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Produção: Comunidade da Graça Sede Pastor Presidente: Carlos Alberto de Quadros Bezerra Pastor Responsável: Wagner Fernandes Jornalista Responsável: Fabiana Lima - MTB 58739

COMUNA E VOCÊ Li a matéria ‘A ofensa impede o milagre’ da edição 33 da revista Comuna. Resolvi perdoar o rapaz que assassinou meu irmão, porque entendi que eu não merecia o perdão de JESUS, que Ele não viu nenhuma bondade em mim para que me perdoasse. O seu amor é incondicional. Elisangela Maria Silva Sampaio Via Internet

Coordenação e Revisão: Paulo Alexandre Sartori

Eu sou membro da Comunidade da Graça de Londrina e li o testemunho do sr. Vagner Girotto, publicado na revista deste mês (edição de novembro da revista Comuna). O testemunho dele foi muito significativo para mim.

Redação: Elisabete Mazi Projeto Gráfico e Editoração: André Rinaldi Direção de arte: Diego Boaventura Assistente de arte: Thaís Fernandes

Olá! (Preciso da igreja para ser cristão?, edição 33 da revista Comuna) é sensacional!

José Valter Oliveira Custódio – Comunidade da Graça de Londrina/PR

Contato Publicitário: Gabriela R. Bedore Tiragem: 15.000 exemplares

Para quem não entendeu o motivo de ir ao templo (igreja), esse texto

Bruna Sales – Via Internet Gostou dos temas e assuntos da revista? Deseja fazer algum comentário? Tem sugestões? Escreva para nós. Queremos saber sua opinião! revista@comuna.com.br

Editorial Os anúncios contidos nessa edição são de única e exclusiva responsabilidade dos anunciantes, não tendo a Igreja Comunidade da Graça nenhuma responsabilidade sobre o conteúdo e veracidade dos mesmos. Interessados em anúnciar na próxima edição: midia@comuna.com.br 11 3588 0575

O Ano Novo vai chegando e é inevitável olharmos para a frente numa perspectiva de ajuste. Ninguém, em sã consciência, quer repetir os erros do passado recente. É fundamental uma revisão de valores numa virada de ano. Os valores falam daquilo que é importante e prioritário para uma vida abençoada. Isso só é possível quando ajustamos os nossos valores aos de Deus. O pastor Carlos Alberto vem reforçando há muitos anos, na Comunidade da Graça, as Cinco Prioridades para uma vida abençoada. Olhar com atenção para estes cinco pilares pode ser um bom começo para o ‘Colocando as Coisas em Ordem’ dessa edição.

Carlos Alberto de Quadros Bezerra Fundador e Presidente da Comunidade da Graça

Feliz Ano Novo! Wagner Fernandes


Capa Colocando as coisas em ordem

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Eles andaram com Jesus David Livingstone

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Especial O segredo da felicidade

Sonhospossíveis Para rir do poder

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Família Uma referência para a sociedade moderna

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Liderança Gerencie coisas, lidere pessoas

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Igreja Família As riquezas de Cristo no evangelho de João

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Fundação Comunidade da Graça Os voluntários em Ação na FCG

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Saúde O seguro morreu de velho!

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Deus Agindo - O propósito de Deus para o casamento

Visão - Sede Santos

Ponto de vista Cidade de Deus III

Índice

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Comunidade Comunidade da Graça em Ermelino Matarazzo

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Texto e contexto Conquistando as riquezas de Deus

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Aconteceu


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Sede Santos CARLOS ALBERTO BEZERRA, PR.

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om o desejo sincero de evitar a confusão que frequentemente existe, até mesmo na mente dos fiéis mais inteligentes, torna-se necessário que entendamos, em primeiro lugar, qual é o propósito eterno de Deus para com o homem, criado à Sua imagem e semelhança: um assunto da mais alta importância. Encontramos as seguintes declarações na Bíblia: “Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” Romanos 8.29

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e “Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença” Efésios 1.4. Diante do que lemos nas Escrituras, concluímos que a vontade soberana de Deus Pai é ter uma família com muitos filhos semelhantes a Jesus. A característica fundamental desses filhos é que eles possuem a mesma natureza espiritual e moral de seu Pai. Uma natureza legada na pessoa de Seu Filho Jesus. Isso significa que, em Cristo, qualquer pessoa que crer pode experimentar esta realidade. Ao verificarmos os textos bíblicos, percebemos que o projeto eterno de Deus tem o Seu aval e o compromisso de garantir aos seus filhos a conquista do propósito divino: “Bem sei que tudo podes, e que nenhum dos teus planos pode ser frustrado” Jó 42.2.

Consideramos a santificação como um processo, uma obra do Espírito Santo na alma dos filhos de Deus, subsequente à regeneração. O Espírito Santo é o autor tanto da regeneração como da santificação. Regeneração é a comunicação instantânea da vida ao espírito do homem. A regeneração não é um processo; ninguém é mais ou menos regenerado. Uma pessoa é ou não é regenerada: “Por sua decisão ele nos gerou pela palavra da verdade, a fim de sermos como que os primeiros frutos de tudo o que ele criou” Tiago 1.18. “Entretanto, a obra da santificação é progressiva e admite graus. Um indivíduo pode ser mais santificado e mais santo do que outro que, ainda assim, é verdadeiramente santificado e verdadeiramente santo. Ela inicia-se de imediato, mas é executada gradualmente.” (John Owen, A obra do Espírito Santo).

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A mudança que tem lugar na santificação gradual dos filhos de Deus é efetuada por um poder divino que opera interiormente. É a divina semente e o seu poder vitalizante no interior dos filhos de Deus. A Palavra (a Bíblia) e o Espírito promovem esta transformação poderosa independentemente de qualquer mérito ou capacitação humana: “Ele recebe dentro de si mesmo a fonte de uma nova vida... De seu interior, e não externamente; da mente, e não do mundo; pela geração do que é novo, e não pelo crescimento daquilo que é velho, todo aspecto da natureza humana é transformado.” (Wace).

Aprendemos que a obra do Espírito Santo é gradual e progressiva, mediante passagens como: “Mas todos nós, com o rosto descoberto, refletindo a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” 2 Coríntios 3.18 e “Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” Filipenses 1.6. Nossa transformação espiritual é descrita como em execução: “Somos transformados na mesma imagem, como pelo Senhor”. Esta transformação é a assimilação gradual de Cristo que tem lugar durante esta vida presente. “Trata-se de algo muito maior que uma simples forma de caráter, sendo efetuada por alguma coisa superior à simples cultura moral ou disciplina; é a transfiguração.” (Evan Hopkins).

“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” 2 Coríntios 5.17. Esta força não está na natureza do homem, não é uma energia reprimida que precisa apenas ser liberada para produzir a transformação, mas é Deus, o Espírito, o Autor da mudança; é a habitação interior do Espírito divino que restaura o homem decaído à imagem de Deus. Aqui temos a plenitude da graça de Deus. Não há mérito pessoal, mas é o Deus Todo-Poderoso, em Sua soberania, empenhado em levar a bom termo o seu eterno propósito.

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A nossa santificação nesta vida é progressiva. É por isso que prosseguimos pregando e crendo que só existe uma solução para o pecado no homem: crer em sua inclusão na morte e ressurreição juntamente com Cristo, a fim de ser transformado em nova criatura e, a partir daí, experimentar o processo glorioso da santificação: “Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram” 2 Coríntios 5.14-15 e “Estou crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” Gálatas 2.20. O Espírito Santo nos comunica Cristo com tudo o que é dEle. Como o grão de trigo que, morrendo na terra, renasce pelo poder da natureza em cada um dos grãos da espiga. Assim é Cristo vivendo em nós pelo poder do Espírito Santo, produzindo o mesmo milagre de Cristo gerado no ventre de Maria.

Fica assim evidenciado que, enquanto houver espaço para uma manifestação mais completa da imagem divina, a obra não pode ser considerada encerrada: “Dessa maneira, ele nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção que há no mundo, causada pela cobiça” 2 Pedro 1.4.

Carlos Alberto de Quadros Bezerra é fundador e presidente da Comunidade da Graça. É membro da Academia Paulista Evangélica de Letras e preletor internacional. Casado com a pra. Suely Bezerra.

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O propósito de Deus para o casamento SUELY BEZERRA, PRA.

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ntão o SENHOR Deus declarou: ‘Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda’. Depois que formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, o SENHOR Deus os trouxe ao homem para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a cada ser vivo, esse seria o seu nome. Assim o homem deu nomes a todos os rebanhos domésticos, às aves do céu e a todos os animais selvagens. Todavia não se encontrou para o homem alguém que o auxiliasse e lhe correspondesse. Então o SENHOR Deus fez o homem cair em profundo sono e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas, fechando o lugar com carne. Com a costela que havia tirado do homem, o SENHOR Deus fez uma mulher e a levou até ele. Disse então o homem: ‘Esta, sim, é osso dos meus osso e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada’. Por essa razão, o homem

deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne. O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha.” Gênesis 2:18-25 Qual o propósito do casamento? Muitas pessoas não sabem responder essa pergunta. Outras, às vezes, até respondem, mas o fazem segundo seus próprios entendimentos ou de acordo com o pensamento vigente da sociedade atual, sem conhecer os princípios de Deus que, afinal, é o criador do casamento. A vida conjugal é algo muito importante para um homem e uma mulher. O casamento até serve como inspiração para outros tipos de relacionamentos, afinal, é a mais íntima relação entre dois seres humanos. Uma relação que privilegia o amor e o serviço mútuo. O casamento é um lugar para expressar sentimentos, criar vínculos, se abrir, confiar, compartilhar e desenvolver os afetos e a amizade. “Uma relação que

serve para tornar a vida dos dois mais fácil”, disse o Dr. Drauzio Varela. Porém, mesmo sabendo que não é bom que o homem viva só, a questão primordial de Deus não é saber se estamos casados, mas como estamos conduzindo o nosso casamento. No texto bíblico acima, encontramos alguns propósitos de Deus bem claros para o casamento:

1. PARA QUE OS DOIS CRESÇAM JUNTOS “Então o SENHOR Deus declarou: ‘Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda’.” (v.18) Nesse versículo, Deus começa dizendo que não é bom, não é o bastante, não é suficiente o homem viver sozinho. O casamento, e os filhos decorrentes, cooperam muito para que o homem se complete. Não nos realizamos em nós mesmos. Isolados, perdemos muito do nosso potencial. O ser huma-

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no não é uma ilha. Fomos criados com o poder extraordinário de comunicação e interação. O privilégio de poder viver bem com um cônjuge é um presente de Deus. O casamento equilibrado e bem ajustado ajuda no crescimento pessoal de cada cônjuge. O autor do Eclesiastes nos lembra de que “é melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas” (Eclesiastes 4:9). A vida a dois produz maior maturidade e agrega sabedoria à vida. Diante desse quadro maravilhoso, precisamos pensar e responder algumas perguntas: Como está o seu relacionamento conjugal? Vocês se conhecem mais do que no início? Cresceram juntos? Podem melhorar? Perdoam-se mutuamente? Um relacionamento a dois existe para que toda a riqueza que Deus colocou na vida de uma pessoa possa ser compartilhada. E que ambos, das lições tiradas na caminhada da vida, possam dizer: “Como é bom estar com você!”.

2. PARA QUE NOSSAS DIFERENÇAS COMPLETEM UM AO OUTRO “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.” (v.24)

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A individualidade de uma pessoa deve ser preservada em um relacionamento. Um não pode se anular em função do outro. As diferenças se completam e enriquecem a união. O relacionamento existe para que um conviva com o outro e aprenda a lidar com as diferenças. E é no aperfeiçoamento dessas diferenças que se evidencia o quanto um precisa do outro.

3. PARA ACEITARMOS O OUTRO COMO ELE É “O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha.” (v.25) No Éden, Adão e Eva não escondiam nada um do outro. Eles eram transparentes. Mas, quando pecaram, desobedecendo a Deus, descobriram que estavam nus e tiveram que se cobrir. Por causa do pecado, muitas vezes escondemos um do outro as feridas do nosso passado, ou nossos sentimentos mais interiores. Temos medo de sermos rejeitados ao nos mostrarmos como realmente somos. Porém, amar significa aceitar o outro como ele é. O seu relacionamento atual está dentro desse propósito divino? Você detectou algum item que está em falta? Procure em Deus e em Sua Palavra a condição de aperfeiçoar mais o seu relacionamento. Procure cada vez mais

texto e contexto aconteceu ser um só coração com seu cônjuge, vivendo em um mesmo pensamento, sendo os dois uma só pessoa, para assim ter um lar fortalecido e um casamento que agrada ao Senhor. Isso dará uma base sólida para o crescimento dos seus filhos. Procure ajuda de gente mais experiente. Dessa maneira, o que Deus uniu, jamais será separado pelo homem (Mateus 19:6).

A QUESTÃO PRIMORDIAL DE DEUS NÃO É SABER SE ESTAMOS CASADOS, MAS COMO ESTAMOS CONDUZINDO O NOSSO CASAMENTO.

Suely Bezerra, é líder Nacional do Ministério Mulheres Intercessoras. É casada com o Pr. Carlos Alberto Bezerra e autora de vários livros relacionados com a oração e a prática devocional

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Esse texto é o terceiro e último da série “Cidade de Deus”, sobre o cristão, a igreja, e a relação de ambos com a cidade. Boa leitura e excelente meditação!

Cidade de Deus III CARLOS BEZERRA JR., PR.

O SEU PAPEL NA MUDANÇA DA SUA CIDADE

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á reparou como muito de nossa cultura evangélica se livra do compromisso social com o argumento de que seríamos apenas “estrangeiros”, que estaríamos de passagem por esse mundo? Até hoje, há sempre aquele irmão que se sai com essa para justificar o braço cruzado diante dos problemas sociais ao seu redor. É como se dissesse “Eu vou morar no céu mesmo. Então, a galera aqui que se vire!” Exagerei? Talvez um pouco... Mas o exemplo vale para lembrar esse modelo de como (não) lidar “biblicamente” com os problemas de nosso bairro, cidade, Estado ou país. Ao longo dessa rápida série, falamos sempre de cidades. Primeiro, mencionamos o plano original de Deus, que preparou um jardim, o Éden, para ser morada de Seus filhos. Jardim fala de mutualidade, de partilha de recursos, de sinergia etc. Depois, tratamos do caminho desse jardim até as cidades, e de como esses centros urbanos foram caracterizados na Bíblia, lugares de

egoísmo e de afirmação de uma suposta autossuficiência do homem – invenção humana para não precisar de Deus. Prosseguimos com a compreensão de que o Senhor tem um plano para a redenção das cidades – não fosse assim, não haveria a Nova Jerusalém. E Ele conta com a Sua Igreja para isso. Esse é o ponto: se Deus espera algo de nós para com o lugar onde vivemos, Ele não quer que a gente passe pela vida alheio a tudo que acontece ao nosso redor, certo? Ou seja, o Pai espera de mim e de você um compromisso com a nossa cidade. Mas como podemos atender a esse chamado? Eu sei, tem muita gente que prega um comportamento monástico. Em algumas dessas primeiras comunidades cristãs, acreditava-se que para ser mais santo, o crente precisava isolar-se de tudo e todos, e que, por tabela, não podia haver relação entre sua igreja e sua cidade. É por isso que, até hoje, tem tanta igreja por aí que é espaço de exclusão, e não de inclusão.

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Mas essa não é a visão bíblica. As cidades são construções do homem, é verdade. Mas podem ser cidades para Deus – nessas, Ele vem habitar. É possível fazer das cidades, lugares em que a presença do Pai é sentida. Nelas, Ele pode plantar seus jardins. Aliás, assim é a Nova Jerusalém, lugar marcado pelo amor e pela solidariedade, onde habitarão homens e mulheres que se deixaram transformar pelo Espírito Santo. Então, diante disso, é possível perceber que o meu e o seu papel nessa história toda é o de transformar as cidades em que vivemos em cidades para Deus. E como se faz isso? Colocando textos bíblicos em outdoors pelas ruas? Brigando por portais de entrada com o nome de Deus? Garantindo menção a Ele numa cédula de real? Sinceramente, não tem nada a ver com nenhuma dessas coisas. É construindo uma cidade solidária que abençoamos os homens. O imperativo de amar a Deus sobre todas as coisas se materializa no amor ao próximo. Quanto mais a gente ama a Deus, mais amamos ao próximo. E isso é fundamental. É a nossa relação com Deus que humaniza nossa cidade. O resto é ritual e discurso. Podemos, e devemos, evangelizar, claro. Mas é preciso ir além: amar, servir, doar, dar a vida para que outros tenham vida. Temos de ter a consciência de que, como cristãos e como Igreja, estamos na cidade para influenciá-la, para levá-la a ser uma comunidade de gente que não vive mais para si, mas para Ele. E justamente por viver para Ele, vive para o outro. Nosso desafio é o de construir uma cidade cada vez mais parecida com o Reino de Deus, com valores como justiça, paz, liberdade, igualdade, misericórdia, sustentabilidade etc. Uma cidade com vida abundante para todos. Isso

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envolve transformação espiritual e pessoal, mas também acesso à saúde, moradia, educação de qualidade, garantia de direitos, de defesa da infância, de dignidade aos idosos, de acessibilidade às pessoas com deficiência etc. Nossa fé tem que nos levar a mudar nossa cidade – por amor aos homens que estão nela. Cabe a nós olhar para a comunidade ao nosso redor e pensar soluções, formas de humanizar essas regiões e fazê-las perceber que há um grupo de pessoas que chora com elas, que se importa com elas, que se interessa por suas dificuldades e carências, que estuda e pratica formas de abençoá-las. Por amar a cidade em que vivemos é que temos um compromisso com a sua transformação. É isso que deve nos levar a adotar praças, acolher crianças em creches, alimentar os famintos, gerar empregos em cooperativas de costura, negociar de forma diferente, economizar água, pensar a cidade e ocupá-la de forma nova, criativa, responsável. A Igreja é a voz profética da denúncia, do protesto, da oposição à injustiça e da defesa dos mais fracos. Que neste novo ano, possamos fazer de nossa igreja um lugar ainda mais envolvido com os problemas ao seu redor. Uma comunidade que expresse de maneira ainda mais clara os sinais do Reino de Deus nos lugares em que está envolvida. Que esse seja o meu e o seu desafio em 2013. Que isso tome conta das nossas Células, mobilize nossos ministérios e mexa com todas as nossas comunidades: viver o Evangelho que não se fecha em si mesmo e que nos converte ao nosso próximo. Que traz para dentro da nossa cidade a marca da Nova Jerusalém, aquela descrita pela Bíblia como a cidade em que “toda lágrima será enxugada” (Apoca-

texto e contexto aconteceu lipse 21.4). Que faz das dores de nossa cidade as nossas próprias e que nos faz praticar dia a dia o cristianismo que, graças ao Pai, temos ouvido em nossos púlpitos. Excelente novo ano!

AS CIDADES SÃO CONSTRUÇÕES DO HOMEM, É VERDADE. MAS PODEM SER CIDADES PARA DEUS, NESSAS, ELE VEM HABITAR. É POSSÍVEL FAZER DAS CIDADES, LUGARES EM QUE A PRESENÇA DO PAI É SENTIDA.

Carlos Bezerra jr., é pastor, médico, deputado estadual e líder do PSDB na Assembleia Legislativa-SP. É casado com Patrícia Bezerra há 17 anos e tem duas filhas, Giovanna e Giulianna. Acredita que o caminho para uma cidade melhor passe por muita oração – mas também por muito trabalho a favor de quem mais precisa. E deseja, em 2013, contribuir ainda mais para uma São Paulo melhor.

Se puder, gaste um pouco do seu tempo imaginando como seria nossa cidade se o Reino de Deus fosse implantado por aqui. Como seria viver num lugar assim? Como seria o dia a dia, como seria a convivência? Vale a pena usar alguns minutos em exercícios como esse. Ninguém realiza algo com que nunca sonha!

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David Livingstone PAULO ALEXANDRE SARTORI

O MISSIONÁRIO E MAIOR DESBRAVADOR DA ÁFRICA

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Por causa da Guerra do Ópio, ficou inviável enviar missionários para a China. Livingstone então voltou seus olhos para o continente africano e em 1841 rumou para lá. Ele sentiu-se fascinado pela missão de chegar a novos povos no interior da África e apresentá-los ao cristianismo, bem como libertá-los da escravidão. Foi isso que inspirou suas explorações. Em 1845, ele se casou com Mary Moffat, filha de um colega missionário. Livingstone entendia que as condições para missões na África eram excepcionalmente difíceis. A falta de conhecimento sobre a cultura africana, combinada às tristes experiências com os mercados de escravos, criava grande resistência para a entrada do cristianismo. O melhor a fazer era se infiltrar cordialmente no interior do continente, ajudar os africanos a desenvolver seu comércio e aprender seus modos. Isso favoreceria o evangelismo. Livingstone realizou muitas expedições e mapeou territórios até então desconhecidos. Nas aldeias, tratava dos doentes, conquistando assim a amizade dos nativos. Ele foi o maior explorador da África. Ao todo, percorreu 48 mil quilômetros em terras africanas. Em 1855, Livingstone descobriu uma cachoeira espetacular e a chamou de Cataratas Vitória. Ele ainda tornou-se o primeiro europeu a atravessar a largura da África. Em 1862, sua esposa morreu de malária e Livingstone foi convocado pelo governo britânico a retornar com os resultados de suas viagens. Mas logo ele resolveu partir novamente para seu amado continente. Alguns anos se passaram sem que se tivesse qualquer notícia dele. Até que uma expedição o encontrou, mas não conseguiu convencê-lo a voltar para casa.

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avid Livingstone nasceu em 19 de março de 1813 na Escócia. De família cristã e pobre, ele começou a trabalhar aos 10 anos numa fábrica têxtil e estudava à noite. Um dia, Livingstone leu um panfleto que recrutava médicos-missionários para ir à China. Ele decidiu preparar-se para essa função e, em 1836, começou a estudar medicina e teologia.

“DEUS TINHA UM ÚNICO FILHO E FEZ DELE UM MISSIONÁRIO.” DAVID LIVINGSTONE Com sua saúde bastante fragilizada, David Livingstone morreu orando no dia 1 de maio de 1873. Os nativos o encontraram ajoelhado ao lado da cama em sua cabana. Enterraram seu coração debaixo de uma árvore e seu corpo foi enviado para a Inglaterra. Ali, o grande missionário foi honrado ao ser sepultado na abadia de Westminster, em Londres. A obra de Livingstone realmente proporcionou a expansão do cristianismo na África.

Leia “David Livingstone” de Ben Alex, Editora LPC

Paulo Alexandre Sartori é membro na Comunidade da Graça Sede, arquiteto, atua no Ministério com Jovens local, e é responsável pela revisão e elaboração de textos para livros, apostilas e boletins.


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Os voluntários em ação na FCG

REDAÇÃO FCG

NÚMEROS DE VOLUNTÁRIOS SURPREENDEU A TODOS NESSE ANO

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esde a sua fundação, 2012 foi o ano em que a Fundação Comunidade da Graça contou com a maior participação de voluntários em seus programas. Participaram pessoas de todas as idades e das mais diversas áreas profissionais.

Hoje, a FCG tem 15 programas em que os voluntários podem ser frequentes: Policlínica, Saúde da Mulher, Primícias, Dorcas, Comunarte, Saber, Viva Leite, Se liga na Comunidade, CEIs (creches), SASFs, Casa Abrigo, Bom Prato e Operacional (ajuda interna: na assistência social e na digitação de notas fiscais).

No total, 107 voluntários ajudaram nesses programas na FCG. O projeto que mais tem voluntários frequentes é o da Policlínica, com 25 profissionais da área da saúde. Fora os programas já existentes, esse ano aconteceram ações pontuais onde foram reunidos 96 voluntários. Essas ações foram:

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Encontrão MAG Brasil e Impacto-SP

Mutirão de limpeza nas CEIs (creches)

CPP Fashion Day

Com oito arquitetos voluntários e profissionais da área. Contou com 39 voluntários (parte do grupo se reúne a cada 15 dias para discutir ideias). Grupo de 22 adolescentes.

27 profissionais da área da moda, que realizaram um desfile na Penitenciária feminina de São Paulo.

Total de voluntários em ações frequentes e ações pontuais:

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DEPOIMENTOS DE VOLUNTÁRIOS: “Com o dom que Deus me concedeu, é muito bom poder transmitir o amor e o cuidado dEle a outras pessoas. Há um tempo, eu tinha o anseio de ajudar a FCG, por já conhecer o trabalho deles. Como estou no último ano de formação universitária, aproveitei para estagiar na entidade. E pretendo continuar realizando esse trabalho após o término do contrato de estágio, mas dessa vez como voluntária. O fato de poder exercer minha profissão servindo, não apenas em uma ONG, mas em uma entidade criada por meus pastores, mudou algo em mim”. Ester de Souza Santos, 22 anos, voluntária na Policlínica como psicóloga “Tem muitas pessoas passando por dificuldades na area da saúde e porque não se dispor a ajudá-las? Devemos compartilhas boas ações. Eu sempre gostei de ajudar as pessoas. Então, ser um voluntário para mim foi uma porta aberta, foi uma oportunidade incrível que eu recebi para ajudar. Percebi que eu poderia fazer desde uma coisa mínima até algo de muita importância. Ter o privilégio de poder me tornar um voluntário da FCG foi algo sensacional para mim. Eu mudei meu comportamento em casa, estive mais obediente, mais paciente e mais disposto a ajudar meus pais. Meu ânimo e autoestima também aumentaram muito. E o mais importante: minha vontade de servir ao Senhor aumentou. Hoje estou mais disposto a participar da minha Célula, a ir aos cultos e a fazer minha devocional. A FCG me deixou mais responsável, porque eu conheci uma organização e conheci seus hábitos e rotina. Percebi que é algo sério e de extrema importância. Então decidi mudar meu comportamento para melhor, porque comecei a dar valor para muitas coisas”.

Voluntários do “Projeto Papai do Céu”

Voluntários do “Projeto Papai do Céu”

Matheus Henrique Citibaldi de Oliveira, 13 anos, faz um suporte a todos na FCG “É importante acolher a dor daqueles que não têm condições para investir em um tratamento. O ser humano sempre foi minha prioridade. É gratificante auxiliá-los em um momento difícil, nem que seja aproveitando as horas vagas. Tenho aprendido bastante com os pacientes. Ver a necessidade do próximo e de alguma forma poder contribuir traz alegria e satisfação”. Ligia Durães da Cruz, 35 anos, voluntária na Policlínica como psicóloga “É extremamente importante poder ajudar o próximo. Isso faz bem para o corpo e para a mente. Ocupamos o nosso tempo fazendo o bem, ajudando os menos favorecidos, e isso não tem preço! Através do voluntariado, vimos que podemos ser úteis sempre que nos dispomos a ajudar o próximo. Acima de tudo, agradecemos a Deus por essa oportunidade”. Ana Domingos, Neusa Gonçalves e Helenice Panerari, 65, 53 e 63 anos, voluntárias do Dorcas “Servir a FCG como voluntário em 2012 foi muito satisfatório. Ser voluntário é viver a essência do cristianismo. Ser voluntário é fazer o que Jesus fez, é se doar pelo próximo”. Eliel Matos, 27 anos, membro da Comunidade da Graça Sede

Voluntários da farmácia FCG

Para ser um colaborador nos projetos da FCG, envie um email para fcg@fcg.org.br Para saber mais sobre a atuação da entidade na Educação e Capacitação Profissional e também na Assistência e Promoção Social é só acessar o site: www.fcg.org.br

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Uma referência para a sociedade moderna VALMIR VENTURA, PR.

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os dias de hoje, a sociedade moderna está firmada sobre três palavras. Pluralização, que diz que há muitas ideias, muitos valores e muitas crendices. Privatização, que diz que nossas escolhas são soberanas e que cada um tem sua própria verdade. Secularização, que coloca Deus na lateral da vida e O reduz apenas a recintos sagrados. Com tudo isso, as famílias têm sofrido uma grande crise que, por sua vez, as têm desqualificado como referencial dentro da sociedade. A desagregação da família tem tirado o brilho do progresso, das conquistas e da expansão do conhecimento que se promoveu

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nos últimos anos. Tudo isso foi gerado por falta de afetividade nos relacionamentos significativos, especialmente naqueles que se dão no âmbito familiar. A afetividade é uma espécie de solidificação na construção das relações humanas, mas infelizmente o homem deste século está preso às garras do individualismo. Quando falamos de família como referencial para uma sociedade, logo nos vem à mente a seguinte base: amor, segurança e solidez. Portanto, fica claro que as experiências de superações de limites, os primeiros conflitos e inquietudes, bem como a consolidação de laços afetivos que são fundamentais para a construção emocional e in-

telectual de todo ser humano, começa na família. Contudo, nas últimas décadas, a “Instituição Família” tem passado por profundas mudanças de comportamento e de identidade. O modelo que antes era tão comum – pai, mãe e filhos –, hoje parece uma utopia em um mundo moderno repleto de mudanças globais. Muitos se espantam ao ver casais plenamente felizes, que fazem planos como ter filhos, adquirir um imóvel, fazer viagem com a família etc. Então nos questionamos se a nossa família pode ser um bom referencial neste mundo moderno, globalizado, onde muitos não creem mais na família? Sim, é possível sermos bons referenciais mesmo desfrutando da tecnologia digital e das descobertas modernas. Nada disso pode alterar a essência verdadeira do amor, pois as pessoas precisam de coisas simples e básicas para se sentirem realizadas. Um sorriso, um abraço, uma palavra certa na hora certa pode fazer toda a diferença para mudar o rumo das vidas.

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dar em determinadas áreas, nos protege de desgastes futuros. Para que tudo isso aconteça, precisamos cautelosamente analisar se nossa família está sendo um referencial nessa sociedade, se tem promovido ou se tem causado escândalo para o reino de Deus e seu projeto inicial com relação à família: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.” Gênesis 2.24

Para isso, precisamos nos situar dentro de nosso lar, cada um reconhecer sua responsabilidade dentro da família, reconhecer suas diferenças e particularidades. Respeitar a individualidade do outro e poder desfrutar melhor do relacionamento em grupo, sem se esquecer de que servir é a melhor forma de amar. Reconhecer que não podemos ser bons em tudo: necessitamos do outro e, em contrapartida, podemos dar o melhor em tudo que fizermos. Os pais devem exercer a autoridade que Deus lhes deu, serem sacerdotes sobre sua esposa e filhos, não negligenciarem a sua liderança espiritual, tomar ciência de seu campo de atuação diante do Senhor e de sua família. Às vezes, precisamos sair do nosso lugar de acomodação para buscar direção e ajuda em Deus para conduzir a família. Conserto e ajustes em nós e em nossa família nos levam a um crescimento individual e coletivo. Admitir que nós precisamos mu-

O projeto de uma família é muito arrojado para ser subestimado. Deus, em sua infinita misericórdia e criatividade, criou a família como uma estratégia poderosa para a perpetuação da humanidade. Ainda que coisas terríveis aconteçam de geração a geração, as promessas de conquistas que o homem pode obter através da família superam todas as adversidades. “Todo lugar onde vocês puserem os pés será de vocês. O seu território se estenderá do deserto do Líbano e do rio Eufrates ao mar Ocidental.” Deuteronômio 11.24 Para alguns, o casamento parece, simbolicamente, uma viagem rumo ao desconhecido, mas todo desafio causa expectativa e temor quanto ao que virá pela frente. Muitas vezes, pagaremos um preço muito alto que pode envolver renúncia pessoal, entrega de um sonho, desfazer um negócio aparentemente lucrativo, ir para outro país, adiar um projeto etc. Enfim, para estabelecer uma família saudável é preciso ter coragem e fé. Mas lembre-se que a recompensa é muito maior e melhor do que você imagina. Sua família irá marcar essa geração!

texto e contexto aconteceu Assim, por causa de Cristo, podemos tomar posse da mesma promessa feita a Abraão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção.” Gênesis 12:1-2

QUANDO FALAMOS DE FAMÍLIA COMO REFERENCIAL PARA UMA SOCIEDADE, LOGO NOS VEM À MENTE A SEGUINTE BASE: AMOR, SEGURANÇA E SOLIDEZ Com esta edição iniciamos mais uma série para sua edificação. Nosso desejo é promover uma reflexão sobre nossos valores e práticas, a fim de experimentarmos um crescimento saudável como cristãos. No decorrer dos próximos meses vamos falar de uma das mais lindas criações de Deus – a Família.

Valmir Chinatti Ventura é pastor na Comunidade da Graça Sede, membro do Conselho de Supervisores, casado com a pastora Nádia e pai de uma filha.

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O segredo da felicidade HORÁCIO PERIM, PR.

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Hoje em dia, a felicidade está em grande parte relacionada ao consumo. É feliz quem tem muitas coisas e bens. Além disso, a sociedade individualista e a mídia ostensiva impõem, a cada um de nós, a obrigação de ser feliz a qualquer custo. Será feliz quem conseguir realizar seus sonhos ou adquirir tudo aquilo que almeja. E, por isso, a felicidade nunca está no presente, mas sempre no futuro, no que ainda vai acontecer e no que ainda será comprado. No fim, isso só produz ansiedade, estresse e um sentimento de desconforto e frustração com a vida atual. Na contramão de tudo isso, Deus nos mostra em sua Palavra, outro caminho para ser feliz. Um caminho seguro para todo aquele que almeja experimentar uma felicidade consistente e perene. Observe o que o autor do Salmo 1 escreveu:

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ocê é feliz? O que te faz feliz? O tema felicidade tem sido analisado por religiosos, filósofos e cientistas desde os primórdios da História. Para alguns, felicidade é um estágio avançado da espiritualidade. Para outros, é um processo de autoconhecimento. E ainda há quem acredite que é um fator genético. Recentemente, acreditou-se tratar do resultado de uma boa química cerebral. E a indústria farmacêutica ganhou muito dinheiro com a venda de antidepressivos como o Prozac.

Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera! Não é o caso dos ímpios! São como palha que o vento leva. Por isso os ímpios não resistirão no julgamento, nem os pecadores na comunidade dos justos. Pois o Senhor aprova o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios leva à destruição!

O QUE UMA PESSOA FELIZ NÃO FAZ O salmo 1 começa dizendo que feliz é quem não segue o conselho dos ímpios. Ou seja, não anda segundo as ideias e conceitos deste mundo sem Deus. É aquela pessoa que não se deixa amoldar nem se conformar com o presente século (Romanos 12.2). Feliz é quem não imita a conduta dos pecadores. Isto é, quem não olha a vida dos ímpios para copiar suas atitudes e invejar suas conquistas. Pois os pecadores buscam o prazer e a satisfação pessoal, e não uma vida de justiça e santidade. Feliz é quem não se assenta na roda dos zombadores. O ímpio segue fazendo o que todo mundo faz. Mas o cristão faz aquilo que a Bíblia diz que ele tem que fazer. É feliz quem vive segundo os princípios das Escrituras e não dá ouvidos aos pecadores que vivem zombando de Deus.

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texto e contexto aconteceu O que nos dá vida abundante e emocionalmente estável não é a riqueza que acumulamos. A diferença é andar conforme os princípios da Bíblia. Esse é o segredo da felicidade. Quem vive assim, de acordo com a justiça de Deus, tem direção, segurança e um caminho aprovado por Ele. Mas quem vive desligado de Deus é comparado à palha que o vento espalha. Essas pessoas acabam seus dias em sofrimento e tristeza. Você já experimentou a alegria que vem de Deus? Você tem dado a devida importância à Palavra de Deus em sua vida? Jesus disse:

O QUE UMA PESSOA FELIZ FAZ

COMO VIVE UMA PESSOA FELIZ

É feliz quem tem a sua satisfação na lei do Senhor. É aquele que, mais do que amar o que a Bíblia ensina, tem todo o seu prazer em experimentá-la em sua própria vida. Ou seja, essa pessoa se realiza em conhecer e praticar as verdades contidas nas Escrituras Sagradas. E uma pessoa que enche sua mente com a Palavra de Deus, fica sem espaço para o conselho dos ímpios.

Ela vive segundo a Palavra de Deus. Quando a Palavra de Deus está enraizada na vida de uma pessoa, quando Ela é a fonte da sua alegria, quando Ela não sai da sua cabeça, essa pessoa é comparada a uma árvore plantada perto de um curso d’água. Essa pessoa será próspera, bem sucedida, alguém que cresce e frutifica. Essa é a verdadeira felicidade que Deus tem para nós.

É feliz quem medita na Palavra de Deus dia e noite. A pessoa lê, estuda e medita no texto bíblico com regularidade e frequência constante. E quem faz isso, enche seu coração do conselho de Deus. A Palavra é sua vida, sua motivação, seu guia e seu conforto. Como resultado de uma vida assim, esta pessoa também experimenta transformação interior.

“Eu lhes mostrarei a que se compara aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica. É como um homem que, ao construir uma casa, cavou fundo e colocou os alicerces na rocha. Quando veio a inundação, a torrente deu contra aquela casa, mas não a conseguiu abalar, porque estava bem construída.” Lucas 6.47-48

DEUS NOS MOSTRA EM SUA PALAVRA, OUTRO CAMINHO PARA SER FELIZ. UM CAMINHO SEGURO

CONCLUSÃO O mundo está clamando por felicidade. Ser feliz é a maior ambição de todos os homens, em todos os lugares. Todos estão em busca da realização pessoal que satisfaz e alegra o coração. Mas, só teremos uma vida feliz quando vivermos a verdade deste Salmo. A alegria que o mundo oferece é temporária e dependente das circunstâncias. A alegria que Deus nos dá é eterna e não se deixa influenciar por aquilo que é externo.

Horácio Perim é pastor da Comunidade da Graça em Governador Valadares/MG e membro do Conselho de Supervisores. É casado com a pra. Áurea e pai de 2 filhas.

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Para rir do poder PATRÍCIA BEZERRA

O EXEMPLO DE JESUS E A LIÇÃO DE UMA VIDA DE SERVIÇO

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á coisas muito boas em se ganhar uma eleição como a que tivemos nesse ano. Mais ainda quando se concorre para fazer o bem pelo outro e pela nossa cidade. Mas tem coisas engraçadas também. Uma delas é que, para um monte gente por aí, de repente, você fica ‘poderosa’. Parece até coisa combinada: tem sempre aquele ou aquela que, de uma hora para outra, passa a tratar você como uma grande amiga, faz questão de te cumprimentar e ri de qualquer piada que você faça – da melhor até a mais sem graça! Curioso, não acha? Será que tem alguém que goste dessas coisas, de ser tratado assim, de ser considerado poderoso ou poderosa por tudo e por todos? O pior é que tem. E não são poucos, hein? O que acontece é que quem faz isso, na política, na igreja, no mundo corporativo, em casa ou em qualquer lugar, se esquece de que há um jeito certo, um exemplo para se relacionar com esse tal ‘poder’.

Há um relato sobre Jesus, do apóstolo Paulo, que me chama muito a atenção, especialmente quando o assunto é esse de que estamos falando por aqui. Diz ele em Filipenses 2.6 e 7: “Sendo Deus, não desejou ser igual a Deus, mas esvaziou-se de si mesmo, tomando a forma de servo e fazendo-se semelhante aos homens”. Não sei quando a você, mas, sempre que leio essa passagem, admiro mais o Mestre. Para além de seu enorme amor, de dar a sua vida por mim e por você, de fundar a sua Igreja nesta Terra, Jesus abriu mão do seu poder para conviver com os homens. Deixou sua condição. Deixou seu trono. Deixou os céus. E, em um momento específico, viu-se, até mesmo, separado de Deus. Sem excluir todas as outras coisas fundamentais que recebemos com a vinda do Senhor, com sua morte e ressurrei-

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texto e contexto aconteceu Eu tenho convicção de que preciso viver e exercer a função para a qual tenho sido chamada debaixo dessas verdades. Como já disse outras vezes, política é a arte de servir ao próximo e não de “se servir” do próximo. Mas esses preceitos vão muito além de algo limitado como a política. Tem a ver com nossa vida íntima, com o modo com que vivemos e expressamos nosso cristianismo. Comece 2013 deixando-se levar por esses ensinamentos, abra mão do que você pode ter por aquilo que pode ser. E escolha a via do serviço: não existe maior poder do que o de abrir mão do poder.

ção, há um ensinamento deixado por Ele que, às vezes, sequer reparamos. Em sua passagem por aqui, Jesus demonstrou como não deixar-se guiar pelo poder. Isso se aplica a mim e a você nos dias de hoje. Não importa o posto que ocupamos aqui. Cargo de chefia, de coordenação ou outro qualquer. Na profissão ou na vida pessoal. Na presidência de uma microempresa ou da República; não existe poder maior do que quando a gente pode ter as coisas e abre mão de tê-las. Abrir mão do poder é tornar-se servo. É isso que Jesus nos ensina. É isso que a Bíblia nos orienta. Nosso Mestre levou esse princípio às últimas consequências. A ponto de a Palavra nos contar que Ele tinha sequer um lugar para repousar sua cabeça, um lugar de descanso que fosse (Mateus 8). Seja o que quer que façamos, eu e você temos de aprender com Ele sobre essa vida se serviço.

Abre parênteses: isso se aplica inclusive às nossas relações de consumo. Porque tem um monte de gente que não tem sua identidade firmada em Jesus e busca nas coisas um valor e um poder agregados – quando o exemplo de Cristo mostra que, o tempo todo, sendo louvado ou sendo alvo de cusparadas, Ele nunca deixou de saber quem era – sem que nunca precisasse de nada para isso ou jamais tivesse que reclamar poder algum. Fecha parênteses. Essa verdade deve acompanhar a mim e a você naquilo que fazemos. Uma vida de serviço tem a ver com considerar os outros superiores à gente (Filipenses 2.3 e 4), tem a ver com se importar, com se envolver com os problemas do próximo, com os desafios da nossa cidade etc. Abrir mão do poder tem a ver com viver um Evangelho que faz dos últimos os primeiros (Mateus 20.16) e que propõe que vivamos a vida sob essa perspectiva.

PARA ALÉM DE SEU ENORME AMOR, DE DAR A SUA VIDA POR MIM E POR VOCÊ, DE FUNDAR A SUA IGREJA NESTA TERRA, JESUS ABRIU MÃO DO SEU PODER PARA CONVIVER COM OS HOMENS.

Patrícia Bezerra, psicóloga, vereadora de São Paulo. É casada com Carlos Bezerra Jr. há 18 anos. É mãe da Giulianna e da Giovanna. Quer passar os próximos quatro anos servindo a Deus por meio do serviço ao próximo e à cidade.

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Ferramentas de liderança Gerencie coisas, lidere pessoas MARCO FABOSSI

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egundo pesquisas, o sucesso de qualquer organização depende, em números aproximados, 80% de fatores humanos (Liderança) e 20% de fatores técnicos (Gestão). Apesar dessa constatação, muitas organizações continuam empregando a maior e melhor parte de seus esforços apenas à Gestão, deixando a Liderança em segundo plano, tornando-se organizações supergerenciadas e sublideradas, e consequentemente cada dia mais frágeis e vulneráveis. Uma situação bastante comum nas organizações é a promoção de pessoas que se destacam tecnicamente a posições de “chefia” sem que haja a devida preparação e formação deste novo gestor. Tudo começa com comentários do tipo: “Ele é ótimo com números; Ela é inteligente e muito comprometida; Ele se expressa muito bem!”. E como resultado, aquele ótimo Vendedor se torna Supervisor de Vendas. O bom Contador é promovido a Gerente Financeiro, e assim por diante. O problema é que juntamente com o aumento de salário,

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este novo “chefe” recebe um “pacotinho” muito especial: uma equipe, com pessoas de perfis diferentes, expectativas distintas, conhecimentos diversos, com bons e maus comportamentos e, em pouco tempo, acaba descobrindo que as competências que o levaram a esta nova posição, não são as que o ajudarão dali em diante. Este é um ciclo de desenvolvimento absolutamente normal e necessário. A complicação, contudo, é que a maioria desses profissionais é conduzida a posições de liderança sem a menor ideia do que precisam fazer para cuidar do mais valioso recurso da organização: as pessoas. E, com o tempo, são naturalmente levados a fazer uso de poder e controle para manter sua nova posição. O final mais comum dessa história, é que a organização perde um ótimo técnico e ganha um péssimo “chefe”. No Brasil, os “chefes” acumulam dupla responsabilidade: gestão e liderança, por isso é importante que este “chefe” tenha consciência de que tem papéis diferentes: como gestor, tratamos de

“coisas”, já como líder, cuidamos de pessoas que trazem consigo sentimentos, ansiedades, frustrações e expectativas. Em outras palavras: gestão é o que fazemos, liderança é o que somos. Mas como podemos então diferenciar estes papéis no dia a dia? Um jeito bem simples é pensar na figura de uma bicicleta, que obviamente funciona melhor com duas rodas. Qual é a função da roda traseira da bicicleta? Força motriz, impulso e movimento. E da roda dianteira, qual é? Direção e equilíbrio. A roda traseira é o que movimenta e faz o negócio girar: estabelece metas, planeja e controla despesas e receitas, cria regras e processos, define indicadores de desempenho, acompanha, ajusta, com foco principal em resultados. Em nossa bicicleta, a roda traseira representa a Gestão. O Gestor lida com processos, normas, estruturas, sistemas e procedimentos. Está muito mais conectado com o negócio do que com as pessoas. Sua prática é uma ciência, levando-o a agir muito mais com a cabeça (razão)

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GESTÃO do que com o coração (sentimentos e emoções). Seu foco principal está na conquista dos resultados estabelecidos pelo negócio. Ao agir dessa maneira, você está exercendo o papel de Gestor. A roda da frente, por sua vez, representa a Liderança, que dá direção e equilíbrio a tudo isso: é o que inspira e motiva as pessoas, mantendo a equipe unida em torno de objetivos comuns, caminhando na mesma direção. O Líder conquista autoridade pelo respeito e serviço às pessoas, trabalha para aumentar a confiança e diminuir o controle, e foca na formação de novos líderes. O Líder prioriza, escuta, cuida e desenvolve pessoas; enxerga na diversidade a possibilidade de usar as melhores características individuais em benefício de todos; constrói uma visão de futuro comum e compartilhada; pratica feedback honesto e sincero; delega tarefas e influencia e inspira pessoas a dar o melhor de si. Este é o papel do Líder. Quanto mais o “Gestor-Líder” manter as duas rodas em movimento, mais rápido

LIDERANÇA e mais longe chegará sua bicicleta, ou seja, melhores serão os resultados para todos: gestor, organização e pessoas. Mas será que existem “chefes” que conseguem andar apenas com uma das rodas? Com certeza! E o primeiro deles é o “Gestor-não-Líder”, aquele que anda apenas com a roda traseira da bicicleta. Alguém que até consegue resultados, mas em geral, a um preço muito alto. Ao preço de pessoas desmotivadas, alta rotatividade e um clima organizacional não muito satisfatório. Agora, reflita comigo: se apenas com a roda traseira é possível alcançar resultados, imagine o que pode acontecer se o “Chefe” decidir usar as duas rodas! Certamente os resultados serão muito melhores, além do fato de que a equipe estará mais feliz e motivada, e ele, menos sobrecarregado e cansado, já que andar apenas com uma roda dá muito mais trabalho! Pois bem, o outro lado da moeda são aqueles que se revelam ótimos líderes, contudo, péssimos gestores: o “Líder-não-Gestor”. Pessoas com

texto e contexto aconteceu tamanha facilidade de liderar que seriam capazes de influenciar e mobilizar uma nação, mas que sequer conseguem controlar um orçamento doméstico. É aquele que anda apenas com a roda dianteira da bicicleta, que ajuda todo mundo, e faz o que estiver ao seu alcance para ficar bem com as pessoas. Conversa, interage, treina, dá feedbacks amigáveis, e tenta delegar. Todo mundo adora este líder; o único detalhe é que ele não se preocupa em planejar, organizar, acompanhar, gerenciar e entregar resultados! Que organização séria desejaria ter um líder assim? Sinceramente, creio que nenhuma, já que toda organização, mesmo sem fins lucrativos, vive e sobrevive em função de seus resultados. Além disso, a falta de resultados traz para as pessoas a frustração de estar participando de uma equipe de baixo desempenho. Lembre-se, gestão é o que fazemos, liderança é o que somos. Gestão trata de coisas, liderança de pessoas. Por isso, é muito importante que o “chefe” tenha consciência de que pessoas não se controlam e coisas não se lideram. É preciso gerenciar coisas e liderar pessoas.

Marco Fabossi é membro na Comunidade da Graça Sede, conferencista, coach, escritor e consultor com foco em Liderança e Coaching. Veja mais em www.marcofabossi.com.br

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Ano Novo é tempo de planejar e replanejar a vida e seus objetivos. E que tal começarmos colocando as coisas em ordem? Para fazermos isso, precisamos conhecer e praticar as prioridades que Deus estabeleceu para a vida do ser humano. Considerando que a vida é criação de Deus, é bom que saibamos qual é o ponto de vista dEle sobre como devemos viver. O objetivo supremo de Deus nesse processo é nos conceder sabedoria. “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” Salmo 90.12 Portanto, devemos viver em função do pleno direito que Deus tem sobre a nossa vida. Esse direito divino tem primazia sobre os demais interesses humanos. “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mateus 6.33 24 | comuna | janeiro 2013


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As cinco prioridades de Deus, segundo as Escrituras Sagradas 1

Deus

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Casamento

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Filhos

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Trabalho Efésios 6.5-9 Ministério Efésios 6.11-12

5

Efésios 5.18-19 Efésios 5.21-33

Efésios 6.1-4

Em se tratando de solteiros, a segunda e a terceira prioridades são substituídas por Pais (Efésios 6.14) e Irmãos (1 Timóteo 5.8). janeiro 2013 | comuna | 25


Colocando as coisas em ordem:

1

Deus

Carlos Alberto Bezerra, Pr.

Colocando as coisas em ordem:

2

Casamento Valmir C. Ventura, Pr.

O maior desafio para todos nós, é o de colocarmos a Deus em primeiro lugar. Jesus reafirmou, no Novo Testamento, que o maior e primeiro mandamento é amar ao Senhor, nosso Deus, de todo o nosso coração, alma e entendimento (Mateus 22:37).

vida poderosa e abundante em cada um de nós. Foi no calvário que tudo se consignou e onde o sonho de Deus foi realizado. Quando Cristo foi crucificado, Ele atraiu a todos nós para sermos crucificados juntamente com ele (João 12.32). Toda a nossa desgraça ficou na cruz:

Há muita diferença entre uma vida devocional diária (relacionamento pessoal com Jesus) e uma vida de atividades cristãs. Nosso serviço piedoso começa depois de já termos uma experiência pessoal com Deus e através do relacionamento diário com Ele. Esta experiência não é estimulada pelo exterior (em Efésios 5.18, o vinho), mas pelo interior (o Espírito). É o Espírito Santo que nos leva a viver conforme a imagem de Cristo (Romanos 8.29).

“... para que aqueles que vivem não vivam mais para si mesmos, mas sim para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” 2 Coríntios 5.15.

Uma vida cheia do Espírito Santo Tanto a Palavra de Deus como o Espírito Santo estão disponíveis para operar uma

Portanto, “enchei-vos do Espírito”. O verbo ‘encher’ está no imperativo, é

O segundo mandamento, semelhante ao primeiro, também está relacionado ao amor. Só que desta vez, ao amor dirigido ao próximo (Mateus 22:38). Ninguém tem dúvida de que o cônjuge é a pessoa mais próxima.

do marido e da esposa. De um lado, a responsabilidade do marido de amar (servir) sua esposa. Do outro, a responsabilidade da esposa de respeitar o seu marido. Esse é o plano de Deus em relação ao casamento.

Intimidade e sensibilidade às necessidades de seu cônjuge (Efésios 5.21)

O papel do marido: Amor prático (Efésios 5.25-33)

Casamento envolve renúncia e investimento constante, é dar mais e cobrar menos, é elogiar mais e criticar menos. O casamento pode ser uma antessala do céu ou o calabouço do inferno, o jardim da felicidade ou o deserto das frustrações, o horizonte espaçoso da liberdade ou o porão de uma prisão. A escolha está na mão de cada cônjuge e na disposição de conhecer e obedecer aos princípios de Deus para o relacionamento conjugal. Nessa passagem bíblica do livro de Efésios há um destaque quanto ao papel

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Uma vez mortos para o pecado, fomos ressuscitados em Cristo Jesus (Romanos 6.11). É o Espírito que revela e esclarece a obra da cruz. Sem Ele não há convencimento nem do pecado, nem da justiça, nem do juízo; é como uma faca sem gume, que não corta.

O marido nunca deve usar sua liderança para esmagar ou sufocar a esposa, mas para amá-la e servi-la. O amor de Cristo pela Igreja é sacrificial, santificador, perseverante e incondicional. Assim também o marido deve amar sua esposa. O marido deve amar sua esposa com um amor incondicional (ágape no grego) e de entrega. O amor verdadeiro se traduz em ação. O amor visa o bem da pessoa amada e não a sua ruína. Ser possessivo, sufocante e ser ciumento não são expressões do amor verdadeiro – o amor de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito santo (Romanos 5.5).


uma ordem. Quanto mais nos alimentamos da Palavra de Deus diariamente, mais nos enchemos do Espírito Santo. E quanto mais nos enchemos do Espírito Santo, mais amamos a Palavra de Deus. O Espírito e a Palavra nos são dados para reproduzirmos a vida do Senhor Jesus.

É um mandamento Depois que Jesus ressuscitou, Ele deu uma ordem aos seus discípulos: “... permanecei pois na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.” Lucas 24.49. O mandamento era aguardar até que recebessem o Espírito Santo. A partir daí eles estavam habilitados para o trabalho. Eles já conheciam a Palavra porque haviam andado com o Verbo (Jesus). Mas eles precisavam do Espírito Santo para poder cumprir o desafio de ir e pregar o Evangelho a toda criatura.

Quando o verdadeiro amor não entra em ação, o marido transforma a vida da pessoa amada numa tragédia. O marido deve tratar sua esposa com sensibilidade, do mesmo jeito que alguém segura um vaso frágil. O amor busca aperfeiçoar a pessoa amada, protegê-la e santificá-la. O marido deve liderar espiritualmente sua esposa. Por isso, ele deve ser cheio do Espírito Santo, ter uma linguagem abençoadora e atitudes que edificam. Nada destrói mais a vida emocional de uma mulher do que ter um marido amargo, crítico e grosseiro.

É uma plenitude Um aspecto importante é que “enchei-vos do Espírito” não é somente um mandamento, mas pressupõe plenitude contínua. Significa que a nossa vida é morada do Espírito Santo e deve estar sempre cheia de Deus. O Espírito Santo é o Amigo que conhece toda a nossa vida, nossa família e nossas necessidades. Ele é nosso Amigo por excelência, portanto, devemos trazê-lo para dentro de todos os ambientes de nossa casa. Onde está o Espírito de Deus há louvor, adoração, bênção, profecia, proclamação da Palavra, oração, santidade e vida abundante.

Se temos provado a genuína manifestação do Espírito, jamais desejaremos outro nível de vida. Ser cheio do Espírito é experimentar o milagre de Cristo sendo reproduzido em nós todos os dias (Filipenses 3.10; Gálatas 2.10).

Evidências da plenitude

Nosso serviço piedoso começa depois de já termos uma experiência pessoal com Deus e através do relacionamento diário com Ele.

Ninguém pode dar o que não tem, e nem ensinar com autoridade o que não vive.

É preciso deixar claro que submissão não é ser inferior, capacho, serviçal ou empregada. Também não é ser passiva, apagada, sem direitos, sem vez e sem voz. Muito menos anular-se, renunciar sonhos, talentos e projetos do coração em função do marido. Não é demérito ou desonra.

Quando somos cheios do Espírito Santo, adquirimos um impulso, uma capacidade para trabalhar. Desta forma, manifestam-se em nós as virtudes do Espírito que antes não tínhamos: discernimento, maturidade, revelação,

O marido deve tratar a sua esposa com consideração e dignidade para que suas orações não sejam interrompidas (1 Pedro 3:7). A maneira como o marido trata a esposa reflete diretamente seu relacionamento com Deus. Nenhum homem pode ter intimidade com Deus e, ao mesmo tempo, maltratar ou ter uma relação conflituosa com sua esposa. Uma vida espiritual abundante é o alicerce para uma vida conjugal harmoniosa – uma fortalece a outra.

O papel da esposa: Submissão O marido deve ser um homem de ora- inteligente e respeito (Efésios ção e modelo de piedade. Sua vida deve 5.22-24) falar mais alto do que suas palavras. Ele necessita conhecer as verdades de Deus registradas na Bíblia e dispor-se a praticá-las com alegria e temor. Como um líder, o marido precisa amar, viver e proclamar essas verdades para sua esposa.

fé, abnegação, renúncia, poder etc.; queremos servir e nos colocar à disposição. Quem está cheio do Espírito quer estar comprometido com uma obra santa. Outra manifestação da plenitude do Espírito é o desejo de santidade e pureza. O Espírito Santo revela os pecados dos homens e os leva ao arrependimento e consequente mudança de mente e atitudes.

John Mackay, reitor do Seminário de Princeton, disse: “O trabalho predileto de Satanás é esvaziar o sentido das palavras”. Por isso, hoje em dia, muitas mulheres têm arrepio quando ouvem falar em submissão ao seu marido.

A submissão da esposa é uma expressão de sua obediência a Cristo. A esposa se submete ao marido por amor, com alegria e espontaneidade, e não por constrangimento ou obrigação. A submissão da esposa ao marido é sua glória, assim como a glória da Igreja é ser submissa a Cristo. A Igreja submissa é honrada e valorizada por Cristo. Assim a esposa é convidada a imitar a Igreja em relação a seu marido, e o marido a imitar a Cristo em relação a sua esposa. Cabe à esposa respeitar a posição de liderança que o marido deve ocupar no lar (entenda-se por liderança, uma disposição contínua de ser bom exemplo em tudo e servir com amor). janeiro 2013 | comuna | 27


Colocando as coisas em ordem:

3

Filhos

Edile Maria Fracaro Rodrigues

Colocando as coisas em ordem:

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Trabalho Cézar Rosaneli, Pr.

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“Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Honra teu pai e tua mãe ― este é o primeiro mandamento com promessa ― para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra. Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor.” Efésios 6.1-4 (NVI) Ao ler a exortação de Paulo sobre o dever dos filhos, logo vem à mente a queixa de pais e educadores: as crianças são desobedientes e não respeitam os mais velhos! E por que essa geração não tem vivenciado esses valores? Vamos ver a advertência de Paulo aos pais: não irritem seus filhos. Em relação a essa expressão, a Bíblia de Estudo NVI traz em nota: “Os pais devem abrir mão de qualquer direito que porventura imaginem ter de tratar os filhos de modo injusto”. Em outras palavras, os pais têm o dever de tra-

“Como é feliz quem teme o Senhor, quem anda em seus caminhos! Você comerá do fruto do seu trabalho, e será feliz e próspero.” Salmo 128:1-2 Trabalho, segundo as Escrituras, está relacionado com a família, com felicidade e prosperidade. Entretanto, o trabalho é hoje o maior concorrente da família e do ministério. O trabalho tem se tornado a primeira prioridade, inclusive, na vida dos cristãos. O salmo 127 nos fala do caminho para o sucesso. O Salmo 128 fala do homem que trabalha. No Salmo 127 temos duas famílias: em uma delas, os pais não colocaram Deus como a primeira prioridade. Por isso acordam cedo, dormem tarde e trabalham duro demais na vida. A outra família prioriza Deus. E Ele concede o sustento enquanto eles dormem – ou seja, Deus está cuidando da prosperidade e provisão desta família, como diz o profeta:

tar seus filhos de modo justo. Quando isso não acontece, eles irritam os filhos. Na minha experiência como mãe, professora e facilitadora, tenho constatado com tristeza que os pais vêm abrindo mão de muitos direitos que não deveriam. Os pais vêm abrindo mão de exercer a paternidade responsável, que implica em instruir e levar os filhos a Cristo e não levá-los à igreja para que o pastor ou o facilitador o faça. É no lar que se dá o primeiro processo de aprendizagem: a imitação. Os pais são os primeiros modelos para os filhos e as prioridades e os limites que estabelecem são essenciais para ensiná-los a manter um relacionamento saudável com o Pai. Deixar de exercer o papel dado pelo Senhor é tratar os filhos de modo injusto. Os pais vêm abrindo mão da primeira infância dos filhos, fase em que o

“Desde os tempos antigos ninguém ouviu, nenhum ouvido percebeu, e olho nenhum viu outro Deus, além de ti, que trabalha para aqueles que nele esperam.” Isaías 64:4 O resultado das prioridades invertidas se reflete na família e no ministério. A família cujos pais confiam em Deus, vê seus filhos como flechas nas mãos do Senhor e, quando enfrenta o inimigo, seus filhos estão ao seu lado. Podemos inferir que a outra família, ocupada com tanto trabalho, não está exercendo o ministério que deveria. E, quando vem o inimigo, ele consegue penetrar e destruir a família. O Salmo 128 nos fala de um homem próspero, feliz, que come do fruto do seu trabalho. A descrição da prosperidade deste homem é retratada no detalhamento de sua família, na bênção que se reflete em sua cidade e igreja, para além de seu próprio lar (Jerusalém, Sião).


caráter se forma, os valores são vivenciados e os hábitos são estabelecidos. Assim, o melhor para os filhos é a presença amorosa dos pais e não uma herança futura. Pensar no futuro deles é algo bom, mas pensar mais em bens materiais do que em investir no que realmente importa é tratar os filhos de modo injusto. Os pais vêm abrindo mão do relacionamento e da dinâmica familiar. As transformações sociais e tecnológicas nos avassalam e o tempo se esvai como numa ampulheta desenfreada. Não temos tempo em família. E o que falar do culto doméstico? Deixar de adorar a Deus em família é tratar os filhos de modo injusto. Quais os direitos que não temos exercido? Temos irritado nossos filhos? A terceirização da educação é motivo de irritação para os filhos. A ausência dos pais é motivo de irritação para os fi-

Deus, Jesus e o Espírito Santo trabalham incansavelmente em nós (João 5:17). O conceito de trabalho na Bíblia está ligado ao cumprimento dos propósitos de Deus. Mas o homem moderno usa o trabalho para cumprir seus próprios desejos egoístas. Trata-se de uma geração de pais e mães escravizados ao trabalho e ao dinheiro – o deus Mamom. Ter dinheiro é bom, mas quando ele se torna o senhor da vida, os resultados são amargos no final. O trabalho já se tornou a primeira prioridade na vida de muita gente. Então Deus e a família caem para níveis de menor importância. Como o FAZER tem uma preponderância dominante em nossa cultura, o ministério (no sentido de FAZER) também ocupa grande espaço. Deus, cônjuge e filhos ficam com o que sobra. Como não buscamos mais o reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar,

lhos. A falta de um momento devocional orientado pelos pais é motivo de irritação para os filhos. Creio firmemente que os pais são responsáveis pela educação e acompanhamento de seus filhos. A igreja (escola bíblica dominical, culto e célula) é responsável pela orientação e suporte dos pais para a educação de seus filhos. Vamos considerar as necessidades de referenciais, afeto e limites de nossos filhos, porque isso é tratá-los de modo justo. Assim, eles vão crescer e desenvolver as virtudes que Deus gostaria que conservassem até a fase adulta, e entre elas estão a obediência e o respeito. Essas virtudes são consequência de um relacionamento amoroso entre pais e filhos, no qual direitos e deveres são respeitados e mantidos. Referência: Bíblia de Estudo NVI. São Paulo: Editora Vida, 2003, p. 2027

também não recebemos de graça todas as coisas que Deus prometeu nos acrescentar. Nós usamos a força do próprio braço para FAZER tudo: trabalho e ministério. O sucesso que deveria ser consequência de se buscar a Deus, se torna algo que sempre está um passo adiante de nós, escapando de nossas mãos. O resultado já está profetizado: “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR! Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.” Jeremias 17:5-6 O contraste com aquele que confia no Senhor e o coloca como prioridade é gritante: ele é como uma árvore frondosa plantada junto às águas (vivas)

Os pais vêm abrindo mão de exercer a paternidade responsável, que implica em instruir e levar os filhos a Cristo e não levá-los à igreja para que o pastor ou o facilitador o faça. É no lar que se dá o primeiro processo de aprendizagem: a imitação. Os pais são os primeiros modelos para os filhos e as prioridades e os limites que estabelecem são essenciais para ensiná-los a manter um relacionamento saudável com o Pai.

que nunca deixa de dar frutos, mesmo diante das maiores secas e pressões. Portanto, o segredo de ter um trabalho que não consome a vida, a família, e ainda permite desenvolver um ministério frutífero, é apenas um: colocar o Senhor em primeiro lugar e usar o trabalho prioritariamente para cumprir os propósitos de Deus. Tudo o mais Ele nos acrescentará. Este homem viverá feliz e não será derrotado pelos seus inimigos – sua família estará sempre ao seu lado. O salmo 127 nos fala do caminho para o sucesso. O Salmo 128 fala do homem que trabalha.

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Colocando as coisas em ordem:

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Ministério Wagner Fernandes, pr.

A classificação do Ministério como quinta prioridade não o torna de menor importância. Aliás, a escala vertical de prioridades pode também ser vista num plano horizontal: Deus, Cônjuge, Filhos, Trabalho e Ministério. Todas as prioridades são igualmente importantes. Digo isso porque já vi muita gente transgredir o chamado ministerial sob a desculpa de que agora tem que priorizar a família. Há um equívoco muito grande nisso. Quem ama a Deus, nossa primeira prioridade na escala, expressa esse amor através do serviço, que nada mais é, do que o ministério. Ora, a palavra ministério sugere a função de um ministro; de alguém que num determinado tempo exerce uma função, um ofício. Houve época em que a maioria das pessoas atribuía uma função ministerial como atividade exclusiva de um pastor. Na reforma protestante

Comece aos poucos e devagar A mudança não acontece da noite para o dia

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de Martinho Lutero, uma das bases de seu pensamento e proposta, era a de extensão do sacerdócio a todos os membros da comunidade cristã. Mas tal pensamento vem muito antes de Lutero. Paulo falou com a igreja de Corinto sobre o ministério que Deus conferiu a todos os cristãos do mundo: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” 2 Coríntios 5:18 e 19 Moisés, o líder de Israel, já vislumbrava um cenário desse num tempo mais remoto quando disse: “ ... Tens tu ciúmes por mim? Tomara que todo o povo do SENHOR fosse

Muita calma nessa hora Todo processo de mudança exige cautela e persistência. Olhando para as cinco prioridades descritas anteriormente, alinhadas com a doutrina bíblica, percebemos que nossos valores precisam mudar. E, consequentemente, nossas práticas, aos poucos, vão se ajustando. Primeiro, admito e interiorizo um novo valor. Depois, começo a mudar o que faço no dia a dia. A Bíblia diz que, sob a influência e tradição de nossos pais, recebemos uma vã maneira de viver, ou seja, um modo de vida desalinhado do padrão que Deus espera de nós (1 Pedro 1:18-19). Quantas pessoas, no mundo todo, já não colocaram o trabalho como a primeira prioridade de vida, comprometendo assim a relação com Deus e a família? Quantos não entram numa academia, ou aderem a uma nova dieta alimentar a todo vapor, abandonando tudo pelo caminho? Então comece devagar.


profeta, que o SENHOR lhes desse o seu Espírito!” Números 11:29. Então fica fácil concluir que CADA CRENTE É UM MINISTRO. A obra perfeita de Cristo no Calvário promoveu cada crente ao “status” de servo e ministro de Deus. Todo cristão deve estar a serviço do reino de Deus a todo tempo. Era exatamente assim que o apóstolo Paulo se referia aos cristãos quando disse que “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou.” 2 Timóteo 2:4.

O ministério cristão não tem por finalidade a promoção humana, mas a continuidade do trabalho de amor que Jesus começou. Os ministros do Novo Testamento são ministros de Cristo. Devem agir em nome de Cristo e na mesma integridade de Cristo. Creio piamente que a mesma pergunta de Jesus a Pedro é endereça a cada homem e mulher que leva Deus a sério: “Você me ama? Então apascente as minhas ovelhas.” João 21:15 a 19. Jesus deixou bem claro a essência de sua missão em Marcos 10:45 – “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”.

Ele igualava, sob a influência do Espírito Santo, a disponibilidade de um soldado ao seu país de origem, à mesma dimensão da disponibilidade dos crentes em prol do serviço cristão.

A extensão do nosso ministério é a mais abrangente e irrestrita de todas. Nosso serviço é extensivo a qualquer pessoa e em qualquer lugar. O ministério começa em nossa própria casa,

Onde tudo começa

um com o outro. Escolha um dia da semana, da quinzena ou do mês para estar apenas com seu cônjuge – sem as crianças. Combine com ele. Leiam e troquem ideias sobre livros importantes para casais como As Cinco Linguagens do Amor (Gary Chapman) ou O Desafio de Amar (Kendrick) sugerido no filme A Prova de Fogo – que também vale a pena ser visto. Troquem ideias e comecem a dar os primeiros passos para uma qualidade de vida a dois.

Na relação com Deus, reserve um tempo diário para estudar e ler a Bíblia. A mudança começa na mente. A mudança começa com você. Tal prática vai gerar a “matéria prima” para a oração. Tem gente que não ora e não sabe orar porque não tem assunto. A prática diária de leitura da Bíblia, de algum livro específico de devocionais ou outro tema cristão relevante, desencadeiam mudanças na mente e no coração. Reserve um tempo no dia para estar a sós com Deus. Avalie o melhor horário. Comece aos poucos. É melhor pouco tempo de qualidade com Deus do que nada.

A segunda base Na relação conjugal, os casais também precisam de tempo de qualidade

A terceira base

Os pais precisam se organizar para ter tempo de qualidade com os filhos também. Um passeio semestral ou anual com toda a família é fantástico. Comece aos poucos. Faz muita diferença quando o pai (o homem), vez por outra, sai para um programa simples com um dos filhos (um sorvete, um lanche, uma volta no shopping etc.). Cada fi-

estendendo-se pela igreja, em funções específicas e projetando-se nos ambientes mais variados como: escola, empresa, casa de vizinhos, amigos e até pelas ruas. Que o ministério que recebemos do Senhor Jesus ocupe um lugar de destaque na nossa vida. “Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus.” Atos 20:24 Quem ama a Deus, nossa primeira prioridade na escala, expressa esse amor através do serviço, que nada mais é, do que o ministério.

lho é de um jeito. Daí a necessidade de uma saída individual com cada um. A mãe já passa, praticamente, o dia todo com os filhos.

Trabalhando com equilíbrio O envolvimento diário com o trabalho e o ministério precisam ser mais leves e compartilhados com o cônjuge ou amigos fiéis. Não temos a obrigação de levar nossas cargas sozinhos (Gálatas 6:2). A leitura de livros como Provérbios, que reforçam a prudência e a sabedoria, é fundamental como apoio. Ler sobre Liderança também ajuda muito. Além da Bíblia, existem autores que dão dicas muito práticas sobre como lidar com as pessoas e os processos profissionais da vida (livros, como do autor americano John Maxwell, são muito bons).

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visão

Deus agindo

ponto de vista

SOMOS UMA IGREJA APAIXONADA PELA VISÃO QUE DEUS COLOCOU NO CORAÇÃO DOS NOSSOS LÍDERES PRINCIPAIS, PASTORES CARLOS ALBERTO E SUELY BEZERRA.

Q

uando chegaram à Comunidade da Graça no ano de 1988, Aguinaldo Fernandes, mais conhecido como Nadinho, com a esposa Beth e os filhos, foram impactados pelo ambiente de alegria e amizade entre os irmãos. Eles foram extremamente edificados pelos tempos de louvor e adoração liderados pelo pastor Adhemar de Campos. A proclamação profética da Palavra de Deus pelo pastor Carlos Alberto Bezerra era a tônica daquela comunidade de amor. Sem esquecer a linha de ensino que o pastor Antunes trazia e que cooperava para a transformação de quem chegava à Vila Carrão. O casal decidiu estabelecer uma aliança eterna com o ministério da Comunidade da Graça. Começaram então a usufruir dos benefícios de serem membros de uma Igreja Família que realmente vive o amor de Cristo, que visa alcançar o próximo e formar novos discípulos através de um trabalho árduo de amor e fé. Quatro anos depois, o Nadinho e sua esposa aceitaram o desafio de dirigir

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fundação CG

família

especial

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Comunidade da Graça em Ermelino Matarazzo

eles andaram com Jesus

um Grupo Familiar em sua casa. A Célula começou com o casal e mais três membros. Logo, os cinco viraram dez, depois vinte, cinquenta e cem. Naquela sala onde aconteciam os encontros, a alegria, a paz e o amor eram abundantes e superavam qualquer desconforto. A presença, o poder e o propósito de Deus eram claramente manifestos naquela primeira Célula. Para que todos pudessem compartilhar a vida durante as reuniões, dar uma atenção especial a cada membro, acomodar melhor os visitantes e assim manter o crescimento do grupo, Nadinho e Beth, direcionados na época por seus líderes Osmar e Nice, passaram a investir na vida de um casal e mais tarde os enviaram para liderar um grupo em outro lugar. Depois dessa primeira multiplicação, vieram muitas outras. Numa função de supervisão, Nadinho e Beth cuidavam dos líderes dos grupos que passaram a ser designados de GCEM - Grupo de Comunhão, Edificação e Multiplicação. Com o foco maior na formação de líderes e com os grupos crescendo ra-

Festa das células na Comunidade da Graça em Ermelino Matarazzo

pidamente, a multiplicação se tornou urgente. Logo, aqueles cem já eram quinhentos. Foi quando o pr. Carlos Alberto propôs ao Nadinho pastorear uma igreja com esses grupos. Ele aceitou e, no dia 01 de dezembro de 2001, nasceu a Comunidade da Graça em Ermelino Matarazzo. O prédio inicial era uma quadra de esportes abandonada - antigas instalações de uma agência do Correio naquele bairro. Havia disposição e alegria no coração de todos com a nova Comunidade da Graça. Os primeiros mutirões de limpeza e reforma desenhavam as aspirações, paixão e empenho das ovelhas no projeto. A meta principal do pastor Nadinho era continuar se concentrando nos líderes principais - naqueles que efetivamente cuidariam das demais ovelhas do rebanho. A Comunidade em Ermelino nasceu com esse conceito de respeito e profunda valorização de cada líder. O pastoreio nunca foi prerrogativa do pastor principal, mas sempre compartilhado com líderes em aliança. Desde o início, a base da igreja em Ermelino está nas Células – nos pequenos

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liderança

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comunidade

grupos. A preocupação inicial era continuar possibilitando e intensificando os encontros semanais entre os irmãos tanto das Células quando dos GDs (encontros de supervisores com dirigentes e de dirigentes com auxiliares), além das visitas e cuidados especiais com membros feridos. A igreja concentrou-se no alvo das duas asas (o culto de celebração aos domingos) e a ênfase nas Células durante a semana. Por conta da demanda e crescimento da igreja, foi criado um encontro semanal com toda a liderança intitulado TIL (Treinamento Intensivo para Liderança). Hoje, esse encontro é chamado de IDE, como todos os demais encontros de líderes da Comunidade da Graça no Brasil. Ermelino se organiza cada vez mais, e cresce na consciência de todos os líderes a importância da prestação de contas como instrumento importante para o progresso. Os relatórios permanentes e simplificados revelam a preocupação da igreja em não perder ninguém e aprimorar sua gestão com mudanças e ações estratégicas que promovam melhoria. A prestação de contas nunca foi uma prática fria, mas o resultado de uma comunidade onde os irmãos trocam ideias o tempo todo e se importam com os rumos da igreja.

saúde

igreja família

texto e contexto aconteceu

Divulgação

sonhospossíveis

Pastor Aguinaldo e sua família. Da esquerda para a direita: Caio, Karina, Guilherme, Lisabete, Aguinaldo, Ariana e Vinicius.

A bênção e a graça de Deus vêm sendo liberadas sobre a Comunidade de Ermelino. A igreja possui um prédio próprio e instalações bem adequadas para a realidade, graças à resposta generosa de todo o povo à ênfase que o pastor Nadinho vem dando sobre ‘A bênção de investir no reino de Deus’ e ‘Ninguém vence a Deus no dar’. Outro fundamento espiritual que sempre foi compartilhado pelo pastor, são os quatro pilares da igreja do Novo Testamento registrado em Atos 2:42. A primeira igreja tinha sua dinâmica de vida baseada na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.

Como nada acontece por acaso, o pastor Nadinho definiu, desde o início, a oração como fator decisivo para a vida da igreja. Há turnos de oração ininterruptos de domingo a domingo. Os supervisores, com suas respectivas áreas, além do pastor Nadinho, respondem pelos encontros de oração que acontecem de segunda a sexta-feira das 05h30 às 06h30 da manhã, e nos sábados e feriados, das 07h00 às 08h00 da manhã. Nos domingos, o pastor Nadinho dirige o encontro de oração das 07h00 às 08h30 da manhã, antes do culto. Toda última sexta-feira do mês, eles realizam uma vigília de oração das 21h00 às 23h30. Essa de-

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pendência de Deus tem gerado um povo que vive em lealdade a seus líderes e um ambiente de amor e adoração espontânea na igreja. Todas as pessoas que chegam à Comunidade, através das Células ou de convites para os cultos, são logo integradas nas Células e desafiadas a participar do Encontro Bem Vindo à Família. Uma semana antes do batismo, toda a força da igreja é direcionada para este encontro com a finalidade de produzir uma fé maior no coração dos novos, promover libertação de jugos e maldições e conscientizá-los da importância da vida em família através da igreja. Os cultos de batismo já se transformaram em reuniões de impacto espiritual. E é simples entender o porquê. Trata-se de uma das maiores conquistas que um membro da igreja pode atingir: arrancar uma pessoa das garras do diabo para os braços amorosos do Pai.

O DNA da Comunidade de Ermelino tem se projetado nestas e em futuras localidades, ou seja, a igreja começa a partir dos pequenos grupos nos lares, com uma liderança coesa, apaixonada e ativa, justificando assim, a compra ou a locação temporária de um prédio para reunir os irmãos e integrar nas Células muitos outros que virão. A força jovem da igreja de Ermelino é liderada pelos pastores Ricardo Reggiane e Eduardo com as respectivas esposas Vanessa e Simone. O foco não poderia ser outro: Células. Os jovens e os adolescentes estão engajados na mesma linha de liderança da igreja. O pastor Nadinho, com sua família e líderes principais reconhecem que somente na dependência do Espírito Santo é que poderão continuar vivendo relacionamentos de profundo amor e compromisso uns com os outros. Eles têm dependido da graça e misericórdia de Deus para permanecer na visão de Uma Igreja Família, Viven-

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Animados pelo crescimento, a Comunidade de Ermelino já gerou três novas Comunidades. Uma no Itaim Paulista, inaugurada em 27/09/2008 e liderada pelos pastores Diovani e Nice. Outra em Presidente Dutra, inaugurada em 27/03/2010 e liderada pelos pastores

William e Marli. E a mais recente conquista em Mogi das Cruzes, que a partir de dezembro desse ano, num prédio recém-adquirido, começa suas atividades com as inúmeras Células já existentes na região.

Reunião de líderes na noite da Confraternização on-line

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do o Amor de Cristo, Alcançando o Próximo e Formando Discípulos. Sem perder o foco nas Células, a Comunidade em Ermelino tem ainda forte envolvimento com as causas sociais e apoio direto aos projetos assistenciais da Fundação Comunidade da Graça na distribuição gratuita de leite (Projeto Viva Leite), na administração de creches e eventuais ações de campo em prol dos menos favorecidos.

Testemunho

M

eu nome é Flávio Rodrigues de Almeida, tenho 35 anos, sou casado e pai de 5 filhos lindos. Na adolescência, eu tinha muitos sonhos: estudar, fazer uma faculdade, ser um bom profissional. Mas, conheci as drogas aos 13 anos e esses sonhos foram todos interrompidos. Não me importava mais com os estudos e carreira profissional. Comecei a aceitar propostas de ganhar dinheiro fácil com o tráfico de drogas e assaltos. Tive participação em várias ações com o crime organizado que me levaram a crer que aquele estilo de vida era bom. Achava o máximo ter o nome reconhecido na “quebrada”, embora não percebesse a vida miserável e sem propósitos, com depressão, problemas e perseguições. Tive vontade de tirar a minha vida. Aos 20 anos, conheci minha esposa – Edite, e achei que minha vida mudaria, mas só estava iniciando o mesmo sofrimento que meus pais já provavam. Casei-me aos 21, e fui afundando ainda mais. Tive filhos, mas nada mudou. Eu não tinha prazer em estar com a minha família. Minha esposa quis se separar várias vezes. Meu envolvimento com o crime aumentava e o dinheiro que chegava era para drogas e baladas.


Divulgação Divulgação

Todo ano, por volta de novembro, eles comemoram o aniversário da igreja, culminando com uma passeata pelo bairro, com caminhão de trio elétrico e tudo que têm direito para incrementar a festa e produzir um impacto na região. O pastor Carlos Alberto desfila nestes caminhões no encerramento das atividades e diz: “O meu coração é testado todas as vezes que participo, vendo a emoção, a alegria e a beleza da obra de Deus sendo realizada por gente tão simples, mas muito dedicada”. Eles estão com as portas e o coração totalmente abertos para aqueles que quiserem ver de perto toda a paixão de um povo dedicado a uma visão de Deus dada ao pastor Carlos Alberto Bezerra.

Flávio Rodrigues, sua esposa Edite e seus filhos.

Em março de 2007 fomos convidados para o aniversário do filho de um amigo. Nem imaginava que algo novo aconteceria. Embora fosse mais uma festa de muita bebedeira e drogas, um amigo que já havia traficado comigo estava lá. Notei, sem dar muita atenção, que havia algo diferente nele. Minha esposa conversou com ele durante a festa. No final, ao ir embora mais louco do que havia chegado, ela me disse: “Eu não aguento mais esta vida. Amanhã eu vou para a igreja.” Ela havia sido convidada por este amigo para ir à Comunidade da Graça de Ermelino Matarazzo. E, de fato, no dia seguinte, num domingo, ela foi. Era o começo da transformação em nossa família. Ela começou a participar de uma Célula liderada pelo Élcio e Renata. Indo com mais frequência, ela passou a ser discipulada. Quanto a mim, a situação piorava. Eu achava que aquela experiência da minha esposa passaria logo. Não acreditava naquilo e achava que ela estava ficando louca. Mas, com o amor, cuidado e ensino que recebia, ela teve um encontro real com Deus. Eu piorava. Mas os membros da Célula estavam orando pela minha vida e Deus começou a se mover. Antes de minha esposa conhecer a Cristo, discutíamos muito. Mas ela estava mudada. Ela não brigava mais quando

eu chegava da rua. Cuidava de mim com os remédios, pois eu estava muito doente. Preparava a comida que eu mais gostava. Ela era outra pessoa. Eu estranhava aquele comportamento, pensando que ela estava me traindo ou planejando me deixar. Um dia, desconfiado, voltei mais cedo para casa na expectativa de pegá-la de surpresa. Mas quando cheguei, ela estava ajoelhada no quarto orando. Aquilo me chocou. Tudo o que ela fazia demonstrava o quanto me amava e queria o meu bem. Comecei ir aos cultos. Ela sempre me chamava para a Célula. Mas eu não queria. Era muito arrogante. Eu ia levá-la e buscá-la algumas vezes, até que um dia o líder que eu sempre evitava veio até o carro, apresentou-se com todo amor, e me convidou a participar. Não resisti e tudo começou a mudar na minha vida. Recebi amor de gente que não me conhecia. Aquilo me impactou. Passei a participar da Célula com a minha esposa e Deus restaurou a minha sorte, o casamento e a vida com os meus filhos. Logo fomos convidados a auxiliar nossos líderes e, em 2009, passamos a liderar uma Célula em nossa casa. Amigos antigos me viam levando uma vida diferente em família. Gente que comprava drogas e praticava delitos comigo começou a frequentar a Célula em casa. Muitas outras vidas foram acrescentadas dia após dia. Glória

a Deus! Mesmo após a multiplicação da Célula, tinha dia que reuníamos sessenta pessoas em casa, espalhadas pelas salas e corredores. Muitas delas, com o mesmo problema de drogas. Hoje, para a honra e glória de Jesus, com a ajuda dos nossos líderes e da vida de amor e exemplo do pastor Nadinho, aconselhamos casais, jovens e cuidamos de 6 Células com um número de 147 pessoas. Eu, minha esposa e meus filhos, estamos totalmente envolvidos com vidas e não sabemos viver de forma diferente. Atualmente, cuidamos e discipulamos cinquenta pessoas em Centros Terapêuticos de Recuperação para dependentes químicos e de álcool. Fazemos o “Bem Vindo à Família” com essas pessoas, apresentamos Jesus e as levamos ao Batismo. Jesus entrou em nossa casa e nos deu vida abundante (João 10:10). Somos muito gratos a Deus por fazer parte da Comunidade da Graça em Ermelino Matarazzo. Estamos plantados na casa de Deus. Ele nos deu líderes maravilhosos, um pastor amoroso e zeloso. “Tudo que valorizamos, priorizamos”, aprendi isso com o pastor Nadinho e, hoje, nossa prioridade é cuidar de pessoas, pois entendemos que esta é a vontade de Deus! Deus abençoe!

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O seguro morreu de velho JORGE LUIZ MANTOAN, MÉDICO

PROJETO DE ANO NOVO

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ezembro, natal, fim de ano, férias, reunião de família, presentes, lista de projetos para um novo ano... E por que não uma lista de exames que constituirão um completo check-up de sua saúde?

Nosso corpo é como um fantástico carro de Fórmula 1 – potente, bem feito e bonito (modéstia a parte, é assim que me vejo). Mas, se você assistir a uma dessas corridas, atentará para o fato de que, instantes após o início da competição, acontece um “pit stop” ou, em bom português, uma parada técnica. O carro entra nos boxes, onde a equipe

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corrige algum problema, ajusta uma peça, troca um pneu ou repõe um componente danificado. Isso faz toda a diferença para um final vitorioso! Há quanto tempo você corre, corre e corre e não faz uma avaliação de sua saúde por meio de exame clínico e laboratorial? A prevenção é o melhor tratamento, e quem se cuida e toma mais cuidado, morre de velhice. Afinal, diz o ditado popular, “o seguro morreu de velho”. Provavelmente, seu principal argumento de resistência a fazer os exames é: “mas eu não sinto nada!”. Eu sei que você não sente nada, mas os exames se alteram antes que você

sinta algo! Entendeu? Todo ano precisamos fazer um check-up, assim como fazemos com as revisões do carro! Pode ser que você considere seu carro muito mais importante que você mesmo, porém, meu papel como médico é alertá-lo: se continuar a pensar assim, seu carro terá maior durabilidade que você, e quem sabe, até será dirigido pelo novo marido da viúva que você deixará.

A PREVENÇÃO É O MELHOR TRATAMENTO, E QUEM SE CUIDA E TOMA MAIS CUIDADO, MORRE DE VELHICE

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O QUE VERIFICAR? •

Hemograma verifica o número e a qualidade dos glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas, respectivamente importantes para verificar anemia, inflamações e coagulação sanguínea. É um exame importante para dar uma ideia geral do corpo. Glicemia de jejum e Hemoglobina glicosilada Aponta para a presença ou predisposição a uma diabetes clínica.

Ureia, creatinina e ácido úrico Importantíssimo para avaliar a função dos rins. Doenças como hipertensão arterial e diabetes costumam trazer prejuízos à função renal.

Colesterol e triglicérides Avaliação da “gordura” no sangue. Esses são os grandes vilões que obstruem as coronárias e levam ao infarto do miocárdio. Atenção: não é preciso que a pessoa esteja acima do peso, ou que seja obesa para que essas taxas se alterem. O colesterol deve ser medido com suas frações: o HDL é o colesterol bom que protege o coração e o LDL é a fração ruim.

Gama GT, TGO e TGP Enzimas que avaliam a função do fígado. Altera muito em casos de hepatites virais, no alcoolismo e gordura no fígado – esteatose hepática.

Amilase sanguínea avalia o pâncreas.

TSH e T4 Para ter uma posição de como está a saúde da tiroide. O resultado desse exame pode dizer se a tiroide funciona pouco (hipotireoidismo) ou muito (hipertireoidismo).

PSA Avalia a saúde da próstata (as meninas não precisam fazer!).

Urina I Importante para avaliar as vias urinárias, presença de infecção, cristais que poderão formar pedras e outras informações.

Papanicolau e Colposcopia Para prevenção do câncer ginecológico (os meninos não precisam fazer).

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Ufa! Isso é o mínimo! Na próxima edição, comentarei os exames de imagem e outros mais específicos. Por hora, vou parar. Afinal, preciso fazer minha lista de presentes e de projetos para o ano vindouro, porque meu check-up eu já fiz. Feliz Natal e um excelente 2013 com muita saude!

Jorge Luiz Mantoan é pastor na Comunidade da Graça em São Bernardo do Campo e médico ginecologista.

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As riquezas de Cristo no evangelho de João

O APÓSTOLO JOÃO DÁ DESTAQUE AO NOVO NASCIMENTO E À MATURIDADE CRISTÃ, UTILIZANDO AS PALAVRAS VIDA, LUZ E AMOR

LUDOVICO MOTTA, PR.

O

apóstolo João utiliza três palavras no seu Evangelho que nos levam a entender a importância do novo nascimento e da maturidade cristã.

1. Vida - A palavra vida, zoé no gre-

go, é usada para se referir à natureza de Deus, à vida como Deus a tem, aquela que o Pai e o Filho têm em si mesmos e é chamada de vida eterna. “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo.” João 5:26. Encontramos 56 vezes a palavra vida em todo o evangelho e 42 vezes só na primeira parte, especificamente entre os capítulos 1 a 7. A ênfase no início do evangelho de João está na importância de recebermos a vida de Deus que está em seu Filho através do novo nascimento.

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2. Luz - A palavra luz, etimologica-

mente, se originou no grego phosphoros, formada de phos (luz) e do sufixo phoros (portador). “Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” João 5:12. Encontramos 24 vezes a palavra luz em todo o evangelho e especificamente 11 vezes entre os capítulos 8 a 12. Isso significa que a ênfase da segunda parte do evangelho está no confronto da luz com as trevas.

3. Amor – A palavra amor, ágape no

grego, significa amor-entrega, amor-doação, amor incondicional. É o amor paciente, amável e sem inveja. Que não tem ostentação e não é orgulhoso, rude ou interessado. Que não se irrita facil-

mente e não mantém nenhum registro dos erros. Que não se deleita com o mal, mas rejubila com a verdade. Que protege, confia, tem esperança e persevera sempre. O amor nunca falha (1 Coríntios 13:4-8). Encontramos 44 vezes esse amor em todo o evangelho e especificamente 36 vezes na última parte, entre os capítulos 13 a 21. Isso significa que a ênfase da última parte do evangelho está na prática do amor ágape. “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.” 1 João 4:7. Vimos, então, que é impossível haver luz e muito menos amor sem a vida de Jesus em nós. Por que estamos mencionando isso? Porque é através destes três conceitos que o Espírito Santo começa a abrir o evangelho de João para nós:

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sonhospossíveis

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Jesus é a Vida, e agora esta vida está no interior daqueles que nasceram de novo (João 1:13; 3:3-5).

Jesus é a Luz, e agora os que creem são filhos da luz (Efésios 5:8 a 13).

Jesus é Amor, e agora este amor está em todos os que são nascidos de Deus (1 João 4:7; 3:11-18).

E para que crêssemos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, o apóstolo João registrou 8 SINAIS em seu evangelho com essa finalidade. “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” João 20:31.

1º sinal: Jesus transforma água em vinho (João 2:1-11) Jesus realizou seu primeiro milagre numa festa de casamento. Isso significa que a família é de grande valor para Deus. O Antigo Testamento começa com uma família – Adão e Eva – e termina com uma mensagem aos pais e filhos. O Novo Testamento começa com o casal José e Maria, e termina com o casamento do noivo (Jesus) e sua noiva (a Igreja).

2º sinal: a cura do filho do oficial do rei (João 4:46-54) Mais um milagre é realizado numa família. Um filho estava à beira da morte e o pai, desesperado, vai ao encontro de Jesus buscar socorro. Observe que o pai queria levar Jesus até sua casa, mas Jesus disse: ‘Pode ir, seu filho continuará vivo’. E o homem confiou na palavra de Jesus. O milagre só acontece quando depositamos fé na Palavra de Deus.

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igreja família

3º sinal: a cura de um homem paralítico (João 5:1-15) O tanque Betesda (casa de misericórdia) simbolizava uma das únicas esperanças para um doente incurável. Neste local se aglomeravam muitos enfermos esperando o agito das águas. Mas somente o primeiro a entrar no tanque receberia a cura. Um paralítico, que estava nessa condição há 38 anos, não tinha quem o ajudasse. Jesus se aproximou cheio de compaixão e curou o homem.

4º Sinal: a multiplicação dos pães (João 6:1-13) A ênfase neste quarto milagre é a provisão em meio a uma grande necessidade. Vendo a multidão que se ajuntara para ouvi-lo, Jesus perguntou aos discípulos como iria alimentá-los. André apresenta um menino com cinco pães e dois peixinhos, mas diz: ‘O que é isso para tanta gente?’ É nesta hora que aprendemos que o pouco com Deus torna-se muito.

5º sinal: Jesus anda sobre as águas (João 6:16-21) Nesta vida, há muitas coisas que nos causam medo. Porém, encontramos na Bíblia mais de cem vezes a expressão ‘não temas’. Você já se sentiu em um beco sem saída, cheio de medo? Pois bem, era assim que os discípulos se sentiam. Mas Jesus apareceu e disse: “Sou eu! Não tenham medo!” e a paz e a tranquilidade reinaram naquele local.

texto e contexto aconteceu que uma pessoa pode receber é ter seus olhos espirituais abertos. Todos nós nascemos em trevas, e só Jesus tem poder de nos salvar. Seus olhos espirituais já foram abertos?

7º sinal: a ressurreição de Lázaro (João 11:38-44) Deus tem a hora certa de agir. Ele não chega atrasado à vida de ninguém. Jesus foi até a casa de Lázaro quando soube de sua enfermidade. Chegando lá, aos olhos de muitos, não restava mais esperança, pois Lázaro já estava morto e sepultado. Muitas vezes pensamos que pela demora da resposta, Deus se esqueceu de nós. Mas creia, Ele sabe o tempo e o modo certo de agir.

8º sinal: a pesca maravilhosa (João 21:1-6 e 15-17) A ênfase no final do Evangelho de João é o amor. A maior prova deste amor é quando Jesus vai atrás dos seus discípulos em um momento de grande frustração, a fim de animá-los novamente. Em seguida, o amor de Jesus restaura Pedro, que estava triste desde que negara seu Mestre. Deus está, em Cristo, sempre pronto a restaurar o caído e decepcionado.

6º sinal: Jesus cura um cego de nascença (João 9:1-12) Ao ver o cego, os discípulos indagaram se ele ou os pais haviam pecado. Jesus disse: “Nem ele e nem seus pais, mas isso é para que se manifeste a obra de Deus em sua vida”. O maior milagre

Ludovico Motta, é pastor na Comunidade da Graça em Itaquera e casado com a pastora Solange.

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visão

Deus agindo

ponto de vista

eles andaram com Jesus

fundação CG

família

especial

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Conquistando as riquezas de Deus CARLOS ALBERTO ANTUNES, PR.

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esta época de fim de ano todos nós fazemos uma avaliação de tudo o que fizemos, para ver onde tivemos sucesso ou fracasso, seja na vida espiritual ou material, se alcançamos nossos objetivos, ficamos aquém, ou Deus nos levou além deles. Por outro lado, ao nosso redor, quantas pessoas também tiveram sucesso, contando com a nossa influência, apoio e orações?

Agora, também é a hora de estabelecermos nossas metas para o novo ano. E nada melhor do que contarmos com a ajuda do Senhor, a fim de nos mostrar algumas coisas que devemos priorizar para o próximo ano. No livro do Apocalipse, avaliando a situação da igreja de Laodicéia, o Senhor constatou que ela se julgava uma igreja cheia de riquezas e que não precisava

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de nada (Apocalipse 3.17a). Mas, o Senhor tratou logo de mostrar a verdadeira situação daquela igreja de acordo com Seus padrões divinos: “... não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu.” Apocalipse 3.17b A seguir, o Senhor dá um conselho muito importante para aquela igreja: “Dou-lhe este conselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar.” Apocalipse 3.18 Em muitos aspectos, nós, da igreja cristã no ocidente, e especificamente

no Brasil, nestas últimas décadas, temos experimentado um crescimento que tem até chamado a atenção de toda a sociedade brasileira, através de análises sociológicas, dos partidos políticos, da mídia, e agora mais recentemente também da maior rede de televisão brasileira. Não há perseguição, somos protegidos pela Constituição e gozamos de bom relacionamento com os governantes da nação. Temos belos templos, escolas, acampamentos, emissoras de rádio e televisão, editoras, gravadoras, feiras de exposição, seminários, trabalhos de assistência social, artistas da música de grande projeção, políticos eleitos pelo voto dos evangélicos etc. Assim sendo, não é de se espantar que este espírito da igreja de Laodicéia esteja contagiando os evangélicos brasileiros, dando aquela sensação que estamos

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igreja família

texto e contexto aconteceu

bem, que não precisamos de grandes coisas, que só temos que continuar a fazer o que temos feito. Aliado a isto, existe o fato que o Brasil está passando por um período de estabilidade econômica, com pequena inflação, aumento real dos salários, facilidades de crédito e de consumo, pouco desemprego, o que tem possibilitado que também os evangélicos estejam desfrutando de um período de prosperidade, evidentemente também relacionado com a fidelidade nos dízimos e ofertas.

está muito bom e que não temos grandes necessidades.

sim causará um verdadeiro e grande impacto em nossa nação.

Pelo contrário, precisamos acordar e ficar atentos quanto a tudo o que ainda nos falta para expressarmos o poder do evangelho com autoridade diante desta nação. Por isso, o desafio que tem vindo ao meu coração, é o de buscarmos ouvir a voz de Deus e estabelecer como primeiras metas para o novo ano, não a compra de bens materiais, mas de bens espirituais como ouro, roupas brancas e colírio.

Além disso, esta atitude trará o cumprimento da seguinte profecia aos cristãos:

Mas temos que analisar algumas questões bem preocupantes em nosso horizonte: as reuniões de oração, de vigília, de jejuns estão tão cheias quanto aquelas que visam ouvir belos sermões, receber curas, buscar prosperidade ou participar de shows de música gospel? Os cristãos estão priorizando uma vida diária de leitura da Palavra e comunhão com o Senhor? Há um crescente conhecimento das Escrituras Sagradas em todo o povo de Deus? As pessoas estão dedicando cada vez mais tempo para o Senhor, buscando anunciar o evangelho e fazer discípulos? Os nossos adolescentes e jovens estão cada vez mais santos, longe das drogas e do sexo ilícito? Há uma diminuição de divórcios entre evangélicos? Há menos corrupção, imoralidade e escândalos na vida de pastores e de políticos evangélicos? A cultura de nossa sociedade, seus valores, práticas e hábitos têm sido positivamente influenciados por uma verdadeira ética cristã?

- O ouro refinado no fogo significa as riquezas espirituais que o Senhor tem para todos nós. Os tesouros da Palavra, espírito profético na pregação, novas revelações nas Escrituras, os dons espirituais, uma unção nova e cheia de graça para levarmos muitas pessoas a Cristo, seduzidas pelos bens eternos.

PRECISAMOS ACORDAR E FICAR ATENTOS QUANTO A TUDO O QUE AINDA NOS FALTA PARA EXPRESSARMOS O PODER DO EVANGELHO COM AUTORIDADE DIANTE DESTA NAÇÃO. POR ISSO, O DESAFIO QUE TEM VINDO AO MEU CORAÇÃO, É O DE BUSCARMOS OUVIR A VOZ DE DEUS

Se as respostas para estas questões não são tão positivas quanto gostaríamos, ou não são compatíveis com os expressivos números do crescimento evangélico no Brasil, temos que ficar muito atentos para não assumirmos a mesma atitude perigosa da igreja de Laodicéia que Jesus condenou, achando que tudo

- As roupas brancas significam uma vida de santidade, justiça, pureza, caráter irrepreensível, expressando a natureza de Deus e levando o mundo ao nosso redor a entender que há um caminho muito mais excelente para o ser humano trilhar.

“Feliz aquele que lê as Palavras dessa profecia e felizes aqueles que ouvem e guardam o que nela está escrito, porque o tempo está próximo.” Apocalipse 1.3 Feliz Ano Novo!

- O colírio significa termos a visão de Deus para distinguirmos com clareza a majestade e a glória do Senhor Jesus. Poder enxergar tudo como Ele vê, discernindo a natureza de todas as coisas, as nossas carências, as carências do nosso próximo, estabelecermos estratégias e metas que favoreçam a implantação do Reino de Deus aqui na terra. Que sejam essas as nossas primeiras metas para o novo ano. Que nos dediquemos a adquirir estas verdadeiras riquezas do Senhor com toda intensidade. Isso trará evidências extremamente concretas da presença da glória do Senhor em nossas vidas e na igreja. Isso

Carlos Alberto Antunes é pastor na Comunidade da Graça Sede, Diretor do Centro de Treinamento de Líderes, É casado com a pastora Vanda, e é pai de 5 filhos.

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aconteceu

Uma irmã nos Estados Unidos Divulgação

Os pastores e líderes principais da Comunidade da Graça em São Paulo e Interior reuniram-se para um jantar no Bracia Parrilla – no Tatuapé.

Uma noite memorável Holga Studio

O

dia 11 de dezembro marcou uma noite muito especial.

A

irmã mais velha do pastor Carlos Alberto Bezerra, chamada Cleonice, mora nos Estados Unidos. Nesta foto, ela aparece ao lado do seu marido norte americano, Winnetou Prochmann. Em novembro deste ano, ela escreveu ao nosso pastor perguntando sobre suas viagens missionárias e lembrando a ele o desafio do texto no Salmo 105.1 “Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos”. E sabemos que é isso que tem mantido o coração do pastor Carlos Alberto sempre motivado – anunciar Jesus a todo o mundo.

A Associação Comunidade da Graça, que representa os pastores, fez uma justa homenagem aos queridos pastores Carlos Alberto e Suely Bezerra, maiores expoentes de uma igreja que faz história, no Brasil e no exterior, pela seriedade na proclamação das Escrituras e de uma prática ministerial de amor e incentivo à participação de todos.

FOTOS E COMENTÁRIOS DE QUEM ESTEVE LÁ

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Pastores amados Carlos Alberto e Suely Bezerra.

Jantar mais que especial com boa parte da família Comunidade da Graça! Que venha o novo ano!

@alerambras

@daviosorio


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Acampamento de Adolescentes da CG Sede

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ntre os dias 14 e 18 de novembro, foi realizado no Vale da Graça o acampamento de adolescentes de 15 a 17 anos. Mais de 230 participantes puderam ouvir os pastores Luis Claudio Botelho (CG SBC), Fernando Diniz (Líder Nacional MAG) e Leandro Menezes (CG Itaquera) com o grupo de louvor de jovens e adolescentes. Para reforçar, também estiveram lá o grupo de hip-hop T.A.P.E. e o líder do ministério de música CG Sede, Gustavo Xavier (Guga).

O pastor Luis Botelho compartilhou a vida de Daniel. O pastor Fernando Diniz iniciou com uma “arena MAG”, abrindo para perguntas e respostas sobre variados assuntos junto com David Brandoles, líder do ministério com Adolescentes da Sede. O pastor Lean-

dro Menezes falou de Jesus, o Salvador. David Brandoles reforçou a importância de se espelharem em pessoas tementes a Deus e melhores. “Suas atitudes definirão se o caráter de Cristo está moldado em você”.

O tema do encontro foi “Em Expansão”, visando a importância de expandir o reino de Deus na terra, já que as gerações têm ficado cada vez mais individualistas e promíscuas. “E os que de ti procederem edificarão as antigas ruínas... e serás chamado reparador de brechas, e restaurador de veredas para morar.” Isaías 58:12

FOTOS E COMENTÁRIOS DE QUEM ESTEVE LÁ Noite do Lual foi sensacional!!!

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@rafildes

Com o Clark o Oscar é garantido! haha

@macerox

Tempo bom #amodemais

@jeni_ms


aconteceu

Quem diria... Confraternização on-line!

F O

oi um sucesso! O pastor Carlos Alberto teve a oportunidade de falar com toda a liderança da Comunidade da Graça no Brasil via internet. Quem diria! Essa proeza tecnológica aconteceu no dia 04 de dezembro. O pastor presidente e funda-

dor da Comunidade da Graça, junto com sua esposa, a pastora Suely, falou sobre o papel dos líderes e agradeceu a todos pelo empenho e engajamento na visão. Ele entregou um memorial

dia 15 de dezembro, mais uma vez, foi palco de um movimento social poderoso da igreja e da Fundação Comunidade da Graça. O Projeto Papai do Céu, que apadrinha crianças de todas as creches da Comunidade administradas pela Fundação, mostrou mais uma vez, através dos membros da igreja, a força e o poder que a doação exerce na vida das crianças e na vida de quem doa. A Comunidade atingiu mais de 2.000 crianças e famílias que também foram beneficiadas com cestas de Natal. Agradecemos a todos os envolvidos no projeto, porque, afinal de contas, confirmamos que a verdadeira fé sempre vem acompanhada das obras.

para toda a liderança e reforçou o legado – a herança espiritual – que está deixando para todos. Muitas Comunidades enviaram fotos para a igreja sede. Que noite linda!

O Projeto Papai do Céu

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