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Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 4 | Edição 38 | Mensal - Outubro 2013

Perfil

Fábio Peralta

Adoção tardia

Um gesto de coragem e amor

gente fina

Tide: uma mulher de garra e perseverança

Ciado

Container Uma empresa que pensa em você, sua obra e no meio ambiente


2 Revista Energia


Revista Energia 3


4 Revista Energia


Editorial

Ano 4 – Edição 38 – Jaú, Outubro de 2013 Tiragem: 10.000 exemplares

É preciso

voar...

Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286 Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br

U

Criação de anúncios: Raul Galvão arte@revistaenergiafm.com.br

ma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá você desejará voltar.

Redação e revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br Repórteres Marcelo Mendonça marcelo@radioenergiafm.com.br Tamara Urias tamara@revistaenergiafm.com.br

Projeto gráfico: Revista Energia Projetos Especiais, Fotografia e Produção Fotográfica: Leandro Carvalho foto@revistaenergiafm.com.br Social Club social@revistaenergiafm.com.br Colunistas Alexandre Garcia Antonio Paulo G. Trementocio Caroline Pierim João Baptista Andrade Marcelo Macedo Mário Franceschi Netto Paulo Agnini Professor Marins Ricardo Izar Jr. Wagner Parronchi Colaboraram nesta edição Karen Aguiar Comercial Jean Mendonça Joice Lopez Moraes Sérgio Bianchi Silvio Monari

Foto: Cláudio Bragga

Diagramação BV Gráfica (14) 3622-2851

Com estas palavras de Leonardo da Vinci abro este editorial.

Não é por acaso que nós, da Energia, andamos voando. Tivemos que aprender a voar para atender cada vez mais suas expectativas. Na verdade, hoje tudo voa: o tempo, os acontecimentos, as pessoas. Então, nossa equipe sabe que é preciso voar mais alto, ir além. Como fez lançando seu aplicativo para estar sempre com você, onde quer que você esteja. Voamos até as nuvens e trouxemos histórias de coragem e ousadia no depoimento dos adeptos do paraquedismo. Mergulhamos em uma história de amor que uniu um casal e um garoto, que você vai conhecer na matéria sobre adoção tardia. No Gente Fina desta edição, um passeio sobre a vida de determinação e trabalho da Tide. Nossa capa traz inovação e tendência em arquitetura e construção, apresentando projetos com foco na sustentabilidade. Voamos também ao passado, à infância, a momentos de nostalgia e liberdade que fecham nossa edição, com o “entre aspas”. Querido leitor, a pista está livre, decole e voe conosco pelas páginas da sua Revista Energia. Boa leitura.

Impressão: Gráfica São Francisco Distribuição: Pachelli Distribuidora Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br

Maria Eugênia

Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Revista Energia 5


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Revista Energia 7


ÍNDICE

38 Capa

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NESTA EDIÇÃO 18 Saúde 22 Aventura 28 Comportamento 72 Tecnologia 74 Segurança 80 Turismo SEMPRE AQUI 10 Perfil 12 Radar 14 Jurídico 16 Pense Nisso 20 Especial Profissões 21 DPI 26 Raça do Mês 32 Gente Fina 36 Garota Energia 38 Capa 46 Quem Fez Jahu 49 Look de artista 54 Varal 58 Moda 60 Fitness 62 Social Club 76 Gourmet 77 Guia da Gula 78 Boa Vida 79 Vinhos 82 Vitrine 85 Empresarial 86 Entre Aspas

Aventura: Vida nas alturas

Varal: Peças para arrasar em qualquer ocasião

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Gente Fina: Clotilde Souza Silva de Freitas, a Tide

Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 4 | Edição 38 | Mensal - Outubro 2013

PERFIL

Fábio Peralta

ADOÇÃO TARDIA

Um gesto de coragem e amor

GENTE FINA

Tide: Uma mulher de garra e perseverança

Ciado

Container Uma empresa que pensa em você, sua obra e no meio ambiente

Nossa capa: Jason Grava Lara Foto: Leandro Carvalho Produção Gráfica: BV Gráfica Beleza: Tide Júnior Style: Vestylle Megastore Agradecimento: Casa 2 Arquitetura


Revista Energia 9


Fotos: Divulgação

Perfil Perfil

Fábio Peralta “Recebo vários convites para atuar fora do Brasil, mas meu paciente está aqui, me propus a oferecer meu trabalho para o meu país e não vou embora, tenho muitas vidas para salvar aqui” Texto Karen Aguiar

Todas as cores de Q

uem conhece o Dr Fábio Peralta, 45, sua seriedade, discrição e todos os seus diplomas e títulos não imagina o quão simpático e espirituoso é o médico. Formado em medicina pela USP, em Ribeirão Preto, com residência em Ginecologia e Obstetrícia na mesma Universidade, Fábio (como ele mesmo permitiu chamá-lo) possui mestrado e doutorado pela USP/SP, e pós-doutorado na Inglaterra, pela Universidade de Londres. Referência no Brasil e no mundo quando o assunto é Medicina Fetal, o jauense se fixou em Campinas, onde é profes-

sor na pós-graduação e médico assistente da UNICAMP, além de coordenar alguns centros especializados em São Paulo. Fábio conta que ouviu falar da especialidade durante a graduação e tomou conhecimento da falta de profissionais no país. “Por volta de 1989 ouvi falar do assunto e descobri que era uma área promissora, com muito estudo e inovações a serem feitas para salvar vidas”, conta. Em meio a um bate-papo, marcado para o intervalo do congresso da área realizado no mês de agosto em Jaú, Fábio relembra o tempo que passou na cidade, onde vivem seus pais,

Rosa e Rosinha

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irmãos, tios e amigos. “Sou da época que o pessoal costumava se encontrar na Rua Amaral Gurgel, íamos a casas noturnas, barzinhos. Durante a graduação, sempre que possível, voltava a Jaú”. Outra lembrança da juventude compartilhada foram as tardes no Caiçara Clube durante as férias e, também nesse período, as visitas a Santa Casa para ver como funcionava a rotina da medicina. “Realmente fica na cabeça aquela lembrança que nunca sai, você pode estar trabalhando, vivendo sua vida, mas não esquece as pessoas, as coisas da infância”.

Família

Relembrando os tempos de criança, Fábio se diverte contando dos filhos Thiago, 5, e Camila, 10. “O Thiago é o cara mais legal que conheço, todo mundo adora ele. Vai bem na escola, gosta de natação, de jogar bola, tênis e se você parar para conversar com ele vai achar a mesma coisa que eu, ele convence. Camila já é o oposto, ela sou eu vestido de mulher em termos de personalidade. Muito inteligente e também dedicada ao esporte, ela participa de campeonatos de Karatê e adora. Camila dificilmente desiste do que quer, somos realmente muito parecidos. O Thiago já é mais a mãe, a Patrícia, tranquila, divertida, amorosa. Estamos juntos há 15 anos e ela sempre ao meu lado, viajou comigo quando a Camilinha ainda estava no colo, é minha grande companheira.”

Trabalho

A vida corrida, noites não dormidas e ausência na família são os preços que ele diz pagar por atuar numa área onde não há muitos

profissionais. De acordo com Fábio, na Europa e Estados Unidos tem alguns, mas muitos não são especializados em tratamento cirúrgico do feto. “Recebo vários convites de centros médicos que possuem interesse, e não possuem nenhum especialista. Mas meu paciente está aqui, me propus a oferecer meu conhecimento para o meu país e não vou embora, tem muita gente aqui que precisa do meu trabalho”.

Peralta explica que a medicina fetal é uma área de atuação que foca no diagnóstico e, quando possível, no tratamento de problemas do feto. “Existem algumas doenças do bebê que é preciso a realização de algum procedimento cirúrgico para salvar sua vida. Resumindo, você tem uma vida que não tem nenhuma chance de prosperar e então transforma isso numa boa chance de sobrevivência.”

Futuro

Questionado sobre o que ainda almeja Peralta não hesita: “Sou pesquisador por vocação, busco constantemente por inovações. O que eu almejo é continuar com essa mesma força de vontade. Minha persistência vai me fazer descobrir mais e mais soluções para problemas que existem há muito tempo, com maiores possibilidades de salvar vidas. Não tem nada especifico, não quero comprar uma casa, um carro, uma fazenda, nem ficar rico e nem ser o melhor do mundo. Simplesmente não quero perder essa força de vontade de mudar o tempo inteiro, pois quando resolvo um problema, já fico na expectativa de resolver outro. Esse é meu sonho, continuar a descobrir soluções novas para problemas velhos e, assim, salvar mais vidas”. 


Radar

Boa

Por Alexandre Garcia

Espionagem é poder

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presidente Dilma disse na ONU que espionagem “é séria violação dos direitos humanos”. Então, imagine o tamanho da violação dos direitos humanos em uma fila de hospital público... E antes que o título acima assuste os mais sensíveis, quero lembrar que o mundo inteiro emprega para os serviços de espionagem o eufemismo “serviços de inteligência”. Inteligência que vem como sinônimo de uso da informação, não importa obtida como. Não precisa ter, necessariamente, conexão com o uso inteligente do cérebro... A presidente Dilma disse na ONU que é uma afronta a  espionagem americana - ou a inteligência americana. Ninguém vai ligar muito, porque o mundo inteiro sabe que todos espionam todos e os mais poderosos espionam mais. Inteligência é poder. Poder estratégico, militar e comercial. Na espionagem nem sempre tamanho é documento. O melhor serviço secreto e de espionagem do planeta seria o Mossad, de Israel, na escolha de nove entre dez entrevistados. E nem sempre os americanos estão isentos de algum fiasco na área. O mais conhecido foi a informação de que haveria armas de destruição em massa em poder de Saddam Hussein, mas há fiascos mais recentes, como o de dar armas para os rebeldes líbios, que as usaram para invadir instalações diplomáticas americanas e matar

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o embaixador dos Estados Unidos. Há um fiasco em andamento, em relação à Síria, por falta de informações corretas sobre os rebeldes. Mas fiquemos no Brasil, este pobre país indefeso a ponto de os americanos - a valerem as denúncias do desertor da NSA - acompanharem a comunicação entre a presidente Dilma e assessores. Quando quatro das maiores petroleiras do mundo desistiram do leilão do filé do pré-sal - Libra - fiquei imaginando que devem saber o que não sabemos. Se são realmente amigos, bem que poderiam nos contar. Talvez até tenham um relatório sobre a Petrobrás sendo usado por partido político. Semana passada, quando a Polícia Federal desencadeou prisões e apreensões da Operação Miquéias - a da lancha de 5 milhões e dos carros esportivos de quase 3 milhões cada um descobriu-se que a quadrilha tinha gente de confiança a ocupar cargos na Secretaria de Assuntos Institucionais da Presidência da República, no Ministério da Previdência, do Trabalho e Cia Nacional de Abastecimento. Se tivéssemos um bom serviço de inteligência, essas pessoas nem seriam recrutadas para o serviço público. O perigo é termos um serviço assim e ele não ficar a serviço do estado brasileiro, mas a serviço do governo e do partido que estiver no governo, como tem acontecido desde o início. Quando implantou o SNI, então Serviço Federal de Informação e Contrainformação, em 1956, Juscelino Kubitscheck o usava para se proteger de Carlos Lacerda e outros opositores, prever greves e vigiar movimentos esquerdistas, conta a História. 


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Jurídico Por Wagner Parronchi

Agente comunitário de saúde e insalubridade

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Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito de uma agente comunitária de saúde receber o adicional de insalubridade, mesmo prestando seus serviços fora de estabelecimentos destinados ao tratamento da saúde humana. Segundo o relator do recurso de revista, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, “o risco está em todos os locais em que há contato com vírus e bactérias”, independente do local onde o profissional de saúde exerça sua função, de tal forma que a ele deve ser deferido o adicional de insalubridade. Ainda segundo o relator do recurso de revista, se o contato ocorre em atendimento domiciliar, quando o agente comunitário atua no tratamento, reabilitação e manutenção da saúde dos pacientes, ainda assim existe a possibilidade de contágio devido ao contato com agentes biológicos. Ele citou como exemplos os procedimentos de tratamento, reabilitação e manutenção de portadores de hanseníase ou tuberculose, que recebem visitas periódicas dos agentes de saúde em casa para administração de medicamentos e acompanhamento, e o atendimento pré-hospitalar móvel. “Saúde é alvo de tratamento em diversas outras situações que não poderiam ser desprestigiadas unicamente por não serem desenvolvidas no ambiente hospitalar”, ressaltou. Entenda o caso.

A ação foi ajuizada por uma agente comunitária da saúde, contratada pelo Município de Araioses (MA), cujo pedido foi jul-

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gado procedente em primeira instância, após o laudo pericial constatar que a trabalhadora fazia jus ao pagamento do adicional de insalubridade. O Município recorreu e o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA) excluiu o referido adicional da condenação, afirmando que como a agente realizava seu trabalho na comunidade, o adicional era indevido porque o Anexo 14 da NR 15 do Ministério do Trabalho e Emprego estabelece que as atividades que envolvam agentes biológicos devem ocorrer em locais como “hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana”. Contra essa decisão, a agente interpôs recurso de revista ao Tribunal Superior do Trabalho, que reformou a decisão do regional. De acordo com o ministro Vieira de Mello, a função desempenhada pela agente a coloca em contato com vários tipos de doenças, inclusive as infectocontagiosas, pois o trabalho prestado em visitas às pessoas em suas residências envolve conversas e administração de medicamentos, expondo-a a risco. Quanto ao Anexo 14 da NR 15, o relator entendeu que a norma considera praticantes de atividades insalubres as pessoas em contato com pacientes em hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e qualquer outro lugar destinado ao cuidado da pessoa, “o que inclui sua residência”. 


nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

O desejo de status

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utro dia fui repreendido por uma advogada porque não a chamei de “doutora”. Um amigo me contou que ficou esperando duas horas para que lhe fosse entregue um cheque que estava pronto sobre a mesa de um diretor. Ao entregá-lo, a secretária lhe disse: “O cheque está pronto há muito tempo. É que o meu diretor gosta de deixar as pessoas esperando para se fazer de importante”. Um agente de viagens me contou que há clientes que fazem absoluta questão de sentar no primeiro assento do avião, pois acham que sentar no primeiro assento é questão de status. Numa oficina, um mecânico me disse que o “Dr. Fulano” não aceita esperar um minuto sequer. A mesma coisa ouvi de um frentista de posto de gasolina: “Aquela mulher não suporta esperar que atendamos outra pessoa na sua frente. Ela quer que a gente pare de atender a outra pessoa para atendê-la”. Maitres e garçons ficam abismados ao ver que há clientes que não vão ao restaurante se a “sua” mesa estiver ocupada. Uns assistem uma palestra sobre vinhos e se acham os maiores especialistas em enologia, ensinando ao sommelier. Outros fazem questão absoluta de serem atendidos pelo dono do restaurante e não por garçons. Alguns não admitem que seu “carrão” vá para o estacionamento. Exigem que ele fique estacionado defronte ao restaurante - mesmo que não haja vagas. Tal hóspede só fica na suíte 206. “Se ela estiver ocupada ele fica uma fera”, disse-me o gerente do hotel.... ”O presidente só toma café nesta xícara”, confidenciou-me a copeira da 16 Revista Energia

empresa. “Quando a anterior quebrou, não encontramos no Brasil. Daí um diretor trouxe outra igual da França...”. Esta lista de exigências não teria fim se quiséssemos esgotá-la. Por que certas pessoas sentem tanto desejo e mesmo necessidade de status? Alain de Botton, um filósofo contemporâneo, estuda esse desejo tão exacerbado nos dias atuais em seu livro que leva o nome desta mensagem: “Desejo de Status” (Editora Rocco, 2004). O autor analisa o “esnobismo” contemporâneo como forma de vencer o anonimato e a falta de conteúdo das pessoas neste mundo de aparências em que vivemos. Vale a pena ler. O mundo já está complicado demais para que as pessoas ainda vivam buscando status. Pessoas esnobes, desejosas de deferências e rapapés parecem não compreender que estamos no século XXI. Fico impressionado ao ouvir relatos de pessoas que fazem exigências absurdas, desejam atendimentos especiais, mesas únicas. Geralmente são pessoas de origem humilde, que necessitam dessas exigências e até da arrogância para mostrar a sua importância, já que elas próprias pouca importância se dão, dizem os psicólogos e filósofos que tratam do assunto. Veja se você não está sendo vítima de um desejo exagerado de status e fazendo exigências descabidas de serviços e atenções, tornando-se arrogante e esnobe. Faça uma autoanálise antes de cair no ridículo e ser motivo de chacota das pessoas que lhe atendem e servem, mas riem de sua insegurança assim que você deixa o ambiente, crente que está abafando. Pense nisso. Sucesso! 


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Saúde

Outubro Rosa O movimento, comemorado em todo o mundo, remete à cor do laço rosa que simboliza mundialmente a luta contra o câncer de mama. Com o objetivo de estimular a prevenção, mastologistas desmistificam o assunto Texto Tamara Urias 18 Revista Energia


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Campanha Outubro Rosa nasceu quando o laço cor-de-rosa foi lançado pela Fundação G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990. A ação, com o objetivo de alertar a população da prevenção pelo diagnóstico precoce do câncer de mama, ganhou repercussão mundial, obtendo a adesão de diversas cidades que em apoio à campanha enfeitam ou iluminam prédios e monumentos com a cor rosa, símbolo da campanha. O câncer de mama é a primeira causa de morte de mulheres por tumor no Brasil. Entre as mortes por doenças no sexo feminino, perde apenas para os problemas cardiovasculares como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer - INCA, em 2012 estimava-se que no Brasil surgiriam 52.680 casos novos desta doença, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Esse tipo de câncer, que está ligado ao estilo de vida da mulher moderna, é o que mais afeta o público feminino nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Na região Norte é o segundo tumor mais incidente.

Foto: Divulgação

Quando detectado precocemente, a chance de um tratamento menos agressivo e mais eficaz são maiores, aumentando as probabilidades de cura

A Cliam - Centro de Mastologia Jaú é a primeira clínica especializada e referência na prevenção, diagnóstico e tratamento de patologias benignas e malignas da mama. Ela conta com os mastologistas José Roberto Figaro Caldeira, João Ricardo Auler Paloschi e Ailton Joioso, que atuam única e exclusivamente nesta área. Segundo os especialistas, no câncer de mama não existe nada específico que evite o aparecimento da doença, mas ela está associada a dois tipos de prevenção. A primária tem como base a prática de atividade física, que por si só reduz em 30% o câncer de mama (controle de obesidade), a redução na ingestão de gordura animal, a não utilização de bebida alcoólica, principalmente os destilados, e o cuidado com a terapia de reposição hormonal. Já a prevenção secundária, que tem por objetivo detectar precocemente a doença, inicia-se com o exame clínico das mamas pelo médico especialista, associando os estudos de imagem das mamas de acordo com a necessidade de cada paciente, que podem incluir a mamografia, a ultrassonografia mamária e a ressonância nuclear magnética das mamas, a seu critério. Desta forma o diagnóstico precoce será possível com chances de cura de até 100%. 

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Especial profissões

Fisioterapia Por Heloiza Helena C. Zanzotti

Atuando para melhorar a qualidade de vida e a autoestima dos pacientes

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Fisioterapia é uma profissão relativamente nova (regulamentada em 1969), que busca produzir e utilizar os conhecimentos relacionados à motricidade humana. O profissional em fisioterapia atua na prevenção, cura ou reabilitação da capacidade física funcional das pessoas, em qualquer idade. Seu trabalho visa à preservação de órgãos, sistemas e funções, englobando desde a elaboração do diagnóstico físico e funcional até a escolha e execução dos procedimentos pertinentes a cada situação. O fisioterapeuta previne e trata disfunções do organismo humano causadas por acidentes, má-formação genética ou vício de postura. Para isso, usa diversas técnicas como tratamentos à base de água, calor, frio, luz e aparelhos especiais. Além de ajudar na recuperação de pacientes acidentados e portadores de distúrbios neurológicos, cardíacos ou respiratórios, trabalha com idosos, gestantes, crianças e portadores de deficiência física ou mental.

Áreas de atuação

intensivo a pacientes. O Sudeste concentra o maior número de vagas e os melhores salários, mas a concorrência é grande. As chances de conseguir trabalho são maiores no Norte e Nordeste. Segundo Flávia de Godoy Vaz, 27, fisioterapeuta e instrutora de pilates, apesar de ser uma profissão com vasta área de atuação, o mercado de trabalho exige constante capacitação e qualificação do profissional. “Acho importante que o fisioterapeuta busque se aperfeiçoar realizando cursos e especializações, para se diferenciar e atuar com competência nas diversas áreas da fisioterapia”, afirma.

Onde estudar Com duração de quatro anos, a Universidade Federal de São Carlos é a instituição pública mais próxima de Jaú. Em Bauru há instituições particulares que oferecem o curso. 

Flávia de Godoy Vaz

O fisioterapeuta tem um amplo campo de atuação profissional. Terapia intensiva, ortopedia e traumatologia, neurologia, gerontologia e geriatria, fisioterapia esportiva, dermatologia, grupos especiais, fisioterapia do trabalho, cardiologia e pneumologia, estética, home care, centros de reabilitação, centros de repouso, clubes, spas, saúde pública, pesquisa, desenvolvimento e teste de equipamentos para uso em terapia. Nos ambientes laborais e institucionais de ensino, como indústrias e escolas, o fisioterapeuta analisa e intervém preventivamente em relação às doenças ocupacionais, acidentes de trabalho e disfunções posturais. Também pode atuar como docente e em cargos públicos (secretarias de saúde).

Embora em algumas áreas a procura por fisioterapeutas seja pequena, há setores aquecidos e com boas perspectivas para quem atua em fisioterapia esportiva, lidando com a reabilitação de atletas ou com a prevenção de lesões, especialmente no momento em que o Brasil receberá a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016. Mas o setor de maior demanda para esse profissional é o hospitalar, no atendimento

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Foto: Leandro Carvalho

Mercado de trabalho


DESIGN . PUBLICIDADE . INOVAÇÃO Antes

PROJETO ID. VISUAL: CIRCÊNICO

Depois

Acesse e confira nosso blog.

por DPI Agência

Já falamos da importância da identidade visual, de ter uma identidade que reflita exatamente aquilo que a sua empresa/marca oferece. Isso facilita muito a percepção do seu público alvo, e encurta o caminho pra que ele chegue até você. O case que abordaremos nessa edição é um tanto quanto especial, pois trata-se de uma instituição de Artes Integradas conhecida na cidade e na região, e que nos procurou para fazermos a sua nova identidade. O Circênico é um espaço de formação artística e produção cultural que está na cidade de Jaú há 9 anos, e agora passa por um processo de remodelagem da marca em parceria com o trabalho da DPI Agência. Os irmãos Fernando e Renato, administradores da instituição, nos procuraram e apresentaram o problema: “a nossa marca não reflete tudo o que somos e oferecemos.” Ao iniciarmos o trabalho com o Circênico, o primeiro passo foi definir os 4 conceitos que constroem a marca: Alegria, Perspicácia, Movimento e Interatividade. A partir daí, buscamos por um símbolo e tipografia que sintetizasse esses conceitos através das formas e da paleta de cores, e trabalhamos todas as aplicações da marca.

Antes

Tudo foi refeito com a nova identidade: cartão de visitas, papelaria, uniformes, frota e fachada. O projeto foi recebido de braços abertos, e hoje está em fase de aplicação. Para Renato, “a nova identidade traduz muito melhor o que o Circênico é, as pessoas vão olhar e pensar ‘quero me matricular e fazer parte disso!’, pois agora a nossa qualidade e credibilidade já estão refletidas na nossa apresentação para o público alvo.” Aos interessados, o Circênico oferece aulas de Teatro, Circo e Dança integradas à outras linguagens artísticas para crianças e adultos, com horários especiais: www.facebook.com/circenicoartesintegradas

Depois


Aventura

Próximo das nuvens Coragem, limite e sensação de liberdade são sentimentos que, juntos, fazem os adeptos do paraquedismo querer saltar cada vez mais Texto Marcelo Mendonça 22 Revista Energia


“Certa vez, em Araraquara, tive que abrir o paraquedas reserva. Na hora não entrei em pânico, mas quando cheguei ao chão é que me dei conta do que tinha acontecido e aí veio a descarga de adrenalina, minhas pernas tremiam. Mas a média da utilização de paraquedas reserva é de um para cada mil saltos”. Mara Xavier

Revista Energia 23


Mara Bercio Xavier

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I

magine você entrando em um avião com outras 15 pessoas e amarrado a outro paraquedista. Dali em diante o avião decola e em poucos segundos você vai cair a uma velocidade de 220 km/h, ou se já salta sozinho, a queda atinge até 300 km/h, dependendo da posição. O frio na barriga aparece, não há chance de voltar atrás. A adrenalina também sobe e o céu não é mais o limite. Vinicius Girotto, empresário, é entendido no assunto. Paraquedista profissional e filiado à Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPQ); já integra a categoria C, sendo que a máxima se estende à D. “Nesta categoria eu posso saltar em qualquer lugar do mundo e até fazer saltos noturnos”, diz ele. A maior altura que já saltou foi de 14 mil pés, mas geralmente os saltos acontecem a uma altura de 12. Sua lista de saltos é grande, já ultrapassa a casa dos 250. Pelo menos duas vezes ao mês o paraquedista vai a Boituva e ressalta que o momento da queda e a hora de sair do avião são tarefas que o praticante nunca vai parar de aprender. “A maioria dos meus amigos que saltam vai todo fim de semana, como o meu trabalho não permite, vou apenas duas vezes ao mês”. Se você é maior de idade e ao ler estas linhas sentiu vontade de praticar o esporte, prepare-se, o valor do curso para se tornar paraquedista gira em torno de R$ 5 mil; mas se sente curiosidade e deseja saltar apenas uma vez, para sentir como é a sensação, o custo é a partir de R$ 290. Por ser um esporte diferenciado, o equipamento também requer investimento. Girotto já investiu US$ 15 mil no dele, que é importado e específico para seu peso.


“As pessoas me perguntam se eu tenho medo e eu digo que sim. É ele que nos mantém vivos e não deixa ultrapassarmos o limite e abusarmos da segurança”. Vinicius Giroto Quem pensa que paraquedismo é um esporte masculino, engana-se. A prática é extremamente segura e os saltos podem ser praticados por qualquer pessoa independente de peso, sexo ou idade, mas é preciso ter coragem e controle emocional. Durante o desenvolvimento desta matéria, também conhecemos a bancária Mara Bercio Xavier, natural de Botucatu, mas que há quatro anos mora em Jaú e é APAIXONADA (isso mesmo, a palavra merece destaque) por saltar de aviões. Há exatos quatro anos realizou seu primeiro salto duplo e não quis saber de outro esporte. No total, já foram 437 saltos e se depender dela esse número ainda vai aumentar muito. Segundo Mara, no chão eles ensaiam, já que o treino é para o corpo ter a memória muscular e o salto sair perfeito. “Cada salto é diferente, cada um tem um objetivo”. Mara já saltou de uma altura de 15 mil pés e todo final de semana viaja para Boituva, onde chegou a fazer cinco saltos no mesmo dia. E pelo menos duas vezes ao ano viaja para outros países em busca de cursos de aprimoramento e saltos mais ousados. “Nos Estados Unidos, além de poder saltar de uma altura maior que aqui, o valor é mais acessível, lá é possível saltar por US$ 13”. A bancária, que investe em seu hobby, já parou de contabilizar os gastos, mas conta que até o seu segundo ano de prática o montante já passava de R$ 50 mil. Durante o papo a jovem conta um caso um tanto intrigante, diz que participou de um casamento em queda livre. “Como eu também filmo saltos de amigos, esse casal decidiu trocar as alianças no avião e saltaram para selar a união. O momento foi mágico”, relembra. Saltar, além de ter se tornado rotina na vida de Mara, trouxe a oportunidade de novas amizades, além de laços e vínculos com os adeptos do esporte; no clube do qual ela faz parte já são 37 integrantes. 

Fotos: Arquivo Pessoal

Vinicius Giroto


Raça do mês

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Chinchila Por Heloiza Helena C. Zanzotti | Fotos Leandro Carvalho

uito dócil, facilmente adaptável e tranquilo de criar, o chinchila tem substituído cães e gatos e se tornado o pet do momento. São roedores muito asseados, se comparados a coelhos e hamsters. Sua pelagem é cerca de trinta vezes mais suave que o cabelo humano e muito densa, o que impede que estes animais sejam infestados por pulgas e carrapatos. Gostam de explorar, observar, ouvir sons e são muito sociáveis, por isso não devem ter uma vida solitária. Muito ativos, precisam fazer exercício regularmente e é importante que suas gaiolas tenham espaço suficiente para brincar, descansar, comer e explorar o ambiente. Quanto maior a gaiola, melhor.  Um chinchila vive até 20 anos de idade, pesa de 300 a 800 gramas e mede de 22 a 28 centímetros. São animais bastante resistentes a doenças, sendo que a maior parte delas provém da falta de higiene. Chinchilas não tomam banho com água. Como sua pelagem é muito sensível, existe uma areia especial, bastante fina, apropriada para o seu banho. Também não é qualquer coisa que um chinchila pode comer, sob pena de uma intoxicação alimentar que pode levar a óbito. Sua dieta deve ser rica em fibras, devendo ter sempre disponíveis feno e alfafa, além de rações especiais vendidas em lojas para animais de estimação. Chinchilas têm uma memória incrível e se forem maltratados vão se recordar do sentimento, associá-lo à pessoa que os fez sentir assim e dificilmente a confiança será reconquistada. Por isso não são muito indicados para crianças pequenas, já que essas costumam não ser muito delicadas. Quando criados perto do ser humano, ficam dependentes dele, reconhecem o dono pelo cheiro e até pelo perfume, conta Tatiane Paschoalini, 21 anos, que cursa o 3º ano de Medicina

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Tatiane Paschoalini, Charlotte e Chanttily

Veterinária. “Meu primeiro chinchila era uma fêmea, a Charlotte, que comprei em Jaú em 2007 para uma feira na escola. Durante a feira ela deu cria, fiquei com o macho, Milk, e dei a fêmea para uma prima. Como gostei muito, arrumei mais um chinchila, outra fêmea, a Chanttily, que veio de São Paulo”, conta Tatiane. Por causa de uma alimentação que foi vendida por engano Milk morreu, e ela ficou apenas com as duas fêmeas. “As minhas não vivem em gaiolas. Charlotte tem aproximadamente 7 anos e Chanttily completará 1 ano em novembro. Não fazem barulho e não têm odor, mas são bem bagunceiras e roem tudo (risos). É um ótimo animalzinho de companhia, não dá trabalho e eu recomendo, mas não esqueça que é um animal muito sensível e será sua companhia por uns 20 anos”, completa. 


Revista Energia 27


Comportamento

Daltira Maria Piragine Tumolo e o filho Everson Fernando Piragine Tumolo

“A palavra mais linda que eu ouvi na minha vida foi mamãe” 28 Revista Energia


É amor, simples assim A adoção é um gesto de coragem e responsabilidade para com o próximo. Esses sentimentos são ainda mais fortalecidos quando os pais aceitam o desafio de levar para casa uma criança crescida, com cultura e costumes diferentes

Texto Tamara Urias | Fotos Leandro Carvalho

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o Aurélio a palavra adotar é considerada genérica, e de acordo com a situação pode assumir diversos significados como: tomar, optar, escolher, assumir, aceitar, acolher, admitir, reconhecer, entre outros. Mas ao inserir esta palavra no contexto familiar ela vai muito além. O gerar não acontece apenas na concepção natural de um filho, ele também é necessário no processo da adoção. Afinal, a futura mamãe precisa ter dentro de si o desejo de cuidado, coragem e responsabilidade, que quando agregados resulta em amor incondicional. Sempre companheiros e apaixonados, Daltira Maria Piragine Tumolo, 66, e Sidnei Tumolo, 69, alimentavam o desejo de ter um filho, mas por uma questão de “destino” a gravidez não aconteceu. Após algumas tentativas e um pouco de frustração, o casal acabou compensando este vazio com viagens, foco no relacionamento e na profissão. Passados alguns anos, a mãe de Daltira, Heleninha, foi morar com a filha, que relembra da fase com nostalgia. “Nós assumimos este cuidado com ela, que inclusive chamava meu marido de pai”, conta Daltira. Após o falecimento

da mãe, em 2000, a educadora sentiu falar mais alto o desejo de adotar uma criança. Só que diferente de muitos casais, Sidnei e Daltira queriam uma criança “maiorzinha”, ou seja, o processo seria o de uma adoção tardia e ela explica que a razão disso vem da idade (ambos estavam com mais de 50 anos) e condições de vida. Quando a busca começou, quase adotaram um garoto de 10 anos que residia próximo à sua casa de campo, num bairro rural de Jaú. Mas devido a algumas implicações familiares, houve receio e abortaram a ideia. O tempo passava, mas a sementinha acompanhava esta mulher que transmite alegria quando fala. Certo dia a amiga Elvina Borgo, ao questioná-la, falou algo que mudaria completamente o rumo da vida daquele casal e de uma criança que sempre se ajoelhava antes de dormir e pedia ao menino Jesus uma mamãe. A amiga falou que no Abrigo Nosso Lar havia um garoto de nome Ueverson, irmão biológico de sua sobrinha que havia sido adotada. O mês era propício, outubro de 2000, e após conversar com o marido, sentindo seu apoio, decidiu ir conhecê-lo. Quando chegou, com brilho nos olhos ela conta do “namoro”. “Nos primeiros momentos ele quase nem me notou. Mas depois,

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Rogéria Coimbra Vicente

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como em todo início de relacionamento houve olhares, sorrisos, enfim, uma verdadeira paquera”. Daltira conta que até chegou a fazer uma pesquisa sobre a origem do garoto, mas um dia, enquanto ela e Sidnei estavam na casa campo, ele disse algo que fez toda a diferença: “Ai Dal, eu acho que chega de fazer pesquisa, é ele mesmo que nós queremos”, e retornaram à cidade rumo ao abrigo, onde conseguiram autorização para passar o final de semana com ele. A partir daí, o pequeno com apenas 5 anos tornou-se oficialmente o herdeiro do casal. O processo de adoção demorou quase um ano, e durante um período a assistente social foi à sua casa e acompanhou a rotina da nova família. “Além da coragem existe um hiato, uma geração muito diferente, mas eu me acho até mais moderna que muitas mães, nós temos conversas íntimas, ele tem muita confiança em nós, embora às vezes possa surgir um pouquinho de acanhamento com o pai”, brinca. A chegada do pequeno trouxe mudanças na vida do casal. “Meu marido sempre foi muito organizado, gosta de tudo no seu devido lugar e quando nosso filho chegou, imagina? Casa com criança se transforma. Nossa casa sempre foi mais tradicional e precisamos modificar tudo, colocamos blindex na casa toda”. Ao falar do Everson Fernando Piragine Tumolo, hoje com 18 anos, Daltira respira profundamente e seus olhos se enchem de lágrimas. “O meu menino é assim, um presente de Deus. Carismático, bom filho, boa índole, inteligente, além de ser lindo. Demos educação, mas isso tudo veio com ele”.


a realidade

A expressão “adoção tardia” refere-se à adoção de crianças maiores ou adolescentes. Remete à discutível ideia de que a adoção seja uma prerrogativa de recém-nascidos e bebês, e de que as crianças maiores seriam adotadas fora de um tempo ideal. Atualmente há aproximadamente 5.500 crianças e adolescentes inscritas no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), das quais 2.602 são pardos, 1.787 brancos e 1.035 negros. E 30 mil pessoas estão cadastradas a fim de adotar uma criança. Segundo pesquisas, até agosto de 2013 foram feitas 1.899 adoções pelo Cadastro Nacional, mas há ainda quase 40 mil crianças em abrigos que estão fora do cadastro, porque ainda têm algum vínculo com a família biológica. De acordo com a advogada, especialista em direito de família e sucessões, membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Jaú e Presidente da Comissão do Direito do Menor e do Adolescente da Ordem dos Advogados de Jaú, Rogéria Coimbra Vicente, há uma discrepância entre os números do Cadastro e a realidade dos abrigos. De acordo com o CNA, no Brasil há 30.000 pretendentes aptos para adotar, enquanto 4.364 crianças e adolescentes estão disponíveis – seja porque foram destituídos do convívio familiar, seja por terem sido entregues pelos pais ou, ainda, por serem órfãos. Mas a realidade das 600 instituições no país mostra que há ainda um número alto de jovens à espera de um lar. “Em muitos casos a demora reflete no perfil exigido por quem fez essa opção. Talvez, por preconceito ou hábito, a maioria ainda deseja crianças brancas, do sexo feminino e idade de até 18 meses, ao contrário da realidade dos abrigos: crianças pardas, maiores de dois anos, muitas vezes com irmãos, sem falar ainda dos que sofrem com problemas de saúde”. A especialista explica que as crianças consideradas “não adotáveis” permanecem longo tempo em instituições, onde muitas atingem a maioridade. E que sofrem múltiplos abandonos, como o da família biológica que por motivos socioeconômicos ou ético-morais são impedidas de permanecer com os filhos; do Estado que, por meio das limitadas legislações e deficitárias políticas públicas, tem os braços engessados para o acolhimento de seus órfãos, e o da sociedade, que ainda não entendeu o sentido do termo inclusão. “Desta forma, devemos alertar para os mitos que sustentam a rejeição à adoção de crianças mais velhas, é uma das tarefas urgentes que precisa ser assumida para mudar a realidade de crianças que estão se tornando adultas sem nunca ter conhecido o convívio familiar”.

O medo

A psicóloga clínica e judiciária Maria Regina Canhos, 47, explica que uma das razões que levam as pessoas a relutarem neste tipo de adoção é porque acreditam que a adaptação da criança à família será mais difícil, devido ao fato dela já ser grandinha. Quando questionada se a forma com que estas crianças são separadas da sua família pode influenciar em sua conduta, ela diz que sim, pois muitas destas crianças podem ter sido retiradas da família biológica por maus-tratos ou abuso sexual. “Isso certamente interferirá em seu comportamento e muito provavelmente ela necessitará de acompanhamento profissional”. E ressalta que toda adoção tardia é acompanhada por profissionais do judiciário de forma periódica e regular, momento em que são prestadas orientações e aconselhamentos tanto aos adotantes quando à criança adotada. Ela conta que a premissa é que quanto mais perdas a pessoa tenha sofrido, mais frágil poderá ser a sua capacidade de confiar no outro. E isso cabe também para as crianças, já que as perdas machucam, mas também amadurecem e ensinam. “Tudo depende da forma como serão trabalhadas pela própria criança e por aqueles que estão à sua volta. Confiança é algo que se conquista ao longo do relacionamento pais-criança(s)”.

Benefícios da adoção tardia

O ato é mais rápido, uma vez que geralmente o processo de destituição da família já foi concluído e elas estão liberadas para a adoção. “Em geral, não há fila de espera, que só é grande quando a pessoa opta por adotar um bebê”. E a documentação é simples. São necessários documentos pessoais, certidões de nascimento ou casamento, laudos médicos, comprovante de residência e renda, além de um advogado para acompanhar todo o processo, entretanto, não havendo possibilidade financeira, o candidato à adoção pode se valer da Defensoria Pública para atuar no processo.  Revista Energia 31


Gente Fina

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Clotilde Souza Silva de Freitas “Nunca, no decorrer da minha vida, pensei em mudar de profissão. Eu sempre tive a certeza do que queria”

Texto Tamara Urias | Fotos Leandro Carvalho

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atural de Barra Bonita, Clotilde Souza Silva de Freitas, a Tide, tem 67 anos, idade que não aparenta. Desde cedo já sabia o que queria ser. As bonecas davam espaço aos pentes e à tesoura de brinquedo. Mesmo sem ter um modelo de cabeleireira na família, já se visualizava na profissão, talvez porque ouvia seu coração.

Enquanto conta sua história, a observo, seu olhar é intenso e marcado por uma bela maquiagem. As mãos muitas vezes contam até mais que a sua fala, e chamam a atenção pelas unhas bem feitas. A vitalidade é contagiante, além do largo sorriso que a acompanha. Com apenas 11 anos Tide se dispôs a ajudar no salão de beleza que a mãe frequentava. Começou lavando cabelos e assim

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descobriu seu talento. Observando o dom da filha, José Souza e Silva montou para a jovem de apenas 15 anos seu próprio negócio. Aos 17, Tide fechou seu salão e foi a São Paulo em busca de cursos e aperfeiçoamento na profissão. A menina de classe média não teve dificuldades financeiras para buscar o que queira, mas o fator crucial para chegar onde está foi sua determinação. Durante um ano em que permaneceu na capital, morou com uma tia e aprimorou-se no Centro Técnico da L´Oréal de Paris, onde até hoje desempenha seu trabalho baseado nos preceitos da empresa. Retornou à cidade natal, reabriu o salão e ali permaneceu até se casar. Da união com Carlos Roberto de Freitas nasceram Ricardo e Suelen. Seu grande amor sempre foi bancário, e por causa das transferências do marido precisou mudar algumas vezes de cidade. Passou por São Paulo, Araraquara e em 1983 retornou a Barra Bonita. Logo que voltou a atuar na cidade recebeu a proposta para ministrar um curso de cabeleireiro. Em pouco tempo o curso se tornou intensamente procurado e os convites para trabalhar na capital do calçado feminino começavam a aparecer. Assim, após um sério problema financeiro a cabeleireira decidiu se arriscar e aceitou o convite, com a certeza de que chegaria longe. Passados dois anos recebeu o título de cidadã jauense, no qual fala com orgulho. Reconhecida por seu trabalho social, recebeu a Comenda João Ribeiro de Barros e moções de aplauso em Jaú e região. Dentre as inúmeras realizações, Tide cita o recebimento da “Tesoura de Ouro”, prêmio máximo de cabeleireiro; a instalação de uma filial em Bauru; a oportunidade de estar em Paris, na sede da L’Oréal, onde fez um curso de cor e corte e, recentemente, recebeu o convite da própria empresa para participar do primeiro circuito de cursos por todo o Brasil. Sempre tendo Deus à frente, esta mulher que até chegou a tomar uma rasteira da vida não desistiu do seu objetivo. Ao final da conversa, respiro fundo e navego para dentro do meu ser, vejo que talento é um dom, mas o sucesso só vem se houver trabalho, foco, disciplina e determinação. Antes de dividir este texto com você, amigo leitor, deixo um trecho do pensamento de Charles Chaplin para reflexão: “O mundo pertence a quem se atreve, e a vida é muito para ser insignificante”.

Como surgiu a escola profissionalizante de cabeleireiros Tide? Logo depois que retornei de Araraquara para Barra Bonita, recebi uma proposta para ministrar um curso de cabeleireiro. Eu gostava de criar e transformar, mas nunca havia me imaginado ensinando. Por insistência de três pessoas acabei concordando, mas fiz uma ressalva: eu faria desde que tivesse no mínimo 10 alunos. O primeiro curso foi dentro do meu salão e a coisa deu tão certo que, como o local não comportava mais o número de alunos, decidi abrir oficialmente a escola em Barra Bonita, me filiei ao Sindicato das Escolas de Cabeleireiros do Brasil e São Paulo e há 27 anos estamos formando e reciclando profissionais da área da beleza. Nos momentos de dificuldades, em que se apegou, o que não a deixou desistir? Primeiro a fé; segundo a determinação, a coragem e a garra para o trabalho e em terceiro nunca perder o sorriso nos lábios, isso eu considero fundamental para fazer qualquer pessoa vencedora. Quando você sofre um problema, seja ele financeiro ou sen34 Revista Energia

timental, se você não tiver uma meta, força, determinação e Deus, dificilmente superará. Mas se você tem tudo isso, com certeza será um vencedor. Nós não nascemos para a derrota, mas para vencer, e foi isso que sempre tive em minha mente, levantar e seguir em frente. O que faz a diferença é nunca deixar que as coisas externas tirem o brilho dos seus olhos, ou que façam perder aquilo que você tem dentro de si. Passe coisas boas para as pessoas ao seu redor, esteja sempre disposta, sorrindo e acredite. E afirmo: tudo aquilo que um dia perdi financeiramente, Deus me deu em dobro e muito mais.

O que tudo isso significa para uma pessoa que está sempre envolvida em trabalhos sociais e já recebeu prêmios de reconhecimento? Eu acredito que podemos fazer algo a mais pelo próximo e isso vale para qualquer profissão. Você não tem ideia do quanto um simples corte de cabelo pode transformar o semblante de uma pessoa e melhorar sua autoestima. Geralmente estas ações sociais não sou eu quem promove, mas faço questão de trabalhar em parceria porque, além de estar desenvolvendo a cidadania, ensino aos meus alunos. Não são beneficiadas apenas as pessoas que recebem o corte, os alunos também, porque eles colocam em prática o que aprenderam na sala de aula. E isso é fundamental para o desenvolvimento e aprimoramento da profissão. Eles gostam e se sentem bem participando dessas ações. Já se imaginou um dia longe de tudo isso, ou atuando em outra área? Não, para mim seria o fim. Eu amo e me sinto bem com todo este agito e não me vejo em casa de papo para o ar. Mas quando posso, sou bem caseira. No final de semana adoro cuidar e arrumar minha casa, receber amigos e cozinhar para os meus filhos. O que é mais gratificante na sua profissão? A mudança de vida de pessoas que talvez estivessem sem uma direção. Eu tenho muitas histórias de alunos que tiveram uma mudança total de vida com um curso de cabeleireiro. Muitos alunos vêm para trabalhar na lavoura, fazem o curso e quando retornam já levam todo o equipamento. Depois ligam para agradecer e contar com a vida está. Tornaram-se bem sucedidos. Vou citar um caso de superação. Um dia a mãe de um jovem que havia perdido um membro num acidente me procurou para perguntar se ele poderia assistir às aulas de um curso que eu estava ministrando em parceria com a prefeitura. Ele estava deprimido e não saia mais de casa, sua vida tinha se resumido a uma tela de computador. Ele começou a frequentar e durante um trabalho precisei de um pente. Ele estava próximo e muito solícito me ofereceu o dele. Quando abriu sua bolsa fiquei surpresa com a organização. Quando pedi para ver o caderno de anotações dele, fiquei abismada. Ele anotava tudo o que eu dava nas aulas teóricas, com lápis de cor exemplificava o que ia matizar, entre outras coisas. A partir daquele dia eu o convidei para ingressar na minha escola, mas falei que não poderia abandonar o curso e que o diploma de lá tinha a mesma validade que o da minha escola. Passado algum tempo a mãe dele voltou a falar comigo e disse: “Tide, sou a mãe do Nedson e quero dizer que dei a vida para ele, mas foi você quem lhe proporcionou o colorido da vida”. Hoje ele dá aulas de corte masculino aqui, na escola. 


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Por Leandro Carvalho

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Jason Grava Lara

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Container solução inteligente Ideia do caminhoneiro Malcom Mc Lean em 1937, o container é considerado por muitos economistas como a maior inovação ocorrida no comércio mundial

Texto Heloiza Helena C. Zanzotti | Fotos Leandro Carvalho

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ocê já se imaginou morando, trabalhando ou fazendo compras em um container? Não?! Pois saiba que uma das mais novas tendências da arquitetura contemporânea é a utilização de containers para construção civil. Nos Estados Unidos e Europa é comum encontrar casas, escritórios e lojas feitos em containers descartados pelo transporte marítimo, que são reformados e cada vez mais utilizados tanto pelo custo-benefício quanto pela versatilidade e rapidez com que são transportados ou instalados.

Inovação na arquitetura

Inicialmente voltado para o transporte de bens, tem recebido novas funções através dos olhos de arquitetos, engenheiros e empresários ao redor do mundo. As vantagens da utilização dos containers vão desde a rapidez na construção até a economia e são super ecológicos, pois são utilizados para transporte de carga por apenas oito anos e depois são

descartados. Além disso, eles também ganham espaço por atender à necessidade da utilização de soluções ambientalmente mais corretas. Na Nova Zelândia há um shopping totalmente construído com containers reciclados, colocados lado a lado. O Cashel Mall, como é chamado, é um complexo feito depois dos terremotos que assolaram a Austrália em 2011, e é a prova de que até um símbolo de consumismo pode ser sustentável. O shopping tem 27 lojas entre restaurantes, cafés, lojas de roupas, de presentes e tem uma aparência bastante agradável, já que cada container foi pintado com cores diferentes e bem vivas. No Brasil, a nova arquitetura é recente, mas aos poucos a tendência se acentua e crescem os escritórios, alojamentos, camarins, cabines, sanitários e outros espaços feitos com containers, vistos como uma alternativa mais sustentável para suprir as demandas habitacionais. E conquista cada vez mais adeptos pelo baixo impacto ambiental e mínima produção de resíduos, o que torna a construção altamente sustentável.

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Por muitos e muitos anos

Feitos de aço, material resistente, seguro, não inflamável e versátil, o container não emite nenhuma substância agressiva ao solo, plantas ou animais e é facilmente reciclável. Os containers ficam firmes onde são colocados, sem mencionar sua resistência à chuva, incêndio e outras intempéries. A durabilidade de uma construção feita a partir de containers é estimada em noventa anos, desde que a manutenção seja realizada corretamente. Existem construções de aço, ou com este material em sua composição feitas há mais de cem anos e que continuam com suas estruturas intactas. Na Europa e Estados Unidos são muitas as construções de containers com mais de 25 anos, e em perfeito estado.

Sustentabilidade

Quando um container é descartado, geralmente é derretido e transformado em outros produtos sem nenhuma perda em suas propriedades. O processo pode ser feito infinitas vezes e não produz nenhum resíduo. Caso não passe pela reciclagem, o aço leva aproximadamente dez anos para se decompor, transformando-se em óxido de ferro e voltando à natureza na mesma composição em que foi extraído. Mesmo com o pouco tempo para desaparecer no ambiente, técnicas antioxidantes aplicadas nas chapas e de galvanização aumentam consideravelmente a sua vida útil.

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Os containers são versáteis e seus benefícios ambientais vão além do reaproveitamento de materiais. Enquanto a maioria das construções convencionais agride o meio ambiente em toda a sua cadeia produtiva, containers são configuráveis, requerem manutenção reduzida, não impermeabilizam o solo e não causam nenhum tipo de impacto ambiental durante a sua permanência. E no caso de uma transferência ou remoção, o terreno onde permaneceu volta rapidamente ao seu estado original. Assim, os ganhos não são apenas financeiros ou na agilidade dos prazos, mas principalmente ambientais.

Cia do container

A demanda por projetos sustentáveis não para de crescer no mundo inteiro. As empresas que estiverem preparadas e atenderem com eficiência e inovação esta necessidade terão sucesso neste novo cenário de preocupação ambiental do mercado mundial. Neste contexto surge a Cia do Container, empresa com foco na sustentabilidade, praticidade, rapidez e baixo custo, mostrando que há muita vantagem em optar por este serviço no lugar de construções temporárias em alvenaria, uma vez que evita gastos com materiais que serão descartados como entulho após a utilização necessária, podendo ainda ser transferido do local onde foi primeiramente instalado para outro, se houver tal necessidade, possibilitando possíveis ampliações


Locação na cidade de Matão

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Fábrica na cidade de Jaú

e movimentações. E tudo isso sem deixar qualquer tipo de resíduo ou agressão no solo. A Cia do Container, marca registrada da empresa Global Equipamentos e Sinalização Viária, tem em seus proprietários Claudemir Vilar, 41, e Fernando Cacchi, 48, empreendedores que, sentindo a necessidade de diversificar, resolveram investir na área de construção civil através da fabricação e locação de containers voltados para as pequenas e médias construções. Em 2012 inauguraram a sua primeira locadora em Araraquara; no início de 2013 foi a vez da unidade de Matão e em meados de julho entrou em atividade a unidade de Jaú, com o objetivo de atender as cidades de nossa região. A empresa possui 25 funcionários e 225 containers em suas três unidades, e pretende expandir ainda mais os negócios nos próximos anos.

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Com relação à segurança, o container supera em muito as construções convencionais pelo material altamente resistente e mecanismos antiarrombamentos, pois possui diversos itens como fechaduras internas, cadeado com sistema antialicate e pino de segurança antialavanca, o que permite que equipamentos e materiais permaneçam guardados no local, sem a preocupação em ter que transportá-los todos os dias. Sendo atualmente a melhor opção para a sua necessidade de uma estrutura temporária em canteiros de obras, a Cia do Container não cobra o frete, o que reforça a vantagem na relação custo-benefício. Curioso para saber mais sobre as opções e a utilização de containers? Ligue agora para a Cia do Container. Será um prazer para a empresa estudar uma solução para a sua necessidade! Telefone: (14) 3624.1000 - 99606.3767


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Caetano Perlatti N atural de Verona, Itália, nasceu em 04 de fevereiro de 1871 e bem jovem embarcou em um navio para o Brasil, junto com os pais e uma tia. Do porto de Santos veio direto para Jaú, no bairro Banharão, onde trabalhou na lavoura e também como cocheiro. Alguns meses depois, a família mudou-se para a cidade, e Caetano conseguiu trabalho como ajudante braçal e carroceiro. Muito esforçado, em pouco tempo estava trabalhando por conta própria, época em que adquiriu dois carroções (veículo puxado por 4 burros, muito comum naquele tempo) e carro de boi. Assim, fazia o transporte de materiais e mercadorias da cidade para as propriedades rurais e de um local para outro, dentro do perímetro urbano. Em 1896, com seus carroções e trabalho incansável, transportou quase toda a pedra-ferro usada no alicerce da Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio, que buscava em uma pedreira onde hoje está localizado o Ceprom, Também transportou os tijolos que foram usados para erguer suas paredes. Durante a construção da Matriz, Jaú foi assolada pela segunda epidemia de febre amarela, que vitimou

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muitos moradores locais. As mortes pela doença foram tantas que o cemitério ficou lotado, sendo necessário encontrar outro local para tais sepultamentos. E novamente lá estava Caetano, com seus carroções, transportando os corpos para o novo local. Felizmente, apesar de lidar diretamente com as vítimas da febre amarela, não contraiu a doença. Casou-se em 1898 com Thereza Vecchi Perlatti, que tinha apenas 16 anos, e com ela teve 7 filhos sendo que a primeira filha, Yolanda, morreu aos 11 anos e outro filho, Sétimo, também morreu precocemente. Embora tivesse pouca escolaridade, instruía-se muito e estava sempre a par de tudo o que acontecia no país e no mundo. Muito sensato, sua opinião era solicitada com frequência nos mais diversos problemas familiares e da sociedade local. Já casado, adquiriu um imóvel na esquina das ruas Rangel Pestana e Marechal Deodoro, e abriu um pequeno armazém de secos e molhados que ficou aos cuidados da esposa, da mãe e da tia, que também moravam com ele. Enquanto isso, Caetano trabalhava em outros negócios como compra de mercadorias e algumas corretagens. Seus empreendimentos prosperaram, e ele adquiriu algumas glebas de terra praticamente dentro do perímetro urbano. Tempos depois vendeu o ponto comercial e mudou-se com a família para o sítio. Após a morte da esposa, em 1950, passou todos os seus bens para os filhos. Depois de sua morte, que ocorreu em 28 de outubro de 1954, após longa enfermidade, seu filho mais velho Eduardo Perlatti, em uma reunião com amigos, falou da sua intenção em doar uma área para a construção de um grupo escolar no bairro Vila Nova, que estava se tornando populoso. Com o apoio da comunidade e do então prefeito Zezinho Magalhães, em um gesto de desprendimento e preocupação com o bem-estar de muitas crianças residentes naquelas imediações, Eduardo efetuou a doação do terreno onde, em 16 de fevereiro de 1959, foi instalado o Grupo Escolar Vila Nova, que contava com seis salas de aula e 275 alunos. Por decreto do prefeito Waldemar Bauab, em 1973 importante avenida da cidade passou a denominar-se Caetano Perlatti, e em janeiro de 1976 o Grupo Escolar da Vila Nova também recebe seu nome, em uma justa homenagem.


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Neo Pilates

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ara quem busca exercícios físicos inovadores, que auxiliam na força, flexibilidade, equilíbrio, coordenação e emagrecimento, a novidade é o Neo Pilates. O Neo Pilates é uma inovação que consiste na associação de técnicas do método Pilates, Treinamento Funcional e Artes Circenses (circo). Desenvolvido pela fisioterapeuta catarinense Amanda Braz e sua equipe, em 2010, está sendo reconhecido em todo o país. Essa categoria surgiu da necessidade de inovar o atendimento de Pilates, pois em extensas pesquisas foram descobertos novos equipamentos e novos conceitos de atividade física que casam perfeitamente com a técnica do Pilates. A idéia nasceu do estudo aprofundado do verdadeiro método Pilates, e utilizam controle, concentração, respiração, contração do abdômen, alinhamento do corpo, precisão dos movimentos mais a união de outras duas técnicas, os exercícios funcionais e os circenses, que são caracterizados pela semelhança do trabalho das capacidades como equilíbrio, força, flexibilidade, resistência e coordenação, e requerem movimentos e gestos motores que exigem de diversos grupos musculares ao mesmo tempo, em um único exercício. Os benefícios são inúmeros, mas o principal ganho dessa união de métodos é o fortalecimento muscular, o ganho de propriocepção (estabilidade articular) e a diminuição das gorduras localizadas, o que acontece pelo alto grau de contração muscular.  Qualquer pessoa pode praticar esse tipo de atividade, pois o método é progressivo e permite adaptações, sempre respeitando a individualidade do aluno. Todas as aulas são diferentes e desafiantes, procurando sempre atingir o bem-estar do corpo, da mente e do espírito. 60 Revista Energia

Locação: Circênico Modelos: Carolina Madalena de Carvalho e Alana Sansini Fotos: Leandro Carvalho


O Neo Pilates também possui seus aparelhos específicos:  Gravity: tecido acrobático  Lira: Círculo ou meio círculo de ferro  Skier: Estrutura de madeira com elásticos e dois apoios móveis  Skate: Estrutura de ferro com 8 rodinhas de silicone  Slack Line: Faixa de equilíbrio  Fix Ball: Estrutura de ferro vazado que suspende a bola suíça  Escada: Estrutura de ferro em forma de uma escada.

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Fotos: Jairon Momesso

Prepare-se para a nova estação

Thaís Jordão

No dia 17 de setembro, na Praça de Eventos do Jaú Shopping, aconteceu o Fashion Day Primavera/Verão. As lojas trouxeram para a passarela as tendências em roupas, calçados e acessórios da estação, o desfile contou com a participação de modelos profissionais da Agência Mega Model de Bauru. O público presente aprovou a nova coleção. Maria Eduarda Ferreira

Sthefany Assef e Marina Kaore

Rafaella Cisneiro

André Macuica

Cristiana Velho


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Parabéns!

1. Anna Júlia Rubia Barbieri Alves 2. Plinio R. Marson, Luciana C. R. Marson, Primo Raul Rubia Marson, Marcela Rubia Barbieri Alves, Anna Júlia R. B. Alves e Fernando Barbieri Alves. 3. Adriana S. M. Rubia, Anna Julia R. B. Alves e João Paulo Rubia 4. Manuela, Lucca, Anna Júlia e Julia Barreto. 5.Leonardo V. B. Alves, Fernando Barbieri Alves, Anna Júlia R. B. Alves e Marcela R. B. Alves

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Fotos: Arquivo Pessoal

Anna Julia Rubia Barbieri Alves comemorou, no dia 3 de setembro, dois aninhos. O tema escolhido foi Galinha Pintadinha, com decoração da Adoletta Decorações e Eventos. Os papais Fernando Barbieri Alves e Marcela Rubia Barbieri Alves organizaram tudo minuciosamente no salão de festas da Algazarra.


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Enlace O casal Eva Panucci Sarig e Orlando Del’Bianco Neto selou a união numa manhã de domingo, 18 de agosto, no Savana em Jaú. A cerimônia ao ar livre foi realizada pelo Reverendo Célio Teixeira Junior e emocionou a todos. Cheia de romantismo, a decoração de Fabíola Agostinho foi digna de casamento dos sonhos. A noiva, radiante, contou com a profissional Janaína Mangili para arrumá-la neste dia tão especial. Vestido, cabelo e maquiagem estavam dentro do contexto romântico. Com a presença de familiares e amigos, a recepção foi realizada no mesmo local e animada pela banda Sandro Junior e Gabriel até o entardecer. Os noivos agradecem a presença de todos e também aos profissionais que colaboraram para cumprir com este dia: Silvia Lauro, Leandro Correa Música para Casamentos, Buffet Santa Clara, Fotoshow Studio e Lapa Dança de Salão. 2

Fotos: Arquivo Pessoal

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1. Eva Panucci Sarig Del’ Bianco e Orlando Del’ Bianco Neto 2. Eva Panucci Sarig Del’ Bianco, Shlomi Sarig, Karina Palú, Caroline Bastos 3. Eva Panucci Sarig Del’ Bianco e Avi Shalom Sarig 4. Convidados 5. Daiana Amancio, Orlando Del’ Bianco Neto, Eva Panucci Sarig Del’ Bianco e Paulo Henrique Vicente 6. Marina Del’ Bianco Lima, Lia Del’ Bianco, Orlando Del’ Bianco Filho, Eva Panucci Sarig Del’ Bianco, Orlando Del’ Bianco Neto, Carla Loureiro Del’ Bianco, Maíra Del’ Bianco 7. Avi Shalom Sarig, Shlomi Sarig, Eva Panucci Sarig Del’ Bianco, Orlando Del’ Bianco Neto, Lucila Panucci 8. Carla Prado, Valquiria Tersi, Eva Panucci Sarig Del’ Bianco, Ana Luiza Spilari,  Carol Cerini, Maria Gonçalves 9. Pedro Lima, João Paulo Sanchez, Lucas Bortolucci,  Fred Tau, Orlando, Rafael Ferreira, Renan Lopes, Felipe Nalio 10. Familia Panucci

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Parada obrigatória

1. Eduardo Cadreva, Daniel Nicola, Richard Meneghetti, Adilson Silva, Luiz Fernando Stiarbi e Gustavo Bassan 2. Rodrigo Monteiro e Rosana de Oliveira 3. Sandra Melo, Pedro Melo e Mãe Galvão 4. Edilson Pascuzzi, Vera Pascuzzi, Marina Pascuzzi e Marcelo Pascuzzi

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5. Mauricio Sorani, João Miguel e Junior Mazza 6. Bruno Freitas, Lajara, José Luiz, Beto Perez e Paulo Takaki 7. Valéria Silva, Jodana Oliveira, Paulo Cabriolli, Fernando Brando, Carlos Broio, Orivaldo Candarolla e Marcos Pereira 8. Henrique, Wiliam, Rogério Mesquita e Max Willian

Fotos: Arquivo Pessoal

Sempre convidativo para um happy hour com amigos, o Bar do Português oferece ambiente agradável, chope gelado e deliciosos quitutes.


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O cabeleireiro das estrelas

Fotos: Arquivo Pessoal

Paradiso Nail Bar apresenta mais uma novidade aos clientes. No dia 9 de setembro, o cabeleireiro Fernando Nadaleto, que trabalha com Celso Kamura, em Campinas, esteve no Paradiso Nail Bar para corte, química, progressiva e tratamento em geral. Para alegria de todos, o renomado profissional estará no local a cada quinze dias, das 9 às 19h, para atender seus clientes.

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1. Kátia Maciel e maria Luiza Macacari 2. Angelita Felicio e Fernando Nadaleto 3. Gabriela Mott Ferrucci 4. Maria Isabel Jaworski, Fernando Nadaleto e Ana Maria Fantin Bichuette 5.Kátia Maciel, Rita cassaro, Fernando Nadaleto e Edilene Menegassi


Vestylle 1. Lucianne Molan, Marcia Eleuterio e Ellen Catarin 2. Silvana Guaraná e Julia Guaraná 3. Simone Petrizi e Henrique

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Fotos: Arquivo Pessoal

Para apresentar a nova coleção primavera verão, Vestylle Megastore promoveu um delicioso coquetel nos dias 29 e 30 de agosto. Além das belas peças, o evento contou com a presença da modelo da campanha Ellen Catarin.

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Lucas Ferreira é destaque nas principais festas do Brasil. O novo sucesso “Prática e Teoria”, com a participação de João Neto e Frederico, cresce cada vez mais nas paradas de sucesso!

Foto: Divulgação

Despontando

Requisitada

Foto: Divulgação

A sempre bela e nossa eterna miss, Francine Pantaleão, mais uma vez mostra que tem uma carreira promissora. A modelo foi escolhida por Roberto Justus para trabalhar como secretária no programa “Aprendiz – O Retorno”, que estreou dia 1º de outubro na Record.

Comemoração Na noite do dia 20 de setembro a Pró-Meninas promoveu a festa “Dancing Days”, em comemoração aos seus sete anos. O evento, organizado no Espaço Grevillea, contou com a parceira do DJ Edson e patrocinadores. A festa foi um arraso! 70 Revista Energia


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Tecnologia

“O desafio agora é desenvolver Apps que possam ser utilizados em diferentes sistemas e equipamentos dentro do conceito de convergência”

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Aplicativos

um clique para interação e informação Cada vez mais explorados por diversos segmentos, os Apps são a nova onda. Baixe o seu

Texto Marcelo Mendonça

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assunto “Aplicativo” é cada vez mais comentado por aqueles que apreciam novidades, gostam de estar atualizados com as tecnologias e de saber tudo sobre esse novo canal de informação. Para ter o “mundo na palma de sua mão”, basta uma conexão 3G, um cartão de memória com alguns gigabytes e um celular com sistema operacional que rode aplicativos. App, abreviatura de “aplicativo” (que vem do inglês application), tem a função de facilitar a vida dos utilizadores, proporcionando-lhes um acesso direto a serviços de notícias, informação meteorológica, geo-localização através de GPS ou utilitários dos mais variados tipos e finalidades. A grande variedade de temas e funções atrai cada vez mais empresas a fim de aproximar, entreter e fortalecer. Como a oferta dos Apps é grande, desenvolvedores abusam da criatividade e criam aplicativos para usos mais específicos e incomuns. Um App pode ser útil de diversas maneiras, podendo ajudar a resolver problemas simples do cotidiano como fazer uma conta, servir como fonte de pesquisa, informar mais sobre o seu artista preferido, ajudar a encontrar um lugar que você está procurando, colocá-lo em contato direto com pessoas ou com as lojas e serviços que você mais utiliza. São infinitas as possibilidades.

Arte: Divulgação

Onde adquirir

Os aplicativos podem ser adquiridos gratuitamente ou por meio de sites de downloads pagos, dependendo da sua necessidade ou gosto. No mercado, em média, você pode pagar até dois euros, dependendo do aplicativo. São vários os estilos já disponíveis. Existe até aplicativo que você utiliza no supermercado para comparar preços, e dali ele busca o mesmo produto com outro preço em um supermercado mais próximo. Assinantes de jornais possuem aplicativos grátis e recebem a versão digital do jornal através da ferramenta. Segundo Marcelo Nicolau dos Santos, responsável pela elaboração de Apps para emissoras de rádio, não apenas as empresas e os veículos impressos passaram a usar os Apps. O rádio também viu a possibilidade de se aproximar ainda mais do ouvinte, mantendo-o

informado sobre as promoções e sucessos da programação, e o ouvinte ganhou mais um canal de comunicação com a emissora, podendo interagir através das páginas oficiais e SMS. “O desafio agora é desenvolver Apps que possam ser utilizados em diferentes sistemas e equipamentos dentro do conceito de convergência, porém, cada empresa detentora dos sistemas operacionais ainda geram Apps de uso exclusivo para determinado ambiente de conteúdo”, diz ele. Os aplicativos ainda são mais utilizados em sistemas operacionais para Smartphones, Iphones, Blackberry, Windows Mobile, Linux, Palm Webos e Android. “A grande tendência é que os aplicativos sejam oferecidos de forma gratuita, para atrair cada vez mais usuários”, frisa.

Saindo na frente

A Energia FM acaba de lançar seu próprio aplicativo para Android e IOS (Iphone e Ipad), acompanhando a tendência nesse novo suporte de mídia. A emissora é pioneira na região, e vai proporcionar uma integração com seu facebook, interagindo com a rádio. Através do SMS e a função de compartilhamento com outras redes sociais usa-se o twitter, por exemplo, para indicar a rádio para amigos. Através do SMS o ouvinte também poderá pedir sua música e participar das promoções. “Podemos dizer que através do aplicativo o ouvinte cria mais identidade com a emissora, já que a leva para todo lugar, e são integrados com as redes sociais e o site da rádio. Mantendo o ouvinte fidelizado com seu conteúdo e antenado com as novidades, a Energia agora vai ficar ainda mais forte com essa nova opção de mídia”, explica Marcelo. E quem pensou que Apps era moda passageira, enganou-se. Os aplicativos são uma tendência que vieram para ficar e ainda estamos no começo. É crescente o acesso da população aos smartphones com pacotes de dados. Por consequência, as pessoas acessam o banco, fazem suas buscas, ouvem rádio e interagem muito mais através destes dispositivos. E se cada vez mais empresas apostam nesta tecnologia e em todas as potencialidades que possui, pode-se dizer que o céu é o limite no que toca à criação de novos Apps. Pode apostar! Revista Energia 73


Segurança

Democratização da lei “Ficha Limpa”

Foto: Divulgação

Texto Ricardo Izar |Colaboração Luís Filipe Nazar

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a esteira da Lei Complementar 135 de 2010, a afamada Lei da “Ficha Limpa”, que já vem representando um dos bastiões da ética e da conduta reta nos órgãos públicos brasileiros, agora apresentei o PL 1991/2011, que também exige a chamada “ficha limpa” (ausência de condenações criminais e eleitorais) para qualquer pessoa que pretenda um cargo público, incluindo aqueles cargos nomeados e indicados à funções públicas comissionadas. A propositura busca atingir uma gama imensamente maior de servidores públicos não contemplados na aprovada Lei da “Ficha Limpa”, que se limita a impor restrições aos pretendentes a cargos públicos eletivos. Tais servidores exercem funções não eletivas e podem ser conferidas por autoridades públicas que compõem qualquer esfera de poder do Estado, ou seja, existem cargos comissionados na esfera do poder legislativo, do executivo e também do judiciário. 74 Revista Energia

Ressalte-se que, em que pese as pessoas que ocupam esses cargos não terem sido eleitas de forma direta pelo voto popular, esses servidores são remunerados diretamente pelos cofres públicos, razão mais que suficiente para que se submetam às mesmas restrições que os aspirantes a cargos eletivos. Ademais, as funções que exercem muitas vezes influenciam mais e diretamente a vida das pessoas do que alguns cargos eletivos como, por exemplo, os Ministros e Secretários de Estado. Esses cargos em especial são as mãos dos governantes, ou seja, é a forma que os chefes de Estado (presidente, governadores e prefeitos), esses sim eleitos, possuem para governar. Os chefes de Governo colocam pessoas de sua confiança para desempenharem as funções essenciais em suas administrações. Assim, as pessoas que ocupam esses cargos exercem uma função de grande responsabilidade, e suas decisões podem interferir diretamente na vida das pessoas, além de, como


já foi mencionado, serem remunerados pelos cofres públicos, razões mais que suficientes para que se submetam às mesmas condições impostas aos aspirantes a cargos eletivos. Não podemos mais tolerar que pessoas condenadas e enquadradas nas proibições trazidas pela Lei da “Ficha Limpa”, impedidas de concorrer a cargos eletivos, sejam nomeadas para cargos comissionados como os supramencionados. Igualmente, independente de qual esfera de poder ou cargo ocupado, a restrição deve se aplicar a todas as esferas, para que haja moralidade na ocupação de cargos públicos em nosso país, seja no poder executivo (administração direta e indireta), no legislativo ou no judiciário. Veja que esse nosso projeto tenta tornar uma obrigação o comportamento retilíneo exigido aos cargos eletivos para todos os servidores públicos, independente da forma de ingresso nos quadros da administração pública, notadamente aqueles cargos comissionados de livre nomeação e exoneração. Aos poucos o Estado está se moralizando e revelando a vontade do povo. A opinião pública clama por mais ética nos órgãos públicos e a proibição de que pessoas que não possuam ficha limpa integrem os quadros de servidores públicos é um grande passo nesse sentido.

Deputado Federal Ricardo Izar Economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, Presidente da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, Membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados


Gourmet Por Mario Netto

Mario Franceschi Netto Formado pelo SENAC Águas de São Pedro e pelo Instituto ALMA de Cucina Italiana, já trabalhou no Grande Hotel Águas de São Pedro, Café de la Musique em São Paulo, Ristorante Gellius em Oderzo Vêneto e, atualmente, trabalha no restaurante La Gazza Ladra em Módica, na Sicília.

Ingredientes Receita para 6 pessoas 500g de farinha de trigo especial 70g de banha de porco Uma pitada de açúcar 10g de sal Cerca de 180 ml de água 12g de fermento natural

Il gnocco frito Ciao a tutti,

Modo de preparo:

Esse mês trago para vocês uma receita versátil, tradicional da região da Emilia-Romagna. A receita é o “Gnocco frito”, ou seja, nhoque frito, que é seguramente uma das receitas mais conhecidas e mais apreciadas em toda a Itália. Muito simples de se preparar, nada mais é que uma massa para pão frita e depois recheada conforme o gosto da pessoa, com embutidos, presunto, queijos, patês, ou ainda com marmelada, geleias, enfim, é polivalente. Apesar de a receita ser uma só, as “nonas” divergem quanto ao seu nome. Na província de Bologna é chamada de “crescentina” ou “crescideinha”; na província de Parma é chamada “torta frita”; nas províncias de Regio Emilia e Modena é conhecida como “il gnocco frito” (o nhoque frito) e na província de Piacenza seu nome deriva do dialeto local que é “burtlèina”. Certamente a origem dos deliciosos nhoques fritos vem da tradição Lombarda, que deixou essa receita aos emilianos na época em que os dominavam. Esse fato se deve ao uso da banha de porco em sua receita, e os lombardos usam muito a banha de porco como método de conservação, para fritar ou ainda como ingrediente da receita. Tradicionalmente, o nhoque frito é feito na banha de porco, mas pode ser frito também em óleo normal, como você preferir. Sem mais milongas, vamos ao que interessa:

Foto: divulgação

Em uma tigelinha, esfarele o fermento, acrescente 50 ml de água morna, o açúcar e mexa tudo até misturar bem. A seguir adicione a esta mistura duas colheres de sopa da farinha e torne a misturar muito bem, até formar uma pasta mole. Deixe essa pasta repousar por meia hora. Passado esse tempo, numa tigela maior coloque o restante da farinha e adicione a pasta repousada e a banha de porco. Em seguida dissolva o sal em 125 ml de água morna e quando o sal estiver bem dissolvido, adicione toda a água salgada na tigela com os outros ingredientes. Amasse bem até que a farinha incorpore toda a água, em seguida, em cima de uma superfície enfarinhada, coloque toda a massa e comece a amassá-la a fim de que ela se transforme em uma massa homogênea, branquinha e bem lisa. Nesse ponto, faça uma bola uniforme com a massa e por cima dela faça um corte não muito profundo em forma de cruz. Depois disso, polvilhe farinha no fundo de uma tigela bem grande e coloque delicadamente a massa no fundo; tampe a tigela com filme plástico para cozinha e deixe o empasto descansando num lugar morno, longe do alcance de correntes de ar. Deixe descansar por 4 horas ou até que triplique de tamanho. Passado esse tempo, coloque o empasto numa superfície com farinha para não grudar e com a ajuda de um pau de macarrão abra a massa até que fique com a espessura de cerca de 3 milímetros, a seguir corte a massa em quadrados ou losangos de cerca de 8 a 10 cm de cada lado. Coloque bastante óleo ou banha de porco para esquentar e quando estiver bem quente (mais ou menos 180ºC), coloque poucos nhoques de cada vez para fritar. Frite-os dos dois lados até que fiquem com um corado bem bonito (um tom marrom claro) e coloque-os para secar em uma forma forrada com papel absorvente. Sirva os nhoques ainda quentes com o acompanhamento que mais gostar, seja doce ou salgado. 

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Buon apetitto e saluti a tutti!


guia da gula

guia gastronômico

Foto: Leandro Carvalho

sabores para todos os paladares

Duciana Nesta edição a Doceria Duciana aguça seu desejo e convida-o a conhecer mais um sabor único: o Bolo de Leite Ninho Trufado. Com um sabor requintado e diferenciado, a sobremesa tem sido a grande escolhida pelos clientes, despertando paixões. O local oferece uma grande variedade de bolos, doces, salgados, tortas, sucos e refrigerantes. O cliente pode optar por tortas inteiras ou em pedaços. Venha conhecer mais uma das inúmeras delícias que a Duciana apresenta, que em conjunto com o ambiente agradável e aconchegante se torna irresistível. O horário de atendimento é de segunda a sábado das 8h às 18h. Rua: Quintino Bocaiuva, 462 - Centro - Jaú Tel. 14. 99730 9630

Diariamente, o Restaurante Ítalo Libanês oferece os mais sofisticados pratos à La Carte, prato do dia, marmitas, marmitex e disk-entregas. Atendimento diferenciado e as melhores opções em comida caseira, em um ambiente familiar e aconchegante. A casa oferece as melhores marcas de bebidas, vinhos, refrigerantes, sucos naturais e de polpa. O horário de funcionamento é de domingo a quinta para almoço, sexta e sábado para almoço e jantar. Nesta edição apresentamos uma especialidade da casa: abadejo à indiana - peixe recheado com catupiry, frito à milanesa e coberto com molho branco, acompanhado de batata corada e arroz provençal - que serve até 3 pessoas. Rua Visconde do Rio Branco, 675 - Centro - Jaú Telefone (14) 3622.3669 | 3622.8803

Foto: Leandro Carvalho

Restaurante Ítalo Libanês


vida

Boa

Por João Baptista Andrade

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Comida e Sensualidade

ode algo tão prosaico e cotidiano como o ato de alimentar-se ser sensual? Ah, pode. E como pode. Não vou discorrer aqui sobre as diferentes orientações e/ ou preferências sexuais de cada um, que certamente decorrem dos atos sensuais que as precedem. Essa parte eu deixo para os que proclamam todas essas bazófias sobre o que representa ser hetero, homo, bissexual ou (por que não?) trissexual. Ou ainda quaisquer outras classificações que a sociedade e a tal da mídia debatem a cada dia. Muito menos eu pretendo discutir o que é ou deixa de ser sensual para cada um. A acreditar-se naquilo que nos trazem os meios de informação, tem gosto para tudo. E eu digo tudo mesmo! A lista de práticas, fetiches ou preferências (só a lista...) dá um compêndio gigantesco, muito além daquelas poucas linhas que a editora (sempre ela) me permite utilizar para apresentar os meus pensares tolos. Não. O assunto de hoje não é sexo, mas sim, sedução. Para quem não percebe a diferença, basta olhar um pato e um ganso. Nada de comparável, a não ser pelo jeitão, como se diz lá em casa. Cada refeição tem lá o seu propósito, além daquele precípuo que é o de alimentar-se. Um almoço dominical com a família, um encontro de amigos, uma reunião para degustar queijos e vinhos, uma feijoada das boas, um churrasco ou um almoço de negócios (ugh!). Todos esses repastos podem ser maravilhosos, mas não existe nada que se compare a um jantar romântico. Nada mesmo. Um casal jantando e se apreciando de uma maneira qua-

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se divina é algo que só entende quem passou pela experiência transcendental. Eu sou aficionado pelas mulheres. Não apenas no sentido sexual porque no meu caso (perdão aos que discordam), eu sou monogâmico. Mas mulher é tudo de bom. Só de aparecer no recinto elas já transformam tudo. Acho que é aquela leveza característica, as maneiras mais doces, sei lá! Mas quando tem mulher por perto tudo fica mais interessante e engraçado (no sentido de cheio de Graças). E o leitor que escolha a categoria que mais lhe aprouver: avoengas, matriarcais, debutantes, hippies, modelos, deslumbradas, angelicais e por aí afora. Mas isso não mudaria a minha ideia em nada. Um casal jantando junto, porque quer estar ali, forma uma entidade única no universo. Quase uma singularidade einsteiniana. Eu gosto de madames. Isso não é um estereótipo; é um epíteto. Imagino que ser madame deve dar a maior mão de obra. Como a perfeição pertence à esfera da divindade, ser madame deve requerer muito, muito, muito trabalho. Mas o melhor de tudo é que uma madame de verdade faz isso como se fosse nada. Nenhuma mulher nasce madame; ela vira. Nem me pergunte como a mágica acontece, mas as madames se deixam perceber através de gestos, posturas, falas e atitudes tão delicadas e tão simples (para quem olha de fora) que não dá para confundir. A primeira vez em que eu vi uma madame num chemisier de seda, do outro lado da mesa, eu deveria ter algo entre 18 e 20 anos. Até hoje não esqueço a imagem. Jantar comprido. Pratos complicados. Mas madame que é madame come foie gras ou mourrilles ou o que diabo aparecer com a mesma naturalidade com que eu como arroz com feijão. Sou muito grato por tudo o que aprendi naquela noite. Mais de 30 anos depois, sou capaz de reconhecer uma madame de verdade em menos de dois segundos. Não é a roupa ou o nível socioeconômico. Entre outras miríades de coisas, é a maneira tranquila e relaxada de comer e beber com delicadeza quase infinita. Um jantar sensual simplesmente não faz o menor sentido sem uma madame de verdade a nos acompanhar. E tem ainda o jeito que ela olha para você... É como se você fosse um galã de novela, um milionário, alguém muito poderoso e, ao mesmo tempo, um menino... Impossível descrever. Em tempo: a morena mencionada na coluna anterior aceitou o meu convite público tomando champanhe, comendo ostras com molho de raiz forte e escargots no Freddy. Portanto, devo agradecer aos eventuais leitores que torceram por mim e pela madame. Até a próxima.


Vinhos

Por Paulo Agnini Especial para Revista Energia

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A excelência em vinhos australianos

vinho australiano caiu nos gosto do público mundial na década de 1980, com assombrosa rapidez Os consumidores não esperavam tamanha intensidade nos frutados Chardonnay e Cabernet, prodigamente envelhecidos em carvalho e a preços mais convidativos em relação aos vinhos da França e Califórnia. Na verdade, o mundo havia ignorado, por gerações, a qualidade da bebida australiana. Tinha subestimado a importância do vinho na vida do país, onde são comuns visitas a adegas ou lojas internas das vinícolas para saborear, discutir e geralmente comprar. Os europeus raramente reconheceram o senso crítico dos australianos quanto ao assunto. No início do decênio de 1980, críticos estrangeiros de mente aberta já admitiam a excelência dos melhores vinhos australianos: diferentes em sabor dos da Califórnia, mas nem um pingo inferiores, e oferecendo uma gama bem maior de estilos. Na Austrália, a uva Shiraz (a Syrah do Rhône), a Sémillon e a Riesling foram competentemente cultivadas por décadas. Chardonnay e Cabernet de primeira classe surgiram em 1970. Em torno de 1990 os vinicultores australianos faziam progressos com Pinot Noir e manifestaram interesse pelos vinhos no estilo do Rhône, à base de Grenache, Shiraz e Mourvèdre (às vezes chamado de Mataro, na Austrália). Já em 2000 muitos plantadores, sobretudo em Victoria, testavam seus dons com variedades italianas, não raro com notável sucesso.

Shiraz: A quinta essência da uva tinta australiana, consumida dentro e fora do país. Estilos ricos e densos vinhos achocolatados em climas quentes. Cabernet Sauvignon: Como a Chardonnay, muito difundida e relativamente exitosa em áreas propícias como a do rio Margaret, Coonawarra e Yarra Valley. De hábito, é mesclada em várias proporções com Merlot e Cabernet Franc, para gerar “misturas de Bordeaux” de pouca semelhança com o original francês. Pinot Noir: Após anos promissores ou até brilhantes, plantadores de Pinot Noir passaram a esmagá-la em 1990. Os estilos variam, mas certos vinhos empolgantes, de primeira classe, emergem de regiões como Victoria e Tasmânia. Riesling: Fonte de alguns do melhores brancos australianos - perfumados, vivamente secos e capazes de envelhecer muito bem.

Chardonnay: A mais popular uva branca da Austrália, plantada por toda parte e usada em estilos variados, do vinho matizado de verde ou bebidas leves frescas, até vinhos fermentados em barris, que são doces e cremosos.

Foto: Divulgação

Principais variedades de uvas


Turismo

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Vai sair do país?

Então, é bom saber... Final de ano chegando, muitas pessoas fazendo planos para viajar ao exterior e logo vem a dúvida: qual o melhor lugar para trocar o Real pela moeda do país que será visitado?

Texto Heloiza Helena C. Zanzotti

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empre que embarcamos em uma viagem internacional é preciso possuir a moeda local para garantir a sua sobrevivência em outro país, uma vez que nem todos os países aceitam o Real para a compra da sua moeda, por isso a melhor coisa a se fazer é trocar o seu dinheiro pelo dinheiro corrente no país que irá conhecer, ou levar dólar e euro, moedas com maior liquidez. Uma casa ou corretora de câmbio sempre é muito útil nesse sentido, já que possui a função de trocar o dinheiro para facilitar a vida do turista.

Como funciona

As corretoras de câmbio são instituições financeiras dedicadas à compra e venda de divisas de diferentes países, e podem ou não estar vinculadas a banco ou outras instituições financeiras. A troca de dinheiro pode ser feita no Brasil, antes da viagem, em uma empresa autorizada pelo Banco Central, onde a procedência das moedas é garantida, não havendo riscos de serem falsas. Além disso, você recebe a nota de venda, que lhe permite sair legalizado do país e que pode ser exigido a qualquer momento da viagem. As moedas mais comumente trocadas são o dólar americano, o euro, a libra esterlina e o iene, mas as corretoras de câmbio trabalham com muitas outras. Segundo a Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, casas de câmbio costumam ser mais vantajosas que bancos na hora de trocar moeda estrangeira, porque oferecem vantagem na cotação e não cobram taxas adicionais. A Proteste ressalta, ainda, que embora a diferença seja de apenas alguns centavos, quando se considera o montante total a ser comprado ela pode ser significativa.

Foto: Divulgação

U$ Câmbio Exchange

Operando com as melhores taxas do mercado, na U$ Câmbio Exchange você tem a certeza de estar negociando com uma empresa especializada em transações cambiais, autorizada pelo Banco Central e que vai atender a todas as suas expectativas e necessidades. Além disso, está situada em local privilegiado, na região central de Jaú, com estacionamento, total segurança e conforto. Na U$ Câmbio Exchange você encontra serviços como compra e venda de moedas estrangeiras, remessas internacionais e cartão internacional pré-pago Visa Travel Money (VTM). Preocupados em oferecer sempre as melhores soluções com rapidez e transparência, os proprietários João Paulo Fernandes, 32, e Gustavo Rossi, 33, investem em capacitação e tecnologia, que resultam em uma dinâmica eficaz de atendimento, voltada para a total satisfação de seus clientes. Ficou com alguma dúvida? Procure a U$ Câmbio Exchange, onde suas operações financeiras estarão sempre nas melhores mãos. Revista Energia 81


Vitrine

Sua melhor

opção de compra! Lançamentos que esquentaram o mercado nos últimos dias. A RE conta um pouco sobre três novidades que prometem Texto Marcelo Mendonça

Fiat 500 Design único, segurança, originalidade e tecnologia fazem dele o carro mais completo da categoria.

Avenida Anna Claudina 741 Fone 14 2104 9000

Com novo motor MultiAir 1.4 16V Flex, o Fiat 500 2014 alia desempenho e economia à flexibilidade de um motor bicombustível. Traz de série uma ampla gama de equipamentos tecnológicos e de segurança, que faz o modelo obter o título de mais completo da categoria e que transforma a experiência de dirigi-lo em conforto e prazer. O Fiat 500 2014 chega ao mercado com preços extremamente competitivos, com versões a partir de R$40.990,00 o que o torna a melhor opção de compra do segmento, e o carro mais desejado do Brasil. O Fiat 500 Cabrio é o primeiro carro conversível da Fiat

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comercializado no Brasil, e o mais acessível do mercado. Ganhou um teto conversível elétrico com três estágios de abertura e sensores de estacionamento traseiros como itens de série. Venha fazer um test drive na Milazzo e conhecer nossas modernas instalações em Jaú, Ibitinga, Itápolis, Bariri e brevemente em Barra Bonita, onde o atendimento é diferenciado e a mão de obra especializada, demonstrando compromisso e responsabilidade pelo que vende e faz. “Fiat 500. Simplesmente completo”


Duster Designer robusto, imponente e resistente.

Avenida Totó Pacheco, 595 Fone 14 3602 3010 O carro atende bem quem procura espaço. São 4,31 m de comprimento, 2,67 m de distância entre os eixos, 1,82 m de largura e 1,69 de altura. Os ocupantes que viajam no banco de trás não encontram problemas com as pernas ou a cabeça. Com portas grandes, o acesso também é feito sem dificuldades. O porta-malas, na versão 4x2, é de 475 litros. A versão Dynamique vem mais ‘recheada’: rodas liga leve de 16 polegadas, freios com ABS (antitravamento), airbag duplo, bancos em couro, e outros ‘mimos’. Disponibilizado nas

versões: 1.6 16v (manual 5 marchas), o Expression (foto) 1.6 16v (manual cinco marchas) até o Dynamique 2.0 16v (manual 6 marchas). Possui também a versão automática 2.0 16v. O design do Duster não passa despercebido. A dianteira traz ampla grade frontal cromada (três barras) e os faróis são grandes. Na lateral, destaque para as amplas caixas de rodas e para a linha de cintura baixa. A traseira tem faróis pequenos e um amplo aplique cromado no centro da tampa do porta-malas.

ônix Esperto e gostoso de dirigir

A Chevrolet lançou o seu novo modelo compacto. Com design marcante e repleto de opções para personalizar o visual, o Ônix ainda vem cheio de tecnologia e conectividade, com a central multimídia MyLink que permite integrar funções do smartphone ao sistema do carro, como a agenda de contatos, bibliotecas de música e navegador GPS. O carro fica conectado à internet, o que permite acompanhar noticiários, redes sociais e a situação do trânsito em tempo real (tais recursos requerem aplicativos compatíveis com o

MyLink). A versão de entrada já possui direção hidráulica, airbag e freios ABS de fábrica. A versão LTZ, top de linha, com motor 1.4, possui ar-condicionado, computador de bordo, faróis com máscara negra, faróis de neblina, chave tipo canivete, retrovisores elétricos, rodas de alumínio aro 15’’, sistema de conectividade Mylink podendo, ainda, ter a transmissão manual ou automática de 6 velocidades. Consulte as condições na Javep, inclusive com Plano especial para Portadores de Necessidades Especiais.

Revista Energia 83

Fotos: divulgação

Avenida Antônio Henrique G. Pelegrina, 55 Fone 14 2104 7000


Empresarial

Por Antônio Paulo Grassi Trementocio

Direito à perda do FGTS

C

omo sabemos, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, FGTS, foi criado em 1967 para fins de auxiliar e proporcionar segurança aos empregados que fossem demitidos sem justa causa, situação que vige até hoje e, mais do que isso, hoje o FGTS é também utilizado para aquisição da casa própria e em algumas outras circunstâncias. O FGTS também vem sendo tema de inúmeras divergências quanto à correção monetária incidente sobre os valores depositados nas respectivas contas dos empregados. Observa-se, nos dias atuais, o descompasso inflacionário ocorrido em saldos das referidas contas do FGTS, como ocorreu também na década de 90 com as poupanças, em virtude dos planos econômicos estabelecidos naquela ocasião. A correção realizada sobre os saldos dos FGTS no período de 1999 até os dias atuais foi inferior à alta dos preços, ou seja, a alta indicada pelo IPCA foi superior à correção oficial do FGTS, através da Taxa Referencial, conhecida como TR. Desde meados de 2009 a Câmara dos Deputados e o Senado procuram, através de projetos de lei, corrigir essa distorção para substituir a TR pelo IPCA para correção dos saldos dos FGTS, porém ainda sem sucesso. O mais interessante é que, de fato, os saldos do FGTS eram corrigidos até o ano de 1999 já pelo IPCA, porém foi substituído pela TR, pois naquela oportunidade estes índices eram muito semelhantes quanto aos seus percentuais, porém, com o passar do tempo e em face dos índices inflacionários, iniciou-se uma grande diferença entre eles. Por exemplo, em 2002 já se tinha uma perda anual nos saldos do FGTS no percentual de 3,81%, e em 2012 essa diferença já era de 7%. Infelizmente, mais uma vez, o trabalhador é prejudicado pelo Governo. Na verdade o FGTS se transformou em mais um imposto, onde o valor destinado ao trabalhador é desvalorizado a cada correção dos depósitos realizados. Apenas para exemplificar, em dezembro de 2012 os valores dos depósitos junto ao FGTS já representavam mais de R$ 300.000.000.000,00 (trezentos bilhões de reais). É assustador ver o número de zeros dessa cifra. Para ficarmos ainda mais descontentes com essa política, o Instituto FGTS Fácil, o IFF, realizou um cálculo aproximado e constatou que somente de janeiro a agosto desde ano os trabalhadores deixaram de ver depositados em suas contas a importância de R$ 19.700.000.00 (dezenove bilhões e setecentos milhões de reais), em razão da utilização da TR como índice de correção. Diante desse cenário, todo o trabalhador que recebeu depósitos em sua conta do FGTS, de 1999 até a presente data, tem o direito de solicitar junto ao Poder Judiciário que seja realizada a substituição da Taxa Referencial (TR) pelo IPCA divulgado pelo 84 Revista Energia

IBGE, que corresponde aos índices inflacionários, bem como pleitear as diferenças desses índices incidentes sobre os saldos do FGTS desde 1999 até a presente data. Para o ingresso dessas ações é preciso ter conhecimento prévio de quais valores foram efetivamente expurgados das contas do FGTS, uma vez que caso este valor seja inferior a 60 salários mínimos poderá ser proposta nos Juizados Especiais Federais, onde os julgamentos costumam ser mais céleres. Caso contrário, deverá ser proposta na Justiça Federal comum. Importante consignar também que já há entendimento, principalmente em face da súmula 249 do Superior Tribunal, que as ações que visam à correção monetária do FGTS devem ser propostas contra a Caixa Econômica Federal. Assim, observamos que a correção dos saldos do FGTS pelo IPCA é um direito do trabalhador, que já é sacrificado em tantas outras realidades e não pode sucumbir a mais essa realidade, que lhe traz prejuízos materiais concretos. Procure um profissional de sua confiança, munido de seus documentos pessoais, principalmente com cópia da CTPS, extrato do FGTS (obtido junto à Caixa Econômica Federal) e Carta de Concessão do Benefício, no caso de aposentados. Concluindo, todos os trabalhadores brasileiros que possuíram ou ainda possuem saldo em seu FGTS, entre os períodos de 1999 e 2013, mesmo aposentados, têm o direito de reaver as perdas devido à correção equivocada. Não deixe para trás um direito que lhe assiste. 


Revista Energia 85


Entre Aspas

É o que dizem por aí...

Por Leandro Carvalho

Sessão nostalgia

P

reso no trânsito observo o carro ao lado e vejo duas crianças no banco traseiro, digitando rapidamente em seus tablets, cada qual com o seu; a mãe fala ao celular e o pai muda a estação do rádio; todos juntos, mas tão distantes. Você deve estar pensando que novamente irei falar do trânsito, mas não, não quero me aborrecer e muito menos deixar você com aquele suspiro de impaciência. A cena me faz viajar no tempo e decido que será o tema desta coluna. Antes de escrevê-la, coloco uma música com batida tranquila para me ajudar a reviver aquela época que me fez tão bem. Não me lembro de andar muito de carro, muito menos de aparelhos super tecnológicos, apenas de um rádio que tinha lugar para fita cassete, CD e disco de vinil; era do meu tio e ficava em cima do guarda-roupa. O desejo de conhecer mais aquela pecinha me levava escondido até o quarto para fuçar e eu acabava desregulando o som, o que o deixava furioso. É sábado, minha avó me chama às 4h e levanto mais animado do que nunca para ajudá-la a fazer o pão. Ela amassa, adiciona os ovos e ajudo a peneirar a farinha enquanto ela conta histórias de quando menina. Acho estranho ela dizer que não havia luz elétrica, as explicações geram curiosidade e pergunto mais. Enquanto o pão assa, pego o carrinho de feira e imploro para ela me levar junto. Quando volto sou recebido com um delicioso almoço preparado por minha tia, que me entrega uma roupa limpinha e que em pouco tempo está toda suja, pois vou brincar na rua. Ela me olha do portão e sorri. Subo até o topo da árvore, grito: “olha o que sei fazer!”, e fico de cabeça para baixo pendurado por um pé; a loirinha fica roxa e quase chora pedindo para eu descer. Espero o Tião passar e pego carona em sua carrocinha até uma praça na quadra de cima onde chamo amigos e vizinhos. Aperto a

campainha de algumas casas e saio correndo para jogar taco

86 Revista Energia

(lesca), brincar de esconde-esconde, pega-pega e tudo que for possível. A rua é calma, há umas vinte crianças e podemos ficar até depois do escurecer sem preocupações, apenas aproveitando a infância. Nos dias de semana eu durmo na sala, esperando minha mãe chegar do trabalho para me levar para a cama, ela me dá um beijo calmo e doce, eu tento despertar mais não consigo. Ela me deita ao seu lado e me sinto-me protegido. Acordo pra ir pra escola e ela já não mais está, sei que era necessário ela trabalhar, afinal não nasci em nenhum berço de ouro... me vem a mente o quanto a sua força e coragem me despertavam e ainda despertam o desejo de ser como ela. Minhas brincadeiras e desafios me fizeram crescer sem medo de escuro, do vizinho ou de conversar com as pessoas. Eu cresci na rua, as imagens da TV nunca eram suficientes, afinal o sol brilhava lá fora. Hoje, quando retorno à casa de minha avó, não vejo mais aquele movimento da minha época, os vizinhos estão lá, já com filhos, mas eles não estão na rua, não há crianças brincando. O pastinho foi tomado por casas. A pracinha da esquina está abandonada e não há nem onde sentar, uma pena, pois renderia boas histórias. O medo da violência toma conta dos pais. Recordo mais uma vez a cena do carro e nem sei explicar o que sinto, talvez uma grande tristeza, pois a nova geração não viverá as coisas que eu pude sentir. Terminou a leitura? Então pegue seu filho, sobrinho ou irmão mais novo, conte suas histórias, leve-os para saborear a fruta no pé, brinque de amarelinha, esconde-esconde (aproveite e esconda o Ipad, tablet, videogame, nem que for por alguns instantes) e mostre o real, pois a felicidade está na simplicidade. Desta vez podem até dizer por aí, mas sou eu que afirmo: Faça sua história valer a pena! 


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Revista Energia 38  

A Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM. Garanta seu exemplar, gratuitamente, nos pontos de retirada: Posto São João...

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