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Este VALE

Marisa Santos

Nuno Mascarenhas

Hélder Guerreiro

João Custódio

Américo Lourenço

Aníbal Reis Costa

João Fragoso

Jorge Santos

Os candidatos às câmaras de Sines e Ferreira do Alentejo apresentam-se págs. 6/7

€1,20

na Postos BP Beja

Veja como na página 21

SEXTA-FEIRA, 30 AGOSTO 2013 | Diretor: Paulo Barriga Ano LXXXII, N.o 1636 (II Série) | Preço: € 0,90

Blogue que Munhoz Frade mantinha há quatro anos, apagado sem qualquer explicação

Administração da Ulsba censura ex-diretor clínico do Hospital de Beja Tempo de vindimas Chegou a época da vindima e nos campos de Vidigueira, Cuba e Alvito já há homens e mulheres a avançar entre os pés das videiras. São as primeiras colheitas e as castas tintas são colhidas primeiramente. Atingiram o grau de maturação ideal e os viticultores encaminham o fruto para a adega, que abriu as suas portas, a mais de 300 sócios, na quarta-feira. Este ano a qualidade da uva está boa. págs. 16/17

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Bombeiros da região combatem chamas no norte do País pág. 11

Festas tradicionais em Barrancos e Feira Anual em Cuba págs. 13 e 30

A-do-Pinto, em Serpa, reclama por mais população págs. 4/5

JOSÉ FERROLHO

pág. 10


Diário do Alentejo 30 agosto 2013

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Editorial Nível

Vice-versa No passado dia 1 de Agosto o acesso aos blogues da Intranet da Ulsba foi bloqueado. Sendo o único utilizador regular dessa possibilidade da Intranet vejo-me, assim, alvo de uma medida que a meu ver configura um ato censório, executado numa empresa pública. O que é grave. Munhoz Frade

Paulo Barriga

O

português tem nível. Gosta de ter nível e de exibi-lo. Em todas as circunstâncias e para todas as circunstâncias há um nível. Em tempos de catástrofe, de profunda crise, o nível dos portugueses ganha ainda uma maior notoriedade e veemência e exuberância. Como agora acontece, a todo o instante. Para manter o nível dos alunos do privado ao nível dos do público, o Governo inventou um cheque ensino. Para manter as reformas dos pensionistas do público ao nível das do privado, o Governo retalhou as primeiras. Para manter o nível do horário de trabalho entre os “colaboradores” do privado e os do público, o Governo aumentou o horário dos últimos. Seria cansativo continuar a listar os novos níveis da República Portuguesa. Mas não será difícil suspeitar que são de baixo nível, os níveis pátrios. Jamais algum jovem pirata neoliberal teve ou terá a ideia de nivelar por cima. Do género. Um deputado reforma-se com nível em duas legislaturas, teria algum nível que um trabalhador comum, do público ou do privado, atingisse a reforma, vamos lá, ao fim de 30 anos de laboro. Ou do género. Um juiz do Tribunal Constitucional tem direito a férias de nível durante o verão quando o país político está a arder, mas um bombeiro tem o dever de morrer a combater as chamas nas florestas durante dias a fio. Já se vê que isto do nível tem, pelo menos, dois níveis. Para a maioria dos pagantes de impostos, o nível andará assim abaixo de cão. Para a elite política, judicial, financeira, o nível andará um nada acima de cão. Os juízes do Constitucional, outra vez. Nos próximos dias, metade deles estarão a banhos. Nos próximos dias terão os restantes de decidir sobre assuntos de nível tão simplório como mais algumas propostas assassinas do Estado social ou a lei que limita o número de mandatos dos candidatos às autarquias locais. Sobre este último, atentemos no nível dos tribunais de primeira instância que receberam as diferentes candidaturas, recursos, avisos e impugnações e que, sobre a matéria se pronunciaram. Mesmo ao nível do cão, haverá alguém que compreenda como é que um mesmo móbil, um enredo exatamente igual, possa ter diferente trato no tribunal de Évora, Alcácer, Beja ou Vila Real? Os senhores juízes importam-se de explicar às pessoas sem nível como é que se chega a diferentes sentenças para um mesmíssimo assunto? Matar em Beja tem diferentes atenuantes do que matar em Sintra? Roubar em Gaia não é bem a mesma coisa do que roubar em Oeiras? Muito bem, poderão sempre os senhores juízes alegar o baixo nível de qualidade da lei em apreço. Mas o texto da lei é apenas um e aquele. E agora, suspensos ao nível das segundas linhas das candidaturas, resta-nos esperar pelos juízes do Constitucional que não veraneiam e ver se têm nível para reparar as ondas de choque de uma lei que foi feita ao nível da qualidade dos políticos que costumamos eleger para a Assembleia da República.

Com efeito, o conselho de administração deliberou pela não existência de blogues pessoais internos. O conselho de administração da Ulsba

Fotonotícia O Facebook do “Diário do Alentejo” passou a barreira dos 10 mil gostos. Há mais de 10 mil pessoas que gostam do jornal na rede social. Há, portanto, cada vez mais gente a seguir o “DA”. Um número e tanto, que nos deixa, primeiramente, orgulhosos e depois ainda mais cientes da nossa responsabilidade. O “Diário do Alentejo” em vários suportes: papel, on line e TV. E é já no dia 2, dia em que o “Diário do Alentejo” irá estar em destaque na iniciativa “Volta a Portugal em Meo Kanal”, que será lançado o site oficial do “Diário do Alentejo TV”. O caminho faz-se caminhando. BS Foto de José Ferrolho

Voz do povo O trabalho dos bombeiros é devidamente reconhecido?

Maria Dulce, 72 anos

Ivone Palma, 75 anos

Margarida Godinho, 75 anos

José Martins, 63 anos

Era para ser um trabalho muito reconhecido. É um trabalho honesto e que nos serve a todos nós. Infelizmente há ainda quem ainda não lhe dê o devido reconhecimento, a devida importância. A maioria destes homens e mulheres são voluntários e correm muitas vezes risco de vida em prol do próximo, da população, de todos nós.

Acho que é um trabalho que devia de ser mais valorizado. Estão sempre ao serviço do próximo e não há o que pague essa capacidade de ajudar. Colocam muitas vezes a vida em risco e mereciam um reconhecimento maior. Mereciam uns bons ordenados, mas os ordenados bons nunca vão para os que trabalham.

A população reconhece muito o trabalho dos bombeiros. O Estado, porém, não. Devia dar-lhes dar mais apoio, mais acompanhamento e devia reconhecer devidamente o seu trabalho. Este ano já morreram uns três ou quatro bombeiros e não há palavras para descrever tal situação. A maioria dos bombeiros é voluntária e lutam diariamente por nós.

Tenho três familiares dentro do fogo há uma série de dias. Não há dinheiro que pague o serviço dos bombeiros. Muitas vezes “penam os três penados”, como se costuma dizer. Fazem-no para auxiliar a população e é um trabalho gratificante, daí valer a pena, para eles, correr o risco. Tem de haver quem o faça. Agora, tentam fazer o máximo possível e só não fazem o que não podem.


Rede social

Semana passada SÁBADO, DIA 24 GRÂNDOLA “AS CASAS DA CÂMARA DE GRÂNDOLA” EM EXPOSIÇÃO “As Casas da Câmara de Grândola” é o título de uma exposição que foi inaugurada, reunindo documentos e peças representativas da autonomia municipal daquele concelho. A mostra marca a abertura ao público dos antigos Paços do Concelho, onde pode ser visitada, assumindo, por isso, o significado simbólico de “devolução à população de um dos mais importantes testemunhos da história e do património edificado do concelho”. A exposição dá a conhecer os edifícios onde, desde 1544, estiveram instalados os Paços do Concelho e as cadeias.

SEGUNDA-FEIRA, DIA 26 LITORAL ALENTEJANO IGREJAS VANDALIZADAS Segundo o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, “as igrejas do litoral alentejano têm vindo a ser alvo de uma onda de vandalismo que registou o seu último acontecimento em Santiago do Cacém”. O departamento tem vindo a acompanhar com preocupação a situação e, segundo o diretor, José António Falcão, “é com dificuldade que as comunidades locais preservam as suas igrejas e o aparecimento de atos de vandalismo torna esse trabalho ainda mais problemático, semeando a desorientação e criando um sentimento de impunidade”. “Se o ambiente não desanuviar e prosseguirem os atropelos, iremos pedir às comunidades que reforcem a vigilância dos seus locais de culto. Já há pessoas a oferecerem-se para dormir nos monumentos, como sucedeu em ocasiões anteriores”, afirmou.

TERÇA-FEIRA, DIA 27 OURIQUE CENTRO DE ARQUEOLOGIA RECUPERA PEÇA DO SÉCULO XIV Um centro de arqueologia em Ourique está a recuperar uma cota de malha em ferro, do século XIV, da coleção de armas do Museu da Real Coudelaria de Alter e que estava comprometida devido ao avançado estado de corrosão. Devido à antiguidade e à natureza do material, a peça, que pertence à coleção de armas e outros objetos associados às atividades bélicas da coudelaria, está a ser recuperada no Centro de Arqueologia Caetano de Mello Beirão (Cacmb), explica a Câmara de Ourique. Segundo a autarquia, a recuperação da peça no Cacmb deve-se ao facto de o centro reunir os “recursos indispensáveis” para o trabalho, como um laboratório equipado com as condições técnicas necessárias e uma especialista em tratamento de metais arqueológicos.

QUARTA-FEIRA, DIA 28 CASTRO VERDE ELETRIFICAÇÃO RURAL AVANÇA Os trabalhos de eletrificação rural para levar energia elétrica a 35 montes e explorações agrícolas do concelho de Castro Verde vão arrancar, num investimento superior a um milhão de euros, anunciou a autarquia. O projeto resulta de uma parceria estabelecida em fevereiro deste ano entre a Câmara de Castro Verde, a EDP e os proprietários e arrendatários dos montes e das explorações agrícolas abrangidos. Segundo a Câmara de Castro Verde, o projeto pretende “contribuir para a competitividade da agricultura e dos territórios rurais, a melhoria das condições de vida e de trabalho da população e o reforço da rentabilidade dos espaços rurais e dos recursos naturais” do concelho. O financiamento dos trabalhos de eletrificação rural, que irão começar nos montes do Benfica, Roncanho, Eira Nova e Velha e Novo da Ponte, serão tripartidos entre a Câmara de Castro Verde, a EDP e os proprietários dos montes e das explorações agrícolas.

3 perguntas a Maria José Silva

Vereadora da Cultura na Câmara Municipal de Moura

Que funcionalidades são oferecidas ao potencial visitante de Moura através deste novo sítio on line museusdemoura.pt?

Este website, que apresenta informações que visam uma aproximação aos vários tipos de público, detém valências que ultrapassam a mera indicação de horários. Através do link ao Matrizweb, o utilizador poderá pesquisar na nossa base de dados e consultar os dados disponíveis sobre as peças que compõem o espólio do Museu Municipal de Moura, em constante atualização. O utilizador pode ainda descarregar conteúdos para GPS, com duas rotas turísticas que o visitante pode usar diretamente, por forma a usufruir de um circuito turístico no concelho de Moura, de forma gratuita.

Idosos de Sines celebram 12 anos de convívio Foi com um animado bailarico que o Espaço Sénior do Jardim das Descobertas, em Sines, apagou as suas 12 velas, no domingo, 25. Os espaços seniores são pontos de encontro da população idosa, em boa hora criados para combater o isolamento e a solidão.

Jovens, verão, bronze e Noite Branca Como aqui se vê, foram alguns os que não cumpriram à risca o dress code de mais uma Noite Branca, na Piscina Municipal de Aljustrel. Mas a roupa parece ter sido o de menos neste evento onde os mais novos costumam celebrar o verão, mesmo longe do mar.

Estamos a falar de cinco unidades museológicas. Em traços gerais, que universo temático abarcam?

Esta multiplicidade de espaços e espólios conta a história das gentes do concelho, constituindo testemunhos preciosos para conhecer o passado. Desde o Museu Municipal, que acolhe um espólio bem significativo de achados arqueológicos do concelho; passando pelo Núcleo Árabe, onde se encontra preservado o único poço que resta na Mouraria; pelo Lagar de Varas do Fojo, exemplar único de conservação na Península Ibérica, constituído como museu do azeite; ou ainda pelo Museu de Joalharia Contemporânea Alberto Gordillo, onde estão expostas dezenas de peças do joalheiro mourense, doadas pelo próprio; e terminando no Museu de Arte Sacra, da Diocese de Beja mas a cargo da Câmara de Moura, onde é possível ver e apreciar uma das mais preciosas coleções de arte sacra do nosso Alentejo. O utilizador do sítio tem a possibilidade de descarregar conteúdos para GPS, com duas rotas turísticas. Quais são e como funciona, na prática, esta valência?

As rotas turísticas em causa são “Moura Fortificada”, um percurso pelas muralhas da cidade, e “3000 Anos de História”, que inclui espaços como o Jardim das Oliveiras, os Quartéis, o Posto de Receção ao Turista no recinto do Castelo, a Igreja de São Francisco, o Museu Municipal, a Igreja do Carmo, a Mouraria e o Lagar de Varas. Os utilizadores podem fazer o download das rotas e, ao longo dos referidos percursos, poderão ouvir notas históricas sobre aquilo que estão a ver. Trata-se, no fundo, de “interagir” com os espaços que visitam. Carla Ferreira

Efeito Richie Campbell sentiu-se em Grândola O cartaz explica o motivo do entusiasmo das adolescentes festivaleiras. Richie Campbell, tido como “o maior nome internacional do reggae e soul made in Portugal”, foi um dos que subiram ao palco da Feira de Agosto, em Grândola, num concerto carregado de good vibes.

Serpa no tempo de D. Manuel I Por esta altura ainda a escadaria da igreja de Santa Maria estava vazia mas não faltou muito até que se enchesse de milhares para viajar no tempo até ao século XVI. Na sua 6.ª edição, a Feira Histórica e Tradicional comemorou cinco séculos de foral manuelino.

“Ver Santiago do Cacém” através da objetiva Um momento da entrega dos prémios do concurso de fotografia. Venceu Fernando Machado, com a imagem “Casa das Eras”, pela “força da sua composição estética, pelo equilíbrio cromático e pela valorização de um sítio que mantém a sua autenticidade”.

Diário do Alentejo 30 agosto 2013

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Diário do Alentejo 30 agosto 2013

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A-do-Pinto

Depois da casa mortuária, cumpre-se o salão polivalente

“O que nos falta aqui é população” É um problema que se coloca a A-do-Pinto, no concelho de Serpa, como

O

tempo para matar é tanto e o povo tão pequeno que em A-do-Pinto há quem se entretenha a contar os vizinhos. Manuel Soares, setuagenário que conhece a terra como a palma das mãos, registou de memória pouco mais de 300 no outro dia. E não gostou das conclusões a que chegou. “A-do-Pinto está morta”, desabafa, sem no entanto deixar esmorecer o sorriso. Ali mesmo, na rua onde vive, e que leva o nome de Catarina Eufémia, as mulheres parecem resistir em memória da heroína de Baleizão. “Estão para aí umas 11 ou 12 viúvas. O que nos falta aqui é população. Os moços e as moças casam-se e vão para fora. Fica a velhice”, acrescenta. Se esta visita fosse um diagnóstico médico, não haveria muito mais análises ou exames a realizar. Bastariam as “queixas” de Manuel Soares, que se confirmam num passeio rápido pelas ruas vazias. A aldeia pode gabar-se de ter um casario moderno, uma igreja que acabou de fazer uma década, um salão polivalente quase por estrear, uma escola primária em ótimo estado, que ainda funciona como tal, ou uma “filial” da Junta de Freguesia de Vila Nova de São Bento, que evita deslocações desnecessárias às sedes de freguesia e de concelho. Mas o certo é que às quatro da tarde de um dia de semana não há vivalma que se assome ao postigo e nem os cafés têm a porta aberta para atender visitantes desprevenidos. Voltarão a abrir, diz-se, lá para as seis, sete, e não é pelas tardes de canícula que têm estado. É porque “não há ninguém; o povo está despido”, continua Manuel Soares, que toda a vida trabalhou na agricultura – “fiz limpeza, varejo, guardei porcos e ovelhas, fui tratorista, fiz isso tudo” – e que tem bem presente o tempo em que, diariamente, “saíam daqui dois ou três reboques de pessoal para trabalhar nas herdades, para as mondas ou para a azeitona, conforme a época”. As searas que inspiraram o epíteto de “celeiro da nação” são hoje olivais a perder de vista reconvertidos pelos investidores espanhóis. A paisagem mudou e inspira até modas, como esta que Manuel Soares recita à porta de casa, sob o olhar orgulhoso da mulher, Maria Tomásia: “O Alentejo já não tem terra para cereais/Venderam aos espanhóis, semearam olivais/Semearam olivais, ninguém diga que está bem/ Terra para cereais, o Alentejo já não tem”. Ocupando toda uma fachada na rua do Sul, ergue-se o Centro de Apoio Social de A-do-Pinto, um equipamento multifunções com 12 anos de existência, onde também se

a qualquer aldeia do interior do distrito. Na povoação, onde tudo parece ser de construção recente, do casario à igreja, passando pela “filial” da Junta de Freguesia de Vila Nova de São Bento, mais do que equipamentos, o que falta é gente. O fecho da escola primária, cujo volume de alunos está aquém dos números mínimos oficiais, tem vindo a ser adiado por pressão do poder local. E no que toca ao novinho salão polivalente, as opiniões dividem-se. Entre quem diz que “já vem tarde”, e quem defenda que o equipamento continua a ser uma “mais-valia”. Texto Carla Ferreira Fotos José Ferrolho

dão consultas médicas duas vezes por semana. Constança Borges, de 40 anos, é a solitária timoneira deste barco. No mesmo balcão e sem colegas para sequer comentar o calor que faz, a funcionária faz atendimento municipal, recebe os pagamentos da água, dá andamento a atestados de residência e a provas de vida, é também agente dos Correios e o que mais surgir. Não se queixa. Tem trabalho e, além disso, para já ainda pode manter o filho mais novo na escola primária local. Ao todo, informa, frequentaram o estabelecimento de ensino no último ano letivo “à volta de 24 crianças, entre a pré-primária e o primeiro ciclo”. Um número que está aquém dos 21 alunos exigidos pelo Governo, só para o primeiro ciclo, mas que para já ainda não ditou o encerramento. “Ainda temos escola, porque tem havido um grande empenho da junta e da câmara. Ela já esteve para fechar mas, com esforço, tem-se conseguido ir adiando”, conta, aliviada. Na chamada “parte nova” da aldeia, junto à igreja, Ferrer Delgado, também na faixa dos 40 anos, aproveita o dia de folga para dar uns retoques nas bicicletas da família junto à porta da moradia. Vendedor ambulante, é natural da sede do concelho, Serpa, mas há oito anos mudou-se para A-do-Pinto, na mira de um “terreno mais barato” e de uma “vida não tão cara como na cidade”. Muitos terão feito o mesmo na altura, como se pode ver pela urbanização recente, mas hoje até o loteamento para habitação jovem, que se vê do outro lado da rua tomado pelo mato, parece não ser o suficiente para ficar. Além da óbvia falta de emprego, “não há sítios para as pessoas conviverem, não há um centro aberto para a juventude”, lamenta o vendedor, que espera do novo salão polivalente, a dois passos de casa, uma valência que permita suprir esta lacuna. Depois da casa mortuária, que já existe, esta era a obra mais desejada pela população. O equipamento, ainda não oficialmente inaugurado, foi estreado em maio, nas festas anuais de A-do-Pinto (em honra de Nossa Senhora de Fátima) e reúne todas as condições para receber espetáculos, casamentos, batizados, bailes, festas. Da rua que leva o nome da camponesa assassinada, Manuel Soares não se opõe – apenas considera “tardio” o investimento. “Se tivessem feito este centro quando fizeram os de Vales Mortos, Santa Iria, Vale de Vargo…. Nesse tempo havia aqui fartura de juventude, agora já não”, diz. Ao que Tomásia responde, solidária com o marido: “Tivessem feito um asilo para os velhos…”.


Diário do Alentejo 30 agosto 2013

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Manuel Luís Nunes Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de São Bento

Como tem evoluído a população de A-do-Pinto na última década?

O lugar de A-do-Pinto, assim como todo o interior do País, tem vindo a perder população. Nos últimos Censos (2011), registou cerca de 500 habitantes e, em 1981, (último ano em que o recenseamento dos Censos separou o lugar de A-do-Pinto do resto da freguesia) registou 538 habitantes. De que vive a população ativa? A agricultura ainda é uma atividade que permite o sustento a algumas famílias?

A população ativa do lugar de A-do-Pinto vive de atividades agrícolas sazonais. Existem no concelho três zonas de Atividades Económicas que oferecem algum emprego, nomeadamente a de Vila Nova de São Bento, que conta com algumas indústrias de transformação do porco preto, entre outras. O problema do emprego, sendo uma preocupação de todos os cidadãos, entre eles os autarcas, é sem dúvida um problema nacional que requer medidas do poder central. A aldeia tem um novo equipamento, um salão polivalente que ainda nem foi oficialmente inaugurado. Que funcionalidades oferece?

Este novo equipamento é uma mais-valia para a população de A-do-Pinto, sem esquecer as associações. Oferece condições para a realização de eventos, tanto a nível particular (casamentos, batizados), assim como queremos que venha a ser um polo de desenvolvimento cultural. Há quem diga que é uma promessa cumprida tardiamente, porque agora há muito menos população para usufruir do espaço. Concorda?

O mais importante é que a sua existência é hoje uma realidade ao serviço da população de A-do-Pinto. E, como atrás já disse, este equipamento é uma mais-valia para os habitantes do lugar e para os naturais e ausentes. Daí que não concorde que, pelo facto de haver uma diminuição demográfica, se prive a população existente desta infraestrutura. A preocupação da junta de freguesia é manter todos os serviços essenciais abertos à população, nomeadamente o posto de saúde e a escola do 1.º ciclo com jardim-de-infância. Além dessa infraestrutura, o que mais falta faz a A-do-Pinto neste momento?

A aldeia não se pode desassociar da freguesia de Vila Nova de São Bento, nem tão pouco do concelho e do País, isto para dizer que o que faz falta neste momento em A-do-Pinto é emprego, são oportunidades para os jovens, para os fixar à terra, para inverter esta situação de perda e do envelhecimento da população e poderem assim usufruir e dar vida às infraestruturas criadas pela autarquia.

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Centro de convívio mantém-se mas com os jovens O Centro de Apoio Social de A-do-Pinto é um “complexo” onde cabem várias valências, entre elas a de centro de convívio que entretanto teve que ser reconvertida. “As pessoas de idade deixaram de vir, porque são cada vez menos, estão doentes ou entretêm-se nas suas hortinhas”, lembra a única funcionária do espaço, Constança Borges. Entretanto, a juventude, reunida na Associação de Jovens de A-do-Pinto, chegou-se à frente e pediu à Câmara de Serpa autorização para usar as instalações, o que acabou por se concretizar, permitindo assim que a designação “centro de convívio” continue a fazer sentido. A caminho da fronteira com Espanha, e a menos de 10 quilómetros da sede de freguesia, Vila Nova de São Bento, a aldeia tem também um grupo coral masculino e uma comissão de festas, que garante a continuidade dos festejos anuais, em honra de Nossa Senhora de Fátima. E ainda uma associação de caçadores e um clube de futebol, o que “é bastante, tendo em conta o número de habitantes deste lugar”, considera Manuel Luís Nunes, presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de São Bento.


Sines Manuel Coelho, que tem liderado o município nos últimos quatro mandatos, não se recandidata. Marisa Santos, do Movimento SIM, quer torna-se na primeira mulher a ocupar o cargo, mas a oposição acredita na vitória. O PS aposta em Nuno Mascarenhas para destronar a liderança dos independentes, enquanto a CDU aposta em Hélder Guerreiro. Em Sines PSD e CDS-PP não se coligaram. João Custódio avança pelos sociais-democratas e Américo Lourenço pelo CDS-PP.

Diário do Alentejo 30 agosto 2013

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1 – O que pode a autarquia fazer para que, em termos sociais, Sines aproveite o boom portuário e industrial? 2 – A dívida da autarquia pode trazer constrangimentos ao futuro executivo municipal? 3 – O que será um bom resultado eleitoral para a sua candidatura?

AutárquicasSines Marisa Santos

Nuno Mascarenhas

Hélder Guerreiro

João Custódio

Candidata do Movimento SIM – Sines Interessa Mais

Candidato do PS

Candidato da CDU

Candidato do PSD

Nasceu em Sines, há 46 anos. É licenciado em Economia. Desempenha a função de chefe de divisão na Administração do Porto de Sines. É vereador na Câmara Municipal de Sines.

É licenciado em Engenharia Química, tem 37 anos, e trabalha na Refinaria de Sines da Petrogal. É eleito da CDU na Assembleia Municipal de Sines desde 2005.

Natural de Sines, 39 anos, empresário no setor das pescas e da restauração. Licenciado em Ambiente, Higiene e Segurança do Trabalho. Candidata-se pela segunda vez.

Direcionar as prioridades

Imprimir uma nova dinâmica

Natural de Sines, 37 anos, é vice -presidente da Câmara Municipal de Sines, eleita pelo Movimento SIM. Está na autarquia, como vereadora, desde 2002. É licenciada em Direito.

Defender os interesses da população

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A câmara municipal deve defender, acima de tudo, os interesses da população, e num município como o de Sines, fazê-lo é assumir as especificidades do nosso território e exigir de todos os parceiros a assunção das suas responsabilidades e o seu contributo para o desenvolvimento económico e social do concelho. A plataforma portuária e industrial de Sines é a principal âncora de desenvolvimento do nosso concelho e tem como efeito social positivo mais imediato, a existência de emprego qualificado que a autarquia deve exigir que seja preferencialmente dirigido a munícipes de Sines. A autarquia deve exigir das indústrias o seu contributo para o equilíbrio ambiental do concelho, designadamente através da participação em projetos como o GISA. O município deve ter a capacidade para implementar e exigir das empresas instaladas no complexo, um modelo de responsabilidade social plenamente assumido por elas, em cooperação com as associações e coletividades, contribuindo, assim, para o nosso desenvolvimento e coesão social.

2

A situação financeira da autarquia está no caminho do equilíbrio, tendo em conta não só as medidas de redução da despesa já assumidas, mas também a concretização de alguns investimentos que eram necessários para garantir a redução estrutural de algumas despesas de peso, como é o caso do investimento realizado na reformulação da iluminação pública. Por outro lado, a conclusão deste ciclo de avultado investimento, o qual, por via do modelo de financiamento comunitário (contra reembolso), se encontra amplamente concretizado, também contribuirá para o equilíbrio da situação financeira e da tesouraria do município. Já enfrentámos momentos muito mais complicados e os nossos investimentos e compromissos nunca foram postos em causa, pelo que não será agora.

3

Ganhar em todos os órgãos autárquicos em condições de executar o projeto para Sines.

1

Sines possui um complexo industrial e portuário com enorme importância para a região e para o País. Infelizmente, este facto, não tem sido aproveitado para potenciar o crescimento sustentável deste concelho. Sines é hoje um concelho sem estratégia de crescimento e sem aproveitamento das suas potencialidades. No momento particularmente difícil que atravessamos é urgente direcionar as prioridades da autarquia para o apoio às famílias mais necessitadas e às instituições do concelho. Contudo, será igualmente prioritário a procura de soluções que evitem o encerramento, quase diário, de empresas e de pequenos comércios no concelho. A redução da carga fiscal, ou das taxas a pagar, poderão ser fatores importantes, no sentido de inverter esta situação.

2

Esse constrangimento já existe no atual mandato autárquico. O município de Sines tem o maior endividamento por habitante, de todos os municípios do distrito de Setúbal, e é um dos mais endividados do País. Este facto condiciona a gestão de forma dramática, uma vez que, todos os anos, são pagos milhares de euros em juros. Aliás, esta situação é de tal maneira grave que os apoios concedidos pelas grandes empresas aos clubes e associações, são indevidamente retidos pela autarquia, com graves consequências nas finanças destas associações locais. É urgente definir prioridades e renegociar a dívida da autarquia, por forma a diminuir o esforço financeiro e deste modo canalizar verbas para outras áreas prioritárias.

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Um bom resultado passará, obviamente, pela vitória nas próximas eleições autárquicas.

Obter o maior número de votos de sempre

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O boom industrial e portuário, como assim é referido, sem dúvida que pode e deve ser potenciado no sentido da criação de riqueza e sobretudo emprego, numa altura como a que vivemos de desemprego generalizado. Todavia os recursos ao dispor das autarquias são limitados, especialmente se este período se prolongar por muito mais tempo. De imediato queremos estabelecer protocolos específicos com as empresas charneira do desenvolvimento económico local e com as instituições de solidariedade social para dar uma resposta efetiva às solicitações que não param de crescer. A solidariedade será um dos motes do nosso mandato e será na prática que iremos demonstrá-la.

Naturalmente a dívida da autarquia condicionará o futuro executivo no curto prazo, porém creio que com a nossa gestão rigorosa dos recursos disponíveis, com a renegociação do PAEL e, sobretudo, com a valorização e mobilização dos trabalhadores da autarquia, conseguiremos ultrapassar as dificuldades iniciais e imprimir uma nova dinâmica que contrarie o despesismo sem regras. Não é a dívida que nos preocupa, são as consequências dela e dos compromissos assumidos pelo atual executivo e pelo PS que naturalmente se propõem a aplicar. Estas consequências são transversais aos serviços da autarquia e que se vão repercutir nos serviços prestados aos munícipes, e por isso as rejeitámos no início, tendo agora que as renegociar, ficando, desde já, claro que não aceitaremos a imposição de despedimentos de trabalhadores da autarquia.

3

A candidatura da CDU tornou público no dia em que fez a apresentação dos cabeças de lista a todos os órgãos autárquicos do concelho de Sines que os seus objetivos passam por ser a força mais votada, e logo obter a presidência e a maioria dos mandatos nesses órgãos.

Em primeiro lugar, atuar junto das empresas no sentido de apelar à sua responsabilidade social, quer seja na criação de postos de trabalho, em aspetos ligados ao desenvolvimento físico e intelectual dos jovens, bem como as preocupações de carácter ambiental e de qualidade de vida da população. Por outro lado, a autarquia não deve descurar os aspetos da sua própria responsabilidade que se prendem com a qualidade de vida e de serviços prestados aos munícipes. Deve também, granjear influências junto do poder central, com vista a atrair para a região serviços de valor acrescentado nas áreas da saúde, educação, segurança e uma boa rede de transportes. É evidente. Só uma gestão competente pode dar a volta à situação que foi criada pela atual gestão autárquica, com a conivência complacente dos restantes partidos, que como oposição tiveram, ao longo de todo este tempo, um silêncio confrangedor, que só foi interrompido agora face à proximidade das eleições.

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Concorro para ganhar, obviamente, mas considero um bom resultado, obter o maior número de votos que o PSD conseguiu até hoje.


07 Diário do Alentejo 30 agosto 2013

Ferreira do Alentejo O PS lidera os destinos da câmara municipal e Aníbal Reis Costa tenta um terceiro e último mandato, sendo novamente o cabeça de lista dos socialistas. A CDU, no concelho, saiu do poder em 1993, mas João Fragoso, atual vereador, tem a ambição de voltar a recuperar a autarquia. O PSD, em coligação com o CDS-PP, aposta em Jorge Santos, diretor de Centro de Saúde de Ferreira do Alentejo. Caso o PSD/CDS-PP elegesse apenas um vereador, já seria histórico, visto nunca o terem conseguido no concelho. 1 – Em que áreas deve intervir prioritariamente o futuro executivo municipal? 2 – Ferreira do Alentejo tem condições para assumir a tal “centralidade” na região? 3 – O que será um bom resultado eleitoral para a sua candidatura?

Ferreira do Alentejo

Américo Lourenço

Aníbal Reis Costa

João Fragoso

Jorge Santos

Candidato do CDS-PP

Candidato do PS

Candidato da CDU

Candidato do PSD/CDS-PP

Reside em Sines, 50 anos, vigilante na Administração do Porto de Sines. Está a preparar a publicação do seu segundo livro, depois de ter apresentado a sua primeira obra no ano passado.

Natural de Ferreira do Alentejo, 40 anos, licenciado em Gestão e Administração Pública. Presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo desde 2005.

Natural de Ferreira do Alentejo, 30 anos, frequenta o curso de Gestão de Empresas na Universidade do Algarve. Vereador da Câmara de Ferreira desde 2009.

Reside em Ferreira do Alentejo, 60 anos, médico. Delegado de saúde adjunto da Unidade de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo e Autoridade de Saúde do concelho de Ferreira do Alentejo.

Desenvolvimento económico é a prioridade

Desenvolver o concelho, inverter a desertificação

Honestidade, transparência e trabalho

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São muitas as empresas instaladas no concelho de Sines das quais a autarquia recebe contrapartidas financeiras, pelo que as verbas recebidas, bem como a projeção nacional e internacional, são duas razões que, aliadas entre si, podem fazer de Sines, não apenas uma terra de indústria, que emprega milhares de pessoas, mas uma terra com história, que se vai fazendo todos os dias, e que pode ser um atrativo para o debate, para o lazer e para a cultura, uma vez que por Sines passam cidadãos de todos os cantos do mundo.

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A dívida da autarquia pode de facto trazer alguns constrangimentos ao futuro executivo municipal que podem ser minimizados mediante uma gestão transparente e rigorosa na distribuição dos dinheiros da autarquia.

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Um bom resultado para a nossa candidatura seria naturalmente ganharmos a câmara, mas isso depende da nossa capacidade de fazermos passar a nossa mensagem, a qual é fazer mais pelas pessoas, e que assenta em três pilares: honestidade, transparência e trabalho.

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A prioridade deverá ser a criação de emprego e fomento do empreendedorismo. Fomos pioneiros (no ano de 2005) em dar especial importância ao desenvolvimento económico. Quando muitos ainda não falavam disso, assumimos que seria esse o nosso maior desígnio. Entendemos que o futuro executivo deverá ter em atenção a continuação de programas e iniciativas que têm sido verdadeiramente referências ao nível do Poder Local com “boas práticas” que nos devemos orgulhar. Estou a falar, por exemplo, do programa Ferreira Solidária, Ferreira+Perto e Ferreira Sustentável. O executivo que sair das próximas eleições deverá continuar a apoiar a cultura. Continuar a ouvir as pessoas, atendê-las e resolver os seus problemas. Procurar consensos e trabalhar, não para servir o partido A ou B, mas para, sempre em primeiro lugar, melhorar a nossa terra e os que cá vivem.

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Por alguma razão, logo em 2005, criámos a estratégia “Ferreira do Alentejo, no centro do que é importante”. Temos uma localização geográfica particularmente favorável, beneficiando dos investimentos públicos mais importantes no sul do País, como é o caso da A26, do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva, da proximidade ao Porto de Sines e ao aeroporto de Beja. Somos atualmente os maiores produtores de azeite em Portugal, temos a segunda maior produção de energia solar do País, detemos explorações agrícolas de excelência e com a dinamização do Parque Agro-Industrial do Penique conseguimos nos últimos dois anos mais 25 milhões de euros de investimento e criação de emprego. Ferreira começou a ser falada por boas razões, pelo espírito de iniciativa e pela transformação que está a ter.

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Repetir o resultado das eleições de 2009: Ganhar as eleições para a assembleia municipal, câmara municipal e todas as assembleias de freguesia com maioria absoluta.

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Desenvolver o concelho, inverter a desertificação. Ferreira tem perdido população a cada década que passa - tem hoje menos de 8500 habitantes. É por isso impreterível criar condições para a fixação de população e o regresso dos jovens ausentes. Agricultura e turismo rural são dois vetores importantes para o desenvolvimento do concelho. Não esquecendo a cultura, desporto, educação e formação das nossas crianças e jovens. É preciso ter visão, discutir com a população e os agentes económicos que projeto ou projetos podem contribuir para retirar Ferreira do marasmo em que se encontra. O atual executivo trabalha avulso, sem rumo, e Ferreira precisa urgentemente de um rumo e de um programa de desenvolvimento por um concelho com futuro.

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A centralidade não pode ser uma palavra vazia de conteúdo. O município de Ferreira tem que se deixar de vaidades, perceber que é um município de baixa densidade e como tal procurar a sua vocação, tendo em conta essa realidade e no contexto da região que se insere. Ferreira deverá tirar mais partido da sua proximidade com o litoral, nomeadamente com a plataforma industrial de Sines. Não desistiremos de uma via em condições com quatro faixas, nem de explorar as potencialidades do aeroporto. Mas antes de mais direcionaremos a nossa ação para o que realmente importa e que estará no centro da nossa ação - as pessoas.

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Conscientes das dificuldades, da pressão efetuada junto das pessoas pelo poder instalado, apresentamos uma lista com muita força, determinação e juventude, e a experiência de quem sabe fazer melhor. Tendo em conta a vontade de mudança que se sente no eleitorado acreditamos numa eleição bem disputada e naturalmente na vitória.

Satisfazer as necessidades e anseios da população

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Considero que a maior riqueza de qualquer concelho são as pessoas. E, por isso, as minhas prioridades terão a ver com a satisfação das suas necessidades e anseios, permitindo aos menos jovens envelhecerem com dignidade, aos mais jovens a fixação na terra que os viu nascer e crescer e aos ativos contribuírem com o seu saber e trabalho para o desenvolvimento do concelho. Para tal, e antes de tudo o mais, a própria câmara tem que alterar a sua postura, deixando de se servir a si própria para passar a servir a população. Proteção social, educação e captação de investimento tendo em vista a criação de emprego estarão no topo das nossas prioridades. Mas para que haja um desenvolvimento harmonioso do concelho, necessariamente que prestaremos também uma especial atenção à saúde, segurança e proteção civil, acessibilidades, urbanismo – em particular a recuperação urbana – cultura, desporto e ambiente.

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Sem dúvida. Para além do seu centralismo geográfico, Ferreira do Alentejo tem das mais ricas terras agrícolas do País, onde se produz já do melhor azeite, das melhores uvas e do melhor vinho do mundo. Mas tem muitas mais potencialidades, até agora desaproveitadas, quer, por exemplo, em termos agrícolas, com capacidade de produção de hortofrutícolas de elevada qualidade e de que temos já um exemplo em Canhestros, em termos turísticos e culturais, com as suas tradições, gastronomia, folclore, história e arqueologia, etc. A concretização deste ensejo vai depender, apenas e tão só, da vontade dos eleitores que no dia 29 de setembro vão poder escolher entre a continuidade, e ter mais do mesmo, ou abraçar este nosso projeto, e connosco partilharem o orgulho de transformar Ferreira do Alentejo num concelho de referência.

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Ganhar as próximas eleições autárquicas.


A exatamente um mês das eleições, quais são as leituras políticas que se podem antever ou antecipar das Autárquicas 2013?

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Bisca Lambida

O imbróglio das candidaturas Lei inconstitucional João Espinho

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o momento em que jogo esta vaza, o imbróglio das candidaturas socialista e comunista à Câmara de Beja está nas mãos do Tribunal Constitucional (TC) que, por sua vez, mandou os seus juízes passar uns dias de férias, estando por isso a meio gás. Não se sabe, portanto, se a Beja Capital ficará com Pulido ou com Velez, e se a coligação Afirmar Beja mantém Rocha ou faz avançar Picado. Cá para mim, a coisa já está resolvida e o TC vai pronunciar-se pela elegibilidade de ambos o que – resolve o problema dos mega cartazes de Pulido Valente que, doutra forma, teriam que ser substituídos, o que significaria uma enorme despesa, nada consentânea com o alegado pagamento de dívidas de que o referido cartaz se faz eco; – vai criar uma chatice a João Rocha que poderá alegar que, se a sua candidatura é viável em Beja, também o seria em Serpa; o candidato comunista vai amuar e dizer que não quer saber de Beja, declarando “afirmar Serpa” é que faz sentido. Para além disso João Rocha via-se livre de ter que explicar durante a campanha a quem se dirigia o recado (crítica) da “falta de ligação à comunidade e disponibilidade para ouvir e para dialogar” que proferiu na apresentação da sua candidatura. Estamos no final de agosto e as máquinas partidárias parecem estar ainda em ensaios de motores, não se percebendo qual das candidaturas trará a debate ideias novas para o concelho e para a própria cidade. Apesar de os votos no movimuito se falar do “peso” dos ece-me que a este mento independente, parece-me ma dos votos do BE restará sonhar com a soma has que venham a em 2009 a algumas migalhas CP e pelos soo ser desperdiçadas pelo PCP or enquanto, cialistas. Prognósticos, por eto, na derraficam só para mim. Prometo, ões, mandar deira bisca antes das eleições, um palpite, sabendo-se que não passará disso mesmo.

João Machado

N

uma altura em que tanto se fala da lei de limitação de mandatos, tenho uma forte convicção que esta lei vai ser declarada inconstitucional. Mantenho absolutamente a mesma posição em relação ao que escrevi acerca da mesma, contudo por decisões anteriores do TC, podemos verificar que esta lei não irá passar no seu “crivo”. Quando falta apenas um mês para conhecermos todas as decisões relativamente às autarquias, verificamos que existem muitas situações que continuam por esclarecer e que não trazem tranquilidade ao eleitores nem aos candidatos. Tinha sido urgente clarificar posições mas, neste País de brandos costumes, tal é impossível de acontecer. A justiça é extremamente lenta e nem sempre decide da melhor forma e a classe política encontra-se refém de muitos interesses que são transversais à sociedade, dos quais muitas vezes nem nos apercebemos. Em Beja, a luta vai ser a dois, entre Pulido Valente e João Rocha, em Cuba João Português será eleito com uma grande margem de certeza, na Vidigueira a Câmara não mudará de mãos, em Serpa a CDU continuará a governar o município, em Moura penso que Santiago Macias terá muitas hipóteses de ser eleito presidente, em Alvito a CDU também não deixará escapar a Câmara, em Ourique Pedro do Carmo será eleito de forma confortável, em Castro Verde manter-se-á tudo igual, assim como em Ferreira do Alentejo. A minha grande dúvida reside em Aljustrel, município em relação ao qual já me pronunciei.

O País e os municípios necessitam de políticas ativas, viradas para as pessoas, e formulo o desejo de quando esta época de campanha eleitoral terminar, que estes tenham uma sensibilidade diferente face aos reais problemas e que terminem com aquilo que verdadeiramente é acessório.

Campeonato entre PS e PCP Sérgio Fernandes

I

nspirado pelo recomeço da liga, considero que o Bloco pode vir a ser fortemente penalizado pela falta de comparência, enquanto o PSD, que joga para cumprir calendário, corre o risco de sofrer um autogolo em Almodôvar, o que lhe pode valer a despromoção. Como vem sendo hábito, é expectável que o campeonato se decida entre socialistas e comunistas. O PCP terá de jogar em toda a extensão do campo, apostando em transições rápidas entre a defesa e o ataque, o que torna o seu desempenho mais exigente. Por um lado, está obrigado a jogar à defesa nos bastiões tradicionais, onde as substituições a que se viu forçado constituem um fator de insegurança para o coletivo. Mas os adeptos não ficarão satisfeitos se a equipa entrar em jogo apenas para segurar o resultado, até porque… quem não marca sofre. Impõem-se uma atitude ofensiva e um ataque eficaz, com golos na baliza do adversário. Todavia, o desgaste e cansaço dos pontas de lança não deixa grande margem para soluções criativas e imaginativas, capazes de desequilibrar o jogo a seu favor. No mínimo os adeptos exigem a recuperação de Beja e Aljustrel, sem sofrer golos.

Por seu lado, o PS entra em campo com grande dose de confiança. O plantel é jovem, mas consistente e com provas dadas. Não se anteveem problemas na defesa, que se apresenta sólida, e as vitórias alcançadas na época anterior reforçam o ânimo da equipa. A reconhecida qualidade individual dos novos reforços que vão jogar ao ataque em Alvito, Barrancos, Castro Verde, Moura, Serpa e Vidigueira fará a diferença e os golos vão acabar por surgir, com naturalidade e confiança. Se fosse para jogar no totobola uma tripla seria a opção segura, tratando-se da Bisca Lambida, jogo o terno de ouros.

Uma lufada de democracia Luís Miguel Ricardo

C

om o País mergulhado num dos mais deprimentes momentos da sua história, com entidades estrangeiras a financiarem a economia, a definirem as estratégias políticas e a ameaçarem a soberania portuguesa, as autárquicas representam uma lufada de democracia para a nação. Eis a primeira e mais generalista leitura. Ainda a nível geral, as eleições ficarão marcadas pelas interpretações díspares da lei da limitação de mandatos e as suas consequências, assim como o surgimento anormal de movimentos independentes. No palco das disputas entre candidaturas no distrito de Beja são várias as leituras possíveis: o PS tem revelado serenidade na escolha dos candidatos (quase todos repetentes e lideres autárquicos), esperando-se com naturalidade o manter da hegemonia do partido no distrito. A CDU, que el eleição após eleição perde protagonismo para o PS, parece empenhada m jogar os “joker em “jokers” maiores nos tabuleiros mais apetecíveis, bastando saber se a “maldeix ir a jogo com os trundita lei” os deixa d s. fos todo todos. PSD/CD O PSD/CDS-PP tem enriquecido as suas listas com ilustres independentes ou mil militantes “limpos” de poContu lémicas. Contudo, a assombração dos p ssos do coe pa passos coelho e a pouca expressão p dos partidos na região não lhe deixam grandes hipóte teses de êxito. O BE tem tido uma ppostura ambígua. Ora se assume como opção, ora se camuf la em movimentos de cidadãos, conotando-os com as suas c cores e ideologias e min na nando-lhes as pretensões nd de iindependentes. A candidaturas não partiAs dári dá r ass querem afirmar-se pela ri dárias difeere di r diferença e com ela conquistar e eii el o eleitorado dececionado com pa os partidos tradicionais.


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Os primeiros recursos a darem entrada no Palácio Ratton, sede do Tribunal Constitucional, permitem antever uma resolução do plenário de juízes durante a primeira semana de setembro, se forem cumpridos os dez dias previstos na lei.

Leia o noticiário completo sobre as próximas eleições Autárquicas em www.diariodoalentejo.pt e na nossa página no Facebook

Juízes devem reunir em plenário na primeira semana de setembro

Vítor Proença recorre para o Tribunal Constitucional

À

semelhança do que já tinha acontecido com os candidatos à Câmara Municipal de Beja, Jorge Pulido Valente (PS) e João Rocha (CDU), Vítor Proença que protagoniza a candidatura da CDU ao município de Alcácer do Sal, interpôs, na passada terça-feira, dia 27, recurso para o Tribunal Constitucional (TC) da decisão do juiz da comarca que o considerou inelegível. Recorde-se que a candidatura do ex-presidente de Santiago do Cacém foi impugnada pelo Bloco de Esquerda. Os primeiros recursos a darem entrada no Palácio Ratton, sede do Tribunal Constitucional, permitem antever uma resolução do plenário de juízes durante a primeira semana de setembro, se forem cumpridos os dez dias previstos na lei. O “Expresso”, na sua última edição, noticiava que, por motivo de férias, dos treze magistrados que compõem o TC apenas sete se encontram de serviço, o que permitirá que qualquer decisão que venha a ser tomada, necessite apenas de quatro dos sete votos dos juízes de turno. João Semedo no Litoral Os candidatos do Bloco de Esquerda de Grândola protagonizaram, no sábado passado, durante a feira de verão da Vila Morena, uma arruada. A iniciativa contou com a participação do coordenador nacional, João Semedo, que à noite interveio num comício em Zambujeira do Mar, no largo das esplanadas. Em nota de imprensa o BE de Almodôvar defende que “uma das maiores preocupações da autarquia almodovarense” deve ser com os idosos.

Para tal, propõe “três objetivos”: Apoio domiciliário; sensibilizar o poder central para o estabelecimento de protocolos com os lares “existentes ou que venham a surgir”; promover a “ocupação de tempos livres para idosos”. Universidade de verão do PS O Partido Socialista

está a promover, em Évora, a Universidade de Verão. Com uma temática predominantemente associada às cidades e cooperação, a iniciativa é, segundo o PS, “um espaço de reflexão, discussão e criação de ideias, num momento particularmente importante para a democracia, com o aproximar das eleições autárquicas”. A Universidade de Verão do PS decorre até amanhã, dia 31. Entretanto, em Aljustrel, os candidatos socialistas às autárquicas no concelho reuniram-se, na sexta-feira passada, com a Associação Equestre Aljustrelense e com o Núcleo de Árbitros Francisco Pacheco. Com estes encontros, segundo o PS, “inicia-se um ciclo de reuniões com todo o movimento associativo do concelho, como o objetivo de recolher contributos e sugestões a integrar nos programas eleitorais das candidaturas aos diversos órgãos autárquicos”. Ontem, em Entradas, no concelho de Castro Verde, os socialistas apresentaram os candidatos à Assembleia de Freguesia, lista liderada por Francisca Mira, 47 anos. A requalificação do edifício da Sociedade Recreativa, a compra do edifício da antiga câmara municipal e a criação de uma sede para o grupo coral As Ceifeiras, foram algumas das propostas apresentadas. No litoral alentejano

Vítor Proença

os candidatos autárquicos do PS às cinco câmaras municipais assinaram um “Compromisso Regional para Um Novo Rumo”, que defende o desenvolvimento regional integrado e uma nova visão do território e da política autárquica, anunciou o PUB

partido. O documento, assinado no passado domingo em Grândola, onde os candidatos estiveram reunidos, estabelece ainda como prioridades de desenvolvimento a afirmação do Porto de Sines, a valorização dos recursos endógenos, o desenvolvimento turístico e a promoção das acessibilidades. Os candidatos socialistas às autárquicas de 29 de setembro que subscreveram o compromisso são Ricardo Campaniço (Grândola), Torres Couto (Alcácer do Sal), José Alberto Guerreiro (Odemira), Nuno Oliveira (Santiago do Cacém) e Nuno Mascarenhas (Sines). CDU visita Salvada A cam-

panha eleitoral da CDU no concelho de Beja, no âmbito do programa “CDU

com Vida”, realizou, segunda-feira, uma performance artística apresentada pelo mágico Roger. Ontem, quinta-feira, foi a vez de Paulo Colaço, músico, animar o largo de São João. Hoje, sexta-feira, dia 30, os candidatos da CDU visitam a Semana Cultural da Salvada. Em Vidigueira a Comissão Coordenadora da CDU informou que distribuiu “o Presta Contas” referente aos últimos quatro anos do mandato autárquico. A iniciativa passou por todas as freguesias do concelho e só terminou ontem, quinta-feira, em Vila de Frades. Mais a sul, em Castro Verde, a coligação liderada pelo PCP está a preparar os programas eleitorais

para os órgãos autárquicos do concelho e explica que “dando continuidade ao seu espaço de participação democrática, onde a descentralização da discussão junto da população do concelho caracteriza a sua metodologia de trabalho, vai promover reuniões em todas as sedes de freguesia”. Hoje, sexta-feira, dia 30, a CDU de Ourique organiza, na sua sede de ca mpa nha, um ja ntar com apoiantes da freguesia. Participarão nesta iniciativa António Colaço, candidato à presidência da Câmara de Ourique, António João Zacarias, cabeça de lista da CDU à Assembleia Municipal, e Octávio Jacob, primeiro da lista à Assembleia de Freguesia.


Lógica coopera com municípios

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Atual Castro Verde repavimenta artérias A Câmara Municipal de Castro Verde está a proceder a trabalhos de repavimentação de algumas artérias da vila de Castro Verde. A intervenção, que representa um investimento na ordem dos 70 000 euros, inclui a repavimentação de várias artérias e poderá causar alguns condicionamentos à circulação automóvel. Para além da repavimentação, a obra, que se prevê que esteja concluída dentro de duas semanas, inclui ainda os trabalhos de sinalização horizontal das vias.

A Lógica, EMSA – Sociedade Gestora do Parque Tecnológico de Moura assinou, na terça-feira, dia 27, um acordo de cooperação com os municípios de Moura, Serpa e Barrancos. O objetivo é a criação de uma rede de trabalho para os domínios da energia, mobilidade e sustentabilidade, no cumprimento e respeito pelas políticas municipais, regionais, nacionais e europeias.

Blogue de Munhoz Frade apagado

Ulsba censura ex-diretor clínico Munhoz Frade acusa a administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (Ulsba) de censura. Em causa está a eliminação de um blogue que o médico mantinha na Intranet daquela instituição. Questionado pelo “Diário do Alentejo”, o conselho de administração admite que “deliberou pela não existência de blogues pessoais internos”. Texto Aníbal Fernandes

Nelson Brito reuniu-se com EDM O presidente da Câmara Municipal de Aljustrel, Nelson Brito, reuniu-se na semana passada com a administração da EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro. Em análise esteve a 4.ª empreitada do projeto de recuperação ambiental das zonas mineiras desativadas, que teve o concurso de contratos públicos lançado no passado dia 5 de julho, que prevê a realização de uma 1.ª fase de investimento de 5 milhões e 300 mil euros, incidindo em intervenções de reabilitação ambiental na zona de Algares, São João e Pedras Brancas. Foram igualmente discutidos o conjunto de projetos que irão conduzir à constituição do Parque Mineiro de Aljustrel.

M

unhoz Frade, ex-diretor clínico do Hospital José Joaquim Fernandes, entre dezembro de 1996 e janeiro de 2000, mantinha há quatro anos um blogue na Intranet da Ulsba que utilizava para “colocar questões de âmbito quase exclusivamente profissional, visando incentivar o debate interno, especialmente entre os médicos” daquela unidade de saúde. Segundo o clínico bejense, durante esse período publicou cerca de uma centena e meia de textos em que abordava temas como “a qualidade, a organização do Serviço Nacional de Saúde, notas de leitura sobre artigos científicos e informações sindicais”. “No final do passado mês de julho, entendi útil partilhar dados do meu curriculum vitae”, conta Munhoz Frade, mas a 1 de agosto “o acesso aos blogues foi bloqueado” em resultado “de uma determinação do conselho de administração” aos serviços informáticos. O médico afirma que “sendo o único utilizador regular” daquele meio de comunicação interna, pediu esclarecimentos sobre aquela

decisão, não obtendo qualquer resposta, o que o leva a concluir ser “alvo de um ato censório executado numa empresa pública”, acusa. Contactado pelo “Diário do Alentejo”, o conselho de administração do Hospital José Joaquim Fernandes confirma o apagamento do blogue de Munhoz Frade, entendendo que “os trabalhadores da Ulsba dispõem de acesso livre à Intranet e Internet” onde está disponível “a informação útil sobre a vida institucional e demais informação do Ministério da Saúde”, meios que segundo este órgão “são suficientes para o desempenho da atividade profissional de cada trabalhador da Ulsba”. Este caso aconteceu ao mesmo tempo que nas redes sociais se denunciava a eliminação de camas em alguns serviços do hospital, situação para a qual Munhoz Frade há muito vinha alertando e contra a qual já manifestara publicamente a sua discordância. Segundo ele, o “rácio de cama por habitante em Portugal é inferior à média europeia”, o que, por si só, torna “difícil a justificação ao nível político” desta medida.

diminuição do número de camas, o conselho de administração da Ulsba limitou-se a dizer que “nada mais” tinha “a acrescentar”. O “Diário do Alentejo” sabe que o conselho de administração da Ulsba não concordou com os primeiros números avançados pelo Governo para a redução de camas no Hospital de Beja, tendo informado a Administração Regional de Saúde do Alentejo disso mesmo. Neste momento, existe uma comissão nomeada por despacho ministerial a estudar o problema a nível nacional, mas os resultados só são esperados a partir de meio de setembro. João Ramos questiona ministro Já no final de ju-

lho, o deputado comunista eleito por Beja João Ramos, na Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República tinha questionado Paulo Macedo acerca da “intenção noticiada de reduzir camas no hospital distrital de Beja”, tendo o ministro da Saúde confirmado uma “redução generalizada”, sem no entanto referir o número exato pretendido. Pita Ameixa pergunta ao Governo Antes, em

Lopes Guerreiro denuncia Também Lopes

Guerreiro, candidato à presidência da Câmara Municipal de Beja pela lista “Por Beja Com Todos”, deu conta, no passado dia 17, no seu blogue pessoal (alvitrando.blogs.sapo.pt) de “uma conversa entre técnicos de saúde do Hospital de Beja, em que falavam sobre o encerramento de camas, designadamente de Cirurgia”. Questionado pelo “DA” sobre a eventual relação entre o silenciamento do blogue e a

abril deste ano, através de uma pergunta ao Ministério da Saúde, também o deputado Pita Ameixa, eleito na lista do PS pelo distrito de Beja, tinha dado conta de preocupação com as notícias do encerramento de um “número significativo de camas”, procurando saber quantas e em que especialidades, quais os critérios que presidiriam a esta decisão, e a data da concretização da mesma. Até à data as perguntas continuam sem resposta.

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Telefone: 284 323 104


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A Câmara de Moura deliberou atribuir o nome de Urbano Tavares Rodrigues à Biblioteca Municipal de Moura. A câmara, em reunião, aprovou por unanimidade a proposta apresentada pelo seu presidente, José Maria Pós-de-Mina, no sentido de homenagear o escritor. A proposta justifica a medida realçando que “o escritor e professor universitário Urbano Tavares Rodrigues, recentemente desaparecido, está profundamente ligado a Moura e ao Alentejo, foi um destacado democrata e é uma figura cimeira da intelectualidade portuguesa”.

Regras das Assembleias Distritais revistas depois das autárquicas O Governo pretende “rever as regras sobre as Assembleias Distritais (AD)” depois das eleições autárquicas, mas não antecipou cenários porque quer que esta reforma seja “discutida com os

autarcas”. “Este é um tema que para alguns autarcas é sensível. O momento prudente para mexer nesta matéria é depois das eleições autárquicas”, afirmou António Leitão Amaro, secretário de Estado da Administração Local, lembrando que o Governo já iniciou a reforma das AD, tratando

Diário do Alentejo 30 agosto 2013

Biblioteca de Moura com nome de Urbano Tavares Rodrigues

da reafetação patrimonial destas entidades. Formalmente existem 18 Assembleias Distritais, mas, lembrou Leitão Amaro, “outra questão é quais estão ativas”. Quando o Governo pediu às AD que reportassem o seu património, obteve três respostas, uma delas foi de Beja.

Rodeia Machado exige melhores seguros

Bombeiros de Beja no norte do País Em Beja, até meio de agosto, já arderam 330 hectares de povoamentos e matos. Em Portugal, ao contrário do que as notícias sugerem, a área ardida é menor do que a média da década, mas, mesmo assim, os bombeiros baixo alentejanos foram chamados a ajudar no combate a fogos no centro e norte do País.

S

egundo o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), entre 1 de janeiro e 15 de agosto, arderam no distrito de Beja 580 hectares, sendo 463 de povoamentos e 117 de matos. O relatório divulPUB

gado este mês regista 19 incêndios florestais e 23 incidentes em áreas com menos de um hectare. Em Évora a área ardida atingiu os 330 hectares e em Portalegre os 470 hectares. Lisboa e Setúbal são os distritos com menos área ardida, respetivamente, 193 e 274 hectares. No polo oposto encontra-se o distrito de Bragança com mais de 13 mil hectares já consumidos pelas chamas. Face às condições meteorológicas adversas, favoráveis ao aumento do índice de risco de incêndio, na primeira quinzena de agosto, com temperaturas altas em todo o território, a Autoridade

Nacional de Proteção Civil decretou a entrada em alerta amarelo (a segunda mais alta), entre os dias 8 e 16. No entanto, apesar das condições mencionadas, os valores mensais entre janeiro e agosto de 2013, quer do número de ocorrências, quer de área ardida, são inferiores às respetivas médias mensais da década anterior. No distrito de Beja, apenas um incêndio atingiu uma área superior a 100 hectares: no dia 30 de julho, em Santana da Serra, no concelho de Ourique. Bombeiros de Beja em Tondela

Na última semana o Grupo de

Reforço para Incêndios Florestais (GRIF), do distrito de Beja, foi chamado para combater as chamas que lavravam no concelho de Tondela. Segundo o major Vítor Cabrita, Comandante Operacional Distrital de Beja da Proteção Civil, integram este grupo soldados da paz dos concelhos de Beja, Alvito, Cuba, Ferreira do Alentejo, Moura, Odemira e Ourique, totalizando 30 operacionais e nove viaturas. Na semana anterior os bombeiros baixo alentejanos já tinham marcado presença no combate ao fogo, em plena Serra da Estrela, na Covilhã, distrito de Castelo Branco.

Rodeia Machado exige reforço dos seguros Rodeia Machado, presi-

dente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Beja e vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, citado pela Rádio Pax, defende um reforço nos seguros dos bombeiros. Para este dirigente da LBP, a solução a encontrar tem de ser a nível nacional para que, com o peso de 40 mil bombeiros e 308 municípios, se consiga “fazer seguros mais baixos”. Rodeia Machado considera que com cerca de 120 euros por ano – uma quantia “irrisória” para uma câmara municipal – seria possível “quase duplicar a capacidade do seguro”, conclui.


Diário do Alentejo 30 agosto 2013

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Certame “Experiências a Sul” regressa em outubro

A edição deste ano do certame “Experiências a Sul”, que inclui as feiras Vinipax, Olivipax, Beja Gourmet e Beja Brava e o festival BejaKids, vai decorrer de 4 e 6 de outubro no Parque de Feiras e Exposições de Beja. Após a edição do ano passado ter sido cancelada, devido a dificuldades financeiras da Câmara de Beja, organizadora do certame, o “Experiências a Sul” regressa este ano e, frisa o município, “promete animar

Centro Social dos Montes Altos faz 20 anos O Centro Social dos Montes Altos assinala amanhã, sábado, 20 anos de existência. E a direção da instituição organizou uma festa que pretende assinalar a efeméride. A comemoração inicia-se, pelas 16 horas, com um momento de

a cidade com diferentes eventos e iniciativas”. A autarquia espera “milhares de visitantes”, os quais, entre outras iniciativas, vão poder, através das feiras Vinipax, Olivipax e Beja Gourmet, “provar os melhores vinhos de algumas das mais emblemáticas regiões vitivinícolas portuguesas”, como Alentejo, Algarve, Península de Setúbal e Tejo, e “os melhores azeites e pratos” da gastronomia alentejana.

música para dançar, a cargo de Augusto Palma. Serafim, pelas 18 horas, anima a festa e depois prossegue a música popular e regional, pelo grupo Cantares Terra Bela e pelo grupo infantil Espigas do Alentejo. As celebrações encerram com um jantar-convívio.

Grupo local preocupado com segurança dos visitantes e preservação do espaço

JOSÉ FERROLHO

Mina recebe primeiro Festival Ilha dos Sons Cumpre-se hoje o segundo dia do Festival Ilha dos Sons, um evento de “música alternativa de referência” que pela primeira vez acontece na aldeia da Mina de São Domingos, tendo a praia fluvial como pano de fundo. O cenário é paradisíaco, promete atrair muitos forasteiros mas também esconde os seus perigos e é nesse sentido que o Grupo de Amigos da Mina de São Domingos reuniu em folheto 10 recomendações aos “festivaleiros”.

É

uma experiência totalmente pioneira. A aldeia de Mina de São Domingos e a sua praia fluvial estão a ser, desde ontem, quinta-feira, o cenário do primeiro Festival Ilha dos Sons, que promete juntar no mesmo pacote um evento de “música alternativa de referência” e a oportunidade de dar a conhecer “mais uma pacata e paradisíaca localidade alentejana”, assegura a organização, da CA Produções, com o patrocínio da Câmara Municipal de Mértola. Depois de Capitão Fausto e de Noidz, no arranque, seguem-se hoje Nu Soul Family, Jahvai e Karetus, num serão que termina com os DJ Lady F e Tape. Alguns nomes sonantes do panorama musical nacional, vindos de origens tão diversas como o reggae, soul, rock e dance, a que se juntam amanhã, sábado, para encerrar, o já consagrado Richie Campbell, seguido de Diogo Menasso, Tha Lux Brothers e os DJ Krishna e Max D’Kay. Animação acrescida para os habitués da Tapada Grande (na foto) nesta época, o

PUB

Festival Ilha dos Sons será também um isco para novos visitantes e é a pensar neles que o Grupo de Amigos da Mina de São Domingos tornou pública, através de um folheto, uma dezena de recomendações aos “festivaleiros”. Porque o “hospital mais próximo fica a mais de 60 quilómetros”, e pode haver quem não o saiba, o grupo aconselha, por exemplo, que se evitem situações de risco, “principalmente

o consumo excessivo de álcool e substâncias ilícitas”, além de prudência na ida a banhos, respeitando-se a área destinada a esse fim. Também por questões de segurança, os Amigos da Mina alertam para os perigos que se escondem na área da antiga exploração mineira e por isso advertem que não sejam ultrapassadas as vedações de proteção e que se evite o contacto com as águas ácidas e

com as escórias contaminadas. Por último, a organização sugere que os consumos sejam feitos nos estabelecimentos locais, no sentido de “contribuir para o desenvolvimento da Mina de São Domingos e da região”; que se vá para além da praia fluvial para descobrir “o resto da aldeia e os seus arredores”; e ainda que não se deixe nem leve nada, “para além de uma boa impressão e boas recordações”.


A Associação de Cante “Vozes das Terras Brancas” promove amanhã, sábado, pelas 17 horas, o XXV Encontro de Corais Alentejanos de Casével. Para além da atuação de vários grupos corais, está também prevista uma festa, onde não faltarão comes e bebes, um baile, uma quermesse e muita animação. O XXV Encontro de Corais de Casével conta também com a colaboração da Câmara Municipal de Castro Verde e da Junta de Freguesia de Casével.

Novo Espaço Sénior inaugurado em Porto Covo A Câmara Municipal de Sines inaugura o novo Espaço Sénior de Porto Covo, no dia 1 de setembro, pelas 17 horas. O novo Espaço Sénior de Porto Covo, segundo a Câmara Municipal de Sines, “vai ocupar parte das instalações do

edifício centenário da Escola Básica de Porto Covo, que as crianças já não vão usar no novo ano letivo, porque têm a escola nova, mas que estão em perfeito estado de conservação e têm as dimensões e características adequadas para esta utilização”.

Festas em honra de Nossa Senhora da Conceição

“Fêra” anima Barrancos Três toureiros espanhóis, um equatoriano e um português vão lidar os touros das touradas de morte das festas de Barrancos deste ano, que começaram na quarta-feira para cumprir uma tradição legalizada há 11 anos através de uma exceção. A “Fêra de Barrancos” prolonga-se até amanhã, sábado.

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“Fêra de Barrancos”, que mistura celebrações religiosas e divertimentos pagãos em honra de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira da vila raiana do distrito de Beja, vai decorrer até sábado e promete muito “cachondeo” (divertimento). As festas arrancaram na quarta-feira com a tradicional alvorada, pela Banda Filarmónica Fim-de-Século, de Barrancos, PUB

e as habituais celebrações religiosas, uma missa e uma procissão, mas as touradas de morte, o “prato forte” do programa e as únicas legais em Portugal, graças a um regime de exceção aprovado em 2002, só começaram ontem, quinta-feira. Os divertimentos pagãos vão dominar os restantes dias da “fêra”, que começam sempre às 8 horas com os tradicionais “encerros”, através dos quais os touros a lidar nas touradas de morte serão conduzidos até aos curros da praça de touros. A partir das 18 horas, as touradas de morte vão encher a “mítica” arena de Barrancos, a improvisada praça de touros, que, anualmente, por ocasião das festas, é construída na praça da Liberdade, no centro da vila. Como ‘manda’ a tradição, a última

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Encontro de grupos corais em Casével

tourada termina com a lide de uma vaca pelos espetadores e aficionados mais “aventureiros” e que é morta na arena. O “cachondeo” da “Fêra de Barrancos” prolonga-se pelas noites fora com espetáculos musicais de grupos e artistas portugueses e espanhóis, sempre a partir das 22 horas, na arena da praça de touros, seguidos de bailes e concertos, no Quintalão de Festas. Tony das Carreiras e suas Bailarinas (sexta-feira) e Isabel Augusto (sábado) são os artistas e grupos que vão atuar nos espetáculos previstos para a arena da praça de touros. La Costa (sexta-feira e sábado) e o concerto de Nolasco (sexta-feira) são os espetáculos programados para o Quintalão de Festas, nos últimos dias de festa.

Odemira acolhe festas em honra de padroeira De 3 a 8 de setembro, Odemira vai ser palco para as Festas em Honra de Nossa Senhora da Piedade, com espetáculos musicais, fogo-de-artifício e celebrações religiosas, que decorrerão na Capela de Nossa Senhora da Piedade e recinto adjacente. As Festas de Nossa Senhora da Piedade são uma tradição antiga da vila de Odemira, mobilizando os odemirenses que assim prestam homenagem à padroeira da terra.

Ourique entregou receita de festa a associações O município de Ourique distribuiu mais de mil euros a cada uma das associações envolvidas na organização das Festas de Santa Maria 2013, valor resultante das receitas de bilheteira do espetáculo realizado no passado dia 14 de agosto, com o artista Emanuel.


Diário do Alentejo 30 agosto 2013

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A invocação da Constituição exige, a cada momento, uma resposta clara a uma pergunta decisiva: o regime político em que vivemos é ainda o da democracia criada no bojo do processo de transformação social, política e económica que teve no 25 de Abril de 1974 o seu momento fundador ou é outra coisa? José Manuel Pureza, “Diário de Notícias”, 23 de agosto de 2013

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A região continua a celebrar “o querido mês de agosto” e, ao mesmo tempo, já dá as boas-vindas a setembro. As FESTAS, religiosas e pagãs, como as de Barrancos, fazem o povo sair à rua para celebrar a “Fêra”. Em Cuba a Feira Anual atrai locais e forasteiros e, pela primeira vez, na Mina de São Domingos há um festival. Festa e mais festa, para todos os gostos. BS

Opinião

Bruaá

Ana Paula Figueira Docente do ensino superior

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e bem que ainda nos encontremos na enfadonha silly season, a data para a realização das eleições autárquicas aproxima-se velozmente; os partidos e respectivos candidatos começaram as suas movimentações com vista à apresentação de listas, tomadas de posição e captação de votos. Para além da situação política caricata que marca o País nesta altura, estas eleições vão ficar indiscutivelmente enodoadas pela elegibilidade ou inelegibilidade de putativos candidatos de acordo com a interpretação do juiz da sua comarca. Vicissitudes da lei ou falta de coragem dos deputados no Parlamento? Em Beja a cena ainda é mais completa: tendo visto as suas candidaturas aprovadas, os candidatos Jorge Pulido Valente (PS) e João Rocha (CDU) foram informados ontem, dia 16 de Agosto, que as mesmas eram inelegíveis. Naturalmente que este clima de suposta incerteza gera uma imensa perplexidade e acrescenta mais cepticismo, dúvidas e hesitações ao munícipe eleitor. Não pretendo, agora, falar de qualquer candidato em particular, nem dos seus programas (que ainda não conheço). Preocupo-me com a cidade – a “minha” cidade – onde nasci, onde vivo e trabalho, onde estou a formar o meu filho, e também com as freguesias rurais que integram o concelho e que, por força da minha profissão, conheço bastante bem. Sem querer desvalorizar o trabalho e os esforços dos vários executivos, temos vindo gradualmente a perder pessoas, a perder empresas e a ganhar desemprego. Contamos com dois programas/projectos muito interessantes – “Beja Ecopólis” e “Beja Cidade Inteligente” –, com empresas municipais como a EMAS e a Inovobeja que, no conjunto, focalizam áreas como a sustentabilidade, o urbanismo, a inovação, o ambiente e a energia, todas elas importantes na gestão do espaço e das pessoas. Contudo, continuamos a perder pessoas, a perder empresas e a ganhar desemprego. O conceito de qualidade de vida extravasa, hoje, o saneamento básico, a higiene urbana, o ordenamento do território, a manutenção dos espaços verdes e o funcionamento dos mercados ou feiras; implica dotar o concelho de condições efectivas que permitam o seu desenvolvimento sustentável e potenciem a sua competitividade, que salientem a sua identidade e que lhe ofereçam centralidade. É preciso que as pessoas (e as empresas) sintam que é compensatório viver ou estar sediado em Beja! Para isso, e para além de outros aspectos, o modelo de governança autárquica deve facilitar a democracia participativa e envolver, de forma contínua, os munícipes, nos processos de decisão, monitorização e avaliação; o desenvolvimento económico deve procurar ser sustentável e gerador de empregos; a educação e o ensino, a todos os níveis, devem ser cada vez mais inclusivos e partilhados, com as empresas e com as instituições, potenciais receptores dos que agora se estão a formar; a cultura e o património devem ser “vivos” e assim passíveis de serem fruídos de múltiplas formas e por diferentes públicos. Estes serão (apenas) alguns dos objectivos fundamentais! Mas, no seu seguimento, ao munícipe interessa ter respostas às consequentes perguntas: quais as acções que levam à sua operacionalização? Quais as condicionantes e dependências? Quando é que essas acções estão previstas? Quais as organizações envolvidas? Qual o orçamento previsto? Quais as fases necessárias à sua implementação? Quais os resultados, em quantidade e qualidade, que se esperam obter? E se existirem factores externos que dificultem ou impeçam a sua realização, quais as alternativas consideradas? As respostas a estas questões são da respon-

sabilidade dos candidatos. E estou certa que, independentemente da filiação ou da simpatia partidária, todos as aguardamos com expectativa. Por decisão pessoal, a autora do texto não escreve segundo o Novo Acordo Ortográfico

O retrato da mãe de Hitler Beja Santos

suspeita-se que alguns estão ligados aos Nazis de Ferro, um fantasmagórico grupo de fanáticos que pretende pôr o mundo do avesso. Jack será muito feliz com a Luisinha, esta morreu. Jack vem a Lisboa para se reencontrar com Alice, não se vêm desde 1945, é um encontro para esclarecer coisas do passado, mas Jack está inquieto. O autor esclarece: “O amor alarma sempre. Alarma quando nasce, ou quando renasce; alarma quando não é correspondido, mas também quando é…”. E ponto final…

Vandalizar “restaurando”

N H

ão causa surpresa a atração que o cenário de Lisboa em plena II Guerra Mundial provoca aos criadores da literatura de entretenimento. O Retrato da Mãe de Hit ler, por Dom i ngos Amaral (Casa das Letras, 2013) é uma nova tentativa de recuperar o amplo cenário da capital neutral, mas desta feita a guerra na Europa já atingiu o seu termo. Convém recordar que esta forte atração pela Lisboa desses tempos é recorrente. Os fugitivos políticos de maior embaraço iam para povoações e ficavam sujeitos a forte vigilância. Um general das SS, Walter Schellenberg, chegou a vir a Lisboa numa tentativa de aliciamento do Duque de Windsor para a causa nazi. São histórias de pouca monta mas que suscitam mistério, com um pouco de boa vontade cria-se uma envolvente de suspense. Vamos à história. Um coronel das SS em fuga, conseguiu apoderar-se de algumas das relíquias de Hitler, caso de uma pistola dourada e o retrato da mãe do Führer. Precisa de dinheiro. Tem perseguidores no encalço. Em Lisboa, temos Jack Gil Mascarenhas Deane que, sob a camuflagem de trabalhar em transportes marítimos, esteve ao serviço dos serviços secretos ingleses. O seu pai, também de nome Jack Deane, chega entretanto a Lisboa, vem a farejar os valiosos tesouros dos dignatários nazis em fuga. Estes personagens movem-se no hotel Aviz, no Palácio Estoril, na Lapa, na Baixa. Domingos Amaral recorreu a uma estrutura que lhe assegura dar fluidez ao conteúdo: Jack Deane, bem velhote, é contatado pelo neto, Paul, que lhe pede para regressar a Lisboa e reencontrar-se com a Alice, um grande amor dos tempos de Lisboa, amor trágico, Alice não olhava a meios para satisfazer os seus interesses. Esta estrutura abre caminho a um thriller com pitadas de aventura libidinosa, a caça ao tesouro, uma certa dissecação ao funcionamento do Estado Novo, relegando o desfecho para as últimas páginas. Esta literatura de entretenimento cumpre o seu dever, satisfaz as necessidades de amplas camadas que se dessedentam com aspetos históricos que desconhecem. O autor dá a moldura dos acontecimentos, maneja a cronologia, as atitudes mentais são mesmo transferidas para o nosso tempo, todos falam não como se tivessem em 1945 mas na atualidade. Jack terá confidências da maior intimidade com Paul, os engates são descritos a preceito, força-se a nota a tais extremos em que a própria literatura de entretenimento se torna inverosímil. Naquele fim de guerra, recuperam-se operações e contactos do passado, a trama cruza-se com a viagem do coronel das SS que vem a caminho de Lisboa, Alice continua a fazer das suas e a provar, Luisinha, a filha do general Silva inicia o seu romance de amor com Jack Júnior, pelo meio ficamos a saber que nas termas das Caldas de Felgueiras estão concentrados nazis deportados,

Ruy Ventura Poeta e ensaísta

á alguns anos, conversando com uma senhora que se apresentava num cartão pessoal como “pintora de arte sacra” e dizia ter restaurado a imagem do Senhor das Chagas, tão querida dos cristãos do território arrábido e sesimbrense, ousei afirmar que seria bom um dia proceder a uma análise laboratorial dessa peça da arte nórdica do século XVI a fim de descobrir a sua policromia primitiva. Respondeu-me esboçando um sorriso que me lembrou o de Mefistófeles: “Não vale a pena; antes de o pintar, raspei-o até à madeira e tirei-lhe toda a tinta velha, pois estava muito mazinha…”. Nem respondi e fugi o mais depressa que pude da localidade do concelho de Sintra onde me encontrava. Lavar orelhas a burros seria gastadeiro de sabão… e a minha revolta poderia nem dar bons resultados físicos… O mesmo senti quando há menos tempo entrei na ermida do Senhor dos Aflitos, uma das chamadas “guaritas” do tão abandonado e mal-frequentado santuário de Nossa Senhora da Arrábida. Como se não bastasse o pechisbeque pseudo-religioso que por lá se instala em certos momentos do ano, deparei-me com a mui conhecida escultura de Cristo crucificado, de oficina italiana, oferecida por D. João V aos frades, integralmente repintada de cor de rosa e outras cores berrantes. Tal proeza, segundo me contaram, fora promovida por um agrupamento de escuteiros… Terá sido a boa ação do dia para aqueles vândalos e seus chefes… Infelizmente, pessoas que não respeitam nem amam a expressão artística, continuam a confundir a conservação e o restauro de peças antigas com a remoção de policromias seculares (substituídas por repintes sem arte, frequentemente grotescos), com a invenção do que nunca existiu nas obras artísticas, com o “alindamento” ou a “renovação”. Tal comportamento mostra apenas ignorância, mas uma ignorância atrevida que nada nem ninguém respeita, a começar pelos técnicos de conservação e restauro devidamente diplomados e terminando no património nacional, que vai destruindo com as suas “boas intenções”. Como se sabe pelo velho adágio, “de boas intenções está o inferno cheio”… São tantos os exemplos por esse País fora que talvez esteja na hora de introduzir nas leis da justiça o “crime contra o património histórico e artístico”. Enquanto tal não chega, vale a pena lutar contra a falta de cultura artística, contra a ignorância e a ausência de ética – mesmo que esse percurso nos brinde com incompreensões e até insultos.


Já se VINDIMA em solo alentejano. Ali, para os lados de Vidigueira, Cuba e Alvito. A qualidade da uva, essa, dizem, está boa e a produção deverá manter-se no mínimo igual à do ano passado. Boas notícias, portanto. Que são melhores ainda para quem encontra neste trabalho sazonal uma oportunidade, um rendimento. BS

Há 50 anos O sonho de Luther King não chegou ao Alentejo

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29 de agosto de 1963, o “Diário do Alentejo” publicava na primeira página seis breves linhas sobre a marcha pelos direitos civis dos negros norte-americanos realizada na véspera. Lia-se na coluna de pequenas notícias do estrangeiro: “A marcha anti-racial sobre Washington – Duzentos mil negros e brancos desfilaram ontem na ‘marcha da liberdade’ sobre Washington, protestando contra a segregação racial.” Na edição anterior a marcha tinha sido anunciada nos mesmos moldes. É verdade que, dias antes, o jornal bejense publicara um comentário de R. de S. sobre “O racismo nos Estados Unidos”. Muito informativo, explicava o contexto: “(...) Ultimamente, com os graves acontecimentos registados em Birmingham (Estado de Alabama), recrudesceu a campanha dos negros norte-americanos contra a segregação racial. Desta vez, porém, a população de cor, apostada em ver reconhecida a igualdade de direitos, tem obtido significativas vitórias em diversos Estados e está a contar com a simpatia de larga percentagem de brancos, entre os quais se conta o presidente Kennedy e os seus principais conselheiros políticos. (...)” A Censura salazarista não permitia mais. Por exemplo, nenhuma referência ao discurso de Martin Luther King nas escadarias do Lincoln Memorial. Para corrigir essa falha, vale a pena, hoje, meio século depois, recordar a primeira parte do “I have a dream” do reverendo que liderava a luta contra a discriminação racial dos afro-americanos. Com o pedido de desculpas pelo atraso, aqui fica: “Eu digo-vos hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades que enfrentamos hoje e amanhã eu ainda tenho um sonho. É um sonho enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho: que um dia esta nação se levantará e dará testemunho do verdadeiro significado do seu credo; nós conservamos estas verdades para que fique evidente: que todos os homens foram criados iguais. Eu tenho um sonho: que um dia, sobre as colinas vermelhas da Geórgia, os antigos donos de escravos serão capazes de se sentarem juntos à mesa da irmandade. Eu tenho um sonho: que um dia, mesmo o estado do Mississipi, sufocado pelo calor da injustiça, sufocado com o calor da opressão, será transformado num oásis da liberdade e da justiça. Eu tenho um sonho: que um dia esta nação se porá de pé e viverá o verdadeiro significado de sua crença – nós conservamos esta verdade para ser declarada – que todos os homens foram criados iguais. Eu tenho um sonho e nele os meus quatro filhos pequenos viverão numa nação em que não serão julgados pela cor da sua pele mas pelo conteúdo do seu carácter. Eu tenho um sonho hoje. (...)”. Carlos Lopes Pereira

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Em Beja, só até ao meio de agosto, já arderam 330 hectares de povoamentos e matos. 19 incêndios florestais e 23 incidentes em áreas com menos de um hectare. Valha-nos o trabalho dos SOLDADOS DA PAZ que estão, aqui e ali, onde são necessários, seja na região, em Tondela ou na Covilhã. BS

15 Diário do Alentejo 30 agosto 2013

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Usufruindo do regime geral das férias judiciais, os senhores magistrados do Palácio Ratton podem marcar férias entre 15 de agosto e 14 de setembro. Tê-lo-ão feito este ano longe de adivinharem os prazos apertados para a decisão de duas matérias tão vitais para o sistema democrático e a vida de milhares e milhares de cidadãos. E, sem contraditório até agora, fixados estão no gozo pleno desse direito, ficando o Tribunal Constitucional a funcionar segundo um regime de turnos previamente definidos. Fernando Santos, “Jornal de Notícias”, 27 de agosto de 2013

Cartas ao diretor agimos, dizendo ou fazendo qualquer Onde está coisa a alguém; quase sem nos apercebermos, estamos a incitar essa pessoa a Deus? E que fazer-nos o mesmo. Até mesmo o nosso mérito, ou seja, relação o nosso valor humano, é julgado também, não pela nossa fortuna, nem pelos temos com nossos diplomas, mas apenas pelo que dizemos e fazemos às pessoas. Ele?! Tudo o que atrás foi dito é imporF. Bandeira Calado Aljustrel

Perguntar a alguém onde está Deus é como se uma célula do nosso corpo perguntasse a outra célula onde está o espírito/pessoa que nos vivifica e alimenta. A resposta mais acertada que elas dariam, seria: ele habita em todas nós, se formos benignas, mas não habita nos vírus, nem em qualquer espécie de mal, porque o mal é antivida e por isso não faz parte do corpo, embora por vezes esteja no corpo, como um parasita indesejado, mas sempre combatido e iliminado. O que são as células benignas? São aquelas que vivem em prol do corpo e do espírito, do qual fazem parte, têm como missão ajudar todas as que lhe estão próximas e nesta ação mútua mantêm a saúde do corpo e o bem-estar delas mesmas. E o espírito que habita nelas fica contente e ama-as por elas se ajudarem umas às outras. E a única maneira de amarem e servirem o espírito do qual fazem parte é amando as suas congéneres e tudo o que faz parte do corpo. Têm contudo a liberdade de não o fazerem, mas não o fazendo e sendo umas contra as outras passariam a ser infelizes e por fim a autodestruirem-se, isto por se separarem, elas mesmas, do espírito que as vivifica, que é a amizade e passarem a odiarem-se umas às outras. Analisando tudo isto, vemos que o homem tem todo o interesse em viver como uma célula benigna, porque ele, por sua vez, também é a habitação de Deus. Como diz a Bíblia: “vós sois o templo de Deus”. A mesma diz ainda que “Deus está entre aqueles que me ajudam” e o Senhor Jesus Cristo reforça muitas vezes esta ideia e uma delas é “Eu virei e habitarei com o Pai em vós”. Compreendemos, então, que o homem só tem possibilidades de amar e servir Deus e amar-se a si mesmo, fazendo como uma célula benigna faz, cooperando e ajudando o seu semelhante no que é necessário, porque somos seres complementares e não individuais. E é vivendo em entreajuda, com aqueles que assim o desejam, que o homem é feliz e se salva de uma autodestruição social. E constatamos que temos interesse em fazer o bem e não o mal, quando

tante para mim e de igual importância, mas prioritário é viver em paz e sem ódio, porque esta paz que foi vivida e ensinada pelo Senhor Jesus Cristo é o elo que nos liga ao Deus do universo, sem intermediários humanos. E se nos ligarmos a Ele, com um sentimento humilde e pacífico, podemos pedir-lhe e Ele nos mostrará a verdade e nos harmonizará com a vida e a humanidade. E constatamos, aqui também, que todos nós sentimos que temos falta dessa paz, quando dizemos a quem está irritado à nossa frente, “não te enerves tem lá calma/paz”, porque compreendemos que só há entendimento e raciocínio possível nesse estado de espírito, o qual nos liga a Deus e nos dá uma consciência humana. Ao contário, o estado irritativo, esse ceganos a consciência, afasta-nos de Deus e transforma-nos em animais irracionais, prontos a prejudicar as pessoas, a nossa própria harmonia psíquica e mesmo a saúde. As religiões falam apontando um caminho para nos harmonizarmos com Deus os homens e a vida, mas elas só são de Deus quando as mesmas ajudam e defendem o homem e o consideram um irmão, mas não quando o consideram um subordinado, sem liberdade de pensar e agir de forma justa. E muito menos quando o exploram e o encaminham em rituais folclóricos lucrativos, que nada têm a ver com o amor ao próximo. Transformaram a lição do “bom samaritano”, que é a ajuda ao próximo e pregam antes para que o “bom samaritano” deixe de ajudar quem tem falta e passe a ajudá-los a eles mesmos a engordarem ainda mais. O que se pode pensar sobre certas atitudes é que onde há ganância, soberba, inveja, desigualdade, ódio e não há perdão, nesses não habita a verdadeira paz, nem Deus, nem o entendimento. Os que assim vivem são como os vírus e deixaram por sua vontade de fazer parte do corpo/humanidade, são desumanos, contra o homem, o que é o mesmo que ser contra Deus e por isso deixarão um dia de existir para bem de todos. Caso não se arrependam da sua maldade e se convertam em humanos, fazendo o bem, só assim podem

fazer parte dos filhos de Deus, da humanidade e da eternidade. Com a promessa do Senhor Jesus Cristo, de virmos a habitar num lugar agradável, no qual há paz, justiça, e fraternidade. Começando já a beneficiar de tudo isso neste mundo, porque quem respeita e ajuda as pessoas, merece todo o respeito e amizade.

Uma arruada Manuel Dias Horta Beja

São os dicionários abundantes no significado do vocábulo “arruada”. Tendo dificuldades em encontrar a palavra mais adequada vou de omissão em omissão, já excluí procissão porque leva padre e sacristão, fixo-me, então, em arruada – passeio por uma rua, apregoando qualquer coisa. E depois desta explicação, caro leitor, vou mostrar-vos o que escrevi: Umas moçoilas, belas, belas com as suas saias curtas e vermelhas, blusas brancas da cor da alegria, pareciam ter sido deixadas pelo céu, no início da rua. A tarde corria dócil e serena. O sol sumia-se preguiçosamente, talvez com o intuito de assistir ao evento, acabando por deixar o horizonte pejado de esporões de um vermelho carregado. Indiscretas, umas lufadas de vento atravessavam a rua e faziam subir a saia da beldade. Deixando a perna nua, logo umas mãos delicadas a ajeitavam no seu devido lugar. Teimoso, o vento fazia repetir a cena, sem parar. Estas ninfas de braço no ar executavam envolventes movimentos ao som de uma música emitida por potentes altifalantes colocados num carro pequenino (este carro era usado exclusivamente para este fim. Se eleito o candidato trocava-o, de imediato). À cabeça do cortejo, os candidatos principais distribuíam papelinhos e sorrisos largos e compridos (e eu que queria usar o termo melancolia, assim, não consigo). Logo a seguir vinham os moços de recados e mandados e por fim os indiferenciados. A assistir, o Povo, vago, distante, desinteressado. Pois que não havia de mostrar tal apatia, habituado que estava a só romaria. Vão, agora, todos jantar. O prato é borrego assado, com vinhos do Alentejo, mais palavras ocas e indefinidas, mais promessas de salvação. Gargantas roucas, mãos doloridas, de tantas palmas e ovações. O director da campanha manda terminar. Amanhã há nova missão, é preciso poupar energias.


16 Diário do Alentejo 30 agosto 2013

“É um trabalho sazonal muito importante. Há muitas pessoas a saírem para o campo, que encontram na época da vindima uma fonte de rendimento extra” José Miguel Almeida

Campo

Uva apresenta uma boa qualidade

Começou a vindima Chegou a época da vindima e nos campos de Vidigueira, Cuba e Alvito já há homens e mulheres a avançar entre os pés das videiras. São as primeiras colheitas e as castas tintas são colhidas primeiramente. Atingiram o grau de maturação ideal e os viticultores que, ao longo dos anos têm mantido nos seus efetivos vitícolas as melhores castas autóctones, encaminham o fruto para a adega, que abriu as suas portas, a mais de 300 sócios, na quarta-feira. Este ano a qualidade da uva está boa. Texto Bruna Soares Fotos José Ferrolho PUB

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ste a no a nov idade é que a A s s e m ble i a- G e r a l d a Ad e g a Cooperativa Vidigueira, Cuba e Alvito aprovou, por unanimidade, o novo regulamento da vindima. A campanha de 2013 arrancou, assim, com novas regras. As principais alterações dizem respeito à entrega de uvas de colheita mecânica e à alteração da metodologia da atribuição das quotas de vindima. “Esta nova regra, que diz respeito à colheita mecânica, tem sido determinante, tem permitido recebermos a uva, proveniente de colheita mecânica, mais cedo, uma vez que a uva tem de chegar fresca, e também tem sido importante para o recebimento da uva manual, que não aguarda tanto

tempo em filas para entrar na adega”, explicou ao “Diário do Alentejo” José Miguel Almeida, presidente da Adega Cooperativa de Vidig ueira, Cuba e Alvito. Tudo, claro, em nome da qualidade do produto. Regras novas à parte, nos campos são os homens e as mulheres que se ouvem. Ou não fosse este o tempo da tradição, do apego à terra, mas também de novas oportunidades. “É um trabalho sazonal muito importante. Há muitas pessoas a saírem para o campo, que encontram na época da vindima uma fonte de rendimento extra”, reforça José Miguel A lmeida. Na verdade, no tempo da vindima “o trabalho aumenta”, apesar do auxílio das


Diário do Alentejo 30 agosto 2013

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máquinas que, muitas vezes, substituem homens e mulheres. Depois de colhida, é preciso pesar, atestar a qualidade da uva, ver a acidez, a cor, entre tantos outros requisitos. Espera-se que até ao fim da vindima, que se deverá prolongar por mais quatro semanas, sejam recebidos “8, 5 milhões de quilos de uva”, adianta José Miguel Almeida. No primeiro dia, quarta-feira, já tinham chegado “100 toneladas”. A balança, entre os tintos e os brancos, deverá ficar “equilibrada”. A qualidade, essa, garante José Miguel Batista, “está boa”. Contribuiu para tal fator, o trabalho que a adega desenvolveu durante todo o ano no campo: “Fazemos sempre um grande acompanhamento e as vinhas foram bem controladas”. Na adega, por estes dias, continua -se a descarregar as uvas nos tegões, depois de dev idamente diferenciadas. Fermentarão, depois, à temperatura ideal, sob o olhar atento de vários técnicos.

Os brancos de Vidigueira, como são aclamados e tradicionalmente conhecidos, continuam a ser uma das apostas da direção, ou não fosse a Vidigueira, a nível nacional, conhecida como uma região tradicionalmente produtora de vinhos brancos. A “Antão Vaz”, casta autóctone, tem uma boa adaptação na zona, e é a estrela da companhia, no que aos brancos diz respeito. A adega, porém, não descura os vinhos tintos, muito procurados no mercado e que também são conhecidos pela sua “excelente qualidade”. “Trincadeira”, entre outras castas, fazem a distinção. As expetativas para este ano são, assim, “as melhores”. Não se esperam perdas e, de acordo com José Almeida, “o processo de maturação das uvas decorreu sem sobressaltos”. As uvas estão “cheias”, mas o presidente da Adega Cooperativa de Vidigueira Cuba e Alvito prefere, para já, não arriscar e conclui: “A produção deverá ser muito idêntica à do ano passado”.


Nacional da 2.ª Divisão de Juniores

Diário do Alentejo 30 agosto 2013

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O Despertar e o Pinhalnovense disputam amanhã, pelas 17 horas, na cidade de Beja (sintético n.º 1) o jogo relativo à 1.ª Jornada do Campeonato Nacional de Juniores A 2.ª Divisão. O Redondense, segunda equipa alentejana nesta Série E joga em casa com o Beira Mar de Almada.

Desporto

Campeonato Nacional de Iniciados

O Campeonato Nacional de Juniores C (Iniciados) vai começar no próximo domingo, tendo as equipas da A.F.Beja (Despertar e Odemirense) enquadradas na Série G. O Despertar recebe o São Luís/Faro e o Odemirense joga em casa com o Esperança de Lagos. Os jogos estão marcados para as 11 horas.

Jogadora do Castrense na Seleção Sub/19 A jogadora Jéssica Pacheco “Jeka”, este ano inscrita pela equipa feminina do Futebol Clube Castrense, foi chamada para o primeiro estágio da época da Seleção Nacional Feminina Sub/19, treinada por José Paisana. A equipa nacional prepara a fase de qualificação para o Campeonato da Europa.

Apresentação Plantel do Mineiro Aljustrelense para a época 2013/2014

O Mineiro Aljustrelense já está na linha da frente dos candidatos ao título

Queremos ser campeões distritais O jovem treinador Vítor Rodrigues chegou a Aljustrel na segunda metade da última temporada, para tentar o que nessa altura já se afigurava pouco possível, a manutenção do clube no patamar nacional. Texto e foto Firmino Paixão

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sta época recebeu novo voto de confiança dos responsáveis do Mineiro e as metas estão definidas. O técnico serve-se da história recente do Mineiro Aljustrelense para assumir que o clube quer regressar ao patamar nacional e explicou “É esse o objetivo com que encaramos esta época, é claramente a subida ao novo ao campeonato nacional de seniores”. O plantel manteve a maioria dos jogadores e reforçou-se bem?

Conhecíamos as lacunas da equipa e contratámos apenas jogadores que preenchessem cirurgicamente essas insuficiências. Renovámos com oitenta por cento do plantel e fomos buscar grandes atletas, mas principalmente grandes homens, que já demonstraram grande qualidade e muita vontade de colocar o clube onde ele tem que estar. Pelo perfil dos reforços as insuficiências eram no setor ofensivo?

No ano passado eu disse várias vezes que, para mim, tínhamos os dois melhores defesas-centrais da 3.ª Divisão e mantivemo-

-los. A finalização era a grande falha, por isso, fomos buscar o Rui Pepe, o José Feio, o Nabor, atletas que mostraram grande abertura em trabalhar connosco. A qualificação para a Taça de Portugal antecipou o regresso ao trabalho. Isso é positivo?

Sim, eu estava com vontade de voltar a estar com eles e acho que essa vontade era recíproca. Depois porque jogaremos no nosso campo com uma equipa como o Casa Pia, que disputa um campeonato nacional e tem a história que tem, é sempre positivo. O que conhece do adversário desta 1.ª eliminatória?

Fizemos algum trabalho de observação, mantiveram a estrutura base do ano passado, têm uma equipa jovem e irreverente, que está a trabalhar há cerca de dois meses. Mas nós queremos estar ao melhor nível possível para os recebermos. Que desafio lhe propôs a direção do clube para esta temporada?

Primeiro que tudo, dignificarmos a camisola em cada campo onde iremos entrar. Só assim alcançaremos as nossas metas. O nosso único objetivo é sermos campeões distritais e subirmos ao nacional de seniores. Nesta casa, nem podia ser de outra maneira. O Mineiro é um candidato assumido? E tem

argumentos para isso?

Claramente. Julgo que temos argumentos a avaliar por estes primeiros tempos de trabalho. Mas conheço a grande maioria dos jogadores, mesmo os que vieram de novo, sublinho que, quer como atletas, quer como homens, tenho uma boa equipa, uma equipa capaz de lutar contra todos os adversários que tiver pela frente. O campeonato distrital adivinha-se muito empolgante e competitivo …

Será um campeonato muito competitivo. Temos cinco ou seis equipas de grande qualidade que faço questão de nomear, o Mineiro e o Castrense, e poderá existir a ideia de colocar estas equipas à frente, mas eu não entendo assim. Considero o Odemirense, que foi campeão há três anos, o Milfontes, que mudou de treinador mas as ideias estão lá, o Vasco da Gama, uma equipa muito forte, o Serpa que tem bons jogadores nas suas fileiras, o Piense e outras equipas como o Rosário e o São Marcos, difíceis de bater em casa, o próprio Bairro da Conceição e o Guadiana que são fortes. Também o Aldenovense que recebeu um novo treinador, O Paulo, um técnico de quem eu gosto muito, enfim todos eles estão em pé de igualdade para tornarem o campeonato muito competitivo. O Mineiro tem uma massa associativa que apoia a equipa, mas é exigente com a sua prestação em campo?

E o objetivo primordial é que eles nos acompanhem sempre, porque o Mineiro onde quer que vai tem sempre gente com ele. Se formos dignos de vestir esta camisola e formos vencedores em cada jogo que fizermos, certamente que teremos sempre mais gente ao nosso lado, e o Mineiro, tendo a vila por trás, é muito difícil de bater. É um orgulho treinar um clube com a mística do Mineiro?

Sem dúvida. Foi também com orgulho que trabalhei no Despertar, porque fui muito bem tratado e foi lá que cresci como treinador, foi um orgulho também estar no Ferreirense, e no Mineiro é fantástico. Aljustrel é uma vila virada para o clube, tudo gira à volta do Mineiro e o apoio tem sido fantástico, embora, na época passada, não tenhamos conseguido os objetivos, mas temos sido muito bem tratados e toda a gente nos acarinha. Sendo um treinador jovem, este projeto é uma boa montra de carreira?

Quando estava na formação, no Despertar, que é um dos clubes mais fortes e organizados do distrito nessa área, falava muito em ambição e dizia sempre que gostaria de passar por um clube como o Mineiro. Acabei por ter essa possibilidade e estou muito feliz por estar aqui, estou contente com as pessoas que tenho a meu lado e tudo o que rodeia este clube, que é deveras extraordinário.


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A tertúlia de pescadores bejenses “Os Afíncalhos” realiza durante o dia de amanhã, mais uma edição, a quarta consecutiva, do seu convívio piscatório de verão. O local de pesca escolhido para esta edição, que se adivinha de grande convívio, associado à prática de uma atividade lúdica, é a Barragem de Santa Clara (Odemira).

A Taça de Portugal

Uma festa para os pequeninos

N

o domingo é dia de Taça. A 1.ª Eliminatória da Taça de Portuga será jogada por 88 equipas. Entre elas quatro das cinco representantes da A.F.Beja, porque o Piense ficou entre os 35 clubes isentos desta rodada. Estarão em prova todas as equipas que disputam o Campeonato Nacional de Seniores (Almodôvar e Moura), 1.º e 2.º classificado das séries de despromoção da 3ª Divisão Nacional da época passada (Aljustrelense e Castrense) e os dezoito vencedores das taças regionais (Piense). Almodôvar e Aljustrelense são as duas equipas do distrito de Beja que jogam em casa nesta ronda inaugural da grande festa do futebol, para os clubes mais pequeninos, porque não reza a história que uma só réplica do troféu conste no museu de qualquer clube mais modesto. O Moura e o Castrense têm viagens de longo curso com destino ao norte e centro do País, precisamente para as cidades de Gondomar e Guarda, onde residem adversários pouco conhecidos das nossas equipas. O opositor dos mourenses é o Sourense, que também compete no Campeonato Nacional de Seniores (CNS), quanto ao Castrense terá à sua espera o Vila Cortez do Mondego, clube dos arrabaldes da Guarda que, à semelhança dos alentejanos, milita nos distritais. O Municipal de Almodôvar abrirá as suas portas ao Ninense equipa que vem de Famalicão e que atua no mesmo escalão dos locais. Resta o Aljustrelense, que terá como adversária a equipa do Casa Pia, com o potencial que lhe advém de estar a competir um degrau acima dos tricolores (CNS). Mas os jogos da Taça têm uma singularidade, são a eliminar e, por vezes, os menos dotados fazem vergar os mais poderosos. Quanto às restantes equipas alentejanos nesta 1.ª eliminatória, teremos ainda os seguintes jogos: O Elvas-Barreirense; Atlético de Reguengos-Varzim e Gafetense- -Vianense. E entre os isentos desta fase, além do Piense, contam-se também as equipas do Juventude, União de Montemor, Oriolenses e o Grandolense. Firmino Paixão

O Moura conseguiu um ponto no Barreiro e o Almodôvar perdeu em casa

Um bom empate no Barreiro O campeonato é interrompido no próximo fim de semana para dar lugar à Taça de Portugal e regressa no próximo dia 8 de setembro com o primeiro dérbi da temporada, o jogo entre o Moura e o Almodôvar. Texto e foto Firmino Paixão

O

ponto conquistado pelo Moura no reduto do Barreirense é o destaque maior da jornada inaugural do Campeonato Nacional de Seniores. Uma igualdade sem golos no terreno de um histórico do futebol português, é sempre um desfecho positivo, sobretudo pela motivação que transfere para as etapas competitivas que se seguem. E era esse, afinal, o desejo formulado pelo técnico mourense, o experiente Joaquim Mendes, que confessou ter pedido aos jogadores que abrissem a prova com um resultado positivo. Em Almodôvar, a estreia dos locais não foi auspiciosa. Uma derrota em casa é sempre um desfecho duplamente

negativo, sobretudo frente a uma equipa a quem, nos ensaios de pré-época, já tinham ganho exatamente pelo mesmo resultado 2/1 com que a turma algarvia levou agora os três pontos para Ferreiras. Em campo estiveram os campeões regionais do Algarve e do Baixo Alentejo, numa partida em que, tendo em conta a época estival que ainda decorre, a moldura humana até foi apreciável. O Ferreiras marcou primeiro mas, ainda na primeira parte, os donos da casa empataram com um tento de Miguel Ferreira, o primeiro do Desportivo de Almodôvar em competições nacionais, mas no segundo período de jogo os algarvios voltaram a marcar. Sublinha-se ainda o triunfo do Montemor (2/1) frente ao Louletano, êxito que lhe confere, para já, o primeiro lugar do grupo, que reparte em igualdade de pontos com o Quarteirense e o Ferreiras. Na Série G a equipa de O Elvas perdeu em casa com o 1.º de Dezembro (1/3). O campeonato regressa no dia 8 de setembro com esse primeiro dérbi entre o Moura e o Almodôvar.

Jornada Almodovarense André Dias (à esq) e o algarvio Luís Cavaco lutam pela posse da bola

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Diário do Alentejo 30 agosto 2013

Tertúlia de Pesca Desportiva


Mais uma edição de cicloturismo em Beringel

Diário do Alentejo 30 agosto 2013

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A Associação de Cicloturismo de Beringel vai realizar, no próximo dia 8 de setembro, mais uma edição, a décima segunda do seu tradicional “Passeio de Cicloturismo”, iniciativa que reúne, anualmente, algumas centenas de praticantes. As inscrições estarão abertas até ao próximo dia 6 de setembro.

Columbofilia em convívio em Aljustrel

A Sociedade Columbófila Aljustrelense promove no próximo dia 7, no Parque de Feiras e Exposições da Vila Mineira, uma iniciativa que inclui almoço convívio (13 horas) e leilão de borrachos (15 horas) oriundos de várias colónias columbófilas do distrito de Beja.

1.º Duatlo BTT Odemira Realiza-se no próximo domingo, a partir da 10 e 30 horas, o 1.º Duatlo BTT de Odemira, prova organizada pelo Clube de BTT local, em parceria com o Município de Odemira e a Federação de Triatlo de Portugal. O evento terá uma prova Super Sprint para populares e uma prova de Sprint pontuável para o Circuito Regional Sul.

“Associação Ciclo Crescente” de Santa Vitória evocou Ilídio do Rosário

Homenagear um filho da terra O antigo corredor do Benfica e da seleção nacional, Ilídio do Rosário, foi, mais uma vez, lembrado na sua terra natal. A Associação Ciclo Crescente reuniu cerca de uma centena de cicloturistas num passeio com o seu nome. Texto e foto Firmino Paixão

“É

com muito orgulho, mas também com saudade que lembramos o Ilídio do Rosário”, acentuou a presidente da Associação, Rute Merêncio, explicando que “foi um filho da terra, já tem uma rua com o seu nome e quisemos, pelo segundo ano consecutivo, prestar-lhe esta homenagem”. A Associação Ciclo Crescente está, como o próprio nome indica, num processo de evolução positiva e a dirigente anunciou: “Temos mais atletas, mais sócios, estamos no bom caminho, é interessante porque temos cerca de 50 sócios, entres eles, cerca de 30 são praticantes da modalidade, temos aqui pessoas

Homenagem 2º Passeio de Cicloturismo Ilídio do Rosário, promovido pela Associação Ciclo Crescente

que começaram a andar de bicicleta há dois meses, com mais de 40 anos, que nunca tinham pegado numa bicicleta”. Razões de sobra para acreditar na consolidação do projeto fundado em 2011, mas não há bela sem senão e Rute Merêncio lamenta: “Não temos muitos jovens, sobretudo na faixa etária entre os 10 e os

15 anos, que poderiam praticar connosco, ainda não os conseguimos motivar, mas com o tempo acreditamos que vamos conseguir”. Mas a Ciclo Crescente é já uma boa referência na freguesia e exemplo de organização no meio desportivo regional. “Trabalhamos bastante para que seja assim”, assume Rute. “Vamos ver se

conseguimos concretizar esse desejo de nos tornarmos uma referência no associativismo desportivo da freguesia”. Assim os apoios permitam, mas Rute sustenta: “Estamos a fazer das tripas coração para manter isto de pé, é cada vez mais difícil, as coisas estão cada vez mais caras e as ajudas cada vez são menos”, concluiu.

IV Open de Pesca ao Achigã de Margem com baixo índice de capturas

O Roxo deu pouco peixe O Clube Bejense de Amadores de Pesca Desportiva organizou, na Barragem do Roxo, o IV Open de Pesca ao Achigã de Margem. Mas os concorrentes foram poucos e os achigãs ainda foram menos. Texto e foto Firmino Paixão

E

ram trinta e sete concorrentes inscritos, mas só vinte e dois assinaram o livro de ponto da prova. Miguel Eusébio foi o vencedor destacado, com cinco dos 14 exemplares capturados nas quatro horas de pesca. António Geraldo, presidente do clube, lamentou a falta de concorrentes, e referiu que “dentro da atual conjuntura económica foi uma prova alinhada com o campeonato nacional que tem habitualmente 30 participantes”. O nível de capturas mereceu idêntica justificação

Concurso IV Open de Pesca ao Achigã de Margem, organizado pelo clube Classificações 1.º Miguel Eusébio, 2080 pontos. 2.º Paulo Marreiros, 1387. 3.º Carlos Iglésias, 899. 4.º Manuel Cascalho, 474. 5.º Tiago Passareiro, 425. 6.º José Alberto Ciríaco, 415. 7.º Miguel Iglésias, 408. 8º Luís Passareiro, 469. 9º Daniel Bite, 436.

do dirigente, sublinhando que “os peixes foram devolvidos à água para preservação da espécie, mas se calhar as carpas, qualquer dia, terão que ser retiradas”. Quanto à Barragem do Roxo, Geraldo acentuou também as excelentes condições do plano de

água para realização de provas individuais e de clubes, quer no plano regional, quer nacional. Miguel Eusébio, o vencedor assumiu: “A prova correu-me bem, a barragem está a dar pouco peixe e pequeno”. Miguel disse ainda que “o Roxo é uma barragem onde se têm capturado muitos achigãs e é um plano de água que se afirmará cada vez mais neste panorama”. O pescador bejense explica onde marcou a diferença para os restantes concorrentes. “Foi uma questão de opções, apanhei um peixe logo no início e os outros quatro na meia hora final”. Miguel Eusébio, também dirigente da Associação Regional, comentou a fraca adesão de concorrentes a este tipo de provas, explicando: “Isto é geral, cada vez as pessoas vão menos à pesca, são efeitos da crise e da necessidade de conter custos”.

História José Saúde

Foi no longínquo ano de 1888 que Guilherme Pinto Basto e os seus irmãos Eduardo e Frederico, alunos internos de um colégio em Inglaterra, trouxeram para Portugal a primeira bola de futebol. Uma novidade, pasme-se. Os estudantes, de grosso modo, acataram a genial ideia do chuto na bola e começaram a desfrutar nos seus estabelecimentos de ensino o prazer do jogo. Da terra de sua majestade evocavam-se ecos ao proclamado desportorei. A ideia, inédita, espalhou-se rapidamente na pátria de Camões. Num efémero conhecimento de um raciocínio lógico ao teor da história, eis que nas férias natalícias de 1906, num regresso de estudantes bejenses que estudavam em Lisboa, nomeadamente na Escola Académica e no Colégio Militar, Beja foi contemplada com o apelidado “vício do jogo da bola”. Narram os anais da biografia futebolística regional que Frederico Mário Durão de Sá Ferreira, foi um dos principais introdutores do futebol na velha Pax Julia. O fenómeno popularizou-se de tal forma que em Beja surgiram várias iniciativas para a organização de alguns grupos. A primeira de que há memória remete-nos para o ano de 1912 com a equipa do Grupo Sportivo Bejense. O Grupo manifestava sinais de organização e a sua formação de base assentava numa plebe de atrevidos rapazes que desbravavam então a ciência do jogo. Numa conjugação temporal, atrevo-me a citar que a fusão conhecida no ano de 1947 em Beja, entre o Luso Sporting Clube, o União Sporting Clube e o Pax Julia Atlético Clube, uma agremiação juvenil que primava pela formação de atletas, levou à fundação do Clube Desportivo de Beja que herdou como data de origem (16/06/1916) a do clube mais antigo, o Luso. Importa concluir que desta pontual dissertação de que faço história, o nome adotado pelo Desportivo terá tido como fonte de inspiração o desaparecido Grupo Sportivo Bejense, afiançavam os mais velhos.


institucional diversos Diário do Alentejo n.º 1636 de 30/08/2013 Única Publicação

Diário do Alentejo n.º 1636 de 30/08/2013 Única Publicação

INSOLVÊNCIA de COOPCASTRENSE – Cooperativa Popular Castrense, Scrl Venda de bens móveis e imóveis – Proposta em carta fechada, até 2013/09/12 (Proc. 234/12.5TBORQ, Tribunal Judicial de Ourique) Por determinação do Administrador da Insolvência (A.I) e com o parecer favorável da Comissão de Credores, são postos em venda os seguintes bens, por preço acima do indicado, livres de ónus ou encargos: Verba 1: fracções autónomas A, B e CB (1) do prédio urbano sito na Rua Alexandre Herculano, com entradas pelos nº 11 e nº13, Castro Verde, destinado a comércio e serviços, inscrito na matriz predial urbana da respectiva freguesia sob o artigo 4113 e descrito na CRP de Castro Verde com o nº 1051, constituída por R/C (1.253 m2) e 1º andar (159 m2): € 259.000,00; Verba 2: fracção autónoma A/D (2) do prédio urbano sito na Rua Alexandre Herculano, com entradas pelos nº 11 e nº13, Castro Verde, destinado a comércio e serviços, inscrito na matriz predial urbana da respectiva freguesia sob o artigo 4113 e descrito na CRP de Castro Verde com o nº 1051, constituída por R/C com a área de 430 m2: € 160.000,00. Verba 3: Todos os bens móveis que constituíam o recheio do estabelecimento (Equipamento básico de loja e armazém: expositores, balcões frigoríficos, frigoríficos, arcas frigoríficas , caixas registadoras, bancadas, mesas e cadeiras de snack-bar, máquina de lavar louça, pórtico de segurança, balcões-vitrine, estantes-vitrine, balanças electrónicas, máquina de picar carne, máquina de assar frangos, fiambreira, serra fita de cortar ossos, quadros eléctricos, computadores, POS, impressoras, carros de transporte, grupos geradores de ar frio e equipamento e mobiliário diverso; Equipamento de Transporte: 2 automóveis ligeiros de mercadorias de matrícula 26-27-SR e 84-79-PG, de marca Mercedes e Renault, respectivamente; Equipamento Administrativo: Mesas e cadeiras, armários, estantes, computadores, impressoras, aparelhos de ar condicionado, termo ventiladores, painel solar e diverso equipamento de escritório, higiene, decoração e limpeza): € 34.000,00 Poderão ser apresentadas propostas individualizadas, por verba. Contudo, prefere-se proposta global se o seu valor for igual ao do somatório das melhores propostas individuais. O anúncio público da adjudicação, por preços acima dos fixados, será efectuado em 2013/09/13, pelas 11 horas, no escritório do A.I, na presença de todos os interessados. Uma vez avisados deverá(ão) o(s) vencedor(es) pagar no prazo de 24 horas, mediante contrato de promessa de compra e venda suportado por cheque bancário ou visado à ordem da massa insolvente o equivalente a 20% (imóveis) ou 100% (móveis) do preço de adjudicação, acrescido de IVA à taxa de 23% no caso dos bens móveis (excepto viaturas de mercadorias). A escritura pública de venda efectuar-se-à no prazo de 60 dias e logo que estejam cumpridos os requisitos processuais e legais da insolvência relativos à alienação de bens apreendidos para a massa insolvente. Para tal efeito o Administrador da Insolvência avisará o promitente-comprador com a antecedência mínima de 15 dias. Em caso de desistência imputável ao promitente-comprador este perderá o direito aos valores já pagos. Na impossibilidade de poder cumprir o contrato de promessa de compra e venda a massa insolvente devolverá, em singelo, todos os valores recebidos. As propostas deverão ser dirigidas ao Administrador da Insolvência, para a morada supra indicada, por carta ou por email, identificando o processo, devendo mostrar-se recepcionadas, até 2013/07/01. Os bens poderão ser mostrados mediante marcação prévia a efectuar com o A.I. (1) Existe certidão municipal de aprovação em 2013/04/10 da constituição de propriedade horizontal atribuindo-se a esta fracção a entrada pelo nº 13; (2) Existe certidão municipal de aprovação em 2013/04/10 da constituição de propriedade horizontal atribuindo-se a esta fracção a entrada pelo nº 11. Setúbal, 2013/06/13 O Administrador da Insolvência (Rui Murta)

OFICINA

21 Diário do Alentejo 30 agosto 2013

EDITAL SARA DE GUADALUPE ABRAÇOS ROMÃO, PRESIDNETE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE SERPA. TORNA PÚBLICO: de acordo com o estipulado no n.º 3 do artigo 84.º da Lei n.º 169/99 de18 de setembro, com a redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro e artigos 16.º e 38.º do Regimento da Assembleia Municipal de Serpa, que no próximo dia 3 de setembro de 2013, pelas 18 horas, na Sala de Sessões da Câmara Municipal realizar-se-á uma sessão ordinária deste Órgão Deliberativo, cuja ordem de trabalhos é a seguinte: 1. PERÍODO DE “ANTES DA ORDEM DO DIA” 1.1 Apreciação e votação da ata nº 3/2013 1.2 Resumo do Expediente 1.3 Intervenção dos membros da Assemleia Municipal 2. PERÍODO DE “ORDEM DO DIA” 2.1 Relatório da Atividade Municipal (Artigos 53.º e 68.º da Lei n.º 169/99, de 18/09, com a redação da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro) – Relatório n.º 4/2013 2.2. Empreitada de construção dos Reservatórios do Enxoé – Pedido de Reconhecimento de Interesse Público Municipal – RAN/REN 2.3 IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis 2.4 Aquisição de serviços para auditoria externa às contas do município – Nomeação de auditor externo 3. PERÍODO DE “INTERVENÇÃO DO PÚBLICO”. E para constar se publica o presente edital e outros de igual teor, que vão ser afixados nos locais públicos do costume. Serpa, 23 de agosto de 2013. A Presidente da Assembleia Municipal Sara de Guadalupe Abraços Romão

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22 Diário do Alentejo 30 agosto 2013

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Dr. Sidónio de Souza – Pneumologia/Alergologia/ Desabituação tabágica – H. Pulido Valente Dr. Fernando Pimentel – Reumatologia – Medicina Desportiva – Instituto Português de Reumatologia de Lisboa Dr.ª Verónica Túbal – Nutricionismo – H. de Beja Dr.ª Sandra Martins – Terapia da Fala – H. de Beja Dr. Francisco Barrocas – Psicologia Clínica/Terapia Familiar – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo. Dr. Rogério Guerreiro – Medicina preventiva – Tratamento inovador para deixar de fumar Dr. Gaspar Cano – Clínica Geral/ Medicina Familiar Dr.ª Nídia Amorim – Psicomotricidade/Educação Especial e Reabilitação Dr. Sérgio Barroso – Especialista em Oncologia – H. de Beja Drª Margarida Loureiro – Endocrinologia/Diabetes/ Obesidade – Instituto Português de Oncologia de Lisboa Dr. Francisco Fino Correia – Urologia – Rins e Vias Urinárias – H. Beja Dr. Daniel Barrocas – Psiquiatria – Hospital de Évora Dr.ª Lucília Bravo – Psiquiatria H.Beja , Centro Hospitalar de Lisboa (H.Júlio de Matos). Dr. Carlos Monteverde – Medicina Interna, doenças de estômago, fígado, rins, endoscopia digestiva. Dr.ª Ana Cristina Duarte – Pneumologia/ Alergologia Respiratória/Apneia do Sono Dr.ª Isabel Santos – Psiquiatria de Infância e Adolescência/Terapeuta familiar – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo Dr.ª Paula Rodrigues – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr.ª Luísa Guerreiro – Ginecologia/Obstetrícia Dr. Luís Mestre – Senologia (doenças da mama) – Hospital da Cuf – Infante Santo Dr. Jorge Araújo – Ecografias Obstétricas Dr.ª Ana Montalvão – Hematologia Clínica /Doenças do Sangue – Hospital de Beja Dr.ª Ana Cristina Charraz – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr. Diogo Matos – Dermatologia – Hospital Garcia da Orta. Dr.ª Madalena Espinho – Psicologia da Educação/ Orientação Vocacional Dr.ª Ana Margarida Soares – Terapia da Fala Dr.ª Maria João Dores – Psicomotricidade/Educação Especial e Reabilitação Dr.ª Joana Leal – Medicina Tradicional Chinesa/ Acupunctura e Tuina. Enfermeira Maria José Espanhol – Enfermeira especialista em saúde materna/Cuidados de enfermagem na clínica e ao domicílio/Preparação pré e pós parto/amamentação e cuidados ao recémnascido/Imagem corporal da mãe – H. de Beja Marcações diárias pelos tels. 284 322 503 Tm. 91 7716528 | Tm. 916203481 Rua Zeca Afonso, nº 6, 1º B, 7800-522 Beja Clinipaxmail@gmail.com www.clinipax.pt

Convenções:

ULSBA (SNS) ADSE, ACS-PT, SAD-GNR, CGD, MEDIS, SSMJ, SAD-PSP, SAMS, SAMS QUADROS, ADMS, MULTICARE, ADVANCE CARE Horário: de 2ª a 6ª feira, das 8 às 19 horas e aos sábados, das 8 às 13 horas Av. Fialho de Almeida, nº 2 7800 BEJA

Telef. 284318490 Tms. 960284030 ou 915529387

Clínica Médico-Dentária de S. FRANCISCO, LDA. Gerência de Fernanda Faustino Acordos: SAMS, ADMG, PSP, A.D.M.E., Portugal Telecom e Advancecare

Rua General Morais Sarmento, nº 18, r/chão; TEL. 284327260 7800-064 BEJA

23 Diário do Alentejo 30 agosto 2013


necrologia diversos

24 Diário do Alentejo 30 agosto 2013

Serpa PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO

Évora PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO

Ana Maria Torrão Furão

Ascentino José Ludovico

Filhos, irmãos, netos, sobrinhos e restante família cumprem o doloroso dever de participar o falecimento da sua ente querida ocorrido no dia 27/08/2013 e na impossibilidade de o fazer individualmente vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que a acompanharam à sua última morada ou que de outra forma manifestaram o seu pesar.

Esposa, filhos e restante família cumprem o doloroso dever de participar o falecimento do seu ente querido ocorrido no dia 26/08/2013 e na impossibilidade de o fazer individualmente vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que a acompanharam à sua última morada ou que de outra forma manifestaram o seu pesar.

AGÊNCIA FUNERÁRIA SERPENSE, LDA Gerência: António Coelho Tm. 963 085 442 – Tel. 284 549 315 Rua das Cruzes, 14-A – 7830-344 SERPA

BEJA

PARTICIPAÇÃO, MISSA DE 30.º DIA E AGRADECIMENTO

Maria Augusta Soeiro Rolim 28/08/2013 – 17.º Ano

Marido, filhos, nora, genro, netos e restante família, recordam com muita saudade a sua ente querida no seu 17.º aniversário do seu falecimento, guardando para sempre a sua imagem na memória e no coração.

BEJA MISSA

Vidigueira AGRADECIMENTO

Cabeça Gorda MISSA E AGRADECIMENTO

D. Maria de Lurdes Ferreira da Cruz Fernandes 1º Mês de Eterna Saudade

Serafina de Jesus Fialho Nasceu 22.12.1920 Faleceu 23.08.2013

Sua família na impossibilidade de o fazer pessoalmente agradece por este meio a todas as pessoas que a acompanharam à sua última morada ou de outro modo manifestaram o seu pesar. AGÊNCIA FUNERÁRIA ESPÍRITO SANTO, LDA. Tm.963044570 – Tel. 284441108 | Rua Das Graciosas, 7 | 7960-444 Vila de Frades/Vidigueira

Custódia Franco Pardal Faleceu a 24/08/2013

Filho, filha, genro, nora, netos e restante família participam a todas as pessoas de suas relações e amizade que será celebrada missa de 7.º Dia, no dia 30/08/2013, sexta-feira, às 18.30 horas na Igreja da Sé, em Beja, agradecendo desde já a todos os que nela participem.

Seus filhos, participam a todas as pessoas de suas relações e amizade que será celebrada missa no dia 31/08/2013, sábado, às 18.30 horas na Igreja do Carmo, em Beja, agradecendo desde já a todos os que nela participem.

João Manuel Rosa Galrito Sua mãe, filhas, genros e netos, vêm por este meio cumpr ir o doloroso dever de par ticipar o seu falecimento ocorrido no passado dia 02-08-2013, e que na próxima segunda-feira, dia 02/09/2013, pelas 18,30 horas, na Igreja Paroquial do Carmo em Beja, será rezada Missa pelo seu eterno descanso, agradecendo desde já a todos quantos se dignarem assistir a tão piedoso acto e bem assim como àqueles que o acompanharam à sua última morada ou que de qualquer modo lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também com profundo reconhecimento a toda a Direcção e Pessoal da Cruz Vermelha Portuguesa de Beja por todo o empenho, dedicação e apoio dados. P.N. A.M


institucional diversos Diário do Alentejo n.º 1636 de 30/08/2013 Única Publicação

Diário do Alentejo n.º 1636 de 30/08/2013 Única Publicação

CÂMARA MUNICIPAL DE MÉRTOLA EDITAL Nº 98/2013

CÂMARA MUNICIPAL DE MÉRTOLA EDITAL Nº 99/2013

ALTERAÇÃO AO REGULAMENTO DE OCUPAÇÃO MUNICIPAL DE DESEMPREGADOS (AS) DE LONGA DURAÇÃO JORGE PAULO COLAÇO ROSA, Presidente da Câmara Municipal de Mértola TORNA PÚBLICO, que a Câmara Municipal de Mértola em sua reunião ordinária de 07 de agosto de 2013, aprovou as alterações ao Regulamento de Ocupação Municipal de Desempregados (as) de Longa Duração e que a seguir se indicam, sujeitas a ratificação na próxima sessão da Assembleia Municipal. Para constar e devidos efeitos se publica este e outros de igual teor que vão ser fixados nos lugares de estilo. Mértola, 19 de agosto de 2013

O Presidente da Câmara Municipal Jorge Paulo Colaço Rosa

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25 Diário do Alentejo 30 agosto 2013

ALTERAÇÃO AO REGULAMENTO DE OCUPAÇÃO MUNICIPAL TEMPORÁRIA DE JOVENS JORGE PAULO COLAÇO ROSA, Presidente da Câmara Municipal de Mértola TORNA PÚBLICO, que a Câmara Municipal de Mértola em sua reunião ordinária de 07 de agosto de 2013, aprovou as alterações ao Regulamento de Ocupação Municipal Temporária de Jovens, que a seguir se indicam, sujeitas a ratificação na próxima sessão da Assembleia Municipal: “Artº 1º O Preâmbulo, o artº 1º,2º,6º,8º 10º,16º e o artº 20º do Regulamento de Ocupação Municipal Temporária de Jovens passam a ter a seguinte redação: Preâmbulo A criação de um Programa de Ocupação Municipal Temporária de Jovens contribui, substancialmente para a sua formação, afastando-os dos perigos que podem conduzir a situações de marginalidade, ao mesmo tempo que lhes faculta, entre outras, o desenvolvimento de atividades lúdicas, culturais, educativas, desportivas e sociais. O Município de Mértola pretende criar um Programa de Ocupação Municipal Temporária de Jovens residentes no concelho de Mértola, que visa promover a ocupação de jovens em situações de desemprego, preservando e melhorando as suas competências socioprofissionais através da manutenção do contacto com o mercado de trabalho, permitindo assim um melhor contacto com as atividades laborais desenvolvidas no município e de forma a potenciar as suas capacidades a nível laboral, facilitando os contactos com outros profissionais, evitando o risco do seu isolamento, desmotivação e marginalização. Atendendo ao disposto nos artigos 13.º, n.º 1, alíneas d), e), f), g) h) e J), 19.º,20.º,21.º, 22.º e 23.º da Lei n.º 159/99, de 14 de setembro, e artigo 64.º, n.º 4,alínea c), da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, na redação que lhe foi dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro, aAssembleia Municipal de Mértola, sob proposta da Câmara Municipal de Mértola, em sua sessão ordinária realizada em 28 de junho de 2013 aprova o seguinte regulamento: Artigo 1º (……..) O presente regulamento tem como objetivo definir o funcionamento do Programa de Ocupação Municipal Temporária de Jovens, com vista à ocupação saudável dos tempos livres dos(as) jovens em atividades de interesse municipal, permitindo-lhes o contacto experimental com a vida profissional por forma a potenciar as suas capacidades cívicas e de participação social, sendo ao mesmo tempo um contributo para a inserção no mundo laboral. Artigo 2º (……..) 1– O Programa de Ocupação Municipal temporária de Jovens, promovido pela Câmara Municipal de Mértola, destina-se a jovens residentes no Concelho de Mértola, há mais de 2 anos, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, tendo como habilitações a escolaridade mínima obrigatória, desde que se encontrem à procura do primeiro emprego ou que se encontrem desempregados. 2 – No que se refere à aplicação do tempo mínimo de 2 anos de residência no Concelho, e à obrigatoriedade de possuir a escolaridade mínima obrigatória, referido no número anterior, esta obrigatoriedade pode ser dispensada em casos de comprovada carência económica. 3 – O Programa de Ocupação Municipal Temporária de Jovens tem como limite de atuação as atribuições das autarquias previstas no artº 13º da Lei nº 159/99, de 14 de setembro. Artigo 6º (……..) O Programa de Ocupação Municipal Temporária de Jovens, residentes na área do Município de Mértola destina-se a jovens que estejam à procura do primeiro emprego ou desempregados, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos inclusive; Artigo 8º (……..) 1 – Os(As) jovens interessados(as) em participar no programa OMTJ devem inscrever – se nas instalações da Câmara Municipal de Mértola, através do preenchimento de formulário fornecido pela autarquia. 2 — ………………………………………………………………………………. a)…………………………………………………………………………………… b) …………………………………………………………………………………. c) ………………………………………………………………………………….. d) ………………………………………………………………………………….. e) …………………………………………………………………………………… f) ……………………………………………………………………………………. g) ……………………………………………………………………………………. h) ……………………………………………………………………………………. Artigo 10º (……..) 1 — ………………………………………………………………………………….. a) ……………………………………………………………………………………… b) Adequação da formação académica ou experiência profissional na área de ocupação a que o(a) jovem se candidata; c) ………………………………………………………………………………………. d) ………………………………………………………………………………………. 2 — ……………………………………………………………………………………. 3-……………………………………………………………………………………….. Artigo 16º (……..) 1 — ………………………………………………………. a) ………………………………………………………….. b) ………………………………………………………….. c) …………………………………………………………… d) ………………………………………………………….. e) ………………………………………………………….. 2 – O incumprimento de qualquer dos deveres referidos no artigo anterior determina a exclusão do (a) jovem do Programa e o não pagamento da bolsa no mês a que respeita. Artigo 20.º (……..) O presente Regulamento entra em vigor no dia seguinte à sua publicação. Artº 2º Produção de efeitos As alterações ao presente regulamento reportam os seus efeitos à data da entrada em vigor do mesmo.” Para constar e devidos efeitos se publica este e outros de igual teor que vão ser fixados nos lugares de estilo. Mértola, 19 de agosto de 2013 O Presidente da Câmara Municipal Jorge Paulo Colaço Rosa


Cameirinha promove feira de viaturas usadas

Diário do Alentejo 30 agosto 2013

26

É já nos próximos dias 7 e 8 que o parque de estacionamento da Ovibeja, em Beja, dará lugar à feira de viaturas usadas do grupo Cameirinha. Desta forma convidam-se todos os interessados a visitar a feira que, para além da exposição de viaturas a preços acessíveis, contará com algumas surpresas e animação.

Empresas

Politécnico de Beja aposta na investigação A investigação científica tem sido uma das grandes apostas do Politécnico de Beja, no sentido de valorizar o papel do instituto e reforçar a sua intervenção na região. Foi a necessidade de dar resposta aos desafios que se colocam no futuro que levou o IPBeja a aderir, juntamente com mais duas dezenas de entidades de todo o Alentejo e Lezíria do Tejo, ao Sistema Regional de Transferência de Tecnologia (SRTT). Trata-se de um programa estratégico que conta com a comparticipação comunitária através do InAlentejo e que visa sobretudo a promoção da ciência e tecnologia na região, através de um trabalho em rede entre os seus diversos parceiros.

A Futurb braain n con o sttit i tu uííd daa em 2000 com ap poi oio o do do Inst In sttit ittut itut uto de d Emp prego go e go F rm Fo rmaç ação ação ão Pro ofi fiss s io ss ion naal n ((IILE LE) te tem em co como mo fin inal a id al idad ade ad od deese sen nvvol olvi vime m ntto da d ffo orm maaçção op per eerr ti t ne n ntee e ajjus ajus ust sta tada da às ne nece cess ssid ss idad id a es ad e do o mer erca cado de tr cado trab aballho. ab

Associação do Alentejo desenvolve projetos

Futurbrain mantém estreita cooperação com o tecido empresarial

Áreas inovadoras dão resposta às necessidades do mercado Sediada em Vila do Conde, a Futurbrain – centro de formação, possui ainda instalações próprias em Ovar. Através de parcerias locais está presente em todo território nacional, incluindo Madeira e Açores. Ganhou o prémio PME Líder em 2012 e já abrange a sua zona de implementação em Beja e Ferreira do Alentejo. Publireportagem Sandra Sanches

P

resente no mercado empresarial há 13 anos, a missão desta empresa, acima de tudo, é a satisfação das necessidades e expetativas dos formandos, clientes, colaboradores e parceiros, prestando até à data um serviço de qualidade superior e promovendo a sua relação com as comunidades locais. A visão da empresa assenta no alicerçar da sua intervenção com parcerias em rede, bem como na intervenção em áreas inovadoras que dão resposta às necessidades do mercado. Sendo a formação profissional um elemento cada vez mais preponderante para as empresas, é necessário que os empresários estejam cada vez mais sensibilizados para a introdução e atualização de conhecimentos e competências por parte dos colaboradores e dos próprios responsáveis, ao que Adelaide Ramos, gestora da

empresa, refere que “tal é fundamental para que o comboio do desenvolvimento e competitividade não se desloque demasiado depressa em relação à realidade empresarial”. Nos finais de 2012 destacaram-se com a atribuição do estatuto PME Líder por parte do Iapmei – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação, distinção, essa, que se deve à qualidade do seu desempenho e perfil de risco no âmbito do programa Fincresce. Um programa que tem como objetivo conferir notoriedade e otimizar as condições de financiamento das empresas que prossigam estratégias de crescimento e de reforço da sua base competitiva. Honestidade, rigor e trabalho, qualidade de serviço prestado ao cliente, satisfação das necessidades e expetativas dos formandos, clientes, colaboradores e parceiros, competência e capacidade de adaptação à mudança, parecem ser valores cruciais no desenvolvimento desta empresa. Para a mesma, que mantém estreita cooperação com o tecido empresarial envolvente, o seu grande objetivo é, sem dúvida, qualificar e certificar os recursos humanos e promover a sua valorização socioprofissional, potenciando as suas condições de empregabilidade e a consequente rentabilidade das empresas.

A abrangência geográfica de intervenção desta empresa, que passa pelo continente e ilhas, alimenta em tempo real o conhecimento das evoluções, ameaças e oportunidades que ocorrem, possibilitando um constante ajustamento às necessidades dos contextos de atuação. Sem dúvida que o reforço das parcerias com o tecido económico e empresarial traduziu-se também na operacionalização dos seus planos de formação para o cumprimento do código de trabalho, para os quais a Futurbrain tem procurado adequar os conteúdos formativos às especificidades e necessidades sentidas junto dos seus clientes. De referir que no Baixo Alentejo as parcerias estabelecidas, nomeadamente com a Ambaal – Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, têm potencializado a promoção da oferta formativa junto de mais de uma dezena de câmaras municipais e do tecido empresarial da região. Atualmente, presentes no ninho de Empresas de Ferreira do Alentejo, têm como principais clientes: Aviludo, Rodoviária do Alentejo, entre muitos outros. A Futurbrain desenvolveu no Baixo Alentejo 28 ações nas mais diversas áreas, abrangendo 474 formandos, contando a empresa continuar a crescer na base dos seus princípios de atuação.

Tendo em conta os acidentes trágicos ocorridos nas estradas do Alentejo nos últimos dias e a consequente tomada de posição de várias entidades com vista à alteração dos comportamentos e das próprias campanhas de prevenção, a GARE, uma associação não lucrativa que desde há oito anos e a partir do Alentejo promove campanhas inovadoras para a prevenção rodoviária sobretudo entre as camadas mais novas da população, destaca, entre outros projetos, o Alcokart, um veiculo elétrico que simula na prática a condução sob o efeito de substâncias como o álcool ou drogas, permitindo ao condutor aperceber-se dos tempos de reação mais lentos e a falta de controlo que na realidade tem. Outro projeto mais recente é o Game Over que pretende sensibilizar os jovens para evitar comportamentos de risco na condução como velocidade em excesso e o uso do telemóvel enquanto conduz. Este projeto desenrola-se na Internet usando o site e as redes sociais para dar a conhecer testemunhas de figuras públicas. Os projetos estão disponíveis em http://www.alcokart.pt e http://game-over.pt/.

Herdade das Servas oferece visitas guiadas Com as vindimas à porta, a Herdade das Servas – projeto da família Serrano Mira, uma das mais antigas na produção de vinho alentejano, tem a decorrer uma campanha com a oferta de visitas guiadas e prova de vinhos. E porque há um novo espaço acabado de inaugurar, o lounge exterior junto à loja de vinhos, o convite é para que desfrutem também dele. Na compra de uma garrafa de Herdade das Servas, Monte das Servas ou Vinha das Servas nos restaurantes aderentes, de norte a sul do País, os clientes recebem um voucher válido para duas pessoas, que deverá ser apresentado aquando da visita. A marcação prévia é obrigatória e pode ser feita através do email info@herdadedasservas. com ou para o número 268 322 949.


A Biblioteca Municipal de Odemira comemora treze anos ao serviço da população. Como vem sendo hábito, para assinalar a data, de acordo com o município local, “a biblioteca vai oferecer a toda a população um programa cultural com várias atividades, especialmente para o público mais jovem”. A comemoração insere-se no âmbito do evento “Setembro Cultural” e tem início logo no dia 5, a partir das 10 e 30 horas, com uma sessão especial da “Hora do Conto”, a tarde é reservada para um peddy papper, onde os participantes são convidados a partir à descoberta da biblioteca municipal, seguindo-se a atividade “A Fotografia mais louca da Biblioteca”, e como é hábito o bolo de aniversário será partido às 17 horas.

Pais

Hoje trocámos as colheres de pau pelos cavalos. Aqui fica uma ideia passo a passo para fazer para os mais pequenos, e não é preciso grandes conhecimentos de costura.

À solta

Fomos até à página de Antonio Ladrillo e de Michael Swaney, dois artistas plásticos, e encontrámos uma ideia bem engraçada para tu pores em prática. Se tiveres curiosidade conhece a página destes dois senhores em http://www.editionsdulivre.com/

A páginas tantas Para que os mais crescidos não pensem que são esquecidos, decidimos trazer um livro que está no PNL como livro recomendado para o 3.º ciclo. Escrito por John Boyne, o mesmo autor do livro A Coisa Terrível que Aconteceu a Barnaby Brocket, mas num estilo muito diferente. O rapaz do pijama às riscas não tem a fantasia e o insólito do livro anterior, antes é uma história que fala um pouco dos horrores do holocausto, mas que é atenuado pela simplicidade da escrita e por ser narrado pelo personagem principal, um menino de nove anos. A história desenrola-se à volta de dois rapazes que se encontram em lados opostos a uma vedação de arame farpado. Bruno e Shmuel, às escondidas dos pais, criam uma forte amizade baseada nas conversas que vão tendo. Um tema incontornável que embora difícil mais cedo ou mais tarde eles vão ter de conhecer.

Dica da semana Esta semana trazemos-te o trabalho de Shibata Keiko, uma ilustradora japonesa, que, para além de trabalhar em publicidade e ilustração para livros, tem pequenos, mas fantásticos objetos feitos em papel que deixa qualquer um encantado. Se não conseguimos ler o seu site, visto estar em caracteres japoneses, pelo menos podemo-nos deleitar com as imagens. Aproveita bem http://www.shibata-illust.com

27 Diário do Alentejo 30 agosto 2013

Biblioteca Municipal de Odemira faz 13 anos


28 Diário do Alentejo 30 agosto 2013

Filatelia A invasão de Goa, Damão e Diu (V) O Correio – Cruz Vermelha Internacional

Boa vida

C

Comer Gaspacho pobre à alentejana Ingredientes 6 tomates maduros, 3 dentes de alho, 1 cebola, 2 pepinos, 1 pimento vermelho, q.b. de azeite, q.b. de vinagre de vinho branco, 400 gr. de pão do dia anterior, q.b. de sal grosso, q.b. de água bem fria, azeitonas para acompanhar. Preparação Numa tigela colocam-se os dentes de alho com um pouco de sal e pisam-se até ficarem desfeitos. De seguida junte azeite, vinagre e mexa com uma colher. Nesta mistura coloque os tomates sem pele e sem

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grainhas, pepino descascado sem pevides, pimentos e cebola, tudo cortado aos cubinhos. Adicione água bem fresca e polvilhe com os orégãos. Acrescente mais sal se necessário e retifique os temperos a seu gosto. Entretanto corte o pão aos cubos e sirva tudo misturado com o gaspacho. Sirva de imediato e bom apetite… com um vinho rosé bem fresco.

Sugestões Este é um gaspacho pobre, mas para o tornar rico basta acompanhá-lo com presunto, paio, uvas, carapauzinhos fritos, sardinhas assadas, etc. António Nobre Chefe executivo de cozinha – Hotéis M’AR De AR, Évora

onsumada a invasão, a Cruz Vermelha Internacional (CVI) não perdeu tempo a cumprir o que a sua convenção impunha. Em obra publicada por um dos prisioneiros (tenente) internados no Alfa Detenu’s Camp, pode ler-se que no dia de Natal, ou seja, uma semana depois da invasão, há dois representantes da Cruz Vermelha Internacional de visita ao campo(1). No mesmo dia, os membros da CVI, também visitam o campo de trânsito de Navelim(2), e a messe de Oficiais e Sargentos em Goa(3). Com base na bibliografia que temos vindo a citar, cremos que esta foi a primeira visita que os membros da CVI realizaram aos militares portugueses internados nos campos de detenção. Tal como, então, se impunha, não é de excluir a hipótese que os visitantes tenham deixado, aos militares que não tinham papel de carta e lhos pediram, alguns postais ou cartas, que ao abrigo da Convenção de Genebra haviam sido criados para situações como esta. Confessamos que nunca vimos nenhum exemplar que haja sido remetido por um dos nossos militares aprisionados. Pela sua grande importância para o assunto que estamos tratando, transcrevemos todo o artigo 71 da Convenção. Diz ele: “Os prisioneiros de guerra serão autorizados a expedir, assim como a receber, cartas e bilhetes. Se a potência detentora considerar necessário limitar esta correspondência, deverá autorizar, pelo menos, o envio de duas cartas e quatro bilhetes por mês, excluindo os bilhetes de captura previstos pelo artigo 70.º, tanto quanto possível segundo os modelos anexos a esta convenção. Só poderão ser impostas novas limitações se a potência protetora as julgar necessárias para o interesse dos próprios prisioneiros, atendendo às dificuldades que a potência detentora encontre no recrutamento de

um número suficiente de tradutores idóneos para efetuar a censura necessária. Se a correspondência dirigida aos prisioneiros de guerra tiver de ser limitada, esta decisão não poderá ser tomada senão pela potência de que dependem, eventualmente a pedido da potência detentora. Estas cartas e bilhetes deverão ser dirigidos pelos meios mais rápidos de que disponha a potência detentora, não podendo ser demoradas nem retiradas por motivos disciplinares. Os prisioneiros de guerra que estão desde há muito tempo sem notícias da família ou que se encontrem impossibilitados de as receber ou de as dar pela via postal ordinária, assim como aqueles que estão em grande distância das suas casas, serão autorizados a expedir telegramas, sendo a importância deles debitada na sua conta junto da potência detentora ou paga com dinheiro que possuírem. Os prisioneiros beneficiarão igualmente desta disposição nos casos de urgência. Como regra geral, a correspondência dos prisioneiros será redigida na sua língua materna. As partes no conf lito poderão autorizar a correspondência noutras línguas. Os sacos contendo o correio dos prisioneiros serão cuidadosamente selados e rotulados de maneira a indicarem claramente o seu conteúdo e dirigidos às estações de correio do destino”. I lust ração: ca r ta ex ped ida, do “C” Charlie Paw Comp.ª (em Alparqueiros), com a marca, a violeta, “Internees Mail Free Postage/ GOA (ÍNDIA)” e no verso a rubrica do censor, idêntica à do censor do campo de Pondá. 1) MOREIRA, Licínio – De Goa a Lisboa – Diário de um prisioneiro de guerra. Leiria, Jorlis – Edições e Publicações Ldaª, pág. 45 2) A Queda da Índia Portuguesa, pág. 283) 3) MOREIRA, Licínio - De Goa a Lisboa – Diário de um prisioneiro de guerra, pág. 45

Geada de Sousa


Diรกrio do Alentejo 30 agosto 2013

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Os melhores do jazz em Sines

Alguns dos principais nomes do jazz português atuam na 7.ª edição do festival Sines em Jazz, que arrancou ontem e termina amanhã, sábado, no Centro de Artes da cidade. Hoje, sexta-feira, a noite abre com o trio norueguês 1982, segue com o Carlos Martins Quarteto (uma luxuosa formação de que também fazem parte Carlos Barretto, Mário Delgado e Alexandre Frazão), e fecha com Kiko & The Jazz Refugees,

Fim de semana

o agrupamento daquele é provavelmente o melhor vocalista masculino do jazz português, Kiko. João Frade & Munir Hossn, duo luso-brasileiro de acordeão e guitarra, abre o terceiro e último dia do festival, seguindo-se-lhe o grupo do saxofonista Rui Teixeira, o projeto Ogre, da cantora Maria João, e a banda Coreto, com alguns dos melhores músicos portugueses da nova geração. Os espetáculos têm início às 21 e 30 horas.

Entre hoje e segunda-feira

A

Rui Veloso na Feira Anual de Cuba

comemorar 80 anos de vida, a Feira Anual de Cuba está aí de novo para mais quatro dias de música, mostra de produtos locais e convívio entre cubenses residentes e ausentes. O certame integra mais uma vez a Festa do Nosso Pão, que já vai na sua 14.ª edição, e o tradicional Almoço Convívio dos Cubenses Não Residentes, agendado para as 13 horas de amanhã, sábado, no Parque das Merendas. Quanto à música, a paleta é variada, contemplando a cantora revelação Kika (hoje, sexta-feira), a banda bejense Anonimato, num concerto comemorativo dos seus 20 anos (amanhã), o “pai” do rock português Rui Veloso (domingo, 1), e o popularíssimo animador de bailes Ruben Baião, a quem caberá encerrar a festa na segunda-feira. Entre as várias atrações oferecidas, destacam-se, para hoje, um desfile de grupos corais agendado a partir das 20 horas, a propósito do 27.º aniversário do grupo coral Os Amigos do Cante, e a conferência “O pão alentejano enquanto fator de desenvolvimento”, no centro cultural local (14 horas), que prevê a presença do secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar. Segue-se um showcooking, a cargo do chefe António Nobre, com início pelas 18 horas.

Feira do Monte regressa a Santiago A tradicional Feira do Monte regressa, entre hoje e domingo, dia 1 de setembro, ao Parque de Feiras e Exposições de Santiago do Cacém, voltando a apostar nas tradições e no artesanato local. Ao todo, serão 85 os expositores de artesãos e produtores do concelho e 102 os que vão representar o movimento associativo local. A feira, que remonta ao século XVI, vai ter pela primeira vez um circo de rua, também ele composto por artistas locais, ao qual se juntará, ao final das noites de hoje e amanhã, uma garraiada.

Skunk Anansie amanhã no Festival do Crato Os veteranos GNR, acompanhados de um trio de convidados de luxo – Camané, Márcia e Mitó Mendes (A Naifa) – e a cantora Aurea são a sugestão para o serão de hoje, sexta-feira, em mais um Festival do Crato, que volta a integrar a tradicional Feira de Artesanato e Gastronomia. Aguarda-se amanhã, sábado, a subida ao palco de Skunk Anansie, um dos maiores nomes das pop britânica, a que se juntará o “rock popular” dos Diabo na Cruz. Uma oportunidade, a preços bem convidativos, de ver alguns dos melhores projetos da música nacional e internacional, num Alentejo mais a norte.

Melech Mechaya atuam em Aljustrel

Caça maior é motivo de feira em São Teotónio

A programação Animação do Pátio, que decorre no espaço Oficinas, em Aljustrel, vai cumprir hoje, sexta-feira, a sua última iniciativa do ano, com um concerto pelos Melech Mechaya. Trata-se de um quinteto português de música klezmer, tradicionalmente judaica e com inspiração nas músicas cigana, árabe e dos Balcãs, que em março último foi nomeado para melhor disco instrumental de 2012 nos Independent Music Awards. As entradas são livres.

São Teotónio recebe entre hoje, sexta-feira, e o próximo domingo, 1, a segunda edição da Feira da Caça Maior do Concelho de Odemira. O certame decorre no recinto da Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira (Faceco), numa iniciativa da câmara local, em colaboração com as associações de caçadores do concelho. Expositores de empresas e associações do setor, mostra de cães de matilha e de troféus, momentos de debate, gastronomia e animação musical são os principais ingredientes deste evento temático, com entrada livre, que coloca em destaque uma das modalidades atualmente com maior expressão no território no âmbito do setor cinegético: a caça maior, nomeadamente a caça ao javali.

Semana Cultural de Salvada encerra amanhã Encerra amanhã, sábado, a 26.ª edição da Semana Cultural de Salvada, uma programação feita de música, artes plásticas, artesanato, teatro e dança. Luís Represas é esperado hoje, sexta-feira, pelas 21 e 30 horas, na praça 5 de Outubro, seguindo-se a Salvada White Night, com Djane Alexa e Deejay André Cruz. O lugar de Vale de Rossins recebe, para terminar em grande, um arraial popular a partir das 19 horas de amanhã. Atuam o grupo coral Vozes do Alentejo e Celso Graciano.

Artes circenses animam rua em Castro Verde Prossegue em Castro Verde, a cada sexta-feira de agosto, a iniciativa Noites ao Relento. Hoje a animação de rua decorre no jardim do Padrão, pelas 21 e 30 horas, com o espetáculo “Malas de Cartão” (artes circenses, teatro cómico, música), pelo Projeto Anagrama. Segue-se amanhã, sábado, a última sessão do ciclo, dirigida aos mais novos: “Epic, o reino secreto”, pelas 21 e 30 horas, no Anfiteatro Municipal.


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Belém: Presidência afirma que Cavaco enviou condolências aos bombeiros em sinais de fumo Tríptico de Beja está em Tóquio: Portugal exige regresso da obra de arte e ameaça com reenvio de Carlos Queiroz para o Japão

facebook.com/naoconfirmonemdesminto

Depois do Tribunal Constitucional, João Rocha e Pulido Valente admitem recorrer ao júri do programa “Dança com as estrelas” da TVI Continua a saga em torno das candidaturas de João Rocha (CDU) e Pulido Valente (PS) à Câmara de Beja. Recorde-se que o Tribunal de Beja recusou estes dois candidatos por violarem a lei de limitação de mandatos, e que os mesmos afirmaram que recorreriam ao Tribunal Constitucional. Todavia, agora, prevendo um novo chumbo judicial, Rocha e Valente admitem socorrer-se do “tribunal de última instância” – o júri do programa da TVI “Dança com as Estrelas”. Segundo apurámos, os dois candidatos já começaram os ensaios com duas dançarinas profissionais: Pulido Valente dançará um sensual fandango ao som do I gotta a feeling, dos Black Eyed Peas, enquanto João Rocha dançará um escaldante corridinho algarvio ao som do Gangnam Style, de Psy. De acordo com algumas fontes do programa, os «aspirantes a dançarinos» já estarão a treinar técnicas de flirt para convencer a Alexandra Lencastre a dar uma boa pontuação e até já terão comprado tampões para os ouvidos por causa da voz estridente de Cristina Ferreira. A esperança dos candidatos é que, depois deste processo, tenham a possibilidade de se candidatar a qualquer coisa, nem que seja à presidência do Conselho Fiscal da Associação Columbófila ou a Miss Beja Aquática.

Praia da Mina de São Domingos vai ser ampliada e redecorada pela equipa do “Querido Mudei a Casa” O presidente da Câmara Municipal de Mértola anunciou que é intenção da autarquia ampliar a praia da Mina de São Domingos. Uma investigação conjunta Não confirmo, nem desminto/ Casa Cláudia descobriu que a praia não só irá ser ampliada – possivelmente até à Isla Cristina –, como será alvo de uma transformação por parte do programa da SIC Mulher, “Querido, Mudei a Casa”. O projeto de transformação da praia inclui a colocação de cortinados, tapetes de Arraiolos e uma pintura parcial com o roxo 245E da Dyrup. Destaque ainda para a colocação de chuveiros, mesas para piquenique e aquelas lâmpadas fluorescentes que afugentam mosquitos e hipsters. É, ainda, de referir que a equipa do “Querido Mudei a Casa” será composta por um apresentador que não arranjou mais nada para fazer, um decorador com tendências suicidas e um trolha ucraniano doutorado em Física Quântica.

Foi nos festivais de verão realizados no Alentejo que se apreendeu maior quantidade de droga – traficantes introduziam estupefacientes nos recintos dentro dos djambés

Beja: CDU promoveu espetáculo de magia em que o mágico transformou a lei de limitação de mandatos numa pomba branca A sede da campanha da CDU, em Beja, no Largo de São João, recebeu, na passada segunda-feira, um espetáculo de magia protagonizado pelo mágico Roger. O evento, que contou com a presença de vários apoiantes da candidatura de João Rocha à autarquia bejense, ficou marcado por vários momentos de grande magia, como a altura em que Roger transformou a lei de limitação de mandatos numa pomba branca que esvoaçou livremente pelos céus da cidade, sendo mais tarde alvejada por um franco-atirador alegadamente pertencente à candidatura de Pulido Valente; ou o momento em que Roger tentou devolver o aspeto préPolis à praça da República. Todavia, o clímax da atuação surgiu mais tarde, quando o mágico tentou cortar ao meio Luís Serrano – segundo consta, o objetivo seria separar o antigo governador civil de Beja, nomeado por Cavaco Silva, do apoiante de João Rocha.

Deacordocomumanotíciapublicadarecentemente pelo Jornal “I”, foi nos festivais de verão que decorreram no Alentejo que se registou o maior número de apreensões de droga, nomeadamente: haxixe, chicória, liamba, mokambo, anfetaminas, latrinas, LSD, Jay-Z, ecstasy, frisbee, cocaína e cafeína. De facto, os últimos dados do INE/Casal Ventoso revelam que a nossa região está repleta de empreendedores, e isso é bem visível no modo como o número de empresários do ramo do narcotráfico aumentou exponencialmente nestes últimos anos, com especial destaque para os imitadores de Al Pacino, no Scarface, e daquela senhora que protagoniza a série Erva, que passa no segundo canal. Segundo as autoridades, as drogas terão sido introduzidas nos recintos sobretudo através dos djambés, como nos confirmou o agente Pax, primo do agente canino Max, por sua vez, parente distante do agente Rex: «É claro que a droga só poderia ter entrado nos recintos desta maneira… Toda a gente sabe que esse é o objeto mais odiado e menos tolerado pelos seguranças… Mas podemos adiantar que houve outras formas de tráfico de estupefacientes nestes eventos, nomeadamente através da introdução de droga no ânus, da ingestão de bolotas de droga, da utilização de mulas de droga, da introdução de droga no ânus da mula de droga, e da ingestão de bolotas de droga por parte das mulas de droga, a qual, depois, sairia pelo ânus.» O nosso correspondente jamaicano destacado para estes festivais descobriu, todavia, que outro fator terá levantado as suspeitas, por parte da GNR, para a venda de estupefacientes: o facto de Sara Norte ter aparecido no Festival do Sudoeste para fazer a primeira parte de Snoop Lion, tocando o Viva Espanha comumserrote.


Nº 1636 (II Série) | 30 agosto 2013

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FUNDADO A 1/6/1932 POR CARLOS DAS DORES MARQUES E MANUEL ANTÓNIO ENGANA PROPRIEDADE DA AMBAAL – ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS DO BAIXO ALENTEJO E ALENTEJO LITORAL | Presidente do Conselho Directivo José Maria Pós-de-Mina | Praceta Rainha D. Leonor, 1 – 7800-431 BEJA | Publicidade e assinaturas TEL 284 310 164 FAX 284 240 881 E-mail comercial@diariodoalentejo.pt | Direcção e redacção TEL 284 310 165 FAX 284 240 881 E-mail jornal@diariodoalentejo.pt Assinaturas País € 28,62 (anual) € 19,08 (semestral) Estrangeiro € 30,32 (anual) € 20,21 (semestral) | Director Paulo Barriga (CP2092) | Redacção Bruna Soares (CP 8083), Carla Ferreira (CP4010), Nélia Pedrosa (CP3586) Aníbal Fernandes (CP9429) | Fotografia José Ferrolho (CP4480), José Serrano (CP4400) | DA TV José Gonçalo Farinho | Cartoons e Ilustração Paulo Monteiro, Susa Monteiro Desporto Firmino Paixão | Colunistas Ana Maria Batista, António Branco, António Nobre, Carlos Lopes Pereira, Francisco Pratas, Geada de Sousa, José Saúde, Maria do Carmo Piçarra, Ricardo Cataluna, Rute Reimão, Vítor Encarnação, Vítor Moraes Besugo Bisca Lambida Luís Miguel Ricardo, João Espinho, João Machado, Sérgio Fernandes Opinião Ana Paula Figueira, Beja Santos, Bruno Ferreira, Domitília Soares, Filipe Nunes, Francisco Marques, Jaime da Silva Lopes, João Mário Caldeira, Luís Covas Lima, Manuel António do Rosário, Marcos Aguiar, Maria Graça Carvalho, Martinho Marques, Ruy Ventura, Viriato Teles | Publicidade e assinaturas Ana Neves e Dina Rato | Departamento Comercial Sandra Sanches e Edgar Gaspar | Paginação Antónia Bernardo, Aurora Correia, Cláudia Serafim | DTP/Informática Miguel Medalha | Projecto Gráfico Alémtudo, Design e Comunicação (alemtudo@sapo.pt) Depósito Legal Nº 29 738/89 | Nº de Registo do título 100 585 | ISSN 1646-9232 | Nº de Pessoa Colectiva 501 144 587 | Tiragem semanal 6000 Exemplares Impressão Empresa Gráfica Funchalense, SA | Distribuição VASP

nada mais havendo a acrescentar... O regresso Na última manhã de férias o sol nasceu diferente. Parecia vir desnorteado, tímida e trémula coisa de luz desajeitadamente a montar o céu. O dia irrompeu desnoitado e nem os pássaros cantaram aleluias à madrugada. Sobre a mesa do pequeno-almoço só há restos: restos de pão, restos de fiambre, restos de fome, restos de ânimo. Ao levantar-se voltou a sentir aquela dor no peito que o acompanha interruptamente de setembro a julho. A tensão arterial já está mais alta e o espelho da casa de banho restitui-lhe as rugas e as olheiras que ele trazia quando chegou. Acabou-se a liberdade condicional, findou-se a ilusão do prazer. O último dia de

férias é uma amarga sensação de coitus interruptus. Há que voltar à realidade dos telejornais, às conversas dos vizinhos, há que soltar os nervos, dar asas à inquietação, arrepiar-se com o extrato bancário, pensar nas contas que há a pagar, recuperar a amargura, encarrilar novamente na rotina. Alinhadas junto à porta da casa arrendada, as malas são caixões onde, por entre calções e camisolas de manga curta, jaz o descanso. Agora, devolvida a chave da casa e da felicidade, há que encarar essa morte de frente e por isso a família viaja logo no sábado para que no domingo, antes de começar a trabalhar, possa ainda fazer o luto. Vítor Encarnação

quadro de honra José Morais, natural de Santo Aleixo da Restauração, 44 anos Nasceu em 1968. É licenciado em Direito e é sargento-chefe da GNR. Presta serviço em Beja. Pertence ao grupo “Cocheiros do Facebook” e foi o mentor do projeto que deu origem ao livro Memórias de Santo Aleixo da Restauração, que foi apresentado no fim de semana passado, por altura das festas da terra.

Escrito e ilustrado por 47 autores

Um livro que nasceu no Facebook

M

emórias de Santo Aleixo da Restauração foi apresentado recentemente. Reúne 47 autores, dos sete aos 80 anos, e o livro foi escrito através da rede social Facebook, pelo grupo Cocheiros. José Morais foi o mentor do projeto e muitos outros aceitaram o repto. Um livro que tenta fazer um retrato fiel das vivências e das tradições de Santo Aleixo da Restauração. Um livro que reúne as memórias de muitos, para que essas jamais se percam. Antes de mais, o que é o grupo “Cocheiros do Facebook”?

O Grupo Cocheiros do Facebook é um grupo composto por pessoas e/ou instituições que têm, de alguma forma, uma ligação à localidade de Santo Aleixo da Restauração. O grupo nasceu de forma inopinada há cerca de dois anos. Tem vindo a crescer, tendo atualmente cerca de 850 membros, os quais se encontram nos mais diversos locais, desde o Algarve até ao Minho, tendo ainda membros em países como Espanha, França, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Canadá e Austrália. É através do grupo que se mantém o contacto com a terra natal. PUB

Como chegaram à decisão de escrever o livro Memórias de Santo Aleixo da Restauração?

Já tinha a ideia de tentar escrever um livro sobre Santo Aleixo da Restauração, mas escrever um livro é uma tarefa que não é fácil e requer alguma disponibilidade, que, para já, não tinha. Por outro lado, existiam outras pessoas com a mesma ideia. Recorrendo ao Facebook foi criado o evento “Vamos (tentar) escrever um livro” (era assim o nome inicial do evento), sendo que o pessoal aderiu de imediato e foi assim que começou esta nossa aventura. Este foi um livro escrito e ilustrado a quantas mãos?

conheço nenhum outro, pelo que se não for o primeiro, será seguramente dos primeiros. É também um livro que reúne escritores de várias idades. Qual foi o fio condutor?

O livro reúne autores com sete anos e autores com 80 anos, assim como autores que infelizmente já nos deixaram. Pretendia-se retratar um pouco a história do nosso povo, vista por uma perspetiva um pouco diferente, desde logo porque cada autor aborda acontecimentos do seu tempo; sendo diferentes esses tempos, diferente seria a mesma perspetiva noutro tempo, mas de um mesmo local.

O livro Memórias de Santo Aleixo da Restauração tem 47 autores.

É um retrato fiel das vivências, da história e da identidade de Santo Aleixo da Restauração?

É um livro que nasceu do Facebook. Poderá ser o primeiro a ser escrito através da rede social?

Julgo que sim. É um livro com o qual nos identificamos e que, não tendo pretensões de ser um best-seller, tem a pretensão de preservar as nossas memórias, a nossa história, a nossa cultura e a nossa identidade. Sou suspeito para me pronunciar sobre tal assunto, mas julgo que o objetivo foi alcançado. Bruna Soares

É um livro que podemos dizer que deve a sua existência à rede social Facebook. Não se conhecem dados que nos permitam assegurar, com toda a certeza, que é o primeiro que é escrito através do Facebook, mas não

www.diariodoalentejo.pt

Hoje, sexta-feira, espera-se céu limpo em toda a região. A temperatura vai oscilar entre os 18 e os 27 graus centígrados. Amanhã, sábado, o sol deverá brilhar e no domingo também não são esperadas nuvens.

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Setembro cultural com várias atividades em Odemira Espetáculos musicais, pintura ao ar livre, mostra de curtas-metragens, teatro e exposições vão marcar o evento “Setembro Cultural”, que vai decorrer durante o mês de setembro em Odemira, para promover a cultura e o património do concelho. A sessão solene do Dia do Município, no dia 8, as ofertas do Festival Sete Sóis Sete Luas, entre os dias 12 e 15, e as comemorações do 13.º aniversário da Biblioteca Municipal José Saramago e das Jornadas Europeias do Património são outras das iniciativas do evento.

Castro Verde acolhe residência artística De 9 a 12 de setembro, nos dias que antecedem o arranque da Planície Mediterrânica – XXI Festival Sete Sóis Sete Luas, Castro Verde recebe músicos oriundos de vários países do Mediterrâneo. O objetivo é a dinamização de uma residência artística que terá por base a criação coletiva e que culminará com a produção e apresentação, em estreia, da produção original “Mythos do 7Sóis”. A produção conjuga diferentes estilos musicais, numa viagem pela cultura musical dos países que integram a rede do festival.

Espetáculo solidário no Pax Julia para angariar fundos para idosos No dia 13 de setembro, no Pax Julia Teatro Municipal, em Beja, acontece o espetáculo solidário “É tempo de atuar”. A organização encontra-se a cargo do programa “Tempo para Dar”, da Associação Coração Delta, e conta com a colaboração da Câmara Municipal de Beja. O objetivo do espetáculo é angariar fundos para a entrega de 50 telefones de teleassistência a idosos isolados do concelho de Beja. São vários os grupos que vão atuar de forma gratuita neste espetáculo. Os bilhetes já podem ser adquiridos na bilheteira do Pax Julia.


Edição N.º 1636