Page 1

www.pinhao.com.sapo.pt/ Edição Quinzenal Electrónica Ano I Número 8 14 de Setembro de 2007 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA POR VIA ELECTRÓNICA Coordenador LUÌS MANUEL ALMEIDA Coordenador Adjunto PEDRO ESPIRITO SANTO

PASSAM 74 ANOS DA CONCRETIZAÇÃO DO SONHO DE A.M. SARAIVA G GD DS SJ JP PE ES SQ QU UE EIIR RA A P PE ER RD DE EM MA AS ST TIIA AG GO O M MA AR RC CA A S SU UC CE ES SS SO ON NA AB BIIE EN NA AL L AL LIIJ JO OE EN NS SE EE EM MP PA AT TA A D DA AG GR RA AV VU UR RA A A M MA AS SS SÓ ÓR RE EG GR RE ES SS SA AE EM M2 20 01 10 0 N ES ST TR RE EIIA A NA AE N o n a e V a o p e d o ã ç c e o a e o N n nttte o iiin no an ejjja Ve a... V orrrtttiiivvva po esssp de od ão çã cç ec orrr a ssse errriiio ovvva No

P PS SD DA AL LIIJ JÓ ÓD DIIZ ZQ QU UE ER RE EV VIID DO OU UR RO O P TO OR RN NA AR R--S SE EN NU UM MC CIIR RC CO O PO OD DE ET

DO PINHÃO PARA A EUROPA

Acha que o Douro Press deveria ter uma edição em papel?: Sim – 81% Não – 13% Para votar basta escolher uma das opções de resposta da pergunta da semana em www.pinhao.com.sapo.pt/douropress.htm

no CS Vintage House

VINTAGE, JARDINS COM ESCULTURAS Esculturas de Hélder Carvalho


14 de Setembro de 2007

Editorial Pedro Espírito Santo

Coordenador-Adjunto “Douro Press”

Estamos em festa! Esta semana “Douro Press” destaca o septuagésimo quarto aniversário da freguesia do Pinhão. Tal como tem sido habitual nestas tão importantes ocasiões, Luís Almeida assina um vasto trabalho de investigação sobre as várias fases desta bela vila douriense, desde a sua criação, na margem direita do Rio Pinhão, com a respectiva denominação de lugar de S. Pedro de Celeiros de Panóias, até aos nossos dias realçando como principal figura António Manuel Saraiva, primeiro presidente de Junta do Pinhão e principal impulsionador desta denominação. Numa curta viagem pelo tempo é-nos igualmente permitido comparar as realidades e perceber as actuais problemáticas. Resta-nos esperar que o executivo da Junta de Freguesia não permita que esta data seja esquecida no imaginário e se torne gravemente desconhecida, por parte de uma outra geração menos adulta. Destacamos igualmente a Bienal da Gravura do Douro, que pela sua 4ª edição, é classificada como “Uma das maiores Bienais de Gravura da Europa Ocidental”. Teve recentemente o seu término, 10 de Setembro, tendo sido anunciado apenas para 2010 a sua reedição. Espera-se ainda que possa surgir no local um Museu de Gravura Contemporânea não sendo muito provável a sua edificação até à data de sua próxima e já referida edição. Nesta edição surge também um novo espaço de informação, ligado ao desporto, que oferecerá clara evidência ás equipas locais, GDSJ Pesqueira e Alijoense, onde, no seu quadro de atletas, surgem nomes directamente ligados ao Pinhão, tais como João Pedro Silva, Tiago Jóia, Hélder Vaz, José Guilherme, Bruno Amaral. Este novo espaço permitir-lhe-á acompanhar de perto as equipas que vão defendendo as cores da região bem como os atletas, que dão a força e a vontade, que tão bem conhecemos. Por fim “Douro Press” realça as palavras de Miguel Rodrigues, duras criticas, em relação á última edição da REVIDOURO, classificando-a como um “Circo”… Lembre-se que Miguel Rodrigues esteve presente no certame classificando a sua visita como “visita de trabalho”. Pedro Espírito Santo escreve regularmente para o grupo pinhão.com no seu blog: http://resulta.blogs.sapo.pt/

RESULTA SEMPRE

2

BIENAL DA GRAVURA DO DOURO CHEGA AO FIM A Bienal de Gravura do Douro que decorreu em Alijó desde 10 de Agosto terminou no passado dia 10 de Setembro com o anúncio da próxima edição para 2010. A organização do evento anunciou que apenas em 2010 se repetirá a bienal para evitar que no mesmo ano ocorra a Revidouro como tem acontecido. A Câmara de Alijó é uma das principais patrocinadoras de ambos os eventos pelo que o esforço financeiro é sempre considerável. O teatro e a música em torno dos locais de realização das exposições são medidas a implementar para melhorar o evento. O balanço é positivo embora não existam dados oficiais das visitas. A exposição de Paula Rego terá sido a mais concorrida. Bienal afirma-se internacionalmente Para além de toda a dinâmica cultural criada durante um mês, a Bienal Internacional de Gravura do Douro, que desde 2001 se realiza em Alijó, permitiu ainda reafirmar o Douro como uma região resistente à desertificação do interior, “não baixando os braços perante a inoperância dos governantes, que mais não têm feito senão centralizar ainda mais o País”, na opinião de Nuno Canelas, director do Núcleo de Gravura de Alijó e um dos comissários da bienal. Em tempo de balanço, Nuno Canelas refere que os resultados obtidos nesta Bienal permitem reconhecer esta 4.ª edição como “uma das maiores Bienais de Gravura da Europa Ocidental”, uma vez que conseguiu “pasmar e deliciar muitos entendidos que julgavam ser impossível concretizar uma Bienal deste nível em Portugal e, especialmente, no interior transmontano”. Na verdade, esta Bienal de Gravura do Douro conseguiu trazer até ao interior 250 gravuras da autoria de 131 artistas, oriundos de 47 países. Números estes que, segundo Nuno Canelas, “espelham bem a representatividade desta Bienal a nível mundial”. A crescente qualidade da Bienal permitiu, este ano, a presença da obra de Paula Rego, de uma exposição do acervo da Cooperativa Árvore e de um «Diálogo» entre Gravura Rupestre e Gravura Contemporânea, resultado da cooperação do Parque Arqueológico do Vale do Côa e do Município de Foz Côa, para além de outras exposições de gravura e outros eventos paralelos ao certame. Largo caminho a percorrer. Apesar do sucesso conseguido, Nuno Canelas considera que existe ainda um largo caminho a percorrer pela organização, nomeadamente no sentido de conferir ao principal espaço físico da exposição um melhor tratamento, pois “tratando-se de um pavilhão gimnodesporivo, carece de algumas valências condizentes com as obras expostas”. Oferecer à Bienal “uma consistente e frequente programação cultural no espaço envolvente, como, por exemplo, um festival de jazz, de teatro e rock”, são outros dos projectos a concretizar em próximas edições. Dessa forma, pensa a organização conseguir multiplicar a afluência de visitantes, atrair a juventude e dotar os espaços envolventes à Bienal com infra-estruturas de animação cultural diária e permanente. Mas, as ambições quanto ao evento não se ficam por aqui. O alargamento da Bienal a outros pontos do País e mesmo do estrangeiro são projectos que estão nos horizontes da organização. Nesse sentido, serão assinados futuramente outros protocolos à semelhança daquele que resultou na parceria estabelecida com Foz Côa, designadamente com os municípios do Porto, Vila Real, Peso da Régua, Lamego e Tordesilhas, em Espanha. Ainda assim, é a edificação de um Museu de Gravura Contemporânea, um local por excelência necessário à exposição permanente e arquivo de todo o espólio das Bienais futuras e das realizadas até à data, o objectivo maior de todo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela organização.


3

14 de Setembro de 2007

PINHÃO ESTÁ REFERENCIADO DESDE 1134 COMO LUGAR DE PANÓIAS

O Pinhão comemora dia 23 o seu 74º aniversário enquanto freguesia. Uma independência face a Casal de Loivos que ficou atravessada nas gargantas de alguns e que deteriorou nos últimos anos as relações entre as freguesias. Mas de onde veio o Pinhão? Como apareceu e cresceu esta vila? Quais são as origens e quem deve o Pinhão o sucesso de hoje? O Pinhão conseguiu em menos de 100 anos passar de um lugarejo na margem direita do rio homónimo para uma vila. O que motivou esse crescimento metórico e quem foram os protagonistas que conretizaram essa visão? Toda a história, desde o primeiro dia. O futuro, as expectativas e os problemas em mais um grande trabalho de investigação assinado por Luís Almeida. Ao contrário do que possa parecer, o Pinhão nasceu na margem direita do rio homónimo num sítio que em 1134 era lugar da freguesia de São Pedro de Celeiros de Panóias e que mais tarde integrou o concelho de Gouvães do Douro. A construção da ponte em cantaria em finais do século XVII, inícios do século XVIII foi a principal responsável para o alastramento do lugar para a margem esquerda do rio Pinhão e direita do rio Douro. O telégrafo encerrado em 1875 é prova de que a esta data este processo

de deslocalização estaria já em avançado estado de desenvolvimento. O lugar que anos mais tarde se tornaria a próspera freguesia do Pinhão, não era mais do que um povoado de gentes ligadas ao rio e ao transporte de pessoas e animais entre as margens do Douro e do Pinhão. Só com a demarcação do Marquês de Pombal daquela que é a mais antiga região demarcada do mundo é que o Pinhão começa a definir a sua identidade. Antigamente chegava-se a esta povoação por uma via romana que ligava Sabrosa à margem direita do Rio Pinhão, ou por Murça, passando por Favaios, Vale de Mendiz, Vilarinho de Cotas e Casal de Loivos. Descia-se, então, a encosta até à zona da praia, onde se armazenava tudo o que se destinava ao embarque ou desembarque nos barcos rabelos, no rio Douro. Mais tarde, essa estrada foi apelidada de “Estrada Real”. As margens do Douro cobriram-se de vinha que viriam a originar o fantástico vinho do Porto, mas só a partir de 1678 é que surgiu essa designação por iniciativa dos primeiros ingleses que chegaram à região. É a partir de 1875-1880 que o Pinhão se começa a desenvolver definitivamente já na margem esquerda do rio Pinhão à volta do lugar onde em 1880 chega o primeiro comboio procedente do Porto. Para o desenvolvimento do Pinhão muito contribui o facto de ter sido estação terminal de comboios durante 3 anos. Por decreto-real a linha do Douro terminaria mesmo no Pinhão com a extensão a Espanha decidida mais tarde. Os 300 habitantes que então

estavam estabelecidos rapidamente duplicaram com o acesso às novas acessibilidades e a privilegiada ligação ao Porto. Além do comboio surgiram diversas diligências a mais importante procedente de Murça. Rapidamente da linha e para norte ao longo da margem esquerda do rio Pinhão. De todos os lados chegavam carros de bois com pipas de vinho que seriam transportadas pelos rabelos mas também por comboio. A construção das barragens, já em pleno século XX, iria traduzir-se no fim do rabelo e culminar no expoente máximo do monstro de ferro. Naturalmente as populações iam-se fixando naquele entreposto fluvial, ferroviário e viário de características geográficas centrais para toda a região. Os rabelos, o vinho, a areia e a pesca eram o sustento das gentes que depois de verem o comboio em 1880 assistiram à construção de uma ponte metálica sobre pilares de cantaria erguida em 1906 com 207 metros de comprimento e 25 de altura sobre a corrente de então. A localidade tornou-se rapidamente pólo incontornável para o desenvolvimento de qualquer actividade económica num raio de algumas dezenas de quilómetros. 1880 e 1906 determinam historicamente o sucesso do lugar de pescadores que mais tarde se formou vila. O Pinhão tornava-se no início do século XX num importante entreposto de Vinhos Finos que escoava o produto até Gaia pelos barcos rabelos. A localização privilegiada do Pinhão e os meios de transporte que aqui confluíam contribuíram de sobremaneira para o desenvolvimento desta pequena urbe que rapidamente alcançou o estatuto de Centro Económico Geográfico da Região Demarcada do Vinho do Porto. Não é por acaso que Miguel Torga se refere ao Pinhão nestes termos: “(...) Mas existe uma capital deste feudalismo disperso; uma polarização urbana do tresmalho murado de cada senhor: meia dúzia de casas banais, uma estação com azulejos que reproduzem em mísero a grandeza do cenário, e adegas sombrias, cavadas no chão como furnas – o Pinhão. O cósmico e cosmopolita Pinhão!”.


4

14 de Setembro de 2007

ANTÓNIO MANUEL SARAIVA: UM HOMEM COM VISÃO O Pinhão foi elevado a freguesia no dia 23 de Setembro de 1933, pelo Decreto de Lei n.º 23057, tendo sido elevado a vila a 20 de Junho de 1991, tal como se pode comprovar no Diário da Assembleia da República, I Série, n.º 96, do dia 21 de Junho do mesmo ano. Até aí, o lugar do Pinhão fazia parte da freguesia de Casal de Loivos, concelho de Alijó. Mas as transformações e crescimento por demais evidente e largamente demarcado das restantes freguesias e até mesmo da sede de concelho incutiram no espírito dos locais a necessidade física de uma autonomia administrativa. António Manuel Saraiva, Luís Paulo Ribeiro e Américo da Silva Barros foram alguns dos responsáveis pela concretização do sonho e lideraram a Comissão Instaladora da Freguesia, com o primeiro a tornar-se o primeiro Presidente da Junta de Freguesia do Pinhão. António Manuel Saraiva nasceu no ano de 1897 no dia 15 de Abril na freguesia de Ervedosa do Douro no concelho de São João da Pesqueira e distrito de Viseu. As suas habilitações literárias não o impediram de se tornar uma das figuras mais influentes na Vila do Pinhão afirmando esta pequena localidade na região e já mesmo no país. A sua família era composta pelos pais, duas irmãs e ele próprio tendo habitado o número 2 da Rua de Santo António durante a sua infância tendo-se mudado para o Largo Dr. Duarte Lobo mais tarde após o seu casamento. António Manuel Saraiva ostentava uma corpulência e altura invejáveis sendo muito elegante na postura e socialização. Conta quem o conheceu que era amigo dos pobres, bom pai e uma belíssima pessoa. Sempre o caracterizaram as botas desapertadas com que ia apanhar o comboio. Gostava de ajudar os pobres e foi comerciante de profissão. Em prol do Pinhão criou condições e fomentou diversas actividades e obras. Antes de 1933, criou a Igreja, construiu o cemitério e colocou a electricidade. Em 1933 elevou o Pinhão a freguesia e no ano seguinte colaborou na constituição da Casa o Povo, a primeira em todo o distrito de Vila Real. Em 1936 expropriou as minas do Fontão a José Beleza de Andrade. Em 1937 pediu a criação do

Fonte: Junta de Freguesia do Pinhão

Instituto do Vinho do Porto e no ano seguinte o Pinhão teve saneamento e fontanários públicos com água potável. Estes apenas alguns os muitos e marcantes feitos daquela que é, sem margem para qualquer dúvida, a maior figura impulsionadora do desenvolvimento do Pinhão e o principal responsável pela tão grande crescimento em apenas 100 anos. A população prestou-lhe homenagem atribuindo o seu nome à principal rua, Rua António Manuel Saraiva. Nas comemorações dos 50 anos da freguesia foi lapidada uma medalha em sua homenagem e procedeu-se ao processo formal de nomeação da rua principal. È importante frisar que a estação ferroviária do Pinhão foi valorizada com 24 magníficos painéis de azulejos policromados, nos quais se descreve a etnografia da região. Trata-se de um precioso conjunto concebido em 1940, mercê da Junta de freguesia local, em particular de António Manuel Saraiva e do Instituto do Vinho do Porto.

A partir de 1942 o Pinhão dispõe também de atendimento médico a tempo inteiro nas instalações da Casa do Povo sendo o primeiro clínico, o Dr. Duarte da Fonseca Lobo. O reconhecimento aos cuidados prestados por esta ilustre figura do panorama social Pinhoense culminou com a substituição da designação do Largo da Trindade por Largo Dr. Duarte da Fonseca Lobo. Só a 28 de Novembro de 2001 um outro médico, então também presidente da Câmara Municipal e Alijó, Dr. Joaquim Cerca, inaugurou as instalações definitivas da Extensão de Saúde do Pinhão do Centro de Saúde de Alijó onde actualmente presta consultas em complementaridade com a Dr. Isabel Freitas. É o ano de 1942 que marca também a chegada da Guarda Nacional Republicana que só em 1986 teve direito a instalações próprias, vinte anos depois votadas ao abandono pela saída constante dos efectivos ao ponto de se ter tornado obsoleto dizer que o Pinhão dispõe de um posto da GNR. Em 1966 o Pinhão tem o primeiro banco e em 1976 surge a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Pinhão. Já a Igreja, no Pinhão permaneceu tempo demais dependente de Gouvães do Douro, apesar de civilmente já ser do concelho de Alijó. É a 1 de Fevereiro de 1959 que o Pinhão adquire independência canónica assumindo Nossa Senhora da Conceição como padroeira utilizando uma capela que já existia mesmo antes do aparecimento da freguesia.


14 de Setembro de 2007

5

O PINHÃO PODE NÃO SOBREVIVER DURANTE MUITOS MAIS ANOS O próspero desenvolvimento do Pinhão levaria a que em 1991 se atingisse outro marco importante de autonomia administrativa: a criação da vila. As necessidades básicas, os serviços essenciais e o clima de prosperidade económica foram os argumentos determinantes para que a Assembleia da República proclamasse a criação da Vila do Pinhão. A elevação à condição de vila concretizou-se graças à iniciativa do deputado Daniel Bastos e tornou-se realidade a 20 de Junho de 1991, coincidência ou não tal acontece sob o mandato da Junta de Freguesia liderado pela filha do homem que em 1933 trouxe a independência às gentes Pinhoenses. Hoje, a maior parte da população do Pinhão vive do comércio nas áreas de

produtos alimentares, vestuário, calçado e hotelaria. Os serviços (empresas vitivinícolas, escolas, bancos, Junta de Freguesia e Centro de Saúde) empregam também algumas dezenas de pessoas. A indústria e agricultura completam o quadro económico da vila. Principalmente, as gentes desta simpática vila dividem-se entre os sectores primário e terciário, apesar da produção vinícola ser o grande motor da vila. No domínio do sector primário, salienta-se a produção do Vinho que é, depois exportado, levando o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo. As empresas agrícolas, visando a obtenção de excelentes vinhos, de

aromas intensos e de cores com identidade própria, continuam a investir em novas plantações de vinha, com castas de especial qualidade. Desta forma, proporciona-se a fixação da população e contribui-se para o desenvolvimento da freguesia, uma vez que se torna necessária a existência de diversos serviços fundamentais tais como os correios, transportes, bancos e serviços públicos administrativos. É o conjunto de realidades tão díspares e ao mesmo tempo integradas que levou a UNESCO a reconhecer, a 14 de Dezembro de 2001, que se está perante um espaço único de paisagem humanizada harmoniosamente integrada no meio físico. Todo o processo de candidatura começou no Pinhão, a 26 de Junho de 2000, com a assinatura do protocolo de compromissos entre 21 autarquias e 23 entidades públicas que culminaram na atribuição do título de Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial. A história do Pinhão não pode surgir separada do Rio Douro, que nasce na Serra de Úrbion, em Espanha e desagua em São João da Foz, no Porto. Este curso de água tão importante para a economia da região, tem o comprimento de 927 km, dos quais 330 em território luso, sendo a sua bacia hidrográfica detentora de uma área de 98370 quilómetros quadrados. No fundo, a história do Pinhão e das suas gentes é a história da conquista e afirmação de uma posição de destaque e liderança na região que o envolve. A agricultura, solidamente implantada e assente em métodos modernos e dinâmicos não foi afectada pela integração de Portugal na Europa, antes beneficiou com esse facto. O comércio, devidamente inserido no contexto local e regional, assumiu ao longo do tempo cada vez mais importância, correspondendo às

expectativas da área envolvente. A indústria, domínio onde pontuam alguns grandes empreendimentos, encontra-se projectada de acordo com as melhores técnicas de gestão e ultimas inovações tecnológicas. Uma visão profética O Pinhão enfrentará agora uma das maiores crises desde a sua criação. Os feitos conseguidos por António Manuel Saraiva, dados como adquiridos e inabaláveis na sustentação da sociedade local têm sido colocados em causa a cada dia. Os correios, o posto da GNR e o comboio, qual traidor que criou esta terra e agora a abandona. Demograficamente os sintomas evidenciam-se. Socialmente, o esforço perpetrado pelas entidades locais tem-se mostrado ineficiente. E a falta de financiamento para eventos fortes tem impedido o desenvolvimento cultural. Numa perspectiva profética, o Pinhão precisará de um “novo” António Manuel Saraiva. Um homem de visão e com muita paixão pela sua terra capaz de a conduzir pelo novo século respondendo de forma eficaz aos n ovos desafios. A matéria-prima estará toda disponível: o posicionamento geográfico, a propensão turística, a oferta hoteleira, o rio, o comboio, o nome. Faltará conjugar todos estes factores e unir toda a vila em torno do objectivo comum: o desenvolvimento. Faltará o empurrão governamental que é simples e directo: a reabertura da linha do Douro e o fim das dificuldades impostas ao sector do vinho.. Dito assim… parece fácil, mas sobretudo é necessário que os pinhoenses se unam. Fontes: [1] – LOBO, Maria Lucília da Saraiva; A Alma do Douro: Pinhão; 1ª Edição; Calcorrear, Pinhão 2004 [2] – SILVA, José Ribeiro; Os Comboios de Portugal – Do Vapor à Electricidade – Volume I; 1ª Edição; Mensagem; Queluz 2004


6

14 de Setembro de 2007

DESP RT

DESP RT

TIAGO MARCA NA DERROTA DO GDSJP O Pesqueira foi a Trancoso no passado dia 9 de Setembro para um jogo de pré-época que não 2 contou com árbitros oficiais. GD TRANCOSO Num típico jogo de pré-epoca a GDSJPESQUEIRA 1 superioridade do Pesqueira foi insuficiente para vencer. Tiago marcou o golo do Pesqueira e teve uma flagrantíssima oportunidade de golo que desperdiçou na segunda parte. O Trancoso adiantou-se no marcador aos 27 minutos através de um remate de longe sem hipóteses de defesa para o guardião do Pesqueira. Ainda o marcador não contava 10 minutos após o primeiro golo, já o Trancoso elevava a vantagem para 2-0. O tento surgiu na marcação de uma grande penalidade por falta de Ferrari, guarda-redes do GDSJP. No lance que motivou o golo, o avançado do Trancoso estaria em posição irregular. Ainda na primeira parte, aos 40 minutos surge a redução no marcador por Tiago na sequência de uma grande penalidade após falta sobre Miguel. Com excepção de Tiago que se isolou perante o guarda-redes tendo depois perdido o controlo da bola, a segunda parte não teve história. O jogo ficou marcado pela ausência de árbitros oficiais. Os elementos que asseguraram a arbitragem terão influenciado claramente o resultado final. Pelo GDSJ Pesqueira jogaram Ferrari, Vasco, Feliz, Chico, Toze, Miguel, Varela, Paulinho, Ferraz, Andrade, Tiago Jóia e Miguel. Mo rescaldo do jogo, através do site oficial do GDSJ Pesqueira Tiago referiu que a equipa vai fazer coisas bonitas na época mas que para tal é necessário o apoio incondicional de todos. O Pesqueira não venceu na pré-época tendo sido este o seu segundo jogo. No primeiro, frente à Régua em casa, o resultado foi de um empate a zero. Silva, lesionado, não jogou. Jogo Particular Estádio Municipal Trancoso

DESP RT

DOURO PRESS COBRE DESPORTO O Douro Press estreia esta semana um espaço desportivo regular nas suas edições para acompanhar as prestações do GDSJ Pesqueira e o Alijoense. O objectivo do título de distribuição gratuita do grupo pinhão.com é acompanhar a prestação dos atletas pinhoenses que militam nos clubes de futebol da região. Assim, a partir de hoje acompanharemos a prestação do GDSJ Pesqueira e do Alijoense nas respectivas Divisões de Honra da AF de Viseu e de Vila Real. Todas as semanas, os golos, as vitórias, as derrotas e as mexidas na classificação destas duas equipas com especial destaque sobre a actuação dos pinhoenses. João Silva e Tiago Jóia no GDSJ Pesqueira e Guilherme, Hélder Vaz e Bruno Amaral no Alijoense. O Alijoense iniciou já o campeonato distrital, o Pesqueira inicia na próxima semana.

ALIJOENSE EMPATA NA ESTREIA Num jogo que se antevia complicado o Alijoense não foi além de um empate com o Pedras 0 P. SALGADAS Salgadas. O Alijoense beneficiou durante 0 ALIJOENSE 50 minutos de uma superioridade numérica que não foi capaz de aproveitar num jogo que se revelou carente de espectáculo mas típico de início de temporada. Os primeiros minutos só deram Pedras mas o Alijoense soube conseguir o controlo do jogo. Na segunda parte, o Pedras desapareceu mesmo do jogo e o Alijoense poderia ter conseguido os três pontos. Guilherme esteve em destaque no jogo embora o seu posicionamento recuado terá impedido acções de ataque eficazes. Pelo Alijoense jogaram: Gato, Carlos Dias, PAtrik, Figueiredo, Bruno, Sérgio, Guilherme, Sampaio, Pegarinhos, Nuno Pinto, Hélder 1ª Jornada – Div. Honra AFVR Estádio da Portelinha

JORNADA 1

GD Parada Vouzelenses Carvalhais Vildemoinhos C. Senhorim Oliv. Frades Lamelas Sampedrense

23/09 23/09 23/09 23/09 23/09 23/09 23/09 23/09

JORNADA 1

Fiolhoso Valpaços Vila Real P. Salgadas Santa Marta Pegarinhos Boticas Atei

2007-09-09

ADI 2-2 2-1 0-0 2-1 3-4 0-1 3-2

Montalegre GD Cerva Vilarinho FC Alijoense Murça Régua Sabroso Abambres

CLASSIFICAÇÃO 1

Régua

3

2

Atei

3

3

Vila Real

3

4

Santa Marta 3

5

Sabroso

3

6

Valpaços

1

7

GD Cerva

1

8

P. Salgadas 1

9

Alijoense

1

10

Montalegre

0

11

Fiolhoso

0

12

Pegarinhos

0

13

Abambres

0

14

Vilarinho FC 0

15

Murça

0

16

Boticas

0

PRÓXIMOS JOGOS JORNADA 2

GD Cerva Vilarinho FC Alijoense Murça Montalegre Régua Sabroso Abambres

2007-09-16

16/09 16/09 16/09 16/09 16/09 16/09 16/09 16/09

2007-09-23

JORNADA 3

Cinfães Mangualde Paivense Campia Pesqueira combadense Santa M. da Beira Sp. Lamego

Valpaços P. Salgadas Santa Marta Fiolhoso Pegarinhos Boticas Atei Abambres

Vila Real P. Salgadas Santa Marta Fiolhoso Pegarinhos Boticas Atei Valpaços

2007-09-23

23/09 23/09 23/09 23/09 23/09 23/09 23/09 23/09

Vila Real GD Cerva Vilarinho FC Alijoense Murça Montalegre Régua Sabroso


14 de Setembro de 2007

VINDOURO É A FESTA DO VINHO* O Município de S. João da Pesqueira organizou, uma vez mais, a Festa do Vinho com a grandeza, o requinte e a espectacularidade de que a Região Duriense precisa para se mostrar ao Mundo. De 07 a 09 de Setembro, a Vindouro foi o cartão de visita de uma Região que tem no vinho a base da sua dupla riqueza: por um lado, riqueza monetária; por outro lado, riqueza cultural e patrimonial. Num misto de uma iniciativa turística e vitivinícola, o Salão de Exposições do Município acolheu cerca de 40 Foto: Notícias do Douro expositores que se deslocaram ali com o intuito de promover os seus vinhos, conseguir comercializálos, de tornar as suas marcas mais conhecidas e mais valorizadas aos olhos dos visitantes e apreciadores de bons vinhos. No evento esteve presente Bernardo Trindade, Secretário de Estado do Turismo que deixou claro que o Governo já reconheceu a Região Duriense como uma nova “centralidade turística em Portugal”. Porém, continuou “não se remeteu a esse reconhecimento público (...)” e, por isso, criou o Plano Estratégico Nacional de Turismo. Momento alto do certame foi o Cortejo Pombalino. D. Sebastião José de Carvalho e Melo apresentou-se em S. João da Pesqueira rodeado de Fidalguia e anunciou a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro para protecção dos Vinhos. Em tempos, o Marquês de Pombal demarcou-a, e agora, 250 anos depois, passeou-se com regojizo pelo Coração do Douro Vinhateiro.

REPRESENTANTES ESCOLHIDOS Manuel Martins, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, vai defender os interesses dos 19 concelhos da NUT III, Douro, no âmbito do QREN. O autarca foi escolhido como representante dos Municípios durienses um dia antes de terem também sido escolhidos Carlos Duarte e Carlos Taveira, como representantes das autarquias da Região Norte na unidade de gestão do próximo quadro comunitário. A maioria dos 86 autarcas da Região Norte (NUTII) estiveram em Vila Real, no dia 7, num encontro promovido pela Associação Nacional de Municípios Portugueses, para escolher os seus representantes no Programa Operacional (PO) para a Região Norte, no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). Estes dois representantes vão desempenhar “funções vitais para as autarquias”, pois vão fazer parte de um grupo de cinco pessoas que vão decidir sobre os projectos a ser ou não apoiados, na Zona Norte, explicou José Silvano, autarca de Mirandela, referindo que “a escolha dos dois representantes contou com o apoio de uma larga maioria dos autarcas”, saindo da votação apenas nove votos negativos, entre os mais de 80 autarcas. Considerando que as regras do QREN mudaram, Manuel Martins sublinhou que “os representantes não podem permitir que haja desvios de fundos para outras regiões” e ainda que estes “devem ser distribuídos, de forma justa, dentro da NUT II”. (A Voz de Trás-os-Montes) * Notícias do Douro

7

AJUDAS À PLANTAÇÃO DO AMENDOAL EXPLICADAS EM ALIJÓ* O Município de Alijó e a Associação dos Amigos da Amendoeira promoveram uma sessão de esclarecimento para os Agricultores, realizada no Teatro Auditório Municipal de Alijó, no dia 11 de Setembro. Nesta sessão os agricultores foram informados das ajudas e apoios à plantação de amendoal, das novas variedades autoférteis e de floração tardia de amendoeiras, tornando esta cultura um complemento à vinha e ao olival. A Câmara Municipal, pelo seu presidente, mostrou-se disponível, se se perspectivar interesse por parte dos agricultores, a estabelecer uma parceria de colaboração com a Associação dos Amigos da Amendoeira, na perspectiva de abrir mais uma possibilidade a um produto que possa ser um complemento à actividade agrícola, fazendo com que a actual rentabilidade económica da amêndoa melhore o nível de vida dos agricultores. Sabendo que o concelho de Alijó tem enormes potencialidades na produção de amêndoa e que inclusive, a parte Norte deste território, teve ao longo do tempo, uma cultura ligada à produção da amêndoa, este poderá ser um novo impulso para a agricultura do concelho. À semelhança da floresta, com a criação de Zonas de Intervenção Florestal, do vinho, com o incentivo à concentração de Adegas, a Câmara Municipal de Alijó está deste modo disposta a ajudar os agricultores que se mostrem interessados, bastando para isso recorrer ao Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento Local desta autarquia e se caso for, protocolar com a Associação, todos as medidas necessárias para atingir esses objectivos.

PSD ALIJÓ CONTESTA REVIDOURO Em comunicado divulgado pelo site da Comissão Política de Alijó do PSD, este órgão levanta “sérias dúvidas” ao papel da Câmara Municipal enquanto “promotor exclusivo” da Revidouro. O PSD Alijó considera que a promoção aos vinhos produzidos é redundante dado o patamar de conhecimento do público face a produtos como o Moscatel de Favaios ou à vila do Pinhão, enquanto centro geográfico do Foto: vereadorespsdalijo.blogspot.com Douro. Na opinião deste partido político, a Revidouro “deveria promover a abertura de novos mercados para os vinhos”, algo que “definitivamente não tem acontecido”. No mesmo comunicado o PSD chama a atenção para a ausência de três das quatro cooperativas do concelho. Só Sanfins esteve presente com as restantes ausentes por problemas financeiros. O PSD classifica ainda a Revidouro como uma “festa a fundo perdido” questionando o balanço optimista de Artur Cascarejo e considerando que os únicos objectivos alcançados foram os de propaganda política do actual executivo camarário. O comunicado conclui-se indicando o caminho, no entender do PSD: “A opção é, então, esta: visibilidade ao produto ou circo. Em Roma, havia pão e circo. Aqui, corremos o risco, infelizmente, de ficarmos reduzidos ao circo”. Miguel Rodrigues, recorde-se esteve presente no certame naquilo que classificou como “visita de trabalho”


8

14 de Setembro de 2007

CURTAS

CURTAS

CURTAS

CURTAS

CURTAS

CURTAS

CURTAS

CURTAS

ENFERMEIROS DE ALIJÓ A não renovação do contratos de 50 enfermeiros no distrito de Vila Real está a pôr em causa a qualidade dos serviços de saúde prestados por alguns centros de Saúde. A dirigente sindical distrital aponta Alijó como um dos centros de saúde afectados.

ETA DA CHÃ A estação de tratamento de águas da Vila Chã entrou em funcionamento. Esta infra-estrutura das Águas de Trás-osMontes e Alto Douro pretende abastecer as populações dos concelhos de Murça e Alijó. Para já, no Pinhão, isso ainda não acontece.

VILAR DE MAÇADA A população de Vilar de Maçada manifestou-se esta semana contra uma lixeira a céu aberto na sua freguesia. A Junta de Freguesia e a Câmara de Alijó prometeram intervir mas a população receia que não passe de uma promessa vã.

TARDES ANIMADAS O Clube Pinhoense Douro e a Comissão de Festas 2008 continuam a animar as tardes de fim-de-semana na vila do Pinhão. A semana passada não foi excepção com a organização de uma sardinhada, jogos populares e karaoke.

DOURO COMEÇA NO PORTO Carlos Saraiva, detentor da empresa que adquiriu o Vintage House, no Pinhão, numa entrevista ao Diário de Noticias referiu que o turismo do Douro começa no Porto daí a sua posição estratégica na aquisição de um hotel em Gaia.

PASSEIO AO DOURO A Associação Cultural e Recreativa da Forcada (ACREF) realiza no próximo dia 15 de Setembro uma viagem Cultural ao Douro. No Pinhão terá lugar a visita a uma quinta, com prova de vinho.

Pedro Moreira Escola Superior de Saúde Jean Piaget – Macedo de Cavaleiros

http://saudeforum.com.sapo.pt/

Anorexia nervosa

A anorexia é uma doença que afecta sobretudo pessoas do sexo feminino e adolescentes. É uma doença de comportamento alimentar caracterizada por uma perda excessiva de peso e mudanças a nível psicológico, físico e comportamental. Dentro desta doença podemos encontrar várias variantes, como a bulimia, anorexia purgativa, etc., havendo uma diferença comportamental entre elas, como a indução do vómito, uso de laxantes ou diuréticos, jejum e excesso de exercício físico. As principias características da doença são a perda de peso, uma progressiva mudança do comportamento, prática de exercício físico em excesso e restrição alimentar. É mais comum nas zonas urbanas, em jovens adolescentes do sexo feminino. Pode haver uma predisposição genética ao aparecimento desta doença e uma maior tendência quando a auto-estima está muito baixa e quando há uma insatisfação pelo próprio corpo. Os sintomas mais frequentes são uma excessiva perda de peso, perda de cabelo, perda de força muscular, sensação de frio constante, menstruação irregular ou inexistente, dores de estômago, cefaleias, tonturas e desmaios, palidez, depressão e irritabilidade, procura pelo perfeccionismo, isolamento social, obsessão por comida e calorias, dificuldade de concentração, recurso constante ao vómito, pesagens constantes, hábitos alimentares estranhos como vergonha de comer em público. A maioria dos doentes recusa o tratamento e negam sofrer desta doença. Portanto na primeira fase do tratamento o doente terá de admitir que tem anorexia. Na fase seguinte o doente necessita de ajuda especializada mas nega a gravidade da situação. Por último dá-se a escolha e o início da terapia. A terapia pode ser de vários tipos como terapia individual, de grupo, familiar, aconselhamento nutricional e através de medicação.

Douro Press Folheto Informativo douropress@sapo.pt 5085 Pinhão © Todos os direitos reservados

MINISTROS DA EU DA AGRICULTURA EM REUNIÃO INFORMAL NO PINHÃO No âmbito da presidência portuguesa da União Europeia decorrerá nos próximos dias 16, 17 e 18 uma reunião informal dos Ministros da Agricultura da União Europeia. Parte dos eventos do encontro decorrerão na Quinta do Seixo, no Pinhão. O encontro começa no Domingo, no Porto, onde após uma conferência de Imprensa, os ministros visitarão o Instituto do Vinho do Porto e a Confraria do Vinho do Porto. À noite, um concerto com Mariza na Casa da Música. E é no segundo dia do encontro que os chefes de delegação se encontram às 11h na Quinta do Seixo, embarcando às 13h no Pinhão para um almoço a bordo. A viagem continuará até Vila Nova de Gaia onde o presidente da Câmara oferecerá um jantar à comitiva. O encontro termina terça-feira onde pela manhã haverá uma reunião plenária seguido de conferência de imprensa, no Porto. O Conselho Informal de Ministros da Agricultura e Pescas é uma tradição em todas as Presidências. Constitui uma oportunidade que o Presidente aproveita para, num ambiente de convívio informal, promover a reflexão e o debate sobre assuntos de fundo, importantes para fazer avançar a Política Agricultura Comum. Estas reuniões são igualmente uma excelente oportunidade para aprofundar o relacionamento pessoal entre os Ministros, a Comissão e outros convidados, estreitando e desenvolvendo ideias que facilitam os trabalhos das reuniões formais do Conselho. A realização da reunião do Conselho Informal no Porto e na região do Douro, alia dois objectivos: fazer mais uma vez a divulgação desta região de excelência nacional, única a nível mundial, que proporcionará o desejado bom ambiente de convívio entre os Ministros e Comissários e, sem esquecer que está em discussão a reforma do vinho, dar a conhecer as realidades de um sector tão importante através da região vitivinícola do Douro. Na principal sessão de trabalho dicutir-se-à o tema da “Importância das fileiras agro-alimentares para o desenvolvimento sustentável dos territórios rurais”. Sem esquecer o dossier que a Comissão pretende apresentar em Novembro sobre o “Health Check” da Reforma da PAC, trata-se de um tema que dá continuidade ao debate sobre o futuro do modelo agrícola europeu iniciado nos Conselhos Informais de Oulu, Finlândia e em Mainz na Alemanha, e que pretende pôr em evidência o grande contributo que a manutenção da produção agrícola, organizada numa perspectiva de fileiras produtivas.

Edição 08 .::. Douropress  

O Sonho de A.M. Saraiva Ministros dos 15 reuném-se no Pinhão PSD Alijó diz que Revidouro pode ser um circo

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you