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FOLHETO INFORMATIVO DE DISTRIBUIÇÃO QUINZENAL

  ANO I NÚMERO 63 – PINHÃO, 05 DE DEZEMBRO DE 2009   PROPRIEDADE: ASCVD     COORDENADOR: PEDRO ESPÍRITO SANTO                                    Questões de segurança preocupam; Mota-Engil ameaça parar   obras do Douro  interior.                       ALEXANDRE CHAVES RECONDUZIDO XII EDIÇÃO DA FAG ALIJOENSE  EMPATA Equipa com muita  personalidade, Presidente da NERVIR quer mais Novas directrizes assentam no apoio a não assume candidatura ao título; apoios para os artesãos;   instituições e diálogo com poder central.   Sábado   Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta   5/12 6/12 7/12 8/12 9/12 10/12 11/12           15ºC 14ºC 11ºC 18ºC 19ºC 15ºC 17ºC          

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GOVERNADOR CIVIL QUER PARAR OBRAS NO IP4

LISBOA NA HISTÓRIA DE UMA NOVA EUROPA

ASSOCIAÇÃO SÓCIO CULTURAL VALE D`OURO www.ascvd.pt


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FICHA TÉCNICA

DOURO PRESS Folheto Informativo Quinzenal de Distribuição Gratuita Online Propriedade Associação Sócio Cultural Vale D’Ouro Impressão Junta de Freguesia do Pinhão Tiragem 50 exemplares Distribuição Marco Costa www.douropress.com.sapo.pt douropress@sapo.pt Redacção Luís Ramos Cátia Ramos Luís Almeida Rui Batista Pedro Espírito Santo Colaboradores Sansão Gomes

EDITORIAL

AVC SÃO PRINCIPAL CAUSA DE MORTE EM PORTUGAL O AVC é provocado pela obstrução de uma veia no cérebro que impede a passagem de nutrientes e oxigénio. As lesões resultantes de um AVC dependem da zona do cérebro afectada. Os acidentes vasculares cerebrais (AVC) são a primeira causa de morte e incapacidade em Portugal, sendo responsáveis por 200 mortes anuais em cada 100 mil habitantes. Tal flagelo atinge cerca de 200 portugueses por cada 100 mil habitantes, por ano. De refeir que, devido à diversidade de sintomas e bloqueios causados, é necessário um conhecimento real, não só das suas causas como também dos sintomas adjacentes à doença. Ora, Em situações de extremo cuidado médico e para evitar um novo AVC, o doente deve tratar as causas que deram origem ao primeiro, bem como adoptar medidas terapêuticas medicamentosas e fazer uma mudança de comportamento no estilo de vida.

Montagem Pedro Moreira Manutenção Web Marco Costa Fábio Cardoso Fotografia Pedro Sousa Coordenador Pedro Espírito Santo

BUSCA PÓLOS

Pedro Espírito Santo

NOTA DE EDIÇÃO Na última edição de 21 de Novembro de 2009, o Douro Press noticiara um acidente ferroviário ocorrido na linha do Douro entre as estações do Tua e Pinhão: Na capa, como subtítulo do referido artigo, a edição desde folheto de informação referia que teria havido “A queda de pedras” provocando “o descarrilamento e precipitação no rio da locomotiva do primeiro comboio”: Como tal não corresponde á verdade dos factos, não obstante de veracidade do corpo da notícia – presente na página 2 da referida edição – assumimos a forma errática de colocação dos termos referentes ao assunto em questão;

SANSÃO GOMES coisasmuitoestupidas.blogspot.com

Luís Almeida


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GOVERNADOR CIVIL QUER OBRAS PARADAS NO IP4 Mota-Engil ameaça parar com as obras que já decorrem no Douro Interior Na outra concessão que está em curso em Trás-osMontes e que beneficiará directamente o concelho de Alijó, a Mota-Engil ameaçou na semana passada parar com as obras que já decorrem entre Alijó e Carlão.

Luís Almeida / LUSA Fotos: Público

Alexandre Chaves quer que as obras do IP4 sejam ajustadas em função das condições atmosféricas e irá solicitar uma recandalarização por forma a impedir a execução dos trabalhos com os típicos gelo e neve. Em declarações à agencia Lusa de Noticias, o Governador Civil do Distrito de Vila Real chamou a atenção de que "Não se pode fazer tudo ao mesmo tempo nesta altura do ano". Alexandra Chaves considera ainda que "é preciso coordenar de modo a que as obras não prejudiquem a segurança e fluidez do trânsito no IP4" durante o Inverno, em que aos constrangimentos dos trabalhos se associam condições climatéricas adversas. Alexandre Chaves tem a garantia que a concessionária "tem os meios necessários para manter a estrada limpa, porém as obras criam condicionalismos à mobilidade". Para o Governador Civil o facto da circulação de veículos na zona do Marão estar reduzida a uma faixa de rodagem devido aos trabalhos em curso com três frentes:

Protecção de taludes, pavimentação e drenagem das águas é justificação necessária para “reordenar o cronograma físico de execução das obras". Para Alexandre Chaves "não se trata de paragem, mas de repensar a ordem de execução" que deixou também a garantia que "na altura oportuna informaremos a população das alterações que irão ser feitas". Do lado da concessionário não se conhecem ainda posições oficiais a esta noticia contudo será muito difícil que as obras sejam interrompidas ou mesmo recalendarizadas nesta fase. Recorde-se que nos procedimentos de concurso os concorrentes apresentam uma planificação relativamente rigorosa e sobre a qual é definido o plano financeiro e económico para toda a duração da concessão. Paralelamente existem penalizações pelo não cumprimentos dessa planificação que é em muitos casos bastante exigente. A menos que a iniciativa parta do Governo, as obras não deverão parar no IP4 até porque os constrangimentos na via já existem.

O presidente da Mota-Engil, António Mota, empresa de construção que ganhou há um ano a concessão do Douro Interior, em declarações à SICNoticias indicou que as obras em curso poderão parar dentro de um mês na sequência do chumbo do Tribunal de Contas a diversas concessões inclusive esta. E um pedido de indemnização ao Estado também está a ser ponderado. Já na passada quarta-feira, o ministro das Obras Públicas sublinhou no Parlamento que se tivessem sido anulados os concursos para as concessões rodoviárias que foram agora chumbadas pelo Tribunal de Contas (TC) teria sido "muito pior". António Mendonça sustentou que se tivesse sido decidido anular os concursos por não terem resultado em condições mais vantajosas para a EP, como previa o programa dos concursos, e tivessem sido lançados novos procedimentos “a discussão teria sido feita no primeiro semestre de 2009, quando as condições eram ainda mais adversas”. A Estradas de Portugal anunciou recurso.


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O EMPATE FOI O MAL MENOR Alijoense, 0 | Vila Real, 0

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CENTRO DE SAÚDE AJUDA PAIS QUE PERDERAM FILHOS O Centro de Saúde de Mirandela criou um grupo de entreajuda

Jogo Grande em Alijó! Numa tarde gelada em Alijó, o Vila Real não foi além de um empate com o líder do campeonato, Alijoense. A equipa da casa mostrou no relvado sintético o porquê de ser o actual líder, em igualdade pontual com o Santa Marta de Penaguião. Os seus responsáveis não se assumiram como candidatos à subida, mas em Alijó mora uma equipa com muita personalidade, que entra em campo sempre na procura da vitória. MIKE PATRICK BATE COM A PORTA: Ao fim de dois empates, um, em casa, frente ao Santa Marta e, no último fim-de-semana, em Alijó, frente ao Alijoense, o técnico brasileiro decidiu abandonar o emblema alvi-negro. No final do jogo, Mike Patrick falou com os seus adjuntos e em conjunto decidiram por termo ao seu vínculo aos vila-realenses. O motivo para a saída prende-se com algumas interferências da direcção no comando da equipa técnica, que o treinador não aceitou da melhor forma e assim acabou por bater com a porta.

VALORES DA EURIBOR VOLTAM A DESCER EM NOVEMBRO A Euribor voltou a descer em Novembro, com a média mensal a fixar-se em 0,993%. Para os portugueses que contraíram um empréstimo à habitação, e cuja semestralidade ou a revisão ocorre em Dezembro, o indexante utilizado será a média mensal da Euribor em Novembro, sendo que a alteração da prestação ocorre a partir de Janeiro, inclusive. Pedro Espírito Santo / avozdetrasosmontes.pt

Abriu, em Mirandela, uma delegação da Associação Nossa Ancora, que pretende ajudar os pais que perderam filhos a abraçar de novo a vida. Assim, o Centro de Saúde de Mirandela, em colaboração com esta associação, criou um grupo de entreajuda para pessoas que perderam familiares próximos. Segundo vários testemunhos e estudos a dor de um pai que perde um filho é indescritível e deixa marcas profundas para toda a vida, muitos descrevem-na como uma bomba atómica capaz de abalar e até acabar com qualquer família. António Salema, psicólogo e responsável pela criação do núcleo, explica que a iniciativa vai ao encontro dos pais em luto para entender a sua dor incontornável, para que não se fechem em si mesmos, envoltos na sua revolta, e encontrem novos estímulos na vida. É preciso que os pais sintam que não sofrem sozinhos, que não foram esquecidos nem são diferentes dos outros, ajudando-os a reencontrar alguma serenidade e a aprender a viver com uma ferida que nunca mais vai sarar totalmente. A ideia principal deste projecto é que todos possam falar e ajudar-se por permanências de acolhimento e de escuta, por cartas e conversas telefónicas, por grupos de entreajuda, por reuniões e jornadas de amizade, pela página na Internet, etc. Assim, todos os pais, irmãos e avós em luto, dos distritos de Bragança e Vila Real, poderão frequentar a delegação de Mirandela da "Nossa Ancora", que terá sessões nas primeiras terças-feiras de cada mês, no centro de saúde N.º 1 de Mirandela, entre as 19 e as 20 horas. Cátia Ramos


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SESSÃO DE INFORMAÇÃO “ÁLCOOL… A VIDA SEM ELE!” O Centro de Promoção Social do Concelho de Tabuaço, a Associação Lar e Centro de Dia de Sendim e a Associação para Infância e Terceira Idade de Ervedosa, com a colaboração do Projecto Metas-T CLDS de Tabuaço realizou uma Sessão de Informação subordinada ao tema. Cátia Ramos (Técnica Responsável Gabinete de Intervenção Familiar e Parental – ACD SENDIM)

O Centro de Promoção Social do Concelho de Tabuaço, a Associação Lar e Centro de Dia de Sendim e a Associação para Infância e Terceira Idade de Ervedosa do Douro, enquanto parceiros, com a colaboração do Projecto Metas-T CLDS de Tabuaço realizou no dia 27 de Novembro de 2009 uma Sessão de Informação subordinada ao tema “Álcool… a vida sem ele”, na Vila de Tabuaço. Com esta sessão de informação ambicionou-se promover uma reflexão de análise e/ou partilha de opinião sobre a temática do alcoolismo, nomeadamente a articulação entre as várias instituições e os serviços que estas prestam. Estiveram em debate as respostas sociais que existem para a população alcoólica e que políticas ministrar, bem como, o preocupante aumento da taxa de alcoolismo do Concelho de Tabuaço e do país. Depois da sessão solene de abertura, na qual o representante da instituição cumprimentou os presentes, deuse início à discussão do tema em debate. Maria José Fernandes Lacerda, médica e representante do CRAN de Peso da Régua fez a primeira comunicação da tarde focando os malefícios do álcool para a mulher e a criança, uma abordagem clínica que despertou várias curiosidades na plateia assistente. Marta Teixeira, psicóloga representante da Cruz Vermelha Portuguesa (delegação de Sabrosa) deu seguimento à sessão abordando o caso dos jovens, o fácil acesso que estes têm ao álcool e os problemas que este lhes poderá trazer no seu futuro, morte, coma alcoólico e vários

acidentes físicos e psíquicos foram focados em texto e imagens. Seguiram-se os Alcoólicos Anónimos, testemunhos reais de vida completamente entranhadas na rede do álcool foram expostas e debatidas durante a maior parte da tarde. Cenas relatadas trouxeram lágrimas a muitos dos que assistiram a este evento. Antes do encerramento da sessão o Coordenador do Projecto Metas-T CLDS do Concelho de Tabuaço, Rafael Santana, fez uma breve exposição do projecto e a ajuda que este proporcionará aos indivíduos que diariamente se debatem com a problemática do alcoolismo nas dezassete freguesias. Um novo serviço de inter-ajuda nascerá, depois de Janeiro, em Tabuaço. Panfletos, textos, folhetos informativos e vário material aliado à temática em questão, foi distribuído nesta sessão de informação. Da plateia diversificada na qual constavam vários tipos de público, como as escolas, cursos de formação profissionais, beneficiários de RSI e diversos técnicos das instituições e serviços do concelho, formam tecidos os melhores elogios. No ar fica a promessa de um mega Seminário, a fins de Abril, que numa abordagem muito mais completa abordará os vários tipos de comportamentos desviantes e todas as problemáticas a eles associados. Depois das Jornadas de Gerontologia, realizadas a Maio deste ano, esta é mais uma actividade da Parceria Douro Sul em Rede que se revelou um autêntico sucesso.

FAG continua o “centro das tradições regionais” Presidente da NERVIR quer mais apoios para os artesãos

Vila Real recebeu pela XII edição a Feira do Artesanato e da Gastronomia (FAG), um certame que reuniu cerca de uma centena de expositores de vários pontos do País. Entre os dias 27 de Novembro e 1 de Dezembro, o pavilhão da NERVIR – Associação Empresarial recebeu as actividades que, ainda que com muito esforço, continuam a perdurar. Artesanato, desde tanoaria e cestaria, gastronomia e bijuteria foram as atracções para os mais de 13 mil visitantes. “É uma mostra que engrandece e orgulha a cidade”. Foi assim que o presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Manuel Martins, classificou a FAG. O presidente da NERVIR no balanço final, referindo que é a “ajuda que pode dar”. “Numa região onde há muitas empresas familiares, esta feira é das poucos para os artesãos se mostrarem.”

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CLDS “PALMUS” Após avaliação dos programas de combate à pobreza e à exclusão Social surge novo programa de intervenção.

ALEXANDRE CHAVES RECONDUZIDO Novas directrizes assentam no apoio a instituições e diálogo com poder central.

Desde os anos 80, que o Estado Português tem vindo a desenvolver programas de combate à pobreza e à exclusão social, nomeadamente o Programa Progride Alexandre Chaves tomou posse como que sucedeu aos Projectos de Luta contra a Pobreza. governador civil do distrito de Vila Real no passado dia 27 de Novembro, em Lisboa. Após uma avaliação destes programas de combate à Três dias depois apresentou em Vila Real as pobreza e à exclusão Social, e depois de serem detectadas directrizes do seu mandado, que se baseiam algumas fragilidades que necessitavam ser corrigidas para no diálogo com as instituições do distrito e a um maior esforço de coesão territorial, surgiu um novo ponte entre estas e a Administração Central. programa de intervenção, os Contratos Locais de Desenvolvimento Social - CLDS. A segurança e prevenção rodoviária é um dos "desígnios" para o novo mandato do Este programa, criado pela portaria nº 396/2007 de 2 governador civil de Vila Real que foi reconduzido de Abril, visa de forma multisectorial e integrada, promover a no cargo pelo Governo. Alexandre Chaves tem inclusão social dos cidadãos, através de acções a realizar em na sua área de influência uma das zonas de parceria, que permitam combater a pobreza persistente e a maior sinistralidade do IP4 que o Governo exclusão em territórios deprimidos. pretende resolver com as obras em curso para construção do túnel do Marão e auto-estrada. Assim, decorrente da assinatura do protocolo Reforçar a articulação entre os diferentes respeitante ao CLDS, será apresentado, na próxima agentes da Protecção Civil é outros dos segunda-feira, no auditório da Câmara de Murça, o projecto propósitos do governador, que se propõe ser Palmus – Partilhar Alijó Murça e Sabrosa. Este projecto também o mediador de um espaço de debate destina-se a fomentar respostas sociais concretas e de forma regional. concertada, recorrendo a parcerias de âmbito local e nacional, para promover um melhor desenvolvimento social Alexandre Chaves quer promover ciclos em zonas particularmente carenciadas dos três concelhos. de conferências com as instituições regionais O Palmus, que se encontra em fase de sobre as diversas temáticas, desde a implementação, tem como base quatro eixos de intervenção regionalização, ao centenário da República, obrigatórios, em áreas de especial relevância, empreendedorismo e desenvolvimento nomeadamente: Emprego, Formação e Qualificação, económico e social, entre outras. Intervenção Familiar e Parental, Capacitação da Comunidade e das Instituições e Informação e Acessibilidades. Alexandre Chaves quer também contribuir para a articulação dos serviços desconcentrados O CLDS terá como objectivo capacitar a população da administração e promover a divulgação e a residente criando respostas que contribuam para o implementação das políticas públicas, desenvolvimento e melhoria da sua qualidade de vida, assegurando “uma administração eficiente e através da implementação de estratégias susceptíveis de eficaz ao serviço das populações”. Outra linha criar uma dinâmica comunitária e de incrementar uma mestra que vai orientar o trabalho de Alexandre capacidade transformadora que promova a autonomia e a Chaves será a cooperação com o poder local e a inserção social e profissional das populações envolvidas. mediação do processo de modernização e desenvolvimento regional. Cátia Ramos

Luís Almeida


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LISBOA NA HISTÓRIA DE UMA NOVA EUROPA O Tratado entrou em vigor em 1 de Dezembro de 2009, em conformidade com o seu artigo 6º. O Tratado de Lisboa altera, sem os substituir, os tratados da União Europeia e da Comunidade Europeia actualmente em vigor.

dos cidadãos. Todavia, para enfrentar esses desafios, a Europa deve modernizar-se. Deve dispor de utensílios eficazes e coerentes adaptados não só ao funcionamento de uma União Europeia recentemente alargada de 15 para 27 membros mas também à rápida evolução do mundo actual. As regras Apesar de Bruxelas estar lá de vida em comum consagradas nos longe o caminho para um regime tratados devem, pois, ser renovadas. federativo na Europa é galgado cada É esse o objectivo do Tratado vez mais rapidamente e o que por lá se decide cada vez mais influencia assinado em Lisboa a 13 de os que por cá vivem. Na semana em Dezembro de 2007. Tendo em conta que entrou em vigor o Tratado de as evoluções políticas, económicas e e desejando Lisboa e Portugal uma vez mais fez societais, responder às história ao dar uma nova Europa ao simultaneamente Mundo, o DouroPress apresenta uma aspirações dos europeus, os Chefes reportagem sobre as principais de Estado e de Governo chegaram a acordo sobre novas regras que alterações no espaço europeu. regem o alcance e as modalidades Em 50 anos, a Europa mudou da acção futura da União Europeia. Assim, o Tratado de Lisboa permite e o mundo também: Hoje mais do que nunca, num mundo adaptar as instituições europeias e globalizado em constante mutação, a os seus métodos de trabalho, Europa deve fazer face a novos reforçar a legitimidade democrática desafios. A mundialização da da União Europeia e consolidar a economia, a evolução demográfica, base dos seus valores fundamentais. as alterações climáticas, o O Tratado de Lisboa é o fruto aprovisionamento energético ou ainda as novas ameaças que pesam de negociações entre Estadossobre a segurança são alguns dos Membros, reunidos em Conferência desafios com que a Europa do Intergovernamental. A Comissão Europeia e o Parlamento Europeu século XXI se confronta. participaram nos trabalhos da Os Estados-Membros já não Conferência Intergovernamental e o são capazes de enfrentar sozinhos Tratado foi ratificado por cada um todos estes novos desafios que não dos 27 Estados-Membros. conhecem fronteiras. Por Coube a estes últimos, de acordo as respectivas regras conseguinte, um esforço colectivo à com escala europeia permitirá fazer-lhes constitucionais, escolher o processo de ratificação. face e responder às preocupações Por muito que os portugueses se sintam deslocados da Europa, a verdade é que além da nossa nacionalidade somos também europeus. Neste contexto teremos que nos habituar cada vez mais a interessar-nos pelas questões europeias.

O Tratado confere à União o quadro jurídico e os instrumentos necessários para fazer face a desafios futuros e responder às expectativas dos cidadãos: uma Europa mais democrática e transparente, com um papel reforçado para o Parlamento Europeu e os parlamentos nacionais, mais oportunidades para que os cidadãos façam ouvir a sua voz e faz o quê aos níveis europeu uma definição mais clara de quem e nacional: Uma Europa mais eficiente, com regras de votação e métodos de trabalho simplificados, instituições modernas e um funcionamento mais racional adaptados a uma União Europeia com 27 Estados-Membros e maior capacidade de intervenção nas áreas prioritárias de hoje; Uma Europa de direitos e valores, liberdade, solidariedade e segurança, com a defesa dos valores da União, a introdução da Carta dos Direitos Fundamentais no direito primário europeu, a criação de novos mecanismos de solidariedade e a garantia de uma melhor protecção para os cidadãos europeus; A Europa assume maior protagonismo na cena mundial através da articulação dos diferentes instrumentos de política externa da União, tanto na elaboração como na adopção de novas políticas. O Tratado de Lisboa permite à Europa assumir uma posição clara nas relações com os seus parceiros e tirar maior partido das suas vantagens económicas, humanitárias, políticas e diplomáticas a fim de promover os interesses e valores europeus em todo o mundo, no respeito pelos interesses individuais dos Estados-Membros em matéria de política externa. Edição Politica


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CULTURAL

CURIOSIDADES

Pintura auto-regeneradora

da Nissan chega aos telemóveis A Nissan anunciou que irá licenciar a sua inovadora pintura “auto-regeneradora anti-riscos" à NTT DoCoMo, Inc. para aplicação em telemóveis, no Japão. A pintura auto-regeneradora, actualmente aplicada nalguns veículos Nissan e Infiniti a nível mundial, foi desenvolvida em colaboração com a Universidade de Tóquio e a Advanced Softmaterials Inc. A pintura auto-regenera arranhões finos e é capaz de restaurar da noite para o dia ou, em casos mais graves, no espaço de uma semana, as superfícies de pintura do veículo. A pintura auto-regeneradora é também mais resistente a arranhões do que a tinta convencional, contribuindo assim “Princesa pop, palhaço pirómano, petrarquista para um revestimento de pintura mais pirata, perfeccionista patife, porfiado e prolixo poeta — resistente e duradouro. tudo adjectivos começados por ‘b’. A NTT DoCoMo, Inc. irá licenciar a B Fachada é um multi-instrumentista virtuoso: do piano tecnologia para os seus telemóveis a serem à guitarra, passando pela viola braguesa e pelo trompete vocal. introduzidos no Japão, característica que Do soneto maldito ao cianeto alexandrino, passando pela terá valor adicional para os clientes. grandiloquência transmontana e pela rusticidade jazzística de um sca. autoportal.iol.pt

B FACHADA

NO TEATRO DE VILA REAL

Literato até quando cospe, o cascalense Fachada faz canções para todos os desgostos, humor ponta-e-mola para todos os buchos. Que seja o este pónei dourado a limpar, finalmente, a Baía de Cascais das suas carcaças de golfinho.”

Bilhetes: 7 euros (normal) e 5 euros (menores de 25 anos e maiores de 65)

05-Dez | Pequeno Auditório | 22:00 Auditório | 22:00

teatrodevilareal.com


Edição 63 - DouroPress