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Jaú - Ano 9 | Edição 77 | Abril 2018 Distribuição gratuita | Venda proibida

BBZ mais um passo à frente

GENTE FINA Maria Teresa Frari dos Santos

BITCOIN Vale a pena?


Editorial

Revista Energia, cada vez melhor

Ano 9 – Edição 77 – Jaú, abril de 2018 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação da Rádio Energia FM Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286 Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br

“A definição convencional de gestão é ter o trabalho feito através das pessoas, mas a real definição de gestão é desenvolver as pessoas através do trabalho” (Agha Hasan Abedi)

Edição e Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br Criação de anúncios: Moinho Propaganda atendimento@moinhopropaganda.com.br Fotografia: Moinho Propaganda Diagramação Moinho Propaganda (14) 3416 7290

Social Club social@revistaenergiafm.com.br Colaboraram nesta Edição Bárbara Milani Tatiane Dias Colunistas Alexandre Garcia André Santos Bruna Pultrini Aquilante Cláudia Ianelli Baroni Ragazzi Edson Yukiharu Kawakita Evelin Sanches João Baptista Andrade Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves Professor Marins Rachel Soares de Brito Ricardo Yamaguti Lima Ricardo Izar Rogéria Coimbra Vicente Xuxa Meneghel Comercial Anna Paula Rossi Milene Perez Sérgio Bianchi Silvio Monari Impressão: Real Gráfica Editora (14) 3621 9237 Distribuição: Panfletos&Cia (14) 3621 1634 Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624 1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Foto: Cláudio Bragga

Projeto gráfico: Revista Energia

C

aros leitores, abro este editorial homenageando a jornalista Heloiza Helena C Zanzotti que, frente a todo o conteúdo da Revista Energia, tem feito um trabalho magnífico! Ser jornalista é mais do que buscar uma pauta e apresentar, é ser responsável com horários, lidar com pressão e estar sempre de bom humor; é ter o dom de contar histórias a partir de fatos e personagens reais, seguindo um manual de redação e uma linha editorial. A “Helô”, como nós conhecemos, sabe fazer isso com maestria e pontua sua presença a cada edição em todas as páginas da Revista Energia. Agora vamos falar de alguns assuntos que preparamos para esta edição da RE.

Nossa capa traz os sócios Rodrigo e Guilherme, proprietários da BBZ, mostrando um pouco da história e dos diferenciais competitivos de uma das empresas de Jaú que mais cresceu nos últimos 10 anos. Os anos 2015 e 2016 foram os piores da história da construção civil, mas não para eles, que em meio à extrema competição e um cenário recessivo, foram capazes de reinventar, mudar e inovar. Trabalhando sempre com diferenciais competitivos, hoje eles colhem os frutos de quem acreditou e saiu na frente! Ainda nessa edição, confira a matéria sobre os Escoteiros do Ar, mostrando o quanto é encantador, poético, inspirador e técnico explorar aeroportos e bases aéreas, conhecer pilotos e mecânicos, entrar em aeronaves, montar e lançar aeromodelos! Essa matéria é uma grande aventura pelo incrível domínio dos ares. E como a RE está sempre de olho nos fatos mais atuais, fique sabendo o que é e como funciona a moeda digital bitcoin, o grande fenômeno do mundo da inovação tecnológica digital. Tecnologia, moda, comportamento, aventura, os temas mais comentados da atualidade você confere aqui, na Revista Energia! Mande sua sugestão de pauta para o e-mail revisao@revistaenergia.com.br Ótima leitura!

Maria Eugênia


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NESTA EDIÇÃO

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Look de Artista

08 Perfil 10 Modernize 11 Radar 12 Pense Nisso 13 Viagem e Turismo 14 Gente Fina 18 Momento Safira Semijoias 20 Saúde 24 Social Botudog 25 Direito 26 Capa 31 Bairros de Jaú 33 Medicina 35 Vida Profissional 37 Energia Solar 39 Consultoria 41 Saúde e Bem-Estar 42 Economia 49 Saúde Bucal 50 Mundo dos Cães e Gatos 51 Depilação a Laser 52 Look de Artista 56 Social Club 66 Varal 68 Vitrine Presentes 69 Profissões 70 Adote um Pet 72 Sociedade 77 Educação Financeira 78 Água na Boca 79 Vida Saudável 80 Legislação 82 Boa Vida

14 Gente Fina

42 Bitcoin

Nossa Capa: BBZ Materiais Elétricos Jaú - Ano 9 | Edição 77 | Abril 2018 Distribuição gratuita | Venda proibida

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GENTE FINA Maria Teresa Frari dos Santos

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Perfil

De olho no

lance

Não importa quem vence o jogo, o time perdedor certamente colocará boa parte da culpa pela derrota no árbitro Texto Heloiza Helena C Zanzotti

A

categoria concorda: um árbitro de futebol não tem vida fácil. Além de receber muitas vezes a culpa pela perda de um jogo, a ele são direcionadas as mais diversas ofensas vindas da torcida. E nestas horas nem a família escapa de alguns palavrões. A RE conversou com o jauense Miguel Cataneo Ribeiro da Costa, 36, formado em Gestão Comercial e árbitro da FPF – Federação Paulista de Futebol e da CBF – Confederação Brasileira de Futebol.

vieram outros muito importantes também. Todo jogo tem uma importância muito grande para nós, mas fiz vários clássicos que são os jogos que todo árbitro sonha fazer. Fiz final do Campeonato Paulista, que também foi uma conquista muito grande para mim”. Mas, para chegar lá o caminho foi duro para o árbitro, que teve que conciliar trabalho com o curso em São Paulo. “Toda sexta-feira tinha que ir para lá, acabei deixando a faculdade de Educação Física que eu cursava na época para ir em busca desse sonho”.

ÁRBITRO POR ACASO Miguel conta que na infância o que mais gostava era de jogar bola, videogame e bolinha de gude, mas nunca pensou em ser árbitro. “Entrei na arbitragem por acaso. Um dia, um amigo pediu para que eu fosse em seu lugar trabalhar em um jogo como mesário (aquele que anota tudo o que acontece no jogo), pois ele tinha um compromisso. A princípio falei não, era uma coisa que nunca tinha feito, mas ele insistiu tanto que acabei aceitando”. Ele foi e acabou gostando. Por um destes acasos da vida, dias depois teve um curso em Jaú, realizado pela Liga Jauense de Futebol, e veio um instrutor da FPF. Ele foi convidado e fez o curso. “A partir daí comecei a trabalhar nos jogos amadores de Jaú e região pela Liga”.

FEDERAÇÃO PAULISTA E CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA Já atuando no futebol amador e gostando bastante, nosso entrevistado resolveu buscar algo mais, e inscreveu-se na Federação Paulista de Futebol. Passou por uma seleção e começou o curso em 2006. “Quando terminei o curso, em junho de 2007, comecei a atuar nas categorias de base no mesmo ano, e com o resultado do meu trabalho fui subindo no ranking e fazendo jogos mais importantes até que, em 2014, fui indicado pela FPF para fazer parte do quadro nacional da CBF.

O PRIMEIRO AMOR A GENTE NUNCA ESQUECE E a primeira partida como árbitro da Federação Paulista de Futebol também não. “A primeira partida na primeira divisão do Campeonato Paulista, jogo entre São Caetano e XV de Piracicaba, em 2012; e o primeiro clássico (Santos x Palmeiras) foram muito marcantes. Depois 8 Revista Energia

ERROS E ACERTOS Com relação aos erros cometidos por juízes, que atualmente são mais observados que nunca, ele diz que não teve nenhum problema grave, apenas pequenos erros que não acarretaram prejuízos. Mas segundo o árbitro, todo erro é complicado de lidar, pois a vontade é acertar sempre. E quando falamos sobre árbitro de vídeo, se seria a solução, ele pondera: “O futebol está cada vez mais rápido, portanto, cada vez mais difícil para a arbitragem, por essa razão acredito que


será inevitável a sua utilização no futuro. Mesmo assim acredito que irá minimizar os erros, mas não acabar com eles, a não ser que vire uma coisa totalmente robotizada, o que deixaria o futebol chato demais na minha opinião”. AS PEDRAS NO CAMINHO Ao contrário do que muita gente pensa, juízes de futebol não ganham rios de dinheiro. A grande maioria dos árbitros exerce outras profissões para poder sobreviver, pagar suas contas, manter suas famílias. Pelo menos aqui no Brasil. Entre as grandes dificuldades está a falta de garantia, uma vez que a atividade não é regulamentada. “Só ganhamos quando atuamos, mas não sabemos quando e nem quantos jogos faremos, temos que ir bem no jogo e torcer para estar num próximo”. Miguel trabalha como representante comercial autônomo, já que devido ao futebol fica difícil conciliar a atividade com qualquer trabalho com registro em carteira. A FAMÍLIA, O ALICERCE Naturalmente muitas pessoas fizeram parte dessa jornada, e para não ser injusto ou esquecer alguém ele prefere não citar nomes, mas para Miguel o alicerce de tudo foi a família. “Sou casado há nove anos com a Tatiane e tenho uma princesa de 8 anos que se chama Lívia. Questionado sobre passar muito tempo longe delas devido aos jogos, ele afirma: “Essa é a parte mais difícil, pois viajo bastante e acabo deixando momentos importantes com minha família passarem. Mas

agradeço a Deus por minha mãe, Antônia (Toninha), minha esposa e filha, e também a todos os amigos e familiares que torcem por mim”. E O FUTURO? O sonho de todo árbitro é chegar na FIFA, e o de Miguel não é diferente. “Tenho consciência de que é muito difícil, mas enquanto existir chance lutarei por isso”.  Para se tornar juiz de futebol é preciso realizar um curso na área de arbitragem. A habilitação está disponível em diversas instituições no Brasil. Durante o curso, os alunos aprendem sobre preparação física, súmulas e relatórios, idiomas, legislação e código desportivo, regras de futebol, expressão oral e escrita, fisioterapia aplicada, entre outros assuntos.

“Todo jogo tem uma importância muito grande para nós, mas fiz vários clássicos que são os jogos que todo árbitro sonha fazer”

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Radar Por Alexandre Garcia

ALEXANDRE GARCIA Jornalista, apresentador, comentarista de telejornais, colunista político e conferencista brasileiro. Atuou no Jornal do Brasil, no Fantástico e na extinta TV Manchete. Atualmente é comentarista político na Rede Globo de Televisão.

O modelo Moro Um juiz que tem em mãos processos envolvendo tanta gente poderosa, e que aceita ser o alvo das perguntas e câmeras de um programa como o Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, tem que ser uma pessoa extremamente confiante em sua própria sensatez

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risco é enorme. Qualquer pré-julgamento, qualquer opinião fora dos autos, pode ser argumento para ser contestado pelas defesas - que por tantas vezes já pediram seu afastamento de processos de corrupção. Pois por hora e meia o juiz Sérgio Moro correu esse risco, submetendo-se a perguntas de cinco jornalistas e aos olhares implacáveis das câmeras que acompanharam seus gestos, feições e olhos de todos os ângulos. E não tropeçou nenhuma vez; nenhum vacilo, nenhuma irritação, nenhum arroubo de estrelismo diante das luzes daquele plenário que o cercava. Em pergunta alguma perdeu a naturalidade. Mostrou que é um juiz equilibrado, calmo, racional, sem paixões e preconceitos. Com profundo conhecimento do mundo que o cerca, respondeu com humildade, com simplicidade, passando a imagem de sinceridade nas posições. Em nenhum momento foi além dos limites da lei e de seus deveres como julgador. Depois do que se viu e ouviu na semana passada no Supremo Tribunal, Moro foi um jato de esperança a robustecer a aposta na Justiça, no país que vai perdendo referências civilizatórias. Quando o programa terminou, ficou a impressão de que o Brasil teve muita sorte quando a operação que começou num lava-jato de Brasília, envolvendo pessoas com domicílio no Paraná, tenha ficado na Vara Federal do juiz Sérgio Moro. Quando tinha em mãos o caso do escândalo do Banestado (Banco do Estado do Paraná), com evasão em dezenas de bilhões em divisas, o juiz Sérgio Moro foi criticado por excessos e levado, por isso, ao Conselho Superior de Justiça, que arquivou o caso. Com humildade, inscreveu-se em cursos da Polícia Federal para aprender mais sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Sentou-se nos bancos escolares da PF e acabou considerado pelos policiais como um exemplo de juiz que se aproxima da origem da Justiça - o inquérito policial - para aprender. O juiz mostrava então que a toga serve com mais justiça quanto mais conhecimento tiver do crime. Por isso suas sentenças têm sido irrepreensíveis. Ao se expor

no programa da TV Cultura, em nenhum momento foi acuado por perguntas de jornalistas que certamente se prepararam para o interrogatório. Moro virou celebridade, mas não sai de si nem levita. Continua sendo um juiz de primeira instância, e não um artista. Ainda que se deva repetir que juiz só fala nos autos, a situação pela qual passa o país precisa de manifestações públicas dele, porque se tornou um símbolo da lei e da justiça no país da impunidade, da desordem civil, das leis circunstanciais, em que o princípio de que todos são iguais perante a lei se tornou uma farsa em que fingimos acreditar. Um país que fala em democracia todos os dias é porque tem apenas um arremedo dela. Estados Unidos e Alemanha não ficam falando em democracia - porque é o fato básico, corriqueiro. Sem ordem, sem justiça que desestimule os corruptos e criminosos em geral, jamais chegaremos a ser uma democracia. Sérgio Moro é uma esperança de que um modelo sem histrionismo, sem populismo e com simplicidade, revela um modelo para recuperarmos o caminho perdido.

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nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins

LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

Marca é medo Como diz, com rara sabedoria, o consultor francês Georges Chetochine, o grande capital das empresas no século XXI será a marca

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arca, como o próprio nome diz, é a imagem impressa, marcada na cabeça de um consumidor sobre tal e qual produto ou serviço. Quanto vale uma marca? O valor de uma marca é medido pelo quanto ela é capaz de sustentar o preço de um produto ou serviço frente a uma marca concorrente. Ou seja, quanto o consumidor está disposto a pagar a mais para adquirir aquela marca. Por que uma pessoa opta por uma marca e não por outra? A resposta é Medo! Você compra uma marca de televisor e não outra porque você tem medo que a outra não tenha a qualidade da primeira, ou não ofereça a assistência técnica, ou que seja mais frágil, ou qualquer outro medo. Você compra um iogurte de uma marca conhecida e não de uma marca própria de um supermercado porque você tem medo que a marca própria não tenha a qualidade da marca conhecida, ou qualquer outro medo. Você compra uma marca de veículo e não outra porque tem medo que a outra marca não tenha uma rede disponível de assistência técnica, etc. Você vai a um restaurante e não a outro porque tem medo que a refeição do outro seja de pior qualidade, mais cara, não tenha estacionamento ou qualquer outro medo. E o medo vale até para o status. Você usa uma grife de roupa e não outra porque tem medo que achem você pobre ou brega se usar uma roupa sem grife. Da mesma forma você usa um relógio de marca famosa porque tem medo que pensem que você é desatualizado ou fora de moda por usar marcas simples. Sempre há um medo por trás da decisão por uma marca! Assim, a primeira coisa que uma empresa tem que fazer é uma análise profunda e séria dos possíveis medos que seus clientes ou prospects podem ter em relação à sua marca ou à sua empresa. Por que os clientes poderiam optar 12 Revista Energia

por marcas concorrentes? Quais os medos que sua marca deixa na cabeça de um cliente? Será o preço? Qualidade? Localização? Assistência pós-venda? Esse exercício é fundamental e deve ser baseado em alguma pesquisa qualitativa, mesmo que seja a mais informal possível. A mesma realidade ocorre com a nossa “marca pessoal”. Quais medos as pessoas podem ter de nossa “marca”, de nossa pessoa? Só descobrindo os medos é que poderemos atuar para tirar das pessoas o medo de nossa marca. Uma das formas de combater o medo é justamente reforçar o não-medo, ou seja, reforçar o oposto do medo no sentido positivo. Assim, mostrar que seu produto é robusto e forte pode ser usado para combater o medo da fragilidade ou de uma assistência técnica precária. As chamadas “minorias” são um componente importante do mercado. Essas minorias são, muitas vezes, vítimas de medos em relação a marcas e empresas. Desse modo, negros podem ter medo de ir a um restaurante mais fino e serem discriminados. Homossexuais podem ter medo de ir a um bar e igualmente serem discriminados, etc. Tire o medo que seu mercado possa ter de você e de sua marca! Pense nisso. Sucesso! 


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Gente Fina

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Maria Teresa Frari dos Santos “Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado” (Roberto Shinyashiki) Texto Heloiza Helena C Zanzotti

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Como iniciou a carreira na área de educação? Iniciei minha profissão no Colégio Nossa Senhora do Rosário, colégio das freirinhas, há 25 anos. Lá fui professora de educação infantil, fundamental I e coordenadora pedagógica. Muito conhecimento adquirido ao longo dos anos, naquela maravilhosa escola.Tive experiência também na EMEI e na EMEF da nossa prefeitura. Em 2010 iniciei no Colégio Saint Exupéry-Coc Jaú, escola muito querida e parceira! Lecionei sempre no fundamental I e por 4 anos fui coordenadora pedagógica. Quais os maiores desafios que encontrou na profissão? Desde o início da minha formação já iniciei lecionando, desafios foram muitos, mas superei, pois o amor pela profissão sempre foi maior! Um fato que me marcou muito foi a perda de meus entes queridos, pais, irmãos. Sofro muito com a ausência deles, mas acredito que estejam felizes com as minhas conquistas e graças à minha mãe, não abandonei minha profissão. Quando minha filha nasceu, eu pensava em ficar em casa cuidando dela e minha mãe sempre me dizia: “Não faça isso, seu futuro será brilhante!”. Graças a Deus a ouvi.

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rofessora de educação infantil, fundamental I, psicopedagoga e diretora do Colégio Coc Jaú, Maria Teresa tem na família o seu grande alicerce. Nossa conversa fluiu fácil, através de uma visita às dependências do colégio, onde pude perceber a paixão que ela tem pelo que faz. Seus olhos brilham ao falar de cada sala, de cada projeto e dos sonhos que deseja realizar. Antes de iniciar a entrevista, ela diz que gostaria de começar nossa conversa com esse lindo pensamento do grande Mário Sergio Cortella: “Há um ditado chinês que diz que, se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, ao se encontrarem, eles trocam os pães; cada um vai embora com um. Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando uma ideia, ao se encontrarem, trocam as ideias; cada um vai embora com duas. Quem sabe, é esse mesmo o sentido do nosso fazer: repartir ideias, para todos terem pão...”. Sobre a citação, ela afirma: “Gosto muito desse pensamento, pois meus pais assim me ensinaram e procuro passar isso aos meus filhos”. Quais lembranças boas guarda da infância? Meus queridos pais já falecidos, Benedito Frari e Olga Pegoraro Frari, nasceram em Bocaina, nossa cidade vizinha. Éramos cinco irmãos: Rodolfo, José Ângelo e Benedito Frari Junior, já falecidos, e Mario Marcílio e euzinha (risos). Passei a maior parte da infância em Bocaina, pois meus pais tinham uma chácara onde passávamos todos os finais de semana, não víamos a hora de ter um feriadinho para irmos para lá. Curtíamos a piscina, o pomar, as galinhas que viviam soltas, as comidas deliciosas que minha mãe fazia e sempre havia um parente que ia nos visitar! Meu pai foi mestre de obras muito conhecido aqui em Jaú e juntamente com uma equipe médica construiu uma parte do Hospital Amaral Carvalho e o Hospital São Judas, onde nasci e meus dois filhos também, sob os cuidados do saudoso Dr Chaim. Conheceu seu marido ainda muito jovem? Aos 14 anos conheci meu grande amor, Robson Luiz dos Santos, com o qual estou casada há 23 anos. Foram 4 anos de namoro e 2 de noivado. Casamos na Igreja Matriz São João Batista, em Bocaina, no dia 29 de abril de 1995. São 29 anos juntos, uma vida hein? Tive minha filha, Ana Luiza, aos 24 anos, uma criança linda e abençoada por Deus! Aos 27 anos tive o Luiz Gustavo, outro anjo enviado por Deus! Minhas duas riquezas, que Deus me presenteou e que sou agradecida por estarem ao meu lado e torcerem por mim!

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O que gosta de fazer nas horas de lazer? Gosto muito de me cuidar, faço academia, mas não sou rata de academia não! (risos). Faço massagem e considero este um dos meus momentos de lazer. Mas o que realmente amo é sair com minha família, meu esposo, meus filhos e meu querido genro, Renan Camilo. Fazemos sessão cinema em casa, comemos gordices, passeamos de moto, enfim, eles me proporcionam momentos incríveis e deixam meus dias muito mais felizes. Como surgiu a ideia de adquirir o colégio? A aquisição da escola veio, na verdade, de um sonho muito antigo! Conheço minha querida sócia, Daltira Tumolo, há muitos anos, pois foi ela que me admitiu no Exupéry. Conversamos bastante e como entre nós o carinho e a admiração já existiam, começamos o namoro (risos). Em julho do ano passado concretizamos a nossa sociedade, que graças a Deus tem dado muito certo. Aprendo a cada dia com a Daltira, ela ajuda a realizar meu sonho. Sou eternamente grata! Seu marido apoiou sua decisão? Meu amor, Robson, é um homem muito trabalhador e honesto. Através do nosso trabalho, há 10 nos ele construiu sua transportadora, foram muitas noites sem dormir e muito cansaço para conseguir realizar seu sonho. Ele foi o maior incentivador na aquisição do colégio. Serei agradecida a ele até meu último dia de vida. Obrigada meu amor!


“Sou muito a favor da educação, conversa e exemplo. Devemos orientar nossos filhos e a sociedade em si, senão tudo fica mais difícil” Há tanto tempo atuando na área, como vê a educação dos jovens atualmente? Os jovens são somente crianças crescidas, precisam de atenção, muito diálogo e carinho. Às vezes querem ser autoritários, donos da verdade, mas com uma boa conversa e levando-os a pensar, conseguem entender o que é melhor para eles. Tenho meu filho adolescente, por isso sempre falo e faço por eles o que faço pelo meu. Ouço a opinião deles, minha sala está sempre cheia. Acredito que juntos construiremos um mundo melhor. O Colégio Coc possui o melhor sistema de ensino e o que mais aprovação tem, direto do 3º ano, sem cursinho. Professores excelentes e com a minha gestão, tenho certeza que iremos longe. E sua opinião sobre o crescente envolvimento dos jovens com as drogas? Acredito que as drogas e a violência sempre existiram, mas com o crescimento da população e o desenvolvimento da sociedade elas se destacam mais. Sou muito a favor da educação, conversa e exemplo. Devemos orientar nossos filhos e a sociedade em si, senão tudo fica mais difícil. Tem alguém como inspiração? Na verdade, minha inspiração são todas as mulheres guerreiras, vencedoras, que se desdobram em mil para atingir seus objetivos e alcançar seus ideais. Um exemplo é a Madre Teresa de Calcutá. Sobre nossa cidade... Jaú, nossa grande Jaú! Cidade natal, muito amor! Quais seus próximos projetos? Planos... Sonhos... Muitos por realizar. Mas um de cada vez! O que gostaria de deixar como mensagem final? Não posso deixar de agradecer primeiramente a Deus, pelas oportunidades que me dá; a meu amado esposo Robson, que realizou meu sonho; aos meus filhos, que tantas vezes me dizem: “Mãe, você respira escola!”, e a minha querida sócia Daltira, que confia em meu trabalho e que tanto me abençoa e protege! A vocês, equipe da Revista Energia, muito obrigada por este bate-papo e esses momentos deliciosos que passamos juntos. Deus os abençoe e guarde em todos os momentos da vida de vocês! Para encerrar nossa entrevista, Maria Teresa deixa uma reflexão: “Tu és um indivíduo entre outros 6 bilhões e 400 milhões de indivíduos, compondo uma única espécie dentre outras 3 milhões de espécies já classificadas, que vivem em um planetinha que gira em torno de uma estrelinha que é uma entre outras 100 bilhões de estrelas, compondo uma única galáxia entre outras 200 bilhões de galáxias, num dos universos possíveis que, de tanto se expandir, um dia irá desaparecer...Quem és tu?” (Mário Sergio Cortella)  Revista Energia 17


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Saúde

Maternidade sem prazo de validade As mulheres não se prendem mais ao paradigma de se tornarem mães ainda jovens. Muitas estão adiando essa decisão para após os 40 anos

Texto: Tatiane Dias

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Imagem: internet


O

sonho de grande parte das mulheres é ser mãe. Talvez pelo tão famoso instinto materno, que aflora quando vemos um bebê fofo, ou pela necessidade de preencher um vazio com uma felicidade que, para muitas mulheres, somente um filho pode trazer. A grande decisão de quando será o melhor momento para ter um filho muitas vezes assombra as futuras mamães. A difícil opção entre realizar o sonho materno ou construir a carreira profissional tira o sono de muitas jovens, e algumas colocam metas e sonhos em segundo plano para engravidarem e formar uma família. O mais comum é as mulheres se tornarem mães até os 30 anos. Mas, e quando nesse período da vida elas desejam investir o seu tempo em outros objetivos, ou talvez não se sintam preparadas para gerarem um ser totalmente dependente delas, o que fazer? Adiar o sonho de ser mãe é cada vez mais comum, as mulheres estão mais presentes no mercado de trabalho, atuando em cargos importantes. Quando não há tempo para executar as duas funções, o melhor é deixar uma delas para depois. OPINIÃO PROFISSIONAL A ginecologista e obstetra Dra Ana Rosa Fogagnolo, 62, esclarece que a gravidez após os 40 anos pode ser de risco, mas os cuidados são os mesmos, como em qualquer outra gestação. Ela ressalta que o importante é o acompanhamento médico, para que qualquer problema que ocorra possa ser identificado. “Os riscos para a mãe são o aumento da morbidade, aumento dos riscos de ter hipertensão, diabetes, restrição de crescimento fetal ou pré-eclâmpsia, uma doença na gravidez que aumenta a pressão e pode chegar a uma convulsão”, explica a médica. No entanto, especialistas concordam que uma mulher de 40 anos que esteja saudável, não fume, e apresente pressão arterial normal, oferece melhores condições para a gestação do que uma de 35 anos com problemas de saúde pré-existentes. NOVAS TÉCNICAS Quando a decisão por uma gravidez tardia for uma opção da mulher, a especialista afirma que é possível recorrer a procedimentos específicos. “Colhe-se o óstio do ovário, amadurece esse folículo até criar um óstio para ovular, recolhe, guarda e congela. Quando você chega a uma idade em que decide ter o bebê, faz-se uma fecundação in vitro e transfere para a futura mãe. A chance de esse bebê vingar é muito maior, conforme mais cedo for feita a coleta”. A médica diz que em alguns casos, é recomendado retirar um pedaço do ovário, quando a mulher é mais nova, para futuramente realizar a fecundação nesse ovário. Dessa forma, as chances da gravidez dar certo são maiores, pois a fecundação é em um ovário mais jovem. Esta técnica de congelamento de ovário também já ajudou muitas mulheres a engravidarem após um câncer, uma vez que ovários de pacientes que se submetem à radioterapia ou à quimioterapia são lesionados por causa do tratamento. Assim, a coleta é feita antes ou nas fases iniciais das sessões de quimioterapia/radioterapia, e reimplantado após a cura.

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SENTIMENTO DE VERGONHA A aposentada Tereza Cardoso Pereira, 73, mãe de seis filhos, engravidou aos 42 anos, ao mesmo tempo em que seus dois primeiros netos chegaram. Tereza conta que foi ao médico, pois achava que a sua menstruação estava atrasada devido à menopausa. “Pensei que era menopausa, fui ao médico e ele me disse: prepara Teresa, aí vem vindo um neném, você está grávida!”. Ela relata que não acreditou no médico e somente após os exames a aposentada aceitou a realidade de que seria mãe novamente. A reação de seus outros cinco filhos não foi a melhor, eles não aceitavam que um bebê chegaria na família, e seus dois filhos mais velhos iriam se tornar pais meses antes da irmã caçula nascer. “Eu sentia vergonha de sair na rua, as pessoas estranhavam eu estar grávida aos 42 anos. Tinha vergonha de estar grávida e já ter filhos moços”, lembra. FALTA DE INFORMAÇÃO Tereza conta que a gravidez foi mais complicada que dos outros cinco filhos. Apesar de fazer o acompanhamento médico e o pré-natal, ela sofria mais com os incômodos da gestação. O parto não foi diferente, apesar de o risco ser maior que das outras vezes, ela optou pelo parto normal, mas confessa que foi difícil. “Eu sofri para ela nascer, acho que não tinha a mesma força que no parto dos outros. Eu era mais velha, afinal”. Para ela, ser mãe mais jovem é melhor, especialmente em sua época, quando a informação era escassa. “É melhor ser mãe quando se é mais nova. Sofri na primeira gravidez, muitas mulheres colocavam medo em mim dizendo que o médico pisava em cima da barriga para o neném nascer, mesmo assim acho que foi melhor do que a última”, conclui. UMA BOA DECISÃO A auxiliar de limpeza Sandra Aparecida Roza, 44, grávida pela segunda vez aos 42 anos, conta que sua gestação não foi planejada e que tomou um susto com a descoberta. “Foi uma surpresa, fiquei muito assustada, afinal, não sou mais uma mocinha. Cheguei até a chorar, fiquei muito preocupada porque tenho problemas de saúde como pressão alta, hérnia de disco e ansiedade. Achei que isso fosse prejudicar a gravidez”, relata. No entanto, apesar de seus problemas de saúde, a gravidez correu bem. A auxiliar de limpeza continuou trabalhando e teve apenas que trocar o remédio que tomava. Sobre a aceitação da gravidez pela filha mais velha, ela declara: “Minha filha, no momento, ficou assustada também, mas conforme passavam os meses ela ficava mais ansiosa para saber o


“Segundo o IBGE, de 1995 a 2017 houve um crescimento de 49,5% no número de mulheres que engravidaram após os 40 anos” sexo. Quando descobrimos ficamos muitos felizes, porque estava tudo bem com o bebê. Era uma menina perfeita”. Sandra teve acompanhamento médico durante toda a gravidez e o parto trouxe ao mundo o seu bebê através de uma cesariana. O profissional da saúde apenas recomendou que ela tivesse uma alimentação mais saudável, para que não engordasse muito. Para a auxiliar, é melhor ser mãe mais velha. “Quando eu tive a minha primeira filha, aos 21 anos, não tinha muita experiência, mas agora é diferente. Sei cuidar melhor dela e também dou mais atenção”, finaliza. CELEBRIDADES TAMBÉM ADIAM A MATERNIDADE Tornar-se mãe após os 40 anos também está sendo uma opção para quem vive sob os holofotes. A apresentadora Eliana teve sua segunda filha, Manuela, aos 43 anos. A gravidez foi considerada de risco e além do repouso a comunicadora visitava o hospital com frequência. Já para a cantora Ivete Sangalo a gestação foi menos complicada. A celebridade, que já tinha um filho, deu à luz as gêmeas Marina e Helena aos 45 anos. E fez shows com aquele barrigão até quase completar o oitavo mês de gravidez. Carolina Ferraz, atriz e apresentadora do canal GNT, teve a segunda filha com 46 anos. Também aos 46, a atriz Dira Paes gerou seu segundo filho, após uma fertilização in vitro. Mãe de três outros filhos, a atriz Solange Couto foi mais longe, e teve seu caçula aos 54 anos. UMA DECISÃO CONSCIENTE Apesar dos riscos, a gravidez tardia tem suas vantagens, e uma delas é o planejamento. Normalmente, quem opta por ter filhos mais tarde já está com a carreira estruturada, e se preparou para assumir as responsabilidades de ter um bebê. De olho nesta tendência, a medicina tem se preparado cada vez mais para lidar com essa realidade. Importante ressaltar que, tanto aos 20 como aos 40, a maternidade envolve mudança de vida, preocupações, alegrias, dificuldades e sacrifícios, e a decisão de gerar um filho deve ser madura e responsável. 

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Social Pet

por

Inauguração da Botudog em Jaú No dia 10 de Março, Jaú ganhou uma das maiores lojas de pet shop da região. Localizada na Rua Marechal Bitencourt 956, na Vila Nova, o espaço possui 450 m² e conta com grande variedade de produtos para cães e gatos. A inauguração contou com blitz Energia, distribuição de brindes e presença de público o dia todo. Os proprietários Rodrigo e Michelle receberam amigos e clientes com o maior carinho, e mostraram de perto tudo o que a Botudog oferece em novidades, qualidade e conforto para os pets.

Botudog

Gabriele Fernanda, Henrique Cândido e Miguel Henrique

Patrícia, Luiz Nogueira e Natália

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Equipe Botudog

Karine e Leonardo Ramos

Débora e André Luiz Pussatelli

Michelle Aguiar, Rodrigo Aguiar e família


Foto: Arquivo pessoal

Direito Por Dra Rogéria Coimbra Vicente Advogada especialista em Direito de Família e Sucessões

Momento legal O direito de família é o mais apaixonante, porque está internalizado em cada um de nós

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ssas relações jurídicas familiares nos acompanham diariamente, seja na vida pessoal ou em novelas que, por isso, são líderes de audiência. Torcemos por personagens como a menina abandonada pelo pai, a mulher traída pelo marido; a mãe que cria os filhos sozinha, sem ajuda financeira do ex companheiro fanfarrão; torcemos para que, enfim, o filho renegado fique com a herança do pai desconhecido. O senso de justiça está intrínseco em nós. Mas, será que sabemos quais são os nossos direitos? Nesta edição tentaremos esclarecer um pouco as principais indagações relacionadas ao direto de família atual. Confira o nosso MOMENTO LEGAL DA FAMILIA. Você sabe a vantagem e desvantagem de fazer o divórcio em cartório? Não vejo vantagem nenhuma, senão pelo fato de ser um pouco mais rápido. Com certeza as desvantagens superam, como a possibilidade dos prejuízos financeiros na simulação e fraude na partilha do divórcio. Isso acontece quando a administração dos bens do casal fica apenas com um dos cônjuges e o outro, desconhecendo efetivamente o acervo patrimonial, acaba sendo enganado assinando o divórcio em cartório. Com o divórcio judicial é possível fazer a pesquisa a fim de encontrar bens simuladamente escondidos em nome de terceiros, aplicações em poupanças, fundos de investimentos no mercado financeiro, seguros, previdência privada, as novidades do cartão de crédito recarregável e os bitcoins ou criptomoedas. É muito comum a manipulação financeira por um dos cônjuges, com transferências de valores em data pretérita ao anúncio do divórcio, o que só é possível ser detectado através do divórcio judicial, que é mais seguro e mais próximo do justo, e pode também ser rápido. Como ficam os bens financiados e as dívidas do casal na hora do divórcio? Necessário ver o regime de casamento que rege a relação. Com exceção ao da separação de bens, tudo deve ser partilhado equanimemente até o dia da efetiva separação de fato do casal, quando um dos cônjuges deixou o lar. Existe abandono de lar? Não, desde que dentro dos primeiros dois anos da separação de fato do casal. Explico. Ninguém perde o direito ou sofre qualquer sanção por deixar o lar conjugal. Porém, existe um instituto chamado Usucapião do Bem de Família, que concede ao cônju-

ge abandonado o direito da meação do outro cônjuge se este, tendo deixado o lar, não retornar passado o prazo de mais de dois anos da separação. Como ficam os filhos no divórcio? A regra é a guarda compartilhada. Os filhos devem manter a convivência conjunta equânime com os dois genitores. Ambos terão o direito de criação dos filhos, como quando eram casados. Essa relação parental permanece, o que se extingue é a relação conjugal. É verdade que com a Guarda Compartilhada não é necessário pagar pensão aos filhos? Não é verdade. Necessário entender que os filhos têm gastos fixos como escola, vestuário, alimentação, que os genitores são obrigados a custearem conjuntamente. Assim, a regra da pensão é a mesma, verifica-se com qual genitor o filho permanecerá mais tempo e o valor a ser pago deve ser o de suprir as necessidades da criança. Pode um dos genitores negar o direito de convivência e visitação por atraso da pensão? Não. Deve ser feita a cobrança via judicial e cabe prisão em caso de inadimplência. Porém, a relação entre a criança e os pais não pode ser proibida de forma alguma e caso o for, caracteriza atos de Alienação Parental, o que é punível com aplicações de sanções que vão desde uma simples advertência até a perda da guarda do filho, porque é uma das formas de violência contra a criança. O pai pode deixar de pagar a pensão para o filho quando ele atinge a maioridade? Não. É necessário que o pai entre com a ação judicial e somente com a sentença transitada em julgado estará exonerado desta obrigação. O filho abandonado pode pleitear a exclusão da paternidade do pai ausente no registro de nascimento? Sim, o abandono afetivo é um dos motivos para a extinção do poder de família. Posso reconhecer a paternidade de um filho por testamento? Sim. É um instituto muito bom e pouco usado. Nele é possível, além de outras coisas, fazer doação de bens, e o melhor é que sua validade está condicionada à morte, portanto, passível de mudança a qualquer tempo em caso de arrependimento, diferentemente da doação em vida.  Revista Energia 25


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Gerando sempre as melhores energias Pensando em construir ou reformar? Na hora de escolher os materiais elĂŠtricos para sua obra, opte por uma empresa profissional para evitar surpresas desagradĂĄveis no decorrer do tempo Texto Heloiza Helena C Zanzotti 26 Revista Energia


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maioria das pessoas já enfrentou problemas com instalações elétricas inadequadas ou materiais de má qualidade. Chuveiros que queimam nos dias mais frios, ar condicionado que para de funcionar em pleno verão, oscilação na luz ao ligar o micro-ondas... Estes e muitos outros são problemas que poderiam ser evitados com um bom projeto de instalação elétrica e uma empresa fornecedora séria, que comercialize produtos de qualidade e alta durabilidade. BBZ MATERIAIS ELÉTRICOS Com mais de 80 anos de tradição no ramo e 39 anos da marca, sendo uma das pioneiras em Jaú e região, a BBZ Materiais Elétricos se solidifica como uma das mais conceituadas empresas de materiais elétricos, ganhando cada vez mais prestígio e credibilidade. Desde que assumiram a direção da empresa há quase dez anos, Guilherme Aparecido Frazon e Rodrigo Matiello empenharam todos os esforços para dar continuidade ao excelente trabalho que a BBZ sempre realizou, através de uma gestão transparente, eficaz e de bom relacionamento entre empresa, fornecedores, colaboradores e clientes. NOVA LOJA E SHOWROOM Empreender em tempos de crise. Esta foi a visão de Guilherme e Rodrigo ao darem início à expansão da empresa em 2015, momento em que o país atravessava um período de recessão que derrubou o consumo, além de retração no emprego. Com visão de futuro, planejamento estratégico, organização e eficiência na gestão financeira, os sócios fizeram novos investimentos, o que resultou na mudança, em 15 de agosto de 2017, para o novo prédio com mais de 1000 m² na Avenida Antônio Prado Lyra, um dos pontos mais nobres da cidade, atrás do Jaú Shopping. Para os sócios, crescer primeiro em Jaú para depois expandir seus negócios para outras cidades é uma forma de colaborar com o desenvolvimento da cidade. Importante ressaltar que empresas empreendedoras, que apresentam crescimento em tempos de crise, impulsionam a economia local e ajudam a comunidade a superar as dificuldades do período.


GRANDE VARIEDADE DE PRODUTOS Com foco em inovação e para suprir todas as necessidades de seus clientes, a BBZ aumentou seu mix de produtos, afinal, quanto mais variedade a loja oferecer, menor será o risco para repor as peças quando acontecer algum imprevisto. Sem deixar de mencionar a facilidade de encontrar em um só lugar produtos para sua obra, seu negócio, seu lar. Na BBZ Materiais Elétricos você encontra tudo em materiais elétricos, do projeto e acompanhamento técnico até toda linha de materiais e equipamentos para que sua obra tenha os melhores produtos. De itens básicos como tomadas, interruptores, fios e cabos, a produtos de acabamento como arandelas, chuveiros, duchas, lustres, aquecedores e ventiladores. E ainda, na BBZ você tem à sua disposição diversos itens em utensílios domésticos, produtos para jardinagem, camping e lazer.

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CONSULTORIA ESPECIALIZADA Na hora de comprar os materiais elétricos para uma obra é fundamental contar com uma consultoria especializada para não errar na escolha dos produtos, por isso, é importante escolher um fornecedor capaz de orientar seus clientes. A BBZ conta profissionais sempre prontos a atender e orientar na escolha dos materiais, em todas as etapas de uma obra. Para isso, todos são qualificados e constantemente treinados em seus setores, o que garante que os serviços e materiais fornecidos pela BBZ sejam utilizados da melhor forma possível, permitindo economia na aquisição de materiais e segurança em suas instalações, entre muitas outras vantagens.

“Quando o assunto é material elétrico, a BBZ tem tudo o que você precisa para sua casa, empresa ou indústria”


GARANTIA NOS SERVIÇOS PRESTADOS Na BBZ Materiais Elétricos o cliente nunca sai perdendo. Seu problema é sempre resolvido de maneira rápida, justa e eficaz. Por trabalhar com as mais conceituadas marcas do mercado e produtos de procedência, com profissionais treinados e capacitados, dificilmente você terá problemas, no entanto, a equipe BBZ está sempre pronta para tirar todas as dúvidas e resolver qualquer questão sempre que necessário. PREÇOS JUSTOS, PRAZOS FLEXÍVEIS Especialistas alertam que em um projeto elétrico não é aconselhável economizar. A utilização de materiais de qualidade evita mais do que apenas disjuntores desarmados, mas poupa as pessoas de incêndios ou choques elétricos. Por isso a BBZ trabalha com o conceito do atendimento responsável, assim, a credibilidade da empresa se reflete Revista Energia 29


na fidelização de clientes satisfeitos. De nada adianta garantir o menor preço se você não terá o suporte necessário até a finalização do trabalho. E se para uns o preço final é o que conta, para outros a vantagem está no prazo de pagamento. Ao negociar com a BBZ você vai perceber a flexibilidade para essas e muitas outras questões, não só com relação a preço, mas pelo bom atendimento, orientação, agilidade e seriedade de seus profissionais. PRÊMIO EQM Em 2017, o Grupo de Comunicação Energia instituiu o prêmio EQM – Empresas que Movimentam, com o intuito de homenagear as empresas que souberam identificar oportunidades e trabalhar impulsionando a economia municipal, gerando emprego e renda. Entre os destaques do ano, a BBZ Materiais Elétricos figura como empresa referência no setor. Mais que merecido. 

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(14) 3601-1964 www.bbzeletrica.com.br Avenida Antônio Prado Lyra, 319 - Jd. Diamante - Jaú/SP


Texto Heloiza Helena C Zanzotti

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a necessidade de fundar um povoado, que por volta de 1851 já possuía uma população razoável, alguns moradores resolveram se reunir para tratar do assunto. Na época, Jaú pertencia à Freguesia de Nossa Senhora de Brotas, e assuntos como batizados, casamentos, registros civis e outras questões legais tinham que ser resolvidas naquela cidade. Uma comissão foi criada e ficou decidido que o Tenente Manuel Joaquim Lopes e Francisco Gomes Botão, ambos integrantes da comissão, doariam 20 alqueires de terra cada um, uma vez que eram confrontantes. A divisa entre as terras dos doadores ficava onde atualmente localizam-se as ruas Edgard Ferraz e Major Prado. O critério para a escolha do local foi que a área fosse o mais central possível, e ali já existia uma pequena capela de pau a pique. Assim, a partir desta decisão, iniciaram-se os planos para a construção de uma igreja matriz e de um cemitério (localizado onde atualmente é a Escola Estadual Major Prado). Em 15 de agosto de 1853, data escolhida por ser o dia da Assunção de Nossa Senhora, o Padre Francisco de Paula Camargo celebrou a primeira missa e posteriormente benzeu o cemitério, marcando definitivamente a fundação de Jaú. Pela alta fertilidade de suas terras, a cultura cafeeira atraiu muitos fazendeiros que construíram ao redor da matriz inúmeros casarões, muitos atualmente tombados pelo patrimônio histórico. Esse ciclo do café fez de Jaú um dos principais centros produtores do Estado de São Paulo e do país, colaborando para o rápido aumento da população. Em maio de 1858, Jaú foi elevada a Distrito, em abril de 1866 passou à categoria de Vila e em fevereiro de 1889, recebeu o título de cidade. Passados os tempos áureos do café, muitas indústrias se instalaram aqui, especialmente calçadistas, fazendo de

Jaú a capital do calçado feminino. A região central possui a maioria dos estabelecimentos comerciais, médicos e de serviços, embora muitos estejam deixando o centro e migrando para outras áreas. As mais bonitas edificações centenárias também estão localizadas no centro, com destaque para a Igreja Matriz e prédios como o da escola Pádua Salles, da atual Delegacia de Ensino, da escola Major Prado, entre tantos outros. 

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Medicina

Por Dra Bruna Pultrini Aquilante Pediatra, Alergista e Imunologista, formada pela Universidade de São Paulo (FMUSP) Título de Especialista em Pediatria pela SBP Título de Especialista em Alergia e Imunologia pela ASBAI

Sobre alergias: verdadeiro ou falso? Atualize seus conhecimentos, dos conceitos populares aos estudos mais recentes

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ilho de pais alérgicos tem 80% de chance de desenvolver alergia em algum momento da vida. Verdadeiro. Se um dos pais é alérgico, a chance de aparecimento de alergia na criança está ao redor de 40%, e o risco dobra quando os dois pais são alérgicos. Se não há história familiar de alergia, o risco da criança se tornar alérgica cai para 5-10%. É importante lembrar que, além da genética, fatores ambientais e costumes podem servir como protetores ou indutores dos processos alérgicos. Para evitar o aparecimento de alergia respiratória no bebê, é melhor que a família não tenha cachorro em casa. Falso. A proteção imunológica contra alergias depende de bactérias benéficas que vivem dentro do nosso organismo, conhecidas como microbiota humana. Ter um cachorro em casa favorece o crescimento de uma microbiota saudável, que age como fator protetor, diminuindo o risco de alergia no bebê. Para quem já é alérgico, a restrição do contato com animais deve ser individualizada sob orientação médica. Ansiedade e depressão pioram os quadros alérgicos. Verdadeiro. O fator emocional está ligado à intensificação dos sintomas alérgicos, especialmente os relacionados à pele. Substâncias produzidas pelo organismo durante o estresse facilitam o processo alérgico e ampliam a reação. O acompanhamento psicológico, associado ao tratamento específico para alergia, pode ajudar a controlar melhor os sintomas. É importante que a gestante evite determinado alimento alergênico para que o bebê não desenvolva alergia alimentar. Falso. A restrição alimentar durante a gestação e a lactação não

protege o bebê de alergia e, portanto, não deve ser realizada. Estudos mais recentes têm avaliado a suplementação de ômega 3 e vitamina D como medidas de prevenção mais efetivas. Para crianças já diagnosticadas com alergia alimentar, a restrição deve ser feita sob acompanhamento médico. Após diagnóstico de alergia à amoxicilina (penicilina), está contraindicado o uso deste antibiótico por toda a vida. Falso. A alergia às penicilinas diminui com o tempo e até 7080% dos casos podem desaparecer após 10 anos do diagnóstico. A avaliação do especialista é fundamental para realização de testes alérgicos que comprovem a resolução, para que a medicação possa ser reutilizada sem riscos. Antigamente as pessoas eram menos alérgicas e os casos não pareciam ser tão graves. Verdadeiro. Doenças alérgicas têm aumentado no mundo todo, com maior complexidade e gravidade dos casos, especialmente em crianças e adultos jovens. Essa situação alarmante se deve a mudanças radicais do estilo de vida nos tempos modernos. A perda de contato com o ambiente rural, o maior número de cesáreas, pouco tempo de aleitamento materno, uso abusivo de antibióticos, ausência de contato com animais, exposição ao fumo e poluentes ambientais estão entre as principais causas para este aumento. Acompanhando este cenário atual, o conhecimento científico sobre doenças alérgicas tem avançado muito em diagnósticos precisos, tratamentos personalizados e práticas de prevenção, especialmente para famílias alérgicas. É importante conhecer sobre os fatores causadores e protetores de alergia, para buscar uma vida moderna mais saudável e consciente. 

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Vida Profissional Por Rachel Soares de Brito Gestora da Escola Profissionalizante CEBRAC Jaú

Adversidades e Resiliência Encarar adversidades e desenvolver resiliência são, com certeza, características importantes de um empreendedor

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ma coisa é certa: ninguém está livre de passar por uma situação muito difícil, de escapar da dor, do medo e das adversidades da vida, encarar as dificuldades é muito difícil. Porém, é possível reagir e encará-las com atitudes positivas, tudo depende da perspectiva em que se olha para a dificuldade, isto é o que torna as pessoas mais evoluídas, isto é o que torna as pessoas “resilientes”. Na vida, diante das dificuldades, podemos escolher como agir, podemos encontrar algum significado para tudo isso, podemos fazer escolhas: deixar nos abater e entregar os pontos ou usar a adversidade como uma oportunidade de crescimento e evolução. Quando entendemos que as dificuldades são naturais na vida de qualquer pessoa, nós tentamos mudar a atitude em relação a isso. Mas, como superar e usar as dificuldades como alavanca para a evolução? Você não deve se achar culpado por todas as situações difíceis que acontece na sua vida; entenda que você não deve terceirizar o que lhe acontece, mas que você não tem o controle de tudo, algumas coisas irão acontecer fora do seu controle. Outra situação é achar que todos os setores da sua vida serão

prejudicados quando acontece uma dificuldade em alguma área da sua vida. E, finalmente, tudo passa, esse sentimento de perda, de desânimo, não vai durar para sempre, nossa vida é feita de ciclos, passamos por altos e baixos, baixos e altos, nada é eterno, nem o sucesso e tão pouco o fracasso. E a força e a velocidade com que reagimos à adversidades é o que nos torna mais ou menos resilientes, por isso, a resiliência precisa ser trabalhada e desenvolvida em momentos em que não precisamos dela. Ser resiliente não é controlar o que acontece na sua vida, é controlar a sua reação perante o que acontece na sua vida. Vários empreendedores tiveram fracassos e dificuldade na vida e somente com resiliência é que chegaram onde estão. Somos mais vulneráveis do que pensamos, porém, somos mais fortes do que imaginamos.

“Diante das dificuldades, podemos escolher como agir, podemos encontrar algum significado para tudo isso”

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Energia Solar Por Ricardo Yamaguti Lima Proprietário da LB Sol Energia Solar

LB Sol traz sistema de energia solar para Jaú e região Cansado das altas contas de energia elétrica? Conheça o sistema que vem ganhando cada vez mais adeptos em todo o mundo

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energia solar fotovoltaica chegou no Brasil para ficar. Nos últimos anos, o crescimento foi de aproximadamente 300% por aqui, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Ou seja, cada vez mais famílias e empresários têm notado as vantagens deste tipo de sistema. Eu também estava cansado dos altos gastos com energia elétrica, além disso, sou uma pessoa curiosa, inovadora, que gosta de estudar e conhecer novas possibilidades. Então, acompanhando esse crescimento e suas vantagens, e depois de uma bem sucedida experiência com o sistema de energia solar fotovoltaica, resolvi trazer essa tecnologia para o interior de São Paulo, mais precisamente para Jaú e região, cuja população já pode contar com os serviços da LB Sol Energia Solar, empresa que trabalha com soluções completas para geração de energia fotovoltaica, renovável e limpa. Falamos em solução completa porque realizamos desde o projeto até a finalização da instalação, para todo tipo de construção, residencial e empresarial. Como funciona o sistema? Você provavelmente já viu uma casa ou empresa com um painel de captação de energia solar. Se não viu, preste atenção. Já existem muitos por aí, e eles estão cada vez mais presentes. Aqueles painéis são uma parte de todo o sistema, e trabalham captando a irradiação solar e convertendo-a em energia elétrica de corrente contínua. Essa energia é conduzida até o inversor, equipamento que a transforma em energia de corrente alternada e a direciona para as lâmpadas e eletrodomésticos da nossa casa ou empresa. E se a produção de energia for maior que o uso, o restante é acumulado na rede distribuidora local (a empresa responsável pela distribuição de energia elétrica), gerando créditos que podem ser usados em até 60 meses.

Quais são os benefícios deste tipo de sistema? As vantagens são muitas! Além da economia de até 95% no valor da conta de energia elétrica, você garante a valorização do seu imóvel e a sustentabilidade do planeta. E se você é empresário, as notícias são ainda melhores: com a instalação do sistema de energia solar você diminui os custos para a sua empresa e valoriza seu produto. A energia solar fotovoltaica é limpa e renovável, ou seja, não apresenta danos ao meio ambiente. Outro ponto positivo é o tempo de durabilidade do sistema, de até 25 anos com 85% da sua eficiência inicial. São muitos anos de geração de energia, economia e sustentabilidade! E por que tanta economia? No Brasil, em geral, mais da metade dos dias do ano são ensolarados. Não nos falta luz solar! E, claro, a captação de irradiação solar por aqui é alta. Por isso, quando você instala nosso sistema de energia solar fotovoltaica, sua casa ou empresa se transforma em uma grande produtora de energia elétrica. Além de utilizar essa energia e reduzir muito o consumo da energia elétrica convencional, você fornece a energia produzida para a rede de distribuição, ganhando créditos. 

“A LB Sol realiza orçamentos gratuitos. Você pode entrar em contato por telefone ou através do nosso site”

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Consultoria Por Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves

consultoria@revistaenergiafm.com.br

Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves é administrador, contador, consultor, palestrante e professor universitário com MBA pela FGV – RJ em Gestão Estratégica de Pessoas; presidente  da AESC – Associação dos Escritórios e Profissionais da Contabilidade de Jaú e região - gestão 2004/2005; atualmente  diretor da AESC Jaú; proprietário do DinamCorp Corporação Empresarial e Contábil; proprietário da Prosol Unidade Jaú e consultor e orientador em desenvolvimento de softwares Prosol – São Carlos

FO-FOCA NO TRABALHO E olha que não estou aqui me referindo a um gaguinho pronunciando o nome de um animalzinho chamado FOCA…

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ão existe coisa mais chata em círculos de amizades, na família ou numa organização, do que alguém falar de uma outra pessoa que não esteja presente, especialmente quando o que está sendo colocado na conversa é depreciativo, com o intuito exclusivo ou não de atacar quem é o assunto daquele momento. Além de inconveniente, não é legal, isso gera uma sensação em quem está ouvindo que a próxima vítima poderá ser ele próprio e a credibilidade de quem está falando pode ficar prejudicada. Tem uma frase que diz: “Fale mal, mas fale de mim”, cá entre nós, NÃO É BEM ASSIM, e nem todos estão preparados para ela. Dentro das organizações, fofocar sobre alguém ou algum fato ocorrido tem gerado muitas discussões e até mesmo ações trabalhistas por DANO EXTRAPATRIMONIAL, sendo que até a NOVA REFORMA TRABALHISTA trouxe, a partir de 11 de Novembro de 2017, um capítulo inteiro e específico sobre este tema, determinando indenização mínima e máxima para tais situações. E entenda-se aqui como Dano Extrapatrimonial os assuntos que envolvam a etnia, a idade, a nacionalidade, a honra, a imagem, a intimidade, a liberdade de ação, a autoestima, o gênero, a orientação sexual, a saúde, o lazer e a integridade física. Opa! Percebeu como é abrangente a coisa? Aos empresários, cabe conscientizar seus colaboradores através de reuniões para que tenham consciência que, além de gerar conflitos e insatisfações, isso poderá gerar desde advertências verbais até a dis-

pensa por JUSTA CAUSA do empregado fofoqueiro, não tendo o gestor alternativa diferente, uma vez que a penalidade recairá inicialmente sobre o empregador, que nem sempre tem conhecimento da ocorrência. Leia o que diz a lei: “São responsáveis pelo dano extrapatrimonial todos os que tenham colaborado para a ofensa ao bem jurídico tutelado, na proporção da ação ou da omissão, e traz as indenizações que serão aplicadas ao EMPREGADOR, que pode variar entre 3 e 50 vezes o valor do maior salário pago pela Previdência Social”; e só para ter uma ideia, esse valor mínimo hoje chega a aproximadamente R$ 16.600,00. Sacou? Para evitar tais problemas, sempre que possível procure a pessoa que o incomodou ou tenha gerado algo desagradável para um bate-papo diretamente com ela, pontue as situações que ocorreram, concedendo-lhe a oportunidade para melhorar e a faça refletir; informe-a do que ela poderia ter feito de melhor e se coloque à disposição para ajudá-la, se for o caso. Transforme seu local de trabalho num lugar sadio, amigável e agradável, gere mais resultados para você, ao ambiente e à organização a qual pertence, colaborando e exigindo que haja o respeito mútuo entre todos que dela participam. Saia da FOFOCA e vê se FOCA no trabalho.

“Fofocar sobre alguém ou algum fato ocorrido tem gerado muitas discussões e até mesmo ações trabalhistas”

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Saúde e bem-estar Por Dr Edson Yukiharu Kawakita – CRF-SP 24288 acupuntura.mtc@yahoo.com Medicina tradicional chinesa, Fitoterapias, Estética avançada

“Espelho, espelho meu...’’ Frequentemente presencio muitas pessoas, em especial as mulheres, dizerem que não vivem uma relação amigável com o espelho, e que olhar-se é um grande tormento

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ão marcas de expressões, flacidez tissular, papadas, entre outras, que insistem em aparecer com o passar do tempo e revelar nossos “janeiros” vividos. Sabemos que o tempo vai passar e deixará suas marcas, entretanto, se por um lado temos o tempo, por outro lado contamos com inúmeros procedimentos estéticos que poderão amenizar ou até mesmo retardar os efeitos envelhecedores sobre a nossa pele, resgatando assim a nossa autoestima. Existem diversos tratamentos faciais disponíveis como a radiofrequência, microagulhamento, laser de baixa intensidade, luz intensa pulsada, acupuntura estética, toxina botulínica A, micro correntes, além dos produtos tópicos como ácido hialurônico, DMAE, vitamina C, entre outros. Para escolher o tratamento adequado para a sua pele é necessário fazer uma avaliação minuciosa, onde será montado um protocolo exclusivo para atender a sua necessidade. Esse protocolo poderá incluir uma ou mais técnicas, dependendo desta avaliação. Hoje, sem dúvida, as mais procuradas são a radiofrequência e o microagulhamento, principalmente quando o assunto é flacidez e rejuvenescimento. O tratamento com a radiofrequência é um procedimento não invasivo, onde são emitidas ondas eletromagnéticas que elevam a temperatura da pele e do músculo; isto contrai o colágeno existente e aumenta a produção de mais fibras de colágeno e elastina, dando mais sustentação e firmeza à pele. As regiões mais indicadas são ao redor dos olhos e da boca, papada e

queixo, lembrando que outras áreas também podem receber o tratamento. Pode ser aplicado em todos os tipos de pele e a quantidade de sessões vai depender do objetivo do tratamento, das associações de terapias, das condições da pele e dos hábitos do paciente. O microagulhamento é um tratamento estético que serve para tratar cicatrizes de acne, outras cicatrizes, rugas ou linhas de expressão da pele, através de uma estimulação natural feita com micro agulhas que penetram na derme favorecendo a formação de novas fibras de colágeno, que dão firmeza e sustentação à pele. É um procedimento minimamente invasivo, mas que deve ser realizado por profissionais habilitados. É necessário fazer uma avaliação para saber se sua pele pode receber o tratamento ou não. Normalmente as sessões são realizadas uma vez por mês para que sua pele tenha tempo suficiente para recuperar e responder ao estímulo recebido. O ideal e recomendado é fazer, quando possível, a associação destas duas técnicas. Esse protocolo de tratamento é considerado atualmente padrão ouro para rejuvenescimento facial, promovendo excelentes resultados na sua pele. Seguir fielmente as recomendações do pós-procedimento e manter a frequência do tratamento é fundamental para melhores e mais duradouros resultados. Os cuidados com sua pele devem ser diários, com uma boa alimentação, muita hidratação e proteção solar ideal. E aí, vamos fazer as pazes com o espelho? Porque você é única e sua beleza também!


Economia

Você conhece as cryptomoedas? Cuidados são essenciais na hora de investir em bitcoins

Texto Bárbara Milani

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Imagem: internet


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tualmente, muitas pessoas estão investindo em diversos negócios para obterem um ganho que realmente supra as necessidades que a vida nos propõe. Apesar de o Brasil estar em um período ainda de crise, alguns empresários e outros profissionais começaram a investir em uma moeda pouco conhecida: o bitcoin ou, como também é chamada, cryptomoeda. Durante o decorrer dessa matéria vamos abordar o que é o bitcoin, bem como seus benefícios e desvantagens. Mas, antes, vamos saber um pouquinho mais do surgimento do dinheiro no mundo?

SOBRE O DINHEIRO No início da civilização, o comércio baseava-se no escambo, ou seja, na troca de mercadorias. Foi somente no século VII a.C. que surgiram as primeiras moedas fabricadas em ouro ou prata. Na Idade Média, havia o costume de guardar as moedas com ourives e, como garantia, a pessoa ficava com um recibo, como ainda é possível observar em algumas situações nos dias atuais. Com o surgimento dos bancos, as instituições assumiram para si a função de gerenciar as famosas moedas de papel. Aqui no Brasil, os primeiros recibos foram emitidos em 1810 pelo Banco do Brasil. No nosso mundo moderno, além do dinheiro vivo impresso em cédulas e das moedas, o comércio também utiliza outros mecanismos de pagamento como o cheque e o cartão de crédito ou débito. Atualmente, com as novas tecnologias, surgiu o bitcoin. O QUE É BITCOIN? O bitcoin é uma moeda virtual criada há 10 anos e foi a primeira a usar criptografia atrelada ao blockchain (bancos de dados distribuídos). Ao contrário das moedas físicas como nós já conhecemos, o bitcoin não é emitido pelo Banco Central de nenhum país. O responsável pela emissão dessa moeda são os usuários que sustentam a rede em que ela é baseada, responsáveis por garantir e solucionar as aplicações matemáticas que fazem com que a rede esteja sempre operando. A rede bitcoin está operando sem queda alguma desde seu lançamento em 2008, e estes usuários são comumente conhecidos como mineradores, que ao resolver as equações para cada transação, ganham como recompensa o direito de emitir uma nova moeda. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS Uma característica do bitcoin é que todas as suas transações são públicas e podem ser checadas por qualquer pessoa. No entanto, somente os números das carteiras virtuais envolvidas nas transferências e o quanto foi enviado é que é disponibilizado para visualização. Ao contrário do comumente divulgado, o anonimato na rede é pequeno e as transferências são rastreáveis por qualquer cidadão/órgão, já que trata-se de um sistema de código aberto, sem nenhuma autoridade detentora da mesma. Dizer que o bitcoin é uma moeda digital é a mesma coisa que dizer que a internet nada mais é do que um telefone evoluído, e que ela só serve para enviar e receber e mails. Bitcoin é uma tecnologia totalmente inovadora e disruptiva, uma nova linguagem em que cada um que se interesse pode arregaçar as mangas e começar a interagir ou trabalhar com a rede. COMO SURGIU O BITCOIN A moeda surgiu em 2008 e sua criação é atribuída a uma pessoa chama44 Revista Energia

da Satoshi Nakamoto. Ele conseguiu solucionar um teorema matemático conhecido como Generais Bizantinos (Byzantine General’s Problem, em inglês). A solução deste teorema foi o que possibilitou a criação da rede e toda a nova arquitetura de pagamentos por ela sustentada. Isto mesmo, bitcoin não é uma companhia, muito menos uma organização, não existe um dono. Ela é, sim, um protocolo, uma nova linguagem, assim como foi o TCP/IP no início da internet. O protocolo da internet surgiu em 1969 e nos trouxe grandes maravilhas do mundo moderno. Onde será que o protocolo dos bitcoins poderá nos levar? COMO FUNCIONA? No âmbito de investimentos, como não possui regulação de nenhum país, a cryptomoeda funciona de um jeito diferente do que acontece com a economia real. De acordo com o economista Maurício José de Lucia, 30, nós pagamos a mercadoria com dinheiro que será usado, posteriormente, na compra de outros produtos. “Com relação às cryptomoedas, a mercadoria passa a ser o dinheiro. Você o entrega ao seu detentor e ele transfere a você a propriedade. Na sequência, você a utiliza como forma de pagar por algum produto e/ou serviço ou a vende a outro interessado”, explica. Atualmente, a influência dos bitcoins na economia é bastante restrita porque, mesmo quando o valor atinge níveis elevados, todo o estoque é avaliado em US$ 155 bilhões. “Se compararmos esta cifra ao valor do mercado de ações dos Estados Unidos, que gira em torno de US$ 20 trilhões, podemos notar que não se trata de algo grande”. No entanto, Maurício explica que as cryptomoedas podem se tornar mais importantes na economia devido à criatividade do mercado e dos seus agentes. “As novas cryptomoedas estão surgindo como negociações em mercados futuros, além de empresas que as operam terem a intenção de abrir seu capital em bolsa de valores. Desse modo, a capacidade de influenciar a economia tornar-se-á maior à medida em que o número de agentes expostos a tais riscos é expandido”, finaliza. SEM CONSOLIDAÇÃO Como já dito, o bitcoin não é emitido por nenhum Banco Central. De acordo com o economista, para a moeda se consolidar é necessário cumprir algumas funções básicas: reserva de valor e meio de troca. “Em tempos de hiperinflação no Brasil, no mesmo dia em que as pessoas recebiam seus salários, todos corriam ao mercado para fazer a “compra do mês”, sendo que, na semana seguinte, o dinheiro já não compraria mais os mesmos itens”, explica. O fato do bitcoin não ser emitido por nenhum Banco Central, ou mesmo regulado, gera uma enorme insegurança para quem o utiliza. A maioria se pergunta: “Como posso, hoje, comprar algo que amanhã não sei se será aceito ou mesmo proibido no país onde eu vivo?”. Para o economista Maurício, pelo menos a regulação por parte das autoridades monetárias poderia incentivar as cryptomoedas, e não comprometê-las. COTAÇÃO DO BITCOIN As pessoas que adquirem bitcoins acreditam na sua escassez, já que somente a restrição ao acesso a qualquer coisa pode permitir que seus preços variem. Um exemplo, de acordo com o economista, é quando vamos ao supermercado: se tem muitos tomates na gôndola, o supermercado vai diminuir o preço para que as pessoas os comprem; se há poucos tomates, o supermercado vai elevar o valor do produto para que


somente pessoas que podem pagar um valor maior os levem para casa. Esse exemplo é conhecido como “Lei da Oferta e Demanda”. O que acontece com o bitcoin é que, quando novos investidores aplicam seus recursos na moeda, aumentam a demanda por ela para que precisem pagar cada vez mais para que outros aceitem vendê-la e a cotação subir. “Em oposição a isso, quando alguém decide vender seus bitcoins, precisa baixar os preços até que encontre compradores, e a cotação cai”, explica. VANTAGENS X DESVANTAGENS Uma vez que o bitcoin não possui um órgão regulador, uma clara vantagem é o fato de que não acontecerá a sua desvalorização contínua ao longo do tempo pela simples impressão de uma quantidade maior de moeda ou a alguma eventual sanção econômica a uma determinada nação. “Movimentos de oferta e demanda, muitas vezes especulativos, podem fazer com que o valor oscile de forma considerável em curtos períodos de tempo em um mercado que opera 24 horas por dia. Isso pode ser uma vantagem ou um problema: o valor pode subir muito ou desabar”, explica Maurício. O economista ainda ressalta que o fato de alguém operar um mercado descentralizado e sem qualquer regulamentação pode tornar complexo o amparo legal a qualquer situação anormal que possa acontecer. “O bitcoin não é dinheiro na mão. Você pode possuir quantos alqueires de terra quiser, mas se não houver alguém disposto a comprá-los, não dá para ir à farmácia e trocar por uma cartela de aspirinas. Isso é o que acontece com as cryptomoedas, e talvez essa seja a sua maior desvantagem. Precisamos de alguém disposto a adquiri-las para que voltemos ao dinheiro real e possamos transacionar bens e serviços”, termina. COMO ADQUIRIR? Caio Alves Toledo Bergamin, 28, produtor de videogames na Webzen, em Dublin, na Irlanda, e atualmente morando naquela capital, afirma que para adquirir bitcoins o interessado pode minerar e pode comprar em sites autorizados como o mercadobitcoin.com.br, e também vender coisas por bitcoin. “O mercadolivre.com.br já aceita a moeda como forma de pagamento, por exemplo. Aqui na Europa, diversos cafés e restaurantes aceitam, você simplesmente paga a conta fazendo a transferência; no Japão e Coreia do Sul, os funcionários de muitas empresas têm a opção de receber o salário inteiro ou parte dele em cryptomoedas, ou seja, você adquire a moeda por via de seu trabalho”, explica Caio. EXPERIÊNCIA COM BITCOINS Lucas Gromboni, jauense de 28 anos, que atualmente mora em Campinas, é um comprador internacional. Lucas decidiu investir em bitcoins quando o assunto das cryptomoedas ganhou certa relevância no Brasil. “Eu estava fazendo pós-graduação e alguns dos meus

professores abordaram o assunto de forma entusiasmada. Isso despertou a minha curiosidade e passei, inicialmente, a acompanhar o mercado, ler mais sobre o assunto, fiz alguns cursos online para conseguir mais informações. Depois de algum tempo monitorando as oscilações das moedas e com um conhecimento mais sedimentado do assunto, decidi que era o momento certo de arriscar”, conta. De acordo com o comprador internacional, os primeiros investimentos aconteceram em um momento de baixa do mercado. Apesar disso, até hoje Lucas não retirou e não pretende retirar os ganhos. “Tenho utilizado os dividendos para reinvestir no mercado”, diz. Por não serem tratadas oficialmente como moedas comerciais, as oscilações das cryptomoedas são constantes e diárias no valor de mercado das moedas. De acordo com Lucas, um carro poderia ser comprado por 1,00 bitcoin (cerca de R$ 35 mil) de manhã e à tarde, em um momento de alta do mercado, o veículo passaria a valer R$ 45 mil. “Claro que também poderia acontecer o contrário, e em um momento de baixa o carro valer, por exemplo, R$ 25 mil”, pondera. Segundo Lucas, a tendência das cryptomoedas é que com o passar dos anos elas se tornem menos voláteis e sejam capazes de apresentar períodos de estabilidade mais duradouros. “O fator certamente ajudaria a inserção delas na economia do dia a dia das pessoas como uma moeda, de fato, comercial”, completa. INCENTIVO E CUIDADO Lucas incentiva o investimento em bitcoins, desde que a pessoa siga alguns passos, dentre eles, conversar com um especialista. “Economistas podem ser grandes aliados para os que buscam comprar e vender. Já programadores, engenheiros de computação e analistas de sistema podem auxiliar aquele que deseja minerar cryptomoedas”, orienta o investidor, que não recomenda tratar o bitcoin como investimento único ou principal. “Caso você disponha de um capital ocioso ou uma renda inesperada, aí sim, vale o teste! Caso contrário, procure preparar-se e fazer cursos”, aconselha. RECEIO E RISCOS Mesmo com o incentivo do Lucas, aposto que você, leitor, ainda se sente inseguro em investir em uma moeda pouco conhecida no Brasil, além de não ser emitida por nenhum Banco Central. Há 12 anos no mercado financeiro, a agente de investimentos e diretora da VICTA Investimentos, Shirley Rodrigues Wiltenburg, 34, lembra que quem a compra deve estar ciente de alguns riscos, como oscilação de preço: a moeda tem forte oscilação, devido às negociações de compra e venda online, especulação do mercado ou notícias externas, ou a regulamentação: não há nenhuma fiscalização do Banco Central ou da CVM, que é a reguladora do Mercado Financeiro Mobiliário. “Por isso, fica difícil arriscar seu dinheiro em algo que pode mudar de regra a qualquer momento, já que não haverá regra que projeta o pequeno comprador”. Shirley ainda explica por qual motivo as moedas virtuais são valorizadas de uma maneira rápida. “Existe uma forte demanda de compradores, especuladores e curiosos que fazem com que as negociações de compra e venda a façam subir ou cair rapidamente”. De acordo com ela, as notícias sobre a regulamentação dos países também influenciam na alta ou queda da moeda, uma vez que existe uma aposta do mercado que, em breve, os países a aceitem como moeda financeira.

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Segundo a agente e diretora da VICTA Investimentos, o bitcoin não pode ser tratado como um tipo de investimento. “Se a pessoa tiver um perfil arrojado poderá arriscar um valor que considera que não fará falta caso tenha prejuízo, desde que saiba dos riscos dessa moeda. Se for para especular, precisa saber das fortes oscilações de preço e que não existe uma regulamentação. Se algo der errado, não tem com quem reclamar”, orienta. Em sua profissão, o papel de Shirley é orientar o cliente dos riscos, cabendo somente a ele decidir se compra ou não. “Para o investidor iniciante eu aconselho investimentos tradicionais e seguros, como a renda fixa”. UMA POSSÍVEL “BOLHA” A bolha se torna um problema quando os volumes são muito grandes, independente da ponta compradora ou vendedora. Entenda o exemplo do economista Maurício: se um grande fundo ou eventual megainvestidor desejar se desfazer de 1 milhão de bitcoins no dia, ele terá que aceitar preços cada vez menores, conforme a nova unidade ofertada. “No geral, investidores e fundos utilizam as ordens de “stop-loss” que funciona como um gatilho automático disparado quando o valor cai a um determinado nível. A oferta de venda não para de aumentar e as cotações são cada vez mais puxadas para baixo. Já o oposto ocorre quando há uma oferta de compra muito grande e os valores começam a subir, e as ordens “start” são disparadas, para elevar ainda mais a demanda”, explica. O comprador internacional Lucas Gromboni já sofreu algum prejuízo relacionado à bolha dos bitcoins. “Desde que comecei a investir já me deparei com valorizações de 300% e quedas bruscas na ordem de 250% no valor das moedas. Obviamente que é necessário saber o momento certo de retirar seu capital para evitar prejuízos. Porém, os momentos de baixa também são importantes, já que são considerados ideais para a compra das moedas”. NOVAS IDEIAS E PROPOSTAS O produtor Caio Bergamin lembra que o bitcoin foi a primeira cryptomoeda a surgir, e até hoje sustenta-se no topo em questão de usabilidade, funcionalidade, novas tecnologias e valor agregado. Porém, segundo ele, o mundo das cryptomoedas já é muito maior do que o bitcoin. “Trata-se de um mundo de código aberto, onde não é preciso pedir permissão a ninguém para inovar e/ou revolucionar. Propostas inovadoras e interessantes como Ethereum, NEO e Enigma, além de diversas outras, surgem a cada dia em um mercado global e cooperativo. É hoje o segmento dentro da tecnologia da informação onde se encontram o maior número de ideias sendo desenvolvidas e colocadas em prática, todos os dias do ano”, afirma. De acordo com Caio, o Brasil já tem uma participação muito interessante nisso tudo, com grandes profissionais espalhados pelo mundo, envolvidos em diferentes projetos de cryptomoedas, com propostas inovadoras que saem do setor econômico e adentram os ramos de licitações, setor imobiliário e até mesmo sistema de segurança para as votações. VEM MUITA COISA POR AÍ Para Caio, o mais importante do bitcoin não é o seu preço, e sim todas as novidades que sua arquitetura base irá permitir conquistar. “A meu ver, trata-se de uma tecnologia tão importante para nós quanto o aparecimento da internet, e será responsável pelo surgimento de novas indústrias, assim como a queda de muitas outras. Apesar de ter sido criada há 10 anos, tudo ainda é muito novo e a base de tudo está sendo desenvolvida. Acredito que se fosse para fazer uma analogia com a linha de tempo do surgimento da internet, estaríamos ainda descobrindo a criação dos e mails. Ou seja, as aplicações mais interessantes da blockchain ainda estão por vir e muitas vezes nem foram pensadas, pois a estrutura para elas ainda não está 100% pronta”. O produtor acredita que seja uma oportunidade sem precedentes para muitos, porém, aconselha: “Antes de investir, a pessoa deve entender os fundamentos, pelo menos os básicos, e a proposta existente por trás da tecnologia blockchain. Assim como citado anteriormente, como ela funciona e como ela foi criada é que irá revolucionar diversos setores da economia global atual, isto é o mais importante e é isto que é preciso saber para investir sem ser um tiro no escuro. Uma sugestão como pontapé inicial é a leitura do livro Internet of Money, do escritor greco-americano Andreas Antonopoulos, infelizmente, ainda sem tradução em Português”. PENSANDO EM ADQUIRIR? Este é um assunto que ainda precisa ser muito discutido em relação às regras e fiscalização que protejam o comprador. No dia primeiro de março, a Alemanha reconheceu as cryptomoedas como um meio de pagamento legítimo e que não deve ser taxado, segundo o Ministério das Finanças do país. Já os Estados Unidos e a China não reconhecem a moeda virtual. Outro ponto a observar é que muita gente pensa que como as cryptomoedas não são reguladas pelo governo brasileiro, não é necessário declará-las ao fisco, o que não é verdade, alertam os especialistas. Quem tem moedas digitais precisa incluir essa informação na declaração de Imposto de Renda 2018. Caso você queira investir em bitcoins, lembre-se das sugestões lidas aqui. Em hipótese alguma arrisque-se sem confiança, sem conhecimento, sem orientação ou sem um capital realmente grande.  46 Revista Energia


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Saúde Bucal Dra. Claudia Ianeli Baroni Ragazzi - CRO-SP 52443 Cirurgiã Dentista formada em 1993 ,pela Universidade de Ribeirão Preto Especialista em Ortodontia e Dentística Restauradora

Tratamentos ortodônticos em adultos Nos últimos anos, o atendimento de pacientes adultos tornou-se frequente nos consultórios de ortodontia

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ão adultos em busca de uma melhor estética dentária e facial, e também adultos em idades mais avançadas, em busca de melhores alternativas terapêuticas para reabilitações orais mais complexas. A movimentação dentária no paciente adulto, em termos biológicos, é exatamente a mesma que acontece em crianças e adolescentes, apesar de iniciar mais lentamente em virtude da menor atividade celular local e do osso mais compacto, embora apresente grande variação individual. Só está contra indicado o tratamento ortodôntico no paciente adulto quando o mesmo estiver com doença periodontal ativa (doença gengival na fase inflamatória), mas a partir do momento que esta estiver sob controle, este paciente pode e deve ser tratado, pois muitas vezes a correção da oclusão (mordida) favorece a manutenção do tecido ósseo e gengival. A ortodontia no paciente adulto facilita muito a reabilitação oral, em casos de perdas dentárias, onde os dentes adjacentes inclinaram ou mudaram sua posição devido à ausência de dentes, sendo assim, com a mecânica correta consegue-se devolver a posição correta dos dentes e ganhar os espaços necessários para reabilitar os dentes perdidos, com implantes ou próteses. Hoje, para pacientes mais exigentes com a estética durante o tratamento, existe a possibilidade da opção dos aparelhos confeccionados em cerâmica, que ficam praticamente invisíveis, apesar destes aparelhos terem algumas desvantagens, principalmente quanto ao custo mais elevado, mas é a alternativa para disfarçar o “sorriso metálico”. Um sorriso agradável e uma face harmoniosa têm impacto na autoestima e na aceitação do indivíduo na sociedade, sendo tão importante aos 16 anos como aos 60 anos. 

Claudia Ianeli Baroni Ragazzi

odontologia CROSP 52443

“A ortodontia no paciente adulto facilita muito a reabilitação oral, em casos de perdas dentárias”

Preparada para atender você e sua família oferecendo diagnóstico especializado e estrutura completa, com a mais avançada tecnologia

CRO . SP 52 . 443

Fone: (14) 3622.7068 - Rua Capitão José Ribeiro, 112 - Jaú/SP

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Depilação a Laser Por Xuxa Meneghel

Xuxa e a Espaçolaser Como conheceu a marca? Xuxa: Fui apresentada à clínica como uma nova oportunidade de negócio pelo meu sócio José Carlos Semenzato, presidente da SMZTO, que também cuida da Casa X. Achei o projeto fantástico e resolvi investir.

Sobre decidir fazer ou não depilação na Espaçolaser... Xuxa: No meu caso, decidi fazer pelos resultados: a maciez da pele, o conforto de nunca mais ter que depilar, o fato de não sentir dor na depilação, de ser rápido comparado aos outros métodos... E ser atendida por uma fisioterapeuta, o que fez toda a diferença.

O que a fez entrar na sociedade da Espaçolaser? Xuxa: Com ou sem crise econômica no país, as pessoas não deixam de se cuidar. Continuamos investindo no bem-estar e fazendo qualquer coisa para nos sentirmos melhor. Eu sempre curti dar dicas de beleza e ver como a mudança de visual aumenta a autoestima das pessoas. Além de deixar as pessoas mais bonitas, a depilação a laser ajuda a economizar água, ao contrário das lâminas, ou seja, a Espaçolaser junta cuidados de beleza e sustentabilidade, dois temas sempre presentes na minha carreira.   

Como é a Xuxa empreendedora e o que é preciso saber para quem quer empreender? Xuxa: Pesquise bastante antes de colocar o seu nome e sua marca em qualquer negócio. Meus sócios têm credibilidade e muitos anos de experiência. Quando eu entrei na sociedade da Espaçolaser já existiam 46 lojas abertas, ou seja, já era um sucesso! Eu entrei com o meu nome e a minha imagem porque acredito no negócio. Então, o que eu sugiro é: pesquise, aprenda, ouça mais, fale menos e avalie antes de confiar em qualquer coisa que escutar. 

Sobre seu aval... Xuxa: A autoestima e os cuidados com a beleza nunca sairão de moda. Quando estamos em dia com a saúde e cuidamos do nosso corpo, ficamos muito mais felizes. Além de deixar as pessoas com a pele mais macia, a depilação a laser elimina os pelos totalmente. Experimentei e posso afirmar, a Espaçolaser é sem dúvida a melhor!

Qual o grande diferencial da Espaçolaser? Xuxa: O uso da melhor máquina que existe no mercado, dando um resultado rápido, definitivo e seguro.

Horário de Funcionamento: Segunda a sábado das 10h às 22h. Domingos e feriados das 13h às 19h. Telefones: (14) 2104-2369 / (14) 3416-2357 Endereço: Av. Quinzinho, 511, Chácara Peccioli, Jaú, SP Revista Energia 51


Look de artista

Fotos: Jenifer Cerdas Modelo: Alice Ometto Looks: Vestylle Megastore Produção: Jorgin Cabelo e Estética Local: Zona urbana Jaú/SP 52 Revista Energia


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Tel: 14 3622 8364 54 Frederico Revista Energia Av. Ozanan 770 - JaĂş/SP


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Barracão Mais Supermercados Uma grande festa realizada no dia 10 de fevereiro reuniu amigos e clientes para a reinauguração do Barracão Mais Supermercados, loja Nova Jaú. Na ocasião, foram entregues os automóveis da campanha “Sua estrela Vai Brilhar” e durante todo o dia, entretenimento e ofertas especiais estiveram à disposição das famílias.

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HVA

O HVA, sempre procurando inovar e aprimorar conhecimentos, participou no início de março do Curso Teórico-Prático de Anestesia em Cães e Gatos, em Osasco/SP, com a Dra Fernanda Antunes, referência em Medicina Veterinária. Também marcou presença no Simpósio de Técnicas Cirúrgicas Especiais, com o especialista em cirurgia Dr Guilherme Savassi. A equipe HVA também esteve presente no Mega Grooming Show, o maior evento de estética animal das Américas. 1 - Dr Giovani no curso teórico-prático de anestesia em cães e gatos com a Dra Fernanda Antunes 2 - Dr Giovani no curso técnicas cirúrgicas especiais com Dr Guilherme Savassi 3 - Mega Grooming, funcionárias Janaina Pelegrini Dias e Meline Crepoldi Anguinoni 4 - Mega Grooming

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Jaú Shopping A chegada do coelhinho da Páscoa no Jaú Shopping foi a maior festa! Várias atrações, brindes e muita diversão marcaram este momento mágico que reuniu a criançada na praça de eventos. Com espaço recreativo todo decorado e muitas promoções, o Jaú Shopping comemorou mais uma Páscoa trazendo muita alegria e lembrando o verdadeiro sentido desta data.


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Mirante do Pouso Tradição, qualidade e bom atendimento fazem parte do melhor cardápio de comida caseira da região. Ótima opção para reunir a família, os amigos e aproveitar todas as delícias do Restaurante Mirante do Pouso. 1 - Aguinaldo, Macedo Ramos e Sarah Ramos 2 - Evani, Eldes, Daniel e Elaine 3 - Eldes, Joana, Luiza e Rafael 4 - Daniel e Alexandre 5 - Cleber, Marina, Ana Maria, Ednei, Vanessa e Davi Lucas 6 - João Paulo, Mariana, Maria, Gabriella e João Pedro 7 - Fernanda, Maria Valentina, Cíntia, Edmary, Marcos, Otávio, Daiana e Lorena 8 - Matheus, Renayra, Yara e Renato 9 - Adriana, Robson, Anderson e Fabiana

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Tom da Pele Boutique O lançamento da coleção Outono / Inverno 2018 foi comemorado em grande estilo com coquetel e brindes para os clientes e amigos que prestigiaram e aprovaram as tendências da nova estação, para a qual a empresária Erica Cristina Miranda apostou em peças leves com transparência , detalhes em courino, listras e o xadrez que inspiram os looks modernos. A equipe Tom da Pele Boutique, Erica, Talita e Tamara, empresárias antenadas, agradecem a preferência e convidam a todos para conferirem as novidades semanais, além da diversidades em produtos com preços acessíveis. Rua Conde do Pinhal, 243 - WhatsApp (14) 99625-4801 Telefone (14) 3622-4238 - Facebook/Instagram: Tom da Pele Boutique

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15 anos da Lívia Vicente Emocionante e inesquecível! Assim foi a festa que marcou os 15 anos da encantadora Lívia Vicente, realizada no dia 17 de fevereiro no espaço Grevillea. Em um ambiente decorado com muito bom gosto em todos os detalhes, os pais Erica e Evandro, ao lado de Lívia, recepcionaram os convidados que aproveitaram a noite e vivenciaram este momento tão especial da debutante.

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Foto: Fernando Fotoshow/ Filme: Marcel Sabatino/ Cerimonialista: Natalia Peretti/ Decoracao: Bella (Kelly)/ Iluminação: Kauan Superte/ Doces: Sabor de Anjo/ Coreografia: Studio Exupéry/ Buffet: Greenvile/ Cabelo e make: Claudio Gaziro (Studium Divas) Revista Energia 63


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Aline Perim A inauguração da Clínica Revivali, no dia 15 de Fevereiro, foi marcada por um coquetel onde a Dra. Aline Perim recebeu amigos e convidados que puderam conferir as novidades em emagrecimento e estética avançada, inclusive o Afine-se, que já realizou o sonho de muitas pessoas proporcionando emagrecimento saudável e mudança de vida.

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Profissões

Farmácia O curso forma profissionais para atuar nas áreas de medicamentos, alimentos, cosméticos e análises clínicas Texto Heloiza Helena C Zanzotti

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esquisar e preparar medicamentos, cosméticos e produtos de higiene pessoal, examinar e testar substâncias e princípios ativos, registrar novas drogas, distribuir e comercializar os produtos e verificar se chegam ao consumidor dentro das normas sanitárias.

Áreas de atuação O farmacêutico tem possibilidade de atuar em mais de 70 áreas estabelecidas pelo Conselho Federal de Farmácia, dentre elas, indústria farmacêutica, estabelecimentos farmacêuticos, farmácia hospitalar, consultor da indústria farmacêutica. Além dessas, atua ainda em análises clínicas, indústria cosmética, indústria de alimentos, pesquisa científica, vigilância sanitária, laboratórios, bancos de sangue, instituições de ensino e pesquisa, Forças Armadas, Polícia Militar, órgãos governamentais e muitas outras. Mercado de trabalho O mercado de farmácia está em ampla expansão, com excelentes oportunidades. Os empregadores tradicionais são as farmácias e drogarias. No primeiro semestre de 2016 foi registrado um crescimento de 30% na demanda por gestores na indústria farmacêutica. Fábricas de medicamentos e cosméticos, além dos laboratórios de análises clínicas são grandes empregadores e procuram profissionais bem qualificados. Outros setores com boa oferta de vagas são biologia molecular e toxicologia forense. A Região Sudeste concentra o maior número de vagas, mas no Norte e Nordeste é que existe a maior carência de profissionais.

de conclusão de curso. Além de possuir diploma de bacharel em Farmácia, o profissional que deseja seguir esta carreira deve obter um registro no Conselho Regional de Farmácia (CRF) de seu estado. As melhores instituições Universidade Federal de Juiz de Fora (MG); UNESP Araraquara (SP); UNICAMP Campinas (SP); USP Ribeirão Preto (SP); UFC Fortaleza (CE); UNB Brasília (DF); UFMG Belo Horizonte (MG); UFPR Curitiba (PR); UEL Londrina (PR); entre outras. ZEC Vestibulares Preparar você bem para o vestibular é onde está o nível de excelência da ZEC. Independente da carreira escolhida, os profissionais da ZEC sabem como conduzir o estudante à conquista de seu objetivo. E sempre é bom lembrar: o futuro do aluno está diretamente relacionado à sua formação em uma faculdade de excelência e o início desse processo está na escolha do melhor pré-vestibular. 

O curso Durante a faculdade o estudante conviverá com matérias como química, biologia e ciências da saúde, e as aulas práticas em laboratório ocupam grande parte da carga horária. O curso tem duração média de 5 anos, e o estágio é obrigatório, assim como o trabalho Revista Energia 69


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Sociedade

Entre o céu a terra “Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para céu...” (Leonardo da Vinci) Texto Heloiza Helena C Zanzotti Fotos: arquivo pessoal

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uem nunca sonhou com a liberdade que um voo proporciona? Quem nunca observou os pássaros e desejou experimentar a sensação de deslizar entre as nuvens? Quem nunca se encantou com o brilho das estrelas? Desde que o mundo é mundo, o homem possui o desejo de voar. A invenção do avião mudou a forma como exploramos nosso planeta e transformou a sociedade ao permitir que em poucas horas as pessoas possam estar em qualquer parte do mundo. Conhecer a história da conquista do espaço, dos pioneiros da aviação, aprender sobre aeronaves e seu funcionamento e ainda, associar tudo isso a cidadania, ética e aventura estão muito mais perto do que você imagina.

O ESCOTISMO Fundado em 1907 por Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, o escotismo é um movimento juvenil mundial, educacional, voluntariado, apartidário e sem fins lucrativos, cuja proposta é desenvolver no jovem valores como lealdade, respeito, responsabilidade e disciplina através de atividades ao ar livre, convivência e trabalho em equipe. É considerado o maior movimento organizado de educação não-formal e estatísticas apontam que a atividade está presente em mais de 216 países e territórios. A organização possui uma Promessa, através da qual os membros comprometem-se a seguir a orientação moral do Movimento, e uma Lei Escoteira, com normas que incentivam a realização individual e a participação construtiva em sociedade.


MODALIDADES DO ESCOTISMO Dentro do movimento, os jovens aprendem técnicas como primeiro socorros, observação, segurança, orientação, e são divididos por faixa etária. Os Lobinhos, para meninos e meninas de sete a dez anos; Escoteiros, para quem possui entre 11 e 14 anos; Sênior, para rapazes e moças de 15 a 17 anos e Pioneiro, que abrange jovens dos 18 aos 21 anos. Após os 21 anos, o adulto pode participar atuando em diferentes funções dentro de um Grupo Escoteiro. Atualmente, são três as modalidades do Escotismo, que se diferenciam apenas no foco das atividades, mantendo os mesmos valores e seguindo da mesma forma a Promessa e a Lei escoteira. MODALIDADE BÁSICA É a que apresenta o maior número de integrantes e possui mais flexibilidade, geralmente voltada para atividades excursionistas, campismo e montanhismo. Expedições, explorações, estudo da fauna e flora, esportes terrestres, técnicas de sobrevivência e preservação da natureza estão entre as mais diversas ações desenvolvidas. MODALIDADE DO MAR O Escotismo do Mar caracteriza-se pela realização das atividades preferencialmente na água, e procura desenvolver o gosto pela navegação, pelas viagens e transportes marítimos, pesca, estudo da oceanografia, esportes náuticos. Também pode ser desenvolvida em outros locais como rios navegáveis e grandes lagos. MODALIDADE DO AR Aeromodelismo, planadores, helicópteros e aviões, esportes aéreos, estudo da meteorologia e da cosmografia, foguetes espaciais e demais áreas ligadas à aeronáutica estão entre as atividades desenvolvidas nesta modalidade. Conhecer aeronaves dos mais diversos tipos, entender seu funcionamento e operação, visitar aeroportos e bases aéreas, conversar com pilotos e mecânicos, entrar em aeronaves, montar e lançar aeromodelos, entre outras. Os Escoteiros do Ar têm a oportunidade de explorar este universo. E como todo grupo de escotismo, a Modalidade do Ar oferece aos jovens experiências que contribuirão para definir seu caráter e desenvolver suas potencialidades físicas, intelectuais, espirituais, afetivas e sociais. HISTÓRIA DO ESCOTISMO DO AR Baden Fletcher Smyth Baden-Powell, irmão mais novo do fundador do escotismo, Robert Baden-Powell, é considerado o pai do Escotismo do Ar. Pioneiro da Aviação Militar na Grã-Bretanha, Presidente da Royal Aeronautical Society, membro da Royal Geographical Society, foi entusiasta do balonismo, das pipas e das aeronaves. Foi Baden que desenvolveu as primeiras atividades em forma de pipas e em 1910 projetou, pilotou e voou em seu próprio monoplano leve de autopropulsão. O primeiro grupo de Escoteiros do Ar foi fundado em 1908, formado por meninos do coral de uma Igreja Anglicana do distrito londrino de East Grinstead, logo após a publicação do livro ‘Escotismo para Rapazes’. A partir de então, o escotismo do ar cresceu imensamente. No Brasil, foi oficializado em 1938 com a abertura de um grupo em Curitiba, e a Federação Brasileira dos Escoteiros do Ar foi fundada em 1944, em solenidade realizada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. ESCOTISMO DO AR EM JAÚ Com a finalidade de oferecer aos jovens da cidade atividades voltadas à aviação, estudos astronômicos e aeroespaciais, tecnologia e ciência, além das atividades em acampamentos comuns a todas as modalidades escoteiras, o Grupo Escoteiros do Ar Jahú 437/SP foi criado para atender a demanda daqueles que se sentem atraídos por esta área, e também daqueles que gostariam de participar de um grupo escoteiro, mas não conseguiam comparecer às atividades do Ibica-re-ig 257/SP, modalidade básica, que já existe na cidade e realiza suas atividades aos sábados. Idealizado por Daniel Robson Gonçalves, 43, diretor técnico, o Grupo Escoteiros do Ar oferece um programa variado, dentro dos mesmos princípios e técnicas do escotismo, mas com foco diverso do Ibica-re-ig. Revista Energia 73


GEAR JAHÚ 437/SP Em homenagem à travessia realizada pelo aviador jauense João Ribeiro de Barros e seus companheiros, que sobrevoaram o Oceano Atlântico a bordo do hidroavião Jahú, foi adotada esta nomenclatura para o grupo, que se reúne nos domingos à tarde. “Uma vez ao mês trocamos a atividade do domingo para a sexta-feira à noite, para que possamos realizar atividades relacionadas à astronomia”, explica Daniel. Ocasionalmente, acontecem visitas a instituições ligadas à aeronáutica. O grupo realiza as atividades nas dependências da Escola Municipal Maria de Lourdes, no Jardim Jorge Atalla, e conta atualmente com 20 lobinhos (de 6,5 a 10 anos), 9 escoteiros (entre 11 e 14 anos), 2 sêniores (entre 15 e 18 anos) e 10 adultos voluntários. UM TRABALHO SÉRIO O movimento é mundial, e todos os grupos de escoteiros no Brasil devem proporcionar a prática do escotismo aos jovens segundo o Estatuto da UEB (União dos Escoteiros do Brasil), do POR – Princípios, Organização e Regras, e as demais normas pertinentes editadas ou expedidas pelos órgãos competentes. “Muitos confundem o escotismo como um centro de recreação, onde as crianças são deixadas para se divertirem e brincarem enquanto os pais descansam, mas isso é uma ideia errônea. Somos considerados por Lei como atividade extraescolar, e temos um método e um propósito onde as crianças desenvolvem competências e são acompanhadas pelos chefes escoteiros e seus pais”, esclarece Daniel. A atividade é tão conceituada no país e no mundo, que chega a ser um fator priorizado por empresas ao contratar um funcionário. A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA No movimento escoteiro os pais também desempenham um papel importante, dando apoio aos adultos, como explica o diretor: “É um movimento de educação não formal muito sério e que demanda muita participação da família. Os benefícios aos jovens e sua família são imensos, pois ao final de sua participação no movimento escoteiro, a criança se transforma em um adulto melhor para a sociedade e para si próprio”. Segundo a organização Escoteiros do Brasil, é importante que os pais acompanhem as conquistas, desafios e o desenvolvimento de seus filhos. Muitos pais começam exercendo funções de apoio como ajudar na cozinha, no transporte, na organização de atividades externas, e acabam se apaixonando a ponto de se tornarem voluntários registrados.

“Não existe ensino que se compare ao exemplo” (Baden-Powell) IMPORTÂNCIA DA MODALIDADE DO AR Atualmente, a Modalidade do Ar conta com aproximadamente 58 Grupos Escoteiros em todo o Território Nacional. A Federação dos Escoteiros do Ar foi criada em abril de 1944, e em 1951 o Brigadeiro Nero Moura, então Ministro da Aeronáutica, determinou através de portaria que as unidades da Força Aérea Brasileira dessem total apoio aos Grupos Escoteiros do Ar, reconhecendo a importância


deste movimento de jovens para o incentivo ao interesse pela aeronáutica. Em 1993, o comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Luís Carlos da Silva Bueno, editou uma portaria com o mesmo propósito. Recentemente, no dia 19 de março de 2018, a Câmara Municipal de Jaú aprovou por unanimidade projeto que concede utilidade pública ao Grupo Escoteiro do Ar Jahú 437/SP (Gear). QUER SER UM ESCOTEIRO DO AR? Além das atividades comuns a todos os grupos de escoteiros como acampamentos, vida ao ar livre, jogos, aventuras e desafios, o jovem Escoteiro do Ar também vai adquirindo conhecimento e se aprofundando nos assuntos referentes à aeronáutica. “Aqui as crianças aprendem brincando e na prática, pois nosso método é construtivista. E por sermos da modalidade do ar, o fundo de cena desse desenvolvimento é a aviação, a astronomia e a ciência aeroespacial”, conclui Daniel. Se você gosta de aventura e curte os mistérios do espaço, faça parte deste movimento. 

“Sempre gostei do ar, do céu, pretendo prestar vestibular para o ITA e meu sonho é ser piloto, então acho que vai ajudar bastante esse conhecimento, sem falar nos ensinamentos que ajudam a crescer na vida, ser mais independente, aprender a trabalhar em equipe. Espero me desenvolver bastante, ajudar mais as pessoas, que o escotismo cresça e tenha mais pessoas participando e que este se torne um grande grupo”. (Felipe Costa Hespanhol, 15)

“Faço escotismo porque é divertido e ensina as regras de convivência que preciso ter no meu dia a dia. O que mais gostei foi fazer novos amigos. E achei empolgante fazer uma fogueira!” (Pietro Peres Gonçalves, 10, Lobinho)

www.escoteirosdoarjahu.com.br (14) 99878 4974 facebook.com/escoteirosdoarjahu Revista Energia 75


Educação Financeira Por André Santos Graduado em Administração Financeira, Pós Graduado em Gestão Empresarial pela FGV, Especialista em Investimentos pela ANBIMA, Consultor e Educador Financeiro, sócio fundador da VICTA Educação Financeira, Associado à ABEFIN, Associação Brasileira de Educadores Financeiros. Blog : Lições de Valor

Quanto você gasta em tarifas bancárias? Um erro comum no orçamento mensal é ignorar os pequenos gastos. Já fez as contas de quanto você gasta em tarifas bancárias?

S

abia que você pode estar pagando R$ 200, R$ 400, R$ 900, R$ 1.200 ou mais por ano em um serviço que sequer utiliza totalmente, havendo opções mais baratas ou gratuitas? Pagar por um serviço bancário que você não utiliza é um dinheiro que pode muito bem ser usado em coisas mais interessantes para você! Em alguns casos, é possível gastar menos, sem precisar trocar de banco. É possível escapar dessas taxas, algumas de serviços que usamos bastante, mas outras, nem tanto. O Banco Central, órgão do governo que regula todos os bancos, tem uma resolução sobre um tipo de conta chamada “Serviços Essenciais” para pessoas físicas que não tem tarifa, ou seja, o consumidor não paga nada por ela. Todo banco tem a obrigação de oferecer este serviço que resolve a vida de muita gente, não custa nada e conta com facilidades como fornecimento de cartão com função débito; até quatro saques por mês; até duas transferências de recursos entre contas na própria instituição, por mês; fornecimento de até dois extratos por mês; consultas pela internet; fornecimento de até 10 folhas de cheques por mês. Outra forma de não pagar tarifas à toa é solicitar uma conta-salário, formato interessante para quem recebe salário em um banco, mas prefere manter conta em outra instituição. Você pode sacar o dinheiro no caixa ou terminal eletrônico, ou ainda transferir todo o salário de uma vez para outro banco, por meio de TED ou DOC. Porém, esse formato de conta tem limitações bem claras. A conta-salário serve exclusivamente para receber os valores pagos pelo empregador, não pode ser usada para realizar depósitos, pagar contas, nem emitir cheques. Também não pode ser conjunta com outra pessoa. Além disso, os bancos limitam a quantidade de saques sem cobrança de tarifa. No caso de TED ou DOC, só é possível fazer uma operação gratuita mensalmente. Você ainda paga anuidade de cartão de crédito? Pagava! Nos últimos anos os cartões se tornaram um dos principais meios de pagamento para os brasileiros. Além da praticidade, é uma excelente forma de acumular milhas para emitir passagens aéreas. A maioria dos car-

tões, contudo, cobra uma anuidade de R$ 250 em média, mas pode chegar a até R$1.200. O que muitas pessoas não sabem é que na grande maioria dos casos é possível conseguir a isenção dessa anuidade, ou pelo menos um grande desconto. Não pense que essa negociação é algo excepcional, os cartões têm até um setor para isso! Entre em contato com a central de atendimento de seu cartão de crédito e solicite a isenção da anuidade levando em consideração seus gastos mensais, seu bom tempo de relacionamento com o banco. Durante a negociação, alguns cartões oferecem descontos na anuidade usando seus pontos de fidelidade. Analise bem, em alguns casos isso não costuma ser um bom negócio! Saiba que se alguma parcela da unidade já foi cobrada, ela pode ser estornada. Insista pelo estorno. Caso o atendente não conceda a isenção e esteja irredutível, peça para falar com o supervisor. Ao final da negociação, é difícil que não tenha conseguido a isenção, mas caso a resposta seja negativa você tem três opções. Dizer que vai pensar e tentar no dia seguinte, muito provavelmente com outro atendente, às vezes é uma boa opção. Caso goste do cartão e não queira cancelá-lo, quando o atendente questionar se deseja mesmo cancelar seu cartão, diga que aceita manter o cartão com desconto de 75% ou cancelar o cartão. Tome essa decisão se já tem outra opção isenta de anuidade ou não faz tanta questão desse cartão. Essa deve ser uma decisão racional. Não se apegue ao cartão, ao contrário do que o marketing quer atribuir, não o veja como uma fonte de status ou diferenciação, é apenas uma forma de pagamento e uma ferramenta para acumular milhas! Há no mercado diversos cartões e emissores que oferecem cartões sem anuidade, como o Nubank Gold e Platinum; Cartão Magazine Luiza cliente Ouro; Cartão Banco BMG Mastercard para aposentado, pensionista e servidores públicos; Cartões da Cetelem Submarino; Shoptime e Americanas, Santander Free Mastercard ou VISA, Digio VISA do Banco CBSS, Cartão Mastercard do Banco Inter; Credicard Zero do Banco Itaú; Cartão Petrobras VISA do Banco do Brasil; Saraiva Ourocard VISA BB; Cartão Hipercard e o Santander Free, entre outros.

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78 Revista Energia


Por Evelin Sanches Mestrado em Administração Pública e Governo MBA em Gestão Estratégica de Negócios

Lâmpada de led Se a iluminação da sua casa não brilha mais, não insista. Lâmpada queimada não se arruma, se troca

A

lâmpada de LED é uma opção para quem busca economia. A conta de energia mostra uma redução expressiva quando a iluminação incandescente ou fluorescente é substituída pelo LED. Outro benefício entre as principais características

das lâmpadas de LED é a vida útil. Enquanto a luz incandescente dura em torno de mil horas e a fluorescente por volta de 10 mil, o LED é capaz de funcionar por até 50 mil horas. As luzes de Led têm consumo consciente, gerando menos descarte e, portanto, saúde ao planeta e economia para sua família. Agora, surge no mercado a moda da lâmpada retrô. É estrela nas mostras de decoração e cada vez mais procuradas pelos brasileiros descolados e sofisticados. Hoje em dia, temos uma ampla possibilidade de decoração mostrando que é possível, sim, ter economia e requinte 

Se você se assusta com o preço das Lâmpadas em Jaú. Nós também! Vem aí a Casa D’lâmpadas... Revista Energia 79


Legislação

Doação de órgãos: um gesto de generosidade DEPUTADO FEDERAL RICARDO IZAR

Texto Ricardo Izar |Colaboração Frank Alarcon O exercício de um mandato parlamentar me permite, enquanto Deputado Federal, a honrosa oportunidade de conhecer e trabalhar algumas demandas ignoradas por parte expressiva da sociedade brasileira

D

Economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, Presidente da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, Membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados

entre muitos exemplos cotidianamente

contrário do observado no imaginário popular, não basta que o

enfrentados, venho tendo contato com o

cidadão manifeste seu desejo, ainda que por escrito, de auxiliar

complexo caso dos pacientes na fila de

alguém na fila de espera em caso de eventual sinistro futuro.

transplantes à espera de um ou mais ór-

Para ser doador é fundamental conversar e comunicar à família

gãos doados. Ou ainda: dos pacientes já

o desejo de ser efetivamente um doador. Será ao fim e ao cabo

transplantados, que vivem uma situação de

a família a responsável pela realização desse último desejo, o

pleno reingresso à vida pública e familiar, mas que precisam

qual então, por escrito, por ela, autorizará a transferência do

do pronto e rápido acesso a alguns instrumentos fundamen-

órgão viável a um paciente nessa fila de espera.

tais para sua sobrevivência – como é o caso de medicamentos

Segundo o noticiário especializado, mais de 36 mil pes-

específicos que permitem aos pacientes conviver bem com o

soas aguardam hoje no país a notícia de que um órgão ou te-

órgão já transplantado.

cido do qual precisam está disponível para transplante. Para

A familiaridade brasileira com a natureza da doação e o

cada pessoa nessa relação, todo dia é uma longa e agonizante

transplante de órgãos e tecidos convive ainda com tabus e

espera. Suas vidas dependem de terceiros. O Estado de São

equívocos profundos. Informações errôneas e incompletas,

Paulo por exemplo, responde atualmente por cerca de metade

tanto junto à população leiga como entre profissionais de

dos transplantes realizados em todo o país. Em 2017, a Central

saúde, associadas à complicada gestão dos instrumentos e

de Transplantes do Estado de São Paulo, órgão vinculado à

recursos públicos e à complexidade do assunto propriamente

Secretaria de Estado da Saúde, registrou a realização de 2,2

dito, são responsáveis pela modesta quantidade de pessoas

mil transplantes simples, sendo eles de coração, pâncreas, fí-

e famílias que compreendem a real importância desse ato de

gado, pulmão e rim. Essas centrais estaduais, assim como os

generosidade com o outro, seja ele familiar ou desconhecido.

demais serviços de saúde têm como desafio diminuir a recusa

Creio que posso exemplificar isso. Faça-se a seguinte pergun-

familiar que ainda é muito alta em todo o país, principalmente

ta: o que é necessário para tornar-se um doador de órgãos? Ao

na região Norte e Nordeste. Além disso, não bastasse o trans-

80 Revista Energia


plante de órgãos ser um tema tecnicamente complexo, o delicado trabalho das equipes que contatam e conversam com as famílias em momento de luto profundo é sofisticado e de suma importância no sentido de dominar a delicada técnica de abordar e auxiliar pessoas em um forte momento de tristeza. A doação e alocação de órgãos é um processo trabalhoso e delicado, que depende da confiança da população no sistema médico, do comprometimento dos profissionais de saúde no diagnóstico de morte encefálica, das equipes de captação e abordagem junto à família afetada - para citar apenas alguns dos personagens e fatores envolvidos. Por detecção de morte encefálica entenda-se aquilo que está definido na Resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) no 1480/1997, isto é, a constatação mediante dois exames neurológicos, separados por horas de intervalo, realizados por profissionais diferentes e que não pertençam à equipe de captação e transplante, que demonstrem concretamente a total ausência dos reflexos do tronco cerebral, a ausência de perfusão sanguínea, atividade elétrica e metabólica do cérebro. É a integridade da atividade cerebral o aspecto determinante da existência de viabilidade do paciente em termos biológicos. Sem um cérebro funcional e operante, todos os demais órgãos mostram-se vulneráveis. Logo, condenados à deterioração biológica – salvo transplantados.

“Mais de 36 mil pessoas aguardam hoje no país a notícia de que um órgão ou tecido do qual precisam está disponível para transplante” Diante desse complexo universo de demandas e urgências, iniciei em agosto de 2017 um processo de aprendizado sobre o tema em questão. Acompanhado de especialistas de renome internacional no transplante de órgãos, assim como de entidades nacionais que representam não somente este tema, mas os pacientes a eles vinculados, além de juristas e ativistas pela correta disseminação acerca da importância da Doação de Órgãos, organizei algumas audiências com os Ministros da Saúde e da Educação no sentido de buscar soluções, ou pelo menos entender melhor as dificuldades que atingem pacientes, centros hospitalares e seus profissionais envolvidos. Em função disso, venho tendo a oportunidade de conhecer verdadeiros heróis na luta pela vida - pacientes transplantados, atletas inclusive -, famílias de doadores e profissionais de saúde absolutamente abnegados, que também têm me feito compreender melhor qual é o nosso papel enquanto cidadão global e em como nosso senso de coletividade está intrinsicamente ligado à forma como enxergamos o outro e o mundo à nossa volta. Neste momento, minha equipe e eu, em conjunto com todos os acima citados, trabalhamos para elaborar e concluir um Estatuto da Doação de Órgãos, o qual busca sanar, esclarecer e nortear as obscuridades que ainda permeiam este complexo e importante tema. Um tema que dialoga com a vida na sua mais franca manifestação. 

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vida

Boa

Por João Baptista Andrade Diretor da Mentor Marketing e AMA Brasil

Comidas Favoritas Eu como todos os dias. Ou quase. Com espantosa e tremenda regularidade acabo fazendo jejum às segundas-feiras

M

otivos? Vários. Mas o principal é que, com ainda mais regularidade e nenhum espanto, eu costumo exagerar aos finais de semana. Por exagerar eu quero dizer exagerar. Literal e completamente. Beber feito um Winston Churchill ou um Trevor Howard (1913-1988), capaz de beber duas garrafas de uísque e permanecer em pé, segundo as palavras do próprio e célebre ator em questão. Por exagerar eu quero dizer exagerar. Comer três ou quatro tipos diferentes de proteína animal, várias garrafas de vinho (brancos e tintos), um pouco de Brandy ou Cognac e (horror de qualquer médico) um ou outro charuto leve. Churrasco é obrigatório. Depois de vários dias comendo em restaurantes (como toda anta que precisa trabalhar para viver, ao contrário dos espertalhões que abundam em Brasília – nos três poderes, ok?), não dá para dispensar um corte honesto vindo diretamente das câmaras do Zezinho (que me atende desde os anos 80), levemente tostado por fora e deliciosamente macio por dentro. Por exagerar eu quero dizer exagerar. Uma daquelas massinhas de final de noite... Prosciutto crudo, creme de leite fresco, pedaços de fundo de alcachofra e uma pequena montanha de Grana Padano (para engrossar o creme de leite) com uns toques de ciboulette (talvez salsa selvagem) bem picadinhos, só para dar um certo contraste tricolor. Por exagerar eu quero dizer exagerar. Um Wok colocado diretamente no fogão à lenha (libera as duas mãos porque você não precisa equilibrar a panela, uma vez que ela fica “encaixada” na abertura redonda da chapa do fogão), ao qual, lentamente, vão sendo incorporados os legumes (quase todos que eu puder achar) e uma carne temperada com Shoyu, Sake, açúcar e sal nas medidas necessárias. Sou quase normal, não é não? Mas também faço peito de pomba ao molho, com arroz à grega. Filé à Wellington. Soufllé Grand Marnier. As inevitáveis e maravilhosas rabadas e feijoa82 Revista Energia

das. Torresmos. Salada de tomates verdes que, por engano, me levaram a descobrir a salada de jiló. Rúcula. Almeirão com bacon e vinagre de maçã. Chocolate. Sorvete. Mais chocolate. Tiramisù. Assado de tira. Codorna desossada (uma maldade pedir isso ao açougueiro, mas eu peço) e recheada com uvas Itália ou Thompson. Abobrinha grelhada junto com pimenta dedo de moça. Ratatouille. Café espresso. Muito café porque eu sou viciado mesmo. Bacalhau (de todos os tipos e formas imagináveis de preparação). Alheiras e farinheiras. Pudim de claras. Doce de jaca (eu amo!). Baião de dois. Feijão tropeiro. Mandioca e couve. Pastel de boteco, daqueles pequeninos. Por exagerar eu quero dizer exagerar. Uma cachaça honesta, curtida em Bálsamo... Sem preconceitos contra todas as demais madeiras maravilhosas que temos por essas bandas. É apenas uma preferência. E, por fim, o exagero dos livros sobre culinária... Algo como uns dois metros lineares de estantes lotadas de títulos deliciosos, de comer com os olhos. Dos clássicos aos técnicos, passando pelos modernos. Só que não. Maria ainda tem poucos meses de vida e mal e mal começou com as papinhas e frutas na colher. Mas eu preciso de um almoço de domingo qualquer para fornecer a esta mocinha que eu tanto amo algo que ela jamais vai ser capaz de esquecer! A pergunta que não quer calar: Mas o quê? E alguém aí, que por acaso tenha enfrentado o texto até aqui, realmente acha que eu me preocupo com a receita? Qual o que... Eu só quero ver aqueles olhos negros mirando em mim, sorrindo e franzindo o narizinho como só ela sabe fazer.  Vô babão. Até a próxima.

“Por exagerar eu quero dizer exagerar”


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Revista Energia 77  

Garanta seu exemplar, gratuitamente, nos pontos de retirada: Posto São João e na sede da Rádio Energia, rua Quintino Bocaiuva, 330, 2º Andar...

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