Issuu on Google+

Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 4 | Edição 37 | Mensal - Setembro 2013

Perfil

Rosa & Rosinha

Especial bebê Mimos e fofuras

gente fina

Dr. Mair Pedro de Souza: medicina da esperança

Silvia

Lauro Uma loja em perfeita sintonia com a moda e seu bolso


2 Revista Energia


Revista Energia 3


4 Revista Energia


Editorial

Ano 4 – Edição 37 – Jaú, Setembro de 2013 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM

Energia, investindo para ficar mais perto de você!

Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286

S

Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Criação de anúncios: Raul Galvão arte@revistaenergiafm.com.br

Repórteres Marcelo Mendonça Tamara Urias Diagramação BV Gráfica (14) 3622-2851 Projeto gráfico: Revista Energia Projetos Especiais, Fotografia e Produção Fotográfica: Leandro Carvalho foto@revistaenergiafm.com.br Social Club social@revistaenergiafm.com.br Colunistas Alexandre Garcia Antonio Paulo G. Trementocio Carlos Alexandre Trementose Caroline Pierim João Baptista Andrade Marcelo Macedo Mário Franceschi Netto Paulo Agnini Professor Marins Ricardo Izar Jr. Colaboraram nesta edição Flávia Cardoso Karen Aguiar Comercial Jean Mendonça Joice Lopez Moraes Sérgio Bianchi Silvio Monari Impressão: Gráfica São Francisco Distribuição: Pachelli Distribuidora Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br

Foto: Cláudio Bragga

Redação e revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br

omos peritos em buscar e aprimorar novidades para estar mais perto e conectados com nossos ouvintes, leitores e internautas. Sabe quando o relacionamento esfria e as coisas tendem a se acomodar? Na Energia isso não acontece, estamos sempre acompanhando tendências, capacitando e reciclando nossa equipe, pesquisando o perfil do nosso público e investindo para ficar mais perto de você!

Com uma equipe antenada e parceiros de uma das melhores empresas desenvolvedoras de estratégias e aplicativos para mobiles, estamos investindo em portabilidade, conectividade e interatividade. Em breve, você poderá baixar os aplicativos da Energia com uma tecnologia utilizada pelas maiores rádios do Brasil, que leva o nosso som para todo canto do mundo. iPhone, iPad, Tablets, Smartphones, Sistema Android, a Energia estará com você a qualquer hora, em todo lugar. Venha fazer parte deste universo digital da Energia! A interatividade com os leitores da Revista Energia nos levou a criar projetos personalizados e segmentados através de Cadernos Especiais que já são sucesso, atendendo as expectativas do nosso público. Começamos com Noivas, e nesta edição você aprecia o Caderno de Bebê, que está cheio de mimos. E mais, a emoção dos jauenses que estiveram presentes na Jornada Mundial da Juventude, alfabetização como ferramenta de inclusão e transformação social, perfil irreverente com Rosa e Rosinha, além de moda, social, aventura e muito mais. Agora é hora de desconectar e começar a ler a Revista Energia. Entre, a casa é sua! É só virar a página! Boa leitura!

Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Maria Eugênia

Revista Energia 5


6 Revista Energia


Revista Energia 7


ÍNDICE

82

NESTA EDIÇÃO 20 Aventura 26 Educação 37 Especial Bebê 98 Novidade 100 Direitos 108 Espiritualidade

Varal: Peças para arrasar em qualquer ocasião

SEMPRE AQUI 10 Perfil 12 Radar 14 Jurídico 16 Pense Nisso 18 Especial Profissões 24 Raça do Mês 25 DPI 30 Gente Fina 34 Garota Energia 36 Quem Fez Jahu 72 Capa 78 Look de artista 82 Varal 86 Look Kids 88 Moda 90 Fitness 92 Social Club 102 Vitrine 104 Boa Vida 106 Gourmet 107 Guia da Gula 112 Vinhos 113 Empresarial 114 Entre Aspas

30

Gente Fina: Mair Pedro de Souza

Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 4 | Edição 37 | Mensal - Setembro 2013

Decoração, saúde, festas, segurança, e muito mais...

PERFIL

Rosa & Rosinha

ESPECIAL BEBÊ Mimos e fofuras

GENTE FINA

37 Especial Bebê

M

CADERNO ESPECIAL BEBÊ

imose fofuras

Nossa Capa: Lu & Cia Modelo: Beatriz Guedes Bombini Foto: Leandro Carvalho Produção Gráfica: BV Gráfica

Dr. Mair Pedro de Souza: medicina da esperança

Silvia

Lauro Uma loja em perfeita sintonia com a moda e seu bolso

Revista Energia 37

Projeto: Leandro Carvalho Produção Gráfica: BV Gráfica Anúncios: Raul Galvão/Agências Fotos: Leandro Carvalho/Divulgação Revisão: Heloiza Helena C. Zanzotti Colaboração: Heloiza Helena C. Zanzotti - Karen Aguiar Marcelo Mendonça - Tamara Urias

Nossa capa: Silvia Lauro Foto: Leandro Carvalho Produção Gráfica: BV Gráfica Beleza: Tide Júnior


Revista Energia 9


Foto: Patrick Brito

Perfil

Todas as cores de Rosa e Rosinha 10 Revista Energia


“Foi na ousadia, na coragem e na crença de que teriam um futuro brilhante e cheio de sucesso que tudo começou”.

E

Texto Heloiza Helena C. Zanzotti

les se conheceram na infância, jogaram bola juntos e tinham muitas coisas em comum: bom humor, talento, vontade de vencer. José Renato Castro e Daniel Cardamone Sanches são Rosa & Rosinha, a dupla jauense mais irreverente de todos os tempos. José Renato, músico desde os 11 anos, estudou percepção musical na Unicamp e fez parte da Orquestra Sinfônica de Campinas. Chegou a treinar no XV de Jaú, depois cursou Contabilidade. Compositor, ator e diretor de TV, tocou em várias bandas e chegou a gravar um disco solo em 1987. Daniel iniciou a carreira musical aos 12 anos e foi clarinetista e saxofonista na Banda Marcial de Jaú. Tentando a carreira de jogador, treinou no XV de Jaú e Mixto de Cuiabá, mas desistiu e ingressou na faculdade de História, na qual se formou. Fez especialização na USP, mas seguiu na carreira musical. Também é ator, redator, roteirista e autor do livro “T3 - Os Guardiões do Planeta Terra”, a primeira de uma série de cinco livros. O reencontro Já adultos, tocando em bandas diferentes, seus caminhos se cruzaram novamente e resolveram montar um escritório de vendas de shows. A seguir veio o Trio dos Três Zés (os três caipiras Zé Pixoxa, Zé Becinha e Zé Bacinho), mas um dos integrantes saiu, e como a música sertaneja estava em alta resolveram criar uma dupla, mas com um diferencial, sertaneja gay, para satirizar os grandes cantores. E deu muito, muito certo. A opção pela cor? Explica Zé Renato: “Quando eu nasci meus pais achavam que eu seria menina, então, a decoração do meu quarto foi rosa. Daí a ideia de criar os personagens”. Cara a cara com Jô Soares Para Zé Renato (Rosa) e Daniel (Rosinha), o marco inicial da dupla foi dia 23 de Março de 1993, quando fizeram a primeira aparição no programa Jô Soares Onze Meia. “Minha mãe costurava assistindo o programa do Jô. Um dia eu disse para ela: Eu ainda vou sentar nessa poltrona, não sei como, nem quando, mas vou”. Seis meses depois ele e o parceiro estavam realmente sentados lá, como Rosa & Rosinha. “Nunca imaginamos que fosse tão rápido, mandamos o material na segunda-feira e na quinta recebemos um telefonema da Diléia Frate, que disse: Grava-se segunda-feira ou nunca mais”. Mal sabia ela que os personagens ainda estavam em fase de elaboração. Entretanto, eles não poderiam perder aquela grande oportunidade de suas vidas e tiveram que repetir, ao vivo, tudo o que inventaram para que fossem convidados, coisas como “Rosa & Rosinha é um grande sucesso na região”, “fazemos shows todos os finais de semana”, “lotamos teatros”, e até como era o espetáculo, que na realidade nunca existiu, eles contaram. Hoje, tudo isso é realidade. A comida do Celso Depois do Programa do Jô, receberam inúmeros convites,

entre eles, para o Circuito Night and Day, do Celso Russomano. “Estávamos numa pindaíba danada e precisávamos aparecer em todos os programas que éramos convidados. Tínhamos um Corcel II ano 80, até bonitinho, mas fumaçava mais que carro de controle da dengue. Nosso dinheiro só dava para o combustível, comer era luxo. Paramos o carro cinco quarteirões antes para não passar vergonha, chegamos às 14h, mas só gravamos às 22h. Imagina como estava o nosso estômago! Ao final da gravação, o Celso nos convidou para jantar. Para ele pediu arroz, feijão, batata frita, bife, tudo que nosso estômago precisava e estava acostumado. Para nós veio um tal de carpaccio, e como não sabíamos que aquele prato era apenas entrada, ficamos com vergonha e não pedimos mais nada. Mas Deus estava ao nosso lado, Celso foi chamado para atender um telefonema e nós aproveitamos para comer toda a comida dele. Quando ele voltou, falamos que a comida esfriou e pedimos para o garçom retirar. Saímos com a pança cheia e ele nunca soube disso. Mas vai ficar sabendo agora, aqui”. Eles e elas Tempos depois, mais conhecidos, foram contratados para um show em um concurso de beleza. Na hora combinada, o organizador os chamou para aguardarem no camarim antes de entrar no palco. De repente, todas as modelos entraram no mesmo camarim e começaram e se despir sem preocupação nenhuma, pois achavam que Rosa & Rosinha eram realmente gays. Rindo muito, eles lembram: “Quando o organizador perguntou se queríamos esperar em outro lugar, de imediato respondemos: imagina, não queremos dar trabalho, está bom aqui. E o arranca roupa continuou, e nós suando frio, e a mulherada pedindo ajuda para desabotoarmos vestidos, abrirmos zíperes e outras coisas mais. Depois ficamos amigos de algumas daquelas meninas, elas ficaram sabendo que não éramos gays e isso se tornou uma história muito engraçada, porque sempre que encontramos uma delas fazemos questão de perguntar: lembra quando me pediu ajuda para abrir o zíper do seu vestido?”. Novos projetos Com quatro cds gravados e participação em vários programas de TV, a dupla também aproveitou para lançar diversos produtos homônimos no mercado, como sorvetes e hambúrgueres. Atualmente, estão todas as quartas-feiras na rede CNT, programa Amigos, Amigos - Estilo à Parte, ao lado de Ronaldo Ésper e Camila Mahara. Também estão gravando um piloto das aventuras de Rosa & Rosinha para apresentarem em algumas emissoras. Sobre projetos futuros, são muitos: “Pretendemos, ainda esse ano, dar início à gravação do nosso primeiro dvd. E em outubro vamos fazer uma série de shows nos Estados Unidos, iniciando por Nova Iorque”. Carreira internacional? Pode apostar!  Revista Energia 11


Radar

Boa

Por Alexandre Garcia

Sucessão Presidencial

U

m dos presidenciáveis, o governador de Pernambuco Eduardo Campos,  diz que o Brasil não merece discutir agora a eleição presidencial, quando a economia é uma complicação. O diagnóstico está bem feito, mas é parcial. A economia tem complicação, sim, mas se antecipa a discussão eleitoral porque se procura quem possa dar esperança de ver solucionada a complicação na economia. Não se vê perspectiva no atual governo. Por isso está tão antecipado o debate eleitoral. Na economia e na política tudo parece confuso, sem rumo, errático, mostrando que o governo não sabe o que fazer, a ponto de tomar decisões com base em marqueteiros. E os discursos ficam sem pé nem cabeça, a ponto de não entendermos o que querem dizer. Na verdade, são apenas discursos que nada querem dizer. O ministro da Fazenda, por exemplo, ao se referir à cotação

12 Revista Energia

do dólar - já em 2,40 - fez uma frase: “O dólar mudou de patamar, mas não é definitivo”. Que descoberta! Todos sabemos que mudou de patamar. Está no ponto mais alto em quatro anos. E que não é definitivo, pois o câmbio é flutuante. Na falta de ter o que dizer, pronunciou o óbvio. O que não é flutuante é o tributo, que cresce a cada segundo. Já estamos entrando em 1 trilhão de reais, segundo o impostômetro. Quanto disso foi para estádio? Quando disso foi para comprar consciências de eleitores e eleitos? Quanto disso saiu pelo ralo? E quanto sobrou para investir em infraestrutura, em educação, em saúde? Os níveis de confiança estão inversamente proporcionais ao tamanho do dólar. Os consumidores já se endividaram, ficam cada vez mais dependentes e estão parando de comprar o supérfluo. Os investidores nacionais rezam por uma fase melhor, embora ainda esperem que piore. Os investidores estrangeiros estão investindo nos Estados Unidos, que já se recuperam. O nível de confiança na economia está hoje na altura de 2008, quando a “marolinha” abatia o mundo. O mundo já se recupera e estamos na mesma. A boca marqueteira, que tem poucos ouvidos para ouvir, substitui os atos e fatos, porque a campanha vem aí. Fico procurando um candidato capaz de fazer frente aos nossos gigantescos malfeitos. Alguém que consiga reverter o estrago. Procuro, como Diógenes procurava, um Homem na antiga Grécia. Mas a luz da lanterna não encontra outra luz. Só encontro, entre os que ocuparam os jornais nos últimos meses, um homem, mas ele é argentino – chama-se Jorge Bergoglio, também conhecido como Papa Francisco. Grande conhecedor do Brasil, disse que não podemos nos acostumar com o mal. Mas já nos acostumamos, e isso é grave. Além disso, o Brasil não poderá dispor dele, porque a Igreja também precisa de Francisco para salvá-la. 


Revista Energia 13


Jurídico

Por Carlos Alexandre Trementose

Abuso de vulnerável

A

cada dia que passa, infelizmente, a violência e a modernidade estão mais presentes em nossas vidas, seja na rua, no trabalho ou dentro de nossas próprias residências. No afã de combater essa violência oriunda da vida moderna, acabamos trazendo para o interior de nossas casas o(a) namorado(a) de nossos filhos(as), que muitas vezes são filhos de conhecidos ou amigos e que passam a frequentar nossos lares. Fomos crianças/adolescentes e temos pleno conhecimento das consequências de um namoro que, eivado de romance e paixão, resultam muitas vezes em casamentos precoces e em pais muitos jovens. No entanto, nem sempre o resultado desse namoro segue para um casamento, muito pelo contrário, tentando “justificar” uma filha não mais virgem ou uma gravidez indesejada, e temerosos “aos olhos” e “às línguas” da sociedade, famílias buscam a polícia para narrar este contexto no intuito de fazer de seus filhos uma vítima da denominada “promiscuidade” em que nós mesmos os submetemos. Contudo, caros leitores, o que se busca esclarecer neste artigo não é a vida alheia, mas, sim, a “liberdade” que se dá aos filhos menores (muitas vezes menores de 14 anos) e ao sexo desenfreado, que ouvimos todos os dias nos cafezinhos das esquinas ou nas colunas policiais de nossas mídias, confrontando-o com o crime tipificado no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro: “Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos. Pena - reclusão de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.”

14 Revista Energia

O crime é hediondo, a pena é severa e, no nosso entendimento, a consequente penalidade faz jus aos autores sórdidos deste crime bárbaro, assistindo à razão os legisladores. Porém nós, pais, reféns da situação narrada acima, estamos à beira de uma condenação de um namorado que jamais teria qualquer intenção de cometer o aludido crime, quiçá ter conhecimento que tal prática converge para o delito em questão. Pais, amigos e leitores, cuidado! Passar a mão na cabeça do filho de um amigo e trazê-lo para dentro de nossas residências nem sempre nos imunizará da violência e da modernidade que nos rodeiam, pois poderemos imputar o crime em tela para uma pessoa querida de nosso convívio mesmo que, em tese, não o tenha cometido, mas que responderá pelas consequências previstas em lei. 


LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins

O que deve ser valorizado?

E

m 23 de abril de 2000, o jornal “A Folha de São Paulo” publicou o resultado de uma pesquisa chamada “Utopia Brasileira”, realizada pela Gerência de Pesquisa de Opinião do Datafolha. Foram pesquisadas 2.831 pessoas acima de 16 anos, de todas as classes sociais, em 129 municípios em todos os estados do Brasil, nos dias 20 e 21 de março de 2000. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. Um dos itens que mais me chamou a atenção na pesquisa foi que tive o prazer de participar da Jornada Mundial da Juventude, no Rio, e 13 anos depois da pesquisa do Datafolha, conversando com jornalistas e convidados, vejo que o que os jovens querem é exatamente o que foi apontado na pesquisa, que perguntava o que deveria ser valorizado nos próximos anos. O Datafolha acertou em cheio. Os “próximos anos” chegaram e, se tivéssemos dado a devida atenção à pesquisa do ano 2000, entenderíamos melhor as demandas da juventude que hoje sai às ruas de todo o Brasil e pede por uma sociedade que tenha como base valores éticos e morais elevados.

16 Revista Energia

Ainda há tempo para que pensemos seriamente nos resultados daquela pesquisa e tomemos as decisões acertadas em nossa vida pessoal, profissional, na condução de nossa política e até de nossas empresas. Levando em conta os resultados da pesquisa, o que podemos fazer para atender a essa demanda? Ou vamos continuar a não acreditar que é exatamente isso que deve ser valorizado? Pense nisso. Sucesso! 

O que deve ser valorizado nos próximos anos?      

79% família 75% trabalho 68% estudo 49% religião 26% dinheiro 10% lazer


Revista Energia 17


Especial profissões

Farmácia Por Heloiza Helena C. Zanzotti

Pesquisa, produção, distribuição e garantia de qualidade

P

esquisar e preparar medicamentos, cosméticos e produtos de higiene pessoal, examinar e testar substâncias e princípios ativos que entram em sua composição e observar as reações provocadas no organismo. Registrar novas drogas, distribuir e comercializar os produtos e verificar se chegam ao consumidor dentro das normas sanitárias. Em laboratórios de análises clínicas, pesquisar, registrar e realizar exames clínicolaboratoriais e toxicológicos para auxílio do diagnóstico e acompanhamento de doenças. Em farmácias, distribuir medicamentos e preparar fórmulas personalizadas. O farmacêutico pode, portanto, atuar na indústria de medicamentos, farmácias e drogarias, farmácias de manipulação, indústrias de alimentos, hospitais, clínicas, laboratórios de análises clínicas e toxicológicas, vigilância sanitária, indústria cosmética, laboratórios de pesquisa e marketing farmacêutico. Para Ariele Leivele Boaventura, 27, farmacêutica, a profissão permite auxiliar na cura dos pacientes através do conhecimento farmacológico dos medicamentos utilizados, minimizando os efeitos colaterais e reduzindo o tempo de tratamento. “Devemos entender que todo medicamento é uma droga, e deve ser administrada sempre na dosagem correta para que não se torne nociva ao organismo”, diz ela.

Outros setores com boa oferta de vagas são biologia molecular e toxicologia forense. Crescem as chances também na indústria cosmética e na manipulação em farmácias especializadas. No setor público, há concursos para ingressar nas equipes do Programa de Saúde da Família e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA). A Região Sudeste concentra o maior número de vagas, mas no Norte e Nordeste é que existe a maior carência de profissionais.

Onde estudar O curso tem duração média de 4 anos e a instituição mais próxima de Jaú é a Unesp de Araraquara. Em Bauru, a formação é oferecida em instituições particulares de ensino. 

Áreas de atuação O futuro profissional farmacêutico tem possibilidade de atuar em mais de 70 áreas estabelecidas pelo Conselho Federal de Farmácia, dentre elas, indústria farmacêutica, estabelecimentos farmacêuticos, farmácia hospitalar, consultor da indústria farmacêutica. Além dessas, atua ainda em análises clínicas, indústria cosmética, indústria de alimentos, pesquisa científica, vigilância sanitária, laboratórios, bancos de sangue, instituições de ensino e pesquisa, Forças Armadas, Polícia Militar, órgãos governamentais e muitas outras.

O mercado de farmácia está em ampla expansão, com excelentes oportunidades. Os empregadores tradicionais são as farmácias e drogarias que, por lei, precisam ter ao menos um farmacêutico em seu quadro de funcionários. Mas, apesar da demanda, esse segmento está saturado. A área que mais precisa de profissionais qualificados é a científica, de pesquisa. 18 Revista Energia

Ariele Leivele Boaventura

Foto: Leandro Carvalho

Mercado de trabalho


Revista Energia 19


oo V Aventura

em duas rodas

O Motocross da equipe jauense Rodocar vai muito bem, obrigado. E o que poucos sabem é que aqui, na nossa terra, tem pilotos rápidos e vencedores Texto Marcelo Mendonça

Q

uem encontra Thiago Marfim, 26, mais conhecido como Didão, não imagina que esse cara tranquilo, quando está sobre duas rodas em uma pista de terra, consegue coisas improváveis, saltos e ultrapassagens que o levaram a várias conquistas no Motocross. E nada disso é por acaso. A paixão por motos vem de família: o pai, José Donizete Marfim, já era um amante do esporte e não foi difícil convencer os filhos a herdarem a ideia. O irmão mais velho, que tem o mesmo nome do pai, mas é conhecido como Tim, foi o primeiro a se aventurar no esporte. A partir daí, Tim e Didão, junto com Paulinho Ribeiro, 37, amigo e preparador físico da dupla, montaram a equipe Motocross Rodocar, para participar de corridas na região e campeonatos em diversas categorias.

Grandes conquistas

Durante nossa entrevista, Paulinho contou que no começo da equipe ele era personal dos irmãos, cuidava da parte física, que é muito exigida nesse tipo de corrida, mas ao conhecer o esporte e ficar próximo dos amigos, também resolveu aprender a andar nas pistas esburacadas. “Acompanhava as corridas, mas nunca havia vivenciado as competições e entre uma brincadeira e outra, comecei também a participar. No meu caso é mais amadorismo, no caso deles são praticamente profissionais, só não disputam todas as categorias porque o campeonato brasileiro é longo, são muitas viagens e falta um patrocínio mais forte”, diz Paulinho. Mesmo sem grandes patrocínios ou locais adequados para os treinos, os jauenses estão fortes na disputa da Copa São Paulo, a mais importante do estado, com pilotos de todo Brasil. Após duas etapas, Didão já lidera a competição (até o fechamento desta edição), pois as provas não param. Paulinho está no campeonato regional e Tim na categoria intermediária da Copa São Paulo, abaixo da profissional, onde lidera com boa vantagem. Já em Minas, na cidade de Campestre, Tim está ponto a ponto na disputa por uma moto zero km, e concorre nada menos que com o atual campeão brasileiro, Marcos Moraes.

20 Revista Energia


O projeto da equipe é continuar no meio dos principais campeonatos, colecionando mais e mais conquistas no ano. Depois da nossa entrevista eles saíram da Redação direto para a academia, para mais um dia de treinos intensos. Qual a fórmula de sucesso dos meninos? Dedicação, esforço e o resultado de muitas conquistas.

“Aqui não temos nem pista para treinar, o que dificulta muito, temos que sair da cidade para os treinos e isso gera custos” Falta patrocínio

A cobrança do pai e de todos da equipe é grande, por isso a rotina de treinos é forte. “Academia todos os dias e pelo menos duas vezes por semana treinos na pista, para não perder o ritmo. É necessária uma grande dose de dedicação, por isso estamos chegando forte nas competições”, conta José. Apesar de todos os bons resultados já alcançados pela equipe, os meninos sentem falta de um incentivo maior por parte da comunidade. “Aqui não temos nem pista para treinar, o que dificulta muito, temos que sair da cidade para os treinos e isso gera custos”, comenta Didão, que entre várias conquistas venceu três vezes o Campeonato Paulista, ficou em quarto lugar no Brasileiro por duas vezes e no Paraná venceu várias competições.

22 Revista Energia


Sangue novo

Aliás, por falar em conquistas, não há mais lugar para tantos troféus na casa dos pilotos. Neste mês de setembro ocorre mais uma prova do Campeonato Brasileiro, em Santa Catarina, e a expectativa da equipe é de mais uma vez obter um excelente resultado. O irmão mais novo, Leonardo da Costa Marfim, de apenas 14 anos, já é visto por todos que acompanham o esporte como uma forte promessa no Motocross. “Leonardo treina comigo e anda forte. Ele vai com a gente e corre na categoria Júnior, mas será com certeza um excelente competidor”. 

Revista Energia 23


Raça do mês

Basset Hound Por Heloiza Helena C. Zanzotti | Fotos Leandro Carvalho

Ana Déa Gonzalez Soares e a filha Ana Cristina Gonzalez Soares com os cachorros Jimmy e Floyd

E

ssa raça de origem francesa é companheira de todas as horas. Atrás daquele olhar de quem é eternamente rejeitado, esconde-se um verdadeiro “palhacinho”, alegre e divertido ao extremo, e sempre a um passo de tropeçar nas próprias orelhas. Mostramos aqui a natureza calma deste cão que pode conviver muito bem no meio de outros animais de estimação e ser um grande amigo das crianças. Muito paciente, apesar do jeitão preguiçoso, o Basset Hound sempre foi um ativo e irrepreensível caçador, função que exige muita vitalidade, perspicácia e inteligência. Entretanto, se você pretende que ele seja um cão de guarda, perca as esperanças. No máximo, o que ele pode ser é um eficiente cão de alarme. Donos de um pelo duro, liso e curto, e de pele solta e elástica, eles medem de 28 a 35 cm e pesam entre 20 e 30 kg. Os pontos fracos da raça são os olhos e ouvidos, que se não forem limpos frequentemente, podem apresentar sérios problemas. E como costumam comer muito, para gastar a energia acumulada pre-

24 Revista Energia

cisam brincar e fazer caminhadas. Apaixonados pela raça, Ana Déa Gonzalez Soares, 36, Analista em Importação e Exportação, e seu marido Luís Claudio Rossinholi Soares, 39, empresário, possuem dois exemplares machos, Jimmy e Floyd. Ana Déa conta comprou o Floyd em uma feira em Ribeirão Preto, há 11 anos, quando foi buscar o vestido de noiva. “Já casei com filho”, diz ela, aos risos. Já o Jimmy foi adotado na Apaja, aqui em Jaú, há 8 anos. Ele foi encontrado muito debilitado, com sarna, pulgas, carrapatos e parecia ter 10 meses de vida. “Eu tinha o Floyd e a Pink, uma fêmea com ótimo pedigree. Infelizmente a Pink se foi há 2 anos”, lembra Déa. Jimmy teve glaucoma, foi operado das duas vistas, mas ficou cego aos 5 anos de idade. “Sofri muito nessa fase, tinha minha filha Ana Cristina de colo”. Mesmo assim ela afirma que ele é um cão muitíssimo feliz e, ao contrário do Floyd, é muito bem humorado, alegre e disposto. “Ele conseguiu surpreender a todos, mesmo após ficar cego!”


Educação

Alfabetização:

Ferramenta de Inclusão e Transformação Social No dia 08 de setembro, educadores do mundo inteiro comemoram muito mais que a concretização das habilidades de leitura e escrita, festejam a contribuição para a aquisição da primeira conquista na vida do ser social Texto Flávia Cardoso

26 Revista Energia


S

aber identificar e interpretar símbolos escritos, como letras e números, é o que toda criança até os oito anos precisa para dar início, de fato, à vida social, pois a comunicação escrita oportuniza relações e abre as portas para a aquisição do conhecimento acadêmico. Segundo a ONU, Organização das Nações Unidas, o dia 08 de setembro foi escolhido em 1967 para despertar a consciência e representar a luta em prol à Educação e o verdadeiro desenvolvimento dos países, considerando que um povo alfabetizado significa mais democracia, mais direitos e deveres respeitados, mais homens lutando por leis justas e humanas.

Pais e professores: agentes transformadores

A RE conversou com a professora Ana Cintia Izar, especialista em Psicopedagogia e Alfabetização numa concepção Sócio Construtivista, e orientadora do PNAIC – O Pacto Nacional pela Alfabetização da Idade Certa. Segundo a pedagoga há quase 25 anos, a criança nasce e já começa o seu processo de alfabetização e letramento. “O letramento é uma ideia praticamente nova e diferencia o indivíduo alfabético, capaz de decifrar o código linguístico, mas não de compreender o que lê, do indivíduo alfabetizado, apto a usar a leitura e escrita num contexto social. Tenho alunos que leem com mais entonação que outros, mas todos estão letrados por terem a oportunidade de conhecer diferentes gêneros textuais na escola.”, esclarece a professora. O novo paradigma da alfabetização requer não só que os alunos tenham a capacidade de decodificar a escrita, mas principalmente de alfabetizar letrando, e isso se dá ao longo da vida do ser social, desde antes dele entrar na escola. Por essa razão, quanto a participação dos pais no processo de alfabetização e letramento, Ana Cintia explica que é extremamente importante a intervenção da família, pois os responsáveis podem estimular a obtenção do conhecimento valorizando o seu aprendizado, controlando a ansiedade de ver os filhos decifrando os códigos, estabelecendo uma relação de confiança com o professor alfabetizador, e sendo também modelos de leitores, a fim de exemplificar a conduta que esperam de seus filhos. “Faz parte do letramento a criança ouvir histórias, ver os pais lendo, e até cantar músicas da galinha pintadinha. O contato com a escrita social é muito importante, e quanto mais exposta a ela, mais facilmente a criança será alfabetizada.”

Saudade do bê-á-bá da cartilha

Questionada a respeito da quantidade de analfabetos funcionais que vemos respondendo absurdos nos vestibulares, a pedagoga aponta esse resultado como fruto da uma nova sociedade e da escola para todos. Para ela, as instituições de ensino estão se adaptando para os novos paradigmas, e o fato mencionado não acontecia porque alunos com dificuldade de aprendizagem eram expulsos do processo pedagógico. “Alguns educadores sentem saudade de um tempo onde a escola era para uma minoria elitista. A sociedade mudou, hoje felizmente é inclusiva, e a cartilha serviu para uma realidade que hoje não existe mais. Quantas crianças foram excluídas do processo de escolarização por não terem sucesso na alfabetização! A educação é para todos, os professores precisam atender essas diferentes necessidades, e a única maneira de conseguirem sucesso é estudando, porque é a intervenção deles junto às crianças que vai resultar na mudança almejada diante da realidade vivenciada. Ler não é apenas decifrar um código, é apropriar-se de um sistema notacional, e tem o papel de inserção social. A família deve, sim, apoiar e valorizar a educação dos filhos, mas o professor é responsável por ela.”, defende Ana Cintia.

Palavra de quem traduz símbolos e dá sentido aos sonhos

A professora jauense defende a polêmica educação inclusiva como o caminho mais viável nesse novo cenário educacional. Para ela, a inserção das crianças com necessidades especiais no ambiente escolar traz muitos benefícios a todos, pois aprender a conviver e respeitar as diferenças é indispensável numa sociedade carente de valores como a fraternidade e a solidariedade, e a inclusão favorece isso. Segundo Ana Cintia, o que deixa a desejar são as condições para que esse processo tenha êxito. “Jogar essas crianças na escola sem uma infraestrutura adequada para recebe-las é um crime! É preciso que o poder público faça a sua parte oferecendo tais condições. A escola e os profissionais que trabalham nela estão buscando a excelência, mas precisam de ajuda, apoio e valorização.” A educadora se mantém favorável, também, com relação à manutenção das APAES, pois há alunos que precisam do atendimento específico oferecido por elas. “Essas crianças e adolescentes devem ser inseridos na sociedade e na escola regular, mas não dispensam o atendimento especial no contra turno. É preciso dar apoio aos professores para que se sintam aptos a trabalhar e obter sucesso.”

Revista Energia 27


Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa - PNAIC

O estado de São Paulo tem seus programas próprios de capacitação de professores, de avaliação externa (Saresp) e a porcentagem de fracasso escolar é relativamente baixo, mas em outros estados do Brasil o índice de analfabetismo é alto demais. O Pacto Nacional pela alfabetização na idade certa – PNAIC, é um programa federal de capacitação de professores e escolas para melhorar esse índice. As escolas recebem jogos e livros didáticos e paradidáticos. O objetivo primeiro é que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade. Outro objetivo é auxiliar a escola na educação inclusiva. Desde a Declaração de Salamanca (1994) o mundo colocou como um princípio social a educação inclusiva, que visa à escolarização de crianças portadoras de necessidades educacionais especiais em escolas regulares. Isso inclui os deficientes físicos, intelectuais, permanentes ou temporários. Ana Cintia Izar é professora orientadora, isso é, faz uma capacitação mensal com formadores na universidade (UNESP) onde estudam, conhecem, e criticam o material recebido do MEC. Depois multiplicam o aprendizado com as colegas alfabetizadoras. Em Jaú são sete orientadores, uma coordenadora e duzentos professores alfabetizadores da rede municipal fazendo o pacto. 

“O contato com a escrita social é muito importante, e quanto mais exposta a ela, mais facilmente a criança será alfabetizada.”

28 Revista Energia


Revista Energia 29


Gente Fina

30 Revista Energia


Mair Pedro de Souza “Para uma família, o nosso trabalho pode trazer alegrias ou ser facilitador de tristezas”

Texto Tamara Urias Fotos Leandro Carvalho

O

convite para a entrevista é feito por telefone, já que sua agenda é um pouco apertada, afinal, ele é médico e um dos coordenadores do Serviço de Transplantes de Medula Óssea do Hospital Amaral Carvalho. A entrevista é marcada e lá vamos nós, para mais uma história de vida. Ao chegar, o avisto aguardando ao lado da clínica, próximo ao Hospital. Ele veste jaleco branco e carrega uma mala, aquela típica de médico. Após nos acomodarmos na sala, com um semblante sério, me pergunta sobre o que eu gostaria de saber; quando falo que é sobre sua vida, ele me olha surpreso. Pensa um pouco e aceita o desafio. Em poucos minutos de conversa, meu pensamento viaja e me lembro de um poema chamado “Da gente que eu gosto”, de Mário Benedetti, que se encaixa perfeitamente no nosso gente fina desta edição. Mair Pedro de Souza, 55 anos, esposo, pai, médico, hematologista, corintiano, membro da Associação Nacional de Criadores de Saci (confesso, eu também fiquei abismada) e um ser intrigante. Natural de Catanduva, veio de um uma família humilde: seu pai era pedreiro, o que ele tem orgulho

em dizer, e a mãe, uma dona de casa que aos 26 anos já tinha seis filhos. Quando garoto morava próximo a uma construção que mais tarde abrigaria a Faculdade de Medicina de Catanduva. Coincidentemente, ao lado da casa de seus pais mudou-se um técnico em anatomia da faculdade, que indiretamente abriu as portas da medicina para aquele garoto cheio de sonhos. Fora do expediente, ele passou a frequentar o prédio e ajudar nas pequenas tarefas. Pouco tempo depois prestou medicina foi aprovado em duas faculdades: Catanduva e Botucatu, optando pela última, por ser pública. Durante o curso, ele chegou a se empolgar com outras especialidades como terapia intensiva, mas baseado num modelo de pessoas que aprendeu a conhecer e a confiar, decidiu ser hematologista. Durante a faculdade conheceu a esposa Pepa, e com o primeiro salário da jovem, eles se casaram. Atualmente, o casal tem duas filhas que seguiram a mesma profissão do pai. Durante a entrevista eu o observo, ele mantém seu tom de voz, calmo e sereno. Enquanto conta aspectos de sua trajetória, é visível o amor à profissão. Revista Energia 31


De início seus planos eram permanecer em Botucatu, lecionando, mas em 1986 surgiu a oportunidade de ingressar no corpo clínico do Hospital Amaral Carvalho. Quando questionado se há diferença entre o médico e a pessoa, ele brinca que está cada vez mais rabugento, mas é extremamente caseiro: adora música de boa qualidade, fotografar, cuidar do seu jardim, lago e cachorros, e que tem ligação muito forte com sua família. Durante a entrevista, ele se mostra tímido quando é fotografado, e se solta quando os clicks param. Ainda confusa e não satisfeita sobre a história do saci, peço provas. E ele as apresenta. Eu diria que ele se mostra para quem tem coração puro e alma de criança. Antes de convidá-lo a embarcar nesta história, quero citar um trecho do poema de Benedetti: “A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade, o respeito, a tranquilidade, os valores, a alegria, a humildade, a fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança, o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento e o amor para com os demais e consigo próprio são coisas fundamentais para se chamar GENTE”, neste caso, nosso gente fina. Agora sim, meu amigo leitor, convido-o a embarcar nesta história que tem como pilar o amor ao próximo. O senhor conta que de 1994 a 1996 houve um trabalho organizacional pesado, e que ganharam alguns aliados para a implantação do setor. Quem foram? Teve um conjunto de coisas que aconteceram que fez com que esse centro de transplantes tivesse uma característica muito pessoal e diferente. Como o de uma menina que fez uma campanha para fazer o transplante, e o dinheiro que sobrou ela fez uma doação, que era pequena, mas serviu inicialmente para comprarmos uma porta de vidro blindada e fechar uma unidade de isolamento. Veja o simbolismo deste gesto. Logo depois, uma outra família também fez uma campanha para arrecadar recursos para um transplante não aparentável, e a sobra do valor eles também doaram. Mas esta campanha tem uma história interessante que eu só sabia de corredores: a família tinha rifado um carro e a pessoa que ganhou havia se recusado a pegar o prêmio, para que o automóvel fosse novamente rifado e aumentasse a arrecadação. Passados anos, quando eu comecei a escrever sobre a nossa história, resolvi ligar para a família e confirmar a informação, só que ao falar com a mãe do jovem tomei um susto: o segundo ganhador também não havia aceitado o prêmio. Por trás destes fatos está uma questão muito interessante de desprendimento, solidariedade e visão humanística do que é cuidar de alguém. Também recebemos uma ajuda muito curiosa do ex-prefeito de Pederneiras, que estava com a esposa em tratamento no hospital e orientou a bancada da Câmara a fazer um projeto de lei que doaria alguns centavos de reais por habitante, para a construção do serviço de transplante, e o mais legal é que algumas cidades o acompanharam, mas Jaú não aderiu. Já aconteceu algum acidente no trabalho? Como foi? Em 1997 tive um acidente perfuro cortante com agulha de um paciente HIV positivo que morreu no mesmo dia. Eu nunca me vi tão mal humorado e depressivo quanto nos quarenta dias em que tomei remédio. Na época, era uma doença pouco conhecida, consultei algumas pessoas que entendiam do assunto e foi recomendado que eu tomasse o remédio e fizesse periodicamente alguns exames, graças a Deus não aconteceu nada. Mas é estranho você se imaginar potencial e gravemente doente em alguns dias. Eu não sabia que ficaria tão apreensivo até com a questão de como lidar com minhas coisas, meus talheres. Eu pensava: será que posso fazer isso? Hoje sabemos que para a AIDS não tem nada disso, mas eu fiquei angustiado e me senti até meio frágil em relação a uma doença que teria adquirido no trabalho. Durante o tratamento, alguns alcançam a cura, outros perdem a vida. Como o senhor lida com isso? Estar diante da morte quase que diariamente é um compromisso que só não é mais desgastante se você procurar fazer, a cada momento, o que é melhor para aquele paciente. Teve um editor de uma revista de terapia intensiva que escreveu: o nosso trabalho pode ou não ter continuidade, formaturas, nascimentos, e é verdade. Nós não trabalhamos com um procedimento fácil, nos transplantes você tem em torno de 10% a 15% da possibilidade de óbito, e isso é muito ruim quando se trata de gente jovem e pessoas queridas. Se eu disser que 1% 32 Revista Energia


dos pacientes de determinada doença pode morrer, e se esse 1% for seu filho? A vida das pessoas não é uma estatística. E o senhor, tem medo da morte? Claro que eu tenho, não quero morrer agora, acho que tenho muito que produzir, por isso cuido da minha saúde, faço o que eu entendo como razoável para viver por muitos anos. São muitos os casos de vitória? Nós temos casos de pessoas que foram nossos pacientes na infância e hoje são pais e profissionais bem sucedidos. Há poucos dias uma jovem, que teve uma leucemia, enviou uma foto dela grávida, por rede social. Este tipo de satisfação não há dinheiro que pague e felizmente é algo bastante frequente. Isso é tão interessante quanto fazer com que um homem de 80 anos, com câncer, viva por mais um ou dois anos com conforto. Como surgiu a paixão pela música? Comecei devorando música popular brasileira e hoje ouço quase tudo, menos pagode e sertanejo de má qualidade. Lembro-me que quando éramos crianças havia uma professora que fez uma revolução em nossa vida. Ela levou para o meu irmão mais velho alguns discos e fez com que ele ouvisse Beatles e Chico Buarque, e eu fui junto. Posso dizer que conheço poucas pessoas que entendem e conhecem Chico Buarque como ele, tanto que quase fez disso uma segunda profissão. Uma vez ouvi que o senhor, quando encerrasse a carreira na medicina, se tornaria um Clown, doutor da alegria. É verdade? Este é um pensamento sempre presente na minha cabeça. Mas vejo que os caras estão tão profissionais, que acredito que não vou dar conta do jeito que precisa ser, porque o que aparenta ser uma brincadeira, na verdade é uma ferramenta de tratamento importantíssima. Esta é uma arte que precisa ser exercitada com muito rigor, por isso são extremamente importantes estas oficinas de treinamento e preparação das pessoas. Não basta colocar um narizinho vermelho para você ser útil. É difícil ser palhaço, acho que é mais fácil aprender uma série de outras profissões. Fazer disso um instrumento de terapia é complicado. Fazer rir por rir, muitos fazem. Mas trabalhar esta questão no contexto da cura, do bem-estar e do conforto de quem está internado, acho cada vez mais difícil.  Revista Energia 33


Energia

Aline Nascimento

Garota

34 Revista Energia


Ficha técnica:

Fotos e Produção: Leandro Carvalho Looks: Malu Modas Fone: 2104 2848 Cabelo e make:Cintya Barros Fone: 3622 4945 Joias: Érica Módolo Fone: 98128 1900

Quer ser Garota Energia? É super fácil e não custa nada! Vá até o Fena Foto na Edgar Ferraz, 171, agende um ensaio fotográfico gratuito e ganhe de presente duas fotos, uma delas é para você e a outra entregue na recepção da Energia FM para seleção. Aí, é só torcer! Revista Energia 35


QuemfezJahu

Texto Heloiza Helena C. Zanzotti

Edgard Ferraz do Amaral

A

gricultor, Edgard Ferraz do Amaral nasceu em Porto Feliz, província de São Paulo, em 13 de fevereiro de 1862. Seus pais, José Ferraz do Amaral Gurgel e Maria Francisca de Novaes Ferraz, chegaram a Jaú por volta de 1870. Figura marcante na época, seu pai foi tabelião, vereador, chefe do Partido Conservador e Presidente da Câmara dos Vereadores, dando início à tradição da família no cenário político local. Edgard Ferraz começou a trabalhar como balconista em um armazém de Jaú, porém, com o apoio do pai seguiu para Campinas, para atuar na importante casa comercial Lidgerwood & Cia. Voltou a Jaú anos depois, onde casou-se com Virgínia de Paula Ferraz. Adquiriu uma fazenda de café à qual deu

36 Revista Energia

o nome de Virgínia, em homenagem à esposa, que faleceu tempos depois vítima de febre amarela. Em 1894 casou-se em segundas núpcias com Francisca de Moraes Barros Ferraz. Homem de ação, herdou a personalidade do pai. Recebeu o título de Tenente Coronel e atuou em diferentes segmentos da sociedade: foi Juiz de Paz e Delegado de Polícia. Com a decadência do Império aderiu ao Partido Republicano, que comandava a cidade nesse período. Em 1892 foi escolhido pela Câmara para o cargo de Intendente Municipal (o equivalente à função de prefeito), cargo que exerceu de 16 de janeiro de 1892 a 31 de agosto de 1893, tendo sido, assim, o primeiro prefeito de Jaú. Foi vereador de 1893 a 1895 e eleito deputado estadual por Jaú em 1898. Como chefe do Partido Republicano, era uma espécie de orientador da administração da cidade e conselheiro constante para os problemas de seus correligionários. Frequentemente consultado para opinar ou interferir nas mais diversas situações, suas ideias eram tão respeitadas que seus seguidores eram chamados de “edgaristas”. Entre as várias contribuições para a cidade, participou da criação e gerência do Banco Melhoramentos, conseguiu recursos junto ao Governo do Estado para a construção da Santa Casa e do Grupo Escolar “Dr Pádua Salles”, integrou a comissão executiva de construção da Igreja Matriz, esteve ligado à edificação do Mercado Municipal e do Cemitério Municipal e atuou na implantação de melhorias para a cidade, como a expansão dos serviços de energia elétrica, água, esgoto e telefone. A rua que recebe seu nome encontra-se no centro, e ali está localizado o imóvel em estilo clássico que foi sua residência, e é também uma das mais antigas construções da cidade. Edgard Ferraz do Amaral faleceu devido a problemas cardíacos em 17 de abril de 1912. Está sepultado no Cemitério Municipal de Jaú, onde há um busto em sua homenagem.


Do enxoval à decoração do quartinho encontre tudo na Lu & Cia Decoração, saúde, festas, segurança, e muito mais...

M

imose fofuras Revista Energia 37


O sonho começa aqui... Decoração

A Lu & Cia cria um ambiente completo para a chegada do seu bebê

D

e acordo com o sonho dos pais e as medidas do espaço, projeta e realiza quartinhos que encantam pelo design e qualidade dos móveis, pela textura dos papéis de parede que trazem alegria e cor, pela dedicação e cuidado com cada item do kit de berço e cama, e todo o enxoval desenvolvido. 38 Revista Energia

São mais de 50 itens onde são utilizados os melhores tecidos em sua oficina própria, que hoje atende atacado e varejo. Em seu ateliê são confeccionados os quadros, porta maternidade, diversas lembrancinhas que são personalizadas em seu departamento de criação e design, onde também são preparados os tags, convites, banners e álbuns fotográficos.


Lu & Cia oferece um estúdio fotográfico que atua em diversas áreas como: gestante, newborn, acompanhamento mensal, ensaios de crianças, família e aniversários. O vestuário consiste em peças de fio egípcio, com os bordados forrados, trazendo conforto e praticidade ao bebê. Com 10 anos de atuação no mercado, atende todo o interior do estado de São Paulo.


Na Lu & Cia os pais encontram toda comodidade num ambiente de 750 m², cuidadosamente planejado para satisfazer e atender as necessidades deste momento mågico.

40 Revista Energia


Revista Energia 41


Proteção

Segurança para o seu bebê é também com a BBZ

42 Revista Energia


Crianças pequenas são muito curiosas e tendem a brincar com qualquer coisa ao seu alcance. Quem tem criança em casa sabe: nem sempre é fácil manter os dedinhos dos pequenos afastados das tomadas elétricas

V

ocê se distrai um segundo e o pequeno logo encontra uma tomada onde enfiar o dedo? Não se preocupe mais. Na BBZ Materiais Elétricos você pode solucionar esse problema com o dispositivo de proteção para tomadas, o ���tapa tomadas”, que vai evitar que seu bebê corra riscos, assim, ele pode engatinhar ou andar pela casa toda sem aprontar uma dessas. Além disso, a BBZ oferece também o “Diferencial Residual”. Esse equipamento é instalado na rede elétrica e sua função é detectar a “fuga de corrente”, ou seja, se algum aparelho estiver com problema elétrico ou vazamento de energia, seja em chuveiros, tomadas ou banheiras, e a criança tiver contato com o mesmo, o aparelho desarma a corrente elétrica sem deixar que a criança sofra qualquer tipo de choque. Com esse dispositivo você pode deixar seu bebê mais à vontade e você, sem dores de cabeça. Quando o assunto é segurança, não descuide. Deixe por conta de quem entende. 


Momento

Filhos, presentes de Deus!

Q

uem os tem ou convive sabe das traquinagens que os pequenos fazem, e nessas horas dá vontade de fotografar e registrar tudo, não é verdade? Dá vontade tirar dezenas de fotos em cada nova fase dos pequenos, afinal, o tempo passa rápido e eles crescem. Se não registrarmos, mais tarde não conseguiremos nos lembrar de tantas travessuras e transformações. O Fena Foto/Flash Studio, pode ajudar nesse registro! Com uma equipe qualificada, oferece o acompanhamento fotográfico do seu bebê, com momentos únicos em sessões de fotos criativas e profissionais, eternizando as mudanças que ocorrem mês a mês. O acompanhamento deve começar na gestação, perdurando por todo o 1º ano de seu bebê em sessões no estúdio fotográfico, até as festas de aniversários posteriores, acompanhando a sua vida social. Fotografe os melhores momentos de sua vida, porque memória fotográfica não tem preço e sim, valor sentimental! 

44 Revista Energia


Revista Energia 45


Diversão

Para ver, brincar e aprender! Com o passar do tempo os pequenos vão descobrindo suas habilidades, e para cada fase há um brinquedo indicado. Aproveite as dicas da Flam Shopping Kids

A

o adentrar uma loja de brinquedos um mundo encantado aparece, dando asas à imaginação e convidando a explorá-lo livremente. Ao percorrer o espaço, objetos chamam atenção com suas formas graciosas e cores vibrantes. O desejo é levar tudo para casa. Mas, neste momento aparece a pergunta: o que comprar? Aliar a brincadeira ao aprendizado é o melhor estímulo para um desenvolvimento saudável. Portanto, escolha brinquedos e atividades compatíveis com a idade/fase da criança e participe. Lembre-se, ao presentear a criança com um novo brinquedo, de início, o deixe explorá-lo livremente, depois entre na brincadeira e ensine como funciona. Além de se divertirem, o ato estreitará laços, troca de olhares e carinhos, contribuindo para o desenvolvimento social, afetivo e físico dos pequenos. Acredite, a diversão está garantida!

Até 6 meses

Brinquedos coloridos e em tons fortes: bichinhos e bolsas, chocalhos e brinquedos musicais; mordedores, móbiles, livrinhos de tecido ou plástico.

De 6 a 12 meses

Brinquedos de encaixe, de empilhar, martelar e desmontar; cubos ilustrados ou com guizos embutidos; bichinhos de borracha para a hora do banho; telefoninhos e objetos que produzam sons.

De 12 a 24 meses

Objetos com texturas, sons e cores variadas; livros; escorregador, balanço e triciclo; bonecos; brinquedos de empurrar, puxar e montar.  46 Revista Energia


Revista Energia 47


Especial Nana NenĂŞ

Caio Moreno, Julia Ramos e JoĂŁo Victor Medina

48 Revista Energia


Bruna Moreno, Yuri Carraro e Ana Clara Ruiz

Revista Energia 49


Fernanda Ruiz e Iago Carraro Agradecimentos: Beto Bononi Studio Fone: 14 3624 2675 50 Revista Energia


Tel (14)

3625-2402

Rua Quintino Bocaiuva, 887 upteen@terra.com.br - facebook: Nana Nenê Jaú

Revista Energia 51


Festa

Transformando sonhos em realidade

52 Revista Energia


A

ntigamente, pensar no aniversário dos filhos significava enfrentar uma verdadeira maratona para organizar a festa. Era um corre-corre para pesquisar empresas de decoração, buffets, equipe de recreação, fornecedores de lembrancinhas, entre outros. Além de contratá-los de forma separada, muitas vezes a data de um fornecedor não coincidia com o de outro, gerando pequenos transtornos. Para simplificar e transformar sonhos em realidade, a World Temas e Decorações, especializada em eventos infantis, oferece tudo para a organização de festas de aniversário, boas-vindas, batizados, maternidade e chá de bebê. Sob nova direção, a empresa atende Jaú e região com profissionalismo, ética e segurança. Com a missão de satisfazer o cliente, a World Temas e Decorações atua em diferentes ambientes: salão, residência, edícula, chácara e escola. Os temas são minunciosamente projetados e confeccionados pela equipe e parceiros, garantindo que o aniversário do seu filho seja um sucesso. A World oferece assessoria e planejamento da festa; buffet completo; decoração temática e tradicional em isopor, fibra, EVA, pelúcia, bonecos e provençal; balões decorativos na entrada, no salão e na mesa do bolo; lembrancinhas; convites; bolo cenográfico; centro de mesa; velas personalizadas; itens de apoio para a festa; equipe de recreação; locação de brinquedos como: cama elástica, tobogã inflável, pula-pula inflável em formato de castelinho, piscina de bolinha e touro mecânico; barraca de pipoca, algodão doce, crepe, batata-frita, waffer, hot dog, churros e milho-verde. Nos principais momentos da vida, contrate quem entende do assunto, World Temas e Decorações torna a sua festa inesquecível. A equipe está sempre pronta a atender em horário comercial ou agendado. Breve, mais uma novidade: venda de acessórios para a sua festa. 


Cuidados

O bem-estar odontol贸gico est谩 ligado a comportamentos preventivos

54 Revista Energia


O programa de prevenção tem por objetivo colocar como prioridade a qualidade de vida da família através da saúde bucal

Q

uem não quer oferecer aos filhos a chance de chegar à idade adulta sem nunca ter passado pela experiência da cárie dentária, e com um sorriso perfeito? Há mais de 20 anos no mercado, a especialista em odontopediatria, Dra Márcia Contador, exerce a filosofia Top Dent, que tem por objetivo adotar o comportamento preventivo. Criado a partir da necessidade de controlar a vulnerabilidade natural das crianças à cárie dentária, o método oferece uma abordagem preventiva de acompanhamento para que as crianças cheguem à idade adulta sem a experiência dolorosa da cárie e com o sorriso e a oclusão perfeitos. O programa é baseado no controle mecânico da placa bacteriana, por meio da limpeza profissional, e pode ser aplicado em qualquer criança, independente de suas condições psicomotoras e sociais. “Nós proporcionamos a melhor relação custo-benefício, além de estar de acordo com os conceitos mais atuais da cárie e de seus fatores etiológicos”. A especialista ressalta que, mensalmente, apenas 15 minutos por sessão são suficientes para que as falhas da escovação das crianças sejam corrigidas. “Nosso objetivo é restabelecer a condição de equilíbrio da biodiversidade presente naturalmente na boca e eliminar em 99,8% as chances de desenvolver a cárie”. O programa de acompanhamento preventivo, aplicado pela odontopediatra, traz essa segurança, com sucesso comprovado cientificamente e aprovado por milhares de mães em todo o Brasil. Além disso, o atendimento é super agradável, divertido e moderno: todo mundo adora. “Nós oferecemos uma gama de serviços e produtos padronizados, com protocolos exclusivos, consagrados e com o padrão de qualidade Top Dent”, finaliza. 

Revista Energia 55


56 Revista Energia


Revista Energia 57


Pet

58 Revista Energia


Chegou um bebê na família! E o cachorro?!

O

nascimento de um bebê é um acontecimento incrível na vida de uma família e é normal ele atrair boa parte das atenções que antes eram destinadas ao cão que, por sua vez, perde a posição de “bebê da casa”. Isto pode ser muito confuso e ameaçador para ele, e é o motivo pelo qual muitos cães acabam sendo abandonados depois do nascimento do bebê humano. Na realidade tudo, do amanhecer à hora de dormir, incluindo passeios e brincadeiras, é afetado pela chegada do neném. Os cães, frequentemente, fazem a associação da perda de atenção e carinho com a chegada do recém-nascido, e isso pode ser motivo de não gostarem da criança. Mesmo que não ocorra a associação, se o cão sentir que o interesse por ele diminuiu bruscamente, poderá ficar inseguro, ansioso e desenvolver algum problema de comportamento. O ideal é começar a preparar o animal antes de o neném chegar. Procure prever as mudanças que ocorrerão com a chegada da criança e tente adaptar o cão a elas, gradativamente. O proprietário vai ter que decidir se o cão vai ou não entrar no quarto do bebê e, em caso negativo, é preferível por em prática a proibição algumas semanas antes. Seu animal terá todos os motivos para não apreciar a criança se perceber que, quando ela está por perto, o casal o ignora por completo. Pior é quando as pessoas que estão com a criança gritam com o cão para ele não se aproximar. A ideia é fazer exatamente o oposto. Na presença da criança, sempre procure dar petiscos, carinho e atenção ao cão. Em pouco tempo ele perceberá que essa proximidade significa coisas legais e ao invés de ficar enciumado, passará a gostar de ter o bebê por perto. O importante é algo agradável ocorrer sempre que o bebê estiver por perto. Associar o cheiro da criança com coisas boas aumenta as chances de o cão, ao se encontrar com ela, considerá-la parte da “matilha”, em vez de um estranho, negativo ou perigoso. Esfregue alguns panos no bebê e coloque-os em locais estratégicos, agradáveis para o cão, como embaixo do prato de comida dele e nos locais onde ele gosta de cochilar. Assim, enquanto come e dorme, o cão sente o cheiro do neném. Assim como acontece com o primeiro filho na chegada de um irmão, o cão pode quebrar certas regras da casa por um tempo, depois da chegada de uma criança. Ele pode considerar o bebê como um “irmão de ninhada” que suja a casa, e passa a fazer o mesmo. Para desencorajar isso, não deixe fraldas jogadas e procure limpar o banheiro do cão com o mesmo cuidado que tinha quando estava ensinando-o a usá-lo. Lembre-se de não ser duro com seu cão se ele cometer algum acidente, ou esquecer algumas coisas do adestramento básico. É um período muito estressante para ele! É importante ter momentos a sós com seu cão, mesmo que sejam curtos, para que ele saiba que ainda é muito querido. Com algum planejamento, seu bebê pode ser uma grande “soma” para a matilha, tanto para você, quanto para seu cão.  Revista Energia 59


Natação

Natação e os inúmeros benefícios para o bebê 60 Revista Energia


A iniciação pode ser já aos três meses. A criança, principalmente em seus primeiros anos de vida, passa por um processo intenso de desenvolvimento e maturação. Esse desenvolvimento pode ser auxiliado e estimulado com a natação.

R

inaldo Luchesi, 49, o Bill, montou sua academia no dia 31 de julho de 1999. Trabalhando com musculação, ginástica, dança, karatê e natação, incluindo a iniciação para bebês, a academia é referência em todas as modalidades que oferece e, entre estas, a natação para bebês chama a atenção, não só pelo prazer de assistir os pequeninos entrando na água, mas também pelo bem que a prática faz à criança.

Caindo na água

Siumara Lopes Lorenti Luchesi, a tia Coca, esposa de Bill, é a responsável por cuidar da natação dos bebês. Extremamente apaixonada pelo que faz, tia Coca diz que tudo começa pela temperatura ideal da piscina e a qualidade da água. “A piscina precisa estar aquecida de 31 a 32 graus e quanto mais cedo ele for para a piscina melhor, afinal, ele vem adaptado ao meio líquido desde a gestação”. Segundo tia Coca, as primeiras noções de natação começam no banho, que deve ser prazeroso, jogando água levemente sobre seu rostinho, o que ajuda mais ainda a adaptação na hora de cair na água. Assim que ele começa a entrar na piscina, são inúmeros os benefícios para a criança. “Nós trabalhamos dois tônus: o muscular e o afetivo. O muscular é todo o trabalho realizado com os movimentos do bebê dentro d’agua. O afetivo é o contato com a mamãe, que deixa todos os compromissos para estar com ele na piscina, é um momento mágico para o bebê”, diz tia Coca.

Evolução

Os pais acompanham as aulas e em pouco tempo começam a perceber a importância da prática e como entender mais sobre o comportamento do bebê. A ciência que estuda o movimento do corpo, a psicomotricidade, é o fundamento implantado por Coca em sua academia, e nela é baseado todo o planejamento das aulas, ajudando a criança a ter mais segurança dentro e fora d’agua.

Vantagens da estimulação psicomotora aquática (E.P.A.)  Aumento da capacidade cardiopulmonar  Melhor irrigação sanguínea  Sono mais tranquilo  Aumento do apetite  Favorece as vias sensoriais (principalmente fala, audição e tato)  Melhora as funções psicomotoras dos bebês com asma ou bronquite  Favorece os laços afetivos entre pais e bebês  Fortalece o tônus contribuindo para o equilíbrio, a orientação espacial, a coordenação motora ampla e fina, a lateralidade e consciência do tempo  Na aprendizagem, torna os bebês mais alertas e perceptivos, percebendo suas próprias capacidades e limitações.  Maior número de conexões dos neurônios (sinapses) - Aumenta a capacidade cerebral através da descoberta de novas habilidades 

Revista Energia 61


Gestação

A cegonha chegou!

Realizar exames por imagem no início da gestação é de extrema importância para garantir a saúde da mamãe e do bebê

S

er mãe é um dos momentos mais sublimes na vida de uma mulher. Em poucos meses o corpo se transforma, e o ‘serzinho’ que ali está habitando temporariamente se manifesta através de chutes e brincadeiras. Mas, para que a gestação seja somente alegrias, o ideal é iniciar o pré-natal logo após a confirmação da gravidez. Existe hoje uma tendência em valorizar cada vez mais o primeiro trimestre da gestação, com rastreamento de malformações, cromossomopatias (como a Síndrome de Down), hipertensão arterial induzida pela gestação (Pré-Eclampsia), além de uma infinidade de outras doenças que poderão afetar a futura mamãe e seu bebê. Isso pode ser feito com dois exames ultrassonográficos que, juntamente com dados bio-

químicos do sangue materno e algumas características fenotípicas das mamães, são analisados para se instituir o risco para as diferentes condições. A partir daí, a grande maioria das gestantes seguirá o pré-natal de baixo risco, e uma pequena proporção seguirá com cuidados maiores. Através dos exames ultrassonográficos com tecnologia Doppler, no primeiro e segundo trimestres é possível fazer avaliações detalhadas de aspectos morfológicos, do desenvolvimento e análise de pequenos vasos fetais e maternos, que poderão oferecer um prognóstico para aquela gestação. Segundo o médico ginecologista, obstetra e especialista em medicina fetal, João Aguera, os três primeiros meses são os mais delicados na gravidez, já que a maior parte dos abortos espontâneos acontece nesta fase. Ele ressalta que estes exames de-


vem ser realizados entre a 11ª e a 14ª semana, e da 20ª à 24ª semana de gestação. “O exame solicitado no segundo trimestre da gravidez avalia novamente o bebê verificando coração, pulmões, rins, sistema nervoso e outros órgãos, além de verificar se os membros se desenvolveram da forma correta”. De acordo com o médico, em torno da 32ª semana um novo ultrassom deve ser realizado para avaliar a vitalidade fetal, que irá conferir a posição e o tamanho do bebê, a posição da placenta, a quantidade do líquido amniótico e a avaliação do crescimento e oxigenação da criança. Após seguir todas as recomendações durante o pré-natal, é só esperar a bolsa romper e ouvir o primeiro “chorinho”. 


64 Revista Energia


Revista Energia 65


Cuidados

Ele abriu os olhos, e vocĂŞ?


Q

uando um bebê nasce é submetido a diversos exames e um aspecto fundamental a ser considerado é a visão. Desde muito cedo é possível detectar a maioria dos problemas e quanto antes o tratamento se inicia, maiores as chances de correção. Assim, o cuidado com os olhos do bebê desde o nascimento é muito importante para o desenvolvimento de uma visão saudável. O momento de levar seu filho ao oftalmologista não é, como se pensa, no início do período escolar. O ideal é que a consulta aconteça ainda nos primeiros meses de vida. Embora a visão seja o último sentido a estar plenamente desenvolvido, é ao longo do primeiro ano que acontecem os avanços mais importantes. O primeiro exame oftalmológico do bebê costuma ser feito ainda na maternidade, pelo pediatra. É o chamado “teste do olhinho”, que permite identificar sinais de malformações e de catarata congênita. Mais tarde, de preferência entre o quarto e o sexto mês, é hora de visitar o oftalmologista que vai avaliar a sensibilidade dos olhos do bebê à luz, sua capacidade de fixar e acompanhar objetos, observar sua retina e fundo do olho para detectar erros de refração e problemas com o nervo ótico. No máximo até os 5 ou 6 anos, independente de queixa por parte da criança, é necessário que ela faça o teste de refração, para prevenir a ocorrência da ambliopia (vista preguiçosa). Tão importante quanto o pediatra, o oftalmologista deve ser escolhido cuidadosamente, com foco em como eles tratam bebês e crianças maiores. Além de ser amigável e descontraído com as crianças, a experiência do especialista é um fator decisivo, pois é a melhor garantia de visão perfeita para seu bebê, no futuro. A Clínica de Olhos Nardy é formada por uma equipe de profissionais altamente qualificados e prontos para atender seu filho em todas as etapas da vida. Com tecnologia de ponta, oferece todos os procedimentos na área e conta com uma estrutura completa, inclusive centro cirúrgico para pequenas e grandes cirurgias, com Excimer Laser próprio para retirada de óculos e estrutura completa para cirurgias de catarata com as técnicas mais modernas. Benefícios:  Localização privilegiada na entrada da cidade  Estacionamento próprio  Sala de espera ampla e confortável com capacidade para até 30 pacientes (possui sala de adaptação de lentes de contato)  Sanitários individuais  Salas personalizadas para cada médico  Sala de Ortóptica  Salas de exames complementares  Sala de Laser  Centro cirúrgico completo para realização de pequenas a grandes cirurgias, anestesia local ou geral  Sala de espera do centro cirúrgico  Centro de Excimer Laser e Centro de Catarata (cirurgias sem ponto e com lentes importadas dobráveis)  Duas suítes caso o paciente necessite de breve internação (day-use) ou repouso antes e após uma cirurgia.  Revista Energia 67


68 Revista Energia


Revista Energia 69


70 Revista Energia


Revista Energia 71


Capa

Eleg창ncia e bom gosto no mesmo lugar! 72 Revista Energia


Há quem acredite que para ser elegante é preciso ter muito dinheiro. Mas saiba que é possível vestir grifes que estampam capas de revistas sem custar os olhos da cara. Texto Heloiza Helena C. Zanzotti

Revista Energia 73


A

s roupas que vestimos normalmente causam um grande impacto no que os outros pensam, e na forma que nós pensamos a respeito de nós mesmos. Atualmente, em se tratando de moda, podemos encontrar todas as tendências disponíveis em quase todo tipo de loja e nos mais variados preços, então, ter estilo é praticamente a única forma de se destacar na multidão. Para ser elegante é preciso estar segura e bem consigo mesmo na hora de apostar nas tendências de moda. E com tantas tendências, novidades e acessórios, às vezes fica difícil escolher quais peças combinam melhor com você, seu corpo, e até mesmo sua idade. Seja no trabalho, em ocasiões formais ou casuais, saber vestir-se é fundamental para manter a elegância. Elegância, a missão Uma pessoa é considerada chique quando se veste com apuro e bom gosto, e se destaca pela elegância. Ser elegante não é, nem de longe, uma missão impossível: dá para ficar impecável e chique mesmo que você não seja uma milionária. É claro que dinheiro ajuda a comprar roupas mais bem estruturadas e de tecidos melhores, mas isto também já não é exclusivo às altas camadas da sociedade. Sem dizer que, vez ou outra, investir um pouco mais em peças que durem e sejam versáteis é necessário. Principalmente se forem peças clássicas, pois essas nunca saem de moda. A elegância é essencial e isso é indiscutível. É ela que faz uma mulher ser charmosa, com atitude e não apenas “parecer bonita e bem vestida”. É, além de tudo, personalidade e delicadeza. Elegante é aquela pessoa que sabe escolher o melhor, e não necessariamente o mais caro. E é justamente a liberdade o que possibilita ao ser humano a capacidade de ser elegante. Silvia Lauro: prazer no que faz Inaugurada há um ano, a loja Silvia Lauro surgiu com a proposta de trazer opções criativas em moda para homens e mulheres. Apaixonada por roupas desde criança, muito vaidosa e dona de um extremo bom gosto, Sílvia Marta Lauro, 42, abriu sua primeira loja de roupas infantis aos 15 anos. Depois de casada foi trabalhar com o marido na fábrica de ração da família. Ficou viúva muito cedo e alguns anos depois, como o trabalho na fábrica era incompatível para uma mulher, resolveu voltar para o mundo da moda. Mãe de Geraldo Barbieri Júnior, 22, e de Leonardo Barbieri, 17, ela afirma ser apaixonada pelo que faz. “Quando resolvi abrir a loja passei um bom tempo procurando um lugar, mas sempre olhava com olhos de consumidora. Queria um local fácil para estacionar o carro, um ambiente amplo, bonito, mas tudo com simplicidade. Sou uma pessoa simples”, diz. Qualidade e preços justos A proposta da loja é trazer para a realidade das pessoas as tendências em moda que tenham bom gosto, boa qualidade, e acima de tudo preços justos.

Confira na loja Silvia Lauro um espaço reservado para vestidos de festa 74 Revista Energia


Silvia Lauro

“Quando resolvi abrir a loja procurei um ambiente amplo, bonito, mas tudo com simplicidade. Sou uma pessoa simples�


Na Silvia Lauro você encontra um projeto mais amplo, porque as portas realmente se abrem para uma clientela que pode se deliciar com peças exclusivas e levá-las para casa a um preço que realmente podem pagar! Com essa proposta, a loja sempre traz novidades atraentes, modernas e inovadoras para suas vitrines. Seu mix de produtos é referência no setor, e a cada dia conquista clientes fiéis que se identificam com o conceito da loja. O segredo para tanto sucesso são roupas de ótima qualidade, dispostas em ambientes modernos, agradáveis e confortáveis, onde você se sente à vontade e é atendido de forma personalizada, por uma equipe atenciosa e preparada para orientá-la a fazer a melhor escolha. Ou orientá-lo, pois Silvia Lauro também oferece uma linha de produtos para o guarda-roupa masculino que vai de roupas íntimas, esportivas e sociais até acessórios, tudo em modelagens e acabamentos perfeitos. Silvia Lauro é para você, que deseja adquirir produtos de alta qualidade a preços justos. Localizada no centro de Jaú, em local de fácil estacionamento, trabalha com grandes marcas como Dudalina, Arthur Caliman, Reserva, Lança Perfume, Tommy Hilfiger, Ton Âge, entre outras. Em seus belíssimos ambientes, você também conta com uma sala especial para madrinhas, formandas e festas especiais. Com uma coleção diversificada e preços adequados, a loja fortalece-se a cada dia, colhendo os frutos de um trabalho regado a muita paixão. Por que você não aproveita e vai lá conferir? 

Silvia Lauro fone 3624 5864 - Rua amaral gurgel, 866

Equipe Silvia Lauro


Revista Energia 77


Look de artista

78 Revista Energia


Fotografia Leandro Carvalho Modelo Luiza Rocchi Beleza Tide Júnior | Style Vestylle Megastore Acessórios Bia Nunes Locação Sucatão Oioli

Look de artista

80 Revista Energia


Revista Energia 81


Varal

Fotos Leandro Carvalho

M. Officer: Paula Mesquita

Rua Campos Sales, 256 Fone: (14)3626.3850 | 3416.6710

Gold Silver

Jaú Shopping - Piso Térreo Fone: (14) 3416.1858 82 Revista Energia

Jaú Shopping - Piso Térreo Fone: (14) 3416.0831

Cintya Barros:

Rua Lourenço Prado, 841 Fone: (14) 3622.4945


Ana Maria Fitness:

Rua Marechal Bittencourt, 82 Fone: (14) 3624.7276 - Jaú Rua Tiradentes, 415 Fone: (14) 3652.6454 Dois Córregos

Luciana Semijoias Rua Dr. Quinzinho, 110 Fone: (14) 99620.3633

Sancher

Al. Coronel Joaquim de Oliveira Matozinho, 26 Fone: (14) 3416.9917

O’ffici Moda

Rua Sete de Setembro, 405 Fone: (14) 3624.1015 Revista Energia 83


Varal

Érica Módolo:

Fone: (14) 98128.1900

Conexão Modas Rua Rui Barbosa, 28 Fone: (14) 3622.8477 84 Revista Energia

Pró-Modas

Rua Major Prado, 26 Fone: (14) 3621.1880

Arezzo:

Jaú Shopping Piso Superior Fone: (14) 3416.7737


Bia Moda Plus

Rua Humaitรก, 1310 Fone: (14) 3624.7335

Regina Moya

Av. Prefeito Luiz Liarte, 104 Fone: (14) 3626.2833

Revista Energia 85


Look

kids

Por Leandro Carvalho

86 Revista Energia


Livia Magro Kato Murilo Besseler P. Souza Ana Lívia Fascina Pedro do Santos Sábio Rogério Luiz Batista Filho Isabela Xavier Tiosso Locação: Caiçara Clube de Jaú Fone: (14) 3601.2511

Revista Energia 87


Moda Por Caroline Pierim

moda@revistaenergiafm.com.br

Roupas e Acessórios: Hot Seven Rua Amaral Gurgel, 523 Centro - Jaú Fotos: Leandro Carvalho Modelo: Caroline Pierim Locação: Lótus 88 Revista Energia


E

sse mês a Revista Energia traz para vocês peças fresquinhas para compor o verão, que é sinônimo de tecidos leves, fluidos e conforto, mas é óbvio que sem perder o estilo e a pegada mais fashion. Aposte em batas, peças que já têm a cara da estação por natureza e podem ser bordadas ou trabalhadas com modelagens mais sofisticadas, para contrabalançar o toque mais rústico. E abuse das estampas que, sem dúvida, são grande aposta, com variações de cores e tamanhos, assim como figuras abstratas.

Revista Energia 89


Fitness

Por Marcelo “Tchelinho” Macedo

Exercícios resistidos

M

ais conhecidos como Musculação, os exercícios resistidos são aqueles realizados contra alguma forma de resistência graduável à contração muscular. Na maioria das vezes, a resistência são pesos. Tradicionalmente, os exercícios com pesos são reconhecidos por sua grande eficiência em aumentar a massa muscular sendo, portanto, muito utilizados não somente para fins atléticos, mas também na promoção à saúde. Estes exercícios proporcionam a melhora na aptidão física, pois são eficientes para fortalecer os músculos, reduzir a gordura corporal, aumentar rapidamente a mobilidade das articulações pouco ativas, desenvolver a coordenação motora e auxiliar na prevenção ou no tratamento de doenças bastante frequentes como:

Osteoporose A tração que o músculo exerce sobre o osso, quando é realizado o movimento da musculação, estimula o remodelamento ósseo. Ocorre um aumento da produção de células ósseas, da fixação de cálcio e da densidade do osso.

Artrose (desgaste das articulações) Quando os músculos são fortalecidos, propiciam maior estabilidade nas articulações, promovendo menor desgaste entre as cartilagens.

90 Revista Energia

Diabetes As contrações musculares repetidas estimulam componentes da membrana celular, isso faz com que as proteínas celulares carreguem mais facilmente a glicose para dentro da célula. Além de controlar o nível de açúcar no sangue, o exercício pode, em longo prazo, diminuir a dependência da suplementação de insulina.

Hipertensão O principal benefício é a diminuição da pressão arterial em repouso, o que o torna um aliado no tratamento da hipertensão arterial e, consequentemente, em um agente facilitador da boa qualidade de vida.

Mal de Parkinson Melhora a força e coordenação neuromotora. Os exercícios resistidos têm se mostrado muito eficientes para pessoas idosas; além de todos esses benefícios, não existe impacto, movimentos violentos, torções do corpo, risco de quedas ou de trauma direto. Os pesos, a amplitude dos movimentos e a quantidade de trabalho podem ser facilmente adaptados à condição física individual, sendo ilustrativo considerar que, para um melhor resultado, é indicada a combinação da musculação com alguma atividade aeróbica (caminhadas ou bicicleta ergométrica), promovendo assim uma melhora no conjunto ósseo, muscular, cardíaco e respiratório do indivíduo. 


Vale lembrar que o uso de equipamentos para trabalho de força é de grande importância, devendo haver ajustes antropométricos, posturais e de carga, visando à ergonomia do exercício, para que não haja nenhum tipo de lesão.

Revista Energia 91


club

Social

Fotos: divulgação

1

social@revistaenergiafm.com.br

Expojaú A 23ª edição da Expojaú foi um sucesso! Grandes artistas passaram pelo palco da feira durante os dez dias de festa, entre eles Michel Teló, Milionário & José Rico, Banda Raça Negra, Lucas Lucco, Bruninho e Davi e Grupo Pixote. Atração à parte, a Banawá Barraca Universitária reuniu em seu espaço gente bonita e descontraída que fez questão de curtir o show em um ambiente diferenciado, o espaço vip da festa.

2 3 3

4 4

5

5

6

1. Fabiana Olmedo, Márcio Rogério, Rogério Pontes e Cláudio Veloso 2. Otavio de Almeida Prado Bauer Filho e Fabiana Sanzovo Bauer 3. Catherine Gasparotto, Victoria Solbiati, Isabela Manzini e Marina Papeti 4. Lucas Lucco 5. Ana Beatriz C. A. Prado, Rafael de Pauli Pereira, Ana Marina C. A. Prado, Layra Criado, Izidoro Bacarin Neto, Ana Brandina B. P. C. A. Prado e João Sérgio de Almeida Prado Filho. 6. Iracilda Ap. Pavanelli Miras, Eduarda Feierabend Pereira, Michel Teló e Juliana Miras Feierabend Pereira

92 Revista Energia


Reconhecimento Com todo merecimento por tantos serviços prestados à comunidade local, a Câmara Municipal de Jahu conferiu ao policial militar e pastor evangélico Osni Cláudio Silva o título de Cidadão Jauense. A cerimônia aconteceu no salão do legislativo, no dia dezoito de julho.

1. Isabela Cintra da Silva, Lucas Cintra da Silva, Andréa Cintra da Silva e Ronaldo Formigão 2. Nilton Mantelli, Ronaldo Formigão, Major Jeferson Bastos e João Toledo 3. Grupo de Jovens Rompendo Fronteiras, Banda Som ao Céu e Pastor Osni C. Silva

1

Fotos: divulgação

2

3

Revista Energia 93


club

Social

1

Fotos: divulgação

social@revistaenergiafm.com.br

Porto Alvorada Com a palestra “A competência de um Ensino Médio inovador”, o Colégio Porto Alvorada recebeu pais, alunos e convidados no Espaço Grevillea, no dia vinte e um de agosto, para a abertura do Ensino Médio 2014, evento que marcou brilhantemente mais uma etapa da história da instituição.

1. Ana Cristina Grizzo Lima e Maria Angela Grizzo 2. Ivete Regina Alves, Luiz Eduardo Beteto, Taisly Mazza e Natália Valenzola 3. Helení Falcão Buscariolo, Maria Angela Grizzo, Daniel Nadaleto e Ana Cristina Grizzo Lima. 4. Maria Angela Grizzo, Vera Lotto e Ana Cristina Grizzo Lima 5. Sandro Rubira, Ana Cristina Grizzo Lima, Francisca Paris e Maria Angela Grizzo 6. Angeles Fortes Bonatti Filha, Helení Falcão Buscariolo, Eduarda de Carvalho Campos Martin, Martina Delgado Diz, Ana Carolina Mott Galvão de Arruda, Carolina Ximenez Nadaleto, Maria Angela Grizzo, Bianca Trofino Garcia, Ana Cristina Grizzo Lima, Luan Ramos Silva, Daniel Nadaleto e Lílian Kátia Parice Spricigo. 94 Revista Energia

2

3

4

5

6


Lugar de gente bonita Descontração, altos papos e muitas delícias sempre presentes no Bar do Português. Além do chope geladíssimo e do atendimento diferenciado. Vale a pena conferir!

1. Beto Lima, Leonardo Reginato, Felipe Silvano, Murilo Madalena, Renan Rezende, Neto Bernardi e Thiago Furlanetti 2. Rogéria Coimbra Vicente e Julio César Fiorino Vicente 3. Caroline Pierim e Jhonny Leandrim

Fotos: divulgação

1

2

3

Revista Energia 95


club

Social

social@revistaenergiafm.com.br

Novos projetos A nossa eterna Miss São Paulo Francine Pantaleão repassou a faixa e a coroa à sua sucessora Bruna Michels, representante de Diadema, no dia 17 de agosto na capital paulista. Agora, Fran vai representar o Estado no concurso Miss Brasil Supranational 2014. Antes disso, a bela embarca para Bruxelas, na Bélgica, representando o Brasil no Best Model of The World. Sucesso!

Regina Moya

Fotos: divulgação

Com uma lindíssima coleção moda praia, Regina Moya vestiu os maiôs e biquínis das 30 candidatas que desfilaram encanto e beleza no Miss São Paulo 2013 realizado no Palácio de Convenções do Anhembi. O sucesso da coleção foi tão grande que estará presente no Miss Brasil 2013.

Sempre bela Requisitado O jauense Danilo Friedl apresentou o concurso Miss Ceará 2013 ao lado de Lorrane Cabral. O evento para eleger a mais linda mulher cearense aconteceu no requintado espaço Lullas Plazza, em Fortaleza, no dia 3 de agosto. O modelo garante que ainda vem muitas novidades por aí, aguarde! 96 Revista Energia

Rafaela Caleffi Pereira, Miss Jaú 2013, representou com brilhantismo nossa cidade no Miss São Paulo 2013. Além da beleza, Rafa mostrou que é dona de grande simpatia e inteligência. A jovem afirma que a experiência foi única e será lembrada para a vida toda. Parabéns!


Revista Energia 97


Novidade

98 Revista Energia

Showroom dos sonhos


F

oi realizado no período de 10 a 23 de agosto, no Jaú Shopping, um Showroom voltado para casamentos, aniversários de 15 anos, bodas e confraternização de empresas. O idealizador do evento, Kauan Superte, foi o responsável por convidar empresas do ramo como a tradicional Bella Decorações Eventos, dos empresários Kely e Rogério Cantador. Desde 2004, a Bella Decorações Eventos é responsável por vários eventos de celebridades, como o casamento do jogador do São Paulo Denis, realizado em Brotas, onde a empresa ganhou destaque, inclusive na revista NOIVAS E NOIVOS e nos blogs dos Vips de São Paulo. Com uma super estrutura, o showroom teve em seu lançamento um coquetel para convidados. O espaço movimentou o Jaú Shopping e contou com a visitação de mais de três mil pessoas, além da imprensa da região em 10 dias de evento. Um dos últimos projetos de decoração mais badalado da nossa cidade, foi enlançe de Francine Cassaro e Leandro Milani, tudo regado a muito luxo e glamour. Confira as empresas participantes  K Eventos - www.keventos. com.br  Bella Decorações Eventos  Catarina Valezzi - Noivas  Jairon Momesso Fotográfias  K’ Myla - Noivas

 Marie Petit - Lembranças  Elaine Araújo - Bolos cenográficos  Desejo Sabor- doces e bem casados  Valter Lourenço Buffet  MSA Filmagens Marcelo Alécio

Revista Energia 99


Direitos

Defesa Animal Texto Ricardo Izar |Colaboração Luís Filipe Nazar

S

ou criador e presidente da Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos Animais. Primeiramente, quero explicar que uma Frente Parlamentar nada mais é do que a associação de alguns membros do Congresso Nacional para a busca de algum objetivo comum, facilitando a realização desse bem pela união de forças. Nesse caso, trata-se da proteção animal, e mais de duzentos parlamentares assinaram essa minha iniciativa. A princípio, quando comecei com a ideia da criação dessa Frente, não obtive ajuda nem apoiadores dentro do nosso Parlamento. Contudo, a grande repercussão dos casos de desrespeito aos direitos animais fez com que a Frente ganhasse adeptos e muitas assinaturas, fortalecendo no âmbito do Congresso Nacional uma causa que há tempos já tinha força perante a população. Isso possibilitou não apenas a criação da Frente de forma isolada, mas também a aprovação de projetos de lei que estavam parados, a realização de audiências públicas e seminários voltados à discussão da proteção animal e até mesmo para a instauração de CPI’s em determinados casos de desrespeito ao direito animal. Coube a mim, presidente dessa Frente, a missão de disseminar a ideia da necessidade de proteção à fauna e respeito à natureza. Estamos lutando firme para conseguir que o Governo Federal permita a destinação de verba para a causa animal, já que esse assunto trata, também, da saúde pública. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que para cada 1 real investido em controle de zoonoses, economizam-se 27 reais mais adiante em saúde humana. Agora estou trabalhando frente ao Governo do Estado de São Paulo para conseguir a destinação de verba para que as cidades do nosso Estado possam ter centros clínicos veterinários móveis, os chamados “Castra-Móvel”. Essa será uma providência importante para o controle populacional, e até mesmo para a saúde dos animais em regiões carentes, já que muitas vezes a população não tem como levar seu animal a uma clínica particular. O projeto está em negociação adiantada e o trailer em que funcionaria esse centro clínico veterinário móvel já tem viabilidade orçamentária, já que foi montado um veículo de baixo custo e dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV). Outrossim, a previsão orçamentária que está sendo negociada

100 Revista Energia

trará um estoque de remédios e equipamentos para o funcionamento da unidade móvel. Vale ressaltar, também, que consegui firmar um acordo com o Conselho Regional de Medicina Veterinária para que estudantes de veterinária tenham permissão para cumprir o tempo de residência necessário para a graduação atuando nesses centros móveis, baixando o custo da mão de obra, sem perder a qualidade técnica dos profissionais que cuidarão dos nossos animais. Ainda na causa animal, estamos atuando em diversas cidades do Estado com palestras e seminários, para sensibilizar e informar as pessoas sobre a nossa atuação, sobre a necessidade do controle de zoonoses e respeito a todos os seres vivos. Termino dizendo que os movimentos populares acordaram meus pares para essa causa que abracei anos atrás, de maneira que a cobrança é saudável e traz força à proteção dos direitos animais, direito consagrado pela nossa Constituição Federal em seu art. 225. 

Economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, Presidente da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, Membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados


Revista Energia 101


Vitrine

Sua melhor

opção de compra! A RE traz para você o que há de melhor no mercado automobilístico em 2014 Texto Marcelo Mendonça

Grand Siena Um carro versátil. Seu design é moderno, inovador, esportivo e seu espaço interno é muito confortável.  Milazzo Fiat Avenida Anna Claudina 741 Fone 14 2104 9000

Com quatro versões no mercado - Attractive 1.4; EVO tetrafuel; Essence 1.6 16v e Dualogic - o Grand Siena tem duas opções de motores modernos, com excelente desempenho e baixo consumo. Conta com um elevado número de itens de série, opcionais e a capacidade do porta-malas de 500 litros, tudo o que um carro precisa para ser sob medida. Venha conhecer o Grand Siena na Milazzo Fiat.

102 Revista Energia

Há 6 anos no mercado, com instalações modernas e atendimento personalizado, a Milazzo Fiat demonstra diariamente o compromisso e responsabilidade pelo que vende e faz. Com lojas em Ibitinga, Itápolis, Bariri e brevemente em Barra Bonita, conta com uma equipe técnica treinada e preparada para atender serviços de assistência, funilaria e pintura. Possui equipamentos de alta tecnologia e peças originais de fábrica. Venha conhecer.


Sandero Stepway Estilo, presença e excelente conforto para todos os ocupantes. Viviane France Avenida Totó Pacheco, 595 Fone 14 3602 3010

ção hidráulica, computador de bordo, CD com MP3, conexão USB, para iPod e conexão Bluetooth. O motor  propulsor 1.6 de 8V Flex tem 112 cv de potência. A série do incrível aventureiro está disponível nas cores: Vermelho Fogo,PretoNacré,PrataEtoile,BrancoGlaciereVerdeAmazonas. Venha até a Viviani France Renault realizar um test drive e descubra o prazer de dirigir mudando sua direção.

Fotos: divulgação

A Viviani France Renault iniciou as vendas do Sandero Stepway linha 2014. Entre os diferenciais do carro estão maçanetas, rodas, barras do teto na cor cinza inox e logo “Stepway” abaixo dos retrovisores e na soleira das portas. Já o interior tem bancos esportivos com revestimento exclusivo, painel de instrumentos com novo grafismo, velocímetro e conta-giros na cor vermelha. A versão conta com ar-condicionado, vidros elétricos, dire-

New Fiesta Imbatível em todos os comparativos do ano. Zevel Avenida Deputado Zien Nassif 1600 Fone 14 3602 2400

Com duas versões de motorização, o New Fiesta 2014 conta com motores 1.5L Sigma de 111 cavalos e 1.6L TiVCT Sigma de 130 cavalos, este último com câmbio manual ou automático de 6 velocidades POWERSHIFT com dupla embreagem. Os mais potentes da categoria e ambos com Classificação A nos testes do Conpet/Inmetro. Seu sistema de partida a frio Ford Easy-Start dispensa o uso do reservatório adicional de combustível. Seguro, é o único da categoria com 4 estrelas no Latin Ncap. Desde a versão

mais simples contando com Air Bag Duplo, freios ABS com EBD e pisca-alerta acionado automaticamente em frenagens bruscas. Até a versão mais em conta vem com itens de série exclusivos. Direção Elétrica, vidros, travas e espelhos dianteiros elétricos, ar-condicionado, sistema My Connection Gen3, alarme volumétrico e 3 anos de garantia. Afinal, de básico ele só tem o preço. Venha para a Ford Zevel e conheça o New Fiesta 2014.

Revista Energia 103


vida

Boa

Por João Baptista Andrade

A

Comida e nostalgia

etimologia da palavra se refere à melancolia profunda, causada pelo afastamento da terra natal ou pelo desejo de retornar ao passado. Antes de ir ao dicionário, eu pensava que tinha relação com dor, como em lombalgia, nevralgia, e assim por diante. Mas esse sentimento é muito complicado e esquisito. Por quê? Porque você fica nostálgico tanto em momentos de grande tristeza, quanto de grande alegria. Pelo menos é o que acontece com esse escrevinhador canhestro e caipira. Ao contrário da saudade (termo que existe exclusivamente na língua portuguesa), que costuma ser dolorida, a nostalgia é mais melíflua. Vai se enroscando (ou se imiscuindo) na sua alma como uma neblina: ao mesmo tempo em que é desorientadora, é bonita e cheirosa como ela só. Nada de fantasmas e correntes arrastadas pelo chão de pedras. Apenas aquele branco diáfano (e ao mesmo tempo quase palpável) que te abraça em três dimensões sensoriais distintas. Eu digo três porque além da forma e da umidade, a neblina tem um cheiro muito peculiar. É muito diferente quando ela vem dos matos, como aqui em Joaquim Egídio, ou quando ela vem do alto mar (onde as sensações são ainda mais intensas). Mesmo estando vendado é possível distinguir um vapor condensado do outro, o seu irmão não gêmeo. A nostalgia que me abraçou nesses dias foi deliciosamente saborosa. Aos que adoram estereotipar aos outros vou logo avisando que não sou adepto das práticas descritas pelo Barão Leopold von Sacher-Masoch. Muito ao contrário, considero-me hedonista por excelência. Sorvo cada momento e cada situação na vida como se fossem eles os últimos... E minha intenção é partir desta para a melhor com um sorriso indisfarçável no rosto; no que conto com a ajuda mais que prestativa de quem me ama. Mas vamos ao tema. Inconsciente ou conscientemente, a França brotou no meu cérebro nos últimos dias. Li (melhor dizer, devorei) três livros sobre histórias ambientadas em Paris (Adeus aos Escargots, de Michael Steiberger; A História Secreta de Paris, de Andrew Hussey e o Cemitério de Praga, de Umberto Eco). Foi a partir daí que me vieram cheiros, sabores, paisagens e lembranças únicas. Sim, o caipira aqui adora o país e a cidade-luz, bem como as suas pequenas e deliciosas peculiaridades. Claro que qualquer idiota diria o mesmo, só para aparecer como cosmopolita (ou cidadão do mundo, como se diz mais modernamente). Mas o meu caso de amor com Paris não fica apenas nos monumentos, museus ou igrejas (todos lindos!). Eu adoro o 7ème arrondissement. Por certo que não é o mais badalado da cidade e nem, tam-

104 Revista Energia

pouco, o mais procurado, mas é lá que estão as coisas de que hoje eu mais sinto falta; a saber: Fazer compras (no final ou no começo do dia) na feira livre da Rue Cler. Preparar salada de mâche ou doucettes (valerianella locusta) com molho de creme de leite fresco. O cheiro do pão recém-assado na boulangerie da esquina. Visitar uma daquelas queijarias (crèmeries) que chegam a intimidar um caboclo: mais de 400 tipos diferentes, que por podem ser de cabra (chèvre), de ovelha (brebis) ou de vaca (vache). Feitos de leite cru, pasteurizado ou termalizado. Comprar, temperar e preparar coxas e sobrecoxas de patte bleu. Beber champagne como se fosse água (o ideal é no café da manhã, antes mesmo de escovar os dentes). Sofrer de maneira excruciante ante a decisão suprema: Bordeaux ou Borgonha? O primeiro é o rei dos vinhos e o segundo é o vinho dos reis (que delícia de dilema!). E, sobretudo, flâner: “a única diversão possível em Paris é caminhar sem rumo pelos Boulevards” (Eco). Eu ainda penso nas companhias essenciais para dividir cada uma dessas experiências nostálgicas. Obviamente meus filhos muito amados, amigos e amigas de sempre, pois a vida sem pessoas queridas é apenas subsistência. Meus cães, Preto e Menina (por ordem de peso corpóreo), porque cachorro é tudo de bom e os franceses possuem 2,5 cães por habitante. Não tem como não concordar. Paris é sempre uma festa. Mas desculpem-me. Tenho que ir agora porque acabaram de chamar o meu voo pela Air France... Foi nesse momento exato, quando eu ia embarcando para outra temporada em Paris, que acordei no chalé da Cocaia, na Ilhabela. Não apenas não me frustrei como, ainda por cima, continuei me sentindo extremamente feliz. Se não fosse uma ideia absurda, eu gostaria de resgatar apenas os bons momentos do meu passado... Mas só de pensar no gosto macio dessa tua boca morena eu já nem me lembro de que houve um passado. Vamos a Paris? Sim. Isso é um convite público e formal para uma moça muito especial que disse que só aceitaria viajar comigo se eu pedisse na coluna. Está pedido! A bientôt! 


Revista Energia 105


Por Mario Netto

Pesto alla Siciliana Ciao a tutti, Esse mês trago para vocês mais uma receita da ilha mágica da Itália, onde tudo é sabor, história e tradição, sol e mar. A receita é o “Pesto alla Siciliana”, uma receita versátil, muito fácil de preparar, saborosíssima e que pode ser vegetariana também. O Pesto alla Siciliana é um ótimo condimento para todo tipo de macarrão, pode-se utilizar spaghetti, fettuccini, papardelle, rigatone, fusili, pene, farlalle (que é o macarrão de gravatinha), ou seja, pode-se utilizar o macarrão que você mais gosta. Para não que quebrar a tradição, nesta receita usarei o fusili, que é o macarrão de “parafuso”. E como toda receita regional, existem inúmeras variações que diferem entre si e utilizam diversos tipos de ingredientes, como o “Pesto Trapanese” que é uma receita siciliana que utiliza ingredientes diferentes do pesto da receita de hoje: ele é preparado só com tomate, manjericão, amêndoas, azeite de oliva e nada mais. A receita desta edição é ótima para o verão, seja pelo frescor dos ingredientes, ou porque ela é preparada a frio. Sendo assim, pode ser usada para fazer uma bela macarronada ou uma salada de macarrão. Mas isso quem decidirá é você. Sem mais demoras, vamos ao que interessa.

Ingredientes Receita para 4 pessoas: 500 g de tomate italiano, bem maduros 1 maço de manjericão 100 g de parmesão ralado 2 dentes de alho 100 ml de azeite de oliva 50 g de pinoli (ou castanha do pará, ou macadâmia, ou nozes, enfim, utilize a castanha que você mais gostar, se não gostar pode fazer a receita sem) 150 g de ricota 400 g de fusili, pene ou o macarrão que você mais gostar Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo: Para começar limpe e lave bem os tomates, corte-os na metade e, com a ajuda de uma colher, cuidadosamente tire toda a semente e o líquido de dentro deles. A seguir, corte-os em partes menores e coloque-os em um processador de alimentos (pode ser usado um mixer, liquidificador ou qualquer outro eletrodoméstico que faça o mesmo trabalho). Em seguida adicione todos os ingredientes no processador, bata até ficar com a cremosidade desejada (lembrando que quanto mais você bater mais liso e líquido ficará, e quanto menos você bater, mais cremoso e com pedaços aparentes). Bata os ingredientes até dar a textura que você desejar, depois corrija o sal e, se quiser, acrescente a pimenta do reino moída. Enquanto você prepara o pesto, coloque uma panela com muita água e um punhado de sal para ferver; quando a água estiver borbulhando, acrescente o macarrão. Retire o macarrão quando estiver al dente, escorra-o muito bem e a seguir, numa travessa, misture bem o macarrão ao pesto. Por cima da massa, coloque algumas folhas de manjericão e um punhado da castanha que você escolheu, triturada. Está pronta a nossa receita. Viu como é facílimo de se preparar essa massa? 

Buon apetitto e saluti a tutti!

106 Revista Energia

Foto: divulgação

Gourmet

Mario Franceschi Netto Formado pelo SENAC Águas de São Pedro e pelo Instituto ALMA de Cucina Italiana, já trabalhou no Grande Hotel Águas de São Pedro, Café de la Musique em São Paulo, Ristorante Gellius em Oderzo Vêneto e, atualmente, trabalha no restaurante La Gazza Ladra em Módica, na Sicília.


guia da gula

guia gastronômico

sabores para todos os paladares

Showbi Venha conhecer a Showbi no Jaú Shopping, uma loja especializada em bolos gourmet, tortas e doces finos. Localizada na praça de alimentação, a Showbi conta com um mix diversificado. Confeccionados com técnicas culinárias que garantem a diferenciação dos produtos, os bolos, tortas e doces são elaborados e preparados em uma cozinha climatizada e armazenados em um balcão expositor cuja tecnologia garante e mantém o padrão, desde a produção até a hora do prazer da degustação. A Showbi também tem um café saboroso para atender você. Leve uma vida mais doce, venha conhecer e se surpreender com a qualidade da Showbi. Jaú Shopping Av. Dr. Quinzinho, 511 Fone (14) 3416.0407

PONTO DO CHURRASCO Todas as sextas e sábados rodízio Bi Legal! O melhor churrasco junto com a melhor pizza! Irresistível, experimente! Rodízio completo com 12 tipos de carnes incluindo picanha, mais as deliciosas pizzas com a qualidade Ponto da Pizza. São 20 variedades, sendo 5 sabores doces e também a especial de sorvete, além do buffet com 30 tipos de saladas, 13 pratos quentes, tudo à vontade por um precinho mais que especial. De terça a domingo para almoço e de terça a sábado também para o jantar. Rua Quintino Bocaiúva, 1427, Centro – Jaú | Fones: (14) 3626-7326 e 3416-0856 | Estacionamento próprio.

Revista Energia 107


Espiritualidade

Reno

Fotos: divulgação

“Nossos jovens tiveram a oportunidade de vivenciar os ensinamentos da Palavra de Deus, celebrar e aprender sobre a fé, construíram pontes de amizade e esperança entre os continentes, povos e culturas, além de compartilharem entre si a vivência da espiritualidade”, moção de aplauso da Câmara dos Vereadores de Jahu aos participantes e organizadores da JMJ

108 Revista Energia


ovação da Fé Reunidos a jovens do mundo todo jauenses marcam presença na 28ª edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em busca de um sentimento comum Texto Karen Aguiar

U

m evento de fé, união e integração dos povos. É assim que é possível caracterizar a Jornada Mundial da Juventude 2013 que foi realizada em meados de julho, no Rio de Janeiro. Porém, faço essa classificação de maneira distante, através de relatos e acompanhada pelas inúmeras transmissões de rádio, televisão e internet. No entanto, após conversar com alguns peregrinos, é fato afirmar que estes trouxeram em sua bagagem pessoal muito mais que palavras. Emoção, gratidão, comunhão e superação fazem parte da história de cada jovem, seja de idade ou de alma e espírito, presentes na capital carioca. Interessante foi ver que, de 427 mil pessoas inscritas para participar do evento, como aponta o site oficial da JMJ, um número oito vezes maior – 3,7 milhões de pessoas – compareceu aos diversos atos realizados, segundo o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta. Muitos vindos de nações afora, mais precisamente, de 175 países. E atentos a todos os atos e à extensa programação da JMJ estavam cerca de 500 jovens de Jaú, organizados entre diferentes paróquias que levaram e enalteceram o nome da cidade. Para a participação dos jauenses na Jornada Mundial da Juventude muitas pessoas se envolveram. Os preparativos começaram um ano e meio antes, e contaram com o apoio dos párocos, coordenadores e de toda a comunidade cristã. Rita de Cássia Zanetti, 49, foi uma das colaboradoras que, em parceria com os jovens, organizou e coordenou rifas, show de prêmios, festas juninas, tudo revertido para que eles pudessem participar desse momento. “Todos colaboraram como podiam, e fui capaz de ver como essa geração está florescendo muito mais alegre e formosa. Uns se preocupando com o outro, todos na mesma emoção. Uma emoção que teve seu ápice no momento em que sabíamos que o Santo Padre estava próximo, a presença dele emanava bem-estar, felicidade, fé. Uma lembrança que tive foi do Evangelho de Marcos, capítulo 5, versículos 27 a 34, em que certa mulher enferma disse que se tocasse, ainda que fosse na orla do manto de Cristo, estaria curada, agiu e o milagre aconteceu. Naquela presença, o amor e a fé transbordavam por todos os corações”, emociona-se Rita. A mensagem do Papa Francisco foi ecumênica e cada jovem presente pode receber de maneira única o pedido de evangelizar

e disseminar a palavra de Deus. Como acredito que o sentir é algo tão individual, e não quero persuadi-los com a emoção que senti ao ouvir cada depoimento, faço questão de deixar os relatos em primeira pessoa. Use a imaginação e viaje pelas histórias. “Todos os momentos me marcaram muito. Pessoas de todos os cantos do mundo, com culturas e idiomas diferentes, buscando o mesmo objetivo e ideal. A alegria não deixava o cansaço prevalecer. A principal experiência que vou levar por toda a minha vida, é que devo agradecer a Deus por minha casa, família, minha cama, meu emprego, minha cidade. Aprendi a não reclamar da chuva, do frio, do sol, nem de ter que caminhar muito. Algo que me fez refletir muito esses dias foi ver centenas de jovens dormindo por uma noite na praia, e lembrar que outros milhares dormem na rua todas as noites”. Maysa Oliboni, 18 anos. “Viver a experiência de estar na JMJ foi um verdadeiro Pentecostes. Éramos de tantos lugares, mas num só coração, numa só alma, conversávamos com as pessoas como se as conhecêssemos há longa data. No dia da Vigília não queríamos perder nada, queríamos muito ver o Papa de pertinho, então saímos de madrugada do alojamento que ficava cerca de duas horas de Copacabana. Depois de uma hora de trem, ao sairmos da Central do Brasil, tomamos um ônibus que nos levou até nosso destino. Ficamos esperando pelo Papa durante sete horas. E valeu muito a pena! Ele passou a pouco mais de meio metro de nós e o sentimento foi indescritível. Depois, na areia já tomada e em meio a tantos grupos de peregrinos, recebíamos convites para ficarmos juntos, mesmo sem nos conhecermos. E como não pegamos o bendito “kit alimentação” do dia, não tínhamos o que comer, então aproximou-se de nós um grupo do Estado de Pernambuco que percebeu que não tínhamos alimentação e dividiu tudo o que tinha conosco. Não foi nenhuma experiência mística, mas simples como Deus, que se manifesta no simples. Lembramos a passagem dos discípulos de Emaús, que diz: ”o reconheceram ao partir o pão”, essa foi uma pequena experiência de tantas que pudermos viver. No coração, trouxemos o desejo de querer mais”. Carol Caballero, 32 anos. Revista Energia 109


“Foi uma semana de experiências e vivências que ficarão marcadas para sempre em minha vida. Todo o esforço valeu a pena. Caminhar o dia inteiro, tomar chuva, passar frio, dormir pouco, tudo isso ficou muito pequeno diante daquela imensidão de pessoas, de jovens demonstrando sua fé, provando que a alegria não é encontrada nas grandes coisas, mas na simplicidade que, com certeza, é a maior mensagem que o Papa Francisco pode nos trazer.” Leonardo Gabarrao Gaido, 24 anos. “A experiência da JMJ é inexplicável. O sentimento que tomava conta do meu coração era uma alegria imensa em ser de Deus, e a certeza de que não estou sozinho. Isso me motivava a viver e enfrentar tudo que fosse preciso nesses dias no Rio. Adentrar as estações do metrô, ônibus, ver milhares de pessoas pulando, cantando que essa é a juventude do Papa, impulsionava meu coração. Passar horas em filas para alimentação, horas dentro do metrô, andar na chuva, dormir na areia de Copacabana, nada pode derrubar a força dos jovens que estiveram lá. Não fomos simplesmente ver o Papa, fomos por causa de Cristo, porque um dia Ele passou em nossa vida e a fez diferente. A jornada se resumiu num grande impulso missionário. O Rio de Janeiro foi palco de uma juventude santa, feliz, realizada, que só Cristo pode nos dar, e testemunhamos isso. Meu coração se emociona ao lembrar cada momento vivido, cada olhar, cada contato. Vale a pena ser de Deus! A mensagem que deixo aos jovens é que busquem em Cristo a alegria e a força que precisam para viver!” Bruno Fernando, 21 anos. “Participar da JMJ foi uma experiência única, que levarei para o resto da minha vida. Ver todos aqueles jovens demonstrando seu amor por Jesus, foi incrível. Valeu o cansaço, valeram as horas e horas nas filas. Ver o Papa Francisco, aquele homem tão simples, mas com uma importância tão gigante na vida de cada um que estava ali, não tem explicação, só quem foi sabe a experiência que teve. E só fizemos isso por um simples fato: Amor a Deus.” Carmem Galvão, 18 anos.

110 Revista Energia


Marcelo de Bem, Bruno Fernando, Rafael Neris, Murilo Perassoli, Emerson Ricardo e Francisco Gabriel

  “A jornada proporcionou, além de crescimento espiritual, experiências maravilhosas. O cuidado de Deus partiu desde o início da preparação, aqui em nossa paróquia, e se estendeu até o final da mesma. O acolhimento na casa em que ficamos hospedados, no Rio, eram sinais visíveis de Deus presente, cuidando de cada um de nós. Uma das coisas que chamou a atenção foi ver milhares de jovens em comunhão uns com os outros, superando preconceitos de raça, cor, cultura; reunidos com o mesmo objetivo. A missa foi um dos pontos mais relevantes, a emoção tomou conta ao ver o Papa, aprender com ele a humildade, ouvir seus ensinamentos o quanto Deus acredita e confia em nós jovens. Isso tudo nos faz refletir e revigorar forças para continuarmos nossos caminhos, transmitindo todas as maravilhosas graças que recebemos. Segundo Papa Francisco: “O melhor instrumento para a evangelização de um jovem é outro jovem”, e que possamos sempre atender ao seu chamado”. Marcelo De Bem, 23 anos. “Falar da jornada é muito gratificante. Quando chegou o grande dia o coração já batia forte, tínhamos, enfim, conseguido realizar esse sonho. No Rio de Janeiro dormimos em casas de famílias que abriram suas portas para nos acolher. O mais gostoso foi conviver com outras pessoas de cidades e países diversos, saber que eles estavam lá com o mesmo propósito que nós: aprofundar-se no amor de Deus. O momento mais emocionante foi na segunda-feira, quando o Papa Francisco apareceu no seu papamóvel pela primeira vez. Sua simplicidade e a humildade nos comoveram. Outro momento em que senti muito forte a presença de Deus foi durante a celebração de encerramento da jornada, através da sua homilia, quando conseguimos aprender qual era o verdadeiro sentido dessa JMJ: sermos missionários. E é por isso que hoje estamos lutando para poder passar para as pessoas essa incrível experiência e que todos possam, através de nós, sentir uma porção desse imenso amor que Deus tem para dar a todos.” Michelle Mesquita, 25 anos. 

mensagens do papa francisco PAPAMÓVEL ABERTO

“Eu não poderia vir ver este povo que tem um coração tão grande, protegido por uma caixa de vidro. E no automóvel, quando ando pela rua, baixo o vidro. Para poder estender a mão, saudar as pessoas. Quer dizer, ou tudo ou nada. Ou se faz a viagem como deve ser feita, com comunicação humana, ou não se faz”.

JOVENS

“Um jovem que não protesta não me agrada. Porque o jovem tem a ilusão da utopia, e a utopia não é sempre negativa. A utopia é respirar e olhar adiante”.

DESPEDIDA

“Neste momento, já começo a sentir saudades. Saudades do Brasil, deste povo tão grande e de grande coração”

HOMESSEXUALIDADE

“Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”.

Revista Energia 111


Vinhos

Por Paulo Agnini

Portugal, muito mais que o país do Vinho do Porto Nos últimos anos Portugal decidiu investir nos vinhos não fortificados, e é hoje uma grande sensação no mundo vitivinícola

P

ortugal é o país vitivinicultor que mais se transformou nos últimos anos. Há cerca de dez anos, Portugal era conhecido por produzir um dos vinhos mais famosos mundo: o Vinho do Porto. Além dele, também é famoso por outros dois fortificados: o Vinho Madeira, produzido na ilha portuguesa de mesmo nome, e os Moscatéis, produzidos em maiores e expressivas quantidades na região de Setúbal. Ao contrário do que possa parecer, o Vinho do Porto não é utilizado somente como vinho para aperitivos ou após as refeições, mas nos permite estabelecer diversas harmonizações. Vinho do Porto Tawnies: de elevada qualidade, obtido por mistura de diversos lotes de vinhos de colheitas de diversos anos. Ótimos acompanhamentos são: arroz doce, rabanada, doces à base de ovos e amêndoas, ou como digestivo após o café. Vinho do Porto Ruby: todos vão muito bem com frutas secas (figos, nozes, avelãs, damasco, etc), patês de presunto ou com os queijos azuis (Roquefort, Stilton, Gorgonzola). O vinho Madeira é um licoroso com teor alcoólico entre 18 e 20º, elaborado com adição de aguardente vínica para abafar a fermentação natural, e outras providências que procuram reproduzir as condições de envelhecimento das antigas viagens. Tem sempre relação com a uva que o gerou: Malvasia - doce, suave, denso, de cor e perfume acentuados. Sercial - seco, leve, de cor clara e de aroma suave; Verdelho e Boal - intermediários entre o Malvasia e o Sercial. A tradição nos ensinou que o Madeira pode ser aperitivo, acompanhamento de sobremesas ou companheiro do deleite de um bom charuto para quem o aprecia. Os moscatéis, geralmente espumantes brancos, levemente adocicados, são elaborados pelo processo de fermentação única, tipo “Asti”. As uvas foram colhidas de parreirais conduzidos pelo sistema espaldeira alta densidade, que tem propiciado originar uvas com significativa qualidade. Apresentam um grande número de borbulhas interessantes e persistentes, proveniente da fermentação única e da boa maturação das suas uvas. Tem cor levemente esverdeada com traços claros, revelando seu estilo jovem. Olfatos finos, intensos, persistentes; lembrando flores, frutas cítricas e toques de mel. Na boca tem um ótimo equilíbrio da acidez com os açúcares. Apropriados para os dias quentes e descontraídos. Harmoniza bem com sobremesas como tortas, sorvetes, frutas frescas e secas. Acompanha também carnes brancas.  112 Revista Energia


Empresarial

Por Antônio Paulo Grassi Trementocio

Diferença da poupança: ainda dá tempo?

C

omo sabemos, milhões de brasileiros que investiram em poupança no país foram prejudicados pelos planos econômicos conhecidos como Plano Bresser (1987), Plano Verão (1989), Plano Collor I(1990) e Plano Collor II (1991). Muitos brasileiros ingressaram com as ações judiciais individualmente, dentro do prazo prescricional, para buscar a restituição e devolução dos valores os quais foram lesados. E desses, muitos ainda aguardam as decisões judiciais para terem acesso às referidas diferenças. Porém, é expressivo o número dos que deixaram de ingressar com as ações para buscarem referido direito, visto já ter se operado a prescrição desse direito, ou seja, já transcorreu o tempo necessário para ingressar com as respectivas ações. E aí surge a pergunta: ainda há tempo para ingressar com as ações? A resposta pode surpreender, pois de fato não há mais tempo para ingressar com as ações, porém, há tempo para se buscar o referido direito através de outras ações que foram ingressadas. Mas, como assim? Muitas entidades de classe ou órgãos representativos de determinados setores, no prazo legal, ingressaram com ações para garantia do direito à indenização quanto às diferenças dos planos econômicos, e essas ações têm a nomenclatura de Ação Civil Pública. Muitas já encerradas, e outras em andamento. Assim sendo, as sentenças proferidas nessas ações civis públicas, com decisão definitiva, ou seja, que não mais pendem de recurso, servem de título executivo judicial para que você, que não ingressou com a ação, agora o faça. Diante dessa realidade, basta se apossar dessa decisão e executar a respectiva Instituição Financeira, para recebimentos dos valores respectivos. E como fazer isso? Você, que era poupador nessa época, em período determinado, deve pesquisar pela existência dessas ações civis públicas que não pendem mais de recurso, e a partir daí procurar um advogado de sua confiança para instrui-lo na execução de referida sentença. Porém, antes disso, você deverá procurar pela Instituição Financeira onde era poupador e obter os extratos respectivos dos períodos que deseja buscar as diferenças. Caso não consiga, deverá buscar auxílio do advogado de sua confiança. Um elemento importante que deve ser salientado é que você deve encontrar sentenças em ações cíveis públicas que se adequem à sua realidade, ou que você esteja englobado no universo da entidade de classe ou associação que ingressou com as ações, observando inclusive quanto àquelas de abrangência nacional e até estaduais. Veja o direito à restituição das diferenças dos referidos planos. No Plano Bresser (1987), quem possuía poupanças com aniversário entre os dias 01 e 15 de julho de 1987 têm 8,04% de correção sobre o saldo de junho para receber. No Plano Verão (1989), quem possuía poupanças com aniver-

sário entre os dias 01 e 15 de fevereiro de 1989 têm 20,36% de correção sobre o saldo de janeiro para receber. Para os planos Bresser e Verão, só têm direito as poupanças que tinham data de rendimento na primeira quinzena do mês e que estavam ativas no mês subsequente da promulgação dos planos. Já em relação aos Planos Collor 1 e 2, é indiferente a data de rendimento, porém, só tem direito sobre os valores não bloqueados. O Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento de que o prazo para executar as sentenças das ações civis públicas é de cinco anos a partir do encerramento das ações. Assim, você poupador, que realizou investimentos na Caderneta de Poupança nas épocas acima mencionadas, deve inicialmente buscar junto à respectiva Instituição Financeira obter os extratos das poupanças das épocas pertinentes. A seguir, procure por um advogado para que ele analise e verifique se há alguma ação civil pública que possa lhe beneficiar. 

Revista Energia 113


Entre Aspas

H

É o que dizem por aí...

O caos chegou na terra do salto alto

avia uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho havia mais uma pedra, e nas laterais mais um monte de pedras; colocaram mais buracos, entulhos e lombadas (ou obstáculos), aparece alguém pedindo dinheiro para a passagem, uma pomba do nada, um louco que corta sua frente, alguém que não respeita a direção. Você deve estar se perguntando, mas que salada de fruta é esta? Este mês tentarei expressar meu sentimento de impaciência com o trânsito.

Dia desses, cheguei à redação muito bravo, pois havia levado cerca de quarenta minutos para estacionar. Na escada encontrei uma colega de trabalho, que estava irritada com uma carroça, dei risada e prolonguei o assunto. Ela contou que a carroça andava cerca de trinta metros por hora, numa rua de mão dupla, tomando todo o espaço da via, tornando impossível a ultrapassagem, o que a deixou um bom tempo presa, antes de chegar ao cliente. Logo em um bairro mais acima, aconteceu algo bem estranho para os dias atuais: ela se deparou com um rebanho; havia vaca, boi e bezerrinhos. Tudo bem, com muita calma ela esperou a vaquinha atravessar a avenida com seu bezerrinho. A cena é linda, digna de filme, mas em um sítio ou chácara, não em uma avenida movimentada e em horário de pico. A semana para ela foi bem animal, pois também se deparou com cachorros abandonados e as malditas pombas para desviar. A cidade do interior está como a capital, nada sai do lugar em dia de caos. Se você pretende sair quinze minutos antes, que seria um tempo razoável para se chegar a algum lugar em Jaú, desista, ou multiplique este tempo por 4. Haverá muitos empecilhos na trajetória: o pedinte, o farol que insiste na cor amarela, ou quando você sai de um vermelho, chega ao outro que acaba de ficar vermelho e observa que, ao mesmo tempo em que o seu fechou, o sinal da frente acaba de abrir; é o jogo da primeira marcha com a segunda, haja embrea-

114 Revista Energia

Por Leandro Carvalho

gem para aguentar tanto vai e não vai. Estacionar? Maior teste de paciência do mundo. Separe ao menos três voltas no quarteirão, e não pense naqueles adjetivos que Dercy usava para elogiar os motoristas que ocupam duas vagas ao mesmo tempo (já pensou, né?). E a seta? Será que este equipamento precisa de manual de instruções? Por que será que as pessoas ainda não perceberam o quanto ela é importante para a vida? Eu amo seta e vou fazer uma campanha para que as pessoas comecem a usar a seta sem medo. Ok? Se gostou, compartilhe. Ela não dá choque, não atrasa a vida e não é artigo de luxo. Use sem medo! De uma forma geral, acho interessante a fila indiana que as pessoas fazem em ruas extremamente largas, sei que é legal ficar juntinho, mas é tão simples, quando o motorista for virar para a direita permanecer neste lado, e quem pretende seguir em frente, ficar do outro. Será que meu tempo está curto demais ou estou ficando velho e chato? É moto que arranca seu retrovisor, carro que corta a frente da sua moto, pedestre que tem bombinha ninja de fumaça (sabe aquelas bombinhas de filme chinês, quando os ninjas aparecem do nada? Isso...). E ao mesmo tempo, quando você está à pé na rua, parece ser invisível, ninguém para, ninguém te vê e a faixa de pedestre parece apenas uma pintura decorativa nas ruas da cidade. Cai no buraco, sai do buraco, cai no buraco, sai do buraco... poderia até virar um funk para tocar naquele carro de som potente que aparece ao seu lado logo na segunda de manhã. Coisas normais do dia, mas acho que logo teremos de fazer terapia emocional referente ao trânsito ou mudamos os hábitos para uma vida melhor e mais saudável, mas quero ver colocar em prática e ir trabalhar de bicicleta. E se alguém quiser criticar meus desabafos, bem, é o que dizem por ai! Não tenho nada a ver com isso... ou será que tenho? 


Revista Energia 115


ANOS

Após três excelentes anos, podemos dizer que o Bar do Português é um sucesso em Jaú. Mas é a sua escolha que nos motiva a oferecer sempre o melhor. Ou seja: se o nosso chopp é Majestoso, você, freguês, faz parte da alta nobreza. 116 Revista EnergiaE cada caldereta que servimos é um ato de gratidão.

Av. Dudu Ferraz, 551 facebook.com/bardoportuguesjau


Revista Energia 37