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PNLD 2026 EM - CAT 1 - COLEÇÃO POR TODA PARTE- QUÍMICA

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EDITOR RESPONSÁVEL:

ISRAEL FRANCISCO BERNARDO PIMENTA

MANUAL DO PROFESSOR

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VOLUME

ÚNICO ENSINO MÉDIO

ÁREA DO CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS


EDITOR RESPONSÁVEL:

ISRAEL FRANCISCO BERNARDO PIMENTA Licenciado em Química pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – (IFSP – Campus Sertãozinho). Mestre em Química pelo Programa de Pós-graduação em Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP). Professor de Educação Básica 3 pelo Serviço Social da Indústria (SESI-SP).

VOLUME

ÚNICO ENSINO MÉDIO

ÁREA DO CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS

Elaborador e editor de materiais didáticos.

1a edição São Paulo – 2024

07/11/2024 08:35:18


Copyright © FTD Educação, 2024. Elaboração de originais Israel Francisco Bernardo Pimenta Licenciado em Química pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – (IFSP – Campus Sertãozinho). Mestre em Ciências no Programa Química da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP). Professor de Educação Básica pelo Serviço Social da Indústria (Sesi-SP). Elaborador e editor de materiais didáticos. Felipe Revoredo Benatti Bacharel em Química pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Mestre em Química pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Elaborador e editor de materiais didáticos. Marissa Kimura Bacharela em Química pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Mestra em Bioenergia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Elaboradora e editora de materiais didáticos. Thiago Ferreira Luz Bacharel em Química pela Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP). Mestre em Ciências no Programa Química da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP). Professor de Química no Ensino Básico. Elaborador de materiais didáticos.

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira Direção de Conteúdo e Negócios Cayube Galas Direção editorial adjunta Luiz Tonolli Gerência editorial Roberto Henrique Lopes da Silva e Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva Coordenação editorial Valquiria Baddini Tronolone Preparação e Revisão Maria Clara Paes (coord.) Produção de conteúdo digital João Paulo Bortoluci Gerência de produção e arte Ricardo Borges Design Andréa Dellamagna (coord.) Sergio Cândido (criação), Ana Carolina Orsolin, Andréa Lasserre Projeto de capa Sergio Cândido Imagem de capa sturti/Getty Images Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga Edição Felipe Revoredo Benatti, Israel Francisco Bernardo Pimenta, Maira Balestri Assistência editorial Angélica Tieme Ishikawa, Érika Fernanda Rodrigues, Mariane Ferrarini Andrade Revisão técnica Prof. Dr. Henrique Esteves, prof. Dr. Thiago N. M. Cervantes Preparação e Revisão Equipe Scriba Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa Assistente de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson Edição de arte Camila Ferreira, Keithy Mostachi, Natanaele Bilmaia, Tamires Azevedo, Tatiane Galheiro, Vinícius Costa Diagramação Avits Estúdio Gráfico Ltda., Formato Comunicação Ltda., Laryssa Dias Almeron dos Santos, Leda Cristina Silva Teodorico Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano Iconografia André Silva Rodrigues, Vinícius Costa (trat. imagens)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Química por toda parte : ensino médio : volume único / organizadora FTD Educação ; editor responsável Israel Francisco Bernardo Pimenta. -- 1. ed. -- São Paulo : FTD, 2024. Componente curricular: Química. Área do conhecimento: Ciências da natureza e suas tecnologias. ISBN 978-85-96-04706-7 (livro do estudante) ISBN 978-85-96-04707-4 (manual do professor)

ISBN 978-85-96-04708-1 (livro do estudante HTML5) ISBN 978-85-96-04709-8 (manual do professor HTML5)

1. Química (Ensino médio) I. Pimenta, Israel Francisco Bernardo. 24-228367

CDD-540.7 Índices para catálogo sistemático:

1. Química : Ensino médio

540.7

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427 Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à

EDITORA FTD. Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300 Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33 Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

05/11/2024 15:48:08


Apresentação Você já parou para pensar na quantidade de notícias relacionadas à Ciência que vemos e ouvimos diariamente? Estamos cercados por avanços tecnológicos, novas doenças que impactam a humanidade, desafios ambientais, poluição e necessidade de utilizar nossos recursos de maneira mais consciente. Para entender e se posicionar criticamente com relação a tudo isso, é fundamental que você conheça os princípios científicos envolvidos nos fenômenos ao seu redor. Assim, este livro tem como objetivo proporcionar a você a chance de analisar criticamente as situações do dia a dia, fundamentando-se no conhecimento científico e em sua interação com a sociedade. Nele, você poderá explorar, refletir e expressar suas opiniões sobre temas importantes por meio de uma linguagem acessível, acompanhada de imagens e textos que se conectam à realidade. Convidamos você a participar com dedicação das propostas de estudo deste livro e esperamos que ele o ajude de forma significativa em suas experiências escolares.

Para conhecer seu livro Confira a seguir a organização do seu livro e como isso vai ajudá-lo nos estudos dos assuntos de Química.

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Abertura de unidade Cada unidade se inicia com duas páginas de abertura, que apresentam imagens e textos relacionados aos conteúdos que você vai estudar. Nelas, você terá a oportunidade de expor o que sabe do assunto e trocar ideias sobre essas imagens e esses conteúdos por meio de questões. Para facilitar a organização de seus estudos, essas páginas contêm uma lista dos principais conteúdos que serão abordados em cada unidade.

Nesta unidade, vamos estudar... • reações reversíveis e irreversíveis; • equilíbrios homogêneos e heterogêneos; • constantes de equilíbrio; • fatores que afetam os equilíbrios; • pH e pOH; • solução tampão; • hidrólise salina; • produto de solubilidade.

Rapids Park, Ottawa, Canadá/Iryna Tolmachova/Shutterstock.com

UNIDADE

A DINÂMICA DAS TRANSFORMAÇÕES E O SER HUMANO

Essas curiosas esculturas feitas de pedaços de rochas em equilíbrio provavelmente chamaram a sua atenção por causa da forma como elas estão dispostas, representando uma condição de equilíbrio estático, ou seja, uma situação em que todas as forças exercidas sobre esses pedaços se equilibram para resultar em zero. Contudo, se analisarmos bem essa imagem, é possível identificar outros sistemas em equilíbrio. Por exemplo, a água presente no rio retratado na fotografia pode estar em equilíbrio de temperatura, pH e quantidade de sais e minerais solubilizados. Todos esses aspectos compõem outro tipo de equilíbrio: o dinâmico, dependente de vários fatores, entre os quais se destacam a composição química da mistura que forma o corpo de água, o tipo de substrato no fundo dele, a temperatura e a pressão atmosférica no ambiente. As mudanças desses fatores podem alterar a composição física e química da água, sem resultar, no entanto, em alterações permanentes. Esses tipos de transformação são classificados como processos reversíveis. Esses e outros aspectos dos equilíbrios químicos serão abordados nesta unidade, possibilitando compreender como as espécies químicas se encontram nesses sistemas e como diferentes fatores podem influenciar sua composição. a ) Em sua opinião, em que consistem os processos reversíveis? b ) A água de piscinas é tratada regularmente para ser mantida própria para uso, e um dos parâmetros que deve ser conservado em equilíbrio é o pH. Explique a necessidade de tratar regularmente a água e ajustar o pH, mesmo que ele já tenha sido ajustado outras vezes.

Esculturas de rochas equilibradas umas sobre as outras do artista estadunidense John Felice Ceprano, na cidade de Ottawa, no Canadá, em 2023.

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Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, o que não condiz com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.

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CAPÍTULO

Eletrólise

Faixa ideal de pH do solo para determinadas frutas

Conceito de eletrólise GOLFX/Shutterstock.com

Carlos Caetano/Shutterstock.com

As imagens a seguir mostram objetos com diferentes utilidades, mas feitos com o mesmo material. Você sabe que material é esse?

Embalagens de alimentos.

1. De onde é extraído o material utilizado na confecção dos objetos mostrados nas fotografias? 2. Em sua opinião, que características esse material deve ter para ser utilizado na confecção desses objetos?

Ferro (Fe)

Níquel (Ni)

Cobre (Cu)

7,9

8,9

8,9

7,1

1 538

1 455

1 084

420

5,0 a 7,0

Manga

5,6 a 6,0

Maçã

5,6 a 7,5

Mamão

6,0 a 7,0

Pera

6,0 a 7,5

a ) a concentração da solução expressa em g/mL.

b ) Entre os metais pesados há o chumbo, um elemento relativamente abundante na crosta terrestre e que apresenta concentração próxima de 20 ppm (partes por milhão). Determine a massa de chumbo, em gramas, presente em uma amostra de 50 g de matéria da crosta terrestre.

c ) a densidade da solução em g/mL. d ) a densidade da solução em g/L.

2. Determinado produto desengraxante, destina-

do à remoção de gordura de motores de carros, consiste em uma solução aquosa de concentração 3,2 mol/L de soda cáustica (hidróxido de sódio, NaOH). O rótulo indica que há 900 mL desse produto. Nessa concentração, qual é a massa de hidróxido de sódio dissolvida?

Dependendo do tipo de plantação, é necessário que o agricultor corrija o pH do solo, um procedimento essencial para garantir boa produtividade da safra. Solos muito ácidos precisam ser corrigidos com substâncias que os tornem mais básicos. Uma das maneiras de fazer isso é adicionando carbonato de cálcio (CaCO 3), que, em solução aquosa, sofre a seguinte hidrólise salina:

3. Observe a fotografia e leia o trecho da matéria a seguir.

−

A liberação de íons OH aumenta o pH do solo. Esse processo leva o nome de calagem.

Zinco (Zn)

2,7 660

5,0 a 6,0

Banana

a ) Faça uma pesquisa sobre o ocorrido em Brumadinho e, em seguida, responda: quais metais podem estar presentes nos rejeitos desse desastre ambiental?

b ) a concentração da solução em g/L.

Leitenberger Photography/Shutterstock.com

Alumínio (A𝓁𝓁)

Abacaxi

O valor de pH de um solo depende de algumas condições do ambiente em que se encontra, como o tipo e a quantidade de minerais que o compõem, o efeito das chuvas, a presença de vegetação e a ação do tempo e de microrganismos. Os solos alcalinos têm valores de pH mais elevados, e os solos ácidos, valores de pH mais baixos.

−

Densidade e temperatura de fusão de alguns metais Metal

Densidade (g/cm 3)

4,9 a 6,0

CaCO 3(s) + 2 H 2O(𝓁𝓁) ⇌ Ca 2+(aq) + H 2CO 3(aq) + 2 OH (aq)

Esse metal, de elevada resistência mecânica e à corrosão, baixa temperatura de fusão e baixa densidade é o alumínio (A𝓁𝓁). Confira a seguir como ele tem uma densidade e uma temperatura de fusão menor em comparação com outros metais.

Temperatura de fusão (° C)

Faixa de pH

Fonte de pesquisa: LIU, Guodong et al. Soil pH management for optimum commercial fruit production in Florida. UF/IFAS Extension, 18 mar. 2024. Disponível em: https://edis.ifas.ufl.edu/publication/ HS1234. Acesso em: 27 ago. 2024.

Barco de pesca.

O material utilizado para a produção dos objetos mostrados nas fotografias anteriores é um metal bastante presente no nosso dia a dia. Ele é usado na fabricação de latas para armazenamento de bebidas e alimentos, estruturas de barcos, carrocerias de automóveis, fuselagem de aviões, portas, esquadrilhas, janelas, portões, entre outros objetos.

Propriedade

Fruta Amora

Fonte de pesquisa: HAYNES, W. M. (ed.). CRC Handbook of Chemistry and Physics. 97. ed. Boca Raton: CRC Press, 2017. p. 4-44, 4-59, 4-66, 4-75, 4-95.

3

3

+

A liberação de íons H 3 O diminui o pH do solo.

PEREIRA, L. F. Alumínio: um metal precioso. Folha de S.Paulo, São Paulo, 21 nov. 2006. Fovest. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/fovest/fo2111200612.htm. Acesso em: 15 ago. 2024.

a ) Qual é o tipo de hidrólise salina que acontece na correção da acidez de um solo? E na correção da basicidade?

Mas por que esse metal era tão valioso? O alumínio é encontrado, principalmente, sob a forma de um minério chamado bauxita, que tem entre seus principais componentes a gibbsita (A𝓁𝓁𝓁(OH) ) e o óxido de

b ) O cloreto de sódio (NaC𝓁𝓁) é uma substância indicada para corrigir o pH do solo? Por quê?

3

alumínio (A𝓁𝓁 2O 3), também chamado alumina. Para obter o metal puro, é necessário separá-lo do oxigênio. No início do século XIX ainda não se conheciam métodos eficientes para realizar essa separação. Mas, em 1886, o jovem químico estadunidense Charles Martin Hall (1863-1914) conseguiu obter o alumínio por meio de um processo de baixo custo que ficou conhecido como eletrólise.

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No início e no decorrer de cada capítulo, você entrará em contato com situações de que já ouviu falar ou que fazem parte de seu cotidiano. Nesses momentos, terá a oportunidade de expor seus conhecimentos acerca dessas situações e refletir sobre como elas se relacionam com os conteúdos que você está estudando.

Podemos evidenciar de maneira concreta as implicações da entalpia de ligação analisando a chert, uma rocha sedimentar composta predominantemente de dióxido de silício (SiO 2). Sua origem está relacionada à acumulação de restos de organismos marinhos silicosos, como radiolários e diatomáceas, ou à precipitação direta de sílica em ambientes marinhos ou lacustres. Com o passar do tempo, esses sedimentos sofrem processos de compactação e são transformados em rochas sedimentares. A alta dureza da rocha é uma de suas características mais notáveis, resultante das fortes ligações covalentes entre os átomos de silício e oxigênio. Essas ligações têm uma entalpia de 452 kJ / mol, conferindo ao chert sua resistência à fratura e abrasão. Isso fez do material uma ferramenta essencial em tempos pré-históricos, quando era utilizado para a fabricação de lâminas e pontas de flecha. Hoje, o chert é utilizado na construção civil, especialmente como material agregado para concreto, além de ser de interesse geológico para estudos de ambientes antigos. No Ártico do Canadá, na Baía de Ramah, o chert foi encontrado em depósitos significativos, sendo uma fonte importante para os povos indígenas locais datados de 7 000 anos atrás. Esses depósitos foram explorados por milênios, com o chert de Ramah sendo altamente valorizado e comercializado em vastas regiões da América do Norte em virtude da sua qualidade excepcional. Sua localização remota e as condições extremas do Ártico tornam esses depósitos de chert uma janela única para a compreensão das práticas culturais e comerciais dos antigos habitantes da região.

quado do corpo humano, pois participa da regulação do equilíbrio hídrico, da transmissão de impulsos nervosos e da contração muscular. No entanto, o consumo excessivo pode levar a problemas de saúde, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e problemas renais. Uma análise do teor de sódio em uma amostra de salgadinho revelou que contém 1 500 mg de sódio a cada 100 g de produto. Com base nessa informação, resolva os itens apresentados.

DAMASIO, Kevin. Rejeitos da barragem de Brumadinho chegam ao São Francisco, diz ONG. National Geographic, 22 mar. 2019. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio -ambiente/2019/03/rejeitos-barragem-vale-brumadinho -paraopeba-sao-francisco. Acesso em: 27 ago. 2024.

a ) Calcule a concentração de sódio em ppm na amostra. b ) Caso uma pessoa consuma uma porção de 30 g, quantos miligramas de sódio terá essa porção?

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Conteúdos

a ) Quantos litros da solução o agricultor deve aplicar para fornecer a quantidade necessária de nitrato de amônio a 10 m 2 de plantação?

6. O sódio é essencial para o funcionamento ade-

[…]

c ) Um agricultor que deseja cultivar peras em sua plantação descobriu que o valor do pH de seu solo é 5,0. Para esse agricultor manter o solo como está, é mais indicado adicionar carbonato de cálcio ou sulfato de alumínio?

b ) Calcule a porcentagem em massa do soluto.

b ) Quantos mols há em uma embalagem de 2 L?

Relatório do SOS Mata Atlântica aponta que lama de rejeitos já atingiu o rio. Agência Nacional de Águas discorda.

+

a ) Calcule o título em massa da solução. c ) Calcule a porcentagem em massa do solvente.

Rejeitos de mineração mais finos, carregados de metais pesados provenientes da barragem que se rompeu em Brumadinho, têm afluído no rio São Francisco. Essa foi a principal constatação da segunda expedição da SOS Mata Atlântica pelo rio Paraopeba, realizada de 8 a 14 de março.

A𝓁𝓁 2 (S O 4) (s) + 12 H 2 O(𝓁𝓁) ⇌ 2 A𝓁𝓁𝓁(OH) (aq) + 3 SO 4 2−(aq) + 6 H 3O (aq)

Para os convidados de honra, pratos e talheres de alumínio. Para os outros, os mais simples, feitos de ouro. […]

aquosa com glicose. Para isso, ele dissolve 50 g de glicose. Com base nos dados fornecidos, determine o que se pede nos itens a seguir.

te muito potente no que diz respeito ao fornecimento de nitrogênio ao solo. Um agricultor que precisa aplicar essa solução tem um frasco com concentração de 0,5 mol/L. Ele deve adicionar ao solo uma quantidade que forneça 0,25 mol de nitrato de amônio por metro quadrado de plantação. Com base nessas informações, responda:

Rejeitos da barragem de Brumadinho chegam ao São Francisco, diz ONG

Por outro lado, solos muito básicos precisam ser corrigidos com substâncias que os tornem mais ácidos. Isso pode ser feito com a adição de sulfato de alumínio (A𝓁𝓁 2(SO 4) ), que, em solução aquosa, sofre a 3 seguinte hidrólise salina:

4. Um farmacêutico prepara 1 kg de uma solução

5. O nitrato de amônio (NH 4NO 3) é um fertilizan-

Rejeitos de mineração no município de Brumadinho (MG), em 2019.

Trator espalhando calcário em pó em uma plantação, a fim de aumentar o valor do pH do solo.

O alumínio é o terceiro elemento químico mais abundante na crosta terrestre, atrás do oxigênio (O) e do silício (Si). No entanto, no início do século XIX, o alumínio era considerado mais valioso do que a prata (Ag). Leia o trecho do texto a seguir.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. Um técnico de laboratório preparou 500 mL de

uma solução aquosa de iodeto de potássio (KI). Para isso, ele misturou 205 g desse sal em 430,5 g de água. Determine:

Cada planta se desenvolve melhor em determinados intervalos de pH. Dessa forma, os agricultores precisam constantemente medir e corrigir o pH do solo das plantações. Confira na tabela a seguir a faixa de pH mais adequada para o cultivo de algumas frutas.

ILANA LANSKY/Shutterstock.com

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ATIVIDADES

O pH e a produção de alimentos

Boxe complementar Esse boxe apresenta mais informações sobre o que você está estudando ou outros assuntos que estão relacionados aos conteúdos do capítulo. Nele, você também poderá refletir e expor suas ideias sobre essas informações complementares.

Atividades Nessa seção, por meio de diversos tipos de atividades, você terá a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos, recorrendo aos conhecimentos científicos para analisar, investigar, formular e resolver problemas. Algumas dessas atividades permitem relacionar os conteúdos que estudou aos de componentes de outras áreas do conhecimento.

Atividades resolvidas Esse boxe dá dicas e soluções que podem auxiliar a relacionar os conceitos que você estudou à resolução de situações abordadas em algumas atividades.

ATIVIDADES RESOLVIDAS R3. O gás cloro (C𝓁𝓁𝓁2(g)) é altamente tóxico. Quando inalado, reage com a água existente nos pulmões, formando gás cloreto de hidrogênio (HC𝓁𝓁𝓁(g)), capaz de causar graves lesões internas, conforme a seguinte reação: C𝓁𝓁𝓁2(g) + H 2O(g) → HC𝓁𝓁𝓁(g) + HC𝓁𝓁𝓁O(g)

Utilizando os dados do quadro apresentado, calcule a variação de entalpia em kJ/mol da reação entre o gás cloro e a água.

PRÁTICA CIENTÍFICA

Resolução Montando a equação química com as fórmulas estruturais de cada um dos participantes, obtém-se:

Podemos encontrar diversas misturas homogêneas e heterogêneas em nosso cotidiano. O vinagre, por exemplo, utilizado para temperar alimentos, é uma mistura de água e ácido etanoico, também conhecido como ácido acético. Nesse caso, temos uma mistura homogênea. Por outro lado, ao preparar um tempero para salada com vinagre e azeite, temos uma mistura heterogênea, pois os componentes são imiscíveis e formam diferentes fases.

1 · (+ 242) kJ 2 · (+ 463) kJ

∑ ΔH ligações rompidas (reagentes) =

+ 1 168 kJ

ΔH ligações formadas (produtos)

1 mol de ligações C𝓁𝓁𝓁 − O

1 · (− 431) kJ

1 · (− 463) kJ 1 · (− 268) kJ

∑ ΔH ligações formadas (produtos) =

Mistura de azeite e aceto balsâmico sendo preparada.

a ) Considerando a situação a seguir, que apresenta um dos procedimentos do tratamento de água, formule hipóteses sobre a segurança de consumir a água obtida no final da etapa.

− 1 162 kJ

Prática científica

Fazendo o somatório das ligações rompidas e formadas, obtemos a variação de entalpia da reação: ΔH reação = ∑ ΔH ligações rompidas (reagentes) + ∑ ΔH ligações formadas (produtos)

ΔH reação = + 1 168 kJ + ( − 1 162 kJ) = + 6 kJ ∴ ΔH reação = + 6 kJ

A variação de entalpia da reação é igual a + 6 kJ. A reação é endotérmica.

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Essa seção possibilita investigar fenômenos e propriedades por meio da realização de atividades práticas. Nela, você vai elaborar e testar hipóteses, analisar resultados e trocar ideias com os colegas para chegar a uma conclusão. Também poderá divulgar os resultados e as conclusões aos colegas.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

1 mol de ligações H − C𝓁𝓁𝓁 1 mol de ligações H − O

New Africa/Shutterstock.com

Por dentro do contexto

ΔH ligações rompidas (reagentes) 1 mol de ligações C𝓁𝓁𝓁 − C𝓁𝓁𝓁 2 mol de ligações H − O

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Separação de misturas

C𝓁𝓁𝓁 − C𝓁𝓁𝓁 + H − O − H → H − C𝓁𝓁𝓁 + H − O − C𝓁𝓁𝓁

Mistura antes de adicionar floculante.

Impurezas se aglomerando.

Sedimentos no fundo do copo.

Materiais

• 2 colheres de sopa de sal de cozinha

• colher de sopa

• 2 colheres de sopa de serragem de madeira • 2 colheres de sopa de areia de construção

• peneira • filtro de papel

• alguns clipes metálicos

• apoio para filtro

• algumas pedras de construção

• 10 colheres de sopa de água

• caneta permanente

• ímã

• recipiente grande, como uma bacia

• copos plásticos de 200 mL material retido na peneira

Como proceder A. Identifique os copos plásticos com caneta permanente, numerando de 1 a 5. B. No recipiente grande, coloque todos os componentes da mistura e agite com o auxílio da colher. Os componentes da mistura correspondem aos 5 primeiros itens listados na seção Materiais. C. Passe a mistura na peneira e reserve o que foi peneirado no copo plástico identificado como 1. No copo plástico 2, reserve a amostra que ficou retida na peneira.

material peneirado Imagem referente à etapa C.

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LIGADO NO TEMA

CONEXÕES com ... Cerca de 92 elementos químicos conhecidos se formaram naturalmente no Universo. O urânio, com 92 prótons, é o mais pesado desses elementos naturais. Desde 1937, elementos mais pesados que o urânio têm sido sintetizados, apesar de geralmente serem instáveis.

Nos filmes e quadrinhos de ficção, Tony Stark, também conhecido como o super-herói Homem de Ferro, sintetiza um novo elemento químico chamado “badássio” para substituir o paládio em seu reator ARC (um aparelho implantado em seu peito para mantê-lo vivo). Embora essa narrativa seja fascinante e cheia de imaginação, está repleta de limitações e impossibilidades, pois a criação de novos elementos químicos é um processo extremamente complexo e delicado. No mundo real, a produção de novos elementos químicos é um campo de estudo de cientistas em instituições de pesquisa ao redor do mundo, e esses processos ocorrem em equipamentos sofisticados chamados aceleradores de partículas. Atualmente, a tabela periódica contempla elementos até o número atômico 118, que é o oganessônio, o elemento mais pesado.

Após a realização de uma radiografia, é necessário descartar corretamente as chapas de raio-X utilizadas no processo, pois elas contêm substâncias químicas que podem ser perigosas ao meio ambiente se descartadas de maneira inadequada. Um dos principais alertas é o metal pesado prata, que compõe a emulsão fotográfica das chapas. A prata é utilizada em razão de suas propriedades fotossensíveis, mas, se descartada incorretamente, pode contaminar o solo e os lençóis freáticos, prejudicando a saúde dos seres vivos e o meio ambiente.

6G 512

Bósons de calibre Bóson de Higgs

Neutrino Tau

Cartaz da campanha de recolhimento de chapas de raio-X da prefeitura de Ribeirão Pires.

Vinícius Costa/Arquivo da editora

G G

,2G 91 ,4G

2G 4, 77 1,7 >1

5,5

M

Neutrino Múon

W

80

G

1,2 17

27 1,

2, 8M

4M

4,

10 M

M 11

5,7

0,5

10 7M

0

Neutrino Elétron

Quarks Léptons

Bóson Z

–1

ντ

0

Tau

νμ

–

γ Z +/

Múon

νe

0

Elétron

Para evitar esse tipo de contaminação, as chapas de raio-X devem ser descartadas em locais apropriados. Em muitas cidades, pontos de coleta específicos são encontrados em unidades básicas de saúde (UBS) e nas próprias clínicas que realizam os exames. O descarte correto dessas chapas é uma prática que contribui para a proteção do meio ambiente e da saúde pública.

H

Bóson de Higgs

Fóton

–1

τ

3

b Bottom

μ

Glúon –1/

s

Strange

–1

–1

e–

3

3

d

g

Top –1/

,2

t

Charm

Down

>2

c

3 2/

Up –1/

Desde a Antiguidade, o ser humano tem alimentado o desejo de criar e recriar elementos químicos, uma aspiração que ganhou força na época da alquimia, durante a Idade Média (476-1453). Os alquimistas, com suas tentativas de transmutar metais comuns em ouro e descobrir o elixir da vida, lançaram as bases para o desenvolvimento da Química moderna. Essas buscas místicas e experimentações rudimentares abriram caminho para o entendimento das reações químicas e da natureza dos elementos. Ao longo dos séculos, o conhecimento acumulado pela alquimia e, posteriormente, pela ciência moderna levou ao desenvolvimento de tecnologias avançadas, como os aceleradores de partículas. Esses dispositivos permitiram aos cientistas modernos atingir energias necessárias para sintetizar elementos que não ocorrem naturalmente, fazendo avançar o entendimento da matéria e do Universo.

u

3 2/

A ideia de criar um elemento como o badássio seria uma tarefa bastante complexa. Qualquer elemento hipotético mais pesado que o oganessônio seria extremamente instável, decompondo-se quase instantaneamente após sua criação. Isso acontece porque, à medida que os elementos se tornam mais pesados, o núcleo deles se torna mais propenso a se desintegrar por causa da força de repulsão eletrostática entre os prótons. Um exemplo dessa complexidade é a descoberta do nihônio, de número atômico 113. Os cientistas conseguiram obter apenas três átomos em 15 anos de pesquisas, que existiram por um período extremamente curto.

3 2/

Os aceleradores de partículas não são usados apenas para criar elementos; eles também são fundamentais para a Física de Partículas, que estuda as partículas mais básicas que compõem a matéria. Elas são descritas pela teoria do modelo-padrão e incluem quarks, que se juntam para formar prótons e nêutrons; léptons, como os elétrons, que circulam em torno dos núcleos atômicos; e bósons, partículas que medeiam as forças fundamentais, como o fóton (mediador de força eletromagnética) e o glúon (mediador da força forte, que mantém as partículas do núcleo atômico juntas).

Personagem Tony Stark com o reator fictício em seu corpo.

4M

Vista superior do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, que tem um acelerador de partículas, no município de Campinas (SP), em 2022.

0,1

Paramount/Courtesy Everett Collection/Fotoarena

O sistema de saúde e o exame radiográfico A radioatividade desempenha um papel fundamental na Medicina, sobretudo na obtenção de imagens por meio dos raios X. Esses exames são fundamentais para diagnosticar várias condições de saúde e são acessíveis no Brasil graças ao Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição Federal de 1988, o SUS garante o direito à saúde a todos os brasileiros, proporcionando acesso gratuito a consultas médicas, exames, como as radiografias, tratamentos e remédios. Ele é o maior sistema público de saúde do mundo e assegura a quem não pode pagar por serviços privados o acesso a cuidados médicos.

Edson Grandisoli/Pulsar Imagens

Formação de novos elementos químicos: entre a ficção e a realidade

carga massa

Bóson W

Partículas do modelo padrão.

Além disso, o avanço da Ciência e da tecnologia tem proporcionado alternativas mais modernas, como o raio-X digital, que não utiliza chapas físicas e gera imagens mais detalhadas. Esse método, além de utilizar uma menor dose de radiação, gera imagens de forma digital, sem necessitar das chapas contendo prata, o que reduz a utilização desse metal e facilita o armazenamento e o compartilhamento dos resultados entre os profissionais de saúde. No entanto, enquanto o exame tradicional ainda for amplamente utilizado, é importante que a população seja conscientizada sobre a importância do descarte correto das chapas de raio-X, garantindo que o acesso à saúde continue alinhado com a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade.

Fonte de pesquisa: CAIRES, Luiza. Maior acelerador de partículas do mundo passa por um upgrade. O que vem por aí? Jornal da USP, 26 ago. 2019. Disponível em: https://jornal.usp. br/ciencias/ciencias-exatas-e-da-terra/maior-acelerador-de-particulas-do-mundo-passa-por -um-upgrade-o-que-vem-por-ai/. Acesso em: 31 jul. 2024.

Por exemplo, o Large Hadron Collider (LHC), na CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), é o maior e mais poderoso acelerador de partículas do mundo. Foi no LHC que os cientistas detectaram o bóson de Higgs, partícula que confere massa a outras partículas.

a ) Qual é o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) em relação ao acesso a exames de radiografia no Brasil? b ) Por que é importante descartar corretamente as chapas de raio-X após uma radiografia? Quais são as consequências ambientais do descarte inadequado?

a ) Qual é a importância de equipamentos de pesquisa avançados para a ciência, como os aceleradores de partículas?

Os elementos químicos sintéticos produzidos em aceleradores de partículas resultam da colisão dos núcleos de átomos a velocidades extremamente altas. Esses aceleradores utilizam campos magnéticos e elétricos para impulsionar partículas, como prótons e íons, a energias suficientemente altas para que possam colidir e formar novos núcleos atômicos.

Secretaria de Meio Ambiente, Habitação e Desenvolvimento Urbano/ Prefeitura Municipal da Estância Turística de Riberião Pires

FÍSICA

c ) Como o avanço da tecnologia, a exemplo do raio-X digital, pode contribuir para a sustentabilidade e a saúde pública? Discuta com seus colegas e registre suas conclusões no caderno.

b ) Você conhece alguma contribuição direta dos aceleradores de partículas para a sociedade? Se necessário, faça uma pesquisa.

66

317

67

05/11/2024 15:56:45 05/11/2024 15:20:05

05/11/2024 15:20:06

Conexões com…

Ligado no tema

Essa seção reforça as conexões entre alguns conteúdos que você estudou e outros componentes curriculares da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, além de componentes de outras áreas de conhecimento.

Nessa seção, você poderá refletir e conversar com os colegas sobre temas relevantes na sociedade, percebendo como os conhecimentos científicos estão presentes e influenciam nosso cotidiano. Alguns dos temas abordados nessa seção permitem uma reflexão sobre aspectos que envolvem valores, direitos e cidadania.

MAIS QUESTÕES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. (UFAM) Os alquimistas eram os cientistas que utilizaram os procedimentos de alquimia. Qual cientista famoso também foi um alquimista? a ) Freeman Dyson b ) Johannes Kepler

d ) ferro.

b ) bronze.

e ) titânio.

c ) chumbo. Note e adote: Densidades (g/cm 3):

água = 1,0; alumínio = 2,7; bronze = 8,8;

1

a ) da força vital.

identificar alguns cátions metálicos ao introduzir uma pequena quantidade do material de interesse em uma chama de bico de Bunsen para, em seguida, observar a cor da luz emitida. A cor observada é proveniente da emissão de radiação eletromagnética ao ocorrer a a ) mudança da fase sólida para a fase líquida do elemento metálico.

b ) da colisão. c ) do calórico.

propriedades das substâncias: a densidade e a temperatura de ebulição.

Temperatura de ebulição asfalto/piche > óleos lubrificantes > >diesel > querosene > gasolina > >gás liquefeito de petróleo

b ) combustão dos cátions metálicos provocada pelas moléculas de oxigênio da atmosfera.

d ) do flogisto.

3. (Fuvest-SP) Uma amostra sólida, sem cavidades

ou poros, poderia ser constituída por um dos seguintes materiais metálicos: alumínio, bronze, chumbo, ferro ou titânio. Para identificá‐la, utilizou‐se uma balança, um recipiente de volume constante e água. Efetuaram‐se as seguintes operações: 1) pesou‐se a amostra; 2) pesou‐se o recipiente completamente cheio de água; 3) colocou‐se a amostra no recipiente vazio, completando seu volume com água e determinou‐se a massa desse conjunto. Os resultados obtidos foram os seguintes: Recipiente Recipiente

+

+

Água

Água

c ) diminuição da energia cinética dos elétrons em uma mesma órbita na eletrosfera atômica.

+

FUVEST/2019

Dadas as densidades da água e dos metais, pode‐se concluir que a amostra desconhecida é constituída de

Conheça mais Coluna de fracionamento.

9. Considerando um sistema formado por uma substância composta e duas substâncias simples distintas, resa ) Represente o sistema microscópico por meio de moléculas formadas por bolinhas com diferentes cores.

conhecidas de nióbio no mundo. O nióbio é muito utilizado na produção de aços especiais, que apresentam alta resistência mecânica e são usados na fabricação de dutos para óleo e gás, automóveis, navios, pontes e viadutos.

I ) Está localizado no Grupo 10 e no quarto período da tabela periódica.

389,0 g

I.

III ) Pode ser classificado como um lantanídeo.

Para ler

Sabendo que gás de cozinha, gasolina, querosene e asfalto são produtos da destilação fracionada do petróleo, relacione-os com os produtos recolhidos em I, II, III e IV.

e ) promoção dos elétrons que se encontram no estado fundamental de energia para níveis mais energéticos.

5. (UFRGS-RS) O Brasil concentra 98% das reservas

II ) Apresenta em um de seus isótopos, 41 prótons e 52 nêutrons no núcleo atômico.

350,0 g

petróleo bruto

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

II. III. IV.

d ) transição eletrônica de um nível mais externo para outro mais interno na eletrosfera atômica.

Considere as afirmações abaixo, sobre esse elemento químico.

Amostra

44,0 g

8. A coluna de fracionamento presente na destilação fracionada tem seu funcionamento baseado em duas

Química geral em quadrinhos, de Larry Gonick e Craig Criddle. São Paulo: Blucher, 2014. Esse livro apresenta conceitos de Química de maneira leve. Elaborado pelo cartunista Larry Gonick e pelo químico e professor universitário Craig Criddle, contribui para uma aprendizagem divertida, explorando os conteúdos didaticamente e com humor, sem renunciar ao rigor científico.

ponda aos itens a seguir.

b ) Faça uma representação macroscópica considerando que todas as substâncias são líquidas e que elas formam uma mistura heterogênea.

A origem dos elementos químicos: uma abordagem inicial, de Antonio Manuel Alves Morais. 2. ed. São Paulo: Livraria da Física, 2010. Esse livro retrata a origem dos elementos químicos desde a apresentação do conceito de átomo até o momento em que eles deram forma às primeiras substâncias químicas na Terra. De que são feitas as coisas, de Mark Miodownik. São Paulo: Blucher, 2015. A obra responde a perguntas comuns com relação à composição química de materiais, objetos e alimentos, além das principais diferenças entre produtos compostos pelas mesmas substâncias, como o fato de o diamante e o grafite serem diferentes, apesar de feitos de carbono.

RETOME O QUE ESTUDOU Refletindo sobre o que estudou nesta unidade, responda às questões a seguir.

1. Qual é a diferença entre o senso comum e o conhecimento científico? feitos, como a transformação de metais em ouro. Qual foi a contribuição dessas figuras históricas para o nascimento da química?

3. Imagine que você vai até a farmácia comprar um remédio para um familiar. Enquanto aguarda ser atendido, você

O livro da química. São Paulo: Globo Livros, 2022. Nesse livro, conteúdos relacionados à química são apresentados em uma linguagem acessível, composta de infográficos, fluxogramas e ilustrações que auxiliam no processo de aprendizagem de teorias complexas.

O visor da balança apresentaria o dado mencionado pelo cliente? Explique qual seria o termo mais adequado nesse contexto.

a ) Apenas I. b ) Apenas II.

4. Uma das grandes preocupações que o ser humano enfrenta nos tempos atuais é o aquecimento global. Esse

c ) Apenas III.

Meio ambiente & química, de Pérola de Castro Vasconcellos. São Paulo: Senac, 2013. Nesse livro, a autora explora a relação entre a Química e o meio ambiente com uma abordagem que relaciona as substâncias químicas e os impactos ambientais que elas podem causar.

fenômeno é, resumidamente, o agravamento do efeito estufa. Explique com suas palavras o que é o efeito estufa e comente como ocorre a troca de energia entre o Sol e o planeta Terra.

d ) Apenas I e II. e ) I, II e III.

5. O astrônomo estadunidense Carl Sagan (1934-1996) afirmou certa vez que todos somos poeiras de estrelas. 6. Comente a respeito das contribuições do experimento do físico neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937) para a compreensão da estrutura do átomo e explique o seu modelo.

7. A tabela periódica é dividida em metais, ametais, gases nobres e hidrogênio. Descreva as principais caracte05/11/2024 15:23:48

Mais questões Nessa seção, você entrará em contato com questões dos principais exames de larga escala do Brasil que abordam alguns conteúdos estudados na unidade. Além de retomar esses conteúdos, você terá a oportunidade de se familiarizar com as estruturas de atividades comumente praticadas nesses exames.

Capa do livro O sonho de Mendeleiev.

O último suspiro de César: a história épica do ar à nossa volta, de San Kean. Rio de Janeiro: Zahar, 2019. Livro que traz histórias, curiosidades e tecnologias que envolvem substâncias e compostos gasosos. Com isso, o autor leva o leitor a refletir sobre como o conhecimento a respeito desses materiais que geralmente não vemos influencia o cotidiano e a história.

Explique o que essa frase significa.

102

Capa do livro Química geral em quadrinhos.

O sonho de Mendeleiev: a verdadeira história da Química, de Paul Strathern. Rio de Janeiro: Zahar, 2002. Esse livro faz uma retrospectiva da história da Ciência e da Química, dando ênfase à forma como Mendeleiev passou a visualizar um novo modo de organizar os elementos químicos na tabela periódica. O autor aborda também a maneira como Mendeleiev previu quais elementos preencheriam as lacunas até então observadas na tabela periódica.

2. Antes da instituição da química como ciência, havia os alquimistas, responsáveis por tentar atingir grandes

escuta um cliente perguntando para uma funcionária onde estava a balança da loja, pois queria saber o peso dele.

Quais estão corretas?

Editora Blucher

(1758-1836), colaboradora de Lavoisier, seu esposo, teve lições de química com Jean-Batiste Bucquet, desenhou seus equipamentos de laboratório e traduziu do inglês e do latim livros que possibilitaram a desconstrução da teoria

4. (Enem/MEC) Um teste de laboratório permite

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

2. (UECE) Marie-Anne Pierrete Paulze de Lavoisier

UNIDADE

chumbo = 11,3; ferro = 7,9; titânio = 4,5.

e ) Richard Bube

Editora Zahar

d ) Le Chatelier

Editora Zahar

c ) Isaac Newton

Amostra

a ) alumínio.

Corrosão, de Vicente Gentil. 7. ed. São Paulo: LTC, 2022.

rísticas dos elementos químicos em cada uma dessas divisões da tabela periódica.

Os princípios de corrosão são abordados nesse livro, que é uma referência para estudantes e profissionais da área. A obra aborda o fenômeno de oxidação de materiais, técnicas eletroquímicas de proteção de superfícies, entre outros conteúdos.

8. Analisando os diferentes modelos atômicos e a evolução da tabela periódica, o que você pode perceber e correlacionar sobre o átomo e essa tabela?

Para assistir

9. É possível fazer um creme de maionese com óleo ou azeite, ovos e sal de cozinha. Como você constataria que essa mistura se trata de um coloide? Indique se as fases são sólidas, líquidas ou gasosas.

101

05/11/2024 15:23:20

Retome o que estudou Nessa seção, localizada ao final de cada unidade, você fará uma autoavaliação do que aprendeu ao estudar os conteúdos da unidade, retomando alguns conceitos abordados.

Química: uma história volátil. Direção de Ros Homan. Reino Unido: BBC, 2010 (60 min). Esse documentário, dividido em três partes e apresentado pelo professor de Física Capa do livro O último suspiro Jim Al-Khalili, mostra a história de como os elementos químicos foram descobertos de César. e classificados ao seguir os passos dos primeiros cientistas envolvidos nessa tarefa. Também apresenta como o êxito em controlar e combinar os elementos químicos impacta a sociedade moderna. Paraíso sujo. Direção de Daniel Schweizer. Suíça/França: Dschoint Ventschr Film Produktion AG/Maha Productions, 2009 (76 min). Documentário que conta a história do garimpo de ouro na fronteira da Guiana Francesa com o Suriname. Os garimpeiros instalados em meio à floresta despejam nos rios todo o mercúrio utilizado para separar o ouro da areia. Além dos impactos ambientais, como a contaminação da água e a mortalidade de peixes, o uso indiscriminado do mercúrio e seu descarte inadequado causam muitos problemas à população indígena, que sofre, por exemplo, com deformações físicas e doenças neurológicas em razão da absorção desse elemento.

439

05/11/2024 15:53:56

Conheça mais Nessa seção, há indicações de referências complementares, como filmes, livros e sites, que abordam temas que você estudou nas unidades do volume.

5

05/11/2024 17:31:49


Respostas Confira a seguir as respostas das atividades que envolvem cálculos.

Unidade 1 A Química e a matéria do Universo Capítulo 2 Páginas 28 a 36

2. d = 2,7 g · mL −1 ou 2,7 g · cm −3 m Ca (g) 4. n Ca = ____________ 40,08 g · mol −1 8. m co2 = 7,31 · 10 −23 g m H2 = 3,98 · 10 −23 g m O 2 = 5,32 · 10 −23 g Página 81

6. 300 cm 3 8. A densidade do cubo de gelo é 0,90 g/cm 3. Página 37 h ) 0,2 dm 3 i ) 373 K j ) 77 °C k ) 3 000 s l ) 20 min m) 120 min n) 4h

1. a ) 3 000 m b ) 2,5 · 10 6 mm c ) 4,5 · 10 5 cm d ) 31 146 cm 2 e ) 3,5 · 10 −6 m 2 f ) 3 000 dm 3 g ) 450 800 cm 3 3

2. a ) 2,3 · 10 b ) 4,0 · 10 −4 c ) 1,8 · 10 11 d ) 3,14 · 10 −13

17. A 40 °C, a solubilidade, em g/100 g de H 2O, do KC𝓁𝓁O 3 é ≃ 15; do NaC𝓁𝓁 é ≃ 35; e do KNO 3, ≃ 60. A 20 °C, a solubilidade do KC𝓁𝓁O 3 é ≃ 8; do NaC𝓁𝓁, ≃ 35; e do KNO 3, ≃ 30. 7. a ) A solubilidade do NaNO 3 a 10 °C é ≃ 80 g/100 g de H 2O. b ) A solubilidade do KC𝓁𝓁 a 70 °C é ≃ 50 g/100 g de H2O. Já a solubilidade do KC𝓁𝓁 a 50 °C é ≃ 40 g/100 g de H 2O. c ) A solubilidade do KC𝓁𝓁 a 30 °C é ≃ 35 g/100 g de H2O. Páginas 102 a 105

4. A massa da solução é 460 g e o volume é 800 cm 3. 5. 2 · P.

8. a ) 10 9

3. Alternativa b. 7. Alternativa c. 8. Alternativa b.

Unidade 2 A Química e a vida na Terra Capítulo 8

b ) 10 −22

Página 149

6

d ) 10 2

3. Alternativa b.

e ) 10 14

MAIS QUESTÕES

f ) 10 −4

Páginas 172 a 175 1. Alternativa c.

Capítulo 3 Páginas 55 e 56 9. a ) n = 3 b ) 𝓁𝓁 = 0

c ) m𝓁𝓁 = 0 d ) 1 elétron.

10. Alternativa b. 2

WELLER, Mark et al. Química inorgânica. Tradução: Cristina Maria Pereira dos Santos e Roberto de Barros Faria. Porto Alegre: Bookman, 2017. Esse livro apresenta situações do cotidiano relacionadas a conceitos e aplicações da área de Química inorgânica. Também trata de nomenclaturas e traduções de compostos inorgânicos seguindo as recomendações da IUPAC.

Páginas 86 e 87

MAIS QUESTÕES

6. a ) Massa na Terra: 500 g. Massa na Lua: 500 g. b ) Peso na Terra: 4,9 N. Peso na Lua: 0,8 N.

2

SOLOMONS, T. W. Graham; FRYHLE, Craig B. Química orgânica. Tradução: Edilson Clemente da Silva et al. 12. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018. 2 v. Coleção que aborda aspectos gerais e específicos das principais funções orgânicas presentes na Química, como nomenclatura, estruturas, aplicações e reações.

9. 12,04 · 10 23 moléculas.

4. Na Terra: 735 N. Na Lua: 120 N.

c ) 10

SKOOG, Douglas A. et al. Fundamentos de química analítica. Tradução: Robson Mendes Matos. 3. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2023. É um livro introdutório que aborda tópicos como equilíbrio químico, métodos de análise, métodos eletroquímicos, cinética e aspectos práticos da Química analítica. Além disso, apresenta a construção de planilhas, exemplos e exercícios.

Página 77

6

2

6

11. 1s 2s 2p 3s 3p 4s

1

Capítulo 4 Página 60 1. c ) Alternativas I e II.

Capítulo 5 Página 70 1. A proporção é de dois átomos de hidrogênio.

IUPAC. Disponível em: https://iupac.org/. Acesso em: 23 out. 2024. Site da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), onde é possível ter acesso a diversos materiais de referência química, como nomenclaturas, livros, artigos e tabela periódica.

Sites

NASA. Disponível em: https://www.nasa.gov/. Acesso em: 23 out. 2024. Site com diversas informações sobre espaço, planetas e tecnologias.

BRASIL. Ministério da Justiça. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 23 out. 2024. O Estatuto da Criança e do Adolescente está disponível nesse site.

QUÍMICA Nova na Escola. Disponível em: http://qnesc. sbq.org.br/edicao.php. Acesso em: 23 out. 2024. Site da revista da Sociedade Brasileira de Química, que publica artigos de formação e atualização da comunidade de ensino de Química no Brasil.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov. br/. Acesso em: 23 out. 2024. O site apresenta a Base Nacional Comum Curricular

EDUCATION: Inspiring your Teaching and Learning. Disponível em: https://edu.rsc.org/. Acesso em: 22 out. 2024. Site elaborado pela Royal Society of Chemistry, contém artigos e materiais de suporte, além de inspiração para profissionais do ensino de Química.

Enem: Exame Nacional do Ensino Médio Famerp: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto Fuvest: Fundação Universitária para o Vestibular FMJ: Faculdade de Medicina de Jundiaí FMRP: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto ITA: Instituto Tecnológico de Aeronáutica UAM: Universidade Anhembi-Morumbi Udesc: Universidade do Estado de Santa Catarina UEA: Universidade do Estado do Amazonas UECE: Universidade Estadual do Ceará UEL: Universidade Estadual de Londrina

transformações na Terra Capítulo 10 Página 182 3. Situação A: 3 L; Situação B: aproximadamente 3 L; Situação C: 5 L. Páginas 193 e 194 5. a ) Mar Morto (Oriente Médio): 101,39 °C. Rio de Janeiro: aproximadamente 100 °C. Brasília: aproximadamente 96,44 °C. La Paz: aproximadamente 88,34 °C. Monte Everest: aproximadamente 71,32 °C.

UEM: Universidade Estadual de Maringá UEPG: Universidade Estadual de Ponta Grossa UERJ: Universidade do Estado do Rio de Janeiro UFAM: Universidade Federal do Amazonas UFPR: Universidade Federal do Paraná UFRGS: Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFSC: Universidade Federal de Santa Catarina Unesp: Universidade Estadual Paulista Unicamp: Universidade Estadual de Campinas Unifesp: Universidade Federal de São Paulo Unip: Universidade Paulista

448

04/11/2024 16:59:46

04/11/2024 17:01:09

Respostas

Lista de siglas

Nessa seção, você tem as respostas das atividades que envolvem cálculos. Isso pode auxiliar na realização dessas atividades e em seus estudos.

Nessa seção, há o significado das siglas citadas no volume.

ATKINS, Peter W.; PAULA, Júlio de. Físico-química. Tradução: Edilson Clemente da Silva et al. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008. 2 v. Coleção consagrada da área de Físico-química que aborda detalhadamente assuntos como termodinâmica, estrutura atômica e cinética química. Oferece explicações didáticas, exemplos, ilustrações e atividades integradas. BACICH, Lilian; TANZI NETO, Adolfo; TREVISANI, Fernando de Mello (org.). Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. O livro apresenta possibilidades de integração entre as tecnologias digitais e o currículo escolar, auxiliando para que haja mais engajamento dos estudantes no aprendizado por meio de intervenções efetivas. BAIRD, Colin; CANN, Michael. Química ambiental. Tradução: Marco Tadeu Grassi et al. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2011. O livro aborda a Química voltada para a questão ambiental do ar, do solo e da água. Também aborda aspectos da Química Verde, ramo que visa reduzir a poluição ambiental. BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. Tradução: Eloiza Lopes, Tiago Jonas e Sonia Midori Yamamoto. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. Livro que trabalha a Química geral, aproximando-a da realidade do dia a dia. Apresenta os conteúdos fundamentais com uma abordagem clara e objetiva. CARVALHO, Anna Maria Pessoa de et al. (org.). Ensino de ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Cengage Learning, 2004. Mostrando as relações entre Ciência, tecnologia e sociedade, esse livro traz sugestões de práticas e abordagens para o ensino que colaboram para a construção dos conhecimentos científicos junto a um currículo e programa atualizados. CHANG, Raymond; GOLDSBY, Kenneth A. Química. 11. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

COMPARTILHE IDEIAS: Esse boxe proporcionará a você a oportunidade de conversar com os colegas sobre diversos assuntos relacionados aos conteúdos que está estudando. Após a atividade proposta, você e seus colegas poderão divulgar suas ideias para a comunidade escolar e para fora da escola. DICA: Nesse boxe, há informações importantes que podem ajudá-lo na compreensão dos conteúdos e na realização das atividades sugeridas. CUIDADO: Quando encontrar esse boxe, fique atento aos cuidados sugeridos, principalmente na realização das atividades práticas.

Referências bibliográficas comentadas ATKINS, Peter W.; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. Esse livro apresenta os fundamentos da Química de forma clara e precisa, mostrando-a como um tema dinâmico e atual. Conta com diversas ferramentas pedagógicas e sua leitura contribui para a compreensão do componente curricular de Química de forma contextualizada ao relacionar as ideias químicas fundamentais às suas aplicações.

Neste volume, você também vai encontrar diversos boxes, como:

Siglas 2. Alternativa d.

Unidade 3 Matéria, energia e as

441

Livros

Boxes

seguida pelo livro, definindo o conjunto de aprendizagens essenciais que os estudantes devem desenvolver durante a Educação Básica.

INMETRO. Sistema Internacional de Unidades – SI. Disponível em: https://www.gov.br/inmetro/pt-br/ centrais-de-conteudo/publicacoes/documentos -tecnicos-em-metrologia/si_versao_final.pdf/view. Acesso em: 29 out. 2024. Tradução luso-brasileira das recomendações do Sistema Internacional de Unidades da 9ª edição, que define nomes, símbolos e unidades de medidas.

Livro de Química geral, com diversos exemplos e resolução de exercícios que instigam o leitor a resolver problemas do mundo real baseados em hipóteses adequadas.

FILATRO, Andrea; CAVALCANTI, Carolina Costa. Metodologias inov-ativas na educação presencial, a distância e corporativa. 2. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2023. Esse livro esclarece os principais aspectos das inovações em educação por meio de metodologias ativas de ensinoaprendizagem, apresentando casos práticos e estratégias.

Referências bibliográficas comentadas

GAUTO, Marcelo Antunes; ROSA, Gilber Ricardo. Processos e operações unitárias da indústria química. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2011. Livro que aborda os principais processos e operações unitárias que ocorrem nas indústrias químicas por meio de esquemas, figuras e fluxogramas explicativos, incluindo tópicos sobre separação de misturas. HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de física: óptica e física moderna. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. v. 4. Livro que apresenta conceitos e fundamentos de Física moderna por meio de teoria e exercícios ligados a aplicações práticas do mundo real.

Nessa seção, você encontrará as principais obras consultadas na elaboração do volume, com breve comentário a respeito de cada uma delas.

HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of chemistry and physics. 97. ed. Londres: CRC Press, 2017. Sendo uma referência científica utilizada pelas comunidades científica e técnica, esse livro contém uma reunião de propriedades e informações acerca de aspectos físicos e químicos de diversas substâncias e compostos. HEWITT, Paul G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015. Esse livro proporciona o ensino do tema com textos atraentes e bem-humorados e muitas ilustrações, visando construir um sólido conhecimento em relação a diversos assuntos da Física, como radioatividade e comportamento de partículas e ondas. KOTZ, John C. et al. Química geral e reações químicas. Tradução: Noveritis do Brasil. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015. 2 v. Mostra a relação entre as observações químicas e físicas em laboratório e na natureza, denotando a dinamicidade da Química. NELSON, David L.; COX, Michael M. Princípios de bioquímica de Lehninger. Tradução: Ana Beatriz Gorini da Veiga et al. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. Obra que apresenta uma visão clara e abrangente da Bioquímica, oferecendo explicações de como conceitos dessa área estão presentes na indústria, na medicina, na agricultura e em outros setores.

447

VOCABULÁRIO: Nesse boxe, há o significado de alguns termos destacados nos textos, o que vai ajudá-lo na compreensão dos conteúdos. MEDIDA: Nesse boxe, há as medidas dos seres vivos e as dimensões e distâncias aproximadas de astros do Universo citados nos capítulos.

04/11/2024 16:59:46

OBJETOS EDUCACIONAIS DIGITAIS Os ícones a seguir identificam os diferentes tipos de objetos educacionais digitais presentes neste volume. Esses materiais digitais apresentam assuntos complementares ao conteúdo trabalhado na obra, ampliando a aprendizagem.

vídeo

podcast

carrossel de imagens

infográfico

mapa clicável

6

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SUMÁRIO

Unidade 1 A Química e a matéria do Universo. . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 Capítulo 1 A ciência moderna. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 O nascimento da ciência moderna. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 Ligado no tema - O conhecimento científico e o conhecimento tradicional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 Mulheres na ciência. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 Ligado no tema - Divulgação científica. . . . . . . . . . . . . . 26 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 Capítulo 2 Conceitos iniciais de Química.. . . . . . . . . . . 28 Grandezas físicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 Massa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 Peso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 Volume. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 Densidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Pressão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 Temperatura e calor.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33

Números em notação científica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 Ordem de grandeza.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 Capítulo 3 A matéria. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 O estudo da matéria. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 Origem dos elementos químicos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 Distribuição dos elementos químicos. . . . . . . . . . . . . . . . . 41 A estrutura da Terra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 Capítulo 4 Organização dos elementos químicos.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 Desenvolvimento da tabela periódica. . . . . . . . . . . . . . . . 57 As primeiras tabelas periódicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60 A tabela periódica atual. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 Estrutura da tabela periódica dos elementos químicos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62 Classificação dos elementos químicos. . . . . . . . . . . . . . . . 63

Conexões com… Física - Formação de novos elementos químicos: entre a ficção e a realidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68 Capítulo 5 Substâncias e misturas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 Substâncias simples e compostas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 Substância simples.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 Substância composta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71 Propriedades das substâncias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72 Massas atômicas e massas moleculares.. . . . . . . . . . . . . . 73

Quantidade de matéria e massa molar. . . . . . . . . . . . . . . 75 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77 Misturas.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78 Misturas homogêneas e heterogêneas. . . . . . . . . . . . . . . 80 Dispersões coloidais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 Separação de misturas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Teorias atômicas.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 Conexões com… Filosofia - O atomismo.. . . . . . . . . . 45

Separação de misturas heterogêneas. . . . . . . . . . . . . . . . . 89 Outras técnicas de separação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91 Separação de misturas homogêneas. . . . . . . . . . . . . . . . . . 92 A química e o saneamento básico.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94

Teoria atômica de Dalton. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 Teoria atômica de Thomson. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 Teoria atômica de Nagaoka.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48 Teoria atômica de Rutherford. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48 Teoria atômica de Bohr. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 A teoria atômica atual. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52

Ligado no tema - O custo da água. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96 Prática científica - Separação de misturas. . . . . . . . . . 98 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 Retome o que estudou. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101 Mais questões.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102

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Unidade 2 A Química e a vida na Terra. . . . . . . . . . . . . 106 Capítulo 6 A união dos átomos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108 Ligações químicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108 Ligado no tema - Consumo consciente. . . . . . . . . . . . 109 Ligação iônica.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110 Ligação covalente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113 Ligação metálica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114 Classificações de ligações químicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . 116 Representação de estruturas químicas. . . . . . . . . . . . . 116 Prática científica - Conduzindo corrente elétrica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120 Capítulo 7 As interações entre as moléculas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122

Capítulo 9 Funções orgânicas II.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 Funções oxigenadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 Álcool. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151 Aldeídos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153 Cetona. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 154 Fenol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 154 Éter. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155 Ácido carboxílico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156 Éster e enol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156

Conexões com… Biologia - Glicose no sangue. . . 158 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 160 Funções nitrogenadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162 Amina.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162 Amida.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 164

Isomerias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165 Isomeria constitucional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165 Estereoisomeria.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166

Prática científica - A tensão superficial da água.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169

Geometria molecular. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123

Retome o que estudou. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171

Conexões com… Matemática - Geometria molecular, figuras geométricas e ângulos. . . . . . . . . . 125

Mais questões.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172

Polaridade.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 127 Interações ou forças intermoleculares. . . . . . . . . . . . . . 128

Unidade 3 Matéria, energia e as transformações na Terra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 176

Ligações de hidrogênio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131

Capítulo 10 Transformações da matéria. . . . . . . . . . 178 Estudando os estados de agregação da matéria.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 180 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 182 Transformações físicas.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 183

Ligado no tema - Materiais hidrofóbicos e a segurança no trânsito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132

Pressão de vapor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 185 Diagrama de fases de uma substância. . . . . . . . . . . . . . 189

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134

Transformações químicas.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191 Ligado no tema - A cerâmica das mulheres indígenas da etnia Baniwa.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 192 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193 Leis ponderais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195

Dipolo induzido-dipolo induzido. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128 Dipolo permanente-dipolo permanente. . . . . . . . . . . 130 Íon-dipolo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130

Capítulo 8 Funções orgânicas I.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137 Introdução à Química Orgânica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137 Propriedades dos compostos orgânicos. . . . . . . . . . . . 139 Classificação das cadeias carbônicas. . . . . . . . . . . . . . . . 141

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143 Hidrocarbonetos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 144 Nomenclatura de hidrocarbonetos. . . . . . . . . . . . . . . . . . 146

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149

Conservação da matéria. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195 Primeira lei ponderal: lei da conservação das massas.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197 Segunda lei ponderal: lei das proporções constantes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 198

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Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 199 Capítulo 11 Soluções e propriedades coligativas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 Concentrações de soluções. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 Concentração em massa (​C​). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 201 Porcentagem em massa de soluto (​% m /m​). . . . . . 202 Título em massa (​τ)​. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 203 Concentração em partes por milhão (​ppm​) e em partes por bilhão (​ppb​).. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 203 Concentração em quantidade de matéria (​c​). . . . . . 204 Concentração em ​mol/kg​(​Ⱳ)​. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205 Concentração de íons em ​mol/L​. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 206

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 208 Fração em quantidade de matéria. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 209 Relações entre algumas concentrações de soluções. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 210

Diluição de soluções. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 210 Mistura de soluções.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 213 Mistura de soluções que não reagem entre si. . . . . 213

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 216 As propriedades coligativas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 217 Diminuição da pressão de vapor (tonoscopia). . . . 219 Elevação da temperatura de ebulição (ebulioscopia). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221 Diminuição da temperatura de congelamento (crioscopia). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 223 Osmose e pressão osmótica.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 224

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229 Capítulo 12 Quantidade e proporção de matéria. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 232 Cálculo estequiométrico.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 232 Balanceamento das equações químicas. . . . . . . . . . . . 233 Relação entre massas.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234 Relação entre matéria e volume.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 235 Fórmulas químicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 236

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 237 Rendimento das reações químicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 238 Reagente limitante e em excesso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 239 Pureza dos reagentes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 241

Conexões com… História - Fritz Haber, entre o Nobel e a guerra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 242

Química Verde. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 243 Prática científica - Quantidade de matéria. . . . . . . 244 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 246 Capítulo 13 Termoquímica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 247 Entalpia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 247 Variação de entalpia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 249 Entalpia de formação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 252 Energia de ligação.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 254 Lei de Hess.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 257

Ligado no tema - Como o petróleo salvou as baleias cachalotes.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 258 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 259 Retome o que estudou. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 261 Mais questões.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 262

Unidade 4 Energia e transformações na sociedade. . . . . . . . . . . . . . 266 Capítulo 14 Eletroquímica.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 268 A invenção da pilha. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 268 Prática científica - A pilha de Alessandro Volta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 269 Funcionamento de pilhas e baterias. . . . . . . . . . . . . . . . . 269 Número de oxidação.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 270 Agente redutor e agente oxidante. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 272 Balanceamento de reações de oxirredução. . . . . . . . 272

Pilha de Daniell. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 273 Diferença de potencial ou força eletromotriz. . . . . . 275 O eletrodo de hidrogênio e o potencial padrão. . . 275 Proteção dos metais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 277

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 280 Pilhas e baterias atuais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 281 Pilha comum ou pilha seca ácida.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 281 Pilha seca alcalina. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 282 Pilha de lítio ou pilha de lítio-iodo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 282 Bateria de chumbo.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 283 Bateria de íon lítio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 283 Baterias de carros elétricos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 284

Célula de combustível. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 285 Prática científica - Pilha caseira. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 286 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 288

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Capítulo 15 Eletrólise. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 289 Conceito de eletrólise. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 289 Eletrólise ígnea. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 291

Unidade 5 A dinâmica das transformações e o ser humano.. . . . . . . . . 334

Conexões com… Sociologia - A reciclagem do alumínio.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 293 Eletrólise aquosa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 294

Capítulo 18 Equilíbrio químico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 336 Reações reversíveis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 336

Aplicações da eletrólise. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 296

Lei de Faraday.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 298 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 299

Ligado no tema - Osteoporose. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 338 O equilíbrio químico e a constante de equilíbrio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 339 Constantes de equilíbrio ​Kp​.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 341 Equilíbrios heterogêneos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 343

Capítulo 16 Radioatividade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 301 A descoberta da radioatividade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 301 Radiação ionizante. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 304

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 344

Decaimento radioativo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 306

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 348

Leis de Soddy. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 307 1ª lei de Soddy: emissão de partícula alfa (​α​). . . . . . 307 2ª lei de Soddy: emissão de partícula beta (​β​).. . . . 307

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 309 Meia-vida.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 310 Prática científica - Decaimento radioativo. . . . . . . 313 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 314

Fatores que alteram o equilíbrio químico. . . . . . . . . . 345

Capítulo 19 Equilíbrio iônico e pH. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 349 Definições ácido-base. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 349 Constante de ionização da água: pH e pOH. . . . . . . 351 Métodos de determinação de pH. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 354

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 355 Constantes de ionização e de dissociação. . . . . . . . . 356

Capítulo 17 Usos da radioatividade.. . . . . . . . . . . . . . . . 315 Radioatividade na Medicina.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 315

Conexões com… Biologia - O ácido cianídrico e a farinha de mandioca. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 358 Solução-tampão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 360

A radioatividade aplicada no tratamento de doenças. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 316

Prática científica - Indicador ácido-base natural. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 362

Ligado no tema - O sistema de saúde e o exame radiográfico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 317 Radioatividade na agricultura. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 318 Radioatividade na indústria. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 319 Radioatividade e a datação de fósseis.. . . . . . . . . . . . . . 321 Outros tipos de datação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 322

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 364

Datação por potássio/argônio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 322 Datação por urânio/tório. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 323

Cuidados com os materiais radioativos. . . . . . . . . . . . . 325

Capítulo 20 Hidrólise salina e produto de solubilidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 366 Hidrólise salina. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 366 Hidrólise de um sal de ácido fraco e base forte.. . . 367 Hidrólise de um sal de ácido forte e base fraca. . . . 367 Hidrólise de um sal de ácido fraco e base fraca.. . . 369 Hidrólise de um sal de ácido forte e base forte. . . . 369

Conexões com… Biologia - Radioatividade e controle de insetos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 326

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 371 Produto de solubilidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 372

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 328

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 375

Retome o que estudou. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 329

Retome o que estudou. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 377

Mais questões.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 330

Mais questões.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 378

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Unidade 6 As substâncias e o meio ambiente. . . . . . . . . . . 382

Lei cinética das reações químicas.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 412

Capítulo 21 Ácidos, bases, sais e óxidos. . . . . . . . . . . 384 Chuva ácida: causa, consequências e possíveis soluções. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 384 Algumas definições de ácidos e bases. . . . . . . . . . . . . . 386

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 416

Definições de Arrhenius.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 386 Definições de Brønsted-Lowry.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 386 Definições de Lewis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 386

Ácidos de Arrhenius. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 387 Classificação e nomenclatura dos ácidos de Arrhenius.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 387 Alguns ácidos e suas aplicações. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 388

Bases de Arrhenius. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 389 Nomenclatura das bases de Arrhenius. . . . . . . . . . . . . . 389 Algumas bases e suas aplicações.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 390

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 391 Sais de Arrhenius.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 392 Classificação dos sais de Arrhenius. . . . . . . . . . . . . . . . . . 392 Nomenclatura dos sais de Arrhenius. . . . . . . . . . . . . . . . 393 Alguns sais e suas aplicações.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 393

Óxidos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 395 Características dos óxidos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 396 Classificação dos óxidos.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 396

Prática científica - Caráter básico do óxido de cálcio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 397

Prática científica - Cinética química.. . . . . . . . . . . . . . . . 414 Capítulo 23 Polímeros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 418 Micronutrientes e macronutrientes. . . . . . . . . . . . . . . . . . 418 Polímeros naturais.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 419 Látex. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 419 Seda.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 419 Proteínas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 419 Carboidratos.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 422

Conexões com… Geografia e História A extração do látex. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 424 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 425 Polímeros sintéticos.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 426 Polímeros de adição. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 428 Polímeros de condensação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 430

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 433 Retome o que estudou. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 434 Mais questões.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 435 Conheça mais .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 439 Respostas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 441 Referências bibliográficas comentadas. . . . . . . . . . 447 Siglas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 448

Nomenclatura dos óxidos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 397 Principais óxidos e suas aplicações. . . . . . . . . . . . . . . . . . 398

Conexões com… Física e Biologia - Protetor solar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 400 Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 402 Capítulo 22 Cinética química. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 404 Taxa média de uma reação química. . . . . . . . . . . . . . . . . . 404 Teoria das colisões e formação do complexo ativado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 406 Orientação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 407 Energia cinética mínima. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 407

Atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 408 A rapidez de uma reação química. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 409 Concentração. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 409 Temperatura. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 409 Superfície de contato. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 409 Catalisadores. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 410

Objetos digitais Podcast. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 Carrossel de imagens. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 Mapa clicável.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67 Vídeo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81 Mapa clicável.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110 Vídeo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131 Podcast. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157 Infográfico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 185 Podcast. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 251 Infográfico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 296 Podcast. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 324 Carrossel de imagens. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 353 Infográfico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 374 Infográfico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 393 Vídeo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 406

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UNIDADE

Nesta unidade, vamos estudar... • desenvolvimento da ciência moderna; • conceitos iniciais de Química; • evolução da teoria atômica da matéria; • tabela periódica; • propriedades físicas e químicas da matéria; • substâncias e misturas; • métodos de separação de misturas.

A QUÍMICA E A MATÉRIA DO UNIVERSO

Na imagem de abertura desta unidade, há uma cientista examinando um fragmento de meteorito. O que você acha que ela pode descobrir? Essa cena não simboliza apenas o espírito investigativo e a busca incessante por conhecimento que caracteriza a ciência, mas destaca também o papel das mulheres nessa área. Histórias de cientistas como Marie Curie (1867-1934), Rosalind Elsie Franklin (1920-1958) e muitas outras são registros de como mulheres contribuíram para avanços científicos e inspiraram gerações. Nesta unidade, além de conhecer contribuições de diversas mulheres que enfrentaram e ajudaram a reduzir as barreiras de gênero na ciência, vamos explorar o desenvolvimento do conhecimento científico, reconhecendo como saberes tradicionais, acumulados ao longo de gerações, também contribuem para a ciência. Serão apresentados os principais conceitos envolvidos no estudo da Química e os primórdios do atomismo, teoria que propõe que toda a matéria é composta de partículas indivisíveis e que foi o ponto de partida para o desenvolvimento da tabela periódica. A análise de substâncias e misturas também é tema desta unidade. Você sabe diferenciar substâncias puras de misturas? Vamos aprender a importância dessa distinção para a Química e, assim como a cientista retratada na imagem utiliza técnicas para investigar o meteorito, vamos explorar alguns métodos usados para separação de materiais e obtenção de substâncias. Respostas nas Orientações para o professor.

a ) Você considera importante os estudos relacionados à formação do Universo, como a análise do fragmento de meteorito retratado na fotografia? b ) Discuta com seus colegas a importância de conhecer a estrutura da matéria. c ) Por que é importante reconhecer e valorizar as contribuições das mulheres para a ciência? d ) Como a compreensão das substâncias e misturas pode impactar nosso dia a dia e a sociedade em geral?

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David Parker/SPL/Fotoarena

Pesquisadora Dolores Hill analisando um fragmento de meteorito.

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CAPÍTULO

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A ciência moderna

O nascimento da ciência moderna

Você sabe qual é o metal mais valioso que existe? Muitas pessoas responderiam que é o ouro, por conta das aplicações desse material na produção de joias, acessórios e componentes eletrônicos. A busca por materiais valiosos, visando obter riqueza, foi objetivo de vários indivíduos ao longo da história. Esse é um fato evidenciado pelos registros da ampla busca pela pedra filosofal, um artefato que poderia transformar outros materiais em ouro. Hoje, ela é tema de muitas obras de ficção, como livros e filmes, mas no passado foi seriamente investigada pelos alquimistas. Pouco se fala, mas o físico inglês Isaac Newton (1643-1727), formulador da lei da gravitação universal, já tentou por si só encontrar uma fórmula para o desenvolvimento da pedra filosofal. Coleção particular, Düsseldorf, Alemanha

Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar a troca de informações entre os estudantes.

1. Você já ouviu falar em alquimia ou pedra filosofal? Sente-se com um colega e converse sobre o tema.

O alquimista, de Joseph Leopold Ratinckx. Óleo sobre madeira, ​36 cm ​× ​27 cm,​1937. Timof/Shutterstock.com

A alquimia, prática muito presente na Idade Média (476-1453), utilizava do sobrenatural e de experimentos para explicar coisas do dia a dia, muitas vezes distantes do pensamento racional. Por exemplo, muitos alquimistas buscavam um remédio universal para curar todos os males físicos e morais da humanidade ou a pedra filosofal, que seria responsável por transformar todos os metais em ouro. Embora não fosse ainda aquilo que conhecemos como Química, a alquimia foi essencial para o desenvolvimento de diferentes técnicas e instrumentos laboratoriais importantes. Além disso, possibilitou a descoberta de substâncias como álcool, éter, ácidos nítrico e sulfúrico e os sais minerais. No século XVII, à medida que os estudiosos começaram a sistematizar as informações sobre suas observações, o misticismo foi gradativamente abandonado e, com ele, a alquimia. Nesse processo, muito do que era produzido só valia se pudesse ser descrito pela Matemática e pudesse passar por experimentação, dando início à aplicação do chamado método científico. O método científico e sua aplicação caracterizam a ciência moderna, que busca produzir conhecimento por meio de questionamentos, observação de fatos, experimentação e formulação de hipóteses. 2. Analise a pintura O alquimista e a imagem de um laboratório de

Química. Quais semelhanças é possível identificar entre o que está representado nas imagens?

Resposta: Em ambas as imagens há presença de instrumentos que são fundamentais para a execução dos experimentos.

Laboratório moderno de Química.

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Biblioteca Nacional, França, Paris

Os estudos do químico francês Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794) e de outros cientistas da época caracterizaram o início da Química moderna, pois seguiam o método científico. Antes de Lavoisier, havia a teoria do flogisto, desenvolvida pelo químico e médico alemão Georg Ernst Stahl (1660-1734), que afirmava que os materiais inflamáveis continham uma substância invisível, chamada flogisto. A queima do material resultava na liberação dessa substância; quanto mais flogisto o material tivesse, mais facilmente entrava em combustão. 2.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

1.

flogisto liberado

Representação de material em combustão.

UNIDADE

1

Georg Ernst Stahl.

resíduo (sem flogisto)

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Representação das cinzas que restavam como resíduo, sem o flogisto. Museu Metropolitano de Arte, Nova York, EUA

Lavoisier realizou diversos experimentos envolvendo o processo de combustão. Ao usar balanças para verificar as massas das substâncias durante essas reações químicas, ele notou que a combustão não ocorria por causa do flogisto, mas sim em razão de algo presente no ar, que ele chamou de oxigênio. Diversos estudos foram realizados por Lavoisier, muitos com a contribuição de sua esposa, a cientista, também francesa, Marie-Anne Pierrette Paulze (1758-1836). Ela foi fundamental no trabalho do marido, atuando como assistente de laboratório, além de contribuir para a produção, edição e ilustração dos textos. Os estudos de Lavoisier foram considerados uma revolução na ciência, pois forneceram uma nova maneira de explicar um fenômeno – no caso, a combustão dos materiais –, e contribuíram para o nascimento da Química. Sobre as mudanças e evoluções no conhecimento científico, leia o texto a seguir. Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794) e Marie Anne Lavoisier (Marie Anne Pierrette Paulze, 1758-1836), de Jacques Louis David. Óleo sobre tela, ​259 cm ​× ​194 cm​, 1788.

[…] Guiados por um novo paradigma, os cientistas adotam novos instrumentos e orientam seu olhar em novas direções. E o que é ainda mais importante: durante as revoluções, os cientistas veem coisas novas e diferentes quando, empregando instrumentos familiares, olham para os mesmos pontos já examinados anteriormente. […] Não obstante, as mudanças de paradigma realmente levam os cientistas a ver o mundo definido por seus compromissos de pesquisa de uma maneira diferente. […] após uma revolução, os cientistas reagem a um mundo diferente. […] KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. Tradução: Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. 5. ed. São Paulo: Perspectiva, 1998. p. 145-146.

3. Com base na leitura do texto, defina revolução científica. Resposta: Mudar a forma de observar determinados fatos, adotando novas maneiras de analisar e se comprometer com a pesquisa científica.

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klyaksun/Shutterstock.com

jrslompo/Shutterstock.com

Desde a época da alquimia até o início do século XVII, quando a ciência começou a se dividir em diversas áreas, surgiu o campo de conhecimento que hoje conhecemos como Química. Reflita e se pergunte: o que faz um profissional formado em Química? É provável que você associe o profissional de Química principalmente ao trabalho em laboratório, mas o campo de atuação é amplo. Embora o laboratório seja uma parte importante do cotidiano de um(a) químico(a), há outras oportunidades no mercado de trabalho para esses profissionais. A formação na área química permite uma diversidade de atuações. Para organizar nossas ideias, vamos ordená-los em cinco diferentes grandes grupos: técnicos; licenciados; bacharéis; químicos industriais; e engenheiros. • Os técnicos são profissionais de nível médio que atuam com análises Representação do estereótipo laboratoriais ou linhas de produção. da profissão de químico. • Os profissionais licenciados geralmente atuam em sala de aula como Imagem sem proporção e em cores fantasia. professores. • Os bacharéis, assim como os licenciados, trabalham com pesquisa e desenvolvimento de produtos. • Os químicos industriais e os bacharéis com atribuição tecnológica são capacitados para atuar nos mais variados processos industriais. • Já os engenheiros da área química (engenheiros químicos, de alimentos, de materiais, têxteis, ambientais, entre outros) são profissionais relacionados à elaboração de processos e projetos de instalações industriais. É necessário valorizar os profissionais da área química, pois eles contribuem de forma significativa para o bem-estar das populações em escala global por meio da pesquisa e do desenvolvimento de modos de produção mais sustentáveis. Inclusive, o elevado crescimento da população e o uso excessivo de recursos naturais que resultaram em mudanças climáticas levaram os profissionais de Química a se envolverem em uma área denominada economia verde. A economia verde contribui para o bem-estar das sociedades ao reduzir o uso de recursos naturais e os riscos da escassez ambiental. Essa área, muito provavelmente, será responsável pelo surgimento de novas carreiras profissionais no futuro, já que representa um setor de grande potencial no Brasil. Para ampliar esse potencial, é importante identificar e analisar as áreas e os setores específicos que mais contribuem para a degradação ambiental e a emissão de gases do efeito estufa. Assim, é possível direcionar os esforços para possibilitar uma transição sustentável.

Imagem aérea de uma usina de álcool a partir da cana-de-açúcar, uma opção de biocombustível menos poluente e de fonte renovável, no município de Bariri (SP), em 2023.

Portanto, a Química tem evoluído continuamente, desde a época da alquimia até se consolidar como uma ciência independente; os profissionais da área atuam em diversos campos, que incluem ensino, pesquisa e indústria; e as áreas que envolvem a Química são importantes para o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a eficiência energética, para a criação de processos mais eficazes e para a elaboração de novos produtos sustentáveis.

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A Química também é uma ferramenta para o cumprimento de alguns dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na denominada Agenda 2030. A iniciativa, coordenada pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), é um acordo internacional assinado em 2015 por mais de 190 países, incluindo o Brasil. O objetivo é promover medidas para a solução de problemas como pobreza, devastação do meio ambiente, crises climáticas, entre outros.

UNIDADE

1

• Participação em serviços de saneamento básico, como tratamento de água e esgoto, fator crucial para ajudar a acabar com a pobreza em todas as suas formas. • Auxiliar na promoção do bem-estar e da saúde (Objetivo 3) ao sintetizar novos compostos que poderão ser utilizados como medicamentos que podem controlar novas epidemias. • Promover acesso à energia acessível e limpa (Objetivo 7), com fontes alternativas. • Melhoria na eficiência dos recursos globais no consumo e na produção, de modo a minimizar a degradação ambiental, com pesquisas avançadas nos setores tecnológicos para gerar emprego digno e crescimento econômico (Objetivo 8). • Desenvolver processos que utilizem menos energia e gerem menos resíduos (Objetivo 9). • Cidades e comunidades sustentáveis (Objetivo 11) podem ser promovidas por meio de uma economia circular ao recuperar materiais valiosos de resíduos. • Promoção de um uso consciente dos recursos naturais e contribuição para o manejo ambientalmente saudável de produtos químicos e resíduos (Objetivo 12). • Combate às alterações climáticas (Objetivo 13), com o desenvolvimento de tecnologias para captura e armazenamento de carbono. • Promoção da vida sobre a terra (Objetivo 15), desenvolvendo tecnologias para monitoramento e remediação de poluição ambiental.

Keithy Mostachi/Arquivo da editora

É possível afirmar que, direta ou indiretamente, o profissional da Química pode contribuir com muitos dos objetivos propostos pelo documento. Confira alguns deles a seguir.

Essa situação mostra também que estudos científicos realizados por diferentes cientistas simultaneamente, cada um sob o olhar de sua especialidade, possibilitam avanços em diversas áreas da ciência, como saúde, energia, alimentação e ambiente. Um parâmetro que pode ser utilizado para avaliar como os estudos científicos avançam em determinado país é a quantidade de publicações científicas. Leia a manchete a seguir.

Brasil publicou quase 157 mil artigos em 2023 Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/assuntos/noticias/brasil-publicou -quase-157-mil-artigos-em-2023. Acesso em: 25 jul. 2024.

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De acordo com a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), em 2023 o Brasil produziu cerca de 157 mil artigos científicos, colocando-o na décima posição entre os países com maior produção científica no ano. No entanto, o estudo científico no Brasil ainda enfrenta muitas dificuldades. a ) Junte-se a dois colegas e façam uma pesquisa sobre os estudos científicos no país, identificando possíveis obstáculos para seu desenvolvimento. Em seguida, proponham medidas que possam ser adotadas pela população e pelos governantes a fim de avançar a posição do país no ranking mundial de produção científica, além de melhorar a qualidade das pesquisas aqui realizadas. Resposta e comentários nas Orientações para o professor.

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LIGADO NO TEMA O conhecimento científico e o conhecimento tradicional Leia o trecho da notícia a seguir.

Países adotam tratado histórico sobre Propriedade Intelectual, Recursos Genéticos e Conhecimento Tradicional Após décadas de negociações, os Estados-membros da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) adotaram um tratado internacional histórico que lida com a interseção entre propriedade intelectual, recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados. […] O que o Tratado faz?

a) Resposta: O De forma ampla, onde uma invenção reivindicada em uma aplicação de patente for baseada conhecimento em recursos genéticos, cada parte contratante exigirá que os candidatos divulguem o país tradicional é adquirido via de origem ou a fonte dos recursos genéticos. Onde a invenção reivindicada em uma apliobservação da cação de patente for baseada em conhecimento tradicional associado a recursos genéticos, natureza e da cada parte contratante exigirá que os candidatos divulguem os Povos Indígenas ou a comuprática e é transmitido ao nidade local, conforme aplicável, que forneceram o conhecimento tradicional. longo de gerações. Já o […] conhecimento científico é obtido PAÍSES adotam tratado histórico sobre Propriedade Intelectual, Recursos Genéticos e Conhecimento Tradicional. por meio de Nações Unidas Brasil, 24 maio 2024. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/269540-pa%C3%ADses-adotam-tratado métodos -hist%C3%B3rico-sobre-propriedade-intelectual-recursos-gen%C3%A9ticos-e. Acesso em: 25 jul. 2024. sistemáticos, experimentações O trecho de notícia mostrado anteriormente faz menção a dois termos importantes para controladas e análise rigorosa. sua compreensão: propriedade intelectual e conhecimento tradicional. Você já ouviu falar nesses termos? Em qual contexto? Professor, professora: Comentários nas Orientações para o professor. b) Resposta: O conhecimento A propriedade intelectual refere-se às criações da mente – invenções, obras literárias e artradicional tísticas, símbolos, nomes, imagens, desenhos ou processos. Ou seja, está relacionada com o muitas vezes conhecimento, e por meio dela os criadores ou responsáveis por qualquer produção inteleccontém informações que tual podem garantir, por algum tempo, a possibilidade de recompensa financeira pela criação. podem ter uma interpretação O conhecimento, por sua vez, se apresenta de diferentes modos. Há o senso comum, addiferente pelas quirido por observação e repetição, sem ser criado um método para tal; o conhecimento cienpráticas científicas tífico, adquirido por meio de uma série de métodos, sendo reprodutível e verificável; e o comodernas. Por nhecimento tradicional, produzido pelos povos indígenas e comunidades tradicionais, que meio dele é possível pode envolver modos de vida, arte, dança, música, Medicina, biodiversidade e conhecimento desenvolver e proteção de variedades vegetais. técnicas que respeitam os Muitos conhecimentos científicos foram inspirados pelos conhecimentos tradicionais – por ciclos naturais e exemplo, a fabricação de bolas de borracha pelos indígenas mesoamericanos (região da Améa capacidade de regeneração dos rica Central) foi utilizada e adaptada por Charles Goodyear em 1939 para fabricar borracha. ecossistemas, A capacidade dos povos originários de observar a natureza e tirar conclusões que, com suas parcontribuindo para uma ticularidades, forneciam respostas aos questionamentos existentes é um tipo de conhecimento que relação mais deve ser reconhecido. Na Química, é possível afirmar que indígenas amazônicos desenvolveram proequilibrada entre humanos e cessos de transformação de substâncias, ou seja, obtiveram produtos por meio de reações químicas. meio ambiente.

a ) Qual é a diferença fundamental entre conhecimento tradicional e conhecimento científico?

b ) Indique como o conhecimento tradicional pode contribuir tanto para as práticas científicas modernas quanto para a sustentabilidade e a preservação da biodiversidade.

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UNIDADE

ATIVIDADES

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2. Resposta pessoal. A atividade objetiva incentivar uma reflexão crítica entre os estudantes sobre como o conhecimento científico, aceito durante um período, pode ser revisado e modificado NÃO ESCREVA NO LIVRO. com o tempo. Espera-se que eles compreendam que o conhecimento científico não é uma verdade absoluta, mas sim algo que está em constante mudança, conforme novas pesquisas são realizadas.

1. O astrônomo, matemático e geógrafo egípcio Ptolomeu (100-170) afirmava que a Terra era o centro do

Biblioteca Nacional, França, Paris

Biblioteca Nacional, França, Paris

Universo e que os demais astros giravam em torno dela. Esse é o chamado modelo geocêntrico, que séculos depois foi substituído por outro, o heliocêntrico, proposto pelo astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543). De acordo com esse novo modelo, o Sol era o centro do Universo, ao redor do qual giravam os outros astros, incluindo a Terra. Respostas das questões 1 e 3. b) nas Orientações para o professor.

Representação do modelo geocêntrico de organização do Sistema Solar.

Representação do modelo heliocêntrico de organização do Sistema Solar.

a ) Por que o modelo proposto por Copérnico pode ser utilizado para ilustrar a revolução científica? b ) O que levou o modelo geocêntrico a ser substituído pelo heliocêntrico? Se necessário, faça uma pesquisa sobre o assunto.

2. Galileu, com auxílio de equipamentos de melhor resolução, conseguiu enxergar que a Lua não era perfeita,

como os gregos diziam. O que podemos concluir a respeito do conhecimento científico com essa situação? 3. a) Enquanto o trecho da reportagem cita o vírus zika, a

3. Leia o trecho da reportagem a seguir e confira a imagem. imagem mostra como ocorre a transmissão desse vírus ao ser Tacio Philip Sansonovski/Shutterstock.com

humano, que é por meio da picada da fêmea contaminada do mosquito A. aegypti.

Vírus zika pode voltar a se replicar após recuperação, aponta estudo Isso pode levar a novos episódios de sintomas VÍRUS zika pode voltar a se replicar após recuperação, aponta estudo. Agência Brasil, 23 jun. 2024. Disponível em: https:// agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2024-06/virus-zika -pode-voltar-se-replicar-apos-recuperacao-aponta-estudo. Acesso em: 25 jul. 2024. Mosquito (Aedes aegypti): pode atingir cerca de 7​ mm​ de comprimento.

Fêmea do mosquito A. aegypti.

a ) Como o trecho da reportagem pode ser relacionado à imagem? b ) Indique como a pesquisa influencia na mudança de hábito das pessoas e previne doenças.

4. Como os experimentos de Lavoisier desafiaram e eventualmente refutaram a teoria do flogisto, contribuindo para o estabelecimento dos fundamentos da Química moderna?

Resposta: Os trabalhos de Lavoisier estabeleceram métodos rigorosos de experimentação e quantificação.

5. Em geral, o método científico engloba algumas etapas, como observação, formulação de hipóteses, experi-

mentação, interpretação dos resultados e conclusão. Um pesquisador que investiga certo tema por meio do método científico deverá cumprir todas as etapas? Justifique sua resposta. Resposta: Sim. A ausência de qualquer etapa compromete a metodologia científica e a confiabilidade dos resultados obtidos.

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7. a) Resposta: O material foi associado à pedra filosofal porque esse artefato possibilitaria obter ouro de outros materiais, transformando-os. O material desenvolvido, contudo, apenas extrai o ouro já presente em um líquido.

Tivemos a sorte de encontrar um indígena idoso [...]. Ele era o químico (chimiste) do local. Encontramos com ele grandes caldeiras feitas de barro para cozinhar a seiva das plantas; vasilhames mais rasos que favoreciam a evaporação por causa da ampla superfície que ofereciam para isso; folhas de banana que, enroladas em forma de sacola, eram usadas para filtrar os líquidos mais ou menos impregnados de fibras. Em toda parte, havia a maior ordem e limpeza nessa cabana transformada em laboratório de química (laboratoire de chimie). O indígena que iria nos dar informações é conhecido na missão sob o nome de mestre do veneno (maître de poison, amo del Curare) [...]. “Eu sei, disse ele, que os brancos possuem o segredo de fazer sabão, e aquele pó preto que tem a desvantagem de fazer barulho e afugentar os animais quando não se acerta neles. O curare, que sabemos preparar de pai para filho, é bem melhor do que tudo que vocês conseguem produzir lá (do outro lado dos mares) [...]”. [...] HUMBOLDT, Alexander von apud SOENTGEN, Jens; HILBERT, Klaus. A química dos povos indígenas da América do Sul. Química Nova, v. 39, n. 9, 2016. p. 1144. Disponível em: https:// doi.org/10.21577/0100-4042.20160143. Acesso em: 2 jul. 2024.

a ) No texto, são descritas algumas etapas para a produção do curare. Quais delas você reconhece como práticas semelhantes às utilizadas pela chamada ciência moderna?

7. Em uma notícia, foi apresentado o desenvolvimento de um material capaz de “extrair ouro de lixo”. Formado por uma folha de grafeno, o material consegue reter partículas de ouro presentes em um líquido que passe por ele, mesmo que em quantidades muito baixas. Por isso, o material foi relacionado diversas vezes à pedra filosofal. Nature Communications

6. a) Resposta: Caldeiras feitas de barro para cozinhar; vasilhames mais rasos, que favoreciam a evaporação; e folhas de banana, usadas para [...] filtrar os líquidos.

Folha de grafeno.

a ) Por que o material desenvolvido foi relacionado à pedra filosofal? b ) Analise o esquema a seguir, que mostra como ocorre a extração do ouro pela folha de grafeno. 7. b) Resposta: Espera-se que os estudantes utilizem seus conhecimentos prévios para identificar o processo Imagem sem proporção e em cores fantasia. de filtração. Nature Communications

6. Leia o texto a seguir.

Solução com baixíssima quantidade de ouro

b ) Como os indígenas teriam desenvolvido seus processos transformativos descritos por Humboldt? Como esses conhecimentos foram transmitidos dentro dessa cultura? c ) A técnica de extração do curare foi levada pelo geógrafo alemão Alexander von Humboldt, que no começo do século XIX testemunhou o fabrico pelos indígenas. A substância ativa tubocurarina foi isolada na década de 1940 e rendeu a empresas patentes milionárias de relaxantes musculares usados em cirurgias. Baseado no exposto, de que maneira o novo tratado de propriedade intelectual, estudado na seção Ligado no tema, pode contribuir para a valorização dos conhecimentos tradicionais? Resposta nas Orientações para o professor.

Água Representação do processo de extração do ouro. Partículas de ouro

Esse esquema mostra que as partículas de ouro de um líquido ficam retidas ao passar pelo grafeno. Esse processo de separação está presente em nosso dia a dia, empregado para outros materiais. Qual é o nome desse processo?

6. b) Resposta: Os indígenas desenvolveram seus processos transformativos por meio da observação da natureza, como verificar que uma folha de banana consegue atuar como um filtro. Os conhecimentos tradicionais foram transmitidos de geração em geração, de pai para filho.

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08/11/2024 14:44:49


Mulheres na ciência © Cientirinhas

Leia a tirinha a seguir e responda às questões 4 e 5.

4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que os estereótipos de gênero podem limitar o interesse das mulheres por áreas supostamente mais adequadas aos homens. 5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem desigualdades de gênero, falta de representação em cargos de liderança, disparidades salariais e dificuldades para conciliar carreira e vida pessoal.

UNIDADE

1

4. Com base no diálogo da tirinha, converse com

seus colegas sobre como os estereótipos de gênero podem limitar a ocupação das mulheres nos espaços que são considerados mais adequados aos homens.

5. Quais são os principais desafios enfrentados por mulheres na ciência hoje em dia e como esses desafios podem impactar o avanço científico?

Ao ler a tirinha, em qual momento você identificou que houve quebra de expectativa? Isto é, em qual momento apareceu algo diferente do que se esperava?

MERLIN, Marco. Cientirinhas. Disponível em: https://cientirinhas. tumblr.com/page/13. Acesso em: 26 jul. 2024.

O quadrinho exemplifica como os estereótipos de gênero podem limitar o potencial das mulheres ao associá-las a certas atividades e interesses. Elas, no entanto, desafiam essas suposições, subvertendo os estereótipos e mostrando que todas as atividades, inclusive a ciência, são igualmente adequadas para meninas e meninos.

6. Como políticas públicas podem promover mais representação e participação das mulheres em todas as áreas da ciência?

Benjamin Couprie. c. 1927. Coleção particular

Agora, analise a fotografia a seguir.

6. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem que políticas e iniciativas inclusivas, além de investimentos em educação e conscientização sobre equidade de gênero, podem ajudar a superar barreiras estruturais e culturais.

Registro dos 29 participantes da quinta edição da Conferência de Solvay, realizada em Bruxelas, na Bélgica, em 1927.

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A fotografia reúne os mais notáveis pesquisadores da época, sendo 28 homens e apenas uma mulher. A única retratada é Marie Curie. Nascida na Polônia, Marie obteve grande destaque por ter sido a pioneira (juntamente com seu marido, Pierre Curie) no ramo da radioatividade. Além disso, foi a primeira mulher a receber um Nobel e a primeira pessoa a ganhar o prêmio duas vezes.

Rosalind Elsie Franklin. SPL/Fotoarena

Um caso famoso foi o da física inglesa Rosalind Elsie Franklin, que obteve pela primeira vez uma imagem de raios-X de uma molécula de ácido desoxirribonucleico (DNA), o que possibilitou elucidar sua estrutura. No entanto, o crédito pela determinação da estrutura dessa molécula foi dado somente ao cientista estadunidense James Dewey Watson (1928-), ao cientista inglês Francis Harry Compton Crick (1916-2004) e ao biofísico neozelandês Maurice Wilkins (1916-2004), pois acreditava-se que ela apenas obteve a imagem e não a tinha associado à estrutura helicoidal.

World History Archive/Alamy/Fotoarena

Com as mudanças e evoluções nas ciências, houve também avanços na participação feminina nessas áreas. No entanto, por muitos anos, a imagem feminina foi apagada e muitas não receberam o devido reconhecimento, tampouco os trabalhos foram apropriadamente creditados.

Em 2022, dois pesquisadores dos trabalhos de Watson e Crick tiveram acesso aos documentos de Rosalind Franklin e perceberam que ela não deixou de compreender a estrutura do DNA. Esses documentos revelam que ela foi uma colaboradora de igual relevância na descoberta da estrutura do DNA. Um dos exemplos notáveis que se tem sobre a falta de crédito às mulheres diz respeito à Marie-Anne Pierrette Paulze. A famosa pintura que retrata ela e seu marido, Antoine Lavoisier, apresentada no início do capítulo, é comumente divulgada apenas com a informação de que retrata “Lavoisier e esposa”, desconsiderando que Marie-Anne desempenhou mais do que o papel de esposa do químico. Ao longo dos mais de 20 anos de casamento, Marie-Anne anotou resultados experimentais e desenhou com precisão os aparatos de laboratório, o que ajudou os cientistas contemporâneos à sua época a entenderem métodos e resultados dos trabalhos de Lavoisier. Além disso, entre suas habilidades estava, em especial, a capacidade de ler, traduzir e analisar textos científicos escritos em inglês, que o marido não dominava completamente, sendo um idioma imprescindível para a comunidade científica que atuava fora da França.

Imagem da molécula de DNA obtida por Rosalind Franklin.

Na comunidade científica, há debates sobre o nível de interferência de Mileva nos estudos de Einstein. Estima-se que no período de 1900 a 1905, com o consentimento dela, o casal publicou trabalhos científicos desenvolvidos em conjunto, porém foram assinados apenas por Einstein. Esse período inclui textos sobre a relatividade, e nestes, possivelmente Mileva contribuiu diretamente com inúmeras revisões.

Autor desconhecido. c. 1896. Coleção particular

Albert Einstein citou, em muitas de suas cartas, a forte colaboração de sua esposa na época, a física e matemática Mileva Marić (1875-1948), e como ela foi de enorme ajuda em seus estudos.

Mileva Marić.

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UNIDADE

1 As histórias relatadas anteriormente trouxeram características claras de desconsideração, omissão e subestimação das habilidades e competências das mulheres no mundo científico. Tais características de invisibilidade compõem o chamado fenômeno Matilda, ou efeito Matilda, termo utilizado para descrever a tendência de minimizar, ignorar ou negar as contribuições de mulheres cientistas. O nome homenageia a sufragista estadunidense Matilda Joslyn Gage (1826-1898), que expunha as desigualdades que afetavam as mulheres em busca de espaço no mundo científico. Como consequência da subestimação e da invisibilidade das mulheres na ciência, pode-se evidenciar a baixa confiança delas em suas próprias habilidades e desmotivação em seguir uma carreira acadêmica no passado, gerando impactos negativos no progresso da pesquisa científica. A busca pela carreira científica aumentou no Brasil e no mundo nas últimas décadas e muitas pesquisas apontam que as mulheres são a maioria em cursos de mestrado (57%) e doutorado (58%) nas áreas científicas. Entretanto, o avanço das cientistas no mercado de trabalho é desproporcional. Disparidades salariais, baixa representatividade em cargos de liderança e reconhecimento profissional são presentes na vida de muitas profissionais, culminando no chamado efeito tesoura, em que, quanto mais alta a função desempenhada (o cargo), menor tende a ser a participação de mulheres. Analise o gráfico a seguir.

Cargo técnico

100%

Cargo técnico-político

Cargo político 86%

mulheres

Ohanna Schmitt/Arquivo da editora

Sistema de ciência e tecnologia no Brasil (2015-2019)

98%

100%

72% 64%

57%

53%

55%

57%

59%

50% 47%

43%

45%

43%

41% 36% 28%

homens

14%

2%

0% Estudantes de graduação

Estudantes de pós-graduação

Professores Docentes na Coordenadores em formação graduação de curso de pós-graduação

Destinatários de bolsa de pesquisa CNPq

Coordenador de áreas do conhecimento da CAPES

Presidente da CAPES

Ministro da Educação

0% Ministro de Ciências e Tecnologia

Fonte de pesquisa: AREAS, Roberta et al. Gender and the scissors graph of Brazilian science: from equality to invisibility. OSF Preprints, 29 jun. 2020. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/342541642_Gender_and_ the_scissors_graph_of_Brazilian_science_from_equality_to_invisibility/link/60af89c6a6fdcc647ee057bd/download?_ tp=eyJjb250ZXh0Ijp7ImZpcnN0UGFnZSI6InB1YmxpY2F0aW9uIiwicGFnZSI6InB1YmxpY2F0aW9uIn19. Acesso em: 25 jul. 2024.

Mulheres do mundo todo sofrem os efeitos da naturalização dos estereótipos, estes muitas vezes reproduzidos por homens e mulheres inconscientemente. Pesquisas realizadas na Europa mostram que 67% das mulheres acreditam que outras mulheres não estão qualificadas para ocupar cargos de liderança na ciência, o que revela como essas noções arraigadas podem ser reproduzidas por todas as pessoas.

Professor, professora: Comente que CNPq é a sigla para Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que é uma fundação pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que tem como principais atribuições fomentar a pesquisa científica, tecnológica e de inovação.

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A discriminação de gênero também se reflete no Prêmio Nobel, considerado a maior honraria acadêmica mundial. Desde a sua criação, em 1901, até 2023, o prêmio foi concedido a 936 homens, mas apenas a 64 mulheres. Os gráficos a seguir mostram a discrepância em relação ao gênero. Porcentagem de homens e mulheres laureados com o Prêmio Nobel em todas as áreas (1901-2023)

Porcentagem de homens e mulheres laureados com o Prêmio Nobel de Física (1901-2023) 2,2%

7%

97,8%

93% Homens Mulheres

4,12%

Porcentagem de homens e mulheres laureados com o Prêmio Nobel de Medicina (1901-2023) Ilustrações: Ohanna Schmitt/Arquivo da editora

Porcentagem de homens e mulheres laureados com o Prêmio Nobel de Química (1901-2023)

Homens Mulheres

5,72%

95,88%

94,28% Homens Mulheres

Homens Mulheres

Fonte de pesquisa: NOBEL Prize awarded women. The Nobel Prize. Disponível em: https://www.nobelprize.org/prizes/lists/nobel-prize-awarded -women/. Acesso em: 26 jul. 2024.

Além da evidente discrepância nas premiações, principalmente ao considerar as áreas de Química, Física e Medicina, até 2023, entre as cientistas laureadas, nenhuma era negra nem indígena. Extrapolando a ciência, podemos perceber que, apesar de serem maioria no Brasil, a presença de mulheres em outros campos do mercado de trabalho e em posições de poder continua pequena. De acordo com o Censo 2022, a população de mulheres no Brasil é de 51,1%, mas, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no mandado de 2020-2024, apenas 12,1% prefeitas foram eleitas – entre elas, apenas 32% são negras. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no último trimestre de 2023 as mulheres correspondiam a 54,3% dos desempregados no Brasil, e 35,5% eram mulheres negras. Esses dados mostram que os desafios relacionados a gênero não se restringem às ciências e resultam em menos oportunidades e mais vulnerabilidade à violência. Para as mulheres negras, esses fatores são ainda mais intensificados em razão do racismo estrutural, conceito que descreve como a discriminação racial está incorporada nas estruturas sociais e históricas do Brasil. Assim, podemos perceber que a falta de diversidade de gênero na ciência e em outros campos da sociedade é significativa e aumenta quando combinada a outros fatores sociais, como etnia, orientação sexual, classe social e localização geográfica.

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A ciência depende da criatividade e da pluralidade. Quando mulheres, especialmente negras ou indígenas, são sistematicamente excluídas, não se está apenas reduzindo a diversidade, mas também prejudicando o próprio desenvolvimento das pesquisas científicas.

UNIDADE

1

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas/Governo do Estado do Amazonas

Para evitar o aumento de desigualdades, é fundamental que ações sejam adotadas para promover uma paridade de gênero em todas as áreas, em especial nas ciências. Um marco significativo dessa luta foi a criação do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, em 2015, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, que estabeleceu o dia 11 de fevereiro como a data para celebrar tal visibilidade na ciência e na tecnologia, destacando suas contribuições históricas e contemporâneas nesses campos. Observe o cartaz a seguir, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que promove uma ação que visa ampliar o acesso e assegurar a participação igualitária de mulheres e meninas na ciência e tecnologia.

Cartaz de divulgação de ação para incentivo à participação de mulheres e meninas na ciência.

Além de datas comemorativas, iniciativas que apoiam a participação de mulheres em suas respectivas áreas de estudo são maneiras práticas de combater a desigualdade de gênero. Considerar aspectos como a maternidade durante o processo de pesquisa, concedendo prazos flexíveis para mães pesquisadoras, são movimentos que contribuem para o aumento e a permanência feminina nesses contextos. A Lei nº 14.925/2024, sancionada em 2024, assegura a prorrogação dos prazos de conclusão de cursos de educação superior para estudantes e pesquisadores por motivo de parto, nascimento de filho, adoção ou obtenção de guarda judicial. Ações como essas cooperam para o empoderamento de meninas e mulheres em busca da igualdade de gênero, um dos objetivos da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Apoiar a participação feminina na ciência pode oferecer oportunidades para o desenvolvimento de muitas cientistas, além de gerar resultados positivos para a pesquisa e inovação. No Brasil, um exemplo notável na ciência é a biomédica Jaqueline Goes de Jesus (1989-), que coordenou a equipe responsável por sequenciar o genoma do vírus SARS-CoV-2 em apenas 48 horas, após o primeiro caso de covid-19 no país. Seu trabalho também inclui a pesquisa sobre os surtos de arbovírus, como dengue, febre amarela, chikungunya e zika, que são ameaças significativas à saúde pública em áreas tropicais e subtropicais. Reconhecer que, por muitos anos, mulheres e outras minorias foram sistematicamente excluídas das áreas científicas é um dos passos que contribuem para a conscientização e transformação das ciências. Promover a inclusão e a diversidade nesses campos do conhecimento permite a entrada de diferentes perspectivas e o enriquecimento das pesquisas desenvolvidas. Apoiar e valorizar a diversidade não apenas cria um ambiente mais igualitário e acolhedor para todos os cientistas, mas também estimula o crescimento e a inovação desse campo de estudos.

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LIGADO NO TEMA Divulgação científica Museu de Biologia UnB

Confira a imagem a seguir.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que o evento se trata de uma divulgação científica sobre a vida do ponto de vista biológico e que é destinado ao público interessado.

a ) Do que se trata o evento? A qual público é destinado? O que você espera que seja discutido nesse evento? Você participaria desse tipo de evento?

A divulgação científica busca permitir que toda a população tenha acesso a informações sobre ciências. Ela surgiu na Europa, no ano de 1834, com a publicação de On the Connexion of the Physical Sciences, um livro com equações, cálculos, explicações, descrições e analogias que resumiam tudo o que estava sendo desenvolvido em cada área do conhecimento científico. No Brasil, a divulgação científica se iniciou no mesmo período, influenciada pelo Divulgação da Semana do Ensino e da Divulgação Científica do Museu de Biologia da Universidade de Brasília, em 2024. interesse que Dom Pedro II tinha pelas ciências. Professor, Ao longo da história, a forma como os resultados científicos eram divulgados passou por professora: Diga diversas transformações, acompanhando o desenvolvimento da tecnologia e da sociedade. No aos estudantes que o título do século XX, a divulgação científica ganhou ênfase com a publicação de artigos em diferentes livro em tradução revistas que usavam uma linguagem acessível ao público não especializado. livre é “A ligação entre as ciências físicas”.

Entre 1970 e 1980, a ascensão da divulgação científica ocorreu por meio de programas de televisão, permitindo o crescimento da visibilidade da ciência. Um grande nome desse movimento foi o astrofísico estadunidense Carl Sagan (1934-1996), que em seu programa Cosmos apresentava conceitos e fenômenos científicos de maneira simples, contando com o auxílio de efeitos visuais e da computação gráfica. A chegada da internet no final do século XX e sua expansão no início do século XXI trouxe uma grande revolução na forma de comunicação, incluindo o modo de divulgar as informações: as redes sociais. Essas poderosas ferramentas permitiram que comunidades científicas compartilhassem seus trabalhos e interagissem com o público em tempo real. Além disso, muitas plataformas se destacaram na divulgação científica, oferecendo vídeos explicativos, animações e outros conteúdos multimídia, ajudando a tornar a ciência mais acessível e compreensível para todos. Com isso, democratizou-se o acesso à informação científica, permitindo que qualquer pessoa pudesse se informar sobre novas descobertas. No entanto, a rápida disseminação via internet exige cuidado e atenção com relação à confiabilidade das fontes. A quantidade de informações disponíveis on-line pode muitas vezes dificultar a busca por fontes seguras e confiáveis, gerando desinformação. Nas redes sociais, a divulgação de conteúdos científicos aumentou e surgiu um novo tipo de divulgador: o influenciador digital científico. Pesquise alguns desses perfis e responda aos itens a seguir. b ) Indique a formação dos influenciadores que você pesquisou. c ) Qual é a finalidade das postagens desses influenciadores?

Respostas pessoais. Comentários

d ) O influenciador cita a fonte de pesquisa em suas postagens? nas Orientações para o professor.

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ATIVIDADES

UNIDADE

1 NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Respostas das questões 1 e 4 nas Orientações para o professor.

1. Leia o trecho da reportagem a seguir.

Oxímetros usados na Covid-19 funcionam pior com negros Aparelho pode mostrar oxigenação maior que o devido em pessoas de pele mais escura O serviço de saúde do Reino Unido (NHS) alertou ontem que os oxímetros, aparelhos usados para medir os níveis de oxigênio no sangue cujo uso se disseminou com a Covid-19, podem dar diagnósticos “equivocados” em pacientes negros. […] OXÍMETROS usados na Covid-19 funcionam pior com negros. O Globo, Rio de Janeiro, 1 ago. 2021. p. 15.

a ) O que os diagnósticos equivocados no uso de oxímetros em pacientes negros podem revelar sobre o modo como essa tecnologia foi desenvolvida? b ) Sabendo que os oxímetros são dispositivos que permitem medir a quantidade de oxigênio no sangue por meio da passagem de luz através da pele e que uma quantidade menor de oxigênio pode indicar um problema de saúde, quais são os possíveis problemas que o resultado equivocado do equipamento pode trazer para um paciente? c ) Qual seria uma resolução adequada para esse problema? d ) Pesquise o que é racismo científico e analise como ele se relaciona com os erros de diagnóstico no uso de oxímetros em pessoas negras, relatado na reportagem. e ) Com base nessa análise e no que você estudou, responda: a ampliação da diversidade no campo científico poderia ajudar a evitar problemas como o apresentado na reportagem?

2. Em 2019, a filósofa e professora estadunidense Angela Yvonne Davis (1944-), em visita ao Brasil, disse em um

evento: “quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”. Com base no que você estudou sobre a falta de diversidade de gênero na ciência e em outros campos da sociedade, analise as afirmativas a seguir sobre o significado da fala de Davis. I ) A fala de Angela Davis destaca a ideia de como ao enfrentar barreiras diversas, como a de gênero, de classe e de raça, as mulheres negras não apenas quebram paradigmas individuais, mas também impulsionam mudanças significativas em toda a sociedade. II ) As ações de mulheres negras que buscam pela diversidade de gênero trazem consequências apenas na vida pessoal de cada uma delas. III ) As conquistas e os avanços dessas mulheres desafiam estruturas sociais, provocando transformações mais amplas. Esse avanço, tanto na área científica quanto em outros campos de atuação, pode ter um impacto positivo e beneficiar toda a estrutura social. Resposta: Alternativa e. Sobre as afirmações: d ) Apenas a afirmação II está correta. a ) Todas estão corretas. e ) Apenas as afirmações I e III estão corretas. b ) Todas estão erradas. c ) Apenas as afirmações I e II estão corretas.

3. De acordo com a Unesco, nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecida como a sigla

em inglês STEM, consideradas fundamentais para o desenvolvimento das economias dos países, a maioria dos estudantes ainda não alcançou a igualdade de gênero nessas áreas. Estima-se que 33,3% de todos os estudantes dessas áreas no mundo são mulheres. Quais estratégias podem ser adotadas para promover uma maior equidade de gênero nessas áreas?

4. Em duplas, pesquise e selecione duas mulheres cientistas das áreas de Física, Química, Medicina e áreas cor-

relatas. Reúna algumas informações sobre as cientistas pesquisadas, como os principais feitos nesses campos de atuação e prêmios e demais reconhecimentos formais a elas concedidos. Com base nas informações coletadas, elaborem um banner ou um cartaz. Façam uma apresentação para a turma e, com o auxílio do professor, exponham os cartazes em espaços da escola.

3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar a reflexão dos estudantes sobre a importância de políticas públicas intencionais que promovam o maior engajamento feminino nas áreas de STEM. Tais políticas são cruciais para que as instituições avancem na promoção da equidade de gênero e criem um ambiente com maior equidade.

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CAPÍTULO

Mumemories/Shutterstock.com

2

Conceitos iniciais de Química

O ambiente que nos cerca está repleto de fenômenos físicos e químicos, naturais ou artificiais. Alguns são naturalmente deslumbrantes, como a aurora boreal, as bolhas congeladas de metano aprisionadas no Lago Abraão, no Canadá, e as ondas bioluminescentes vistas à noite em praias cujas areias contêm fitoplânctons que emitem luz, pois convertem a energia química em energia luminosa por meio de reações químicas. Bolhas de metano congelado no Lago Abraão, no município de Banff, no Canadá, em 2023.

Com o desenvolvimento da Ciência e do método científico, esses e muitos outros fenômenos da natureza passaram a ser estudados pelo ser humano de forma mais precisa, a fim de tentar compreender vários aspectos, como as causas e os mecanismos pelos quais ocorrem. Para que esses eventos pudessem ser analisados de forma confiável por diversos cientistas em diferentes lugares do mundo, a padronização dos procedimentos de investigações tornou-se necessária e, assim, muitas das convenções estabelecidas e adotadas pela Ciência atualmente fazem parte do nosso cotidiano, como as grandezas físicas.

Grandezas físicas É possível perceber a presença das grandezas físicas em diversas situações do cotidiano. Grandezas e unidades de medida Grandeza

Nome da unidade

Unidade

comprimento

metro

​m​

massa

quilograma

​kg​

tempo

segundo

​s​

temperatura termodinâmica

kelvin

​K​

volume

metro cúbico

​​m​​ 3​​

peso

newton

​N​

pressão

pascal

​Pa​

energia

joule

​J​

Tudo que existe e possibilita ser medido é chamado grandeza física ou grandeza, sendo expresso em unidade de medida. Para ajudar na comunicação científica, foi criado o Sistema Internacional de Unidades (SI), representado anteriormente, o qual estabelece alguns padrões de unidades de medida das grandezas. A criação do SI foi necessária para padronizar as medidas e auxiliar na comercialização de produtos. Antigamente, as unidades de medida eram baseadas no corpo humano (palmo, pé e polegada), o que as tornava imprecisas e pouco confiáveis, em razão das diferenças físicas entre as pessoas. Algumas dessas medidas ainda usamos.

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UNIDADE

1 Massa A realização de refeições em restaurantes é paga pela quantidade de quilogramas colocada pela pessoa em seu prato. Resposta pessoal. Com esta questão, pretende-se verificar se os estudantes percebem que as pessoas tendem a evitar desperdício de alimentos quando se servem à vontade.

1. Você já fez alguma refeição em restaurantes em que o pagamento é feito individualmente por prato consumido? E em restaurantes onde se paga um preço único para se servir à vontade? Em sua opinião, em qual tipo de restaurante as pessoas tendem a desperdiçar mais alimento?

A massa é a grandeza física relacionada à inércia, propriedade da matéria correspondente ao estado de repouso ou movimento do corpo. Os corpos tendem a permanecer em repouso da mesma forma que tendem a permanecer em movimento. Essa tendência, de forma geral, é entendida como a resistência do corpo com relação à mudança do repouso para o movimento ou vice-versa. Quanto maior é a massa de um corpo, maior é a resistência de mudar o estado em que se encontra, seja ele de repouso, seja de movimento. Para determinar a massa de um corpo, geralmente utiliza-se uma balança, instrumento que compara essa quantidade de matéria com a massa adotada como padrão. A unidade de medida de massa-padrão determinada no SI é o quilograma (​​ kg) ​​.

Daniel Zeppo/Arquivo da editora

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Peso Confira na imagem a representação do vendedor de uma barraca de frutas atendendo um cliente. O profissional está utilizando um instrumento que serve para medir a força aplicada em um corpo: nesse caso, a força peso. Com o resultado obtido no instrumento, o vendedor calcula o valor que o cliente pagará pela mercadoria. Representação de um vendedor utilizando uma balança portátil.

2. Em algumas situações do dia a dia, é comum usar o termo peso com conotação igual à de massa. Porém, em aspectos físicos, esses termos não são sinônimos. Então, o que é peso?

Admite-se que peso é a força que atua nos materiais em decorrência de uma atração gravitacional entre as massas deles. Assim, aqui na Terra, o peso de um material indica a força gravitacional que o planeta exerce sobre a massa dele. Uma vez que a atração gravitacional varia de acordo com a localização, o peso de um objeto dependerá do lugar onde ele é avaliado. A imagem demonstra as variações gravitacionais da Terra, com as regiões na cor azul apresentando atração gravitacional menor e as coloridas em amarelo e laranja indicando atração maior. Toda matéria tem massa, mesmo que esteja isolada no Universo, mas só terá peso se estiver sujeita à ação gravitacional de outro material com massa significativa.

ESA/NASA

Resposta: Peso indica a força gravitacional que o planeta exerce sobre a matéria.

Imagem de variações do campo gravitacional da Terra.

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Castleski/Shutterstock.com

Dica Peso e massa são grandezas proporcionais: quanto maior a força gravitacional, maior será o peso.

3. Em sua opinião, o peso e a massa de um

astronauta na Terra e na Lua são os mesmos?

Resposta: As massas são as mesmas, os pesos são diferentes.

Os astronautas flutuam quando estão em órbita. Esse fato indica que eles perdem suas massas? A resposta para essa questão é negativa, afinal, se isso ocorresse, eles deixariam de existir!

Astronauta em uma missão espacial.

A massa de um astronauta é a mesma independentemente de estar na Terra ou na Lua. No entanto, em razão das diferentes atrações gravitacionais, o peso dele na Terra é maior (aproximadamente seis vezes) do que na Lua. O cálculo do peso (​P​ é o peso em N ​ ​) de um material é dado pelo produto entre a sua massa (​m​é a massa do material em ​kg​) e a aceleração da gravidade local (​g​é a aceleração da gravidade em ​m/​s​​ 2​​). Assim: 4. Calcule o peso de um astronauta de ​75 kg​na

​P ​= ​m ​· ​g​ Sendo o peso uma força, a unidade dele no SI é o newton ​​(N) ​​.

Terra, com a aceleração da gravidade sendo de ​9,8 m/​s​2​, e na Lua, com a aceleração da gravidade sendo de 1​ ,6 m / ​s​2​.

Resposta: Na Terra: ​735 N​. Na Lua: ​120 N​.

Volume

Imagem sem proporção e em cores fantasia. Daniel Zeppo/Arquivo da editora

Confira na representação o atendente de um restaurante preparando suco de laranja em uma jarra com a indicação​ 1 000 ​cm​​  3​​, para depois servir a bebida em copos de ​300 mL​. 5. A que se referem as medidas destacadas no texto? Resposta: À capacidade da jarra e do copo, respectivamente.

O volume de um corpo é a quantidade de espaço ocupada por ele em que as unidades são valores de tamanho cúbico, por exemplo, ​​cm​​ 3​​, ​​dm​​ 3​​ e ​​m​​ 3​​.

Representação de um atendente preparando suco de laranja.

Capacidade é a quantidade de volume líquido que comporta certo volume de um corpo. A unidade dela é medida em litros (​​ L) ​​ ou variações dessa unidade (​mL​, ​dL​, ​kL​etc.).

Na situação apresentada, o suco de laranja pode ocupar 1 ​ 000 ​cm​​ 3​​ na jarra que o atendente está utilizando para preparar o suco. No SI, a unidade de medida da grandeza volume é o metro cúbico (​​ ​m​​ 3​)​​, sendo que: • ​1 ​m​​ 3​​ equivale a ​1 000 ​dm​​ 3​​;

• ​1 ​dm​​ 3​​ equivale a ​1 000 ​cm​​ 3​​. Para calcular o volume de um sólido regular, como um cubo, considera-se o produto da área da base pela altura. Nesse caso, em que: • ​V​é o volume do cubo em ​​m​​ 3​​;

​V ​= ​A ​· ​h​ • ​A​é a área da base do cubo em ​​m​​ 2​​;

• ​h​é a altura do cubo em ​m​.

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Charles D. Winters/Science Source/Fotoarena

Em um laboratório de química, é comum usar os equipamentos que aparecem na fotografia a seguir para medir o volume de materiais. Note a relação entre medida de volume e medida de capacidade. 1. proveta

2.

1.

2. balão volumétrico com tampa

4.

UNIDADE

1

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

3. pipeta graduada

5.

4. bureta 6.

5. pipeta volumétrica 6. micropipeta 7. microsseringa com agulha

3.

7.

Equipamentos utilizados em laboratório de química.

Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

V​ ​= ​1 m ​· ​1 m ​· ​1 m​, portanto, ​1 ​m​​ 3​​, o qual equivale à capacidade de ​1 000 L​. 3

​V ​= ​1 dm ​· ​1 dm ​· ​1 dm​, portanto, ​1 ​dm​​ ​​, o qual equivale à capacidade de ​1 L​.

6. Qual é o volume em ​​

cm​​ 3​​ do copo no qual é servido o suco de laranja no restaurante mencionado no exemplo da página anterior?

Resposta: ​300 ​cm​​ 3​​

Cubo de ​1 000 L​ao lado de cubo de ​1 L​.

Daniel Zeppo/Arquivo da editora

Densidade Ao beber um copo de água com gelo, você já deve ter notado que os cubos de gelo não ficam na parte de baixo do recipiente, mas boiando. Uma parte do gelo, inclusive, fica acima da superfície da água. 7. Por que os cubos de gelo flutuam em um copo com água?

Representação de um copo de água com cubos de gelo.

Resposta: Porque a densidade do gelo é menor do que a da água.

A densidade é a grandeza física que relaciona a massa de um material com o seu volume. Ela pode ser expressa pelo quociente entre a massa e o volume: m ​d ​= _ ​​ ​​ V

em que: • ​d​é a densidade;

• ​m​ é a massa do corpo em ​kg​;

• ​V​ é o volume do corpo em ​​m​​ 3​​.

No SI, a unidade de medida da densidade de um corpo é o quilograma por metro cúbico ​​(kg / ​m3​​ ​)​​. No cotidiano, contudo, são usadas outras unidades: o grama por centímetro cúbico (​​ g / c​m3​​ ​)​​ e o grama por mililitro (​​ g/mL) ​​. 8. Considerando que a massa de um cubo de gelo é de aproximadamente 6​ 4,80 g​e que o volume é de 7​ 2,00 c​m​3​, calcule a densidade dele. Em seguida, compare-a com a densidade do suco de laranja ​(1,02 ​g/cm​​3​)​.

Resposta: A densidade do cubo de gelo é ​​0,90 g/cm​​ 3​​. É menor do que a do suco de laranja; assim, tende a flutuar nele.

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Pressão Daniel Zeppo/Arquivo da editora

Confira a imagem a seguir.

Resposta: Por causa da redução da pressão dentro do canudo e em razão da pressão atmosférica.

9. Como o suco de laranja (líquido) que está no copo pode subir pelo canudo?

A situação apresentada está relacionada à atuação da pressão sobre os corpos. Quando sugamos o ar de dentro de um canudo que está parcialmente imerso em um copo com suco, ocorre a diminuição da pressão no interior dele, que se torna menor do que a pressão atmosférica. Essa diferença de pressão faz o líquido subir pelo canudo. Representação de uma pessoa tomando suco de laranja com um canudo.

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Para compreender o que é pressão, tomemos como exemplo uma caixa de massa ​6 kg​submetida à aceleração gravitacional de ​10 m/​s​​ 2​​. Nesse caso, o respectivo peso é igual a ​60 N​. Considere que essa caixa esteja em cima de uma mesa cuja área seja de 4 ​ ​m​​ 2​​, sobre a qual exerce determinada força. Para saber qual é essa força, basta determinar a razão entre a força que a caixa exerce sobre a área dessa mesa e a área da mesa. 60 N _ ​​= ​15 N / ​m​​ 2​​ ​​ 4 ​m​​ 2​ Isso significa que, a cada ​1 ​m​​ 2​​ da mesa, está sendo aplicada uma força de ​15 N​.

Pressão é a razão da força pela área. Se uma força (​​ F)​​ atua sobre uma determinada área (​​ A)​​ de uma superfície, a pressão (​​ P)​​ exercida pela força sobre essa superfície é, por definição:

F ​P ​= _ ​​ ​​ A

A unidade de pressão no SI é pascal ​​(Pa) ​​, em homenagem ao físico e matemático francês Blaise Pascal (1623-1662), que fez os primeiros estudos sobre mecânica de fluidos e realizou importantes experiências com a pressão atmosférica, concluindo que, com o aumento da altitude, há diminuição na pressão atmosférica. Resposta: O ar tem massa, logo terá peso quando estiver submetido à ação gravitacional.

Dica

No SI, a unidade de força é o newton (​​ N)​​ e a unidade de área é o ​​m​​ 2​​. Como a pressão é calculada pela razão entre força e área, obtém-se a unidade pascal (​​ Pa) ​​, que é ​N/​m​​ 2​​. Assim, ​1 Pa​equivale a ​1 N/​m​​ 2​​. N ​ ​​∴ ​1 atm ​= ​1,01 ​· ​​10​​ 5​Pa​ ​1 atm ​= ​1,01 ​· ​​10​​ 5​_ ​m​​ 2​

10. O ar tem peso?

O barômetro de Torricelli é formado por um tubo capilar de aproximadamente ​100 cm​de comprimento que contém mercúrio (​​ Hg) ​​, sendo fechado em uma das extremidades. Esse instrumento fica imerso, com a extremidade aberta voltada para baixo, em um recipiente que também contém mercúrio. O esperado é que todo o mercúrio líquido do tubo escoe para o interior da bacia; no entanto, a pressão do ar sobre a superfície do mercúrio presente na bacia impede esse escoamento total. Quando essa pressão diminui, certa quantidade de mercúrio do tubo escoa para a bacia e, consequentemente, a altura da coluna de mercúrio no tubo diminui.

Coleção particular/Science History Images/Alamy/Fotoarena

Em estudos a respeito dos gases atmosféricos, o físico e matemático italiano Evangelista Torricelli (1608-1647) verificou que a atmosfera tem capacidade de exercer pressão sobre a superfície terrestre. Em 1643, após muitos estudos e experimentos, ele desenvolveu um instrumento para medir a pressão atmosférica: o barômetro.

Gravura que representa Evangelista Torricelli na invenção do barômetro.

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UNIDADE

1 Confira na imagem uma representação da inserção do barômetro de Torricelli no recipiente de mercúrio. 11. O que acontece com o metal mercúrio presente no tubo quando a pressão do ar aumenta?

​76 cmHg​

​equivalem a​

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

Ao nível do mar, o mercúrio líquido que se encontra no tubo capilar escoa até a altura de ​76 cm​no tubo. Esse valor é considerado o valor da pressão normal. ​760 mmHg ou 1 atmosfera ​(1 atm) ​​

Torricelli relacionou o resultado desse experimento à influência da pressão atmosférica no peso da coluna de mercúrio no tubo, pois quanto maior a pressão do ar, maior fica a coluna de mercúrio no capilar. Ao usar o barômetro de Torricelli, observa-se que a altura da coluna de mercúrio varia conforme a altitude em que é medida.

A pressão atmosférica ​​(​P​A​​)​​ ao nível do mar é equivalente à pressão de uma coluna de mercúrio de 7 ​ 60 mm​de altura, a ​0 ° C​e em um local em que o módulo da aceleração gravitacional tem valor ​g ​= ​9,81 m/​s​​ 2​​.

Considerando que ​V​é o volume da coluna, ​​m​Hg​​​ é a massa da coluna de mercúrio com seção reta de área ​A​ e ​​ρ​ Hg​​​ é a densidade do mercúrio, temos que ​​m​Hg​​ ​= ​​ρ​ Hg​​ ​· ​V​e ​V ​= ​A ​· ​h​. A pressão atmosférica em determinado local pode ser calculada pela expressão: ​ρ​ Hg​​ ​· ​V ​· ​g ​m​Hg​​ ​· ​g ​​P​A​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​P​A​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​P​A​​ ​= ​​ρ​ Hg​​ ​· ​g ​· ​h​ A A

Representação do funcionamento do barômetro de Torricelli. Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Dica É importante ressaltar que o referido experimento foi realizado ao nível do mar, a ​273 K​(equivalente, na escala Celsius, a ​0 ° C​) e em um local onde o módulo da aceleração gravitacional apresenta o valor ​g ​= ​9,81 m/​s​​ 2​​. Considere, ainda, que a densidade do mercúrio nessas condições seja igual a ​​ρ​ Hg​​ ​= ​13,60 ​· ​​10​​ 3​kg/​m​​ 3​​.

11. Resposta: Com o aumento da pressão do ar, menos quantidade do metal mercúrio presente no tubo escoa para a bacia e, consequentemente, a coluna desse metal no tubo aumenta.

Substituindo os valores relativos às grandezas ao nível do mar e a ​0 ° C​nessa expressão, obtém-se: ​​P​A​​ ​= (​​ 13,60 ​· ​​10​​ 3​kg/​m​​ 3​)​​· (​​ 9,81 m/​s​​ 2​)​​· (​​ 0,76 m) ​ ​⇒ ​​P​A​​ = 1,01 ​· ​​10​​ 5​Pa​

Assim, ​1 atm​equivale a aproximadamente ​1 ​· ​​10​​ 5​Pa​.

Temperatura e calor Observe a situação a seguir. 12. Em que situações geralmente utilizamos os termos quente ou frio?

Daniel Zeppo/Arquivo da editora

Nossa, como está calor hoje!

Hoje está calor ou está quente?

Geralmente, utilizamos os termos quente e frio em situações que envolvem o conceito de temperatura. A temperatura é a grandeza física relacionada à energia térmica do material (o estado térmico dele). Assim, o movimento das partículas que constituem um material é maior conforme esse material fica mais quente. Essa agitação térmica indica que ele tem energia de movimento (energia cinética). Logo, a temperatura é a grandeza que mede a energia cinética média das partículas de um objeto. Representação de pessoas em dia ensolarado.

12. Resposta: O objetivo desta questão é levar os estudantes a relacionar o uso dos termos quente e frio a situações que envolvem temperatura.

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A temperatura pode ser medida em diversas escalas, sendo as mais comuns a Celsius, a Fahrenheit e a Kelvin. No Brasil, a mais usada delas é a Celsius; nos Estados Unidos, usa-se a escala Fahrenheit, assim como em diversos países europeus.

txking/Shutterstock.com

Alex Churilov/Shutterstock.com

O instrumento utilizado para medir a temperatura é o termômetro. Por volta de 1720, o físico polonês Daniel Gabriel Fahrenheit (1686-1736) construiu os primeiros termômetros confiáveis. O modelo mais conhecido é o líquido, ou clínico, no qual a temperatura corporal pode ser medida pela variação da altura do líquido que está contido dentro dele. Em geral, esse líquido pode ser o mercúrio ou o álcool colorido. Há ainda os termômetros à pressão de gás; os culinários; os meteorológicos, que medem as temperaturas do ambiente; e o de infravermelho (pirômetro óptico), que informa a temperatura de um corpo ao medir a irradiação térmica da superfície dele. Os mais usados e procurados são os clínicos e os meteorológicos.

Termômetro digital.

Termômetro de álcool.

ºC

B.

C.

100

0

K

ºF

373

212

273

32

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A. A. temperatura de ebulição da água a ​1 atm​: ​ 100 ° C​; ​373 K​; ​212 ° F​

B. temperatura de fusão da água a ​1 atm​: ​ 0 ° C​; ​273 K​; ​32 ° F​

C. zero absoluto: ​− 273 ° C​; ​0 K​​; ​− 459,4 ° F​ Imagem sem proporção e em cores fantasia.

–273

0

– 459

Representação das escalas Celsius, Kelvin e Fahrenheit.

Professor, professora: Comente com os estudantes que a fabricação e a comercialização de termômetros de mercúrio foram proibidas desde 2019 devido à toxicidade desse metal. Comente também que esse tipo de termômetro não pode ser descartado no lixo comum. Deve-se procurar pontos de coleta específicos.

A unidade de temperatura no SI é o kelvin ​​(K) ​​. As equações de conversão de temperaturas nessas escalas são: ​​T​K​​ ​= ​​T​C​​ ​+ ​273​

​T​C​​ ​T​F​​ ​− ​32 _ ​​ ​​= _ ​​ ​​ 5 9

​T​K​​ ​− ​273 _ ​T​F​​ ​− ​32 _ ​​ ​​= ​​ ​​ 5 9

em que: • ​​T​K​​ ​= ​temperatura na escala Kelvin​; • ​​T​C​​ ​= ​temperatura na escala Celsius​; • ​​T​F​​ ​= ​temperatura na escala Fahrenheit.​ Cris Faga/Shutterstock.com

Confira na fotografia o termômetro que mostra a temperatura ambiente em um dia no município de São Paulo. Ela está em graus Celsius, mas pode ser convertida tanto para a escala Kelvin quanto para a Fahrenheit. Nesse ambiente, a temperatura apresentada no termômetro é ​34 °C​. ​​T​K​​ ​= ​​T​C​​ ​+ ​273 ​⇒ ​​T​K​​ ​= ​34 ​+ ​273 ​⇒ ​​T​K​​ ​= ​307 ​∴ ​​T​K​​ ​= ​307 K​ ​T​C​​ ​T​F​​ ​− ​32 _ 34 ​T​F​​ ​− ​32 ​​ ​​⇒ ​​ ​​= _ ​​ ​​⇒ ​93,2 ∴ ​T​F​​ ​= ​93,2 ° F​ ​​_​​= _ 5 5 9 9 Assim, no ambiente apresentado, a temperatura de ​34 °C​corres­ ponde a ​307 K​ou ​93,2 ° F​.

Termômetro no município de São Paulo (SP), em 2023.

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05/11/2024 15:09:48


UNIDADE

1 Calor é a energia térmica em trânsito. Assim, a energia térmica é transferida de um material para outro, desde que, entre eles, haja diferença de temperatura. O calor pode se transferir de um corpo a outro por condução, convecção ou irradiação.

FotoCuisinette/Shutterstock.com

FOTOGRIN/Shutterstock.com

Na transferência de energia na forma de calor por condução, a energia se propaga por causa da agitação das partículas do material. Esse processo é mais eficiente em materiais como os metais, que são bons condutores de calor. Isso também explica o motivo de muitas panelas serem feitas desse material.

Pessoa utilizando utensílio de madeira em uma panela quente.

Como os metais são bons condutores, o calor pode ser transferido por condução para a mão da pessoa por meio do utensílio metálico.

A utilização de utensílios de madeira ou com cabo feito de outro material que não seja bom condutor de calor diminui a condução do calor para a mão da pessoa.

Nos líquidos e gases, há transferência de energia por convecção. ambrozinio/Shutterstock.com

A transferência de energia na forma de calor por convecção é comum em gases e líquidos. Assim, ao colocar água para ferver em uma panela, por exemplo, a parte do líquido que está mais próximo do fogo será a primeira a aquecer. Quando isso acontece, tende a sofrer expansão, ficando menos densa do que a água da superfície (que está mais fria). Dessa maneira, ela tende a se deslocar para ficar por cima, enquanto a parte mais fria e mais densa se move para baixo. Esse ciclo repete-se várias vezes e forma uma corrente denominada corrente de convecção, que é ocasionada pela diferença entre as densidades. Isso faz com que o fluxo de energia na forma de calor seja transferido para todo o líquido.

JHPhtography/Shutterstock.com

Pessoa utilizando utensílio metálico em uma panela quente.

Na irradiação ou radiação térmica, a transferência de calor ocorre por meio de ondas eletromagnéticas, as quais podem se propagar no vácuo. Quando materiais com diferentes temperaturas são colocados em contato, o fluxo de calor passa do material com maior temperatura para o com menor temperatura. Esse fluxo de energia continuará enquanto os dois materiais em contato não atingirem a mesma temperatura. Por exemplo, ao segurar uma xícara com chá quente, a energia térmica da bebida é transferida na forma de calor para a xícara e para as mãos até que a temperatura se iguale.

Graças à irradiação, podemos nos aquecer nas proximidades de uma lareira ou fogueira sem que haja contato direto com o fogo.

13. Em aparadores usados para manter a temperatura

dos alimentos em restaurantes, quais tipos de transferência de energia na forma de calor ocorrem?

Resposta: Condução e convecção.

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05/11/2024 15:09:49


Na Química, para representar as grandezas físicas, de forma geral, faz-se uso de números em notação científica e em ordem de grandeza. A notação científica facilita a escrita de um número.

Números em notação científica Um número em notação científica é representado na forma de um produto de dois fatores. Um deles tem, em sua parte inteira, um número diferente de zero; o outro é uma potência de dez, que pode ser positiva, nula ou negativa. Dessa forma, o número ​​(n) ​​ em notação científica poderá ser representado da seguinte maneira: em que: • ​n ​= número a ser convertido para a notação científica​;

y

​n ​= ​x ​· ​​10​​ ​​

• ​​x ​= número compreendido entre 1 ​(​​inclusive​)​​ e 10 (​ ​​exclusive​)​​; • ​y ​= número pertencente ao conjunto dos números inteiros.​

Confira no quadro Exemplos de números reais expressos em notação científica alguns números representados em notação científica.

Para representar um número, também pode-se utilizar os símbolos dos prefixos do Sistema Internacional. Observe o quadro Exemplos de prefixos e símbolos.

Exemplos de números reais expressos em notação científica Número

Em notação científica

62

​6,2 ​· ​​10​​ 1​​

1 962

​1,962 ​· ​​10​​ 3​​ ​6,2 ​· ​​10​​ −6​​

0,0000062

Exemplos de prefixos e símbolos Prefixo

Multiplicador

Símbolo

pico

​​· ​​10​​ −12​​= ​0,000000000001​

​p​

nano micro mili centi quilo mega giga

−9

​​· ​​10​​ ​​= ​0,000000001​

​n​

−6

​​· ​​10​​ ​​= ​0,000001​

​μ​

−3

​m​

−2

​c​

3

​k​

​​· ​​10​​ ​​= ​0,001​ ​​· ​​10​​ ​​= ​0,01​ ​​· ​​10​​ ​​= ​1 000​​ 6

​M​

​​· ​​10​​ ​​= ​1 000 000​​ 9

​​· ​​10​​ ​​= ​1 000 000 000​​

​G​

Ordem de grandeza Para fazer a conversão de um número em sua representação em notação científica, é preciso considerar o valor numérico de determinada grandeza. Nesse caso, os cientistas costumam expressá-la em ordem de grandeza. Em linhas gerais, a ordem de grandeza de um número é a potência de dez mais próxima dele. Assim, a ordem de grandeza do número 18 é 10 elevado a 1, porque 18 está mais próximo de 10 elevado a 1 do que de 10 elevado a 2. Já a ordem de grandeza do número 62 é 10 elevado a 2. y

Para expressar a ordem de grandeza de um número, devemos escrevê-lo em notação científica:​ n = x · ​10​​ ​​ e considerar os casos a seguir. _ y • Se o valor de ​x​for menor do que ​​√ 10 ​​, ou seja, 3,16, a ordem de grandeza do numeral será ​​10​​ ​​. y+1 • Se o valor de ​x​for maior do que √ ​​​ 10 ​​​, ou seja, 3,16, a ordem de grandeza do numeral será ​​10​​ ​​.

_

Assim, a ordem de grandeza do numeral ​8,26 · ​10​​ 5​​ é ​​10​​ 6​​ porque 8,26 é maior do que 3,16 e, nesse caso, devemos acrescentar uma unidade ao expoente da notação científica. A ordem de grandeza do número ​2,31 · ​10​​ 4​​ é ​​10​​ 4​​ porque 2,31 é menor do que 3,16 e, nesse caso, devemos manter o expoente da notação científica.

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05/11/2024 15:09:49


Respostas das questões 1, 3, 6 e 7 nas Orientações para o professor.

1. Confira as grandezas físicas a seguir e realize as transformações solicitadas. Resoluções nas a ) ​3 km​em ​m​. b ) ​2,5 km​em ​mm​. c ) ​4,5 km​em ​cm​. d ) ​3,1416 ​m​2​em ​cm​​2​​. e ) ​3,5 ​mm​​2​em ​m​2​​. f ) ​3 ​m​3​em ​dm​​3​​. g ) ​450,8 ​dm​​3​em ​cm​​3​​. h ) ​200 ​cm​​3​em ​dm​​3​​. i ) ​100 ° C​em ​K​. j ) ​350 K​em ​° C​. k ) ​50 min​em ​s​. l ) ​1 200 s​em ​min​. m) ​2 h​em ​min​. n ) ​14 400 s​em ​h​.

Orientações para o professor.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

6. Uma cientista realiza experimentos em um laboratório na Terra e em um laboratório espacial na Lua. Ela precisa pesar uma amostra de ​500 g​de um composto químico em ambos os locais. a ) Qual é a massa da amostra na Terra e na Lua? Explique sua resposta. b ) Qual é o peso da amostra na Terra e na Lua? Considere que a aceleração da gravidade na Terra é aproximadamente ​9,8 m/​s​​ 2​​ e na Lua é aproximadamente ​1,6 m/​s​​ 2​​.

5. Resposta: O cálculo da pressão média ​P​é dado pela relação ​P ​= ​F/A​, em que ​F​é a força aplicada e ​ A​é a área. Pela expressão, nota-se que força e área são grandezas inversamente proporcionais. Na situação apresentada, a área diminui pela metade, logo, a pressão média vai dobrar, correspondendo a ​2 ​· ​P​.

Resolução nas Orientações para o professor.

7. Imagine que você esteja se preparando para um dia frio. Assim, faz um chá quente e se aconchega ao lado de um aquecedor elétrico. WIROJE PATHI/Shutterstock.com

ATIVIDADES

2. Reescreva os numerais a seguir em notação científica. a ) 2 300 b ) 0,0004 c ) 180 000 000 000

UNIDADE

1

4. Resposta: A massa da solução é ​460 g​e do volume é ​800 ​cm​​ 3​​. Resolução nas Orientações para o professor.

Xícara de chá.

Resoluções nas Orientações para o professor. Resposta: a) ​2,3 ​· ​​10​​ 3;​​ b) ​4,0 ​· ​​10​​ −4​​​;​ c) ​1,8 ​· ​​10​​ 11​​​;​ d) ​3,14 ​· ​​10​​ −13​​​.​

d ) 0,000000000000314

3. Um dos exames solicitados pelos médicos para

fazer a avaliação clínica de um paciente é a determinação da densidade da urina, que avalia a capacidade do rim de produzir urina concentrada. A densidade normal pode variar entre​ 1,005 g / mL​e ​1,035 g / mL​. Por que a urina humana apresenta densidade maior do que a da água (​​ d = 1,0 g / mL) ​​?

4. Uma solução cuja densidade é de ​575 g / L​foi preparada dissolvendo-se ​80 g​ de hidróxido de sódio ​(NaOH)​em ​380 ​cm​​3​de água. Determine, respectivamente, a massa da solução obtida e seu volume. (Dado: ​densidade da água = ​1,0 g/​cm​​3​​). pé, com seus pés no chão. ​P​é a pressão média sobre o chão, debaixo das solas dos seus sapatos. Se suspender um pé, equilibrando-se em apenas um, qual seria a nova pressão média? Homem se equilibrando em uma perna.

carballo/Shutterstock.com

5. Considere que você esteja em

a ) Explique como o calor é transferido do chá quente para o ar ao seu redor. Qual método de transferência de energia está envolvido nessa situação? b ) Como o aquecedor elétrico aquece o ambiente? Descreva os métodos de transferência de calor que estão ocorrendo. c ) Se você tocar na xícara de chá quente, consegue sentir o calor. Qual método de transferência de calor está envolvido nesse caso?

8. Para cada uma das situações a seguir, determine a

ordem de grandeza (potência de 10 mais próxima) da medida apresentada. Lembre-se de que a ordem de grandeza é uma estimativa simplificada para expressar quão grande ou pequeno um número é. a ) A distância média da Terra até a Lua é de aproximadamente ​384 400 km​. −8 9

Resposta: Como ​3, 8 ​> ​3,16​, a ordem de ​3, 844 ​· ​​10​​ ​ m​é ​​10​​ ​​.

b ) A massa de um átomo de ferro (​ Fe)​é aproximadamente ​9,27 ​· ​10​​−26​kg​. −23 −22

Resposta: Como ​9, 27 ​> ​3,16​, a ordem de ​9, 27 ​· ​​10​​

​ g​é ​​10​​

​​.

c ) Um urso-pardo adulto tem cerca de 3 000 000 , pelos. Resposta: Como ​36 ​< ​3,16​ 6 a ordem de ​3 ​· ​​10​​ ​​ é ​​10​​ ​​.

d ) O coração humano bate cerca de 180 vezes por minuto durante uma atividade física intensa. 2 2 Resposta: Como ​1, 8 ​< ​3,16​, a ordem de ​1, 8 ​· ​​10​​ ​​ é ​​10​​ ​​.

e ) A quantidade de células no corpo humano é cerca de 37 trilhões (37 000 000 000 000). 13 14 Resposta: Como ​3, 7 ​> ​3,16​, a ordem de ​3, 7 ​· ​​10​​ ​​ é ​​10​​ ​​.

f ) O diâmetro de um fio de cabelo humano é aproximadamente ​0,1 mm​. 8. f ) Resposta: Como ​1 ​< ​3,16​, a ordem de ​1 ​· ​​10​​ −4​​ é ​​10​​ −4​​.

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CAPÍTULO

3

A matéria 1. Resposta: O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto. Espera-se que eles respondam que átomo é a unidade básica da matéria, que carrega características específicas de determinado elemento.

O estudo da matéria

2. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que os átomos são encontrados em toda a matéria existente no Universo.

O seu corpo, assim como o de qualquer outro ser humano, é composto por diferentes sistemas, órgãos, tecidos e células. E se dissessem a você que os seres humanos e todos os seres vivos ou elementos não vivos no Universo são compostos de átomos, você concordaria com essa afirmativa? Tudo aquilo que tem massa e ocupa lugar no espaço é chamado de matéria e toda matéria é constituída de átomos. Então, sim, podemos afirmar que os seres humanos são compostos de um conjunto de átomos, que podem interagir e reagir uns com os outros. Atualmente, sabemos que um átomo apresenta uma região central, chamada núcleo, e uma periférica, denominada eletrosfera. E sabemos também que ele é composto de estruturas ainda menores, chamadas partículas subatômicas, como os prótons, os nêutrons e os elétrons. Confira essas estruturas na imagem.

1. O que é átomo? 2. Onde podemos

encontrar os átomos?

A. Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Representação da estrutura de um átomo de carbono ​​(C)​​.

B.

A. Eletrosfera: região localizada ao redor do núcleo e

onde estão os elétrons (representados em amarelo).

B. Núcleo: região central do átomo composta de O átomo é eletricamente neutro, ou seja, conprótons (representados em rosa) e nêutrons tém o mesmo número de prótons e elétrons, e a (representados em azul). maior parte de sua massa está concentrada no núcleo, com a massa dos elétrons sendo praticaDica mente desprezível. Já a eletrosfera concentra o O volume é a grandeza física que se refere ao espaço ocupado por um maior volume de um átomo, quando comparada corpo. Corpos com maior volume ocupam mais espaço no meio. ao núcleo atômico. Os átomos podem se unir com outros átomos iguais ou diferentes, em proporções variadas, formando substâncias. A molécula de oxigênio ​​(​O​2​​)​​, por exemplo, é formada pela união de dois átomos de oxigênio ​​(O)​​. Já a molécula de água (​​ ​H​2​​ O)​​ é formada pela união de dois átomos de hidrogênio (​​ H)​​ e um átomo de oxigênio. Ilustrações: Sergio Lima/ Arquivo da editora

​O​ +

​O​

​O​

Representação da formação da molécula de oxigênio.

​​O​2​​​

​H​ Representação da formação da molécula de água.

+

​​H​2​​ O​ ​H​

3. Analisando as imagens, quais partículas subatômicas permitem aos átomos interagir entre si? Resposta: Os elétrons.

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05/11/2024 15:16:32


UNIDADE

1

Origem dos elementos químicos Os átomos com o mesmo número de prótons no núcleo atômico correspondem a um elemento químico. Esses e tantos outros elementos químicos estão presentes em todo o Universo e fazem parte de toda a matéria existente. Você já parou para pensar como surgiram esses e os demais elementos químicos?

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

A.

Representação do Big Bang.

B.

C.

D.

Vectormine/Shutterstock.com

Atualmente, a teoria do Big Bang é a mais aceita para explicar a origem do Universo. Nela, o Universo teria começado a partir de um ponto material extremamente quente e denso, que continha toda a energia existente no Universo e que sofreu uma rápida expansão e resfriamento, formando a matéria que compõe as galáxias, as estrelas e os planetas. Confira a seguir algumas etapas do Big Bang. E.

Imagem elaborada com base em: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. O Big Bang. Disponível em: http://www.if.ufrgs.br/fis02001/aulas/cosmo3.html; UNIVERSITY OF CALIFORNIA. Origin of the elements. Disponível em: https://www2.lbl.gov/abc/wallchart/chapters/10/0.html. Acessos em: 7 ago. 2024.

A. Logo após o início da expansão do Universo, a temperatura era extremamente alta e havia grande quantidade de energia.

B. À medida que o Universo se expandia, a temperatura diminuía, possibilitando a formação das primeiras partículas, conhecidas como quarks. Alguns segundos depois, formaram-se outras partículas, como os elétrons. Conforme a expansão ocorria, os quarks deixaram de existir isoladamente e passaram a se combinar, formando prótons e nêutrons.

C. Após cerca de três minutos da grande explosão, a temperatura atingiu valores que possibilitaram a formação de

núcleos leves de deutério, pela colisão e fusão de prótons e nêutrons. Esses núcleos se combinaram com outras partículas e deram origem a núcleos de hidrogênio, hélio (​​ He)​​ e lítio (​​ Li)​​ em pequenas quantidades.

D. A contínua redução da temperatura possibilitou que os elétrons se combinassem com esses núcleos e formassem os primeiros átomos. Os átomos são a menor porção do elemento químico que carrega suas propriedades.

E. Ao longo de seu desenvolvimento, o Universo foi se expandindo e resfriando. Com isso, a matéria existente se

As primeiras estrelas eram compostas basicamente dos elementos químicos hélio e hidrogênio. No interior delas, as condições de pressão e temperatura possibilitaram a formação de outros elementos químicos que passaram a fazer parte do Universo.

CXC/JPL-Caltech/PSU/CFA/NASA

condensou, formando nuvens de gás. Essas nuvens deram origem às primeiras estrelas e, cerca de 1 bilhão de anos depois, formaram-se as primeiras galáxias.

Cepheus B, nuvem densa de gás e poeira remanescente da formação de uma galáxia e rica no elemento químico hidrogênio, localizada na Via Láctea.

39

05/11/2024 15:16:34


O tamanho das estrelas é um dos fatores que interfere nas condições internas e na formação dos elementos químicos. Confira a seguir os elementos químicos formados ao longo da evolução de estrelas com tamanho inferior a oito massas solares – menor do que 8 vezes a massa do Sol (​​ 1,9 ​· ​​10​​ 30​kg)​​. Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

B.

A.

C.

Representação de parte da evolução de uma estrela com tamanho inferior a 8 vezes a massa solar.

A. No interior dessas estrelas, ao longo de bilhões de anos, ocorre a fusão de átomos de hidrogênio, resultando na formação de átomos de hélio.

B. No interior das gigantes vermelhas, as condições de temperatura e pressão possibilitam que a fusão de átomos de hélio resulte em átomos de carbono e de nitrogênio (​​ N)​​.

C. Na fase de anã-branca, podem ocorrer explosões que favorecem a formação de átomos dos

elementos químicos hélio, carbono, oxigênio, nitrogênio e neônio (​​ Ne)​​. Além disso, podem se formar os átomos dos elementos químicos níquel (​​ Ni)​​, cobre (​​ Cu)​​ e ferro (​​ Fe)​​.

A.

Representação de parte da evolução de uma estrela com tamanho superior a 8 massas solares.

Ilustrações: Alexandre de Souza/Arquivo da editora

Confira a seguir os elementos químicos formados ao longo da evolução de estrelas com tamanho superior a 8 massas solares. B. C.

Imagens elaboradas com base em: NASA. What is Your Cosmic Connection to the Elements? Disponível em: https://www.nasa.gov/ pdf/190387main_Cosmic_Elements.pdf. Acesso em: 7 ago. 2024.

A. Nessas estrelas, a fusão entre átomos de hidrogênio e hélio ocorre de modo mais rápido, encerrando-se em menos de 1 bilhão de anos.

B. Nas supergigantes vermelhas, as condições extremas possibilitam que átomos de hélio e de carbono

deem origem a átomos de oxigênio. Nessa fase, ocorrem diversos processos, em diferentes camadas das estrelas, que resultam em átomos de vários elementos químicos, como magnésio (​​ Mg)​​, neônio (​​ Ne)​​, silício​(​ Si)​​, nitrogênio, sódio (​​ Na)​​, alumínio (​​ A𝓁) ​​, fósforo (​​ P)​​, cloro (​​ C𝓁) ​​, potássio (​​ K)​​, cálcio (​​ Ca)​​, níquel (​​ Ni)​​, titânio ​​(Ti)​​, vanádio (​​ V)​​ e argônio (​​ Ar)​​.

C. A grande explosão resultante da morte estelar cria condições para a formação de átomos dos elementos químicos silício e níquel, xenônio (​​ Xe)​​, platina (​​ Pt)​​ e ouro (​​ Au)​​, bem como de átomos mais pesados.

Além da formação de elementos químicos nas estrelas, é possível que alguns deles se originem do espaço, por ação dos raios cósmicos, que são formados por partículas como prótons e elétrons e se movem em alta velocidade. Esses raios podem se chocar com átomos existentes no espaço entre as estrelas, como átomos de hidrogênio e de hélio, originando átomos de outros elementos químicos, como lítio, berílio (​​ Be)​​ e boro (​​ B)​​. 4. Resposta: O objetivo desta questão é fazer que os estudantes

40

4. Como os elementos

químicos formados nas estrelas chegam a diferentes locais do espaço?

reflitam sobre a dispersão dos elementos químicos no espaço, relacionando-a com a formação das estrelas. Espera-se que eles comentem que esses elementos formados nas estrelas são dispersos pelas nebulosas planetárias, quando a estrela em colapso perde parte de suas camadas mais externas, e quando ocorrem explosões, como a supernova (morte estelar), que lança esses elementos no espaço.

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Distribuição dos elementos químicos Ao longo da origem e do desenvolvimento do Universo, diferentes elementos químicos se formaram e se espalharam pelo espaço. Os átomos desses elementos foram se unindo uns com os outros, originando as substâncias. Estas também interagiram entre si e originaram porções de matéria cada vez maiores, possibilitando a formação de diferentes astros, como estrelas, planetas e sistemas planetários.

UNIDADE

1

O Sistema Solar se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos, a partir de uma nuvem densa de poeira e gás, chamada nebulosa solar. Ao entrar em colapso, a matéria dessa nuvem começou a se mover rapidamente, formando um disco. Nesse disco, as partículas microscópicas de matéria começaram a se unir, dando origem a corpos rochosos, que resultaram em planetesimais, que assim originaram os planetas. Mark Garlick/SPL/Fotoarena

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

A. Os planetesimais ricos em elementos químicos mais densos, como

metais e silicatos, foram mantidos na região mais interna do disco, próximo ao Sol, onde a temperatura era elevada. Esses planetesimais deram origem aos planetas rochosos Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

B. Substâncias voláteis, como água e amônia (​​ N​H​3​​)​​, foram A.

B.

empurradas para as porções mais externas do disco. Por causa das baixas temperaturas dessa região, essas moléculas se condensaram. Os planetesimais formados nessa região deram origem a planetas com núcleos rochosos e porções externas ricas em líquidos e gases, os chamados planetas gasosos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Representação da nebulosa solar.

5. Como os elementos químicos formados após o Big Bang ou no

interior das estrelas, por exemplo, foram incorporados à Terra?

A distribuição variável dos elementos químicos durante a formação do Sistema Solar interferiu na composição atual dos astros desse sistema planetário. Veja a seguir.

Fotos: Natalllenka.m/Shutterstock.com

Composto principalmente de hidrogênio e hélio, havendo também pequenas quantidades de oxigênio, carbono, ferro e nitrogênio.

Sua atmosfera é composta principalmente de oxigênio, sódio, hidrogênio, hélio e potássio. Seu núcleo, no entanto, é composto basicamente de ferro. Mercúrio.

Apresenta uma atmosfera composta de dióxido de carbono (​​ ​CO​2​​)​​, gás nitrogênio e nuvens contendo gotículas de ácido sulfúrico (​​ ​H​2​​S​O​4​​)​​. Seu núcleo é composto de ferro e níquel.

Sol. Astros (dimensões): Sol: aproximadamente 1​ 390 000 km​de diâmetro. Mercúrio: aproximadamente 4​ 879 km​de diâmetro. Vênus: aproximadamente 1​ 2 103 km​de diâmetro.

Vênus.

5. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que, em determinadas condições, os elementos químicos dispersos no Universo dão origem a nuvens de gás e poeira, resultando na formação dos sistemas planetários, como o Sistema Solar. Nesse processo, o material existente na nuvem sofre condensação, dando origem a uma estrela. O material restante dá origem a protoplanetas, que resultam em planetas, como a Terra.

41

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Fotos: Natalllenka.m/Shutterstock.com

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Sua atmosfera é composta, principalmente, pelos gases nitrogênio e oxigênio. Além desses gases, há outros em menor quantidade, como argônio, dióxido de carbono e neônio.

Apresenta uma atmosfera composta pelos gases hidrogênio e hélio. Já seu núcleo é composto de ferro e níquel, envolvido por hidrogênio líquido. Saturno.

Terra.

Sua atmosfera é composta pelos gases dióxido de carbono, nitrogênio e argônio. Já seu núcleo tem ferro e níquel. Marte.

Urano.

Sua atmosfera é composta pelos gases hidrogênio, hélio, metano, amônia e vapor de água. Seu núcleo é formado por ferro e dióxido de silício (​​ Si​O​2​​)​,​envolvido por hidrogênio líquido. Júpiter.

Seu núcleo é composto de ferro e níquel, rodeado por água. Já sua atmosfera é composta pelos gases hidrogênio e hélio e uma pequena quantidade de metano, além de traços de água e amônia.

Sua atmosfera é composta pelos gases hidrogênio e hélio e uma pequena quantidade de metano ​​(C​H​4​​)​​. Seu núcleo é composto de ferro e níquel e é rodeado por água com amônia e metano dissolvidos. Netuno.

Astros (dimensões): Terra: aproximadamente 1​2 756 km​de diâmetro. Marte: aproximadamente 6​ 794 km​de diâmetro.

Júpiter: aproximadamente 1​42 984 km​de diâmetro. Saturno: aproximadamente 1​20 536 km​de diâmetro.

Urano: aproximadamente 5​ 1 118 km​de diâmetro. Netuno: aproximadamente 4​ 9 492 km​de diâmetro.

A estrutura da Terra Em determinado momento de sua formação, o material que compunha a Terra estava completamente derretido. Nesse estado, a maior parte dos átomos de ferro e dos átomos de outros elementos químicos mais densos se movimentou em direção ao centro do planeta, enquanto os mais leves se moveram para a superfície. Esse processo é chamado diferenciação planetária e possibilitou a formação das quatro camadas principais da Terra: núcleo interno, núcleo externo, manto e crosta, com constituições químicas variadas. Confira a seguir.

Johan Swanepoel/Shutterstock.com

A. C. D. B.

Representação da Terra em corte mostrando suas camadas.

A. Crosta: camada mais externa da Terra, formada basicamente pelos

elementos químicos oxigênio, silício, alumínio, ferro, cálcio, magnésio, potássio e sódio. Nas porções continentais, essa camada apresenta em média ​30 km​de espessura, enquanto no assoalho dos oceanos o valor médio é de ​5 km​. B. Manto: camada mais espessa da Terra, cuja composição química abrange principalmente os elementos oxigênio, magnésio, silício e ferro. Apresenta cerca de ​2 900 km​de espessura e é composta por rochas derretidas ricas em ferro e magnésio. C. Núcleo externo: região de aproximadamente 2​ 300 km​de espessura, composta de ferro e níquel líquidos. D. Núcleo interno: esfera sólida composta de ferro e níquel, com aproximadamente 1​ 220 km​de raio. Imagem elaborada com base em: IN DEPTH. Nasa Science. Disponível em: https://solarsystem.nasa.gov/planets/earth/in-depth.amp. Acesso em: 7 ago. 2024; PRESS, Frank et al. Para entender a Terra. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. p. 31-32.

Embora haja na Terra mais de 100 elementos químicos, apenas 8 deles correspondem a mais de 99% da massa do planeta. Entre eles, destacam-se o ferro, o oxigênio, o silício e o magnésio, que totalizam mais de 90% da massa terrestre.

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ATIVIDADES

1. Leia o trecho do texto a seguir.

UNIDADE

1 3. a) A Terra não é homogênea, havendo predomínio de alguns elementos e variação entre as camadas da Terra. 3. b) O processo possibilitou a ocorrência e a distribuição diferencial dos elementos químicos, de acordo com sua densidade, resultando na formação das camadas da Terra.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Indique a alternativa correta a seguir. a ) Apenas a afirmação I está correta.

Cerca de 14,5 bilhões de anos atrás, uma grande explosão (em inglês, Big Bang) formou o hidrogênio e o hélio, os elementos mais leves. Posteriores reações nucleares nas estrelas transmutaram estes elementos em outros mais pesados, incluindo o carbono, o nitrogênio, o oxigênio, o enxofre, o fósforo e a maioria dos outros elementos da tabela periódica. Explosões de estrelas com muita massa, chamadas de supernovas, espalharam os elementos pelo universo e, ao longo do tempo, os elementos pesados se juntaram para formar os planetas e os outros corpos celestes. Através de um processo, que ainda não é compreendido e sobre o qual continua a haver muita pesquisa, moléculas simples se formaram, eventualmente incluindo moléculas orgânicas que podem dar suporte à vida — os ácidos nucleicos que formam o DNA e o RNA, os aminoácidos que compõem as proteínas, os carboidratos, como a glicose, e outros tipos de moléculas. É a partir de elegantes blocos de construção moleculares como estes que a incrível riqueza da química e da vida evoluiu. Portanto, no verdadeiro sentido da palavra, nós, seres vivos, somos feitos de poeira estelar, e sem as supernovas não haveria a química orgânica e tampouco a vida. […] SOLOMONS, T. W. Graham; FRYHLE, Craigh B. Química orgânica. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012. v. 1. p. 2.

Respostas nas Orientações para o professor.

a ) De acordo com o texto, qual é a relação do Big Bang e da formação das estrelas com a origem dos elementos químicos? b ) Como os elementos químicos podem ser relacionados à existência de vida na Terra? c ) Explique com suas palavras o trecho destacado no texto.

2. Analise as afirmações a seguir. I ) As primeiras estrelas do Universo eram compostas basicamente de hidrogênio e sal. Com o passar do tempo, as partículas subatômicas se combinaram, formando elementos químicos mais complexos. II ) As condições de pressão e temperatura no interior das estrelas não afetam a formação de novos átomos. Apenas a quantidade de matéria. III ) O tamanho das estrelas interfere na evolução delas, pois afeta suas condições de pressão e temperatura.

b ) Apenas a afirmação III está correta. c ) Todas as afirmações estão erradas. d ) Todas as afirmações estão corretas. e ) As afirmações I e III estão corretas. 2. Resposta: Alternativa b.

3. As tabelas a seguir apresentam a composição química, em porcentagem, do planeta Terra e de uma de suas camadas. Composição do planeta Terra

Composição da crosta terrestre

Elemento

%

Elemento

%

Ferro

35%

Oxigênio

46%

Oxigênio

30%

Silício

28%

Silício

15%

Alumínio

8%

Magnésio

13%

Ferro

6%

Níquel

2,4%

Magnésio

4%

Enxofre

1,9%

Cálcio

2,4%

Cálcio

1,1%

Potássio

2,3%

Alumínio

1,1%

Sódio

2,1%

Outros

​< ​1%​

Outros

​< ​1%​

Fonte de pesquisa: PRESS, Frank et al. Para entender a Terra. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. p. 32.

a ) O que você pode dizer a respeito da distribuição dos elementos químicos na Terra? b ) Qual foi a importância do processo de diferenciação planetária na atual composição química das camadas da Terra? c ) Junte-se a um colega e, utilizando uma planilha eletrônica, construam um gráfico de colunas e um gráfico de setores com os dados apresentados nas tabelas. Em seguida, avaliem qual tipo de apresentação de dados e informações – quadros, gráfico de colunas ou gráficos de setores – vocês consideram mais fácil de interpretar. Justifiquem a escolha.

4. Alguns pesquisadores utilizam o termo “NIFE” para

se referir ao núcleo da Terra. Isso porque essa camada terrestre é constituída basicamente de:

Resposta: Alternativa e.

a ) nitrogênio (​ N)​e fósforo (​ P)​.

b ) níquel (​ Ni)​e flúor (​ F)​.

c ) nitrogênio (​ N)​, iodo (​ I)​, flúor (​ F)​e estanho (​ Sn)​. d ) neônio (​ Ne)​, fósforo (​ P)​e estanho (​ Sn)​.

e ) níquel (​ Ni)​e ferro (​ Fe)​.

3. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes avaliem os prós e contras de cada tipo de apresentação, notando que, por serem visuais, os gráficos têm uma rápida interpretação.

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Teorias atômicas

6. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito dos átomos e da constituição da matéria.

Biblioteca da Faculdade de Medicina, Paris, França

A.Sych/Shutterstock.com

Instituto Wellcome, Londres, Inglaterra

Museu de Belas Artes de Rouen, França

Pinacoteca Querini Stampalia, Veneza, Itália

Do que a matéria é formada? Qual é a menor porção da matéria? O que a 6. Como você areia, o ser humano e um cometa, por exemplo, têm em comum? Questões coresponderia às mo essas e inúmeras outras intrigaram os cientistas ao longo do tempo. Para questões propostas respondê-las, alguns estudiosos desenvolveram modelos científicos, que são reanteriormente? presentações simplificadas, abstratas e idealizadas da realidade. Os filósofos antigos foram os primeiros a divulgar suas ideias com o intuito de explicar a natureza da matéria que constitui todo o Universo. Por exemplo, os pré-socráticos, como os gregos Leucipo de Mileto (500 a.C.-430 a.C.) e Demócrito de Abdera (460 a.C.-370 a.C.), defendiam que toda a matéria era constituída por partículas minúsculas e indivisíveis, chamadas átomos (do grego a, “não”, e tomo, “parte”, ou seja, “o indivisível”). Para esses filósofos, os átomos estavam em constante movimento, ocasionando colisões e reagrupamentos que resultaram na Leucipo de Mileto. formação da matéria. Os estudiosos que defendiam essas ideias ficaram conhecidos como atomistas. Outra proposta sobre a constituição da matéria foi formulada pelo filósofo grego Empédocles (490 a.C.-430 a.C.). Para ele, tudo o que existia no Demócrito de Abdera. Universo era formado por quatro elementos: água, ar, terra e fogo. Apesar de ter conseguido comprovar a existência material do ar, que considerava ser uma substância, ele não tinha evidências experimentais para os outros elementos de sua hipótese. Já os filósofos gregos Platão (427 a.C.-347 a.C.) e Empédocles. Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) foram grandes defensores da ideia dos quatro elementos. Além disso, eles incorporaram outras concepções a respeito da constituição da matéria, formulando hipóteses como a da inexistência de partículas indivisíveis, como outros estudiosos defendiam. Durante certo tempo, a linha de pensamento dos quatro elementos se sobrepôs à visão atômica da Aristóteles. constituição da matéria, exercendo grande influência sobre o pensamento científico, da Antiguidade ao século XVII. No século XVII, a noção de átomo, proposta por Platão. Demócrito e Leucipo, foi retomada, substituindo as ideias de Empédocles. Isso ocorreu porque alguns cientistas perceberam que a água e o ar, por exemplo, não eram elementos fundamentais da matéria, mas se combinavam para formar novas substâncias. Na tentativa de reconhecer os átomos como componentes básicos da matéria, conhecer suas propriedades e como interagiam para formar substâncias, diversos cientistas desenvolveram diferentes teorias e modelos ao longo do tempo. A seguir, vamos estudar alguns desses modelos e teorias atômicas.

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CONEXÕES com ... FILOSOFIA a) Resposta: A teoria atômica está permanentemente em discussão e permeada de novas proposições, muito Definir o que é Filosofia já é, por si só, uma questão filosófica. Diversos povos e culturas em razão dos antigos produziram conhecimentos que atualmente podem ser considerados filosóficos. Isso avanços técnicos e tecnológicos de evidencia que a Filosofia não é exclusiva de uma época ou cultura, mas parte da humanidade. instrumentos que permitem novos Apesar de seu caráter universal, o que é entendido como o “início” da Filosofia, em termos experimentos. Ao acadêmicos, remonta aos gregos há mais de 2 mil anos. Os filósofos gregos sistematizaram longo da história, diversas teorias métodos de pensamento crítico que influenciaram profundamente a tradição ocidental. atômicas foram A Filosofia, então, surgiu como um complemento e uma resposta crítica à mitologia, buscando propostas, e atualmente a mais entender o Universo e a condição humana por meio da razão e do debate argumentativo. aceita é o A herança da Filosofia grega antiga foi central no pensamento europeu ao longo dos séculos, desdobramento e a soma de séculos de sobretudo a partir do Renascentismo, movimento que se iniciou no século XIV e se estendeu pesquisas e descobertas. Há o até o século XVII. Os renascentistas se inspiraram na Antiguidade clássica para estabelecer as entendimento de bases do pensamento filosófico e os fundamentos da ciência. que o átomo é a menor parte dos Algumas das principais questões tratadas hoje na área das Ciências da Natureza, pelos elementos campos de estudo da Química, Física e Biologia, foram antes abordadas como investigações químicos e é formado por um filosóficas. Séculos atrás, pensadores já discutiam, por exemplo, a estrutura da matéria, os monúcleo que contém prótons e nêutrons, vimentos dos corpos, a origem e a diversidade da vida, entre tantos outros temas. ao redor do qual A Filosofia da Ciência norteia a investigação científica e contribui para o desenvolvimento orbitam elétrons. de teorias e métodos mais robustos. Esse campo debate os limites do conhecimento científico, Essa concepção remonta à ideia de as implicações éticas e sociais das descobertas científicas, entre outras abordagens. Demócrito, que Imagem sem proporção e em cores fantasia. entendia que os A definição e a sistematização da átomos eram Filosofia da Ciência remontam às refleindivisíveis e compunham as xões dos antigos gregos sobre a arché, menores partículas ou seja, um elemento fundamental, um das substâncias da natureza. Assim princípio único, que seria a origem de como Demócrito todos os outros elementos, de tudo supunha ao investigar o que existe. Entre várias propostas, filosoficamente a Demócrito formulou a teoria atomista, origem do Universo e da matéria, o uma primeira concepção sobre o que átomo é a partícula seriam os átomos. Ideias filosóficas que compõe todas as substâncias. sobre a constituição da matéria per-

Kriola/Shutterstock.com

O atomismo

duraram e foram revisitadas ao longo dos séculos, até a elaboração do primeiro modelo atômico moderno pelo químico e meteorologista inglês John Dalton (1766-1844), em 1803.

Fil o

so

a ) Associe o desenvolvimento da teoria atômica à concepção desenvolvida por Demócrito.

fia

Representação da Filosofia como conhecimento produzido.

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Instituto Wellcome, Londres, Inglaterra

Teoria atômica de Dalton Em 1803, John Dalton retomou a ideia atômica proposta por Demócrito e Leucipo para explicar a composição da matéria. Embora os filósofos pré-socráticos já houvessem citado a existência de átomos indivisíveis como constituintes da matéria, foi Dalton quem demonstrou experimentalmente que os átomos poderiam existir, provendo um caráter científico para os estudos da constituição da matéria. John Dalton. Postulados: pressuposições que não foram testadas no trabalho em questão, mas testadas e aceitas em trabalhos anteriores. Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia. Cynthia Sekiguchi/ Arquivo da editora

Sua teoria se baseava na lei da conservação das massas e na lei das proporções constantes. Com esses estudos, John Dalton formulou alguns postulados, que reúnem as informações a seguir. • Toda a matéria é composta de pequenas partículas indivisíveis chamadas átomos. • Todos os átomos de um mesmo elemento químico são idênticos em massa e propriedades. • Os átomos de diferentes elementos químicos diferem entre si e têm massas, propriedades físicas e propriedades químicas distintas. • Durante as reações químicas, os átomos não são criados nem destruídos. • Os átomos podem se combinar, formando substâncias. • A combinação de átomos de mais de um elemento químico resulta em compostos. • Um composto é sempre constituído dos mesmos números e tipos de átomos.

Representação do modelo atômico de Dalton.

A teoria atômica de Dalton (1808) considerava que os átomos eram esféricos, maciços e indivisíveis. Além da formulação do modelo atômico, Dalton elaborou uma representação simbólica de átomos, em que os elementos químicos eram representados por círculos com linhas, pontos e letras. Os símbolos utilizados por Dalton serviam individualmente para representar os elementos e, em combinação, para representar os compostos.

Ilustrações: Sergio Lima/ Arquivo da editora

Veja a seguir alguns exemplos dos símbolos criados por Dalton. Hidrogênio.

Fósforo.

Ferro.

Carbono.

Sulfato de bário.

Nitrogênio.

Enxofre.

Chumbo.

Mercúrio.

Ouro.

Em seus estudos, Dalton investigou as propriedades da matéria, afirmando, por exemplo, que a massa de determinado composto é igual à soma das massas dos átomos que o compõem.

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/ Arquivo da editora

Os postulados de Dalton também explicavam como compostos diferentes podem ser formados pelos mesmos tipos de átomos. Para isso, bastava que as proporções dos átomos fossem diferentes. Acompanhe os exemplos a seguir.

carbono

oxigênio

monóxido de carbono

carbono

oxigênio

dióxido de carbono

Representação da formação do monóxido de carbono (​​ CO)​​, composto que contém átomo de carbono e oxigênio. Representação da formação do dióxido de carbono, composto que contém átomo de carbono e oxigênio, porém com diferente proporção desses átomos.

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UNIDADE

1 Teoria atômica de Thomson Ao longo do tempo, os avanços na investigação da matéria se direcionavam para uma nova visão de átomo, sugerindo uma estrutura mais complexa e constituída por partículas ainda menores, chamadas subatômicas. O desenvolvimento de estudos e experimentos sobre a eletricidade e a radioatividade foi essencial para as primeiras elucidações a respeito da estrutura interna do átomo.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

fonte de alta-tensão Biblioteca do Congresso, Washington DC, Estados Unidos

tubo de vidro

Representação da ampola de raios catódicos. cátodo

gás à baixa pressão

ânodo

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Em 1897, o físico inglês Joseph John Thomson (1856-1940) realizou experimentos com os raios catódicos utilizando diferentes gases. Ele observou que esses raios se originavam de qualquer tipo de gás e sofriam desvios em direção à placa de metal carregada positivamente. Com isso, concluiu que os raios catódicos eram compostos de partículas providas de massa e carregadas negativamente, às quais deu o nome de elétrons. Essa foi a primeira partícula subatômica descoberta e a primeira evidência experimental da estrutura interna dos átomos, agora vistos como unidades divisíveis. raio catódico desviado

Representação do experimento de Thomson. cátodo

gás à baixa pressão

Joseph John Thomson.

Dica As partículas podem ter carga elétrica positiva ou negativa. As que apresentam cargas de mesmo sinal (​+ / +​ou ​− ​/ −​) se repelem, enquanto as partículas com cargas de sinais opostos (​​ + / −) ​​ se atraem. partículas negativas (elétrons)

esfera positiva e maciça

ânodo

Além disso, embora os elétrons apresentassem carga negativa, os átomos como um todo tinham carga nula. Sendo assim, os átomos deveriam apresentar carga positiva suficiente para anular a carga negativa. Em 1903, para abranger suas observações, Thomson propôs um novo modelo de átomo, que consistia em uma esfera maciça e com carga positiva, na qual pequenas partículas negativas, os elétrons, estariam distribuídas por toda a massa uniforme de matéria.

Cynthia Sekiguchi/ Arquivo da editora

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A partir do século XVIII, foram realizados estudos sobre as descargas elétricas. Por meio deles, os cientistas perceberam, por exemplo, que ao aplicar alta voltagem no tubo contendo gás à baixa pressão, surgia uma radiação em seu interior. Essa radiação não era visível, mas sua movimentação no interior do tubo podia ser percebida em razão da emissão de luz. A radiação que surgia no interior do tubo se originava no polo negativo, também chamado de cátodo, e por isso recebeu o nome de raios catódicos. Apresentamos a seguir uma representação desse aparato, desenvolvido pelo químico inglês William Crookes (1832-1919).

Representação de uma das possíveis interpretações do modelo atômico de Thomson.

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Teoria atômica de Nagaoka Em 1904, o físico japonês Hantaro Nagaoka (1865-1950) apresentou à comunidade científica seu modelo atômico. De acordo com ele, o átomo não era uma esfera maciça que concentrava a maior parte do volume atômico, na qual estavam distribuídos os elétrons, mas sim uma grande região central ao redor da qual os elétrons se moviam em órbita.

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

Pictorial Press Ltd/Alamy/Fotoarena

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Representação de uma das possíveis interpretações do modelo atômico de Nagaoka.

Hantaro Nagaoka.

Teoria atômica de Rutherford

Em 1910, o físico neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937) e sua equipe, composta pelo físico alemão Hans Geiger (1882-1945) e o físico inglês Ernest Marsden (1889-1970), propuseram alguns experimentos que consistiam em colocar uma lâmina de ouro na frente da amostra de um elemento químico radioativo, ou seja, que emite radiação espontaneamente.

lâmina de ouro

3.

2.

1. feixe de partículas de carga positiva

feixe de partículas de carga positiva átomos de ouro

elemento químico radioativo

Representação do bombardeamento de partículas alfa na lâmina de ouro.

Representação da interação das partículas alfa com os átomos de ouro.

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/ Eduardo Carriça/Arquivo da editora

Ao bombardear a lâmina de ouro com partículas alfa, provenientes do elemento químico polônio ​(Po)​​, Rutherford e seus colaboradores observaram que a maioria delas atravessou a lâmina de ouro. No entanto, algumas dessas partículas sofreram desvios e outras ricochetearam em direção à fonte. A análise dos resultados desse experimento levou a conclusões incoerentes com o modelo atômico proposto por Thomson.

1. Observação: a maioria das partículas ​α​ atravessou a fina lâmina de ouro sem sofrer desvio considerável em sua trajetória. Conclusão: a maior parte do volume total do átomo é espaço vazio.

2. Observação: algumas partículas ​α​ sofreram grandes desvios durante a trajetória. Conclusão: a região central do

átomo concentra uma porção muito pequena do átomo dotada de carga positiva, à qual foi dado o nome de núcleo.

3. Observação: poucas partículas ​α​ ricochetearam e retornaram em direção à fonte radioativa. Conclusão: a maior parte da massa do átomo está localizada no núcleo.

núcleo (região densa e positiva)

elétron (partícula negativa) Cynthia Sekiguchi/ Arquivo da editora

Os resultados do experimento descrito anteriormente levaram à elaboração de um novo modelo atômico. Nele, Rutherford propôs que o átomo era formado por uma pequena região central positiva, que concentrava quase toda a massa do átomo − o núcleo −, e era circundada por um grande espaço vazio. Nesse espaço, localizavam-se os elétrons, que se movimentavam em torno do núcleo. Dica Acesse o simulador “Espalhamento de Rutherford”. Nele, você vai investigar o comportamento das partículas ​α​ ao incidirem em um átomo. Disponível em: https://phet.colorado.edu/pt_BR/simulation/rutherford-scattering. Acesso em: 16 jul. 2024.

Representação do modelo atômico de Rutherford.

7. Com base no modelo atômico proposto por Rutherford, explique com suas palavras os resultados do experimento descrito anteriormente.

7. Espera-se que os estudantes respondam que a maioria das partículas atravessou a lâmina ao passar pelos elétrons, outras sofreram leve desvio ao passar próximo do núcleo e um menor número sofreu grande desvio ao colidir com o núcleo.

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UNIDADE

1 Analisando os resultados dos experimentos, Rutherford e sua equipe calcularam que a região central do átomo, o núcleo, era aproximadamente 10 000 vezes menor que o tamanho total do átomo. Atualmente, sabemos que o diâmetro dos átomos é da ordem de ​​10​​ −10​ m​. Por ser um valor muito pequeno, ele é quase sempre expresso na unidade de picômetros (​​ 1 pm ​= ​​10​​ −12​ m)​​, que faz parte do Sistema Internacional de Unidades (SI). Outra unidade também usada para expressar medidas atômicas é o angstrom −10 (​​ 1 Å ​= ​​10​​ ​m)​​, mesmo que este não integre o SI. O diâmetro atômico do hidrogênio, por exemplo, é de aproximadamente ​1,1 Å​. O diâmetro do próton, por sua vez, tem aproximadamente ​1,7 · ​​10​​ −5​Å​. Podemos imaginar essa relação da seguinte forma: se o diâmetro total do átomo de hidrogênio fosse do tamanho de um campo de futebol profissional, o núcleo seria do tamanho de uma formiga no centro desse campo.

Rutherford continuou realizando experimentos com as partículas ​α​. Em 1919, ele concluiu que o núcleo de todos os átomos continha partículas carregadas positivamente. A essas partículas subatômicas foi dado o nome de próton. Biblioteca Pública de Nova York, EUA

Em 1913, ao realizar experimentos com raios X, o físico inglês Henry Gwyn Jeffreys Moseley (1887-1915), membro da equipe de Rutherford, chegou à conclusão de que as propriedades dos elementos químicos variavam em função do número de prótons existentes no núcleo atômico. Dessa forma, foi possível determinar que todo elemento químico apresenta uma quantidade específica de prótons no núcleo. A carga elétrica líquida de um átomo é neutra, ou seja, a quantidade de cargas positivas (prótons) e negativas (elétrons) é igual. Experimentos indicavam que a massa do átomo era maior que a massa dos prótons de seu núcleo. Esse fato levou os cientistas a considerar a existência de outra partícula no núcleo atômico, além dos prótons, uma vez que a massa dos elétrons é praticamente desprezível. Em 1932, o físico nuclear inglês James Chadwick (1891-1974), também membro da equipe de Rutherford, identificou uma nova partícula Henry Gwyn Jeffreys Moseley. subatômica, com massa praticamente igual à do próton, porém sem carga elétrica. Essa partícula recebeu o nome de nêutron. Para identificá-la, Chadwick realizou um experimento que consistia em bombardear uma folha de berílio com partículas ​α​, provenientes de uma amostra de um elemento radioativo. Atrás dessa folha, foi colocada uma placa de parafina e um contador Geiger. Nesse experimento, a incidência de partículas ​α​ na folha de berílio fazia com que ela liberasse nêutrons, os quais colidiam com a placa de parafina, deslocando prótons dela, que eram detectados pelo contador Geiger. folha de berílio

nêutron

próton contador Geiger

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

material radioativo

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

partícula ​α​

parafina

Representação do experimento de Chadwick.

Contador Geiger: aparelho utilizado para medir radiações ​α​, ​β​ e ​γ​.

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Após o experimento de Chadwick, sabia-se que o átomo era composto de três partículas subatômicas, que apresentam diferentes características. Observe a seguir. Características das partículas subatômicas Partícula

Região do átomo Núcleo

Próton Nêutron Elétron

Núcleo Eletrosfera

Massa (quilograma – ​kg​) ​1,673 ​· ​​10​​

−27

​1,675 · ​10​​

−27

​9,109 · ​​10​​

−31

Carga elétrica (Coulomb – ​C​) ​+ 1,602 ​· ​​10​​

​​

​​

​​

−19

​​

​0​ ​− 1,602 ​· ​​10​​

Carga ​+ 1​ ​0​

−19

​​

​− 1​

Fonte de pesquisa: HAYNES, William M. CRC handbook of chemistry and physics. 97. ed. Boca Raton: CRC Press, 2016-2017. p. 1-1, 1-4.

a) Resposta: Os estudantes podem citar exemplos, como o desenvolvimento de técnicas de diagnóstico e tratamento de doenças, geração de energia elétrica, esterilização de alimentos e aplicações industriais. Comentários nas Orientações para o professor.

Coulomb: unidade de carga elétrica.

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8. De acordo com a

A descoberta do nêutron foi fundamental para a compreensão da estrutura atômica e das partículas subatômicas, abrindo caminho para uma nova área de estudo, a Física Nuclear.

tabela, quais são as semelhanças e diferenças entre as partículas subatômicas?

a ) Junte-se a três colegas para pesquisar a importância dos estudos da Física Nuclear para a sociedade atual, citando exemplos de sua aplicação. Em seguida, organizem um debate com os demais grupos da turma para analisar e discutir situações controversas sobre a aplicação desse tipo de conhecimento, enfatizando a importância da ética e da responsabilidade em seu uso.

Teoria atômica de Bohr Assim como os modelos atômicos propostos anteriormente, o elaborado por Rutherford e seus colaboradores tinha incoerências. Sabe-se, por exemplo, que corpos com carga elétrica e em movimento emitem radiação. Sendo assim, os elétrons, que se movem rapidamente ao redor do núcleo, de acordo com Rutherford, tenderiam a perder energia, sendo atraídos pelo núcleo. Isso causaria o colapso dos átomos, o que na prática impediria a existência deles e, consequentemente, de qualquer elemento químico. Durante muito tempo, considerava-se que a energia era emitida de modo contínuo. No entanto, em 1900, o físico alemão Max Karl Ernst Ludwig Planck (1858-1947) admitiu que a energia era descontínua. De acordo com sua teoria, a quantidade fixa de energia era absorvida ou emitida sob a forma de “pequenos pacotes”, chamados quantum – no plural, quanta.

Em 1913, Bohr apresentou seu modelo atômico com base em três postulados, descritos a seguir. • Os elétrons se movem em órbitas circulares ao redor do núcleo atômico. O número de órbitas em um átomo é variável e limitado. Cada uma dessas órbitas é chamada de camada eletrônica ou nível de energia (​​ n)​​. A energia dessas camadas varia, sendo maior nas que se localizam mais distantes do núcleo atômico. • Enquanto se movimentam em uma camada eletrônica específica, os elétrons não emitem energia espontaneamente, mantendo-se no chamado estado estacionário. • Quando o elétron absorve energia suficiente, proveniente do meio externo, ele se desloca de um nível de menor energia (mais próximo do núcleo) para um nível de maior energia (mais distante do núcleo), passando do estado estacionário para o estado excitado. O elétron pode retornar ao estado estacionário, emitindo a energia que absorveu previamente e retornando à camada eletrônica de menor energia. Ao retornar à sua órbita original (estado fundamental), o elétron emite, sob a forma de fóton, a mesma quantidade de energia que absorveu previamente. 8. Resposta: Essa questão incentiva os estudantes a analisar as Niels Bohr.

50

Biblioteca Nórdica, Paris, França

No início do século XX, o físico dinamarquês Niels Bohr (1885-1962), com base em suas análises, nas afirmações de Planck e em outros estudos da interação da luz com a matéria, propôs uma nova visão da estrutura do átomo. Ele sugeriu que os átomos de diferentes elementos químicos teriam determinados estados de energia, uma vez que emitiam radiações em determinados comprimentos de onda.

informações da tabela. Espera-se que eles comentem que os prótons e os nêutrons têm praticamente a mesma massa, porém o nêutron não tem carga elétrica. Próton e elétron apresentam a mesma carga elétrica, porém com sinal diferente, o que possibilita ao átomo ser eletricamente neutro. A massa do elétron é extremamente pequena, o que a torna praticamente desprezível.

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Confira a seguir o esquema com a representação da absorção e emissão de energia pelo elétron de um átomo. 1.

2.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

fóton

3.

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

núcleo

UNIDADE

1

elétron Representação da estrutura do átomo de carbono em estado estacionário.

Representação da estrutura do átomo de carbono em estado excitado, quando há aumento de energia.

Representação da estrutura do átomo de carbono após a emissão de fóton, quando há diminuição de energia.

Em síntese, um elétron, quando em estado estacionário, tem energia total constante. No entanto, quando em estado excitado, sua energia total varia. Assim, Bohr concluiu que, quanto mais próxima for a órbita eletrônica permitida em relação ao núcleo atômico, mais estável será o sistema elétron/núcleo (menor energia total). Considerando os 118 elementos químicos conhecidos atualmente e suas respectivas quantidades de elétrons, os átomos podem ter no máximo sete níveis de energia, que são identificados por números inteiros, de 1 a 7, ou pelas letras K, L, M, N, O, P e Q. Os níveis mais próximos do núcleo contêm os elétrons de menor energia, enquanto os elétrons mais energéticos se encontram nos níveis de energia mais afastados do núcleo. Cada nível de energia abriga um número limite de elétrons, como mostra o quadro a seguir.

K L M N O P Q

Representação dos níveis de energia do modelo atômico de Bohr.

Nível de energia

Camada

Número máximo de elétrons

1º

K

2

2º

L

8

3º

M

18

4º

N

32

5º

O

32

6º

P

18

7º

Q

8

Por exemplo, o átomo de argônio (​​ Ar)​​ tem 18 elétrons. Eles se distribuem de forma que a primeira e a segunda camada estão completamente preenchidas com 2 e 8 elétrons, respectivamente. Na última camada, há 8 elétrons.

Cynthia Sekiguchi/Sergio L. Filho/Arquivo da editora

Sergio Lima/Arquivo da editora

Quantidade de elétrons por camada

Representação da estrutura de um átomo de argônio no modelo atômico de Bohr.

51

05/11/2024 15:18:44


Modelo de camadas nucleares Assim como os elétrons são distribuídos em níveis de energia (K, L, M, N, O, P e Q), como foi proposto por Niels Bohr, também as partículas nucleares – prótons e nêutrons – estão organizadas em camadas. Esse é o modelo nuclear de camadas, proposto pela física polonesa Maria Goeppert Mayer (1906-1972). Basicamente, o modelo explica a existência dos “números mágicos”, que estariam relacionados a quantidades específicas de prótons e nêutrons nos núcleos atômicos. Esses números são 2, 8, 20, 28, 50 e 82, chegando a 126 no caso dos nêutrons, e estão associados a elementos químicos altamente estáveis, pois os prótons e nêutrons estariam distribuídos em uma estrutura de camadas de energia, de forma a completar essas camadas. Átomos como o chumbo, de número atômico 82 e massa de aproximadamente 208, teriam um núcleo estável, uma vez que apresentam números mágicos. Nesse caso, números duplamente mágicos: 82, referente ao número de prótons, e 126, que é o número de nêutrons. Mayer foi a segunda mulher a receber o Prêmio Nobel de Física, em 1963, com outro pesquisador alemão, Hans Jensen (1907-1973), que estudou paralelamente o mesmo assunto. Antes dela, apenas a física polonesa Marie Curie (1867-1934) havia recebido o Prêmio Nobel, um em Física e outro em Química, ambos no início do século. Assim como Curie, Mayer dedicou boa parte de sua vida à pesquisa no âmbito da ciência em universidades estadunidenses. Essas pesquisas receberam seu total empenho e dedicação e foram feitas sem nenhuma remuneração. Maria Goeppert Mayer fazia parte da sexta geração de uma família de professores universitários.

Para compreender a diferença entre esses comportamentos, é preciso analisar como corpos (partículas) e ondas se movimentam no espaço. As partículas percorrem trajetórias bem definidas, descritas pelas leis da Mecânica Clássica. Assim, quando duas partículas colidem, ocorre um desvio na trajetória delas. Esse comportamento pode ser observado, por exemplo, se um conjunto de partículas for lançado contra um obstáculo com fendas. As partículas que não se chocam com o obstáculo não têm sua trajetória alterada e passam pela fenda. Já as partículas que se chocam com o obstáculo não passam pela fenda, pois sua trajetória é desviada. As ondas, por sua vez, quando se encontram com outras ondas, sofrem fenômenos de interferência e, nesses casos, suas trajetórias se sobrepõem. Assim, ao lançar um feixe de ondas (como a luz) contra um obstáculo com fendas, observa-se um comportamento diferente do das partículas. Ao passar por uma fenda, as ondas sofrem um fenômeno chamado difração, no qual os obstáculos são contornados. Esse comportamento foi demonstrado em 1801 pelo físico britânico Thomas Young (1773-1829) ao realizar um experimento com feixes de luz, que ficou conhecido como experimento da dupla fenda, provando que a luz era composta de ondas.

Eduardo Carriça/Arquivo da editora

Avanços na área da Física levaram alguns cientistas a questionar a natureza do elétron. O físico francês Louis de Broglie (1892-1987) buscou explicar o comportamento dos elétrons com base na ideia de uma dualidade onda-partícula. Assim, ora o comportamento do elétron pode ser explicado como sendo uma partícula, ora esse comportamento é semelhante ao de uma onda.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Representação do comportamento das partículas ao atravessar uma fenda dupla. Ohanna Schmitt/Arquivo da editora

A teoria atômica atual

Representação do comportamento das ondas ao atravessar uma fenda dupla.

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UNIDADE

1

Ohanna Schmitt/Arquivo da editora

A primeira tentativa de testar o comportamento ondulatório dos elétrons, proposta em 1923 por Louis de Broglie, foi realizada em 1927 pelos físicos estadunidenses Clinton Davisson (1881-1958) e Lester Germer (1896-1971). Eles observaram a difração de um feixe de elétrons através de um cristal de níquel. Apesar do sucesso do experimento anterior, a difração de elétrons através de uma dupla fenda só foi verificada em 1961, pelo físico alemão Claus Jönsson (1930-2024). Essa foi a prova definitiva de que a teoria da dualidade onda-partícula para os elétrons estava correta. anteparo

fenda dupla

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

elétrons emissor de elétrons

Representação do comportamento dos elétrons ao atravessar uma fenda dupla.

padrão de interferência

Sendo assim, no atual modelo atômico, o átomo apresenta o núcleo circundado por orbitais atômicos, que deixam de ser locais fixos em que os elétrons se movimentam para se tornarem as principais regiões do átomo onde os elétrons podem ser encontrados. Dessa forma, não é possível determinar com exatidão a posição do elétron no átomo, apenas a região mais provável de sua ocorrência. Na representação do modelo atômico atual, a região mais escura em torno do núcleo representa o local de maior probabilidade de encontrar os elétrons.

Janusz Pienkowski/Shutterstock.com

Com base nas observações de Louis de Broglie, em 1926, o físico austríaco Erwin Schrödinger (1887-1961) relatou que os elétrons não se movimentavam em órbitas específicas com distâncias fixas do núcleo, como propunha o modelo atômico de Bohr, mas se moviam livremente em torno do núcleo. Assim, foi postulado que há regiões nas quais se tem maior probabilidade de encontrar elétrons. Essa região é determinada com base em cálculos matemáticos e recebeu o nome de orbital atômico.

Gravura de Erwin Schrödinger em cédula austríaca.

Números quânticos principais Camada

K

L

M

N

O

P

Q

n

1

2

3

4

5

6

7

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

Nesse modelo, cada camada corresponde a um número quântico principal ​​(n)​​ inteiro e maior que zero. Ou seja, as sete camadas eletrônicas correspondem aos números quânticos de 1 a 7. Quanto maior o valor de n, mais energética é a camada eletrônica.

Representação do modelo atômico atual.

Além disso, cada camada eletrônica está dividida em subcamadas, dadas pelo número quântico secundário ​​(𝓁)​​. Existem ​n​valores diferentes de ​𝓁​ para cada valor de ​n​, e ele vai de zero a ​n ​− ​1​. Considerando, por exemplo, ​n ​= ​3​, ​𝓁​ poderá ter três valores, que são 0, 1 e 2. Números quânticos secundários Subcamada (​​ 𝓵) ​​

0

1

2

3

4

5

6

Nome

s

p

d

f

g

h

i

Dica Acesse o simulador “Modelos do átomo de hidrogênio”. Nele, você vai investigar o comportamento dos fótons ao incidirem em um átomo, de acordo com os diferentes modelos atômicos. Disponível em: https://phet.colorado. edu/pt_BR/simulation/ legacy/hydrogen-atom. Acesso em: 7 ago. 2024.

53

08/11/2024 14:29:46


Por fim, o último número que descreve um orbital atômico é o número quântico magnético (​​ m𝓁) ​​. Ele pode ter valores inteiros entre ​𝓁​ e ​−𝓁​. Observe essa relação no quadro a seguir. Relação entre ​ℓ​, ​mℓ​e número de orbitais Subcamada (​​​ ​​𝓵​)​​​​

0

1

2

3

Número quântico magnético (​​ m𝓵)​​

0

​−1; 0; 1​

−​2; −1; 0; 1; 2​

​−3; −2; −1; 0; 1; 2; 3​

Quantidade de orbitais na subcamada

1

3

5

7

Distribuição eletrônica Cada orbital pode conter até dois elétrons, o que significa que as quantidades de elétrons nas subcamadas são diferentes. Quantidade de orbitais e elétrons por subcamada Subcamada

s

p

d

f

Quantidade de orbitais

1

3

5

7

Quantidade de elétrons

2

6

10

14

Com base nas informações obtidas pelos números quânticos, podemos determinar a divisão das camadas em subcamadas e a quantidade de elétrons em cada uma. Observe como os valores condizem com os vistos anteriormente. Subcamadas e quantidade de elétrons por camada Camada

Subcamadas

Quantidade máxima de elétrons

K

s

2

s

M

s

p p

8 d

18

N

s

p

d

f

32

O

s

p

d

f

32

P Q

s

p s

d p

18 8

Mesmo que não seja possível determinar a posição exata dos elétrons, sabe-se que eles se distribuem ao redor do núcleo de maneira a ter a menor energia possível, o que garante estabilidade aos átomos. Assim, a tendência é que as camadas eletrônicas sejam preenchidas no 1s sentido da camada de menor energia para a de maior energia. Esse comportamento pode ser descrito com um diagrama proposto 2s 2p pelo químico estadunidense Linus Pauling (1901-1994). Confira o 3s 3p 3d sentido da seta no diagrama apresentado. Ela indica o sentido de preenchimento das subcamadas eletrônicas. Portanto, a distribuição dos elétrons de qualquer átomo segue a seguinte ordem crescente de energia: ​​1s​​ 2​​2s​​ 2​​2p​​ 6​​3s​​ 2​3​p​​ 6​4​s​​ 2​3​d​​ 10​4​p​​ 6​5​s​​ 2​4​d​​ 10​ 5​p​​ 6​​6s​​ 2​4​f​​ 14​5​d​​ 10​6​p​​ 6​7​s​​ 2​5​f​​ 14​6​d​​ 10​7​p​​ 6​​ Por exemplo, a distribuição eletrônica do átomo de carbono, que tem 6 elétrons, será ​​1s​​ 2​​2s​​ 2​​2p​​ 2​​. Note que a soma dos valores sobrescritos corresponde ao número total de elétrons do átomo.

4s

4p

4d

4f

5s

5p

5d

5f

6s

6p

6d

7s

7p

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

L

Diagrama de Linus Pauling.

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ATIVIDADES

Imagens desta página sem proporção.

I ) Tudo o que tem massa e ocupa lugar no espaço, ou seja, a matéria, é constituída de partículas indivisíveis. Resposta: Alternativa d. II ) O mesmo tipo de átomo pode estar presente em diferentes compostos – por exemplo, o átomo de oxigênio ​​(O)​​ constitui água ​​(​H​2​​ O)​​ e óxido nitroso (​​ ​N​2​​ O)​​.

III ) Nas reações químicas, os átomos são destruídos para a criação de novos compostos. Indique a alternativa correta. a ) Todas as afirmações estão corretas. b ) Todas as afirmações estão erradas. c ) Apenas a afirmativa I. d ) Apenas a afirmativa II. e ) Apenas a afirmativa III.

2. Adesivos que brilham no escuro são muito utili-

zados na decoração de quartos e objetos. A emissão desse brilho é possível graças à presença de uma substância, chamada sulfeto de zinco ​​(ZnS)​​, na superfície desses objetos. Após ser exposta à luz, o Z ​ nS​é capaz de emitir um brilho esverdeado no escuro. Isso ocorre porque, ao ser exposta à luz, essa substância absorve a energia luminosa. No escuro, essa energia é liberada, emitindo o brilho característico. Resposta nas Orientações

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

c ) Utilizando um software para a criação de vídeos, elabore uma animação que mostre o funcionamento desse tipo de adesivo. Essa explicação deve conter informações referentes ao modelo atômico identificado no item a. d ) O funcionamento dos adesivos poderia ser prejudicado caso eles fossem mantidos apenas no escuro? Justifique sua resposta. e ) Cite outro objeto presente no dia a dia que utiliza o mesmo princípio da fosforescência dos adesivos em seu funcionamento.

3. As primeiras concepções sobre os átomos consideravam que estes seriam partículas indivisíveis. Essa ideia foi refutada após a descoberta dos: Resposta: Alternativa c.

a ) prótons, por Henry Moseley. b ) nêutrons, por James Chadwick. c ) elétrons, por Joseph John Thomson. d ) fótons, por Niels Bohr. e ) nêutrons, por Ernest Rutherford e sua equipe.

4. A luz tem a propriedade de contornar obstáculos, fenômeno conhecido como difração. Podemos observá-lo, por exemplo, quando a luz de um laser passa por uma fenda.

Menno van der Haven/Shutterstock.com

1. Analise as informações a seguir.

Fotohelin/Shutterstock.com

para o professor.

Adesivos que brilham no escuro.

a ) O modelo atômico que explica o fenômeno citado foi proposto por: I ) Demócrito. II ) John Dalton. III ) Joseph John Thomson. IV ) Ernest Rutherford. V ) Niels Bohr. b ) Explique, com suas palavras, o funcionamento desses adesivos, relacionando-os ao modelo atômico identificado no item anterior.

UNIDADE

1

Luz de laser vermelho sofrendo difração ao passar por uma grade de difração.

Julgue as afirmações a seguir como verdadeira (V) ou falsa (F) e corrija as falsas. a ) O mesmo fenômeno de difração que ocorre com a luz do laser também pode ser observado para os elétrons. b ) O fenômeno de difração não ocorre com elétrons, pois eles percorrem trajetórias lineares. c ) A teoria da dualidade onda-partícula foi elaborada para explicar a natureza dos elétrons. 4. Resposta: a) Verdadeira.; b) Falsa. Os elétrons percorrem trajetória similar às ondas.; c) Verdadeira.

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7. a) Resposta: As cores observadas resultam das transições eletrônicas quando os elétrons são excitados pela queima e, em seguida, retornam ao estado fundamental de energia.

5. Os experimentos realizados por Rutherford e sua

equipe foram decisivos para a elucidação sobre a estrutura dos átomos. Por meio deles, foi possível determinar: Resposta: Alternativa b. a ) a existência dos elétrons. b ) a presença de um núcleo denso e pequeno. c ) a ausência de espaços vazios entre as subpartículas. d ) a quantidade de energia nas órbitas percorridas pelos elétrons.

a ) princípio da incerteza. b ) princípio da equivalência das cargas. c ) princípio da dualidade onda-partícula. d ) princípio da conservação das partículas. e ) princípio da dualidade onda-carga.

9. Uma das maneiras de descrever a distribuição eletrônica de um átomo é por meio de números quânticos. Confira a distribuição eletrônica do sódio e determine os itens a seguir.

​​1s​​ 2​​2s​​ 2​​2p​​ 6​​3s​​ 1​​

e ) a existência dos prótons.

6. Com suas palavras, elabore um texto explican-

do a história do desenvolvimento dos modelos atômicos, enfatizando as semelhanças, as diferenças e os avanços entre eles. Mencione a relevância dessas descobertas para a ciência e sua importância até os dias atuais. Além dos conteúdos apresentados no capítulo, consulte outras referências confiáveis. Resposta pessoal.

7. Os fogos de artifício fazem parte das festividades

de diversos locais e culturas. As luzes coloridas observadas nos fogos não são provenientes de nenhum dispositivo eletrônico, mas somente de seus compostos químicos. A depender do sal utilizado, são observadas diferentes cores, como describ) Resposta pessoal. Espera-se que os to a seguir. 7. estudantes elaborem dois esquemas com números de elétrons e transições diferentes.

Cor observada na queima de alguns sais Sal

Cor

Cloreto de estrôncio

Vermelho

Carbonato de cálcio

Laranja

Carbonato de bário

Verde

Óxidos de cobre

Azul

a ) Como é possível explicar a emissão de luz dos fogos de artifício? b ) Elabore um esquema representando o fenômeno para dois sais diferentes. c ) Por que os elementos químicos emitem luzes de cores diferentes?

8. Os elétrons apresentam algumas características

de corpo, como massa e volume. Porém, também têm características de ondas, como a capacidade de sofrer difração ao passar por obstáculos. A observação dessas propriedades deu origem a um princípio que influenciou diretamente a elaboração dos modelos atômicos modernos foi enunciado como: Resposta: Alternativa c.

56

a ) O número quântico principal do orbital de maior energia. Resposta: ​n ​= ​3​ b ) O número quântico secundário do orbital de maior energia. Resposta: ​𝓁 ​= ​0​ c ) O número quântico magnético do orbital de maior energia. Resposta: ​m𝓁 = 0​ d ) A quantidade de elétrons no orbital de maior energia. Resposta: 1 elétron.

10. Leia o texto a seguir. A pasta de dente com flúor é importante para diminuir a prevalência de cárie dentária. Todas as pessoas apresentam, em algum grau, perdas de minerais (desmineralização) dos dentes devido às flutuações do ​pH​ oral. Entretanto, o indivíduo exposto à alimentação não adequada, com excesso de açúcares e alimentos ultraprocessados e higiene bucal dificultada apresenta esse processo de perda dos minerais do dente ocasionando a cárie. Por isso, é importante que se utilize pasta fluoretada todos os dias durante a higiene bucal. [...] VICTOR, Nathan. Flúor protege os dentes contra a decomposição e evita formação de cáries. Ministério da Saúde, 25 out. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/outubro/ fluor-protege-os-dentes-contra-a-decomposicao-e-evita -formacao-de-caries. Acesso em: 8 ago. 2024.

Sabendo que o flúor tem 9 elétrons, indique a alternativa que apresenta corretamente sua distribuição eletrônica. Resposta: Alternativa b. a ) ​1s​​ 2​​2s​​ 2​​2p​​ 6​​

b ) ​1s​​ 2​​2s​​ 2​​2p​​ 5​​ c ) ​1s​​ 2​​2s​​ 1​​2p​​ 6​​

d ) ​1s​​ 1​​2s​​ 2​​2p​​ 6​​

e ) ​1s​​ 1​​2s​​ 1​​2p​​ 5​​ 11. Resposta: ​​1s​​ 2​​2s​​ 2​​2p​​ 6​​3s​​ 2​3 ​p​​ 6​4 ​s​​ 1​​

11. O potássio ​​(K)​​ é um elemento químico essencial à

dieta humana e está presente em diversos alimentos, como carnes, peixes, frutas, legumes e vegetais. Sabendo que o átomo de K ​ ​tem 19 elétrons, represente sua distribuição eletrônica em camadas e subcamadas em ordem crescente de energia.

7. c) Resposta: As transições dos elétrons ocorrem com os elétrons mais externos, ou seja, no caso de S​ r​, ​Ca​, ​Ba​e ​Cu​, das subcamadas ​ 5s​, ​4s​, ​6s​e ​3d​, respectivamente. Como a energia das subcamadas é diferente, as transições são diferentes e produzem cores variadas.

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CAPÍTULO

4

Organização dos elementos químicos

Desenvolvimento da tabela periódica

Ilustrações: Vinícius Costa/Arquivo da editora

Ao longo do ano, a escola de Júlia realizou vários passeios com as turmas do Ensino Médio. Nesses passeios, ela e seus colegas visitaram um parque de diversões, uma exposição de arte, um jardim botânico, assistiram a um concerto da orquestra da cidade e foram a um museu de ciências. Júlia gosta de registrar os lugares que visita e faz isso com seu smartphone, assim, pode relembrar suas experiências e compartilhar as fotografias, os A. audio1.Mp3 01/01/26 0,5MB GPS: Museu vídeos e os áudios com a família e os amigos. Esses arquivos ficam armazevideo1.Mp4 05/04/26 nados na memória do smartphone na ordem cronológica em que são reali105MB GPS: Casa zados. Na imagem A, é possível verificar como os diferentes tipos de mídia foto1.jpeg 01/01/26 ficam misturados na pasta de arquivos do dispositivo. 1MB GPS: Museu audio2.Mp3 07/11/26 No dia da visita ao museu de ciências, Júlia e sua turma puderam apreciar 0,5MB GPS: Lago diferentes peças do acervo e ela fez diversos registros. Alguns meses depois, video3.Mp4 07/11/26 ao se encontrar com uma amiga, ela quis mostrar a fotografia de um terrário. 105MB GPS: Lago foto4.jpeg 04/02/26 Essa tarefa foi um pouco difícil, pois teve de localizar a fotografia desejada 1MB GPS: Parque entre todos os arquivos daquele ano, o que tomou bastante tempo. audio6.Mp3 01/01/26 0,5MB GPS: Museu Tal processo seria facilitado se Júlia pudesse organizar os arquivos de acordo com suas necessidades. Assim, ela poderia agrupar os registros de acordo video2.Mp4 04/02/26 105MB GPS: Parque com a localização e ordená-los por tipo de arquivo, como na imagem B. B.

Museu

Parque

foto1.jpeg 01/01/26 1MB GPS: Museu

foto4.jpeg 04/02/26 1MB GPS: Parque

foto3.jpeg 01/01/26 1MB GPS: Museu

video2.Mp4 04/02/26 105MB GPS: Parque

audio6.Mp3 01/01/26 0,5MB GPS: Museu audio1.Mp3 01/01/26 0,5MB GPS: Museu

foto3.jpeg 01/01/26 1MB GPS: Museu

Arquivos armazenados no smartphone.

Lago audio2.Mp3 07/11/26 0,5MB GPS: Lago video3.Mp4 07/11/26 105MB GPS: Lago

Arquivos agrupados por local e sequenciados por tipo.

Situações semelhantes a essa ocorreram com os elementos químicos no início do século XIX. Com mais de 30 elementos conhecidos, os cientistas da época sentiram que era necessário organizá-los a fim de facilitar a compreensão de suas propriedades e características. Vários estudiosos se dedicaram à elaboração de um modelo que agrupasse os elementos químicos com propriedades semelhantes, contribuindo assim para a criação da tabela periódica que conhecemos atualmente.

1. Resposta: Ela deveria organizar os arquivos por tamanho, para excluir os que ocupam mais espaço.

1. Caso Júlia precisasse

liberar espaço de armazenamento no smartphone e tivesse de selecionar arquivos para serem excluídos após um backup, qual seria o melhor critério de escolha?

As primeiras tabelas periódicas A primeira tentativa de classificar os elementos químicos foi proposta em 1789, pelo químico francês Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794). Ele agrupou os elementos até então conhecidos com base em suas propriedades, classificando-os em gases, metais, não metais e terrosos.

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05/11/2024 15:20:00


Em 1829, o químico alemão Johann Wolfgang Döbereiner (1780-1849) observou que os elementos então conhecidos e que tinham propriedades semelhantes podiam ser organizados em grupos de três a três (tríades). A seguir, alguns exemplos das tríades propostas por Döbereiner. • Lítio (​​ Li)​​, sódio (​​ Na)​​ e potássio (​​ K)​​.

• Cálcio (​​ Ca)​​, estrôncio (​​ Sr)​​ e bário (​​ Ba)​​. • Cloro (​​ C𝓁) ​​, bromo (​​ Br)​​ e iodo (​​ I)​​.

• Ferro (​​ Fe)​​, cobalto (​​ Co)​​ e níquel (​​ Ni)​​.

• Enxofre (​​ S)​​, selênio (​​ Se)​​ e telúrio (​​ Te)​​.

Os elementos de uma mesma tríade tinham propriedades químicas semelhantes e a massa atômica do elemento central era, aproximadamente, igual à média aritmética dos outros dois elementos da tríade.

8 10 12

Li Be B

14

C

16

N

18

Dessa maneira, os elementos com propriedades semelhantes ficavam em uma mesma linha vertical. A aceitação desse modelo foi pequena, pois os valores das massas atômicas eram, em grande parte, errôneos e imprecisos.

20 22 24 26

Na Mg

28 30

Em 1862, o geólogo francês Alexandre-Émile Béguyer de Chancourtois (1820-1886) propôs a organização dos elementos químicos da seguinte maneira: inicialmente, com base na massa atômica do átomo de oxigênio (​​ O)​​ , de 1 ​ 6 u​, ele dividiu a superfície de um cilindro em 16 colunas e várias linhas horizontais; em seguida, traçou uma linha helicoidal (com 4 ​ 5°​ de inclinação) que começava no ponto zero e dava uma volta a cada 16 unidades. Os símbolos dos elementos químicos eram, então, dispostos sobre a linha helicoidal.

Aℓ

Si

32 Representação do parafuso telúrico de Chancourtois.

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Periodicidade: que apresenta regularidade; que ocorre em intervalos regulares.

Em 1864, o químico inglês John Alexander Reina Newlands (1837-1898) classificou os elementos químicos, conhecidos pela ordem crescente de massa atômica, em sete colunas (grupos) dispostas lado a lado. Newlands observou que, se olhássemos da esquerda para a direita, as propriedadesdoselementoseramsemelhantesdoprimeiro ao oitavo elemento da coluna, como as notas musicais, que se repetem a cada oitava. Para ele, os elementos que ficavam em uma mesma coluna tinham propriedades semelhantes. É por essa razão que temos a lei das oitavas de Newlands.

Alexandre-Émile Béguyer de Chancourtois.

John Alexander Reina Newlands.

Posteriormente, a lei das oitavas de Newlands também foi descartada pela comunidade científica, pois havia problemas com os valores das massas atômicas. Em 1866, o químico alemão Julius Lothar Meyer (1830-1895) montou uma tabela em que os elementos se distribuíam em grupos, de acordo com suas valências. Meyer montou ainda uma relação entre as massas atômicas e seus volumes, sendo o primeiro a reconhecer a periodicidade dos elementos em função de suas massas atômicas.

Biblioteca Nacional da França, Paris

6

SPL/Fotoarena

4

Akg-images/Album/Fotoarena

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Por exemplo, na tríade ​Li​, ​Na​e ​K​, a massa do sódio pode ser determinada por meio da massa do lítio (7) e do potássio (39).​ 7 ​+ ​39 massa atômica do Na ​= _ ​​ ​​= ​23​ 2 2 0 4 A organização proposta por Döbereiner foi considerada ineficaz, pois atendia a poucos elementos. Além disso, outros cientistas passaram a utilizar relações 6 14 8 10 12 semelhantes para organizar os elementos em grupos de quatro e cinco, o que 2 indicava que os elementos podiam ser organizados em grupos maiores.

Julius Lothar Meyer.

58

05/11/2024 15:20:01


UNIDADE

1 A relação observada por Meyer mostrava que, conforme a massa atômica dos elementos (representada no eixo horizontal) crescia continuamente, o volume atômico (representado no eixo vertical) não crescia de forma contínua, mas aumentava até certo elemento e, então, diminuía. Por isso, o gráfico não forma uma reta, mas uma curva com picos. Confira a seguir. Curva de volume atômico em função da massa atômica, apresentada por Lothar Meyer em 1870 cm⋅mol– 70 Cs 60

Rb

50 K

II

40

IV

III

Ba

Sr Na C

Ca

Br

I Zr

I

Th

La Dy

Sb Te Ce In Mg S Sn As Nb Li P Ti Se Pd Cd Si Mo Ga 10 V Fe N O A Ru Ag Cr Ni Zn Be Cgrafite Mn CoCu H B Cdiamante 0 0 20 40 60 80 100 120 140 20

V

Bi Ta

T

180

200

Pb Au Hg Os W Pt Ir 160

220

240

g⋅mol–

Fonte de pesquisa: LIMA, Geraldo M. de; BARBOSA, Luiz C. A.; FILGUEIRAS, Carlos A. L. Origens e consequências da tabela periódica, a mais concisa enciclopédia criada pelo ser humano. Química Nova, v. 42, n. 10, 2019. p. 1134.

Mendeleev escreveu as propriedades dos elementos químicos em cartões e, ao tentar organizá-los, percebeu que, colocando-os em ordem crescente de massa atômica, certos tipos de elementos ocorriam com regularidade. Inicialmente, os elementos semelhantes estavam dispostos em linhas horizontais, mas, logo depois, ele alterou a disposição dos elementos químicos para que coubessem em colunas verticais, como vemos hoje.

Sovfoto/UIG/Bridgeman Images/Easy Media Bank

Em 1869, já eram conhecidos 62 elementos químicos. Nessa época, o russo Dmitri Ivanovich Mendeleev (1834-1907) produziu o trabalho mais bem-sucedido no desenvolvimento da tabela periódica.

Dmitri Ivanovich Mendeleev. History & Art Collection/Alamy/Fotoarena

Mendeleev não apenas organizou os elementos de uma maneira eficaz, mas também deixou lacunas em sua tabela, prevendo as propriedades de cinco elementos químicos que ainda não haviam sido descobertos. Nos 15 anos seguintes, ocorreu a descoberta de três desses elementos. Science History Images/Alamy/Fotoarena

Vinícius Costa/Arquivo da editora

30

Organização dos elementos químicos na tabela periódica proposta por Mendeleev.

Rascunho da primeira versão da tabela periódica proposta por Mendeleev, em 1869.

Em 1913, o físico inglês Henry Gwyn Jeffreys Moseley (1887-1915), que trabalhava na equipe do físico neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937), concluiu, por meio de experimentos com raios X, que as propriedades dos elementos químicos variam periodicamente em função de sua carga nuclear, ou seja, de seu número de prótons (número atômico). Moseley foi quem formulou a lei periódica atual.

59

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1. c) Resposta: Alternativas I e II. Resoluções nas Orientações para o professor. 1. d) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que não, pois foi uma metodologia limitada, que não se aplicava a todos os elementos.

1. O químico alemão Johann Wolfgang Döbereiner

Apesar de ter sido substituída por um modelo mais preciso e eficiente, essa organização trazia a ideia de que alguns elementos poderiam fazer parte de um mesmo grupo. Analisando a ilustração e considerando as ideias de Chancourtois, é correto afirmar que: Resposta: Alternativa c. a ) a ilustração representa a planificação de cilindro dividido em diversas colunas e linhas horizontais, e a linha diagonal representa o agrupamento dos elementos químicos, ou seja, cloro e potássio pertencem ao mesmo grupo. b ) o parafuso telúrico não está corretamente representado nessa ilustração, pois o carbono deve estar no ponto zero. c ) os elementos químicos que aparecem na mesma linha vertical pertencem ao mesmo grupo, portanto têm as mesmas características físico-químicas, como ​Li​, ​Na​ e ​K​, destacado com fio pontilhado.

propôs, em 1829, a organização dos elementos químicos em grupos.

a ) Qual o nome dado para essa organização feita por Döbereiner? Resposta: Tríades. b ) De que maneira Döbereiner organizou os elementos químicos? Resposta: Organizou em grupos de três elementos.

c ) Qual das opções a seguir não forma a tríade proposta por Döbereiner? Faça os cálculos. I ) Nitrogênio (​​ N; Z ​= ​14)​​, fósforo ​​(P; Z ​= ​31)​​ e arsênio (​​ As; Z ​= ​75)​.​

II ) Oxigênio (​​ O; Z ​= ​16)​​, enxofre (​​ S; Z ​= ​32)​​ e selênio (​​ Se; Z ​= ​79)​​.

III ) Escândio ​​(Sc; Z ​= ​45)​​, titânio (​​ Ti; Z ​= ​48)​​ e vanádio ​​(V; Z ​= ​51)​​. IV ) Lítio ​​(Li; Z ​= ​7)​​, sódio (​​ Na; Z ​= ​23)​​ e potássio (​​ K; Z ​= ​39)​​.

d) o modelo proposto por Chancourtois teve grande aceitação pela comunidade científica, pois os valores de massa atômica disponíveis na época eram precisos e evitaram informações divergentes.

d ) Você considera que esse seja um método efetivo para organizar os elementos? Explique.

2. Uma das propostas de organização dos elementos químicos foi criada por Chancourtois, em 1862, e ficou conhecida como “parafuso telúrico”. 4

2 H

6

8 10 12 14 16 2

H

4 6

Li

8

Gi

10 Bo

12

C Ar

O

14 O 16 18

n

20 22

Na

24

Mg Mg

Vinícius Costa/Arquivo da editora

u

60

26 28

Si Pb

Mg

C

30 S 32 34 36 38

K C

40

3. a) Resposta: Foi a distribuição dos elementos em oito colunas, pois, ao considerar a ordem crescente de massa atômica dos elementos, o primeiro e o oitavo elemento têm propriedades semelhantes. 3. b) Resposta: Com a descobertas de novos elementos químicos, essa organização deixou de funcionar, pois havia problemas nos valores da massa atômica.

Representação do esboço plano do parafuso telúrico proposto por Chancourtois. Fonte de pesquisa: LIMA, Geraldo M. de; BARBOSA, Luiz C. A.; FILGUEIRAS, Carlos A. L. Origens e consequências da tabela periódica, a mais concisa enciclopédia criada pelo ser humano. Química Nova, v. 42, n. 10, 2019. p. 1134.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3. A lei das oitavas, proposta pelo químico inglês

John Alexander Reina Newlands, em 1864, organizava os elementos químicos conhecidos em ordem crescente de massa atômica, de forma que eles ficassem agrupados com base em propriedades semelhantes e distribuídos como notas musicais em uma pauta musical.

8 1

8 1

Co

Ni

Cu

C

K

Ca

Cr

Ti

Mn

Fe

Co

A

Si

P

S

C

B

C

N

O

F

F

Na

Mg

H

Li

Be

Representação da lei das oitavas, em 1864.

Zn

Vinícius Costa/Arquivo da editora

ATIVIDADES

Fonte de pesquisa: PARRETT, Fred. Chemistry and all that jazz. SCI, 22 abr. 2014. Disponível em: https://www.soci.org/news/london/ big-band-2014. Acesso em: 31 jul. 2024.

a ) Qual foi a novidade trazida por esse tipo de organização dos elementos químicos? b ) Que motivos levaram os cientistas a abandonar a lei das oitavas?

4. A lei periódica formulada em 1913 pelo físico

inglês Henry Gwyn Jeffreys Moseley é utilizada até os dias atuais. Cite a principal diferença entre o critério de organização dos elementos segundo Mendeleev e Moseley.

4. Resposta: Moseley determinou a lei periódica com base em experimentos com raios X e concluiu que as propriedades dos elementos químicos variam de acordo com o número de prótons. Mendeleev estruturou os elementos químicos em ordem crescente de massa atômica, prevendo a existência de alguns que não eram conhecidos na época e reservando lugares para eles em posições determinadas na tabela periódica.

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7

6

5

4

3

2

1

Mg

12

Magnésio 24,31

Na

Sódio 22,99

19

12

17

Rádio (226)

88

Ra

Bário 137,33

7

104

89 - 103

92

91

90

Tório 232,04

Protactínio 231,04

Pa Urânio 238,03

U

Tabela periódica atual: períodos e grupos.

Actínio (227)

Th

89

Ac

144,24

Nd

Neodímio

Pr

140,91

Cério Praseodímio

Ce

60

140,12

59

Seabórgio (269)

106

Sg

Tungstênio 183,84

138,91

58

Dúbnio (268)

105

Db

Tântalo 180,95

74

W

Molibdênio 95,95

Lantânio

La

57

Actinídios Rutherfórdio (267)

Rf

Háfnio 178,49

Lantanídios

73

Ta

Nióbio 92,91

42

Neptúnio (237)

93

Np

Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

Plutônio (244)

94

Pu

150,36

Samário

62

Hássio (269)

108

Hs

Ósmio 190,23

76

Os

Rutênio 101,07

44

Ru

Ferro 55,85

26

Fe

8

Pm Sm

Promécio (145)

61

Bóhrio (270)

107

Bh

Rênio 186,21

75

Re

Tecnécio (97)

43

Tc

Manganês 54,94

25

Mn

7

Tabela produzida com base em: ATKINS, Peter; JONES Loreta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. BROWN, Theodore Lawrence et al. Chemistry: the central science. 15. ed. Expanded edition. Londres: Pearson Education, 2022. IUPAC Commission on Isotopic Abundances and Atomic Weights. Atomic weights of the elements 2021. Disponível em: https://iupac.qmul.ac.uk/AtWt/. SOCIEDADE Brasileira de Química. Tabela Periódica dos Elementos. Disponível em: https://www.sbq.org.br/anexos/tabela%20periodica_SBQ_3.0_set2023.pdf. Acessos em: 23 jul. 2024.

Massa atômica

6

72

Hf

57 - 71

56

Ba

Zircônio 91,22

Ítrio 88,91

Símbolo

Nome

41

Crômio 52,00

24

Cr

6

Nb Mo

40

Zr

Vanádio 50,94

Titânio 47,87

Estrôncio 87,62

Y

Escândio 44,96

39

Sr

Cálcio 40,08

38

23

V

22

Ti

21

Sc

Ca

5

4

3

Eu

Amerício (243)

95

111

Rg

Ouro 196,97

79

Au

Prata 107,87

47

Ag

Cobre 63,55

29

Cu

11

Gd

Cúrio (247)

96

157,25

Gadolínio

64

Califórnio (251)

Metais

98

Cf

164,93

Er

Férmio (257)

100

70

69

Túlio

Mendelévio (258)

101

168,93

Não metais

118

Og

Radônio (222)

86

Rn

Xenônio 131,29

54

Xe

Kriptônio 83,80

36

Kr

Argônio 39,95

Ar

18

Neônio 20,18

Ne

10

Lu

Laurêncio (262)

103

Lr

174,97

Lutécio

71

Tennesso Oganessônio (294) (294)

117

Ts

Astato (210)

85

At

Iodo 126,90

I

53

Bromo 79,90

35

Br

Cloro 35,45

Gases nobres

Nobélio (259)

102

No

173,05

Itérbio

Yb

Livermório (293)

Moscóvio (290)

Tm

Lv

116

Polônio (209)

84

Po

Telúrio 127,60

52

Te

Selênio 78,97

34

Se

Mc

115

Bismuto 208,98

83

Bi

Antimônio 121,76

51

Sb

Fm Md

Érbio 167,26

68

Fleróvio (290)

114

F

Chumbo 207,2

82

Pb

Estanho 118,71

50

Sn

Arsênio 74,92

33

As

Enxofre 32,06

Metais de transição interna

Einstênio (252)

99

Es

Hólmio

Ho Dy

67

Nihônio (286)

113

Nh

Tálio 204,38

81

T

Índio 114,82

49

Germânio 72,63

Gálio 69,72

In

Ge

32

Silício 28,09

Ga

31

Alumínio 26,98

Fósforo 30,97

17

C

16

S

P

15

Si

14

A

13

F

Flúor 19,00

O

Oxigênio 16,00

N

Nitrogênio 14,01

C

Carbono 12,01

B

Boro 10,81

Disprósio 162,50

66

Copernício (285)

112

Cn

Mercúrio 200,59

80

Hg

Cádmio 112,41

48

Cd

Zinco 65,38

30

Zn

Hidrogênio

Berkélio (247)

97

158,93

Térbio

Tb

65

Darmstádtio Roentgênio (281) (282)

110

Ds

Platina 195,08

78

Pt

Paládio 106,42

46

Pd

Níquel 58,69

28

Ni

10

Am Cm Bk

Európio 151,96

63

Meitnério (277)

109

Mt

Irídio 192,22

77

Ir

Ródio 102,91

45

Rh

Cobalto 58,93

27

Co

9

Observação: as cores utilizadas nesta tabela não têm significado científico; são apenas recursos visuais pedagógicos.

9

A tabela periódica atual baseia-se na lei da periodicidade de Moseley. Nela, os elementos químicos estão dispostos em ordem crescente de seu número atômico, distribuídos em 7 períodos (linhas) e em 18 grupos (colunas).

Número atômico

Frâncio (223)

Fr

87

Césio 132,91

Cs

55

Rubídio 85,47

Rb

37

Potássio 39,10

K

20

Berílio 9,01

Lítio 6,94

11

Be

Li

8

7

6

Hélio 4,00

16

15

14

5

4

3

13

2

Hidrogênio 1,01

As massas atômicas relativas são listadas com arredondamento no último algarismo. As massas atômicas entre parênteses representam valores ainda não padronizados pela IUPAC.

He

2

18

H

1

1

Com massas atômicas referidas ao isótopo 12 do carbono

Tabela periódica dos elementos

A tabela periódica atual Dica UNIDADE

1

Um exemplo de tabela que contém os símbolos dos elementos em Libras e informações adicionais, como distribuição eletrônica e estado físico em temperatura ambiente, é a chamada Tabela Periódica Inclusiva, disponível em: https://www.tabelaperiodicalibras.com.br/. Acesso em: 5 ago. 2024.

Tabela periódica.

61

05/11/2024 15:20:02


Estrutura da tabela periódica dos elementos químicos Como podemos conferir na tabela periódica da página anterior, os 118 elementos químicos conhecidos atualmente estão distribuídos em períodos e grupos. 1

18

1

1

3

He 2

13

4

2

Li

Be

Lítio 6,94

Berílio 9,01

3

Na

Mg

Sódio 22,99

Magnésio 24,31

11

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

2

H Hidrogênio 1,01

19

4

K

Potássio 39,10

6

20

Ca Cálcio 40,08

A

3 21

Sc

Escândio 44,96 39

22

Ti

Titânio 47,87 40

5 23

V

Vanádio 50,94

24

Cr

Crômio 52,00

25

Mn

Manganês 54,94

8

9 27

26

Fe

Co

Ferro 55,85

Cobalto 58,93 45

28

Ni

Níquel 58,69

29

Cu Cobre 63,55

30

Zn Zinco 65,38

Alumínio 26,98 31

Ga Gálio 69,72 49

14

Si

Silício 28,09 32

Ge

Germânio 72,63

15

P

Fósforo 30,97 33

As

Arsênio 74,92 51

16

S

Enxofre 32,06 34

Se

Selênio 78,97

17

C

Cloro 35,45 35

Br

Bromo 79,90

18

Ar

Argônio 39,95 36

Kr

Kriptônio 83,80 54

Rutênio 101,07

Rh Ródio 102,91

Pd

Paládio 106,42

Ag

53

Tecnécio (97)

Ru

52

Molibdênio 95,95

Prata 107,87

Cádmio 112,41

Índio 114,82

Estanho 118,71

Antimônio 121,76

Telúrio 127,60

Iodo 126,90

Xenônio 131,29

55

56

57 - 71

72

73

74

75

76

77

78

79

80

81

82

83

84

85

86

Bário 137,33

Lantanídios

Cs Fr

Frâncio (223)

Ba 88

89 - 103

Rádio (226)

Actinídios

Ra

57

6

7

Hf

Háfnio 178,49 104

Rf

Rutherfórdio (267)

105

Db Dúbnio (268)

106

Sg

Seabórgio (269)

107

Bh Bóhrio (270)

Os

Ir

Irídio 192,22

Ósmio 190,23

109

108

Hs

Mt

Meitnério (277)

Hássio (269)

110

Ds

Au

Ouro 196,97 111

Rg

Darmstádtio Roentgênio (281) (282)

61

62

Cério

Praseodímio

Neodímio

Promécio

Samário

Európio

Gadolínio

Gd

Tb

140,12 90

140,91 91

144,24 92

(145)

150,36 94

151,96 95

157,25 96

158,93 97

Actínio (227)

Tório 232,04

Protactínio 231,04

Urânio 238,03

Plutônio (244)

Amerício (243)

(247)

(247)

Th

Pa

Nd U

Pm Sm 93

Np

Neptúnio (237)

63

Pt

Platina 195,08

Ce

Pr

60

Re

Rênio 186,21

La

Ac

59

W

Tungstênio 183,84

138,91 89

Lantânio

58

Ta

Tântalo 180,95

43

47

12

Nióbio 92,91

Tc

46

11

Nb

Mo

44

10

Eu

Pu Am

64

65

Térbio

Cm Bk Cúrio Berkélio

48

Cd

Hg

Mercúrio 200,59 112

Cn

Copernício (285)

66

Dy

Disprósio 162,50 98

Cf Califórnio (251)

In

T

Tálio 204,38 113

Nh

Nihônio (286)

67

50

Sn

Pb

Chumbo 207,2 114

F

Fleróvio (290)

68

Sb Bi

Bismuto 208,98 115

Mc

Moscóvio (290)

69

Te

Po

Polônio (209) 116

Lv

Livermório (293)

70

I

At

Astato (210) 117

Ts

Tm

Yb Itérbio

Lutécio

167,26 100

168,93 101

173,05 102

174,97 103

(252)

(257)

(258)

(259)

Túlio

Md Nobélio No Es Fm Einstênio Férmio Mendelévio

Rn

Radônio (222)

Na

nome do elemento químico

Sódio 22,99

118

Og

71

Er

164,93 99

Érbio

Xe

11

símbolo do elemento químico

Tennesso Oganessônio (294) (294)

Ho Hólmio

número atômico

10

Ne

Neônio 20,18

Zr

Y

42

7

9

F

Flúor 19,00

Zircônio 91,22

Sr

41

6

8

O

Oxigênio 16,00

17

Ítrio 88,91

Césio 132,91

38

4

7

N

Nitrogênio 14,01

16

Estrôncio 87,62

Rb

87

7

13

12

6

C

Carbono 12,01

15

Rubídio 85,47

37

5

5

B

Boro 10,81

14

Hélio 4,00

Lu

massa atômica

Lr Laurêncio

Destaque do elemento químico sódio.

(262)

Tabela periódica.

Número atômico Representado por (​​ Z)​​, o número atômico indica o número de prótons (​​ p)​​ existentes no núcleo do átomo do elemento químico. Os átomos de um mesmo elemento químico têm o mesmo número de prótons no núcleo.

Símbolo e nome do elemento químico Cada elemento químico é representado por uma ou duas letras, sendo a primeira sempre maiúscula e a segunda, minúscula. Atualmente, há 118 elementos químicos reconhecidos oficialmente, dos quais 92 ocorrem naturalmente na Terra e 24 são sintéticos, ou seja, produzidos em laboratório.

Massa atômica Representada por ​A​, a massa atômica refere-se à soma do número atômico ​​(Z)​​ e de nêutrons ​​(n)​​ presentes no núcleo do átomo, ou seja: ​A ​= ​Z ​+ ​n​ Na tabela periódica, o valor apresentado representa a massa atômica média, determinada a partir da massa dos isótopos do elemento químico e sua abundância relativa na natureza.

Dica A massa dos elétrons é tão pequena em relação ao núcleo que geralmente não é considerada. Isótopos: átomos de um mesmo elemento químico que têm número de nêutrons diferentes.

Número de níveis eletrônicos por período

Períodos As sete linhas horizontais da tabela periódica representam os períodos. Cada período corresponde à quantidade de níveis eletrônicos que o átomo do elemento químico apresenta e elementos químicos de um mesmo período têm a mesma quantidade de níveis eletrônicos. Confira no quadro Número de níveis eletrônicos por período. Logo abaixo da tabela, há duas séries de elementos químicos: dos lantanídios (sexto período) e dos actinídios (sétimo período). Essa organização é feita para evitar que a tabela periódica fique com linhas extensas.

Período

Número de níveis eletrônicos

1º

1: (K)

2º

2: (K, L)

3º

3: (K, L, M)

4º

4: (K, L, M, N)

5º

5: (K, L, M, N, O)

6º

6: (K, L, M, N, O, P)

7º

7: (K, L, M, N, O, P, Q)

62

05/11/2024 15:20:02


UNIDADE

1 Grupos As 18 colunas da tabela periódica representam os grupos de elementos químicos. Os elementos contidos nos grupos 1, 2, 13, 14, 15, 16, 17 e 18 são conhecidos como elementos representativos. Os elementos de transição estão contidos nos grupos 3 a 12 da tabela periódica e podem ser divididos em dois grupos: elementos de transição interna, que abrangem os elementos contidos nas séries dos lantanídios e actinídios; e elementos de transição externa, que incluem os demais elementos. Os elementos químicos de um mesmo grupo têm propriedades químicas semelhantes, pois apresentam professora: Comentários sobre como trabalhar a mesma configuração eletrônica em sua camada de valência. Professor, a configuração eletrônica da camada de valência nas Orientações para o professor.

Nome e configuração eletrônica do nível de valência de cada grupo Grupo 1 2 3-12

Nome

Configuração eletrônica do nível de valência (

)

Metais alcalinos

​​ns​​ 1​ ​ com n ≠ 1 ​​

Metais alcalinoterrosos

​​ns​​ 2​​ com n ≠ 1 ​​

(

Elementos de transição externa

Apesar de o elemento químico hidrogênio (​​ H)​​ apresentar configuração eletrônica ​1 ​s​​ 1​​, ele não é um metal alcalino. Trata-se de um elemento representativo classificado à parte.

)

​​(n ​− ​1)​ ​d​​

​(1 a 10)​

​​(n ​− ​2)​ ​f​​

​​

​​

​(1 a 14)​

3-12

Elementos de transição interna

13

Grupo do boro

​​ns​​ 2​ ​np​​ 1​​

14

Grupo do carbono

​​ns​​ 2​ ​np​​ 2​​

15

Grupo do nitrogênio

​​ns​​ 2​ ​np​​ 3​​

16

Calcogênios

​​ns​​ 2​​np​​ 4​​

17

Halogênios

​​ns​​ 2​ ​np​​ 5​​

18

Gases nobres

Dica

​​ns​​ 2​ ​np​​ 6​ (​ com n ​> ​1)​​

Classificação dos elementos químicos

Hidrogênio

Metais de transição interna

Metais

Não metais

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

De acordo com suas propriedades químicas, os elementos podem ser classificados em hidrogênio, metais, ametais (ou não metais) e gases nobres. Na imagem, essas classes estão diferenciadas por cores.

Gases nobres

Representação das classes de elementos químicos da tabela periódica.

O hidrogênio é o elemento mais simples e abundante do Universo. Ele pode ser encontrado no Sol e na maioria das estrelas e tem a propriedade de se combinar com metais e ametais. Nas condições ambientais de temperatura e pressão (CATP, 2 ​ 5 °C​ e ​1 atm​), é um gás inflamável e tem comportamento químico semelhante ao dos ametais. Na tabela periódica, pode ser alocado no grupo 1 por conta de sua camada de valência ou então destacado isoladamente no topo da tabela, por não pertencer ao grupo dos metais alcalinos. O hidrogênio molecular é visado como combustível em veículos, como exemplifica a fotografia. Ao entrar em combustão, esse gás libera apenas vapor de água como produto.

Paceman/Shutterstock.com

Hidrogênio

Ônibus movido a gás hidrogênio (​​ ​H​2​​)​​ em Berlim, na Alemanha, em 2018.

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Metais

Hematita. RHJPhtotos/Shutterstock.com

Os metais correspondem à maior parte dos elementos químicos. Suas substâncias simples têm como principal característica formar íons positivos (cátions). Entre outras características, os metais apresentam brilho metálico, são bons condutores de calor e corrente elétrica e facilmente transformados em fios (ductilidade) e lâminas (maleabilidade). Em geral, os metais são encontrados na natureza associados a outros elementos, na forma de minérios. Por exemplo, o minério hematita ​​(​Fe​2​​ ​O​3​​)​​, do qual se extrai o ferro. Alguns metais, como ferro, cobalto e níquel, são atraídos por ímãs.

BJ Photo/Shutterstock.com

Imagens desta página sem proporção.

Metais de transição interna Os metais de transição interna se subdividem em duas séries. A dos lantanídios compreende os elementos entre o lantânio (​​ La)​​ e o lutécio (​​ Lu)​​. Já a dos actinídios compreende os elementos entre o actínio (​​ Ac)​​ e o laurêncio ​​(Lr)​​. Essas séries são frequentemente representadas como linhas abaixo da tabela, de modo a ocupar menos espaço lateralmente, mas também fazem parte da tabela periódica.

Érbio sólido.

Esses elementos têm como característica a camada de valência com elétrons nos orbitais f.

Os actinídios são os elementos químicos mais pesados da tabela, e muitos deles, como o mendelévio (​​ Md)​​ e o einstênio (​​ Es)​​, são sintéticos, ou seja, não existem na natureza. Além disso, vários são radioativos, como o tório ​​(Th)​​ e o urânio (​​ U)​​, usados em usinas de energia nuclear. Professor, professora: Se achar interessante,

Minério de urânio.

Os ametais, em geral, têm como principal característica química a tendência a atrair elétrons, formando ânions. Em geral, suas substâncias simples são más condutoras de calor e de corrente elétrica, com exceção do carbono grafite (​​ C)​​, e não são maleáveis nem dúcteis. Nas CATP, alguns ametais são gasosos, como nitrogênio (​​ N)​​, oxigênio ​(O)​​, flúor (​​ F)​​ e cloro ​(C𝓁)​​; o bromo é líquido e os demais ametais são sólidos, como é o caso do enxofre (​​ S)​​, como se verifica na imagem.

Sebastian Janicki/ Shutterstock.com

leia o artigo sobre o histórico, a produção e perspectivas das terras-raras no Brasil, disponível em: https://www.scielo.br/j/qn/a/rV5BjydbKvZFZcPhwktTVgf/. Acesso em: 4 out. 2024.

Enxofre sólido. East of Suez/Shutterstock.com

Ametais ou não metais

RHJPhtotos/ Shutterstock.com

Os lantanídios, como o érbio (​​ Er)​​, podem ser encontrados na natureza na forma metálica ou de óxidos. Esses elementos também são conhecidos como terras-raras e são explorados para a produção de componentes eletrônicos, baterias e painéis solares.

Gases nobres Os gases nobres são pouco reativos e isso ocorre porque esses elementos apresentam a camada de valência completa, o que confere grande estabilidade a eles. Nas CATP, encontram-se na fase gasosa em pequenas porções na atmosfera, sendo o argônio o mais abundante. Eles são utilizados em diversos locais, como balões-sonda, letreiros luminosos, sistemas de visão noturna e até para tratamento de certos tipos de câncer.

Outras informações/classificações

Painel de neon em Hong Kong, China, em 2019.

Algumas tabelas periódicas podem ter outras classificações e informações adicionais sobre os elementos químicos; isso depende da característica que se deseja destacar ou estudar. É comum, por exemplo, utilizar cores e legendas para indicar dados como estado físico, distribuição eletrônica, radioatividade, entre outros.

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UNIDADE

1 Contribuição de mulheres para a tabela periódica

Outra mulher contemporânea de Marie Curie foi a física austríaca Lise Meitner (1878-1968). Com 22 anos de idade, Meitner, inspirada nos trabalhos de Marie, conseguiu entrar na universidade para estudar Física como ouvinte. Ela foi responsável pela descoberta do elemento de número atômico 91, o protactínio ​​(Pa)​​. A química alemã Ida Noddack (1896-1978), em parceria com seu marido, o químico alemão Walter Noddack (1893-1960), descobriu o elemento rênio, cujo símbolo é ​Re​. Vivendo na Alemanha no período do regime nazista, Ida foi mais um exemplo de perseverança na história feminina dedicada à ciência. Durante esse governo, as mulheres não podiam ocupar certos cargos e havia uma lei que obrigava as instituições a demitirem-nas quando elas se casavam. Vários nomes de elementos da tabela periódica foram inspirados em nomes de lugares e pessoas, como é o caso do califórnio (​​ Cf)​​, em homenagem ao estado da Califórnia (EUA), e o bório ​​(Bh)​​, para homenagear o físico dinamarquês Niels Bohr (1885-1962). Também a química francesa Marguerite Perey (1875-1909) homenageou seu país ao descobrir o elemento químico cujo número atômico é 87, o frâncio (​​ Fr)​​. Ela foi assistente pessoal de Marie Curie. Após a morte da cientista polonesa, Perey continuou seus trabalhos com a filha de Marie, Irène Joliot-Curie (1897-1956), e seu esposo, o químico francês Jean Frédéric Joliot (1900-1958).

incamerastock/Alamy/Fotoarena

Lise Meitner. Science History Images/Alamy/Fotoarena

Localize na tabela os elementos polônio (​​ Po) ​​e rádio (​​ Ra) ​​e as informações sobre eles. Antes das pesquisas da cientista polonesa Marie Curie (1867-1934) e sua equipe, esses elementos ainda não eram conhecidos. Para obter o rádio metálico ao longo dos anos, ela trabalhou com toneladas de um minério contendo urânio chamado pechblenda; havia uma série de etapas químicas de separação, para conseguir pouquíssima quantidade de ​Ra​. O elemento cúrio (​​ Cm) ​​tem esse nome para homenageá-la, bem como o seu marido, o cientista francês Pierre Curie (1859-1906). Os trabalhos prestados por Marie Curie lhe renderam dois prêmios Nobel no início do século XX, um na área de Química e outro na área de Física.

Marie Curie.

Ida Noddack. Science Source/Fotoarena

Mas nada teria para se organizar se não fossem os diversos elementos descobertos ao longo do tempo. E isso também foi um trabalho de muitas mãos, inclusive femininas. Embora as mulheres, ao longo da história, tenham sido impedidas de frequentar a escola e a universidade, muitas fizeram contribuições importantes para a ciência. Algumas dessas contribuições estão ligadas ao descobrimento de elementos químicos.

Instituto Wellcome, Londres, Inglaterra

Você já parou para pensar como a tabela periódica é a síntese dos resultados de diversos experimentos em um único lugar? Tipos de ligações químicas, raios atômicos e reatividade podem ser consultados e/ou previstos de acordo com a posição dos elementos, que é dada em grupos e períodos. Muitos cientistas, como Newlands, Döbereiner e – o mais conhecido deles – o russo Mendeleev, envolveram-se na tentativa de encontrar a melhor organização da tabela, prevendo, com determinada precisão as propriedades de elementos que ainda não haviam sido descobertos.

Marguerite Perey.

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CONEXÕES com ... FÍSICA

Formação de novos elementos químicos: entre a ficção e a realidade

Paramount/Courtesy Everett Collection/Fotoarena

Nos filmes e quadrinhos de ficção, Tony Stark, também conhecido como o super-herói Homem de Ferro, sintetiza um novo elemento químico chamado “badássio” para substituir o paládio em seu reator ARC (um aparelho implantado em seu peito para mantê-lo vivo). Embora essa narrativa seja fascinante e cheia de imaginação, está repleta de limitações e impossibilidades, pois a criação de novos elementos químicos é um processo extremamente complexo e delicado. No mundo real, a produção de novos elementos químicos é um campo de estudo de cientistas em instituições de pesquisa ao redor do mundo, e esses processos ocorrem em equipamentos sofisticados chamados aceleradores de partículas. Atualmente, a tabela periódica contempla elementos até o número atômico 118, que é o oganessônio, o elemento mais pesado.

Personagem Tony Stark com o reator fictício em seu corpo.

A ideia de criar um elemento como o badássio seria uma tarefa bastante complexa. Qualquer elemento hipotético mais pesado que o oganessônio seria extremamente instável, decompondo-se quase instantaneamente após sua criação. Isso acontece porque, à medida que os elementos se tornam mais pesados, o núcleo deles se torna mais propenso a se desintegrar por causa da força de repulsão eletrostática entre os prótons. Um exemplo dessa complexidade é a descoberta do nihônio, de número atômico 113. Os cientistas conseguiram obter apenas três átomos em 15 anos de pesquisas, que existiram por um período extremamente curto. Desde a Antiguidade, o ser humano tem alimentado o desejo de criar e recriar elementos químicos, uma aspiração que ganhou força na época da alquimia, durante a Idade Média (476-1453). Os alquimistas, com suas tentativas de transmutar metais comuns em ouro e descobrir o elixir da vida, lançaram as bases para o desenvolvimento da Química moderna. Essas buscas místicas e experimentações rudimentares abriram caminho para o entendimento das reações químicas e da natureza dos elementos. Ao longo dos séculos, o conhecimento acumulado pela alquimia e, posteriormente, pela ciência moderna levou ao desenvolvimento de tecnologias avançadas, como os aceleradores de partículas. Esses dispositivos permitiram aos cientistas modernos atingir energias necessárias para sintetizar elementos que não ocorrem naturalmente, fazendo avançar o entendimento da matéria e do Universo. Os elementos químicos sintéticos produzidos em aceleradores de partículas resultam da colisão dos núcleos de átomos a velocidades extremamente altas. Esses aceleradores utilizam campos magnéticos e elétricos para impulsionar partículas, como prótons e íons, a energias suficientemente altas para que possam colidir e formar novos núcleos atômicos.

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a) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que esses tipos de equipamento são importantes para a ciência porque propiciam a pesquisa e a criação de novos materiais que um dia podem ter aplicações na sociedade, bem como permitir a validação de modelos teóricos.

Edson Grandisoli/Pulsar Imagens

Cerca de 92 elementos químicos conhecidos se formaram naturalmente no Universo. O urânio, com 92 prótons, é o mais pesado desses elementos naturais. Desde 1937, elementos mais pesados que o urânio têm sido sintetizados, apesar de geralmente serem instáveis.

6G 5-

Léptons Bósons de calibre Bóson de Higgs

,4

G

Bóson Z

80

>1

5,

5M

Neutrino Tau

Quarks

W

Vinícius Costa/Arquivo da editora

G ,2 91

2G 4, 7G 77 1,

4M 10 7M 5, 10 M 17 0,

12

2G 1, 17

G 27 1,

2, 8M 4, 1M 51 0, ,2

ντ

Z –1 +/

>2

Tau

0

Neutrino Múon

Bóson de Higgs

Fóton

–1

νμ

H

γ

/3

Neutrino Elétron

τ

0

–

μ Múon

0

νe

Bottom

Glúon –1

Elétron

b

Strange

–1

–1

e–

/3

/3

s

Top –1

–1

d Down

g

3

Charm

t

2/

Up

c

3

3

u

2/

2/

Os aceleradores de partículas não são usados apenas para criar elementos; eles também são fundamentais para a Física de Partículas, que estuda as partículas mais básicas que compõem a matéria. Elas são descritas pela teoria do modelo-padrão e incluem quarks, que se juntam para formar prótons e nêutrons; léptons, como os elétrons, que circulam em torno dos núcleos atômicos; e bósons, partículas que medeiam as forças fundamentais, como o fóton (mediador de força eletromagnética) e o glúon (mediador da força forte, que mantém as partículas do núcleo atômico juntas).

4M

Vista superior do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, que tem um acelerador de partículas, no município de Campinas (SP), em 2022.

carga massa

Bóson W

Partículas do modelo padrão. Fonte de pesquisa: CAIRES, Luiza. Maior acelerador de partículas do mundo passa por um upgrade. O que vem por aí? Jornal da USP, 26 ago. 2019. Disponível em: https://jornal.usp. br/ciencias/ciencias-exatas-e-da-terra/maior-acelerador-de-particulas-do-mundo-passa-por -um-upgrade-o-que-vem-por-ai/. Acesso em: 31 jul. 2024.

Por exemplo, o Large Hadron Collider (LHC), na CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), é o maior e mais poderoso acelerador de partículas do mundo. Foi no LHC que os cientistas detectaram o bóson de Higgs, partícula que confere massa a outras partículas. a ) Qual é a importância de equipamentos de pesquisa avançados para a ciência, como os aceleradores de partículas? b ) Você conhece alguma contribuição direta dos aceleradores de partículas para a sociedade? Se necessário, faça uma pesquisa. Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar contribuições na Medicina, como a produção de radioisótopos para o tratamento de câncer.

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3. c) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que o cobre é um ótimo condutor de eletricidade e de calor e apresenta alta ductilidade e maleabilidade.

1. Confira o recorte de uma parte da tabela periódica e responda às questões a seguir.

1. a) Resposta: Grupo 1, dos metais alcalinos; e grupo 2, dos metais alcalinoterrosos. 3 4 1. b) Resposta: O grupo 1 tem configuração ​​ns​​ 1​​ e o grupo 2, configuração ​​ns​​ 2​​. Lítio Berílio

Li

Be

6,94

9,01

11

12

Na

Mg

Sódio 22,99

Magnésio 24,31

19

20

Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

K

Potássio 39,10 37

Rb

Rubídio 85,47

Ca Cálcio 40,08 38

Sr

Estrôncio 87,62

2. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que as próteses têm por finalidade suprir as necessidades e funções de membros do corpo. Além de auxiliar na qualidade de vida da pessoa, sua importância estética influencia no tratamento psicológico e social do indivíduo.

Recorte da tabela periódica.

a ) O recorte apresenta elementos de quais grupos? b ) Como é a configuração eletrônica do nível de valência desses elementos químicos? c ) Identifique qual(is) dos pares a seguir apresenta elementos com propriedades químicas semelhantes. Resposta: II e III. I ) ​Li​e ​Be​.

III ) ​K​e ​Rb​.

II ) ​Ca​e ​Be​.

IV ) ​Rb​e ​Be​.

d ) Qual é o critério utilizado para determinar se os elementos têm propriedades semelhantes? Resposta: Pertencimento ao mesmo grupo.

2. Leia a manchete a seguir.

Próteses ortopédicas feitas com nióbio-titânio começam a ser produzidas Disponível em: https://www.abmbrasil.com.br/por/ noticia/proteses-ortopedicas-feitas-com-niobio-titanio -comecam-a-ser-produzidas. Acesso em: 31 jul. 2024.

a ) Quais são o símbolo e o número atômico dos elementos químicos citados na manchete? Resposta: ​Nb​, ​Z ​= ​41​; ​Ti​, ​Z ​= ​22​.

b ) Qual dos dois elementos químicos tem maior massa atômica? Resposta: Nióbio. c ) Qual é a importância da produção de próteses ortopédicas?

3. d) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois os metais são bons condutores de eletricidade e são dúcteis.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3. O cobre (​​ Cu)​​ tem uma série de aplicações graças

às suas propriedades químicas e físicas. Atualmente, a maior parte do cobre é utilizada em equipamentos elétricos e na fabricação de fios da rede elétrica. A respeito desse elemento químico, responda às questões a seguir. Deyan Georgiev/ Shutterstock.com

ATIVIDADES

Fio elétrico.

a ) O cobre é um metal ou um ametal? Em qual período e grupo da tabela periódica ele se encontra? Resposta: Metal. Quarto período, grupo 11.

b ) Em que estado de agregação (sólido, líquido, gasoso) se encontra o cobre à temperatura ambiente? Resposta: Sólido. c ) Cite duas características que esse elemento químico apresenta que justifiquem sua ampla utilização em equipamentos elétricos. d ) Em sua opinião, seria possível utilizar outro elemento químico do grupo do cobre para a fabricação de fios elétricos? Justifique.

4. Marguerite Perey, física francesa, anunciou a des-

coberta do elemento 87 em 1939. Ela propôs chamá-lo de frâncio, em referência a seu país natal, com o símbolo F​ a​. Em 1949, a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) confirmou o nome que ela propôs, mas o símbolo foi mudado para ​Fr​em 1951. a ) Qual é o número atômico desse elemento e o que ele representa? b ) De acordo com sua localização na tabela periódica, qual é o seu período e grupo?

5. Associe os elementos químicos com o seu grupo da tabela periódica. 5. Resposta: Alternativa d.

I. Lítio (​​ Li)​​.

II. Berílio ​​(Be)​​.

III. Flúor ​​(F)​​.

IV. Neônio (​​ Ne)​​.

A. Halogênio. B. Gases nobres. C. Metal alcalinoterroso. D. Metal alcalino.

Agora, identifique a alternativa correta. 4. a) Resposta: Seu número a ) I – A; II – B; III – C; IV – D. atômico é 87 e representa b ) I – A; II – C; III – B; IV – D. a quantidade de prótons existentes no núcleo do c ) I – D; II – A; III – C; IV – B. átomo desse elemento d ) I – D; II – C; III – A; IV – B. químico. e ) I – B; II – D; III – A; IV – C.

4. b) Resposta: O elemento frâncio pertence ao 7º período e ao grupo dos metais alcalinos.

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6. O sódio é o sexto elemento químico mais comum na Terra e compõe cerca de 2,6% da crosta terrestre.

Trata-se de um metal macio, que reage vigorosamente com a água e que, por causa dessa alta reatividade, não é encontrado de forma isolada na natureza. O metal de sódio é produzido por eletrólise do cloreto de sódio fundido. Sobre o elemento químico sódio ​(Z ​= ​11)​, julgue as afirmativas a seguir como verdadeira (V) ou falsa (F) e corrija a(s) falsas. Resposta: V – V – V – F – V; d) Pertence ao grupo dos metais alcalinos.

UNIDADE

1

a ) Tem 11 prótons em seu núcleo atômico. b ) É sólido à temperatura ambiente. c ) Está localizado no terceiro período da tabela periódica. d ) Pertence ao grupo dos metais alcalinoterrosos.

7. Professor, professora: Oriente os estudantes a resolver as questões cujas alternativas

e ) É representado pelo símbolo ​Na​. são numeradas. Os valores das alternativas que respondem corretamente à questão devem ser somados e a resposta é o resultado da somatória.

7. Identifique as sentenças com informações corretas sobre a classificação periódica do elemento químico com número atômico 38. Em seguida, escreva a soma dessas sentenças. Resposta: Soma: ​01 ​+ ​08 ​= ​09​ 01 ) Pertence ao grupo 2.

04 ) É um metal alcalino.

02 ) Encontra-se no sexto período.

08 ) Apresenta 2 elétrons em seu nível de valência.

8. A física polonesa Marie Curie foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel, destacando-se por realizar importantes pesquisas sobre a radioatividade com seu marido, o físico Pierre Curie, e descobrir três elementos químicos: o rádio, o polônio e o tório (​ Th)​. Resposta: Alternativas c e e.

Qual(is) item(ns) a seguir apresenta(am) informações corretas sobre esses três elementos químicos? a ) Rádio e polônio têm, respectivamente, a massa atômica de 226 e 209 e pertencem ao sétimo período da tabela periódica. b ) Rádio e polônio são ametais representados pelos símbolos ​Ra​e ​Po​, respectivamente. c ) O tório é um elemento químico pertencente ao grupo dos actinídios. d ) O polônio tem número atômico 84 e pertence ao grupo 15. e ) O rádio pertence ao grupo dos metais alcalinoterrosos, grupo 2 da tabela periódica.

9. Identifique a alternativa com a configuração eletrônica do subnível mais energético dos elementos químicos de transição externa, como a platina e o titânio. a ) Configuração eletrônica (​ n ​− ​1)​ ​d​(

​ 1 a 10)​

b ) Configuração eletrônica (​ n ​− ​2)​ ​d​(

​.

​ 1 a 10)​

9. Resposta: Alternativa a.

10. Leia o texto a seguir.

​.

c ) Configuração eletrônica (​ n ​− ​2)​ ​f​(

​ 1 a 14)​

d ) Configuração eletrônica (​ n ​− ​1)​ ​d​(

​.

​ 1 a 14)​

​.

10. a) Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar o titânio (​​ Ti)​​, que foi relacionado aos titãs da mitologia grega; o símbolo do ouro (​​ Au)​​, que vem da palavra aurum do latim e significa “aurora reluzente”.

[…] o símbolo do mercúrio, ​Hg​, consiste de duas letras que nem aparecem no nome do elemento. A solução desse mistério – a palavra deriva de hydragyrum, “água de prata” em latim – me ajudou a entender o quanto as línguas e as mitologias antigas influenciaram a tabela periódica, algo que se vê até hoje nos elementos mais recentes e superpesados da última linha. Também encontrei mercúrio em minhas aulas de literatura. Fabricantes de chapéu usavam uma água de mercúrio brilhante e alaranjada para separar pelo das peles, e os chapeleiros que trabalhavam perto de tanques fumegantes, como o chapeleiro louco de Alice no País das Maravilhas […] [...] KEAN, Sam. A colher que desaparece. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. p. 9-10.

a ) Quais outros nomes de elementos químicos foram influenciados por outros idiomas ou mitologias? Se necessário, realize uma pesquisa. b ) O elemento mercúrio apresenta quantos níveis eletrônicos?

Resposta: Como o mercúrio está no sexto período da tabela periódica, ele apresenta 6 níveis eletrônicos.

c ) O segundo parágrafo do texto menciona a exposição ao mercúrio pelos fabricantes de chapéu. Como isso pode ter afetado a saúde do personagem Chapeleiro Maluco? Se necessário, realize uma pesquisa. 10. c) Resposta: A exposição ao mercúrio pode causar danos neurológicos e afetar o comportamento, além de causar danos aos sistemas cardiovascular e renal.

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CAPÍTULO

5

Substâncias e misturas

Substâncias simples e compostas

Leia o trecho da matéria a seguir.

Descoberto, finalmente, o primeiro tipo de molécula do Universo O primeiro tipo de molécula que se formou no Universo foi detectado no espaço pela primeira vez, após década de pesquisa. Os cientistas descobriram a sua assinatura na nossa própria Galáxia usando o maior observatório aerotransportado do mundo, o SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) da NASA, enquanto o avião voava bem acima da superfície da Terra e apontava os seus instrumentos sensíveis para o cosmos. [...] DESCOBERTO, finalmente, o primeiro tipo de molécula do Universo. Centro Ciência Viva do Algarve, 19 abr. 2019. Disponível em: https://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2019/04/19_hidreto_helio.htm. Acesso em: 9 ago. 2024.

A molécula a que a manchete se refere é o íon hidreto de hélio (​​ ​HeH​​ +​)​​. Após décadas de estudos, em abril de 2019, a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) noticiou a detecção do primeiro tipo de molécula que teria se formado no Universo. Logo após o Big Bang, o Universo era composto apenas de átomos de hidrogênio (​​ H)​​ e hélio (​​ He)​​, pois a alta temperatura após a expansão não possibilitava que outros elementos se formassem. Cerca de 100 mil anos após esse evento, as condições de temperatura e de radiação ultravioleta possibilitaram que átomos ionizados se combinassem, formando o íon hidreto de hélio. Posteriormente, essa molécula combinada com outros átomos de hidrogênio resultou na formação do gás hidrogênio (​​ ​H​2​​)​​, responsável por originar estrelas. Por volta de 400 milhões de anos depois, as condições de temperatura e de pressão estelares proporcionaram a formação de inúmeros outros elementos químicos, que interagiram entre si e originaram diversas substâncias. Substância é uma porção de matéria que apresenta propriedades características e composição química definida, ou seja, que não varia de amostra para amostra. Ela pode ser classificada em substância simples ou substância composta. A seguir, vamos conhecer alguns exemplos. Íon: átomo eletricamente carregado.

Substância simples

As substâncias simples são formadas por dois ou mais átomos de um mesmo elemento químico, em uma proporção definida. Scharfsinn/Shutterstock.com

O gás hidrogênio é uma substância simples constituída de átomos do elemento químico hidrogênio. Esse gás pode ser utilizado em diferentes situações do cotidiano, inclusive como combustível para alguns veículos. Nesse caso, a combustão do gás hidrogênio ocorre por meio do seu contato com outra substância simples, o gás oxigênio (​​ ​O​2​​)​​. No final, há apenas a liberação de calor e água (​​ ​H​2​​ O)​​. Por isso, o gás hidrogênio é considerado uma importante fonte de energia renovável e limpa. 1. Resposta: A proporção é de dois átomos de hidrogênio.

1. Qual é a proporção do elemento químico que compõe a substância gás hidrogênio?

Ônibus movido a gás hidrogênio em um posto de abastecimento.

Professor, professora: Comente com os estudantes que os veículos movidos a hidrogênio são pouco comuns e ainda não são comercializados no Brasil.

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05/11/2024 15:21:04


narin phapnam/Shutterstock.com

Como mencionado anteriormente, o gás oxigênio é uma substância simples, formada por dois átomos do elemento químico oxigênio ​​(O)​​ e essencial para diversos seres vivos, conhecidos como aeróbicos. Além disso, é responsável pela combustão de diversos materiais e pode ser usado para fins industriais. Esse gás é um dos componentes do ar atmosférico. Sob a ação da radiação ultravioleta, os átomos de oxigênio e o gás oxigênio presentes na atmosfera podem se combinar, dando origem ao gás ozônio ​​(​O​3​​)​​, uma substância simples composta de três átomos de oxigênio. radiação ultravioleta Sergio Lima/ Arquivo da editora

A.

B.

+ gás oxigênio

Cilindro de gás oxigênio hospitalar, identificado pela cor verde.

B.

+

UNIDADE

1

átomo de oxigênio

gás ozônio

Representação da degradação (A) e da formação (B) naturais do gás ozônio na atmosfera.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

2. Resposta: Essa porção corresponde ao item condutor de corrente elétrica do fio.

José Vitor Elorza/ ASC Imagens

plástico

cobre Representação do modelo espacial do cobre metálico.

Fio elétrico.

O cobre metálico é um exemplo de substância simples, pois é formado por inúmeros átomos de cobre (​​ Cu)​​. Esse metal é encontrado naturalmente no estado sólido e amplamente utilizado na produção de fios elétricos, como mostrado na imagem anterior. Essa aplicação se deve ao fato de o cobre ser dúctil, maleável e um bom condutor de corrente elétrica.

Cynthia Sekiguchi/ Arquivo da editora

molécula de oxigênio

+

molécula de hidrogênio

2. Qual é a importância do cobre no fio elétrico?

3. Qual é a importância do plástico no fio elétrico?

Dúctil: propriedade do material que possibilita que ele seja esticado ou comprimido sem se quebrar.

Substância composta Observe a transformação a seguir.

Sergio Lima/Arquivo da editora

Analise as imagens a seguir.

3. Resposta: Essa porção é composta de material isolante elétrico, que possibilita o manuseio do fio sem que a pessoa leve um choque.

molécula de água

+ calor

4. Analisando uma molécula de gás Representação da combustão do gás hidrogênio.

oxigênio e uma molécula de água ​​(​H​2​​O)​​, o que elas têm de diferente em relação à sua composição?

Note que a molécula de água é constituída por átomos de diferentes elementos químicos, hidrogênio e oxigênio, combinados entre si. Dizemos, então, que a água é uma substância composta. O metano ​​(​CH​4​​) ​​ é uma substância composta formada por um átomo do elemento químico carbono (​​ C) ​​e quatro átomos de hidrogênio (​​ H) ​​. Esse gás pode ser produzido e liberado tanto por fontes artificiais (como a queima de combustíveis fósseis) quanto por fontes naturais. Nos aterros sanitários, por exemplo, o processo de decomposição da matéria orgânica produz grande quantidade de gases, em especial o gás metano, que são removidos das camadas de resíduos por meio de tubulações.

Sergio Ranalli/Pulsar Imagens

Vimos que a combustão do gás hidrogênio na presença de gás oxigênio tem como produto água e calor.

Drenos de gás em aterro sanitário no município de Londrina (PR), em 2019.

4. Resposta: Espera-se que os estudantes concluam que o gás oxigênio é composto de átomos do mesmo elemento químico, enquanto a água tem em sua composição átomos de dois elementos químicos diferentes.

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Propriedades das substâncias

Representação da medida de massa do cubo de chumbo.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

Imagine que dois cubos de dimensões idênticas (​​ 8,0 ​cm​​ 3​)​​, um composto de chumbo (​​ Pb)​​ puro metálico e outro de alumínio (​​ A𝓁) ​​ puro metálico, sejam colocados sobre uma mesma balança, um de cada vez, como mostra a figura a seguir. Imagens sem proporção e em cores fantasia.

Representação da medida de massa do cubo de alumínio.

5. As massas dos cubos de chumbo e de alumínio são iguais? Em sua opinião, por que isso ocorreu, levando em conta que ambos têm dimensões idênticas?

Embora os dois cubos tenham as mesmas dimensões, a massa do cubo de chumbo é diferente da massa do cubo de alumínio. Isso ocorre por conta das diferentes densidades.

Sendo assim, para um mesmo volume, quanto maior a densidade da substância, maior sua massa. No Sistema Internacional de Unidades (SI), a massa (​​ m)​​ é expressa em quilograma ​​(kg)​​; o volume (​​ V)​​, em metro cúbico (​​ ​m​​ 3​)​​; e a densidade (​​ d)​​, em k​ g ​· ​​m​​ −3​​ ou​ g / ​m​​ 3​​. Além da densidade, em condições constantes de pressão, ao serem aquecidas ou resfriadas, a temperatura de fusão ​​(​T​f​​)​​ e a temperatura de ebulição (​​ ​T​e​​)​​ das substâncias puras permanecem constantes, até a sua completa mudança de fase. Confira no gráfico.

No primeiro patamar (​​ ​T​f​​)​​, a temperatura se mantém constante no decorrer do tempo de transição da fase sólida para a líquida. Já no segundo patamar (​​ ​T​e​​)​​, a temperatura se mantém constante no decorrer do tempo de transição da fase líquida para a gasosa. 6. Identifique o estado de agregação da matéria em cada AB​​, ‾ CD​ ​ ​e ‾ EF​ ​ ​. um dos segmentos de reta do gráfico: ​‾

Dica Para converter ​kg ​· ​​m​​ −3​​ em ​g ​· ​​cm​​ −3​​, basta dividir o valor por 1 000. Assim, para o chumbo, ​​ d​Pb​​ ​= ​11 300 kg ​· ​​m​​ −3​​ ou ​​d​Pb​​ ​= ​11,3 g ​· ​​cm​​ −3​​. Já para o alumínio, ​​d​A𝓁​​ ​= ​2 700 kg ​· ​​m​​ −3​​ ou ​​d​A𝓁​​ ​= ​2,7 g ​· ​​cm​​ −3​​.

Padrão de variação de temperatura de uma substância durante aquecimento Sergio Lima/Arquivo da editora

Como visto anteriormente, a densidade relaciona a massa de um corpo e o volume ocupado por ele e pode ser definida por ​d ​= ​m / V​, em que ​d​é a densidade do corpo; m ​ ​é a massa do corpo; e ​V​é o volume ocupado pelo corpo.

Temperatura (ºC) F D

Te

E B

Tf

C A Tempo

Fonte de pesquisa: RUSSELL, John B. Química geral. Tradução: Márcia Guekezian et al. 2. ed. São Paulo: Makron Books, 1994. v. 1. p. 475.

_ Resposta: ‾ AB​​ ​​ : estado sólido; ‾ CD​​ ​​ : estado líquido; EF​​ ​​ : estado gasoso.

À pressão de ​1 atm​e a ​25 ° C​, a água pura apresenta: ​d ​≃ ​1 g ​· ​​cm​​ −3​​, ​​T​f​​ ​= ​0 ° C​e ​​T​e​​ ​= ​100 ° C​. Nenhuma outra substância pura tem essas mesmas características. Portanto, dizemos que a densidade, a temperatura de fusão e a temperatura de ebulição são propriedades específicas da matéria, pois possibilitam identificar e diferenciar cada substância. Muitas substâncias, no entanto, não são encontradas naturalmente em sua forma pura. Pelo contrário, são encontradas associadas a outras substâncias, caracterizando as chamadas misturas, que estudaremos Resposta: Não. O objetivo desta questão é levar os estudantes a analisar a situação e, intuitivamente, refletir ainda neste capítulo. 5. sobre as propriedades específicas das substâncias. Espera-se que eles comentem que, considerando o mesmo

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volume, as diferentes massas são resultado da variação de densidade das substâncias que compõem os cubos. O chumbo, por ter maior massa para um mesmo volume, apresenta maior densidade que o alumínio.

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UNIDADE

1 Massas atômicas e massas moleculares Na página anterior, pudemos notar que os cubos de alumínio e de chumbo tinham densidades diferentes ao medir a massa de ambos. Para tal, foi utilizada uma balança digital. Esse objeto está presente no dia a dia das pessoas, pois sua precisão e facilidade de operação o tornam muito útil e prático. 7. Você já teve contato com alguma balança semelhante à ilustrada na página anterior? E com outro tipo de balança?

As balanças antigas, conhecidas como balanças de pratos, operam por meio da comparação de massas. Para determinar a massa de um objeto, comparamos-na com uma referência. Já nas balanças digitais, o objeto a ser pesado exerce pressão sobre um sensor interno chamado célula de carga. Essa célula converte a pressão em um sinal elétrico: maiores pressões resultam em um sinal mais intenso. Para garantir sua precisão, as balanças digitais precisam passar por um processo de calibração usando um padrão de massa conhecido. BIPM/AFP

Para realizar uma medição, é necessário haver uma referência que sirva de padrão. Medir a massa de um objeto em unidade do SI, ou seja, em ​kg​, consiste em comparar a massa de um objeto com o quilograma-padrão (unidade de massa padrão no SI). O quilograma-padrão equivale à massa de um cilindro de aproximadamente​ 3,9 cm​de altura e ​3,9 cm​de diâmetro, feito de irídio e platina. Em 2019, o quilograma-padrão foi substituído por um conceito de massa bem mais preciso e que considera uma série de equivalências físicas. A balança de Watt é um instrumento que utiliza essas grandezas físicas para medir precisamente a massa de um objeto e funciona de modo semelhante a uma balança convencional: em um dos lados da balança, coloca-se o objeto a ser pesado, enquanto o outro lado é atraído para baixo por um eletroímã. Mede-se, então, a corrente aplicada para que a balança fique em equilíbrio.

zcw/Shutterstock.com

Noel V. Baebler/Shutterstock.com

7. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes falem um pouco sobre as experiências pessoais que envolvem balanças e mapeiem o quão modernos esses objetos são.

Quilograma-padrão guardado no interior de três cúpulas de vidro na sede do Bureau Internacional de Pesos e Medidas, em Sèvres, na França.

Balança de contrapeso com conjunto de pesos padronizados.

Balança digital e conjunto de pesos utilizados para calibração.

8. Em sua opinião, seria possível utilizar as balanças mostradas anteriormente para medir a massa de um átomo?

Ao responder à questão anterior, você deve ter percebido que medir a massa de um átomo não deve ser fácil. Diante disso, surge uma pergunta: o que poderia ser usado como padrão de massa atômica? 8. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a necessidade de escolher padrões apropriados para determinar cada medida específica e que, nesse caso, há a necessidade de encontrar outra unidade-padrão de massa para medir os átomos.

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Após muitos modelos de padronização, a comunidade científica internacional decidiu, em 1961, escolher ​ 6​C​​​)​​, cuja massa atômica é 12, para determinar o padrão de medida de massa atôo átomo de carbono-12 (​​ 12 mica, ou seja, para servir de referência na determinação da massa dos outros átomos. No Sistema Internacional de Unidades, o padrão de massa para átomos e moléculas é a unidade de massa atômica (unidade unificada de massa atômica), representada pela letra ​u​. Ilustrações: Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

1 _ ​​ ​​ da massa do 12 carbono-12 equivale a uma unidade de massa atômica ​​(1 u) ​​.

Representação de um átomo de carbono-12.

Representação do átomo de carbono-12 dividido em 12 partes.

1 Representação de _ ​​ ​​ do 12 átomo de carbono-12.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Dessa forma, um valor de massa atômica (​​ MA)​​ deve ser expresso em unidade ​u​. Confira alguns exemplos: • massa atômica de ​1 átomo de carbono ​= ​12 u​; • massa atômica de ​1 átomo de nitrogênio ​= ​14 u​; • massa atômica de 1 átomo de cálcio (​​ Ca)​​= ​40 u​. As moléculas são formadas por átomos. Por isso, para determinar a massa da molécula de uma substância, deve-se somar as massas dos átomos que a constituem; a massa de uma molécula é denominada massa molecular (​​ MM)​​. A massa molecular ​​(MM)​​ deve ser expressa em unidade ​u​. Exemplos: • massa molecular de uma molécula de amônia (​​ ​NH​3​​)​​= ​17 u​, pois tem-se N (​ 14 u)​​→ ​14 ​· ​1 ​= ​14 u  ​​​ ​​NH​3​​​ ​    3 u​ ​  ​​  { H (​ 1 u)​​→ ​1 ​· ​3 ​= ​  _ 17 u • massa molecular de uma molécula de hidrogênio (​​ ​H​2​​)​​= ​2 u​;

• massa molecular de uma molécula de nitrogênio (​​ ​N​2​​)​​= ​28 u​.

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

Como visto anteriormente, a tabela periódica contém os símbolos dos elementos químicos formadores das substâncias e, entre outras informações, apresenta as respectivas massas atômicas. Confira a tabela periódica, na página 61, e note que há uma legenda explicativa relativa a cada um dos elementos químicos apresentados. 13

Número atômico

A

Símbolo Nome Massa atômica

Legenda das células da tabela periódica.

Alumínio 26,98

​ assa atômica ​ M (aproximada)​​= ​27 u​ Célula referente ao elemento químico alumínio.

Dessa forma, se desejarmos calcular a massa molecular do dióxido de nitrogênio (​​ N​O​2​​)​​, basta consultar a tabela periódica para obtermos: ​MA (​ N) ​ ​= ​14,01 u​, ou seja, aproximadamente ​14 u​; ​MA (​ O) ​ ​= ​16,00 u​, ou seja, ​16 u​. Assim, o cálculo será:

⎧ N ​(14 u)​​→ ​14 ​· ​1 ​= ​14 u ⎪       ​​NO​2​​​⎨​O (​ 16 u)​​→ ​16 ​· ​2 ​= ​32 u​​​​​ ⎪ ⎩ 46 u

Logo, sua massa molecular ​​(MM)​​ é ​46 u​.

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UNIDADE

1 ATIVIDADES RESOLVIDAS R1. Calcule a massa molecular da glicose (​ ​C​6​​H​12​​O​6​)​. Resolução

Ao consultarmos a tabela periódica, temos as seguintes massas atômicas (aproximadas): • ​C ​= ​12 u​ • ​H ​= ​1 u​ • ​O ​= ​16 u​ O cálculo da massa molecular da glicose será obtido pela soma dos produtos da massa atômica de cada elemento pela sua respectiva atomicidade. Então, para calcular a massa molecular da glicose, devemos efetuar a seguinte operação: ​12 ​· ​6 ​+ ​1 ​· ​12 ​+ ​16 ​· ​6 ​= ​180 u​ Assim, a massa molecular da glicose é igual a ​180 u​. Logo, ​MM ​(glicose) ​ = 180 u​.

R2. Qual é a massa de 150 moléculas de água (​​H​2​O​)? Resolução Ao consultar a tabela periódica, temos os valores aproximados de massas atômicas dos elementos constituintes da molécula de água: • ​H ​= ​1 u​ • ​O ​= ​16 u​ Logo, o cálculo da massa molecular da água (massa de uma molécula de água) é dado por: ​1 ​· ​2 ​+ ​16 ​· ​1 ​= ​18 u​ Assim, para 150 moléculas de água, temos: ​150 ​· ​18 u ​= ​2 700 u​. Conclui-se que a massa de 150 moléculas de água é ​2 700 u​.

Quantidade de matéria e massa molar Autor desconhecido. c. 1909. Coleção particular

Imagine-se tentando medir a massa de um átomo de ferro (​​ 56 u)​​. Como vimos anteriormente, não é fácil medir o que não pode ser visto a olho nu. Agora, suponha que aumentemos a quantidade de átomos de ferro até termos uma amostra visível, sendo possível medir sua massa por meio de uma balança, por exemplo.

Assim, para qualquer material, ao aumentar as quantidades de suas partículas elementares (átomos ou moléculas), em um dado momento seria possível medir sua massa com os instrumentos do mundo macroscópico. Essa ideia está relacionada ao conceito de mol − em latim, “porção, quantidade” −, introduzido em 1896 pelo físico-químico letão Wilhelm Ostwald (1853-1932). Ele recebeu o Nobel em 1909 e é considerado o fundador da Físico-Química, o ramo que estuda os princípios da Química.

Wilhelm Ostwald.

Mol é a unidade de medida no SI que representa a quantidade de matéria de um sistema. Ele indica um número de unidades elementares, que se assemelha ao número de átomos contidos em ​1,2 ​· ​​10​​ −2​kg​(ou ​12 g​) de carbono-12.

Assim, considere a quantidade de matéria igual a ​1 mol​das substâncias gás cloro ​​(​C𝓁​ 2​​)​​, trióxido de enxofre ​​(S​O​3​​)​​ e ácido fosfórico (​​H​3​​P​O​4​​​). Como todas têm a mesma quantidade de matéria, todas terão a mesma quantidade de unidades elementares. Assim como elas, as amostras de substâncias que observamos em nosso cotidiano são formadas por um número grande de unidades elementares (átomos e moléculas). Experimentos envolvendo a massa de ​1 mol​de qualquer substância chegam, com maior ou menor exatidão, a um valor numérico próximo de 602 000 000 000 000 000 000 000 unidades da respectiva substância, ou seja, ​6,02 ​· ​​10​​ 23​​ unidades.

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Andrew Lambert Photography/SPL/Fotoarena

Na fotografia a seguir, podemos verificar a quantidade de matéria​​ (1 mol) ​​ para as amostras de cloreto de ferro(III) (​​ FeC​𝓁​ 3)​​ ​,​ sulfato de cobre(II) (​​ CuS​O​4​​) ​​, iodeto de potássio (​​ KI) ​​, cloreto de sódio ​​(NaC𝓁) ​​, permanganato de potássio (​​ KMn​O​4​​)​​ e nitrato de cobalto(II) (​​ Co​​(N​O​3)​​ ​​ ​​)​​. 2

23

O número ​6,02 ​· ​​10​​ ​​é conhecido como constante de Avogadro (​​ ​N​A​​)​​, em homenagem ao cientista italiano Amedeo Avogadro (1776-1856). Cada amostra da fotografia contém​ 6,02 ​· ​​10​​ 23​​ moléculas (​​ 1 mol) ​​ da respectiva substância.

Segundo Avogadro, volumes iguais de diferentes gases, na mesma temperatura e pressão, apresentam mesma quantidade de moléculas. Após sua morte, o químico italiano Stanislao Cannizzaro (1826-1910) prosseguiu seus trabalhos estabelecendo uma série de estudos sobre a massa de compostos químicos em reações. Os trabalhos de Cannizzaro foram importantes para a distinção entre massa atômica e massa molecular e a confirmação da hipótese de Avogadro. A massa da quantidade de matéria que contém 1 ​ mol​de unidades elementares de uma substância é chamada de massa molar (​M​). Ela apresenta o mesmo valor em módulo, em ​g / mol​, que uma unidade elementar da própria substância, em ​u​. Considere as seguintes massas atômicas: ​H ​= 1 u​; ​C = 12 u​; ​N = 14 u​; ​O = 16 u​. Assim, pode-se calcular a massa molar de átomos, moléculas, íons etc. Confira a seguir alguns exemplos: • massa molar da molécula de hidrogênio (​​​ ​​ ​H​2​​​)​​ ​= ​2 g / mol​​; • massa molar da molécula de nitrogênio (​​​ ​​ ​N​2​​​)​​ ​= ​28 g / mol​​; • massa molar da glicose (​​​ ​​ ​C​6​​ ​H​12​​ ​O​6​​​)​​ ​= ​180 g / mol​​. O valor da massa molar de uma substância permite a determinação da quantidade de matéria em mol.

ATIVIDADES RESOLVIDAS R3. Considere que em uma amostra haja ​540 g​de glicose ​(​C​6​​H​12​​O​6​)​. Qual é a quantidade de matéria em mol dessa substância presente na amostra? Resolução ​1 mol de moléculas de ​C​6​​ ​H​12​​ ​O​6​​​

​180 g​

​x mol​

​540 g​

​∴ ​x = 3 mols​de moléculas de ​​C​6​​ ​H​12​​ ​O​6​​​

R4. Calcule a massa, em gramas, de uma molécula de glicose, sabendo que sua massa molar equivale a ​180 g​⁄ ​mol​​. Resolução

​6,02 ​· ​​10​​ 23​moléculas de glicose (​ 1 mol) ​​ ​1 molécula de glicose​

​180 g de glicose​ ​m​

​∴ m = 2,99 ​· ​​10​​ −22​g​

Assim, uma molécula de glicose tem massa igual a ​2,99 ​· ​​10​​ −22​g.​

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Sergio Lima/ Arquivo da editora

tiva correta. Resposta: Alternativa c. Comentários nas

Orientações para o professor. 5. b) Resposta: A molécula é crucial para a vida por ser precursora de uma série de outras moléculas que contêm carbono.

Representação de porções de matéria.

a ) Estão representadas seis substâncias simples. b ) Estão representadas três substâncias compostas. c ) Estão representados apenas dois elementos químicos. d ) Estão representadas quatro moléculas.

2. Para verificar se determinado objeto era feito

de prata, alumínio ou chumbo, ele foi colocado em uma proveta de ​100 mL​, contendo ​7 mL​ de água. Após a adição do objeto de massa ​37,8 g​ na proveta, o volume de água aumentou para​ 21 mL​. Sabendo que a densidade do alumínio, do chumbo e da prata são, respectivamente, 2,7, 11,3 e ​10,5 g ​· ​cm​​−3​, identifique a composição do material, sendo ​1 ​cm​​3​equivalente a ​1 mL​.

Resposta: Alumínio. Resolução nas Orientações para o professor.

3. O quilograma foi a última unidade a depender

de um objeto concreto como padrão de medida. Por que essa substituição foi necessária?

4. Pesquise em casa ou no supermercado as infor-

mações nutricionais de um litro de leite integral. Verifique a quantidade de cálcio indicada na embalagem e responda às questões. a ) Qual é o número de mols de cálcio presentes em um litro de leite? b ) Cite uma doença relacionada à falta de cálcio. Resposta: Osteoporose, hipocalcemia etc.

5. Leia o trecho da reportagem e responda às questões a seguir.

Pela 1ª vez, telescópio detecta molécula crucial para surgimento da vida O telescópio James Webb detectou um tipo de molécula de carbono pela primeira vez no espaço. […] A agência espacial americana afirma que a descoberta é importante porque a substância é responsável pela formação de outras moléculas de carbono essenciais ao surgimento da vida. A molécula encontrada é o cátion metila ​(​CH​  3​  ​) ​​. O local do registro foi em um sistema estelar ainda jovem. […] +

MARTIN-DRUMEL, Marie-Aline. Pela 1ª vez, telescópio detecta molécula crucial para surgimento da vida. Folha de S.Paulo, São Paulo, 27 jun. 2023. p. B6.

UNIDADE

1. Analise a imagem a seguir e identifique a alterna-

a ) Qual molécula foi detectada pelo telescópio? Trata-se de uma substância simples ou composta? Resposta: A+molécula detectada é o cátion metila, ​​​CH​3​​​​ ​​, uma substância composta.

b ) Por que essa molécula é considerada crucial para o surgimento da vida?

6. Um estudante de Química encontrou na bancada do laboratório dois frascos de vidro idênticos fechados, e cada um deles com líquidos transparentes e sem identificação.

Os dois frascos tinham o mesmo volume de líquido, mas ao segurar cada um deles o estudante percebeu que tinham massas diferentes. Sem abrir os frascos, como ele pode identificar os líquidos, já que na prateleira faltam os frascos de água (​​ ​H​2​​ O) ​​ e de hexano ​​(​C​6​​ ​H​14​​)​​? Considere que o ambiente do laboratório está a​ 25° C​, a densidade da água é de aproximadamente ​​1,00 g ·​ ​cm​​ −3​​ e a do hexano é de aproximadamente ​0,66 ​g ​· ​cm​​ −3​​.

7. Para saber se um ovo ainda está bom para consumo, é possível fazer o seguinte teste:

5. b) Resposta: A molécula é crucial para a vida por ser precursora de uma série de outras moléculas que contêm carbono.

Coloca-se o ovo em um recipiente com água. Se ele afundar, pode ser consumido; se boiar, está estragado. 7. Resposta: A propriedade relacionada ao

teste é a densidade. O ovo se torna menos denso com o passar do tempo pela perda de água interna e consequente entrada de ar.

No teste descrito, qual propriedade física da matéria foi analisada para saber se o ovo estragou? Explique por que isso acontece.

8. Calcule a massa em ​g​das moléculas a seguir sa-

bendo que as esferas pretas representam o átomo de carbono ​(12 g / mol)​; as esferas vermelhas representam os átomos de oxigênio (​ 16 g / mol)​;​ e as esferas brancas, os átomos de hidrogênio​ (1 g/mol)​. Gás carbônico. Resposta: ​m = 7,31 ​· ​​10​​

−23

​g​

Gás hidrogênio.

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

ATIVIDADES

1

3. Resposta: Alguns motivos resultaram na substituição de objetos concretos por constantes físicas, entre eles a possibilidade de variação de massa desses objetos por causa das condições físicas NÃO ESCREVA Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia. como temperatura, umidade e NO LIVRO. pressão.

Gás oxigênio.

Resposta: ​m = 5,32 ​· ​​10​​ −23​g​ Resposta: ​m = 3,98 ​· ​​10​​ −23​g​ Resoluções nas Orientações para o professor.

9. Um copo contém 3​ 6 mL​ de água (​​ ​H​2​​ O)​​. Conside-

rando que não haja impurezas, determine o número de moléculas de água ingeridas ao tomarmos toda a água desse copo. Dados: ​H ​= ​1 u​; ​O ​= ​16 u​; ​​d​água​​  ​= ​1,0 g ​· ​​cm​​ −3​​. Resposta nas Orientações para o professor.

4. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes considerem que ​ 6. Resposta: Como os frascos são iguais e têm o mesmo volume, 1 mol​de cálcio tem ​40,08 g​de cálcio, analisem o valor indicado por pode-se identificar que o frasco mais pesado é o de água, pois ela é litro na embalagem e façam a divisão desse valor por ​40,08 g​. mais densa. Comentários nas Orientações para o professor.

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A pintura corporal faz parte da identidade cultural de muitos povos indígenas brasileiros. Essas pinturas têm diferentes significados e podem variar entre as etnias, os membros da comunidade e as ocasiões. As tintas utilizadas para a pintura são extraídas e produzidas com materiais da natureza. As sementes do urucuzeiro (Bixa orellana), por exemplo, são usadas para a produção da tinta na cor vermelha. Confira a seguir o modo de preparação dessa tinta pelos indígenas xavantes.

Fabio Colombini

Misturas

Crianças da etnia Xavante com pinturas corporais feitas com urucum na Aldeia São José, no município de Campinápolis (MT), em 2021.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

B.

C.

D.

Representação da etapa de trituração das sementes.

Representação da etapa de peneiração da solução.

Representação da etapa de aquecimento da solução.

Representação da etapa de moldagem do corante.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A.

Utilizando uma pedra, as sementes colhidas são trituradas (A). Adiciona-se água e, com o auxílio de uma peneira, a solução contendo o corante é separada em uma vasilha (B). Essa solução é aquecida no fogo e a ela são adicionados materiais de outras duas espécies vegetais, visando tornar o corante mais vermelho e brilhoso, além de garantir uma consistência adequada (C). O produto é exposto diretamente à luz solar e, após a secagem, os homens moldam esferas com esse material (D), que são envoltas com folhagens e reservadas até o momento do uso. Para utilizar o pigmento, adicionam o látex da castanha do babaçu, que facilita a aplicação e a remoção da tinta do corpo. Fonte de pesquisa: TSUWATÉ, Vilianes T.; LEÃO, Marcelo F. Descrição do preparo do corante e das diversas utilizações do Professor, professora: urucum pelo povo Xavante. Destaques Acadêmicos, Lajeado, v. 9, n. 4, p. 77-93, 2017. Disponível em: O método de produção da tinta de https://www.univates.br/revistas/index.php/destaques/article/view/1652/1255. Acesso em: 9 ago. 2024. urucum descrito e representado na ilustração é utilizado pela comunidade xavante localizada no município de Barra do Garça (MT).

Boa parte dos materiais que encontramos no ambiente são misturas de diferentes substâncias. Por exemplo, neste exato momento, mesmo sem perceber, você está em contato com uma mistura, o ar atmosférico. Embora inspiremos o ar para absorver gás oxigênio, este não é seu único componente. O ar atmosférico é uma mistura constituída de, aproximadamente, 78% de gás nitrogênio, 21% de gás oxigênio e 1% de outros gases, incluindo gás carbônico e vapor de água ​​H​2​​O(​​​ g)​​. Resposta: Os estudantes podem citar quaisquer atividades humanas que adicionem Confira a imagem. 10. gases e poluentes ao ar atmosférico, como queima de combustíveis fósseis. 10. De que maneira o ser humano pode interferir na composição da mistura do ar atmosférico?

78

stockfour/ Shutterstock.com

9. A tinta produzida pelos Xavante pode ser considerada uma mistura? Argumente sua resposta.

Representação da previsão do tempo.

Fonte de pesquisa: SIMEPAR. Disponível em: http:// www.simepar.br/prognozweb/simepar/forecast_ by_counties/4113700. Acesso em: 9 ago. 2024.

9. Resposta: O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito do conceito de misturas. Espera-se que eles respondam que sim, uma vez que a tinta utilizada é resultante da combinação do pigmento extraído das sementes de urucum, água, látex e outros materiais.

05/11/2024 16:35:10


UNIDADE

1

Embora a água pura seja um exemplo de substância, a água potável que ingerimos é uma mistura, formada por água e sais minerais, daí o nome “água mineral”. Além disso, dependendo da amostra, as substâncias componentes da mistura podem variar, bem como sua quantidade. Tais variações interferem nas propriedades da mistura, alterando, por exemplo, sua densidade e as temperaturas de fusão e de ebulição.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA (mg/L) Cálcio

33,877 Estrôncio

0,080 Cloretos

5,00

Magnésio

11,227 Vanádio

0,023 Sulfato

2,83

Sódio

9,170 Bicarbonato 157,99 Fluoreto

0,05

Potássio

0,684 Nitrato

0,03

Variação de temperatura de uma mistura comum durante aquecimento

Ao ser aquecida ou resfriada a uma pressão constante, uma mistura comum não apresenta temperatura constante durante a mudança de estado de agregação, como mostra o gráfico a seguir. Isso ocorre pois cada uma das substâncias componentes da mistura apresenta temperaturas de fusão e ebulição específicas.

Temperatura (ºC) F Te

E D

Algumas misturas, no entanto, apresentam temperatura de fusão ou ebulição invariáveis a uma pressão constante. Quando, durante o aquecimento da mistura, observa-se um patamar de fusão (temperatura de fusão constante e fixa), ela é chamada de eutética. Já quando se tem um patamar de ebulição (temperatura de ebulição constante e fixa) durante esse processo, a mistura é chamada de azeotrópica.

Tf

C B A Tempo

Fonte de pesquisa: RUSSELL, John. B. Química geral. Tradução: Márcia Guekezian et al. 2. ed. São Paulo: Makron Books, 1994. v. 1. p. 475.

Variação de temperatura de uma mistura eutética durante aquecimento

Variação de temperatura de uma mistura azeotrópica durante aquecimento

Temperatura (ºC)

Temperatura (ºC) F

Ilustrações: : Sergio Lima/Arquivo da editora

14,76 Brometo

Informações sobre a composição química no rótulo de uma garrafa de água mineral.

11. Por que a composição química da água mineral pode variar?

F

E Te

D B

Tf A

Keithy Mostachi/Arquivo da editora

Enquanto as substâncias têm composição fixa, as misturas apresentam composição química variável. No ar atmosférico, por exemplo, a quantidade de vapor de água varia bastante, pois sua concentração depende de uma série de fatores, como o clima, a poluição e o vento.

C

patamar de fusão Tempo

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter W.; PAULA, Júlio de. Físico-química. Tradução: Edilson Clemente da Silva et al. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008. v. 1. p. 170-175.

D

Te C

Tf

B

E

patamar de ebulição

A Tempo

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter W.; PAULA, Júlio de. Físico-química. Tradução: Edilson Clemente da Silva et al. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008. v. 1. p. 165-170.

Essas misturas têm composição química e propriedades específicas. Confira os exemplos a seguir. Temperatura de fusão (​​ ​T​f​​)​​ a ​1 atm​

Temperatura de ebulição (​​ ​T​e​​)​​ a ​1 atm​ ​​T​e​​ ​(°C)​​

Material

​​T​f​​ ​(°C)​​

Chumbo

327,5

Água

100

1 064,2

Etanol Mistura azeotrópica com 4,3% de água e 95,7% de etanol

78,2

Ouro Mistura eutética com 85,4% de chumbo e 14,6% de ouro

212 (valor constante)

Fonte de pesquisa: HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of chemistry and physics. 97. ed. London: CRC Press, 2014. p. 15-33.

Material

76,1 (valor constante)

Fonte de pesquisa: HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of chemistry and physics. 97. ed. London: CRC Press, 2014. p. 6-224.

11. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que essa composição pode variar porque ela sofre influência da composição da fonte de onde é extraída.

79

05/11/2024 15:21:10


Além de variações quanto às suas propriedades, as misturas podem apresentar diferenças no número de fases, sendo classificadas em misturas homogêneas ou misturas heterogêneas.

Misturas homogêneas e heterogêneas

Fases: referem-se a cada porção da mistura com as mesmas propriedades em toda a sua extensão.

O aspecto das misturas pode se mostrar uniforme, possibilitando a identificação de uma única fase, ou não uniforme, com duas ou mais fases. Esse aspecto pode variar de acordo com alguns fatores, como os componentes da mistura e a proporção deles nesse meio. Quando os componentes de uma mistura são imiscíveis entre si, ou seja, que não se misturam, observa-se a formação de duas ou mais fases. No caso a seguir, apresenta-se o teste da proveta, feito para determinar o teor de álcool na gasolina. Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia. B.

C.

D.

​40 mL​

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A.

I.

II.

​50 mL​

Representação da proveta contendo amostra de gasolina.

Representação da adição de solução na amostra.

Representação da mistura sendo agitada.

A. Uma amostra de ​50 mL​de gasolina é colocada em uma proveta de ​100 mL​. B. Em seguida, adicionam-se ​50 mL​de uma solução de cloreto de sódio (​​ água ​+ ​NaC𝓁) ​​. C. A proveta é tampada e invertida cerca de 10 vezes. D. A proveta é mantida em repouso por 10 minutos, até a separação das fases.

Representação da mistura com as fases separadas. Fonte de pesquisa: BRASIL. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Cartilha do posto revendedor de combustíveis. 6. ed. Rio de Janeiro: ANP, 2017. p. 15-16. Disponível em: https://www.gov.br/ anp/pt-br/centrais-de-conteudo/ publicacoes/cartilhas-e-guias/arq/ cartilhapostorevendedor6ed.pdf. Acesso em: 9 ago. 2024.

12. Por que o volume final da fase contendo gasolina variou?

Ao final do teste, observam-se duas fases: uma formada por gasolina (I); e outra formada por água, cloreto de sódio e etanol (II). Nesse caso, a mistura é do tipo heterogênea. A análise da variação dos volumes possibilita aos fiscais determinar o teor de etanol anidro na gasolina e Resposta: O etanol anidro, um dos constituintes da gasolina combustível, compará-lo com padrões estabelecidos por lei. 12. dissolveu-se na solução de cloreto de sódio adicionada à proveta, Em uma amostra de água potável, é possível identificar uma única fase (A); logo, essa mistura é homogênea. Amostra de água potável.

A.

aumentando o volume dessa porção da mistura. A porção restante de gasolina é composta de elementos não miscíveis em água.

Ao adicionarmos uma pequena quantidade de cloreto de sódio a essa amostra, a mistura se mantém homogênea (B), pois a quantidade de sal adicionada se dissolveu completamente na água. Amostra de água potável com sal.

B.

Fotos: José Vitor Elorza/ASC Imagens

Agora, analise o exemplo a seguir.

80

05/11/2024 15:21:11


1

UNIDADE

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que, em determinado momento, o sal não será completamente dissolvido na água, resultando em um sistema heterogêneo.

13. Em sua opinião, é possível que uma mistura de água e sal se torne heterogênea? Argumente sua resposta.

Em determinado momento do processo de adição de sal à água, observa-se que parte desse sal se deposita no fundo do recipiente, resultando em um sistema heterogêneo. Isso ocorre porque o cloreto de sódio apresenta uma solubilidade específica em água. A solubilidade representa o limite máximo de soluto que pode ser dissolvido em uma determinada quantidade de solvente, em condições específicas de temperatura e pressão. 14. De que maneira seria possível dissolver o corpo de fundo sem alterar temperatura e pressão? Resposta: Adicionando mais solvente (água). José Vitor Elorza/ASC Imagens

Na amostra B da página 80, a quantidade de sal adicionada foi inferior à solu- C. bilidade do cloreto de sódio em água, resultando em uma solução insaturada. Ao adicionar a quantidade máxima de sal que a água é capaz de dissolver sob condições específicas de temperatura e pressão, temos uma solução saturada. Qualquer quantidade de sal adicionada além desse limite vai se depositar no fundo do recipiente, tendo como resultado uma solução saturada com corpo de fundo (C). corpo de fundo

15. Em sua opinião, há alguma forma de dissolver o sal presente no corpo de fundo sem acrescentar água à mistura? Justifique sua resposta.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que o aumento da temperatura fará o corpo de fundo ser dissolvido.

A solubilidade de uma substância é uma propriedade que está relacionada à temperatura do solvente no qual ele é solubilizado. Confira a seguir a variação da solubilidade em função da temperatura.

É possível notar que, ao aumentar a temperatura, a solubilidade da maioria dos sais também aumenta.

Solubilidade em água de alguns sais em função da temperatura Solubilidade (g de sal em 100 g de H2O) 100

16. Existe algum sal cuja solubilidade diminui com o aumento da temperatura?

KNO3

CaC2

90

Resposta: Sim, o sulfato de cério(III) ​​(​Ce​2​​ ​​(​SO​4​​)​​ ​​)​​. 3

80 70 60

KCO3

50

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

40

NaC

30 20 10 0

Amostra saturada de água potável com sal.

Ce2(SO4)3 10

20

30

40

50

60

70 80 90 100 Temperatura (°C)

Esse fato também pode ser observado em situações do cotidiano. Pense, por exemplo, quando você prepara um copo de leite com achocolatado. Se o leite estiver frio, o achocolatado demora para solubilizar. Já se o leite for aquecido, o achocolatado é facilmente dissolvido nele. Ao analisar o gráfico, também percebemos que a solubilidade de cada sal tem um comportamento diferente em função da temperatura. Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. Tradução: Eloiza Lopes, Tiago Jonas e Sonia Midori Yamamoto. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 571.

17. Considerando o clorato de potássio (​ ​KC𝓁O​3​)​, o cloreto de sódio (​ NaC𝓁)​e o nitrato de potássio (​ ​KNO​3​)​, qual sal tem maior solubilidade a ​40 ° C​? E a ​20 ° C​?

Resposta: A ​40 ° C​, o nitrato de potássio é mais solúvel; a 2 ​ 0 ° C​, o cloreto de sódio é mais solúvel.

81

05/11/2024 15:22:05


Fabio Eiji/Arquivo da editora

Nas redes sociais, há alguns perfis que divulgam vídeos de experimentos bem intrigantes, como a formação de “gelos em instantes” em temperatura ambiente. Nesses vídeos, o simples contato do dedo com um líquido que parece ser apenas água provoca um efeito instantâneo: o líquido parece se solidificar. 18. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes questionem a veracidade do vídeo considerando Jovem “congelando” a água que há condições especiais para a com a ponta do dedo. formação de cristais.

18. Ao assistir a um vídeo como esses, você acredita se tratar de algo real ou que tenha passado por alguma manipulação de efeitos especiais?

19. Você saberia explicar o fenômeno presente nos vídeos descritos anteriormente? 20. Ao navegar em redes sociais, você já viu alguma postagem que mostrasse um fenômeno aparentemente sem explicação? Descreva um exemplo e diga se essa postagem continha uma explicação acerca do fenômeno ou referências.

19. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é fazer os estudantes refletirem sobre o tema e formularem hipóteses.

Os vídeos que apresentam o suposto congelamento instantâneo da água na verdade mostram as soluções chamadas de supersaturadas. Essas soluções contêm mais soluto do que seria possível dissolver nas condições em que estão. São formadas quando uma solução saturada com corpo de fundo é aquecida para permitir que mais soluto se dissolva. Em seguida, é resfriada lentamente, sem que ocorra nenhum tipo de perturbação e formação de cristais, mantendo assim o soluto em excesso dissolvido na solução. As soluções supersaturadas são instáveis; caso haja alguma perturbação, como agitação ou introdução de um cristal de soluto, ocorre a precipitação rápida do soluto em excesso. 21. Após ler sobre solução supersaturada, de que maneira você explicaria como foram feitos os vídeos descritos anteriormente?

Resposta: Espera-se que os estudantes descrevam que o vídeo não apresenta a formação de gelo, mas sim uma solução supersaturada que passa por uma perturbação.

Fotos: Charles D. Winters/Science Source/Fotoarena

Confira a seguir o que ocorre com uma solução supersaturada ao ser acrescentado um cristal do soluto que forma a solução.

Adição de cristal de soluto à solução supersaturada.

Cristalização da solução supersaturada.

Solução saturada com cristais do soluto.

A solução descrita anteriormente é uma solução supersaturada de acetato de sódio (​​ NaC​H​3​​​CO​2​​)​​. Ela foi formada quando dissolvidos ​170 g​de acetato de sódio em ​100 mL​de água a ​100 ° C​. Em seguida, a solução foi resfriada lentamente, até 2 ​ 0 ° C​, temperatura na qual a solubilidade de acetato de sódio é de ​46 g​por ​100 mL​de água. Ao longo do resfriamento, todo o soluto permanece dissolvido. Soluções supersaturadas são instáveis por conterem maior quantidade de soluto dissolvido do que seria possível dissolver a uma dada temperatura, e a adição de um cristal causa a cristalização do soluto em excesso.

20. Resposta pessoal. Os estudantes devem descrever os vídeos que acham intrigantes e refletir sobre a veracidade deles. Para o aprendizado voltado ao uso de mídias, é importante que eles tenham um tempo para refletir acerca do que viram.

82

05/11/2024 15:22:07


1

Solubilidade em água de alguns gases em função da temperatura Solubilidade (mM)

CH4 2,0

O2 CO

1,0

He

22. Você já segurou ou apertou a garrafa de uma

bebida gaseificada à temperatura ambiente? Se sim, notou algo diferente em relação à mesma garrafa recém-retirada da geladeira?

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Assim como sólidos, gases também podem se dissolver em líquidos, e sua solubilidade é afetada pela temperatura. No entanto, ao contrário da maioria dos sais, em geral a solubilidade dos gases em líquidos diminui com o aumento da temperatura. Isso significa que, à medida que a água esquenta, menos gás pode ser dissolvido nela. E, da mesma forma que todo sal tem um comportamento específico em função da temperatura, os gases também apresentam comportamentos distintos. Observe no gráfico a solubilidade da amônia, do gás oxigênio, do monóxido de carbono ​​(CO)​​ e do hélio (​​ He)​​ em água.

UNIDADE

22. Resposta pessoal. Caso os estudantes respondam que sim, espera-se que digam que a garrafa à temperatura ambiente aparentava estar mais “dura”, o que é causado pela pressão do gás dentro dela.

0

20

40

60

80 100 Temperatura (°C)

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. Tradução: Eloiza Lopes, Tiago Jonas e Sonia Midori Yamamoto. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 571.

Você já deve ter notado esse comportamento dos gases ao segurar uma garrafa de bebida gaseificada à temperatura ambiente e percebido que ela tem maior resistência à deformação. Isso acontece porque as bebidas gaseificadas contêm dióxido de carbono (gás carbônico) dissolvido no líquido, e, quanto maior a sua temperatura, mais o gás se desprende do líquido, aumentando a pressão no interior da garrafa. Assim como ocorre no líquido das bebidas gaseificadas, a solubilidade dos gases em corpos de água, como rios e oceanos, também diminui quanto maior for a temperatura da água. Analisando o gráfico da solubilidade em função da temperatura, é possível notar que a solubilidade do oxigênio decresce acentuadamente com o aumento da temperatura. Esse fator é de grande importância e um aumento de temperatura pode trazer consequências prejudiciais a ambientes aquáticos. Confira os apontamentos a seguir. • A diminuição na quantidade de oxigênio dissolvido pode afetar a respiração dos seres ali presentes. • A temperatura elevada pode acelerar a velocidade de reações químicas causadas por poluentes que podem estar presentes na água. • O aumento de temperatura pode diminuir o tempo de vida de alguns seres vivos aquáticos e afetar o seu ciclo de reprodução.

23.Você sabe quais

atividades podem causar o aquecimento das águas de rios ou oceanos?

• A proliferação de fungos e bactérias pode ser favorecida pelo aquecimento, aumentando o risco de crescimento de organismos patogênicos, causando doenças em seres humanos e animais.

Próximo a Angra dos Reis, onde há duas usinas nucleares para geração de energia elétrica, localiza-se a chamada Praia do Laboratório, que tem a temperatura de suas águas mais elevada em razão do aquecimento provocado por um processo da central nuclear, que capta uma grande quantidade de água do mar para resfriar o vapor utilizado para movimentar o gerador de eletricidade.

Delfim Martins/Pulsar Imagens

O aquecimento de águas naturais pela introdução de água quente é chamado de poluição térmica, e entre suas causas destacam-se a operação de usinas geradoras de energia elétrica e o funcionamento de indústrias.

Usinas nucleares da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto de Angra dos Reis (RJ), em 2019.

23. Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é verificar o conhecimento prévio dos estudantes sobre as fontes de poluição térmica, que podem ser causadas por atividades industriais e usinas elétricas.

83

05/11/2024 15:22:07


Preservar nossos corpos de água não é apenas uma responsabilidade ambiental, mas também uma necessidade para garantir o futuro.

ODS: Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14. ODS: Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A água é um recurso precioso e indispensável para os seres vivos. Portanto, preservar os corpos de água é importante para manter o equilíbrio dos ecossistemas e a qualidade de vida dos seres vivos presentes neles. A importância dessa preservação está, inclusive, na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, elaborada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que destaca a conservação e o uso sustentável dos ecossistemas aquáticos e terrestres em seus Objetivos 14 e 15. Esses objetivos visam proteger a vida marinha e os ecossistemas de água doce, promover a recuperação de áreas degradadas e garantir a sustentabilidade no uso dos recursos naturais.

Agora, voltando a abordar os tipos de misturas, elas também podem se apresentar na fase sólida. As ligas metálicas, por exemplo, são produzidas pela mistura de diferentes metais em proporções variadas. As propriedades dessas ligas variam de acordo com a composição e a proporção de seus componentes, possibilitando diferentes aplicações. 24. Qual é a importância de misturas como as ligas metálicas se comparadas ao uso isolado de seus constituintes?

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 15.

Dario Sabljak/Shutterstock.com

O aço, por exemplo, é constituído de ferro e carbono. Ao alterar a concentração deste último, as propriedades da liga metálica, como rigidez e resistência, variam, garantindo seu uso em diferentes áreas, como na construção civil. Além do aço, há ligas de alumínio, cobre e zinco, como o latão, e de cobre e estanho, como o bronze. Cada uma tem propriedades específicas. Por exemplo, o alumínio presente na liga de alumínio da roda de automóvel a torna mais leve, o que ajuda na redução do gasto de combustível. Roda de liga de alumínio de automóvel.

Imagens desta página sem proporção.

Na maioria dos casos, pode-se identificar visualmente os componentes de uma mistura heterogênea, como é o caso do granito, que é formado por dióxido de silício e óxidos de outro metal. Em outras misturas, como o sangue, só é possível identificar seus componentes com o auxílio de um equipamento de ampliação, como um microscópio. Confira a seguir a aparência de um pedaço de granito, o aspecto aparentemente homogêneo do sangue dentro do tubo e sua ampliação em um microscópio óptico.

Granito.

84

Tubo contendo amostra de sangue humano.

Jarun Ontakrai/Shutterstock.com

Zelenskaya/Shutterstock.com

TippaPatt/Shutterstock.com

hemácias

Sangue humano. Imagem ampliada cerca de 1 000 vezes e colorida artificialmente.

24. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que a junção de diferentes elementos químicos e a variação de proporção entre eles nas ligas possibilitam a formação de materiais com diferentes propriedades. O objetivo desta questão é levá-los a uma reflexão sobre as propriedades das ligas metálicas.

05/11/2024 15:22:09


Dispersões coloidais Há misturas que, apesar do aspecto homogêneo a olho nu, sob um microscópio óptico é possível notar partículas maiores do que átomos ou moléculas que formam as soluções verdadeiras e menores do que as partículas que formam as misturas heterogêneas. O leite desnatado, a maionese e a manteiga são exemplos desse tipo de mistura, chamado de dispersão coloidal ou coloide.

UNIDADE

1

Copo com leite desnatado.

grey_and/ Shutterstock.com

New Africa/ Shutterstock.com

FabrikaSimf/Shutterstock.com

Imagens desta página sem proporção.

Manteiga.

Maionese.

O termo coloide foi introduzido pelo cientista escocês Thomas Graham (1805-1869) para indicar as características entre as soluções e as misturas heterogêneas. Essa palavra tem origem grega e significa “forma de cola”. Ao observar o leite homogeneizado a olho nu, não é possível visualizar separadamente as substâncias que o compõem, o que constitui o aspecto de “cola” entre elas. As partículas dos coloides não podem ser vistas a olho nu e não se sedimentam com a ação da gravidade, somente com processo de ultracentrifugação. Por causa do tamanho, as partículas das dispersões coloidais passam através de um filtro, mas em geral não passam por uma membrana semipermeável. Quando observadas pelo ultramicroscópio, as partículas refletem e dispersam a luz. Nos coloides, tanto a fase dispersa (partícula) quanto a fase dispersante (meio onde as partículas estão) podem ser sólidas, líquidas ou gasosas. Dependendo das fases do disperso e do dispersante, os coloides podem ser classificados em aerossol, espuma, emulsão, sol e gel, conforme mostra o quadro a seguir. Professor, professora: O objetivo deste quadro é dar exemplos de coloides e sua classificação, para conhecimento dos estudantes. Portanto, não exija que eles memorizem nem as classificações, nem as características.

Coloide

Disperso

Dispersante

Exemplos

aerossol sólido

sólido

gás

poeira, fumaça, desodorante

aerossol líquido

líquido

gás

neblina

espuma sólida

gás

sólido

poliuretano, poliestireno expandido

espuma líquida

gás

líquido

espuma de sabão (detergente)

emulsão

líquido

líquido

maionese, manteiga, leite

sol

sólido

líquido

creme dental, tinta, pó de gelatina dissolvido

sol sólido

sólido

sólido

rubi, safira

gel

líquido

sólido

gelatina pronta, geleia

Efeito Tyndall O efeito Tyndall foi descrito pelo cientista inglês Michael Faraday (1791-1867) e explicado pelo físico irlandês John Tyndall (1820-1893). Esse fenômeno ocorre quando há dispersão da luz pelas partículas coloidais, o que possibilita visualizar o trajeto da luz pelo qual essas partículas dispersam os raios luminosos.

Dark Moon Pictures/Shutterstock.com

Estados de agregação dos componentes e exemplos de coloides

Fenômeno de dispersão da luz ao passar por um meio com partículas coloidais.

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05/11/2024 15:22:09


2. b) Resposta: Sim, pois a maioria dos animais aquáticos obtém o ​​O​2​​​ de que necessitam da água. A redução na quantidade desse gás dissolvido poderá prejudicar sua absorção, afetando processos essenciais aos seres vivos, como a respiração celular. Respostas das questões 1 e 3 nas Orientações para o professor.

ATIVIDADES

1. Para evitar o descarte inadequado, uma família destina o óleo de cozinha usado no preparo de alimentos a uma cooperativa de reciclagem que produz sabão artesanal. Leia a seguir o passo a passo de como esse sabão pode ser produzido.

Na cooperativa, são adicionados cerca de ​2 L​de água fervente em um recipiente plástico. Em seguida, acrescenta-se lentamente e aos poucos cerca de ​1 kg​ de hidróxido de sódio (​​ NaOH)​​, conhecido como soda cáustica. Após a completa dissolução dessa substância, ​ 5 L​de óleo usado e coado são adicionados. É preciso mexer bem essa mistura, de preferência com o auxílio de uma colher de pau, por cerca de 30 minutos. Por fim, o conteúdo é despejado em uma forma e mantido em repouso, até que o sabão endureça.

a ) Qual é a importância da soda cáustica na produção do sabão? Faça uma pesquisa, se necessário. b ) Que tipo de sistema seria formado pela junção de água e óleo caso não houvesse a adição da soda cáustica? Argumente sua resposta. c ) Qual é a importância ambiental, social e econômica da atitude dessa família ao optar por destinar o óleo para uma cooperativa de reciclagem?

2. A tabela a seguir apresenta informações sobre o

efeito da temperatura na quantidade de oxigênio dissolvido em dois tipos de água.

Efeito da temperatura na concentração de ​​O​2​​​ dissolvido em água doce e salgada Temperatura ​​(°C)​​

Concentração de ​​ O​2​​​ na água doce −1 (​​ mL ​· ​​L​​ )​​​

Concentração de ​​O​2​​​ na água salgada (​​ mL ​· ​​L​​ −1​)​​

0

10,29

7,97

10

8,02

6,35

15

7,22

5,79

20

6,57

5,31

30

5,57

4,46

Fonte de pesquisa: SCHMIDT-NIELSEN, Knut. Fisiologia animal: adaptação e meio ambiente. Tradução: Terezinha Oppido e Carla Finger. 5. ed. São Paulo: Editora Santos, 2013. p. 10.

a ) Analisando os dados da tabela, o que você pode dizer a respeito da solubilidade do gás oxigênio em água? b ) Estudos indicam que o aumento da temperatura média terrestre está causando uma elevação da temperatura das águas do planeta. Caso esse aumento seja progressivo ao longo dos anos, as formas de vida aquática podem ser prejudicadas? Justifique sua resposta.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3. O soro caseiro é um exemplo de solução. Pesquise como ele é preparado, apontando os seguintes elementos: • componentes da mistura; • solvente; • solutos; • representação da dissolução; • função do soro caseiro no organismo humano.

4. Ao utilizar os materiais álcool etílico, água, óleo

vegetal e querosene para construir uma torre de líquidos, a composição final da torre dependerá da ordem em que foi adicionado cada componente. Para isso, é preciso levar em consideração as propriedades dos materiais. Analise os dados a seguir em ambiente a ​25 °C​. Solubilidade entre os materiais Mistura

Solubilidade

água e álcool

solúvel

água e óleo

insolúvel

água e querosene

insolúvel

álcool e óleo

insolúvel

álcool e querosene

insolúvel

óleo e querosene

solúvel

Densidade dos materiais Material

Densidade aproximada

água

​1,0 g/mL​

álcool

​0,8 g/mL​

óleo

​0,9 g/mL​

querosene

menor que ​0,8 g/mL​

Fontes de pesquisa: HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of chemistry and physics. 97. ed. London: CRC Press, 2014. p. 3-246. MATEUS, Alfredo Luis; THENÓRIO, Iberê. Manual do mundo: 50 experimentos para fazer em casa. Rio de Janeiro: Sextante, 2014. p. 43-46.

Qual seria a ordem de adição dos líquidos para que a torre tenha quatro fases? 5. Resposta: A a ) Água, óleo, álcool e querosene. b ) Água, óleo, querosene e álcool. c ) Água, álcool, óleo e querosene. d ) Querosene, álcool, óleo e água.

solubilidade do corante nos líquidos que compõem as fases da torre.

Resposta:

e ) Querosene, água, óleo e álcool. Alternativa a. Comentários nas Orientações para o professor.

5. Caso a pessoa monte uma torre similar à descrita no exercício anterior e queira dar destaque às fases colorindo-as, quais aspectos químicos devem ser pesquisados antes de adquirir o corante?

2. a) Resposta: A solubilidade do gás oxigênio aumenta conforme a temperatura das águas diminuem. Além disso, para uma mesma temperatura, a solubilidade é maior em água doce.

86

05/11/2024 15:22:09


1

de tratamento sem comprovação científica foram compartilhados nas redes sociais. Um deles foi o chamado “prata coloidal”, falsamente tido como cura para o coronavírus, além de ineficaz, poderia levar à intoxicação. Nas publicações sobre esse falso tratamento, é descrita a produção de prata coloidal, em que são utilizados água deionizada (água livre de íons), eletrodos e um anel de prata. Em alguns mostra-se que a água inicial tem aspectos incolor e transparente. Após a produção da prata coloidal, a solução assume coloração ligeiramente amarelada. Respostas nas Orientações para o professor.

a ) Como seria possível confirmar que a solução produzida é mesmo coloidal?

Keithy Mostachi/Arquivo da editora

b ) Venâncio participa de um grupo de mensagens com colegas com quem joga futebol. Em 2020, alguns participantes desse grupo compartilharam a fake news da prata coloidal. Leia a conversa a seguir.

Venâncio

Fernando

14:02

Venâncio

Solubilidade do nitrato de sódio (​​ ​NaNO​3​​)​​ e cloreto de potássio (​​ KC𝓵) ​​ em água em função da temperatura Solubilidade (g de sal em 100 g de H2O) 100

NaNO3

90 80 70 60

KC

50 40 30 20 10 10

20

30

40

50

60

70 80 90 100 Temperatura (°C)

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. Tradução: Eloiza Lopes, Tiago Jonas e Sonia Midori Yamamoto. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 571.

a ) Uma solução de 9 ​ 0 g​de ​NaNO​3​em 1 ​ 00 g​de água na temperatura de ​10 °C​é uma mistura saturada? Explique.

Cara, eu ouvi falar disso... mas será que é confiável mesmo? Achei estranho...

Meu vizinho tá tomando e até agora não pegou covid!! Um conhecido dele usou a prata coloidal para tratar do machucado de pele e deu super certo, nem precisou ir ao médico. Pode confiar sim!! 14:02

guir. Depois, responda às questões propostas.

0

Grupo do futebol Boa tarde, pessoal! Vi um vídeo de uma família inteira que foi curada de covid tomando prata coloidal. Aprendi como faz!! Vou fazer aqui e tomar para prevenir a doença! 14:00

7. Analise o gráfico de solubilidade dos sais a se-

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

6. Durante a pandemia de covid-19, diversos tipos

UNIDADE

7. a) Resposta: Não. É uma solução saturada com corpo de fundo, pois na temperatura em questão é possível dissolver no máximo 8 ​ 0 g​. b) Resposta: Se em ​70 ° C​a massa solubilizada é ​50 g​e em ​50 ° C​é ​40 g​, a massa que depositará no fundo será igual a ​10 g​.

Gilmar

b ) Se a temperatura de uma solução saturada baixar de 7 ​ 0 ° C​para 5 ​ 0 ° C​, qual será aproximadamente a massa do ​KC𝓁​que precipitará? c ) Em um laboratório há ​35 g​ de ​KC𝓁​. Qual é a temperatura mínima necessária para a total dissolução do sal em ​1 L​de água. Resposta: A temperatura mínima necessária é de ​30 ° C​.

8. Há uma técnica chamada recristalização, que serve para separar apenas o composto sólido desejado. Analise cada afirmativa a seguir como verdadeira ou falsa, depois corrija as falsas.

Sei não, pessoal... Acho que vou pesquisar um pouco mais. Tem que ver o que os pesquisadores estão falando disso. 14:05

Chat do grupo do futebol.

Analisando a conversa, quem você acha que agiu adequadamente diante da informação recebida? Explique e identifique as práticas inadequadas nesse contexto.

a ) Nessa técnica é elaborada uma solução saturada em uma temperatura elevada e, à medida que resfria, a solução se torna supersaturada, assim apenas o sólido desejado se precipita. b ) A precipitação dos sais não depende de mudanças na temperatura da solução. c ) A formação de cristais não ocorre em temperatura ambiente, logo não pode haver formação de sólidos. d ) A adição de um cristal do soluto inicia a cristalização do soluto em excesso de soluções supersaturadas.

8. Resposta: Alternativas a e d são verdadeiras; b e c são falsas. b) A precipitação da maioria dos sais pode ocorrer com o resfriamento da solução. c) A formação de cristais depende da temperatura e de outros fatores e pode haver formação de cristais na temperatura ambiente.

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Separação de misturas Em maio de 2024, o estado do Rio Grande do Sul passou por um período de chuvas intensas que resultaram em uma catástrofe, atingindo 90% dos municípios gaúchos. Ocasionadas por uma combinação de fenômenos climáticos, as chuvas alagaram boa parte do estado, desabrigaram muitas pessoas e comprometeram o acesso da população a diversos itens de necessidade básica. Leia o trecho da notícia a seguir e converse com os colegas sobre as questões propostas.

Marinha envia estações para tratamento de água ao Rio Grande do Sul

Transportados pelo NAM “Atlântico”, equipamentos têm capacidade de fornecer 20 mil litros de água potável por hora […] Professor, professora: Comente que NAM é a sigla para Navio-Aeródromo Multipropósito. As estações de tratamento expedicionárias enviadas utilizam equipamento de filtragem química. Durante o processo, a água diretamente captada dos rios é tratada com alúmen, carbonato de sódio e cloro, além de decantada e filtrada. O resultado é água potável e pronta para o consumo humano, recurso de extrema importância para tropas em operação ou em situações de desastres que ocasionam o desabastecimento de água. O processo que trata água doce é diferente das estações usadas em navios da Marinha, por exemplo, que utilizam equipamentos de filtragem por osmose reversa – quando há a necessidade de dessalinização da água. […] PAES, Cecília. Marinha envia estações para tratamento de água ao Rio Grande do Sul. Agência Marinha de Notícias, 10 maio 2024. Disponível em: https://www.agencia.marinha.mil.br/cuidando-da-nossa-gente/marinha-envia-estacoes-para-tratamento-de-agua-ao -rio-grande-do-sul. Acesso em: 9 ago. 2024. 25. Resposta: Porque milhares de pessoas ficaram sem abastecimento de água tratada, pois as

estações de tratamento dessas localidades também ficaram alagadas.

25.Por que foi necessário o envio de estações de tratamento de água para a região? 26.Mais de 97% do volume de água da Terra é salgado. Por que essa água não pode ser consumida diretamente pelo ser humano? Resposta: Esse tipo de água tem grande quantidade de sais, gerando prejuízos à saúde humana, como a desidratação.

27. De que maneira seria possível tornar a água do mar adequada ao uso e consumo humanos? Resposta: Espera-se que os estudantes digam que isso seria possível pela separação de sal, impurezas e microrganismos. 28.Quais são os possíveis benefícios sociais do uso da água do mar como fonte de água potável para consumo humano? 28. Resposta: Isso poderia tornar a água, um direito humano, disponível a um maior número de pessoas.

Um mecanismo de dessalinização e filtragem da água do mar, usando o grafeno, foi elaborado pela pesquisadora brasileira Nadia Ayad (1992-). Ela criou uma solução sustentável e inovadora para tentar resolver o problema que em um futuro não tão distante vai se agravar: o acesso da população à água potável. Analisando as propriedades do grafeno, a pesquisadora viu seu potencial como uma membrana de dessalinização, pela capacidade de peneiração superior. Em 2017, Ayad recebeu um prêmio internacional em reconhecimento ao seu trabalho e o material desenvolvido.

RHJPhtotos/Shutterstock.com

A maior parte do volume de água da Terra é salgada. Essa água tem concentração de sais superior à água doce, por isso não pode ser consumida pelo ser humano. Nesse cenário, a remoção do excesso do sal da água do mar se tornou uma alternativa de acesso à água potável em diversas regiões.

Pó de grafeno.

Diversas situações do cotidiano envolvem a necessidade de separar os componentes de uma mistura. Preparar café com filtro de papel, selecionar os grãos de feijão e separar o lixo reciclável do não reciclável são exemplos de técnicas de separação. Em laboratórios e indústrias, essas técnicas também são comuns. A escolha do método é essencial para o sucesso na separação dos componentes de uma mistura. Essa escolha depende de diferentes fatores, como o material que se deseja separar e as propriedades químicas e físicas dos constituintes da mistura.

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UNIDADE

1 Separação de misturas heterogêneas 29. Resposta: O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletir sobre as técnicas de separação de misturas. Espera-se que eles comentem a respeito da remoção de componentes da amostra A, por meio de diferentes técnicas de separação, geralmente realizadas nas Estações de Tratamento de Água.

Peneiração

Dewald Kirsten/Shutterstock.com

A peneiração possibilita separar sólidos de diferentes dimensões ou sólidos suspensos em líquidos. Tal técnica é utilizada em diferentes situações do dia a dia, como para separar a polpa de fruta batida das sementes trituradas, separar os grumos maiores da farinha de trigo ou do açúcar e até mesmo remover as rochas na areia durante o preparo da argamassa pelo pedreiro. A remoção das sementes trituradas durante o preparo da tinta de urucum pelos indígenas xavantes, na etapa B da página 78, também envolve a aplicação da peneiração.

Pessoa peneirando farinha de trigo.

Analise as imagens a seguir. A. Merkushev Vasiliy/Shutterstock.com

sonsart/Shutterstock.com

B.

Amostra de água de rio.

29.Como é possível transformar a amostra de água A na amostra de água B?

Amostra de água de torneira.

A água que chega à maioria das residências brasileiras é proveniente de Estações de Tratamento de Água (ETA). Nelas, a água captada, geralmente de rios, passa por diferentes processos, que incluem técnicas de separação de misturas. Confira algumas delas a seguir.

Decantação

30. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que isso é necessário para que todos os componentes do produto envasado se distribuam igualmente. Ao ser mantido em repouso, alguns de seus componentes insolúveis de maior densidade podem se depositar no fundo do recipiente.

A decantação é uma técnica utilizada para separar materiais de diferentes densidades ou sólidos em suspensão. Essa separação ocorre por ação da gravidade, após a mistura ser mantida em repouso por certo tempo. Nesse processo, o material mais denso tende a ocupar a posição inferior do recipiente, enquanto o menos denso ocupa em maior parte a posição superior. A separação é concluída com a retirada da porção superior ou inferior da mistura, de acordo com o método empregado.

30.Por que em

embalagens de certos produtos, como sucos de frutas, há uma orientação de que é necessário agitá-los antes do consumo?

3

(

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svetlana15/Shutterstock.com

Nas ETA, essa técnica é aplicada nos chamados tanques de decantação ou decantadores, que recebem a água previamente tratada com coagulante, como o sulfato de alumínio ​​(​A𝓁​2​​ (​​ ​SO​4)​​ ​​ ​​)​​ ou o policloreto de alumínio ​​ ​​[​A𝓁​2​​ (​​ OH) ​​ ​​ ​C𝓁​2​​]​​ ​​ ​​. O coagu6)

lante reage com as partículas de sujeira na água, formando pequenos flocos, que se depositam no fundo dos tanques por ação da gravidade. A porção superior, livre de flocos, continua o processo de tratamento, enquanto a porção inferior compõe o lodo, que é removido dos tanques. Em nosso dia a dia, a decantação está presente em diferentes situações. Os cosméticos bifásicos, por exemplo o demaquilante mostrado na fotografia, quando mantidos em repouso, separam a porção menos densa do produto, oleosa, da mais densa, aquosa. Para usá-lo, é necessário agitar o produto, assim seus componentes se distribuirão de forma igual. 31. Qual é a importância de usar o coagulante no tratamento da água?

Recipiente contendo demaquilante bifásico.

Resposta: O coagulante agrupa as partículas suspensas na água, como argila e microrganismos, que naturalmente não se depositam no fundo do tanque, formando flocos de sujeira densos, possibilitando a decantação.

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Filtração

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B

B

Imagem elaborada com base em: GAUTO, Marcelo Antunes; ROSA, Gilber Ricardo. Processos e operações unitárias da indústria química. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2011. p. 15-16.

Representação da etapa de filtração em uma Estação de Tratamento de Água em corte transversal.

A água é um recurso essencial e indispensável para os seres vivos, e assegurar a disponibilidade, bem como a gestão sustentável desse recurso, é um dos objetivos presentes na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, elaborada pela ONU. Dessa maneira, o processo de tratamento de água desempenha um papel fundamental para o cumprimento desse objetivo. Em nosso dia a dia, a filtração está presente em diferentes situações, como no preparo do café coado, no tratamento doméstico da água antes do consumo e no uso do aspirador de pó. Neste último caso, as impurezas sólidas do ar e das superfícies ficam retidas no filtro, localizado no interior do aspirador.

carvão areia fina areia grossa cascalho pedregulho Representação das camadas do filtro. Imagem ampliada 6 vezes em relação à imagem A.

Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 6. PR Image Factory/Shutterstock.com

A

ODS: Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A água proveniente dos tanques de decantação na ETA é filtrada. A filtração, geralmente, é utilizada para separar os componentes sólido/líquido de uma mistura. Para isso, a mistura atravessa um filtro, isto é, uma superfície porosa que retém a fase sólida da mistura, permitindo apenas a passagem da fase líquida. Existem diferentes tipos de filtro, com componentes e número de camadas variadas, dependendo do tipo de mistura em questão e do objetivo da aplicação da técnica.

Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que essa troca é essencial, uma vez que as partículas sólidas, como poeira e microrganismos, ficam retidas no filtro. Ao longo do tempo elas se acumulam nesse item, prejudicando sua funcionalidade e podendo causar danos à saúde de seus usuários.

32.Qual é a importância de trocar periodicamente os filtros de equipamentos como ar-condicionado, aspirador de pó e filtros de água domésticos?

Pessoa utilizando um aspirador de pó.

No mundo da Ciência e da inovação, nem sempre as grandes descobertas nascem em laboratórios ou universidades. Às vezes, surgem na simplicidade de problemas do cotidiano, como o gosto amargo e os resíduos de grãos que ficavam no café. Foi tentando resolver esse incômodo diário ao beber café que a dona de casa alemã Amalie Auguste M. Bentz (1873-1950), ao usar um pedaço de papel mata-borrão do caderno de seu filho como filtro, obteve um café limpo, saboroso e sem resíduos. Ela colocou o papel em um funil improvisado feito com uma lata perfurada e despejou água quente sobre o pó de café. Depois, Bentz testou sua invenção com amigas e viu que o filtro era realmente inovador. Em 1908, ela patenteou a invenção e passou a comercializá-la.

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Outras técnicas de separação

UNIDADE

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Centrifugação

Representação de centrífuga em corte, mostrando os tubos com amostras de sangue. sentido de rotação

As partículas mais densas da mistura são arremessadas em direção ao fundo do recipiente, enquanto a parte menos densa concentra-se na parte superior. Essa técnica é comumente utilizada em análises laboratoriais de sangue.

plasma Representação do sangue centrifugado com 3 fases.

glóbulos brancos e plaquetas hemácias

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A decantação é um processo que pode ocorrer de modo muito lento. Visando acelerá-lo, é possível utilizar a centrífuga. Nesse equipamento, a mistura é submetida a uma rotação em alta velocidade.

Levigação e abanação Na levigação, uma corrente de água arrasta os materiais menos densos que estão na superfície, enquanto os mais densos permanecem no fundo do recipiente. Essa técnica é muito utilizada por garimpeiros. Nesse caso, a mistura de sedimentos é colocada em um recipiente cônico (bateia) e submetida à água corrente. Os materiais menos densos, como a areia, são arrastados pela água, e os mais densos, como o ouro, depositam-se no fundo do recipiente.

ImagensstockBR/Shutterstock.com

A densidade também permite a aplicação de outras duas técnicas de separação: a levigação e a abanação.

Pessoa separando grãos de café de folhas e

Já na abanação, a corrente de ar arrasta os materiais menos galhos, por meio da técnica da abanação, no município de Apucarana (PR), em 2021. densos. Essa técnica é utilizada para a separação de grãos, como os de café e arroz, de outras partes vegetais coletadas, como cascas e folhas. Para isso, a mistura heterogênea é movimentada em diferentes direções e submetida à corrente de ar, que remove os materiais menos densos. Professor, professora: A intensidade das correntes de água e de ar depende da densidade dos materiais a serem separados.

Cavan-Images/Shutterstock.com

Catação e separação magnética

Durante o empacotamento de grãos, como os de feijão, é possível que grãos danificados e itens estranhos, como pedras, sejam embalados com o produto. Por isso, é necessário fazer a separação dos grãos adequados para consumo dos demais itens. Ao fazer esse procedimento, aplica-se uma técnica de separação, a catação, que se baseia no uso de uma pinça, das mãos ou de outro utensílio que possibilite selecionar, capturar e remover alguns componentes da mistura. O aço é um dos materiais mais reciclados no mundo. Esse processo ocorre, principalmente, nas usinas siderúrgicas. Para isso, inicialmente, é necessário que ele seja separado das demais sucatas metálicas, o que pode ser feito com a aplicação da separação magnética. Nesse processo, utiliza-se um ímã para separar os materiais ferromagnéticos, ou seja, que são atraídos por ímã, dos demais materiais.

Separação de materiais metálicos em uma usina siderúrgica nos Estados Unidos, em 2022.

33. Qual é a importância da reciclagem de ligas metálicas, como o aço?

Resposta: A reciclagem reduz a extração de matérias-primas do ambiente e a quantidade de material descartado e evita seu acúmulo no meio ambiente, além de o custo da reciclagem do aço ser inferior ao de sua produção.

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34. Resposta: Poderia ser colocada uma superfície com temperatura inferior à do vapor, para que este pudesse se condensar. As gotículas formadas poderiam, então, ser recolhidas.

Separação de misturas homogêneas

Evaporação Um dos processos que possibilita a separação dos componentes da água do mar é a evaporação. Nesse processo, a mistura é deixada exposta diretamente à luz solar até que o material mais volátil, nesse caso a água, evapore. O material evaporado é perdido para o ambiente. O processo de evaporação também pode ser realizado pelo aquecimento da mistura. 34.O que poderia ser feito para coletar a água que vaporiza da amostra?

A remoção da água por meio da evaporação está presente em diferentes situações, como na obtenção do sal de cozinha e na secagem de roupas. 35. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que a água presente nos tecidos Fesus Robert/Shutterstock.com

Delfim Martins/Pulsar Imagens

das roupas aquece pela ação da luz solar e evapora.

Salina no município de Macau (RN), em 2019.

Roupas secando em um varal.

35. Explique com suas palavras como ocorre a secagem das roupas no varal. 36. Converse com os colegas sobre os equipamentos de proteção individual (EPI) que devem ser utilizados pelos trabalhadores

das salinas. Resposta: Como esses trabalhadores ficam expostos por muito tempo aos raios solares, os estudantes podem citar o uso de óculos de sol, bonés ou chapéus, protetor solar, roupas claras e de tecido leve. Além disso, o manuseio do sal exige o uso de botas e luvas.

Destilação simples

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

A água do mar é um exemplo de mistura homogênea, composta, em sua maior parte, de sais dissolvidos. A separação dos sais da água pode ser feita por diferentes técnicas, como a destilação simples. Esse processo consiste em separar os componentes da mistura de acordo com suas diferentes temperaturas de ebulição.

A destilação simples é utilizada em muitos outros processos laboratoriais e industriais, como na produção do álcool etílico pela fermentação de açúcar. Nesse caso, o etanol (​​ ​C​2​​ ​H​5​​ OH)​​ é separado do material fermentado e concentrado por meio da destilação.

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III. II. I.

IV.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Durante a destilação simples, a mistura é aquecida no interior de um balão de destilação (I). No caso de água e sal, a temperatura de ebulição da água é menor que a dos sais, portanto ela se transforma primeiro em vapor (II). O vapor de água passa pelo interior do condensador, isto é, um conjunto de tubos de isolamento por onde circula água fria continuamente. Ao entrar em contato com as paredes frias dos tubos, o vapor de água condensa, retornando à fase líquida (III), sendo então recolhida em um recipiente (IV). As substâncias com maior temperatura de ebulição permanecem no interior do balão de destilação.

Representação da técnica de destilação simples da água do mar. Imagem elaborada com base em: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. F53.

Professor, professora: Ao comentar sobre a composição da água do mar, diga que ela apresenta outras substâncias dissolvidas, como matéria orgânica resultante da decomposição dos seres vivos. No entanto, em se tratando de salinidade, considera-se apenas a concentração de sais dissolvidos.

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Destilação fracionada

O etanol é um exemplo de biocombustível produzido por meio da fermentação de biomassa, como o bagaço da cana-de-açúcar, e utilizado em veículos movidos a etanol ou do tipo flex. Seu uso como combustível se intensificou na década de 1970, em meio a uma das crises do petróleo, visando reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.

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UNIDADE

Professor, professora: Ao comentar sobre o etanol hidratado, diga que a mistura se torna azeotrópica (estudada anteriormente) ao atingir a proporção de ​4,6%​de água. A partir dessa concentração, a retirada de água ocorre por meio do uso de materiais desidratantes, ou seja, que absorvem a água. Isso possibilita a obtenção do etanol Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia. anidro, adicionado à gasolina.

O etanol resultante da fermentação de biomassa tem água em sua composição, sendo por isso chamado de etanol hidratado. A remoção da água presente no etanol pode ser feita, em parte, por meio da destilação fracionada, viabilizando a separação de líquidos miscíveis.

Nesse processo, a mistura de etanol e água é aquecida (I). Em determinado momento, os dois componentes começam a evaporar. O etanol, por apresentar menor temperatura de ebulição e menor densidade, desloca-se mais facilmente pela coluna de fracionamento (II). Ao atingir o condensador (III), transforma-se em líquido e é recolhido (IV). Como a coluna de fracionamento contém estruturas que atuam como obstáculos, vapores mais densos e com maior temperatura de ebulição, como o da água, demoram mais para chegar ao condensador, possibilitando a separação desses componentes. Outros combustíveis, como gasolina, querosene, óleo diesel e gás natural, também são separados por meio do processo de destilação fracionada.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A destilação fracionada é semelhante à destilação simples, exceto pela presença de uma coluna de fracionamento, localizada antes do condensador. III. II. IV.

I. Representação da técnica de destilação fracionada.

Imagem elaborada com base em: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. F53, 369.

O petróleo é a base para a produção de combustíveis fósseis. É uma mistura complexa de diferentes componentes, chamados hidrocarbonetos, que formam grupos com temperaturas de ebulição semelhantes e possibilitam a obtenção de diferentes produtos, como os plásticos.

Nas refinarias, o petróleo bruto passa primeiro por um processo que visa quebrar suas grandes moléculas em moléculas menores. Em seguida, o material é direcionado às torres de destilação, para que as frações do petróleo sejam separadas de acordo com as diferenças de temperatura de ebulição. Nessas torres, o material é aquecido até sua vaporização. Quando o vapor de determinada fração do petróleo passa gás liquefeito de petróleo (GLP) por uma bandeja, com a temperatura inferior à sua temperatura de ebulição, tal fração se condensa, sendo recolhida e separada gasolina dos demais componentes.

Essa técnica também pode ser utilizada para separar componentes de misturas gasosas, como o ar atmosférico. Nesse caso, é necessário submeter o ar a um processo de resfriamento e aumento de pressão, fazendo seus componentes passarem para o estado líquido. Essa mistura líquida é, então, aquecida gradualmente e destilada de maneira fracionada. Assim, os componentes do ar atmosférico são separados, obtendo-se os diferentes gases em suas formas puras. Hidrocarbonetos: compostos químicos formados por átomos de carbono e hidrogênio.

querosene

petróleo Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A destilação fracionada não é o único processo utilizado no refino do petróleo, mas é essencial para a separação de suas diferentes frações.

diesel

óleos lubrificantes

asfalto/ piche

Representação de torre de destilação fracionada de petróleo. Imagem elaborada com base em: LYONS, William C.; PLISGA, Gary J.; LORENZ, Michael D. Standard Handbook of Petroleum and Natural Gas Engineering. 3. ed. GPP, 2016. p. 2-135.

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A química e o saneamento básico Tratamento de água Diversas técnicas de separação de misturas vistas ao longo deste capítulo são empregadas no tratamento da água. Nas cidades, as Estações de Tratamento de Água garantem o fornecimento contínuo de água potável para consumo humano, seguindo padrões de potabilidade regulados pelo governo e fiscalizados por autoridades sanitárias. O esquema a seguir mostra as etapas do tratamento.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

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1. 2. 3. 6.

4. 5.

Representação das etapas de tratamento em uma Estação de Tratamento de Água.

Fonte de pesquisa: GAUTO, Marcelo Antunes; ROSA, Gilber Ricardo. Processos e operações unitárias da indústria química. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2011. p. 3-19.

1. Represa: a água é bombeada da represa para chegar até a estação de tratamento. Grades são colocadas em locais estratégicos para impedir a passagem de detritos, plantas e peixes.

2. Coagulação: há impurezas da água de natureza coloidal que estão dispersas e aparentam homogeneidade. Para retirá-

-las, são adicionados coagulantes químicos como sulfato de alumínio, que é o mais usado, e realiza-se uma agitação vigorosa da água, para que as partículas de sujeira se agreguem e formem flocos. Nessa etapa, é realizado o ajuste de ​ pH​para favorecer a coagulação.

3. Decantação: a água vai para os decantadores, onde os flocos de sujeira formados vão se acumular no fundo. 4. Filtração: a água é filtrada em um tanque com pedras e areia para reter as partículas que restarem após a decantação. 5. Cloração e fluoretação: adiciona-se cloro para eliminar vírus e bactérias, que podem causar doenças se consumidos, e o flúor (​​ F)​​, para a prevenção de cáries.

6. Finalmente a água está tratada e fica reservada em tanques para ser distribuída para a população.

Tratamento de esgoto Uma parcela significativa das águas, depois de utilizadas para o abastecimento público e nos processos produtivos, retorna suja aos cursos de água. Dependendo do grau de poluição, essa água residual pode ser imprópria, causando, por exemplo, a mortandade de peixes. Dessa forma, antes de atingirem os corpos aquáticos, as águas residuais também devem passar por algumas etapas de tratamento. Os processos de purificação de águas residuais são divididos em dois grandes grupos, os biológicos e os físico-químicos.

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O esquema a seguir mostra as etapas do tratamento de esgoto.

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1 Imagem sem proporção e em cores fantasia.

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2.

5.

7. Representação das etapas de tratamento em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

4. Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

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3.

8. Fonte de pesquisa: GAUTO, Marcelo Antunes; ROSA, Gilber Ricardo. Processos e operações unitárias da indústria química. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2011. p. 29-40.

1. A água utilizada pela população forma o esgoto bruto e é encaminhada à rede de esgoto. 2. Gradeamento: remoção de materiais grosseiros, como galhos, folhas e plásticos, através de grades. 3. Desarenação: remoção da areia fina e outros materiais pesados em tanques de decantação. 4. Decantação primária: os sólidos em suspensão sedimentam no fundo dos tanques, formando o lodo primário. A parte líquida segue o tratamento e o lodo passa por outro procedimento.

5. Aeração: a parte líquida da etapa anterior passa por tratamento biológico com microrganismos, como bactérias

e protozoários, que são utilizados para degradar a matéria orgânica presente na água. O ar fornecido favorece a proliferação desses microrganismos.

6. Decantação secundária: o restante do sólido se deposita no fundo e a parte líquida é devolvida para o meio ambiente em rios, lagos ou represas.

7. O lodo advém das decantações primária e secundária e é concentrado nos adensadores, onde é retirada a porção líquida. 8. O lodo separado é destinado para outros fins. No tratamento de esgoto, além do retorno da água tratada para os corpos hídricos, há a possibilidade da utilização do lodo, subproduto dos processos de decantação, pois é altamente rico em matérias orgânicas e tem potencial de reúso, principalmente na agricultura. Passado pelo digestor, o lodo transforma-se em biogás, que pode ser queimado para geração de energia. Tratamento de água e tratamento de esgoto são duas ações que integram o serviço de saneamento básico. Essa é uma expressão ampla, que denota diferentes serviços que fazem parte do desenvolvimento urbano. O saneamento básico é uma atividade atribuída ao Poder Público, que engloba: • abastecimento de água potável, além de disponibilizar e manter infraestruturas necessárias; • disponibilizar e manter infraestruturas e instalações para coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgotos sanitários; • limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; • drenagem e manejo de águas pluviais para evitar ou minimizar danos advindos de enchentes e alagamentos.

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LIGADO NO TEMA O custo da água Leia o trecho da matéria a seguir.

Maioria das famílias na extrema pobreza não tem saneamento, diz estudo […] Grande parte dos brasileiros ainda não tem acesso a saneamento básico, incluindo acesso à água potável e à rede de coleta de esgoto, segundo dados divulgados no estudo As Despesas da Família Brasileira com Água Tratada e Coleta de Esgoto, feito com base em dados de 2018 pelo Instituto Trata Brasil. Considerando a população que mora em unidades de consumo abaixo da linha de pobreza no país, 67,5% não tinha acesso à rede de esgotos em 2018. O pior resultado está na Região Norte, onde 88% dessa população não tinha esgoto. Mais da metade (51,7%) das pessoas residentes em unidades de consumo abaixo da linha da pobreza no país também não recebiam água com regularidade – diariamente e na quantidade exata. Nesse caso, o pior resultado é o da Região Nordeste, em que ​62,8%​ das pessoas não tinham acesso regular à água. Os dados reforçam a associação entre pobreza e falta de acesso aos serviços de saneamento no Brasil […]. BOEHM, Camila. Maioria das famílias na extrema pobreza não tem saneamento, diz estudo. Agência Brasil, 14 jul. 2021. Disponível em: https:// agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2021-07/maioria-das-familias-na-extrema-pobreza-nao-tem-saneamento-diz-estudo. Acesso em: 9 ago. 2024.

A água que chega às moradias no Brasil provém de Estações de Tratamento de Água. Nessas estações, ela é captada de rios, lagos ou poços e passa por diversos processos de purificação para torná-la potável e segura para o consumo. Após ser utilizada em diferentes atividades diárias, como higiene pessoal, lavagem de roupas e louças, a água se transforma em esgoto doméstico, que é encaminhado de forma segura, por meio de tubulações, às Estações de Tratamento de Esgoto. Pelo menos esse é o caminho esperado para a água que chega e deixa as moradias da população. Contudo, após ler o trecho da matéria apresentado no início da página, você diria que isso ocorre em todo o Brasil?

a) Resposta: Espera-se que os estudantes relatem que a falta de saneamento básico pode expor a população a microrganismos causadores de doenças. b) Resposta: Espera-se que os estudantes analisem o trecho da matéria e digam que as populações mais pobres do país são mais afetadas pela falta de saneamento básico.

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A água, por mais limpa que possa parecer na natureza, pode conter muitos patógenos em poucos mililitros. Por isso, é importante que passe por um tratamento, para desinfecção de microrganismos patógenos. Há também a fluoretação, garantida por lei no país – que corresponde ao acréscimo de flúor, mineral importante na saúde dos dentes. Já a coleta e o tratamento de esgoto também são etapas relevantes do saneamento, pois a água residual que deixa as moradias pode conter grande quantidade de microrganismos, como bactérias, vírus e fungos causadores de doenças, que devem ser coletados e transportados à ETE, evitando a contaminação dos ambientes e transmissão de doenças. Além do transporte, o tratamento é essencial para garantir a devolução da água aos cursos naturais sem causar a poluição deles. a ) A quais riscos uma população carente em serviços de saneamento básico está sujeita? b ) O saneamento básico é um direito assegurado a todos pela Constituição. Porém, é possível dizer que alguma parcela específica da população não está recebendo esse direito? c ) Você conhece algum bairro ou área do seu município que não tenha saneamento básico? É importante reconhecer que os serviços de água e de esgoto implicam custos significativos. Esses custos envolvem a operação e a manutenção de infraestruturas complexas e os investimentos em tecnologia e pessoal qualificado. É comum que parte dos custos seja repassada aos consumidores por meio da fatura de água. Essa prática não apenas financia a operação contínua dos sistemas, mas também incentiva o uso responsável dos recursos hídricos, promovendo a sustentabilidade e a conservação ambiental. c) Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a lembrar os elementos que caracterizam a falta de saneamento básico e converse com eles a respeito dos bairros do município. Caso o município seja plenamente atendido, conversem sobre municípios da região ou de outros lugares que os estudantes conheçam e não tenham esse direito garantido.

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Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Os custos dos serviços de água e esgoto variam de acordo com a cidade e a empresa responsável e podem ser apresentados ao cliente de diferentes formas. Confira a seguir um exemplo de fatura de água fornecido por uma empresa de saneamento e as informações presentes nela. Conta Mensal de Serviços de Água e/ou Esgotos Fornecimento 000000111111

C O M PA N H I A D E

Saneamento Básico

No. Documento Fatura tipo CDS0000000-2

Data Emissão 14/04/2026

FATURAMENTO

Insc. Estadual: 00000000 Hidrômetro: ABC000000

NOME DO CONSUMIDOR End: Rua/Avenida, nº- xxx - Bairro - Município - Estado. CEP 00000-000 Economias: RES 1 Data da apresentação: 14/04/2026 Condição de leitura: LEITURA NORMAL Água

Leitura anterior 14/03/2026 - 603

Água

14/10/25 13R

Tipo de ligação: ÁGUA E ESGOTO

Próxima leitura: 15/05/2026

A.

Leitura atual 14/04/2026 - 615

Consumo (m3) 12,0

Período 31

Média (m3) 9,83

Histórico de Consumo (Emissão - consumo em m³) 14/11/25 11R

14/12/25 10R

13/01/26 4R

13/02/26 11R

Água

B.

(m³ x Nro. Econom.) De 0 até 10 De 11 até 20

(m³) Mínimo 1,67

Tarifa (R$) 3,27 5,13

14/03/26 9R

Esgoto Valor (R$) 33,80 8,57

(m³) Mínimo 1,67

Tarifa (R$) 3,27 5,13

42,37

Subtotal TOTAL (Vl. Água + Vl. Esgoto)

Valor (R$) 33,80 8,57 42,37 84,74

DISCRIMINAÇÃO DO FATURAMENTO

Água Esgoto T. de Regulação - 0,50

C.

Parâmetros Mínimo Exigido Amostras Realizadas Amostras Padrão

D.

Tributos PIS/PASEP e COFINS

42,37 42,37 0,42 Cor 085 087 087

Turbidez 085 087 087

Alíquota (%) 6,90

Cód. Fornecimento 99990000000

Representação de uma fatura de água.

85,16 26/04/2026

TOTAL VENCIMENTO Cloro 085 087 086

Coli. totais Escherichia Coli 085 085 087 087 087 087

Base de Cálculo 85,16

Data Emissão 14/04/2026

Vencimento 26/04/2026

Valor (R$) 5,87

Total 85,16

A. Consumo: é medido pelo hidrômetro em metros cúbicos​(​ ​m​​ 3​)​​– ​​1 m​​ 3​​ e corresponde a ​1 000 L ​de água.

B. Tabela tarifária: conjunto de

tarifas e regras determinadas pela companhia de água. Normalmente há uma classificação em categorias: residencial, comercial, industrial e pública; os valores estabelecidos para o consumo seguem uma tabela.

C. Parâmetros de qualidade: a fatura

também apresenta os parâmetros da água, que seguem padrões estipulados pelo Ministério da Saúde.

D. Tributos: por fim, na fatura de água constam os tributos federais PIS e COFINS. PIS é a abreviação de Programa de Integração Social, e o valor arrecadado é destinado às verbas que mantêm o seguro-desemprego e o abono salarial dos trabalhadores. Já COFINS, ou Contribuição para Financiamento da Seguridade Social, destina-se à manutenção de gastos com a seguridade social e saúde pública do Brasil. Na fatura que estamos analisando, a porcentagem de PIS e COFINS é de 6,9% do valor integral da conta, ou seja, do somatório de água e esgoto.

Conhecer a fatura de água é importante para incentivar o uso consciente e sustentável d) Resposta desse recurso natural e evitar o desperdício, a fim de garantir sua disponibilidade para o futuro. pessoal. A depende Além disso, evitar o desperdício de água é importante para uma gestão financeira, visto que, resposta da quantidade de ao reduzir o consumo, não apenas contribuímos para a conservação dos recursos hídricos, mas água consumida e das faixas de também percebemos uma economia significativa na fatura. consumo d ) Com base em uma fatura de água da sua moradia, localize a faixa de consumo atingida.

estabelecidas pela companhia e ) De acordo com a Organização das Nações Unidas, o consumo médio de água esperado de água de cada região.

por pessoa durante um mês corresponde a 3,3 mil litros. Com base em sua fatura, determine, aproximadamente, a média de consumo de cada pessoa da sua moradia durante um mês. Você considera esse volume alto? Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes dividam o volume de água

consumida no mês pela quantidade de pessoas da moradia e o comparem com o valor estabelecido pela ONU.

f ) Você acredita ser possível adotar medidas para diminuir o consumo de água em sua moradia e diminuir o valor total da fatura? Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre medidas de economia de água que possam ser adotadas por eles e seus familiares.

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PRÁTICA CIENTÍFICA

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

New Africa/Shutterstock.com

Separação de misturas Por dentro do contexto Podemos encontrar diversas misturas homogêneas e heterogêneas em nosso cotidiano. O vinagre, por exemplo, utilizado para temperar alimentos, é uma mistura de água e ácido etanoico, também conhecido como ácido acético. Nesse caso, temos uma mistura homogênea. Por outro lado, ao preparar um tempero para salada com vinagre e azeite, temos uma mistura heterogênea, pois os componentes são imiscíveis e formam diferentes fases.

Mistura de azeite e aceto balsâmico sendo preparada.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

a ) Considerando a situação a seguir, que apresenta um dos procedimentos do tratamento de água, formule hipóteses sobre a segurança de consumir a água obtida no final da etapa.

Mistura antes de adicionar floculante.

Materiais

Impurezas se aglomerando.

Sedimentos no fundo do copo.

a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes analisem a imagem e identifiquem que o procedimento separou apenas partículas insolúveis da amostra de água, e que, portanto, ela ainda pode conter microrganismos e outras impurezas que a tornam insegura para consumo.

• 2 colheres de sopa de sal de cozinha

• colher de sopa

• 2 colheres de sopa de serragem de madeira

• peneira

• 2 colheres de sopa de areia de construção

• filtro de papel

• alguns clipes metálicos

• apoio para filtro

• algumas pedras de construção

• 10 colheres de sopa de água

• caneta permanente

• ímã

• recipiente grande, como uma bacia

• copos plásticos de ​200 mL​ material retido na peneira

Como proceder A. Identifique os copos plásticos com caneta permanente, numerando de 1 a 5. B. No recipiente grande, coloque todos os componentes da mistura e agite com o auxílio da colher. Os componentes da mistura correspondem aos 5 primeiros itens listados na seção Materiais. C. Passe a mistura na peneira e reserve o que foi peneirado no copo plástico identificado como 1. No copo plástico 2, reserve a amostra que ficou retida na peneira.

material peneirado Imagem referente à etapa C.

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D. Em seguida, passe o ímã em torno da mistura contida no copo 2. Separe todo material que é atraído pelo ímã e coloque no copo 3.

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

E. Na amostra do copo 2, colete as pedras e reserve-as no copo identificado como 4. Se necessário, agite o copo para melhorar a visualização de todas as pedras.

UNIDADE

1

Imagem referente à etapa D.

F. Adicione 10 colheres de sopa de água no copo 1 e misture bem. G. Passe essa mistura no filtro de papel e coloque o que foi filtrado no copo 5. O material que ficou retido volta para o copo 1. H. Deixe o copo 5 em local exposto à luz solar e protegido de possíveis interferências. Aguarde alguns dias até restar apenas o sólido. Dica Quanto maior a temperatura do copo 5, mais rápida a última etapa do processo (H) acontecerá.

Análise e divulgação Respostas e comentários nas Orientações para o professor. 1. Esboce em seu caderno um fluxograma com todos os métodos de separação e os componentes das misturas em cada etapa.

2. Qual componente é encontrado dentro de cada copo no final de todas as etapas da prática? Organize essas informações em seu caderno, conforme o modelo a seguir. Material em cada copo Copo

Material

1 2 3 4 5

3. De acordo com suas observações, houve a formação de misturas homogêneas? E misturas heterogêneas?

4. É possível fazer as etapas de separação desta atividade prática em ordem diferente? Se sim, descreva em seu caderno.

5. Proponha pelo menos um procedimento de separação diferente, descreva as etapas e monte um fluxograma. Se necessário, pesquise para complementar a resposta.

6. É hora de divulgar os resultados! Para isso, faça uma publicação em um blog contando os re-

sultados do experimento. Você pode fazer isso desenhando à mão, por exemplo, cada etapa da seção prática e escaneando os desenhos. Se preferir, tire fotografias de cada passo executado durante a aula e faça uma postagem. Aproveite para pesquisar outros exemplos em que são empregados diferentes processos de separação de misturas, relacionando-os a procedimentos realizados no dia a dia.

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1. Leia o texto a seguir, sobre tratamento de água. O primeiro filtro de areia para tratar a água para consumo humano documentado é a instalação experimental do engenheiro escocês John Gibb (1776-1850), em 1804. Essa metodologia foi melhorada por empresas privadas, o que levou à primeira instalação de tratamento de água pública para fornecimento aos residentes da região, em 1829, em Londres. Nesse método, a maioria das partículas era retida na areia e contribuía para diminuir o odor da água. Na Alemanha, em 1893, foram feitas as primeiras tentativas de cloração, porém só em 1905, na Inglaterra, é que a água para abastecimento da população começou a ser clorada de forma permanente, pois o consumo de água contaminada havia causado uma epidemia de febre tifoide.

a ) Qual é o método de separação abordado no primeiro parágrafo do texto? Resposta: Filtração. b ) De acordo com as informações apresentadas no texto, o método mencionado no primeiro parágrafo foi suficiente para garantir a qualidade da água em Londres? c ) O método citado no item a pode ser utilizado para separar que tipo de resíduos (solúveis ou insolúveis) da água a ser tratada? Justifique sua resposta. d ) Atualmente, que outras técnicas de separação de misturas ajudam na adequação da qualidade da água para uso e consumo humano? e ) Qual é a importância da adição de cloro à água tratada?

1. b) Resposta: Não, pois a filtração em camadas NÃO ESCREVA NO LIVRO. de areia não era capaz de eliminar alguns microrganismos, como os causadores da febre tifoide.

4. Chá é uma bebida preparada por infusão feita

com folhas de diversas plantas, geralmente utilizando água quente. Quando preparamos um chá, como mostra a fotografia, ocorrem processos físicos de separação de substâncias. Resposta: Alternativa c. Comentários nas Orientações para o professor. gresei/Shutterstock.com

ATIVIDADES

Chá em saquinho sendo preparado em água quente.

Em ordem de acontecimento, quais são esses processos? a ) Filtração e dissolução. b ) Filtração e extração. c ) Extração e filtração.

1. c) Resposta: Resíduos insolúveis em água, pois a filtração separa misturas heterogêneas.

d ) Extração e decantação. e ) Dissolução e decantação.

5. Qual dos processos a seguir não faz parte das etapas de uma ETA? Resposta: Alternativa c. a ) Decantação. b ) Flotação. c ) Destilação. d ) Filtração. e ) Cloração.

Comentários nas Orientações para o professor.

1. d) Resposta: Espera-se que os estudantes citem, além da filtração, o peneiramento, a floculação e a decantação. 1. e) Resposta: O cloro elimina microrganismos causadores de doenças.

6. Qual etapa do processo de tratamento de água

f ) Quais são as diferenças dos processos relatados no texto com a tecnologia de tratamento de água usada hoje em dia?

e de esgoto tem a densidade das partículas como fator determinante? Explique como ocorre essa etapa.

2. Expressões idiomáticas são conjuntos de pala-

7. Para o preparo de macarrão cozido, são adi-

vras que expressam significados diferentes dos literais. “Procurar agulha no palheiro”, por exemplo, é uma expressão utilizada para se referir a algo ou alguém muito difícil ou impossível de ser encontrado.

cionados os seguintes itens em uma panela: água, sal, óleo e macarrão cru. Proponha um processo que possibilite separar cada um desnas Orientações ses componentes. Resposta para o professor.

saruntorn chotchitima/Shutterstock.com

1. f ) Resposta nas Orientações para o professor.

Em uma situação real, que método(s) poderia(m) ser utilizado(s) para separar uma agulha metálica de palhas? Justifique sua resposta. Resposta nas Orientações para o professor.

3. O tratamento de água para uso humano é feito em Estações de Tratamento de Água (ETA), e em uma das etapas do tratamento o líquido atravessa espessas camadas de areia. Qual é o nome do processo físico de separação? Resposta: Filtração.

Panela contendo água, sal, óleo e macarrão.

6. Resposta: A decantação é um processo de separação de misturas que leva em conta a densidade das partículas como fator determinante, pois a separação ocorre por ação da gravidade.

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8. A coluna de fracionamento presente na destilação fracionada tem seu funcionamento baseado em duas

Temperatura de ebulição asfalto/piche ​>​ óleos lubrificantes ​>​ ​​​>​diesel ​​​>​ querosene ​>​ gasolina ​>​ ​​ ​>​gás liquefeito de petróleo

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

propriedades das substâncias: a densidade e a temperatura de ebulição.

petróleo bruto

II. III. IV.

I.

Resposta: Para responder a esta questão, os estudantes Imagem sem proporção têm de lembrar que o e em cores fantasia. estado físico do composto está relacionado às temperaturas de fusão e ebulição. Gases têm temperatura de ebulição menores que líquidos, e estes por sua vez têm temperaturas de ebulição menores que sólidos. Na coluna de fracionamento, as temperaturas mais elevadas de ebulição estão relacionadas com produtos recolhidos na base da coluna, e as mais baixas, com o topo da coluna. I - asfalto; II - gás de cozinha; III - gasolina; IV - querosene. Comentários nas Orientações para o professor.

UNIDADE

1

Coluna de fracionamento.

Sabendo que gás de cozinha, gasolina, querosene e asfalto são produtos da destilação fracionada do petróleo, relacione-os com os produtos recolhidos em I, II, III e IV.

9. Considerando um sistema formado por uma substância composta e duas substâncias simples distintas, responda aos itens a seguir.

a ) Represente o sistema microscópico por meio de moléculas formadas por bolinhas com diferentes cores. b ) Faça uma representação macroscópica considerando que todas as substâncias são líquidas e que elas formam uma mistura heterogênea. 9. a) Resposta: Deve-se representar uma molécula com pelo menos duas esferas de cores diferentes e duas moléculas formadas por esferas de mesma cor, porém as duas últimas devem ter cores diferentes entre si. 9. b) Resposta: Deve-se representar uma mistura com duas fases, uma vez que o sistema é heterogêneo. Comentários nas Orientações para o professor.

RETOME O QUE ESTUDOU Respostas nas Orientações para o professor.

Refletindo sobre o que estudou nesta unidade, responda às questões a seguir.

1. Qual é a diferença entre o senso comum e o conhecimento científico? 2. Antes da instituição da química como ciência, havia os alquimistas, responsáveis por tentar atingir grandes

feitos, como a transformação de metais em ouro. Qual foi a contribuição dessas figuras históricas para o nascimento da química?

3. Imagine que você vai até a farmácia comprar um remédio para um familiar. Enquanto aguarda ser atendido, você escuta um cliente perguntando para uma funcionária onde estava a balança da loja, pois queria saber o peso dele. O visor da balança apresentaria o dado mencionado pelo cliente? Explique qual seria o termo mais adequado nesse contexto.

4. Uma das grandes preocupações que o ser humano enfrenta nos tempos atuais é o aquecimento global. Esse

fenômeno é, resumidamente, o agravamento do efeito estufa. Explique com suas palavras o que é o efeito estufa e comente como ocorre a troca de energia entre o Sol e o planeta Terra.

5. O astrônomo estadunidense Carl Sagan (1934-1996) afirmou certa vez que todos somos poeiras de estrelas. Explique o que essa frase significa.

6. Comente a respeito das contribuições do experimento do físico neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937) para a compreensão da estrutura do átomo e explique o seu modelo.

7. A tabela periódica é dividida em metais, ametais, gases nobres e hidrogênio. Descreva as principais características dos elementos químicos em cada uma dessas divisões da tabela periódica.

8. Analisando os diferentes modelos atômicos e a evolução da tabela periódica, o que você pode perceber e correlacionar sobre o átomo e essa tabela?

9. É possível fazer um creme de maionese com óleo ou azeite, ovos e sal de cozinha. Como você constataria que essa mistura se trata de um coloide? Indique se as fases são sólidas, líquidas ou gasosas.

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MAIS QUESTÕES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. (UFAM) Os alquimistas eram os cientistas que utilizaram os procedimentos de alquimia. Qual cientista famoso também foi um alquimista? a ) Freeman Dyson

Resposta: Alternativa c.

a ) alumínio.

d ) ferro.

b ) bronze.

e ) titânio.

Alternativa b. Resolução nas c ) chumbo. Resposta: Orientações para o professor.

b ) Johannes Kepler

Note e adote:

c ) Isaac Newton

Densidades (​​​ ​​g/​cm​​ 3​​)​​​​:

​água = ​1,0​; ​alumínio = ​2,7​; ​bronze = ​8,8​;

d ) Le Chatelier

​chumbo = ​11,3​; ​ferro = ​7,9​; ​titânio = ​4,5​.

e ) Richard Bube

2. (UECE) Marie-Anne Pierrete Paulze de Lavoisier (1758-1836), colaboradora de Lavoisier, seu esposo, teve lições de química com Jean-Batiste Bucquet, desenhou seus equipamentos de laboratório e traduziu do inglês e do latim livros que possibilitaram a desconstrução da teoria a ) da força vital.

Resposta: Alternativa d.

identificar alguns cátions metálicos ao introduzir uma pequena quantidade do material de interesse em uma chama de bico de Bunsen para, em seguida, observar a cor da luz emitida. A cor observada é proveniente da emissão de radiação eletromagnética ao ocorrer a Resposta: Alternativa d.

a ) mudança da fase sólida para a fase líquida do elemento metálico.

b ) da colisão. c ) do calórico.

b ) combustão dos cátions metálicos provocada pelas moléculas de oxigênio da atmosfera.

d ) do flogisto.

3. (Fuvest-SP) Uma amostra sólida, sem cavidades

ou poros, poderia ser constituída por um dos seguintes materiais metálicos: alumínio, bronze, chumbo, ferro ou titânio. Para identificá‐la, utilizou‐se uma balança, um recipiente de volume constante e água. Efetuaram‐se as seguintes operações: 1) pesou‐se a amostra; 2) pesou‐se o recipiente completamente cheio de água; 3) colocou‐se a amostra no recipiente vazio, completando seu volume com água e determinou‐se a massa desse conjunto. Os resultados obtidos foram os seguintes: Recipiente

Amostra

4. (Enem/MEC) Um teste de laboratório permite

Recipiente

​+​

​+​

Água

Água

c ) diminuição da energia cinética dos elétrons em uma mesma órbita na eletrosfera atômica. d ) transição eletrônica de um nível mais externo para outro mais interno na eletrosfera atômica. e ) promoção dos elétrons que se encontram no estado fundamental de energia para níveis mais energéticos.

5. (UFRGS-RS) O Brasil concentra 9​ 8%​das reservas

conhecidas de nióbio no mundo. O nióbio é muito utilizado na produção de aços especiais, que apresentam alta resistência mecânica e são usados na fabricação de dutos para óleo e gás, automóveis, navios, pontes e viadutos. Considere as afirmações abaixo, sobre esse elemento químico.

+

I ) Está localizado no Grupo 10 e no quarto período da tabela periódica.

Amostra

FUVEST/2019

II ) Apresenta em um de seus isótopos, 41 prótons e 52 nêutrons no núcleo atômico.

​44,0 g​

​350,0 g​

​389,0 g​

Dadas as densidades da água e dos metais, pode‐se concluir que a amostra desconhecida é constituída de

III ) Pode ser classificado como um lantanídeo. Quais estão corretas? Resposta: Alternativa b. a ) Apenas I. b ) Apenas II. c ) Apenas III. d ) Apenas I e II. e ) I, II e III.

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

6. (Unesp) Estudos sobre modelos atômicos foram fundamentais para o desenvolvimento da Química como

ciência. Por volta de 450 a.C., os filósofos gregos Leucipo e Demócrito construíram a hipótese de que o mundo e, em consequência, a matéria eram constituídos a partir de unidades idênticas e indivisíveis, chamadas átomos. Contudo, foi somente a partir do século XIX que a realização de experimentos tornou possível a comprovação de hipóteses desenvolvidas ao longo do tempo. Um dos primeiros modelos aceitos foi criado por John Dalton, apresentado em um livro de sua autoria, publicado em 1808. Anos depois, outros dois principais modelos foram desenvolvidos, até que, em 1913, o físico Niels Bohr publicou um livro com sua teoria sobre o modelo atômico. Tomando como referências as datas de publicação dos trabalhos de Dalton e Bohr, a linha do tempo que apresenta os fatos históricos do desenvolvimento do modelo atômico, com espaço proporcional à distância de tempo entre eles, é: Thomson Dalton Rutherford Bohr

a) Leucipo e Demócrito

1808

b)

Dalton Leucipo e Demócrito

Rutherford Thomson Bohr 1808

c)

Dalton Leucipo e Demócrito

1913

1913

Rutherford Thomson Bohr 1808

1913

Thomson Dalton Rutherford Bohr Leucipo e Demócrito

1808

e)

Dalton Leucipo e Demócrito

1913

Rutherford Thomson Bohr 1808

1913

Imagens: UNESP/2020

d)

Resposta: Alternativa e.

7. (UECE) A distribuição eletrônica diz respeito ao modo como os elétrons estão distribuídos nas camadas ou

níveis de energia que ficam ao redor do núcleo de um átomo. Considere um átomo que possui, em um nível energético, os subníveis s, p, d, f assim distribuídos: I ) O subnível “s” contém o número máximo de elétrons. II ) O subnível “p” contém o triplo do número de elétrons do subnível “s”. III ) O subnível “d” contém o número x​ ​+ ​4​ de elétrons, onde x​ ​é o número de elétrons que contém o subnível “p”. IV ) O subnível “f” contém menos 3 elétrons do número de elétrons que contém o subnível “d”. De acordo com a distribuição acima apresentada, é correto afirmar que o número total de elétrons deste nível energético é Resposta: Alternativa c. Resolução nas Orientações para o professor. a ) 26.

b ) 23.

c ) 25.

d ) 24.

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

8. (UECE) Efetuou-se a configuração eletrônica, em seu estado fundamental, de determinado elemento químico, cujos dados foram: ​nível 1 = completo​; ​nível 2 = completo​; ​nível 3 = completo​; ​nível 4 = 18 elétrons​; ​nível 5 = 6 elétrons​. Assim, é correto afirmar que esse elemento quíAlternativa b. Resolução mico é o Resposta: nas Orientações para o professor. a ) ​Sn (​​ Z ​= ​50) ​​​. b ) ​Te (​​ Z ​= ​52) ​​​.

c ) ​Sb (​​ Z ​= ​51) ​​​. d ) ​I (​​ Z ​= ​53) ​​​.

9. (Enem/MEC) O urânio é empregado como fonte de energia em reatores nucleares. Para tanto, o seu mineral deve ser refinado, convertido a hexafluoreto de urânio e posteriormente enriquecido, para aumentar de 0,7% a 3% a abundância de um isótopo específico – o urânio-235. Uma das formas de enriquecimento utiliza a pequena diferença de massa entre os hexafluoretos de urânio-235 e urânio-238 para separá-los por efusão, precedida pela vaporização. Esses vapores devem efundir repetidamente milhares de vezes através de barreiras porosas formadas por telas com grande número de pequenos orifícios. No entanto, devido à complexidade e à grande quantidade de energia envolvia, cientistas e engenheiros continuam a pesquisar procedimentos alternativos de enriquecimento. ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2006 (adaptado).

Considerando a diferença de massa mencionada entre os dois isótopos, que tipo de procedimento alternativo ao da efusão pode ser empregado para tal finalidade? Resposta: Alternativa b. a ) Peneiração. b ) Centrifugação. c ) Extração por solvente. d ) Destilação fracionada. e ) Separação magnética.

10. (UFSC) A criação da tabela periódica dos elementos data de meados do século XIX e foi iniciada pelo químico Dmitri Mendeleev. Desde então, novos elementos foram descobertos e a tabela passou por diversas atualizações até chegar ao formato conhecido atualmente, com os elementos arranjados em “grupos” (colunas) e “períodos” (linhas). Sobre os elementos químicos e suas propriedades, é correto afirmar que: 01 ) os metais, que são constituintes de itens cotidianos que incluem desde panelas até

aviões, encontram-se concentrados nos dois últimos grupos da tabela periódica e são conhecidos por sua baixa estabilidade térmica. 02 ) embora a maioria dos metais da tabela periódica esteja no estado líquido à temperatura ambiente, a conversão para o estado sólido, conhecida como “fusão”, é possível por meio do aumento da temperatura do metal. 04 ) diversos elementos da tabela periódica são classificados como sintéticos, ou seja, não são encontrados na natureza, mas podem ser produzidos por reações nucleares em laboratório. 08 ) o cálcio, que é um importante constituinte de ossos e dentes, é classificado como não metal e, por isso, solúvel em meios alcalinos, o que justifica a recomendação de evitar a ingestão de açúcares pelos seres humanos. 16 ) os gases nobres, que constituem o grupo 18 da tabela periódica, são conhecidos pela elevada reatividade, o que os torna essenciais nos processos metabólicos do corpo humano. 32 ) a molécula de oxigênio, que é essencial à vida humana, é formada por átomos de um não metal que se unem por meio de ligações covalentes. 64 ) a distribuição em grupos dos elementos na tabela periódica é feita com base na semelhança de estado físico e na ordem crescente de número de massa. Resposta: Soma: ​04 ​+ ​32 ​= ​36​.

11. (UECE) Uma mistura constituída por 62% de estanho e 38% de chumbo tem ponto de fusão definido igual a 1 ​ 83 °C​. Essa mistura é classificada como Resposta: Alternativa d. a ) heterogênea e eutética. b ) homogênea e azeotrópica. c ) heterogênea e azeotrópica. d ) homogênea e eutética.

12. (Enem/MEC) Em seu laboratório, um técnico em química foi incumbido de tratar um resíduo, evitando seu descarte direto no meio ambiente. Ao encontrar o frasco, observou a seguinte informação: “Resíduo: mistura de acetato de etila e água”. Considere os dados do acetato de etila: • Baixa solubilidade em água; • ​Massa específica = ​0,9 g ​cm​​ −3​​; • ​Temperatura de fusão = ​− 83 °C​; • Pressão de vapor maior que a da água.

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

A fim de tratar o resíduo, recuperando o acetato de etila, o técnico deve a ) evaporar o acetato de etila sem alterar o conteúdo de água. b ) filtrar a mistura utilizando um funil comum e um papel de filtro. c ) realizar uma destilação simples para separar a água do acetato de etila. d ) proceder a uma centrifugação da mistura para remover o acetato de etila. e ) decantar a mistura separando os dois componentes em um funil adequado. Resposta: Alternativa e.

13. (Fuvest-SP) A destilação é um processo utilizado para separar compostos presentes em uma mistura com base nas suas propriedades físicas como, por exemplo, a diferença de temperatura de ebulição, a uma dada pressão, entre os componentes da mistura. Recentemente esse termo passou a figurar em estudos de poluição ambiental, nos quais o termo “destilação global” é utilizado para explicar a presença de compostos voláteis, como os pesticidas organoclorados, em águas e gelos de regiões polares, ainda que estes compostos nunca tenham sido produzidos ou utilizados nessas regiões. Com base no princípio da técnica da destilação, como pode ser explicada a presença desses pesticidas na Antártica e no Ártico? Resposta: Alternativa b.

a ) Eles são destilados nas águas aquecidas dos oceanos e levados pelas correntes marinhas para as regiões polares, onde se precipitam devido às águas frias dessas regiões. b ) Eles evaporam nas regiões mais quentes e são levados pelas correntes atmosféricas para regiões mais frias como os polos, onde se condensam e voltam para a superfície. c ) Após destilados, eles se tornam resistentes à degradação, de forma que alcançam todo o planeta, pela ação de correntes marinhas, inclusive as regiões polares. d ) Os pesticidas organoclorados destilados, por conta da eletronegatividade dos átomos de cloro, têm afinidade com o gelo, o que faz com que eles se acumulem na Antártica ou no Ártico. e ) Por serem hidrofílicos, eles são condensados juntamente com a água nas regiões quentes do planeta e se precipitam nos polos juntamente com o gelo.

14. (Unesp) Considere o seguinte procedimento, realizado para a obtenção de óleo de amendoim em pequena escala. 1. Remover as cascas e as peles dos grãos de amendoim. 2. Transferir os grãos para um almofariz, acrescentar etanol e triturar bem com um pistilo. 3. Coar a mistura do almofariz, recolhendo o líquido coado em um prato. 4. Deixar o prato exposto ao ambiente até que o etanol evapore completamente. 5. Recolher, com uma seringa, o óleo de amendoim que restou no prato. A trituração dos grãos favorece a dissolução do óleo no etanol, pois ■ a superfície de contato, tornando o processo de separação de misturas, chamado ■, mais rápido. A separação da mistura do óleo com o álcool é possível porque o etanol possui maior ■ do que o óleo. As lacunas do texto são preenchidas, respectivamente, por: a ) diminui – extração com solvente – pressão de vapor. b ) aumenta – extração com solvente – temperatura de ebulição. c ) aumenta – extração com solvente – pressão de vapor. d ) aumenta – filtração – temperatura de ebulição. e ) diminui – filtração – pressão de vapor. Resposta: Alternativa c.

15. (Enem/MEC) A água bruta coletada de mananciais apresenta alto índice de sólidos suspensos, o que a deixa com um aspecto turvo. Para se obter uma água límpida e potável, ela deve passar por um processo de purificação numa estação de tratamento de água. Nesse processo, as principais etapas são, nesta ordem: coagulação, decantação, filtração, desinfecção e fluoretação. Qual é a etapa de retirada de grande parte desses sólidos? a ) Coagulação. b ) Decantação. c ) Filtração. d ) Desinfecção. e ) Fluoretação.

Resposta: Alternativa b.

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2 UNIDADE

A QUÍMICA E A VIDA NA TERRA

Nesta unidade, vamos estudar... • ligações químicas; • interações intermoleculares; • compostos orgânicos; • funções orgânicas.

Analisando a imagem do modelo de DNA do geneticista estadunidense James Watson (1928-) e do biofísico inglês Francis Crick (1916-2004), você consegue imaginar o impacto dessa descoberta na compreensão da vida? Essa estrutura complexa é fundamental para armazenar e transmitir informações genéticas em todos os organismos vivos. O modelo criado pelos cientistas foi elaborado por meio da análise de imagens de difração de raios X, que possibilitaram identificar as posições de diferentes átomos presentes na molécula de DNA. Os modelos representacionais podem ser utilizados para analisar muitos aspectos da química. Com base no modelo da molécula de DNA, por exemplo, é possível representar a disposição de diversos tipos de átomos presentes nessa molécula e as diferentes porções repetitivas que formam sua estrutura. Além dos tipos e grupos de átomos, essa representação permite distinguir o tipo de interação que ocorre entre eles. Cada haste do modelo representa uma ligação química entre átomos, e as duas “hélices” são mantidas unidas por meio de interação intermolecular entre eles. O conhecimento dessas interações é fundamental para compreender o processo de replicação e transcrição do DNA, que permite que as fitas se separem e recombinem facilmente. Nesta unidade, vamos estudar os tipos de interações químicas que ocorrem entre átomos e moléculas e as substâncias formadas principalmente por átomos de carbono e hidrogênio. Respostas nas Orientações para o professor.

a ) Como você acha que o estudo das interações químicas contribui para compreender a dinâmica da vida na Terra? b ) O estudo da Química está presente em diversas áreas. Discuta com seus colegas como os estudos relacionados à interação dos átomos podem refletir na sociedade. c ) Como as representações utilizadas pelos cientistas podem ajudar no entendimento da matéria e de seu comportamento?

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A. Barrington Brown, © Gonville & Caius College/SPL/Fotoarena

James Watson e Francis Crick ao lado do modelo de uma parte da molécula de DNA, em 1951.

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CAPÍTULO

6

A união dos átomos

Ligações químicas

Imagens desta página sem proporção.

1. Resposta pessoal. Esta questão tem o objetivo de fazer os estudantes expressarem seus conhecimentos prévios sobre ligações químicas. Eles podem responder que os átomos se unem por meio de ligações químicas estabelecidas entre os elétrons de seus últimos níveis de energia.

1. De acordo com seus conhecimentos, como os átomos se unem?

Ao longo do processo de evolução do Universo, após o início da expansão, houve a formação de átomos, que se espalharam pelo espaço. Condições específicas de temperatura, pressão e força gravitacional possibilitaram que os átomos de elementos químicos se aglutinassem em amontoados sólidos, dando origem aos planetas, como a Terra. Com o resfriamento gradual da Terra, os elementos mais pesados, como ferro (​​ Fe)​​ e níquel ​​(Ni)​​, concentraram-se em seu núcleo, e os elementos mais leves se acumularam no manto e na superfície.

Feldspato. Esse mineral corresponde a um grupo de silicatos diversos formados principalmente de alumínio, sódio, potássio (​​ K)​​ e cálcio.

Calcita. Esse mineral é constituído por carbonato de cálcio (​​ ​CaCO​3​​)​​.

Silicatos: minerais que contêm átomos de silício e de oxigênio. Óxidos: compostos químicos binários que contêm, obrigatoriamente, o elemento oxigênio.

fotoecho_com/Shutterstock.com

Natural History Museum, London/SPL/Fotoarena

Science Stock Photography/SPL/Fotoarena

O manto terrestre é composto principalmente de silicatos de magnésio (​​ Mg)​​ e de ferro; a crosta é mais diversificada, contando com silicatos e óxidos de metais (alumínio ​​(A𝓁) ​​, ferro, cálcio (​​ Ca)​​, sódio (​​ Na)​​ e outros). Muitos minerais, quando devidamente tratados, dão origem a metais de interesse econômico. Confira a seguir alguns dos minerais mais comuns da crosta terrestre.

Quartzo. Esse mineral, também chamado de sílica, é composto em maior parte de silício (​​ Si)​​ e oxigênio ​​(O)​​, na forma de dióxido de silício ​​(​SiO​2​​)​​.

Mais de uma centena de elementos químicos estão previstos na tabela periódica. Os átomos desses elementos não se encontram isolados, mas sim combinados entre si formando diversos compostos. Por exemplo, a água (​​ ​H​2​​ O)​​, um recurso essencial para a vida na Terra, é formada pela união de átomos de oxigênio e de hidrogênio (​​ H)​​. Um átomo pode se unir a outro ou a outros átomos por meio de ligações químicas. Essas ligações podem ser fortes (primárias) ou fracas (secundárias). Há três tipos principais de ligações químicas fortes: a iônica, a covalente e a metálica. Começaremos estudando a ligação iônica.

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LIGADO NO TEMA Consumo consciente Leia os trechos das reportagens a seguir.

Influenciador digital é o responsável por 40% das compras feitas pelo consumidor brasileiro […] Em 2021, o Brasil superou a China e assumiu o posto de país em que o público consumidor é o mais impactado pela influência digital. […] CAPOMACCIO, Sandra. Influenciador digital é o responsável por 40% das compras feitas pelo consumidor brasileiro. Jornal da USP, 17 ago. 2021. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/influenciador-digital-e -o-responsavel-por-40-das-compras-feitas-pelo-consumidor-brasileiro/. Acesso em: 12 ago. 2024.

Pesquisa mostra que 44% das compras pela internet são por impulso […] Segundo o levantamento, os produtos e serviços mais comprados por impulso são: comidas e bebidas por delivery, moda e vestuário, itens para a casa, eletrônicos e artigos de informática. COSTA, Kariane. Pesquisa mostra que 44% das compras pela internet são por impulso. Agência Brasil, 2021. Disponível em: https://agenciabrasil. ebc.com.br/it/node/1424205. Acesso em: 12 ago. 2024.

Você costuma consumir por impulso? Já comprou alguma coisa por causa de uma propaganda? Você precisa realmente de tudo o que já comprou ou quer comprar? O consumo consciente é extremamente relevante na atualidade, pois, além de muitos objetos serem descartados incorretamente – muitas vezes, até antes de perderem sua função –, a quantidade de matéria-prima extraída da natureza para sua construção é muito alta. E o problema vai da produção ao descarte. Você sabe quantos elementos químicos estão envolvidos na produção de aparelhos eletrônicos? Muitos aparelhos têm ouro (​​ Au)​​, prata ​​(Ag)​​, cobre ​​(Cu)​​ e mais um bocado de outros metais, e nenhum deles é encontrado pronto para uso. O cobre, por exemplo, é extraído da calcopirita e utilizado em materiais que precisam apresentar boa condução de calor e eletricidade.

Dmitriy Kazitsyn/Shutterstock.com

joelpc/Shutterstock.com

Imagens desta página sem proporção.

Amostra de calcopirita.

Fios de cobre.

O consumo consciente diminui não apenas a necessidade de extrair matéria-prima do ambiente, mas também a demanda por processos de separação dos compostos. Por isso, essa temática vem sendo discutida e é um dos objetivos da Agenda 2030, que prevê padrões de consumo e de produção sustentáveis. a ) Junte-se a um colega para pesquisar qual objetivo da Agenda 2030 está relacionado ao consumo responsável e listem quais são as principais atitudes desse objetivo que podem ser adotadas pelos consumidores. Resposta: Espera-se que os estudantes localizem que se trata do Objetivo 12 – Consumo e produção responsáveis.

Entre as principais atitudes que podem ser praticadas pelos consumidores, eles podem mencionar a redução do desperdício de alimentos; a redução da geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reúso dos materiais; ajudar a compartilhar informações sobre a conscientização e o estilo de vida em harmonia com a natureza.

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Ligação iônica mitsuap/Shutterstock.com

A principal fonte de obtenção de ferro no Brasil é a hematita, mineral encontrado em formações rochosas próximas à água ou em ambientes onde havia água no passado remoto. A hematita é composta de óxido de ferro(III) ​​(​Fe​2​​ ​O​3​​)​​, uma substância formada pela união de dois átomos de ferro e três átomos de oxigênio em suas respectivas formas iônicas (​​ ​Fe​​ 3+)​​​ e (​​ ​O​​ 2−)​​​.

2. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar que o ferro pode estar presente em janelas, pregos, ferramentas, automóveis e trilhos de trem.

Hematita em estado bruto.

2. Cite algumas aplicações do ferro em objetos do seu dia a dia. Professor, professora: Diga aos estudantes que o ferro é o metal mais produzido no Brasil e também o mais comercializado, representando em 2021 cerca de 80,1% do valor total da produção de metais por mineração. Por causa do preço baixo, da alta dureza e da capacidade de formar ligas metálicas, é o metal mais utilizado na metalurgia e na construção civil.

Para atingir a estabilidade, os átomos doam ou recebem elétrons em sua última camada e, dessa forma, passam a ter carga elétrica diferente de zero. Essas espécies são chamadas de íons.

Um átomo que recebe elétrons passa a apresentar mais elétrons do que prótons em sua estrutura, adquirindo carga negativa. Nesse caso, o íon recebe o nome de ânion e é representado pelo símbolo do átomo seguido do número de elétrons que recebeu e o sinal de carga negativa. O ânion ​​O​​ 2−​​ da hematita, por exemplo, indica que o átomo de oxigênio recebeu dois elétrons. Já os átomos que doam elétrons adquirem carga positiva, pois passam a ter mais prótons do que elétrons em sua estrutura. Nesse caso, são chamamos de cátions, representados pelo símbolo do átomo seguido do número de elétrons perdidos Dica e o sinal de carga positiva. O cátion ​​Fe​​ 3+​​ da hematita indica que o átomo perdeu Nas ligações iônicas, os três elétrons e tem carga positiva. átomos tendem a se combinar A eletronegatividade está relacionada à capacidade de um átomo de atrair elétrons. Como a diferença de eletronegatividade entre o ferro e o oxigênio – sendo o oxigênio o mais eletronegativo – é elevada, dizemos que a ligação química é do tipo ligação iônica, ou seja, uma interação entre cátions e ânions.

de modo a ter oito elétrons na camada de valência, ficando com a mesma configuração eletrônica de um gás nobre. No entanto, há exceções à regra do octeto.

Professor, professora: Diga aos estudantes que a eletronegatividade do ferro (1,83) e a do oxigênio (3,44) resulta em uma diferença de 1,61.

Podemos compreender a ligação iônica como a força de atração entre dois íons, sendo um com carga positiva e outro com carga negativa. Há uma força eletrostática entre os íons que os mantém unidos. As estruturas de Lewis são uma forma de demonstrar os elementos químicos com os elétrons da camada de valência. Nesse caso, a ligação iônica é a atração eletrostática entre os átomos.

Fe Fe

O O

Fe

3 2

O

O

2 3

Note que são necessários dois átomos de ferro (que doam três elétrons cada um) e três átomos de oxigênio (que recebem dois elétrons cada um) para que a carga total seja nula.

Representação da estrutura de Lewis do óxido de ferro(III).

Os compostos iônicos formam retículos cristalinos, nos quais os íons se organizam em estruturas simétricas mantidas pela atração e repulsão de suas cargas. A proporção entre os íons é elucidada por meio da célula unitária. No caso do óxido de ferro(III), sua fórmula unitária é ​​Fe​2​​ ​O​3​​​, indicando que, para cada dois átomos de ferro (esfera vermelha), há três de oxigênio (esfera cinza). Analise sua estrutura cristalina na próxima página.

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Em uma fórmula unitária, o balanço de cargas positivas e negativas será sempre igual a zero, indicando que a estrutura é eletricamente neutra. Confira como isso acontece no caso do ​​Fe​2​​ ​O​3​​​.

UNIDADE

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Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

​​2 átomos de ​Fe​​ 3+​= carga 6 ​+ (​​ ​​positiva​)​​​​ ​​3 átomos de ​O​​ 2−​= carga 6 ​− (​​ ​​negativa​)​​​​ ​​Total = ​carga 0 (​ ​​neutra​)​​​​ Quando há uma grande diferença de eletronegatividade entre os átomos envolvidos, geralmente entre um metal e outro ametal, ou metal e hidrogênio (hidreto metálico), nós os chamamos de compostos iônicos. Dica

Lembre-se de que podemos consultar a tabela periódica para avaliar as tendências da eletronegatividade dos elementos.

Representação da estrutura cristalina do ​​Fe​2​​ ​O​3​​​.

A ligação iônica é considerada forte, o que significa que necessita de muita energia para ser rompida. As energias de atração e repulsão entre os íons no retículo cristalino conferem resistência adicional ao composto químico. Isso faz que os compostos iônicos tenham altas temperaturas de fusão e de ebulição e sejam sólidos à temperatura ambiente, e são maus condutores de eletricidade no estado sólido, pois seus íons não têm mobilidade dentro do retículo cristalino. Porém, quando no estado líquido ou dissolvido em água, tornam-se bons condutores elétricos, já que seus íons passam a ter alta mobilidade.

Verifique como os compostos iônicos podem ter retículos cristalinos diferentes. Na estrutura apresentada, os átomos de cálcio estão representados em rosa e os de flúor (​​ F)​​, em verde. 3. Comente a importância de adicionar o fluoreto de cálcio no tratamento de água. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que esse composto ajuda na prevenção da cárie dentária.

Cloreto de sódio ​​(NaC𝓁) ​​: conhecido popularmente como sal de cozinha, é muito usado para temperar ou realçar o sabor dos alimentos. A principal forma de produzir ​NaC𝓁​ é por meio da evaporação da água do mar.

Representação do retículo cristalino do ​Ca​F​2​​​. Caio Pederneiras/Shutterstock.com

Fluoreto de cálcio ​​(Ca​F​2​​)​​: muito usado em cremes dentais e pode ser adicionado à água nas estações de tratamento, auxiliando na prevenção da cárie. Na natureza, o fluoreto de cálcio é encontrado no mineral fluorita.

Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

Muitos materiais que usamos diariamente são compostos iônicos. Confira os exemplos do fluoreto de cálcio e cloreto de sódio a seguir.

4. Que problemas de saúde associados ao consumo de sal de cozinha você conhece? O que pode ser feito para evitá-los?

Resposta pessoal: O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletir sobre os problemas de saúde, como a hipertensão Vista aérea de extração arterial. Espera-se que eles respondam que o consumo de sal no município de Galinhos (RN), em 2017. deve ser moderado.

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A extração de sal é uma atividade econômica fundamental em diversas regiões do mundo, inclusive no Nordeste brasileiro, realizada tanto por meio do processo de evaporação da água do mar, resultando no sal marinho, quanto da mineração de depósitos subterrâneos, originando o sal-gema. O sal-gema, ou halita, é retirado de depósitos subterrâneos formados em tempos geológicos passados. No Brasil, um exemplo é encontrado em Maceió (AL), onde sua extração causou graves problemas ambientais e sociais. Desde os anos 1970, a capital alagoana vem enfrentando tremores de terra e o afundamento de bairros inteiros por conta da intensa exploração de sal-gema. De acordo com imagens de satélites, estima-se que o solo afundou cerca de 2 metros entre 2004 e 2020. Em 2023, foi dado o alerta de risco de acordo pela Defesa Civil do estado, que, depois, foi considerada situação de emergência. Esse fenômeno resultou no êxodo urbano da região.

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

injeção de água

casas e prédios afetados

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A extração de sal-gema afeta diretamente a estabilidade geológica da região. O processo de mineração cria cavernas e vazios subterrâneos que podem entrar em colapso com o tempo. A cidade de Maceió está localizada sobre camadas sedimentares, que, ao serem perfuradas e removidas, perdem a capacidade de suportar o peso das construções acima delas, resultando em danos significativos à infraestrutura urbana.

camadas de rochas

vazio subterrâneo

sal-gema

Representação das camadas sedimentares até chegar ao sal-gema.

Imagem elaborada com base em: SCHMIDT, Sarah. Vazios que rompem o chão. Pesquisa Fapesp, n. 335, jan. 2024. p. 48.

Para entender o impacto da extração de sal-gema, é essencial considerar a estrutura geológica da Terra. A crosta terrestre é composta de várias camadas sedimentares, que ao serem perfuradas podem resultar em desastres naturais, como os ocorridos em Maceió. Além disso, a exploração de sal-gema tem uma relevância histórica significativa. Na África Ocidental, essa foi uma das principais atividades econômicas até o século XVI, particularmente no Império de Mali. Em Tagaza, região desértica ao norte do Mali, havia uma grande mina de sal-gema. Este sal era tão valioso quanto o ouro e sua enorme abundância levava as pessoas a construir suas casas com placas desse sal. A extração de sal-gema destaca a importância desse recurso e os desafios associados a ele. Em Maceió, ocorreram sérios problemas ambientais e sociais, enquanto em Tagaza foi crucial para impulsionar sua economia.

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Professor, professora: Em geral, quando a diferença de eletronegatividade entre os dois átomos for maior ou igual a 1,70 e um dos átomos for um metal, a ligação será iônica. Se for menor do que 1,70, será covalente. Mas há exceções, por isso deve-se sempre verificar quais elementos estão envolvidos na ligação.

O quartzo, ou sílica, de fórmula unitária S​ i​O2​​​​ (dióxido de silício), é um dos minerais mais abundantes na crosta terrestre. Além de ser o principal componente da areia, ele está presente no arenito, um tipo de rocha bastante comum em ambientes marinhos, rios e lagos. A areia, por sua vez, tem grande importância econômica, pois é a principal matéria-prima na fabricação de vidros e concretos. A sílica corresponde a cerca de 70% da massa final do vidro e é responsável por conferir cor, claridade e resistência ao produto. A própria fórmula unitária e o próprio nome do dióxido de silício nos mostram que ele é composto de átomos de silício e átomos de oxigênio. Esses dois átomos têm eletronegatividades bastante próximas, portanto, ao contrário do que ocorre em ligações iônicas, não haverá doação de elétrons, mas sim um compartilhamento, o que caracteriza uma ligação covalente.

Alexei Novikov/Shutterstock.com

Ligação covalente

UNIDADE

2

Produção de objeto de vidro.

A seguir, temos as representações da estrutura de Lewis para o ​SiO​2​​​​​, em que o átomo de oxigênio possui 6 elétrons na camada de valência e o de silício, 4. O silício compartilha 4 elétrons, enquanto o oxigênio compartilha 2. Na segunda representação, cada traço simboliza um par de elétrons compartilhados. O

Si

O

O

Representação dos elétrons compartilhados na estrutura de Lewis.

Si

O

Representação das ligações formadas na estrutura de Lewis.

As ligações covalentes podem ser simples, duplas ou triplas, dependendo do número de pares de elétrons compartilhados. No caso do ​​SiO​2​​​, o átomo de silício faz uma ligação dupla com um átomo de oxigênio. A ligação covalente acontece principalmente entre um átomo de ametal e outro ametal, entre um ametal e o hidrogênio ou entre dois átomos de hidrogênio. Professor, professora: Certifique-se de que os estudantes identifiquem os elementos químicos ametais à direita na tabela periódica.

Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

Os compostos formados por ligações covalentes podem se estruturar como retículos cristalinos de longo alcance, chamados sólidos covalentes ou reticulares, ou como moléculas simples, chamadas substâncias moleculares, ou apenas moléculas. Na representação do dióxido de silício a seguir – em que as esferas vermelhas representam átomos de oxigênio e as marrons, átomos de silício –, é apresentada apenas uma parte da sua estrutura. 5. Considerando que não há formação de íons na ligação covalente, esses compostos são maus ou bons condutores de eletricidade ao serem dissolvidos na água?

Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que são maus condutores de eletricidade, pois não apresentam cargas.

A força da ligação covalente depende de diversos fatores, como da quantidade de elétrons compartilhados. A variabilidade da força de ligação afeta as temperaturas de fusão e de ebulição. Assim, esses compostos podem ser gasosos, líquidos ou sólidos à temperatura ambiente (​​ 25° C)​​ e têm baixa temperatura de fusão se comparados com os compostos iônicos.

Representação do retículo cristalino do ​Si​O​2​​​. Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Professor, professora: Comente com os estudantes que a ligação covalente forma uma nuvem de elétrons, ou seja, uma região com mais probabilidade de encontrar os elétrons. Isso os ajudará a entender que os elétrons não são estáticos e os preparará para discutir a respeito da polaridade no próximo capítulo.

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Ligação metálica Leia o trecho da matéria a seguir.

Pesquisador da Uniso desenvolve liga metálica mais dura do mundo O material foi chamado de Diamante Metálico e pode conter até nove elementos diferentes em sua formulação. […] Ferro, cromo e nióbio foram alguns dos elementos utilizados no desenvolvimento da nova liga. […] 6. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os PROFETA, Guilherme. Pesquisador da Uniso desenvolve liga metálica estudantes a expressar seus conhecimentos prévios sobre mais dura do mundo. Uniso Ciência. v. 3, n. 5, jun. 2020. p. 36, 37, 42. ligas metálicas e identificar esses materiais em seu cotidiano, citando objetos de aço, rodas de liga leve de automóveis, entre outros exemplos.

Dica

6. Você já ouviu falar em liga metálica? Caso sua resposta

Uma liga metálica é um material composto de átomos de dois ou mais elementos químicos diferentes, e ao menos um deles deve ser um metal. O aço, por exemplo, é uma liga entre ferro e carbono ​(C)​.

seja afirmativa, cite um exemplo de liga metálica em um objeto usado em seu cotidiano.

Átomos de metais ligam-se uns aos outros por meio de ligações metálicas, que têm um perfil bem diferente das ligações iônicas e covalentes, pois, como os metais apresentam baixo valor de eletronegatividade, seus elétrons são pouco atraídos pelo núcleo. Logo, a tendência dos metais é doar elétrons. Em um composto formado exclusivamente por metais, não há Dica átomos aceptores de elétrons, e os elétrons de valência Acesse o simulador “Polaridade da molécula” para investigar conseguem transitar livremente entre os átomos. como a eletronegatividade interfere no tipo de ligação. Disponível em: https://phet.colorado.edu/pt_BR/simulation/ legacy/molecule-polarity. Acesso em: 12 ago. 2024.

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Oleksandr Lysenko/ Shutterstock.com

Lingote de ouro.

Representação da organização espacial dos átomos de ouro.

Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

Podemos considerar que as estruturas metálicas são formadas por cátions rodeados por elétrons livres em movimento, e a força de atração entre cátions e elétrons é o que constitui a ligação metálica.

A aplicação de força nos metais também pode fazer os cátions mudarem de posição e, por isso, os metais têm alta maleabilidade, que é a capacidade de serem deformados e transformados em lâminas, e alta ductilidade, que corresponde à capacidade de serem transformados em fios. 7. Como verificamos, a condução elétrica depende da movimentação de elétrons pelo material. Como você explicaria o fato de os metais serem bons condutores de eletricidade?

Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que isso ocorre porque os elétrons transitam livremente nos metais e nas ligas metálicas.

Em uma ligação metálica, a intensa força eletrostática entre os cátions e os elétrons confere altas temperaturas de fusão e de ebulição às estruturas, que são sólidas à temperatura ambiente. A única exceção é o mercúrio (​​ Hg)​​, metal que é líquido a ​25 ° C​.

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UNIDADE

2 Materiais inteligentes

Transdutor utilizado em violão.

transdutor

Philip Cridland/Alamy/Fotoarena

Já os transdutores são usados em microfones e alto-falantes para captar e emitir som, em sensores de pressão e impacto em sistemas de segurança automotivos, em relógios de quartzo para manter a precisão do tempo e em equipamentos médicos de ultrassom para gerar e receber ondas sonoras usadas na formação de imagens internas do corpo. As aplicações desses materiais inteligentes são muitas e vão da medicina à eletrônica e à engenharia. Eles representam o futuro dos materiais, permitindo a criação de tecnologias mais eficientes e adaptáveis às necessidades humanas.

Josu Ozkaritz/Shutterstock.com

Conhecer as características das ligações químicas e as propriedades físico-química dos materiais formados por elas é fundamental para desenvolver novas tecnologias. Esse conhecimento permite a criação de materiais inteligentes, que por meio de estímulos específicos (como tensão, mudança de temperatura, campo magnético etc.) desempenham funções inovadoras em diversas áreas. Um exemplo notável é o nitinol, uma liga metálica de níquel e titânio com o efeito memória de forma. Esse material passa por tratamentos sofisticados, que o projetam para ter um formato predeterminado. Assim, o material pode ser deformado em um segundo formato e, ao ser aquecido, o metal retorna à sua forma original. Esse material é amplamente utilizado em dispositivos médicos, como stents e fios ortodônticos. Outro tipo de material inteligente é o piezoelétrico. Esses materiais geram cargas elétricas quando submetidos à pressão mecânica ou se deformam quando expostos a um campo elétrico. Um exemplo é o cristal de quartzo, que tem ligações covalentes entre silício e oxigênio. Geralmente, são utilizados em sensores, atuadores e dispositivos de captura de energia. Também são usados em plataformas de pesagem de veículos grandes e pesados.

Caminhão sobre uma plataforma de pesagem com material piezoelétrico. balança

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Classificações de ligações químicas Embora classifiquemos as ligações químicas em três tipos – iônicas, covalentes e metálicas –, essas categorias representam os extremos das interações. Na realidade, em muitos compostos, as ligações apresentam características intermediárias. O grau de caráter iônico, covalente ou metálico de uma ligação pode ser previsto para compostos binários utilizando dois parâmetros fundamentais: a diferença de eletronegatividade e a eletronegatividade média dos átomos envolvidos. A diferença de eletronegatividade entre dois átomos determina o grau de polaridade da ligação; quanto maior a diferença, mais iônica é a ligação. A eletronegatividade média influencia a natureza geral da ligação, ajudando a identificar se um composto tende mais para o comportamento metálico ou covalente. O diagrama de Van Arkel-Ketelaar utiliza esses parâmetros para categorizar as ligações em três regiões. Diagrama de Van Arkel-Ketelaar Diferença das eletronegatividades CsF LiF 3,00 CsC

Li2O NaC

Ohanna Schmitt/Arquivo da editora

2,00

BeF2 MgO

MgC2 SiO2

AC3 LiH 1,00

CF4

B2O3

NF3

CO2 A3Mg2

Cs Li 0,00 0,80 1,00

Iônica Covalente Metálica

BF3

AAs

A P Mg Be Ga Si B As H C S

CC4 Br N C

2,00

3,00

OF2

NO O

Eletronegatividade F média 4,00

Fonte de pesquisa: KOTZ, John C. et al. Química geral e reações químicas. Tradução: Noveritis do Brasil. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015. v. 2. p. 1022.

Os compostos metálicos são encontrados na região em que tanto a diferença de eletronegatividade quanto a eletronegatividade média são baixas. Os compostos iônicos têm diferença de eletronegatividade alta e eletronegatividade média intermediária. Os compostos covalentes, por sua vez, têm diferença de eletronegatividade baixa e eletronegatividade média maior.

Representação de estruturas químicas

Nos compostos iônicos, forma-se um arranjo tridimensional, em que um íon não está associado a apenas um contra-íon. A estrutura cristalina do cloreto de sódio ​​(NaC𝓁) ​​, por exemplo, pode ser representada de diferentes formas. Uma representação comum mostra as esferas dos íons em contato, destacando a rede cristalina compacta. Outra mostra o centro dos íons como pequenas esferas que não estão em contato direto, mas ainda mantêm a estrutura tridimensional regular. Tratam-se de duas formas de representar a mesma estrutura, com objetivos diferentes. Imagem sem proporção e em cores fantasia.

​​Na​​ +​​

​​C𝓁​​−​​

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

As representações das estruturas químicas são recursos amplamente utilizados no estudo da matéria e suas propriedades. Além de otimizar a comunicação do conhecimento químico, diversos tipos de representações são utilizados para demonstrar, por exemplo, as ligações entre átomos, os ângulos das ligações, a posição espacial dos átomos, entre outras informações.

Representação da rede cristalina do cloreto de sódio com esferas em contato direto e com esferas ligadas por arestas.

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Em relação à ligação covalente, as estruturas moleculares podem ser representadas simplificadamente por estruturas de linhas. Essas estruturas podem omitir os átomos de carbono ​​(C)​​ e hidrogênio ​​(H)​​ ou não. Por exemplo, o propano (​​ ​C​3​​ ​H​8​​)​​ pode ser representado com todas as ligações e átomos explícitos (A) ou apenas com linhas e ângulos representando as ligações covalentes (B). A.

CH3

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

B.

CH2 CH3

Representação do propano com todos os átomos explícitos.

UNIDADE

2

Representação do propano apenas com linhas.

Outra forma de representação das moléculas que fazem ligações covalentes é o modelo de bolas cheias (A), no qual cada átomo é representado por uma esfera cheia, e o modelo de bolas e varetas (B), em que as esferas representam os átomos e as varetas representam as ligações entre eles.

Representação de molécula da água com esferas cheias.

Cynthia Sekiguchi/ Arquivo da editora

B.

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

A.

Representação de molécula da água com esferas e varetas.

Na ligação metálica, além da representação dos elétrons entre os cátions, o arranjo tridimensional de suas estruturas pode ser representado de forma similar aos sólidos iônicos. Os metais têm estrutura cristalina e algumas dessas estruturas podem ser constituídas de apenas um tipo de átomo. A estrutura de um metal puro, como o alumínio, e de uma liga metálica, como o ouro 14 quilates ​​(Au-Ag)​​, são exemplos de tais representações.

​Ag​

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Representação da estrutura do ouro 14 quilates.

Quando os cátions de um metal são deslocados por uma martelada, os elétrons móveis conseguem responder imediatamente e seguir os cátions até suas novas posições, o que torna o metal maleável. As representações químicas são ferramentas importantes para visualizar e compreender as diversas estruturas e os comportamentos dos materiais. Elas permitem uma melhor compreensão das propriedades químicas e físicas ao facilitar a expressão e comunicação dos conhecimentos científicos.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Essas representações são fundamentais para entender o comportamento mecânico dos materiais, como a maleabilidade e a ductilidade dos metais, que permitem que eles sejam moldados sem quebrar.

Representação de peça de ferro sendo moldada.

Representação dos cátions sendo deslocados.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Representação da estrutura do alumínio.

​Au​ Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

​A𝓁​

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PRÁTICA CIENTÍFICA sam-whitfield1/Shutterstock.com

Conduzindo corrente elétrica Por dentro do contexto Como já estudamos, certos elementos químicos dificilmente são encontrados de maneira isolada. O sal de cozinha, a água e o açúcar comum são substâncias compostas presentes no nosso cotidiano, muitos deles até na água. É possível que você já tenha ouvido falar dos perigos de continuar nadando no mar enquanto relâmpagos de uma chuva forte aparecem no céu. O contato de relâmpagos com a água pode ser muito perigoso, mesmo a água não sendo boa condutora de corrente elétrica. a ) Considerando os tipos de ligação química estudados e suas características, formule hipótese(s) que justifiquem esse perigo.

Relâmpagos atingindo o mar no Reino Unido, em 2022.

Materiais

• bateria de ​12 V​

• água destilada

• copos ou béqueres

Cuidado

• lâmpada LED

• papel-toalha

• colher de chá

• 3 pedaços de fios de cobre

• sal de cozinha

• placa de cobre

• alicate

• açúcar

• fita isolante

• borracha escolar

Ao inserir os fios para testar a condutividade dos compostos, tome cuidado para não molhar os dedos. Verifique também se todos os fios estão devidamente conectados e envoltos com fita isolante.

Como proceder

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

fita isolante

LED

A. Desencape cerca de ​2 cm​das extremidades dos fios de cobre com o alicate. B. Com a fita isolante, conecte uma extremidade de um dos fios na bateria e a outra no fio do LED. Conecte o segundo fio na bateria e deixe uma extremidade solta. Conecte o terceiro fio de cobre com o fio do soquete da lâmpada. C. Deixe o aparato organizado, como apresentado na imagem. D. Em um copo ou béquer, coloque água destilada até a metade do recipiente e mergulhe os fios dentro dele. Observe o que ocorre com a lâmpada. Seque os fios com papel-toalha.

bateria

fios de cobre béquer

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Resposta nas Orientações para o professor.

Imagem referente às etapas A e B.

E. Adicione 1 colher de chá de sal de cozinha em um outro copo limpo e teste a condução de corrente elétrica nessa substância. Para isso, encoste os dois fios, separadamente, no sal. Limpe as pontas dos fios. Para a limpeza dos fios durante todo o experimento, lave as pontas deles em água destilada e seque-as com o papel-toalha antes de iniciar o próximo passo. F. Adicione 1 colher de chá de açúcar em outro copo limpo e teste a condução de corrente elétrica nessa substância. Para isso, encoste os dois fios, separadamente, no açúcar. Limpe as pontas dos fios novamente.

Dica Lembre-se de lavar a colher cuidadosamente ao mudar de procedimento, para que não haja contaminação.

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H. Depois, coloque água no copo usado na etapa F até a metade e misture, a fim de formar a solução de açúcar, e teste novamente. Observe o que ocorre com a lâmpada. Limpe as pontas dos fios novamente.

solução salina

Imagem referente à etapa G.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

G. Coloque água destilada no copo usado na etapa E até a metade e misture, a fim de formar a solução de N ​ aC𝓁​ e teste novamente. Observe o que ocorre com a lâmpada. Faça a limpeza das pontas dos fios novamente.

UNIDADE

2

I. No copo da etapa G, acrescente mais 1 colher de chá de sal, a fim de formar uma solução mais concentrada e teste a condutividade mais uma vez. Limpe as pontas dos fios novamente.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

J. Encoste as extremidades dos fios na placa de cobre e na borracha e observe a lâmpada. Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

borracha Imagem referente à etapa J.

Análise e divulgação Respostas nas Orientações para o professor.

1. Em quais materiais a lâmpada acendeu e em quais não acendeu? 2. Os resultados foram de acordo com a hipótese que você formulou antes da prática? 3. Identifique o tipo de ligação química que ocorre entre os átomos dos materiais testados. 4. Justifique por que alguns materiais conduziram a corrente elétrica e outros não. Se necessário, pesquise em referências confiáveis para auxiliar na sua resposta.

5. O que aconteceu na etapa I? Explique, comparando com o ocorrido na etapa G. 6. Represente, com um desenho, a ligação entre os átomos de cobre dos fios condutores de eletricidade. 7. É hora de divulgar os resultados! Produza um podcast curto relatando o que você descobriu. • Crie um roteiro organizado e claro. • Comece o podcast se apresentando, depois apresente o tema que será abordado. Utilize frases e questionamentos que despertam a curiosidade para chamar a atenção do ouvinte. • Você pode prosseguir citando casos relatados na mídia ou em redes sociais que, erroneamente, em geral, associam a água como ótima condutora de corrente. • Para concluir, explique o experimento, justificando suas observações e os conceitos teóricos.

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ATIVIDADES

Respostas das questões 2 e 5 nas Orientações para o professor. 1. a) Resposta: ​NaF​, ​NaC𝓁​, ​NaBr​e ​NaI​.

1. Escreva a fórmula dos compostos iônicos obtidos em cada uma das situações a seguir.

a ) União entre o sódio, que tem 1 elétron na camada de valência, e os elementos químicos com 7 elétrons na camada de valência, como flúor, cloro (​​ C𝓁) ​​, bromo (​​ Br)​​ e iodo (​​ I)​​. b ) União entre o bromo, que tem 7 elétrons na camada de valência, e os elementos com 2 elétrons na camada de valência, como magnésio, cálcio, estrôncio (​​ Sr)​​ e bário (​​ Ba)​​. Resposta: ​​MgBr​2​​​, ​​CaBr​2​​​, ​​SrBr​2​​​ e ​​BaBr​2​​​.

2. O alumínio é utilizado em vários tipos de produtos, como embalagem de bebidas, material para construção civil e peças automotivas. Esse metal é obtido do minério bauxita, constituído principalmente de óxido de alumínio ​​(A​𝓁​2​​ ​O3​)​​ ​​ e moléculas de água. Responda às questões a seguir. a ) No composto ​A​𝓁​2​​ ​O3​​​​ e no metal A ​ 𝓁​, qual(is) tipo(s) de ligação química ocorre(m) entre os átomos? b ) ​A​𝓁​2​​ ​O3​ ​​​ e ​A𝓁​ são bons condutores elétricos na fase sólida? Justifique sua resposta. c ) Qual dessas substâncias é a mais maleável:​​ A𝓁​2​​ ​O​3​​​ ou o ​A𝓁​? Justifique sua resposta. d ) Se fosse feito o aquecimento gradativo das amostras de ​A𝓁​ e de A ​ ​𝓁​2​​ ​O3​ ​​​, qual delas sofreria fusão primeiro?

3. Avalie as afirmações a seguir e verifique qual é a

Alternativa b. Comentários alternativa correta. Resposta: nas Orientações para o professor.

I ) Em ligações iônicas, os metais doam seus elétrons de valência para o ametal.

II ) Ligações covalentes ocorrem apenas entre elementos químicos não metálicos, compartilhando os elétrons, sendo esses compostos excelentes condutores de eletricidade. III ) Ligações metálicas ocorrem em metais puros; os elétrons ficam espalhados pela estrutura metálica. a ) Todas as afirmativas estão corretas. b ) Apenas I e III estão corretas. c ) Apenas II e III estão corretas. d ) Apenas I e II estão corretas. e ) Todas as afirmativas estão erradas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

4. Identifique a alternativa que indica os elementos químicos que podem se ligar ao carbono.

Resposta: Alternativa c. Comentários nas Orientações para a ) ​H​, ​Nh​, ​O​e ​He​. o professor.

b ) ​Li​, ​Fr​, ​Kr​e ​P​. c ) ​N​, ​H​, ​C​e ​O​. d ) ​He​, ​Fe​, ​Cr​e ​K​.

5. Leia a manchete e o texto a seguir.

Vazamento de amônia em frigorífico em Paiçandu leva 14 funcionários para o hospital Disponível em: https://aerp.org.br/redeaerp/vazamento-de -amonia-em-frigorifico-em-paicandu-leva-14-funcionarios -para-o-hospital/. Acesso em: 12 ago. 2024.

A amônia é um gás, à temperatura ambiente​​ (25 ° C)​​ e incolor. Tem odor característico e pode se depositar nas vias aéreas superiores. Entre as diversas aplicações, é utilizada em refrigeradores, sínteses químicas e agricultura. Responda aos itens a seguir. a ) A amônia é constituída dos elementos químicos nitrogênio (​​ N)​​ e hidrogênio. Sabendo que o nitrogênio tem 5 elétrons de valência e o hidrogênio tem apenas 1, qual é a fórmula molecular da amônia? b ) A amônia é um bom condutor elétrico quando está na fase líquida? Justifique. c ) Escreva as fórmulas de Lewis da amônia. d ) Quais medidas de prevenção poderiam ser feitas nesse frigorífico? Depois do vazamento, que medidas deveriam ser aplicadas? Se necessário, faça uma pesquisa em sites sobre segurança de trabalho.

6. Sobre a classificação de ligações químicas é correto afirmar que: Resposta: Alternativa b. a ) todos os compostos apresentam ligações químicas com características bem definidas, que podem ser classificadas em três tipos. b ) muitos compostos podem apresentar ligações que apresentam características intermediárias aos três principais tipos de ligação química. c ) podemos classificar as ligações químicas de acordo com o diagrama de Linus Pauling. d ) a classificação do tipo de ligação não depende da eletronegatividade dos átomos.

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7. A produção de bolos frequentemente envolve o uso de bicarbonato de sódio ​​(​NaHCO​3​​)​​, que atua como um agente fermentador. Durante o processo de cozimento, o bicarbonato de sódio se decompõe, liberando dióxido de carbono (​​ ​CO​2​​)​​ e outros compostos que contribuem para o crescimento da massa do bolo.

c ) Elas são usadas para substituir a necessidade de realizar experimentos práticos e não contribuem para o conhecimento teórico. d ) As representações químicas são importantes apenas para profissionais que manipulam compostos químicos e não são necessárias para o estudo básico da Química.

O C HO

b ) Elas ajudam a entender a disposição dos átomos e as ligações em uma molécula, facilitando a compreensão de suas propriedades e reatividade.

2 UNIDADE

9. b) Resposta: Espera-se que os estudantes demonstrem um átomo de oxigênio central realizando uma ligação dupla e uma simples com outros dois. Eles devem demonstrar os pares de elétrons não compartilhados: 1 par no átomo central; 3 pares no átomo com ligação simples; 2 pares no átomo com ligação dupla.

O Na –

+

Fórmula estrutural do ​​NaHCO​3​​.​

Qual(is) tipo(s) de ligação química ocorre(m) entre os átomos do bicarbonato de sódio?

Resposta: Ligação covalente e iônica.

8. Justifique como a ligação metálica explica a condutividade elétrica das ligas metálicas, utilizando o exemplo da liga de alumínio com cobre, que é amplamente utilizada em diversos aparelhos eleA ligação metálica permite alta trônicos. Resposta: condutividade elétrica, pois os elétrons livres se movem facilmente.

9. O gás carbônico é crucial para a vida na Terra em razão de seu papel em dois processos fundamentais: o efeito estufa e a fotossíntese. No efeito estufa, o ​​CO​2​​​ ajuda a reter calor na atmosfera, mantendo a temperatura global em níveis que permitem a vida. Além disso, durante a fotossíntese, as plantas utilizam o ​​CO​2​​​ para produzir oxigênio e nutrientes, essenciais para a sobrevivência dos seres vivos.

11. Monte o quadro como o modelo a seguir, sinte-

tizando os seus conhecimentos sobre ligações químicas. Resposta nas Orientações para o professor.

Síntese de informações sobre ligações químicas Tipo de ligação química

Iônica

Covalente

Formação Propriedades físico-químicas Exemplos

12. O ácido acetilsalicílico ​​(​C​9​​ ​H​8​​ ​O​4​​)​​ é um composto

amplamente utilizado na medicina para aliviar a dor e reduzir a febre e as inflamações. A estrutura química desse composto inclui ligações entre átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio. Essas ligações são responsáveis por diversas propriedades do composto, como sua estabilidade química e interação com outras moléculas no organismo.

O

Em relação aos processos citados, responda aos itens a seguir. a ) Além do gás carbônico, outros gases são cruciais para a vida na Terra. Cite outros três exemplos e diga que ligação está envolvida em seus átomos.

OH

b ) Outro gás encontrado na atmosfera e que é essencial é o ozônio (​​ ​O​3​​)​​. Escreva sua fórmula de Lewis e registre suas observações.

10. Qual das seguintes afirmações melhor descreve a importância das representações de estruturas químicas no estudo da química?

Resposta: Alternativa b.

a ) As representações de estruturas químicas são apenas uma forma de melhorar o design dos artigos científicos e não têm impacto no entendimento dos conceitos químicos.

9. a) Possíveis respostas: Gás oxigênio (​​ ​O​2​​)​​, gás nitrogênio (​​ ​N​2​​)​​, ozônio (​​ ​O​3​​)​​ etc. Todos os compostos citados têm ligação covalente.

Metálica

O O

CH3

Fórmula estrutural do ácido acetilsalicílico.

Analisando as informações anteriores, indique o tipo de ligação química que ocorre entre os átomos dessa substância. Justifique. Resposta: Ligações covalentes, pois há compartilhamento de elétrons entre os ametais carbono, hidrogênio e oxigênio.

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CAPÍTULO

7

As interações entre as moléculas Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

katacarix/Shutterstock.com

Maleo/Shutterstock.com

Você já viu alguma das situações como as apresentadas nas fotografias a seguir? Elas parecem muito estranhas, não é mesmo? Afinal, como pode um inseto caminhar sobre a água? E como a água se molda em torno do nadador?

Inseto alfaiate sobre a superfície da água.

Película de água formada em volta do nadador.

Alfaiate (Gerris lacustris): pode atingir aproximadamente 1​ 0 mm​de comprimento.

Se prestarmos atenção, vamos perceber que o inseto que toca na água está planando no líquido como se fosse uma cama elástica, pois suas pernas parecem afundar, mas sem romper a superfície. O mesmo efeito ocorre com o nadador. Antes que a sua cabeça saia da água, conseguimos ver a formação de uma espécie de película.

No interior do líquido, as moléculas de água interagem fortemente entre si. Como essas forças de atração ocorrem em todos os sentidos, elas se anulam (situação A). Já na superfície (situação B), como as moléculas não estão na parte exterior, elas sofrem uma maior força de atração no sentido do interior do líquido.

Ergun_Pinar/Shutterstock.com

Esse fenômeno observado na água é chamado de tensão superficial e se deve a interações fortes que acontecem entre as moléculas de ​​H​2​​O​. Essas interações são denominadas forças intermoleculares. ar

água

B. A.

Os primeiros estudos sobre as interações entre moléculas de líquidos foram registrados pelo cientista estadunidense Benjamin Franklin (1705-1790). Na época, Franklin investigou a repulsão entre água e óleo, mas o fenômeno de tensão superficial ainda não era conhecido, até que uma cientista, a italiana Agnes Pockels (1862-1935), descreveu a manipulação de filmes de óleo e detergentes sobre a superfície da água e mediu a tensão superficial de monocamadas de lipídios, sugerindo que se tratava de um fenômeno molecular. Em 1891, com auxílio do físico britânico Lord Rayleigh (1842-1919), ela publicou seu primeiro artigo na revista Nature.

Autor desconhecido. 1922. Universidade de Tecnologia de Braunschweig, Braunschweig, Alemanha

Representação das forças que atuam na água no estado líquido. O efeito da força resultante é a redução da área superficial do líquido, que passa a se comportar como se fosse uma membrana elástica, com a tendência de se contrair ocupando a menor área possível.

Agnes Luise Wilhelmine Pockels.

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PRÁTICA CIENTÍFICA

Cuidado

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Ao manipular a agulha cuidado para não se machucar.

A tensão superficial da água

Como proceder

Por dentro do contexto

A. Encha o recipiente com água e, cuidadosamente, disponha a agulha horizontalmente na água até que flutue.

A densidade é uma propriedade específica da matéria que ajuda a prever se um material vai flutuar ou afundar em relação a outro, quando misturados. No entanto, será que essa propriedade pode explicar todos os fenômenos de flutuação? Vamos realizar um experimento para entender melhor essa questão.

UNIDADE

2

B. Lentamente, adicione gotas de detergente à água em torno da agulha, sem que caia diretamente em cima dela. C. Verifique o que ocorre após a dissolução completa do detergente.

Análise

Materiais

Respostas nas Orientações para o professor.

• 1 recipiente largo, preferencialmente de plástico atóxico, contendo água potável • agulha ou alfinetes de alumínio

1. Sabendo que a densidade da água é inferior

• detergente de cozinha

2. O que aconteceu após a dissolução do deter-

à do alumínio, como é possível explicar o fato de a agulha flutuar? gente?

As interações intermoleculares podem ser mais fracas ou mais fortes, dependendo principalmente de dois fatores: a geometria e a polaridade da molécula. Vamos começar pela geometria molecular.

Geometria molecular

Confira a seguir a estrutura molecular da água (​​ ​H​2​​O)​​ e a do dióxido de carbono (​​ C​O​2​​)​​. Professor, professora:

Geometria molecular angular da molécula de água.

Caso haja estudantes com dificuldade para enxergar, providencie modelos moleculares para utilizar durante o trabalho com a geometria molecular.

Geometria molecular linear da molécula de gás carbônico.

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

pares de elétrons não ligantes

Ambas são compostas de três átomos, porém a organização espacial dos átomos (geometria molecular) é diferente. A molécula de água tem geometria angular, enquanto a do dióxido de carbono tem geometria linear. Essa diferença pode ser explicada pelo modelo de repulsão dos pares de elétrons da camada de valência (VSEPR, na sigla em inglês), desenvolvido pelo químico inglês Ronald James Gillespie (1924-2021) e pelo químico australiano Ronald Sydney Nyholm (1917-1971). Segundo a teoria, os pares eletrônicos da camada de valência dos átomos repelem os demais pares, uma vez que todos têm cargas negativas. Portanto, os pares eletrônicos (ligantes e não ligantes) ficarão o máximo que puderem afastados uns dos outros. Os pares de elétrons não ligantes do átomo de oxigênio da molécula de água afastam as ligações covalentes feitas com os átomos de hidrogênio (​​ H)​​, resultando na geometria angular. Na molécula de dióxido de carbono, não há pares eletrônicos não ligantes no átomo central, logo as ligações duplas se repelem, resultando na geometria linear.

123

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O quadro a seguir mostra os principais tipos de geometria molecular e alguns exemplos de molécula para cada geometria. A polaridade das moléculas, que será nosso próximo assunto, também é mostrada. Exemplos de geometria molecular

1

2

2

3

Número de pares de elétrons não ligantes

Irrelevante

0

2

0

Tipo de geometria

Polaridade

Fórmula química

Átomos iguais: apolar

​​O​2​​​

Átomos diferentes: polar

​HC𝓁​

Átomos adjacentes iguais: apolar

​C​O​2​​​

Átomos adjacentes diferentes: polar

​HCN​

Polar

​​H​2​​O​

Átomos adjacentes iguais: apolar

​B​F​3​​​

Átomos adjacentes diferentes: polar

​CO​C𝓁​ 2​​​

Linear

Linear

Angular

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Modelo molecular Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

Número de átomos ligados ao átomo central

Trigonal

Dica

3

4

1

0

Piramidal

Polar

​N​H​3​​​

Átomos adjacentes iguais: apolar

​C​H​4​​​

Átomos adjacentes diferentes: polar

​C​H​3​​C𝓁​

Tetraédrica

Acesse o simulador de Geometria molecular, disponível em: https://phet. colorado.edu/pt_ BR/simulations/ build-a-molecule. Acesso em: 19 ago. 2024. Esse simulador possibilita que você monte diferentes estruturas moleculares, variando os tipos de ligação química e os pares de elétrons.

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CONEXÕES com ... MATEMÁTICA

Geometria molecular, figuras geométricas e ângulos

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Você provavelmente notou que algumas geometrias assumidas pelas moléculas se assemelham a figuras geométricas. Considere que esses arranjos moleculares sejam simétricos, pois o átomo central não tem pares de elétrons não ligantes, e formados por dois elementos A e B, em que ​n​átomos de B ficam em volta do átomo central A, seguindo a fórmula ​A​B​n​​,​em que ​n ​> ​1​. Essa associação é possível porque as moléculas, por mais que sejam representadas no plano do papel, são objetos tridimensionais. Compreender essas figuras nos ajuda a determinar o ângulo entre as ligações dos átomos, também chamado de ângulo de ligação. As moléculas de fórmula ​A​B​2​​​ também assumem a geometria

linear (​​ 180°) ​​. Exemplos:

dióxido de carbono (​​ C​O​2​​)​​ e

cloreto de berílio ​​(Be​C𝓁​ 2​​)​​. 1808

Geometria linear.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

908 Geometria bipirâmide trigonal.

1208

908 Geometria octaédrica.

908

Quando analisamos moléculas de fórmula ​A​B​3​​​, notamos que seu formato se assemelha ao de um triângulo equilátero, em que o elemento B fica nos vértices e o elemento A fica no centro. Os ângulos internos das ligações são ​120°​. Exemplo: trifluoreto de boro (​​ B​F​3​​)​​.

O formato de pirâmide triangular também é observado nas moléculas de fórmula ​A​B​4​​​ cuja geometria é a tetraédrica. O elemento B fica nos vértices e o elemento A fica no centro da pirâmide. Os ângulos de ligações medem ​109,5° .​ Exemplo: tetracloreto de carbono (​​ ​CC𝓁​  4)​​  ​​. 109,58

1208 Geometria trigonal.

Geometria tetraédrica.

A fórmula ​A​B​5​​​ gera a geometria bipirâmide trigonal, e este arranjo minimiza a repulsão dos elétrons dos 5 átomos de B. É como dois tetraedros ligados, com uma mesma base triangular. Nesse plano, o ângulo de ligação dos átomos mede ​120°​. E o ângulo de ligação entre os átomos do plano e os que não estão no plano mede ​90°​. O elemento A está no centro do poliedro. Exemplo: pentacloreto de fósforo (​​ P​C𝓁​ 5​​)​​. O arranjo mais estável para moléculas de fórmula ​A​B​6​​​ é a geometria octaédrica. O arranjo octaédrico é como duas pirâmides quadrangulares ligadas como uma base quadrada em comum. Todos os ângulos entre ligações são de ​90°​. Exemplo: hexafluoreto de enxofre (​​ S​F​6)​​ ​​. Imagens elaboradas com base em: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. Tradução: Eloiza Lopes, Tiago Jonas e Sonia Midori Yamamoto. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 363.

Embora essas sejam as geometrias moleculares mais comuns, há muitas outras se considerarmos os pares de elétrons não ligantes. Em todos os casos, sempre será possível associar a disposição dos átomos e dos pares de elétrons em torno do átomo central com o formato de uma figura tridimensional. Caso tenha pares de elétrons não ligantes, os ângulos de ligações variam, pois dependem da energia de repulsão, do elemento químico etc. Esses conceitos podem ser extrapolados para a compreensão de fenômenos de outras áreas de estudo: Cristalografia, síntese de fármacos na Farmácia etc. a ) Qual das seguintes moléculas tem uma geometria molecular que se assemelha a um triângulo: tioformaldeído (​ C​H​2​S)​, amônia (​​ ​NH​  3​​) ​​ ou cloreto de cianogênio (​ CNC𝓁)​? Resposta: ​C​H​2​​S​, pois o átomo central é o carbono, que está ligado por uma ligação dupla ao enxofre e por ligações simples aos átomos de hidrogênio.

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05/11/2024 15:27:34


Polaridade

Professor, professora: Explique aos Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia. estudantes que há diferença entre a polaridade de uma ligação química e a da molécula como um todo. É possível que a ligação seja polar e a molécula seja apolar.

O segundo conceito que vamos estudar para entendermos as interações intermoleculares é o de polaridade, que está relacionado à diferença de eletronegatividade dos átomos e à geometria da molécula. Como mencionado anteriormente, a eletronegatividade é a medida da capacidade que determinado átomo tem de atrair elétrons para seu núcleo. Quanto mais eletronegativo for um átomo, maior será essa capacidade. Em uma ligação covalente, o átomo mais eletronegativo atrairá para si os elétrons da ligação de maneira mais eficaz do que o outro átomo. Dizemos que o primeiro terá maior carga parcial negativa − + (simbolizada por ​​δ​​ ​​) e que o segundo terá maior carga parcial positiva (simbolizada por ​​δ​​ ​​). A ligação covalente pode ser entendida como a formação de uma nuvem eletrônica entre os dois átomos, ou seja, uma região com maior probabilidade de encontrarmos os elétrons, e ela será deslocada para o lado do átomo com carga parcial negativa e estará mais distante do átomo com carga parcial positiva. Por haver essa diferença na Representação das cargas distribuição de elétrons, dizemos que a ligação é polar ou que está parciais na molécula de ​​H​2​​O​, com maior polarizada.

δ δ

concentração de elétrons no átomo de oxigênio.

δ

Cynthia Sekiguchi/ Arquivo da editora

Observe a molécula de água a seguir. Como o átomo de oxigênio é mais eletronegativo do que os de hidrogênio, ele adquire uma carga parcial negativa. Sabendo que a nuvem eletrônica se concentra nele, indicamos o deslocamento por meio de duas setas pretas, chamadas de momento de dipolo. Como a água tem geometria angular, há um vetor resultante do momento de dipolo, indicado pela seta vermelha para cima, tornando a molécula toda polar.

Vamos verificar agora a molécula de dióxido de carbono. Ela também é formada por ligações covalentes polares, em que a concentração de elétrons é maior nos átomos de oxigênio, por serem mais eletronegativos. No entanto, como a molécula tem geometria linear, o vetor resultante do momento de dipolo é nulo, pois os átomos atraem os elétrons em igual intensidade, mas em sentidos opostos. Como resultado, temos Professor, professora: ao abordar o vetor resultante na molécula uma molécula apolar. de ​​H​  ​​O​, incentive o estudante a imaginar como o átomo de 2

Cynthia Sekiguchi/ Arquivo da editora

δ

δ

δ

oxigênio se moveria se cada um entre dois estudantes puxasse este átomo na direção das setas pretas, conduzindo-o a compreender de forma sensorial como o vetor resultante de dipolo se forma. O mesmo vale para o exemplo do ​​CO​ 2​​​.

Representação das cargas parciais na molécula de ​C​O​2​​​. A molécula de dióxido de carbono é apolar.

Portanto, para descobrirmos qual é a polaridade de uma molécula, precisamos saber qual é sua geometria. O quadro Exemplos de geometria molecular, da página 124, pode auxiliar nesse processo. Para as geometrias lineares, trigonais e tetraédricas, se os átomos adjacentes ao átomo central forem iguais entre si, os vetores se anularão e a molécula será apolar; caso contrário, será polar. Para as geometrias angular e piramidal, a molécula sempre será polar, pois os momentos de dipolo não se anulam.

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/ Arquivo da editora

1. Resposta: A molécula será apolar, pois ambos os átomos têm a mesma eletronegatividade.

126

1. Qual é a polaridade de uma molécula formada apenas por dois átomos iguais? Justifique sua resposta.

2. Como é a polaridade de ligações iônicas e metálicas?

Molécula de amônia (​​ N​H​3​​)​​, com geometria piramidal e polar.

Molécula de tetrafluoreto de carbono (​​ C​F​4​​)​​, com geometria tetraédrica e apolar.

2. Resposta: Na iônica, há total transferência de elétron de um átomo para o outro. Logo, o momento de dipolo apontará para o átomo que recebeu os elétrons (que está com carga negativa). Na metálica, os elétrons estão distribuídos de forma homogênea entre os núcleos, formando ligações apolares.

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ATIVIDADES

1. b) Resposta: Isso ocorreu pois o corante aquoso apresenta tensão superficial, impedindo que as moléculas de água se distribuam por todo o leite.

1. Analise o experimento que foi realizado na sala de aula.

I ) A professora pingou gotas de corante alimentício no leite.

UNIDADE

2 NÃO ESCREVA NO LIVRO.

a ) Associe corretamente as moléculas do quadro I com sua respectiva geometria molecular do quadro II, escrevendo em seu caderno a letra e o número correspondentes. Resposta: A – 4; B – 5; C – 3; D – 2; E – 1.

Dorling Kindersley ltd/Alamy/Fotoarena

b ) Classifique as moléculas do quadro I em polares ou apolares. Resposta: ​C​H​4​​ –​apolar; ​S​O​2​​ –​polar; ​ B​F​3​​ –​apolar; ​HC𝓁 –​polar; ​N​H​3​​ –​polar.

c ) Quais moléculas seriam solúveis em água? Justifique sua resposta. Resposta: ​S​O​2​​​, ​HC𝓁​ e ​N​H​3​​​,

pois estas moléculas, assim como as de água, são polares.

d ) Quais dessas moléculas têm par de elétrons não ligantes? Resposta: ​​SO​  2​​​, ​HC𝓁​ e ​​NH​  3​​​.

3. Classifique as substâncias a seguir como polar ou apolar. a ) ​O​2​ Resposta: Apolar. Leite e gotas de corante.

1. a) Resposta: As gotas de corante ficaram concentradas no centro do recipiente com leite.

a ) O que aconteceu com as gotas de corante? b ) Por que isso aconteceu?

Dorling Kindersley ltd/Alamy/Fotoarena

II ) Em seguida, a professora adicionou um pouco de detergente sobre as gotas de corante.

b ) ​HF​ Resposta: Polar. c ) ​C​O​2​ Resposta: Apolar. d ) ​NO​ Resposta: Polar. e ) ​Be​C𝓁​2​ Resposta: Apolar. f ) ​H​2​O​ Resposta: Polar.

4. Considerando a molécula de amônia (​ N​H​3​)​, analise as afirmações a seguir.

I ) Apresenta geometria tetraédrica. II ) Seu átomo central apresenta um par de elétrons não ligantes e ligações covalentes polares. III ) A sua geometria molecular é semelhante à geometria da água.

Leite e corante após a adição do detergente.

IV ) É uma molécula polar e espera-se que, em condições adequadas, possa se dissolver em solventes polares.

c ) O que aconteceu com as gotas de corante?

Considerando V como afirmação verdadeira e F como falsa, a sequência correta é:

d ) Por que isso aconteceu?

a ) F – F – F – V.

Resposta: As gotas de corante espalharam-se.

2. Confira o quadro de substâncias e o de geome-

trias moleculares a seguir e responda às questões propostas. QUADRO I

QUADRO II

Substância

Geometria molecular

A. ​CH​4​​​

1. Piramidal

B. ​S​O​2​​​

2. Linear

C. ​B​F​3​​​

3. Trigonal plana

D. ​HC𝓁​

4. Tetraédrica

E. ​N​H​3​​​

5. Angular

Resposta: Alternativa d.

b ) F – V – V – V. c ) V – V – F – V. d ) F – V – F – V. e ) V – V – V – V.

5. Identifique a alternativa que apresenta somente substâncias polares. Resposta: Alternativa e. a ) ​H​2​O​e ​C𝓁​2​ b ) ​C𝓁​2​e ​C​C𝓁​4​ c ) ​C​C𝓁​4​e ​C​H​4​ d ) ​C​H​4​e ​H​2​O​ e ) ​H​2​O​e ​CH​C𝓁​3​

1. d) Resposta: Isso ocorreu pois o detergente rompeu a tensão superficial da água com corante, permitindo que ela se distribuísse por todo o leite.

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Interações ou forças intermoleculares Na situação a seguir, duas substâncias foram deixadas em repouso durante certo período. béquer com álcool Dotta2/Acervo da editora

A.

béquer com água

Béqueres contendo água e álcool no início do experimento.

béquer com álcool

B.

Dotta2/Acervo da editora

béquer com água

Béqueres contendo água e álcool após um intervalo de tempo.

3. O que aconteceu na situação? Como você explicaria o que ocorreu?

Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a comentar que o álcool evaporou mais rapidamente do que a água.

Duas moléculas de substâncias iguais ou diferentes podem interagir de formas distintas envolvendo diver­sos tipos de interações intermoleculares. Essas interações são muito mais fracas que as ligações químicas. No início do capítulo, vimos que duas moléculas de água interagem entre si por meio de um tipo de interação intermolecular denominada ligação de hidrogênio. A seguir, exploraremos outros tipos de interações intermoleculares. De acordo com relatos históricos científicos, as interações intermoleculares começaram a ser estudadas em 1873 pelo físico holandês Johannes Diderik van der Waals (1837-1923). Em sua homenagem, elas foram denominadas interações de Van der Waals. A situação anterior envolvendo a água e o álcool evidencia que, mesmo sendo substâncias polares, as interações intermoleculares do álcool são mais fracas que as da água, por isso ele evaporou mais rápido. As moléculas também podem interagir com as de outra substância, de polaridade semelhante ou diferente. Essas interações resultam na formação de misturas homogêneas ou heterogêneas. Por exemplo, o óleo vegetal que pode ser extraído de grãos como soja, canola e milho é uma mistura homogênea de compostos apolares. Se for adicionada água no óleo, haverá separação de fases, formando uma mistura heterogênea. Isso acontece porque a água é polar e o óleo é apolar. Há diferentes tipos de interações intermoleculares, a depender da polaridade das moléculas. Quanto mais polar for uma molécula, mais forte será essa interação, pois as cargas parciais negativas e positivas da molécula exercerão maior influência nas moléculas vizinhas. Confira a seguir alguns tipos de interações moleculares, em ordem de força crescente. 1º. Dipolo induzido-dipolo induzido.

3º. Ligação de hidrogênio.

2º. Dipolo permanente-dipolo permanente.

4º. Íon-dipolo.

4. Podemos falar sobre interações intermoleculares para compostos formados por ligações metálicas? Justifique sua resposta. Resposta: Não, pois esses compostos não formam moléculas. As interações predominantes são as interatômicas.

Dipolo induzido-dipolo induzido Como vimos, uma molécula apolar tem vetor resultante de momento de dipolo igual a zero. No entanto, movimentos aleatórios dos elétrons nas ligações podem deixar a molécula temporariamente polarizada, formando um dipolo instantâneo. Quando isso acontece, o dipolo instantâneo causa um dipolo induzido na molécula que estiver próximo, e o efeito se espalha para todo o sistema.

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Esse tipo de interação intermolecular é fraco, uma vez que os dipolos das moléculas são apenas temporários. Por esta razão, as temperaturas de ebulição e de fusão de moléculas apolares são em geral muito baixas, e o estado físico da maioria desses compostos é gasoso à temperatura ambiente (​​ 25 ° C)​​, com exceção de moléculas orgânicas muito grandes, que são líquidas e têm maiores temperaturas de fusão e de ebulição. O propano (​​ ​C​3​​​H​8​​)​​, por exemplo, principal componente do gás liquefeito de petróleo (GLP), é gasoso à temperatura ambiente (​​ 25 °C)​​. Já o octano (​​ ​C​8​​​H​18​​)​​, principal componente da gasolina, é líquido.

Dica

Ilustrações: Sergio Lima/ Arquivo da editora

Em geral, quanto maiores o tamanho e a massa molecular de uma molécula, maiores serão suas temperaturas de fusão e de ebulição, pois há uma região maior de contato entre moléculas e mais possibilidade de interações intermoleculares.

UNIDADE

2

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Molécula do propano.

Molécula do octano.

Confira o efeito da interação intermolecular dipolo induzido-dipolo induzido com a molécula de oxigênio no exemplo a seguir. δ δ

A.

B.

δ

C. interação intermolecular δ

δ

δ

δ δ

δ

δ

δ

δ

δ δ

molécula não polarizada

molécula não polarizada

Representação de duas moléculas não polarizadas.

dipolo dipolo instantâneo induzido Representação do surgimento mútuo do dipolo induzido nas moléculas.

δ δ

δ

δ

Ilustrações: Sergio Lima/ Arquivo da editora

δ

δ

Representação do “efeito cascata” e formação de dipolos induzidos em outras moléculas de oxigênio.

Antes de serem formalmente estudadas e explicadas pela ciência, as interações intermoleculares já eram exploradas por comunidades tradicionais. Um exemplo disso pode ser percebido na extração do óleo de coco em comunidades quilombolas. Esse e outros conhecimentos dessas comunidades são transmitidos de forma oral por seus membros. Nas comunidades quilombolas, a preservação dessas práticas é desempenhada pelos griôs, que são os membros da comunidade reconhecidos como guardiões dos saberes tradicionais e das tradições ancestrais. Eles aprendem com os mais velhos e ensinam os mais jovens, funcionando como um elo entre os saberes do passado e do futuro. Graças ao trabalho dos griôs, práticas e técnicas antigas, como a extração do óleo de coco, continuam sendo transmitidas até hoje. Para extrair o óleo de coco, os quilombolas seguem um processo cuidadoso e artesanal. Primeiro, os cocos são colhidos e triturados para facilitar o acesso à polpa, a qual passa pelo processo de secagem ao sol e depois é cozida em água, um método que permite que o óleo de coco vá para a superfície e seja separado da água com utensílios simples, como colheres ou conchas. Por muito tempo, práticas como essas e as características da cultura e do modo de vida das comunidades quilombolas não foram amplamente reconhecidas ou documentadas em pesquisas oficiais. Somente no Censo de 2022 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi feita uma investigação mais detalhada sobre a população quilombola, revelando que há cerca de 1,3 milhão de pessoas que pertencem a essas comunidades no Brasil. Porque o óleo é uma substância 5. Por que óleo e água não se misturam? Resposta: apolar, enquanto a água é polar. 6. Qual propriedade explica o fato de o óleo de coco flutuar sobre a água? Resposta: Densidade. 7. Pesquise outros saberes tradicionais das comunidades quilombolas do Brasil. 7. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes encontrem, por meio da pesquisa, diversos saberes tradicionais quilombolas, como técnicas agrícolas, práticas de medicina tradicional e práticas de preservação da história oral.

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Dipolo permanente-dipolo permanente

Ilustrações: Sergio Lima/ Arquivo da editora

As interações do tipo dipolo permanente-dipolo permanente ou dipolo-dipolo ocorrem entre moléculas polares, que não apresentam distribuição uniforme de suas cargas. Essa distribuição assimétrica de cargas é responsável pela formação de dipolos elétricos permanentes, o que faz surgir atração eletrostática per− + manente entre os dipolos elétricos de moléculas polares com outras ​​(​δ​​ ​​↔ ​​δ​​ )​​​. Nesse caso, o átomo mais eletronegativo de uma molécula é atraído pelo átomo menos eletronegativo de outra, bem parecido com a interação de tipo dipolo induzido-dipolo induzido. Analise o exemplo do ácido clorídrico (​​ HC𝓁)​​ a seguir. δ

δ δ

δ

δ

δ

δ

δ

δ

dipolo permanente

Representação dos dipolos permanentes e interação entre duas moléculas de ácido clorídrico.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

δ

δ

δ δ

dipolo permanente

δ

δ

δ

δ δ

δ

δ

δ

δ

Representação da interação intermolecular entre várias moléculas de ácido clorídrico.

A interação dipolo permanente-dipolo permanente tem intensidade média, com exceção de alguns casos especiais que vamos ver no tópico Ligações de hidrogênio. Por conta disso, as temperaturas de fusão e de ebulição de moléculas que fazem esse tipo de interação são levemente maiores do que as das moléculas apolares, e a maior parte se encontra no estado gasoso em temperatura ambiente (​​ 25 °C)​​, como é o caso do ácido clorídrico, do dióxido de enxofre (​​ ​SO​  2​​) ​​e do monóxido de carbono (​​ CO)​​. Quanto mais polar e/ou maior for o tamanho e a massa molecular da molécula, maiores serão as temperaturas de fusão e de ebulição, como no exemplo a seguir, em que a quantidade de átomos eletronegativos (átomos de cloro) e a massa das moléculas aumentam. O diclorometano (​​ C​H​2​​​C𝓁​ 2​​)​​ tem dois átomos de cloro, é mais polar e tem temperatura de ebulição igual a ​ 40 °C​, sendo líquido à temperatura ambiente.

O triclorometano (​​ CH​C𝓁​ 3​​)​​ tem três átomos de cloro, é líquido à temperatura ambiente, mas é ainda mais polar e tem temperatura de ebulição igual a ​61 °C​.

Molécula do diclorometano.

Molécula do triclorometano​​.

Ilustrações: Sergio Lima/ Arquivo da editora

O clorometano (​​ C​H​3​​C𝓁) ​​ tem um átomo de cloro e temperatura de ebulição igual a ​− 24 °C​, sendo gasoso à temperatura ambiente.

Molécula do clorometano.

Íon-dipolo A interação intermolecular mais forte é aquela que se estabelece entre um íon e uma molécula polar. Os cátions interagem com a extremidade negativa de um dipolo, e os ânions, com a extremidade positiva. A interação pode aumentar com a elevação da carga iônica e/ou magnitude do momento dipolar. E a distância entre o íon e o dipolo também influencia: se estiverem mais próximos, mais forte será a atração.

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Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/ Arquivo da editora

Essa interação explica, por exemplo, a solvatação dos compostos iônicos em água. Confira a seguir os íons do cloreto de sódio ​​(NaC𝓁) ​​ solvatados pela água. δ

δ

−

δ

–

δ– +

δ

δ

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

δ– δ

δ

UNIDADE

2

δ–

Representação das moléculas de água em − volta do ânion cloro (​​ ​C𝓁​​ ​)​​.

δ– δ

–

Representação das moléculas de água em volta + do cátion sódio (​​ ​Na​​ )​​​.

Professor, professora: Explique que todas as interações intermoleculares têm, em maior ou menor grau, semelhança com a força de uma ligação química. Além disso, diga que a ligação de hidrogênio tem esse nome porque se aproxima de uma ligação covalente por meio da interação de um átomo muito eletronegativo com hidrogênios vizinhos (pouco eletronegativos).

Ligações de hidrogênio

As ligações de hidrogênio são interações intermoleculares de alta intensidade e ocorrem em moléculas que têm átomos de hidrogênio ligado ao flúor (​​ F)​​, ao oxigênio (​​ O) ​​, ao nitrogênio (​​ N) ​​ou a qualquer outro átomo bastante eletronegativo – como ​C𝓁​, por exemplo.

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/ Arquivo da editora

As interações intermoleculares entre duas moléculas de água são um exemplo de ligação de hidrogênio. Sua polaridade é tão grande que interage fortemente com as moléculas ao redor. ligação de hidrogênio

ligação covalente Representação da estrutura cristalina do gelo. As ligações de hidrogênio são tão fortes que criam macroestruturas temporárias entre as moléculas participantes.

Representação da ligação covalente presente na molécula de água e da interação do tipo ligação de hidrogênio entre moléculas de água.

Como essa atração é muito intensa, a energia necessária para rompê-la é alta, logo essas substâncias têm elevadas temperaturas de fusão e de ebulição, exceto o fluoreto de hidrogênio e a amônia, com temperaturas de ebulição iguais a ​19,5 °C​e ​− 33 °C​, respectivamente. No começo deste capítulo, vimos que alguns insetos conseguem “caminhar” sobre a água. Isso é possível por causa das ligações de hidrogênio entre as moléculas de água, que são fortes o bastante para mantê-las próximas e criar uma forte tensão superficial na água, permitindo que esses insetos se locomovam pela superfície. Se a água fosse agitada ou um composto tensoativo fosse adicionado a ela, essa tensão se romperia. Dica Os tensoativos, presentes no detergente e no sabão, podem alterar as propriedades de superfície das soluções aquosas, pois diminuem as interações entre as moléculas. A estrutura molecular desses compostos contém uma cauda apolar que interage com óleos e gorduras (apolares) e uma cabeça polar que interage com a água.

CH3

CH2

CH2

CH2

CH2

CH2

cauda apolar que interage com o óleo

CH2

CH2

O C O− Na+ cabeça polar que interage com a água

Representação da estrutura molecular de um composto tensoativo encontrado no sabão.

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LIGADO NO TEMA Materiais hidrofóbicos e a segurança no trânsito Você conhece aplicações da Química em diversas áreas do nosso cotidiano, como é o caso da fabricação de cosméticos e de produtos para tratamento de água e de esgoto. A Química também está presente em situações menos evidentes, como na segurança do trânsito.

Ministério da Infraestrutura/Governo Federal

Ao atravessar a rua a pé, você já está fazendo parte do trânsito porque exerce o papel de pedestre, e assim tem direitos e obrigações, como atravessar na faixa de pedestres. Os motoristas também têm o seu papel, como respeitar limites de velocidade e não ultrapassar em lugares inapropriados. Tais cuidados devem ser tomados diariamente, especialmente em dias de chuva porque ela pode trazer problemas como a redução da visibilidade de pedestres e de motoristas e a diminuição do atrito entre o veículo e a pista, o que aumenta a distância de frenagem. Por isso, é importante ter atenção extra em dias chuvosos. Veja no cartaz a seguir alguns cuidados destacados aos condutores.

Cartaz da campanha de cuidados para condução em dias de chuva, Ministério dos Transportes, 2021.

A Química tem ajudado a solucionar algumas questões nesse âmbito. Os airbags, por exemplo, podem amortecer impactos em caso de uma colisão, pois nesses dispositivos ocorre uma reação química que forma um gás, que infla uma espécie de bolsa de ar, evitando ferimentos mais graves. Em dias de chuva intensa, a visibilidade dos motoristas pode ser afetada pelo acúmulo de água na superfície do para-brisa. Há pesquisas que indicam que 20% dos acidentes de carro no mundo podem estar ligados a condições meteorológicas desfavoráveis. Atualmente, há produtos no mercado que oferecem uma solução para esse problema: os cristalizadores de vidro. Eles são produtos hidrofóbicos, ou seja, que não apresentam afinidade com as moléculas de água devido à diferença de polaridade entre os compostos presentes no cristalizador e a água. Os tensoativos também são compostos que podem executar esse papel, pois são apolares em sua maioria.

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Quando a água da chuva entra em contato com o para-brisa externo protegido pelo cristalizador, a aderência dessas moléculas é significativamente diminuída, reduzindo o acúmulo de água sobre a superfície do vidro. GoGoNano/Shutterstock.com

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Para-brisa dianteiro com tratamento que repele a água.

Ilustrações: Ohanna Schmitt/Arquivo da editora

Confira a seguir como a gota de água no vidro pode atrapalhar a passagem da luz.

luz incidente

luz refletida luz incidente

produto superfície

gota superfície

Representação de raios de luz sendo refletidos por uma gota de água na superfície do para-brisa.

Representação da superfície do para-brisa com uma camada do cristalizador hidrofóbico, que repele a água e permite a passagem da luz.

Imagens elaboradas com base em: WAHAB, Izzati Fatiamah et al. Fundamentals of antifogging strategies, coating techniques and properties of inorganic materials; a comprehensive review. Journal of Materials Research and Technology, v. 23, p. 687-714, mar./abr. 2023.

Outro problema que pode acontecer na parte interna é o embaçamento do para-brisa dos carros e da viseira do capacete dos motociclistas. Ele pode ser resolvido com produtos chamados antiembaçantes, ou seja, que evitam o embaçamento do vidro, pois o produto tem compostos apolares em sua composição, e confere uma camada hidrofóbica que impede que o vapor de água se condense no para-brisa interno, o que poderia gerar problemas na visibilidade do motorista. a ) Qual é a relação entre os cristalizadores e a frase “semelhante dissolve semelhante”? Resposta: Os cristalizadores têm polaridade diferente da polaridade da molécula da água, o que dificulta sua interação com ela. Isso resulta em menor aderência da água na superfície do vidro.

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ATIVIDADES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Respostas das questões 4 e 5 nas Orientações para o professor.

1. Escreva o tipo de interação intermolecular presente em sistemas puros de cada uma das substâncias a seguir: ​C​H​4​(geometria tetraédrica), ​S​O​2​(geometria angular), ​B​F​3​(geometria trigonal plana), ​HC𝓁​(geometria Resposta: ​C​H​4​​​ - dipolo induzido-dipolo induzido; ​S​O​2​​​ - dipolo permanente-dipolo linear) e ​N​H​3​(geometria piramidal). permanente; ​B​F​ ​​​ - dipolo induzido-dipolo induzido; ​HC𝓁​ - dipolo permanente-dipolo 3

permanente; ​N​H​3​​​ - ligações de hidrogênio.

2. O etanol (​ C​H​3​C​H​2​OH)​ ​é um combustível muito utilizado em automóveis. No processo de combustão, ele reage com o gás oxigênio (​ ​O​2​)​e forma o dióxido de carbono (​ C​O​2​)​e a água (​ ​H​2​O)​.

a ) Analise as afirmações a seguir, sobre as substâncias envolvidas nessa reação química, e identifique as alternativas corretas e incorretas, corrigindo as afirmativas incorretas. Resposta: I) Incorreta. O gás oxigênio é uma substância simples. II) Correta.

I ) Todas as substâncias são compostas. III) Incorreta. O oxigênio é apolar. IV) Correta. V) Incorreta. A temperatura de ebulição do dióxido de carbono é menor do que a da água.

II ) As moléculas de ​O​2​e ​C​O​2​apresentam a mesma geometria molecular. III ) ​O​2​e ​C​2​H​6​O​são moléculas polares.

IV ) Moléculas de ​H​2​O​apresentam interações do tipo ligações de hidrogênio.

V ) A temperatura de ebulição do dióxido de carbono é maior do que a da água ​(​H​2​O)​ por causa da presença de interações do tipo dipolo induzido-dipolo induzido.

b ) Considerando que a queima do etanol libera dióxido de carbono para a atmosfera, ainda assim esse combustível é menos prejudicial ao meio ambiente do que a gasolina. Explique por quê.

3. Com os conhecimentos científicos referentes à distribuição eletrônica, foi possível fazer previsões sobre a geometria de uma molécula e de sua polaridade. A respeito desse assunto, identifique a alternativa correta.

Resposta: Alternativa d.

a ) Uma substância polar é o solvente ideal para compostos apolares. b ) As moléculas assimétricas tendem a ser apolares.

c ) Moléculas polares tendem a apresentar interações intermoleculares do tipo dipolo induzido-dipolo induzido. d ) A molécula de gás carbônico apresenta ligações covalentes polares e geometria linear e é uma substância apolar. e ) A água é uma molécula apolar que apresenta interações intermoleculares do tipo ligações de hidrogênio.

4. Veja a representação do teste de determinação do etanol na gasolina. 2.

Representação da 1ª etapa.

3.

Representação da 2ª etapa.

4.

Representação da 3ª etapa.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

1.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Representação da 4ª etapa.

Explique o funcionamento desse teste, informando que tipos de interações intermoleculares ocorrem.

5. Os compostos polares como o ácido fluorídrico ​(HF)​, amônia (​ N​H​3​)​e água ​(​H​2​O)​​apresentam elevadas temperaturas de fusão e de ebulição se forem comparadas com compostos apolares.

a ) Quais tipos de interações intermoleculares estão presentes em sistemas puros de cada um desses compostos polares? Justifique sua resposta. b ) Sabendo que a eletronegatividade aumenta da esquerda para a direita na tabela periódica e considerando apenas este fator, em qual deles espera-se haver interações intermoleculares mais fortes?

134

2. b) Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que a gasolina é um combustível fóssil, não renovável e não sustentável. Complemente informando que na sua composição pode haver compostos com enxofre, o que resulta na produção de mais substâncias tóxicas e poluentes.

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UNIDADE

2 6. Observe a tabela a seguir. Substâncias e propriedades Substância

Fórmula química

Temperatura de ebulição (​​ °C)​​

Fórmula estrutural

O Acetona

​​C​3​​​H​6​​O​

H3C

C O

Água

​​H​2​​O​

H

Etanol

​​C​2​​​H​6​​O​

CH3 CH2

56,08

CH3 H

100

OH

78,24

Fonte de pesquisa: HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of Chemistry and Physics. 97. ed. Oakville: CRC Press LLC, 2017.

Respostas nas Orientações para o professor.

a ) Qual é a polaridade de cada substância? b ) Qual é o tipo de interação intermolecular predominante em cada substância? c ) Por que a molécula de água apresenta a maior temperatura de ebulição? d ) Quais dessas substâncias poderiam ser dissolvidas em óleo? Justifique sua resposta.

7. As fórmulas estruturais dos compostos etano, etanol e etilamina estão representadas a seguir. H3C

CH3

Etano.

H3C

OH

H3C

Etanol.

NH2

Etilamina.

Com base nos conhecimentos adquiridos, verifica-se que, dos três compostos, é possível dissolver em água: a ) apenas o etano.

c ) o etano e o etanol.

b ) apenas o etanol.

d ) o etanol e a etilamina.

Resposta: Alternativa d.

e ) apenas a etilamina.

Lucky mame/Shutterstock.com

8. Note que na fotografia há gotas de água na superfície da folha de uma

planta. A folha apresentada é da planta aquática lótus, que tem folhas largas e altamente hidrofóbicas, e serve de inspiração para criação de novos produtos autolimpantes. a ) Correlacione seus conhecimentos sobre interações intermoleculares com as gotas de água mostradas na fotografia. b ) Como funciona essa capacidade autolimpante do lótus? E como pode ser relacionado com interações intermoleculares? Faça pesquisa em fontes confiáveis para complementar a resposta.

Gotas de água sobre as folhas de lótus.

Resposta: A folha é autolimpante porque apresenta compostos apolares em sua superfície.

9. As moléculas podem ser classificadas em apolares ou polares. Essa classificação está relacionada à polaridade das ligações e à geometria da molécula. Estudando as moléculas dos gases nitrogênio ​(​N​2​)​, dióxido de carbono (​ ​C​O​2​)​e monóxido de carbono (​ CO)​, qual delas pode ser classificada como polar? Justifique sua resposta.

Resposta: Entre as moléculas apresentadas, somente o ​CO​é polar, visto que o vetor resultante do momento de dipolo é diferente de zero.

10. Indique o tipo de geometria referente ao número de pares de elétrons ligantes e pares de elétrons não ligantes no átomo central e considerando que os elétrons ligantes formam apenas ligações simples.

a ) 2 pares de elétrons ligantes e 2 pares de elétrons não ligantes. Resposta: Geometria angular. b ) 3 pares de elétrons ligantes e 1 par de elétrons não ligantes. Resposta: Geometria piramidal.

11. Analise as informações do tetraclorometano

​(C​C𝓁​4​)​e metano ​(C​H​4​)​na tabela quando estão ao nível do mar e responda às questões. a ) Qual é o tipo de interação que essas moléculas fazem? Resposta: Dipolo induzido-dipolo induzido. b ) Qual molécula apresenta maior polaridade em suas ligações? Resposta: Tetraclorometano.

Temperatura de ebulição (​​ ​T​e​​)​​ e massa molecular (​​ MM)​​ do ​C​C𝓵​ 4​​​ e ​C​H​4​​​ Substância

​​T​e​​ ​(°C)​​

​MM (​ u)​​

​C​C𝓁​ 4​​​

76,7

154

​C​H​4​​​

​− 161,5​

16

Fonte de pesquisa: HAYNES, William. M. (ed.). CRC Handbook of Chemistry and Physics. 97 ed. Oakville: CRC Press LLC, 2017.

8. a) Resposta: A formação de gotas é característica de substâncias com alta tensão superficial, decorrente das ligações de hidrogênio.

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12. Leia o trecho de reportagem a seguir.

12. b) Resposta: O sabonete é constituído geralmente por surfactante, ou seja, uma molécula com características anfifílicas, que tem uma parte polar e outra apolar; já o óleo de limpeza é completamente apolar.

Entenda para que serve o cleansing oil […] É um produto a base de óleo que serve para tirar a maquiagem e outras impurezas da pele. Esse tipo de demaquilante faz há muito tempo parte da rotina de beleza das mulheres asiáticas, princi­palmente as japonesas e coreanas. O óleo “derrete” tudo o que é à base de óleo e que gruda em nossa pele e é especialmente interessante para tirar maquiagens mais pesadas ou à prova d’água. […] A dermatologista Karla Lessa alerta que é preciso usar com parcimônia. Para evitar a obstrução dos poros e, consequentemente, o surgimento de cravos e espinhas”, afirma. […] EIRAS, Natália. Entenda para que serve o cleansing oil. Folha de Londrina, ed. 21 952, ano 71, 19 out. 2020. p. 17.

a ) Explique por que o cleansing oil é eficaz para remover maquiagens mais pesadas ou à prova d’água. Considere que maquiagens são produzidas com ceras (compostos altamente apolares) e pigmentos apolares. Resposta: Porque sua polaridade é semelhante à dos compostos da maquiagem, que são apolares, gerando melhor solubilização.

b ) Qual é a diferença de características químicas entre um sabonete comum e um cleansing oil? c ) Explique por que o cleansing oil pode aumentar o surgimento de cravos e espinhas na pele.

Resposta: O cleansing oil pode permanecer na pele e formar uma película oleosa, obstruindo os poros e levando à formação de cravos e espinhas.

13. O consumo adequado de vitaminas faz parte de uma dieta balanceada e saudável. Elas estão presentes em alimentos como frutas, verduras e cereais. As vitaminas podem ser lipossolúveis ou hidrossolúveis, fator que determina sua absorção pelo organismo. Confira a seguir a estrutura de algumas vitaminas. H3C

CH3

CH3

OH

CH3

O

CH3

HO

Fórmula estrutural da vitamina A.

13. a) Resposta: Vitamina C, pois é uma molécula pequena e contém diversos átomos de oxigênio que podem fazer ligações de hidrogênio com a água.

OH

Fórmula estrutural da vitamina C. CH3

O

O

HO

OH

CH3

CH3

CH3 O H3C

CH3

Fórmula estrutural da vitamina K1.

a ) Qual(is) vitamina(s) pode(m) ser classificada(s) como hidrossolúvel(is)? Justifique sua resposta. b ) Qual(is) vitamina(s) pode(m) ser classificada(s) como lipossolúvel(is)? Justifique. Resposta: Vitaminas A e K1, dado que têm longas cadeias apolares.

c ) Quais estratégias podem ser adotadas na alimentação para promover uma maior absorção da(s) vitamina(s) indicada(s) no item anterior? Se necessário, pesquise em fontes confiáveis para complementar sua resposta. Resposta: Consumi-las com alguma fonte de gordura boa, para melhor solubilização.

14. A ocorrência de forças de interação é imprescindível para o funcionamento de materiais adesivos. Em sua maioria, os adesivos são compostos de polímeros sintéticos, como o polietileno.

Esse tipo de adesivo adere a superfícies como plásticos e madeira em razão do estabelecimento de interações do tipo: Resposta: Alternativa c. a ) íon-dipolo.

c ) dipolo induzido-dipolo induzido.

b ) ligação de hidrogênio.

d ) dipolo permanente-dipolo permanente.

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CAPÍTULO

8

1. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que as bactérias e os fungos decompositores se alimentam de matéria orgânica proveniente dos seres vivos, como fezes, folhas, frutos que caem das árvores e partes do corpo de cadáveres. A decomposição da matéria orgânica devolve para o ambiente substâncias que as plantas utilizam em seu desenvolvimento. 2. Resposta: O objetivo desta questão é resgatar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre matéria orgânica. Verifique se eles comentam que a matéria orgânica é formada por compostos que apresentam átomo de carbono.

Funções orgânicas I

Guillermo Ponce/Shutterstock.com

Introdução à Química Orgânica 1. Alguns seres vivos microscópicos, como fungos e bactérias, desempenham um importante papel nos ecossistemas, conforme apresentado na fotografia. Troque ideias com um colega a respeito dessa importância.

2. O que você entende por matéria orgânica? Matéria orgânica em decomposição.

Por volta do final do século XVIII, cientistas de diversas áreas, como químicos e biólogos, estavam interessados em isolar e identificar as substâncias presentes em organismos vivos. Essas substâncias continham propriedades muito diferentes das observadas nos minerais. Nesse contexto, no início do século XIX, o químico sueco Jöns Jacob Berzelius (1779-1848) propôs a teoria da força vital, com base na ideia de que os compostos orgânicos só eram oriundos de organismos vivos e não poderiam ser obtidos artificialmente. No entanto, em 1828, o químico alemão Friedrich O Representação Wöhler (1800-1882) realizou em seu laboratório a síntese ∆ da síntese da NH OCN C 4 de um composto orgânico, a ureia ​​(​CH​4​​ ​N​2​​ O)​​, por meio ureia realizada H2N NH2 por Friedrich do aquecimento de um composto inorgânico, o cianato de cianato de ureia Wöhler. amônio amônio (​​ ​NH​4​​ OCN)​​, conforme equação química. As equações químicas são fundamentais para entendermos como as reações acontecem. Elas são a representação, por meio de símbolos, de fenômenos observáveis e farão parte de todo seu estudo de Química, por isso precisamos entender quais são seus componentes.

Os reagentes (R): ficam do lado esquerdo e são as substâncias iniciais. A seta (​​ →) ​​: indica a ocorrência de uma reação química. Os produtos (P): ficam do lado direito e são as substâncias produzidas. ​R + ​ R ​ ​→ P ​ + ​ P ​​ Algumas reações acontecem em condições específicas, como aquecimento (​​ Δ)​​, e isso também pode ser representado com símbolos acima da seta da equação química.

Anteriormente, só era possível obter a ureia por meio da urina, um produto proveniente de seres vivos. Dessa forma, a teoria da força vital foi desacreditada e diversos compostos orgânicos passaram a ser sintetizados e estudados. Nesse cenário surge a Química Orgânica, o campo da Química que estuda compostos formados por átomos de carbono (​​ C)​​, suas propriedades, suas sínteses e aplicações. A síntese de compostos orgânicos também foi muito importante 3. A Ciência é uma construção para que o bioquímico russo Aleksandr Ivanovich Oparin (1894-1980) e humana desenvolvida ao longo do tempo com a participação o biólogo inglês John Haldane (1892-1964) formulassem a teoria sobre de diversas pessoas. Como a origem da vida. Eles acreditavam que a atmosfera da Terra primitiva você identifica essa informação era formada pelos gases metano (​​ ​CH​4​​)​​, amônia (​​ ​NH​3​​)​​, hidrogênio (​​ ​H​2​​)​​ e nos parágrafos anteriores? vapor de água (​​ ​H​2​​ O)​​, sem a presença de gás oxigênio (​​ ​O​2​​)​​. Resposta: Espera-se que os estudantes entendam como a descoberta de pequenos fragmentos de informação por diferentes cientistas contribuem para um entendimento unificado de um fenômeno.

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O H3C

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

2. 1.

O OH

H2N

NH2 Fórmula estrutural da alanina.

3.

OH

Representação do experimento realizado por Miller e Urey.

Fórmula estrutural da glicina.

Imagem elaborada com base em: JUNQUEIRA, Luiz C.; CARNEIRO, José. Biologia celular e molecular. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. p. 11.

Professor, professora: Comente com os estudantes que na ilustração as setas indicam o fluxo de água no condensador.

Os aminoácidos foram os precursores dos primeiros organismos vivos, mas os seres vivos têm tanto compostos orgânicos quanto inorgânicos.

Dica

Por definição, os compostos orgânicos têm o átomo de carbono em sua composição. No entanto, há compostos com carbono considerados inorgânicos, como diamante, grafite, monóxido de carbono (​​ CO)​​, carbonatos e bicarbonatos. Geralmente, os compostos orgânicos apresentam o carbono ligado ao hidrogênio ​​(H)​​; os compostos inorgânicos, não – por exemplo, o ácido fórmico​​ (​CH​2​​​O​2​​)​​, que é o ácido orgânico mais simples, e o ácido carbônico ​​(​H​2​​​CO​3​​)​​, um composto inorgânico. Confira a seguir. O H

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Em 1952, os químicos estadunidenses Stanley Miller (1930-2007) e Harold Urey (1893-1981) fizeram um experimento envolvendo um dispositivo fechado que continha os gases supostamente existentes na atmosfera primitiva (1), como mostra a imagem do experimento. Durante uma semana, esses gases foram aquecidos, resfriados e submetidos a descargas elétricas (2). Ao final desse período, foi possível observar a formação dos aminoácidos alanina (​​ ​C​3​​​H​7​​​NO​2​​)​​ e glicina ​​(​C​2​​​H​5​​​NO​2​​)​​ (3), compostos orgânicos precursores da vida.

C

Todas as moléculas orgânicas contêm carbono, porém nem todas as moléculas que contêm carbono são orgânicas.

O O

H

Fórmula estrutural do ácido fórmico.

H

O

C

O

Fórmula estrutural do ácido carbônico.

H

Além de átomos de carbono ligados a átomos de hidrogênio, as moléculas orgânicas costumam ter outros átomos em sua CH3 O CH2 H3C composição, como oxigênio (​​ O)​​, nitrogênio (​​ N)​​, enxofre (​​ S)​​, fósforo (​​ P)​​ e halogênios. As ligações entre esses átomos e o carbono Fórmula estrutural em que o oxigênio é um heteroátomo. são predominantemente covalentes. Quando qualquer um desses átomos estiver inserido na cadeia carbônica, entre dois ou mais átomos de carbono, recebe o nome de heteroátomo. No século XIX, o químico alemão Friedrich Kekulé (1829-1896) reuniu três postulados para explicar as propriedades do átomo de carbono. 1º postulado: o átomo de carbono é tetravalente. O carbono é tetravalente, ou seja, realiza quatro ligações covalentes. Confira as estruturas a seguir. H H

C H

H H

Fórmula estrutural do metano (​​ C​H​4​​)​​.

H C

H

C H

Fórmula estrutural do eteno (​​ ​C​2​​​H​4​​)​​.

H

C

C

H

Fórmula estrutural do etino (​​ ​C​2​​​H​2​​)​​.

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UNIDADE

2 2º postulado: as quatro valências do carbono são iguais entre si. O átomo de carbono tem quatro elétrons de valência e as valências são equivalentes.

H

C

H

H

C H

H

C

C

H

H Fórmula estrutural do clorometano (​​ ​CH​3​​ C𝓁) ​​.

Segunda fórmula estrutural equivalente.

H

C

H H

C

C

C Terceira fórmula estrutural equivalente.

H

H Quarta fórmula estrutural equivalente.

3º postulado: os átomos de carbono ligam-se entre si formando cadeias carbônicas. O carbono tem a propriedade de se ligar a outros átomos de carbono formando cadeias estáveis, chamadas cadeias de carbonos ou cadeias carbônicas, de diversos tamanhos e disposições. Por outro lado, os compostos inorgânicos costumam conter metais ou hidrogênio combinados a um átomo do grupo dos ametais. Podem ser formados por ligações iônicas, como no caso do cloreto de sódio​​ (NaC𝓁) ​​, ou covalentes, como o dióxido de carbono (​​ C​O​2​​)​​. Essas características tornam as propriedades físicas e químicas dos compostos orgânicos e inorgânicos bem diferentes.

Propriedades dos compostos orgânicos As propriedades físicas e as propriedades químicas das moléculas orgânicas são influenciadas por sua composição e variam de acordo com os tipos de átomo ligados aos átomos de carbono, com o tamanho da cadeia carbônica, com os tipos de ligação e com o arranjo espacial das moléculas. Entre essas propriedades, destacam-se a polaridade molecular, a solubilidade e as interações intermoleculares.

Polaridade molecular Compostos orgânicos formados apenas por átomos de carbono e de hidrogênio, como o eteno ​​(​C​2​​​H​4​​)​​, são apolares, ou seja, têm momento dipolar igual a zero. Por outro lado, se houver a presença de um átomo de outro elemento químico fazendo ligação com um átomo de carbono ou hidrogênio, essa molécula geralmente será polar, como o etanol (​​ ​C​2​​​H​6​​O)​​.

CH2

CH2

Fórmula estrutural do eteno.

CH3

CH2 OH

Fórmula estrutural do etanol.

Solubilidade em água Leia o seguinte trecho de reportagem.

Pesquisadora desenvolveu detergente especial para combater poluentes Produto foi fundamental no combate aos vazamentos de óleo no Nordeste em 2019 PESQUISADORA desenvolveu detergente especial para combater poluentes. Nacional Jovem, 25 jan. 2023. Disponível em: https://radios.ebc.com.br/nacional-jovem/2023/01/pesquisadora-desenvolveu-detergente -especial-para-combater-poluentes. Acesso em: 20 ago. 2024.

O detergente descrito na manchete da reportagem foi desenvolvido por uma equipe de cientistas, em Pernambuco, liderada pela química Leonie Asfora Sarubbo. Esse detergente desempenhou um papel crucial na limpeza de áreas afetadas por derramamento de óleo nas praias do Nordeste em 2019. Ele é formulado com base em extratos vegetais e outros compostos 4. O detergente descrito teve um papel essencial naturais, o que o torna biodegradável e menos agressivo na limpeza de superfícies, animais e até de ao meio ambiente em comparação aos convencionais. pessoas. Qual é a propriedade das moléculas de Portanto, foi usado para limpar a superfície de rochas, detergente que garante a versatilidade de uso? corais, animais, vegetação e até mesmo pessoas que tiveram contato com o óleo. 4. Resposta: É a polaridade das moléculas do detergente. O óleo e a água são misturas

imiscíveis entre si. A molécula de detergente tem uma cadeia carbônica com uma parte polar e outra apolar, assim a parte polar se liga às moléculas da água e a parte apolar se liga às moléculas do óleo, ocorrendo a dissolução do óleo na água.

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Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia. O

5. Você já lavou uma frigideira ou uma panela engordurada somente

O−

parte polar

C

com água? Se sim, o que aconteceu?

−

parte polar

CH2 CH2

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que a água não removeu o óleo da frigideira.

CH2

Os compostos apolares são insolúveis em água e solúveis em outros compostos orgânicos. Quando lavamos uma frigideira suja de óleo, por exemplo, não conseguimos remover a gordura apenas com água, porque o óleo de cozinha é apolar. Para limpá-la com eficiência, é necessário adicionar detergente, que em sua composição apresenta uma parte apolar e outra polar, conforme os exemplos. Notamos também que, quanto mais polar for o composto orgânico, maior será sua tendência de solubilizar-se em água, ou seja, quanto mais átomos diferentes de carbono e hidrogênio a molécula tiver, maior será sua solubilidade, como ocorre no etanol e na acetona, solúveis em água.

CH2 CH2 CH2 CH2 CH2

parte apolar

parte apolar

Fórmula estrutural do estearato de sódio.

Representação da molécula responsável pela ação limpante de detergentes.

CH2 CH2 CH2 CH2 CH2 CH2 CH2 CH2 CH3

6. Cite outra situação do cotidiano em que é necessário usar um

composto apolar ou detergente para dissolver outro composto apolar.

Resposta pessoal. Os estudantes podem citar o uso de detergentes para limpar as mãos sujas de graxa, entre outras situações.

Estados de agregação dos compostos orgânicos À temperatura ambiente, os compostos orgânicos podem ser encontrados nos estados de agregação (ou fases) sólido, líquido e gasoso. Isso ocorre porque, dependendo de sua composição, diferentes forças intermoleculares agem sobre as moléculas, levando a diferentes temperaturas de fusão e de ebulição. Conforme visto no capítulo anterior, a ligação de hidrogênio é uma interação intermolecular muito intensa, ocorrendo, por exemplo, nos compostos com grupos O ​ ​− ​H​, como a sacarose (​​ ​C​12​​ ​H​22​​ ​O​11​​)​​, que é sólida à temperatura ambiente.

C.

B. Açúcar refinado em cubos.

A.

Pessoa utilizando removedor de esmalte.

B.

CH2OH O OH O

OH OH

CH2OH O HO

C CH2OH

OH

Fórmula estrutural da sacarose.

Chama produzida em fogão.

C.

O H3C

Denis Dryashkin/Shutterstock.com

A.

Carbonell/Shutterstock.com

Dream79/Shutterstock.com

Em seguida, temos a interação dipolo permanente-dipolo permanente presente, por exemplo, na acetona (​​ ​C​3​​​H​6​​O)​​. A força intermolecular nos compostos orgânicos apolares é do tipo dipolo induzido-dipolo induzido e é a mais fraca. Compostos apolares de cadeias carbônicas curtas, como o butano, são gases à temperatura ambiente, enquanto os de cadeia longa podem ser líquidos ou sólidos.

CH3

Fórmula estrutural da propanona (acetona), principal componente do removedor.

CH3

CH2 CH2 CH3

Fórmula estrutural do butano, um dos principais componentes do gás de cozinha.

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Classificação das cadeias carbônicas As cadeias carbônicas podem ser classificadas de acordo com diferentes aspectos de sua composição e estrutura. Confira a seguir alguns critérios para a classificação.

UNIDADE

2

1. Fechamento da cadeia: as cadeias carbônicas podem ser abertas, fechadas ou mistas. • Cadeias abertas, acíclicas ou alifáticas: ocorrem quando se têm pelo menos duas extremidades e não há presença de ciclos. • Cadeias fechadas ou cíclicas: ocorrem em moléculas em que todos os átomos de carbono estão unidos, formando ciclos. Fórmula estrutural do ciclohexano (​​ ​C​6​​ ​H​12​​)​​, composto de cadeia fechada.

Fórmula estrutural do propano (​​ ​C​3​​ ​H​8​​)​​, composto de cadeia aberta.

• Cadeias mistas: apresentam porções tanto de cadeia aberta quanto de cadeia fechada. HO

NH2 Fórmula estrutural da dopamina (​​ ​C​8​​​H​11​​​NO​2​​)​​, composto de cadeia mista.

HO

2. Disposição dos átomos na cadeia: as cadeias carbônicas podem ser lineares ou ramificadas. Um carbono pode ser considerado primário se estiver ligado a, no máximo, outro átomo de carbono. Se o átomo de carbono estiver ligado a dois outros átomos de carbono, será considerado secundário; se estiver ligado a outros três carbonos, será terciário; e, por fim, o carbono será considerado quaternário se estiver ligado diretamente a quatro carbonos. p H3C

t C

s CH

s C

p CH3 s p q C C CH3 t CH

CH3 p

H2C s

CH2 s

carbono primário (p) carbono secundário (s) carbono terciário (t) carbono quaternário (q)

Classificação dos átomos de carbono na fórmula estrutural de um hidrocarboneto.

Fórmula estrutural do pentano (​​ ​C​5​​​H​12​​)​​.

• Cadeias normais ou lineares: apresentam somente carbonos primários ou secundários e apenas duas extremidades. • Cadeias ramificadas: apresentam três ou mais extremidades e carbonos terciários e/ou quaternários.

O

OH

Fórmula estrutural da butanona (​​ ​C​4​​​H​8​​O)​​.

Fórmula estrutural do 2-metilpropan-2-ol (​​ ​C​4​​​H​10​​O)​​.

Ambos têm cadeia linear.

Fórmula estrutural do 2,3-dimetilbutano (​​ ​C​6​​​H​14​​)​​.

Ambos têm cadeia ramificada.

3. Tipo de ligação entre átomos de carbono: as cadeias podem ser saturadas ou insaturadas. • Cadeias saturadas: apresentam apenas ligações simples entre os átomos de carbono. CH3

CH3

Fórmula estrutural do etano (​​ ​C​2​​​H​6​​)​​.

O Fórmula estrutural do etoxietano (​​ ​C​4​​​H​10​​O)​​.

• Cadeias insaturadas: apresentam pelo menos uma ligação dupla ou uma ligação tripla entre dois átomos de carbono. CH2

CH2

Fórmula estrutural do eteno (​​ ​C​2​​​H​4​​)​​.

Fórmula estrutural do ciclobuteno ​​(​C​4​​​H​6​​)​​.

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Maks Narodenko/Shutterstock.com

kaband/Shutterstock.com

Bananas verdes.

Bananas maduras.

Dica O eteno ou etileno é responsável pelo amadurecimento de frutos.

4. Natureza dos átomos: as cadeias podem ser homogêneas ou heterogêneas. • Cadeias homogêneas: não apresentam heteroátomos ao longo da cadeia carbônica. Por exemplo, A e B. • Cadeias heterogêneas: apresentam pelo menos um heteroátomo entre os carbonos ao longo da cadeia. Os heteroátomos mais comuns são oxigênio, nitrogênio, enxofre e fósforo. Por exemplo, C e D. A.

B.

C.

NH2

D.

O

+

N O

SH Fórmula estrutural da butanona.

H3C

Fórmula estrutural do etoxietano.

Fórmula estrutural da butan-1-tiol ​​(​C​4​​​H​10​​S)​​.

N N

S

H3C

Fórmula estrutural da tiamina ​​(​C​12​​​H​17​​​N​4​​OS)​​.

OH

5. Presença de anel aromático: as cadeias podem ser aromáticas ou alicíclicas. • Cadeias aromáticas: ocorrem em compostos que têm pelo menos um anel benzênico (também chamado anel aromático). Por exemplo, as estruturas A e B. • Cadeias alicíclicas ou não aromáticas: cadeias fechadas que não têm anéis aromáticos. Por exemplo, a estrutura C. A.

NH2

B.

O

C.

OH O O

Fórmula estrutural da anilina (​​ ​C​6​​​H​5​​​NH​2​​)​​.

Fórmula estrutural do ácido acetilsalicílico (​​ ​C​9​​​H​8​​​O​4​​)​​.

Fórmula estrutural do ciclo-hexano (​C​6​​​H​12​​)​​, que tem cadeias alicíclicas.

7. O ácido acetilsalicílico é um medicamento muito usado em todo o mundo. No entanto, seu uso

excessivo pode causar problemas de saúde, prejudicando principalmente o funcionamento dos rins. Converse com um colega sobre um hábito muito prejudicial à saúde, a automedicação. Pesquisem os principais problemas que essa prática pode causar e como devemos agir quando sentimos mal-estar.

Além das classificações por cadeias carbônicas há a classificação por funções químicas, variando de acordo com a natureza dos átomos presentes nos compostos orgânicos. O próximo assunto a ser explorado traz 7. Resposta: O objetivo desta questão é que os estudantes reflitam sobre os malefícios da uma dessas funções, os hidrocarbonetos. automedicação. Espera-se que eles respondam que devemos procurar um médico quando sentimos mal-estar, para que seja realizado o diagnóstico correto do problema e o medicamento seguro e eficaz seja receitado.

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2

ATIVIDADES

1. O betacaroteno é o pigmento que proporciona

cor amarela aos vegetais, como cenoura, batata-doce e pimentão (amarelo e verde). Os animais vertebrados convertem essa substância em vitamina A, que é essencial para a saúde. Confira a seguir a fórmula estrutural do betacaroteno.

O

A. H3C

B. OH

Fórmula estrutural do ácido acético.

C.

O

H3C

C

H3C

CH3

Fórmula estrutural da propanona.

I ) ​T​e​​= ​− 89 ° C​.

UNIDADE

1. a) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que o betacaroteno apresenta cadeia mista, não aromática, ramificada, homogênea e insaturada. Respostas das questões 2 e 5 nas NÃO ESCREVA NO LIVRO. Orientações para o professor.

CH3

Fórmula estrutural do etano.

III ) ​T​e​​= ​117,9 ° C​.

II ) ​T​e​​= ​56 ° C​. Resposta: A − III; B − II; C − I. Comentários nas Orientações para o professor.

4. O esmalte usado na pintura de unhas é uma misFórmula estrutural do betacaroteno.

a ) Qual é a classificação da cadeia? b ) Qual é a sua fórmula molecular? Resposta: ​​C​40​​​H​56​​​ c ) A maioria dos carbonos dessa molécula está ligada a quantos carbonos? Qual é o nome desse tipo de carbono? Resposta: A maioria está

ligada a outros 2 carbonos. São chamados de carbonos secundários.

d ) Há quantas insaturações na estrutura do betacaroteno? Resposta: 11 insaturações.

2. Em tintas e vernizes, o solvente é o responsável

por dissolver ou dispersar os componentes utilizados nas formulações, proporcionando à tinta a consistência e viscosidade adequadas para aplicação uniforme. Dependendo da composição química da tinta, podem ser utilizados como solventes água, tolueno ou xileno. Veja a seguir a estrutura química dos solventes citados.

A.

H

B. O

C.

a ) Por que é importante conservar os esmaltes bem fechados e em lugares frescos? b ) Qual propriedade a molécula que constitui o solvente em esmalte deve ter para que a evaporação ocorra rapidamente?

5. O experimento de Miller e Urey pretendia explicar como compostos inorgânicos poderiam dar origem a compostos orgânicos por meio de reações químicas.

a ) Diferencie as características de compostos orgânicos e inorgânicos. b ) Descreva brevemente o experimento realizado por Miller.

H

Fórmula estrutural da água.

tura homogênea com capacidade plástica, ou seja, promove aderência (fixação) na unha. Para que tenha fácil manuseio, essa mistura é dissolvida em um solvente, que deixa o esmalte com menos viscosidade. Quando ocorre o contato do esmalte com a unha, os solventes evaporam rapidamente, deixando sobre ela apenas os componentes antes dissolvidos.

Fórmula estrutural do tolueno.

Fórmula estrutural do xileno.

a ) Quais desses solventes são classificados como compostos orgânicos? b ) Escreva as fórmulas químicas desses compostos. c ) Qual desses solventes causa menos danos ao ambiente? Para saber mais detalhes, pesquise na internet as fichas técnicas desses materiais, conhecidas como FISPQ (ficha de informação de segurança para produtos químicos).

3. As diferentes composições dos compostos orgânicos acarretam diferentes forças intermoleculares que agem sobre as moléculas, levando a diferentes temperaturas de fusão e ebulição. Analise as estruturas e associe-as com as temperaturas de ebulição (​ ​T​e​)​.

4. b) Resposta: Para que o solvente utilizado evapore rapidamente, suas moléculas devem realizar interações intermoleculares fracas.

c ) Equacione a reação que ocorreu nesse experimento identificando quais são os reagentes, os produtos e quais das moléculas são orgâprofessora: Neste nicas ou inorgânicas. Professor, item, diga que não é necessário

realizar o balanceamento da equação química.

6. Analise a estrutura do ácido adípico e responda ao que se pede.

O 4. a) Resposta: Para que o solvente não evapore e o esmalte não endureça no frasco. HO

OH O

Fórmula estrutural do ácido adípico.

a ) Qual é sua fórmula molecular? Resposta: ​​C​6​​​H​10​​​O​4​​​ b ) A molécula pode ser classificada como apolar ou polar?Resposta: A presença de átomos de oxigênio na cadeia faz que ela seja polar.

c ) Classifique a cadeia quanto aos seguintes aspectos: aberta ou fechada, homogênea ou heterogênea; e quanto ao tipo de ligação entre os carbonos (saturada ou insaturada). Resposta: Trata-se de uma cadeia aberta, homogênea, saturada.

143

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Hidrocarbonetos Lehrer/Shutterstock.com

Leia o seguinte trecho de reportagem.

Comunicação As abelhas se comunicam principalmente por meio de interações químicas, graças à produção de feromônios, substâncias secretadas por diversas glândulas que são percebidas pelos receptores olfativos presentes nas antenas. Os feromônios são o principal meio de estimulação e coordenação de quase todas as atividades das abelhas. O corpo das abelhas também é coberto por esses compostos químicos, chamados de hidrocarbonetos cuticulares, que funcionam como um crachá de identificação. Eles indicam à qual colônia a abelha pertence, o sexo e a casta a qual pertence (qual é a tarefa que realiza na colônia). […]

Abelhas operárias cuidando das larvas em uma colmeia. Abelha operária (Apis mellifera): pode atingir aproximadamente 1​ ,5 cm​ de comprimento.

COMUNICAÇÃO. Associação Brasileira de Estudos das Abelhas, A.B.E.L.H.A. 29 ago. 2020. Disponível em: https://abelha.org.br/comunicacao/. Acesso em: 20 ago. 2024.

Os compostos mencionados no texto são todos pertencentes à função orgânica hidrocarbonetos, ou seja, compostos formados somente por átomos de carbono e hidrogênio. Os hidrocarbonetos estão presentes em organismos vivos na forma de esteroides, como o colestano ​​(​C​27​​​H​48​​)​​, produto da degradação do colesterol (​​ ​C​27​​ ​H​46​​ O)​​. Nem todos os esteroides são hidrocarbonetos, mas todos derivam da mesma estrutura central. 14 13

15 1 17

2

11

7

5 4

6

Instale o aplicativo Chemical Nomenclature (Nomenclatura Química) disponível para dispositivos móveis. É um aplicativo de múltipla escolha, com o qual você poderá aprender mais a respeito da nomenclatura dos compostos orgânicos.

12

16 8

3

Dica

9

10

Estrutura central dos esteroides.

Fórmula estrutural do colestano.

Outra classe de hidrocarbonetos são os terpenos, de fórmula química geral ​​​(​C​5​​​H​8​​)​​ ​​​. Os terpenos são compostos responsáveis por características especín ficas de muitos vegetais. O limoneno (​​ ​C​10​​​H​16​​)​​, por exemplo, é responsável pelo aroma do limão; já o licopeno (​​ ​C​40​​ ​H​56​​)​​ é responsável pela cor vermelha do tomate. Além disso, os terpenos são precursores de muitos outros compostos, como vitaminas e inseticidas.

CH3

H3C

CH2

Fórmula estrutural do limoneno.

Fórmula estrutural do licopeno.

Os hidrocarbonetos são os principais constituintes de combustíveis, como petróleo, gás natural e carvão mineral, além de serem utilizados na produção de diversos materiais, como plásticos e velas. Por serem compostos apolares, são insolúveis em água. À temperatura ambiente, as cadeias carbônicas de até 4 átomos de carbono são gases. Já as cadeias carbônicas entre 5 e 17 átomos de carbono são líquidos; acima de 17 átomos de carbono, são sólidos.

144

05/11/2024 15:29:21


UNIDADE

2 O petróleo sintético é um material que reproduz as propriedades do petróleo extraído da natureza. Enquanto o petróleo convencional é derivado de matéria orgânica fóssil, o sintético é feito com hidrogênio e carbono provenientes de outras fontes. O hidrogênio utilizado geralmente vem da água, originado de sua decomposição realizada por um processo chamado de eletrólise. Já o carbono necessário para a produção de petróleo sintético pode ser obtido do dióxido de carbono capturado em chaminés industriais por meio de filtros especiais. O uso desse dióxido de carbono contribui para a redução da pegada de carbono, imprescindível para atingir a meta de redução de ​C​O​2​​​ em 45% até o ano 2030, para que o aquecimento do planeta não supere ​1,5 ° C​sobre as temperaturas da era pré-industrial. Da mesma forma que a queima de combustíveis derivados do petróleo liberam dióxido de carbono para a atmosfera, a queima do petróleo sintético também libera essa substância. Contudo, a captura e utilização do dióxido de carbono da atmosfera para produzir esse combustível neutraliza o valor de emissão. Também é possível utilizar o carbono oriundo do metano liberado, por exemplo, do lixo orgânico e de resíduos agrícolas.Professor, professora: Comente com os estudantes que o termo pegada de carbono se refere à quantidade de gases do efeito estufa emitida por alguma atividade humana, como um produto, serviço, ou pelas ações diárias de um habitante.

Trabalhadores que lidam com hidrocarbonetos geralmente estão expostos a compostos orgânicos voláteis, os BTEX. Esse acrônimo (abreviação que consiste na letra inicial de cada palavra) refere-se aos seguintes compostos: benzeno ​​(​​C​6​​H​6​​)​​, tolueno (​​ ​​C​7​​H​8​​)​​, etilbenzeno (​​ ​​C​8​​H​10​​)​​ e xileno (​​ ​​C​8​​H​10​​)​​. Essas substâncias químicas estão presentes em alguns tipos de tintas, graxas, combustíveis e removedores de tintas e vernizes.

Imagens: Technicsorn Stocker/Shutterstock.com

A exposição aos BTEX está associada a diversos efeitos tóxicos no organismo, como irritação das vias respiratórias, resultando em tosse e falta de ar; comprometimento do sistema nervoso central, provocando sintomas, como dores de cabeça, tontura e confusão mental; prejuízo ao sistema hematopoiético (relacionado à produção de células sanguíneas), causando condições como anemia e leucopenia. Embalagens de produtos e caminhões que contenham BTEX devem ser sinalizadas com símbolos específicos.

Símbolo de produto nocivo.

Símbolo de produto tóxico.

Esses compostos entram no corpo principalmente pela respiração, mas também pelo contato com a pele e, em alguns casos, pela ingestão. Dado o risco que representam à saúde, trabalhadores que têm contato com essas substâncias devem, obrigatoriamente, adotar várias precauções para garantir sua saúde e segurança. Um dos cuidados essenciais envolve o uso de equipamento de proteção individual (EPI), como luvas, óculos de proteção, máscaras respiratórias e trajes resistentes a produtos químicos, para prevenir o contato direto com os hidrocarbonetos e a inalação de vapores tóxicos. O armazenamento e a manipulação desses materiais devem ser feitos de modo a evitar derramamentos e vazamentos, além da conservação longe de fontes de ignição.

Símbolo de produto inflamável.

Símbolo de produto perigoso para o meio ambiente. paulaah293/Shutterstock.com

Símbolo de produto irritante.

Luvas nitrílicas são recomendadas para manuseio de compostos orgânicos, como óleos, diesel e gasolina.

Além da obrigatoriedade de medidas e equipamentos de segurança, trabalhadores com atividade profissional com exposição permanente a componentes nocivos geralmente têm direito a condições específicas de aposentadoria em razão dos riscos elevados e das adversidades do trabalho, como tintureiros, metalúrgicos, técnicos de enfermagem, entre outros. O tempo de contribuição é reduzido conforme o agente químico ou biológico ao qual o trabalhador foi exposto. A regra para aposentadoria antecipada é concedida também a trabalhadores continuamente expostos a outros agentes prejudicais à saúde, como ruídos, calor excessivo e radiação.

145

05/11/2024 15:29:22


Nomenclatura de hidrocarbonetos A nomenclatura de qualquer composto orgânico pode ser dividida em: prefixo ​+​ termo central ​+​ sufixo As regras gerais para nomear um hidrocarboneto envolvem as seguintes características. 1. Prefixo: o número de carbonos da maior cadeia carbônica. Confira no quadro a seguir a lista de prefixos. Nomenclatura do prefixo Número de carbonos

Prefixo

Número de carbonos

Prefixo

1

met

8

oct

2

et

9

non

3

prop

10

dec

4

but

11

undec

5

pent

12

dodec

6

hex

20

eicos

7

hept

100

hect

Dica Quando a cadeia principal de um hidrocarboneto é fechada, ou seja, um ciclo, devemos inserir a palavra ciclo antes do prefixo. Abordaremos alguns exemplos adiante.

2. Termo do meio: o termo central do nome do hidrocarboneto dependerá dos tipos de ligação que ocorrem na cadeia carbônica. Nomenclatura do termo central Tipo de ligação

Classificação

Termo do meio

Apenas ligações simples

Alcanos

an

Ligação dupla

Alcenos

en

Ligação tripla

Alcinos

in

Dica Se a cadeia apresentar duas ligações duplas, o termo será dien, se tiver duas triplas, diin, três duplas, trien, e assim por diante.

3. Sufixo: o sufixo dos hidrocarbonetos será sempre a letra o. Alcanos são os hidrocarbonetos mais simples, pois não têm insaturações na cadeia carbônica. Sua fórmula genérica é ​​C​n​​​H​2n+2​​​. Utilizando as regras apresentadas anteriormente, podemos nomear alguns alcanos. Propano (​​ Fórmula molecular: ​C​3​​​H​8​​)​​ CH3

CH2 CH3

Fórmula estrutural do propano. Fórmula estrutural simplificada do propano.

Nomenclatura Prefixo

Intermediário

Sufixo

Número de carbonos: 3

Ligações: apenas simples

Função: hidrocarboneto

PROP

AN

O

Hexano (​​ ​Fórmula molecular​: C​6​​​H​14​​)​​ CH3

CH2 CH2 CH2 CH2 CH3

Fórmula estrutural do hexano.

Fórmula estrutural simplificada do hexano.

Nomenclatura Prefixo

Intermediário

Sufixo

Número de carbonos: 6

Ligações: apenas simples

Função: hidrocarboneto

HEX

AN

O

146

05/11/2024 15:29:22


Alcenos ou alquenos são hidrocarbonetos com uma ou mais ligações duplas entre átomos de carbono em sua composição. Nesse caso, precisamos localizar a dupla ligação na cadeia. Para isso, numeramos os carbonos a partir da extremidade mais próxima à insaturação, para que seja o menor número possível. No nome, esse número deverá se situar entre o prefixo e o termo do meio. Sua fórmula geral é ​​​C​n​​H​2n​​​.

UNIDADE

2

Pent-1-eno (​​ Fórmula molecular: ​C​5​​​H​10​​)​​

Nomenclatura 1

2

CH2

CH

3

4

5

Prefixo

Fórmula estrutural do pent-1-eno.

CH2 CH2 CH3

Intermediário

Sufixo

Número de carbonos: 5

Ligações: dupla

Função: hidrocarboneto

PENT

EN

O

Fórmula estrutural simplificada do pent-1-eno.

Alcinos ou alquinos, por sua vez, são hidrocarbonetos de cadeia aberta com ligação tripla entre átomos de carbono. As regras para os alcinos são as mesmas descritas para os alcenos. Sua fórmula geral é ​​​C​n​​H​2n−2​​​.

But-1-ino ​​(Fórmula molecular​: ​C​4​​​H​6​​)​​ 1

2

CH

3

Nomenclatura

4

CH2 CH3

C

Fórmula estrutural do but-1-ino.

Fórmula estrutural simplificada do but-1-ino.

Prefixo

Intermediário

Sufixo

Número de carbonos: 4

Ligações: tripla

Função: hidrocarboneto

BUT

IN

O

Os hidrocarbonetos cíclicos seguem as mesmas regras que os alifáticos, tendo apenas o acréscimo do prefixo ciclo antes do nome, como no exemplo a seguir. Ciclobuteno (​​ Fórmula molecular​: ​C​4​​​H​6​​)​​ 1

HC

Nomenclatura

2

Prefixo

Intermediário

Sufixo

3

Número de carbonos: 4

Ligações: dupla

Função: hidrocarboneto

CICLO + BUT

EN

O

CH

4

H2C

CH2

Fórmula estrutural do ciclobuteno.

Fórmula estrutural simplificada do ciclobuteno.

Para os hidrocarbonetos de cadeias ramificadas, deve-se definir a cadeia carbônica principal, a que contém maior número de átomos de carbono e que eventualmente tenha insaturações. Apenas depois disso, deve-se reconhecer as ramificações. A numeração da cadeia deve ser feita de tal maneira que os números das ramificações sejam os menores possíveis. Quando houver mais de uma ramificação do mesmo tipo, os nomes são precedidos de prefixos que indicam suas quantidades: di para dois, tri para três, tetra para quatro etc. Por fim, quando houver dois ou mais substituintes de tipos diferentes deve ser utilizada a ordem alfabética.

1

2

1

CH2 CH2 CH3

CH3 3

4

5

6

CH2

7

3

CH

CH3

4

CH2

Fórmula estrutural do 4-propil-2,3,5-trimetileptano.

5

CH3

CH3

CH

CH

CH

CH3

CH

CH2 CH3

Ramificações no carbono 2: metil no carbono 3: metil no carbono 4: propil no carbono 5: metil nome: 4-propil-2,3,5-trimetileptano

CH3

2

C

Dica

CH2 CH3

Fórmula estrutural do 2-etil-3-metilpent-1-eno.

Ramificações no carbono 2: etil no carbono 3: metil nome: 2-etil-3-metilpent-1-eno

As ramificações são nomeadas como se fossem uma cadeia carbônica normal, mas com o sufixo -il. Por exemplo, uma ramificação ​− C​H​3​​​ deriva do metano, ​C​H​4​​​, então seu nome é metil. Já a ramificação ​− C​H​2​​C​H​3​​​ é nomeada etil.

8. Comente a importância de haver tantas maneiras de classificar e tantas regras de nomenclatura para os compostos orgânicos.

8. Resposta: Espera-se que os estudantes considerem a necessidade das diversas classificações e regras, tendo em vista que há muitas possibilidades de compostos orgânicos, sendo necessária uma padronização que torne possível classificar e nomear todas as moléculas.

147

05/11/2024 15:29:22


Matriz energética brasileira e consumo de petróleo Leia o seguinte trecho de reportagem.

Brasil não tem plano claro para transição energética Prazos para redução do uso de combustíveis fósseis seguem indefinidos

O Brasil não possui planejamento nem metas para abrir mão dos combustíveis fósseis, responsáveis pelo aquecimento global e terceira maior fonte de emissões de gases estufa no país […] BRASIL não tem plano claro para transição energética. Folha de S.Paulo, São Paulo, 25 fev. 2024. p. 1.

Matriz energética brasileira (2022)

petróleo e derivados 35,7%

nuclear 1,3% carvão mineral 4,6% outras renováveis 7,0% eólica e solar 3,5% lenha e carvão vegetal 9,0%

Carvão, gás natural, petróleo e derivados (entre eles, gasolina e diesel) são os combustíveis fósseis utilizados na matriz energética brasileira.

gás natural 10,5%

derivados da O petróleo é uma mistura de vários hicana-de-açúcar hidráulica drocarbonetos de diferentes tamanhos de 15,4% 12,5% cadeias carbônicas. Ao passar por um proFonte de pesquisa: BRASIL. Ministério de Minas e cesso chamado destilação fracionada, o petróleo poEnergia. Matriz energética e elétrica. Empresa de Pesquisa Energética. Disponível em: https://www.epe. de ser separado em diferentes misturas de composigov.br/pt/abcdenergia/matriz-energetica-e-eletrica. ção mais homogênea, como o gás liquefeito de petróAcesso em: 20 ago. 2024. leo (GLP), formado principalmente por metano, etano e propano; a gasolina, composta de heptano ​​(​C​7​​​H​16​​)​​, octano ​​(​C​8​​​H​18​​)​​ e nonano ​​(​C​9​​​H​20​​)​;​ e o diesel, formado por moléculas maiores e mais densas.

Já o gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos de baixa massa molecular, principalmente metano, etano, propano e butano, e é encontrado em jazidas naturais como resultado da degradação da matéria orgânica ao longo de milhares de anos. Assim, é comumente encontrado junto ao petróleo. O metano é o combustível encontrado no GNV, o gás natural veicular, enquanto o propano e o butano são usados como gás de cozinha. Os combustíveis fósseis são recursos naturais não renováveis, ou seja, que não podem ser repostos no ambiente em tempo suficiente para manter sua disponibilidade.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

outras não renováveis 0,6%

Stefano Ember/Shutterstock.com

Em 2008, o Brasil assinou o Plano Clima, que deveria nortear ações de combate à crise climática, diminuindo a emissão de gases de efeito estufa com a redução do uso de combustíveis fósseis. Entretanto, em 2024, o ministro de Minas e Energia afirmou que o petróleo ainda será uma fonte energética importante entre 20 e 30 anos, contradizendo os apontamentos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Plataforma de extração de petróleo próximo ao município de Salvador (BA), em 2019. O petróleo, muitas vezes, encontra-se em camadas profundas do alto-mar. Para extraí-lo, são necessárias plataformas de extração.

a ) Comente a importância da diversificação da matriz energética do país. b ) Os combustíveis fósseis são responsáveis pela terceira maior fonte de emissão de gases estufa no As outras fontes de efeito estufa país. Pesquise quais são as outras fontes de emissão. Resposta: são as queimadas e a agropecuária. a) Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que a diversificação da matriz energética evita problemas provocados pela escassez de recursos, principalmente dos não renováveis, como o petróleo.

148

05/11/2024 15:29:23


ATIVIDADES

UNIDADE

2 NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Respostas das questões 1, 5 e 6 nas Orientações para o professor.

1. Faça o que se pede nos itens a seguir considerando as fórmulas moleculares ​C​2​H​6​, ​C​2​H​4​e ​C​2​H​2​. a ) Represente as fórmulas estruturais. b ) Escreva as nomenclaturas dessas substâncias. c ) Como essas cadeias carbônicas podem ser classificadas?

2. Confira a estrutura a seguir.

Fórmula estrutural C.

Fórmula estrutural D.

II ) Benzeno, tolueno e xileno são os nomes comuns dessas substâncias. Indique a alternativa que apresenta, respectivamente, outras nomenclaturas para identificá-los. Resposta: Alternativa b.

a ) 1,3,5-ciclohexatrieno, ciclohexadieno e metil-ciclopentano.

Y Fórmula estrutural genérica.

b ) 1,3,5-ciclohexatrieno, metil-benzeno e 1,3-dimetilbenzeno.

Considere que Y pode ser hidrogênio, bromo ou metil. Ao variarmos Y, o tipo de cadeia carbônica dessa estrutura muda. Associe Y com as cadeias carbônicas descritas a seguir.

c ) Cicloheptatrieno, propil-benzeno e metil-benzeno.

a ) Cadeia carbônica homogênea, saturada e sem ramificações. Resposta: Hidrogênio e bromo.

e ) 1,3,5-ciclohexatrieno, etil-ciclohexatrieno e 1-metil-2-etil-ciclobutano.

b ) Cadeia carbônica tipo homogênea, saturada e ramificada. Resposta: Metil.

5. Os feromônios excretados por insetos, mamífe-

3. O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos de baixa massa molecular, principalmente metano, etano, propano e butano. Identifique a alternativa que apresenta a fórmula molecular e a massa molar correta desses hidrocarbonetos. a ) Metano: ​​CH​6​​​; ​18 g ​· ​​mol​​ −1​​. Etano: ​​C​2​​​H​6​​​; ​ 30 g ​· ​​mol​​ −1​​. Propano: ​​C​3​​​H​8​​​; ​44 g ​· ​​mol​​ −1​​. Butano: ​​C​4​​​H​10​​​; ​58 g ​· ​​mol​​ −1​​. b ) Metano: ​​CH​4​​​; ​16 g ​· ​​mol​​ −1​​. Etano: ​​C​2​​​H​6​​​; ​ 30 g ​· ​​mol​​ −1​​. Propano: ​​C​3​​​H​8​​​; ​44 g ​· ​​mol​​ −1​​. Butano: ​​C​4​​​H​10​​​; ​58 g ​· ​​mol​​ −1​​. c ) Metano: ​​CH​4​​​; ​16 g ​· ​​mol​​ −1​​. Etano: ​​C​2​​​H​6​​​; ​ 30 g ​· ​​mol​​ −1​​. Propano: ​​C​3​​​H​8​​​; ​44 g ​· ​​mol​​ −1​​. Butano: ​​C​5​​​H​10​​​; ​70 g ​· ​​mol​​ −1​​. Resposta: Alternativa b.

4. BTEX faz referência à mistura dos hidrocarbonetos: benzeno ​(​C​6​H​6​)​, tolueno ​(​C​7​H​8​)​, etilbenzeno ​(​C​8​H​10​)​e xileno (​ ​C​8​H​10​)​. I ) Identifique a fórmula estrutural dessas substâncias componentes do BTEX.

d ) Metil-ciclobutrieno, ciclohexadieno e 1-metil-2-etil-ciclobutano.

ros e organismos marinhos são capazes de suscitar reações específicas de caráter fisiológico e/ou comportamental em outros membros da mesma espécie que estejam em determinado raio do espaço físico ocupado pelo excretor. a ) Qual característica estrutural as moléculas de feromônios devem ter para serem secretadas por um indivíduo e atingir outro a certa distância? b ) O feromônio de trilha das formigas de jardim é o undecano (hidrocarboneto que tem como cadeia principal 11 carbonos). Represente sua fórmula estrutural e relacione a estrutura desse feromônio ao fato de as formigas de jardim andarem em trilhas pela grama em dias de chuva.

6. Analise a estrutura a seguir e responda ao que se pede.

O

O Na

S O

Resposta: A – xileno; B – tolueno; C – etilbenzeno; D – benzeno.

Fórmula estrutural do composto com ação limpante.

a ) Qual é a fórmula molecular da estrutura apresentada? Fórmula estrutural A.

Fórmula estrutural B.

b ) Ao analisar a estrutura, como sabemos que esse composto pode ter capacidade limpante?

149

05/11/2024 15:29:24


CAPÍTULO

9

Funções orgânicas II 1. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que sim e expliquem que a sacarose é formada por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio. 2. Resposta: Espera-se que os estudantes reflitam sobre os malefícios do consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar, como a obesidade, os problemas dentários, o diabetes, entre outros, reconhecendo que o consumo desses alimentos deve ser moderado.

Funções oxigenadas

Kichigin/Shutterstock.com

Imagem sem proporção.

1. Os cristais mostrados na fotografia são feitos de sacarose (​ ​C​12​H​22​O​11​)​,

presente no açúcar. Analisando a fórmula molecular da sacarose, você a classificaria como uma função orgânica oxigenada? Justifique sua resposta.

2. Para uma alimentação saudável, como você recomendaria o consumo de açúcar no cotidiano?

Cristais de açúcar.

No capítulo anterior, você estudou os hidrocarbonetos, compostos com apenas átomos de carbono ​​(C)​​ e hidrogênio (​​ H)​.​Neste capítulo, serão estudadas as funções orgânicas oxigenadas, compostos formados por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio (​​ O)​.​

Muitos compostos desse tipo estão presentes em nosso dia a dia. O álcool combustível (etanol, ​​C​2​​​H​5​​OH​) e sua matéria-prima, o açúcar comum (sacarose) são dois exemplos. Podemos citar também solventes, como o etoxietano ​​(​C​4​​​H​10​​O)​​ e a acetona ​​(​C​3​​​H​6​​O)​​, o ácido acético ​​(C ​H​3​​COOH)​​, presente na composição do vinagre, e todo um grupo de substâncias chamadas flavorizantes, que dão sabor e aroma de frutas para balas e outros doces. O

H3C

O

CH3

Fórmula estrutural do etoxietano.

H3C

C

O

CH3

H3C

Fórmula estrutural da acetona.

OH

Fórmula estrutural do ácido acético.

As funções orgânicas oxigenadas são definidas pela forma a qual os átomos de oxigênio estão ligados aos demais átomos de carbono e hidrogênio na molécula.

Um exemplo de composto oxigenado é a glicose (​​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​)​​ cuja função é fornecer energia para as células. No processo chamado respiração celular, a glicose reage com o gás oxigênio (​​ ​O​2​​)​​, liberando energia e produzindo água (​​ ​H​2​​O)​​ e gás carbônico (​​ ​CO​2​​)​​. É possível notar átomos de oxigênio ligados aos átomos de carbono de duas formas: por meio de ligação simples, formando um grupo hidroxila ​​(− OH)​​ e por meio de ligação dupla, formando um grupo carbonila (​​ C ​= ​O)​​. Cada uma dessas formas define uma função orgânica. Neste caso, a hidroxila caracteriza a função álcool e a carbonila ligada a um átomo de hidrogênio caracteriza a função aldeído. OH

OH

C

HO OH

OH

O

H

Fórmula estrutural da glicose.

A glicose, portanto, é uma molécula com mais de uma função orgânica. As substâncias orgânicas podem ter estruturas com vários tamanhos e podem conter diversos grupos funcionais.

150

05/11/2024 15:30:33


UNIDADE

2 Álcool Leia o trecho da reportagem a seguir.

Álcool líquido 70% tem venda proibida a partir de 30 de abril A venda do álcool líquido 70% será proibida em todo o país a partir de 30 de abril. A medida foi tomada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pretende reduzir acidentes registrados com a utilização do produto. Somente a formulação em gel poderá ser comercializada normalmente a partir de maio. […] ÁLCOOL líquido 70% tem venda proibida a partir de 30 de abril. Prefeitura de Porto Alegre, 9 abr. 2024. Disponível em: https:// prefeitura.poa.br/sms/noticias/alcool-liquido-70-tem-venda-proibida-partir-de-30-de-abril. Acesso em: 23 ago. 2024.

O álcool 70% se destaca por sua eficácia na eliminação de microrganismos. Porém, em 2002 teve sua venda proibida em razão de acidentes domésticos, sendo substituído pela versão em gel. Contudo, com a pandemia de covid-19, tornou-se uma ferramenta indispensável para conter a disseminação do vírus SARS-CoV-2. A importância da utilização de antissépticos pode ser associada, inclusive, ao Objetivo 3 da Agenda 2030, que visa acabar com as epidemias e outras doenças transmissíveis. Nayra Halm/Fotoarena

Em abril de 2024, houve uma nova proibição a fim e evitar o risco de acidentes domésticos.

Frasco de álcool com pictograma para alertar os usuários sobre os perigos.

O álcool mais usado no dia a dia é o etanol, ou álcool etílico. É um composto incolor, inflamável e de odor característico. Os álcoois são compostos orgânicos que apresentam um grupo hidroxila (​​ − OH)​​ ligado diretamente a um carbono saturado, e a nomenclatura oficial dos álcoois é dada de forma semelhante à dos hidrocarbonetos, porém com o sufixo -ol. Nomenclatura dos álcoois Prefixo ​+​

Parte intermediária ​+​

Sufixo

número de carbonos na molécula

tipo de ligação entre os carbonos

-ol

Professor, professora: Explique aos estudantes que a parte intermediária também pode ser denominada infixo.

É sempre necessário indicar a posição do(s) grupo(s) hidroxila, da(s) insaturação(ões) e/ou da(s) ramificação(ões). A ordem de numeração deve priorizar o grupo funcional, em seguida as insaturações e, por fim, as ramificações. Confira o exemplo a seguir. CH3 OH 1

H3C

2

CH

3

CH

4

C

5

CH

6

CH3

CH3 Fórmula estrutural do ​2,4-dimetil-hex-4-en-3-ol​.

151

05/11/2024 15:30:35


No Brasil, a principal matéria-prima para a produção do etanol é a cana-de-açúcar, rica em sacarose. Sob a ação do fungo Saccharomyces cerevisiae, ocorre a fermentação alcoólica, produzindo etanol em duas etapas. Murilo Mazzo/Shutterstock.com

a) Resposta pessoal. Os estudantes podem citar vantagens como: uso de combustível renovável; menor emissão de gases poluentes na atmosfera, comparado à gasolina e ao diesel; geração de empregos no plantio e na colheita da cana e na produção do etanol. Como desvantagens, os estudantes podem citar: necessidade de usar grandes áreas para o plantio da cana, que poderiam ser aproveitadas para o cultivo de alimentos; aumento do desmatamento para ampliar a área de plantio de cana; emissão de gases poluentes na atmosfera durante a queima da cana para a colheita; empobrecimento dos solos em razão da monocultura; menor rendimento energético, comparado aos combustíveis fósseis; entre outras.

Colheita de cana-de-açúcar no município de Pederneiras (SP), em 2021.

Compartilhe ideias

Professor, professora: Comente com os estudantes que outras matérias-primas podem ser utilizadas na produção de etanol, como a beterraba, muito utilizada nos Estados Unidos.

O etanol tem vantagens e desvantagens, desde o cultivo de sua matéria-prima até seu uso como combustível. a ) Discuta com seus colegas quais seriam essas vantagens e desvantagens e escrevam uma conclusão sobre o uso do etanol como combustível, ressaltando os aspectos ambientais envolvidos.

Na primeira etapa, representada a seguir, a molécula de sacarose reage com a água, em uma reação chamada hidrólise. Os produtos dessa reação são dois outros açúcares, a glicose e a frutose (​​ ​C​6​​ ​H​12​​ ​O​6​​)​​: ​​​C​12​​​H​22​​​O​​11​​​​​+ ​​H​2​​O ⎯⎯ ​ invertase→​ ​​C​6​​​H​12​​​O​ ​6​​​​​+ ​​​C​6​​​H​12​​​O​ ​6​​​​​ sacarose

glicose

A invertase é uma enzima que catalisa a hidrólise da sacarose em frutose e glicose.

frutose

Na segunda etapa, glicose e frutose reagem, formando duas moléculas de etanol e duas moléculas de gás carbônico. zimase →​​​2 C​2​​​H​6​​​O​​+ ​​2 CO​ ​ ​​2​​​ ​​​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​ ​​+ ​​H​2​​O  ​⎯

glicose/frutose

Dica

etanol

Dica A zimase é uma enzima que catalisa a conversão de açúcares em etanol e gás carbônico.

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O consumo de bebidas alcoólicas, além de prejudicar a saúde, causa muitos problemas à sociedade. Um dos produtos da oxidação do etanol no organismo é o acetaldeído, um aldeído que inibe a secreção do hormônio antidiurético ADH, provocando desidratação. Além disso, ocasiona dores de cabeça, náuseas, sudorese, fadiga e sede. a ) Agora, converse com um colega sobre os problemas decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas. Resposta nas Orientações para o professor.

Outro composto com a função álcool em sua molécula é o colesterol ​​(​C​27​​​H​46​​O)​​, presente na construção e manutenção das membranas celulares. 3. O que você sabe sobre o colesterol? Pergunte aos seus familiares se eles costumam controlar o nível de colesterol no sangue e qual é a importância desse controle.

Resposta: O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a expressar seus conhecimentos prévios acerca do colesterol e refletir sobre os Fórmula estrutural do colesterol. problemas de saúde causados pelo alto índice do colesterol LDL.

HO

152

05/11/2024 15:30:35


UNIDADE

2 Aldeídos Os aldeídos são compostos que têm o grupo carbonila ​​(C ​= ​O)​​ na extremidade de uma cadeia carbônica. Portanto, o grupo carbonila sempre está ligado também a um átomo de hidrogênio. A nomenclatura oficial dos aldeídos segue a usada para os hidrocarbonetos, substituindo o sufixo por -al. Confira a seguir alguns exemplos de estruturas e nomenclaturas de aldeídos. O C

H3C H

H3C

C

C 5

H

Fórmula estrutural do metanal (​​ ​CH​2​​O)​​.

CH

O 4

CH2

Fórmula estrutural do etanal (​​ ​C​2​​​H​4​​O)​​.

3

2

1

CH2 CH2 C H

Fórmula estrutural do ​ 4-isopropilpent-4-enal​ (​​ ​C​8​​​H​14​​O)​​. Steve Allen/Shutterstock.com

H

CH3

O

4. Analise a fotografia. Qual é a substância usada em laboratórios para conservar esses organismos por um longo tempo?

Resposta: Espera-se que os estudantes citem uma substância conhecida comercialmente como formol. Trata-se de uma solução aquosa de aldeído.

Em laboratórios e museus, há animais conservados em misturas líquidas dentro de recipientes. Esse líquido, chamado comercialmente de formol, é uma solução de metanal em água, com aproximadamente 40% em massa do aldeído, com ação desinfetante e conservante. O formol é altamente tóxico se for ingerido, inalado ou entrar em contato com a pele. Professor, professora: Ao mencionar o 4-isopropilpent-4-enal, explique aos estudantes que o prefixo iso é utilizado quando a cadeia ramificada está ligada à estrutura principal de forma a apresentar certa simetria.

Réptil conservado em formol.

A expressão popular “gosto não se discute” reflete a ideia de que as preferências pessoais são subjetivas e variam de pessoa para pessoa. Muitos dos nossos gostos estão relacionados a fatores sociais e culturais, mas alguns gostos têm uma base científica. Um exemplo é o gosto por coentro. Enquanto para alguns seu aroma e sabor são frescos e vibrantes, para outros o coentro evoca sensações menos agradáveis, pois nasceram com um gene capaz de reconhecer algumas substâncias orgânicas com a função aldeído, que dão seu cheiro característico, sendo associado a aromas desagradáveis, como o de sabão ou de certos insetos. Entre os diferentes aldeídos encontrados no coentro está o dec-2-enal, um aldeído insaturado com uma cadeia de dez carbonos. O H3C

H

Fórmula estrutural do dec-2-enal, molécula que causa odor desagradável para algumas pessoas.

Em muitas culturas, o coentro é um ingrediente essencial e valorizado, utilizado na culinária de geração em geração. Ele foi introduzido no Brasil pelos portugueses, na época da colonização. Além disso, em nossa gastronomia esse tempero está associado à forte influência de diferentes culturas, como a africana, a indígena, a europeia e a árabe. Especialmente na culinária brasileira, ele é associado a pratos tradicionais como a moqueca e o baião de dois. Portanto, para muitas pessoas, o uso desse tempero vai além do sabor, sendo também um elemento importante de expressão cultural.

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Cetona Quem costuma esmaltar as unhas com frequência sabe que é necessário remover o esmalte, e que um produto específico é muito utilizado para isso. Trata-se da acetona, ou propanona, que é um exemplo de cetona.

O R1 C

R2

Fórmula estrutural do grupo cetona, em que ​​R​1​​​ e ​​R​2​​​ são grupos orgânicos.

Ivan4es/Shutterstock.com

As cetonas apresentam o grupo carbonila em um carbono secundário.

Pessoa utilizando acetona para remover o esmalte das unhas.

A nomenclatura oficial das cetonas também segue a dos hidrocarbonetos, substituindo o sufixo por -ona. A seguir, alguns exemplos de estruturas e nomenclaturas de cetonas. O H3C

C

O CH3

H3C

Fórmula estrutural da propanona (​​ ​C​3​​​H​6​​O)​​.

C

CH2 CH2 CH3

Fórmula estrutural da ​pentan-2-ona​(​​ ​C​5​​​H​10​​O)​​.

A frutose é um carboidrato encontrado no mel e em vários frutos, vindo daí seu nome. Ela é metabolizada em nosso organismo e se transforma em glicose, fornecendo energia para as células. Em sua estrutura, a frutose tem as funções álcool e cetona.

OH H2C

H C

H C

OH OH OH

C H

C

CH2

O

OH

Fórmula estrutural da frutose.

professora: Comente que, assim como ocorre com a sacarose, o consumo excessivo de frutose pode aumentar Fenol Professor, o nível de açúcar no sangue e, com o passar do tempo, provocar a obesidade e o surgimento do diabetes.

O estradiol (​​ ​C​18​​​H​24​​​O​2​​)​​ é um hormônio essencial para o desenvolvimento e a manutenção dos tecidos reprodutores femininos, mas também é importante para muitos outros tecidos, incluindo o ósseo. Nos homens, seus níveis são mais baixos em comparação aos encontrados nas mulheres, mas também apresenta funções importantes no organismo masculino, como a produção de espermatozoides. Confira a seguir a fórmula estrutural do estradiol. CH3 OH álcool

HO fenol Fórmula estrutural do estradiol.

O estradiol tem as funções orgânicas álcool e fenol. Os fenóis são compostos que apresentam o grupo​ − OH​ligado a um anel benzênico. Na nomenclatura oficial dos fenóis, o grupo ​− OH​é denominado hidroxi, precedendo o nome do hidrocarboneto que lhe deu origem. Em geral, em condições ambientais (​25 °C​ e ​1 atm​), os fenóis são sólidos, pouco solúveis em água, de ação corrosiva, são tóxicos e, quando em contato com a pele, penetram rapidamente, causando lesões teciduais severas.

154

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Como ocorre com outras funções orgânicas, as posições das ramificações nos fenóis têm prioridade menor do que o grupo funcional.

UNIDADE

2

OH

OH

1 2

6

CH3

3

5 4

Fórmula estrutural do hidroxibenzeno (​​ ​C​6​​​H​6​​O)​​.

Fórmula estrutural do ​2-metil-hidroxibenzeno​ (​​ ​C​7​​​H​8​​O)​​.

OH

O hidroxibenzeno, ou fenol comum, é utilizado na produção de desinfetantes e medicamentos. O ​ 2,4,6-trinitrofenol ou 2,4,6-trinitro-1-hidroxibenzeno​ ​​(​C​6​​​H​3​​​N​3​​​O​7​​)​,​ou ácido pícrico, representado a seguir, é utilizado na fabricação de pomadas para queimaduras (picrato de butambeno) e na fabricação de detonadores de explosivos.

O2N

NO2

Fórmula estrutural do ​2,4,6-trinitrofenol​(ácido pícrico).

NO2

Éter Voltando à sacarose, além da função álcool, esse carboidrato apresenta a função orgânica éter. álcool

CH2 OH álcool OH

álcool OH OH O éter CH2 O éter

álcool

O

OH

éter

álcool

5. No organismo humano, a sacarose é transformada

HO

álcool

CH2

durante a digestão em glicose e frutose. Para que essas moléculas são utilizadas?

álcool

OH

Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que essas moléculas são armazenadas e utilizadas pelo organismo para obter energia.

OH

álcool

Fórmula estrutural da sacarose.

Os éteres são compostos que apresentam oxigênio como heteroátomo (entre dois átomos de carbono). Dessa forma, seu grupo funcional é representado da seguinte forma: R1 O

R2

Fórmula estrutural do grupo éter.

Confira a seguir como é composta a nomenclatura oficial dos éteres e alguns exemplos. Nomenclatura dos éteres Exemplo

Prefixo

​+​

oxi

​+​

Nome do hidrocarboneto

etoxietano (​​ ​C​4​​​H​10​​O)​​

et

​+​

oxi

​+​

etano

metoxietano (​​ ​C​3​​​H​8​​O)​​

met

​+​

oxi

​+​

etano

CH3

CH2 O

CH2 CH3

Fórmula estrutural do etoxietano.

CH3

CH2 O

CH3

Fórmula estrutural metoxietano.

O óxido de etileno (oxirano) é o menor éter cíclico conhecido. Ele pode ser utilizado como esterilizante em ambientes hospitalares, na formulação de fragrâncias, na fabricação de alguns xampus, protetores solares, esmaltes coloridos para unhas, cremes dentais, batons etc.

O H2C

CH2

Fórmula estrutural do oxirano (​​ ​C​2​​ ​H​4​​ O)​​.

155

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Ácido carboxílico

Imagens desta página sem proporção.

O ômega-3, ou ácido linolênico ​​(​C​18​​​H​32​​​O​2​​)​​, é um composto obtido por meio da alimentação e age na redução das ações inflamatórias e na preservação do sistema imunológico. A seguir, alguns alimentos que contêm ômega-3. azeite

crustáceo

peixe

Tatjana Baibakova/Shutterstock.com

cardamomo

6. Alimentos ricos em ômega-3 fazem brócolis

parte da sua alimentação? Caso não façam, quais deles você poderia inserir?

amêndoa

Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a avaliar sua alimentação e refletir sobre como podem melhorá-la, inserindo alimentos ricos em ômega-3.

ovo

Alimentos ricos em ômega-3. semente de chia

linhaça

abacate

noz

O H3C

OH ácido carboxílico

Fórmula estrutural do ácido linolênico.

O ômega-3 apresenta a função ácido carboxílico, que têm uma carbonila ligada diretamente a uma hidroxila, formando o grupo carboxila. Sua nomenclatura oficial também segue a dos hidrocarbonetos, adicionando a palavra ácido e o sufixo -oico. Confira nos exemplos a seguir. O H3C

C OH

O Fórmula estrutural do ácido etanoico (​​ ​CH​3​​COOH)​​.

H3C

CH2 CH2 C OH

Fórmula estrutural do ácido butanoico (​​ ​C​4​​​H​8​​​O​2​​)​​.

Os ácidos carboxílicos têm inúmeras aplicações, desde tingimento de tecidos e desinfetante até a preparação de perfumes, corantes, acetona e vinagre.

Éster e enol Wasu Watcharadachaphong/Shutterstock.com

Confira os alimentos a seguir. acelga

7. Alimentos ricos em vitamina C (​ ​C​6​H​8​O​6​)​,

abacaxi

como os apresentados na fotografia, fazem parte da sua alimentação? Caso não façam, quais deles você poderia incluir?

goiaba mamão

brócolis

Resposta pessoal. O objetivo desta questão é

laranja levar os estudantes a avaliar sua alimentação e

refletir sobre como podem melhorá-la, incluindo a ingestão de alimentos ricos em vitamina C.

limão Alimentos ricos em vitamina C. tomate

pimentão

156

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álcool HO

O ácido ascórbico, ou vitamina C, como é mais conhecido, é um composto solúvel em água. Suas funções no organismo consistem em manter o tecido conjuntivo, fortalecer o sistema, facilitar a absorção de ferro ​​(Fe)​​, colaborar na síntese de alguns aminoácidos e conferir resistência aos ossos e dentes.

éster O

álcool HO

O

HO enol

Além da função álcool, que já foi estudada, esse composto apresenta mais duas funções orgânicas: enol e éster.

UNIDADE

2

OH enol

Fórmula estrutural da vitamina C.

Quando o grupo − ​ OH​ está ligado diretamente a um carbono insaturado por dupla-ligação, tem-se a função enol. A nomenclatura dos enóis segue a dos álcoois, alterando apenas o intermediário an para en em Resposta: Espera-se que os estudantes reflitam sobre os razão da ligação dupla. Confira alguns exemplos a seguir. 8. hábitos alimentares a fim de reconhecerem que a mãe de Armandinho está priorizando uma alimentação saudável ao comentar sobre a necessidade de incluir frutas em detrimento H2C C CH3 das bolachas recheadas, pois Fórmula estrutural do estas são ricas em açúcar e ​prop-1-en-2-ol​ (​​ ​C​3​​​H​5​​OH)​​. gordura, além de ser alimentos ultraprocessados.

OH

CH3

CH

CH

OH

Fórmula estrutural do ​prop-1-en-1-ol​ (​​ ​C​3​​​H​5​​OH)​​.

© Alexandre Beck

Agora, leia a tirinha a seguir.

BECK, Alexandre. Armandinho zero. Florianópolis: A. C. Beck, 2013. p. 37.

8. Você considera os conselhos da mãe de Armandinho adequados? Por quê?

O cheiro e o sabor das bolachas que Armandinho percebe ao comê-las são resultado da presença de ésteres, compostos que conferem aromas e sabores de frutas, bebidas, cosméticos, flores, entre outros.

O R1

C O

Derivados de ácidos carboxílicos, os ésteres constituem também óleos e gorduras vegetais e animais, que podem servir para síntese do biodiesel.

R2

Fórmula estrutural do grupo éster, em que ​​R​1​​​ e ​​ R​2​​​ são grupos orgânicos.

Confira a seguir como é determinada a nomenclatura oficial dos ésteres. Nomenclatura dos ésteres Exemplo

Hidrocarboneto

​+​

ato

​+​

de

​+​

Nome do substituinte com terminação -ila

metanoato de etila ​​(​C​3​​​H​6​​​O​2​​)​​

metano

​+​

ato

​+​

de

​+​

etila

butanoato de etila (​​ ​C​6​​​H​12​​​O​2​​)​​

butano

​+​

ato

​+​

de

​+​

etila

O

O

HC

CH3 O

CH2

CH3

Fórmula estrutural do metanoato de etila.

CH2 CH2

C O

CH2

CH3

Fórmula estrutural do butanoato de etila.

157

05/11/2024 15:30:44


CONEXÕES com ... BIOLOGIA

Glicose no sangue A glicose é obtida por meio da alimentação, sendo utilizada pelas células para produzir as substâncias que armazenam e liberam a energia de que o corpo necessita. Isso ocorre por meio do mecanismo chamado de glicólise, no qual as moléculas de glicose são quebradas pela ação de enzimas reguladas pela insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. Nesse processo, formam-se duas moléculas de adenosina trifosfato (ATP), que armazenam energia, e duas moléculas de piruvato, que são utilizadas em outros processos para gerar mais ATP. Professor, professora: Comente que a glicose é um dos produtos da quebra da sacarose, o açúcar mais comum presente nos alimentos, formado por uma unidade de glicose e uma unidade de frutose.

O OH

H3C CH2

OH O

OH OH

​2 ADP ​+ ​Pi​

​2 ATP​

2 moléculas de piruvato

OH OH

glicose

O

​2 NAD​

O

​2 NAD H​

OH

H3C

Representação da glicólise.

O

Diabetes tipo I

Diabetes tipo II

• Causa: desconhecida, mas sabe-se que é uma doença crônica e hereditária. • Manifestação: infância, adolescência ou fase adulta. • Tratamento: uso contínuo de insulina e/ou outros medicamentos. • Controle/prevenção: hábitos saudáveis.

• Causa: sobrepeso, colesterol alto e hipertensão, decorrentes de sedentarismo e hábitos alimentares inadequados. • Manifestação: majoritariamente em adultos, porém tem-se registrado aumento de casos em crianças e adolescentes. • Controle/prevenção: hábitos saudáveis e acompanhamento com profissionais.

O acompanhamento do diabetes envolve o monitoramento dos níveis de glicose no sangue. Para a Sociedade Brasileira de Diabetes, a concentração normal desse carboidrato deve estar entre 70 e ​100 mg / dL​de sangue, em jejum. Concentrações inferiores a ​70 mg / dL​caracterizam hipoglicemia. Entre 100 e 1 ​ 25 mg / dL​, é considerado pré-diabético. Já a hiperglicemia apresenta valores superiores a ​126 mg / dL​. O diabetes pode afetar significativamente a qualidade de vida das pessoas, gerando problemas cardiovasculares, danos nos nervos e problemas nos rins e olhos, além dos impactos emocionais.

Elnur/Shutterstock.com

Sem a quantidade adequada de insulina, a glicose se acumula no sangue, causando dois tipos de doença.

Coleta de sangue.

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[…] Até o início do século XX, as pessoas com diabetes eram tratadas com uma dieta rigorosa, com um consumo extremamente baixo de calorias, que poderia ser tão fatal quanto a própria doença. “A insulina é marco na história da medicina, porque as pessoas com diabetes tipo 1, cujo organismo não produz esse hormônio, estavam condenadas a morrer em algumas semanas após a doença se manifestar’, diz o endocrinologista Domingos Malerbi, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e presidente do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). […] FIORAVANTI, Carlos. A descoberta da insulina. Pesquisa Fapesp, São Paulo, n. 302, abr. 2022. p. 90-93.

Graças aos avanços científicos, o tratamento do diabetes tem melhorado. Até o final da década de 1980, a insulina era extraída do pâncreas de porcos, depois passou a ser produzida em laboratório com técnicas de engenharia genética, tornando o tratamento mais seguro e acessível. Além disso, medicamentos para controle vêm sendo desenvolvidos, a exemplo da semaglutida. Esse medicamento é indicado aos indivíduos com diabetes tipo II, que precisam controlar rigorosamente a alimentação. Porém, o paciente ainda deve equilibrar diferentes formulações e doses, acompanhar o nível de glicose e ter a insulina sempre em mãos. Esse medicamento também acarreta efeitos colaterais como náuseas, vômitos e constipação. Por isso, seu uso deve ser acompanhado por um médico.

Análise do teor de glicose com glicosímetro portátil. NooMUboN Photo/Shutterstock.com

Além disso, tecnologias vêm sendo desenvolvidas nessa área em busca de dispositivos de monitoramento cada vez menos invasivos. Os produtos desenvolvidos até o momento têm limitação tecnológica e falta de precisão, exatidão e confiabilidade. Mas, no geral, as pesquisas buscam criar medidores de glicemia que utilizem amostras de urina, suor e saliva. Esses dispositivos seriam equipados com detectores específicos e poderiam medir a glicemia de forma semelhante aos sistemas de monitoramento de pressão arterial e ritmo cardíaco integrados a smartwatches.

superbeststock/Shutterstock.com

Outra inovação no controle do diabetes são os dispositivos desenvolvidos para facilitar o acompanhamento da glicemia, como glicosímetros portáteis. Esse tipo de dispositivo traz mais conforto ao indivíduo, pois diminui as consultas em hospital e promove um monitoramento mais rápido da glicemia.

c) Resposta: Atualmente, a produção de insulina é induzida em bactérias geneticamente modificadas. A produção de insulina transgênica proporcionou um aumento na oferta desse medicamento, além Pessoa utilizando smartwatch para de ter tornado seu uso mais seguro. monitorar a frequência cardíaca.

a ) Você conhece alguém que tem diabetes? Quais cuidados essa pessoa precisa ter em seu pessoal. Caso conheçam, espera-se que os estudantes respondam que o diabético deve monitorar o nível de dia a dia? Resposta glicemia, cuidar de sua alimentação, praticar atividades físicas, realizar acompanhamento médico regularmente etc. b ) Qual é a importância das tecnologias recentes que ainda estão sendo desenvolvidas para fornecer qualidade de vida às pessoas com diabetes? Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que as tecnologias podem contribuir desde as medicações até as tecnologias de monitoramento.

c ) Pesquise como a insulina é produzida com as técnicas atuais. Qual é a importância desse avanço científico para os pacientes? d ) Qual é a importância da alimentação e da atividade física para as pessoas com diabetes? A alimentação saudável e a atividade física são essenciais para controlar a E para quem não tem essa doença? Resposta: glicemia dos diabéticos. Além disso, esses hábitos são importantes para diminuir as chances de desenvolver diabetes tipo II.

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ATIVIDADES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

adicionados em alimentos industrializados para aumentar o prazo de validade, pois reduzem a velocidade de algumas reações químicas que alteram as características do produto. A seguir, estão representadas as estruturas químicas de quatro antioxidantes. Respostas nas Orientações para o professor.

A.

B. OH

OH

b ) Propanona e ​C​3​​H​8​O​. c ) Propanol e ​C​3​​H​6​O​. d ) Propanal e ​C​3​​H​6​O​. e ) Propanol e ​C​3​​H​10​O​.

3. A erva-dos-gatos, conhecida como catnip, é uma

planta do gênero Nepeta L. que afeta o comportamento de felinos, como gatos domésticos, leões, tigres e leopardos. Cerca de dois terços dos gatos domésticos são afetados pelos compostos chamados nepetalactonas, que podem imitar seus feromônios. Há estudos que indicam que eles servem também como repelentes contra insetos. Ewa-Saks/Shutterstock.com

1. Os antioxidantes são compostos comumente

O Fórmula estrutural do ​BHA​.

C.

Fórmula estrutural do ​BHT​.

D. OH

OH

HO

OH

O

C

O

CH2 CH2 CH3

Fórmula estrutural do ​PG​.

OH Fórmula estrutural do ​TBHQ​.

a ) Quais são as funções orgânicas presentes em cada um dos antioxidantes apresentados? b ) Qual é a função orgânica comum nos quatro compostos? c ) Pesquise o significado das siglas referentes a cada um desses antioxidantes.

Gato interagindo com a erva-do-gato. Erva-do-gato (Nepeta cataria): pode atingir aproximadamente ​91 cm​de altura. Gato (Felis catus): pode atingir aproximadamente ​ 76 cm​de comprimento.

A biossíntese da nepetalactona, nessas plantas, ocorre em várias etapas por meio do composto geraniol. 3. a) Resposta: No geraniol, há a função orgânica álcool. Na nepetalactona, éter e álcool.

A.

B.

CH3

H3C

d ) Quais são as nomenclaturas de cada antioxidante de acordo com a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC)? e ) Em sua casa, procure rótulos de alimentos que contenham antioxidantes e escrevam quais são esses alimentos.

2. Para limpar equipamentos eletrônicos, recomen-

da-se utilizar uma solução de álcool isopropílico. Escolha a alternativa que apresenta a nomenclatura oficial e a fórmula química correspondente a esse composto. Resposta: Alternativa a. a ) ​Propan-2-ol​ e ​C​3​​H​8​O​.

OH

OH

H3C

CH3

Fórmula estrutural do geraniol.

O

CH3 Fórmula estrutural da nepetalactona.

a ) Quais são as funções químicas em cada uma dessas substâncias? b ) Em termos estruturais, qual é a semelhança entre essas funções?

Resposta: Ambas as estruturas são ramificadas por metilas e apresentam hidroxila do álcool e insaturações.

160

05/11/2024 15:30:46


4. A fava de baunilha é obtida da orquídea chamada

7. Analise as estruturas químicas a seguir, correspon-

Vanilla planifolia. Ela e seu extrato são utilizados como flavorizantes em confeitos. O composto responsável por proporcionar o aroma é a vanilina, e sua estrutura química está representada a seguir.

dentes aos hormônios testosterona e estradiol.

CH3

O

A.

UNIDADE

2 OH

7. a) Resposta: Testosterona: ​​ C​19​​​H​28​​​O​2​​​; estradiol: ​​C​18​​​H​24​​​O​2​​​.

O

HO Fórmula estrutural da vanilina.

Sobre esse composto, identifique cada informação como verdadeira ou falsa. I ) Esse composto tem a função orgânica de ácido carboxílico. II ) Esse composto é um tipo de álcool.

O Fórmula estrutural da testosterona.

7. c) Resposta: A testosterona é o hormônio sexual masculino, responsável pelo desenvolvimento dos genitais e das características masculinas na puberdade, além de aumentar a taxa metabólica e B. influenciar a libido. Já o estradiol é OH um hormônio sexual feminino e atua na regulação do ciclo menstrual.

III ) Esse composto tem as funções orgânicas aldeído e éter. Resposta: Verdadeiro. IV ) O nome oficial da vanilina é 4-hidroxi-3-metoxibenzaldeído. Resposta: Verdadeiro. V ) Esse composto é aromático e apresenta heteroátomo. Resposta: Verdadeiro.

HO Fórmula estrutural do estradiol.

5. Em alguns casos, a mesma fórmula química pode corresponder a compostos químicos diferentes. I ) Para a fórmula química ​C​2​H​6​O​, é possível ter as funções: Resposta: Alternativa d. a ) álcool e ácido carboxílico. b ) ácido carboxílico e fenol. c ) éster e enol.

Em relação a essas estruturas, responda às questões a seguir. a ) Quais são as fórmulas moleculares dos hormônios apresentados? b ) Quais são as funções orgânicas presentes nas moléculas de testosterona e estradiol?

Resposta: Testosterona: cetona e álcool; estradiol: fenol e álcool.

d ) éter e álcool. II ) Quais são as nomenclaturas dos possíveis compostos cuja fórmula química é ​C​3​H​6​O​2​? Resposta: Alternativa c.

a ) Metoxietano e ácido propanoico. b ) Propanol e propanal. c ) Ácido propanoico e etanoato de metila.

c ) Qual é a importância desses hormônios para o organismo? Se necessário, faça uma pesquisa.

8. Dos compostos representados a seguir, qual per-

tence somente ao grupo dos álcoois? Resposta: Alternativa C.

A.

B.

OH

d ) Propanona e metoximetano.

H2N

OH

H3C

CH3

6. Escreva as estruturas químicas dos seguintes compostos. Respostas nas Orientações para o professor. a ) Etanol. b ) Etoxietano. c ) Metanal. d ) ​Propan-2-ol​. e ) Butanona. f ) Ácido etanoico. g ) ​3-metil-fenol​.

4. I) Resposta: Falsa. Para ter a função ácido carboxílico, a estrutura precisaria ter uma carboxila (carbono ligado a um oxigênio por dupla-ligação e uma hidroxila por ligação simples). 4. II) Resposta: Falsa. Apesar de ter uma hidroxila, ela está ligada a um anel aromático, o que caracteriza a função fenol.

h ) Etanoato de butila.

Estrutura A.

C.

Estrutura B.

D.

O

OH

OH H 3C CH3 Estrutura C.

Estrutura D.

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07/11/2024 08:54:02


Funções nitrogenadas

9. Resposta: Espera-se que os estudantes citem átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio.

CH3 N

N N

N Fórmula estrutural da cafeína ​​(​C​8​​​H​10​​​N​4​​​O​2​​)​​.

CH3

O

Samuel Kochhan/Shutterstock.com

A erva-mate é rica em cafeína (teor entre 2% e 5%, maior que o do café cujo teor está entre 1% e 2%) e em teobromina ​​(​C​7​​​H​8​​​N​4​​​O​2​​)​​, que também pode ser encontrada no café e no chocolate. Ao ser consumida, tende a aumentar o estado de alerta da pessoa e lhe dá uma sensação de bem-estar, pois é capaz de favorecer a liberação dos hormônios adrenalina (​​ ​C​9​​​H​13​​​NO​3​​)​​ e dopamina (​​ ​C​8​​​H​11​​​NO​2​​)​​ no sangue. Em alguns casos, no entanto, pode comprometer o sono e causar dores de cabeça, taquicardia, palpitações, gastrite e alterações de humor. 10. Resposta: Resposta pessoal. O O objetivo desta questão é que os estudantes identifiquem CH3 alimentos ricos em cafeína que fazem parte de sua alimentação.

9. Átomos de quais elementos químicos estão presentes na cafeína? 10. Você consome alimentos ricos em cafeína? Quais? 11. O que o consumo de cafeína em excesso pode provocar? 11. Resposta: Os estudantes podem responder que o consumo de cafeína em excesso pode provocar insônia, Pessoa bebendo dor de estômago, tremor, alterações nos batimentos chimarrão em uma cuia. cardíacos, entre outros efeitos.

A erva-mate representa um legado histórico e cultural que conecta os gaúchos aos povos indígenas Guarani, que antigamente habitavam o território que abrange desde a Amazônia até o Rio da Prata. A planta era utilizada por esses povos indígenas em rituais e como fonte de energia. Os guaranis preparavam a infusão da erva-mate em cuias, transmitindo para as próximas gerações seus conhecimentos sobre a planta e seus benefícios. Atualmente, a erva-mate é um produto de grande consumo e que faz parte da cultura e da economia de Paraguai, Brasil, Uruguai e Argentina. Sua relevância para essas populações se reflete em inúmeras manifestações e tradições culturais, como em músicas, contos populares, mitos e lendas. Os compostos orgânicos com função nitrogenada são substâncias que contêm átomos de carbono, hidrogênio e nitrogênio ​​(N)​​. A cafeína é um exemplo de função orgânica nitrogenada. Há diferentes tipos de funções nitrogenadas, e cada uma é definida pela forma como os átomos de nitrogênio estão ligados à molécula. A seguir, serão apresentadas as características de algumas delas.

Amina A dopamina é um neurotransmissor encontrado nos seres vivos e funciona como mensageiro químico, levando informações de um neurônio para uma célula receptora. Está envolvida em processos como o controle motor, a cognição, o prazer, o humor, algumas funções endócrinas, entre outras ações. Observe a seguir a fórmula estrutural desse composto e note que ele apresenta a função orgânica fenol, com duas hidroxilas ligadas ao anel benzênico, e a função amina, em razão da presença do átomo de nitrogênio. Professor, professora: Ao abordar o efeito da dopamina no organismo, comente com os estudantes que algumas pessoas desenvolvem compulsão pelo uso de redes sociais porque essas plataformas podem ser projetadas para recompensar os usuários. Durante o uso, as pessoas podem receber incentivos positivos, como curtidas e comentários, e a dopamina é produzida, provocando a sensação de prazer. Esse efeito pode causar vício.

fenol HO

HO fenol

amina NH2

Fórmula estrutural da dopamina.

162

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A amina é o grupo funcional que apresenta um átomo de nitrogênio ligado a um átomo de carbono por meio de ligações simples. São compostos polares, em que as aminas primárias – ligadas apenas a um carbono – e secundárias – ligadas a dois carbonos – são capazes de realizar ligações de hidrogênio (interações intermoleculares intensas). Dessa forma, apresentam temperaturas de fusão e de ebulição mais elevadas do que os de compostos apolares.

UNIDADE

2

Em geral, a nomenclatura das aminas é dada pela indicação do(s) grupo(s) orgânico(s) ligado(s) ao átomo de nitrogênio acrescida da palavra amina. Confira os exemplos a seguir. CH3

NH2

CH3

Fórmula estrutural da metilamina (​​ ​CH​3​​​NH​2​​)​​.

CH2 NH2

CH3

Fórmula estrutural da etilamina (​​ ​C​2​​​H​5​​​NH​2​​)​​.

NH

Fórmula estrutural da dimetilamina (​​ ​C​2​​​H​6​​NH)​​.

Vários tipos de medicamentos são preparados com aminas, como psicotrópicos e farmacológicos. Algumas aminas são utilizadas como tensoativos e alguns explosivos e corantes orgânicos são produzidos com aminas aromáticas. A função das aminas faz parte de uma importante classe de biomoléculas, os aminoácidos, que são as unidades básicas das proteínas. Como podemos observar pelo seu nome, os aminoácidos são compostos que apresentam as funções amina e ácido carboxílico. Observe a seguir a fórmula estrutural de dois aminoácidos. ácido carboxílico O

amina H2N

Psicotrópicos: substâncias que atuam na parte central do sistema nervoso, alterando temporariamente algumas características da pessoa, como percepção, comportamentos e humor.

ácido carboxílico O

OH

Fórmula estrutural do aminoácido lisina (​​ ​C​6​​​H​14​​​N​2​​​O​2​​)​​.

CH3

OH

NH2 amina

NH2 amina

Fórmula estrutural do aminoácido valina ​​(​C​5​​​H​11​​​NO​2​​)​​.

Há centenas de aminoácidos na natureza, mas apenas 20 deles são responsáveis por formar todas as proteínas. Esses aminoácidos são conhecidos como padrões e estão presentes nas moléculas de todas as proteínas. Todos apresentam as funções ácido carboxílico e amina, e diferenciam-se entre si pelo restante da sua cadeia carbônica. A imagem a seguir mostra alguns alimentos ricos em proteínas. Imagem sem proporção.

leite

queijo

lentilha carnes

soja

Oleksandra Naumenko/Shutterstock.com

feijão

ovos

castanhas

Alimentos de origem animal e vegetal ricos em proteínas.

12. Você ingere alimentos ricos em proteína? Quais consideraria ingerir? Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a avaliar sua alimentação e melhorá-la, além de indicarem os alimentos de origem animal (principalmente) e vegetal ricos em proteína.

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Amida

Imagens desta página sem proporção.

Ao serem metabolizadas no organismo dos mamíferos, as proteínas são decompostas em outras substâncias, entre elas a ureia (​​ ​CH​4​​​N​2​​O)​​, que é excretada por meio da urina. Altos níveis de ureia na corrente sanguínea indicam possíveis problemas nos rins, pois não estão filtrando o sangue de forma eficaz.

O H2N

C

NH2

Fórmula estrutural da ureia.

13. Converse com os colegas sobre a importância do bom funcionamento dos rins para o nosso organismo. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que os rins filtram o sangue, retirando do organismo o excesso de água e de outras substâncias que precisam ser eliminadas. Como resultado dessa filtração, é formada a urina. Hemerocallis/Shutterstock.com

A ureia também pode ser sintetizada industrialmente por meio do gás carbônico e do gás amônia ​​(​NH​3​​)​​. Essa substância é muito utilizada como fertilizante para as plantações. Nesse caso, a ureia pode ser distribuída tanto manualmente como por equipamentos agrícolas específicos, na forma de grânulos ou soluções fertilizantes, por ser solúvel em água. Além disso, a ureia pode compor a alimentação do gado.

A produção de ureia geralmente segue um processo industrial Esferas de carbamida, um fertilizante mineral que contém ureia. específico que envolve o gás carbônico e o gás amônia. Primeiro, ocorre a decomposição do gás metano (​​ ​CH​4​​)​​ em altas temperaturas, que produz o gás hidrogênio (​​ ​H​2​​)​​ e que é combinado com o nitrogênio (​​ ​N​2​​)​​, obtendo amônia líquida. Em seguida, a amônia é transformada em carbamato de amônio ​​(​NH​2​​​COONH​4​​)​​ com dióxido de carbono e, finalmente, o carbamato de amônio é desidratado, obtendo-se a ureia. Decomposição do metano: ​​CH​4​​ ​→ ​C ​+ ​2 ​H​2​​​ Formação da amônia: ​​N​2​​ ​+ ​3 ​H​2​​ ​→ ​2 ​NH​3​​​ Formação do carbamato de amônio e ureia: ​2 ​NH​3​​ ​+ ​​CO​2​​ ​→ ​​NH​2​​​COONH​4​​ ​→ ​​NH​2​​​CONH​2​​ ​+ ​​H​2​​O​ A ureia apresenta a função orgânica amida. As amidas são compostos orgânicos que têm a carbonila ligada diretamente ao átomo de nitrogênio. Confira a seguir como é formada a nomenclatura oficial das amidas. Nomenclatura das amidas Prefixo (número de carbonos) ​+​

Etanamida (​​ ​C​2​​​H​5​​NO)​​ Propanamida ​​(​C​3​​​H​7​​NO)​​

Parte intermediária amida (tipo de ligação química) ​+​

et

an

amida

prop

an

amida

O

O H3C

C

H3C NH2

Fórmula estrutural da etanamida.

CH2

C NH2

Fórmula estrutural da propanamida.

As poliamidas são materiais que têm uma ampla utilização na indústria têxtil, na medicina (em procedimentos como pontos cirúrgicos) e na pescaria (como o fio de pesca preso à vara). Rolo de linha de náilon.

Ekaterina43/Shutterstock.com

Exemplo

164

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Isomerias A fórmula molecular dos compostos etanol e metoximetano é ​​C​2​​​H​6​​O​. Embora tenham a mesma fórmula molecular, suas fórmulas estruturais são diferentes, conforme mostrado a seguir. CH3

CH2 OH

Fórmula estrutural do etanol.

CH3

O

UNIDADE

2

CH3

Fórmula estrutural do metoximetano.

Confira a seguir as propriedades físicas e químicas dessas substâncias, que também se diferem. Substâncias e suas propriedades Substância

Temperatura de ebulição (​​ °C)​​

Densidade (​​ ​g / cm​​ 3​)​​

Reação com o potássio

Etanol

​78,5​

​0,79​

sim

Metoximetano

​− 24,8​

​0,67​

não

Os compostos químicos que apresentam a mesma fórmula molecular e diferentes fórmulas estruturais são denominados isômeros (traduzido do grego, isos = igual, meros = partes).

Isomeria constitucional Os isômeros constitucionais podem ter diferenças quanto aos seguintes aspectos: • tipo de cadeia;

• posição de heteroátomos, grupos funcionais, ramificações e insaturações.

• função orgânica;

O exemplo envolvendo o etanol e o metoximetano é um caso de isomeria envolvendo função, pois os compostos apresentam funções orgânicas diferentes (álcool e éter). Quando os isômeros apresentam a mesma função orgânica e têm cadeias diferentes (normal/ramificada ou aberta/fechada), trata-se de isomeria envolvendo o tipo de cadeia, como mostrado a seguir. CH3 CH3

CH CH3

CH2 CH2 CH2 CH3 Fórmula estrutural do pentano ​​(​C​5​​​H​12​​)​​.

CH2 CH3

Fórmula estrutural do 2-metilbutano (​​ ​C​5​​​H​12​​)​​.

A diferença na posição de um grupo funcional, ramificação ou insaturação constitui uma isomeria envolvendo a posição do aspecto em questão, como ocorre nos exemplos a seguir. a ) Mudança na posição do grupo funcional. CH3

OH CH3

CH2 CH2 OH

Fórmula estrutural do ​ propan-1-ol​ (​​ ​C​3​​​H​7​​OH)​​.

CH

CH3

Fórmula estrutural do ​ propan-2-ol​ (​​ ​C​3​​​H​7​​OH)​​.

b ) Mudança na posição de uma ramificação. CH3

CH

CH2 CH2 CH3

CH3

CH2 CH

CH3

CH2 CH3

CH3

Fórmula estrutural do 2-metilpentano (​​ ​C​6​​​H​14​​)​​.

Fórmula estrutural do 3-metilpentano (​​ ​C​6​​​H​14​​)​​.

c ) Mudança na posição da instauração. HC

C

CH2 CH3

Fórmula estrutural do ​but-1-ino​ (​​ ​C​4​​​H​6​​)​​.

CH3

C

C

CH3

Fórmula estrutural do ​but-2-ino​ (​​ ​C​4​​​H​6​​)​​.

165

05/11/2024 15:32:07


d ) Mudança na posição de um heteroátomo. CH3

O

CH3

CH2 CH2 CH3

Fórmula estrutural do metoxipropano ​​(​C​4​​​H​10​​O)​​.

CH2 O

CH2 CH3

Fórmula estrutural do etoxietano (​​ ​C​4​​​H​10​​O)​​.

Estereoisomeria Os estereoisômeros apresentam a mesma fórmula molecular e a mesma fórmula estrutural plana, diferenciando-se por suas fórmulas estruturais espaciais. Portanto, são constituídos pelos mesmos átomos e mesmas ligações químicas, mas em posições espaciais diferentes, o que lhes confere propriedades distintas. Eles podem ser classificados como diastereoisômeros e enantiômeros.

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

Os diastereoisômeros são compostos isômeros que não são a imagem um do outro em um espelho. Já os enantiômeros são isômeros que são a imagem um do outro em um espelho. Analise a seguir dois exemplos.

Fórmula estrutural espacial de substância que pode apresentar diastereoisômero.

Diastereoisômero da estrutura anterior.

Fórmula estrutural espacial de substância que pode apresentar enantiômeros.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Enantiômero da estrutura anterior.

Diastereoisômeros

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

A diastereoisomeria ocorre quando há uma dupla-ligação entre dois átomos de carbono. A presença da ligação dupla não permite a rotação entre eles, pois ela é rígida. Isso possibilita a formação de duas estruturas diferentes, que são chamados de cis e trans. Observe as imagens a seguir.

Representação de isômero cis.

Representação de isômero trans.

Isso também ocorre em cadeias cíclicas, pois as ligações entre os carbonos também têm impedimento de rotação. Para que a formação das estruturas cis e trans seja possível, são necessárias algumas condições, como mostra a estrutura a seguir. R1 R2

C

C

R3 R4

Fórmula estrutural genérica com uma ligação dupla entre carbonos.

Os ligantes de cada carbono da ligação dupla devem satisfazer à seguinte condição: que ​​R​1​​​ seja diferente de ​​R​2​​​, ​​R​3​​​ seja diferente de ​​R​4​​​ e que um ligante do lado esquerdo seja igual a um ligante do lado direito.

166

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UNIDADE

2 A seguir, alguns exemplos de como podem ser representados os isômeros cis e trans: CH2 CH3 C

H3C

C

H

C H

H

CH2 CH3

Fórmula estrutural do ​ trans-pent-2-eno​ (​​ ​C​5​​​H​10​​)​​.

CH3 CH2

CH2 CH2 CH3 C

C

H

Fórmula estrutural do ​ cis-pent-2-eno​ (​​ ​C​5​​​H​10​​)​​.

CH3 CH2

H

Ilustrações: Vinícius Costa/Arquivo da editora

H3C

H C

C

C CH2 CH2 CH3

H

H

Fórmula estrutural do ​ cis-hept-3-eno​ (​​ ​C​7​​​H​14​​)​​.

Fórmula estrutural do ​ trans-hept-3-eno​ (​​ ​C​7​​​H​14​​)​​.

Os ácidos graxos insaturados são componentes das gorduras e podem se apresentar na forma cis ou trans. a) Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que o consumo de gordura trans, principalmente proveniente de alimentos industrializados, aumenta os níveis do colesterol LDL e os riscos de problemas cardiovasculares. Espera-se que verifiquem as informações referentes à gordura trans presentes em diversos alimentos industrializados, principalmente nos que eles geralmente ingerem no cotidiano. Esta atividade leva-os a refletir sobre possíveis mudanças de hábitos a fim de cuidar da própria saúde.

H

H

O OH

cis Representação da estrutura de ácido graxo cis.

H

b) Resposta pessoal. Esta atividade tem o objetivo de fazer os estudantes compartilharem os resultados obtidos e proporem alternativas para uma alimentação saudável.

O OH

H trans Representação da estrutura de ácido graxo trans.

Compartilhe ideias

A gordura trans é pouco comum na natureza, mas é produzida com gorduras vegetais pela indústria alimentícia. O consumo de gorduras trans tem sido associado a problemas de saúde, logo recomenda-se evitá-la. a ) Junte-se a um colega e pesquisem os principais problemas de saúde associados ao consumo de alimentos com gorduras trans. Em seguida, confiram se os rótulos dos alimentos industrializados que vocês geralmente consomem indicam a presença de gordura trans ou não. b ) Conversem sobre os malefícios do consumo de gordura trans e elaborem cartazes informativos. Neles, listem os alimentos com gordura trans que vocês mais consomem, sugerindo opções para substituí-los. Exponham os cartazes na sala de aula.

Enantiômeros Os enantiômeros são opticamente ativos, ou seja, desviam o plano da luz polarizada e são formados por estruturas assimétricas. Uma substância com estrutura assimétrica não tem plano de simetria. Dica Um raio de luz natural é constituído de ondas eletromagnéticas que oscilam em infinitos planos de vibração e que passam pelo eixo de propagação. Há certos materiais que, ao serem atravessados pela luz natural, deixam passar apenas as vibrações de determinado plano, absorvendo as demais. Nesse caso, tem-se a luz polarizada. A substância que desvia o plano da luz polarizada é uma substância opticamente ativa.

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O exemplo de molécula orgânica assimétrica apresenta, ao menos, um carbono assimétrico. É considerado carbono assimétrico (​​ C *) ​​ aquele que contém quatro ligantes distintos entre si, podendo também ser chamado de estereocentro ou centro de quiralidade.

OH

OH H

H3C

Vinícius Costa/Arquivo da editora

Sergio Lima/Arquivo da editora

A molécula 2-pentanol é um exemplo de molécula orgânica com um carbono assimétrico, pois o segundo carbono tem quatro ligantes distintos: um grupo metil, um grupo propil, um átomo de hidrogênio e um grupo ​OH​.

CH3

H H3C

CH3

espelho

espelho Representações da estrutura do pentan-2-ol.

Fórmulas estruturais do pentan-2-ol.

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Dica

Os exemplos mostrados anteriormente ilustram imagens especulares não sobreponíveis dessas moléculas. Mesmo que viremos a molécula de todas as maneiras possíveis, concluiremos que não é possível sobrepô-la à sua imagem, portanto são enantiômeros. Eles têm as mesmas propriedades físicas, logo apresentam mesmas densidade e fusão e os mesmos pontos de ebulição. Para identificar se a amostra contém substância quiral e conferir qual é o enantiômero, utiliza-se um equipamento chamado polarímetro. A luz polarizada passa por uma solução contendo um isômero óptico. O plano de polarização da luz é rotacionado para a direita ou para a esquerda, diferenciando o enantiômero. 14. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que a execução de vários testes, sob diferentes condições, é necessária para avaliar a eficácia e a segurança dos medicamentos, identificando as dosagens mais adequadas, contraindicações, efeitos colaterais e possíveis riscos.

SUKJAI PHOTO/Shutterstock.com

Na fórmula estrutural, a cunha sólida indica que a ligação está à frente do plano da página, e a cunha tracejada indica que a ligação está atrás do plano da página.

Polarímetro digital usado para determinar o desvio da luz.

Há isômeros com fórmulas estruturais bem semelhantes e que são produzidos por meio da mesma reação química. É necessário ficar atento às propriedades desses isômeros, pois a configuração espacial dos enantiômeros faz que eles tenham efeitos diferentes no organismo. Um isômero pode ser totalmente inerte em relação a um receptor do organismo, enquanto o outro pode ter um efeito inesperado. No início da década de 1960, a Alemanha apresentou diversos casos de crianças que nasciam com malformações. A origem desses problemas estava associada a uma substância ingerida pelas respectivas mulheres grávidas para reduzir os sintomas de enjoo: a talidomida ​​(​C​13​​​H​10​​​N​2​​​O​4​​)​​. A talidomida comercializada era uma mistura de enantiômeros, e um deles causava malformações, o que chamamos de efeito teratogênico. Com esse incidente, a indústria farmacêutica passou a aprimorar a produção de medicamentos seguros cujas moléculas apresentavam esse tipo de isomeria.

estereocentro

O N O

*

O O

N

Representação da fórmula estrutural da talidomida.

H

14. Converse com um colega sobre a importância de realizar diversos testes envolvendo novos medicamentos, antes de comercializá-los. Anote suas conclusões.

15. Pesquise qual é o órgão brasileiro responsável por fiscalizar e regular a comercialização dos medicamentos. 15. Resposta: Espera-se que os estudantes citem a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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05/11/2024 15:32:12


ATIVIDADES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer

3. A lidocaína é utilizada como anestésico de ação

(Inca), o tabagismo é considerado uma doença crônica causada pela dependência de nicotina, que está presente em produtos à base de tabaco. Também está associado a muitos tipos de câncer e aumenta o risco de contrair doenças crônicas não transmissíveis. A nicotina é um composto tóxico e viciante. Analise a estrutura desse composto.

local, podendo também ser usada como tratamento para arritmias e outras doenças cardíacas.

UNIDADE

2

H N

N O

Fórmula estrutural da lidocaína.

N CH3

N

Fórmula estrutural da nicotina.

a ) Qual é a fórmula molecular da nicotina? Resposta: ​​C​10​​​H​14​​​N​2​​​

b ) A nicotina apresenta em sua estrutura o anel benzênico? Resposta: Não. c ) Qual é a principal função orgânica presente na estrutura da nicotina? Resposta: Amina.

Analisando a fórmula estrutural da lidocaína, identifique as funções orgânicas presentes, considerando também a classificação das aminas em primária, secundária e terciária e, em seguida, identifique a alternativa correta. Resposta: a ) Amida e amina terciária.

Alternativa a.

b ) Apenas grupos amidas. c ) Cetona e amina. d ) Apenas grupos aminas. e ) Amida e amina primária.

2. Os aminoácidos são os principais constituintes

4. Qual das alternativas a seguir apresenta o isôme-

das proteínas. Os aminoácidos sintetizados pelo nosso organismo chamam-se não essenciais e suprem as necessidades celulares. Já os aminoácidos não sintetizados pelo organismo humano precisam compor nossa alimentação e são conhecidos como aminoácidos essenciais.

ro da substância ​5-metil-hexan-3-ona​? Resposta:

A valina é um exemplo de aminoácido essencial. Carne, peixe, leite, feijão e castanha são alguns dos principais alimentos que contêm esse aminoácido. Identifique a alternativa que indica apenas as funções orgânicas encontradas na molécula de valina. Resposta: Alternativa e.

e ) 4-metil-pentan-2-ona.

Alternativa c.

a ) 2-metil-hexanoico. b ) ​2,2,3,3-metil-hexanol​. c ) Heptan-3-ona. d ) Hexan-3-ona.

5. Considere os compostos a seguir. I. hept-1-eno. II. hexan-3-ol. III. 2,3-dimetilbutano. IV. 2,2-dimetilbutano.

O

V. ciclopentano. OH NH2 Fórmula estrutural da valina.

VI. pent-2-ino. VII. 3-metil-2-pentanona. Qual desses compostos apresentaria atividade ótica ao ser analisado em polarímetro?

a ) Álcool e amida.

a ) Compostos III e VII.

b ) Amida e amina.

b ) Compostos II e VII.

c ) Cetona e amina.

c ) Compostos IV, II e V.

d ) Éster e éter.

d ) Compostos I, III e VI.

e ) Ácido carboxílico e amina.

e ) Apenas II.

Resposta: Alternativa b.

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6. Leia o trecho da lenda a seguir e responda ao que se pede. Professor, professora: Comentários da questão 6 nas Orientações para o professor.

A Lenda da Erva-mate Lenda do folclore gaúcho

[…] O forasteiro revelou que era um enviado de Tupã, e que este estava preocupado com a sorte daquela pequena família. – Diga-me, velho senhor, o que gostaria de ter? Como posso lhe ajudar? – Minha filha não acompanha nosso povo porque quer cuidar de mim. Eu gostaria de ter um amigo que me fizesse companhia, me ajudasse a passar o tempo e me desse mais forças, para que eu pudesse ficar sozinho. – Pois está feito! Vou lhe trazer exatamente o que precisas! O homem foi à mata e voltou trazendo um galho da árvore Caá. Era verde e muito perfumado. – Plante e deixe crescer. Depois, tire outras mudas e vá plantando e replantando esse arbusto, para que se multiplique. Essa erva dá um excelente chá. Vamos, vou lhe ensinar como fazer! O enviado de Tupã preparou a infusão numa cabaça, colocou um canudo de taquara e ensinou o velho a sorver. – Está aí o amigo que querias! Suas forças voltarão e você poderá caçar e trabalhar novamente! […] CAMPOS, Maria Fernanda. A lenda da erva-mate. Instituto Purunã, 3 nov. 2020. Disponível em: https://institutopuruna.com.br/a-lenda-da-erva-mate/. Acesso em: 23 ago. 2024.

a ) De acordo com a lenda, qual é a função das propriedades da erva-mate?

Resposta: As propriedades da erva-mate, de acordo com a lenda, ajudam a recuperar as forças.

b ) Quais são os principais componentes da erva-mate que a fazem ter o efeito relatado na lenda? Resposta: Os componentes responsáveis por tais efeitos são a cafeína e a teobromina.

c ) Relacione as estruturas moleculares a seguir com os componentes identificados anteriormente. Qual(is) é (são) a (as) função(ões) orgânica(s) presente(s) nesses compostos? CH3 O

N

N Resposta: Cafeína. Apresenta função orgânica amida e amina.

CH3

N

N CH3

N

NH

N

CH3

H3C

O

Estrutura A.

O

N

O

Resposta: Teobromina. Apresenta função orgânica amida e amina.

Estrutura B.

d ) O penúltimo parágrafo do trecho da lenda explica como se faz o chá. Considerando as estruturas do item anterior, explique por que seu preparo necessita apenas de água.

7. Sabendo que os isômeros são dois ou mais compostos diferentes com a mesma fórmula molecular, o etoxietano é isômero do:

Resposta: Alternativa d.

a ) ácido butanoico.

c ) butanona.

b ) butanal.

e ) etoxibutano. 6. d) Resposta: Ao analisar as fórmulas estruturais da cafeína e da teobromina, verifica-se que são moléculas polares. Dessa maneira, basta água quente para extrair essas substâncias da erva-mate.

d ) butanol.

8. Analise a estrutura dos aminoácidos a seguir. O

O OH

NH2

Fórmula estrutural da leucina (​​ ​C​6​​​H​13​​​NO​2​​)​​.

O OH

NH2

Fórmula estrutural da isoleucina (​​ ​C​6​​​H​13​​​NO​2​​)​​.

OH NH2

Fórmula estrutural da alanina (​​ ​C​3​​​H​7​​​NO​2​​)​​.

a ) Escreva o número de carbonos assimétricos em cada aminoácido. Resposta: Leucina: 1. Isoleucina: 2. Alanina: 1.

b ) Quais são as funções orgânicas presentes nos compostos apresentados? Resposta: Amina e ácido carboxílico.

170

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9. Quais compostos a seguir são isômeros de ca-

10. Quais são as funções orgânicas presentes na molé-

deia aberta e não ramificada de fórmula molecular ​​C​5​​​H​10​​​? Justifique sua resposta detalhando o tipo de isomeria.

cula de frutose e quantos carbonos assimétricos ela A frutose tem as funções cetona e álcool e tem? Resposta: apresenta 3 carbonos assimétricos, nos carbonos 3, 4

A.

H2C

OH

OH

O

UNIDADE

2

e 5 da cadeia principal.

CH3 OH

Fórmula estrutural do pent-1-eno.

OH

OH

Fórmula estrutural da frutose.

11. A substância química adrenalina é um hormônio liB.

H

berado em maior quantidade pelo organismo em situações de estresse, medo ou raiva, o que eleva temporariamente a frequência cardíaca do indivíduo.

CH3

H3C

Analise a fórmula estrutural da adrenalina e responda ao que se pede.

H

Fórmula estrutural do trans-pent-2-eno.

OH HO

C. Fórmula estrutural do ciclopenteno.

D.

CH3

Fórmula estrutural da adrenalina.

a ) Quais são as funções químicas presentes na substância química adrenalina?

CH3 H2C

HN

HO

CH3

Fórmula estrutural do 2-metilpenteno.

Resposta: Fenol, álcool e amina.

Resposta: Estruturas A e B. A estrutura A é isômero de posição e B é isômero geométrico.

b ) Qual é a fórmula molecular da substância citada? Resposta: ​​C​9​​​H​13​​N​O​3​​​ c ) A substância adrenalina apresenta carbono assimétrico em sua estrutura? Caso tenha, em qual(is) carbono(s)? Resposta: Sim. No carbono

ligado à hidroxila, anel aromático e outro carbono ligado ao nitrogênio. Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

RETOME O QUE ESTUDOU Respostas nas Orientações para o professor.

Refletindo sobre o que estudou nesta unidade, responda às questões a seguir.

1. Caracterize a ligação metálica e explique por que os metais são bons condutores de eletricidade. 2. Analise as imagens a seguir e classifique as substâncias em polares ou apolares. Explique como podemos

δ

δ

δ

δ Representação de molécula de água.

δ

δ

Ilustrações: Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

classificá-las dessa forma apenas observando a geometria de sua molécula.

Representação de molécula de dióxido de carbono.

3. Indique, com base na fórmula molecular ​C​6​H​6​, a nomenclatura de um hidrocarboneto cíclico e insaturado e a de um hidrocarboneto de cadeia aberta e insaturado.

4. A fórmula química do etanol e do metoximetano é ​C​2​H​6​O​. O que diferencia essas substâncias? Como é chamada essa situação?

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MAIS QUESTÕES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. (Enem/MEC) Por terem camada de valência

completa, alta energia de ionização e afinidade eletrônica praticamente nula, considerou-se por muito tempo que os gases nobres não formariam compostos químicos. Porém, em 1962, foi realizada com sucesso a reação entre o xenônio (camada de valência ​5​s​2​​5p​​6​) e o hexafluoreto de platina e, desde então, mais compostos novos de gases nobres vêm sendo sintetizados. Tais compostos demostram que não pode aceitar acriticamente a regra do octeto, na qual se considera que, numa ligação química, os átomos tendem a adquirir estabilidade assumindo a configuração eletrônica de gás nobre. Dentre os compostos conhecidos, um dos mais estáveis é o difluoreto de xenônio, no qual dois átomos do halogênio flúor (camada de valência ​2​s​2​​2p​​5​) se ligam covalentemente ao átomo de gás nobre para ficarem com oito elétrons de valência. Ao se escrever a fórmula de Lewis do composto de xenônio citado, quantos elétrons na camada de valência haverá no átomo do gás nobre? a) 6 b) 8 d ) 12 e ) 14

Resposta: Alternativa c.

2. (Fuvest-SP) Um tema de grande interesse na

química é a ativação seletiva de ligações C ​ ​- ​H​. Essa ativação permite a substituição de H ​ ​nessas ligações por outros átomos, como ​O​ou ​N​. A relevância desse tema pode ser verificada em um estudo recentemente publicado no prestigioso periódico Science, que conta com uma egressa da USP dentre seus autores. A baixa diferença de eletronegatividade entre ​C​ e ​H​é um dos motivos que dificulta a ativação da ligação ​C ​- ​H​, pois torna a ligação pouco polar e diminui sua reatividade.

Eletronegatividade

3,5

FUVEST/2024

F

4,0

C

3,0 H

2,0

b ) ​C ​- ​F​ c ) ​S ​- ​O​ d ) ​P ​- ​H​

Resposta: Alternativa d. Resolução nas

e ) ​P ​- ​C𝓁​ Orientações para o professor. Note e adote:

Número atômico (​​ Z)​​ dos elementos: ​H ​= ​1​, ​C ​= ​6​,​ N ​= ​7​, ​O ​= ​8​, ​F ​= ​9​, ​P ​= ​15​, ​S ​= ​16​, ​C𝓁 ​= ​17​.

3. (UEPG-PR) A eletronegatividade pode ser definida como a capacidade de um átomo de atrair os elétrons compartilhados em uma ligação química. Na tabela periódica, essa capacidade aumenta ao longo do período, da esquerda para a direita, até a coluna 17 e diminui ao longo do grupo. Baseando-se nessas informações, assinale o que for correto.

02 ) Os halogênios são, comparativamente, os elementos mais eletronegativos da tabela periódica. 04 ) A ligação química entre dois átomos iguais é classificada como ligação apolar. 08 ) As ligações ​H ​- ​O ​- ​H​, na água, são do tipo apolar. Resposta: Soma: ​0​1 ​+ 0​2 ​+ 0​4 ​= ​7​.

4. (UFRGS-RS) Considere as afirmações abaixo, a respeito da geometria molecular e da polaridade de moléculas. I ) A molécula de ​CH2C𝓁​2​terá momento de dipolo não nulo. II ) A molécula de ​Be​H​2​​​é polar, por causa da diferença de eletronegatividade entre ​Be​e ​H​. III ) O momento de dipolo do ​BF​3​é maior do que o do ​BC𝓁3​. Quais estão corretas? Resposta: Alternativa a. a ) Apenas I. b ) Apenas II.

1,5 1,0 0,5

a ) ​C ​- ​N​

01 ) A eletronegatividade é uma propriedade periódica.

c ) 10

2,5

Considerando apenas a eletronegatividade, representada no gráfico, qual das alternativas apresenta uma ligação ainda menos reativa do que a ligação ​C ​- ​H​?

Li 0

2

Na 4

6

8 10 12 14 No Atômico (Z)

c ) Apenas III.

K 16

18

20

d ) Apenas II e III. e ) I, II e III.

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

5. (UAM-SP) A molécula de ureia, ​O ═ C​(​ ​NH​2​)​ ​, é formada no organismo humano a partir do metabolismo de 2

proteínas. Na molécula de ureia, os arranjos das ligações ao redor do átomo de carbono e do átomo de nitrogênio apresentam, respectivamente, as geometrias a ) trigonal plana e trigonal piramidal. d ) trigonal plana e angular. b ) trigonal piramidal e tetraédrica. e ) tetraédrica e tetraédrica. c ) tetraédrica e trigonal plana. Resposta: Alternativa a.

6. (UERJ) Ao anoitecer, as células da retina envolvidas na percepção da luminosidade disparam sinais que es-

timulam a glândula pineal a produzir e secretar melatonina, hormônio responsável por preparar o organismo para o repouso. Por ser composta por uma porção hidrofílica e outra hidrofóbica, a melatonina penetra facilmente a membrana plasmática de diferentes tipos de células. Essa facilidade de penetração da melatonina deve-se à composição da membrana plasmática, que contém moléculas dos seguintes tipos: a ) polares e apolares c ) positivas e negativas b ) covalentes e iônicas d ) redutoras e oxidantes Resposta: Alternativa a.

7. (UFRGS-RS) Considere a seguinte escala de energia (em k​ J ​mol​​−1​) para as forças inter e intramoleculares mais relevantes que podem ocorrer nas moléculas: covalente, dipolo-dipolo, iônica, dispersão e ligações de hidrogênio.

0

2

5

10

A

20

Forças intramoleculares

100

400

1 000

B

kJ mol-1

UFRGS/2022

Forças intermoleculares

C

D

E

A energia das forças dipolo-dipolo e covalente corresponderia, respectivamente, às regiões assinaladas pelas letras a ) A e C.

Resposta: Alternativa e.

b ) A e E.

c ) B e D.

d ) C e B.

e ) D e E.

8. (UERJ) Observe a equação química que representa a hidrólise do carbeto de cálcio. ​​CaC​2​​​(s)​​+ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​ ​→ ​Ca​​(OH)​​ ​​​(aq)​​+ ​​C​2​​​H​2​​​(g)​​

O nome do composto orgânico obtido nessa reação é:

2

a ) etino

c ) etanal

b ) eteno

d ) etanol

Resposta: Alternativa a.

9. (UEPG-PR) Em um experimento no laboratório de Química, o professor disponibilizou volumes iguais dos solventes abaixo descritos. I ) ​H​2​O​

II ) Clorofórmio, ​CHC𝓁​3​

III ) Etanol, ​C​2​H​5​OH​

Foram realizadas misturas dois a dois entre I e II; entre I e III e entre II e III. Considerando as polaridades dos solventes, as forças intermoleculares existentes e os tipos de misturas obtidas, assinale o que for correto. 01 ) ​C​2​H​5​OH​se mistura com ​H​2​O​em qualquer proporção, formando uma mistura homogênea. 02 ) ​H​2​O​e ​CHC𝓁​3​apresentam polaridades similares. 04 ) A mistura entre II e III é heterogênea, pois o ​C​2​H​5​OH​é polar, enquanto o ​CHC𝓁​3​é apolar. 08 ) Tanto ​C​2​H​5​OH​ como ​H​2​O​ apresentam ligações de hidrogênio e, ao se misturarem, também ocorre a formação de ligação de hidrogênio entre eles. 16 ) A mistura entre I e II leva à formação de uma mistura heterogênea, pois a ​H​2​O​é polar e apresenta ligações de hidrogênio, enquanto o ​CHC𝓁​3​, por ser apolar, apresenta apenas interações do tipo dipolo induzido-dipolo induzido. Resposta: Soma: ​1 ​+ ​8 ​= ​9​.

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10. (UECE) Presentes em quase todas as formas de

vida e sintetizados pelos próprios organismos, os esteroides fazem parte de um grupo complexo de compostos que integram para a manutenção da vida. Fazendo parte de uma classe de lipídios, quando analisados do ponto de vista químico, os esteroides são identificados como compostos lipossolúveis, derivados de triterpenos tetracíclicos. No corpo humano, destacam-se os esteroides colesterol, testosterona e estradiol. A classe dos esteroides deriva do anel orgânico ciclopentanoperidrofenantreno, cuja estrutura é a seguinte:

Salicilato de metila (no óleo de gaultéria)

UECE/2020

Anetol (no óleo de anis)

Com relação a essa estrutura, é correto afirmar que a ) existem 24 átomos de hidrogênio ligados a todos os átomos de carbono secundário. b ) o total de átomos de carbonos primários e terciários é 6.

Vanilina (no óleo de baunilha)

c ) o anel orgânico ciclopentanoperidrofenantreno é aromático. d ) como essa estrutura pertence à classe dos lipídios, trata-se de um carboidrato. Resposta: Alternativa b.

11. (Enem/MEC) De modo geral, a palavra “aromáti-

Eugenol (no óleo de cravos) Imagens: ENEM/2022

co” invoca associações agradáveis, como cheiro de café fresco ou de um pão doce de canela. Associações similares ocorriam no passado da história da química orgânica, quando os compostos ditos “aromáticos” apresentavam um odor agradável e foram isolados de óleos naturais. À medida que as estruturas desses compostos eram elucidadas, foi se descobrindo que vários deles continham uma unidade estrutural específica. Os compostos aromáticos que continham essa unidade estrutural tornaram-se parte de uma grande família, muito mais com base em suas estruturas eletrônicas do que nos seus cheiros, como as substâncias a seguir, encontradas em óleos vegetais.

Cinamaldeído (no óleo de canela) SOLOMONS, T. W. G.; FRYHLE, C. B. Química orgânica. Rio de Janeiro: LTC, 2009 (adaptado).

A característica estrutural dessa família de compostos é a presença de Resposta: Alternativa c.

Enem/2022

a ) ramificações.

Benzaldeído (no óleo de amêndoas)

b ) insaturações. c ) anel benzênico. d ) átomos de oxigênio. e ) carbonos assimétricos.

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12. (Enem/MEC) Um microempresário do ramo de

cosméticos utiliza óleos essenciais e quer produzir um creme com fragrância de rosas. O principal componente do óleo de rosas tem cadeia poli-insaturada e hidroxila em carbono terminal. O catálogo dos óleos essenciais apresenta, para escolha da essência, estas estruturas químicas:

(1)

a ) 2 apenas.

d ) 1, 2 e 3 apenas.

b ) 1 e 4 apenas.

e ) 1, 2, 3 e 4.

c ) 3 e 4 apenas.

Resposta: Alternativa c.

14. (UFPR) Ao tentar identificar todas as possibi-

lidades de fórmulas estruturais do composto 1,2-diclorociclo-hexano, um estudante propôs as quatro estruturas mostradas na figura abaixo. Entretanto, seu professor apontou que havia um engano, porque apenas três estruturas distintas são possíveis.

(3)

(4)

(5)

Qual substância o empresário deverá utilizar? a) 1

d) 4

b) 2

e) 5

c) 3

Resposta: Alternativa a.

13. (UFPR) Em química orgânica, é comum os com-

postos com propriedades físico-químicas, em particular a reatividade, serem classificados em grupos chamados de funções orgânicas. Cada função orgânica apresenta um conjunto de átomos específicos que a define. Considere as seguintes afirmações sobre pares de funções orgânicas.

1

2

3

4

Imagens: UFPR/2020

Imagens: ENEM/2022

(2)

O estudante propôs uma estrutura a mais porque considerou em sua resposta que: a ) 1 e 2 são moléculas diferentes. b ) 1 e 3 são diasteoisômeros. c ) 1 e 4 são sobreponíveis. d ) 2 e 3 são isômeros constitucionais. e ) 3 e 4 são enantiômeros. Resposta: Alternativa a.

15. (UERJ) As bases nitrogenadas são componentes

fundamentais das moléculas de ácidos nucleicos, encontradas nas células vivas dos órgãos. Observe as fórmulas estruturais de duas dessas bases, a timina e a uracila.

2. Éteres e ésteres são funções orgânicas nitrogenadas. 3. Fenóis e álcoois são funções orgânicas oxigenadas. 4. Cetonas e aldeídos são funções orgânicas carboniladas. De acordo com os conhecimentos de química orgânica, a(s) afirmativa(s) que descreve(m) corretamente as características estruturais das funções orgânicas citadas é/são:

Timina

Uracila

Imagens: UERJ/2024

1. Aminas e amidas são funções orgânicas hidroxiladas.

O grupamento que diferencia essas duas bases nitrogenadas é denominado: a ) metil

c ) carboxila

b ) propil

d ) carbonila

Resposta: Alternativa a.

175

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3 UNIDADE

MATÉRIA, ENERGIA E AS TRANSFORMAÇÕES NA TERRA

Nesta unidade, vamos estudar... • transformações físicas; • transformações químicas; • misturas homogêneas (soluções); • propriedades coligativas; • estequiometria; • entalpia.

Inúmeros foguetes, com missões espaciais tripuladas, são impulsionados para o espaço por gases expelidos de motores que produzem uma chama controlada. Essa propulsão é capaz de tirar toneladas de matéria do repouso, vencendo o campo gravitacional da Terra até atingir uma altitude predeterminada. A propulsão de foguetes ocorre por meio de reações entre combustível e oxidante, o que gera grande quantidade de energia e gases. Esses gases se expandem e pressionam as paredes da câmara dos propelentes, provocando o empuxo que faz o foguete se locomover. Geralmente, as temperaturas do local em que ocorrem essas reações variam entre 2 000 e ​4 000 °C​, e seus produtos são ejetados por um bocal, o que pode levar o foguete a velocidades de até ​15 480 km / h​. Esse é um exemplo de transformação da matéria, em que dois materiais interagem entre si para formar uma ou mais substâncias novas. Nesta unidade, serão abordados os diferentes tipos de transformações da matéria, que podem alterar ou não sua composição, a quantidade de matéria envolvida nessas transformações e como a energia está relacionada a elas. Além desses assuntos, também vamos conhecer como a presença de substâncias dissolvidas em líquidos formam soluções e como a presença delas pode influenciar as transformações físicas dessas misturas. Respostas nas Orientações para o professor.

a ) Analisando a fotografia do início do lançamento do foguete, por meio de quais indícios é possível identificar que algum tipo de transformação está ocorrendo na cena? b ) Você diria que a quantidade de gases formados na queima do combustível e a quantidade de calor gerado podem ser determinados antes do lançamento do foguete? c ) As missões espaciais são muito importantes para o desenvolvimento científico e tecnológico. Converse com os colegas sobre a importância dessas missões para os seres humanos.

176

05/11/2024 15:35:11


U.S. Civilian/NASA

Lançamento do ônibus espacial estadunidense Discovery em 1984, hoje em exposição no Museu Nacional do Ar e do Espaço do Smithsonian, na Virgínia, nos arredores de Washington, D.C.

177

05/11/2024 15:35:16


CAPÍTULO

10

Transformações da matéria 1. Resposta: Espera-se que os estudantes mencionem que, além das chuvas intensas, o descarte inadequado de resíduos e a impermeabilização do solo em razão da pavimentação, prejudicial à absorção e à drenagem da água das chuvas, podem ter contribuído para a inundação. Douglas Pfeiffer/Shutterstock.com

Entre os meses de dezembro e março de cada ano, que marcam o verão no hemisfério Sul, o período do dia é maior do que o da noite e as temperaturas dos dias são mais quentes, além de ser comum ocorrerem chuvas intensas em diferentes regiões do Brasil. Rua inundada em razão de chuva intensa no município de Porto Alegre (RS), em 2024.

1. Quais são as possíveis razões da inundação retratada na fotografia?

O Sol é a estrela do Sistema Solar. Sua luz é composta de radiação ultravioleta, luz visível e radiação infravermelha, chegando aos planetas desse sistema com diferentes intensidades. Ao atingir a superfície terrestre, parte das ondas eletromagnéticas provenientes do Sol, nesse caso a radiação infravermelha, aquece a superfície do planeta e seus componentes bióticos e abióticos, como a água (​​ ​H​2​​O)​​. Ao absorver esse tipo de radiação, a água pode mudar seu estado de agregação, ou seja, a disposição de suas moléculas no espaço, passando da fase sólida para a líquida ou da líquida para a gasosa. Essas mudanças podem ser identificadas no ciclo hidrológico e são essenciais para a ciclagem desse composto no ambiente. O ciclo hidrológico, também conhecido como ciclo da água, é o movimento contínuo da água no ambiente e entre seus componentes e, assim como outros ciclos da natureza, é biogeoquímico. Confira a seguir um esquema do ciclo hidrológico. Professor, professora: Oriente os estudantes a ler as informações do esquema seguindo a ordem numérica crescente.

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

3. 2. 4.

Rivaldo Barboza/Arquivo da editora

5. 1.

Representação do ciclo hidrológico.

Imagem elaborada com base em: MILLER, G. Tyler; SPOOLMAN, Scott E. Ciência ambiental. 11. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2008. p. 56.

178

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1. A radiação infravermelha aquece os corpos de água,

resultando na transformação de água líquida em vapor. Os seres vivos também liberam água para a atmosfera por meio da respiração, da transpiração e da liberação de fezes e urina. A água no estado gasoso, por ser menos densa, move-se em direção às camadas superiores da atmosfera.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

UNIDADE

3

Representação da vaporização da água. Imagem reduzida cerca de 1,2 vez em relação à imagem da página anterior.

2. Nas camadas superiores da atmosfera, as baixas

temperaturas fazem o vapor de água se condensar em pequenas gotículas de água, que se acumulam nas nuvens.

Representação da condensação da água. Imagem ampliada cerca de 1,2 vez em relação à imagem da página anterior.

3. Em condições adequadas, as gotículas de água líquida

nas nuvens podem precipitar sob a forma de chuva ou, em casos de temperatura muito baixa, solidificar-se em forma de neve ou granizo.

Representação da precipitação da água. Imagem ampliada cerca de 1,1 vez em relação à imagem da página anterior.

4. A água das chuvas pode escorrer pela superfície (A) ou se infiltrar no solo (B), abastecendo reservatórios de água superficiais e subterrâneos.

A.

B.

Ilustrações: Rivaldo Barboza/Arquivo da editora

Representação do escoamento da água.

5. Os seres vivos absorvem a água do meio e liberam parte dela novamente para o ambiente, enquanto a radiação infravermelha promove a evaporação de parte da água dos corpos de água superficiais, reiniciando o ciclo.

2. Resposta: A umidade do ar se refere à quantidade de água em determinada área. Sendo assim, de modo geral, quanto maior a umidade do ar, mais vapor de água estará presente na atmosfera e maiores as chances de ocorrência de chuvas.

Representação de seres vivos no ciclo hidrológico. Imagem ampliada cerca de 1,5 vez em relação à imagem da página anterior.

2. Qual é a relação entre umidade do ar e ocorrência de chuvas? 3. De maneira geral, durante o período do dia, a temperatura nos desertos é elevada, ultrapassando os ​40 °C​. Por que as chuvas são pouco frequentes nesses locais?

3. Resposta: Porque, apesar das temperaturas elevadas, a umidade do ar é muito baixa, em razão da baixa concentração ou ausência de corpos de água e de seres vivos, por exemplo. Dessa maneira, embora a temperatura favoreça a formação de vapor de água, não é suficiente para provocar chuva, tendo em vista os diversos fatores característicos dos desertos.

179

05/11/2024 15:35:19


Estudando os estados de agregação da matéria

Professor e professora: Comente Imagens desta página com os estudantes que, neste sem proporção e em capítulo, será utilizado o termo cores fantasia. estado para se referir ao estado de agregação/fase. Enfatize que eles poderão encontrar o termo estado físico sendo utilizado como sinônimo em outros materiais.

No ciclo hidrológico é possível identificar três diferentes estados de agregação da matéria ou fases da matéria: sólido, líquido e gasoso. Esses estados de agregação não são exclusivos da água, podendo também ser encontrados em outros materiais. Na natureza, há outros estados de agregação, no entanto nosso estudo se concentrará apenas nesses três, que são mais comuns no ambiente e em nosso cotidiano.

Representação de gelo (água no estado sólido) em recipiente.

Representação de água líquida em recipiente.

Representação das moléculas de água na fase sólida.

Nesse estado, que é o de menor energia entre os três estados da matéria citados, os componentes têm mínima mobilidade, mantendo-se unidos. Além disso, as interações entre os componentes são fortes, conferindo resistência física ao material. • Forma: fixa. • Volume: fixo.

Alexey Kljatov/Shutterstock.com

• Estado de agregação: sólido.

Cristais de neve com diferentes formatos. A neve é uma das formas naturais de ocorrência da água no estado sólido.

Professor, professora: Comente com os estudantes que existem outros estados de agregação além dos abordados nesta página, como o plasma e o condensado de bose-einstein. Se julgar conveniente, leia mais informações sobre esses estados de • Estado de agregação: líquido. agregação no capítulo 9 do livro digital disponível em: https:// Esse estado apresenta energia educapes.capes.gov.br/bitstream/ intermediária em relação ao estado capes/716117/4/ de agregação sólido e gasoso. Os Ci%C3%AAncia%20e%20 Tecnologia%20 componentes de materiais líquidos Tem%C3%A1ticas%20e%20 têm relativa mobilidade e suas Fundamentos%20-%20 interações entre os componentes Volume%203.pdf. Acesso: 19 out. são mais fracas do que o ocorrido 2024.

Representação das moléculas de água na fase líquida.

na fase sólida. • Forma: acomoda-se no recipiente onde se encontra. • Volume: fixo.

Imagens elaboradas com base em: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. Tradução: Eloiza Lopes, Tiago Jonas e Sonia Midori Yamamoto. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 7.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

• Estado de agregação: gasoso. É o estado de agregação mais energético entre os três citados. Nele, os componentes têm alta mobilidade, portanto as interações entre eles são fracas. • Forma: tem a forma do recipiente onde se encontra. • Volume: tem o volume do recipiente onde se encontra. Representação de moléculas de água na fase gasosa.

Leão-marinho caçando cardume de salemas em Galápagos, no Equador. A água é líquida à temperatura ambiente ​​(25 °C) ​​. Leão-marinho (Zalophus wollebaeki): pode atingir aproximadamente 2​ ,5 m​de comprimento. Salema (Xenocys jessiae): pode atingir aproximadamente 3​ 0 cm​de comprimento.

Shane Gross/Nature PL/Fotoarena

Representação de vapor de água em recipiente.

180

05/11/2024 15:35:21


UNIDADE

3 4. Por que conseguimos mergulhar em uma piscina com água líquida e não podemos fazer isso se a água estiver congelada?

5. Como você estudou anteriormente, as moléculas podem se movimentar. Em sua opinião, essa movimentação interfere na temperatura do material, e vice-versa? Justifique sua resposta.

Os átomos e moléculas que compõem os materiais estão em constante movimentação, e a intensidade desse movimento está diretamente relacionada à temperatura do sistema. Quanto maior for a temperatura, maior será a intensidade. Em baixas temperaturas, a energia cinética das partículas que constituem o material é baixa, por isso elas tendem a se empacotar, mantendo pouca distância umas das outras e adquirindo uma forma rígida e estável. Por outro lado, quando a temperatura é alta, as partículas se movem intensamente. A energia cinética do sistema torna-se suficientemente forte para romper as interações entre as partículas, aumentando seu livre movimento. É por essa razão que as partículas de um gás ocupam a forma e o volume do recipiente onde se encontram, confinando-se a ele. Alta temperatura

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

Baixa temperatura

Representação das partículas empacotadas como resultado da baixa temperatura do sistema.

Representação das partículas em movimento em razão da alta temperatura do sistema.

Fotos: fen deneyim/Shutterstock.com

Agora, confira a situação a seguir.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Imagens elaboradas com base em: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. F5.

4. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que na água líquida as moléculas estão mais espaçadas e têm boa mobilidade, possibilitando que mergulhemos nesse meio. Já no estado sólido, as moléculas que constituem a água estão fortemente unidas, formando uma estrutura rígida que impossibilita o mergulho.

I. Esfera de metal passando por uma abertura circular.

II.

Esfera de metal incapaz de passar pela abertura circular.

6. Sabendo que as peças apresentadas são as mesmas, em sua opinião, o que ocorreu para que a peça I não pudesse mais passar pela abertura da peça II? Explique sua resposta.

Um material sólido, quando resfriado ou aquecido, contrai-se e expande-se, respectivamente. Trata-se do mesmo princípio segundo o qual quanto maior for a temperatura, maior será a movimentação das partículas. Na situação apresentada, a peça I foi aquecida, causando afastamento de suas partículas e dilatação da estrutura, embora esse aumento de temperatura não tenha sido suficiente para transformar o metal em líquido. Como resultado, após o aquecimento, a peça I não consegue atravessar a peça II. Dica

5. Espera-se que os estudantes respondam que sim, uma vez que a temperatura mede o grau de agitação das moléculas. Sendo assim, quanto maior a temperatura, maior o grau de agitação de átomos e moléculas, e quanto menor a temperatura, menor o grau de agitação dos componentes do material.

Conheça o simulador de estados da matéria disponível em: https://phet.colorado.edu/sims/html/states-of-matter/latest/states-of -matter_pt_BR.html. Acesso em: 30 jul. 2024. Clique em “Estados” para ver o comportamento da matéria nos três principais estados de agregação de acordo com a temperatura do sistema.

6. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que pode ter ocorrido contração da peça II e/ou expansão da peça I, impedindo sua passagem pela abertura. Tal condição pode ter ocorrido em decorrência do aumento da temperatura, no caso da expansão, ou da redução da temperatura, no caso da contração.

181

05/11/2024 15:35:22


ATIVIDADES

Respostas das questões 1 e 2 nas Orientações para o professor.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. Leia o seguinte trecho de reportagem. Professor, professora: Explique aos estudantes que Matopiba se refere à

região que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Desmatamento no Matopiba põe em risco o abastecimento de água de mais de 300 cidades Estudos estimam que vazão dos rios no Cerrado deve cair 34% até 2050 por causa da perda da vegetação nativa

GIRARDI, Giovana. Desmatamento no Matopiba põe em risco o abastecimento de água de mais de 300 cidades. Agência Pública, 22 mar. 2023. Disponível em: https://apublica.org/2023/03/desmatamento-no-matopiba-poe-em -risco-o-abastecimento-de-agua-de-mais-de-300-cidades/. Acesso em: 30 jul. 2024.

a ) Como as plantas interferem no ciclo hidrológico? b ) Junte-se a um colega e expliquem como o desmatamento no Matopiba pode interferir no abastecimento de água de algumas cidades. Façam uma pesquisa, se necessário. c ) Elaborem um folheto digital com as informações utilizadas para responder a essa atividade, de modo a conscientizar as pessoas sobre a importância da conservação do Cerrado e outros ambientes naturais.

2. Explique, com suas palavras, o que está ocorrendo com o picolé de fruta, entre as imagens A e C, do ponto de vista molecular, ou seja, quanto às suas moléculas constituintes.

B.

C.

Fotos: Freer/Shutterstock.com

A.

Diferentes fases de um picolé de fruta mantido em temperatura ambiente (​​ 25 °C)​​ por certo período.

3. Considere um recipiente com capacidade para ​5 L​e as situações a seguir. O recipiente contém 3 ​ L​de água congelada e é fechado hermeticamente, ou seja, impede a entrada e saída de matéria (situação A). Em seguida, o recipiente é aquecido até o gelo se transformar em água líquida (situação B). Por fim, a água é aquecida novamente a ponto de se transformar em água gasosa (situação C). Qual é o volume que a água ocupa em cada situação?

Resposta: Situação A: ​3 L​. Situação B: aproximadamente ​3 L​. Situação C: ​5 L​.

4. Os perfumes contêm substâncias que se dispersam no ar para que possamos sentir seu cheiro. Essas substâncias estão no estado líquido dentro do frasco e, ao serem aplicadas na pele, passam para o estado gasoso. Explique como a mudança de estado de agregação da matéria ocorre nesse processo, considerando fatores como composição e temperatura.

5. Leia o texto a seguir e identifique a alternativa em que as palavras correspondam, respectivamente, às letras A, B e C.

Algumas lâmpadas contêm sódio em seu interior. Inicialmente, o sódio está no estado A dentro da lâmpada. Quando a lâmpada é ligada B o metal, levando-o a mudar de estado, passando para o estado C. Nesse processo, as forças de atração envolvendo os átomos de sódio são vencidas, permitindo às partículas que se movimentem emitindo a característica luz amarela. a ) Gasoso, resfria, líquido. b ) Sólido, resfria, gasoso. c ) Líquido, resfria, sólido.

d ) Sólido, aquece, gasoso. e ) Gasoso, sublima, gasoso.

Resposta: Alternativa d.

4. Resposta: A mudança de estado da matéria nos perfumes, de líquido para gasoso, ocorre em razão da vaporização promovida pela energia térmica presente no ambiente e na própria pele, aliada à composição química das substâncias voláteis do perfume.

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Transformações físicas

7. Resposta: O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito do tema, levando-os a refletir sobre a situação apresentada. Espera-se que eles reconheçam que a situação envolve uma transformação, nesse caso física, e que ela não interfere na constituição da matéria.

Fotos: Ad Gr/Shutterstock.com

Analise as fotografias a seguir e responda às questões 7 e 8.

Copo com gelo mantido em temperatura ambiente​​ (25 °C)​​.

UNIDADE

3

7. Em sua opinião, podemos afirmar

que a matéria está sofrendo transformação? Em caso afirmativo, essa transformação altera a constituição da matéria?

8. A situação apresentada envolve ganho Copo após certo período.

ou perda de energia? Justifique sua resposta.

A matéria que nos cerca está sujeita a transformações que alteram, em algum nível, a forma como ela se encontra e interage com outros materiais. Essas transformações podem ser físicas ou químicas. As transformações físicas envolvem as mudanças de estado de agregação da matéria ou mudanças de fase. Nesse tipo de transformação, não há mudança na constituição da matéria. Na situação anterior, por exemplo, a água passou por uma transformação física, em que o estado de agregação sólido se alterou para o líquido, porém a matéria permaneceu a mesma: água. Ou seja, dependendo das condições às quais está sujeita, a matéria pode mudar de fase, passando por uma transformação física. Um dos fatores que interfere nesse tipo de transformação é a temperatura. Assim, as mudanças de fase podem envolver ganho ou perda de energia. Confira o esquema a seguir. 5.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

1.

3.

2.

4.

Representação das possíveis mudanças de fase da água.

Michael Nolan/robertharding/Alamy/Fotoarena

6. 1. Fusão: mudança da fase sólida para a líquida.

Nesse processo, os componentes da água sólida, inicialmente agrupados em uma estrutura cristalina, recebem energia suficiente para enfraquecer essa estrutura e ganhar mobilidade, transformando-se em água líquida.

Dica Os nomes das mudanças de fase são os mesmos para outras substâncias. Derretimento de gelo em Nunavut, no Canadá, em 2022. 8. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que envolve ganho de energia, pois o estado de agregação sólido é menos energético do que o líquido e o gasoso.

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Luciarl/Shutterstock.com

2. Solidificação: mudança da fase líquida para a sólida. Em baixas

orvalho congelado

temperaturas, a substância líquida perde energia para o meio e interage mais ativamente com moléculas vizinhas, criando a estrutura cristalina do sólido. Esse fenômeno pode ser identificado no orvalho que se forma quando parte da umidade do ar se condensa. Em condições de temperatura igual ou inferior a ​0 °C​, o orvalho se solidifica.

ByDroneVideos/Shutterstock.com

Orvalho congelado sobre folhas de grama.

3. Vaporização: mudança de estado de agregação líquido para o

Praia de Tabatinga, no município de João Pessoa (PB), em 2023. Andre Dib/Pulsar Imagens

gasoso. Pode haver três tipos, de acordo com a quantidade de energia recebida: evaporação, ebulição e calefação. Na evaporação, os componentes da água recebem quantidade de energia suficiente para romper as interações entre eles, garantindo ampla mobilidade. A evaporação é um processo que ocorre a temperaturas relativamente baixas, como a temperatura ambiente, de forma lenta e próximo à superfície do líquido. A água de mares e rios é um exemplo de material que evapora naturalmente. Na ebulição, por outro lado, há ganho superior de energia em toda a extensão do líquido, resultando na formação de bolhas no interior dele, como a água fervida em um fogão. Já a calefação é a passagem repentina da fase líquida à gasosa, quando o material recebe grande quantidade de energia em curto intervalo de tempo. Esse fenômeno pode ser identificado, por exemplo, quando uma gota de água entra em contato com uma frigideira quente.

4. Condensação: mudança do estado de agregação gasoso

para o líquido. Nesse processo, as moléculas do material, inicialmente com muita energia e dispersas, perdem energia para o ambiente e se aglomeram na forma líquida.

phloen/Shutterstock.com

Formação de nuvens no município de Santo Amaro do Maranhão (MA), em 2024.

5. Sublimação: mudança sofrida por uma substância ao passar do estado de agregação sólido para o gasoso.

6. Deposição: mudança sofrida por uma substância ao passar do

estado de agregação gasoso para o sólido. Os fenômenos de sublimação e deposição são menos comuns na natureza. Gelo-seco. Após certo tempo exposto à temperatura ambiente, o gelo-seco, que é dióxido de carbono ​​(C​O​2​​)​​ sólido, transforma-se em ​​CO​2​​​ gasoso.

Os raios solares são uma importante fonte natural de energia necessária para as transformações físicas da matéria. A radiação infravermelha dos raios solares, ao atingir a matéria presente na superfície terrestre, promove uma vibração mais intensa em suas partículas. O aumento da vibração leva a um afastamento entre os átomos ou as moléculas e aumenta a temperatura do sistema, provocando uma mudança de fase.

9. Quais são as

mudanças de fase pelas quais a água pode passar durante o ciclo hidrológico?

Resposta: Durante o ciclo hidrológico, a água sofre evaporação, condensação e, em algumas regiões, pode sofrer solidificação e fusão.

184

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UNIDADE

3 Substâncias apresentam valores específicos de temperatura, que, em determinadas condições de pressão, possibilitam sua mudança de fase. A temperatura na qual um sólido se transforma em um líquido é chamada de temperatura de fusão ​​(​T​f​​)​​, enquanto a temperatura na qual um líquido se transforma em vapor é chamada de temperatura de ebulição (​​ ​T​e​​)​​. Tais temperaturas são determinadas, basicamente, por dois fatores: a pressão sobre o material e a pressão de vapor do material. A pressão sobre o material se refere à força exercida por fatores externos sobre as partículas da substância. Em condições normais, quando não há mecanismos para controlá-la, a força e a pressão exercidas são a atmosférica. Já a pressão de vapor é exercida pelas moléculas gasosas da própria substância. Quando a pressão de vapor de uma substância líquida se iguala à pressão atmosférica local, o líquido entra em ebulição.

O valor da pressão de gases é normalmente expresso em atmosfera (​​ atm)​​ ou milímetros de mercúrio​​ ​ atm​ou ​760 mmHg​. Em altitudes mais elevadas, o ar (mmHg)​​. No nível do mar, a pressão atmosférica é igual a 1 se torna rarefeito e a pressão atmosférica é menor do que 1 ​ atm​. Assim, nesses locais, menos energia será necessária para que um líquido entre em ebulição e, consequentemente, menor será sua temperatura de ebulição.

Por outro lado, em altitudes menores do que o nível do mar, a coluna de ar é maior e a pressão atmosférica fica acima de 1 ​ atm​. Nesse caso, mais energia é necessária para que um líquido entre em ebulição e, consequentemente, maior será sua temperatura de ebulição. A pressão no interior de uma panela de pressão, por exemplo, pode ser até duas vezes maior do que a atmosférica, aumentando a temperatura de ebulição da água e, dessa forma, a velocidade de cozimento dos alimentos.

Tatiana Ilina/Shutterstock.com

Pressão de vapor 10. Com o passar do tempo, o que ocorre com a água da chuva que

forma as poças? Resposta: Parte da água sofre evaporação. Além disso,

em algumas superfícies irregulares em que se formam essas poças, a água pode permear o solo.

A água líquida contida em um recipiente aberto tende a evaporar. Quanto maior a temperatura do ambiente, maior a velocidade de evaporação. 11. Resposta: Sim. O líquido sofre evaporação, porém fica retido no recipiente.

11. Em recipientes fechados pode ocorrer evaporação de um líquido? 12. O que ocorre ao deixarmos uma garrafa de água quase cheia lacrada por algum tempo recebendo luz solar?

Poça formada com água da chuva.

12. Resposta: Com o passar do tempo, parte da água evapora e se condensa no interior da garrafa.

Mesmo se a água estiver em uma garrafa hermeticamente fechada (um sistema que impede a entrada e saída de matéria), algumas moléculas passam do estado líquido para o gasoso (evaporação). O esquema a seguir representa de forma simplificada esse processo de evaporação.

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

A.

B.

C.

D.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

A. Início do processo de evaporação. B. Mais moléculas de água evaporam. C. O ar está saturado de vapor de água. D. Para uma molécula de água evaporar, outra se condensa (equilíbrio).

Representação do processo de evaporação de um líquido, em um sistema fechado, a certa temperatura, até a sua saturação.

185

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Quando há equilíbrio entre as fases líquida e gasosa, ou seja, quando os valores das velocidades de evaporação e condensação se igualam, ocorre o equilíbrio dinâmico, havendo passagem constante de partículas de uma fase para a outra. Enquanto houver esse equilíbrio dinâmico entre as fases, a pressão da fase gasosa sobre a superfície da fase líquida se manterá constante, sendo denominada pressão máxima de vapor do líquido. A pressão de vapor de uma substância é a pressão da fase gasosa dela quando está em equilíbrio dinâmico com o líquido (ou sólido) correspondente.

Influência da temperatura na pressão de vapor de uma substância Podemos analisar o comportamento da pressão de vapor da água com a variação de ​0 °C​a ​100 °C​, por exemplo. Para isso, experimentalmente, é possível organizar os dados em uma tabela e representá-los por meio de um gráfico, como o apresentado a seguir.

Temperatura (​​ °C)​​

Pressão (​​ mmHg)​​

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100

4,6 6,5 9,2 12,8 17,5 23,8 31,8 42,2 55,3 71,9 92,5 118,0 149,4 187,5 233,7 289,1 355,1 433,6 525,8 633,9 760,0

Pressão de vapor da água com variação de temperatura Vinícius Costa/Arquivo da editora

Pressão de vapor da água a diferentes temperaturas

Pressão (mmHg) 800 700 600 500 400 300 200 100 0

0

20

40

60

80 100 Temperatura (°C)

Fonte de pesquisa: CHANG, Raymond; GOLDSBY, Kenneth A. Química. 11. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. p. 199.

Fonte de pesquisa: CHANG, Raymond; GOLDSBY, Kenneth A. Química. 11. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. p. 199.

13. O que ocorre com a pressão do vapor da água quando a temperatura aumenta? Resposta: Com o aumento da temperatura, a pressão do vapor da água também aumenta.

As medidas de pressão de vapor mostram que quanto maior a temperatura de um líquido, maior sua pressão de vapor. A uma dada temperatura, a pressão de vapor de um líquido não depende do volume desse líquido nem do formato do recipiente que o contém. 14. Em sua opinião, o valor da pressão de vapor de diferentes substâncias à mesma temperatura é o mesmo?

Na representação gráfica da página a seguir, temos as medidas de pressão de vapor de diferentes substâncias em diferentes temperaturas. 14. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que, à mesma temperatura, diferentes substâncias apresentam diferentes pressões de vapor, pois elas têm diferentes forças de interações entre as suas partículas.

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UNIDADE

3 Variação da pressão de vapor de algumas substâncias em relação à temperatura Imagens desta página sem proporção.

Pressão de vapor (mmHg) 900 800 dissulfeto de carbono

700 600

heptano

etanol

500 400

Vinícius Costa/Arquivo da editora

300 200 100 0

10

20

30

40

50

60

70

80

90 100 Temperatura (°C)

Fonte de pesquisa: KOTZ, John C. et al. Química geral e reações químicas. Tradução: Noveritis do Brasil. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015. v. 1. p. 529.

Verificando a representação dos dados no gráfico, podemos concluir que:

Dica

• a pressão de vapor de um líquido aumenta com o aumento da temperatura;

Quanto maior a temperatura de uma substância, maior a sua pressão de vapor.

• à mesma temperatura, líquidos diferentes têm pressões de vapor diferentes. Sublimação e deposição

Alguns sólidos, como o gelo-seco, a naftalina e o iodo molecular, sofrem sublimação e, portanto, também possuem pressão de vapor. equilíbrio dinâmico

zelvan/Shutterstock.com

Vinod K Pillai/Shutterstock.com

phloen/Shutterstock.com

⎯⎯⎯ ⇀​  fase gasosa​    f​ ase sólida  ​ ↽ ⎯⎯⎯ Assim, nesses casos, as velocidades de sublimação e deposição são iguais.

Gelo-seco.

Iodo.

Naftalina.

Considere a seguinte situação: despejam-se ​10 ​cm​​ 3​(​ 10 mL)​de álcool etílico (​ ​C​2​​​H​6​​O)​em um pires, 10 ​cm​​ 3​ de éter comum (​ etoxietano, ​C​4​​​H​10​​O) ​em outro pires e em um terceiro despejam-se 10 ​cm​​ 3​de água (​ ​H​2​​O)​.​

Em determinado momento, os três pires ficarão vazios, pois, de acordo com o que estudamos, os líquidos sofrem o processo de evaporação. Fazendo uma relação com a pressão de vapor, podemos prever qual dos três pires esvaziará primeiro, ou seja, qual dos três líquidos vai evaporar totalmente antes dos outros dois. O pires que 15. Em sua opinião, qual dos três pires ficará vazio primeiro? Resposta: continha éter. 16. Qual é a possível relação entre a evaporação e a pressão de vapor de um líquido? 16. Resposta: Quanto maior a evaporação de um líquido, maior sua pressão de vapor.

Na tabela, apresentamos as pressões de vapor dos três líquidos – álcool etílico, éter comum e água – à temperatura de ​20 °C.​ Fonte de pesquisa: KOTZ, John C. et al. Química geral e reações químicas. Tradução: Noveritis do Brasil. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015. v. 1. p. 518.

Pressão de vapor das substâncias a ​20 °C​ Substância

Pressão de vapor

Álcool etílico

​45 mmHg​

Éter comum

​441 mmHg​

Água

​17,5 mmHg​

187

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17. Considerando a relação entre pressão de vapor e interações intermoleculares, o que podemos concluir a respeito da pressão de vapor do éter comum, sendo ela a mais elevada? Resposta: As interações intermoleculares entre suas

moléculas são mais fracas, logo, o éter é o mais volátil.

A ordem decrescente de volatilidade das três substâncias do quadro é éter comum > álcool etílico > água. Por isso, na situação, o éter comum evaporou mais rapidamente. Assim, quanto mais volátil uma substância, maior a sua pressão de vapor. Consequentemente, quanto mais volátil, menores as interações intermoleculares.

A pressão de vapor e a temperatura de ebulição Num dado momento, ao aquecermos um líquido em um recipiente aberto, ele ferve, ou seja, entra em ebulição. Isso ocorre quando a pressão de vapor do líquido se iguala à pressão atmosférica local. Ao nível do mar, como a pressão atmosférica é igual a 1 ​ atm​, o líquido entrará em ebulição quando a sua pressão de vapor se igualar à pressão atmosférica.

1 100 900 800

760

700 600

300

Das três substâncias, o éter é o que apresenta a menor temperatura de ebulição, sendo a substância mais volátil entre elas. A temperatura de ebulição é aquela em que a pressão de vapor do líquido se iguala à pressão externa exercida sobre o líquido.

água H2O

1 000

400

• água: ​100 °C​.

álcool etílico C2H5OH

éter comum C2H5OC2H5

1 300 1 200

500

• álcool etílico: ​78,4 °C​;

Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

1 400

200 100 0 10

20

30

40

50

60

70

80

temperatura de ebulição normal 100 ºC

• éter comum: ​34,6 °C​;

Pressão de vapor (mmHg)

temperatura de ebulição normal 78,4 ºC

Ao analisarmos a representação gráfica, podemos concluir que, ao nível do mar (pressão atmosférica igual a 7 ​ 60 mmHg​), a temperatura de ebulição dessas três substâncias é a seguinte:

Variação da pressão de vapor de algumas substâncias em relação à temperatura e à temperatura de ebulição

temperatura de ebulição normal 34,6 ºC

Considerando a pressão de vapor da água, do álcool etílico e do éter comum, apresentadas anteriormente, podemos representar por meio de um gráfico a variação de temperatura e indicar a temperatura de ebulição de cada uma das substâncias.

90 100 110 120 Temperatura (ºC)

Fonte de pesquisa: KOTZ, John C. et al. Química geral e reações químicas. Tradução: Noveritis do Brasil. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015. v. 1. p. 518.

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Representação de recipiente com água em ebulição.

P0

Representação da pressão de vapor no interior de cada bolha, que se igualou à pressão externa exercida sobre o líquido.

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UNIDADE

3 Diagrama de fases de uma substância A determinada pressão, durante a mudança de estado físico de uma substância, há equilíbrio dinâmico entre as fases envolvidas e, nesse caso, a temperatura se mantém constante. Experimentos mostram que, ao variar a pressão, também variam as temperaturas em que há mudanças de estado. Sob determinadas condições de temperatura e pressão, é possível a coexistência em equilíbrio dinâmico dos três estados físicos dessa substância. Nessa situação, ocorre o ponto triplo da substância.

Diagrama genérico de fases de uma substância Pressão (mmHg) 1 sólido

760

Assim, pode-se montar o diagrama de fases de uma substância variando a pressão e a temperatura, conforme representado.

C

B gasoso

T

(ponto triplo)

3

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 489.

Nesse diagrama, a curva 1 é de fusão/solidificação; a curva 2, de ebulição/condensação; e a curva 3; de sublimação/ deposição. O diagrama de fases da água tem, em relação ao diagrama de fases da maioria das substâncias, comportamento anômalo na curva 1 (fusão/solidificação), como representado no Diagrama de fases da água. O ponto triplo da água indica a temperatura e a pressão em que há coexistência em equilíbrio dinâmico das três fases. Assim, esquematicamente, tem-se:

2

líquido A

Temperatura (ºC)

Mudanças de fase Ponto

Estado físico

A B C

⇀ s​ ólido ↽ ​​ ⎯⎯  ​  ​líquido​ ​​ ⎯ ⇀ ​líquido ↽ ​​  ⎯  ​  ​gasoso​ ​​ ⎯⎯ ⇀ ​sólido ​ ↽  ​  ​gasoso​ ​ ​ ⎯ ⇀ sólido ​​  ⎯  ​​ líquido ​​  ⎯ ​ ↽ ​​  ↽ ​ ​ ⎯ ⎯ ↽ ⇀  ​​ ​  ​​ ⎯​ gasoso ⇀

​

T

Diagrama de fases da água Pressão (mmHg) 1

​

⎯ ⇀ ​líquido ↽ ⎯ ⇀ ​gasoso​ ​sólido ↽ ​​  ⎯  ​ ​  ⎯  ​

Ponto triplo: ​T = 0,01 °C e P = 4,58 mmHg (​ 6 ​· ​​10​​ −3​ atm)​​. ​

​

líquido sólido

4,58

C

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018.

gasoso

3

Fonte de pesquisa: CHANG, Raymond; GOLDSBY, Kenneth A. Química. 11. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. p. 506.

No diagrama, é possível verificar que, em temperaturas e pressões superiores às do ponto crítico, a água torna-se um fluido supercrítico.

T

(ponto triplo)

Anômalo: algo que apresenta irregularidade ou difere do que é esperado.

Outro ponto importante é o ponto crítico, que, para a água, ocorre na temperatura de ​374 °C​ e à pressão de​ 165 680 mmHg​(​​ 218 atm)​​. Nesse ponto, a água torna-se um fluido supercrítico, comportando-se como gás, mas relativamente densa como um líquido.

B 2

A

760

0 0,01

100 Temperatura (ºC)

Diagrama de fases da água com o ponto crítico Pressão (mmHg) 165 680

760 4,58

líquido sólido

A C

B

fluido supercrítico PC (ponto crítico)

gasoso T (ponto triplo)

0,01

100 374 Temperatura (ºC)

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

​

189

05/11/2024 15:36:59


Comportamento anômalo da água

a) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a refletir sobre o assunto levando em consideração o próprio conhecimento prévio sobre o comportamento anômalo da água.

Em algumas regiões do planeta onde o inverno é mais rigoroso, é comum ocorrer o congelamento de lagos, lagoas ou mesmo de pequenos rios. No entanto, se analisarmos atentamente esses corpos de água, veremos que apenas sua superfície está congelada. Abaixo dela, a água permanece líquida e os seres vivos, adaptados a esses ambientes, mantêm-se vivos e ativos. a ) Em sua opinião, por que isso ocorre?

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A explicação para esse fato está relacionada ao fenômeno conhecido como comportamento anômalo da água. Diferentemente do que ocorre com a maioria das substâncias, quando a água congela há expansão de volume, acarretando diminuição da densidade. Confira a seguir a representação de um lago congelado. A. Para a maioria das substâncias,

a densidade aumenta conforme a temperatura diminui. Isso acontece porque, para uma massa constante, quanto menor for a temperatura, mais unidas estarão as partículas e, consequentemente, menor será o volume ocupado por elas. No caso da água, no entanto, o volume aumenta entre ​4 °C​e ​0 °C​. Como resultado, ao se solidificar, a densidade da água diminui, fazendo-a flutuar na água líquida.

A.

Nos gráficos a seguir, perceba que o volume da água cresce rapidamente abaixo de ​4 °C​e diminui lentamente apenas abaixo de ​0 °C​quando já está na forma de gelo. Portanto, a menor densidade da água é obtida a ​4 °C​.

B.

Representação de lago com a superfície congelada em corte.

​Temperatura ​(°C)​​× ​densidade (​ ​g/cm​​ 3​)​​ para água

Volume (cm3)

Densidade (g/cm3)

1,05 1,04 1,03 1,02 1,01 1,00 0,99 0,98 0,97 0,96 0,95

1,05 1,04 1,03 1,02 1,01 1,00 0,99 0,98 0,97 0,96 0,95

4 °C -30 -20 -10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

Temperatura (°C)

Fonte de pesquisa: HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of chemistry and physics. 97. ed. Londres: CRC Press, 2017. p. 6-7.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

​Temperatura ​(°C)​​× ​volume (​ ​cm​​ 3​)​​ para água

4 °C -30 -20 -10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

Temperatura (°C)

Fonte de pesquisa: HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of chemistry and physics. 97. ed. Londres: CRC Press, 2017. p. 6-7.

B. Por ser mau condutor de calor, o gelo isola a água líquida das temperaturas negativas da superfície. Desse modo, abaixo da camada de gelo da superfície, a água se mantém líquida e em temperatura mais elevada.

b ) Por que não é recomendável colocar no refrigerador recipientes fechados e cheios de líquidos que Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os estudantes reconheçam o tenham água em sua composição? comportamento anômalo da água em situações cotidianas. Espera-se que eles

respondam que, por apresentar comportamento anômalo, ao ser submetida ao congelamento, a água presente no líquido se expandirá. Caso o recipiente esteja completamente preenchido, o aumento de volume da água causará o rompimento do recipiente com extravasamento de parte do líquido.

190

05/11/2024 15:37:00


UNIDADE

3

Transformações químicas Confira as fotografias a seguir. A.

Resposta: Espera-se que eles respondam que parte da matéria do objeto alterou sua constituição, passando de ferro para ferro enferrujado, ou seja, oxidado.

B.

Balde novo com brilho metálico.

Danny Smythe/ Shutterstock.com

erashov/ Shutterstock.com

18. A matéria que compõe

o objeto em questão sofreu mudança em sua composição? Justifique sua resposta.

Balde exposto às condições ambientais, com coloração avermelhada.

A matéria pode sofrer transformações químicas, também chamadas de reações químicas. Nesse tipo de transformação, ocorre alteração da composição da matéria. Nesse caso, o balde apresentado na fotografia A, composto de ferro (​​ Fe)​​, sofreu oxidação, resultando no exposto na fotografia B. A formação do óxido de ferro(III) ​​(​Fe​2​​​O​3​​)​​ se deve à ação do vapor de água e de gás oxigênio (​​ ​O​2​​)​​ presentes na atmosfera.

Formação de gás: a formação de bolhas de gás é um indicativo importante de que uma reação química está acontecendo, pois pode representar a formação de uma nova substância na forma gasosa. Um comprimido efervescente, quando em contato com a água, forma novas substâncias, como o gás dióxido de carbono (​​ ​CO​2​​)​​, liberado em bolhas.

Diego Cervo/Shutterstock.com

A oxidação do ferro é constatada pela mudança na coloração do material. Por isso, dizemos que a mudança de cor é uma evidência de transformação química. Confira a seguir outras evidências. Dica

Nem sempre a formação de bolhas significa que houve uma transformação na matéria. Ao aquecermos água no fogão, as bolhas formadas referem-se ao vapor de água recém-formado por meio de um processo físico. Comprimido efervescente em água. Tales Azzi/Pulsar Imagens

estalactite

Formação de precipitado: o precipitado é uma substância sólida imersa em uma mistura líquida ou gasosa. A formação de estalactites é resultado da precipitação de carbonato de cálcio (​​ Ca​CO​3​​)​​.

SDO/NASA

Interior da Gruta do Lago Azul, no município de Bonito (MS), em 2024.

Mudança de temperatura: transformações químicas podem envolver trocas energéticas. Assim, quando a transformação libera energia, a temperatura aumenta; quando consome energia, diminui. Liberação de luz: algumas reações químicas específicas liberam energia na forma de luz visível. As reações que acontecem no Sol, por exemplo, causam tanto o aumento de temperatura, provocando os raios solares que chegam à Terra, quanto a liberação de luz. Astro (dimensão) Sol: aproximadamente ​1 390 000 km​de diâmetro.

Sol visto do espaço.

Uma evidência menos usual de transformação química é a liberação de odor, como ocorre em um alimento que apodreceu. Substâncias desconhecidas podem ser prejudiciais ao organismo, portanto não é recomendável inalá-las.

191

05/11/2024 15:37:01


LIGADO NO TEMA A cerâmica das mulheres indígenas da etnia Baniwa

Claudio Tavares/ISA

A riqueza cultural do Brasil é moldada por uma diversidade de povos, cada um contribuindo com conhecimentos, práticas e tradições que refletem nossa complexa história. Os Baniwa, habitantes do território indígena do Alto Rio Negro, no Amazonas, exemplificam essa riqueza cultural por meio de sua produção de cerâmicas. Essa prática ancestral é um dos muitos exemplos de como a etnociência — o conhecimento tradicional aplicado de maneira prática e científica — permeia a vida cotidiana e cultural dos povos indígenas. A produção de cerâmicas pelos Baniwa é um processo que vai além da simples criação de utensílios. Enraizado em um sistema cultural ancestral, é realizado exclusivamente por mulheres, que transmitem esse saber de geração em geração. Essas cerâmicas desempenham um papel crucial em cerimônias e rituais, sendo utilizadas para servir alimentos e bebidas durante esses importantes eventos. A produção não é apenas manual, mas também carregada de significado simbólico e espiritual.

Cerâmica produzida por indígenas baniwa.

Uma das características marcantes dessas cerâmicas é sua decoração com padrões gráficos em tonalidades vermelho-alaranjadas, muitas vezes inspirados na natureza — representando, por exemplo, a pegada de um pássaro ou o movimento das águas. Esses padrões são desenhados inicialmente com uma coloração amarelada e, após o processo de queima, transformam-se na vibrante cor vermelho-alaranjada que as distingue. Esse processo de mudança de cor é um exemplo de como a Química se manifesta na prática cultural. O fenômeno por trás dessa mudança de cor está ligado à oxidação dos minerais ferrosos presentes no pigmento utilizado. Durante a queima, a alta temperatura provoca a oxidação do ferro, conferindo à coloração original uma tonalidade avermelhada. Esse processo químico não é apenas uma curiosidade, mas um testemunho do conhecimento empírico acumulado pelos Baniwa ao longo de gerações. Eles compreendem e aplicam esses conhecimentos de forma prática, integrando ciência e cultura em seu cotidiano. Além da transformação dos pigmentos, o processo de moldagem da argila é outro exemplo de transformação. A argila, em seu estado natural, é moldada e manipulada pelas artesãs baniwas para criar formas específicas, secando-as e queimando-as para promover resistência e durabilidade. Esse processo envolve mudanças na estrutura física da argila, que se torna cerâmica por meio de técnicas tradicionais de queima. A Química e a Arte se entrelaçam nas ações das artesãs baniwas de maneira profunda e harmoniosa, pois, ao moldar a argila e aplicar padrões gráficos, elas não apenas criam objetos esteticamente belos, mas também manipulam materiais e processos naturais de forma intencional e precisa. Esse entendimento das interações entre materiais e técnicas artísticas pode ser expandido para outros contextos, como o design de produtos, a conservação de obras de arte e o desenvolvimento de novas tecnologias sustentáveis. Nesse sentido, ciência e criatividade colaboram para soluções inovadoras e culturalmente enriquecedoras. Respostas nas Orientações para o professor.

a ) No texto foi descrito algum processo que envolve uma transformação química? b ) Houve alguma transformação física mencionada no texto? c ) Como a ciência está integrada às práticas culturais descritas no texto?

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que estavam em um congelador e depositados em um prato, exposto diretamente à luz solar por 5 horas. Analise o antes e depois.

B. Fotos: Fernando Favoretto/Criar Imagem

Etapa de início do experimento.

2. Se os líquidos apresentados nas situações a se-

guir continuarem recebendo energia térmica à pressão constante, que tipo de vaporização sofrerão? Justifique sua resposta.

slvinyn/Shutterstock.com

VladKK/Shutterstock.com

B.

Poça de água formada sobre uma calçada após a chuva, recebendo energia solar.

A. Pessoa despejando o conteúdo de um ovo cru em um recipiente.

B.

Etapa final, após 5 horas de exposição direta à luz solar.

a ) O que você pode dizer a respeito da energia da matéria que sofreu transformação ao longo do experimento e da forma como ela interferiu no resultado obtido? Explique sua resposta. b ) O que provavelmente ocorrerá após a etapa B se a matéria continuar exposta à luz solar diretamente? c ) O que você pode afirmar a respeito da temperatura da matéria durante o experimento? Explique sua resposta. d ) De que maneira essa situação pode ser relacionada à ciclagem da matéria?

A.

seguir.

Recipiente com água sobre a chama de um fogão.

3. Uma jovem expirou próximo à superfície de um Fernando Favoretto/Criar Imagem

espelho. Confira a seguir.

Africa Studio/ Shutterstock.com

A.

4. Confira as situações mostradas nas fotografias a

Narattapon Purod/ Shutterstock.com

Respostas das questões 1 a 5 nas Orientações para o professor.

1. Alguns cubos de gelo foram retirados da forma em

UNIDADE

ATIVIDADES

3

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Pessoa fritando ovo.

a ) A transformação da matéria que ocorre na situação A é semelhante à da situação B? Justifique sua resposta. b ) Qual foi o agente causador da transformação nas situações apresentadas?

5. Uma fórmula simplificada que possibilita calcular a temperatura de ebulição da água em função da altitude do local é dada por: ​T​(°C) ​​= ​100 ​− ​3,24 ​· ​h​, em que ​h​é a altitude, em ​km​. a ) Com base nos dados do quadro a seguir, identifique, aproximadamente, a temperatura de ebulição da água em cada localidade. Altitude e pressão em diferentes locais Local

Altitude em Pressão relação ao atmosférica nível do mar média ​– 430 m​

​795 mmHg​

Rio de Janeiro

​0 m​

​760 mmHg​

Brasília

​1 100 m​

​650 mmHg​

La Paz (Bolívia)

​3 600 m​

​500 mmHg​

Monte Everest (Ásia)

​8 850 m​

​240 mmHg​

Mar Morto (Oriente Médio)

b ) Qual é a temperatura de ebulição da água no município onde você vive?

6. Ao abrir uma lata de bebida gaseificada, pode

Jovem expirando próximo à superfície de um espelho.

Por que o espelho ficou embaçado?

acontecer a saída de um jato de líquido efervescente. Explique os principais tipos de transformações que ocorrem na bebida nesse processo, os fatores que influenciam tais transformações, a relação entre as propriedades dos gases dissolvidos e os fenômenos identificados, além dos cuidados necessários ao abrir uma lata de bebida gaseificada.

6. Resposta: Ao abrir uma lata de refrigerante, a pressão interna diminui, fazendo o gás carbônico dissolvido no líquido escapar em forma de bolhas, causando a efervescência. Isso acontece porque o gás carbônico sai do líquido quando a pressão cai. Entre os cuidados, deve-se aguardar caso a lata tenha sido agitada e abrir lentamente se ela estiver quente.

193

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a ) O ponto triplo do ​CO​2​ corresponde às condições em que as fases sólida, líquida e gasosa coexistem em equilíbrio.

7. O diagrama a seguir se refere a três líquidos. Diagrama da pressão ​×​ temperatura dos líquidos A, B e C Pressão de vapor (mmHg)

A

B

C

1000 900 800

c ) Acima da curva de vaporização, o ​CO​2​existe apenas na fase líquida. d ) Ao longo da curva de fusão, a temperatura do​ CO​2​diminui com o aumento da pressão.

760

700 600

9. Preencha em seu caderno um quadro similar ao

500

representado a seguir, identificando a evidência que indica a ocorrência de uma reação química em cada exemplo apresentado.

400 300 200 100 0 10

20

30

40

50

60

70

80

90 100 110 120 Temperatura (ºC)

Fonte de pesquisa: KOTZ, John C. et al. Química geral e reações químicas. Tradução: Noveritis do Brasil. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015. v. 1. p. 518.

a ) Qual desses líquidos é o mais volátil? Justifique sua resposta. b ) Quais seriam suas temperaturas de ebulição no topo de uma montanha onde a pressão externa é 400 mmHg? Resposta: Líquido ​A ​≃ ​41 ° C​; líquido ​B ​≃ ​61 ° C​; e líquido ​C ​≃ ​85 ° C​.

8. Um diagrama de fases representa as regiões de es-

tabilidade das diferentes fases (sólida, líquida e gasosa) de uma substância pura em função de variáveis, como temperatura e pressão. Considere o diagrama de fases do dióxido de carbono ​CO​2​mostrado a seguir. 7. a) Resposta: O mais volátil é o líquido A,

Evidência de reação química de algumas situações Situação

Evidência

Amadurecimento de frutas Formação de estalactite Queima de papel Mistura de vinagre e bicarbonato de sódio

10. Durante um inverno rigoroso, o Lago Baikal, na Rússia, tem a superfície congelada, enquanto a água abaixo dela permanece líquida. Essa situação é um exemplo do comportamento anômalo da água. Considerando esse fenômeno, responda às questões a seguir. Respostas nas Orientações para o professor.

Katvic/Shutterstock.com

Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

b ) Acima da curva de sublimação/deposição, o​ CO​2​existe apenas na fase gasosa.

pois a uma dada temperatura apresenta a maior pressão de vapor. Diagrama de fases do ​​CO​ ​​​ 2

Pressão (atm)

72,8

Vinícius Costa/Arquivo da editora

sólido

líquido

1,0 gasoso

Lago Baikal com a superfície congelada, na Rússia, em 2023.

1,0 −78 −56,6

31 Temperatura (°C)

Fonte de pesquisa: ZUMDAHL, Steven S.; ZUMDAHL, Susan S.; DECOSTE, Donald J. Chemistry. 20. ed. Boston: Cengage Learning, 2018. p. 425.

Com base no diagrama, qual das afirmativas a seguir está correta? Resposta: Alternativa a.

194

a ) Por que o gelo é formado na superfície do Lago Baikal e como isso beneficia a vida aquática durante o inverno? b ) Se a água não tivesse esse comportamento anômalo, quais seriam as possíveis consequências para os ecossistemas aquáticos? Explique sua resposta.

9. Possíveis respostas: Amadurecimento de frutas: mudança de cor, odor e textura. Formação de estalactite: formação de precipitado. Queima de papel: liberação de calor e fumaça. Mistura de vinagre e bicarbonato de sódio: formação de bolhas (liberação de gás).

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UNIDADE

3

Leis ponderais Conservação da matéria “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Você provavelmente já ouviu essa afirmativa, mas sabe o que ela significa? Antes de explorarmos melhor essas informações, considere o experimento a seguir. A. Um erlenmeyer contendo uma pequena quantidade de água é acoplado

a um balão de borracha, semelhante aos usados em festas. Dentro desse balão, há uma pastilha de hidrogenocarbonato de sódio ou bicarbonato de sódio (​​ ​NaHCO​  3​​) ​​, similar ao medicamento utilizado para combater a acidez do estômago. O sistema montado foi colocado sobre uma balança comum, que registra a massa de 208 gramas.

19. O valor de ​208 g​se refere à massa de quais materiais? Resposta: Esse valor se refere à soma das massas do erlenmeyer, do balão de borracha, da água e da pastilha de hidrogenocarbonato de sódio.

Fotos: Alexandre Dotta/Science Source/Fotoarena

Sistema antes da reação química.

B. A pastilha de hidrogenocarbonato de sódio, no interior do balão de

borracha, é despejada na água. Imediatamente, identificam-se a formação de bolhas na água e a liberação de um gás esbranquiçado. Também é possível notar que o balão de borracha começa a inflar. A formação de bolhas e de gás evidencia uma reação química, que pode ser representada por: 2 →​  NaOH​(aq) ​ ​+ ​​CO​2​​​(g) ​​ ​​NaHCO​3​​​(s) ​ ​⎯

​ H​ ​​O

20. O valor de ​208 g​, registrado pela balança após a etapa B, refere-se à massa de quais materiais?

Resposta: Esse valor se refere à soma das massas do erlenmeyer, do balão de borracha, da água, do ​NaOH​(aq)​​ e do ​​CO​2​​​(g)​​.

Sistema após a reação química.

Como você pôde notar no experimento, a massa do sistema se manteve, mesmo após a reação química. Isso foi possível porque não houve entrada nem saída de substâncias. Nesse sentido, o gás dióxido de carbono foi impedido, pelo balão de borracha, de escapar do sistema. 21. Você acha que a massa do sistema teria se mantido, após a etapa B, caso não houvesse o balão de borracha? Justifique sua resposta. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que não, pois o dióxido de carbono teria sido perdido para o ambiente, reduzindo a massa do sistema.

22. Como os resultados do experimento apresentado podem ser associados à frase inicial “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”?

A constatação de que nada pode ser criado ou perdido, e sim transformado, pode parecer óbvia atualmente, mas já foi tema de muitos questionamentos e teorias na Antiguidade, tendo íntima relação com o que se entendia por matéria. A seguir, vamos começar a explorar esse assunto com base na substância água. 22. Resposta: Espera-se que os estudantes reconheçam que na etapa B ocorreram transformações da matéria, como do N ​ aHC​O​3​​​(s)​​ sendo transformado em ​NaOH​(aq)​​ e ​​CO​2​​​(g)​​. Nesse sentido, seus átomos não foram perdidos ou criados, mas rearranjados para se transformar em outros componentes. Como resultado, a massa total do sistema se manteve.

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A água sempre foi assunto de grande interesse para os químicos. Sua abundância na natureza, os diferentes estados de agregação que pode apresentar no ambiente e sua importância para os seres vivos deram à água papel de destaque nos estudos primordiais da Química, mesmo antes de serem desenvolvidos os estudos sobre os elementos químicos, átomos ou substâncias. O filósofo grego Tales de Mileto (cerca de 624 a.C.-556 a.C.) denominou a água como “elemento primordial”. Posteriormente, os também filósofos gregos Empédocles (490 a.C.-430 a.C.) e Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) criaram a teoria dos quatro elementos, segundo a qual toda a matéria era formada por combinações de água, fogo, terra e ar. Com o passar dos séculos, a teoria dos quatro elementos foi se modificando, mas a água sempre tomou posição de destaque sem perder o status de elemento primordial. Acreditava-se, no entanto, que a água é uma entidade indivisível. Apenas após a metade do século XVIII, com a contribuição de diversos cientistas, em especial do químico francês Henry Cavendish (1731-1810), cientista que fundamentou a descoberta do hidrogênio, foi proposto que a água é formada pelos elementos químicos hidrogênio ​​(H)​​ e oxigênio ​​(O)​​. Posteriormente, com os experimentos dos químicos franceses Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794) e Joseph Louis Gay-Lussac (1778-1850) e do químico inglês John Dalton (1766-1844), descobriu-se a composição exata da água: dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. A reação de síntese da água é uma das principais reações químicas envolvidas na formulação da composição dela. Veja a seguir a equação química dessa reação. ​​​2    ​H​   g)​​​→ ​ ​​​2 ​H​2​​O​(g)​ ​​​​​ 2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(​ ​  ⏟ produto reagentes

Academia de Ciências, Paris, França

Segundo essa equação, que representa a síntese da água, duas moléculas de gás hidrogênio (​​ ​H​2​​)​​ e uma molécula de gás oxigênio reagem entre si, formando duas moléculas de água. Perceba que a quantidade de átomos de hidrogênio e de oxigênio é igual entre os reagentes e os produtos. A isso chamamos de lei da conservação das massas, ou primeira lei ponderal, proposta por Lavoisier em 1773. Confira a seguir a equação de síntese da água, agora envolvendo uma quantidade de massa das substâncias. ​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​H​2​​O(​ g)​​ ​4 g​

​32 g​

​36 g​

Antoine Laurent Lavoisier.

Nessa equação, ​4 g​de ​​H​2​​​(g)​​ reagiram com ​32 g​de ​​O​2​​​(g)​​, formando ​36 g​de ​​H​2​​O(​ g)​​. Ou seja, ​36 g​de reagentes se transformaram em ​36 g​de produtos, seguindo a lei de conservação das massas. Outra característica importante de reações químicas é que sempre há uma proporcionalidade entre as massas de reagentes e de produtos. Confira a seguir.

​ 4 g​

​32 g​

​36 g​

​8 g​

​64 g​

​72 g​

Quando o dobro de massa de gás hidrogênio e o dobro de massa de gás oxigênio são utilizados, obtemos o dobro de massa de água. A essa característica dá-se o nome de lei das proporções constantes, ou segunda lei ponderal, formulada pelo químico francês Joseph Louis Proust (1754-1826) em 1794. Vamos estudar as leis ponderais mais detalhadamente a seguir.

Autor desconhecido. c. 1870. Gravura. Coleção particular

​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​H​2​​O(​ g)​​

Retrato de Joseph Louis Proust.

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Primeira lei ponderal: lei da conservação das massas Os trabalhos de Antoine Lavoisier foram pioneiros para definir a Química como uma ciência quantitativa, ou seja, que trabalha com quantidades numéricas.

UNIDADE

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Uma característica importante dos trabalhos de Lavoisier diz respeito à sua constituição em sistemas fechados. Nesse tipo de sistema, depois de misturados os reagentes, nenhuma matéria entra e nenhuma matéria sai dele, como é o caso de um balão de vidro hermeticamente fechado e do sistema apresentado na página 195. Assim, Lavoisier tinha a certeza de que qualquer alteração que viesse a acontecer em seus experimentos químicos deveria ser resultante do próprio sistema, incluindo uma possível mudança de massa e liberação de gases. A atenção especial de Lavoisier no campo da Química se voltou aos seus aspectos ponderais, ou seja, relativos à massa de reagentes e de produtos. Sua constatação mais conhecida é a de que a massa das substâncias dentro de um sistema fechado é a mesma antes e depois de uma reação química. Isso também pode ser identificado na reação de combustão do carbono (​​ C)​​. ​C(​ s)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​​CO​2​​​(g)​​ ​6 g​

​16 g​

​22 g​

Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que não, pois, em um sistema aberto, não seria conhecida a massa do gás oxigênio usada como reagente e o dióxido de carbono formado seria perdido para a atmosfera.

23.O resultado do experimento de combustão do carbono teria se mantido caso ele tivesse sido realizado em um sistema aberto? Justifique sua resposta.

Com base em sua descoberta, Lavoisier enunciou a lei da conservação das massas, posteriormente conhecida como primeira lei ponderal. De acordo com essa lei, em uma reação química em recipiente fechado a soma das massas dos reagentes é igual à soma das massas dos produtos. Essa lei também ficou conhecida pela afirmação “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Do ponto de vista das mudanças físicas e químicas, a lei de Lavoisier é válida, pois durante essas transformações, nenhum átomo é criado ou destruído, uma vez que se reorganizam, formando substâncias diferentes. Essa conclusão, na época, pôs fim às ideias dos alquimistas sobre a transmutação dos metais, por exemplo.

Outra experiência importante realizada por Lavoisier foi o aquecimento do mercúrio ​​(Hg)​​ em um sistema fechado durante 12 dias, conforme representado a seguir. redoma com ar e mercúrio

óxido de mercúrio(II)

retorta com mercúrio metálico

A.

nível do mercúrio subiu

B.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

cuba com mercúrio

forno

forno Representação do início do experimento de Lavoisier.

A. Em uma retorta com tubo longo e recurvado foi

colocado mercúrio metálico, de maneira que a ponta dela alcançava uma redoma de ar feita sobre uma cuba de vidro, na qual também havia mercúrio. A retorta foi, então, aquecida pelo calor de um forno.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Representação do experimento de Lavoisier após a reação química.

B. Com o passar do tempo, notou-se a formação de um

pó vermelho nas paredes da retorta, além da redução do volume de ar contido na redoma em cerca de 20%.

Retorta: vaso de gargalo estreito e curvo.

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A reação ocorrida no interior da retorta correspondeu à oxidação do mercúrio, formando óxido de mercúrio(II) (​​ HgO)​​. Confira a seguir a equação dessa reação. ​2 Hg​(𝓁) ​ ​+ ​​O​2(​​​ g)​​→ ​2 HgO​(s)​​

Segunda lei ponderal: lei das proporções constantes Confira a seguir a equação da reação química que representa a decomposição da água. ​2 ​H​2​​O​(g)​​→ ​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​

​ 36 g​

​4 g​

​32 g​

Note que essa reação é o inverso da que vimos anteriormente para a síntese da água. Nela, a água é o reagente e os gases hidrogênio e oxigênio são os produtos. Perceba que, de acordo com a primeira lei ponderal, a soma da massa dos reagentes é igual à soma da massa dos produtos. Confira agora o que aconteceria se fossem usadas outras massas de água como reagente. Proporção das massas na reação de decomposição da água ​2 ​H​2​​O(​ g)​​

​→​

​2 ​H​2​​​(g)​​

​+​

​​O​2​​​(g)​​

Massa de água

​→​

Massa de hidrogênio

​+​

Massa de oxigênio

​36 g​

​→​

​4 g​

​+​

​32 g​

​9 g​

​→​

​1 g​

​+​

​8 g​

​18 g​

​→​

​2 g​

​+​

​16 g​

​900 kg​

​→​

​100 kg​

​+​

​800 kg​

Proporção massa de oxigênio       ​​ ​​ ___________________ massa de hidrogênio 32 g _ ​​= ​8​ ​​ 4g 8g ​​_​​= ​8​ 1g 16 g _ ​​ ​​= ​8​ 2g 800 kg _ ​​= ​8​ ​​ 100 kg

Independentemente da massa de água utilizada como reagente da reação química, a proporção de quantidade de massa entre o gás oxigênio e o gás hidrogênio produzidos é a mesma: 8 para 1, respectivamente. Agora, analise novamente a equação da reação de síntese de água e as massas apresentadas. ​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​H​2​​O​(g)​​

​ 8 g​

​32 g​

​36 g​

Essa reação parece não seguir a lei da conservação das massas. Isso porque a proporção entre gás hidrogênio e gás oxigênio não está correta, pois, em vez de termos oito vezes a massa de oxigênio, temos apenas quatro. Nesse caso, dizemos que o gás hidrogênio está em excesso na reação química ou que o gás oxigênio está em falta. Perceba a seguir o que aconteceria se fossem utilizados ​64 g​de gás oxigênio. ​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​H​2​​O​(g)​​ ​ 8 g​

​64 g​

​72 g​

Para a produção de determinado produto, precisamos de uma proporção fixa entre os reagentes, de maneira que o excesso de um ou de outro reagente não altere a quantidade de produto formado, pois o excedente não participa da reação. Essa observação entre a proporção dos reagentes para a formação de produtos foi evidenciada pela primeira vez pelo químico francês Joseph Louis Proust e ficou conhecida como lei das proporções constantes, ou simplesmente lei de Proust. Após vários experimentos e comparações entre os valores das massas de cada substância participante das reações, Proust constatou que havia proporção constante entre suas massas. Em 1794, formulou essa lei, que posteriormente ficou conhecida como segunda lei ponderal, cujo enunciado pode ser expresso por: determinada substância composta é formada por substâncias mais simples, unidas sempre na mesma proporção em massa.

198

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ATIVIDADES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. Na reação entre carvão e gás oxigênio, ocorre a formação de dióxido de carbono. Os dados experimentais dessa

UNIDADE

3

reação estão no quadro a seguir. Considere que em nenhum dos experimentos houve reagente em excesso. Massa das substâncias nos experimentos Experimento

Carvão

Gás oxigênio

Dióxido de carbono

A

​12 g​

​32 g​

X

B

Y

Z

​88 g​

​X ​= ​44 g​; ​Y ​= ​24 g​; ​Z ​= ​64 g​. Resolução nas Determine os valores de X, Y e Z. Resposta: Orientações para o professor.

2. Em uma indústria química, fabrica-se ácido sulfúrico (​ ​H​2​SO​4​)​com um minério chamado pirita, composto de sulfeto de ferro ​(​FeS​2​)​, cujo processo tem várias reações químicas envolvidas, como as apresentadas a seguir.

​4 Fe​S​2​​​(s)​​+ ​​11 O​2​​​(g)​​→ ​2 ​Fe​2​​​O​3​​​(s)​​+ ​​8 SO​2​​​(g)​​ ​2 S​O​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 S​O​3​​​(g)​​

​S​O​3​​​(g) ​ ​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​→ ​​H​2​​S​O​4​​​(𝓁) ​​ Analisando essas reações, identifique a afirmativa correta. Resposta: Alternativa c.

3. Resposta: O experimento sugere que houve um acréscimo de massa por conta da reação entre o ferro metálico (​​ Fe​(s)​)​​ e o gás oxigênio ​​(​O​2​​​(g)​)​​, que produziu óxido de ferro(II) (​​ FeO​(​​s​)​​)​​.

a ) Apenas a conservação de massas deve ser considerada, pois, como há várias reações químicas, não existe mais proporcionalidade. b ) Apenas a lei de proporções constantes deve ser considerada, pois o dióxido de enxofre ​(​SO​2​)​da primeira reação é destruído na segunda reação.

c ) Todas as leis ponderais devem ser consideradas nesse processo, até que o ácido sulfúrico produzido seja proporcional à massa de ​FeS​2​utilizada no início do processo. d ) Leis ponderais não se aplicam a essa situação, pois envolvem misturas de duas fases. e ) Se esse processo fosse realizado em um laboratório em escala menor, não funcionaria da mesma forma, pois não teria mais proporção.

3. Um experimento envolve a combustão de um pedaço de palha de aço em um recipiente parcialmente fechado, totalizando ​5 g​. Após a combustão, o peso total dos produtos formados é de ​5,5 g​. O que isso indica sobre a lei da conservação da massa? Explique sua resposta.

4. Considere a formação do dióxido de nitrogênio ​(​NO​2​)​a partir do nitrogênio e do oxigênio. Durante um ex-

perimento, foi identificado que 1 ​ 4 g​ de nitrogênio reagem com 3 ​ 2 g​ de oxigênio para formar dióxido de nitrogênio. Com base nessa afirmação, responda às questões a seguir. a ) Calcule a razão em massa entre o oxigênio e o nitrogênio na formação do dióxido de nitrogênio. Resposta: Razão ​16 : 7​.

b ) Se em outro experimento forem utilizados 2 ​ 8 g​de nitrogênio e 6 ​ 4 g​de oxigênio, haverá excesso ou falta de algum reagente? Resposta: Não, pois a massa de ambos os reagentes foi dobrada na proporção em que reagem.

5. Com o intuito de verificar na prática a lei da conservação das massas de Lavoisier, um técnico em química realizou o procedimento a seguir.

I ) Colocou simultaneamente sobre uma balança de precisão dois recipientes abertos, um com solução de ácido clorídrico (​ HC𝓁)​e o outro com carbonato de potássio (​ ​K​2​CO​3​)​sólido. Nessa etapa, foi registrada a massa total de ​200 g​. II ) O técnico despejou o carbonato de potássio na solução de ácido nítrico e manteve os dois recipientes abertos, um com a solução final e o outro vazio, sobre a balança. Nessa etapa, foi registrada a massa total de ​190 g​. a ) A investigação possibilitou verificar a lei de conservação das massas, de Lavoisier? Justifique sua resposta. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que não, pois diferentemente do afirmado por essa lei, a soma da massa dos reagentes não foi igual à massa dos produtos.

b ) Caso sua resposta ao item a tenha sido negativa, o que o técnico poderia alterar em seu experimento para que fosse possível verificar a lei de conservação das massas? Justifique sua resposta. 5. b) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que seria necessário manter os recipientes fechados para que nenhuma matéria fosse perdida para o ambiente.

199

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CAPÍTULO

11

Soluções e propriedades coligativas

Em praticamente sua totalidade, os sistemas químicos encontrados na natureza são formados por misturas. E parte considerável dos materiais de nosso cotidiano está na forma de soluções. As proporções estabelecidas entre as quantidades de soluto e de solvente são aspectos quantitativos das soluções, ou seja, envolvem quantificação de grandezas como massa, números de ​mol​e volume. A presença de soluto em um solvente também forma uma mistura com propriedades diferentes das que ele apresentava quando puro. A água do mar, por exemplo, pode ser considerada uma solução de cloreto de sódio​​ (NaC𝓁) ​​ dissolvido em água, e a presença do sal altera a temperatura de ebulição da água, aumentando-a. Neste capítulo, vamos estudar como as concentrações das soluções podem ser expressas e quais são as diferenças de propriedades entre uma solução e a substância pura.

Concentrações de soluções As duas fotografias a seguir mostram dois cafés preparados com diferentes concentrações, mas ambos contêm a mesma quantidade de solvente (também chamado de dispersante, é a substância em maior quantidade a compor a solução) e o mesmo tipo de pó de café (disperso) e foram feitos à mesma temperatura.

1. Qual dos dois cafés é o mais

Rob Stark/ Shutterstock.com

Tatjana Baibakova/ Shutterstock.com

2. Resposta: É possível acrescentar água ao café mais concentrado para diluí-lo até atingir a concentração do outro café. Também é possível aquecer o café A a fim de fazê-lo perder solvente para aumentar sua concentração e atingir a concentração do café B. Outra possibilidade é misturar os dois em um recipiente e depois recolocá-los nas xícaras.

concentrado? Justifique sua resposta.

2. O que pode ser feito para igualar as concentrações desses dois cafés?

Xícara de café A.

Xícara de café B.

1. Resposta: O café mais concentrado é o mais escuro (B), pois ele tem mais quantidade de soluto no solvente.

Em laboratório, a preparação de uma solução é feita pela dissolução de determinada massa de uma substância em certo volume de solvente apropriado. A massa da substância a ser usada depende da concentração e do volume da solução que se deseja preparar. Como a solução é preparada com base em dados previamente calculados (quantidades de soluto/solvente/solução), significa que já conhecemos a sua concentração. Em Química, o termo concentração se refere às quantidades de soluto na solução, ou seja, às relações entre soluto e solvente. Com uma solução concentrada, pode-se preparar outra solução adicionando solvente. Nesse caso, faz-se uma diluição de solução. Também é possível misturar soluções de mesmo soluto e mesmo solvente, porém com concentrações diferentes, a fim de obter uma solução com concentração (intermediária) desejada. Dica Para fazer referência a qualquer aspecto do soluto de uma solução, usaremos, em subscrito, o índice 1; para o solvente, colocaremos, em subscrito, o índice 2; e para a solução não será usado índice subscrito.

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Como se deve preparar uma solução com soluto sólido

UNIDADE

3 Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

O esquema a seguir apresenta o preparo de soluções líquidas a partir de dispersos sólidos.

g

Representação da 1ª etapa.

Representação da 2ª etapa.

Representação da 3ª etapa.

Representação da 4ª etapa.

Representação da 5ª etapa.

Representação da 6ª etapa.

1º. Meça a massa do soluto em uma balança, usando um béquer. 2º. Coloque água no béquer com o soluto e, utilizando um bastão de vidro, misture-o até a sua dissolução total. Se

durante o processo de dissolução ocorrer variação na temperatura da mistura, espere atingir a temperatura ambiente antes de passar para o balão, pois a temperatura afeta a precisão da medida.

3º. Passe o conteúdo da mistura do béquer para um balão volumétrico de capacidade adequada. Para isso, acople um funil de vidro (conforme ilustração) para verter a mistura.

4º. Usando uma pisseta, adicione água aos poucos e coloque a mistura no balão até retirar todo o resquício da mistura do béquer.

5º. Adicione mais água ao balão volumétrico até a medida de aferição, que é o traço ou menisco presente no balão. 6º. Feche o balão volumétrico e agite.

Vamos agora estabelecer algumas correlações envolvendo as quantidades de soluto, de solvente e de solução.

Concentração em massa (​​ C) ​​ New Africa/Shutterstock.com

Para preparar um café instantâneo mais concentrado, é preciso aumentar a proporção de pó de café em relação à água utilizada. Nesse caso, a concentração pode ser facilmente determinada em massa. A concentração em massa (ou concentração comum) expressa a relação entre a massa do soluto ​​m​1​​​ e o volume da solução ​V​. Essa concentração de solução pode ser expressa da seguinte forma: ​m​1​​ ​C ​= _ ​​ ​​ V

(pode ser expressa em: ​g/​dm​​ 3​​, ​g/L​, ​g/mL​etc.)

em que: • ​​m​1​​​ é a massa do soluto; • ​V​é o volume da solução. 3. Na preparação do café, qual é o soluto e qual é o solvente? Café sendo preparado.

Resposta: O soluto é o pó de café, pois será disperso no dispersante; e o solvente é a água, pois está em maior quantidade.

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Por exemplo, em uma solução foram dissolvidos ​5 g​de permanganato de potássio em ​200 c​m​​ 3​​ de água. É possível determinar a concentração comum dessa solução em ​g/L​usando as seguintes relações de volume: ​1 ​cm​​ 3​​= ​1 mL​, e ​1 mL ​= ​0,1 L​. Logo, ​200 c​m​​ 3​​ (volume) equivalem a ​200 mL​, então ​0,2 L.​Assim, tem-se: ​m​1​​ 5g ​C ​= _ ​​ ​​⇒ ​C ​= ​​_​​∴ ​C ​= ​25 g/L​de ​KMn​O​4​​​ V 0,2 L Portanto, a concentração comum, ou concentração em massa, da solução de K ​ Mn​O​4​​​ é ​C ​= ​25 g/L​. Isso significa que em cada litro dessa solução há ​25 g​do sal dissolvidos. Analise como resolver usando regra de três se há ​5 g​de soluto em ​0,2 L​de solução. soluto

solução

​5 ​g de KMnO​4​​​

​0,2 L​

​​m​1​​​

​1 L ​∴ ​​m​1​​ ​= ​25 ​g de KMnO​4​​​

Rita Barreto/Fotoarena

Logo, a concentração comum dessa solução é ​25 g/L​.

Densidade Você já viu o equipamento apresentado na fotografia nas bombas de postos de combustíveis? Esse equipamento é um densímetro, que nesse caso serve para medir a densidade da mistura que forma o combustível. Como visto anteriormente, a densidade ​d​de uma substância ou material expressa a relação entre massa ​m​e volume ​V​da substância do material e pode ser expressa em: ​ g / ​m​​ 3​​, ​g/mL​, ​g/L​etc. Contudo, não se deve confundir concentração em massa com densidade da solução. Toda matéria, seja ela uma substância simples, seja uma mistura, tem densidade, pois apresenta massa e volume independentemente de seu estado físico. Equipamento presente em bomba de posto de combustível.

Fabio Colombini

Porcentagem em massa de soluto (​​ % m /m)​ Na embalagem do soro fisiológico, há uma informação em porcentagem do cloreto de sódio, que é a porcentagem em massa de soluto. Essa porcentagem expressa a massa de soluto ​​m​1​​​ em ​100 g​de solução. Esse tipo de concentração de solução é muito utilizado em indústrias químicas e farmacêuticas. No caso do soro fisiológico, em 1 ​ 00 g​da solução há 0 ​ ,9 g​de cloreto de sódio. A porcentagem em massa de soluto pode ser expressa da seguinte forma: ​m​1​​ ​m​1​​ ​% m/m ​= ​100 ​· _ ​​ ​​∴ ​% m/m ​= ​100 ​· ​​_(​​ %) ​​ m ​m​1​​ + ​m​2​​

em que: • ​​m​1​​​ é a massa do soluto; • ​​m​2​​​ é a massa do solvente;

• ​m​é a massa da solução (​​ m ​= ​​m​1​​ ​+ ​​m​2​​)​​.

Frasco de solução fisiológica.

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UNIDADE

3 A concentração de solução expressa em ​% m/m​é adimensional, ou seja, sem unidades de grandezas. Dica O valor da porcentagem em massa de soluto é maior do que zero e inferior a 100%. Assim, o intervalo a ser considerado é: ​0% < % m/m < 100%​.

Podemos calcular a porcentagem em massa de soluto de uma solução. Por exemplo, uma solução é preparada pela dissolução de ​5 g​ de hidróxido de sódio ​​(NaOH)​​ em ​20 g​ de água. Qual é a porcentagem em massa de soluto nessa solução?

• solvente é a água, assim ​​m​2​​ ​= ​20 g​; • logo, ​m ​= ​25 g​.

Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

tubo com água

Sabemos que: • soluto é o hidróxido de sódio em quantidade de ​5 g​, assim​​ m​1​​ ​= ​5 g​;

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

hidróxido de sódio

Representação dos materiais necessários para preparar a solução de hidróxido de sódio.

Portanto, substituindo os valores conhecidos na expressão da porcentagem em massa de soluto, tem-se: ​m​1​​ 5g ​% m/m ​= ​100 ​· ​​_​​⇒ ​% m/m ​= ​100 ​· ​​_​​∴ ​% m/m ​= ​20%​ ​m​1​​ + ​m​2​​ 5 g ​+ ​20 g Assim, a porcentagem em massa de soluto nessa solução é ​% m/m ​= ​20%​. Isso significa que em cada​ 100 g​de solução há ​20 g​de soluto. Confira este exemplo resolvido utilizando a regra de três: soluto

solvente

solução

​5 g de NaOH​

​20 g ​de solvente

​25 g​de solução

​​m​1​​​

​​m​1​​ ​= ​20 g de NaOH​

​100 g​de solução

​% m/m ​= ​20%​

Título em massa (​​ 𝛕) ​​ A relação entre a massa do soluto e a massa da solução, conforme abordado na porcentagem em massa do soluto, é o título ​τ​em massa da solução. Essa relação expressa a massa de soluto ​​m​1​​​ em ​1 g​de solução, que pode ser dada por: ​m​1​​ ​m​1​​ ​τ ​= _ ​​ ​​∴ ​τ ​= ​​_​​ m ​m​1​​ ​+ ​​m​2​​

Dica Como a massa do soluto é menor que a massa da solução, então ​ 0 < τ < 1​. O título da solução é adimensional.

em que: • ​​m​1​​​ é a massa do soluto;

• ​​m​2​​​ é a massa do solvente;

No soro fisiológico, o título é igual a 0,009. Isso significa que para cada unidade de massa da solução há 0,009 unidade de massa de cloreto de sódio e 0,991 unidade de massa de solvente.

• ​m​é a massa da solução ​​(m ​= ​​m​1​​ ​+ ​​m​2​​)​​.

4. Considerando o exemplo anterior, em que há uma

solução com 5​ g​de hidróxido de sódio dissolvidos em ​ 20 g​de água, calcule o título em massa dessa solução.

5 Resposta: ​τ ​= _ ​​ ​​= ​0,2 ​∴ ​τ ​= ​0,2​de hidróxido de sódio. 25

Concentração em partes por milhão (​​ ppm)​​ e em partes por bilhão ​​(ppb)​​

Já vimos que para determinar a concentração de soluções, em termos de massa do soluto por massa da solução ​​m​1​​ / m​, utilizamos o título em massa.

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Existem casos em que a quantidade de soluto é muito pequena. A concentração em ​ppm​indica quantas partes de soluto (em massa ou em volume) há em 1 milhão ​​(​10​​ 6​)​​ de partes da solução. Essa forma de expressar concentrações é utilizada, por exemplo, para avaliar poluentes ambientais. Portanto: 1 parte de soluto ​1 ppm = ___________________ ​      ​​ ​10​​ 6​ partes de solução Nelson Antoine/Shutterstock.com

Para exemplificar isso, podemos citar uma norma estabelecida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Ela estabelece que a quantidade máxima aceitável de enxofre ​​(S) ​​ no óleo diesel deve ser de ​10 ppm​, ou seja, 10 partes de enxofre (soluto) para ​​10​​ 6​​ partes de óleo diesel (mistura). Essa ação busca melhorar a qualidade do ar, principalmente nas grandes cidades brasileiras, beneficiando o meio ambiente e a saúde humana. Escapamento de um caminhão liberando fumaça.

Já a concentração em p ​ pb​indica quantas partes de soluto (em massa ou em volume) há em 1 bilhão ​​(​10​​ 9​)​​ de partes da mistura (solução). Assim, matematicamente podemos expressar: 1 parte de soluto ​1 ppb ​= ___________________ ​​      ​​ ​10​​ 9​ partes de solução

Como exemplo, citamos a portaria nº 2.914/2011 do Conama, que estabelece o limite de ​0,01 mg/L​ ​ g/mL​, esse valor equivale a​ de chumbo (​​ Pb) ​​ na água para considerá-la potável. Como a densidade é ​≃ 1 0,01 ppm​de chumbo na água potável. Em partes por bilhão, isso equivale a 1 ​ 0,0 ppb​e significa que a quantidade máxima permitida de chumbo nas águas de abastecimento público é de ​10 g​de chumbo para ​​10​​ 9​ g​ de água potável.

Concentração em quantidade de matéria (​​ c)​​ A concentração em quantidade de matéria é a relação entre a quantidade de matéria do soluto ​​n​1​​​ e o volume da solução V ​ ​em ​​dm​​ 3​​ ou ​L​. A concentração de solução em quantidade de matéria depende da massa do soluto e é considerada uma das mais importantes expressões de concentração. A concentração em quantidade de matéria ou concentração em ​mol/L​é a expressão recomendada pela Professor, professora: IUPAC e pelo SI. Ela pode ser expressa por:

em que:

​n​1​​ ​c ​= _ ​​ ​​ V

Enfatize aos estudantes Imagem sem proporção que utiliza-se ​C​(cê 3 maiúsculo e em itálico) e em cores fantasia. (expressa em ​mol/​dm​​ ​​ ou ​mol/L​) para representar a concentração em massa e ​c​(cê minúsculo e em itálico) para balão com água concentração em quantidade de matéria.

• ​V​é o volume da solução. Por exemplo, podemos determinar a concentração em quantidade de matéria da solução preparada pela dissolução de ​12 g​de hidróxido de sódio em água suficiente para obter 0 ​ ,5 L​de solução. Para isso: 1º. Deve-se determinar a quantidade de matéria do soluto, conhecida por número de mol do soluto, ​​n​1​​​, por meio do cálculo da massa molar do soluto. ​​M​NaOH​​ ​= (​​ 23 ​+ ​16 ​+ ​1)​g/mol ​⇒ ​​M​NaOH​​ ​= ​40 g/mol​

​ 2 g​de 1 hidróxido de sódio H2O 500 mL

Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

• ​​n​1​​​ é a quantidade de matéria do soluto;

Representação dos materiais para preparo da solução de hidróxido de sódio.

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UNIDADE

3 Em seguida, determina-se a quantidade de matéria de soluto ​​n​1​​​, que pode ser calculada pela expressão ​m​1​​ ​​n​1​​ = _ ​ ​​, em que ​​m​1​​​ é a massa do soluto e ​​M​1​​​ é a massa molar dele. ​M​1​​ ​m​1​​ 12 g ​​ ​​⇒ ​​n​1​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​n​1​​ ​= ​0,3 mol​de soluto (​​ NaOH) ​​ ​​n​1​​ ​= _ ​M​1​​ 40 g/mol 2º. Depois, calcula-se a concentração em quantidade de matéria substituindo os valores na expressão: ​n​1​​ 0,3 mol ​c ​= ​​_​​⇒ ​c ​= ​​_​​⇒ ​c ​= ​0,6 mol/L​ V 0,5 L A concentração em ​mol/L​dessa solução é ​0,6 mol/L​. Isso significa que para cada litro dessa solução há​ 0,6 mol​de soluto. Resolvendo pela regra de três. Inicialmente, determina-se a quantidade de matéria de soluto ​​n​1​​​. ​1 mol de NaOH​

​40 g​

​​n​1​​​

​12 g ​∴ ​​n​1​​ ​= ​0,3 mol NaOH​

Depois, calcula-se a concentração em quantidade de matéria da solução. ​0,3 mol de NaOH​

​0,5 L de solução​

​c​

​1 L de solução ​∴ ​c = ​0,6 mol/L​

Concentração em ​mol/kg​ (​​ Ⱳ)​​ Em geral, a concentração em ​mol/kg​ é usada quando há variação da temperatura do sistema, pois o volume da solução pode variar. A concentração em m ​ ol/kg​expressa a quantidade do soluto ​​n​1​​​ e a massa do solvente ​​m​2​​​, em quilogramas, e pode ser representada por:

em que:

​n​1​​ ​Ⱳ ​= ​​_​​ ​m​2​​

(expressa em ​mol/kg​)

• ​​n​1​​​ é a quantidade do soluto; • ​​m​2​​​ é a massa do solvente.

Por exemplo, tem-se uma solução de ácido sulfúrico ​​(​H​2​​S​O​4​​)​​ em que ​24,5 g​de ácido sulfúrico estão dissolvidos em 5 ​ 00 g​de água. Qual é a concentração em ​mol/kg​dessa solução?

O ácido sulfúrico é material corrosivo, portanto deve-se evitar seu contato direto com a pele. Ele pode ser usado na fabricação de fertilizantes, no tratamento de água, como desidratante industrial, entre outras aplicações. José Vitor Elorza/ASC Imagens

1º. Inicialmente, calcula-se a massa molar do soluto. ​​M​​H​2​​​SO​4​​​​ ​= (​​ 1 ​· ​2 ​+ ​32 ​· ​1 ​+ ​16 ​· ​4)​g/mol ​⇒ ​​M​​H​2​​S​O​4​​​​ ​= ​98 g/mol​ 2º. Em seguida, calcula-se a quantidade de matéria de soluto ​​n​1​​​. ​m​1​​ 24,5 g ​​ ​​⇒ ​​n​1​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​n​1​​ ​= ​0,25 mol de soluto ​(​H​2​​​SO​4​​)​​ ​​n​1​​ ​= _ ​M​1​​ 98 g/mol 3º. Depois, é possível determinar a concentração em ​mol/kg​, substituindo os valores na expressão: ​n​1​​ 0,25 mol ​Ⱳ ​= _ ​​ ​​⇒ ​Ⱳ ​= ​​_​​⇒ ​Ⱳ ​= ​0,50 mol/kg​ ​m​2​​ 0,50 kg A concentração em ​mol/kg​dessa solução é ​0,50 mol/kg​. Isso significa que para cada quilograma de solvente há ​0,50 mol​ de soluto.

Frasco de ácido sulfúrico.

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Concentração de íons em ​mol/L​ Nas soluções que apresentam íons, é possível determinar a concentração em m ​ ol/L​do soluto e a dos íons provenientes de sua ionização ou dissociação. Essa concentração de íons em ​mol/L​é proporcional aos coeficientes estequiométricos de suas equações químicas e ao seu grau de ionização ou dissociação ​​(α)​​. Ionização: processo de dissolução de um composto covalente, que forma e libera íons em solução. Dissociação: processo de dissolução de um composto iônico, que libera íons em solução. Grau de ionização: porcentagem de uma substância que se ioniza ao se dissolver em determinado solvente.

Por exemplo, sabendo que uma solução aquosa de sulfato de alumínio ​​(​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​)​​ foi preparada de 3 ​ 8,4 g​desse sal, dissolvido à temperatura de 2 ​ 0 °C​, podemos maneira que, a cada 4 ​ 00 c​m​​ 3​​ de solução, haja 6 3+ 2− determinar a concentração em quantidade de matéria do sal e dos íons ​​A𝓁​​ ​​(aq)​​ e ​​​SO​4​​​​ ​​(aq)​​ nessa solução. 1º. Inicialmente, determina-se a massa molar do soluto:

​​M​​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ 3​​​​ ​= ​27 ​· ​2 ​+ ​32 ​· ​3 ​+ ​16 ​· ​12 ​⇒ ​​M​​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ 3​​​​ ​= ​342 g/mol​ 2º. Em seguida, determina-se a quantidade de matéria do soluto, que é o número de mol do soluto ​​n​1​​​. ​m​1​​ 68,4 g ​ ​​⇒ ​​n​1​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​n​1​​ ​= ​0,2 mol de soluto (​ ​A𝓁​ 2​​ ​​(​SO​4​​)​​ ​​)​​ ​​n​1​​ = _ 3 ​M​1​​ 342 g/mol 3º. Depois, pode-se determinar a concentração em quantidade de matéria do soluto ​​(​A𝓁​ 2​​ (​​ ​SO​4)​​ ​​ ​​)​​, subs3 tituindo os valores na expressão. ​n​1​​ 0,2 mol ​c ​= _ ​​ ​​⇒ ​c ​= ​​_​​⇒ ​c ​= ​0,5 mol/L de ​A𝓁​ 2​​ ​​(​SO​4​​)​​ ​​​(aq)​​ 3 V 0,4 L Logo, a concentração em quantidade de matéria do sal é ​0,5 mol/L​de ​​A𝓁​ 2​​ ​​(​SO​4​​)​​ ​​​(aq) ​​. Isso significa 3 que em cada ​1 L​dessa solução há ​0,5 mol​de soluto dissolvido. Por meio da regra de três, calcula-se a massa molar do sal (​​ ​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​)​​: 3

​​M​​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​​​ ​= ​27 ​· ​2 ​+ ​32 ​· ​3 ​+ ​16 ​· ​12 ​⇒ ​​M​​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​​​ ​= ​342 g/mol​ 3

3

Em seguida, calcula-se a quantidade de matéria do sal. ​1 mol de ​A𝓁​ 2​​ ​​(​SO​4​​)​​ ​​​

3

​342 g​

​​n​1​​​ ​68,4 g ​∴ ​​n​1​​ ​= ​0,2 mol de ​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​​ 3 3 Considerando que ​400​cm​​ ​​ equivalem a ​400 mL​, tem-se então ​0,4 L​de solução. Agora, vamos fazer o cálculo da determinação da concentração em quantidade de matéria do sal. ​0,2 mol de ​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​​ 3

​c​

​0,4 L de solução​ ​1 L de solução ​∴ ​c ​= ​0,5 mol/L de ​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​​(aq)​​ 3

4º. Para determinar a concentração em quantidade de matéria dos íons ​​A𝓁​​ ​​(aq)​​ e ​​​SO​4​​​​ ​​(aq)​​ nessa solução, é necessário considerar a proporção de seus coeficientes estequiométricos e o grau de dissociação. 3+

​ 1 ​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​ ⎯ ​ 2 →​2 ​A𝓁​​3+​​(aq)​​        +       ​3 ​​SO​4​​​​ 2−​​(aq)​​ 3

2−

​H​ ​​O

​ 1 mol ⎯ ​                    →​2 mol​

​3 mol​

​ 0,5 mol/L ⎯ ​                 →​1,0 mol/L​

​1,5 mol / L​

↓​​​ ​​​​ ​​0    ,6 · ​1,0 mol/L​​​ ​0,5 mol/L ⎯ ​ α = 60%→​ 0,6 mol/L ​A𝓁​​3+​​(aq)​

​​ ​ 0,6 · 1 ​ ,5 mol/L​​ ​​​

0,9 mol/L ​​SO​4​​​​ 2−​​(aq)​

proporção estequiométrica proporção com relação à concentração do ​​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​​

3

proporção considerando o grau de dissociação

Assim, as concentrações em quantidade de matéria dos íons são ​0,6 mol/L​ de íons ​​A𝓁​​3+​​(aq)​​ e ​0,9 mol/L ​ de íons ​​​SO​4​​​​ 2−​​.

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ATIVIDADES RESOLVIDAS R1. Em um laboratório, é preparada uma solução com ​72 g​de glicose (​ ​C​6​H​12​O​6​)​dissolvidos em água suficiente

UNIDADE

3

para ​250 ​cm​​3​de solução. Determine:

a ) a concentração em massa, em ​g/L​. b ) a concentração em quantidade de matéria da solução. Resolução a)

​72 g de ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​

​250 ​cm​​ 3​​

C ​​

​1 000 ​cm​​ 3​​

​∴ ​C ​= ​288 g / 1 000 ​cm​​ 3​ou 288 g / L​ b ) Determinando a massa molar do soluto: ​​M​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​​ ​= ​12 ​· ​6 ​+ ​1 ​· ​12 ​+ ​16 ​· ​6 ​= ​180​ ​∴ ​​M​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​​ ​= ​180 g/mol​ O cálculo da quantidade de matéria do soluto é: ​1 mol de ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​

​180 g​

​​n​1​​​

​72 g​

​∴ ​​n​1​​ ​= ​0,4 mol de ​C​6​​ ​H​12​​​O​6​​​ O cálculo da concentração em quantidade de matéria dessa solução é: ​0,4 mol de ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​

0 ​ ,25 L de solução​ ​1 L de solução​

c​ ​

​∴ ​c ​= ​1,6 mol/L de ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​​ Assim, a concentração em ​mol/L​dessa solução é ​1,6 mol/L​.

R2. O líquido das baterias de chumbo pode ser uma solução aquosa de ​H​2​SO​4​, cuja densidade é ​1,29 g / ​cm​​3​e o título em massa é igual a 0,38. Qual é a concentração em ​mol/L​dessa solução? Resolução ​​M​​H​2​​​SO​4​​​​ ​= ​1 ​· ​2 ​+ ​32 ​· ​1 ​+ ​16 ​· ​4 ​= ​98​ ​∴ ​​M​​H​2​​​SO​4​​​​ ​= ​98 g/mol​ Como a densidade da solução é ​1,29 g/​cm​​ 3​​, a massa de um litro (​​ 1 000 ​cm​​ 3​)​​ dessa solução será ​1 290 g​.

O título em massa igual a 0,38 indica que em cada 1 ​ g​de solução há 0 ​ ,38 g​de soluto. Assim, em 1 ​ 290 g​de solução, a massa de soluto pode ser calculada por: ​0,38 ​g de H​2​​​SO​4​​​

​​m​1​​​

​1,0 g de solução​ ​1 290 g de solução​

​∴ ​​m​1​​ ​= ​490 g​de ​​H​2​​​SO​4​​​ Sabendo qual é a massa do soluto dissolvida em ​1 L​de solução, pode-se calcular a quantidade de matéria do soluto, determinando, em seguida, a concentração em quantidade de matéria ​​(mol/L)​​. ​1 mol​de ​​H​2​​​SO​4​​​

​98 g​

​​n​1​​​

​490 g​

​∴ ​​n​1​​ ​= ​5 mol/L​de ​​H​2​​​SO​4​​​(aq)​​

Logo, a concentração em quantidade de matéria ​​(mol/L)​​ será ​5 mol/L​de ​​H​2​​​SO​4​​​(aq)​​. Isso significa que em ​1 L​dessa solução há ​5 mol​de soluto.

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ATIVIDADES

Respostas e resoluções das questões 1, 2, 4 e 6 nas Orientações para o professor.

1. Um técnico de laboratório preparou ​500 mL​ de

a ) Faça uma pesquisa sobre o ocorrido em Brumadinho e, em seguida, responda: quais metais podem estar presentes nos rejeitos desse desastre ambiental?

a ) a concentração da solução expressa em g ​ /mL​.

b ) Entre os metais pesados há o chumbo, um elemento relativamente abundante na crosta terrestre e que apresenta concentração próxima de ​20 ppm​ (partes por milhão). Determine a massa de chumbo, em gramas, presente em uma amostra de ​50 g​ de matéria da crosta 20 g ​· 50 g terrestre. 3. b) Resposta: ​​m​Pb​​ ​= _ ​​ ​​= ​1 ​· ​​10​​ −3​g​ 6

uma solução aquosa de iodeto de potássio ​(KI)​. Para isso, ele misturou ​205 g​desse sal em ​430,5 g​ de água. Determine: b ) a concentração da solução em ​g/L​. c ) a densidade da solução em ​g/mL​. d ) a densidade da solução em ​g/L​.

2. Determinado produto desengraxante, destina-

do à remoção de gordura de motores de carros, consiste em uma solução aquosa de concentração ​3,2 mol/L​de soda cáustica (hidróxido de sódio, ​NaOH​). O rótulo indica que há ​900 mL​desse produto. Nessa concentração, qual é a massa de hidróxido de sódio dissolvida?

​10​​ ​g

4. Um farmacêutico prepara ​1 kg​de uma solução aquosa com glicose. Para isso, ele dissolve 5 ​ 0 g​ de glicose. Com base nos dados fornecidos, determine o que se pede nos itens a seguir. a ) Calcule o título em massa da solução.

3. Observe a fotografia e leia o trecho da matéria a

b ) Calcule a porcentagem em massa do soluto.

ILANA LANSKY/Shutterstock.com

seguir.

c ) Calcule a porcentagem em massa do solvente.

5. O nitrato de amônio ​​(​NH​4​​​NO​3​​)​​ é um fertilizan-

te muito potente no que diz respeito ao fornecimento de nitrogênio ao solo. Um agricultor que precisa aplicar essa solução tem um frasco com concentração de ​0,5 mol/L​. Ele deve adicionar ao solo uma quantidade que forneça​ 0,25 mol​de nitrato de amônio por metro quadrado de plantação. Com base nessas informações, responda: a ) Quantos litros da solução o agricultor deve aplicar para fornecer a quantidade necessária de nitrato de amônio a ​10 ​m​2​de plantação?

Rejeitos de mineração no município de Brumadinho (MG), em 2019.

Rejeitos da barragem de Brumadinho chegam ao São Francisco, diz ONG

Relatório do SOS Mata Atlântica aponta que lama de rejeitos já atingiu o rio. Agência Nacional de Águas discorda.

b ) Quantos ​mols​há em uma embalagem de ​2 L​? n Resposta: ​c ​= _ ​​ ​⇒ ​n ​= ​c · ​V ​⇒ ​n ​= ​0,5 · ​2 ​= ​1 ​∴ ​1 mol​. V

6. O sódio é essencial para o funcionamento ade-

Rejeitos de mineração mais finos, carregados de metais pesados provenientes da barragem que se rompeu em Brumadinho, têm afluído no rio São Francisco. Essa foi a principal constatação da segunda expedição da SOS Mata Atlântica pelo rio Paraopeba, realizada de 8 a 14 de março. […] DAMASIO, Kevin. Rejeitos da barragem de Brumadinho chegam ao São Francisco, diz ONG. National Geographic, 22 mar. 2019. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio -ambiente/2019/03/rejeitos-barragem-vale-brumadinho -paraopeba-sao-francisco. Acesso em: 27 ago. 2024.

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3. a) Resposta: No rejeito pode haver ferro (​​ Fe) ​​, manganês (​​ Mn) ​​, alumínio (​​ A𝓁) ​​, cromo ​​(Cr) ​​, chumbo (​​ Pb)​​, mercúrio (​​ Hg) ​​, cádmio (​​ Cd) ​​ e arsênio (​​ As) ​​.

quado do corpo humano, pois participa da regulação do equilíbrio hídrico, da transmissão de impulsos nervosos e da contração muscular. No entanto, o consumo excessivo pode levar a problemas de saúde, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e problemas renais. Uma análise do teor de sódio em uma amostra de salgadinho revelou que contém ​1 500 mg​de sódio a cada ​100 g​de produto. Com base nessa informação, resolva os itens apresentados. a ) Calcule a concentração de sódio em ppm na amostra. b ) Caso uma pessoa consuma uma porção de​ 30 g​, quantos miligramas de sódio terá essa porção? 5. a) Resposta: Cada litro do produto deve ser adicionado em ​ 2 ​m​​ 2​​, portanto em ​10 ​m​​ 2​​ são necessários ​5 L​da solução.

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UNIDADE

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Fração em quantidade de matéria 5. O que significa a palavra fração?

Resposta: De forma geral, a palavra fração representa a razão de uma parte pelo todo.

A palavra fração, em nosso estudo, tem o mesmo significado que você estudou em Matemática. Neste caso, a razão é entre números de mol dos componentes presentes na solução. Sendo assim, a fração em quantidade de matéria ou fração molar corresponde à razão entre a quantidade de matéria em mol do soluto (ou do solvente) e a soma das quantidades de matéria em mol de todos os componentes da solução. Logo, temos que: a fração em quantidade de matéria do soluto ​​(​x​1​​)​​ indica a razão entre as quantidades de matéria do soluto ​​n​1​​​ e da solução ​n​, que pode ser representada por:

​n​1​​ ​​x​1​​ ​= _ ​​ ​​ n

(adimensional) ​0 ​< ​​x​1​​ ​< ​1​

a fração em quantidade de matéria do solvente ​​(​x​2​​)​​ indica a razão entre as quantidades de matéria do solvente ​​n​2​​​ e da solução ​n​, que pode ser representada por: Lembrando que ​n ​= ​​n​1​​ ​+ ​​n​2​​​.

​n​2​​ ​​x​2​​ ​= _ ​​ ​​  n

(adimensional) ​0 ​< ​​x​2​​ ​< ​1​

Então, a soma das frações em quantidades de matéria do soluto e do solvente é sempre 1, ou seja, ​​x​1​​ ​+ ​​x​2​​ ​= ​1​.

1º. Inicialmente, calculam-se as massas molares de cada um dos componentes da solução. ​​M​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​​ ​= (​​ 12 ​· ​6 ​+ ​1 ​· ​12 ​+ ​16 ​· ​6)​g/mol ​⇒ ​​M​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​​ ​= ​180 g/mol​ ​​M​​H​2​​O​​ ​= (​​ 1 ​· ​2 ​+ ​16 ​· ​1)​g/mol ​⇒ ​​M​​H​2​​O​​ ​= ​18 g/mol​ 2º. Em seguida, determinam-se ​​n​1​​​, ​​n​2​​​ e ​n​. ​m​1​​ 5g ​​n​1​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​n​1​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​n​1​​ ​≃ ​0,028 mol de soluto (​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​)​​ ​M​1​​ 180 g/mol ​m​2​​ 100 g ​​n​2​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​n​2​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​n​2​​ ​≃ ​5,556 mol de solvente (​ ​H​2​​O)​​ ​M​2​​ 18 g/mol

Bárbara Lima/Fotoarena

Considere que um soro glicosado com 5% de massa (soluto/solvente) utilizado em hos​ ​​​O​6​​)​​ dissolvidos em 1 ​ 00 g​de água​​ pitais é uma solução formada por 5 ​ g​de glicose (​​ ​C​6​​​H12 (​H​2​​O)​​. Com esses dados, podemos determinar as frações em quantidade de matéria do soluto (glicose) e do solvente (água).

Bolsa de soro glicosado 5%.

​n ​= ​​n​1​​ ​+ ​​n​2​​ ​⇒ ​n ​= (​​ 0,028 ​+ ​5,556)​mol ​⇒ ​n ≃​5,584 mol (​ solução)​​ 3º. Assim, a fração em quantidade de matéria de soluto ​​x​1​​​ é dada por: ​n​1​​ 0,028 mol ​​x​1​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​x​1​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​x​1​​ ​≃ ​0,005​ n 5,584 mol Isso significa que em cada ​1 mol​de solução há aproximadamente ​0,005 mol​de soluto. Já a fração em quantidade de matéria de solvente ​​x​2​​​ é dada por: ​n​2​​ 5,556 mol ​​x​2​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​x​2​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​x​2​​ ​≃ 0,995​ n 5,584 mol Esse valor também pode ser obtido pelo uso da relação: ​ ,005 ​+ ​​x​2​​ ​= ​1 ​⇒ ​​x​2​​ ​= ​0,995​ ​​x​1​​ ​+ ​​x​2​​ ​= ​1 ​⇒ 0 Isso significa que em cada ​1 mol​de solução há ​0,995 mol​de solvente.

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Pela regra de três, é possível calcular a fração em quantidade de matéria de soluto ​​x​1​​​ e de solvente ​​x​2​​​.

O cálculo da quantidade de matéria da solução ​​(n)​​ é: ​n ​= ​​n​1​​ ​+ ​​n​2​​ ​⇒ ​n ​= (​​ 0,028 ​+ ​5,556)​mol ​⇒ ​n ≃ ​ ​5,584 mol ​(solução)​​ Assim, a fração em quantidade de matéria de soluto ​​x​1​​​ é dada por: ​5,584 mol​de solução

​0,028 mol​de ​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​

​1 mol​de solução ​∴ ​​x​1​​ ​≃ ​0,005​

​​x​1​​​

Isso significa que em cada ​1 mol​de solução há aproximadamente ​0,005 mol​de soluto. Já a fração em quantidade de matéria de solvente ​​x​2​​​ é dada por:

​5,584 mol​de solução

​5,556 mol​de ​​H​2​​O​

​1 mol​de solução ​∴ ​​x​2​​ ​≃ ​0,995​

​​x​2​​​

Essa relação é pouco utilizada em soluções líquidas, pois geralmente a quantidade de matéria do soluto é bem menor que a quantidade de matéria da solução.

Relações entre algumas concentrações de soluções As concentrações em massa ​C​e em quantidade de matéria c​ ​ podem ser relacionadas da seguinte forma:

​m​1​​ ​n​1​​ ​c ​= _ ​​ ​​ (1) e ​C ​= ​​_​​ (2) V V

​​(mol / L) ​​

Substituindo (3) em (1), obtém-se: ​m​1​​ C ​c ​= ​​_​​⇒ ​c ​= ​​_​​ ​M​1​​ ​· ​V ​M​1​​

(​​ g / L) ​ ​

Isolando ​C​, a relação obtida é:

​m​1​​ ​​ ​​ (3) em que: ​​n​1​​ ​= _ ​M​1​​

​C ​= ​c ​· ​​M​1​​​

Outras relações envolvendo concentrações de soluções e densidade de solução Algumas expressões de concentração, densidade e suas respectivas unidades Concentração em massa

Título em massa

Densidade da solução

Concentração em ​ mol/L​

​m​1​​ ​C ​= ​​_​​ V

​m​1​​ ​τ ​= _ ​​ ​​ m

m ​d ​= ​​_​​ V

​n​1​​ ​c ​= ​​_​​ V

↓​​​ ​​​​

​​​↓​​​​

​​​↓​​​​

​​​↓​​​​

​g/L​

adimensional

​g/L​

​mol/L​

Relações entre as concentrações e a densidade ​​ ​C​​ ​​ ​= ​​​d ​· ​τ​ ​​​ ​= ​​ ​ c ​· ​​M​1​​ ​​​ ⏟ ⏟ g/L g/L g ⏟ mol _ ​  ​· _ ​  ​ L

mol

​​​↓​​​​ ​ g/L​

Diluição de soluções

6. Em sua opinião, ao dissolver soluto em determinada quantidade de solvente, está sendo feita uma diluição? Explique sua resposta.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que não. O termo diluição é usado quando já se tem uma solução, que, por adição de solvente, forma uma nova solução de concentração menor que a solução inicial. Nesse caso, tem-se uma dissolução, e não uma diluição.

É muito comum que rótulos de embalagens de sucos concentrados orientem os consumidores a acrescentar determinada porção de água durante o preparo. A fotografia na próxima página mostra exatamente esse procedimento. Nesse caso, a água adicionada desempenhou função de solvente, diluindo assim a solução (suco concentrado). Dessa forma, a concentração da solução diminuiu.

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7. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes digam que eles ou as pessoas com quem vivem já compraram suco concentrado. Dzmitry Malyeuski/Shutterstock.com

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

8. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que, por não ser um produto de consumo imediato, ele ocupa menos espaço e menos gasto com transporte ao estar concentrado.

UNIDADE

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7. Você ou alguma pessoa em sua casa já comprou suco concentrado? 8. Explique por que o suco é comercializado na forma concentrada em vez de ser vendido pronto para o consumo.

9. Você conhece outros produtos que são vendidos na forma concentrada? 9. Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar produtos de limpeza, tinta etc.

Adição de água ao suco concentrado.

Em Química, o termo diluir indica acréscimo de solvente a uma solução, o que diminui a sua concentração. Nesse caso, a quantidade de soluto permanece constante. Em laboratório, utiliza-se uma pipeta (com pera) para transferir uma alíquota de volume conhecido da solução concentrada (solução inicial) para um balão volumétrico e, em seguida, adiciona-se água até o volume final desejado, obtendo a solução diluída (solução final). Analise a representação desse processo a seguir. pera água Ilustrações: Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

pipeta

balão volumétrico solução concentrada Representação da 1ª etapa.

Representação da 2ª etapa.

Representação da 3ª etapa.

Representação da solução diluída.

Em geral, o termo concentrar, em Química, indica diminuição da quantidade de solvente da solução, o que aumenta a sua concentração. Nesse caso, se o soluto não for volátil e o solvente não for inflamável, ao aquecer a solução para provocar a evaporação do solvente, aumenta-se a concentração da solução.

​400 mL​ de ​​H​2​​O ​+ ​40 g​ de sal

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

​1 000 mL​ de ​​H​2​​O ​+ ​40 g​ de sal

Representação de solução diluída no início do aquecimento.

Alíquota: refere-se a uma parte da solução. Representação de solução concentrada após a vaporização da água.

Volátil: que evapora com facilidade. Inflamável: que entra em combustão.

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Não podemos confundir diluição com dissolução. Na dissolução, adicionamos soluto ao solvente, preparando assim uma solução. Ao acrescentarmos mais solvente, teremos uma diluição.

Perceba que a quantidade de soluto permaneceu constante nas duas situações apresentadas (diluição e concentração de soluções), mas a concentração da solução variou. Assim, temos: solução inicial ​m​i​​ ​​ ​​ ​​C​i​​ ​= _ ​V​i​​

diluição adição de solvente

​​​⎯⎯       ⟶​​​​​              ​↑​​ V ↓ ​ ​​ C

​​m​i​​ ​= ​​C​i​​ ·​ ​​V​i​​​

solução final ​m​f​​ ​​C​f​​ ​= _ ​​ ​​ ​V​f​​ ​​m​f​​ ​= ​​C​f​​ ​· ​​V​f​​​

​​ ​f​​​ ​​m​i​​ ​= m ​​C​i​​ ·​ V ​​ ​i​​ ​= ​​C​f​​ ·​ V ​​ ​f​​​ Se a massa do soluto presente na solução se mantiver constante durante a diluição ou a concentração da solução, conclui-se que a quantidade de matéria do soluto permanecerá constante ​​n​i​​ ​= ​​n​f​​​. Assim, para a concentração em quantidade de matéria (​​ mol/L)​​, obtém-se a seguinte relação: ​​c​i​​ ​· ​​V​i​​ ​= ​​c​f​​ ​· ​​V​f​​​ Esquematicamente, para uma diluição, tem-se: diluição ​​​↓​​​​

​m​i​​ = ​m​f​​

​​​ ​​ solução final solução inicial ​​ ​⟶ ↑ ↓ ​ ​​ V ​ ​​ C

ATIVIDADES RESOLVIDAS R3. Foram pipetados ​25 ​cm​​3​de uma solução aquosa inicial de ácido nítrico ​(​HNO​3​)​, de con-

centração ​16 mol/L​, em ​200 ​cm​​3​de água. Em seguida, adicionou-se água suficiente para atingir o volume final de ​500 ​cm​​3​. Determine a concentração da solução final, em ​mol/L​. Resolução • ​​V​i​​ ​= ​25 ​cm​​ 3​​, ou seja, ​25 mL​

• ​​V​f​​ ​= ​500 ​cm​​ 3​​

• ​​c​i​​ ​= ​16 mol/L​

• ​​c​f​​ ​= ?​

Erika J Mitchell/Shutterstock.com

em que ​V​e ​C​são grandezas inversamente proporcionais.

Solução de ácido nítrico concentrado.

Como houve adição de solvente a uma solução inicial (concentrada), o volume aumentou e a concentração diminuiu. Trata-se, portanto, de um procedimento de diluição. Assim, com base na expressão matemática usada em diluição de soluções, se isolarmos a concentração em quantidade de matéria final ​​c​f​​​ e, em seguida, substituirmos os valores das demais grandezas, teremos: ​c​i​​ ​· ​​V​i​​ ​​c​i​​ ​· ​​V​i​​ ​= ​​c​f​​ ​· ​​V​f​​ ​⇒ ​​c​f​​ ​= ​​_​​ ​V​f​​ 16 mol/L ​· ​25​cm​​ 3​ ________________ ​​ ​​⇒ ​​c​f​​ ​= ​0,8 mol/L​ ​​c​f​​ ​=    500 ​cm​​ 3​ Logo, a concentração em quantidade de matéria final para essa solução é ​0,8 mol/L​. Isso significa que em cada ​1 L​dessa solução (final) há ​0,8 mol​de soluto dissolvido. Pelos dados contidos no texto, vê-se que o volume aumentou 20 vezes ​​(de 25 ​cm​​ 3​para 500 ​cm​​ 3​)​​. Como concentração de solução e volume são grandezas inversamente proporcionais, a concentração final dessa solução deve ser 20 vezes menor.

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Mistura de soluções

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10. Em sua opinião, o que significa misturar duas soluções?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que misturar duas soluções significa colocá-las em um mesmo recipiente. Pat_Hastings/Shutterstock.com

De acordo com o que já estudamos, é comum prepararmos soluções, que podem ser muito ou pouco concentradas. Há situações em que podemos misturar duas soluções, como acrescentar adoçante ao café ou juntar um café mais concentrado a outro menos concentrado. Em ambos os casos, estamos colocando duas soluções em um mesmo recipiente, ou seja, misturando soluções. 11. Resposta pessoal. Analise as respostas dos estudantes para verificar se, de fato, consideraram a mistura de duas soluções.

11. Cite uma situação em que se misturam duas soluções.

Há casos em que, após misturar soluções, é necessário determinar a concentração de cada componente da mistura final. Para isso, é preciso saber se as soluções misturadas reagem ou não entre si.

Adição de gotas de adoçante em uma xícara de café.

Na mistura de café com adoçante ou do café concentrado com outro menos concentrado não há reação química. As misturas de soluções que não reagem entre si podem ser tanto de soluções de mesmo soluto como de solutos diferentes. Ao misturar soluções de mesmo soluto, mas com concentrações diferentes, obtemos uma solução final cujo valor da concentração final fica entre os valores das soluções mais e menos concentradas. Se considerarmos uma mistura de duas soluções aquosas de sulfato de cobre(II) ​​(CuS​O4​ ​​​(aq))​​​ de concentrações diferentes, seria possível notar o resultado da mistura em relação à cor das concentrações. Uma mistura da solução 1 com a solução 2, ambas apresentadas nas imagens, resultaria em uma solução com tonalidade intermediária entre elas.

Solução 1 de sulfato de cobre(II) concentrada.

Fotos: Trevor Clifford Photography/SPL/Fotoarena

Mistura de soluções que não reagem entre si

Solução 2 de sulfato de cobre(II) diluída.

Consideremos um experimento em que duas soluções de hidróxido de sódio foram preparadas. A solução A foi preparada dissolvendo ​40 g​em ​250 ​cm​​ 3​​ de solvente e a solução B dissolvendo ​60 g​em ​250 ​cm​​ 3​​. A concentração final obtida ao misturar as soluções é apresentada a seguir. ​​m​​1​B​​​​ ​= ​60 g​

​​m​​1​f​​​​ ​= ​100 g​

​​ ​A​​ ​= ​250 ​cm​​ 3​​ V

​​ ​B​​ ​= ​250 ​cm​​ 3​​ V

​​V​f​​ ​= ​500 ​cm​​ 3​​

Representação da solução A.

Representação da solução B.

Representação da mistura.

40 g ​​C​A​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​C​A​​ ​= ​0,16 g/​cm​​ 3​​ 250 ​cm​​ 3​

60 g ​​C​B​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​C​B​​ ​= ​0,24 g/​cm​​ 3​​ 250​cm​​ 3​

100 g ​​C​f​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​C​f​​ ​= ​0,20 g/​cm​​ 3​​ 500​cm​​ 3​

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/ Arquivo da editora

​​m​​1​A​​​​ ​= ​40 g​

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De acordo com esses dados, podemos estabelecer as seguintes relações:

Se substituirmos (3), (4) e (5) em (1), teremos: ​​ ​​m​f​​ ​​ ​= ​​ ​​m​A​​ ​​ ​+ ​​ ​​m​B​​ ​​​ ​C⏟ ​A​​ · ​V​A​​ ​C⏟ ​B​​ · ​V​B​​ ​C⏟ ​f​​ · ​V​f​​

​​m​f​​ ​= ​​m​A​​ ​+ ​​m​B​​​ (1) ​​V​f​​ ​= ​​V​A​​ ​+ ​​V​B​​ ​(2) ​m​A​​ ​​ ​​⇒ ​​m​A​​ ​= ​​C​A​​ ​· ​​V​A​​​ (3) ​​C​A​​ ​= _ ​V​A​​ ​_ m​B​​ ​​C​B​​ ​= ​​ ​​⇒ ​​m​B​​ ​= ​​C​B​​ ​· ​​V​B​​​ (4) ​V​B​​ ​m​f​​ _ ​​C​f​​ ​= ​​ ​​⇒ ​​m​f​​ ​= ​​C​f​​ ​· ​​V​f​​​ (5) ​V​f​​

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Logo: ​​C​f​​ ​· ​​V​f​​ ​= ​​C​A​​ ​· ​​V​A​​ ​+ ​​C​B​​ ​· ​​V​B​​​

Dessa forma, se misturarmos várias soluções de mesmo soluto, por analogia obteremos, genericamente, as seguintes expressões: ​​C​f​​ ​· ​​V​f​​ ​= ​​C​A​​ ​· ​​V​A​​ ​+ ​​C​B​​ ​· ​​V​B​​ ​+ ​...​ ​​c​f​​ ​· ​​V​f​​ ​= ​​c​A​​ ​· ​​V​A​​ ​+ ​​c​B​​ ​· ​​V​B​​ ​+ ​...​

Dessa forma, voltando ao experimento anterior, podemos calcular a concentração final da solução da seguinte maneira: 1º. partindo da expressão ​​C​f​​ ​· ​​V​f​​ ​= ​​C​A​​ ​· ​​V​A​​ ​+ ​​C​B​​ ​· ​​V​B​​​ e isolando ​​C​f ​​​, temos: ​C​A​​ ​· ​​V​A​​ ​+ ​​C​B​​ ​· ​​V​B​​ ​​   ​​ ​​C​f​​ ​= ______________ ​V​f​​ 2º. substituindo os valores numéricos, obtemos o valor da concentração final da mistura: 0,16 ​· ​250 ​+ ​0,24 ​· ​250 ​​   ​​⇒ ​​C​f​​ ​= ​0,20 g/​cm​​ 3​​ ​​C​f​​ ​= ___________________ 500

Ao misturar soluções de solutos diferentes sem ter reação química, ocorre a diluição de cada um dos solutos. Nessa situação, como o volume da mistura final é maior e as quantidades de soluto permanecem constantes, as concentrações finais de cada um dos solutos serão menores do que as iniciais. Considere uma mistura de soluções aquosas de cloreto de sódio (sal de cozinha, ​NaC𝓁​) e de sacarose (açúcar comum, ​C​12​​​H​22​​​O​11​​​), com volumes diferentes. ​​V​f​​ ​= ​500​cm​​ 3​​ ​0,4 mol​de ​NaC𝓁​

​​V​B​​ ​= ​300​cm​​ 3​​

​0,4 mol​de ​NaC𝓁​

​0,9 mol​de ​​C​12​​​H​22​​​O​11​​​

​0,9 mol​de ​​C​12​​​H​22​​​O​11​​​

Representação da solução A.

Representação da solução B.

Representação da mistura.

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/ Arquivo da editora

​​V​A​​ ​= ​200​cm​​ 3​​

No experimento, as concentrações em quantidade de matéria das soluções iniciais e finais podem ser calculadas conforme segue. 1º. Cálculos das concentrações em quantidades de matéria das soluções iniciais A e B. ​n​A​​ 0,4 mol ​​ ​​⇒ ​​c​​A​i​​​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​c​​A​i​​​​ ​= ​2 mol/L ​de ​NaC𝓁​(aq)​​ Solução inicial A: ​​c​​A​i​​​​ ​= _ ​V​​A​i​​​​ 0,2 L ​n​B​​ 0,9 mol Solução inicial B: ​​c​​B​i​​​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​c​​B​i​​​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​c​​B​i​​​​ ​= ​3 mol/L ​de ​​C​12​​​H​22​​​O​11​​​(aq)​​ ​V​​B​i​​​​ 0,3 L

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2º. Cálculos das concentrações em quantidades de matérias da mistura (solução final) para os solutos A e B presentes na solução.

UNIDADE

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Mistura (solução final): o volume final da solução obtida após a mistura das soluções A e B é igual à soma dos volumes das soluções iniciais ​​(200 ​cm​​ 3​​+ ​300​ cm​​ 3​)​​. Assim, o volume final da solução após a mistura é igual a ​500 ​cm​​ 3​​. Utilizando a relação da diluição para cada um dos solutos presentes na mistura, temos: Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Solução final A: ​​c​​A​i​​​​ ​· ​​V​A​​ ​= ​​c​​A​f​​​​ ​· ​​V​f​​ ​⇒ ​2 ​· ​0,2 ​= ​​c​​A​f​​​​ ​· ​0,5 ​⇒ ​​c​​A​f​​​​ ​= ​0,8​

​∴ ​​c​​A​f​​​​ ​= ​0,8 mol/L ​de ​NaC𝓁​(aq)​​

Solução final B: ​​c​​B​i​​​​ ​· ​​V​B​​ ​= ​​c​​B​f​​​​ ​· ​​V​f​​ ​⇒ ​3 ​· ​0,3 ​= ​c​​B​f​​​​​ ​· ​0,5 ⇒ ​​c​​B​f​​​​ ​= ​1,8​​

​∴ ​c​​B​f​​​​​= ​1,8 mol/L ​de ​​C​12​​ ​H​22​​ ​O​11​​​(aq)​​

O que podemos concluir: Concentração inicial e final das soluções Solução

Concentração inicial

Concentração na mistura

A

​2 mol/L​

​0,8 mol/L​

B

​3 mol/L​

​1,8 mol/L​ ​​V​f​​ ​= ​500​cm​​ 3​​ ​​ ​B​​ ​= ​300​cm​​ 3​​ V

​0,8 mol/L​de ​NaC𝓁​

​0,4 mol​de ​NaC𝓁​

​0,9 mol​de ​​C​12​​​H​22​​​O​11​​​

​1,8 mol/L​de ​​C​12​​​H​22​​​O​11​​​

Representação da solução A.

Representação da solução B.

Representação da mistura.

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/ Arquivo da editora

​​ ​A​​ ​= ​200​cm​​ 3​​ V

Para o cálculo das concentrações das soluções iniciais e finais, em quantidade de matéria, podemos fazer uso da regra de três simples. Solução inicial A:

Solução inicial B:

​0,4 mol​ ​​c​A​ ​i​​​​​

​0,9 mol​ ​​c​​B​i​​​​​

​0,2 L​ ​1 L ​∴ ​​c​​A​i​​​​ ​= ​2 mol/L​de ​NaC𝓁​(aq)​​

​0,3 L​ ​1 L ​∴ ​​c​​B​i​​​​ ​= ​3 mol/L​de ​​C​12​​​H​22​​​O​11​​​(aq)​​

Mistura de soluções (soluções finais A e B): ​n​A​​ 0,4 mol ​​ ​​⇒ ​​c​​A​f​​​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​c​​A​f​​​​ ​= ​0,8 mol/L​de ​NaC𝓁​(aq)​​ ​​c​​A​f​​​​ ​= _ ​V​f​​ 0,5 L ​n​B​​ 0,9 mol ​​​c​B​​​ f​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​​c​B​​​ f​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​​c​B​​​ f​​ ​= ​1,8 mol/L​de ​​C​12​​​H​22​​​O​11​​​(aq)​​ ​V​f​​ 0,5 L

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ATIVIDADES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

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Respostas e resoluções das questões 1, 2 e 3 nas Orientações para o professor.

1. O cloreto de cálcio (​ CaC𝓁​2​) ​é um dos ingredientes

utilizados na fabricação de queijos. Sua função é aumentar o rendimento e a eficiência da etapa de coagulação. Com esse objetivo, João, um técnico de laboratório, resolveu preparar uma solução aquosa de cloreto de cálcio dissolvendo 3 ​ 6,10 g​desse soluto em ​42,75 g​de água. Qual é a fração em mol de soluto presente na solução preparada por João? Dados – massas molares (​​ g/mol)​​:

​Ca ​= ​40; C𝓁 ​= ​35,5; H ​= ​1; O ​= ​16​.

2. Em um laboratório, um professor de Química misturou ​150 mL​de solução aquosa a ​0,20 mol/L​de cloreto de sódio (​ NaC𝓁)​com ​450 mL​de uma solução aquosa a ​0,50 mol/L​também de cloreto de sódio. Qual é a concentração final dessa mistura?

3. Duas soluções aquosas de hidróxido de sódio​

Balão volumétrico III:

​NaOH​(aq)​​⇒ ​​C​III​​ ​= ​?​; ​​c​III​​ ​= ​?​; ​​V​III​​ ​= ​300 mL​.

Determine a concentração final do balão III em​ g/L​e ​mol/L​.

4. Em um laboratório, um professor de Química

misturou ​40 mol​ de água destilada a 1 ​ 0 mol​ de álcool comum. Quais são os valores das frações molares do solvente (água destilada) e do soluto (álcool comum)? a ) 0,4 e 0,1

d ) 0,4 e 0,8

b ) 20 e 80

e ) 0,6 e 0,4

c ) 0,8 e 0,2

Resposta: Alternativa c. Resolução nas Orientações para o professor.

5. Um laboratorista misturou duas soluções ​(X ​+ ​Y)​ formando uma nova solução Z, conforme a ilustração a seguir.

Representação da solução X.

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/ Arquivo da editora

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

(NaOH)​ contidas nos balões I e II de concentrações e quantidades de matéria conhecidas são misturadas no balão III, conforme o esquema a seguir.

Representação da solução I, de ​200 mL​.

Representação da solução II, de ​100 mL​.

Representação da solução III, de ​300 mL​.

Representação da solução Y.

Representação da solução Z.

​​c​I​​ ​= ​4,0 mol/L​; ​​V​I​​ ​= ​200 mL​.

A mistura foi feita com uma solução X de ​200 mL​ de cloreto de cálcio (​​ ​CaC𝓁​2​​)​​, com concentração em massa igual a ​60 g/L​, e ​400 mL​de outra solução Y de cloreto de cálcio e obteve uma solução Z resultante, de concentração em massa igual a ​80 g/L​. Calcule a concentração em ​g/L​da solução Y. Resposta: Alternativa c. Resolução nas

Balão volumétrico II:

a ) ​150 g / L​

d ) ​65 g / L​

b ) ​100 g / L​

e ) ​30 g / L​

Considerando os seguintes dados relativos aos balões I, II e III: Balão volumétrico I:

​NaOH​(aq)​​⇒ ​​C​I​​ ​= ​160 g/L​;

​NaOH​(aq)​​⇒ ​​C​II​​ ​= ​40 g/L​;

​​c​II​​ ​= ​1,0 mol/L​; ​​V​II​​ ​= ​100 mL​.

Orientações para o professor.

c ) ​90 g / L​

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As propriedades coligativas Até o momento, vimos neste capítulo como as soluções são preparadas em laboratório, como a concentração delas pode ser expressa e alterada pelos processos de diluição e concentração e como esses materiais e procedimentos estão presentes em nosso cotidiano. A partir de agora, vamos estudar como a presença de um soluto interfere nas propriedades do solvente de uma solução.

UNIDADE

3

12. Você já colocou solução de água e sal no congelador? A água congelou? Resposta pessoal. Caso os estudantes já tenham realizado esse procedimento, espera-se que eles respondam que a água não congelou. Caso contrário, peça-lhes que façam o experimento em casa e verifiquem o que acontece.

Essa questão pode ser respondida com base nos conhecimentos de propriedades coligativas. Vamos analisar uma situação comum do cotidiano em que se ferve água para preparar uma macarronada, por exemplo. A fotografia A mostra um recipiente com água, em processo de ebulição, a ​100 ° C​, e a fotografia B mostra o mesmo recipiente, logo após a adição de duas colheres de sal. Analise o que aconteceu. ffolas/Shutterstock.com

B.

ffolas/Shutterstock.com

A.

Recipiente com água em processo de ebulição.

Recipiente com água após a adição de sal.

Os líquidos puros, assim como qualquer outra substância, têm valores característicos de pressão de vapor, temperatura de ebulição e temperatura de solidificação/fusão. Esses valores podem levar à identificação de determinada substância. A água, ao nível do mar e à pressão de ​1 atm​, entra em ebulição a ​100 °C​. Ao dissolver um soluto não volátil nesse líquido (solvente), as propriedades características do solvente se alteram, como no caso da adição do sal (cloreto de sódio) à água. As propriedades coligativas são as alterações das propriedades do solvente com soluto não volátil, que dependem do número de partículas do soluto, e não de sua identidade química. Portanto, após estudos e experimentos, os químicos concluíram que as propriedades físicas e químicas dos materiais dependem das concentrações das substâncias que o compõem. Logo, as propriedades coligativas são propriedades quantitativas, porque dependem da concentração de soluto não volátil; e não qualitativas, uma vez que não dependem da natureza do soluto. Por exemplo, no preparo de duas soluções, uma iônica e outra molecular, com volumes iguais e mesma quantidade de matéria em mol, verificamos, ao final, que a solução iônica terá um número de partículas dissolvidas maior que o da solução molecular. Quanto a isso, considere os casos a seguir. ​ ​​)​​: substância molecular cuja solubilidade em água a ​20 ° C​é igual a ​1 970 g/L​. A. Sacarose (​​ ​C​12​​H​22​​O11 B. Cloreto de sódio (​​ NaC𝓁) ​​: substância iônica cuja solubilidade em água a ​20 ° C​é igual a ​368 g/L​.

C. Ácido fosfórico (​​ ​H​3​​PO​4​​)​​: substância molecular que a ​20 ° C​apresenta grau de ionização igual a 27%.

D. Sulfato de alumínio (​​ A𝓁​ 2​​​(SO​4​​)​​ ​​)​​: composto iônico que a ​20 ° C​apresenta grau de dissociação igual 3 a 60%.

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Assim, a ​20 ° C​ são separados 4 recipientes iguais e com capacidade de 1 ​ ,5 L​. Em cada um desses recipientes coloca-se ​1 L​de água e adiciona-se, de forma isolada, somente 1 mol das quatro substâncias citadas (​C​ ​12​​H​22​​O​11​​​, ​NaC𝓁​, ​​H​3​​PO​4​​​ ou ​A𝓁​ 2​​​(​SO​4​​)​​ 3​​​). Assim, podemos determinar a ordem crescente de intensidade do efeito coligativo das quatro soluções preparadas. Se a quantidade de solvente presente em cada solução é de 1 ​ L​e a cada uma foi adicionada uma quantidade de soluto equivalente à massa molar deste, temos:

A. Para a solução de sacarose (​​ ​C​12​​H​22​​O​11​​​(aq))​​​ em ​1 L​de solvente a ​20 ° C​, é possível dissolver até ​1 970 g​ do soluto (solubilidade da sacarose). Logo, ao adicionar ​342 g​ dessa substância (correspondente à massa de 1 ​ mol​) e mexer adequadamente, haverá dissolução total desse açúcar e formação de uma solução insaturada de sacarose. água

​​​​C​ ​​ ​H​ ​​ ​O​​ ​​​(s) ​​​​ ​​⎯→​​​​       ​​​C​12​​ ​H​22​​ ​O​11 ​ ​​​(aq)​​​  dissolução

12 22 11 

​

1 mol

​  ​

1 mol

​​    ​6    ,02 ​· ​​10​​ 23​moléculas​​ 

​​​6,02   ​· ​​10​​ 23​ moléculas    ​ ​​



​(retículo cristalino) ​

​​​

número total de partículas em solução = 6,02 · ​10​​ 23​partículas

B. Para a solução de cloreto de sódio ​​(NaC𝓁​(aq))​​​ em ​1 L​ de solvente a ​20 ° C​, é possível dissolver até​ 368 g​de cloreto de sódio (solubilidade do cloreto de sódio). Logo, ao adicionar 5 ​ 8,5 g​dessa substância (correspondente à massa de 1 ​ mol​) e mexer adequadamente, haverá dissolução total desse sal e formação de uma solução insaturada de cloreto de sódio. água

→​​​​ ​ ​​Na​​ 1+​​(aq) ​ ​​ ​​ ​+ ​​ ​​C𝓁​​1−​​(aq) ​​​ ​​​ ​​​NaC𝓁​(​s) ​​​​ ⎯ ​​  dissociação ​ ​ 1 mol de cátions ⏟ 1 mol 1⏟ mol de ânions ​ α = 100%  ​ (

unitárias ​ de NaC𝓁 ​​ ​​​6 ,02 ​· ​​10​​ 23​ fórmulas  ​(retículo cristalino) ​

)

​​ ​6,02          ​· ​​10​​ 23​cátions e 6,02 ​· ​​10​​ 23​ ânions​​ 

​​​

íons presentes em solução      ​ ​ ​ número total de partículas em solução = 12,04 ·​10​​ 23​partículas

C. Para a solução de ácido fosfórico (​​ ​H​3​​PO​4​​​(aq) ​)​​ em ​1 L​de solvente a ​20 ° C​, o grau de ionização é igual a 27%. Assim, ao adicionar ​1 mol​de moléculas dessa substância, haverá ionização de ​0,27 mol​de moléculas. Número de espécies formadas na ionização do ácido fosfórico ​3 ​H​​ 1+​​(aq) ​​

​+​

​​​PO​4​​​​ 3−​​(aq) ​​

→​​​​​ ⎯ ​​​

0

​+​

0

→​​​​​ ⎯ ​​​

água

0

​+​

0

→​​​​​ ⎯ ​​​

água

​3 ​· ​0,27 mol​

​+​

​0,27 mol​

água

​0,81 mol​de cátions

​+​

​0,27 mol​de ânions

água

Equação de ionização

​​H​3​​PO​4​​​

→​​​​​ ⎯ ​​​

Quantidade inicial

​1 mol​

Fração reagente (27% de ionização)

​0,27 mol​

Reação Quantidade final

0 ​0,73 mol​(moléculas)

ionização água

ionização

ionização

ionização

→​​​​​ ⎯ ​​​

ionização

Somam-se os valores da última linha do quadro: ​0,73 mol ​+ ​0,81 mol ​+ ​0,27 mol = ​1,81 mol de partículas​ 6,02 · ​10​​ 23​partículas    ​​· ​1,81 mol ​≃ ​1,09 ​· ​​10​​ 24​partículas​. Total de partículas em solução: ​__________________ ​ mol

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D. Para a solução aquosa de sulfato de alumínio (​​ A𝓁​ 2​​​(SO​4​​)​​ ​​​(aq) ​)​​, ao adicionar ​1 mol​dessa substância 3 em ​1 L​de solvente a ​20 °C​o grau de dissociação é 60%, então haverá dissociação de ​0,60 mol​desse sal.

UNIDADE

3

Número de espécies formadas na dissociação do sulfato de alumínio água

​A𝓁​2​​​(​SO​4​​)​​ ​​​(s)​​

→​​​  ​​ ​ ​⎯

Quantidade inicial

​1 mol​

→​​​ ⎯ ​​   ​​

Fração reagente (60% de dissociação)

​​0,60 mol​

→​​​ ⎯  ​​ ​​

0

→​​​ ⎯  ​​ ​​

​0,40 mol​

→​​​ ⎯  ​​ ​​

Equação de dissociação

3

Reação Quantidade final

​2 ​A𝓁​​3+​​(aq)​ ​

​+​

​  ​3​​  SO​4​​​​ 2−​​(aq)​​

0

​+​

0

0

​+​

0

​2 ​· ​0,60 mol​

​+​

​3 ​· ​0,60 mol​

​1,20 mol de cátions​

​+​

​1,80 mol de ânions​

dissociação água

dissociação água

dissociação água

dissociação água

dissociação

​0,40 mol ​+ ​1,20 mol ​+ ​1,80 mol​​= ​3,40 mol​de partículas 6,02 · ​10​​ 23​partículas    ​​· ​3,40 mol ​≃ ​2,05 ​· ​​10​​ 24​partículas​. Assim, resumidaTotal de partículas em solução: ​​__________________ mol mente, tem-se: Soluções e quantidades de partículas Solução

Número total de partículas em ​1 L​de solução

​​C​12​​H​22​​O​11​​​(aq) ​​

​6,02 ​· ​​10​​ 23​​ partículas ou ​0,602 ​· ​​10​​ 24​​ partículas

​NaC𝓁​(aq) ​​

​12,04 ​· ​​10​​ 23​​ partículas ou ​1,204 ​· ​​10​​ 24​​ partículas

​​H​3​​PO​4​​​(aq) ​​

​1,09 ​· ​​10​​ 24​partículas​

​A𝓁​ 2​​​(SO​4​​)​​ ​​​(aq) ​​

​2,05 ​· ​​10​​ 24​partículas​

3

Como o efeito coligativo é diretamente proporcional ao número de partículas dispersas em solução, tem-se a seguinte relação em ordem crescente de intensidade do efeito coligativo: ​​C​12​​H​22​​O​11​​< ​H​3​​PO​4​​ ​< ​NaC𝓁 ​< ​A𝓁​ 2​​​(​SO​4​​)​​ ​​​

3

Neste capítulo, vamos estudar as propriedades coligativas de abaixamento da pressão de vapor do solvente (tonoscopia), o aumento da temperatura de ebulição do solvente (ebulioscopia), o abaixamento do ponto de congelamento do solvente (crioscopia) e o aumento da pressão osmótica (osmoscopia). Para esse estudo, vamos começar com duas propriedades dos solventes que foram vistas no capítulo anterior, a pressão de vapor e a temperatura de ebulição.

Diminuição da pressão de vapor (tonoscopia) No preparo de uma macarronada, se acrescentarmos sal à água em ebulição, ela pode diminuir ou parar de ferver. Portanto, podemos notar que, ao adicionar a um solvente puro ou a uma solução um soluto não volátil, como o sal de cozinha, ocorre a diminuição na pressão de vapor do solvente. O estudo dessa variação da pressão de vapor do solvente em solução é denominado tonoscopia. Podemos analisar o comportamento da pressão de vapor da água e da solução de água e sal em função da temperatura. Para isso, aquecendo uma amostra de água e uma amostra da solução de água e sal, podemos representar em um gráfico a variação da pressão de vapor em função da temperatura, como é possível verificar na próxima página.

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Variação da pressão de vapor ​ΔP​em função da temperatura

13. Analisando os dados representados

Pressão de vapor

no gráfico, o que é possível concluir a respeito da variação da pressão de vapor ao acrescentar soluto (sal) ao solvente (água)?

Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

água pura

p0

p0

p1

p1

∆P = p0 – p1

solução

Resposta: Há diminuição do valor absoluto da variação da pressão de vapor. Isso pode ser verificado nas curvas representadas no gráfico. Considerando quaisquer pontos da curva que representa a variação de pressão de vapor da solução, eles estarão abaixo da curva da variação de pressão de vapor da água pura.

T

Temperatura

Fonte de pesquisa: KOTZ, John C. et al. Química geral e reações químicas. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015. v. 1. p. 590.

De forma geral, a adição de soluto não volátil a um solvente provoca a diminuição da pressão de vapor. A variação da pressão de vapor do solvente ​ΔP​é denominada abaixamento absoluto da pressão de vapor do solvente.

Rafael Luís Gaion/ Arquivo da editora

A presença das partículas do soluto não volátil dificulta a vaporização das moléculas do solvente. Dessa forma, ocorre a redução da pressão de vapor do líquido, tornando-o menos volátil, o que se refere a um fenômeno conhecido como efeito tonoscópico. Imagem sem proporção e em cores fantasia.

fase gasosa As partículas do soluto não volátil dificultam a vaporização do solvente.

fase líquida

Imagem elaborada com base em: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 576.

Quanto maior o número de partículas do soluto não volátil em solução, maior será o ​ΔP​e, consequentemente, menor será a pressão de vapor do solvente em solução. A água pura, a ​25 ° C​, apresenta pressão de vapor de ​23,80 mmHg​. Analise o efeito tonoscópico em duas soluções identificadas como A e B.

​ 000 g​de água A solução A foi elaborada com 1 ​ mol​de glicose (​​ ​C​6​​H​12​​O​6​​)​​ completamente dissolvido em 1 pura, com uma pressão de vapor de ​23,38 mmHg​a ​25 ° C​. → ​    ​​ ​1    mol ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq) ​​​ ​​​ ​1 mol ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(s) ​ ⎯ dissolução



6,02 · ​10​​ 23​partículas dissolvidas

A solução B foi elaborada com ​0,5 mol​de cloreto de sódio ​​(NaC𝓁) ​​ em ​1 000 g​de água pura, com uma pressão de vapor de ​23,38 mmHg​a ​25 °C​. água

​​​NaC𝓁​(s​ ) ​​​​ ⎯ ​​     ⟶ ​ ​​​​ ​​​​N    a​​ +​​(aq) ​​​​ ​+ ​​​​C𝓁​​ ​​(aq) ​​​​​ dissolução total ⏟ ⏟ ⏟ 0,5 mol de 0,5 mol de 0,5 mol −

​partículas​​

​​​

​partículas​​​

dissolvidas dissolvidas 

1 mol de partículas = 6,02 ·​10​​ 23​partículas dissolvidas

220

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​25 °C​

​23,80 mmHg​

​25 °C​

​23,38 mmHg​

​25 °C​

​23,38 mmHg​

As soluções A e B têm o mesmo número de partículas dissolvidas em um mesmo volume de solvente.

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/ Arquivo da editora

vapor de água

Representação de ​ 1 000 g​de água pura.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

UNIDADE

3

Representação da solução A: ​ 1 mol​de glicose dissolvido em ​ 1 000 g​de água.

Representação da solução B: ​ 0,5 mol​de cloreto de sódio dissolvido em ​1 000 g​de água.

Imagens elaboradas com base em: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 576.

Com o experimento, é possível verificar que quantidades iguais de partículas dissolvidas (de diferentes solutos) na mesma quantidade de solvente, à mesma temperatura, causam o mesmo abaixamento na pressão de vapor do solvente na solução. Ou seja, o solvente puro tem maior pressão de vapor que as soluções.

Elevação da temperatura de ebulição (ebulioscopia) 14. Por que a água em ebulição em um recipiente para de ferver quando a ela é adicionada uma quantidade de açúcar ou de sal? Resposta: Porque ocorre aumento da sua temperatura de ebulição, parando de ferver até que atinja a nova temperatura de ebulição.

15. Qual queimadura seria mais dolorida: a causada por água fervente ou a mistura de água fervente com açúcar? Por quê? Resposta: A queimadura causada por água fervente com açúcar é mais dolorida, pois sua temperatura de fervura é maior.

Ao adicionar um soluto não volátil a um solvente puro ou a uma solução, ocorre uma diminuição na pressão de vapor do solvente. Assim, para que ocorra a ebulição do solvente dessa solução, é necessário aumentar a temperatura até a pressão de vapor do solvente se igualar à pressão externa (na maioria dos casos, pressão atmosférica). O estudo dessa variação da temperatura de ebulição é denominado ebulioscopia.

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/ Arquivo da editora

As soluções A e B têm o mesmo número de partículas dissolvidas em um mesmo volume de solvente. Fonte de pesquisa: KOTZ, John C. et al. Química geral e reações químicas. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015. v. 1. p. 591.

Representação de ​1 000 g​ de água pura em ebulição.

Representação da solução A: ​ 1 mol​de glicose em ​1 000 g​de água em ebulição.

Representação da solução B: ​ 0,5 mol​de cloreto de sódio em ​ 1 000 g​de água em ebulição.

Com o experimento, pode-se verificar que a adição de um soluto não volátil à água pura causa aumento na temperatura de ebulição do solvente. Nesse caso, a temperatura de ebulição de 1 ​ 00 °C​, na água pura, passou para ​100,52 °C​, na água com soluto.

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Essa variação na temperatura de ebulição ​​(Δ ​T​e​​)​​ do solvente é denominada efeito ebulioscópico. Nas soluções A e B, o efeito ebulioscópico foi de ​0,52 °C​. Em nível molecular, temos:

fase gasosa

fase gasosa

fase líquida

fase líquida

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Representação das partículas da solução B, com cloreto de sódio e água.

Representação das partículas no recipiente com água pura.

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 576.

A presença das partículas do soluto não volátil dificulta a ebulição do solvente, aumentando sua temperatura de ebulição.

Quanto maior o número de partículas do soluto não volátil dissolvidas em solução, menor será a pressão de vapor do solvente e maior a temperatura de ebulição dele. Podemos comparar a temperatura de ebulição de um solvente e de duas soluções que tenham o mesmo soluto e solvente, em diferentes quantidades (concentrações), por meio da análise da representação gráfica da variação de pressão em função da temperatura. Para um mesmo volume, vamos considerar que a solução 2 apresenta maior quantidade de partículas dissolvidas que a solução 1. Analise a representação a seguir. Variação da pressão de vapor em relação à temperatura de solvente e soluções Pressão solvente puro

solução 1

solução 2

Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

p0 pressão atmosférica p0

p1 p2

∆Te1 T0

• na temperatura ​​T​0​​​, a relação entre as pressões de vapor do solvente puro e as soluções 1 e 2 é ​​p​0​​ ​> ​​p​1​​ ​> ​​p​2​​​;

• na temperatura ​​T​0​​​, o solvente puro tem pressão de vapor igual à pressão atmosférica ​​p​0​​​. Assim,​​ T​0​​​ é a temperatura de ebulição do solvente puro;

• a temperatura de ebulição do solvente na solução 1 é ​​T​1​​​; • a temperatura de ebulição do solvente na solução 2 é ​​T​2​​​.

∆Te2 T1

Pela análise gráfica, é possível concluir que:

T2

Temperatura

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 579.

Mais uma vez, evidencia-se que essa propriedade depende exclusivamente da quantidade de matéria do soluto dissolvido, e não da natureza dele.

Esse aumento da temperatura de ebulição do solvente pode ser verificado no preparo do café. Ao adicionar açúcar à água, aumenta-se a temperatura de ebulição do solvente (água). Dessa forma, mantendo as demais condições físicas, a água com açúcar demorará mais para ferver. Quanto maior a quantidade de açúcar (soluto não volátil), maior será o efeito ebulioscópico.

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Diminuição da temperatura de congelamento (crioscopia)

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UNIDADE

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Ilustrações: Rafael Luís Gaion/ Arquivo da editora

Ao adicionar um soluto a um solvente puro, ocorre a diminuição na temperatura de congelamento do solvente. Assim, para que ocorra a solidificação do solvente dessa solução, é necessário diminuir a temperatura professora: Destaque que o abaixamento da temperatura de dessa solução. Chamamos isso de crioscopia. Professor, congelamento também ocorre com solutos voláteis.

Representação de ​1 000 g​ de água pura.

Representação da solução A: ​1 mol​de glicose dissolvido em ​1 000 g​de água.

As soluções A e B têm o mesmo número de partículas dissolvidas em um mesmo volume de solvente.

Representação da solução B: ​0,5 mol​de cloreto de sódio dissolvido em ​1 000 g​de água.

Fonte de pesquisa: KOTZ, John C. et al. Química geral e reações químicas. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015. v. 1. p. 591.

Com o experimento, pode-se verificar que a adição de um soluto à água pura causa diminuição na temperatura de solidificação do solvente, que passou de ​0 °C​para ​− 1,86 °C​.

Essa variação na temperatura de solidificação (​​ Δ ​T​c​​)​​ do solvente é denominada efeito crioscópico. Nas soluções A e B, o efeito crioscópico foi de ​1,86 °C​. Em nível molecular, temos:

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

fase sólida

fase sólida

Representação das partículas no recipiente com água pura.

Representação das partículas da solução B, com cloreto de sódio e água.

fase líquida

fase líquida

A presença das partículas do soluto dificulta a solidificação do solvente, diminuindo sua temperatura de solidificação.

Imagens elaboradas com base em: ZUMDAHL, Steven S.; ZUMDAHL, Susan A.; DECOSTE, Donald J. Chemistry. 10. ed. Boston: Cengage Learning, 2017. p. 453.

Quanto maior o número de partículas do soluto dissolvidas em solução, menor será a pressão de vapor do solvente e menor será a temperatura de solidificação do solvente nessa solução. Podemos comparar a temperatura de solidificação de um solvente e de duas soluções que tenham o mesmo soluto e solvente, em diferentes quantidades, por meio da análise da representação gráfica da variação de pressão em função da temperatura. Vamos considerar que, em um mesmo volume, a solução 2 tem maior quantidade de partículas dissolvidas que a solução 1. Analise, na representação gráfica da próxima página, as três curvas: solvente puro (água), solução 1 (solução aquosa de ​NaC𝓁​ a ​0,5 mol/L​) e solução 2 (solução aquosa de ​NaC𝓁​ a ​1,0 mol/L​). Quanto maior o número de partículas do soluto em solução, maior será o abaixamento da temperatura de solidificação do solvente e, consequentemente, menor será a temperatura de solidificação do solvente nessa solução.

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05/11/2024 15:41:10


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Variação da pressão de vapor em relação à temperatura de solvente e de soluções

Sendo assim, a diminuição da temperatura de solidificação do solvente depende exclusivamente da quantidade de matéria do soluto dissolvido em solução, e não da natureza dele.

Pressão pressão atmosférica p0

Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

p0

A utilização de etilenoglicol (​​ ​C​2​​ ​H​6​​ ​O​2​​)​​ no fluído de arrefecimento de radiadores de automóveis é um exemplo da aplicação do efeito ebulioscópico e crioscópico, pois ele evita o congelamento fluído em regiões onde as temperaturas chegam a ​0 ° C​e evita a fervura quando o carro está quente.

solução 1 solvente puro

solução 2

sólido ∆Tc1 ∆Tc2 T2 T1 T0

Temperatura

Fonte de pesquisa: CHANG, Raymond; GOLDSBY, Kenneth A. Química. 11. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. p. 538.

P-fotography/Shutterstock.com

Osmose e pressão osmótica

16. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que as uvas-passas ficam com volume maior porque a água desloca-se para o seu interior através das membranas celulares.

16. Ao colocarmos uvas-passas na água, percebemos que seu volume aumenta. Em sua opinião, por que isso ocorre?

17. Explique os possíveis motivos que fazem uma

folha de alface murchar ao ficar muito tempo em contato com os condimentos da salada.

Resposta: Isso ocorre porque o meio apresenta maior concentração de sais e a água passa através das membranas celulares da alface para o meio.

Uvas-passas hidratadas e secas.

Fotos: JANG IN SOOK/Shutterstock.com

Você já deve ter percebido que, após temperar uma salada de folhas cruas, elas murcham. Isso ocorre porque a água se difunde do meio menos concentrado (o interior das células das folhas) para o meio mais concentrado (sal do tempero).

Acelga salgada com folhas murchas após certo tempo.

Acelga sendo salgada.

A difusão de substâncias (íons sódio, potássio etc.) através de membranas e o controle adequado de suas concentrações são imprescindíveis para os seres vivos.

​​H​2​​O​

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

​​H​2​​O​

membrana plasmática parede celular

​​H​2​​O​

Representação de célula vegetal normal.

Representação de célula vegetal plasmolisada.

​​H​2​​O​

Imagens elaboradas com base em: JUNQUEIRA, Luiz C.; CARNEIRO, José. Biologia celular e molecular. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. p. 83.

224

08/11/2024 15:01:40


Antes de serem temperadas, as células vegetais das folhas de acelga estavam normais, mas a adição de porções de sal sobre as folhas fez a água do interior das células migrar para o exterior através da parede celular (membrana semipermeável), realizando o processo conhecido como osmose.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

UNIDADE

3

Ao perder água, a célula vegetal tem seu citoplasma retraído, deslocando a membrana plasmática da parede celular e diminuindo seu volume, fazendo que a folha de alface murche. Esse fenômeno é conhecido como plasmólise. Por sua vez, osmose se refere à passagem de líquidos (fluxo de solvente), através de membrana semipermeável, de soluções diluídas (ou de solventes puros) para soluções mais concentradas. Quanto à passagem de solvente através de membrana semipermeável, isso ocorre por causa da diferença de pressão de vapor do solvente puro ou do solvente em solução. A osmoscopia estuda a passagem espontânea de solvente através de membranas semipermeáveis. Dessa forma, para evitar a osmose, é necessário exercer uma pressão sobre o sistema (no sentido inverso ao da osmose). Essa pressão, responsável por interromper o fluxo osmótico, é denominada pressão osmótica ​π​ e tem intensidade mínima igual à pressão do solvente ao atravessar a membrana semipermeável. Quanto maior a pressão de vapor do solvente, maior é sua capacidade para atravessar membranas semipermeáveis. Portanto, quanto maior a concentração de uma solução, menor a sua pressão de vapor de solvente, e logo será maior a pressão osmótica ​π​ para impedir que a osmose espontânea ocorra. A movimentação das espécies químicas através de membranas depende de várias propriedades; entre elas, destacam-se o tamanho, a polaridade e a carga. solução aquosa diluída

solvente h soluto

​​H​2​​O​

Pressão osmótica: a altura ​h​gera uma pressão hidrostática sobre a membrana, impedindo o fluxo osmótico.

Imagens elaboradas com base em: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 582.

membrana semipermeável Representação de soluções que acabaram de ser colocadas em um recipiente com uma membrana semipermeável.

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/ Arquivo da editora

solução aquosa concentrada

Representação das soluções no recipiente após o fenômeno de osmose.

De acordo com os seus valores de pressão osmótica, as soluções podem ser comparadas entre si e classificadas em hipotônica, hipertônica ou isotônica. Vamos considerar duas soluções aquosas de glicose, X e Y, de concentrações em quantidade de matéria respectivamente iguais a ​1,0 mol/L​e ​2,0 mol/L​, a uma mesma temperatura. A solução Y é mais concentrada que a solução X; assim, a relação entre suas pressões osmóticas é: ​​π​ Y​​ ​> ​​π​ X​​​ A solução Y é hipertônica em relação à solução X, ou a solução X é hipotônica em relação à solução Y. Um exemplo prático: o soro fisiológico intravenoso deve ser isotônico em relação às células sanguíneas, ou seja, deve ter a mesma pressão osmótica que a pressão osmótica normal do sangue. Para isso, ele deve apresentar concentração em quantidade de matéria igual a 0 ​ ,15 mol/L​de cloreto de sódio, o que equivale a ​0,9% m/m​. Isso significa que em cada ​100 g​dessa solução há ​0,9 g​de cloreto de sódio. Assim, ao usar o soro fisiológico intravenoso (injetável), o solvente (água) pode, com a mesma facilidade, entrar e sair dos glóbulos vermelhos.

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Analise a representação do que ocorre com uma hemácia ao ser colocada em um recipiente com água pura e em um recipiente com soro fisiológico. Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

hemácia

Representação de hemácia em água pura, meio hipotônico em relação às células sanguíneas.

Representação da hemácia inchada após intervalo de tempo ​Δt​.

Representação da hemácia rompida após intervalo de tempo ainda maior.

Representação da hemácia intacta após intervalo de tempo ​Δt​.

Representação da hemácia intacta após intervalo de tempo ainda maior.

Ilustrações: Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

hemácia

Representação da hemácia em soro fisiológico, meio isotônico em relação às células sanguíneas.

Imagens elaboradas com base em: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 583.

Osmose nos vegetais

Ocorre transpiração ao ocorrer também a fotossíntese. Nesse caso, os estômatos das folhas se abrem e, com isso, aumenta a concentração no interior das células das folhas. Assim, a água é “puxada” para cima por osmose.

Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

A ascensão da seiva bruta nas plantas ocorre por osmose. A mistura no interior das raízes das plantas tem concentração maior que a do solo e, assim, a água e os sais minerais sobem pelos vasos lenhosos. Entretanto, em árvores muito altas, isso não é suficiente. Segundo a teoria da transpiração-tensão-coesão, desenvolvida pelo botânico irlandês Henry Horatio Dixon (1869-1953), o fator mais importante na ascensão da seiva bruta é a transpiração. Representação do fluxo da água.

ATIVIDADES RESOLVIDAS R4. Considere as seguintes soluções aquosas. Dados de diferentes soluções aquosas Solução

glicose ​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​​

cloreto de sódio ​NaC𝓁​(aq)​​

ureia ​CO​​(​NH​2​​)​​ ​​​(aq)​​

sulfato de sódio ​​Na​2​​​SO​4​​​(aq)​​

Concentração

​1 mol/L​

​1 mol/L​

​1 mol/L​

​1 mol/L​

Soluto

molecular e não volátil

iônico

molecular e não volátil

iônico

Solubilidade em água

solúvel

solúvel (​​ α ​= ​100%) ​​

solúvel

solúvel (​​ α ​= ​100%) ​​

2

Determine a ordem crescente de: a ) pressão de vapor.

c ) temperatura de ebulição.

b ) pressão osmótica.

d ) temperatura de congelamento.

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Resolução As propriedades coligativas são propriedades quantitativas. Assim, para estabelecer relações entre as soluções citadas, devemos determinar o número de partículas de soluto (não volátil) dispersas no solvente da solução.

UNIDADE

3

Solução aquosa de glicose (​​ 1 mol/L)​​:

água

​​​​C​ ​​​H​ ​​​O​​ ​​​(s) ​​​​        ​​⎯→​         ​​​ ​​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​​(aq) ​​​

6 12 6 



dissolução

1 mol

1 mol

​​)​​    ​6,02 ​· ​​10​​ 23​ moléculas​​ ​​(1 L    

23

​​6,02 ​· ​10​​ ​ moléculas ​

(dissolvidas) ​​

​​​

número total de partículas em solução = 6,02 · ​10​​ 23​partículas/L

Solução aquosa de cloreto de sódio (​​ 1 mol/L)​​: água

​​NaC𝓁​(s) ​​     ​​   ⎯⎯      ​     ​ ⟶​​​ ​​Na​​ 1+​​(aq) ​​​ ​​   ​+ ​ ​​C𝓁​​1−​​(aq) ​​​ ​​​​ dissociação (​ α = 100%) ​ ⏟ ⏟ 1 mol de cátions 1⏟ mol de ânions ​​6,02 ​· ​10​​ 23​ fórmulas unitárias de NaC𝓁 se dissociam​

​​(1 L)​​

​​ ​6,02     ​· ​​10​​ 23​ cátions ​+ ​6,02 ​· ​​10​​ 23​ ânions​​ 

​​​

íons presentes em solução ​      ​ ​ número total de partículas em solução = 12,04 · ​10​​ 23​partículas/L

Solução aquosa de ureia ​​(1 mol/L)​​: água

​​ ​​CO​(N ​H​2​​)​​ ​​​(s) ​​​ ​​        ​​⎯→​       ​​​ ​​​    CO​(N ​H​ ​2​​)​​ ​​​(aq ​ ​​​ ) ​ 2 

dissolução

​6,02 ​· ​​10​​ 23​ moléculas ​ (dissolvidas) ​​

​​(1 L)​​

1 mol de moléculas

2  1 mol

​​     ​6,02 ​· ​​10​​ 23​ moléculas​​ ​​​

número total de partículas em     ​ ​​ solução = 6,02 ·​10​​ 23​partículas/L

Solução aquosa de sulfato de sódio ​​(1 mol/L)​​: água

​​​​Na​2​​​SO​4​​​​(s) ​​       ​​ ​​   ⎯⎯      ​       ​ ⟶​​​ ​2 ​Na​​ 1+​​(aq) ​​​ ​​   ​+ ​​​​SO​4​​​​ 2−​​(aq) ​​​ ​​​​ 

dissociação (​ α = 100%) ​

1 mol

​6,02 ​· ​​10​​ 23​ fórmulas unitárias de ​Na​2​​​SO​4​​ se dissociam​

​​(1 L)​​



2 mol de cátions



1 mol de ânions

​2 ​· ​6,02 ​· ​​10​​ 23​ cátions ​+ ​6,02 ​· ​​10​​ 23​ ânions​     ​​ ​12,04     ​· ​​10​​ 23​ cátions ​+ ​6,02 ​· ​​10​​ 23​ ânions​​ 

​​​

íons presentes em solução ​      ​ ​ número total de partículas em solução = 18,06 · ​10​​ 23​partículas/L

Assim, o número de partículas dispersas por litro de cada uma das soluções pode ser verificado no quadro a seguir. Soluções e quantidade de partículas Solução

Número de partículas dispersas em ​1 L​de solução

Glicose (​​ ​C​6​​​H​12​​ ​O​6​​​(aq) ​)​​, ​1 mol/L​

​6,02 ​· ​​10​​ 23​partículas​

Cloreto de sódio (​​ NaC𝓁​(aq) ​)​​, ​1 mol/L​

​12,04 ​· ​​10​​ 23​partículas​

Ureia ​​(CO​​(N​H​2​​)​​ ​​​(aq) ​)​​, ​1 mol/L​

​6,02 ​· ​​10​​ 23 ​partículas​

Sulfato de sódio ​​(N​a​2​​S​O​4​​​(aq) ​)​​, ​1 mol/L​

​18,06 ​· ​​10​​ 23​ partículas​

2

A ordem crescente do número de partículas dispersas por litro das soluções é:

​glicose ​= ​ureia ​< ​cloreto de sódio ​< ​sulfato de sódio​

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Já vimos que o efeito coligativo é proporcional ao número de partículas dispersas no solvente da solução, logo:

Quanto maior o​​  número de partículas de soluto dispersas​​ ⎧ ​tonoscópico: diminuição da pressão de vapor do solvente ↑ ​ ​​ΔP​ ⎪ ​ebulioscópico: aumento da temperatura de ebulição do solvente ​↑​​Δ​T​ ​​​ e ​​ aior o efeito coligativo ⎨ M ​                     ​ ​ ​​​ ​ ​ c ​ rioscópico: diminuição da temperatura de solidificação do solvente ​ ​​Δ​T​c​​​ ↑ ⎪ ⎩ ​osmótico: pressão osmótica ↑ ​ ​​π ​ a ) A ordem crescente da pressão de vapor do solvente em solução é:

​sulfato de sódio ​< ​cloreto de sódio ​< ​glicose ​= ​ureia​ b ) A ordem crescente da pressão osmótica é:

​glicose ​= ​ureia ​< ​cloreto de sódio ​< ​sulfato de sódio​ c ) A ordem crescente da temperatura de ebulição do solvente em solução é:

​glicose ​= ​ureia ​< ​cloreto de sódio ​< ​sulfato de sódio​ d ) A ordem crescente da temperatura de solidificação (congelamento) do solvente em solução é:

​sulfato de sódio ​< ​cloreto de sódio ​< ​glicose ​= ​ureia​

O profissional da indústria do sorvete deve compreender o conceito de crioscopia, pois após o preparo da mistura para sorvete é necessário congelá-la rapidamente. O procedimento consiste em colocar o recipiente contendo o sorvete em uma solução aquosa de propilenoglicol (​​ ​C​3​​​H​8​​​O​2​​)​​, um tipo de álcool que, ao ser adicionado à água e dependendo de sua concentração, reduz a temperatura de congelamento da água para valores entre ​− 12 °C​e ​− 33 °C​.

RossHelen/Shutterstock.com

Propriedades coligativas na alimentação

Antigamente, usava-se salmoura, uma mistura de água e sal. Atualmente, a salmoura não é mais utilizada, pois é corrosiva e pode causar danos aos equipamentos.

A panela de pressão permite fazer a cocção (cozimento) dos alimentos em temperaturas maiores que 1 ​ 00 °C​ por causa do aumento de sua pressão interna. Em geral, durante o cozimento, a temperatura interna média pode chegar a aproximadamente ​120 °C​, cozinhando os alimentos em menos tempo. Essa pressão interna aumenta até um limite, a partir do qual o pino (válvula) da tampa é empurrado, liberando o vapor e evitando a explosão da panela.

Plernz/Shutterstock.com

Profissional manipulando sorvete na máquina que usa solução aquosa de propilenoglicol.

Panela de pressão utilizada para o cozimento mais rápido dos alimentos.

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ATIVIDADES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Respostas das questões 1, 2, 4 e 5 nas Orientações para o professor.

1. Considere um béquer com água (1) e um béquer

4. Pesquise e explique o processo da hemodiáli-

a ) Sob a mesma fonte de calor, se aquecermos os dois béqueres, inicialmente com as mesmas temperaturas e pressão externa, em qual recipiente o líquido entrará primeiro em ebulição em menor temperatura? Por quê?

5. Leia o rótulo do frasco de laboratório a seguir.

com solução de água e sal dissolvidos (2), de mesmo volume, e responda às perguntas.

se considerando a propriedade coligativa relacionada à osmose. Disserte sobre a importância desse processo e como ele se relaciona com os conhecimentos estudados neste capítulo. Depois, responda às perguntas.

2. Durante uma aula no laboratório de Química, a

professora preparou uma mistura para sorvete em uma forma e depois a mergulhou, quase totalmente, em outro recipiente contendo salmoura (mistura de água e sal dissolvido) e gelo. Com isso, em um pequeno intervalo de tempo o sorvete estava pronto.

Rafael Luís Gaion/ Arquivo da editora

b ) Se resfriarmos os dois béqueres com as amostras líquidas descritas, submetidas à mesma pressão e ao mesmo trocador de calor, em qual recipiente o líquido se solidificará primeiro? Por quê? c ) Quais são as propriedades coligativas relatadas nos itens anteriores?

UNIDADE

3

HNO3 (aq) C = 220 g/L d = 1,51 g/cm3

Representação de um frasco de ácido nítrico.

a ) Esse frasco contém uma solução ou uma substância pura? Justifique sua resposta. b ) Nessa mistura, o que se refere ao solvente e ao soluto? c ) Qual é a massa de ​1,0 L​dessa solução? Resolução nas Orientações para o professor.

d ) Qual é a massa de soluto (ácido nítrico) presente em ​1,0 L​dessa solução?

6. Ao ajudar sua tia no preparo de alimentos, RenaRafael Luís Gaion/ Arquivo da editora

to fez as seguintes anotações:

I ) Ao adicionar açúcar na salada de frutas, ocorreu um aumento no volume de líquido após certo tempo. II ) Ao adicionar sal em uma panela com água fervente, a fervura cessou por certo tempo.

Representação do congelamento do sorvete.

a ) Explique como a salmoura influencia no congelamento do sorvete. b ) Qual propriedade coligativa esse experimento evidencia?

3. Em regiões muito quentes, costuma-se adicio-

nar etilenoglicol à água que passa pelo sistema de arrefecimentos dos veículos. Isso evita que a água entre em ebulição com facilidade, pois há aumento da sua temperatura de ebulição. Essa técnica de adição de etilenoglicol está relacionada a qual das propriedades coligativas citadas a seguir? Justifique sua resposta. Resposta: Alternativa c.

a ) Crioscopia.

c ) Ebulioscopia.

b ) Tonoscopia.

d ) Osmometria.

III ) Alguns minutos após temperar a salada de alface com sal, as folhas de alface murcharam. Quais propriedades coligativas justificam os itens I, II e III, respectivamente? Resposta: Alternativa e.

a ) Tonoscopia, ebulioscopia e osmose. b ) Osmose, crioscopia e tonoscopia. c ) Crioscopia, tonoscopia e osmose. d ) Osmose, ebulioscopia e crioscopia. e ) Osmose, ebulioscopia e osmose.

7. A dissociação total do cloreto de cálcio ​(​CaC𝓁​2​)​é representada pela seguinte equação:

​​CaC𝓁​ 2​​​(aq)​​→ ​​Ca​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​C𝓁​​ ​​(aq)​​ −

Calcule a concentração em quantidade de maté− ria dos íons ​​Ca​​ 2+​​(aq)​​ e ​​C𝓁​​ ​​(aq)​​ em uma solução de ​2,0 mol/L​de ​​CaC𝓁​ 2​​​(aq)​​.

7. Resposta: Com base na equação química conclui-se que a proporção estequiométrica dos participantes da reação é 1 : 1 : 2. Ou seja, − em uma solução de ​2,0 mol/L​formam-se ​2,0 mol/L​de ​​Ca​​ 2+​​(aq)​​ e ​4,0 mol/L​de ​​C𝓁​​ ​​(aq)​​.

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Respostas das questões 11 e 12 nas Orientações para o professor.

8. Em um laboratório de controle de qualidade de uma fábrica de açúcar, foram coletadas amostras em diferentes etapas da fabricação. Elas continham água e açúcar com concentrações diferentes e foram separadas em três béqueres. Os três recipientes foram submetidos a análises para obtenção das curvas de aquecimento de cada mistura, que são apresentadas no gráfico a seguir. Temperatura e pressão de vapor das soluções

B

C

Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

p0 pressão atmosférica p0

∆Te1 T0

∆Te2 T1

d ) a solução ao redor do alimento se torna hipertônica, impedindo que os microrganismos absorvam nutrientes essenciais do alimento.

10. Carlos está analisando o quadro nutricional de

um isotônico que costuma consumir após os treinos e anotou as seguintes informações. Composição nutricional do isotônico

Pressão A

c ) a solução ao redor do alimento se torna isotônica, impedindo a troca de água entre os microrganismos e o ambiente.

T2

Temperatura

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 579.

De acordo com as informações, escolha a alternativa correta. Resposta: Alternativa c. a ) A curva A se refere à solução mais concentrada em açúcar. b ) A curva B é referente a um sistema que apresenta apenas água. c ) A curva C se refere à solução mais concentrada em açúcar. d ) A curva A se refere à solução com maior temperatura de ebulição. e ) A curva C está relacionada à água sem açúcar.

9. Para conservar alimentos, é comum salgá-los ou

colocá-los em soluções concentradas de sal e vinagre, como no caso de conservas de vegetais de pepino e cebola em vinagre e temperos. Esse processo impede a proliferação de microrganismos, pois: Resposta: Alternativa b. a ) a solução ao redor do alimento se torna hipotônica, fazendo que os microrganismos absorvam água e se desidratem. b ) a solução ao redor do alimento se torna hipertônica, causando a saída de água das células dos microrganismos por osmose, levando à desidratação e à inativação deles.

Informação nutricional

Quantidade por porção de ​500 mL​

Valor energético

​100 kcal​

Carboidratos totais

​25 g​

Açúcares (glicose)

​6 g​

Sódio

​110 mg​

Com base nessas informações, qual é a concentração aproximada em ​mol / L​ de glicose e sódio no isotônico, respectivamente? Dados: ​massa molar do sódio ​= ​23 g / mol​ e ​glicose ​= ​180 g / mol​. a ) ​6,6 ​· ​1 ​0​3​mol / L​e ​9,6 ​· ​1 ​0​2​mol / L​.

b ) ​9,6 · 1 ​0​2​mol / L​e ​6, 5 ​· ​1 ​0​3​mol / L​.

c ) ​3,3 ​· ​1 ​0​−2​mol / L​e ​9,6 ​· ​1 ​0​−3​mol / L​.

d ) ​6,6 ​· ​1 ​0​−2​mol / L​e ​9,6 ​· ​1 ​0​−3​ mol / L​. Resposta:

Alternativa d. Resolução nas Orientações para o professor.

11. Para analisar o comportamento de algumas substâncias em aquecimento, um técnico em Química colocou para aquecer três béqueres. O primeiro contendo água, o segundo contendo uma mistura de quantidades iguais de água e glicerina (​ ​C​3​H​8​O​3​)​ e o terceiro apenas com glicerina. Ao chegar à temperatura de aproximadamente ​100 ° C​, apenas o líquido do primeiro béquer entrou em processo de ebulição. Represente as partículas dos três béqueres no início e quando o primeiro béquer atingiu ​100 ° C​.

12. Ao ajudar seu pai a preparar o almoço, Fernando

observou que ele havia colocado feijão para cozinhar dentro de uma panela de pressão, enquanto o arroz e a carne estavam sendo cozidos em panelas comuns. Fernando, então, perguntou a seu pai por que o feijão estava em uma panela de pressão. Apresente uma resposta que o pai de Fernando poderia dar ao filho, explicando as diferenças entre cozinhar um alimento em uma panela de pressão e em uma panela comum.

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Respostas das questões 13, 14 e 18 nas Orientações para o professor.

13. Para preparar uma salmoura e temperar uma car-

ne, um cozinheiro utilizou o padrão sugerido de​ 50 g​de sal para ​1 L​de água. A quantidade de carne que era preciso para ser temperada era grande e ele dispunha em sua cozinha de aproximadamente ​630 g​ de sal. Levando em consideração esses dados, calcule: a ) o volume de água necessário para dissolver​ 630 g​de sal. b ) a concentração molar da salmoura, considerando que ​M​NaC𝓁​​= ​58,44 g / mol​. c ) a concentração comum da salmoura final. d ) a quantidade de água que seria necessária para diluir a salmoura até ​0,5 mol / L​. Resoluções nas Orientações para o professor.

14. O quadro a seguir mostra a faixa de dosagem de essências em diferentes tipos de produtos em uma perfumaria. Classificação do produto de acordo com a quantidade de essência Produto

Faixa de dosagem em ​% ​(v / v) ​​

Perfume

20 a 30

Eau de Parfum

15 a 20

Eau de Toilette

5 a 15

Desodorante Colônia

3a5

Água Colônia

Até 3

a ) Em um frasco contendo ​70 mL​ de perfume, qual a quantidade máxima de essência presente? b ) Qual produto contém 2 ​ ,6 mL​de essência em um frasco de ​50 mL​da mistura? Resoluções nas Orientações para o professor.

15. A adição de fluoreto às águas de abastecimento

público é uma prática obrigatória para a promoção da saúde bucal, especialmente em crianças. Na estação de tratamento de um município, a água tratada fica com a concentração de fluoreto em ​5,0 ​· ​10​​−5​mol / L​. Um morador dessa cidade consome em média ​3 L​de água por dia. Ao fim de um dia, qual será a quantidade de massa ingerida de fluoreto? Massa molar do flúor: ​19 g/mol​. a ) ​1,085 g​ b ) ​1,95 mg​ c ) ​2,55 g/L​ d ) ​2,85 mg​ e ) ​0,285 g​

Resposta: Alternativa d. Resolução nas Orientações para o professor.

16. Aproveitar as propriedades coligativas que ocor-

rem a partir de adição de solutos a solventes pode ser uma prática muito comum no cotidiano de algumas pessoas. Leia a seguir algumas aplicações desses fenômenos: I ) Para cozinhar alguns alimentos de forma mais rápida, porém, sem utilizar uma panela de pressão, pode-se adicionar cloreto de sódio à água que será utilizada para o cozimento. II ) Em lugares de clima frio, é comum adicionar cloreto de sódio ou cloreto de magnésio nas estradas para evitar a formação de gelo. III ) Por meio da utilização de soluções em diferentes concentrações e membranas semipermeáveis, é possível controlar o fluxo de entrada e saída de moléculas e íons de determinados sistemas. Todos os fenômenos apresentados são explicados pelas propriedades coligativas. Identifique qual item a seguir contém essas propriedades na ordem apresentada. Resposta: Alternativa b. a ) Ebulioscopia, tonoscopia e ebulioscopia. b ) Ebulioscopia, crioscopia e osmose. c ) Crioscopia, tonoscopia e osmose. d ) Crioscopia, ebulioscopia e osmose. e ) Tonoscopia, osmose e crioscopia. 17. Uma estação de tratamento de água analisou uma amostra de água potável e encontrou uma concentração de ​2 ppm​ de flúor ​(F)​. Sendo a densidade da amostra ​1 g / mL​, isso significa que: a ) há ​2 g​de flúor em ​1 L​de água potável. b ) há ​2 mg​de flúor em ​1 L​de água potável. c ) há ​2 g​de flúor em ​1 mL​de água potável. d ) há ​2 mg​de flúor em ​1 mL​de água potável.

UNIDADE

3

Resposta: Alternativa b. Resolução nas Orientações para o professor.

18. As células vegetais têm uma estrutura chama-

da vacúolo central, responsável por armazenar água, nutrientes e outras substâncias. Quando essas células estão em ambientes com diferentes concentrações de água, podem ocorrer processos de osmose, em que a água se move através da membrana celular para equilibrar as concentrações dentro e fora da célula. Esse movimento pode causar alterações na forma e no funcionamento das células vegetais. Imagine que você está analisando ao microscópio células vegetais em diferentes soluções: uma solução hipotônica, uma isotônica e uma hipertônica. Represente como pode ser essa visualização através do microscópio. Além disso, faça uma pesquisa para explicar como isso acontece na natureza e quais são as consequências desses processos para a planta, sejam negativas ou positivas.

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CAPÍTULO

12

Quantidade e proporção de matéria GreenArt/Shutterstock.com

Cálculo estequiométrico Quando preparamos algum alimento, como um bolo, geralmente seguimos uma receita que apresenta as quantidades necessárias dos ingredientes para preparar determinada quantidade de porções. 1. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que dobraríamos a quantidade de porções de bolo pronto.

1. O que aconteceria se dobrássemos as quantidades de ingredientes? 2. O que aconteceria se fizéssemos o bolo apenas com a metade da quantidade de farinha indicada na receita?

2. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que o resultado não corresponderia à receita.

Bolo sendo preparado, com seus ingredientes sobre a mesa.

Nas reações químicas ocorre algo semelhante, pois as substâncias reagem e dão origem a produtos seguindo determinadas proporções. Para investigar como isso ocorre, vamos tomar como exemplo a fotossíntese, um dos processos relacionados ao ciclo do carbono. É por meio dessa reação que o carbono ​​(C)​​, presente na atmosfera na forma de dióxido de carbono ​​(​CO​2​​)​​, é absorvido novamente para participar da constituição dos seres vivos. Vamos retomar a reação geral da fotossíntese:

​ luz→​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​​+ ​​6 O​2​​​(g)​​ ​​6 CO​2​​​(g)​​+ ​​6 H​2​​O(​ 𝓁) ​ ⎯

Analisando a equação química, notamos que, para produzir uma molécula de glicose (​​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​)​​ por meio da fotossíntese, são necessárias seis moléculas de dióxido de carbono e seis moléculas de água (​​ ​H​2​​O)​​. Nessa reação ainda são produzidas seis moléculas de gás oxigênio (​​ ​O​2​​)​​. Além de obter energia dos açúcares, as plantas usam esse carbono absorvido para produzir outras moléculas, como carboidratos mais complexos (sacarose (​​ ​C​12​​​H​22​​​O​11​​)​​ e celulose ​​​(​C​6​​​H​10​​​O​5​​)​​ ​​​, por exemplo), amin noácidos e proteínas. 3. A celulose é usada para fabricar um produto muito comum. Qual é esse produto? Comente com os colegas.

Resposta: Espera-se que os estudantes citem, entre outros exemplos, o papel.

A sacarose é um carboidrato formado pela união de dois açúcares simples (monossacarídeos), a glicose e a frutose (​​ ​que têm a mesma fórmula molecular C​6​​​H​12​​​O​6​​)​​.

Mas quantas moléculas de dióxido de carbono absorvidas durante a fotossíntese são necessárias para produzir uma molécula de sacarose?

Como cada molécula de sacarose é composta de duas moléculas de monossacarídeo (glicose e frutose), temos: ​1 molécula de ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​ ​6 moléculas de ​CO​2​​​ ​x​

​2 moléculas de ​C​6​​​H​12​​​O​6​​  ∴ ​x = 12 moléculas de ​CO​2​​

Essa proporção vale para qualquer quantidade de moléculas de sacarose. Basta multiplicar o número de moléculas de sacarose por 12 para obter a quantidade necessária de moléculas de dióxido de carbono. Em Química, os cálculos proporcionais entre os reagentes e os produtos de uma reação química são chamados cálculos estequiométricos.

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A quantidade de componentes cuja massa pode ser medida com uma balança está associada ao conceito de mol. ​ ol​ é a quantidade de matéria de um sistema que apresenta número de unidaM ​​ ​C​​​)​​. des elementares igual ao número de átomos contidos em ​12 g​de carbono-12 ​​(12 No Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade de medida da grandeza denominada quantidade de matéria é o ​mol​.

UNIDADE

3 Dica Ao realizar os cálculos estequiométricos, considera-se que a proporção entre reagentes e produtos em uma reação química é dada em ​mol​.

Balanceamento das equações químicas Nas reações químicas, novas substâncias são formadas (produtos) por meio do rearranjo dos átomos dos reagentes. Dessa forma, antes e depois da reação química, a quantidade de átomos de cada elemento químico permanece constante. As equações químicas, que representam as transformações que ocorrem nas reações químicas, devem mostrar que houve a conservação dos átomos de todos os elementos químicos, assim como a conservação das massas, como estudamos no capítulo 10. Vamos considerar, novamente, a formação da água com os gases hidrogênio (​​ ​H​2​​)​​ e oxigênio. ​​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​​

Do lado dos reagentes, existem dois átomos de hidrogênio (​​ H)​​ e dois de oxigênio (​​ O)​​. Do lado dos produtos, também existem dois átomos de hidrogênio, mas há apenas um de oxigênio. Dessa forma, não ocorre a conservação do número de átomos e, portanto, das massas. Para que a massa de oxigênio seja conservada, são necessários dois átomos de oxigênio do lado dos produtos. Para fazer esse acerto, consideraremos a formação de duas moléculas de água na reação. ​​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​​

No entanto, surge agora um novo problema. A massa de hidrogênio não se conserva mais, pois há dois átomos de hidrogênio no reagente e quatro átomos de hidrogênio no produto. Faremos um acerto semelhante ao que fizemos com o oxigênio, acrescentando o número dois na frente da fórmula do gás hidrogênio: ​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​​

Dessa vez, as massas e as quantidades de átomos se conservam. Dizemos que essa equação química está balanceada. Os números que inserimos na frente das fórmulas para balancear a equação são chamados coeficientes estequiométricos. a) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os estudantes realizem pesquisas em fontes

Embora a água seja um recurso abundante na Terra, a maior parte dela (cerca de 97%) é salgada, inadequada ao consumo humano. Além disso, dos 3% de água doce, cerca de 2,34% encontram-se em geleiras, e o restante precisa passar por tratamento para ser utilizado. Ou seja, a água adequada para consumo é escassa. a ) Pesquise e converse com um colega a respeito da possibilidade e viabilidade de produzir água por meio da reação apresentada. Dialoguem também sobre o que podemos fazer em nosso cotidiano para utilizar a água de forma consciente, evitando o desperdício.

victor robaina de mattos/Shutterstock.com

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confiáveis e façam uma síntese das informações que obtiveram a respeito da possibilidade da produção de água a partir da reação apresentada a eles. Essa atividade incentiva-os a refletir sobre as atitudes que contribuem com o uso consciente da água, como desligar o chuveiro enquanto ensaboa o corpo, fechar a torneira enquanto escova os dentes etc.

Cataratas do Iguaçu, no município de Foz do Iguaçu (PR), em 2024.

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Esse processo para balancear as equações químicas é conhecido como método das tentativas. Ele pode ser usado para muitas reações, algumas delas bastante complexas. 4. Agora, com a ajuda do professor, aplique-o para balancear a equação química global da fotossíntese. ​​ luz→​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​​+ ​​O​2​​​(g)​​ ​​CO​2​​​(g)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ⎯

Dica Ao usar esse método, inicie o balanceamento escolhendo o elemento químico que apareça menos vezes nos reagentes e nos produtos.

Relação entre massas Os cálculos estequiométricos são muito utilizados para resolver problemas reais nas indústrias químicas. Como vimos, uma equação química balanceada nos fornece a proporção, em mol, entre os reagentes e os produtos. Mas como podemos obter essas proporções em unidades de massa? Afinal, não existem balanças que nos mostrem quantidades em mol. Para responder a essa pergunta, vamos relembrar o conceito de massa molar, visto no capítulo 5 da unidade 1. 4. Resposta: Pode-se iniciar pelo ​C​ou ​H​, pois cada um deles está presente em

Massa molar

apenas uma fórmula nos reagentes e produtos. Usando o ​C​, deve-se colocar o número 6 na frente do ​​CO​2​​​, pois cada glicose tem 6 carbonos. Em seguida, para o ​H​, são necessárias 6 moléculas de ​​H​2​​O​para que se tenha 12 átomos de ​H​nos reagentes. Para o oxigênio, como há 18 átomos nos reagentes e cada molécula de ​​O​2​​​ nos produtos tem 2 átomos, são necessárias 6 moléculas de ​​O​2​​​ para obter os 12 átomos que faltam.

Para compreender a massa molar, é necessário retomar os conceitos de massa atômica e de massa mo​ /12​da lecular. A massa atômica é a massa de um átomo medida em unidades (​​ u)​​. Cada unidade equivale a 1 massa de um átomo de carbono-12. As massas atômicas podem ser obtidas consultando a tabela periódica e, para obter a massa molecular de um composto, basta somar a massa dos átomos constituintes.

ATIVIDADES RESOLVIDAS R1. Calcule a massa molecular do dióxido de carbono. Resolução Consultando a tabela periódica, obtemos a massa do carbono, ​12 u​, e a massa do oxigênio, 1 ​ 6 u​. Para o ​​CO​2​​​, a massa molecular pode ser obtida por: (​​ 1 ​· ​12 u)​​+ (​​ 2 ​· ​16 u)​​= ​44 u​. Portanto, a massa molecular do ​​CO​2​​​ é de ​44 u​.

Por definição, ​1 mol​de moléculas de ​​CO​2​​​ equivale a ​6,02 ​· ​​10​​ 23​​ moléculas de ​​CO​2​​​. A massa contida em​ 1 mol​de unidades elementares de uma substância é chamada massa molar (​​ M)​​. A unidade de medida da massa molar é g ​ /mol​, no entanto, para calcular a massa molar, são usados os valores de massa atômica obtidos na tabela periódica, em ​u​. Portanto, a massa molar do ​​CO​2​​​ será ​44 g/mol​.

Cálculo das massas em uma reação química Na equação química global da fotossíntese, temos a seguinte proporção em massas. ​​6 CO​2​​​(g)​​+ ​​6 H​2​​O​(𝓁) ​  ⎯ ​ luz→​​  C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​​+ ​​6 O​2​​​(g)​​ ​ 264 g

108 g​

​180 g​

​192 g​

Dica A ausência de coeficiente equivale ao coeficiente 1.

Para determinar a massa em gramas de uma substância que participa de uma reação química, utilizando a equação balanceada, a massa molar da substância deve ser multiplicada pelo seu coeficiente. Portanto, as massas molares do ​​CO​2​​​, ​​H​2​​O​e ​​O​2​​​ foram multiplicadas por seis. Essa proporção das massas, que obedece à lei de Proust, não se altera. Utilizando esses valores podemos obter, por meio de cálculos proporcionais, as massas de reagentes e de produtos para qualquer situação desejada.

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UNIDADE

3 ATIVIDADES RESOLVIDAS R2. Leia o trecho do texto de divulgação científica a seguir.

Pesquisa mostra que cultura do trigo absorve mais ​​CO​2​​​ do que emite Pesquisa, conduzida pela Embrapa Trigo (RS) e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), comprovou que o trigo é capaz de sequestrar mais carbono do que emite para a atmosfera. Os cientistas observaram que durante o ciclo produtivo o trigo absorveu um total de 7 ​ 540 kg​ de dióxido de carbono​​ (​CO​2)​​ ​​ por hectare da atmosfera, neutralizando as emissões dos períodos de pousio (sem plantas de cobertura do solo ou cultura geradora de renda sob a forma de forragem ou produção de grãos) e garantindo a oferta líquida de ​1 850 kg​ de ​​CO​2​​​ por hectare. […] ANTUNES, Joseani M. Pesquisa mostra que cultura do trigo absorve mais ​​CO​2​​​ do que emite. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, 6 jun. 2023. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/81064143/ pesquisa-mostra-que-cultura-do-trigo-absorve-mais-co2-do-que-emite. Acesso em: 30 ago. 2024.

Considerando as informações do texto, qual é a quantidade de gás oxigênio formada pelo total de dióxido de carbono absorvido por hectare de uma plantação de trigo? Resolução Vamos utilizar a proporção entre as massas de ​​CO​2​​​ e ​​O​2​​​ na equação global da fotossíntese:

​​6 CO​2​​​(g)​​+ ​​6 H​2​​ O​(𝓁) ​   ⎯ ​ luz→​​C​6​​ ​H​12​​ ​O​6​​​(aq)​​+ ​​6 O​2​​​(g)​​

​264 g​ ​192 g​ Realizando o cálculo proporcional para a quantidade de ​7 540 kg​de ​​CO​2​​​, temos: ​264 g ​CO​2​​​ ​7 540 kg ​CO​2​​​

​192 g ​O​2​​​ ​x ∴ x ​≃ ​5 483,6 kg de ​O​2​​​

Assim, são liberados aproximadamente ​5,48 t​de gás oxigênio para a atmosfera. 5. Converse com um colega sobre a importância da conservação da vegetação nos ambientes. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que a vegetação contribui nos ciclos biogeoquímicos, nos regimes de chuvas, além de fornecer abrigo e alimento a muitos animais e proteger o solo.

Relação entre matéria e volume

Para compreender a relação entre matéria e volume, devemos conhecer a seguinte constatação de Amedeo Avogadro: volumes iguais de diferentes gases, na mesma temperatura e pressão, apresentam mesma quantidade de partículas (​​ 6,02 ​· ​​10​​ 23​)​​. Essa consideração deu origem ao conceito de volume molar.

Volume molar O volume molar é o volume ocupado por 1 mol de partículas de um gás, ou seja, 6 ​ ,02 ​· ​​10​​ 23​​ partículas desse material, em uma dada temperatura ​​(T)​​ e pressão (​​ P)​​. Os volumes das substâncias gasosas variam de acordo com a pressão e a temperatura em que se encontram. Em experimentos químicos, é comum trabalharmos em Condições Normais de Temperatura e Pressão (CNTP). Isto é, a temperatura normal é de ​0 ° C​(ou ​273,15 K​), e a pressão normal equivale a ​1 atm​ou​ 101 325 Pa​, equivalente à pressão ao nível do mar. O volume molar de um gás qualquer, nas CNTP, é aproximadamente igual a ​22,4 L​. Da mesma forma que os cálculos estequiométricos são utilizados para calcular a massa das substâncias, eles também podem ser utilizados para determinar os volumes para substâncias gasosas. Confira o exemplo na próxima página.

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ATIVIDADES RESOLVIDAS R3. Sabendo que 1 hectare de uma plantação de trigo absorveu 7​ 540 kg​de gás carbônico da atmosfera, qual é o volume de gás oxigênio nas CNTP, em litros, liberado por hectare na atmosfera? Resolução Vamos utilizar a proporção entre a massa de ​​CO​2​​​ e o volume de ​​O​2​​​ nas CNTP:

​​6 CO​2​​​(g)​​+ ​​6 H​2​​O(​ 𝓁) ​ ⎯ ​ luz→​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​​+ ​​6 O​2​​​(g)​​

​ 264 g​ ​6 ​· ​22,4 L ​= ​134,4 L​ Agora, montaremos o cálculo proporcional para a quantidade de ​7 540 kg​de ​​CO​2​​​: ​264 g ​CO​2​​​ ​7 540 000 g ​CO​2​​​

​134,4 L ​O​2​​​ ​​​x​ ​∴​​​x ​≃ ​3 838 545,4 L de ​O​2​​​

Assim, são liberados aproximadamente 3 ​ 838 545,4 L​de gás oxigênio para a atmosfera. Note que as massas de ​​CO​2​​​ devem ser expressas na mesma unidade.

Vincze Szabi/Shutterstock.com

6. A reação de pirólise do carbonato de cálcio (​ ​CaCO​3​)​produz óxido

de cálcio (​ CaO)​e dióxido de carbono. Essa reação já era conhecida na Roma antiga, de modo que a cal foi utilizada na construção dos limes, pequenas fronteiras do Império Romano. Atualmente, esse processo, conhecido como calcinação, pode ser utilizado em escala industrial para a produção de cal. De acordo com essa reação química, determine o volume de dióxido de carbono, nas CNTP, produzido com a decomposição de 4​ 50 g​de carbonato de cálcio. ​ Δ ​CaO​(s)​​+ ​​CO​2​​​(g)​​ ​​CaCO​3​​​(s)​⟶

Limes do Império Romano, na Romênia.

Resposta nas Orientações para o professor.

Fórmulas químicas As fórmulas que utilizamos para representar as substâncias nas equações químicas, como ​​CO​2​​​, ​​H​2​​O​, ​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​, são chamadas fórmulas moleculares. Nelas estão indicadas as quantidades de átomos de cada elemento químico que constitui cada substância. A fórmula mínima ou fórmula empírica fornece a proporção mínima, em números inteiros, dos átomos de cada elemento químico que constitui a substância. A fórmula mínima da glicose (​​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​)​​ é ​​CH​2​​O​, e é obtida dividindo todos os índices da fórmula por 6. As fórmulas ​​CO​2​​​ e ​​H​2​​ O​também são fórmulas mínimas, pois não é possível simplificar seus índices. A fórmula percentual ou centesimal fornece a porcentagem (%), em massa, de cada elemento químico da substância. Confira como é obtida a fórmula percentual da glicose. Primeiramente, a massa molar da glicose é calculada da seguinte forma: Carbono: ​6 ​· ​12 g/mol ​= ​72 g/mol​ Hidrogênio: ​12 ​· ​1 g/mol ​= ​12 g/mol​ Oxigênio: ​6 ​· ​16 g/mol ​= ​96 g/mol​

​Massa molar ​(​C​6​​​H​12​​​O​6​​)​​= ​6 ​· ​12 g/mol + 12 ​· ​1 g/mol + 6 ​· ​16 g/mol = 180 g/mol​ A porcentagem de cada elemento químico pode ser obtida por meio dos seguintes cálculos. 96 72 12 ​H​​: _ ​​ ​​· ​100 % ​≃ ​6,7%​ ​O​: _ ​​ ​​· ​100 %  ​≃ ​53,3%​ ​C​​: _ ​​ ​​· ​100 % ​= ​40,0%​ 180 180 180 Portanto, a fórmula percentual da glicose é ​​C​40,0%​​ ​H​6,7%​​​ O​53,3%​​​.

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3 UNIDADE

1. a) Resposta: ​​Fe​2​​​O​3​​​(s)​​+ ​3 C​(s)​​→ ​2 Fe​(s)​​+ ​3 CO​(g)​​ NÃO ESCREVA 1. b) Resposta: ​2 A𝓁​(s)​​+ ​3 C​𝓁​ 2​​​(g)​​→ ​2 A𝓁C​𝓁​ 3​​​(s)​​ NO LIVRO. 2. Resposta: Como a equação balanceada é ​2 ​KC𝓁O​3​​​(s)​​→ ​ → 2 KC𝓁​(s)​​+ ​3 ​O​2​​​(g)​​, a massa molar do ​KC𝓁​ deve ser Respostas e resoluções das questões 3 e 6 nas Orientações para o professor. multiplicada por cinco: ​74,55 g ​· ​​mol​​ −1​​· ​5 mol ​= ​372,75 g​.

ATIVIDADES

1. Faça o balanceamento das equações químicas a seguir.

a ) ​Fe​2​O​3​(s)​​+ ​C(​ s)​​→ ​Fe​(s)​​+ ​CO​(g)​.

b ) ​A𝓁​(s)​​+ ​C​𝓁​2​(g)​​→ ​A𝓁C ​𝓁​3​(s)​.

c ) ​SO​2​(g)​​+ ​NaOH​(aq)​​→ ​Na​2​SO​3​(s)​​+ ​H​2​O​(𝓁)​.

Resposta: ​​SO​2​​​(g)​​+ ​2 NaOH​(aq)​​→ ​​Na​2​​​SO​3​​​(s)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁) ​​

2. O clorato de potássio ​(KC𝓁​O​3​)​,​ por decomposi-

ção térmica, forma o cloreto de potássio (​ KC𝓁)​e o gás oxigênio. Qual é a massa máxima de cloreto de potássio formada com a decomposição de​ 5 mol​de clorato de potássio? Consulte os dados necessários na tabela periódica.

3. Em 2024, o vulcão Ruang entrou em erupção, espalhando cinzas e gases na atmosfera. Além disso, com a erupção, mais de 12 mil pessoas que viviam próximo ao vulcão tiveram que ser evacuadas da região.

d ) Considere uma amostra contendo ​256 g​ de dióxido de enxofre a 0 ​ °C​ e 1 ​ atm​. Qual é a quantidade de matéria, em mols, da amostra? e ) Com os dados e as mesmas condições do item anterior, qual é o volume, em litros, dessa amostra?

4. A hidrazina é um combustível de foguetes e apresenta a seguinte composição percentual, em massa, de cada elemento químico. • Nitrogênio ​​(N)​​: 87,5%.

• Hidrogênio ​​(H)​​: 12,5%. Sobre essa substância, é correto afirmar que: a ) em ​10 g​de hidrazina, há 8 ​ 7,5 g​de nitrogênio e ​12,5 g​de hidrogênio. b ) na hidrazina, a relação entre as quantidades de matéria de nitrogênio e de hidrogênio é de ​2 : ​1​.

FannyAlbert/Shutterstock.com

c ) na hidrazina, a relação entre as quantidades de matéria de nitrogênio e de hidrogênio é de ​6,25 : 12,5​. 87,5 12,5 Resposta: Alternativa c. ​N: _ ​ ​​= ​6,25​. ​H: _ ​ ​​= ​12,5​. 14,0 1,0

5. Hidrocarbonetos são compostos que, ao sofrerem combustão completa (reação com gás oxigênio), formam ​CO​2​e ​H​2​O​. Analise a seguir a equação incompleta da combustão de um hidrocarboneto linear saturado e responda ao que se pede. ​ ​O​2​​ → 6 ​CO​2​​ + 7 ​H​2​​O​ ​​C​■​​ ​H​■​​ ​+ ■ Complete a equação química e escreva o nome 19 ​​ ​​O​2​​ ​→ do hidrocarboneto. 5. Resposta: ​​C​6​​ ​H​14​​ ​+ _ 2

→ ​6 ​CO​2​​ ​+ ​7 ​H​2​​O​. O nome do hidrocarboneto é hexano.

6. A cafeína (​​C​8​H​10​N​4​O​2​) é componente de diversos

Vulcão Ruang em erupção, em Siau Tagulandang Biaro, na Indonésia, em 2024.

O vulcão pode ser uma fonte natural de dióxido de enxofre (​​ ​SO​2​​)​​, um gás tóxico. Sobre as informações apresentadas, responda os itens a seguir. a ) Explique o que é o vulcanismo. Se necessário, realize uma pesquisa. b ) Determine a massa molecular do ​​SO​2​​​. c ) Determine a massa molar do ​​SO​2​​​.

tipos de alimentos e bebidas, como chocolate quente, chá mate ou chá preto, além do próprio café. Entretanto, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um adulto não deve consumir mais do que ​400 mg​de cafeína diariamente (o equivalente a quatro xícaras de café). a ) Sabendo que uma porção de ​28 g​ de chocolate contém ​12 mg​ de cafeína, quantos gramas desse chocolate um adulto pode ingerir para não ultrapassar o limite máximo de cafeína, caso ele já tenha consumido duas xícaras de café? b ) Qual número de mols equivale à quantidade máxima de cafeína que pode ser ingerida?

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Rendimento das reações químicas

O nitrogênio gasoso (​​ ​N​2​​)​​ é o gás mais abundante da atmosfera. Cerca de 78% do ar é composto desse gás. Além disso, o nitrogênio é um elemento químico essencial para os seres vivos, pois participa da composição dos aminoácidos e das proteínas. No entanto, a maioria dos seres vivos não consegue absorvê-lo diretamente do ar. Um dos processos que possibilita a entrada do nitrogênio na cadeia alimentar é a sua transformação em amônia (​​ ​NH​3​​)​​, que ocorre pela ação de microrganismos presentes no solo, na água ou em raízes que contenham a enzima nitrogenase. No solo, a amônia pode formar íons amônio (​​ ​​NH​4​​​​ +)​​​, − + em razão da presença de íons hidrônio (​​ ​H​3​​​O​​ ​)​​ e íons nitrato (​​ ​​NO​3​​​​ ​)​​, pela ação de outros microrganismos. Essas duas formas do nitrogênio podem ser absorvidas pelas plantas e transferidas aos animais por meio da cadeia alimentar. O aumento no uso de fertilizantes, no início do século XX, provocou insuficiência da produção natural de amônia à demanda. Em 1909, o químico alemão Fritz Haber (1868-1934) propôs um processo de obtenção da amônia com o nitrogênio atmosférico, por meio da seguinte reação: ​​N​2​​​(g)​​+ ​3 ​H​2​​​(g)​​→ ​2 ​NH​3​​​(g)​​ Nos anos posteriores, esse processo foi aperfeiçoado por outro químico alemão, chamado Carl Bosch (1874-1940). Por essa razão, esse processo é conhecido como síntese de Haber-Bosch e até hoje é o meio mais usado para a produção industrial da amônia. Por essas descobertas, Fritz Haber ganhou o prêmio Nobel de Química em 1918 e Carl Bosch, em 1931.

Criniger kolio/Shutterstock.com

A amônia tem diversas aplicações industriais, como a fabricação de fertilizantes, plásticos e detergentes.

Pessoa adubando uma planta com fertilizante feito de amônia.

Entre outros fatores, Bosch modificou as condições da reação, como pressão e temperatura, para aumentar seu rendimento. Na prática, os reagentes de uma reação química não são totalmente convertidos em produtos. A porcentagem de reagentes convertida em produtos é o rendimento da reação. Nos cálculos estequiométricos, pode-se calcular tanto as quantidades de produtos levando em conta o rendimento da reação quanto o rendimento da reação com base na quantidade de produto obtido. Vamos considerar que, no processo de produção da amônia, o rendimento da reação seja de 60%. Qual será a quantidade de amônia obtida ao reagirmos ​280 kg​de gás nitrogênio? Inicialmente, precisamos escrever a equação química balanceada e, por meio das massas molares, determinar a massa dos componentes em questão. ​​N​2​​​(g)​​+ ​3 ​H​2​​​(g)​​→ ​2 ​NH​3​​​(g)​​

​28 g​

​34 g​

Em seguida, calculamos a quantidade obtida de amônia considerando que todo o gás nitrogênio será convertido. Isso equivale a uma reação cujo rendimento é de 100%. ​28 g ​N​2​​​ ​280 kg ​N​2​​​

​34 g ​NH​3​​​ ​x ∴ x ​= ​340 kg de ​NH​3​​​

Se o rendimento for de 60%, significa que serão obtidos 60% da massa calculada. 60 _ ​​· ​340 ​kg ​= ​204 kg de NH​3​​​ ​​ 100 Assim, com ​280 kg​de ​​N​2​​​ são obtidos ​204 kg​de ​​NH​3​​​.

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Agora, vamos considerar que, em diferentes condições de operação dos equipamentos, ainda não seja conhecido o rendimento da reação de produção industrial da amônia. Uma análise em laboratório revelou que, para cada ​5 g​de gás nitrogênio utilizados, foram obtidos ​4 g​de amônia. Qual é o rendimento da reação nessas condições?

UNIDADE

3

Precisamos calcular, novamente, a quantidade de amônia obtida para a situação em que o rendimento seja de 100%. ​​N​2​​​(g)​​+ ​3 ​H​2​​​(g)​​→ ​2 ​NH​3​​​(g)​​ ​28 g ​  N​2​​​

​34 g ​NH​3​​​

​5 g ​  N​2​​​

​x ∴ ​x ​≃ ​6,1 g de ​NH​3​​​

Podemos calcular o rendimento da seguinte maneira. ​6,1 g ​NH​3​​​ ​4 g ​NH​3​​​

​100% de rendimento​ ​x ∴ x​ ​≃ ​65,6% de rendimento​

Assim, nessas condições de operação, o rendimento da reação é de aproximadamente 65,6%.

ODS: Os Objetivos de Desenvolvimento

A amônia é matéria-prima para a produção de fertilizantes. No entanto, para produzi-la, usa-se hidrogênio oriundo do gás natural, que resulta na emissão de grande quantidade de dióxido de carbono. Uma alternativa sustentável é a produção e utilização da amônia verde, que consiste em usar o gás hidrogênio obtido pela eletrólise da água, utilizando fontes de energia renováveis. A produção da amônia verde pode contribuir com alguns Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030:

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 9.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12.

Reagente limitante e em excesso O gás nitrogênio utilizado no processo de produção da amônia é proveniente do ar atmosférico, portanto, ele tem um custo baixo, pois basta filtrar o ar atmosférico e comprimi-lo para usá-lo. Já o gás hidrogênio é adquirido por processos industriais e tem um custo associado a esse fator, por isso deve ser utilizado com a menor perda possível. Em uma reação química, quando o intuito é forçar a reação de todos os reagentes para formar o produto, um dos reagentes é adicionado em excesso, isto é, em quantidade acima daquela necessária, seguindo a proporção estequiométrica. Na produção da amônia, por exemplo, o gás nitrogênio é adicionado em excesso, provocando a reação de maior quantidade de gás hidrogênio possível e, consequentemente, a conversão em produto de uma maior quantidade de reagentes. O reagente totalmente consumido na reação é chamado reagente limitante, pois, como será totalmente consumido, seu esgotamento limita a continuidade da reação. O reagente colocado em quantidade acima da proporção estequiométrica é chamado reagente em excesso. Imagine que em uma fábrica de amônia pretende-se produzir duas toneladas desse material e que as condições utilizadas permitem a ocorrência da reação com 100% de rendimento. Para determinar a quantidade do reagente limitante e a quantidade mínima do reagente em excesso, devemos, inicialmente, calcular a quantidade de reagentes necessária como se não houvesse excesso de reagentes. Para obter duas toneladas de amônia, temos os seguintes cálculos.

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​​N​2​​​(g)​​+ ​3 ​H​2​​​(g)​​→ ​2 ​NH​3​​​(g)​​ ​28 g ​N​2​​​ ​x​

​​N​2​​​(g)​​+ ​3 ​H​2​​​(g)​​→ ​2 ​NH​3​​​(g)​​ ​6 g ​H​2​​​

​34 g ​NH​3​​​

x

​2 t N ​ H​3​​​

​x ​≃ ​1,65 t de ​N​2​​​

​34 g ​NH​3​​​ ​2 t ​NH​3​​​

​x ​≃ ​0,35 t de ​H​2​​​

Assim, o reagente limitante será o gás hidrogênio, utilizando 0 ​ ,35 t​, e o reagente em excesso será o gás nitrogênio, sendo necessário usar uma quantidade maior ou igual a ​1,65 t​para garantir que as duas toneladas de amônia sejam formadas. Outra situação envolvendo reagentes em excesso ocorre em combinações de quantidades aleatórias de reagentes, fora da proporção estequiométrica, com o intuito de obter determinada quantidade de produto. Por exemplo, na reação de formação da água com gases hidrogênio e oxigênio, foram misturados 2 ​ 0 kg​ de ​​H​2​​​ e ​100 kg​de ​​O​2​​​. Qual dos reagentes foi adicionado em excesso e qual foi a quantidade de água obtida? Nesse caso, o primeiro passo é descobrir qual dos reagentes está em excesso. Não podemos usar o reagente em excesso para calcular a quantidade de produto, pois nem toda a massa dessa substância reagirá. Para a reação de formação da água, temos:

​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​​

​ 4 g​ ​32 g​ ​36 g​ Podemos identificar, pela proporção estequiométrica, que a quantidade em massa de gás oxigênio deve ser equivalente a oito vezes a quantidade de gás hidrogênio. Portanto, para 2 ​ 0 kg​de ​​H​2​​​ seriam necessários​ 160 kg​de ​​O​2​​​. Como foram misturados ​100 kg​de ​​O​2​​​, este é o reagente limitante, pois está abaixo da quantidade necessária para reagir com todo o ​​H​2​​​. Logo, o gás hidrogênio está em excesso. Vamos calcular o excesso de gás hidrogênio. Para isso, calcularemos qual seria a quantidade desse gás na proporção estequiométrica para reagir com ​100 kg​de ​​O​2​​​. ​4 g ​H​2​​​ ​x​

​32 g ​O​2​​​ ​100 kg ​O​2​​  ∴ x ​= ​12,5 kg de ​H​2​​​

Assim, o excesso de ​​H​2​​​ será: ​20 kg ​− ​12,5 kg ​= ​7,5 kg​. Para calcular a quantidade de água obtida, pode-se usar a quantidade dada de ​​O​2​​​ ou a quantidade de ​​H​2​​​, desde que seja descontado o excesso. Vamos fazer o cálculo utilizando a quantidade estequiométrica de ​​H​2​​​: ​4 g ​H​2​​​ ​12,5 kg ​H​2​

​36 g ​H​2​O​ ​x ∴ x ​= ​112,5 kg de ​H​2​O​

Logo, a quantidade de água obtida é de ​112,5 kg​.

Kaca Skokanova/Shutterstock.com

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Ao contrário do petróleo, o combustível hidrogênio não é encontrado diretamente na natureza, pois esse elemento químico está, geralmente, associado a outros. Dessa forma, são necessários alguns processos para obtê-lo. Uma vantagem do combustível hidrogênio é a possibilidade de obter energia elétrica por meio de células de hidrogênio, nas quais ocorrem reações químicas contendo somente água como produto. a ) Converse com um colega a respeito das possibilidades de uso das células de hidrogênio e das principais dificuldades enfrentadas ao usá-las em larga escala. Se necessário, façam uma pesquisa.

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Pesquisa com célula de hidrogênio em laboratório.

Resposta: Espera-se que os estudantes citem o uso em veículos como carros, caminhões e ônibus, maquinários como empilhadeiras, pequenos geradores elétricos que podem atender a indústrias e residências, entre outras aplicações. Entre as principais dificuldades para uso em larga escala estão a obtenção do hidrogênio de forma eficaz, o transporte e a distribuição desse combustível.

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UNIDADE

3 Em muitos processos industriais emprega-se o mesmo artifício usado na produção da amônia e, mesmo que um reagente tenha baixo custo, após a reação ele é separado do produto, purificado e reutilizado.

Pureza dos reagentes

7. Resposta: O objetivo desta questão é aproximar o conteúdo do cotidiano dos estudantes. Incentive a troca de informações entre eles acerca do termo quilate e verifique se o relacionam à pureza de metais, como o ouro. Geralmente, esse termo é utilizado no mercado de joias.

Skylines/ Shutterstock.com

7. Você já ouviu o termo quilate? Para você, o que ele significa? Professor, professora: Explique aos estudantes que não é possível obter ouro completamente puro. Dessa forma, o ouro 24 quilates corresponde ao ouro com 99,9% de pureza.

No ramo das joias, o termo quilate é uma grandeza que informa a pureza do metal usado na fabricação delas. Convencionou-se que um objeto feito com Anel de ouro. ouro ​​(Au)​​ puro apresenta 24 quilates. Em muitos processos industriais, o material de partida não é totalmente puro. Esse tipo de problema é frequente na obtenção de metais oriundos de seus minérios. Para calcular corretamente as quantidades estequiométricas dos reagentes, as amostras do minério são analisadas no laboratório a fim de conhecer a porcentagem de impurezas contida na matéria-prima. Confira a seguir como fazer cálculos envolvendo reagentes que não são puros.

R4. Um dos processos para obter ferro ​(Fe)​é feito por meio da hematita, um minério que apresenta 80% de óxido de ferro(III) (​ ​Fe​2​O​3​)​. A equação química da reação desse processo é: ​​Fe​2​​​O​3​​​(s)​​+ ​3 C​(s)​ ⎯ ​ Δ →​ 2 Fe​(s)​​+ ​3 CO​(g)​​

Qual será a massa de ferro metálico obtida no processamento de ​1 t​ desse minério?

Hematita em estado bruto.

mitsuap/Shutterstock.com

ATIVIDADES RESOLVIDAS

Resolução Como o minério contém 80% de ​​Fe​2​​​O​3​​​, apenas essa parcela sofrerá reação. 80 _ ​​· ​1 t ​= ​0,8 t​ ​​ 100 Agora, devemos fazer o cálculo estequiométrico usando as massas molares das substâncias envolvidas.

​160 g ​Fe​2​​​O​3​​​

​112 g Fe​

​0,8 t ​Fe​2​​​O​3​​​

​x ∴ x ​= ​0,56 t de Fe​​​

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Na indústria farmacêutica é comumente necessário que os reagentes utilizados nos processos de fabricação de medicamentos tenham alto grau de pureza. a ) Converse com um colega sobre a importância desses cuidados. Resposta: Espera-se que, durante a conversa, os

estudantes comentem que a presença de impurezas nos materiais usados na fabricação dos medicamentos pode resultar na atuação ineficaz dos princípios ativos do medicamento ou, até mesmo, trazer riscos à saúde do paciente que as ingeriu.

Dmitry Kalinovsky/Shutterstock.com

Assim, será obtida ​0,56 t​de ​Fe​, que equivale a ​560 kg​de ferro metálico.

Farmacêutica atuando em uma indústria de medicamentos, nos Estados Unidos, em 2019.

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CONEXÕES com ... HISTÓRIA

Fritz Haber, entre o Nobel e a guerra O século XX foi um período de grandes descobertas científicas e inovações tecnológicas na área da Química. Ainda nas primeiras décadas, a radioatividade foi descoberta e novos modelos atômicos foram propostos. A indústria de materiais se revolucionou com o processo de síntese de polímeros e, com o desenvolvimento de novos medicamentos, ocorreram grandes avanços na área da Medicina. Contudo, essa época foi profundamente marcada pela destruição causada pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que afetou as estruturas produtivas e sociais da Europa pelos anos seguintes. Nesse contexto, o uso de armas químicas se difundiu, chocando o mundo com seu poder de destruição em larga escala. Para a produção dessas armas, um composto químico era fundamental: a amônia. Como visto anteriormente, os químicos Fritz Haber e Carl Bosch desenvolveram um método para síntese industrial da amônia com alto rendimento.

Apesar de grande cientista, Haber era uma pessoa controversa. Ele participou ativamente do exército alemão ao longo da Primeira Guerra Mundial e coordenou o primeiro ataque com gás de cloro aos soldados das tropas aliadas em 1915, na Bélgica. Devido a essas ações, foi acusado de crime internacional de guerra. Ao final desse período, Haber voltou a trabalhar com pesquisas em laboratório até ser exilado pelo governo nazista, em 1933. De ascendência judaica, ele foi poupado da morte pelas suas contribuições ao governo alemão durante Rótulos de latas dos produtos usados em campo a Primeira Guerra, mas foi obrigado a deixar o país e de concentração de Dachau, na Alemanha. morreu em 1934. Ironicamente, outro produto desenvolvido por Haber para combater piolhos e outras pragas foi utilizado, após sua morte, nas câmaras de gás de Auschwitz, em um dos maiores genocídios já cometidos pela humanidade.

Autor desconhecido. 1946. Museu Memorial do Holocausto, Colúmbia, EUA

Essa descoberta foi considerada revolucionária na medida em que permitiria um aumento da produção de fertilizantes nitrogenados em larga escala, aumentando os cultivos agrícolas e podendo combater a fome no mundo. Por ela, Haber recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1918. No entanto, essa premiação gerou protestos na época e ainda gera discussão, pois, além de contribuir com as atividades agrícolas, a amônia sintética potencializou a indústria armamentista.

Apesar do uso de armas químicas de guerra ser proibido pelo Protocolo de Genebra em 1925, somente em 1992 foi adotada a Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas (CPAQ) da Organização das Nações Unidas (ONU). Por meio da CPAQ, os países signatários têm seu cumprimento do Protocolo verificado. A história de Fritz Haber revela a Ciência como um produto humano, não sendo, pois, imparcial. Logo, as consequências do seu uso podem ser tanto positivas quanto negativas, a depender da intencionalidade de quem a utiliza ou desenvolve. A descoberta da síntese da amônia demonstra o potencial da Química para transformar o mundo, mas também alerta para a importância de usar esse conhecimento de forma responsável. a ) Como podemos afirmar que uma descoberta científica é boa ou ruim? Argumente. b ) O que a história de Fritz Haber evidencia sobre a importância da ética na Ciência? c ) Como as descobertas científicas refletem o período histórico em que foram produzidas e como seu uso impacta a sociedade desse período? Respostas nas Orientações para o professor.

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UNIDADE

3

Química Verde Projetar reações com os melhores rendimentos e quantidades adequadas de reagentes para evitar desperdício é essencial para os processos industriais. Isso garante um desenvolvimento sustentável e minimiza os impactos ambientais associados à indústria química. O ramo da Química que se encarrega de analisar e planejar o processo com redução de impactos ambientais e economia de materiais é a Química Verde. Ela surgiu no contexto de uma crescente atenção aos problemas de poluição química e esgotamento de recursos, no começo dos anos 1990, nos Estados Unidos. A Química Verde tem como principais objetivos as reduções de resíduos, do consumo de energia e do consumo de recursos, bem como o uso de fontes renováveis de maneira ideal. Para tanto, a Química Verde segue 12 princípios. 1º. Prevenção: melhor prevenir do que tratar ou remediar a formação de resíduo. 2º. Economia atômica: foco em metodologias sintéticas que maximizem o uso de todos os materiais e em todas as etapas. 3º. Redução de toxicidade: priorizar metodologias que usam e produzem substâncias que não apresentem toxicidade, seja para seres humanos, seja para o meio ambiente. 4º. Desenvolvimento de produtos seguros e eficientes: as funções de produtos devem ser mantidas, mas com toxicidade reduzida. 5º. Solventes seguros: eliminar ou tornar seguros solventes e outros auxiliares de reação. 6º. Otimização do uso de energia: identificar a relação das necessidades energéticas nos processos químicos com os impactos ambientais e econômicos, reduzindo-os. Os processos devem ser feitos em temperatura e pressão ambientes para minimizar o consumo de energia. 7º. Uso de matérias-primas de fontes renováveis: priorizar matérias que não se esgotem e que sejam renováveis, sempre que praticável técnica e economicamente. 8º. Evitar derivações desnecessárias: esses produtos devem ser evitados nos processos químicos e físicos, pois essas etapas vão usar mais reagentes e podem gerar mais resíduos.

ODS: Os Objetivos de Desenvolvimento

9º. Desenvolvimento e uso de catalisadores: são substâncias que aumentam a velocidade das reações, o que é favorável para uma reação consumir menos energia. 10º. Desenvolvimento de produtos degradáveis após o término de vida útil: elaboração de produtos que se decomponham sem danos ao meio ambiente. 11º. Monitoramento/controle de processos em tempo real: análises químicas devem ser feitas favorecendo a identificação prévia da formação de subprodutos perigosos.

A Química Verde promove o desenvolvimento de processos que visam reduzir o impacto ambiental e melhoram a eficiência dos recursos. Com isso, as empresas adotam um caráter competitivo, contribuindo para um crescimento econômico mais sólido e inclusivo. Essas ações estão de acordo com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 da Agenda 2030 da ONU: Trabalho decente e crescimento econômico. A Química Verde também incentiva a pesquisa e o desenvolvimento de novos materiais e processos ambientalmente amigáveis, impulsionando a criação de novas tecnologias e processos, o que se alinha ao Objetivo 9: Indústria, inovação e infraestrutura.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8. ODS: Os Objetivos de Desenvolvimento

12º. Química segura para prevenção de acidentes: a escolha das substâncias e de como são usadas nos processos químicos deve considerar a redução da possibilidade de acidentes químicos, como explosões, incêndios e vazamentos.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 9.

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PRÁTICA CIENTÍFICA Quantidade de matéria Por dentro do contexto Jorge Royan/Alamy/Fotoarena

“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Essa frase é atribuída ao francês Lavoisier, que viveu no século XVIII e foi responsável por descobertas importantes no estudo da Química, como a composição da água. Mas, afinal, o que essa frase quer dizer? Tal frase corresponde ao resumo de um pequeno trecho do livro Tratado elementar de Química, publicado por Lavoisier em 1789. O autor queria dizer que as substâncias não podem simplesmente, sumir ou aparecer dentro de reações químicas. Isto é, em sistemas fechados, as massas se conservam. Ele pôde provar suas teorias usando as balanças mais precisas disponíveis em sua época. Formule uma hipótese indicando a atual importância das ideias de Lavoisier – as quais envolvem a quantificação de reagentes e produtos – para os processos químicos desenvolvidos por algumas indústrias, como a de cosméticos. Resposta nas Orientações para o professor.

Balança usada por Lavoisier em seus experimentos no laboratório.

Materiais

• ​5 g​de bicarbonato de sódio

• balança

• 2 garrafas PET de ​600 mL​ transparentes • balão de festa

• colher de chá

• ​180 mL​de vinagre

Como proceder Procedimento 1

• papel-manteiga para pesagem • funil • copo medidor

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

A. Meça ​90 mL​de vinagre usando o copo medidor. B. Usando a balança, verifique e anote a massa da garrafa PET. Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

C. Transfira o vinagre do copo medidor para a garrafa PET. D. Coloque a garrafa com o vinagre sobre a balança e anote o valor registrado. E. Subtraia o valor encontrado na balança no procedimento anterior pelo valor da massa da garrafa PET, do procedimento B. Anote o resultado. F. Usando a balança, meça ​5 g​ de bicarbonato de sódio sobre o papel manteiga. G. Acrescente o bicarbonato ao vinagre e verifique o que acontece. Em seguida, pese o sistema na balança, subtraia a massa da garrafa e registre o resultado.

Imagem referente à etapa C.

244

08/11/2024 17:14:38


H. Usando o copo medidor, meça ​90 mL​de vinagre novamente.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

I. Coloque os seguintes elementos, um de cada vez, na balança e anote suas massas: garrafa PET,​ 5 g​de bicarbonato de sódio e balão. J. Transfira o vinagre para a garrafa PET usada na etapa anterior. K. Com o auxílio do funil, transfira cuidadosamente com a colher o bicarbonato de sódio para o balão de festa. Certifique-se de ter encaixado bem o balão para que ele não se solte do funil ao acrescentar o bicarbonato de sódio.

bicarbonato de sódio

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Procedimento 2

UNIDADE

3

funil

balão

L. Acople o balão no gargalo da garrafa PET de modo que o material sólido não entre na garrafa.

Imagem referente à etapa K.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

M. Coloque a montagem sobre a balança e anote sua massa. Desse valor, subtraia a massa da garrafa PET e a massa do balão identificadas no procedimento I, anotando o resultado. N. Despeje o conteúdo do balão no interior da garrafa e observe o que acontece com o conteúdo da garrafa e o balão. O. Após alguns segundos, confira o valor indicado no visor da balança. Desse valor, subtraia a massa da garrafa PET e a massa do balão identificadas no procedimento I. Imagem referente à etapa M.

Análise e divulgação Respostas e resoluções nas

Orientações para o professor.

1. Qual evidência permite afirmar que ocorreu uma reação química durante o procedimento G? 2. Qual é a equação química da reação que ocorre no experimento? 3. A somatória dos valores encontrados nos procedimentos E e F é igual ao valor encontrado em G ao final da reação? Formule uma hipótese para explicar os valores.

4. Qual alteração pode ser verificada no balão ao final do procedimento N? 5. Há diferenças entre os valores registrados pela balança nos procedimentos M e O? Justifique sua resposta. 6. Quais são a massa e a quantidade de matéria em mol de dióxido de carbono produzidos com 5​ g​de hidrogenocarbonato de sódio?

7. Quais seriam a massa e a quantidade de matéria em mol de dióxido de carbono produzidos caso utilizássemos ​10 g​de hidrogenocarbonato de sódio?

8. Registre cada etapa do experimento por meio de desenhos, fotografias ou vídeos curtos e elabore uma legenda para cada uma delas, explicitando o passo a passo. Divulgue o material criado em uma rede social. Não se esqueça de indicar na legenda geral do post o objetivo dessa prática: aplicar os conhecimentos apreendidos em estequiometria.

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1. Resposta: O reagente limitante é o nitrogênio, pois ​11,2 ​m​​ 3​​ de ​​N​2​​​ disponíveis requerem ​33,6 ​m​​ 3​​ de ​​H​2​​​, que está em excesso. Pela estequiometria, 1 volume de ​​ N​2​​​ produz 2 volumes de amônia. Assim, com ​11,2 ​m​​ 3​​ de ​​N​2​​​, serão produzidos ​22,4 ​m​​ 3​​ de amônia nas CNTP.

ATIVIDADES

1. Observe a reação da síntese da amônia.

Massa dos produtos de acordo com os dias

​3 ​H​2​​​(g)​​+ ​​N​2​​​(g)​   ⎯ ​ catalisador ⟶​2 ​NH​3​​​(g)​​

Dias

Produto A ​​(g)​​

Produto B ​​(g)​​

1

101,50

101,30

Nas condições normais de temperatura e pressão (CNTP), para produzir ​44,8 L​ de amônia, necessitam-se de ​67,2 L​de gás hidrogênio e 2 ​ 2,4 L​ de gás nitrogênio. Considere que uma indústria química disponha de ​50,0 ​m​​3​​ de gás hidrogênio e ​11,2 ​m​​ 3​​ de gás nitrogênio. Qual será o volume máximo de amônia produzido nas CNTP?

2

102,25

101,69

3

103,38

102,20

4

105,06

102,86

5

107,60

103,71

6

110,40

104,83

7

117,09

106,27

2. Sobre o quilate, responda às seguintes questões. a ) Qual seria a proporção de pureza do ouro se o material tivesse 18 quilates? b ) Considere um anel de ouro de 18 quilates com massa de ​1,5 g​. Determine os valores de massa e a quantidade de matéria em mol do ouro nesse anel.

3. Um dos processos na indústria metalúrgica para obter ferro pode ser descrito da seguinte forma:

​FeO​(s)​​+ ​CO​(g)​ ⎯ ​ Δ →​Fe​(s)​​+ ​​CO​2​​​(g)​​ Se o rendimento dessa reação for de 75%, qual será a massa de ferro, em ​kg​, obtida com ​576 t​de óxido de ferro(II) ​​(FeO)​​?

4. Existe outro processo de obtenção de ferro dife-

rente do citado no exercício anterior, o qual é feito com a hematita, um minério de ferro que apresenta 80% de óxido de ferro(III) (​ ​Fe​2​O​3​)​. A equação química da reação desse processo pode ser representada por: 2. a) Resposta: Como o ouro 24 quilates tem 100% de pureza, o ouro 18 quilates tem 75%.

​​Fe​2​​​O​3​​​(s)​​+ ​3 C​(s)​​→ ​2 Fe​(s)​​+ ​3 CO​(g)​​ Qual é a massa mínima de hematita, em t​ ​, necessária para produzir ​280 t​de ferro? Resposta e resolução nas Orientações para o professor.

5. Um armário no laboratório está com mofo por causa da alta umidade. A assistente testou dois produtos com ​100 g​ contendo substâncias químicas capazes de absorver a umidade do ambiente.

Para conferir qual dos produtos é mais eficiente, ao longo de uma semana, no final de cada dia, a assistente verificou na balança a massa dos dois produtos expostos à umidade do armário e anotou os dados no seguinte quadro.

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75 ​​ ​​= ​1,125 g​ 2. b) Resposta: ​​m​Au​​ ​= ​1,5 g ​· _ 100 1,125 g ____________ −3 ​​n​Au​​ = ​​    ​​= ​5,71 ​· ​​10​​ ​mol​ NÃO ESCREVA 197 g ​· ​​ mol​​ –1​ NO LIVRO.

Analise os dados do quadro e responda às questões. a ) Qual dos produtos foi mais eficaz para retirar a umidade desse armário? Justifique sua resposta. Resposta: Foi o produto A, pois teve maior

aumento de massa, o que significa que mais umidade foi retirada.

b ) A pureza dos materiais que compõem os produtos A e B pode afetar suas eficácias?

6. Nas estações de tratamento de água (ETA), uma das

etapas é a coagulação, cuja finalidade é transformar as impurezas em suspensão nos aglutinados de partículas de dimensões maiores. Nessa etapa são adicionados sulfato de alumínio (​ ​A𝓁​2​(​SO​4​)​ ​)​​ ​ 3

e hidróxido de cálcio ​(​Ca​(OH)​ ​)​, produzindo hi2

dróxido de alumínio ​(​A𝓁​(OH)​ ​)​e sulfato de cál3

cio​(​ ​CaSO​4​)​. O hidróxido de alumínio é responsável pela aglutinação das partículas.

​​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​​(aq)​​+ ​3 ​Ca​(OH) ​​ ​​​(aq)​ →​ 3

2

​→ 2 ​A𝓁​(OH) ​​ ​​​(aq)​+ 3 ​CaSO​4​​​(aq)​​ 3

6. Resposta: Alternativa c. Resolução nas Orientações para o professor.

Para tratar ​​1,2 ​· ​10​​ 6​ ​m​​ 3​​ de água, foram adicionadas ​20,72 t​ de ​​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​​. Sabendo que a massa 3 de ​​A𝓁​(OH) ​​ ​​ ​obtida foi de 4 ​ ,25 t​, o rendimento do 3 processo foi de aproximadamente: a ) 70%

5. b) Resposta: Sim, pois

b ) 55% no produto de menor

c ) 45% d ) 100%

pureza há menos reagentes que retiram a umidade.

7. Balanceie a equação química para a combustão

completa do gás etino ​(​C​2​H​2​)​. Em seguida, determine o volume de dióxido de carbono produzido pela queima de ​130 g​de etino, considerando que o rendimento do processo é de 80% em condições normais de temperatura e pressão (CNTP). Resposta nas Orientações para o professor.

​​C​2​​​H​2​​​(g)​+ ​O​2​​​(g)​​→ ​CO​2​​​(g)​​+ ​​H​2​​O(​ g)​​

576 · ​10​​ 6​g FeO ​· 55,85 g Fe _ 75 ​​      ​​· ​​ ​​= ​336 ​· ​​10​​ 6​g Fe​ 3. Resposta: ​​​m​Fe​​ ​= ________________________ 100 71,85 g FeO

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CAPÍTULO

13

Termoquímica

Entalpia

a) Resposta: Como aplicações da energia solar, os estudantes podem citar aquecedores de água, iluminação de ambientes durante o dia, geração de energia elétrica por meio de células fotovoltaicas e fogões e fornos solares para o preparo de alimentos. Como vantagens, os estudantes podem citar que se trata de uma energia limpa, que não libera gases poluentes na atmosfera durante sua operação, não exige extração de recursos da natureza, além de ser uma fonte inesgotável. No entanto, as placas para coletar a energia solar ainda têm custo elevado e, para geração de energia elétrica em grande escala, são necessárias grandes áreas para a instalação das usinas.

1. Qual é a importância da fotossíntese para o desenvolvimento da vida como conhecemos hoje? Resposta: A fotossíntese possibilita a fixação da energia proveniente do Sol e a produção do gás oxigênio.

O Sol é a fonte de energia primordial para o planeta Terra e para os seres vivos que nela habitam. Por meio do processo de fotossíntese, seres vivos autotróficos absorvem energia solar e a transformam em energia química. Essa energia química é transmitida aos animais herbívoros e onívoros, e destes, aos carnívoros. Sem a fotossíntese, a vida como conhecemos não seria possível. Relembre a seguir a equação química simplificada do processo de fotossíntese:

​6​CO​2​​​(g)​​+ ​6 ​H​2​​O​(𝓁) ​ ​+ ​energia solar ​→ ​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​​+ ​6​O​2​​​(g)​​

Perceba que a energia solar está localizada do lado esquerdo da equação, ou seja, é um reagente da reação. Isso significa que foi necessária a absorção de energia para formar os produtos. As reações que absorvem energia, como a da fotossíntese, são chamadas de reações endotérmicas. Dica O consumo ou a absorção de energia geralmente é indicado em cima da seta das equações químicas, por não se tratar de um reagente químico participante da reação. No entanto, nesta página será representado dessa forma para facilitar a visualização dos processos endotérmicos e exotérmicos.

Durante a fotossíntese, a energia solar é responsável por romper as ligações químicas das moléculas de dióxido de carbono (​​ ​CO​2​​) ​​e de água (​​ ​H​2​​O) ​​e por formar as ligações químicas da glicose ​​(​C​6​​​H​12​​​O​6​​) ​​e do gás oxigênio ​​(​O​2​​)​​. A glicose é um carboidrato que armazena grande quantidade de energia em suas ligações.

Wolfilser/Shutterstock.com

Além disso, muitas vezes, as palavras energia e calor nas equações químicas são representadas por símbolos, como o ​Δ​.

Ambiente natural, com destaque aos componentes participantes do processo de fotossíntese.

energia solar absorção de dióxido de carbono e liberação de gás oxigênio

absorção de água e sais minerais

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A energia solar é proveniente da luz e do calor do Sol, sendo uma energia sustentável que possibilita, por exemplo, gerar energia elétrica. a ) Junte-se a um colega e pesquisem outras aplicações da energia solar, bem como as vantagens e desvantagens dessa energia em relação às não renováveis.

Seres vivos autotróficos: aqueles que produzem o próprio alimento. São exemplos as plantas, as algas e algumas bactérias.

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A energia armazenada nas ligações químicas da glicose é eventualmente usada pelos próprios seres autotróficos ou por outros seres da cadeia alimentar, por meio do rompimento das ligações químicas. Como exemplo, observe a equação química da reação de combustão da glicose a seguir. ​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​​+ ​6 ​O​2​​​(g)​​→ ​6 C​O​2​​​(g)​​+ ​​6 H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​+ ​energia​

Nessa reação, inversa à da fotossíntese, ocorre a liberação de energia. As reações em que a energia é liberada na forma de calor após formar os produtos são chamadas de reações exotérmicas. A queima (combustão) da glicose, formando dióxido de carbono e água e liberando energia, é a reação simplificada do processo que acontece no organismo quando ele necessita de energia. 2. Imagine uma macieira que, por meio da fotossíntese, deu origem a maçãs que, posteriormente, serviram de

alimento a um atleta. Esse atleta, pouco tempo depois de ingerir a maçã, realizou uma atividade física intensa. Descreva como a energia solar foi transportada até ser gasta no exercício do atleta.

3. Em sua opinião, quais são as semelhanças e as diferenças entre a energia absorvida na reação de fotossíntese e a liberada na combustão da glicose? Resposta nas Orientações para o professor.

Assim como as reações químicas, os processos físicos também podem ser classificados como endotérmicos ou exotérmicos. A evaporação da água, por exemplo, é um processo endotérmico. É por isso que, para evaporar água, é necessário fornecer calor. ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​+ ​energia ​→ ​​H​2​​O​(g)​​

Do mesmo modo, ao segurarmos cubos de gelo, estamos transferindo a eles o calor das mãos, que aos poucos se transforma em água líquida. A fusão também é um processo endotérmico. ​​​H​2​​O​(​​s​)​​ ​+ ​energia ​→ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​​​

A solidificação, processo inverso da fusão, é um processo exotérmico. Por isso, para produzir gelo, colocamos água líquida no congelador. A temperatura baixa do aparelho promove a perda de calor da água, formando o gelo. ​​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​→ ​​H​2​​O​(​​s​)​​ ​+ ​energia​​

Stock story/Shutterstock.com

Outro exemplo é a luz projetada no abdome do vaga-lume, principalmente na fase de acasalamento. Esse inseto se alimenta de vegetais e de outros insetos menores e, nesse processo, ingere carboidratos que servem como reserva energética. A luz projetada no abdome dos vaga-lumes resulta de uma reação exotérmica entre o oxigênio e uma substância chamada luciferina. Note que o reagente não é a glicose, o que significa que a energia contida no carboidrato foi transportada para outros componentes até ser eventualmente liberada pela decomposição da luciferina. Vaga-lume (Photuris pennsylvanica): pode atingir de 8,0 a 10,0 mm de comprimento.

Vaga-lume.

Todo material tem um valor de calor próprio, que pode ser entendido como uma energia inerente ao material. Esse calor, à pressão constante, em termos químicos, é denominado entalpia (​​ H)​​. Essa é uma definição simplificada da entalpia, que, além da energia interna, leva em consideração as condições de volume e pressão do sistema. A entalpia é uma propriedade termodinâmica que reflete as características térmicas de um material. Quando um sistema troca energia térmica com o ambiente, essa energia em trânsito é chamada de troca de calor ou troca de entalpia.

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2. Resposta: A energia solar é utilizada na fotossíntese da macieira, gerando gás oxigênio e uma molécula de glicose, que possui alta energia em suas ligações químicas. Ao ingerir a maçã, essas moléculas ficam armazenadas no corpo até serem quebradas, liberando a energia contida nas ligações.

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Variação de entalpia No tópico anterior, estudamos que as reações químicas podem absorver ou liberar energia. Dessa maneira, existe uma diferença na quantidade de energia entre os reagentes e os produtos de uma reação, a qual, à pressão constante, é denominada variação de entalpia ​​(∆ H)​​. Essa variação é determinada pela diferença entre a soma da entalpia dos produtos (​​ ​H​P​​)​​ e a soma da entalpia dos reagentes (​​ ​H​R​​)​​, sendo expressa pela seguinte fórmula: ​∆H ​= ​∑ ​H​P​​ ​− ​∑ ​H​R​​​

UNIDADE

3

Em geral, o valor da variação de entalpia de uma reação é disposto à direita da equação química da reação. Observe novamente a equação da reação de fotossíntese, com seu respectivo valor de ​∆H​. ​6 ​CO​2​​​(g)​​+ ​6 ​H​2​​O​(𝓁) ​ ​→ ​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​​+ ​6 ​O​2​​​(g)​

ΔH° = ​2 803 kJ/mol​

Perceba que não é mais necessário constar o termo energia ou calor na equação, já que isso é informado pelo valor de ​ΔH​. Note que o valor de variação de entalpia informado não é simplesmente ​ΔH​, e sim ​ΔH°​. Esse valor é chamado de entalpia padrão e equivale à variação de entalpia nas condições padronizadas do sistema. Nessas condições, a temperatura é 2 ​ 5 °C​, a pressão é 1 ​ atm​, e a substância está na sua forma mais estável. Caso as condições fossem diferentes, o valor de ​ΔH​também seria e ele não teria o símbolo de grau. Para manter uma padronização, a entalpia padrão é usada na maioria dos casos. A unidade usada para a variação de entalpia é o quilojoule (​​ kJ)​,​referente a 1 000 joules. O joule é a medida de calor do Sistema Internacional de Unidades (SI) e a medida geralmente usada em termoquímica. No entanto, a medida caloria (​​ cal)​​ ou, mais usualmente, quilocaloria (​​​ ​​kcal​)​​​​, também pode ser usada. Dica A relação entre joule e caloria é dada por: ​1 cal ​= ​4,18 J​

Assim, o valor da variação de entalpia da fotossíntese, em k​ cal/mol​, é igual a: 2 803 kJ/mol ___________ ​​ ​  ​≃ ​671 kcal/mol​ 4,18 cal

O valor da variação de entalpia é dado, geralmente, em relação à quantidade de matéria envolvida na reação. Para a reação de fotossíntese, por exemplo, são absorvidos ​2 803 kJ​por ​mol​de glicose produzida ou por ​6 mol​de gás carbônico consumido, ou por ​6 mol​de água consumida ou por ​6 mol​de gás oxigênio produzido. 4. Com base nas informações a respeito da quantidade de matéria envolvida na reação da fotossíntese, descrita

anteriormente, qual é a energia necessária para que essa reação ocorra, considerando o consumo de 0 ​ ,06 mol​de ​ CO​2​e ​0,06 mol​de ​H​2​O​, nas condições normais de temperatura e pressão? Resposta: Como os valores de quantidade de matéria, em ​mol​, são 100 vezes menores do que os indicados na equação estudada anteriormente, o valor da variação de entalpia será também 100 vezes menor: 2 ​ 8,03 kJ​ou ​6,71 kcal​.

Embora este modo de representação seja menos utilizado, a equação química da fotossíntese mostrada anteriormente também pode ser representada com a variação da entalpia embutida na própria equação da reação. Observe a equação a seguir. ​​6 C​O​2​​​(​​g​)​​ ​+ ​6 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​+ ​2 803 kJ ​→ ​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​​+ ​6 ​O​2​​​(g)​​​ A variação da entalpia pode ser positiva, negativa ou, raramente, igual a zero. Por meio do valor de variação da entalpia é possível saber se a reação é endotérmica ou exotérmica. Por exemplo, quando a energia na forma de calor precisa ser providenciada ao sistema, o valor de ​ΔH​é positivo e a reação é endotérmica. Porém, quando há liberação de energia, o valor de ​ΔH​é negativo e a reação é exotérmica. As variações da entalpia podem ser representadas graficamente. Vamos estudar na página a seguir o diagrama de variação de entalpia para reações endotérmicas e exotérmicas.

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Quando a soma da entalpia dos produtos for maior do que a soma da entalpia dos reagentes​​ (​H​P​​ ​> ​​H​R​​)​​, essa diferença de energia precisará ser fornecida aos reagentes para que a reação se complete. Dessa maneira, o valor de ​ΔH​ será positivo​​ (ΔH ​> ​0)​​ e a reação será endotérmica. Confira o diagrama de variação de entalpia para um processo endotérmico. A diferença de entalpia pode ser vista graficamente pela seta apontada para cima.

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson, 2016. p. 175.

Diagrama de variação de entalpia para um processo endotérmico

Entalpia H (kJ)

Hprodutos ∆H > 0 Hreagentes

Progresso da reação

Confira o diagrama de variação de entalpia para o processo de fotossíntese. Diagrama de variação de entalpia para a reação de fotossíntese

Entalpia H (kJ) C6H12O6 (aq) + 6 O2 (g)

Hprodutos

∆Ho = + 2 803 kJ Hreagentes

6 CO2 (g) + 6 H2O (º) Progresso da reação

Note que existe uma diferença de ​2 803 kJ/mol​ entre os reagentes e os produtos da reação de fotossíntese. Esse valor de energia deve ser fornecido ao sistema para que a reação se complete e, na natureza, provém dos raios solares. Perceba que o valor de ​2 803 kJ​é a energia necessária considerando-se a formação de ​1 mol​de glicose e as condições normais de temperatura e pressão. Por isso, neste diagrama, é necessário indicar que estamos nos referindo à entalpia padrão.

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson, 2016. p. 200.

Quando a soma da entalpia dos produtos for menor do que a soma da entalpia dos reagentes ​​(​HP​ ​​ ​< ​​H​R​​)​​, haverá excesso de energia no lado dos reagentes. Essa energia será liberada quando a reação se completar. Dessa maneira, o valor de ​ΔH​será negativo (​​ ΔH ​< ​0)​​ e a reação será exotérmica. Observe o diagrama de variação de entalpia para um processo exotérmico. Diagrama de variação de entalpia para um processo exotérmico

Ao contrário do que vimos para reações endotérmicas, no diagrama de uma reação exotérmica, a entalpia total do sistema diminui após o final do processo.

Ilustrações: Sergio Lima/Arquivo da editora

Entalpia H (kJ)

Hreagentes ∆H < 0 Hprodutos

Progresso da reação

A energia em excesso é, então, liberada para o sistema, o que pode ser verificado pela direção da seta de ​ΔH​, apontada para baixo.

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson, 2016. p. 175.

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A entalpia padrão de combustão do etanol é de ​− 1 367 kJ/mol​. Essa energia liberada é utilizada para fazer funcionar o motor de um automóvel movido a álcool. Todas as reações de combustão são exotérmicas. Nessas reações, um combustível reage com um comburente, geralmente o gás oxigênio, liberando alta quantidade de energia e novos produtos químicos. Observe a seguir a equação química da principal reação de combustão que acontece nos motores de carro movidos a álcool, a combustão do etanol.

Diagrama de variação de entalpia para a reação de combustão do etanol Sergio Lima/Arquivo da editora

O valor da variação de entalpia padrão para uma reação de combustão recebe um nome específico: entalpia padrão de combustão, representada por ​Δ​H​c​​°​.

UNIDADE

3

Entalpia H (kJ)

Hreagentes

C2H6O (º) + 3 O2 (g) ∆Hco = – 1 367 kJ

Hprodutos

2 CO2 (g) + 3 H2O (º) Progresso da reação Fonte de pesquisa: HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of Chemistry and Physics. 97. ed. Boca Raton: CRC Press, 2017. p. 5-67.

​​C​2​​​H​6​​O(​ 𝓁) ​ ​+ ​3 ​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​CO​2​​​(g)​​+ ​3 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​​

​ ​H​c​​° = ​− 1 367 kJ/mol​ Δ Para algumas pessoas, abastecer um carro com álcool é mais vantajoso do que abastecer com gasolina. Porém, a entalpia padrão de combustão do octano, o principal combustível da gasolina, é de ​− 5 470 kJ/mol​, quatro vezes maior do que a do etanol. Dessa maneira, tendo-se a mesma massa de ambas as substâncias, o octano será mais eficaz no fornecimento de energia. É importante ressaltar que nem toda a energia liberada faz o motor funcionar, pois grande parte é perdida no processo. Sabemos que nem todos os processos endotérmicos ou exotérmicos resultam necessariamente em reações químicas endotérmicas ou exotérmicas, pois a troca de calor com o meio (vizinhança) pode provocar mudança no estado de agregação do material sem que haja formação de nova(s) substância(s). Observe os dados e o diagrama a seguir que mostram a variação de energia para as mudanças de estado de agregação da água, à pressão de ​1 atm​. ​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​→ ​​H​2​​O​(s)​Δ​H​solidificação​​ ​= ​− 6,01 kJ​

​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​→ ​​H​2​​O​(g)​Δ​H​vaporização​​ ​= ​+ 40,7 kJ​

Diagrama de entalpia ​H​com as mudanças de estados de agregação da água

​​H​2​​O​(s)​​→ ​​H​2​​O(​ g)​Δ​H​sublimação​​ ​= ​+ 46,71 kJ​

Entalpia H (kJ)

​​H​2​​O(​ g)​​→ ​​H​2​​O​(𝓁) ​ Δ​H​condensação​​ ​= ​− 40,7 kJ​

Sergio Lima/Arquivo da editora

​​H​2​​O(​ s)​​→ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ Δ​H​fusão​​ ​= ​+ 6,01 kJ​

​​H​2​​O​(g)​​→ ​​H​2​​O​(s)​Δ​H​deposição​​ ​= ​− 46,71 kJ​

Note que a fusão e a vaporização da água são dois processos independentes, cada qual com seu valor de variação de entalpia, mas ambos positivos. A entalpia de fusão é significativamente menor do que a entalpia de vaporização. Isso acontece porque, geralmente, é necessário muito mais energia para separar por completo os componentes de um líquido do que para quebrar a estrutura cristalina de um sólido.

H2O (g) H2O (º) H2O (s)

∆Hvaporização

∆Hcondensação

∆Hfusão

∆Hsolidificação

∆Hsublimação/deposição

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. 268.

Perceba que os valores de variação de entalpia são os mesmos, mas com sinais trocados. Isso acontece porque o valor da entalpia padrão da água sólida, líquida e gasosa é o mesmo, mudando apenas o estado de agregação.

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Entalpia de formação A entalpia padrão de formação, ​Δ​H​f​​°​, é a variação de entalpia relativa à formação de 1 ​ mol​de uma substância por meio das substâncias simples mais estáveis dos átomos que a compõem, nas condições normais de temperatura e pressão (​25 °C​e ​1 atm​). Observe no exemplo a seguir a entalpia padrão de formação da água líquida, ​​H​2​​O​(𝓁) ​​.

1 ​​ ​ ​O​2​​​(g)​​→ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ Δ​H​f​​° = ​− 285,8 kJ/mol​ ​​H​2​​​(g)​​+ _ 2 No lado dos reagentes da equação química, entram as substâncias simples ​​H​2​​​ e ​​O​2​​​ em sua forma mais estável, que, no caso, é a gasosa. No lado dos produtos, entra somente a água líquida.

Como, por definição, deseja-se a formação de um mol da substância, logo podem aparecer coeficientes fra1 cionários, como no caso da equação química apresentada, em que o gás oxigênio está com o coeficiente _ ​​ ​​. 2 Por convenção, as substâncias puras simples, na forma alotrópica mais estável e nas condições normais de temperatura e pressão, apresentam entalpia igual a zero. Desse modo, a entalpia padrão de formação da água líquida é de ​− 285,8 kJ/mol​. Perceba que a equação termoquímica da entalpia padrão de formação da água, nas condições padronizadas, também corresponde à entalpia padrão de combustão do gás hidrogênio ​​(​H​2​​)​​:

Professor, professora: Reforce aos estudantes que o valor da entalpia de uma substância não é calculado, apenas o da variação da entalpia. Por 1 isso, é uma convenção dizer que a ​​ ​ ​O​2​​​(g)​​→ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ Δ​H​c​​° = ​− 285,8 kJ/mol​ ​​H​2​​​(g)​​+ _ entalpia de substâncias simples e 2 estáveis é igual a zero. A entalpia padrão de formação só pode ser calculada experimentalmente ou por meio da Lei de Hess, que será abordada adiante.

A tabela a seguir apresenta a entalpia padrão de formação de algumas substâncias. Ela será bastante útil posteriormente, portanto retome-a sempre que for necessário. Entalpia padrão de formação de algumas substâncias Substância

Entalpia de formação ​𝚫​H​f​​°​(​​ kJ/mol)​​

Substância

Entalpia de formação ​𝚫​H​f​​°​(​​ kJ/mol)​​

​​O​3​​​(g)​​

​+ 142,7​

​HC𝓁​(g)​​

​− 92,3​

​​O​2​​​(g)​​

​0,0​

​​H​2​​S​O​4​​​(𝓁) ​​

​− 814,0​

​​H​2​​O(​ 𝓁) ​​

​− 285,8​

​NO​(g)​​

​+ 90,3​

​​H​2​​O​(g)​​

​− 241,8​

​N​O​2​​​(g)​​

​+ 33,2​

​Ca​​(OH)​​ ​​​(s)​​

​− 986,1​

​​N​2​​O(​ g)​​

​+ 82,1​

​NaC𝓁​(s)​​

​− 411,2​

​S​O​2​​​(g)​​

​− 296,8​

​Si​O​2​​​(g)​​

​− 910,9​

​S​O​3​​​(g)​​

​− 395,7​

​​C​diamante​​​

​+ 1,9​

​N​H​3​​​(g)​​

​− 46,1​

​​C​grafite​​​

​0,0​

​N​H​4​​N​O​3​​​(s)​​

​− 365,6​

​C​O​2​​​(g)​​

​− 393,5​

​N​H​4​​C𝓁​O​4​​​(s)​​

​− 295,3​

2

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. A10-A15.

Dica

Professor, professora: Comente com os estudantes que, como pode ser observado, a entalpia padrão de formação pode ser positiva (endotérmica) ou negativa (exotérmica).

O mesmo elemento químico pode apresentar mais do que uma forma, como as substâncias simples. O carbono (​​ C)​​, por exemplo, pode se apresentar na forma de grafite (​​ ​C​grafite​​)​​, de diamante ​​(​C​diamante​​)​​, de fulereno ​​(​C​fulereno​​)​​ etc. Quando isso acontece, dizemos que o elemento químico apresenta diversas formas alotrópicas, que são alótropas entre si. Como o grafite é a forma alotrópica mais estável do carbono e a forma com menor conteúdo energético, é também a forma considerada para o cálculo da entalpia padrão de formação.

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UNIDADE

3 ATIVIDADES RESOLVIDAS AP Tolang/Shutterstock.com

R1. Nas competições de balonismo tripulado são utilizados

queimadores de gás propano ​(​C​3​H​8​)​para o aquecimento do ar no interior do balão. Monte a equação termoquímica de combustão completa de ​1 mol​do gás propano e indique os estados físicos de cada substância à temperatura de 2 ​ 5 °C​e pressão de ​1 atm​, sabendo que a entalpia padrão de combustão do gás propano é ​− 2 220 kJ/mol​. Resolução

A combustão completa do gás propano produz dióxido de carbono gasoso e água no estado líquido (​​ 25 °C e 1 atm) ​​. Assim, a sua equação termoquímica será:

​​C​3​​​H​8​​​(g)​​+ ​​5 O​2​​​(g)​​→ ​​3 CO​2​​​(g)​​+ ​4 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​ ​Δ​H​c​​° = ​− 2 220 kJ/mol​

Queimador de gás enchendo balão de ar quente em Katmandu, Nepal, em 2024.

Para as substâncias nas mesmas condições padrão de temperatura e pressão, a variação de entalpia de uma reação ​Δ​H​reação​​°​ será a diferença entre o somatório das entalpias de formação dos produtos​​ ∑ nΔH​​​° (​ produtos)​​ e o somatório das entalpias de formação dos reagentes ​∑ nΔ​H​f​​° (​ reagentes)​​, em que ​n​ f são os valores dos coeficientes estequiométricos. Isso pode ser representado da seguinte maneira: ​Δ​H​reação​​° = ​​∑ nΔH​​​° (​ produtos)​​− ​∑ nΔ​H​f​​° (​ reagentes)​​ f

Observe, por exemplo, a equação química da reação de combustão do monóxido de carbono (​​ CO)​​. 1 ​​ ​ ​O​2​​​(g)​​→ ​​CO​2​​​(g)​ Δ​H​reação​​° = ​?​ ​CO​(g)​​+ _ 2 Para calcular o valor de ​Δ​H​reação​​°​, devemos usar a fórmula anterior:

1 ​​ ​​· ​Δ​H​f​​° (​ ​O​2​​​(g))​)​ ​​ ​Δ​H​reação​​° = ​∑ (​ ​1 ​· ​Δ​H​f​​° (​ ​​CO​2​​​(g))​ ​​− ​∑ (​ 1 ​· ​Δ​H​f​​° (​ CO​(g))​​​+ _ 2

​ O​(g)​​ é ​–110,5 kJ/mol​, e a Sabendo que a entalpia padrão de formação do C ​ ​O​2​​​(g)​​ é ​–393,5 kJ/mol,​a do C do ​​O​2​​​(g)​​ é ​0 kJ/mol​, substituímos esses valores na fórmula, obtendo: ​Δ​H​reação​​° = ​− 393,5 ​− (​​ − 110,5 ​+ ​0)​​ ​Δ​H​reação​​° = ​− 283,0 kJ/mol​

ATIVIDADES RESOLVIDAS R2. Voltando uma vez mais para a equação da reação de fotossíntese, temos: ​6 C​O​2​​​(g)​​+ ​6 ​H​2​​O​(𝓁) ​ ​→ ​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​​+ ​6 ​O​2​​​(g)​

ΔH° = ​+ 2 803 kJ/mol​

a ) Obtenha o valor da entalpia padrão de formação da glicose em meio aquoso. Consulte a tabela da página anterior para obter os valores de energia-padrão de formação das demais moléculas envolvidas. b ) Qual é a equação termoquímica da reação de formação da glicose? c ) Qual é a energia liberada na formação de ​540 g​ de glicose com as substâncias mais simples e estáveis possíveis, sabendo que a massa molar da glicose é ​180 g/mol​? Resolução a ) Consultando a tabela da página anterior, verificamos que a entalpia padrão de formação do dióxido de carbono é ​–393,5 kJ/mol​, a da água líquida é ​–285,8 kJ/mol​e a do gás oxigênio é ​0 kJ/mol​, uma vez que se trata de uma substância simples no estado alotrópico mais estável.

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A equação que relaciona a variação de entalpia de uma reação com as entalpias padrão de formação de seus constituintes é: ​Δ​H​reação​​° = ​∑ nΔ​H​f​​° (​ produtos)​​− ​∑ nΔ​H​f​​° (​ reagentes)​​ Ou, para este caso: ​Δ​H​reação​​° = ​∑ (​ Δ​Hf​​​° (​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​)​​+ ​6 ​· ​Δ​H​f​​° (​ ​O​2​​​(g)​)​)​​−​∑ (​ 6 ​· ​Δ​H​f​​° (​ ​CO​2​​​(g)​)​​+ ​6 ​· ​Δ​H​f​​° (​ ​H​2​​O(​ 𝓁) ​)​)​​ Substituindo os valores, temos: ​2 803,0 ​= (​​ Δ​H​f​​° (​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​)​​+ ​6 ​· (​​ 0)​)​​− (​​ 6 ​· (​​ − 393,5)​​+ ​6 ​· (​​ − 285,8)​)​​ ​​2 803,0 ​= ​Δ​H​f​​° (​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​)​​− (​​ ​​ ​−​2 361 ​− ​1 714,8​)​​​​ ​​2 803,0 ​= ​Δ​H​f​​° (​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​)​​− (​​ ​​ ​−​4 075,8​)​​​​ ​2 803,0 ​= ​Δ​H​f​​° (​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​)​​+ ​4 075,8​

​Δ​H​f​​° (​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​)​​= ​2 803,0 ​− ​4 075,8​ ​Δ​H​f​​° (​ ​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​)​​= ​− 1 272,8 kJ/mol​

b ) ​C​grafite​​+ ​6 ​H​2​(g)​​+ ​3 ​O​2​(g)​​→ ​C​6​H​12​O​6​(aq)​ ​∴ ​Δ​H​f​​° = ​− 1 272,8 kJ/mol​

c ) A massa molar da glicose é igual a ​180 g/mol​. Portanto, em ​540 g​de glicose, temos: 540 g ​n ​= _ ​​ ​​= ​3 mol de glicose​. 180 g/mol Como a entalpia padrão de formação da glicose é igual a ​− 1 272,8 kJ/mol​, cada ​mol​da substância libera​ 1 272,8 kJ​quando a glicose é formada com substâncias o mais simples possível, como vimos na resolução do item b. Portanto, para ​3 mol​de glicose, há a liberação de ​3 ​· ​1 272,8 kJ ​= ​3 818,4 kJ.​

Energia de ligação Para romper uma ligação química, é necessário fornecer energia ao sistema com intensidade suficiente para separar completamente os átomos ligados. Dessa maneira, o rompimento de ligações é um processo endotérmico. Por outro lado, a formação de uma ligação química libera energia ao sistema, que anteriormente estava armazenada na ligação, sendo, portanto, um processo exotérmico. Imagem sem proporção e em cores fantasia.

energia de formação da ligação ​HC𝓁 ​= ​− 431 kJ/mol​ Sergio Lima/Arquivo da editora

Energia envolvida na formação e rompimento da ligação entre os átomos de hidrogênio (​​ H)​​ e cloro (​​ C𝓁) ​​ na molécula de cloreto de hidrogênio (​​ HC𝓁) ​​. A formação da ligação é um processo exotérmico que libera ​431 kJ/mol​. O rompimento da ligação é um processo endotérmico que consome os mesmos ​431 kJ/mol​.

Representação da molécula de ​HC𝓁​. A esfera cinza representa o átomo de hidrogênio, e a esfera verde representa o átomo de cloro. energia de rompimento da ligação ​HC𝓁 ​= ​+ 431 kJ/mol​

Como estudamos, uma parte considerável da energia contida em uma substância química está nas ligações químicas que possui. Como a estrutura interna dos átomos permanece a mesma durante uma reação – exceto em casos específicos, como reações nucleares –, a variação de entalpia de uma reação pode ser calculada apenas pela troca energética da formação e do rompimento das ligações entre os átomos participantes.

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UNIDADE

3 Assim, a variação de entalpia de uma reação é dada por: ​Δ​H​reação​​ ​= ​∑ Δ​H​ligações rompidas (​ reagentes)​​​ ​+ ​∑ Δ​H​ligações formadas (​ produtos)​​​​

Por definição, a energia de ligação indica a variação de entalpia média ​ΔH​envolvida na formação ou no rompimento de um mol de ligações covalentes simples, duplas ou triplas entre dois átomos de uma substância simples ou composta, obtendo-se átomos isolados no estado gasoso.

Energia liberada na formação de ​1 mol​de ligações entre átomos de hidrogênio isolados no estado gasoso, de modo a obter átomos ligados no estado gasoso, ou seja, moléculas de ​​H​2(​​​ g)​​. A variação de entalpia envolvida nesse processo é ​ΔH° = ​− 436 kJ/mol​.

Diagrama de variação de entalpia para o rompimento de uma ligação ​H ​− ​H​, a ​25 ° C​e ​1 atm​

Diagrama de variação de entalpia para a formação de uma ligação ​H ​− ​H​, a ​25 ° C​e ​1 atm​

Entalpia H (kJ)

estado final

H (g) + H (g) ∆Ho = + 436 kJ/mol

estado inicial

Sergio Lima/Arquivo da editora

Energia absorvida para romper ​1 mol​de ligações entre átomos de hidrogênio ligados, ou seja, moléculas de ​​H​2(​​​ g)​​, de modo a obter esses átomos isolados no estado gasoso. A variação de entalpia envolvida nesse processo é ​ΔH° = ​+ 436 kJ/mol​.

Entalpia H (kJ)

estado inicial

H (g) + H (g) ∆Ho = – 436 kJ/mol

estado final

H2 (g)

Sergio Lima/Arquivo da editora

Nos diagramas a seguir são representadas as energias envolvidas na ruptura e na formação de 1 ​ mol​de ligações entre os átomos de hidrogênio.

H2 (g)

Fonte de pesquisa: HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of Chemistry and Physics. 97. ed. Boca Raton: CRC Press, 2017. p. 9-76.

A tabela a seguir apresenta os valores de energia de algumas ligações covalentes entre dois átomos. Energia média das ligações Ligação

Entalpia de ligação média ​𝚫H° ​(kJ/mol)​​

Ligação

Entalpia de ligação média ​𝚫H° (​ kJ/mol)​​

​H ​− ​H​

436

​C ​= ​O​

743

​H ​− ​C​

412

​C ​− ​N​

305

​H ​− ​O​

463

​O ​− ​O​

157

​H ​− ​C𝓁​

431

​O ​= ​O​

496

​H ​− ​N​

388

​N ​− ​N​

163

​C ​− ​C​

348

​N ​= ​N​

409

​C ​= ​C​

612

​N ​≡ ​N​

944

​C ​≡ ​C​

837

​N ​= ​O​

630

​C ​− ​O​

360

​C𝓁 ​− ​C𝓁​

242

​C ​− ​C𝓁​

338

​C𝓁 ​− ​O​

268

6. Resposta: A ligação química entre Fontes de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: dois átomos iguais é apolar, baseada questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. 292-293. totalmente no compartilhamento de elétrons. Mas quando os HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of Chemistry and Physics. 97. ed. Boca Raton: CRC Press, 2017. p. 9-74. dois átomos são diferentes, a ligação é polar, criando um caráter de ligação eletrostática iônica, mais forte do que a covalente.

5. Por que a energia de ligação ​C ​≡ ​C​é maior do que ​C ​= ​C​, e esta, maior do que ​C ​− ​C​? 6. Por que a ligação entre dois átomos diferentes tende a ser mais energética do que a ligação entre dois átomos iguais? 5. Resposta: A energia de ligação está diretamente relacionada com a força da ligação covalente. Quanto mais forte for a ligação, mais energia será necessária para rompê-la, e quanto mais pares de elétrons estiverem envolvidos na ligação, mais forte será essa ligação. Uma ligação simples envolve o compartilhamento de apenas um par de elétrons, uma ligação dupla, de dois pares, e, por fim, uma tripla, de três pares, tornando-a mais forte do que as demais.

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Podemos evidenciar de maneira concreta as implicações da entalpia de ligação analisando a chert, uma rocha sedimentar composta predominantemente de dióxido de silício ​​(​SiO​2​​)​​. Sua origem está relacionada à acumulação de restos de organismos marinhos silicosos, como radiolários e diatomáceas, ou à precipitação direta de sílica em ambientes marinhos ou lacustres. Com o passar do tempo, esses sedimentos sofrem processos de compactação e são transformados em rochas sedimentares. A alta dureza da rocha é uma de suas características mais notáveis, resultante das fortes ligações covalentes entre os átomos de silício e oxigênio. Essas ligações têm uma entalpia de 4 ​ 52 kJ / mol​, conferindo ao chert sua resistência à fratura e abrasão. Isso fez do material uma ferramenta essencial em tempos pré-históricos, quando era utilizado para a fabricação de lâminas e pontas de flecha. Hoje, o chert é utilizado na construção civil, especialmente como material agregado para concreto, além de ser de interesse geológico para estudos de ambientes antigos. No Ártico do Canadá, na Baía de Ramah, o chert foi encontrado em depósitos significativos, sendo uma fonte importante para os povos indígenas locais datados de 7 000 anos atrás. Esses depósitos foram explorados por milênios, com o chert de Ramah sendo altamente valorizado e comercializado em vastas regiões da América do Norte em virtude da sua qualidade excepcional. Sua localização remota e as condições extremas do Ártico tornam esses depósitos de chert uma janela única para a compreensão das práticas culturais e comerciais dos antigos habitantes da região.

ATIVIDADES RESOLVIDAS R3. O gás cloro ​(C​𝓁​2​(g)​)​é altamente tóxico. Quando inalado, reage com a água existente nos pulmões, formando gás cloreto de hidrogênio ​(HC𝓁​(g)​)​, capaz de causar graves lesões internas, conforme a seguinte reação: ​C​𝓁​2​​​(g)​​+ ​​H​2​​O​(g)​​→ ​HC𝓁​(g)​​+ ​HC𝓁O​(g)​​

Utilizando os dados do quadro apresentado, calcule a variação de entalpia em ​kJ/mol​da reação entre o gás cloro e a água. Resolução Montando a equação química com as fórmulas estruturais de cada um dos participantes, obtém-se: ​C𝓁 ​− ​C𝓁 ​+ ​H ​− ​O ​− ​H ​→ ​H ​− ​C𝓁 ​+ ​H ​− ​O ​− ​C𝓁​

​Δ​H​ligações rompidas (reagentes)​​​

1 ​· (​​ + 242)​kJ ​

​1 mol de ligações C𝓁 ​− ​C𝓁

2 ​· (​​ + 463)​kJ​

​2 mol de ligações H ​− ​O ​∑ Δ​H​ligações rompidas (reagentes)​​ ​=

+ 1 168 kJ​

​Δ​H​ligações formadas (produtos)​​​

1 ​· (​​ − 431)​kJ​

​1 mol de ligações H ​− ​C𝓁 ​1 mol de ligações H ​− ​O ​1 mol de ligações C𝓁 ​− ​O

1 ​· (​​ − 463)​kJ​

1 ​· (​​ − 268)​kJ​

​​​∑ Δ​H​ligações formadas (​ produtos)​​​ ​=

​− 1 162 kJ​

Fazendo o somatório das ligações rompidas e formadas, obtemos a variação de entalpia da reação: ​Δ​H​reação​​ ​= ​∑ Δ​H​ligações rompidas (reagentes)​​ ​+ ​∑ Δ​H​ligações formadas (produtos)​​​

​​Δ​H​reação​​ ​= ​+ 1 168 kJ ​+ ​​(​​ ​− ​1 162 kJ​)​​ ​= ​+ 6 kJ ​∴ ​Δ​H​reação​​ ​= ​+ 6 kJ​​

A variação de entalpia da reação é igual a ​+ 6 kJ​. A reação é endotérmica.

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UNIDADE

3 Dica Ao calcular a variação de entalpia por meio da energia das ligações, não é necessário inserir na conta ligações iguais que sejam rompidas e formadas, pois a variação resultante será igual a zero. Na atividade resolvida anteriormente, por exemplo, são rompidos ​2 mol​de ligações ​H ​− ​O​ e é formado ​1 mol​dessa mesma ligação. Podemos simplificar as contas considerando que houve apenas o rompimento de 1 mol da ligação. O resultado não se alterará.

Lei de Hess Autor desconhecido. c. 1850. Coleção particular

O químico suíço Germain Henri Hess (1802-1850) postulou que, se a variação de entalpia de formação das substâncias for conhecida, é possível determinar a variação de entalpia das reações em que essas substâncias participam. De acordo com Hess, a variação de entalpia de uma reação (​​ Δ​H​reação​​)​​ é uma função de estado, ou seja, não depende do caminho percorrido para chegar aos produtos, e sim apenas dos estados inicial e final da reação, não dependendo da quantidade nem do tipo de etapas da reação.

Quando um processo químico for realizado em várias etapas consecutivas, a equação química final será a soma algébrica das equações das etapas, e a variação de entalpia de uma reação será a soma algébrica das variações de entalpia das etapas. Germain Henri Hess.

Durante a soma algébrica das equações, é importante observar que:

• a inversão de uma equação termoquímica de uma reação implica troca de sinal da variação de entalpia; • se a equação termoquímica de uma dada reação for multiplicada por x​ ​(inteiro ou fracionário e diferente de zero), a variação de entalpia dessa reação também deverá ser multiplicada por x​ ​. Vejamos o exemplo da combustão da glicose por meio das equações químicas de formação a seguir: ​Eq. 1

​6 C​(s) ​ ​+ ​6 ​H​2​​​(g)​​+ ​3 ​O​2​​​(g)​​→ ​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(​​aq​)​​

ΔH = − 1 263 kJ / mol​​

ΔH = − 394 kJ / mol​ C​(s) ​ ​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​C​O​2​​​(g)​ 1 ​ ​ ​O​2​​​(g)​→ ​H​2​​O​(𝓁) ​ ΔH = − 286 kJ / mol​ ​Eq. 3 ​H​2​​​(g)​+ _ 2 Considerando a equação química da queima da glicose como sendo: ​Eq. 2

​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq)​​+ ​6 ​O​2​​​(aq)​​→ ​6 ​CO​2​​​(g)​​+ ​6 ​H​2​​O(​ 𝓁)​​ Invertemos a primeira equação e multiplicamos as outras duas por 6: Eq. 1 (invertida)

​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq) ​ ​→ ​​6 C​(​​s)​ ​​​ ​+ ​​6​H​2​​​(​​g)​ ​​​ ​+ ​​3 ​O​2​​​(​​g)​ ​​​

ΔH ​= ​+ 1 263 kJ / mol​

​​6​H​2​​​(​​g)​ ​​​ ​+ ​3 ​O​2​​​(​​g)​ ​​​ ​→ ​6 H​2​​O(​ 𝓁) ​

ΔH ​= ​− 1 716 kJ / mol​

Eq. 2 ​​(× ​6)​​

​​6 C​(​​s)​ ​​​ ​+ ​6​O​2​​​(g)​​→ 6 C​O​2​​​(g)​

Equação final

​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(aq) ​ ​+ 6 ​O​2​​​(g) ​ ​→ 6 C​O​2​​​(g) ​ ​+ ​6 H​2​​O(​ 𝓁) ​

Eq. 3 (​​ × ​6)​​

ΔH ​= ​− 2 364 kJ / mol​ ΔH ​= ​− 2 817 kJ / mol​

O valor do ​ΔH​final pode ser obtido por meio da soma dos valores de entalpia das reações de formação. Portanto: ​ΔH ​= ​+ 1 263 ​− ​2 364 ​− ​1 716 ​= − 2 817 kJ / mol de glicose​ Lembre-se de que, ao fazer qualquer operação com uma equação química, deve-se fazer o mesmo com o ​ΔH​(variação de entalpia). Isso porque a variação de entalpia é uma grandeza extensiva, ou seja, depende da quantidade de matéria. Assim, ao aumentar ou diminuir o número de mols de uma equação química, a quantidade de calor liberado ou absorvido será correspondente a essa alteração.

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LIGADO NO TEMA Como o petróleo salvou as baleias cachalotes No período dos séculos XVIII e XIX, o óleo extraído das baleias cachalote, especialmente o espermacete, desempenhou um papel crucial na iluminação e nas indústrias. O espermacete era uma substância altamente valorizada por suas propriedades, sendo utilizado para a fabricação de velas de alta qualidade, lubrificantes de máquinas e até cosméticos.

Editora Clube de literatura clássica

Um dos registros desse período é o livro Moby Dick, escrito pelo estadunidense Herman Melville (1819-1891) e publicado em 1851. A obra explora a obsessão do capitão Ahab de caçar a baleia cachalote Moby Dick, responsável pela amputação de sua perna. O livro estabelece uma relação entre ser humano e natureza, pois, ao mesmo tempo em que o personagem quer vingar-se da baleia, ele nutre por ela um sentimento de admiração e um desejo intenso de superá-la. Antes de ser escritor, Melville trabalhou como marinheiro em navios baleeiros. Essa experiência fez com que suas descrições no livro sobre a importância do óleo de baleia e o modo de extraí-lo fossem extremamente realistas e destacassem a busca por essa substância que movia centenas de navios baleeiros pelos oceanos. Confira um trecho do livro. […] Trata-se, sem dúvida, do maior habitante do globo; a mais formidável de todas as baleias que se pode encontrar; a de aspecto mais majestoso; e, por último, de longe a mais valiosa comercialmente, sendo ela a única criatura da qual aquela substância valiosa, o espermacete, pode ser obtida. […] MELVILLE, Herman. Moby Dick. Tradução: Rogerio Galindo. Rio de Janeiro: Antofágica, 2022. E-book.

Capa do livro Moby Dick, de Herman Melville.

Durante o auge da caça às baleias, muitos cachalotes foram abatidos anualmente, ameaçando a espécie de extinção. Estima-se que o crânio de uma única baleia cachalote pudesse armazenar até 3 toneladas de espermacete, uma quantidade que incentivava as perigosas expedições dos baleeiros. a) Resposta: O autor retrata a relação de admiração da natureza e o desejo de superá-la, que são intrínsecos ao ser humano. b) Resposta: A substituição de recursos naturais deve equilibrar desenvolvimento humano e preservação ambiental, considerando o impacto ético e a sustentabilidade e buscando soluções que minimizem danos e protejam futuras gerações.

No entanto, o desenvolvimento da indústria do petróleo na segunda metade do século XIX trouxe uma mudança significativa. Com a descoberta e a produção em massa de querosene derivado do petróleo, a demanda por óleo de baleia diminuiu drasticamente. O querosene provou ser um substituto eficiente para a iluminação, o que aliviou a demanda de espermacete das baleias cachalote, contribuindo para evitar sua extinção. Antes da substituição do espermacete pelo querosene, a visão predominante sobre sustentabilidade e recursos naturais era marcada pela exploração desenfreada, sem considerar os impactos em longo prazo. A caça às baleias cachalote, motivada pela alta demanda por espermacete, exemplifica essa mentalidade. A sustentabilidade, como entendemos hoje, não era uma preocupação, pois a prioridade era atender às necessidades da sociedade, muitas vezes à custa do equilíbrio ambiental e da preservação das espécies. A transição dessa mentalidade para as necessidades sustentáveis que discutimos nos dias de hoje é um exemplo de como o avanço da Ciência e da tecnologia pode alterar significativamente as práticas humanas. a ) Como Melville utiliza a linguagem literária para refletir a relação entre o ser humano e a natureza? b ) Como a substituição de recursos naturais por alternativas pode ser discutida com base na ética e na sustentabilidade nos dias de hoje?

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ATIVIDADES às perguntas.

​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​ ΔH ​= ​− 571,6 kJ​ a ) A entalpia dos produtos dessa reação é maior ou menor do que a dos reagentes? Justifique sua resposta. b ) Qual é o valor da variação de entalpia dessa reação em k​ J/mol​ e em k​ cal/mol​ de água líquida produzida? c ) A síntese da água é exotérmica ou endotérmica?

4. Confira a seguir o gráfico de variação de entalpia para a reação de formação do ozônio (​ ​O​3​)​. Variação de entalpia para a reação de formação do ozônio Entalpia H (kJ) 2 O3 (g)

Hprodutos

∆H = + 285,4 kJ

Resoluções nas Orientações para o professor.

2. Com base nas descrições de alguns fenômenos

químicos, escreva suas equações termoquímicas e classifique as reações em exotérmica ou endotérmica.

a ) Combustão de 1 ​ mol​de gás metano (​ ​CH​4​(g)​)​ com ​2 mol​ de gás oxigênio (​ ​O​2​(g)​)​, produ-

zindo ​1 mol​de gás carbônico ​(​CO​2​(g)​)​e ​2 mol​

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Sergio Lima/Arquivo da editora

1. Analise a equação química a seguir e responda

Hreagentes

3 O2 (g) Progresso da reação Fonte de pesquisa: HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of Chemistry and Physics. 97. ed. Boca Raton: CRC Press, 2017. p. 5-30.

de água líquida ​(​H​2​O​(𝓁)​)​, liberando ​890 kJ​.

Responda aos itens a seguir.

2 mol​ de água oxigenada líquida (​ ​H​2​O​2​(𝓁)​)​,

a ) Com as informações do gráfico, escreva a equação termoquímica da reação descrita.

b ) Liberação de ​196 kJ​ na decomposição de​ produzindo ​2 mol​ de água ​(​H​2​O​(𝓁)​)​ e ​1 mol​ de gás oxigênio ​(​O​2​(g)​)​.

b ) A entalpia dos produtos dessa reação é maior ou menor do que a dos reagentes? Justifique sua resposta.

de metanol (​ ​CH​4​O​(g)​)​, formando 1 ​ mol​ de

c ) Qual é o calor absorvido ou liberado por mol de ozônio produzido?

c ) Liberação de 9 ​ 0,7 kJ​na combustão de 1 ​ mol​ monóxido de carbono ​(CO​(g)​)​e ​2 mol​de gás hidrogênio (​ ​H​2​(g)​)​.

Resoluções nas Orientações para o professor.

3. Um jovem estava na piscina com sua família em um domingo ensolarado. No final da tarde, sua mãe o convidou para comer um pedaço de bolo. Quando o jovem saiu da piscina, passou a sentir frio, pois a água que estava em contato com seu corpo começou a evaporar. Qual das alternativas a seguir explica a sensação de frio que o jovem sentiu? Justifique sua resposta.

a ) Sendo um processo endotérmico, a evaporação da água ocorre devido à perda de calor pelo corpo. b ) Sendo um processo exotérmico, a evaporação da água ocorre devido à perda de calor pelo corpo. c ) Sendo um processo exotérmico, a evaporação da água ocorre devido à absorção de calor pelo corpo. d ) Sendo um processo endotérmico, a evaporação da água ocorre devido à absorção de calor pelo corpo.

UNIDADE

3

3. Resposta: Alternativa a. Para a água evaporar, ela necessita absorver calor, pois, à pressão constante, é um processo endotérmico. Portanto, a água retirou calor do corpo do jovem, fazendo-o sentir frio. Respostas das questões 1, 2, 4 e 5 nas Orientações para o professor.

Resoluções nas Orientações para o professor.

5. O aquecimento global é uma das problemáticas

mais discutidas atualmente e está diretamente ligado à emissão de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (​ C​O​2​)​. Uma das principais fontes de emissão de ​C​O​2​ é a queima de combustíveis fósseis, como gasolina e carvão. Discuta com seus colegas como a compreensão da entalpia de formação pode influenciar escolhas pessoais com relação ao uso de transportes e à conscientização ambiental.

6. Sobre a Lei de Hess, é correto afirmar que: a ) A determinação da variação da entalpia independe da estequiometria da reação. b ) A variação de entalpia de uma reação depende do caminho percorrido para chegar aos produtos. c ) Quando há inversão da equação termoquímica, deve-se manter o sinal da variação da entalpia. d ) A variação da entalpia depende apenas dos estados inicial e final da reação. Resposta: Alternativa d.

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Respostas das questões 9, 10, 11 e 12 nas Orientações para o professor.

7. O clorofórmio, ou triclorometano, é um com-

posto químico de fórmula C ​ HC​𝓁​3​, que, em temperatura ambiente, é um líquido incolor e volátil. Descoberto em 1831, foi muito usado na época como analgésico, porém seu uso foi descontinuado em razão de seu alto poder toxicológico. Atualmente, sua principal aplicação é como solvente, no entanto é amplamente utilizado na indústria como matéria-prima para a produção de outros compostos. Sua reação de obtenção pode ser representada pela seguinte equação química: ​​CH​4​​​(g)​​+ ​3 C​𝓁​ 2​​​(g)​​→ ​CHC​𝓁​ 3​​​(g)​​+ ​3 HC𝓁​(g)​​

Baseando-se nas informações da tabela a seguir e nos conceitos de entalpia das ligações, calcule o valor da entalpia ​ΔH​dessa reação. Ligações e entalpias entre ​C​, ​H​e ​C𝓵​ Ligação

Entalpia de ligação (​​​ ​​kJ/mol​)​​​​

​C ​− ​H​

412

​C𝓁 ​− ​C𝓁​

242

​H ​− ​C𝓁​

431

​C ​− ​C𝓁​

338

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. 292-293.

Resposta: ​ΔH ​= ​−345 kJ​. Resolução nas Orientações para o professor.

8. O gráfico a seguir contém as variações de ental-

pia de duas formas alotrópicas de oxigênio: ​O​2​ e ​O​3​. Sabendo que, em substâncias puras, a forma mais estável é a que possui energia igual a zero, qual das duas formas será mais abundante na condição ambiente?

Entalpia H (kJ)

H.0

H50

O3

O2

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. A12.

Sergio Lima/Arquivo da editora

Variações de entalpia

Resposta: A variação de entalpia da forma​​ O​2​​​ é a que libera menos energia. Logo, trata-se da forma mais estável e mais abundante.

9. Considere um automóvel popular que consome,

em média, 1 litro de gasolina a cada 15 quilômetros rodados. Sabendo que a gasolina tem em sua composição octano ​​(​C​8​​​H​18​​)​​ e que a entalpia de formação do octano é de ​− 250,1 kJ / mol​, a do gás dióxido de carbono é de − ​ 393,5 kJ / mol​ e a da água líquida é de − ​ 285,8 kJ / mol​, responda às questões. a ) Escreva a equação balanceada de combustão completa do octano. b ) Calcule a entalpia padrão de combustão do octano. c ) Determine a quantidade de calor liberada quando o automóvel consome 1 litro de gasolina, considerando que ela seja composta só de octano. (Dado: densidade da gasolina ​≃ ​0,7 kg / L​; massa molar do octano​ ≃ ​114 g / mol​). Resoluções nas Orientações para o professor.

10. Uma pessoa que gosta muito de fazer trilhas foi

acampar em uma região montanhosa onde a altitude é significativamente maior do que o nível do mar. Ela percebeu que, ao cozinhar macarrão, o tempo de cozimento era maior do que o normal. Considerando que a temperatura de ebulição da água diminui com a altitude, explique se a entalpia de vaporização da água permanece constante, aumenta ou diminui na situação descrita e por que o tempo de cozimento do macarrão aumentou.

11. Uma equipe de engenheiros está desenvolven-

do um novo tipo de combustível para veículos que operam em locais de clima extremamente frio, onde as temperaturas podem cair abaixo de​ − 40 ° C​. Considerando que a entalpia de combustão do combustível é fundamental para seu desempenho, quais fatores relacionados à entalpia devem ser considerados no desenvolvimento desse combustível para garantir que ele funcione eficientemente nessas condições?

12. Considere as seguintes informações: Energias das reações A e B Reação

Energia dos reagentes

Energia dos produtos

A

​300 kJ / mol​

​150 kJ / mol​

B

​150 kJ / mol​

​300 kJ / mol​

a ) Qual das reações é endotérmica e qual é exotérmica? b ) Esboce um gráfico de energia para cada reação.

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13. Com as informações a seguir, determine a entalpia da reação de oxidação do monóxido de nitrogênio ​(NO)​ com a do dióxido de nitrogênio (​ ​NO​2​)​.​

Dados:

​2 NO​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 N​O​2​​​(g)​​

​​N​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​ ​→ ​2 NO​(g)​​​

UNIDADE

3

​Δ ​ ​H​f​​° = ​+ 90,25 kJ/mol ​

​​N​2​​​(g)​​+ ​2 ​O​2​​​(g)​​→ ​2 N​O​2​​​(g)​​​

​Δ ​ ​H​f​​° = ​+ 33,20 kJ/mol​

Resposta: A entalpia dessa reação é ​− 114,1 kJ/mol​. Resolução nas Orientações para o professor.

14. Em seu caderno, classifique as afirmações a seguir como verdadeiras ou falsas. a ) Se ​ΔH ​> ​0​, a reação libera energia. Resposta: Falsa.

b ) Se ​ΔH​é negativa, a reação é do tipo exotérmica. Resposta: Verdadeira.

c ) O estado de agregação dos reagentes e dos produtos não influencia nos valores de entalpia da reação. Resposta: Falsa.

d ) O valor de ​ΔH​de uma reação é sempre igual, mesmo se a quantidade de matéria for alterada. Resposta: Falsa.

e ) Em uma reação inversa à outra, o valor de ​ΔH​é igual, porém com sinal oposto. Resposta: Verdadeira.

15. A equação química de decomposição do mármore pode ser representada por: ​​CaCO​3​​​(s)​​→ ​CaO​(s)​​+ ​​CO​2​​​(g)​​

​ΔH° = ​+ 177,5 kJ/mol​

Considere que os valores das entalpias padrão de formação para C ​ aO​(s)​​ e ​​CO​2​​​(g)​​ sejam ​− 635,5 kJ/mol ​e​ − 393,5 kJ / mol​, respectivamente. Com base nessas informações, determine o valor da entalpia padrão de formação do mármore, ​​CaCO​3​​​(s)​​. Resposta e resolução nas Orientações para o professor.

16. O hidrogenocarbonato de sódio ​(​NaHCO​3​)​pode sofrer decomposição em temperatura relativamente baixa,

a partir de 1 ​ 00 ° C​, assim pode ser utilizado como fermento químico no preparo de pães e bolos. Como há produção de dióxido de carbono, essa reação também é utilizada na produção de espumas termoplásticas e como pó químico em extintores de incêndio. Veja a reação a seguir. ​2 ​NaHCO​3​​​(s)​​→ ​​Na​2​​​CO​3​​​(s)​​+ ​​CO​2​​​(g)​​+ ​​H​2​​O​(g)​​

Calcule a entalpia da reação mostrada considerando a Lei de Hess. Use as seguintes reações e seus valores de entalpia: 1 ​​H​2​​​(g)​​+ _ ​​ ​ ​O​2​​​(g)​​→ ​​H​2​​O​(g)​​ ​ 2 ​​C​grafite​​ ​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​​CO​2​​​(g)​​ ​ 3 ​​ ​ ​O​2​​​(g)​​→ ​​Na​2​​​CO​3​​​(s)​​​ ​2 Na​(s)​​+ ​​C​grafite​​ ​+ _ 2 ​2 Na​(s)​​+ ​2 ​C​grafite​​ ​+ ​​H​2​​​(g)​​+ ​3 ​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​NaHCO​3​​​(s)​​ ​

​​​Δ ​ ​H​1​​ ​= ​− 242 kJ​ ​​​Δ ​ ​H​2​​ ​= ​− 394 kJ​ ​Δ ​ ​H​3​​ ​= ​− 1 130 kJ​ ​Δ ​ ​H​4​​ ​= ​− 1 900 kJ​

Resposta: A entalpia de decomposição é ​134 kJ​. Resolução nas Orientações para o professor.

RETOME O QUE ESTUDOU Refletindo sobre o que você estudou nesta unidade, responda às questões a seguir.

1. Elabore um esquema, com imagens e textos, explicando os três principais estados de agregação da matéria e suas transformações, com base na energia dos sistemas.

2. Como você explicaria a frase “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”? 3. Explique o que é rendimento de uma reação química. 4. Explique a importância do etilenoglicol, um soluto não volátil, na água dos radiadores de carros em países cujas temperaturas chegam abaixo de zero grau Celsius.

5. Escreva em seu caderno a definição para os termos entalpia, reação exotérmica e reação endotérmica. Exemplifique cada uma dessas reações. Em seguida, leia suas definições para um colega e anote as definições dele a fim de compará-las com as suas. Respostas nas Orientações para o professor.

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MAIS QUESTÕES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. (Unip-SP) A água possui propriedades macroscópicas que afetam os sistemas biológicos de diversas maneiras, como nos eventos exemplificados a seguir.

1 - No inverno, apenas a camada superficial dos oceanos e lagos se solidifica. Isso faz com que a água permaneça líquida abaixo dessa camada, possibilitando a continuidade da vida nesse ambiente; 2 - Devido a uma espécie de membrana que a água líquida forma e que dificulta a penetração nessa massa líquida, há prejuízo nas trocas gasosas nos alvéolos pulmonares; 3 - A presença de água facilita as trocas hídricas, a circulação sanguínea e os mecanismos hemodinâmicos. As propriedades da água que se relacionam com os eventos indicados em 1, 2 e 3 são, respectivamente: a ) elevada temperatura de fusão; elevado calor específico; e baixa condutividade elétrica. b ) elevada tensão superficial; baixa viscosidade; e elevado calor específico. c ) baixa densidade do estado sólido em relação ao líquido; baixa tensão superficial; e elevada viscosidade. d ) elevada tensão superficial; baixa densidade do estado sólido em relação ao líquido; e elevado calor de vaporização. e ) baixa densidade do estado sólido em relação ao líquido; elevada tensão superficial; e baixa viscosidade. Resposta: Alternativa e.

2. (Enem/MEC) Antes da geração do céu, teremos que rever a natureza do fogo, do ar, da água e da terra. Primeiro, em relação àquilo a que chamamos água, quando congela, parece-nos estar a olhar para algo que se tornou pedra ou terra, mas quando derrete e se dispersa, esta torna-se bafo e ar; o ar, quando é queimado, torna-se fogo; e, inversamente, o fogo, quando se contrai e se extingue, regressa à forma do ar; o ar, novamente concentrado e contraído, torna-se nuvem e nevoeiro, mas, a partir destes estados, se for ainda mais comprimido, torna-se água corrente, e de água torna-se novamente terra e pedras; e deste modo, como nos parece, dão geração uns aos outros de forma cíclica. PLATÃO, Timeu (c. 360 a.C.).

Buscando compreender a diversidade de formas e substâncias que vemos no mundo, diversas culturas da Antiguidade elaboraram a noção de “quatro elementos” fundamentais, que seriam terra, água, ar e fogo. Essa visão de mundo prevaleceu até o início da Era Moderna, quando foi suplantada diante das descobertas da química e da física. PLATÃO. Timeu-Críticas. Coimbra: CECH, 2011.

Do ponto de vista da ciência moderna, a descrição dos “quatro elementos” feita por Platão corresponde ao conceito de Resposta: Alternativa d. a ) partícula elementar.

c ) elemento químico.

b ) força fundamental.

d ) fase da matéria.

e ) lei da natureza.

3. (FMJ-SP) Vapores de iodo (​​ ​I​  2​​) ​​formados pelo aquecimento de cristais de iodo sólido podem se dissolver em FMJ/2024

secreções gordurosas deixadas em certas superfícies, permitindo a revelação de impressões digitais, conforme a figura. 3. a) Resposta: Sublimação. É rompida as interações do tipo dipolo induzido-dipolo induzido, pois o iodo no estado sólido é formado por moléculas apolares que sofrem indução umas das outras.

(www.theforensicteacher.com. Adaptado.)

a ) Qual o nome da mudança de estado que ocorre com o iodo no processo de revelação de impressões digitais? Que tipo de interação intermolecular é rompida durante essa mudança de estado? b ) Classifique a molécula de iodo em relação à sua polaridade. Por que o iodo na forma gasosa consegue se dissolver em secreções gordurosas? Resposta: O iodo é apolar. Como as moléculas da gordura também são apolares, o iodo gasoso consegue se dissolver.

262

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

4. (Unicamp-SP) Em 15 de abril de 2019, a Catedral

a)

Temperatura

de Notre-Dame de Paris ardeu em chamas, atingindo temperaturas de ​800 ° C​. Estima-se que, na construção da catedral, foram empregadas pelo menos 300 toneladas de chumbo. Material usado à época, o chumbo é um metal pesado com elevado potencial de contaminação em altas temperaturas. Sabendo que o ponto de fusão do chumbo é de ​327,5 ° C​e seu ponto de ebulição é de ​1 750 ° C​, identifique a curva que pode representar o histórico da temperatura de uma porção de chumbo presente na catedral ao longo do incêndio, bem como o fenômeno corretamente relacionado ao potencial de contaminação.

Tempo

d ) ​CuSO​4​ e ) ​CH​3​COOH​

6. (UERJ) Para análise do teor de ozônio em um

meio aquoso, utiliza-se iodeto de potássio e ácido sulfúrico. Esses compostos reagem conforme a seguinte equação:

Temperatura

Quando a equação é balanceada, os coeficientes x e y correspondem, respectivamente, aos seguintes valores: a) 2 e 1 b) 4 e 2 Resposta: Alternativa c. Resolução nas Orientações para o professor.

7. (UFSC) Diversas substâncias, sob ação de calor,

eletricidade ou luz, passam por uma reação química. Várias reações químicas acontecem quando se aquece o açúcar para transformá-lo em caramelo, quando se assa um pão e em inúmeros outros casos.

Temperatura

Sobre transformações da matéria, é correto afirmar que: 01 ) a queima de uma vela é um exemplo de reação de combustão endotérmica. Tempo

Tempo

Imagens: UNICAMP/2020

Temperatura

O potencial de contaminação estaria associado à ebulição do chumbo em alta temperatura.

O potencial de contaminação estaria associado à evaporação do chumbo em alta temperatura. Resposta: Alternativa d.

c ) ​NH​4​C𝓁​

d) 8 e 4

O potencial de contaminação estaria associado à ebulição do chumbo em alta temperatura.

d)

a ) ​C​6​H​12​O​6​ b ) ​K​2​SO​4​

c) 6e3

Tempo

c)

tos estão indicados nas alternativas são de mesma concentração em m ​ ol/L​. A solução que deve apresentar menor temperatura de congelamento é a de Resposta: Alternativa b.

​x KI ​+ ​​O​3​​ ​+ ​​H​2​​​SO​4​​ ​→ ​y ​I​2​​ ​+ ​​H​2​​O ​+ ​​K​2​​​SO​4​​​

O potencial de contaminação estaria associado à evaporação do chumbo em alta temperatura. b)

5. (Unesp) Todas as soluções aquosas cujos solu-

02 ) a transformação do açúcar em caramelo em uma panela aquecida é uma reação endotérmica. 04 ) a caramelização da gordura da carne do churrasco é um exemplo de fenômeno físico. 08 ) a explosão de dinamite é um exemplo de reação endotérmica. 16 ) na respiração humana não há transformações químicas, já que o processo consiste apenas na liquefação do oxigênio para gerar dióxido de carbono. 32 ) o processo de formação de chuva na atmosfera é um exemplo de fenômeno físico. Resposta: Soma: ​02 ​+ ​32 ​= ​34​.

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

8. (Unicamp-SP) É comum encontrarmos, nos supermercados, produtos semelhantes em suas finalidades, porém em quantidades, concentrações de ingredientes e preços bem variados. Imagine três produtos com propriedades desinfetantes, com o mesmo princípio ativo. Os produtos têm as seguintes características: Produto A: 0,45% (massa/massa) do princípio ativo, conteúdo de ​1 L​, valor R$ 11,90; Produto B: 0,17% (massa/massa) do princípio ativo, conteúdo de ​0,5 L​, valor R$ 2,49; Produto C: 0,33% (massa/massa) do princípio ativo, conteúdo de ​2 L​, valor R$ 5,19; Os produtos que oferecem a melhor relação custo/benefício seriam, em ordem crescente, a ) A, B, C.

c ) C, B, A.

b ) C, A, B.

d ) B, C, A.

Resposta: Alternativa b. Resolução nas Orientações para o professor.

9. (Unesp) Certo spray antisséptico contém co-

mo princípio ativo o digliconato de clorexidina, na concentração de ​10 mg / mL​. Sabendo que a massa molar desse princípio ativo é, aproximadamente, ​5,0 × ​10​​2​ g/mol​ e que a constante de Avogadro é igual a ​6,0 × ​10​​23​ ​mol​​−1​, o número de moléculas de digliconato de clorexidina presentes em um frasco contendo 5 ​ 0 mL​desse anResposta: Alternativa a. Resolução tisséptico é a ) ​6,0 ×​10​​20​.

nas Orientações para o professor.

b ) ​6,0 ×​10​​17​.

ge com esse gás, mas pode ser regenerado. Segundo o estudo, no dispositivo utilizado, ​1,00 kg​ de óxido de ferro foi capaz de remover entre​ 0,200​ e 0 ​ ,716 kg​ de sulfeto de hidrogênio. Considere que apenas a reação abaixo equacionada esteja ocorrendo nessa remoção. ​​​Fe​2​​​O​3​​​(s) ​ ​+ ​3 ​H​2​​S​(g) ​ ​→ ​​Fe​2​​​S​3​​​(s) ​ ​+ ​3 ​H​2​​O​(​​𝓁​)​​​​

A partir desses dados, pode-se afirmar que, na condição de remoção máxima de sulfeto de hidrogênio relatada no estudo, a ) restaram cerca de 33% de óxido de ferro para reagir, tomando por base a estequiometria da equação química fornecida. b ) restaram cerca de 67% de óxido de ferro para reagir, tomando por base a estequiometria da equação química fornecida. c ) foi removida uma quantidade maior de ​H​2​S​ que a prevista pela estequiometria da equa­ção química fornecida. d ) as quantidades reagiram na proporção estequiométrica da equação química fornecida. Massas molares ​​(g ​mol​​ −1​)​​: ​Fe ​= 56​, ​H ​= ​1​, ​O ​= ​16​e ​S ​= ​32​. Resposta: Alternativa c. Resolução

nas Orientações para o professor.

12. (UERJ) Em testes de perfuração realizados em

plataformas de petróleo, pode ser utilizado o brometo de cálcio. Considere um teste para o qual foi preparada uma solução aquosa desse sal na concentração de ​3000 g/L​.

c ) ​6,0 ×​10​​14​.

Admitindo a completa dissociação do sal, a concentração de íons brometo, em m ​ ol/L​, nessa solução, é igual a: Resposta: Alternativa b. Resolução nas

e ) ​6,0 ×​10​​26​.

a ) 15

d ) ​6,0 ×​10​​23​.

10. (UECE) Sulfato de cobre penta-hidratado tem ação fungicida e é empregado para controle de fungos em frutas e hortaliças. A massa em gramas de sulfato de cobre penta-hidratado necessária para produzir ​100 mL​ de uma solução de concentração molar ​0,2 mol/L​é a ) 4,99.

c ) 5,99.

b ) 6,99.

d ) 3,99.

Resposta: Alternativa a. Resolução nas Orientações para o professor.

11. (Unicamp-SP) A remoção de sulfeto de hidrogê-

nio presente em amostras de biogás é essencial, já que ele é altamente corrosivo para tubulações metálicas. A queima desse ​H​2​S​ também é muito prejudicial ao meio ambiente, pois leva à formação de dióxido de enxofre. Um estudo de 2014 sugere que a remoção de ​H​2​S​pode ser realizada pelo uso de esponjas de óxido de ferro, que rea-

b ) 30

Orientações para o professor.

c ) 45 d ) 60

13. (UFRGS-RS) Para higienização de superfícies,

pode-se utilizar uma solução de hipoclorito de sódio, ​NaC𝓁O​, a 0,5%, deixando-a agir por 1 minuto. Para preparar essa solução, deve-se utilizar ​230 mL​de solução de água sanitária a 2,0% e diluir com água filtrada para preparar ​1 L​ de solução. Após, colocar em um borrifador e deixar em local sem incidência de luz para evitar a diminuição da concentração de cloro ativo na solução. O valor aproximado da concentração, em m ​ ol · ​L​​ −1​​, da solução de água sanitária a 2,0% é de a ) ​2,0 ​× ​10​​−2​.

b ) ​7,0 ​× ​10​​−2​. c ) ​2,7 ​× ​10​​−1​.

d ) ​5,4 ​× ​10​​0​. e ) ​3,0 × ​10​​2​.

Resposta: Alternativa c. Resolução nas Orientações para o professor.

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

14. (Enem/MEC) Glicólise é um processo que ocorre nas células, convertendo glicose em piruvato. Durante a

prática de exercícios físicos que demandam grande quantidade de esforço, a glicose é completamente oxidada na presença de ​O​2​. Entretanto, em alguns casos, as células musculares podem sofrer um déficit de ​O​2​ e a glicose ser convertida em duas moléculas de ácido lático. As equações termoquímicas para a combustão da glicose e do ácido lático são, respectivamente, mostradas a seguir: ​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(s)​​+ ​6 ​O​2​​​(g)​​→ ​6 ​CO​2​​​(g)​​+ ​6 ​H​2​​O​(𝓁) ​​ ​​∆​ c​​ H ​= ​− 2 800 kJ​ ​​CH​3​​CH​(OH)​ COOH​(s)​​+ ​3 ​O​2​​​(g)​​→ ​3 ​CO​2​​​(g)​​+ ​3 ​H​2​​O(​ 𝓁)​​ ​​∆​ c​​ H ​= ​− 1 344 kJ​

O processo anaeróbico é menos vantajoso energeticamente porque a ) libera ​112 kJ​por mol de glicose. b ) libera ​467 kJ​por mol de glicose. c ) libera ​2 688 kJ​por mol de glicose. d ) absorve 1 ​ 344 kJ​por mol de glicose. e ) absorve ​2 800 kJ​por mol de glicose.

Resposta: Alternativa a. Resolução nas Orientações para o professor.

15. (Enem/MEC) Para garantir que produtos eletrônicos estejam armazenados de forma adequada antes da

venda, algumas empresas utilizam cartões indicadores de umidade nas embalagens desses produtos. Alguns desses cartões contêm um sal de cobalto que muda de cor em presença de água, de acordo com a equação química: ​ ⎯ ⇀ ​​CoC𝓁​ 2​​​(s)​​+ ​6 ​H​2​​O​(g)​↽ ​​  ⎯  ​  ​​CoC𝓁​ 2​​ · 6 ​H​2​​O​(s)​​ ​∆H ​< ​0​ ​ (azul) (rosa) Como você procederia para reutilizar, num curto intervalo de tempo, um cartão que já estivesse com a coloração rosa? a ) Resfriaria no congelador. b ) Borrifaria com spray de água. c ) Envolveria com papel alumínio. d ) Aqueceria com secador de cabelos. e ) Embrulharia em guardanapo de cabelos. Resposta: Alternativa d.

16. (Unicamp-SP) A caiação ou pintura com cal hidratada ​(Ca​(​ OH)​ ​)​ é uma das formas mais antigas para o 2

revestimento da fachada de edifícios. A cal virgem (​ CaO)​ – produzida a partir do aquecimento do calcário (​ ​CaCO​3​)​–, ao ser colocada em água, forma a cal hidratada que, uma vez aplicada à parede e em contato com o ​CO​2​do ar atmosférico, vai se transformando em seu precursor, o carbonato de cálcio. Dessa forma, o carbonato de cálcio fica aderido à parede, protegendo-a, conservando-a e embelezando-a. Considere as equações a seguir: I ) ​CaCO​3​​→ ​CaO ​+ ​CO​2​; ∆H ​= ​178 kJ/mol​

II ) ​CaO ​+ ​H​2​O ​→ ​Ca​(​ OH)​ ​; ∆H ​= ​− 109 kJ/mol​ 2 III ) ​Ca​(​ ​OH​)​2​​+ ​CO​2​​→ ​CaCO​3​​+ ​H​2​O​; ∆H ​= ?​

Levando em conta apenas as equações do processo de transformação e produção do carbono de cálcio (equações I a III), pode-se afirmar que o processo a ) pode ser considerado carbono neutro e que a última equação representa uma reação que levaria ao aquecimento da parede onde a cal foi aplicada. b ) pode ser considerado carbono neutro e que a última equação representa uma reação que levaria ao resfriamento da parede onde a cal foi aplicada. c ) não pode ser considerado carbono neutro e que a última equação representa uma reação que levaria ao aquecimento da parede onde a cal foi aplicada. d ) não pode ser considerado carbono neutro e que a última equação representa uma reação que levaria ao resfriamento da parede onde a cal foi aplicada. Resposta: Alternativa a. Resolução nas Orientações para o professor.

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4 UNIDADE

Nesta unidade, vamos estudar... • reações de oxidação e redução; • diferença de potencial; • pilhas e baterias; • eletrólise ígnea e aquosa; • radiação ionizante; • decaimento radioativo; • meia-vida; • usos da radioatividade.

ENERGIA E TRANSFORMAÇÕES NA SOCIEDADE

Na página seguinte, você encontrará uma maquete em escala reduzida de um veículo que permaneceu apenas no estágio de projeto dos fabricantes de automóveis. Desenvolvido na década de 1950, esse carro inovador se diferenciava dos veículos comuns por conta do combustível que utilizaria. Enquanto a maioria dos carros usava gasolina, este modelo seria alimentado por urânio-235 ​​(U-235)​​, um combustível nuclear. O carro, conhecido como carro nuclear, prometia uma autonomia de ​8 000 km​ e poderia ser reabastecido rapidamente com a troca das pastilhas de urânio (​​ U)​​. Naquela época, os planos de produzir um carro movido a energia nuclear começaram a surgir, em parte, por conta do desenvolvimento de reatores nucleares criados para fins pacíficos, como para a geração de energia elétrica e a propulsão de submarinos. Um submarino, por exemplo, era capaz navegar cerca de 40 mil k​ m​utilizando apenas 2 ​ kg​de urânio-235. Contudo, questões relacionadas à segurança e à dimensão dos reatores impediriam sua aplicação em automóveis. Apesar de a tecnologia nuclear não ter sido incorporada aos carros, outras tecnologias, como motores e baterias elétricas, estão substituindo os motores a combustão. Esses veículos elétricos oferecem vantagens: não emitem gases poluentes, têm menor manutenção e são mais eficientes. Nessa unidade, exploraremos as características dos materiais radioativos e sua aplicação na sociedade, bem como as reações químicas que geram energia elétrica e as que podem ser provocadas por ela. Respostas nas Orientações para o professor.

a ) Quais são os benefícios da busca por novas tecnologias para geração e uso de energia? b ) Você considera importante a busca de novas tecnologias para gerar e utilizar energia?

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Bettmann/Getty Images

Miniatura de protótipo de carro movido a energia nuclear.

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CAPÍTULO

14

1. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar equipamentos como telefones celulares, brinquedos eletrônicos, controles remotos, notebooks e alguns tipos de relógios.

Eletroquímica 3. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que isso ocorre porque as reações químicas, responsáveis por gerar a energia elétrica, deixam de ocorrer, resultando na completa oxidação de determinado material.

A invenção da pilha

Para iniciar nosso estudo, responda às questões a seguir.

2. Resposta: O objetivo desta questão é levar os estudantes a associar as pilhas e baterias a geradores elétricos. Espera-se que eles comentem que esses dispositivos fornecem energia elétrica para o funcionamento desses equipamentos. 4. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que isso é possível porque, nesses dispositivos elétricos, as reações químicas responsáveis por gerar energia elétrica são do tipo reversível. Assim, ao receber corrente elétrica, os elétrons são transferidos aos materiais, de modo que os produtos se transformem em reagentes, possibilitando que a reação química ocorra novamente e, consequentemente, que os geradores elétricos gerem energia.

1. Cite pelo menos dois equipamentos que você utiliza em seu dia a dia e que funcionam com pilhas ou baterias. 2. Qual é a importância das pilhas e baterias nesses equipamentos? 3. Por que, após certo tempo de uso, as pilhas e baterias descarregam?

Ao responder às questões anteriores, é possível perceber que as pilhas e baterias estão presentes em diferentes situações do nosso dia a dia. Afinal, qual é a finalidade desses dispositivos? Eles atuam como geradores elétricos, fornecendo energia elétrica ao equipamento para que ele funcione, dispensando a conexão direta à rede de energia elétrica, como ocorre com outros equipamentos eletrônicos. 4. Por que algumas pilhas e baterias podem ser recarregadas? 5. Por que é importante dar preferência ao uso de pilhas e baterias recarregáveis? Resposta: Porque isso reduz o lixo eletrônico produzido.

Algumas pilhas e baterias são recarregáveis, ou seja, quando finalizada sua carga, basta conectá-las à rede de energia elétrica para que elas se recarreguem. No entanto, as pilhas comuns não são recarregáveis, sendo necessário seu descarte em pontos de coleta após o término de sua vida útil e sua substituição por pilhas novas. Mas como esses dispositivos foram desenvolvidos? O precursor das pilhas e baterias utilizadas atualmente foi desenvolvido pelo físico italiano Alessandro Volta (1745-1827). Em 1799, ao investigar eventos relacionados à eletricidade, Volta construiu um equipamento formado por discos metálicos do tamanho de moedas, empilhados uns sobre os outros, com o qual conseguiu obter faíscas e choques elétricos. Apesar da importância da pilha de Volta, por se tratar da primeira fonte de eletricidade contínua desenvolvida, seu uso era limitado, pois ela perdia carga rapidamente à medida que a corrente elétrica era consumida. Em 1836, o químico e meteorologista inglês John Daniell (1790-1845) criou uma pilha aprimorada que fornecia uma corrente elétrica uniforme durante seu funcionamento. A pilha de Daniell, também chamada célula de Daniell, deu um novo impulso à pesquisa elétrica e encontrou muitas aplicações comerciais. Ela consistia em um recipiente de cobre contendo solução de sulfato de cobre ​​(​CuSO​4​​)​​, ácido sulfúrico ​​(​H​2​​​SO​4​​)​​ e um fio de zinco (​​ Zn)​​. A.

B.

Pilha voltaica de Alessandro Volta. Ela tinha ​15 cm​de altura e era composta por discos de zinco (​​ Zn)​​ e cobre ​​(Cu)​​ alternados por discos de feltro ou papel.

SPL/Fotoarena

Royal Institution of Great Britain/SPL/Fotoarena

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Ilustração de uma pilha de Daniell montada (A) e seus componentes (B).

Professora, professora: Ao comentar sobre o descarte adequado de pilhas e baterias, diga aos estudantes que, de acordo com a Resolução nº 401/08 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), todos os pontos de venda de pilhas e baterias devem oferecer postos de coleta.

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UNIDADE

4 PRÁTICA CIENTÍFICA C. Coloque uma arruela sobre o papel umedecido.

Você já imaginou acender um LED com moedas e arruelas (peça colocada entre um parafuso e uma peça a ser parafusada)? No experimento a seguir você vai reproduzir, de maneira simplificada, o dispositivo de Alessandro Volta.

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A pilha de Alessandro Volta

Materiais

• 7 moedas revestidas de cobre (podem ser de 1 ou 5 centavos) • 5 arruelas galvanizadas de zinco • 5 pedaços de papel sulfite ou papel toalha cortados em quadrados no tamanho próximo ao das moedas Professor, professora: Deixe claro aos estudantes • vinagre que os materiais que compõem as moedas e as

arruelas não são puros. As moedas de 1 e 5 centavos da segunda família do real são feitas de aço • prato de plástico revestido com cobre, já a arruela é feita de aço revestido de zinco. Antes de

• LED

iniciar a montagem da pilha, confira se as moedas e as arruelas estão limpas, caso não estejam, oriente-os a limpar com esponja, água e sabão.

Como proceder

A. Molhe os pedaços de papel em vinagre. B. Monte a pilha sobre o prato de plástico. Primeiro, faça uma base triangular com três moedas e, na sequência, adicione um pedaço de papel umedecido com vinagre.

Imagem referente à etapa C.

D. Repita mais quatro vezes o processo de empilhar, nesta sequência: uma moeda de cobre, um papel embebido em vinagre e uma arruela. E. Segure o terminal mais longo do LED tocando as moedas da base e o mais curto tocando a arruela no topo da pilha.

Análise

Respostas nas Orientações para o professor.

1. O que aconteceria com a intensidade da luz do LED se mais quatro camadas fossem empilhadas e ligadas a ele?

2. Por que a folha de papel embebida em vinagre é necessária para o funcionamento da pilha montada? Poderia ser utilizado outro material?

Funcionamento de pilhas e baterias Como vimos, as pilhas e baterias são dispositivos portáteis para a geração de energia elétrica. Portanto, existe energia armazenada nesses dispositivos, que a liberam na forma de energia elétrica ao serem conectados aos aparelhos. Essa energia armazenada, no entanto, não é energia elétrica, e sim química. Mas o que isso significa e como ocorre essa transformação? Os materiais que compõem as pilhas e as baterias são responsáveis por armazenar a energia química nesses dispositivos. Por meio de reações químicas, essa energia é liberada, causando a movimentação de elétrons e gerando corrente elétrica. A movimentação dos elétrons em uma pilha ocorre porque um dos elementos químicos que a compõem perde elétrons, ou seja, oxida, enquanto o outro elemento químico recebe esses elétrons, ou seja, reduz. Essa movimentação de elétrons, que ocorre de forma espontânea, gera a corrente elétrica. Esse tipo de reação recebe o nome de reação de oxirredução ou reação redox. Na pilha de Daniell, cada átomo de zinco metálico perde dois elétrons, formando cátions ​​Zn​​ 2+​​. ​Zn​(s)​​→ ​​Zn​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​ Já os íons ​​Cu​​ 2+​​ recebem dois elétrons, transformando-se em cobre metálico. ​​Cu​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Cu​(s)​​​

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Portanto, o funcionamento da pilha se baseia em reações de oxirredução que ocorrem entre os elementos químicos que a compõem. Nesse tipo de dispositivo elétrico, sempre há um elemento sendo oxidado e outro sendo reduzido simultaneamente. Para uma combinação de zinco e cobre, por exemplo, as reações espontâneas sempre serão a oxidação do zinco e a redução do cobre. Quando não houver mais disponibilidade de zinco metálico ou de íons ​​Cu​​ 2+​​, a pilha deixará de funcionar. Um fenômeno semelhante acima ocorre em outros tipos de pilhas e baterias. Ou seja, quando um dos materiais necessários à reação de oxirredução se esgota, a pilha deixa de funcionar ou, como é popularmente dito, ela descarrega. Nas pilhas e baterias recarregáveis, essas reações são reversíveis e os materiais necessários às reações de oxirredução são regenerados, possibilitando que tais dispositivos sejam usados novamente. Dessa forma, o que torna algumas pilhas recarregáveis e outras, não, são os materiais usados na sua construção. As baterias de telefones celulares são compostas de lítio (​​ Li)​​.

Art789/Shutterstock.com

Bart_J/Shutterstock.com

As pilhas recarregáveis são compostas de metais níquel (​​ Ni)​​ e cádmio (​​ Cd)​​.

Pilhas recarregáveis conectadas ao carregador.

Baterias recarregáveis usadas em celulares.

Número de oxidação

O número de oxidação (​​ NOX) ​​ é um número atribuído a cada elemento químico presente em uma substância. Ele está relacionado à carga elétrica que o átomo apresentaria caso estivesse na forma iônica (mesmo que não seja o caso). Esse valor está diretamente relacionado à tendência que o átomo tem de atrair ou perder elétrons. Um átomo neutro adquire carga elétrica quando perde ou recebe elétrons, que são partículas com carga elétrica negativa. Assim, ao receber elétrons, o átomo adquire sua forma iônica e passa a apresentar carga elétrica negativa. Já quando um átomo neutro perde elétrons, ele adquire carga elétrica positiva. Os íons de carga negativa são chamados ânions e os íons de carga positiva são chamados cátions. Confira a seguir algumas regras para determinar o N ​ OX​dos elementos químicos. 1. O ​NOX​de cada átomo isolado e de cada átomo em substâncias simples não iônica (com equilíbrio de cargas) é zero. Exemplos: ​A𝓁​, ​Ag​, ​Fe​, ​​H​2​​​, ​​O​2​​​, ​C​𝓁​ 2​​​, ​​S​8​​​, ​​P​4​​​, ​Ca​. 2. O ​NOX​ do átomo do elemento químico formador de um íon monoatômico é igual à sua própria carga. − Exemplos: ​​Na​​ +​​, ​​K​​ +​​, ​​Ca​​ 2+​​, ​​Mg​​ 2+​​, ​A​𝓁​​ 3+​​, ​​F​​ −​​, ​C​𝓁​​ ​​, ​​O​​ 2−​​, ​​N​​ 3−​​.

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3. Alguns elementos químicos apresentam ​NOX​fixo ao formarem um composto. São eles:

4. Ao formar compostos, o hidrogênio ​​(H) ​​ geralmente apresenta ​NOX ​= ​+ 1​.

Metais alcalinos (​Li​, ​Na​, ​K​, ​Rb​, ​Cs​, ​Fr​): ​NOX ​= ​+ 1​.

​​​​ O​4​​​. Exemplos: ​​ H​​ ​Br​; ​​​H​2​​S​​​​ O​4​​​; ​​ H​​ ​CN​; ​​​H​3​​P

+1

+1

Exemplos: ​​Na​​​C𝓁​; ​​ K​​ ​​NO​3​​​. Metais alcalinoterrosos (​Be​, ​Mg​, ​Ca​, ​Sr​, ​Ba​, ​Ra​):​ NOX ​= ​+ 2​. +2

+2

Exemplos: ​​Ca​​​S​; ​​Mg​​​​​(​NO​3​​)​​ ​​​.

+1

+1

+1

Quando o átomo de hidrogênio se liga diretamente a um metal, formando hidreto metálico, apresenta ​NOX ​= ​− 1​. −1

−1

Exemplos: ​Na​H​​ ​​; ​Ca​​H​2​​.​​​​

2

Alumínio ​​(A𝓁) ​​: ​NOX ​= ​+ 3​. +3

+1

UNIDADE

4

Professor, professora: Ressalte aos estudantes que na molécula de ​​H​2​​​ o hidrogênio tem ​NOX ​= ​0​.

+3

Exemplos: ​​A𝓁​​​C​𝓁​ 3​​​; ​​A𝓁​​​​PO​4​​​.

5. Ao formar compostos, o oxigênio (​​ O) ​​ geralmente apresenta ​NOX ​= ​− 2​. −2

−2

−2

−2

−2

Exemplos: ​C​O​​ ​​; ​​H​2​​​ O​​ ​​; ​​H​2​​S​​O​4​​​​​​; ​​C​6​​​H​12​​​​O​2​​​​​​; ​CaC​​O​3​​​​​​. Nos peróxidos, cada um dos átomos de oxigênio apresenta ​NOX ​= ​− 1​. −1

−1

−1

−1

Exemplos: ​​H​2​​​​O​2​​​​​​; ​​Na​2​​​​O​2​​​​​​; ​Ca​​O​2​​​​​​; ​Zn​​O​2​​​​​​. Em compostos binários oxigenados com flúor ​​(F) ​​, o flúor é mais eletronegativo do que o oxigênio, o qual apresenta ​NOX​positivo. +1

+2

Exemplos: ​​​O​2​​​​​​F​2​​​; ​​ O​​ ​​F​2​​​.

6. Em compostos binários contendo halogênios, estes, por serem mais eletronegativos, apresentam​ NOX ​= ​− 1​. −1

−1

−1

−1

Exemplos: ​C​​F​4​​​​​​; ​H​C𝓁​​​​; ​Mn​​Br​2​​​​​​; ​K​I​​ ​​.

7. A soma dos ​NOX​de todos os átomos presentes em substâncias neutras é igual a zero. Em substâncias iônicas, como os sais, a regra é a mesma. Exemplo:

8. Nos íons, em que há desequilíbrio eletrostático, a soma dos ​NOX​dos elementos deve ser igual à carga total. Exemplo: ​[​Cr​2​O​7​]​ ​

+1 x −2

x

​​​​ ​​​O ​​ ​4​​​​​​ ​​​H​3​P ​ ​· (​​ + 1)​​+ ​x ​+ ​4 ​· (​​ − 2)​​= ​0​ 3 ​3 ​+ ​x ​− ​8 ​= ​0​ ​x ​= ​+ 5 ​⇒ ​NOX ​= ​+ 5​

−2

2−

​ ​· ​x ​+ ​7 ​· (​​ − 2)​​= ​− 2​ 2 ​2x ​− ​14 ​= ​− 2​ ​x ​= ​+ 6 ​⇒ ​NOX ​= ​+ 6​

Os valores de N ​ OX​nos ajudam a compreender que as reações de oxidação e redução ocorrem simultaneamente. Essas reações são comuns não apenas em dispositivos como pilhas e baterias, mas também na obtenção de metais a partir dos seus minérios, no processo de corrosão do ferro (​​ Fe)​​ e no escurecimento das frutas pela ação do gás oxigênio (​​ ​O​2​​)​​, por exemplo. Na formação de ferrugem dois produtos são formados: o óxido de ferro(III), de fórmula ​​Fe​2​​​O​3​​​, e o hidróxido de ferro(II), de fórmula ​Fe​​(OH)​​ ​​​. Confira a seguir a reação oxidação do ferro metálico a hidróxido de ferro(II). 2

​2 ​Fe​​​​(s)​​+ ​​O​​ 2​​ (​​ g)​​+ ​2 ​​H​2​​​​​​ O​​ ​​(𝓁) ​ ​→ ​2 ​Fe​​​​​(​​​ O​​ ​​ H​​ ​​)​​​ ​​​(aq)​​ 0

0

+1 −2

+2 −2+1

2

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Comparando o ​NOX​de cada elemento químico como reagente e como produto, podemos afirmar que: • o ​NOX​do ferro aumenta de 0 para ​+ 2​(perda de elétrons, oxidação); • o ​NOX​do oxigênio diminui de 0 para ​− 2​(ganho de elétrons, redução); • o ​NOX​do hidrogênio permanece o mesmo (​​ +1) ​​​​.

Portanto, na formação do óxido de ferro(II) o ferro metálico é oxidado e o oxigênio é reduzido, tratando-se da ocorrência de uma reação de oxirredução.

Agente redutor e agente oxidante Analisando a reação de formação do óxido de ferro(II), podemos afirmar que o ferro metálico se oxida, uma vez que o gás oxigênio recebe seus elétrons. Portanto, o oxigênio provoca a oxidação do ferro. De modo análogo, podemos afirmar que o ferro metálico, ao perder elétrons, provoca a redução do oxigênio. Assim, o elemento que se oxida provoca a redução de outro elemento. Por essa razão, ele é chamado de agente redutor. Já o elemento químico que se reduz leva à oxidação de outro, sendo chamado de agente oxidante.

Balanceamento de reações de oxirredução O balanceamento de equações químicas se baseia na determinação dos coeficientes estequiométricos das substâncias participantes. Esses coeficientes permitem igualar as quantidades de átomos de cada elemento químico presente nos reagentes e nos produtos. Nas reações de oxirredução, além de verificar a igualdade na quantidade de átomos, é necessário balancear a quantidade de carga total de todas as espécies químicas envolvidas. Para isso, faz-se o balanceamento do número de elétrons, pois a quantidade total de elétrons cedidos deve ser igual à quantidade total de elétrons recebidos. Vamos balancear a reação de transformação do óxido de ferro(III) (​​ ​Fe​2​​​O​3​​​(s))​​​ em ferro metálico. Essa reação é realizada na maior parte das siderúrgicas para a obtenção do ferro. ​​Fe​2​​​O​3​​​(s)​​+ ​CO​(g)​​→ ​​CO​2​​​(g)​​+ ​Fe​(s)​​ O primeiro passo para balancear a equação química é conhecer o ​NOX​de todos os elementos químicos. +3 −2

+2−2

+4−2

0

​​​Fe​​​​ 2​​​​ O​​ ​​ 3​​​(s)​​+ ​​ C​​ ​​ O​​ ​​(g) ​ ​→ ​​​ C​​ ​​ O​​ ​​ 2​​​(g) ​ ​+ ​​Fe​​(​​ s)​​ redução

oxidação

Comparando o ​NOX​dos elementos químicos nos reagentes e nos produtos, verificamos que o ferro passa ​ OX​(​​ ΔNOX)​​ pelo processo de redução, e o carbono (​​ C)​​, de oxidação. Agora, vamos calcular a variação no N que ocorre para esses elementos químicos. Para isso, subtrai-se o valor de ​NOX​do elemento químico no fim da reação (produto) do valor de ​NOX​no início da reação (reagente): ​ΔNOX ​= ​​NOX​reagente​​ ​− ​​NOX​produto​​​. • ​Δ​NOX​Fe​​​: ​+ 3 ​− ​0 ​= ​+ 3​ O átomo de ferro recebeu 3 elétrons e, como o índice para o ferro é 2 (do ​​Fe​2​​​O​3​​(s)​), teremos um total de 6 elétrons recebidos (​​ 3 ​· ​2 ​= ​6)​​.

• ​Δ​NOX​C​​​: (​​ + 2)​​− (​​ + 4)​​= ​− 2​ O átomo de carbono perdeu 2 elétrons e, como o índice para o carbono é igual a 1, teremos um total de 2 elétrons perdidos.

Como a quantidade de elétrons perdidos deve ser igual à quantidade de elétrons recebidos, a quantidade de átomos de ferro é multiplicada por 2 e a de carbono, por 6. Na prática, estamos usando o ​Δ​NOX​total​​​ do redutor para balancear o oxidante, e vice-versa. ​2​Fe​2​​​O​3​​​(s)​​+ ​6 CO​(g)​​→ ​​CO​2​​​(g)​​+ ​Fe​(s)​​

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O restante da equação química será balanceado igualando-se as quantidades de átomos nos reagentes e nos produtos. ​2 ​Fe​2​​​O​3​​​(s)​​+ ​6 CO​(g)​​→ ​6​CO​2​​​(g)​​+ ​4 Fe​(s)​​ Simplificando os coeficientes, temos:

UNIDADE

4

​​Fe​2​​​O​3​​​(s)​​+ ​3 CO​(g)​​→ ​3 ​CO​2​​​(g)​​+ ​2 Fe​(s)​​

Como cada átomo de ferro recebe 3 elétrons e na reação estão envolvidos 2 átomos desse elemento químico, o total é de 6 elétrons recebidos. Cada átomo de carbono perde 2 elétrons e são usados, na reação, 3 átomos, totalizando 6 elétrons perdidos. Nessa reação, o agente redutor é o ​CO​(g)​​ e o agente oxidante é o​​ Fe​2​​​O​3​​​(s)​​.

Pilha de Daniell O funcionamento das pilhas e baterias atuais ocorre de modo semelhante ao da pilha de Daniell. Essa pilha tem dois recipientes: em um deles há uma barra de cobre parcialmente imersa em uma solução aquosa de sulfato de cobre(II) ​​(​CuSO​4​​​(aq))​​​, e no outro, uma barra de zinco parcialmente imersa em uma solução aquosa de sulfato de zinco ​​(​ZnSO​4​​​(aq))​​​. Cada conjunto contendo o recipiente, a barra metálica e a solução é chamado semicélula. lâmpada elétrica acesa Imagem sem proporção e em cores fantasia.

fio condutor sentido do fluxo de elétrons

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

ponte salina

Cátodo solução de ​​CuSO​4​​​

Ânodo

6. Que característica do sistema apresentado possibilita verificar que está ocorrendo a passagem de elétrons?

Resposta: A lâmpada elétrica acesa.

eletrodo de zinco solução de ​​ZnSO​4​​​

eletrodo de cobre semicélula 2

semicélula 1

Representação da pilha de Daniell.

Os dois metais sólidos conectados por um circuito externo são chamados eletrodos, e eles ficam em um meio condutor iônico, uma solução eletrolítica. A solução de eletrólito, em geral, é uma solução de um composto iônico. Portanto, o eletrodo de zinco contém uma barra de zinco metálico parcialmente imersa em uma solução contendo cátions ​​Zn​​ 2+​​, e o eletrodo de cobre contém uma barra de cobre metálico em uma solução com cátions ​​Cu​​ 2+​​. As setas indicadas no fio condutor mostram que os elétrons saem do eletrodo de zinco e são incorporados ao eletrodo de cobre. Isso significa que ocorre oxidação na semicélula 1 e redução na semicélula 2. Esses processos são representados pelas semirreações: • Semicélula 1: ​Zn​(s)​​→ ​​Zn​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​ (semirreação de oxidação). • Semicélula 2: ​​Cu​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Cu​(s)​​ (semirreação de redução).

Na semicélula onde ocorre a oxidação há um acúmulo de elétrons; assim, esse é o polo negativo da pilha, ou o ânodo. Na semicélula onde ocorre a redução, há uma deficiência de elétrons, pois assim que eles chegam do polo negativo são incorporados pelos íons ​​Cu​​ 2+​​(aq)​​; por isso, esse é o polo positivo da pilha, ou o cátodo. Em uma pilha, o fluxo de elétrons (corrente elétrica) sempre ocorre do ânodo para o cátodo.

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Após um tempo de funcionamento da pilha de Daniell, a oxidação no ânodo provoca o desgaste da placa de zinco, pois os átomos de zinco metálico oxidados passam para a solução como íons ​​Zn​​ 2+​​(aq)​​. No cátodo, com a redução dos íons ​​Cu​​ 2+​​(aq)​​, o cobre metálico formado se deposita sobre a placa de cobre.

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

zinco

cobre

corrosão

deposição

Representação da pilha de Daniell com eletrodos oxidado e reduzido.

Somando as semirreações de oxidação e de redução, obtemos a reação global da pilha. Essa reação mostra qual elemento sofre oxidação, qual elemento sofre redução e qual é o número de elétrons envolvidos. Ânodo: Cátodo:

​Zn​(s)​​→ ​​Zn​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​

​​Cu​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Cu​(s)​​

Reação global: ​Zn​(s)​​+ ​​Cu​​ 2+​​(aq)​​→ ​Cu​(s)​​+ ​​Zn​​ 2+​​(aq)​​ A pilha também pode ser representada por um diagrama. Confira a seguir. 1.

2.

3.

|

​​​ ​Cu​​ 2+​​​(aq)|​​ Cu​​(s)​​ ​Zn​(s)​​ ​Zn​​ 2+​​(aq)‖ 1. Inicialmente, representa-se o

polo negativo, isto é, a semicélula correspondente ao ânodo. Para isso, escreve-se a espécie química que se oxida e a espécie resultante dessa oxidação, separadas por uma barra.

2. Em seguida,

colocam-se duas barras paralelas, indicando que há a ponte salina.

3. Por fim, representa-se o polo positivo,

ou seja, a semicélula que corresponde ao cátodo. Para isso, escreve-se a espécie química que se reduz e a espécie resultante dessa redução, também separadas por uma barra.

Após um tempo de funcionamento da pilha, ocorre o aumento da concentração de cátions na solução anódica, fazendo com que nessa solução haja excesso de carga positiva, enquanto na solução catódica da outra semicélula há diminuição da concentração de cátions, adquirindo excesso de carga negativa. A ponte salina, que interliga as soluções dos eletrodos da pilha, é composta por uma solução saturada de um sal solúvel. Ela possibilita a passagem de íons de uma semicélula à outra, tendendo a manter essas soluções eletricamente neutras. Nesse caso, ocorre a migração de ânions para a solução carregada positivamente e de cátions para a solução carregada negativamente, mantendo as semicélulas eletricamente neutras e prolongando o funcionamento espontâneo da pilha.

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UNIDADE

4 Diferença de potencial ou força eletromotriz

Professor, professora: Comente com os estudantes que, apesar da designação força

Confira o esquema a seguir. eletromotriz ter o termo força, ela se refere a um valor de voltagem, e não de força. Ao conectar um voltímetro ao fio condutor da pilha de Daniell, verifica-se uma marcação de ​1,10 V​. Essa medida fornecida pelo voltímetro é chamada de diferença de potencial ​​(ddp)​​ ou força eletromotriz da pilha (fem). A ddp de uma pilha (​​ ΔE)​​ depende das espécies químicas (eletrodos), das concentrações das soluções eletrolíticas e da temperatura do sistema.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

voltímetro ​​(1,10 V)​​

fluxo de elétrons (​​ ​e​​ −​)​​

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

​Zn​

​Cu​

ponte salina

solução de sulfato de cobre ​​Zn​​ 2+​​ ​​Zn​​ 2+​​

​​​SO​4​​​​ 2−​​ ​​​SO​4​​​​ 2−​​

solução de sulfato de zinco

​​Cu​​ 2+​​ ​​​SO​4​​​​ 2−​​ ​​​SO​4​​​​ 2−​​ ​​Cu​​ 2+​​

Assim, foram estabelecidas condições padrão para a determinação da ​ddp​: concentração inicial do cátion da solução eletroquímica igual a ​1 mol/L​, pressão igual a 1 ​ atm​ e temperatura igual a ​25 °C​. A ​ddp​entre dois eletrodos medida nessas condições é denominada diferença de potencial padrão e representada por ​ΔE°​. Representação da pilha de Daniell com o voltímetro ligado ao circuito externo.

O eletrodo de hidrogênio e o potencial padrão Na prática, não há como medir diretamente o potencial de cada eletrodo isoladamente. Portanto, para que se pudesse calcular a ddp entre eletrodos, escolheu-se, então, um eletrodo de referência, em função do qual são determinados os potenciais dos demais eletrodos. O eletrodo padrão de referência escolhido foi o de hidrogênio e, por convenção, definiu-se que o potencial de redução padrão ​​(​E​red​​°) ​​ dele é nulo. Ele é composto por um tubo de vidro contendo uma placa de platina​​ ​ mol/L​de íons ​​H​​ +​​(aq)​​ a ​25 °C​, na qual é injetado gás hidrogênio (Pt)​​ imersa em uma solução de concentração 1 (​​ ​H​2​​)​​ à pressão de ​1 atm​, conforme o esquema a seguir. fio de platina

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

tubo de vidro para conter ​​H​2​​​(g)​​

​​H​2​​​(g) ​​

Para determinar o valor dos demais eletrodos, são montadas pilhas em que um dos eletrodos é o padrão de hidrogênio e o outro é aquele que se deseja determinar o potencial em relação ao padrão. Quando o eletrodo padrão funciona como ânodo, o gás hidrogênio é oxidado, aumentando a concentração de íons ​​H​​ +​​(aq)​​ em solução. ​​H​2​​​(g)​​→ ​2 ​H​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​

​​H​​ +​​(aq) ​ 1 mol/L​ placa de platina

Representação do eletrodo padrão de hidrogênio.

Nesse caso, o outro eletrodo da pilha apresen­tará potencial de redução maior do que o do eletrodo padrão (​​ ​E​red​​ ​> ​0)​​. Se o fio de platina do eletrodo padrão receber elétrons, esse eletrodo será o cátodo, reduzindo os íons ​​H​​ +​​(aq)​​ da solução e formando gás hidrogênio.

​2​H​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​H​2​​​(g)​​ Nesse caso, o outro eletrodo da pilha apresentará potencial de redução menor do que o do eletrodo padrão (​​ ​E​red​​ ​< ​0)​​.

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As substâncias que apresentam os maiores valores do potencial de redução tendem a atuar como oxidantes. Da mesma forma, aqueles que apresentam os menores valores tendem a ser redutores. A tabela a seguir mostra os potenciais de redução padrão de algumas reações. Potenciais padrão de redução ​​E​red​​° (​ V)​​ Tendência à redução Tendência à oxidação

Semirreação ​​F​2​​​(g)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​2​F​​ −​​(aq)​​

​+ 2,87​

​​Co​​ 3+​​(aq)​​+ ​​e​​ −​​→ ​​Co​​ 2+​​(aq)​​

​​PbO​2​​​(s)​​+ ​4 ​H​​ ​​(aq)​​+ ​​​SO​4​​​​ +

​+ 1,82​

​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​PbSO​4(​​​ s)​​+ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​​

2−

​​Ce​​ ( 4+

)

(

)

​​Au​​ (

)

​+ 1,70​ ​+ 1,61​

​​ aq ​​+ ​​e​​ −​​→ ​​Ce​​ 3+​​ aq ​​ ()

​​ aq ​​+ ​3 ​e​​ −​​→ ​Au​ s ​​

​+ 1,50​

​C​𝓁​ 2​​ ​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​2 C​𝓁​​ ​​(aq)​​

​+ 1,36​

3+

−

​​O​2​​​(g)​​+ ​4 ​H​​ ​​(aq)​​+ ​4 ​e​​ −​​→ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​​ +

​​Br​2​​​(𝓁) ​ ​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​2 ​Br​​ ​​(aq)​​ −

​+ 1,07​

​​​Hg​2​​​​ 2+​​(aq)​​+ ​2​e​​ −​​→ ​2 Hg​(𝓁) ​​ ​​Ag​​ +​​(aq)​​+ ​​e​​ −​​→ ​Ag​(s)​​

​+ 0,77​

− ​​​ nO​4​​​​ ​​(aq)​​+ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​+ ​3 ​e​​ −​​→ ​​MnO​2(​​​ s)​​+ ​4 ​OH​​ ​​(aq)​​ M −

​+ 0,59​

()

​+ 0,34​

+ ​​ aq ​​+ ​​e​​ −​​→ ​​Cu​​ ​​ aq ​​

​+ 0,15​

2+

)

​+ 0,85​ ​+ 0,80​

​​Fe​​ 3+​​(aq)​​+ ​​e​​ −​​→ ​​Fe​​ 2+​​(aq)​​ ​​Cu​​ (

​+ 1,23​

​​ aq ​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Cu​ s ​​

​​Cu​​ ( 2+

)

(

)

​​Sn​​ ​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​Sn​​ ​​(aq)​​ 4+

2+

​2 ​H​​ ​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​H​2​​​(g)​​ +

​0,00​

​​Pb​​ ​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Pb​(s)​​

​− 0,13​

2+

​ ​​ −​​→ ​Sn​(s)​​ ​​Sn​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 e

​− 0,14​

​​Ni​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Ni​(s)​​

​− 0,25​

​​Co​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Co​(s)​​ )

()

​− 0,40​ ​− 0,44​

​​Cr​​ ​​(aq)​​+ ​3 ​e​​ −​​→ ​Cr​(s)​​

​− 0,74​

​​ aq ​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Cd​ s ​​

​​Fe​​ ( 2+

)

()

3+

​​Zn​​ ​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Zn​(s)​​

​− 0,76​

2+

​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​H​2​​​(g)​​+ ​2 ​OH​​ ​​(aq)​​ −

​​Mn​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Mn​(s)​​ ​ ​e​​ −​​→ ​A𝓁​(s)​​ ​A​𝓁​​ 3+​​(aq)​​+ 3

​​Mg​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Mg​(s)​​ ​​Na​​ (

)

​− 0,83​ ​− 1,18​ ​− 1,66​ ​− 2,37​

()

​− 2,71​

​​ aq ​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Ca​ s ​​

+

​​ aq ​​+ ​​e​​ −​​→ ​Na​ s ​​

​​Ca​​ (

()

​− 2,87​

​​ aq ​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Sr​ s ​​

​− 2,89​

2+

​​Ba​​ ​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Ba​(s)​​

​− 2,90​

​​K​​ ​​(aq)​​+ ​​e​​ −​​→ ​K(​ s)​​

​− 2,93​

2+

​​Sr​​ ( 2+

)

)

()

+

​​Li​​ ​​(aq)​​+ ​​e​​ −​​→ ​Li​(s)​​ +

A tendência à oxidação aumenta de cima para baixo.

​− 0,31​

​​ aq ​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Fe​ s ​​

2+

A tendência à redução aumenta de baixo para cima.

​− 0,28​

​​ bSO​4(​​​ s)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Pb​(s)​​ ​+ ​​SO​  4​​​​  2−(​​ aq) ​​ P ​​Cd​​ (

​+ 0,13​

​− 3,05​

Fonte de pesquisa: CHANG, Raymond; GOLDSBY, Kenneth A. Química. 11. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. p. 823.

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A diferença de potencial padrão de uma pilha é a diferença dos potenciais dos eletrodos que a compõem. ​ΔE° ​= E​​ ​cátodo°​​ − ​E​ânodo°​​ ​

UNIDADE

4

Na pilha de Daniell, as semirreações apresentam os seguintes potenciais de redução padrão: ​​Cu​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Cu​(s)​​ ​​Zn​​ ​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Zn​(s)​​ 2+

​E° = ​+ 0,34 V​

Professor, professora: Após ler o parágrafo seguinte, se julgar conveniente, comente que no próximo capítulo será discutido as células eletrolíticas, que apresentam valores de ddp são negativos e, para a reação ocorra, é necessário a aplicação de uma tensão externa.

​E° = ​− 0,76 V​

Portanto, sua ​ddp​é:

​ΔE° ​= ​+ 0,34 ​− (​​ − 0,76)​​

​ΔE° ​= ​+ 1,10 V​

Nas pilhas e baterias, os valores da ddp sempre são positivos. Isso significa que o processo de oxirredução é espontâneo, ou seja, ele ocorre sem necessitar de uma fonte de tensão externa. As representações das equações globais e os cálculos da ddp padrão das demais pilhas podem ser feitos da mesma forma que fizemos para a pilha de Daniell. Confira a seguir o exemplo de uma pilha formada por eletrodos de prata ​​(Ag)​​ e de alumínio (​​ A𝓁) ​​. As semirreações de redução e os respectivos potenciais para esses dois metais são: ​A​𝓁​​ 3+​​(aq)​​+ ​3​e​​ −​​→ ​A𝓁​(s)​​ ​A​g​​ +​​(aq)​​+ ​​e​​ −​​→ ​Ag​(s)​​

​E° ​= ​− 1,66 V​ ​E° ​= ​+ 0,80 V​

Como a prata apresenta potencial de redução maior, ela será reduzida e o alumínio, oxidado. Para obter a equação global, é necessário somar uma semirreação de oxidação e uma semirreação de redução. Para obter a semirreação de oxidação do alumínio, basta inverter os reagentes e os produtos da semirreação de redução. ​A𝓁​(s)​​→ ​A​𝓁​​ 3+​​(aq)​​+ ​3​e​​ −​​

​E° ​= ​+ 1,66 V​

O potencial de oxidação é numericamente igual ao potencial de redução, mas com o sinal contrário. Outro cuidado que devemos ter para obter a reação global é igualar as quantidades de elétrons envolvidos nas duas semirreações. Para isso, no caso analisado, é necessário multiplicar a semirreação de redução por 3. ​3​Ag​​ +​​(aq)​​+ ​3 ​e​​ −​​→ ​3 Ag​(s)​​

​E° ​= ​+ 0,80 V​

Note que o potencial de redução não se altera, pois esse valor depende apenas da substância que sofre a reação, sem depender da quantidade de matéria envolvida. Podemos, agora, somar as semirreações para obter a reação global. Ânodo: Cátodo:

​A𝓁​(s)​​→ ​A​𝓁​​ 3+​​(aq)​​+ ​3 ​e​​ −​​

​3 ​Ag​​ +​​(aq)​​+ ​3 ​e​​ −​​→ ​3 Ag​(s)​​

Reação global: ​3​Ag​​ +​​(aq)​​+ ​A𝓁​(s)​​→ ​3 Ag​(s)​​+ ​A​𝓁​​ 3+​​(aq)​​ O cálculo da ​ddp​da pilha é dado por:

​ΔE° ​= ​+ 0,80 ​− (​​ − 1,66)​​

Proteção dos metais Para iniciar o estudo sobre a proteção dos metais, responda à questão a seguir. 7. Como a imagem da maçã pode ser relacionada à corrosão sofrida por uma ponte de ferro por causa da ferrugem?

Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que ambos os casos envolvem reações do gás oxigênio com o material, seja o metal da ponte, sejam os componentes da maçã.

Roman Yanushevsky/Shutterstock.com

​ΔE° = ​+ 2,46 V​

Professor, professora: Ressalte aos estudantes que nesta equação deve-se utilizar os potenciais de redução, mesmo que alguma semirreação tenha sido invertida para obter a equação global.

Fatias de maçã escurecidas como resultado da reação do gás oxigênio presente no ar atmosférico com substâncias presentes nos tecidos vegetais.

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O gás oxigênio e a umidade do ar reagem com diversos materiais. Em metais como o ferro, essas reações químicas formam a ferrugem, que diminui a resistência do material. Outros metais, como o cobre, não têm sua resistência afetada, mas sua aparência se altera como resultado da formação de compostos em sua superfície. Até algumas partes vegetais podem reagir com o gás oxigênio do ar, como foi possível observar nas porções escurecidas das fatias de maçã. A corrosão metálica provoca grandes prejuízos ao atingir estruturas como pontes, tubulações subterrâneas e cascos de navios. Por isso, ao longo do tempo foram desenvolvidos diversos procedimentos que podem ser aplicados visando proteger essas estruturas da corrosão. O tipo de proteção mais simples é a pintura. Ao receber uma cobertura de tinta, cria-se uma camada protetora que evita o contato direto do metal com o gás oxigênio e a umidade, protegendo-o da corrosão. No entanto, qualquer falha ou risco na pintura aumenta as chances de ocorrer a corrosão. Sendo assim, apesar de ser um método barato e de fácil aplicação, deve ser constantemente monitorado e a manutenção deve ser imediata. Em ambientes muito suscetíveis à corrosão, como cidades litorâneas, recomenda-se aplicar, antes da pintura propriamente dita, uma tinta protetora à base de zarcão (​​ tetróxido de chumbo, ​Pb​3​​​O​4)​​ ​​.

Em algumas das estruturas citadas não é possível fazer esse tipo de monitoramento, como nas tubulações subterrâneas. Para esses casos, existem outros procedimentos para a proteção do metal.

A galvanoplastia ou eletrodeposição metálica é uma técnica de revestimento metálico de peças ou objetos que sejam condutores elétricos, colocando-os no cátodo do sistema eletrolítico. Dessa forma, obtém-se a douração, a prateação, a cromação e a niquelação, por exemplo, o que, além de melhorar a aparência do material condutor, ajuda na proteção contra a corrosão. Nomad_Soul/Shutterstock.com

Na galvanoplastia, o cátodo (eletrodo em que ocorre redução) é formado pelo material condutor com que se deseja revestir o objeto. O ânodo (eletrodo em que ocorre oxidação) é formado por uma placa do metal que vai revestir o material condutor presente no cátodo, utilizando uma fonte de corrente contínua e o material para banho eletrolítico. O banho eletrolítico é uma solução aquosa e deve apresentar cátions do metal da placa anódica. Peça cromada de motocicleta.

A anodização é um processo semelhante à eletrodeposição. No entanto, em vez de depositar uma camada metálica, deposita-se uma película de óxido sobre o metal por meio da imersão em um banho eletrolítico. O metal que será protegido é ligado ao polo positivo de uma fonte de energia, tornando-se o ânodo do processo de eletrólise e permitindo a oxidação e formação de uma camada de óxido em sua superfície. Na anodização do alumínio, por exemplo, a peça de alumínio é colocada como ânodo em uma célula eletrolítica contendo uma solução diluída de ​​H​2​​​SO​4​​​. Com a passagem da corrente elétrica, ocorre a reação química apresentada a seguir. ​4 ​OH​​ ​​(aq)​​→ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​+ ​​O​2​​​(g)​​+ ​4 ​e​​ −​​ −

O gás oxigênio formado causará a oxidação da superfície de alumínio, formando o óxido de alumínio ​​(A​𝓁​ 2​​​O​3​​)​​, que funciona como uma película protetora.

SHINPANU/Shutterstock.com

Professor, professora: Diga aos estudantes que a eletrólise e a célula eletrolítica serão estudadas no próximo capítulo.

Peças de alumínio anodizadas. Adicionando-se corantes específicos à solução eletrolítica, é possível colorir as peças anodizadas.

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Outra forma de proteger um metal é utilizar um metal de sacrifício ou ânodo de sacrifício ligado a ele. O metal de sacrifício é utilizado em estruturas submetidas a ambientes oxidantes, para que ele seja oxidado no lugar do metal que se deseja proteger. Para isso, o metal de sacrifício deve ter potencial de redução menor do que o material a ser protegido, como é o caso do zinco e do magnésio ​​(Mg)​​, que são metais comumente utilizados para proteger objetos de ferro.

UNIDADE

4

Tanques de aço, tubulações de oleoduto, cascos de navio e plataformas marítimas geralmente utilizam esse tipo de proteção, pois é mais fácil e barato fixar uma nova peça metálica do que substituir todo o objeto.

Tawansak/Shutterstock.com

Aço: liga metálica – material composto de mais de um elemento químico, sendo necessariamente um deles um metal – composta de carbono e, principalmente, de ferro.

placas de zinco

Placas de zinco fixadas no casco de um navio.

Considere uma tubulação de aço, cujo principal constituinte é o ferro. O potencial de redução do ferro é de​ −0,44 V​. Portanto, para que um metal proteja o ferro, seu potencial deve ser menor do que esse valor, como é o caso do zinco, que apresenta potencial de redução de ​−0,76 V​e, por isso, pode ser usado para esse fim. Ao conectar a tubulação a uma barra de zinco, ocorrem as reações químicas apresentadas a seguir. Ânodo: Cátodo: Reação global:

​Zn​(s)​​→ ​​Zn​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​

​​Fe​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Fe​(s)​​

​Zn​(s)​​+ ​​Fe​​ 2+​​(aq)​​→ Fe​(s)​​+ ​​Zn​​ 2+​​(aq)​​

Sendo assim, o ferro não sofre oxidação quando protegido pelo zinco. Periodicamente, deve-se substituir esse eletrodo de sacrifício, pois, caso ele se esgote e não seja substituído, a tubulação de aço sofrerá corrosão. 8. Como a corrosão de tubulações de oleodutos submarinos, por exemplo, podem prejudicar o meio ambiente e os seres vivos? Quais são os possíveis danos econômicos desse processo? Pesquise sobre o assunto e, em seguida, elabore um texto dissertativo sobre a importância dos processos de proteção dos metais. Resposta nas Orientações para o professor.

9. Se você tivesse que sugerir um metal para a proteção do casco de um navio feito de aço, qual(is) dos metais a seguir poderia(m) ser utilizado(s) e qual seria o mais eficiente? Justifique suas respostas. ​Zn ​→ ​​Zn​​ 2+​​+ ​2 ​e​​ −​​ ​E° ​= ​+ 0,34 V​ ​Cu ​→ ​​Cu​​ 2+​​+ ​2 ​e​​ −​​ ​E° ​= ​− 0,44 V​ ​Fe ​→ ​​Fe​​ 2+​​+ ​2 ​e​​ −​​ ​Mg ​→ ​​Mg​​ 2+​​+ ​2 ​e​​ −​​

​ ° ​= ​− 0,76 V​ E ​E° ​= ​− 2,38 V​

9. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que o zinco e o magnésio podem ser usados para proteger o aço por apresentarem potencial de redução menor que o do ferro. Nesse caso, o magnésio seria mais eficiente para essa finalidade, pois quanto menor for o potencial de redução, mais eficiente será a proteção.

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ATIVIDADES

3. Resposta: Considerando que a molécula é neutra e que o NOX do hidrogênio é ​ + 1​e do oxigênio é ​− 2​, temos: ​3 ​· (​​ + 1)​​+ ​x ​+ ​4 ​· (​​ − 2)​​= ​0 ​∴ ​x ​= ​+ 5​. Portanto, o fósforo apresenta ​NOX ​= ​+ 5​.

1. Com o passar do tempo, objetos de prata (​ Ag)​

Sarah Macor/Shutterstock.com

perdem seu brilho original, em decorrência da reação do metal com o oxigênio do ar e com compostos contendo enxofre (​ S)​. Sobre a superfície do metal é formada uma camada de sulfeto de prata ​(​Ag​2​S)​, responsável pelo escurecimento do objeto.

A.

B.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Determine o número de oxidação (​​ NOX) ​​ do fósforo ​​(P)​​ nesse composto.

4. A respeito da reação ​N​2​(g)​​+ ​3 ​H​2​(g)​​→ ​2 ​NH​3​(g)​, identifique a alternativa correta. Resposta:

Alternativa c.

a ) O nitrogênio sofreu oxidação.

b ) O número de oxidação do nitrogênio na amônia é ​+ 3​. c ) O ​N​2​é o agente oxidante. d ) O hidrogênio sofreu redução. e ) A soma dos coeficientes da equação balanceada é 5.

5. As lentes fotocromáticas escurecem quando ex-

Objeto de prata oxidado (A) e objeto de prata polido (B). O polimento remove a camada de sulfeto de prata que se acumula sobre o objeto.

A equação química de oxirredução que representa esse processo é: ​4 Ag​(s)​​+ ​​O​2​​​(g)​​+ ​2 ​H​2​​S​(aq)​ → ​

​→ ​2 ​Ag​2​​S​(s)​​+ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​​

Fotos: Lilifahrenhit/Look at Sciences/Fotoarena

postas à luz solar, mas permanecem claras em ambientes internos ou pouco iluminados.

Óculos com as lentes transparentes.

Nesse processo, identifique os itens a seguir. a ) A substância que reduziu.

Resposta: ​​O​2​​​, pois houve a diminuição do NOX.

Professor, professora: Diga aos estudantes que o ​λ​, na equação química da atividade 5, representa a incidência de luz ultravioleta.

b ) A substância que oxidou.

Resposta: ​Ag​, pois há aumento do NOX.

c ) O agente redutor.

Resposta: ​Ag​, pois sofreu oxidação.

d ) O agente oxidante.

Resposta: ​​O​2​​​, pois sofre redução.

2. Em relação à equação ​Zn​(s)​​+ ​2 HC𝓁​(aq)​​→​​

​→ ZnC​𝓁​2​​​(aq)​​+ ​​H​2​​​(g)​​, analise as alternativas a seguir. I ) O ácido clorídrico é o agente oxidante.

Óculos com as lentes escurecidas.

II ) O zinco sofreu oxidação. III ) O hidrogênio sofreu redução. IV ) O zinco doou elétrons para o cátion ​H​+​.

V ) O cloro (​ C𝓁)​recebeu 2 elétrons. Escreva a alternativa com as afirmativas corretas. Resposta: Alternativa d.

Essas lentes apresentam em sua estrutura o cloreto de prata (​​ AgC𝓁) ​​ e o cloreto de cobre (​​ CuC𝓁) ​​, que reagem conforme a reação a seguir. ​​Ag​​ +​​(aq)​​+ ​​Cu​​ ​​(aq)​ ​⇌ ​ Ag​(s)​​+ ​​Cu​​ 2+​​(aq) ​​ +

λ

a ) I e II.

d ) I, II, III e IV.

Sobre essa reação, identifique a afirmativa correta.

b ) II, IV e V.

e ) I, III, IV e V.

a ) Na presença da luz, o íon prata sofre oxidação.

c ) I, III e IV.

3. Muito utilizada pela indústria de bebidas, a solução

aquosa de ácido fosfórico ​(​H​3​PO​4​(aq)​)​está presente nos refrigerantes tipo cola, pois atua como acidulante e conservante da bebida.

b ) O ​Cu​​+​é o agente redutor. c ) A reação é irreversível. d ) O ​Ag​​+​, ao receber 2 elétrons, forma a prata metálica. e ) O ​Cu​​+​reduz para ​Cu​​2+​. Resposta: Alternativa b.

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New Africa/Shutterstock.com

Pilhas e baterias atuais Como você estudou anteriormente, as pilhas e baterias são geradores elétricos portáteis, comuns em nosso dia a dia. Ao longo do tempo, elas foram aperfeiçoadas, ficando cada vez menores, mais leves e com vida útil maior. O uso desses dispositivos possibilitou que muitos objetos eletrônicos se tornassem portáteis, como é o caso dos smartphones e notebooks, aumentando sua mobilidade. O aprimoramento das baterias também possibilitou novas aplicações, como a sua utilização em carros elétricos. Por outro lado, as pilhas e baterias utilizam metais, muitos dos quais são tóxicos e podem causar danos ao meio ambiente e à saúde dos seres vivos. A partir de agora, vamos conhecer algumas características das pilhas e baterias mais utilizadas em nosso dia a dia.

A pilha comum ou pilha seca recebe esse nome porque foi a primeira pilha construída sem o uso de soluções aquosas. Esse tipo de pilha é utilizado em brinquedos, controles remotos, lanternas e rádios, por exemplo. Nas pilhas comuns, o polo positivo (cátodo) é composto de uma barra cilíndrica de grafite em posição central, envolvida por dióxido de manganês ​​(​MnO​2(​​​ aq))​​​, carvão em pó (​​ C)​​ e uma pasta úmida contendo água​​ (​H​2​​O(​ 𝓁) ​)​​, cloreto de amônio (​​ ​NH​4​​C𝓁​(aq))​​​ e cloreto de zinco (​​ ZnC​𝓁​2​​​(aq))​​​. O polo negativo (ânodo), por sua vez, é formado por uma chapa de zinco que envolve o cátodo.

Pilhas e baterias. Esses dispositivos elétricos podem ser de diferentes tamanhos e formatos, a depender do tipo de equipamento eletrônico no qual serão utilizados.

papel poroso (essa camada separa a chapa de zinco das demais substâncias)

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Pilha comum ou pilha seca ácida

UNIDADE

4

cátodo (barra de grafite) ânodo (chapa de zinco) pasta de ​​MnO​2​​​, ​​NH​4​​C𝓁​, ​ZnC​𝓁​ 2​​​ e carvão em pó

No ânodo, o zinco metálico é oxidado.

Representação de pilha seca ácida ou comum em corte.

​Zn​(s)​​→ ​​Zn​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

No cátodo, o manganês ​​(Mn)​​ presente no dióxido de manganês é reduzido. Os dois sais presentes no eletrólito têm caráter ácido, daí o nome pilha seca ácida. +4

+3

​2 ​Mn​​​​O​2​​​(aq)​​+ ​2 ​​NH​4​​​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​​Mn​2​​​​​​O​3​​​(s)​​+ ​2 ​NH​3​​​(g)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁) ​​ Somando as semirreações, obtemos a reação global da pilha seca. Ânodo:

​Zn​(s)​​→ ​​Zn​​ 2+​​(aq) ​ ​+ ​2 ​e​​ −​​

Cátodo:

​2 ​MnO​2​​​(aq)​​+ ​2 ​​ NH​4​​​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​Mn​2​​​O​3​​​(s)​​+ ​2 ​NH​3​​​(g) ​ ​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​​

Reação global:

​Zn​(s)​​+ ​2 ​MnO​2​​​(aq)​​+ ​2 ​​NH​4​​​​ +​​(aq)​​→ ​​Zn​​ 2+​​(aq)​​+ ​​Mn​2​​​O​3​​​(s)​​+ ​2 ​NH​3​​​(g) ​ ​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​​

A ​ddp​inicial dessa pilha é de 1 ​ ,5 V​, mas durante seu funcionamento a amônia (​​ ​NH​3​​​(g) ​)​​ formada no cátodo pode envolver a barra de grafite, dificultando a passagem dos elétrons e diminuindo a voltagem da pilha. Em geral, para que ela volte a funcionar, basta tirá-la do equipamento e deixá-la em repouso. Dessa forma, o cátion ​​Zn​​ 2+​​(aq)​​ tende a reagir com a amônia, deixando a barra de grafite livre. Quando o dióxido de manganês for totalmente consumido, a pilha deixará de funcionar.

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Dica As pilhas não devem ser mantidas dentro do aparelho quando ele não estiver em uso por um período prolongado, porque o eletrólito continua a oxidar, e isso pode corroer lentamente o envoltório da pilha e causar vazamento da pasta com eletrólito, que, além de tóxica, pode afetar o equipamento.

Pilha seca alcalina A pilha seca alcalina tem esse nome porque seu eletrólito contém cerca de 30% de hidróxido de potássio​​ KOH​ (aq))​ ​​, uma base. Esse tipo de pilha apresenta durabilidade maior do que a pilha seca comum, pois o ( caráter alcalino do eletrólito faz com que o ânodo de zinco tenha um desgaste menor. Confira o esquema a seguir. terminal ​+​ Imagem sem proporção e em cores fantasia. Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

cátodo (barra de grafite) eletrólito (pasta de ​​ MnO​2​​​ e ​KOH​) absorvente/separador

O cátodo apresenta anéis de dióxido de manganês ​​(​MnO​2​​​(s))​​​ revestidos por uma camada de aço niquelado e um isolante de nylon.

ânodo

O ânodo da pilha alcalina é um fino cilindro de aço envolto por zinco metálico em pó, em contato com o eletrólito ​ KOH​(aq)​​.

Representação de pilha seca alcalina em corte.

terminal ​–​

As semirreações e a reação global dessa pilha podem ser representadas como mostrado a seguir. Ânodo: Cátodo: Reação global:

​Zn​(s)​​+ ​2 ​OH​​ ​​(aq)​​→ ​​Zn​(OH) ​​ ​​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​ −

2

​2 ​MnO​2​​​(aq)​​+ ​​H​2​​ O​(𝓁) ​ ​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​Mn​2​​ ​O​3​​​(s)​​+ ​2 ​OH​​ ​​(aq)​​ −

​Zn​(s) ​ ​+ ​2 ​MnO​2​​​(aq)​​+ ​​H​2​​ O​(𝓁) ​ ​→ ​Zn (​​ OH) ​​ ​​​(aq)​​+ ​​Mn​2​​ ​O​3​​​(s)​​ 2

As pilhas secas alcalinas não são recarregáveis e sua ​ddp​é de ​1,5 V​.

Pilha de lítio ou pilha de lítio-iodo À época de seu desenvolvimento, o aparelho necessitava de uma pilha pequena, que não emitisse gases e que fosse de longa duração. A pilha que abarcava todas essas características era a de lítio, também conhecida como pilha lítio-iodo ou pilha botão.

marca-passo

Radiografia de pessoa com marca-passo implantado no corpo.

Mauro Rodrigues/ Shutterstock.com

Somsak Thapthimthong/Shutterstock.com

O marca-passo é um aparelho implantado no peito de pessoas que apresentam problemas cardíacos visando controlar os batimentos do coração.

Pilhas de lítio-iodo.

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Além do marca-passo, esse tipo de pilha é utilizado em outros equipamentos, como calculadoras, instrumentos científicos, balanças, campainhas sem fio e relógios de pulso. Estima-se que a pilha utilizada no marca-passo dure entre 7 e 12 anos.

UNIDADE

4

As semirreações e a reação global dessa pilha estão representadas a seguir. Ânodo: Cátodo:

​2 Li​(s)​​→ ​2 ​Li​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​

​2 ​Li​​ +​​(aq)​​+ ​​I​2​​​(s)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​2 LiI​(s)​​

Reação global:

​2 Li​(s)​​+ ​​I​2​​​(s)​​→ ​2 LiI​(s)​​

As pilhas de lítio não são recarregáveis e sua ​ddp​é de ​2,8 V​.

Bateria de chumbo Uma bateria é um conjunto de pilhas ligadas entre si. As baterias de chumbo são utilizadas em automóveis, por exemplo, e têm uma ddp de ​12 V​. São formadas por seis compartimentos, sendo cada um deles uma pilha com ddp de 2 ​ V​. Confira a seguir. polo negativo

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

ligação em série

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

polo positivo

placa de chumbo revestida por óxido de chumbo(IV) (​​ ​PbO​2​​)​​

Representação de bateria de chumbo utilizada em automóvel, em corte.

pilha de ​2 V​

Nas baterias de automóveis, o cátodo é formado por placas de chumbo revestidas por óxido de chumbo(IV) ​​(​PbO​2​​)​​ e o ânodo é formado por placas de chumbo ​​(Pb)​​. As placas do ânodo e do cátodo são intercaladas e separadas entre si por material plástico e encontram-se mergulhadas em uma solução de ácido sulfúrico. As semirreações que ocorrem nos eletrodos e a reação global que ocorre durante a descarga de uma bateria com carga estão representadas a seguir. Ânodo: Cátodo: Reação global:

​Pb​(s)​​+ ​​​SO​4​​​​ 2−​​(aq)​​→ ​​PbSO​4​​​(s)​​+ ​2 ​e​​ −​​

​​PbO​2​​​(s)​​+ ​4 ​H​​ +​​(aq)​​+ ​​​SO​4​​​​ 2−​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​PbSO​4​​​(s)​​+ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​​

​Pb​(s)​​+ ​​PbO​2​​​(s)​​+ ​4 ​H​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​​ SO​4​​​​ 2−​​(aq)​​→ ​2 ​PbSO​4​​​(s)​​+ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​​

Dica Para evitar a saída de vapores tóxicos ou vazamento de ácido sulfúrico, as baterias modernas são seladas, ou seja, não é possível abri-las facilmente.

As reações de descarga das baterias automotivas são espontâneas e podem ser reversíveis, ou seja, é possível recarregá-las. A recarga, baseada na reação inversa de geração de energia elétrica, não é espontânea. Sendo assim, é necessária a corrente elétrica, fornecida por um gerador de corrente contínua. As baterias de chumbo apresentam como principal vantagem o fato de produzirem uma corrente elétrica de intensidade elevada em pouco tempo. Essa característica é necessária para dar a partida no motor de um veículo e para que as baterias sejam recarregáveis, por exemplo.

Bateria de íon lítio

As baterias de íon lítio recebem esse nome porque o íon lítio ​​(​Li​​ +​)​​ participa das reações de oxidação e de redução que ocorrem nesse dispositivo.

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kasarp studio/Shutterstock.com

O ânodo é formado por átomos dispostos na forma de lâminas, nas quais se inserem os íons lítio. Esses íons se intercalam na estrutura do óxido de lítio-cobalto (​​ ​LiCoO​2​​)​​. O cátodo dessa bateria é de carbono grafite (​​ C)​​, em que os íons lítio se intercalam entre estruturas hexagonais de carbono (​​ ​LiC​6​​)​​. Na carga da bateria, o cobalto ​​(Co)​​ é oxidado. Os íons ​​Li​​ +​​ são transferidos do eletrodo de óxido de lítio-cobalto para o cátodo, ligando-se ao carbono. Durante a descarga, ocorre o processo inverso, com a redução do cobalto. Esse tipo de bateria é utilizado em telefones celulares e computadores portáteis, por exemplo. Sua voltagem varia de 3,0 a​ 3,5 V​e são mais leves do que outros tipos de baterias recarregáveis de mesmo tamanho. Como o lítio tem pequena massa molar, essas baterias armazenam grande quantidade de energia por unidade de massa. Além disso, sua autodescarga é lenta. Isso significa que, quando não estão em uso, mantêm a carga por mais tempo. Instalação de bateria de íon lítio em uma moto.

Baterias de carros elétricos Leia o trecho de reportagem a seguir.

Baterias em estado sólido chegam no fim desta década para dobrar autonomia […] “As baterias atuais de íon-lítio já são uma tecnologia madura e que vai continuar evoluindo, embora não exista muito mais o que avançar” diz Flávio Sakai, diretor de eletrônica e conectividade da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva). “As de estado sólido ainda estão em desenvolvimento.” […] SODRÉ, Eduardo. Baterias em estado sólido chegam no fim desta década para dobrar autonomia. Folha de S.Paulo, 30 jan. 2024. p. A22.

O texto faz menção ao fato de que as baterias em estado sólido podem dobrar a autonomia. Você sabe o que significa autonomia de um carro? Quanto mais energia uma bateria acumula, maior quilometragem o veículo pode rodar por recarga. Ou seja, o aumento da autonomia está relacionado à busca por baterias com maior capacidade de carga. Além disso, também busca-se baterias com recarga mais rápida e maior número de ciclos. Atualmente, as baterias de íons de lítio dominam o mercado, mas há um grande esforço para superar suas limitações. As baterias de carros elétricos são compostas de uma ou várias células de íon de lítio interligadas em um único módulo. Cada célula tem uma tensão média de 3 ​ ,6 V​, mas como um carro elétrico exige uma tensão total de 300 a​600 V​, são necessárias centenas ou até milhares de células conectadas em série. Como se trata de uma bateria recarregável, durante o processo de descarga os elétrons se movem do ânodo para o cátodo, gerando eletricidade que alimenta o motor do veículo. Quando a bateria é carregada, esse processo é revertido, restaurando a carga da bateria para uso futuro. Atualmente, três tipos principais de baterias são utilizados em carros elétricos: • NMC (Lítio Níquel-Manganês-Cobalto): essas baterias oferecem um bom equilíbrio entre capacidade, segurança e custo. O níquel melhora a capacidade de armazenamento de energia, enquanto o manganês e o cobalto ajudam a manter a estabilidade e a segurança. • LFP (Lítio Ferro-Fosfato): conhecidas por sua segurança e longevidade, as baterias LFP têm uma menor densidade de energia em comparação com as NMC, mas são mais estáveis e menos propensas a problemas térmicos. • NCA (Lítio Níquel-Cobalto-Alumínio): essas baterias são destacadas por sua alta densidade de energia e longa vida útil. A adição de alumínio ajuda a aumentar a estabilidade e a segurança, embora o custo possa ser maior.

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UNIDADE

4

Célula de combustível As células de combustível são equipamentos que geram energia a partir da conversão do gás hidrogênio e do gás oxigênio em água. Confira a seguir. 2.

1. O gás hidrogênio (combustível)

chega ao ânodo, onde ocorre a + oxidação, formando íons ​​H​​ ​​.

fluxo de elétrons

2. Os elétrons liberados no

​​O​2​​​

​​H​2​​​ ​2 ​H​​ +​​

gás oxigênio

cátodo

ânodo gás hidrogênio

água ​​H​2​​ O​

1.

eletrólito

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

gás hidrogênio

ânodo são transportados até o cátodo por meio de um circuito elétrico, produzindo corrente elétrica.

3. No cátodo, chegam moléculas de gás oxigênio que reagem + com os íons ​​H​​ ​​, os quais passaram pelo eletrólito, e com os elétrons do circuito elétrico, produzem vapor de água e calor.

3. Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Representação do funcionamento de uma célula de combustível a hidrogênio.

As semirreações que ocorrem nos eletrodos e a reação global das células de combustível a hidrogênio estão representadas a seguir. ​ ​H​2​​​(g)​​+ ​4 ​OH​​ ​​(aq)​​→ ​4 ​H​2​​O​(𝓁) ​ ​+ ​4 ​e​​ −​​ 2 − ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​+ ​​O​2​​​(g)​​+ ​4 ​e​​ −​​→ ​4 ​OH​​ ​​(aq)​​ −

Ânodo: Cátodo: Reação global:

​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​​

Diferentemente do que ocorre nas outras pilhas e baterias, o tempo de funcionamento de uma célula de combustível não depende da quantidade de reagentes contidos nela. Ela pode funcionar continuamente, desde que seja garantido o abastecimento dos gases hidrogênio e oxigênio por meio de reservatórios externos. Células desse tipo foram utilizadas em viagens tripuladas ao espaço, como a que levou o ser humano à Lua pela primeira vez, em 1969. Além da geração de energia, ela apresenta a vantagem de ter a água como único produto de reação, a qual pode ser consumida pela tripulação durante a viagem.

Compartilhe ideias

O hidrogênio é considerado uma importante fonte de energia alternativa aos combustíveis fósseis. a ) Converse com seus colegas sobre a importância do incentivo ao desenvolvimento de fontes alternativas de energia, como o hidrogênio combustível. Resposta nas Orientações para o professor.

Literator/Shutterstock.com

A indústria automobilística já produziu alguns protótipos de carros movidos a hidrogênio, que funcionam com um motor elétrico recebendo a energia gerada pela célula de combustível. Essa seria uma alternativa de combustível não poluente, visto que o único produto da reação é o vapor de água.

Entrada para abastecimento de hidrogênio que substitui tanque de combustível.

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PRÁTICA CIENTÍFICA Pilha caseira Por dentro do contexto

a) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletir a respeito da situação apresentada, expressando seus conhecimentos prévios sobre o tema. Espera-se que eles respondam que não é possível acender uma lâmpada de ​110 V​ou ​220 V​utilizando uma batata, pois a tensão elétrica gerada pela diferença de potencial entre dois eletrodos em contato com a batata não seria alta o suficiente, como mostrado na imagem.

Sabemos que a internet veicula uma grande quantidade de desinformação, que atualmente se manifesta por meio de textos, imagens e vídeos manipulados ou distorcidos de diferentes formas. Entre elas, há as mentiras criadas e disseminadas em massa com a intenção de enganar a população e causar prejuízos, fenômeno que chamamos de fake news. A fotografia da lâmpada é um exemplo de desinformação. a ) Considerando que uma lâmpada, como a da imagem, necessita de uma voltagem de 1 ​ 10 V​para se manter acesa, formule uma hipótese explicando o motivo dessa imagem não ser real. Embora a imagem da batata seja falsa, será que a informação de que vegetais podem ser fontes geradoras de energia é uma mentira? Vamos explorar esse fenômeno.

MichaelWrightStudio/iStock/Getty Images

Provavelmente você já deve ter ficado sem energia elétrica, e isso pode ter limitado suas atividades do cotidiano, já que muitas delas necessitam de energia. Por exemplo: assistir à televisão, tomar banho quente e usar o computador. Esses eletrodomésticos têm sua energia elétrica oriunda, principalmente, de hidrelétricas. Entretanto, há outros dispositivos em nossas casas que podem gerar energia, como pilhas e baterias. Pela internet, também podemos encontrar imagens de produtos incomuns sendo utilizados como geradores elétricos, como batatas e limões.

Imagem falsa de uma lâmpada elétrica acesa, conectada a uma batata.

Materiais

• 1 limão grande • 1 placa de zinco de aproximadamente ​2 cm​de largura e ​ 8 cm​de comprimento • 1 placa de cobre com as mesmas medidas da placa de zinco

• 2 fios de cobre de aproximadamente ​30 cm​cada ou 3 cabos com garra “jacaré” • faca sem ponta • calculadora ou voltímetro • alicate para desencapar fio

Como proceder

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A. Desencape aproximadamente ​5 cm​de cada extremidade dos dois fios de cobre. Imagem sem proporção e em cores fantasia

Cuidado Tenha cuidado ao desencapar os fios e ao fazer os cortes no limão. Faça isso acompanhado de um adulto ou responsável.

Dica Imagem referente à etapa A.

É necessário apertar o limão para que mais líquido seja liberado dentro dele.

B. Sem cortar o limão, aperte-o liberando um pouco do sumo. C. Com a orientação de um adulto, use a faca sem ponta para fazer dois cortes pequenos na casca do limão, perto de suas extremidades.

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D. Fixe a extremidade de um dos fios de cobre na extremidade da placa de zinco. Para isso, enrole a parte desencapada do fio na placa. E. Repita o procedimento anterior com o outro fio de cobre na placa de cobre.

UNIDADE

4 Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

placa de cobre

placa de zinco

fio de cobre

F. Introduza a extremidade livre da placa de zinco em um dos cortes nas extremidades do limão. Em seguida, introduza a extremidade livre da placa de cobre no corte na outra extremidade do limão. G. Conecte a extremidade livre do fio fixado na placa de zinco ao conector preto (negativo) do voltímetro ou ao conector negativo da calculadora.

fio de cobre placa de cobre Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

H. Repita o procedimento anterior com a extremidade livre do fio fixado na placa de cobre, conectando-a no terminal vermelho do voltímetro (positivo) ou no conector positivo da calculadora.

Imagem referente à etapa F.

I. Verifique o que aconteceu com o voltímetro (ou com a calculadora) após realizar o procedimento anterior. Imagem referente às etapas G e H.

Análise e divulgação Respostas nas Orientações para o professor.

placa de zinco

1. Apesar de utilizarmos um eletrodo de cobre, as reações dessa pilha envolvem o zinco e os íons ​H​+​do meio

ácido. Consulte a tabela da página 276, com os valores de potencial de redução padrão, e identifique o cátodo (polo positivo) e o ânodo (polo negativo) da pilha. Justifique sua resposta.

2. Represente as semirreações de oxidação e redução e a equação global dessa pilha. 3. Escreva, em seu caderno, o diagrama da pilha montada. 4. Consultando novamente a tabela com os valores de potencial de redução dos elementos, calcule o valor da ​ddp​dessa pilha, caso ela estivesse nas condições padrão.

5. Considerando os efeitos da oxidação e da redução sobre cada placa utilizada no experimento, em qual delas ocorrerá desgaste?

6. O sumo do limão se comporta como um meio eletrolítico ou não eletrolítico? Justifique sua resposta. 7. Se trocássemos o eletrodo de zinco por alumínio, a eficiência da pilha aumentaria ou diminuiria? Quais outros metais poderíamos usar para obter resultado semelhante?

8. Divulgue os resultados do seu trabalho em uma rede social. Faça isso contextualizando a questão a partir

de imagens falsas, como a da lâmpada na batata, explicando como uma possibilidade real foi distorcida passando uma informação falsa. Depois, prossiga publicando fotografias de cada passo do seu experimento.

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ATIVIDADES

1 3. Resposta: ​​CH​3​​OH​(𝓁)​​+ _ ​​ ​ ​O​2​​​(g)​  → ​CO​2​​​(g)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁)​​; ​ΔE° ​= ​+ 1,229 ​− ​​(+ 0,046)​​= ​1,183 V​ 2 4. Resposta: ​0,42 V ​= ​​(− 0,76 V)​​− (​​ ​E​Mn)​​ ​​∴ ​​E​Mn​​ ​= ​− 1,18 V​; Cátodo: ​​Zn​​ 2+​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Zn​; Ânodo: ​Mn ​→ ​​Mn​​ 2+​​+ ​2 ​e​​ −​​.

1. Atualmente, a maioria dos aparelhos eletrônicos

portáteis como smartphones e notebooks tem baterias recarregáveis de íon lítio. Essas baterias substituíram com bastante sucesso as baterias de níquel-cádmio (nicad). Um dos fatores que impulsionou tal substituição foi a toxicidade do cádmio. Sabendo que os dispositivos portáteis devem ser leves e apresentar durabilidade na bateria, considere os potenciais de redução e as propriedades dos metais níquel e lítio, e identifique a alternativa que justifica o sucesso das baterias de íon lítio. Resposta: Alternativa b.

a ) O lítio possui menor densidade que o níquel, portanto, a bateria de íons-lítio terá uma densidade de energia menor que o níquel. b ) Considerando apenas a oxidação desses metais, o potencial padrão de redução do lítio é menor em relação ao níquel, portanto, a ddp da bateria de lítio será maior. c ) O potencial de redução dos componentes utilizados não importa, todas as baterias apresentarão a mesma diferença de potencial. d ) O lítio possui maior densidade que o níquel, portanto, a bateria de íons-lítio terá uma densidade de energia muito maior que o níquel.

2. A Catedral da Sé de São Paulo tem estilo neogó-

makrrc/Shutterstock.com

tico e seus telhados foram feitos de cobre metálico, que geralmente tem a cor marrom-alaranjada. Confira a fotografia.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Escolha a melhor explicação para a coloração azul-esverdeada no telhado. Resposta: Alternativa c. a ) A redução do metal de cobre que produz sais de cobre e água ficou sobre o telhado da construção. b ) O telhado foi corroído por causa da redução do cobre pela umidade do ar da cidade. c ) Houve oxidação do cobre metálico com a presença da umidade do ar da cidade, formando uma camada de compostos sobre a superfície do metal. d ) A chuva ácida que ocorre nas grandes cidades foi a responsável. e ) Sua superfície foi pintada com tintas para protegê-la de processos de oxidação que podem ocorrer na estrutura do telhado.

3. As células a combustível geram energia a partir da conversão do gás hidrogênio e do gás oxigênio em água. Entretanto, problemas relativos ao armazenamento, distribuição e custo do gás hidrogênio têm levado à procura de combustíveis alternativos que facilitem a utilização dessas células. O metanol ​(C​H​3​OH)​é atualmente a opção mais atrativa, porque pode ser produzido a partir de gás natural ou de recursos renováveis. As semirreações dos reagentes que são inseridos nessa célula a combustível com os respectivos potenciais padrão de redução são apresentados a seguir. 1 _ ​​​ ​ O​2​​​(g)​​+ ​2 ​H​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​ 2 ​E° = + 1,229 V​

​​CO​2​​​(g) ​ ​+ ​6 ​H​​ +​​(aq)​​+ ​6 ​e​​ −​→

​→ ​CH​3​​OH​(𝓁)​​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​

​E° ​= + 0,046 V​ Indique a equação global da célula combustível e a diferença de potencial dessa célula.

4. A reação de oxirredução entre o zinco e o manganês é representada pela seguinte equação global: ​Mn + ​Zn​​ 2+​​→ ​​Mn​​ 2+​​+ ​Zn​ ​E° = 0,42 V​

Catedral da Sé, localizada na cidade de São Paulo (SP), em 2023.

Sabendo que o potencial de redução do zinco é​ − 0,76 V​, calcule o potencial de redução do manganês e equacione as reações que ocorrem no cátodo e no ânodo.

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CAPÍTULO

15

Eletrólise

1. Resposta: O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito da obtenção do alumínio. Eles poderão responder que esse material é extraído de minérios encontrados no solo. 2. Resposta: O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito das características do alumínio que possibilitam sua aplicação na fabricação barcos e de embalagens de alimentos. Eles poderão responder que esse material deve ser resistente, por exemplo, à corrosão.

Conceito de eletrólise GOLFX/Shutterstock.com

Carlos Caetano/Shutterstock.com

As imagens a seguir mostram objetos com diferentes utilidades, mas feitos com o mesmo material. Você sabe que material é esse?

Embalagens de alimentos.

1. De onde é extraído o material utilizado na confecção dos objetos mostrados nas fotografias?

2. Em sua opinião, que características

esse material deve ter para ser utilizado na confecção desses objetos?

Barco de pesca.

O material utilizado para a produção dos objetos mostrados nas fotografias anteriores é um metal bastante presente no nosso dia a dia. Ele é usado na fabricação de latas para armazenamento de bebidas e alimentos, estruturas de barcos, carrocerias de automóveis, fuselagem de aviões, portas, esquadrilhas, janelas, portões, entre outros objetos. Esse metal, de elevada resistência mecânica e à corrosão, baixa temperatura de fusão e baixa densidade é o alumínio (​​ A𝓁) ​​. Confira a seguir como ele tem uma densidade e uma temperatura de fusão menor em comparação com outros metais. Densidade e temperatura de fusão de alguns metais Propriedade

Metal

Densidade (​​ g/​cm​​ 3​)​​

Temperatura de fusão (​​ ° C)​​

Alumínio (​​ A𝓁)​​

Ferro (​​ Fe)​​

Níquel (​​ Ni)​​

Cobre ​​(Cu)​​

Zinco (​​ Zn)​​

2,7

7,9

8,9

8,9

7,1

660

1 538

1 455

1 084

420

Fonte de pesquisa: HAYNES, W. M. (ed.). CRC Handbook of Chemistry and Physics. 97. ed. Boca Raton: CRC Press, 2017. p. 4-44, 4-59, 4-66, 4-75, 4-95.

O alumínio é o terceiro elemento químico mais abundante na crosta terrestre, atrás do oxigênio ​​(O)​​ e do silício (​​ Si)​​. No entanto, no início do século XIX, o alumínio era considerado mais valioso do que a prata (​​ Ag)​​. Leia o trecho do texto a seguir. Para os convidados de honra, pratos e talheres de alumínio. Para os outros, os mais simples, feitos de ouro. […] PEREIRA, L. F. Alumínio: um metal precioso. Folha de S.Paulo, São Paulo, 21 nov. 2006. Fovest. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/fovest/fo2111200612.htm. Acesso em: 15 ago. 2024.

Mas por que esse metal era tão valioso? O alumínio é encontrado, principalmente, sob a forma de um minério chamado bauxita, que tem entre seus principais componentes a gibbsita (​​ A𝓁​​(OH)​​ ​​)​​ e o óxido de 3

alumínio (​​ A​𝓁​ 2​​​O​3​​)​​, também chamado alumina. Para obter o metal puro, é necessário separá-lo do oxigênio. No início do século XIX ainda não se conheciam métodos eficientes para realizar essa separação. Mas, em 1886, o jovem químico estadunidense Charles Martin Hall (1863-1914) conseguiu obter o alumínio por meio de um processo de baixo custo que ficou conhecido como eletrólise.

289

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Na década de 1880, o alumínio era um metal raro e caro, pois o método de obtenção, por meio da redução de sais de alumínio, era complexo e ineficiente. Julia e Charles Hall trabalharam juntos em experimentos no laboratório improvisado de sua casa. Julia Hall, que tinha interesse e formação científica, ajudou seu irmão desempenhando funções em diversas frentes. Sua contribuição executando, registrando, documentando e discutindo os experimentos foi essencial para o desenvolvimento do método de eletrólise que separa o alumínio do óxido de alumínio (alumina) de maneira mais eficiente.

Historic Images/Alamy/Fotoarena

A cientista estadunidense Julia Hall (1859-1925) desempenhou um papel crucial na descoberta do processo eletrolítico para a produção de alumínio, ao lado de seu irmão, Charles Hall. Embora a história muitas vezes atribua essa descoberta exclusivamente a Charles, há evidências que mostram uma participação significativa de Julia no processo. Este caso é mais um exemplo do efeito Matilda, apresentado no capítulo 1.

Julia Hall.

Apesar dessa colaboração, Julia Hall não foi reconhecida como coinventora. Seu nome foi omitido dos registros e Charles foi o único creditado pela descoberta, que, mais tarde, se tornaria fundamental para a produção em larga escala de alumínio, tornando-o acessível e revolucionando diversas indústrias. A falta de reconhecimento reflete as barreiras enfrentadas pelas mulheres na Ciência, que continuam a ser um desafio até os dias de hoje. A eletrólise é um processo eletroquímico em que reações de oxirredução que não aconteceriam espontaneamente são favorecidas quando o sistema é submetido a uma corrente elétrica.

A bauxita é um minério de cor avermelhada encontrado no subsolo. Para retirar a bauxita do subsolo, as mineradoras utilizam equipamentos e técnicas que auxiliam na remoção da vegetação e do solo orgânico que estão acima da formação rochosa que contém esse minério. Após sua extração, a bauxita é destinada às refinarias para obtenção do ​​A𝓁​ 2​​​O​3​​​.

Compartilhe ideias

Bjoern Wylezich/ Shutterstock.com

Antes de estudarmos o processo de obtenção do alumínio por meio da eletrólise, vamos ver como é feita a extração da bauxita, minério que contém o óxido de alumínio.

Bauxita.

Respostas e comentários nas Orientações para o professor.

Em 2019, uma barragem de mineração de ferro no município de Brumadinho (MG) se rompeu, destruindo o ecossistema local e provocando a morte de mais de 250 pessoas. a ) Converse com um colega sobre o que provocou o rompimento dessa barragem e, juntos, façam uma pesquisa, comparando como é feita a mineração de ferro e de bauxita. Com base nas informações pesquisadas, proponha medidas que possam tornar a mineração uma atividade segura.

Para obter o alumínio metálico a partir do ​​A𝓁​ 2​​​O​3​​​, é preciso fundir o óxido de alumínio. No entanto, em razão da alta temperatura de fusão desse composto ​​(2 060 °C)​​, é necessário adicionar a ele um mineral chamado criolita (​​ ​Na​3​​A𝓁​F​6​​)​​ para que a fusão ocorra a menor temperatura. Em 1886, Charles Hall descobriu que, ao misturar esse mineral à alumina, era possível obter um processo muito mais econômico, pois essa mistura funde-se a aproximadamente ​1 000 ° C​, facilitando a obtenção do alumínio metálico em escala industrial.

290

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UNIDADE

4 Ao ser fundido, o óxido de alumínio libera os íons do arranjo rígido do retículo cristalino. ​​ ⟶​​​​   ​A𝓁​ 2​​​O​3​​​(𝓁) ​  ⎯ ​    →​2 ​A𝓁​​3+​​(𝓁) ​ ​+ ​3 ​O​​ 2−​​(𝓁) ​​ ​​A𝓁​ 2​​​O​3​​​(s)​  ⎯ criolita

Dica

≃ 1 000 °C

Quando a mistura de óxido de alumínio e criolita fundida é submetida a uma corrente elétrica por meio de eletrodos de grafite, ocorre a eletrólise. Ao contrário da pilha, em que o processo de oxirredução é espontâneo, a eletrólise é um processo não espontâneo. É necessário fornecer corrente elétrica de uma fonte externa.

A obtenção de uma tonelada de alumínio metálico, pelo método de eletrólise do óxido de alumínio, necessita de pelo menos quatro toneladas de bauxita.

Tarcisio Schnaider/Shutterstock.com

Dependendo da maneira como os íons se apresentam, a eletrólise pode ser ígnea (fusão de um composto iônico) ou pode ocorrer em solução aquosa (ionização ou dissociação de alguns compostos em água).

Vista aérea de refinaria de bauxita para produção de alumina em Barbacena (PA), em 2024.

Eletrólise ígnea A eletrólise ígnea é feita com o eletrólito na fase líquida, ou seja, o material deve estar fundido e sem água. A célula eletrolítica é feita de materiais que suportam altas temperaturas. Nela, são colocados eletrodos inertes (que não sofrem reação), geralmente de platina (​​ Pt)​​ ou carbono (​​ C)​​, que conduzem corrente elétrica. A obtenção do alumínio metálico a partir do óxido de alumínio ​​(​A𝓁​ 2​​​O​3​​)​​ é um exemplo de eletrólise ígnea. Confira como ocorre esse processo a seguir. gerador de corrente elétrica

eletrodo de carvão conectado ao polo positivo

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

saída de ​​CO​2​​​

mistura fundida de ​​A𝓁​ 2​​​O​3​​​ e criolita

revestimento de carvão conectado ao polo negativo Representação da eletrólise do ​​A𝓁​ 2​​​O​3​​​ fundido com criolita.

alumínio fundido

saída de alumínio

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A fusão e as equações das semirreações e a reação global de eletrólise ígnea do ​​A𝓁​ 2​​​O​3​​​ podem ser representadas como a seguir. ​2 ​A𝓁​ 2​​​O​3​​​(s)​​→ ​4 ​A𝓁​​3+​​(𝓁) ​ ​+ ​6 ​O​​ 2−​​(𝓁) ​​

Fusão:

​6 ​O​​ 2−​​(𝓁) ​ ​→ ​3 ​O​2​​​(g)​​+ ​12 ​e​​ −​​

Ânodo:

​​E​ânodo​​° = − 0,35 V​

Cátodo: ​4 ​A𝓁​​3+​​(𝓁) ​ ​+ ​12 ​e​​ −​​→ ​4 A𝓁​(𝓁) ​​

​​E​cátodo​​° = − 1,68 V​

Reação global: ​2 ​A𝓁​ 2​​​O​3​​​(𝓁) ​ ​→ ​4 A𝓁​(𝓁) ​ ​+ ​3 ​O​2​​​(g)​​

​ΔE° ​= ​− 1,33 V​

Professor, professora: Ressalte aos estudantes que, apesar de a reação no ânodo ser de oxidação, o potencial apresentado e utilizado no cálculo é o potencial de redução.

Em razão da elevada temperatura em que a eletrólise acontece, o gás oxigênio (​​ ​O​2​​)​​ produzido no ânodo reage com o carbono presente no eletrodo de carvão, produzindo dióxido de carbono (​​ ​CO​2​​)​​. ​C(​ s)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​​CO​2​​​(g)​​

Na indústria, a eletrólise ígnea é bastante utilizada para obter substâncias como os metais alcalinos, os metais alcalinoterrosos, o alumínio e os halogênios.

Por exemplo, por meio da eletrólise ígnea do cloreto de sódio (​​ NaC𝓁) ​​, obtêm-se o gás cloro (​​ ​C𝓁​ 2​​)​​ e o sódio metálico (​​ Na)​​. O cloreto de sódio é um composto iônico que apresenta alta temperatura de fusão​​ (801 ° C)​​ e, quando fundido, libera os íons do arranjo cristalino rígido. ​NaC𝓁​(s)​​→ ​​Na​​ +​​(𝓁) ​ ​+ ​​C𝓁​​ ​​(𝓁) ​​ −

O esquema a seguir representa a eletrólise ígnea do cloreto de sódio. Nesse experimento, conectou-se um gerador de corrente contínua a uma célula eletrolítica com cloreto de sódio fundido. Imagem sem proporção e em cores fantasia.

​​e​​ −​​

​​e​​ −​​

No polo positivo, os íons cloreto (​​ ​C𝓁​​ ​)​​ − migram para o ânodo. Cada ânion ​​C𝓁​​ ​​ doa um elétron, transformando-se em átomo de cloro (​​ C𝓁) ​​. Em seguida, esses átomos se combinam dois a dois e formam moléculas de gás cloro (​​ ​C𝓁​ 2​​)​​, que podem ser recolhidas em um tubo adaptado ao sistema. −

gerador de corrente contínua cátodo

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

ânodo

−

​​C𝓁​​ ​​

​​Na​​ +​​

−

​​C𝓁​​ ​​

​​Na​​ +​​

​NaC𝓁​ fundido

No polo negativo, os íons sódio (​​ ​Na​​ ​)​​ migram para o cátodo. Cada cátion sódio recebe um elétron, transformando-se em átomo de sódio metálico (​​ Na)​​, que se deposita na superfície do cátodo. +

Representação da eletrólise ígnea do ​NaC𝓁​.

cuba eletrolítica

As equações das semirreações e a reação global de eletrólise ígnea do cloreto de sódio podem ser representadas como a seguir. ​2 ​C𝓁​​ ​​(𝓁) ​ ​→ ​​C𝓁​ 2​​​(g)​​+ ​2 ​e​​ −​​ −

Ânodo: Cátodo:

​2 ​Na​​ +​​(𝓁) ​ ​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​2 Na​(s)​​

Reação global: ​2 ​C𝓁​​ ​​(𝓁) ​ ​+ ​2 ​Na​​ ​​(𝓁) ​ ​→ ​​C𝓁​ 2​​​(g)​​+ ​2 Na​(s)​​ −

+

​​E​ânodo​​° = + 1,36 V​ ​​E​cátodo​​° = − 2,71 V​ ​ΔE° ​= ?​

3. Com base nos valores de potenciais de redução do cloro e do sódio, qual será a ddp para esse processo? ​ΔE° = ​E​cátodo​​° − ​E​ânodo​​° = − 2,71 V ​− (​​ + 1,36 V)​​= ​− 4,07 V​. Nesse processo, observa-se que a ddp é negativa. Logo, trata-se de um processo não espontâneo.

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CONEXÕES com ... SOCIOLOGIA

A reciclagem do alumínio Índice de reciclagem de latas de alumínio chega a 99% e Brasil se destaca como recordista mundial Entre 2019 e 2021, a reciclagem de latas proporcionou redução de 70% no consumo de energia, 65% no consumo de água e queda de 70% nas emissões de gases de efeito estufa O Brasil é recordista mundial no recolhimento e reciclagem de latas de alumínio. Em 2021, 98,7% das latas comercializadas em todo o país foram reutilizadas, o maior volume da história. Para se ter uma ideia da grandiosidade dos números, das mais de 414 mil toneladas de latas comercializadas, 409 mil toneladas foram recicladas. [...] [...] Para cada um quilo de lata reciclada são poupados cinco quilos de bauxita, mineral utilizado para a produção de alumínio. Somente em 2021, foram economizados dois milhões de toneladas de bauxita. Benefícios que não param por aí. Entre 2019 e 2021, a reciclagem proporcionou uma redução de 70% no consumo de energia, 65% no consumo de água e queda de 70% nas emissões de gases de efeito estufa. [...] Atualmente, o Brasil conta com 36 centros de coleta mantidos pelo setor, atendendo 100% do território nacional. Os locais garantem a destinação adequada de toda sucata para a reciclagem. Mais de 800 mil catadores de materiais recicláveis são beneficiados com o programa de logística reversa de latas de alumínio e gerando renda de mais de R$ 5 bilhões por ano. [...] BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Índice de reciclagem de latas de alumínio chega a 99% e Brasil se destaca como recordista mundial. Gov.br, 27 abr. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/noticias/meio-ambiente-e-clima/2022/04/ indice-de-reciclagem-de-latas-de-aluminio-chega-a-99-e-brasil-se-destaca-como-recordista-mundial. Acesso em: 17 ago. 2024.

Em muitas cidades do Brasil, a maior parte da atividade de coleta de latas de alumínio é feita por catadores autônomos. Esse trabalho desempenha um papel importante tanto para o meio ambiente, ao contribuir para uma alta taxa de reciclagem, quanto para a sociedade, proporcionando uma fonte de renda para esses profissionais.

Essas condições de trabalho se enquadram na noção contemporânea de trabalho precarizado, caracterizado pela ausência de direitos trabalhistas e pela remuneração inferior ao salário mínimo.

Márcio Pannunzio/Fotoarena

Apesar de essa profissão ser reconhecida desde 2002 pela Classificação Brasileira de Ocupações, os catadores ainda enfrentam diversos problemas relacionados à garantia de seus direitos. Muitas vezes, esses profissionais lidam com a exploração de sua mão de obra devido à informalidade de seu trabalho, que frequentemente ocorre sem registro em carteira, sem acesso a benefícios previdenciários e benefícios de alimentação e saúde e sem direito a descanso semanal ou férias remuneradas. Catador carregando latinhas de alumínio separadas na cidade de São Paulo (SP), em 2021.

a ) Explique como a reciclagem do alumínio leva à redução do consumo de recursos minerais e energéticos e contribui para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa. b ) Quais medidas podem ser tomadas nas esferas social e governamental para garantir melhores condições de trabalho aos catadores de alumínio? Respostas nas Orientações para o professor.

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Eletrólise aquosa Em soluções aquosas, além da presença dos íons do eletrólito, há íons provenientes da água. Confira a seguir a representação simplificada da ionização da água. ​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​→ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ −

Ou seja, com a dissolução de um composto iônico, haverá pelo menos dois cátions e dois ânions na solução. Durante a eletrólise em solução aquosa, esses cátions e esses ânions não têm a mesma facilidade de descarga. É necessário saber, então, se o cátion tem facilidade de descarga maior do que o ​​H​​ +​​ da água e se o − ânion tem facilidade de descarga maior do que o íon ​​OH​​ ​​ da água. O termo descarga é usado como sinônimo de perda de carga elétrica para que a substância se torne uma espécie eletricamente neutra. Ao receber elétrons, o cátion sofre descarga, tornando-se uma espécie eletricamente neutra. O íon ​​H​​ +​​, por exemplo, tem a seguinte reação de descarga: ​2 ​H​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​H​2​​​(g)​​

Ao ceder elétrons, o ânion sofre descarga, tornando-se também uma espécie eletricamente neutra. − O íon ​​OH​​ ​​, por exemplo, tem a seguinte reação de descarga: ​4 ​OH​​ ​​(aq)​​→ ​​O​2​​​(g)​​+ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​+ ​4 ​e​​ −​​ −

Facilidade de descarga de cátions

Facilidade de descarga de ânions

Quanto mais reativo for o metal, maior será sua tendência para ceder elétrons e menor será sua tendência para recebê-los. Como a eletrólise é um processo não espontâneo, os metais menos reativos têm mais tendência para receber elétrons (facilidade de descarga) e menos tendência para cedê-los.

Quanto mais eletronegativo for o ânion, maior será sua tendência para receber elétrons e menor será sua tendência para ceder. Os ânions menos eletronegativos têm mais tendência para ceder elétrons (facilidade de descarga) e menos tendência para recebê-los.

Confira os quadros a seguir, que apresentam a facilidade de descarga dos cátions e ânions baseados em dados experimentais. A facilidade de descarga dos íons aumenta da esquerda para direita, considerando as colunas, e também entre os íons de cada célula do quadro. Cátions Menos facilidade de descarga

Facilidade intermediária

Mais facilidade de descarga

Metais alcalinos + + + (​​ ​Li​​ ​​, Na​​ ​​, K​​ ​, ...)​​ Metais alcalinoterrosos ​​(​Be​​ 2+​​, Mg​​ 2+​​, Ca​​ 2+​, ...)​​

Demais metais ​​(​Mn​​ 2+​​, Zn​​ 2+​​, Fe​​ 2+​​, Ni​​ 2+​​, Cu​​ 2+​​, Ag​​ +​​, Hg​​ 2+​​, Au​​ 3+​, ...)​​

+

​​H​​ ​​

Alumínio (​​ ​A𝓁​​ ​)​​ 3+

Ânions Menos facilidade de descarga Ânions oxigenados − − ​​ ​​SO​4​​​​ ​​​, NO​3​​​​ ​​​, PO​4​​​​ 3−​, C𝓁​​O​3​​​​ ​, ...)​​ ( 2−

Fluoreto ​​(​F​​ ​)​​ −

Facilidade intermediária −

​​OH​​ ​​

Mais facilidade de descarga Ânions não oxigenados − − − (​​ C​𝓁​​ ​​, Br​​ ​​, I​​ ​, ...)​​ Hidrogenossulfato (​​ ​​HSO​4​​​​ ​)​​ −

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UNIDADE

4 Um exemplo de eletrólise aquosa é a eletrólise da solução de cloreto de sódio (​​ NaC𝓁​(aq))​​​, a qual produz gás cloro e gás hidrogênio (​​ ​H​2​​)​​. Portanto, a eletrólise aquosa e ígnea do ​NaC𝓁​ formam produtos diferentes. Além disso, a solução formada na eletrólise ígnea passa pelos processos de evaporação e secagem, dando origem ao hidróxido de sódio (​​ NaOH)​​, conhecido como soda cáustica. Hunter Bliss Images/Shutterstock.com

A soda cáustica é utilizada, por exemplo, pela indústria de produção da celulose. A pasta de celulose utilizada na produção de papel apresenta tonalidade marrom em razão do alto teor de lignina. Para tornar a celulose pura e branca, é necessário realizar a remoção da lignina, e um dos principais compostos químicos utilizados nesse processo é o hidróxido de sódio. A soda cáustica também é utilizada em muitos outros processos industriais, como na produção de tecidos, sabão e detergente, além de ser utilizada como reagente laboratorial. Confira a seguir o esquema da eletrólise aquosa do cloreto de sódio.

Mistura úmida formada na produção de papel.

Na eletrólise aquosa de solução de cloreto de sódio ocorrem as reações a seguir.

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

A dissociação do eletrólito: ​NaC𝓁​(aq)​​→ ​​Na​​ +​​(aq)​​+ ​C ​𝓁​​ ​​(aq)​​ −

A ionização da água: ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​→ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ −

ânodo

Ao comparar a facilidade de descarga dos ânions no − quadro da página anterior, verificamos que o ​C​𝓁​​ ​​(aq)​​ − tem mais facilidade de descarga do que o ​​OH​​ ​​(aq)​​. − Assim, o ânion ​C​𝓁​​ ​​(aq)​​ migra para o ânodo e sofre − oxidação. O ânion ​​OH​​ ​​(aq)​​ permanece inalterado na solução.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

cátodo

−

​​H​​ +​​

​C ​𝓁​​ ​​

​​Na​​ +​​

​​OH​​ ​​

−

Lignina: composto orgânico que une as fibras de celulose e torna a parede celular vegetal mais rígida. Representação da eletrólise aquosa do ​NaC𝓁​.

Ao comparar a facilidade de descarga dos cátions ​​Na​​ +​​(aq)​​ e ​​H​​ +​​(aq)​​, verificamos que o ​​H​​ +​​(aq)​​ tem mais facilidade de descarga. Assim, o cátion ​​H​​ +​​(aq)​​ migra para o cátodo e sofre redução. O cátion ​​Na​​ +​​(aq)​​ permanece inalterado na solução. Portanto, ocorrem as seguintes reações na cuba eletrolítica: Dissociação do ​NaC𝓁​(aq)​​: ​2 NaC𝓁​(aq)​​→ ​2 ​Na​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​C𝓁​​ ​​(aq)​​ −

Ionização do ​​H​2​​O​(𝓁) ​​: Ânodo: Cátodo:

​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​→ ​2 ​H​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​OH​​ ​​(aq)​​ −

​2 ​C𝓁​​ ​​(aq)​​→ ​​C𝓁​ 2​​​(g)​​+ ​2 ​e​​ −​​ −

​2 ​H​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​H​2​​​(g)​​

Reação global: ​2 NaC𝓁​(aq)​​+ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​ ​→ ​2 ​Na​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​OH​​ ​​(aq)​​+ ​​C𝓁​ 2​​​(g)​​+ ​​H​2​​​(g)​​ −

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4. O potencial padrão de redução do cloro é + ​ 1,36 V​. Para o hidrogênio, o potencial é nulo. Com base nessas informações, calcule a ddp para esse processo.

​ΔE° = ​E​cátodo​​° − ​E​ânodo​​° = 0,00 V ​− ​​(+ 1,36 V)​= ​− 1,36 V​

Ao comparar os produtos obtidos nessa eletrólise àqueles obtidos na eletrólise ígnea do cloreto de sódio, verificamos que se o objetivo for obter o sódio metálico, a eletrólise deve ser feita com o ​NaC𝓁​ fundido. Para obter o hidróxido de sódio ​​(NaOH)​​, o eletrólito deve ser em solução. Outro exemplo de eletrólise aquosa é a do nitrato de sódio (​​ ​NaNO​3​​)​​, na qual ocorre: A ionização da água:

A dissociação do eletrólito:

​​NaNO​3​​​(aq)​​→ ​​Na​​ ​​(aq)​​+ ​​​NO​3​​​​ ​​(aq)​​

​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​→ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​

−

+

−

Ao comparar os ânions ​​​NO​3​​​​ ​​(aq)​​ e ​​OH​​ ​​(aq)​​, podemos verificar que o ânion ​​OH​​ ​​(aq)​​ tem mais facilidade de descarga. E ao comparar os cátions ​​Na​​ +​​(aq)​​ e ​​H​​ +​​(aq)​​, podemos verificar que o cátion ​​H​​ +​​(aq)​​ tem mais facilidade de descarga. Assim, as reações que ocorrem durante a eletrólise são: −

−

−

ânodo:

cátodo:

​2 ​H​​ ​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​​H​2​​​(g)​​

​4 ​OH​​ ​​(aq)​​→ ​​O​2​​​(g)​​+ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​ ​+ ​4 ​e​​ −​​ −

+

Portanto, para obter a reação global e igualar o número de elétrons, devemos multiplicar a semirreação de redução por 2: ​4 ​H​​ +​​(aq)​​+ ​4 ​e​​ −​​→ ​2 ​H​2​​​(g)​​ Ao ser somada com a reação do ânodo, obtemos: ​4 ​H​​ +​​(aq)​​+ ​4 ​OH​​ ​​(aq)​​→ ​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​+ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​​ −

Considerando que os íons ​​H​​ +​​(aq)​​ e ​​OH​​ ​​(aq)​​ formam a água, podemos reescrever da seguinte forma: −

​4 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​→ ​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​+ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​​ Por fim, retirando duas moléculas de água de cada lado da equação: ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​ ​→ ​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​ Isso significa que, nesse processo, apenas a água sofreu eletrólise. Portanto, escolhendo o eletrólito adequado, é possível produzir os gases hidrogênio e oxigênio tendo como base a água líquida.

Como vimos, a eletrólise tem várias aplicações industriais. Além das estudadas ao longo do capítulo, vamos conhecer um pouco sobre o processo de eletrorrefinação, que possibilita purificar um metal obtido por meio de um processo extrativo anterior. Um dos maiores usos da eletrorrefinação é na purificação do cobre. Em uma célula eletrolítica, o metal que será purificado é utilizado como ânodo, e o metal puro será depositado no cátodo. A diferença de potencial aplicada leva o metal a se dissolver no ânodo, juntamente com as impurezas. No cátodo ocorre somente a deposição do metal puro. O cobre a ser refinado, por exemplo, é usado como ânodo em uma célula eletrolítica que contém soluções aquosas de sulfato de cobre(II) ​​(​CuSO​4​​​(aq))​​​ e ácido sulfúrico (​​ ​H​2​​​SO​4​​​(aq))​​​ como eletrólitos.

Jose Luis Stephens/Shutterstock.com

Aplicações da eletrólise

Vista superior de células eletrolíticas e algumas placas de cátodos suspensas em uma refinaria de cobre.

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UNIDADE

4 A semirreação de oxidação é dada por: ​Cu​(s)​​→ ​​Cu​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​ O cátodo da célula é constituído de uma folha fina de cobre de elevada pureza. A semirreação de redução é dada por: ​​Cu​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Cu​(s)​​

Durante a eletrólise, o cobre e as impurezas que o acompanham, as quais incluem outros metais que se oxidam mais facilmente que ele, como o ferro ​​(Fe)​​ e o zinco ​​(Zn)​​, são dissolvidos no ânodo. Os outros metais mais difíceis de oxidar, como a prata ​​(Ag)​​ e o ouro ​​(Au)​​, desprendem-se do eletrodo e depositam-se no fundo do recipiente. Esse acúmulo de metais é chamado lama anódica, a qual passará por outros processos de separação e purificação para que os metais recuperados sejam comercializados. Agora, leia o trecho de reportagem a seguir.

Entenda o que é o hidrogênio verde, chamado de ‘combustível do futuro’ […] O carimbo “verde” deriva da forma como ele é produzido. Apesar de abundante na natureza, o hidrogênio raramente é encontrado em sua forma elementar (​​ ​H​2​​)​​. […] Para extraí-lo desses componentes, é preciso empregar energia elétrica. Quando a eletricidade usada para quebrar a molécula vem de fontes sustentáveis, como eólica e solar, o hidrogênio resultante é chamado de verde. O processo de quebra da molécula de água – chamado de eletrólise – termina com ​​H​2​​​ de um lado e ​​O​2​​​, oxigênio que respiramos, de outro. […] NASSIF, Tamara. Entenda o que é o hidrogênio verde, chamado de ‘combustível do futuro’. Folha de S.Paulo, São Paulo, ano 104, n. 34 668, 3 mar. 2024. p. A16.

A produção de hidrogênio verde é uma aplicação promissora da eletrólise que está ganhando destaque no cenário global. O método descrito na reportagem é considerado uma alternativa mais sustentável aos processos tradicionais de produção de hidrogênio, que geralmente envolvem o uso de matérias-primas não renováveis, como gás natural, petróleo, carvão ou biomassa, que emitem dióxido de carbono, tornando-se menos sustentáveis. O diferencial da produção de hidrogênio verde comparado com a produção de hidrogênio convencional que estudamos anteriormente está na fonte da energia elétrica utilizada no processo de eletrólise. Quando a eletricidade provém de fontes renováveis, como usinas hidrelétricas, solares e eólicas, o hidrogênio produzido é considerado verde, pois todo o processo é livre de emissões de carbono. Essa abordagem não apenas contribui para a redução da dependência de combustíveis fósseis, mas também promove a transição para uma economia de baixo carbono. A produção de hidrogênio verde está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, em especial os Objetivos 7, 9 e 12. O Objetivo 7, “Energia Acessível e Limpa”, visa garantir o acesso à energia confiável, sustentável e moderna para todos. O Objetivo 9, que trata de “Indústria, Inovação e Infraestrutura”, é suportado pela inovação tecnológica na produção de energia limpa e sustentável. Já o Objetivo 12, que foca em “Consumo e Produção Responsáveis”, é diretamente beneficiado pela redução das emissões de carbono e pela promoção de processos industriais mais sustentáveis. Dessa forma, a eletrólise se torna uma alternativa na transição para um sistema energético mais sustentável, contribuindo para a descarbonização e a segurança energética. O hidrogênio verde, além de representar um avanço na produção sustentável de energia, desempenha um papel crucial na busca por um futuro mais limpo e equitativo, colaborando para a concretização das metas estabelecidas pela Agenda 2030.

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Lei de Faraday Como acontece em outros processos químicos, nos processos eletroquímicos realizados na indústria é importante prever e calcular as quantidades de reagentes e produtos. Mas para fazer esses cálculos em processos que envolvem a eletricidade é preciso relacionar as massas com a carga e a corrente elétrica envolvidas. Em 1834, o cientista inglês Michael Faraday (1791-1867) estabeleceu a relação entre o número de elétrons transferidos e a quantidade de matéria da espécie que se oxida ou reduz.

Everett Collection/Shutterstock.com

Como a carga elétrica de um elétron é igual a ​1,6 ​· ​​10​​ −19​ C​e ​1 mol​de elétrons corresponde a 6 ​ ,02 ​· ​​10​​ 23​​ elétrons, é possível calcular a quantidade de carga transportada pela passagem de ​1 mol​de elétrons pelo circuito. ​6,02 ​· ​​10​​ 23​​· ​1,6 ​· ​​10​​ −19 ​C ​≃ ​9,65 ​· ​​10​​ 4​ C​ Logo, ​9,65 ​· ​​10​​ 4​ C​ou ​96 500 C​representa a quantidade de carga transportada por ​1 mol​de elétrons. Essa quantidade de carga é denominada constante de Faraday (​​ F)​​. ​1 mol​de elétrons transporta ​96 500 C​ou ​1 F​ A quantidade de carga Q ​ ​, expressa em coulomb (​​ C) ​​, está relacionada à intensidade de corrente elétrica ​i​, expressa em ampère ​(A)​, e ao tempo ​t​, expresso em segundos (​​ s)​​. A expressão que relaciona essas grandezas é:

Michael Faraday.

​Q ​= ​i ​· ​t​ Lea Rae/Shutterstock.com

Vamos agora calcular o tempo necessário para produzir ​2 700 kg​ de alumínio utilizando uma corrente elétrica de ​300 000 A​, que é um valor utilizado em algumas instalações industriais. Inicialmente, precisamos calcular quantos ​mols​de elétrons estão envolvidos na produção do alumínio. ​​A𝓁​​3+​​+ ​3 ​e​​ −​​→ ​A𝓁​

​3 mol de ​e​​ −​​→ ​1 mol de A𝓁 (​ 27 g)​​

Portanto, para cada ​mol​ de alumínio metálico, são necessários ​3 ​· ​96 500 C ​= ​289 500 C​. Agora, faremos o cálculo da carga necessária para obter ​2 700 kg​de alumínio:

Alumínio fundido sendo despejado em forma em uma indústria.

​289 500 C​

​27 g A𝓁​ ​2,7 ​· ​​10​​ 6​ g A𝓁​

​​​x​

27 g A𝓁 289 500 C ​⋅ ​2,7 ​⋅ ​​10​​ 6​g A𝓁 289 500 C ____________ _ _____________________ ​​     ​ = ​ ​​ ​ ⇒ ​ x ​ = ​ ​​        ​​ x 27 g A𝓁 2,7 ​⋅ ​​10​​ 6​g A𝓁

​∴ ​x ​= ​2,895 ​· ​​10​​ 10​ C​ Para uma corrente elétrica de ​300 000 A​, calcularemos o tempo necessário com a seguinte equação: 5

​Q ​= ​i ​· ​t​

​2,895 ​· ​​10​​ ​​= ​3 ​· ​​10​​ ​​· ​t ​⇒ ​t ​= ​9,65 ​· ​​10​​ 4​s ​∴ ​t ​= ​26,8 h​ 10

Portanto, são necessárias ​26,8 h​para produzir 2 ​ 700 kg​de alumínio.

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ATIVIDADES

1. O cloreto de magnésio (​ Mg​C𝓁​2​)​ pode ser utili-

zado em dois tipos de eletrólises: um que esteja dissolvido em água e outro que esteja fundido. Para avaliar as diferenças entres esses dois tipos, copie em seu caderno o quadro a seguir e complete-o corretamente. Eletrólises do ​Mg​C𝓵​ 2​​​

Informações das espécies envolvidas na eletrólise

Eletrólise ígnea

Eletrólise aquosa

Estado do ​Mg​C𝓵​ 2​​​ Íons presentes na eletrólise O produto formado no cátodo Semirreação anódica Semirreação catódica

2. Considere o esquema a seguir, que demonstra a

eletrólise para cobrir um anel de alumínio com ouro. fluxo de elétrons

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

−

​​​NO​3​​​​ ​​

​​Au​​ 3+​​

decomposição do composto potassa, atualmente chamado de hidróxido de potássio (​ KOH)​. Esse processo foi feito pelo químico inglês Humphry Davy (1778-1829), em 1807. Há registros de que Davy teria começado suas tentativas de decompor a potassa no laboratório da Royal Institution de Londres em 16 de outubro de 1807 [...] […] Em vez de utilizar potassa completamente seca, deixou a amostra exposta à atmosfera, apenas o suficiente para que a superfície absorvesse um pouco de umidade, tornando-se assim condutora de eletricidade. Utilizando sua pilha mais poderosa, Davy fez passar a corrente elétrica pela amostra de potassa, e observou que o álcali começou a fundir junto aos pontos de contato elétrico. […] BUCI, Júlia R.; PORTO, Paulo A. Humphry Davy e a natureza metálica do potássio e do sódio. Química Nova na Escola, São Paulo, v. 41, n. 4, nov. 2019. p. 345.

I ) Ânodo: ​4​K​​ +​​(aq)​​+ ​4​e​​ −​  → 4 K​(s)​​. Resposta: Alternativa III. Cátodo: ​4 ​OH​​ −​​(aq)​  → → 2​H​2​​O(​ 𝓁)​​+ ​​O​2​​​(g)​​+ ​4 ​e​​ −​​. II ) Ânodo: ​​K​​ +​​(aq)​​+ ​​e​​ −​  → K​(s)​​. Cátodo: ​2 ​OH​​ −(​​ aq)​  → → 4 ​H​2​​O(​ 𝓁)​​+ ​​O​2​​​(g)​​+ ​​e​​ −​​.

cátodo (anel de alumínio)

​​Au​​ ​​

3. Leia o trecho do texto a seguir, que descreve a

b ) Identifique qual das alternativas a seguir apresenta as semirreações que ocorreram.

ânodo (barra de ouro) 3+

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

a ) De acordo com a descrição do experimento de Davy, ocorreu eletrólise? Justifique sua resposta.

Representação da eletrólise para dourar um anel de alumínio.

bateria

4 UNIDADE

3. a) Resposta: Pela descrição, a eletrólise que ocorreu é do tipo ígnea, pois, apesar de haver umidade no hidróxido de potássio, ele utilizou uma pilha com ddp suficientemente alta, observando a formação do metal na forma líquida. Respostas das questões 1 e 2 nas Orientações para o professor.

solução de nitrato de ouro(III)

O anel de alumínio está ligado ao polo negativo da bateria e uma barra de ouro está ligada ao polo positivo da bateria. Em seguida, os metais são imersos em um banho eletrolítico composto de uma solução de nitrato de ouro(III) (​​ Au (​​ ​NO​3​​)​​ ​​)​​. 3

Responda às questões a seguir em seu caderno.

a ) O cátodo da eletrólise está conectado a qual polo da bateria? E o ânodo da eletrólise? b ) Quais semirreações ocorrem nos eletrodos ao passar corrente elétrica pelo sistema? c ) Durante a eletrólise, quais transformações poderiam ser observadas nos eletrodos?

III ) Ânodo: ​4 ​OH​​ −​​(aq)​  → → 2​H​2​​O(​ 𝓁)​​+ ​​O​2​​​(g)​​+ ​4 ​e​​ −​​. Cátodo: ​4​K​​ +​​(aq)​​+ ​4​e​​ −​  → 4 K​(s)​​.

IV ) Ânodo: ​2 ​OH​​ −​​(aq)​  → → 2​H​2​​O(​ 𝓁)​​+ ​​O​2​​​(g)​​+ ​3 ​e​​ −​​. Cátodo: ​4​K​​ +​​(aq)​​+ ​4​e​​ −​  → 4 K​(s)​​.

c ) Utilizando a eletroquímica, Humphry Davy, com o trabalho descrito anteriormente, descobriu não apenas a substância potássio, mas também uma série de outras substâncias. Pesquise e faça um resumo sobre algumas dessas substâncias e como foram obtidas. d ) Sabendo que o potencial padrão de redução do potássio e do sódio são, respectivamente,​ − 2,93 V​e ​− 2,71 V​, qual exige uma pilha com maior ddp para eletrólise? Resposta: Como o potássio

tem menor potencial de redução, ele exige uma ddp maior. 3. c) Resposta: Espera-se que os estudantes pesquisem e escrevam sobre alguns metais alcalinos e alcalinoterrosos, como sódio (​​ Na)​​, cálcio ​​(Ca)​​, estrôncio (​​ Sr)​​, bário (​​ Ba)​​, magnésio (​​ Mg)​​ e boro ​​(B)​​. Os mesmos princípios da eletrólise foram utilizados adaptando-se à metodologia de acordo com a substância a ser obtida e a sua matéria-prima.

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Respostas das questões 4, 5, 6, 8 e 11 nas Orientações para o professor.

4. O magnésio ​(Mg)​ é um dos elementos quími-

cos mais abundantes na água do mar. Um litro de água do mar pode conter mais de 1 ​ g​de íons magnésio (​ ​Mg​​2+)​​. Se a água do mar passar por uma série de reações químicas, obtém-se o sal cloreto de magnésio ​(Mg​C𝓁​2​)​. Esse sal pode ser fundido e submetido à eletrólise, que produz magnésio metálico. Sobre a eletrólise, responda às questões. a ) Que tipo de eletrólise foi descrita e quais são as semirreações que ocorrem no cátodo e ânodo? b ) Qual é a massa de magnésio metálico produzida após ​1 h​de eletrólise com a corrente contínua de ​48,25 A​? c ) Quanto tempo é necessário para produzir ​1 kg​ de magnésio metálico com a mesma corrente? Resoluções nas Orientações para o professor.

5. Qual é a massa de cobre que pode ser formada se

houver a passagem de ​38 600 C​ no circuito eletrolítico de uma solução aquosa de sulfato de cobre(II) (​ CuS​O​4​)​? Resolução nas Orientações para o professor.

6. Em um laboratório são testadas algumas redu-

ções de cátions para obtenção de metais. Confira algumas dessas reações de redução. I ) ​Cu​​2+​(aq)​​+ ​2 ​e​−​​→ ​Cu​(s)​

II ) ​Cu​​ ​(aq)​​+ ​1 ​e​−​​→ ​Cu​(s)​ +

III ) ​Au​​3+​(aq)​​+ ​3 ​e​−​​→ ​Au​(s)​

IV ) ​A𝓁​​3+​(aq)​​+ ​3 ​e​−​​→ ​A𝓁​(s)​ Considerando que foi utilizada a carga de 1 Faraday durante uma hora, responda aos itens a seguir. a ) Determine a massa obtida em cada reação. Consulte a massa atômica dos metais na tabela periódica. b ) Qual das reações produziu a maior massa de metal? c ) Os valores da massa atômica e da carga do cátion afetam a quantidade de massa do metal reduzido? Resoluções nas Orientações para o professor.

7. Confira o quadro a seguir, com algumas técnicas

de eletrodeposição e suas semirreações que podem ocorrer no cátodo. Técnicas de eletrodeposição e semirreações

300

Técnica

Semirreação no cátodo

Prateação

​​Ag​​ +​​(aq)​​+ ​​e​​ −​​→ ​Ag​(s)​​

Cromação

​​Cr​​ 3+​​(aq)​​+ ​3 ​e​​ −​​→ ​Cr​(s)​​

Niquelação

​​Ni​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Ni​(s)​​

Para fazer a eletrodeposição de uma mesma superfície, identifique a alternativa que apresenta a técnica que necessita de mais quantidade de carga e a mais rápida por mol, respectivamente. 7. Resposta: Alternativa d.

a ) Niquelação e cromação. b ) Cromação e cromação. c ) Prateação e niquelação. d ) Cromação e prateação. e ) Prateação e prateação.

8. Durante a eletrólise de uma solução aquosa de

cloreto de sódio ​(NaC𝓁)​, foi gerado ​0,5 mol​de gás hidrogênio ​(​H​2​)​. Sabendo que a quantidade de carga necessária para a produção de 1 mol de gás hidrogênio é de 9 ​ 6 500 C​, calcule a carga total utilizada no processo. Resolução nas Orientações para o professor.

9. Em um processo de eletrólise de água, utiliza-se uma fonte de energia renovável para fornecer a corrente elétrica necessária. Disserte sobre a importância desse processo para a produção de hidrogênio verde e como a eletrólise pode contribuir para uma economia de baixo carbono.

10. As equações a seguir representam o processo de redução de cátions em solução aquosa. I ) ​Fe​​3+​(aq)​​+ ​3 ​e​−​​→ ​Fe​(s)​ II ) ​Ni​​2+​(aq)​​+ ​2 ​e​−​​→ ​Ni​(s)​ III ) ​Sn​​2+​(aq)​​+ ​2 ​e​−​​→ ​Sn​(s)​ IV ) ​Pb​​2+​(aq)​​+ ​2 ​e​−​​→ ​Pb​(s)​ Qual das opções a seguir representa corretamente a quantidade total de mols de elétrons envolvidos na redução de 2 mols de cada cátion? a ) ​12 ​e​−​ b ) ​16 ​e​−​ c ) ​14 ​e​−​ d ) ​18 ​e​−​ e ) ​20 ​e​−​

10. Resposta: Alternativa d. Deve-se calcular a quantidade total de elétrons envolvidos na redução de 2 mols de cada cátion, considerando o número de elétrons que cada um deles recebe para ser reduzido, e somar a quantidade total. Portanto, resulta em 18 elétrons.

11. Uma indústria utiliza eletrólise para purificar cobre. Durante o processo, íons cobre são reduzidos a cobre metálico no cátodo. Explique e registre como a aplicação da lei de Faraday pode prever a quantidade de cobre metálico que será depositado ao passar uma determinada corrente elétrica por um certo período.

9. Resposta: A eletrólise de água com uso de energia renovável permite produzir hidrogênio verde, um combustível limpo. Como a eletricidade usada no processo é proveniente de fontes renováveis, como solar ou eólica, o hidrogênio produzido é considerado verde, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa e promovendo uma economia de baixo carbono.

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CAPÍTULO

16

Radioatividade

A descoberta da radioatividade Qualquer pessoa que já teve um osso fraturado precisou passar por um exame de raios-X. Esse exame consiste na emissão de radiação eletromagnética sobre a parte do corpo a ser examinada e contra uma placa de filme. Quando revelado, esse filme, chamado radiografia, possibilita que seja observada com detalhes a estrutura interna do organismo, como ossos e órgãos. Resposta pessoal. O objetivo 1. Você já precisou fazer um exame de raios-X? Em qual situação?

desta questão é incentivar a participação dos estudantes, levando-os a expor suas vivências em relação ao assunto abordado.

A princípio, um exame de raios-X pode parecer perigoso, principalmente quando nos deparamos com expressões como “radiação eletromagnética” ou “partículas radioativas”. No entanto, esse exame é seguro para o paciente. O risco oferecido por essa técnica é praticamente nulo, pois a dose de radiação envolvida é baixa. Ele deve ser evitado apenas em crianças muito pequenas ou em gestantes e exige cuidados adequados para os técnicos de radiologia, que ficam expostos diariamente à radiação. Os raios X são um tipo de radiação com alta capacidade de penetração, ou seja, atravessam com facilidade a maioria dos materiais, inclusive órgãos e tecidos moles, como a pele e o músculo, e são absorvidos parcialmente por materiais densos, como os ossos. Portanto, o contorno ósseo que vemos nas radiografias representa a radiação que não alcançou a placa de filme. Em geral, tudo o que é irradiado, ou seja, emitido em forma de raios por alguma fonte, é radiação. Assim, a luz solar (radiação solar), a luz emitida por uma lanterna, os raios X e as ondas de rádio são exemplos de radiação. Nesse contexto, chamamos radioatividade a propriedade que os átomos de determinados elementos químicos apresentam de emitir espontaneamente radiações e partículas.

Autor desconhecido. Séc. XX. Instituição Smithsoniana, Washington, D.C., EUA

A descoberta da radioatividade ocorreu de forma gradativa e representou um avanço para o conhecimento da estrutura da matéria. Confira a seguir, em ordem cronológica, alguns dos principais fatos relacionados a ela. 1850 – Ampola de Crookes

SSPL/Science Museum/Bridgeman Images/Easy Mediabank

O químico inglês William Crookes (1832-1919) desenvolveu um equipamento para estudar a condutividade elétrica a baixa pressão. O equipamento consiste em um tubo de vidro fechado que apresenta gás a baixa pressão e é submetido a um campo magnético externo. Nele, há duas placas metálicas ligadas a uma fonte de alta-tensão (​​ 10 kV)​​. A placa ligada ao polo negativo é o cátodo e a ligada ao polo positivo é o ânodo. Ao elevar a tensão entre o cátodo e o ânodo, surge um feixe luminoso carregado de partículas negativas (elétrons) que sai do cátodo (raios catódicos) e atravessa o tubo. Esse tubo de raios catódicos é conhecido como ampola de Crookes. Atualmente, sabe-se que os raios catódicos são emissões radioativas.

William Crookes.

Ampola de Crookes.

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Stefano Bianchetti. Séc. XIX. LIFE Photo Archive

1895 – Raios X

The History Emporium/Alamy/Fotoarena

Ao trabalhar com uma ampola de Crookes, o físico alemão Wilhelm Roentgen (1845-1923) percebeu a existência de alguns raios luminosos no interior do tubo. Como não conhecia a origem deles, denominou-os raios X. Roentgen notou algo que o impressionou: os raios X podiam sensibilizar uma chapa fotográfica e permitiam visualizar os ossos do corpo. Ao radiografar a mão de sua esposa, a suíça Anna Bertha Ludwig (1839-1919), o cientista constatou que os raios X não atravessaram o ouro da aliança, e, por isso, a parte óssea na região não ficou visível. A descoberta dos raios X rendeu a Roentgen o prêmio Nobel de Física em 1901.

Wilhelm Roentgen.

Paul Nadar. Séc. XX. Biblioteca Nacional, Paris, França

Radiografia da mão da esposa de Roentgen, em 1896.

1896 – Material radioativo O físico francês Antoine Henri Becquerel (1852-1908) descobriu a radioatividade do urânio ​​ (U)​​. Ele também percebeu que a radiação emitida pelo sal de urânio era capaz de ionizar gases, os quais se tornavam carregados positivamente e, portanto, passavam a conduzir eletricidade. Becquerel faleceu em 1908. Marcas de queimadura em seu corpo indicam que a causa de sua morte está relacionada ao manuseio de materiais radioativos.

Autor desconhecido. c.1903. Museu de Artes Decorativas, Paris, França

Retrato de Henri Becquerel.

1902 – O rádio e o polônio A polonesa Marie Curie (1867-1934) e o francês Pierre Curie (1859-1906), casal de físicos, descobriram e isolaram dois novos elementos químicos radioativos: o rádio (​​ Ra)​​, mais radioativo do que o urânio; e o polônio (​​ Po)​​, nomeado em homenagem à Polônia, terra natal de Marie Curie. Pierre Curie faleceu em 1906, vítima de um atropelamento. Já Marie Curie faleceu em 1934 em virtude de complicações causadas por longa exposição à radiação.

Retrato do casal Marie e Pierre Curie.

Autor desconhecido. c. 1908. Biblioteca do Congresso, Washington D.C., EUA

Foi Marie Curie quem, em 1898, usou pela primeira vez o termo radioatividade. As contribuições de Henri Becquerel e do casal Curie para o campo da radioatividade são fundamentais e indiscutíveis e renderam aos três o prêmio Nobel de Física em 1903.

1908 – Radioatividade nuclear

Gamma-Keystone/Getty Images

O físico neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937), ao estudar as radiações emitidas pelo urânio, descobriu que há dois tipos diferentes e os nomeou de ​α​ e ​β​. Mais tarde, observou que, ao emitirem partículas ​α​ e ​β​, os elementos químicos mais instáveis se transformavam em outros elementos químicos. Por essas descobertas, Rutherford ganhou o prêmio Nobel de Química em 1908. Ernest Rutherford.

1932 – Descoberta do nêutron

James Chadwick.

O físico inglês James Chadwick (1891-1974) descobriu a partícula nêutron e identificou sua emissão radioativa. Graças a essa descoberta, Chadwick foi contemplado com o prêmio Nobel de Física em 1935.

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UNIDADE

4 O primeiro elemento radioativo criado artificialmente e um novo prêmio Nobel – mais um fruto da família Curie A família Curie desempenhou um papel essencial para a Ciência, na área da Química nuclear. A física e química francesa Irène Joliot-Curie (1897-1956) foi a responsável pela descoberta e criação do primeiro elemento radioativo artificial. Essa conquista científica, que lhe rendeu o prêmio Nobel de Química em 1935, não foi apenas uma vitória individual, mas o resultado de um legado científico estabelecido por sua mãe, Marie Curie, que realizou estudos pioneiros sobre radioatividade e dedicou-se intensamente à pesquisa. Além de Henri Becquerel, Marie Curie, em parceria com seu marido, Pierre Curie, também foram laureados com o prêmio Nobel de Física em 1903 por suas investigações sobre os fenômenos da radiação, um campo emergente na época. Eles foram os primeiros a isolar e estudar detalhadamente os elementos rádio e polônio, que são radioativos. Em 1911, Marie Curie foi novamente premiada, desta vez com o Nobel de Química, em reconhecimento à sua descoberta do rádio e do polônio, e pelo avanço no estudo da radioatividade. Esses elementos, principalmente o rádio, não só ampliaram o entendimento sobre a estrutura do átomo, mas também abriram novas possibilidades para o estudo das propriedades dos elementos químicos. O trabalho com substâncias radioativas foi revolucionário, mas teve um impacto significativo na saúde dos membros da família de cientistas, que frequentemente adoeciam em razão da exposição à radiação. A exposição prolongada aos elementos radioativos sem as proteções adequadas resultou na morte de Marie Curie e, posteriormente, de sua filha Irène, ambas em decorrência de leucemia, um tipo de câncer que afeta as células do sangue. Alguns livros e algumas anotações do casal Marie e Pierre ainda são considerados radioativos e são armazenados em caixas de chumbo ​​(Pb) ​​. Contudo, o impacto de suas descobertas perdurou além da vida deles, influenciando a geração seguinte de cientistas.

O que tornou essa descoberta tão significativa foi a observação de que, mesmo após cessar o bombardeio com partículas alfa, o alumínio continuava a emitir radiação. Isso indicava que um novo elemento radioativo havia sido criado artificialmente – o fósforo-30​​ 30 (​15​P​​​)​​. Esse processo de transmutação nuclear foi o primeiro exemplo de como os elementos poderiam ser convertidos em outros por meio de reações nucleares induzidas, um conceito fundamental para a Química e a Física nuclear.

Autor desconhecido. c.1925. Wellcome Collection

A descoberta da radioatividade artificial envolveu um experimento inovador, em que uma folha de alumínio foi bombardeada com partículas alfa, que são núcleos de hélio com carga positiva e alta energia. As partículas alfa interagiram com os núcleos de alumínio, induzindo uma reação nuclear que transformou o alumínio em outro elemento químico.

Marie e Irène Curie, por volta de 1920.

A descoberta da radioatividade artificial abriu novas fronteiras para a Ciência e teve aplicações práticas imediatas, sobretudo na Medicina. Os radioisótopos produzidos artificialmente, como os descobertos por Joliot-Curie, são amplamente utilizados em terapias e diagnósticos médicos, principalmente no tratamento do câncer, no qual são utilizados para destruir células malignas. Esse trabalho não apenas consolidou a importância da família Curie na Ciência, mas também lançou as bases para o desenvolvimento da Física nuclear e da Medicina nuclear moderna. A criação artificial de elementos radioativos mostrou que os cientistas podiam manipular e transformar a matéria em um nível fundamental, ampliando as possibilidades de novas descobertas e aplicações tecnológicas. A família Curie, por meio de suas contribuições contínuas, exemplifica o impacto duradouro que a ciência pode ter no mundo, reforçando a importância da pesquisa e da inovação.

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Radiação ionizante Há dois tipos distintos de radiação: a ionizante e a não ionizante. A radiação ionizante, composta de ondas eletromagnéticas de alta frequência e de partículas subatômicas, é capaz de causar mudanças na estrutura da matéria com a qual interage. A radiação emitida pelos elementos químicos radioativos é do tipo ionizante.

A radiação não ionizante é composta de ondas eletromagnéticas de baixa frequência, como raios solares, infravermelhos, micro-ondas e ondas de rádio. Esse tipo de radiação não é forte o bastante para alterar a matéria com a qual interage.

A expressão radiação ionizante vem do fato de que esse tipo de radiação frequentemente forma íons ou radicais ao interagir com a matéria. Por meio de diversos experimentos laboratoriais com materiais radioativos, foi possível identificar os três principais tipos de radiação ionizante: alfa ​​(α)​​, beta (​​ β)​​ e gama (​​ γ)​​. Analise a seguir o quadro com as principais características dessas emissões. Principais características das emissões alfa, beta e gama Emissão

Representação

​​Carga relativa​​ 1​​

​​Massa relativa​​ 2​​

Características

Alfa

​​42​α​​​​

​+ 2​

4

partícula; 2 prótons e 2 nêutrons (equivalente ao núcleo de átomo de hélio); baixo poder de penetração; alto poder de ionização; velocidade de até 7% da velocidade da luz

Beta

​​ 0​β​​​​ −1

​− 1​

0

partícula; características semelhantes a elétrons; médio poder de penetração; médio poder de ionização; velocidade de até 95% da velocidade da luz

Gama

0 ​​ ​γ​​​​ 0

​0​

0

radiação (radiação eletromagnética); alto poder de penetração; pequeno poder de ionização; velocidade igual à da luz (​​ 300 000 km/s)​​ 1: em unidades de carga do elétron. 2: em unidades de massa atômica.

Há outros tipos de radiação ionizante, como os raios X vistos anteriormente. Eles se comportam de maneira bastante semelhante aos raios gama e a diferença reside apenas na origem da radiação: enquanto os raios gama surgem do núcleo atômico, os raios X vêm da nuvem eletrônica.

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

A capacidade que um tipo de radiação tem de atravessar materiais densos é chamada poder de penetração. Confira a seguir o poder de penetração das radiações ​α​, ​β​ e ​γ​.

radiação α

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

radiação β radiação γ papel

madeira

parede de chumbo

Imagem elaborada com base em: HEWITT, Paul G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015. p. 618.

2. Por que uma radiação com alta capacidade de penetração é menos perigosa para tecidos vivos do que uma com baixa capacidade?

304

Representação do poder de penetração das radiações ​α​, ​β​ e ​γ​.

Radical: um átomo, molécula ou íon com pelo menos um elétron desemparelhado.

Resposta: Radiações de alta capacidade de penetração atravessam com facilidade materiais pouco densos, ou seja, não são absorvidas por esses materiais. Portanto, têm baixo risco de interagir, modificar e danificar tecidos vivos, que em geral apresentam pequena densidade. Além disso, radiações de alta penetração, em geral, têm baixo poder de ionização.

05/11/2024 15:53:57


Analise o esquema de um experimento radioativo contendo as principais características das emissões nucleares naturais. placas eletricamente carregadas

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

amostra radioativa

UNIDADE

4

Resposta: A partícula beta é pequena e negativa, portanto é fortemente desviada em direção à placa positiva; a radiação bloco de chumbo tela fluorescente gama não tem massa onde aparecem manchas nem carga e, assim, segue (isolante de radiação) em trajetória retilínea. A Representação de um experimento de radiação com emissão de partículas ​α​, ​β​ e ​γ​. partícula alfa é grande e Imagem elaborada com base em: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. positiva, sendo Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. levemente desviada em Porto Alegre: Bookman, 2018. p. 749. direção à placa negativa.

3. Com base nas características de cada radiação observada no quadro da página anterior,

explique as trajetórias de cada tipo de radiação após passarem pelas placas carregadas.

As estrelas e outros componentes do Universo estão constantemente emitindo radiação, a chamada radiação cósmica, em razão das reações altamente energéticas que ocorrem em seu interior. Parte dela, composta principalmente de prótons e partículas alfa, alcança a atmosfera terrestre, produzindo uma constante entrada de fragmentos nucleares que não oferecem riscos aos seres vivos.

NASA/JPL-Caltech/SPL/Fotoarena

A detecção de radiação cósmica auxilia os astrônomos a identificar novos corpos celestes no Universo, principalmente estrelas e supernovas, por meio de parâmetros como direção, aceleração e intensidade da radiação. Astro (dimensão) Pulsar: aproximadamente ​ 40 km​de diâmetro.

Dica Todos os ambientes contêm algum tipo de radioatividade. Contanto que a intensidade da radiação seja baixa, isso não acarreta qualquer tipo de problema.

Pulsar localizado na galáxia Messier 82, a 12 milhões de anos-luz de distância, que emite raios X detectáveis na Terra a cada 1,37 segundo.

Bjoern Wylezich/Shutterstock.com

Alguns elementos radioativos presentes no ambiente acabam se tornando parte dos seres vivos. Esses elementos são isótopos radioativos indispensáveis na constituição da matéria viva, como o potássio (​​ K)​​, o carbono (​​ C)​​ e o hidrogênio (​​ H)​​. O potássio, por exemplo, está presente no corpo humano de um adulto na concentração de 2 ​ g/kg​, sendo 0,01% desse valor equivalente ao radioisótopo potássio-40 ​​(K-40)​​. Em geral, no corpo humano, a entrada de elementos radioativos ocorre por meio da alimentação e pela respiração. Os minérios que compõem a Terra também podem apresentar propriedades radioativas de acordo com os elementos que os formam. Minérios de urânio, tório ​​(Th) ​​ e potássio estão entre os elementos com maior atividade radioativa. O contato com esses materiais deve ser evitado, e, quando necessário, equipamentos de proteção individual (EPIs) têm de ser usados e medidas de precaução adicionais, tomadas.

Minério de urânio.

305

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Os elementos químicos radioativos são aqueles cujos átomos apresentam um núcleo instável, capaz de emitir radiações eletromagnéticas e partículas de carga e massa definidas. Os átomos radioativos são também chamados radionuclídeos.

Decaimento radioativo Ao emitir naturalmente partículas e radiações, um radionuclídeo passa por um processo chamado decaimento radioativo natural. Ao decair por emissão de partículas naturais, o radionuclídeo de determinado elemento químico se transforma no de outro elemento químico. Esse processo é conhecido como desintegração radioativa. Caso o novo radionuclídeo formado também seja instável, o decaimento segue com sucessivas emissões de radiação até que se forme um núcleo estável e, portanto, não radioativo. Confira a seguir a série de decaimento radioativo do urânio-238 (​​ U-238)​​.

Imagem elaborada com base em: SERVIÇO Geológico dos Estados Unidos (USGS). Uranium. Disponível em: https://pubs.usgs.gov/of/2004/1050/PalosVerdesRn. htm#uranium.htm. Acesso em: 5 set. 2024.

Série de decaimento radioativo do ​U-238​.

4. Qual é a variação no número de prótons, de nêutrons e de massa atômica entre o ​

​ -238​? U-238​e o chumbo-206 ​(Pb-206)​, segundo a série de decaimento natural do U

Perceba que o núcleo instável do ​U-238​sofre diversos decaimentos radioativos, transformando-se sempre no núcleo também instável de outro elemento químico, até, finalmente, decair em um núcleo estável de chumbo, ​Pb-206​. Note também que alguns elementos químicos aparecem múltiplas vezes na série na forma de diferentes radioisótopos.

Ilustrações: Keithy Mostachi/Arquivo da editora

Confira a seguir a série de decaimento radioativo do tório-232 (​​ Th-232)​​.

Série de decaimento radioativo do T​ h-232​.

Imagem elaborada com base em: SERVIÇO Geológico dos Estados Unidos (USGS). Thorium. Disponível em: https://pubs.usgs.gov/of/2004/1050/thorium.htm. Acesso em: 5 set. 2024.

Dica Dois ou mais átomos são isótopos caso sejam do mesmo elemento químico e tenham massa atômica diferente. O urânio, por exemplo, pode ser encontrado nas formas isotópicas ​U-234​(massa de ​234 u​), ​U-235​e ​U-238​. Isótopos apresentam sempre o mesmo número de prótons (número atômico), mas diferentes números de nêutrons. Isótopos radioativos são comumente chamados radioisótopos.

Um elemento químico radioativo que inicia o processo de decaimento não volta ao seu estado original. Isso significa que, ao longo do tempo, a tendência é de que esses elementos químicos se extingam.

306

4. Resposta: Há uma diferença de ​238 ​− ​206 ​= ​32​de massa atômica entre os dois elementos. Como pode ser observado na série, o número atômico do urânio é 92, e o do chumbo, 82. Como o número atômico de um elemento é igual ao número de prótons de seus átomos, houve uma diferença de 10 prótons entre o ​U-238​e o ​Pb-206​. Por fim, como a massa atômica é a soma do número de prótons com o número de nêutrons, houve uma diferença de ​32 ​− ​10 ​= ​22​nêutrons no decorrer da série de decaimento radioativo.

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UNIDADE

4 A transformação de um nuclídeo em outro como resultado da emissão de partículas ocorre em conformidade com as leis da radioatividade, também chamadas leis de Soddy. Esse nome faz homenagem ao químico inglês Frederick Soddy (1877-1956), que, com Rutherford, descobriu que a radioatividade acontece em razão da transformação de elementos químicos radioativos em outros.

1ª lei de Soddy: emissão de partícula alfa (​​ α)​​

Autor desconhecido. c. 1908. Biblioteca do Congresso, Washington D.C., EUA

Leis de Soddy

Frederick Soddy.

Quando um átomo emite uma partícula alfa, seu número atômico diminui em duas unidades e seu número de massa diminui em quatro unidades. Isso acontece porque a partícula alfa é formada por dois prótons e dois nêutrons, que totalizam uma massa de ​4 u​(unidades de massa atômica). Confira a seguir alguns exemplos. Emissão de uma partícula alfa a partir do radionuclídeo de ​Th-232​: 232 ​R​​​ a​ ​​ 90​Th​​​ ​→ ​​42​α​​​ ​+ ​​228 88

Ao sofrer decaimento beta, o radioisótopo de T​ h-232​se transformou no isótopo rádio-228 (​​ Ra-228)​​. O rádio é o elemento químico cujo número atômico (88) é duas unidades abaixo do número atômico do tório (90). Emissão de quatro partículas alfa a partir do radionuclídeo de tório-230 (​​ Th-230)​​: 230 ​P​​​ b​ ​​ 90​Th​​​ ​→ ​4 ​42​α​​​ ​+ ​​214 82

2ª lei de Soddy: emissão de partícula beta (​​ β)​​ Quando um átomo emite uma partícula beta, seu número atômico aumenta em uma unidade e seu número de massa permanece inalterado. Analisemos alguns exemplos.

Emissão de uma partícula beta a partir do radionuclídeo de tório-234 (​​ Th-234)​​: ​Th​​​ ​→ ​​−01​β​​​ ​+ ​​234 ​Pa​​​​ ​​234 91 90

Ao sofrer decaimento beta, o radioisótopo de ​Th-234​se transmutou no isótopo protactínio-234 ​​(Pa-234)​​. O protactínio é um elemento químico um número atômico acima do tório. Emissão de duas partículas beta a partir do radionuclídeo de chumbo-214 (​​ Pb-214)​​: 214 ​Po​​​​ ​​ 82​Pb​​​ ​→ ​2 ​−01​β​​​ ​+ ​​214 84

Podemos notar que, assim como em qualquer reação química, nas reações de decaimento radioativo há a conservação de massa e de carga elétrica nuclear entre os reagentes e produtos. Confira a conservação de massa no decaimento radioativo alfa do ​Th-230​. ⎯→​​​   ​Th​​​​ ​​​ ​​     ​4 42​ ​α​​​ ​+ 214 ​​ 82​Pb​​​​​ ​​​ ​​​​230 90  ⏟ 230 u 4 · 4 u + 214 u = 230 u Analise agora a conservação de carga elétrica nuclear no decaimento radioativo beta do P ​ b-214​. ​​

214 →​   ​​ 82​Pb​​​​​ ​​ ⎯ ​​     ​    ​2 −1 ​ 0​β​​​ ​+ 214 ​​ 84​Po​​​​​ ​​​  carga⏟ nuclear = 82 carga nuclear = ​(2 · (​ −1) ​) ​ + 84 = 82

5. Por que um radioisótopo que emite radiação gama não se transforma em outro elemento químico? Resposta: A radiação gama apresenta carga elétrica igual a zero, portanto não altera o número atômico do radioisótopo.

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O físico italiano Enrico Fermi (1901-1954) formulou uma hipótese para explicar a emissão de partícula beta a partir da desintegração de um nêutron instável. Confira o esquema a seguir. Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

nêutron

próton

partícula beta

neutrino

Representação da desintegração de um nêutron, formando um próton, uma partícula beta e um neutrino. Imagem elaborada com base em: HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de física: óptica e física moderna. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. v. 4. p. 383.

Neutrino: partícula subatômica de massa insignificante, sem carga elétrica, que dificilmente interage com a matéria.

De acordo com essa hipótese, o nêutron instável ​​(1​0​n​​​)​​ dá origem a um próton (​​ 1​1​p​​​)​​, que permanece no

núcleo atômico, e a uma partícula beta ​​(​−01​β​​​)​​ e um neutrino ​​(0​0​ν​​​)​​, que escapam do núcleo. Por isso, o número

atômico do átomo aumenta em uma unidade e sua massa permanece a mesma.

ATIVIDADES RESOLVIDAS R1. Considere um processo global com a equação a seguir. ​A​​​ ​→ ​x α ​+ ​y β ​+ 192 ​​ 92​B​​​​ ​​204 90

Professor, professora: Enfatize aos estudantes que o decaimento ocorre em série e, portanto, há uma etapa para cada emissão.

Quais são os valores numéricos de ​x​e ​y​? Resolução Colocando os valores numéricos relacionados às partículas alfa e beta, temos: 204 ​​ 90​A​​​ ​→ ​x 42​ ​α​​​ ​+ ​y −​ 01​β​​​ ​+ 192 ​​ 92​B​​​​

De acordo com as leis da radioatividade, os valores totais de massa e carga devem ser conservados. Assim, podemos montar duas equações.

1. Uma equação para os índices superiores de todos os envolvidos (conservação do total da massa): ​204 ​= ​4 ​· ​x ​+ ​0 ​· ​y ​+ ​192​ ​4 ​· ​x ​= ​204 ​− ​192​ ​4 ​· ​x ​= ​12 ​∴ ​x ​= ​3​ Portanto, houve emissão de três partículas alfa. Note que apenas a emissão de partículas alfa altera a massa atômica da partícula radioativa.

2. Uma equação para os índices inferiores de todos os envolvidos (conservação do total da carga): ​90 ​= ​​(2 ​· ​x)​​+ (​​ − 1 ​· ​y)​​+ ​92​ Substituindo ​x​por 3, teremos: ​90 ​= (​​ 2 ​· ​3)​​− ​y ​+ ​92​ ​y ​= ​6 ​+ ​92 ​− ​90​ ​​∴ y ​= ​8​ Portanto, houve emissão de oito partículas beta. ​​ 92​B​​​​. Dessa forma: 204 ​​ 90​A​​​ ​→ ​3 42​ ​α​​​ ​+ ​8 −​ 01​β​​​ ​+ 192 Os valores numéricos de ​x​e ​y​são, respectivamente, 3 e 8.

308

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ATIVIDADES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Respostas e resoluções das questões 1 e 3 nas Orientações para o professor.

1. Confira a seguir um trecho da série radioativa do urânio.

​U​​​ ​→ 234 ​​ 90​Th​​​ ​→ 234 ​​ 91​Pa​​​​ ​​238 92

4. O símbolo a seguir é conhecido internacional-

UNIDADE

4

mente por indicar a presença de material radioativo perigoso e alertar a população.

Identifique quais são os tipos de decaimento que ocorrem em cada etapa e justifique sua resposta.

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

ShadeDesign/Shutterstock.com

2. Analise o esquema a seguir.

X Y

Símbolo da radioatividade. Z papel

aço

concreto

Representação do poder de penetração das radiações X, Y e Z. Imagem elaborada com base em: HEWITT, Paul G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015. p. 618.

Sobre as radiações de tipo X, Y e Z, anote a alternativa correta: a ) Y e Z são, respectivamente, partícula beta e radiação gama. A radiação do tipo gama é mais energética, podendo atravessar materiais como papel e aço. b ) X e Z são, respectivamente, raios X e radiação gama. A radiação gama é a menos energética, podendo ser barrada até por uma folha de papel.

Qual dos objetos a seguir não emite radiação ionizante perigosa e não precisa estar identificado com esse símbolo? a ) Máquinas de radioterapia. b ) Equipamento de radiografia. c ) Reator de usina nuclear. d ) Forno de micro-ondas. Resposta: Alternativa d.

5. Quando um radionuclídeo emite radiações gama, ele se transforma em outro elemento químico? Justifique.

6. Sobre o poder de ionização, a velocidade e o poder de penetração das radiações, foram feitas as seguintes afirmativas.

I ) A emissão gama apresenta o maior poder de ionização e de penetração, pois é muito veloz e capaz de atravessar vários tipos de materiais.

c ) X e Y são, respectivamente, partícula beta e partícula alfa. A partícula beta é composta de 2 unidades de nêutron e 2 unidades de próton.

II ) A emissão alfa apresenta o maior poder de ionização e a menor capacidade de atravessar os materiais. Porém, sua velocidade é baixa.

d) X e Z são, respectivamente, partículas alfa e partículas beta. A partícula alfa é a menos energética e não ultrapassa materiais como concreto, aço e papel. Resposta: Alternativa a.

III ) A emissão beta tem o menor poder de ionização e a menor capacidade de atravessar os materiais.

3. O elemento radioativo natural ​232 ​Th​​, após uma 90 série de emissões α ​ ​e ​β​, converte-se no isótopo, não radioativo, estável, do elemento chumbo, ​208 ​Pb​​. 82 232 ​​ 90​Th​​​ ​→ ​x ​42​α​​​ ​+ ​y ​−10​β​​​ ​+ ​​208 ​Pb​​​​ 82

Determine o número de partículas ​α​ e ​β​ emitidas após esse processo.

Qual alternativa tem apenas as afirmações corretas? a ) I, II e III.

Resposta: Alternativa d.

b ) I e II. c ) I e III. d ) II.

7. Faça a representação (número atômico e número de massa) do isótopo do elemento X que completa a reação de fissão nuclear:

Resposta: ​​143 ​X​​​​. Resolução nas Orientações para o professor. 54

​U​​​ ​+ 10​​ ​n​​​ ​→ 90 ​​ ​Sr​​​ ​+ ​X ​+ ​3 10​ ​n​​​​ ​​235 92 38

5. Resposta: Não. Nesse caso não há alteração no número atômico do radionuclídeo, logo, não se forma um novo elemento químico. Assim, o radionuclídeo constituirá o mesmo elemento químico, porém mais estável, pois apresenta menor quantidade de energia nuclear.

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Meia-vida Leia o trecho da matéria a seguir.

6. Resposta: O objetivo dessa questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o tempo de meia-vida dos radionuclídeos. Espera-se que, no contexto da bateria nuclear mencionada, eles identifiquem que o tempo de meia-vida está relacionado ao tempo de decomposição do isótopo, que se desintegra lentamente, podendo fornecer energia por um longo período sem necessidade de recarga.

Primeira bateria nuclear brasileira vai durar 200 anos sem recarga No Brasil, cientistas do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen-CNEN) desenvolveram a primeira bateria nuclear nacional, a partir de um isótopo em decomposição de amerício (amerício-241). Sem precisar de uma recarga extra, ela pode fornecer energia para aparelhos por mais de 200 anos. […] O que é impressionante na bateria é o tempo de duração, estimado em 200 anos, devido à meia-vida do amerício ser de 432,6 anos. […] PRIMEIRA bateria nuclear brasileira vai durar 200 anos sem recarga. Ipen, 22 jan. 2024. Disponível em: https://www.ipen.br/portal_por/portal/interna.php?secao_id=39&campo=20390. Acesso em: 5 set. 2024.

6. A reportagem menciona uma bateria nuclear brasileira que pode durar até 200 anos sem recarga em virtude do tempo de meia-vida. Em sua opinião, o que é “tempo de meia-vida”? Como ele pode influenciar a durabilidade de dispositivos como essa bateria?

Essa inovadora bateria é um gerador termelétrico radioisotópico que pode fornecer energia por mais de 200 anos. O funcionamento da bateria se baseia no calor emitido pelas partículas alfa e gama do amerício, que aquece pastilhas termelétricas geradoras de energia elétrica. Uma diferença de temperatura na pastilha, entre um lado quente (aquecido pelo amerício) e um lado frio, provoca uma tensão de saída nas pastilhas, permitindo a acumulação e liberação de pequenas cargas elétricas. Apesar da baixa capacidade de geração atualmente, o projeto visa aumentar a potência para aplicações mais robustas, aproveitando a estabilidade e a longa durabilidade proporcionadas pelo calor gerado durante o decaimento do isótopo. Alguns radionuclídeos, ou seja, elementos químicos cujo núcleo atômico é instável e emite radiação, como os citados anteriormente, podem ser usados na Medicina. Eles atuam como radiotraçadores em técnicas de cintilografia. Nesse procedimento, certa quantidade de radionuclídeos é administrada ao paciente, geralmente por meio de uma injeção venosa. Ao acompanhar a trajetória e o acúmulo desses radiotraçadores no organismo, o médico consegue verificar anomalias em órgãos específicos. O iodo-123 (​​ I-123 ou ​​123​I​​​) ​​, por exemplo, é usado para observar a região da tireoide. Já o tecnécio-99m ​​(Tc-99m ou ​​99m​T​​​)​​ tem uma aplicação mais ampla, incluindo a observação do cérebro, do coração, dos pulmões e dos rins. Radiotraçadores: substâncias associadas a um radionuclídeo, cuja radiação emitida possibilita acompanhar seu comportamento e o caminho percorrido, por exemplo.

Dica A letra m no nome do ​Tc-99m​indica que esse radioisótopo apresenta um núcleo mais energético do que o comum. Por isso, ele é chamado núcleo metaestável, indicado pela letra final.

Grande parte desses radiotraçadores sai do corpo por meio da urina do paciente. No entanto, naturalmente sobrarão resquícios espalhados no organismo. Por serem utilizados em baixas concentrações, não causam danos ao organismo. Além disso, outro fator faz sua concentração diminuir gradativamente: a meia-vida dos radionuclídeos.

Dica A notação química para meia-vida segundo a IUPAC é ​​t​1/2​​​.

No entanto, ela também pode ser representada por ​P​.

310

05/11/2024 15:55:39


Todos os átomos radioativos passam pelo processo de decaimento, ou seja, transformam-se em átomos diferentes, liberando partículas radioativas, geralmente do tipo ​α​ ou ​β​. O tempo de decaimento de radionuclídeos é medido pela diminuição de sua massa total. Quando metade da massa – ou concentração – decai, dizemos que se passou uma meia-vida de tal radionuclídeo.

UNIDADE

4

A meia-vida é característica de cada radionuclídeo. Considere a seguir o esquema de decaimento radioativo que representa a meia-vida de um radionuclídeo genérico, com massa inicial de 100 gramas. 1 ​t​ ​​

​​⎯1/2→​​

50%

2 ​t​ ​​

25%

​​⎯1/2→​​

3 ​t​ ​​

​​⎯1/2→​​

x ​t​ ​​

12,5%

​​⎯1/2→​​ ...

​100 g​

após uma meia-vida

​50 g​

​25 g​

...

​12,5 g​

100 _ ​​ x ​%​ ​2​​ ​ ​m​inicial​​ _ ​​ x ​g​ ​2​​ ​

após duas meias-vidas após três meias-vidas ...

após ​x​meias-vidas

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

100%

Representação do decaimento radioativo para um radionuclídeo genérico.

Perceba que, independentemente da massa do radionuclídeo, a meia-vida sempre representa o tempo necessário para que ocorra o decaimento de 50% em massa ou concentração do radionuclídeo.

A tabela a seguir mostra a meia-vida de alguns elementos químicos radioativos. Perceba que há uma grande diferença nas meias-vidas para distintos radionuclídeos, inclusive para aqueles de mesmos elemen​​​ ​U​​​​, e 230 ​​​ ​Th​​​​ e 232 ​​​ ​Th​​​​. Isso acontece em virtude da tos químicos, como nos casos dos radioisótopos 234 ​​​ ​U​​​​ e 238 diferença de estabilidade nuclear entre eles. No entanto, todos são radioativos, e, portanto, passarão pelo processo de decaimento radioativo. Meias-vidas de alguns radionuclídeos Radionuclídeo

Tecnécio-99m ​​(​​

​Tc​​​)​​

99m

Iodo-123 ​​(123 ​​ ​I​​​)​​

Argônio-39 ​​(39 ​​ ​Ar​​​)​​ Carbono-14 ​​(14 ​​ ​C​​​)​​ Tório-230 (​​ ​​

​Th​​​)​​

230

Urânio-234 (​​ 234 ​​ ​U​​​)​​ Potássio-40 ​​(40 ​​ ​K​​​)​​

Urânio-238 (​​ 238 ​​ ​U​​​)​​ Tório-232 ​​(232 ​​ ​Th​​​)​​

Meia-vida 6 horas 13,2 horas 269 anos 5 730 anos 75 000 anos ​2,5 ​· ​​10​​ 5​​ anos ​1,28 ​· ​​10​​ 9​​ anos ​4,5 ​· ​​10​​ 9​​ anos ​1,4 ​· ​​10​​ 10​​ anos

Fonte de pesquisa: GRUPEN, Claus. Introduction to radiation protection: practical knowledge for handling radioactive sources. Berlin: Springer-Verlag Berlin Heidelberg, 2010. p. 355-358.

Com base nos dados da tabela anterior, note que uma pessoa com tecnécio-99m em seu organismo terá a concentração desse radionuclídeo diminuída para menos de 1% após apenas 7 meias-vidas, ou 42 horas. 12,50% 6,25% 3,13% 1,56% 0,78% 100% 50% 25% ⏞ ⏞ ⏞ ⏞ ⏞ ⏞ ⏞ ⏞ 99m 6 h 99m 6 h 99m 6 h 99m 6 h 99m 6 h 99m 6 h 99m 6 h 99m ​​​​​ ​Tc​​​​​​ ​⟶ ​ ​​​ ​Tc​​​​​​ ​⟶ ​ ​​​ ​Tc​​​​​​ ​⟶ ​ ​​​ ​Tc​​​​​​ ​⟶ ​ ​​​ ​Tc​​​​​​ ​⟶ ​ ​​​ ​Tc​​​​​​ ​⟶ ​ ​​​ ​Tc​​​​​​ ​⟶ ​ ​​​ ​Tc​​​​​​ ​​

Professor, professora: Mostre aos estudantes que ​7 meias-vidas · 6 horas (tempo de cada meia-vida) = 42 horas​.

311

05/11/2024 15:55:40


O gráfico a seguir, denominado Gráfico geral de decaimento radioativo, ajuda a visualizar a relação entre quantidade de radionuclídeos e sua meia-vida. Analise-o.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Gráfico geral de decaimento radioativo

Porcentagem em massa restante de radionuclídeo 10 g

100 75

7. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que não, pois a meia-vida desse radioisótopo impede que ele identifique a idade de fósseis muito antigos, tendo em vista que, após determinado tempo, teria sofrido decaimento completo.

5g

50

2,5 g 1,25 g

25

0,625 g

12,5 0

0

1

2

3

4

5

Número de meias-vidas

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Tradução: Félix José Nonnenmacher. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. 763.

Ao analisar o gráfico anterior, perceba que o decaimento segue uma tendência exponencial, ou seja, aproxima-se cada vez mais do eixo ​x​, sem, entretanto, tocá-lo. 7. A concentração do radioisótopo carbono-14 pode ser utilizada para estimar a idade de fósseis, ao levar em

consideração a quantidade esperada para um organismo vivo. Sabendo que a meia-vida do carbono-14 é de 5 730 anos, diga se ele pode ser utilizado para estimar a idade de qualquer tipo de fóssil. Justifique sua resposta.

ATIVIDADES RESOLVIDAS ​C-14​e responda aos itens que seguem.

a ) Qual é a porcentagem aproximada de massa restante de ​C-14​ para um fóssil com, aproximadamen­te, 17 000 anos? b ) Suponha que arqueólogos tenham encontrado um novo fóssil humano e que análises de ​C-14​ nessa amostra fossilífera indiquem que a concentração desse radioisótopo é cerca de 6% da concentração esperada para um organismo vivo. Qual é a idade aproximada do fóssil? Resolução

Decaimento radioativo do ​C-14​ Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

R2. Confira o gráfico de decaimento radioativo do

Porcentagem em massa restante de C-14 100 75 50 25 12,5 0

Tempo

0

5 730

11 460 17 190 22 920 28 650 (anos)

a ) Analisando o gráfico, temos que o tempo de 17 000 anos é próximo o suficiente do valor Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna de 17 190 anos para afirmarmos que a pore o meio ambiente. Tradução: Félix José Nonnenmacher. 7. ed. centagem restante de ​C-14​ é, aproximadaPorto Alegre: Bookman, 2018. p. 765. mente, 12,5%. b ) Como 6% é pouco menos do que a metade de 12,5%, devemos considerar que a idade do fóssil é aproximadamente 22 920 anos (cerca de 4 meias-vidas).

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PRÁTICA CIENTÍFICA

UNIDADE

4 a) Resposta: O objetivo desta questão é fazer os estudantes perceberem que não somente o presente e o futuro podem favorecer o desenvolvimento da Ciência, mas também o passado. Eles podem comentar, por exemplo, que por meio da Arqueologia, é possível recontar a história dos mais diversos povos, determinando aproximadamente o período em que viveram na Terra, seus costumes etc.

Decaimento radioativo Por dentro do contexto

cristianzenon/Shutterstock.com

Você já deve ter ouvido falar sobre a idade de objetos antigos descobertos em escavações ou a idade de múmias, fortemente ligadas à cultura do Egito há milhares de anos. Para estimar a idade de alguns organismos que já viveram na Terra, pode-se utilizar a datação por carbono-14. Múmias com até 60 mil anos, por exemplo, podem ser datadas pela comparação da quantidade de C-14 remanescente e seu tempo de meia-vida, de 5 730 anos. a ) Qual é a importância de determinar a idade de objetos e eventos? Formule uma hipótese sobre como esse conhecimento pode impactar o desenvolvimento da Ciência e da História. Em uma amostra, não há como saber exatamente quais átomos vão decair em um dado instante, pois o decaimento é um fenômeno aleatório; contudo, todos os núcleos têm igual probabilidade de sofrer decaimento. A seguir, vamos simular essa probabilidade utilizando a ideia de lançamentos de moedas em uma caixa.

Múmia mais antiga do mundo, com idade aproximada de 7 000 anos, encontrada no Chile.

Materiais

• 40 moedas idênticas por dupla ou equipe

• 1 caixa de sapatos vazia e com tampa

Como proceder B. Agite a caixa segurando firme a tampa, de forma que as moedas não escapem da caixa. C. Abra a caixa e retire as moedas com a face “cara” (rosto ou efígie) voltada para cima. D. Anote a quantidade de moedas que sobraram na caixa. E. Repita os procedimentos de B a D por pelo menos 10 vezes.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A. Coloque todas as moedas dentro da caixa e feche-a.

Análise e divulgação 1. Qual é o significado de cada moeda dentro da caixa? 2. O que representa a agitação da caixa? 3. O que significa a retirada das moedas da caixa?

Imagem referente à etapa A. Imagem sem proporção e em cores fantasia.

4. Construa um gráfico de dispersão, no caderno, com os dados coletados na execução do procedimento.

O eixo ​x​deve representar o Número de meias-vidas (a quantidade de agitação da caixa) e o eixo ​y​, o Número de átomos (a quantidade de moedas que permaneceram na caixa).

5. Considere que todas as moedas juntas (átomos) tenham massa igual a ​200 g​e que o tempo de meia-vida seja ​24 h​. Após quantos dias restarão, aproximadamente, ​3 g​de moedas dentro da caixa?

6. Publique em um blog o gráfico construído anteriormente. Explique a importância do decaimento radioativo e da datação radioativa para as Ciências e a História. Respostas nas Orientações para o professor.

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ATIVIDADES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. Um arqueólogo encontra um antigo artefato de madeira que contém C ​ -14​. Ele descobre que, após milhares de anos, a quantidade de ​C-14​na amostra diminuiu significativamente. Como isso ajuda a determinar a idade do artefato? Resposta: O arqueólogo pode usar a quantidade restante de ​C-14​para estimar quantos anos se passaram desde que a madeira parou de absorver carbono da atmosfera.

2. Um radionuclídeo sofre decaimento radioativo, perdendo 87,5% de sua atividade em 60 dias. Qual é a meia-vida desse radioisótopo? Resposta: A meia-vida do radioisótopo é de 20 dias. Resolução nas Orientações para o professor.

3. O ​C-14​ incorporado pelos seres vivos por meio da fotossíntese ou da alimentação passa por decaimento © Laerte

radioativo naturalmente. Quando em vida, a quantidade de ​C-14​se mantém relativamente constante no ser vivo. No entanto, quando este morre, a quantidade de C ​ -14​passa a diminuir, por causa do decaimento radioativo natural. A meia-vida do ​C-14​é de, aproxima­ damente, 5 730​ anos, o que significa que, após esse período, sua massa se reduz à metade. Leia a tirinha a seguir.

LAERTE. Manual do Minotauro. Folha de S.Paulo em 02 de dezembro de 2010. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/quadrin/ f30212201002.htm. Acesso em: 23 out. 2024.

a ) Descreva a tirinha.

b ) Considere um fóssil de esqueleto encontrado em uma caverna que apresenta uma taxa de C ​ -14​igual a 6,25% da taxa existente em um animal vivo na atmosfera terrestre. Escreva a alternativa que corresponde aos anos decorridos após a morte do indivíduo. Resposta: Alternativa IV. Resolução nas Orientações para o professor. I ) 5 730 anos.

III ) 17 190 anos.

II ) 11 460 anos.

IV ) 22 920 anos.

consegue detectar a presença de inflamação miocárdica. Seu decaimento radioativo pode ser representado pelo gráfico.

De acordo com o gráfico, determine o tempo de meia-vida do ​Ga-67​. Justifique sua resposta.

Resposta: Como a atividade inicial corresponde a ​80 kBq​, deve-se determinar, no gráfico, após quantos dias ela diminui pela metade. Portanto, a atividade chega a ​40 kBq​ após cerca de 3,3 dias. Fonte de pesquisa: HAYNES, William M. (ed.). CRC handbook of chemistry and physics. 97. ed. London: CRC Press, 2014. p. 11-26.

Decaimento radioativo do ​Ga-67​ Rafael Luís Gaion/Arquivo da editora

4. O radiotraçador gálio-67 (​ Ga-67)​

V ) 28 650 anos.

Atividade (kBq) 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0

0

5

10

15

20

25

Dias

5. Um paciente recebe uma injeção de iodo-131 ​(I-131)​para tratamento de uma doença da tireoide. O médico explica que o ​I-131​é radioativo e tem uma meia-vida específica. Sobre o isótopo I​-131​, é correto afirmar que o tempo de meia-vida: a ) servirá apenas para determinar a quantidade do isótopo necessário para o tratamento, sem relevância para sua eliminação do corpo. b ) é crucial para prever o tempo que a substância permanecerá ativa no organismo e impactar a segurança do paciente. c ) é irrelevante, pois a quantidade de radiação emitida se mantém constante ao longo do tempo. d ) é somente útil após o tratamento, pois pode-se determinar a eficácia do medicamento com base nos resíduos do isótopo. Resposta: Alternativa b.

314

3. a) Resposta: O objetivo desta questão é permitir aos estudantes que leiam e interpretem a tirinha. Eles podem comentar que ela mostra um cientista fazendo a datação mais precisa do que o possível, considerando não apenas anos, mas também horas e minutos.

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CAPÍTULO

17

Usos da radioatividade

Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto, levando-os a refletir sobre ele. Anote as principais informações na lousa e retome-as durante o estudo do conteúdo.

Radioatividade na Medicina

1. Em sua opinião, a radioatividade tem aplicações no dia a dia? Justifique sua resposta citando exemplos.

No capítulo anterior, aprendemos que os exames de raios-X feitos para visualizar as estruturas internas de uma pessoa são um exemplo de aplicação direta da radioatividade. Vimos também que o físico alemão Wilhelm Roentgen (1845-1923) foi o primeiro a utilizar a radiação com essa finalidade ao montar um sistema contendo uma ampola de Crookes para tirar uma radiografia da mão de sua esposa. No sistema criado por Roentgen, uma ampola de Crookes é ativada por meio de uma bobina de indução, emitindo raios catódicos em direção a uma placa fotossensível. Ao posicionar um objeto ou um tecido orgânico − como os presentes em uma mão − entre a ampola e a placa, obtém-se a imagem. Os efeitos negativos da exposição à radioatividade ainda eram pouco conhecidos na época de Roentgen − prova disso foram as mortes do físico francês Henri Becquerel (1852-1908) e da física polonesa Marie Curie (1867-1934), ambas provocadas pelo contato prolongado e desprotegido com a radiação. No entanto, com o avanço da Ciência, as técnicas medicinais, por exemplo, que utilizam as propriedades radioativas, foram aperfeiçoadas e outras foram criadas. Como resultado, atualmente, a radioatividade tem diversas aplicações na Medicina, das mais básicas às mais complexas, tanto no diagnóstico de doenças como em seus tratamentos.

Os raios X possibilitam a obtenção de uma radiografia simples e unidimensional da estrutura interna de um objeto ou ser vivo. Suas aplicações na Medicina incluem a detecção de fraturas ósseas, doenças pulmonares, como a pneumonia, entupimento de vasos sanguíneos e alguns tipos de câncer, como o pulmonar e o de mama. Uma aplicação menos usual, mas bastante útil dos raios X é a localização de corpos estranhos no organismo. A tomografia, também conhecida como tomografia computadorizada, combina dezenas ou centenas de radiografias isoladas para montar uma estrutura tridimensional do tecido ou órgão de interesse, possibilitando à equipe médica observar o local de maneira detalhada e não invasiva.

Yok_onepiece/Shutterstock.com

No que se refere ao diagnóstico, a radioatividade pode ser aplicada em exames de raios-X, tomografia e cintilografia.

Essa técnica também proporciona um diagnóstico mais preciso, como a identificação de pequenos tumores ou de sintomas anômalos do órgão estudado. O desenvolvimento dessa técnica trouxe ao físico sul-africano Allan Cormack (1924-1998) e ao engenheiro elétrico inglês Godfrey Hounsfield (1919-2004) o prêmio Nobel de Medicina de 1979. Tomografia de cérebro humano.

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StefaniaArca/Shutterstock.com

A cintilografia consiste no acompanhamento da emissão radioativa de radionuclídeos − também chamados radiofármacos, radiotraçadores ou radiomarcadores − no interior do organismo vivo. Essa técnica possibilita verificar sintomas anômalos nos órgãos, de acordo com a ação do radiofármaco. O isótopo iodo-123 (​​ I-123) ​​, por exemplo, é usado como radiofármaco (contraste) para verificar a presença de tumores na glândula tireoide. Após algumas horas, ele é expelido pelo organismo na urina.

Cintilografia da glândula tireoide humana, utilizando o radiofármaco ​I-123​. Nesse exame foram detectados dois nódulos.

A radioatividade aplicada no tratamento de doenças

No entanto, a radioterapia pode causar sequelas ao paciente, uma vez que ainda não é possível irradiar exclusivamente as células doentes. Dessa forma, ocorre a perda de células saudáveis e tecidos vivos nas proximidades da região irradiada. Como resultado, podem haver efeitos colaterais desse tratamento, como fadiga, náuseas, vômitos e perda de pelos/cabelos. Compartilhe ideias

Mark_Kostich/Shutterstock.com

Para evitar o surgimento de um câncer ou de uma mutação genética, utiliza-se a radiação ionizante do tipo gama (​​ γ)​​ para combater, reparar ou até mesmo eliminar determinada célula, conforme a necessidade identificada pelo especialista na área médica. Essa técnica é chamada radioterapia e se caracteriza por ser controlada e direcionada às células danosas.

Paciente durante radioterapia para tratamento de câncer no cérebro. O paciente usa uma estrutura para manter a cabeça em uma posição fixa, garantindo que a radiação atinja apenas o local especificado.

Professor, professora: Diga aos estudantes que todos os equipamentos hospitalares que usam material radioativo, como máquinas de raios-X ou de radioterapia, devem ser cuidadosamente manuseados e devidamente descartados, quando necessário.

Reúna-se com dois colegas e discutam as duas questões propostas a seguir, que abordam como a radiação interfere na saúde humana. a ) Uma pessoa que fica demasiadamente exposta à radiação solar pode desenvolver câncer de pele, que pode ser tratado com o uso de radioterapia. Explique essa atuação ambígua da radiação na saúde humana. b ) Por que os efeitos de uma exposição inadequada à radiação podem demorar para se manifestar, e, muitas vezes, é difícil localizar a origem da doença?

Como citado nos exemplos anteriores, a radiação pode ser aplicada em seres humanos para diferentes fins. No entanto, é essencial considerar a diferença entre a contaminação radioativa e a irradiação médica. No primeiro caso, similar ao que acontece em acidentes radiológicos, há o contato ou a presença de material radioativo em local indevido, como no ambiente e no corpo humano, o que resulta em sérios riscos à saúde. As técnicas hospitalares que envolvem irradiação, por sua vez, são controladas e não há a necessidade de contato direto com o material radioativo, apenas com a radiação emitida por ele.

O Popular/Estadão Conteúdo

Respostas nas Orientações para o professor.

Técnico da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) depositando cuidadosamente material radioativo em barril revestido de aço após o desastre radiológico, no município de Goiânia (GO), em 1987.

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LIGADO NO TEMA O sistema de saúde e o exame radiográfico

Após a realização de uma radiografia, é necessário descartar corretamente as chapas de raio-X utilizadas no processo, pois elas contêm substâncias químicas que podem ser perigosas ao meio ambiente se descartadas de maneira inadequada. Um dos principais alertas é o metal pesado prata, que compõe a emulsão fotográfica das chapas. A prata é utilizada em razão de suas propriedades fotossensíveis, mas, se descartada incorretamente, pode contaminar o solo e os lençóis freáticos, prejudicando a saúde dos seres vivos e o meio ambiente. Para evitar esse tipo de contaminação, as chapas de raio-X devem ser descartadas em locais apropriados. Em muitas cidades, pontos de coleta específicos são encontrados em unidades básicas de saúde (UBS) e nas próprias clínicas que realizam os exames. O descarte correto dessas chapas é uma prática que contribui para a proteção do meio ambiente e da saúde pública.

Secretaria de Meio Ambiente, Habitação e Desenvolvimento Urbano/ Prefeitura Municipal da Estância Turística de Riberião Pires

A radioatividade desempenha um papel fundamental na Medicina, sobretudo na obtenção de imagens por meio dos raios X. Esses exames são fundamentais para diagnosticar várias condições de saúde e são acessíveis no Brasil graças ao Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição Federal de 1988, o SUS garante o direito à saúde a todos os brasileiros, proporcionando acesso gratuito a consultas médicas, exames, como as radiografias, tratamentos e remédios. Ele é o maior sistema público de saúde do mundo e assegura a quem não pode pagar por serviços privados o acesso a cuidados médicos.

Cartaz da campanha de recolhimento de chapas de raio-X da prefeitura de Ribeirão Pires.

Além disso, o avanço da Ciência e da tecnologia tem proporcionado alternativas mais modernas, como o raio-X digital, que não utiliza chapas físicas e gera imagens mais detalhadas. Esse método, além de utilizar uma menor dose de radiação, gera imagens de forma digital, sem necessitar das chapas contendo prata, o que reduz a utilização desse metal e facilita o armazenamento e o compartilhamento dos resultados entre os profissionais de saúde. No entanto, enquanto o exame tradicional ainda for amplamente utilizado, é importante que a população seja conscientizada sobre a importância do descarte correto das chapas de raio-X, garantindo que o acesso à saúde continue alinhado com a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade. a ) Qual é o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) em relação ao acesso a exames de radiografia no Brasil? b ) Por que é importante descartar corretamente as chapas de raio-X após uma radiografia? Quais são as consequências ambientais do descarte inadequado? c ) Como o avanço da tecnologia, a exemplo do raio-X digital, pode contribuir para a sustentabilidade e a saúde pública? Discuta com seus colegas e registre suas conclusões no caderno. Respostas nas Orientações para o professor.

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Radioatividade na agricultura

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que isso é possível

Leia o trecho da reportagem a seguir. porque a aplicação da radiação aumenta o prazo de validade dos produtos, reduzindo a propagação de seres decompositores.

Uma nova aliada da preservação de alimentos

Irradiação elimina pragas e microrganismos, estende a vida útil de frutas, carnes, grãos, hortaliças e temperos e, por isso, pode facilitar a vida do consumidor e as exportações. Diante das possibilidades, governo vai incentivar seu uso no país […] Ainda pouco conhecida no país, a irradiação de alimentos consiste em submeter itens in natura como frutas, carnes e grãos a uma determinada dose de radiação ionizante para eliminar pragas e microrganismos, estendendo sua vida útil. […] Os especialistas garantem que a técnica é segura e não torna o alimento radioativo. Segundo o professor Thiago Mastrangelo, do Laboratório de Irradiação de Alimentos e Radioentomologia do Cena-USP, em um irradiador comercial o produto nunca entra em contato com a fonte radioativa, que é duplamente selada em cilindros de aço. “E, para que os núcleos dos átomos do alimento alvo sejam desestabilizados a ponto de torná-lo radioativo, é necessário aplicar uma radiação com energias acima de 5 milhões de elétron-volts ​​​(​​MeV​)​​​​ para fótons (raios X ou gama) e 1 ​ 0 MeV​ para elétrons”, afirma. Fontes com cobalto-60, compara Mastrangelo, só conseguem emitir duas radiações gama com energias de 1 ​ ,17 MeV​ e ​1,33 MeV​. […] FEITEN, Patrícia. Uma nova aliada da preservação de alimentos. Correio do Povo, ano 39, n. 2 017, 30 jan. 2022. Rural, p. 1.

2. Como a irradiação de alimentos pode ajudar a reduzir a perda de alimentos na linha produtiva? 3. De acordo com o trecho da reportagem, a irradiação de alimentos pode ser benéfica para a saúde dos consumidores? 4. Os alimentos tratados com radiação ionizante se tornam radioativos? Explique.

Como citado no trecho da reportagem anterior, a radiação ionizante pode ser utilizada na agricultura de diferentes maneiras, e um dos objetivos mais comuns é conservar alimentos.

Ted Foxx/Alamy/Fotoarena

Em razão das propriedades esterilizadoras da radiação, fungos, bactérias, insetos e outras pragas são eliminados do alimento, que se mantém fresco por mais tempo. Como benefício adicional, reduz-se o uso de defensivos agrícolas na produção dele.

A.

B. C.

D.

Ao longo de um mesmo período, os pêssegos que não foram irradiados desenvolvem fungos e bactérias que causam a decomposição. Já os pêssegos irradiados, por sua vez, mantêm-se frescos por mais tempo. 3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes digam que sim, pois a irradiação dos alimentos elimina microrganismos, os quais poderiam prejudicar a saúde do consumidor.

Pêssegos não irradiados (A e B) e irradiados (C e D) após duas semanas.

A radiação usada para esse fim é do tipo gama, com alta capacidade de penetração e baixo poder ionizante, não causando danos ao alimento. Além disso, o processo não é invasivo: o alimento pode ser esterilizado mesmo dentro de caixas, atravessadas com facilidade pelos raios gama. 4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que não, pois os alimentos recebem apenas a energia dessa radiação, a qual é dissipada na sequência. Eles se tornariam radioativos se fossem tratados diretamente com os elementos químicos radioativos.

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UNIDADE

4 Além de sua aplicação na conservação de alimentos, a radiação ionizante pode ser utilizada para estudar o metabolismo das plantas. Brookhaven National Laboratory/Science Source/Fotoarena

A adição de radiotraçadores em fertilizantes é uma técnica que possibilita acompanhar a absorção dos nutrientes pelas plantas. De modo similar ao uso de radiotraçadores para diagnosticar doenças em seres humanos, o uso desses materiais na agricultura possibilita verificar, por exemplo, a eficácia dos fertilizantes, o tempo que a planta leva para absorvê-lo e a localização exata de sua assimilação pelo vegetal. O fósforo-32 ​​(P-32)​​ é comumente usado como radiotraçador em fertilizantes para detectar quais partes da planta absorveram o nutriente. Folha de planta após absorção de ​P-32​, revelando o caminho percorrido pelo fósforo e possibilitando confirmar a absorção e o uso desse elemento químico pela planta.

wellphoto/Shutterstock.com

De modo semelhante, um radiotraçador pode ser adicionado a um defensivo agrícola a fim de observar quanto do produto foi absorvido pelas plantas e deslocado para o solo, para a água e para a atmosfera. Desse modo, a eficácia do defensivo agrícola pode ser mensurada, assim como os potenciais danos ao ambiente.

5. Resposta: De modo geral, o risco é praticamente nulo, exceto nos casos em que haja negligência na quantidade e no tipo de radiotraçador utilizado. Enfatize aos estudantes que a ocorrência de radioisótopos nos seres vivos, como o carbono-14, é natural. Assim, os radiotraçadores são Pessoa medindo o nível de radiação de uma tratados pelo organismo de modo planta com o uso de um contador Geiger. semelhante aos isótopos estáveis.

5. Quais riscos à saúde uma pessoa tem ao se alimentar de um fruto contendo radiotraçadores?

A radioatividade também pode ser utilizada para controlar pragas agrícolas. Em uma das técnicas, os machos das espécies de insetos que são consideradas pragas são esterilizados por meio da irradiação. Em seguida, são liberados no ambiente a fim de competir com os reprodutores dessas espécies e, assim, controlar a reprodução.

Radioatividade na indústria A gamagrafia de canos industriais possibilita, por exemplo, localizar entupimentos e identificar suas causas. Além disso, quando é feita a análise temporal de gamagrafias de tubulações, é possível identificar pontos de lentidão no fluxo de produtos. A gamagrafia da estrutura de pontes e de peças de avião e de navios, por sua vez, pode ser fundamental para localizar pontos de sensibilidade estrutural e evitar acidentes graves. Por fim, a gamagrafia de pneus automotivos possibilita verificar seu desgaste e sua vida útil.

Funtay/Shutterstock.com

A radioatividade também pode ser aplicada na indústria. A detecção de rachaduras e outros problemas estruturais em canos, tubos, dutos e vigas, por exemplo, pode ser feita por meio da radiografia. Nesse contexto, ela é geralmente denominada gamagrafia, a fim de diferenciar seu uso industrial do hospitalar.

Professor, professora: Comente com os estudantes que o prefixo gama da palavra gamagrafia refere-se à radiação gama, usada nessa técnica. Comumente, também são usados raios X.

Gamagrafia de solda. Nesse tipo de técnica, é possível identificar pontos de falhas na soldagem, que poderiam causar vazamentos.

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Alguns equipamentos, sobretudo os médicos e os utilizados pelas indústrias de alimentos e farmacêutica, exigem alto grau de esterilização, uma vez que a presença de microrganismos e contaminantes poderia comprometer a eficácia e/ou a segurança do seu uso. Hank Morgan/Science Source/Fotoarena

Um dos métodos mais usados para a esterilização de equipamentos é o aquecimento a temperaturas muito elevadas, que elimina praticamente todos os fungos e bactérias. Essa técnica, no entanto, demanda tempo e alto nível de energia. Assim, como alternativa, a esterilização pode ser feita com o uso de radiação gama. Nesse caso, o equipamento a ser esterilizado é bombardeado por raios gama que partem de um radioisótopo, em geral o cobalto-60 ​​(Co-60)​​. Em irradiadores de grande porte que utilizam ​Co-60​, as fontes de radiação ficam mergulhadas em tanques de água com 7 metros de profundidade e as paredes do ambiente são feitas de concreto, com mais de 2 metros de espessura.

A radiação gama também é utilizada na preservação de esculturas de madeira, múmias, amostras botânicas e documentos históricos. Até mesmo as gemas, também conhecidas como pedras preciosas, podem passar por um tratamento de mudança estrutural por meio da aplicação de técnicas radioativas. Gema: nesse caso, refere-se ao mineral, à rocha ou a outro material petrificado que, após ser lapidado e polido, pode ser utilizado na fabricação de joias, por exemplo.

Caixas com produtos sendo preparados para esterilização com radiação gama.

A irradiação de uma gema consiste na sua exposição à radiação gama, que tem boa penetração no objeto, proporcionando uniformidade na cor sem deixar resíduos radioativos. Essa mudança de cor é possível porque a radiação gama é capaz de alterar a estrutura da rede cristalina da gema. Com isso, a interação entre essa rede e a luz se altera e novas cores passam a ser observadas. Quando a coloração é alterada dessa forma, ela é considerada uma gema tratada e seu valor comercial pode aumentar consideravelmente.

Alternativamente, pode-se bombardear a gema com nêutrons ​​(1​0​n​​​)​​, uma forma de ionização mais efetiva do que os raios gama, que resulta em uma coloração mais intensa. No entanto, essa técnica deixa a gema radioativa por certo tempo. Assim, deve-se aumentar o cuidado ao manuseá-las. Note que nesse tipo de tratamento não ocorre alteração da composição química da gema, apenas de uma das suas propriedades físicas, nesse caso, a coloração.

Gemstones By Boat/Shutterstock.com

A radioatividade é um recurso com um potencial de aplicação bastante elevado. No entanto, seu uso deve ser consciente e responsável. O uso de técnicas de radiação pode trazer consequências indesejáveis, como alteração de sabor e odor de frutas quando aplicadas na agricultura, ou formação de substâncias tóxicas ao ambiente se forem descartados incorretamente.

Além da mudança de cor, as gemas são tratadas com irradiação para outras finalidades, como aumento do brilho.

Quartzo limão com brilho cintilante após tratamento com irradiação, seguido de tratamento térmico.

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UNIDADE

4

Radioatividade e a datação de fósseis Leia o trecho da matéria a seguir.

6. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes associem a datação de fósseis com o tempo de meia-vida de radioisótopos, assunto estudado no capítulo anterior.

Cientistas encontram crânio de ancestral humano que viveu há 4 milhões de anos

Embora o A. anamensis seja reconhecido como uma espécie separada desde 1999, os fósseis que haviam sido descobertos até agora (em geral, fragmentos da mandíbula e dentes) não eram suficientes para que os cientistas tivessem uma visão mais detalhada dele. […]

Michael Tewelde/AFP

Um dos mais antigos membros da linhagem dos seres humanos enfim ganhou um rosto. A descoberta de um crânio quase completo de Australopithecus anamensis, espécie que viveu na atual Etiópia entre 4,2 milhões e 3,8 milhões de anos atrás, indica que processos complicados de diversificação já estavam presentes desde os primeiros passos dos hominídeos, como são conhecidos os avós e primos extintos do Homo sapiens.

Crânio de A. anamensis, datado em 3,8 milhões de anos.

Esse crânio foi encontrado próximo aos fósseis de Lucy, uma representante de A. afarensis. Isso demonstra que, possivelmente, essas espécies coexistiram por aproximadamente 100 mil anos.

Saylor, responsável por reconstruir o ambiente onde o pequeno hominídeo viveu, diz que o rio e o lago eram cercados por matas ciliares, enquanto o resto da região era árida e tinha vegetação arbustiva. A espécie, portanto, estava acostumada a ambientes mais abertos. A pesquisadora também coordenou o trabalho que chegou à estimativa de 3,8 milhões de anos de idade para o fóssil. […] LOPES, Reinaldo José. Cientistas encontram crânio de ancestral humano que viveu há 4 milhões de anos. Folha de S.Paulo, 29 ago. 2019. p. B8.

6. Você sabe como é determinada a idade de fósseis? Comente suas hipóteses com os colegas.

Todos os seres vivos, incluindo seres humanos, têm partículas radioativas. Basicamente, todos os elementos químicos contêm uma variedade de isótopos, e alguns são radioativos, ou seja, emitem naturalmente energia (radiação) e são chamados radioisótopos. O exemplo mais conhecido é o átomo de carbono-14, também identificado como ​​​14​C​​​​ ou ​C-14​, um radioisótopo do carbono-12. Dica Os três isótopos de carbono mais comuns na natureza são o ​C-12​(99% de abundância), o ​C-13​(1% de abundância) e o ​C-14​(cerca de uma parte por trilhão). O ​C-12​e o ​C-13​são estáveis, e o ​C-14​, radioativo.

O átomo de ​C-14​é formado pela colisão de um nêutron, oriundo dos raios cósmicos, com um átomo de nitrogênio-14 (​N-14​ ou 14 ​​​ ​N​​​​). Confira a seguir a equação química de formação do ​C-14​, em que ​n​representa um nêutron e ​p​, um próton isolado. 1 ​​0​n​​​ ​+ ​​147​N​​​ ​→ ​​146​C​​​ ​+ ​​11​p​​​​

Os isótopos de C ​ -14​assim formados eventualmente formam moléculas de dióxido de carbono (​​ C​O​2​​)​​, as quais são absorvidas pelas plantas no processo de fotossíntese. Quando os animais, por exemplo, ingerem essas plantas, o ​C-14​se integra ao organismo deles.

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Ao longo do tempo, contudo, os radioisótopos de ​C-14​sofrem, lentamente, um processo de decaimento radioativo, voltando a gerar ​N-14​. Observe a equação a seguir, em que ​β​ representa a radiação emitida. 14 ​​ 6​C​​​ ​→ ​​147​N​​​ ​+ ​​−01​β​​​​

Apesar disso, a concentração de ​C-14​ em um ser vivo é mantida praticamente constante durante toda a vida, pois o carbono-14 perdido pelo decaimento e pelos processos normais de excreção e respiração é constantemente reposto. Após a morte, o organismo deixa de absorver novos radioisótopos de C ​ -14​, cuja concentração passa a diminuir lentamente ao longo do tempo, em razão do decaimento radioativo. Como conhecemos a meia-vida do ​C-14​, ou seja, o tempo para que certa concentração desse radioisótopo decaia até sua metade, e a concentração de ​C-14​ em um organismo vivo, é possível determinar a idade de tecidos orgânicos e de diversos materiais por meio de uma técnica chamada datação por carbono-14.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Nessa técnica, mede-se a concentração de ​C-14​ na amostra de interesse e compara-se à concentração esperada para um organismo vivo. A diferença entre as concentrações atual e esperada possibilita estimar há quanto tempo aquela amostra em questão deixou de incorporar novos radioisótopos de ​C-14​, ou seja, deixou de ser viva. O cálculo feito leva em consideração a meia-vida do ​C-14​, que é de, aproximadamente, 5 730 anos. Isso significa que, se um fóssil tiver 50% da concentração de ​C-14​esperada para um organismo vivo, o animal ao qual esse fóssil pertence morreu há, aproximadamente, 5 730 anos. Já no caso de a concentração ser de 25%, esse animal morreu cerca de 11 460 anos atrás. Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Professor, professora: Explique aos estudantes que 25% são metade de 50% (“metade da metade”). Logo, ​2 ​· ​5 730 ​= ​11 460​​, ou seja, 11 460 anos.

Representação da trajetória do átomo de ​C-14​ no ambiente e nos seres vivos.

Outros tipos de datação Embora o carbono-14 seja de grande utilidade para os estudos e as análises fossilíferas, ele não pode ser utilizado para a datação de materiais muito antigos porque a meia-vida desse radioisótopo não é longa o suficiente para uma análise precisa para determinar a idade do material. Assim, de modo geral, a datação por​ C-14​é possível apenas que propicie itens de até 60 000 anos. Para a datação de itens mais antigos, é necessário utilizar outras técnicas. Uma delas, usada quando o material está soterrado, é a datação de rochas ou minerais imediatamente acima ou abaixo dos fósseis em questão. Nesses casos, pode-se analisar a concentração de outros radionuclídeos. Veja a seguir, com mais detalhes, outras técnicas de datação.

Datação por potássio/argônio Um dos radioisótopos do potássio é o potássio-40 (​K-40​ ou 40 ​​​ ​K​​​​). O decaimento radioativo natural desse radionuclídeo gera um átomo de argônio de mesma massa, o argônio-40 (​Ar-40​ ou ​  40 ​​ ​Ar​​​​).

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A datação com base nesse método é feita por meio da comparação da concentração de potássio-40 com a concentração de argônio-40, que permanece no material – diferentemente do nitrogênio-14 gerado pelo decaimento de carbono-14, que é dissipado para a atmosfera terrestre. A comparação das concentrações ​​​ ​Ar​​​​ permite mais sensibilidade e precisão na análise. de ​​​40​K​​​​ e 40

UNIDADE

4

Como a meia-vida do ​​​40​K​​​​ é de ​1,28 ​· ​​10​​ 9​​ anos, é possível utilizar esse método para a datação de materiais na ordem dos bilhões de anos. Um dos exemplos em que se utilizou a datação por potássio/argônio foi na determinação da idade do meteorito de Barwell, que caiu na cidade de mesmo nome, na Inglaterra, em 1965. A análise concluiu que a idade do meteorito é de 4,5 bilhões de anos, o que contribui de forma relevante para a compreensão da origem do Universo.

The Natural History Museum/Alamy/Fotoarena

A.

Análises desse fragmento demonstram que se trata de um meteorito tipo condrito, o qual apresenta composição diferente de qualquer rocha formada na Terra e é considerado uma das formações sólidas mais antigas do Universo, remetendo à sua formação. Os condritos têm estruturas esféricas, como a indicada em A, que foram previamente formadas e, em seguida, incorporadas ao corpo sólido em formação. Meteorito de Barwell.

Datação por urânio/tório Um dos métodos mais comuns para determinar a idade de carbonatos e seus derivados, como sedimentos marinhos e corais, é a datação por urânio-tório. Diferentemente dos métodos estudados até o momento, essa técnica não mensura a quantidade remanescente de um radionuclídeo presente na amostra, mas a razão entre ​​​ ​U​​​​) presente na amostra. a quantidade de tório-230 (​Th-230​ ou 230 ​​​ ​Th​​​​) e urânio-234 (​U-234​ ou 234 Por conta das condições muito específicas de ambientes aquáticos ou carbonatados, o urânio-234 sofre decaimento radioativo formando tório-230, que também sofre decaimento radioativo, formando o rá​ -234​, decaindo e formando T​ h-230​. Como dio-226 (​Ra-226​ ou 226 ​​​ ​Ra​​​​). Assim, inicialmente, haverá excesso de U se conhecem as meias-vidas do ​U-234​e do ​Th-230​, é possível calcular a razão entre eles, a fim de determinar a idade aproximada do material em análise. Essa técnica possibilita a datação de amostras de até, aproximadamente, 500 000 anos. 249 000 anos 230 75 200 anos 226 ⟶​​ 90​Th​​​ ​⎯ ⟶​​ 88​Ra​​​​​ [...] [...] 234 ​​​ 92​U​​​ ​⎯

Representação de parte da série de decaimento radioativo do ​U-238​.

Agora, leia o trecho da divulgação científica a seguir, que apresenta uma aplicação desse tipo de datação.

Porco selvagem de 45 mil anos é a arte rupestre figurativa mais antiga do mundo […] Para determinar quando a pintura do porco grande foi criada, uma equipe internacional de cientistas analisou urânio radioativo, um elemento que se forma naturalmente em pedras calcárias. À medida que a água escorre pela caverna, ela dissolve pedaços de calcário e seu urânio, depositando os dois em pequenas camadas pelas paredes da caverna. Como o urânio decai para tório a um período conhecido, cientistas conseguem estimar uma idade mínima para a pintura analisando a quantidade relativa desses dois elementos. […] WEI-HAAS, Maya. Porco selvagem de 45 mil anos é a arte rupestre figurativa mais antiga do mundo. National Geographic, 13 jan. 2021. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2021/01/desenho-porco-selvagem-45-mil-anos-pintura-rupestre -animal-mais-antiga-mundo. Acesso em: 20 ago. 2024.

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Para determinar a idade das pinturas rupestres, os cientistas utilizam o método de datação por séries de urânio. O processo inicia-se com a identificação de depósitos de calcita que se formaram sobre a pintura ou ao redor dela ao longo do tempo. Com ferramentas delicadas, como microbrocas, são coletadas pequenas amostras dessas camadas de calcita, garantindo que a integridade da arte rupestre seja preservada. Essas amostras, geralmente com poucos milímetros de espessura, são utilizadas para a análise. No laboratório, as amostras são preparadas por meio de sua dissolução em ácidos específicos, permitindo a separação e a concentração dos elementos urânio-234 e tório-230 presentes nelas. Em seguida, utiliza-se um equipamento para medir com precisão a proporção entre esses isótopos radioativos. Como o urânio-234 decai para tório-230 a uma taxa conhecida, essa relação permite calcular o tempo desde a formação da calcita sobre a pintura. Dessa forma, obtém-se uma idade mínima para a pintura, pois a calcita se depositou após a sua criação. Da mesma forma, amostras retiradas de baixo da pintura permitem estabelecer uma idade máxima.

Museus Você já visitou um museu? Se sim, certamente deve se recordar da viagem no tempo e em diferentes culturas e espaços que fez enquanto o visitava. Os museus são instituições que incentivam pesquisas, educação e turismo, por meio da conservação e exposição de itens de considerável valor histórico, cultural, artístico e científico. O Brasil tem quase 4 mil museus distribuídos em todas as regiões e dos mais variados tipos: de história natural, de ciência e de arte. Um exemplo é o Museu Nacional, criado pelo então rei português dom João VI (1767-1826) em 1818, cujo objetivo inicial era promover o progresso cultural e econômico do país. Essa instituição abriga itens variados de valor científico e histórico, como fósseis, múmias, artefatos e obras dos períodos colonial e imperial, bem como objetos da cultura indígena brasileira.

J.P. Junior Pereira/Shutterstock.com

Museu Nacional, Rio de Janeiro/Carl de Souza/AFP

No dia 2 de setembro de 2018, no entanto, o Brasil assistiu com pesar ao incêndio que consumiu esse museu, destruindo cerca de 90% dos itens que abrigava. Entre as peças atingidas estava o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo encontrado na América do Sul, com idade entre 11 500 e 12 000 anos. O crânio foi descoberto em Minas Gerais, em 1970. Após o incêndio, foi recuperado entre os escombros do museu, porém com algumas avarias.

Fragmentos de Luzia, encontrados entre os escombros, após o incêndio no Museu Nacional, no município do Rio de Janeiro (RJ), em 2018.

Museu Nacional com a fachada restaurada, em 2022.

a ) Qual é a porcentagem aproximada de átomos de ​C-14​presente no fóssil de Luzia, em comparação com a esperada para um organismo vivo? Resposta: Como o fóssil tem cerca de 12 000 anos e a meia-vida do ​C-14​é de 5 730 Dica

anos, a concentração do radioisótopo no crânio é de, aproximadamente, 25% da esperada para um organismo vivo.

Visitar um museu certamente será uma experiência incrível. Acesse o site Museus Br e localize o museu mais próximo de onde você mora. Disponível em: https://cadastro.museus.gov.br/. Acesso em: 20 ago. 2024.

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UNIDADE

4

Cuidados com os materiais radioativos A radiação ionizante, invisível aos sentidos humanos, pode causar danos significativos ao corpo, como queimaduras, danos ao DNA e à estrutura da célula, e até câncer. Para minimizar esses riscos, o controle de exposição baseia-se em três fatores: tempo, distância e blindagem. Reduzir o tempo de exposição à fonte radioativa, aumentar a distância e utilizar barreiras de proteção, como chumbo (​​ Pb)​​ ou concreto, são medidas fundamentais para a segurança. Tempo refere-se à necessidade de reduzir ao máximo o período de exposição a uma fonte radioativa. Quanto menos tempo um operador passar próximo à radiação, menor será a dose acumulada. Isso pode ser gerenciado por meio de cronogramas de trabalho cuidadosamente planejados e do uso de ferramentas remotas sempre que possível, diminuindo ao máximo o tempo próximo à fonte radioativa. Distância é um fator crucial, pois a intensidade da radiação diminui drasticamente com o aumento da distância entre o operador e a fonte. Essa relação é regida pela lei do inverso do quadrado da distância: dobrando a distância, a exposição à radiação é reduzida a um quarto. Portanto, ao projetar laboratórios ou locais de trabalho, é essencial posicionar as fontes radioativas o mais longe possível das áreas de ocupação humana e utilizar dispositivos remotos para manipulação à distância. Blindagem envolve o uso de materiais que bloqueiam ou atenuam a radiação. Diferentes tipos de radiação exigem diferentes materiais de blindagem. Por exemplo, o chumbo é eficaz contra radiação gama e raios X, enquanto o concreto e a água são usados para bloquear nêutrons. As instalações que lidam com materiais radioativos devem ser projetadas com paredes espessas de concreto ou revestidas com chumbo, dependendo do tipo de radiação envolvida, para proteger os operadores e o público. Além desses fatores, os operadores que trabalham com materiais radioativos devem utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) apropriados, como aventais de chumbo, luvas e óculos. Ademais, um treinamento rigoroso é obrigatório para compreender os riscos envolvidos e os procedimentos seguros para o manuseio e a resposta a emergências. Isso inclui o entendimento da criticalidade, que é a prevenção de acidentes em que materiais físseis, como urânio ou plutônio, alcançam uma massa crítica e desencadeiam uma reação em cadeia descontrolada.

Resíduos de alto nível, como combustíveis nucleares usados, precisam ser armazenados em locais profundos e geologicamente estáveis, como os depósitos em minas subterrâneas ou no fundo do mar, para garantir que a radiação não escape ao ambiente por milhares de anos. Já resíduos de baixo nível, como roupas de proteção contaminadas, podem ser armazenados temporariamente em recipientes de aço ou concreto até que sua radioatividade decaia a níveis seguros, permitindo o descarte ou a reciclagem. A gestão adequada desses resíduos é essencial para minimizar o impacto ambiental e proteger a saúde pública a longo prazo.

FOTOGRIN/Shutterstock.com

Após o uso dos materiais radioativos, é imprescindível que os rejeitos sejam tratados. Na gestão de resíduos radioativos, deve-se categorizar e armazenar adequadamente os resíduos conforme sua radioatividade e meia-vida. O cobalto-60, por exemplo, utilizado na esterilização de equipamentos médicos e alimentos, emite radiação gama, que penetra em materiais e destrói microrganismos. Após a utilização, as fontes de cobalto-60 precisam ser isoladas e armazenadas em instalações especiais que garantam a contenção da radiação por um período prolongado, até que sua radioatividade decaia a níveis seguros.

Barris para transporte de rejeito radioativo.

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CONEXÕES com ... BIOLOGIA

Radioatividade e controle de insetos Os insetos são considerados o grupo mais variado de animais, desempenhando diferentes papéis no ambiente. Enquanto algumas espécies são polinizadoras e auxiliam na reprodução de plantas, outras prejudicam plantações e podem ser vetores de agentes causadores de Técnicas nucleares ajudam doenças a diversos grupos de seres vivos, inclua combater malária, dengue sive ao ser humano. Há algum tempo, o combate à proliferação de um inseto tem sido um grave problema para a saúde pública no Brasil. Trata-se do Aedes aegypti, mosquito transmissor de vírus causadores de diferentes doenças, como a dengue. Embora alguns casos de dengue sejam assintomáticos ou apresentem sintomas leves, há casos mais graves, que podem levar a pessoa a óbito. Apesar de a prevenção dessa doença estar relacionada aos hábitos da sociedade para evitar a proliferação do A. aegypti, pesquisas têm sido realizadas visando desenvolver tecnologias que contribuam para reduzir o número de casos. Uma delas é apresentada.

e zika em todo o mundo […]

Além de usar técnicas nucleares em testes de dengue, os cientistas também procuram formas de reduzir a população do mosquito aedes, o vetor do vírus. Uma opção usa radiação para tornar o inseto estéril, uma técnica conhecida como SIT. Esses animais são depois liberados na natureza, reduzindo a população. […] TÉCNICAS nucleares ajudam a combater malária, dengue e zika em todo o mundo. ONU News, 24 ago. 2020. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2020/08/1724042. Acesso em: 10 set. 2024.

Analise o esquema a seguir, sobre essa técnica de combate ao mosquito A. aegypti.

Professor, professora: Oriente os estudantes a ler os textos seguindo a ordem numérica crescente, de 1 a 5.

com o sexo. As pupas de machos são colocadas em um equipamento revestido de chumbo,​​ onde receberão cerca de 3​ 0 Gy​ de radiação ionizante do tipo raios gama, emitida por uma pastilha de cobalto-60. Após a irradiação, as pupas são retiradas do equipamento e mantidas em laboratório até se tornarem machos adultos.

Representação da pesquisadora preparando amostras para irradiação.

Adriel Contieri/ Arquivo da editora

3. Os cientistas separam as pupas de acordo

3.

2. Os ovos (A) são coletados e colocados

em placas de Petri com água. Após três dias, ocorre a eclosão. As larvas (B) são mantidas nesse recipiente por cerca de oito dias, quando se transformam em pupas (C).

1.

2. A.

B

C.

ovo

larva

pupa

1. Os mosquitos adultos, machos e fêmeas,

são mantidos em gaiolas para que ocorra o acasalamento e, consequentemente, a postura dos ovos.

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

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Imagem sem proporção e em cores fantasia.

4. A radiação que atinge as pupas tem energia suficiente para provocar danos

no material genético (DNA) das células reprodutoras dos insetos. Como resultado, os machos de A. aegypti que se desenvolvem das pupas irradiadas tornam-se estéreis. Representação da liberação dos mosquitos estéreis no ambiente.

4.

Adriel Contieri/ Arquivo da editora

5.

5. Os machos de mosquitos estéreis são soltos no ambiente para que se acasalem com as fêmeas selvagens,

competindo, assim, com os machos selvagens. Ao se acasalar com o macho estéril, as fêmeas férteis produzem embriões incapazes de se desenvolver, impossibilitando o nascimento de novos indivíduos. Os animais irradiados soltos no ambiente não representam risco à saúde dos demais seres vivos e ao ambiente. Isso porque eles recebem apenas energia, que é dissipada; portanto, não se tornam radioativos.

A cada ano, o número de casos de pessoas acometidas de dengue tem aumentado de maneira considerável, principalmente durante o verão, em razão dos fatores climáticos desse período, que favorecem a reprodução e o desenvolvimento do mosquito vetor. Como mostra o gráfico a seguir, apesar da diminuição no número de casos e óbitos em 2021, no ano seguinte o Brasil teve um aumento de cerca de 270% no número de casos.

b ) O texto cita que a prevenção da dengue está diretamente relacionada aos hábitos da sociedade para evitar a proliferação do mosquito. Explique essa afirmação.

Quantidade de casos e de óbitos de dengue (2017-2019) Quantidade de pessoas 1 500 000 1 200 000 900 000

979 764

1 450 270

Casos Óbitos

c ) Junte-se a três colegas e organizem uma vi534 743 600 000 sita de campo nas áreas próximas ao bairro 300 000 onde cada um de vocês vive. Nessa visitação, 1 016 541 241 Ano 0 busquem identificar situações que favore2020 2021 2022 çam a proliferação do mosquito A. aegypti Fonte de pesquisa: BRASIL. Ministério da Saúde. Boletins e listem possíveis ações para eliminar esses Epidemiológicos. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/ criadouros. Depois, elaborem um folheto com centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes. Acesso em: 21 ago. 2024. as informações e as medidas de remediação sugeridas. Vocês podem incluir nele imagens das situações identificadas como preocupantes, bem como dados sobre a dengue no município. Distribuam o material em locais comerciais dos bairros, visando conscientizar a população em geral.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

a ) Como as condições ambientais do verão podem favorecer a proliferação do mosquito A. aegypti?

Respostas nas Orientações para o professor.

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ATIVIDADES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Respostas das questões 1 e 2 nas Orientações para o professor.

1. Observe a fotografia a seguir:

Prostock-studio/Shutterstock.com

[…] 4.5. Na rotulagem dos Alimentos Irradiados, além dos dizeres exigidos para os alimentos em geral e específico do alimento, deve constar no painel principal: “ALIMENTO TRATADO POR PROCESSO DE IRRADIAÇÃO”, com as letras de tamanho não inferior a um terço ​​(1/3)​​ do da letra de maior tamanho nos dizeres de rotulagem. […] BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução nº 21, de 26 de janeiro de 2001. Disponível em: https://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/ RDC_21_2001_.pdf. Acesso em: 10 set. 2024.

Médica com equipamento de segurança em sala de radiografia.

a ) Qual é a importância do uso de equipamentos de proteção pelo profissional que manuseia o equipamento em exames que utilizam radiação?

Embora o símbolo seja de uso internacional, no Brasil, a indicação segue as orientações descritas no item 4.5 da Resolução nº 21, de 26 de janeiro de 2001. a ) Quais são os objetivos da irradiação em alimentos? b ) Todos os tipos de alimentos podem ser irradiados? E o que é preciso considerar ao irradiar diferentes tipos de alimentos?

b ) Em geral, os equipamentos de proteção contra radiação são compostos de chumbo. Pesquise por que esse elemento químico é geralmente utilizado para essa finalidade.

c ) Se você se deparasse com um alimento que em sua embalagem tenha a informação ou o símbolo de que se trata de um produto irradiado, você o consumiria? Justifique.

c ) Cite outra profissão que deve utilizar esse tipo de equipamento de proteção ao trabalhar com radiação.

d ) Faça uma visita a um supermercado próximo ao local onde você vive e procure por alimentos com esse tipo de informação na embalagem. Em seguida, relate sua visita aos colegas.

2. Considere o símbolo e o trecho do texto a seguir.

3. Analise as afirmativas a seguir sobre o uso da radiação gama na esterilização de materiais. Em seguida, identifique a afirmativa correta.

Tata Donets/Shutterstock.com

a ) A radiação gama é capaz de eliminar os microrganismos porque ela aquece os materiais a uma alta temperatura. b ) Esse tipo de esterilização não contamina os materiais irradiados nem os transforma em radioativos. Portanto, ao fim do processo, não há mais radiação nos materiais. Símbolo radura.

Esse símbolo é utilizado internacionalmente para indicar que o alimento passou por algum tipo de tratamento com irradiação

c ) Uma desvantagem da esterilização com radioisótopos é que ela deixa resíduos nos materiais. d ) A radiação gama não tem poder de penetrar o material, assim remove apenas resíduos e agentes na superfície externa dos materiais, gerando calor, o que pode destruir alguns tipos de materiais, como plásticos. Resposta: Alternativa b.

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4. Em um museu, diversos artefatos que precisa-

vam ser datados foram divididos em grupos. Analise e escolha qual é a alternativa que apresenta o grupo em que todas as amostras podem ser analisadas e datadas pela quantidade de carbono-14. Resposta: Alternativa b. a ) Vasos de cerâmica e peças metálicas. b ) Matéria orgânica de animais e vegetais. c ) Rochas uniformes e estratificadas. d ) Fósseis de dinossauros e meteoritos. e ) Conchas marinhas e pinturas rupestres.

5. Considerando o raciocínio utilizado na questão anterior, escolha a alternativa correta sobre a datação por carbono-14. a ) A técnica de datação por carbono-14 pode ser aplicada em amostras com milhões de anos, pois o tempo de meia-vida do carbono é de 5 730 anos. b ) A técnica de datação por carbono-14 pode ser aplicada em qualquer tipo de material pois todos os elementos químicos sofrem decaimento gerando 14 ​ ​C​​. c ) A técnica de datação por carbono-14 só é possível porque o carbono-12 decai a carbono-14 nos materiais orgânicos. d ) A técnica de datação por carbono-14 não pode ser aplicada em amostras orgânicas muito antigas, pois não há quantidade significativa de 14 ​ ​C​​. Resposta: Alternativa d.

RETOME O QUE ESTUDOU

6. a) e b) Respostas nas Orientações para o professor.

6. O cobalto-60 é um isótopo radioativo comumente

utilizado em aplicações médicas, sobretudo tratamentos de radioterapia para combater o câncer. Esse isótopo emite radiação gama de alta energia, que pode ser efetivamente direcionada para tumores malignos, danificando o DNA das células cancerosas e impedindo seu crescimento descontrolado.

UNIDADE

4

a ) Cite e explique os principais cuidados a serem tomados no manuseio do cobalto-60 em ambientes hospitalares de radioterapia. b ) O cobalto-60 tem um tempo de meia-vida de aproximadamente 5,27 anos. O que isso significa em termos da diminuição da atividade radioativa desse material ao longo do tempo? Como essa propriedade afeta o planejamento do tratamento de radioterapia? c ) Quais são as vantagens e limitações dessa fonte de radiação na radioterapia? Identifique os itens corretos sobre o assunto. I ) O cobalto-60 tem capacidade de penetração nos tecidos, permitindo o tratamento de tumores em partes internas do corpo. II ) Após o uso, as fontes de cobalto-60 precisam ser descartadas de forma adequada, pois elas continuam emitindo radiação. III ) Os tipos de emissão do cobalto-60 tornam dispensáveis a necessidade de blindagem e outros tipos de proteção. IV ) Por apresentar um tempo de meia-vida relativamente alto, o cobalto-60 não pode ser utilizado como fonte de radiação. Resposta: Itens I e II.

Respostas nas Orientações para professor.

Refletindo sobre o que estudou nesta unidade, responda às questões a seguir.

1. Retorne à página 306 e reveja a série completa de decaimento radioativo do U ​ -238​. Escreva a equação de decaimento desse radionuclídeo.

2. Escreva em uma folha de papel, no período de um minuto, o que é a radioatividade. Em seguida, elabore um esquema sobre o poder de penetração das radiações ​α​, ​β​e ​γ​. Compare sua definição e seu esquema com os de um colega e, depois, complemente-os, caso julgue necessário.

3. Organizem a sala de aula em dois grupos. Um deles deverá citar os benefícios da aplicação da radiação ionizante e o outro, os malefícios relacionados a esse tipo de radiação.

4. Elabore, em uma folha de papel, um texto explicativo sobre a diferença entre eletrólise ígnea e eletrólise aquosa e suas principais aplicações no dia a dia. Em seguida, troque seu texto com um colega e compare suas respostas.

5. Elabore um esquema, com ilustrações e texto explicativos, que possibilite compreender a aplicação da técnica de datação de carbono-14 em fósseis.

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MAIS QUESTÕES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. (UERJ) Recentemente, a Marinha do Brasil afundou no mar um porta-aviões deteriorado. Ambientalistas criticaram a operação, pois a estrutura do navio continha amianto, fibra mineral nociva à saúde. O principal componente do amianto é a substância de fórmula química ​Mg​3​Si​2​O​5​(OH)​ ​. 4

Nessa substância, o número de oxidação do silício é igual a: Resposta: Alternativa c. Resolução a ) ​− 6​

nas Orientações para o professor.

b ) ​− 4​

c ) ​+ 4​

d ) ​+ 6​

2. (Enem/MEC) O ciclo do cobre é um experimento didático em que o cobre metálico é utilizado como rea-

ENEM/2021

gente de partida. Após uma sequência de reações (I, II, III, IV e V), o cobre retorna ao seu estado inicial ao final do ciclo.

A reação de redução do cobre ocorre na etapa Resposta: Alternativa e. a) I

b ) II

c ) III

d ) IV

e) V

3. (Fuvest-SP) Considerando que baterias de ​Li-FeS​2​podem gerar uma voltagem nominal de ​1,5 V​, o que as torna úteis no cotidiano e que a primeira reação de descarga dessas baterias é 2 ​ Li ​+ ​FeS​2​​→ ​Li​2​FeS​2​, é correto afirmar: Resposta: Alternativa a. a ) O lítio metálico é oxidado na primeira descarga. b ) O ferro é oxidado e o lítio é reduzido na primeira descarga. c ) O lítio é o cátodo dessa bateria. d ) A primeira reação de descarga forma lítio metálico. e ) O lítio metálico e o dissulfeto ferroso estão em contato direto dentro da bateria.

4. (Unesp) As bacteriorrizas são exemplos de associações simbióticas entre bactérias e raízes de plantas le-

guminosas. Essas bactérias fixam o nitrogênio atmosférico (​ ​N​2​)​, transformando-o em amônia (​ ​NH​3​)​. Nessa transformação, o número de oxidação do elemento nitrogênio é alterado de Resposta: Alternativa e. a ) ​+ 2​para ​− 3​, sendo reduzido.

d ) ​0​para ​+ 1​, sendo oxidado.

b ) ​+ 2​para ​+ 1​, sendo reduzido.

e ) ​0​para ​− 3​, sendo reduzido.

c ) ​0​para ​+ 3​, sendo oxidado.

5. (UECE) Atente para as seguintes afirmações: I ) Café, quando embalado a vácuo, tem uma vida útil mais longa, porque é mantido na ausência de oxigênio, que participa de grande parte das reações de decomposição dos alimentos, além de ser essencial para o metabolismo dos microrganismos responsáveis por essas degradações. II ) A vida útil do coco verde exportado para a Europa se prolonga até 60 dias se ele é revestido com uma fina camada de parafina, porque a parafina serve de “embalagem” impermeável ao oxigênio do ar e à umidade atmosférica, impedindo que as substâncias do coco passíveis de sofrer degradação entrem em contato com esses agentes. III ) Uma simples camada de pintura de “zarcão” (basicamente um óxido de chumbo) protege o ferro da corrosão, porque a película formada por esse óxido sobre o ferro impede o contato entre esse metal e o oxigênio e a umidade do ar, evitando sua corrosão. É correto o que se afirma em Resposta: Alternativa a. a ) I, II e III.

b ) I e II apenas.

c ) II e III apenas.

d ) I e III apenas.

6. (UECE) Na eletrólise de uma solução aquosa de ​H​2​SO​4​, os produtos formados são Resposta: Alternativa b. a ) ​H​2​(g)​e ​OH​​ ​(aq)​. −

b ) ​H​2​(g)​e ​O​2​(g)​.

c ) ​H​2​(g)​e ​SO​3​(g)​.

d ) ​H​+​(aq)​e ​OH​(aq)​.

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

7. (Fuvest-SP) O lítio foi identificado no século XIX a partir das observações do naturalista e estadista brasi-

leiro José Bonifácio de Andrada e Silva. Em 2019, esse elemento ganhou destaque devido ao Prêmio Nobel de Química, entregue aos pesquisadores John Goodenough, Stanley Whittingham e Akira Yoshino pelas pesquisas que resultaram na bateria recarregável de íon lítio. Durante o desenvolvimento dessa bateria. Foi utilizado um eletrodo de ​CoO​2​(s)​(semirreação I) em conjunto com um eletrodo de lítio metálico intercalado em grafita ​(​LiC​6​(s)​)​(semirreação II) ou um eletrodo de lítio metálico (​ Li​(s)​)​(semirreação III). (I) ​​CoO​2​​​(s)​​+ ​​Li​​ +​​(aq) ​ ​+ ​1 ​e​​ −​​→ ​​LiCoO​2​​​(s) ​​

​E° ​= ​+ 1,00 V​

(II) ​​Li​​ +​​(aq) ​ ​+ ​​C​6​​​(s) ​ ​+ ​1 ​e​​ −​​→ ​​LiC​6​​​(s) ​​

​E° ​= ​− 2,84 V​

(III) ​​Li​​ +​​(aq) ​ ​+ ​1 ​e​​ −​​→ ​Li​(s) ​​

​E° ​= ​− 3,04 V​

Considerando essas semirreações: Respostas e resoluções nas Orientações para o professor. a ) Escreva a reação global da bateria que utiliza o lítio metálico como um dos eletrodos. b ) Identifique qual dos dois materiais, lítio metálico ou lítio metálico intercalado em grafita, será um agente redutor mais forte. Justifique com os valores de potencial de redução padrão. Em 1800, José Bonifácio descobriu o mineral petalita, de fórmula ​​XA𝓁Si​4​​​O​10​​​ (na qual X é um metal alcalino). Em 1817, ao assumir que X ​ ​= ​Na​, o químico sueco Johan Arfwedson observou que a petalita apresentaria uma porcentagem de metal alcalino superior ao determinado experimentalmente. Ao não encontrar outros substitutos conhecidos que explicassem essa incongruência, ele percebeu que estava diante de um novo elemento químico, o Lítio ​​(Li) ​​. c ) Explique, mostrando os cálculos, como a observação feita por Arfwedson permitiu descobrir que o elemento novo era o Lítio. Note e adote:

Massas molares (​​ g.​mol​​ −1​)​​: ​Li ​= ​7​; ​O ​= ​16​; ​Na ​= ​23​; ​A𝓁 ​= ​27​; ​Si ​= ​28​. % em massa de ​A𝓁​ na petalita: 8,8%.

8. (Fuvest-SP) No processo de compra e venda de artigos de ouro, é comum testar os objetos para verificar se

falsificação

falsificação

H ouro

+

FUVEST/2024

eles realmente são feitos de ouro ou se são alguma falsificação feita com metais menos nobres. Esse teste pode ser feito adicionando um pequeno volume de ácido forte concentrado às raspas do objeto a ser testado, conforme figura a seguir. Caso o objeto seja feito com ouro, as raspas permanecem visíveis, enquanto as raspas de falsificações são dissolvidas.

ácido adicionado

∆t=5s

ouro

Considerando apenas o potencial de redução padrão, qual das alternativas apresenta um material que poderia gerar um falso positivo para o objeto de ouro no teste descrito? Resposta: Alternativa d. a ) ​Mg​

b ) ​A𝓁​

c ) ​Fe​

d ) ​Pt​

e ) ​F​2​

Note e adote: ​​Mg​​ 2+​​+ ​2 ​e​​ −​​⇌ ​​Mg​​ 0​​ ​E° = ​− 2,37 V​

​​Pt​​ 2+​​+ ​2 ​e​​ −​ ​⇌ ​​Pt​​ 0​​

​E° = ​+ 1,20 V​

​A​𝓁​​

​​Au​​

​E° = ​+ 1,50 V​

​​Fe​​

3+

​​+ ​3 ​e​​ −​​⇌ ​​A𝓁​​0​​

2+

​2 ​H​​

​​+ ​2 ​e​​ −​ ​⇌ ​​Fe​​ 0​​

+

​​+ ​2 ​e​​ −​ ​⇌ ​​H​2​​​

​E° = ​− 1,66 V​ ​E° = ​− 0,44 V​

3+

​​+ ​3 ​e​​ −​​⇌ ​​Au​​ 0​​

​​F​2​​ ​+ ​2 ​e​​ −​​⇌ ​2 ​F​​ −​​

​E° = ​+ 2,87 V​

​E° = ​0,00 V​

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

UEA/2023

9. (UEA) O esquema de uma pilha de Daniel é representado na figura.

O polo negativo da pilha é denominado ■ e o metal de seu eletrodo ■ elétrons. Essa reação é denominada ■. As lacunas são preenchidas, respectivamente, por: Resposta: Alternativa a. a ) ânodo; perde; oxidação.

c ) ânodo; perde; redução.

b ) cátodo; perde; redução.

d ) ânodo; ganha; oxidação.

e ) cátodo; ganha; oxidação.

10. (Famerp-SP) A reciclagem do alumínio no Brasil é fonte de renda para coletores de material reciclado, além

de proporcionar relevante economia de recursos e energia quando comparado à produção do metal por meio da eletrólise da alumina fundida. Uma lata de refrigerante vazia pesa em média 1 ​ 3,5 g​e consome a carga correspondente a 1 Faraday ​(96 500 C)​para cada mol de elétrons envolvidos no processo. A equação representa a reação de redução do alumínio durante a eletrólise da alumina fundida.

​​A𝓁​​3+​​(𝓁) ​ ​+ ​3 ​e​​ −​​→ ​A𝓁​(𝓁) ​​ íon

metal

O tempo de eletrólise necessário para a produção da massa de alumínio correspondente a uma lata de refrigerante, utilizando uma corrente de ​10 A​, é de, aproximadamente. Resposta: Alternativa a. Resolução nas a ) 240 minutos.

b ) 150 minutos.

c ) 90 minutos.

Orientações para o professor.

d ) 520 minutos.

e ) 40 minutos.

11. (UECE) Duas células eletrolíticas ligadas em série são submetidas a uma corrente contínua. Um dos eletróli-

tos é uma solução de nitrato de prata, e o outro é uma solução de sulfato de cobre II. Quando são depositaAlternativa a. Resolução dos ​0,60 g​de prata metálica, se depositam de cobre, aproximadamente, Resposta: nas Orientações para o professor. a ) ​0,18 g​

b ) ​0,90 g​

c ) ​0,48 g​

d ) ​0,24 g​

12. (UECE) O gás cloro usado na Primeira Guerra Mundial como arma química na cidade de Ypres (Bélgica) po-

de ser obtido através da eletrólise ígnea do cloreto de sódio. Considerando a constante de Faraday igual a​ 96 500 C​, o tempo, em minutos, necessário para produzir ​0,10 mol​do referido gás utilizando uma corrente de 4 ampéres é, aproximadamente, Resposta: Alternativa b. Resolução nas Orientações para o professor. a ) 100.

b ) 80.

c ) 90.

d ) 70.

13. (UECE) O tempo gasto para obter-se 1​ 4,8 g​de cobre, sabendo que a constante de Faraday é 9​ 6500 C​e utilizando uma corrente elétrica de 5 ampères é, aproximadamente, Resposta: Alternativa c. Resolução a ) 2,0 horas.

b ) 3,0 horas.

nas Orientações para o professor.

c ) 2,5 horas.

d ) 3,5 horas.

14. (UEA) O radioisótopo carbono-11 é obtido por processo nuclear e, por ser uma fonte emissora de pósitrons, é usado em medicina nuclear em certos exames de tomografia.

Considere a notação A​​ Z​X​​​​, sendo X o símbolo do elemento, A o número de massa e Z o número atômico. Em relação ao isótopo natural de carbono, 12 ​​ 6​C​​​​, o radioisótopo carbono-11 apresenta Resposta: Alternativa d. a ) um próton a mais.

c ) um nêutron a mais.

b ) um elétron a mais.

d ) um nêutron a menos.

e ) um próton a menos.

15. (UERJ) O iodo-131 é um radioisótopo empregado no tratamento de doenças da glândula tireoide. Para o

estudo de um medicamento que combate uma dessas doenças, foi utilizada uma amostra contendo ​100 mg​ desse radioisótopo, cujo tempo de meia-vida é igual a 8 dias. A massa de iodo-131 presente na amostra decairá a ​25 mg​no seguinte intervalo de tempo, em dias: a) 4

b ) 12

Resposta: Alternativa c. Resolução nas Orientações para o professor.

c ) 16

d ) 32

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16. (UEL-PR) Marie Curie (1867-Polônia) foi uma cientista que dedicou a vida aos estudos da radioatividade. Ela descobriu os elementos 210 ​ ​Po​​ e 226 ​ ​Ra​​, foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel e a primeira pessoa a conquistá-lo duas vezes, além de ser a primeira mulher a atuar como professora na Universidade de Paris. Suponha uma quantidade de 128 gramas de 210 ​​​ ​Po​​​​, que tem uma meia-vida de 138 dias, de-

caindo em ​​​206​Pb​​​​ pela emissão de uma partícula alfa.

Com base no enunciado e nos conhecimentos sobre radioatividade, considere as afirmativas a seguir. Resposta: Alternativa a. Resolução nas Orientações para o professor.

I ) Para que se tenha 32 gramas de 210 ​ ​Po​​, são necessários 276 dias. II ) A partícula alfa é composta por dois prótons e dois nêutrons. III ) Para que se tenha 96 gramas de ​206​Pb​​, são necessários 276 dias. IV ) Para que se tenha apenas um grama de 210 ​ ​Po​​, são necessários 3.328 dias. Assinale a alternativa correta. a ) Somente as afirmativas I e II são corretas. b ) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c ) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d ) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e ) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

17. (Fuvest-SP) O carbono 14, um isótopo radioativo com meia-vida de 700 anos, é gerado de forma constante na atmosfera a partir da interação de nêutrons com nitrogênio atmosférico. Esse 14

​ ​CO​2​. Em função ​ ​C​​ reage com o ​O​2​ e produz 14 de seu decaimento e de suas taxas de deposição e formação, a proporção de ​14​CO​2​e ​12​CO​2​na atmosfera é razoavelmente constante ao longo da história geológica da Terra. Esses gases são absorvidos por produtores primários pela fotossíntese, e os isótopos de C ​ ​são transferidos aos organismos heterotróficos pela teia alimentar. Com a queima de combustíveis fósseis, produzidos há milhões de anos, quantidades significativas de ​​CO​2​​​ têm sido lançadas na atmosfera, aumentando a concentração desse gás. Com base no exposto, o ​​CO​2​​​ emitido a partir da queima de combustíveis fósseis

Resposta: Alternativa d.

​ ​C​​ na a ) mantém constante a proporção 12 ​ ​C​​/ 14 atmosfera em relação à encontrada no período pré-industrial. b ) apresenta maior concentração de 14 ​ ​CO​2​ em relação à concentração de ​CO​2​ atmosférico encontrado no período pré-industrial. c ) contém quantidades iguais de 14 ​ ​C​​e 12 ​ ​C​​, dado que as taxas de formação e deposição de ambos são as mesmas. d ) aumenta a proporção ​12​C​​/ 14 ​ ​C​​ na atmosfera em relação à encontrada no período pré-industrial. e ) contém apenas ​14​CO​2​, que é o real causador do aquecimento global por ser um gás de efeito estufa mais eficiente que o 12 ​ ​CO​2​.

18. (UEM-PR) A radioatividade é um fenômeno natural ou artificial muito presente em nosso cotidiano. Embora a exposição a altas dosagens de radiação possa ser prejudicial ao ser humano, sua utilização em dosagens corretas e sua manipulação responsável garantem benefícios na medicina, na agricultura, na produção de alimentos, na indústria. Sobre o assunto, assinale o que for correto. Resposta: Soma: ​04 ​+ ​08 ​= ​12​. 01 ) As emissões alfa (​ α)​são as principais responsáveis pelos efeitos biológicos das radiações. Podem produzir reações químicas leves nas células, alterando sua função, mas sem consequências genéticas.

02 ) Na agricultura, baixas doses de radiações eletromagnéticas de alta frequência são utilizadas para alterar comportamento dos machos de insetos prejudiciais às plantações. Esses machos irradiados não reconhecerão as fêmeas de sua espécie, reduzindo a população da praga. 04 ) Radioatividade é a emissão espontânea de partículas e/ou de radiações de núcleos instáveis de átomos, dando origem a outros núcleos, que podem ser instáveis ou não. 08 ) A medicina utiliza solução contendo iodo-131 em pequenas doses como um rastreador radioativo para diagnósticos das glândulas tireoides. Um contador Geiger colocado na região do pescoço determina a habilidade da tireoide em absorver o iodo. 16 ) A radioatividade excessiva causa mutações nos ácidos nucleicos, principalmente no nucleotídeo uracila do ácido desoxirribonucleico.

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5 UNIDADE

Nesta unidade, vamos estudar... • reações reversíveis e irreversíveis; • equilíbrios homogêneos e heterogêneos; • constantes de equilíbrio; • fatores que afetam os equilíbrios; • ​pH​ e ​pOH​; • solução tampão; • hidrólise salina; • produto de solubilidade.

A DINÂMICA DAS TRANSFORMAÇÕES E O SER HUMANO

Essas curiosas esculturas feitas de pedaços de rochas em equilíbrio provavelmente chamaram a sua atenção por causa da forma como elas estão dispostas, representando uma condição de equilíbrio estático, ou seja, uma situação em que todas as forças exercidas sobre esses pedaços se equilibram para resultar em zero. Contudo, se analisarmos bem essa imagem, é possível identificar outros sistemas em equilíbrio. Por exemplo, a água presente no rio retratado na fotografia pode estar em equilíbrio de temperatura, ​pH​e quantidade de sais e minerais solubilizados. Todos esses aspectos compõem outro tipo de equilíbrio: o dinâmico, dependente de vários fatores, entre os quais se destacam a composição química da mistura que forma o corpo de água, o tipo de substrato no fundo dele, a temperatura e a pressão atmosférica no ambiente. As mudanças desses fatores podem alterar a composição física e química da água, sem resultar, no entanto, em alterações permanentes. Esses tipos de transformação são classificados como processos reversíveis. Esses e outros aspectos dos equilíbrios químicos serão abordados nesta unidade, possibilitando compreender como as espécies químicas se encontram nesses sistemas e como diferentes fatores podem influenciar sua composição. Respostas nas Orientações para o professor.

a ) Em sua opinião, em que consistem os processos reversíveis? b ) A água de piscinas é tratada regularmente para ser mantida própria para uso, e um dos parâmetros que deve ser conservado em equilíbrio é o ​pH​. Explique a necessidade de tratar regularmente a água e ajustar o p ​ H​, mesmo que ele já tenha sido ajustado outras vezes.

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Rapids Park, Ottawa, Canadá/Iryna Tolmachova/Shutterstock.com

Esculturas de rochas equilibradas umas sobre as outras do artista estadunidense John Felice Ceprano, na cidade de Ottawa, no Canadá, em 2023.

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CAPÍTULO

18

Equilíbrio químico Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Reações reversíveis

Arcadas dentárias de Australopithecus afarensis. Os fósseis datam de 2,6 milhões a 3,3 milhões de anos atrás.

Natural History Museum, London/SPL/Fotoarena

John Reader/SPL/Fotoarena

Observe as arcadas dentárias a seguir.

1. Resposta: Os estudantes podem citar tamanho e formato tanto dos dentes quanto da mandíbula. 2. Resposta: Os dentes são os responsáveis pela primeira etapa da digestão dos alimentos, a mastigação. Nesse processo, os alimentos são triturados, transformando-se em pedaços pequenos, que, com a saliva, formam o bolo alimentar.

1. Cite uma diferença

Arcada dentária de Homo heidelbergensis. Essa arcada data de cerca de 500 000 anos atrás.

entre a arcada dentária do ser humano atual e a de seus ancestrais.

2. Qual é a importância da dentição para o corpo humano?

Na Pré-História, os ancestrais dos seres humanos atuais consumiam alimentos mais duros e, na maioria das vezes, crus. Para que os dentes pudessem cortar, rasgar e triturar os alimentos, a arcada dentária dos ancestrais do ser humano seguia um padrão chamado alternação, nisso cada dente inferior relacionava-se diretamente com um superior e o dente ao lado. Professor, professora: Comente com os estudantes que a mastigação dos alimentos era mais difícil, por isso os dentes eram muito exigidos.

Com as mudanças de hábitos alimentares ao longo do tempo, a arcada dentária dos ancestrais humanos passou por mudanças. No entanto, as funções continuam iguais: triturar os alimentos. Diante da importância dos dentes para a nutrição do corpo, é essencial cuidarmos deles, a fim de evitar um dos problemas bucais mais comuns, a cárie. Para isso, vamos conhecer a estrutura interna dos dentes de um ser humano adulto. 3. Resposta: Cárie é um dano no esmalte do dente causado por ácidos produzidos por algumas bactérias, geralmente encontradas na boca.

esmalte Daniela Mota/Arquivo da editora

dentina coroa gengiva polpa

raiz

osso

Representação da estrutura de um dente humano.

3. O que são cáries? 4. Você já teve ou conhece alguém que já teve cárie? Como foi o tratamento? Resposta na Orientações para o professor.

O esmalte do dente é um dos tecidos mais resistentes do corpo humano. É a parte dos dentes que normalmente é visível. Aproximadamente 97% do esmalte dos dentes é composto de minerais; o restante é água ​​(​H​2​​O)​​ e compostos orgânicos. Imagem elaborada com base em: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 483.

O principal componente do esmalte dos dentes é a hidroxiapatita (​​ ​Ca​10​​​​(P​O​4​​)​​ ​​​​(OH)​​ ​​)​​, um mineral sólido 6 2 pouco solúvel em água, que ajuda a proteger os dentes. As cáries são cavidades que aparecem nos dentes e são causadas pelo ácido produzido por algumas bactérias presentes na boca, e estas são produzidas ao haver restos de alimentos que ficam na superfície do dente.

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UNIDADE

5

5. Resposta: Alimentos ricos em açúcar podem provocar obesidade e aumentar as chances de ter algumas doenças, como o diabetes.

O aumento da probabilidade do aparecimento de cáries depende de fatores, como o tempo em que os restos de alimento permanecem sobre os dentes, principalmente os ricos em açúcar. No entanto, a quantidade de açúcar ingerida não é o maior fator de risco, mas sim a frequência dessa ingestão.

5. Além de prejudicar a saúde dos

dentes, o consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar não é um hábito saudável. Por quê?

Quando a acidez na boca aumenta por causa da ingestão de açúcares, após cerca de 30 minutos o esmalte pode ser desmineralizado. Dessa forma, o hábito de mascar chiclete e ingerir balas várias vezes ao dia é prejudicial à saúde dos dentes.

Desmineralizado: refere-se ao processo de perda de elementos minerais, ou seja, compostos químicos naturais.

Quando a desintegração mineral do esmalte é superior à sua formação mineral, inicia-se a ocorrência de cárie. A desmineralização do esmalte dos dentes é causada pela presença dos íons hidrônio (​​ ​H​3​​​O​​ ​)​​ provenientes dos ácidos formados pelas bactérias da boca. Confira a equação química a seguir. +

​​Ca​10​​​​(P​O​4​​)​​ ​​​​(OH) ​​ ​​​(s) ​ ​+ ​8 ​H​3​​​O​​ ​​(aq) ​ ​⇌ ​10 ​Ca​​ 2+​​(aq) ​ ​+ ​6 ​HP​O​4​​​​ 2−​​(aq) ​ ​+ ​10 ​H​2​​O​(𝓁) ​​ +

6

2

Nessa equação química, a seta dupla indica que a reação ocorre nos dois sentidos. Esse tipo de reação é chamado de reação reversível. A seta para a direita indica a reação direta, enquanto a seta para a esquerda indica a reação inversa.

Richard Hood/Shutterstock.com

Há reações químicas reversíveis e irreversíveis. Por exemplo, as reações de combustão são consideradas processos irreversíveis. Isso porque, após a queima do combustível, os produtos da combustão não podem se combinar de forma espontânea para regenerar o combustível novamente. 6. O que acontece com a fogueira quando toda a madeira for queimada? Resposta: A reação é finalizada. O objetivo desta questão é fazer os estudantes perceberem que, quando um dos reagentes é totalmente consumido, a reação é finalizada.

Já a reação de mineralização e desmineralização do esmalte dos dentes é reversível. Caso seja mantida uma higiene bucal adequada, a desmineralização natural do esmalte é compensada por outros processos que ocorrem na boca, que favorecem a mineralização. Nas reações reversíveis, chamamos essa situação de equilíbrio químico. Uma reação em equilíbrio apresenta as quantidades de reagentes e de produtos constantes ao longo do tempo.

A queima da madeira é uma reação irreversível.

Ted Croll/Science Source/Fotoarena

No entanto, se a higiene bucal não for adequada, o aumento da acidez da boca causará a desmineralização do esmalte em uma proporção que não poderá ser reposta pela mineralização em condições normais. Professor, professora: Diga aos estudantes que há situações em que se deseja Nesse caso, a reação não estará mais em equilíbrio. manter uma reação em equilíbrio, como na manutenção do esmalte dos dentes. Há também casos em que se deseja favorecer mais a reação direta ou a reação inversa. Isso pode ser feito alterando algumas condições da reação.

As reações químicas reversíveis tendem ao equilíbrio, que é atingido quando a velocidade direta é igual à velocidade da reação inversa. Quando as quantidades de reagentes e de produtos se mantêm constantes durante a ocorrência da reação química, ocorre o chamado equilíbrio dinâmico. A seguir, estudaremos de forma mais detalhada o processo de equilíbrio nas reações químicas. Dentes que sofreram o processo de desmineralização. Note as manchas causadas por esse processo.

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LIGADO NO TEMA c) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que para reduzir a discriminação e melhorar a qualidade de vida, medidas públicas incluem a criação de programas de saúde específicos para pessoas idosas, acessibilidade nos locais para práticas de atividade física, criação de centros de convivência, promoção de campanhas de conscientização e inclusão, entre outras. Medidas individuais para combater o etarismo envolvem respeitar e valorizar as pessoas idosas e suas experiências de vida, enquanto ações individuais que as pessoas idosas podem realizar para melhorar a qualidade de vida incluem a prática regular de atividades físicas, manter uma alimentação equilibrada e engajar-se em atividades sociais.

Osteoporose

Expectativa de vida sobe para 75,5 anos após queda na pandemia A expectativa de vida ao nascer no Brasil, em 2022, ficou em 75,5 anos, segundo dados das Tábuas da Mortalidade, divulgados nesta quarta-feira (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado que projeta a longevidade dos brasileiros teve uma recuperação parcial no ano passado após dois anos seguidos de quedas em 2021 e 2020, quando a pandemia de covid-19 fez mais vítimas. […] ABDALA, Vitor. Expectativa de vida sobe para 75,5 anos após queda na pandemia. Agência Brasil, 29 nov. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-11/expectativa -de-vida-sobe-para-75-anos-apos-queda-na-pandemia. Acesso em: 6 set. 2024.

Nos últimos anos, a expectativa de vida média no Brasil tem aumentado, embora tenha sofrido uma queda durante o período de pandemia de covid-19. Esse aumento não é uniforme em todas as regiões do Brasil e está relacionado a melhoras em indicadores de qualidade de vida, como acesso ao saneamento básico (água tratada e esgoto), aos serviços de saúde (hospitais, medicamentos, vacinas, atividades físicas etc.), à moradia digna e à alimentação de qualidade.

a) Resposta: Os ossos, assim como os dentes, passam por reações químicas de desmineralização resultantes da perda de cálcio. Assim, a reposição desse mineral em quantidades adequadas por meio da alimentação pode ajudar a retardar e reverter o processo de desmineralização óssea. b) Resposta pessoal. Os estudantes podem responder que o etarismo afeta a qualidade de vida das pessoas idosas ao gerar exclusão social, preconceito e limitações no acesso a oportunidades e serviços.

No entanto, mesmo as pessoas com hábitos de vida saudáveis estão expostas ao risco de desenvolver osteoporose com o passar da idade. Essa doença se caracteriza pela perda acentuada de densidade óssea, principalmente depois dos 50 anos, idade em que há uma queda da produção hormonal (mais acentuada nas mulheres), levando a uma maior perda de massa óssea. A osteoporose causa uma fragilização da estrutura óssea do indivíduo, podendo levar a fraturas grandes, bem como a pequenas fraturas imperceptíveis, mas que geram deformações no corpo. A prevenção para o surgimento da osteoporose pode se dar pelo gerenciamento dos fatores de risco associados à doença, adotando hábitos de vida saudáveis de forma contínua, com especial atenção na velhice. Entre as práticas recomendadas, destaca-se a prática de atividades físicas de força – como a musculação –, que auxiliam na fixação do cálcio ​​(Ca) ​​ nos ossos, além da ingestão adequada de cálcio e vitamina D por meio de uma alimentação equilibrada e, quando necessário, suplementação orientada por um profissional de saúde. Além dos desafios relacionados à saúde e à qualidade de vida, a população idosa no Brasil enfrenta outras dificuldades, como preconceitos e estigmas, exclusão do mercado de trabalho e falta de políticas públicas voltadas especialmente às suas necessidades. A discriminação por idade, conhecida como etarismo, deve ser combatida em todas as esferas da sociedade, tanto individuais quanto coletivas. Uma das formas de combater o etarismo é incluir pessoas idosas em diferentes espaços de socialização, garantindo sua representatividade por meio de políticas de acessibilidade. a ) Explique a relação entre a ingestão adequada de cálcio e a manutenção da saúde óssea. b ) Você já presenciou situações de etarismo com pessoas idosas? Como esse tipo de preconceito afeta a qualidade de vida dessas pessoas? c ) Quais medidas, públicas e individuais, podem ser tomadas para reduzir a discriminação com base na idade e melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas?

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UNIDADE

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O equilíbrio químico e a constante de equilíbrio Quando uma reação atinge o equilíbrio químico, isso não significa que não são mais formados reagentes e produtos. No estado de equilíbrio, a reação continua a acontecer, mas as concentrações dos componentes não se alteram. Outro ponto importante a destacar é que, no equilíbrio, as concentrações dos reagentes e dos produtos não serão necessariamente iguais. Geralmente, esses valores serão diferentes. Para um sistema em equilíbrio, podemos avaliar a relação entre as quantidades de reagentes e as de produtos por meio da constante de equilíbrio (​​ ​K​c​​)​​. Essa constante é dada pelo quociente entre concentrações dos produtos e dos reagentes após atingirem o equilíbrio. Considere a seguinte reação genérica: ​a A ​+ ​b B ​⇌ ​d D ​+ ​e E​ em que a ​ ​, ​b​, ​d​e e​ ​são os coeficientes estequiométricos das espécies químicas participantes, isto é, a quantidade de matéria, em ​mols​. A equação geral da constante de equilíbrio em função das concentrações molares é dada por: e d Dica [​​ D]​​​ ​​· [​​​ E]​​​ ​ _ ​​ ​​K​c​​ ​= ​​ a b A constante de equilíbrio é válida [​​ A]​​​ ​​· [​​​ B]​​​ ​ apenas para sistemas homogêneos Confira um exemplo a seguir. e ideais, como soluções diluídas e ​​CO​2​​​(g)​​+ ​NO​(g)​​⇌ ​CO​(g)​​+ ​N​O​2​​​(g)​​

gases à baixa pressão. Além disso, o valor de ​​K​c​​​ permanece constante apenas quando os participantes da reação estão realmente em equilíbrio, em um recipiente fechado e mantido a uma temperatura constante.

​[CO​(g)]​ ​​· [​​ N​O​2​​​(g)]​ ​ ​​K​c​​ ​= ________________    ​​ ​​ [​ C​O​2​​​(g)]​ ​​· [​​ NO​(g)]​ ​

Caso algum dos componentes da reação apresente coeficiente estequiométrico maior do que 1, esse coeficiente é colocado no expoente: ​​H​2​​​(g)​​+ ​​I​2​​​(g)​​⇌ ​2 HI​(g)​​ 2

​​[HI​(g)]​ ​​​ ​ ​​K​c​​ ​= _____________ ​​   ​​ ​[​H​2​​​(g)]​ ​​· [​​ ​I​2​​​(g)]​ ​

O valor obtido pela constante de equilíbrio permite prever a concentração de produto formado quando a reação atingir o equilíbrio. Essa constante para uma reação não varia com as quantidades iniciais de reagentes, apenas com a temperatura. A reação atingirá, para cada valor de temperatura, uma condição de equilíbrio diferente. Os equilíbrios químicos podem ser estudados por meio da análise de gráficos da concentração em quantidade de matéria ou da quantidade de matéria pelo tempo. Confira, por exemplo, a tabela a seguir com os valores de concentração dos reagentes e dos produtos para a reação de formação da amônia (​​ ​NH​3​​)​​ a partir dos gases hidrogênio (​​ ​H​2​​)​​ e nitrogênio (​​ ​N​2​​)​​. ​​N​2​​​(g)​​+ ​3 ​H​2​​​(g)​​⇌ ​2 N​H​3​​​(g)​​

Concentração dos reagentes e dos produtos da reação de formação da amônia em um recipiente de ​1 L​a ​350 °C​ Tempo

​​[​N​2​​]​​

​​[​H​2​​]​​

[​​ N​H​3​​]​​

​​t​0​​​

1,000

1,000

0

​​t​1​​​

0,874

0,622

0,252

​​t​2​​​

0,814

0,442

0,372

​​t​3​​​

0,786

0,358

0,428

​​t​4​​​

0,781

0,343

0,438

​​t​5​​​

0,781

0,343

0,438

Fonte de pesquisa: RUSSEL, John B. Química geral. 2. ed. São Paulo: Makron Books, 2006. p. 690.

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Com os dados da tabela, é possível construir um gráfico que represente a formação da amônia, como o mostrado a seguir. Por meio dele, podemos analisar a variação (em concentração de quantidade de matéria) das substâncias envolvidas em seu processo de formação. Nesse tipo de gráfico, verificamos que, com o passar do tempo, as concentrações dos reagentes diminuem à medida que são consumidos. Já as concentrações dos produtos partem do zero e aumentam à medida que são formados.

Carlos Borin/Arquivo da editora

Concentração molar em função do tempo para a reação de formação da amônia Concentração (mol/L) 1,0 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0

N2

NH3 H2

t0

t1

t2

t3

t4

Tempo (min)

t5

Fonte de pesquisa: RUSSEL, John B. Química geral. 2. ed. São Paulo: Makron Books, 2006. p. 690.

Analisando o gráfico, podemos perceber que a reação de formação da amônia se inicia em ​​t​0​​​, com​ 1 mol​de gás nitrogênio e ​1 mol​de gás hidrogênio em um balão de ​1 L​, a uma temperatura de ​350 °C​. ​ ,126 mol​ No instante ​​t​1​​​, foram consumidos 0 ​ ,378 mol​ de ​​H​2​​​ de ​​N​2​​​ (​​ 0,874 ​− ​1 ​= ​− 0,126)​​ e 0 (​​ 0,622 ​− ​1 ​= ​− 0,378)​​, havendo formação de​ 0,252 mol​ de ​N​H​3​​​ ​​(0,252 ​− ​0 ​= ​0,252)​​. Note que essas variações de quantidades das substâncias envolvidas na reação são proporcionais aos coeficientes estequiométricos.

A partir do instante ​​t​4​​​, a reação entra em equilíbrio dinâmico, ou seja, continua ocorrendo com as concentrações de reagentes e de produtos inalteradas. Para o cálculo da constante de equilíbrio, serão usadas as concentrações molares dos componentes da reação no estado de equilíbrio. Vale lembrar que a concentração molar é o quociente entre a quantidade de matéria (em ​mols​) e o volume (em litros). 0,781 mol ​​[​N​2​​]​​= _ ​​ ​​= ​0,781 mol/L​ 1L

0,343 mol ​​[​H​2​​]​​= _ ​​ ​​= ​0,343 mol/L​ 1L

0,438 mol _ ​​= ​0,438 mol/L​ 1L

[​​ N​H​3​​]​​= ​​

A constante de equilíbrio para essa reação é: 2

2 ​​[N​H​3​​​(g)]​ ​​​ ​ ​​(0,438)​​​ ​ _______________ _______________    ​​ ​​⇒ ​​K​c​​ ​= ​​   3 ​​⇒ ​​K​c​​ ​≃ ​6,09​ ​​K​c​​ ​=    3 ​(0,781)​​· (​​​ 0,343)​​​ ​ ​[​N​2​​​(g)]​ ​​· [​​​ ​H​2​​​(g)]​ ​​​ ​

Como o valor da constante é maior que 1, podemos prever que, nessa reação, durante o equilíbrio, a quantidade de produtos é maior do que a quantidade de reagentes. Concentração molar em função do tempo Concentração (mol/L)

A. Quando a concentração de reagentes [​​ R]​​ é igual à concentração de produtos ​​[P]​​ em equilíbrio, a constante de equilíbrio é igual a 1. Quando isso ocorre, podemos dizer que a reação não favorece nenhum dos dois sentidos.

[R] [R] = [P] [P] 0

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson, 2016. p. 665.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Podemos observar três situações de equilíbrio químico ao analisar gráficos de concentração molar pelo tempo.

Ponto de equilíbrio

Tempo (min)

340

05/11/2024 16:03:22


B. Quando a concentração de reagentes ​​[R]​​ é maior que a concentração de produtos [​​ P]​​ em equilíbrio. Nesse caso, a constante de equilíbrio é menor que 1. Quando isso ocorre, podemos dizer que a reação favorece a formação dos reagentes.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Concentração molar em função do tempo Concentração (mol/L)

[R]

Professor, professora: Auxilie os estudantes na interpretação dos gráficos desta página e da anterior. Explique-lhes que há uma curva representando os reagentes e outra, os produtos. Explique também que a constante de equilíbrio para uma reação varia apenas com a temperatura e independe das quantidades iniciais de reagentes e de produtos. Auxilie a turma com a leitura e a interpretação dos gráficos. Para isso, mostre que a concentração está em ​mol / L​e varia com o tempo em minutos. Comente que a curva dos reagentes diminui enquanto a dos produtos se eleva, conforme os reagentes são transformados em produtos, até atingir o equilíbrio.

UNIDADE

5

[R] > [P] [P] 0 Ponto de equilíbrio

Fonte de pesquisa: CHANG, Raymond; GOLDSBY, Kenneth A. Química. 11. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. p. 625.

C. Quando a concentração de reagentes [​​ R]​​ é menor que a concentração de produtos [​​ P]​​ em equilíbrio. Nesse caso, a constante de equilíbrio é maior que 1. Quando isso ocorre, podemos dizer que a reação favorece a formação dos produtos.

Tempo (min)

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Concentração molar em função do tempo Concentração (mol/L)

[R]

[R] < [P]

[P] 0

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson, 2016. p. 665.

Ponto de equilíbrio

Tempo (min)

Constantes de equilíbrio K ​​ ​p​​​ Para sistemas gasosos, além da constante de equilíbrio em termos das concentrações molares, podemos calcular a constante de equilíbrio em termos das pressões parciais dos gases participantes da reação. Considerando novamente a reação genérica: ​a A ​+ ​b B ​⇌ ​d D ​+ ​e E​ em que ​a​, ​b​, ​d​e ​e​são os coeficientes estequiométricos dos participantes da reação química. A equação geral da constante de equilíbrio em função das pressões parciais é dada por:

Professor, professora: Diga aos estudantes que, para

​​(​p​D​​)​​​ ​​· (​​​ ​p​E​​)​​​ ​ várias reações químicas conhecidas, há valores de ​​ ​​ constante de equilíbrio em diferentes temperaturas. ​​K​p​​ ​= _ a b Diga-lhes que, quando realizamos o cálculo com os ​​(​p​A​​)​​​ ​​· (​​​ ​p​B​​)​​​ ​ valores das concentrações, em ​mol / L​, de reagentes e d

e

produtos presentes no equilíbrio químico, o resultado

Para a reação de decomposição da amônia, a constante ​​K​p​​​ é expressa pela seguinte equação: desse cálculo ​(​p​​N​ ​​)​​ ​​· (​​​ ​p​​H​ ​​)​​ ​​​ ​ 2 2 ​​K​p​​ ​= ___________ ​​ ​​ 2 ​​(​p​N​H​ ​​)​​ ​​​ ​ 3

​2 N​H​3​​​(g)​​⇌ ​​N​2​​​(g)​​+ ​3 ​H​2​​​(g)​​

é igual ao valor da constante de equilíbrio. Se isso não ocorrer, pode-se afirmar que a reação ainda não atingiu o equilíbrio.

3

A seguir, serão apresentados exemplos do cálculo das constantes de equilíbrio ​​K​c​​​ e ​​K​p​​​.

341

05/11/2024 16:03:22


ATIVIDADES RESOLVIDAS R1. Calcule a constante de equilíbrio (​ ​K​p​)​para a reação representada pela equação química a seguir, sabendo

que no recipiente as pressões parciais das substâncias, no equilíbrio, são: ​p​​H​ ​​ ​= ​7,38 atm​; ​p​​N​ ​​ ​= ​2,46 atm​;​ 2 2 p​N​H​ ​​ ​= ​0,166 atm​. 3

​​N​2​​​(g)​​+ ​3 ​H​2​​​(g)​​⇌ ​2 N​H​3​​​(g)​​

Resolução Substituindo pelos valores numéricos, temos:

Para essa reação, a constante de equilíbrio é dada por:

​​(0,166)​​​ ​ ​​K​p​​ ​= _____________ ​​   3 ​​≃ ​2,79 ​· ​​10​​ −5​​ ​(2,46)​​· (​​​ 7,38)​​​ ​ 2

​​(​p​N​H​ ​​)​​ ​​​ ​ 3 ​​ ​​ ​​K​p​​ ​= ___________ 3 ​(​p​​N​ ​​)​​ ​​· (​​​ ​p​​H​ ​​)​​ ​​​ ​ 2

2

2

R2. Considere que 4​ ,0 mol​de ​H​2​(g)​e 4​ ,0 mol​de iodo (​ ​I​2​(g)​)​, em um recipiente de 2,0 litros, atingem a condição de equilíbrio a ​500 °C​, em que a quantidade de ácido iodídrico ​(HI​(g)​)​é igual a ​4,0 mol​. Determine o valor da constante de equilíbrio para a reação a seguir. Professor, professora: Para o cálculo da constante de equilíbrio, é importante orient ar os estudantes a montar um quadro com as

​​H​2​​​(g)​​+ ​​I​2​​​(g)​​⇌ ​2 HI​(g)​​ informações sobre as concentrações em quantidade

de matéria das reações químicas. Esse quadro ajuda a visualizar o que ocorre durante uma reação química até que ela atinja o equilíbrio químico.

Resolução

De acordo com as informações dadas e considerando que não havia produto no início da reação, temos: Quantidade de reagentes e produto ao longo da reação Reação

​1​ H​  2​​​(g) ​ +

1 ​I​  2​​​(g) ​ ⇌ 2 HI​(g) ​​

Início

​4,0 mol​

​4,0 mol​

​0​

Consumo/produção

​4,0 mol​

Equilíbrio

​4,0 mol​

Como a proporção entre o ​HI​(g) ​​ e o ​​H​2​​​(g)​​ ou ​​​I​2​​​(g)​ ​é de ​2 ​∶ ​1​, foram consumidos ​2,0 mol​de cada um dos reagentes. A quantidade dos reagentes no equilíbrio é igual à quantidade inicial menos o que foi consumido. Quantidade de reagentes e produto ao longo da reação Reação

​1​ H​  2​​​(g) ​ +

1 ​I​  2​​​(g) ​ ⇌

2 HI​(g) ​​

Início

​4,0 mol​

​4,0 mol​

​0​

Consumo/produção

​2,0 mol​

​2,0 mol​

​4,0 mol​

Equilíbrio

​2,0 mol​

​2,0 mol​

​4,0 mol​

Para obter as concentrações molares, devemos dividir as quantidades pelo volume do recipiente: 2,0 mol ​​[​H​2​​​(g)​]​​= _ ​​ ​​= ​1,0 mol/L​ 2L

2,0 mol ​​[​I​2​​​(g)​]​​= _ ​​ ​​= ​1,0 mol/L​ 2L

4,0 mol ​​ ​​= ​2,0 mol/L​ ​​[HI​(g)​]​​= _ 2L

Para essa reação, a constante de equilíbrio é: 2

​​[HI​(g)]​ ​​​ ​ ​​   ​​ ​​K​c​​ ​= _____________ ​[​H​2​​​(g)]​ ​​· [​​ ​I​2​​​(g)]​ ​

Substituindo pelos valores numéricos, temos:

​​(2,0)​​​ ​ ​​K​c​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​K​c​​ ​= ​4​ ​(1,0)​​· (​​ 1,0)​ 2

342

05/11/2024 16:03:22


UNIDADE

5 Equilíbrios heterogêneos Nas reações químicas em equilíbrio, todas as substâncias envolvidas podem se encontrar no mesmo estado de agregação. Isso ocorre nas reações em que todos os componentes estão na fase gasosa ou em solução. Esse tipo de equilíbrio é chamado de equilíbrio homogêneo. Em outros casos, as substâncias em equilíbrio estão em estados de agregação diferentes, podendo estar em equilíbrio, por exemplo, um sólido com outras substâncias dissolvidas (em fase aquosa). Esse tipo de equilíbrio é chamado de equilíbrio heterogêneo. Nos equilíbrios heterogêneos, os sólidos e líquidos puros não são incluídos no cálculo da constante de equilíbrio. A fórmula geral para o cálculo da constante permanece, apenas excluindo as substâncias que estejam nesses estados de agregação. Confira a seguir alguns exemplos. Combustão incompleta do carvão formando monóxido de carbono (​​ CO)​​: ​2 C​(s) ​ ​+ ​​O​2​​​(g) ​ ​⇌ ​2 CO​(g) ​​

Para a constante de equilíbrio, aplica-se a mesma regra tanto em termos de concentração molar quanto em termos de pressão parcial: 2

​​[CO​(g)]​ ​​​ ​ ​​(​p​CO​​)​​​ ​ ​​ e ​​K​p​​ ​= _ ​​ ​​ ​​ ​​K​c​​ ​= _ ​(​p​​O​ ​​)​​ ​ ​[​O​2​​​(g)]​ ​ 2 2

Gerson Gerloff/Pulsar Imagens

Reação de decomposição térmica do carbonato de cálcio ​​(CaC​O​3​​)​​ sólido para a obtenção da cal virgem (​​ CaO)​​: ​CaC​O​3​​​(s)​​⇌ ​CaO​(s)​​+ ​C​O​2​​​(g)​​ Essa reação química é conhecida como calcinação. Além do uso na construção civil, para a fabricação da argamassa, a cal virgem é utilizada nas indústrias siderúrgicas, de papel e de celulose, de tintas, alimentícia, farmacêutica, açucareira, entre outras. Também é usada no controle ambiental, na agricultura na estabilização de solos e no tratamento de águas potáveis e industriais. Suas constantes de equilíbrio são dadas por: ​​K​c​​ ​= [​​ C​O​2​​​(g)]​ ​​ e ​​K​p​​ ​= (​​ ​p​C​O​ ​​)​​ ​​ 2

Mina de extração de calcário no município de Caçapava do Sul (RS), em 2024.

Reação de dissolução da hidroxiapatita: + ​​Ca​10(​​​​ P​O​4)​​ ​​ (​​​​ OH)​​ (​​​ s)​​+ ​8 ​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​⇌ ​10 ​Ca​​ 2+​​(aq)​​+ ​6 ​HP​O​4​​​​ 2−​​(aq)​​+ ​10​H​2​​O(​ 𝓁) ​​ 6

2

A reação de dissolução da hidroxiapatita no processo de desmineralização dos dentes, estudada anteriormente, é um equilíbrio do tipo heterogêneo. Nessa reação, há substâncias nas fases sólida e aquosa. Sua constante de equilíbrio é dada por: 10

6

2+ 2− [​​ ​Ca​​ ​​(aq)]​ ​​​ ​​· [​​​ ​HP​O​4​​​​ ​​(aq)]​ ​​​ ​ _______________________ ​​    ​​ ​​K​c​​ ​=     8 + [​​ ​H​3​​​O​​ (​​ aq)]​ ​​​ ​

Note que, na verdade, tanto os sólidos quantos os líquidos não são realmente omitidos no cálculo das constantes. No caso do ​​K​c​​​, as concentrações dos sólidos e dos líquidos são constantes a determinada temperatura. Portanto, seus valores já estão inseridos no próprio valor de ​​K​c​​​. Para o cálculo de ​​K​p​​​, as pressões de vapor dos sólidos e dos líquidos também são constantes a determinada temperatura.

343

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ATIVIDADES

Respostas das questões 1 a 4 nas Orientações para o professor.

1. O gráfico a seguir mostra a quantidade de ma-

téria em função do tempo, para a reação de decom­posição da amônia, em um balão de capacidade igual a ​10 L​.

a ) Escreva a expressão da constante de equilíbrio para as duas reações de desmineralização representadas anteriormente.

Quantidade de matéria (mol) 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

Nesse processo, uma nova substância é formada, a fluorapatita ​– ​Ca​5​​​​(P​O​4​​)​​ ​​F​(s)​. O esmalte passa a 6 ser, então, um material modificado. Uma pequena incorporação de íons ​​F​​ − ​​é suficiente para alterar as propriedades do esmalte, tornando-o menos suscetível ao ataque por ácidos.

H2

b ) Baseado no que foi exposto anteriormente, qual das duas constantes deve apresentar maior valor? Justifique sua resposta.

3. Escreva as expressões para as constantes de

equilíbrio em termos das concentrações molares e de pressões parciais dos participantes das seguintes reações químicas reversíveis:

N2 NH3 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

Tempo (min)

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. 397.

De acordo com as informações apresentadas no gráfico, determine os itens a seguir. a ) A reação química balanceada. b ) Analise o gráfico e determine o tempo em que a reação atingiu o equilíbrio químico. c ) A expressão da constante de equilíbrio em termos de pressão parcial. d ) A expressão da constante de equilíbrio em termos de quantidade de matéria. e ) O valor da constante de equilíbrio. f ) Com base na resposta do item anterior e no gráfico, a reação é favorável para a formação do produto ou dos reagentes?

a ) ​3 Fe​(s)​​+ ​4​H​2​O(​ g)​​⇌ ​Fe​3​O​4​(s)​+ 4 ​H​2​(g)​

b ) ​2 SO​2​(g)​​+ ​O​2​(g)​​⇌ ​2 SO​3​(g)​

c ) ​CaCO​3​(s)​⇌ ​CaO​(s)​​+ ​CO​2​(g)​​

d ) ​O​3​(g)​​⇌ ​O(​ g)​​+ ​O​2​(g)​

e ) ​PC𝓁​5​(g)​​⇌ ​PC𝓁​3​(g)​​+ ​C𝓁​2​(g)​

f ) ​C(​ s)​​+ ​H​2​O​(g)​​⇌ ​CO​(g)​​+ ​H​2​(g)​

g) C ​ 𝓁​2​(g)​​+ ​F​2​(g)​​⇌ ​2 C𝓁F​(g)​

4. O diagrama a seguir representa o estado de equilíbrio da seguinte reação de formação do dióxido de nitrogênio (​ ​NO​2​(g)​)​. ​2 NO​(g)​+ ​O​2​​​(g)​​⇌ ​2 ​NO​2​​​(g) ​​

Se o volume do recipiente for um litro e cada molécula representar 0 ​ ,1 mol​, qual será o valor da constante de equilíbrio da reação na situação representada no diagrama? Cynthia Sekiguchi/Arquivo da editora

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Quantidade de matéria em função do tempo

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

2. O esmalte do dente é constituído de um material pouco solúvel em água e cujo principal componente é a hidroxiapatita ​–​Ca​10​(P​O​4​)​ ​(OH)​ ​​. Uma 6 2 quantidade pequena de hidroxiapatita pode se dissolver, em processo descrito pela equação denominado de desmineralização: ​​Ca​10​​​​(P​O​4​​)​​ ​​​​(OH)​​ ​​​(s)​​+ ​8 ​H​3​​​O​​ ​​(aq)​ ⇌​​ +

6 2+

2

​⇌ ​10 ​Ca​​ ​​(aq)​​+ ​6 ​HP​O​4​​​​ 2−(​​ aq)​​+ ​10​H​2​​O(​ 𝓁) ​​ Na presença dos íons ​​F​​ −​​, outro equilíbrio se estabelece, ​​Ca​5​​​​(P​O​4​​)​​ ​​F​(s)​​⇌ ​​​5 ​Ca​​ ​​(aq)​​+ ​ 6

Representação das moléculas em equilíbrio.

2+

+ 3 ​P​O​4​​​​ 3−​​(aq)​​+ ​​F​​ −​​(aq) ​​

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

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UNIDADE

5 Fatores que alteram o equilíbrio químico Como estudamos anteriormente, quando a desintegração mineral do esmalte dos dentes é superior à sua formação mineral natural, pode ocorrer o desenvolvimento da cárie. O aumento da acidez da saliva, causa+ do pelo aumento da concentração de íons ​​H​3​​​O​​ ​​, perturba o equilíbrio químico já estabelecido. Confira, na reação a seguir, que esse íon está do lado dos reagentes e reage com a hidroxiapatita, favorecendo, assim, a desmineralização dos dentes. ​​Ca​10​​​​(P​O​4​​)​​ ​​​​(OH)​​ ​​​(s)​​+ ​8 ​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​⇌ ​10 ​Ca​​ 2+​​(aq)​​+ ​6 ​HP​O​4​​​​ 2−​​(aq)​​+ ​10​H​2​​O​(𝓁) ​​ +

6

2

Em um sistema químico em equilíbrio, a rapidez da reação direta é igual à da reação inversa, mantendo a concentração dos participantes constante. Enquanto não houver a interferência de um agente externo, o sistema permanece em equilíbrio. Se ocorrer a ação de um agente externo, o sistema tende a reagir com o objetivo de minimizar os efeitos dessa ação. Autor desconhecido. Séc. XX. Coleção particular

Em 1884, o químico francês Henri-Louis Le Chatelier (1850-1936) enunciou o seguinte princípio: Quando sobre um sistema em equilíbrio atua um fator externo (variação de concentração, de pressão ou de temperatura), o sistema tende a favorecer a reação no sentido contrário à ação desse fator.

O princípio de Le Chatelier permite prever a influência da ação de um fator externo em um sistema em equilíbrio. Conforme o enunciado do princípio, o equilíbrio pode ser perturbado por diferentes fatores, como temperatura, pressão e concentração.

Henri-Louis Le Chatelier.

Variação na concentração de reagentes e de produtos Ao variar a concentração de um reagente ou de um produto, a reação sai do equilíbrio, mas tende a atingir, espontaneamente, um novo estado de equilíbrio. Confira a seguir o exemplo da reação de formação do cloreto de hidrogênio ​​(HC𝓁) ​​. ​​H​2(​​​ g)​​+ ​​C𝓁​ 2(​​​ g)​​⇌ ​2 HC𝓁​(g)​​

Adicionando ​​H​2​​​(g)​​ ou gás cloro (​​ ​C𝓁​ 2​​​(g))​​​, a reação sai do estado de equilíbrio e, para retornar a esse estado, deve consumir pelo menos uma parte do reagente adicionado. Como o consumo de reagentes ocorre aumentando a velocidade da reação direta, dizemos que o equilíbrio foi favorecido no sentido da formação do produto. 7. Podemos prever, de forma semelhante, como será atingido o novo estado de equilíbrio no caso da diminuição da concentração de um dos reagentes. Explique com suas palavras como isso ocorre.

No caso do aumento ou da diminuição da concentração do produto, podemos prever o mesmo efeito observado com os reagentes. Portanto, adicionando qualquer participante, o equilíbrio altera, favorecendo o seu consumo. Já ao retirar algum dos participantes, o equilíbrio se altera favorecendo a sua formação (tendendo a minimizar o efeito da retirada). Confira no quadro um resumo das mudanças que podem ocorrer na reação estudada.

Influência da concentração Interferência

Sentido favorecido

Aumento da ​​[​H​2​​​(g)]​ ​​

Produto

Aumento da [​​ ​C𝓁​ 2​​​(g)]​ ​​

Produto

Aumento da ​​[HC𝓁​(g)]​ ​​

Reagentes

Diminuição da [​​ ​H​2​​​(g)]​ ​​

Reagentes

Diminuição da ​​[​C𝓁​ 2​​​(g)]​ ​​

Reagentes

Diminuição da [​​ HC𝓁​(g)]​ ​​

Produto

7. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que, para retornar ao estado de equilíbrio, é necessário repor o reagente retirado. Para que isso ocorra, a velocidade da reação inversa passa a ser maior do que a velocidade da reação direta. Nesse caso, dizemos que o equilíbrio foi deslocado para a esquerda.

345

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É importante saber que, no novo estado de equilíbrio atingido, os valores de ​​K​c​​​ e de ​​K​p​​​ permanecem iguais ao do estado de equilíbrio anterior.

Variações no volume e na pressão Como exemplo, vamos considerar o equilíbrio entre o dióxido de nitrogênio ​​(N​O​2​​)​​ e o tetróxido de dinitrogênio (​​ ​N​2​​​O​4​​)​​. ​​N​2​​​O​4​​​(g)​​⇌ ​2 ​NO​2​​​(g)​​

O ​​N​2​​​O​4​​​ é um gás incolor e o ​​NO​2​​​ é um gás de cor castanha. Observa-se, experimentalmente, que, ao diminuir a pressão de um sistema em equilíbrio contendo esses dois gases, a cor castanha se intensificará. ​​[​N​2​​​O​4​​]​​< [​​ N​O​2​​]​​

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

estado final

Ao subir o êmbolo, a pressão interna do sistema diminui e a coloração se altera. Imagem elaborada com base em: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson, 2016. p. 448.

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

Professor, professora: Comente com os estudantes que, ao ​​ ​N​2​​​O​4​​ ​​> ​​ N​O​2​​ ​​ [ ] [ ] entrar novamente estado inicial em equilíbrio após uma perturbação, o valor da constante de equilíbrio da reação não se altera. Enfatize que a variação de pressão altera o equilíbrio químico apenas de sistemas gasosos.

Representação de um sistema contendo os gases dióxido de nitrogênio e tetróxido de dinitrogênio.

Nota-se que a diminuição da pressão favorece o sentido da formação do maior número de moléculas de gás ​​NO​2 ​​​. Nesse caso, temos ​1 mol​do lado do reagente e ​2 mols​do lado do produto. Essa ideia também está de acordo com o princípio de Le Chatelier, pois o aumento da pressão total altera o equilíbrio, favorecendo a reação no sentido de menor volume (menor número de ​mols​), dado que a redução no volume minimiza o efeito da pressão aplicada. Por outro lado, a redução da pressão total altera o equilíbrio, favorecendo a reação no sentido de maior volume (maior número de ​mols​), pois o aumento de volume minimiza a redução da pressão. Confira no quadro a seguir um resumo das mudanças que podem ocorrer na reação estudada. Influência da pressão Interferência

Sentido favorecido

Aumento da pressão total

Aquele em que há contração volumétrica.

Diminuição da pressão total

Aquele em que há expansão volumétrica.

Se uma reação não apresenta variação de volume, a variação da pressão não provoca alterações sobre o seu equilíbrio. Confira um exemplo. ​​H​2​​​(g)​​+ ​C​𝓁​ 2​​​(g)​​⇌ ​2 HC𝓁​(g)​​ Nessa reação, há ​2 mols​de reagentes ​​(1 ​H​2​​​(g)​​+ ​1 ​C𝓁​ 2​​​(g))​​​ e ​2 mols​de produto ​​(2 HC𝓁​(g))​​​. Portanto, a variação da pressão não altera o equilíbrio.

Assim como estudamos com as variações das concentrações dos participantes do equilíbrio, a variação da pressão total também não altera os valores de ​​K​c​​​ e ​​K​p​​​. Outro fator importante a considerar é que, em um sistema fechado e em equilíbrio gasoso, o equilíbrio não será afetado se for introduzido um novo gás que não reaja com algum dos participantes desse equilíbrio.

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5 UNIDADE

Professor, professora: Comente com os estudantes que, por conta dos efeitos cinéticos, o aquecimento aumenta a rapidez tanto da reação direta como da reação inversa. Contudo, somando-se a isso o efeito da alteração do equilíbrio, a reação endotérmica é afetada de forma mais significativa. Explique que a variação da temperatura provoca alteração no valor da constante de equilíbrio.

Variação da temperatura do sistema

Considerando um sistema em equilíbrio, a variação de temperatura tende a produzir um deslocamento de equilíbrio da forma apresentada no quadro a seguir. Influência da temperatura Interferência

Sentido favorecido

Aumento da temperatura

Aquele em que a reação é endotérmica.

Diminuição da temperatura

Aquele em que a reação é exotérmica.

Essa conclusão está de acordo com o princípio de Le Chatelier, pois o aumento da temperatura altera o equilíbrio de modo que a absorção de calor pela reação venha a minimizar a elevação da temperatura (sentido endotérmico). Por outro lado, a diminuição da temperatura altera o equilíbrio de modo que a liberação de calor pela reação venha a minimizar a diminuição da temperatura (no sentido exotérmico). Por exemplo, na reação de síntese da amônia:

​​N​2​​​(g)​​+ ​3 ​H​2​​​(g) ​ ​⇌ ​2 N​H​3​​​(g)​​

​ΔH ​= ​− 109,5 kJ​

O valor do ​ΔH​em seguida da reação refere-se à reação direta. Portanto, a reação direta é exotérmica e a reação inversa é endotérmica. É importante notar que a variação da temperatura provoca alterações nos valores de ​​K​p​​​ e ​​K​c​​​. De modo geral, pode-se dizer que nas reações endotérmicas o valor de ​​K​c​​​ aumenta com o aumento da temperatura, e nas reações exotérmicas o valor de ​​K​c​​​ diminui com o aumento da temperatura.

Influência do catalisador

Professor, professora: Explique à turma que os catalisadores reduzem o tempo necessário para chegar ao equilíbrio, mas não provocam qualquer deslocamento. Peça aos estudantes que observem o gráfico Energia de ativação de reação catalisada e não catalisada para mostrar a diminuição na energia de ativação provocada pelo uso do catalisador.

Energia de ativação de reação catalisada e não catalisada Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

O catalisador é um agente químico que aumenta a velo­ cidade da reação química, sem ser consumido por ela. Esse aumento da velocidade está relacionado com a diminuição da energia de ativação da reação, a qual refere-se à energia mínima necessária para colocar os reagentes em uma posição que os possibilita reagir com o outro e, assim, iniciar a reação. Analise o gráfico “Energia de ativação de reação catalisada e não catalisada”.

Energia (kJ/mol)

sem catalisador

com catalisador

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson, 2016. p. 689.

Progresso da reação

Os catalisadores não deslocam os equilíbrios, pois atuam igualmente na rapidez das reações direta e inversa; entretanto diminuem o tempo para que seja estabelecido o estado de equilíbrio do sistema. Confira no gráfico a seguir.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Ação dos catalisadores em reações reversíveis

Nesse gráfico, ​​t​1​​​ é o tempo gasto para atingir o equilíbrio na presença de catalisador e ​​t​2​​​ é o tempo gasto para atingir o equilíbrio na ausência de catalisador.

Concentração (mol/L) [P]

No processo, há diminuição do tempo para estabelecer o equilíbrio do sistema. Influenciando apenas o tempo para atingir o estado de equilíbrio, o catalisador não altera o rendimento da reação.

[R]

0

t1

t2

Tempo (min)

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson, 2016. p. 689.

347

05/11/2024 16:03:25


​ ​​ Co​​(​H​2​​O)​​ ​​ ​​​ ​ ​· [​​ C​𝓁​​ ​]​​​ ​ 6] ] [[ ​​     ​​ 4. d) Resposta: ​​K​ ​​ ​= ____________________ 2+

ATIVIDADES

c

1. Considere as seguintes reações químicas.

​[​​[CoC​𝓁​ 4​​]​​​ ​]​

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

2−

a ) ​2 ​H​2​O​(g)​​⇌ ​2 ​H​2​(g)​​+ ​O​2​(g)​

4. O galo do tempo é um artigo de decoração que muda de cor em função da umidade relativa do ar, passando da cor azul para a cor rosa, e vice-

b ) ​2 S​O​2​(g)​​+ ​O​2​(g)​​⇌ ​2 S​O​3​(g)​

-versa. O íon ​[CoC​𝓁​4​]​ ​(aq)​apresenta coloração 2−

c ) ​H​2​(g)​​+ ​I​2​(g)​​⇌ ​2 HI​(g)​

azul, enquanto o íon ​ Co​​(​H​2​O)​ ​ ​ ​(aq)​apresenta [ 6] a cor rosa. A equação envolvida nesse equilíbrio químico é representada por: 2+

d ) ​CO(g​)​​+ ​N​O​2​(g​)​​⇌ ​C​O​2​(g)​​+ ​NO​(g)​ Escreva qual dessas reações terá seu equilíbrio alterado favorecendo a formação de mais produto se ocorrer um aumento de pressão. Resposta: Alternativa b.

2. Em garrafas lacradas contendo água gaseificada,

a reação de decomposição do ácido carbônico ​(​H​2​C​O​3​)​em meio aquoso encontra-se em equilíbrio químico, como mostra a reação a seguir. ​​H​2​​C​O​3​​​(aq)​​⇌ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​+ ​C​O​2​​​(g)​​

​​​[CoC​𝓁​ 4​​]​​​ ​​(aq)​​+ ​6​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​​⇌​ 2−

​​⇌ ​​​ Co​​(​H​2​​O)​​ ​​ ​​​ ​​(aq)​​+ ​4 C​𝓁​​ ​​(aq)​​ [ 6] 2+

−

Responda: 4. c) Resposta: ​​​[Co​​(​H​2​​O)​​ 6​​]​​​ ​​(aq)​​ e ​C​𝓁​​ ​​(aq)​​. a ) Qual é a cor adquirida pelo galo do tempo em um dia ensolarado? Resposta: Azul. 2+

−

Zapylaiev Kostiantyn/Shutterstock.com

b ) Qual é a cor adquirida pelo galo do tempo em um dia chuvoso? Resposta: Rosa. c ) O aumento da umidade relativa do ar favorece a formação de quais componentes? d ) Qual é a expressão da constante de equilíbrio dessa reação?

5. O dióxido de nitrogênio, N ​ ​O​2​, é um gás de cor Água gaseificada de garrafa.

Escreva a alternativa correta sobre o que ocorre quando a garrafa é aberta, de acordo com o princípio de Le Chatelier. a ) O aumento da pressão em seu interior, favorecendo a formação do ácido carbônico. b ) A diminuição da pressão em seu interior, favorecendo a formação do ácido carbônico.

marrom-avermelhado, que, em determinadas condições, como baixas temperaturas, transforma-se em tetróxido de dinitrogênio, ​N​2​O​4​, um gás de coloração incolor. A reação em equilíbrio químico é representada por: ​2 N​O​2​​​(g)​​⇌ ​​N​2​​​O​4​​​(g)​​ a ) Anote quais destas condições reacionais promoveriam o aumento da concentração do tetróxido de dinitrogênio. • Aumento da temperatura.

c ) O aumento da temperatura em seu interior, favorecendo a decomposição do ácido carbônico.

• Aumento da pressão.

d ) A diminuição da pressão em seu interior, favorecendo a decomposição do ácido carbônico.

• Adição de catalisador.

3. Considere a seguinte reação em equilíbrio químico.

• Diminuição da pressão.

Resposta: Alternativa d.

​2​H​2​​​(g)​​+ ​2 NO​(g)​​⇌ ​​N​2​​​(g)​​+ ​2​H​2​​O(​ g)​​

a ) Acrescentar vapor de água. b ) Diminuir a concentração de gás hidrogênio. c ) Adicionar um catalisador à reação. d ) Remover o monóxido de nitrogênio. e ) Aumentar a pressão. Resposta: Alternativa e.

• Adição de ​N​O​2​​​.

​(​p​​N​ ​​​O​ ​​)​​ ​ 2 4 5. b) Resposta: ​​K​p​​ ​= _ ​​ ​​ 2 ​​(​p​N​O​ ​​)​​ ​​​ ​ 2

• Diminuição da temperatura. • Adição de ​​N​2​​​O​4​​​. Resposta: Diminuição da

Escreva a alternativa com o procedimento que levará a um aumento na produção de gás nitrogênio.

348

− 4

• Adição de ​​H​2​​O​.

temperatura; aumento da pressão; adição de ​N​O​2​​​.

b ) Escreva a expressão da constante de equilíbrio para essa reação em termos de pressão parcial. c ) Considere que, no equilíbrio químico, a pressão parcial do dióxido de dinitrogênio é ​1,5 atm​e a pressão do tetróxido de dinitrogênio é 1 ​ ,2 atm​. Qual é o valor aproximado da constante de equilíbrio em termos de pressão parcial?

​(​p​​N​ ​​​O​ ​​)​​ ​ ​(1,2)​ 2 4 1,2 5. c) Resposta: ​​K​p​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​K​p​​ ​= _ ​​ ​​⇒ ​​K​p​​ ​= _ ​​ ​​∴ ​​K​p​​ ​≃ ​0,53​ 2 2 2,25 ​​(​p​N​O​ ​​)​​ ​​​ ​ ​​(1,5)​​​ ​ 2

05/11/2024 16:03:25


CAPÍTULO

19

Equilíbrio iônico e ​pH​ 3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes realizem uma autoavaliação de sua alimentação referente ao consumo de alimentos ácidos e sua relação com o processo de desmineralização dos dentes. Essa questão também os incentiva a expor seus conhecimentos prévios sobre o conceito de ácidos. Muitos podem responder com base no sabor azedo característico de alimentos ácidos, no entanto esclareça que essa é uma característica, mas não pode ser aplicada para identificar esses compostos porque não é seguro provar substâncias desconhecidas. Além disso, há diferentes definições para os ácidos.

Definições ácido-base

Como estudamos no capítulo anterior, a ingestão de alimentos ricos em açúcar associada à higienização bucal inadequada provoca o desgaste do esmalte dentário e a desmineralização dos dentes. No entanto, outros alimentos, além dos doces, podem causar danos aos dentes, como os ácidos. Os ácidos presentes em alguns alimentos, por exemplo, café, molho de tomate, refrigerante e frutas cítricas (como laranja, limão e tangerina), causam a desmineralização no esmalte dos dentes, que podem ficar amarelados, sensíveis e suscetíveis à formação de cáries. 1. Uma maneira de reduzir os riscos do processo de desmineralização dos dentes em razão do consumo de alimentos ácidos é ingeri-los com alimentos que não sejam ácidos. Em sua opinião, por que é feita essa recomendação?

Resposta: Essa recomendação é feita porque o alimento ácido pode ser neutralizado ou diluído pelo alimento não ácido.

O gráfico a seguir mostra a quantidade média de dentes afetados pela cárie, obturados e extraídos ao longo do tempo em crianças brasileiras. 2. O que você observou ao analisar o gráfico? Em sua

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Índice de cárie, extração e obturação de dente em crianças brasileiras de 12 anos, de 1986 a 2022

opinião, o que justifica os resultados observados?

3. Você costuma ingerir muitos alimentos ácidos? Em

Média de dentes afetados

sua opinião, o que define a acidez de uma substância?

8 7

2. Resposta nas Orientações para o professor. 6,65

A Química, desde sua origem, busca teorias e modelos que expliquem os comportamentos das substâncias.

6

Entre as teorias mais difundidas para classificar ácidos e bases, tem-se a proposta pelo químico sueco Svante August Arrhenius (1859-1927). Segundo sua definição, temos que: Professor, professora: Os dados de

5 4

3,60 2,78

3

2,07

2

2022 são referentes até o mês de novembro do referido ano.

1,60

1 0

1986

1996

2003

2010

2022

Ano

Fontes de pesquisa: BRASIL. Ministério da Saúde. A saúde bucal no Sistema Único de Saúde. Brasília, 2018. Disponível em: https://bvsms. saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_bucal_sistema_unico_saude.pdf. BRASIL. Ministério da Saúde. Pesquisa Nacional de Saúde Bucal: vigência 2021-2022. Disponível em: https:// egestorab.saude.gov.br/image/?file=20221216_I_ mod2resultadospreliminaresBrasiliamonsitecompressed _288277690346345359.pdf. Acessos em: 5 set. 2024.

Ácido é o componente que, em água (​​ ​H​2​​O) ​​, apresenta + capacidade de liberar o cátion hidrogênio (​​ ​H​​ ​)​​ e formar o + cátion oxônio ou hidrônio (​​ ​H​3​​​O​​ ​)​​. Os ácidos são substâncias que sofrem ionização em solução aquosa. Podemos representar a ionização de um ácido apenas com a liberação do cátion hidrogênio (I) ou com a formação do cátion hidrônio (II):

I. ​HC𝓁​(aq)​​⇌ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​C​𝓁​​ −​​(aq)​​ II. ​HC𝓁​(aq)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​H​3​​​O​​ +​​(aq)​​+ ​C​𝓁​​ −​​(aq)​​

Base é o componente que, em água, apresenta capacidade de liberar ânion hidroxila (​​ ​OH​​ ​)​​. −

​ 2 →​​Na​​ ​​(aq) ​ ​+ ​​OH​​ ​​(aq) ​​ As bases são substâncias iônicas e sofrem dissociação iônica ao serem dissolvidas em água: ​NaOH​(s) ​ ⎯ ​H​ ​​O

+

−

349

05/11/2024 16:05:12


A definição de ácido e base de Arrhenius é limitada, pois é restrita à classificação de soluções aquosas.

Historic Images/Alamy/Fotoarena

Para suprir essa limitação, dois físico-químicos, o dinamarquês Johannes Nicolaus Brønsted (1879-1947) e o inglês Thomas Martin Lowry (1874-1936), propuseram uma definição mais geral de ácidos e bases. +

Ácido é toda espécie química (molécula ou íon) capaz de ceder prótons ​​H​​ ​​ em uma reação. Confira a reação a seguir. ​HC𝓁​(aq) ​ ​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​H​3​​​O​​ ​​(aq) ​ ​+ ​​C𝓁​​ ​​(aq) ​​ −

+

O cloreto de hidrogênio (​​ HC𝓁) ​​ cede um próton ​​H​​ ​​ para a água, transformando-se no íon − + cloreto ​​(​C𝓁​​ ​)​​. No exemplo a seguir, o íon amônio (​​ ​N​H​4​​​​ ​)​​ é um ácido de Brønsted-Lowry. +

​​N​H​4​​​​ ​​(aq) ​ ​⇌ ​N​H​3​​​(aq) ​ ​+ ​​H​​ ​​(aq) ​​ +

+

Johannes Nicolaus Brønsted. +

Base é toda espécie química (molécula ou íon) capaz de receber prótons ​​H​​ ​​ em uma reação. Observe a reação a seguir, em que a amônia (​​ N​H​3​​)​​ se comporta como uma base. ​N​H​3​​​(aq) ​ ​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​N​H​4​​​​ ​​(aq) ​ ​+ ​​OH​​ ​​(aq) ​​ −

+

Todas as reações apresentadas anteriormente são reversíveis. Analisando a reação a seguir, podemos ve+ rificar que, para a reação inversa, o íon ​​H​3​​​O​​ ​​ é um ácido de Brønsted-Lowry, pois cede um próton ​​H​​ +​​. ​HC𝓁​(aq)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​+ ​​C𝓁​​ ​​(aq)​​ −

+

+

Na reação direta, o ​HC𝓁​ cede um próton ​​H​​ +​​ para a água. Na reação inversa, o ​​H​3​​​O​​ ​​ cede um próton ​​H​​ +​​ para − − o ​​C𝓁​​ ​​. Portanto, o ​​H​2​​O​e o ​​C𝓁​​ ​​ são bases de Brønsted-Lowry. Considerando as reações direta e inversa, temos: ​​ ​​(aq)​​ ​+ ​​​C𝓁​​​ ​​ ​​(aq)​​ ​​HC𝓁​​ ​ (aq)​​ ​+ ​​​H​2​​O​ ​ (​ 𝓁) ​​ ​⇌ ​​​H​3​​​O​ ​ +

ácido

−

base

ácido

−

base

+

Dizemos que os pares ​HC𝓁 / ​C𝓁​​ ​​ e ​​H​3​​​O​​ ​​/ H​2​​O​ são dois pares conjugados ácido-base. Na definição de ácido-base de Brønsted-Lowry, um par conjugado ácido-base é formado por duas espécies químicas que diferem entre si por um ​​H​​ +​​. Professor, professora: Mostre como são formados os pares conjugados ácido-base. Mencione que os produtos formados sempre são mais fracos do que os reagentes.

Quando um ácido tem grande tendência de liberar ​​H​​ +​​, ele é considerado forte. Por exemplo, na reação anterior, o ​HC𝓁​ apresenta grande tendência para liberar o ​​H​​ +​​. Assim, a reação direta tende a ocorrer com mais velocidade até que se atinja o equilíbrio, que resulta em uma concentração maior de produtos do que − de reagentes. Então, podemos concluir que o ​​C𝓁​​ ​​ tem pouca tendência de receber o ​​H​​ +​​ de volta, o que nos leva a constatar que, se o ácido é forte, sua base conjugada é fraca, e vice-versa. Essa definição, aliada ao conceito de ácidos e bases conjugados, mostra que a ideia de caráter ácido-base é relativa. Uma substância pode agir como ácido em relação a outra em uma reação, mas funcionar como base em relação a uma terceira substância. É o caso, por exemplo, da água. Confira as reações a seguir. I. ​HC𝓁​(aq) ​ ​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​H​3​​​O​​ +​​(aq) ​ ​+ ​​C𝓁​​−​​(aq) ​​

II. ​​NH​3​​​(aq) ​ ​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​N​H​4​​​​ +​​(aq) ​ ​+ ​​OH​​ −​​(aq) ​​ +

Na reação (I), a água recebe um próton ​​H​​ ​​ do ​HC𝓁​. Portanto, trata-se de uma base. +

Na reação (II), ela cede um próton ​​H​​ ​​ para o ​N​H​3​​​. Nesse caso, comporta-se como um ácido.

As substâncias que apresentam esse comportamento são chamadas de anfipróticas. Dica Podemos dizer que a reação do tipo ácido-base sempre ocorre no sentido de formar outro ácido e outra base, mais fracos que os iniciais.

350

05/11/2024 16:05:12


UNIDADE

5

Constante de ionização da água: ​pH​ e ​pOH​ 4. Você já comeu uma banana nas mesmas condições que as mostradas na fotografia a seguir? Em caso afirmativo, que sensação você teve?

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a compartilhar suas vivências com relação ao conteúdo a ser trabalhado. Picture Partners/Shutterstock.com

Alguns alimentos, como as bananas e os caquis, quando não estão maduros, têm um sabor adstringente, conhecido como a sensação de “amarrar a boca”, diminuindo a salivação. O sabor adstringente, percebido pelo paladar, é uma característica das bases.

Bananas não maduras.

Durante um tempo, foi utilizado o teste do sabor para classificar os materiais em ácido ou base, o que possibilitou verificar que as bases são substâncias que tendem a apresentar sabor adstringente, e os ácidos, sabor azedo. Esse critério, no entanto, está em desuso, pois muitos ácidos e bases são tóxicos ou corrosivos e devem ser manipulados em conformidade com normas de segurança.

Medir a acidez ou a basicidade de um meio pode ser de extrema importância. Os exemplos mais próximos do nosso dia a dia são o controle da qualidade da água em piscinas e em tanques destinados à criação de peixes e o controle da acidez do solo, que influi diretamente na produção agrícola. É possível fazer essa verificação com a escala de p ​ H​para medir a acidez, a basicidade ou a neutralidade de professora: Explique que, embora o sabor seja um indicativo do caráter ácido ou básico de uma substância, nunca um meio. Professor, devemos fazer esse teste com substâncias desconhecidas a fim de evitar intoxicação ou danos em tecidos do corpo. Em qualquer sistema aquoso, parte das moléculas da água se ioniza. Esse sistema em equilíbrio pode ser representado por: ​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​+ ​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​⇌ ​​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ −

+

Esse sistema também pode ser descrito, de maneira simplificada, pela seguinte equação química reversível: ​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​⇌ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ −

Para esse sistema em equilíbrio, podemos escrever sua constante de equilíbrio iônico (​​ ​K​i​​)​​. ​[​H​​ +​]​​· [​​ ​OH​​ ]​ ​ ​​ ​​ ​​K​i​​ ​= ___________ ​[​H​2​​O]​ −

Sabendo que a concentração da água líquida é constante, o valor de ​​[​H​2​​O]​​ será englobado pela constante. A constante de equilíbrio iônico da água, ou produto iônico da água, é denominada ​​K​w​​​. ​​K​i​​ ​· [​​ ​H​2​​O]​​= [​​ ​H​​ +​]​​· [​​ ​OH​​ ​]​​ −

​​K​w​​ ​= [​​ ​H​​ +​]​​· [​​ ​OH​​ ​]​​​​ −

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

Anton Starikov/Shutterstock.com

Em um copo com água, há um equilíbrio dinâmico em que suas moléculas estão se ionizando e produzin− − + + do íons ​​H​3​​​O​​ ​​ e ​​OH​​ ​​, enquanto outros íons ​​H​3​​​O​​ ​​ e ​​OH​​ ​​ se juntam para formar moléculas de água.

Representação da composição molecular da água e de produtos de sua autoionização.

Copo com água.

351

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Experimentalmente, em ​1 L​de água a ​25 °C​, ​1,0 ​· ​​10​​ −7​mol​de moléculas se ionizam, produzindo íons ​​H​​ +​​ e​​ − OH​​ ​​. Considerando que nessas condições físicas a densidade da água líquida seja igual a ​1,0 g/mL​, ​1 L​dessa substância apresentará massa igual a ​1 000 g​. A massa molar da água é igual a ​18 g/mol​. Portanto, para ​1 000 g​de água, temos: 1 000 g m ​​ ​​≃ ​55,6 mol​ ​n ​= ​​_​​⇒ ​n ​= _ M 18 g/mol A concentração de moléculas de água é de aproximadamente ​55,6 mol/L​. Como apenas ​1,0 ​· ​​10​​ −7​mol​de moléculas se ionizam, isso equivale a dizer que, para cada 556​ ​000​ ​000 moléculas de água, apenas uma vai se autoionizar, pois o grau de ionização da água pura é extremamente baixo.

Usando as concentrações dos íons ​​H​​ +​​ e ​​OH​​ ​​, podemos calcular o produto iônico da água (​​ ​K​w​​)​​ para​ 1 000 g (​ 1 kg)​​ de água: − Professor, professora: Ressalte o quanto são ​​K​w​​ ​= [​​ ​H​​ +​]​​· [​​ ​OH​​ ]​ ​​ pequenas as concentrações dos íons, −

​​K​w​​ ​= (​​ 1,0 ​· ​​10​​ −7​)​​· (​​ 1,0 ​· ​​10​​ −7​)​​ ​​K​w​​ ​= ​1,0 ​· ​​10​​ −14​​

Dica

reproduzindo na lousa os cálculos do início desta página. Calcule o valor do e mostre como ele varia com a temperatura. Explique aos estudantes que todas as situações do livro envolvem o ​​K​  w​​​ a ​25 ° C​.

Note que o valor de ​​K​w​​​ foi obtido para a temperatura de ​25 °C​. Assim como acontece com todas as constantes de equilíbrio, o ​​K​w​​​ varia com a temperatura. Neste capítulo, faremos todos os cálculos relacionados ao produto iônico da água para o seu valor a 2​ 5 °C​. −

Em determinado meio, as concentrações dos íons ​​H​​ +​​ e ​​OH​​ ​​ definem se ele é ácido, básico ou neutro de acordo com as relações mostradas no quadro a seguir. Relação entre os íons e caráter do meio Caráter

Relação

Ácido

​​[​H​​ +​]​​> [​​ ​OH​​ ​]​​ −

[​​ ​H​​ ​]​​= [​​ ​OH​​ ​]​​ −

+

Neutro

[​​ ​H​​ ​]​​< [​​ ​OH​​ ​]​​ −

+

Básico

Ao adicionar, por exemplo, ​HC𝓁​ à água pura, esse ácido se ioniza:

​HC𝓁​(aq)​​⇌ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​C​𝓁​​ ​​(aq)​​ −

O aumento na quantidade de íons ​​H​​ +​​ vai alterar o equilíbrio de ionização da água, favorecendo sua for− mação, pois uma pequena quantidade de íons ​​H​​ +​​ vai reagir com os íons ​​OH​​ ​​ de sua autoionização. ⇀ ​​​H​​ +​​(aq)​​+ ​​OH​​ −​​(aq)​​ ​​  ⎯⎯ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​↽ −

+

Isso faz que a concentração de íons ​​OH​​ ​​ seja reduzida até que o produto da concentração de ​​H​3​​​O​​ ​​ e​​ − OH​​ ​​ volte a ser igual a ​1,0 ​· ​​10​​ −14​​.

Vamos considerar, por exemplo, que foi preparada uma solução de ​HC𝓁​ com concentração de ​​10​​ −3​mol/L​. Como o ​HC𝓁​ é um ácido forte, podemos admitir que ele foi totalmente ionizado e que a concentração de ​​H​​ +​​ é igual a ​​10​​ −3​mol/L​. Substituindo esse valor na fórmula do ​​K​w​​​, temos: ​​​K​w​​ ​= [​​ ​​​H​​ +​​]​​ ​· [​​ ​OH​​ ​]​​​ −

​​1,0 ​· ​​10​​

​​= ​1,0 ​· ​​10​​ ​​· [​​ ​​​OH​​ ​​]​​​​

−14

[​​ ​OH​​ ​]​​= ​1,0 ​· ​​10​​ −

−3

−11

−

​mol/L​

Dica Lembre-se de que o valor de ​​K​w​​​ é constante. Então, quanto maior for a concentração de ​HC𝓁​ − na água, menor será a concentração de íons ​​OH​​ ​​.

De modo análogo, ao adicionar uma base na água, a concentração dos íons ​​H​​ +​​ diminuirá e a concentração de íons ​​H​​ +​​ poderá ser calculada.

352

05/11/2024 16:05:14


UNIDADE

5 5. Você já ouviu falar em medir o p​ H​da água de piscinas? Por que isso é importante? Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes em relação às aplicações do ​pH​.

Para que os banhos em piscinas sejam agradáveis e seguros, é preciso ter alguns cuidados com a água, como eliminar os resíduos que podem ser vistos a olho nu e fazer o controle de seu p ​ H​, para garantir que ela não irrite os olhos e a pele dos banhistas e não danifique os equipamentos da piscina.

Caron Badkin/Shutterstock.com

De forma geral, para fazer essa análise, utiliza-se um estojo que, além de possibilitar a leitura da quantidade de cloro ​​(C𝓁) ​​ na água, indica seu ​pH​. Quando a água está ácida, é necessário adicionar um material que tem como componente principal o carbonato de sódio (​​ ​Na​2​​C​O​3​​)​​, aumentando o ​pH​dela. Quando ela está alcalina, adiciona-se um material que seja ácido. Nesse caso, usa-se o ácido clorídrico (solução aquosa de cloreto de hidrogênio), diminuindo o ​pH​e evitando que a água se torne turva.

Estojo medidor de ​pH​e cloro utilizado para analisar a água de piscinas.

Os estudos sobre ​pH​iniciaram-se com o químico dinamarquês Søren Peter Lauritz Sørensen (1868-1939). Sua ideia era trabalhar apenas com o expoente de base 10 e com valores positivos. Assim, ele definiu que, para expressarmos o potencial hidrogeniônico (​​ pH) ​​ e o potencial hidroxiliônico (​​ pOH) ​​ de uma solução, devemos usar: ​pH ​= ​− log​[​H​​ +​]​​

​pOH ​= ​− log​[​OH​​ ​]​​ −

Sabemos que, para um meio neutro, como a água pura à temperatura de 2 ​ 5 °C​, [​​ ​H​​+​]​​= [​​ ​OH​​ ​]​​= ​1,0 ​· ​​10​​−7​mol/L​. Portanto, temos: −

​pOH ​= ​− log​(​10​​ −7​)​​∴ ​pOH ​= ​7​

​pH ​= ​− log​(​10​​ −7​)​​∴ ​pH ​= ​7​ Dica

As soluções ácidas a ​25 °C​apresentam [​​ ​H​​ ​]​​> ​1,0 ​· ​​10​​ ​mol/L​. Portanto, essas soluções têm ​pH ​< ​7​. +

−7

As soluções básicas a ​25 °C​apresentam [​​ ​H​​ ​]​​< ​1,0 ​· ​​10​​ ​mol/L​. Portanto, essas soluções têm ​pH ​> ​7​. +

−7

Para qualquer solução a ​25 °C​, também são válidas as relações:

− + [​​ ​H​​ ​]​​· [​​ ​OH​​ ​]​​= ​1,0 ​· ​​10​​ −14​​

​pH ​+ ​pOH ​= ​14​

−

A seguir, são apresentados os valores de concentrações, em quantidade de matéria, de íons ​​H​​ +​​ e de ​​OH​​ ​​, com seus respectivos ​pH​e ​pOH​a ​25 °C​. Quanto menor o valor do ​pH​, mais ácida é a solução.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

ÁCIDO

NEUTRO

[OH−] 10−14 10−13 10−12 10−11 10−10 [H+]

100

10−1

10−2

10−3

BÁSICO

10−9

10−8

10−7

10−6

10−5

10−4

10−3

10−2

10−1

100

10−4

10−5

10−6

10−7

10−8

10−9

10−10 10−11 10−12 10−13 10−14

pH

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

pOH

14

13

12

11

10

9

8

7

6

5

4

3

2

1

0

Escalas de [​​ ​H​​ ​]​​, [​​ ​OH​​ ​]​​, ​ pH​e ​pOH​. +

−

353

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Métodos de determinação de ​pH​ Photong/Shutterstock.com

A medida do ​pH​de uma solução aquosa pode ser feita com o auxílio de um aparelho chamado peagômetro ou de um indicador ácido-base. O peagômetro mede a diferença de potencial elétrico existente em uma solução e tem uma escala graduada em valores de ​pH​. Os indicadores ácido-base são materiais que mudam de cor conforme o ​pH​da solução. Alguns vegetais têm a propriedade de mudar de cor em contato com ácidos ou bases. Um exemplo é o extrato do repolho-roxo. Os indicadores utilizados em indústrias e laboratórios são compostos orgânicos que apresentam caráter de ácido fraco ou de base fraca. Confira as características e os usos de alguns deles.

Peagômetro medindo o ​pH​de uma solução.

Papel indicador universal e papel de tornassol

O papel de tornassol neutro adquire cor vermelha em contato com soluções ácidas e cor azul em contato com soluções básicas. O papel de tornassol vermelho adquire a cor azul em contato com uma solução básica. E o papel de tornassol azul adquire a cor vermelha em contato com uma solução ácida.

Papel indicador universal. Art Directors & TRIP/Alamy/Fotoarena

O papel de tornassol é poroso e impregnado de tornassol, indicador solúvel em água extraído de algumas espécies de liquens. Ele pode ser azul, vermelho ou neutro. E ao contrário do indicador universal, esse papel não permite que seja estimado o valor do ​pH​ da solução testada, ele apenas indica se ela é ácida ou básica. Pode-se utilizá-lo colocando-o diretamente na solução ou pingando gotas da solução sobre ele.

Adam Radossavljevic/Shutterstock.com

O papel indicador universal pode adquirir várias cores. Ao mergulhá-lo em uma solução a ser testada, ele adquire uma cor, que é comparada com uma escala colorida de referência, permitindo estimar o ​pH​. O indicador universal é obtido por meio da mistura apropriada de vários indicadores ácido-base.

Papéis de tornassol azul e vermelho.

Soluções indicadoras As soluções indicadoras têm a propriedade de mudar de coloração em função do p ​ H​ do meio. O intervalo de valores na escala de ​pH​em que ocorre a mudança de cor da solução indicadora é chamada faixa de viragem (ou intervalo de viragem). Confira na tabela Faixa de viragem de algumas soluções.

Faixa de viragem de algumas soluções Solução indicadora

Faixa de viragem de ​pH​

Fenolftaleína

8,0 a 10,0

Tornassol

5,0 a 8,0

Alaranjado de metila

3,2 a 4,4

Fonte de pesquisa: BURROWS, Andrew et al. Chemistry³: Essa faixa de viragem determina o tipo de sointroducing inorganic, organic and physical chemistry. 3. ed. Inglaterra: Oxford University Press, 2017. p. 328. lução para o qual esse indicador pode ser usado. A fenolftaleína, por exemplo, é incolor para p ​ H​abaixo de 8,0 e começa a adquirir coloração rosa a partir desse ​pH​. Portanto, se ela ficar com a cor rosa, temos a garantia de que a solução é básica. No entanto, se ela permanecer incolor, não é possível identificar se a solução é ácida, básica ou neutra. O mesmo pode ser dito dos outros dois indicadores citados, de acordo com as suas faixas de viragem.

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ATIVIDADES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Respostas das questões 2 e 3 nas Orientações para o professor.

1. Acidulante é um tipo de aditivo alimentar que ajuda a regular a doçura do açúcar, realçar o paladar e dimi-

UNIDADE

5 nuir o ​pH​na faixa de 2,7 a 3,5 de bebidas gaseificadas. Um acidulante bem conhecido é o ácido fosfórico ​(​H​3​P​O​4​)​, e a ionização de um dos átomos de hidrogênio de sua estrutura ocorre assim: − + ​​H​3​​P​O​4​​​(aq)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​H​2​​​P​O​4​​​​ ​​(aq)​​+ ​​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​ Considerando as definições de ácido e base dadas por Arrhenius e por Brønsted-Lowry, qual das afirmações a seguir está correta? Resposta: Alternativa b. a ) Na definição de Arrhenius, a ionização do ácido fosfórico produz gás hidrogênio. b ) Na definição de Arrhenius, a ionização do ácido fosfórico produz íon hidrônio. c ) Na definição de Brønsted-Lowry, é o ácido fosfórico que recebe próton ​H​+​.

d ) Na definição de Brønsted-Lowry, é a água que doa o próton ​H​+​.

2. O café tem vários compostos ácidos que podem influenciar no sabor, e o teor desses compostos pode variar

de acordo com as condições de cultivos dos grãos até o preparo. Ao analisar determinada amostra de uma mistura aquosa de café, um profissional concluiu que a concentração de íon hidrônio é 1 ​ 0 μmol / L​. Assim, qual é o valor do ​pH​dessa amostra de café?

3. Analise o gráfico a seguir. Depois, responda às questões propostas. 4. a) Resposta: ​​

[​H​​ ​]​​· [​​ ​OH​​ ​]​​= ​1,0 ​· ​​10​​ −14​​⇒ [​​ ​H​​ ​]​​· ​​10​​ −8​​= ​1,0 ​· ​​10​​ −14​​⇒ [​​ ​H​​ ​]​​= ​​10​​ −6​​ ​pH ​= ​− log​[​H​​ +​]​​= ​− log​[​10​​ −6​]​​= ​6 ​∴ ​pH ​= ​6​

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Faixa aproximada de ​pH​de crescimento de alguns microrganismos encontrados em alimentos pH 0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

+

−

10

11

+

12

13

+

Nesse ​pH​a solução com fenolftaleína fica incolor; a solução com azul de bromotimol fica amarela; e a solução com alaranjado de metila, amarela.

14

Salmonella spp. Escherichia coli Clostridium botulinum Saccharomyces cerevisiae

Fonte de pesquisa: NESPOLO, Cássia Regina et al. Práticas em tecnologias de alimentos. Porto Alegre: Artmed, 2015. p. 54.

a ) Os microrganismos mencionados no gráfico são prejudiciais ou benéficos por estarem em nossa alimentação? Caso necessário, faça uma pesquisa. b ) Qual faixa de acidez é mais indicada em alimentos para que não haja a propagação desses microrganismos prejudiciais? c ) Como aumentar a acidez de um alimento? Cite exemplos de alimentos para tal situação. d ) No gráfico, é mostrada a correlação do ​pH​com o crescimento de microrganismos. Existe a correlação de​ pH​com a conservação de alimentos? Justifique sua resposta.

4. A tabela a seguir apresenta a faixa de viragem de ​pH​para alguns indicadores. Faixa de viragem de algumas soluções a ​25 °C​ Solução indicadora

Faixa de viragem de ​pH​

Mudanças da coloração

Fenolftaleína

8,0 a 10,0

Incolor para rosa

Azul de bromotimol

6,0 a 7,0

Amarelo para azul

Alaranjado de metila

3,2 a 4,4

Vermelho para amarelo

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. Tradução: Eloiza Lopes, Tiago Jonas e Sonia Midori Yamamoto. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 719. −

a ) Quais são as colorações obtidas por uma solução de concentração de ​OH​​ ​​= ​10​​−8​se ela for adicionada a cada um dos indicadores indicados na tabela? b ) Qual é o caráter de uma solução que em fenolftaleína apresenta-se incolor; em alaranjado de metila apresenta coloração amarela; e em azul de bromotimol apresenta coloração azul? Resposta: Entre os indicadores citados, trata-se de uma solução com p ​ H​entre 7 e 8.

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Constantes de ionização e de dissociação

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Anteriormente, estudamos que na reação química de ionização ocorre a formação de íons que não existiam no início da reação, como no exemplo A destacado a seguir, com a formação de íons positivos e negativos por meio do cloreto de hidrogênio em solução aquosa. Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Ao adicionar ácido clorídrico em água, ocorre a ionização desse composto molecular, pois há uma atração elétrica entre os polos positivo e negativo do ácido com os da molécula de água, + − formando cátions ​​​H​3​​O​​ ​​ e ânions ​C​𝓁​​ ​​. Imagens elaboradas com base em: CHANG, Raymond; GOLDSBY, Kenneth A. Química. 11. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. p. 676.

Representação da adição do ácido clorídrico em água.

Representação dos íons formado na dissociação.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Já nas reações químicas de dissociação iônica, os íons existentes se separam, como no exemplo B, com o​​ − Na​​ +​​ e o ​C​𝓁​​ ​​ obtidos a partir do cloreto de sódio (​​ NaC𝓁) ​​ em água.

Ao solubilizar cloreto de sódio em água, ocorre a dissociação iônica, pois seus íons são separados pela atração elétrica com os polos da água. Imagens elaboradas com base em: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. Tradução: Eloiza Lopes, Tiago Jonas e Sonia Midori Yamamoto. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 127.

Representação do cloreto de sódio em água antes de dissociar.

Representação do cloreto de sódio dissociado em água.

As soluções que apresentam íons livres, sejam eles produto da ionização ou da dissociação iônica do soluto, têm seus equilíbrios denominados equilíbrios iônicos.

Considere duas soluções aquosas em equilíbrio químico, sendo uma delas um ácido genérico H ​ A​(aq)​​ que se ioniza, enquanto a outra é uma base genérica B ​ OH​(aq)​​ que se dissocia. As reações de ionização e dissociação e suas respectivas constantes de equilíbrio são representadas por: ​HA​(aq)​​⇌ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​​A​​ −​​(aq)​​ ​[​H​​ +​]​​· [​​ ​A​​ −]​ ​ ​​ ​​ ​​K​a​​ ​= _ ​[HA]​

​BOH​(aq)​​⇌ ​​B​​ ​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ −

+

​[​B​​ ​]​​· [​​ ​OH​​ ]​ ​ ​​ ​​ ​​K​b​​ ​= _ [​ BOH]​ +

−

Assim como em ​​K​c​​​, os valores de ​​K​a​​​ e ​​K​b​​​ variam com a temperatura. Quando os valores numéricos de ​​K​a​​​ e ​​K​b​​​ são altos, o numerador da fração é muito maior do que o denominador. Podemos concluir, então, que a dissociação ou ionização também é alta. De modo análogo, quando os valores numéricos de ​​K​a​​​ e ​​K​b​​​ são baixos, o numerador da fração é muito menor do que o denominador, e constatamos que a dissociação ou ionização é baixa.

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UNIDADE

5 O grau de ionização (​​ α)​​ de um eletrólito (ácidos e bases, por exemplo) é definido como: Quantidade de matéria dissociados ou ionizados         ​​ ​α ​= ​​_________________________________________ Quantidade inicial de matéria

A força desses eletrólitos é diretamente proporcional ao seu grau de ionização ou grau de dissociação. Ácidos e bases fortes apresentam alto grau de ionização e de dissociação. Confira os exemplos na tabela a seguir. ​α​para soluções ​0,1 mol/L​de ácido clorídrico (​​ HC𝓵) ​​ e de ácido cianídrico (​ HCN)​ Ácido

​​K​a​​​

​HC𝓁​​

​1,0 ​· ​​10​​ 7​​

​HCN​

−10

​7,9 ​· ​​10​​

​​

​α​

Força

0,99

Forte

0,00009

Fraco

Fonte de pesquisa: BRUICE, Paula Yurkanis. Organic Chemistry. 8. ed. NJ: Pearson Education, 2015. p. 1 241-1 242.

Em 1909, o filósofo e químico russo Friedrich Wilhelm Ostwald (1853-1932) recebeu o Prêmio Nobel de Química por inúmeros trabalhos sobre catálise e equilíbrios químicos iônicos, entre eles a dedução atualmente conhecida como lei da diluição de Ostwald. Segundo essa lei, a uma dada temperatura, ao diminuir a concentração em quantidade de matéria de um eletrólito, seu grau de ionização (ou de dissociação) ​α​ aumenta. Ostwald deduziu a seguinte relação entre a constante e o grau de ionização (ou dissociação) de um moProfessor, professora: Explique que as constantes também variam com a temperatura. Em conjunto noácido ou uma monobase: com os estudantes, interprete o que representam valores altos ou baixos para essas constantes por meio da análise das expressões matemáticas.

M · ​α​​ 2​

​​K​a​​ ​= _ ​​ ​​ 1−α

+

M · ​​α​​ 2​ ou ​​K​b​​ ​= _ ​​ ​​ 1 ​− ​α

Monoácido: ácido que produz apenas ​1 ​H​​ ​​ ao ionizar.

Monobase: base que tem apenas uma hidroxila ​​(​OH​​ ​)​​. −

em que ​M​é a concentração inicial do eletrólito em ​mol/L​.

Para eletrólitos muito fracos (​​ α ​< ​0,05)​​, podemos admitir que o denominador (​​ 1 ​− ​α)​​ tem valor muito próximo a 1. Dessa forma, a equação pode ser simplificada, obtendo-se: ​​K​a​​ ​= ​M ​· ​​α​​ 2​​

ou

​​K​b​​ ​= ​M ​· ​​α​​ 2​​

Considerando que os valores de ​​K​a​​​ e ​​K​b​​​ variam apenas com a temperatura, concluímos que ​M​ e ​α​ são inversamente proporcionais. Portanto, quanto mais diluída for a solução, maior será seu grau de ionização. Confira no quadro a seguir o grau de ionização do ácido etanoico (​​ ​CH​3​​COOH)​​ no equilíbrio. ​C​H​3​​COOH​(aq) ​ ​⇌ ​C​H​3​​​COO​​ ​​(aq) ​+ ​H​​ +​​(aq) ​​ −

Grau de ionização do ácido acético a diferentes concentrações Concentração (​​ mol/L)​​

​α (​ 25 ° C)​

0,1

0,0135

0,01

0,0430

0,001

0,1240

0,0001

0,3350

Professor, professora: Apresente o grau de ionização do ácido etanoico em função da concentração da solução. Mostre que a diluição da solução provoca um aumento no grau de ionização. Explique a interpretação da lei da diluição de Ostwald baseada na teoria das colisões, dizendo que um ácido diluído tem mais moléculas de solvente próximas a ele, portanto a interação mais frequente é entre moléculas de ácido com moléculas de solvente.

Além da explicação baseada na fórmula simplificada, podemos explicar a lei da diluição de Ostwald por meio da teoria das colisões. Em soluções muito diluídas, a probabilidade de os íons positivos e negativos colidirem para formar a substância inicial é muito pequena. Portanto, a reação inversa é cada vez menos provável, predominando a ocorrência da reação direta.

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CONEXÕES com ... BIOLOGIA

O ácido cianídrico e a farinha de mandioca A mandioca, aipim ou macaxera é um alimento de grande valor nutricional e desempenha um papel central na dieta de muitas populações na América do Sul, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, e povos originários de outros países. Os povos indígenas da América do Sul têm uma longa história de utilização da mandioca como alimento básico em sua dieta. O processamento dessa planta tuberosa desempenha um papel central na cultura e na subsistência desses grupos, sendo cultivada, processada e consumida de diversas formas. Piratá Waura/Pulsar Imagens

O resultado desse processamento é a farinha de mandioca, um alimento básico e versátil na dieta desses povos. Ela pode ser utilizada para a produção de diversos pratos, como o beiju (uma espécie de pão achatado), o tucupi (um molho) e o mingau. No entanto, a mandioca é um exemplo clássico de como um alimento pode ser tanto nutritivo quanto potencialmente tóxico, dependendo de como é preparado. Isso ocorre em razão da presença do ácido cianídrico ​​(HCN) ​​ em algumas espécies de mandioca, particularmente na variedade conhecida como mandioca-brava. Indígena da etnia Waurá descascando mandioca para preparo de alimento, no município de Gaúcha do Norte (MT), em 2023.

O ácido cianídrico é altamente tóxico, podendo causar sérios danos à saúde se a mandioca não for preparada corretamente. Você acha que a toxicidade desse ácido está relacionada à sua força ácida? Para responder a essa pergunta, é essencial entender o conceito de acidez e força de um ácido, além de compreender as características específicas desse composto.

O ácido cianídrico é considerado um ácido fraco, assim como o ácido acético (presente no vinagre) e o ácido cítrico (encontrado em frutas cítricas). Como visto, a força de um ácido pode ser avaliada pela sua constante de ionização ácida ​​(​K​a​​)​​ e pelo grau de ionização. Para o ácido cianídrico, a constante é de aproximadamente ​6,2 ​· ​1​0​​ −10​​, indicando que ele se ioniza muito pouco em solução aquosa. O ácido acético, por sua vez, tem um ​​K​a​​​ de ​1,8 ​· ​1​0​​ −5​,​sendo também um ácido fraco, mas ainda mais forte que o ácido cianídrico. Logo, a toxicidade do ácido cianídrico não ocorre em razão de sua força ácida, mas sim de outro fator. A toxicidade do ácido cianídrico está relacionada à sua capacidade de liberar cianeto (​​ C​N​​ −​)​​ no corpo humano. O cianeto é altamente reativo e interfere no transporte de oxigênio pelo sangue. Ele se liga de maneira irreversível ao ferro presente na hemoglobina, resultando em uma rápida asfixia celular, o que pode ser fatal em casos de intoxicação aguda.

O cianeto é encontrado em várias plantas além da mandioca, como sorgo, sementes de maçã, amêndoas amargas, feijão-de-lima e brotos de bambu. Essas plantas contêm glicosídeos cianogênicos, compostos que liberam cianeto quando metabolizados, servindo como mecanismo de defesa contra predadores como animais e insetos que possam querer se alimentar dela. Portanto, é essencial preparar esses alimentos corretamente para evitar intoxicação. A remoção do ácido cianídrico da mandioca é possível, por exemplo os métodos tradicionais de preparo, utilizados há séculos pelos povos indígenas. Esses métodos envolvem várias etapas que facilitam a eliminação do ácido cianídrico, garantindo que a mandioca possa ser consumida com segurança.

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Após essa etapa inicial, as raízes são descascadas e raladas. Durante a remoção das cascas, ainda pode haver liberação de ácido cianídrico, especialmente nas camadas mais externas da raiz. A prensagem da raiz ralada é a próxima etapa crítica, onde o sumo que contém ácido cianídrico é separado e, posteriormente, descartado, eliminando uma parte significativa desse ácido.

Piratá Waura/Pulsar Imagem

A primeira etapa ocorre logo após a colheita da mandioca, quando as raízes são mantidas durante uma noite ou alguns dias em um riacho. Esse processo induz uma fermentação natural, que começa a liberar ácido cianídrico. Durante a fermentação, o meio se torna ácido, deslocando o equilíbrio de ionização do ácido cianídrico em direção à sua forma não ionizada, que é mais volátil e, portanto, mais fácil de remover.

Finalmente, a secagem da mandioca completa o processo. Durante a secagem, o calor faz que o ácido cianídrico restante evapore. O resultado é um alimento seguro para consumo, livre da toxicidade original. Indígenas da etnia Waurá secando farinha de mandioca no Município de Paranatinga (MT), em 2024.

Esse processo elaborado de preparo demonstra o conhecimento que os povos indígenas desenvolveram ao longo de gerações, utilizando técnicas precisas para transformar um alimento tóxico em uma fonte segura e nutritiva de energia. Caso, acidentalmente, alguém consuma uma planta que ainda contém a substância, deve-se ficar atento para os principais sintomas que a intoxicação por cianeto pode causar: • dor de cabeça; • vertigem; • diminuição da coordenação motora; • arritmia cardíaca (falta de ritmo nos batimentos do coração); • bradicardia (batimentos cardíacos mais lentos do que o esperado, geralmente abaixo de 60 batimentos por minuto); • fraqueza. A procura por atendimento médico rápido é essencial para reverter os efeitos do envenenamento por cianeto. a ) Você já provou alimentos produzidos com mandioca? Comente com os colegas. b ) Explique como o conhecimento tradicional dos povos indígenas contribuiu para o uso seguro da mandioca na alimentação. Quais são as etapas do processo de preparo que ajudam a eliminar o ácido cianídrico da mandioca? c ) O ácido cianídrico presente na mandioca é um ácido fraco. Por que, apesar de ser um ácido fraco, o cianeto liberado é altamente tóxico? Explique o mecanismo pelo qual o cianeto afeta o transporte de oxigênio no corpo humano. d ) A mandioca é um alimento muito importante para a cultura brasileira. Faça uma pesquisa sobre aspectos nutricionais, culturais e socioeconômicos desse alimento e escreva no caderno o que você descobriu. Respostas nas Orientações para o professor.

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Solução-tampão 6. O desempenho de esportistas costuma cair quando precisam competir em altas altitudes. Em sua opinião, por que isso acontece?

Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto.

O funcionamento adequado de nosso organismo depende de diversos fatores, como a temperatura, a quantidade de água, a pressão arterial e o ​pH​. Em nosso corpo, o ​pH​não é o mesmo em todas as partes. No sangue, por exemplo, ele é levemente básico; já no estômago, a acidez é alta por conta da presença do suco gástrico.

O aumento do ​pH​ do sangue leva a um distúrbio chamado alcalose. Já a diminuição do p ​ H​ é conhecida como acidose. Ambas as condições podem ser de ordem respiratória ou metabólica.

Sport Point/Shutterstock.com

No ambiente, à medida que a altitude aumenta, a pressão atmosférica diminui e menos moléculas de gás oxigênio (​​ ​O​2​​)​​ ficam disponíveis no ar, tornando-o mais rarefeito. Essa diminuição afeta o corpo humano de muitas maneiras, por exemplo, aumentando a frequência e a profundidade ao respirar, alterando o equilíbrio entre gases nos pulmões e elevando o ​pH​sanguíneo. Por isso, para evitar queda de desempenho, os atletas se preparam em locais apropriados antes de disputar competições em lugares altos.

Atleta treinando em local montanhoso.

A alcalose respiratória pode ser causada pelo ar rarefeito. Nessa situação, a maioria das pessoas se adapta depois de alguns dias. Já a alcalose metabólica surge em razão de um excesso de íons hidrogenocarbonato − ​​(​HC​O​3​​​​ ​)​​ na corrente sanguínea, que ocorre quando o corpo perde íons sódio ​​(​Na​​ +)​​​ ou íons potássio ​​(​K​​ +)​​​ em demasia, afetando a capacidade renal de controle do equilíbrio ácido-base do sangue.

A acidose respiratória surge quando os pulmões não expelem o dióxido de carbono ​​(C​O​2​​)​​ de forma adequada. Esse problema pode ocorrer em pacientes com distúrbios que afetam gravemente os pulmões, como pneumonia e asma. Já a acidose metabólica pode ser causada por um metabolismo anormal, por exemplo, em pessoas com o diabetes do tipo 1. Nesse caso, o corpo produz ácido em excesso quando os níveis de açúcar estão fora de controle. Além disso, esse tipo de acidose pode ocorrer quando se perdem íons hidrogenocarbonato em razão de um quadro de diarreia. Até mesmo a produção de quantidades normais de ácido no organismo pode causar acidose quando os rins não estão funcionando de maneira adequada, e, consequentemente, eles não conseguem excretar uma quantidade suficiente de ácido na urina. Para manter o ​pH​adequado, o corpo humano tem uma série de mecanismos de controle. Os processos metabólicos atuam para manter o ​pH​do sangue na faixa de 7,35 a 7,45. Para isso, existem substâncias que se encontram em equilíbrio químico, formando um sistema-tampão, isto é, uma solução que resiste a grandes variações de ​pH​. Em geral, uma solução-tampão é constituída por um ácido fraco e um sal solúvel com mesmo ânion desse ácido ou por uma base fraca e um sal solúvel com mesmo cátion dessa base. Dica A solução-tampão não tem seu ​pH​alterado significativamente pela adição de pequenas quantidades de um ácido forte ou de uma base forte.

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Para entendermos como uma solução-tampão resiste às variações de ​pH​, usaremos como exemplo o tampão formado pelo ácido etanoico, que é um ácido fraco, e o acetato de sódio (​​ C​H​3​​COONa) ​​. Esses com− postos têm em comum o ânion acetato (​​ C​H​3​​​COO​​ ​)​​. I. ​C​H​3​​COOH​(aq)​​⇌ ​C​H​3​​​COO​​ −​​(aq)​​+ ​​H​​ +​​(aq)​​ II. ​C​H​3​​COONa​(aq)​​⇌ ​C​H​3​​​COO​​ −​​(aq)​​+ ​​Na​​ +​​(aq)​​

UNIDADE

5

O ácido etanoico sofre ionização (I). Por se tratar de um ácido fraco, nessa reação de equilíbrio, a quantidade de reagente é bem maior que a quantidade de produto. Já o acetato de sódio sofre dissociação (II). Como o acetato de sódio é um sal solúvel, nessa reação de equilíbrio, a quantidade de produtos é muito maior que a de reagente. Portanto, o grande número de íons acetato na solução provoca a alteração do equilíbrio, favorecendo a formação de ácido etanoico na reação (I).

Vamos considerar agora o que acontece com a solução-tampão se for adicionado um ácido forte ou uma base forte. Efeito da adição de ácido clorídrico (ácido forte) O ácido clorídrico ioniza quase completamente em água, segundo a reação:

​HC𝓁​(aq)​​⇌ ​​H​​ ​​(aq)​​+ ​C​𝓁​​ ​​(aq)​​ +

+

−

A adição de íons ​​H​​ ​​ à solução altera o deslocamento do equilíbrio da reação (I), favorecendo a formação de ​C​H​3​​COOH​e − + + consumindo os íons ​​H​​ ​​ provenientes do ​HC𝓁​ e os íons ​C​H​3​​​COO​​ ​​ liberados na reação (II). O consumo imediato do ​​H​​ ​​ não provoca grande variação de ​pH​na solução.

A adição sucessiva de pequenas quantidades de ​HC𝓁​ alterará continuamente o equilíbrio da reação (I), favorecendo a formação de ácido etanoico e consumindo todo o ânion acetato formado na reação (II), o que cessa o efeito tampão da solução. Efeito da adição de hidróxido de potássio (base forte)

O hidróxido de potássio (​​ KOH) ​​ se dissocia quase completamente em água, segundo a reação: ​KOH​(aq)​​⇌ ​​K​​ ​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ +

−

−

+

Os íons ​​OH​​ ​​ da base são neutralizados pelos íons ​​H​​ ​​ provenientes da reação (I): ​​H​​ ​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​⇌ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​​ +

−

+

Simultaneamente, a reação (I) terá seu equilíbrio alterado, favorecendo a formação dos produtos, repondo íons ​​H​​ ​​ e controlando a variação do ​pH​da solução.

A adição sucessiva de pequenas quantidades de K ​ OH​alterará continuamente o equilíbrio da reação (I), favorecendo a formação dos produtos até que todo o ácido seja ionizado, cessando o efeito tampão.

Pensando no efeito tampão e no p ​ H​sanguíneo, para que as trocas gasosas ocorram normalmente, o sangue atua como um tampão na faixa de ​pH​de 7,35 a 7,45. Um dos sistemas que fazem o tamponamento do sangue é formado pelo ácido carbônico (​​ ​H​2​​C​O​3​​)​​ e pelo hidrogenocarbonato de sódio (​​ NaHC​O​3​​)​.​ Essa reação em equilíbrio é descrita pela equação química simplificada:

​C​O​2​​​(aq)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​​HC​O​3​​​​ ​​(aq)​​ −

Se a respiração se tornar lenta, a eliminação do ​C​O​2​​​ se torna deficiente, favorecendo a formação dos produtos, o que aumenta a concentração de íons ​​H​​ +​​ e diminui o ​pH​do sangue. O ​pH​menor do que 7,35 resulta em acidose sanguínea. Se a respiração se tornar acelerada, ocorre a eliminação de uma quantidade maior de C ​ ​O​2​​​, favorecendo + a formação dos reagentes, o que diminui a concentração de íons ​​H​​ ​​ e aumenta o ​pH​sanguíneo. O ​pH​maior do que 7,45 resulta em alcalose sanguínea. Dica Em condições normais, o corpo consegue regular o ​pH​sanguíneo com a liberação de íons hidrogenocarbonato feita pelos rins.

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PRÁTICA CIENTÍFICA Indicador ácido-base natural Por dentro do contexto

a) Resposta: O objetivo desta questão é demonstrar aos estudantes que distinções no ​pH​podem gerar, por vezes, diferenças visíveis e significativas. Espera-se que eles identifiquem, por meio das informações dadas no texto, que as flores azuis aparecem em ​pH​ácido, e as rosas, em ​pH​básico. Isso significa que a mudança de cor deve estar acompanhada da alteração de ​pH​do solo. Nesse caso, a pessoa deve aumentar o pH por meio da adição de alguma substância de caráter básico, como hidróxido de cálcio ou carbonato de cálcio.

No nosso corpo, há diversas enzimas que funcionam como catalisadores e têm função de acelerar as reações químicas que mantêm o nosso metabolismo. Mas para que essas enzimas funcionem bem, elas precisam de uma temperatura e de um ​pH​ótimos. Svetlana Zhukova/Shutterstock.com

O ​pH​é um parâmetro indispensável em diversas situações, como o desenvolvimento satisfatório de certas plantas. A maioria delas se desenvolve bem em solos de ​pH​alcalino, que, em geral, pode favorecer a disponibilização de nutrientes importantes para seu crescimento, como o cálcio. Por outro lado, diferenças no p ​ H​do solo podem alterar a coloração de determinadas plantas, como é o caso das flores das hortênsias (Hydrangea macrophylla). Em p ​ H​ mais baixo, suas inflorescências tendem a apresentar uma tonalidade azulada. Em ​pH​mais alto, a cor predominante é rosa. Considere que uma pessoa que cultiva hortênsias para venda recebeu uma encomenda de hortênsias na cor rosa. Em sua área cultivada, são encontradas apenas inflorescências azuis.

Hortênsias com diferentes cores. Hortênsia (H. macrophylla): pode atingir aproximadamente 1​ ,83 m​de altura.

a ) Indique o que essa pessoa pode fazer para atender à encomenda solicitada. Professor, professora: A fim de ganhar tempo e por segurança, deixe as beterrabas descascadas e picadas antes da prática.

• 3 beterrabas descascadas e picadas

• sabão em pó

• água

• suco de limão

• liquidificador

• caneta permanente

• peneira

• jarra

• 5 copos de ​​200 mL​

• colher de chá

• vinagre

• colher de sopa

• bicarbonato de sódio

• copo medidor Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Como proceder A. Com a caneta, enumere os copos de 1 a 5. B. Nos copos 1, 4 e 5, acrescente respectivamente o vinagre, o suco de limão e a água. C. No copo 2, acrescente uma colher de chá de bicarbonato de sódio e 1 ​ 00 mL​de água e misture até ficar homogêneo. Faça o mesmo preparo de solução para o sabão em pó no copo 3. Deixe os copos organizados sobre uma bancada.

solução de bicarbonato de sódio

vinagre

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Materiais

suco de limão

solução de sabão em pó

água

Imagem referente à etapa C.

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D. Para preparar o indicador ácido-base, coloque as beterrabas já picadas no liquidificador e acrescente água até cobri-las. Bata até o líquido ficar homogêneo. E. Retire o suco do liquidificador, passe-o pela peneira a fim de reter quaisquer partículas maiores e despeje-o na jarra.

Cuidado Ao acrescentar os líquidos nos copos numerados, certifique-se de que um não contamine o outro e limpe a colher depois de terminar a etapa. Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia. Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

F. Acrescente uma colher de sopa do indicador de beterraba no copo 1 e misture. Observe e anote a cor apresentada. G. Repita o procedimento anterior para os outros copos e sempre anote a cor apresentada.

UNIDADE

5

Imagem referente à etapa E.

Imagem referente à etapa F.

Análise e divulgação 1. Em seu caderno, monte um quadro similar ao modelo a seguir, contendo os materiais testados em uma coluna, a cor registrada em outra coluna e a classificação de cada material. Resultados da prática Copo

Material

Cor observada

Caráter ácido-base

1 2 3 4 5

2. Cite exemplos de materiais que poderiam substituir o suco de limão e o vinagre nessa prática. 3. Cite exemplos de materiais que poderiam substituir a solução de bicarbonato de sódio e a solução de sabão em pó nessa prática.

4. Quais são as substâncias presentes na solução indicadora responsáveis pelas mudanças de cores observadas no experimento?

5. Cite outras plantas, flores ou frutos que poderiam ser utilizados no preparo de soluções indicadoras naturais de ácido-base.

6. Cite outros recursos que poderiam ser utilizados para medir o ​pH​desses materiais com mais precisão. 7. Considerando que o p ​ H​do suco de limão é aproximadamente 4, calcule a concentração de íons ​H​+​presente nesse suco.

8. Considerando que o ​pH​da solução de bicarbonato de sódio é aproximadamente 8, calcule o valor do seu ​pOH​. 9. Produza um infográfico em um cartaz com base nesse experimento. Apresente as mudanças de cores das

soluções com indicadores naturais e explique o conceito de ​pH​e sua importância em diversas situações do nosso cotidiano. Insira imagens e textos sucintos de forma organizada. Depois, divulgue esse cartaz no pátio ou na sala de aula conforme as orientações do professor. Respostas nas Orientações para o professor.

363

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ATIVIDADES

Respostas das questões 1 e 2 nas Orientações para o professor. + [​ ​H​ ]​ ​· [​ C​H​3​COO​​ ]​ ​ ________________ c ) ​K​b​​=    ​   ​ ​[C​H​3​COOH]​

1. Em um laboratório, estudantes de Farmácia pre-

−

cisavam preparar ​1 L​ de solução-tampão para utilizar no controle do ​pH​ em algumas sínteses de fármacos. Estava disponível no laboratório um frasco de ácido etanoico ​(C​H​3​COOH)​ com a concentração de ​0,3 mol/L​. À solução-tampão foi adicionado também ​0,3 mol​do sal acetato de sódio (​ C​H​3​COONa)​. Considere a constante de ionização do ácido igual a ​1,8 ​· ​10​​−5​a ​25 °C​. Qual é o p ​ H​da solução de ácido etanoico antes e depois da adição de acetato de sódio?

+ [​ ​H​ ]​ ​ d ) ​K​w​​= ____________ ​ ​ ​[C​H​3​COOH]​

​[​H​+​]​· [​ C​H​3​COO​​ ​]​ ________________ e ) ​K​a​ ​= ​   ​   ​ ​[C​H​3​COOH]​ −

5. Confira, a seguir, o quadro com os valores das

constantes de dissociação de três espécies de características básicas.

2. O número de partículas que se ionizam ou dis-

sociam em relação a uma dada quantidade inicial de partículas dissolvidas é determinado pelo grau de ionização (substâncias moleculares) ou de dissociação (substâncias iônicas). Dissolvendo-se 400 partículas de uma substância em água, verificou-se que 380 partículas se ionizaram. Qual é o grau de ionização (​ α)​da substância em questão?

Constante de dissociação de algumas bases

3. Sobre o sistema tampão existente no sangue, qual das alternativas a seguir é uma afirmação correta?

a ) Se um ácido ou uma base forte for absorvida ou produzida pelo corpo, o sistema tampão é capaz de remover o excesso desses íons, transformando-os em ácido ou base mais fracos.

​​K​b​​​ ​​(T ​= ​25 °C)​​

Hidróxido de amônio (​​ N​H​4​​OH) ​​

​1,8 ​· ​​10​​ −5​​

Hidróxido de metilamina (​​ C​H​3​​N​H​3​​OH) ​​

​5,0 ​· ​​10​​ −4​​

Hidróxido de anilina ​​(​C​6​​​H​5​​N​H​3​​OH) ​​

​4,6 ​· ​​10​​ −10​​

6. Ao analisar uma determinada amostra de uma

mistura aquosa de café, um profissional determinou que sua concentração hidrogeniônica é de ​0,00001 mol/L​. Assim, o ​pH​ dessa amostra de café é:

c ) Esse sistema tampão é formado pelo íon hi− drogenocarbonato (​ ​HC​O​3​ ​) ​ e pelo íon sódio + ​(​Na​​ ​) ​.

d) 4

a) 2 b ) 11 c) 5

e) 7

Resposta: Alternativa c. ​pH = − log​[​H​​ +​]​  = − log​[1 ⋅ ​10​​ −5​]​  = 5 ∴ pH = 5​

7. O ácido tartárico encontrado nas uvas é um ácido

Resposta: Alternativa a.

4. A reação química a seguir representa o equilíbrio químico da solução de ácido etanoico em água: ​C​H​3​​COOH​(aq) ​ ​⇌ ​C​H​3​​​COO​​ ​​(aq) ​ ​+ ​​H​​ +​​(aq) ​​ −

Entre as alternativas a seguir, escolha a alternativa que melhor expressa a constante de ionização do ácido etanoico. Resposta: Alternativa e. ​[C​H​3​COOH]​ a ) ​K​a​​= ________________       ​ ​ − + [​ ​H​ ]​ ​· [​ C​H​3​COO​​ ​]​ ​[​H​2​O]​· [​ C​H​3​COO​​ ​]​ b ) ​K​a​​= _________________    ​   ​ ​[C​H​3​COOH]​

Base

Qual das bases apresentadas no quadro é considerada a mais forte? Justifique sua resposta.

b ) O sistema tampão mantém o ​pH​do sangue na faixa entre 7,35 e 7,45, que é um pouco ácido.

d ) Caso sejam adicionados íons hidrogênio ​(​H​+​)​ ao tampão do sangue, esses íons vão reagir com o ácido carbônico e formar hidrogenocarbonato.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

−

5. Resposta: A base mais forte é o hidróxido de metilamina, pois quanto maior for o valor de ​​K​b​​​, maiores serão a dissociação da base e a força desse eletrólito.

orgânico fraco que não ioniza totalmente em solução aquosa. Considere que um professor tenha preparado uma solução aquosa de ​0,1 mol​de ácido tartárico por litro e que a concentração do íon ​[​H​+​(aq)​]​ nessa solução seja de ​0,0057 mol/L​. Qual é o valor da constante de ionização do ácido tartárico? Justifique sua resposta com os devidos cálculos. Resposta: Alternativa b. Utilizando a lei de Ostwald para ácidos fracos, ​​K​  ​​  = M ⋅ ​α​​  2​​, em

a ) ​3,1 ​· ​10​​−3​ que ​M = 0,1 mol/L​e o grau dea ionização calculado por: b ) ​3,2 ⋅ ​10​​−4​ pode ser + ​[​H​​  ​]​ _

c ) ​5,7 ⋅ ​10​​−3​ ​α = ​  M ​​, em que ​​[​H​​  ​]​  = 0,0057 mol/L​, assim ​ +

​[​H​​  ​]​ ____________ 0,0057 mol/L d ) ​5,7 ​· ​10​​−2​ α = ​ _ ​  = ​   ​  = 5,7 ⋅ ​10​​  −2​​. +

0,1 M e ) ​3,2 ​· ​10​​+4​ Substituindo os valores na expressão, temos: ​​ K​  a​​  = 0,1 ⋅ ​​(5,7 ⋅ ​10​​  −2​) ​​​ 2​  = 3,2 ⋅ ​10​​  −4​​.

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8. Sobre uma das bancadas do laboratório de Química da escola, um estudante observou que havia dois lotes, cada um com os seguintes materiais: I ) água destilada; II ) suco de limão; III ) café preparado; IV ) sangue humano;

b ) O modo de regular a acidez da bebida é feito pela adição, no preparo, de ácido fosfórico, ácido láctico ou, ainda, soda cáustica alimentícia. Se a bebida pronta apresentar concentração de íons ​​H​​ +​​ igual a ​0,01 mol/L​, qual procedimento deve ser realizado para corrigir o ​pH​? Por quê?

UNIDADE

5

Respostas das questões 10 e 11 nas Orientações para o professor.

11. Um belo dia, Pedro se deparou com uma mensa-

Ordene essas amostras de acordo com o que se pede. a ) No primeiro lote, coloque os materiais em ordem crescente de p ​ H​. Escreva a sequência numérica (correspondente aos materiais) obtida. b ) No segundo lote, coloque os materiais em ordem crescente de ​pOH​. Escreva a sequência numérica (correspondente aos materiais) obtida.

gem de Fernando em um grupo de mensagens de aplicativo entre amigos chamado Vida Longa, e eles começaram uma conversa.

Vida Longa Fernando

Boa tarde, pessoal! Vocês já ouviram falar da água alcalina? 14:02

9. A água é o principal solvente que utilizamos em rea-

ções em solução. Entretanto, em reações ácido-base, essa molécula age como um importante reagente em razão de seu caráter anfótero, que significa que ela pode agir tanto como ácido quanto como base, dependendo do reagente em questão. Analise as seguintes reações e indique em quais delas a água age como ácido ou como base de Brønsted-Lowry. a ) ​CN​​ ​(aq)​​+ ​H​2​O(​ 𝓁)​​⇌ HCN + ​OH​​ ​(aq)​ + −

−

Resposta: A água atua como um ácido, doando ​​H​​ ​​.

b ) ​H​2​CO​3 ​​+ ​H​2​O​(𝓁)​​⇌ ​H​3​O​ ​(aq)​​+ ​HC​O​3​ ​(aq)​ ​​​   −

+

Resposta: A água atua como uma base, recebendo​​H​​ +​​.

c ) ​N​H​4​+​(aq)​​+ H​2​O​(𝓁)​⇌ ​NH​3​(aq)​+ ​H​3​O​ ​(aq+)​ +

Resposta: A água atua como uma base, recebendo ​H​​ ​​.

d ) ​HNO​3​(aq) ​+ ​H​2​O(​ 𝓁) ​ ⇌ ​H​3​O​+​(aq) ​+ ​NO​3​−​(aq) ​ Resposta: A água atua como uma base, recebendo​​H​​+​​.

10. O ​pH​ desempenha um papel ativo em todas as

etapas do processo de fabricação de algumas bebidas. Sabendo disso, o químico dinamarquês Sørensen, trabalhando em uma fábrica, desenvolveu a escala de p ​ H​para medir a concentração de íons ​H​+​nas diferentes etapas do processo de fabricação de uma bebida. O quadro a seguir mostra o ​pH​em diferentes etapas da produção.

Boa tarde, Fernando. Nunca ouvi falar, o que é isso?

Keithy Mostachi/Arquivo da editora

V ) creme dental.

Pedro

14:02

Fernando

É uma água com ​pH​maior que 7, benéfica à saúde. Ao longo da nossa vida, o gás carbônico eliminado da respiração forma o ácido carbônico, que é prejudicial à saúde. Ao bebermos a água alcalina, o p​ H​do corpo se mantém neutro e prevenimos doenças e o envelhecimento. Um amigo está vendendo, vocês têm interesse? 14:04

Eu acho melhor nos informarmos melhor antes, Fernando, nunca ouvi falar disso.

Pedro

14:08

​pH​de algumas etapas da produção Etapa de produção

​pH​

Água de fermentação

​< ​6,0​

Fermentação

4,0-4,5

Bebida pronta

4,1-4,6

a ) Por que a fenolftaleína não é um bom indicador a ser usado na determinação do ​pH​no processo de fabricação dessa bebida?

Representação do chat do grupo Vida Longa.

Informações falsas muitas vezes se espalham rapidamente por trazerem conceitos mais complexos e mal-explicados, distorcendo um fato em favor de promover alguma solução mágica. Redija uma resposta que Pedro poderia dar para explicar o porquê de a água alcalina não ter a validade proposta pelo amigo.

8. a) Resposta: A ordem crescente de ​pH​: ​II < III < I < IV < V​(quanto maior o ​pH​, menor a acidez e maior a alcalinidade). 8. b) Resposta: A ordem crescente de ​pOH​: ​V ​< ​IV ​< ​I ​< ​III ​< ​II​(quanto maior o ​pOH​, menor a alcalinidade e maior a acidez).

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CAPÍTULO

20

Hidrólise salina e produto de solubilidade

Hidrólise salina

1. Resposta: O antiácido aumenta o ​pH​do estômago da pessoa. Caso seja tomado em excesso, pode aumentar o ​pH​além do necessário, causando sérias complicações estomacais.

Muitas vezes, após uma refeição contendo alimentos ricos em gordura, podemos ter azia, uma sensação incômoda no estômago. A azia é provocada pelo excesso de ácido clorídrico (​​ HC𝓁) ​​, produzido pelo estômago para digerir o alimento. Conforme a equação química de ionização do H ​ C𝓁​ em água (​​ ​H​2​​ O)​​, esse ácido se − + ioniza formando os íons hidrônio (​​ ​H​3​​​O​​ )​​​ e cloreto (​​ C​𝓁​​ ​)​​, diminuindo o ​pH​estomacal e causando dor. ​HC𝓁​(aq)​​+ ​​H​2​​ O​(𝓁) ​ ​→ ​​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​+ ​​C𝓁​​ ​​(aq)​​ +

−

namtipStudio/Shutterstock.com

Os médicos geralmente orientam o uso de medicamentos chamados antiácidos para combater a acidez estomacal. Eles contêm como princípio ativo o hidrogenocarbonato de sódio ​​(NaHC​O​3​​)​​, um sal que, em solução aquosa, sofre dissociação iônica: ​H​2​​O

​ ​ ​Na​​ +​​(aq)​​+ ​​HC​O​3​​​​ ​​(aq)​​ ​NaHC​O​3​​​(s)​⇌ −

Em seguida, o ânion hidrogenocarbonato (​​ ​HC​O​3​​​​ ​)​​ formado reage com água, formando ácido carbônico (​​ ​H​2​​C​O​3​​)​​ e íon hidro− xila (​​ ​OH​​ ​)​​: −

​​HC​O​3​​​​ ​​(aq)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​H​2​​C​O​3​​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ −

A azia traz uma sensação desconfortante de queimação em nosso estômago.

−

Os íons hidroxila neutralizam parte dos íons hidrônio em excesso no estômago, aumentando o pH do suco gástrico até um valor adequado. 1. O que acontece com o p​ H​do estômago de uma pessoa que toma antiácidos em excesso?

Cuidado A automedicação pode ser muito prejudicial à saúde. Não tome remédios sem a orientação de um médico.

A reação de dissociação iônica do ​NaHC​O​3​​​ em água, levando à formação de ácido carbônico e íons hidroxila, é chamada reação de hidrólise salina. É uma reação na qual a água possibilita a quebra ou dissociação de uma substância, levando à formação de ácidos, bases e/ou íons.

Você pode se perguntar por que não ocorre a formação de hidróxido de sódio ​​(NaOH)​​ no caso apresenta− ​ aOH​ do, visto que são liberados íons ​​Na​​ +​​ e ​​OH​​ ​​ no mesmo meio aquoso. Para isso, devemos lembrar que o N é uma base forte. Ou seja, essa substância, em meio aquoso, se dissocia completamente. −

Portanto, os íons ​​Na​​ +​​ e ​​OH​​ ​​ tendem a ficar separados quando presentes no mesmo meio aquoso. Além − + disso, a reação entre ​​OH​​ ​​ e ​​H​3​​​O​​ ​​ consome os íons hidroxila formados: ​​OH​​ ​​(aq)​​+ ​​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​⇌ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​​ −

+

−

Por outro lado, o ácido carbônico é ácido fraco, portanto, o íon ​​HC O ​ ​3​​​​ ​​ reage com a água e forma ácido carbônico, conforme representado na equação química anterior. Assim, é possível notar que, para entender como se dá a hidrólise salina de uma substância, precisamos saber qual é a força dos ácidos e das bases que dão origem a esse sal.

366

05/11/2024 16:05:28


5 UNIDADE

Professor, professora: Explique aos estudantes que a hidrólise se refere ao processo completo de dissociação iônica do sal e reação com água, e não apenas a uma dessas etapas.

Hidrólise de um sal de ácido fraco e base forte

O cianeto de potássio ​​(KCN)​​ é um composto tóxico. Em soluções aquosas de cianeto de potássio, ocorre a − formação de íons hidroxila e de ácido cianídrico (​​ HCN)​​. Isso acontece porque o íon cianeto (​​ ​CN​​ ​)​​ reage com a água durante a reação de hidrólise salina. Por ser solúvel em água, assim como a maioria dos outros sais de metais alcalinos, o K ​ CN​passa pelo seguinte processo de dissociação iônica em meio aquoso: ​H​2​​O

​ ​ ​K​​ +​​(aq)​​+ ​​CN​​ ​​(aq)​​ ​KCN​(s)​ ⇌ −

​​ ​​ +​​(aq)​​+ ​​CN​​ ​​(aq)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​⇌ ​​K​​ +​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​+ ​​​HCN​(aq)​​​​ K ⏟ ácido fraco O ​HCN​é um ácido fraco, o que leva o íon cianeto a reagir com a água. Dizemos que o ​KCN​é um sal de ácido fraco ​​(o HCN)​​ e base forte ​​(o KOH)​​. Por outro lado, perceba que o íon ​​K​​ +​​ está nos dois lados da equação química. Isso acontece porque o hidróxido de potássio (​​ KOH)​​ é uma base forte, permanecendo comple− tamente ionizado em ​​K​​ +​​ e ​​OH​​ ​​ em meio aquoso. Podemos, então, representar a reação de forma mais simplificada: −

−

papel tornassol azul

papel tornassol vermelho Art Directors & Trip/Alamy/Fotoarena

Em seguida, confira a reação que ocorre com a água:

​​​ ​​ +​​(aq)​​ ​+ ​​CN​​ ​​(aq)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​⇌ ​​​K​​ +​​(aq)​​ ​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​+ ​HCN​(aq)​​ K −

−

​​CN​​ ​​(aq)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​OH​​ ​​(aq)​​+ ​HCN​(aq)​​ −

−

Como resultado, tem-se uma solução aquosa alcalina, com ​pH ​> ​7​.

A hidrólise de um sal de ácido fraco e base forte deixa o meio básico.

A equação química global de hidrólise do ​KCN​pode ser representada por:

​KCN​(s)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​⇌ ​HCN​(aq)​​+ ​​K​​ +​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ −

Para a verificação do ​pH​dessa reação de hidrólise, foram mergulhadas duas fitas de papel tornassol (indicador ácido-base), uma azul e outra vermelha, na solução final. Ambas as fitas apresentaram coloração azul, − indicando que a solução apresenta ​pH​básico (alcalino), em virtude da concentração elevada de íons ​​OH​​ ​​.

Hidrólise de um sal de ácido forte e base fraca O cloreto de amônio (​​ N​H​4​​C𝓁) ​​ é um composto que tem diversas aplicações na indústria, como a fabricação de xampus e de produtos de limpeza. Quando dissolvemos cloreto de amônio em água, por ser completamente solúvel, ocorre a dissociação em íons amônio (​​ ​N​H​4​​​​ +)​​​ e cloreto: ​H​2​​O

​ ​ ​N​H​4​​​​ +​​(aq)​​+ ​C​𝓁​​ ​​(aq)​​ ​N​H​4​​C𝓁​(s)​⇌ −

Os íons amônio reagem com a água formando o hidróxido de amônio ​​(N​H​4​​OH)​​, uma base fraca. No entanto, os íons cloreto não reagem, pois o ácido clorídrico é forte. Portanto, a solução final tem excesso de íons​​ + H​3​​​O​​ ​​, tornando-se ácida. ​​N​H​4​​​​ +​​(aq)​​+ ​​C​𝓁​​ ​​(aq)​​ ​+ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​ ​⇌ ​​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​+ ​​C​𝓁​​ ​​(aq)​​ ​+ ​N​H​4​​ OH​(aq)​​ −

−

+

​ )​​​ ​​N​H​4​​​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​+ ​​​N​H​4​​ OH​(aq +



base fraca

Como resultado, tem-se uma solução aquosa ácida, com ​pH ​< ​7​. A equação química global de hidrólise do ​N​H​4​​ C𝓁​ pode ser representada por:

​N​H​4​​ C𝓁​(s)​​+ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​ ​⇌ ​N​H​4​​ OH​(aq)​​+ ​​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​+ ​C​𝓁​​ ​​(aq)​​ +

−

2. Se mergulharmos duas fitas de papel tornassol, uma azul e outra vermelha, na solução final, qual será a coloração dessas fitas? Por quê?

Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que a coloração das duas fitas será vermelha, indicando que a solução apresenta ​ + pH​ácido, por causa da concentração elevada de íons ​​H​3​​​O​​ ​​.

367

05/11/2024 16:05:29


O ​pH​ e a produção de alimentos

c) Resposta: A faixa ótima de ​pH​para o cultivo de pera é entre 6,0 e 7,5. Portanto, o ​pH​atual está menor do que o ideal. Para resolver o problema, o agricultor deve corrigir a acidez do solo adicionando carbonato de cálcio, isto é, calcário.

Cada planta se desenvolve melhor em determinados intervalos de ​pH​. Dessa forma, os agricultores precisam constantemente medir e corrigir o ​pH​do solo das plantações. Confira na tabela a seguir a faixa de ​pH​mais adequada para o cultivo de algumas frutas. Faixa ideal de ​pH​do solo para determinadas frutas Fruta

Faixa de ​pH​

Amora

4,9 a 6,0

Abacaxi

5,0 a 6,0

Banana

5,0 a 7,0

Manga

5,6 a 6,0

Maçã

5,6 a 7,5

Mamão

6,0 a 7,0

Pera

6,0 a 7,5

Fonte de pesquisa: LIU, Guodong et al. Soil ​pH​management for optimum commercial fruit production in Florida. UF/IFAS Extension, 18 mar. 2024. Disponível em: https://edis.ifas.ufl.edu/publication/ HS1234. Acesso em: 27 ago. 2024.

O valor de p ​ H​ de um solo depende de algumas condições do ambiente em que se encontra, como o tipo e a quantidade de minerais que o compõem, o efeito das chuvas, a presença de vegetação e a ação do tempo e de microrganismos. Os solos alcalinos têm valores de p ​ H​mais elevados, e os solos ácidos, valores de ​pH​mais baixos. Dependendo do tipo de plantação, é necessário que o agricultor corrija o ​pH​do solo, um procedimento essencial para garantir boa produtividade da safra. Solos muito ácidos precisam ser corrigidos com substâncias que os tornem mais básicos. Uma das maneiras de fazer isso é adicionando carbonato de cálcio ​​(CaC​O​3​​)​​, que, em solução aquosa, sofre a seguinte hidrólise salina:

​CaC​O​3​​​(s)​​+ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​Ca​​ 2+​​(aq)​​+ ​​H​2​​C​O​3​​​(aq)​​+ ​2 ​OH​​ ​​(aq)​​ −

−

A liberação de íons ​​OH​​ ​​ aumenta o ​pH​do solo. Esse processo leva o nome de calagem. Leitenberger Photography/Shutterstock.com

a) Resposta: Na correção da acidez do solo, como visto no exemplo do uso de carbonato de cálcio, observa-se a hidrólise salina de um sal de ácido fraco e base forte, liberando no solo íons hidroxila. Já na correção da basicidade, como no exemplo do uso de sulfato de alumínio, a hidrólise salina é de um sal de ácido forte e base fraca, liberando no solo íons hidrônio.

Trator espalhando calcário em pó em uma plantação, a fim de aumentar o valor do ​pH​do solo.

Por outro lado, solos muito básicos precisam ser corrigidos com substâncias que os tornem mais ácidos. Isso pode ser feito com a adição de sulfato de alumínio (​​ ​A𝓁​ 2​​​​(S​O​4​​)​​ ​​)​​, que, em solução aquosa, sofre a 3 seguinte hidrólise salina: ​​A𝓁​ 2​​ ​​(S ​O​4​​)​​ ​​​(s)​​+ ​12 ​H​2​​ O​(𝓁) ​ ​⇌ ​2 A𝓁​​(OH)​​ ​​​(aq)​​+ ​3 ​S​O​4​​​​ 2−​​(aq)​​+ ​6 ​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​ +

3

3

+

A liberação de íons ​​H​3​​ ​O​​ ​​ diminui o ​pH​do solo. a ) Qual é o tipo de hidrólise salina que acontece na correção da acidez de um solo? E na correção da basicidade? b ) O cloreto de sódio (​ NaC𝓁)​é uma substância indicada para corrigir o ​pH​do solo? Por quê?

c ) Um agricultor que deseja cultivar peras em sua plantação descobriu que o valor do ​pH​de seu solo é 5,0. Para esse agricultor manter o solo como está, é mais indicado adicionar carbonato de cálcio ou sulfato de alumínio?

368

b) Resposta: O ​NaC𝓁​ não é efetivo para corrigir o pH do solo, pois é um sal de ácido forte (​​ HC𝓁)​​ e base forte (​​ NaOH)​​, o que faz com que o ​pH​final não se altere. Além disso, esse sal é prejudicial para as plantas.

05/11/2024 16:05:29


Hidrólise de um sal de ácido fraco e base fraca Estudamos que o ácido cianídrico é um ácido fraco e que o hidróxido de amônio (​​ N​H​4​​ OH)​​ é uma base fraca. O que acontece, então, quando dissolvemos em água o sal originado dessas duas substâncias, ou seja, o cianeto de amônio ​​(N​H​4​​ CN)​​? O ​N​H​4​​ CN​se dissolve completamente em água, dissociando-se nos respectivos íons: ​H​2​​O

UNIDADE

5

​ ​​N​H​4​​​​ +​​(aq)​​+ ​​CN​​ ​​(aq)​​ ​N​H​4​​ CN​(s)​⇌ −

No entanto, como o ​HCN​é um ácido fraco e o ​N​H​4​​ OH​é uma base fraca, ambos os íons reagirão com água, formando estas substâncias: ​ )​​​ ​+ ​​​HCN​(aq)​​​​ ​​N​H​4​​​​ +​​(aq)​​+ ​​CN​​ ​​(aq)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​⇌ ​​​N​H​4​​ OH​(aq  ⏟ ácido fraco base fraca −

O ​pH​da solução após a hidrólise dependerá de qual substância é mais forte: se o ácido, mesmo fraco, for mais forte do que a base, o ​pH​final será mais baixo, correspondendo a uma solução ácida, pois haverá mais + ​ H​final será íons ​​H​3​​​O​​ ​​ na solução. Por outro lado, se a base, mesmo fraca, for mais forte do que o ácido, o p − alto, correspondendo a uma solução básica, pois haverá mais íons ​​OH​​ ​​ na solução. No entanto, em qualquer um dos casos, o p ​ H​será bastante próximo do valor neutro, ou seja, próximo de 7. A equação química global de hidrólise do ​N​H​4​​ CN​pode ser representada por: ​N​H​4​​ CN​(s)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​N​H​4​​ OH​(aq)​​+ ​HCN​(aq)​​

Se verificarmos o ​pH​da solução após a reação de hidrólise, utilizando duas fitas de papel tornassol (uma azul e outra vermelha), podemos notar que a fita de tornassol azul mantém a coloração azul e a fita de tornassol vermelha mantém a coloração vermelha, indicando que o ​pH​dessa solução é neutro.

Hidrólise de um sal de ácido forte e base forte Vimos que o ​HC𝓁​ é um ácido forte e que o ​KOH​é uma base forte. O sal originado por essas substâncias, o cloreto de potássio​​(KC𝓁) ​​, não sofre hidrólise. Ele sofre apenas dissociação iônica e seus íons não reagem com a água: ​H​2​​O

​ ​​K​​ +​​(aq)​​+ ​C​𝓁​​ ​​(aq)​​ ​KC𝓁​(s) ​⇌ −

​ ​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​K​​ +​​(aq​) ​ ​+ ​C​𝓁​​ ​​(aq) ​ ​+ ​​H​ ​​O(​ 𝓁) ​​​ ​​​​K​​ +​​(aq) ​ ​+ ​C​𝓁​​ ​​(aq) ​ ​+ ​​H −

−

2 2  não há reação química

Como resultado, o ​pH​da amostra não se altera, permanecendo neutro, ou seja, igual ou muito próximo de 7. O resultado visual do teste do p ​ H​da solução final com papel de tornassol é exatamente igual ao verificado na hidrólise de um sal de ácido fraco e base fraca. O quadro a seguir apresenta um resumo do valor de pH final para cada um dos casos. ​pH​para hidrólise de diferentes tipos de sais Tipo de sal

Exemplo

Espécies formadas

​pH​final

sal de ácido fraco e base forte

​KCN​

ácido fraco ​HCN​, cátion de base forte ​​(​K​​ +​)​​ e íon − hidroxila ​​(​OH​​ ​)​​

básico ​​(pH ​> ​7)​​

sal de ácido forte e base fraca

​​NH​4​​ C𝓁​

base fraca ​​(​NH​4​​ OH)​​, ânion de ácido forte (​​ C ​𝓁​​ ​)​​ e íon + hidrônio ​​(​H​3​​​O​​ )​​​

ácido (​​ pH ​< ​7)​​

sal de ácido fraco e base fraca

​​NH​4​​ CN​

ácido fraco ​​(HCN)​​ e base fraca (​​ ​NH​4​​ OH)​​

neutro (​​ pH ​≃ ​7)​​

sal de ácido forte e base forte

​KC𝓁​

ânion de ácido forte (​​ ​C𝓁​​ ​)​​ e cátion de base forte (​​ ​K​​ +​)​​

neutro (​​ pH ​≃ ​7)​​

−

−

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Sal da alimentação indígena A etnociência é o campo de estudo interdisciplinar que busca compreender os saberes de diferentes culturas sobre o mundo natural. Um exemplo da rica diversidade de conhecimentos tradicionais é a produção do sal cloreto de potássio por povos indígenas da região do Alto Xingu, no estado do Mato Grosso, como os Waujá. Diferentemente do sal comum (cloreto de sódio), obtido geralmente por meio da evaporação da água do mar ou de reações de neutralização entre ácido clorídrico e hidróxido de sódio, a origem do sal dos Waujá é peculiar: uma planta aquática chamada aguapé.

Uma das características dessa produção é que ela não ocorre o ano todo, respeitando o tempo de regeneração dos aguapés na natureza. Esse método de produção demonstra o conhecimento ancestral sobre as propriedades das plantas e dos processos químicos envolvidos na obtenção desse mineral essencial.

Elmer M.Costa/Shutterstock.com

A produção desse condimento tradicional envolve um processo meticuloso, que dura cerca de três semanas. Inicialmente, as folhas do aguapé são colhidas e são deixadas expostas ao sol, para secar. Em seguida, elas são queimadas em grandes fogueiras. A cinza resultante, rica em potássio, é então filtrada com água para a obtenção de uma solução. Em seguida, essa solução é aquecida em recipientes de barro, evaporando a água e formando cristais de cloreto de potássio.

Flor e folhas de aguapé. Aguapé (Eichhornia crassipes): pode atingir aproximadamente 1 metro de altura.

Essa diferença na forma de obter o sal confere a ele características únicas, como a ausência de sódio em sua composição, que é um fator crucial para a saúde dos indivíduos. O sódio é um micronutriente essencial para a dieta humana e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), seu consumo não deve ultrapassar a quantidade de 2 gramas por dia. O excesso desse nutriente na dieta está diretamente relacionado à hipertensão arterial e a doenças cardiovasculares e renais. No entanto, a facilidade de acesso ao sal comum nas cidades tem levado à diminuição da produção tradicional de sal de potássio pelos indígenas. Essa mudança nos hábitos alimentares representa um risco para a saúde desses povos. Além dos aspectos relacionados à saúde, a substituição do sal de potássio representa uma perda significativa para a cultura e a tradição dessas comunidades. Isso porque o conhecimento tradicional da produção desse sal é transmitido de geração em geração, fortalecendo os laços comunitários e preservando a identidade cultural desses povos. Ao abandonar essa prática, os indígenas perdem não apenas um alimento saudável, mas também um importante elemento de sua identidade e herança cultural desses povos. A preservação das práticas tradicionais de produção de alimentos, como a do sal de cloreto de potássio pelos Waujá, é fundamental para a valorização da diversidade cultural e para a promoção da saúde dos povos indígenas. A valorização desses conhecimentos tradicionais pode contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias e de produtos mais saudáveis e sustentáveis. a ) Qual característica química do cloreto de potássio permite extraí-lo pelo método utilizado pelos Waujá? b ) Quais medidas você imagina que poderiam ser adotadas como forma de valorizar a cultura tradicional pessoal. Entre as possibilidades, os estudantes podem mencionar ações de incentivo ao registro de sal pelos Waujá? Resposta e à catalogação das práticas tradicionais e sua divulgação, como forma de valorizá-las. a) Resposta: O ​KC𝓁​ é um sal oriundo da reação entre ácido forte e base forte, portanto não sofre hidrólise. Assim, quando é solubilizado em água, os íons não reagem com ela, permanecendo na forma iônica até que o sal seja recristalizado pela evaporação da água.

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ATIVIDADES

4. a) Resposta: ​MgS​O​4​​​(s)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​⇌ ​​Mg​​ ​​(aq)​​+ ​​S​O​4​​​​ ​​​​(aq)​​

1. Confira as quatro soluções apresentadas a seguir. • Solução 1: ​KC𝓁​(aq)​​

• Solução 2: ​​​NH​4​​ Br​(​​aq​)​​​​

• Solução 3: ​​NaNO​3​​​(aq)​​

• Solução 4: ​​CaCO​3​​​(aq)​​

Faça a soma das afirmações corretas sobre essas Soma: ​01 ​+ ​08 ​+ ​16 ​= ​25​. Comentários soluções. Resposta: nas Orientações para o professor.

2+

e ) Produção de sais insolúveis.

Resposta: Alternativa c.

3. Um químico desenvolveu um indicador ácido-base solúvel em água que tem o seguinte comportamento. Coloração do indicador em diferentes meios

02 ) A solução 3 é básica. 04 ) A solução 3 é ácida.

32 ) ​NH​4​Br​(s)​​+ ​H​2​O​(𝓁)​​⇌ ​NH​4​OH​(aq)​​+ ​HBr​(aq)​ representa a hidrólise do brometo de amônio.

2. Leia o trecho da reportagem a seguir.

Leite adulterado com soda cáustica Agentes da Polícia Militar de Minas Gerais prenderam um grupo suspeito de desvio e adulteração de leite com soda cáustica. […] LEITE adulterado com soda cáustica. O dia, nº 25 585. 18 jul. 2022. p. 10.

De forma criminosa, pessoas adicionavam soda cáustica, que é uma solução de hidróxido de sódio ​​​(​​NaOH​)​​​​, ao leite cru, visando neutralizar sua acidez e ampliar sua validade. O uso de hidróxido de sódio em alguns alimentos como um elemento regulador de acidez é permitido pela Anvisa. No entanto, esse não é o caso do leite, que pode ter sua qualidade comprometida com a adição da substância. Essa adulteração fazia com que a concentração de ácido lático ​​(​C​3​​​H​6​​​O​3​​)​​ no leite permanecesse dentro da faixa permitida pela legislação para que pudesse ser comercializado como próprio para o consumo. A reação entre o hidróxido de sódio e o ácido lático pode ser representada pela equação química:

​​C​3​​​H​6​​​O​3​​​(aq)​​+ ​NaOH​(aq)​​⇌ ​​C​3​​​H​5​​​NaO​3​​​(aq)​​+ ​​ + H​2​​O(​ 𝓁) ​​

Qual é o problema causado por essa alteração? a ) Diluição do leite. b ) Aumento da concentração de ácido lático. c ) Diminuição da acidez do leite.

pH

Cor da solução

​< ​7​

vermelha

​= ​7​

verde

​> ​7​

azul

Quais serão as cores das soluções aquosas de ​A​𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​​, ​NaCN​ e K ​ C𝓁​ na presença desse indi3 cador, respectivamente? Resposta: Alternativa e. Comentários nas

a ) Vermelha, verde e azul. Orientações para o b ) Verde, azul e vermelha.

professor.

c ) Verde, vermelha e azul. d ) Azul, verde e vermelha. e ) Vermelha, azul e verde.

4. O sal amargo é composto por sulfato de magné-

sio ​(MgS​O​4​)​ e conhecido como sal de epsom, é frequentemente utilizado em diversas aplicações, incluindo fertilizantes e processos industriais. Quando dissolvido em água, ele se dissocia em íons magnésio ​(​Mg​​2+)​​e íons sulfato (​ ​SO​4​2−)​​. marekuliasz/Shutterstock.com

16 ) Ao adicionar algumas gotas de fenolftaleína na solução 4, ela adquire coloração rosa.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

d ) Diminuição do pH do leite.

01 ) O pH da solução 1 é próximo de 7.

08 ) A solução 2 apresenta pH menor que 7.

2−

UNIDADE

5

Sulfato de magnésio.

a ) Escreva a equação de dissociação do sulfato de magnésio em água. b ) Analise a hidrólise dos íons formados. Qual é o pH da solução resultante (ácida, básica ou neutra)? Justifique sua resposta com base nas propriedades dos íons envolvidos.

4. b) Resposta: A solução de sulfato de magnésio (​​ ​MgSO​4​​)​​ em água será levemente ácida em razão da hidrólise do íon ​​Mg​​ 2+​​, que

produz íons ​​H​​ +​​. Portanto, podemos concluir que a solução resultante tende a ser ácida.

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Produto de solubilidade

3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a expor seus conhecimentos prévios sobre a formação de cálculos renais, aproximando o assunto do cotidiano deles. Eles podem responder que pessoas com 3. Você conhece alguém que já teve cálculo renal, conhecido esse problema geralmente popularmente como “pedras nos rins”? O que essa pessoa sentiu? sentem dor intensa quando os cálculos se movimentam no trato urinário.

O cálculo renal, ou litíase renal, estruturas sólidas formadas no rim, pode se deslocar para outros órgãos do sistema urinário, causando dor intensa e incômodo. Clinical Photography/Science Source/Fotoarena

Os rins são órgãos que atuam na filtração de sangue, controlando a concentração das substâncias presentes no organismo. Substâncias muito concentradas, tóxicas ou indesejadas são filtradas, podendo ser parcialmente absorvidas pelos rins e, por fim, eliminadas pela urina. A urina, produzida nos rins, é conduzida até a bexiga pelos ureteres e eliminada pela uretra. Porém, quando ocorre a formação dessas estruturas sólidas, elas podem se instalar no trato urinário e, ao se movimentarem, provocam dor intensa. Além da dor, a pessoa com cálculo renal pode ter sangue na urina, dificuldade para urinar e até vômito. Em geral, o nível da dor não está relacionado ao tamanho da “pedra” formada, mas sim ao seu formato, que pode ter estruturas pontiagudas que, ao se moverem, lesionam os canais urinários. A origem dos cálculos renais pode ser atribuída a alguns fatores, incluindo fatores genéticos, perda excessiva de água, aliada ao seu baixo consumo, ou ingestão excessiva de alimentos ricos em alguns tipos de sais.

Cálculos renais.

Os cálculos renais são constituídos por substâncias altamente insolúveis em água, como o oxalato de cálcio mono-hidratado ​​(​CaC​2​​​O​4​​ ​· ​​H​2​​O(​ s))​​​, ou o fosfato de cálcio ​​(​Ca​3​​ ​​(​PO​4​​)​​ ​​)​​. Confira a equação química 2 simplificada da formação do cálculo renal de fosfato de cálcio no organismo. (I)

Professor, professora: Comente com os estudantes que ​​

​H​2​​O

​ ​ ​Ca​3​​ ​​(​PO​4​​)​​ ​​​(s)​​ CaC​2​​​O​4​​ ​· ​​H​2​​O(​ s)​​, é um hidrato, um composto que ​3 ​Ca​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​​PO​4​​​​ 3−​​(aq)​⇌ 2

possui moléculas de água em sua estrutura sólida.

Como essa é uma reação de equilíbrio químico, quanto maior for a concentração de íons cálcio ​​(​Ca​​ 2+)​​​ e fosfato (​​ ​​PO​4​​​​ 3−​)​​, mais provável será a formação do fosfato de cálcio. Por esse motivo, a ingestão de alimentos e bebidas ricos em determinados íons favorece a formação de cálculos renais. Muitos refrigerantes, por exemplo, têm em sua composição o ácido fosfórico (​​ ​H​3​​ ​PO​4​​)​​, que, em água, sofre a seguinte ionização: ​H​2​​O

​ ​ 3 ​H​​ +​​(aq) ​ ​+ ​​​PO​4​​​​ 3−​​(aq) ​​ (II) ​​H​3​​ ​PO​4​​​(s) ​ ⇌

O aumento da concentração de ​​​PO​4​​​​ 3−​​ em (II) altera o equilíbrio da primeira reação (I), favorecendo a formação e a precipitação de ​​Ca​3​​ ​​(​PO​4​​)​​ ​​​ na forma de cálculo. 2

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Respostas nas Orientações para o professor.

Muitas atitudes ajudam a evitar a formação de cálculos renais, mas há outras ações de nosso cotidiano que acabam a favorecendo. Reúna-se com dois colegas e discutam as questões a seguir. a ) Como a ingestão de água em quantidade adequada ajuda a evitar a formação de cálculos renais? b ) Quais alimentos são bons substitutos de refrigerantes e comidas processadas, a fim de evitar a formação de cálculos renais? c ) Bebidas isotônicas, ricas em sais minerais, são recomendadas após a prática intensa de exercícios físicos. Expliquem o motivo disso. Em seguida, justifiquem por que esse tipo de bebida não é recomendado quando a pessoa não praticou exercícios físicos.

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UNIDADE

5 Agora, confira a equação química da reação de solubilização de fosfato de cálcio em água. ​H​2​​O

​ ​ 3 ​Ca​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​ ​PO​4​​​​ 3−​​(aq)​​ ​​Ca​3​​ ​​(​PO​4​​)​​ ​​​(s)​ ⇌ 2

Nessa equação, a reação é inversa à reação de formação do cálculo renal apresentada na página anterior. Analisando a equação, entende-se que o fosfato de cálcio se dissolve em água e se dissocia nos íons cálcio e fosfato. O produto de solubilidade ​​(​K​s​​)​​ do fosfato de cálcio é calculado da mesma maneira como são calculadas as constantes de equilíbrio de reações, isto é: ​​K​s​​ ​= [​​​ ​Ca​​ 2+​]​​​ ​​· [​​​ ​​PO​4​​​​ 3−​]​​​ ​​ 3

2

Note que, assim como nos cálculos das constantes de equilíbrio gerais, para obter o produto de solubilidade são consideradas apenas as espécies em meio aquoso, cujas concentrações são elevadas pelo coeficiente estequiométrico. Para entender melhor o produto de solubilidade, considere um sistema contendo uma solução aquosa saturada de fosfato de cálcio e um precipitado desse mesmo sal a determinada temperatura, como mostra a imagem a seguir.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Nessas condições, à temperatura constante, mesmo que haja agitação da solução após atingir o equilíbrio, a quantidade de precipitado, ou corpo de fundo, não se altera. Com isso, conclui-se que a velocidade de dissolução ​​(​v​d​​)​​ se iguala à velocidade de precipitação ​​(​v​p​​)​​. Portanto, os íons na solução saturada desse sal e os íons do precipitado atingem o equilíbrio. Esse sistema pode ser representado por: Imagem sem proporção e em cores fantasia.

​v​d​​ 2+ ​Ca​​   ​ ​​ ​​3    ​​(aq) ​ ​+ ​2 ​​PO​4​​​​ 2−​​(​ aq) ​​​ ​​​​Ca​3​​ ​​(​PO​4​​)​​ ​​​(s​)​​ ⇌​  2  ​v​p​​ solução aquosa saturada corpo de fundo

​   ​ de fosfato de cálcio

Nesse caso, o equilíbrio é heterogêneo, e a constante de equilíbrio é dada pelo produto de solubilidade. Essa constante de equilíbrio é característica para determinada temperatura, isto é, ela assume valores diferentes conforme a temperatura do sistema se altera.

Representação de uma solução aquosa saturada de fosfato de cálcio em equilíbrio.

Por exemplo, à temperatura de ​25 °C​, o produto de solubilidade do fosfato de cálcio é ​​K​s​​ ​= ​2,07 ​· ​​10​​ −33​​. Com base nesse valor, podemos calcular a solubilidade desse sal e, consequentemente, a concentração dos íons em solução aquosa: ​v​d​​ ​ a​​ 2+​​(aq​)​​​ ​​+ ​​​2 ​​PO​4​​​​ 2−​​(aq​ )​​​ ​​    ​​ ​​Ca​3​​ ​​(​PO​4​​)​​ ​​​(s)​​​ ​​​⇌​​ ​​3 C 2  ​v​p​​  

solubilidade = 1 · x (​ moL)​

3 · x (​ mol/L)​

2 · x (​ mol/L)​

​​K​s​​ ​= [​​​ ​Ca​​ 2+​]​​​ ​​· [​​​ ​​PO​4​​​​ 3−​]​​​ ​​ 3

2

​ 2,07 ​· ​​10​​ −33​​= (​​​ 3 ​· ​x)​​​ ​​· (​​​ 2 ​· ​x)​​​ ​​ 3

2

​ 2,07 ​· ​​10​​ −33​​= ​27 ​· ​​x​​ 3​​· ​4 ​· ​​x​​ 2​​ ​ 2,07 ​· ​​10​​ −33​​= ​108 ​· ​​x​​ 5​​

√

2,07 ​· ​​10​​ −33​ ​​ ​​ ​​x​​ 5​​= _ 108 _ 5 2,07 ​· ​​10​​ −33​ ​ ​​ ​≃ ​1,1 ​· ​​10​​ −7​​ ​x ​= ​​ _ 108 ​∴ x ​≃ ​1,1 ​· ​​10​​ −7​mol/L​

Logo, a solubilidade do fosfato de cálcio, à temperatura de ​25 °C​, é aproximadamente ​1,1 ​· ​​10​​ −7​mol/L​. A concentração dos íons cálcio é igual ao triplo desse valor, isto é, ​3,3 ​· ​​10​​ −7​ mol/L​. Já a concentração dos íons fosfato é igual ao dobro, ou seja, 2 ​ ,2 ​·​​ −7 10​​ ​ mol/L​. Note que, em comparação com os valores de concentração da maioria dos equilíbrios em meio aquoso, os valores calculados anteriormente são muito baixos. Assim, dizemos que o fosfato de cálcio é insolúvel, isto é, seu produto de solubilidade é muito pequeno.

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Confira a seguir outros exemplos de cálculos de produto de solubilidade. Solução saturada de brometo de chumbo(II) (​​ ​PbBr​2​​)​​: ​H​2​​O

Solução saturada de cianeto de cobre(I) ​​(CuCN)​​: ​H​2​​O

​​PbBr​2​​​(s)​ ⇌ ​ ​ ​Pb​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​Br​​ ​​(aq)​​

​CuCN​(s)​ ⇌ ​ ​ ​Cu​​ ​​(aq)​​+ ​​CN​​ ​​(aq)​​

−

​​K​s​​ ​= [​​ ​Pb​​ 2+​]​​· [​​​ ​Br​​ ​]​​​ ​​= ​6,6 ​· ​​10​​ −6​​

+

−

​​K​s​​ ​= ​​[​Cu​​ ​]​​· [​​ ​CN​​ ​]​​= ​3,47 ​· ​​10​​ −20​​

− 2

−

+

Com base nos resultados experimentais obtidos no estudo da solubilidade de um eletrólito, a determinada temperatura, conclui-se que: • quanto menor é a solubilidade do eletrólito, menor é o valor de ​​K​s​​​; • o produto de solubilidade de um sal indica se ele é mais ou menos solúvel em água; • a comparação entre a solubilidade de dois sais diferentes só é possível após todos os cálculos, pois os coeficientes estequiométricos dos íons podem ser diferentes; • o equilíbrio de dissociação (ou ionização) e a concentração de íons não se alteram ao adicionar determinada quantidade de um eletrólito sólido em uma solução saturada de um mesmo eletrólito, de modo que o produto de solubilidade permanece constante. Portanto, de maneira geral, é possível estabelecer a solubilidade de um eletrólito, a dada temperatura, da seguinte maneira: Ilustrações: Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Representação de solução insaturada.

x

Representação de solução saturada.

Se [​​​ ​A​​ ​]​​​ ​​· [​​​ ​B​​ ​]​​​ ​​< ​​K​s​​​, a y+

x−

x

Se [​​​ ​A​​ ​]​​​ ​​· [​​​ ​B​​ ​]​​​ ​​= ​​K​s​​​, a solução é saturada.

y

y+

solução é insaturada.

x−

y

Representação de solução saturada com corpo de fundo.

x

Se [​​​ ​A​​ ​]​​​ ​​· [​​​ ​B​​ ​]​​​ ​​> ​​K​s​​​, ocorre precipitação desse eletrólito até que o produto seja igual a ​​K​s​​​. y+

x−

y

ATIVIDADES RESOLVIDAS R1. O ​K​s​do fosfato de cálcio é ​2,07 ​· ​10​​−33​a 2​ 5 °C​, sendo praticamente o mesmo à temperatura corporal. Con-

sidere que uma pessoa tem uma concentração nos rins de íons cálcio e fosfato igual a ​3,2 ​· ​10​​−7​ mol/L​e​ 2,1 ​· ​10​​−7​ mol/L​, respectivamente. a ) Com base nessas informações, haverá a formação de um cálculo de fosfato de cálcio no rim dessa pessoa? b ) Caso essa pessoa ingerisse grande quantidade de refrigerante, passando a ter uma concentração de íons cálcio e fosfato igual a ​3,5 ​· ​10​​−7​ mol/L​e ​2,4 ​· ​10​​−7​ mol/L​, respectivamente, o que aconteceria com ela? Resolução

a ) Calculando o coeficiente de reação (​ Q)​dessa solução, tem-se:

​ ​= ​​​[​Ca​​ 2+​]​​​ ​​· [​​​ ​​PO​4​​​​ 3−]​ ​​​ ​​= (​​​ 3,2 ​· ​​10​​ −7)​​​​ ​​· (​​​ 2,1 ​· ​​10​​ −7)​​​​ ​​= ​1,45 ​· ​​10​​ −33​​ ​∴ ​Q ​= ​1,45 ​· ​​10​​ −33​​ Q Como o coeficiente de reação é menor do que o produto de solubilidade, os íons estão completamente dissolvidos em água, portanto não há formação de precipitado (cálculo renal). 3

2

3

2

b ) Calculando o novo coeficiente de reação, tem-se: ​Q ​= [​​​ ​Ca​​ 2+​]​​​ ​​· [​​​ ​​PO​4​​​​ 3−​]​​​ ​​= (​​​ 3,5 ​· ​ ​10​​ −7​)​​​ ​​· (​​​ 2,4 ​· ​​10​​ −7​)​​​ ​​= ​2,47 ​· ​​10​​ −33​​ ​∴ ​Q ​= ​2,47 ​· ​​10​​ −33​​ 3

2

3

2

Isto é, ​​​[​Ca​​ 2+]​ ​​​ ​​· [​​​ ​​PO​4​​​​ 3−​]​​​ ​​> ​​K​s​​​. Portanto, o excesso de íons precipitará na forma de ​​Ca​3​​ ​​(​PO​4​​)​​ ​​​ até o coe3 ficiente de reação se igualar ao produto de solubilidade. 3

2

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ATIVIDADES

4. c ) Resposta: ​pOH ​= ​− log​[​OH​​ −​]​​= ​− log [​ 1 ​· ​​10​​ −12​]​​= ​12​ ​pH ​+ ​pOH ​= ​14 ​⇒ ​pH ​= ​14 ​− ​12 ​∴ ​pH ​= ​2​

1. O sulfato de cálcio ​(​CaSO​4​)​é muito utilizado na

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3. O sulfeto de cádmio ​(​CdS​)​ é um sólido amarelo

utilizado como pigmento em plásticos, com boa estabilidade térmica, resistência química e alta opacidade. Por ter propriedades semicondutoras, esse composto também pode ser utilizado na produção de células fotovoltaicas para painéis solares.

RHJPhtotos/Shutterstock.com

RHJPhtotos/Shutterstock.com

produção de fertilizantes agrícolas, de dessecantes e do giz escolar. Esse sal está na natureza sob a forma do mineral anidrita.

Imagens desta página sem proporção.

UNIDADE

5

Sulfato de cálcio.

À temperatura de ​25 °C​, o ​​CaSO​4​​​ tem coeficiente de solubilidade ​​K​s​​ ​= ​4,9 ​· ​​10​​ −5​​. Qual é a concentração de íons ​​Ca​​ 2+​​ em uma solução saturada de Alternativa e. Resolução sulfato de cálcio? Resposta: nas Orientações para o professor. a ) ​3 ​· ​10​​−3​ mol/L​

d ) ​6 ​· ​10​​−3​ mol/L​

b ) ​4 ​· ​10​​ ​ mol/L​

e ) ​7 ​· ​10​​ ​ mol/L​

−3

−3

−3

c ) ​5 ​· ​10​​ ​ mol/L​

2. O hidróxido de cálcio ​(Ca​(​ OH)​ ​)​, também co2

Sidorov_Ruslan/Shutterstock.com

nhecido como cal hidratada, é o produto da reação entre a cal e a água. Muito utilizado na construção civil, esse composto faz parte da mistura conhecida como argamassa.

Sulfeto de cádmio.

Esse sal tem um produto de solubilidade igual a ​4 ​· ​​10​​ −30​​ e massa molar de aproximadamente​ 144,5 g/mol​. Com base nessas informações, a solubilidade desse sal será de aproximadamente: a ) ​5,78 ​· ​10​​−28​ g/L​

b ) ​2,77 ​· ​10​​−32​ g/L​

Resposta: Alternativa e. Resolução nas Orientações para o professor.

c ) ​1,45 ​· ​10​​−8​ g/L​

d ) ​2,89 ​· ​10​​−28​ g/L​ e ) ​2,89 ​· ​10​​−13​ g/L​

4. A aplicação intravenosa de solução de sacarato de hidróxido de ferro(III) vem sendo uma opção eficaz e segura no tratamento de pacientes adultos com anemia ferropriva (anemia por deficiência de ferro). Essa opção de tratamento tem sido utilizada em pacientes adultos com anemia ferropriva que não obtiveram resposta satisfatória à terapia com medicação via oral. Preparação de mistura de cal e água.

Em determinada temperatura, o íon ​​Ca​​ 2+​​ apresenta solubilidade de ​1 ​· ​​10​​ −2​ mol/L​. Sabendo que uma solução saturada foi produzida utilizando apenas o hidróxido de cálcio, calcule o produto de solubilidade da solução preparada. −4

b ) ​2 ​· ​10​​ ​ c ) ​4 ​· ​10​​−6​

−

Alternativa c. e ) ​4 ​· ​10​​−4​ Resolução nas Orientações para o professor.

4. b ) Resposta: ​​K​s​​ ​= [​​ ​Fe​​ 3+​]​​· [​​​ ​OH​​ −​]​​​ ​​⇒ ​1 ​· ​​10​​ −39​​= ​1 ​· ​​10​​ −3​​· [​​​ ​OH​​ −​]​​​ ​​⇒ _

3

⇒ [​​ ​OH​​ −​]​​= ​​ √1 ​· ​​10​​ −36​​ ​= ​1 ​· ​​10​​ −12​​∴ [​​ ​OH​​ −​]​​= ​1 ​· ​​10​​ −12​mol / L​ 3

a ) Qual é a equação química que representa a dissociação do hidróxido de ferro(III)?

b ) Qual é a concentração de íons hidroxila (​ ​OH​​ ​)​ nessa solução?

d ) ​1 ​· ​10​​−6​

a ) ​1 ​· ​10​​−4​ Resposta:

Considere que, para o preparo de medicamento, é utilizada uma solução de hidróxido de ferro(III) contendo ​0,001 mol/L​de íons ​​Fe​​ 3+​​ e com produto de solubilidade de ​​K​s​​ ​= ​1 ​· ​​10​​ −39​​. Com base nessas informações, responda aos itens a seguir.

3

c ) Qual é o pH da solução?

4. a) Resposta: − ​​Fe​​(OH)​​ ​​ ​(aq) ​ ​⇌ ​​Fe​​ 3+​ ​(aq) ​ ​+ ​3 ​OH​​ ​​(aq) ​​​ 3

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10. Resposta: A eficácia do bicarbonato de sódio como agente fermentador em receitas de bolo é fortemente influenciada pela presença de ácidos, pois, ao reagir com eles, forma-se ácido carbônico, que se decompõe formando dióxido de carbono.

5. O produto de solubilidade do brometo de potássio ​(​KBr​)​é de ​1,7 ​· ​10​​−10​. Considerando que a solução aquosa esteja saturada, qual é a concentração aproximada de íons ​K​+​nessa solução? a ) ​8,5 ​· ​10​​−5​ mol/L​

Resposta: Alternativa d. + − [​​ ​Br​​ ​]​​⇒ ​​K​s​​ ​= (​​ x)​​· (​​ x) ​⇒​ b ) ​2,6 ​· ​10​​−5​ mol/L​ ​​K​s​​ ​= [​​ ​K​​ ​]​​·−10 ​⇒1,7 ​· ​​10​​ ​​= ​​x​​ 2​ c ) ​1,7 ​· ​10​​−10​ mol/L​ ∴ ​x ​≃ ​1,3 ​· ​​10​​ −5​mol/L​

d ) ​1,3 ​· ​10​​−5​ mol/L​ −3

e ) ​8,5 ​· ​10​​ ​ mol/L​

6. A azida de chumbo(II) ​(Pb (​ ​N​3​)​ ​)​ é um sólido 2

branco muito sensível ao impacto, e é utilizada como explosivo em detonadores. Em solução aquosa a ​18 °C​, essa substância tem solubilidade de aproximadamente 0 ​ ,23 g/L​. Considerando a equação química de dissociação dessa substân​H​2​O

cia, ​Pb ​(​N​3​)​ ​(s)​⇌ ​ ​​Pb​​2+​(aq)​​+ ​2 ​N​3​−​(aq)​, e as mas2

sas molares do ​Pb ​= ​207 g/mol​ e ​N ​= ​14 g/mol​, qual é o produto de solubilidade para esse composto, aproximadamente? a ) ​6 ​· ​10​​−7​

b ) ​5 ​· ​10​​−10​ −9

c ) ​2 ​· ​10​​ ​

d ) ​1 ​· ​10​​−6​ −3

e ) ​4 ​· ​10​​ ​

6. Resposta: Alternativa c. Resolução nas Orientações para o professor. 9. Resposta: Ao manipular as condições da solução e adicionar reagentes apropriados, é possível precipitar impurezas indesejadas, assegurando que o produto final atenda aos padrões de qualidade e segurança exigidos.

7. As constantes do produto de solubilidade do ​PbI​2​ e do ​Mg​(​ OH)​ ​ são, respectivamente, 2

​8,4 ​· ​10​​−9​e ​4 ​· ​10​​−12​, ambos a ​25 °C​. a ) Qual é a solubilidade do ​PbI​2​, a ​25 °C​, em​ mol/L​?

b ) Qual é a solubilidade do M ​ g​​(OH)​ ​, a ​25 °C​, em​ 2 mol/L​? c ) Qual das duas substâncias é a mais solúvel? d ) Qual é o pH da solução de ​Mg​(​ OH)​ ​? 2

Respostas e resoluções nas Orientações para o professor.

8. O sulfato de bário ​(​BaSO​4​)​ é utilizado principal-

mente em contraste artificial nos procedimentos radiográficos do sistema digestório. A solubilidade do composto ​BaSO​4​, em água, é de ​9,2 ​· ​10​​−3​ g/L​. Calcule o valor aproximado do produto solubilidade desse composto, considerando a massa molar de ​233 g/mol​. a ) ​8,3 ​· ​10​​−23​ b ) ​1,6 ​· ​10​​−9​

c ) ​7,1 ​· ​10​​−23​ d ) ​2,0 ​· ​10​​−2​

e ) ​3,4 ​· ​10​​−5​

Resposta: Alternativa b.

9,2 ​· ​​10​​ −3​ _ 9,2 ​· ​​10​​ −3​ ​x ​= _ ​​ ​​= ​​ ​​≃ ​3,95 ​· ​​10​​ −5​​ 233 ​M​​BaSO​ ​​​​ 4

​∴ x ​≃ ​3,95 ​· ​​10​​ −5​mol/L​

​​K​s​​ ​= [​​ ​Ba​​ 2+​]​​· [​​ ​​SO​4​​​​ 2−​]​​⇒ ​​K​s​​ ​= (​​ x)​​· (​​ x) ​  ⇒​

​⇒​K​s​​ ​= (​​​ 3,95 ​· ​​10​​ −5​)​​​ 2​​∴ ​​K​s​​ ​≃ ​1,6 ​· ​​10​​ −9​​

9. Em uma indústria farmacêutica, a pureza de um

medicamento pode ser garantida pela ausência de íons provenientes de impurezas durante o preparo da solução do medicamento. Explique como o conceito de produto de solubilidade ​(​K​s​)​pode ser utilizado para precipitar impurezas da solução e garantir a pureza do fármaco.

10. Durante a preparação de um bolo, o bicarbona-

to de sódio ​(​NaHCO​3​)​é frequentemente utilizado como agente fermentador. No entanto, a eficácia da hidrólise desse composto pode ser influenciada pela composição dos ingredientes da receita. Como diferentes ingredientes da receita (como ácidos, açúcares e gordura) podem afetar a hidrólise do bicarbonato de sódio? Quais fatores podem aumentar ou diminuir a produção de gás carbônico​​(​CO​2​)​durante o processo de fermentação?

11. Sabendo que o produto de solubilidade ​(​K​s​)​ do ​AgC𝓁​é ​1,8 ​· ​10​​−10​, qual das alternativas a seguir apresenta, aproximadamente, a concentração em ​mol/L​ de íons prata ​(​Ag​​+​)​ em uma solução Resposta: Alternativa b. saturada? a ) ​1,8 ​· ​10​​−5​

b ) ​1,3 ​· ​10​​−5​

​​K​s​​ ​= [​​ ​Ag​​ +​]​​· [​​ C​𝓁​​ −​]​​⇒ ​​K​s​​ ​= (​​ x)​​· (​​ x) ​⇒​

​⇒x ​= √ ​​ 1,8 ·​ ​​10​​ −10​ ​∴ ​x ​≃ ​1,3 ​· ​​10​​ −5​mol/L​ _

c ) ​1,8 ​· ​10​​−10​ 12. Resposta: O composto que altera o ​pH​ é o carbonato de cálcio, pois ele é um sal

d ) ​3,6 ​· ​10​​−10​ proveniente de uma base forte e um

e ) ​1,8 ​· ​1​0​−55​ ácido fraco, enquanto o cloreto de cálcio é proveniente de ácido e base forte.

12. Dois compostos muito utilizados para tratar a água de piscinas são o cloreto de cálcio ​​(CaC​𝓁​ 2​​)​​ e o carbonato de cálcio ​​(​CaCO​3​​)​​. Considerando a hidrólise salina, qual desses compostos é responsável por alterar o ​pH​da água?

13. A constante do produto de solubilidade ​(​K​s​)​ de

um sal pouco solúvel em água é medida em diferentes temperaturas, com os seguintes resultados: • ​​K​s​​​ a ​25 ° C ​= ​1,0 ​· ​​10​​ −6​​

• ​​K​s​​​ a ​50 ° C ​= ​4,0 ​· ​​10​​ −6​​ • ​​K​s​​​ a ​75 ° C ​= ​9,0 ​· ​​10​​ −6​​

Considerando os valores de ​​K​s​​​ nas diferentes temperaturas, qual das alternativas a seguir melhor descreve o comportamento do sal? a ) O aumento da temperatura reduz a energia do processo de dissolução, aumentando a solubilidade do sal. b ) A variação dos valores de ​K​s​sugere que a dissolução do sal é um processo exotérmico. c ) A solubilidade do sal permanece constante, pois a variação de ​K​s​é compensada pela mudança na entalpia de dissolução.

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a ) ​4,35 ​· ​10​​−6​mol/L​

d ) A variação de ​K​s​ indica que a dissolução do sal se torna menos espontânea com o aumento da temperatura.

b ) ​1,70 ​· ​10​​−6​mol/L​ c ) ​8,74 ​· ​10​​−6​mol/L​

e ) O valor crescente de ​K​s​ indica que a dissolução do sal é favorecida pelo aumento da temperatura, sugerindo que o processo é endotérmico. Resposta: Alternativa e.

e ) ​3,56 ​· ​10​​−6​mol/L​

15. Um aquarista percebeu que a água de seu aquário estava com um ​pH​ mais elevado do que o normal, o que pode ser prejudicial para os peixes. Ele sabe que a alcalinidade da água pode estar relacionada com a dissolução de certos sais presentes no aquário. As equações químicas a seguir apresentam possíveis reações dos sais com a água do aquário:

14. O carbonato de cálcio ​(​CaCO​3​)​ é um sal pouco

solúvel em água, presente na formação de estalactites e estalagmites em cavernas. A solubilidade do ​CaCO​3​ em água é descrita pela constante do produto de solubilidade ​(​K​s​)​, cujo valor é ​8,7 ​· ​10​​−9​a ​25 ° C​.

Mistervlad/Shutterstock.com

d ) ​2,00 ​· ​10​​−6​mol/L​

UNIDADE

5

​​NH​4​​C𝓁​(s) ​​+ ​​H​2​​O​(𝓁) ​​⇌

⇌ ​​NH​3​​​(aq) ​​+ ​​H​3​​​O​​ +​​+ ​C​𝓁​​ −​​(aq) ​​

​NaC𝓁​(s)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁)​​⇌ ​​Na​​ +​​(aq)​​+ ​C​𝓁​​ −​​(aq)​​ ​​Na​2​​​CO​3​​​(s)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁)​​⇌

⇌ ​2​Na​​ +​​(aq)​​+ ​​OH​​ −​​(aq)​​+ ​​​HCO​3​​​​ −​​(aq)​​

​​K​2​​​SO​4​​​(s)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁)​​⇌ ​2 ​K​​ +​​(aq)​​+ ​​​SO​4​​​​ 2−​​(aq)​​

estalactite

Com base nas reações fornecidas, qual das alternativas a seguir melhor explica por que o pH da água do aquário aumentou?

estalagmite

a ) A presença de ​NH​4​C𝓁​na água está causando um aumento na concentração de íons ​H​+​, o que eleva o ​pH​.

Estalactites e estalagmites em caverna.

b ) A reação do ​K​2​S​O​4​ com a água está produ− zindo íons ​OH​​ ​, aumentando a alcalinidade da água.

Quando o ​​CaCO​3​​​ se dissolve, o seguinte equilíbrio se estabelece: ​​CaCO​3​​​(s)​​⇌ ​​Ca​​ 2+​​(aq)​​+ ​​C​O​3​​​​ 2−​​(aq)​​

Se uma amostra de água em uma caverna contém uma concentração de íons cálcio ​​(​Ca​​ 2+​)​ ​ igual a 2 ​ ,0 ​· ​​10​​ −3​ mol/L​, qual é a concentração máxima possível de íons carbonato (​​ ​​CO​3​​​​ 2−​)​​ que pode coexistir nessa solução sem que ocorra precipitação de ​​CaCO​3​​​?

c ) A hidrólise do ​Na​2​C​O​3​ está produzindo íons​ − OH​​ ​, o que eleva o ​pH​da água do aquário. d ) O ​NaC𝓁​ está neutralizando a água, aumentando o ​pH​ em virtude da formação de N ​ ​a​+​ − e ​C​𝓁​ ​.

e ) A presença de ​SO​4​2−​ está causando a liberação de ​H​+​, o que reduz o ​pH​da água. Resposta: Alternativa c.

14. Resposta: Alternativa a. ​​K​s​​ ​= [​​ ​Ca​​ 2+​]​​· [​​ ​​CO​3​​​​ 2−​]​​⇒

⇒ ​8,7 ​· ​​10​​ −9​​= ​2,0 ​· ​​10​​ −3​mol/L ​· [​​ ​​CO​3​​​​ 2−​]​​ ∴ [​ ​​CO​3​​​​ 2−​]​​= ​4,35 ​· ​​10​​ −6​mol/L ​

RETOME O QUE ESTUDOU

Respostas nas Orientações para o professor.

Refletindo sobre o que estudou nesta unidade, responda às questões a seguir.

1. Quando uma reação química reversível entra em equilíbrio? 2. Cite as diferenças entre a definição de ácidos e bases segundo a teoria de Arrhenius e a teoria Brønsted-Lowry.

3. Em um minuto, escreva com suas palavras em um pedaço de papel o que é uma hidrólise. Em seguida, entregue esse papel ao professor.

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MAIS QUESTÕES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. (UEPG-PR) Dada a seguinte reação em equilíbrio: ​​CO​2​​​(g)​​+ ​2 LiOH​(s)​​⇌ ​​Li​2​​ ​CO​3​​​(s)​​+ ​​H​2​​ O​(g)​​

Acerca do deslocamento do equilíbrio dessa reação, segundo o Princípio de Le Chatelier, assinale o que for correto. 01 ) Se adicionarmos mais ​CO​2​no meio, o equilíbrio se deslocará no sentido dos produtos. 02 ) A adição do ​LiOH​deslocará o equilíbrio no sentido dos produtos. 04 ) O aumento da pressão deslocará o equilíbrio no sentido dos reagentes. 08 ) Se retiramos ​CO​2​do meio, o equilíbrio se deslocará no sentido dos reagentes, de modo a repor a retirada do ​CO​2​. Resposta: Soma: ​01 ​+ ​08 ​= ​9​.

2. (UEM-PR) Os rins excretam continuamente substâncias pouco solúveis, como oxalato de cálcio (​ ​CaC​2​​O​4​)​ e fosfato de cálcio ​(​Ca​3​​(​PO​4​)​ ​)​, que apresentam, a ​25 ° C​, ​K​ps​de ​2,0 ​× ​10​​−9​e ​1,0 ​× ​10​​−28​, respectivamente. 2 Quando a urina se torna saturada dessas substâncias, começam os processos de cristalização e formação de cálculos renais. Sobre essas informações e conceitos do produto de solubilidade, assinale o que for correto. 01 ) Em solução saturada de fosfato de cálcio a relação entre as concentrações dos íons cálcio e fosfato dissolvidos é dada por ​2[​ ​Ca​​2+​]​= ​3[​ ​PO​4​3–​]​. 04 ) A ​25 ° C​, a solubilidade do ​CaC​2​​O​4​é dada por √ ​ 2,0 ​× ​10​​−9​ .

02 ) O oxalato de cálcio é 20 quintilhões de vezes mais solúvel que o fostato de cálcio. _

08 ) Com aumento do consumo de alimentos ricos em cálcio iônico, o princípio de Le Chatelier prevê o aumento da cristalização desses sais através do efeito do íon comum. 16 ) Nos equilíbrios químicos de solubilidade, a velocidade de dissolução é menor que a velocidade de precipitação, por isso há sempre a presença de cristais dessas substâncias de baixa solubilidade. Resposta: Soma: ​01 ​+ ​04 ​+ ​08 ​= ​13​. Resolução nas Orientações para o professor.

3. (UERJ) Considere a reação de equilíbrio

químico representada abaixo, que ocorre na atmosfera e envolve dois óxidos de nitrogênio:

UERJ/2023

​​N​2​​ ​O​4​​​(g)​​⇋ ​2 ​NO​2​​​(g)​​ A partir de um experimento, foram registradas as variações das concentrações desses óxidos em função do tempo. Observe o gráfico:

Com base nos dados obtidos, o valor da constante de equilíbrio em função das concentrações é igual a: a ) ​3,2 ​× ​10​​−3​

b ) ​4,8 ​× ​10​​−3​

c ) ​3,3 ​× ​10​​−1​

Resposta: Alternativa b. Resolução nas Orientações para o professor.

d ) ​4,0 ​× ​10​​−1​

4. (UEA-AM) Considere a seguinte reação genérica, elementar e reversível, na qual todas as substâncias participantes se encontram em solução aquosa:

​aA ​+ ​bB ​⇌ ​cC ​+ ​dD​

A constante de equilíbrio ​​(​K​equilíbrio​​)​​ dessa reação é dada por: ​​[​​C]​ ​​​​ ​​· [​​​ ​​D]​ ​​​​ d​ ​​ ​​ ​​K​equilíbrio​​ ​= _ a b [​​ A]​​​ ​​· [​​​ B]​​​ ​ c

No estado de equilíbrio dinâmico, a concentração dos produtos é maior do que a concentração dos reagentes se Resposta: Alternativa a. a ) ​K​equilíbrio​​> ​1​

b ) ​K​equilíbrio​​= ​1​

c ) ​K​equilíbrio​​= ​0​

d ) ​K​equilíbrio​​< ​0​

e ) ​K​equilíbrio​​< ​1​

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

5. (Udesc) Para promover a manutenção de diversos tipos de espécies, a água do mar deve ser ligeiramente alcalina, com seu ​pH​entre 7,4 e 8,5. Isto ocorre por conta de diversas reações relacionadas ao gás carbônico e ao carbonato de cálcio, que tendem a manter o pH constante. Essas reações químicas estão representadas a seguir: (i) ​​CO​2​​​(g)​​⇌ ​​CO​2​​​(aq)​​

(iv) ​​​HCO​3​​​​ ​​(aq)​​⇌ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​​​CO​3​​​​ 2−​​(aq)​​ −

(ii) ​​CO​2​​​(aq)​​+ ​​H​2​​ O​(𝓁) ​ ​⇌ ​​H​2​​ ​CO​3​​​(aq)​​

(iii) ​​H​2​​ ​CO​3​​​(aq)​​⇌ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​​​HCO​3​​​​ ​​(aq)​​ −

(v) ​​CaCO​3​​​(s)​​⇌ ​​Ca​​ 2+​​(aq)​​+ ​​​CO​3​​​​ 2−​​(aq)​​

Sobre essas reações químicas, analise as proposições. −

I ) O ​H​2​​CO​3​em solução aquosa dissocia-se formando os íons ​OH​​ ​e ​CO​3​2−​. II ) As reações apresentadas nas cinco equações ocorrem simultaneamente e configuram uma solução tampão. III ) Segundo os processos acima, infere-se que o ​pH​da água é levemente ácido.

IV ) Caso haja excesso de íons ​H​+​o sistema se deslocará no sentido que produza ​CO​3​2−​. V ) Na equação i ocorre o equilíbrio físico entre o gás carbônico dissolvido e o gasoso. VI ) O aumento de ​CO​2​é prejudicial para diversos seres marinhos por provocar a acidificação desse ambiente, com consequente dissolução de sistemas vivos, contendo carbonato de cálcio em sua composição. Assinale a alternativa correta. a ) Somente as afirmativas I, II e VI são verdadeiras. b ) Somente as afirmativas II, V e VI são verdadeiras. c ) Somente as afirmativas I, III, V e VI são verdadeiras. d ) Somente as afirmativas III, IV e V são verdadeiras. e ) Somente as afirmativas III e V são verdadeiras.

Resposta: Alternativa b. Resolução nas Orientações para o professor.

6. (Unifesp-SP) O ácido sulfúrico está entre as principais matérias-primas para a indústria química, e uma das

UNIFESP/2024

etapas de sua produção envolve a conversão de dióxido de enxofre (​ ​SO​2​)​a trióxido de enxofre ​(​SO​3​)​, segundo a reação: 1 ​​SO​2(​​​ g)​​+ _ ​​ ​​O​2(​​​ g)​​⇌ ​​SO​3(​​​ g)​​ 2 O gráfico que se segue mostra a variação do rendimento dessa conversão em função da temperatura.

(Mariana de M. V. M. Souza. Processos inorgânicos, 2012.)

a ) Escreva a expressão da constante de equilíbrio ​K​c​da reação entre dióxido de enxofre e oxigênio molecular formando trióxido de enxofre numa dada temperatura. Escreva a equação balanceada da reação que representa a obtenção de ácido sulfúrico a partir da reação entre trióxido de enxofre e água. b ) Com base no gráfico de rendimento da conversão de ​SO​2​em ​SO​3​em função da temperatura e no princípio de Le Châtelier, determine se essa reação é exotérmica ou endotérmica. Com base no princípio de Le Châtelier, informe o efeito que um aumento da pressão exercida sobre o sistema químico inicialmente em equilíbrio terá sobre o rendimento de ​SO​3​formado quando for estabelecido o novo equilíbrio. Respostas e resoluções nas Orientações para o professor.

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

7. (UFRGS-RS) Para o ácido nitroso, ​HNO​2​, a cons−4

tante de acidez vale ​4,7 ​× ​10​​ ​.

A respeito desse ácido, considere as seguintes afirmações. I ) Uma solução aquosa de ácido nitroso tem​ pH​ alcalino. II ) A adição de nitrito de sódio à solução irá diminuir o seu pH. −1

III ) Uma solução ​1,0 mol ​L​ ​ de ácido nitroso exibirá uma concentração de ​H​+​de cerca de​ 21,6 mmol​. Quais estão corretas? a ) Apenas I. b ) Apenas II. c ) Apenas III. d ) Apenas II e III. e ) I, II e III.

Resposta: Alternativa c. Resolução nas Orientações para o professor.

8. (Fuvest-SP) Um estudante (FV), intrigado com a

FUVEST/2024

escala de ​pH​entre 0 e 14, perguntou a um sistema de inteligência artificial (IA) sobre a possibilidade de existirem valores negativos de ​pH​, conforme descrito na figura: Existe ​pH​negativo? Sim, é possível existir o ​pH​negativo em soluções altamente básicas, onde a concentração de íons do hidrogênio é extremamente baixa e a concentração de íons hidroxila é muito alta. Nesses casos, o ​pH​é calculado como logaritmo negativo da concentração de íons hidrogênio em relação ao ponto neutro de ​pH 7​.

A resposta fornecida pelo sistema de inteligência está a ) errada, pois ​pH​ negativo refere-se à concentração de ​H​+​ maior que ​1 mol/L​, resultando em um valor de ​pH​menor que zero. b ) correta, pois ​pH​negativo refere-se à concen− ​ mol/L​, resultando tração de ​OH​​ ​maior que 1 em um valor de ​pH​menor que zero. c ) correta, assim como é possível existir ​pH​ maior que 14 em soluções com concentração de ​H​+​maior que ​14 mol/L​.

9. (Unesp) A “barrilha leve”, carbonato de sódio

​(​Na​2​​CO​3​)​, é um produto de grande uso industrial, sendo também utilizado no tratamento da água de piscinas. A obtenção da barrilha leve envolve o processo Solvay, no qual dióxido de carbono gasoso (​ ​CO​2​)​ é borbulhado em uma solução aquosa que contém amônia ​(​NH​3​)​e cloreto de sódio ​(NaC𝓁)​, de acordo com a reação:

​​CO​2​​​(g)​​+ ​​NH​3​​​(aq)​​+ ​​Na​​ +​​(aq)​​+ ​​C𝓁​​ ​​(aq)​+ ​ −

​​+ ​​H​2​​ O​(𝓁) ​​→ ​​​NH​4​​​​ +​​(aq) ​+ ​ ​​​HCO​3​​​​ ​​(aq) ​​+ ​ −

​+ ​​Na​​ +​​(aq) ​​+ ​​C𝓁​​ ​​(aq) ​​ −

A solução iônica resultante desse processo é resfriada de modo que apenas o bicarbonato de sódio, ​​NaHCO​3​​​(s)​​, forma um precipitado, e os demais íons permanecem em solução. O ​​NaHCO​3​​​(s)​​ é separado da mistura por filtração e submetido a aquecimento, decompondo-se e originando o carbonato de sódio, ​​Na​2​​ ​CO​3​​​(s)​​. Em princípio, como resultado do processo Solvay, seria possível obter várias substâncias iônicas por precipitação. Entretanto, nessa etapa, somente o bicarbonato de sódio sólido, ​​NaHCO​3​​​(s)​​, se separa como precipitado. Isso ocorre porque, dentre as demais substâncias possíveis de serem formadas no processo Solvay, ​​NaHCO​3​​​(s)​​ é a substância iônica que apresenta a Resposta: a ) menor temperatura de fusão.

Alternativa d.

b ) menor pressão de vapor. c ) maior temperatura de ebulição. d ) menor solubilidade em água. e ) maior densidade.

10. (UECE) Se o ​pH​do estômago é igual a 2 e o ​pH​ do suco de laranja é igual a 4, considerando a relação das concentrações de seus íons hidrônios, é correto dizer que a concentração

a ) do suco de laranja é 1000 vezes menor que a do estômago. b ) do estômago é 100 vezes maior que a do suco de laranja. c ) do suco de laranja é duas vezes maior que a do estômago. d ) do estômago é 10 vezes maior que a do suco de laranja. Resposta: Alternativa b. Resolução

d ) errada, pois a escala de p ​ H​é fixa entre 0 e 14, independentemente da concentração de ​H​+​.

11. (UFRGS-RS) O ácido nitroso, ​HNO​2​, é um ácido

e ) correta, pois o p ​ H​tende a diminuir e tornar-se negativo em soluções com concentração de íons ​H​+​extremamente baixa.

A respeito de uma solução aquosa de ​​NaNO​2​​​, considere as seguintes afirmações.

Resposta: Alternativa a. Resolução nas Orientações para o professor.

nas Orientações para o professor.

fraco com ​K​A​​= ​4,3 ​× ​10​​−4​.

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NÃO ESCREVA NO LIVRO.

I ) É uma solução de ​pH​menor que 7. II ) É mais alcalina do que uma solução aquosa de ​NaC𝓁​. III ) É mais ácida do que uma solução aquosa de​ NaOH​de mesma concentração. Quais estão corretas? Resposta: Alternativa d. a ) Apenas I. b ) Apenas II. d ) Apenas II e III.

12. (Unesp) Água de cal é o nome dado à solução

aquosa saturada de cal hidratada ​ hidróxido [ de cálcio, Ca (​ OH)​ ​ ​. A concentração dessa solu2] ção saturada a 2 ​ 0 ° C​é de 1 ​ ,7 g/L​. A partir desse dado, estima-se que o valor da constante do produto de solubilidade em água (​ ​K​ps​)​nessa temperatura é próximo de −6

a ) ​8 ​× ​10​​ ​. −7

c ) ​5 ​× ​10​​ ​. Resposta: Alternativa e. Resolução nas Orientações para o professor.

13. (Fuvest-SP) Cálculos renais, conhecidos popu-

larmente por “pedras nos rins”, consistem principalmente em oxalato de cálcio, ​CaC​2​​O​4​, espécie cuja constante de solubilidade ​(​K​ps​)​é de aproximadamente ​2 ​× ​10​​−9​. Os íons oxalato, presentes em muitos vegetais, reagem com os íons cálcio para formar oxalato de cálcio, que pode gradualmente se acumular nos rins. Supondo que a concentração de íons cálcio no plasma sanguíneo seja de cerca de ​5 ​× ​10​​−3​mol/L​, qual seria a concentração mínima, em ​mol/L​, de íons oxalato para que ​CaC​2​​O​4​precipitasse? a ) ​4 ​× ​10​​−13​

b ) ​10 ​× ​10​​−12​

c ) ​4 ​× ​10​​−7​ −5

e ) ​1 ​× ​10​​ ​

III ) Uma reação reversível, na qual a dissolução do sal é exatamente contrabalançada pela sua precipitação, é estabelecida nessa situação. Quais estão corretas? Resposta: Alternativa d. a ) Apenas I.

d ) Apenas II e III.

b ) Apenas II.

e ) I, II e III.

c ) Apenas I e III.

15. (ITA-SP) Considere ​1 L​de solução aquosa prepa-

b ) ​4 ​× ​10​​−6​.

d ) ​2,5 ​× ​10​​−6​

Em relação a uma solução aquosa saturada desse sal, contendo uma certa quantidade de sal sólido, não dissolvido, são feitas as seguintes afirmações.

II ) A adição de sulfato de sódio aumenta a quantidade de sódio não dissolvido.

e ) I, II e III.

e ) ​5 ​× ​10​​−5​.

pode ser usada como agente de contraste em exames de raios-X. O sulfato de bário é um sal pouco solúvel, com constante do produto de solubilidade ​1,1 ​× ​10​​−10​.

I ) A adição de nitrato de bário diminui a quantidade de sólido não dissolvido.

c ) Apenas I e III.

d ) ​8 ​× ​10​​−4​.

14. (UFRGS-RS) Uma suspensão de sulfato de bário

Resposta: Alternativa c. Resolução nas Orientações para o professor.

Note e adote: Desconsidere a presença de quaisquer outros íons e considere que a concentração no plasma é determinante para a precipitação do oxalato.

rada por meio da adição de ​1 mol​ de um ácido monoprótico hipotético, ​1 mol​de sua base conjugada e ​0,82 mol​ de uma base forte. Sabendo que a constante de ionização do ácido é igual a​ 10​​−4​, assinale a alternativa que melhor representa o ​pH​da solução resultante. a ) (■) 4. b ) (■) 5. c ) (■) 6. d ) (■) 7. e ) (■) 8.

Resposta: Alternativa b. Resolução nas Orientações para o professor.

16. (UECE) As letras p ​ H​ aparecem quase todos os

dias em anúncios de xampus, produtos para a pele e outros bens de consumo. Para entender esses anúncios, é necessário entender a importância do p ​ H​que, em termos mais simples, é um número que varia entre 0 e 14 para indicar a acidez de uma solução. Em relação ao p ​ H​, assinale a afirmação verdadeira. a ) Quanto maior a concentração de ​H​+​, maior é o ​pH​. b ) Uma amostra de chuva com ​pH​ 4,0 é dez vezes mais ácida do que chuva com ​pH​5,0. c ) Na escala de p ​ H​, se a acidez diminui, o número de ​pH​também diminui. d ) Quando o ​pH​aumenta em uma unidade, a concentração de ​H​+​aumenta em um fator de dez.

Resposta: Alternativa b. Resolução nas Orientações para o professor.

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6 UNIDADE

AS SUBSTÂNCIAS E O MEIO AMBIENTE

Nesta unidade, vamos estudar... • ácidos e bases de Arrhenius, Brønsted-Lowry e Lewis; • sais de Arrhenius; • óxidos; • taxa de desenvolvimento das reações químicas; • fatores que influenciam a rapidez das reações químicas; • polímeros naturais e sintéticos; • reação de polimerização.

Os tubos apresentados na fotografia da próxima página são feitos de material metálico, contudo passaram por um equipamento para receber uma camada de material polimérico em sua superfície. Esse tipo de medida tem o objetivo de proteger o tubo metálico do ambiente em que ficará exposto: ao ar livre, sob o solo ou embaixo da água. Nesses ambientes, é possível que o tubo fique sujeito ao contato com água e oxigênio, o que pode ocasionar o processo de corrosão. Caso ele seja feito de ferro e não tenha uma camada de proteção, esse processo pode ser percebido pelo aparecimento de um material de coloração escura e/ou alaranjada em sua superfície, que consiste na formação de óxido de ferro. Diversos fatores podem influenciar a taxa de desenvolvimento do processo de corrosão, tais quais a quantidade de água e oxigênio no ambiente, a presença de outras substâncias, como ácidos e bases, além da área superficial do material. Por se tratar de um processo indesejável, uma das soluções para reduzir sua taxa de desenvolvimento, ou mesmo impedi-lo, consiste na diminuição de sua área superficial pela aplicação de uma camada protetora. Esse fenômeno e a medida utilizada para impedi-lo retratam os temas que serão abordados nesta unidade. Nela, você vai estudar as características e aplicações dos materiais poliméricos, dos ácidos, bases, sais e óxidos, bem como conhecer alguns fatores que influenciam a rapidez das transformações químicas. Respostas nas Orientações para o professor.

a ) Você já identificou, em seu cotidiano, algum método parecido com a da fotografia para impedir ou diminuir o desenvolvimento de alguma reação química? Mencione um exemplo. b ) Você considera importante conhecer a taxa com que as reações químicas se desenvolvem e os fatores que as influenciam? Explique sua resposta.

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Vladimir Mulder/ Shutterstock.com

Tubos metálicos revestidos com material polimérico em indústria na cidade de Moscou, Rússia, em 2019.

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CAPÍTULO

21

Ácidos, bases, sais e óxidos

2. Resposta pessoal. Os estudantes podem associar a poluição e a chuva ácida com a emissão de gases tóxicos na atmosfera por meio da combustão de combustíveis fósseis, pelo consumo de produtos industrializados etc.

Chuva ácida: causa, consequências e possíveis soluções Fabio Vieira/FotoRua/NurPhoto/AFP

Confira as fotografias a seguir e responda às questões 1 e 2.

Camada de poluição no céu da região central do município de São Paulo (SP), em 2024.

Daniel Cymbalista/Fotoarena

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes relacionem as condições climáticas extremas irregulares e a chuva ácida com a poluição atmosférica.

1. Como essas duas fotografias podem estar relacionadas entre si? 2. Quais são as atitudes do ser humano que colaboram para causar os problemas mostrados nas fotografias?

Escultura desgastada por intempérie e chuva ácida, no município de São Paulo (SP), em 2023. Intempérie: condições climáticas extremas, como vento forte, temporal, seca etc.

O dióxido de carbono (​​ ​CO​2​​)​​ presente na atmosfera dissolve-se na água (​​ ​H​2​​O)​​ precipitada e, por se tratar de um óxido ácido, leva a chuva, a neblina ou a neve a ficar ácida. Mesmo em ambientes sem poluição, a água da chuva é levemente ácida, com ​pH ​por volta de 5,6. Entretanto, a queima de combustíveis fósseis de veículos, indústrias e usinas termelétricas aumenta a quantidade de dióxido de carbono e outros óxidos na atmosfera, causando o aumento da acidez da chuva. A gasolina e o óleo diesel, por exemplo, contêm enxofre ​​(S)​​, que, por meio de sua combustão, transforma-se em dióxido de enxofre (​​ ​SO​2​​)​​. Na atmosfera, ele pode reagir tanto com a água, formando o ácido sulfuroso ​​(​H​2​​​SO​3​​)​​, como com o gás oxigênio ​​(​O​2​​)​​, originando o trióxido de enxofre (​​ ​SO​3​​)​​: ​​SO​2(​​​ g)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​→ ​H​2​​ ​SO​3(​​​ aq)​​ ​2 ​SO​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​SO​3​​​(g)​​

O ​​SO​3​​​, por sua vez, pode reagir com água, formando o ácido sulfúrico ​​(​H​2​​​SO​4​​)​​.

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Outras substâncias que também reagem na atmosfera, dando origem à chuva ácida, são os óxidos de nitrogênio. Leia o trecho da matéria a seguir.

UNIDADE

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O que é chuva ácida e o que ela faz? O fenômeno tem efeitos na saúde humana e no meio ambiente. Embora possa ter causas naturais, a maior parte é gerada pela atividade humana. A chuva ácida é um termo amplo que, como o nome sugere, inclui qualquer forma de precipitação com componentes ácidos (como ácido sulfúrico ou ácido nítrico) que cai no solo a partir da atmosfera na forma úmida ou seca. Isto pode incluir chuva, neve, neblina, granizo ou até poeira ácida, segundo define a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

O que causa a chuva ácida? Segundo a agência americana, a chuva ácida ocorre quando dióxido de enxofre ​​​(​SO​2​​)​​ ​​​e óxidos de nitrogênio ​​(NOX)​​ são emitidos para a atmosfera e transportados por correntes de vento e ar. “O ​SO​2​ e o ​NOX​ reagem com água, oxigênio e outros produtos químicos para formar ácidos sulfúrico e nítrico. Estes, então, se misturam com água e outros materiais antes de cair no chão”, explica a organização. […] O QUE é chuva ácida e o que ela faz? National Geographic, 13 dez. 2022. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/

Professor, professora: Os óxidos de nitrogênios podem meio-ambiente/2022/12/o-que-e-chuva-acida-e-o-que-ela-faz. Acesso em: 27 ago. 2024. ser representados por NOX, ​​NO​x​​​ ou Nox. O mais utilizado é o ​​NO​x​​​ como adotado nesta obra. Enfatize que não é a mesma coisa que o NOX – números de oxidação, apresentado no capítulo 14, apesar de ter a mesma leitura também.

Os óxidos de nitrogênio (​​​ ​NO​X​​)​​ ​​​ podem ser formados durante a descarga elétrica em uma tempestade. A energia elétrica provoca a reação entre os gases nitrogênio ​(​​ ​N​2​​)​​ ​​​ e oxigênio, formando o monóxido de nitrogênio ​​(NO)​​. O monóxido de nitrogênio, com o dióxido de nitrogênio ​​​(​NO​2​​)​​ ​​​ liberado na queima de combustíveis fósseis, reage na atmosfera dando origem a outros ácidos, como o ácido nitroso ​(​​ ​HNO​2​​)​​ ​​​ e o ácido nítrico ​(​​ ​HNO​3​​)​​ ​​​, conforme mostram as reações a seguir. ​2 NO​(g)​​+ ​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​NO​2​​​(g)​​

​2 ​NO​2​​​(g)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​→ ​HNO​2​​​(aq)​​+ ​HNO​3​​​(aq)​​ ​2 ​HNO​2​​​(aq)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​HNO​3​​​(aq)​​

Portanto, observa-se maior acidez da chuva nas regiões onde há uma grande quantidade de indústrias e automóveis. Nesses locais, em geral, a água da chuva tem p ​ H​por volta de 4,5. No entanto, já houve registro de ​pH​próximo de 2, que pode ser comparado com a acidez do suco de limão, por exemplo. Além de danificar estátuas e construções, como mostrado na página anterior, a chuva ácida pode aumentar a acidez do solo e dos corpos de água, prejudicando os ecossistemas aquáticos e terrestres. O aumento da acidez do solo pode prejudicar o desenvolvimento das plantas. Já o aumento da acidez dos corpos de água pode aumentar a mortandade de peixes e outros seres vivos aquáticos. Compartilhe ideias

a) Resposta: Os estudantes podem citar medidas que incentivem o transporte coletivo, o uso de bicicletas e o desestímulo ao transporte individual; a fabricação de veículos que contenham filtros e catalisadores que diminuem a emissão dos gases tóxicos e a implementação de técnicas agrícolas que diminuam o uso de fertilizantes nitrogenados.

Evitar a formação da chuva ácida envolve aspectos técnicos, econômicos, políticos e sociais. Uma medida que pode ser tomada é a purificação de combustíveis como o óleo diesel e o carvão mineral, de modo a minimizar a quantidade de enxofre em sua composição. a ) Reúna-se com seus colegas e listem formas de combater a chuva ácida, incluindo ações individuais que possam ser adotadas em seu dia a dia. Elaborem um folheto digital e divulguem essas informações para a comunidade por meio das redes sociais.

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Algumas definições de ácidos e bases Definições de Arrhenius

Professor, professora: Antes de iniciar a discussão sobre ácidos e bases de Arrhenius, revise os conceitos de íons (cátions e ânions), de substâncias iônicas e covalentes. Relembre que íons são espécies químicas com excesso ou déficit de elétrons, ânions e cátions, respectivamente.

A Química, desde a sua origem, busca teorias e modelos que expliquem os comportamentos das substâncias. Uma das teorias mais difundidas para classificar ácidos e bases é a de Arrhenius, proposta pelo químico sueco Svante August Arrhenius (1859-1927). Confira a seguir com essa teoria define ácido e base.

Ácido é a substância que, em água, apresenta capacidade de produzir o cátion hidrogênio ​​(​H​​ +​)​​ e formar + o cátion oxônio (​​ ​H​3​​​O​​ ​)​​. Os ácidos são substâncias covalentes que, em água, sofrem ionização, isto é:

Professor, professora: Equacione na lousa as reações de ionização do ácido nítrico formando os cátions e os ânions. Explique que elas são − ​​HNO​3​​​(aq)​​→ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​​​NO​3​​​​ ​​(aq)​​ equivalentes e que ambas devem ser conhecidas, pois podem ser usadas em diferentes situações.

​​HNO​3​​​(aq)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​→ ​​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​+ ​​​NO​3​​​​ ​​(aq)​​ −

+

Base é a substância que, em água, apresenta capacidade de liberar ânion hidroxila (​​ ​OH​​ ​)​​. As bases são substâncias iônicas que, em água, sofrem dissociação iônica, isto é: −

​ 2 →​​K​​ +​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ ​KOH​(s)​ ⎯ ​H​ ​​O

−

A teoria de Arrhenius apresenta limitações, pois é restrita à classificação de soluções aquosas. A teoria ácido-base mais aceita atualmente é a proposta por Brønsted-Lowry, que envolve a liberação ou o recebimento de íons ​​H​​ +​​ por parte da substância.

Definições de Brønsted-Lowry Para suprir a limitação da definição proposta por Arrhenius, o químico dinamarquês Johannes Nicolaus Brønsted (1879-1947) e o químico inglês Thomas Martin Lowry (1874-1936) propuseram, de modo independente, uma definição mais geral de ácidos e bases. Acompanhe a seguir como essa teoria define ácido e base. −

Ácido é toda espécie química capaz de ceder prótons ​​H​​ +​​ em uma reação. Por exemplo, o íon ​​​HCO​3​​​​ ​​ é um ácido de Brønsted-Lowry, em que: ​​​HCO​3​​​​ ​​(aq)​​+ ​​H​2​​O(​ aq)​​⇌ ​​​CO​3​​​​ 2−​​(aq)​​+ ​​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​ −

+

Base é toda espécie química capaz de receber prótons ​​H​​ +​​ em uma reação, como na reação a seguir, em que o ​​NH​3​​​ se comporta como uma base: ​​NH​3​​​(aq)​​+ ​HC𝓁​(aq)​​⇌ ​​​NH​4​​​​ +​​(aq)​​+ ​C ​𝓁​​ ​​(aq)​​ −

Definições de Lewis

Explique que na teoria de Brønsted-Lowry uma substância é classificada em ácido ou base de acordo com a forma como ela participa de uma reação química. Na teoria de Brønsted-Lowry não é possível classificar uma substância isoladamente como ácido ou base.

O químico estadunidense Gilbert Newton Lewis (1875-1946) propôs uma teoria para ácidos e bases ainda mais abrangente do que aquelas propostas por Arrhenius e Brønsted-Lowry. De acordo com a teoria de Lewis: • base é toda espécie química capaz de par de elétrons; • ácido é toda espécie química capaz de par de elétrons. Confira o exemplo a seguir. H H

F

N +B H

F

F

H

H

F

N

B

H

F

F

Espécies agindo como ácido e base de Lewis.

Na reação, a amônia (​​ ​NH​3​​)​​ cede um par de elétrons para o trifluoreto de boro (​​ ​BF​3​​)​​. Como produto, temos

o trifluorborato de amônia ​​(​BF​3​​​H​3​​ N)​​, formado pelo compartilhamento de elétrons. Portanto, o ​​NH​3​​​ é a base de Lewis, enquanto o ​​BF​3​​​ é o ácido de Lewis.

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Ácidos de Arrhenius De acordo com Arrhenius, os ácidos são compostos moleculares que, ao reagirem com a água, sofrem ionização, formando novas espécies químicas. Nesse processo, há o rompimento de ligações covalentes e formam-se íons: cátions ​​H​​ +​​ e ânions.

UNIDADE

6

Nessas reações, dizemos que houve a ionização total, quando todos os átomos de hidrogênio presentes na molécula se separaram do ânion, formando cátions ​​H​​ +​​. Essa ionização pode ser dividida em etapas (ionização parcial), em que um átomo de hidrogênio é ionizado a cada vez. Confira a reação de ionização do ácido sulfúrico. ​H​2​​O

​ ​ ​H​​ +​​(aq)​​+ ​​​HSO​4​​​​ ​​(aq)​​ Primeira ionização parcial: ​​H​2​​ ​SO​4​​​(𝓁) ​ ⇌ −

​H​2​​O

Segunda ionização parcial: ​​​HSO​4​​​​ ​​(aq)​ ⇌ ​ ​ ​H​​ +​​(aq)​​+ ​​​SO​4​​​​ 2−​​(aq)​​ −

Classificação e nomenclatura dos ácidos de Arrhenius Os ácidos podem ou não apresentar oxigênio em sua constituição. Dessa forma, eles podem ser classificados em hidrácidos (que não tem oxigênio) e oxiácidos (que tem oxigênio). Para os hidrácidos, sua nomenclatura é dada de acordo com a seguinte regra: ácido ​+​nome do elemento químico ​+​ ídrico

Exemplos: ácido iodídrico (​​ HI), ​​ ácido bromídrico (​​ HBr)​​ e ácido fluorídrico (​​ HF)​​.

Para os oxiácidos, a regra de nomenclatura é dada de acordo com o número de oxiácidos que o elemento químico central forma. Para elementos químicos que formam apenas um oxiácido, tem-se: ácido ​+​ nome do elemento químico ​+​ ico

Exemplos: ácido carbônico (​​ ​H​2​​ ​CO​3​​)​​ e ácido bórico (​​ ​H​3​​​BO​3​​)​​.

Para elementos químicos que formam dois oxiácidos, tem-se: ácido ​+​ nome do elemento químico ​+​ico

Ácidos padrões, como o ácido arsênico (​​​​ ​H​3​​A​sO​4​​)​​, o ácido sulfúrico (​​ ​H​2​​ ​SO​4​​)​​ e o ácido nítrico (​​ ​HNO​3​​)​​. ácido ​+​ nome do elemento químico ​+​oso

Ácidos que apresentam na fórmula química um oxigênio a menos que o ácido padrão, como o ácido arsênioso (​​ ​H​3​​ A​sO​3​​)​​​​, o ácido sulfuroso (​​ ​H​2​​ ​SO​3​​)​​ e o ácido nitroso (​​ ​HNO​2​​)​​.

Para elementos químicos que formam quatro oxiácidos, tem-se: ácido ​+​ per ​+​nome do elemento químico ​+​ ico

Ácidos que apresentam na fórmula química um oxigênio a mais que o ácido padrão, como o ácido perclórico (​​ HC𝓁 ​O​4​​)​​.

ácido ​+​ nome do elemento químico ​+​ico

Ácidos padrões, como o ácido clórico (​​ HC𝓁 ​O​3​​)​​.

ácido ​+​nome do elemento químico ​+​oso

Ácidos que apresentam na fórmula química um oxigênio a menos que o ácido padrão, como o ácido cloroso (​​ HC𝓁​O​2​​)​​.

ácido ​+​ hipo ​+​ nome do elemento químico ​+​ oso

Ácidos que apresentam na fórmula química dois oxigênios a menos que o ácido padrão, como o ácido hipocloroso (​​ HC𝓁O)​​.

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Alguns ácidos e suas aplicações

3. Resposta: O objetivo desta questão é levar os estudantes a perceber que os materiais ácidos podem ser nocivos à saúde. Entretanto, a sua ingestão por meio dos alimentos pode trazer benefícios, como facilitar a 3. Os ácidos são materiais nocivos à saúde? digestão dos alimentos.

4. Quais alimentos são conhecidos por serem ácidos?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem alimentos cujo sabor é azedo, como o abacaxi, a laranja, o limão, a uva e o iogurte.

Geralmente, as pessoas associam a palavra ácido a um material perigoso. De fato, existem ácidos que podem causar queimaduras no ser humano ou danificar muitos materiais, porém alguns ácidos estão presentes em alimentos e podem ser consumidos. Confira a seguir alguns ácidos e sua aplicabilidade no cotidiano.

2. Ácido nítrico ​​(​HNO​3​​)​​: usado para produzir fertilizantes, como o nitrato de amônio ​​(​NH​4​​ ​NO​3​​)​​. Além disso, participa de reações que formam o nitrato de potássio ​​(​KNO​3)​​ ​​, também chamado de salitre, que é um dos componentes da pólvora. É usado ainda como matéria-prima na fabricação de explosivos como o trinitrotolueno (​​ ​C​7​​ ​H​5​​ ​N​3​​ ​O​6)​​ ​​ e a nitroglicerina (​​ ​C​3​​ ​H​5​​ ​N​3​​ ​O​9)​​ ​​.

Jr images/Shutterstock.com

1. Ácido sulfúrico (​​ ​H​2​​​SO​4​​)​​: um ácido forte e corrosivo, com ação desidratante, ou seja, ele é capaz de retirar água dos materiais. Esse ácido está envolvido em vários processos industriais, como na fabricação de fertilizantes, no refino do petróleo, na produção de outros ácidos, como o ácido nítrico e o ácido fosfórico, na limpeza de metais e em baterias automotivas.

As baterias comuns de automóveis são compostas de barras de chumbo (​​ Pb)​​ e dióxido de chumbo ​​(​PbO​2​​)​​ mergulhadas em uma solução de ácido sulfúrico.

4. Ácido fosfórico (​​ ​H​3​​ ​PO​4​​)​​: seu principal uso é na indústria alimentícia, como acidulante e conservante de refrigerantes, doces, molhos para saladas e geleias. Esse ácido também é usado na indústria farmacêutica, para obter insulina e produzir antibióticos, e na fabricação de fertilizantes, ração animal, detergentes, entre outros produtos.

Dirceu Portugal/Fotoarena

3. Ácido clorídrico (​​ HC𝓁) ​​: puro, ele é denominado cloreto de hidrogênio. Trata-se de um gás incolor, não inflamável, muito tóxico e corrosivo. Ao ser dissolvido em água, ele forma a solução de ácido clorídrico, a qual é incolor, tóxica e corrosiva. Esse ácido é usado nas indústrias de alimentos, corantes, tintas, couros, entre outros produtos. Vendido comercialmente como ácido muriático, é utilizado na limpeza pesada de pisos. Portanto, ao fazer uso doméstico, é necessário usar equipamentos de proteção individual (EPIs). O ácido clorídrico é um dos componentes do suco gástrico de nosso estômago, cuja ação ajuda a digerir os alimentos. O ácido muriático é vendido em lojas de materiais de construção e utilizado na limpeza pesada.

5. Ácido etanoico (​​ ​C​2​​ ​H​4​​ ​O​2​​)​​: usualmente denominado ácido acético, apesar de ser um ácido fraco (pouco ionizável), é corrosivo e produz vapores que causam irritação nos olhos, no nariz e na garganta. É muito utilizado para produzir garrafas PET, perfumes, medicamentos e seda artificial e para obter sais metálicos na fabricação de tintas e inseticidas. O vinagre é uma solução de ácido etanoico em água, tendo entre 4% e 7% de ácido em massa, sendo obtido por meio da fermentação, em que microrganismos transformam o etanol (​​ ​C​2​​ ​H​6​​ O)​​ – presente no vinho – em ácido etanoico.

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Bases de Arrhenius As bases são compostos com sabor adstringente, algo semelhante ao sabor de uma banana verde, entretanto muitas bases são tóxicas e corrosivas. Esses compostos também são denominados hidróxidos, pois − apresentam o ânion hidroxila ​​(​OH​​ ​)​​, ou álcalis, palavra de origem árabe que significa cinza, pois alguns hidróxidos são encontrados em cinzas de madeira queimada.

UNIDADE

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As bases são compostos iônicos que, ao se dissolverem em água, liberam ânions hidroxila (​​ ​OH​​ ​)​​ e cátions metálicos por dissociação iônica, resultando, portanto, em soluções condutoras de eletricidade. Nesse processo, quando a base entra em contato com a água, não há reação química, e sim a separação de íons preexistentes. −

Na dissociação iônica em solução aquosa, formam-se o íon hidroxila (​​ ​OH​​ ​)​​ e um cátion metálico. Confira os exemplos a seguir. −

​NaOH​(s)​ ⎯ ​ 2 →​ ​Na​​ +​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ ​H​ ​​O

−

Dica

​ →​ ​Mg​​ ​​(aq)​​+ ​2 ​OH​​ ​​(aq)​​ ​Mg​​(OH)​​ ​​​(s)​ ⎯ 2 ​H​2​​O

−

2+

Em geral, líquidos podem ser definidos como corrosivos quando apresentam pH inferior a 2,0 ou superior a 11,5.

​ 2 →​ ​A𝓁​​3+​​(aq)​​+ ​3 ​OH​​ ​​(aq)​​ ​A𝓁​​(OH)​​ ​​​(s)​ ⎯ ​H​ ​​O

−

3

As bases têm diferentes solubilidades em água. Elas costumam ser classificadas em solúveis, parcialmente solúveis e praticamente insolúveis. De modo geral, a solubilidade desses compostos depende da temperatura a que são submetidos. A solubilidade das bases em água é determinada experimentalmente. Os resultados obtidos mostram que a solubilidade das bases formadas por metais alcalinos é maior e vai diminuindo até as bases formadas por outros metais, como representado no esquema a seguir. bases de metais alcalinos e de amônio ​→​ solúveis bases de metais alcalinoterrosos ​→​ parcialmente solúveis bases de outros metais ​→​ praticamente insolúveis

Nomenclatura das bases de Arrhenius A nomenclatura das bases é dada de acordo com as regras a seguir. Para bases cujos cátions apresentam carga fixa, tem-se: hidróxido de ​+​ nome do elemento químico

Exemplos: hidróxido de sódio (​​ NaOH)​​, hidróxido de cálcio (​​ Ca​​(OH)​​ ​​)​​ e hidróxido de alumínio (​​ A𝓁​​(OH)​​ ​​)​​. 3

2

Para bases cujos cátions apresentam carga variável, indica-se ao final do nome entre parênteses o valor da carga do cátion em algarismo romano. hidróxido de ​+​nome do elemento químico ​+​ carga em algarismo romano

Exemplos: hidróxido de cobre(I) (​​ CuOH)​​, hidróxido de cobre(II) (​​ Cu​​(OH)​​ ​​)​​, hidróxido de ferro(II) (​​ Fe​​(OH)​​ ​​)​​ e hidróxido de ferro(III) (​​ Fe​​(OH)​​ ​​)​​. 2

2

3

Podem ser escritos também substituindo o valor da carga pelos sufixos ico ou oso. hidróxido de ​+​nome do elemento químico ​+​ ico

Elemento químico com maior carga, como o hidróxido cúprico (​​ Cu​​(OH)​​ ​​)​​ e o hidróxido férrico (​​ Fe​​(OH)​​ ​​)​​. 3 2

hidróxido de ​+​nome do elemento químico ​+​ oso

Elemento químico com menor carga, como o hidróxido cuproso (​​ CuOH)​​ e o hidróxido ferroso (​​ Fe​​(OH)​​ ​​)​​. 2

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Algumas bases e suas aplicações Assim como os ácidos, as bases têm importantes aplicações no cotidiano. Por meio dos componentes básicos, também denominados alcalinos, são produzidos vários materiais para diversas finalidades, como sabão, medicamentos e papel. Algumas das principais bases e suas utilizações são listadas a seguir. Bowonpat Sakaew/Shutterstock.com

1. Hidróxido de sódio ​​(NaOH)​​: recebe o nome comercial de soda cáustica. É um sólido branco, corrosivo, tóxico e solúvel em água. Para manipulá-la, é necessário usar EPIs, pois seu contato com a pele pode causar queimaduras severas. O hidróxido de sódio é muito utilizado na fabricação de sabão, papel, seda artificial, celofane, entre outros produtos, e na purificação de óleos vegetais e derivados do petróleo.

Hidróxido de sódio.

3. Hidróxido de cálcio (​​ Ca​​(OH)​​ ​​)​​: conhecido como cal hidratada, cal extinta ou cal apagada. Esses 2 nomes provêm de seu método de preparação, que é por hidratação do óxido de cálcio ​​(CaO)​​, denominado cal viva ou cal virgem. Esse material é usado na construção civil para preparar argamassa e na pintura de paredes (caiação). Suas propriedades antibacterianas ajudam a combater o mofo e impedem a infestação por insetos, sendo utilizado para proteger troncos de árvores. Por ter um custo bem mais baixo que as tintas, a caiação acaba sendo usada em guias de calçadas, postes e muros residenciais externos. O hidróxido de cálcio é usado também na agricultura, como inseticida e fungicida, no tratamento (purificação) de águas e esgotos, nas indústrias de couro e alimentos, no refino do açúcar e na odontologia. Caiação: solução aquosa de hidróxido de cálcio usada para pintar superfícies.

Bubbers BB/Shutterstock.com

2. Hidróxido de potássio (​​ KOH)​​: também conhecido como potassa cáustica, trata-se de um sólido branco, relativamente translúcido, tóxico e corrosivo. É utilizado na produção de sais de potássio, como o carbonato, o cianeto, o permanganato, os fosfatos e os vários silicatos. Muitas vezes, substitui o hidróxido de sódio na produção de sabões, pois requer menos água para ser liquefeito, resultando em um produto mais concentrado em relação ao agente de limpeza.

Preparação de argamassa com cal.

4. Hidróxido de amônio (​​ ​NH​4​​ OH)​​: também conhecido como amoníaco, esse hidróxido não existe de forma pura, apenas em solução aquosa de amônia (​​ ​NH​3​​)​​, isto é: ​​NH​3​​​(g)​​+ ​​H​2​​ O​(𝓁) ​ ​→ ​​NH​4​​ OH​(aq)​​

Soluções de hidróxido de amônio são utilizadas na fabricação de produtos têxteis, produtos farmacêuticos, papel, borracha, detergentes, tintas, fertilizantes, couro e outros produtos químicos. É um composto que provoca queimaduras, dano aos olhos e irritação nas vias respiratórias. Portanto, para manuseá-lo, deve-se usar EPIs.

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6. a) Resposta: ​LiOH​(s)​⇌ ​ ​​Li​​ ​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ −

+

​H​2​​O

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

​ ​ ​Ca​​ ​​(aq)​​+ ​2 ​OH​​ ​​(aq)​​ 6. b) Resposta: ​Ca (​​ OH)​​ ​​​(s)​⇌ 2+

−

2

1. Associe as fórmulas dos ácidos aos seus respecti-

vos nomes. 2. b) Resposta: ​​HNO​3​​​(aq)​​⇌ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​​​NO​3​​​​ −​​(aq)​​

I. ​​H​3​​P​O​4​​​

A. ácido perclórico

II. ​​HC𝓁O​4​​​

B. ácido nitroso

III. ​​H​2​​​SO​3​​​

C. ácido fosfórico

IV. ​​HNO​2​​​

D. ácido sulfuroso

A sequência das combinações corretas é: Resposta: Alternativa e.

a ) I – A; II – B; III – C; IV – D. b ) I – A; II – C; III – D; IV – B. c ) I – C; II – A; III – B; IV – D. d ) I – B; II – A; III – D; IV – C. e ) I – C; II – A; III – D; IV – B.

2

b ) ​Ca​(​ OH)​ ​

e ) ​NH​4​OH​

2

c ) ​A𝓁 (​ OH)​ ​

f ) ​Mg​(​ OH)​ ​

3

2

7. Associe as fórmulas químicas das bases ao seu nome oficial e, em seguida, anote a alternativa com a correspondência correta. Resposta: Alternativa b.

A. Hidróxido de potássio

II. ​Cu​​(OH)​​ ​​​

III. ​KOH​

dos a seguir. 2. a) Resposta: ​HBr​(aq)​​⇌ ​​H​​ +​​(aq)​​+ ​​Br​​ −​​(aq)​​

c ) Ácido sulfúrico.

b ) Ácido nítrico.

2. c) Resposta: ​​H​2​​ ​SO​4​​​(aq)​​⇌ ​2 ​H​​ +​​(aq)​​+ ​​​SO​4​​​​ 2−​​(aq)​​

3. Qual alternativa a seguir apresenta definição de ácido, segundo Arrhenius? Resposta: Alternativa a. Comentário nas Orientações para o professor.

a ) Ácido é a substância que, em água, apresenta capacidade de formar o cátion oxônio e liberar o cátion hidrogênio. b ) Ácido é a espécie química que recebe pares eletrônicos da base. c ) Ácido é a substância que, em água, apresenta capacidade de liberar o ânion hidreto e formar o ânion hidroxila. d ) Ácido é a substância capaz de ceder par de prótons para a base. 4. Analise as propriedades descritas a seguir e escreva os nomes dos ácidos a que correspondem. I ) Usado na limpeza de pisos e está presente também no suco gástrico. II ) Ácido forte e corrosivo, produzido na indústria com enxofre sólido, oxigênio do ar e água. III ) Usado como acidulante em refrigerantes, balas e goma de mascar e na fabricação de fertilizantes. IV ) Ácido produzido com amônia, utilizado como matéria-prima na produção de explosivos.

5. O vinagre tem sabor azedo em razão de um ácido

presente em sua composição. Qual alternativa apresenta o nome desse ácido? Resposta: Alternativa d. d ) Ácido etanoico. a ) Ácido hipocloroso. b ) Ácido cianídrico.

d ) ​Cu​(​ OH)​ ​

a ) ​LiOH​

I. ​CuOH​

2. Escreva as equações de ionização total dos ácia ) Ácido bromídrico.

6. Equacione a dissociação iônica das bases a seguir.

e ) Ácido fosforoso.

c ) Ácido sulfídrico. 4. Resposta: I) Ácido clorídrico. II) Ácido sulfúrico. III) Ácido fosfórico. IV) Ácido nítrico.

UNIDADE

ATIVIDADES

​H​2​​O

B. Hidróxido de cobre(II)

2

C. Hidróxido de cobre(I)

IV. ​Ca​​(OH)​​ ​​​

D. Hidróxido de cálcio

2

​H​2​​O

6. c) Resposta: ​A𝓁 ​​(OH)​​ ​​​(s)​  ⇌ ​ ​A ​𝓁​​ 3+​​(aq)​​+ ​3 ​OH​​ ​​(aq)​​ −

3

a ) I – A; II – B; III – C; IV – D. b ) I – C; II – B; III – A; IV – D.

c ) I – D; II – C; III – A; IV – B. d ) I – D; II – C; III – B; IV – A. e ) I – B; II – A; III – C; IV – D. ​H​ ​​O

​ ​ ​Cu​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​OH​​ ​​(aq)​​ 6. d) Resposta: ​Cu ​​(OH)​​ ​​​(s)​ ⇌ −

2

2

8. Escreva a fórmula das bases de acordo com as suas características.

a ) É denominada cal extinta. Resposta: ​Ca​​(OH)​​ 2​​​ b ) É denominada soda cáustica. Resposta: ​NaOH​

c ) Trata-se de uma solução aquosa de amônia (​ ​NH​3​)​​. Resposta: ​​NH​4​​OH​ d ) É utilizada na fabricação de sabões macios. Resposta: ​KOH​

9. O ácido clorídrico é um dos compostos químicos

frequentemente utilizado em produtos para limpeza de carros, especialmente para a remoção de ferrugem e manchas em superfícies metálicas. Qual das seguintes alternativas descreve corretamente uma propriedade desse ácido que deve ser considerada ao utilizá-lo? Resposta: Alternativa b. a ) É um ácido fraco, portanto não causa danos a superfícies metálicas. b ) É um ácido forte que pode reagir rapidamente com metais, liberando gases perigosos. c ) É um ácido neutro, não apresentando reatividade com outros materiais. d ) É um ácido sem odor e que pode ser utilizado sem precauções. e ) É um ácido fraco que, ao ser diluído, se torna seguro para ser usado na limpeza. ​H​2​​O

​ ​ ​​NH​4​​​​ +​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ 6. e) Resposta: ​​NH​4​​ OH​(𝓁) ​ ⇌  ​H​2​​O

−

​ ​ ​Mg​​ ​​(aq)​​+ ​2​OH​​ ​​(aq)​​ 6. f ) Resposta: ​Mg (​​ OH)​​ ​​​(𝓁) ​⇌ 2 2+

−

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Sais de Arrhenius Um dos principais problemas enfrentados pelos agricultores brasileiros é a acidez do solo. A maioria das terras agricultáveis do país são ácidas, prejudicando o desenvolvimento de algumas culturas. Para não comprometer a produção, um dos processos mais usados para neutralizar a acidez do solo é a adição de carbonato de cálcio ​​(​CaCO​3​​)​​ nele, um processo denominado calagem. A correção da acidez do solo pela aplicação do ​​CaCO​3​​​ é possível por causa do caráter básico que essa substância apresenta em meio aquoso, formando − íons ​​OH​​ ​​: ​ 2→​ ​Ca​​ 2+​​(aq)​​+ ​​​CO​3​​​​ 2−​​(aq)​​ ​​CaCO​3​​​(s)​ ⎯ ​H​ ​​O

​​​CO​3​​​​ 2−​​(aq)​​+ ​​H​2​​ O​(𝓁) ​ ​⇌ ​​​HCO​3​​​​ ​​(aq)​​+ ​​OH​​ ​​(aq)​​ −

−

Sendo o principal componente do calcário, um tipo de rocha sedimentar usada na produção do corretivo agrícola, o carbonato de cálcio pode ser classificado como sal segundo as definições de Arrhenius. Além de diminuir a acidez, o calcário fornece cálcio e magnésio ao solo, nutrientes essenciais para as plantas. O cálcio, por exemplo, estimula o crescimento das raízes, facilitando a absorção da água e dos nutrientes do solo e auxiliando a planta na tolerância à seca. A formação de um sal, tal como o ​​CaCO​3​​​, ocorre, em geral, quando uma solução aquosa de uma base reage com uma solução aquosa de um ácido. A reação entre uma base e um ácido, que produz sal e água, é denominada reação de neutralização. O cloreto de sódio (​​ NaC𝓁) ​​, principal constituinte do sal de cozinha, pode ser formado pela reação química de neutralização entre o ácido clorídrico e o hidróxido de sódio: ​HC𝓁​(aq)​​+ ​NaOH​(aq)​​→ ​NaC𝓁​(aq)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​​ Outro exemplo de reação de neutralização é a aplicada na extração do pigmento utilizado para confirmar a autenticidade de obras de arte. As tintas que os artistas usavam em suas pinturas costumavam ser compostas de substâncias que se deterioram com a ação da luz ao longo do tempo, o que dificulta sua identificação atualmente. Contudo, pesquisadores da National Gallery de Londres, da Escola de Química de Edimburgo, na Escócia, e outras instituições, descobriram que um dos componentes de um pigmento à base de pau-brasil (Paubrasilia echinata) é estável e resistente à luz, podendo ser usado como indicador da autenticidade de obras, uma vez que estava em muitas das tintas usadas por artistas OH como Rafael, Rembrandt, Pietro de Cortona e Van Gogh. Esse componente, chamado urolitina C, é extraído da tintura de pau-brasil por meio de uma reação de neutralização. Note que na estrutura que há função orgânica fenol, que são ácidos orgânicos fracos que possuem hidrogênios ionizáveis, que reagem com o carbonato de cálcio em solução, que é básico.

HO O

HO

Classificação dos sais de Arrhenius

O Estrutura da urolitina C.

Como visto no capítulo 20, as soluções aquosas de sais podem ter caráter ácido, neutro ou básico, de acordo com a força do ácido e da base que as formam. Acompanhe a seguir as diferentes formas de classificar os sais. Sais neutros: têm cátions de bases fortes e ânions de ácidos fortes ou, ainda, cátions de bases fracas e ânions de ácidos fracos. Por exemplo, o nitrato de potássio (​​ KN​O​3​​)​​ em água forma solução de caráter neutro: ​​HNO​3​​​(aq)​​+ ​KOH​(aq)​​→ ​​KNO​3​​​(aq)​​+ ​​H​2​​ O​(𝓁) ​​

Sais ácidos: têm cátions de bases fracas e ânions de ácidos fortes, como o cloreto de amônio (​​ ​NH​4​​C𝓁) ​​: ​HC𝓁​(aq)​​+ ​​NH​4​​OH​(aq)​​→ ​​NH​4​​C𝓁​(aq)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​​

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UNIDADE

6 Sais básicos: têm cátions de bases fortes e ânions de ácidos fracos, como o carbonato de cálcio (​​ ​CaCO​3​​)​​: ​​H​2​​ ​CO​3​​​(aq)​​+ ​Ca​​(OH)​​ ​​​(aq)​​→ ​​CaCO​3​​​(aq)​​+ ​2 ​H​2​​O​(𝓁) ​​ 2

Sais hidratados: cristalizam com uma ou mais moléculas de água em seu retículo cristalino. Por exemplo, o sulfato de cobre(II) penta-hidratado (​​ ​CuSO​4​​ ​· ​5 ​H​2​​ O)​​ tem cinco moléculas de água em sua estrutura cristalina. A água presente em sais é chamada água de hidratação. O sulfato de cobre(II) penta-hidratado tem a coloração azul. No entanto, ao ser aquecido, ele perde a água de hidratação e transforma-se em sulfato de cobre(II) anidro (​​ ​CuSO​4​​)​​, que tem cor branca, como mostra a fotografia.

GIPhotoStock/Science Source/Fotoarena

Sais mistos: também denominados de sais duplos, são derivados de dois ácidos ou de duas bases diferentes. Por exemplo, o sulfato duplo de sódio e potássio (​​ ​KNaSO​4​​)​​ é derivado de duas bases e um ácido. No entanto, o cloreto brometo de cálcio (​​ CaBrC𝓁) ​​ é derivado de uma base e de dois ácidos.

Sulfato de cobre(II) penta-hidratado, na cor azul, e sulfato de cobre(II) anidro, na cor branca.

Nomenclatura dos sais de Arrhenius Como estudamos, os sais podem ser obtidos por reações de neutralização, em que o seu ânion é obtido do ácido. O nome do ânion é proveniente do respectivo ácido, substituindo seu sufixo conforme o quadro a seguir. Relação entre a nomenclatura de ácidos e sais de Arrhenius Sufixo do ácido

ídrico

ico

oso

Sufixo do sal

eto

ato

ito

Confira os nomes de alguns ânions com base nos ácidos que os originam. Exemplos da nomenclatura de ânions e respectivos ácidos Ácido

Ânion

​HC𝓁​: ácido clorídrico

​C ​𝓁​​ ​​: cloreto

​​HNO​3​​​: ácido nítrico

​​​NO​3​​​​ ​​: nitrato

​​H​2​​ ​SO​3​​​: ácido sulfuroso

​​​SO​3​​​​ 2−​​: sulfito

−

−

Como os sais são formados por cátions (da base) e ânions (do ácido), geralmente os nomes de seus íons formadores compõem sua nomenclatura, em que: nome do ânion ​+​de ​+​ nome do cátion

Por exemplo, o cloreto de potássio (​​ KC𝓁) ​​ tem o ânion cloreto formado por meio do ácido clorídrico; o nitrato de alumínio ​​(A𝓁​​(​NO​3​​)​​ ​​)​​ tem o ânion nitrato formado por meio do ácido nítrico; e o sulfito de 3

Alguns sais e suas aplicações 1. Cloreto de sódio ​​(NaC𝓁) ​​: comumente usado para salgar a comida e conservar alimentos, como carnes e pescados. Está presente no soro fisiológico, com uma concentração de 0,9% em massa. É utilizado também como matéria-prima na indústria para obter gás cloro (​​ C​𝓁​ 2​​)​​, na produção de hidróxido de sódio, na manufatura do papel e na produção de detergentes e sabões.

​NaC𝓁​ utilizado como tempero na culinária.

Picture Partners/Shutterstock.com

cálcio (​​ ​CaSO​3​​)​​ tem o ânion sulfito formado por meio do ácido sulfuroso.

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3. Fluoreto de sódio (​​ NaF)​​: utilizado na fabricação de cremes dentais e colutórios (enxaguadores bucais), pois inibe a desmineralização dos dentes, diminuindo a suscetibilidade a cáries. Também é usado na fluoretação de água potável.

Irina Annarumma/Shutterstock.com

New Africa/Shutterstock.com

2. Hipoclorito de sódio (​​ NaC𝓁O)​​: é agente alvejante nas indústrias de papel e têxtil. Tem a função de antisséptico no tratamento da água, pois o cloro em sua composição inibe a multiplicação e a proliferação de microrganismos. É um dos componentes da água sanitária destinada à higienização e à desinfecção.

Frasco de água sanitária.

Tubo de creme dental. Thomaz Vita Neto/Pulsar Imagem

4. Carbonato de cálcio (​​ ​CaCO​3​​)​​: utilizado na correção da acidez do solo e como fertilizante mineral. Também é usado como matéria-prima na indústria de materiais de construção (fabricação de cimento e cal); na indústria do aço; como agente abrasivo e polidor em cremes dentais; e como pigmento na fabricação de tintas, carpetes e vidros.

Calcário sendo aplicado no solo antes do plantio, no município de Bálsamo (SP), em 2024.

Sulfato de cálcio sendo utilizado em imobilização ortopédica.

Bartosz Luczak/Shutterstock.com

6. Hidrogenocarbonato de sódio ​​(​NaHCO​3​​)​​: utilizado como antiácido estomacal por suas características básicas. Além disso, é um dos componentes do fermento químico culinário, é usado como componente dos talcos desodorantes e está presente em extintores de pó químico seco e de espuma química. SubstanceTproductions/Shutterstock.com

5. Sulfato de cálcio ​​(​CaSO​4​​)​​: utilizado na produção de fertilizantes agrícolas, cimento, giz escolar, vidros e esmaltes. Sua forma hidratada ​​(​CaSO​4​​ ​· ​2 ​H​2​​ O)​​ é usada na produção do gesso, aplicado na construção civil, além de atuar como imobilizador na ortopedia graças à sua capacidade de endurecimento rápido.

Pães feitos com ​NaHC​O​3​​​.

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marekuliasz/Shutterstock.com

7. Sulfato de magnésio (​​ ​MgSO​4​​)​​: utilizado na fabricação de tintas e sabões; tem ação laxativa, conhecido como sal de Epsom; usado em sais de banho para reduzir dores nas pernas, nas costas e nos pés e para aliviar a tensão muscular; acelera a cicatrização de cortes.

UNIDADE

6

O sulfato de magnésio é vendido comercialmente como sal de Epsom. Vitalii Stock/Shutterstock.com

8. Nitrato de amônio (​​ ​NH​4​​ ​NO​3​​)​​: usado como fertilizante (por causa da alta porcentagem de nitrogênio), na produção de explosivos e na produção de óxido nitroso (​​ ​N​2​​O) ​​ por meio da decomposição térmica do nitrato de amônio. O óxido nitroso pode ser utilizado como anestésico. ​ Δ ​ ​N​2​​O​(g)​+ 2 ​H​2​​O(​ g)​​ ​N​H​4​​N​O​3​​​(s)​ ⟶

Óxidos

Fertilizante composto de nitrato de amônio.

Os corais formam um ecossistema marinho que apresenta grande biodiversidade. Além de proporcionarem abrigo e alimento para a maioria dos seres que nele vivem, os corais filtram a água do mar e, durante esse processo, absorvem os nutrientes de que necessitam para se desenvolverem. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, cerca de 65% dos peixes marinhos vivem em recifes de corais, assim como vários moluscos, algas e crustáceos.

Octavio Campos Salles/Alamy/Fotoarena

No entanto, tem sido observado nas últimas décadas o branqueamento dos corais, um processo que pode causar a morte deles. Palythoa caribaeorum: pode atingir aproximadamente ​ 15 mm​de diâmetro.

Branqueamento de corais (Palythoa caribaeorum) em Ilhabela (SP), em 2019.

O aumento da temperatura dos oceanos, resultante, principalmente, da intensificação do efeito estufa, é a principal causa do branqueamento dos corais. O efeito estufa é um processo em que parte do calor proveniente do Sol fica retida na atmosfera, aumentando a temperatura do planeta. Esse processo é necessário para manter a temperatura em uma faixa adequada à manutenção da vida. No entanto, a intensificação desse efeito tem causado o aumento da temperatura média do planeta, trazendo várias consequências prejudiciais aos seres vivos, que incluem o branqueamento dos corais.

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Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

1. Os corais têm uma relação simbiótica com algas

microscópicas chamadas zooxantelas, que vivem em seus tecidos. Essas algas realizam fotossíntese e fornecem nutrientes aos corais, além de darem a eles sua cor característica.

1.

2.

3.

2. Sob condições adversas do ambiente, como aumento 3. Sem as algas, o coral perde sua principal fonte de alimento e pode ficar mais suscetível a doenças. Além disso, ele fica com uma coloração branca.

Representação do processo de branqueamento de corais.

1.

2.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

da temperatura e presença de poluentes nas águas dos oceanos, os corais expulsam as algas de seus tecidos.

3.

Imagem elaborada com base em: WHAT is coral bleaching? National Ocean Service. Disponível em: https://oceanservice. noaa.gov/facts/coral_bleach.html. Acesso em: 29 ago. 2024.

Representação das algas deixando o tecido dos corais.

Entre os gases responsáveis tanto pelo efeito estufa natural como pela sua intensificação estão o dióxido de carbono ​​(​CO​2​​)​​ e o dióxido de nitrogênio (​​ ​NO​2​​)​​. Esses dois compostos pertencem a um grupo de substâncias denominadas óxidos e são formados principalmente pela queima (oxidação) de matéria orgânica.

Características dos óxidos Óxido é um composto binário (formado por dois elementos químicos), em que o oxigênio ​​(O) ​​ é o elemento mais eletronegativo. O único elemento químico mais eletronegativo do que o oxigênio é o flúor (​​ F)​​. Portanto, o difluoreto de oxigênio (​​ O​F​2​​)​​ e o difluoreto de dioxigênio (​​ ​O​2​​​F​2​​)​​ são os únicos compostos binários oxigenados que não são óxidos. Além do ​​CO​2​​​, o monóxido de carbono ​​(CO)​​, o dióxido de enxofre ​​(​SO​2​​)​​, o óxido de alumínio (​​ A​𝓁​ 2​​​O​3​​)​​ e o óxido de cálcio (​​ CaO)​​ também são exemplos de óxidos.

Hematita (​​ ​Fe​2​​​O​3​​)​​.

Magnetita (​​ ​Fe​3​​ ​O​4​​)​​.

Aleksandr Pobedimskiy/ Shutterstock.com

Albert Russ/ Shutterstock.com

Aleksandr Pobedimskiy/ Shutterstock.com

Sakdinon Kadchiangsaen/ Shutterstock.com

As fotografias a seguir apresentam alguns exemplos de minérios que possuem em maior parte óxidos iônicos.

Cassiterita (​​ ​SnO​2​​)​​.

Bauxita (​​ A​𝓁​ 2​​​O​3​​)​​.

Classificação dos óxidos Os óxidos podem ser classificados de acordo com suas ligações químicas e suas propriedades. Confira a seguir a classificação quanto ao elemento químico que está ligado ao oxigênio. Óxidos moleculares: quando o oxigênio forma ligações covalentes com os elementos químicos não metálicos. Exemplos: monóxido de nitrogênio (​​ NO)​​, dióxido de carbono (​​ C ​O​2​​)​​ e trióxido de enxofre (​​ S ​O​3​​)​​.

Óxidos iônicos: quando o oxigênio forma ligações iônicas com elementos químicos metálicos. Exemplos: óxido de cálcio (​​ CaO)​​, óxido de zinco (​​ ZnO)​​ e trióxido de diferro (​​ ​Fe​2​​ ​O​3​​)​​. Agora, confira a classificação quanto às propriedades.

Óxidos básicos: são óxidos iônicos geralmente formados por elementos químicos de baixa eletronegatividade (metais alcalinos e alcalinoterrosos). Quando são dissolvidos em água, reagem e formam soluções básicas. Exemplos: óxido de sódio ​​(​Na​2​​ O)​​, óxido de magnésio (​​ MgO) ​​ e óxido de cálcio (​​ CaO) ​​.

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Óxidos ácidos: também chamados de anidridos, são óxidos moleculares, em geral, formados por elementos químicos de alta eletronegatividade (não metais). Quando são dissolvidos em água, reagem e formam soluções ácidas. Exemplos: dióxido de carbono (​​ ​CO​2​​)​​, dióxido de nitrogênio (​​ ​NO​2​​)​​, pentóxido de difósforo (​​ ​P​2​​ ​O​5​​)​​ e trióxido de enxofre (​​ ​SO​3​​)​​. Óxidos neutros: são óxidos moleculares formados por não metais que não reagem com água, assim não formam soluções ácidas ou básicas. Exemplos: monóxido de carbono (​​ CO) ​​, monóxido de nitrogênio (​​ NO) ​​ e monóxido de dinitrogênio ​​(​N​2​​O) ​​. Óxidos anfóteros: são óxidos com caráter intermediário entre o iônico e o molecular, formados por metais e não metais de eletronegatividade média. Podem se comportar como ácidos ou bases, dependendo do meio. Exemplos: óxido de zinco ​​(Zn O) ​​, óxido de alumínio ​​(A ​𝓁​ 2​​ ​O​3​​)​​, monóxido de chumbo ​​(PbO) ​​, dióxido de chumbo (​​ ​PbO​2​​)​​, dióxido de estanho (​​ ​SnO​2​​)​​ e trióxido de diarsênio (​​ ​As​2​​​O​3​​)​​. Óxidos mistos: também chamados de óxidos duplos, resultam da combinação de dois óxidos distintos de um mesmo elemento químico. Exemplos:

UNIDADE

6

• ​2 PbO ​+ ​​PbO​2​​ ​→ ​​Pb​3​​​O​4​​​ (zarcão) • ​FeO ​+ ​​Fe​2​​​O​3​​ ​→ ​​Fe​3​​​O​4​​​ (magnetita) Peróxidos: são óxidos que têm em sua estrutura o grupo ​​​O​2​​​​ 2–​​. Os peróxidos mais comuns são formados de metais alcalinos, alcalinoterrosos e hidrogênio ​​(H)​​. Exemplos: peróxido de sódio ​​(​Na​2​​​O​2​​)​​, peróxido de cálcio (​​ ​CaO​2​​)​​ e peróxido de hidrogênio (​​ ​H​2​​​O​2​​)​​​. – Superóxidos: são óxidos que contêm o íon superóxido, ​​​O​2​​​​ ​​, no qual o oxigênio tem número de oxidação​ –1/2​. Eles são normalmente formados por metais facilmente oxidáveis, como ​K​, ​Rb​e ​Cs​. Exemplos: superóxido de potássio (​​ K​O​ 2​​) ​​e superóxido de césio (​​ Cs​O​ 2​​) ​​.

PRÁTICA CIENTÍFICA Caráter básico do óxido de cálcio

Como proceder

Por dentro do contexto

B. Adicione 1 colher de sopa cheia de cal viva e misture.

A. Acrescente água no copo até a metade.

A cal viva ou cal virgem é uma substância que pode ser utilizada para ajustar o ​pH​do solo, aumentando-o. Realize o experimento a seguir, que permite constatar o caráter básico dessa substância.

C. Filtre a mistura, obtendo a solução. D. Coloque o canudo na mistura e sopre vigorosamente.

Materiais

Análise

• cal viva

• colher de sopa

• 2 copos

• canudo

• água

• filtro de papel

• funil de plástico

1. Explique por que surge um aspecto turvo ao

soprar a solução. Escreva a equação química correspondente ao processo descrito.

Resposta nas Orientações para o professor.

Nomenclatura dos óxidos A nomenclatura dos óxidos é dada por: prefixo ​+​ óxido de ​+​prefixo ​+​ nome do elemento químico

Os prefixos referem-se à quantidade de átomos de cada elemento químico, observe o quadro a seguir. Prefixos da nomenclatura dos óxidos nº de átomos

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Prefixo

Mono

Di

Tri

Tetr

Pent

Hex

Hept

Oct

Non

Dec

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Professor, professora: Explique aos estudantes que o uso do prefixo mono é opcional, por isso o C ​ O​e o ​​SO​3​​​ têm duas possibilidades para seus nomes: monóxido de monocarbono ou monóxido de carbono e trióxido de monoenxofre ou trióxido de enxofre, respectivamente.

Confira alguns exemplos:

• ​CO​: monóxido de monocarbono ou monóxido de carbono

• ​C​𝓁​ 2​​​O​7​​​: heptóxido de dicloro

• ​​N​2​​​O​3​​​: trióxido de dinitrogênio

• ​​Ni​2​​​O​3​​​: trióxido de diníquel

• ​​SO​3​​​: trióxido de monoenxofre ou trióxido de enxofre Além da nomenclatura oficial, há outra nomenclatura que costuma ser utilizada em óxidos. Ela se baseia na carga do elemento químico que forma o óxido. Para elementos químicos com carga fixa, tem-se: óxido de ​+​nome do elemento químico

Exemplos: óxido de sódio (​​ ​Na​2​​O) ​​ e óxido de alumínio (​​ A​𝓁​ 2​​​O​3​​)​​.

Para elementos químicos com carga variável, indica-se, ao final do nome e entre parênteses, o valor da carga em algarismo romano. óxido de ​+​ nome do elemento químico ​+​ carga em algarismo romano

Exemplos: óxido de ferro(II) (​​ FeO) ​​ e óxido de ferro(III) (​​ ​Fe​2​​​O​3​​)​​.

Podem ser escritos também substituindo o valor da carga pelos sufixos ico ou oso: óxido de ​+​nome do elemento químico ​+​ ico

Elemento químico com maior carga, como o óxido férrico (​​ ​Fe​2​​​O​3​​)​​. óxido de ​+​ nome do elemento químico ​+​ oso

Elemento químico com menor carga, como o óxido ferroso (​​ FeO) ​​.

Principais óxidos e suas aplicações

Imagens desta página sem proporção. SvedOliver/Shutterstock.com

1. Dióxido de carbono ​​(​CO​2​​)​​: conhecido também como gás carbônico, é utilizado em águas minerais com gás e em outras bebidas gaseificadas. Abaixo de ​− 78 ° C​, em pressão ambiente, é um sólido denominado gelo-seco. É utilizado em alguns tipos de extintor de incêndio. Extintores de incêndio de dióxido de carbono.

FabrikaSimf/ Shutterstock.com

2. Trióxido de dicrômio (​​ ​Cr​2​​​O​3​​)​​: o cromo é utilizado na indústria do aço inoxidável para aumentar sua resistência à oxidação e corrosão. Isso se deve à formação de uma película finíssima de óxido de cromo sobre a superfície do aço. Utensílios domésticos de aço inoxidável.

4. Óxido nitroso ​​(​N​2​​O)​​: também chamado gás hilariante ou gás do riso, se for inalado em pequena quantidade, provoca euforia. Também pode ser utilizado como anestésico.

Lenscap Photography/ Shutterstock.com

3. Óxido de cálcio (​​ CaO)​​: em geral, é obtido da decomposição (pirólise) do carbonato de cálcio (​​ ​CaCO​3​​)​​. É utilizado na fabricação da cal hidratada para a construção civil (usada na argamassa e na pintura à base de cal, ou caiação), na agricultura (para tornar o solo menos ácido), na fabricação de tijolos refratários para fornos metalúrgicos, no tratamento de águas e esgotos e como fungicida, por exemplo.

Cápsula com óxido nitroso.

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UNIDADE

Fabio Colombini

5. Peróxido de hidrogênio ​​(​H​2​​​O​2​​)​​: esse composto forma uma solução conhecida como água oxigenada. Em soluções aquosas a 3% de peróxido de hidrogênio, é utilizada como antisséptico. Em maior concentração, em torno de 30%, é usada na indústria como alvejante de madeira e de fibras têxteis, pois sua decomposição pode ser feita de forma rápida, liberando o gás oxigênio (​​ ​O​2​​)​​:

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Imagens desta página sem proporção.

​2 ​H​2​​​O​2​​​(𝓁) ​ ​→ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​+ ​​O​2​​​(g)​​

A concentração de peróxido de hidrogênio na água oxigenada, vendida nas farmácias, é dada em volumes. Um litro de água oxigenada a 10 volumes, por exemplo, produz em sua decomposição 10 litros de gás oxigênio, a 1 ​ atm​e 0 ​ °C​. A decomposição da água oxigenada é acelerada pela ação da luz e do calor. Por essa razão, é comercializada em frascos escuros ou opacos e deve ser guardada em lugares frescos.

Recipiente de água oxigenada.

Torsak Thammachote/ Shutterstock.com

6. Dióxido de silício (​​ ​SiO​2​​)​​: também chamado de sílica, é o principal componente da areia e o óxido mais abundante na crosta terrestre. É utilizado na fabricação do concreto, do vidro e de cerâmicas vitrificadas. Também é utilizado na forma de grãos, chamados sílica-gel, para absorver a umidade em recipientes nos quais são guardados aparelhos eletrônicos, por exemplo. Esferas de sílica-gel, que absorvem a umidade do ambiente.

New Africa/Shutterstock.com

7. Dióxido de titânio ​​(Ti ​O​2​​)​​: é sólido de cor branca, usado como pigmento na indústria de corantes e tintas. O uso de tintas na cor branca é uma boa alternativa para criar ambientes mais iluminados, já que toda a luz do sol é refletida pela cor branca, reduzindo o gasto de energia elétrica. Além disso, esse óxido é utilizado em plásticos, pois ele dispersa a luz e protege contra radiação UV, preservando o material do desgaste químico e físico natural.

8. Óxido de estanho(IV) (​​ ​SnO​2​​)​​: utilizado como pó para polimentos, em soldas na fabricação da folha de flandres (folha de ferro recoberta com uma camada desse óxido) e de embalagens para acondicionamento de alimentos.

Lata produzida com folha de flandres.

Gavran333/Shutterstock.com

Ambiente sendo pintado com tinta branca.

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CONEXÕES com ... FÍSICA e BIOLOGIA

Protetor solar A luz solar desempenha um papel crucial para a saúde humana, sendo fundamental para a síntese de vitamina D, essencial para a absorção de cálcio e, consequentemente, para a saúde óssea. Além disso, a exposição controlada ao sol pode ajudar no tratamento de doenças como a psoríase, uma condição crônica da pele, e na regulação dos ritmos circadianos, promovendo o bem-estar geral. No entanto, a exposição excessiva ou desprotegida pode acarretar sérios riscos à saúde. O Sol emite uma ampla gama de radiações eletromagnéticas, que podem ser divididas em radiação ultravioleta (UV), visível e infravermelha. A radiação UV é subdividida em três categorias principais: UVC, UVB e UVA. A radiação UVC é a mais energética e perigosa, mas, felizmente, é quase completamente absorvida pela camada de ozônio e não atinge a superfície terrestre. A radiação UVB, que também é parcialmente filtrada pela atmosfera, é responsável pelas queimaduras solares e aumenta o risco de câncer de pele. A radiação UVA, menos energética que a UVB, penetra mais profundamente na pele, contribuindo para o envelhecimento precoce e para o desenvolvimento de câncer de pele. A interação da radiação UV com o DNA das células da pele pode causar mutações genéticas, que, acumuladas ao longo do tempo, aumentam o risco de câncer.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

aumento de energia visível

10

24

10

10

22

raios gama

10 –16

10 –14

20

10

18

raios X

10 –12

10 –10

10

16

UV

10 –8

10 14

frequência (Hz)

10 12

10 10

10 8

infravermelho micro-ondas

10 –6

10 –4

10 –2

10 0

10 6

10 4

ondas de rádio

10 2

10 0

10 2

ondas longas de rádio

10 4

10 6

10 8

comprimento de onda (m)

Representação do espectro eletromagnético.

UV-C

100

UV-B

280 320

UV-A

400

comprimento de onda (nm)

Imagem elaborada com base em: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. Tradução: Eloiza Lopes, Tiago Jonas e Sonia Midori Yamamoto. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. p. 225.

Estatísticas mostram que o câncer de pele é um dos tipos de câncer mais comuns no mundo, com incidências crescentes em diversos países. No Brasil, por exemplo, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que em 2023 31,3% dos casos são de câncer não melanoma, que se desenvolve em células que não produzem melanina. Essa quantidade evidencia a importância de medidas preventivas adequadas para proteger a pele contra a radiação UV. O estilo de vida moderno, que inclui profissões ao ar livre, atividades recreacionais e práticas esportivas, aumenta a exposição das pessoas ao sol. A infância é uma fase particularmente vulnerável, pois a pele das crianças é mais sensível à radiação UV, e as queimaduras solares na infância são um fator de risco significativo para o desenvolvimento de câncer de pele na vida adulta. Portanto, medidas preventivas são essenciais para garantir que a exposição à luz solar seja segura. Essas medidas incluem evitar a exposição ao sol entre ​10 h​e ​16 h​, quando a radiação UV é mais intensa, limitar o tempo de exposição, usar roupas adequadas que cubram a pele e aplicar protetores solares.

400

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Reshetnikov_art/Shutterstock.com

Os protetores solares são produtos desenvolvidos para proteger a pele dos efeitos nocivos da radiação UV. Existem dois principais tipos de filtro solar: os inorgânicos (físicos) e os orgânicos (químicos). Os filtros inorgânicos, como o óxido de zinco e o dióxido de titânio, agem refletindo e dispersando a radiação UV, funcionando como uma barreira física. Esses compostos, que são óxidos, têm grande importância na química dos protetores solares em razão de sua eficácia e estabilidade. Por outro lado, os filtros orgânicos absorvem a radiação UV e a convertem em calor, sendo dissipado pela pele. Alguns exemplos de filtros orgânicos incluem o avobenzona e a oxibenzona.

Pessoa aplicando protetor solar ao frequentar a piscina.

A eficácia dos protetores solares é medida pelo Fator de Proteção Solar (FPS), que indica o grau de proteção oferecido contra a radiação UVB. É importante escolher um protetor solar adequado ao tipo de pele e ao nível de exposição esperado, reaplicando-o regularmente, especialmente após nadar ou transpirar. Nesse sentido, atrelando questões de sustentabilidade e saúde pública, em sintonia com a Agenda 2030 da ONU, especialmente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 e 12, que tratam de saúde e bem-estar e de produção e consumo responsáveis, o desenvolvimento e o uso de protetores solares promovem a saúde global ao prevenir doenças graves como o câncer de pele. Entretanto, é importante que o desenvolvimento desses produtos leve em consideração o impacto ambiental, como a possível contaminação de ecossistemas marinhos, em razão de alguns ingredientes químicos usados em sua composição, e fatores socioeconômicos, prevendo distribuição ou comercialização acessível à população. O uso de protetores solares, combinados com outras medidas de proteção, é essencial para garantir uma exposição solar segura e saudável. Esses produtos, que têm uma sólida base científica envolvendo aplicações de Química, Física e Biologia, exemplificam a importância da integração entre diferentes conhecimentos para resolver problemas contemporâneos, em harmonia com os objetivos globais de saúde e sustentabilidade. a ) Como a radiação UV interage com as células da pele e quais são as consequências biológicas dessa interação? Relacione essa interação com o conceito de mutação genética e com o desenvolvimento de câncer de pele. b ) Explique como os filtros solares inorgânicos, como o óxido de zinco e o dióxido de titânio, aplicam princípios físicos para proteger a pele da radiação UV. Qual é a diferença no modo de ação entre filtros inorgânicos e filtros orgânicos? c ) Considerando o espectro da radiação solar, por que a proteção contra a radiação UVB é enfatizada nos protetores solares? Como essa radiação específica é importante para a saúde do ser humano? Respostas nas Orientações para o professor.

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ATIVIDADES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

1. Os óxidos são classificados de acordo com o

comportamento que apresentam ao entrarem em contato com a água. Assim, podem ser classificados como óxidos ácidos (anidridos), óxidos básicos (alcalinos), óxidos anfóteros ou óxidos neutros. Escreva a classificação dos óxidos para cada um dos recipientes (I, II e III) da ilustração a seguir. Resposta: Recipiente I: óxidos básicos; recipiente II:

6. Na ilustração a seguir, percebe-se que a biosfera

é composta de litosfera, hidrosfera e atmosfera. Sabe-se também que a litosfera é formada principalmente por minerais pertencentes às funções químicas inorgânicas já estudadas. Quais são essas funções? Resposta: Composta principalmente de minerais formados por óxidos e sais.

óxidos ácidos; recipiente III: óxidos anfóteros.

II.

​​Na​2​​O​

​​SO​2​​​

​MgO​

​​CrO​3​​​

​CaO​

​​P​2​​​O​5​​​

III. Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

I.

​ZnO​ ​A​𝓁​ 2​​​O​3​​​ Representação de componentes da biosfera.

Frascos com soluções de óxidos.

2. Escreva a fórmula química dos seguintes óxidos: a ) monóxido de nitrogênio. b ) monóxido de carbono. c ) pentóxido de difósforo.

Resposta: a) ​NO​; b) ​CO​; c) ​​P​2​​​O​5​​​.

3. Relacione os óxidos citados à sua aplicação. Para isso, escreva o número romano e a letra correspondente. Resposta: I – B; II – D; III – C; IV – A.

I. óxido de cálcio II. dióxido de carbono III. dióxido de silício IV. peróxido de hidrogênio A. esterilização de ferimentos B. fabricação de concreto C. fabricação de vidro D. apagar fogo em equipamentos elétricos

4. Em um laboratório, um técnico derramou uma solução aquosa de ácido clorídrico (​ HC𝓁)​sobre uma superfície de mármore (​ CaC​O​3​)​. Que gás será liberado durante essa reação?

5. O suco de limão contém ácido cítrico ​(​C​6​H​8​O​7​)​. Em contato com metais, como o alumínio, o ácido cítrico pode causar corrosão. Qual tipo de reação química está envolvido nesse processo?

7. Quando o dióxido de enxofre (​ S​O​2​)​é liberado na

atmosfera por indústrias, ele pode reagir com a água presente no ar. Qual(is) ácido(s) é(são) formado(s) com essa reação? Resposta: Ácido sulfúrico e ácido sulfuroso.

8. O papel sulfite, também conhecido como branco

comum no formato A4 (​ 21 cm × 29,7 cm)​, tem esse nome por causa do uso do sulfito de sódio no processo de descoloramento na manufatura do papel. Qual é a fórmula mínima dessa substância? Resposta: ​​Na​2​​S​O​3​​​.

9. Confira o quadro a seguir, que mostra algumas soluções químicas e suas características. Características de algumas soluções Solução

Características

A – Ácido acético

Ácido fraco, encontrado em vinagre.

B – Bicarbonato de sódio

Sal, frequentemente usado em receitas.

C – Amônia

Base forte, utilizada em produtos de limpeza.

D – Ácido sulfúrico

Ácido forte, utilizado em baterias.

E – Hidróxido de cálcio

Base forte, usada na agricultura.

Resposta: Reação de oxidação.

402

4. Resposta: Dióxido de carbono (​​ ​CO​2​​)​​. Há reação de neutralização: ​​CaCO​3​​​(s)​ ​+ ​HCℓ​(aq)​​→ ​​CO​2​​​(g)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁)​​

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Se um químico precisar neutralizar o ácido sulfúrico (Solução D), qual das seguintes substâncias seria mais apropriada para essa reação?

a ) Essas substâncias apresentam diferença na ligação de hidrogênio formada com a água.

a ) Solução A (Ácido acético)

c ) As bases fortes e bases fracas apresentam diferença na capacidade da dissociação em água.

b ) Solução B (Bicarbonato de sódio) c ) Solução C (Amônia) d ) Solução E (Hidróxido de cálcio)

Resposta: Alternativa d.

10. Considere as seguintes fórmulas químicas de ácidos: • ​HC𝓁​

• ​​H​2​​S​O​4​​​ • ​HN​O​3​​​ • ​​H​2​​C​O​3​​​ • ​​H​3​​P​O​4​​​ Com base nas regras de nomenclatura de ácidos de Arrhenius, qual das alternativas a seguir apresenta a nomenclatura correta para os ácidos listados? a ) ​HC𝓁​– ácido clórico; ​H​2​S​O​4​– ácido sulfúrico;​ HNO​3​ – ácido nítrico; ​H​2​C​O​3​ – ácido carbônico; ​H​3​P​O​4​– ácido fosfórico. b ) ​HC𝓁​ – ácido clorídrico; ​H​2​S​O​4​ – ácido sulfúrico; ​HN ​O​3​ – ácido nítrico; ​H​2​C​O​3​ – ácido carbônico; ​H​3​P​O​4​– ácido fosfórico. c ) ​HC𝓁​– ácido clorato; ​H​2​S​O​4​– ácido sulfúrico;​ HN​O​3​ – ácido nitroso; ​H​2​C​O​3​ – ácido hidrocarbonato; ​H​3​P​O​4​– ácido fosfato. d ) ​HC𝓁​ – ácido clorídrico; ​H​2​S​O​4​ – ácido sulfuroso; ​HN​O​3​ – ácido nítrico; ​H​2​C​O​3​ – ácido metanoico; ​H​3​P​O​4​– ácido fosfórico. e ) ​HC𝓁​ – ácido clorídrico; ​H​2​S​O​4​ – ácido sulfúrico; ​HN​O​3​ – ácido nitrato; ​H​2​C​O​3​ – ácido carbônico; ​​H​3​​P​O​4​​​ – ácido fosfórico. Resposta: Alternativa b.

11. A formação da ferrugem é um fenômeno co-

mum que afeta objetos de metal, especialmente aqueles feitos de ferro, sendo frequentemente observada em estruturas expostas à umidade, como pontes, carros e ferramentas. O principal composto responsável pela cor marrom-avermelhada da ferrugem é o óxido de ferro(III) (​ ​Fe​2​O​3​)​. Explique como esse composto é formado e qual reação química acontece.

12. A base fraca mais comum encontrada em pro-

dutos de limpeza é o hidróxido de amônio ​(N​H​4​OH)​. Analise as alternativas a seguir e identifique aquela que apresenta a afirmativa correta sobre bases fortes e bases fracas em termos de dissociação em água.

UNIDADE

6 b ) Apenas bases fortes se dissociam em água.

d ) Não há diferença na dissociação dessas substâncias em água. Resposta: Alternativa c.

13. O ácido fosfórico ​(​H​3​​PO​4​)​ é amplamente utiliza-

do na indústria alimentícia, especialmente em refrigerantes. Por meio da reação desse ácido com diferentes bases, como ​NaOH​, ​Ca​(​ OH)​ ​ e ​NH​4​OH​, 2 forma-se uma série de sais. Analise as reações a seguir e identifique a opção que apresenta o sal formado e uma aplicação sua. a ) A reação entre ​H​3​PO​4​ e ​NaOH​ forma fosfato de sódio ​(​Na​3​P​O​4​)​, utilizado como conservante em alimentos. b ) A reação entre ​H​3​PO​4​e ​Ca​​(OH)​ ​forma fosfato 2

de cálcio (​ ​Ca​3​​(​PO​4​)​ ​)​, usado para evitar a 2

precipitação de cálcio no refrigerante. c ) A reação entre ​H​3​PO​4​e ​NH​4​OH​forma fosfato

de amônio ​(​(​NH​4​)​ ​​PO​4​)​, utilizado como aci3

dulante em bebidas.

d ) A reação entre ​H​3​​PO​4​e ​Ca​(​ OH)​ ​forma fosfato 2

de cálcio (​ ​Ca​3​​(​PO​4​)​ ​)​, utilizado para fornecer 2

cálcio aos refrigerantes.

Resposta: Alternativa b.

14. Tanto o hipoclorito de sódio ​(NaC𝓁O) ​​ quanto o

peróxido de hidrogênio ​(H₂O₂)​são amplamente utilizados como agentes desinfetantes e alvejantes em diferentes aplicações. Considerando suas propriedades e reações, qual das alternativas a seguir compara corretamente o comportamento químico desses compostos? Resposta: Alternativa c. a ) O hipoclorito de sódio é um agente oxidante mais forte que o peróxido de hidrogênio, por isso é indicado para limpar feridas abertas. b ) Ambos os compostos são igualmente eficazes em soluções ácidas e liberam o mesmo tipo de subproduto durante a decomposição. c ) O peróxido de hidrogênio se decompõe facilmente em água e oxigênio, enquanto o hipoclorito de sódio libera cloro gasoso quando está em contato com ácidos. d ) O peróxido de hidrogênio reage com a matéria orgânica, liberando cloro gasoso, enquanto o hipoclorito de sódio libera oxigênio quando está em contato com catalisadores.

11. Resposta: O ferro reage diretamente com a água, formando hidróxido de ferro(II), que, ao ser exposto ao oxigênio, se oxida e forma óxido de ferro(III).

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CAPÍTULO

22

2. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que de 1979 a 1999 foi verificado um aumento progressivo do buraco nessa camada. Em 2023, no entanto, ela não continuou aumentando, provavelmente por conta, em parte, da redução de emissão de gases que causam a destruição da camada de ozônio.

Cinética química 3. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que esse acordo internacional teve como objetivo reduzir os danos causados à camada de ozônio. Isso foi feito, por exemplo, pela redução até a total eliminação de gases produzidos e usados pelos seres humanos e que degradam o gás ozônio. Entre eles, os clorofluorcarbonos (CFCs), que são proibidos no Brasil desde 2010.

Taxa média de uma reação química

Fotos: NASA OZONE WATCH/NASA

Confira a seguir as imagens obtidas por satélite. Elas mostram o buraco na camada de ozônio ​(​O​3​​)​​ na região da Antártida, no hemisfério Sul da Terra, no mês de setembro de diferentes anos. Depois, responda às questões propostas.

Setembro de 1979. Professor, professora: Informações sobre a relação das cores nas imagens com a unidade Dobson nas Orientações para o professor.

Setembro de 1989.

Setembro de 1999.

Concentração de ozônio (unidades Dobson). As diferentes cores representam as concentrações de gás ozônio, indicadas em unidade Dobson.

Dica

Setembro de 2023. 1. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que a camada de ozônio atua como uma barreira de proteção, bloqueando parte da radiação ultravioleta proveniente do Sol e que pode prejudicar os seres vivos. Assim, quando degradada, os seres vivos ficam mais expostos a esse tipo de radiação, que pode causar a morte de diversas espécies, prejudicando, assim, a biodiversidade.

Cada unidade Dobson corresponde a ​2,69 ​· ​​10​​ 16​​ moléculas de ozônio por centímetro quadrado ou ​2,69 ​· ​​10​​ 20​​ moléculas por metro quadrado. Esses valores correspondem ao número de moléculas necessárias para formar uma camada de 0 ​ ,01 mm​de espessura de gás ozônio puro, a ​0 ° C​e pressão de ​1 atm​. Assim, quanto maior o número de unidades, maior a concentração desse gás e, consequentemente, maior a espessura da camada de ozônio.

1. Qual é a importância da camada de ozônio para a vida na Terra e como a degradação dela pode prejudicar a biodiversidade?

2. Analisando as imagens, o que você pode concluir com relação à degradação da camada de ozônio ao longo dos anos?

Ao refletir sobre as questões anteriores, você deve ter percebido que, apesar de o buraco na camada de ozônio aumentar progressivamente durante alguns anos, em 2023 não houve um aumento expressivo. Essa conservação é resultado, em parte, do Protocolo de Montreal.

3. Qual é a importância do Protocolo de Montreal?

O gás ozônio é um dos componentes da atmosfera terrestre, sendo formado e degradado naturalmente. As reações químicas que descrevem sua formação (A) e sua decomposição (B) estão representadas a seguir de modo simplificado, sendo denominadas como ciclo de Chapman. A.

​​O​2​​​(g)​  ⎯ ​ UV→​2 O·​(g)​​ ​ UV→​ ​O​  3​​​(g)​​ ​O·​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​  ⎯

B. ​​O​3​​​(g)​ ⎯ ​ UV→​   O·​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​

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UNIDADE

6 Repare que, para ocorrerem essas reações químicas, são necessários gás oxigênio (​​ ​O​2​​)​​ e incidência de radiação ultravioleta (UV). Essa radiação tem energia suficiente para romper a ligação entre dois átomos na molécula de oxigênio, gerando radicais oxigênio ​​(O·)​​ capazes de reagir com outra molécula de gás oxigênio. Radicais: átomos, íons ou moléculas que contêm um número ímpar de elétrons em sua última camada eletrônica, tornando-os altamente reativo.

Na estratosfera, essas reações são favorecidas por causa da alta incidência de radiação ultravioleta. Já na troposfera, o gás ozônio pode ser produzido por meio de processos de decomposição de poluentes liberados na queima de combustíveis fósseis, como os óxidos de nitrogênio e os hidrocarbonetos. Ao contrário da proteção fornecida pela camada de ozônio, a presença desse gás próximo à superfície da Terra pode causar irritação nas vias aéreas e nos olhos, sendo um risco à saúde humana. Apesar da sua denominação, o buraco na camada de ozônio não é efetivamente um buraco, mas uma redução na espessura dessa camada. Esse fenômeno ocorre naturalmente todos os anos, durante a primavera no hemisfério Sul, quando as condições atmosféricas são favoráveis à reação de consumo de gás ozônio para formação de oxigênio molecular, o que diminui a concentração de gás ozônio na região da Antártida. Embora seja um fenômeno natural, as atividades antrópicas, mais especificamente os gases liberados por elas, aceleram esse processo, ou seja, favorecem a reação de decomposição do ozônio, causando um desequilíbrio entre sua formação e decomposição. Afinal, o que queremos dizer com acelerar o processo de consumo de gás ozônio? Para responder a essa pergunta, precisamos compreender os conceitos relacionados à Cinética química, que estuda as taxas das reações químicas. Confira o gráfico a seguir. Professor, professora: Oriente os estudantes a generalizar as fórmulas de taxas médias de consumo e de produção de reagentes e a taxa média de reação, e aplicar a generalização à reação de consumo de gás ozônio: ​2 ​O​3​​​(g)​​→ ​3 ​O​2​​​(g)​​.

Variação da concentração de amônia (​​ ​NH​3​​)​​ em função do tempo Quantidade de matéria (mol) 10

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

8 6

H2

4

NH3

2

N2

0

5

10 15 20 25 30 35 40 45 50

Tempo (min)

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. 397.

Analisando o gráfico, note que a concentração do reagente (​​ ​NH​3​​)​​ diminui ao longo do tempo, enquanto a concentração de produtos (​​H​2​​​ e ​N​2​​​) aumenta ao longo do tempo. Para acompanhar essa variação, definimos a rapidez ou taxa média ​​(​T​m​​)​​ de consumo (ou formação) de uma espécie química, que é definida como a variação da sua quantidade – comumente em quantidade de matéria, massa, concentração ou pressão – ao longo do tempo. No caso do consumo de ​​NH​3​​​ apresentado no gráfico, temos: Professor, professora: Uma confusão comum

está na diferença entre taxa de consumo de reagente, de formação de produto, e da reação ​variação na concentração de ​NH​3​​ ​ como um todo. Diga aos estudantes que as _____________________________ ​​   ​​ duas primeiras dizem respeito a substâncias ​​T​m​​​(​NH​3​​) ​ ​= −     ​t​final​​ ​− ​​t​inicial​​ específicas e esta é uma forma prática de determinar o progresso da reação. Já a taxa Dica média da reação diz respeito à reação como um todo e, por isso, cada A variação da concentração é em módulo, ​​ ∆ [​ X]​​​, o que significa que é sempre positiva. O valor negativo é taxa específica é dividida inserido em alguns casos, pois há consumo de reagente. pelo coeficiente estequiométrico da substância em questão.

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Para a produção de ​​H​2​​​, temos:

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​variação na concentração de ​H​2​​ ​     ​​   ​​ ​​T​m​​​(​H​2​​)​​= ____________________________ ​t​final​​ ​− ​​t​inicial​​

Para a produção de ​​N​2​​​, temos: ​​variação na concentração de N​2​​ ​ ​​T​m​​​(​N​2​​)​​= ____________________________     ​​   ​​ ​t​final​​ ​− ​​t​inicial​​

A rapidez ou taxa média da reação (​​ ​T​m​(reação)​​)​ ​​ pode ser calculada por:

Professor, professora: Se houver a possibilidade, use modelos moleculares ou massinhas de modelar para exemplificar as colisões que levam e que não levam à formação de produtos. Deixe claro que a probabilidade de colisão é um fator muito importante. Por isso, no geral, quanto maior for a temperatura de um sistema, maior será a taxa da reação, uma vez que os componentes se movimentarão mais rapidamente e haverá a possibilidade de se chocarem de modo efetivo.

​T​m​​​(​NH​3​​)​ ​T​m​​​(​H​2​​)​ ​T​m​​​(​N​2​​)​ ​​T​m​(reação)​​​ ​= − _ ​​ ​​= ​​_​​= _ ​​ ​​ c a b Dica As variáveis a, b e c são os coeficientes estequiométricos da amônia (​​ N​H​3​​)​​, do gás hidrogênio ​​(​H​2​​)​​ e do gás nitrogênio (​​ ​N​2​​)​​, respectivamente. Ou seja, a taxa média de reação depende da rapidez de consumo ou de formação das espécies envolvidas, levando em consideração a estequiometria da reação.

Teoria das colisões e formação do complexo ativado As reações químicas estão presentes em diversas situações de nosso dia a dia. Cada uma dessas reações ocorre em uma taxa específica. Algumas ocorrem imediatamente após o contato dos reagentes, enquanto outras podem demorar milhares de anos para ocorrer. Nesse contexto, podemos nos questionar por que a taxa de reação é diferente para cada sistema. Para responder a essa questão, precisamos avaliar os sistemas na escala dos átomos e das moléculas. Considere um recipiente fechado contendo gás hidrogênio. Há pouca interação entre as moléculas desse gás. Porém, por elas estarem em movimento constante, com determinada energia cinética, espera-se que eventualmente colidam entre si.

Ao adicionar vapor de iodo ​​(​I​2​​)​​ a esse recipiente, poderá ocorrer uma reação química. Essa reação só ocorrerá quando houver contato, por meio de uma colisão eficaz, entre as moléculas de ambos reagentes (​​H​2​​​ e ​I​2​​​). As colisões não eficazes ou elásticas entre algumas moléculas não resultam na formação de produto.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

​​H​2​​​

Representação de recipiente fechado contendo vapor de iodo e gás hidrogênio.

​​I​2​​​

colisões não eficazes

colisões eficazes

Representação das interações que ocorrem entre as moléculas de iodo e de hidrogênio.

Imagens elaboradas com base em: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson, 2016. p. 625.

Ou seja, em nível molecular, nem toda colisão entre moléculas resulta em reação química. Esses são os princípios do modelo de colisão, que afirma que, para a ocorrência de uma colisão eficaz, é necessário que dois requisitos sejam cumpridos. Conheça-os a seguir.

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UNIDADE

6 Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Orientação

H H

+

I

H

I

H

I

H

I

H

reagentes

complexo ativado

+

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

Note que, na reação química entre as moléculas de ​​H​2​​​ e ​​I​2​​​, as ligações H ​ ​− ​H​e I​ ​− ​I​necessitam ser rompidas, de modo a possibilitar a formação da ligação entre os átomos de hidrogênio (​​ H)​​ e de iodo (​​ I)​​. O rompimento e a formação de novas ligações ocorrem ao mesmo tempo, resultando em uma estrutura intermediária denominada complexo ativado. A colisão eficaz ocorre apenas quando as partículas (no exemplo, moléculas) de reagente colidem em uma orientação espacial que favoreça a formação do complexo ativado. I I

produtos

Representação estrutural da formação do complexo ativado, após colisão em orientação favorável.

Representação espacial da formação do complexo ativado, após colisão em orientação favorável.

Imagens elaboradas com base em: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson, 2016. p. 625.

Energia cinética mínima A conversão de reagentes em complexo ativado requer que a colisão entre as partículas de reagente ocorra com uma energia cinética mínima, denominada energia de ativação. Essa energia é necessária, pois, em uma reação química, sempre há o rompimento de algumas ligações, o que demanda energia. Logo, variações de energia de uma reação química podem ser representadas em um gráfico de energia, em função do progresso da reação química. Note que, nos gráficos a seguir, são representadas as energias de reagentes, produtos e complexo ativado, e que, independentemente de a reação química liberar energia (ser exotérmica) ou absorver energia (ser endotérmica), a formação do complexo ativado sempre envolve a absorção de energia. Assim, a energia de ativação (​​ ​E​a​​)​​ pode ser calculada subtraindo a energia do complexo ativado (​​ ​E​c​​)​​ e a energia dos reagentes (​​ ​E​r​​)​​, dada por ​​E​a​​ ​= ​​E​c​​ ​− ​​E​r​​​.

Energia (kJ) Ec

Diagrama de energia de uma reação endotérmica Energia (kJ)

complexo ativado

Ec

Ea

Ea

Er Ep

complexo ativado

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Diagrama de energia de uma reação exotérmica

produtos

Ep

reagentes

Er produtos Progresso da reação

reagentes Progresso da reação

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. 626.

Considerando, portanto, que em uma mistura de reagentes ocorrerão colisões eficazes e não eficazes, quanto maior for a probabilidade de uma colisão efetiva, maior será a taxa de uma reação química. Assim, quanto menor é a energia de ativação de uma reação química, maior é a probabilidade de ocorrência de colisões efetivas e maior é a rapidez da reação química. No próximo tópico, discutiremos como é possível controlar a taxa de uma reação química, baseando-se nos princípios do modelo de colisão.

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3. d) Resposta: ​​E​a​​ ​= ​55 kcal​. Resolução nas Orientações para o professor.

1. A fotólise da água oxigenada ​(​H​2​​O​2​)​é a reação

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3. Considere a equação química genérica a seguir.

de decomposição que ocorre pela ação da luz, representada pela equação química:

​X ​+ ​Y ​→ ​Z ​+ ​W​ Energia de ativação da reação

​2 ​H​2​​ ​O​2​​​(aq)​⎯ ​ λ→​2 ​H​2​​ O​(𝓁) ​ ​+ ​​O​2​​​(g)​​

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

ATIVIDADES

Energia (kcal)

O quadro a seguir apresenta os dados relativos às variações das concentrações de ​​H​2​​ ​O​2​​​ em função do tempo a uma dada temperatura.

77

Concentração em função do tempo Tempo ​​(min)​​

1,000

0

0,625

10

0,375

20

0,200

30

0,120

40

22

X+Y

Z+W

−15

Progresso da reação

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. 626.

De acordo com os dados do quadro, responda às questões. a ) Qual é a taxa média de consumo do reagente​ H​2​​O​2​no intervalo de 10 a 20 minutos? b ) A rapidez dessa reação é constante? Justifique sua resposta.

sua energia é ​− 15 kcal​.

c ) Qual é a energia do complexo ativado?

Resposta: A energia do complexo ativado é ​77 kcal​.

d ) Qual é a energia de ativação da reação?

Respostas nas Orientações para o professor.

2. O gráfico a seguir representa a variação das con-

e ) Qual é a variação de energia da reação?

centrações das substâncias A, B e C em um intervalo de tempo.

Resposta: ​ΔE ​= ​− 37 kcal​. Resolução nas Orientações para o professor.

4. Analise o gráfico a seguir e escreva a alternativa correta.

B

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Variação das concentrações durante a reação química

A

a ) Qual é a energia associada aos reagentes da Resposta: Os reagentes são X e Y, reação química? portanto sua energia é ​22 kcal​.

b ) Qual é a energia associada aos produtos da reação? Resposta: Os produtos são Z e W, portanto

c ) Como devemos armazenar água oxigenada a fim de evitar sua decomposição?

Concentração (mol/L)

De acordo com o diagrama de energia representado, responda às questões.

Energia de ativação da reação Energia complexo ativado Ea reagentes

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. 397.

Qual é a equação que melhor representa a reação ocorrida em função do tempo? a ) ​A ​→ ​B ​+ ​C​.

c ) ​C ​→ ​A ​+ ​B​.

b ) ​B ​→ ​A ​+ ​C​.

d ) ​B ​+ ​C ​→ ​A​.

Resposta: Alternativa d. Resolução nas Orientações para o professor.

produtos ∆H

Caminho da reação

C Tempo (min)

Vinícius Costa/Arquivo da editora

​​H​2​​ ​O​2​​​(mol/L)​​

Fonte de pesquisa: ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. 626.

a ) A entalpia dos produtos é maior do que a dos reagentes. b ) A reação libera calor. c ) O complexo ativado tem menos energia do que os reagentes. d ) A reação absorve calor. 4. Resposta: Alternativa a. Comentários nas Orientações para o professor.

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UNIDADE

6

A rapidez de uma reação química O conhecimento a respeito da rapidez das reações químicas é de suma importância, por exemplo, para planejar e controlar processos industriais, compreender o tempo que o princípio ativo de um medicamento leva para agir em um organismo e projetar medidas que desacelerem algumas reações indesejadas. Além disso, esse conhecimento tem grande relevância para explicar fenômenos do nosso cotidiano. Você já se perguntou por que mastigar bem os alimentos pode ajudar no processo de digestão? Ou por que armazenamos alguns alimentos na geladeira? Essas e tantas outras situações cotidianas estão relacionadas aos fatores que influenciam a taxa de uma reação química. Confira alguns deles a seguir. Professor, professora: Incentive os estudantes a responder às questões propostas no texto.

Concentração olesya yaroshenko/Shutterstock.com

O aumento na concentração de uma espécie de reagente representa um maior número de espécies em um dado volume, o que amplia a possibilidade de ocorrer colisões eficazes. Dessa maneira, quanto maior for a concentração de um reagente, maior será a taxa da reação química. Além da necessidade de uma fonte de ignição, o ato de abanar a lenha acelera a sua queima. Isso pode ser explicado por meio da equação química que representa a combustão desse material: ​C(​ s)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​​CO​2​​​(g)​​. O ato de abanar a lenha em brasa adiciona gás oxigênio ao sistema, aumentando sua concentração e, consequentemente, a rapidez da reação química. Soprador sendo utilizado para acender um fogão a lenha.

Temperatura Em um sistema fechado, a energia total é conservada, pois não há troca de matéria e de energia com o ambiente. Apesar disso, essa energia está distribuída de maneira heterogênea entre as partículas que compõem o sistema, de tal forma que algumas se movem com energia cinética maior do que outras. Em um sistema que troca energia com o ambiente, o aquecimento fornece energia térmica que será convertida em energia cinética. Assim, a probabilidade de haver partículas colidindo com energia cinética mínima aumenta, ou seja, a probabilidade de a energia de ativação ser atingida e ocorrer a formação do complexo ativado é maior. Desse modo, o aumento da temperatura ocasiona o aumento na rapidez das reações químicas. O raciocínio oposto também é válido, e o resfriamento do sistema ocasiona a diminuição na rapidez das reações químicas.

Para que ocorra uma reação química, os reagentes precisam estar em contato. Portanto, a rapidez dessas reações também depende da área superficial que os reagentes apresentam no momento da reação. Nesse caso, quanto maior for a área superficial, maior será a superfície de contato e, portanto, mais rápida será a reação química.

MPakorn/Shutterstock.com

Superfície de contato

A ferrugem é o produto da oxidação de objetos feitos de ferro (​​ Fe)​​, cuja primeira etapa é descrita por ​2 Fe​(s)​​+ ​​O​2​​​(g)​​+ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​→ ​2 Fe​​(OH)​​ ​​​(s)​​. Assim, para que a reação química 2 ocorra, a superfície contendo ferro necessita estar em contato com o ar, que contém gás oxigênio e umidade na forma de vapor de água. Por isso, uma das maneiras de desacelerar a reação de formação da ferrugem é proteger a superfície de objetos de ferro com uma camada de tinta, para evitar o contato do ferro com os demais reagentes. Parte de estrutura metálica enferrujada.

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Professor, professora: Após abordar os catalisadores, comente com os estudantes que também

substâncias classificadas como inibidores, que aumentam a energia de ativação de uma Catalisadores existem reação e diminuem sua taxa.

Vamos analisar, como exemplo, a reação de decomposição do peróxido de hidrogênio ​(​H​2​​​O​2​​)​​. Na ausência de catalisador, a reação pode ser representada por ​2 ​H​2​​​O​2​​​(aq)​​→ ​2 ​ H​2​​O​(𝓁) ​ ​+ ​​O​2​​​(g)​​. Contudo, na pre− sença de um catalisador, como o íon brometo (​​ ​Br​​ ​)​​, a reação ocorre em duas etapas, mostradas no gráfico. Note que a energia de reagentes e de produtos não se altera, mas a energia de ativação das duas etapas da reação catalisada (​​E​a1​​​ e ​E​a2​​​) é menor que a da reação não catalisada (​​ ​E​a​​)​​.

Diagrama de energia da reação de decomposição do ​​H​2​​ ​O​2​​​ catalisada e não catalisada Energia (kJ) Ea

Ec

Er

reagentes

Ep

Ea1

Ea2 produtos Progresso da reação

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A rapidez de uma reação química também pode ser alterada pela presença de um catalisador, que atua diminuindo a energia de ativação da reação. Ou seja, a função de um catalisador é acelerar uma reação química. Ao final dela, esse catalisador é regenerado e pode continuar participando das mesmas reações químicas.

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson, 2016. p. 638.

No início deste capítulo, citamos que algumas substâncias destroem a camada de ozônio ao acelerar a decomposição do ​​O​3​​​. Agora que compreendemos o que é um catalisador, podemos entender melhor como a aceleração desse processo ocorre.

Mehaniq/Shutterstock.com

Em 1928, foram sintetizados, pela primeira vez, os clorofluorcarbonos (CFCs), compostos que contêm os elementos carbono, cloro (​​ C𝓁) ​​ e/ou flúor (​​ F)​​. Com uma alta estabilidade química e baixo custo, foram amplamente aplicados como gás refrigerante em eletrodomésticos e propelentes de aerossol. No entanto, ao serem liberados no ambiente, dispersam-se até a estratosfera, onde a radiação ultravioleta é capaz de romper a ligação entre carbono e cloro, gerando radicais capazes de reagir com o ozônio, como mostram de forma simplificada as equações químicas a seguir. ​C𝓁·​(g)​​+ ​​O​3​​​(g)​​→ ​C𝓁O·​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​

​C𝓁O·​(g)​​+ ​·O·​(g)​​→ ​C𝓁·​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​ Latas de tinta em spray utilizadas para a criação de grafites. Nesses itens, os CFCs foram substituídos por gás líquido de petróleo (GLP) como propelente.

Observe que o cloro e o ozônio reagem gerando o óxido de cloro ​​(C𝓁O)​​, um intermediário da reação que, depois, reage com um átomo de oxigênio, regenerando o catalisador na segunda etapa da reação. Apesar do destaque para os CFCs, eles não são os únicos gases com a capacidade de atingir a camada de ozônio. As altas emissões de óxidos de nitrogênio, provenientes de processos industriais e queima de combustíveis fósseis, também podem afetar a camada de ozônio. Um desses compostos, o óxido de dinitrogênio​​ (​N​2​​O)​​, além de ser um dos gases do efeito estufa, é o um dos principais responsáveis pela sua destruição. 4. Considerando as características dos catalisadores, por que um único radical cloro é capaz de reagir com milhares de moléculas de ozônio?

Resposta: Isso ocorre porque o radical cloro é regenerado ao final da reação química, podendo, em seguida, reagir com outras moléculas de ozônio.

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UNIDADE

6 Conversor catalítico automotivo Imagens desta página sem proporção. Toa55/Shutterstock.com

O funcionamento da maioria dos veículos no Brasil se baseia na queima de combustíveis, como diesel, gasolina e etanol ​​(​C​2​​​H​6​​O)​​. Além de energia, ocorre a liberação de produtos de combustão completa, como dióxido de carbono e gás nitrogênio, e de combustão incompleta, como monóxido de carbono ​​(CO)​​, óxido de nitrogênio ​​(NO)​​, dióxido de nitrogênio ​​(​NO​2​​)​​ e hidrocarbonetos. Esse último grupo de gases, liberados pela combustão incompleta de combustíveis, é altamente tóxico aos seres vivos e prejudicial ao meio ambiente, estando relacionado, por exemplo, à intensificação do efeito estufa e à ocorrência de chuva ácida.

Fumaça sendo emitida pelo escapamento de um veículo.

Visando reduzir a carga de poluentes potencialmente tóxicos emitidos pela queima de combustíveis no ambiente, foram desenvolvidos os conversores catalíticos veiculares: dispositivos que transformam gases tóxicos em gases menos poluentes ou não poluentes. Confira as reações químicas a seguir. ​2 ​C​2​​​H​6​​​(g)​​+ ​7 ​O​2​​​(g)​​→ ​4 ​CO​2​​​(g)​​+ ​6 ​H​2​​O(​ g)​​ ​2 CO​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​CO​2​​​(g)​​

​2​NO​2​​​(g)​​+ ​4 CO​(g)​​→ ​​N​2​​​(g)​​+ ​4 ​CO​2​​​(g)​​ A comercialização de automóveis com dispositivo para redução da emissão de gases poluentes é obrigatória desde 1997 pela lei nº 9.503 (Código de Trânsito Brasileiro), e a sua remoção pode ser considerada crime ambiental ou condução de veículo sem equipamento obrigatório, ficando o condutor sujeito a multa.

Escapamento veicular em corte.

b ) Resposta: Ao ser inalado, o monóxido de carbono atinge a corrente sanguínea. No sangue, ele compete com o gás oxigênio para se ligar à hemoglobina, o primeiro se liga preferencialmente à hemoglobina, pois é mais energético. Como resultado, o transporte de gás oxigênio pelo sangue é comprometido e, consequentemente, a oxigenação dos tecidos.

Adam J/Shutterstock.com

loraks/Shutterstock.com

O arranjo interno do conversor catalítico é constituído de um material cerâmico ou metálico no formato de uma colmeia. Os canais são os locais por onde os gases passam e sofrem as reações químicas, tornando-se menos poluentes. Essa estrutura é revestida com óxido de alumínio ​​(A​𝓁​2​​​O​3​​)​​ e, sobre ela, fixa-se a substância que atua como catalisador. Para essa função, geralmente é utilizada uma liga de metais nobres, como paládio (​​ Pd)​​ e ródio (​​ Rh)​​ ou paládio e molibdênio (​​ Mo)​​. Ao redor dessa estrutura, adiciona-se um revestimento de manta expansiva que tem como finalidade atuar como isolante térmico e dar resistência mecânica à colmeia. Por fim, um metal é utilizado como carcaça, conferindo o aspecto final do conversor catalítico.

Detalhe da estrutura em colmeia do catalisador.

O conversor catalítico de um veículo, geralmente, tem um tempo de vida médio de 80 mil quilômetros rodados. Após esse período, o conversor precisa ser trocado para que seja mantida a eficiência na transformação dos gases tóxicos. a ) Com base nos fatores que afetam a rapidez de uma reação química, justifique por que é importante O formato de colmeia aumenta a área superficial do que o catalisador tenha o formato de colmeia. Resposta: catalisador e, portanto, a área de contato com os gases. b ) Por que a inalação de monóxido de carbono pode ser prejudicial ao organismo? Se necessário, faça uma pesquisa. c ) Converse com seus familiares ou conhecidos que possuam veículo e pergunte se eles costumam fazer a manutenção de itens veiculares, como catalisadores e filtros, e se ficam atentos à qualidade pessoal. O objetivo dessa questão é incentivar a refletir sobre esse tipo de cuidado do combustível. Resposta na manutenção de veículos.

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Lei cinética das reações químicas Ao longo deste capítulo, estudamos que a rapidez de uma reação química depende, entre outros fatores, da concentração de reagente e da temperatura. Mas como podemos expressar isso matematicamente? Considere a equação química a seguir. Professor, professora: Diga aos estudantes a notação [A] significa “concentração da ​​N​2​​​(g)​​+ ​2 ​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​NO​2​​​(g)​​ que espécie química A em mol/L".

Professor, professora: Enfatize que os coeficientes estequiométricos são utilizados somente na lei de velocidade de reações elementares, pois em outras situações são parâmetros experimentais.

Essa reação química acontece em uma etapa e, portanto, é denominada reação elementar. Em nível molecular, isso significa que, para ela ocorrer, é necessário o choque de uma molécula de ​​N​2​​​ e duas de ​​O​2​​​. A lei cinética dessa reação pode ser expressa por: ​​T​i​​ ​= −​k ​· [​​​ ​N​2​​]​​​ ​​· ​​​[​O​2​​]​​​ ​​ 2

1

em que ​​T​i​​​ é taxa instantânea de reação, ​k​é a constante de rapidez de reação (dependente da temperatura), e [​​ ​N​2​​]​​ e [​​ ​O​2​​]​​ são as concentrações de nitrogênio e oxigênio, em ​mol/L​. Repare que a concentração dos reagentes é elevada por um expoente equivalente aos coeficientes estequiométricos correspondentes.

Considere agora a reação química a seguir, que ocorre em duas etapas com taxas distintas. Etapa 1 (lenta): ​​H​2​​​(g)​​+ ​2 NO​(g)​ ​→ ​​N​2​​O(​ g)​​+ ​​H​2​​O(​ g)​​ Etapa 2 (rápida): ​​H​2​​​(g)​​+ ​​N​2​​O(​ g)​ ​→ ​​N​2​​​(g)​​+ ​​H​2​​O​(g)​​

Reação global: ​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​2 NO​(g)​​→ ​​N​2​​​(g)​​+ ​2​H​2​​O​(g)​​ Nesse caso, temos uma reação não elementar, na qual cada etapa é uma reação elementar e a taxa é determinada pela etapa lenta. Nesse caso, a equação da taxa instantânea da reação é: ​​T​i​​ ​= ​k ​· [​​ ​H​2​​]​​· [​​​ NO]​​​ ​​

2

Repare que, nesse caso, é necessário saber o caminho que a reação percorre, ou seja, o mecanismo da reação. Os expoentes que elevam as concentrações não correspondem ao coeficiente estequiométrico da reação global e precisam ser determinados experimentalmente. Eles são denominados de ordens de reação.

Os expoentes definem a ordem da reação química, que determina como a rapidez varia em função da concentração dos reagentes. No caso da reação entre ​​N​2​​​ e ​​O​2​​​, a ordem em relação a cada reagente é, respectivamente, 1 e 2. Já a ordem global da reação é determinada pela soma desses expoentes, portanto 3. Dica Uma reação é de ordem zero em relação a um reagente se a alteração da concentração dele não causar alteração na rapidez de reação; de ordem 1 em relação a um reagente se, ao duplicar a concentração dele, a rapidez de reação também duplicar; de n ordem n em relação a um reagente se, ao multiplicar a concentração dele por 2, a rapidez de reação for multiplicada por ​​2​​ ​​ – a base 2 dessa potência refere-se à alteração ocorrida na concentração do reagente.

Os químicos noruegueses Cato Maximilian Guldberg (1836-1902) e Peter Waage (1833-1900) enunciaram a lei de ação das massas. Essa lei afirma que, a dada temperatura, a rapidez de reação é diretamente proporcional ao produto das concentrações em quantidade de matéria dos reagentes elevadas a expoentes que são determinados experimentalmente. A equação resultante é denominada lei cinética das reações químicas ou lei cinética de Guldberg-Waage. 5. Com base nas informações anteriores, apresente a expressão matemática da lei cinética das reações químicas

para uma reação genérica entre dois reagentes. Qual é a ordem de reação em relação a cada reagente e a ordem global da reação?

Resposta: Suponha a reação genérica: ​x A ​+ ​y B ​→ ​z C ​+ ​w D​. A lei cinética é dada por: ​​T​i​​ ​= ​k ​· [​​​ A]​​​ ​​· [​​​ B]​​​ ​​. A ordem em relação a A: ​m​; em relação a B: ​n​; global: ​m ​+ ​n​. Comente com os estudantes que, como não determinamos se a reação é elementar ou não, a ordem em relação aos reagentes pode ser diferente dos coeficientes estequiométricos da reação. m

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n

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UNIDADE

6 ATIVIDADES RESOLVIDAS R1. Os íons bromato (​ ​BrO​3​−​)​reagem com íons brometo ​(​Br​​−​)​para formar bromo (​ ​Br​2​)​, de acordo com a equação química:

​​​BrO​3​​​​ ​​(aq)​​+ ​5 ​Br​​ ​​(aq)​​+ ​6 ​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​→ ​3 ​Br​2​​​(aq)​​+ ​9 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​​ −

+

−

A concentração de íons bromato foi monitorada a ​25 ° C​ em quatro experimentos, cada um com diferentes concentrações iniciais de reagentes, como apresentado no quadro.

Concentrações dos reagentes e rapidez [​​ ​H​3​​​O​​ ​]​

Experimento

[​​ ​​BrO​3​​​​ ​]​ ​(mol/L)​​

​​[​Br​​ ​]​ ​(mol/L)​​

(​ mol/L)​​

​​T​i​​ ​(mol/L ​· ​s)​​

1

0,10

0,10

0,10

0,0012

2

0,20

0,10

0,10

0,0024

3

0,10

0,30

0,10

0,0036

Qual é a expressão da lei de Guldberg-Waage para essa reação? Resolução

−

−

+

Primeiro, é necessário determinar a ordem em 4 0,20 0,10 0,20 0,0096 relação a cada espécie. − ​​​BrO​3​​​​ ​​: comparando os experimentos 1 e 2, em que apenas a concentração de íons bromato varia, nota-se − 1 que ​​​[​​BrO​3​​​​ ​]​​​ ​​ é diretamente proporcional a ​​T​i​​​. Ou seja, a ordem é igual a 1. −

​​Br​​ ​​: comparando os experimentos 1 e 3, em que apenas a concentração de íons brometo varia, nota-se − 1 que [​​​ ​Br​​ ​]​​​ ​​ é diretamente proporcional a ​​T​i​​​. Ou seja, a ordem é igual a 1. +

​​H​3​​​O​​ ​​: comparando os experimentos 2 e 4, em que apenas a concentração de íons oxônio varia, nota-se

que ​​​[​H​3​​​O​​ ​]​​​ ​​ é diretamente proporcional a ​​T​i​​​. Ou seja, a ordem é igual a 2. +

2

A expressão da lei de Guldberg-Waage é, portanto: ​​T​i​​ ​= ​k ​· [​​ ​​BrO​3​​​​ ​]​​· [​​ ​Br​​ ​]​​· [​​​ ​H​3​​​O​​ ​]​​​ ​​. −

−

+

2

Observando a equação global de uma reação química, não é possível determinar se ela é uma reação elementar ou não. Essa informação, que nos possibilita determinar a lei cinética para dada reação, pode ser obtida por meio de experimentos. Nesse caso, um dos principais métodos baseia-se em acompanhar a variação da concentração dos reagentes em função do tempo, no denominado método das taxas iniciais. Vamos utilizar, como exemplo, a reação química de decomposição do pentóxido de dinitrogênio ​​(​N​2​​​O​5​​)​​, dada por: ​2 ​N​2​​​O​5​​​(g)​​→ ​4 ​NO​2​​​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​ Foram realizados cinco experimentos com concentrações iniciais distintas. Confira o gráfico a seguir.

Note que a taxa da reação muda e, nos instantes iniciais da reação química, a curva aproxima-se de uma reta. É nessa faixa que a taxa média de consumo do reagente é equivalente à taxa inicial da reação, dada por: ∆ [​ ​N​2​​​O​5]​​ ​ ​​ ​​ ​​T​0​​ ​= − _ Δt Para essa reação, correlacionando a concentração inicial de reagente e a taxa de reação, verifica-se que elas são diretamente proporcionais. Ou seja, a ordem da reação é igual a 1.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Concentração de ​​N​2​​​O​5​​​ em função do tempo Concentração (mol/L) Experimento 1 Experimento 2 Experimento 3 Experimento 4 Experimento 5

6. Utilizando a lei cinética para a reação entre os −

−

íons ​​​BrO​3​​​​ ​​ e ​​Br​​ ​​, determine o valor de k​ ​da reação.

0

Tempo (s)

Fonte de pesquisa: BURROWS, Andrew et al. Chemistry³: introducing inorganic, organic and physical chemistry. 3. ed. Inglaterra: Oxford University Press, 2017. p. 409.

7. Por que devemos manter a temperatura constante

durante os experimentos realizados no método das taxas iniciais?

6. Resposta: ​k ​= ​12 ​L​​ 3​​/mol​​ 3​​· ​s​. Resolução nas Orientações para o professor. 7. Resposta: A variação da temperatura pode mudar o valor de ​k​e levá-lo às taxas iniciais sem correlação apenas com a concentração de reagente.

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PRÁTICA CIENTÍFICA Cinética química Por dentro do contexto Você já viu alguém utilizando uma folha de jornal para enrolar um abacate ou uma banana verde, a fim de acelerar o amadurecimento desses frutos? Essa é uma prática que costuma ser disseminada pelo conhecimento popular e que, a princípio, pode parecer estranha para muitos, mas ela de fato contribui para a diminuição do tempo de amadurecimento de certos frutos.

Delfim Martins/Pulsar Imagens

Bananeira (Musa sp.): pode atingir aproximadamente 3​ m​de altura.

A banana e o abacate são frutos climatéricos, isto é, que amadurecem após serem colhidos, em razão da produção do gás eteno (​​ ​C​2​​​H​4​​)​​ pelo próprio fruto, o qual atua no seu amadurecimento. Existem diversos fatores que podem alterar a rapidez das reações químicas, seja em processos biológicos ligados ao nosso cotidiano, como no exemplo citado, ou em laboratório. a ) Considerando as informações apresentadas, formule uma hipótese explicando o motivo de a prática de enrolar os frutos em jornal acelerar o amadurecimento deles.

Pessoa colhendo banana verde no município de Linhares, Espírito Santo (ES), em 2019.

A colheita dos frutos verdes facilita o manuseio e o transporte, além de ampliar o tempo de conservação desses itens após a colheita.

Materiais

• 8 comprimidos efervescentes • 7 copos

• água

• colher

• vinagre

• caneta permanente

• gelo

• cronômetro

Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a relacionar práticas do cotidiano com a cinética das reações químicas. Como o eteno é um gás, o jornal usado para envolver o fruto funciona como uma barreira, impedindo sua liberação para o ambiente e mantendo a concentração • ebulidor ou chaleira desse gás próximo ao fruto maior, o que acelera seu elétrica amadurecimento.

• smartphone

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Como proceder

Dica

Procedimento 1

Filme as reações de cada etapa com o smartphone.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

A. Com a caneta permanente, identifique dois copos com os números 1 e 2 e adicione água até a metade de cada um deles. B. No copo 1, acrescente um comprimido efervescente inteiro e cronometre o tempo gasto até o final da reação de dissolução. Anote o valor de tempo marcado no cronômetro. C. Com a colher, triture um comprimido efervescente. D. No copo 2, coloque o comprimido triturado e marque o tempo até o final da reação. Anote o valor marcado no cronômetro.

Imagem referente à etapa B.

Imagem referente à etapa D.

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UNIDADE

6 Procedimento 2 E. Com a caneta permanente, identifique três copos da seguinte forma: 3 (água fria); 4 (água em temperatura ambiente); e 5 (água quente).

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

F. No copo 3, acrescente algumas pedras de gelo e água até metade de seu volume. No copo 4, acrescente água à temperatura ambiente até metade de seu volume. No copo 5, com auxílio de um adulto, aqueça um pouco de água e acrescente até metade de seu volume. A água pode ser aquecida em uma chaleira elétrica ou com um ebulidor. G. Em seguida, coloque um comprimido efervescente em cada copo e observe em qual deles a reação ocorre em menor e em maior tempo. Anote os resultados. Procedimento 3

Imagem referente à etapa F.

3. Resposta: A mastigação faz os alimentos serem cortados em partes menores, permitindo que sejam digeridos mais rapidamente pelo nosso organismo.

H. Identifique dois copos com os números 6 e 7 e adicione vinagre até a metade de cada um deles. I. No copo 6, adicione um comprimido efervescente e cronometre o tempo para que o comprimido se dissolva.

Imagem referente à etapa I.

Imagem referente à etapa J.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

J. No copo 7, coloque 2 comprimidos de maneira simultânea e marque o tempo que a reação leva para ocorrer.

4. Resposta: Da menor para a maior ordem: copo 3, copo 4 e copo 5. Quanto maior a temperatura, maior a

das partículas, o que favorece o encontro delas no meio e a ocorrência das reações químicas. Análise e divulgação agitação Assim, no copo 5 (água quente) foi necessário um menor tempo para ocorrência da reação. Por outro lado,

em baixas temperaturas, a reação ocorre mais lentamente, fazendo que a reação no copo 3 (água fria) fosse a mais demorada.

1. Identifique o fator que altera a velocidade das reações em cada um dos procedimentos.

Resposta: Procedimento 1: superfície de contato; Procedimento 2: temperatura; Procedimento 3: concentração dos reagentes.

2. Considerando o Procedimento 1, houve diferença no tempo de dissolução dos comprimidos nos copos 1 e Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois a trituração do comprimido

2? Explique sua resposta. efervescente adicionado ao copo 2 aumenta a superfície de contato e, consequentemente, a velocidade da reação.

3. Relacione as observações do Procedimento 1 com a importância da mastigação durante uma refeição. 4. Registre, em ordem crescente e de maneira qualitativa, o tempo de ocorrência das reações realizadas no Procedimento 2. Justifique sua resposta.

5. Relacione as observações do Procedimento 2 com a importância do uso da geladeira na conservação de alimentos, em geral. Resposta: A geladeira proporciona maior tempo de vida útil aos alimentos ao possibilitar seu armazenamento em baixas temperaturas, diminuindo a atividade de microrganismos que causam sua deterioração.

6. Em qual dos copos, 6 ou 7, as reações processam mais rapidamente? Justifique sua resposta. 7. Em todos os procedimentos, há um indício de ocorrência de reações químicas. Cite-o. Resposta: Liberação de gás, representada pela formação de bolha de dióxido de carbono.

8. Publique em um blog os resultados do seu experimento. Utilize as gravações registradas durante a atividade prática e apresente-as com as análises realizadas, destacando quais foram os fatores que influenciaram a reação química de dissolução do comprimido efervescente e como eles afetaram a rapidez dela. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a como registrar as atividades e quais informações devem ser publicadas. 6. Resposta: No copo 7, uma vez que o aumento da concentração dos reagentes favorece o aumento das colisões eficazes entre as partículas que reagem.

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ATIVIDADES

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

rapidez das reações químicas. Para exemplificar essa interferência, um professor colocou um fio de zinco metálico ​​(Zn)​​ em uma solução de ácido sulfúrico (​​ ​H​2​​​SO​4​​)​​ diluída (tubo A) e outro fio de zinco metálico em uma solução concentrada (tubo B).

A.

B.

Elabore uma explicação para os resultados observados em cada um dos tubos.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia. Ilustrações: Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

1. Alguns fatores podem alterar a

Representação do experimento A.

Representação do experimento B.

2. Considere o gráfico a seguir, que corresponde à variação da pressão de metilcarbilamina ​(​CH​3​NC)​em sua reação de conversão em etanonitrila (​ ​CH​3​CN)​.

1. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que o fio de zinco, na solução concentrada de ácido sulfúrico (tubo II), libera muitas bolhas, indicando que a reação está ocorrendo mais rapidamente do que no tubo I. Essa reação ocorre com maior rapidez por causa da maior concentração de um dos reagentes, nesse caso o ácido sulfúrico, que é maior no tubo II, aumentando, assim, o número de partículas por unidade de volume e o número de colisões entre as partículas dos reagentes.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Variação da pressão de ​​CH​3​​NC​em função do tempo Pressão (torr) 160 140 120 100 80 60 40 20 0

0

10 000

20 000

30 000

Tempo (s)

Fonte de pesquisa: BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson, 2016. p. 619.

a ) A taxa média de consumo do reagente é a mesma ao longo de diferentes intervalos de tempo? Calcule os valores correspondentes aos intervalos de tempo entre 0 e ​10 000 s​e 10 000 e ​20 000 s​. b ) Como a variação da taxa de uma reação química com a concentração de um reagente pode explicar isso? Resposta: No decorrer da reação, a concentração ou quantidade de reagente diminui, ocasionando a diminuição na rapidez da reação.

3. Confira o quadro a seguir, que apresenta os valores de rapidez da reação de decomposição do ácido clorídrico​ (HC𝓁)​para quatro experimentos que partem de diferentes valores de concentração inicial dessa substância. Concentrações do reagente e rapidez da reação nº do experimento

[​​ HC𝓵]​​(mol/L)​​

Rapidez ​​(mol/L ​· ​min)​​

Experimento 1

0,10

​1,01 ​· ​​10​​ −3​​

Experimento 2

0,20

​2,02 ​· ​​10​​ −3​​

Experimento 3

0,40

​4,04 ​· ​​10​​ −3​​

Experimento 4

0,60

​6,06 ​· ​​10​​ −3​​

Com base nas informações do quadro e na reação química dada por ​2 HC𝓁​(g)​​→ ​​H​2​​​(g)​​+ ​C𝓁​(g)​​, determine: a ) a ordem global da reação; b ) a lei cinética da reação; c ) a constante ​k​da taxa de desenvolvimento.

Respostas e resoluções nas Orientações para o professor.

2. a) Resposta: Não, pois a taxa média de consumo de reagente diminui ao longo do tempo. |​90 ​− ​150|​ ​​T​m​​ ​= − ___________ ​​ ​​∴ ​​T​m​​ ​= − ​0,006 torr/s​ ​(10 000 ​− ​0)​ |​55 ​− ​90|​ ​​T​m​​ ​= − _______________ ​​   ​​∴ ​​T​m​​ ​= − ​0,0035 torr/s​ ​(20 000 ​− ​10 000)​

416

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UNIDADE

6 Respostas e resoluções das questões 6 e 8 nas Orientações para o professor.

4. Explique os fenômenos a seguir.

Resposta: A temperatura é um fator que, no geral, afeta na

a ) Frutas refrigeradas amadurecem mais devagar. velocidade das reações químicas. Sendo assim, temperaturas baixas podem retardar o amadurecimento das frutas.

b ) Uma pastilha efervescente triturada em água se decompõe mais rápido do que uma pastilha inteira. Resposta: Quanto maior a superfície de contato, mais rapidamente as reações acontecem.

c ) Os alimentos cozinham mais rápido em uma panela de pressão. Resposta: O aumento da pressão dentro da panela faz a temperatura de ebulição da água aumentar. Um aumento na temperatura promove a diminuição do tempo de cozimento.

5. Considere que o processo de decomposição do gás pentóxido de dinitrogênio ​(​N​2​O​5​)​seja uma reação de primeira ordem, conforme a seguinte equação química:

​2 ​​N​2​​​O​5​​ ​→ 4 N​​O​2​​​ +​ ​​​O​2​​​ De acordo com a lei cinética de Guldberg-Waage, escreva a equação de rapidez da reação. Resposta: ​​T​reação​​ ​= ​k ​· [​​ ​N​2​​​O​5​​]​​.

6. A reação do íon hipoclorito, principal

Concentrações dos reagentes e rapidez da reação

componente da água sanitária, com corantes, produz substâncias incolores. Os dados experimentais no quadro apresentam a relação das quantidades e a taxa de desenvolvimento da reação em três experimentos.

Experimento

1

2

3

​​[C𝓁​O​​ ​]​(​ mol/L)​​

−3

​1,7 ​· ​​10​​ ​​

−3

​3,4 ​· ​​10​​ ​​

​1,7 ​· ​​10​​ −3​​

[​​ corante]​(​ mol/L)​​

​1,7 ​· ​​10​​ −2​​

​1,7 ​· ​​10​​ −2​​

​3,4 ​· ​​10​​ −2​​

Rapidez inicial (​​ mol/L)​​

​1,7 ​· ​​10​​ 4​​

​3,4 ​· ​​10​​ 4​​

​3,4 ​· ​​10​​ 4​​

−

Considerando os dados, determine a lei de reação e a expressão para definir o valor de k​ ​.

7. Na reação química hipotética X ​ ​+ ​Y ​→ ​Z​, verifi-

Concentração versus tempo

cou-se a alteração da concentração do reagente ​X​ em função do tempo, segundo o quadro.

​​[X]​(​ mol/L)​​

Tempo (​​ s)​​

De acordo com os dados do quadro, qual é a taxa de desenvolvimento média do reagente X ​ ​, no intervalo de 4 a 6 minutos?

​0,255​

​0​

​0,220​

​120​

​0,200​

​240​

​0,190​

​360​

​0,100​

​720​

|​quantidade de X consumida|​ Resposta: ​​T​m​[X]​​​ ​= − _________________________     ​​        ​​=​ Δt ​|0,190 − 0,200|​ ​|− 0,01|​    ​​= − _ ​​ ​​= − ​0,005 mol/L ​· ​min​. ​= − _____________ ​​ 6−4 2

8. O quadro mostra os dados da análise cinética obtida para a seguinte reação hipotética: ​X(​ g)​​+ ​2 Y​(g)​​→ ​2 W​(g)​​ Concentrações dos reagentes e rapidez da reação

Experimento

[​​ X]​​(mol/L)​​

​​[Y]​​(mol/L)​​

Taxa de desenvolvimento da reação (​​ mol/L ​· ​s)​​

1

1,5

1,5

0,025

2

4,5

1,5

0,225

3

1,5

3,0

0,050

Qual é a expressão da lei de Guldberg-Waage para essa reação?

9. c) Resposta: O cloro é considerado um catalisador porque acelera a decomposição do ozônio e não é consumido ao final do processo, pois ele é regenerado na segunda etapa.

9. O esquema a seguir apresenta as reações químicas envolvidas na destruição da camada de ozônio, iniciada pelos gases CFCs, os clorofluorcarbonos. Analise o esquema e responda aos itens propostos.

Heloísa Pintarelli/Arquivo da editora

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

a ) Escreva as equações químicas envolvidas na degradação da molécula de ozônio. b ) O esquema já considera o radical cloro formado. Contudo, explique como ocorre sua formação.

reação

CO + O

ciclo catalítico do cloro

reação

C + O3

destruição do ozônio

Representação das reações envolvendo radicais na destruição de moléculas de ozônio.

c ) Explique por que o cloro é considerado um catalisador nessa reação química. Imagem elaborada com base em: MECANISMOS de destruição do ozônio. Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, Brasília, 19 maio 2017. Disponível em: https://www.protocolodemontreal. org.br/site/quem-somos/camada-de-ozonio/mecanismos-de -destruicao-do-ozonio. Acesso em: 13 set. 2024.

9. a) Resposta: Primeira etapa: ​C𝓁·​(g)​​+ ​​O​3​​​(g)​​→ ​C𝓁O·​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​. Segunda etapa: ​C𝓁O·​(g)​​+ ·​O·​(g)​​→ ​C𝓁·​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​. 9. b) Resposta: Ao chegarem à estratosfera, as ligações entre o átomo de carbono e o átomo de cloro ou flúor dos CFCs são quebradas pela radiação ultravioleta, formando o radical.

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CAPÍTULO

23

Polímeros 1. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que uma alimentação inadequada está relacionada à ingestão de alimentos pouco variados, que não fornecem todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento e o funcionamento do organismo, além do consumo excessivo de alimentos processados e ultraprocessados. A má alimentação também pode estar relacionada à ingestão de alimentos em quantidade insuficiente.

Micronutrientes e macronutrientes Leia o trecho da reportagem a seguir.

81% dos adolescentes do País têm fatores de risco para doenças crônicas Estudo da UFMG e da Unifesp aponta ainda que 71,5% fazem pouco exercício ­ e ​1/3​ come doces em excesso, entre outros dados CUPANI, Gabriela. 81% dos adolescentes do País têm fatores de risco para doenças crônicas. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 145, n. 47 803, 3 set. 2024. p. A18.

1. O trecho da reportagem menciona que a ingestão de doces em excesso e pouco exercício são fatores de risco para doenças crônicas. Quais outros aspectos podem ser considerados em uma alimentação inadequada?

Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a fazer uma 2. Como você avalia sua alimentação? 2. autoavaliação da alimentação deles, verificando se é composta de alimentos variados e em quantidades adequadas, sem excesso nem falta.

É por meio da alimentação que obtemos os nutrientes de que o corpo necessita para se manter vivo e saudável. Os nutrientes são compostos químicos essenciais para o metabolismo do organismo. Eles são responsáveis pelo crescimento, pela manutenção e pelo bom funcionamento dos órgãos, além de fornecer energia para realizar as atividades do dia a dia. Os principais nutrientes são os carboidratos, os lipídios e as proteínas, chamados macronutrientes, e as vitaminas e os sais minerais, denominados micronutrientes. Confira a seguir alguns desses nutrientes, entendendo sua importância e em que alimentos eles são encontrados. Carboidratos: são fontes de energia e responsáveis por diversos papéis no metabolismo do corpo. Estão presentes em pães, macarrão, arroz, cereais e batata.

Sais minerais: auxiliam na produção de hormônios, na formação de dentes e ossos e na regulação da pressão sanguínea. Estão presentes em frutas e hortaliças.

Lipídios: atuam como reservas energéticas, na produção de hormônios e na formação das células. Além disso, agem como isolante térmico. Estão presentes em alimentos como abacate, azeite e oleaginosas.

Vitaminas: atuam em conjunto com algumas enzimas, controlando as atividades das células. Além disso, auxiliam no fortalecimento do sistema imunológico. Estão presentes em frutas e hortaliças.

Proteínas: auxiliam na construção de tecidos, na formação da estrutura do organismo e participam da regulação de processos do metabolismo, bem como do transporte de substâncias entre as células. Estão presentes em ovos, carnes e leguminosas.

Alguns nutrientes, como os carboidratos e as proteínas, fazem parte de um grupo chamado polímeros, que são macroestruturas formadas por moléculas menores denominadas monômeros, os quais se unem entre si pelo processo de polimerização. Os polímeros podem ser naturais ou artificiais. Vamos estudar alguns exemplos deles ao longo deste capítulo.

418

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UNIDADE

6

Polímeros naturais Os polímeros naturais são encontrados na natureza, como o látex, a celulose, o amido, o glicogênio e as proteínas. Muitos deles fazem parte do nosso dia a dia. Por exemplo: alguns são essenciais para o desenvolvimento e a manutenção do corpo; outros são utilizados como alimentos ou utilizados na confecção de produtos pelas indústrias. Estudaremos a seguir as características e as propriedades de alguns polímeros naturais.

Látex O látex é um tipo de seiva, extraído da planta Hevea brasiliensis, mais conhecida como seringueira. Ele serve de matéria-prima para a obtenção da borracha natural, que foi a primeira borracha utilizada industrialmente. Ricardo Azoury/Pulsar Imagens

O látex da seringueira é uma emulsão com cerca de 35% de poli-isopreno. Esse composto é um polímero formado pela repetição de moléculas de isopreno (2-metilbut-1,3-dieno, ​C​5​​ ​H​8​​​)​​, cuja reação de polimerização simplificada é: n

H2C

C

CH

CH2

CH3

CH2

C

CH

CH2

CH3

poli-isopreno (​​​ ​C​5​​ ​H​8​​)​​ ​​​

isopreno

n

n

Dica Na borracha natural, o valor de ​n​, que representa o número de moléculas de isopreno que formam o polímero, é da ordem de 5 000 unidades.

Polimerização do isopreno.

Extração de látex da seringueira (H. brasiliensis) em Xapuri (AC), em 2022.

Seda

Casulo de lagarta de bicho-da-seda (B. mori): pode atingir aproximadamente 3​ cm​de comprimento. miya227/Shutterstock.com

A seda é um polímero de origem animal. As lagartas de insetos e as aranhas secretam fibras de seda para formar casulos e construir teias, respectivamente. Essas fibras são compostas de uma proteína com estrutura que possibilita, por exemplo, que a teia de aranha seja elástica, sendo utilizada por esse animal para proteger os ovos e capturar alimentos. Casulos de lagarta de bicho-da-seda (Bombyx mori) feito com fibras de seda.

Proteínas As proteínas são polímeros naturais formados por unidades monoméricas chamadas aminoácidos. Existem 20 tipos de aminoácidos e todos os seres vivos são constituídos desse mesmo conjunto de aminoácidos. Esses monômeros têm em sua composição um grupo amina (​​ − ​NH​2​​)​​ e um grupo carboxila​​ ​ ​, que diferem entre os tipos de aminoácidos (− COOH) ​​ ligados ao mesmo átomo de carbono (​​ C) ​​, e os grupos R existentes. O

R

C

OH

Representação da estrutura geral de um aminoácido.

NH2

419

05/11/2024 15:56:32


Os aminoácidos podem ser classificados em essenciais, os quais o corpo humano não é capaz de produzir e devem ser ingeridos por meio de alimentos, e em não essenciais, os quais são produzidos pelo corpo humano. O quadro a seguir apresenta as fórmulas estruturais dos 20 aminoácidos que compõem as proteínas. Nomes e estruturas dos 20 aminoácidos que formam as proteínas Aminoácido

Aminoácido

Fórmula estrutural

Fórmula estrutural

O Ácido aspártico (Asp) Não essencial

O

HO

Isoleucina (Ile) Essencial

OH NH2

O

NH2 Fórmula estrutural da isoleucina.

Fórmula estrutural do ácido aspártico.

O Ácido glutâmico (Glu) Não essencial

OH

O

O Leucina (Leu) Essencial

OH

HO NH2

OH NH2

Fórmula estrutural do ácido glutâmico.

Fórmula estrutural da leucina.

O

O Alanina (Ala) Não essencial

Lisina (Lys) Essencial

OH NH2

H2N

OH NH2

Fórmula estrutural da alanina.

NH Arginina (Arg)​​ Não essencial

H2N

Fórmula estrutural da lisina.

O

O N H

OH

S

Metionina (Met) Essencial

OH NH2

NH2 Fórmula estrutural da arginina.

Fórmula estrutural da metionina.

O Asparagina (Asn)​​ Não essencial

H2N

O OH

O

NH2

Prolina (Pro) ​​ Não essencial

OH NH

Fórmula estrutural da asparagina.

Fórmula estrutural da prolina.

O Cisteína (Cys)​​ Não essencial

HS

O Serina (Ser) Não essencial

OH NH2

HO

OH NH2

Fórmula estrutural da cisteína.

Fórmula estrutural da serina.

O

O Fenilalanina (Phe)​​ Essencial

OH NH2 Fórmula estrutural da fenilalanina.

Tirosina (Tir) Não essencial

OH HO

NH2

Fórmula estrutural da tirosina.

420

05/11/2024 15:56:34


UNIDADE

6 Imagem sem proporção e em cores fantasia.

Continuação do quadro com nomes e estruturas dos 20 aminoácidos que formam as proteínas Aminoácido

Fórmula estrutural

O Glutamina (Gln)​​ Não essencial

Aminoácido

Fórmula estrutural

O

O

OH

Triptofano (Trp) Essencial

OH

H2N NH2

NH2

HN

Fórmula estrutural do triptofano.

Fórmula estrutural da glutamina.

O O

Glicina (Gly)​​ Não essencial

H2N

Treonina (Tre) Essencial

NH2

OH

Fórmula estrutural da glicina.

OH

OH

Fórmula estrutural da treonina.

O H N

Histidina (His)​​ Essencial

O Valina (Val)​​ Essencial

OH NH2

N

OH NH2

Fórmula estrutural da histidina.

Fórmula estrutural da valina.

Para formar as proteínas, os aminoácidos se ligam covalentemente, por meio das chamadas ligações peptídicas. Essa ligação ocorre entre o grupo carboxila de um aminoácido com o grupo amino do outro aminoácido, formando um dipeptídio. Confira a seguir como ocorre a formação da ligação peptídica entre glicina e alanina, dois aminoácidos não essenciais.

Dica A maioria das proteínas é uma sequência de 100 a 10 000 aminoácidos. As combinações entre os 20 aminoácidos possibilitam a formação de muitos tipos de proteínas.

ligação peptídica ou amídica

H 2N

H

OH

O OH +

H 2N

O

OH

N

H2N

O + H 2O

O glicina

alanina

Representação da formação da ligação peptídica.

dipeptídio

A ligação peptídica é formada pela remoção da hidroxila (​​ − OH) ​​ do grupo carboxila de um aminoácido e do hidrogênio (​​ H)​​ do grupo amino de outro. Essa reação é chamada reação de condensação, a qual se caracteriza pela eliminação da água (H2O).

A estrutura primária é a sequência de aminoácidos unidos por ligações peptídicas que compõem sua cadeia polipeptídica.

Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

As proteínas podem ser representadas por quatro níveis de estruturas moleculares, como mostrado a seguir.

Representação da estrutura primária de proteína.

Imagem elaborada com base em: NELSON, David L.; COX, Michael M. Princípios de bioquímica de Lehninger. Tradução: Ana Beatriz Gorini da Veiga et al. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. p. 96.

421

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Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

A estrutura terciária das proteínas corresponde ao maior enrolamento de sua cadeia polipeptídica.

A estrutura quaternária ocorre quando várias cadeias polipeptídicas se associam e se enovelam.

Representação da estrutura secundária alfa-hélice de proteína.

Representação da estrutura terciária de proteína.

Representação da estrutura quaternária de proteína.

Ilustrações: Heloísa Pintarelli/ Arquivo da editora

A estrutura secundária é representada por dobras na cadeia que são estabilizadas por ligações de hidrogênio.

Imagens elaboradas com base em: NELSON, David L.; COX, Michael M. Princípios de bioquímica de Lehninger. Tradução: Ana Beatriz Gorini da Veiga et al. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. p. 96.

Laguna Design/SPL/Fotoarena

Um tipo importante de proteína produzida pelas células do organismo são as enzimas. Elas agem como catalisadores dos processos biológicos, e podem atuar dentro ou fora das células que as produzem. Como acontece com todos os catalisadores, a enzima possibilita que uma reação ocorra com menor energia de ativação. As enzimas têm funções bastante específicas e só agem em condições bem determinadas de temperatura e de p ​ H​, por exemplo. Alterando essas condições, a enzima passa por um processo chamado desnaturação e perde sua ação. Professor, professora: Correlacione a necessidade do controle da temperatura corporal e febre com as atividades das enzimas.

Representação da estrutura terciária da enzima lipase pancreática. Essa enzima é responsável por quebrar lipídios em ácidos graxos e glicerol no intestino delgado humano.

Professor, professora: Ao mencionar a desnaturação de proteínas, mencione como exemplo os procedimentos para alisamento de cabelo, que visam alterar as estruturas dos fios de cabelo por meio da desnaturação da proteína queratina presente neles. Advirta-os, contudo, que o alisamento químico utiliza substâncias que, se manipuladas incorretamente, podem causar efeitos colaterais como irritação, queimadura, descamação, queda de cabelo, entre outros efeitos.

Carboidratos

Imagem elaborada com base em: ROUSSEL, Alain et. al. Crystal Structure of Human Gastric Lipase and Model of Lysosomal Acid Lipase, Two Lipolytic Enzymes of Medical Interest. Journal of Biological Chemistry, 1999, v. 274. p. 16 995-17 002.

Os carboidratos são compostos formados por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio (​​ O) ​​, conhecidos como hidratos de carbono ou glicídios. Eles são a fonte de energia mais facilmente utilizada pelo nosso corpo e apresentam grupos hidroxila (​​ − OH)​​ ligados a carbono saturado (álcool) e aldeído (​​ − COH)​​ ou carbonila ​​(C ​= ​O)​​. São compostos de função mista, poliálcool-aldeído (poli-hidroxialdeído) ou poliálcool-cetona (poli-hidroxicetona). Os carboidratos são genericamente representados pela fórmula ​​C​n​​ ​​(​H​2​​ O)​​ ​​​ e podem ser classificados n em monossacarídios, dissacarídios e polissacarídios. Fórmula estrutural de um carboidrato (glicose, ​​C​6​​ ​H​12​​ ​O​6​​​).

Monossacarídios Unidades básicas dos carboidratos. Eles não sofrem hidrólise e podem ser poli-hidroxialdeídos (aldoses) ou poli-hidroxicetonas (cetoses). Exemplos: glicose, frutose (​​ ​C​6​​ ​H​12​​ ​O​6​​)​​ e galactose (​​ ​C​6​​ ​H​12​​ ​O​6​​)​​.

H

C

O

H

C

OH

HO

C

H

H

C

OH

H

C

OH

CH2

OH

Hidrólise: reação química entre uma substância e a água para formar uma nova ligação entre o oxigênio e outro(s) elemento(s).

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UNIDADE

6 Dissacarídios Apresentam fórmula molecular ​​C​12​​ ​H​22​​ ​O​11​​​​​ e são resultantes da dimerização por condensação de dois monossacarídios, ou seja, são formados pela união de dois monossacarídios com liberação de uma molécula de água. Exemplos: sacarose, maltose e lactose. Polissacarídios São resultantes da polimerização por condensação de monossacarídios. Exemplos: amido, celulose e glicogênio.

Confira a seguir a reação de formação da celulose pela polimerização das moléculas de glicose. As ligações que ocorrem entre os monossacarídios são do tipo covalente, chamadas ligação glicosídica. Essa reação é chamada reação de condensação, a qual se caracteriza pela eliminação de água. OH n

HO HO

OH O HO

OH

HO

O

OH

HO O

O

OH OH

O

+

H2O

n

Representação da polimerização da glicose.

Observe no quadro a seguir os tipos de carboidratos e algumas características gerais. Exemplos de carboidratos Carboidrato

Fonte

Aplicações e importância para o organismo

Glicose

Encontrada em frutas, milho doce, xarope de milho, mel e algumas raízes.

Principal nutriente para as células obterem energia.

Frutose

Encontrada com a glicose no mel e nas frutas, é considerada o monossacarídio mais doce.

Utilizada na produção de adoçantes e algumas bebidas.

Galactose

É obtida do açúcar do leite (lactose) ao sofrer hidrólise durante a digestão.

Fornece grande quantidade de energia em uma quantidade pequena de produto.

Sacarose

Encontrada principalmente na cana-de-açúcar e na beterraba.

Serve como base para a produção de açúcar, utilizado para adoçar alguns alimentos, e para a produção de etanol (​​ ​C​2​​ ​H​6​​ O) ​​.

Maltose

Encontrada em vegetais e tem função energética.

É o principal componente do malte, usado na fabricação de pães, por exemplo.

Lactose

Presente no leite de vaca e em seus derivados.

Utilizada na indústria de alimentos, como de doces e pães, e na indústria farmacêutica, como excipiente em cápsulas e comprimidos.

Celulose

Presente em praticamente todos os vegetais. Ela é extraída da madeira.

Utilizada na fabricação de tecidos e na produção de papel.

Amido

Encontrado em cereais, como o arroz, o milho e o trigo, e em tubérculos, como a batata e a mandioca.

No intestino, o amido é hidrolisado, formando moléculas de glicose, as quais são distribuídas a todas as células do corpo pela corrente sanguínea.

Glicogênio

É produzido no fígado e nos músculos dos animais pela glicose que circula no organismo.

Funciona como uma reserva de energia que o organismo utiliza quando precisa de glicose.

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CONEXÕES com ... GEOGRAFIA e HISTÓRIA

A extração do látex A extração do látex de árvores seringueiras é historicamente uma das atividades mais representativas na cultura de diversos povos da Região Norte do Brasil. Essa tradição surgiu com os povos indígenas, que inicialmente realizavam a extração da seiva do látex para a produção de diferentes objetos, como bolas que eram usadas em atividades recreativas e culturais das comunidades. Além disso, o material também era utilizado para produzir os encauchados, que são produtos feitos da desidratação do látex e que servem para impermeabilizar objetos, como vestimentas e vasilhas. Com o tempo, os conhecimentos e as técnicas indígenas passaram a ser utilizados por trabalhadores extrativistas da floresta, os chamados seringueiros, que, por sua vez, aprimoraram novas técnicas e as mantêm ativas até hoje, transmitindo seus conhecimentos por gerações. Entre os séculos XIX e XX, a extração do látex viveu seu auge e se tornou muito lucrativa com o aumento da produção e da exportação da borracha. Esse período foi essencial para o avanço da economia brasileira e para o desenvolvimento da Região Norte do país. O rápido crescimento de cidades como Manaus, no Amazonas, e Belém, no Pará, foi resultado de um grande processo migratório de trabalhadores seringueiros vindos principalmente da Região Nordeste. Essa fase ficou historicamente conhecida como Ciclo da Borracha. Importantes acontecimentos marcaram esse período na região amazônica, e um deles foi a anexação do estado do Acre ao território brasileiro em 1903. Foi também no estado do Acre que, décadas mais tarde, outros acontecimentos marcaram a história dos seringueiros e da Floresta Amazônica. No final do século XX, o município de Xapuri, no interior do Acre, se tornou palco de relevantes lutas ambientais lideradas pelo seringueiro brasileiro Francisco Alves Mendes Filho (1944-1988), conhecido como Chico Mendes, um dos mais significativos personagens da luta pela regularização de terras e pelo combate ao desmatamento da Amazônia. Sua liderança contava com o apoio de centenas de famílias de seringueiros que viviam na mesma região. Área da reserva extrativista Chico Mendes, Acre

Keithy Mostachi/Arquivo da editora

Amazonas

Acre

Rio Branco 10º S

PERU

0

110 km

Área da Reserva Extrativista Chico Mendes Capital do estado 70º O

BOLÍVIA

Fonte de pesquisa: RESERVA Extrativista Chico Mendes. Unidades de Conservação no Brasil. Disponível em: https://uc.socioambiental.org/arp/626. Acesso em: 17 set. 2024.

As lutas lideradas por Chico Mendes foram fundamentais para a criação de modelos sustentáveis do uso de terras no Brasil. Após sua morte, em 1988, foram criadas reservas extrativistas pelo governo federal, que são áreas florestais protegidas por lei cujos objetivos são assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da área protegida, preservando as formas de sustento e a cultura de populações tradicionais. Uma das primeiras reservas extrativistas criadas no país foi na região do município de Xapuri, no Acre, em 1990, que, em homenagem ao líder ambientalista, recebeu o nome de Reserva Extrativista Chico Mendes. Com uma área de aproximadamente 970 mil hectares, a reserva abriga milhares de famílias e garante a elas renda e sobrevivência, além da manutenção das tradições culturais.

a ) Em sua opinião, qual é a importância da manutenção das reservas extrativistas e da criação de reservas? Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compreendam que a existência das reservas extrativistas garante a sobrevivência de povos tradicionais e a geração de renda para muitas famílias de comunidades florestais, além da conservação da vegetação nativa e o combate à extração predatória.

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ATIVIDADES

1. a) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que é um dissacarídio, pois é formado por dois monossacarídios. Respostas das questões 2 e 3 nas Orientações para o professor.

1. Confira a imagem e responda às questões propostas a seguir. 1. c) Resposta: Porque ele é formado pela

repetição de uma molécula, no caso, a glicose, que funciona como um monômero.

CH2OH O OH

O

OH OH

CH2OH O HO CH2OH OH

Fórmula estrutural da sacarose.

a ) A estrutura anterior representa um monossacarídio, um dissacarídio ou um polissacarídio? Justifique sua resposta. b ) Cite um exemplo de monossacarídio, dissacarídio e polissacarídio. Em seguida, explique qual é a fonte desses carboidratos e a importância deles para os seres humanos. c ) Por que podemos considerar que um polissacarídio como a celulose é um polímero?

2. A intolerância à lactose é uma condição na qual a

pessoa é incapaz de digerir o açúcar presente no leite e em seus derivados. Essa condição ocorre quando o organismo não produz quantidade suficiente de uma enzima chamada lactase, a qual é responsável por quebrar a lactose em glicose e galactose.

CH2OH

O OH

OH CH2OH OH O O OH

OH OH

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3. A queratina é uma proteína formada por 21 ami-

noácidos, sendo o principal a cisteína, que é um aminoácido sulfurado. Ela é uma proteína fibrosa presente no cabelo, nas unhas e na pele e desempenha um papel importante na proteção e na resistência desses tecidos, por conta de sua estrutura altamente organizada. a ) A queratina é formada por uma sequência específica de aminoácidos que se unem para formar uma longa cadeia. Como a composição e a ordem dos aminoácidos influenciam a estrutura e as propriedades de um polímero natural? b ) A força da queratina está relacionada às interações intermoleculares em sua estrutura. Quais tipos de interações são importantes para a estabilidade da queratina e como elas afetam suas propriedades? Se necessário, realize uma pesquisa. c ) A queratina é considerada insolúvel em água. Por que essa característica é importante para a função da queratina em estruturas como cabelo e unhas? Explique com base nas propriedades dos polímeros naturais.

4. A seda é uma fibra natural produzida por organis-

mos como o bicho-da-seda, composta de cadeias de aminoácidos que se repetem, formando uma proteína. Em contraste, o poliéster é um polímero sintético, cuja estrutura é formada por unidades repetitivas de monômeros, resultantes de reações químicas entre ácidos carboxílicos e álcoois. Ambos os materiais têm estruturas poliméricas, mas sua origem e composição são diferentes. Com base nas informações apresentadas, identifique a alternativa correta. Resposta: Alternativa b. a ) A seda é formada por unidades repetitivas de aminoácidos, enquanto o poliéster é formado por monômeros que não se repetem.

a ) Que tipos de polímeros são a lactose e a lactase?

b ) Tanto a seda quanto o poliéster são compostos de unidades repetitivas, mas a seda utiliza aminoácidos como monômeros, enquanto o poliéster é formado por monômeros de ácido carboxílico e álcool.

b ) Como se dá a ligação entre os monômeros para formar o polímero que compõe a enzima lactase?

c ) A seda não tem uma estrutura repetitiva, enquanto o poliéster é formado por uma sequência contínua de aminoácidos.

c ) Explique o que é e qual é o papel de uma enzima.

d ) O poliéster é um polímero natural que não tem unidades repetitivas, enquanto a seda é um polímero sintético formado por moléculas que se repetem.

Fórmula estrutural da lactose.

d ) Faça uma pesquisa sobre os principais sintomas e tratamentos da intolerância à lactose. 1. b) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a identificar os tipos de carboidratos existentes, sua principal fonte e a importância que têm.

UNIDADE

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425

05/11/2024 15:56:35


Polímeros sintéticos

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Leia o trecho do texto a seguir sobre a invenção da baquelite pelo químico e inventor belga Leo Hendrik Baekeland (1863-1944). […]

3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletir sobre as diferentes aplicações do plástico em nosso dia a dia, muitas das quais provavelmente eles nem haviam percebido que usavam esse material.

Usou uma máquina autoclave e obteve uma massa cor de âmbar que podia ser transformada em qualquer objeto. Começava ali a era do plástico. O químico chegou a esse resultado em 1907 e o apresentou formalmente à Sociedade Americana de Química dois anos depois. Por ser resistente ao calor, podendo ser laminada e moldada na fase inicial da produção e ter baixo custo, a baquelite teve muitas aplicações, além de ser utilizada como isolante pela indústria elétrica. Era conhecida como o “material dos mil usos”: de rádios a bijuterias, de brinquedos a telefones, de bolas de bilhar a máquinas fotográficas. Como não podia ser refundida, virou até moeda na Indonésia durante a Segunda Guerra Mundial. […]

A baquelite foi o primeiro tipo de plástico sintético desenvolvido por Baekeland. Esse material é formado pela combinação por polimerização de fenol ​​(​C​6​​ ​H​6​​ O) ​​ e metanal ​​(​CH​2​​ O) ​​ na autoclave, em alta temperatura e pressão, e é resistente ao calor. Ela foi um dos primeiros polímeros sintéticos, ou seja, produzidos pelo ser humano. Embora tenha sido amplamente utilizada durante anos, para os mais variados fins, o desenvolvimento de novos polímeros mais leves e resistentes levou à redução do uso da baquelite a partir da década de 1960. Em geral, os polímeros sintéticos são produzidos por hidrocarbonetos provenientes do petróleo. Esses polímeros são utilizados para a fabricação dos mais diversos materiais do dia a dia, sendo o plástico um dos mais usados na atualidade.

cynoclub/Shutterstock.com

MARCOLIN, Neldson. A era do plástico. Pesquisa Fapesp, mar. 2006. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-era-do-plastico/. Acesso em: 17 set. 2024.

Panela com cabo e puxador de baquelite. Atualmente, essa é uma das principais aplicações da baquelite.

3. Cite pelo menos dez objetos que você usa no dia a dia que são feitos de plástico.

Os polímeros sintéticos, assim como os naturais, podem ser classificados de acordo com suas propriedades. Confira os exemplos a seguir. Os polímeros termoplásticos podem, algumas vezes, ser fundidos por aquecimento e solidificados por resfriamento. Nesses materiais, o aquecimento e o resfriamento não alteram a composição do polímero nem modificam o formato da sua macromolécula. Em geral, esse tipo de polímero apresenta macromoléculas com ou sem ramificações.

Ilustrações: Sergio Lima/ Arquivo da editora

carbono hidrogênio

Representação da estrutura sem ramificação de polímero termoplástico. Imagens elaboradas com base em: GAUTO, Marcelo Antunes; ROSA, Gilber Ricardo. Processos e operações unitárias da indústria química. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2011. p. 127.

Representação da estrutura com ramificações de polímero termoplástico.

426

05/11/2024 15:55:51


UNIDADE

6

Ilustrações: Sergio Lima/ Arquivo da editora

Os polímeros que não modificam seu formato por aquecimento ou resfriamento, por sua vez, são denominados termorrígidos, termoestáveis ou termofixos. Em geral, esses polímeros são formados por macromoléculas que apresentam estruturas com ligações cruzadas ou em rede.

Representação da estrutura com ligações em rede irregular de polímeros termorrígidos. Representação da estrutura com ligações cruzadas de polímeros termorrígidos.

Imagens desta página sem proporção e em cores fantasia.

Imagens elaboradas com base em: GAUTO, Marcelo Antunes; ROSA, Gilber Ricardo. Processos e operações unitárias da indústria química. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2011. p. 128.

Sergio Lima/Arquivo da editora

De maneira geral, os polímeros termoplásticos são recicláveis, enquanto os termorrígidos não. Para o caso dos polímeros recicláveis, existe uma classificação que auxilia na separação adequada dos materiais e, consequentemente, no processo de reciclagem. Confira a seguir.

1

2

3

4

5

6

PET

PEAD

PVC

PEBD

PP

PS

Codificação usada para diferenciar os tipos de plástico reciclável. O triângulo indica que o material plástico é reciclável. OUTROS Já o número é usado para identificar os tipos de plástico.

7

Além disso, cada um desses tipos de plástico apresenta características específicas que interferem em sua aplicação, antes e após a reciclagem. Confira alguns exemplos a seguir. • O polipropileno (PP) é um termoplástico com uma das mais baixas densidades entre os polímeros, ao mesmo tempo que tem forte resistência química e de impacto em temperatura ambiente. Por isso, é utilizado na fabricação de peças estruturais aplicadas em indústrias de processos em geral. Além disso, o PP é considerado atóxico, tornando sua aplicação ideal em indústrias farmacêuticas e alimentícias.

• O poliestireno expandido é obtido pela polimerização por adição e tem baixa densidade. Ele pode ser utilizado como material isolante. Para isso, é moldado na forma do objeto a ser isolado (que pode ser um copo, por exemplo) e, assim, empregado para conservar o calor ou a baixa temperatura de um produto (como uma bebida ou outro alimento). Esse tipo de material é leve, de baixo custo e atua como isolante térmico, sendo amplamente utilizado em embalagens para conservação da temperatura de alimentos.

Gavran333/Shutterstock.com

• O polietileno é dividido em duas categorias: os de baixa densidade (PEBD) e os de alta densidade (PEAD). Além da baixa densidade, os PEBD têm flexibilidade e baixa temperatura de fusão. Já os PEAD têm densidade e temperatura de fusão mais altas do que as do PEBD, além de serem mais rígidas e terem mais flexibilidade. Essas características permitem sua aplicação na produção de itens plásticos mais resistentes.

Embalagem de poliestireno expandido.

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05/11/2024 15:55:52


No quadro a seguir são apresentados alguns exemplos de polímeros e seu uso após a reciclagem. Exemplos de polímeros antes e após a reciclagem Polímero

Exemplos de uso

Exemplos de uso após a reciclagem

(1) Politereftalato de etileno (PET)

Garrafas de bebidas, frascos e embalagens para medicamentos, alimentos, cosméticos e produtos de limpeza, cordões de varal, cerdas de vassoura e fibras têxteis.

Cerdas de vassoura e fibras têxteis.

(2) Polietileno de alta densidade (PEAD)

Tubo de caneta esferográfica, baldes, tambores, frascos de produtos de limpeza, potes de sorvete e tampinhas de garrafa.

Cadeiras e cestos para lixo.

(3) Policloreto de vinila (PVC)

Canos e conexões de encanamentos, fita isolante, conduítes e filme plástico para cobrir alimentos.

Canos e mangueiras.

(4) Polietileno de baixa densidade (PEBD)

Sacos de lixo, sacolas de supermercado, embalagens de alimentos e tampas de potes de sorvete, revestimento para fios e cabos elétricos.

Sacolas de supermercado.

(5) Polipropileno (PP)

Painéis e para-choques de veículos, potes de margarina e copos descartáveis.

Recipientes para tintas.

(6) Poliestireno (PS)

Isolantes térmicos, copos, pratos e talheres descartáveis e seringas.

Canos e cestos para lixo.

(7) Outros

CDs, celulares e partes plásticas de notebooks.

“Madeira” plástica.

Professor, professora: Leve os estudantes a perceber que, após a reciclagem, nenhum tipo de plástico pode ser utilizado para embalar alimentos ou produtos de higiene e limpeza.

Os polímeros sintéticos podem ser produzidos por meio de reações químicas de adição ou reações químicas de condensação.

Polímeros de adição

Sergio Lima/Arquivo da editora

Os polímeros de adição são formados por meio da reação de adição de muitos monômeros iguais entre si, resultando em uma macromolécula.

+

+

catalisador pressão, aquecimento

+ ...

monômeros

... ...

Reação de formação de uma macromolécula polimérica de adição.

Imagem sem proporção e em cores fantasia.

polímero de adição

Em geral, a reação de adição ocorre pela ruptura de uma das ligações da dupla ligação e formação de duas ligações simples. A seta curva no esquema a seguir representa a movimentação de um elétron na reação.

H

H ...

C H

H +

C H

H C

H

H +

C H

H C

H

...

C H

polimerização

...

H

H

H

H

H

H

C

C

C

C

C

C

H

H

H

H

H

H

...

Reação de polimerização do eteno (​​ ​C​2​​ ​H​2​​)​​, via reação de adição.

428

05/11/2024 15:55:52


A equação de polimerização pode ainda ser representada por:

Imagens desta página sem proporção.

UNIDADE

6 ​n ​H​2​​ C ​= ​​CH​2​​ ⎯⎯ ​ ⟶​​​[− ​H​2​​ C ​− ​​CH​2​​−]​​ ​​​ polimerização

n

Confira no quadro a seguir alguns exemplos de polímeros de adição. Exemplos de polímeros de adição Polímero

H2C

CH2 CH2

CH2

Fórmula estrutural do eteno (​​ ​C​2​​ ​H​4​​)​​.

Exemplos de aplicações magicoven/Shutterstock.com

Monômero

Bacias de plástico, baldes, sacolas de plástico, sacos de lixo, revestimentos de fios, cabos e brinquedos.

n

Fórmula estrutural do polietileno (PE).

C

F

F

Fórmula estrutural do tetrafluoretileno (​​ ​C​2​​ ​F​4​​)​​.

H2C

CH

C

CH

CH2

CH3 Fórmula estrutural do 2-metilbut-1,3-dieno (isopreno, ​​C​5​​ ​H​8​​​).

F

F

C

C

F

F

Revestimento de panelas, frigideiras e equipamentos químicos, antenas parabólicas, torneiras e algumas próteses.

n

Fórmula estrutural do politetrafluoretileno (PETFE).

Toalhas de mesa, cortinas para chuveiros, roupas e bolsas de couro artificial, alguns brinquedos, revestimento de estofamentos automotivos, canos, tubos e isolantes elétricos.

CH2 CH

C

Fórmula estrutural do cloroeteno (cloreto de vinila, ​​C​2​​​H​3​​C𝓁​).

n

Fórmula estrutural do polipropileno (PP).

F C

H2C

CH3

C

n

Fórmula estrutural do policloreto de vinila (PVC).

CH2

C

CH

CH2

CH3 Fórmula estrutural do poli-isopreno (IR).

n

Câmaras de ar com baixo teor de enxofre, preservativos, balões de festa, borrachas escolares, bicos de chupetas e luvas cirúrgicas.

Sacos de polipropileno para o armazenamento de grãos.

Frigideira com camada antiaderente feita de politetrafluoretileno. koosen/Shutterstock.com

Fórmula estrutural do propeno (​​ ​C​3​​ ​H​6​​)​​.

F

CH2 CH

CH3

Anton Starikov/ Shutterstock.com

CH

Tubos de policloreto de vinila usados na construção civil.

Karuka/ Shutterstock.com

H2C

Cordas, caixas plásticas, alguns sacos plásticos, lonas plásticas, equipamentos médicos que possam ser esterilizados, alguns tipos de tubos plásticos e para-choques e painéis de veículos.

A_noina/Shutterstock.com

Sacos de lixo feitos de polietileno.

Preservativo masculino de poli-isopreno.

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05/11/2024 15:55:52


Continuação do quadro com exemplos de polímeros de adição

C

CH

CH2

CH2

Fórmula estrutural do 2-clorobut-1,3-dieno

CH2 n

Fórmula estrutural do policloropreno ou neopreno (CR).

(cloropreno, ​​C​4​​ ​H​5​​ C𝓁​).

H3C

CH

C

C

CH2

C

Exemplos de aplicações

CH2

CH

O

C

C

H3C

Fórmula estrutural do acetato de vinila ​​ (​C​4​​ ​H​6​​ ​O​2​​)​​.

Botas de neopreno para mergulho.

CH

O O

Coletes náuticos, cobertura de cabos submarinos, roupas para mergulho, luvas e mangueiras.

Anton Starikov/ Shutterstock.com

H2C

Polímero

O

Viktor1/ Shutterstock.com

Monômero

Colas, tintas e gomas de mascar. n

Base da goma de mascar feita de poliacetato de vinila.

Fórmula estrutural do poliacetato de vinila (PVA).

Imagens desta página sem proporção.

Everyonephoto Studio/Shutterstock.com

Alguns polímeros podem ser formados pela reação de adição entre monômeros diferentes. Nesse caso, são chamados copolímeros. O acrilonitrila butadieno estireno ​​(ABS, (​​ ​C​15​​ ​H​17​​ N)​​ ​​)​​ é um copolímen ro utilizado na fabricação de revestimento de alguns aparelhos elétricos e de recipientes para embalagens, painéis automotivos e revestimento de peças hidráulicas, por exemplo. Painel automotivo.

O ABS é formado pelos três monômeros que compõem seu nome: acrilonitrila ​​​(​C​3​​ ​H​3​​ N) ​​ ​​​, but-1,3-dieno n ​​(​ ​C​4​​ ​H​6​​)​​ e estireno (vinilbenzeno, ​​C​8​​ ​H​8​​​). Confira sua reação de formação a seguir. HC

H2C

CH

C

N + H2C

acrilonitrila

CH

CH

CH2 +

but-1,3-dieno

HC HC

C

C H

CH2

CH2

CH

CH2

CH

CH

C

CH

HC

N

CH

CH2 CH

HC

estireno

ABS

C

C H

CH2 CH CH n

Reação de formação do copolímero ABS.

Polímeros de condensação Em geral, os polímeros de condensação ou de eliminação se formam pela reação entre monômeros diferentes, com a eliminação de pequenas moléculas. Cada um dos monômeros que reage deve apresentar dois grupos funcionais distintos. O politereftalato de etileno (PET) é um polímero de condensação. Ele é formado pela polimerização do ácido tereftálico (​​ ​C​8​​ ​H​6​​ ​O​4​​)​​ e do etilenoglicol (​​ ​C​2​​ ​H​6​​ ​O​2​​)​​. Esses compostos reagem eliminando uma molécula de água, conforme a reação a seguir. O HO

CH2 CH2

OH

C

+ HO

​ tano-1,2-diol​ e (etilenoglicol)

HC

CH

C

C

HC

CH

O

H2O

C

O OH

​ácido benzeno-1,4-dicarboxílico​ (ácido tereftálico)

CH2 CH2

O

O

HC

CH

O

C

C

C

C

HC

CH

politereftalato de etileno (PET)

n

Reação química de formação do polímero de condensação politereftalato de etileno (PET).

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05/11/2024 15:55:53


Focus and Blur/Shutterstock.com

Como estudamos anteriormente, o PET é um polímero reciclável bastante conhecido pelo seu uso em garrafas de bebidas gaseificadas. Na reação de polimerização, durante a formação desse polímero, um diácido carboxílico reage com um diálcool, formando um éster. Por essa razão, o PET é classificado como um poliéster. O PET pode ser usado para produzir guarda-chuvas, embalagens e barracas de camping, por exemplo. Além disso, quando esse polímero é misturado ao algodão, um material de origem vegetal, ele forma uma fibra sintética, usada na produção de tecidos.

UNIDADE

6

Jaleco feito de fibra sintética.

A seguir são apresentados outros exemplos de polímeros de condensação e suas respectivas reações de formação. Poliamida: polímero utilizado na produção de fios de náilon, algumas peças de vestuário, alguns artigos esportivos e cerdas de escovas dentais. monômeros O

polímero

O C

CH2

HO

4

O

H2O +

C

H2N

CH2

OH

6

NH2

C

O CH2

4

C

N

CH2

6

H

hexano-1,6-diamina ​​ (​C​6​​ ​H​6​​ ​N​2​​)​​

ácido hexanodioico (ácido adípico, ​​C​6​​ ​H​10​​ ​O​4​​​)

N H

poliamida (náilon-66)

Reação química de formação do polímero de condensação poliamida.

n

Baquelite: sob a forma de resina termoplástica, esse polímero pode ser usado na composição de colas para madeiras, tintas e vernizes. Já na forma de resina termoestável, ele é utilizado em cabos de panelas, interruptores de luz, tampas, telefones, plugues etc. polímero ...

monômeros

CH2

OH C

HC HC

C H

OH CH CH

O + H

+ H

HC HC

metanal

C

H2O

CH

C H

C HC

CH

C

C

HC C

CH2

C

CH

C

C

CH C

OH

CH2

fenol

...

fenol

C

OH

n

baquelite

Reação de formação do polímero de condensação baquelite.

Fibra de aramida: polímero usado em capacetes das forças armadas, coletes à prova de balas, roupas contra incêndio e alguns esquis esportivos. Material de elevada resistência – uma corda de fibra de aramida é mais resistente do que um cabo de aço de mesmo diâmetro. monômeros O n

C HO

HC

CH

C

C

HC

CH

O + n H2N

C OH

ácido benzeno-1,4-dicarboxílico ​​ (​C​8​​ ​H​6​​ ​O​4​​)​​

polímero HC

CH

C

C

HC

CH

2 H2O NH2

1,4-diaminobenzeno ​​ (​C​6​​ ​H​8​​ ​N​2​​)​​

O

HC

CH

O

C

C

C

C

HC

CH

HC N

CH

C

C

HC

CH

H

fibra de aramida

N H

n

Reação de formação da fibra de aramida.

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05/11/2024 15:55:54


Polímeros biodegradáveis

A maior parte do plástico produzido atualmente não é biodegradável, ou seja, não é naturalmente decomposta por microrganismos. A degradação dos plásticos convencionais pode levar até milhares de anos, causando um efeito cumulativo no ambiente. Além disso, quando descartados, os plásticos são inicialmente quebrados em pequenos pedaços, conhecidos como microplásticos, que se dispersam no ambiente e podem ser consumidos equivocadamente pelos seres vivos. Ao entrarem na cadeia alimentar, esses microplásticos podem ser transmitidos a outros seres vivos, como os seres humanos.

Cover Images/Zuma Press/Imageplus

De acordo com uma publicação de 2023 da associação Plastics Europe, a produção mundial de plástico está aumentando gradativamente a cada ano e, em 2022, chegou a 400,3 milhões de toneladas, das quais 362,3 foram produzidas com materiais de origem fóssil, como frações do petróleo ou gás natural, e apenas 32,5, equivalente a menos de 9%, foram produzidas com material reciclado.

Fragmentos de plásticos em areia de praia de uma área remota próxima ao Havaí, em 2020.

Nesse cenário, os plásticos biodegradáveis têm se mostrado uma possível alternativa à crise ambiental causada pelo plástico, uma vez que podem ser degradados pela ação de microrganismos, como bactérias, fungos e algas, naturais do ambiente. Esses seres vivos produzem enzimas que provocam a despolimerização do material, degradando-o. Esse processo, contudo, depende de condições ambientais, como temperatura e umidade, e de propriedades do material, como tipo de ligações químicas, ramificações, massa molar e capacidade de absorção de umidade. Atualmente, existem vários tipos de plásticos biodegradáveis que utilizam diferentes matérias-primas orgânicas em sua produção, como o ácido lático e o amido. O plástico poli(ácido lático) (PLA) é um polímero termoplástico produzido com base no ácido lático, obtido da fermentação bacteriana de vegetais ricos em amido, como milho e mandioca. Já o plástico de amido tem como matéria-prima principal esse carboidrato, que tem sido utilizado para a produção de plásticos com características distintas e cada vez mais versáteis e semelhantes às dos plásticos convencionais. Mesmo sendo biodegradável, o consumo desses materiais deve ser consciente. Assim, sempre que possível, dê preferência por materiais duráveis e retornáveis. Steve Gschmeissner/SPL/Fotoarena

Respostas nas Orientações para o professor.

a ) Qual é a importância de substituir os plásticos convencionais pelos plásticos biodegradáveis? b ) Qual é a importância das pesquisas científicas na redução do consumo de plásticos convencionais? c ) Converse com seus familiares sobre medidas que vocês podem adotar no dia a dia para reduzir o consumo e o descarte de plástico em sua residência.

Material de sacola biodegradável PLA. Imagem ampliada cerca de 3 000 vezes e colorida em computador. Nessa imagem, é possível identificar grãos de amido, em verde.

d ) A informação é uma importante aliada na conscientização da população a respeito dos problemas ambientais, por exemplo. Junte-se a dois colegas e produzam um vídeo sobre o tema abordado nesta seção, visando informar outras pessoas sobre o assunto e incentivar o consumo consciente e a preferência por produtos biodegradáveis.

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05/11/2024 15:55:54


ATIVIDADES

UNIDADE

6 NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Respostas das questões 2 e 3 nas Orientações para o professor.

1. A poliacrilonitrila ​(​(​C​3​​H​3​N)​n​)​ é muito usada na

fabricação de lã artificial, malhas de inverno, alguns cobertores, preenchimento de bichos de pelúcia, entre outros. Já o polimetilmetacrilato​ (​(​C​5​​H​8​​O​2​)​n​)​, conhecido comercialmente como acrílico, é um polímero muito resistente utilizado em sistemas de vidros automotivos, janelas, revestimentos de algumas cabines de automóveis, entre outras aplicações. Observe a fórmula estrutural de ambos os polímeros citados. CH3

C

O

N

CH3

n

Fórmula estrutural da poliacrilonitrila.

C

n

Fórmula estrutural do polimetilmetacrilato.

Resposta: Alternativa b.

a ) são classificados como polímeros de condensação. b ) formam macromoléculas pela reação de adição de muitos monômeros iguais entre si. c ) são formados por macromoléculas que apresentam estruturas com ligações cruzadas. d ) são exemplos de polímeros naturais. e ) ambos são considerados termorrígidos.

2. Nos processos de fabricação de diversos produtos, os polímeros sintéticos conquistam, a cada dia, importantes funções em substituição a materiais tradicionais, como algodão e vidro. Os polímeros são obtidos das reações de adição ou condensação de moléculas relativamente pequenas, os monômeros. Observe alguns monômeros no quadro a seguir. Aplicações de alguns monômeros

H2N

CH2

6

Polímero

Utilização

NH2

O C

HO

CH2

4

C OH

Fórmula estrutural do outro monômero do náilon.

C

C

HC

CH

C

Fórmula estrutural do monômero da fibra de aramida.

OH

Fibra de aramida

Fibras sintéticas

Baquelite

Isolante térmico

OH HC HC

C

C H

CH CH

a ) Os polímeros do quadro são obtidos por polimerização em reações de adição ou de condensação? b ) Escreva a reação de polimerização do náilon. c ) Quais são as funções químicas observadas em cada um dos monômeros? d ) Dos três monômeros citados, qual apresenta maior caráter básico? Justifique sua resposta.

3. A fibra de aramida é um polímero resistente ao impacto, ao fogo e ao ataque químico, por isso o colete à prova de balas é feito com essa fibra, o que lhe confere menor massa e maior moldagem ao corpo do usuário.

Trata-se de um polímero de condensação obtido dos monômeros ácido benzeno-1,4-dicarboxílico e​ 1,4-diaminobenzeno​, cujas estruturas estão representadas a seguir. O

HC C

HO

O

CH

C

C

HC

CH

C OH

Fórmula estrutural do ácido benzeno-1,4-dicarboxílico.

H2N

HC

CH

C

C

HC

CH

NH2

Fórmula estrutural do 1,4-diaminobenzeno.

Fórmula estrutural de um dos monômeros do náilon. O

C HO

O

CH

O

Em relação aos polímeros citados, afirma-se que:

Monômero

HC

Fórmula estrutural do monômero da baquelite.

CH2 C

CH2 CH

O

Náilon

Fibras têxteis

a ) Represente a reação de polimerização de formação da fibra de aramida. b ) A estrutura da fibra de aramida, um polímero de condensação, pertence a qual função química? Justifique sua resposta.

433

05/11/2024 15:55:54


4. Os policarbonatos são polímeros de condensa-

Respostas nas Orientações para o professor.

O

C

C

Fórmula estrutural do fosgênio.

C H

H C

H

O

C

C

C C

H

H CH3

C

C

C

C

C

C C

CH3 H

H

H

O

H

C H

Fórmula estrutural do p-isopropilenodifenol (bisfenol A).

a ) Represente a reação de polimerização entre esses dois monômeros. b ) Pesquise e registre algumas das aplicações dos policarbonatos.

5. Os polímeros são essenciais em nossa vida, pois têm inúmeras vantagens. Apesar disso, geram grande quantidade de resíduos que causam diversos problemas ambientais. Assim, é necessária a utilização de polímeros que minimizem esses impactos na sociedade. Nesse contexto, qual é a diferença entre polímero reciclável e polímero biodegradável?

6. Plásticos são materiais orgânicos poliméricos

sintéticos que têm como propriedade a maleabilidade, por isso são facilmente transformáveis com o calor e a pressão. O plástico serve para fabricar os mais variados objetos, como embalagens, roupas e sapatos. Os tubos utilizados em construções civis são, na maioria das vezes,

NarisaFotoSS/Shutterstock.com

ção dos monômeros fosgênio e p-isopropilenodifenol (bisfenol A). Após a reação, há formação do polímero e liberação de moléculas de H ​ C𝓁​. Considere as estruturas dos monômeros a seguir.

compostos de policloreto de vinila (PVC), um tipo de plástico resistente e durável.

Tubos feitos de PVC.

Escreva a alternativa que apresenta polímeros com halogênios em sua estrutura. Resposta: Alternativa d. a ) Polietileno e polipropileno. b ) Amido e proteínas. c ) Baquelite e borracha. d ) PVC e politetrafluoretileno.

7. Associe os itens a seguir, relacionando o tipo de polímero com suas características e seus exemplos.

I. Polímeros de adição. II. Polímeros de condensação. III. Polímeros naturais. Características e exemplos: Resposta: I – A; II – C; III – B.

A. São formados pela união de monômeros sem

a eliminação de subprodutos; um exemplo é o polietileno. B. São encontrados na natureza e sintetizados por organismos vivos; exemplos incluem a celulose e a borracha natural. C. São formados pela união de monômeros com a eliminação de pequenas moléculas como água; o poliéster é um exemplo.

5. Resposta: Reciclável: é o processo em que todo polímero, após ser utilizado, pode ser reutilizado para fabricação de novos produtos. Biodegradável: é o processo em que o polímero pode ser consumido por microrganismos usuais no meio ambiente, gerando ​​CO​2​​​, húmus e água (​​ na presença de ​O​2​​)​​ como principais produtos, além de metano ​C​H​4​​​ (na ausência de oxigênio).

RETOME O QUE ESTUDOU

Refletindo sobre o que estudou nesta unidade, responda às questões a seguir. Respostas nas Orientações para o professor.

1. Explique por que o cloreto de sódio ​(NaC𝓁)​, quando está em solução aquosa, mantém a cor vermelha de

uma tira de papel tornassol vermelho e a cor azul de uma tira de papel tornassol azul, lembrando que o tornassol vermelho fica azul em meio básico, e o tornassol azul, vermelho em meio ácido.

2. Escolha um dos fatores que interferem na rapidez de uma reação química e explique como ele atua nesse parâmetro, citando um exemplo do cotidiano para a situação abordada.

3. Escolha uma refeição diária e monte um cardápio que represente uma alimentação saudável. Em seguida,

aponte os nutrientes desses alimentos e sua importância para o corpo. Algum dos alimentos listados em seu cardápio é fonte de polímeros naturais? Descreva como esse polímero é formado.

4. Faça uma análise crítica a respeito da relação do ser humano com os materiais, como os polímeros sintéticos na sociedade atual, definindo-a com uma ou mais palavras. Essa relação é considerada sustentável? Explique sua resposta.

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MAIS QUESTÕES

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1. (UFPR) Apesar de o ​NH​4​NO​3​ser um composto de grande periculosidade pelo risco de causar explosões catastróficas, ele é empregado em grande escala como fertilizante, pois tem alta proporção de nitrogênio em sua composição. Um dos processos industriais para a sua produção envolve a seguinte reação química:

​​ a​(​NO​3​​)​​ ​​​(aq)​​+ ​2 ​NH​3​​​(g)​​+ ​​CO​2​​​(g)​​+ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​→ ​2 ​NH​4​​​NO​3​​​(aq)​​+ ​​CaCO​3​​​(s)​​ C 2 Conforme apresentado pela equação acima, além do produto desejado, forma-se um subproduto insolúvel que pode ser removido posteriormente. Resposta: Alternativa b. Qual é o nome recomendado pela IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada) desse subproduto? a ) Carbonato de amônio. c ) Nitrito de amônio. e ) Nitrito de cálcio. b ) Carbonato de cálcio. d ) Nitrato de cálcio.

2. (UECE) Os compostos: ​NaHCO​3​, ​A𝓁​(OH)​ ​e ​Mg​(OH)​ ​são chamados de antiácidos, porque normalmente são 3

2

usados para neutralizar o excesso de ácido no estômago (​pH​entre 0,4 e 1,3). A equação química correta da atuação do antiácido na neutralização é: Resposta: Alternativa b. −

+

a ) ​2 ​NaHCO​3​​+ ​H​3​O​ ​​⇌ ​Na​2​CO​3​​+ ​OH​​ ​​+ ​2 ​H​2​O​.

b ) ​​A𝓁​(OH)​ ​​+ ​3 ​H​3​O​ ​​⇌ ​A𝓁​​3+​​+ ​6 ​H​2​O​. +

3

c ) ​Mg​(OH)​ ​​+ ​2 ​H​+​​⇌ ​Mg​​2+​​+ ​OH​​ ​​+ ​H​3​O​ ​. −

+

2

d ) ​NaHCO​3​​+ ​HC𝓁 ​⇌ ​NaC𝓁 ​+ ​2 ​H​+​​+ ​CO​2​.

3. (UFRGS-RS) O gesso (do grego: gypsos) é um material inorgânico produzido a partir da gipsita, um mineral abundante na natureza, constituído majoritariamente pelo sulfato de cálcio di-hidratado. Sobre o sulfato de cálcio di-hidratado, são feitas as seguintes afirmações. I ) É uma substância composta. II ) É um oxiácido. III ) Apresenta ligações iônica e covalente em sua estrutura. Quais estão corretas? Resposta: Alternativa c. a ) Apenas I.

b ) Apenas II.

c ) Apenas I e III.

d ) Apenas II e III.

e ) I, II e III.

4. (UFRGS-RS) O ​BaO​2​é um sólido branco acinzentado que é utilizado na pigmentação de fogos de artifício e como agente oxidante e alvejante.

Sobre esse composto, são feitas as seguintes afirmações. I ) É denominado peróxido de bário. II ) Reage com ácido sulfúrico, produzindo água oxigenada e sulfato de bário. III ) Possui, na fórmula molecular, o número de oxidação do oxigênio igual a ​− 2​. Quais estão corretas? Resposta: Alternativa c. Resolução nas Orientações para o professor. a ) Apenas I.

b ) Apenas III.

c ) Apenas I e II.

d ) Apenas II e III.

e ) I, II e III.

5. (UFRGS-RS) Mariscos possuem uma concha feita de carbonato de cálcio, a qual se forma quando os íons cálcio, secretados a partir das células do marisco, encontram a água do mar, rica em dióxido de carbono dissolvido. Considere as afirmações sobre esse processo.

I ) Uma das reações que ocorre é ​Ca​​2+​(aq)​​+ ​CO​3​2−​(aq)​​→ ​CaCO​3​(s)​.

II ) A reação envolvendo os íons cálcio na formação da concha é uma reação do tipo ácido-base. III ) O produto formado é classificado como um óxido básico. Quais estão corretas? Resposta: Alternativa a. a ) Apenas I.

b ) Apenas II.

c ) Apenas III.

d ) Apenas I e II.

e ) I, II e III.

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6. (Enem/MEC) A nanotecnologia pode ser carac-

terizada quando os compostos estão na ordem de milionésimos de milímetros, como na utilização de nanomateriais catalíticos nos processos industriais. O uso desses materiais aumenta a eficiência da produção, consome menos energia e gera menores quantidades de resíduos. O sucesso dessa aplicação tecnológica muitas vezes está relacionado ao aumento da velocidade da reação química envolvida. O êxito da aplicação dessa tecnologia é por causa da realização de reações químicas que ocorrem em condições de Resposta: Alternativa d. a ) alta pressão. b ) alta temperatura. c ) excesso de reagentes. d ) maior superfície de contato. e ) elevada energia de ativação.

7. (Enem/MEC) A sacarase (ou invertase) é uma en-

zima que atua no intestino humano hidrolisando o dissacarídeo sacarose nos monossacarídeos glicose e frutose. Em um estudo cinético da reação de hidrólise da sacarose (​ ​C​12​H​22​O​11​)​, foram dissolvidos ​171 g​de sacarose em ​500 mL​de água. Observou-se que, a cada 100 minutos de reação, a concentração de sacarose foi reduzida à metade, qualquer que fosse o momento escolhido como tempo inicial. As massas molares dos elementos ​H​, ​C​e O ​ ​são iguais a 1, 12 e 1 ​ 6 g ​mol​​−1​, Resposta: Alternativa b. Resolução respectivamente. nas Orientações para o professor. Qual é a concentração de sacarose depois de 400 minutos do início da reação de hidrólise? −3

−1

−1

−1

a ) ​2,50 ​× ​10​​ ​mol ​L​ ​ d ) ​2,50 ​× ​10​​ ​mol ​L​ ​

b ) ​6,25 ​× ​10​​−2​mol ​L​−1​ e ) ​4,27 ​× ​10​​−1​mol ​L​−1​ c ) ​1,25 ​× ​10​​−1​mol ​L​−1​

8. (Enem/MEC) A Química Verde é um ramo da quí-

mica que prega o desenvolvimento de processos eficientes, que transformem a maior parte do reagente em produto, de forma mais rápida e seletiva, que utilizem poucos reagentes, que produzam somente o produto desejado, evitando a formação de coprodutos, e que utilizem solventes não agressivos ao meio ambiente. Assim, as indústrias contornariam problemas relacionados à poluição ambiental e ao desperdício de água e energia. O perfil de um processo que segue todos os princípios desse ramo da química pode ser representado por:

c ) ​A ​+ ​3B ​→ ​C​(a reação ocorre com uso de solvente orgânico). d ) ​3A ​+ ​2B ​→ ​2C ​→ ​3D ​+ ​2E​(a reação ocorre sob pressão atmosférica). 1 e ) ​A ​+ _ ​ ​B ​→ ​C​ (a reação ocorre com o uso de 2 um catalisador contendo um metal não tóxico).

9. (Fuvest-SP) O cientista Richard Feynman, prê-

mio Nobel de Física em 1965, fez comentários sobre o processo de combustão em uma entrevista chamada Fun to Imagine. Segundo ele, à primeira vista, é impressionante pensar que os átomos de carbono de uma árvore não entram em combustão com o oxigênio da atmosfera de forma espontânea, já que existe uma grande afinidade entre essas espécies para a formação de ​CO​2​. Entretanto, quando a reação tem início, o fogo se espalha facilmente. Resposta: Alternativa e. Essa aparente contradição pode ser explicada pois a ) a reação depende de um processo que concentre o carbono para ocorrer. b ) o fogo torna a reação desfavorável. c ) o fogo depende da presença de ​​CO​2​​​ para começar. d ) o átomo de carbono da árvore é muito mais resistente ao ​​O​2​​​ do que os átomos de carbono dispersos no fogo. e ) a reação precisa de uma energia de ativação para começar.

10. (Fuvest-SP) Apesar de a África ser considerada

o berço das civilizações e existirem indícios de conhecimentos elementares de Química no sul do continente cerca de 100.000 anos atrás, os conhecimentos químicos ensinados são eurocentristas. Entretanto, uma das grandes contribuições para o estudo de reatividade química é atribuída ao químico egípcio Ahmed Hassan Zewail, agraciado com o prêmio Nobel em 1999 por seus estudos de reações químicas usando uma técnica conhecida com espectroscopia de femtossegundos. Essa técnica possibilita identificar espécies com tempo de vida curto utilizando pulsos de laser com duração de ​10​​−15​s​.

a ) ​A ​+ ​B ​+ ​C ​→ ​D​(a reação ocorre a altas pressões).

Essa contribuição é relevante para o estudo de reações químicas, pois Resposta: Alternativa b. a ) todos os processos químicos são extremamente rápidos e não podem ser estudados por técnicas que não sejam em femtossegundos.

b ) ​A ​+ ​B ​→ ​C ​+ ​D​ (a reação é fortemente endotérmica).

b ) as reações químicas podem passar por espécies instáveis e com pouco tempo de vida.

Resposta: Alternativa e.

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c ) o tempo existente para analisar os produtos de uma reação depende apenas da quantidade de produtos formada. d ) permite entender como reagentes específicos se comportam frente a processos reacionais que são extremamente lentos. e ) apenas com uma técnica tão rápida é possível analisar o grau de pureza dos reagentes isolados.

11. (Unicamp-SP) Um dos pilares da nanotecnolo-

gia é o fato de as propriedades dos materiais dependerem do seu tamanho e da sua morfologia. Exemplo: a maior parte do ​H​2​ produzido industrialmente advém da reação de reforma de hidrocarbonetos: ​CH​4​(g)​​+ ​H​2​O​(g)​​→ ​3 ​H​2​(g)​​+ ​CO​(g)​. Uma forma de promover a descontaminação do hidrogênio é reagir o ​CO​ com largo excesso de água:

c ) nanocubo, pois a transformação do C ​ O​ocorreria em temperaturas mais elevadas, o que também favoreceria o equilíbrio da reação no sentido dos produtos, uma vez que a reação é exotérmica. d ) nanocubo, pois a transformação do C ​ O​ocorreria em temperaturas mais elevadas, o que também favoreceria o equilíbrio da reação no sentido dos produtos, uma vez que a reação é endotérmica.

12. (UFRGS-RS) Uma professora, ao introduzir o

conceito de energia de ativação, projetou em sua aula o seguinte modelo teórico. EFICAZ: QUEBRA DE LIGAÇÕES

​CO​(g)​​+ ​​H​2​​O(​ g)​​→ ​​CO​2​​​(g)​​+ ​​H​2​​​(g)​​; ​ΔH ​= ​− 41,6 kJ ​mol​​ −1​​.

ENERGIA SUFICIENTE [Ea]

COLISÃO

AGITAÇÃO TÉRMICA (ENERGIA CINÉTICA)

UNICAMP/2020

ORIENTAÇÃO ADEQUADA

Resposta: Alternativa a.

Considerando essas informações, é correto afirmar que, com essa tecnologia, a descontaminação do hidrogênio por ​CO​ é mais eficiente na presença do catalisador em forma de a ) nanobastão, pois a transformação do ​CO​ ocorreria em temperaturas mais baixas, o que também favoreceria o equilíbrio da reação no sentido dos produtos, uma vez que a reação é exotérmica. b ) nanobastão, pois a transformação do ​CO​ ocorreria em temperaturas mais baixas, o que também favoreceria o equilíbrio da reação no sentido dos produtos, uma vez que a reação é endotérmica.

UFRGS/2022

A figura abaixo mostra resultados da velocidade (em unidade arbitrária, ​ua​) dessa conversão em função da temperatura, empregando-se um nanocatalisador com duas diferentes morfologias.

Adaptado de: MARTORANO, S. A. A. A transição progressiva dos modelos de ensino cinética química a partir do desenvolvimento histórico do tema. 2012. Tese (Doutorado em Ensino de Química) Ensino de Ciências (Física, Química e Biologia), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: <https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/81/81132/ tde-25022013-124601/en.php>. Acesso em: 16 nov. 2021. p. 295.

As teorias que sustentam esse modelo teórico, para explicar a influência de certos fatores na velocidade de uma reação química, são as Resposta: Alternativa a.

a ) Teoria das colisões e Teoria do complexo ativado. b ) Teoria do estado de transição e Teoria de repulsão dos pares eletrônicos de valência. c ) Teoria das colisões e Teoria de repulsão dos pares eletrônicos de valência. d ) Teoria cinética dos gases e Teoria do complexo ativado. e ) Teoria cinética dos gases e Teoria do estado de transição.

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2000 deveu-se à descoberta e ao desenvolvimento de polímeros condutores. Esses materiais têm ampla aplicação em novos dispositivos eletroluminescentes (LEDs), células fotovoltaicas etc. Uma propriedade-chave de um polímero condutor é a presença de ligações duplas conjugadas ao longo da cadeia principal do polímero.

ROCHA FILHO, R. C. Polímeros condutores: descoberta e aplicações. Química Nova na Escola, n. 12, 2000 (adaptado).

Um exemplo desse polímero é representado pela estrutura Resposta: Alternativa d. d)

a) n

b ) Politereftalato de etileno (PET), usado na fabricação de garrafa de refrigerante, não contém o átomo de ​O​em seu monômero. c ) Poliestireno (PS), usado na fabricação de copo descartável, além dos átomos de ​C​e ​H​, também contém o átomo de ​N​em seu monômero. d ) Polipropileno (PP), usado na fabricação de seringa, contém o átomo de O ​ ​em seu monômero. Resposta: Alternativa a.

16. (UECE) Macromoléculas de cadeias longas carac-

terizam os polímeros, em que cada cadeia apresenta uma unidade chamada de monômero. Um exemplo de polímero é o poliacrilonitrila, cuja estrutura é a seguinte: Imagens: UECE/2024

13. (Enem/MEC) O Prêmio Nobel de Química de

n

Imagens: ENEM/2021

e)

n

b)

O

O

O

Com relação a esse fato, analise as seguintes proposições: I ) A fórmula do monômero formador do poliacrilonitrila é ​​C​3​​​H​3​​N​. II ) A fórmula estrutural deste monômero é:

n

c)

n

14. (Unesp) Considere a estrutura do polímero conhecido pela sigla PET (polietilenotereftalato).

Considerando as proposições acima apresentadas, é correto afirmar que Resposta: Alternativa d. a ) I é falsa e II é verdadeira.

UNESP/2023

b ) ambas são falsas. c ) ambas são verdadeiras. d ) I é verdadeira e II é falsa.

17. (FMRP-SP) Analise o primeiro verso do poema O exame dessa estrutura mostra que o PET é a ) um poliéster.

d ) um poliéter.

b ) um poliálcool.

e ) uma policetona.

c ) uma poliamida.

Resposta: Alternativa a.

15. (UECE) Plásticos são substâncias formadas por mo-

léculas muito grandes, chamadas de macromoléculas. São conhecidas como polímeros, que são fabricados pela união de muitas moléculas pequenas iguais, denominadas de monômeros. Diante dessa informação, assinale a afirmação verdadeira. a ) Policloreto de vinila (PVC), usado na fabricação de cano d’água e mangueira, contém somente átomos de ​C​, ​H​, e ​C𝓁​em seu monômero.

“Psicologia de um Vencido”, de Augusto dos Anjos, que faz alusão à composição química dos seres humanos restringindo-a ao elemento químico carbono e ao composto de amônia (​​NH​3​). Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênesis da infância, A influência má dos signos do zodíaco. Todos os elementos químicos identificados no poema podem ser encontrados nas moléculas de a ) polissacarídeos.

d ) enzimas.

b ) carboidratos.

e ) ácidos graxos.

c ) lipídeos.

Resposta: Alternativa d.

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Conheça mais Editora Blucher

Para ler Química geral em quadrinhos, de Larry Gonick e Craig Criddle. São Paulo: Blucher, 2014. Esse livro apresenta conceitos de Química de maneira leve. Elaborado pelo cartunista Larry Gonick e pelo químico e professor universitário Craig Criddle, contribui para uma aprendizagem divertida, explorando os conteúdos didaticamente e com humor, sem renunciar ao rigor científico.

A origem dos elementos químicos: uma abordagem inicial, de Antonio Manuel Alves Morais. 2. ed. São Paulo: Livraria da Física, 2010. Esse livro retrata a origem dos elementos químicos desde a apresentação do conceito de átomo até o momento em que eles deram forma às primeiras substâncias químicas na Terra.

De que são feitas as coisas, de Mark Miodownik. São Paulo: Blucher, 2015. Capa do livro Química geral em quadrinhos. Editora Zahar

A obra responde a perguntas comuns com relação à composição química de materiais, objetos e alimentos, além das principais diferenças entre produtos compostos pelas mesmas substâncias, como o fato de o diamante e o grafite serem diferentes, apesar de feitos de carbono.

O sonho de Mendeleiev: a verdadeira história da Química, de Paul Strathern. Rio de Janeiro: Zahar, 2002. Esse livro faz uma retrospectiva da história da Ciência e da Química, dando ênfase à forma como Mendeleiev passou a visualizar um novo modo de organizar os elementos químicos na tabela periódica. O autor aborda também a maneira como Mendeleiev previu quais elementos preencheriam as lacunas até então observadas na tabela periódica.

O livro da química. São Paulo: Globo Livros, 2022. Nesse livro, conteúdos relacionados à química são apresentados em uma linguagem acessível, composta de infográficos, fluxogramas e ilustrações que auxiliam no processo de aprendizagem de teorias complexas.

Meio ambiente & química, de Pérola de Castro Vasconcellos. São Paulo: Senac, 2013. Nesse livro, a autora explora a relação entre a Química e o meio ambiente com uma abordagem que relaciona as substâncias químicas e os impactos ambientais que elas podem causar.

Capa do livro O sonho de Mendeleiev. Editora Zahar

O último suspiro de César: a história épica do ar à nossa volta, de San Kean. Rio de Janeiro: Zahar, 2019. Livro que traz histórias, curiosidades e tecnologias que envolvem substâncias e compostos gasosos. Com isso, o autor leva o leitor a refletir sobre como o conhecimento a respeito desses materiais que geralmente não vemos influencia o cotidiano e a história.

Corrosão, de Vicente Gentil. 7. ed. São Paulo: LTC, 2022. Os princípios de corrosão são abordados nesse livro, que é uma referência para estudantes e profissionais da área. A obra aborda o fenômeno de oxidação de materiais, técnicas eletroquímicas de proteção de superfícies, entre outros conteúdos.

Para assistir Química: uma história volátil. Direção de Ros Homan. Reino Unido: BBC, 2010 ​​(60 min)​​. Esse documentário, dividido em três partes e apresentado pelo professor de Física Capa do livro O último suspiro Jim Al-Khalili, mostra a história de como os elementos químicos foram descobertos de César. e classificados ao seguir os passos dos primeiros cientistas envolvidos nessa tarefa. Também apresenta como o êxito em controlar e combinar os elementos químicos impacta a sociedade moderna.

Paraíso sujo. Direção de Daniel Schweizer. Suíça/França: Dschoint Ventschr Film Produktion AG/Maha Productions, 2009 (​ 76 min)​​. Documentário que conta a história do garimpo de ouro na fronteira da Guiana Francesa com o Suriname. Os garimpeiros instalados em meio à floresta despejam nos rios todo o mercúrio utilizado para separar o ouro da areia. Além dos impactos ambientais, como a contaminação da água e a mortalidade de peixes, o uso indiscriminado do mercúrio e seu descarte inadequado causam muitos problemas à população indígena, que sofre, por exemplo, com deformações físicas e doenças neurológicas em razão da absorção desse elemento.

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Sociedade Goiana de Cultura

StudioCanal/Amazon Studios

Radioativo. Direção de Marjane Satrapi. Reino Unido: Shoebox Films/Working Title Films, 2019 ​(103 min)​​. Biografia da física e química polonesa Marie Curie, esse filme mostra a trajetória dessa importante cientista, abordando sua dedicação, a parceria com o marido Pierre Curie e as descobertas que os levaram a ser pioneiros nos estudos de radioatividade​​.

Césio 137: o brilho da morte. Direção de Luiz Eduardo Jorge. Brasil, 2003 ​(​ 25 min).​

Nesse documentário, é retratado o mais grave acidente radioativo do Brasil, ocorrido em 1987. Funcionários de um ferro-velho encontraram um material azul brilhante no interior de uma máquina de radiografia descartada. Sem ter conhecimento de que se tratava de uma substância radioativa, o césio-137 foi distribuído para uma população curiosa. Várias pessoas que entraram em contato com o radioisótopo sofreram com os sintomas da contaminação e algumas foram a óbito.

Cartaz do filme Radioativo.

Cartaz do filme Césio 137.

Para acessar Sociedade Brasileira de Química. Disponível em: https://www.sbq.org.br. Acesso em: 18 out. 2024. Principal sociedade de Química do país, tem como objetivo desenvolver, consolidar e divulgar essa área do conhecimento, bem como suas aplicações, além de denotar sua importância para o desenvolvimento do país. Nesse site, há notícias sobre o meio científico, artigos, entre outros conteúdos.

Química Nova Interativa. Disponível em: https://qnint.sbq.org.br/novo. Acesso em: 18 out. 2024. Site mantido pela Sociedade Brasileira de Química. Apresenta conceitos de Química do Ensino Médio, vídeos de experimentos, artigos científicos, informações e propriedades de substâncias, entre outros conteúdos.

Unesp para Jovens. Disponível em: https://parajovens.unesp.br. Acesso em: 18 out. 2024. Site idealizado pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), com o objetivo de divulgar conhecimentos de ciências, artes e humanidades de uma forma acessível, aproximando a comunidade universitária do público geral. Nele, há diversos artigos relacionados à Química e produzidos por professores universitários ou pesquisadores da área. Também estão disponíveis vídeos curtos respondendo a dúvidas científicas cotidianas apresentadas por crianças.

Papo de Química. Disponível em: https://www.papodequimica.com/. Acesso em: 18 out. 2024. Podcast apresentado por José Edson Gomes de Souza, doutor em Ciências de Materiais e professor do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). Voltado para o ensino, traz assuntos do cotidiano relacionados à Química básica e aplicada.

Para visitar Museu do Instituto de Química, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Av. Bento Gonçalves, 9500, Prédio 43.111, Porto Alegre (RS). Museu que reúne o acervo científico, museológico, bibliográfico e arquivístico do Instituto de Química da UFRGS.

Museu da Química Profª Aparecida Cayoco Ikuhara Ponzoni. Av. Athos da Silveira Ramos, 149, Bloco A do Centro de Tecnologia, 7º andar, Rio de Janeiro (RJ). Ligado à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), esse museu busca despertar o interesse de estudantes pela Química e pela pesquisa.

Sala Mendeleev – Universidade Federal de Viçosa (UFV). Av. P.H. Rolfs, s/n, Viçosa (MG). Mais informações em: https://visitasalamendeleev.ufv.br. Acesso em: 18 out. 2024. Apresenta uma exposição interativa sobre a tabela periódica. Na visita, é possível visualizar amostras reais de substâncias elementares e compostos representativos dos elementos químicos. O site disponibiliza uma visita virtual ao local.

Museu de Ciências Nucleares de Recife. Av. Prof. Luiz Freire, 1000, Curado, Recife (PE). Mais informações em: https://museunuclear.com. Acesso em: 18 out. 2024. Inaugurado em 2010, o museu é vinculado à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e tem como propósito ser um espaço educativo-cultural para difundir conhecimentos sobre energia nuclear. Por meio do site, é possível acessar atividades interativas, vídeos educativos, arquivos para download e outros materiais relacionados ao assunto.

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Respostas Confira a seguir as respostas das atividades que envolvem cálculos.

Unidade 1 A Química e a matéria do Universo Capítulo 2 Páginas 28 a 36

Página 77 2. ​d ​= ​2,7 g ​· ​mL​​−1​ou ​2,7 g ​· ​cm​​−3​ ​m​Ca​(​ g)​ 4. ​n​Ca​​=    ​____________ ​ 40,08 g · ​mol​​−1​ 8. ​m​​co​2​​​= ​7,31 ​· ​10​​−23​g​ ​​m​​H​2​​​​ ​= ​3,98 ​· ​​10​​ −23​g​ ​​​m​O​​​ 2​​ ​= ​5,32 ·​ ​​10​​ −23​g​ 9. ​12,04 ​· ​10​​23​moléculas.

4. Na Terra: 7 ​ 35 N​. Na Lua: ​120 N​. 6. ​300 ​cm​​3​

Página 81

8. A densidade do cubo de gelo é ​0,90 g/​cm​​3​.

17. A ​40 °C​, a solubilidade, em g ​ /100 g​de ​H​2​O​, do ​KC𝓁O​3​ é ​≃ ​15​; do N ​ aC𝓁​é ​≃ ​35​; e do ​KNO​3​, ​≃ ​60​. A ​20 °C​, a ​ aC𝓁,​​≃ ​35​; e do solubilidade do ​KC𝓁O​3​é ​≃ ​8​; do N ​KNO​3​,​​≃ ​30​.

Página 37 1. a ) ​3 000 m​ b ) ​2,5 ​· ​10​​6​mm​ c ) ​4,5 ​· ​10​​5​cm​ d ) ​31 146 ​cm​​2​ e ) ​3,5 ​· ​10​​−6​​m​2​ f ) ​3 000 ​dm​​3​ g ) ​450 800 ​cm​​3​

h ) ​0,2 ​dm​​3​ i ) ​373 K​ j ) ​77 °C​ k ) ​3 000 s​ l ) ​20 min​ m) ​120 min​ n ) ​4 h​

2. a ) ​2,3 ​· ​10​​3​ b ) ​4,0 ​· ​10​​−4​ c ) ​1,8 ​· ​10​​11​ d ) ​3,14 ​· ​10​​−13​

7. a ) A solubilidade do ​NaNO​3​a ​10 °C​é ​≃ ​80 g/100 g​de ​ H​2​O​. b ) A solubilidade do ​KC𝓁​a ​70 °C​é ​≃ ​50 g/100 g​de ​H​2​O​. Já a solubilidade do K ​ C𝓁​a ​50 °C​é ​≃ ​40 g/100 g​de ​ H​2​O​. c ) A solubilidade do ​KC𝓁​a ​30 °C​é ​≃ ​35 g/100 g​de ​H​2​O​.

MAIS QUESTÕES Páginas 102 a 105

4. A massa da solução é ​460 g​e o volume é ​800 ​cm​​3​. 5. ​2 ​· ​P​. 6. a ) Massa na Terra: ​500 g​. Massa na Lua: 5 ​ 00 g​. b ) Peso na Terra: ​4,9 N​. Peso na Lua: ​0,8 N​. 8. a ) ​10​​9​

3. Alternativa b. 7. Alternativa c. 8. Alternativa b.

Unidade 2 A Química e a vida na Terra Capítulo 8

b ) ​10​​−22​

Página 149

c ) ​10​​6​

3. Alternativa b.

d ) ​10​​2​

MAIS QUESTÕES

e)1 ​ 0​​14​ −4

f ) ​10​​ ​

Páginas 172 a 175 1. Alternativa c.

Capítulo 3 Páginas 55 e 56 9. a ) ​n ​= ​3​ b ) ​𝓁 ​= ​0​

Páginas 86 e 87

c ) ​m𝓁 ​= ​0​ d ) 1 elétron.

10. Alternativa b. 11. ​1s​​2​​2s​​2​​2p​​6​​3s​​2​​3p​​6​​4s​​1​

Capítulo 4 Página 60 1. c ) Alternativas I e II.

Capítulo 5 Página 70 1. A proporção é de dois átomos de hidrogênio.

2. Alternativa d.

Unidade 3 Matéria, energia e as transformações na Terra Capítulo 10 Página 182 3. Situação A: ​3 L​; Situação B: aproximadamente ​3 L​; Situação C: ​5 L​. Páginas 193 e 194 5. a ) Mar Morto (Oriente Médio): 1 ​ 01,39 °C​. Rio de Janeiro: aproximadamente ​100 °C​. Brasília: aproximadamente ​96,44 °C​. La Paz: aproximadamente ​88,34 °C​. Monte Everest: aproximadamente ​71,32 °C​.

441

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7. a ) Líquido A. b ) Líquido A ​≃ ​41 °C​; Líquido B ​≃ ​61 °C​; Líquido C ​≃ ​85 °C​. Página 199 1. ​X ​= ​44 g​; ​Y ​= ​24 g​; ​Z ​= ​64 g​. 4. a ) Razão ​16 : 7​. b ) A massa de ambos os reagentes foi dobrada na proporção em que reagem.

4. ​τ ​= ​0,2 de hidróxido de sódio​. Página 208

Capítulo 12

Página 236 6. ​V ​= ​100,8 L de ​CO​2​ Página 237

1. a ) ​0,41 g/mL​ b ) ​410 g/L​ c ) ​1,271 g/mL​ d ) ​1 271 g/L​

1. a ) ​Fe​2​O​3​(s)​​+ ​3 C​(s)​​→ ​2 Fe​(s)​​+ ​3 CO​(g)​ b ) ​2 A𝓁​(s)​​+ ​3 ​C𝓁​2​(g)​​→ ​2 ​A𝓁C𝓁​3​(s)​

c ) ​SO​2​(g)​​+ ​2 NaOH​(aq)​​→ ​Na​2​SO​3​(s)​​+ ​H​2​O(​ 𝓁)​

2. ​115,2 g​de N ​ aOH.​

2. Massa de cloreto de potássio: 3 ​ 72,75 g​.

3. b ) ​1 ​· ​10​​−3​g​ 4. a ) ​τ ​= ​0,05​ b ) ​%m/m ​= ​5% de soluto​. c ) 95% de solvente. 5. a ) Cada litro de produto deve ser adicionado em 2 ​ ​m​2​, 2 portanto em ​10 ​m​ ​são necessários ​5 L​da solução. b ) ​n ​= ​1 mol​ 6. a ) ​15 000 ppm​de N ​ a​. b ) ​450 mg​de N ​ a​. Página 216 1. ​x​1​​= ​0,12​

3. b ) ​Massa molecular do S​ O​2​​: ​64 u​. c ) ​Massa molar do S​ O​2​​: ​64 g/mol​. d ) ​n ​= ​4 mol​de ​SO​2​. e ) ​V ​= ​89,6 L​de ​SO​2​. 4. Alternativa c. 87,5 12,5 ​N​: ​​_​​= ​6,25​. ​H​: ​​_​​= ​12,5​. 14,0 1,0 19 _ 5. ​C​6​H​14​​+ ​ ​​O​2​​→ ​6 ​CO​2​​+ ​7 ​H​2​O​ 2 6. a ) ​m ​= ​466,66 g de chocolate​. b ) ​n ​= ​0,002 mol de cafeína​. Página 245

2. ​C​f​​= ​0,425 mol/L​ 3. ​C​f​​= ​120 g/L​; ​c​f​​= ​3 mol/L​. 4. Alternativa c. ​​x​água​​ ​= ​0,8​ ​​x​álcool​​ ​= ​0,2​

6. ​m​​CO​2​​​= ​2,62 g​de ​CO​2​. ​​ O​2​​​. ​​n​​CO​2​​​​ ​= ​0,06 mol​ de C 7. ​m​​CO​2​​​= ​5,24 g​de ​CO​2​. ​​ O​2​​​. ​​n​​CO​2​​​​ ​= ​0,12 mol​ de C Página 246

5. Alternativa c. ​​C​Y​​ ​= ​90 g/L​

1. Serão produzidos ​22,4 ​m​3​de amônia nas CNTP.

Páginas 229 a 231 5. c ) ​1 510 g​de solução, ou seja, 1 ​ ,51 kg​. d ) Em ​1 L​de solução, há ​220 g​de ácido nítrico. 7. ​Concentração de ​CaC𝓁​2​(aq)​​= ​2,0 mol/L​.

​Concentração de íons ​Ca​​ 2+​​(aq)​​= ​2,0 mol/L​. ​Concentração de íons ​C𝓁​​ ​​(aq)​​= ​4,0 mol/L​. −

14. a ) ​21 mL​

17. Alternativa b. A concentração de flúor ​(F)​na água é de ​ 2 mg ​· ​L​−1​.

4. ​6 ​CO​2​(g)​​+ ​6 ​H​2​O​(𝓁)​​→ ​C​6​H​12​O​6​(aq)​​+ ​6 ​O​2​(g)​

Página 203

13. a ) ​V ​= ​12,6 L​ b ) ​c ​≃ ​0,86 mol/L​ c ) ​50 g/L​ d ) ​V​adicionado​​= ​9,1 L​

15. Alternativa d. A massa de fluoreto (​ ​F​−​)​ingerida corresponde a 2 ​ ,85 mg​.

Página 234

Capítulo 11

10. Alternativa d. ​​c​glicose​​ ​= ​6,6 ​· ​​10​​ −2​mol/L​ ​​c​sódio​​ ​= ​9,6 ​· ​​10​​ −3​mol/L​

b ) O produto que está na faixa de dosagem de 5% a 15% é o Eau de Toilette.

2. a ) O ouro de 18 quilates tem 75% de pureza. b ) ​m​Au​​= ​1,125 g.​ ​​n​Au​​ ​= ​5,71 ·​ ​​10​​ −3​mol​ 3. ​m​Fe​​= ​336 ​· ​10​​6​g​ 4. ​m​​Fe​2​O​3​​​= ​500 t​ 5. a ) O produto A foi mais eficaz, pois teve mais aumento de massa (​ 15,59 g)​do que o produto B (​ 4,97 g)​. 6. Alternativa c. O rendimento do processo foi de aproximadamente 45%. 7. ​V ​= ​179,2 L​de ​CO​2​.

Capítulo 13 Página 249 4. O valor da variação de entalpia será 100 vezes menor: ​ 28,03 kJ​ou ​6,71 kcal​.

442

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Páginas 259 a 261 1. b ) ​−68,27 kcal/mol​ 2. a ) ​CH​4​(g)​​+ ​2 ​O​2​(g)​​→ ​CO​2​(g)​​+ ​2 ​H​2​O(​ 𝓁)​∆H ​= ​−890 kJ​. Reação exotérmica. b ) ​2 ​H​2​O​2​(𝓁)​​→ 2 ​H​2​O​2​(𝓁)​​+ ​O​2​(g)​∆H ​= ​−196 kJ​. Reação exotérmica.

c ) ​CH​4​O​(g)​​→ ​CO​(g)​​+ ​2 ​H​2​(g)​∆H ​= ​−90,7 kJ​. Reação exotérmica. 4. a ) ​3 ​O​2​(g)​​→ ​2 ​O​3​(g)​∆H ​= ​+285,4 kJ​ b ) A entalpia do produto tem um valor maior. c ) ​142,7 kJ/mol​ 7. ​∆H ​= ​−345 kJ​

​ ​18 ​H​2​O​(g)​ 9. a ) ​C​8​H​18​(𝓁)​​+ ​25 ​O​2​(g)​​→ ​16 ​CO​2​(g)​+ b ) ​−5 470,1 kJ/mol​ c ) ​−33 586,4 kJ​ 13. ​ΔH​total​°= ​−114,1 kJ/mol​

15. ​ΔH​f​°(​ ​CaCO​3​(s))​​​= ​−1 206,5 kJ/mol​

16. A entalpia de decomposição é ​134 kJ​.

MAIS QUESTÕES Páginas 262 a 265 4. Alternativa d. 5. Alternativa b. 6. Alternativa c. ​x ​= ​6​; ​y ​= ​3​ 8. Alternativa b. 9. Alternativa a. ​6,0 ·​ ​​10​​ 20​moléculas​. 10. Alternativa a. ​m ​= ​4,99 g​ 11. Alternativa c. O valor máximo de 0 ​ ,716 kg​é maior do que o previsto pela estequiometria (​​ 0,637 kg) ​​. 12. Alternativa b. ​​c​​Br​​ −​​​ ​= ​30 mol ​· ​​L​​ −1​​ 13. Alternativa c. ​​c​NaC𝓁O​​ ​= ​2,7 ·​ ​​10​​ −1​mol ​· ​​L​​ −1​​ 14. Alternativa a. ​​C​6​​​H​12​​​O​6​​​(s)​​→ ​2 ​C​3​​​H​6​​​O​3​​​(s)​​ ​​Δ​ c​​H ​= ​−112 kJ​

16. Alternativa a. ​Ca​​(OH)​​ ​​ ​+ ​​CO​2​​ ​→ ​​CaCO​3​​ ​+ ​​H​2​​O​ 2

​ΔH ​= ​−69 kJ/mol​

Unidade 4 Energia e transformações na sociedade Capítulo 14 Página 280 3. O fósforo apresenta o ​NOX ​= ​+5​.

4. b ) O número de oxidação do nitrogênio na amônia é − ​ 3​. e ) A soma dos coeficientes da equação balanceada é 6. 5. d ) O ​Ag​​+​precisa receber 1 elétron para formar prata metálica. e ) O ​NOX​ de ​+1​para ​+2​representa oxidação. Prática científica - página 287 4. ​ΔE ​= ​0,76 V​ Página 288 1 3. ​CH​3​OH​(𝓁)​​+ _ ​ ​​O​2​(g)​​→ ​CO​2​(g)​​+ ​H​2​O(​ 𝓁)​ 2 ​ΔE ​= ​1,183 V​

4. ​E​Mn​​= ​−1,18 V​ Cátodo: ​​Zn​​ 2+​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Zn​ Ânodo: ​Mn ​→ ​​Mn​​ 2+​​+ ​2 ​e​​ −​​

Capítulo 15 Página 292 3. ​ΔE°= ​−4,07 V​ Página 296 4. ​ΔE°= ​−1,36 V​ Páginas 299 e 300 4. b ) A carga é de ​173 700 C​. A massa de ​Mg​é de aproximadamente 2 ​ 1,88 g​. c ) O tempo é de aproximadamente ​45,7 h​.

5. A massa de cobre (​ Cu​(s))​​formada é de 1 ​ 2,71 g​.

I ) Aproximadamente ​31,78 g​de ​Cu​(s)​​. II ) ​63,55 g​de ​Cu​(s) ​​. III ) Aproximadamente ​65,66 g​de ​Au​(s) ​​. IV ) ​8,99 g​de ​A𝓁​(s) ​​. b ) Foi reação com o ouro, produzindo ​65,66 g​.

6. a )

8. ​Carga total ​= ​48 250 C​. 10. Alternativa d.

​2 ​· ​3 ​e​​ −​(​ Fe)​​+ ​2 ​· ​2 ​e​​ −​​(Ni)​​+ ​

​+ ​2 ​· ​2 ​e​​ −​(​ Sn)​​+ ​2 ​· ​2 ​e​​ −​(​ Pb)​​= ​18 ​e​​ −​​

Capítulo 16 Página 306 4. Diferença de massa atômica: 32. Diferença de prótons: 10. Diferença de nêutrons: 22. Página 309 1. Primeiro decaimento: número de massa diminuiu quatro unidades, e o número atômico diminuiu duas unidades. Segundo decaimento: número atômico aumentou uma unidade, e o número da massa permaneceu constante. 3. Houve emissão de seis partículas alfa e de quatro partículas beta ​(x ​= ​6 e y ​= ​4)​. 7. 143 ​ 54​X​​

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Prática científica - página 313 5. Em aproximadamente 6 dias, haverá ​3 g​de moedas dentro da caixa. Página 314 2. A meia-vida do radioisótopo é de 20 dias. 3. b ) Alternativa IV. O tempo decorrido é de 22 920 anos. 4. O tempo de meia-vida do Ga-67 é de aproximadamente 3,3 dias.

Capítulo 17 Página 324 a ) A concentração do radioisótopo no crânio é de, aproximadamente, 25% da esperada para um organismo vivo. Página 329 6. b ) A atividade diminui pela metade após 5,27 anos. Retome o que estudou - página 329 1. 238 ​ 92​U​​​→ ​206 ​Pb​​​+ ​8​42​α​​​+ ​6​−01​β​​ 82

MAIS QUESTÕES Páginas 330 a 333 1. Alternativa c. O número de oxidação do silício é igual a ​+4​. 2. Alternativa e. Na etapa V, o ​NOX​do cobre diminui de ​+2​para 0. 4. Alternativa e. 6. Alternativa b. 7. a ) ​CoO​2​(s)​​+ ​Li​(s)​​→ ​LiCoO​2​(s)​

b ) O lítio metálico tem potencial de oxidação maior: ​ +3,04 V​. c ) ​M​X​​= ​7,8 g ​≃ ​7 g​

8. Alternativa d. 10. Alternativa a. ​t ​= ​1,4 ​· ​​10​​ 4​s ​≃ ​240 minutos​. 11. Alternativa a. A massa depositada de cobre (​​ Cu)​​ é de aproximadamente ​0,18 g​. 12. Alternativa b. O tempo é de aproximadamente 80 minutos. 13. Alternativa c. O tempo é de 8 ​ 989 s​, ou aproximadamente 2,5 horas. 14. Alternativa d. Para carbono-12 e carbono-11, respectivamente: número de prótons: 6; número de massa: 12 e 11; número de nêutrons: 6 e 5. 15. Alternativa c. Ocorrem dois decaimentos que correspondem a 16 dias. 16. Alternativa a. III ) Após 276 dias, a massa de chumbo-206 será ​94 g​. IV ) Para haver 1 grama, são necessários 7 decaimentos ou 966 dias.

Unidade 5 A dinâmica das transformações e o ser humano Capítulo 18 Página 344 1. a ) ​2 ​NH​3​(g)​​⇌ ​3 ​H​2​(g)​​+ ​N​2​(g)​ b ) 50 minutos. 3

​(​p​​H​ ​)​ ​ ​· (​ ​p​​N​ ​)​ ​ 2 2 c ) ​K​p​​= ​___________ ​ 2 ​(​p​​NH​ ​)​ ​ ​ 3

​[​H​2​]​ ​· [​ ​N​2​]​ d ) ​K​c​​= ​_ ​ 2 ​[​NH​3​]​ ​ 3

e ) ​K​c​​= ​21,87​ 2. a ) Expressão da constante de equilíbrio da primeira reação: ​​[​Ca​​ 2+​​(aq)]​ ​​​ ​· [​​ ​​HPO​4​​​​ 2−​​(aq)]​ ​​​ ​ ​​K​c​​ ​= ​​ ______________________        ​​ 8 + ​​[​​H​3​​O​​ ​​(aq)]​ ​​​ ​ 10

6

Expressão da constante de equilíbrio da segunda reação: ​​K​c​​ ​= [​​​ ​Ca​​ 2+​​(aq)]​ ​​​ ​​· [​​​ ​​PO​4​​​​ 3−​​(aq)]​ ​​​ ​​· [​​ ​F​​ −​​(aq)]​ ​​ 5

3

​[​H​2​(g)]​ ​ ​ 3. a ) ​K​c​​= ​_2 ​; [​ ​H​2​O(​ g)]​ ​ ​ 4

4

​​(​p​​H​ ​​)​​ ​​​ ​ 2 ​​K​p​​ ​= ​​ _2 ​​ ​​(​p​​H​ ​​O​​)​​​ ​ 2

​[​SO​3​(g)]​ ​ ​ _______________ b ) ​K​c​​= ​      ​; 2 ​[​SO​2​(g)]​ ​ ​· [​ ​O​2​(g)]​ ​ 2

2

​​(​p​​SO​ ​​)​​ ​​​ ​ 3 ___________ ​​ ​​K​p​​ ​= ​​    2 ​​(​p​​SO​ ​​)​​ ​​​ ​· (​ ​p​​O​ ​​)​​ ​ 2

2

c ) ​K​c​​= [​ ​CO​2​(g)]​ ​; ​​K​p​​ ​= ​​p​​CO​ ​​​​​

2

​[O​(g)]​ ​· [​ ​O​2​(g)]​ ​ d ) ​K​c​​= ​_____________   ​; ​[​O​3​(g)]​ ​ ​(​p​O​​)​· (​ ​p​​O​ ​​)​​ ​ 2 ​​K​p​​ ​= ​​ _​​ ​(​p​​O​ ​​)​​ ​ 3

[​ ​PC𝓁​3​(g)]​ ​· [​ ​C𝓁​2​(g)]​ ​ e ) ​K​c​​= ​________________       ​; [​ ​PC𝓁​5​(g)]​ ​

​(​p​​PC𝓁​ ​​​​)​· (​ ​p​​C𝓁​ ​​​​)​ 3 2   ​​ ​​K​p​​ ​= ​​ ___________ ​(​p​​PC𝓁​ ​​)​​ ​ 5

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​[​H​2​(g)]​ ​· [​ CO​(g)]​ ​ f ) ​K​c​​= ​______________   ​; ​[​H​2​O(​ g)]​ ​

7. Alternativa b.

[​​ ​H​​ ​]​​= ​5,7 ·​ ​​10​​ −3​mol/L​ +

​ ​= ​5,7 ·​ ​​10​​ −2​​ α ​​K​a​​ ​= ​3,2 ·​ ​​10​​ −4​​

​(​p​​H​ ​​)​​ ​· (​ ​p​CO​​)​ 2 ​​K​p​​ ​= ​​ _​​ ​(​p​​H​ ​​O​​)​

10. b ) Concentração de íons ​H​+​na bebida pronta:

[​​ ​H​​ ​]​​= ​0,01 mol/L​ou ​1 ​· ​​10​​ −2​mol/L​. +

2

​pH​na bebida pronta: p ​ H ​= ​2​.

​[C𝓁F​(g)]​ ​ ​ g ) ​K​c​​=    ​______________ ​; ​[​C𝓁​2(​ g)]​ ​· [​ ​F​2(​ g)]​ ​ 2

Capítulo 20 Página 371 1. Soma: ​01 ​+ ​08 ​+ ​16 ​= ​25​.

(​​ ​p​C𝓁F)​​ ​​​ ​ ​​K​p​​ ​= ​​ ___________ ​​ ​(​p​​C𝓁​ ​​)​​ ​· (​ ​p​​F​ ​​)​​ ​ 2

2

3. Alternativa e. 4. a ) ​MgSO​4​(s)​​+ ​H​2​O​(𝓁)​​⇌ ​Mg​​2+​(aq)​​+ ​SO​4​2−​(aq)​

2

b ) A hidrólise dos íons magnésio ​(​Mg​​2+​)​aumenta a concentração de íons ​H​+​.

4. ​K​c​​= ​5​ Página 348

Páginas 375 a 377

​ ​ Co​​(​H​2​O)​ ​ ​ ​ ​· [​ ​C𝓁​​ ​]​ ​ 6] ] [[ 4. d ) ​K​c​​= ​___________________       ​ 2− [​ [​ ​CoC𝓁​4]​ ​ ]​ ​ 2+

− 4

1. Alternativa e.

​​[​Ca​​ 2+​]​​= ​7 ​· ​​10​​ −3​mol/L​

2. Alternativa c. ​​K​s​​ ​= ​4 ​· ​​10​​ −6​​

​(​p​​N​ ​O​ ​)​ ​ 2 4 5. b ) ​K​p​​= ​_2 ​ ​(​p​​NO​ ​)​ ​ ​

3. Alternativa e. ​Solubilidade ​= ​2,89 ​· ​​10​​ −13​g/L​.

2

4. a ) ​Fe (​​ OH)​​ ​​​(aq)​​⇌ ​​Fe​​ 3+​​(aq)​​+ ​3 ​OH​​ ​​(aq)​​ −

c ) ​K​p​​≃ ​0,53​

b ) ​[​OH​​ ​]​​= ​1 ​· ​10​​−12​mol/L​ −

Capítulo 19

c ) ​pH ​= ​2​

Página 355

5. Alternativa d.

2. ​pH ​= ​5​ −

4. a ) Uma solução com concentração de ​OH​​ ​igual a ​10​​−8​ apresentará concentração de H ​ ​+​igual a ​10​​−6​e ​pH​ igual a 6. Prática científica - página 363 7. [​ ​H​+​]​​= ​10​​−4​mol/L​

8. ​pOH ​= ​6​ Páginas 364 e 365 1. Antes da adição de acetato de sódio:

[​​ ​H​​ ​]​​= ​2,3 ·​ ​​10​​ −3​mol/L​ +

​ H ​= ​2,4​ p Após a adição de acetato de sódio (com a presença do íon comum):

[​​ ​H​​ ​]​​= ​1,8 ​· ​​10​​ −5​mol/L​ +

3

[​​ ​K​​ ​]​​= ​1,3 ·​ ​​10​​ −5​mol/L​ +

6. Alternativa c. ​​K​s​​ ​≃ ​2 ​· ​​10​​ −9​​ 7. a ) ​Solubilidade do P ​ bI​2​​≃ ​1,28 ​· ​10​​−3​mol/L​.

b ) ​Solubilidade do Mg​​(OH)​ ​​= ​1 ​· ​10​​−4​mol/L​. 2 c ) ​PbI​2​ d ) ​pH ​= ​10,3​

8. Alternativa b. ​​K​s​​ ​= ​1,6 ​· ​​10​​ −9​​ 11. Alternativa b. [​​ ​Ag​​ ​]​​≃ ​1,3 ·​ ​​10​​ +

−5

​mol/L​

14. Alternativa a.

−6 [​​ ​​CO​3​​​​ ​]​​= ​4,35 ·​ ​​10​​ ​mol/L​ 2−

​pH ​= ​4,74​

MAIS QUESTÕES

2. ​α ​= ​0,95​ ou 95%.

Páginas 378 a 381

4. Alternativa e. 5. A base com ​K​b​​= ​5,0 ​· ​10​​−4​ 6. Alternativa c.

[​​ ​H​​ ​]​​= ​1 ​· ​​10​​ −5​​

2. Soma: ​01 ​+ ​04 ​+ ​08 ​= ​13​. 3. Alternativa b. ​​K​c​​ ​= ​4,8 ​· ​​10​​ −3​​

+

4. Alternativa a.

​pH ​= ​5​

5. Alternativa b.

445

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​[​SO​3​]​ 6. a ) ​K​c​​= _ ​ ​; 1

Capítulo 22 Página 408

_ ​​

​[​SO​2​]​· [​ ​O​2​]​2​

1. a ) ​T​m​(​H​2​O​2​)​​​= ​0,025 mol/min​

​​SO​3​​​(g)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​⇌ ​​H​2​​​SO​4​​​(𝓁) ​​

b ) A taxa da reação não é constante.

7. Alternativa c.

2. Alternativa d.

III ) [​ ​H​+​]​​≃ ​0,0217 mol/L​

8. Alternativa a. 10. Alternativa b. Concentração de íons ​​H​​ +​​ no estômago: ​​10​​ −2​​. Concentração de íons ​​H​​ +​​ no suco de laranja: ​​10​​ −4​​. 11. Alternativa d.

Páginas 412 e 413

12. Alternativa e. ​​K​ps​​ ​≃ ​5 ​· ​​10​​ −5​​

5. Supondo a reação genérica ​x A ​+ ​y B ​→ ​z C ​+ ​w D​, a lei n m cinética é dada por ​T​i​​= ​k ​· [​ A]​ ​​· [​ B]​ ​.

13. Alternativa c.

6. ​k ​= ​12 ​L​3​/​mol​​3​​· ​s​

​​[​​C​2​​​O​4​​​​ ​]​​> ​4 ​· ​​10​​ ​​ −

−7

Páginas 416 e 417

15. Alternativa b.

​​[​H​​ +​]​​≃ ​10 ​· ​​10​​ −6​​ ​pH ​= ​5​

16. Alternativa b. Concentração de ​​H​​ +​​ em amostra com ​pH ​= ​4​: ​​10​​ −4​​. Concentração de ​​H​​ +​​ em amostra com ​pH ​= ​5​: ​​10​​ −5​​.

2. a ) Taxa média no intervalo entre 0 ​ ​e ​10 000 s​: ​T​m​​= ​−0,006 torr/s​. Taxa média entre ​10 000​e ​20 000 s​: ​​T​m​​ ​= ​−0,0035 torr/s​. 3. a ) Reação de primeira ordem. b ) ​T​i​​= ​k ​· [​ HC𝓁]​ c ) ​k ​≃ ​0,01 ​min​​−1​

5. ​T​reação​​= ​k ​· [​ ​N​2​O​5​]​

Unidade 6 As substâncias e o meio ambiente

6. Lei de velocidade: ​​T​reação​​ ​= ​k ​· [​​​ ​C𝓁O​​ ​]​​​ ​​· [​​​ corante]​​​ ​​

Capítulo 21

− 1

Página 391 −

b ) ​HNO​3​(aq)​​⇌ ​H​+​(aq)​​+ ​NO​3​ ​(aq)​ −

c ) ​H​2​SO​4​(aq)​​⇌ ​2 ​H​+​(aq)​​+ ​SO​4​2−​(aq)​ ​H​2​O

6. a ) ​LiOH​(s)​⇌ ​ ​​Li​​+​(aq)​​+ ​OH​​ ​(aq)​ −

​H​2​O

−

​H​2​O

−

​ ​​Ca​​2+​(aq)​​+ ​2 ​OH​​ ​(aq)​ b ) ​Ca​(​ OH)​ ​(s)​⇌ 2

​ ​A​𝓁​3+​(aq)​​+ ​3 ​OH​​ ​(aq)​ c ) ​A𝓁​(​ OH)​ ​(s)​⇌ 3

​H​2​O

2+

​H​2​O

+

​ ​​Cu​​ ​(aq)​​+ ​2 ​OH​​ ​(aq)​ d ) ​Cu​(​ OH)​ ​(s)​⇌ 2

−

​ ​​NH​4​ ​(aq)​​+ ​OH​​ ​(aq)​ e ) ​NH​4​OH​(𝓁)​⇌ −

​H​2​O

1

Expressão para a constante: ​T​reação​​ ​​ ​k ​=    ​​ ________________ 1 − 1 ​​[​C𝓁O​​ ​]​​​ ​· [​​ corante]​​​ ​

2. a ) ​HBr​(aq)​​⇌ ​H​+​(aq)​​+ ​Br​​ ​(aq)​

​ ​​Mg​​2+​(aq)​​+ ​2 ​OH​​ ​(aq)​ f ) ​Mg​(​ OH)​ ​(𝓁)​⇌ −

2

Prática científica - página 397 1. ​Ca​(​ OH)​ ​(aq)​​+ ​H​2​CO​3​(aq)​​→ ​CaCO​3​(s)​​+ ​2 ​H​2​O​(𝓁)​ 2

Páginas 402 e 403 4. ​CaCO​3​(s)​​+ ​HC𝓁​(aq)​​→ ​CO​2​(g)​​+ ​H​2​O​(𝓁)​ 8. ​Na​2​SO​3​

3. a ) Energia associada aos reagentes: 2 ​ 2 kcal​. b ) Energia associada aos produtos: ​−15 kcal​. c ) Energia do complexo ativado: 7 ​ 7 kcal​. d ) ​E​a​​= ​55 kcal​ e ) ​∆E ​= ​−37 kcal​

7. ​T​m​[X]​​​= ​0,005 mol/L ​· ​min​ 8. ​T​reação​​= ​k ​· [​ X]​ ​​· [​ Y]​ ​ 1

2

9. a ) ​C𝓁 · ​(g)​​+ ​O​3​(g)​​→ ​C𝓁O · (​ g)​​+ ​O​2​(g)​

​C𝓁O · ​(g)​​+ ​· O · (​ g)​​→ ​C𝓁  · (​ g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​

Capítulo 23 MAIS QUESTÕES Páginas 435 a 438 2. Alternativa b.

​A𝓁​​(OH)​​ ​​ ​+ ​3 ​​H​3​​O​​ ​​⇌ ​​A𝓁​​3+​​+ ​6 ​H​2​​O​ +

3

4. Alternativa c. III ) NOX do oxigênio: ​−1​. 5. Alternativa a. 7. Alternativa b. ​​c​​C​12​​​H​22​​​O​11​​​​ ​= ​6,25 ·​ ​​10​​ −2​mol ​· ​​L​​ −1​​

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Referências bibliográficas comentadas Livros ATKINS, Peter W.; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. Esse livro apresenta os fundamentos da Química de forma clara e precisa, mostrando-a como um tema dinâmico e atual. Conta com diversas ferramentas pedagógicas e sua leitura contribui para a compreensão do componente curricular de Química de forma contextualizada ao relacionar as ideias químicas fundamentais às suas aplicações.

ATKINS, Peter W.; PAULA, Júlio de. Físico-química. Tradução: Edilson Clemente da Silva et al. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008. 2 v. Coleção consagrada da área de Físico-química que aborda detalhadamente assuntos como termodinâmica, estrutura atômica e cinética química. Oferece explicações didáticas, exemplos, ilustrações e atividades integradas.

BACICH, Lilian; TANZI NETO, Adolfo; TREVISANI, Fernando de Mello (org.). Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. O livro apresenta possibilidades de integração entre as tecnologias digitais e o currículo escolar, auxiliando para que haja mais engajamento dos estudantes no aprendizado por meio de intervenções efetivas.

BAIRD, Colin; CANN, Michael. Química ambiental. Tradução: Marco Tadeu Grassi et al. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2011. O livro aborda a Química voltada para a questão ambiental do ar, do solo e da água. Também aborda aspectos da Química Verde, ramo que visa reduzir a poluição ambiental.

BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. Tradução: Eloiza Lopes, Tiago Jonas e Sonia Midori Yamamoto. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. Livro que trabalha a Química geral, aproximando-a da realidade do dia a dia. Apresenta os conteúdos fundamentais com uma abordagem clara e objetiva.

CARVALHO, Anna Maria Pessoa de et al. (org.). Ensino de ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Cengage Learning, 2004. Mostrando as relações entre Ciência, tecnologia e sociedade, esse livro traz sugestões de práticas e abordagens para o ensino que colaboram para a construção dos conhecimentos científicos junto a um currículo e programa atualizados.

CHANG, Raymond; GOLDSBY, Kenneth A. Química. 11. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

Livro de Química geral, com diversos exemplos e resolução de exercícios que instigam o leitor a resolver problemas do mundo real baseados em hipóteses adequadas.

FILATRO, Andrea; CAVALCANTI, Carolina Costa. Metodologias inov-ativas na educação presencial, a distância e corporativa. 2. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2023.

Esse livro esclarece os principais aspectos das inovações em educação por meio de metodologias ativas de ensinoaprendizagem, apresentando casos práticos e estratégias.

GAUTO, Marcelo Antunes; ROSA, Gilber Ricardo. Processos e operações unitárias da indústria química. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2011. Livro que aborda os principais processos e operações unitárias que ocorrem nas indústrias químicas por meio de esquemas, figuras e fluxogramas explicativos, incluindo tópicos sobre separação de misturas.

HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de física: óptica e física moderna. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. v. 4. Livro que apresenta conceitos e fundamentos de Física moderna por meio de teoria e exercícios ligados a aplicações práticas do mundo real.

HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of chemistry and physics. 97. ed. Londres: CRC Press, 2017. Sendo uma referência científica utilizada pelas comunidades científica e técnica, esse livro contém uma reunião de propriedades e informações acerca de aspectos físicos e químicos de diversas substâncias e compostos.

HEWITT, Paul G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.

Esse livro proporciona o ensino do tema com textos atraentes e bem-humorados e muitas ilustrações, visando construir um sólido conhecimento em relação a diversos assuntos da Física, como radioatividade e comportamento de partículas e ondas.

KOTZ, John C. et al. Química geral e reações químicas. Tradução: Noveritis do Brasil. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015. 2 v.

Mostra a relação entre as observações químicas e físicas em laboratório e na natureza, denotando a dinamicidade da Química.

NELSON, David L.; COX, Michael M. Princípios de bioquímica de Lehninger. Tradução: Ana Beatriz Gorini da Veiga et al. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. Obra que apresenta uma visão clara e abrangente da Bioquímica, oferecendo explicações de como conceitos dessa área estão presentes na indústria, na medicina, na agricultura e em outros setores.

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SKOOG, Douglas A. et al. Fundamentos de química analítica. Tradução: Robson Mendes Matos. 3. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2023. É um livro introdutório que aborda tópicos como equilíbrio químico, métodos de análise, métodos eletroquímicos, cinética e aspectos práticos da Química analítica. Além disso, apresenta a construção de planilhas, exemplos e exercícios.

SOLOMONS, T. W. Graham; FRYHLE, Craig B. Química orgânica. Tradução: Edilson Clemente da Silva et al. 12. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018. 2 v.

Coleção que aborda aspectos gerais e específicos das principais funções orgânicas presentes na Química, como nomenclatura, estruturas, aplicações e reações.

WELLER, Mark et al. Química inorgânica. Tradução: Cristina Maria Pereira dos Santos e Roberto de Barros Faria. Porto Alegre: Bookman, 2017.

Esse livro apresenta situações do cotidiano relacionadas a conceitos e aplicações da área de Química inorgânica. Também trata de nomenclaturas e traduções de compostos inorgânicos seguindo as recomendações da IUPAC.

Sites BRASIL. Ministério da Justiça. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 23 out. 2024. O Estatuto da Criança e do Adolescente está disponível nesse site.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov. br/. Acesso em: 23 out. 2024. O site apresenta a Base Nacional Comum Curricular

seguida pelo livro, definindo o conjunto de aprendizagens essenciais que os estudantes devem desenvolver durante a Educação Básica.

INMETRO. Sistema Internacional de Unidades – SI. Disponível em: https://www.gov.br/inmetro/pt-br/ centrais-de-conteudo/publicacoes/documentos -tecnicos-em-metrologia/si_versao_final.pdf/view. Acesso em: 29 out. 2024. Tradução luso-brasileira das recomendações do Sistema Internacional de Unidades da 9ª edição, que define nomes, símbolos e unidades de medidas.

IUPAC. Disponível em: https://iupac.org/. Acesso em: 23 out. 2024. Site da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), onde é possível ter acesso a diversos materiais de referência química, como nomenclaturas, livros, artigos e tabela periódica.

NASA. Disponível em: https://www.nasa.gov/. Acesso em: 23 out. 2024. Site com diversas informações sobre espaço, planetas e tecnologias.

QUÍMICA Nova na Escola. Disponível em: http://qnesc. sbq.org.br/edicao.php. Acesso em: 23 out. 2024. Site da revista da Sociedade Brasileira de Química, que publica artigos de formação e atualização da comunidade de ensino de Química no Brasil.

EDUCATION: Inspiring your Teaching and Learning. Disponível em: https://edu.rsc.org/. Acesso em: 22 out. 2024. Site elaborado pela Royal Society of Chemistry, contém artigos e materiais de suporte, além de inspiração para profissionais do ensino de Química.

Siglas Enem: Exame Nacional do Ensino Médio Famerp: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto Fuvest: Fundação Universitária para o Vestibular FMJ: Faculdade de Medicina de Jundiaí FMRP: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto ITA: Instituto Tecnológico de Aeronáutica UAM: Universidade Anhembi-Morumbi Udesc: Universidade do Estado de Santa Catarina UEA: Universidade do Estado do Amazonas UECE: Universidade Estadual do Ceará UEL: Universidade Estadual de Londrina

UEM: Universidade Estadual de Maringá UEPG: Universidade Estadual de Ponta Grossa UERJ: Universidade do Estado do Rio de Janeiro UFAM: Universidade Federal do Amazonas UFPR: Universidade Federal do Paraná UFRGS: Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFSC: Universidade Federal de Santa Catarina Unesp: Universidade Estadual Paulista Unicamp: Universidade Estadual de Campinas Unifesp: Universidade Federal de São Paulo Unip: Universidade Paulista

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ORIENTAÇÕES PARA O PROFESSOR Atualmente, os estudantes têm acesso a informações proveniente de diferentes fontes. Nesse contexto, o professor se torna essencial como orientador, incentivando-os a utilizar essas informações na construção do conhecimento científico e a relacioná-lo com situações do dia a dia. Estas Orientações para o professor foram desenvolvidas para apoiar essa tarefa, destacando como as habilidades e competências da BNCC estão sendo desenvolvidas, além de oferecer dicas, ferramentas de avaliação, leituras e atividades complementares, contribuindo de maneira eficaz para o processo de ensino-aprendizagem.

SUMÁRIO Conhecendo a Coleção ........................................ II Livro do Estudante..................................................... II Orientações para o professor.......................... III Fundamentos teórico-metodológicos...... IV O ensino de Ciências da Natureza e suas Tecnologias.................................................... IV Interdisciplinaridade............................................ VI O Ensino Médio......................................................... VII O papel do professor............................................. VII O estudante..................................................................... IX Orientações pedagógicas................................... X Interações sociais e saúde mental................. X Estratégias de ensino-aprendizagem.......... XI Leitura e escrita...................................................... XIII Pensamento computacional................................ XV Recursos didáticos.................................................XVI Avaliação................................................................... XVIII A Base Nacional Comum Curricular......... XXI Mapa de conteúdos e recursos do volume.................................................................. XXII Sugestões de cronograma........................... XXVI Transcrições.........................................................XXVII Orientações, sugestões e respostas..... XXX Unidade 1 A Química e a matéria do Universo.............................................................. XXX Capítulo 1: A ciência moderna.................................. XXX Capítulo 2: Conceitos iniciais de Química......... XXXIII Capítulo 3: A matéria.............................................. XXXIV Capítulo 4: Organização dos elementos químicos......XXXVI Capítulo 5: Substâncias e misturas...................XXXVIII

Unidade 2 A Química e a vida na Terra..................................................................XLIII Capítulo 6: A união dos átomos.............................. XLIII Capítulo 7: As interações entre as moléculas....... XLVI Capítulo 8: Funções orgânicas I............................. XLVII Capítulo 9: Funções orgânicas II.................................... L

Unidade 3 Matéria, energia e as transformações na Terra.............................. LIII Capítulo 10: Transformações da matéria................ LIII Capítulo 11: Soluções e propriedades coligativas..... LVI Capítulo 12: Quantidade e proporção de matéria...... LVIII Capítulo 13: Termoquímica........................................... LX Unidade 4 Energia e transformações na sociedade.......................................................... LXIV Capítulo 14: Eletroquímica....................................... LXIV Capítulo 15: Eletrólise................................................ LXVI Capítulo 16: Radioatividade................................... LXVII Capítulo 17: Usos da radioatividade...................... LXIX

Unidade 5 A dinâmica das

transformações e o ser humano........... LXXII Capítulo 18: Equilíbrio químico............................. LXXII Capítulo 19: Equilíbrio iônico e pH........................ LXXV Capítulo 20: Hidrólise salina e produto de solubilidade......................................................... LXXIX

Unidade 6 As substâncias e o meio ambiente.................................................... LXXXI Capítulo 21: Ácidos, bases, sais e óxidos........... LXXXII Capítulo 22: Cinética química............................. LXXXIV Capítulo 23: Polímeros....................................... LXXXVII

Resoluções seção Mais questões............... XC Para complementar o conteúdo................ XCII Referências bibliográficas comentadas............................................................. XCIV

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Conhecendo a Coleção Esta coleção, destinada aos estudantes do Ensino Médio, é composta de três volumes da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Biologia, Física e Química. Este volume destina-se a abordar os conteúdos do componente curricular de Química, incentivando os estudantes a reconhecer as inter-relações com o cotidiano, a fim de desenvolver habilidades, competências específicas e competências gerais propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Médio. Ele é dividido em seis unidades, que, por sua vez, são estruturadas em capítulos, proporcionando uma organização prática dos conteúdos, o que facilita o planejamento do professor ao longo do ano letivo. Veja a seguir como estão organizados o Livro do Estudante e as Orientações para o professor.

Livro do Estudante Páginas de abertura de unidade Cada unidade se inicia com duas páginas de abertura, que apresentam imagens e textos relacionados aos conteúdos abordados. Esses recursos contextualizam e aproximam os conteúdos do cotidiano dos estudantes e os incentivam a expressar, por meio de questões reflexivas, os conhecimentos prévios acerca dos conteúdos que serão trabalhados.

Conteúdos Os temas estudados em alguns capítulos se iniciam, especialmente, com contextualizações que buscam despertar uma postura ativa dos estudantes durante o processo de aprendizagem, bem como promover uma aproximação dos conteúdos com o cotidiano. Os recursos apresentados e as atividades sugeridas no decorrer dos capítulos também favorecem que os estudantes troquem ideias e relacionem os conhecimentos científicos com experiências do cotidiano.

Boxe complementar

Atividades Seção em que são propostas atividades com o objetivo de aprofundar os conteúdos abordados, recorrendo aos conhecimentos construídos durante o estudo dos capítulos para analisar, investigar, argumentar, formular e resolver problemas, individualmente ou em grupo.

Vocabulário Boxe que apresenta o significado de termos destacados nos textos durante os capítulos, com o objetivo de auxiliar os estudantes na compreensão dos conteúdos.

Medida Boxe que apresenta as medidas dos seres vivos e as dimensões e distâncias aproximadas de astros do Universo citados durante os conteúdos.

Cuidado Boxe que visa despertar a atenção dos estudantes para certos cuidados que devem ser tomados, principalmente na realização de atividades práticas.

Atividades resolvidas Esse boxe apresenta dicas e resoluções a fim de auxiliar os estudantes a estabelecer relações entre os conceitos abordados e as situações representadas em algumas atividades.

Prática científica Nessa seção, são sugeridas atividades práticas que permitem aos estudantes investigar fenômenos e propriedades, incentivando-os a levantar hipóteses, desenvolver procedimentos, manipular materiais, observar e analisar resultados e trocar ideias com os colegas, tornando-se agentes ativos no processo de aprendizagem.

Conexões com...

Boxe com a proposta de enriquecer alguns assuntos dos capítulos e despertar a curiosidade dos estudantes por meio de informações complementares. Além disso, são sugeridas questões por meio das quais eles são convidados a refletir e a interagir com os colegas sobre o assunto estudado.

Seção que reforça as conexões entre os conteúdos abordados nos capítulos e outros componentes curriculares da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e de outras áreas de conhecimento.

Compartilhe ideias

Ligado no tema

Esse boxe proporciona momentos de troca de ideias entre os estudantes sobre temas relevantes, apresentando atividades que incentivam a argumentação por meio da realização de debates, da troca de experiências pessoais e do compartilhamento de opiniões, em duplas ou em grupos.

Seção que desenvolve trabalhos com os temas contemporâneos transversais propostos pela BNCC. Nela, são exploradas temáticas atuais que relacionam o conhecimento científico com a sociedade. Ao final da seção, são apresentadas questões acerca do tema, permitindo que os estudantes reflitam e debatam aspectos que envolvem valores, direitos e cidadania.

Dica Boxe que apresenta informações importantes que auxiliam na compreensão de assuntos abordados nos capítulos ou que ajudam na realização de atividades.

Retome o que estudou Seção que possibilita aos estudantes avaliar seu aprendizado e retomar conceitos trabalhados, incentivando-os a siste-

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matizar aqueles que são essenciais, além de auxiliar o professor a identificar as principais dúvidas e dificuldades da turma.

Mais questões Essa seção apresenta questões dos principais exames de larga escala do Brasil, com temas relacionados aos conteúdos abordados nas unidades. Além de retomar os conceitos abordados, a seção busca familiarizar os estudantes com as estruturas de atividades comumente praticadas nesses exames.

Conheça mais

as propostas previstas pela BNCC, entre elas as competências gerais e específicas, as habilidades e os temas contemporâneos transversais.

Respostas da abertura Boxe em que são apresentadas as respostas das questões das páginas de abertura da unidade, além de orientações para a condução dessas questões.

Objetivos do capítulo

Seção com indicações de referências complementares, como filmes, livros e sites, relacionados a temas desenvolvidos nas unidades. Essas indicações visam ampliar o aprendizado dos estudantes sobre os conteúdos.

Boxe em que são listados os objetivos de aprendizado que se espera que os estudantes alcancem no trabalho com o capítulo. Esses objetivos auxiliam o professor a realizar as avaliações de aprendizagem ao longo do capítulo e a adequar seus planejamentos.

Respostas

Acompanhando a aprendizagem

Seção que apresenta as respostas de atividades que envolvem cálculos.

Seção em que são sugeridas estratégias e atividades para o professor acompanhar a aprendizagem dos estudantes. Com base nas avaliações, é possível identificar as principais dificuldades da turma e criar condições para fazer ajustes em seu planejamento.

Lista de siglas Apresentação do significado das siglas citadas no volume.

Referências bibliográficas comentadas Seção que apresenta as principais obras consultadas na elaboração do volume, com breve comentário a respeito de cada uma delas.

Orientações para o professor Esse material está organizado em duas partes. A primeira contém pressupostos teóricos e metodológicos que fundamentam a coleção, descrição e orientações sobre as seções e a estrutura de conteúdos, bem como suas relações com a BNCC, além de quadros de distribuição dos conteúdos. Já a segunda parte apresenta as orientações específicas para o professor trabalhar os conteúdos, as seções e as atividades de cada capítulo do volume. Conheça a seguir como estão organizadas as informações das Orientações para o professor.

Objetivos da unidade Localizado no início de cada unidade, esse boxe apresenta os objetivos de aprendizado que se espera que os estudantes alcancem durante o trabalho com os conteúdos da unidade.

Boxe complementar Seção que oferece orientações para o professor desenvolver o trabalho do boxe complementar do Livro do Estudante. Além disso, são apresentadas as respostas das questões propostas no boxe.

Atividade extra Seção com sugestões de atividades para complementar em sala de aula o estudo de conteúdos trabalhados na unidade.

Compartilhe ideias Seção que apresenta ao professor orientações e subsídios para auxiliar na condução das atividades propostas nessa seção do Livro do Estudante, visando desenvolver a inferência e a argumentação.

Conexões com... Nessa seção, são apresentados os objetivos que os estudantes devem alcançar com o trabalho da seção no Livro do Estudante, além de orientações para a construção e a realização das aulas propostas em conjunto com outros componentes curriculares.

Prática científica

Boxe que apresenta os principais conteúdos, as habilidades, as competências e os temas contemporâneos transversais propostos na BNCC que serão trabalhados em cada unidade.

Contém sugestões para orientar os estudantes na realização das atividades práticas de investigação e instruções de como observar e interpretar os resultados das atividades. Além disso, a seção apresenta os objetivos a serem atingidos ao final das atividades práticas, assim como possíveis cuidados necessários para evitar acidentes ou obter o melhor aproveitamento da atividade.

BNCC em contexto

Integrando o conhecimento

Boxe em que são destacadas e comentadas as relações dos conteúdos desenvolvidos no Livro do Estudante com

Seção que sugere possibilidades de relações de conteúdos com outros componentes curriculares de Ciências da

Justificativas

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Natureza e suas Tecnologias e outras áreas do conhecimento, oferecendo sugestões e orientações para o trabalho em conjunto com professores desses componentes.

Ligado no tema Auxilia com orientações e comentários para o desenvolvimento do trabalho com os temas contemporâneos transversais propostos na seção no Livro do Estudante. Além disso, há instruções que auxiliam na condução das atividades de reflexão e nos debates.

Respostas Disponibiliza respostas, resoluções e orientações de determinadas atividades realizadas ao longo dos capítulos, assim como comentários de atividades de provas oficiais.

Retome o que estudou Boxe que fornece as respostas das questões presentes na seção do Livro do Estudante e orientações de como essas questões podem ser utilizadas como ferramenta avaliativa e de sistematização dos conceitos.

Fundamentos teórico-metodológicos O ensino de Ciências da Natureza e suas Tecnologias

aos estudantes ampliar sua compreensão sobre a vida, o nosso planeta e o universo, bem como sua capacidade de refletir, argumentar, propor soluções e enfrentar desafios pessoais e coletivos, locais e globais.

Os componentes curriculares da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias ajudam a compreender os fenômenos naturais que nos cercam. Dessa maneira, o ensino de Biologia, de Física e de Química deve se pautar na realidade próxima dos estudantes. Eles trazem consigo conhecimentos que construíram em sua vivência e geralmente se baseiam neles para tentar compreender e explicar os fenômenos naturais. No entanto, muitas vezes, precisam ir em busca de outros conhecimentos para compreender e resolver os problemas do cotidiano. O ensino de Ciências da Natureza e suas Tecnologias deve contribuir para que os estudantes obtenham esses conhecimentos e estabeleçam as relações necessárias para conhecer o mundo que os cerca, resolver os problemas e argumentar e intervir na realidade de maneira consciente. Diante disso, o ensino de Ciências da Natureza e suas Tecnologias deve se pautar nas necessidades dos estudantes e em sua formação cidadã. Assim, é preciso oportunizar momentos para que eles possam ter uma postura ativa e crítica durante o processo de estudo, aprofundamento e apropriação do conhecimento. Para isso, deve-se romper com a ideia de um professor detentor do conhecimento e passar a agir como mediador da aprendizagem, oportunizando questionamentos, argumentação de ideias e opiniões e incentivando a análise de situações. Esta coleção procura desenvolver as competências e habilidades por meio de diferentes modelos didático-pedagógicos. De acordo com a BNCC (2018),

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 471-472. Disponível em: https:// www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_ EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 30 set. 2024.

[...] No Ensino Médio, a área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias oportuniza o aprofundamento e a ampliação dos conhecimentos explorados na etapa anterior. Trata a investigação como forma de engajamento dos estudantes na aprendizagem de processos, práticas e procedimentos científicos e tecnológicos, e promove o domínio de linguagens específicas, o que permite aos estudantes analisar fenômenos e processos, utilizando modelos e fazendo previsões. Dessa maneira, possibilita

[...]

A área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias do Ensino Médio busca a integração entre os seus componentes curriculares, Biologia, Química e Física, e entre eles e os componentes das outras áreas de conhecimento, que são Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências Humanas e Sociais aplicadas. Para possibilitar esse trabalho, a coleção é composta de três volumes organizados por componente curricular: Biologia (volume único), Química (volume único) e Física (volume único). No processo de ensino-aprendizagem de cada volume, os estudantes são motivados a mobilizar conhecimentos não só de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, mas também das outras áreas de conhecimento. Quando ocorrem grandes eventos naturais, descobertas científicas, estudos promissores, grandes epidemias e catástrofes ambientais, a sociedade tende a cobrar respostas imediatas. Cabe aos professores de Ciências da Natureza e suas Tecnologias manterem-se atualizados, procurando constantemente estratégias didáticas adequadas capazes de responder às indagações dos estudantes e incentivá-los a construir o conhecimento concreto e crítico. A abordagem desta coleção visa enfatizar as relações entre os contextos socioculturais, a história da Ciência, a experimentação e os conceitos científicos. Na perspectiva sociocultural, a aprendizagem envolve a apropriação cultural, que depende de diferentes linguagens (internet, cultura digital, gráficos, tabelas e gêneros textuais diversos). É preciso lembrar que o jovem vive imerso em um mundo de signos, utilizados para construir significados. O tipo de ferramenta ou signo mediador regulará a forma como os conceitos são internalizados, o que se dá quando o sujeito constrói os próprios significados sobre o mundo, associando-os a ideias de seu contexto sociocultural. Nessa perspectiva, a aprendizagem se estabelece quando os estudantes são capazes de

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compreender as relações entre os sujeitos sociais e os conhecimentos científicos, abandonando uma visão concreta do mundo e passando a percebê-lo de forma abstrata, generalizando os conceitos estudados e aplicando-os na análise de diversas situações. É importante lembrar que eles ainda podem ter concepções alternativas e que cabe ao professor identificá-las e trabalhá-las individualmente. A história da Ciência possibilita aos estudantes conhecer os caminhos dela, a maneira como se desenvolveu e de que forma os estudiosos elaboram suas teorias, das primeiras até as atuais. Ela auxilia os estudantes a perceber que a Ciência se desenvolve com base em problemas e questionamentos da sociedade em cada época e em meio a dificuldades, dúvidas e equívocos. Além disso, na perspectiva da etnociência, é muito importante que o ensino de Ciências da Natureza e suas Tecnologias incentive os estudantes a valorizar e a reinterpretar os conhecimentos tradicionais, propiciando uma compreensão mais integrada entre a cultura e os conhecimentos científicos. Essas visões podem contribuir para a formação de um indivíduo com potencial de análise reflexiva e analítica, percebendo que a Ciência é uma construção humana, dinâmica e mutável e que o conhecimento científico está sujeito a reformulações. Um ponto fundamental na área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias é a experimentação, a qual permite aos estudantes vivenciar situações práticas, colocando-se no papel central da construção do conhecimento, além de tornar as aulas mais dinâmicas e participativas. Nesta coleção, procuramos sugerir atividades práticas simples e acessíveis, que visam desenvolver conteúdos procedimentais e atitudinais. Os experimentos ou as demonstrações podem ser realizados no início das aulas ou no decorrer delas. Essas atividades permitem aos estudantes reconhecer a importância de desenvolver as etapas do método científico: observação, levantamento de hipóteses, elaboração de um plano de trabalho, montagem e coleta e análise de dados. Para que o ensino de Ciências da Natureza e suas Tecnologias seja efetivo, também é importante considerar a realidade próxima dos estudantes, incluindo suas vivências e experiências. Junto às situações-problema, a valorização dos conhecimentos e das experiências prévias dos estudantes pode incentivá-los a se tornar protagonistas no processo de ensino-aprendizagem, levando-os a buscar o conhecimento científico para explicar ou resolver problemas do cotidiano. Durante o processo de ensino-aprendizagem, o professor deve auxiliar os estudantes a construir argumentações e a se posicionar diante de situações do cotidiano, desenvolvendo o raciocínio e uma postura crítica. Essas capacidades proporcionam a formação integral dos estudantes como cidadãos atuantes e participantes das questões sociais relevantes. Nesta coleção, utilizamos diferentes perspectivas teórico-metodológicas, pois entendemos que os professores precisam conhecer uma pluralidade de perspectivas teórico-práticas. Esse trabalho permite que sejam oferecidas aos estudantes abordagens variadas, dependendo do assunto e do campo do saber observados. Além disso, são oferecidas orientações de como desenvolver o pensamento acerca de Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA). [...] A grande finalidade da educação em Ciências nu-

ma perspectiva CTSA (Ciência-Tecnologia-Sociedade-Ambiente) é dar da Ciência uma visão integrada, relacionando-a com a Tecnologia e evidenciando os impactos que estas têm na Sociedade e no Ambiente, bem como a influência que a Sociedade/Ambiente tem no desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia. [....] FERNANDES, I. M. B.; PIRES, D. M.; DELGADO-IGLESIAS, J. Perspetiva Ciência, Tecnologia, Sociedade, Ambiente (CTSA) nos manuais escolares portugueses de Ciências Naturais do 6º ano de escolaridade. Ciência e Educação, v. 24, n. 4, out./dez. 2018. p. 876. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ciedu/v24n4/1516-7313ciedu-24-04-0875.pdf. Acesso em: 30 jul. 2024.

Assim, esta coleção apresenta alguns pilares.

Ferramentas • Momentos de integração de conhecimentos (Biologia, Química e Física). • Análise de situações. • Experimentação. • História da Ciência. • Cultura digital. • Divulgação científica. • Ciência, tecnologia, sociedade e ambiente.

Recursos • Imagens diversas (esquemas, ilustrações e fotografias). • Gêneros textuais diversos (textos de fontes diversas, reportagens, tirinhas, cartuns). • Tabelas, gráficos e mapas. • Materiais diversos e acessíveis. • Recursos audiovisuais.

Metas • Desenvolvimento de habilidades e competências. • Leitura e interpretação de textos e dados. • Cidadania. • Protagonismo no processo de ensino-aprendizagem. • Desenvolvimento da alfabetização científica. • Apropriação do método científico (observação, análise, levantamento e teste de hipóteses). • Argumentação e comunicação científica. • Desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático e do pensamento computacional. • Desenvolvimento do raciocínio linguístico.

Problematização A problematização é uma forma de iniciar uma aula, por exemplo, atraindo a atenção dos estudantes. Ao lançar uma situação-problema contextualizada, ela pode instigar e despertar o interesse deles pelo tema a ser abordado. Porém, não se trata apenas de apresentar uma sentença e pedir-lhes que a resolvam; é necessário que a situação-problema seja relevante para o estudante e que o professor acompanhe a resolução. Dessa forma, o professor precisa verificar se a situação levantada é interessante para os estudantes e se efetivamente cria um elo adequado entre Ciência, tecnologia, sociedade, saúde e ambiente. Trata-se de uma proposição qualitativa,

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em que é preciso raciocinar sem o objetivo de aplicar fórmulas ou modelos prontos. A ideia é levar os estudantes a argumentar à medida que refletem sobre as estratégias necessárias para a resolução do problema, na busca de realizar uma ação investigativa. De maneira geral, essas situações contribuem para que os estudantes reflitam, levantem hipóteses, busquem explicações e confrontem seus modelos com as informações coletadas, a fim de realizar a sistematização do conhecimento, retomar todas as questões e chegar às conclusões. Para que eles sejam incentivados a participar das situações propostas e resolvê-las, o professor deve ser um mediador, orientando-os a encontrar soluções para os problemas e não atuando apenas como um transmissor de tarefas. Ele deve ainda considerar os conhecimentos prévios dos estudantes e suas respostas para o problema proposto. Nesta coleção, a problematização ocorre principalmente no desenvolvimento de alguns conteúdos, nas seções Prática científica, Atividades e Ligado no tema.

Interdisciplinaridade A interdisciplinaridade incentiva a formulação de um saber crítico-reflexivo com base no diálogo entre os conteúdos de diferentes componentes curriculares, possibilitando que os estudantes e professores reconheçam as relações entre os conhecimentos, deixando de concebê-los de maneira segmentada. Essa perspectiva proporciona aos estudantes uma compreensão mais abrangente da realidade, dando-lhes oportunidades de vivenciar uma aprendizagem mais efetiva e articulada, levando em conta os objetivos gerais e específicos de cada componente envolvido. O conceito orientador de uma prática pedagógica desenvolvida em parceria, fruto de uma pedagogia integradora, é o de interdisciplinaridade, que se trata da: [...] Interação existente entre duas ou mais disciplinas. Essa interação pode ir da simples comunicação de ideias à integração mútua dos conceitos diretores da epistemologia, da terminologia, da metodologia, dos procedimentos, dos dados e da organização referentes ao ensino e à pesquisa. Um grupo interdisciplinar compõe-se de pessoas que receberam sua formação em diferentes domínios do conhecimento (disciplinas) com seus métodos, conceitos, dados e termos próprios. [...] FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia. 6. ed. São Paulo: Loyola, 2011. p. 54.

Um trabalho interdisciplinar preocupa-se em relacionar os conceitos de modo articulado, promovendo o pensamento crítico, o pensamento científico, o pluralismo de ideias e a autonomia de pensamento, com o propósito de evitar a fragmentação do conhecimento e instigar o interesse dos estudantes na participação direta do processo de aprendizagem. Esse trabalho deve estar ligado às culturas juvenis, considerando a vida dos estudantes e suas motivações em contextos reais e/ou próximos à realidade, de modo que os envolva e torne o processo, além de útil, prazeroso, dando voz, vez e atitude ativa a eles. Deve instigar o trabalho coletivo, de interação e colaboração, tanto entre os estudantes quanto entre eles e os professores, favorecendo o desenvolvimento da capacidade de argumentar e organizar informações.

Professores e estudantes, por meio de práticas pedagógicas e vivências interdisciplinares, devem associar um conhecimento geral a conteúdos das diversas áreas do conhecimento e, ao final, promover uma síntese, ampliando a compreensão dele em relação ao do início do processo. É fundamental que os professores sejam os primeiros a trilhar esse percurso e garantam que as habilidades seguintes estejam envolvidas nessa abordagem. Para colaborar para a mudança de visão conteudista e fragmentada do conhecimento para uma postura interdisciplinar, esta obra sugere, em diversos momentos, conexões entre os componentes curriculares e seus respectivos objetos de conhecimento com base em temas, conteúdos, recursos e seções que promovem tais abordagens. A seção Conexões com... apresenta uma proposta de interdisciplinaridade entre os componentes curriculares de Biologia, Química e Física e os componentes curriculares das demais áreas de conhecimento: Linguagens e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Arte e Educação Física), Matemática e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia). A seção é apoiada pelas Orientações para o professor, com sugestões de desenvolvimento específicas para tirar o melhor proveito dos trabalhos propostos. Além disso, a seção Ligado no tema, por meio do trabalho com os temas contemporâneos transversais (TCTs) e outros textos e atividades ao longo do volume, possibilita explorar algum aspecto interdisciplinar, trazendo subsídios para o professor aproveitar a oportunidade de relacioná-los a outros componentes curriculares. Para as atividades que permitem a integração com outros componentes curriculares, é preciso alinhar com o professor do outro componente os objetivos de aprendizagem pertinentes àquele trabalho e as formas como podem ser desenvolvidos em conjunto. Durante esse alinhamento, é importante evidenciar as relações que se espera que os estudantes estabeleçam durante a atividade, além de detalhar as etapas necessárias para o desenvolvimento de cada objetivo, estabelecer os prazos para a conclusão de cada etapa e estipular os critérios de avaliação. Quando não for possível realizar o trabalho prático com a colaboração de outro professor, é importante identificar os principais conceitos e relações que se pode estabelecer entre os componentes envolvidos e buscar orientações sobre como desenvolver a proposta interdisciplinar com os estudantes. Também é importante orientar e acompanhar os estudantes para que realizem pesquisas direcionadas a fim de adquirir os conhecimentos necessários para o desenvolvimento da proposta interdisciplinar. Essas orientações devem estar relacionadas: • à escolha de fontes de pesquisa confiáveis e adequadas à proposta; • ao modo de realizar os registros, distinguindo o que é relevante para o estudo do que não é; • à maneira como as informações obtidas podem ser organizadas; • à forma como os resultados das pesquisas devem ser entregues (impressos, por meio de cartazes, postagens na internet etc.). O trabalho interdisciplinar revela como o processo de aprendizagem é contínuo e permanente. O trabalho de associação entre componentes curriculares não propicia apenas uma formação integral e significativa, mas também fornece a oportunidade para o estudante desenvolver sua autonomia no processo.

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O Ensino Médio O papel do professor Entre todos os aspectos já citados a respeito do docente, frisamos que o professor da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias deve ser capaz de perceber as relações professor-estudante e estudante-estudante, de modo a orientar suas aulas de acordo com essas observações. Uma das formas de promover a interação em sala de aula é substituir algumas aulas expositivas por estratégias que incentivem a participação dos estudantes e a troca de ideias entre eles, o que pode ser feito por meio da oralidade, da escrita, de imagens ou de gestos. Utilizar diferentes formas de abordagem pode auxiliar o docente a atingir o objetivo de levar os estudantes a desenvolver a capacidade de acessar as informações científicas, interpretá-las e formar as próprias opiniões. À medida que são orientados nesse sentido, ficará cada vez mais evidente para eles como ocorre a união da teoria com a prática. [...] Dessa forma, a figura do professor aparece como mediadora, seja para formular questões que conduzam a discussão aos pontos considerados importantes, ou ainda para encaminhar a discussão para aspectos do cotidiano dos alunos, procurando assim falar com estudantes e não aos estudantes. Muda-se, portanto, o referencial, tirando o conhecimento como algo que vem do professor, que é assim detentor absoluto desse conhecimento (geralmente uma Ciência absoluta, inquestionável), e coloca-se o conhecimento como algo que pode ser construído pelos estudantes. [...] NASCIMENTO, Viviane Briccia do. A natureza do conhecimento científico e o ensino de ciências. In: CARVALHO, Anna Maria Pessoa de (org.). Ensino de ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2004. p. 53-54.

O trabalho do professor em sala de aula é amplo porque, além de buscar metodologias que adaptem os conteúdos ao aprendizado dos estudantes, contribui para a formação de cidadãos críticos. Portanto, o profissional se depara com a necessidade de ir além do ensino de conteúdos para encaminhar os jovens a desenvolver habilidades, atitudes, valores e competências. Logo, é fundamental que se mantenha em constante formação. [...] Entendendo que a democratização do ensino passa pelos professores, por sua formação, por sua valorização profissional e por suas condições de trabalho, pesquisadores têm defendido a importância do investimento no seu desenvolvimento profissional. Esse processo de valorização envolve formação inicial e continuada, articulada, identitária e profissional. Essa formação identitária é epistemológica, ou seja, reconhece a docência como um campo de conhecimentos específicos configurados em quatro grandes conjuntos, a saber: 1) conteúdos das diversas áreas do saber e do ensino, ou seja, das ciências humanas e naturais, da cultura e das artes; 2) conteúdos didático-pedagógicos mais amplos do campo teórico da prática educacional; 3) conteúdos ligados a saberes pedagógicos mais amplos do campo teórico da

prática educacional; 4) conteúdos ligados à explicitação do sentido da existência humana individual, com sensibilidade pessoal e social. E essa formação identitária é também profissional, ou seja, a docência constitui um campo específico de intervenção na prática social. MARANDINO, Martha; SELLES, Sandra Escovedo; FERREIRA, Marcia Serra. Ensino de biologia: histórias e práticas em diferentes espaços educativos. São Paulo: Cortez, 2009. p. 11.

Para autores como Alarcão (2018) e Pimenta (2018), a formação de professores deve priorizar o profissional reflexivo, além de ser contínua para reelaborar os saberes, confrontando-os com a prática vivenciada em sala de aula. O professor, ao atuar como um profissional reflexivo, deixará de reproduzir ideias e práticas para passar a integrar ciência, técnica, arte e sensibilidade. Para que ele atue sobre a própria prática, são necessários, de acordo com Alarcão (2018), conhecimentos científicos e pedagógicos; conhecimento do conteúdo curricular e pedagógico em geral do estudante, dos contextos, dos fins educativos e, por fim, de si mesmo.

Planejamento Outro elemento significativo para o trabalho do docente é o planejamento. Ao planejar as aulas, o professor tem a oportunidade de refletir sobre como trabalhar as habilidades dos estudantes e quais estratégias usar no ensino de diferentes conceitos, procedimentos e atitudes. Nessa fase do trabalho é possível que o docente organize suas atividades práticas, prevendo o tempo necessário ou disponível para cada uma delas. O planejamento de atividades deve seguir algumas etapas: a apresentação do tema; a delimitação dos problemas a serem investigados e o levantamento de hipóteses; a investigação do problema; a sistematização dos conceitos; e a avaliação. O professor também deve se planejar com base nos objetivos que pretende alcançar, levar em consideração as estratégias necessárias para essa finalidade e escolher os recursos necessários. Contudo, ele deve se preparar para possíveis desvios no roteiro inicial, já que uma aula não é igual a outra, tampouco previsível. Também é necessário conhecer a si mesmo e aos estudantes (desenvolvimento cognitivo, socioeconômico e cultural), bem como ter preestabelecida a metodologia adequada àquele momento. Nos casos propícios para articulação entre áreas diversas do conhecimento, é importante, mais uma vez, pensar no planejamento coletivo em parceria com professores de outros componentes curriculares. Faz-se necessário um encontro para que, com base em uma avaliação diagnóstica interdisciplinar, ambos os professores tracem os objetivos de aprendizagem pertinentes às áreas do conhecimento envolvidas, de modo que seja possível trabalhá-los em conjunto para potencializar a formação integral dos estudantes. As Orientações para o professor oferecem subsídios para apoiar a confecção de planejamentos diversos conforme a necessidade do professor, dos conteúdos e das turmas. No entanto, é preciso atenção, autonomia e flexibilidade para adaptar as sugestões aqui fornecidas às regências contidas no Projeto Político Pedagógico da unidade escolar e no currículo estadual. Outra atenção necessária ao planejar as aulas é quan-

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to aos casos de estudantes com deficiências ou transtornos, os quais requerem a dedicação do professor a um Planejamento Educacional Individual (PEI).

Organização do espaço Com base nas novas perspectivas educacionais, o estudante do Ensino Médio tem papel de protagonismo em seu desenvolvimento pessoal. Portanto, apenas o modelo tradicional de configuração de uma sala de aula, com carteiras enfileiradas, em que o professor atua como único detentor do conhecimento, não supre a necessidade de um espaço propício para a interação e as relações interpessoais na aprendizagem. Por isso, outras formas de organização do espaço da sala de aula, além de promover a construção do conhecimento de forma significativa e qualificada, podem ser aliadas para melhorar o convívio; incentivar a troca de experiências e a interação entre estudantes de diferentes perfis; favorecer o processo de inclusão; propiciar o desenvolvimento da empatia e da cooperação e proporcionar um ambiente mais dinâmico e agradável. Confira a seguir algumas possibilidades de dispor as carteiras na sala de aula para motivar os estudantes a se interessarem mais pelas práticas escolares. Cada uma delas pode ser aplicada conforme a intencionalidade pedagógica, podendo variar, por exemplo, na recepção deles durante as aulas convencionais e nos momentos de avaliação. Atente, contudo, à presença de estudantes com deficiências ou transtornos, a fim de que essas possibilidades não prejudiquem o desempenho deles ou não os excluam das atividades.

Em fileiras voltadas umas para as outras.

De frente uns para os outros.

Em U ou meia-lua.

[...] a princípio podemos demarcar seus campos de desenvolvimento: a educação formal é aquela desenvolvida nas escolas, com conteúdos previamente demarcados; a informal como aquela que os indivíduos aprendem durante seu processo de socialização – na família, bairro, clube, amigos etc., carregada de valores e culturas próprias, de pertencimento e sentimentos herdados; e a educação não formal é aquela que se aprende “no mundo da vida”, via processos de compartilhamento de experiências, principalmente em espaços e ações coletivos cotidianos. GOHN, Maria da Glória. Educação não-formal, participação da sociedade civil e estruturas colegiadas nas escolas. Ensaio: avaliação e políticas públicas em educação, Rio de Janeiro, v. 14, n. 50, p. 28, jan./mar. 2006.

As atividades direcionadas à educação não formal podem ser realizadas em espaços não escolares, como centros de Ciências, museus, jardins botânicos, herbários, zoológicos, planetários e indústrias. Alguns espaços onde se veiculam conhecimentos populares também oportunizam a aprendizagem, como lavanderias e tinturarias; locais de produção de laticínios ou bebidas; ambientes de fundição, funilaria e metalurgia; jardinagem e floricultura; feiras alimentares; shopping centers; pedreiras e pesqueiros. Os espaços não formais de ensino ainda têm o papel de divulgar e comunicar a ciência.

LANGHI, Rodolfo; NARDI, Roberto. Ensino da astronomia no Brasil: educação formal, informal, não formal e divulgação científica. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 31, n. 4, 2009. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbef/a/jPYT5PRkLsy5TJQfM8pDWKB/ ?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 out. 2024.

Em formato de plateia.

Em grupos.

O ensino de Ciências da Natureza e suas Tecnologias pode ocorrer em diversos espaços e contextos além da sala de aula. Alguns autores consideram três tipos de educação: formal, informal e não formal. De acordo com Gohn (2006),

[...] A educação não formal, por outro lado, com caráter sempre coletivo, envolve práticas educativas fora do ambiente escolar, sem a obrigatoriedade legislativa, nas quais o indivíduo experimenta a liberdade de escolher métodos e conteúdos de aprendizagem. Alguns exemplos de locais que oferecem a educação não formal são: museus, meios de comunicação, agências formativas para grupos sociais específicos, organizações profissionais, instituições não convencionais de educação que organizam eventos tais como cursos livres, feiras e encontros. [...] os museus de astronomia, planetários, observatórios astronômicos e clubes de astrônomos amadores que oferecem tais atividades podem ser incluídos na categoria de estabelecimentos de educação não formal em astronomia. [...]

Ilustrações: Keithy Mostachi/ Arquivo da editora

Em círculo.

Espaços não formais de ensino-aprendizagem

Portanto, torna-se indispensável proporcionar vivências como essas aos estudantes, contemplando, no planejamento das aulas visitas a esses espaços não formais de ensino-aprendizagem. Essas sugestões visam fortalecer o ensino para que ele cumpra seu papel democrático, inclusivo e transformador e desperte nos jovens a capacidade e a necessidade de mudar o mundo.

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O estudante É inegável que as constantes transformações na sociedade resvalam em âmbitos diversos da vida social, incluindo a escola. Nesse processo, os estudantes se deparam com instituições de educação que nem sempre conseguem acompanhar as mudanças estabelecidas fora dos muros escolares, uma vez que se debatem entre práticas há muito enraizadas. Surge, com isso, a necessidade de adaptação frente a novas demandas, ou seja, de contribuição para a formação de jovens que já agem e participam da sociedade em que vivem como sujeitos ativos, preparando-os não somente para o mercado de trabalho, mas também para os desafios que lhes são proporcionados, tornando-os cada vez mais independentes e desenvolvendo neles atitudes e valores como a inovação, a criatividade, a organização e o planejamento, que lhes serão importantes como cidadãos. Um discurso bastante presente nas novas propostas político-pedagógicas é a democratização do ensino público e a melhoria de sua qualidade, baseados na equidade, justiça social e a valorização da diversidade dos estudantes. Essas transformações devem envolver uma série de ações por parte dos pais, professores e especialistas, muitas vezes, envolvendo também a reformulação de currículos. Um dos pilares que deve sustentar essa manobra “está no reconhecimento de que a reflexão sobre a multiplicidade exige a consideração da identidade não como essência, mas como um campo de ação social” (BRASIL, 2013, p. 18). Desse modo, há de se compreender o que é ser jovem atualmente, ou seja, cidadãos em transformação, em sua maioria, conectados e engajados tecnologicamente, cientes dos fatos e acontecimentos sociais e culturais que ocorrem no âmbito local e mundial, que buscam respostas perante as dúvidas e os anseios que sentem, curiosos e criativos, apreciadores da cultura local e global, entre outras características. [...] O mundo da cultura aparece como um espaço privilegiado de práticas, representações, símbolos e rituais, no qual os jovens buscam demarcar sua identidade juvenil. Longe dos olhares dos pais, educadores ou patrões, mas sempre tendo-os como referência, os jovens constituem culturas juvenis que lhes dão uma identidade como jovens. As culturas juvenis, como expressões simbólicas da condição juvenil, se manifestam na diversidade em que esta se constitui, ganhando visibilidade através dos mais diferentes estilos, que têm no corpo e no visual uma das suas marcas distintivas. [...] REIS, Juliana Batista dos; JESUS, Rodrigo Ednilson de. Marcas das culturas juvenis. In: Culturas juvenis e tecnologias. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014. p. 16.

Dessa forma, ao considerar essa pluralidade das identidades juvenis, tomando os jovens como sujeitos sociais com importante participação cultural dentro e fora dos muros da escola, apresentam-se, nesta coleção, diversos temas que po-

dem ampliar o repertório de conhecimento desses estudantes, a fim de instigá-los a ter contato com a área de Ciências da Natureza por meio de assuntos que sejam pertinentes, significativos e agradáveis a eles. Além disso, acredita-se que eles usarão esse aprendizado não somente na escola, mas também em diferentes fases da vida, para seu desenvolvimento pessoal e profissional, e na atuação como cidadãos participativos do meio em que vivem. Entre os elementos que constituem as culturas juvenis, destacam-se ainda a arte, o esporte, a política e a tecnologia. Esta última tem exercido um papel significativo nas práticas cotidianas dos jovens, que encontram nas plataformas digitais um meio para expressarem sua singularidade. A respeito disso, Carrano, Damasceno e Tafakgi afirmam que: [...] notar pelas mídias eletrônicas, podem e devem ser utilizadas como ferramentas que facilitem a interlocução e o diálogo entre os jovens, profissionais da educação e da escola, contribuindo assim para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras em comunidades de aprendizagens superadoras das tradicionais hierarquias de práticas e saberes ainda tão presentes nas instituições escolares. [...] BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Formação de professores do ensino médio, etapa I - caderno II: o jovem como sujeito do ensino médio. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Curitiba: UFPR/Setor de Educação, 2013. p. 27-28.

Nesse sentido, são vários os benefícios que se observam ao transformar a cibercultura em uma aliada dos métodos de ensino, mas exigem que educadores estejam abertos a aprender os novos recursos e a se prepararem adequadamente para se tornar mediadores nas novas configurações de ensino e aprendizagem e não os detentores máximos do saber. Ainda no que se refere à inserção das culturas juvenis no contexto escolar, é possível organizar pesquisas, atividades temáticas e rodas de conversa em que os estudantes terão a oportunidade de falar sobre a relação que mantêm com tecnologias digitais, música, dança, moda e outros interesses relacionados ao seu desenvolvimento pessoal. Com base nessas práticas, o currículo escolar poderá ser planejado de modo a contemplar os temas integrantes das culturas juvenis. A autonomia dos estudantes, em conjunto com o autoconhecimento e a autoestima – que, da mesma forma, devem ser trabalhados no contexto escolar –, auxiliará os jovens não somente na definição de suas escolhas profissionais, mas também no “que concerne às escolhas de estilos de vida saudáveis, sustentáveis e éticos” (BRASIL, 2018a, p. 463). Identificar as inspirações e as expectativas dos estudantes, bem como suas angústias e aflições no que se refere ao futuro, é imprescindível para que se inicie esse trabalho, cujo objetivo é permitir que aprimorem as habilidades e competências exigidas para o que almejam – por isso a importância de um ensino personalizado, que valorize as singularidades dos sujeitos envolvidos e transforme o professor em um facilitador.

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Orientações pedagógicas Interações sociais e saúde mental Entre os muitos atributos e habilidades exigidos dos professores na atualidade, é fundamental ressaltar a importância de um olhar atento e sensível para detectar atitudes que possam refletir problemas pelos quais os estudantes estejam passando, dentro ou fora de sala de aula. Essas adversidades podem se manifestar de formas distintas, como por meio da dificuldade de lidar com emoções ou de comportamentos que indiquem falta de interação social ou problemas de convivência. Como a saúde mental não se caracteriza por sua linearidade, mas por dimensões, o professor, além de estar continuamente vigilante, deve promover, constantemente, o desenvolvimento de certas habilidades, atitudes e valores dos estudantes. Nesse momento, é válido salientar que a escola não deve se limitar a abordar os conteúdos curriculares regulares, mas também promover junto aos estudantes a capacidade de se comunicar e de se relacionar com os colegas, ouvindo-os e praticando a empatia; de respeitar as regras do ambiente escolar; de engajar em atividades culturais, entre outras. Concomitantemente ao reconhecimento de habilidades, deve ocorrer a identificação de situações que podem dar indícios de questões relacionadas às interações sociais e à saúde mental e que precisam ser observadas, como bullying, cyberbullying, racismo, sexismo, homofobia, transfobia, isolamento social, maus-tratos, violências de qualquer tipo, problemas com autoimagem e distúrbios alimentares. Em consonância com esses fatores e pautada em metodologias especializadas, é dever da comunidade escolar, incluindo diretores, coordenadores, professores, outros funcionários que desempenham atividades técnicas e administrativas e também os próprios estudantes, manter um ambiente harmonioso e livre de conflitos, promovendo a cultura da paz. Nesse sentido, promover o diálogo de forma respeitosa, prezando pela comunicação não violenta; incentivar práticas colaborativas, em detrimento das competitivas; manter relações horizontais, ou seja, sem predominância de estruturas hierárquicas; e desenvolver continuamente as competências socioemocionais mostram-se essenciais para que a saúde mental dos sujeitos pertencentes a esse contexto seja preservada. Embora sejam perceptíveis em muitas ocorrências, alguns dos problemas descritos anteriormente aparecem de modo silencioso ou são negados insistentemente. Casos de bullying e de cyberbullying, por exemplo, podem acontecer sem que ninguém os testemunhe, dificultando sua constatação, uma vez que a vítima pode ser intimidada ou ameaçada se relatar o ocorrido a um terceiro. Nessas situações, canais abertos de comunicação e, novamente, atenção às mudanças comportamentais, ainda que sutis, são capazes de reverter esse cenário. Além disso, projetos paralelos em que são discutidas questões como relações humanas, diversidade e construção da identidade na juventude demonstram eficácia no combate a essas questões. Quanto ao bullying, é fundamental enfatizar que ele se caracteriza por ser recorrente, ter intenção de chatear ou

ameaçar e não ter motivos claros para acontecer, evidenciando que a força e o poder do agressor sobre a vítima constituem suas bases estruturantes. Ele deve, portanto, ser diferenciado de brigas ocasionais ou de situações pontuais em que haja discordância entre os estudantes. Já o cyberbullying pode prejudicar a saúde mental dos estudantes por meio de insultos, intimidações e violência psicológica causados por usuários de redes sociais ou outros meios digitais, sendo potencializados pela abrangência da internet. Uma vez que as consequências do bullying e do cyberbullying extrapolam o ambiente onde ele foi praticado, as medidas preventivas devem se estender a outros contextos. Tanto a instituição familiar como a escolar são essenciais para detectar a violência e impedir que ela aconteça, por isso devem agir em conjunto visando à superação dessa e de toda forma de violência. Cabe ressaltar que as medidas tomadas com relação a esse problema não objetivam punir o agressor, mas oferecer-lhe assistência. Apesar dos mecanismos que possibilitam a resolução, ainda que lenta e gradual, dessas questões, alguns casos podem se revelar mais graves, exigindo que se busque ajuda especializada. Nesse contexto, o professor tem muito a contribuir no combate a esses tipos de violência, desenvolvendo atividades, abordagens e campanhas antibullying.

Sugestões de práticas para a promoção da boa convivência 1. Nos primeiros dias de aula, promova momentos para combinar práticas de cuidados ao se relacionar com as pessoas, como: • pensar no que quer falar, de modo que seja dito somente se tiver certeza de que não ofenderá ou magoará alguém; • conversar fazendo uso de palavras positivas, sem prepotência, coação ou agressividade; • respeitar o próximo e a si mesmo; • apoiar suas atitudes em comportamentos éticos, democráticos e inclusivos; • não julgar nem comparar as pessoas; • assumir o que fala e suas atitudes; • valorizar e promover o desenvolvimento da autoestima; • desenvolver competências socioemocionais, como empatia, respeito, responsabilidade, foco, persistência e autoconfiança. 2. Em parceria com um profissional especializado, promova momentos para conversarem, por exemplo, sobre: • a importância da empatia nos ambientes digitais; • o respeito à intimidade de cada um; • a importância de assumir a responsabilidade pelo que diz e faz; • o desenvolvimento da autoestima; • a importância de denunciar atos de violência e discriminação de qualquer tipo; • o combate aos estereótipos, à violência sexual, à intolerância religiosa, ao racismo, à xenofobia, ao discurso de ódio, ao cancelamento digital, entre outros.

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3. Proponha rodas de conversa mediadas reflexivas, realizadas por meio de diálogos respeitosos, abordando temáticas sensíveis de nossa sociedade, como desigualdade de gênero, violência contra a mulher, homofobia, transfobia e racismo. 4. Promova atividades culturais relacionadas a diferentes matrizes étnico-culturais (abordagens que utilizam a linguagem artístico-literária permitem um trabalho prático com essas temáticas e colaboram para o contato com o outro). 5. Realize dinâmicas que objetivam expor sentimentos e emoções. Esse tipo de atividade deve ser bem orientado e conduzido para não causar desconforto e constrangimento aos estudantes. 6. Proponha a produção e divulgação de autobiografias contemplando a diversidade e as características pessoais dos estudantes a fim de valorizar os diferentes perfis. 7. Assista com os estudantes a filmes e documentários para refletir e conversar sobre diferentes assuntos sociais importantes relacionados à saúde emocional e ao campo da convivência. 8. Inclua estudantes em situação de itinerância (povos ciganos, circenses, migrantes, imigrantes ou em trânsito) ao ambiente escolar por meio de momentos de conversa e trocas de experiências, como forma de promover o acolhimento deles e consequentemente ampliar o universo dos demais estudantes. Abordagens como essas podem auxiliar na percepção de situações problemáticas e oferecer suporte aos estudantes, evitando que possíveis episódios de discriminação ou violência ocorram. Nesta obra, em momentos apropriados, propomos atividades que promovem o pensamento crítico, o diálogo e a resolução de conflitos, oportunizando aos estudantes o aprofundamento de discussões, a fim de que se posicionem diante de temas importantes, desenvolvendo a empatia e o respeito ao próximo.

Estratégias de ensino-aprendizagem As metodologias ativas As metodologias ativas consistem em abordagens diversificadas que consideram o estudante como centro do processo de aprendizagem e o professor como mediador dele (MORAN, 2018). O fato de, em uma mesma sala de aula, o professor se deparar com jovens que têm variadas formas de aprender exige da prática pedagógica ações que possibilitem alcançar os diferentes perfis desses estudantes, uma vez que eles já chegam com seus conhecimentos de mundo e da cultura, o que tem grande influência no processo de aprendizagem. Nesse sentido, as metodologias ativas, além de associarem situações de ensino à realidade, são fundamentais para que o professor consiga atingir o maior número de estudantes possível, já que elas fornecem possibilidades de compreensão dos conteúdos de modo diferente das práticas comumente utilizadas e abrangem maior variedade de formas de aprender.

[...] O que constatamos, cada vez mais, é que a aprendizagem por meio da transmissão é importante, mas a aprendizagem por questionamento e experimentação é mais relevante para uma compreensão mais ampla e profunda. Nos últimos anos, tem havido uma ênfase em combinar metodologias ativas em contextos híbridos, que unam as vantagens das metodologias indutivas e das metodologias dedutivas. Os modelos híbridos procuram equilibrar a experimentação com a dedução, invertendo a ordem tradicional: experimentamos, entendemos a teoria e voltamos para a realidade (indução-dedução, com apoio docente). [...] MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 2.

É importante, ainda, considerar que a autonomia e a motivação se inter-relacionam no processo de aprendizagem. O interesse em buscar novos conhecimentos e a oportunidade possibilitada aos estudantes de ser responsáveis pelo seu aprendizado despertam a motivação e, estando motivados, eles nutrem o desejo de aprender mais e de descobrir novas informações. Dessa forma, acreditamos que um estudante engajado se sentirá mais responsável e comprometido com o próprio processo de aprendizagem, uma vez que, ao ser exposto a desafios, mesmo que simples, como uma pesquisa para a busca de respostas sobre um assunto proposto, ele terá a curiosidade despertada, além de ter a possibilidade do desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo. Assim, é preciso que os estudantes sejam constantemente incentivados, para que esse interesse inicial não se perca ao longo do ano letivo ou da vida deles. Em consonância com o que foi exposto e acreditando na promoção do estudante como agente atuante e responsável em seu processo de aprendizagem, sugerem-se, em diversos momentos desta obra, tanto no Livro do Estudante como nas Orientações para o professor, atividades baseadas nas estratégias de metodologias ativas, que oportunizam o desenvolvimento da autonomia e da participação dos estudantes, objetivando à pesquisa para a construção de novos conhecimentos, debates, trocas de ideias e experiências com os colegas sobre os temas propostos e atividades em grupos em que possam colocar em prática os conhecimentos adquiridos ao longo das unidades. Essas ações promovem aspectos como cooperação, empatia, pluralismo de ideias, argumentação, inferência, pensamento crítico, curiosidade intelectual, investigação e pensamento científicos, entre outros. A seguir, apresentamos algumas sugestões de estratégias de metodologias ativas.

One-minute paper O professor faz uma pergunta relacionada ao conteúdo e os estudantes devem respondê-la em até 1 minuto, de maneira concisa e direta. Eles podem registrar a resposta no caderno ou em uma folha avulsa. Essa estratégia pode ser utilizada como uma avaliação diagnóstica para identificar o nível de conhecimento da turma sobre o assunto ou pode ser realizada em diferentes momentos, como antes, durante ou ao final da aula.

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Turn and talk O professor propõe uma questão aos estudantes, que se viram (turn) para discutir (talk) a resposta com o colega imediatamente ao lado. Essa estratégia possibilita que eles organizem e compartilhem oralmente suas ideias e ouçam ativamente as opiniões do colega. Além disso, ela busca acessar os conhecimentos prévios e desenvolver a argumentação.

Think-pair-share O professor propõe a questão e orienta os estudantes a refletir individualmente sobre ela (think). Em seguida, organiza-os em duplas para que troquem opiniões sobre a questão (pair). Por fim, incentiva as duplas a compartilhar suas respostas/conclusões com a turma (share).

Gallery walk Os estudantes exibem suas produções de maneira semelhante a uma galeria de arte, fixando-as em paredes ou organizadas em fileiras. Eles devem circular e visitar todos os cartazes. Assim, cada um terá a oportunidade de apresentar seu trabalho e conhecer a produção dos colegas.

Jogo pedagógico – Verdadeiro, falso ou discussão O professor deve confeccionar, com antecedência, de quatro a seis tabuleiros, que poderão ser utilizados em diferentes momentos durante o ano letivo. Cada tabuleiro deverá ser dividido em duas partes para organizar dois conjuntos de envelopes. De um lado do tabuleiro devem ser fixados cinco envelopes, numerados de 1 a 5. Já do outro lado, devem ser fixados três envelopes, nomeados com as palavras verdadeiro, falso e discussão. Para realizar a atividade, também devem ser confeccionados de vinte a trinta cartões, com perguntas relacionadas ao conteúdo estudado. As perguntas devem ter como resposta verdadeiro ou falso, mas não devem estar registradas no cartão, e sim em um gabarito, que servirá para a consulta dos grupos ao final da atividade. Para realizar o jogo, organize a turma em grupos e entregue a cada um deles um dado e um tabuleiro, com os cartões já inseridos dentro dos envelopes numerados de 1 a 5. Cada integrante deverá jogar o dado e tirar um cartão do envelope, de acordo com o número sorteado (caso seja o número 6, o jogador passa a vez para o colega). O estudante deverá ler a questão e tentar respondê-la sozinho para colocar o cartão no envelope verdadeiro ou falso. Os colegas do grupo podem ajudá-lo a responder e, quando não souberem a resposta, o cartão deverá ser colocado no envelope discussão. Ao final, o professor deve disponibilizar o gabarito aos grupos, para que façam a correção e conversem sobre as perguntas que foram depositadas no envelope discussão, sanando as dúvidas e revisando o conteúdo. Os acertos devem ser anotados na lousa, em um placar. O grupo com maior pontuação vence.

Debate Os estudantes se posicionam de modo a formar dois grupos. Um grupo faz um levantamento de aspectos positivos ou favoráveis com relação a um assunto, ao passo que o outro faz um apanhado dos pontos negativos ou desfavoráveis. Para

isso, é necessária uma pesquisa prévia em fontes relevantes e confiáveis, a fim de extrapolar as opiniões típicas do senso comum. Em seguida, sugere-se que eles façam anotações sobre os argumentos e os contra-argumentos que desejam evidenciar no debate. Ao final, um estudante de cada grupo apresenta a defesa de seu grupo a fim de que o outro grupo analise e exponha seus contra-argumentos.

Seminário Os estudantes devem ser organizados em grupos e orientados a preparar o seminário, de acordo com o tema e a data estipulada. Primeiro, cada grupo deverá planejar o que será apresentado, definindo o tema e dividindo as tarefas entre os integrantes do grupo. Em seguida, deverão executar o planejamento, realizando as pesquisas necessárias, levantando dados e informações em fontes confiáveis. Com as informações coletadas, os grupos deverão organizar o roteiro com os principais tópicos que farão parte da apresentação e organizá-la, produzindo, se necessário, materiais audiovisuais, como cartazes e vídeos. Os grupos deverão organizar a apresentação, distribuindo as falas entre os integrantes, para então ensaiá-las. No momento da apresentação, um dos integrantes do grupo deverá iniciar o seminário apresentando um resumo do que será exposto. Na sequência, cada um dos demais integrantes deverá apresentar sua parte, falando com clareza, sem utilizar gírias ou repetições em excesso de determinadas palavras ou expressões, apresentando, assim, as informações de forma coesa e coerente. Ao final, deve ser realizado um momento de conversa para refletir sobre os diferentes posicionamentos da turma com relação ao tema apresentado e concluir quais pontos precisam ser retomados. Ao propor atividades como as sugeridas anteriormente, verifique sempre a compatibilidade de cada uma com as individualidades de cada estudante. Pode ser que algum estudante com deficiência ou transtorno necessite de adaptação para não haver qualquer tipo de exclusão.

Pesquisa escolar No processo de ensino-aprendizagem, a pesquisa é uma estratégia bastante utilizada para trabalhar com os estudantes em sala de aula. No entanto, para obter resultados satisfatórios, existem algumas orientações que o professor deve fornecer a eles antes de realizá-la. 1. Definição do tema: ao definir claramente o tema da pesquisa, estabelece-se um objeto de estudo que desperte o interesse dos estudantes. 2. Planejamento: estabelecer um planejamento para a pesquisa, no qual devem constar os objetivos, envolvendo a problemática inicial sobre o tema escolhido; as fontes de pesquisa (livros, jornais, revistas, internet, dicionários, enciclopédias, fotografias, documentários, filmes etc.); a distribuição de tarefas e a elaboração de um cronograma. 3. Coleta de dados: início dos trabalhos para a efetiva realização da pesquisa. É fundamental que haja interação e troca de experiências entre os próprios estudantes nessa etapa, para que possam verificar se seu trabalho está sendo produtivo para o restante do grupo.

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4. Análise e interpretação dos dados: as informações coletadas devem ser analisadas e interpretadas, pois apenas farão sentido após serem relacionadas com os conhecimentos prévios dos estudantes, com sua realidade próxima, com os conteúdos estudados nos capítulos e com as problemáticas propostas no início da pesquisa. 5. Produção do texto: refere-se a uma reunião de pauta com todo o grupo para definir a ordem em que os tópicos serão apresentados e produzir um rascunho do texto com as informações pesquisadas. 6. Revisão: após essas etapas, cada membro do grupo deve novamente ler o trabalho e apresentar suas considerações finais. A parte final, por sua vez, é composta das referências bibliográficas. 7. Socialização: é fundamental que os grupos troquem informações sobre as conclusões a que chegaram. Outra opção é escolher um meio de divulgação da pesquisa para compartilhá-la com os outros estudantes da escola, com os funcionários ou com a comunidade.

Trabalho em grupo Os trabalhos em grupo podem contribuir para a aprendizagem, pois incentivam a interação de todos os envolvidos, o que cria uma oportunidade para conversarem, trocarem ideias e debaterem determinados assuntos. [...] o trabalho em grupo desponta como uma alternativa ao modelo tradicional, por meio da qual os alunos podem estabelecer uma relação dialógica e dialética com seus colegas e professores. Assim, eles compartilham diferentes momentos e percursos de aprendizagem, trocando distintas experiências de vida e educacionais. [...] BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 80. (Série Desafios da Educação).

A colocação de situações diversificadas, de assuntos polêmicos, além de instigar a curiosidade dos estudantes, permite o desenvolvimento de um debate rico e construtivo, em que eles se sentem encorajados a buscar soluções e alternativas. Uma das características do trabalho em grupo é levar o estudante a expor suas ideias e argumentar sobre o que pensa, estabelecendo uma relação entre sua opinião e a dos colegas, além de se relacionar com o outro e ouvi-lo. Ao explorar esse tipo de trabalho, é importante que os elementos de avaliação tenham o objetivo de acompanhar o desenvolvimento das ideias e os argumentos dos estudantes. O professor deve conduzir as ações desencadeando questões desafiadoras, evitando uma postura autoritária, o que comprometeria a participação dos estudantes e, consequentemente, dificultaria a manifestação de seus sentimentos e dúvidas.

Leitura e escrita A leitura, a escrita e a interpretação de textos estão relacionadas à competência leitora. Por esse motivo, nesta coleção elaboramos estratégias de leitura para que o estudante interprete signos e mensagens tanto em textos quanto em imagens, gráficos ou tabelas, em diversos níveis de cognição, o que viabiliza a interpretação e a compreensão da leitura crítica e autônoma.

Não é somente com base na capacidade de ler e escrever que os estudantes afirmam sua alfabetização. É necessário dispor de meios para consolidar essas competências a fim de que o estudante as desempenhe de maneira efetiva para obter conhecimentos e se expressar. Atualmente, a rapidez e a praticidade com que se tem acesso à informação, muitas vezes, condiciona os jovens a desenvolver uma leitura rápida e fragmentada. Portanto, a leitura contínua e atenta é fundamental para ser um veículo de informação eficaz, o que consequentemente também é importante para construir o conhecimento. Além das leituras estratégicas, ao longo deste material, os estudantes são incentivados a registrar suas respostas e opiniões por escrito. Dessa forma, garantimos que a escrita também seja efetiva nesse processo.

Argumentação e inferência Os estudantes, no Ensino Médio, devem consolidar sua capacidade de análise, compreensão e argumentação a fim de se posicionar com segurança sobre as mais diversas questões. Essa capacidade é indispensável para reconhecerem quando argumentos com os quais se deparam são válidos ou não, tornando-se aptos não só para a vida prática cotidiana, mas também para as etapas seguintes de formação no Ensino Superior. Analisar, compreender e argumentar constituem um conjunto de práticas fundamentais para a interação social e para que os estudantes exerçam plenamente sua cidadania. A capacidade de análise e compreensão está muito ligada à capacidade de inferência, um processo pelo qual o leitor chega a uma conclusão tendo como base uma ou mais premissas. A inferência pode ser feita com base em pistas fornecidas no próprio texto. Uma vez obtidas as pistas, deve-se confrontá-las com aspectos conhecidos da realidade. Assim, por meio de diversos mecanismos de análise, são estabelecidas relações com base em um indício para formular conclusões. [...] Na leitura de um texto, o resultado da compreensão depende da qualidade das inferências geradas. Os textos possuem informações explícitas e implícitas; existem sempre lacunas a serem preenchidas. O leitor infere ao associar as informações explícitas aos seus conhecimentos prévios e, a partir daí, gera sentido para o que está, de algum modo, informado pelo texto ou através dele. A informação fornecida direta ou indiretamente é uma pista que ativa uma operação de construção de sentido. Portanto, ao contrário do que muitos acreditam, a inferência não está no texto, mas na leitura, e vai sendo construída à medida que leitores vão interagindo com a escrita. [...] DELL’ISOLA, Regina L. Péret. Inferência na leitura. Glossário Ceale. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/ verbetes/inferencia-na-leitura. Acesso em: 31 jul. 2024.

Sendo assim, em uma leitura inferencial, o leitor lê algo, recorre a pistas que o próprio texto fornece e aos seus conhecimentos prévios em um processo contínuo. Com isso, ele interpreta as informações implícitas e, por fim, compreende ou faz novos questionamentos sobre o que leu. A argumentação é uma organização discursiva que tem entre suas principais características a negociação de argu-

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mentos favoráveis e contrários a certa perspectiva, tendo o objetivo de chegar a uma conclusão. Assim, ela tem o intuito de convencer alguém, defendendo ou rejeitando determinado ponto de vista, e pode ser desenvolvida tanto oralmente quanto por meio da escrita. Em sala de aula, as atividades relacionadas à argumentação podem incluir leitura, oralidade e produção escrita e devem ser escolhidas de acordo com o perfil da turma. Nas aulas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, os estudantes são apresentados a uma linguagem específica, determinante na aprendizagem dos conceitos. Por isso, o discurso argumentativo deve se pautar nos conceitos científicos, associando-os aos conceitos científicos escolares e aos conhecimentos cotidianos. Em contrapartida, as opiniões são mutáveis e estão amparadas por crenças pessoais e valores baseados em pontos de vista próprios. Portanto, quando se pretende convencer outra pessoa de algo, é necessário argumentar, e não emitir opiniões infundadas. [...] A argumentação [...] é uma atividade social, intelectual e de comunicação verbal e não verbal utilizada para justificar ou refutar uma opinião sobre um assunto de ciências. Ela é constituída de um conjunto específico de um ou mais posicionamentos dirigidos para obter a aprovação de um ponto de vista particular por um ou mais interlocutores. Estes posicionamentos podem ser expressos em um ou vários enunciados e comunicados e interpretados como argumentos ou opiniões. Um enunciado isolado não pode constituir um argumento ou uma opinião a priori. Somente quando inserido em um discurso e submetido a um determinado contexto é que este enunciado pode ser analisado e interpretado como sendo um argumento ou uma opinião. [...] VILLANI, Carlos Eduardo Porto; NASCIMENTO, Silvania Sousa do. A argumentação e o ensino de ciências: uma atividade experimental no laboratório didático de física do ensino médio. Investigações em Ensino de Ciências, v. 8, n. 3, 2003. p. 189. Disponível em: https://ienci.if.ufrgs.br/index.php/ienci/article/view/539/334. Acesso em: 2 ago. 2024.

Nas atividades baseadas em argumentações, os estudantes se apropriam da linguagem científica e passam a estruturar enunciados, desenvolvendo, assim, a autonomia. Para alcançar essa finalidade, o professor deve proporcionar momentos de interação, como conversas, bate-papos, mesas-redondas e debates, atuando como mediador nesses processos. São situações para os estudantes elaborarem explicações coletivas ou individuais acerca das evidências apresentadas e desenvolverem o respeito a opiniões diferentes das suas. Com a argumentação, os estudantes participam de questões sociais e desenvolvem a capacidade de tomar decisões, o que os ajuda no exercício da cidadania. No decorrer do processo, é preciso desenvolver nos estudantes o cuidado com o uso de argumentos falaciosos, que podem comprometer o raciocínio e a compreensão dos textos. Falácias são recursos falsos e apelativos usados para convencer uma pessoa nas mais diversas circunstâncias. São argumentos que procuram ser conclusivos com relação a algum assunto, mas não se sustentam como verdade. Uma falácia pode ser usada de modo proposital ou não – muitas vezes, qualquer um pode recorrer a ela sem perceber, deixando-se guiar pelas emoções. Há diversos tipos de falácias, e conhecer mais sobre

elas é uma maneira de estar preparado para não ser convencido por elas e ser mais coerente nas participações em debates e mais assertivo ao escrever um texto argumentativo. Além disso, o trabalho com argumentação e inferência é propício para abordar a pseudociência, desenvolvendo nos estudantes a capacidade de identificar e diferenciar os conhecimentos fundamentados no método científico e desenvolvidos por meio dele dos que se dizem fundamentados cientificamente, mas que foram desenvolvidos por meio de pesquisas que não se pautam no método científico. A pseudociência está presente em diversos meios a que geralmente os estudantes têm acesso e acaba sendo atrativa ao ser explicada. Os prejuízos da pseudociência vão muito além da desinformação, podendo afetar toda a sociedade, como na área da saúde pública. A seguir, apresentamos algumas sugestões que podem ser utilizadas para o desenvolvimento da leitura inferencial e da argumentação. Salientamos a importância de adaptar tais sugestões conforme o perfil dos estudantes e a demanda em sala de aula, como estudantes com deficiências ou transtornos, a fim de que não haja qualquer tipo de exclusão.

Leitura e inferência

Para aprimorar a capacidade de inferir, nos momentos de prática de leitura de notícia, reportagem, tirinha, gráfico, tabela etc., os estudantes devem ser orientados a realizar uma leitura silenciosa ou em voz alta, que pode ser individual, em duplas ou em grupos. Durante a leitura, eles devem fazer questionamentos como: “Eu já ouvi falar disso antes?”; “Qual é o significado de tal palavra nesse texto?”; “Por que o autor se posicionou dessa maneira?” e registrar no caderno as compreensões ou dúvidas que vão surgir. Em seguida, eles devem refletir sobre os conhecimentos que já têm sobre o assunto para, então, ler novamente o texto, refletir, identificar as informações implícitas no texto para, por fim, interpretar e compreender o que foi lido. Também é importante orientar os estudantes a obter informações sobre o autor do texto, principalmente a respeito das ideias e dos posicionamentos dele acerca de diversos temas.

Argumentação oral

É possível aprimorar a capacidade de argumentar proporcionando aos estudantes o contato com textos de múltiplos temas que lhes interessem, procurando contemplar a diversidade em sala de aula e as diferenças de perfis. Para que o aprendizado se torne mais significativo, é importante que eles pratiquem a escolha dos temas, pesquisem e leiam sobre ele, buscando fontes confiáveis de informação. Eles devem analisar os textos com a percepção de como o autor defende suas ideias, qual é o principal argumento usado no texto e quais são as fontes dos dados apresentados. Com isso, devem fazer anotações sobre o assunto, destacando os argumentos que julgam mais relevantes e de que maneira concordam com ele ou discordam dele. É preciso que o professor acompanhe a atividade para perceber quais são as dificuldades dos estudantes a fim de adaptar e aprimorar algumas das etapas conforme as necessidades. Após a análise inicial, os estudantes devem realizar um debate para expor seus argumentos sobre o tema. É imprescindível que eles mantenham a clareza e a coerência em suas falas. O debate em sala de aula não deve ser uma disputa em que um ganha e o outro perde, mas sim um exercício que busque a reflexão com base em fatos, evidências e no raciocínio lógico e incentive a argumentação oral. Para isso, é preciso esclarecer que o respeito deve fazer parte das ações e das

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atitudes nessa atividade. Um mediador deve ser escolhido para criar as regras antes de iniciar o debate, a fim de que ele ocorra de modo organizado. O mediador pode, por exemplo, definir antecipadamente o tempo para realizar as perguntas e efetuar as respostas e permitir o direito a réplicas e tréplicas.

• analisem a coerência das ideias apresentadas e suas possíveis contradições, desenvolvendo, assim, a capacidade de produzir análises com autonomia e pensamento crítico, aspectos fundamentais para o desenvolvimento da cidadania; • verifiquem alguns elementos, como informações que apresentam dados muito generalizados e que são repassadas de maneira apressada, pois, nesses casos, pode-se presumir, por exemplo, algo sobre uma grande parcela da população com base em uma amostra inadequada, geralmente tendo como ponto de partida um estereótipo ou algum preconceito.

Argumentação escrita

Por meio de um primeiro exercício oral, como o debate sugerido anteriormente, é importante trabalhar a produção escrita com os estudantes. Nessa produção, eles devem apresentar o tema que escolheram, desenvolver seus argumentos e compor uma conclusão, buscando clareza em seu posicionamento e tendo como base pressupostos que embasem suas ideias. Ao produzir o texto, eles devem fazer um exercício crítico de análise dos próprios argumentos, com o objetivo de identificar possíveis fragilidades e pontos falhos. O professor deve avaliar as características da turma para orientar se a produção será feita individualmente, em dupla ou em grupo. Após produzirem o texto, é importante corrigi-lo, verificando atentamente a estrutura e a organização dos parágrafos, além da coesão, da coerência e da consistência dos argumentos. Por fim, os estudantes devem reescrever o texto com base nos apontamentos feitos na correção. Se preferirem, os textos podem ser divulgados em blogs e em mídias sociais da escola. Porém, isso deve ser definido antes de se iniciar a produção dos textos, respeitando a escolha individual e a possibilidade de mudarem de ideia ao longo do processo. Em muitos casos, esse tipo de divulgação pode aumentar o engajamento dos jovens e servir como um motivador para a atividade se tornar uma rotina.

Pensamento computacional O pensamento computacional (PC) é um processo que visa encontrar e especificar soluções para problemas, como aqueles considerados complexos, a fim de que sejam entendidos e soluções sejam desenvolvidas. Segundo o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), o PC: [...] Refere-se à capacidade de resolver problemas a partir de conhecimentos e práticas da computação, englobando sistematizar, representar, analisar e resolver problemas. O Pensamento Computacional tem sido considerado como um dos pilares fundamentais do intelecto humano, junto à leitura, à escrita e à aritmética, visto que ele também é aplicado para descrever, explicar e modelar o universo e seus processos complexos.

Identificação de falácias Para tornar os estudantes aptos a identificar falácias, é possível realizar atividades que os incentivem a ter rigor nos momentos de leitura ou de escuta de todo tipo de informação, avaliando os argumentos e fazendo uma análise crítica a fim de questionar aquilo que foi apresentado. Essas estratégias contribuem para que os estudantes identifiquem falácias e evitam que eles as construam e as reproduzam. Para isso, é importante, por exemplo, que eles: • verifiquem se o foco nos argumentos principais foi mantido e se tais argumentos têm base em evidências científicas e fontes confiáveis;

CENTRO DE INOVAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA. Currículo de referência em tecnologia e computação. Disponível em: https://curriculo.cieb.net.br/. Acesso em: 29 jul. 2024.

A tabela a seguir apresenta algumas maneiras como o PC pode ser utilizado no processo de ensino-aprendizagem dos componentes da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

Pensamento computacional e a área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias Conceitos PC

Biologia, Química e Física

Coleção de dados

Coletar dados de um experimento.

Análise de dados

Analisar os dados de um experimento obtidos por meio da experimentação.

Representação de dados

Sintetizar os dados obtidos por meio da experimentação e encontrar diferentes maneiras de representá-los.

Abstração

Elaborar modelos que expliquem a situação representada nos experimentos.

Algoritmos e procedimentos

Criar procedimentos que permitem investigar situações semelhantes a investigada no experimento realizado.

Paralelismo

Realizar experimentos semelhantes com diferentes parâmetros.

Simulação

Simular situações por meio dos conceitos investigados no experimento.

Fonte: BRACKMANN, Christian Puhlmann. Desenvolvimento do pensamento computacional através de atividades desplugadas na educação básica. 2017. 244 f. Tese (Doutorado em Informática na Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Centro de Estudos Interdisciplinares em Novas Tecnologias na Educação, Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação, Porto Alegre, 2017. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/172208/001054290.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 1º ago. 2024.

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O PC apresenta quatro pilares interdependentes ao longo do processo de resolução de problemas. • Decomposição: decompor um problema em partes menores (subproblemas) para que seja mais fácil entendê-lo e resolvê-lo. Com essa técnica, é possível resolver problemas complexos de maneira mais simples. • Reconhecimento de padrões: reconhecer as etapas similares dentro de um mesmo problema. • Abstração: abstrair somente as informações relevantes para a solução do problema, ignorando os detalhes irrelevantes. Para isso, é necessário filtrar e classificar as informações, de forma que os detalhes irrelevantes do problema sejam ignorados. • Algoritmos: desenvolver um passo a passo simples ou regras para a solução do problema. O PC vai também ao encontro das competências gerais e das competências específicas da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias apresentadas na BNCC. Nesta obra, o uso do PC é incentivado tanto em sua forma plugada como em sua forma desplugada e ocorre em diferentes momentos do Livro do Estudante e das Orientações para o professor. Está, por exemplo, em propostas de atividades em que os estudantes precisam utilizar os meios tecnológicos para buscar informações sobre assuntos relacionados aos temas propostos; também em atividades práticas de investigação, nas quais desenvolvem procedimentos, coletam dados e elaboram conclusões; em produções de esquemas que exigem generalizações e formas de layout específicas projetadas ou não por ferramentas tecnológicas; em atividades de análise, com os colegas, de produções escritas e de busca por soluções para melhorar os textos produzidos; e em atividades de compreensão oral cuja execução depende da escolha de estratégias para melhorar o processo de aprendizagem.

Recursos didáticos Tecnologias de informação e comunicação Com as tecnologias de informação e comunicação (TICs), ampliaram-se os elementos disponíveis para enriquecer o trabalho do professor. Em sala de aula, elas potencializam o processo de aprendizagem, favorecendo a interação entre professor, educando e conhecimento. É importante ressaltar que o uso de TICs é um meio do processo ensino-aprendizagem, e não seu foco. Atualmente, muitas pessoas consideram que há excesso de tecnologia no dia a dia dos jovens. Um aspecto a ser ressaltado é a época em que eles nasceram, pois não se trata de uma distância temporal, mas digital. [...] Segundo Marc Prensky (2010), temos gerações diferentes envolvidas nesse processo: a dos nativos e a dos imigrantes digitais. Os primeiros são aqueles que já nasceram inseridos em uma cultura digital e

cujas relações com essas tecnologias foram aprendidas intuitivamente e marcam sua forma de relacionamento com os conhecimentos. A maioria dos professores, imigrantes digitais que se inseriram no mundo da tecnologia, têm uma forma de ensinar que nem sempre está em sintonia com o modo como os nativos aprendem melhor, ou, pelo menos, que lhes desperta maior interesse. [...] BACICH, Lilian; NETO, Adolfo Tanzi (org.). Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. p. 49.

Em muitos casos, encontram-se no mesmo espaço a lousa, o giz, os televisores, os computadores, os softwares, as lousas digitais e os projetores multimídia. Esses instrumentos não reduzem o papel da escola ou do professor na educação. [...] Os recursos semióticos que encontramos nas telas dos computadores são basicamente os mesmos que podemos encontrar em uma sala de aula convencional: letras e textos escritos, imagens estáticas ou em movimento, linguagem oral, sons, dados numéricos, gráficos, etc. A novidade, em resumo, está realmente no fato de que as TIC digitais permitem criar ambientes que integram os sistemas semióticos conhecidos e ampliam até limites inimagináveis à capacidade humana de (re)apresentar, processar, transmitir e compartilhar grandes quantidades de informação com cada vez menos limitações de espaço e de tempo, de forma quase instantânea e com um custo econômico cada vez menor (Coll e Martí, 2001). [...] COLL, César; MAURI, Teresa; ONRUBIA, Javier. A incorporação das tecnologias da informação e da comunicação na educação: do projeto técnico-pedagógico às práticas de uso. In: COLL, César; MONEREO, Carles. Psicologia da educação virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 76.

Com o uso de TICs, há uma potencialização do trabalho docente, que começa a participar mais diretamente das práticas pedagógicas, envolvendo-se com os estudantes nas atividades propostas. O professor passa de um centralizador do conhecimento a um sujeito aberto também a aprender a cada experiência digital, capaz de se adaptar àquilo que desperta o interesse dos estudantes. Outro desafio do professor que utiliza as TICs é lidar com diferentes estudantes em situações opostas: aqueles que têm acesso às inovações tecnológicas e as dominam e os excluídos desse universo digital. O docente deve mobilizar-se para mudar esse quadro e aproximar esses estudantes, transformando a tecnologia em uma aliada do processo de ensino-aprendizagem, aproximando pessoas tão distintas e tornando-as cidadãos críticos e participativos. Para superar esse desafio, o professor precisa atentar à realidade socioeconômica dos estudantes e do local onde vivem, verificando quais são os tipos de tecnologias disponíveis em seu dia a dia, como fazem para acessar a internet ou digitar trabalhos no computador; como utilizam a telefonia móvel; qual modo escolhem para assistir aos filmes (cinema, televi-

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são aberta, computador); como ouvem músicas (rádio, computador, smartphone); como se comunicam com os amigos (smartphone, redes sociais). Baseando-se nessas informações, o professor tem condições de estabelecer formas de utilizar as TICs em sala de aula e orientar os discentes nas práticas pedagógicas, inserindo-os no universo digital de forma construtiva.

Internet A internet permite a integração e a articulação entre as pessoas no ciberespaço (espaço digital), contribuindo para a troca de experiências e de conhecimentos entre os usuários. Além disso, possibilita que os estudantes busquem informações necessárias à construção de seu conhecimento, transformando a escola em um espaço aberto, conectado com o mundo, capaz de promover trocas de experiências entre professores e estudantes de outras localidades. Com a quantidade de textos e recursos educacionais disponíveis, o professor tem um papel importante na orientação dos estudantes, direcionando-os em suas pesquisas, auxiliando-os na escolha das informações para garantir os melhores resultados em sala de aula. Para isso, é imprescindível instruir os estudantes sobre os seguintes cuidados: • Conferir previamente as informações de sites, a fim de identificar os que apresentam conteúdos confiáveis, combatendo, assim, as fake news. • Buscar o assunto da pesquisa em um domínio confiável. Por exemplo, ao pesquisar tartarugas marinhas, o recomendado seria acessar um site específico sobre o assunto, como o do projeto brasileiro de conservação de tartarugas marinhas, o Projeto Tamar. • Perante situações em que não se conhece sites pertinentes ao assunto em questão, é necessário usar um mecanismo de busca (confiável). Nesse caso, o usuário deve pesquisar com base na palavra-chave ou na combinação de palavras relacionadas ao assunto. Em seguida, deve conferir os resultados da busca e fazer o levantamento sobre os autores, as fontes bibliográficas e os temas associados ao assunto para selecionar as melhores opções. Feito isso, repete-se o procedimento nos sites escolhidos a fim de filtrar ainda mais a pesquisa. Com essa facilidade na obtenção de informações, é preciso instruir os estudantes sobre os respectivos aspectos éticos, como as regras de direitos autorais e as consequências para quem comete plágio. Por isso, é fundamental orientá-los a usar as próprias palavras e ideias na elaboração de textos, ainda que sejam baseados em textos de terceiros. Isso, além de ser uma postura ética, auxilia na ampliação do vocabulário pessoal e no desenvolvimento da competência leitora.

Recursos audiovisuais Há diversos recursos audiovisuais que os professores podem utilizar em suas aulas, como pinturas, esculturas, televisão e cinema. A realidade da maioria dos estudantes é composta de elementos da cultura popular provenientes de diferentes meios,

geralmente televisivos e fílmicos. Como a comunicação em massa é uma realidade, pode ser aproveitada em sala de aula para promover a aprendizagem. No cinema e na televisão, há confluência de imagem, som e movimento. O professor pode aproveitar esses recursos audiovisuais para mostrar alguns fatos históricos, a construção de conceitos científicos e os conceitos errôneos presentes em muitas ideias de senso comum. Os filmes e a televisão têm em comum o aspecto motivador e, dependendo da ação do professor, podem ser contextualizados com os conceitos científicos a serem ensinados. [...] assistir a um filme, seja para entreter-se com ele, seja para analisá-lo, pressupõe aprendizagens específicas. Os filmes são produções em que a imagem em movimento, aliada às múltiplas técnicas de filmagem e montagem e ao próprio processo de produção e ao elenco selecionado, cria um sistema de significações. São histórias que nos interpelam de um modo avassalador porque não dispensam o prazer, o sonho e a imaginação. Elas mexem com nosso inconsciente, embaralham as fronteiras do que entendemos por realidade e ficção. Quando dizemos que o cinema cria um mundo ficcional, precisamos entendê-lo como uma forma de a realidade apresentar-se. [...] FABRIS, Elí Henn. Cinema e educação: um caminho metodológico. Educação e Realidade, v. 1, n. 33, jan./jun. 2008. p. 118. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/issue/ view/638/387. Acesso em: 29 jul. 2024.

No entanto, para que tais recursos audiovisuais sejam utilizados em sala de aula, é necessário que o professor verifique se a linguagem empregada no recurso está de acordo com a faixa etária e cognitiva dos estudantes. O Ministério da Justiça indica a classificação dos filmes lançados legalmente no mercado brasileiro, incluindo o ano de lançamento, o país de origem, a distribuidora, a produtora e os responsáveis pela direção geral. Se o filme for considerado inadequado para determinada faixa etária, há uma justificativa acompanhando essas informações, a qual está disponível em: https:// classindportal.mj.gov.br/home. Acesso em: 27 set. 2024. Também é preciso conferir se o equipamento disponibilizado para a transmissão está em condições de ser usado e planejar a aula de acordo com a duração do filme, por exemplo, incluindo a previsão de possíveis questionamentos dos estudantes. Nesta coleção, apresentamos também a reprodução de algumas obras de arte consagradas para que os estudantes conheçam e valorizem tanto as diferentes culturas como a história da arte.

Gêneros textuais Atualmente, a maior parte dos estudantes, muito mais interessada em ler temas de sua preferência, apresenta dificuldades para interpretar os textos propostos em sala de aula, o que se torna um obstáculo à aprendizagem dos diversos conteúdos. Dessa maneira, o choque entre a leitura descompromissada, de entretenimento, e a leitura acadêmica também ocorre na escola.

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Uma forma de minimizar a situação citada anteriormente é tornar o momento de leitura agradável. É possível atingir esse objetivo tanto pela leitura de textos literários como de textos científicos e jornalísticos, considerando inclusive os recursos imagéticos como as histórias em quadrinhos, as tirinhas e os cartuns. Além de terem caráter humorístico, essas modalidades textuais assumem papel crítico ou descritivo de alguma situação do cotidiano. Também são acessíveis, adequadas à faixa etária dos estudantes e podem ser usadas como instrumento avaliativo dos conhecimentos prévios dos estudantes. As histórias em quadrinhos podem ser exploradas nas aulas de diversas maneiras: antes dos conteúdos a serem trabalhados; como exemplo do que foi abordado; como base para os estudantes elaborarem os próprios quadrinhos; como meio para leitura, discussão, comentário; como fonte de inspiração para criação de atividades ou instrumento para desenvolvimento de diálogos, no caso das tirinhas sem balão de fala dos personagens; como modo de retratar os conceitos científicos explícitos na história em questão; entre outras possibilidades.

Avaliação A avaliação é um instrumento que o professor tem para diagnosticar, analisar, sistematizar e orientar suas ações pedagógicas. Entende-se a avaliação como um diálogo contínuo entre professor e estudante, uma vez que, quando elaborada em concordância com o conteúdo ensinado, serve como resposta concreta à prática do professor e ao processo de ensino-aprendizagem. No contexto em que atua, deve estar claro para o professor que, além de a avaliação ser importante, ter um processo que deve ser contínuo e não se restringir a resultados, ela diagnostica os reais problemas na aprendizagem e colabora para a evolução do estudante. A avaliação deve ser compreendida como processo, instrumento de coleta de informações em que os estudantes sistematizam e interpretam as informações obtidas, tomando uma decisão e, principalmente, ocorrendo a descentralização do poder do professor. Para que a avaliação não se torne uma forma de seleção e exclusão, focada apenas em princípios de eficiência e competitividade, é importante haver um canal de comunicação entre estudantes e professor. Desse modo, os critérios da avaliação, seja diagnóstica, formativa, comparativa, ipsativa ou mesmo somativa, precisam ser apresentados e discutidos antes de sua aplicação, para que o estudante saiba como e sob quais aspectos serão avaliados. Para isso, é preciso compreender e diferenciar cada um desses tipos de avaliação.

Avaliação diagnóstica Esse tipo de avaliação deve ser realizado principalmente no início do estudo de cada tema. Seu objetivo é fornecer informações para que o professor possa identificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os conteúdos que serão trabalhados. Assim, a avaliação diagnóstica

adota uma perspectiva investigativa e pode ser aplicada para aprofundar a compreensão dos aspectos socioculturais dos estudantes, como história de vida, interesses e concepção de mundo. O risco de obter resultados falsos e inconsistentes com a realidade do grupo é alto ao usar apenas um modelo avaliativo. Portanto, o uso de diferentes métodos de avaliação diagnóstica, tanto individuais quanto coletivos, é essencial, pois permite uma investigação mais profunda sobre os conhecimentos, as habilidades e as competências dos estudantes. Entre os métodos possíveis estão entrevistas com os estudantes, debates, análise conjunta de imagens, leitura e interpretação de textos de diversos gêneros, dinâmicas, criação de textos e aplicação de questionários com variados formatos e graus de dificuldade. Após as avaliações diagnósticas, é necessário analisar os resultados a fim de discutir possíveis soluções para corrigir deficiências e aprimorar o planejamento, tornando-o mais alinhado à realidade dos estudantes. Inicialmente, é possível criar um perfil geral da turma, examinando os elementos socioculturais investigados e aqueles diretamente relacionados ao material. A readequação do planejamento deve incluir tópicos relacionados aos interesses e à realidade dos estudantes e que procurem suprir suas principais dificuldades, além de metodologias diversas e conteúdos identificados como inadequados. Essas avaliações também ajudam na análise individual, identificando os estudantes que precisam de maior intervenção. Isso permite observar diferentes perfis e considerar várias maneiras de ajudá-los a atingir seus objetivos de aprendizagem. As páginas de abertura desta coleção são boas ocasiões para realizar um diagnóstico da turma, pois incentivam a reflexão e permitem que os estudantes expressem seus conhecimentos prévios. Além disso, muitas questões de intervenção ao longo do desenvolvimento dos capítulos atuam como avaliações diagnósticas, a depender de suas abordagens.

Avaliação formativa Essa avaliação aborda os aspectos essenciais para a formação integral dos estudantes e deve ser aplicada ao longo de todo o período letivo, considerando tanto o conteúdo aprendido como o processo de aprendizagem. As situações de aprendizagem devem ser usadas como ferramentas para avaliar se os objetivos educacionais estão sendo alcançados e discutir com a equipe pedagógica as melhorias necessárias no processo de ensino-aprendizagem, além de identificar se intervenções individuais são necessárias. Algumas estratégias, como seminários, debates e rodas de conversa podem promover a elaboração e a expressão de ideias. O desenvolvimento de projetos ao longo do ano letivo, a correção de tarefas com feedback para os estudantes, a resolução de problemas e atividades em grupo que exigem posturas ativas e colaborativas são exemplos de práticas que permitem ao professor observar as habilidades e competências desenvolvidas pela turma.

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No Livro do Estudante, além da seção Atividades, que sugere diversas estruturas que podem ser utilizadas como ferramentas de avaliação formativa, existe a seção Mais questões, que apresenta atividades comuns em provas oficiais e fornece informações importantes sobre o aprendizado dos estudantes. Nas Orientações para o professor, também há a seção Acompanhando a aprendizagem, que apresenta sugestões de estratégias de avaliação para que o professor acompanhe a aprendizagem da turma em momentos oportunos e, se necessário, altere seus planejamentos. A estrutura das atividades práticas presentes na seção Prática científica possibilita ao professor acompanhar a atuação dos estudantes em diferentes tarefas, como levantamento de hipóteses, trabalho em equipe, manipulação dos materiais, observação e análise dos resultados, elaboração de conclusões baseada em observações, além da capacidade de solucionar problemas que surgem durante a execução. São, portanto, atividades que fornecem importantes informações sobre o aprendizado dos estudantes quanto a conceitos, comportamentos, argumentação e inferências.

Avaliação somativa Esse tipo de avaliação é comumente realizado ao final de uma unidade de aprendizagem. Ele complementa a avaliação formativa e evidencia os resultados obtidos, permitindo identificar estratégias que podem ser modificadas para melhorar o aprendizado dos estudantes. Portanto, essa avaliação deve refletir o trabalho realizado anteriormente e fornecer uma reflexão final e uma visão geral do processo de ensino-aprendizagem. A avaliação somativa geralmente tem como objetivo atribuir notas e conceitos aos estudantes e determinar se eles devem ser aprovados. No entanto, os indicadores fornecidos por esse tipo de avaliação permitem que o processo de ensino seja repensado e melhorado. Quando há uma discrepância significativa entre os resultados da avaliação formativa e da somativa, é crucial analisar esses casos para entender o que ocorreu e encontrar possíveis soluções. A seção Retome o que estudou, presente ao final de cada unidade desta coleção, permite aos estudantes retomar os principais conceitos estudados na unidade e identificar as principais dificuldades. Além disso, nessa seção serão retomadas algumas questões sugeridas nas páginas de abertura de unidade e ao longo do desenvolvimento dos conteúdos, a fim revisar os principais conceitos e possibilitar que os estudantes façam uma autoavaliação de seu aprendizado.

Avaliação comparativa A avaliação comparativa é um instrumento pedagógico que fornece informações sobre o aprendizado dos estudantes com relação a padrões, critérios, grupos ou normas. Seu objetivo é comparar o desenvolvimento da aprendizagem entre estudantes, proporcionando uma visão clara de como cada um está em relação ao grupo.

Esses padrões podem ser definidos por currículos nacionais, estaduais ou escolares, e os critérios podem incluir expectativas específicas de desempenho. As comparações são feitas em relação à média de desempenho de um grupo, normas estabelecidas por estudos anteriores ou testes nacionais e internacionais. Os métodos de avaliação comparativa incluem resumos de conteúdo, testes rápidos, relatórios e exames de larga escala, como o Enem. Esses métodos fornecem uma gama de ferramentas para monitorar e comparar o progresso dos estudantes. Desde os anos 1990, as avaliações de sistema conduzidas pelo Ministério da Educação (MEC) têm se tornado essenciais para formular e implementar políticas educacionais. O uso sistemático dos resultados delas pelas escolas e redes de ensino tem crescido, especialmente com a criação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mobiliza redes e escolas a utilizar os resultados no planejamento educacional.

Avaliação ipsativa Trata-se de uma ferramenta de educação que se concentra no progresso individual do estudante ao longo do tempo, fazendo comparações entre seu desempenho atual e anterior. Como foca no estudante, comparando-o consigo mesmo e levando em consideração fatores como esforço, contexto de trabalho e progresso, a avaliação ipsativa permite a cada estudante que observe o próprio crescimento e desenvolvimento, ao contrário das avaliações normativas, que comparam o desempenho dos estudantes entre si. Essa abordagem se concentra exclusivamente na evolução pessoal dos estudantes e evita comparações com os demais da turma. Testes regulares, feedbacks individualizados, autoavaliações e avaliações contínuas são algumas das muitas formas pelas quais a avaliação ipsativa pode ocorrer. Uma maneira comum de avaliar o progresso das habilidades de um estudante é fazer testes no início e no final de um período. Esses exames ajudam a determinar o ponto de partida de cada estudante e a evolução alcançada ao longo do tempo. A avaliação ipsativa, que acompanha os processos de aprendizagem, oferece informações valiosas sobre o desenvolvimento dos estudantes, ajudando a superar dificuldades e aprimorar habilidades. Seus resultados devem ser usados para adaptar o ensino, e não para classificar os estudantes. Assim, esse tipo de avaliação responde a perguntas sobre o que o estudante sabe, faz e é capaz de ser, contribuindo para o desenvolvimento das aprendizagens dele. As questões sugeridas na seção Retome o que estudou e algumas atividades sugeridas na seção Acompanhando a aprendizagem contribuem para a avaliação ipsativa. Cabe ao professor pensar na avaliação como um processo que vai além de sua mera aplicação, que precisa ser cuidadosamente elaborado. As informações obtidas por meio dessa avaliação, por sua vez, devem ser revisadas com os estudan-

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tes para reconhecerem o ensino como um processo contínuo, que implica rever suas dificuldades a fim de avançar na aprendizagem. O planejamento do processo de avaliação deve incluir conteúdos trabalhados em sala de aula de maneira situada e reflexiva, levando em consideração o processo de aprendizagem do estudante. Deve, ainda, na medida do possível, conter atividades que valorizem diferentes tipos de conhecimento do estudante, como atividades objetivas, dissertativas, trabalhos em grupo e debates. Quando elaborada, aplicada e revisada corretamente, a avaliação perde seu caráter punitivo e excludente e passa a avaliar o estudante de maneira formativa e continuada, além de possibilitar que o professor reveja sua prática pedagógica.

A autoavaliação A autoavaliação tem papel fundamental na democratização da avaliação. A utilização dessa ferramenta possibilita tanto a estudantes como a professores avaliar o próprio desempenho em sala de aula. Ao dar aos estudantes a oportunidade de se autoavaliar, o educador também tem a chance de refletir sobre suas práticas pedagógicas e as escolhas que faz em sala de aula. [...] Para o aluno autoavaliar-se, é altamente favorável o desafio indicado pelo professor, provocando-o a refletir sobre o que está fazendo, retomar passo a passo seus processos, tomar consciência das estratégias de pensamento utilizadas. Mas não é tarefa simples. Para tal, o professor precisará ajustar suas perguntas e desafios às possibilidades de cada estudante, analisar as etapas do processo em que se encontra, priorizando uns e outros aspectos, decidindo sobre o quê, como e quando falar, refletindo sobre o seu papel frente à possível vulnerabilidade do aprendiz. [...] HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliar para promover: as setas do caminho. 15. ed. Porto Alegre: Mediação, 2014. p. 60.

A autoavaliação pode ser feita em diferentes momentos, como no final de cada produção escrita/oral, com o objetivo de levar o estudante a analisar sua compreensão a respeito das características necessárias à produção do texto. Além da autoavaliação da produção textual, outra ainda é proposta para avaliar o processo. Nesta, o estudante pode verificar o que já aprendeu e identificar o que precisa aprender mais, apontando e corrigindo as inadequações. Algumas seções desta coleção que incluem atividades avaliativas permitem aos estudantes que façam avaliações pessoais do próprio aprendizado. A seguir, apresentamos algumas perguntas para autoavaliação que podem ser utilizadas pelos estudantes em diferentes momentos da aula. • Quais foram os principais conteúdos que aprendi na unidade? • Quais dificuldades encontrei e como posso superá-las? • Preciso retomar o estudo de quais conteúdos?

• Consegui aplicar os conteúdos e conceitos estudados em atividades práticas? A seção Retome o que estudou também oportuniza momentos para a realização da autoavaliação, quando o estudante deve retomar as questões respondidas durante a condução dos conceitos e respondê-las novamente. Com isso, ele tem a oportunidade de confrontar essas respostas e verificar as mudanças, tomando consciência da aprendizagem.

Exames de larga escala Além dos diferentes modelos de avaliação, é importante levar em consideração a preparação dos estudantes para exames de larga escala, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao final do Ensino Médio e, em certos casos, serve como critério de seleção para ingresso em instituições de Ensino Superior por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Assim, é importante fornecer, no decorrer do Ensino Médio, instruções sobre como funcionam e resolver questões de edições anteriores desses exames para auxiliar os estudantes a se familiarizarem com a estrutura das questões, que geralmente apresentam um texto-base contextualizado em temas reais e atuais e são, muitas vezes, interdisciplinares. Promover simulados em sala de aula, além de ser uma forma de familiarizar os estudantes com as estruturas de atividades comuns nesses tipos de exames, pode ser uma boa oportunidade de revisar e avaliar alguns processos e conteúdos e discutir as questões. Rodas de conversa sobre as dificuldades enfrentadas por estudantes que já tiveram a experiência com esses exames podem incentivar a troca de impressões, ajudando-os a se sentir acolhidos ao compartilhar eventuais frustrações e a superar suas dificuldades. Essas práticas promovem, ainda, o desenvolvimento de habilidades e competências essenciais para a formação integral, incluindo a capacidade de aplicar informações científicas em diferentes contextos e a compreensão da dinâmica de algumas relações sociais. Na seção Mais questões, esta coleção apresenta uma variedade de questões que já foram aplicadas em edições anteriores do Enem e em outros exames de larga escala. O objetivo é familiarizar os estudantes com os diferentes tipos de questões comuns em avaliações de larga escala. Os exames de larga escala geralmente contribuem para desenvolver as competências e a autonomia dos estudantes para solucionar problemas com base em conhecimentos interdisciplinares. Nesse sentido, entende-se como competência a capacidade de fazer esquemas mentais, que se referem a ações e operações mentais de caráter cognitivo, socioafetivo ou psicomotor que, mobilizadas e associadas a saberes teóricos ou experienciais, geram habilidades: o saber fazer.

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A Base Nacional Comum Curricular A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que estabelece normas que organizam e orientam as aprendizagens fundamentais a serem desenvolvidas progressivamente pelos estudantes ao longo de sua trajetória escolar na Educação Básica. Ela está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Plano Nacional da Educação, que a torna obrigatória nos currículos das instituições públicas e privadas do Brasil. A BNCC valoriza não só os conteúdos regulares do currículo, mas também o desenvolvimento de aspectos socioemocionais, favorecendo a formação integral dos estudantes, combatendo problemas como o preconceito e valorizando as diversidades com vistas à construção de uma sociedade justa, democrática, inclusiva e preocupada com os problemas contemporâneos. O principal objetivo dessa política pública é estabelecer uma base norteadora para o ensino no país, considerando as demandas dos estudantes, a fim de prepará-los para o futuro, diminuindo desigualdades e proporcionando direitos iguais de aprendizagem. Sendo um documento que tem como proposta normatizar o currículo escolar brasileiro, a BNCC define que, ao longo da Educação Básica (incluindo, dessa forma, a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio), os estudantes devem ter assegurado o desenvolvimento de dez competências gerais, que se unificam, no âmbito pedagógico, nos direitos de aprendizagem e desenvolvimento e na formação de atitudes e valores dos aprendizes. Dessa forma, essas competências são delineadas pela BNCC como mobilização de conhecimentos, em que estão inseridos os conceitos e procedimentos; as habilidades, denominadas pelas práticas cognitivas e socioemocionais; além das atitudes e dos valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. Como a proposta é a de que o estudante desenvolva essas competências ao longo de sua trajetória escolar, a fim de promover uma amplitude e uma complexidade das abordagens propostas por elas, espera-se que eles, no Ensino Médio, desenvolvam-nas em sua totalidade. Dessa forma, o professor deve propor cada uma de acordo com o nível de cada turma, fazendo adaptações e ajustes conforme a demanda. O Ensino Médio deve continuar a formação dos estudantes ampliando os conhecimentos construídos no Ensino Fundamental e preparando-os para os desafios que encontrarão ao longo de sua trajetória na vida pessoal e profissional. A área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias busca consolidar e ampliar as aprendizagens previstas pela BNCC nos componentes de Biologia, Física e Química, a fim de garantir o uso pertinente das terminologias, processos e conceitos científicos, provendo-lhes a possibilidade de desenvolver competências e habilidades para utilizar os conhecimentos desses componentes simultaneamente em situações de aprendizagem. Apresentamos, a seguir, as competências específicas da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias para o Ensino Médio.

1. Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas interações e relações entre matéria e energia, para propor ações individuais e coletivas que aperfeiçoem processos produtivos, minimizem impactos socioambientais e melhorem as condições de vida em âmbito local, regional e global. 2. Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argumentos, realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e fundamentar e defender decisões éticas e responsáveis. 3. Investigar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento científico e tecnológico e suas implicações no mundo, utilizando procedimentos e linguagens próprios das Ciências da Natureza, para propor soluções que considerem demandas locais, regionais e/ou globais, e comunicar suas descobertas e conclusões a públicos variados, em diversos contextos e por meio de diferentes mídias e tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC). BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 553. Disponível em: https://www. gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal.pdf. Acesso em: 30 jul. 2024.

No documento da BNCC, cada uma dessas competências é detalhada e explicada e, para cada uma delas, são elencadas algumas habilidades. Nas Orientações para o professor são apresentados os trabalhos com as competências gerais, as competências específicas e as habilidades, destacando os códigos e as relações com o conteúdo/o tema/a atividade trabalhados. Esses elementos também são mapeados no Quadro de habilidades e conteúdos. Além das competências gerais, das competências específicas e das habilidades, as Orientações para o professor destacam os temas contemporâneos transversais trabalhados na coleção, segundo o documento Temas contemporâneos transversais na BNCC, de 2019. Os temas contemporâneos transversais propiciam aos estudantes reflexões sobre diferentes temas e questões relevantes da contemporaneidade, incentivando a participação social, política e cidadã. Essas reflexões são sempre vinculadas às atividades do Livro do Estudante cujo tema permita não apenas colocar em prática conteúdos de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, mas também discutir, argumentar e se conscientizar sobre o que é aprender em conjunto. Dessa forma, os estudantes, ao fazerem uma atividade em que aprendem sobre as tradições indígenas, por exemplo, são instigados a refletir sobre os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras, uma vez que podem aprender ou complementar o conhecimento que eles têm sobre a importância dos hábitos e das tradições indígenas para a cultura do país.

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Mapa de conteúdos e recursos do volume Apresentamos, a seguir, um mapa de conteúdos e recursos deste volume. Cabe ao professor a decisão fundamental sobre como utilizar o apoio pedagógico que é o livro didático: construir critérios de seleção dos temas das unidades de que fará uso, levando-se em conta o projeto pedagógico da escola, as condições da turma e as condições temporais da carga horária da grade curricular. Além disso, da maneira como a coleção está estruturada, o professor tem autonomia pedagógica para decidir sobre quais unidades abordar ou deixar de abordar, no todo ou em partes; e sobre seguir a ordem apresentada ou reagrupar as unidades pelos critérios organizativos que escolher, fazendo as pontes entre as unidades dentro desses critérios.

Unidade 1 – A Química e a matéria do Universo Capítulo

Conteúdos

Competências gerais; competências específicas da BNCC

Habilidades da BNCC

1 – A ciência moderna

Da alquimia à química moderna. Economia verde. Mulheres na ciência. Conhecimento científico e o conhecimento tradicional. Divulgação científica.

CG1; CG2; CG6; CG9

2 – Conceitos iniciais de Química

Grandezas físicas. Massa, peso, volume, densidade, pressão, temperatura e calor. Notação científica.

CG2

3 – A matéria

O estudo da matéria. A estrutura do átomo. Origem dos elementos químicos. Distribuição dos elementos químicos no Universo. A estrutura da Terra. Teorias atômicas: Dalton, Thomson, Nagaoka, Rutherford, Bohr e a atual. Atomismo. Distribuição eletrônica.

CG1; CG5 CECNT1 CECNT2 CECNT3

EM13CNT201 EM13CNT209

4 – Organização dos elementos químicos

Origem das primeiras tabelas periódicas. A tabela periódica atual e sua estrutura. Classificação dos elementos químicos. Contribuição das mulheres para a tabela periódica. Formação de novos elementos químicos.

CG1; CG2; CG4

EM13CNT201

5 – Substâncias e misturas

Substâncias simples e compostas e suas propriedades. Massas atômicas e massas moleculares. Quantidade de matéria e massa molar. Misturas homogêneas e heterogêneas. Dispersões coloidais. Separação de misturas. A química e o saneamento básico: tratamento de água e de esgoto.

CG1; CG2; CG3; CG4; CG6; CG7; CG9 CECNT1 CECNT2 CECNT3 CELGG2 CELGG6

EM13CNT101 EM13CNT104 EM13CNT106 EM13CNT209 EM13CNT301 EM13CNT307 EM13CNT309 EM13CNT310 EM13CHS104 EM13CHS204 EM13CHS205 EM13CHS601

EM13CNT201 EM13CNT303 EM13CNT305 EM13CNT309

Temas Contemporâneos Transversais Trabalho.

Diversidade cultural. Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras. Educação financeira. Educação ambiental.

Unidade 2 – A Química e a vida na Terra Capítulo 6 – A união dos átomos

Conteúdos Consumo consciente. Ligações iônicas. Ligações covalentes. Ligações metálicas.

Competências gerais; competências específicas da BNCC CG2

Habilidades da BNCC EM13CNT201 EM13CNT307

Temas Contemporâneos Transversais Educação ambiental.

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Unidade 2 – A Química e a vida na Terra Capítulo

Conteúdos

Competências gerais; competências específicas da BNCC

Habilidades da BNCC

Temas Contemporâneos Transversais

6 – A união dos átomos

Materiais inteligentes. Classificações de ligações químicas. Representação de estruturas químicas. Condução de corrente elétrica.

CG2

EM13CNT201 EM13CNT307

Educação ambiental.

7 – As interações entre as moléculas

Tensão superficial da água. Geometria molecular. Polaridade. Interações ou forças intermoleculares. Dipolo induzido-dipolo induzido. Dipolo permanente-dipolo permanente. Íon-dipolo. Ligações de hidrogênio. Materiais hidrofóbicos e a segurança no trânsito.

CG2

EM13CNT301

Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas culturais brasileiras. Educação para o trânsito.

8 – Funções orgânicas I

Química orgânica. Propriedades dos compostos orgânicos: polaridade molecular, solubilidade em água, estados de agregação dos compostos. Classificação das cadeias carbônicas. Hidrocarbonetos. Nomenclatura de hidrocarbonetos. Matriz energética brasileira e consumo de petróleo.

CG1; CG2; CG8; CG10

EM13CNT104 EM13CNT201 EM13CNT202 EM13CNT307

Trabalho.

9 – Funções orgânicas II

Funções oxigenadas: álcool, aldeído, cetona, fenol, éter, ácido carboxílico, éster e enol. Glicose no sangue. Funções nitrogenadas: amina e amida. Isomeria constitucional. Estereoisomeria.

CG3; CG8 CECNT1 CECNT3

EM13CNT104 EM13CNT207 EM13CNT309

Saúde. Ciência e tecnologia. Vida familiar e social. Educação alimentar e nutricional.

Unidade 3 – Matéria, energia e as transformações na Terra Capítulo

Conteúdos

Competências gerais; competências específicas da BNCC

Habilidades da BNCC

10 – Transformações Ciclo da água. Estados de agregação da matéria. da matéria

CG1; CG2

EM13CNT101 EM13CNT105 EM13CNT202 EM13CNT203 EM13CNT205 EM13CNT301 EM13CNT307

11 – Soluções e propriedades coligativas

CECNT3

EM13CNT301 EM13CNT303

Transformações físicas. Pressão de vapor. Fatores que influenciam as mudanças de fase. Diagramas de mudanças de fase da água. Comportamento anômalo da água. Transformações químicas da matéria. Leis ponderais. Conservação da matéria em um sistema. Lei da conservação das massas. Lei das proporções constantes. Concentrações de soluções. Concentração em massa. Porcentagem em massa de soluto. Título em massa. Concentração em partes por milhão (ppm) e em partes por bilhão (ppb). Concentração em quantidade de matéria. Concentração em mol/kg. Concentração de íons em mol/L. Fração em quantidade de matéria. Relações entre algumas concentrações de soluções. Diluição de soluções. Mistura de soluções. As propriedades coligativas. Abaixamento da pressão de vapor (tonoscopia).

Temas Contemporâneos Transversais Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

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Unidade 3 – Matéria, energia e as transformações na Terra 11 – Soluções e propriedades coligativas

Ebulioscopia. Crioscopia. Osmose e pressão osmótica. Propriedades coligativas na alimentação.

CECNT3

EM13CNT301 EM13CNT303

12 – Quantidade e proporção de matéria

Cálculo estequiométrico. Balanceamento de equações químicas. Relação entre massas: massa molar. Relação entre matéria e volume: volume molar. Fórmulas químicas. Rendimento de reações químicas. Fatores que influenciam no rendimento de reações químicas. Excesso de reagentes. Pureza dos regentes. Fritz Haber, entre o Nobel e a guerra. Química Verde. Quantidade de matéria.

CG1; CG9

EM13CNT101 EM13CNT105 EM13CNT305

Ciência e tecnologia.

13 – Termoquímica

Conceito de entalpia. Variação de entalpia. Entalpia de formação. Energia de ligação. Lei de Hess. Como o petróleo salvou as baleias cachalotes.

EM13CNT105

Educação ambiental. Diversidade cultural. Ciência e tecnologia.

Unidade 4 – Energia e transformações na sociedade Competências gerais; competências específicas da BNCC

Habilidades da BNCC

Capítulo

Conteúdos

14 – Eletroquímica

Desenvolvimento das pilhas. Reações de oxidação e reações de redução. Funcionamento de pilhas e baterias. Número de oxidação. Agente redutor e agente oxidante. Balanceamento de reações de oxirredução. Pilha de Daniell. Diferença de potencial e força eletromotriz em pilhas. Potencial padrão. Proteção dos metais. Pilhas secas. Pilhas alcalinas. Pilha de lítio. Baterias de chumbo. Baterias de íon de lítio. Baterias de carros elétricos. Célula de combustível.

CG1; CG2

EM13CNT106 EM13CNT107 EM13CNT301 EM13CNT307 EM13CNT308 EM13CNT309

15 – Eletrólise

Conceito de eletrólise. Características da eletrólise ígnea. A reciclagem do alumínio. Características da eletrólise aquosa. Aplicações da eletrólise. Lei de Faraday.

CG1; CG7; CG9

EM13CNT101 EM13CNT307

CG1; CG2; CG6; CG7

EM13CNT101 EM13CNT103 EM13CNT104 EM13CNT205 EM13CNT301 EM13CNT302 EM13CNT305 EM13CNT306

CG1; CG2; CG9

EM13CNT101 EM13CNT103 EM13CNT104 EM13CNT205 EM13CNT301 EM13CNT303 EM13CNT307

16 – Radioatividade Conceito de radioatividade. Descoberta da radioatividade. O primeiro elemento radioativo criado artificialmente. Radiação ionizante. Leis de Soddy. Meia-vida. Decaimento radioativo natural.

17 – Usos da radioatividade

Aplicações da radioatividade. Radioatividade na medicina. Radioatividade na agricultura. Radioatividade na indústria. Radioatividade e a datação de fósseis. Cuidados com os materiais radioativos. Radioatividade e controle de insetos.

Temas Contemporâneos Transversais

Educação ambiental. Trabalho.

Ciência e tecnologia. Educação ambiental.

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Unidade 5 – A dinâmica das transformações e o ser humano

Capítulo

Conteúdos

Competências gerais; competências específicas da BNCC

Habilidades da BNCC

Temas Contemporâneos Transversais

18 – Equilíbrio químico

Equilíbrio químico e saúde bucal. Reações reversíveis. Osteoporose. Equilíbrio químico e a constante de equilíbrio. Equilíbrios heterogêneos. Fatores que alteram o equilíbrio químico.

CG1; CG8

EM13CNT208

Saúde. Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso.

19 – Equilíbrio iônico e pH

Definições ácido-base. Constante de ionização da água: pH e pOH. Métodos de determinação de pH. Constantes de ionização e de dissociação. O ácido cianídrico e a farinha de mandioca. Solução-tampão. Indicador ácido-base natural.

CG1; CG2; CG4; CG8; CG9

EM13CNT101 EM13CNT104 EM13CNT301 EM13CNT306 EM13MAT305 EM13LP34

Saúde. Educação alimentar e nutricional.

20 – Hidrólise salina e produto de solubilidade

Hidrólise salina. Hidrólise de um sal de ácido fraco e base forte. Hidrólise de um sal de ácido forte e base fraca. Hidrólise de um sal de ácido fraco e base fraca. Hidrólise de um sal de ácido forte e base forte. Sal da alimentação indígena. Produto de solubilidade.

CG2; CG7; CG8; CG9

EM13CNT101 EM13CNT207 EM13CNT301 EM13CNT307

Educação alimentar e nutricional. Saúde.

Unidade 6 – As substâncias e o meio ambiente Capítulo

Conteúdos

Competências gerais; competências específicas da BNCC

Habilidades da BNCC

Temas Contemporâneos Transversais

21 – Ácidos, bases, sais e óxidos

Chuva ácida: causa, consequências e possíveis soluções. Ácidos e bases de acordo com Arrhenius. Ácidos e bases segundo Brønsted-Lowry. Ácidos e bases segundo Lewis. Características, classificação e nomenclatura dos ácidos. Principais ácidos e suas aplicações. Características, classificação e nomenclatura das bases. Principais bases e suas aplicações. Características, classificação e nomenclatura dos sais. Indicadores ácido-base naturais. Branqueamento de corais. Características dos óxidos. Classificação e nomenclatura dos óxidos. Protetor solar.

CG1; CG4; CG5; CG7; CG8; CG9

EM13CNT104 EM13CNT105 EM13CNT302 EM13CNT307 EM13CNT309

Educação ambiental. Saúde.

22 – Cinética química

Taxa média de uma reação química. Teoria das colisões e formação do complexo ativado. A rapidez de uma reação química. Fatores que influenciam a taxa de uma reação química: concentração, temperatura, superfície de contato e catalisadores. Funcionamento do conversor catalítico automotivo. Lei cinética das reações químicas.

CG1; CG2; CG4; CG7; CG8

EM13CNT101 EM13CNT104 EM13CNT105 EM13CNT203 EM13CNT205 EM13CNT206 EM13CNT301

Educação ambiental. Saúde. Educação alimentar e nutricional.

23 – Polímeros

Micronutrientes e macronutrientes. Polímeros naturais. Proteínas. Carboidratos. A extração do látex. Polímeros sintéticos. Polímeros de adição. Polímeros de condensação. Polímeros biodegradáveis.

CG1; CG2; CG6; CG7; CG8; CG10 CECNT1 CECNT3 CECHSA2 CECHSA3

EM13CNT104 EM13CNT206 EM13CNT207 EM13CNT302 EM13CNT306 EM13CNT309

Saúde. Educação alimentar e nutricional. Educação ambiental.

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06/11/2024 09:59:38


Sugestões de cronograma Apresentamos, a seguir, uma proposta de cronograma para elaborar o planejamento deste volume. No entanto, cabe ao professor a decisão de como utilizar o livro didático como apoio pedagógico, seguindo critérios de seleção dos temas e levando em consideração diversos fatores, como o projeto pedagógico da escola, as condições da turma, a carga horária e a grade curricular. Da maneira como está estruturada, esta coleção permite que o professor tenha autonomia pedagógica para decidir sobre quais temas abordar ou deixar de abordar, no todo ou em partes; sobre seguir a ordem apresentada ou reagrupar os temas de acordo com os critérios organizacionais escolhidos e, com isso, estabelecer as conexões entre os temas dentro desses critérios.

Sugestão bimestral

Sugestão trimestral

Unidades e capítulos

Trimestre

Unidades e capítulos

1º trimestre (1º ano)

Unidade 1 - Capítulo 1 Unidade 1 - Capítulo 2 Unidade 1 - Capítulo 3

2º trimestre (1º ano)

Unidade 1 - Capítulo 4 Unidade 1 - Capítulo 5 Unidade 2 - Capítulo 6

Bimestre

Unidade 1 - Capítulo 1 1º bimestre Unidade 1 - Capítulo 2 (1º ano) Unidade 1 - Capítulo 3 2º bimestre Unidade 1 - Capítulo 4 (1º ano) Unidade 1 - Capítulo 5 3º bimestre Unidade 2 - Capítulo 6 (1º ano) Unidade 2 - Capítulo 7 4º bimestre Unidade 2 - Capítulo 8 (1º ano) Unidade 2 - Capítulo 9 1º bimestre Unidade 3 – Capítulo 10 (2º ano) Unidade 3 – Capítulo 11 2º bimestre Unidade 3 – Capítulo 12 (2º ano) Unidade 3 – Capítulo 13 3º bimestre Unidade 4 - Capítulo 14 (2º ano) Unidade 4 - Capítulo 15 4º bimestre Unidade 4 - Capítulo 16 (2º ano) Unidade 4 - Capítulo 17 1º bimestre Unidade 5 - Capítulo 18 (3º ano) Unidade 5 - Capítulo 19 2º bimestre Unidade 5 - Capítulo 20 (3º ano) Unidade 6 - Capítulo 21 3º bimestre Unidade 6 - Capítulo 22 (3º ano) 4º bimestre Unidade 6 - Capítulo 23 (3º ano)

3º trimestre (1º ano)

1º trimestre (2º ano)

2º trimestre (2º ano)

Unidade 2 - Capítulo 7 Unidade 2 - Capítulo 8 Unidade 2 - Capítulo 9 Unidade 3 - Capítulo 10 Unidade 3 - Capítulo 11 Unidade 3 - Capítulo 12

Semestre

Unidades e capítulos

1º semestre (1º ano)

Unidade 1 - Capítulo 1 Unidade 1 - Capítulo 2 Unidade 1 - Capítulo 3 Unidade 1 - Capítulo 4 Unidade 1 - Capítulo 5

2º semestre (1º ano)

Unidade 2 - Capítulo 6 Unidade 2 - Capítulo 7 Unidade 2 - Capítulo 8 Unidade 2 - Capítulo 9

1º semestre (2º ano)

Unidade 3 - Capítulo 10 Unidade 3 - Capítulo 11 Unidade 3 - Capítulo 12 Unidade 3 - Capítulo 13

2º semestre (2º ano)

Unidade 4 - Capítulo 14 Unidade 4 - Capítulo 15 Unidade 4 - Capítulo 16 Unidade 4 - Capítulo 17

1º semestre (3º ano)

Unidade 5 - Capítulo 18 Unidade 5 - Capítulo 19 Unidade 5 - Capítulo 20

2º semestre (3º ano)

Unidade 6 - Capítulo 21 Unidade 6 - Capítulo 22 Unidade 6 - Capítulo 23

Unidade 3 - Capítulo 13 Unidade 4 - Capítulo 14 Unidade 4 - Capítulo 15

3º trimestre (2º ano)

Unidade 4 - Capítulo 16 Unidade 4 - Capítulo 17

1º trimestre (3º ano)

Unidade 5 - Capítulo 18 Unidade 5 - Capítulo 19

2º trimestre (3º ano)

Unidade 5 - Capítulo 20 Unidade 6 - Capítulo 21

3º trimestre (3º ano)

Sugestão semestral

Unidade 6 - Capítulo 22 Unidade 6 - Capítulo 23

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06/11/2024 10:00:21


Transcrições Podcast: Os elementos mais recentes da tabela periódica Unidade 1, Capítulo 4 [VINHETA DE ENTRADA] [LOCUTOR] Os elementos mais recentes da tabela periódica. [VINHETA DE SEPARAÇÃO] [LOCUTOR] Olá, estudante! Já imaginou como seria descobrir um novo elemento químico e ver seu nome na tabela periódica? [EFEITO SONORO DE SURPRESA] [LOCUTOR] Neste podcast, vamos explorar as mais recentes adições a essa incrível tabela que organiza os átomos que formam tudo ao nosso redor. Pronto para essa aventura científica? Então, vamos nessa! [VINHETA DE APROFUNDAMENTO] [LOCUTOR] A tabela periódica é um dos maiores marcos da Ciência, fruto das descobertas de diversos cientistas ao longo do tempo. Essa tabela é importante porque ela organiza os elementos químicos conforme suas propriedades, o que facilita a assimilação de conceitos químicos e a compreensão do comportamento da matéria. Em dois mil e dezesseis, tivemos uma atualização histórica. A União Internacional de Química Pura e Aplicada, conhecida pela sigla IUPAC, confirmou a existência de quatro novos elementos químicos, completando a sétima linha da tabela periódica. A IUPAC nomeou os elementos como: Nihonium, Moscovium, Tennessine e Oganesson. Em português, os nomes adaptados pela Sociedade Brasileira de Química foram: Nihônio, Moscóvio, Tennesso e Oganessônio. [EFEITO SONORO DE APLAUSOS] [LOCUTOR] A IUPAC é uma organização global que padroniza a nomenclatura e a terminologia química, estabelece diretrizes para a nomenclatura de novos elementos químicos e compostos e promove a colaboração internacional na área da química. Uma curiosidade é que os quatro novos elementos da tabela periódica, nomeados de forma temporária em dois mil e dezesseis, tiveram seus nomes ratificados no ano seguinte, durante o Congresso Mundial de Química da IUPAC, realizado na cidade de São Paulo. O Brasil teve participação nos eventos formais de divulgação dessas grandes descobertas. Conforme a tradição, elementos recém-descobertos podem ser nomeados com base em: [EFEITO SONORO DE TÓPICO] [LOCUTOR] Um conceito ou personagem da mitologia, incluindo objetos astronômicos. [EFEITO SONORO DE TÓPICO] [LOCUTOR] Uma referência a um mineral ou substância similar. [EFEITO SONORO DE TÓPICO] [LOCUTOR] Um lugar ou região geográfica relevante para a descoberta ou síntese do elemento. [EFEITO SONORO DE TÓPICO] [LOCUTOR] Uma propriedade fundamental do elemento, como sua cor, estado físico ou comportamento químico. [EFEITO SONORO DE TÓPICO] [LOCUTOR] Uma homenagem a um cientista que tenha feito contribuições significativas para a área. [VINHETA DE SEPARAÇÃO] [LOCUTOR] Primeiro, com número atômico cento e treze e símbolo Nh, o Nihônio foi sintetizado no Japão, e seu nome vem de “Nihon”, que é uma das formas de dizer “Japão” na língua japonesa e significa “a Terra do Sol nascente”. Em seguida, temos o Moscóvio, de número atômico cento e quinze e símbolo Mc. Ele foi descoberto na Rússia e recebeu seu nome em homenagem a Moscou, a capital do país. O Tennesso, de número atômico cento e dezessete e símbolo Ts, foi nomeado em homenagem ao estado do Tennessee, nos Estados Unidos, onde ficam sediadas as instituições envolvidas em sua descoberta. Por fim, temos o Oganessônio, com número atômico cento e dezoito e símbolo Og. Ele recebeu esse nome em homenagem ao físico nuclear russo Yuri Oganessian, que contribuiu significativamente para a pesquisa de elementos superpesados. Esse elemento é especialmente interessante porque sua descoberta envolveu uma colaboração internacional entre cientistas estadunidenses e russos. A história da Ciência está repleta de exemplos de avanços notáveis

impulsionados pela colaboração entre países! Agora que você já sabe a história por trás dos mais recentes elementos químicos descobertos, vamos conhecer algumas características em comum. [EFEITO SONORO DE BOLHAS] [LOCUTOR] Baseado no que foi dito nesse podcast, sabemos que os quatro novos elementos descobertos estão alocados na sétima linha da tabela periódica. Sabemos também que os nomes e símbolos desses elementos foram propostos em reconhecimento a localizações geográficas e em homenagem a um cientista que fez contribuições para a produção de novos elementos químicos. Contudo, ainda existem alguns fatos e expressões presentes nesse campo que são importantes de se conhecer: [EFEITO SONORO DE TÓPICO] [LOCUTOR] Um: transmutação artificial: todos os quatro elementos foram sintetizados artificialmente em laboratório, pois não são encontrados naturalmente na Terra. É importante lembrar que, dos cento e dezoito elementos químicos, noventa e dois são encontrados na natureza, enquanto os vinte e seis restantes são produzidos em laboratório. [EFEITO SONORO DE TÓPICO] [LOCUTOR] Dois: superpesados: esses elementos são classificados como elementos superpesados ou transurânicos, uma vez que têm números atômicos maiores que o do urânio, de noventa e dois, e, consequentemente, massas atômicas elevadas. [EFEITO SONORO DE TÓPICO] [LOCUTOR] Três: instabilidade: os quatro são altamente instáveis e têm meias-vidas muito curtas, o que significa que decaem rapidamente, formando outros elementos químicos. A maioria dos elementos superpesados sintetizados até o momento têm meias-vidas de frações de segundos, o que dificulta uma aplicação para eles. Contudo, os cientistas nucleares acreditam que pode haver uma “ilha de estabilidade” e que novos elementos superpesados podem ter tempos de meias-vidas maiores, o que possibilitaria aplicações na indústria e na medicina. [VINHETA DE ENCERRAMENTO DO ASSUNTO] [LOCUTOR] Essas descobertas são incríveis, não é mesmo? Elas mostram como a Ciência é uma aventura contínua, com novas conquistas o tempo todo. O que mais a tabela periódica nos reserva no futuro? Quem sabe você pode ser o próximo a descobrir novos elementos? Espero que tenha gostado desse mergulho na química moderna. Até a próxima! [VINHETA DE ENCERRAMENTO] [LOCUTOR] Esta produção usou áudios de Yan Maran e Envato Elements. Voz de Barros Batista.

Podcast: A química dos perfumes Unidade 2, Capítulo 9 [LOCUTORA] A química dos perfumes. [VINHETA DE SEPARAÇÃO] [LOCUTORA] Nosso olfato é capaz de distinguir uma infinidade de aromas graças à complexidade dos nossos receptores olfativos e à forma como nosso cérebro processa essas informações. Ao sentir os aromas de um perfume, por exemplo, estamos interagindo com uma sinfonia molecular que desencadeia uma série de reações em nosso organismo, podendo evocar memórias, emoções e sensações. Você já se perguntou por que um simples cheiro pode nos trazer lembranças tão vívidas ou alterar o nosso humor? A resposta está na fascinante química dos perfumes. Eu sou a Mari e, no podcast de hoje, vamos explorar os mistérios por trás das fragrâncias que nos encantam, explorando os componentes, as características e a ciência que tornam cada perfume único. Vem comigo! [VINHETA DE APROFUNDAMENTO] [LOCUTORA] “Perfume” pode ser definido como uma combinação de solventes, fixadores e compostos aromáticos, as fragrâncias. Esse conjunto geralmente vem em forma líquida, usado para proporcionar um aroma agradável a seres humanos, animais, objetos e ambientes. Perfumes podem ser considerados misturas que emitem e difundem um odor aromático e cativante. Vamos começar conhecendo os principais componentes que tornam essa magia possível. [EFEITO SONORO DE BOLHAS] [LOCUTORA] Conforme já mencionamos, perfumes são composições complexas. Elas são formadas por três elementos principais: solventes, fixadores e essências. Vamos nos aprofundar um pouco mais? [VINHETA DE ITEM]

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[LOCUTORA] Solventes: O componente mais comum usado como solvente nos perfumes é um álcool, geralmente o etanol. O solvente dilui e dissolve os compostos aromáticos, permitindo ajustar a concentração desejada do perfume e ajudando também a espalhar a fragrância de maneira uniforme quando aplicada na pele. Além disso, o solvente evapora rapidamente, o que faz com que o cheiro se espalhe no ar. [VINHETA DE ITEM] [LOCUTORA] Fixadores: Esses elementos também solubilizam os compostos aromáticos e retardam a evaporação dos componentes mais voláteis, o que ajuda a prolongar a duração do perfume na pele, liberando o aroma lentamente ao longo do tempo. Exemplos de fixadores incluem musgo de carvalho, âmbar gris e algumas resinas vegetais. [EFEITO SONORO DE BOLHAS] [LOCUTORA] Por fim, as essências são substâncias aromáticas concentradas, extraídas de plantas, flores, frutas ou outros materiais naturais. Com o desenvolvimento dos processos de síntese de química orgânica, muitas dessas essências passaram a ser produzidas em laboratório, com a cópia de essências naturais ou a produção de novas essências, conforme a criatividade dos químicos sintéticos. Essências são frequentemente utilizadas na fabricação dos perfumes, de cosméticos e de produtos de limpeza. [EFEITO SONORO DE BOLHAS] [LOCUTORA] Agora, vamos falar um pouco dos compostos que apresentam aromaticidade, como o benzeno e seus derivados. Esses elementos são responsáveis por muitos cheiros florais e doces. Por exemplo, a cumarina, encontrada na fava tonka, que tem um aroma doce, amendoado. Outro composto aromático comum que pode ser adicionado ao perfume é o eugenol, que tem um cheiro de cravo-da-índia e é usado tanto na perfumaria como em produtos odontológicos. Os óleos essenciais também são misturas de compostos odoríferos que podem aparecer nas composições dos perfumes. Os terpenos, classe de constituintes mais importantes dos óleos essenciais, encontrados em muitas plantas, são responsáveis por cheiros como os de lavanda e os cítricos. O limoneno, um terpeno encontrado nas cascas de cítricos, é amplamente utilizado para dar um toque fresco aos perfumes. Além do limoneno, o linalol, presente na lavanda e no coentro, é outro terpeno muito popular por seu aroma floral e ligeiramente picante. [EFEITO SONORO DE BOLHAS] [LOCUTORA] Um aspecto crucial na formulação de perfumes é a volatilidade dos componentes, que determina a rapidez com que cada substância evapora, constituindo o que os perfumistas denominam de “notas”. Perfumes são compostos por três tipos de notas. Vamos a elas? [VINHETA DE SEPARAÇÃO] [LOCUTORA] Começando pela nota superior, ou cabeça do perfume: é a primeira a ser percebida e evapora rapidamente, como cítricos e a lavanda. Ela é a primeira impressão que temos de um perfume e geralmente dura de cinco a trinta minutos. Os ésteres, como o acetato de isoamila, proporcionam cheiros frutados e são essenciais para criar notas de cabeça vibrantes. [VINHETA DE SEPARAÇÃO] [LOCUTORA] Temos também a nota do meio, ou coração do perfume, que forma o corpo do produto e dura mais tempo, como rosa e jasmim. As substâncias responsáveis por esses cheiros evaporam mais lentamente da pele. Essas notas começam a emergir depois que as notas de cabeça evaporam e podem durar de uma a cinco horas. [VINHETA DE SEPARAÇÃO] [LOCUTORA] Por fim, a nota de fundo, ou base do perfume, que é a última a evaporar, proporcionando a fixação do perfume, como a baunilha e o sândalo. Você sente essa nota em cerca de cinco a oito horas depois da aplicação. As notas de base podem durar várias horas ou até um dia inteiro, deixando uma impressão duradoura. Sabendo de tudo isso... Como os perfumistas criam um perfume? [VINHETA DE SEPARAÇÃO] [LOCUTORA] Muitos consideram que a criação de um perfume é uma arte, o que pode ser notado pela comparação dos aromas com as notas musicais. Criar um perfume é como compor uma música. Os perfumistas combinam diferentes ingredientes para criar uma sinfonia de cheiros. Eles usam uma pirâmide olfativa para estruturar as notas do perfume, garantindo que as notas de cabeça, coração e base se harmonizem perfeitamente. Isso envolve não apenas o conhecimento químico, mas também um senso aguçado de olfato e criatividade artística. Todos esses componentes podem encarecer o preço de um perfume, mas você sabe o que torna alguns perfumes mais caros do que os outros? A resposta está na raridade e na complexidade da obtenção dos ingredientes. Alguns perfumes usam extratos de plantas raras ou difíceis de cultivar,

que florescem apenas durante algumas semanas por ano e precisam ser colhidas manualmente. Além disso, a síntese de fragrâncias naturais em laboratório pode ser um processo complexo e caro. O próprio processo de criação e teste de perfumes pode ser caro e demorado, influenciando também o preço final do produto. As empresas investem em pesquisa e desenvolvimento para garantir que seus perfumes sejam únicos e de alta qualidade. Isso inclui testes de segurança, estabilidade e performance do produto em diferentes condições. [VINHETA DE ENCERRAMENTO] [LOCUTORA] Esses conhecimentos são incríveis, não é mesmo? Espero que tenha gostado de aprender sobre a química dos perfumes! Da próxima vez que usar seu perfume favorito, tenho certeza de que vai se lembrar do nosso papo de hoje. Até a próxima! [VINHETA FINAL] [LOCUTORA] Essa produção usou áudios de Yan Maran e Envato Elements. Voz de Mari Guedes.

Podcast: A energia das reações químicas Unidade 3, Capítulo 13 [VINHETA DE ENTRADA] [LOCUTORA] A energia das reações químicas. [VINHETA DE SEPARAÇÃO] [LOCUTORA] Da natureza até o interior de nossas casas, a transformação da matéria está presente em todos os lugares. Um bolo assando, o enferrujar de um prego e uma pedra de gelo que derrete, são apenas alguns dos exemplos de como as substâncias podem mudar. Essas transformações são fundamentais para a nossa vida, pois nos permitem aproveitar alimentos, desenvolver novos materiais e utilizar a energia de diferentes formas. Mas o que causa essas transformações? Qual a diferença entre a água virando gelo e a madeira queimando, por exemplo? Neste episódio, vamos explorar a ciência por trás dessas mudanças e entender como a energia está presente em cada uma delas. [VINHETA DE SEPARAÇÃO] [LOCUTORA] As mudanças que observamos em nosso cotidiano vão desde simples alterações físicas até complexas reações químicas. Quando falamos em transformações físicas, estamos nos referindo a mudanças que não criam substâncias, apenas alteram o estado de agregação das partículas de um material. Nesse caso, temos, por exemplo, a água se transformando em gelo no congelador... [EFEITO SONORO DE CONGELAMENTO] [LOCUTORA] A vaporização da água em uma chaleira... [EFEITO SONORO DE APITO DE CHALEIRA] [LOCUTORA] O derretimento de uma barra de chocolate... [EFEITO SONORO DE DERRETIMENTO] [LOCUTORA] E a condensação do vapor de água nos vidros de uma janela em um dia frio. [EFEITO SONORO DE VENTO] [LOCUTORA] Por outro lado, também existem as transformações químicas, que são mudanças nas quais as substâncias originais se alteram, formando novas substâncias, com propriedades diferentes. Por exemplo o escurecimento de um pedaço de maçã exposto ao ar. O cozimento de um ovo submetido ao calor... [EFEITO SONORO DE BORBULHAS] [LOCUTORA] A digestão dos alimentos em nosso corpo... [EFEITO SONORO DE RUGIDO ESTOMACAL] [LOCUTORA] E a queima de um palito de fósforo. [EFEITO SONORO DE ACENDER UM PALITO DE FÓSFORO] [LOCUTORA] Tanto as transformações físicas quanto as químicas estão relacionadas ao conceito de energia. Em alguns casos, a energia é o fator que induz essas mudanças; em outros, a liberação ou a absorção de energia é resultado das transformações. Vamos entender melhor? [VINHETA DE SEPARAÇÃO] [LOCUTORA] Em uma transformação física como o congelamento da água, a protagonista do processo é a liberação de energia: com a diminuição da temperatura, as moléculas de água perdem energia e se organizam em uma estrutura cristalina, formando o gelo. [EFEITO SONORO DE CRISTALIZAÇÃO] [LOCUTORA] Já na vaporização da água, ocorre o inverso: a absorção de energia. Ao recebê-la na forma de calor, ocorre um aumento na energia das moléculas, permitindo que elas passem da fase líquida para a fase gasosa.

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[EFEITO SONORO DE APITO DE CHALEIRA EM EBULIÇÃO] [LOCUTORA] Nas transformações químicas, a energia também está presente de várias formas. Por exemplo, na queima de um palito de fósforo, a chama que vemos é energia, liberada na forma de calor e luz, como resultado da reação química de combustão da madeira. Isso acontece porque a energia necessária para quebrar as ligações das substâncias reagentes é menor do que a energia liberada na formação das ligações dos produtos. Nesse caso, os produtos formados são as cinzas, o dióxido de carbono e a água. Agora que conhecemos algumas relações entre a energia e as transformações físicas e químicas, podemos entender como alguns itens do nosso dia a dia se baseiam nessas propriedades. Que tal conhecer um exemplo? [VINHETA DE SEPARAÇÃO] [LOCUTORA] Muitas vezes, as pessoas podem sofrer lesões durante a prática de esportes ou atividades físicas. Nesses casos, é comum o uso de compressas quentes e frias para tratar e aliviar os sintomas. Mas você sabe exatamente como esses produtos funcionam? As compressas quentes e as frias são formadas por um recipiente que contém uma porção de água e um sal sólido separados. Quando você golpeia ou ativa a compressa, ocorre a mistura e a dissolução do material sólido na água. Nas compressas frias, o sal sólido utilizado é o nitrato de amônio, de fórmula química NH quatro NO três. Quando esse sal entra em contato com a água, ocorre uma dissolução endotérmica. Isso significa que a dissolução absorve calor do ambiente e dos materiais em volta, fazendo com que a temperatura da compressa diminua. A superfície fria, em contato com a pele, ajuda a reduzir a inflamação e a dor em casos de machucados provocados por uma queda ou uma pancada. Já nas compressas quentes, o sal utilizado é o cloreto de cálcio, de fórmula CACL dois. Quando esse sal se dissolve na água, ocorre uma dissolução exotérmica. Nesse caso, a dissolução libera calor para o ambiente, e esse calor aquece a compressa. Em contato com a pele, o calor é benéfico no tratamento de lesões musculares ou dores crônicas, pois ajuda a melhorar a circulação sanguínea e a relaxar os músculos. Resumindo, as compressas frias utilizam uma reação de dissolução endotérmica, que absorve calor e esfria a compressa, e as compressas quentes funcionam por meio de uma reação de dissolução exotérmica, que libera calor e esquenta a compressa. [VINHETA DE ENCERRAMENTO DO ASSUNTO] [LOCUTORA] Ao longo desse episódio, nós exploramos o fascinante mundo das transformações físicas e químicas que ocorrem ao nosso redor, com ênfase na energia envolvida nesses processos. Aprendemos que essas transformações não são apenas conceitos abstratos estudados em laboratório, e sim fenômenos que permeiam nossa vida cotidiana e têm aplicações práticas importantes. E você, se lembra de mais algum produto ou situação do dia a dia que envolve transformações da matéria e mudanças de energia? Pense nisso e até a próxima! [VINHETA FINAL] [LOCUTORA] Essa produção usou áudios de Yan Maran e Envato Elements. Voz de Mari Guedes.

Podcast: A obtenção e utilização do Urânio-235 Unidade 4, Capítulo 17 [VINHETA DE ENTRADA] [PAULO] A obtenção e a utilização do urânio duzentos e trinta e cinco. [VINHETA DE INICIAÇÃO] [PAULO] Olá, estudante! Eu sou o Paulo e, no podcast de hoje, vamos falar sobre o urânio, um elemento fundamental para a produção de energia nuclear. Você vai entender em detalhes como ele é extraído da natureza, preparado para uso nos reatores e qual o seu papel na geração de eletricidade. Vamos lá? [VINHETA DE SEPARAÇÃO] [PAULO] Quem vai ajudar a gente nessa discussão é a Mari. Bem-vinda, Mari! [MARI] Obrigada, Paulo, e olá, estudante! Acredito que podemos começar apresentando a definição de materiais radioativos. Basicamente, materiais radioativos são substâncias que emitem radiação de forma espontânea. Essa radiação é a energia liberada do núcleo de seus átomos, que são como pequenas esferas com um núcleo no centro. Em alguns átomos, esse núcleo é instável e libera energia para se tornar mais estável. Essa energia liberada é a radiação. [PAULO] Exato! E, entre esses materiais, o urânio é um dos mais conhecidos. Ele é um elemento químico que pode ser encontrado em pequenas quantidades em rochas, no solo e até mesmo na água. É importante destacar que o urânio natural não é composto por um único tipo de átomo. Ele é formado por isótopos diferentes, sendo que o urânio duzentos e trinta e oito é o isótopo mais comum.

[MARI] É verdade, Paulo! O urânio duzentos e trinta e oito responde por noventa e nove vírgula três por cento do urânio natural. No entanto, a forma mais comum do urânio não é diretamente útil em aplicações como a geração de energia nuclear. Isso acontece porque ele não conta com núcleos físseis, que são núcleos que podem se quebrar pelo impacto de nêutrons que se movem lentamente. Agora você deve estar se perguntando: por que o urânio é tão importante, então? [PAULO] Ah! Boa pergunta! Vou começar falando sobre o seu processo de enriquecimento, que é parte essencial do uso desse material. O enriquecimento do urânio envolve a separação e a concentração do urânio duzentos e trinta e cinco, um isótopo menos comum que contém um núcleo físsil e que pode sustentar uma reação de fissão em cadeia dependendo da quantidade utilizada. Um dos métodos mais avançados para isso é a ultracentrifugação. [MARI] E é muito interessante saber como são realizadas a separação e a concentração desse isótopo por meio desse método. Você pode contar mais a respeito desse processo, Paulo? [PAULO] Claro! Esse método se baseia no princípio da diferença de massa entre os isótopos de urânio, pois o urânio duzentos e trinta e oito é ligeiramente mais pesado que o urânio duzentos e trinta e cinco. Assim, o urânio é transformado em hexafluoreto de urânio, que posteriormente é vaporizado e submetido a altíssimas rotações em centrífugas. As moléculas mais pesadas, ou seja, aquelas que contêm urânio duzentos e trinta e oito, tendem a se concentrar nas paredes externas do cilindro da centrífuga, enquanto as mais leves se acumulam no centro, de onde podem ser recolhidas. [MARI] E é aí que o urânio mostra seu valor. A ocorrência natural do urânio duzentos e trinta e cinco, é de apenas zero vírgula sete por cento, e, para servir de combustível nos reatores, ele é enriquecido de três a cinco por cento. O hexafluoreto de urânio é então convertido a dióxido de urânio e utilizado para a fabricação de pastilhas que servirão de elemento combustível para alimentar os reatores nucleares. [PAULO] Ah! E é interessante mencionar, Mari, que o funcionamento de uma usina nuclear é muito parecido com o de uma usina que utiliza combustível fóssil, pois o calor gerado no reator é utilizado na formação de vapor de água, que acionará uma turbina e um gerador elétrico. E uma grande vantagem é que, além de não emitir gases poluentes, apenas uma pequena quantidade de urânio é necessária para a geração de energia elétrica. Cerca de meio quilo de urânio pode gerar a mesma quantidade de energia elétrica de mil trezentas e cinquenta toneladas de carvão. [MARI] No entanto, com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. Depois de utilizado, o urânio gera resíduos radioativos, que são perigosos. Por isso, eles precisam ser descartados de maneira extremamente cuidadosa. Esses resíduos permanecem radioativos por milhares de anos, o que significa que o gerenciamento deles é um dos maiores desafios da energia nuclear. [PAULO] É verdade. Esses resíduos precisam ser armazenados em locais especiais, isolados do meio ambiente, para garantir que não haja contaminação. A ciência ainda está buscando formas de melhorar esse processo, seja por meio de novas técnicas de armazenamento ou de reciclagem dos materiais. [MARI] Enquanto a gente falava sobre o descarte dos resíduos radioativos, me veio à mente a série Os Simpsons. Sabe aqueles episódios em que o protagonista, o Homer Simpson, trabalha em uma usina nuclear? Eles sempre exageram na bagunça que é a segurança por lá. Acho que foi impossível não pensar naquelas cenas em que o lixo nuclear é jogado de qualquer jeito, até dentro de um parque de diversões! [PAULO] Essa referência é ótima, Mari. Os Simpsons sempre brincam com esses exageros. Mas na vida real, o gerenciamento de resíduos radioativos, como os do urânio, precisa ser levado muito a sério. Uma destinação inadequada dos rejeitos radioativos pode ter consequências gravíssimas para as sociedades humanas e para a natureza. Por isso, a ciência está em constante evolução para melhorar essas práticas e garantir ainda mais segurança ao processo de geração de energia nuclear. [VINHETA DE ENCERRAMENTO DO ASSUNTO] [MARI] E, assim, concluímos nosso podcast de hoje. Entendemos que o urânio, apesar da baixa abundância natural de seu isótopo físsil, tem um importante papel na geração de energia nuclear. Desde sua extração, enriquecimento, utilização até o descarte dos resíduos, o cuidado em cada etapa é essencial para garantir que possamos aproveitar essa fonte poderosa de energia de maneira segura e eficiente. [PAULO] Esperamos que você tenha aprendido algo novo e interessante sobre o urânio e o mundo da energia nuclear. E lembre-se: a ciência é cheia de descobertas incríveis que podem mudar o mundo ao nosso redor. Até o próximo episódio! [VINHETA DE ENCERRAMENTO] [PAULO] Esta produção usou áudios de Yan Maran e Envato Elements. [MARI] Vozes de Paulo Barcellos e Mari Guedes.

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Orientações, sugestões e respostas Neste tópico das Orientações para o professor, serão apresentados os objetivos das unidades, bem como as habilidades e competências da BNCC trabalhadas em cada tema. Além disso, serão apresentadas orientações, sugestões de atividades e materiais complementares, assim como estratégias de avaliação para os conteúdos abordados em cada capítulo.

Unidade 1 A Química e

a matéria do Universo

Nessa unidade, são abordados conteúdos relacionados ao desenvolvimento da Ciência ao longo do tempo, apresentando as explicações místicas dos fenômenos naturais e ressaltando suas diferenças em relação às explicações científicas, baseadas em observações, investigações e formulação de hipóteses. Outro papel significativo dessa unidade é mostrar aos estudantes que a Ciência é uma construção humana contínua, passível de alterações. Eles também vão perceber a importância da mulher no desenvolvimento científico, conhecendo as contribuições de muitas delas.

Objetivos da unidade • Entender como são realizadas as investigações científicas. • Identificar os diferentes tipos de conhecimento. • Reconhecer que o conhecimento científico é uma construção humana contínua, passível de mudanças. • Valorizar a participação da mulher no desenvolvimento científico. • Reconhecer a importância da divulgação científica. • Apontar os principais conceitos envolvidos no estudo da Química. • Conhecer o modelo atômico e ver que ele é o resultado do trabalho de diversos cientistas. • Entender a tabela periódica. • Diferenciar substâncias e misturas. • Analisar métodos de separação de misturas.

Justificativas O tema dessa unidade e os conteúdos discutidos em cada capítulo são essenciais para que os estudantes entendam a importância do conhecimento científico. Isso permitirá a eles compreender os fenômenos naturais do cotidiano, resolver problemas de maneira eficaz e adotar uma postura crítica e consciente frente às questões relevantes da sociedade. O estudo de modelos científicos propostos em diferentes épocas permite a discussão da atividade científica como um empreendimento humano, que passa por constantes transformações, favorecendo o trabalho com a habilidade EM13CNT201. Durante o estudo do desenvolvimento do conhecimento científico, os estudantes conhecerão importantes contribuições femininas, que os incentivarão a derrubar paradigmas e preconceitos que afastam as mulheres da Ciência, favorecendo o trabalho com a habilidade EM13CNT305.

Abertura da unidade - páginas 12 e 13 BNCC em contexto A abordagem das páginas iniciais dessa unidade incentiva os estudantes a refletir sobre a dimensão investigativa das Ciências da Natureza e suas tecnologias, ressaltando que o desenvolvimento dessa área deve ser inclusivo e não fazer distinção de gênero. Portanto, a abertura da unidade contribui para o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 1. A questão c incentiva os estudantes a refletir ativamente sobre a importância das mulheres nas Ciências, contribuindo para desenvolver a Competência geral 1. Inicie a abordagem dessas páginas solicitando aos estudantes que observem a fotografia e relatem o que pensam a respeito das informações que a análise de um fragmento de meteorito pode trazer sobre a constituição e a formação da matéria do Universo.

Respostas a ) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam a importância desses estudos, pois permitem compreender como os fenômenos da natureza ocorrem. b ) Resposta pessoal. Conhecer a estrutura da matéria é importante para explicar propriedades e comportamentos dos materiais. Isso ajuda no desenvolvimento de novas tecnologias e na compreensão das reações químicas. c ) Resposta pessoal. Reconhecer e valorizar as contribuições das mulheres na ciência é fundamental para promover a igualdade de gênero e garantir que talentos e perspectivas diversas sejam incluídos na pesquisa científica. Isso enriquece a ciência com novas ideias e abordagens, além de inspirar futuras gerações de cientistas. d ) Resposta pessoal. Os estudantes podem dizer que o estudo de substâncias e misturas é essencial para o desenvolvimento de produtos e o tratamento de resíduos.

Capítulo 1 – A ciência moderna páginas 14 a 27 Objetivos do capítulo • Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos.

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• Conhecer as diversas funções que um químico pode desempenhar. • Relacionar os conhecimentos químicos com os objetivos da Agenda 2030. • Valorizar a diversidade de saberes, diferenciando as várias formas como ela se apresenta. • Reconhecer a Ciência como manifestação sociocultural, sujeita a paradigmas referentes ao momento histórico. • Contextualizar o desenvolvimento científico em diferentes culturas e sem distinção de gênero.

BNCC em contexto Nas páginas 14 e 15, o estudo das teorias e práticas da alquimia proporciona aos estudantes o contato com saberes do passado e a percepção de que ela é construída gradativamente. Além disso, leva-os a reconhecer que todos os conhecimentos são importantes e que se deve considerar o momento histórico, as condições sociais e a tecnologia vigentes para que seja feita uma análise crítica responsável sobre determinada teoria. Espera-se que se situem no presente, enquanto percebem a base histórica fundamental que os levou a estar onde e como estão atualmente. Desse modo, eles desenvolvem as Competências gerais 1 e 2 e a habilidade EM13CNT201. Ao refletir sobre as importantes contribuições científicas femininas, espera-se que os estudantes derrubem ou ajudem a eliminar paradigmas e preconceitos que afastam as mulheres da Ciência, favorecendo o desenvolvimento das Competências gerais 1 e 9 e da habilidade EM13CNT305.

Após o trabalho com a página 14, oriente os estudantes para que conversem sobre outras maneiras, além de pesquisas em laboratório, de os saberes científicos serem criados e transmitidos. Para isso, realize a estratégia Think-pair-share. Solicite a cada estudante que pense em quais profissões ou atividades estão relacionadas à criação e à transmissão científica e como ocorrem. Após três minutos, peça a eles que se juntem em duplas e discutam suas conclusões. Solicite às duplas que mostrem os exemplos e exponham seus raciocínios. Anote na lousa os pontos principais. Essa atividade permite desenvolver a Competência geral 6 e o tema contemporâneo transversal Trabalho, pois incentiva os estudantes a refletir sobre diferentes profissões, levando-os a valorizar a diversidade de saberes e se apropriarem de conhecimentos que os permitam entender as relações do mundo do trabalho, bem como fazer escolhas alinhadas ao projeto de vida de cada um.

BNCC em contexto Ao abordar as páginas 16 e 17, que mostram as diferentes áreas de atuação dos profissionais de Química, infere-se que o desenvolvimento atual dessa área está voltado para os modos de produção mais sustentáveis. Portanto, a discussão promovida contribui para aprimorar a habilidade EM13CNT309.

Compartilhe ideias - página 17 O boxe Compartilhe ideias da página 17 está relacionado ao tema contemporâneo transversal Trabalho ao tratar do alto número de publicações científicas e permitir a discussão a respeito de uma das atribuições dos cientistas. Esse boxe tem o objetivo de fazer os estudantes identificarem as dificuldades e os obstáculos relacionados à pesquisa e à publicação científica no Brasil. Se possível, pergunte a eles como acham que funciona o processo de publicação de artigos científicos e, se julgar interessante, proponha-lhes a elaboração de um artigo, nesses moldes, sobre o tema abordado nessa seção.

Resposta a ) Espera-se que os estudantes citem que as pesquisas ainda enfrentam muitos obstáculos para seu desenvolvimento, como a falta de investimento e de pesquisadores e o processo burocrático para sua realização. Como medidas para melhorar a produção e a qualidade de trabalhos científicos no Brasil, eles podem citar incentivo e valorização das pesquisas científicas por parte da população em geral e ampliação da divulgação dos estudos científicos.

BNCC em contexto A abordagem da página 18 contribui para o desenvolvimento da Competência geral 6 ao incentivar a valorização da diversidade de saberes e vivências culturais.

Ligado no tema - página 18 Objetivos • Diferenciar conhecimento científico, conhecimento tradicional e senso comum. • Reconhecer a importância da propriedade intelectual. Orientações Essa seção favorece o trabalho em conjunto com o professor do componente curricular de Sociologia, ao abordar os diferentes tipos de conhecimento. Questione os estudantes se já ouviram falar sobre esses tipos de conhecimento. Comente que cada um deles possui características específicas, que não podem ser desconsideradas, e que devem ser interpretadas dentro de seus devidos contextos. Explique que alguns conhecimentos populares, como a época adequada de semear e colher determinados tipos de cereais, foram sistematizados e incorporados pela ciência. Entretanto, também existem práticas oriundas do senso comum, transmitidas de geração em geração, que não têm respaldo científico.

Integrando o conhecimento Na página 21, leia com os estudantes a tirinha quadrinho por quadrinho, questionando o que eles esperam dos quadrinhos seguintes. O uso desse recurso contribui para o trabalho com o componente curricular de Língua Portuguesa, de modo que os estudantes compreendam não apenas as falas dos personagens e o propósito da crítica social apresentada, mas também identifiquem as características do gênero que ajudam nessa interpretação, como os elementos visuais.

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BNCC em contexto A abordagem da página 26 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT303, pois incentiva os estudantes a elaborar estratégias para selecionar fontes confiáveis de informação ao pesquisar divulgadores científicos em redes sociais.

Ligado no tema - página 26 Objetivos • Conhecer a divulgação científica. • Refletir sobre a confiabilidade de fontes de informação. • Compreender a importância de divulgar o conhecimento científico. Orientações Depois que os estudantes lerem o cartaz da página 26, pergunte se já viram cartazes desse tipo e se conhecem outras formas de fazer uma divulgação científica. Caso mencionem outros exemplos, como por meio de redes sociais, incentive-os a compartilhar essas informações com o restante da turma. Enfatize os diversos formatos pelos quais esse conhecimento circula. Informar-se apenas por meio de posts ou vídeos em redes sociais proporciona uma compreensão diferente do conteúdo em comparação com a leitura de revistas sobre ciências, que por sua vez é diferente de participar de seminários e congressos. O objetivo das questões b, c e d é fomentar nos estudantes um olhar crítico e criterioso para os conteúdos consumidos na internet. Se necessário, auxilie-os analisando as informações obtidas por eles. Verifique se os conteúdos estão relacionados à divulgação da área das ciências e se as fontes das informações são confiáveis.

Acompanhando a aprendizagem Ao final do capítulo, avalie a compreensão dos estudantes sobre o desenvolvimento da ciência aplicando a estratégia Jogo pedagógico – verdadeiro, falso ou discussão. Para isso, divida a turma em grupos e distribua cartões com perguntas sobre os conteúdos estudados. Confira mais orientações sobre essa estratégia nas páginas XI e XII destas Orientações para o professor.

Respostas - Páginas 19 e 20

1. a ) Porque o novo modelo rompe com os pensamentos aceitos até o momento, propondo uma nova organização para os astros do Sistema Solar. Observa-se, assim, uma quebra de paradigma: a Terra e os seres humanos deixam de ser destaque no centro do Universo para assumir posição semelhante à de outros astros, orbitando ao redor de uma estrela, o Sol. b ) O objetivo dessa questão é levar os estudantes a entender que o conhecimento científico não é uma verdade absoluta: pode ser reformulado, complementado ou substituído quando se torna insuficiente para explicar fenômenos observados. Espera-se que eles comentem que algumas previsões do modelo geocêntrico não estavam de acordo com o observado, tornando-o incompatível com algumas constatações.

3. b ) Espera-se que os estudantes respondam que a pesquisa aponta como a infecção por esse vírus pode ser prejudicial à saúde, alertando a população. Assim, o cidadão pode e deve adotar medidas que evitem a proliferação do mosquito e a transmissão da doença, como remover água parada dos ambientes, manter caixas-d’água tampadas e não acumular resíduos nas residências. 6. c ) Uma vez reconhecidas as propriedades intelectuais por meio dos conhecimentos tradicionais, pode-se dar o devido crédito aos verdadeiros detentores do saber, e possíveis recursos econômicos provenientes de patentes podem ajudar a garantir a proteção e sobrevivência desses povos.

Respostas - Página 27 1. a ) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam e reconheçam que os erros que ocorrem quando o oxímetro é utilizado em pacientes negros podem indicar que, na fase de desenvolvimento do dispositivo, os testes foram feitos principalmente com pessoas de pele clara. b ) Um resultado equivocado pode interferir no diagnóstico, pois indicará que a pessoa está com oxigenação maior do que a real, atrasando a possível hospitalização e o tratamento de um paciente. c ) Espera-se que os estudantes respondam que novos aparelhos devem ser desenvolvidos e que pessoas negras devem fazer parte dos testes desses aparelhos. Dessa forma, evita-se a criação de produtos que possam apresentar desigualdades em seus usos e garante-se que todos se beneficiem das inovações científicas. d ) Resposta pessoal. Espera-se que, com base na pesquisa realizada, os estudantes compreendam que o racismo científico surgiu no século XIX, usando a ciência para justificar e perpetuar preconceitos raciais ao tratar características como a cor da pele como forma de fundamentar uma hierarquia racial. Ao relacionar o tema pesquisado com os erros que ocorrem no uso de oxímetros, os estudantes podem identificar como preconceitos históricos ainda afetam a saúde e o acesso a cuidados médicos da população negra. e ) Espera-se que os estudantes reconheçam que a ciência pode revelar preconceitos e vieses que tendem a ser reproduzidos por cientistas, mesmo sem intenção, em razão de o desenvolvimento científico se basear historicamente em padrões hegemônicos. Portanto, espera-se que eles reflitam e reconheçam que a diversidade no campo científico é essencial para agregar diferentes perspectivas e enriquecer a ciência. 4. Resposta pessoal. Essa atividade tem o objetivo de levar os estudantes a pesquisar a carreira acadêmica de cientistas mulheres, contribuindo para uma análise da diversidade nas áreas científicas. Tal informação pode revelar fragilidades e vieses dos sistemas de divulgação científica e de reconhecimento acadêmico.

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Capítulo 2 – Conceitos iniciais de Química - páginas 28 a 37 Objetivos do capítulo • Compreender a importância da padronização na Ciência. • Utilizar corretamente grandezas e unidades de medida. • Estimar ordem de grandeza.

BNCC em contexto O conteúdo das páginas 28 e 29 contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2, pois possibilita aos estudantes compreender a necessidade do uso padronizado de grandezas físicas, recorrendo à abordagem própria das Ciências. Ao trabalhar o quadro com as grandezas e unidades de medida, leia com os estudantes todos os itens listados, enfatizando a diferença entre grandeza e unidade e destacando que as grandezas apresentam diferentes unidades. Explore as ilustrações das páginas 29 e 30 mostrando aos estudantes como, no dia a dia, eles se deparam constantemente com situações em que grandezas físicas (as mesmas usadas em um laboratório de Química) são utilizadas. Inicie a discussão questionando-os sobre outras situações e contextos em que eles devem identificá-las para realizar alguma tarefa (a preparação de um suco, em que se calcula o volume de água a ser usado, a relação entre a massa e a quantidade de pão a ser comprada na padaria etc.). Assim, os estudantes poderão perceber que, na Química, eles devem usar essas grandezas como o fazem no cotidiano. Nos tópicos sobre massa, peso, volume e densidade, questione os estudantes sobre a semelhança de alguns desses conceitos e como eles utilizam essas grandezas no dia a dia. É importante eles perceberem que, mesmo que o termo peso seja mais utilizado do que massa (geralmente se fala o peso de uma pessoa em quilogramas, por exemplo), ele não se aplica aos padrões científicos – ainda que seja um modo de pensar em situações do senso comum.

Integrando o conhecimento Na página 29, ao diferenciar massa (quantidade de matéria) de peso (força), enfatize o conceito de força do componente curricular de Física, já que em Química a utilização da massa dos materiais é mais frequente para a compreensão de suas propriedades. Destaque que o peso, ou seja, a força exercida pelos materiais na superfície da Terra, tem influência da aceleração da gravidade e não é igual em toda a superfície terrestre. Faça uma relação dessa discussão no momento de abordar o volume e a densidade, pois os conceitos de densidade e peso podem ser confundidos pelos estudantes. É importante destacar que a densidade é uma relação entre o volume e a quantidade de matéria (massa). Faça uma comparação simples com a pergunta: “O que ‘pesa’ mais: um ​1 kg​de chumbo

ou ​1 kg​ de algodão?”. Muitos estudantes, intuitivamente, podem responder que o chumbo “pesa” mais, analisando os dois sistemas por meio da natureza do material (no dia a dia, julgamos que chumbo pesa muito mais que algodão). Destaque que a massa (quantidade de matéria) é a mesma (​1 kg​ para cada), mas as densidades são diferentes, pois ​1 kg​de algodão ocupa um volume muito maior do que ​1 kg​de chumbo. Dessa forma, mesmo que o chumbo e o algodão tenham a mesma massa, possivelmente, ao jogá-los em um recipiente com água, o chumbo afundará – por ter densidade maior, de​ 11 g/​cm​​ 3​​ –, enquanto o algodão ficará na superfície da água, pois sua densidade é de 0 ​ ,45 g/​cm​​ 3​​, menor do que a densida3 de da água (​​ 1 g/​cm​​ ​)​​. Outro exemplo que pode despertar o interesse dos estudantes é a comparação entre gordura e músculo no corpo humano. A gordura ocupa mais espaço que o músculo, pois meio quilograma de gordura ocupa aproximadamente 18% mais volume do que meio quilo de músculo. Essa diferença ocorre porque a gordura é menos densa que o músculo, resultando em um maior volume para a mesma quantidade de massa. Por fim, ao apresentar o conceito de pressão, aponte que, em Química, a compreensão desse conceito é importante, acima de tudo nos estudos sobre os gases e o processamento das reações químicas. A pressão pode influenciar significativamente a maneira como as transformações acontecem, afetando a taxa de ocorrência e a eficiência dos processos. Em uma panela de pressão, por exemplo, a elevada pressão acelera o cozimento dos alimentos. Isso demonstra como essa variável pode alterar as condições e o tempo necessário para completar uma transformação. Ao abordar o barômetro de Torricelli, nas páginas 32 e 33, explique aos estudantes que o mercúrio é um metal pesado que pode causar danos ao organismo, prejudicando os sistemas nervoso, cardiorrespiratório e imunológico. Oriente-os a investigar as normas e regulamentações legais para o uso do mercúrio em produtos do cotidiano, no meio ambiente, na saúde pública e nas indústrias. Aproveite para explicar aos estudantes a conexão entre altitude e pressão atmosférica, destacando que a pressão atmosférica diminui à medida que a altitude aumenta. Para desenvolver a expressão que relaciona a pressão com a altura da coluna de mercúrio, na página 33, se necessário, retome o conceito de densidade e desenvolva a expressão na lousa junto com os estudantes. Ao abordar temperatura e calor, é importante diferenciar esses dois conceitos por meio da discussão sobre sensações térmicas. Explore a ilustração utilizada na página 33, em que duas pessoas se questionam sobre o uso dos termos calor e quente.

Atividade extra Proponha a seguinte dinâmica: peça aos estudantes que toquem em um material de metal perto deles (pode ser a barra de ferro da carteira/cadeira ou a maçaneta da porta). Depois, solicite que toquem em algum material de madeira ou plástico (pode ser o material da própria carteira/cadeira). Conduza a dinâmica com estes questionamentos: a ) Qual material está mais frio? Qual material tem mais calor?

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Possivelmente, os estudantes responderão que o metal é mais frio e a madeira tem mais calor. Porém, apenas com a sensação térmica, não é possível estimar a quantidade de calor (troca de energia entre a mão e o material). b ) Qual material está com temperatura maior? Ambos estão aproximadamente com a mesma temperatura. Peça aos estudantes que levantem hipóteses sobre o motivo de, mesmo com a mesma temperatura, os materiais terem sensações térmicas diferentes. Depois, explique a propriedade do metal em conduzir melhor energia térmica, permitindo sua troca (relacionando o assunto com a discussão apresentada na página 35, sobre condução térmica). Utilizando o exemplo das colheres e panelas da página 35, enfatize como o conhecimento dessa propriedade permite a escolha de materiais isolantes e condutores para aplicações específicas. Ao trabalhar os conteúdos da página 36, ressalte que a ordem de grandeza serve para estimar quantidades e, por isso, não representa um valor exato.

Acompanhando a aprendizagem Aplicando a estratégia Aprendendo a perguntar, selecione o conteúdo sobre grandezas físicas desse capítulo e peça aos estudantes que o releiam. Solicite que formulem uma pergunta acerca desse conteúdo, que a escrevam em um papel e que, depois, o dobrem. As perguntas podem ser do tipo: “Qual é a diferença entre massa e peso?” ou “Qual é a unidade do SI para pressão?”. Recolha todos os papéis, coloque-os em um envelope ou saquinho plástico e solicite a um estudante por vez que sorteie uma pergunta e a leia para a turma. Um estudante escolhido pelo sorteador deverá respondê-la. Com base na resposta, fomente a discussão sobre o questionamento e sobre a resposta para que todos compreendam a questão.

Respostas - Página 37

1. a ) ​1 000 m/km ​· ​3 km ​= ​3 000 m​ b ) ​1 ​· ​10​​6​ mm/km ​· ​2,5 km ​= ​2,5 ​· ​10​​6​ mm​ c ) ​1 ​· ​10​​5​ cm/1 km ​· ​4,5 km ​= ​4,5 ​· ​10​​5​ cm​ d ) ​1 000 ​cm​​2​/ ​m​2​​· ​3,1416 ​m​2​​= ​31 146 ​cm​​2​ e ) ​1 ​· ​10​​−6​​m​2​/ ​mm​​2​​· ​3,5 ​mm​​2​​= ​3,5 ​· ​10​​−6​​m​2​ f ) ​3 ​m​3​​· ​1 000 ​dm​​3​/ ​m​3​​= ​3 000 dm​​3​ g ) ​1 000 cm​​3​/ ​dm​​3​​· ​450,8 ​dm​​3​​= ​450 800 ​cm​​3​ 1 ​dm​​3​ h ) ​200 ​cm​​3​​· _ ​ ​​= ​0,2 ​dm​​3​ ​1 000 cm​​3​ i ) ​​T​K​​ ​= ​100 ​+ ​273 ​= ​373 ​∴ ​​T​K​​ ​= ​373 K​ j ) ​350 ​= ​​T​C​​ ​− ​273 ​∴ ​​T​C​​ ​= ​77 ° C​ 60 s ​​= ​3 000 s​ k ) ​50 min ​· _ ​ 1 min 1 min ​​· ​1 200 s ​= ​20 min​ l ) _ ​ 60 s m) ​60 min/1 h ​· ​2 h ​= ​120 min​ 1h ​​· ​14 400 s ​= ​4 h​ n) _ ​ 3 600 s

3. A urina humana tem densidade maior do que a da água em razão da presença de compostos dissolvidos, como sais, ureia e proteínas. Esses materiais aumentam a massa da urina para um determinado volume, resultando em uma densidade maior. 4. Para determinar a massa da solução, primeiro, deve-se determinar a massa da água por meio da equação da densidade: ​d ​= ​m/V ​⇒ ​m ​= ​1 ​· ​380 ​= ​380 ​∴ ​m ​= ​380 g​. A massa de hidróxido de sódio fornecida no enunciado é de ​80 g​, portanto a massa da solução será: ​m ​= ​80 g ​+ ​ ​+​380 g ​= ​460 g​. Já o volume da solução deve ser determinado por meio da equação da densidade utilizando a densidade da solução fornecida no enunciado: ​d ​= ​m/V ​⇒​​ ​⇒ ​V ​= ​460/575 ​= ​0,8 ​∴ ​V ​= ​800 mL​. 6. a ) A massa de um objeto é uma propriedade intrínseca que não depende da localização. Portanto, a massa da amostra é a mesma tanto na Terra quanto na Lua, ​500 g​. b ) O peso de um objeto é a força com que ele é atraído pela gravidade e depende tanto da massa do objeto quanto da aceleração da gravidade do local onde ele se encontra. Calculando-se, portanto, temos que o peso da amostra na Terra é 0 ​ ,5 kg ​· ​9,8 m/​s​2​​=​​ ​= 4,9 N​e na Lua ​0,5 kg ​· ​1,6 m/​s​2​​= ​0,8 N​. 7. a ) O calor é transferido do chá quente para o ar ao seu redor principalmente por convecção. O ar próximo à superfície do chá aquece, torna-se menos denso e sobe, enquanto o ar mais frio desce para ocupar seu lugar, criando correntes de convecção que distribuem o calor. b ) O aquecedor elétrico aquece o ambiente por meio de condução, convecção e irradiação. O resistor elétrico dentro do aquecedor converte energia elétrica em calor (condução). O ar ao redor do aquecedor aquece e circula pela sala (convecção). Além disso, o aquecedor emite radiação infravermelha, que aquece diretamente os objetos e as pessoas no ambiente (irradiação). c ) O calor é sentido ao tocar a xícara de chá em razão da condução. O calor é transferido diretamente da superfície quente da xícara para a mão de uma pessoa por causa do contato direto entre os dois corpos.

Capítulo 3 – A matéria - páginas 38 a 56 Objetivos do capítulo • Compreender o que é matéria e a sua constituição. • Associar a evolução estelar à distribuição dos elementos químicos no Universo. • Compreender a elaboração, os limites e as potencialidades dos modelos atômicos. • Relacionar conhecimentos filosóficos e químicos. • Descrever a estrutura de um átomo com base nos modelos atômicos atuais.

BNCC em contexto A abordagem da página 38 contribui para o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 1, pois aprofunda o conceito de matéria e sua composição, fornecendo subsídios para

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os estudantes analisarem fenômenos naturais e processos tecnológicos com base nas relações entre matéria e energia. Nessa página, é possível ainda trabalhar a habilidade EM13CNT201 ao questionar a turma e promover a reflexão, a análise e a discussão a respeito de um modelo atômico. O trabalho com as páginas 39 a 42 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT209, já que possibilita aos estudantes analisar a evolução estelar associando-a aos modelos de origem e distribuição dos elementos químicos no Universo, estabelecendo relações com as condições necessárias ao surgimento de sistemas solares e planetários, suas estruturas e suas composições. Além disso, fornece subsídios que os auxiliam na análise de interpretações sobre a dinâmica do Cosmo e na elaboração de argumentos sobre a formação, a composição e a evolução do Universo, o que contribui para o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 2. Para levantar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito do que a matéria é constituída, discuta com eles as questões propostas na página. Conduza a discussão de modo a introduzir o assunto dizendo que entender a constituição da matéria foi algo que sempre intrigou a humanidade, e mostre a representação de um modelo atômico na ilustração da página 38. Mostre-lhes também a estrutura dos átomos, indicando as partículas e as regiões que os constituem. Incentive os estudantes a responder à questão inicial do texto, na página 39, sobre como surgiram os elementos químicos. Conduza a explicação da origem desses elementos relacionando-a à teoria de origem do Universo. Por questões didáticas, foram suprimidas algumas partículas e antipartículas envolvidas na formação dos primeiros átomos. Se julgar conveniente, comente com os estudantes que os cientistas acreditam que os átomos de hélio e de hidrogênio se combinaram, formando a primeira molécula do Universo, conhecida como hidreto de hélio.

Integrando o conhecimento Na página 39, é citada a teoria do Big Bang. Desenvolva um trabalho interdisciplinar com o professor do componente curricular de Física, que trata com detalhes desse conteúdo. Os estudantes podem reproduzir a ilustração dessa página no formato de uma linha do tempo e, em seguida, criar ilustrações mostrando a formação dos elementos químicos por meio da fusão de átomos. Verifique também a possibilidade de eles gravarem um vídeo ou elaborarem um flipbook explicando a origem dos elementos, filmando as ilustrações produzidas em sequência. Se a turma tiver conhecimentos para a produção desse material em formato digital, incentive-os a fazê-lo para publicá-lo posteriormente no site da escola ou em suas redes sociais. Essa atividade contribui para o desenvolvimento da Competência geral 5 e da Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 3, pois incentiva os estudantes a disseminar seus conhecimentos e conclusões sobre o assunto a variados públicos por meio de tecnologias digitais de informação. Além disso, possibilita-lhes criar maneiras próprias de divulgar suas opiniões utilizando ferramentas que fazem parte das culturas juvenis.

Atividade extra Organize a turma em cinco grupos. Em seguida, peça aos estudantes que montem um painel, atribuindo um tema a cada grupo. Um deve fazer um esquema do planeta Terra, mostrando suas camadas internas e a crosta, e os demais grupos vão abordar a presença e as características de cada elemento citado no Livro do Estudante, como ferro ​​​​(Fe) ​​, oxigênio (​​ O) ​​, silício (​​ Si) ​​ ​​e magnésio (​​ Mg) ​​​​, na compo­ sição do planeta.

BNCC em contexto A abordagem das páginas 44 a 56 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT201, pois possibilita aos estudantes analisar e discutir teorias, leis e modelos propostos em diferentes épocas e culturas para explicar a composição da matéria. Essa abordagem permite-lhes valorizar os conhecimentos historicamente construídos, o que está em consonância com a Competência geral 1.

Acompanhando a aprendizagem A partir da página 44, serão abordados os principais modelos atômicos. Após trabalhar cada um deles, nos últimos minutos de aula realize a estratégia One minute paper (veja mais orientações nas páginas XI e XII). Para isso, solicite aos estudantes que façam notas sobre aspectos da aula, por exemplo, os principais conceitos apreendidos e as dúvidas que surgiram. Você pode guiá-los perguntando o que aprenderam em cada um dos modelos. Dessa maneira, é possível obter informações que vão orientar o planejamento e a avaliação. O estudo de modelos nas Ciências é fundamental para compreender a realidade. A Química está baseada em diversos modelos, como os atômicos, os moleculares, os matemáticos etc. Conheça o artigo Dificuldades de ensino e aprendizagem dos modelos atômicos em Química para obter mais informações sobre aprendizagem desses modelos na Química. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/ qnesc35_2/08-PE-81-10.pdf. Acesso em: 22 set. 2024. Para mais informações sobre a importância dos níveis representacionais no ensino da Química, leia o artigo: Os três níveis do conhecimento químico: dificuldades dos alunos na transição entre o macro, o submicro e o representacional. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttex t&pid=S2237-94602019000500301. Acesso em: 22 set. 2024.

Conexões com… - página 45 Objetivos • Reconhecer a importância da historicidade nas Ciências. • Perspectivar a teoria atômica em seu contexto histórico. Orientações Ao tratar desse assunto com os estudantes, mostre a eles que a busca pelo conhecimento da estrutura da matéria, dos movimentos dos corpos, da origem e da diversidade da vida, entre tantos outros temas aos quais nos dedicamos

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atualmente, já estava presente na humanidade desde os primeiros estudos da Filosofia. Para orientar a resposta a essa questão, retome com os estudantes a ideia de Demócrito de que, dividindo a matéria em pedaços cada vez menores, as partículas seriam imperceptíveis ao olho humano, até o ponto que se tornassem indivisíveis. Questione-os sobre a plausibilidade dessa teoria, evidenciando que o atomismo grego buscava não apenas resolver questões sobre os fenômenos da natureza, mas também fornecer explicações para fenômenos específicos, ao passo que a teoria atômica moderna se concentra na relação entre as propriedades dos átomos e o comportamento que estes exibem em diversos fenômenos nos quais estão envolvidos.

Compartilhe ideias - página 50 O boxe Compartilhe ideias da página 50 está relacionado com a educação midiática, além de contribuir para desenvolver a Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 3, pois incentiva o envolvimento em processos de leitura, comunicação e divulgação do conhecimento científico relacionado à energia nuclear. Isso permite aos estudantes mais autonomia em discussões, analisando, argumentando e posicionando-se criticamente em relação ao tema. Veja mais dicas sobre como orientá-los em um Debate nas páginas XI e XII destas Orientações para o professor. Oriente os estudantes a obter informações em fontes confiáveis, como livros ou outros recursos digitais. Solicite-lhes que proponham algumas ações e maneiras de levar o aprendizado dessa atividade para o dia a dia – tomar decisões éticas e responsáveis em situações do cotidiano, refletir antes de agir e avaliar os malefícios originados do uso indevido de informações. As informações obtidas pelos estudantes podem ser apresentadas utilizando recursos digitais, pois eles próprios podem produzir/gravar um vídeo, elaborar um podcast, entre outras possibilidades. Esse tipo de abordagem possibilita-lhes criar maneiras próprias de divulgar suas opiniões e o conhecimento científico por meio de ferramentas que fazem parte das culturas juvenis.

Modelo de camadas nucleares página 52 Ao ler o boxe complementar, comente com os estudantes que o fato de os núcleos com certo número de nêutrons e prótons serem especialmente estáveis já havia sido notado, mas que a física polonesa Maria Goeppert Mayer (1906 - 1972) foi a cientista que estudou essa estabilidade e propôs um modelo para explicá-la, denominado modelo de camadas nucleares. Os cálculos para a determinação dos orbitais da teoria atômica atual são complexos e não fazem parte do escopo do Ensino Médio, por isso foram suprimidos. Cite o princípio da incerteza de Heisenberg, enunciado em 1927 pelo físico alemão Werner Heisenberg (1901-1976), que afirma que a posição e a velocidade dos elétrons em um átomo não podem ser conhecidas simultaneamente com total precisão.

Respostas - Página 43 1. a ) Foi a partir do Big Bang que se formaram os primeiros elementos químicos no Universo: o hélio e o hidrogênio. Já a formação das estrelas envolve uma série de eventos que possibilitaram e ainda possibilitam a diversificação dos elementos químicos.

b ) Em determinado momento da história da Terra, a combinação entre átomos de diferentes elementos químicos deu origem a moléculas orgânicas, que, por sua vez, originaram compostos mais complexos e essenciais à vida, como carboidratos, proteínas e ácidos nucleicos. c ) Espera-se que os estudantes comentem que foi a partir de uma nuvem de gases e poeira, resultante da morte de uma estrela, que se formou a Terra. Os elementos químicos presentes nessa poeira foram incorporados ao planeta, originando moléculas orgânicas, que foram fundamentais para o desenvolvimento da vida terrestre, inclusive dos seres humanos.

Respostas - Páginas 55 e 56 2. a ) Alternativa V. De acordo com o modelo atômico proposto por Bohr, quando o elétron absorve energia suficiente, ele se desloca de um nível de menor energia para um de maior energia. Quando retorna ao nível original, o elétron emite, na forma de fóton, a mesma quantidade de energia antes absorvida. b ) Espera-se que os estudantes comentem que os elétrons estão distribuídos na eletrosfera e se movimentam em torno do núcleo seguindo órbitas circulares, as chamadas camadas de energia. Eles podem se mover entre essas camadas, absorvendo ou emitindo energia. Sendo assim, a exposição dos adesivos à luz ambiente faz que eles absorvam essa energia, passando para camadas de energia mais afastadas do núcleo. No escuro, os elétrons excitados liberam, sob a forma de fóton, a energia previamente absorvida, resultando no brilho esverdeado característico desses objetos. c ) Espera-se que os estudantes elaborem uma animação que inclua a representação de um átomo, com seu núcleo, diferentes níveis de energia e um elétron. Eles devem demonstrar que a absorção de energia (luz ambiente, no caso do exemplo) faz o elétron passar para camadas mais afastadas do núcleo, tornando-se excitado. No escuro, a energia que foi previamente absorvida é liberada sob a forma de um fóton, resultando no brilho característico desses objetos. Essa animação pode ser publicada no site da escola ou nas redes sociais. d ) Espera-se que os estudantes comentem que sim, pois, ao serem mantidos no escuro, os elétrons do sulfeto de zinco não seriam excitados, impossibilitando a liberação de energia sob a forma de luz quando retornassem à camada de energia do estado estacionário. e ) Resposta pessoal. Os estudantes podem citar interruptores de lâmpadas elétricas e placas de segurança.

Capítulo 4 – Organização dos elementos químicos - páginas 57 a 69 Objetivos do capítulo • Compreender as informações presentes na tabela periódica. • Conhecer o desenvolvimento da tabela periódica. • Diferenciar elementos químicos naturais e sintéticos.

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BNCC em contexto A abordagem das páginas 57 a 59 contempla as Competências gerais 1 e 2, pois mostra aos estudantes o desenvolvimento do pensamento científico, especificamente da organização dos elementos químicos, por meio da história. O trabalho com essas páginas possibilita aos estudantes perceber que diversos modelos de organização foram propostos, cada um com seus prós e contras, mas evoluíram de forma a serem cada vez mais lógicos e de uso prático, até ser formulado o modelo atualmente aceito. Dessa forma, é trabalhada a habilidade EM13CNT201. Antes de iniciar o trabalho com esse capítulo, se possível, leia o artigo a seguir, que apresenta a análise de diferentes estratégias para o ensino da tabela periódica. FERREIRA, L. H.; CORREA, K. C. S.; DUTRA, J. L. Análise das estratégias de ensino utilizadas para o ensino da tabela periódica. Química Nova na Escola, v. 38, n. 4, p. 349-359, nov. 2016. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc38_4/ 10-EQF-117-14.pdf. Acesso em: 10 set. 2024. Se julgar pertinente, faça pausas estratégicas durante a leitura das primeiras tabelas periódicas, desenvolvidas por diferentes cientistas ao longo da história, e pergunte aos estudantes sobre a contribuição dessa classificação para a construção do conhecimento a respeito da organização dos elementos químicos. Peça a cada um que responda a essa questão para o colega mais próximo. Essa atividade permite o trabalho com a metodologia ativa Turn and talk. Nas páginas 58 e 59, são expostos modelos ultrapassados de organização da tabela periódica, mas que são muito importantes para os estudantes entenderem como foi tecida e aprimorada sua lógica de organização. Ressalte como os cientistas buscavam ordenar os elementos químicos de acordo com seus números atômicos e suas propriedades periódicas. Porém, muitos desses elementos ainda não eram conhecidos, e as propriedades específicas de alguns ainda não haviam sido determinadas, em razão da dificuldade de isolá-los e realizar experimentos.

Integrando o conhecimento O conteúdo das páginas 57 a 61, em especial dessa última, apresenta modelos diversos de organização dos elementos químicos, culminando na tabela periódica atual. Esse tópico possibilita um trabalho conjunto com os professores da área de Linguagens e suas Tecnologias, pois a tabela periódica é um constructo originado da necessidade de ordenar elementos químicos de forma lógica e prática, utilizando símbolos e posicionamentos espaciais que facilitem sua leitura e interpretação.

BNCC em contexto A leitura da tabela periódica atual, apresentada na página 61, favorece o desenvolvimento da Competência geral 4, pois incentiva os estudantes a utilizar diferentes linguagens, como a visual, a matemática e a científica, para expressar e partilhar informações. Nessa tabela, os elementos químicos estão agrupados de acordo com

diversas propriedades, incluindo as químicas e físicas, representadas matematicamente. Inicie o trabalho da página 61 solicitando aos estudantes que façam uma leitura da tabela periódica e comentem como os elementos químicos estão dispostos nela. Verifique se eles identificam a disposição em ordem crescente de seus números atômicos, distribuídos em períodos (linhas) e em grupos (colunas). Oriente os estudantes a elaborar um texto sobre a importância da organização da tabela periódica para a compreensão do conhecimento a respeito dos elementos químicos. Incentive-os a refletir sobre como procedimentos e estratégias de leitura adequados podem favorecer essa compreensão. Enfatize que os elementos químicos podem tanto ser encontrados na natureza quanto ser produzidos em laboratório e que alguns dos mais pesados são exclusivamente sintéticos. Esses átomos são muito instáveis, durando apenas alguns segundos ou frações de segundo. Mostre à turma como a Química é uma Ciência dinâmica ao comentar que os quatro elementos mais pesados foram inseridos na tabela apenas recentemente, em 2016. Ao explorar a massa atômica dos elementos químicos, dê exemplos de alguns isótopos e informe como se calcula a massa atômica por intermédio de sua distribuição natural. Mencione o carbono ​​​(​​C)​ ​​​​, que tem três isótopos naturais: 12 ​​​ ​C​​​​, ​​​13​C​​​​ e ​​​14​C​​​​. O isótopo ​​​12​C​​​​ tem massa igual a ​12 u​ (6 prótons e 6 nêutrons) e distribuição natural de aproximadamente 99,0%. O isótopo ​​​13​C​​​​ tem massa igual a ​13 u​(6 prótons e 7 nêutrons) e distribuição natural de aproximadamente 1,0%. O isótopo ​​​14​C​​​​ tem massa igual a ​13 u​(6 prótons e 8 nêutrons) e distribuição natural desprezível. A massa atômica do carbono é calculada fazendo-se a média ponderada: (​​ 12 u ​· ​0,99)​​+ ​ ​+ ​​(13 u ​· ​0,01)​​= ​12,01 u​. Explique que os elementos químicos podem ter isótopos naturais e artificiais (sintetizados em laboratório). Para a determinação da massa atômica, leva-se em consideração apenas a distribuição dos isótopos naturais. Ressalte que isótopos possuem sempre o mesmo número de prótons, os quais, por sua vez, determinam o número atômico do elemento químico em questão. Desse modo, isótopos sempre são de um mesmo elemento químico. Ao tratar de grupos, na página 63, será abordado o conceito de distribuição e configuração eletrônica do nível de valência. Mostre aos estudantes que essa configuração é facilmente obtida observando-se a posição do elemento na tabela periódica. Elementos químicos dos grupos 1 e 2 apresentam apenas a subcamada s na camada de valência. Assim, sua configuração eletrônica será ​n​s​​ 1​​ ou ​n​s​​ 2​​, sendo n o período do elemento. O elemento berílio, por exemplo, está no 2º período e no 2º grupo da tabela. Assim, sua configuração eletrônica de valência é ​2​s​​ 2​​. Elementos químicos dos grupos 13 ao 18 apresentam a subcamada s completa e a subcamada p em processo de preenchimento (ou completamente preenchida para os elementos do grupo 18). Portanto, sua configuração eletrônica será do tipo n ​ ​s​​ 2​ n​p​​ 1 − 6​​, sendo que o número atribuído à subcamada p será 1 para o grupo 13, 2 para o 14, e assim por diante, até 6 para o grupo 18. O estanho ​​(Sn)​​, por exemplo,

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localiza-se no 5º período e no 14º grupo da tabela. Assim, sua configuração eletrônica de valência é ​5​s​​ 2​5​p​​ 2​​. Elementos dos grupos 3 ao 12, excluindo-se os lantanídios e os actinídios, apresentam as subcamadas s e p da camada de valência completas e a subcamada d em processo de preenchimento (ou completamente preenchida para os elementos do grupo 12). Além disso, a subcamada de valência d se encontra em um nível inferior à camada mais externa no átomo. Portanto, sua configuração eletrônica será do tipo​​ 1 − 10 ​​, sendo que o número atribuído à subcamada d (n ​− ​1)​​d​​ será 1 para o grupo 3, 2 para o 4, e assim por diante, até 10 para o grupo 12. O cobalto ​​(Co)​​, por exemplo, localiza-se no 4º período e no 9º grupo da tabela. Assim, sua configuração eletrônica de valência é ​3​d​​ 7​​. Os elementos dos períodos 6 e 7, grupo 3, subdividem-se nas séries dos lantanídios e dos actinídios, respectivamente. Esses elementos apresentam as subcamadas n, p e d da camada de valência completas e a subcamada f em processo de preenchimento – ou completamente preenchida para os elementos lutécio ​​(Lu)​​ e laurêncio ​​(Lr)​​. Além disso, a subcamada f se encontra em dois níveis inferiores à camada mais externa do átomo. Portanto, sua configuração eletrônica será do tipo (​​ n ​− ​2)​​f​​ 1 − 14​​. O urânio (​​ U)​​, por exemplo, localiza-se no 7º período e no 4º grupo da série dos actinídios. Assim, sua configuração de valência é ​5​f​​ 4​​. Explicite que o hélio ​​(He)​​ é o único gás nobre que apresenta configuração eletrônica ​​ns​​ 2​​. Isso porque possui apenas dois elétrons, ambos na subcamada s do primeiro nível. Cite a ocorrência e a formação de cátions ao explicar os metais e de ânions ao explicar os não metais. Nesse momento, não será necessário abordar a formação de ligações iônicas, mas é interessante trabalhar brevemente a regra do octeto, a fim de que os estudantes entendam por que alguns elementos perdem e outros ganham elétrons. Ao analisar os grupos de elementos da tabela periódica, ressalte que não é preciso que os estudantes memorizem as posições dos elementos químicos. Sempre que necessário, enfatize que a tabela não deve ser memorizada, pois se trata de uma ferramenta de estudo e consulta. Nesse momento, é importante que associem os grupos às principais características dos elementos que os compõem. Após abordar todas as classificações da tabela periódica, na página 64, apresente um resumo das principais classificações. Para os metais, destaque que, em sua maioria, são sólidos em condições ambiente e sua reatividade varia, sendo que muitos deles são encontrados na natureza somente formando outros compostos químicos. Para os ametais, mencione que eles estão nos grupos 14 (do carbono), 15 (do nitrogênio), 16 (calcogênios) e 17 (halogênios) e que as propriedades físicas e químicas podem diferir bastante entre os elementos. Sobre os gases nobres (elementos do grupo 18, com exceção do oganessônio), comente que, em geral, são muito estáveis e pouco reativos.

Contribuição de mulheres para a tabela periódica - página 65 Ao trabalhar o boxe Contribuição de mulheres para a tabela periódica, enfatize a importância das cientistas na descoberta de novos elementos químicos ao longo da história. Essa reflexão é importante, pois ainda é comum que as mulheres sejam sub-representadas enquanto produtoras de conhecimento científico. Incentive-os a refletir sobre os fato-

res que dificultam o acesso das mulheres à educação formal, bem como os motivos pelos quais muitas vezes suas contribuições são apagadas da história.

Conexões com… - páginas 66 e 67 Objetivos • Compreender o processo de criação de elementos químicos sintéticos. • Desenvolver o pensamento crítico e analítico sobre a representação da Ciência em filmes e outras mídias. Orientações Ao longo da leitura do texto, ressalte que o filme e o personagem mencionados nessa seção são produtos de uma obra ficcional. Ao mencionar os objetivos e resultados do acelerador de partículas desenvolvido pelo personagem e o acelerador de partículas presente no Laboratório Nacional de Luz Síncroton, em Campinas (SP), os estudantes podem perceber os limites da Ciência na história do personagem. Além disso, ao se depararem com alguns resultados comprovados que já foram obtidos por meio desses instrumentos, os estudantes compreendem a importância das pesquisas científicas no estudo da matéria. Destaque que os aceleradores de partículas são instrumentos importantes principalmente na área da Física.

Acompanhando a aprendizagem Para realizar uma avaliação ao final do capítulo, proponha uma atividade em grupo na qual os estudantes tenham que selecionar três elementos químicos da tabela periódica para apresentar informações e propriedades referentes a eles. Oriente-os a mostrar os resultados por meio de cartazes, pôsteres ou banners.

Respostas - Página 60 1. c ) Para analisar quais elementos formam tríades, é preciso que os estudantes calculem a média aritmética entre a maior e a menor massa e verifiquem se corresponde à massa do elemento central. 14 + 75 I ) Massa prevista de ​P ​= ​_ ​ ​ ​= ​44,5​. 2 Como ​44,5 ​≠ ​31​, não é uma tríade. 16 + 79 ​ ​= ​47,5​. II ) Massa prevista de ​S ​= ​_ ​ 2 Como ​47,5 ​≠ ​32​, não é uma tríade. 45 + 51 III ) Massa prevista de ​Ti ​= ​​ _​ ​= ​48​. Como a 2 massa prevista corresponde à massa do titânio, trata-se de uma tríade. 7 + 39 ​ ​= ​23​. Como a masIV ) Massa prevista de ​Li ​= ​_ ​ 2 sa prevista corresponde à massa do lítio, trata-se de uma tríade.

Capítulo 5 – Substâncias e misturas - páginas 70 a 101 Objetivos do capítulo • Conhecer a definição, a classificação e as propriedades das substâncias e misturas.

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• Conhecer os principais métodos de separação de misturas. • Entender a importância do saneamento básico para a garantia da saúde da população.

BNCC em contexto Nas páginas 70 e 71, durante o estudo de substâncias simples, é mostrada aos estudantes a molécula de gás hidrogênio (​​ ​H​2​​)​​, que pode ser aplicada na geração de energia limpa e eficiente com uma boa relação custo-benefício. Essa abordagem fornece subsídios para o desenvolvimento da Competência geral 7, da Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 1 e das habilidades EM13CNT101, EM13CNT104, EM13CNT106 e EM13CNT309. O trabalho com o trecho de reportagem sobre o surgimento das primeiras moléculas no início do Universo, apresentado na página 70, possibilita o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 2 e da habilidade EM13CNT209, pois favorece a abordagem a respeito de a matéria que constitui todo o cosmos ter surgido do Big Bang e de como essa matéria foi gradativamente se tornando mais complexa com o surgimento de elementos cada vez mais pesados e de substâncias maiores. Ressalte as vantagens e desvantagens do uso do gás hidrogênio como combustível. Um exemplo de vantagem é o fato de sua combustão liberar apenas água ​​(​H​2​​O)​​. Entre as desvantagens está o fato de ser um gás altamente reativo, que pode causar explosão se mal manipulado. Ao abordar as propriedades das substâncias, comente que a densidade depende da temperatura do sistema. Por exemplo, a ​0 ° C​, a densidade da água é ​0,9998410 g / mL​, e a​ 100 ° C​, é ​0,95837 g/mL​.

BNCC em contexto A explicação acerca do processo de produção de tinta a partir de sementes de urucum, apresentada na página 78, comum aos indígenas xavante, é importante para mostrar aos estudantes as culturas e tradições de diferentes povos, que são contemporâneas e fazem parte da identidade do nosso país. Essa abordagem exercita o senso histórico, valoriza as diversas manifestações artísticas e culturais e reforça a responsabilidade na construção de uma sociedade inclusiva, contribuindo para o desenvolvimento das Competências gerais 1, 3, 6 e 9. Essa abordagem também possibilita o trabalho com os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras. Nessa página, serão apresentadas situações nas quais devemos considerar a composição e a adequação de materiais frente a aplicações diversas, incentivando os estudantes a usar o senso crítico e argumentos científicos, o que contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT307.

Integrando o conhecimento O conteúdo da página 78 apresenta informações sobre hábitos culturais de povos indígenas, possibilitando

o trabalho conjunto com os professores da área de Ciências Humanas Sociais e Aplicadas, principalmente os dos componentes curriculares de História, Geografia e Sociologia. Isso pode gerar discussões relevantes acerca do contexto histórico dos povos indígenas, sua luta pelo direito à terra, a criação de reservas indígenas no Brasil, além de suas tradições e modos de vida. Essa abordagem fornece subsídios para o desenvolvimento das habilidades EM13CHS104, EM13CHS204, EM13CHS205 e EM13CHS601. A pintura corporal como forma de manifestação cultural e religiosa também promove o trabalho com os professores da área de Linguagens e suas Tecnologias, contribuindo para o desenvolvimento das Competências específicas de Linguagens e suas Tecnologias 2 e 6. Oriente os estudantes a escrever um texto sobre a importância da preservação dos saberes indígenas, em especial aqueles relacionados aos recursos naturais e à preservação ambiental. Sugira que busquem orientação dos professores dos componentes curriculares citados. Os seguintes links possuem informações adicionais acerca de pinturas corporais indígenas que podem auxiliar o desenvolvimento da atividade. • CORPOS e objetos decorados com urucum. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/770/. Acesso em: 1 out. 2024. • ROCHA, Rebeca. Pinturas corporais indígenas são marcas de identidade cultural. Universidade Federal do Pará, 15 jan. 2019. Disponível em: https://portal.ufpa.br/index. php/ultimas-noticias2/9573-pinturas-corporais-indigenas -sao-marcas-de-identidade-cultural. Acesso em: 1 out. 2024.

Atividade extra Organize os estudantes em grupos de quatro integrantes para pesquisarem os corantes artificiais e naturais, listando exemplos de alimentos em que cada tipo de corante é empregado. Oriente-os na pesquisa e na escrita sobre o uso do urucum e outros elementos naturais, como corantes alimentícios. Em seguida, peça-lhes que discutam a importância de incentivar o uso de corantes naturais. Para formular as hipóteses sobre o fenômeno ilustrado na página 82, é importante que os estudantes articulem o conhecimento sobre os tipos de solução, relacionando a formação dos cristais às soluções supersaturadas. Aproveite para conversar com a turma sobre como, muitas vezes, as produções midiáticas, principalmente os vídeos curtos, utilizam termos sem rigor científico apenas para chamar a atenção do espectador. É o caso dos vídeos que mostram o “gelo” instantâneo.

BNCC em contexto Nas páginas 88 a 95 são trabalhados alguns métodos de separação de misturas que foram desenvolvidos com base em propriedades físico-químicas, o que propicia aos estudantes fazer uma análise crítica, contribuindo para o desenvolvimento da Competência geral 2. O trecho de reportagem utilizado para iniciar o trabalho sobre a separação de mistura, na página 88, contribui para o desenvolvimento das Competências gerais 4 e 7, pois, por meio do uso de uma linguagem diferente, os

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estudantes obtêm informações confiáveis sobre a importância do consumo responsável da água em âmbito local e regional. Além disso, as questões feitas com base no trecho de reportagem incentivam a turma a refletir sobre atitudes responsáveis, tanto individuais como coletivas, que podem ser tomadas sobre o uso sustentável da água, contemplando, assim, a Competência geral 9, as Competências específicas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 1 e 3 e as habilidades EM13CNT101, EM13CNT104 e EM13CNT301. Nas páginas 94 e 95, são trabalhados alguns métodos de separação de misturas utilizados nas estações de tratamento de água, o que propicia uma reflexão dos estudantes sobre a importância do saneamento básico para a saúde da população, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT310. Incentive os estudantes a pesquisar e refletir sobre os impactos sociais causados pela falta de investimento nos sistemas de tratamento de água e esgoto, além de pensar quais medidas públicas podem contribuir para a mitigação desse problema, articulando a Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 3. Debata com os estudantes a importância do tratamento da água, relacionando-o com os conceitos de substância pura e mistura. Pergunte a eles se conhecem a qualidade da água que consomem e solicite uma pesquisa para investigar isso. Nessa etapa inicial, é fundamental que os estudantes reconheçam a relevância dos conhecimentos da Química e como esses conhecimentos podem ajudá-los a agir criticamente na sociedade, promovendo reflexões e mudanças.

Ligado no tema - páginas 96 e 97 Objetivos • Compreender a importância do tratamento de água e esgoto. • Analisar as principais informações contidas em uma fatura de água. Orientações Para conduzir essa seção, é possível pedir a cada estudante que observe o consumo de água mensal em uma fatura de sua casa (em metros cúbicos) e compartilhe essa informação para que a análise possa ser feita em sala de aula. Em ambos os casos, o foco não deve ser somente a análise individual, mas também a reflexão sobre os aspectos sociais que envolvem o consumo de água. Assim, são trabalhados simultaneamente os temas contemporâneos transversais Educação financeira e Educação ambiental. Na questão a dessa seção, incentive os estudantes a associar os riscos com as doenças transmitidas por água contaminada estudadas no componente curricular de Biologia. Se necessário, consulte o professor desse componente para discutir possíveis articulações entre os conteúdos. Na questão b, leve os estudantes a refletir sobre o motivo pelo qual alguns cidadãos não têm acesso a direitos como previstos na Constituição. Para responder à questão c, mesmo que os estudantes não conheçam pessoalmente um bairro que vivencie essa situação, eles podem citar locais mencionados em jornais, na internet ou em outros meios de comunicação. Caso o estudante

não tenha acesso a uma fatura de água individualizada para responder à questão d, oriente-o a obter a informação na fatura de água de outros familiares. Caso haja dúvidas na questão e, com base na mesma fatura do item anterior, mostre onde está o volume de água total consumido.

Prática científica - páginas 98 e 99 Objetivos • Realizar a separação de misturas. • Identificar os materiais separados na prática. • Representar as etapas de separação em um fluxograma. Orientações Ao elaborarem suas hipóteses e conclusões sobre os fenômenos observados no experimento, os estudantes trabalham a habilidade EM13CNT301. Os materiais usados nessa prática, bem como os processos envolvidos, não são perigosos. As pedras de construção podem ser substituídas por outras pedras, assim como os clipes podem ser substituídos por pequenos pregos ou parafusos. No lugar do papel-filtro, pode ser usado um filtro de pano, como os de coar café. Os materiais que não podem ser reutilizados ao final da prática podem ser descartados no lixo doméstico. Verifique com antecedência os materiais que serão usados na prática. A serragem de madeira deve ter tamanho suficiente para não passar na peneira, por isso não use serragem de madeira em pó. A areia deve ser a mais fina, então sugerimos que a peneire com antecedência, pois pode ser que contenha outros materiais. Teste se o ímã está atraindo os clipes. Na etapa H, o tempo varia de acordo com a temperatura, a incidência do sol, a umidade relativa do ar e a concentração do sal.

Respostas 1. Possível resposta: Mistura areia, sal, serragem, clipes e pedras Peneiração Copo 1 areia e sal

Copo 2 serragem, clipes e pedras Imantação

Dissolução Copo 1 areia, sal e água Filtração

Copo 2 serragem e pedras

Copo 3 clipes

Catação Copo 1 areia

Copo 5 sal e água

Copo 2 serragem

Evaporação Copo 5 sal

Copo 4 pedras

água

É possível que os estudantes montem o fluxograma de forma diferente, colocando mais informações ou sendo mais sucintos. A representação também pode variar, apresentando as informações dentro ou fora de formas de retângulo e/ou losango

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com setas ou fios. Se julgar necessário, antes da resolução dessa questão, incentive os estudantes a pesquisar na internet os termos fluxograma de separação de misturas e fluxograma com imagens. Outra opção é pesquisar e selecionar alguns exemplos para mostrar a eles. Com a pesquisa, os estudantes têm mais referência de como elaborar o fluxograma. 2. Copo 1 – areia; copo 2 – serragem de madeira; copo 3 – clipes metálicos; copo 4 – pedras; copo 5 – sal. 3. Espera-se que eles identifiquem que as misturas homogêneas são as que apresentam uma fase, como a mistura de água e sal. As misturas heterogêneas são as misturas que apresentam duas fases ou mais; por exemplo, a mistura de areia, água e sal, que apresenta duas fases. 4. Sim. Possíveis respostas: Imantação, catação, peneiração, dissolução, filtração e evaporação; catação, peneiração, imantação, dissolução, filtração e evaporação. 5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem: substituir a evaporação por destilação simples; substituir peneiração por levigação para separar materiais mais densos, como areia, pedra e clipes; incluir abanação/ventilação para separar a serragem, caso a utilizada seja a do tipo mais leve. 6. Resposta pessoal. Oriente os estudantes sobre o tipo de recurso que eles podem utilizar para produzir as publicações. Reforce as principais informações que eles devem apresentar, como imagens dos procedimentos e explicações, e quais devem evitar compartilhar, como fotografias ou detalhes pessoais dos envolvidos.

Acompanhando a aprendizagem Peça aos estudantes que escrevam um pequeno texto definindo, com as próprias palavras, o que são substâncias simples e composta e misturas heterogênea e homogênea. Oriente-os a dar um exemplo para cada definição diferente dos apresentados no livro. Em seguida, solicite a quatro ou cinco voluntários que leiam em voz alta suas respostas para os colegas. A atividade proposta pode ser feita por meio da estratégia One-minute paper; confira mais comentários sobre essa estratégia nas páginas XI e XII destas Orientações para o professor. Limite o tempo de escrita a apenas um minuto para que os estudantes exercitem sua capacidade de síntese. Verifique se percebem que a dificuldade aumenta, pois os sistemas são gradativamente mais complexos. Essa atividade permite verificar a compreensão deles a respeito dos conteúdos abordados.

Respostas - Página 77 1. Alternativa c. Apenas dois elementos químicos estão representados na imagem: um representado pelas esferas vermelhas e outro pelas esferas pretas. 2. O objeto é feito de alumínio (​ A𝓁)​. Considere ​V​inicial​​= ​7 mL​e ​V​final​​= ​21 mL​. ​ΔV ​= ​​V​final​​ ​− ​​V​inicial​​ ​⇒ ​21 mL ​− ​7 mL ​= ​14 mL​ 37,8 m ​d ​= _ ​​ ​​⇒ ​d ​= ​​_​​∴ ​d ​= ​2,7 g ​· ​​mL​​ −1​​ ou ​2,7 g ​· ​​cm​​ −3​​ 14 V

4. A atividade também pode ser conduzida em sala de aula. Leve uma caixa de leite para que toda a turma analise e responda às questões, individualmente ou em grupos. 8. As massas molares dos elementos se referem a 1 ​ mol​ de átomos. Assim, dividindo as massas pelo número de Avogadro (​​ 6,02 ​⋅ ​​10​​23)​​​, obtemos a massa de um único átomo. 12 g/mol ​​m​C​​ ​= ______________ ​​    ​​= ​1,99 ​· ​​10​​ −23​g​ −1 23 6,02 ​· ​​10​​ ​​mol​​ ​ 16 g/mol ​​m​O​​ ​= ______________ ​​    ​​= ​2,66 ​· ​​10​​ −23​g​ 6,02 · ​​10​​ 23​​mol​​ −1​ 1 g/mol ​​m​H​​ ​= ______________ ​​    ​​= ​1,99 ​· ​​10​​ −23​g​ 6,02 · ​​10​​ 23​​mol​​ −1​

Portanto, para as moléculas representadas, temos: ​​m​C​O​2​​​​ ​= [​​ ​(1,99 ​· ​​10​​ −23​)​​+ ​2 ​· (​​ 2,66 ​· ​​10​​ −23​)]​ ​g ​=​ ​= ​7,31 ​· ​​10​​ −23​g​

​​m​​H​2​​​​ ​= ​2 ​· (​​ 1,99 ​· ​​10​​ −23​)​g ​= ​3,98 ​· ​​10​​ −23​g​

​​m​​O​2​​​​ ​= ​2 ​· (​​ 2,66 ​· ​​10​​ −23​)​g ​= ​5,32 ​· ​​10​​ −23​ g​

9. Inicialmente, calcula-se a massa correspondente ao volume do copo: m ​d ​= _ ​​ ​​⇒ ​m ​= ​1,0 g ​⋅ ​​cm​​ −3​​⋅ ​36 ​cm​​ 3​​= ​36 g​ V Sabendo a massa molar da água, calcula-se a quantidade de matéria em mols: 36 g m ​M ​= ​​_​​⇒ ​n ​= ___________ ​​ ​​= ​2 mol​ n 18 g ​⋅ ​​mol​​ −1​ Considerando o número de Avogadro, tem-se: ​Quantidade de moléculas ​= ​2 mol ​⋅ ​6,02 ​⋅ ​​10​​ 23​ moléculas ​⋅ ​​mol​​ −1​​= ​12,04 ​⋅ ​​10​​ 23​moléculas​.

Respostas - Páginas 86 e 87 1. a ) A soda cáustica reage com o óleo, formando produtos solúveis em água e gordura. b ) Sem a adição da soda cáustica, formaria-se um sistema heterogêneo com duas fases (óleo e água), pois o óleo não se dissolve na água. c ) Espera-se que os estudantes comentem que o descarte inadequado de óleo de cozinha é altamente prejudicial ao meio ambiente. Ao ser destinado a uma cooperativa, garante-se que o óleo não seja descartado de forma inadequada. Além disso, o próprio processo de reciclagem reduz o descarte de lixo e resíduos. Do ponto de vista econômico e social, evitam-se gastos extras com o tratamento de esgoto e possíveis problemas em razão do entupimento de tubulações. Outro fator positivo é a produção de sabão incentivar a produção e o comércio locais, além de gerar empregos para a comunidade. 3. Espera-se que os estudantes apontem que o soro caseiro é composto de água, açúcar e sal de cozinha, sendo a água o solvente, e os outros componentes, os solutos. No corpo humano, ele evita a desidratação e ajuda na reposição de sais minerais. 4. A torre é construída colocando-se primeiro os líquidos mais densos e depois os menos densos. Entretanto, também é preciso verificar a solubilidade entre os

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líquidos para que eles não se misturem. Assim, a torre é preparada com a adição das substâncias na ordem: água, óleo, álcool e querosene. 6. a ) A identificação de uma solução coloidal pode ser feita passando um feixe de luz pela solução, pois, caso seja, evidenciará o efeito Tyndall. b ) Espera-se que os estudantes digam que Venâncio agiu adequadamente, pois desconfiou de uma informação recebida sem fontes confiáveis e decidiu pesquisar, checando o que pesquisadores falam sobre o assunto. Verifique se eles percebem que Fernando agiu inadequadamente, pois confiou em informações que recebeu em um vídeo, sem checar sua veracidade; da mesma forma, Gilmar acreditou em supostas experiências independentes de terceiros, sem buscar informações validadas cientificamente.

Respostas - Páginas 100 e 101 1. f ) Os estudantes podem comentar que os primeiros métodos de tratamento de água, como o relatado no texto, incluíam apenas a filtração em caixas de areia. Em seguida, foi adicionado o tratamento com cloro (desinfecção). Atualmente, a água passa por diferentes etapas em uma estação de tratamento, como floculação, decantação, filtração, desinfecção e fluoração. Além disso, é indicado o tratamento caseiro da água tratada nas ETA antes de ser consumida pelo ser humano. 2. Nesse caso, é possível utilizar o método de separação magnética, uma vez que a agulha metálica seria atraída pelo ímã. Outra possibilidade é utilizar a catação, método no qual se separa um dos componentes sólidos com as mãos. Nessa situação, por ser um objeto perfurante, a catação deve ser feita com equipamento de proteção adequado, como luvas antiperfurantes. 4. Os estudantes devem associar a extração ao fato de alguns componentes do chá serem separados após sua dissolução em água, produzindo o extrato. Como os galhos ou as folhas do chá estão dentro do papel que compõe o sachê, esse objeto funciona como um sistema de filtração, uma vez que os componentes sólidos são retidos. 5. Estações de tratamento de água não utilizam o método de destilação, pois nesse caso seria produzida água destilada (livre de sais minerais), a qual não é própria para consumo humano. 7. Os estudantes podem comentar que, primeiro, é necessário deixar o sistema em repouso. Por decantação, é preciso remover antes o óleo, que, por ser menos denso, ocupará a superfície do sistema na panela. Em seguida, o macarrão no fundo da panela pode ser separado por meio de peneiração ou filtração, com remoção da porção aquosa. Para a separação do sal dissolvido na água, é possível utilizar a vaporização por meio do aquecimento da solução. 8. Se necessário, escreva na lousa as fórmulas moleculares dos componentes de cada fase mencionada ou, ainda, seu peso molecular aproximado para auxiliar os estudantes na identificação.

9. Ao comporem a esquematização, os estudantes devem considerar que no sistema microscópico deve haver uma substância com bolinhas de ao menos duas cores e duas substâncias com bolinhas da mesma cor, diferentes entre si. Por ser uma solução homogênea, a representação macroscópica deve ser de um sistema com somente uma fase contínua.

Retome o que estudou - página 101 Respostas 1. Espera-se que os estudantes comentem a importância de um método para a Ciência, o método científico, algo que não está presente no senso comum, que advém apenas da observação. 2. Espera-se que os estudantes dissertem sobre o nascimento do laboratório como espaço de testes e estudo e a criação de instrumentos de laboratório e desenvolvimento de técnicas. 3. Espera-se que os estudantes comentem que a balança não apresentaria o dado mencionado pelo cliente, pois peso é uma medida de força, e o visor da balança apresenta um valor de massa. Portanto, a utilização do termo massa seria mais adequada na fala do cliente. 4. Espera-se que os estudantes indiquem que a irradiação é o que permite a chegada do calor até o planeta e que parte dessa energia é retida pelos gases na atmosfera, de modo que, quanto maior a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, maior a temperatura do planeta. 5. Espera-se que os estudantes relacionem a frase com o processo de nucleossíntese (fusão nuclear), que ocorreu e ocorre nas estrelas e origina os elementos químicos que compõem a matéria e formam, inclusive, o corpo humano. 6. Espera-se que os estudantes comentem que Rutherford e seus colaboradores, ao bombardearem uma lâmina de ouro com partículas ​α​, perceberam que a maioria atravessou a lâmina, mas que algumas sofreram desvios e outras foram repelidas, retornando à fonte, levando-os a entender a existência de um centro positivo e que concentra quase toda a massa do átomo – o núcleo. 7. Espera-se que os estudantes respondam que, em geral, os metais são bons condutores de eletricidade e de calor, sendo dúcteis e maleáveis, e apresentam brilho metálico. Já os ametais são maus condutores de eletricidade e de calor, com tendência à opacidade, e, quando sólidos, fragmentam-se com certa facilidade e apresentam baixa temperatura de fusão. O hidrogênio tem a propriedade de se combinar com metais e ametais, e seu comportamento químico é semelhante ao dos ametais. Por fim, os gases nobres, nas CATP, apresentam-se no estado gasoso, e sua principal característica química é a alta estabilidade. 8. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que a Ciência é uma construção coletiva, baseada em experimentação e em constante alteração, e que possam notar relações do tipo: períodos da tabela e as camadas K, L, M, N, O, P e Q; organização das famílias; e distribuição eletrônica. 9. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem que a maionese pode ser identificada como uma mistura coloidal porque ela apresenta aspecto homogêneo a olho nu, não sofre nenhum tipo de separação por ação da gravidade e poderia ter partículas observadas sob um microscópio. Tanto a fase dispersa quanto o dispersante são líquidos.

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Unidade 2 A Química e

a vida na Terra

Nessa unidade, são abordados conteúdos relacionados às ligações químicas e suas características, com destaque para a compreensão dos diferentes tipos de ligação entre os átomos – iônica, covalente e metálica – e as propriedades dos compostos resultantes de cada ligação interatômica e suas observações na vida cotidiana. Discutem-se a polaridade dos compostos, a geometria das moléculas e as interações que ocorrem entre elas. Analisam-se também as estruturas das diferentes funções orgânicas que contêm o oxigênio ​​(O)​​ e o nitrogênio ​​(N)​​.

Objetivos da unidade • Compreender de que maneira os átomos dos elementos químicos se unem para formar as substâncias e suas propriedades. • Compreender como ocorrem as interações intermoleculares do tipo dipolo induzido-dipolo induzido, dipolo permanente-dipolo permanente, íon-dipolo e as ligações de hidrogênio ​​(H)​​. • Relacionar algumas propriedades das substâncias às suas interações intermoleculares. • Classificar as moléculas em polares ou apolares com base no conceito de momento de dipolo. • Explicar a tensão superficial da água. • Diferenciar as funções orgânicas oxigenadas e nitrogenadas.

Justificativas O tema dessa unidade e os conteúdos abordados em cada capítulo são relevantes para o entendimento da formação e aplicação das substâncias, bem como das aplicações de diversos compostos inorgânicos ou orgânicos no cotidiano, contribuindo para desenvolver a habilidade EM13CNT307. A análise das propriedades dos materiais, com base nos tipos de ligações químicas e nas interações intermoleculares, também possibilita o trabalho com essa habilidade.

Abertura da unidade páginas 106 e 107 BNCC em contexto A abordagem das páginas de abertura da unidade contribui para o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 3, pois insere no contexto dos estudantes uma linguagem própria das Ciências naturais, especificamente da Química, cuja representação de materiais pode acontecer por meio do uso de modelos moleculares, retratando os elementos e as ligações químicas. Também possibilita à turma conhecer a aplicação dos materiais no mundo contemporâneo. Inicie a abordagem dessas páginas perguntando aos estudantes se já conheciam o modelo representado na imagem. Explique que o modelo representa apenas uma parte

pequena de uma molécula de ácido desoxirribonucleico (DNA) e questione o que eles sabem a respeito dela. Pergunte sobre sua composição, quais átomos estão em sua constituição e como sua estrutura consegue se manter no formato representado pelo modelo.

Respostas a ) Resposta pessoal. Os estudantes podem responder que, por meio do estudo das interações, é possível compreender como as moléculas essenciais à vida são formadas, como a molécula de DNA e as proteínas produzidas por intermediação dela. b ) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre as contribuições da Química para a sociedade, pois, além de permitir analisar e descrever as interações presentes nos materiais, esses estudos podem colaborar para o desenvolvimento de novos materiais. c ) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem que, por meio dos modelos representacionais, é possível prever e compreender o comportamento da matéria.

Capítulo 6 - A união dos átomos páginas 108 a 121 Objetivos do capítulo • Analisar as propriedades e características dos materiais, relacionando-as às ligações químicas entre seus átomos. • Conhecer a ligação iônica. • Conhecer a ligação covalente. • Conhecer a ligação metálica. • Elencar as condições necessárias para a condução de corrente elétrica. • Representar as ligações químicas por meio da fórmula de Lewis e as estruturas de linhas. • Reconhecer as diversas aplicações dos compostos de naturezas distintas no cotidiano.

BNCC em contexto A abordagem da página 108 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT201, pois possibilita aos estudantes analisar e debater modelos e teorias que discutem a origem da Terra e do Universo. A habilidade EM13CNT307 também é trabalhada, pois o estudo das ligações químicas permite prever as propriedades dos compostos e suas possíveis aplicações. A reflexão da questão 1 dessa página contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2, pois incentiva os estudantes a exercitarem a curiosidade intelectual e recorrer a abordagens próprias da Ciência ao levantar hipóteses sobre como os átomos se unem. Peça aos estudantes que elaborem, em duplas, hipóteses sobre a questão oral proposta no início da página 108. Proponha, então, um debate coletivo a respeito das hipóteses formuladas, levando-os a perceber que os elementos químicos podem se ligar de diversas formas e em diferentes proporções.

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Ligado no tema - página 109 Objetivos • Reconhecer ações que incentivam o consumismo. • Discutir a importância do consumo consciente. • Conhecer os impactos causados pela produção de materiais e objetos. Orientações Essa seção permite o trabalho com o tema contemporâneo transversal Educação ambiental. Ao reconhecer que na sociedade atual há o consumo desnecessário de bens materiais e que essa prática tem sido promovida por pessoas nas mídias, os estudantes são levados a refletir sobre suas práticas de consumo, entendendo que suas ações podem impactar o ambiente de forma negativa. No momento que eles apresentarem suas respostas para a questão dessa seção, enfatize que o Objetivo 12 da Agenda 2030, ligado ao consumo e à produção responsáveis, deve ser um propósito para todos os cidadãos. Isso envolve mudanças de atitude e o reconhecimento de que todas as pessoas, apesar de serem capazes de prejudicar o ambiente, também são capazes de protegê-lo. Espera-se que, por meio dessa seção, os estudantes reconheçam que não são apenas as pessoas envolvidas diretamente em atividades de extração de materiais que são responsáveis pela degradação do meio ambiente. Na página 110, retome com os estudantes o modelo atômico de Bohr e a distribuição eletrônica em camadas. Com base nessas informações, eles estarão aptos a reconhecer e identificar a tendência dos elementos de se tornarem cátions ou ânions.

Acompanhando a aprendizagem Pergunte aos estudantes: “Por que quanto maior é a diferença de eletronegatividade entre dois átomos, maior é a força da ligação iônica entre eles?”. Espera-se que eles respondam que, quanto maior é a diferença de eletronegatividade, mais efetivamente se dá a doação de elétrons entre os íons. É importante que eles tenham noção de continuidade de ligações químicas: uma ligação pode ser mais covalente e menos iônica ou menos covalente e mais iônica. Caso os estudantes tenham dificuldade em responder à questão, retome o conceito de eletronegatividade e peça a eles que o discutam em duplas. Ao trazer a discussão para todo o grupo, mostre que a diferença de eletronegatividade entre os elementos pode resultar em ligações iônicas de intensidades diferentes. No entanto, comparada a outros tipos de ligação química, essa ligação será mais forte. Para reforçar os itens mais importantes a respeito das ligações iônicas, proponha aos estudantes algumas perguntas usando a estratégia de metodologia ativa Quick writing. Confira mais informações sobre essa estratégia nas páginas XI e XII destas Orientações para o professor.

Integrando o conhecimento Ao abordar a extração do sal-gema na página 112, aproveite para realizar uma integração com o componente curricular de Geografia. Com auxílio do professor desse componente, oriente os estudantes a relembrar as camadas da

Terra e indicar em qual delas o sal-gema se encontra e quais são suas características. Eles podem responder que ele está localizado na crosta, tem espessura média de 4 ​ 0 km​e é onde são encontrados diversos elementos químicos. Ao mencionar o êxodo urbano, explique aos estudantes que ele se refere à saída de pessoas da cidade, que, no caso de Maceió, foi resultado dos problemas causados à infraestrutura urbana pela atividade de extração de sal-gema. Na página 113, inicie a explicação comentando que a diferença entre os valores da eletronegatividade dos elementos que participam de uma ligação química define se essa ligação será iônica ou covalente. No entanto, para efeitos didáticos, consideramos nessa coleção que a ligação iônica ocorre entre um elemento metálico e um elemento não metálico ou entre um elemento metálico e hidrogênio, enquanto a ligação covalente ocorre entre elementos não metálicos, não metálicos e hidrogênio ou entre hidrogênio e hidrogênio. Mostre aos estudantes exemplos de ligações covalentes simples, como nas moléculas de hidrogênio ​​(​H​2​​)​​ e de água ​​(​H​2​​O)​​. Lembre-se de ressaltar que o hidrogênio é uma exceção à regra do octeto. Por ter apenas uma camada de elétrons, ele se estabiliza com dois elétrons. Faça na lousa as fórmulas eletrônica e estrutural para os compostos citados. Ao abordar a ligação metálica, explique como se dá a ligação entre os átomos dos metais. Comente que, de forma diferente do que ocorre nas ligações iônicas e covalentes, na ligação metálica não ocorre transferência ou compartilhamento de elétrons, não sendo necessário, nesse caso, observar a regra do octeto. Explique como funciona o modelo de elétrons deslocalizados na ligação metálica. Após abordar a ligação metálica, acesse com os estudantes o simulador indicado na página 114. Os simuladores digitais são ferramentas das culturas juvenis que podem auxiliar na compreensão do conhecimento científico.

Materiais inteligentes - página 115 A leitura desse boxe contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT307, pois permite analisar as propriedades dos materiais para avaliar a adequação de seu uso em diferentes aplicações. A cada dia, a Ciência dos materiais se mostra cada vez mais promissora. Ela envolve conhecimentos das áreas de Física, Química e Engenharia, necessários para compreender e explicar as propriedades dos materiais e permitir o desenvolvimento de materiais com novas características. Lembre os estudantes que, embora a classificação das ligações químicas possa ser feita com base nos grupos da tabela periódica aos quais os elementos pertencem – como na ligação iônica, que ocorre, geralmente, entre metais e não metais –, isso não é uma regra definitiva. Explore com a turma o diagrama da página 116, destacando que os compostos no topo do diagrama apresentam maior caráter iônico; aqueles do lado direito, covalente, e do lado esquerdo, metálico. Com relação à representação das estruturas químicas, enfatize como elas são importantes para entender a organização dos átomos em diferentes tipos de ligação. Se possível, retome as estruturas do capítulo apresentadas até a página 117, destacando o tipo de ligação e a representação utilizada.

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Prática científica - páginas 118 e 119 Objetivos • Avaliar as condições necessárias para a condução de corrente elétrica, relacionando-as às ligações químicas dos compostos. • Reconhecer e diferenciar materiais condutores e isolantes. Orientações Leia com os estudantes a contextualização inicial e pergunte se eles já passaram por uma situação similar à descrita, o que foi dito a eles como justificativa do perigo e se eles julgaram a explicação coerente. Em seguida, peça-lhes que compartilhem com os demais estudantes suas opiniões e a resposta do levantamento de hipóteses inicial. Prossiga dizendo que eles farão testes de condutividade elétrica de alguns materiais, a fim de classificá-los como condutores ou isolantes. Antes de realizarem os testes e registros, oriente-os a fazer previsões da condução de corrente elétrica para cada material que será testado. Depois, a cada registro dos resultados, solicite a eles que apontem, com base em suas observações, o tipo de ligação presente nos compostos. Ao final da prática, as soluções preparadas podem ser descartadas na pia, o açúcar e o sal podem ser descartados em lixo comum, e os demais materiais podem ser guardados para experimentos futuros.

Respostas a ) Essa questão tem o objetivo de levar os estudantes a refletir sobre a química presente na vida de cada um deles e suas vivências. Eles podem comentar que a condução de corrente elétrica ocorre de maneira mais significativa na água do mar, não por causa da água propriamente dita, mas em razão da presença de sais que, em solução aquosa, se dissociam. 1. Os materiais nos quais a lâmpada acendeu: solução salina e placa de cobre. Os materiais em que a lâmpada não acendeu: solução de açúcar, sal, borracha e água destilada. 2. Resposta pessoal. Depende das respostas da questão do início da seção. 3. Água destilada e borracha escolar: ligação covalente; sal: ligação iônica; açúcar: ligação covalente; placa de cobre: ligação metálica. Se possível, escreva na lousa as fórmulas químicas dos compostos que se encontram em cada um dos materiais utilizados e peça aos estudantes que localizem os elementos na tabela periódica e os classifiquem como metal ou não metal. 4. A lâmpada acendeu ao entrar em contato com a solução de ​NaC𝓁​, pois compostos iônicos em solução aquosa formam íons livres, enquanto o sal sólido contém íons imóveis. A placa de cobre conduziu, pois há elétrons livres em sua estrutura, possibilitando a condução de eletricidade. 5. Na etapa I, a lâmpada também acendeu, porém, como havia mais íons livres para conduzir a corrente elétrica, o resultado foi um brilho mais intenso. 6. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes representem os cátions de cobre envoltos por elétrons. 7. Resposta pessoal. Acompanhe a elaboração do podcast pelos estudantes e, caso eles tenham dificuldade em alguma etapa, auxilie-os.

Acompanhando a aprendizagem Para uma avaliação final, selecione alguns materiais que fazem parte do cotidiano, como sal, açúcar e vinagre. Coloque separadamente uma pequena amostra deles em recipientes tampados, como potes de vidro, e suas fórmulas químicas registradas na parte externa do recipiente. Organize os materiais em mesas e peça aos estudantes que montem uma tabela no caderno, apresentando o nome do material, o estado físico à temperatura ambiente, os elementos químicos de sua composição e o tipo de ligação química presente nele. Peça-lhes que preencham a tabela em duplas. Dê a eles entre um e dois minutos para que passem em cada mesa e façam o preenchimento da tabela. Ao final dessa dinâmica, analise as anotações deles e faça correções, caso necessário.

Respostas - Páginas 120 e 121 2. a ) O composto ​A​𝓁​2​O​3​apresenta ligações iônicas, pois é formado por um metal e um ametal, e o metal alumínio puro (​ A𝓁)​apresenta ligações metálicas, pois é formado apenas por um elemento químico metálico. b ) Apenas o alumínio é bom condutor elétrico, pois apresenta ligação química do tipo metálica. c ) O alumínio é mais maleável por causa da livre movimentação dos elétrons em sua estrutura. d ) Ocorre primeiro a fusão do alumínio metálico porque as ligações iônicas são mais fortes do que as ligações metálicas. Se os estudantes ficarem em dúvida, cite as temperaturas de fusão dessas duas substâncias: ​2 054 °C​do ​A​𝓁​2​O​3​e ​660 °C​do ​A𝓁​. 3. Alternativa b. II ) Falsa. As ligações covalentes ocorrem entre os elementos químicos não metálicos; não metálicos e hidrogênio; e entre átomos de hidrogênio, ocorrendo compartilhamento de elétrons. Os compostos com esse tipo de ligação, em geral, não são bons condutores de eletricidade. 4. Alternativa c. Única alternativa que não apresenta elemento pertencente ao grupo dos gases nobres. 5. a ) ​NH​3​ b ) Apesar de ter ligações do tipo covalente, a amônia pode formar íons em solução e, portanto, ser um bom condutor elétrico. c) H

N

H       H

N

H

H

H

Representação dos elétrons.

Representação das ligações.

d ) Espera-se que os estudantes citem como prevenção: treinamento dos funcionários, plano de emergência, manutenção e conservação dos equipamentos, entre outras ações. Quanto aos procedimentos após o acidente, podem citar: acionar o corpo de bombeiros e evacuar o frigorífico.

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11. Iônica. Formação: formação de íons por transferência de elétrons. Propriedades: alta temperatura de fusão, solúvel em água e condutor de eletricidade em solução. Exemplos: ​NaC𝓁​, ​KBr​e ​Ca​F​2​. Covalente. Formação: compartilhamento de elétrons. Propriedades: baixa temperatura de ebulição, solubilidade variável e não é condutor de eletricidade. Exemplos: ​​H​2​​O​(simples), ​​O​2​​​ (dupla) e ​​H​2​​ ​(simples). Metálica. Formação: elétrons deslocalizados. Propriedades: alta condutividade elétrica, maleável e dúctil. Exemplos: ​Fe​, ​Cu​e ​A𝓁​.

Capítulo 7 - As interações entre as moléculas - páginas 122 a 136 Objetivos do capítulo • Conhecer a tensão superficial. • Conhecer o modelo de repulsão dos pares de elétrons da camada de valência (VSEPR) e a geometria molecular. • Conhecer a polaridade e classificar as moléculas em polares ou apolares. • Analisar como ocorrem as interações intermoleculares. • Relacionar o tipo de interação intermolecular com algumas propriedades físicas dos materiais.

BNCC em contexto A abordagem da página 122 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT301, pois possibilita aos estudantes elaborar questões e hipóteses para representar e interpretar modelos explicativos. A análise das situações envolvendo o inseto sobre a superfície da água e a película que se formou no nadador possibilita aos estudantes exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem da Ciência para investigar, levantar hipóteses e elaborar conclusões com base em conhecimentos científicos, contribuindo para desenvolver a Competência geral 2. Peça aos estudantes que, individualmente, observem a imagem do inseto sobre a água e reflitam sobre os questionamentos do texto inicial. Em seguida, usando a metodologia Think-pair-share, incentive-os a compartilhar o raciocínio individual com um colega. Depois, oriente-os a socializar com um grupo maior os pensamentos e as conclusões a que a dupla chegou.

Prática científica - página 123

Objetivos • Observar a tensão superficial da água. • Analisar o efeito da área de contato da agulha na água. Orientações Diga aos estudantes que eles vão analisar na prática os efeitos da tensão superficial da água sobre objetos. Incentive os estudantes a responder à questão no tópico Por dentro do contexto para identificar outros fatores que afetam o comportamento da água além da densidade. Espera-se que respondam que em alguns casos um material mais denso pode flutuar sobre outro, por conta da tensão superficial do líquido.

É preciso orientá-los a ter cuidado ao manipular a agulha a fim de evitar perfurações; se possível, indique o uso de luvas e óculos de segurança. Um recipiente de plástico também diminui as chances de cortes caso o material caia no chão. Após a prática, a água com detergente pode ser descartada em uma pia. Para avaliar também a influência da área superficial, questione-os: se a agulha fosse colocada sobre a superfície da água na vertical, o resultado seria diferente? Se possível, peça a um estudante que coloque a agulha na vertical sobre a água sem o detergente no recipiente para que todos observem o resultado. Explique os resultados com base na densidade da agulha – já que afunda, ela tem maior densidade do que a água.

Respostas 1. A água é um líquido que apresenta alta tensão superficial. Logo, objetos pequenos podem flutuar sobre ela, mesmo que sejam mais densos. 2. Após a adição do detergente, a agulha afunda na água. Isso ocorre porque o detergente diminui a tensão superficial da água. Ao abordar o quadro da página 124, que apresenta diversos exemplos de geometrias moleculares, use o simulador indicado no boxe Dica. Se possível, leve os estudantes à sala de informática ou peça a eles que utilizem o smartphone. Para auxiliar a compreensão dos estudantes sobre as diferentes geometrias das moléculas, se possível, utilize balões amarrados uns aos outros ou monte um modelo tridimensional com esferas de poliestireno e palitos de madeira, permitindo que os estudantes manipulem os modelos construídos.

Conexões com… - página 125 Objetivos • Compreender a relação entre alguns conteúdos matemáticos e a geometria molecular. • Conhecer ângulo de ligação. Orientações Leia o texto com os estudantes. Represente as ligações de algumas moléculas reais na lousa por meio das fórmulas estruturais, como o ​​BF​3​​​. Utilize uma cor de giz para fazer essa representação e outra cor para a figura geométrica, que nesse caso é o triângulo equilátero. Depois, com outra cor, acrescente os valores dos ângulos. Faça isso com ao menos uma molécula para cada geometria representada. Se possível, reproduza todas as estruturas apresentadas utilizando um modelo molecular e auxilie os estudantes a identificar todos os planos que formam as figuras geométricas. Para responder à questão final, peça aos estudantes que avaliem, primeiramente, as condições necessárias para que a geometria da molécula seja parecida com um triângulo, o que envolveria a presença de 4 átomos. Assim, eles serão capazes de reconhecer que o cloreto de cianogênio ​​(C𝓁CN)​​ já não pode ser a resposta. Depois, peça-lhes que representem as estruturas do formaldeído ​​(​CH​2​​O)​​ e da amônia ​​(​NH​3​​)​​ considerando os átomos que têm par de elétrons não ligantes e que se posicionem o mais distante possível uns dos outros, bem como dos pares ligantes. Faça a distinção entre polaridade das ligações e polaridade das moléculas. Mostre que, se uma ligação covalente

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ocorre entre elementos diferentes, por terem eletronegatividades diferentes, o mais eletronegativo deles irá atrair mais os elétrons que formam a ligação, sendo polarizado negativamente. Quando os átomos presentes na ligação são do mesmo elemento, não ocorre a polarização. Conclua dizendo que a polaridade das ligações é definida usando esse critério.

Acompanhando a aprendizagem Aplicando a estratégia Quick writing, faça uma avaliação sobre a compreensão do conceito de polaridade. Além de pedir aos estudantes que expliquem o que define se uma molécula é polar ou apolar, escreva na lousa a fórmula estrutural de algumas moléculas e peça-lhes que as classifiquem como polares ou apolares.

BNCC em contexto A abordagem das páginas 128 e 129 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT301, pois possibilita aos estudantes que construam questões e elaborem hipóteses para representar e interpretar modelos explicativos. A análise da situação envolvendo os béqueres com água e com álcool possibilita aos estudantes que exercitem a curiosidade intelectual e recorram à abordagem da Ciência para investigar, levantar hipóteses e elaborar conclusões com base em conhecimentos científicos, contribuindo para desenvolver a Competência geral 2. Na página 129, comente que os saberes dos povos e comunidades tradicionais foram fundamentais na construção e transformação da sociedade, resultando em experimentações empíricas e conhecimentos que beneficiaram diversas áreas da sociedade. A abordagem sobre a extração de óleo de coco em comunidades quilombolas permite desenvolver o tema Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas culturais brasileiras, pois associa as técnicas de separação de misturas aos conhecimentos tradicionais desses povos. Comente com os estudantes que não precisam prever as temperaturas de ebulição dos compostos. Eles devem ser capazes de interpretar as informações como a geometria molecular, a polaridade e as interações intermoleculares que ocorrem nas substâncias. Também deverão ser capazes de prever qual substância tem temperatura de fusão ou de ebulição mais alta ou mais baixa quando comparada a outra. É sempre oportuno lembrar os estudantes de que o aprendizado não deve ser baseado em memorização.

Ligado no tema - páginas 132 e 133 Objetivos • Relacionar o estudo das propriedades das substâncias, como a polaridade, no desenvolvimento de produtos para prevenir acidentes automobilísticos. • Conscientizar os cuidados no trânsito nos dias de chuva. Orientações Leia os textos de forma conjunta e peça aos estudantes que analisem a fotografia do para-brisa, na página 133, para confirmar se ele está repelindo a água. Depois, explique as

diferenças entre as ilustrações dessa mesma página, de como é a passagem da luz na superfície com gotas de água e sem elas. O assunto sobre segurança no trânsito está associado ao tema contemporâneo transversal Educação para o trânsito, pois evidencia como os conhecimentos químicos, a exemplo da polaridade, podem ajudar na prevenção de acidentes. Relembre aos estudantes a polaridade da água (polar) e peça a eles que infiram a polaridade do cristalizador com base no princípio de que substâncias com polaridades iguais tendem a se solubilizar, enquanto as com polaridades distintas não tendem a se misturar.

Respostas - Páginas 134 e 135 4. Espera-se que os estudantes expliquem que o etanol ​(​C​2​​H​6​O)​é uma substância com duas partes em sua estrutura: uma polar e outra apolar. Assim, quando está presente na gasolina há interações do tipo dipolo induzido-dipolo induzido entre as substâncias apolares que a constituem e a parte apolar do etanol, formando assim uma mistura homogênea. Ao adicionar água (substância polar) a esse sistema, a parte polar do etanol forma ligações de hidrogênio (​ H)​com as moléculas de água. Dessa forma, o sistema passa a ser uma mistura heterogênea, com duas fases. Assim, é possível determinar a quantidade de etanol na gasolina ao comparar seu volume inicial e final. Essa diferença de volume é relativa ao volume de etanol inicialmente presente na gasolina (com etanol), que passa a formar outra fase com a água. 5. a ) Ligações de hidrogênio, por conta da presença de átomos de hidrogênio ligados a átomos muito eletronegativos (​F​, ​O​e ​N​). b ) Espera-se haver interações mais fortes no H ​ F​, pois o flúor é mais eletronegativo. 6. a ) Todas as substâncias são polares. b ) Acetona ​​(​C​3​​H​  6​​ O) ​​: dipolo induzido-dipolo induzido; água: ligação de hidrogênio; etanol: ligação de hidrogênio. c ) Porque ela possui um maior número de hidrogênios que podem realizar ligações de hidrogênio quando comparada às outras moléculas (o etanol possui apenas um hidrogênio, e a acetona não possui hidrogênios ligados a átomos bastante eletronegativos). d ) Acetona e etanol, pois, embora sejam moléculas polares, apresentam regiões apolares, permitindo que sejam solúveis em óleo, um composto apolar.

Capítulo 8 - Funções orgânicas I - páginas 137 a 149 Objetivos do capítulo • Identificar substâncias orgânicas e relacioná-las a suas estruturas e propriedades. • Diferenciar substâncias orgânicas e substâncias inorgânicas. • Diferenciar e classificar cadeias carbônicas. • Conhecer a nomenclatura das estruturas de hidrocarbonetos de acordo com as regras da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC).

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• Reconhecer que os combustíveis fósseis como o petróleo e o gás natural são constituídos por hidrocarbonetos. • Relacionar os problemas ambientais com o uso de combustíveis fósseis.

BNCC em contexto Nas páginas 137 e 138, é feito um resgate histórico do desenvolvimento da Química orgânica, com foco nas tentativas de isolamento de substâncias presentes em organismos vivos, na teoria da força vital e nos postulados de Kekulé, o que contribui para o trabalho com as Competências gerais 1 e 2 e a habilidade EM13CNT201. Quando consideramos também a possibilidade de a vida se originar de compostos inorgânicos em uma atmosfera primitiva, levando à produção de compostos orgânicos, contempla-se a habilidade EM13CNT202.

Acompanhando a aprendizagem As questões 1 e 2 propostas na página 137 possibilitam verificar a relação que os estudantes fazem entre os ciclos da vida e as composições química e orgânica dos seres vivos, servindo como avaliação diagnóstica. Provavelmente, eles ainda não terão um conhecimento ampliado acerca do ciclo do carbono, mas já podem saber que grande parte da composição de um organismo vivo se dá pela matéria orgânica. Caso algum estudante cite compostos de carbono, peça a ele que desenvolva o raciocínio. As equações químicas são uma linguagem própria da Química para representar reações que ocorrem naturalmente e de maneira artificial. Elas são uma representação universal desses processos, podendo ser entendidas em qualquer lugar do mundo sem alteração alguma. Como exemplo, temos uma reação de combustão do metano: ​​CH​4​​ + 2 ​O​2 ​​ ​→ ​​CO​2​​+ ​2 H​2​​O​ Nessa equação, os reagentes são o metano e o gás oxigênio, e os produtos são o gás carbônico e a água. A página 138 discute formulações de hipóteses para o surgimento da vida ao tratar da síntese de aminoácidos pelos químicos estadunidenses Stanley Miller (1930-2007) e Harold Urey (1893-1981). Nessa abordagem, atente para não entrar na discussão sobre quais teorias são certas ou erradas acerca do surgimento da vida e peça aos estudantes que tentem expressar com palavras a importância desse experimento. Incentive-os a perceber que o experimento permitiu constatar que, em condições apropriadas, a matéria orgânica pode ser criada por fenômenos naturais, como descargas elétricas em uma atmosfera rica em substâncias simples e compostas. Esse conteúdo é trabalhado também no componente curricular de Biologia, quando se estuda a origem do Universo, do Sistema Solar e, consequentemente, da vida. A representação de compostos orgânicos pode ser desafiante para alguns estudantes, visto que omite a maioria dos átomos e exige compreensão sobre geometria molecular. Por conta disso, utilize um tempo maior da aula para se certificar de que todos compreenderam os conceitos dessa representação e reforce os postulados de Kekulé. Para auxiliá-los,

construa na lousa uma fórmula estrutural plana que mostre os átomos de carbono e os átomos de hidrogênio ​​(H)​​ ligados aos de carbono. Utilize o b ​ utan-1-ol​como exemplo. Primeiro, desenhe na lousa a fórmula estrutural plana do exemplo; depois, explique aos estudantes que, em compostos orgânicos, os átomos de carbono e de hidrogênio são geralmente ocultados.

H

H

H

H

H

C

C

C

C

H

H

H

H

O

H

Fórmula estrutural plana do ​butan-1-ol​.

Ao lado da fórmula estrutural, escreva na lousa a fórmula estrutural simplificada. Reforce que na cadeia carbônica a ligação entre vários átomos de carbono é representada por traços ligados. Nessa estrutura, cada vértice retrata um átomo de carbono, e todas as ligações demonstradas no desenho se referem a ligações entre átomos de carbono. Aproveite e peça aos estudantes que expressem a fórmula molecular da substância contando todos os átomos presentes: ​​C​4​​ ​H​10​​ O​ou ​​C​4​​ ​H​9​​ OH​.

OH Fórmula estrutural simplificada do ​butan-1-ol​.

Se julgar conveniente, peça a eles que a façam no sentido inverso também, ou seja, desenhem a fórmula estrutural simplificada e depois a estrutural plana. Use como exemplos: 2-metilpropano, butano, dietilamina, acetato de etila, benzeno, entre outros. No momento, não é preciso nomeá-las, pois a nomenclatura será estudada posteriormente.

BNCC em contexto A página 139 aborda as propriedades dos compostos orgânicos, apresentando informações importantes que servirão como base para a compreensão dos estudantes sobre Química orgânica, estimulando o exercício da curiosidade intelectual, o que contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2. A abordagem das páginas 139 e 140, sobre a estrutura e a forma de ação de detergentes, incentiva os estudantes a refletir sobre a necessidade da higiene pessoal e da higienização dos objetos com os quais temos contato, principalmente após a eclosão da pandemia de covid-19, o que contempla as Competências gerais 8 e 10 e as habilidades EM13CNT104 e EM13CNT307. Nas páginas 141 e 142, os estudantes entram em contato com as formas de classificação de cadeias carbônicas. Esse é um assunto bastante técnico e que pode ser assimilado pela prática de exercícios na lousa. Dessa maneira, após terminar a abordagem da página 142, desenhe na lousa diversos exemplos de compostos orgânicos e peça aos estudantes que os classifiquem respondendo em voz alta. Ao abordar a classificação por disposição dos átomos de carbono na cadeia, reforce que os átomos diferentes do carbono não são levados em consideração, apenas os átomos de carbono. Ou seja, um átomo de carbono ligado a dois átomos

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de carbono, a um átomo de hidrogênio e a um átomo de oxigênio será secundário, pois está ligado apenas a dois átomos de carbono. Isso pode confundir os estudantes. Sobre a representação do anel aromático, comente que a representação das duplas ligações intercaladas não é fixa. Elas também podem ser suprimidas e o círculo pode ser representado dentro da estrutura com forma de hexágono. Ao abordar a estrutura do anel aromático em vários compostos orgânicos, destaque a participação da cientista irlandesa Kathleen Lonsdale (1903-1971) no estudo dessa estrutura. Em 1929, usando métodos de difração de raios X, Lonsdale provou que o anel benzênico era plano. Ela foi a primeira mulher no cargo de professora titular na University College London e a primeira mulher presidente da União Internacional de Cristalografia e da Associação Britânica para o Avanço da Ciência. Os aplicativos para dispositivos móveis como o sugerido no boxe Dica da página 144 são ferramentas das culturas juvenis que contribuem para aproximar o conhecimento científico do cotidiano dos estudantes. A discussão sobre os compostos conhecidos como BTEX está vinculada ao tema contemporâneo transversal Trabalho, pois expõe a importância do conhecimento sobre esses compostos orgânicos para o cotidiano dos profissionais envolvidos a fim de garantir a saúde e a segurança deles.

Matriz energética brasileira e consumo de petróleo O conteúdo da página 148 traz a discussão sobre o uso de petróleo como fonte energética primordial e não renovável e a dependência mundial desse material. Esse conteúdo possibilita o trabalho conjunto com os professores da área de Ciências Humanas Sociais e Aplicadas, principalmente os do componente curricular de Geografia. Coordene com esses professores a explicação sobre a extração e a produção de petróleo e suas consequências geopolíticas, incluindo invasão de territórios, guerras travadas pelo controle do petróleo (guerra Irã-Iraque, guerra do golfo Pérsico, invasão dos Estados Unidos no Iraque) e variações drásticas de preço. Enfatize que o petróleo é uma importante fonte de energia, usado na produção de diversos combustíveis e como matéria-prima na fabricação de produtos do cotidiano. Do ponto de vista ambiental, o petróleo é um grande poluidor atmosférico, terrestre e marítimo. Por isso, sugere-se que sejam abordados também os resultados geopolíticos de propostas de mitigação dessas consequências, incluindo a Rio-92, o Protocolo de Kyoto, o Acordo de Paris e a venda de créditos de carbono. Para obter mais informações sobre esses assuntos, são sugeridos os seguintes conteúdos: • BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Acordo de Paris. Disponível em: https://antigo.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas/acordo-de-paris.html. Acesso em: 26 set. 2024. • O QUE é e como funciona o mercado de carbono? Ipam Amazônia. Disponível em: https://ipam.org.br/cartilhas -ipam/o-que-e-e-como-funciona-o-mercado-de-carbono/. Acesso em: 26 set. 2024.

Acompanhando a aprendizagem As regras de nomenclatura para hidrocarbonetos, exploradas nas páginas 146 e 147, servirão como base para a nomenclatura de outras funções químicas. Por isso, é de fundamental importância que os estudantes dominem o assunto. Para realizar uma avaliação ao final do capítulo, desenhe mais estruturas na lousa e peça para eles nomeá-los.

Respostas - Página 143 2. a ) O tolueno e o xileno. b ) ​H​2​O​, ​C​7​H​8​e ​C​8​H​10​. c ) Espera-se que os estudantes respondam que a água causa menos impactos ambientais. Comente com eles que solventes como o tolueno e o xileno são considerados compostos orgânicos voláteis (COV), sendo seus vapores poluentes irritantes, tóxicos e potencialmente carcinogênicos. 3. A − III; B − II; C − I. O ácido carboxílico tem ligações de hidrogênio entre suas moléculas e interação forte, o que justifica a elevada temperatura de ebulição. A acetona é levemente polar, assim ocorre interação do tipo dipolo permanente-dipolo permanente, de intensidade mediana. O etano é apolar e, por isso, realiza interações do tipo dipolo induzido-dipolo induzido, considerada a mais fraca, por isso tem temperatura de ebulição baixa. 5. a ) Compostos orgânicos são aqueles que apresentam o átomo de carbono em sua composição, geralmente ligado ao hidrogênio ​(H)​. Além de átomos de carbono ligados a átomos de hidrogênio, as moléculas orgânicas podem apresentar outros átomos em sua composição, como oxigênio (​ O)​, nitrogênio ​(N)​, enxofre (​ S)​, fósforo (​ P)​ e halogênios. As ligações entre esses átomos e o carbono são predominantemente covalentes. Por outro lado, os compostos inorgânicos costumam conter metais ou hidrogênio combinado a um átomo do grupo dos ametais. Eles podem ser formados por ligações iônicas, como no caso do cloreto de sódio ​(​NaC𝓁​)​, ou covalentes, como o dióxido de carbono ​(​CO​2​)​. b ) Miller e Urey realizaram um experimento envolvendo um dispositivo fechado com gases que supostamente existiam na atmosfera primitiva. Esses gases foram aquecidos, resfriados e submetidos a descargas elétricas. Ao final desse período, foi possível observar a formação dos aminoácidos que são compostos orgânicos precursores da vida. energia →​​C​2​​H​5​​NO​2​​+ ​C​3​​H​7​​NO​2​ c ) ​CH​4​​+ ​NH​3​​+ ​H​2​O ⎯ ​ Os reagentes são metano ​​(​CH​4​​)​​, amônia ​​(​NH​3​​)​​ e água ​​(​H​2​​ O) ​​. Os produtos são glicina ​​(​C​2​​ ​H​5​​ ​NO​2​​)​​ e alanina (​​ ​C​3​​ ​H​7​​ ​NO​2​​)​​. As moléculas orgânicas são:​​ CH​4​​​, alanina e glicina. As moléculas inorgânicas são:​​ NH​3​​​ e ​​H​2​​O​.

Respostas - Página 149 1. a ) CH3

CH3

Fórmula estrutural do etano.

CH2

CH2

Fórmula estrutural do eteno.

CH

CH

Fórmula estrutural do etino.

b ) Etano, eteno e etino.

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c ) Espera-se que os estudantes respondam que são cadeias abertas, lineares, homogêneas e insaturadas, com exceção do etano, que tem cadeia saturada. 5. a ) As moléculas de feromônios devem ser voláteis, o que está relacionado com sua estrutura molecular, que deve apresentar massa molecular baixa e forças intermoleculares fracas. b)

H3C

CH3

Fórmula estrutural do undecano.

Esse composto é insolúvel em água, pois se trata de uma molécula apolar, o que justifica a capacidade de as formigas andarem pela grama na chuva. 6. a ) ​C​18​​H​29​​O​3​SNa​ b ) A molécula representada pode ser classificada como detergente, pois apresenta em sua estrutura uma parte apolar passível de interação com moléculas de gordura e uma parte polar que interagiria bem com moléculas de água.

Capítulo 9 - Funções orgânicas II - páginas 150 a 171 Objetivos do capítulo • Analisar as características e propriedades dos compostos orgânicos oxigenados das funções álcool, aldeído, cetona, ácido carboxílico, fenol, enol, éter e éster, bem como suas regras de nomenclatura. • Identificar a presença de alguns compostos orgânicos oxigenados no cotidiano. • Analisar as características e propriedades dos compostos orgânicos nitrogenados das funções amina e amida, bem como suas regras de nomenclatura. • Identificar a presença de alguns compostos orgânicos nitrogenados no cotidiano. • Conhecer o fenômeno da isomeria entre compostos orgânicos e identificar os tipos de isomeria.

BNCC em contexto A abordagem da página 151 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT309, pois permite analisar questões socioambientais, políticas e econômicas relativas à dependência do mundo atual em relação aos recursos não renováveis e discutir a necessidade de introduzir alternativas e novas tecnologias energéticas e de materiais, comparando diferentes tipos de motores e processos de produção de novos materiais. A abordagem sobre colesterol na página 152 possibilita trabalhar a Competência geral 8 e o tema contemporâneo transversal Saúde, pois instiga os estudantes a investigar a importância e os malefícios do acúmulo de colesterol no organismo. Inicie a aula retomando o conceito de hidrocarboneto, destacando que a principal fonte desses compostos é o petróleo.

Usando a estratégia Quick writing, peça aos estudantes que respondam à seguinte questão: por que não existe um composto de nome butan-3-ol? Em seguida, usando a mesma estratégia, escreva na lousa a fórmula estrutural de um enol e de um álcool cíclico e pergunte se as substâncias representadas pertencem à função álcool. Ao trabalhar a fermentação alcoólica, questione os estudantes sobre a importância dos fungos para a produção industrial e para os ambientes.

Atividade extra Se julgar conveniente, apresente aos estudantes um vídeo do programa Pontociência, da UFMG, que descreve um experimento investigativo sobre a fermentação da sacarose ​​(​C​12​​ ​H​22​​ ​O​11​​)​​. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=zFm-G7geqPQ. Acesso em: 3 out. 2024. Nesse vídeo, observa-se a fermentação da sacarose com a formação de gás carbônico (​​ ​CO​2​​)​​. Organize os estudantes em grupos e oriente-os a fazer a montagem experimental. A observação da saída de gás poderá ser feita apenas no dia seguinte. Após as observações, peça-lhes que analisem as reações da fermentação no Livro do Estudante, pesquisem a fermentação da sacarose para a produção de etanol (​​ ​C​2​​ ​H​6​​ O)​​ e respondam às seguintes questões no caderno. a ) Quais são as semelhanças entre a atividade feita por eles e o processo de produção do etanol por fermentação? b ) Desenhe um fluxograma do processo de produção do etanol. c ) O que é a produção de etanol de segunda geração?

Compartilhe ideias - página 152 O primeiro boxe aborda o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia e contribui para o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 1, que envolve analisar processos tecnológicos, a fim de propor ações individuais e coletivas que mitiguem os impactos socioambientais de alguns desses processos. O segundo boxe está relacionado aos temas contemporâneos transversais Saúde e Vida familiar e social, além de contribuir para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT207, que visa desenvolver e divulgar ações de prevenção e promoção da saúde e do bem-estar dos jovens.

Resposta a ) Resposta pessoal. O objetivo dessa atividade é levar os estudantes a reconhecer que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, além dos problemas de saúde relacionados, causa problemas sociais, como acidentes de trânsito, violência doméstica, vandalismo, acidentes de trabalho, aumento da demanda de atendimentos hospitalares, entre outras situações.

Integrando o conhecimento A questão 3 da página 152 pode ser usada para retomar conceitos sobre a produção e a função do colesterol no organismo, tema referente ao componente curricular de Biologia. É possível também aproveitar esse momento para mostrar a relação entre esses componentes curriculares

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comentando a complementaridade entre a Química, que estuda a fórmula, a composição, a estrutura e a propriedade das substâncias, e a Biologia, que trata da presença desse mesmo composto no corpo humano; mencione que essa fusão caracteriza a área da Ciência conhecida como Bioquímica.

Atividade extra O consumo de açúcares como a sacarose, a frutose (​​ ​C​6​​ ​H​12​​ ​O​6​​)​​ e a glicose ​​(​C​6​​ ​H​12​​ ​O​6​​)​​ está associado a dois problemas de saúde pública: a obesidade e o diabetes. Veja mais informações no artigo “Consumo de frutose e impacto na saúde humana”. Disponível em: https://www.research gate.net/publication/323020110_Consumo_de_frutose_ e_impacto_na_saude_humana. Acesso em: 3 out. 2024. Esse artigo apresenta algumas características dessas substâncias e mostra como a frutose presente nas frutas também pode ser prejudicial sob certas condições. Apresente aos estudantes as principais informações do artigo. Depois, abra uma discussão em sala de aula e proponha que respondam às seguintes questões. a ) Faça uma lista dos alimentos que você costuma ingerir no dia a dia. b ) Verifique quais deles são ricos em açúcares. c ) Proponha formas de substituí-los por opções mais saudáveis. Antes de iniciar a explicação sobre os fenóis, faça uma revisão de compostos aromáticos. Em seguida, lembre os estudantes de que, para uma substância ser classificada como álcool, deve conter uma hidroxila ligada a um átomo de carbono saturado.

BNCC em contexto As questões 6 e 7 da página 156 e a análise da tirinha da página 157 incentivam os estudantes a refletir sobre aspectos relacionados à manutenção da saúde, contribuindo para desenvolver a Competência geral 8, além de abordar o tema contemporâneo transversal Saúde. A análise da tirinha da página 157 também contribui para desenvolver a Competência geral 3, pois incentiva os estudantes a fruir e valorizar expressões artísticas. A página 157 desenvolve a habilidade EM13CNT309 ao mencionar o biodiesel, pois permite analisar questões socioambientais, políticas e econômicas referentes à dependência que o mundo atual tem dos recursos não renováveis e discutir a necessidade de alternativas e novas tecnologias energéticas e de materiais, comparando diferentes tipos de motores e processos de produção de novos materiais. Peça aos estudantes que leiam a tirinha e opinem sobre a questão 8 da página 157. Explique que há substâncias artificiais que imitam o aroma de algumas frutas e que essas substâncias pertencem a uma função orgânica chamada éster. Aproveite essa tirinha para incentivá-los a refletir sobre como deve ser o consumo de produtos alimentícios ultraprocessados.

Conexões com… - páginas 158 e 159 Objetivos • Compreender como o diabetes está relacionado à presença da glicose no sangue. • Conhecer as causas e os sintomas do diabetes. • Reconhecer avanços da Ciência que contribuem para o tratamento e a monitoração do diabetes. Orientações Ao abordar o diabetes, doença que se estima afligir cerca de 10% da população brasileira, apresentando como ela afeta as pessoas e as contribuições da Ciência para o tratamento e o controle dessa doença, essa seção colabora para o trabalho com os temas contemporâneos transversais Saúde, Educação alimentar e nutricional e Ciência e tecnologia, além de permitir uma abordagem integrada com o componente curricular de Biologia. Antes de iniciar a leitura da seção, verifique o conhecimento prévio dos estudantes perguntando se já fizeram algum exame de sangue e se eles se recordam dos parâmetros analisados. Caso não mencionem a concentração de glicose, cite-a e questione quais são os possíveis problemas de saúde advindos de alterações nesse parâmetro. Aproveite o esquema da glicólise e proponha aos estudantes que o analisem com o auxílio do professor de Biologia, destacando que as moléculas de ATP formadas no processo são responsáveis por armazenar e liberar energia.

BNCC em contexto A questão 12 da página 163 incentiva os estudantes a autoavaliar sua alimentação, principalmente relacionada ao consumo de proteínas, contribuindo para desenvolver a Competência geral 8 e o tema contemporâneo transversal Saúde. Ao mencionar a erva-mate, comente que, em 2023, a planta foi tombada como o primeiro patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul. Essa abordagem permite realizar uma integração com o componente curricular de História ao mencionar que o tombamento é feito levando em consideração a cultura da população local e o uso relevante desse recurso ao longo do desenvolvimento da região. Para introduzir o conceito de isomeria, forneça modelos moleculares ou bolas de poliestireno expandido e palitos de madeira de forma que os estudantes possam montar as fórmulas apresentadas na página 165, do etanol e do metoximetano (​​ ​C​2​​ ​H​6​​ O)​​. Inicie a explicação sobre os diastereoisômeros, na página 166, mostrando a impossibilidade de rotação dos átomos de carbono por causa da presença da ligação dupla. Se possível, use modelos moleculares para os estudantes visualizarem de forma concreta.

Compartilhe ideias - página 167 O boxe incentiva os estudantes a refletir sobre os malefícios do consumo excessivo de alimentos processados e ultraprocessados que contêm gorduras trans, levando-os a tomar medidas saudáveis. Esse tema contribui para desenvolver a Competência geral 8 e o tema contemporâneo transversal Saúde.

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Além disso, contribui para o trabalho com o tema contemporâneo transversal Educação alimentar e nutricional e para o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 3, pois envolve investigar situações-problema, propor soluções e comunicar descobertas e conclusões ao público.

f )

OH Fórmula estrutural simplificada do ácido etanoico.

g)

BNCC em contexto A abordagem da página 168 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT104 ao mencionar a talidomida, pois permite avaliar benefícios e riscos à saúde e ao ambiente, considerando a composição, a toxicidade e a reatividade de diferentes materiais e produtos, como também o nível de exposição a eles, posicionando-se criticamente e propondo soluções individuais e/ou coletivas tanto para seu uso quanto para o respectivo descarte responsável.

O

OH

Fórmula estrutural simplificada do 3-metil-fenol.

h)

O

Acompanhando a aprendizagem Ao final, para realizar uma avaliação, organize os estudantes em grupos e sorteie as funções orgânicas trabalhadas ao longo do capítulo. Oriente-os a pesquisar dois compostos que fazem parte da função orgânica sorteada e a apresentar a fórmula química dessas substâncias, destacando o grupo funcional e suas aplicações. Se possível, peça-lhes que façam as representações em um cartaz e apresentem as informações oralmente para a turma.

Respostas - Páginas 160 e 161 1. a ) BHA: fenol e éter. BHT: fenol. PG: fenol e éster. TBHQ: fenol. b ) Fenol. c ) BHA: butil-hidroxianisol. BHT: butil-hidroxitolueno. PG: galato de propila. TBHQ: terc-butil-hidroquinona. d ) BHA: 2-terc-butil-4-metoxi-1-hidroxibenzeno; BHT: 2,6-di-terc-butil-4-metil-1-hidroxibenzeno; PG: 3,4,5-trihidroxibenzoato de propila; TBHQ: 2-terc-butil-1,4-dihidroxi-benzeno. e ) Resposta pessoal. Os estudantes podem citar óleo vegetal, manteiga, ketchup, maionese, entre outros. 6. a )

OH

d)

OH

Fórmula estrutural simplificada do etanol.

b)

Fórmula estrutural simplificada do propan-2-ol.

O Fórmula estrutural simplificada do etoxietano.

e) c)

O

O H

H

Fórmula estrutural do metanal.

Fórmula estrutural simplificada da butanona.

O Fórmula estrutural simplificada do etanoato de butila.

Página 170 6. Nessa atividade, oriente os estudantes a acessar e ler o texto na íntegra. Trata-se de uma oportunidade para agregar mais informações sobre a história dos povos guaranis, que eram nômades. Essa abordagem permite realizar uma integração com o componente curricular de Língua Portuguesa ao trabalhar com lendas.

Retome o que estudou - página 171 Respostas 1. Espera-se que os estudantes respondam que as ligações metálicas são típicas de substâncias formadas por átomos de metais, do mesmo elemento ou de elementos diferentes. Eles podem ainda responder que os metais são bons condutores de eletricidade porque os elétrons de valência do metal conseguem transitar livremente entre os átomos. 2. Espera-se que os estudantes respondam que, na molécula de água (​ ​H​2​O)​, o átomo de oxigênio (​ O)​é mais eletronegativo do que os átomos de hidrogênio (​ H)​, por isso ele adquire uma carga parcial negativa, enquanto os átomos de hidrogênio adquirem uma carga parcial positiva. Por conta de sua geometria angular, há um vetor resultante do momento de dipolo, indicado pela seta vermelha para cima, revelando que a molécula toda é polar. Já na molécula de dióxido de carbono, a concentração de elétrons é maior nos átomos de oxigênio (mais eletronegativos do que os átomos de carbono), mas como a molécula tem geometria linear, o vetor resultante do momento de dipolo é nulo, indicando que a substância é apolar. 3. Espera-se que os estudantes respondam que a primeira molécula seria o benzeno (​ ​C​6​​H​6​)​ou ciclohex-1,3,5-trieno e que a segunda seria o hex-2,4-diino, podendo variar em relação à localização das ligações triplas. 4. Espera-se que os estudantes respondam que, embora tenham a mesma fórmula química, elas apresentam diferentes fórmulas estruturais e são chamadas de isômeros.

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Unidade 3 Matéria,

energia e as transformações na Terra

Nessa unidade, exploraremos as transformações da matéria e a energia envolvida nos processos. Vamos diferenciar e enfatizar as evidências que emergem de fenômenos físicos e químicos, permitindo uma compreensão mais profunda das dinâmicas que nos cercam. Além disso, discutiremos o papel da ciência na sociedade, abordando questões culturais e sociais relacionadas à manipulação da matéria e da energia. Essa reflexão crítica é fundamental para entender não apenas os processos científicos, mas também suas implicações éticas e sociais.

Objetivos da unidade • Diferenciar transformações físicas e transformações químicas da matéria. • Conhecer as leis ponderais e aplicá-las ao estudo das transformações da matéria. • Compreender a importância dos ciclos biogeoquímicos para a ciclagem da matéria e como eles ocorrem no ambiente. • Investigar a proporção de matéria entre os reagentes e os produtos de uma reação química. • Conceituar entalpia e analisar sua variação em uma reação química. • Compreender e aplicar a lei de Hess.

Justificativas Com o intuito de fornecer à turma embasamento teórico para o estudo do ciclo hidrológico e, na próxima unidade, dos ciclos biogeoquímicos, essa unidade aborda as transformações físicas e químicas da matéria, assim como seus estados de agregação, contribuindo para desenvolver a habilidade EM13CNT105.

Abertura da unidade - páginas 176 e 177 BNCC em contexto A problematização dos fenômenos físicos e químicos observados no lançamento de um foguete se alinha com as competências gerais e específicas da BNCC de Ciências da Natureza para o Ensino Médio, abrangendo o conhecimento científico, o pensamento crítico e a argumentação baseada em evidências. As habilidades EM13CNT101, EM13CNT301 e EM13CNT307 são particularmente relevantes, pois envolvem a análise de transformações e conservações de energia e matéria, a construção de hipóteses e modelos explicativos e a avaliação das propriedades dos materiais em aplicações tecnológicas.

Respostas a ) Resposta pessoal. O objetivo dessa questão é levantar o conhecimento prévio dos estudantes sobre as transformações químicas. Espera-se que eles mencionem a presença de fumaça e da chama, que são produtos de transformação do combustível do foguete. b ) Resposta pessoal. O objetivo dessa questão é levantar o conhecimento prévio dos estudantes sobre a quantidade de matéria e a energia envolvida nas transformações químicas. Espera-se que eles respondam que é possível determinar a quantidade de gás consumido e calor gerado. c ) Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar que essas missões são responsáveis por colocar satélites em órbita para diversos fins, como funcionamento das redes de telecomunicação e monitoramento do planeta Terra.

Capítulo 10 – Transformações da matéria - páginas 178 a 199 Objetivos do capítulo • Compreender e diferenciar os estados de agregação da matéria. • Reconhecer a influência da variação de temperatura e pressão nos estados de agregação da matéria. • Compreender as variações dos estados de agregação. • Identificar e diferenciar transformações químicas e transformações físicas. • Compreender as leis ponderais que regem as reações químicas. • Calcular a quantidade de materiais envolvida em reações químicas com base nas leis ponderais.

BNCC em contexto Ao trabalhar com as páginas 178 e 179, discuta com os estudantes e incentive-os a pensar em exemplos práticos de como a evaporação acontece em diferentes temperaturas para diferentes substâncias, em alinhamento com a habilidade EM13CNT202. Em seguida, discuta a influência das atividades humanas, como desmatamento e poluição, sobre o ciclo hidrológico. Promova debates que incentivem a reflexão sobre práticas sustentáveis, abordando a habilidade EM13CNT203. Peça aos estudantes que analisem dados sobre a disponibilidade de água em sua comunidade ou que relembrem crises hídricas que ocorreram e proponham soluções, o que se conecta à habilidade EM13CNT105. Explore também os impactos das mudanças no ciclo hidrológico sobre a biodiversidade, mostrando como isso afeta espécies e hábitats. Nas páginas 180 e 181, é estudada a estrutura molecular de diversos materiais de acordo com seu estado de agregação, um conteúdo que servirá de base para diversos conteúdos futuros de Química. São também exploradas algumas propriedades relacionadas ao estado de agregação das moléculas. Esse trabalho contempla a Competência geral 2 e as habilidades EM13CNT101 e EM13CNT307.

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Atividade extra Para iniciar a discussão sobre pressão de vapor, na página 185, sugira o seguinte experimento: Leve para a sala de aula uma pequena quantidade de álcool comercial e água. Depois, adicione cerca de 5 ​ mL​ do álcool em um vidro de relógio. Faça o mesmo procedimento com a água. Por fim, deixe os dois vidros de relógio lado a lado e solicite aos estudantes que os observem por algum tempo, questionando-os se eles sabem o que pode acontecer. Após a observação de que o álcool vai evaporar mais rápido, faça os seguintes questionamentos: 1. Por que o álcool evaporou mais rápido? Resposta: O álcool tem uma pressão de vapor maior do que a água. 2. O fato de o álcool ter uma pressão de vapor maior vai influenciar sua temperatura de ebulição? Resposta: Sim. A temperatura de ebulição do álcool será menor em relação à água, em razão de sua alta pressão de vapor.

Comportamento anômalo da água página 190 O conteúdo desse boxe apresenta uma discussão sobre o comportamento anômalo da água. Desenhe na lousa o gelo para mostrar aos estudantes que a água no estado líquido e a água no estado sólido têm densidades diferentes e explique que as moléculas de água se estruturam em uma forma hexagonal, em que há grande espaço não preenchido no cristal. No entanto, esse espaço sem matéria é menor quando a água se torna líquida, aumentando seu volume. Porém, o fator mais importante para suas propriedades anômalas são as ligações de hidrogênio que ocorrem por conta de seus átomos de hidrogênio interagindo com átomos de oxigênio de moléculas vizinhas. Além do exemplo já apresentado de icebergs e de lagos congelados, ressalte que até mesmo o fato de cubos de gelo flutuarem em um copo com água evidencia sua menor densidade.

Ligado no tema - página 192 O estudo da cerâmica das mulheres indígenas da etnia Baniwa oferece uma oportunidade para compreender as transformações químicas e físicas envolvidas na produção desses objetos artísticos, além de fazer uma integração com o componente curricular de Arte. Desde a escolha da argila até a confecção das peças, as mulheres baniwa utilizam processos físicos, como a mistura e a moldagem, que preparam o material para a queima. Essas etapas iniciais são fundamentais para garantir a plasticidade e a homogeneidade da argila, permitindo a criação de formas e designs variados. Ao abordar pigmentos das cerâmicas, exploram-se a química dos corantes e suas transformações. A interação entre os pigmentos e o calor é crucial para a produção de cores vibrantes e duráveis. Assim, o estudo da cerâmica indígena está vinculado com o tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras, pois enriquece o conhecimento sobre transformações químicas e físicas e valoriza as práticas culturais e tradicionais dos povos Baniwa, promovendo uma reflexão que integra ciência, arte e valorização dos povos originários.

Objetivos • Identificar as transformações químicas e físicas na produção da cerâmica baniwa. • Valorizar a cerâmica como expressão cultural e artística das mulheres baniwa. • Explorar a relação entre conhecimentos científicos e saberes tradicionais da etnia Baniwa. Orientações Conduza os estudantes a refletir sobre os processos que ocorrem durante a produção da cerâmica. Exercite com eles a capacidade de identificar as evidências ocorridas durante o processo e como a formação de novos materiais é o ponto principal para a diferenciação dos processos físicos e químicos.

Respostas a ) Sim, o texto descreve o processo de oxidação do pigmento das cerâmicas baniwa, que causa a mudança de cor. b ) Sim, a transformação física mencionada é a moldagem da argila para formar as peças de cerâmica e depois na secagem, quando ocorre a evaporação da água. c ) A Ciência, particularmente a Química, está integrada por meio do uso de processos químicos como a oxidação de pigmentos e a moldagem e queima da argila, demonstrando um conhecimento empírico dos materiais e suas transformações.

BNCC em contexto Nas páginas 195 a 198, a história da Ciência é abordada com base no estudo das leis ponderais. O trabalho com o desenvolvimento da Ciência ao longo do tempo contempla as Competências gerais 1 e 2 e as habilidades EM13CNT101, EM13CNT205 e EM13CNT301.

Acompanhando a aprendizagem Ao final desse capítulo, solicite aos estudantes que identifiquem e classifiquem cinco fenômenos do cotidiano como transformações físicas ou químicas. Para cada fenômeno, eles devem explicar brevemente por que o classificaram dessa forma, citando as evidências observáveis que os levaram a essa conclusão. Exemplos podem incluir o derretimento do gelo, a ferrugem em um prego, a evaporação da água, a queima de uma vela ou o cozimento de um ovo.

Respostas - Página 182 1. a ) As plantas liberam vapor de água na atmosfera terrestre principalmente por meio da respiração e da transpiração. Além disso, promovem a movimentação da água do subsolo para a atmosfera ao absorvê-la por meio de suas raízes. b ) O objetivo dessa questão é levar os estudantes a refletir sobre a importância das florestas. Espera-se que eles comentem que as florestas liberam grande quantidade de vapor de água na atmosfera terrestre. Depois, em condições específicas, precipita-se

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como chuva. O desmatamento prejudica a liberação de vapor de água na atmosfera e, consequentemente, o abastecimento das cidades. c ) O objetivo dessa questão é levar os estudantes a divulgar as informações entre os demais membros da comunidade escolar e familiares. 2. Em A, o picolé, que se encontrava inteiramente no estado sólido, tinha suas moléculas muito próximas, de forma organizada e com pouca mobilidade, mantendo seu formato. Em B, à temperatura ambiente, que é superior à do picolé, partes das moléculas começaram a se agitar e a se afastar umas das outras, aumentando sua mobilidade e tornando parte do picolé líquido. Em C, a agitação e a mobilidade das moléculas atingem a quase totalidade do picolé, levando-o a se transformar quase totalmente em líquido. Esse estado de agregação possibilita às moléculas que escorram na superfície, perdendo sua forma definida.

Respostas - Páginas 193 e 194 1. a ) Espera-se que os estudantes respondam que a energia da matéria, nesse caso, da água, aumentou ao longo do experimento. Isso porque parte da radiação infravermelha foi absorvida pelos átomos constituintes. Como resultado, esses átomos se tornaram cada vez mais agitados, enfraquecendo as interações entre as moléculas e aumentando sua mobilidade. A maior energia e agitação das moléculas levou à alteração da estrutura da matéria, fazendo-a mudar de estado de agregação sólido para o líquido. b ) Espera-se que os estudantes respondam que a matéria vai continuar absorvendo energia, resultando na agitação crescente de suas moléculas, o que, em determinado momento, levará à evaporação dela. c ) Espera-se que os estudantes respondam que, uma vez que a temperatura mede o grau de agitação das moléculas que constituem a matéria, à medida que ela recebe energia e seus componentes se tornam mais agitados, a temperatura também aumenta. d ) À medida que a água sólida se transforma em água líquida e gasosa, ela fica disponível no ambiente, mais especificamente na atmosfera terrestre. Em condições específicas, esse vapor pode retornar ao estado líquido ou gasoso, e assim sucessivamente. 2. Ocorrerá evaporação em A e ebulição em B. Isso porque em A o aquecimento está ocorrendo principalmente na superfície do líquido para que a transformação da matéria ocorra de modo mais lento e gradual, sem a formação de bolhas. Já em B, o aquecimento percorre toda a matéria – a água aquecida no fundo do recipiente se torna menos densa e se move para a parte superior. Além disso, a intensidade da energia fornecida à água em B é maior e ocorre de modo mais rápido, sendo geralmente associada à formação de bolhas. 3. Isso ocorreu porque o ar expirado pela jovem contém vapor de água e está a uma temperatura superior à superfície do espelho. Ao entrar em contato com essa superfície, cuja temperatura é inferior à do ar expirado, a água antes gasosa passou para a fase líquida, formando gotículas que embaçaram a superfície.

4. a ) Espera-se que os estudantes respondam que não, pois em A ocorreu uma transformação física que resultou na mudança da estrutura da casca e do formato do conteúdo do ovo. Já em B, houve alteração na coloração, na textura e no sabor dos ovos, evidenciando uma transformação química. b ) Na situação A, é o impacto e abertura do ovo. Na situação B, o calor. 5. a ) Mar Morto: ​T ​= ​100 ​− ​3,24 ​· ​h ​⇒ ​T ​= ​100 ​− ​3,24 ​· (​​ − 0,43)​​⇒ ⇒ ​T ​≃ ​101,39​​∴ ​T ​≃ ​101,39 ° C​ Rio de Janeiro: localidades ao nível do mar apresentam temperatura de ebulição de ​100 ° C​. Também aplicando na equação, obtemos o mesmo resultado: ​T ​= ​100 ​− ​3,24 ​· ​h ​⇒ ​T ​= ​100 ​− ​3,24 ​· (​​ 0)​​ ​∴ ​T ​= ​100 ° C​ Brasília: ​T ​= ​100 ​− ​3,24 ​· ​h ​⇒ ​T ​= ​100 ​− ​3,24 ​· (​​ 1,1)​​⇒​ ​⇒ ​T ​≃ ​96,44 ​∴ ​T ​≃ ​96,44 ° C​ La Paz: ​T ​= ​100 ​− ​3,24 ​· ​h ​⇒ ​T ​= ​100 ​− ​3,24 ​· (​​ 3,6)​​⇒​ ​⇒ ​T ​≃ ​88,34 ​∴ ​T ​≃ ​88,34 ° C​ Monte Everest: ​T ​= ​100 ​− ​3,24 ​· ​h ​⇒ ​T ​= ​100 ​− ​3,24 ​· (​​ 8,85)​​⇒​ ​⇒ ​T ​≃ ​71,32 ​∴ ​T ​≃ ​71,32 ° C​ b ) Resposta pessoal. A resposta depende da altitude do município em questão. Oriente os estudantes a realizar uma pesquisa para identificar a altitude em que se encontra o município. 10. a ) O gelo flutua porque é menos denso do que a água líquida. Isso cria uma camada isolante que permite que a água abaixo mantenha uma temperatura adequada, protegendo os organismos aquáticos durante o inverno. b ) Sem o comportamento anômalo: se a água não tivesse esse comportamento, o gelo afundaria, o que faria todo o lago congelar. Isso poderia resultar na morte de peixes e outras formas de vida aquática, desestabilizando os ecossistemas e afetando a biodiversidade.

Respostas - Página 199 1. Primeiro, deve-se escrever a equação química balanceada para esta reação: ​C + ​O​2​​ → C​O​2​​​ No experimento A, temos: ​12 g​de ​C + 32 g de ​O​2​​​ resultando em ​X g​de ​C​O​2​​​. Pela lei da conservação da massa, a massa dos reagentes deve ser igual à massa dos produtos. Então: ​12 g + 32 g = X g ​∴ ​X = 44 g de C​O​2​​​ Agora que sabemos as massas de todas as substâncias no experimento A, podemos usar essa informação para encontrar Y e Z no experimento B. No experimento B, temos 88 g de ​​CO​2​​​. Estabelecendo uma proporção com o experimento A: ​12 g de C 44 g de ​CO​2​​ ​ ​Y g de C 88 g de ​CO​2​​​ ​44 · Y ​= ​12 · 88 ​∴ ​Y ​= ​24 g de C​

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Similarmente para o oxigênio: 44 g de ​CO​2​​ ​ ​32 g de ​O​2​​ 88 g de C​O​2​​ ​ ​Z g de ​O​2​​ ​∴​ ​Z = 64 g de ​O​2​​​

Capítulo 11 − Soluções e propriedades coligativas páginas 200 a 231 Objetivos do capítulo • Compreender o conceito de concentração. • Conhecer as etapas de preparação de uma solução. • Calcular diferentes tipos de concentração: em massa, porcentagem em massa de soluto, título em massa, partes por milhão e partes por bilhão, em quantidade de matéria, em molalidade e de íons em molaridade. • Compreender o que é fração em quantidade de matéria. • Relacionar algumas concentrações de soluções. • Compreender o conceito de diluição. • Conhecer as etapas de uma diluição. • Desenvolver cálculos de concentração de soluções envolvendo diluições.

BNCC em contexto A abordagem das páginas 200 e 201 contribui para o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 3 e da habilidade EM13CNT301, pois os estudantes analisam uma situação do cotidiano em que a concentração de substâncias solubilizadas em água pode ser comparada, elaborando hipóteses para explicar as diferenças entre elas. Além disso, eles conhecem como instrumentos são utilizados no preparo de soluções em um ambiente de laboratório. Explore as fotografias da página 200 para comparar as diferentes concentrações ou mostre essa diluição na sala de aula. Você pode usar uma xícara com metade de sua capacidade com café bem concentrado e pedir aos estudantes que observem os aspectos dessa solução. Em seguida, complete o restante da capacidade da xícara com água morna, para que o referido café se torne mais diluído, e solicite a eles que observem seu aspecto. O café mais concentrado é o que tem uma coloração mais intensa.

Como se deve preparar uma solução com soluto sólido - página 201 Explore as ilustrações do boxe, na página 201, para explicar o processo de preparação de soluções em laboratório. Caso haja à sua disposição os materiais necessários para preparo de uma solução, realize com os estudantes as etapas do procedimento apresentado nas ilustrações, demonstrando detalhadamente cada uma delas. Para exemplificar o processo, não é necessário o uso de uma balança de alta precisão. A partir da página 201, o texto aborda os tipos de concentração e como calculá-los. É importante que os estudantes compreendam que um cálculo de concentração representa uma relação de quantidade entre soluto e solvente. Por exemplo, na concentração em massa, também conhecida

como concentração comum, a relação está entre a massa de soluto e o volume da solução. Essa relação é expressa na unidade. Informe-lhes que, quando afirmamos que determinada solução tem concentração de ​2 g/mL​, estamos dizendo que a cada ​1 mL​de solução há ​2 g​de soluto.

BNCC em contexto Nas páginas 202 e 203, o trabalho com as diferentes formas de apresentar a concentração das soluções e as equações utilizadas em suas determinações colabora para desenvolver a habilidade EM13CNT303, que aborda a análise de dados e a interpretação de informações em contextos científicos, permitindo aos estudantes que explorem como diferentes unidades de medida, como molaridade e porcentagem, influenciam a compreensão das propriedades das soluções. Essa habilidade é importante não só para aplicações práticas em laboratórios, mas também em situações do cotidiano, como na manipulação de produtos químicos em diferentes contextos. Enfatize aos estudantes que a porcentagem em massa apresentada nas páginas 202 e 203 é uma relação adimensional, pois as unidades de soluto e solução são as mesmas. Explique-lhes que o cancelamento da unidade simplesmente representa uma divisão das unidades: grama dividido por grama é igual a 1. Assim como se sugere nas páginas 204 e 205, resolva os exemplos de diferentes formas: expressão numérica e por regra de três. É importante demonstrar aos estudantes que não há apenas uma única forma de resolver os problemas e alcançar o resultado.

Integrando o conhecimento Na página 209, ao abordar fração em quantidade de matéria, é possível estabelecer uma relação com Matemática. A fração em quantidade de matéria, a rigor, é a mesma trabalhada nesse componente curricular, em que se divide uma parte pelo todo. No caso das soluções, pode-se calcular a fração em termos de soluto ou de solvente. De forma análoga, o denominador será sempre o número de mol da solução (representando o todo). Se a concentração for em termos do soluto, o numerador será o número de mol do soluto. Se for em termos do solvente, o numerador será o número de mol do solvente. Na página 210, explore as demonstrações das relações entre os tipos de concentração, desenvolvendo com os estudantes os cálculos na lousa. Ao abordar as propriedades coligativas, diga aos estudantes que podemos percebê-las em algumas situações do cotidiano. Usando os exemplos iniciais da página 217 (a água com sal no congelador e a adição de sal na água fervendo), faça um levantamento inicial de concepções prévias, levando-os a refletir sobre esses fenômenos. Comente com os estudantes que as propriedades coligativas dependem da quantidade de soluto, pois ocorre um impedimento físico na movimentação das moléculas. Isso

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significa que, por exemplo, quando a água entra em ebulição − e adicionamos sal (​​ NaC𝓁) ​​, os íons disponíveis (​​Na​​ +​​ e C ​ ​𝓁​​ ​​) impedem as moléculas de água de se “desprenderem” umas das outras, havendo uma diminuição da energia cinética delas. É possível trabalhar o tema osmose de maneira interativa, dialogando com o meio digital e com as culturas juvenis ao acessar com os estudantes o simulador de osmose disponível em: https://phet.colorado.edu/pt_BR/simulations/membrane -channels. Acesso em: 27 set. 2024. Explore a hipermídia com eles, para que visualizem uma representação do processo de osmose.

Osmose nos vegetais - página 226 Esse boxe permite fazer uma relação com o componente curricular de Biologia. Comente a respeito da importância da osmose nos organismos vivos. Graças a esse processo, os nutrientes são transportados para as células e os resíduos são removidos. A pressão dentro e fora de cada célula é equilibrada por conta da osmose, que controla a passagem de líquidos do meio interno para o externo.

Propriedades coligativas na alimentação - página 228 Faça uma leitura coletiva desse boxe com os estudantes, especificamente sobre a cocção de alimentos na panela de pressão. Proponha a eles que respondam quais propriedades coligativas estão envolvidas no funcionamento dessa panela e verifique se identificam a tonoscopia e a ebulioscopia.

Acompanhando a aprendizagem Ao final do estudo desse capítulo, solicite aos estudantes que elaborem um resumo de no máximo 200 palavras sobre os conceitos principais relacionados à concentração de soluções. Essa atividade permitirá a eles consolidar o aprendizado ao destacar palavras-chave como molaridade, molalidade e porcentagem em massa, além de praticar a síntese de informações.

Respostas - Página 208 ​m​1​ 205 g 1. a ) ​C ​= _ ​ ​​= _ ​ ​​= ​0,41 g/mL​ V 500 mL 0,41 g _ 1 000 mL b ) ​C ​= _ ​ ​​· ​ ​​= ​410 g / L​ mL L m ​(205 ​+ ​430,5)​g c ) ​d ​= _ ​ ​​= ​_____________    ​​= ​1,271 g/mL​ V 500 mL

d ) ​d ​= ​1,271 g/mL ​· ​1 000 mL/L ​= ​1 271 g/L​ 40 g _ 3,2 mol 2. ​m​NaOH​​= _ ​ ​​· ​ ​​· ​0,9 L ​= ​115,2 g de NaOH ​ 1L 1 mol ​m​1​ 50 4. a ) ​τ ​= _ ​ ​​= _ ​ ​​= ​0,05​ ​m​2​​+ m​1​ 50 ​+ ​950 ​m​1​ b ) ​%m/m ​= ​100 ​· _ ​ ​​= ​100 ​· ​0,05 ​= ​5%​de soluto ​m​2​​+ m​1​

c ) ​100 % ​− ​5 % ​= ​95%​de solvente 1,5 g ​· ​10​​6​g 6. a ) ​ppm de Na ​= ___________ ​ ​​= ​15 000 ppm​ 100 g 1 500 mg ​ ​​· ​30 g ​= ​450 mg​ b ) ​m​Na​​= _ 100 g

Respostas - Página 216 ​m​1​ 36,10 g 1. ​n​CaC​𝓁​2​​ = _ ​ ​= _ ​ ​= ​0,325 mol​ ​M​1​ 111 g/mol ​m​1​​ 42,75 g ​​ ​​= _ ​​ ​​= ​2,375 mol​ ​​n​​H​2​​O​​ ​= _ ​M​1​​ 18 g/mol

​​n ​= ​​n​1​​ ​+ ​​n​2​​ ​= (​​ ​​0, 325 ​+ ​2, 375​)​​ mol ​= ​2,7 mol (solução)​​ A fração do soluto será: ​n​1​​ 0,325 ​​x​1​​ ​= _ ​​ ​​= ​​_​​= ​0,12​ n 2,7 2. Quantidades de matéria das soluções: ​n​1​​ ​C ​= _ ​​ ​​⇒ ​​n​1​​ ​= ​0,20 mol/L ​· ​0,150 L ​= ​0,03 mol ​ ​V​1​​ ​n​2​​ _ ​C ​= ​​ ​⇒ ​ ​​n​2​​ ​= ​0,50 mol/L ​· ​0,450 L ​= ​0,225 mol​ ​V​2​​ Na solução final, haverá ​​n​1​​ ​+ ​​n​2​​ ​= 0,255 mol​de soluto, em um volume de ​600 mL​. Logo: ​n​1​​ 0,255 mol ​​C​f​​ ​= _ ​​ ​​= _ ​​ ​​⇒ ​​C​f​​ ​= ​0,425 mol/L​ ​V​1​​ 0,6 L 3. ​C​f​​· ​V​f​​= ​C​I​​· ​V​I​​+ ​C​II​​· ​V​II​​⇒​ 160 ​· ​200 ​+ ​40 ​· ​100 ​⇒ ​​C​f​​ ​= _______________________ ​​   ​​= ​120 ​∴ ​​C​f​​ ​= ​120 g/L​ 300 4,0 ​· ​0,2 ​+ ​1,0 ​· ​0,1 ​​   ​​= ​3 ​∴ ​​c​f​​ ​= ​3 mol/L​ ​​c​f​​ ​· ​0,3 ​= _____________________ 0,3 n ​ ​ ​ 40 1 4. ​x​água​​= _ ​ ​​= _ ​ ​​= ​0,8​ ​n​1​​+ ​n​2​ 40 ​+ ​10

​​x​água​​ ​+ ​​x​álcool​​ ​= ​1 ​⇒ ​0,8 ​+ ​​x​álcool​​ ​= ​1 ​⇒ ​​x​  álcool​​ ​= ​0,2​ 5. Massa de ​CaC​𝓁​2​da solução X: ​m ​= ​60 g/L ​· ​0,2 L ​= ​12 g​ Massa de ​CaC​𝓁​ 2​​​ da solução Z: ​m ​= ​80 g/L ​· ​0,6 L ​= ​48 g​ Portanto, a massa de ​CaC​𝓁​ 2​​​ acrescentada pela solução Y é de 4 ​8 g− ​ ​12 g = ​ ​36 g​ e sua concentração é ​36 g/0,4 L ​= ​90 g/L​.

Respostas - Páginas 229 a 231 1. a ) Com o aquecimento nas condições físicas apresentadas, a água do béquer 1 entrará primeiro em ebulição por ter temperatura de ebulição menor que a do líquido em solução (béquer 2). Isso ocorrerá porque no béquer 2 houve a dissolução de um soluto não volátil, assim a sua temperatura de ebulição será maior que a da água do béquer 1. b ) Com o resfriamento das amostras líquidas contidas nos dois béqueres, submetidas às condições físicas apresentadas, o béquer 1, que tem apenas água, vai congelar primeiro. O líquido do béquer 2 congelará a uma temperatura menor que a do béquer 1.

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c ) As propriedades coligativas relatadas nesses itens são a ebulioscopia e a crioscopia. 2. a ) Quando a salmoura é colocada em contato com o gelo, essa mistura não se solidifica, mas fica mais fria do que o gelo. Assim, a salmoura fica tão fria que consegue congelar rapidamente o sorvete. b ) Esse experimento evidencia a propriedade coligativa denominada crioscopia. 4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes pesquisem a respeito da hemodiálise e a relacionem com a osmose, pois esse procedimento utiliza água altamente pura, obtida por meio desse processo. 5. a ) Por meio da indicação “(aq)” no rótulo, é possível concluir que se trata de uma solução de ​HNO​3​ em água, e não de uma substância pura. b ) A indicação “(aq)” se refere ao solvente, que é a água, e a fórmula ​HN​O​3​se refere ao soluto, que é o ácido nítrico. c ) De acordo com a densidade da solução, em cada ​1 ​cm​​3​ ​há ​1,51 g​ de solução. Assim, em ​1,0 L​ ​(1 000 ​cm​​3​)​ há ​1 510 g​de solução, ou seja, ​1,51 kg​. d ) De acordo com a concentração no rótulo, para cada 1 litro de solução há ​220 g​de soluto. 10. Alternativa d. 6g ​​n​glicose​​ ​= _ ​​ ​​≃ ​3,3 ​· ​​10​​ −2​mol​ 180 g/mol 3,3 ​· ​​10​​ −2​mol ​​C​glicose​​ ​= _______________ ​​   ​​≃ ​6,6 ​· ​​10​​ −2​mol/L​ 0,5 L 0,11 g ​​n​sódio​​ ​= ___________ ​​ ​​≃ ​4,8 ​· ​​10​​ −3​mol​ 23 g/mol 4,8 ​· ​​10​​ −3​mol ​​C​sódio​​ ​= _______________ ​​   ​​≃ ​9,6 ​· ​​10​​ −3​mol/L​ 0,5 L

11. Espera-se que os estudantes representem as partículas de glicerina entre as partículas de água, explicando que a adição de glicerina, um soluto não volátil, diminui a pressão de vapor da solução água-glicerina e eleva sua temperatura de ebulição acima de 1 ​ 00 ° C​. Enquanto a água pura entra em ebulição a ​100 ° C​, a mistura água-glicerina e a glicerina pura não atingem a ebulição nessa temperatura, pois a presença das partículas do soluto não volátil dificulta a ebulição do solvente. 12. Espera-se que os estudantes respondam que o cozimento em panela de pressão é mais rápido porque, sob maior pressão, a temperatura de ebulição da água aumenta, cozinhando os alimentos em tempo menor do que o gasto em panelas comuns, que estão submetidas à pressão ambiente. 630 g ​· 1 L 13. a ) ​V ​= _ ​ ​​= ​12,6 L​ 50 g 630 g ___________ ​ ​ 58,44 g/mol ​​≃ ​0,86 mol/L ​ b ) ​c ​= ___________ ​ 12,6 L 630 g c ) ​C ​= _ ​ ​​= ​50 g/L​ 12,6 L d ) ​c​i​​· ​V​i​​= ​c​f​​· ​V​f​

​0,86 mol/L ​· ​12,6 L ​= ​0,5 mol/L ​· ​​V​f​​ ​⇒ ​​V​f​​ ​≃ ​21,67 L​

​​V​adicionado​​ ​= ​​V​f​​ ​− ​​V​i​​ ​= ​21,7 L ​− ​12,6 L ​≃ ​9,1 L​ 30% ​ ​ ​​= ​21 mL​ 14. a ) ​70 mL ​· (​ _ 100% ) 2,6 mL b) ( ​ ​_ ​)​​· ​100 % ​= ​5,2%​. Portanto, o produto é o 50 mL

Eau de Toilette, que está na faixa de 5 a 15%. 19 g ____________ 5,0 · ​10​​−5​ mol 15. _ ​ ​​·    ​ ​​· ​3 L = ​0,00285 g ou 2,85 mg​ L mol 2 g de F ​· 1 000 g de amostra       ​​= ​2 ​· ​10​​−3​g de F​ 17. ​_________________________ ​10​​6​g de amostra 2 ​· ​​10​​ −3​g de F 1 000 g de amostra 2 ​· ​​10​​ −3​g de F ______________________ ​​       ​​· ______________________    ​​   ​​= _______________    ​​   ​ 1 000 g de amostra 1 L de amostra L de amostra 2 mg de F ​∴ _______________ ​​ ​​ L de amostra

18. Espera-se que os estudantes façam representações diferentes das células vegetais em diferentes soluções. Em uma solução hipotônica, a célula vegetal se apresenta túrgida por conta da absorção de água, com o vacúolo expandido. Na solução isotônica, a célula mantém seu tamanho normal, com equilíbrio na entrada e na saída de água. Já na solução hipertônica, perde água, o vacúolo encolhe e a célula murcha. Além disso, os estudantes devem pesquisar como esses processos ocorrem na natureza, discutindo as consequências para a planta, como a importância da turgescência para o suporte estrutural e os efeitos negativos do murchamento em condições de seca.

Capítulo 12 - Quantidade e proporção de matéria - páginas 232 a 246 Objetivos do capítulo • Compreender e aplicar cálculos estequiométricos, conceitos de mol e massa molar. • Balancear equações químicas. • Compreender o conceito de volume molar e realizar cálculos estequiométricos envolvendo substâncias gasosas. • Compreender os conceitos e calcular a pureza de reagente, rendimento da reação e reagentes em excesso.

BNCC em contexto A abordagem das páginas 232 e 233 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT101, pois permite aos estudantes analisar e representar as transformações e conservações em sistemas que envolvem quantidade de matéria, relacionando-as com situações do dia a dia. O balanceamento das equações químicas, iniciado na página 233, contribui para desenvolver o pensamento computacional. Em cada atividade relacionada a esse assunto, incentive os estudantes a decompor os procedimentos em etapas, procurando identificar as semelhanças entre os exemplos.

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Compartilhe ideias - página 233 O boxe Compartilhe ideias e a questão da página 233 têm por objetivo incentivar os estudantes a refletir sobre a possibilidade de produzir água a partir da reação representada e propor medidas que contribuam com o uso consciente desse recurso. Organize a turma em duplas e oriente-as a pesquisar em fontes confiáveis e a conversar a respeito disso.

BNCC em contexto A abordagem das páginas 238 e 239 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT101, pois incentiva os estudantes a analisar e representar as transformações e conservações em sistemas que envolvem quantidade de matéria, relacionando-as com as situações cotidianas. Também contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT105, pois possibilita aos estudantes retomar os ciclos biogeoquímicos, nesse caso, o ciclo do nitrogênio, bem como analisar a interferência humana sobre esse ciclo.

Atividade extra Se julgar interessante, ao iniciar a abordagem sobre o excesso de reagente, na página 239, proponha a questão a seguir para os estudantes. 1. Uma lanchonete prepara cada misto-quente com os seguintes ingredientes: duas fatias de pão de fôrma, uma fatia de presunto e uma fatia de queijo. Antes de iniciar a produção de sanduíches em certo dia, o gerente da lanchonete verificou a quantidade de ingredientes disponíveis: 70 fatias de pão de fôrma, 27 fatias de presunto e 18 fatias de queijo. Utilize a equação a seguir e responda às questões. ​2 fatias de pão + 1 fatia de presunto + 1 fatia de queijo = 1 misto-quente​ a ) Qual ingrediente limitou a produção dos mistos-quentes? Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que a quantidade de fatias de queijo limita a produção de mistos-quentes. b ) Quais ingredientes sobraram? Como serão utilizadas 36 fatias de pão e 18 fatias de presunto, sobraram 34 fatias de pão e 9 fatias de presunto.

Compartilhe ideias - páginas 240 e 241 A abordagem do boxe Compartilhe ideias da página 240 favorece o trabalho com o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia, pois apresenta aos estudantes a possibilidade do uso de células de hidrogênio para obter energia elétrica, além de permitir o trabalho com a Competência geral 9. O boxe Compartilhe ideias da página 241 tem como objetivo levar os estudantes a compreender a importância do uso de materiais que apresentam alto grau de pureza para a fabricação de medicamentos. Solicite a eles que formem duplas para realizar a atividade e os oriente a anotar a que conclusão chegaram. Peça a algumas duplas que, voluntariamente, leiam suas respostas para os colegas.

Conexões com… - página 242 Objetivos • Compreender as interconexões entre Ciência, política e sociedade, utilizando a história de Haber como exemplo. • Desenvolver uma visão crítica sobre as aplicações da Química na agricultura e na indústria bélica. Orientações Para a condução da atividade, leia com os estudantes o texto e fale sobre a trajetória do químico alemão Fritz Haber (1868-1934), enfatizando tanto suas contribuições para a Química quanto as questões éticas relacionadas ao seu trabalho. Se julgar oportuno, promova uma discussão em grupo, incentivando os estudantes a compartilhar suas impressões sobre as dualidades da Ciência. O trabalho com esses assuntos desenvolve a Competência geral 1 e a habilidade EM13CNT305, pois conhecer e discutir essas histórias possibilita refletir sobre a responsabilidade dos cientistas em suas descobertas e aplicações. Discutir suas contribuições em sala de aula promove um aprendizado interdisciplinar com o componente curricular de História, permitindo aos estudantes que explorem não apenas os aspectos científicos, mas também as repercussões históricas, sociais e éticas de descobertas e inovações.

Respostas a ) Espera-se que os estudantes comentem que a Ciência é um produto humano, portanto seu uso está diretamente ligado à intencionalidade das pessoas. Dessa forma, não podemos dizer que ela é intrinsecamente boa ou ruim, pois isso depende da maneira como será usada. b ) Espera-se que os estudantes comentem que toda descoberta científica ou tecnológica deve ter seu uso respaldado pela ética e o objetivo final de produzir bem-estar aos seres humanos de forma sustentável para o planeta. Do contrário, podemos ver seu uso ligado a guerras, genocídios e destruição do meio ambiente, como foi o caso da história de Haber. c ) As descobertas científicas e tecnológicas estão diretamente associadas às necessidades da sociedade da época em que foram criadas. Por exemplo, no início do século XX, a necessidade de aumentar a produção agrícola impulsionou a busca por métodos mais eficientes para produzir amônia. No entanto, essa descoberta também impactou profundamente a sociedade na medida em que propiciou o desenvolvimento de armas químicas.

Prática científica - páginas 244 e 245 Objetivos • Determinar a massa de dióxido de carbono produzida na prática. • Analisar e compreender a estequiometria das reações e reagentes limitantes durante uma reação química. Orientações Incentive os estudantes a discutir as questões iniciais sugeridas em Por dentro do contexto. Verifique se eles compreenderam o conceito de conservação da massa durante

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uma reação química em um sistema fechado. O objetivo de formular a hipótese proposta é levá-los a refletir sobre a importância do desenvolvimento da Ciência em todos os momentos históricos, ou seja, enxergá-la como um processo, e não como uma resolução que acontece da noite para o dia. Os estudantes podem comentar que em indústrias de cosméticos, por exemplo, a medição das quantidades de reagentes está diretamente relacionada à qualidade dos produtos. O funil, a garrafa e o copo medidor devem ser lavados e depois reutilizados. O balão pode ser descartado no lixo doméstico e os resíduos líquidos na pia.

Respostas 1. Dentro da garrafa, é possível observar o fenômeno da efervescência, isto é, da produção de gás. 2. ​C H​3 ​COOH​( aq )​ ​+ ​N aHCO​3 ​​( s )​ ​→ ​C H​3 ​COONa​( aq )​ ​+ + ​H​2​O​(𝓁)​​+ ​CO​2​(g)​ 3. Não. Como o sistema se encontra aberto, o gás produzido pela reação escapa para a atmosfera. Por isso, tal valor não é registrado pela balança. 4. O balão se enche de gás. 5. Os valores registrados são os mesmos. Isso acontece porque o gás fica aprisionado pelo balão. Dessa forma, o sistema pode ser considerado fechado, assim as massas se conservam. 6. Considerando a proporção de 1:1 de ​NaHCO​3​e ​CO​2​, podemos fazer a seguinte relação: 44 g ​​m​​CO​2​​​​ = _ ​ ​​· ​5 g ​≃ ​2,62 g de ​CO​2​​​ 84 g 1 mol ​​n​​CO​2​​​​ = _ ​ ​​· ​2,62 g ​≃ ​0,06 mol de ​CO​2​​​ 44 g

7. Fazendo as considerações do item anterior para ​10 g​. 44 g ​ ​​· ​10 g ​≃ ​5,24 g de ​CO​2​​​ ​​m​​CO​2​​​​ = _ 84 g 1 mol ​​n​​CO​2​​​​ = _ ​ ​​· ​5,24 g ​≃ ​0,12 mol de ​CO​2​​​ 44 g

8. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a como produzir e publicar o tipo de recurso a ser desenvolvido. Reforce as principais informações que eles devem apresentar, como imagens dos procedimentos e explicações, e quais devem evitar compartilhar, como fotografias ou detalhes pessoais dos envolvidos.

Acompanhando a aprendizagem Para finalizar esse capítulo, sugira aos estudantes folhear o próprio livro para escolher uma reação química simples do cotidiano. Depois, peça-lhes que elaborem, em uma folha de papel sulfite, uma questão sobre os assuntos abordados no capítulo, como balanceamento da equação química, relação entre massas etc. Diga a eles que também façam a resposta da questão em outra folha. Em seguida, solicite a todos que troquem as questões com um colega e as resolvam. No final, devolva as questões para quem as elaborou e solicite que sejam corrigidas. Oriente-os a fazer a correção e comparar os resultados obtidos, permitindo-lhes conversar sobre o assunto.

Respostas - Página 236 6. Considere que ​M​​CaCO​3​ ​​ = ​100 g / mol​, então: ​n ​= ​1 mol/100 g ​· ​450 g ​= ​4,5 mol​. A proporção entre ​CaCO​3​ e ​CO​2​ é ​1:1​; logo, ​4,5 mol​ de ​CaCO​3​ produz​ 4,5 mol​de ​CO​2​. O volume molar é ​22,4 L​. Assim: ​V ​= ​22,4 L ​· ​mol​​−1​​· ​4,5 mol ​= ​100,8 L de ​CO​2​.

Respostas - Página 237 3. a ) Resposta: O vulcanismo é um fenômeno geológico que ocorre quando magma, gases e fumaça são expelidos do interior da Terra para a superfície. Essa é uma oportunidade de integração com o componente curricular de Geografia. Assim, se julgar necessário, peça auxílio ao professor desse componente para que explique aos estudantes diferentes tipos de vulcanismo. b ) ​S​O​2​​= (​ 32 )​· 1 ​+ (​ 16 )​​· ​2 ​= ​64 u​ c ) Se a massa molecular do ​S​O​2​é ​64 u​, sua massa molar é ​64 g/mol​. 1 mol d ) ​n ​= _ ​ ​​· ​256 g ​= ​4 mol​de ​S​O​2​ 64 g 22,4 L e ) ​V ​= _ ​ ​· 4 mol ​= ​89,6 L de S​O​2​ 1 mol 6. a ) 2 xícaras de café equivaleriam a ​200 mg​de cafeína; logo, ainda restam ​200 mg​. 28 g de chocolate ​​m​chocolate​​ = ________________    ​  ​​· ​200 mg de cafeína ​= 12 mg de cafeína = ​466,66 g ​de chocolate 1 mol b ) ​n ​= _ ​ ​​· ​0,400 g ​= ​0,002 mol​de cafeína 194,19 g

Respostas - Página 246 159,7 · ​​ 10​​ −6​t ​Fe​2​​​O​3​​ · 280 t Fe 4. ​​m​​Fe​2​​​O​3​​​​ ​= _________________________ ​​      ​​= ​500 t​ 111,7 · ​​ 10​​ −6​t Fe ​· 0,8

6. Para 100% de rendimento, a massa seria: 20,27 · ​​ 10​​ 6​g ​A𝓁​ 2​​ (​​ ​SO​4)​​ ​​ ​​ · (​ 2 · 78 g A𝓁​​(OH)​​ ​​)​ 3 3 _____________________________________    ​​= ​​     342 g ​A𝓁​ 2​​​​(​SO​4​​)​​ ​​ 3

= ​9,24 ​· ​​10​​ 6​g A𝓁​​(OH)​​ ​​​ 3 Como a massa obtida foi de 4 ​ ,25 t​, o rendimento foi de: 4,25 ·​​ 10​​ 6​g · 100%      ​​≃ ​45%​. ​​________________ 9,24 · ​10​​ 6​g

7. A equação química balanceada é: ​​C​2​​​H2​ ​​ ​+ ​5/2 ​O2​ ​​ ​→ ​2 ​CO​2​​ ​+ ​​H2​ ​​O​ Como a massa molar do etino é ​26 g/mol​, 130 g equivalem a 5 mols de etino. De acordo com a equação química balanceada, 1 mol de etino produz 2 mol de ​​CO​2​​​, assim 5 mol de etino produzem 10 mol de ​​CO​2​​​, que correspondem a 100%; assim, 80% são 8 mol de ​​CO​2​​​. Portanto, considerando o volume molar de 2 ​ 2,4 L​, o volume de​ 8 mol​é: ​V ​= ​22,4 L ​· ​​mol​​ −1​​· ​8 mol ​= ​179,2 L de ​CO​2​​​.

Capítulo 13 – Termoquímica páginas 247 a 261 Objetivos do capítulo • Conceituar entalpia.

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• Compreender como a energia está relacionada às reações químicas, diferenciando transformações endotérmicas e transformações exotérmicas. • Representar variações de energia nas transformações físicas e nas transformações químicas por meio de equações e diagramas. • Calcular a variação de entalpia de uma reação por meio das entalpias de formação das substâncias envolvidas. • Calcular a variação de entalpia de uma reação química por meio das energias de ligação dos seus participantes. • Conhecer a lei de Hess para o cálculo da variação de energia em uma reação química utilizando o método de manipulação algébrica de reações.

BNCC em contexto A abordagem das páginas 247 e 248 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT105, pois permite relacionar a fotossíntese ao ciclo biogeoquímico do carbono ​​(C) ​​ e compreender alguns fenômenos naturais. Ao trabalhar a definição de reação endotérmica na página 247, explique aos estudantes que, nesse tipo de reação, os produtos formados apresentam conteúdo energético maior do que os reagentes. Portanto, para que essa reação ocorra, é necessário obter energia por meio de alguma fonte externa, como o Sol, no caso da fotossíntese.

Compartilhe ideias - página 247 A abordagem proposta no boxe Compartilhe ideias permite trabalhar o tema contemporâneo transversal Educação ambiental, com enfoque nas vantagens e desvantagens do uso da energia solar. A obtenção de energia por meio de fontes renováveis é um tema que será visto ao longo de todo o Ensino Médio. Se achar interessante, organize os estudantes em grupos e peça a eles que elaborem seminários sobre a importância de buscar fontes de energia renovável, visando à redução dos impactos ambientais. Veja mais comentários sobre Seminário nas páginas XI e XII destas Orientações para o professor. Na página 248, ao abordar a definição de reação exotérmica, explique aos estudantes que, nesse tipo de reação, os produtos formados apresentam conteúdo energético menor do que os reagentes. Portanto, como a ocorrência dessas reações libera energia, a queima de qualquer combustível é uma reação exotérmica. Organize os estudantes em duplas e peça-lhes que discutam as questões da página 248 usando a metodologia ativa Think-pair-share. Veja mais comentários nas páginas XI e XII destas Orientações para o professor. Apresente o conceito de entalpia-padrão de formação na página 252, retomando o que são as condições-padrão. Reforce que o valor da entalpia é determinado por meio de um padrão arbitrário, que é considerar que as substâncias puras simples, na forma alotrópica mais estável e nas condições normais de temperatura e pressão, apresentam entalpia igual a zero. O que pode ser medido e calculado com valores não arbitrários são as variações de entalpia ​​(ΔH)​.​

Integrando o conhecimento A abordagem na página 256 sobre a utilização do chert por indígenas no Ártico do Canadá contribui para o trabalho com o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural e permite uma integração com os componentes curriculares de História e Geografia. Destaque como as formações rochosas, incluindo o chert, influenciam o uso do solo e a ocupação humana em diversas regiões. Incentive os estudantes a procurar os docentes desses componentes curriculares para desenvolver atividades em que possam pesquisar locais onde o chert é encontrado, relacionando-os às características geográficas da região. Ao final da explicação sobre a Lei de Hess, na página 257, verifique se os estudantes compreenderam que a Lei de Hess é um método que permite calcular a variação de entalpia de uma reação por meio de reações cujo valor do ​ΔH​ já é conhecido.

Atividade extra Calcule a entalpia molar de combustão completa do gás propano ​​(​C​3​​ ​H​8​​)​​ a ​0 °C​e ​1 atm​. Para isso, utilize os seguintes dados de entalpia molar: ​​CO​2​​​(g)​​ (​​ − 394 kJ/mol)​​; ​​H​2​​ O​(𝓁) ​​ (​​ − 286 kJ/mol)​​; ​​C​3​​ ​H​8​​​(g)​​ (​​ − 100 kJ/mol)​​. Explique aos estudantes que a entalpia molar de uma substância é numericamente igual à sua entalpia de formação.

Resposta A equação de combustão completa do gás propano é dada por: ​​C​3​​ ​H​8​​​(g)​​+ ​5 ​O​2​​​(g)​​→ ​3 ​CO​2​​​(g)​​+ ​4 ​H​2​​ O​(𝓁) ​​. Com os dados da entalpia de formação dos participantes, pode-se usar a relação: ​​Δ​H​reação​​° = ​∑ nΔ​H​f​​° (​ ​​produtos​)​​ ​− ​∑ nΔ​H​f​​° (​ ​​reagentes​)​​​​ Assim, considerando a equação da reação, tem-se: ​∑ nΔ​H​f​​° (​ reagentes)​​= ​1 ​· (​​ − 100)​​+ ​5 ​· (​​ 0)​​= ​− 100​ ​∑ nΔ​H​f​​° (​ produtos)​​= ​3 ​· (​​ − 394)​​+ ​4 ​· (​​ − 286)​​= ​− 2 326​​ Aplicando os somatórios na equação: ​Δ​H​reação​​° = ​− 2 326 ​− (​​ − 100)​​= ​− 2 226​​ ​∴ ​Δ​H​reação​​° = ​− 2 226 kJ/mol​

Ligado no tema - página 258 Objetivos • Compreender a relação entre o impacto da caça às baleias e a economia do século XIX. • Identificar conexões entre o contexto histórico e a narrativa Moby Dick, integrando Literatura e Ciência. • Analisar como a substituição do óleo de baleia pelo petróleo influenciou a preservação das espécies. • Discutir as implicações ambientais da transição do uso de óleo de baleia para o petróleo. Orientações O trabalho com essa seção contribui para o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Ciência e tecnologia e Educação ambiental ao apresentar como o advento do petróleo, embora motivado por interesses econômicos e industriais, teve um impacto inesperado na conservação de uma espécie marinha. Contudo, esse fato também

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marca o início de uma nova era de dependência dos combustíveis fósseis, que, embora tenha aliviado temporariamente o ecossistema marinho, trouxe outros desafios ambientais complexos a longo prazo. Ao tratar desses temas por meio da abordagem apresentada em Moby Dick, essa seção também colabora para um trabalho integrado ao componente curricular de Língua Portuguesa. Durante a leitura, faça perguntas que incentivem a reflexão sobre as conexões entre Literatura e Ciência, auxiliando os estudantes a reconhecer que elementos do livro dialogam com a exploração de recursos naturais e que a obra do escritor estadunidense Herman Melville (1819-1891) pode ser vista como uma crítica às práticas de exploração predatória.

Acompanhando a aprendizagem Para fazer uma avaliação ao final desse capítulo, sugira uma atividade prática simples para os estudantes investigarem de forma qualitativa a energia envolvida na dissolução de sal ou açúcar em água ​​(​H​2​​O)​​. Para isso, divida-os em grupos e peça-lhes que meçam a temperatura do sistema antes e depois do processo utilizando um termômetro e registrando as variações térmicas. Após a atividade, cada grupo apresentará suas conclusões, explicando se o processo estudado foi endotérmico ou exotérmico.

Respostas - Página 248 3. Resposta pessoal. Os estudantes ainda não receberam a informação de que a energia liberada ou absorvida depende apenas das ligações formadas ou rompidas, portanto provavelmente não saberão que o valor da energia será o mesmo. O objetivo dessa questão é incentivar os estudantes a refletir sobre essas semelhanças e diferenças. Por isso, leve-os a perceber que, se uma reação é exatamente o inverso da outra, os valores de energia também são iguais e a energia absorvida na fotossíntese vem de uma fonte solar, enquanto a energia liberada não, e esta pode ser transportada para outros lugares.

Respostas - Páginas 259 a 261 1. a ) A entalpia dos produtos é menor do que a dos reagentes, pois a variação de entalpia é menor do que zero. b ) Na reação, são produzidos ​2 mols​ de água líquida. Logo, para cada ​mol​ tem-se o valor de: ​−571,6 kJ ·​ ​​mol​​−1​/2 ​= ​−285,8 kJ ·​ ​​mol​​−1​​. Como ​1 kcal​ equivale a ​4,186 kJ​, a variação de entalpia em calorias será: − 285,8 kJ/mol ​· ​1 kcal ____________________      ​​= ​− 68,27 kcal/mol​ ​​ 4,186 kJ c ) Como a variação de entalpia é negativa, a reação é exotérmica.

2. a ) ​C​H​4​(g)​​+ ​2 ​O​2​(g)​​→ ​C​O​2​(g)​​+ ​2 ​H​2​O​(𝓁)​

​ΔH ​= ​− 890 kJ​. Reação exotérmica, pois ​ΔH ​< ​0​. b ) ​2​H​2​O​2​(𝓁)​​→ ​2 ​H​2​O​(𝓁)​​+ ​O​2​(g)​ ​ΔH ​= ​− 196 kJ​. Reação exotérmica, pois​ΔH ​< ​0​.

c ) Resposta: ​CH​4​O(​ g)​​→ ​CO​(g)​​+ ​2 ​H​2​(g)​ ​∆H ​= ​− 90,7 kJ​. Reação exotérmica, pois ​ΔH ​< ​0​. ΔH ​= ​+ 285,4 kJ​ 4. a ) ​3 ​O​2​(g)​​→ ​2 ​O​3​(g)​ ​ b ) A entalpia dos produtos é maior do que a dos reagentes, pois a variação de entalpia é maior do que zero. Trata-se de uma reação endotérmica. c ) A equação e o gráfico mostram que a produção de ​2 mol​ de ozônio (​ ​O​3​)​ absorve ​285,4 kJ​. Assim, a energia absorvida por mol será 2 ​ 85,4 kJ/2 mol ​= = ​142,7 kJ/mol​. 5. Ao entender que a combustão de compostos como o octano (​ ​C​8​H​18​)​libera grandes quantidades de energia e dióxido de carbono (​ C​O​2​)​, os estudantes podem perceber que escolhas de transporte, como optar por veículos mais eficientes ou alternativas de energia renovável, têm um papel direto na redução da emissão de gases de efeito estufa e, consequentemente, na mitigação do aquecimento global. 7. Rompimento de ligações acompanhado de absorção de energia: ​C ​− ​H​: ​4 ​· (​​ + 412 kJ)​​= ​+ 1 648 kJ​ ​C𝓁 ​− ​C𝓁​: ​3 ​· (​​ + 242 kJ)​​= ​+ 726 kJ​ Total: ​+ 1 648 kJ ​+ ​726 kJ ​= ​+ 2 374 kJ​. Formação de novas ligações e liberação de energia: ​C ​− ​H​: ​1 ​· (​​ − 412 kJ)​​= ​− 412 kJ​ ​C ​− ​C𝓁​: ​3 ​· (​​ − 338 kJ)​​= ​− 1 014 kJ​ ​H ​− ​C𝓁​: ​3 ​· (​​ − 431 kJ)​​= ​− 1 293 kJ​ Total: ​− 412 kJ ​+ (​​ − 1 014 kJ)​​+ (​​ − 1 293 kJ)​​= ​− 2 719 kJ​. Portanto, ​ΔH ​= ​​(− 2 719)​​+ (​​ + 2 374)​​= ​− 345​. Ou seja, a reação é exotérmica, e sua variação de entalpia é ​ ΔH ​= ​− 345 kJ​. 9. a ) ​C​8​H​18​(​ 𝓁)​​+ ​25 ​O2​  (​​​ g) ​  ​→ ​16 ​CO​2(​ g)​+ 18 ​H​2​O(​ g)​ b ) ​ΔH​reação​°= ​∑n ​ΔH​f​°​(produtos)​− ∑n ​ΔH​f​°​(reagentes)​ ​​ΔH​reação​​° = ​∑ (​ 16 ​· (​​ − 393,5)​​+ + ​18 ​· (​​ − 258,8))​​ − ∑ (​ 2 ​· (​​ − 250,01)​​+ ​16 ​· ​0 )​​

​ ​​ΔH​reação​​° = ​− 10 940,2 kJ​ ∴ Como a equação prevê dois mols de octano, temos, por fim, ​− 10 940,2 kJ/2 mol ​= ​− 5 470,1 kJ/mol​. c ) Considerando a densidade, em 1 litro de gasolina há​ 700 g​de octano, e a quantidade de ​mols​será: 700 g _ ​​ ​​≃ ​6,14 mol​ 114 g/mol Considerando a resposta do item anterior, o calor liberado por ​1 L​de octano será: ​6,14 mol ​· (​​ − 5 470,1 kJ/mol)​​= ​− 33 586,4 kJ​

10. Como a pressão atmosférica é menor em regiões de maior altitude e a temperatura de ebulição da água diminui, a entalpia de vaporização também será menor, pois a água precisa de menos energia para passar do estado líquido para o gasoso. O alimento vai levar mais tempo para cozinhar porque parte do calor que seria transferida para ele vai para as moléculas de água no estado gasoso. 11. Deve-se priorizar o desenvolvimento de um combustível com entalpia de combustão maior, pois, a baixas temperaturas, os combustíveis terão baixa pressão de vapor e não apresentarão uma queima homogênea, além de o calor contribuir para a expansão dos gases.

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12. a ) A reação A é exotérmica, e a reação B é endotérmica. b ) No gráfico da reação A, a curva começa em ​300 kJ/mol​, aumenta até ​500 kJ/mol​(energia de ativação) e diminui até ​150 kJ/mol​. No gráfico da reação B, a curva começa em 1 ​ 50 kJ/mol​, sobe até ​400 kJ/mol​(energia de ativação) e termina em ​300 kJ/mol​. 13. Devemos multiplicar ambas as equações por 2 e inverter a primeira. Assim, as reações termoquímicas envolvidas são: ​2 NO​(g)​​→ ​​​N​2​​​(g)​​ ​+ ​​​O​2​​​(g)​​​ ​​ΔH​1​​° = ​− 180,5 kJ/mol​ ​​ΔH​2​​° = ​+ 66,4 kJ/mol​ ​​​N​2(​​​ g)​​ ​+ ​​2​​O​2(​​​ g)​​→ ​2 ​NO​2(​​​ g)​​ _____________________________________________ ​ NO​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​→ ​2 ​NO​2​​​​​(g)​​ ​​ΔH​total​​° = ?​ Portanto: ​​ΔH​total​​° = ​​ΔH​1​​° + ​ΔH​2​​° = ​− 180,5 ​+ ​66,4 ​= ​− 114,1​ ​∴ ​​ΔH​total​​° = ​− 114,1 kJ/mol​ 15. ​ΔH ​= ​​ΔH​produtos​​ ​− ​​ΔH​reagentes​​​

​​ΔH​reação​​ ° ​= [​​ ​(​ΔH​f​​ °​(CaO​(s))​)​ ​​+ (​​ ​ΔH​f​​ °​(​CO​2​​​(g))​)​ ]​ ​​− ​​ΔH​f​​ °​(​CaCO​3​​​(s))​​​ ​+ 177,5 ​= [​​ ​(− 635,5)​+ ​ (​​ − 393,5)]​ ​​− ​​ΔH​f​​ °​(​CaCO​3​​​(s))​​​ ​​ΔH​f​​ °​(​CaCO​3​​​(s))​​​= ​− 1 206,5 kJ / mol​ 16. Devemos primeiro igualar as três reações. 1 ​​​ ​​O​2​​​(g)​​ ​→ ​​H​2​​O​(g)​​ ​​​H​2​​​(g)​​ ​+ _ 2

​​ΔH​1​​ ​= ​− 242 kJ​​

​​​C​graf​​​ ​+ ​​​O​2​​​(g)​​ ​→ ​​CO​2​​​(g)​​

​​ΔH​2​​ ​= ​− 349 kJ​​

3 ​​​​ ​​ O​2​​​(g)​​​ ​→ ​​​Na​2​​CO​3​​​(s)​​ ​​2 Na​(s)​​ ​+ ​​​C​graf​​ ​+ _ 2

​​ΔH​3​​ ​= ​− 1130 kJ​

​​ΔH​4​​ ​= ​+1 900 kJ​ ​​2 NaHCO​3​​​(s)​​→ ​​2 Na​(s)​​ ​+ ​​2 ​C​graf​​​ ​+ ​​​H​2​​​(g)​​ ​+ ​​3 ​O​2​​​(g)​​​ _____________________________________________________________ ​​ΔH​decomp.​​ ​= ?​ ​2 ​NaHCO​3​​​(s)​​→ ​​​Na​2​​CO​3​​​(s)​​+ ​​CO​2​​​(g)​​+ ​​H​2​​O​(g)​​ A variação de entalpia de decomposição é calculada pela soma das entalpias das reações anteriores. ​​ΔH​decomp.​​ ​= ​​ΔH​1​​ ​+ ​​ΔH​2​​ ​+ ​​ΔH​3​​ ​+ ​​ΔH​4​​​ ​​ΔH​decomp.​​ ​= ​− 242 ​− ​394 ​− ​1130 ​+ ​1900 ​= ​+ 134​ Portanto, a entalpia de decomposição é ​134 kJ​.

Retome o que estudou - página 261 Respostas 1. Espera-se que os estudantes incluam em seus esquemas informações de que a energia nos sistemas aumenta do estado de agregação sólido para o gasoso, passando pelo líquido. Quanto maior a energia do sistema, mais agitadas serão as moléculas e maior será a temperatura, resultando na transformação dos estados de agregação, como fusão e vaporização. Quando os sistemas perdem energia, reduzindo a mobilidade entre as moléculas, passam de estados de agregação mais energéticos para os menos energéticos, como ocorre na condensação e na solidificação. 2. Espera-se que os estudantes relacionem essa frase à lei de conservação das massas, que diz que, em uma reação química em recipiente fechado, a soma das massas dos reagentes é igual à soma das massas dos produtos. Ela se refere ao fato de que, durante uma reação química, nenhum átomo é criado ou destruído, pois eles se reorganizam formando diferentes substâncias. 3. Espera-se que os estudantes respondam que, na prática, os reagentes de uma reação química não são convertidos totalmente em produtos e que a porcentagem de reagentes convertida em produto é o rendimento da reação. 4. Espera-se que os estudantes respondam que a adição de um soluto não volátil a um solvente resulta no abaixamento da sua temperatura de solidificação, de modo que a água passaria para o estado sólido em temperaturas inferiores a zero grau Celsius. Esse fenômeno é denominado crioscopia e evita o congelamento da água nos sistemas de arrefecimento de carros. 5. O objetivo dessa questão é fazer os estudantes definirem conceitos trabalhados nessa unidade e exemplificá-los. Além disso, incentive-os a trocar informações com os colegas a respeito do conteúdo.

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Unidade 4 Energia

e transformações na sociedade Essa unidade propõe o estudo sobre eletroquímica, eletrólise, radioatividade e suas aplicações. A tecnologia desenvolvida nessas áreas de estudo atualmente não se presta somente a gerar benefícios e comodidade para a população humana, mas alia-se a um desenvolvimento mais sustentável e seguro.

Objetivos da unidade • Analisar o funcionamento de pilhas e baterias. • Conhecer os processos de eletrólise e sua importância. • Entender aspectos gerais da radioatividade. • Conhecer as principais aplicações da radioatividade e os cuidados envolvidos em sua aplicação.

Justificativas Abordar o funcionamento de pilhas e baterias remonta a uma construção histórica e compõe uma temática amplamente atual que ainda passa por importantes modificações, as quais objetivam um constante melhoramento desses processos. Esse entendimento possibilita o desenvolvimento da habilidade EM13CNT308. Além disso, a ampliação do tema sobre radioatividade, considerando as potencialidades e os riscos de sua aplicação, contribui para o trabalho com as habilidades EM13CNT103 e EM13CNT104.

Abertura da unidade - páginas 266 e 267 BNCC em contexto O estudo dessa unidade permite trabalhar as Competências gerais 1 e 2, que possibilitam a análise de processos tecnológicos que minimizem os impactos socioambientais, bem como as habilidades EM13CNT103 e EM13CNT104, as quais se relacionam diretamente com a temática sobre radioatividade. Contribui ainda para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT308, por meio do estudo do funcionamento de pilhas e baterias e do entendimento do processo de eletrólise. Inicie o trabalho com essas páginas lendo os textos e analisando a fotografia do carro movido a urânio-235 (​​ U-235)​​. Pergunte aos estudantes se já conheciam algo sobre energia nuclear e uso de urânio (​​ U)​​ em outros contextos.

Respostas a ) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem o uso da tecnologia em diversas áreas, como o tratamento de doenças na Medicina, entre outros. b ) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois a busca por novas tecnolo-

gias possibilita o desenvolvimento de alternativas mais seguras e eficientes.

Capítulo 14 - Eletroquímica páginas 268 a 288 Objetivos do capítulo • Conhecer o histórico do desenvolvimento de pilhas e baterias. • Conhecer o funcionamento e as características de pilhas e baterias. • Entender a variação no número de oxidação (NOX) e balancear equações químicas de oxirredução. • Equacionar a reação global de uma pilha e representar um diagrama de barras de uma pilha. • Conhecer e calcular a diferença de potencial (ddp) de uma pilha. • Conhecer algumas formas de proteger os metais da corrosão.

BNCC em contexto A abordagem da página 268 contribui para o desenvolvimento da Competência geral 1, pois incentiva os estudantes a considerar o conhecimento científico como uma construção humana histórica.

Prática científica - página 269 Objetivo Compreender o funcionamento da pilha de Alessandro Volta. Orientações Incentive os estudantes a responder à questão inicial da seção. O objetivo dessa questão é levantar o conhecimento prévio deles, e a resposta é pessoal. Oriente-os a não deixar os papéis no vinagre por muito tempo, pois eles poderão rasgar. Reforce, contudo, que é preciso umidificá-los suficientemente. Após o experimento, as moedas, as arruelas e o prato devem ser lavados. Esses materiais, bem como o LED, podem ser reutilizados em outros experimentos. Os pedaços de papel podem ser descartados no lixo comum.

Respostas 1. A intensidade da luz do LED aumentaria, pois a voltagem da pilha aumenta. 2. Espera-se que os estudantes respondam que a folha seca não permitiria a passagem de elétrons, que é a condição para que ocorra a condução de corrente elétrica. Outro material que poderia ser utilizado seria uma solução com íons.

BNCC em contexto O estudo da página 270 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT308, pois permite investigar e analisar o funcionamento de equipamentos elétricos e/ou eletrônicos, compreendendo as tecnologias contemporâneas e avaliando seus impactos sociais, culturais e ambientais.

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Na reação de oxirredução, sempre há um elemento químico que é oxidado e outro que é reduzido. Auxilie os estudantes a classificar um participante da reação em agente oxidante ou agente redutor. Eles devem distinguir que aquele que é oxidado é um agente redutor, e, de modo análogo, o que é reduzido é classificado como agente oxidante.

BNCC em contexto A análise do funcionamento da pilha de Daniell, na página 273, contribui para desenvolver as Competências gerais 1 e 2, pois incentiva os estudantes a recorrer aos conhecimentos científicos construídos historicamente para explicar o funcionamento das pilhas modernas. A abordagem das páginas 277 e 278 contempla a habilidade EM13CNT307, pois leva os estudantes a analisar as propriedades dos materiais para avaliar como se adéquam em diferentes aplicações (industriais, cotidianas, arquitetônicas ou tecnológicas) e/ou para propor soluções seguras e sustentáveis considerando seu contexto local e cotidiano. O estudo das páginas 281 a 283 favorece o trabalho com as habilidades EM13CNT106, a qual permite avaliar tecnologias e possíveis soluções para as demandas que envolvem a geração e o consumo de energia elétrica, considerando a disponibilidade de recursos, a eficiência energética, a relação entre custo e benefício, as questões ambientais, a produção de resíduos e os impactos socioambientais e culturais; e EM13CNT107, pois proporciona a realização de previsões qualitativas e quantitativas sobre o funcionamento de pilhas e baterias, com base na análise dos processos de transformação e condução de energia envolvidos, a fim de propor ações que visem à sustentabilidade.

Compartilhe ideias - página 285 Nesse boxe, desenvolve-se a habilidade EM13CNT309, pois permite que os estudantes discutam a introdução de novas tecnologias energéticas, levando em consideração o contexto ambiental atual, que apresenta diversos desafios.

Resposta a ) Espera-se que os estudantes reconheçam que o desenvolvimento de fontes de energia alternativas reduz a dependência dos combustíveis fósseis. Além disso, o hidrogênio combustível é um tipo de recurso renovável que não emite poluentes atmosféricos, auxiliando a reduzir a poluição do ar.

Prática científica - páginas 286 e 287 Objetivo Construir uma pilha caseira por meio de um limão. Orientações Solicite aos estudantes que formulem hipóteses e as compartilhem com os colegas. A formulação de hipóteses permite trabalhar a habilidade EM13CNT301, considerando uma perspectiva científica e ideias prévias da turma. Comente que, em vídeos nos quais batatas podem “acender” lâmpadas,

os equipamentos elétricos são modificados. Na verdade, as lâmpadas estão conectadas a uma fonte de energia elétrica externa e à batata, que possui íons em solução aquosa e permite a movimentação de cargas, ou seja, a batata é um condutor elétrico, mas não produz eletricidade. Ao desencapar os fios de cobre, acompanhe os estudantes e oriente-os a seguir a ilustração. Se necessário, desencape os fios aos poucos. No momento de fazer cortes no limão, monitore-os para evitar acidentes. As placas de zinco (​​ Zn)​​ e cobre ​​(Cu)​​, os fios de cobre e a calculadora/voltímetro devem ser limpos e podem ser usados posteriormente em outros experimentos. Os limões podem ser descartados em lixo comum ou destinados para compostagem de resíduo orgânico.

Respostas 1. Cátodo: placa de cobre. Ânodo: placa de zinco. O zinco tem potencial menor de redução, portanto ele sofrerá oxidação, constituindo o ânodo da pilha. A reação de redução dos íons ​H​+​ tem potencial maior de redução, por isso o cobre executará o papel de cátodo. 2. Oxidação: ​Zn​(s)​​→ ​​Zn​​ 2+​​(aq)​​+ ​​2 ​e​​ −​​​ + Redução: ​2 ​H​​ ​​(aq)​​+ ​​2 ​e​​ −​​ ​→ ​​H​2​​​(g)​​ Reação global: ​Zn​(s)​​+ ​2 ​H​​ +​​(aq)​​→ ​​Zn​​ 2+​​(aq)​​+ ​​H​2​​​(g)​​ 3. ​Zn​(s)​| ​Zn​​2+​(aq)​||2 ​H​+​(aq)​| ​H​2​(g)​ 4. ​∆ E ​= ​E​cátodo ​​− ​E​ânodo​​⇒​ ​⇒ ​∆ E ​= ​0,00 ​− (​​ − 0,76 )​​⇒ ​∆ E ​= ​0,76 V​ 5. Como a placa de zinco sofre oxidação, haverá um desgaste dela, isto é, diminuição de sua massa. Como na placa de cobre não há formação de íons ​Cu​​2+​, ela não sofrerá desgaste. 6. O sumo do limão funciona como meio eletrolítico, conduzindo corrente elétrica. Isso é possível por causa da presença de íons livres (ionização do ácido cítrico) no sumo dessa fruta. 7. Aumentaria, já que o valor da ddp seria maior. Quaisquer outros metais que tenham tendência igual ou maior para oxidar em relação ao zinco poderiam ser utilizados com sucesso na construção dessa pilha. 8. Resposta pessoal. Oriente os estudantes sobre o tipo de recurso que eles podem utilizar para produzir as publicações. Reforce as principais informações que eles devem apresentar e quais devem evitar compartilhar, como fotografias ou detalhes pessoais dos envolvidos.

Acompanhando a aprendizagem Para realizar uma avaliação ao final do capítulo, solicite aos estudantes que façam um levantamento da quantidade de itens presentes em suas casas que necessitam de pilhas para funcionar. Peça-lhes também que identifiquem os tipos de pilha e os classifiquem conforme os textos das páginas 281 a 284. Depois, discutam como essas pilhas devem ser descartadas e as implicações ambientais dessas práticas.

Respostas - Página 279 8. Processos de corrosão podem prejudicar a estrutura de objetos e construções. No caso de oleodutos, a corrosão

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poderá ocasionar vazamento de petróleo, que é composto de diversos materiais tóxicos. Os efeitos desse vazamento no ambiente aquático são diversos; por exemplo, forma-se uma película sobre a água, prejudicando a passagem de luz solar e, consequentemente, a fotossíntese, interferindo na cadeia alimentar local, e as trocas gasosas entre o meio aquático e o ar também são prejudicadas. A impregnação do petróleo nos animais pode causar a morte deles por asfixia, como no caso dos peixes, ou prejudicar o voo e o controle da temperatura corporal das aves marinhas. Além disso, diversos componentes do petróleo são tóxicos e podem provocar a morte direta de muitos outros seres vivos. Do ponto de vista econômico, a corrosão de tubulações de oleodutos representa prejuízo, tendo em vista que haverá perda de material extraído e custos com o reparo ou a substituição das tubulações.

Capítulo 15 - Eletrólise - páginas 289 a 300 Objetivos do capítulo • Conhecer aspectos gerais da eletrólise. • Compreender que a eletrólise não é um processo espontâneo. • Aplicar a lei de Faraday nos processos de eletrólise.

BNCC em contexto A abordagem das páginas 289 e 290 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT307, pois permite analisar as propriedades dos materiais para avaliar como seu uso se adapta em diferentes aplicações. Além disso, ao trabalhar a obtenção do alumínio ​​(A𝓁)​​ por meio de processos que envolvem a eletrólise, aprimora-se a Competência geral 1, pois incentiva os estudantes a relacionar a resolução de problemas do dia a dia aos conhecimentos científicos desenvolvidos ao longo do tempo.

Compartilhe ideias - página 290 A abordagem desse boxe permite trabalhar o tema contemporâneo transversal Educação ambiental e a Competência geral 9 ao incentivar os estudantes a discutir um tema e a respeitar as ideias e opiniões uns dos outros; e a Competência geral 7, ao argumentar com base em informações confiáveis para defender ideias que promovam a consciência socioambiental.

Resposta O objetivo dessa questão é levar os estudantes a refletir sobre as consequências da mineração para o ambiente e a responsabilidade das empresas mineradoras em manter a segurança da atividade por meio de medidas como a manutenção e o monitoramento frequente das estruturas da mineradora, bem como a aplicação de novas tecnologias. Além disso, espera-se que eles comparem as técnicas utilizadas na mineração de diferentes tipos de matéria-prima.

Conexões com… - página 293 Objetivos • Compreender a importância da coleta e destinação correta do alumínio do ponto de vista econômico e ambiental. • Reconhecer a importância da reciclagem.

Orientações Ao iniciar a seção, pergunte aos estudantes se em suas casas há algum tipo de coleta seletiva, como a separação entre lixo seco e úmido. Aproveite para fazer a integração com o componente curricular de Sociologia, vinculando a discussão ao tema contemporâneo transversal Trabalho.

Respostas a ) O processo de beneficiamento da bauxita para produção de alumínio requer muita energia elétrica na eletrólise. Nesse processo, também é consumida água em grande quantidade nas etapas de lavagem, além de o transporte de grandes quantidades de bauxita para as usinas de beneficiamento ser responsável pela emissão de gases de efeito estufa. À medida que a reciclagem é realizada diretamente com o alumínio em sua forma metálica, esses impactos ambientais são diminuídos. b ) Na esfera social, medidas como a conscientização sobre a importância desses trabalhadores e sua inclusão em discussões comunitárias pode ajudar a valorizá-los como profissionais essenciais. Na esfera governamental, medidas como a formalização da atividade dos catadores, que garantam acesso a direitos trabalhistas, a implementação de políticas públicas de incentivo à coleta seletiva e programas de capacitação poderiam melhorar as condições de trabalho e renda desses profissionais.

BNCC em contexto A abordagem da página 298 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT101, pois permite analisar e representar as transformações e conservações em sistemas que envolvam quantidade de matéria e energia, a fim de prever seus comportamentos em situações cotidianas e em processos produtivos. Ao abordar a lei de Faraday, explique aos estudantes que, ao realizar um processo eletrolítico, uma indústria precisa estimar o uso de energia para atender à demanda de produção. Tais cálculos são possíveis por meio dessa lei. Resolva na lousa o exemplo numérico apresentado no livro, executando-o passo a passo. Explique-lhes que sempre será necessário fazer o cálculo estequiométrico para descobrir a carga elétrica necessária para obter a massa desejada do produto. Alerte-os para as possíveis conversões de unidades, principalmente para as variáveis massa, tempo e corrente elétrica.

Acompanhando a aprendizagem Peça aos estudantes que equacionem as reações para a eletrólise ígnea e em solução aquosa do iodeto de potássio ​​(KI)​​. Eles também devem comparar os produtos obtidos para verificar se houve ou não diferença nos dois processos. Resposta Eletrólise ígnea: material fundido na ausência de água. Ânodo (oxidação):      ​2 ​I​​ −​​(𝓁) ​​→ ​I​2​​​(g)​​+ ​2 ​e​​ −​​ Cátodo (redução):   ​ 2 ​K​​ +​​(𝓁) ​ ​+ ​​2 e​​ −​​→ ​2 K​(s)​​ _____________________________ Reação global:   ​2 ​I​​ −​​(𝓁) ​ ​+ ​2 ​K​​ +​​(𝓁) ​ ​→ ​​I​2​​​(g)​​+ ​2 K​(s)​​

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Eletrólise em solução aquosa: devemos considerar a dissociação do sal, a ionização da água e as semirreações de oxidação e redução.                          2 KI​(aq)​​→ ​2 ​K​​ ​​(aq)​​+ ​​2 ​I​​ ​​(aq)​​ −

+

−

6. a ) Na redução do ​Cu​​2+​, sabemos que ​2 ​ mol e​​ ​​→​ → 1 mol Cu​, e a massa molar do ​Cu​é ​63,55 g/mol​. ​2 ​· ​96 500 C ​------- ​63,55 g Cu​ ​96 500 C ​------- ​m​ ​∴ ​m ​≃ ​31,78 g de Cu​(s)​​ +

−

​4​​ H​2​​O​(𝓁) ​ ​→ ​​2 ​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​ ​+ ​2 ​OH​​ ​​(aq)​               ​ ​ ​  ​ ​                           ​ 2 ​I​​ −​​(aq)​​ ​→ ​I​2​​​(g)​​+ ​​2 ​e​​ −​​ ​​ ​ ​      ​ +         ​2 ​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​ ​+ ​​2 ​e​​ −​​ ​→ ​​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​​ ​+ ​​H​2​​​(g)​ − 2 KI​(aq)​​+ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​→ ​​I​2​​​(g)​​+ ​​H​2​​​(g)​​+ ​2 ​K​​ +​​(aq)​​+ ​2 ​OH​​ ​​(aq)​

Na redução do ​​Cu​​ ​​, sabemos que 1 ​ ​mol de e​​ ​​ forma​ 1 mol de Cu​(s)​​, portanto, ​m ​= ​63,55 g​. − Na redução do ​​Au​​ 3+​​, sabemos que ​3 ​ mol e​​ ​​→​ → 1 mol Au​, e a massa molar do ​Au​é ​196,97 g/mol​.

Portanto, há diferença nos processos, pois a eletrólise ígnea tem como produto ​​I​2​​​(g)​​ e ​K(​ s)​​, enquanto a eletrólise em solução aquosa forma ​​I​2​​​(g)​​, ​​H​2​​​(g)​​ e ​KOH​(aq)​​.

Na redução do ​​A𝓁​​ ​​, sabemos que ​A​𝓁​​ 3+​​(aq)​​+ + ​3 ​e​​ −​​→ ​A𝓁​(s)​​, e a massa molar do ​A𝓁​ é ​26,98 g/mol​.

+

−

Respostas - páginas 299 e 300 1. Eletrólise ígnea: estado líquido. Íons ​Mg​​2+​ e ​C𝓁​​−​ presentes. Produto no cátodo: M ​ g​(s)​. Semirreação anódica: − ​2 ​C𝓁​​ ​(𝓁)​​→ ​C𝓁​2​(g)​​+ ​2 ​e​−​. Semirreação catódica: ​​Mg​​ 2+​​(𝓁) ​ ​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Mg​(s)​​. Eletrólise aquosa: estado − − aquoso. Íons ​​Mg​​ 2+​​, ​​C𝓁​​ ​​, ​​H​​ +​​ e ​​OH​​ ​​ presentes. Produ− to no cátodo: ​​H​2​​​(g) ​​. Semirreação anódica: ​2 ​C𝓁​​ ​​(𝓁) ​ ​→ + ​​→ C𝓁​ 2​​​(g)​​+ ​2 ​e​​ −​​. Semirreação catódica: ​2 ​H​​ ​​(aq)​​+ + ​2 ​e​​ −​​→ ​​H​2​​​(s)​​. 2. a ) O cátodo da eletrólise está conectado ao polo negativo da bateria e o ânodo está conectado ao polo positivo. b ) Ânodo: ​Au​(s)​​→ ​Au​​3+(​ g)​​+ ​3 ​e​−​; Cátodo: ​Au​​3+(​ g)​​+ + ​3 ​e​−​​→ ​Au​(s)​. c ) Poderia ser observado que no cátodo há a deposição do ouro metálico no anel de alumínio e no ânodo há a oxidação do ouro, em que a barra de ouro pode diminuir de tamanho. 4. a ) Foi descrita a eletrólise do tipo ígnea com as seguintes semirreações: − ânodo: ​2 ​C𝓁​​ ​​(𝓁) ​ ​→ ​​C𝓁​ 2​​​(g)​​+ ​2 ​e​​ −​​ 2+ cátodo: ​​Mg​​ ​​(𝓁) ​ ​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Mg​(s)​​ b ) Primeiro, as horas são convertidas em segundos, depois aplica-se esse valor para obter o valor de ​Q​: ​1 h ​· ​60 min/h ​· ​60 s/min ​= ​3 600 s​ ​Q ​= ​i ​· ​t ​⇒ ​Q ​= ​48,25 ​· ​3 600 ​∴ ​Q ​= ​173 700 C​ −

Sabemos que ​2 ​mol e​​ ​​→ ​1 mol Mg​, e a massa molar do ​Mg​é ​24,31 g/mol​. ​2 ​· ​96 500 C​ ------- ​24,31 g Mg​ ​173 700 C​ ------- ​m​ ​∴ ​m ​≃ ​21,88 g​de ​Mg​ c ) ​1 h​ ------- ​21,88 g Mg​ ​t​ ------- ​1 000 g Mg​

​∴ ​t ​≃ ​45,7 h​

5. Dissociação do sal: ​CuSO​4​(aq)​​→ ​C​u​2+​(aq)​​+ ​S​O​4​2−​(aq)​.​ Eletrólise: ​C​u​​ 2+​​(aq)​​+ ​2 ​e​​ −​​→ ​Cu​(s)​​. −

Sabemos que ​2 ​mol e​​ ​​→ ​1 mol Cu​, e a massa molar do​ Mg​é ​63,55 g/mol​. ​2 ​· ​96 500 C ------- ​63,55 g Cu​ ​38 600 C ------- ​m​      ​∴ ​m ​= ​12,71 g de Cu​(s)​​

​3 ​· ​96 500 C ------- ​196,97 g​ ​96 500 C ------- ​m​

​∴ m ​≃ ​65,66 g​de ​Au​(s)​​

3+

​3 ​· ​96 500 C ------- ​26,98 g​ ​96 500 C ------- ​m​

​∴ m ​≃ ​8,99 g de A𝓁​(s)​​

b ) Foi a reação com o ouro, produzindo ​65,66 g​. c ) Sim, ambos afetam. Quanto maior a massa atômica, maior a massa reduzida obtida. Comparando o ouro ao alumínio, cuja carga é a mesma, nota-se que o ouro tem a massa atômica maior do que a do alumínio. Quanto maior a carga, menor é a massa reduzida; pode-se comparar o mesmo elemento (cobre) com diferentes cargas; a que tem a carga ​+ 2​ ficou com massa menor do que a de carga ​+ 1​. 8. ​Carga total ​= ​0,5 mol ​⋅ ​96 500 C/mol ​= ​48 250 C​ 11. Com base na lei de Faraday (​ Q ​= ​i ​· ​t)​e nas correlações estequiométricas, é possível calcular a quantidade de cobre metálico depositado usando a fórmula: ​m ​= ​(M ​⋅ ​i ​⋅ ​t)​⁄ ​(n ​⋅ ​F)​​​, na qual ​m​ é a massa depositada,​ M​ é a massa molar, ​i​ é a corrente elétrica, ​t​ é o tempo,​ n​é o número de elétrons envolvidos na reação e ​F​é a constante de Faraday. Isso permite prever a quantidade de cobre depositado em função da corrente aplicada e do tempo de eletrólise.

Capítulo 16 - Radioatividade páginas 301 a 314 Objetivos do capítulo • Conhecer a cronologia sobre a descoberta e o estudo das propriedades radioativas. • Compreender radioatividade e termos relacionados, como radioisótopos, radionuclídeos, tempo de meia-vida e radiações ionizantes. • Conceituar decaimento radioativo e emissão de radiação ionizante e as leis de Soddy. • Identificar ocorrências naturais de emissão radioativa, compreendendo que não são prejudiciais à saúde humana. • Desconstruir compreensões limitantes de que a radioatividade é um fenômeno necessariamente danoso ou maléfico à saúde humana, ao ambiente e ao desenvolvimento tecnológico.

Páginas 301 a 308 BNCC em contexto As páginas 301 e 302 abordam algumas aplicações práticas da radioatividade na área da saúde, incentivando

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os estudantes a refletir sobre a noção geral de que a radioatividade é necessariamente algo indesejado, levando-os a desmistificar essa concepção. Isso contribui para desenvolver as Competências gerais 2 e 7 e as habilidades EM13CNT103, EM13CNT104 e EM13CNT306. As páginas 301 e 302 abordam o desenvolvimento histórico dos conhecimentos sobre a radioatividade, explorando os trabalhos de cientistas relevantes para a área, o que contempla a Competência geral 1. Já o trabalho sobre o decaimento radioativo na página 306 contempla as habilidades EM13CNT103 e EM13CNT205. Ao trabalhar o histórico das descobertas de radioatividade, será destacada a contribuição da física polonesa Marie Curie (1867-1934) e de sua filha, a francesa física e química, Irène Joliot-Curie (1897-1956), que se destacaram no mundo das Ciências, um campo em que mulheres frequentemente enfrentam obstáculos para alcançar reconhecimento. É encorajada uma discussão mais ampla sobre o papel das mulheres na Ciência, o espaço dado a elas e os preconceitos que ainda lhes são atribuídos, trabalhando assim a Competência geral 6 e a habilidade EM13CNT305. Antes de iniciar o capítulo, conheça algumas possibilidades de literatura para o ensino da radioatividade presentes em revistas científicas. O artigo “O tema radioatividade nas revistas da SBQ e as possíveis contribuições para o ensino de radioatividade na Educação Básica” apresenta diversas sugestões que podem auxiliar no ensino dessa temática em sala de aula. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc44_4/04-CCD-18-22.pdf. Acesso em: 3 out. 2024. Inicie o conteúdo desse capítulo perguntando aos estudantes se já fraturaram um osso. Caso alguns deles respondam que sim, peça-lhes que citem detalhes sobre os procedimentos médicos que foram realizados para diagnosticar e tratar a fratura. Em seguida, pergunte no que consiste esse procedimento. Possivelmente, alguns deles não associarão os raios X à radioatividade. Na cronologia da descoberta da radioatividade, explique que Marie Curie e o físico francês Antoine Henri Becquerel (1852-1908) faleceram por conta de complicações advindas de seus trabalhos com radiação. Use esses casos para reforçar a importância de tomar os cuidados necessários ao realizar pesquisas científicas. Na época dos experimentos desses cientistas, pouco se sabia sobre os perigos da radioatividade.

O primeiro elemento radioativo criado artificialmente e um novo prêmio Nobel - mais um fruto da família Curie - página 303 A família Curie deixou, sem dúvida, um legado no âmbito da Ciência. Começando pelos pais, o físico francês Pierre (1859-1906) e Marie Curie, e continuando com Irène e seu esposo, os estudos sobre radioatividade possibilitaram avanços científicos que culminaram em aplicações médicas importantes, como o tratamento de câncer por meio da radioterapia, que pode curar a doença. Pode-se ainda destacar que os estudos da radioatividade permitiram compreender a transformação de um elemento químico em outro. Por meio dela é possível observar as

transmutações de um elemento químico em laboratório, o que pode ocorrer naturalmente ou de maneira artificial. Na página 306, são citados os radionuclídeos. Explique aos estudantes que eles se referem a núcleos atômicos radioativos, mas que esse termo, em geral, trata do átomo como um todo, não apenas de seu núcleo; ele também é empregado, por vezes, como sinônimo de radioisótopo. Ao citar isótopos, dê outros exemplos de isótopos relevantes, além dos de urânio (​​ U)​​. Por exemplo: os isótopos do hidrogênio (H-2: deutério; e H-3: trítio) e os de carbono (C-13 e C-14).

BNCC em contexto As páginas 304 e 305 abordam a constituição e as propriedades das partículas radioativas, a ocorrência natural de radioatividade e as leis que regem esse fenômeno, contemplando as habilidades EM13CNT101 e EM13CNT205. Além disso, incentivam os estudantes a recorrer ao conhecimento científico e às abordagens da Ciência para analisar e explicar um experimento demonstrado de radiação com emissão de partículas, contribuindo para desenvolver a Competência geral 2. Na página 305, é informado que núcleos atômicos instáveis podem emitir partículas e radiações por meio de fenômenos naturais ou artificiais. Converse com os estudantes explicando que as emissões nucleares diferem entre si por carga, massa relativa, poder de penetração, poder de ionização e velocidade de propagação. Para auxiliar na explicação do conteúdo, utilize o esquema do experimento radioativo e o quadro com as principais características de emissões radioativas naturais, ambos apresentados nas páginas 304 e 305, além de discutir as respostas das questões.

Atividade extra Se julgar conveniente, após a abordagem das leis de Soddy, na página 307, sugira aos estudantes que respondam às seguintes questões, a fim de verificar o aprendizado deles. 1. Na desintegração do rádio-226 (​ 226 ​ ​Ra​)​​, é emitida uma partícula alfa. Esse decaimento seguirá qual lei da radioatividade? 2. O estrôncio-90 (​ 90 ​ ​Sr​)​​sofre decaimento beta. Esse decaimento obedece a qual lei? Justifique sua resposta.

Respostas 1. Seguirá a lei de Soddy, ou primeira lei da radioatividade, a qual afirma que, em um decaimento alfa, o átomo se transforma em outro elemento químico com número atômico e número de massa menores. 2. Esse decaimento segue à lei de Soddy, Fajans e Russel, ou segunda lei da radioatividade, a qual afirma que, quando um átomo radioativo emite uma partícula beta, ele se transforma em outro elemento químico com mesmo número de massa e com número atômico uma unidade maior.

Páginas 310 a 313 Auxilie os estudantes na interpretação dos gráficos apresentados na página 312. O primeiro gráfico, de decaimento geral, mostra na abscissa o número de meias-vidas e, na

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ordenada, a porcentagem de massa do radioisótopo que ainda resta no material analisado. Destaque que no segundo gráfico, na abscissa, o tempo está em anos.

Prática científica - página 313 Objetivos • Compreender que o decaimento de um átomo é um fenômeno probabilístico. • Simular o decaimento radioativo. Orientações Durante a leitura de contextualização e observação da fotografia, explique aos estudantes que o ritual de mumificação era realizado por diversos povos da Antiguidade, com o objetivo de preservar corpos e cumprir obrigações relacionadas às crenças desses povos. Comente que os métodos de datação permitem estimar com certa precisão a idade de organismos e objetos. Essa prática está relacionada ao desenvolvimento da habilidade EM13CNT205, pois se baseia na probabilidade de núcleos de átomos sofrerem decaimento. Essa seção também contempla as habilidades EM13CNT301 e EM13CNT302, permitindo estimar por meio de modelos o decaimento radioativo e construir gráficos com base nos resultados. Para a realização da prática, caso não haja moedas suficientes, oriente os estudantes a substituí-las por círculos de papelão de mesmo diâmetro e com marcações em um dos lados.

Respostas 1. Cada moeda representa um átomo instável que não foi desintegrado. 2. A agitação da caixa representa o tempo de meia-vida de determinado radioisótopo. 3. As moedas retiradas representam o produto do decaimento radioativo sofrido pelo suposto radioisótopo a cada meia-vida. 4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes construam um gráfico em que os dados tenham a tendência logarítmica decrescente, tendendo a zero. 5. 6,25% 12,50% 100% 50% 25% ⏞ ⏞ ⏞ ⏞ 24 h ⏞ 24 h 24 h 24 h 24 h →​100 →​50 →​​​25 g​​​ ​​⎯ →​​​12,5 g​​​ ​​⎯ →​ 200 g​​​ ​​⎯ ​​ g​​​  ​​⎯ ​​ g​​​ ​​⎯ ​​​ 1,56% ⏞ 24 h →​3,125 ​        ​ ​6,25 g​​ ​​⎯ ⟶ ​​  ​​ g​​​ 3,13%

Portanto, após 6 dias, haverá, aproximadamente, 3 ​ g​de moedas dentro da caixa. 6. Resposta pessoal. Se necessário, na divulgação dos resultados, auxilie os estudantes a reproduzir o gráfico de forma digital por meio de algum programa para construir gráficos e destaque a relação do tema dessa seção com a história, visto que o estudo do decaimento radioativo auxilia na datação de artefatos antigos.

Acompanhando a aprendizagem Para realizar a avaliação ao final desse capítulo, peça aos estudantes que, em duplas, pesquisem o tempo de meia-vida de dois elementos radioativos. Depois, solicite que elaborem problemas utilizando os dados de massa total da amostra, massa final e tempo de meia-vida. Avalie os problemas propostos fazendo as devidas observações, caso necessário.

Respostas - Página 309 1. O primeiro decaimento é do tipo alfa, pois o número de massa diminuiu quatro unidades, e o número atômico diminuiu duas unidades. 238 ​Th​​​ ​+ ​​42​α​​​​ ​​ 92​U​​​ ​→ ​​234 90

O segundo decaimento é do tipo beta, pois o número atômico aumentou uma unidade e o número da massa permaneceu constante. ​Th​​​ ​→ ​​−01​β​​​ ​+ ​​234 ​Pa​​​​ ​​234 91 90 3. Conservação do total da massa: ​232 ​= ​4 ​· ​x ​+ ​0 ​· ​y ​+ ​208​ ​232 ​= ​4 ​· ​x ​+ ​208​ ​x ​= ​6​ Conservação do total da carga: ​90 ​= (​​ 2 ​· ​6)​​+ (​​ − 1 ​· ​y)​​+ ​82​ ​90 ​= ​12 ​− ​y ​+ ​82​ ​y ​= ​4​ Portanto, houve emissão de seis partículas alfa e de quatro partículas beta. 7. Conservação do total da massa: ​235 ​+ ​1 ​= ​90 ​+ ​x ​+ ​3​ ​x ​= ​143​ Conservação do total da carga: ​92 ​= ​38 ​+ ​x​ ​x ​= ​54​ Assim, a representação do elemento é 143 ​​ 54​X​​​​.

Respostas - Página 314 2. Considerando a atividade do radionuclídeo após cada meia-vida: 1 ​t​ ​​

2 ​t​ ​​

3 ​t​ ​​

​ 1/2→​ 25% ⎯ ​ 1/2→​  ​​1       2,5% (​ ​​restante​)​ ​​ ​100% ​⎯1/2→​ 50% ⎯ 87,5% (​ desintegrado)​

​ ​20 dias​ ​​t​total​​ ​= ​x ​· ​​t​1/2​​ ​⇒ ​60 ​= ​3 ​· ​​t​1/2​​ ​∴ ​​t​1/2​​ =

Assim, a meia-vida do radionuclídeo é de 20 dias. 3. Com 6,25%, temos quatro meias-vidas. 1 ​t​ ​​ 2 ​t​ ​​ 3 ​t​ ​​ 4 ​t​ ​​ ​100% ​⎯1/2→​ 50% ⎯ ​ 1/2→​ 25% ⎯ ​ 1/2→​ 12,5% ⎯ ​ 1/2→​​         ​​ ⟶ ​ 6,25%​ ​​t​total​​ ​= ​x ​· ​​t​1/2​​ ​⇒ ​​t​total​​ ​= ​4 ​· ​5 730 ​∴ ​​t​total​​ ​= ​22 920 anos​ Após a morte do indivíduo, decorreram 22 920 anos.

Capítulo 17 - Usos da radioatividade - páginas 315 a 329 Objetivos do capítulo • Relacionar as propriedades de materiais radioativos com suas aplicações em áreas como Medicina, agricultura e indústria. • Identificar os benefícios e cuidados no uso da radioatividade.

BNCC em contexto As páginas 315 e 316 abordam aplicações práticas da radioatividade no campo da Medicina, elencando diversos

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exemplos e considerações acerca delas, contribuindo para que os estudantes adquiram conhecimento sobre as potencialidades da radioatividade e a precaução ao trabalhar com processos radioativos, a fim de desenvolver as Competências gerais 1 e 2 e as habilidades EM13CNT101, EM13CNT103, EM13CNT104 e EM13CNT307.

Compartilhe ideias – página 316 Esse boxe incentiva os estudantes a discutir como a radioatividade interfere na saúde humana, contribuindo para desenvolver a Competência geral 9.

Respostas a ) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que os raios solares incidem diretamente na pele, situação em que não se controla a intensidade da radiação, o que pode danificar as células cutâneas e causar câncer. Por outro lado, na radioterapia, a intensidade da radiação é controlada para pontos específicos, com o propósito de destruir as células cancerosas. b ) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que algumas doenças, como o câncer, são resultado de alterações do material genético das células. Nesse caso, os efeitos demoram a aparecer, a depender de diversos fatores, como o tipo, a intensidade da radiação e o tempo de exposição.

Ligado no tema - página 317 Objetivos • Compreender a importância dos raios X na Medicina. • Conhecer a importância do correto descarte das chapas de raio-X e novas tecnologias na área. Orientações Essa seção está associada ao tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia, pois explora temas, como os exames de raios-X, que são produtos dos estudos científicos. Também se relaciona ao tema contemporâneo transversal Educação ambiental, ao discutir sobre a destinação correta das chapas de raios-X, que contêm elementos prejudiciais ao meio ambiente.

Respostas a ) O Sistema Único de Saúde (SUS) garante que todos os brasileiros tenham acesso a serviços de saúde gratuitos, incluindo consultas médicas e exames – como as radiografias. b ) O descarte correto das chapas de raio-X é importante porque elas contêm substâncias químicas tóxicas, como o metal pesado prata. Se essas chapas forem descartadas de forma inadequada, podem causar contaminação do solo e dos lençóis freáticos, levando à poluição do meio ambiente e podendo afetar negativamente a saúde dos seres vivos. c ) O uso do raio-X digital elimina a necessidade de chapas físicas, o que reduz o uso de substâncias tóxicas e a contaminação ambiental. Além disso, proporciona exames mais detalhados e facilita o armazenamento e compartilhamento de imagens entre profissionais de saúde.

Atividade extra Solicite aos estudantes que conversem com os colegas a respeito do uso da radioatividade em processos medicinais, industriais e de produção de alimentos. Em seguida, em grupos de cinco integrantes, peça a eles que elaborem um painel com as principais informações sobre o tema. Oriente-os a respeitar a fala dos colegas e as opiniões divergentes. Sugira a cada grupo que apresente os painéis aos colegas usando a estratégia de metodologia ativa Gallery walk. Mais orientações sobre essa estratégia nas páginas XI e XII destas Orientações para o professor. Em seguida, organize uma apresentação dos painéis para a comunidade escolar em uma área comum da escola.

BNCC em contexto O trabalho com radioatividade, meia-vida e radionuclídeos permite exercitar as habilidades EM13CNT205, EM13CNT301 e EM13CNT303 e a Competência geral 2.

Integrando o conhecimento Aproveite a reportagem da página 321 para pedir aos estudantes que pesquisem outras reportagens sobre a datação por carbono (​​ C)​​ ou por outros isótopos radioativos com a finalidade de estabelecer a idade de rochas, animais, plantas e microrganismos do passado. Em seguida, peça a eles que apresentem as reportagens pesquisadas e o que foi descoberto com base no processo de datação. Questione-os sobre a importância do processo de datação por radioisótopos em fósseis. Essa atividade é uma oportunidade para integrar com os assuntos do processo evolutivo no componente curricular de Biologia, pois está relacionada com a história evolutiva de diversas espécies. Explique que grande parte do que se sabe sobre os ancestrais e seus descendentes biológicos é comprovada por meio da datação por radioisótopos.

Museus - página 324 Aproveite a abordagem desse boxe para desenvolver um diálogo acerca da importância de museus e sítios arqueológicos para entender a história da humanidade. Esse conteúdo possibilita um trabalho conjunto com a área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, principalmente com o componente curricular História. Se considerar interessante, acesse o cadastro de museus no link a seguir. Disponível em: https:// cadastro.museus.gov.br/. Acesso em: 3 set. 2024. Nele, é possível obter algumas informações sobre museus brasileiros.

Conexões com… - páginas 326 e 327 Objetivos • Conhecer a aplicação de técnicas de radiação no controle de insetos. • Reconhecer a importância das pesquisas científicas para a sociedade. Orientações A abordagem dessa seção possibilita o trabalho com o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia. Além disso, favorece o desenvolvimento das habilidades EM13CNT103 e EM13CNT104, pois incentiva os estudantes a utilizar os próprios

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conhecimentos sobre o assunto para avaliar os benefícios e riscos, ao ambiente e à saúde, quando se aplica a radioatividade.

Respostas a ) Espera-se que os estudantes respondam que, durante o verão, as temperaturas médias são mais elevadas e as chuvas, mais frequentes, favorecendo o acúmulo de água no ambiente e, consequentemente, a proliferação do mosquito, pois ele deposita seus ovos na água limpa e parada. b) Espera-se que os estudantes reconheçam que isso se refere ao acúmulo de água, o que favorece a proliferação do mosquito. Cuidados com a limpeza e evitar acúmulo de lixo e de água, bem como a remoção da água parada, referem-se aos hábitos da sociedade. c ) Resposta pessoal. O objetivo dessa questão é incentivar os estudantes a atuar como cidadãos ativos, conhecendo a realidade de onde vivem e propondo soluções viáveis, ao mesmo tempo que divulgam informações à comunidade não escolar.

Acompanhando a aprendizagem No final do capítulo, averigue os conhecimentos dos estudantes e procure identificar possíveis erros conceituais e ideias de senso comum relacionados à temática. Levante questões como: O que é radiação? A radioatividade é um fenômeno natural ou criado pelo ser humano? A radioatividade é sempre prejudicial? Que partículas são emitidas na radiação? Quanto tempo um átomo permanece radioativo? O que é um radioisótopo? Peça aos estudantes que anotem as respostas no caderno com base no que conhecem ou estudaram anteriormente.

Respostas - Páginas 328 e 329 1. a ) Esse tipo de equipamento protege o profissional da ação danosa da radiação. Tendo em vista que ele realiza diversos exames que envolvem radiação ao longo de sua profissão, se não utilizasse tais equipamentos ficaria exposto a um nível muito elevado de radiação, o que causaria graves prejuízos à saúde. b ) Espera-se que os estudantes respondam que o chumbo (​ Pb)​ é um material de alta densidade, portanto com alta capacidade de bloquear a radiação. Nesse caso, quanto maior a densidade de um material, maior sua eficiência para proteger contra as radiações. c ) Os estudantes podem citar qualquer outro profissional que trabalhe com radioatividade e energia nuclear, como pesquisadores e trabalhadores dessa área, incluindo médicos, engenheiros e funcionários de usinas nucleares. 2. a ) Os estudantes podem citar objetivos como: aumentar a validade do produto e garantir a qualidade do alimento, uma vez que é capaz de eliminar microrganismos; inibir a brotação de tubérculos; controlar a maturação de frutas; impedir a infestação de insetos; descontaminar e desinfeccionar especiarias; e eliminar parasitas em frutos do mar. b ) Espera-se que os estudantes respondam que, de maneira geral, todos os tipos de alimento podem

ser irradiados. No entanto, para cada tipo é indicada uma intensidade de radiação e um tempo de exposição específicos, a fim de não exceder o limite considerado seguro para a saúde dos consumidores. c ) Resposta pessoal. O objetivo dessa questão é capacitar os estudantes a se posicionarem em relação ao assunto e expor, mesmo indiretamente, suas opiniões sobre o uso da radiação em alimentos. d ) Resposta pessoal. O objetivo dessa questão é levar os estudantes a refletir sobre a proximidade do tema com seu dia a dia. Caso encontrem alimentos irradiados no supermercado, oriente-os a listarem-nos. 6. a ) A equipe médica deve evitar a exposição direta à radiação gama emitida por esse material radioativo, mantendo uma distância segura durante o uso. O cobalto-60 deve ser armazenado e transportado em blindagens de chumbo ou outros materiais densos, a fim de absorver a radiação. Protocolos de segurança estritos devem ser seguidos para minimizar riscos de contaminação e exposição acidental. Dosímetros pessoais são utilizados pela equipe para monitorar constantemente a dose de radiação recebida, e todos os profissionais envolvidos devem ser devidamente capacitados sobre os riscos e procedimentos relacionados ao cobalto-60. b ) Isso significa que a atividade radioativa do radioisótopo vai diminuir pela metade após 5,27 anos. Essa propriedade afeta diretamente o planejamento do tratamento de radioterapia, pois os médicos precisam considerar o decaimento radioativo do cobalto-60 utilizado na fonte de radiação. Isso pode exigir a troca ou recalibração periódica do equipamento, a fim de manter a dose de radiação adequada ao tratamento do paciente.

Retome o que estudou - página 329 Respostas 1. 238 ​ 92​U​​​→ ​206 ​Pb​​​+ ​8 ​42​α​​​+ ​6 ​−01​β​​ 82

2. O objetivo dessa questão é verificar a compreensão dos estudantes sobre a definição de radiação, bem como solicitar a eles que expliquem, por meio de um esquema, o que entenderam a respeito do poder de penetração dos três tipos de radiação estudados ao longo do capítulo. 3. Possíveis respostas: Os estudantes podem citar como benefícios o uso da radiação na Medicina, nas indústrias e na produção de alimentos, listando exemplos para cada um deles. Já no caso dos malefícios, podem mencionar os danos aos seres vivos e ao meio ambiente, pontuando alterações mais específicas, como a indução ao câncer. 4. Resposta pessoal. O objetivo dessa questão é levar os estudantes a fazer um resumo sobre os tipos de eletrólise abordados na unidade, bem como sobre as respectivas aplicações principais nas atividades humanas, por exemplo, na indústria. Espera-se que eles expliquem que na eletrólise ígnea ocorre a fusão de um composto iônico. Já na aquosa, que acontece em solução aquosa, há ionização ou dissociação de alguns compostos em água. 5. O objetivo dessa questão é levar os estudantes a organizar as informações sobre o tema de modo esquemático. Eles devem incluir em seus esquemas a obtenção de carbono-14 pelos seres vivos, o decaimento natural, a meia-vida desse radionuclídeo e como tais dados podem ser usados para a datação de fósseis.

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Unidade 5 A dinâmica

das transformações e o ser humano

Os equilíbrios químicos estão presentes em diversos processos industriais e naturais, incluindo os que ocorrem no corpo humano. Nessa unidade, serão estudadas reações reversíveis e aspectos qualitativos e quantitativos envolvidos nos equilíbrios homogêneos e heterogêneos. Os exemplos e exercícios apresentados buscam explorar o cálculo de constantes de equilíbrio, os fatores que influenciam sistemas em equilíbrio e as soluções-tampão. São apresentados também conteúdos referentes ao equilíbrio químico e iônico associado à saúde bucal, além de temas relacionados à hidrólise salina e aos produtos de solubilidade.

Objetivos da unidade • Compreender o que são equilíbrio químico e equilíbrio iônico e relacioná-los à importância da saúde bucal. • Analisar os aspectos quantitativos envolvidos em equilíbrios químicos, realizando cálculos com constantes de equilíbrio. • Verificar os fatores que perturbam um equilíbrio químico e os efeitos disso. • Compreender o processo de hidrólise salina e relacioná-lo a problemas estomacais. • Relacionar o produto de solubilidade de uma substância com a concentração de eletrólitos na água e a saturação da solução.

Justificativas Os conteúdos relacionados a equilíbrio químico e iônico favorecem o desenvolvimento da habilidade EM13CNT101, pois fornecem subsídios para os estudantes analisarem e representarem as transformações e conservações em sistemas que envolvam quantidade de matéria, de energia e de movimento para prever seus comportamentos em situações do dia a dia.

Abertura da unidade - páginas 334 e 335 BNCC em contexto A abertura da unidade propõe aos estudantes que reflitam sobre uma obra de arte contemporânea, articulando ideias sobre o conceito de equilíbrio. Para isso, é importante diferenciar uma condição de equilíbrio estático, como as rochas imóveis umas sobre as outras, de uma condição de equilíbrio dinâmico, como ocorre com os processos reversíveis. Essa reflexão permite desenvolver a Competência específica de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 1, uma vez que o conhecimento sobre as interações da matéria em sistemas em equilíbrio serve como ponto de partida para a análise de fenômenos naturais e processos

tecnológicos. Mais adiante, espera-se que os estudantes possam usar esses conhecimentos para propor soluções para situações-problema sob uma perspectiva científica, em consonância com a habilidade EM13CNT301. Reserve alguns minutos para que os estudantes possam analisar a imagem da obra de arte apresentada, desenvolvendo a Competência geral 3 e, em seguida, identificar os aspectos citados na abertura. Uma sugestão de dinâmica para esse momento é propor a eles que escrevam suas observações sobre a obra em uma nota autoadesiva e, depois, colem-na na lousa ou em outro painel. Por fim, peça a alguns que se levantem e leiam as notas, pedindo aos demais que as comentem, complementando, discordando ou propondo novas ideias.

Respostas a ) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes relacionem os processos reversíveis às transformações que podem retornar ao seu estado inicial. b ) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que, apesar de ser corrigido uma vez, ele não se mantém em equilíbrio, visto que as piscinas geralmente ficam expostas a substâncias que podem alterar seu ​pH​.

Capítulo 18 - Equilíbrio químico - páginas 336 a 348 Objetivos do capítulo • Analisar o processo de formação de cáries de acordo com as reações químicas que ocorrem na boca. • Diferenciar reações químicas reversíveis de reações químicas irreversíveis. • Conceituar equilíbrio químico por meio da reação química de desmineralização dentária. • Expressar a constante de equilíbrio de uma reação em termos de concentração dos componentes e de suas pressões parciais. • Diferenciar equilíbrio homogêneo de equilíbrio heterogêneo. • Identificar fatores que afetam o equilíbrio químico. • Explicar as perturbações em um sistema em equilíbrio com base no princípio de Le Chatelier.

Páginas 336 a 343 BNCC em contexto A abordagem das páginas 336 e 337 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT208, pois permite estudar a evolução biológica da dentição humana, além de analisar reações químicas relacionadas à composição dentária e à ocorrência da cárie. A abordagem da estrutura dos dentes e da formação de cáries contribui para desenvolver a Competência geral 8, além do tema contemporâneo transversal Saúde. Além disso, a análise do processo de formação da cárie incentiva os estudantes a recorrer ao conhecimento científico, contribuindo para desenvolver a Competência geral 1.

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Ao abordar a evolução da dentição humana na página 336, explique aos estudantes que isso favoreceu a sobrevivência de nossa espécie e que as diferenças encontradas em relação às dentições de outros primatas permitem a alimentação onívora. Explique a eles também que, se não tivéssemos desenvolvido determinadas técnicas, como o cozimento, somente a anatomia bucal não possibilitaria, por exemplo, que nos alimentássemos da carne de grandes animais. Sobre a dentição humana, leia o texto a seguir para a turma. […] Uma “assinatura” na anatomia de nossa espécie, muito útil na pesquisa paleontológica, são nossos molares com cinco saliências ou coroas, enquanto os molares dos macacos têm só quatro. Nossas mandíbulas são relativamente pequenas. Esta tendência na diminuição da robustez coincide no registro fóssil ao uso de fogo, e portanto a substituição de uma característica física decorrente da aquisição de técnicas culturais que acabaram por assumir algumas das funções biológicas básicas, como mastigar materiais duros para torná-los digestíveis. […] EVOLUÇÃO humana e aspectos socioculturais. Unesp. Disponível em: http://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev3.htm. Acesso em: 30 set. 2024.

Relembre os estudantes de que bactérias, principalmente a Streptococcus mutans, são capazes de colonizar a boca. Elas realizam fermentação, utilizando a sacarose ​​(​C​12​​ ​H​22​​ ​O​11​​)​​ como nutriente, e nesse processo produzem ácidos, os quais, em contato com o esmalte, causam danos. Essas bactérias são capazes de sintetizar polissacarídios extracelulares aderentes, com base na sacarose, nos polissacarídios intracelulares e em outros carboidratos fermentáveis. Tais bactérias contêm uma enzima conhecida como glicosil-transferase, capaz de quebrar a sacarose, transformando-a em moléculas de glicose ​​(​C​6​​ ​H​12​​ ​O​6​​)​​. Após o rearranjo dessas moléculas, são formados os polissacarídios extracelulares, produtos do metabolismo bacteriano. Eles tendem a se aglutinar, formando a placa dental, que mantém o p ​ H​da saliva baixo (caráter ácido) por tempo prolongado. Aproveite para retomar o conceito de ​pH​com os estudantes. Explique a eles que, para que as bactérias sejam capazes de causar cárie dental, é necessário que o ​pH​da saliva esteja abaixo de 5,5. Comente com os estudantes que os ácidos causam perda de íons no esmalte dos dentes. Se houver continuidade da perda, outros tecidos podem ser atingidos, aumentando a desmineralização. Diga à turma que a dentina é a região mais mineralizada do dente e, assim, a mais afetada pelos ácidos, podendo resultar em necrose tecidual. A cárie também pode alcançar a região da raiz, o que é mais comum em pessoas idosas, fumantes ou que não mantêm boa higiene oral. A saliva tem em sua composição cálcio e fosfato, auxiliando no processo de mineralização dos dentes. Dessa forma, fatores que reduzem a produção de saliva, como o diabetes e o uso de certos medicamentos, contribuem para a formação de cáries.

Ligado no tema - página 338 Objetivos • Discutir possíveis fatores envolvidos no aumento da expectativa de vida da população.

• Reconhecer a osteoporose como um problema de saúde que pode ser minimizado com hábitos de vida saudáveis. • Analisar os fatores de risco para desenvolvimento da osteoporose e discutir maneiras de manejá-los. Orientações A abordagem dessa seção favorece o trabalho com os temas contemporâneos transversais Saúde e Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso, pois mostra uma condição que ocorre com frequência em idosos, a osteoporose. Após a leitura do texto, inicie comentando sobre a questão do aumento da expectativa de vida da população brasileira trazida na manchete. Proponha aos estudantes que reflitam sobre os fatores que levam a esse aumento. Explique a eles que a vitamina D é produzida pelo próprio corpo humano e contribui para a absorção de cálcio, fundamental à saúde dos ossos. Quando há deficiência dessa substância, os ossos podem se tornar frágeis e desencadear perdas que podem levar à osteoporose. Além disso, a falta dessa vitamina causa perda de força muscular, um dos motivos de quedas em adultos. Em crianças, a deficiência acentuada de vitamina D pode comprometer o crescimento e causar raquitismo, condição que leva a deformidades ósseas. Antes de abordar o equilíbrio químico, na página 339, leia o artigo “Analogias no ensino do equilíbrio químico”. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc27/04-ibero-3. pdf. Acesso em: 30 set. 2024. Nele, são sugeridas possíveis analogias para abordar o ensino de equilíbrio químico. Essas analogias podem auxiliar no ensino de conceitos de difícil abstração. Como são situações cotidianas, os estudantes podem visualizar e reelaborar ideias. Além disso, o artigo traz recomendações sobre a formação de concepções alternativas. É importante observar a formação dessas concepções para reconstruir o processo de aprendizagem.

Integrando o conhecimento - página 340 A abordagem com o equilíbrio químico permite o estudo conjunto com a área de Linguagens e suas Tecnologias, principalmente com o componente curricular de Arte, pois o trabalho com materiais alternativos permite o desenvolvimento da linguagem artística. Para auxiliar na explicação do que é e como ocorre o equilíbrio químico, é importante buscar estratégias diferenciadas e didáticas. Para isso, acesse o artigo “Modelagem e o ‘fazer ciência’”. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc28/ 08-RSA-3506.pdf. Acesso em: 11 out. 2024. Nesse artigo, é sugerido o uso de materiais alternativos a fim de construir e reconstruir modelos na reação química. Com esse trabalho, os estudantes, reunidos em grupos, são levados a elaborar ideias com base em modelos que eles mesmos devem montar. Providencie os materiais, como massa de modelar, palitos, esferas de poliestireno expandido, lápis de cor e tintas guache. Divida a turma em grupos e deixe-os livres para escolher que materiais serão utilizados e como farão seus modelos. Caso não consigam completar a atividade corretamente, oriente-os a reorganizar as ideias e reelaborar seus modelos. É importante incentivar o trabalho em grupo e a troca de ideias entre os estudantes.

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Na página 341, mostre à turma que, para calcular a constante de equilíbrio, não são consideradas as substâncias na fase sólida e solventes. Explique que as concentrações ou as pressões de vapor dos sólidos e solventes não são omitidas do cálculo dessa constante – por serem valores praticamente constantes, estão englobadas no valor de ​​K​c​​​ ou ​​K​p​​​.

Páginas 345 a 347 Durante a discussão sobre o princípio de Le Chatelier, na página 345, explique aos estudantes que eles podem se deparar com outra expressão para indicar o efeito de uma ação externa. Em alguns casos, em vez de dizer que o equilíbrio é favorecido no sentido dos reagentes ou produtos, pode-se afirmar que o equilíbrio é deslocado para a esquerda ou para a direita, respectivamente. Esse termo normalmente é utilizado, pois, em uma equação química, os reagentes estão à esquerda da seta de equilíbrio, e os produtos, à direita. Ao trabalhar a reação de síntese da amônia, na página 347, solicite aos estudantes que interpretem a reação e o valor do ​∆ H​, prevendo o comportamento do equilíbrio sob alteração de temperatura. Associe o aumento da temperatura ao sentido endotérmico, e sua diminuição ao sentido exotérmico da reação química. Explique aos estudantes que o ​ΔH​dado com a reação refere-se sempre à reação direta.

Acompanhando a aprendizagem Como atividade avaliativa, pode-se dividir a turma em quatro grupos, cada um responsável por pesquisar exemplos de reações envolvidas em aplicações cotidianas, científicas ou industriais, em que os fatores a seguir alteram o equilíbrio químico. Grupo 1 – Concentração dos reagentes ou produtos; grupo 2 – Volume ou pressão; grupo 3 – Temperatura; grupo 4 – Catalisador. Oriente os grupos a explicar a influência de cada fator no equilíbrio em nível submicroscópico. Para isso, eles podem pesquisar e usar diferentes modelos de representação. Se possível, oriente-os também a inserir fotografias ou vídeos demonstrativos.

[​ ​H​2]​ ​ ​​· [​ ​N​2]​ ​ d ) ​K​c​​= _ ​ ​ 2 ​[​NH​3​]​ ​ 3

​[​H​2​]​ ​​· [​ ​N​2​]​ ​(1,8)​ ​​· (​ 0,6)​ ​ ​​⇒ ​K​c​​= ___________ ​ ​​⇒​ e ) ​K​c​​= _ 2 2 ​(0,4)​ ​ ​[​NH​3​]​ ​ 3

3

5, 832 ​· ​0,6 ​​ ​​∴ ​​K​c​​ ​= ​21,87​ ​⇒ ​​K​c​​ ​= ​_ 0,16

f ) Favorece a formação dos produtos porque o valor da contante de equilíbrio é maior do que 1, e no gráfico observa-se que em equilíbrio a concentração do reagente é menor do que a dos produtos. 2. a ) As constantes de equilíbrio são: ​​[​Ca​​ 2+​​(aq)]​ ​​​ ​​· [​​​ ​​HPO​4​​​​ 2−​​(aq)]​ ​​​ ​ ​​       ​​ e ​​K​c​​ ​= _______________________ 8 + ​​[​​H​3​​O​​ ​​(aq)]​ ​​​ ​ 10

6

​​K​c​​ ​= [​​​ ​Ca​​ 2+​​(aq)]​ ​​​ ​​· [​​​ ​​PO​4​​​​ 3−​​(aq)]​ ​​​ ​​· [​ ​F​​ −​​(aq)]​ ​​ 5

3

b ) A fluorapatita é um mineral que apresenta menor solubilidade em relação à hidroxiapatita, portanto tem menor suscetibilidade a ataques ácidos. Isso acarreta menor concentração de íons em solução, fazendo sua constante de equilíbrio de desmineralização ser menor do que a constante de equilíbrio de desmineralização da hidroxiapatita. ​​(​p​  ​H​  ​​)​​  ​​​  ​ ​​[​H​  2​​​(g) ​]​​​  ​ 2 3. a ) ​​K​  c​​  = ​ _2 ​​; ​​K​  p​​  = ​ _2 ​​ ​​(​p​  ​H​  ​​O​​) ​​​  ​ ​​ ​H​  2​​O​(g) ​ ​​​  ​ 4

[

4

]

2

​​(​p​  ​SO​  ​​)​​  ​​​  ​ ​​[​SO​  3​​​(g) ​]​​​  ​ 3 ____________        ​​ ; K ​​ ​  b ) ​​K​  c​​  = ​ ________________ p​​  = ​     ​​ 2 2 ​​(​p​  ​SO​  ​​)​​  ​​​  ​  ⋅ ​(​p​  ​O​  ​​)​​  ​ 2 2 [​​ ​SO​  2(​​​ g) ​]​​​  ​  ⋅ ​[​O​  2(​​​ g) ​]​ 2

2

c ) ​​K​  c​​  = ​[​CO​ 2​​​(g) ​]​​; ​​K​  p​​  = ​p​  ​CO​  ​​​​​

2

Respostas - Página 336 4. O objetivo dessa questão é aproximar o conteúdo do cotidiano dos estudantes, levando-os a perceber que esse conteúdo pode ajudá-los a compreender um problema que possivelmente ocorreu com eles ou com pessoas próximas. Os estudantes podem comentar que o tratamento da cárie geralmente é realizado por um dentista, que limpa e esteriliza o dano no dente causado pela cárie e preenche o espaço com um material, geralmente resina ou amálgama.

Respostas - Página 344 1. a ) ​2 ​NH​3​(g)​​⇌ ​3 ​H​2​(g)​​+ ​N​2​(g)​ b ) 50 minutos

3

​(​p​​H​ ​)​ ​ ​​· (​​ ​p​​N​ ​)​  ​ 2 2 ____________ c ) ​K​p​​=    ​​   ​​ 2 ​(​p​​NH​ ​)​ ​ ​ 3

​(​p​  O​​) ​  ⋅ ​(​p​  ​O​  ​​​​) ​ ​[O​(g) ​]​  ⋅ ​[​O​  2​​​(g) ​]​ 2     ​​; ​​K​  p​​  = ​ _  ​​ d ) ​​K​  c​​  = ​ _____________ ​ p ​ ​  ​​  ​ ​[​O​  3​​​(g) ​]​ ​​ ( ​O​  3) ​(​p​  ​PC𝓁​  ​​)​​  ​  ⋅ ​(​p​  ​C𝓁​  ​​)​​  ​ ​[​PC𝓁​  3​​​(g) ​]​  ⋅ ​[​C𝓁​  2​​​(g) ​]​ 3 2        ​​; ​​K​  p​​  = ​ ____________     ​​ e ) ​​K​  c​​  = ​ _________________ ​ ​p​  ​​  ​ ​[​PC𝓁​  5​​​(g) ​]​ ( ​PC𝓁​  5​​) ​(​p​  ​H​  ​​)​​  ​  ⋅ ​(​p​  CO​​) ​ ​[​H​  2​​​(g) ​]​  ⋅ ​[CO​(g) ​]​ 2     ​​; ​​K​  p​​  = ​ ___________  ​​ f ) ​​K​  c​​  = ​ ______________ ​(​p​  ​H​  ​​O​​) ​ ​[​H​  2​​O​(g) ​]​ 2 ​​(​p​  C𝓁F​​) ​​​  ​ [​​ C𝓁F​(g) ​]​​​  ​       ​​; ​​K​  p​​  = ​ ___________ ​​ g ) ​​K​  c​​  = ​ _______________ ​(​p​  ​C𝓁​  ​​)​​  ​  ⋅ ​(​p​  ​F​  ​​)​​  ​ 2 2 [​ ​C𝓁​  2(​​​ g) ​]​  ⋅ ​[​F​  2(​​​ g) ​]​ 2

2

2 ​[0,3]​ ​ [​ ​NO​2​(g)]​ ​ ​ _ ​      ​ = ​ ​ ​= ​ ​5​ 4. ​K​c​​= _______________ 2 2 ​ NO​(g)​ ​ ​· ​ ​O​2​(g)​ ​ ​[0,3]​ ​· [​ 0,2]​ 2

[

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Capítulo 19 - Equilíbrio iônico e ​pH​- páginas 349 a 365 Objetivos do capítulo • Conceituar ácido e base segundo as definições de Arrhenius e de Brønsted-Lowry. • Representar as equações químicas de ionização dos ácidos e dissociação iônica das bases. • Compreender a reação de autoionização da água e identificar as espécies que participam desse equilíbrio químico. • Conceituar constante de equilíbrio iônico (​​ ​K​i​​)​​ e relacionar seu valor com a temperatura. • Determinar o ​pH​ e o p ​ OH​ de uma solução com base nos − + valores das concentrações de ​​H​3​​​O​​ ​​ e ​​OH​​ ​​. • Identificar os valores de ​pH​e de ​pOH​de materiais presentes no cotidiano. • Escrever as constantes de acidez e basicidade, ​​K​a​​​ e ​​K​b​​​, respectivamente. • Relacionar e interpretar os valores das constantes ​​K​a​​​ e ​​K​b​​​ com a força dos ácidos e das bases. • Conceituar grau de ionização e relacioná-lo à força dos ácidos e das bases. • Compreender a relação da constante de equilíbrio, grau de ionização e concentração estabelecida pela lei da diluição de Ostwald. • Entender como ocorre o efeito tampão de uma solução em equilíbrio químico. • Analisar o efeito tampão que controla o ​pH​do sangue.

BNCC em contexto A abordagem das páginas 349 e 350 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT104, pois permite avaliar os benefícios e os riscos à saúde, considerando a composição e a reatividade de diferentes materiais e produtos e o nível de exposição a eles, posicionando-se criticamente e propondo soluções individuais e/ou coletivas para seus usos. O conteúdo sobre a relação da acidez da boca com a desmineralização dos dentes contribui para desenvolver a Competência geral 8, pois incentiva os estudantes a avaliar a alimentação a fim de evitar cáries. A análise do gráfico da página 349 contribui para desenvolver a Competência geral 4, incentivando os estudantes a obter informações científicas com base em linguagens verbo-visuais. A discussão sugerida na questão 1 da página 349 contribui para desenvolver a Competência geral 9, pois incentiva os estudantes a respeitar as opiniões dos colegas. Retome o conteúdo do capítulo anterior tratando da relação entre a ingestão de doces e frutas cítricas e a desmineralização dentária. Peça aos estudantes que discutam em duplas a questão 1 da página 349. Em seguida, solicite-lhes que compartilhem suas opiniões com o restante do grupo. Volte ao assunto da reação da desmineralização dentá+ ria, lembrando que o íon ​​H​3​​​O​​ ​​, responsável pelo ataque à

hidroxiapatita ​​(​Ca​10​​ ​​(​PO​4​​)​​ ​​ ​​(OH)​​ ​​)​​, é proveniente dos ácidos 6 2 formados na boca. Depois, apresente a definição de Arrhenius para os ácidos e as bases, explicando que essa é uma das definições desses conceitos. Comente que ela é válida somente para os componentes dissolvidos em água ​​(​H​2​​O)​​, mas é suficiente para embasar e explicar vários conceitos da Química. Esclareça que as outras definições sobre ácidos e bases são mais abrangentes, porém mais complexas. Ainda na página 349, equacione na lousa as reações de ionização do ácido clorídrico ​​(HC𝓁) ​​ formando os cátions ​​H​​ +​​ + ou ​​H​3​​​O​​ ​​. Explique à turma que o ​​H​​ +​​ é uma forma simplifica+ da de representar ​​H​3​​​O​​ ​​ e que ambas devem ser conhecidas, pois podem ser usadas em textos sobre o assunto. Equacione também a reação de dissociação iônica do hidróxido de sódio​​ (NaOH)​​ e aproveite para retomar com os estudantes a diferença entre a ionização e a dissociação iônica. Na página 350, explique que na definição de Brønsted-Lowry uma substância é classificada como ácido ou como base de acordo com a forma como participa de uma reação química, enfatizando que não é possível classificá-la isoladamente, ou seja, somente como ácido ou como base. Escreva na lousa as reações dadas como exemplo, mostrando detalhadamente a perda ou a incorporação do ​​H​​ +​​ para cada espécie química. Comente que, de acordo com Brønsted-Lowry, a definição de ácido e base se expande para além de soluções aquosas. Retome a equação química de autoionização da água e escreva a expressão da sua constante de equilíbrio. Peça aos estudantes que observem na página 351 a ilustração que representa essa reação e apresente os valores das concentra− ções dos íons ​​H​​ +​​ e ​​OH​​ ​​ na água pura a ​25 ° C​.

BNCC em contexto A abordagem da página 353 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT101, pois permite analisar e representar as transformações e conservações em sistemas que envolvam quantidade de matéria, para prever seus comportamentos em situações cotidianas e em processos produtivos que priorizem o desenvolvimento sustentável e o uso consciente dos recursos naturais. A questão 5 da página 353 auxilia no desenvolvimento das Competências gerais 1 e 9, pois possibilita aos estudantes relacionar o conhecimento científico às situações do cotidiano e trocar ideias com os colegas sobre essa relação. Na página 353, explique quais foram os objetivos do químico dinamarquês Søren Peter Lauritz Sørensen (1868-1939) ao criar a escala de p ​ H​e defina os potenciais hidrogeniônico e hidroxiliônico.

Integrando o conhecimento A abordagem dos estudos de Søren Peter Lauritz Sørensen sobre ​pH​, na página 353, permite estabelecer uma relação com o componente curricular de Matemática. Converse com o professor desse componente e, juntos, apresentem aos estudantes algumas informações sobre os logaritmos. Durante a exposição, é importante vocês comen-

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tarem que os logaritmos são ferramentas matemáticas que surgiram da necessidade de simplificar cálculos complexos. Desenvolvidos pelo matemático escocês John Napier (15501617) no século XVII, eles relacionam exponenciação e logaritmos, permitindo resolver equações exponenciais de forma eficiente. Além disso, os logaritmos têm várias aplicações em diversas áreas do conhecimento, como a Física (medida da intensidade sonora), a Geologia (escala Richter) e a Química, conforme visto nesse capítulo. Além de trabalhar os aspectos inerentes à Química, o uso dos logaritmos promove uma articulação com a habilidade EM13MAT305. Por meio de alguns exemplos dados na escala de p ​ H​ representada no livro, use as fórmulas deduzidas para apresentar como elas devem ser utilizadas para obter os valores de concentração com base no ​pH​e no ​pOH​, e vice-versa. Se considerar necessário, junto ao professor de Matemática, faça uma breve revisão sobre logaritmos de base 10 e suas propriedades. Mas lembre-se de que o foco não é executar muitos cálculos ou cálculos complexos, e sim garantir que os estudantes compreendam como avaliar os valores dados e relacioná-los com as propriedades dos materiais e soluções.

BNCC em contexto A abordagem da página 354 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT301, pois incentiva os estudantes a elaborar questões, hipóteses, previsões e estimativas, empregar instrumentos de medição e representar e interpretar modelos explicativos, dados e/ou resultados experimentais para construir, avaliar e justificar conclusões no enfrentamento de situações-problema sob uma perspectiva científica.

Atividade extra Se a escola dispuser de um peagômetro ou papel indicador universal, sugira aos estudantes uma atividade prática para que testem algumas soluções. Podem ser soluções de produtos do dia a dia, como vinagre, suco de limão e detergente diluído. Essa atividade contribui para desenvolver as Competências gerais 1 e 2, incentivando os estudantes a recorrer aos conhecimentos científicos para analisar situações do cotidiano. Explique o que são indicadores ácido-base e apresente a imagem que mostra a escala de cores do papel indicador universal. Explique como funciona o papel de tornassol, dizendo que esse indicador consiste apenas em um teste qualitativo, ao contrário do papel indicador universal. Ao apresentar os demais indicadores, explique como funciona a faixa ou intervalo de viragem de um indicador. Diga que, de acordo com a faixa de viragem de cada um, eles serão adequados em testes específicos.

Acompanhando a aprendizagem Peça aos estudantes que elaborem um texto de um parágrafo explicando por que, entre os indicadores citados no capítulo, apenas o papel indicador universal é

recomendado para testar a água das piscinas. Verifique se eles compreendem que a água da piscina tem uma faixa de tolerância bastante restrita no seu ​pH​. Portanto, não basta definir sua acidez ou basicidade.

BNCC em contexto A atividade 3 da página 355 contribui para desenvolver a Competência geral 8 e está relacionada ao tema contemporâneo transversal Saúde, pois possibilita aos estudantes analisar aspectos relacionados à manutenção da própria saúde por meio da alimentação. Na página 357, explique o conceito de grau de ionização. Em seguida, mostre a relação entre o grau de ionização e a força de ácidos e bases. Apresente e explique a lei da diluição de Ostwald. Mostre que ele também deduziu uma equação que permite calcular a constante de equilíbrio por meio do grau de ionização ou de dissociação.

Conexões com… - páginas 358 e 359 Objetivos • Analisar os processos de produção da farinha de mandioca, identificando os desafios e as soluções encontradas ao longo do tempo por diferentes povos e culturas. • Estudar os diferentes métodos utilizados para reduzir o teor de ácido cianídrico na mandioca, como a fermentação, a lavagem e a secagem, compreendendo as reações químicas envolvidas em cada processo. • Refletir sobre a importância da valorização do conhecimento tradicional e da diversidade cultural, a fim de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. Orientações A relação entre o ácido cianídrico e a farinha de mandioca é um exemplo de como a etnociência, a história cultural e a Ciência se entrelaçam, permitindo ainda uma abordagem interdisciplinar com o componente curricular de História, enfatizando os aspectos históricos e culturais que envolvem o assunto. Além disso, a discussão sobre o ácido cianídrico abre portas para abordar o tema contemporâneo transversal Educação alimentar e nutricional. Experimentos simples, como a simulação do processo de produção da farinha de mandioca e a análise do p ​ H​em diferentes etapas, podem tornar a aula mais dinâmica e significativa. Além disso, a utilização de recursos visuais, como vídeos, imagens e apresentações, pode auxiliar na compreensão do processo. Ao final da abordagem dessa seção, é possível propor atividades que incentivem a pesquisa e a elaboração de um infográfico sobre o processo de produção da farinha de mandioca ou de um relatório sobre a história da mandioca no Brasil.

Respostas a ) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a comentar se já provaram algum prato feito com mandioca, como o tucupi e a maniçoba. Pergunte a eles como é o sabor desses alimentos e se gostam deles. b ) O conhecimento tradicional dos povos indígenas inclui métodos eficazes de preparo da mandioca que garantem sua segurança para o consumo. Essas

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práticas envolvem várias etapas, como a fermentação da raiz em água corrente, a prensagem da raiz ralada e, por fim, a secagem sobre o fogo. Essas etapas garantem que o ácido cianídrico seja removido, tornando a mandioca segura para o consumo. c ) Embora o ácido cianídrico seja um ácido fraco, o cianeto que ele libera é altamente tóxico porque interfere no transporte de oxigênio no corpo humano. O cianeto se liga fortemente à hemoglobina, proteína responsável por transportar oxigênio dos pulmões para as células, impedindo que ela libere o oxigênio necessário para as células do corpo. Isso pode levar à asfixia celular, causando graves danos e, em casos extremos, pode ser fatal. Portanto, a toxicidade do cianeto está relacionada à sua interferência nas funções biológicas essenciais, e não à força ácida do ácido cianídrico. d ) Espera-se que os estudantes cheguem a resultados que demonstrem como a mandioca é uma fonte de carboidratos e energia, rica em vitaminas e sais minerais. Essa riqueza nutricional, somada às suas diversas possibilidades de consumo e à sua facilidade de plantio, faz esse alimento garantir a rotina alimentar e a subsistência nutricional de milhares de brasileiros. Por ser uma planta adaptável a diferentes tipos de clima, é um alimento plantado em todas as regiões do país, sobretudo por meio da agricultura familiar e das comunidades indígenas. Essa diversidade regional é demonstrada também pelas variações linguísticas em relação ao nome desse alimento, conhecido também como aipim e macaxeira, a depender da região do país.

BNCC em contexto A abordagem das páginas 360 e 361 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT306, pois permite avaliar os riscos envolvidos em atividades cotidianas aplicando conhecimentos das Ciências da Natureza para justificar o uso de equipamentos e recursos, bem como comportamentos de segurança, visando à integridade física, individual e coletiva. Peça aos estudantes que discutam em duplas a questão 6 da página 360 e depois compartilhem suas opiniões com o restante da turma. Essa estratégia contribui para desenvolver a Competência geral 9 ao incentivar a empatia. Solicite a eles que pesquisem reportagens sobre situações em que atletas perceberam alterações no organismo ao realizar suas atividades em locais de altitude elevada. Em seguida, peça-lhes que expliquem como a diminuição da quantidade de ar disponível em altas altitudes pode aumentar o pH sanguíneo. Depois, fale sobre os sintomas e as consequências da alcalose sanguínea. Peça aos estudantes que prestem atenção aos termos utilizados para fazer referência ao processo de formação de íons para o ácido e para o sal, no início da página 361. Enfatize o motivo da distinção dos termos, explicando que nos sólidos iônicos os íons se separam da estrutura sólida, dispersando-se pela solução, ou seja, eles se dissociam nos íons que os

formam. Já quando um composto molecular é dissolvido em água, separando-se em íons, diz-se que a molécula se ioniza. Explique como o efeito tampão mantém estável o ​pH​do sangue. Depois, mostre como funciona o tamponamento pelo sistema composto de ácido carbônico ​​(​H​2​​​CO​3​​)​​ e hidrogenocarbonato de sódio.

Prática científica - páginas 362 e 363 Objetivos • Preparar uma solução indicadora de ácido-base, utilizando partes de plantas. • Verificar a acidez e a basicidade de alguns materiais do cotidiano. • Comprovar a eficácia da solução indicadora produzida. • Elaborar uma escala de acidez com a solução indicadora. Orientações Nessa investigação, será preparada uma solução indicadora de ácido-base a partir de um extrato vegetal e verificada sua eficácia na identificação do caráter ácido ou básico de alguns materiais do cotidiano. A mudança na coloração do extrato vegetal foi um dos critérios utilizados pelo químico irlandês Robert Boyle (1627-1691) na classificação dos materiais como ácidos ou básicos. O experimento não oferece perigo para execução, exceto no caso de uso da faca, em que é recomendado que seja feito por um adulto/professor, e do sabão em pó e do limão, que não devem entrar em contato com os olhos. Oriente os estudantes a lavar as mãos após extrair o suco do limão. O descarte dos resíduos poderá ser feito na pia e em lixo comum. Caso não encontre a beterraba para produção do indicador natural, pode-se usar o suco de repolho-roxo, um recurso de fácil acesso e economicamente viável. Os restos de plantas e alimentos podem ser descartados em lixo orgânico ou utilizados como adubo em uma horta. Os copos plásticos, após serem limpos, podem ser descartados em lixo reciclável ou guardados para reutilização em outras atividades práticas. As soluções testadas podem ser diluídas em água e descartadas na pia.

Respostas 1.

Resultados da prática Material

Cor observada

Caráter ácido-base

Vinagre

Rosa

Ácido

Solução de bicarbonato de sódio

Verde

Básico

Solução de sabão em pó

Verde

Básico

Suco de limão

Rosa

Ácido

Água

Rosa

Neutro

2. Para substituí-los, poderia ser usado suco de laranja, de maracujá ou de acerola, pois todas são frutas ácidas. 3. Para substituí-los, poderia ser usado soda cáustica, leite de magnésia, leite ou água sanitária.

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4. Essas substâncias são do grupo das antocianinas, pigmentos que estão presentes em algumas plantas. No caso da beterraba, é a betanina. 5. Repolho-roxo, uva, açaí, amora, jabuticaba, flores de quaresmeira, cúrcuma, entre outros. 6. Poderia ser usado o papel indicador universal, que é acompanhado de um padrão de uma escala colorida que informa com determinada precisão o valor aproximado de p ​ H​, ou ainda o peagômetro digital, que pode informar até duas casas depois da vírgula. 7. ​pH ​= ​− log​[​H​+​]​​⇒ ​4 ​= ​− log​[​H​+​]​​⇒

⇒ ​​[​H​​ +​]​​= ​​10​​ −4​​∴ [​ ​H​​ +​]​​= ​​10​​ −4​ mol / L​

8. ​pH ​+ ​pOH ​= ​14 ​⇒ ​8 ​+ ​pOH ​= ​14 ​⇒ ​pOH ​= ​6​ 9. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes representem no infográfico situações do cotidiano que são influenciadas pelo ​pH​, como a calagem do solo em plantações, a digestão dos alimentos, o alívio de problemas estomacais e os processos industriais na fabricação de alguns produtos. Caso a divulgação seja na sala de aula, oriente os estudantes sobre o momento e como será feito. No pátio da escola, verifique as normas da escola, o local e o momento mais adequado para a divulgação desse cartaz.

BNCC em contexto

3. a ) Espera-se que os estudantes identifiquem que Salmonella spp., Escherichia coli e Clostridium botulinum são microrganismos prejudiciais à saúde humana, podendo causar doenças como salmonelose, infecção intestinal e botulismo, respectivamente. Já a Saccharomyces cerevisiae é benéfica, podendo ser utilizada na fabricação de pães, bolos e bebidas fermentadas. b ) No gráfico, observamos que são as faixas abaixo de​ pH ​= ​4​e acima de p ​ H ​= ​9​. Mas, por se tratar de alimentos, o mais adequado para manter o sabor é abaixo de 4, pois os de caráter mais básico causam uma sensação desagradável por serem adstringentes. c ) Para fabricar vegetais em conservas, pode-se adicionar, por exemplo, soluções ácidas como vinagre (ácido etanoico ou acético diluído). d ) Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois, se em uma faixa esses microrganismos não se desenvolvem adequadamente, diminui-se a propagação dos agentes responsáveis pela decomposição dos alimentos.

Respostas - Páginas 364 e 365

−

1. Considere que ​CH​3​COOH ​= ​HAc​e ​CH​3​COO​​ ​​= ​Ac​​−​. Antes da adição do sal, o equilíbrio presente na solução de ácido etanoico é: ​HAc​(aq)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁) ​ ​⇌ ​​Ac​​ −​​(aq)​​+ ​​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​ +

A questão 9 da página 363 promove uma integração com a área de Linguagens e suas tecnologias ao trabalhar a habilidade EM13LP34, incentivando os estudantes a se engajarem em processos significativos de socialização e divulgação do conhecimento, além de desenvolver a Competência geral 9 ao incentivar o trabalho em grupo, a troca de ideias e o respeito às opiniões dos colegas.

Respostas - Página 349 2. O objetivo dessa questão é levar os estudantes a perceber que os casos de cáries reduziram ao longo dos anos. Promova uma discussão sobre esses dados e verifique se eles percebem que os casos diminuíram por causa da melhoria nas políticas de prevenção, que envolvem mais acesso a tratamento dentário, campanhas de conscientização sobre a alimentação, aplicação de flúor nos dentes e no tratamento da água, entre outros fatores.

Respostas - Página 355 2. Concentração de íon hidrônio em ​mol/L​:

​10 μmol / L ​= ​10 ​· ​​10​​ −6​mol / L = ​1 · ​10​​ −5​mol / L ​

Aplicando esse valor na fórmula do ​pH​, obtemos:

​pH ​= ​− log​[​​H​3​​O​​ ​]​​= ​− log​(​10​​ −5​)​​= ​5 ​∴ pH ​= ​5​ +

Como o ácido etanoico é um ácido fraco e a quantidade de matéria de acetato ionizado é a mesma do íon hidrônio, a equação química que demonstra esse equilíbrio é: ​[​H​3​​​O​​ ​]​​· [​​ ​​ ​Ac​​ −​​]​​ ​​[​H​3​​​O​​ +​]​​​ ​ + _____________ ​​K​a​​ ​= ​​   ​​= _ ​​ ​​⇒ [​​ ​H​3​​​O​​ ​]​​= ​[HA]​ [​ HA]​ 2

+

=√ ​​ ​K​a​​ ​· [​​ HA]​ ​⇒​ _

​​ 1,8    ​· ​​10​​ −5​​· ​0,3 ​​= √ ​​ 5,4 ​· ​​10​​ −6​ ​≃ ​⇒ ​​[​H​3​​​O​​ ​]​​= √ _

_____________

+

≃ 2,3 · ​10​​  −3​  ∴ ​[​H​  3​​​O​​  ​]​  ≃ 2,3 · ​10​​  −3​ mol/L +

​pH ​= ​− log​[​H​3​​​O​​ ​]​​⇒ ​pH ​= ​− log​(2,3 ​· ​​10​​ −3​)​​∴ +

∴ ​pH ​≃ ​2,64​ O íon comum é o acetato, e o ​pH​da solução é controlado pelo equilíbrio de dissociação do ácido acético, conforme o quadro. Aplicando esses dados da tabela na expressão de constante de equilíbrio, temos: ​[​H​3​​​O​​ ​]​​· [​​ ​Ac​​ −​]​ x ​· (​​ 0,30 ​+ ​x)​ ​​K​a​​ ​= ____________ ​​   ​​⇒ ​1,8 ​· ​​10​​ −5​​= ___________ ​​ ​​ ​(0,30 ​− ​x)​ [​ HA]​ +

Concentração das espécies da reação +

Equação química

​HAc​

​⇌​

​​H​  3​​​O​​  ​​

​+​

​​Ac​​  −​

Concentração (inicial)

​0,30 mol/L​

​⇌​

0

​+​

0

Concentração antes da adição do sal

​− x mol/L​

​⇌​

​+ x mol/L​

​+​

​+ x mol/L​

​​(0,30 ​− ​x)​mol/L​ ​⇌​

​+ x mol/L​

​+​

(​​ 0,30 ​+ ​x)​mol/L​

Concentração com a adição do sal

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Nessa atividade, podemos considerar que a causa se refere ao valor muito pequeno da constante de equilíbrio. O valor de ​x​em relação aos valores das concentrações iniciais de outros componentes, como o ácido acético e o acetato, também será pequeno. Assim, podemos considerar que a concentração do íon hidrônio seja igual ao valor da constante, conforme a demonstração a seguir. ​[​H​3​​​O​​ ​]​​· ​​[​Ac​​ −​]​ ​K​a​​ ​· ​​[HA]​ + +    ​​⇒ ​​[​H​3​​​O​​ ​]​​= ​​ _ ​​⇒ ​​[​H​3​​​O​​ ​]​​=​ ​​K​a​​ ​= ​​ ____________ ​[HA]​ ​[​Ac​​ −​]​ +

​(0,30 ​+ ​x)​ ​​ ​​=​ = 1,8 ​· ​​10​​ ​​· _ ​(0,30 ​− ​x)​ −5

​0,3​ ​= ​1,8 ​· ​​10​​ −5​​· _ ​​ ​​= ​1,8 ​· ​​10​​ −5​​ ​0,3​ Dessa forma, podemos obter o ​pH​:

​pH ​= ​− log​[​H​3​​​O​​ ​]​​= ​− log​(1,8 ​· ​​10​​ −5​)​​∴ ​pH ​≃ ​4,74​ +

Então, com a adição do íon comum, o pH da solução subiu de 2,64 para 4,74. 380 2. ​α ​= _ ​ ​​∴ ​α ​= ​0,95 ou 95%​ 400

10. a ) O ponto de viragem do indicador fenolftaleína acontece em ​pH​ acima de 8. Para valores abaixo desse ​pH​, a fenolftaleína permanece incolor, e, na produção dessa bebida, as diferentes etapas ocorrem em meios ácidos. b ) [​ ​H​+​(aq)]​ ​​= ​0,01 mol / L ​= ​10​​−2​ ​pH ​= − ​ log​[​H​​ +​]​​∴ ​pH ​= 2​

A concentração de íons ​​H​​ +​​ na bebida produzida indica um ​pH​ inferior ao necessário para ela, que, de acordo com a tabela, deve estar entre 4,1 e 4,6. Isso demonstra que o meio está mais ácido do que deveria; portanto, para corrigir a acidez da bebida produzida, é necessária a adição de soda cáustica alimentar, uma base, a fim de que a concentração de ​​H​​ +​​ diminua e o ​pH​aumente. 11. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que Pedro deveria redigir uma resposta que explicasse que, apesar de o metabolismo liberar grande quantidade de gás carbônico, a maior parte dela é eliminada na expiração. Parte do gás que seria convertido em ácido carbônico não alteraria o​pH​sanguíneo, já naturalmente básico, pois o sangue tem uma solução tamponante, que mantém o ​pH​ do sangue em uma faixa compreendida entre 7,35 e 7,45, resistindo às variações de ​pH​para cima ou para baixo desses valores.

Capítulo 20 - Hidrólise salina e produto de solubilidade páginas 366 a 377 Objetivos do capítulo • Analisar o processo de hidrólise salina e relacionar a composição do sal hidrolisado com a acidez ou com a basicidade da solução final. • Identificar problemas estomacais causados pela ingestão excessiva de alimentos ácidos ou de medicamentos antiácidos.

• Refletir sobre a necessidade de correção de ​pH​do solo para o cultivo de algumas plantas e compreender como ela é feita. • Compreender como ocorre a formação de cálculos renais. • Adotar hábitos alimentares saudáveis, incluindo um nível adequado de hidratação, a fim de prevenir a formação de cálculos renais. • Relacionar o produto de solubilidade de uma substância com a concentração de eletrólitos na água e com a saturação da solução.

BNCC em contexto As páginas 366 a 368 abordam o conteúdo de hidrólise salina e o teor de acidez de uma solução após a reação de hidrólise, de acordo com a composição do sal inicial. Com base nisso, o estudante será capaz de identificar como se dá a ação de medicamentos antiácidos no estômago. Também poderá entender que há valores ideais de p ​ H​ para a plantação de determinados cultivos e conseguirá selecionar o melhor método de tratamento de um solo de acordo com o valor de p ​ H​ desejado. Essa abordagem contempla a Competência geral 2 e as habilidades EM13CNT101, EM13CNT207, EM13CNT301 e EM13CNT307. A questão 1 da página 366 incentiva os estudantes a analisar hábitos que podem prejudicar a saúde, contribuindo para desenvolver a Competência geral 8. Na página 366, há a explicação de que a azia é causada pela acidez excessiva do suco gástrico e de que o antiácido, como o nome sugere, reduz esse excesso. Pergunte aos estudantes se sabem por que o suco gástrico é ácido. Verifique se eles relacionam a acidez excessiva do estômago à digestão de muitos alimentos, especialmente os gordurosos. Destaque que o ideal é que o valor do ​pH​do suco gástrico fique entre 1,5 e 2. Relembre os estudantes de que isso indica um meio ácido, pois o ​pH​é menor do que 7. O valor 7 representa um meio neutro e, acima de 7, considera-se um meio básico. Um ponto que pode confundir os estudantes é quanto à formação de ácido carbônico ​​(​H​2​​ ​CO​3​​)​​ pela reação do hidrogenocarbonato com água. Afinal, como a acidez diminui se o ácido carbônico é formado? Relembre que a acidez de uma solução é dada + pela concentração de íons ​​H​​ +​​ (ou ​H​3​​​O​​ ​​) em solução, e não de substâncias ácidas, como o ácido carbônico ou o ácido etanoico. Comente também que o ácido carbônico se decompõe facilmente em água e em dióxido de carbono (​​ ​CO​2​​)​​, segundo a equação química a seguir. ​​H​2​​​CO​3(​​​ aq)​​⇌ ​​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​+ ​​CO​2(​​​ g)​​

O ​pH​ e a produção de alimentos página 368 No trabalho com o conteúdo desse boxe, é esperado que os estudantes percebam que os conceitos de hidrólise podem ser aplicados na agricultura. Essa é uma aplicação importante, uma vez que a agricultura é parte essencial do processo de produção de alimentos, além de ser uma atividade amplamente desenvolvida no território brasileiro. Caso a escola fique próxima à zona rural ou a presença de fazendas no município seja comum, pergunte aos estudantes se já viram o processo de tratamento de solo e, caso tenham presenciado isso, solicite a eles que expliquem como ele é feito. Se julgar conveniente, reproduza na lousa o quadro apresentado ao final da página 369, mas sem os dados, e solicite aos

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estudantes que o preencham antes de conferir a página 369. Esse quadro mostra um resumo dos tipos de hidrólise, contribuindo para a revisão dos conteúdos estudados no capítulo.

Sal da alimentação indígena página 370 O texto apresenta um panorama sobre a produção tradicional de sal de potássio pelos Waujá, evidenciando relações entre cultura, conhecimento ancestral e práticas sustentáveis. A comparação com a produção industrial do sal comum ressalta a singularidade e os benefícios do método desse povo, que valoriza a saúde e o equilíbrio com o meio ambiente. A preocupação com a perda dessa prática ancestral diante da influência de hábitos alimentares externos é pertinente e convida os estudantes a refletir sobre a importância de preservar essas tradições como patrimônio cultural e fonte de conhecimento para toda a sociedade. A valorização do sal de potássio dos Waujá não se limita à sua composição nutricional, mas evidencia a valorização de uma cultura e a busca por alternativas mais saudáveis e sustentáveis na produção de alimentos. Destaque, contudo, que os sais de potássio também não devem ser consumidos em excesso, principalmente se a pessoa que o consome tiver algum problema renal.

BNCC em contexto As páginas 372 a 374 abordam o coeficiente de solubilidade de substâncias, trazendo, como exemplo e instrumento de reflexão, a formação de pedras renais, uma condição dolorosa e comum agravada pela ingestão de alimentos ricos em sais. Novamente, os estudantes são incentivados a pensar na importância dos hábitos saudáveis de alimentação. Dessa maneira, são trabalhadas as Competências gerais 2 e 8 e as habilidades EM13CNT101, EM13CNT207 e EM13CNT301. Além disso, esse tópico possibilita trabalhar os temas contemporâneos transversais Educação alimentar e nutricional e Saúde, pois incentiva a turma a analisar hábitos alimentares que contribuem para evitar a formação de cálculos renais. A página 372 traz informações sobre a formação de pedras nos rins em razão da ingestão de alimentos ricos em sais e outras substâncias. Aborde esse tema incentivando os estudantes a realizar uma avaliação de seus hábitos alimentares, reforçando a importância de uma dieta equilibrada e aconselhada por um nutricionista. Ressalte a importância de ingerir água em quantidades adequadas a fim de evitar a formação de cálculos renais.

Compartilhe ideias - página 372 O trabalho com o conteúdo desse boxe contribui para desenvolver as Competências gerais 7 e 9, pois incentiva os estudantes a argumentar com base em informações científicas confiáveis e a respeitar as opiniões dos colegas por meio de uma discussão em grupo. Organize uma pesquisa em artigos científicos, os quais divulguem informações sobre hábitos e alimentos que favorecem a formação de cálculos renais e os que evitam isso. Além disso, solicite uma pesquisa sobre as bebidas energéticas.

Respostas a) A água no organismo diminui a concentração dos íons que formam os cálculos, como os de cálcio, fosfato e oxalato. Diminuindo essa concentração, o equilíbrio é alterado, favorecendo a solubilização do sólido. b) A bebida mais recomendada para evitar a formação de cálculos renais é a água potável, preferencialmente com baixa concentração de íons cálcio e fosfato. Os alimentos recomendados são os naturais, como frutas e hortaliças. c) Após intensa atividade física, ocorre perda de água e de sais minerais do corpo. Os sais são fundamentais para o funcionamento do organismo, por isso é importante que sejam repostos após praticar exercícios de forma intensa. No entanto, quem não pratica exercícios e ingere bebida isotônica fica com excesso de sais minerais, o que pode favorecer a formação de cálculos renais e de outros problemas de saúde no organismo. Devemos sempre lembrar que os compostos essenciais ao nosso corpo devem estar em equilíbrio, ou seja, nem em excesso nem em falta. Nas páginas 373 e 374, os estudantes são apresentados às equações de cálculo de coeficiente de solubilidade. Eles podem ter bastante dificuldade nesse assunto, especialmente quando há índices. Por conta disso, resolva, com atenção e cuidado, todos os exemplos das páginas, perguntando-lhes se estão acompanhando. Aborde atentamente a atividade resolvida ao final da página 374.

Atividade extra Ao trabalhar as soluções insaturadas, saturadas e saturadas com corpo de fundo, na página 374, leve para a sala de aula um béquer, água, cloreto de sódio ​​(NaC𝓁)​​ e uma balança portátil. Utilizando o valor da solubilidade do N ​ aC𝓁​ a ​25 °C​de ​3,6 g/mL​, realize com os estudantes a preparação dos três tipos de solução mencionados.

Acompanhando a aprendizagem Como atividade avaliativa ao final do capítulo, proponha aos estudantes que produzam um esquema explicitando as diferenças das soluções insaturadas, saturadas e saturadas com corpo de fundo para determinado sal. Para isso, oriente-os a pesquisar a constante de solubilidade do sal e calcular as quantidades das espécies presentes nas respectivas soluções.

Respostas - Página 371 1. 01 ) Correta. 02 ) Incorreta. Na hidrólise do ​NaNO​3​, que é um sal proveniente de um ácido forte e base forte, é um ​pH​da solução que fica próximo de 7. 04 ) Incorreta. O ​Na​NO​3​é um sal solúvel em água. 08 ) Correta. 32 ) Incorreta. A hidrólise do brometo de amônio é representada por: ​​NH​4​​Br​(s)​​+ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​ ​⇌ ​​NH​4​​OH​(aq)​​+ + − + ​​H​3​​​O​​ ​​(aq)​​+ ​​Br​​ ​​(aq)​​ 3. O ​A𝓁​2​(​ ​SO​4)​​ ​é um sal formado pela reação de base fraca 3 e ácido forte, assim a solução hidrolisada fica com ​pH ​< 7​.

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O ​NaCN​ é um sal formado pela reação de base forte e ácido fraco, então a solução hidrolisada fica com ​pH ​> ​7​. O ​KC𝓁​é um sal formado pela reação de base forte e ácido forte, assim a solução hidrolisada fica com ​pH ​= ​7​.

Respostas - Páginas 375 a 377 1. ​K​s​​= [​ ​Ca​​2+​]​​· [​ ​SO​4​2−​]​​⇒ ​K​s​​= (​ x)​​· (​ x)​​⇒​ ​⇒ ​4,9 ​· ​​10​​ −5​​= ​​x​​ 2​​∴ ​x ​= ​7 ​· ​​10​​ −3​ mol/L​

2. ​K​s​​= [​ ​Ca​​2+​]​​· [​ ​OH​​ ​]​ ​​⇒ ​K​s​​= (​ x)​​· (​ 2 ​· ​x)​ ​​⇒​ − 2

2

Unidade 6 As

​⇒ ​​K​s​​ ​= ​4 ​· ​​x​​ 3​​⇒ ​​K​s​​ ​= ​4 ​· (​​​ 1 ​· ​​10​​ −2​)​​​ ​​∴ ​​K​s​​ ​= ​4 ​· ​​10​​ −6​​ 3

substâncias e o meio ambiente

3. ​K​s​​= [​ ​Cd​​2+​]​​· [​ ​S​2−​]​​⇒ ​K​s​​= (​ x)​​· (​ x)​​⇒​

​⇒ ​4 ​· ​​10​​ −30​​= ​​x​​ 2​​∴ ​x ​= ​2 ​· ​​10​​ −15​ mol/L​ ​Solubilidade ​= ​2 ​· ​​10​​ −15​ mol/L ​· ​144,5 g/mol​ ​∴ ​Solubilidade ​= ​2,89 ​· ​​10​​ −13​ g/L​ 6. ​K​s​​= [​​ ​Pb​​2+​]​​· [​ ​N​3​−​]​ ​​= ​x ​· (​ 2 ​· ​x)​ ​​= ​4 ​· ​x​3​ 2

2

​​M​Pb​​(​N​3​​)​​ ​​​​ ​= ​207 ​+ ​14 ​· ​6 ​= ​291 g/mol​ 2

0, 23 0, 23 ​x ​= ​​_​​⇒ ​x ​= _ ​​ ​​∴ ​x ​= ​7,9 ​· ​​10​​ −4​mol/L​ 291 ​M​Pb​​(​​​N​3​​​)​​​ 2​​​​

​​K​s​​ ​= [​​ ​Pb​​ 2+​]​​· [​​​ ​​N​3​​​​ −​]​​​ ​​⇒ ​​K​s​​ ​= (​​ x)​​· (​​​ 2 ​· ​x)​​​ ​​⇒​ 2

2

​⇒ ​​K​s​​ ​= ​4 ​· ​​x​​ 3​​⇒ ​​K​s​​ ​= ​4 ​· (​​​ 7,9 ​· ​​10​​ ​)​​​ ​​∴ ​​K​s​​ ​≃ ​2 ​· ​​10​​ −9​​ −4 3

8,4 ​· ​​10​​ ​ ​ ​​ ​= ​1,28 ​· ​​10​​ ​​ √_ 4

7. a ) ​K​s​​= [​ ​Pb​​2+​]​​· [​ ​I​−​]​ ​​⇒ ​8,4 ​· ​10​​−9​​= ​x ​· (​ 2 ​· ​x)​ ​ 2

​8,4 ​· ​​10​​ −9​​= ​4 ​· ​​x​​ 3​​⇒ x ​= ​​ ​∴ ​x ​≃ ​1,28 ​· ​​10​​ −3​mol / L​

3

_

2

−9

−3

​ ​​ ​= ​1 ​· ​​10​​ ​​ √_ 4

b ) ​K​s​​= [​ ​Mg​​2+​]​​· [​ ​OH​​ ​]​ ​​⇒ ​4 ​· ​10​​−12​​= ​y ​· (​ 2 ​· ​y)​ ​ − 2

​4 ​· ​​10​​ −12​​= ​4 ​· ​​y​​ 3​​⇒ ​y ​= ​​ ​∴ ​y ​= ​1 ​· ​​10​​ −4 ​mol / L​

_

3 4 ​· ​​10​​ −12​

2

−4

c ) ​PbI​2​

d ) [​ ​OH​​ ​]​​= ​2 ​· ​y ​∴ [​ ​OH​​ ​]​​= ​2 ​· ​10​​−4​ mol/L​ −

de ceder prótons (​ ​H​+​)​em uma reação, enquanto as bases são espécies químicas (molécula ou íon) que podem receber prótons (​ ​H​+​)​em uma reação. 3. Espera-se que os estudantes expliquem que hidrólise é uma reação química na qual a água possibilita a quebra ou dissociação de uma substância, levando à formação de ácidos, bases e/ou íons.

−

​pOH ​= ​− log​[​OH​​ ​]​​= ​− log​[2 ​· ​​10​​ −4​]​​= ​3,7​ −

​pH ​+ ​pOH ​= ​14 ​⇒ pH ​= ​14 ​− ​3,7 ​= ​10,3​

Retome o que estudou - página 377 Respostas 1. Espera-se que os estudantes respondam que as reações químicas reversíveis tendem ao equilíbrio, que é atingido quando a taxa de reação dos produtos formados por reagentes é igual à taxa de reação dos reagentes formados por produtos. 2. Espera-se que os estudantes respondam que, segundo a definição de Arrhenius, os ácidos são substâncias que, em água, têm capacidade de liberar o cátion hidrogê­nio (​ ​H​+​)​ + e formar o cátion hidrônio ​(​H​3​O​ ​)​; já as bases são substâncias que, em água, são capazes de liberar o ânion − hidroxila ​(​OH​​ ​)​. Já na definição de Brønsted-Lowry, os ácidos são espécies químicas (molécula ou íon) capazes

A abordagem dessa unidade permite aos estudantes avaliar os benefícios e os riscos ambientais, considerando a composição e a reatividade de diferentes materiais e produtos, como também o nível de exposição a eles, posicionando-se criticamente a respeito do uso de determinadas substâncias. A unidade trabalha os conceitos de ácidos, bases, sais e óxidos, com destaque para as principais características dessas funções e suas relações com o ambiente, salientando questões a respeito da poluição. O capítulo 22 trata de fatores que influenciam a rapidez das reações químicas, dando ênfase à relação dos diferentes fatores que influenciam a camada de ozônio. A unidade também aborda o que é e como são formados os polímeros naturais e artificiais, além da importância deles para o corpo e suas aplicações no cotidiano.

Objetivos da unidade • Compreender os diferentes modelos para ácido e base. • Aplicar os conceitos de ácido e base nos diferentes modelos apresentados. • Analisar as propriedades dos compostos inorgânicos. • Conceituar óxidos e reconhecer suas aplicações. • Identificar fatores que influenciam a velocidade de uma reação química. • Compreender o que são polímeros e sua importância.

Justificativas O estudo dessa unidade, com foco em meio ambiente, permite aos estudantes entender alguns fenômenos, como a chuva ácida, ao estudar a formação dos ácidos por meio de diferentes modelos. Além disso, eles podem compreender, sob a perspectiva cinética, como ocorre a redução da camada de ozônio. Ao investigar o funcionamento de máquinas que utilizam combustíveis fósseis, os estudantes podem avaliar os impactos das ações humanas e das políticas ambientais para a sustentabilidade do planeta. Esses temas estão relacionados ao desenvolvimento das habilidades EM13CNT102, EM13CNT104, EM13CNT105, EM13CNT203, EM13CNT301 e EM13CNT309. Ao analisar as propriedades de polímeros artificiais e avaliar a adequação do uso deles em diferentes aplicações, são fornecidos aos estudantes subsídios para propor soluções sustentáveis para o uso cotidiano, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT307.

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Abertura da unidade páginas 382 e 383 Inicie a abordagem das páginas 382 e 383 questionando os estudantes se já viram em seu cotidiano objetos metálicos enferrujados. Em seguida, questione-os sobre o que acham que provoca a ferrugem e como esse processo pode ser evitado. Depois, promova uma leitura do texto e a discussão das questões em conjunto, incentivando a troca de ideias, a fim de desenvolver a Competência geral 9.

BNCC em contexto A abordagem das páginas 382 e 383 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT309, pois apresenta aos estudantes a necessidade de analisar as propriedades dos materiais para avaliar a adequação de seu uso em diferentes aplicações.

Respostas a ) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes relacionem a aplicação do material polimérico no cano a alguma situação similar do cotidiano, como o revestimento de superfícies metálicas com tintas ou plásticos adesivos. b ) Resposta pessoal. O objetivo dessa questão é levar os estudantes a refletir sobre como o conhecimento desses fatores pode possibilitar que o ser humano controle a rapidez das transformações químicas, aumentando a taxa de desenvolvimento de transformações desejadas e diminuindo a taxa das que não são desejadas.

Capítulo 21 - Ácidos, bases, sais e óxidos - páginas 384 a 403 Objetivos do capítulo • Compreender a formação da chuva ácida e propor soluções para reduzir esse problema. • Compreender as definições de ácidos e bases de acordo com as teorias de Arrhenius, Brønsted-Lowry e Lewis, aplicando-as para analisar as propriedades dos compostos inorgânicos. • Relacionar os processos de ionização e de dissociação iônica com as propriedades dos compostos de Arrhenius. • Equacionar as reações de neutralização. • Caracterizar, classificar e nomear ácidos, bases e sais em meio aquoso. • Conceituar e nomear óxidos. • Classificar os óxidos quanto ao tipo de ligação que ocorre entre seus átomos e de acordo com suas propriedades químicas. • Conhecer as aplicações de alguns óxidos no dia a dia.

BNCC em contexto Os assuntos das páginas 384 e 385 contribuem para desenvolver a habilidade EM13CNT309, incentivando os estudantes a refletir sobre a dependência de recursos não renováveis, discutindo a necessidade de introduzir alternativas; e a habilidade EM13CNT105, pois os encoraja a analisar os efeitos das interferências humanas nos ciclos biogeoquímicos.

Na página 384, a análise das ações da chuva ácida em um monumento e da influência da poluição na ocorrência da chuva ácida incentiva os estudantes a buscar explicações para fenômenos do cotidiano com base nos conhecimentos científicos, contribuindo para desenvolver a Competência geral 1. Além disso, esse assunto está relacionado ao tema contemporâneo transversal Educação ambiental. A interpretação da reportagem científica apresentada na página 385 contribui para desenvolver a Competência geral 4. Durante a leitura do texto da página 384, promova uma conversa entre os estudantes sobre a importância do uso de veículos elétricos e híbridos, levantando as vantagens e as desvantagens de cada um deles. É uma oportunidade também para discutir possíveis alternativas à dependência do transporte de produtos por meio de veículos movidos a diesel e a biodiesel. Verifique se os estudantes percebem que, por causa da presença do gás carbônico ​​(​CO​ 2​​) ​​ na atmosfera, a chuva é levemente ácida mesmo em ambientes não poluídos. Comente com os estudantes que os poluentes atmosféricos são carregados pelo vento, levando a chuva ácida a regiões distantes do local onde são gerados.

BNCC em contexto O boxe Compartilhe ideias da página 385 incentiva os estudantes a respeitar as opiniões dos colegas e desenvolve a empatia, trabalhando a Competência geral 9. Além disso, contribui para desenvolver as Competências gerais 5, 7 e 9, pois os incentiva a argumentar e discutir com base em fatos e informações confiáveis e a utilizar tecnologias digitais para divulgar informações, colaborando também com o trabalho com a habilidade EM13CNT302.

Compartilhe ideias - página 385 Objetivos • Reconhecer alguns hábitos que contribuem para a redução da chuva ácida. • Aplicar o conhecimento científico em situações do cotidiano. Orientações Solicite aos estudantes que pesquisem medidas que os governantes poderiam tomar para melhorar a qualidade dos combustíveis e reduzir a circulação de veículos movidos a combustíveis fósseis. Você pode ajudá-los sugerindo fontes de pesquisa confiáveis e discutindo em conjunto com a turma aspectos que devem ser abordados no material que será disponibilizado para a comunidade. Essa atividade aproxima os conteúdos científicos do cotidiano dos jovens, relacionando a aprendizagem de tais conteúdos a aspectos das culturas juvenis, além de fortalecer o letramento digital, ou seja, a construção da fluência necessária para escolher e utilizar ferramentas e dispositivos digitais. Nesse momento também é oportunizada uma reflexão sobre a disseminação e o tratamento de informações em dispositivos midiáticos, tema que se relaciona com a educação midiática.

Atividade extra O município de Cubatão, no litoral de São Paulo, sofreu por décadas com as dificuldades advindas da poluição ge-

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rada pelo seu polo industrial. Além dos problemas respiratórios que grande parte da população enfrentava, ocorria com frequência a chuva ácida. Organize a turma em grupos e peça aos estudantes que pesquisem como a população e o poder público enfrentaram as questões causadas pela poluição e como ela foi reduzida ao longo dos anos. Em seguida, peça aos grupos que apresentem o resultado de suas pesquisas e promova uma conversa sobre a importância do protagonismo e da participação da população para avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e culturais da Ciência ao buscar alternativas aos desafios do mundo contemporâneo. Incentive os estudantes a utilizar recursos do universo das culturas juvenis para divulgarem as conclusões desse debate, como podcasts, blogs, vlogs, entre outros. Na página 386, explique aos estudantes que muitos ácidos que contêm mais de um hidrogênio (​​ H)​​ sofrem ionização em etapas. Escreva na lousa as etapas da ionização do ácido sulfúrico. Comente que, no caso do ácido fosfórico (​​ ​H​3​​ ​PO​4)​​ ​​, a ionização tem três etapas, pois apresenta três átomos de hidrogênio ionizáveis na molécula.

Acompanhando a aprendizagem Ao iniciar o trabalho com os ácidos, na página 387, peça aos estudantes que citem exemplos de substâncias e materiais que eles entendem ser ou que tenham ácidos em sua composição, incluindo alimentos. Eles podem mencionar alimentos como laranja ​​ (ácido ascórbico, ​C​6​​ ​H​8​​ ​O​6​​) ​​, uva (​​ ácido tartárico, ​C​4​​ ​H​6​​ ​O​6​​)​​, maçã​​(ácido málico, ​C​4​​ ​H​6​​ ​O​5)​​ ​​, limão(​​ ácido cítrico, ​C​6​​ ​H​8​​ ​O​7)​​ ​​, vinagre ​​(ácido acético, ​C​2​​ ​H​4​​ ​O​2)​​ ​​, azeite ​​(ácido oleico, ​C​18​​ ​H​34​​ ​O​2)​​ ​​, leite (​​ ácido lático, ​C​3​​ ​H​6​​ ​O​3)​​ ​​, entre outros. Anote na lousa os alimentos e compostos citados pelos estudantes. Caso mencionem exemplos que não sejam ácidos, anote no canto da lousa e, após a leitura da página 387, retome a discussão sobre a classificação desses compostos. Essa atividade ajuda a fazer uma avaliação diagnóstica dos estudantes sobre o conteúdo.

BNCC em contexto A abordagem das páginas 388 e 390 contribui para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT307, pois permite analisar as propriedades de alguns ácidos e algumas bases, respectivamente, para avaliar a adequação de seu uso em diferentes aplicações e de forma segura. Ao abordar as bases, na página 389, peça aos estudantes que citem exemplos de substâncias ou materiais que eles acham que sejam bases ou que as tenham em sua composição. Eles podem mencionar sabonetes, sabão em barra, detergentes, entre outros. Anote na lousa os alimentos e compostos citados por eles. Ao iniciar a abordagem da página 392, levante os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o termo sal. Certamente eles citarão o cloreto de sódio ​​(NaC𝓁) ​​, mas talvez alguns conheçam outros exemplos. Explique-lhes que esse termo designa não apenas uma substância, mas um grupo de substâncias, que inclui o cloreto de sódio. Uma forma de deixar clara essa diferença é nos referirmos ao cloreto de sódio como sal de cozinha.

Integrando o conhecimento O assunto que engloba a autenticidade de obras de arte, na página 392, permite uma abordagem interdisciplinar com o componente curricular de Arte. Combine com o professor desse componente para que ele trabalhe a importância e os principais métodos utilizados para comprovar a autenticidade de uma obra de arte. Em seguida, comente com os estudantes que pigmentos obtidos do pau-brasil foram usados até o século XIX, quando passaram a ser substituídos por corantes sintéticos. A extração do pigmento é feita de lascas de madeira fervidas em água, e o líquido, depois de filtrado, recebe uma mistura de sulfato de alumínio e carbonato de sódio ​​(​NA​  2​​​CO​ 2​​) ​​até que seu ​pH​ se torne neutro, já que a molécula de urolitina tem caráter levemente ácido.

BNCC em contexto As páginas 395 e 396 contribuem para o desenvolvimento da habilidade EM13CNT104, pois avaliam os benefícios e os riscos ao ambiente, considerando a composição e a reatividade de diferentes materiais. A abordagem das causas do branqueamento dos corais está relacionada ao tema contemporâneo transversal Educação ambiental, além de contribuir para desenvolver a Competência geral 7, pois incentiva os estudantes a argumentar com base em informações confiáveis para defender ideias que respeitem e promovam a consciência socioambiental. Na página 396, explique à turma que, nos óxidos, o átomo de oxigênio geralmente tem carga igual a ​2−​. Assim, a fórmula geral de um óxido pode ser dada por: y− ​​E​​ x+​​O​​ ​ ​⇒ ​ ​E​y​​ ​O​x​​​ em que: • ​x+​ é a carga associada ao elemento químico mais eletropositivo; • ​y−​é a carga associada ao elemento químico oxigênio. Escreva na lousa alguns exemplos de compostos binários que são óxidos: • ​​Li​​ 1+​ ​+ ​​ O​​ 2−​ ​⇒ ​​ Li​2​​ ​O​1 ​​ ​∴ ​ ​Li​2​​ O​ • ​​Ca​​ 2+​ ​+ ​ ​O​​ 2−​ ​⇒ ​ ​Ca​2​​ ​O​2​​ ​∴ ​CaO​

Integrando o conhecimento As informações a seguir sugerem uma abordagem interdisciplinar com o componente curricular de Biologia. Apresente-as aos estudantes. A emissão excessiva de dióxido de carbono ​​(C​O​2​​)​​ compromete não apenas a integridade dos corais, mas também a de outros seres vivos marinhos, como os dotados de conchas. Esse efeito é causado pela acidificação dos oceanos. De acordo com dados de pesquisas realizadas no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), o ​pH​ dos oceanos caiu 0,2 unidade desde o início da Revolução Industrial, atingindo atualmente 8,1. Explique aos estudantes que, apesar de essa variação parecer pequena, ela corresponde a um aumento da acidez de cerca de 30%. A presença de dióxido de carbono nos oceanos prejudica a formação de conchas e exoesqueletos, que são compostos por carbonato de cálcio (​​ ​CaCO​  3​​) ​​.

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Prática científica - página 397 Objetivos • Observar evidências de uma transformação química. • Reconhecer o caráter ácido e básico de dois óxidos distintos. • Compreender o que ocorre nos recifes de corais. Orientações Esse experimento simples deve ser bem direcionado, explicando-o passo a passo, pois serve como uma maneira de fazer os estudantes compreenderem o que ocorre com os recifes de corais. Essa reação apresenta a formação de precipitado de carbonato de cálcio e sua consequente dissolução em presença de excesso de gás carbônico ​​(​CO​2​​)​​. Desse modo, é necessário ter cautela ao assoprar a solução de cal virgem, para observar, primeiro, a formação do carbonato sólido e sua posterior dissolução. − ​​CO​2​​​(g)​​+ ​​Ca​​ 2+​​(aq)​​+ ​​2 OH​​ ​​(aq)​​⇌ ​​CaCO​3​​​(s)​​+ ​​H​2​​O​(𝓁) ​​ Caso julgue pertinente, na etapa de formação do precipitado, aqueça levemente o copo e verifique que o precipitado deixará de existir, pois a concentração de gás carbônico diminuirá e, consequentemente, o equilíbrio dado pela equação apresentada é deslocado no sentido dos reagentes. Essa atividade contribui para desenvolver o pensamento computacional. Ao final da atividade, a solução formada pode ser descartada na pia. O filtro de papel tem de ser descartado em lixeira de resíduos sólidos não recicláveis. Os outros materiais podem ser lavados e utilizados em outras atividades práticas.

Respostas 1. Ao dissolver óxido de cálcio em água, há a formação de hidróxido de cálcio. Ao expelir gás carbônico em água, ocorre a formação de ácido carbônico. A reação entre o hidróxido de cálcio e o ácido carbônico forma água e um sal praticamente insolúvel, culminando em um aspecto turvo. Equação química: ​Ca​​(OH)​​ ​​​(aq)​​+ ​​H​2​​​CO​3​​​(aq)​​→ ​​CaCO​3​​​(s)​​+ ​2 ​H​2​​O(​ 𝓁) ​​ 2

Conexões com… - páginas 400 e 401 Objetivos • Identificar os tipos de radiação da luz solar que prejudicam a pele. • Entender a diferença entre protetores solares físicos e químicos. • Reconhecer os componentes de cada tipo de protetor em embalagens comerciais. Orientações Esse tópico permite relacionar conceitos de Biologia e Física, além de trabalhar o tema contemporâneo transversal Saúde e desenvolver a Competência geral 8. Auxilie os estudantes na interpretação do esquema, explicando que, quanto menor o comprimento de onda, mais energética é a radiação. Explique também que o fator de proteção indica por quanto tempo é possível uma pessoa se expor à luz solar antes de apresentar sinais como vermelhidão. Se, naturalmente, a pele tem vermelhidão após 5 minutos de exposição, um FPS 20 fará esse tempo aumentar 20 vezes. Todavia, para ter eficácia, um protetor solar deve ser usado de forma adequada, tanto em quantidade aplicada quanto no tempo de reaplicação.

Enfatize que, mesmo aplicando protetor solar, é necessário seguir a recomendação de não se expor à luz solar entre​ 10 h​e ​16 h​.

Respostas a ) A radiação UV, particularmente as radiações UVB e UVA, penetra nas camadas da pele e interage diretamente com o DNA das células. Essa interação pode provocar mutações genéticas, alterando a estrutura do DNA e comprometendo sua replicação durante a divisão celular. Com o passar do tempo, essas mutações podem se acumular, resultando no desenvolvimento de células cancerosas e, eventualmente, câncer de pele. Esse processo mostra como fatores físicos podem induzir mudanças biológicas significativas, ressaltando a importância da proteção contra a exposição excessiva à radiação UV. b ) O protetor solar físico, também conhecido como inorgânico, contém ingredientes como o dióxido de titânio e o óxido de zinco. Esses componentes criam uma barreira na pele que reflete as radiações UVA e UVB. Entre suas vantagens, destacam-se a proteção imediata e a alta resistência ao suor. Em contraste, os filtros orgânicos (químicos) absorvem a radiação UV e a convertem em calor, que é então dissipado pela pele. Ao contrário do protetor solar físico, que apresenta sua forma cosmética com uma textura viscosa branca, a forma cosmética do protetor químico costuma ser mais agradável, sem deixar a pele esbranquiçada. c ) A radiação UVB é enfatizada nos protetores solares porque é a principal responsável por queimaduras solares e danos diretos ao DNA, que podem levar ao desenvolvimento de câncer de pele. No entanto, a UVB também é importante para a síntese de vitamina D. A proteção contra a UVB, portanto, precisa ser equilibrada: enquanto é necessário proteger a pele contra os danos causados pela exposição excessiva, uma quantidade controlada de UVB é importante para a produção dessa vitamina, essencial para a saúde óssea e imunológica.

Respostas - Página 391 3. Segundo Arrhenius, ácido é o material que, em água, tem capacidade de liberar o cátion hidrogênio ​(​H​+)​​ + e formar o cátion oxônio (​ ​H​3​O​ )​​. Base é o material que, em água, tem capacidade de liberar ânion hidro− xila (​ ​OH​​ )​​. Sal é o produto de uma reação de neutralização entre um ácido e uma base.

Capítulo 22 - Cinética química páginas 404 a 417 Objetivos do capítulo

• Analisar a reação química de formação de ozônio (​​ ​O​3​​)​​ para compreender por que, apesar de o buraco na camada de ozônio ser um processo natural, é agravado por ações antrópicas. • Interpretar gráficos da variação de concentração de uma substância ao longo do tempo e relacioná-lo com o conceito de taxa ou rapidez de reação. • Calcular a taxa de uma reação por meio da variação de concentração. • Identificar quais propriedades e condições reacionais influenciam na taxa de uma reação. • Construir equações de lei cinética de reações elementares e não elementares.

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BNCC em contexto

Acompanhando a aprendizagem

As páginas 404 e 405 abordam o agravamento dos buracos na camada de ozônio em virtude de ações antrópicas, com base em informações científicas e medidas internacionais para o combate a esse agravamento, contribuindo para desenvolver as habilidades EM13CNT101, EM13CNT104, EM13CNT105, EM13CNT203 e EM13CNT206, além das Competências gerais 1, 2 e 7 e do tema contemporâneo transversal Educação ambiental. Além disso, a abordagem dos conteúdos dessas páginas permite aprofundar o conhecimento a respeito dos processos moleculares, relacionando-os à termodinâmica e à probabilidade, explorando a Competência geral 2 e as habilidades EM13CNT101, EM13CNT205 e EM13CNT301. Já a análise de gráficos e imagens de satélite incentiva os estudantes a interpretar e obter informações científicas com base em recursos visuais, contribuindo para desenvolver a Competência geral 4.

Apresente-lhes as seguintes questões referentes aos exemplos citados anteriormente. a ) O que é possível inferir sobre a energia de ativação das duas reações? b ) Que tipo de energia é fornecida pelo bastão aquecido?

Ao interpretar as imagens da página 404, questione os estudantes sobre o que a mudança nas cores indica, incentivando-os a explicar o que ocorreu ao longo dos anos. Espera-se que notem a diminuição na concentração de ozônio ao comparar o ano de 1979 com os subsequentes e correlacionem a representação com o “buraco na camada de ozônio”. Cores mais frias, como azul e violeta, indicam menor concentração de ozônio, enquanto as mais quentes, como amarelo e vermelho, maior concentração.

Integrando o conhecimento A página 404 aborda o Protocolo de Montreal, um importante acordo internacional cujo maior objetivo é diminuir o agravamento do buraco na camada de ozônio. Esse conteúdo possibilita o trabalho conjunto com os professores de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, principalmente os dos componentes curriculares de Geografia e Sociologia. Solicite aos professores desses componentes a explicação sobre a abrangência e o significado de acordos internacionais como esse e outros, como a Conferência Rio-92, o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris. A discussão pode ser dividida em três tópicos: efeitos na produção industrial; impacto e interferência na política; e consciência social. Ao abordar o complexo ativado, na página 407, diga que não é possível isolá-lo experimentalmente. A energia de ativação, ou energia cinética mínima, é aquela necessária para alcançar esse estado. Ao abordar a energia cinética mínima, comente que a reação entre os gases hidrogênio (​​ ​H​2​​)​​ e oxigênio (​​ ​O​2​​)​​ libera energia, mas se inicia somente em contato com uma faísca. Escreva na lousa a equação química que representa essa reação: ​2 ​H​2​​​(g)​​+ ​O​2​​​(g)​ ​→ ​2 ​H​2​​O(​ g)​​. Explique que a faísca fornece a energia de ativação necessária para que ocorra reação química. Já a reação do fósforo branco (​​ ​P​4​​)​​ com o gás oxigênio molecular se inicia instantaneamente ao contato entre as duas substâncias. Quando a reação é realizada usando outro alótropo do elemento fósforo, o fósforo vermelho (​​ ​P​n​​)​​, é necessário iniciar a reação encostando um bastão aquecido em sua superfície.

Respostas a ) É possível inferir que a energia de ativação para a reação do fósforo vermelho com o oxigênio molecular é maior em comparação à reação com o fósforo branco. b ) O bastão aquecido fornece energia térmica ao sistema.

BNCC em contexto As páginas 409 e 410 aprofundam o estudo dos fatores que influenciam na taxa de uma reação, incluindo diversos exemplos cotidianos importantes, levando os estudantes a se tornarem aptos a tomar decisões mais assertivas, por exemplo, no que diz respeito ao armazenamento ou preparo de alimentos. Dessa forma, são trabalhadas as Competências gerais 1 e 2 e as habilidades EM13CNT101, EM13CNT205 e EM13CNT301. A abordagem da temperatura como fator que influencia na rapidez de uma reação química permite trabalhar os temas contemporâneos transversais Saúde e Educação alimentar e nutricional e a Competência geral 8, pois leva os estudantes a refletir sobre aspectos que diminuem o tempo de conservação dos alimentos. Ao abordar a influência da concentração das substâncias na página 409, evidencie que, quanto menor a concentração de reagentes ou quanto maior a concentração de produtos, menor a rapidez da reação. Ao mencionar a influência da temperatura, o exemplo mais comum e prático é o de armazenamento de alimentos, que vão para a geladeira visando diminuir a rapidez de sua degradação. Muitos deles, como pães, quando não conservados em geladeiras, têm seu tempo de validade reduzido. Outros, que são mais suscetíveis à ação de microrganismos, devem ser guardados em freezers, onde a temperatura é ainda menor. Quando um alimento é preparado, a temperatura é comumente usada para acelerar a produção. Isso pode ser constatado, por exemplo, no crescimento de um bolo, que é promovido pelo fermento e acelerado pela alta temperatura do forno. Ao abordar a influência da superfície de contato, dê exemplos cotidianos relacionados também à alimentação. Ao mastigarmos os alimentos, nossos dentes os trituram, aumentando sua superfície de contato, acelerando a digestão pelo suco gástrico.

Acompanhando a aprendizagem Peça aos estudantes que avaliem as duas etapas que ocorrem na reação de decomposição do ozônio, catalisada pelo cloro ​​(C𝓁) ​​, mostrada ao final da página 410. Solicite-lhes que reproduzam no caderno as duas etapas, determinem a equação global e identifiquem o intermediário de reação, o catalisador, o(s) produto(s) e o(s) reagente(s). I ) ​C𝓁·​(g)​​+ ​​O​3​​​(g)​​→ ​C𝓁O·​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​ II ) ​C𝓁O·​(g)​​+ ​·O·​(g)​​→ ​C𝓁·​(g)​​+ ​​O​2​​​(g)​​

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Resposta

Reação global: ​​O​3​​​(g)​​+ ​·O·​(g)​​→ ​2 ​O​2​​​(g)​​ Intermediário de reação: ​C𝓁O·​; catalisador: ​C𝓁·​; produto: ​​O​2​​​; reagentes: ​​O​3​​​ e ​·O·​.

Conversor catalítico automotivo página 411 Ao abordar o boxe complementar Conversor catalítico automotivo, reforce a relevância de diminuir a emissão de substâncias nocivas na natureza, como a de gases poluidores na atmosfera. Veja mais informações sobre os catalisadores automotivos no artigo disponível em: http://www.inicepg. univap.br/cd/INIC_2006/epg/02/INIC0001189.pdf. Acesso em: 9 out. 2024.

BNCC em contexto As páginas 412 e 413 tratam da lei cinética das reações químicas e englobam todos os outros conceitos explorados no capítulo. São páginas que exigirão maior domínio matemático e lógico. Dessa forma, são trabalhadas as habilidades EM13CNT205 e EM13CNT301, além de incentivar os estudantes a colocar em prática o pensamento computacional. Acompanhe pausadamente com os estudantes a atividade resolvida da página 413. Esse tipo de atividade é bastante comum em vestibulares do país, além de ser uma boa forma de exercitar o raciocínio lógico e o pensamento computacional. Na questão 6 da página 413, para determinar o valor de k​ ​ da reação química, podemos considerar qualquer um dos valores de concentração fornecidos pelo experimento e substituir na lei cinética. 2

​​T​i​​ ​= ​k · [​ ​​BrO​3​​​​ ​]​​· [​​ ​Br​​ ​]​​· [​​​ ​H​3​​​O​​ ​]​​​ ​​ −

−

+

Para o experimento 1, temos: ​T​i​​ 0,0012   2 ​ ​= ​ __________________    ​  2 ​ ​∴​ ​k ​= ______________________ ​​   − + − [​ 0,1]​ ​· ​[​ 0,1]​ ​· ​ [​​ 0,1]​​​ ​ ​ ​​BrO​3​​​​ ​ ​ ​· ​[​ ​Br​​ ​]​ ​· ​ [​​ ​H​3​​​O​​ ​]​​​ ​

[

]

​∴ ​k ​= ​12 ​L​​ 3​​/mol​​ 3​ ​· s​

Prática científica páginas 414 e 415 Objetivos • Comparar a rapidez de algumas reações químicas. • Identificar fatores que influenciam na rapidez das reações químicas. Orientações A Contextualização dessa seção envolve as reações que ocorrem no amadurecimento de frutos climatéricos, além de valorizar os conhecimentos populares. Esses frutos não apresentam aumento na produção do eteno (​​ ​C​2​​ ​H​4​​)​​ e não sofrem maturação após sua colheita. Sendo assim, devem ser colhidos apenas quando reunirem as características adequadas ao consumo. Apresente aos estudantes exemplos de frutos climatéricos e não climatéricos. • Climatéricos: banana, maçã, mamão, manga, tomate, abacate e pêssego. • Não climatéricos: limão, laranja, morango e figo. Durante a execução da atividade, oriente os estudantes a solicitar ajuda de um responsável para a condução de etapas que envolvam objetos cortantes, nocivos ou que necessitem de aquecimento.

Incentive-os a anotar todas as observações e dúvidas que surgirem no decorrer da realização da atividade, para que possam ser pesquisadas e respondidas posteriormente. As soluções testadas podem ser descartadas na pia. Os materiais utilizados devem ser limpos e guardados para reutilização em outras atividades práticas; caso sejam descartáveis, é preciso limpá-los e colocá-los em lixos recicláveis.

Respostas - página 408

|

|

​quantidade de ​H​2​​O​2​ consumida ​ 1. a ) ​T​m​(​H​2​O​2​)​​ ​= ​ _____________________________ ​      ​ ⇒​ Δt

|

|

​​(0,375 ​− ​0,625)​mol ​ 0,25 mol ​⇒ ​​ T​m​(​H​2​​​O​2​​)​​​ ​= ​ ___________________ ​     ​ ​= ​ _ ​ ​ ​∴​ 10 min ​(20 ​− ​10)​min

​∴ ​​ T​m​(​H​2​​​O​2​​)​​​ ​= ​0,025 mol/min​ b ) Espera-se que os estudantes respondam que a taxa dessa reação não é constante, ou seja, ela diminui com o tempo. Verifique no quadro que, para intervalos iguais ​(10 min)​, a variação da concentração molar de água oxigenada diminui com o tempo. c ) Espera-se que os estudantes respondam que, como a água oxigenada sofre fotólise, ela deve ser armazenada em frasco escuro ou opaco, evitando a passagem de luz, o que impede a taxa ou a rapidez de sua decomposição. 2. Alternativa d. Por meio do gráfico, pode-se observar que a concentração de A aumenta, partindo do zero, e as concentrações de B e C diminuem. Portanto, B e C são reagentes e A é o produto da reação química. 3. d ) A energia de ativação é a energia absorvida pelos reagentes para levá-los até o complexo ativado e, no exemplo, apresenta valor de ​55 kcal​. ​​E​a​​ ​= ​ ​E​c​​ − ​E​r​​ ​⇒​ ​​⇒ ​E​a​​ ​= ​77 ​− ​22 ​= ​55 ​∴ ​ ​E​a​​ ​= ​55 kcal​ e ) ​ΔE ​= ​ ​E​p​− ​E​r​ ​⇒ ⇒ ​ΔE​​= ​( ​−​15) ​− ​(22) ​= ​− 37 ​∴ ​ΔE ​= ​− 37 kcal​ 4. a ) Alternativa correta. b ) Alternativa incorreta. A reação absorve calor. c ) Alternativa incorreta. O complexo ativado corresponde ao máximo de energia de uma reação química e por isso apresenta alto valor energético – maior do que o dos produtos e o dos reagentes. d ) Alternativa incorreta. A energia de ativação tem valor superior ao ​ΔH​.

Respostas - Páginas 416 e 417

3. a ) Comparando os experimentos, observa-se que ao dobrar a [​ HC𝓁]​ ocorre a duplicação da rapidez da reação química. Como ​2​1​ ​= ​ 2​, temos uma reação de primeira ordem. b ) Ao analisar os dados do experimento, conclui-se que a rapidez da reação é diretamente proporcional à concentração de H ​ C𝓁​. Assim, tem-se a lei de reação ​T​i​ ​= ​k ​· ​[​ HC𝓁]​. c ) Considerando os dados do experimento 1, temos que −1 [​ HC𝓁]​ ​= ​0,10 mol ​· ​​L​ ​e ​T​i​ ​= −3 = ​1,01 ​· ​​10​​ ​mol ​· ​​ L​​ −1​ ​· ​​min​​ −1​​. Substituindo na lei de reação, temos: 1 ​ ,01 ​· ​ ​10​​ −3​ = −3 1,01 ​· ​​10​​ ​ ​ ​⇒ k ​≃ ​0,01.​Por​= ​k ​· ​0,10 ​⇒ ​k ​= ​ _ ​ 0,10 tanto, a constante ​k​da taxa de desenvolvimento da reação é ​k ​≃ ​0,01 ​min​​ −1​​.

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6. Ao dobrar a concentração de hipoclorito, mantendo constante a concentração de corante nos experimentos 1 e 2, observa-se que a velocidade da reação foi multi​T​reação 1​ 3,4 · ​10​​4​ plicada por 2, pois ​_​​= ​_4 ​​= ​2​. Dessa forma, ​T​reação 2​ 1,7 · ​10​​ ​ se ​2​n​​= ​2​1​, o expoente corresponde à ordem da reação em relação ao hipoclorito, que é igual a ​1​. Se compararmos a concentração de corante com a rapidez da reação nos experimentos 1 e 3, pode-se observar que, de forma semelhante, a rapidez da reação vai ser dobrada com a multiplicação da concentração de corante por 2. Assim, a ordem de reação em relação ao corante é igual a 1. Portanto, a lei de velocidade de reação será ​T​reação​​=​ 1 − 1 = k ​· ​[​C𝓁O​​ ​]​ ​​· [​ corante]​ ​. Já a expressão para determinação do valor de ​k​será: ​​T​reação​​ ​= ​k ​· [​​​ ​C𝓁O​​ ​]​​​ ​​· [​​​ corante]​​​ ​​⇒ ​T​reação​​ ​​ ⇒ ​k ​= ____________________ ​​    1 − 1 ​​[​C𝓁O​​ ​]​​​ ​​· [​​​ corante]​​​ ​ − 1

1

8. Ao comparar a concentração de X e a rapidez de reação nos experimentos 1 e 2, constata-se que, ao multiplicar a [​ X]​ por 3, a rapidez da reação é multiplicada por 9, ​T​reação 2​ 0,225 pois ​_​​= _ ​ ​​= ​9​. Logo, como 9 ​ ​= ​3​2​, o expoen​T​reação 1​ 0,025 te (ordem) do reagente X nessa reação é 2. Se compararmos a concentração de Y e a rapidez da reação nos experimentos 1 e 3, constatamos que ao multiplicarmos a [Y] por 2, a rapidez de reação é multiplicada por 2. Logo, como ​2 ​= ​2​1​, o expoente (ordem) do reagente Y nessa reação é 1. Assim, a lei cinética corresponde a 1 2 ​T​reação​​​= k ​· [​ X]​ ​​· [​ Y]​ ​.

Capítulo 23 - Polímeros páginas 418 a 434 Objetivos do capítulo • Relacionar alimentos comuns do cotidiano aos macronutrientes neles encontrados. • Relacionar as características estruturais de polímeros com seus efeitos micro e macroscópicos. • Identificar compostos e produtos poliméricos naturais e sintéticos do cotidiano. • Compreender a estrutura polimérica de algumas biomoléculas, como peptídios, proteínas, enzimas e sacarídios. • Problematizar a produção e o consumo de polímeros sintéticos, engajando-se em hábitos de consumo mais adequados. • Diferenciar mecanismos de produção de polímeros: polímeros de adição e polímeros de condensação. • Conhecer os polímeros biodegradáveis e sua importância limitada como substitutos aos polímeros tradicionais.

BNCC em contexto Nas páginas 418 a 422, são propostas aos estudantes discussões sobre alimentação saudável, relacionando-as com alguns macronutrientes e em quais alimentos eles são encontrados, auxiliando-os em suas escolhas. Além disso, aborda-se o conceito de polímeros e onde são encontrados na natureza, possibilitando que os estudantes conheçam melhor o funcionamento de seus corpos. Essas abordagens contribuem para desenvolver as habilidades EM13CNT104, EM13CNT207, EM13CNT302 e EM13CNT306.

As questões 1 e 2 da página 418 incentivam os estudantes a buscar informações científicas para avaliar a alimentação, contribuindo para desenvolver as Competências gerais 1, 7 e 8. Além disso, a abordagem inicial dessa página está relacionada ao tema contemporâneo transversal Saúde. Ao abordar as questões 1 e 2 da página 418, conduza uma conversa sobre hábitos alimentares reforçando a importância de uma alimentação nutricionalmente saudável, mas evitando classificar um hábito como “correto” ou “incorreto”, pois esses hábitos muitas vezes são afetados por vivências e pelas condições sociais de cada pessoa. No entanto, deixe claro à turma que diversas consequências negativas de um mau hábito alimentar são sérias e devem ser evitadas. Ressalte a importância do acompanhamento especializado, como de nutricionistas e endocrinologistas. Trata-se de um tema que aborda aspectos dos temas contemporâneos transversais Educação alimentar e nutricional e Saúde. Além disso, esse é um assunto sensível, que pode levantar comentários sobre massa corporal. É possível que, na turma, haja estudantes que já tenham sofrido bullying relacionados a isso. Procure evitar que a discussão se encaminhe para isso, porém, caso haja comentários inoportunos, reforce que nem sempre a saúde nutricional está ligada à massa corporal. Há pessoas obesas que têm uma alimentação saudável, praticam exercícios e não têm problemas de saúde associados à nutrição, assim como há pessoas de massas corporais consideradas ideais, que são sedentárias, têm alimentação irregular e sofrem com doenças relacionadas à nutrição.

BNCC em contexto A abordagem da seção Conexões com... na página 424 contribui para desenvolver a Competência geral 6, incentivando os estudantes a conhecer aspectos do trabalho dos seringueiros e a valorizá-lo. Além disso, desenvolve as Competências específicas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas 2 e 3.

Conexões com… - página 424 Objetivos • Discutir a importância histórica e econômica da extração do látex. • Identificar figuras históricas importantes para a manutenção e proteção dos povos originários e suas atividades. Orientações Essa seção aborda o látex, um importante polímero que serve de matéria-prima para a fabricação da borracha. Esse conteúdo possibilita trabalho conjunto com os professores de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, principalmente dos componentes curriculares Geografia e História. Coordene com esses professores a explicação sobre o ciclo da borracha no Brasil, nome dado ao período de forte entrada de capital no país graças às exportações de borracha, entre o fim do século XIX e o começo do século XX. Discutam a importância dessa matéria-prima em diferentes setores da indústria, especialmente nas primeiras décadas da Revolução Industrial. A borracha é um importante produto nas indústrias automotiva, petroquímica, de artigos esportivos, de calçados, da construção civil, de saneamento, de utensílios em geral, entre outras. Complemente o estudo sobre os conhecimentos dos povos indígenas na extração do látex. Para isso, assista ao vídeo indicado a seguir, que apresenta como um indígena

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da etnia Huni Kuin, do Acre, faz o ritual da extração da seiva de uma seringueira, mostrando seu respeito e o agradecimento à natureza. O vídeo também apresenta como os conhecimentos são transmitidos dos adultos para as crianças da comunidade. Disponível em: https://vimeo.com/channels/ hunikuin/116663879. Acesso em: 29 ago. 2024. Ao citar o ambientalista brasileiro Chico Mendes (1944-1988), ressalte que sua liderança foi reconhecida nacional e internacionalmente, chegando a ser premiado pela ONU por seu importante ativismo. Ele também foi reconhecido como um dos Heróis da Pátria e teve seu nome incluso nesse livro. Além disso, em 2013 foi declarado Patrono Nacional do Meio Ambiente. Acesse o link a seguir e mostre aos estudantes um pouco mais da história e do reconhecimento desse seringueiro. Disponível em: https://sites.usp.br/portalatinoamericano/ espanol-mendes-chico. Acesso em: 26 out. 2024.

BNCC em contexto O trabalho com as páginas 426 e 427 possibilita o desenvolvimento das Competências gerais 2, 7 e 10, das Competências específicas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias 1 e 3 e das habilidades EM13CNT104, EM13CNT206, EM13CNT306 e EM13CNT309, fazendo os estudantes refletirem e debaterem sobre a utilização dos polímeros sintéticos no cotidiano, como o uso do plástico, engajando-os em práticas que viabilizam diminuir os impactos negativos que essa classe de materiais traz à natureza. Ao abordar a reciclagem dos materiais plásticos, na página 427, questione os estudantes sobre a importância desse processo: “O que aconteceria se todo o plástico produzido no mundo não fosse reciclado?”; “Como ocorre o processo de reciclagem?”; “Vocês destinam corretamente os materiais para a reciclagem?”. Para reforçar a importância de reciclar, mencione as inovações e pesquisas em andamento que buscam desenvolver métodos alternativos para reciclar os polímeros, como a utilização de processos químicos para quebrar as ligações cruzadas e recuperar os monômeros. Traga à tona a relevância da sustentabilidade e a necessidade de encontrar soluções para

Atividade extra Peça aos estudantes que se organizem entre quatro e seis integrantes por grupo para pesquisarem a respeito dos 5 Rs: Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Oriente-os a buscar informações sobre suas aplicações no cotidiano. Questione-os sobre como podem agir no cotidiano para praticá-los e peça aos grupos que escrevam as ações no caderno. Em seguida, promova um debate com todos os grupos. minimizar o impacto ambiental dos resíduos de polímeros termorrígidos e termoestáveis. Esse assunto está relacionado ao tema contemporâneo transversal Educação ambiental. Na análise do quadro da página 428, que apresenta diferentes polímeros plásticos, suas aplicações e os usos após a reciclagem, peça aos estudantes que elenquem quais materiais plásticos estão presentes na sala de aula. Anote na lousa os materiais mencionados e, em seguida, solicite-lhes que façam uma estimativa da massa total desses materiais, identificando as maneiras de aplicar os 5 Rs em determinados itens.

Polímeros biodegradáveis - página 432 Inicie a abordagem do boxe perguntando aos estudantes se já ouviram falar em plástico biodegradável e o que entendem por esse termo. Em seguida, sugira a eles que, em grupos, pesquisem as quantidades de plástico descartadas no ambiente e os impactos causados nos seres vivos. Uma das fontes que os estudantes podem utilizar para obter informações é a matéria presente no site da Universidade Federal do Paraná, disponível em: https://ufpr.br/lixo-plastico-contribui-com-a -mortalidade-de-tartarugas-verdes-encontradas-encalhadas -no-parana/. Acesso em: 26 out. 2024. Peça a cada grupo que apresente os resultados da pesquisa e, em seguida, leiam o conteúdo do boxe.

Respostas a ) Essa substituição ajuda a evitar o acúmulo de material plástico no ambiente, tendo em vista que este é lentamente degradado e pouco reciclado. Ao diminuir esse acúmulo, ajuda-se também a reduzir os danos causados por plásticos convencionais no ambiente, como o consumo de petróleo e o prejuízo aos seres vivos em razão da ingestão desses materiais. b ) Essas pesquisas podem ajudar a desenvolver novas opções de plásticos biodegradáveis, por exemplo, e outros materiais que causem menos danos ao meio ambiente e aos seres vivos. Além disso, novas tecnologias podem ajudar a aperfeiçoar as propriedades dos materiais biodegradáveis, a fim de ampliar suas aplicações, bem como reduzir o custo de sua produção, que atualmente é considerado mais elevado que o da produção dos plásticos convencionais. c ) O objetivo dessa questão é fazer que os estudantes e seus familiares façam uma autoavaliação a respeito de seus hábitos em relação ao consumo e ao descarte de plástico. Eles podem citar medidas como evitar o descarte de materiais plásticos, reutilizando-os sempre que possível; fazer o descarte adequado para reciclagem desses materiais; e dar preferência a produtos feitos de materiais retornáveis ou que sejam mais facilmente degradados, como o papel. d ) O objetivo dessa questão é levar os estudantes a atuar como cidadãos ativos no sentido de orientar e informar a população sobre temas relevantes. Essa atividade os incentiva a divulgar conhecimentos científicos utilizando recursos digitais.

Acompanhando a aprendizagem Finalize a abordagem sobre os polímeros sintéticos e a forma como são sintetizados trabalhando seu uso de forma consciente por meio das questões a seguir. • Qual é a quantidade de plástico descartada por uma pessoa por dia? • Quais são os principais usos do plástico ou de outros tipos de polímeros em materiais do cotidiano? Dê oportunidade para que todos os estudantes exponham suas ideias e seus entendimentos do assunto. O objetivo dessas atividades é avaliar os estudantes, se conhecem a presença de polímeros sintéticos em muitas atividades e em vários objetos do cotidiano deles.

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Respostas - Página 425 2. a ) A lactose é um carboidrato (dissacarídio) e a lactase é uma proteína. b ) O grupo carboxila de um aminoácido se liga ao grupo amina do outro, na chamada ligação peptídica, com a eliminação de uma molécula de água − reação de condensação. c ) Enzima é um tipo importante de proteína produzida pelas células do organismo. Elas agem como catalisadores dos processos biológicos, possibilitando que uma reação ocorra com menor energia de ativação. d ) O objetivo dessa atividade é incentivar os estudantes a buscar informações em fontes confiáveis. Eles podem responder que os sintomas estão relacionados com o sistema digestório, como cólicas e diarreia. Esses sintomas, em geral, melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos ou consumindo alimentos sem lactose. 3. a ) Cada aminoácido tem características químicas específicas, como carga, polaridade e tamanho, que influenciam como a cadeia polipeptídica se dobra e se organiza. A sequência específica de aminoácidos pode levar à formação de estruturas como hélices ou folhas, comuns em proteínas. Além disso, a combinação e a ordem dos aminoácidos afetam as interações intermoleculares, como ligações de hidrogênio e interações hidrofóbicas, que são essenciais para a estabilidade da proteína. Assim, a ordem dos aminoácidos é importante para que a queratina tenha propriedades como resistência e durabilidade, características típicas de polímeros naturais. b ) As interações intermoleculares que são importantes para a estabilidade da queratina incluem ligações de hidrogênio, interações hidrofóbicas e, principalmente, ligações de dissulfeto formadas entre grupos de cisteína. Essas interações ajudam a manter a estrutura da queratina estável e conferem resistência a diferentes fatores físicos e químicos. Graças à força dessas interações, a queratina tem uma função protetora e estrutural em tecidos como cabelo e unhas. c ) A insolubilidade da queratina em água é importante para que essa proteína mantenha a integridade e a resistência de estruturas como cabelo e unhas, que precisam suportar estresses mecânicos e ambientais. Essa característica se dá pela natureza hidrofóbica de muitos dos aminoácidos que compõem a queratina, evitando que a proteína se desfaça em ambientes aquosos. A insolubilidade ajuda a proteger essas estruturas contra a degradação e a perda de funcionalidade.

Respostas - Página 433 2. a ) Reações de condensação. b) O O C

CH2

HO

4

C

+ H2N

CH2

OH

6

NH2

H2O O C

O CH2

4

C

N H

CH2

6

N H

n

c ) Náilon – função química amina; fibra de aramida – função química ácido carboxílico; baquelite – função química fenol.

d ) O monômetro que apresenta maior caráter básico é a amina, pois contém átomos de nitrogênio (​ N)​, que não têm pares de elétrons disponíveis. H O CH CH CH CH H O 3. a ) n

C

C

C

CH

HO

OH

O C

+ n

C

CH

C

N

CH

CH

CH

C

CH

H

CH

H

C

N

C N

CH

N

CH

CH

O

C

C

C

CH

H

CH

n

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b)

amida

O C

CH

O

CH

C

CH

C

C CH

CH

CH

H

C

N

C CH

N

CH n

H H

O

4. a )

+ 2n H2O

n

C

C

+n H

C

C

C

C

O

C

CH3 C

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p, Δ

n

O

C

C

C

C H

CH3

CH3 C H

C

C

C

C

H

C CH3

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cat. p, Δ

H C

C

C

C

C H

O

H

H

H C

H C

C

C

H

H cat.

H

H C

C

O

C

+ 2n HC

O H

b ) O policarbonato é um plástico transparente, com alta resistência mecânica, usado em janelas de aviões, visores de capacetes e em capas de CDs.

Retome o que estudou - página 434 Respostas 1. O sal cloreto de sódio, quando está em solução aquosa, apresenta íons que não reagem com a água, pois trata-se de um sal formado por ácido e base fortes. Assim, não há hidrólise salina e o ​pH​da solução é igual ao da água, ou seja, neutro. Como não há um meio ácido ou básico, as tiras de papel tornassol vermelho e azul não terão mudança de coloração. 2. Resposta pessoal. Caso os estudantes escolham a concentração como fator que interfere na rapidez, espera-se que digam que esse fator interfere no número de espécies reagentes e na possibilidade de ocorrerem colisões eficazes. A temperatura influencia a energia cinética de um sistema e a probabilidade de a energia de ativação ser atingida. A superfície de contato influencia na área disponível para os reagentes interagirem. Já a presença de catalisadores influencia diminuindo a energia de ativação de uma reação química. 3. Resposta pessoal. O objetivo dessa questão é levar os estudantes a refletir sobre a importância da alimentação variada e equilibrada e a partir dessa reflexão montar um cardápio rico em diferentes tipos de nutrientes. Além disso, é possível verificar a compreensão dos estudantes a respeito do que são polímeros, onde podem ser encontrados e como são formados. Eles podem usar como exemplos os carboidratos e as proteínas. 4. O objetivo dessa questão é fazer os estudantes reconhecerem que a atual relação do ser humano com os materiais, especialmente os polímeros sintéticos, não é sustentável, pois o consumo e o descarte em excesso desses materiais prejudicam o meio ambiente e os seres vivos, inclusive o próprio ser humano. Por outro lado, os polímeros sintéticos são de grande importância na sociedade atual, por sua versatilidade e suas inúmeras aplicações. Os estudantes podem citar: consumo excessivo, descarte incorreto, danos ambientais e usos diversos.

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Resoluções seção Mais questões Confira a seguir as resoluções das atividades da seção Mais questões que envolvem cálculos.

Páginas 102 a 105 3. ​m​água deslocada​​=​ ​= ​(​m​água + recipiente​​+ ​m​amostra​)​​− ​m​recipiente + água + amostra​ ​m​água deslocada​​= ​ ​= ​(350 g ​+ ​44 g)​​− ​389 g ∴ ​m​água deslocada​​= ​5 g​ Como a densidade da água é ​1 g / mL​, o volume de água deslocada é ​5 mL​, que é também o volume da amostra. ​m​amostra​ _ 44 g ​ ​​= ​ ​​∴ ​d​amostra​​= ​8,8 g / mL​ ​d​amostra​​= _ ​V​amostra​ 5 mL

O valor corresponde à densidade do bronze. 7. Como o subnível ​s​ contém o número máximo de elétrons, ele tem 2 elétrons. No subnível p ​ ​ há 6 elétrons, pois ​3 ​· ​2 ​= ​6​. No subnível ​d​ há 10 elétrons, pois ​x ​= ​6​e​ 6 ​+ ​4 ​= ​10​. No subnível ​f​ há 7 elétrons, pois ​7 ​+ ​3 ​= ​10​. Assim, o número total de elétrons é 25. 8. De acordo com o enunciado, a quantidades de elétrons por nível é: 2, 8, 18, 18 e 6. Como o número de elétrons é igual ao número de prótons, e este último é ​2 ​+ ​8 ​+ ​18 +​ ​​+ ​18 ​+ ​6 ​= ​52​, o elemento químico que tem 52 prótons é o telúrio.

Páginas 172 a 175 2. Com os dados do gráfico, temos as seguintes diferenças de eletronegatividade: ​N ​− ​C​: ​3,0 ​− ​2,5 ​= ​0,5​; ​F ​− ​C​: ​4,0​ − ​2,5 ​= ​1,5​; ​O ​− ​S​: ​3,5 ​− ​2,5 ​= ​1,0​; ​P ​− ​H​: ​2,0 ​− ​2,0 ​= ​0​; e ​C𝓁 ​− ​P​: ​3,0 ​− ​2,0 ​= ​1,0​. Quanto menor a diferença de eletronegatividade, menor será a reatividade da ligação, portanto a ligação menos reativa é a ​P ​− ​H​.

Páginas 262 a 265 6. O iodo sofre oxidação, pois o ​NOX​vai de ​−1​para 0, e o oxigênio sofre redução, pois o N ​ OX​passa de 0 a − ​ 2​. Como a molécula de iodo tem 2 átomos, o número de elétrons na oxidação é ​1 ​· ​2 ​= ​2​. Como a molécula de ozônio contém 3 átomos, o número de elétrons na redução é 2 ​ ​· ​3 ​= ​6​. Simplificando os valores para 1 e 3 e utilizando esses índices para igualar o número de elétrons ganhos e perdidos, obtemos: ​KI ​+ ​1 ​O​3​​+ ​H​2​SO​4​​→ ​3 ​I​2​​+ ​H​2​O ​+ ​K​2​SO​4​ Ajustando os coeficientes em relação a ​I​e ​K​: ​6 KI ​+ ​1 ​O​3​​+ ​H​2​SO​4​​→ ​3 ​I​2​​+ ​H​2​O ​+ ​3 ​K​2​SO​4​ Ajustando os coeficientes em relação a ​S​: ​6 KI ​+ ​1 ​O​3​​+ ​3 ​H​2​SO​4​​→ ​3 ​I​2​​+ ​H​2​O ​+ ​3 ​K​2​SO​4​ Ajustando os coeficientes em relação a ​O​e ​H​: ​6 KI ​+ ​1 ​O​3​​+ ​3 ​H​2​SO​4​​→ ​3 ​I​2​​+ ​3 ​H​2​O ​+ ​3 ​K​2​SO​4​ Assim, ​x ​= ​6​e ​y ​= ​3​.

8. Para comparar os produtos, devemos considerar o mesmo volume para eles, que será 1 ​ L​. Considerando as concentrações constantes e os custos, as relações custo/benefício serão: A ​ ​= ​R$ 11,90 / 0,45 ​= ​26,4​; ​B ​=​ ​= ​R$ 4,98 / 0,17 ​= ​29,3​ e ​C ​= ​R$ 2,60 / 0,33 ​= ​7,9​. Assim, tem-se a sequência: ​C ​< ​A ​< ​B​. 10 mg _ 1g mol 6 · ​10​​23​moléculas 9. ​50 mL ​· _ ​ ​​· ​ ​​· _ ​ ​​· ________________    ​ ​ mL 1 000 mg 5 · ​10​​2​g mol

​∴ ​quantidade de moléculas ​= ​6 ​· ​10​​20​ 249,62 g 0,2 mol _ 1L 10. ​100 mL ​· _ ​ ​​· _ ​ ​​· ​ ​​∴ ​m ​= ​4, 99 g​ 1 000 mL L mol 1 mol ​Fe​2​​O​3​ ___________ 1 mol ​H​2​S _ 34 g ​H​2​S 11. ​1 000 g ​Fe​2​​O​3​​· ___________ ​ ​​· ​ ​​· ​ ​ 160 g ​Fe​2​​O​3​ 1 mol ​Fe​2​​O​3​ 1 mol ​H​2​S

​∴ ​m ​= ​637,5 g ​Fe​2​​O​3​​≃ ​0,637 kg de ​Fe​2​​O​3​ O valor máximo de ​0,716 kg​é maior do que o previsto pela estequiometria (​ 0,637 kg)​. 12. ​M​​CaBr​2​​​≃ ​200 g / mol​ ​CaBr​2​(s)​​→ ​Ca​​2+​(aq)​​+ ​2 ​Br​​ ​(aq)​ −

− 3 000 g ​CaBr​2​ ___________ 1 mol ​CaBr​2​ _ 2 mol ​Br​​ ​ ​c ​= ____________ ​    ​​· ​ ​​· ​ ​​=​ L 200 g ​CaBr​2​ 1 mol ​CaBr​2​ − 30 mol ​Br​​ ​ ​= ​_​​ L

13. ​M​NaC𝓁O​​≃ ​74,5 g / mol​ 20 g NaC𝓁O ____________ 1 mol NaC𝓁O ___________ ​​·    ​  ​ ​ 1L 74,5 g NaC𝓁O

​ ​c ​≃ ​2,7 ​· ​10​​−1​mol/L de NaC𝓁O​. ∴ 14. Para calcular a energia, deve-se obter a equação global invertendo e multiplicando a equação química da formação do ácido lático por 2 e somando-a à equação de oxidação da glicose. ​C​6​​H​12​​O​6(​ s)​​+ ​6 ​O​2(​ g)​​→ ​6 ​CO​2(​ g)​​+ ​6 ​H​2​O​(𝓁)​ ​∆​c​H ​= ​− 2 800 kJ​ ​ ​2 ​C​3​​H​6​​O​3(​ s)​​+ ​6 ​O​2(​ g)​ ​6 ​CO​2(​ g)​​+ ​6 ​H​2​O​(𝓁)​→ ​∆​c​H ​= ​+ 2 ​· ​1 344 kJ ​= ​2 688 kJ​ ​∆​c​H ​= ​− 112 kJ​ ​C​6​​H​12​​O​6​(s)​​→ ​2 ​C​3​​H​6​​O​3​(s)​ 16. Para determinar a energia envolvida na reação, deve-se obter a equação global, o que é feito invertendo as equações químicas I e II e somando-as. ​CaO​+ ​CO​2​​→ ​CaCO​3​

​∆H ​= ​− 178 kJ/mol​

​Ca​​(OH)​ ​​→ ​CaO​​+ ​H​2​O​ 2

​∆H ​= ​+ 109 kJ/mol​

​Ca​​(OH)​ ​​+ ​CO​2​​→ ​CaCO​3​​+ ​H​2​O​ 2

​∆H ​= ​− 69 kJ/mol​

Como a entalpia da equação global é negativa, a reação libera energia, ou seja, é um processo exotérmico. A reação é considerada carbono neutro, pois não há liberação de ​CO​2​no processo.

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Páginas 330 a 333

Páginas 378 a 381

1. ​Mg​​3​​Si​​2​​O​​5​​(​O​​​H​​)​ ​ +2

x

−2 +1

−2

4

​3 ​· ​(+ 2)​​+ ​2 ​· ​x ​+ ​5 ​· (​ − 2)​​+ ​4 ​· (​ − 2)​​+ ​4 ​· (​ + 1)​​= ​0​ ​∴ ​x ​= ​+ 4​

7. ​ a ) ​CoO​2​(s)​​+ ​Li​​ ​(aq)​​+ ​1 ​e​−​​→ ​LiCoO​2​(s)​ +

()

(

+

)

​ Li​ s ​​→ ​Li​​ ​ aq ​​+ ​1 ​e​−​ ​ ​CoO​2​(s)​​+ ​Li​(s)​​→ ​LiCoO​2​(s)​​ b ) O lítio metálico é um redutor mais forte, pois, ao considerar o potencial de oxidação, que tem o sinal oposto, temos: ​+ 3,04 V ​> ​+ 2,84 V​. c ) ​​M​​XA𝓁Si​4​O​10​​​= ​M​X​​+ ​27 ​+ ​4 ​· ​28 ​+ ​10 ​· ​16 ​= ​M​X​​+ ​299​ 100% _ (​ ​M​X​​+ ​299)​g ​= ​27 g ​· ​8,8% ​​∴ ​M​X​​= ​7,8 g ​≃ ​7 g​ 10. ​Q ​=​ 1 mol A𝓁 _ 3 mol ​e​−​ _ 96 500 C ​​· ​ ​​· ​ ​​≃ ​1,4 ​· ​10​​5​C​ ​= ​13,5 g A𝓁 ​· _ ​ 27 g 1 mol A𝓁 1 mol ​e​−​ 1,4 ​· ​10​​5​C ​Q ​= ​i ​· ​t ​⇒ ​t ​= ​_​​= ​1,4 ​· ​10​​4​s ​≃ ​240 min​ 10 A 11. Considera-se que a carga é a mesma para as células ligadas ​ ​108,0 g/mol​; ​M​Cu​​= ​63,6 g/mol​. em série. Dados: ​M​Ag​= ​Ag​​+​(aq)​​+ ​e​−​​→ ​Ag​(s)​ 96 500 C ​​≃ ​536,16 C​ ​Q ​= ​0,60 g Ag ​· _ ​ 108 g Ag 2+ ​Cu​​ ​(aq)​​+ ​2 ​e​−​​→ ​Cu​(s)​ 63,6 g Cu _ 1 mol Cu _ 1 mol ​e​−​ ​ ​​· ​ ​​· ​ ​ ​m​Cu​​= ​536,16 C ​· _ − 1 mol Cu 2 mol ​e​ ​ 96 500 C ​∴ ​m​Cu​​≃ ​0,18 g​ 12. Reação global da eletrólise ígnea. ​ 2 ​C𝓁​​ ​(𝓁)​​→ ​C𝓁​2​(g)​​+ ​2 ​e​−​ ​ 2 ​Na​​+​(𝓁)​​+ ​2 ​e​−​​→ ​2 Na​(s)​ −

​ 2 ​C𝓁​​ (​ 𝓁)​​+ ​2 ​Na​​+​(𝓁)​​→ ​C𝓁​2​(g)​​+ ​2 Na​(s)​ −

2 mol ​e​−​ _ 96 500 C ​Q ​= ​0,10 mol ​C𝓁​2​​· _ ​ ​​· ​ ​​= ​19 300 C​ 1 mol ​C𝓁​2​ 1 mol ​e​−​ 19 300 C ​​= ​4 825 s ​≃ ​80 min​ ​Q ​= ​i ​· ​t ​⇒ ​t ​= _ ​ 4A 13. ​M​Cu​​= ​63,55 g / mol​ ​Cu​​2+(​ 𝓁)​​+ ​2 ​e​−​​→ ​1 Cu​(s)​ 1 mol Cu _ 2 mol ​e​−​ _ 96 500 C ​​· ​ ​​· ​ ​​≃ ​44 947 C​ ​Q ​= ​14,8 g Cu ​· _ ​ 63,55 g 1 mol Cu 1 mol ​e​−​ 44 947 C ​​= ​8 989 s ​≃ ​2,5 h​ ​Q ​= ​i ​· ​t ​⇒ ​t ​= _ ​ 5A 8 dias 8 dias →​50 mg ​⎯ →​25 mg​. São dois decaimen15. ​100 mg ​⎯ tos até a massa de ​25 mg​, portanto são 16 dias. 138 dias

138 dias

16. I) Correta. ​128 g ​⎯→​64 g ​⎯→​32 g​. II) Correta. III) Incorreta. 210 ​ ​Po​​​→ 206 ​ ​Pb​​​+ 4​ ​α​​. Sabendo que resta210 ram apenas 3 ​ 2 g​ de ​ ​Po​​ depois de 276 dias, a massa que decaiu é: ​128 g ​− ​32 g ​= ​96 g​, que corresponde ao ​210​Po​​e às partículas α ​ ​. Então, a massa do chumbo-206 se206 g rá ​m​Pb-206​​= ​96 g ​· ​_ ​​∴ ​m​Pb-206​​= ​94 g​. IV) Incorreta. 210 g 138 dias 138 dias 138 dias 138 dias →​ 64 g ​⎯ →​32 g ​⎯ →​16 g ​⎯ →​8 ​128 g ​⎯ ​ 138 dias→​2 g ⎯ ​ 138 dias→​1 g​. São 7 decaimentos, g⎯ ​ 138 dias→​4 g ⎯ assim ​7 ​· ​138 dias ​= ​966 dias​.

2. 01) Verdadeiro. ​Ca​3​​(​PO​4​)​ ​​⇌ ​3 ​Ca​​3+​​+ ​2 ​PO​4​2−​. 02) Fal2 so. O ​K​ps​ do ​CaC​2​​O​4​ é 20 quintilhões de vezes maior​ 18 −28 −9 (1 quintilhão ​= ​10​​ ​)​, pois ​2,0 ​· ​10​​ ​/1,0 ​· ​10​​ ​​= ​ ​= ​20 ​· ​10​​18​, e não a solubilidade. 04) Verdadeiro. ​K​ps​​=​ _ ​= ​[​Ca​​2+​]​​· ​[​C​2​O​4​2−​]​​⇒ ​2,0 ​· ​10​​−9​​= ​s​2​​⇒ ​s ​= ​√ 2,0 ​· ​10​​−9​. 08) Verdadeiro. 16) Falso. As velocidades são iguais.

[​ ​NO​2]​ ​ ​ ​0,012​​2​ ​ ​​⇒ ​K​c​​= _ ​ ​​∴ ​K​c​​= ​4,8 ​· ​10​​−3​ 3. ​K​c​​= _ 0,030 ​[​N​2​O​4​]​ 2

5. I) Falsa. Formam-se as espécies da equação iii. II) Verdadeira. III) Falsa. Apesar dos íons ​H​+​, o ​pH​ pode ser neutro, como mencionado no enunciado, em razão da quantidade de base conjugada. IV) Falsa. O sistema vai − se deslocar no sentido da formação de ​HCO​3​ ​. V) Verdadeira. VI) Verdadeira.

[​ ​SO​3]​ ​ 6. a ) ​K​c​​= ___________ ​ ​; ​SO​3​(g)​​+ ​H​2​O​(𝓁)​​⇌ ​H​2​SO​4​(𝓁)​. 1 _ ​​

​[​SO​2​]​· [​ ​O​2​]​2 ​

b ) A reação é exotérmica, pois o rendimento é maior em menores temperaturas. O aumento da pressão desloca o equilíbrio no sentido em que há menor número de mols de substâncias gasosas, portanto, para a direita, formação de ​SO​3​. 7. I) Incorreta. O ácido nitroso deixa o ​pH​ácido. II) Incorreta. Por ser um sal de ácido fraco, o nitrito vai hidrolisar e + [​ ​H​ ]​ ​· [​ ​NO​2​ ]​ ​ ___________ ​, consideaumentar o ​pH​. III) Correta. ​K​a​​= ​ ​[​HNO​2​]​ −

ra-se que [​ ​H​+​]​​= [​ ​NO​2​ ​]​; como o ácido é fraco, −

+ [​ ​H​ ]​ ​ ​ ​ ​​⇒ [​ ​H​+​]​​= ​ ​[​HNO​2​]​​≃ ​1 mol ​· ​L​−1​assim: ​K​a​​= _ ​[​HNO​2​]​ 2

​= √ ​ ​K​a​​· [​ ​HNO​2​]​​= √ ​ 4,7    ​· ​10​​−4​​· ​1,0 ​​∴ [​ ​H​+​]​≃ ​0,0217 mol/L​. _

____________

8. ​pH ​= ​− log​[​H​+​]​, para [​ ​H​+​]​​< ​1​o ​pH​será negativo.

10. ​pH​do estômago: ​2 ​= ​− log​[​10​​−2​]​;

​10​​−2​ ​pH​da laranja: ​4 ​= ​− log​[​10​​−4​]​; então, _ ​ −4 ​​= ​100​. ​10​​ ​ 12. ​M​Ca​​(OH)​ ​​​= ​74 g/mol​ 2

1,7 g mol ​ ​​∴ ​c ​≃ ​0,023 mol ​· ​L​−1​ ​c ​= ​_​​· _ 74 g L

​Ca ​(OH)​ ​(s)​​→ ​Ca​​2+​(aq)​​+ ​2 ​OH​​ ​(aq)​​ −

2

​K​ps​​= [​ ​Ca​​2+​]​​· [​ ​OH​​ ​]​ ​ − 2

Considerando que [​ ​Ca​​2+​]​​= ​2 [​ ​OH​​ ​]​​= ​ Ca ​(OH)​ ​ ​, então: [ 2] −

​K​ps​​= ​0,023 ​· (​ 2 ​· ​0,023)​ ​​= ​4,87 ​· ​10​​−5​​≃ ​5 ​· ​10​​−5​ 2

13. ​CaC​2​O​4​(s)​​→ ​Ca​​2+​(aq)​​+ ​C​2​O​4​ ​(aq)​​ −

​K​ps​​= [​ ​Ca​​2+​]​​· [​ ​C​2​O​4​ ​]​​⇒​ −

​⇒ ​2 ​· ​10​​−9​​= ​5 ​· ​10​​−3​​· [​ ​C​2​O​4​ ​]​​∴ [​ ​C​2​O​4​ ​]​​= ​4 ​· ​10​​−7​ −

−

Para que ocorra a precipitação, [​ ​C​2​O​4​ ​]​​> ​4 ​· ​10​​−7​. −

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15. Concentração das espécies na reação Reação

​1 HA​

​c​i​(​ mol/L)​

​1​

−

​+​ ​OH​​ ​ ​⇌​ ​H​2​O​ ​+​

​A​−​

​+​ ​0,82​ ​⇌​

​c​f​​(mol/L)​ ​1 ​− ​0,82​ ​+​

​0​

​⇌​

​-​

​+​

​1​

​-​

​+​

​1 ​+ ​0,82​

− + ​K​a​​· [​ HA]​ [​ ​H​ ]​ ​​· [​ ​A​ ]​ ​ ​K​a​​= _ ​ ​​⇒ [​ ​H​+​]​​= _ ​ ​​⇒​ ​[​A​−​]​ [​ HA]​ −4

​10​​ ​​· ​0,18 ​ ​​∴ [​ ​H​+​]​​≃ ​10 ​· ​10​​−6​ ​⇒ ​[​H​+​]​​= _ 1,82

​pH ​= ​− log​[​H​+​]​​= ​− log​[1,0 ​· ​10​​−5​]​​= ​5​

16. ​pH ​= ​− log​[​H​+​]​

​10​​−4​ ​5 ​= ​− log ​10​​−5​e ​4 ​= ​− log ​10​​−4​, então: _ ​ −5 ​​= ​10​ ​10​​ ​

Páginas 435 a 438 +2 −1

4. I) Correta. II) Correta. III) Incorreta. O ​NOX​é ​− 1​: ​Ba​​​O​2​. 7. ​M​​C​12​H​22​O​11​​​= ​270 g/mol​ 171 g _ mol ​c​​C​12​H​22​O​11​​​= _ ​ ​​· ​ ​​∴ ​c​​C​12​H​22​O​11​​​= ​1 mol/L​ 0,5 L 342 g 1 mol/L _ ​ 4 ​​= ​0,065 mol/L ​= ​6,25 ​× ​10​​−2​mol/L​ ​2​ ​

Para complementar o conteúdo Para ler História da química: uma história da ciência da matéria: volume 1: dos primórdios a Lavoisier, de Juergen Heinrich Maar. São Paulo: Livraria da Física, 2024. Deixando de lado a linguagem técnica da Química, essa obra destaca a história da Química como parte integrante da história da Ciência, abordando diversos assuntos, como alquimia, flogístico e revolução química. Professores reflexivos em uma escola reflexiva, de Isabel Alarcão. São Paulo: Cortez, 2018. Esse livro aborda a teoria crítica da educação e seus princípios, ressaltando a importância do pensamento crítico, da formação continuada e do trabalho coletivo na prática docente com base em exemplos concretos. Desenvolvimento sustentável: das origens à Agenda 2030, de José Carlos Barbieri. São Paulo: Vozes, 2020. Nessa obra, são apresentados os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU e suas 169 metas, que envolvem desafios globais em áreas sociais e ambientais. A análise do autor aborda formas de contemplar esses objetivos no panorama brasileiro. O ensino das ciências como compromisso científico e social: os caminhos que percorremos, de António Francisco Cachapuz, Anna Maria Pessoa de Carvalho e Daniel Gil-Pérez (org.). São Paulo: Cortez, 2012. Escrito em primeira pessoa, esse livro compartilha experiências de professores e pesquisadores relacionadas ao ensino e à aprendizagem em Ciências. Ele pode ser uma boa ferramenta para conhecer e reconhecer práticas pedagógicas que contribuem para a educação científica. Ensino de ciências por investigação: condições para implementação em sala de aula, de Anna Maria Pessoa de Carvalho (org.). São Paulo: Cengage Learning, 2014. Nesse livro, há discussões atuais sobre o ensino de Ciências com base na prática investigativa. Ao longo da obra, são apresentadas estratégias com dados relacionados a situações de ensino e aprendizagem, auxiliando o professor não somente a ampliar seu repertório de práticas pedagógicas, mas também a compreender contextos favoráveis para desenvolvê-las. Elementar: como a tabela periódica pode explicar (quase) tudo, de Tim James. Zahar, 2023. Livro em que o professor e químico inglês Tim James, utilizando uma linguagem clara e acessível, trabalha cada um dos 118 elementos químicos e aborda a busca dos cientistas por esses elementos e a sua organização na tabela periódica. Dinâmicas e instrumentação para educação ambiental, de Genebaldo Freire Dias. 2. ed. São Paulo: Gaia, 2024. Esse livro debate a importância da participação da sociedade para transformar o mundo a fim de salvá-lo da completa degradação ambiental. Sem apelar para alarmismos, a obra propõe dinâmicas coletivas e a cons-

trução de instrumentos para conscientizar os leitores sobre a importância de uma mudança pautada no consumo consciente, na gestão ecológica e na cooperação entre indivíduos. Educação ambiental: princípios e práticas, de Genebaldo Freire Dias. São Paulo: Gaia, 2022. Essa obra se propõe a ser uma referência na educação ambiental, abordando os principais conceitos relacionados ao tema, trabalhando histórico e ações individuais e coletivas que contribuem para uma relação sustentável entre ser humano e ambiente. Nele, são apresentadas mais de 100 atividades que buscam levar o leitor a refletir sobre práticas ambientalmente saudáveis. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, de Paulo Freire. 74. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2019. Último livro de Paulo Freire publicado em vida, essa obra ressalta a importância de um olhar humano e transformador para a educação. O livro enfatiza valores como a liberdade, a convivência e a ética como parte das práticas pedagógicas e destaca que a abertura ao conhecimento e às trocas entre diferentes realidades e seres tem um papel transformador na vida de educadores e educandos. Interações ecológicas e biodiversidade, de Mara Lisiane Tissot-Squalli (org.). 3. ed. Ijuí: Unijuí, 2015. Nesse livro, a autora trata de assuntos relacionados aos estudos de interações e biodiversidade da biota de sistemas tropicais e subtropicais. 50 ideias de química que você precisa conhecer, de Hayley Birch. São Paulo: Planeta do Brasil, 2018. Obra que aborda os conhecimentos fundamentais da Química, introduzindo desde os seus conceitos mais antigos até as pesquisas mais recentes, com assuntos como estrutura dos átomos, reações químicas, DNA, processo Haber, enzimas na indústria, espectros, cristalografia, astroquímica, entre outros. Educação em ciências e matemáticas: debates contemporâneos sobre ensino e formação de professores, de Terezinha Valim Oliver Gonçalves, Francisco Cristiano da Silva Macêdo e Fábio Lustosa Souza (org.). Porto Alegre: Penso, 2015. Nessa obra, são apresentados resultados de pesquisas sobre práticas docentes, em especial a formação de professores de Ciências e Matemática, com o propósito de discutir os desafios da formação desses profissionais e a maneira de trabalhar com o ensino nos tempos atuais. GORE, Al. Nossa escolha: um plano para solucionar a crise climática. Barueri: Manole, 2010. O material busca instigar os leitores acerca do tema, para colocá-los em ação na luta por soluções de combate à crise climática. Esclarecendo deficiências: aspectos teóricos e práticos para contribuição com uma sociedade inclusiva, de Márcia Honora e Mary L. Frizanco. São Paulo: Ciranda, 2019.

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Esse livro traz informações a respeito das deficiências, bem como sugestões pedagógicas para profissionais de ensino e demais pessoas engajadas em busca de uma sociedade mais inclusiva.

Site organizado e mantido pelo professor Luís Roberto Brudna Holzle, da Universidade Federal do Pampa, que apresenta uma tabela periódica interativa com diversas informações sobre cada elemento químico.

Cibercultura, de Pierre Lévy. São Paulo: Editora 34, 2010. O livro explica de forma clara para os especialistas do assunto e aos não especialistas o que é a cibercultura e quais são as implicações em diferentes campos, como no trabalho, na política, nos direitos e, sobretudo, na educação.

PhET Interactive Simulations. Disponível em: https://phet.colorado. edu/en/simulations/filter?locale=pt_BR&subjects=chemistry. Acesso em: 31 out. 2024. Página da Universidade do Colorado, Estados Unidos, com diversos simuladores relacionados às áreas de Matemática e Ciências. No campo da Química, há simuladores envolvendo diversos assuntos, como estrutura atômica, radioatividade, soluções e ​pH​.

Saúde, sexualidade e gênero na educação de jovens, de Dagmar Elisabeth Estermann Meyer e outros. Porto Alegre: Mediação, 2012. A obra contextualiza saúde, sexualidade e gênero, em articulação com considerações teóricas e dados de pesquisas realizadas pelos autores. Com isso, pretende-se contribuir com os educadores e incorporar o tema nos projetos pedagógicos. Jogos e atividades lúdicas para o ensino de química, de Márlon Herbert Flora Barbosa Soares. São Paulo: Livraria da Física, 2023. Livro que busca debater aspectos metodológicos da utilização do lú­dico no contexto do ensino de Química, apresentando também alguns jogos e atividades que possibilitam a discussão dos principais conceitos químicos. Educação, mídia e meio ambiente, de Regis de Morais. Campinas: Alínea, 2004. Esse livro apresenta a ecologia como pauta central para reflexões educacionais que incluem as mídias como veículos de informação e que se comportam de maneira positiva e negativa. Teorias de aprendizagem, de Marco Antonio Moreira. São Paulo: LTC, 2022. Essa obra é uma ferramenta versátil voltada a estudantes e docentes de cursos de licenciatura, apresentando um importante referencial sobre ensino e aprendizagem. Pedagogia diferenciada: das intenções à ação, de Philippe Perrenoud. Porto Alegre: Artmed, 2000. Obra que retrata os principais domínios da pedagogia diferenciada, considerando a diversidade de perfis de uma sala de aula e a singularidade, a origem e a cultura de cada estudante. Experimentos de química para turmas de ensino médio, de Marcelo Monteiro Marques e Gabriel Carvalho de Lima. Ponta Grossa: Atena Editora, 2019. Livro de Ensino em Química que apresenta meios para que os professores desse componente curricular auxiliem os estudantes a desenvolver conhecimentos que relacionem observações práticas, representações matemáticas e gráficas, fundamentos e construções de modelos teóricos. Saberes pedagógicos e atividade docente, de Selma Garrido Pimenta (org.). São Paulo: Cortez, 2018. Os temas reunidos nesse livro são fruto de pesquisas na área da pedagogia, fundamentando os professores na compreensão de contextos históricos, sociais e organizacionais que dão base à sua prática docente. Humanizando o ensino de ciências: com jogos e oficinas psicopedagógicas sobre seres microscópicos, de Ivete Pellegrino Rosa e outros. São Paulo: Vetor, 2006. A proposta desse livro é tornar intrigante o estudo sobre seres microscópicos para os estudantes. Para tanto, traz jogos e oficinas psicopedagógicas que despertam o interesse no tema, contribuindo para uma aprendizagem significativa. Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula, de Antoni Zabala (org.). 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 1999. Esse livro orienta o professor a trabalhar conteúdos procedimentais em diferentes áreas do Ensino Fundamental. Humanidade sem raças?, de Sérgio D. J. Pena. São Paulo: Publifolha, 2008. Nesse livro, o autor aborda questões raciais por meio de uma perspectiva biológica. A evolução de conceito de raças ao longo do tempo e a diversidade humana também são temas contemplados.

Para acessar Tabela periódica.org. Disponível em: https://www.tabelaperiodica.org/. Acesso em: 31 out. 2024.

Química Nova na Escola. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/index_ site.php. Acesso em: 31 out. 2024. Site da revista da Sociedade Brasileira de Química, publica artigos com debates e reflexões sobre o ensino e a aprendizagem de Química, contribuindo para a formação e a atualização da comunidade de ensino de Química no Brasil. Química Nova. Disponível em: https://quimicanova.sbq.org.br/home. Acesso em: 31 out. 2024. Também gerido pela Sociedade Brasileira de Química, é um periódico de acesso aberto completo, com artigos de pesquisa, trabalhos de revisão, divulgação de novos métodos ou técnicas, educação e assuntos gerais. Agência Fapesp. Disponível em: https://agencia.fapesp.br/. Acesso em: 31 out. 2024. Da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), esse site configura-se como uma agência de notícias gratuita voltada para um amplo público, com entrevistas, reportagens e informações sobre política científica e tecnológica e resultados de pesquisas desenvolvidas no Brasil e no exterior. Conselho Federal de Química. Disponível em: https://cfq.org.br/. Acesso em: 31 out. 2024. Na página do Conselho Federal de Química (CFQ), há diversas informações relevantes aos profissionais da área, principalmente relacionadas a padrões e boas práticas de atuação. REDEQUIM. Disponível em: https://www.journals.ufrpe.br/index.php/ REDEQUIM. Acesso em: 31 out. 2024. A Revista Debates em Ensino de Química (REDEQUIM) é um periódico que publica trabalhos inéditos relacionados ao ensino de Química e áreas afins.

Para assistir Vídeos Educacionais de Química. Disponível em: http://research.ccead. puc-rio.br/sites/reas/videos-de-quimica/. Acesso em: 31 out. 2024. Produção audiovisual elaborada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) em parceria com o Ministério da Educação, o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Consiste em uma série de 6 programas, com 120 episódios, acompanhados de guias para o professor, dedicados ao apoio do ensino de Química no Ensino Médio. Uma questão de química. Direção de Bertie Ellwood e outros. Estados Unidos: Apple Studios, 2023. Minissérie com oito episódios, conta a história ficcional de uma sociedade patriarcal, em que uma jovem cientista tem a vida acadêmica interrompida por causa de preconceitos que enfrenta no laboratório em que faz pesquisas. Chernobyl: o filme. Direção de Danila Kozlovskiy. Rússia: SM Distribuidora de Filmes Ltda, 2021 (136 min). Filme sobre as consequências do acidente nuclear ocorrido em Chernobyl, em 1986, e a história de centenas de pessoas que sacrificaram suas vidas para limpar o local da catástrofe, prevenindo um desastre ainda maior, que poderia ter tornado grande parte do continente europeu uma zona inabitável. Oppenheimer. Direção de Christopher Nolan. Estados Unidos: Warner Bros, 2023 (180 min). Filme sobre Julius Robert Oppenheimer, físico teórico da Universidade da Califórnia e diretor do Laboratório de Los Alamos durante o Projeto Manhattan, que tinha o objetivo de projetar e construir as primeiras bombas atômicas dos Estados Unidos.

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Referências bibliográficas comentadas Apresentamos aqui as principais referências que nortearam a produção desta Coleção, bem como as que foram citadas neste texto. Por consequência, estas referências podem, também, fomentar o processo de ensino e de aprendizagem, ampliando e complementando o que foi proposto na obra. ABRAMOVAY, Miriam et al. Reflexões sobre convivências e violências nas escolas. Brasília: Flacso, 2021. Disponível em: https://flacso.org.br/files/2021/11/RCVE.pdf. Acesso em: 30 out. 2024. Guia que apresenta orientações aos educadores sobre os principais temas da contemporaneidade, relacionados à violência e à convivência escolar, de maneira reflexiva e prática. ABRANTES, José. As Pedagogias Digitais (e o professor data show). Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2022. Esse livro aborda aspectos relacionados às tecnologias digitais e ao uso delas na educação, avaliando o papel do professor para que a educação não se torne somente projetar telas. ASSIS, Simone G. et al. Impactos da violência na escola: um diálogo com professores. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2023. Partindo da abordagem dos direitos humanos e do complexo caráter da violência na sociedade, esse livro traz como tema os impactos da violência na escola e o papel do professor diante dessas situações. ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. O livro apresenta os fundamentos da Química de forma clara e precisa, mostrando-a como algo dinâmico e atual. A leitura dessa obra pode ajudar os estudantes a compreender melhor a Química ao abordar a relação entre as ideias químicas fundamentais e suas aplicações, utilizando ferramentas pedagógicas por meio de textos flexíveis e adaptáveis aos objetivos específicos de cada professor. BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. (Série Desafios da Educação). Esse livro apresenta práticas pedagógicas baseadas em metodologias ativas que valorizam o protagonismo dos estudantes. BACICH, Lilian; TANZI NETO, Adolfo; TREVISANI, Fernando de M. (org.). Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. Esse livro reúne artigos elaborados por professores, apresentando conceitos, reflexões, experiências e possibilidades de implementação do ensino híbrido nas escolas. BERGMANN, Jonathan; SAMS, Aaron. Sala de aula invertida: uma metodologia ativa de aprendizagem. Tradução: Afonso Celso da Cunha Serra. Rio de Janeiro: LTC, 2016. Nesse livro, os criadores do conceito de sala de aula invertida explicam como utilizar a estratégia adequadamente e associá-la às tecnologias digitais. BERKELEY CENTER FOR TEACHING & LEARNING. Active Learning Strategies. Disponível em: https://teaching.berkeley.edu/teaching-guides/ running-your-course/active-learning. Acesso em: 21 out. 2024. Página elaborada pelo Centro de Ensino e Aprendizagem da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, que apresenta definições, organização e exemplos de diversas estratégias associadas às metodologias ativas. BRACKMANN, Christian P. Desenvolvimento do pensamento computacional através de atividades desplugadas na educação básica. 2017. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação, Centro de Estudos Interdisciplinares em Novas Tecnologias na Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/172208. Acesso em: 21 out. 2024. Nessa tese de doutorado, o autor desenvolve um estudo sobre o

desenvolvimento do pensamento computacional na educação básica usando atividades desplugadas, ou seja, sem computadores ou dispositivos eletrônicos. BRANCO, Pércio M. de. Como sabemos a idade das rochas? Serviço Geológico do Brasil. Disponível em: https://www.sgb.gov.br/como -sabemos-a-idade-das-rochas. Acesso em: 30 out. 2024. Página do Serviço Geológico do Brasil que apresenta como a idade das rochas é determinada e explica conceitos e eventos geológicos observados em alguns lugares do Brasil. BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Formação de professores do ensino médio, etapa I - caderno II: o jovem como sujeito do ensino médio. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Curitiba: UFPR/ Setor de Educação, 2013. Nessa obra, voltada à formação de professores, são discutidos diversos temas relacionados ao Ensino Médio. Em um primeiro momento, concentra-se no conceito de juventude com o objetivo de propor mudanças nas maneiras de perceber essa faixa etária. Os textos buscam valorizar o papel do jovem como sujeito de sua história. Em seguida, são destacados temas como juventude e tecnologia, questão do mercado de trabalho e projeto de vida e papel da escola na formação dos jovens. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018a. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 21 out. 2024. A BNCC é o documento que norteia os currículos dos sistemas e das redes de ensino das Unidades Federativas e as propostas pedagógicas das escolas públicas e privadas, estabelecendo os principais conhecimentos, competências e habilidades que os estudantes devem desenvolver em cada etapa da Educação Básica. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018b. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22 nov. 2018. Disponível em: https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/ content/id/51281622. Acesso em: 30 out. 2024. Essa resolução atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio publicadas em 2012. Nela, estão dispostas as mudanças necessárias para a implementação do Novo Ensino Médio. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília: MEC, 2019. Documento que apresenta o histórico dos temas contemporâneos transversais em seis grandes áreas e a importância deles para os currículos da Educação Básica. BROWN, Theodore L. et al. Química: a ciência central. Tradução: Eloiza Lopes, Tiago Jonas e Sonia Midori Yamamoto. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016. Livro de Química geral com abordagem clara e objetiva que trata das diferentes subáreas da Química, aproximando-a da realidade cotidiana. CAINELLI, Marlene R.; TOMAZINI, Elizabete C. de S. A aula-oficina como campo metodológico para a formação de professores em História: um estudo sobre o PIBID/História/UEL. História & Ensino, Londrina, v. 23, n. 2, 2017. p. 11-33. Esse estudo apresenta a aula-oficina como possibilidade de exercício da docência com base em relatórios e entrevistas concedidas por estudantes de iniciação científica do curso de História da Universidade Estadual de Londrina (UEL). CAMARGO, Fausto; DAROS, Thuinie. A sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas para fomentar o aprendizado ativo. Porto Alegre: Penso, 2018. Esse livro é organizado em duas partes: a primeira apresenta reflexões dos autores sobre possibilidades de inovação em sala de aula; já a segunda aborda mais de 40 estratégias que contribuem para a aplicação dessas metodologias.

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CAMARGO, Leandro da S.; LIMA, Claudio C. de; PERNAS, Ana M.; YAMIN, Adenauer. O Pensamento Computacional como Ferramenta de Suporte ao Desenvolvimento de Diferentes Aprendizagens. Revista Brasileira de Informática na Educação, v. 31, p. 289–306, 2023. Disponível em: https://journals-sol.sbc.org.br/index.php/rbie/article/view/2856. Acesso em: 30 out. 2024. Nesse artigo são trabalhadas as bases para a aplicação do pensamento computacional, reconhecendo que essa ferramenta ajuda os estudantes a desenvolver a criatividade e o pensamento lógico. CARVALHO, Anna M. P. de et al. (org.). Ensino de ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Cengage Learning, 2004. O livro traz abordagens diversificadas para o ensino de Ciências, incentivando os estudantes a construir um conhecimento científico para auxiliá-los na compreensão do mundo. CENTRO DE INOVAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA (CIEB). Currículo de Referência em Tecnologia e Computação. Disponível em: https:// curriculo.cieb.net.br. Acesso em: 21 out. 2024. Nesse site, é apresentado um currículo de referência organizado em três eixos, sendo um deles o pensamento computacional. Cada eixo é subdividido em conceitos, por meio dos quais diferentes habilidades são trabalhadas. CHANG, Raymond; GOLDSBY, Kenneth A. Química. 11. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. 2 v. Obra que apresenta os principais conceitos e princípios químicos utilizando problemas do mundo real e recorrendo à apuração de informações e à elaboração de hipóteses adequadas. CODEA, André. Metodologias ativas de aprendizagem: a neurodidática e o chão da escola. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2024. O livro apresenta diversos exemplos de metodologias ativas e estratégias para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem e no trabalho docente. COLL, César; MAURI, Teresa; ONRUBIA, Javier. A incorporação das tecnologias da informação e da comunicação na educação: do projeto técnico-pedagógico às práticas de uso. In: COLL, César; MONEREO, Carlos (org.). Psicologia da educação virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 66-93. Esse livro traz uma abordagem dos impactos das tecnologias da informação e da comunicação nos processos de ensino e aprendizagem. DAYRELL, Juarez (org.). Por uma pedagogia das juventudes: experiências educativas do Observatório da Juventude da UFMG. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2016. Juarez Dayrell é um pesquisador que investiga a questão da juventude e da educação, analisando em seus textos a importância das culturas juvenis na construção de um cenário educativo mais democrático e significativo. Nessa obra, ele traz algumas experiências vivenciadas no projeto Observatório da Juventude, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que trabalha desde 2003 com formação de professores e discussões envolvendo a juventude. DE BONA, Aline S. (org). (Des)Pluga: o pensamento computacional atrelado a atividades investigativas e a uma metodologia inovadora. São Paulo: Pragmatha, 2021. Essa obra traz uma coletânea de artigos vinculados a um projeto de pesquisa desenvolvido no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) focado no desenvolvimento de atividades lúdicas e inovadoras em diversos contextos e disciplinas da Educação Básica. DELL’ISOLA, Regina L. P. Inferência na leitura. Glossário Ceale. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/ inferencia-na-leitura. Acesso em: 31 jul. 2024. O artigo traz uma abordagem sobre a inferência na leitura para a interpretação e associação de informações explícitas de textos aos conhecimentos prévios do leitor. FABRIS, Elí H. Cinema e educação: um caminho metodológico. In: Educação & Realidade, v. 33, n. 1, jan./jun. 2008. p. 117-133. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/issue/ view/638/387. Acesso em: 29 jul. 2024. Esse material apresenta a análise de experiência de uma educadora que utilizou textos fílmicos como método de ensino.

FANTINATI, Regiane E.; ROSA, Selma dos S. Pensamento Computacional: habilidades, estratégias e desafios na educação básica. Informática na educação: teoria & prática, Porto Alegre, v. 24, n. 1, jan/abr. 2021. p. 129-141. Nesse artigo as autoras buscam entender as habilidades desenvolvidas, os desafios e as potencialidades do pensamento computacional na Educação Básica. FAZENDA, Ivani. C. A. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia. 6. ed. São Paulo: Loyola, 2011. O livro traz estudos para pesquisadores da área educacional. Nele é apresentada a importância da transformação da educação com o foco na integração e na interdisciplinaridade no processo de ensino aprendizagem. FERNANDES, Isabel. M. B.; PIRES, Delmina. M.; DELGADO-IGLESIAS, Jaime. Perspectiva Ciência, Tecnologia, Sociedade, Ambiente (CTSA) nos manuais escolares portugueses de Ciências Naturais do 6º ano de escolaridade. Ciência & Educação (Bauru), v. 24, n. 4, p. 875-890, out. 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ciedu/v24n4/ 1516-7313-ciedu-24-04-0875.pdf. Acesso em: 30 jul. 2024. Nesse trabalho é feita uma análise qualitativa a respeito da relação estabelecida entre conteúdos científicos e tecnologias, sociedade e ambiente em manuais escolares portugueses de Ciências Naturais. FILATRO, Andrea; CAVALCANTI, Carolina C. Metodologias inov-ativas na educação presencial, a distância e corporativa. São Paulo: SaraivaUni, 2023. Esse livro relata aplicações práticas e estratégias de trabalho com diversas metodologias que apresentam elementos de inovação nas práticas de ensino-aprendizagem, chamadas pelas autoras de metodologias “inov-ativas”. FORTES, Isabel; MACEDO, Mônica M. K. Automutilação na adolescência rasuras na experiência de alteridade. Psicogente, v. 20, n. 38. 2017. Disponível em: http://revistas.unisimon.edu.co/index.php/psicogente/article/ view/2556. Acesso em: 21 out. 2024. Artigo de reflexão teórica que aborda aspectos do comportamento de automutilação e propõe a análise do tema com base em algumas narrativas em blogs de adolescentes. GOHN, Maria da G. Educação não-formal, participação da sociedade civil e estruturas colegiadas nas escolas. Ensaio: avaliação e políticas públicas em educação, Rio de Janeiro, v. 14, n. 50, p. 27-38, jan./mar. 2006. Esse trabalho apresenta um estudo sobre a educação não formal e a relevância dela no processo educativo, destacando seu campo e seus atributos, bem como diferenciando-a da educação formal e da educação informal. HAYNES, William M. (ed.). CRC Handbook of Chemistry and Physics. 97. ed. Boca Raton: CRC Press LLC, 2017. Esse manual técnico de Física e Química é uma das referências científicas mais acessadas e respeitadas das comunidades científica, técnica e médica, com dados e recomendações internacionais de várias áreas. HOFFMANN, Jussara M. L. Avaliar par a promover: as setas do caminho. 15. ed. Porto Alegre: Mediação, 2014. Essa obra faz uma abordagem sobre os princípios avaliativos mediadores na efetiva promoção da aprendizagem. Nela são apresentados temas como mediação, elaboração de testes, ações de intervenção, entre outros aspectos de enorme relevância para o ensino. INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (Ipea). História - Usina Hidrelétrica de Itaipu. Desafios do Desenvolvimento, Brasília, ano 7, ed. 60, 28 maio 2010. Disponível em: http://desafios.ipea.gov.br/ index.php?option=com_content&view=article&id=2328:catid= 28&Itemid=23%20. Acesso em: 21 out. 2024. Reportagem sobre a Usina Hidrelétrica de Itaipu na revista de informações e debates do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Data and statistics: explore energy data by category, indicator, country or region. Disponível em: https://www.iea.org/data-and-statistics/data-tools/ energy-statistics-data-browser?country=BRA&fuel=Oil&indicator=OilProductsConsBySector. Acesso em: 21 out. 2024. O site mostra dados sobre a importação e a exportação de petróleo no Brasil. JÚNIOR, Paulo A. P. Pensamento Computacional e Tecnologias: reflexões sobre a educação no século XXI. Caxias do Sul: EDUCS, 2020.

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O livro tem como temas centrais o pensamento computacional e as tecnologias educacionais, auxiliando os docentes que procuram saber mais sobre esses assuntos.

Artigo com definições e organização da estratégia Think-pair-share por meio da aplicação dessa abordagem em uma turma de 5º ano do Ensino Fundamental.

KLEIN, Julie T. Ensino interdisciplinar: didática e teoria. In: FAZENDA, Ivani C. A. (org.). Didática e interdisciplinaridade. 17. ed. Campinas: Papirus, 2012. Esse material traz um trabalho de pesquisa voltado para as práticas e a teoria do conhecimento interdisciplinar.

REIS, Juliana B. dos; JESUS, Rodrigo E. de. Culturas juvenis e tecnologias. In: CORREA, Maria Zenaide Alves; MAIA, Carla Linhares (org.). Culturas juvenis e tecnologias. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014. Esse trabalho faz um estudo de aspectos que caracterizam a cultura juvenil no processo de construção de identidade de jovens e adolescentes.

KOTZ, John C. et al. Química geral e reações químicas. Tradução: Noveritis do Brasil. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015. 2 v. Obra de Química geral que fornece ampla visão dos principais conceitos da Química, como a reatividade dos elementos e compostos químicos, suas aplicações e a íntima relação entre as observações feitas em laboratório e na natureza. LANGHI, Rodolfo; NARDI, Roberto. Ensino da astronomia no Brasil: educação formal, informal, não formal e divulgação científica. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 31, n. 4, 2009. Disponível em: https://www. scielo.br/j/rbef/a/jPYT5PRkLsy5TJQfM8pDWKB/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 out. 2024. O artigo apresenta um panorama sobre a educação em Astronomia e a formação de docentes. Além disso, é apresentado um breve ensaio da importância das instituições e de iniciativas brasileiras para o ensino da Astronomia. LANGHI, Rodolfo; RODRIGUES, Fábio M. (org.) Interfaces da educação em astronomia: currículo, formação de professores e divulgação científica. Volume 1 – relatos reflexivos sobre a história da astronomia no ensino. Editora Livraria da Física, 2021. Obra que tem o objetivo de divulgar, entre pesquisadores da área do Ensino de Ciências e docentes de diversos níveis de ensino, as atividades de pesquisa de membros do Observatório Didático de Astronomia da Unesp. MILLER JUNIOR, G. Tyler. Ciência ambiental. São Paulo: Cengage Learning, 2008. Esse livro apresenta um estudo interdisciplinar sobre o funcionamento da natureza, nossa interação com ela e como podemos viver de maneira sustentável, tudo por meio de estudos de caso, além de recursos visuais, resumo no início de cada capítulo, questões de raciocínio crítico e glossário. MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 4. Esse livro apresenta práticas pedagógicas baseadas em metodologias ativas que valorizam o protagonismo dos estudantes. NASCIMENTO, Viviane B. do. A natureza do conhecimento científico e o ensino de ciências. In: CARVALHO, Anna Maria Pessoa de (org.). Ensino de ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2004. O artigo traz o resultado de uma ação de pesquisa realizada em escolas públicas com o uso de diferentes metodologias para o ensino de Ciências. NELSON, David L.; COX, Michael M. Princípios de bioquímica de Lehninger. Tradução: Carla Dalmaz, Carlos Termignoni e Maria Luiza Saraiva. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. Esse livro apresenta explicações para vários conceitos complexos com uma visão clara e abrangente da Bioquímica. NUNES, Reginaldo de O.; OLIVEIRA, Iuri da C. Etnociência na escola: possibilidades de diálogos ao ensino e pesquisa em ciências. Cachoeirinha: Fi, 2024. Esse livro aborda a conexão entre a Ciência e o conhecimento dos povos tradicionais, contribuindo para o desenvolvimento do conhecimento na pesquisa e na educação. PEREIRA, Katia H. Como usar artes visuais na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2007. Com um roteiro dinâmico, esse livro apresenta diversos exemplos práticos do uso de artes visuais no ensino, bem como sugestões de atividades que auxiliam professores de qualquer área a criar projetos e a desenvolver o trabalho com artes visuais. REIS, Angelina F. M. V. dos; BARRETO, Maria A. M. Uma experiência com Think Pair Share no Ensino Fundamental I. Práxis, Volta Redonda, v. 9, n. 17, p. 55-67, jun. 2017.

ROCHA, Ricael S.; CARDOSO, Iara M. D.; MOURA, Monithelli A. E. de. O uso da gallery walk como metodologia ativa em sala de aula: uma análise sistemática no processo de ensino-aprendizagem. Revista Sítio Novo, Palmas, v. 4, n. 1, p. 162-170, jan./mar. 2020. Esse artigo apresenta possibilidades de aplicação da estratégia Gallery walk por meio da análise documental de publicações de sete experiências vivenciadas em salas de aula na cidade de Uberaba, Minas Gerais. SCAVACINI, Karen et al. Saúde mental de adolescentes e jovens. São Paulo: Instituto Vita Alere, 2021. Disponível em: https://www.unicef.org/ brazil/media/16126/file/saude-mental-de-adolescentes-e-jovens.pdf. Acesso em: 30 out. 2024. Livro que apresenta informações sobre os fatores de risco e proteção relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens. SHEN, Danxi. Quick write. Harvard University. Disponível em: https:// ablconnect.harvard.edu/quick-write. Acesso em: 30 out. 2024. Texto que faz um breve resumo da estratégia Quick write, publicado na página da Universidade de Harvard dos Estados Unidos. SILVA, Gilmar H. da; DE OLIVEIRA, Francisco K. Pensamento computacional e STEAM numa perspectiva interdisciplinar com a matemática e informática: uma revisão sistemática de literatura. In: Revista Semiárido De Visu, v. 10, n. 3, 2022. p. 210-223. Nesse texto, por meio de uma revisão sistemática da literatura, os autores identificam práticas e experiências de pensamento computacional relacionadas às Ciências, com uma perspectiva interdisciplinar com foco na matemática e na informática. SILVA, Maria da C.; MENDES, Breno; NICOLINI, Cristiano. A aula-oficina e suas possibilidades: vinte anos depois, 1999-2019. In: ALVES, Luís A. M.; GAGO, Marília; LAGARTO, Mariana. Vinte Anos das Jornadas Internacionais de Educação Histórica. Porto: Citcem, 2021, p. 101-113. Esse artigo apresenta a análise de propostas de aula-oficina, destacando a relevância desse método de ensino para o processo de aprendizagem e propondo a releitura dessa metodologia. SILVA, Munique V. Olhando para o céu: uma proposta para uma educação libertadora. 2007. 89 f. Monografia (Licenciatura em Física) — Instituto de Física, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Disponível em: https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/8233/1/MVSilva.pdf. Acesso em: 21 out. 2024. O trabalho reflete sobre o tema “Universo, Terra e vida” e enfatiza a importância desses assuntos na escolarização. TAJRA, Sanmya (org.). Metodologias ativas e as tecnologias educacionais: conceitos e práticas. Rio de Janeiro: Alta Books, 2021. Esse livro apresenta conceitos, princípios e estratégias para a aplicação das metodologias ativas. VILLANI, Carlos E. P.; NASCIMENTO, Silvania S. do. A argumentação e o ensino de ciências: uma atividade experimental no laboratório didático de física do ensino médio. Investigações em Ensino de Ciências, v. 8, n. 3, 2003. p. 189. Disponível em: https://ienci.if.ufrgs.br/index.php/ienci/ article/view/539/334. Acesso em: 2 ago. 2024. Nesse artigo são analisadas as influências de dados empíricos na aprendizagem de estudantes do Ensino Médio. VIOLÊNCIA escolar e bullying: relatório sobre a situação mundial. Brasília: Unesco, 2019. Relatório que fornece dados atualizados sobre violência escolar e bullying, destacando natureza, abrangência e impactos, assim como iniciativas que buscam enfrentar esses problemas.

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