é negociar e conciliar interesses coletivos. Sempre de forma honesta e transparente”

tenham as capacidades mínimas e suficientes para exercer es-

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Última página Por Luisa Caleffi Pereira Jornalista formada pela Universidade Federal de Uberlândia

Queimou, mas não ardeu O incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro, que consumiu grande parte da história do país, e as consequências da tragédia

O

fogo que acabou com o Museu Nacional no Rio de Janeiro não ardeu aqui. Talvez tenha surtido efeito, ainda que não intencionalmente e nem de longe da melhor maneira possível de aprender, na prática, a conservar a história, como aqueles pequenos focos de queimada que logo são apagados e o que resta é fumaça. O fogo que transformou em fumaça a narrativa da história brasileira não ardeu aqui na nossa cidade, não ardeu pra valer no nosso estado, não se alastrou pelo país. Fez fumaça, fez chorar, doeu, fez tossir, assim como todos os outros. E assim como todos os outros, banalizou. A destruição do mais antigo centro de ciência do país tornou-se banal. As chamas que transformaram a construção da nação Brasil em memória não arderam. Ainda assim, o que sobrou do fogo nos despedaçou como cidadãos. E assim é que a história se reescreve: somos destroçados, cada um de nós, e como nação, uma parte por vez a cada novo escândalo político-econômico-social que é noticiado. Será que nos tornamos tão ímpios a ponto de estarmos sendo queimados vivos e, mesmo assim, não nos arder mais a vida pulsante, enquanto o infeliz destino que está sendo reescrito nos desnuda dos direitos conquistados em anos de luta? Será possível que nos tornamos seres vagantes-de-cabeças-não pensantes, achando que estamos naquela época da metamorfose ambulante? Quando a gente sente arder uma vez, não precisa da segunda para proteger e nos assegurar que não aconteça de novo. Museu de Arte Moderna. Memorial da América Latina. Cinemateca Brasileira. Museu da Língua Portuguesa. Instituto Butantã. E tantos outros que já queimaram e deveriam ter nos ensinado que arde, dói e destrói a história da nossa cidade, do nos-

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so estado, do nosso país. Há quem diga que, no mínimo, surtiu efeito no Planalto: serão 25 milhões de reais disponibilizados pelo BNDES – o salva vidas/museus – para restauração, projetos de segurança e prevenção contra incêndio. A Lei Kiss Federal só foi sancionada no ano passado, quatro anos depois da tragédia que matou 242 pessoas na Boate Kiss, em Santa Maria. Quatro anos depois, com doze vetos. Estamos acostumados a reparar danos. Estamos estagnados, sentados de olhos fechados esperando as tragédias acontecerem para depois pensar no que fazer. Os planos mirabolantes só aparecem como consequências das tristes ocorrências. E nós nos acostumamos a achar que está tudo bem, e que bom que, pelo menos, alguma medida é tomada depois. É preciso sair do comodismo e começar a cobrar medidas preventivas, ações que possam evitar outro incêndio, outro assalto, outro desabamento, outro escândalo. Por isso a história se faz indispensável. É aprendendo com os erros do passado que se trabalha no presente para um futuro melhor, corrigindo os vícios e mudando a trajetória do país. Só quando tivermos a consciência da importância em valorizar a história, de como o país e nossa nação se consolidaram, é que vai arder. Enquanto isso, mudam os personagens, o começo da história tem sempre um novo porquê, uma nova intriga, um novo despertar. A fumaça ainda ecoa de longe, cinza, preta, branca, não importa a cor. A cada tragédia anunciada o enredo muda, os enlaces enigmáticos despertam novos sentimentos, mas, no final, a história por si só se repete. Mesmo que nem todos entendam o porquê da história existir, todos conhecem o final. Da criança que vivencia a história pela primeira vez ao mais antigo esperançoso, todos sabemos que o final não é o “felizes para sempre”. 


REVISTA ENERGIA 80  

Nesta edição da RE você confere uma matéria sobre a polêmica em relação à descriminalização do aborto, e ainda, entenda um pouco mais sobre...

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Nesta edição da RE você confere uma matéria sobre a polêmica em relação à descriminalização do aborto, e ainda, entenda um pouco mais sobre...

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