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Jaú - Ano 6 | Edição 58 | Mensal - Junho 2015

Distribuição gratuita - Venda proibida

New Card Solução em saúde

Famílias Evolução e desafios Gente Fina Onivaldo Antônio de Lucca


Kaishõ

um ano de sucesso e muita festa para você! Em Jaú, culinária japonesa tem nome: Kaishõ, o primeiro restaurante japonês da cidade. Reconhecida internacionalmente como rica e saudável, a culinária japonesa ganhou espaço e conquistou o público pela beleza e variedade dos pratos, mas especialmente pelos ingredientes ricos em cores e sabores, cultura de um povo conhecido por apresentar a melhor qualidade de vida e longevidade.

TEMAKI Sugestão KIRIN CHIBAN

Neste mês de aniversário, o Kaishõ orgulha-se de fazer parte da gastronomia jauense e anuncia a parceria com a Brasil Kirin, combinando cada prato com uma cerveja cujo sabor acentue o paladar. Venha comemorar com a gente!

SHAKEHARA Sugestão BADEN BADEN GOLDEN

CEVICHE Sugestão BADEN BADEN CRISTAL

TEPPAN DE SALMÃO

SASHIMI VARIADO

Sugestão SAQUE AZUMA KIRIN

Sugestão BADEN BADEN WITI BEAR


Richard Meneghetti e equipe agradecem Jaú e região pela parceria de sucesso neste 1º ano!

Qualidade de à la carte, com preço de rodízio!

@kaishoculinariajaponesa

/KaishoCulinariaJaponesa


4 Revista Energia


Editorial

reservado

Ano 6 – Edição 58 – Jaú, Junho de 2015 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286

Com o mercado de beleza cada vez mais competitivo, é fundamental estar sempre perto do cliente

Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Repórteres Heloiza Helena C. Zanzotti heloiza@radioenergiafm.com.br Tamara Urias tamara@revistaenergiafm.com.br

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Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br

Brasil é o terceiro país no ranking mundial de serviços estéticos. Cuidados com o corpo e a beleza movimentam o mercado que continua aquecido, com muitas oportunidades para os profissionais da área.

Criação de anúncios: Well Bueno arte@revistaenergiafm.com.br

Projeto gráfico: Revista Energia Social Club social@revistaenergiafm.com.br Colaboraram nesta Edição Jéssica Prado Colunistas Alexandre Garcia Ana Carolina M. Fernandes Carlos Alexandre Trementose João Baptista Andrade Paulo Sérgio de A. Gonçalves Professor Marins Ricardo Izar Junior Rodrigo Travessolo Comercial Carlos Alberto de Souza Sérgio Bianchi Silvio Monari Impressão: GrafiLar Distribuição: Pachelli Distribuidora Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Foto: Cláudio Bragga

Fotografia: Douglas Ribeiro foto@revistaenergiafm.com.br Diagramação Junior Borba (14) 99749.6430

Seu espaço está

A Revista Energia acompanha de perto todas as tendências, e traz em sua edição de julho o especial “Beleza e Bem-estar”, um caderno que vai encantar seus leitores com dicas incríveis e os mais recentes lançamentos para que eles estejam sempre de bem com a vida. As melhores empresas de Jaú e região estarão aqui, em nossas páginas, com informações que vão ajudar nossos leitores e clientes a escolher produtos e serviços de qualidade e credibilidade. E você, já reservou o seu espaço? Enquanto a equipe da RE prepara a edição especial de julho, aproveite esta que está em suas mãos e aborda assuntos relevantes e sempre atuais. Saiba como estão sendo formadas as novas famílias, os desafios, amparo legal e preconceitos que permeiam estas relações. Se você acha que é uma pessoa ansiosa, aproveite para saber mais sobre o assunto, e descubra que isto é mais comum do que pensamos. No Gente Fina, Onivaldo Antônio de Lucca conta como dedicou sua vida à educação; nossa coluna Perfil traz Talita Cogo, que fala da sua participação no Teste de Fidelidade e de novos projetos. A tradição das Festas Juninas realizadas nas ruas; as vítimas de aplicativos e postagens em redes sociais e muito mais você encontra nesta RE, feita com o maior carinho. Aproveite e boa leitura!

Maria Eugênia


NESTA EDIÇÃO

20 Sociedade 25 Saúde 40 Tecnologia 50 Cultura 56 Comportamento

36 Look de Artista

SEMPRE AQUI

ÍNDICE

08 Perfil 11 Radar 13 Pense Nisso 15 Jurídico 16 Gente Fina 26 Garota Energia 28 Capa 34 Conheça Jahu 36 Look de Artista 38 Consultoria 44 Social Club 54 Legislação 60 Boa Vida 61 Guia da Gula

16 Gente Fina

Jaú - Ano 6 | Edição 58 | Mensal - Junho 2015

Distribuição gratuita - Venda proibida

Nossa capa: New Card Foto: Arquivo Pessoal Produção Gráfica: Junior Borba, Douglas Ribeiro e Well Bueno

New Card Solução em saúde

FAMÍLIAS Evolução e desafios GENTE FINA Onivaldo Antônio de Lucca


Revista Energia 7


Fotos: FlĂĄvio Roberto Vendrameto (Frajola - Star) CrĂŠditos: Vestylle Mega Store | Marisa Reis | Neto e Gabi

Perfil

8 Revista Energia


loiro Furacão

Talita Cogo estampou campanhas de empresas; foi Miss Mercosul, dançarina do Latino e viveu a sedutora, no Teste de Fidelidade

Texto Tamara Urias

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or onde passa Talita Roberta Cogo, 27, chama a atenção, principalmente por seu tipo físico: formas torneadas, cabelo loiro e maquiagem feita. Vaidosa e sempre determinada, a modelo jauense iniciou cedo a busca pela independência financeira. Com dez anos já trabalhava como babá para ter seu próprio dinheiro. “Vim de uma família simples, tivemos sempre o necessário. Acho que isso me instigou a buscar mais e ao mesmo tempo dar valor ao que conquisto”. Aos doze anos já participava de concursos, desfiles e ensaios fotográficos. Chegou a frequentar durante um ano o curso de Pedagogia, mas decidiu abandonar e ir em busca do seu objetivo. “Por sempre ter estampado as campanhas das lojas onde trabalhava, as pessoas me incentivavam a buscar algo na área. Como eu sempre gostei de fazer fotos, decidir realmente focar na carreira de modelo fotográfica”. Durante a entrevista, Talita conta que nem sempre teve o corpo sarado. Em dez anos de malhação ganhou dez quilos de massa, fez lipoaspiração e colocou prótese de silicone. Hoje faz acompanhamento médico, nutricional, além dos procedimentos estéticos semanalmente. “Eu sempre fui muito magra. Quando decidi que queria fazer do hobby profissão, comecei a me alimentar melhor, investir e cuidar do corpo. Inspirei-me na Juju Salimeni (modelo e ex-panicat) e comecei a treinar. O Brasil tem muita mulher bonita, a concorrência no meio é grande”. Com 1,64 e 64 cm de cintura, Talita treina de uma hora e meia a

duas por dia, seis vezes por semana. “Malhar tornou-se um hobby, quando não vou fico estressada”, diz. Em seu cardápio água, água de coco e suco natural estão sempre presentes, além da batata doce, ovo e frango. “Quando você muda seu estilo de vida e elimina do cardápio alguns itens, chega um momento em que não sente mais falta. Mas também tenho a ‘sorte’ de ter um metabolismo super bom,” diverte-se. Deslanchou Um dia, enquanto trabalhava no stand da Couromoda em São Paulo, um olheiro a convidou para uma oportunidade na TV. Sua primeira aparição em rede nacional foi no programa Pânico na TV, onde participou do quadro “Prainha gente fina”, ficando por sete meses. Lá foi a porta de entrada para outros trabalhos como a sedutora do Teste de Fidelidade, da Rede TV. Segundo ela, o apresentador João Kleber fez um convite para participar da seletiva e disputar a vaga com mais duas mil candidatas. Recentemente, Talita desistiu da vaga, pois segundo a modelo havia uma proposição de algo ainda mais insinuante e com a possibilidade de ficar nua diante das câmeras. “Participar do quadro foi uma experiência única, fui me soltando, perdi a timidez de falar em público e diante das câmeras. Além disso, foi a partir dali que comecei a ser reconhecida”. E acrescenta: “Sem dúvida o Teste de Fidelidade ficará marcado para sempre na minha carreira, pois ali tive que interpretar e isso me fez ampliar, querer mais e nasceu o desejo de me tornar atriz”. Revista Energia 9


Em função deste novo objetivo, Talita já participou de algumas oficinas de atores indicadas pelo próprio João Kleber. Além dos inúmeros ensaios fotográficos e parcerias, estampou campanhas de roupas de ginástica, de noiva e lingerie, participou de clipes, foi bailarina do Latino durante três meses, foi X-Girls no XFC (Xtreme Fighting Championships) estrelado na RedeTV, foi Miss Mercosul 2011 e chegou a viajar para Nova York a trabalho. Atualmente, sua rotina se divide entre Jaú e São Paulo. Na área profissional, seu principal objetivo é fazer novela e para isso tem se aperfeiçoado, em breve fará a oficina de atores Wolf Maia. No campo pessoal, Talita deseja formar família, ter filhos e encontrar um grande amor. “Embora apareçam muitos candidatos, neste momento estou focada no trabalho”. Recentemente foi convidada a posar nua, mas afirma que este não é o momento. “Se a proposta for boa encerro a carreira de modelo com um ensaio nu”, finaliza. 10 Revista Energia

Sobre preconceito, Talita diz que já sofreu bastante, mas conta que sabia que seria desta forma. “Cada um tem uma maneira de pensar. Jaú é uma cidade conservadora e algumas pessoas, por não conhecer você, julgam”. Ela lembra que quando estava no Pânico, cartas com julgamentos chegavam endereçados à sua mãe. “Durante a trajetória você encontra pessoas que apoiam e não apoiam. Nunca iremos agradar a todos, mas o mais importante é saber que meus pais estão comigo neste sonho. O que eu posso fazer se fiquei mais conhecida por este lado sensual? Eu não me arrependo de nada”. Quanto ao assédio, ela acrescenta que adora o carinho do público. “Não me incomoda que as pessoas falem que meu bumbum está grande demais, se uso muito bronze ou meu cabelo está muito claro. Quando se tem uma vida pública, ficamos sujeitos a estes comentários. Aceito isso de forma tranquila, cada um pensa de um jeito, mas o respeito sempre deverá existir”. 


Radar

Por Alexandre Garcia

Heróis e anti-heróis Reconhecido por inúmeras pessoas em São Paulo, o juiz Sérgio Moro recebeu flores e solidariedade

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juiz Sérgio Moro deixou sua vida discreta em Curitiba para ir a uma livraria em São Paulo e foi alvo de manifestação entusiasmada e espontânea de centenas de pessoas que frequentavam o local. Foi reconhecido, acompanhado da mulher: “É Ele, É  Ele!” E aí vieram saudações de solidariedade: “estamos juntos”, “força, juiz!”, “bravo, bravo!”. Logo pessoas lhe entregaram flores brancas. A demanda por justiça e a repulsa à impunidade gerou admiração nacional pelo Juiz Federal de Curitiba, tal como acontecera com Joaquim Barbosa - ainda que a aposentadoria temporã do presidente do Supremo esteja à espera de uma explicação. Além de heróis juízes, temos também heróis bandidos, como Roberto Jefferson, que saiu da cadeia há pouco tempo. Ele detonou o esquema do Mensalão que, sem ele,  talvez estivesse vigente ainda hoje. Mais do que isso, derrubou o mais poderoso dos ministros de Lula, José Dirceu, que estava sendo preparado para suceder ao líder petista. A coragem dele abriu caminho para a descoberta também do Petrolão - esquema que demonstrou a ousadia de corruptos contumazes que não se assustaram com o Mensalão, confiando mais na impunidade vigente. Por ironia, enquanto Jefferson permanecia na cadeia mesmo com câncer no pâncreas,  autores e beneficiados do Mensalão já estavam em casa. Uma das estrelas da operação lava-jato, o ex-diretor da Pe-

trobrás Paulo Roberto Costa, ensaiou heroísmo na CPI. Confessou-se corrupto e convidou os políticos a abandonarem a corrupção. Mas esqueceu-se de convidar os eleitores a deixarem de eleger corruptos. Aí é que precisa acontecer o milagre de o heroísmo dos eleitores banir da política aqueles que já tenham dado sinal de desvio de conduta. Porque, convenhamos, boa parte dos corruptos detentores de mandato é reincidente, e ainda assim se submeteram às urnas e foram premiados em vez de condenados. A própria lei da ficha limpa permite que se candidatem se não tiverem tido condenação por colegiado de juízes. Imagine se na Alemanha alguma empreiteira reforme de graça uma casa de campo que a senhora Merkel porventura possua na Floresta Negra, por exemplo. No dia seguinte ela está na rua. Aqui, a gente só fica pensando que esquemas gigantescos como Mensalão - por votos - ou Petrolão - para caixa de partido - não têm chefe; que são exércitos só de soldados e oficiais menores, mas sem comandante. Será que ninguém manda num tesoureiro de partido? Ele tem autonomia?  O comandante certamente não é uma abstrata divindade, nem um marciano. Talvez seja uma eminência parda, que já está na cabeça de todos que pensam, mas ainda não chegou à mesa do Juiz Moro. 

Além de heróis juízes, temos também heróis bandidos

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nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins

LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

“Eu quase esperei” O cliente, hoje, se comporta como um Louis XIV que diz: “O Mercado Sou Eu”. E espera que todos venham servi-lo, bajulálo, fazer-lhe mesuras e rapapés

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ouis XIV, Rei da França (1638-1715), monarca absolutista, déspota, que dizia “O Estado Sou Eu”, ao verificar que sua carruagem só chegava na hora exata em que ele marcava, certa vez, disse: “J’ai failli attendre”, ou “Eu quase esperei”. O que isso tem a ver com os dias de hoje? Com a empresa de hoje? Com o cliente de hoje? Com a globalização; com a competição acirrada que temos no mercado; com tantos concorrentes em busca do mesmo cliente; com tantas opções de compra; a verdade é que hoje o cliente acabou virando um rei. E um rei déspota, intolerante, exigente, absoluto, que sabe do poder que possui. Se for mal atendido, o cliente simplesmente “mata” a empresa de sua mente e de suas opções, e “manda matar” essa empresa como fornecedora de produtos e serviços para seus negócios. O cliente de hoje não aceita esperar. Ele quer tudo na hora. Já! E quando servirmos e atendermos o cliente na hora exata que ele exigiu e da forma como exigiu ele ainda dirá: “Eu quase esperei...”. Essa é uma realidade que não tem volta. Cada vez mais o poder passará das mãos das empresas para as mãos dos clientes. E ele sabe e saberá fazer uso desse poder em seu favor, pouco se importando com qualquer dificuldade que a empresa possa alegar ou justificar. Essa nova realidade traz a necessidade de um novo comportamento das empresas e dos profissionais. O cliente não aceita mais esperar. E se você deixá-lo esperar, com certeza o perderá. Assim, quando um cliente disser a você: “Quando você puder ou passar pela minha empresa, traga seus catálogos, seus preços, etc. que eu quero dar uma olhada. Não estou sequer pensando em comprar. É só para conhecer...” , por favor não acredite! O que ele está realmente querendo lhe dizer é: “Traga já!”. Mas o que ele realmente gostaria de dizer e não diz é: “Você já deveria saber que eu queria conhecer seus catálogos e seus preços e eles já deveriam estar em minhas mãos!” Se você esperar um ou dois dias para levar seus catálogos e preços a esse cliente potencial, quando lá chegar terá a surpresa de ver que ele já comprou de seu concorrente. E você, provavel-

mente, dirá a ele: “mas você disse que não estava sequer pensando em comprar, por isso trouxe hoje, quando passei por aqui”. E ele lhe dirá: “Eu não queria comprar. Mas fulano passou por aqui ontem e, conversando, fechamos a negociação. Confesso que gostaria de comprar de você e não dele, mas ele apareceu aqui antes e...”. Você perdeu a venda por uma hora, por um dia, por dois dias! A falta de senso de urgência tem feito empresas perderem negócios excelentes. O cliente simplesmente não espera mais! Ele tem um valor de tempo que muitas empresas não enxergaram. Ele quer tudo na hora, já! Ele não quer mais “quase esperar” como reclamou Louis XIV. Assim, em vez de reclamar e chorar, se quisermos sobreviver nestes novos tempos como empresas e profissionais, temos que servir a esse rei absolutista e déspota que se chama cliente, e mais do que satisfazê-lo, antecipar seus desejos e estar com a nossa carruagem onde ele estiver, antes da hora por ele marcada. Se quisermos conquistar e manter esse rei como nosso cliente, temos que surpreendê-lo, encantá-lo. E mesmo assim temos que ter a disposição para dele ouvir: “Eu quase esperei...”. 

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Jurídico

Por Carlos Alexandre Trementose juridico@revistaenergiafm.com.br

Casamento e União Estável: comparações A família é o núcleo básico da sociedade e seu alicerce é fundamental, nela a pessoa humana recebe o primeiro ensinamento com o fito de participar da vida em coletividade

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casamento é uma união permanente entre um homem e uma mulher nos termos da lei, a fim de se reproduzirem, se ajudarem mutuamente e de criarem os seus filhos. Já na união estável há o reconhecimento da entidade familiar como sendo uma convivência duradoura, pública e contínua, de um homem e de uma mulher, estabelecida com objetivo de constituir uma família. No entanto, a impressão que se dá é que não há diferenças, contudo, existe um grande descompasso teórico e formal entre o casamento e a união estável, repercutindo de forma gigantesca na sociedade, pois tanto um como o outro geram direitos e obrigações dentro de uma insegurança jurídica atual vivenciada, muito mais ampla do que somente cinco artigos estabelecidos pelo Código Civil Brasileiro. O que se busca, na realidade, é que a união estável receba finalmente uma regulamentação adequada em todos os seus aspectos, desde a sua formação, com direito a alimentos, prazos prescricionais entre conviventes, direitos sucessórios, dentre outros, de forma simples, com a finalidade de possibilitar que qualquer cidadão possa compreender seus termos, tendo em vista o abismo que separa essas duas espécies de família. Estamos em uma época histórica promissora, no que tan-

ge à entidade familiar, sendo extremamente necessário que aprendamos a conviver com as diferenças, fazendo com que independentemente do credo político ou religioso, ou da preferência sexual, todos possam ter sua dignidade e seus direitos respeitados pela ação dos representantes da sociedade, seja ela do Legislativo, Executivo ou do Judiciário, responsáveis pela criação, inovação dos princípios e normas que norteiam a organização da sociedade, em constante evolução histórica, cultural, gerando mudanças nas relações sociais para que esta sirva para a vida humana no plano existencial. No que se refere à união homoafetiva, ainda sem previsão legal em nosso ornamento jurídico, uma decisão ao reconhecimento desta união respeitará os princípios éticos, morais, religiosos, regionais e tantos outros para uma deliberação dentro dos princípios constitucionais da dignidade e da igualdade, além de conceitos contemporâneos, e jamais se pautará no passado, além de uma decisão aceitável e favorável perante a sociedade de uma forma geral. Com isso, percebe-se que a união estável não se pode limitar em poucos artigos, com apenas garantias alimentares e sucessórias, enquanto que o casamento se mostra com mais ênfase perante a legislação e a sociedade antiga e contemporânea. 


Gente Fina

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Onivaldo Antônio de Lucca “Às vezes é preciso, através de medidas, mostrar que existem regras, deveres, e que é necessário respeito. Assim estaremos educando para a vida e consequentemente formando cidadãos de primeira classe”

Texto Tamara Urias | Fotos Douglas Ribeiro

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S

ei que o sol está lá, mas com grande parte de sua luminosidade coberta pela neblina, típica da época. O calendário aponta dia 12 e o relógio próximo das 10h. O interfone toca avisando que meu entrevistado chegou. O nome dele é Onivaldo Antônio de Lucca, 83, idade que não aparenta devido à sua vitalidade. Em sua mão há uma sacola contendo algumas fotografias, que o ajudaram na descrição de sua trajetória. Natural de Bocaina, foi professor, político e encerrou sua carreira na Educação como diretor da escola E. E. Dr. Domingos Magalhães, cargo que ocupou de 1985 a 1998. Para poder estudar veio sozinho a Jaú, aos 13 anos, e morava em uma pensão próxima à Praça dos Estudantes. Lucca volta ao passado e recorda o dia em que a coordenadora Maria Julia perguntou aos alunos como eles se viam no futuro. Enfático, ele disse que seria diretor daquela escola, e foi. “A palavra tem poder, tanto para o lado positivo, quanto para o negativo”, afirma. Seu currículo é vasto: formou-se professor primário, cursou Administração Escolar, especializações e sempre leu muito, tanto que no decorrer da entrevista ele usa as frases sempre tomando cuidado com as aspas. Tendo como lema “Vamos descer do planalto das ideias e ir para a planície das realizações”, diz que foi um soldado na construção da educação. “Muitas vezes as dificuldades existem, independente de querermos ou não. Mas isso não pode atrapalhar o objetivo. Eu sentia que nasci para servir”. Gerenciou conhecimentos e criou oportunidades. Observava a necessidade e como poderia agir no meio. Com isso, instalou o curso supletivo, criou alternativas para alunos com deficiência continuarem seus estudos. Também, através da sua incansável persistência e com o apoio do então prefeito Enio Inforzato, de vereados e do deputado Estadual João Lázaro de Almeida Prado, conseguiu a instalação do curso de 2° grau para Bocaina. Nesta caminhada contou com o apoio de várias pessoas, e faz questão de ressaltar a importância do trabalho em conjunto. Passou por diversas cidades como Jundiaí, Araçatuba, Várzea Paulista e Barra Bonita. Enfrentou dificuldades, mas não se abalou. Casou-se com Virgília em 1964, tiveram três filhos: Elen, Vicente e Eneida, e quatro netos: Matheus, Raquel, Luiza e Marina. Lucca é exemplo de alguém que seguiu o que existe de mais puro no ser humano, o sentir; persistiu no que acreditava e hoje carrega em si a paz, que advêm da sensação do dever cumprido. O que o fez abraçar a educação como profissão? Nas minhas leituras e meditações sempre sentia algo muito forte com a educação. A postura, a cultura, entre outras virtudes de alguns professores que tive durante a época do primário e ginásio ajudaram a fortalecer a certeza que já existia em mim. Eles foram o meu parâmetro. Não vou citar nomes, pois a memória pode falhar e eu deixar alguém de fora. Mas afirmo que isso me gerava entusiasmo e questionamentos sobre o que poderia fazer. Como era o método de trabalho? Quando assumi a escola tive a sorte de ter excelentes professores comigo, posso dizer que foi a seleção brasileira de 70. Estávamos sempre conversando e chegando aos melhores métodos, consequentemente, a ótimos resultados. Sempre observei a necessidade. Nunca fui de punir, mas de fazê-los crescer. Quando assumi, comecei a percorrer os problemas, como por exemplo, quando o aluno era aplicado, sabia fazer a multiplicação, mas errava no resultado. O que faltava a ele? Tabuada. Então, por que ao invés de reprová-lo, não trabalhar naquilo que ele precisava? Sempre tive convicção que poderíamos mudar as coisas. Conversei com 18 Revista Energia


os professores e chegamos à conclusão de que se havia potencial, não poderíamos cercear o direito deles. A conduta dos alunos era diferente? Se havia feriado na quinta-feira, na sexta estavam todos os alunos ali. Nas reuniões os pais compareciam e participavam, não iam apenas buscar a caderneta. Tínhamos alunos comprometidos, pais engajados e professores maravilhosos. Há uma série de fatores que refletem esta mudança na educação, a desestruturação da família, hoje intensa, tem influenciado. Crianças precisam de regras? Eu brincava com os pais e dizia que se o filho gosta de andar de bicicleta, então, se ele não está obedecendo, seguindo as orientações, murche os pneus, pendure a bicicleta e diga: por um mês você não anda. Isso não é negar algo a ele, mas afirmar que ele não correspondeu naquilo que era necessário. Às vezes é preciso, através de medidas, mostrar que existem regras, deveres, e que é necessário respeito. Assim estaremos educando para a vida e formando cidadãos de primeira classe. Quando sentiu que era a hora de se aposentar? Alguma uma coisa me dizia: “filho, saia, você já trabalhou quarenta e tantos anos e fez uma série de serviços relevantes, está na hora”. Então cheguei lá, assim com uma paz de espírito e falei: “eu quero a minha aposentadoria”. Questionado, respondi que sentia que havia chegado o momento e saí com o sentimento do dever cumprido. Quais sonhos ainda deseja realizar? O meu sonho (pausa). Eu continuo sonhando com aquilo que deixei na vida, que não volta mais. Ficam as grandes lembranças do que eu fui, seja político, professor, diretor. Eu tenho uma paz de espírito muito grande comigo, amei o que fiz, fui comprometido e sempre orientado pela luz divina. Qual a importância de seguir aquilo que se sente? Porque são inspirações e elas são as ações divinas. É Deus quem manda, Ele é espirito e nós somos espíritos. Eu sou espírito puro e iluminado, do alto da cabeça à planta dos pés. Eu me sinto abençoado e vejo que cumpri aquilo a que um dia me propus, acho que por isso carrego comigo esta paz de espírito. Ao falar da infância, qual sua recordação? Foi uma época gostosa e marcante. Foi de uma simplicidade, mas de muita importância. O futebol era um grande atrativo, tanto pelo fato de ir ao campo assistir as partidas, quanto brincar nos campinhos das fazendas. Outros eventos que atraiam muitas pessoas eram as festas de São João e São Roque. Também havia bailes com atrações de renome, como a Banda da Guarda Civil de São Paulo. Nas férias, muitos que estudavam retornavam a Bocaina, nos reuníamos e íamos à Estação. O trem chegava de Bariri e antes de seguir rumo a São Carlos ficávamos dentro dos vagões enquanto ele manobrava. Muitas vezes comprávamos passagem até Pedro Alexandrino e de lá voltávamos a pé. Estávamos sempre junto da família, íamos até uma clareira chamada de Mato de Venâncio, que ficava entre a estrada de Bocaina e Araraquara, fazer piquenique. Havia respeito, horário para tudo e durante as refeições nos sentávamos todos à mesa, era uma oportunidade de estar junto e conversar. 

“Nas minhas leituras e meditações sempre sentia algo muito forte com a educação” Revista Energia 19


Famílias como é a sua?

Sociedade

Pela primeira vez dados do IBGE apontam: lares com formação tradicional deixaram de ser maioria no país

Texto Heloiza Helena C Zanzotti 20 Revista Energia


juntos, netos vivendo com avós, casais que estão no segundo casamento com filhos do relacionamento anterior, famílias homoafetivas, entre outras.

A “Família Feliz” Em 2011, a Família Feliz passou a estampar as traseiras de automóveis de todo o Brasil. Quem não conhece os adesivos que simbolizam pais, mães, crianças, avós e até mesmo animais de estimação de cada núcleo familiar? No entanto, mães e pais solteiros, casais homossexuais, crianças criadas pelos avós ou pessoas que só dividiam sua casa com o animal de estimação não ficaram de fora, pois os adesivos dos membros da Família Feliz eram vendidos separadamente. Cada pessoa podia montar a sua.

Imagem: Internet

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Q

uando se fala em família logo vem à mente a cena do casamento: a noiva de vestido branco entrando na igreja e o noivo esperando no altar. Ou a cena típica de comercial de margarina: pai, mãe e filhos em volta de uma mesa de café da manhã. Entretanto, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2010, a formação familiar clássica representa 49,9% dos domicílios, enquanto outros tipos de famílias já somam 50,1%. O perfil da família brasileira mudou, e as combinações são as mais diversificadas possíveis: casais sem filhos, mães ou pais sozinhos com filhos, casados morando em residências separadas, crianças morando em duas casas diferentes, amigos ou irmãos morando

Revista Energia 21


Houve quem apostasse que a família iria acabar. Não acabou. Ela está mudando, mas ainda permanece como referencial. Alterações na legislação facilitaram as separações, o que contribuiu para ampliar o conceito de família. Há quem questione se estas mudanças sociais não teriam vindo para acabar com a moralidade da família tradicional brasileira. Para a Dra Rogéria Coimbra Vicente, advogada especialista em Direito de Família e Sucessões, a família é a mesma desde sempre, formada por seres humanos cheios sonhos e de necessidades, onde cada um busca ser feliz a seu modo. Ela questiona: “Será que aquele modelo familiar fazia as pessoas felizes?” A advogada reflete sobre o padrão de antigamente, quando muitas mulheres eram obrigadas a suportar as traições dos maridos por imposição e respeito ao chefe da casa. E pergunta: “Quantos filhos de concubinas não puderam ser registrados, sendo renegados a filhos bastardos pela sociedade? De que moralidade estamos falando?”.

Respeito e dignidade Segundo a psicóloga Seide Celulare Marangoni, 26, a figura do pai como grande provedor o tornava apto a manter o patrimônio em benefício da unidade familiar. Assim, uma família formada por pai, mãe e filhos tornava-se a única maneira de adentrar no esquema tradicional social, sem marginalização. “Com o fim desse modelo familiar baseado no direito patriarcal, levando-se em consideração as variações da família contemporânea, essas vêm para destacar o respeito à dignidade de cada um de seus membros, a cooperação e afetividade entre eles, sendo estes fatores mais relevantes do que a necessidade de enquadrar-se dentro de um molde preestabelecido”.

Vários tipos de famílias Sobre a diversidade na formação familiar a Dra Rogéria explica: “Graças à Constituição Federal de 88, com a promulga-

Dra Rogéria Coimbra Vicente

Foto: Arquivo Pessoal

Seide Celulare Marangoni

Moralidade... ou não

ção dos três princípios constitucionais como a não discriminação entre pessoas por raça, cor e sexo; a igualdade entre as pessoas e gêneros; e a promoção da felicidade humana; o direito avançou e agora ampara todo tipo de arranjo familiar”. Assim, temos hoje novas e variadas formas de famílias.

Nuclear/Tradicional Constituída de um homem e uma mulher, e dos filhos nascidos desta relação apenas.

Monoparental Nascida do divórcio ou da morte de um dos cônjuges, consiste em apenas um genitor e seus filhos. A adoção por pessoa solteira também faz surgir um vínculo monoparental entre adotante e adotado.

Anaparental Esta família, obrigatoriamente, possui uma formação específica, com parentes consanguíneos. É o caso de duas irmãs que moram juntas e trabalham para a formação do patrimônio. Ainda que não exista qualquer conotação de ordem sexual, a convivência identifica comunhão de esforços, sujeita às disposições que tratam do casamento e da união estável.

Socioafetiva Formada de novas uniões, é constituída por pessoas e seus filhos, tanto da nova relação quanto das relações anteriores. Este novo arranjo familiar tem sido o maior número no índice do IBGE, e suplantou a família mosaico tradicional. Hoje a maioria dos filhos tem padrasto ou madrasta, que deixaram de ser consideradas pessoas más como nas histórias infantis, nascendo uma nova relação, baseada na afetividade.

Multiparental Conhecida como a família do amor, na qual o padrasto ou madrasta, ou ainda o guardião do menor pode pedir a inclusão de seu nome na certidão de nascimento do enteado, pelo vínculo de sociofetividade. A criança passa a ter dois pais ou duas mães e, consequentemente, mais dois avós em seu registro civil. 22 Revista Energia


Foto: Arquivo Pessoal

Rosângela Aparecida C. Silva e filhos

Plúrima É aquela na qual homens e mulheres praticam uma forma de poligamia, o que significa que a família inclui várias esposas e/ou maridos ou parceiros. Isso nos parece a princípio muito estranho e até imoral, mas é mais comum do que parece. Quantas vezes não ficamos sabendo de pessoas simples, sem qualquer cultura, que moram em local distante e vivem maritalmente com diversas mulheres, com as quais têm inúmeros filhos?

Homoafetiva Amparada pelo preceito Constitucional da dignidade da pessoa humana, pela não discriminação e igualdade entre as pessoas, e pela promoção da felicidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) em 2014 autorizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na verdade o judiciário apenas adequou uma realidade que já existia, autorizando a regulamentação desta união e dando aos heterossexuais todos os outros direitos como direito à sucessão do cônjuge falecido e de adotar filhos. Esta relação deixou de viver na obscuridade e agora está amparada por lei, a salvo de qualquer preconceito, frisa-se, por imposição legal. Entretanto, preconceito ainda existe. Recentemente, críticas ao beijo de duas mulheres na novela “Babilônia” revelam que a aceitação ainda é tabu para grande parte da sociedade.

Diálogo é fundamental Não dá para fechar os olhos para a realidade. Todas estas famílias existem, estão solidificadas e merecem respeito. Como afirma a Dra Rogéria, “a sociedade é feita de pessoas que não aceitam

mais viver subjugadas e infelizes dentro de uma redoma de hipocrisia social como antes. Portanto, buscam sua felicidade dentro dos parâmetros nos quais se sentem felizes, não importando o formato da família”. A psicóloga Seide alerta: “Podem ocorrer situações que envolvam preconceito ou mesmo dificuldade de relacionamentos interfamiliares. Desse modo, as questões a serem trabalhadas não deixam de ser comuns ao âmbito familiar, mas há o contexto distinto em que as mesmas estão inseridas para ser assimilado, o que leva à necessidade de boa abertura para o diálogo e, em alguns casos, suporte psicológico”. Com efeito, aumentou a demanda por terapia familiar para superar as mudanças que chegam à sociedade numa velocidade cada vez maior.

Família é amor

Na atualidade, o que identifica a família já não é mais a celebração do casamento ou o envolvimento de caráter sexual, mas o afeto que permeia o relacionamento. Esse é o principal fator na formação dos relacionamentos conjugais. O documento já não vale tanto quanto o amor que envolve uma família. Para a Dra Rogéria, o importante é que haja respeito entre as pessoas e aceitação das desigualdades, sendo este o remédio da felicidade, já que viver em família é muito bom e necessário. “É para ela que retornamos depois de um dia de trabalho, podemos nos despir de qualquer couraça ou máscara social e nos mostrar intimamente, com todas as nossas fragilidades”, complementa.

Atenção com os pequenos

Seide preocupa-se com o psicológico das crianças. Ela explica que crianças que nascem em lares constituídos de maneira não tradicional precisam compreender a importância do afeto desde pequenas. “O indispensável é basicamente o diálogo e a estruturação emocional destes pequenos, que futuramente deverão se tornar adultos mais tolerantes, solidários e respeitosos. Para isso é importante que pais e/ou educadores encontrem ferramentas e busquem incessantemente a preparação na tarefa de educar”. Para a psicóloga, o lar dessas crianças deve ser composto de pessoas que sejam pilares em sua vida. Além disso, ela afirma que a criança terá uma infância e criação saudáveis diante da qualidade das relações familiares, sendo sua composição tradicional ou não, desde que obtenha a afetividade necessária para desenvolver segurança e uma relação parental pautada na conversa branda e honesta, tendo como principal componente estrutural o amor.

A família da Rosângela Rosangela Aparecida Correia da Silva, 38, autônoma, está no segundo casamento e tem cinco filhos: Guilherme, Juliana e Jaqueline, do primeiro relacionamento; Gustavo e Gabriel, do casamento atual. Ela conta que a relação entre eles é ótima, e são muito carinhosos uns com os outros. “Por termos ficado 21 anos juntos e ter me casado muito cedo, meus três filhos mais velhos são praticamente adultos, então eles acabam até ajudando na criação dos mais novos, da última relação”. Ela lembra que no começo foi um pouco difícil, mas com muito diálogo tudo ficou bem. “Expliquei que meu atuRevista Energia 23


al esposo não viria substituir o pai, mas auxiliar na criação deles junto comigo. Todos nós nos damos super bem. Acredito que quando você já fez parte de uma família, criam-se amizades para a vida toda. Tenho ex-cunhados que frequentam a minha casa e conversamos naturalmente”, conta. Rosângela diz que tem amigas casadas que brigam com seus maridos na frente dos filhos, e acredita que isso deixa lembranças negativas nas crianças para o resto da vida. “Graças a Deus convivemos bem, meu ex-marido se casou e sua parceira trata bem os meus filhos e eles também gostam dela”. O casal sempre deixou claro que a separação era entre eles, mas que nunca se separariam dos filhos. E afirma que é uma mãe e esposa feliz. “Encontrei uma pessoa que aceitou os meus filhos e preza por eles da mesma forma que cuida dos que são biológicos, agradeço a Deus por me dar o dom de cuidar e zelar de forma única de cada um deles”, finaliza.

A família da Susan

Susan Beloto e Daniel

Susan Beloto, 53, assistente de optometria, passou a viver com o filho, Daniel Beloto Alcantu, 32, técnico em informática, após a separação. Ela diz que nenhuma separação é fácil, mas quando acontece é que se percebe o quanto a pessoa é forte, autossuficiente e corajosa para coordenar a casa, trabalhar fora e criar o filho sozinha. “Quando anunciei ao meu filho sobre a separação deixei bem claro que eu e o pai dele iríamos nos separar, não a família”, esclarece. Ela explica que o relacionamento com o ex-marido é amigável, e que a maior recompensa em morar com o filho é a cumplicidade, que aumentou muito. “Nós nos tornamos mais amigos, companheiros e confidentes. Muitas vezes nosso papel se inverte e passo a ser um pouco filha, pedindo a opinião do Dani, que é muito valiosa para mim”. Sobre ter sofrido algum preconceito Susan esclarece: “Não me lembro, nunca me preocupei com isso, apenas em ser e fazer meu filho feliz, porque felicidade é a certeza de que nossa vida não está passando inutilmente”.

A família do Fábio Fábio Rogério Fornaroli, cabelereiro, e Jonas Rafael Batista, maquiador, moram juntos há quatro anos, mas entre namoro e casamento já são dez anos de convivência. Fábio conta que, como qualquer outro casal, eles levam uma vida corrida no trabalho, mas convivem bem, sem qualquer tipo de problema. “Nossas famílias sempre nos apoiaram em tudo. Até tínhamos consciência de que alguns poderiam dizer algo contra, mas isso não aconteceu. Temos uma vida social ótima e se houve algum preconceito ao longo do tempo nem percebemos. Acredito que quando você assume o que quer realmente, as pessoas te olham de outro jeito”. Sobre aumentar a família, Fábio diz que não pensam em adoção para já, mas futuramente querem, sim, uma criança para amar. E completa: “Isso é um pensamento futuro, como para todo casal, chegará a hora de ter filhos”.

Fábio Rogério Fornaroli e Jonas Rafael Batista

Para ser feliz

Foto: Arquivo Pessoal

Embora todos estes tipos de famílias existam e sejam amparados por lei, sabemos que ainda há muito que progredir. É preciso deixar de lado o preconceito, reconhecer o direito que cada um tem de viver no núcleo familiar que escolheu, e respeitar essas escolhas. Assim, não importa se sua família é tradicional, multiparental, homoafetiva ou outro tipo qualquer, o que importa é que você esteja feliz dentro dela, e não tenha nenhuma preocupação em mostrá-la na traseira do seu automóvel, na escola, na sociedade em geral. 

Respeito, cooperação e afetividade são fatores mais relevantes do que a necessidade de enquadrar-se dentro de um molde preestabelecido


1 Saúde

Por Ana Carolina M. Fernandes e Rodrigo Travessolo saude@revistaenergiafm.com.br

Face, olhos e idade Efeitos deletérios do tempo em nossa visão e rosto, e cuidados que devemos ter ao envelhecermos

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iversas alterações ocorrem em nosso corpo quando envelhecemos. Dentre estas, podem ser afetados os olhos e seu contorno. A exposição solar ao longo dos anos pode gerar o aparecimento de manchas, tumores de pele, rugas e também pode acelerar o desenvolvimento da

catarata. Uma das doenças oculares mais comuns nas pessoas com mais de 60 anos de idade é a catarata, que deteriora a qualidade de visão do paciente e, quando muito avançada, pode inclusive levar à cegueira. O tratamento da catarata é exclusivamente cirúrgico e não existe óculos ou colírio que resolva. A cirurgia ainda tem o grande benefício de poder deixar o paciente livre dos óculos tanto para longe como para perto, dependendo da lente intraocular escolhida, além de ser um procedimento rápido (duração média de 5 minutos), indolor e anestesia apenas com colírios. Outras doenças como glaucoma (aumento da pressão dos olhos) e retinopatia diabética também possuem altos índices de acometimento na terceira idade. Estas doenças são tratáveis em sua grande maioria, desde que sejam diagnosticadas precocemente, por isso o acompanhamento é fundamental. O contorno dos olhos também sofre mudanças importantes ao longo da vida. Aparecimento de marcas de expressão, ex-

cesso de pele e aparecimento de bolsas nas pálpebras dão o aspecto envelhecido e de cansaço ao rosto. Atualmente, tratamentos como aplicação de toxina botulínica ou preenchimentos, cirurgias das pálpebras (blefaroplastias) e até mesmo de toda face (ritidoplastia) podem retomar a harmonia da região dos olhos e de todo o rosto, suavizando os efeitos deletérios do envelhecimento. Além disso, manchas e lesões de pele (como melasmas, ceratoses) e até tumores relacionados à exposição solar (carcinomas, melanomas) podem surgir, e assim podem ser feitos procedimentos que vão desde peelings (abrasões), crioterapia (tratamento com nitrogênio líquido), até a retirada das lesões com necessidade de cirurgias reconstrutivas. Por isso é imprescindível o cuidado ao longo da vida com o uso de óculos de sol e protetor solar. Ainda, a consulta com especialistas se torna fundamental no diagnóstico, para acompanhamento e tratamento dos diversos problemas que podem ocorrer. 

A maioria das doenças tem tratamento, desde que sejam diagnosticadas precocemente

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Garota

Ficha técnica:

Fotos e Produção: Douglas Ribeiro Looks e Acessórios: Paula Mesquita Beleza: Pró Hair Cabelo e Estética Fone: 3416 2576

Wulliani Bonani

Por Paula Mesquita


Tel.: (14) 3626 3850 Rua Campos Salles, 256 - Centro JaĂş/SP Paula Mesquita Modas


Capa


Imagem: Internet

New Card

tudo o que você precisa Você tem plano de saúde? Se a resposta for “não”, você teria apenas duas opções: utilizar o SUS – Sistema Único de Saúde ou o atendimento particular

Texto Heloiza Helena C Zanzotti Revista Energia 29


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ssa é a dura realidade de quem não tem condições de contratar um plano de saúde devido ao alto custo do serviço, que o torna inviável para a maioria da população brasileira. Pesquisa encomendada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostra que os planos têm virado artigo de luxo: entre os que conseguem pagar pelo item, a maioria tem renda superior a três salários mínimos. A mesma pesquisa mostrou, obviamente, que mais de 70% das pessoas gostaria de possuir o serviço, que aparece em terceiro lugar na lista de prioridades, atrás apenas de educação e casa própria. Ótima alternativa Para suprir a necessidade daqueles que não querem ficar sem um atendimento qualificado de saúde, mas que não podem pagar os valores altíssimos praticados pelos planos ou pelos atendimentos particulares, surgiram os planos de benefícios ou cartões de descontos, que oferecem inúmeras vantagens a preços acessíveis. E os cartões de descontos em saúde têm, cada vez mais, conquistado espaço no mercado nacional. Com taxas mensais pequenas, eles oferecem descontos em serviços de saúde como consultas médicas, exames de laboratório e de imagens, tratamentos odontológicos e até serviços funerários. Além dos preços diferenciados que são pagos diretamente pelos consumidores aos médicos ou prestadores de serviços, ainda há descontos no comércio e até sorteios.

Benefícios Diferente de um plano de saúde, os planos de benefícios não têm burocracia nenhuma em seu funcionamento, e vieram para suprir uma necessidade de milhares de pessoas que procuram mais tranquilidade e qualidade de vida. Imagine só o número de brasileiros que, sem condições de pagar um plano de saúde, saíram da fila de espera do SUS graças a esses planos! O usuário conta com atendimento médico particular em praticamente todas as especialidades, com valores que cabem no seu bolso. Não tem carência, não tem limite de idade nem acréscimo por doença preexistente.

A New Card Mediante convênios previamente estabelecidos com diversos profissionais e empresas, a New Card é um plano de benefícios que proporciona mais segurança e comodidade para seus conveniados. O Cartão New Card não é plano de saúde, não oferece cirurgias, nem internação hospitalar. Todos os serviços médicos, odontológicos e exames são cobrados dos associados que pagam valores bem abaixo dos cobrados dos clientes particulares, assim, quanto mais associados tiver, mais poder de negociação terá a administradora. Ao optar pelo Cartão New Card, você passa a contar com a melhor estrutura de atendimento e a maior rede conveniada de clínicas em mais de vinte especialidades médicas. A empresa possui uma carteira de profissionais cadastrados de alta competência, as consultas são pré-agendadas, realizadas em clínicas particulares e todos os atendimentos são com hora marcada. Tudo pensado para tornar a vida dos clientes mais agradável. Veja o que a New Card pode fazer por você e sua família:

Newsaúde - assistência médica Com descontos que variam de 30% a 80%, a New Card oferece consultas nas mais diversas especialidades, incluindo medicina alternativa, psicologia e fisioterapia. O valor cobrado pelos médicos varia de R$ 15,00 (clínica geral) até R$ 180,00 (gastroenterologista), assim, o maior valor cobrado de um cliente New Card é menos que a metade do valor de uma consulta particular. Em Bauru, além dos médicos conveniados que atendem em suas clínicas e consultórios, há uma clínica exclusiva que só atende os clientes da New Card.

Imagem: Internet

New Card, cuidando para que você tenha toda tranquilidade

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Newodonto - tratamento odontológico Dos tratamentos mais simples aos mais complexos, inclusive ortodontia, próteses, implantes e tratamento odontopediátrico. E você ainda conta com a avançada técnica de clareamento a laser.

Newexames - exames laboratoriais Complementando o atendimento médico ou odontológico, os laboratórios credenciados possuem equipamentos de última geração, realizando exames de análises clínicas, ultrassonografia, diagnóstico por imagem, ressonância magnética, entre outros.

Newvida – auxílio funeral e seguro Com cobertura em todo o território nacional, os serviços funerários cobrem todas as despesas de remoção de qualquer parte do país, traslado, velório e sepultamento em caso de falecimento do titular ou de dependente inscrito no Cartão New Card, desde que as despesas não ultrapassem o limite de dois mil reais. Ou seja, se um associado New Card falecer no Amazonas, Acre ou qualquer lugar do país, ele terá como ser removido e sepultado em Jaú. Outro bom exemplo: se um titular do cartão New Card mora em Jaú, mas tiver um pai que mora no nordeste e este vier a falecer, sendo “dependente” do filho que mora em Jaú o pai poderá ser sepultado com a cobertura do plano. Mesmo com o titular residindo em Jaú ou Bauru, o dependente, onde quer que resida (no Brasil), poderá ter atendimento funerário pela cobertura do Cartão New Card. Só precisa estar relacionado como dependente no Plano Familiar. Outra vantagem: se por qualquer motivo o associado já tiver sido sepultado, pode-se pedir reembolso das despesas gastas com o falecimento do associado ou dependente. O reembolso é de até dois mil reais. E em caso de morte por acidente do titular ou de um dos dependentes, ainda será pago ao seu herdeiro legal um valor de mil reais a título de indenização.

clínica Jaú Cordis

clinac - laboratório de análises clínicas

central bauru

Imagem: Internet

“Pesquisa realizada com usuários aponta que New Card é o melhor e mais completo cartão de benefícios do Brasil, por oferecer 6 serviços pelo preço que outros cobram para prestar apenas um serviço”

Escritório Jaú


Newshop – descontos em compras São descontos em mais de cem estabelecimentos comerciais de Jaú e mais de duzentos em Bauru, em lojas reais ou virtuais, garantindo muito mais economia e poder de compra. Na verdade, em alguns estabelecimentos os descontos são tão vantajosos que ultrapassam o valor das mensalidades do plano. Ou seja: o que o cliente New Card ganha de desconto ao comprar em lojas conveniadas, já paga o valor da mensalidade do seu cartão.

Newprêmios – sorteio mensal Quem tem New Card concorre a prêmios todo mês, sempre no último sábado de cada mês. São cinco prêmios: além de cinco mil reais em dinheiro para gastar como quiser, também são sorteados outros quatro prêmios como TVs de Led, notebooks, tablets, sanduicheiras, batedeiras entre muitos outros itens. Aquisição de medicamentos e manipulação Ampla rede de farmácias e laboratórios de manipulação com descontos para que você possa adquirir os medicamentos receitados pelo seu médico ou dentista. 

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Franquia: Recentemente, o Cartão New Card lançou a franquia do produto para várias cidades do interior do Estado de São Paulo. O sistema de franquia New Card foi dirigido inicialmente a empreendedores que buscavam um serviço inovador com grande aceitação no mercado de várias cidades. No entanto, com a difusão da marca e seus resultados bastante positivos, grupos de médicos e dentistas também se interessaram em adquirir a franquia. O custo do investimento de cada ponto de atendimento é variável, de acordo com a população de cada município onde o Cartão de Benefícios será lançado. Em cidades de até 50 mil habitantes, uma franquia do Cartão New Card custa a partir de R$ 15 mil, mais royalties e taxa de administração, com previsão de retorno do investimento em aproximadamente 12 meses. Os franqueados recebem todo o sistema informatizado de gerenciamento do negócio, mais os equipamentos de impressão de cartões, além de suporte administrativo, técnico, gerencial, treinamento de funcionários e todo o material promocional, publicitário e consultoria de marketing permanente. Interessados em saber mais sobre o sistema de franquias do Grupo New Card podem fazer contato através do site www. gruponewcard.com.br e agendar uma apresentação com um dos consultores de franquias da empresa.

Saiba mais na New Card: Rua Marechal Bittencourt 1214 - Jaú, SP. Tel: (14) 3032 6447


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onstruído em homenagem a José Maria Magalhães de Almeida Prado, que foi presidente do clube e prefeito da cidade na década de 1950, o Estádio Zezinho Magalhães, também conhecido por Jauzão, pertence ao Esporte Clube XV de Novembro de Jaú e substituiu o antigo estádio Artur Simões, que já não comportava o público presente às partidas do time. Na verdade, o XV de Jaú já estava participando do futebol profissional quando o antigo estádio foi erguido, em um tempo recorde de apenas dez dias. Entretanto, com o passar dos anos e o time jauense se destacando nos campeonatos profissionais, o Artur Simões foi desativado e a venda da sua área, dividida em glebas, permitiu a aquisição de terreno para a construção de um estádio compatível com a enorme torcida do time local. O projeto começou a ser posto em prática em 1971 e teve a autoria do arquiteto João Batista Vilanova Artigas, que também projetou o estádio do Morumbi. A inauguração do novo estádio aconteceu dois anos depois, no dia 15 de agosto de 1973, em comemoração ao aniversário da cidade. A partida foi entre o XV de Jaú e o Juventus, teve entrada franca e contou com um dos maiores públicos até então. No entanto, o time da casa estreou com derrota, perdendo por 2 a 1, com seu único gol e o primeiro da história do estádio feito por Dejair Godoy. Com capacidade para 20.000 pessoas, o maior índice de público e renda aconteceu na partida entre o XV de Jaú e o

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Palmeiras em 1977, com 24.540 torcedores presentes, quando foi inaugurado o vestiário principal. Nesta partida o Palmeiras venceu o XV por 1 a 0. O sistema de iluminação atual dispõe de 78 refletores distribuídos em quatro torres, e foi inaugurado em 5 de novembro de 1978, com um amistoso internacional entre o XV e o Cerro Porteño do Paraguai, vencida pela equipe da casa por 3 a 0. O gramado é de grama natural, com medidas dentro dos padrões estabelecidos. O estádio possui secretaria, bares, sanitários, vestiários, salas para os departamentos profissional e amador, sala de musculação, alojamentos para atletas profissionais e amadores, refeitório, lavanderia, departamento médico, administração e cabines para imprensa. A revista esportiva Placar, edição de 11 de fevereiro de 1977, traz uma grande reportagem sobre o XV de Jaú, e cita seu estádio como um dos melhores do interior, ressaltando que o seu gramado é impecável. 

Fotos: Face - JauHistoria

Heloiza Helena C. Zanzotti

Estádio Zezinho Magalhães


Look de artista

Fotografia Douglas Ribeiro Modelo Izabelle Marcasso AgĂŞncia M&M Models Beleza Pro Hair Cabelo e EstĂŠtica Style Vestylle Megastore 36 Revista Energia


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Consultoria

Por Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves consultoria@revistaenergiafm.com.br

Paulo Sérgio de Almeida Gonçalves é administrador, contador, consultor, palestrante e professor universitário com MBA pela FGV – RJ em Gestão Estratégica de Pessoas; presidente  da AESC – Associação dos Escritórios e Profissionais da Contabilidade de Jaú e região - gestão 2004/2005; atualmente  diretor da AESC Jaú; proprietário do DinamCorp Corporação Empresarial e Contábil; proprietário da Prosol Unidade Jaú e consultor e orientador em desenvolvimento de softwares Prosol – São Carlos

A comunicação como diferencial competitivo Assim dizia o velho guerreiro Chacrinha: - Quem não se comunica se trumbica...

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ias atrás um colega me indicou um posto de combustíveis em nossa cidade, informando que os pães que havia na loja de conveniência eram excelentes. Resolvi arriscar e experimentar. Ao entrar no local, vi uma exposição dos belos pães e fiquei aguardando o atendimento por alguns minutos. Porém, os atendentes papeavam sobre o time do coração e ninguém vinha me atender. Estranhei, mas resolvi aguardar mais um pouco. De repente, a mocinha do caixa me pergunta: “o senhor deseja alguma coisa?”. Quase respondi: “Não, só entrei aqui para brincar de estátua”. Mas me segurei, na verdade, por muito pouco tive que me amordaçar para não dar a resposta devida, e falei: “Sim, eu gostaria de pães...”. Logo em seguida ela me diz: “O senhor mesmo deve se servir”. Olhei para o teto, passei as mãos pelos cabelos e soltei um “affffffffffffff” O que custava terem colocado uma placa, um painel, uma etiqueta ou mesmo um sinal de fumaça dizendo: “PREZADO CLIENTE, ESCOLHA SEU PÃO VOCÊ MESMO”? Claro que o pão era excelente de fato, mas a COMUNICAÇÃO... . Numa outra situação, fui convidado para um casamento e o local da festa era muito lindo, mas já de cara percebi que haveria um desastre em pouco tempo naquele lugar. Havia portas de vidro grandes e transparentes separando os ambientes, sem qualquer comunicação visual para quem passasse por elas. Num determinado momento um dos convidados, após servir-se na ilha de frios, veio com aquela voracidade para degustar os

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comes que estavam em seu prato, mas alguém deixou aquela porta gigante e invisível fechada. Seria trágico se não fosse cômico. Ouviu-se cabuuuuuummmmm, o rapaz pregou o rosto, o nariz, o peito, o prato e o resto no vidro. O povo até que se divertiu um pouco, mas deu pena do pobre coitado. Por que não marcaram aquele vidro com uma tarja central? Aqui jazz um vidro… Quantas vezes entramos em lojas e não existem simples indicações de onde é o caixa, ou determinado departamento? Então ficamos rodando, rodando, rodando até que um anjo perceba e lhe pergunte se está procurando algo... Não existe coisa mais valorizada pelo consumidor que a boa informação e a comunicação sem ruídos, onde ele se sente seguro a partir do momento em que entra no estabelecimento até o momento em que sai, sendo atendido com cortesia, atenção, e não restando quaisquer dúvidas sobre os serviços ou produtos que estão ali à sua disposição; e o atendente lhe conte detalhes de como as coisas funcionam, ou leve-o até onde se encontra aquela determinada mercadoria. Lembre-se que sua organização é visitada todos os dias por pessoas diferentes, ainda bem que é assim e que continue sendo, mas nem todos que entram para comprar ou mesmo adquirir um serviço sabem ou conhecem o que terá pela frente. Portanto, faça uma ótima venda de suas instalações, produtos e serviços, mostrando-se eficiente em todos os sentidos, e jamais deixando dúvidas para seus clientes, entre centavos novos e sentar nos ovos. 


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Tecnologia

VĂ­timas da internet

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Imagens compartilhadas indevidamente em aplicativos ou redes sociais podem trazer sérias consequências para os envolvidos Texto Jéssica Prado Colaboração Heloiza Helena C. Zanzotti Revista Energia 41


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uso de aplicativos de celulares tem aumentado dia após dia. A evolução da tecnologia disponibiliza diversas formas de contato interpessoal e comunicação através das redes sociais e chats de conversa. Na mesma medida em que o uso da tecnologia aumenta, a idade dos usuários diminui. Cada vez mais crianças e pré-adolescentes se entretêm com as tecnologias e desenvolvem sua vida, suas relações e emoções por meio de aplicativos e redes. Por conta desse uso exagerado, não só por parte de crianças e adolescentes, mas também dos adultos, os aplicativos de relacionamento pessoal têm sido usados para retratar a vida. O problema é que o retrato do cotidiano nem sempre sai como esperado. Com a possibilidade do anonimato, diversos aplicativos têm sido usados inapropriadamente para divulgação de informações pessoais e de imagens íntimas. Em muitos casos, esse tipo de exposição traz graves consequências, tanto para quem publica como para quem tem seu direito à privacidade violado.

ção e foi chantageada por pessoas que tiveram acesso aos seus arquivos e fotos. O documentário “Vítimas do facebook”, exibido pela GNT e disponível no Youtube, retrata vários casos de pessoas que tiveram suas vidas totalmente modificadas por conta de alguma postagem que fizeram na rede social. Perder o emprego, ter a carreira arruinada, sofrer constrangimento ou mesmo algum processo são consequências mostradas no documentário. Pesquisa realizada pela ONG Safernet, que ouviu três mil pessoas de 9 a 23 anos, mostrou que 20% já haviam recebido textos ou imagens eróticas de amigos e conhecidos, e mais, cerca de 6% repassaram esse tipo de conteúdo que, uma vez postado, é quase impossível parar sua propagação

Dr. Eduvaldo Costa

Foto: Arquivo Pessoal

O sofrimento das vítimas Muitas pessoas viram sua vida tornar-se um inferno depois que fotografias íntimas foram espalhadas pela internet. Outras viveram verdadeiros martírios depois de serem difamadas por ex-namorados ou desafetos nas redes sociais. E algumas ainda foram vítimas de vingança. Mas alguns casos chegaram ao extremo, e levaram as vítimas ao suicídio, como ocorreu com Giana Fabi, 16, de Veranópolis, RS, e Júlia dos Santos, 17, de Parnaíba, PI. A atriz Carolina Dieckmann também passou por situação constrangedora quando levou seu computador para manuten-

Perto de nós Assim como tem sido comum em todo o país, recentemente uma jovem modelo jauense de apenas dezessete anos teve fotos de momentos íntimos divulgadas em grupo do aplicativo whatsapp. Ela relata que após terminar um relacionamento de aproximadamente três anos o rapaz, por não aceitar o término e por ciúmes, divulgou fotos da modelo em momentos íntimos. O mais difícil, depois de ter sua imagem envolvida em uma exposição desse tipo, segundo a adolescente, foi enfrentar o julgamento das pessoas e a decepção de ter confiado na pessoa errada. De acordo com a jovem, tornou-se um grande constrangimento o simples ato de ir aos locais que costumava frequentar. O agravante é que essas situações não envolvem somente quem aparece na imagem, esse tipo de exposição prejudica todo o cotidiano dos familiares, que acabam sendo atingidos. Ela afirma que além de ter sofrido muito preconceito nos dias posteriores à divulgação, também sente muito medo de confiar nas pessoas e ser decepcionada novamente. “Por conta do tempo de relacionamento, nunca pensei que ele seria capaz de ter uma atitude dessas”, diz. Alguns contratos de trabalho que a jovem já havia assinado foram cancelados. Ela até mudou de cidade recentemente, em uma tentativa de não precisar mais lidar com o julgamento. Atualmente a modelo decidiu não se importar com o que os outros iriam pensar ou dizer. A partir daí, finge que não ouve e que

Além de registrar ocorrência na delegacia mais próxima, qualquer cidadão pode optar também por denunciar crimes contra os direitos humanos na internet pelo site da Polícia Federal: http://denuncia.pf.gov.br/ 42 Revista Energia


não vê nada que compartilhem, digam ou façam em relação ao assunto. O que diz a lei De acordo com o Dr Eduvaldo Costa, 36, advogado, não existe ainda uma legislação específica para punir essa conduta de pegar uma imagem íntima de outra pessoa e fazer a divulgação dela através de redes sociais ou por meio de qualquer outra forma de mídia. “O tema é novo, principalmente no âmbito criminal; ainda estamos engatinhando para entender toda a realidade que, de fato, permeia o universo virtual”, afirma. Esse tipo de repercussão, que normalmente acontece para ferir a honra da pessoa exposta, se enquadra nos crimes de injúria, difamação ou até mesmo calúnia, caso a imagem seja montada para parecer ilícito penal. Há regulamentação apenas para punir o crime descrito na Lei nº 12.737/12 (batizada como Lei Carolina Dieckmann pela repercussão do fato ocorrido com a atriz), que criminaliza as condutas cometidas através da internet. Enquadram-se nos termos dessa lei a invasão de computadores, roubo ou furto de senhas e de conteúdos de e-mails, e a derrubada intencional de sites, inclusive oficiais, o que tem ocorrido com frequência em todo o mundo. As punições Dr Eduvaldo explica que as penas para esses crimes geram muita discussão por serem muito leves em relação à proporção do ato. A pena aplicada se torna mais severa somente em caso de conteúdo de preconceito racial.

Ele conta que tramita desde 2013, no Congresso Nacional, um projeto de lei que propõe regulamentar a divulgação de imagens eróticas, hetero ou homossexuais, que exibam mulheres. Com essa regulamentação o uso da imagem de mulheres se tornaria crime moral contra a honra da mulher, enquadrado na Lei Maria da Penha. Para que a vítima seja reparada moralmente é preciso que ela própria dê entrada no processo judiciário e siga as formalidades exigidas em lei que, caso não atendidas, podem anular a ação. Caso ela consiga lidar com o trauma e enfrentar o processo, é possível que o autor seja brevemente punido. No entanto, apesar da gravidade, as penas aplicadas são alternativas, como por exemplo, o pagamento de cestas básicas. Ética, acima de tudo Mesmo que as leis, segundo o Doutor Eduvaldo, ainda sejam insuficientes, e que as penas sejam consideradas desproporcionais, é preciso que haja por parte de cada indivíduo ética e respeito em relação ao outro. É importante que todos percebam a dimensão das consequências psicológicas e morais que essa exposição implica, e que as pessoas não se utilizem desse artifício como vingança. E, principalmente, é fundamental que tomemos cuidado com as pessoas em quem confiamos. Há uma grande diferença entre criticar e violar a honra de um indivíduo. Com tantas possibilidades de dizer o que queremos, temos que lembrar que nosso direito de expressão termina onde começa a privacidade do outro. 

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club

Social

Fotos: Saigon Eventos

Caiçara Clube Jaú

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A nova Diretoria e o Conselho Deliberativo do Clube tomaram posse. A duração do mandato Diretoria é de 2015 a 2017; já a do Conselho vai de 2015 a 2019. Um grande baile organizado no dia 24 de abril brindou a chegada destes novos membros; mais de 700 pessoas estiveram presentes. 1. Antonio Sebastião Grizzo e Edna Grizzo 2. Mesa diretoria do conselho. Presidente: Tadeu Ap. Rossanese, Vice-Presidente: Joao S. Pelegrina Minharro, 1º Secretário: Ricardo Ragazzi de Barros e 2º Secretária: Ana Keila Salviato Rett 3. Tadeu Ap. Rossanese e Marines Negreiros 4. Dr. Carlos Alberto S. de Arruda Falcão (Assessor Jurídico), Ana Keila Salviato Rett, Antonio Angelo Rossi, Maurício Spina, Helcius Aroni Zeber, João S. Pelegrina Minharro, Leonardo Viegas Pressuto, Gustavo César Bassan, Valter Aparecido Evangelista, Idail João Saggioro, Nelson Luiz Bonilha, Emerson Henrique Datilo, Danilo Sérgio Grilo, Tadeu Aparecido Rossanese, Juninho Felipe, Ricardo Ragazzi de Barros, José Luiz Goettlicher, Joaquim da Silva Filho, Luiz Carlos Masiero e Celso Polini. 5. Hamilton Paulo Moya, Joao Izar Netto, Carlos Alberto Rossi, José Roberto Ometto, Marcos José Dua, Roberto Sabatino, Antonio Dias de Jesus, Cláudio Marcelo Gonçalves, Milton Luis Videira, Moacir Conte e Antonio Sebastião Grizzo

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Parabéns

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No dia 8 de maio a linda Flávia Brando comemorou cinco anos. A comemoração aconteceu na Algazarra Festas, na noite do dia 10. Com o tema Frozen, que foi bastante elogiado pelos presentes, Flávia recebeu o carinho do pai Flávio Brando, da Maira Espricigo, de familiares e amigos.

Fotos: José Roberto

1. Flávia de Oliveira Brando 2. Flávio Henrique Brando, Flávia de Oliveira Brando e Maira Espricigo 3. Maira Espricigo, Flávia de Oliveira Brando e Flávio Henrique Brando

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Social

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Bar do Português Reconhecido nacionalmente pelo melhor e mais saboroso chope, o Bar do Português traz todo domingo uma atração diferente. Além do ambiente extremamente convidativo para um happy hour, o local dispõe de deliciosos petiscos e atendimento de qualidade. 1. Laize Maranzatto e Bruno Rodrigues 2. Marina Lemos, Juliana Cesarine, Lucilene Campos e Raquel Roque 3. Eduardo Olai e Jessica Almeida 4. Ana Mazza, Sílvinha Moraise e Cristina Kristensson 5. Leandro Facin, Élida Contiero e Talita Carvalho

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Jaú Shopping Até o dia 12 de junho a promoção “Comprou, ganhou - Dia dos Namorados Jaú Shopping” vai presentear com um par de ingressos para o cinema e uma foto personalizada, clientes que fizerem compras acima de R$ 200. Além disso, na noite do dia 12 você poderá saborear um jantar especial, regado de amor e romantismo na praça de alimentação.

1. Ailton Barbosa e Elisete Lopes 2. Bruno Miranda e Isabela Castelani 3. André Pedro e Ana Carolina da Silva

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club

Social

Daniel Rosalin

Foto: Arquivo Pessoal

Elenir Aparecida Palma foi vencedora da promoção “Minha Mãe Merece a Lua”, parceria entre a Daniel Rosalin e a Energia Fm. Ela ganhou uma viagem com cinco acompanhantes para o Hotel Vale do Sol, em Serra Negra.

Milazzo No sábado dia 23/05 a Milazzo Fiat realizou o “Café da manhã do taxista”, quando recepcionou clientes e convidados para um delicioso café. Na oportunidade, os presentes conferiram as ofertas incríveis da linha Fiat.

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Cultura

Vamos pr么

arrai谩? 50 Revista Energia


Imagem: Internet

Cheiro de milho cozido, vinho quente e pipoca pairam no ar. Prepare o vestido, os passos da quadrilha, pois est達o abertos os festejos juninos Texto Tamara Urias

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V

amos entrando. Cavalheiros cumprimentam as damas. Damas cumprimentam cavalheiros e agora, balancê. Pegue seu par e venha para o arraiá, afinal, a temporada de festas juninas está aberta. Bandeirinhas coloridas ou de jornal começam a estampar ruas, colégios, salões e empresas. Os balões também aparecem, embora leis proibam a prática. Além da fogueira, comidas e bebidas típicas, o arrasta-pé e a celebração dos santos Antônio, João e Pedro não podem faltar. Tradicional no calendário brasileiro, a festividade teve origem a partir das festas populares europeias, que vieram para cá durante o processo de colonização do Brasil. Aos poucos ela foi se transformando e hoje retrata a diversidade cultural brasileira. Comemorada em diversas cidades e estados do país, em Jaú não é diferente. Neste e no próximo mês é possível se deparar com a festa em diversos bairros da cidade. Iniciadas com proposições diferentes, hoje se mantêm para levar alegria e cumprir objetivos propostos no primeiro ano. Há sete anos no Jardim Rosa Branca, a festa ocorre na Rua Leonardo Pedro Forte e é organizada pela fiscal de caixa Rosalinda Barbosa da Silva, a Rosa, 44. Tudo teve início quando, após complicações de saúde, Rosa foi informada que não poderia mais engravidar. Após o médico dizer que caso isso ocorresse ela provavelmente teria que escolher entre a sua vida ou a do filho, decidiu recorrer à fé e fez uma promessa. “Com confiança em Deus e Maria, prometi que se tudo corresse bem faria essa festa pelo resto de minha vida, sempre servindo pipoca e algodão doce de graça”. O Gabriel chegou e a festa continuou. Com o crescente número de participantes, o formato da festa foi alterado. No início cada um levava um prato típico, hoje a pipoca e o algodão doce são gratuitos, e o restante dos itens é vendido. A festa não tem fogueira ou quadrilha, mas tem música ao vivo, brinquedos e brincadeiras para a diversão das crianças. “Nós temos a participação de duas Paróquias, Nossa Senhora Auxiliadora e Santa Clara, sendo parte da renda destinada a elas”. Este ano ela acontece no dia 18 de junho às 20h. Ao

João Francisco Alves Gaído

Rosalinda Barbosa da Silva

“Eu me sinto feliz em poder continuar minha promessa e cada sorriso no rosto de todos renova minhas energias para a próxima festa” ser questionada sobre como manter a tradição, Rosa conta que a fé em Deus e a oportunidade que ele concedeu de estar viva a mantém focada e realizada. “A família, amigos e colaboradores me ajudam a promover a festa, é um trabalho árduo. Eu me sinto feliz em poder continuar minha promessa e cada sorriso no rosto de todos renova minhas energias para a próxima festa”, enfatiza. Em prol do próximo No bairro Pouso Alegre de Baixo a festa acontece há mais de 30 anos. Segundo o atual presidente da Associação de Moradores do Bairro Pouso Alegre de Baixo, João Francisco Alves Gaído, 52, ela surgiu como forma de comemorar o encerramento do processo de colheita do café, quando cada um levava um prato típico de doce ou salgado e aproveitava para dançar quadrilha e se divertir ao som do sanfoneiro. Com o tempo ela tomou proporções diferentes. Hoje a festa continua contando com a ajuda dos moradores do bairro, mas ao invés de cada um levar um prato, barracas são montadas e o dinheiro arrecadado com a venda dos produtos é revertido para a creche C.M.E.I. Maria Luci Marques Bianco, que abriga mais de 30 crianças, filhos de moradores do bairro e de fazendas vizinhas. “Embora haja parceria com a Prefeitura, temos seis funcionários registrados pela Associação, que trabalham ali”.

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Para ajudar as escolas, espaços são cedidos para montarem barracas de doces, brincadeiras e angariar fundos. Segundo Gaído, a festa ocorrerá na noite de 18 de julho a partir das 20h, e mesmo diante da situação financeira do país ele acredita que o público estará presente, já que os atrativos são muitos, dentre eles a tradicionalidade, ambiente familiar, seguro e acolhedor, estacionamento, frango assado, à passarinho, leitoa frita, polenta, pipoca, quentão, vinho quente, milho verde, churrasquinho, linguiça caipira, quadrilha e um bom forrozinho. “Se depender de mim a festa nunca acabará, porque além da alegria e movimento que gera no bairro, nós precisamos deste tipo de evento para arrecadar dinheiro e honrar com os compromissos”, explica. O nordeste logo aqui Há 27 anos o comerciante Eraldo Paulo dos Santos, 49, chegou a Jaú para tentar uma vida melhor. Apaixonado por festa e música, decidiu organizar uma festa junina no Jardim Padre Augusto Sani, local onde escolheu para morar e construir sua vida. “Eu via que o bairro era um pouco parado e achei bacana trazer a Festa Junina tradicional do Nordeste para cá”. A data escolhida é sempre no dia em que se comemora São João (24 de junho), mas ele explica que caso a data caia durante a semana, a comemoração ocorre no final de semana. A festa já acontece há seis anos na Rua Helena Noemi Almeida Leite, e gera uma série de trâmites. “Vou até à Prefeitura pegar autorização, arrecado alimentos com os moradores, minha esposa os prepara e à noite montamos uma grande mesa”.

Eraldo Paulo dos Santos

Quadrilha ainda não tem, mas o forró é garantido. “A turma dança, se diverte e confraterniza. Nunca saiu uma briga”. Segundo ele, a cada ano a festa aumenta e atrai moradores de outros bairros como Orlando Ometto, Lagoinha, São José, etc. “Teve até um ano que eu não sabia de onde vieram tantas pessoas. Dá para ver que eles gostam e esperam, por isso, enquanto eu viver vou fazê-la”, diz. 

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Legislação

Profissional e salão parceiros,

uma medida necessária A Câmara dos Deputados está prestes a votar o Projeto de Lei 5230/2013, que cria as figuras jurídicas do profissional e salão parceiros

Imagem: Internet

Texto Ricardo Izar |Colaboração Luís Filipe Nazar

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setor de prestação de serviços de beleza vem crescendo demais nas últimas décadas e podemos dizer que esse serviço tem características sui generis, o que demanda um tratamento jurídico peculiar também. Hoje os serviços de beleza são prestados, basicamente, de três formas: 1) com o salão apenas locando o espaço ao profissional; 2) na tradicional contratação, nos moldes da CLT e como empregador e empregado; ou, por fim, 3) como prestador de serviço, de forma autônoma e sem vínculo empregatício. Importante deixar claro que esse projeto de lei não impossibilita nem interfere nas duas primeiras formas de prestação do serviço de beleza de uma forma geral, ou seja, mesmo com a aprovação desse PL, ainda será possível contratar profissionais do ramo de beleza ou locar o espaço a eles. A missão desse novo regime jurídico é, na verdade, a de regulamentar o prestador de serviço autônomo, trazendo segurança jurídica para quem opta por essa forma de relação entre o salão e o profissional, tornando-os parceiros. Isso vai beneficiar tanto o profissional, que passa a ter um maior poder de barganha na negociação de sua porcentagem, como o salão, que poderá programar suas despesas com maior segurança. A forma como o trabalho é desempenhado é sempre uma opção do profissional e do salão. Ressaltamos que a subordinação, a habitualidade, a pessoalidade e outros requisitos que qualificam uma relação de emprego tradicional, nos moldes da CLT, nem sempre estão presentes nesse ramo da beleza, razão pela qual essa era uma demanda necessária para esse setor. Os profissionais cada vez mais prestam os seus serviços em vários salões, atendem durante poucas horas e saem para atender em outros lugares ou, ainda, em domicílio. Por características como essas o regime jurídico a ser aplicado também precisava evoluir e esse PL trouxe isso; quem sai beneficiado é o mercado de uma forma geral. Estamos regulamentando também a parte tributária dessa relação, pois cabe à União estabelecer as normas gerais e regras para o recolhimento dos tributos, sempre por meio de Lei Complementar. Por isso o nosso PLP 255/13 veio definir que o recolhimento será feito de forma separada, ficando cada parceiro (profissional e salão) responsável por recolher o imposto devido sobre a porcentagem respectivamente aferida. Tivemos, ainda, a preocupação de manter uma coerência com quem emprega nos moldes da CLT, pois a parceria só pode ser desfeita com aviso prévio de 30 dias, tudo para salvaguardar o profissional e o salão, que podem investir nas parcerias sem medo de surpresas repentinas. A lei trabalhista também prevê o “aviso prévio” de 30 dias que pode, inclusive, ser indenizado e não cumprido. Já os profissionais que locam um espaço também podem romper um contrato de locação a qualquer tempo, desde que haja prévio aviso e pagamento da eventual multa contratual (cláusula penal). Importante frisar que esse projeto não pode nem tem a pretensão de engessar o mercado, razão pela qual ele traz apenas as diretrizes contratuais gerais, ficando a cargo dos parceiros estabelecerem em cada contrato as medidas exatas dessa parceria. Ademais, a adesão a esse novo modelo precisa ser expressa,

Deputado Federal Ricardo Izar Economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, Presidente da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, Membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados

de maneira que nenhum outro contrato já firmado será prejudicado ou alterado pela aprovação desse Projeto de Lei. Concluo firmando meu compromisso com a renovação do nosso mercado. Para isso, trabalho de forma convicta para a aprovação de leis que possam melhorar a vida dos trabalhadores e empreendedores. Nesse caso, o serviço do ramo de beleza será beneficiado de sobremaneira, tanto os profissionais como os salões.

Os profissionais cada vez mais prestam os seus serviços em vários salões, atendem durante poucas horas e saem para atender em outros lugares ou, ainda, em domicílio Revista Energia 55


Comportamento

Mantenha

a calma Atualmente cobranças, preocupações e um bombardeio de tragédias nos cercam trazendo à tona a ansiedade que, quando começa a prejudicar relacionamentos, atividades sociais e laborais, é hora de procurar um médico Texto Tamara Urias

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Imagem: Internet

o pensar numa reunião importante, no resultado de um exame, na tão sonhada viagem, dentre outras situações, o coração parece uma bateria de escola de samba, a respiração fica ofegante, o suor intenso, a mão trêmula, o desejo de correr ao banheiro aparece e se tem até dificuldade para dormir. Identificou-se? Se sim, bem-vindo a uma parcela da população que sofre de ansiedade. Considerada um conjunto de respostas adaptativas dos seres vivos (exceto das plantas) com função de preparar o ser para a luta ou fuga diante de situações entendidas como perigosas. “Ela é uma resposta extremamente necessária a todos. O que ocorre é que frequentemente reagimos com uma intensidade maior do que a situação exige, e tal sensação passa a ser desconfortável, ruim, e até paralisante/incapacitante”, descreve o médico psiquiatra André Gustavo de Jesus Pellizzari, 33 anos. Recentemente um grande estudo feito na cidade de São Paulo, semelhante aos realizados em outras grandes cidades do mundo, o “São Paulo Megacity Mental Health Survey”, trouxe um resultado de prevalência de 19,9% de Transtornos de Ansiedade na população geral (na ordem de prevalência: Fobia específica, TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo, Fobia Social, TAG- Transtorno de Ansiedade Generalizada, Ansiedade de Separação, TEPT- Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Agorafobia, Síndrome do Pânico), levando em conta adultos com mais de 18 anos. Em pesquisa de uma associação internacional voltada ao estudo do estresse, oito de cada dez trabalhadores apresentam algum sintoma de ansiedade ao longo da carreira. “A sensação de sempre estar atrasado ou desatualizado, a correria, a preocupação em demasia com o futuro, o excesso de informações, as cobranças e a constante insegurança que toma conta da sociedade atual com o aumento da violência, naturalmente nos leva a ficar mais vigilantes e atentos, podendo até exagerar na reação de ansiedade, deixando de ser normal”, diz. Pellizzari conta que crianças e adolescentes também sofrem de ansiedade, podendo ser sinais de alguma patologia ou situação mais grave acontecendo com eles e causando grande prejuízo (momentâneos e/ou futuros, dada à cronicidade dos quadros). Eles também devem ser avaliados por profissionais especializados. Ao analisar o quadro desencadeado, o especialista o classificará de acordo com a intensidade e gravidade, e a abrangência dos sintomas.

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Ele acrescenta: “Vale ressaltar a grande participação biológica na ansiedade. Sabemos que ela está relacionada aos neurotransmissores Serotonina e Noradrenalina, e aos neurônios do Sistema Gabaérgico, basicamente na área do sistema límbico”.

Foco no presente Segundo o médico psiquiatra, a ansiedade é um sentimento persistente de quem teima em viver no futuro, preocupado com coisas que ainda vão acontecer ou que poderão apenas existir em nossa imaginação. O grande problema está quando ela é exagerada e começa a atrapalhar nos prazeres que a vida oferece. Sintomas como taquicardia, aperto no peito, entre outros, são comuns para quem sofre de ansiedade, podendo gerar doenças, sendo que a exposição da pessoa por tempo prolongado a tais sintomas pode levar a problemas psiquiátricos da ansiedade como a depressão, e também a doenças físicas. “Há relação próxima com doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e AVC, e até com Demência de Alzheimer. Também há grande relação de transtornos de ansiedade com uso/abuso de substâncias como o álcool, calmantes, maconha, cocaína, entre outros”, conta. Os principais sintomas físicos da ansiedade são coração e respiração acelerados (taquicardia e taquipnéia), sudorese, palidez de extremidades (rosto, mãos), boca seca, dilatação de pupilas, contração de musculaturas, insônia, náuseas, vômito, tontura, nó na garganta, dificuldade de concentração, esquecimento. Há ainda os sintomas psicológicos como medo, angústia, antecipação mental de eventos, pressa em resolver assuntos, preocupação excessiva, irritabilidade, angústia. “Cronicamente os mais variados sintomas físicos podem se relacionar à ansiedade como dores de cabeça, alterações no ritmo intestinal, dores abdominais, alterações no apetite, perda ou ganho de peso, entre outros”, complementa. Procure ajuda Os principais tratamentos consistem em medicamentos (principalmente antidepressivos) e psicoterapia como, por exemplo, terapias cognitivo-comportamental, psicanalítica, mas sabe-se que atividade física regular melhora e previne os sintomas. “As terapias alternativas como acupuntura e yoga auxiliam no lidar com os sintomas. As técnicas respiratórias também ajudam no controle momentâneo da ansiedade, mas não na resolução do quadro instalado”. O curso dos quadros é crônico, a pessoa pode ficar bem, até mesmo sem tratamento regular, mas há sempre chance de recaíAndré Gustavo de Jesus Pellizzari

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das. De acordo com o psiquiatra, cerca de 35% dos pacientes não têm resposta satisfatória ao tratamento, e um grande número de pacientes não recebe nem diagnóstico nem tratamento adequados. “Esperamos que a pessoa, com os tratamentos, aprenda a lidar de uma maneira diferente, melhor, com os sintomas de ansiedade”. Os resultados dos estudos sobre o tema apontam uma realidade incômoda, portanto, é preciso que haja orientação e estratégias preventivas que visam aos indivíduos em risco, evitando a doença de outra maneira no futuro, fazendo com que a detecção precoce seja mais prevalente e que haja intervenções de transtornos mentais. Sofrer de ansiedade não é brincadeira, logo, quando sentir que está entrando neste estado, além de procurar ajuda médica, pare, respire profundamente, observe à sua volta e tenha a certeza que, de certa forma, tudo está sob absoluto controle. É preciso acreditar.

Latente As crises de ansiedade na profissional da saúde M.F.C., 40, surgiram em função de uma sucessão de fatores, dentre eles a separação, a pressão em resolver tudo sozinha em relação à casa e aos dois filhos, que na época eram bem pequenos, já que o ex-marido não ajudava. Ela morava em São Paulo e diz que a ansiedade se acentuou quando os filhos iam visitar o pai em Marília. De acordo com C., toda vez que eles entravam no carro, os pensamentos negativos e a angústia tomavam conta dela levando a crises de choro e sofrimento. “A espera era horrível, era como se eu vivesse um terrível pesadelo”. Cinco anos se passaram e para conseguir lidar com as crises M.F.C. mergulhou em dois trabalhos. “Era uma forma de ocupar minha mente, mas mesmo assim eu vivia sem expectativa, o que era ansiedade tornou-se choro e dor na alma”. Não aguentando mais, decidiu procurar ajuda. Ao chegar num determinado psiquiatra, a enfermeira foi medicada, afastada do trabalho e mensalmente ia às sessões. “Quando começávamos a conversar ele fechava os olhos, e acredito que até cochilava. Nunca me deu um diagnóstico preciso, só mudava a dose do medicamento”. Ficou por quase um ano nesta fase até que em abril de 2009, época de Páscoa, não suportando mais, num súbito desfalque de medicamentos corretos e terapia, decidiu que não queria mais viver. “Deixei meus filhos com minha mãe e quando estava em casa, sozinha, ingeri uma colher de chá cheia de chumbinho. Meu desejo era que eles nunca tivessem tido uma mãe como eu”. Neste meio tempo uma vizinha a chamou e quase sem forças M. respondeu que já iria abrir a porta. Por sorte a vizinha tinha uma cópia da chave do portão. Ao acordar, a enfermeira ouviu um residente de São Paulo dizer que ela deveria mudar a data do seu aniversário, pois nem ele sabia como havia conseguido reverter o grave quadro em que ela se encontrava. Por mais de um mês ficou internada em um hospital longe de Jaú para se recuperar dos danos que o veneno possivelmente faria em seu corpo, cérebro e vida. Segundo ela, o local era frequentado por mulheres de alto padrão social, que quase sempre chegavam em função de traumas ocasionados pelo divórcio. Após recuperar-se do susto, um novo processo se iniciou. Além de um novo psiquiatra, C. iniciou


Foto: Arquivo Pessoal

Isabela Dario dos Santos

terapia com uma psicóloga. “Ambos me ajudaram a reescrever minha vida. Agradeço a eles e a Deus, pois sem vontade e fé, nada recomeça”. Ao finalizar a entrevista a jovem faz questão de dizer que hoje se sente livre e consegue falar sobre o assunto, e só não diz seu nome completo para preservar os filhos que nada sabem.

Tensão Sofrendo de ansiedade, mas não em grau elevado, a estudante de Letras Isabela Dario dos Santos, 21, conta que suas crises são caracterizadas por ausência de sono, agitação, ânsia e perda total de apetite. “Ela se apresenta nas minhas épocas de avaliações, pois fico extremamente tensa e preocupada com os conteú-

dos a serem estudados e as provas a serem feitas, afinal, é muita coisa a ser revisada e estudada e às vezes o meu maior medo é de não dar conta de tudo e não me sair bem”. Como a considera controlável, nunca procurou ajuda médica. Ao ser questionada se já passou por alguma situação constrangedora ela diz que não, mas relata que no ano passado, quando ainda era estudante de cursinho pré-vestibular, por decorrência da pressão em relação à grande demanda de estudos e ter apenas um único objetivo que era o de entrar em um universidade, a ansiedade veio em um grau elevado e com isso alguns problemas de saúde surgiram. “No final tudo deu certo, as provas chegaram, fiz com a maior calma possível e dei o meu máximo. Hoje posso dizer que lido com esse problema da maneira mais natural possível, procuro manter o foco nos meus estudos em época de prova e, acima de tudo, manter a calma. Tento colocar em minha cabeça que não vale e pena ficar ansiosa, isso só vai me atrapalhar”, finaliza. 

“Ela é uma resposta extremamente necessária a todos. O que ocorre é que frequentemente reagimos com uma intensidade maior do que a situação exige”, diz Pellizzari


vida

Boa

Por João Baptista Andrade

Comida e Tecnologia Tudo começou de maneira inusitada, para não dizer completamente esdrúxula

U

m dia friorento, típico de outono, e eu com fome. Já disse antes que sou uma pessoa de hábitos. Bons hábitos, segundo o meu pouco juízo. Pois bem. Decidi ir comer no meu restaurante favorito e, enquanto para lá me dirigia, fui pensando numa multitude de pratos, sabores e texturas capazes de aplacar os meus desejos: moquecas, codornas, saladas crocantes, patês, galantines, bifes sumarentos ou uma rabada. Logo na entrada, a primeira surpresa. Reformaram tudo! Nada mais de sofás e poltronas de couro de porco, piso de tábuas largas ou paredes de lambris. Cadê as mesas cobertas com toalhas de linho branco e decoradas com pequenos vasos cheios de mini rosas? Tiraram o bar! Aquele balcão centenário de madeira escura, onde eu me deliciava com Dry Martinis perfeitos, desapareceu! E quem são essas pessoas a quem desconheço por completo? Cadê o Pontes? Cadê o Gildo, meu sommelier faz décadas? Muito estranho. Muito estranho... Já meio desenxabido ia me virando para a porta de saída quando fui abordado por uma jovem de vinte e poucos anos. Uma Hostes! Ela desejou-me as boas-vindas e encaminhou-me para uma mesa. De vidro! O tampo da mesa era de vidro! E assim que eu toquei nele, o dito cujo acendeu-se feito uma tela de computador para exibir o cardápio. Uma espécie de PowerPoint ia exibindo slides com os pratos, indicando sua composição, valores calóricos e/ou nutricionais, marcações sobre a origem e a rastreabilidade dos ingredientes, qual a distância que os mesmos percorreram até chegar ao restaurante e assim por diante. Fiquei entre embasbacado e parvo; certamente pasmado. Os cardápios foram inventados na França, em junho de 1751, no palácio de Versalhes pelo rei Luís XV. Outra vertente os atribuem ao duque Henrich Brunswicki-Wolfenbüttel, em abril de 1521. Antes disso? Os garçons repetiam de memória todos os pratos e explicavam quaisquer dúvidas eventuais dos clientes ou comensais. Aliás, na França os cardápios ficavam 60 Revista Energia

afixados numa lousa logo na entrada do estabelecimento. Garçons neófitos carregavam outra pequena lousa, amarrada de ponta-cabeça à cintura, onde podiam fazer consultas em casos de dúvida. Ainda aturdido, chamei por um garçom. Apareceu-me outro garoto, sardento e com acne no rosto, usando óculos de lentes grossas. A cada pergunta minha ele consultava a mesa mágica e mostrava-me um slide qualquer. Sorrindo. Feito um palerma! Eu acredito que o PowerPoint é a compensação definitiva para quem tem um córtex pré-motor fraquinho. Gente que não consegue elaborar um raciocínio lógico complexo sem apoio externo. Mas eu achei pouco gentil para com o rapazola explicar-lhe isso. Quando perguntei quais vinhos poderiam harmonizar melhor com as minhas escolhas iniciais o fulaninho tocou em outro ponto da mesa e começou a mostrar-me fotos de rótulos. Em ordem alfabética! Lembrei-me imediatamente da família Jetson (duvido que o leitor se recorde dos nomes do pai, mãe, irmã mais velha, irmão caçula, empregada-robô e cachorro) e saí correndo dali. Acordei todo suado, com Cristina me acalmando e dizendo que a coleção de cardápios do mundo todo que ela possui estava intacta. Que o meu restaurante predileto continua o mesmo de sempre. E que eu não deveria comer tanto antes de dormir, muito menos fumar charutos, caso deseje não ter mais pesadelos desse tipo. Tive que concordar. 

Os cardápios foram inventados na França, em junho de 1751, no palácio de Versalhes pelo rei Luís XV Até a próxima.


guia da gula

guia gastronômico

sabores para todos os paladares

Estilo Mineiro

Chocolates Brasil Cacau

Na correria do dia a dia é fundamental fazer uma boa refeição. Há 17 anos o Restaurante Estilo Mineiro oferece os mais diversos e saborosos pratos quentes e frios, de comida caseira e mineira. Localizado na área central de Jaú, serve também as opções marmitex, self-service por quilo e à vontade. Cervejas, refrigerantes e suco natural de laranja também estão à disposição do cliente. O horário de funcionamento é das 11h às 14h30.

Durante todo o mês de junho, Chocolates Brasil Cacau celebra o dia dos namorados com uma super promoção. Nas compras acima de R$ 50,00 você ganha na hora um tablete surpresa de chocolate ao leite 100g e ainda tem a chance de participar da promoção “selfie do amor”, quando poderá ganhar uma noite especial com seu amado. Para mais informações acesse pelo facebook a página: Boa Pedida Jahu e participe.

Rua Edgard Ferraz, 762 - Centro - Jaú Telefone (14) 3624 2194 Rua 7 de Setembro, 1090 – Centro – Bariri Telefone (14) 3662 0849

Jaú Shopping - Piso Inferior Av. Dr. Quinzinho, 511 - Chácara Pecciolli Telefone (14) 3621 8694

o desafio vai comecar em breve...

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A Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM. Garanta seu exemplar, gratuitamente, nos pontos de retirada: Posto São João e...

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