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Distribuição gratuita - Venda proibida

Jaú - Ano 5 | Edição 44 | Mensal - Abril 2014

Look na Moda by Vera Ferrarini

Perfil Ana Clara Prado Atitude é tudo mentira? gente fina Júlio Polli O entusiasta!


2 Revista Energia


Revista Energia 3


4 Revista Energia


Editorial

Ano 5 – Edição 44 – Jaú, Abril de 2014 Tiragem: 10.000 exemplares Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM Diretora e Jornalista responsável Maria Eugênia Marangoni mariaeugenia@radioenergiafm.com.br MTb. 71286 Diretor artístico: Márcio Rogério rogerio@radioenergiafm.com.br Fotografia, Produção Fotográfica, Projetos Especiais, Direção e Revisão de Diagramação: Leandro Carvalho foto@revistaenergiafm.com.br

Não dá para não falar...

Revisão de textos: Heloiza Helena C. Zanzotti revisao@revistaenergiafm.com.br

Alguns assuntos são assim: a gente fala, fala e ainda tem muito a dizer sobre eles

Criação de anúncios: Well Bueno arte@revistaenergiafm.com.br Repórteres Heloiza Helena C. Zanzotti heloiza@radioenergiafm.com.br Marcelo Mendonça marcelo@radioenergiafm.com.br Tamara Urias tamara@revistaenergiafm.com.br

N

Diagramação Junior Borba (14) 99749.6430 Projeto gráfico: Revista Energia

Colunistas Alexandre Garcia Brenda Ruffo Carlos Alexandre Trementose João Baptista Andrade Marcelo Macedo Professor Marins Ricardo Izar Jr. Wagner Parronchi Colaboraram nesta edição Eduardo de Almeida Prado Bauer Luiz Campos Prado Junior Pedro Nassif Marot Comercial Jean Mendonça Joice Lopez Moraes Sérgio Bianchi Silvio Monari

Impressão: Gráfica São Francisco Distribuição: Pachelli Distribuidora Revista Energia Rua Quintino Bocaiúva, 330 | 2º andar CEP: 17201-470 | Jaú - Fone: (14) 3624-1171 www.energianaweb.com.br Elogios, críticas e sugestões leitor@revistaenergiafm.com.br Quero anunciar comercial@revistaenergiafm.com.br A Revista Energia não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, anúncios e informes publicitários.

Foto: Cláudio Bragga

Social Club social@revistaenergiafm.com.br

esta edição da RE abordamos alguns temas indispensáveis, como a prevenção do câncer, que continua matando milhares de pessoas todos os anos, e hoje é uma das principais preocupações da saúde. A comunicação e a informação são indispensáveis para diminuir a incidência da doença, na medida em que levam conhecimento e divulgam ações sobre detecção e combate. E nesta luta, não podemos ficar de fora. Em um tema polêmico, a mentira, perguntamos: será que todo mundo mente? E até que ponto uma mentira é prejudicial? Júlio Polli, o Gente Fina desta edição, mergulha na história de Jaú entre monumentos, arte e muita cultura. No Perfil, mais uma jauense desponta para o sucesso: Ana Clara Prado está pronta! Cada vez mais presente em nosso cotidiano, a internet proporciona facilidades como a que trouxemos em nossa reportagem de capa. E para quem ainda não comprou roupas, sapatos e acessórios pela rede, mostramos como este segmento está ganhando força, quebrando tabus e muito preparado para conquistar você. Tudo isso e muito mais está aqui, em mais uma Revista Energia, feita com todo o capricho e profissionalismo que nossos leitores merecem. Ótima leitura!

Maria Eugênia Revista Energia 5


NESTA EDIÇÃO

16 Construção 18 Bem-estar 26 Comportamento 32 Pesquisa 34 Profissão 50 Escolha certa 62 Proteção 66 Saúde 76 Internet 80 Imóveis 82 Odontologia

30 Garota Energia

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ÍNDICE

SEMPRE AQUI

08 Perfil 10 Radar 12 Jurídico 14 Pense Nisso 20 Raça do Mês 22 Gente Fina 30 Garota Energia 36 Capa 42 Quem Fez Jahu 43 Look de artista 48 Varal 52 Fitness 56 Social Club 71 Boa vida 72 Guia da Gula 74 Vinhos 75 Empresarial 78 Vitrine 86 Entre Aspas

Nossa capa: Look na Moda Arte:Leandro Carvalho Imagens: Divulgação Produção Gráfica: Junior Borba

Gente Fina “o entusiasta”

36 Capa


Revista Energia 7


Perfil

Na trilha do

Sucesso O mundo artistico é desafiador. Brilhar entre tantas mulheres bonitas é um desafio que Ana Clara já superou e quer mais. Para isso, tempo é trabalho!

Texto Marcelo Mendonça

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onheça Ana Clara Prado, o destaque da coluna Perfil dessa edição. Foi difícil conseguir um tempinho com ela. Quando vem a Jaú, além da família, compromissos com trabalhos e amigos tomam o tempo da modelo. Descubra o porquê de tanta correria aqui.

Carreira

Ela tem 20 anos de idade e muitos trabalhos já feitos, mesmo tendo pouco tempo de carreira. Recentemente foi eleita a Musa da Copa em um evento em São Paulo, com cobertura do SBT e com direito até a um “Telegrama Legal”, no programa Domingo Legal, no qual pregaram uma peça na modelo insinuando que ela havia dado em cima de um dos jurados para vencer o concurso. Ana Clara ficou muito nervosa, e mesmo assim mostrou-se o tempo todo educada e tentando explicar que não era bem assim. No final, risos e emoção, já que todos sabiam da pegadinha, menos ela, claro! A vontade de ser modelo e atriz vem desde a infância. Ainda na quarta série, Ana reescreveu uma peça de teatro e com pouca idade, sem ter os conhecimentos necessários, fez um grande sucesso na escola. Quando terminou o colegial mudou-se para São Paulo. “Fui atrás do meu objetivo. Tinha receio de não dar certo, mas eu tinha que, pelo menos, tentar”. Espontânea, doce, além de uma beleza de chamar atenção, não demorou para que ela fosse contratada por uma agência e aí sim, decidiu mesmo ficar na capital. Estudou por um ano na escola de teatro Macunaíma e se apaixonou de vez pela ideia.

Na TV Foram vários trabalhos fotográficos, mas Ana Clara conta que os mais importantes foram com participações na TV, nas novelas “Amor à vida” e “Em família”, onde ela apareceu seduzindo 8 Revista Energia

o galã Laerte em uma boate. “Através de um teste consegui a participação, Jayme Monjardim foi o diretor, uma experiência e tanto”. A TV é o alvo da modelo, que está estudando no curso da oficina de atores Em Cena, em São Paulo, na Vila Mariana. Além da dedicação aos estudos, ela corre para cumprir os compromissos como testes, fotos e gravações. E por falar em TV, Ana é a mais nova assistente do programa “Legendários”, da Rede Record, exibido aos sábados à noite. Ainda na TV Ana já gravou uma mini novela no SBT, que foi ao ar no programa do Ratinho, e também no SBT ela acaba de gravar o novo programa de esportes “Arena SBT”, apresentado pelo humorista Porpetone, no ar aos sábados.

“Eu faço quase tudo que aparece, quero mesmo é trabalhar cada vez mais, de cada trabalho eu tiro um aprendizado e isso só me motiva” Planejamento Dedicação aos estudos, entrega aos trabalhos e vontade de vencer na profissão. Ela também está na internet, em um canal de humor chamado “Meio é Mole”, no estilo Porta dos Fundos. “Eu faço quase tudo que aparece, quero mesmo é trabalhar cada vez mais, de cada trabalho eu tiro um aprendizado e isso só me motiva”. Em maio ela participa do Miss Metrópole, onde as cinco finalistas vão para o México concorrer internacionalmente. Sobre regime e academia, Ana Clara conta que ainda não se importa muito. “Eu como de tudo mesmo, não me importo muito com dietas, ainda posso abusar um pouco”, diverte-se 


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Foto: Rafael Bigarelli


Radar

Boa

Por Alexandre Garcia

Jabutis no galho Ainda lembro os tempos de inflação a 5000% ao ano, com Funaro congelando os preços e os fiscais do Sarney nas ruas, a prender “especuladores”, sem mandado judicial

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embro aqueles tempos – hoje venezuelanos – de prateleiras vazias e de polícia entrando nos pastos para prender boi gordo. E ainda testemunhei Plano Bresser, Plano Verão. E o maluco Plano Collor, em que o Antônio Ermírio de Moraes e eu dispúnhamos no banco do mesmo limite de $50,00 cruzados - socialismo é isso aí. Também lembro quando o presidente Itamar me ligou e me passou o furo do real, que logo deixou de ser plano para ser cotidiano, e ninguém mais ouviu falar em hiperinflação nesses últimos 25 anos. Mais atrás no tempo, lembro quando um colega de ginasial me pediu emprestado o relógio Roamer que eu havia ganho de minha tia. Ele demorou dias sem devolver e fui à casa dele, saber o que acontecia. Era filho do sapateiro e o quarto dele ficava logo atrás da oficina do pai. Fui entrando, como fazia sempre, e encontrei uma surpresa sobre a escrivaninha de meu amigo João Carlos: meu relógio havia sido desmontado e ele não sabia como remontar. A lembrança veio para comparar  com o que o governo tem feito hoje com o relógio que recebeu funcionando. Mexeram na engrenagem mais sensível do relógio da economia: o preço da energia – justo o ponto em que a presidente teria fama de entender. Já apequenaram a Petrobras e a Eletrobrás. O aparelhamento partidário levou a nossa petroleira às páginas policiais. É a

denúncia de propina na Holanda, compra superfaturada da refinaria no Texas, as maquiagens contábeis. A atual presidente da estatal já recebeu assim o abacaxi. É a empresa mais endividada do mundo; neste ano, importa 60 mil barris de gasolina por dia e 160 mil barris/dia de diesel. O governo procura empurrar  as consequências para depois da eleição, como manda o conselheiro-mor da presidência, que é o Marqueteiro-Geral da República. O objetivo é manter o poder a qualquer custo – desde que não seja custo eleitoral para o governo. O contribuinte paga. Paga imposto, paga bolsa-família, paga déficit. E a presidente será reeleita. Ainda que haja algum tropeço no caminho e que apareça alguma alternativa que conquiste o povo das bolsas, a partir de 1º de janeiro vamos todos ter que carregar pedras morro acima. Se ganhar o governo, a oposição vai dizer “bem-feito, vai colher o que semeou”.  Se a oposição por acaso ganhar, os atuais governistas vão dizer, ante o caos do ano que vem:  “eu não disse?”. Porque  a nação inteira vai pagar as consequências do desmonte do relógio da economia, do aparelhamento partidário do estado, do pesadelo resultante do sonho ideológico que não deu certo em lugar algum do planeta. Mas não joguem a culpa só nos políticos. Se jabutis estão no galho, foi porque alguém os pôs lá. 


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Jurídico

Por Carlos Alexandre Trementose juridico@revistaenergiafm.com.br

Alimentos gravídicos A fixação de alimentos antes do nascimento sempre foi bastante controvertida. Saiba mais

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oje em dia não há maiores discussões, ao menos sobre a possibilidade de pagá-los, assunto disciplinado na Lei 11.804/2008. Para tanto, bastam indícios de paternidade para que o juiz fixe alimentos, o que deve ocorrer de forma célere, uma vez que a morosidade poderá acarretar consequências irreversíveis à gestante e ao bebê. O intuito da lei é simples, e busca permitir a concretização do direito à vida e ao desenvolvimento saudável da criança que nascerá, além de dirimir a irresponsabilidade paterna. Muito embora tenha se tornado pacífica a existência do direito a alimentos gravídicos, algumas questões de cunho prático ainda persistem, tais como: I- A fixação urgente de alimentos gravídicos pelo juiz deverá ser fundada em que provas? II - Após o nascimento, há possibilidade de conversão para alimentos à criança? III - Há possibilidade de cumulação de alimentos gravídicos e investigação de paternidade? IV - A partir de qual momento se dá a vigência dos alimentos? Estabelece o artigo 6º, caput, da Lei: “Convencido da existência de indícios da paternidade, o juiz fixará alimentos gravídicos que perdurarão até o nascimento da criança, sopesando as necessidades da parte autora e as possibilidades da parte ré”. Para isso, cabe à gestante juntar elementos que comprovem a existência de relacionamento amoroso com o pai (fotografias, cartas de amor, mensagens em redes sociais, etc.). Já o parágrafo único do artigo 6º da Lei: “Após o nascimento com vida, os alimentos gravídicos ficam convertidos em pensão alimentícia

em favor do menor até que uma das partes solicite a sua revisão”. Desta forma, os alimentos continuam devidos mesmo após o nascimento, passando a figurar como credor a criança, e não mais a sua mãe. Sobre a possibilidade de cumulação de alimentos gravídicos e investigação de paternidade, tal alternativa é totalmente viável, pois caso não ocorra o reconhecimento da paternidade voluntária após o nascimento do bebê, existe a denominada cumulação de ações, haja vista a implícita necessidade de averiguação da paternidade, a qual deverá se dar na própria ação de alimentos gravídicos, com a realização de exame hematológico (DNA). Por fim, a última questão é o termo inicial de vigência. Para alguns doutrinadores, os alimentos gravídicos têm como termo inicial a concepção da criança, sendo certo que pautam suas teses na Constituição Federal que garante o direito à vida, além de impor à família, com absoluta prioridade, o dever de assegurar aos filhos o direito à saúde, à alimentação, além da garantia do Código Civil que versa sobre os direitos do nascituro. Já para outros doutrinadores, os alimentos são devidos a partir da citação do pai no processo judicial, conforme dispõe o artigo 9º da própria Lei, contudo, tal dispositivo foi vetado. Assim, diante dos argumentos adotados pelas duas correntes doutrinárias, não nos parece adequado considerar a citação (no processo judicial para pagamento) como termo inicial dos alimentos gravídicos, uma porque é muito comum em lides dessa natureza que o réu (pai) adote manobras protelatórias para se furtar ao ato citatório, podendo beneficiar-se de sua própria torpeza e, duas, de estar protegendo os interesses da gestante e do nascituro, eliminando-se a influência de óbices processuais e a má-fé do pai (devedor).


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nisso

Pense

Por Professor Luiz Marins

LUIZ MARINS Antropólogo e escritor. Tem 26 livros publicados e seus programas de televisão estão entre os líderes de audiência em sua categoria. Veja mais em www.marins.com.br

Empresas de Sucesso: O que fazem? As empresas têm que mudar. Mudar ou morrer

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ma das coisas que mais nos chama a atenção é como no mundo de hoje, extremamente competitivo, há empresas que vencem os desafios e empresas que sucumbem frente à concorrência. Analisando o que fazem as empresas de sucesso, podemos enumerar algumas coisas fundamentais que elas fazem: 1. Não perguntam o que seus clientes querem: surpreendem seus clientes! Uma das coisas que temos que lembrar é que as empresas de sucesso não ficam perguntando o que seus clientes desejam. Nem sempre os clientes sabem o que querem. As empresas é que têm a obrigação de, ouvindo o mercado, desenvolver produtos e serviços que vão surpreender seus clientes, encantar seus clientes. Se você ficar perguntando o que seu cliente quer, com certeza aparecerá alguém que irá surpreender o seu cliente e tomá-lo de sua empresa. 2. Entendem que prestação de serviços é o novo nome do jogo. Essas empresas entendem que de nada adianta você ter o “melhor produto” ou o “maior estoque”. O importante é ter “o melhor serviço”. Assim, por exemplo, num supermercado, de nada adianta ter as gôndolas cheias e bem apresentadas se o cliente demorar 50 minutos para sair no check out. De nada adianta ter tudo perfeito se a empresa não for ágil no trocar produtos com defeito, e não se comprometer com a solução dos problemas dos clientes. 3. Sabem que o maior capital de uma empresa é o “capital humano”. Assim, essas empresas treinam, treinam e treinam seus funcionários, e fazem com que eles tenham empatia com os clientes (que coloquem-se no lugar do cliente) quando com eles se relacionam. De nada adianta ter uma empresa muito bem apre14 Revista Energia

sentada, com instalações perfeitas, se as pessoas que compõem a empresa não surpreenderem seus clientes. 4. Sabem que é preciso ter consistência e constância nos serviços. Isto quer dizer que as empresas de sucesso têm normas e procedimentos que todos conhecem e utilizam. São empresas que hoje, amanhã e depois prestam serviços de qualidade. O que mais irrita um consumidor é ver que a empresa é inconsistente, que hoje faz de uma maneira, amanhã de outra, depois de outra, mudando políticas a cada instante. Isso é muito comum num restaurante onde você vai hoje e a comida é boa, amanhã ruim, depois mais ou menos, e assim por diante. A consistência é fundamental e para isso são necessários procedimentos constantes que todos conheçam e obedeçam. 5. Têm excelente relacionamento com fornecedores. Empresas de sucesso sabem da importância de um bom relacionamento com fornecedores. Empresas que não cultivam bom relacionamento com fornecedores não podem ter sucesso. Assim, pagar em dia, respeitar contratos, respeitar pedidos é fundamental. 6. Relacionam-se bem com a comunidade. Essas empresas de sucesso compreendem a importância de ter uma boa imagem na comunidade. Assim, participam de programas sociais e culturais e estão sempre presentes na comunidade. Estes seis fatores são alguns dos que mais nos têm chamado a atenção. É claro que existem outros que fazem o sucesso das empresas que precisam competir no mundo globalizado de hoje. As empresas têm que mudar. Mudar ou morrer. A competição será a cada dia mais acirrada e a globalização um fato irreversível. Só mesmo com muita garra e competência, e fazendo as coisas certas, poderá a empresa vencer os desafios deste novo século. 


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atendimento corporativo Revista Energia 15


Construção

Onde estão os

engenheiros? O conceito de engenharia existe desde a antiguidade, quando o homem desenvolveu invenções fundamentais como a polia, a alavanca e a roda Texto Heloiza Helena C Zanzotti

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esde que Pascal lançou a primeira máquina de calcular, em 1642, os avanços na área de exatas acontecem a uma velocidade impressionante. Com o desenvolvimento da Matemática e a compreensão dos fenômenos da Física, no século XVIII surgem os primeiros conceitos da Engenharia moderna.

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Ciência bastante abrangente, foi subdividida em diferentes ramos ou especialidades, que possuem inúmeros campos de aplicação. No Brasil, a primeira escola criada foi a Real Academia de Artilharia, Fortificações e Desenho, em 1792, que ao longo do tempo foi recebendo diversos nomes até tornar-se, em 1858, a Escola Politécnica do Rio de Janeiro.


Tudo se transforma A função dos engenheiros, hoje, é muito diferente daquela exercida por esses profissionais há algumas décadas. Devido à evolução tecnológica o perfil do engenheiro mudou, e os cursos também passaram por grandes reformulações para atender as necessidades atuais. Não há como conceber que um aluno de engenharia não domine, hoje, conceitos de comunicação, empreendedorismo e evolução tecnológica.

Cenário atual Estudos apontam que a maioria dos estudantes brasileiros opta por disciplinas da área de humanas, reflexo de um problema que começa bem cedo: o medo da matemática. Outro motivo para a falta dessa mão de obra no mercado é a dificuldade de encontrar professores nas universidades em função dos salários. Eles preferem trabalhar no mercado, onde ganham mais, do que formar outros profissionais.

Segundo a Federação Nacional dos Engenheiros, até 2015 o Brasil vai precisar de 300 mil novos profissionais Há mais de 30 anos construindo obras públicas e privadas, Marcelo de Karam Teio Curi, 58, engenheiro e proprietário da Kacel – Karam Curi Engenharia Ltda, diz que a engenharia mudou bastante devido à tecnologia. Ele lembra que atualmente há programas que permitem o cálculo de uma obra inteira em poucos minutos. E afirma: “Fui muito feliz por optar por essa carreira, tenho muito orgulho daquilo que faço. Meu filho também é engenheiro, temos obras em diversas cidades. Engenharia é uma profissão belíssima, o mercado está super aquecido, quem optar por ela tem um futuro garantido.

É bom saber A demanda brasileira por engenheiros deve criar ao menos 660.000 postos de trabalho até 2020, segundo estudo divulgado recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). E segundo a Federação Nacional dos Engenheiros, até 2015 o Brasil vai precisar de 300 mil novos profissionais. Faltam engenheiros nas áreas civil, mecânica e elétrica, e o setor de petróleo e gás, que inclui extração e refino, é a subárea da engenharia que registrará o maior crescimento relativo de vagas. Em pesquisa realizada com 162 empresas pela consultoria global de gestão de negócios Hay Group, dados mostram que a grande maioria das empresas com programas de trainee priorizam a entrada de novos engenheiros e em programas de estágio, alunos de engenharia são mais bem remunerados em relação aos demais. Além disso, cerca de 49% dos estagiários da área são efetivados. 

Fotos: Arquivo Pessoal

Marcelo de Karam Teio Curi


Bem-estar

Cada vez mais

recomendável A partir dos 4 meses e até os 90 anos, você pode cair na água. Nadar corretamente, além de importante na questão da segurança, faz um bem enorme para a saúde Texto Marcelo Mendonça

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lém dos inúmeros benefícios que a prática traz à saúde, como capacidade circulatória, cardiorrespiratória ou no desenvolvimento dos músculos, a natação ajuda também na melhora do raciocínio, da coordenação motora e melhora a flexibilidade e a resistência. Não há idade para se iniciar na prática. Além de todos esses benefícios, a segurança também é outro ponto importante, principalmente com crianças, onde os níveis de afogamentos são elevados.

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Vai aprender a nadar? O professor de Natação Jonatas Garcia, 36, inclusive comemorados no dia da natação, 8 de Abril, contou à RE algumas dicas e detalhes importantes sobre o esporte. São 30 anos de piscina, 20 ensinando crianças, jovens, adultos e idosos a nadar. Além de toda a parte saudável do esporte, Jonatas lembra que, quando você pensar em buscar uma academia para aprender a nadar visando à segurança ou o bem-estar, é impor-


Foto: Arquivo Pessoal Foto: Internet

“Ensinando da maneira correta você consegue trabalhar o aluno de várias formas dentro da água, usando mais as técnicas para o desenvolvimento do esporte” - Jonatas

tante verificar se a mesma é filiada ao CREF (Conselho Regional de Educação Física), se possui professores bem capacitados para as aulas e com conhecimentos técnicos, para que o aluno tenha uma boa performance dentro da água. “Cada aluno tem um perfil, um ponto gravitacional dentro da água, é um trabalho muito individual”, diz.

Benefícios para todas as idades A prática do esporte e seu benefício dependem da idade em que se pratica. Na infância, serve principalmente para o desenvolvimento, a segurança, a adaptação ao meio líquido e coordenação motora. Na fase adolescente, com o corpo já formado, a natação passa a ser um treinamento. Já um estudo feito na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, mostrou que nadadores acima de 25 anos perdem menos massa muscular com o passar do tempo, têm artérias mais saudáveis, reflexos mais rápidos e memória acima da média das pessoas da mesma idade. Na idade mais avançada, a parte circulatória, respiração e até o envelhecimento tardio podem estar na água. Com a natação, o pulmão libera oxigênio ao sangue e ao coração, e melhora a condição das células. Assim, os sinais da idade demoram mais a aparecer. A diferença na saúde e no condicionamento, para quem percorre de 3 a 5 quilômetros por semana, pode chegar a 20 anos. Aprendendo a nadar em qualquer uma dessas fases da vida, você vai poder aperfeiçoar suas técnicas e, aí sim, praticar a natação de verdade, em seus vários estilos e modalidades. 


Raça do mês

Weimaraner Por Heloiza Helena C. Zanzotti | Foto Leandro Carvalho

Dono de uma beleza ímpar, o Weimaraner chama a atenção por sua pelagem cinza e seus olhos claros

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riados originalmente para realizarem diversas modalidades de caça devido à sua rapidez e eficiência, o Weimaraner é uma raça dócil e apaixonada por pessoas. Considerado um fiel companheiro do seu dono, é muito corajoso e atento, o que o torna um excelente cão de guarda. Weimaraners amam correr e caçar, e ficam frustrados e destrutivos quando são encurralados. Podem ser muito teimosos e por serem de grande porte e muito fortes, são cães que precisam de adestramento e de um bom espaço para viver. Confinamento gera nesta raça hiperatividade e destruição, assim como ficar sozinho por muito tempo. Um Weimaraner entediado latirá excessivamente, destruirá muitas coisas e poderá tentar fugir em busca de aventura. Fisicamente são animais que podem atingir os 69 cm e pesar 40 kg, assim, precisam esticar as pernas, correr e explorar áreas grandes e seguras. Atividades exaustivas todos os dias são obrigatórias para o Weimaraner. Em geral, cães desta raça são saudáveis e apresentam poucos problemas clínicos. O pelo é fácil de cuidar, basta escová-lo periodicamente para remover pelos mortos.

A dona da casa Cibele Aparecida Rodrigues Vendrame, 35, secretária, e seu marido Ricardo Alexandre Vendrame, 38, analista de garantia, são os felizes donos de Kyara, uma Weimaraner de 4 anos e 3 meses. Cibele conta que conheceu a raça quando trabalhou em clínica veterinária, e ficou apaixonada. “É um cão dócil, amoroso, companheiro. Quando perdi minha cachorra resolvi procurar uma fêmea, mas essa raça é difícil encontrar aqui por perto, então demorou um pouco para conseguir a minha Kyara, que comprei de um criador em Dois Córregos”. Ela diz que o marido também compartilha dessa paixão, e tratam Kyara como a uma filha. “Ela é tudo de bom, fazemos caminhada todos os dias, ela senta no sofá com a gente, dorme na cama, enfim, é super mimada. Nosso sofá, coitado, imagine, ela pesa 40 kg e adora sentar no meu colo (risos)”. Cibele afirma que Kyara retribui todo esse amor, mas lembra que a raça é bem agitada e precisa de bastante espaço. “Como não temos isso, foi preciso adestrar, assim ela aprendeu a obedecer um pouco, pois sair com ela na rua pode ser uma aventura, sem adestramento ela arrasta a gente”. Ficou apaixonado pela raça? Então é bom saber que Weimaraners não são facilmente encontrados para doação, por serem caros e relativamente difíceis de encontrar no Brasil, se comparado com outras raças. O ideal é adquirir um exemplar de um bom criador.  20 Revista Energia

Cibele e Ricardo com a cachorra Kyara

Muito inteligentes, uma curiosidade dos animais dessa raça é que são dotados de uma habilidade única para imitar os movimentos humanos, como abrir trincos e maçanetas


DESIGN . PUBLICIDADE . INOVAÇÃO

REAL GRÁFICA EDITORA por DPI Agência

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A Real Gráfica Editora trabalha com impressos promocionais, sacolas em papel e embalagens de pequenas quantidades, atendendo a micros e pequenas empresas, agências de publicidade, fábricas de peças, lojas, hospitais, escolas, redes de hotéis, indústrias, etc. Além disso, a empresa é focada na consciência e sustentabilidade, sendo a primeira da região a implantar o CTP Verde, que elimina o processo de revelação e utilização de substâncias químicas na produção das chapas, além de utilizar outros meios de redução do impacto ao meio ambiente, como o uso de tintas à base de óleos vegetais, reciclagem de resíduos e papel e maquinário com reutilização da água. Quando Léo Amaral, diretor da Real Gráfica Editora, nos procurou para o trabalho, disse que a capacidade da empresa era de produzir até 50% a mais do habitual, mas que com a comunicação falha, isso não estava acontecendo. A demanda existia, a estrutura montada era ágil e flexível, mas eles não estavam sendo vistos pelos seus clientes em potencial. A DPI então remodelou a marca, trabalhando na evolução da forma já existente: mantivemos o símbolo de páginas sendo viradas/manuseadas, aplicando alguns ajustes finos e melhoramos a tipografia. As cores passaram por um processo de readequação. Deixamos de lado o ciano, magenta, amarelo e preto (padrão CMYK de impressão) e aplicamos como base de toda a identidade um verde marcante, para reforçar a ideia de sustentabilidade. Mas como trata-se de uma empresa que trabalha com cores, não poderíamos deixar de lado esse detalhe. Escolhemos como mascote da identidade um pavão, e criamos a sua cauda com uma cartela rica em cores, simulando uma cartela de Pantones.

Antes

Após a aprovação do cliente, o trabalho entrou em fase de produção e hoje encontra-se totalmente aplicado. Para Léo, “a nova identidade tornou claro a qualidade e o comprometimento da empresa, e isso facilitou na chegada de novos clientes e na fidelização”. Para saber mais sobre os nossos trabalhos, acesse: www.facebook.com/dpidigital ERRATA: Na edição anterior nossa matéria saiu com o título errado. O correto é: Banda Super Trunfo.

Entre em contato conosco: contato@dpiagencia.com.br www.fb.com/dpidigital

Depois


Gente Fina

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Julio Cesar Polli “O conhecimento é algo que você oferece e não perde nada”

Texto Tamara Urias Fotos Leandro Carvalho Revista Energia 23


S

ua família faz parte da quarta geração de italianos genuínos em Jaú. Mas ele é natural de Americana e jauense por amor e título. Julio Cesar Polli, 39, memorialista e um grande incentivador da cultura. Em sua infância assistia muitos filmes com contexto histórico, talvez aí se justifique seu encantamento pela área. Passava horas brincando com os bonecos que ganhou de sua mãe, onde simulava batalhas entre os soldados e índios. À noite, ao lado do seu pai, assistia clássicos que mostravam o exército alemão com superioridade e determinação. Mesmo sendo os malvados da história, o idealismo mostrado ali o fascinava. Desde criança foi pesquisando sobre o assunto, o que despertou o desejo de integrar o Exército Brasileiro. Até que, aos 18 anos, Polli assistiu um filme que mudou toda sua concepção. “Platoon me mostrou o outro lado, não o heroico, mas o massacre de gente inocente, e a partir daí abortei o sonho de um dia fazer parte da Academia Militar das Agulhas Negras”. Mas isso não impediu os estudos sobre o tema. Atualmente é diretor do Museu Municipal José Rafael Toscano de Jaú e graduando do curso de História. Dentre os projetos concretizados está o Arte Cemiterial, Passeio Cultural, Noite no Museu, Passeio pela Matriz e nas fazendas Mandaguay e Santo Antônio. Mas para alguns destes serem instaurados, teve que abrir mão de luxos. “Houve épocas em que eu tinha que me manter com R$ 600,00, eu não tinha dinheiro para comprar roupas. Assim, em muitas ocasiões eu estava com a mesma jaqueta verde militar”, recorda. Durante este período ganhou um quepe da Vânia Marisa Mazotte e este se tornou a sua marca registrada. Já foi homenageado com o título de cidadão jauense, moção de aplausos e condecorações. Caro leitor, convido-o a conhecer este grande entusiasta.

“Um povo que conhece a sua raiz, não depreda, e sim preserva” 24 Revista Energia

Você sempre manifestou amor pelas construções de Jaú. Qual é o motivo? (Nossa!!!) Esse amor surgiu, primeiramente, porque tenho identificação, carinho e pertenço a essa cidade. Quando criança não tive acesso a informações mais sutis. Mas em torno dos anos 80, quando estava mais observador, comecei a ficar impressionado com a grandiosidade dos detalhes dos casarios, principalmente do centro da cidade. Os que estavam bem conservados me chamavam a atenção, os que estavam degradados me geravam até a ideia de que podiam ser demolidos. É, um dia eu até cheguei a pensar desta forma, provavelmente por não conhecer a grandiosidade e a importância de tudo. Até que um dia comprei o livro “Jahu retratos de uma época - 1900 à 1929”, dos autores Ivan Claudio Domingues dos Santos e João Jair Feltrin Junior, e depois tive acesso a fotos antigas de Jaú. Confesso que aquela obra me deu outra base e mudou a minha concepção sobre a história e urbanização da cidade. Você sempre quis ser um historiador? Não. Na infância eu queria ingressar no Exército Brasileiro e a Academia Militar das Agulhas Negras estava nos meus planos. Depois de certa decepção, abortei a ideia. Nisso comecei a me ver como psicólogo. (É, você acredita?) Cheguei a ser selecionado na Universidade Nacional de Psicologia de Buenos Aires, mas por questões financeiras não fui. É engraçado, sempre quando folheava o manual de profissões da Unesp, o curso de História me chamava a atenção, mas eu sempre passava direto. Até que um dia resolvi ler as informações com mais afinco e vi que era aquilo que eu gostava. Como havia o curso em Jaú e as inscrições estavam abertas, fiz o vestibular e entrei na faculdade, isso em 1997. Mas naquele ano tive alguns problemas e acabei reprovando por faltas. Voltei em 1999 e precisei trancar novamente. Em 2005 comecei a


trabalhar com meu pai em Jales, ficava quase toda a semana lá e ingressei novamente no curso. Por algumas razões, novamente parei. E este ano retornei à faculdade, agora em Bauru, na USC, e concluo no final do ano.

Você comentou que em Jales realmente firmou este amor pela história e se descobriu um grande entusiasta. Por quê? O curso lá era muito atuante, eles tinham jornais e uma semana de História incrível, sob a coordenação de um professor chamado Sílvio Luiz Lofego. Naquele ano a temática do evento seria os 60 anos da Segunda Guerra Mundial. E, detalhe (sorri), sou um aficionado pela história do militarismo, principalmente da Segunda Guerra. Decidi me colocar à disposição e já no primeiro ano fiz parte da comissão organizadora do evento. Durante uma reunião, o Lofego foi mostrando várias opções de especialistas para falar durante a semana, e sugeri que seria interessante achar um sobrevivente judeu para dar um depoimento. Ele me deu carta branca e disse que se conseguisse, seria inserido na grade do evento. Pesquisei a fundo e cheguei até o Ben Abraham, presidente da Associação Brasileira dos Sobreviventes do Nazismo, e o convidei para estar presente. Ele aceitou e foi um sucesso. A partir daí, além dos projetos que fazíamos com afinco, comecei a escrever artigos para o jornal da faculdade, e fui o único aluno que todo mês tinha um artigo publicado. Até a imprensa local começou a publicá-los. E como você disseminou este conhecimento em Jaú? Munido de todo este aprendizado, ao retornar à cidade pensei: vou ter olhos para a cidade que amo de corpo e alma. E comecei a notar que havia carência de informação. Ao buscar na internet, encontrava alguma coisa quase sempre apenas em sites oficiais. Foi quando em 2007 decidi montar um blog chamado História de Jahu, aos poucos fui inserindo textos, investindo em divulgação e comecei a ser conhecido no meio. Vejo que é importante instigar e tornar acessível a História, isso gera pertencimento à cidade que habita. E um povo que conhece a sua raiz não depreda, e sim preserva.

deparei com o trabalho do Fábio Grossi, e baseado nisso decidi delimitar meu tempo e meu trabalho na arte cemiterial. Marcamos nosso espaço num pioneirismo, depois tivemos outro produto incluído, o Sarau, que foi inspirado no trabalho de uma grande amiga, Clarisse Ismério, doutora em História. E este foi adaptado à realidade daqui. No primeiro Sarau, um ponto marcante foi levar uma pianista de gabarito internacional, a Jaci Toffano. O nosso Sarau passou a ser o segundo no Brasil e o nosso passeio noturno é o único no Brasil atualmente. E como política de secretarias, é a quarta cidade.

Para você, em se tratando de construções, qual o ícone de Jaú? Para mim é a Matriz Nossa Senhora do Patrocínio. Este é o maior ícone da história jauense, lá tem uma riqueza inigualável. Além do que, lá sempre foi meu referencial filosófico, mesmo eu sendo espírita Kardecista. Você é um grande entusiasta e participante da cultura da cidade. Como gostaria de ser visualizado daqui a alguns anos? Gostaria que ficasse esta marca de sempre estar buscando novas informações, não se conformar com o que está escrito, ah, é aquilo mesmo e ponto. Vamos pesquisar, vamos ver se realmente é assim. Será que não tem mais informações? Enfim, eu gostaria de ser visto como uma pessoa que amou esta cidade incondicionalmente. 

Como surgiram os programas culturais? O meu primeiro trabalho na cidade foi o ‘Passeio na Matriz’, em parceria com o meu amigo João Castro, para a secretaria da Cultura. Este segue os mesmos moldes até hoje. Depois de um tempo, iniciei um trabalho de registro fotográfico das casas antigas de Jaú. Isso me possibilitou observar os detalhes nas construções e, naturalmente, este hobby me levou ao cemitério. Tudo o que eu fotografava gravava num CD, levava uma cópia para o Museu Municipal e outra para o Centro de Documentação da Fundação Dr. Raul Bauab. Até que um dia a então diretora do Museu, Terezinha Dua Gromboni, perguntou se eu sabia o que significava uma coluna quebrada, símbolo constantemente encontrado no cemitério. A parti dali, a cada ida ao local comecei a reparar que muitos outros símbolos se repetiam. Decidi pesquisar e encontrei um site da cidade do Porto, em Portugal, sobre arte cemiterial, e assim consegui as primeiras referências bibliográficas. Então você decidiu organizar o passeio com foco em arte cemiterial? Como já havia uma metodologia científica baseada em dicionários, eu ousei decifrar esta arte cemiterial e divulgar. Até me Revista Energia 25


Comportamento

É

?

tudo mentira

Existem muitas razões para explicar porque 1° de abril é considerado o dia da mentira. A verdade é que ano após ano, muitos pregam peças nesta data. Mas será que só mentimos neste dia?

Texto Tamara Urias Foto Leandro Carvalho

26 Revista Energia


?

Rubens Reinaldo Ruiz

“Ela se torna maléfica quando passa a trazer algum tipo de prejuízo a alguém, como no bullying”

Revista Energia 27


A

dmita: você, como muitos dos seres humanos, já contou uma mentira. Neste momento você pode estar balançando a cabeça e pensando: mas que atrevimento desta jornalista! Eu sou adepto da verdade. Ok, eu também. Mas, e quando você disse ao flanelinha que não tinha uma moeda quando, na verdade, não estava a fim de dar? Ou quando você chegou atrasado ao trabalho e colocou a culpa no trânsito? E quando você não estava a fim de ir num local e, para não chatear quem fez o convite, disse que tinha outro compromisso no mesmo horário? Nenhuma dessas? Ok, e quando ao ser questionado porque não respondeu uma mensagem na hora, você disse que acabou a bateria do celular ou que esta não havia chegado? A verdade é que se formos listar as pequenas mentiras que geralmente usamos como desculpas, ficaríamos horas por aqui. Se servir de lenitivo, a mentira existe desde os primórdios. Muitos filósofos, pensadores e teólogos já escreveram sobre ela. Um exemplo é Santo Agostinho, que a classificou em alguns tipos, como a que prejudica um e beneficia outro, a que só prejudica, a que é praticada simplesmente por prazer, a que se relata para divertir alguém, a que instiga o erro religioso e a “boa” mentira que salva a vida de um indivíduo. Diante de todo este panorama a pergunta é: será que todos nós temos um pouco de Pinóquio? Será que ela faz parte da sobrevivência do ser humano? Para esclarecer estas questões que insistem em trazer muitos questionamentos, convidamos o psicólogo Rubens Reinaldo Ruiz, 58 anos.

Certamente, os mentirosos apresentam sintomas, os sinais são inúmeros e quase sempre impossíveis de serem controlados ou evitados Ao ser questionado se a premissa de que todas as pessoas mentem é verdade, ele se coloca em dúvida, mesmo pensando que provavelmente a grande maioria das pessoas já tenha mentido ou venha a mentir algum dia, com inverdades mais ou menos importantes. Mas, como saber de verdade? De acordo com o especialista, o site PsiqWeb, do Dr. Balonne, a resposta é positiva: sim, todo mundo mente. Já no site “uai”, há o relato de uma pesquisa que diz que nem todo mundo mente, apenas 53% das pessoas. Ou seja, não dá para confirmar com veracidade cientifica um sim ou um não. Para ele, o comportamento de mentir pode ser condicionado desde a infância, quando por medo se negou algo que não poderia ter sido feito (quebrar ou sujar alguma coisa) ou para conseguir algo que se desejava. Mas também pode ser um comportamento aprendido através da observação de outras pessoas. Lembrando que o comportamento de falar mentiras pode ser um transtorno psicológico. “A mentira pode evitar uma situação desagradável, gerando prazer ao que mente e resultando na ilusão de uma realidade diferente”. O mais natural e aconselhável, quando um pai percebe que o seu filho mentiu, é que haja um diálogo com ele sobre sua ou suas mentiras. “Um breve castigo também pode ajudar na 28 Revista Energia

correção desse comportamento. É importante, também, que os pais fiquem atentos à possibilidade deste comportamento se tornar uma patologia, o que poderá acontecer nos primeiros anos da adolescência”.

Mas, será que uma mentirinha faz mal? Ruiz reforça que qualquer mentira quando descoberta é ruim, pois sempre macula a credibilidade da pessoa. Mas quando não descoberta, pode evitar situações desagradáveis. “Ela se torna maléfica quando passa a trazer algum tipo de prejuízo a alguém, como no bullying”. Ele lembra que na mitomania existem mentiras de engrandecimento de si mesmo ou de fatos importantes para a pessoa. Na compulsão à mentira, as pequenas mentiras podem acompanhar qualquer conversa e se referir a qualquer tema tratado, sendo ditas como se verdades fossem. “A pessoa que muito mente já está em um estado patológico. Ela poderá criar em suas mentiras uma ‘realidade fictícia’, que venha substituir a sua ‘realidade real’ que lhe causa forte insatisfação”. Certamente, os mentirosos apresentam sintomas, os sinais são inúmeros e quase sempre impossíveis de serem controlados ou evitados. Esses podem estar a níveis muito evidentes, ou se apresentarem de forma muito rápida e sutil. “Não considero adequado falar aqui quais são esses sinais, por não serem 100% confiáveis, e por necessitarem de algum treino para sua percepção”. O especialista ainda ressalta que nem sempre está mentindo aquela pessoa que olha para baixo ou desvia o olhar do seu enquanto fala. Alguns pensadores e filósofos traduzem esta como um meio de sobrevivência. Mas Ruiz ressalta que alguns estudiosos vão mais além. Para eles, a mentira ajuda no desenvolvimento humano. “É até provável que alguém viva dizendo sempre a verdade. Mas um bom exemplo das consequências disso podemos ver no filme “O Mentiroso”, com Jim Carrey”.

Ih, aconteceu! A auxiliar administrativa Loyce Gabrielle Policastro Barros, 22, relata que para contornar algumas situações sentiu a necessidade de contar uma “mentirinha”, como por exemplo, quando ao esquecer um compromisso disse que estava na correria e como a bateria do celular tinha esgotado, não houve como avisar. A jovem reforça que nunca foi de contar grandes mentiras tanto que, ao tentar algumas vezes, já se enrolou e acabou confessando o fato. Ainda durante a conversa, a jovem se diverte ao relembrar um fato. Quando criança, Loyce gostava de inventar histórias para os seus colegas, e em certas situações acabava acreditando na própria mentira. “Consegui enganar alguns coleguinhas dizendo que eu era amiga da Britney Spears e que viajávamos de avião juntas. Isso ficou tão marcado que quando estou com algumas amigas de infância elas se recordam, e ficam abismadas de como eu consegui sustentar tamanha mentira e fazer com que elas acreditassem neste absurdo”, diverte-se. Para ela a mentira faz parte do cotidiano do ser humano, já que muitas vezes serve de escape. E exemplifica: “Quem nunca disse que estava tudo bem consigo, mesmo que a situação não fosse justamente essa, só para não preocupar o outro?!” Já no caso da professora do ensino fundamental, Amanda


Cristine de Araujo Silva, 26, mesmo sendo adpta da verdade, contou uma mentira pelo bem de um dos seus alunos. Segundo ela, numa determinada situação certo aluno que era bom exemplo na sala reclamou de outro amiguinho, mas acrescentou que como ela não havia visto, ele não poderia contar que o amiguinho de sala tinha batido nele. Para instigar a verdade de quem tinha cometido o ato, Amanda contou uma pequena mentira. “Eu disse que na sala de aula havia câmeras escondidas, e que após olharmos as filmagens chamaríamos o pai para contar o ocorrido. Mas poderíamos resolver a situação ali, se o fato real fosse contado”. Neste instante um aluno a chamou, contou a verdade e ainda acrescentou que estava arrependido. “Como vi que ele estava sendo sincero, o assunto se encerrou por ali, após um pedido de desculpas”. Além deste, houve outros fatos envolvendo os pequenos e pequenas mentiras como a da câmera foram usadas como meio de instigar as crianças a contarem a verdade. 

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“A verdade deve prevalecer independentemente de qualquer coisa, mas às vezes para ajudar alguém ou resolver determinado assunto é preciso usar uma mentirinha” - Amanda

Fotos: Arquivo Pessoal

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“O mais irônico nisso tudo é que acho que todos mentimos, sem exceção, mesmo cultuando a verdade” - Loyce

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Revista Energia 31


Voluntário

Pesquisa

de pesquisa ou cobaia? Entenda por que muita gente resolve colocar o próprio corpo à disposição da ciência

V

Texto Heloiza Helena C Zanzotti

ocê entra em uma farmácia e pede um medicamento para dor de cabeça. Esta cena é bastante comum em nosso dia a dia, entretanto, você já pensou que antes de chegar aos estabelecimentos comerciais esses medicamentos passaram por uma série de testes, inicialmente em animais e depois em humanos? Sim, muitas pessoas se dispuseram a participar de testes para que hoje você use aquele medicamento que alivia a sua dor. Ou para que se encontre a cura de algumas doenças, ou para que possamos prevenir outras. Na verdade, cada remédio exposto na farmácia teve de passar por experimentos com voluntários, e inúmeros são testados para que apenas um chegue ao mercado. Muitos desses voluntários são pessoas como eu ou você, e que participaram dos estudos emprestando o seu corpo e um pouco do seu tempo para que a ciência pudesse melhorar a vida de outras pessoas, que eles nem ao menos conhecem. Uma demonstração e tanto de solidariedade. E é por causa de sentimentos humanos como esses que a pesquisa clínica tem se desenvolvido tão rapidamente no mundo todo, inclusive no Brasil.

Pesquisa clínica

Nem sempre foi assim

Todos nós lembramos o sofrimento a que foram submetidos os judeus e tantos outros aprisionados em campos de concentração nazistas, que foram submetidos aos mais cruéis experimentos de que se tem notícia. Estes prisioneiros foram expostos a situações extremas como privação de sono, restrição de alimentos e água ou exposição a temperaturas baixíssimas, com o objetivo de estudar o comportamento biológico do corpo humano em tais situações. Esses experimentos, feitos em nome do avanço da ciência, normalmente levavam a cobaia (que nem de longe eram voluntárias) à morte. Evidentemente que os participantes dessas pesquisas não tinham ideia do que estava sendo feito, e em nenhum momento foram consultados sobre seu desejo de colaborar com a ciência. Estes cientistas foram julgados e condenados pela prática dessas atrocidades e após o fim do nazismo, com a revelação dos arquivos nazistas, criou-se em 1947 o Código de Nuremberg. E esse foi o primeiro passo para tornar a experimentação com humanos mais justa e ética.

Entenda a diferença

De aparelhos a remédios, de cosméticos a alimentos, nada é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Foto: Leandro Carvalho

Pesquisa clínica ou estudo clínico são termos utilizados para denominar um processo de investigação científica envolvendo seres humanos. No caso de medicamentos, verifica-se a eficácia do tratamento, seus efeitos adversos, características farmacológicas, dosagens adequadas e seu perfil de segurança. Quando um estudo clínico como esse é conduzido, o processo é dividido

em fases, e cada uma possui um objetivo. Depois de realizadas todas as etapas, autoridades como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no caso do Brasil, avaliam os resultados e se eles forem satisfatórios, registram o medicamento que só então pode ser prescrito por médicos e dentistas.

Dr. Carlos Alexandre Polonio, Márcia Martins, Edilaine Sábio, Dra. Paula Yukiko Urakawa Tokunaga e Dr. Rodrigo José Polonio.


sem passar previamente por normas rígidas. Antes de começar a testar novos tratamentos em seres humanos, os cientistas testam as substâncias em laboratórios e em animais de experimentação. Esta é a chamada fase não clínica, e o objetivo é verificar como esta substância se comporta em um organismo. Para isso são seguidas normas de proteção aos animais e não raras vezes os projetos são cancelados por não se mostrarem satisfatórios. A seguir vem a fase clínica, de testes em seres humanos, composta por quatro fases sucessivas, e somente depois de concluídas todas as fases o medicamento poderá ser liberado para comercialização e disponibilizado para a população. Todos estes processos são realizados com os chamados “sujeitos de pesquisa” ou voluntários, e é algo que só pode acontecer com total consentimento da pessoa, sendo assim, ninguém é uma “cobaia”.

Segurança: regra número 1

Diretrizes e legislações mundiais regulam as pesquisas clínicas, que devem ser cumpridas à risca para que se consigam as aprovações necessárias para comercialização do produto que está sendo investigado. Hoje, todo estudo clínico passa primeiramente pela avaliação de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), ligado à Comissão Nacional de Saúde e que é multidisciplinar, com profissionais da área da Saúde, das Ciências Exatas, Sociais e Humanas incluindo juristas, teólogos, sociólogos, filósofos, pessoas ligadas ao estudo da bioética e pelo menos um membro dos usuários da instituição. Só depois é que o estudo poderá ser conduzido e pessoas poderão ser convidadas a participar do mesmo. Além disso, todas as informações coletadas são confidenciais, preservando a identidade do sujeito e a própria pesquisa.

Como funciona?

No Brasil, receber (e pagar) pela participação em pesquisas científicas é proibido por lei. À procura de gente disposta a colaborar com a ciência, a indústria farmacêutica e institutos de pesquisa direcionam anúncios sempre que iniciam um novo estudo. Através de jornais, revistas, internet ou TV, a pesquisa recruta os voluntários, que são tão importantes quanto o próprio investigador: sem elas, não existe pesquisa. Vale lembrar que, seguidos todos os protocolos de segurança, os riscos à saúde e à vida desses voluntários são minimizados ao máximo. Em muitos casos, participar de um estudo clínico é uma alternativa até mais segura do que se submeter ao tratamento convencional; o rigor com todas as informações sobre o paciente é muito grande e qualquer sintoma é imediatamente tratado pela equipe de investigadores. Ou seja, o suporte ao paciente é prioridade absoluta. Além disso, os laboratórios que conduzem a pesquisa arcam sempre com todo o custo do processo, o voluntário não tem nenhuma despesa e normalmente é reembolsado por gastos com transporte e alimentação.

O CECIP

Em Jaú, estes estudos são conduzidos no Centro de Estudos Clínicos do Interior Paulista - CECIP, que nasceu em 2011 por iniciativa da enfermeira coordenadora de Estudos Clínicos Edilaine dos Santos Sabio, 35, que já trabalhava com pesquisa clinica desde 2002, na área oncológica. Percebendo em Jaú um potencial enorme para a condução de estudos clínicos em outras áreas, decidiu estruturar um centro de pesquisas para condução desses estudos, proporcionando à população de sua terra natal a oportunidade de acesso a novos e promissores tratamentos, nas mais diversas áreas. Em parceria com Dr. Rodrigo José Polonio, Dr. Carlos Alexandre Polonio, Dra. Paula Yukiko Urakawa Tokunaga e Dra. Fabiana Lallo, o CECIP vem realizando um trabalho diferenciado nesta área. 

quer ser voluntário em uma pesquisa clínica?

O CECIP está trabalhando na condução de estudo clínico para as seguintes patologias:

Se você tem Herpes Genital e está com as lesões ativas no momento, acesse o link: http://www.clinicaltrial.gov/ct2/show/NCT01281007?term=herpes+genital&rank=13, encaminhe e-mail para recrutamentocecipjau@gmail.com ou ligue para (14) 3032 2812. Se você tem Herpes Zoster e está com as lesões ativas no momento, acesse o link: http://www.clinicaltrial. gov/ct2/show/NCT01327144?term=zoster+herpes&rank=29 ou mande um e-mail para recrutamentocecipjau@gmail.com ou ligue para (14) 3032 2812 Rinite em crianças de 2 a 12 anos, para mais informações acesse o link: http://www.clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT01529229?term=rhinitis+ems&rank=3 ou mande um e-mail para recrutamentocecipjau@gmail.com ou ligue para (14) 3032 2812 Revista Energia 33


O Corretor de Imóveis é responsável por intermediar as negociações que envolvem o maior patrimônio material das pessoas, que é o seu imóvel

Imagens: Internet

Profissão

Corretor de Imóveis:

indispensável Texto Eduardo de Almeida Prado Bauer 34 Revista Energia


Não há dúvida: quem quer ter segurança para comprar, vender ou alugar imóveis precisa da consultoria técnica de um corretor de imóveis

D

ia 8 de abril é o dia do Corretor de Imóveis. Segundo a Lei n° 6.530, que disciplina o exercício da profissão, “compete ao corretor de imóveis exercer a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis podendo, ainda, opinar quanto à comercialização imobiliária”. Reconhecida em 1937, atualmente conta com mais de 270 mil profissionais devidamente registrados no CRECI (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), com 16% mais profissionais que em 2008. Outra característica importante é que no estado de São Paulo, por exemplo, cerca de 78% dos inscritos no Creci-SP têm formação universitária em outras áreas, algo jamais imaginado anos atrás.

Setor em alta Atualmente, a construção civil é responsável por cerca de 14% do PIB brasileiro. É o quarto setor que mais emprega no Brasil, e esse é apenas um dos motivos que levou ao crescimento desta profissão. Além disso, o acréscimo de mais de 35 milhões de brasileiros na classe C, entre 2002 e 2013, produziu um aumento no poder de compra, ajudando a alavancar o setor. (Fonte: REDIMO). Outro fator relevante foi o forte incentivo do Poder Público em financiar casa própria para a população de baixa renda, além das obras públicas, PAC, etc. É importante salientar que devido à concorrência bancária, por exemplo, os juros do financiamento comum de um imóvel residencial, que eram em torno de 15% poucos anos atrás, hoje não passam de 8,5% ao ano. Obviamente que esses dados levaram à rápida valorização dos imóveis em todo o país.

Profissional capacitado Analisando todo este cenário e números, compreendemos melhor a importância da profissão do corretor de imóveis, aquele apto a exercer a profissão, devidamente inscrito no Creci, a fim de evitar que seus clientes estejam negociando um imóvel que não esteja devidamente regularizado nos órgãos públicos, que possua algum impedimento para a finalidade desejada pelo comprador, enfim, um profissional que possua conhecimento sobre o imóvel, respectivos documentos e trâmites nos órgãos públicos e instituições bancárias, bem como respectivos prazos e custos. Em suma, alguém capacitado a fazer todo o acompanhamento que envolve uma negociação, desde a captação do imóvel à venda ou locação, até a escritura definitiva do mesmo. Afinal de contas, somos responsáveis por intermediar as negociações que envolvem o maior patrimônio material das pessoas, que é o seu imóvel. Portanto, o corretor de imóveis deve fazer jus à profissão que exerce, inclusive através da cobrança de comissão justa seguindo a tabela do Creci, seja na locação, administração, venda ou demais atividades que competem ao corretor de imóveis.

Cenário em Jaú Quanto ao atual cenário jauense, todos nós sabemos que ainda há escassez de novos projetos, novos loteamentos, sejam eles abertos ou fechados, verticais ou horizontais. Porém, também sabemos que após a definição do Plano Diretor e Lei de Diretrizes, ocorrida no ano passado, há atualmente diversos projetos aguardando aprovação, o que significa que no final deste ano e início do ano que vem provavelmente o cenário será outro, o que permitirá muitas oportunidades para todo tipo de negócio.

Segurança e rentabilidade Na hora de realizar algum negócio imobiliário tenha em mente que nós, corretores de imóveis, possuímos especializações que certamente contribuem para que as soluções das suas necessidades sejam atendidas da melhor forma possível, gerando ao cliente economia nos trâmites, praticidade na efetivação do negócio, segurança quanto aos riscos eminentes e rentabilidade na decisão tomada após nossa orientação. Bons negócios!  Revista Energia 35


Capa

A qualquer hora,

onde vocĂŞ estiver... Texto Heloiza Helena C. Zanzotti 36 Revista Energia


Imagens: Divulgação * Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio

Você ainda não experimentou comprar roupas e acessórios pela internet? Se ainda restam dúvidas ou receio de cair em armadilhas, esta matéria é perfeita para você Revista Energia 37


H

oje em dia, fazer compras online é tão seguro quanto ir às lojas, ainda mais quando se trata de roupas e sapatos femininos. Estes artigos estão na categoria de produtos que até pouco tempo atrás eram necessariamente adquiridos em loja física. Principalmente no Brasil. No entanto, o tradicional hábito de experimentar as peças começa a ser substituído por outro muito mais prático, acessível e dinâmico: a compra virtual. O mercado de moda online começa a crescer com rapidez no país, e pela primeira vez a categoria de moda e acessórios foi a responsável pelo maior volume de produtos vendidos pela internet no primeiro semestre deste ano, superando itens mais tradicionais como eletrodomésticos e eletrônicos.

Do seu jeito As lojas online chegaram com força, para facilitar a vida das pessoas. Uma grande vantagem é a possibilidade de ver suas marcas preferidas reunidas em um só lugar, comparar produtos e preços, além de comprar no conforto de sua casa, e dentro do seu tempo. Sem pressa para escolher e decidir. Com o amadurecimento do consumidor o segmento vem ganhando espaço, seguindo tendência observada nos EUA e Europa, onde o mercado virtual da moda já corresponde a 11% das vendas online. Hoje, o usuário tem mais confiança na compra de roupas e acessórios pela internet e a presença das grandes marcas na rede gera mais segurança ao internauta, quebrando muitas barreiras. Inclusive sobre tamanho das peças, pois as pessoas começam a encontrar suas marcas preferidas e normalmente já sabem quais são as suas medidas daquela marca. Além disso, já existem ferramentas para auxiliar o usuário a definir seus padrões e facilitar a compra pela internet.

Novos caminhos O ano de 2013 foi de grande faturamento para o e-commerce no Brasil segundo dados do E-bit, empresa que fornece informações sobre o mercado eletrônico nacional. E, claro, 2014 tende a ser ainda melhor. A Copa do Mundo de Futebol promete um movimento grande nas vendas virtuais. Ainda de acordo com o E-bit, o mercado de moda e acessórios ocupa hoje o 3º lugar no ranking de produtos que mais vendem no e-commerce brasileiro. No varejo, o comércio de roupas é o segundo mais importante, só perdendo para o de alimentos. E não é para menos: de acordo com pesquisa do Instituto de Estudos e Marketing Industrial, 96,4% dos consumidores que usam a rede para adquirir roupas dizem estar satisfeitos com as compras.

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Look na Moda Quando se fala em moda, a maioria das pessoas pensa em lojas físicas, desfiles, top models. Mas o mercado da moda já ultrapassou essas fronteiras e diversas marcas famosas, nacionais e internacionais, estão presentes no meio digital. Assim, a Look na Moda surgiu com o objetivo de levar ao consumidor o conceito da moda fashion para o conforto de sua própria casa. Em alguns meses já conquistou espaço e vem se firmando nesse mercado tão competitivo. A Look na Moda projeta-se como uma extensão da loja Vera Ferrarini, que há 15 anos iniciou suas atividades em Jaú com confecção própria e criações da própria empresária Vera Ferrarini, que teve a primeira loja em sua casa, até se estabelecer há 12 anos no Jaú Shopping.

Visão no futuro Com espírito inovador e de empreendedorismo, os filhos de Vera Ferrarini cresceram sempre observando a dinâmica dos negócios, acompanhando as tendências e os avanços da internet. Assim, percebendo a dimensão que tomava o mercado online e após estudos e pesquisas, resolveram investir no universo online, em segmento diverso do mundo da moda. Mas em pouco tempo perceberam que o mundo fashion engloba uma fatia grande do mercado, apesar de competitivo, de onde surgiu a ideia de comercializar moda pela internet. E hoje eles comemoram com orgulho o sucesso do 1º e-commerce de moda e acessórios de nossa cidade: Look na Moda.

A Look na Moda leva ao consumidor o conceito da moda fashion para o conforto de sua própria casa, comercializando marcas consagradas como Carmim, Forum, Skunk, Iodice, Alphorria e Lança Perfume Feito para você Comprar pela internet dá comodidade ao cliente, é verdade. Mas é importante que a empresa dê todo suporte ao consumidor, principalmente quando se trata de uma loja virtual. O consumidor precisa sentir-se seguro caso precise efetuar uma troca ou conseguir alguma informação a respeito do


Os nĂşmeros surpreendem: 96,4% dos consumidores que usam a rede para adquirir roupas afirmam estar satisfeitos com as compras

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Look na Moda by Vera Ferrarini

www.looknamoda.com.br

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produto. Essa interação e proximidade com o comprador é fundamental e é um dos diferenciais da Look na Moda, que sabe que não basta entrar nas redes sociais ou vender online, é preciso dar todo um suporte ao consumidor. E mais: segundo o Ibope, 25% das pessoas rejeitam marcas mal faladas na internet, o que reforça a credibilidade da Look na Moda, que comercializa marcas consagradas como Carmim, Forum, Skunk, Iodice, Alphorria e Lança Perfume. Ou seja, uma empresa que já tem o reconhecimento do público em uma loja física, também está preparada para atender seu consumidor online.

Blogs e redes sociais A Look na Moda vem crescendo constantemente nas redes sociais, o que é essencial para esse nicho de mercado. Com ideias inovadoras e a publicidade nessas redes, chamou a atenção das pessoas que mais vivem moda, as “Top Bloggers” (blogueiras), que postam suas sugestões e fazem avaliação e crítica de artigos de marcas conhecidas. Desse modo seu produto, que era apenas mais um, torna-se “o” produto, atraindo o consumidor para dentro de seu e-commerce.

Respeito ao cliente Atendendo de adolescentes a senhoras, e também ao público masculino, todas as peças comercializadas via e-commerce encontram-se à venda também na loja física, com os mesmos preços e condições de pagamento. Com entregas para todo o Brasil, a política de troca e devolução da Look na Moda é um diferencial, uma vez que esse processo segue o modelo norte-americano, incluindo a devolução do dinheiro. Muitas empresas perdem clientes por não se preocuparem com a pós-venda, o que não acontece na Look na Moda, que possui uma solução de logística (Pac Reverso) através do qual a primeira troca é gratuita. E se o cliente estiver próximo à loja física, também poderá efetuar a troca neste local, resolvendo seu problema com maior rapidez.

Agora é a sua vez Elegância, estilo, marcas consagradas, preços justos, comodidade e segurança. Tudo isso você encontra na Look na Moda, um jeito novo de trazer o melhor da moda para sua casa. Experimente mudar o jeito tradicional de comprar roupas e acessórios. Acesse looknamoda.com.br  Revista Energia 41


QuemfezJahu

Texto Heloiza Helena C. Zanzotti

Antônio de Pádua Salles A ntônio de Pádua Salles nasceu em 9 de novembro de 1860, em Campinas. Filho de Estanislau de Campos Salles e Maria Perpétua de Oliveira Salles, cursou Humanidades no Colégio Culto e Ciência, em 1878, e formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco, São Paulo, em 1884. Fazendeiro, advogado e Juiz de Paz em Campinas, casou-se com Isolina Soares de Salles, com quem teve nove filhos. Iniciou sua carreira política como deputado federal por São Paulo (1894 a 1896), e mais tarde elegeu-se deputado estadual pelo Partido Republicano Paulista (PRP) por duas legislaturas (1898/1900 e 1901/1903). Foi ainda presidente da Câmara Estadual entre 1902 e 1903, ano em que se tornou Senador Estadual, cargo que ocupou por três mandatos. Também foi Secretário de Agricultura e Obras Públicas no governo Albuquerque Lins, Ministro de Agricultura na presidência de Rodrigues Alves e de Delfim Moreira. Combatente em 1932, participou do Poder Civil da Revolução Constitucionalista. Pádua Salles presidiu o Banco do Comércio e Indústria de São Paulo (Comind) e a Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Por vinte anos exerceu o cargo de Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, de 1920 a 1947.

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Político de muito prestígio, muito estimado e respeitado, participou da Comissão de Instrução Pública e sempre empenhou-se em criar escolas primárias em todo o vale do Tietê. Apesar de não ter vivido em nossa cidade, Pádua Salles tinha aqui grandes amigos, e muito contribuiu para o desenvolvimento de Jaú. Atendendo ao pedido do então prefeito Edgard Ferraz, conseguiu trazer a primeira escola pública jauense, que leva seu nome. Inaugurada em 17 de junho de 1903, projetada pelo engenheiro, jornalista e escritor Euclides da Cunha, autor de “Os Sertões”, a EMEF Dr Pádua Salles é a mais antiga escola de Jaú ainda em funcionamento. Também foi o responsável pela verba para a construção do prédio da referida escola, cuja construção iniciou-se em 1901. Antônio de Pádua Salles ainda conseguiu para Jaú a construção da Estrada de Ferro Paulista, trecho de Itirapina a Jaú, o que gerou grande progresso e valorização das terras jauenses. Faleceu em São Paulo, em 29 de março de 1957, aos 96 anos..


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Fotografia Leandro Carvalho Modelos Ton Alves e Maria Clara Carmargo Neiva Beleza Sim Beauty Salon Style Vestylle Megastore Acessórios Dona Onça Locação Dora Café e Sobremesa

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Varal

Fotos Leandro Carvalho

Safira Semijoias

Rua Lourenço Prado, 608A Rua Major Prado, 390 Fone: (14) 3621.8549

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Av Joaquim Ferraz Neto, 610 Fone: (14) 3416.1011 | 3416.1012

Tati Marini

Território do Calçado Fone: (14) 3624.4008 www.tatimarini.com.br

Você e Eu Modas Rua General Galvão, 71 Fone: (14) 3621.7756

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Escolha certa

Calf na

Moda As feras estão soltas! Já há algumas estações é possível notar uma profusão de estampas. A cada período elas se renovam; ora se apresentam amplas, ora compactas e até mescladas. No meio fashionista, o animal print é considerado must have, ou seja, todo mundo precisa ter ao menos uma peça neste segmento. As estampas de bicho aparecem em cores vibrantes como amarelo, no tradicional preto e branco e em tons terrosos. Além da onça, a estampa de cobra invadiu o guarda-roupa das mulheres modernas. Ela pode ser usada durante o dia e à noite, basta colocar atenção na hora de compor o look. O bom senso e a harmonia com as outras peças são essenciais. Além de chique, o animal print dá um toque de estilo e sensualidade ao seu visual. Se quiser ousar, mescle diferentes estampas, mas se não se sentir segura, componha-o com peças básicas e arrase! 

Modelo Bianca Gasparoto Cabelo e Make Eduardo Fróes Roupa e acessórios Calf Modas Fotos Leandro Carvalho

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Fitness

Por Marcelo Macedo “Tchelinho” crefito: 169450-F | cref: 044143-G/SP

Método Pneumático de Treinamento Unindo os componentes de força e velocidade, você consegue realizar os movimentos variando intensidade, velocidade, execução de movimento e deslocamentos, sem a preocupação de se lesionar

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A

empresa Keiser introduziu o treinamento de resistência com o sistema pneumático, no qual se trabalha com a carga composta de ar, proporcionando aos treinadores a capacidade de treinar os seus atletas e alunos em qualquer velocidade e em qualquer resistência, com pouco ou nenhum impacto. O peso de ferro, seja na forma de uma barra ou anilha, representa uma resistência definida somente quando está em repouso; em movimento a mudança de velocidade faz com que o peso aumente, sendo assim, essa variação de força pode se tornar um agente lesivo. A Keiser está há cerca de um ano no Brasil, sendo uma empresa americana presente em mais de 50 países com Equipamentos de Alta Tecnologia com Resistência a Ar. No mundo, mais de 50% dos atletas americanos, 14 dos 18 principais clubes da UEFA e as principais academias e clínicas já utilizam os equipamentos Keiser há alguns anos.

O grande diferencial do treinamento pneumático com os aparelhos da Keiser é a diversidade de movimento que este oferece, e uma infinita gama de exercícios com liberdade de movimento, velocidade e resistência

Modelo Renan Conti Espricigo Foto Leandro Carvalho

Os aparelhos são multifuncionais e podem ser utilizados para reproduzir gestos específicos do esporte e a reabilitação de lesões. Além disso, o Treinamento Penumático Keiser nos permite trabalhar diversas capacidades físicas, tais como:  Hipertrofia e força: habilidade de mudar a carga durante o movimento, aumentar a carga na fase excêntrica, treino lento ou rápido, treino por tempo e sistema energético.  Performance: treinamento com velocidade independente da carga, potência e movimentos de esportes específicos.  Treino circuitado: alterar a resistência facilmente, aumento da frequência cardíaca e gasto calórico, treino progressivo, execução de infinitos exercícios.  Terceira Idade, reabilitação e qualidade de vida: sem impactos nas articulações, ajuste da carga a cada 100 g com movimentos assistidos. VANTAGENS EXCLUSIVAS DOS EQUIPAMENTOS KEISER Habilidade para treinar velocidade e potência. Curva de Resistência ideal, tanto no trabalho lento quanto no explosivo. Zero carga de choque para os músculos, tendões e articulações. Capacidade de recrutar mais fibras musculares, trabalhando a força e a hipertrofia com maior eficiência e eficácia. Habilidade de diferenciar a resistência da fase excêntrica e concêntrica. Resistência alterável a qualquer momento, mesmo durante o movimento. Display com indicadores de potência do movimento para cada repetição. Habilidade de incrementar a resistência a cada 1 kg ou a cada 100 g. Super compacto e com design eficiente para poupar espaço. Habilidade de treinar mais membros em menos tempo. Equipamento simples de usar, apto para qualquer tipo de pessoa. Fácil Entrada/Saída, adequando-se a uma ampla gama de usuários e tipos de corpo. Controle de resistência digital através de botões.  Revista Energia 53


VILA REAL HOTEL

Para este ano, a segunda edição do Desafio Solidário Vila Real Hotel trouxe várias novidades, a começar pelo tema: inclusão social através do esporte. Dias antes da competição os organizadores realizaram treinos oficiais com hidratação e orientação técnica do meda-

lhista olímpico Claudinho. Durante o evento, ocorrido no dia 15 de março, o apresentador do SBT e do NatGeo Richard Rasmussen esteve presente. O evento beneficente foi feito em prol do APAE, AMAI e Nosso Lar.


Fotos: Igor Rodrigues, Fรกbrica de Flashes, Fรกbio Martins e Rodrigo Massoni


club

Social

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Lugar de gente bacana A estação mais amena do ano chegou - o outono! Que tal convidar os amigos ou a namorada para um delicioso chope? Há anos o Bar do Português se consolidou como parada obrigatória de pessoas que desejam se divertir ou relaxar. 2

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1. Leila Mazzucheli, Sylvia Corrêa, Claudia Ferrer, Glaucia Pelisson, Camila Gatto, Tiele Fragnan e Maria Paula Anastaci 2. Daiane Sechi, Carolina Coradi e Marielle Rulbone 3. Diego Fernandez Rossi, Leonardo Padovan e Nilton Rossi 4. Daniel Jorgin, Jailton Schiavon, Leonardo Moschetto e Douglas Lucena 5. Carol Agostini, Juliana Bonilha e Amanda Guelfi 6. Camila Geraldi e Lilian Ribeiro Sobral Fotos: Murilo Pirikito veja mais em: www.jaunabalada.com.br 56 Revista Energia

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club

Social

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Caiçara Fotos: Arquivo Pessoal

Uma grande festa marcou o aniversário de 53 anos do Caiçara Clube de Jaú, na noite do dia 22 de março. Sócios e convidados curtiram a banda Santa Esmeralda e o delicioso jantar servido pelo Buffet Caetano. Mais de 500 pessoas cantaram os parabéns!

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1. João Lamesa e Estela P. Lamesa 2. Claudemir Buck e Célia Buck 3. Piero Morandi e Tatiane Paschoalini 4. Geise Gomes, Ângela Mandruzzatto, Edson Luiz Frabetti e Otávio César Frabetti 5. Paulo Nadaletto, Silene Ximenez, João Lamesa, Antônio Rosim, Mara Rosim, Hamilton Teixeira Filho e Vera Lúcia Teixeira 58 Revista Energia


Maria Eduarda, Mariana Matossinho Saggioro e Isabela Coló Saggioro

Algazarra A Algazarra Festas possui infraestrutura completa para atender você com toda sofisticação e conforto, cuidando de todos os detalhes. Seja qual for o motivo da sua festa, na Algazarra você comemora em grande estilo, marcando para sempre seus melhores momentos.

Mikael, Miguel e Juliana Rodrigues Amigos e Familiares ao lado de Lúcia Helena Conti Cano

Guilherme, Beatriz e Mariana Saggioro Revista Energia 59


club

Social

Foto: Arquivo Pessaol

Foto: Murilo Pirikito

Circuito L´Oréal No dia 10 março iniciou-se com sucesso o 2º Circuito L’Oréal Profissional, nas instalações da Tide - Centro de Formação Profissionalizante. Os profissionais presentes acompanharam atentos as explicações de Tide e da técnica Aline Taglicuol.

Tide e a tecnica Aline Taglicuol, junto dos profissionais.

Mulheres Reais

Musa

Quem tem acompanhado a terceira temporada do reality show, TUF Brasil, na rede Globo, pode admirar a beleza de Francine Pantaleão. A eterna miss foi escolhida dentre mais de duas mil candidatas. No primeiro episódio, as 16 musas além de aparecerem no octógono, participaram do churrasco na casa onde os lutadores estão confinados.

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Foto: Arquivo Pessoal

Um projeto feito pelo fotógrafo Diogo Henrique (Dedois) tem por objetivo transmitir, através do nu artístico, que toda mulher é bela independente da sua idade, crença, etnia e estilo. O trabalho foi desenvolvido exatamente pela arte e vontade de ambas as partes.


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Proteção

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Anjos Indefesos Desde 1995 a APAJA luta pelos animais, porém, sem a colaboração da população jauense, não há como vencer essa batalha

Texto Pedro Nassif Marot Fotos Leandro Carvalho

Karina Bianco e a cachorra Tita

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amizade entre o homem e seu melhor amigo deveria ser recíproca. Mas nem sempre isso acontece. Quer um exemplo? Hoje um cãozinho recebe carinho e compaixão de alguém, mas amanhã, num momento de raiva e tensão, esta mesma pessoa desconta suas fraquezas e ira no pequeno fiel. Nas ruas existem muitos cães e gatos de diversos tipos e tamanhos. Uns nasceram em meio à selvageria da cidade, acostumados desde sempre a conviver com a crueldade de muitos e a bondade de poucos. Outros saíram para dar um “passeio” com seu dono e nunca mais voltaram para casa ou viram seu amado. Um simples assovio atrai a atenção do pobrezinho, que balança o Revista Energia 63


De imediato, a associação se prontificou a me ajudar. Encaminharamna a um dos melhores veterinårios da cidade e custearam todo o tratamento Karina Bianco

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rabo e procura, atento, de onde vem o chamado. “Vem menino, vem cá”. Com cabeça baixa, olhos famintos por carinho e passos cautelosos e inseguros, ele segue em sua direção. Mas com dúvida, já que ontem um lhe acertou com uma pedra e outro com um pau, será que hoje vai ser diferente ou também irão lhe fazer mal? Cada um é de um jeito, uns mais peludos, outros menos. Alguns possuem falhas causadas pelos maus tratos, outros mancos por terem sido vítimas de atropelamentos, e muitos infestados de carrapatos. Independente do estado em que se encontram todos possuem beleza, seja ela interior ou exterior e, o principal, buscam encontrar fidelidade. Uns são mais preguiçosos, outros ativos. Uns são claros, outros escuros, mas todos são brincalhões. Só que muitas vezes demonstrarão isso apenas quando se sentirem seguros. A verdade é que todos são amáveis e capazes de amar incondicionalmente. Quantos casos há de animais que são atropelados e não são socorridos. Uns agonizam até a morte, outros ficam com sequelas para o resto da vida. E neste momento eu lhe pergunto, onde está o amor e a bondade que o ser humano tanto prega, principalmente nas redes sociais? Será que ficou perdida entre a ganância e o materialismo? Ou está parada no tempo ou na falta de tempo?

Lutando pelos indefesos Será que existe luz no fim do túnel? Sim, existe! Em Jaú, parte dessa luz vem de uma organização sem fins lucrativos, a APAJA (Associação Protetora dos Animais de Jaú) que, diante de tanta crueldade, tenta salvar os animais da maldade das ruas e de seus tutores sem coração. Fundada em 30 de abril de 1995, a APAJA trabalha para dar melhor qualidade de vida para os animais que se encontram em situação de risco, tratando suas necessidades e, posteriormente, disponibilizando-os para adoção. Cerca de 160 animais entre cães e gatos encontram-se sob os cuidados da associação, esperando serem adotados. E não pensem que eles se limitam apenas aos animais abandonados. Através de denúncias de maus-tratos causados por seus donos, a APAJA, acompanhada da polícia, faz o resgate desses pobrezinhos que tiveram o desprazer de conhecer o lado ruim do ser humano. A associação colabora também para o controle de natalidade dos animais, com a tarefa de castrá-los para não se reproduzirem descontroladamente pelas ruas. Além disso, a APAJA ajuda famílias necessitadas que recolhem animais e não possuem condições financeiras para alimentá-los adequadamente doando ração, já que se esses animais não estivessem sob os cuidados dessas pessoas, provavelmente estariam nas ruas ou na própria APAJA. De acordo com os princípios da instituição, ajudá-las é fundamental, pois o papel dessas famílias se equivale ao da associação. Com vontade de sobra para vencer essa batalha a favor dos animais, o atual presidente da associação, Guto Machado, 38, empresário, conta com um corpo de voluntários, cerca de onze pessoas, e apenas dois funcionários assalariados para manter os serviços e as necessidades em dia. “Eles fazem a parte deles, entretanto, dependem da boa vontade da população para que essa corrente não se quebre, podendo assim continuar a salvar vidas e contribuir para uma sociedade mais civilizada”, ressalta o presidente. Exemplos dessa boa vontade são os veterinários que realizam os cuidados necessários e a castração dos animais, cobrando muito pouco pelo serviço ou até mesmo sem exigir um real sequer.

Uma história de amor Outro exemplo de boa vontade e compaixão é o de Karina Bianco, 26, empresária, que nos contou um pouco da sua história com a Tita, sua nova companheira: “Eu a encontrei no meio do mato alto, em um terreno que pertence à prefeitura, aqui em frente a minha casa. Ela estava faminta, arredia e muito debilitada. A primeira atitude que eu tive foi de alimentá-la, não a recolhi, ela não deixava ninguém se aproximar muito”. Segundo a jovem, algumas horas depois, quando foi alimentá-la novamente, a cachorrinha se levantou e foi até ela. Neste momento, Karina pode perceber que Tita estava com a pata traseira muito machucada e mais magra do que supunha. Diante do panorama, decidiu primeiramente fazer contato com a APAJA, e depois fez uma publicação apelativa no Facebook pedindo a colaboração das pessoas para ajudarem a cuidar dela. “De imediato a associação se prontificou a me ajudar. Encaminharam-na a um dos melhores veterinários da cidade e custearam todo o tratamento”. Durante o processo, a APAJA perguntou se Karina tinha interesse em ficar com o animal de estimação, o que ela respondeu enfática. “Foi impossível recusar, eu já estava apaixonada pela Tita”. A pequena saiu do hospital amputada, infelizmente não houve outra solução a não ser essa. Ela foi direto para sua casa, onde atualmente está sob seus cuidados. Dócil, amorosa, nem parece que elas se conheceram há tão pouco tempo. “Ela está se recuperando muito bem, ganhando peso e super feliz com os novos amigos. Tenho outros cachorros que também recolhi, mas em situações não tão dramáticas quanto a dela. Eu ganhei um anjo e ela virou o xodó da família. Todo dia alguém aparece aqui para visitá-la”. Exemplos como esse são de transbordar o coração de esperança. Pensar que em um mundo tomado pela ganância, maldade e inversão de valores, ainda existam pessoas capazes de fazer o bem sem pensar em quem, sem cobrar nada em troca, é muito inspirador.

Faça a sua parte Para fazer parte dessa corrente do bem e colaborar com a APAJA, adote um animal ou torne-se um associado por meio de uma contribuição mensal no valor de R$10,00 ou mais. Ou doe itens como ração, material de limpeza, de construção, cobertores, entre outros. A cada quinze dias, a APAJA realiza feiras de adoção e disponibiliza alguns itens para serem comercializados como camisetas, potes de ração/água, coleiras, entre outros. “O valor arrecadado ajuda no custeio da instituição”, ressalta o presidente. Vale lembrar que o local abriga uma grande quantidade de animais adultos, que também aguardam ansiosamente um lar. 

Para mais informações entre em contato com a APAJA: www.apaja.org.br Perfil Apaja – Associação Protetora dos Animais de Jaú Telefone: (14) 3621-9184.


SaĂşde

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Vanessa Barro Canal


Prevenção

solução

pode ser a

Anualmente milhares de pessoas morrem vítimas dos mais diversos cânceres. As causas são variadas, e o desconhecimento e a falta de informação na luta contra a doença são os maiores vilões

Texto Tamara Urias Fotos Leandro Carvalho


E

ste ano o slogan da Campanha do Dia Mundial do Combate ao Câncer, “Derrube os mitos”, lembrado no dia 8 de abril, chega com o objetivo de difundir o conhecimento sobre os vários e diferentes tipos de tumores malignos e acabar com os preconceitos. Baseado nesta ação, a reportagem da Revista Energia entrevistou o oncologista clínico do Hospital Amaral Carvalho, Carlos Augusto de Mendonça Beato, 54, para esclarecer dúvidas e desmistificar o assunto. O câncer acontece quando há um crescimento celular sem barreiras, deflagrado por mutações em genes. “Na prática, poderia dizer que é um conjunto de doenças que está estampado em nossa sociedade; à medida que a idade avança, o número de mutações se aglomera e a chance da descoberta de um câncer aumenta”, descreve o médico. As causas são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando interrelacionadas e dependentes da intensidade e duração das exposições. Meio ambiente, hábitos ou costumes e causas geneticamente pré-determinadas. Fatores ambientais como o cigarro podem causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos. “O envelhecimento traz mudanças às células, que aumentam a suscetibilidade à transformação maligna”, ressalta. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco, explica em parte o porquê de o câncer ser mais frequente nesses indivíduos.

Em foco No Brasil, os cânceres que mais acometem a população são o de próstata, mama feminina, colo de útero, pulmão, cólon e reto, estômago e cavidade oral. “O aumento progressivo estatisticamente está relacionado a mais diagnósticos confirmados, e na prática ao estilo de vida dos portadores”. De acordo com o médico, a probabilidade de uma pessoa ficar doente é menor quando ela desenvolve hábitos de vida saudáveis desde a infância. Mas o benefício vem ao longo dos anos e não imediatamente. “A ‘saúde plena’ deve ser construída dia a dia, por tempo indeterminado”. A prevenção primária é construída com bons hábitos, o rastreamento e exames preventivos podem diagnosticar a doença em uma fase mais precoce, aumentando as chances e possibilidades de tratamento para um melhor controle da doença. O preconceito é fator negativo para a prevenção. Para ele, o “pré – conceito” é uma barreira a ser transposta com o conhecimento. “As pessoas tendem a afastar a ideia ruim que possuem das situações sem procurar resolverem as questões mais básicas, a doença vira uma bola de neve, se transforma em várias doenças em uma só e tudo se complica”. Para o médico, o tema da campanha deste ano vem para fortalecer a ideia de que a falta de conhecimento pode ser mais deletéria que o próprio câncer. Beato recorda que há algumas décadas o câncer era visto como uma doença mortal, mas com o advento da tecnologia e a evolução de pesquisas, comprova-se que este pode ser prevenido, curado ou levar uma boa vida mesmo sendo portadora. “Com o avanço em conhecimentos científicos e elaboração de novas tecnologias aplicadas ao desenvolvimento de drogas, o câncer 68 Revista Energia

cada vez mais passa a ser considerado, em inúmeros casos, uma doença crônica, e é possível a obtenção de sobrevida livre de doença longa, com excelente qualidade de vida”.

Recomeçar Com apenas 2 anos e 9 meses de vida, os pais da estudante Vanessa Barro Canal, hoje com 18 anos, descobriram que ela estava com câncer. Os primeiros indícios se apresentaram pelo aparecimento de manchas avermelhadas pelo seu corpo, o não desejo de brincar, sendo que o contrário é que faz parte desta fase da infância, e a constatação de que seu baço estava inchado. Após exame clínico, o pediatra solicitou com extrema urgência alguns exames. Após constatar muitas alterações no hemograma, o médico a encaminhou para o Hospital Amaral Carvalho. Através de uma punção foi confirmado que Vanessa estava com Leucemia Linfoide. A notícia caiu como uma “bomba”.

Meus pais perceberam que a quimioterapia não iria me curar completamente, e além de tudo eu não aguentava mais, então, sem muitas esperanças, resolveram que eu deveria viver sem aquelas medicações fortes e tivesse uma melhor qualidade de vida, e fui viajar para vários lugares As sessões de quimioterapia iniciaram imediatamente e duraram cerca de sete meses. E o controle foi feito até os cinco anos através de remédios via oral. Após dois anos, a doença reincidiu. “Novamente entrei no processo de quimioterapia, muitas complicações ocorreram, pois meu organismo começou a rejeitar certas medicações”. Aos 9 anos, a doença ressurgiu. “Meus pais perceberam que a quimioterapia não iria me curar completamente, e além de tudo eu não aguentava mais, então, sem muitas esperanças, resolveram que eu deveria viver sem aquelas medicações fortes e tivesse uma melhor qualidade de vida, e fui viajar para vários lugares”. Neste meio tempo, o médico oncologista do Hospital Amaral Carvalho, Marcos Augusto Mauad, junto com sua equipe, tiveram o conhecimento de que no INCA (Instituto Nacional de Câncer), localizado no Rio de Janeiro, havia um cordão umbilical para fazer o transplante na garota. “Eles tinham em banco 200 cordões e o meu foi o de número 189, um verdadeiro milagre”. O transplante foi um sucesso, mas depois houve algumas rejeições, como de pele e de estômago, onde ela teve que ser entubada. “Foi um período difícil, quase perdi a vida, mas depois das medicações fui melhorando e atualmente só faço visitas de rotina”. Hoje a jovem leva uma vida normal: sai, estuda, faz academia, resumindo, leva a vida como qualquer outra pessoa saudável. “Agradeço todo instante a Deus por ter colocado em nossos caminhos médicos maravilhosos, toda equipe do Hospital Amaral Carvalho e minha família”, finaliza. 


“O aumento progressivo estatisticamente está relacionado a mais diagnósticos confirmados, e na prática ao estilo de vida dos portadores”

Carlos Augusto de Mendonça Beato

Em Jaú

Com quase 100 anos de atuação, o Hospital Amaral Carvalho (HAC) figura entre os principais centros de atenção e cuidados oncológicos do Brasil. Recebe pacientes de cerca de 500 cidades do Estado de São Paulo, além de aproximadamente outros 600 municípios do restante do país. Com mais de 300 leitos e cerca de 140 médicos que compõem equipes multidisciplinares (com especialistas em educação, enfermagem, fisioterapia, odontologia, pedagogia, psicologia e terapia ocupacional), o HAC é responsável pelo atendimento anual de 75 mil pacientes e pela realização de 200 transplantes por ano, em média; e mantém cinco Programas de Prevenção que orientam a população de Jaú e região durante o ano todo, sobre medidas preventivas dos cânceres de colo do útero, de mama, próstata, melanoma e boca, além de ressaltar a importância do diagnóstico precoce dos cânceres. Fonte: Assessoria de imprensa do HAC

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vida

Boa

Por João Baptista Andrade

Comida e Saudade Saudade é uma coisa Luso-brasileira. Saudade é tudo de bom

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enho quase certeza de que já falei sobre isso antes, nesse espaço. Mas como eu frequentemente sou taxado de excêntrico ou esquisito, nem ligo. Caso eu esteja me repetindo digam que é Alzheimer precoce, talvez demência, ou senilidade pura e simples. Muda o quê? Fiz uma pesquisa sobre a palavra saudade em alguns idiomas. Só aqueles mais comuns, ok? Não venha depois um fulano a desdizer-me e reclamando que em Nepalês, Suahili ou Esloveno o significado é outro. O que eu descobri? Saudade é uma coisa Luso-brasileira. É verdade. Várias línguas falam em falta, ausência, desejo por algo ou alguém distante, vontade de retroceder no tempo, e assim por diante. Mas o preclaro leitor sabe, tão bem quanto eu e qualquer dos nossos conterrâneos alfabetizados, que saudade não é apenas isso. É também isso, mas engloba outras coisas importantes. Saudade não é hemorragia, choque de volemia mortal. É febrícula. Saudade não mata nem aleija, mas faz você sofrer. Saudade não arranca pedaços, mas provoca escoriações na alma. Saudade não causa choro convulsivo ou desespero. É mais aquela lágrima disfarçada que escorre mansa pelas faces do saudoso ou da saudosa. Saudade é tudo de bom. Eu sei que parece estranho, mas é a verdade. Fazendo uma analogia, as cicatrizes são belas porque mostram que quem as possui sobreviveu àquilo que as causou.

“Saudade é bom porque mostra que aquele que dela padece amou. Muito” Tem horas que eu fico brincando de Urtigão, o personagem dos quadrinhos de Walt Disney (se você não sabe de quem falo, provavelmente é bem mais jovem do que eu). Paro de fazer o que quer que seja para simplesmente relembrar bons momentos. Não é aquela coisa macambúzia e nem, tampouco, filosófi-

ca. É um prazer ensimesmado. É então que me ponho a lembrar de um ror de comidas ou receitas e as emoções ou o afeto que as mesmas me trazem. Toda e qualquer comida de festa, aqueles pratos especiais feitos pela mãe, tia ou avó. No meu tempo de criança era muito raro um homem cozinhar. As receitas mais clássicas eram o cozido português (que mobilizava quase toda a família Freire de Andrade lá em Monte Alto). A torta de frango (desfiado com recheio úmido de creme e gema de ovo pincelada por cima da crosta) servida com salada de alface da Dona Célia. Essa demandava uns copos a mais de vinho. Beijo de velha; uma torta bruta feita com linguiça desfiada e queijo branco, que a gente comia com as mãos e se lambuzava. Partindo para as comidas típicas, como ficar imune à lembrança de um carneiro no buraco, de um porco no rolete, de um Cassoulet ou um picadinho de filé na ponta de faca com farofa e banana frita (prefiro um ovo mole...). Caldinho de sururu com meu filho Fernando na praia de Imbassaí, Bahia. Casquinha de camarão ou salada vinagrete de polvo no Viana, Ilhabela. Filé a parmegiana do Alemão, em Itu. E olha que não sou só eu. Tem o feijão da Vicentina, como diz o Paulinho da Viola, que virou até música. Mais importante ainda, tem todas aquelas maravilhas (diferentes destas aqui é claro) que moram no coração, na lembrança e no estômago de cada um de vocês. Fala a verdade. Não dá saudade só de pensar? Então. É o que eu digo e reafirmo. Saudade é tudo de bom. Por que tudo isso? Porque de vez em quando um cabloco só quer saber do seu canto, da sua mulher e das suas saudades menores. As grandes? Ah, não existem mais desde que ela veio dividir comigo os temperos, as cebolas e tomates, os azeites, os vinhos, as panelas, a pequena cozinha na qual habitamos e a vida de namoro entre dois cozinheiros. Já me deu até fome. Acho que vou acabar engordando...

Até a próxima.  Revista Energia 71


guia da gula Foto: Divulgação

sabores para todos os paladares

Sodiê Doces Qualidade, variedade de bolos e tortas, produtos à pronta entrega, bom atendimento e agilidade fazem parte da franquia Sodiê Doces. Para esta edição apresentamos o irresistível Bolo Trufado preto e branco, feito à base de pão de ló de chocolate, recheio de trufado preto e trufa branca; cobertura de trufado preto e trufas brancas, cerejas e, se quiser, pode ser complementado com bolinhas de cereais. A Sodiê Doces atende diariamente de segunda a quarta-feira das 8 às 20h; de quinta a sábado das 8h às 22h e domingos e feriados das 8h às 18h. Sodiê Doces Rua Lourenço Prado 112 - Centro - Jaú/SP (14) 3621 2090

Vienense Ponto de encontro de amigos e casais, diariamente a Padaria e Confeitaria Vienense prepara os mais saborosos pães, tortas e doces de Jaú. O horário de atendimento é diferenciado: das 7h às 23h, durante a semana e das 7h às 22h nos domingos e feriados. Para este mês elegemos o delicioso croissant de peito de peru, a surpresa de frango com catupiry e um geladíssimo suco de morango para acompanhar. Padaria e Confeitaria Vienense Rua Tenente Lopes 266 - Centro - Jaú/SP (14) 3621 6003

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Fotos: Leandro Carvalho

guia gastronômico


Duciana O bolo Ouro Branco, apresentado nesta edição, além de ser visualmente lindo, é dar água na boca e combina perfeitamente com as tardes de outono. A Duciana oferece, além de um atendimento diferenciado, ambiente aconchegante e um amplo cardápio, com tudo para você organizar a sua festa. O horário de atendimento é de segunda a sábado das 8h às 18h. Venha saborear os mais deliciosos bolos, tortas, salgados, sucos e muito mais! Duciana Rua Quintino Bocaiúva, 462 - Centro - Jaú /SP (14) 99730.9630

Lazer, saúde e boa forma, agora no mesmo lugar. O Vila Real Hotel apresenta o Vila Real Studio Fitness. Aqui você encontra uma estrutura completa com os melhores equipamentos de ginástica e musculação, acompanhados por professores altamente qualificados, que darão atendimento personalizado, com treinos específicos e avaliações físicas periódicas. Além disso, os alunos do Vila Real Studio Fitness poderão usufruir de toda a estrutura de lazer do Hotel*, como piscina, sauna e massagem, além de café da manhã, restaurante e lobby bar. Aqui é fácil e gostoso ganhar condicionamento físico e qualidade de vida! Venha conhecer, e garanta seu horário. Tel:(14) 3602 6300 ĉ Cel: 98121 7007 E-mail: informações@hvrj.com.br *Consulte nossos planos

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Vinhos Por Brenda Ruffo

Vinhos para dias quentes

Não é só a cerveja gelada que refresca os dias mais quentes do ano. Alguns vinhos podem ser ótima pedida para almoços, jantares e até festas ao ar livre

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pesar de o calor reinar quase absoluto por aqui, a preferência dos brasileiros costuma recair sobre os tintos, frequentemente associados ao inverno e a comidas mais pesadas. Mas para quem não abre mão da bebida avermelhada, a opção são os chamados tintos leves, do tipo Beaujolais, ou elaborados com uvas Pinot Noir, por exemplo. Porém, para quem se arrisca ao novo, a dica mesmo é apostar em vinhos brancos ou rosés. Vinhos brancos secos são muito frescos, alegres e apropriados para os dias quentes, e combinam muito bem com saladas e pratos com base em peixes e frutos do mar, além de algumas massas como um

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ravióli de ricota e espinafre ou um carbonara romano. Grande parte desses vinhos é bem simples, tornando-os muito versáteis e agradáveis. Os vinhos rosés são refrescantes justamente por serem servidos bem resfriados (entre 5° e 7°C), com boa estrutura e conseguem acompanhar alguns petiscos mais encorpados como salames de javali e queijos de massa média, além de também serem ótimos acompanhamentos para saladas e frutos do mar. As castas mais indicadas para o consumo de vinho em dias quentes são: Moscatel, Prosseco, Riesling, Chardonnay, Gewurztraminer e Moscato, por serem produtoras de vinhos leves e harmônicos. 


1 Empresarial Por Wagner Parronchi

empresarial@revistaenergiafm.com.br

Empresa familiar:

é preciso mudar para crescer! Se há algo em que tenho experiência na área empresarial é na administração de uma empresa familiar

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queles que me conhecem sabem que estive à frente de uma das mais conhecidas empresas de nossa cidade, de 1995 a 2007 quando, então, me desliguei para me dedicar à advocacia. Não é fácil administrar uma empresa familiar, principalmente porque seus problemas acabam se tornando os da família e vice-versa. O administrador desse tipo de empresa vive pisando em ovos, e quando tudo dá errado acaba crucificado ao passo que, se for o contrário, não fez mais do que a obrigação. Não raras vezes o caixa da empresa se torna o caixa da família, e nas contas a pagar é comum encontrarmos contas particulares dos integrantes da família que, ao mesmo tempo, são sócios da empresa, gerando verdadeira confusão de patrimônio e descompasso na retirada dos lucros sem contar, ainda, o furo no fluxo de caixa e planejamento empresarial, criando um obstáculo ao crescimento sustentável da empresa.

É preciso planejar e mudar radicalmente, se a empresa familiar pretende crescer

Não é fácil convencer todos os parentes (leia-se sócios) sobre a necessidade das mudanças, sendo imprescindível apresentar os benefícios a longo e médio prazo das novas medidas que serão implementadas, principalmente dos objetivos que se visa a alcançar. Um dos pontos de maior dificuldade nessa mudança de hábito é definir a função de cada integrante da família na empresa. Além disso, é necessário estabelecer a remuneração de cada um e impedir a retirada de valores do caixa de forma desenfreada, separando as obrigações da empresa das de cada um dos sócios. A distribuição das funções destinadas aos parentes deve ser admitida com regras e com base nas habilidades de cada um. O mais importante é que a empresa não entre em contradição, pois se os funcionários têm direitos e obrigações, não é porque é parente e sócio que existirão exceções. É sempre recomendada a realização de mudanças radicais em empresas familiares, acompanhadas de consultores, para evitar maiores danos e o surgimento de desavenças entre os integrantes da família. O papel do consultor, além da didática e profissionalização na mudança, também é o de mediar os conflitos e encontrar as melhores soluções para os problemas enfrentados. Pense nisso e conquiste seu espaço.. 

Revista Energia 75


Fotos: divulgação

Internet

Marco Civil da Internet A Câmara dos Deputados aprovou o texto do Marco Civil da Internet, cuja apreciação já havia sido adiada diversas vezes e, inclusive, já havia trancado a pauta para outros assuntos na casa Texto Ricardo Izar |Colaboração Luís Filipe Nazar 76 Revista Energia


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Marco Civil da Internet é a regulamentação de toda a utilização desse meio de comunicação em nosso país. Trata-se, pois, de um assunto de suma importância política e para toda a população, que deseja e precisa saber como será a sua vida “online” e até mesmo fora da rede, depois que essa legislação efetivamente tiver seu texto definido e entrar em vigor. Assuntos como a possibilidade de investigações penais, quando ficar evidenciada a prática de crimes cibernéticos, a neutralidade da rede e outros foram amplamente discutidos. Os líderes de bancadas apresentaram diversas sugestões ao texto original, mas a base do governo se manteve firme quanto a não alteração na proposta, que foi aprovada pela Câmara e segue agora para o Senado. Uma das únicas emendas apresentadas e que obteve sucesso foi a minha, quando peço que sejam disponibilizadas garantias de intervenção na rede para que se mantenha a ferramenta de controle de acesso dos pais sobre a navegação dos filhos, chamada de “parental control”. Sofri ataques nas redes sociais e fui acusado de ser contra a internet livre por me opor ao texto do relator do Marco Civil da Internet nesse aspecto. Não sou contra a internet livre, mas não podemos permitir que crianças sejam expostas aos riscos da internet e inviabilizar que seus responsáveis exerçam o controle sobre as crianças.

O Parental Control serve para que pais bloqueiem o acesso de crianças a sites de conteúdo impróprio (pornografia, violência, pedofilia etc) O texto apresentado pelo relator, Deputado Molon, não contempla a continuidade desse dispositivo. A impossi-

bilidade do uso dessa ferramenta foi confirmada por um perito da polícia em crimes cibernéticos, na audiência pública realizada em 09/10/13, para a discussão do Marco Civil da Internet na Comissão de Finanças e Tributação. Ele foi peremptório ao afirmar que será impossível utilizar essa ferramenta da forma como a regulamentação foi proposta pelo relator do projeto. Minha pergunta se alicerçou no fato de eu ser pai e me preocupar com a instituição família. Quando fiquei sabendo que não poderia mais utilizar o “parental control” para restringir o material que fica à disposição de minha filha de apenas 9 anos, percebi que esse texto, da forma como está, fere os artigos 226, § 7º e 227, ambos da Constituição Federal, ou seja, está eivado de uma inconstitucionalidade, já que nossa Lei Maior obriga o Estado a propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício da dignidade humana e paternidade responsável, além de determinar que à criança deve ser assegurada, com absoluta prioridade, o direito à educação, à dignidade e respeito. O relator do Marco Civil da Internet, Deputado Alessandro Molon (PT-RJ) defendeu que esse controle seja feito por meio de aplicativos que seriam instalados pelos usuários em suas máquinas, mas essa saída, embora possível, seria de difícil implementação, sobretudo por usuários leigos, com pouco domínio sobre esse tipo de ferramenta. A possibilidade de fazer isso via rede não pode ser extirpada. A internet é uma realidade cada mais presente nas novas gerações; quanto mais jovem, mais imerso no mundo digital as crianças estão. É por isso que reafirmo meu compromisso com a família e não vejo nenhuma outra saída a não ser manter essa importante ferramenta de controle na internet. Somente assim estaremos proibindo o retrocesso nas medidas que afirmam o que está estipulado na Constituição Federal, ou seja, preservar a dignidade da criança deixando à disposição dos responsáveis o “parental control” para a criação dos nossos jovens plugados. 

Deputado Federal Ricardo Izar Economista, coordenador para o Sudeste da Frente Parlamentar em Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, Presidente da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, Membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados


Vitrine

Sua melhor

opção de compra! Novidades no mercado! Texto Marcelo Mendonça

Volkswagen Up! Que tal dar um Up! na sua vida?

Avenida Antonio Henrique Gallerani Pelegrina 315 Fone 14 3601 3000

Que tal dar um Up! na sua vida? Faça um best- drive, divirta-se e se surpreenda. Verdadeiro divisor de águas na história da indústria brasileira, o Up! já conquistou o título de o mais seguro automóvel brasileiro, de menor consumo entre os nacionais e o que provoca menos estragos no bolso: tem o menor índice de custos nos reparos. O desenho do Up! é elegante, proposta do brasileiro Marco Antônio Pavone (autor do Jetta e Polo europeus), adotada imediatamente por Walter de Silva, chefão de design do 78 Revista Energia

grupo alemão. O novo carro da Volks foi pensado no cidadão comum. Não tem luxos, nem excessos. A revolução do UP é tecnológica, e vai muito além de airbags e ABS. O compacto vem para derrubar de vez a ideia de que para ser acessível é preciso ser “pobre”. A fábrica alemã desembolsou R$1,2 bilhão com máquinas de última geração e treinamento dos operários da fábrica que fica em Taubaté, SP. Cliente desinformado pode até achar o Up! caro. Neste caso, além de seus conhecimentos, conte também com a opinião de quem entende!


CG 125 Cargo A moto para ralar no horário comercial

A Honda reinventou a roda. Aposentou a CG 150 Job, que era mais cara, e trouxe ao convívio dos motociclistas, principalmente aos motofrotistas, a boa e velha CG 125 Cargo, modelo que é fabricado desde 1988. A nova versão é ideal para transportar pequenas cargas e está equipada com motor de comando simples no cabeçote (OHC), 11,6 cavalos, herdado da CG Fan 2009. Além disso, a moto apresenta bagageiro, tanque de combustível com maior capacidade (15,1 litros), cavalete central e partida elétrica na versão ES. Outro destaque desta moto “pau-pra-toda-obra” da Honda é a relação custo/

benefício. A moto é espartana, mas oferece fácil condução, agilidade no trânsito, baixa manutenção e robustez. E pode carregar até 20 quilos de carga, peso recomendado pela própria montadora. Comercializada apenas na cor branca, a CG 125 Cargo tem banco individual e boa área no tanque para a padronização da frota. Outro ponto a favor desta trabalhadora é o cavalete central de série, que oferece maior segurança para acomodar a carga no baú, além de facilitar a troca do pneu traseiro ou a substituição da lona de freio. A nova CG 125 Cargo espera por você na Taiko Motos.

Fotos: Divulgação

Rua Prudente de Moraes, 375 Fone 14 3601 2000


Imagem: Divulgação

Imóveis

Vai construir?

Confie no bom profissional!

Devido ao acesso a informações, o mercado está passando por mudanças significativas quanto ao comportamento de quem vai construir ou reformar Texto Luiz Carlos de Campos Prado Junior


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udanças consideráveis vêm ocorrendo na área da construção civil. Aspectos relevantes devem ser considerados para que os profissionais encarem essa nova fase sem abrir mão da ética e responsabilidade. Pode-se dizer que a mudança mais difícil para um engenheiro civil na atualidade é conciliar o novo perfil do cliente com a própria atuação enquanto profissional responsável.

DESAFIOS E OPORTUNIDADES Com o crescente acesso às informações, a maioria das pessoas acredita saber muito sobre todos os assuntos, considerando-se com conhecimentos suficientes para resolver tudo, e no ramo da construção civil isso não é diferente. Se esse é nosso grande desafio, também é a nossa grande oportunidade. Esse cliente precisa de um profissional que possa ajudá-lo a compreender essa gama de questões, e dentro dessa avalanche de informações e recursos é nosso papel conduzi-lo ao melhor resultado possível, levando-se em consideração qualidade, custo e prazo, demonstrando pontualmente as questões que envolvem a obra nesse contexto. Hoje em dia, dentro de qualquer ramo, temos que nos atualizar, porém, há muitas “armadilhas” dentro de meros modismos. Nessa hora, a experiência precisa falar mais alto.

Adaptar-se a mudanças, valorizar experiências e não abrir mão do profissionalismo necessário RELAÇÃO DE CONFIANÇA Diante de tantas informações e recursos, e ora empolgado com uma obra moderna, o cliente forma opiniões e cria expectativas que nem sempre correspondem a uma prática adequada. Nessa hora surge uma resistência desse cliente em aceitar certas colocações do profissional da área, bem como os prós e contras a curto e longo prazo. Muitas vezes alguns profissionais inexperientes, empolgados por simples modismos, dão uma “falsa ilusão” ao cliente em alguns aspectos, e o mesmo já chega com essa idéia juntamente com informações sobre valores que, muitas vezes estão distorcidos. É nessa hora que o profissionalismo, a experiência e o respeito ao cliente fazem toda a diferença.

SOLUÇÕES PROFISSIONAIS Enquanto engenheiros, precisamos buscar constantemente atender a esse contexto sem lançar mão da ética e das competências profissionais que nos cabem. Estabelecer um diálogo mais próximo e mais humano, procurando extrair a verdadeira motivação e desejo que o cliente traz consigo, transformando essas análises na solução imobiliária mais adequada. Em outras palavras, encontrar soluções que agreguem valor, evitando problemas, economizando tempo e dinheiro com o máximo de qualidade ao cliente. 


Odontologia

Sua saúde

começa pela boca Qualidade, segurança e credibilidade são itens indispensáveis quando o assunto é saúde bucal Texto Heloiza Helena C Zanzotti

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Instituto de Odontologia Henrique Grana é uma clínica moderna, aconchegante e com o melhor em tecnologia Estética e Ortodôntica, dentro de um modelo que oferece praticidade, conforto e segurança. Através do atendimento integrado de todas as especialidades odontológicas, ali o paciente encontra excelência em todos os tratamentos.

Dr José Henrique Grana e equipe A direção clínica é do Dr. José Henrique Grana, cirurgião dentista e especialista em reabilitação oral, implantodontia e pós-graduado em ortodontia, tendo atuado em diversas clínicas e cursos de odontologia, onde adquiriu experiência e confiança para oferecer os mais altos padrões de qualidade em atendimento odontológico. Além dele, todos os profissionais do instituto possuem qualificação diferenciada, buscando atualização constante em suas especialidades.

Infraestrutura

na, peridontia, implantes, cirurgias, endodontia, ortodontia e próteses são alguns dos tratamentos disponibilizados. E você ainda conta com atendimento em horários diferenciados e localização privilegiada, com facilidade para estacionar seu carro. Conheça o Instituto de Odontologia Henrique Grana, uma clínica projetada para superar todas as suas expectativas em tratamentos dentários. 

A saúde começa pela boca e os dentes são fundamentais, tanto para o sorriso quanto para a mastigação José Henrique Grana, Michelle Smerzo, Meire Voltatoni e Letícia Voltolin

Com infraestrutura de primeiro mundo e equipamentos de ultima geração, no Instituto de Odontologia Henrique Grana você encontra procedimentos inovadores como tratamento de canal em sessão única e ortodontia com biomecânica preconizada pela University of Connecticut, uma das melhores do mundo. Preocupado com a biossegurança, o Instituto possui local especial para esterilização de instrumentos e procedimentos laboratoriais, prevenindo qualquer tipo de contato com infecções durante os tratamentos de seus pacientes.

Serviços O atendimento multidisciplinar permite uma visão mais completa do paciente, possibilitando equilíbrio entre funcionalidade e estética, o que garante a qualidade de vida que você tanto merece. Estética dental, clareamento a laser, facetas de porcela-

----------------------------------------Dr. José Henrique Grana

Implantodontia e Reabilitação Oral CRO 79376

Dra. Letícia Renata C. Voltolin

Endodontia e Estética Dental CRO 107.078

Dr. Jefferson Tesser Moraes Bueno Cirurgia e Clínica Geral CRO - TO 872


Entre Aspas

“Um maluco beleza” Por Leandro Carvalho

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e todos os porres que já bebi, aquele foi de longe o mais cruel”. Relembrando uma música da cantora Pitty, peço que “não desonre o meu nome”. Apresento-lhes o Sr. Luiz Antônio Ponto Vírgula, é assim que ele se descreve. Um homem com 60 anos, cabelos pretos encaracolados, barba por fazer e dentes perfeitos. Aparenta ser um andarilho, mas não há mau cheiro e suas roupas estão quase limpas. Estou na areia da praia, aproveitando as férias com amigos. Eram quase seis horas da tarde quando este senhor se aproxima e pede uma bebida. Eu, um cara questionador, resolvi perguntar: “O senhor quer cerveja ou o quê? – “Pode ser esta da garrafa”- aponta Ponto e Vírgula. Ao colocar a bebida, peço-lhe para dizer qual a quantidade, ele respondeu que deveria ser de acordo com que o meu coração mandasse. Entrego o copo quase que transbordando. Calma, não quero me gabar, é que não se nega bebida, comida ou cigarro a pessoas educadas. Pouco tempo depois achei que ele havia ido embora, mas olho para o lado e ele estava ali, e entre um gole e outro cantava a música do Raul Seixas: “Você tão calada e eu com medo de falar, já não sei se é hora de partir ou de chegar”. Aquilo me chamou a atenção e desta vez foi a minha vez de me aproximar. Aos poucos começo um verdadeiro interrogatório e percebo que este homem tem muita história para contar. Questionei sobre Raul Seixas e ele me respondeu que o tal do “Maluco Beleza”, descrito na letra, era ele. O papo flui e eu cada vez mais intrigado com aquele senhor que falava coisas inteligentes e com um português intacto. O que me chamou a atenção é que sempre repetia ao final de um assunto: “este cara, somos nós!”. As pessoas ao redor olhavam curiosas quando começou a falar sobre Leis e coisas erradas do Brasil, mas tão pouco davam importância para o senhor que falava em terminar a faculdade de Direito e que queria mudar a história do país. Perguntei se ele falava Inglês, e ele me responde: I don’t wanna talk about that (ou algo parecido com isso que deu entender: Não quero falar sobre isso). Quando em alto mar passou um iate, ele apontou e disse que era dele. Eu, com ar risonho, perguntei se ele já teve um, ele respondeu que já teve muita coisa, mas que atualmente seu único bem era um cachorro, talvez porque desconheça o sentido da palavra dinheiro. Comecei a viajar nas histórias do “Maluco Beleza” e perguntei se ele tinha filhos; surpreendentemente a resposta

foi sim. “Doutora Alves, trabalha naquele hospital chique de São Paulo, mas ela nem sabe que estou aqui”. Enquanto enxuga as lágrimas tentando desconversar, salienta que ligará para sua mãezinha um dia desses. Procuro saber por qual razão ele ali está, e confesso que a resposta me gera comoção. “Foi decepção meu caro, minha amada mulher e meu melhor amigo me traíram, mas eu ainda a amo e sinto a falta dele”. Mal terminou de falar e já emendou outra música do Raul: “Você me pergunta aonde eu quero chegar? Se há tantos caminhos na vida e pouca esperança no ar e até a gaivota que voa já tem seu caminho no ar”. Tantas histórias escutei daquele homem, vejo que são passagens importantes, que geraram alguma marca para ele, e agora reflexões para mim. Quando disse que eu morava aqui, falou sobre o XV de Jahu, e comentou sobre um antigo jauense, amigo do Raul Seixas; sobre tomar um chope no Pinguim em Ribeirão Preto, contou fatos e relatos, cantou sobre a vida e a morte. Disse ter saudade do saudoso “Maluco Beleza”, disse que ele acelerou demais (novas perguntas aparecem: será que eles eram amigos?). Desta vez a sua história não foram apenas palavras jogadas ao vento, sem importância, pois havia pessoas para ouvi-lo. Sinto que era disso que ele precisava. Lembra o que escrevi sobre gratidão? Então, estou colocando em prática. Com os olhos marejados, ainda sentado ao seu lado na areia, ele me diz que talvez a vida o tenha deixado meio louco, ou talvez ele quis enlouquecer a vida. Não havia mais perguntas para ele, mas sim questionamentos internos. Peguei minhas coisas, chamei meus amigos, enchi o copo dele e enquanto sigo meu caminho, ouço a voz daquele senhor: “este cara são vocês!”. Indo embora começo a pensar sobre o sentido da vida e do porquê aquele senhor se entregou daquela forma. Seria dinheiro, traição, a falta de amor, o desejo de esquecer seu passado ou o medo de enfrentar o futuro? Eu, que faço tantas perguntas, me encontro sem respostas. Mas acho que a vida é assim, uns perdem para outros ganharem, eu perdi umas doses de vodca, mas ganhei experiência. Ele perdeu o desejo do real, e ganhou um mundo onde ele comanda como será. Tomara que não precisemos de experiências tão amargas para recomeçar! E que não seja preciso perder a sanidade para se transformar. Tenha coragem e liberte seu Maluco Beleza. Quanto ao Senhor Luiz Antônio Ponto Vírgula, espero encontrá-lo novamente, que seja na praia ou me entrevistando para um novo emprego. 


Revista Energia 44  

A Revista Energia é uma publicação mensal da Rádio Energia FM. Garanta seu exemplar, gratuitamente, nos pontos de retirada: Posto São João e...

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