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Sofia Duarte Silva A atriz que é “madrinha” de Vila Nova de Milfontes

DR

pág. 13

SEXTA-FEIRA, 5 OUTUBRO 2012 | Diretor: Paulo Barriga Ano LXXXI, N.o 1589 (II Série) | Preço: € 0,90

Superintendente Viola Silva diz que o lugar da Polícia é na rua

JOSÉ FERROLHO

Entrevista nas págs. 6/7

Histórias de quem não vê TV

Autarcas de Beja chegam a vias de facto

João Rocha abandona Câmara de Serpa

Pulido Valente (PS) acusa Miguel Ramalho (PCP) de agressões físicas. As ofensas terão ocorrido no final da última Assembleia Municipal onde a CDU chumbou o resgate da Câmara de Beja. pág. 10

Ao fim de nove mandatos na presidência da Câmara de Serpa, João Rocha anunciou a sua renúncia ao cargo. A um ano das próximas Autárquicas, onde é dado como provável candidato à Câmara de Beja. pág. 10

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JOSÉ FERROLHO

Crimes diminuem em Beja

Há centenas de lares no Baixo Alentejo onde o sinal TV deixou de existir após a migração para a Televisão Digital Terrestre. Foi há seis meses que os supostos avanços tecnológicos ao nível da teledifusão trouxeram, afinal, um apagão. As queixas junto da Autoridade de Comunicações acumulam-se. E as autarquias tentam mediar o diálogo no sentido de encontrar processos alternativos. págs. 16/17

Em Casével no derradeiro feriado da República Hoje é dia da República Portuguesa. O último que é assinalado com feriado nacional. E no dia em que caiu a monarquia em Portugal fomos revisitar a aldeia do regicida Alfredo Costa: Casével. págs. 4/5


Diário do Alentejo 5 outubro 2012

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Editorial

Vice-versa O presidente da Câmara de Beja, citado pela Rádio Pax, queixou-se de ter sido agredido “nas canelas” por Miguel Ramalho, à saída da Assembleia Municipal, e “ripostou”.

Ultimato Paulo Barriga

O vereador da CDU que, segundo Pulido Valente, “pediu desculpa” (não aceites porque “jogar o pé às canelas de uma pessoa não é sem querer”), afirma que o presidente está “completamente desesperado” e transformou “uma situação em que foi agressor, em vítima”.

A

pesar de nada ser definitivo na política, hoje assinala-se com feriado nacional o “último” 5 de Outubro. Festejávamo-lo deste 1911. Com desordenado entusiasmo até ao golpe militar de 1926. Com bafienta contenção durante o Estado Novo. E com progressivo desinteresse desde o 25 de Abril de 1974. A República, o regime republicano, para o bem e para o mal, é dos poucos assuntos importantes para a sua vida em coletivo que o povo português tem como adquirido. Sobre o qual existe clareza e unanimidade. É quase um não assunto. Talvez por isso agora se extinga a celebração da nossa única certeza coletiva por imposição ou ingerência externa. Sem se levantarem grandes ondas. Sem se olhar para trás. Sem qualquer tipo de respeito pela matriz fundamental do nosso Estado de direito. Deixámos, assim, nas mãos da tecnocracia e do economicismo de pacotilha, o poder de se decidir sobre aquilo que para nós é elementar. Ainda que no campo simbólico. Muitas vezes confundimos a República, os ideais extremosos da República, com o período assanhado e desregrado do republicanismo. No entanto é lá, nas aspirações e nos objetivos formadores da República, na igualdade, na fraternidade, na liberdade, que reside tudo aquilo que deixámos ir embora. E que agora reclamamos com desespero nas ruas. A República, a nossa, nunca esteve tão doente como agora está. Porque os seus agentes políticos, então como hoje, nunca estiveram à sua altura. Mas não será demasiado relembrar que foi a intromissão estrangeira nos assuntos pátrios que precipitou a queda da monarquia em Portugal. E que desde o tempo do ultimato britânico que este País, este povo, nunca foi tão acossado e humilhado como agora está a ser. Costuma dizer-se que a História não se repete. Mas que ela deixa (deveria deixar) sábios ensinamentos, disso não restam dúvidas. Vivemos tempos fraturantes. De fora, impõem-nos a miséria. O País está vergado. O Governo anda num desnorte nunca visto. O Presidente da República é um ser insípido e desinteressante. Os partidos políticos perderam a credibilidade. O empobrecimento da população é aflitivo. As empresas deixaram de gerar riqueza e emprego. A depressão é assustadora e geral. E hoje celebramos pela última vez a implantação da República Portuguesa. Celebramos pela última vez os ideais que nos deviam precisamente nortear na fuga desta crise. Deixar de celebrar a República é aceitar de ânimo leve o duríssimo ultimato alemão. Com os ingleses a coisa resultou mal à coroa. Será que estes se escapam melhor?

Fotonotícia

Em Canhestros, outra vez. Na passada sexta-feira, dois homens não identificados tentaram assaltar a caixa multibanco de Canhestros, com recurso a explosivos. Uma ação violenta que deixou o edifício da junta de freguesia local perfeitamente irreconhecível. Desta vez os assaltantes não foram bem-sucedidos nos seus intentos. Mas não há muito tempo, com recurso a uma retroescavadora, conseguiram colocar a caixa numa carrinha, que se viria a despistar na autoestrada. A Caixa de Crédito Agrícola não deverá repor o equipamento no local. Pelo que a população de Canhestros terá agora que se deslocar a Ferreira do Alentejo para levantar dinheiro. PB Foto de José Ferrolho

Voz do povo O que pensa do fim do feriado do 5 de Outubro?

Inquérito de José Serrano

Angelina Peste, 52 anos, doméstica

Isménio Moedas, 71 anos, reformado

Maria Antónia, 65 anos, servente de limpeza

Sendo uma tradição, penso que as pessoas vão estranhar se este feriado deixar de existir. Esta data representa uma transformação histórica da política portuguesa. É um marco na mudança do pensamento, uma evolução. Somos uma nação valente e imortal. Conseguimos dar sempre a volta às situações. Mesmo quando parece que está tudo perdido.

Acho mal. Porque é uma data com uma simbologia histórica muito importante. Portugal é um país profundamente republicano. Só meia dúzia deles é que ainda têm a mania que lhes corre sangue azul. Embora durante muitos anos não a tivéssemos, República significa liberdade. “Heróis do mar” é a expressão que melhor representa a história gloriosa deste nosso povo.

Não estou nada de acordo. Comemora-se esta data há já muitos anos e não encontro lógica nenhuma para que isso aconteça. Portugal é uma república e isso deve ser celebrado. Aliás, não se devia acabar nem com este, nem com nenhum outro feriado. Não consigo destacar nenhuma parte do hino nacional. Gosto do hino todo do princípio ao fim. É ele que melhor representa o nosso Portugal.

Firmino Delgado, 78 anos, motorista de autocarros reformado

Não estou de acordo de maneira nenhuma. Se querem acabar com feriados, escolham outros. Alguns católicos, que não fazem falta. Agora este é um dos feriados mais importantes para o nosso povo. O que esta gente está planeando é acabar com tudo. A população devia levantar-se. Militares, polícias, todos. Sair para a rua contra isto. Contra os canhões marchar, marchar.


Rede social

Semana passada QUINTA-FEIRA, DIA 27, MOURA CÂMARA GANHA RECURSO NO TRIBUNAL CENTRAL ADMINISTRATIVO SUL O Tribunal Central Administrativo Sul revogou a sentença de outro tribunal, que tinha suspendido a decisão da Assembleia Municipal de Moura de denunciar o protocolo de delegação de competências entre o município e a Junta de Freguesia de Amareleja. Em comunicado, a Câmara de Moura refere que “ganhou o recurso” relativo à sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja, que tinha julgado procedente a providência cautelar interposta pela Junta de Freguesia de Amareleja e decidido suspender a eficácia da deliberação da Assembleia Municipal de Moura. Um acórdão que a autarquia considera “favorável”, afirmando que vai “aguardar com serenidade” a decisão jurídica sobre a ação principal do processo, que ainda decorre.

BEJA EMPRESÁRIOS DA RESTAURAÇÃO MOBILIZAM-SE O núcleo de Beja do Movimento Empresarial da Restauração reuniu-se com empresários do setor de diversos pontos do distrito, e apelou para a participação de todos na manifestação nacional de empresários da restauração, seus funcionários e fornecedores, agendada para o próximo dia 16 de outubro, junto à Assembleia da República. Recorde-se que os empresários da restauração consideram os custos com gás e eletricidade “insuportáveis” e alertam para o facto de o IVA e comissões para uso dos Terminais de Pagamento Automático (TPA) representarem 25 por cento da faturação.

SEXTA-FEIRA, DIA 28 FERREIRA ASSALTO A MULTIBANCO COM EXPLOSÃO Dois homens tentaram assaltar, com recurso a uma explosão, uma caixa multibanco em Canhestros, Ferreira do Alentejo, mas não conseguiram levar o dinheiro. A tentativa de furto ocorreu por volta das quatro da madrugada, altura em que terá disparado o alarme da junta de freguesia local, onde está instalada a caixa multibando, como explicou à Lusa o capitão Eduardo Lérias, do Comando Territorial de Beja da GNR. Os assaltantes, “assim que se aperceberam que havia um alarme” na junta de freguesia e que “tinham sido intercetados”, “rapidamente pararam o que estavam a fazer e fugiram”, num veículo, adiantou. No local, “há sinais efetivos de uma explosão”, que “provocou danos” na caixa multibanco e em portas e janelas das instalações da junta de freguesia mas a GNR não encontrou “qualquer indício” relativo ao método usado pelos assaltantes para a provocar, disse. A Polícia Judiciária está a investigar a tentativa de furto.

SEGUNDA-FEIRA, DIA 1

3 perguntas a Francisco Marques

Chefe da Divisão de Gestão Cultural e Juventude da Câmara Municipal de Beja Revelou recentemente que o Teatro Municipal Pax Julia conquistou mais espetadores com menos espetáculos e menos custos do que na temporada 2010/2011. A que se deve este fenómeno?

Penso que este fenómeno se prende com um trabalho que a autarquia, através do Teatro, tem vindo a fazer na formação de públicos, que é um dos pilares que sustenta as nossas escolhas. Como forma de intensificar a aposta que temos vindo a fazer nesta área, é importante salientar a criação do Serviço Educativo do Teatro, em fevereiro deste ano, que desde então tem conseguido concretizar um conjunto de atividades diversificadas que levaram ao teatro uma enorme fatia do número total de espetadores que tivemos.

Modas alentejanas na hora da despedida No último fim de semana, muitos foram os passageiros que disseram o último adeus a Portugal ao som de Os Alentejanos, de Serpa. O Aeroporto de Lisboa tornou-se assim o mais recente aliado da candidatura do cante a Património da Humanidade.

A brincar se aprende a poupar… água Foi este o lema das comemorações do Dia Nacional da Água promovidas no início da semana, em Beja, pela EMAS. Entre jogos, pinturas faciais e insufláveis, a pequenada lá percebeu que se gastarmos muito hoje, não nos resta nada amanhã.

Analisando os números, o que se pode depreender dos hábitos culturais dos bejenses?

Com base nos números que recolhemos, penso que os hábitos culturais dos bejenses estão dentro dos padrões de uma sociedade global e, como tal, mais direcionados para a área da música, com uma especial incidência para a música ligeira. Contudo, não deixam de fora a música erudita, o teatro, a dança e o bailado, assim como outros tipos de espetáculos.

Militares fizeram a festa em Beja Foi o culminar do 7.º aniversário da Brigada de Reação Rápida em Beja, no sábado, 29. Um desfile com música na avenida do Brasil, em que participaram 800 militares, alguns deles acompanhados dos seus fiéis comparsas caninos. E uma manifestação de “apreço” à cidade.

BEJA NERBE E INSTITUTO POLITÉCNICO COLABORAM A Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (Nerbe/ Aebal) apresentou publicamente esta segunda-feira, 1, uma iniciativa de colaboração com o Instituto Politécnico de Beja, que se reporta à licenciatura em Turismo, ministrada naquele estabelecimento de ensino. A parceria traduz-se na “realização de visitas de trabalho às empresas” por parte dos alunos que frequentem unidades curriculares nas áreas de Marketing e Inovação. E pretende que, “em ambiente laboral, os alunos conheçam e interajam com os empresários e funcionários, sendo a realidade de cada uma das empresas visitadas,um estudo de caso”. Os empresários, por seu turno, “terão oportunidade de apresentar a sua empresa e conhecer, antecipadamente, potenciais futuros colaboradores”.

QUARTA-FEIRA, DIA 3 BEJA II ENCONTRO COM CULTURAS DEBATE LUSOFONIA Tendo como tema a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), decorreu no auditório do Instituto Politécnico de Beja, entre os últimos dias 3 e 4, o II Encontro com Culturas, evento bienal que reflete uma “aposta na internacionalização” por parte do estabelecimento de ensino bejense. Em debate estiveram temas como os projetos empresariais e a cooperação regional na CPLP, a cooperação no domínio da educação, e as experiências de cooperação testemunhadas por várias associações de desenvolvimento local da região. O último painel consistiu no Seminário Luso-brasileiro sobre “As Empresas no Desenvolvimento Sustentável”.

Em traços gerais, o que se poderá esperar da próxima temporada, tendo em conta o atual contexto financeiro e o balanço deste último ano?

Na próxima temporada teremos por base algumas das apostas da temporada que terminou em agosto e outras que estamos a tentar identificar, com a colaboração do público, através de um pequeno questionário que já estamos a aplicar no Teatro. Assim, esperamos poder continuar a usufruir de alguns espetáculos de maior envergadura, de cariz nacional e até internacional. Ao nível regional e local, esperamos também poder continuar a contar com os artistas locais e os agentes culturais que, noutro patamar, que não é porém de menor importância, muito contribuíram para termos alcançado o número de espetadores que nos motiva a fazer mais e melhor na próxima temporada. Assim, e apesar do atual contexto, desafio todos os munícipes a continuarem a frequentar o Teatro. Carla Ferreira

Outeiro do Circo, o povoado que vigiava a planície Sob os pés, os despojos do passado urbano. Nos painéis, imagens do Outeiro do Circo, povoado do Bronze Final que tem vindo a ser escavado entre Mombeja e Beringel. A exposição, no Museu do Sembrano, integrou as Jornadas Europeias do Património em Beja.

Avós e netos na mesma dança Com a energia dos novos se contagiou os velhos. Ou vice-versa, que isto da juventude, já dizem os sábios, não está na idade. As atividades intergeracionais foram o forte da Semana Sénior promovida pela Câmara de Beja, que terminou na terça-feira, 2.

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Diário do Alentejo 5 outubro 2012

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Casével Evoca-se hoje, sexta-feira, o dia da Implantação da República e em Casével, concelho de Castro Verde, nasceu e viveu um dos mentores do regicídio. Alfredo Luís da Costa. O assunto ainda hoje é tratado com cuidado pela população, afinal tratou-se de um assassinato. Em Casével vivem pouco mais de 300 pessoas e o seu principal problema é a saída dos filhos da terra, que pode levar ao encerramento da junta de freguesia. “Somos poucos, mas temos a vontade de muitos”, dizem. Texto Bruna Soares Fotos José Serrano

Poucos mais de 300 com a vontade de muitos

Os dias da república na terra do regicida

O

alcatrão rasga a planície. De um lado e outro da estrada, sobretudo terra à espera de lavoura e pouca pastagem, ainda assim o gado sai para o campo. Calcorreia os torrões. Os homens passam de trator em direção à terra que deverá acolher posteriormente as sementes. A torre da igreja avista-se e sobressai entre o casario branco. O que se enxerga, ao longe, é Casével. As ruas estreitas levam ao largo, mas poucos ou quase nenhuns se avistam. O sol aquece e a rapariga que trouxe roupas para venda até à vila, montado ali uma banca improvisada, anuncia: “Está na hora de arrumar os trapos”. É o mote para as últimas compras. Mas ninguém. Ninguém se assoma. A descida da rua leva até ao edifício da junta de freguesia, que à semelhança de muitas outras, luta contra a possível extinção. E no chão um monumento quase rasteiro, que ali se instalou não há muitos anos, evoca o regicídio e o regicida Alfredo Luís da Costa, filho da terra, embora tenha ido para Lisboa ainda em criança, para aprender o ofício de caixeiro-viajante com um tio rico. Mas quem foi Alfredo da Costa? A resposta imediata, que se ouve de boca em boca, em Casével, é, sem dúvida, a mais simplista: Foi o homem que matou o rei. A versão elaborada acrescentaria mais dados à sua vida. Por exemplo, que escreveu jornais, que criou uma editora propagandística, que foi dirigente sindical, que imaginou A Filha do Jardineiro, o romance em folhetim escrito por Aquilino Ribeiro, que entrou para a maçonaria e para a Carbonária. Mas tratou-se, sobretudo, de um assassinato, do assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe, e ainda hoje, tantos anos passados depois do ano de 1908, o assunto é falado com cuidados redobrados pela população. “Matar alguém nunca é bom”, diz um dos habitantes. Ninguém abertamente lhe faz elogios, apenas falam do homem que acabou por ter um papel preponderante na história do País. Do homem que fez parte de um acontecimento dramático.

Do homem que era de Casével e que por estes dias, derivado da efeméride que se comemora, a proclamação da República Portuguesa, que se assinala hoje, sexta-feira, dia 5 de Outubro, ganha mais relevo. António Rosa é um dos habitantes que aceita comentar Alfredo da Costa. Sai da porta da sede do Grupo Coral de Casével, mas não canta. Apenas ali se entretém a passar o tempo, a jogar conversa fora, a jogar à carta. Ajeita a boina que enverga. Lá dentro, nas instalações dos guardiões do cante da terra, vislumbram-se alfaias agrícolas. Aqui todos passaram pelo trabalho no campo. “Era outra vida. Outros tempos. Agora pouca agricultura há por estas paragens”, lembra António, que rapidamente desvia o assunto para voltar à conversa do regicida. “Conheço a história e para mim ele foi obrigado a matar o rei. Foi escolhido e por isso é que fez o que fez”. Muitos, na verdade, ainda não se interessaram por conhecer a história a fundo, chega-lhes o que ouviram, o que passou de boca em boca e os debates que depressa começam, sem dia ou hora marcada. Os homens assentam os cotovelos sobre as mesas. A esta hora ninguém bebe um copo. É cedo de mais. E o almoço ainda está distante. Francisco Iria é um dos que entra na discussão. “Foi política. Mataram o rei. Antigamente falava-se muito de Alfredo da Costa, mas foi passando. Uns acham que foi bem feito, outros acham que não”. Pedimos-lhe a sua opinião, mas a resposta sai-lhe vaga e ficará para depois, para que seja esquecida com o decorrer da conversa. Insistimos, mas novamente uma divagação. Vale-lhe Adelino Maria, um dos rouxinóis do grupo coral, que, ao invés de pegar numa moda, pega no assunto. “Era republicano. Não queria a monarquia. Queria uma mudança. Deu-se no Terreiro do Paço, em Lisboa. Fizeram-lhe aí uma coisinha [monumento de evocação] para o lembrar”. E assim resume o regicida.

De todos os intervenientes que se juntam à prosa o que mais idade tem é António Costa. Conta com 86 anos. Quebra o silêncio, apoia-se nos dois cajados que traz para se equilibrar e com a voz colocada diz: “Tudo se passou em 1908. Ainda eu não era nascido. Só nasci em 1926, mas desde sempre ouvi falar deste homem. E conto, inclusive, uma história engraçada. Um tio dele andava a guardar uma égua já muitos anos depois de ele ter morto o rei e passou um viajante e perguntou-lhe: ‘Que terra é esta’? Respondeu que era Casável. Rapidamente o viajante disse que esta era a terra do homem que matou o rei. Ao que o tio de Alfredo da Costa respondeu: ‘Era meu sobrinho’. O viajante despediu-se e disse: ‘Não tem aí outro sobrinho para matar o Salazar’?”. E assim se encerra o assunto. Os ponteiros do relógio avançam na torre da igreja e os homens hão de sair e entrar vezes sem conta, consoante o barulho de um carro, de uma motorizada ou de uma voz mais colocada. Na rua passa Maria Brito, uma das muitas mulheres que habitam a terra. “Vim ver o movimento cá para cima. É uma terra pequenina, mas ainda tem alguma vida. Temos cá tudo arranjadinho, não temos falta de mais, o que falta aqui é pessoas”, explica. A falta de gente, sempre a falta de gente. E tudo se resume, segundo a transeunte, “à falta de trabalho na região”. “Se houvesse por aqui trabalho, as pessoas mantinham-se aqui”. E acrescenta: “Há mais é velhos. Há poucas crianças. A sorte é que a escola ainda se mantém aberta, com as crianças que chegam de sítios ainda mais pequenos”. A hora de almoço recolhe os que se avistam. A carrinha do lar, maior entidade empregadora da terra, começa a distribuir os almoços ao domicílio. Os sinos tocam. Avisam a chegada da hora certa e a vida segue, como sempre, em Casével, onde residem já pouco mais de 300 pessoas, mas com a vontade de muitas.


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Fernanda Felício Presidente da Junta de Freguesia de Casével

Alfredo Luís da Costa, regicida, é um filho da terra. O que significa este homem para Casével?

É uma pessoa que o povo de Casével tem algumas reticências em falar, nomeadamente pelo acontecimento em si, porque é um ato sempre de condenar, seja de quem for. É preciso compreender e entender. É uma pessoa que vivia contra a monarquia. Era um republicano. Era uma pessoa que tinha ideias diferentes, o que fez com que saísse da localidade, indo para Lisboa, onde podia expandir as suas ideias. Deu o seu corpo, a sua vida pelo povo, por uma mudança. É um marco muito importante na história. É conhecido como o assassino?

Reconheço isso. Nasci na mesma rua, junto quase à casa dos seus pais e fiquei sempre com essa ideia. Era a ideia que tinha. Mas morreu ele e outros regicidas. Hoje não penso da mesma forma. Fui crescendo, adquirindo outros conhecimentos e compreendo que foi uma mudança na nossa história.

Fundação Joaquim António Franco e Seus Pais A Fundação Joaquim António Franco e Seus Pais é atualmente a maior entidade empregadora da freguesia. Constituída no ano de 1961, em cumprimento de disposição testamentária do empresário agrícola Joaquim António Franco, a fundação detém um vasto património. O apoio aos mais idosos é uma das partes mais visíveis do seu trabalho, contado com um lar, com uma unidade de cuidados continuados, com apoio domiciliário e centro de dia. Tem ainda em construção um novo lar. Detém também um vasto património rústico e desenvolve um amplo trabalho de índole social.

Cante alentejano À entrada da aldeia uma peça em ferro homenageia os grupos corais e o cante alentejano e deixa adivinhar que esta é uma terra onde a moda é cantada e preservada. A Associação Cante Alentejano Vozes das Terras Brancas dinamiza os grupos corais da freguesia e tem aberto ao público a sede da associação, em Casével. Sítio onde se pode ouvir cantar, petiscar e apreciar um vasto conjunto de utensílios ligados à tradição etnográfica da freguesia.

Quais são, neste momento, as principais preocupações do povo de Casével?

São preocupações comuns a todos. Sente-se algum desemprego e as pessoas não se fixam na localidade. É uma população envelhecida e reduzida. Acha que é possível manter os que ainda residem e, se possível, atrair gente?

Neste momento, julgo que temos alguns incentivos. Com a Unidade de Cuidados Continuados e com o lar é possível dar alguma resposta, pelo menos as mulheres não estão desempregadas. Há postos de trabalho. O mesmo não se verifica para o sexo masculino. Tínhamos uma empresa junto à freguesia, a Tecnovia, que era a entidade empregadora número um, mas, neste momento, avançou para lay-off . Temos ainda um loteamento que poderia ser atrativo para a população, mas estamos todos a passar por esta crise. A escola pode fechar?

Já esteve em risco, mas com o esforço da população, da junta de freguesia e da câmara conseguimos manter a escola aberta. Se a escola fechar, se a junta fechar, quem é que se vai instalar numa localidade onde se vai perdendo tudo? A junta de freguesia também está em risco? É uma perda muito grande?

É uma das juntas que corre esse risco. É a freguesia com menos população. Vejo isso como uma perda muito grande para a população. Desempenhamos um papel social. É o bater da porta para todos os problemas. A população de Casével vai ficar mais pobre sem a junta de freguesia. Não deveria encerrar. Faz muita falta. Temos uma população muito idosa e temos um papel muito importante na parte social. O que deseja para Casével?

Que mantenhamos as condições que temos neste momento. Sei que não é desejar muito, mas se mantivermos estas condições (junta de freguesia, escola, postos de trabalho) já me consideraria feliz.

História e património Recebeu o foral de D. Manuel I a 20 de setembro de 1510 e chegou a ser sede de concelho até 1836, altura em que passou a pertencer ao concelho de Messejana. Em 1855 viria a ser incluída no concelho de Castro Verde. No que diz respeito ao património, possui uma peça única de ourivesaria com mais de oitocentos anos, a célebre cabeça-relicário de S. Fabião. Trata-se de uma cabeça em tamanho natural, toda em prata, contendo no seu interior um crânio humano que se diz ser do papa e mártir do Cristianismo, S. Fabião. Diz a história que esta relíquia veio para Portugal no século XIII, pela mão da princesa D. Vataça Lescaris. A peça pode ser apreciada na exposição do Tesouro da Basílica Real de Castro Verde.


06 Diário do Alentejo 5 outubro 2012

Uma noção de que as pessoas vivem em segurança é ver-se de manhã, à tarde ou noite, na via pedonal em torno da cidade, muitas senhoras sozinhas. Isso para mim é um barómetro. Se as pessoas se sentissem inseguras obviamente que não andariam sozinhas”.

Atual

Viola Silva comanda a PSP de Beja há três anos

“O que é importante para a polícia é a rua” O Comando Distrital da PSP de Beja, liderado do há três anos pelo superintendente Viola Silva, está no topo nacional al dos que têm menos ocorrências. Um cenário iniciado em 2011 e que ue tem tido seguimento este ano. Resultados que são o fruto dos trabalhos alhos de rua, de equipa e de prevenção. Entrevista Marco Monteiro Cândido Fotos José Ferrolhoo

Que balanço faz dos três anos à frente do Comando Distrital da PSP?

O balanço é positivo, uma vez que temos uma cidade mais ou menos calma. Em termos de criminalidade, tínhamos um patamar médio de 900 queixas-crimes por ano e baixámos para as 700. Este ano estamos neste patamar. Claro que fico satisfeito. Obviamente que são números, mas preferimos baixar do que aumentar. Com mais ou menos crimes, acima de tudo está o sentimento de segurança das pessoas. E eu acho que estamos a conseguir isso. E há um sentimento de segurança em Beja?

Obviamente sempre houve crime e sempre vai haver, porque isto é uma cidade capital de distrito, não é uma aldeia, e mesmo nas aldeias já há crime. Penso que a quantidade de crime que temos aqui permite que as pessoas vivam mais ou menos em segurança. Uma noção de que as pessoas vivem em segurança é ver-se de manhã, à tarde ou noite, na via pedonal em torno da cidade, muitas senhoras sozinhas. Isso para mim é um barómetro. Se as pessoas se sentissem inseguras obviamente que não andariam sozinhas. Penso que as pessoas consideram que vivem com segurança. Por outro lado, para mim, o mais importante aqui em Beja é a segurança às escolas. Para mim, isso está no topo da pirâmide, porque as crianças não se podem defender. O que acha que mudou na polícia com a sua vinda para Beja?

Se as coisas correm bem, é da equipa que temos. Eu sou contra personalizar alguma coisa. O que acontece é que temos uma boa

equipa de chefia e uma boa equipa de agentes. Adaptámos o policiamento de acordo com o que eu achava que era a minha perspetiva de polícia, temos o policiamento integrado em que toda a gente colabora para o bem comum. Em Beja temos quatro esquadras operacionais, sendo que uma foi criada na minha vigência, a esquadra de intervenção. Tínhamos aí uma criminalidade grupal que era complicada de gerir porque não tínhamos capacidade de resposta. Sempre que havia problemas tínhamos que pedir apoio ao Corpo de Intervenção, que vinha de Faro ou de Lisboa. Assim, críamos a esquadra de intervenção, com 30 elementos, muito bem preparados fisicamente. Para o crime grupal deu bastante jeito, porque nunca mais foi necessário chamar o Corpo de Intervenção. A PSP de Beja responde, com o seu efetivo, a tudo o que tem acontecido até hoje, exceto quando se trata da Ovibeja, devido à envergadura do evento. Mas o importante é que toda a gente trabalha para o bem comum e não é só sorte. A sorte procura-se e o pessoal tem-se empenhado. Uma noção algo generalizada é que a PSP de Beja está em todo o lado e responde com prontidão às situações…

E está. Eu fiz toda a minha carreira na par te operacional, por isso dou mu ito va lor à

parte operacional em detrimento da burocracia. E neste comando damos primazia, sobretudo, à parte operacional. O que é importante para a polícia é a rua. Temos muita gente na rua e pouca gente impedida, nos serviços internos. O que eu acho que as pessoas sentem é que, sempre que há um problema, aparece a polícia em peso. E isso dá às pessoas um sentimento

de segurança. Quando montámos este sistema de trabalho, de policiamento integrado, em que toda a gente colabora, a mentalidade mudou. O pessoal que prevarica sabe que não vale a pena, que a polícia está em força. Quando aparece a equipa de intervenção, desmotiva logo bastante, porque estamos a falar de gente muito bem preparada, que tem treino todos os ddias. as. E que ado quem está do out outroo lado também sabe que estamos bem preparados. E o poder de embate de uma equipa muito bem preparada é diferente de uma que não está bem preparada. As detenções têm vindo a decair porque os confrontos com a polícia têm vindo a diminuir. Apesar da diminuição de ocorrências, no início deste ano ocorreu um crime atípico para Beja e para o País. Como é que foi gerir esta equipa na altura do triplo homicídio?


Diário do Alentejo 5 outubro 2012

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Jornadas Ambientais em Ferreira do Alentejo

Objetivo “Daqui para a frente é manter os números das queixas-crime nos patamares em que estão. Baixar mais, tenho a noção de que não é fácil”

A nossa equipa resolveu o problema todo. Quando o pessoal de Lisboa chegou nós tínhamos tudo resolvido. Isso deu-me orgulho porque, numa fase de grande tensão, acho que a polícia de Beja deu uma ótima imagem para o País. O namorado da vítima, a primeira vez que veio a Beja fazer uma queixa, a polícia de imediato agarrou no serviço e levou-o até ao fim. Ninguém teve nada a apontar, não houve nenhuma incúria, nenhum desleixo. Apesar de, ao pessoal, lhe parecer a priori ser mais um namorado que tinha ficado sem namorada. Ninguém imaginaria uma coisa daquelas. No nosso país há centenas de casos de namoradas que não querem nada com os namorados. Mas, apesar disso, o nosso pessoal, de forma profissional, agarrou no caso e levou-o até ao fim. Mesmo no cerco à casa, no tempo que durou, na tensão que houve, acho que o nosso pessoal de Beja prestigiou a cidade e a polícia. Foi uma atuação limpinha, foi detido, não houve ninguém ferido. Esteve nos nossos calabouços quase dois dias e não aconteceu nada. Entregámo-lo ao tribunal incólume. A polícia demonstrou que estava prepara para enfrentar qualquer tipo de coisa. A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia afirmou recentemente que o efetivo e a frota automóvel de Beja está envelhecida. Considera que sim?

O efetivo, obviamente, vai ter que ser reforçado, porque vai saindo gente. Estou aqui há três anos e já saíram mais de 10 pessoas que não foram repostas. Há pessoas que se vão reformando como em todo o país. Já saíram estes, mas estamos nos patamares aceitáveis. Se saírem mais 10, e se não forem repostos, aí é que já entramos no campo da falta de pessoal. Mas isto é um problema do País todo e nós teremos o efetivo recomposto sempre que houver uma escola de agentes. Quanto às viaturas, estamos um bocado mal. Temos viaturas muito, muito velhas e, se não fosse a boa vontade do pessoal que temos cá dentro a nível de oficinas, o dia a dia é muito complicado. Mas espero, sinceramente, que, logo que haja viaturas para a PSP, Beja receba porque estamos no limite. E face ao pessoal que têm, faz sentido haver um destacamento 24 horas por dia no aeroporto?

Quanto às viaturas, estamos um bocado mal. Temos viaturas muito, muito velhas e, se não fosse a boa vontade do pessoal que temos cá dentro a nível de oficinas, o dia a dia é muito complicado. Mas espero, sinceramente, que, logo que haja viaturas para a PSP, Beja receba porque estamos no limite.

Já tinha vindo reforço para o aeroporto há três anos, o Comando de Beja recebeu gente para o aeroporto. Mas tem de ser. Imagine-se que, amanhã, alguém parte aquilo tudo. Depois como é que era? Está sempre lá um efetivo, 24 horas, e depois vai daqui pessoal para patrulhar o aeroporto. A polícia está no aeroporto desde o princípio e a PSP deve ser uma força que ajuda aquela infraestrutura a ir para a frente. Haja voos ou não, aquilo existe legalmente e está lá. A minha obrigação é colaborar para que o aeroporto tenha êxito. Em que ponto está a mudança para a antiga escola primária de Salvador?

Isto vão ser verbas da União Europeia, através de um programa comunitário, e julgo que, mais dia menos dia, virão esses dinheiros. Se aquilo fosse da minha competência, começar as obras adaptadas à polícia, já há muito tempo que lá estaríamos. Neste momento ultrapassa-me porque são verbas que vêm da Comunidade Europeia e o processo está no Ministério da Administração Interna. Não é incúria da polícia de Beja, não é incúria da PSP nacional, é sim o estarmos à espera das verbas que hão de vir de fundos europeus.

Mas, de qualquer maneira, há algum tempo que a renda está a ser paga à câmara municipal. A PSP já usufrui do espaço?

Só de parte. A formação já é feita lá, a parte desportiva também é feita lá. Estamos a usar para isso. E para guardar as viaturas apreendidas. Já estamos a dar algum uso à escola. E não considera que o sentimento de segurança, com a mudança da polícia para um local mais escondido, será prejudicado?

Mas estamos a falar de 100, 200 metros. O policiamento que se faz não é ao pé da esquadra. O crime ocorre longe da esquadra, Só um ladrão muito burro é que vai assaltar junto à esquadra. O problema que temos ali é que os carros estão na via pública, sujeitos a serem esfaqueados os pneus, o que já aconteceu. Os carros estão ali a noite toda e não podemos ter um homem a olhar para os carros. Na escola há esta grande vantagem: está tudo lá dentro guardado. É uma questão de segurança, é um sítio central, no centro da cidade, vai ter melhores condições para atender as pessoas e também para o pessoal trabalhar. E há uma vantagem muito grande, que, para mim, é o principal: temos toda a gente concentrada em termos operacionais. Havendo uma ocorrência, sai tudo dali e temos um poder de impacto muito maior.

Vários especialistas vão estar reunidos no próximo dia 12, em Ferreira do Alentejo, para discutir o tema “Economia de baixo carbono – Desafio inovador para as PME”. Trata-se das VI Jornadas Ambientais, a ter lugar no Centro Cultural Manuel da Fonseca, com abertura, pelas 14 e 45 horas, a cargo do próprio presidente do município local, Aníbal Reis Costa, e apresentação, ao longo da tarde, do Plano Estratégico de Alterações Climáticas para Ferreira do Alentejo, por Sara Ramos, do Inenergi.

Prémio do Conto Manuel da Fonseca já tem vencedor Rui Miguel Oliveira Herbon, autor de O Prazer dos Estranhos, foi o vencedor do Prémio Nacional do Conto Manuel da Fonseca na sua nona edição. O júri do concurso literário, promovido pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém, foi consensual na escolha desta obra assinada com o pseudónimo Blumenau, assim como na atribuição das menções honrosas a Luís Leiria (Luís Ruão), pela obra O Barbeiro da Carecada, e a João Paulo Vaz (Mário Marabatay), pelo original Guerras, Revoluções, etc. Foram jurados João Morales, jornalista e crítico literário, José Correia Tavares, vicepresidente da Associação Portuguesa de Escritores, e Helena Cabral, professora. O Prémio Nacional do Conto Manuel da Fonseca, cujo valor monetário é de cinco mil euros, admitiu a concurso 46 originais de autores lusófonos, e será entregue no próximo dia 20, pelas 16 horas, na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca.

Quais são os seus objetivos daqui para a frente?

Semana Sénior no concelho de Odemira

Daqui para a frente é manter os números das queixas-crime nos patamares em que estão. Baixar mais, tenho a noção de que não é fácil. No ano passado baixámos 17 por cento, este ano já baixámos, até ao momento, mais quatro por cento. Foi uma queda muito grande. Se conseguir manter estes números na casa das 700 queixas-crime já fico muito contente, porque são números muito baixos. Até porque há muitos crimes que nos passam ao lado, como o abastecimento com fuga de combustível, causado pela crise. Há determinados tipos de fatores que a polícia não consegue controlar, como este caso. Há muita violência doméstica e acho que tem que ver com a crise, com a falta de dinheiro, que leva as pessoas a fazerem determinado tipo de coisas. Mas enquanto vir as pessoas a passear à vontade na nossa cidade fico muito contente.

O concelho de Odemira acolhe, até ao próximo dia 12, a Semana Sénior, no âmbito das comemorações do Dia Internacional do Idoso. Serão promovidas ações de sensibilização sobre burlas e furtos na população idosa, alimentação, hidratação, doenças cardiovasculares, diabetes, sedentarismo e riscos de queda, higiene oral, e ainda sessões de ioga do riso. A iniciativa é organizada pelo município de Odemira, em colaboração com as instituições de terceira idade do concelho, GNR, centro de saúde local e Associação de Paralisia Cerebral de Odemira. Ações em: São Teotónio (dia 8), São Martinho das Amoreiras (dia 9), Colos (dia 9), Odemira (dia 12), Saboia (dia 12), Relíquias (8, 9 e 11), São Luís (9, 10 e 11), Vila Nova de Milfontes (10 e 12) e Zambujeira do Mar (10 e 11).


Morreu José Cândido Nobre

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aleceu esta terça-feira, dia 2, vítima de doença prolongada, o ouriquense José Cândido Nobre, presidente da Associação de Criadores de Porco Alentejano (ACPA) e mentor de várias causas ligadas ao mundo rural e ao seu desenvolvimento. O dirigente, tal como lembra a Câmara de Ourique numa nota de pesar, “foi uma figura decisiva na afirmação da identidade de Ourique, Capital do Porco Alentejano” e deixa por terminar alguns projetos. Entre eles, salientam-se o projeto-piloto de recupe-

Regantes reclamam gestão da água de Alqueva

Deputados do PCP visitaram obras suspensas no IP8/A26

As associações de regantes do Ardila e Enxoé, Odivelas e Roxo denunciaram, em uníssono, o que consideram ser “uma afronta” da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva (EDIA) no que diz respeito à gestão da água de Alqueva. Aos regantes alentejanos juntam-se também, nesta demanda, a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (Faaba) e a Federação Nacional de Regantes de Portugal (Fenareg). Na origem do descontentamento está uma proposta de protocolo apresentada recentemente pela EDIA à Associação de Beneficiários do Ardila e Enxoé, “em que as premissas acerca da gestão da água, bem como a sua faturação e cobrança aparecem como competências da EDIA”, sendo que aos regantes “é destinado um papel fundamentalmente administrativo”, explica a Faaba em comunicado. Luís Mira Coroa, membro da Associação de Beneficiários do Ardila e Enxoé, disse que já comunicou à EDIA a sua decisão de não assinar o protocolo, segundo o qual “nós ficaríamos como simples informadores do que se passaria no campo no que diz respeito à utilização da água. Esse não é o objetivo da associação de regantes e os estatutos em vigor, impostos por lei, não preveem este tipo de participação por parte das associações de regantes”. “Ao assinarmos este protocolo estaríamos a incorrer em ilegalidade”, concluiu.

Os deputados comunistas Bruno Dias e José Ramos visitaram na segunda-feira, dia 1, as obras de construção dos lanços IP8/A26, entre Sines e Santo André e entre Sines e Santiago do Cacém, suspensas por determinação da Estradas de Portugal. Após a visita, foi promovida, na Biblioteca Municipal de Santiago do Cacém, uma audição pública sobre “As parcerias público-privadas e as concessões rodoviárias no Alentejo (suspensão das obras do IP8/ /A26 e IP2)”.

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Santo Agostinho volta à carga contra a extinção Na próxima terça-feira, dia 9, Santo Agostinho, no concelho de Moura, vai voltar a defender a sua manutenção enquanto freguesia, através de uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia, marcada para as 21 horas. A reunião, refere-se em comunicado, servirá para que “mais uma vez façamos ouvir a nossa voz e mostremos a quem lidera os destinos do nosso País que o futuro se constrói com a presença das freguesias, e dos seus órgãos, na vida das populações”. Já em junho último, a Assembleia de Freguesia havia tomado, de forma unânime, posição contra a extinção, num documento enviado para os órgãos de soberania.

ração do montado de sobro e azinho do concelho de Ourique; o Congresso Mundial do Presunto, que se realizará em Ourique em maio de 2013; e a construção de uma nova sede para a ACPA. “Trata-se de um momento de pesar pelo desaparecimento de um homem com um ideal de vida, que sempre se bateu em prol da sua terra e da sua região”, afirma o município. José Cândido Nobre tinha 54 anos, era casado e pai de duas filhas. O funeral estava agendado para ontem, quinta-feira, no cemitério de Garvão.

Na abertura do novo lagar da Casa Cortez de Lobão

Cristas recebida com protestos em Serpa

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ministra da Agricultura esteve na “estão a pagar para trabalhar”. A RTS – Présegunda-feira em Serpa, para a fabricados de Cimento (ex-Prediana) é, de inauguração do novo lagar da Casa acordo com a dirigente sindical, proprieAgrícola Cortez de Lobão, mas o que en- dade de João Paulo Ramôa, antigo governacontrou, antes mesmo de chegar à herdade dor civil de Beja e, até recentemente, coorMaria da Guarda, na freguesia de Vale de denador do grupo de trabalho criado pelo Vargo, foi um coro de protestos de vários Governo para definir uma estratégia para o quadrantes. Várias dezenas de manifes- aeroporto de Beja. tantes, entre representantes de sindicatos, Questionada pelos jornalistas quanto aos como o Sindicato dos Professores da Zona protestos com que foi recebida, Assunção Sul (SPZS), movimentos e freguesias do dis- Cristas preferiu destacar o investimento trito de Beja, estavam à espera de Assunção efetuado na herdade Maria da Guarda. E Cristas, empunhanapenas disse que “o do cartazes e faixas que é importante é e gritando palavras mostrar que aqui de ordem – contra o dentro temos bons Governo em geral e números, bom tracontra a própria mibalho, gente a tranistra em particular. balhar satisfeita”. Num deles, exibindo Novo lagar produz uma montagem de 120 mil toneladas Assunção Cristas A herdade Maria com um cacho de da Guarda, probananas sobre a capriedade da Casa beça, perguntava-se Agrícola Cortez de “o que vai na cabeça Lobão, concluiu da ministra?” e resesta semana, com pondia-se “destruir a inauguração de o que resta da produção nacional”. A ministra da Agricultura, um novo lagar, na segunda-feira, 1, U m “c o m i t é o seu projeto agríde boas vindas” a segunda-feira, cola, cujo investidada altura engros- em Serpa, encontrou, mento global se ensado pelos cerca de contra fixado nos 30 funcionários da em Vale de Vargo, 14 milhões de euempresa alentejana ros, fazendo dele RTS, produtora de um coro de protestos o “maior investipré-fabricados em de vários quadrantes. mento privado alcimento, que aproguma vez feito em veitaram a vista da Portugal”, informa governante para dea empresa. nunciar alegados salários e subsídios em atraso, situação que O novo lagar, com capacidade de moagem para 250 toneladas de azeitonas por dia, consideram “insustentável”. Segundo Fátima Messias, dirigente do permitirá a Portugal produzir 120 mil toSindicato da Cerâmica do Sul, em declara- neladas de azeite por ano. Presentemente ções à Lusa, os funcionários desta empresa, com 575 hectares e 1,1 milhões de árvores que labora nos concelhos de Montemor-o- de oliveira, a herdade Maria da Guarda po-Novo e Beja, têm três meses de salário em siciona-se já “entre os cinco maiores players atraso, assim como subsídios. “Estes traba- nacionais a atuar no segmento de produção lhadores não recebem salários desde julho, e venda de azeite”. Em junho de 2011, as exagosto e, agora, setembro e têm em dívida portações da herdade Maria da Guarda reo subsídio de Natal de 2011 e o subsídio de presentavam já “cerca de 75 por cento do férias deste ano”, alegou, exclamando que azeite vendido”. ANTÓNIO CARRAPATO/LUSA

Diário do Alentejo 5 outubro 2012

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Luís Pita Ameixa, deputado socialista eleito pelo círculo de Beja, recebeu na segunda-feira, dia 1, uma delegação de representantes do setor da restauração do distrito de Beja. O encontro decorreu em torno das grandes dificuldades por que passa este ramo de atividade, quer pela redução da atividade comercial devido à perda do poder de compra, quer, por outro lado, pelo

Socialistas de Serpa defendem melhor educação Os eleitos PS na Assembleia Municipal de Serpa conseguiram fazer aprovar uma moção na última reunião deste órgão, realizada a 28, na qual instam o executivo a “aumentar a sua atitude reivindicativa

aumento do IVA de 13 para 23 por cento. Na ocasião, Pita Ameixa referiu que “não deixará de acompanhar as preocupações manifestadas pelos empresários”, e lembrou que o PS “já tinha chamado a atenção” para o facto de o esforço de consolidação orçamental não poder ser feito “asfixiando a atividade económica do País como o Governo PSD+CDS tem vindo, erradamente, a fazer”.

com o Ministério da Educação, para a manutenção e melhoria dos serviços educativos no concelho de Serpa”. A CDU absteve-se. O documento, revela a concelhia socialista em comunicado, incide também sobre a necessidade de defesa da qualidade do ensino

em Serpa, designadamente “através da recusa da concentração de alunos, criação de cursos para adultos, abertura de turmas mistas no secundário ou o custeamento dos passes pelo Ministério da Educação”, entre outras questões.

Municípios portugueses em congresso extraordinário

Compromissos impossíveis A Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso impediu que os autarcas presentes, no sábado, no CongressoExtraordináriodaAssociação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), chegassem a consenso. A reunião acabou com grande parte dos congressistas afetos ao PSD a abandonar a sala do Centro Nacional de Exposições de Santarém, em sinal de protesto. Texto Aníbal Fernandes

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ace a face estavam duas propostas de moção. Uma, defendida pelos autarcas do PSD, pedia ao Governo para até ao fim do ano fazer uma “avaliação” da lei e, “caso não produzisse os resultados esperados”, que esta fosse alterada; outra, apoiada por socialistas e comunistas, exigia a sua “revogação imediata”. O social-democrata Pedro Pinto acabou por retirar a proposta, na expetativa de que pudesse ser encontrada uma redação consensual, com base nas conclusões do congresso, elaborado pelo Conselho Diretivo (CD) da ANMP, em que se “repudiava” a lei e se “pedia a sua suspensão”. Tal formulação não foi considerada suficientemente assertiva por parte dos autarcas do PS e do PCP e a moção, posta à votação, foi aprovada com 210 votos a favor, 98 contra, e cinco abstenções. As votações seguintes, onde se exigia também a revogação da lei que limita o número de cargos dirigentes nas autarquias, que impõe a extinção de freguesias e de algumas

alíneas do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), fizeram aumentar as críticas por parte do PSD, que questionou a legalidade das votações. A proposta de conclusões apresentada pelo CD da ANMP acabou por ser aprovada com 175 votos a favor e 76 abstenções, quando já muitos autarcas tinham abandonado as instalações, o que levou Pedro Pinto, líder dos autarcas PSD, a pôr em dúvida a existência de quórum. Jaime Soares (PSD), presidente de Vila Nova de Poiares, que já tinha entrado em diálogo abespinhado com Mário de Almeida (PS), presidente da mesa do congresso, acusou os autarcas do PS e do PCP de “terem destruído a ANMP”, mas Rui Solheiro (PS), vice-presidente da associação, garantiu aos jornalistas, que mesmo no CD as conclusões tinham sido aprovadas por consenso, “mas não por unanimidade”. Como o congresso era extraordinário não houve lugar à eleição dos órgãos dirigentes, continuando em funções os atuais CD e Conselho Geral. A eles cabe implementar os documentos saídos do congresso, mas entre os autarcas do partido do Governo há quem defenda que Fernando Ruas (PSD), presidente da ANMP, deve, quanto antes, convocar eleições. “Serenidade” é preciso José Maria Pósde-Mina, presidente da Câmara de Moura (PCP), presente no conclave, diz que perante este cenário “tem de haver serenidade”, e que os “órgãos diretivos têm de assumir a responsabilidade para

encontrarem pontos de equilíbrio” que permitam descobrir “consensos”. O autarca comunista realça o facto de, na sequência do encontro de Alvito, onde os autarcas alentejanos prepararam o congresso, as propostas daí saídas terem tido uma resposta positiva por parte dos congressistas, nomeadamente na exigência da revogação da Lei dos Compromissos, e da Lei dos Dirigentes, bem como as questões relacionadas com o PAEL. Pós-de-Mina acredita que o caminho, para se atingir os objetivos aprovados em Santarém, passa por uma mobilização “de autarcas, trabalhadores dos municípios e população”, em ações de protesto que “envolvam a maior parte dos municípios”. Já Aníbal Costa (PS), presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo, critica o CD e diz que “nunca até agora uma direção da ANMP esteve tão colada ao Governo”, como neste mandato de Fernando Ruas. Segundo a sua análise, para além da questão partidária, o facto de grande parte do CD serem autarcas que, por força da Lei de Limitação de Mandatos se “vão desligar do Poder Local”, levou a uma situação de não afrontamento do poder central, que culminou com a publicação da Lei dos Compromissos, “que pode fazer parar toda a atividade autárquica”. “Não devemos, nem podemos, estar de acordo com medidas gravosas para as pessoas”, diz Aníbal Costa, acrescentando que “esgotadas todas as possibilidades de consenso, teremos de fazer o mesmo que o povo”: ir para a rua em defesa dos seus direitos.

Instituições mobilizam-se em torno da autoestrada

Marcha lenta a 27 de outubro

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inte e uma entidades do Baixo Alentejo reuniram-se esta terça-feira, 2, nas instalações do Nerbe, em Beja, e tomaram uma posição conjunta face às recentes decisões governamentais sobre a concessão da A26 / IP8 e IP2, anunciando um conjunto de ações envolvendo as populações, nomeadamente “uma marcha lenta” neste itinerário, agendada para o próximo dia 27, e uma visita às obras interrompidas, já na próxima quinta-feira, 11. Num documento subscrito pelos presidentes da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (Cimbal), José Maria Pós-de-Mina, do Núcleo Empresarial da Região de Beja (Nerbe), Filipe Pombeiro, e da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, fica claro que a região considera “negativas” tais

opções por não corresponderem aos interesses do território, ou do País, quando se “abandonam investimentos em curso, com os prejuízos daí decorrentes em termos financeiros e em termos de segurança do trânsito”. Os subscritores reafirmam também “a necessidade de qualificação do IP8 entre Sines e Vila Verde de Ficalho” e defendem que, no imediato, “deve ser aproveitado o canal e a plataforma da A26 para o efeito, ao mesmo tempo que deve ser completada a qualificação do IP2”. Esta tomada de posição, continuam, será dada a conhecer ao secretário de Estado dos Transportes e Comunicações e ao presidente das Estradas de Portugal, através de reuniões a solicitar, que serão também uma oportunidade para “obter informação concreta

09 Diário do Alentejo 5 outubro 2012

Pita Ameixa ouve empresários da restauração

sobre o conteúdo do acordo de renegociação da concessão”. O mesmo documento chama a atenção para a “necessidade da adoção de um plano de qualificação da rede viária da região” e declara que as três entidades promotoras desta reunião em Beja, a Cimbal, o Nerbe e a Turismo do Alentejo, vão constituir “um grupo coordenador” das ações agendadas, nomeadamente a visita às obras, de dia 11, e a marcha lenta, prevista para 27. Vários municípios (Moura, Ferreira do Alentejo, Ourique, Cuba, Almodôvar, Grândola, Beja, Serpa, Barrancos, Vidigueira, Alvito e Castro Verde) e entidades como a Faaba, a ACOS, o IPBeja, a União de Sindicatos e a Associação do Comércio do distrito de Beja estão entre os subscritores do documento.

IPBeja suspende receção aos novos alunos O Instituto Politécnico de Beja decidiu “suspender simbolicamente” todas as atividades integradas no período de receção aos novos alunos. A decisão, anunciada em comunicado pelo seu presidente, Vito Carioca, deve-se à “doença súbita”, na quarta-feira, dia 26, de uma das estudantes do estabelecimento durante os rituais da praxe, que a levou a receber assistência no Hospital de Beja. Uma “infelicidade” que “coincidiu” com o início do seu percurso no ensino superior, “ainda que dele se encontre dissociado”, assegura o responsável, defendendo que a situação merece de todos “respeito”, “reserva” e “discrição”. O IPBeja concentra agora “esforços, energias e recursos, institucionais e especialmente humanos, no apoio e solidariedade que agora são preferencialmente dedicados à aluna e à sua família, bem como a todos os seus colegas”. Entretanto, no dia seguinte à indisposição da aluna em plena praxe, o curso de Gestão de Empresas, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, com o apoio das associações de estudantes das escolas do IPBeja e dos órgãos que regulam a atividade da praxe em Beja, veio isentar-se da culpa que publicamente lhe foi imputada. Garantindo que a colega não executou qualquer tipo de esforço físico ou foi sujeita à prática de qualquer praxe psicológica, estando apenas a cantar com os restantes colegas e tendo sido prontamente auxiliada assim que disse estar a sentir-se indisposta.

População de Odemira participa no orçamento A população do concelho de Odemira pode escolher e votar, desde segunda-feira, dia 1, as 22 propostas finalistas do Orçamento Participativo. As propostas mais votadas, até ao montante global de 500 mil euros, serão incluídas no orçamento municipal do próximo ano, informa a câmara municipal, acrescentando que “a população apresentou propostas para projetos de investimento no território odemirense, de interesse coletivo, que vão desde construção e recuperação de equipamentos desportivos, culturais e sociais, requalificações urbanas, rede de pontos wireless”, até “projetos de sustentabilidade ambiental”. A votação das propostas finalistas acontecerá ao longo do mês de outubro, tanto on line, no sítio do município, como presencialmente, no Balcão Único ou na mesa de voto itinerante que irá deslocar-se às freguesias.


Cuba isenta alunos do pagamento de almoço

Diário do Alentejo 5 outubro 2012

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A Câmara Municipal de Cuba deliberou, por unanimidade, que, “a título excecional” , irá deferir para o ano letivo 2012/2013 os pedidos para apoio em cantina escolar para os alunos integrados no 1.º escalão de rendimentos dos Apoios de Ação Social Escolar. E também “isentar os alunos do ensino pré-escolar do pagamento de qualquer comparticipação familiar”, o que garantirá o

“acesso a uma refeição que se considera fundamental para o seu regime alimentar”. Em nota de imprensa a vereadora da Educação, Maria Teresa Calado, acrescenta que tal medida visa “apoiar os agregados familiares mais carenciados”, “combater a exclusão social e o abandono escolar” e, deste modo, “promover a igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolar”.

Polo do Conservatório altera trânsito em Castro O sentido do tráfego na zona que envolve o edifício da Fábrica da Artes, em Castro Verde, passou a sofrer alterações desde segunda-feira, 1, dia em que foram aí inauguradas as novas instalações do polo local do Conservatório Regional do Baixo Alentejo. As alterações são motivadas por “questões de ordenamento e de segurança do tráfego

automóvel e pela previsão do aumento do número de peões, principalmente crianças e jovens”, informa a autarquia. As mudanças mais significativas ocorrerão na rua Dr. António Francisco Colaço, cuja circulação passa a fazer-se apenas no sentido descendente, e na rua de São Sebastião, com o trânsito a circular no troço entre a travessa da Fábrica e a rua do Poço.

Última Assembleia Municipal de Beja chegou ao nível das “agressões”

Candidatura ao PAEL não seguiu e estalou o verniz entre eleitos Serpa Presidente da Câmara suspende mandato e abre portas a uma candidatura a Beja

Ao fim de nove mandatos consecutivos

João Rocha abandona Câmara de Serpa

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histórico presidente comunista da Câmara de Serpa, João Rocha, anunciou no último domingo que abdicará do cargo ainda durante o presente mês. Ao fim de mais de três décadas à frente dos destinos da autarquia serpense, na hora da despedida, Rocha informou os seus camaradas de partido que era “chegada a hora” e que era “tempo de fechar um ciclo”. O anúncio da suspensão do mandato do autarca de Serpa decorreu durante um almoço concelhio da CDU que juntou, naquela localidade, cerca de 500 militantes. Um convívio que contou com a presença de João Dias Coelho, membro da Comissão Política do PCP e responsável deste partido pelo Alentejo. O que leva a suspeitar que a carreira autárquica de João Rocha, que está impedido por limite legal a recandidatar-se em Serpa, poderá prosseguir noutro concelho vizinho. Há já algum tempo que vem sendo ventilada a hipótese de João Rocha vir a encabeçar a lista da CDU em Beja, nas eleições de

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outubro de 2013. Numa corrida onde também têm vindo a lume os nomes do atual presidente da Câmara de Moura, José Maria Pós-de-Mina, e do presidente da Assembleia Municipal de Beja, Rodeia Machado. Aos 61 anos, João Rocha diz que sai da autarquia serpense em tempo certo e com o “sentimento de dever cumprido”. Em entrevista concedida ao “Diário do Alentejo” há precisamente um ano atrás, Rocha não escondeu a possibilidade de se manter ativo na política regional. Ideia reforçada agora por João Dias Coelho que, no almoço da CDU em Serpa, garantiu que o PCP conta com João Rocha para todos os combates que se possam colocar, “sejam eles sociais, culturais, políticos ou eleitorais”. João Rocha deixa em Serpa “uma equipa que vai garantir a continuação das políticas traçadas”. Tudo aponta que essa equipa passe agora a ser liderada pelo atual vice-presidente, Tomé Pires. E que seja este o candidato da CDU em Serpa, nas próximas Autárquicas.

O prazo de apresentação da candidatura ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) por parte da Câmara de Beja terminou ontem, quinta-feira. E o documento não seguiu. Já chumbado em Assembleia Municipal, pela maioria CDU e BE, não voltou a ser discutido em sessão extraordinária, como pretendiam os socialistas.

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Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), cuja proposta de candidatura do executivo de Beja foi chumbada no passado dia 24 de setembro, em reunião da Assembleia Municipal, pela maioria CDU e BE, continua a acender os ânimos nos órgãos do governo local bejense. Esta segunda-feira, 1, em nova reunião da assembleia, o clima de tensão parece ter passado das marcas. Os trabalhos foram suspensos por falta de quórum durante a votação de um requerimento do PS para uma Assembleia Municipal extraordinária até dia 3, quarta-feira, onde seria discutido de novo o PAEL. Mas os eleitos da CDU e do BE abandonaram a sala no momento da votação. No final, já à porta da Biblioteca de Beja, onde havia decorrido a sessão, Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, disse ter sido “agredido” por Miguel Ramalho, vereador da autarquia, eleito pela CDU. Reagindo à alegada agressão, Pulido Valente “ripostou” e Miguel Ramalho terá pedido desculpa, dizendo que “foi sem querer”. Mas, como confessou a uma rádio local o presidente do executivo, “jogar o pé às canelas de uma pessoa não é sem querer”. Para Pulido Valente, Miguel Ramalho terá ficado “bastante mal disposto” quando lhe foi recusada a permissão para falar. Já o vereador da CDU assume que houve um “episódio” à porta da biblioteca mas considera que as pessoas presentes podem testemunhar que não foi ele o agressor. Pulido Valente está “completamente desesperado” e “transforma uma situação em que foi agressor, em vítima”, disse. Entretanto foi já convocada uma nova reunião para segunda-feira, dia 8, pelas 17 horas, que dará continuidade à reunião

ordinária de 24 de setembro, mas a discussão do PAEL já não constará da ordem de trabalhos. É que o prazo de apresentação da candidatura por parte da Câmara de Beja terminou ontem, quinta-feira. Na última sexta-feira, dia 28, a Câmara Municipal de Beja ainda fez distribuir uma informação aos munícipes em que justificava a candidatura, na ordem dos quatro milhões de euros, como uma “possibilidade” de “poder pagar a totalidade da dívida aos fornecedores e outros credores, permitindo assim que estes possam fazer face aos problemas que atravessam devido à crise e libertando a autarquia para responder mais rapidamente às necessidades do concelho”. Uma medida censurada publicamente pelos eleitos da CDU em Beja, que acusam o executivo socialista de “utilizar meios do município para, numa postura claramente de cariz político-partidário denegrir” a sua posição e, por outro lado, “iludir a população do concelho sobre as verdadeiras consequências que teria a adesão do município” a este plano. Ao “tentar forçar a adesão” ao empréstimo, o executivo de Beja, continuam, “está na prática a aceitar intromissões e imposições inaceitáveis e perda de autonomia do poder local, para além de ser injusto resolver problemas financeiros das autarquias prejudicando gravemente todos os cidadãos”. Por seu turno, a concelhia de Beja do PS “lamenta o abandono”, por parte dos eleitos da CDU e BE, dos trabalhos na Assembleia Municipal de segunda-feira, apelidando a atitude de “boicote dogmático que não serve os interesses dos munícipes nem o concelho”. “Era fundamental a aprovação da realização de uma Assembleia extraordinária a tempo de reapreciar a proposta de adesão do município de Beja ao PAEL, já que após a apreciação do passado dia 24 setembro foi conhecido um novo dado: a taxa do empréstimo, que se sabe agora ser de 2,69 por cento”, consideram os socialistas, concluído que se trata “de uma alteração significativa que coloca em causa a vontade manifestada pela Assembleia, podendo mesmo ter viciado a vontade de deliberação da mesma”.


Do visconde da Ribeira Brava, no final do século XIX, até ao atual Manuel Narra, passando por Carlos Goes, no pós-25 de Abril, o município de Vidigueira faz uma retrospetiva de quem governou os seus destinos, através de uma exposição “evocativa e de homenagem”. A mostra é inaugurada hoje, Dia da Implantação da República, no edifício dos paços do concelho, e tem por título “Presidentes na História Local”.

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JOSÉ FERROLHO

Município de Vidigueira homenageia antigos presidentes

“Ferreira Solidária” com música, debate e gastronomia A iniciativa “Ferreira Solidária”, da responsabilidade da câmara municipal e da Associação de Desenvolvimento Terras do Regadio, vai andar pelo concelho de Ferreira do Alentejo até ao próximo dia 12, com um programa que inclui música, teatro, gastronomia e ainda atividades nas áreas do desporto, saúde e agricultura. Para hoje está prevista uma noite de baile, a partir das 22 horas, na Casa do Povo, e, para amanhã, sábado, uma tarde preenchida com cante alentejano, pelos grupos Alma Nova e Rosas de Março, e com o colóquio “Associativismo na caça e a gestão dos efetivos cinegéticos”. De tarde, a partir das 17 horas, decorrem várias atividades para assinalar o aniversário do Moto Grupo de Ferreira do Alentejo.

Luto Farmácias lutam pela sobrevivência

Margens de lucro descem

Farmácias em risco

A

consecutiva redução do preço dos medicamentos e a “degradação” das margens de lucro estão a conduzir muitas farmácias a situações difíceis. A Associação Nacional de Farmácias (ANF) deu entretanto início a uma ação de sensibilização convidando as farmácias a explicar aos seus utentes “as dificuldades enfrentadas” pelo setor e a alertar para o “risco de 600 farmácias poderem encerrar durante 2013”. O diretor técnico da farmácia Central, de Beja, uma das que aderiu à iniciativa, diz ao “Diário do Alentejo” que a população se tem mostrado solidária com a situação atual das farmácias: “Há estudos que preveem que para o ano que vem cerca de 600 farmácias possam entrar em insolvência, ou seja, fechar, o que é grave. As pessoas ficam sensibilizadas porque têm receio que a sua farmácia possa ter esse destino”, acrescenta. “As margens de lucro baixaram muito de repente e como também assistimos a uma baixa sucessiva dos preços dos medicamentos as coisas tornam-se complicadas. Neste momento a grande parte dos medicamentos que têm mais procura e mais prescrição por parte dos médicos está a preços muito baixos”, acrescenta João Carlos Almeida, chamando a atenção para o facto de o funcionamento das farmácias, e no caso concreto da que dirige, acarretarem custos “bastante elevados”. “Nós temos uma estrutura de custos bastante elevada há já alguns anos. Temos pessoal especializado, estruturas físicas que requerem cuidados de manutenção, todo um conjunto de leis que nos impõem determinadas situações que têm os seus custos. Ora esses custos mantém-se ou aumentam, enquanto que os proveitos das farmácias são cada vez menores”. Perante este cenário, diz o responsável, resta “gerir a farmácia com muito cuidado, dia a dia”. “Infelizmente não se podem fazer grandes planos porque as margens de lucro são muito estreitas. O futuro não está muito famoso para a nossa área em geral”, conclui. “Todas as farmácias têm problemas, umas mais do que outras consoante a sua gestão e a farmácia em si, porque houve uma baixa muito acentuada do preço dos medicamentos, que se tem vindo a verificar há algum tempo, e este ano acresce a redução das margens. O lucro bruto das farmácias, digamos assim, diminuiu bastante”, diz, por sua vez, Isabel Pelica, diretora da farmácia Fonseca, também em Beja. Como não tem compromissos com a banca, “para já”, adianta, a situação da sua farmácia “mantém-se”. “Está tudo na mesma, os funcionários mantêm-se, não perderam regalias, a não ser, claro, as inerentes à nova legislação. Mas o panorama para as farmácias não é muito famoso, naturalmente. As farmácias que têm mais funcionários, que fizeram investimentos e que têm que cumprir perante a banca, sentirão mais dificuldades”. Mariana Paisana, diretora técnica da farmácia Silveira, também localizada na cidade, refere, por seu turno, que a diminuição brusca das margens de lucro, “que são estipuladas pelo Governo”, dificulta “a gestão da própria farmácia”. “Uma pessoa no início do ano faz um orçamento para uma coisa e algum tempo depois esse orçamento já não serve. De repente baixam as margens, não é uma coisa contínua, não é feito de forma suave, é uma descida brusca e isto, claro, dificulta o trabalho”. NP

Produtos alentejanos “saboreados” em Lisboa e Porto

Festival Alentejo das Gastronomias Mediterrânicas em Portalegre

Os produtores do Algarve e do Alentejo vão marcar presença na terceira edição do Mercado dos Sabores, entre hoje, sexta-feira, e até domingo, 7, na Alfândega do Porto, e entre os próximos dias 12 e 14, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. A iniciativa é organizada pelo hipermercado Continente com o objetivo de “apoiar a produção nacional” e nela o território alentejano vai estar representado por marcas como Carnalentejana, Montaraz, Barrancarnes e Queijaria Guilherme (talho e charcutaria); Fermentopão (padaria/ /pastelaria); Iberian Salads; e Vale da Rosa (frutas e legumes).

O Festival Internacional Alentejo das Gastronomias Mediterrânicas, cuja edição anterior se realizou em Beja, vai este ano ter lugar em Portalegre, entre os próximos dias 17 e 21. O evento, que elege como tema central o azeite, é organizado pela Turismo do Alentejo, ERT e arranca com a conferência internacional “Olivoturismo: um novo produto turístico para o Alentejo”, que espera a presença de vários especialistas nacionais e internacionais. A Festa das Gastronomias Alentejanas e a Semana das Comidas de Azeite são outras das componentes deste festival.

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Diário do Alentejo 5 outubro 2012

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Vidigueira assinala Mês do Idoso em todo o concelho

Outubro foi decretado o Mês do Idoso em Vidigueira, com um leque variado de atividades previstas para as várias freguesias, de Alcaria a Vila de Frades, incluindo a entrega de medicamentos comparticipados. Na vila, sede de concelho, os mais maduros vão passear a Fátima (dia 7), ver teatro (dia 9), ouvir “Memórias Contadas” (dia 12), assistir a uma sessão informativa sobre teleassistência (dia 16), participar numa oficina de dança (dia 18) e, para finalizar em grande, regressar aos velhos tempos dos bailes, numa matiné dançante (dia 30).

António Ceia da Silva

Ações de informação para idosos em Aljustrel Decorrem desde o início do mês, no concelho de Aljustrel, diversas ações de informação sobre segurança, saúde e apoio social dirigidas a idosos, profissionais, cuidadores e população em geral. A organização é da Rede Social do Concelho de Aljustrel e surge no âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, envolvendo como dinamizadores militares da GNR, profissionais do centro de saúde local e técnicos da Segurança Social e da Câmara Municipal. A próxima sessão, agendada para dia 10, decorre no Centro de Convívio de Vale d’Oca.

Presidente da ERT Alentejo

Alentejo tem página oficial no Youtube

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o passado sábado, dia 27 de setembro, assina lou-se o Dia Internacional do Turismo. A Entidade Regional de Turismo do Alentejo assinalou a data com o lançamento de um canal personalizado de vídeos no Youtube, mais uma achega para a “importante aposta” na promoção da região, como disse ao “Diário do Alentejo” Ceia da Silva, presidente do organismo.

Dia 27 de setembro comemorou-se o Dia Mundial do Turismo. Como assinalou a região a data?

Nós temos feito uma grande aposta no on line. Somos, aliás, a região de Portugal que trabalhou de forma pioneira a área do web-marketing, e, nomeadamente, fomos os primeiros a ter uma página personalizada no Facebook, que é aquela, de todas as regiões, a que tem mais fãs. Nessa data lançámos uma página personalizada no Youtube e a versão mobile da página da ERT Alentejo na Internet. Qual a importância destes novos canais de divulgação?

Temos noção que cerca de 70 por cento das pessoas vêm filmes dos destinos antes de viajar e 90 por cento fazem pesquisas on line, e até decidem aí os itinerários de viagem, portanto, para nós, a aposta nesta área é muitíssimo importante. Agora, que já entrámos no outono, já é

possível fazer um balanço do verão turístico alentejano?

O aumento do IVA na restauração também não ajudou…

Com todos os perigos que a estatística encerra, e correndo o risco de não ser verdade para todas as unidades turística, este verão correu bem. O número de turistas foi muito idêntico ao do ano passado – que tinha sido o melhor ano de sempre –, mas, de facto, assistiu-se a uma redução no consumo. Assistiu-se a uma grande queda do turismo de negócio, com evidentes dificuldades para a restauração, e, obviamente, tendo o Alentejo uma quota muito elevada de turistas dos mercados português e espanhol (cerca de 83 por cento), dois mercados que estão em quebra de consumo, foi, portanto, natural que se refletisse nos resultados. No entanto, dada a conjuntura, temos a ideia que em termos de verão foi uma performance positiva. No que diz respeito ao ano, atendendo a que tivemos três anos sempre a subir, 2012 acaba por ser um ano razoável.

Tendo em conta que o peso do mercado interno neste subsetor é muito superior ao do mercado do alojamento, o aumento do IVA veio, de alguma forma, obrigar as famílias portuguesas a mudarem o seu estilo de vida, e há, de facto, uma queda visível na restauração. Daí nós termos lançado um projeto, que vinha a ser estruturado há algum tempo, no sentido de apoiar os restaurantes, entre outras coisas, integrando-os em roteiros enogastronómicos; ajudando-os na elaboração e tradução das ementas, dando-lhes preferência na divulgação e participação de eventos; ou na área da segurança alimentar e qualidade de serviço. Já fizemos reuniões em Beja, Serpa, Estremoz, Alcácer, e vamos realizar outras em Sines, Elvas e Portalegre. O nosso objetivo é certificar a restauração no Alentejo, dar-lhe qualificação, e criar roteiros gastronómicos com ementas tipo e grande divulgação on line. AF

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Dia Mundial do Professor

Em defesa da escola pública

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eja, à semelhança do que acontece um pouco por todo o País, assinala hoje o Dia Mundial do Professor, iniciativa, esta, que, segundo o Sindicato de Professores da Zona Sul, “este ano ainda se reveste de mais importância”, até porque é preciso dignificar a profissão e continuar a luta pela defesa da escola pública de qualidade. Em Beja a data vai ser assinalada com uma concentração de protesto e com a pintura de um mural, pelas 10 horas, na rua Pedro Vítor. As iniciativas, que deverão decorrer durante todo o dia, pretendem promover e valorizar a profissão docente e defender a escola pública. “Este é um dia extremamente significativo para os professores, mas também para a defesa da escola pública, ainda mais quando assistimos à aplicação de políticas que colocam cada vez mais em risco a sua continuidade”, defendeu, em declarações ao “Diário do Alentejo, Maria da Fé Carvalho, do Sindicato de Professores da Zona Sul. Para a docente, “é necessária a colaboração e a luta de todos, para que possa prevalecer um ensino de qualidade” e, neste sentido, o sindicato tem apelado à “mobilização de todos os docentes, mas também da população”. “Temos chamado a atenção para a importância da participação nas comemorações que assinalam neste dia. A data, 5 de Outubro,

feriado nacional, cola-se a um fim de semana e sabemos que é um dia mais complicado para alguns, que aproveitam para estar, por exemplo, com a família. É de realçar, no entanto, que esta iniciativa vai acontecer um pouco por todo o País e que há assim a oportunidade de muita gente participar”. A esta iniciativa vão ainda juntar-se outras, como a marcha contra o desemprego, e Maria da Fé Carvalho acredita, assim, que “os docentes podem dispersar-se por várias ações, mas que vão participar e assinalar, sem dúvida, este dia”, que, em sua opinião, “este ano ainda se reveste de maior importância”. “Por tudo o que assistimos é um ano especial, é um ano onde não nos podemos esquecer que se verificaram ainda mais reduções”, considerou, lembrando que “em algumas escolas ainda havia professores por colocar”. “Reforçar a consciencialização da população para a importância da escola pública é também, sem dúvida, uma das ideias que se pretende assinalar neste dia. Esta não é uma luta só dos docentes, é uma luta de todos”, frisou Maria da Fé Carvalho. Até porque, para o Sindicato de Professores da Zona Sul, “a defesa de uma educação de qualidade deve ser defendida por todos, sem exceção, porque os alunos de hoje serão os homens e as mulheres de amanhã do País”. BS


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“Embora não seja natural do Alentejo, sinto-me completamente alentejana, pois cresci em Milfontes e ainda hoje vou lá sempre que posso. Daí o entusiasmo com que aceitei ser madrinha da praia das Furnas”.

Perfil

A atriz Sofia Duarte Silva foi madrinha da praia das Furnas

Milfontes, princesa do Alentejo A atriz Sofia Duarte Silva foi madrinha da praia fluvial das Furnas, que

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or volta de 1978, um casal formado por um médico e uma professora trocou o Barreiro por Vila Nova de Milfontes. No sudoeste alentejano começaram uma vida nova, com a tranquilidade e o ar puro que lhes faltava na industrializada cidade da margem sul. Com eles traziam uma filha, nascida no ano anterior, que é hoje a atriz Sofia Duarte Silva. “Embora não seja natural do Alentejo, sinto-me completamente alentejana, pois cresci em Milfontes e ainda hoje vou lá sempre que posso”, afirma Sofia. “Daí o entusiasmo com que aceitei ser madrinha da praia das Furnas”. Na sua opinião, “o concurso 7 Maravilhas foi uma grande promoção do sudoeste alentejano, dando a conhecer a qualidade ade das praias da região e também as pessoas ssoas que lá vivem. A adesão do público notou-se otou-se no resultado final. Viu-se que as pessoas votaram com o coração”. Sofia viveu e estudou tudou em Milfontes até ao 10.º ano. Depois pois foi para Lisboa, onde frequentou oss dois últimos anos do ensino secundário. rio. Ser atriz não estava ainda nos seuss planos: “De facto, não pensava em ser atriz. Prova disso é que quando acabei o secundário entrei atemática Aplicada, para o curso de Matemática iências de Lisboa. A na Faculdade de Ciências pre gostou de artes minha família sempre enha muito bem e o – o meu irmão desenha vilhosamente –, mas meu pai canta maravilhosamente ela cabeça represen-nunca me passou pela tar. Quanto muito pensava em cantar,, ssional.” mas não como profissional.” nto levou-a a prestar O gosto pelo canto provas para o Coro da Universidade de Lisboa. “Por azar, ouu por sorte, o maestro faltou nesse dia.. Mas fui ouvida por um violinista que mee aconselhou a inscretório”. Sofia seguiu o ver-me no Conservatório”. inar que daí resultaconselho, sem imaginar ria uma reviravolta na sua vida. “Quando ria do curso de procurava a secretaria atório, enCanto, no Conservatório, ecretatrei por engano na secretaor de ria da Escola Superior sso Teatro e Cinema, e isso levou-me a mudar dee ideias. Inscrevi-me, fiz as provas para o curso de Formação de Atores e entrei. ei No ano seguinte entrei to, e assim acabei por para o curso de Canto, ões.” tirar as duas formações.” as sobre o caminho a Sofia tinha dúvidas

venceu, na sua categoria, o concurso 7 Maravilhas – Praias de Portugal. Para isso contribuiu a beleza natural da praia, mas também a simpatia da madrinha e a sua ligação afetiva às Furnas. Apesar de não ter nascido no Alentejo, Sofia cresceu em Vila Nova de Milfontes e diz-se “completamente alentejana”. Texto Alberto Franco

seguir. “Nessa altura, não tinha um grupo de amigos com os quais pudesse formar um grupo de teatro. Ao mesmo tempo, sentia-me mais virada para a literatura,

para a escrita criativa, para a dramaturgia. Então decidi continuar a estudar e inscrevi-me no curso de PortuguêsInglês, na Universidade Nova”. O acaso voltou a ser determinante. “Vi um anúncio no jornal a pedir coristas para o cabaré da série ‘Alves dos Reis’, de Francisco Moita Flores. Depois de fazer dois castings, fui escolhida para o papel de Luísa, a mulher de Alves dos

Reis.” A série sobre a vida do genial burlão passou na RTP com grande sucesso, e o nome de Sofia Duarte Silva popularizou-se junto dos telespetadores. Seguiram-se anos de trabalho intenso. Sofia voltou a trabalhar com Moita Flores em mais duas séries, “O Processo dos Távoras”, na qual deu vida à rainha D. Maria Pia, e “A Ferreirinha”. Trabalhou em duas novelas “Nunca digas Adeus” e “Tudo por Amor”, e na série “Morangos com Açúcar”, exibidas na TVI. No teatro, participou em espetáculos como “A Canção de Lisboa” e “My Fair Lady”, de Filipe la Féria, e em peças musicais infantis. À margem da representação fez publicidade, dobragem de filmes e de jogos do computador. Entre a televisão e o teatro, o que prefere Sofia? “Fazer televisão t é como praticar bungee jumping, jumpin aquele desporto radical em que saltam saltamos no espaço, presos por uma corda elástica. elás Tal como no bungee jumping, na televisão te andamos para cima e para baixo. baixo Podemos estar parados, mas temos de ter a personagem preparada para entra entrar em ação quando for preciso. O teatro eexige uma disponibilidade diferente, um tempo de preparação e maturação muito ppróprio. Faz-nos sentir emoções diferentes. diferentes Fazer teatro é como estar apaixonada, aquelas borboletas na barriga, o coração a saltar…” Além do curso dde Formação de Atores, Sofia fez um workshop works de Teatro Musical na Guildford Scho School of Acting, perto de sóli preparação profisLondres. Esta sólida sional permite-lhe dar aulas a jovens candidatos a atores. “Lecionei Expressão T Dramática e Teatro no Colégio do p Ramalhão, para turmas do 10.º e T 11.º anos. Também dei aulas da disciplina de Voz no curso de Artes do Espetáculo, na Escola Secundá Passos Manuel”. Secundária es A escrita ocupa um lugar impor importante na vida de Sofia Duart Silva. Em parceria Duarte com Paulo Duarte Ribeiro, e cr es escreveu “É Por Aqui”, “ m comédia em 15 ske“u “uma t h que aborda o tema tc tches d relacionamento entre do as pessoas. Neste mom mento estamos a prep parar outro espetáculo, que se estreará em Milfontes, no final de outubro”.


Diário do Alentejo 5 outubro 2012

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O Governo de Pedro Passos Coelho está a dar mau nome à democracia. E o PSD, o CDS e o PS estão a dar mau nome aos partidos. Vamos reparar só quando for tarde de mais? José Vítor Malheiros, “Público”, 2 de outubro de 2012

Opinião

Pórticos do desemprego Ruy Ventura Poeta e ensaísta

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egressei há dias de férias. Por enquanto, ainda faço parte do grupo privilegiado cujas férias têm fim. Há quem tenha “férias” intermináveis e não saiba o que fazer à vida… Foi um mês de contenção, pois entre os trabalhadores deste País pertenço ao número daqueles que deixaram de ter ordenado dobrado no verão. Não fosse a recente decisão do Tribunal Constitucional – e até pareceria que os únicos beneficiários do regabofe despesista dos últimos governos haviam sido os funcionários públicos, entre os quais orgulhosamente me incluo… Dos poucos passeios que o orçamento familiar permitiu, trouxe na memória a rapidez com que agora se circula nas autoestradas. É uma maravilha…, fatal, da nossa idade. Sem dinheiro para o combustível, poucos se aventuram a sair da toca, num tempo de enganos em que a “conjuntura internacional” é pretexto para aumentar desmesuradamente a gasolina e o gasóleo, mas já não serve para baixar os seus preços. Nem só o preço do alimento fóssil aumentou, contudo, a velocidade de circulação nas vias rápidas. Agora temos sobre autoestradas uns objetos metálicos novos e algo estranhos, chamados “pórticos”, que permitem a circulação vertiginosa, sem paragens para pagamento, sem a chatice da saudação a um portageiro. (Serão pórticos do paraíso ou do inferno?) Curiosamente, também nas portagens antigas o elemento humano está em vias de extinção. Aí temos ainda de parar, mas já não damos os “bons dias” a um simpático (ou antipático) cidadão. Temos de lidar, apenas, com uma maquineta que recolhe o carcanhol e agradece com uma voz metálica, gravada. Não contesto a justiça do princípio do “utilizador-pagador” nas autoestradas portuguesas, desde que existam vias alternativas onde se circule com segurança. Revolta-me conNão contesto a tudo que o acréscimo de lucro justiça do princípio das concessionárias não se traduza num retorno social justo, do “utilizadoratravés da criação de um maior pagador” nas número de postos de trabalho. autoestradas Pagaria a portagem com muito portuguesas, menor azedume se soubesse desde que existam que esse dinheiro contribuiria vias alternativas para o emprego de um portageiro com família. onde se circule Nós, contudo, não estamos com segurança. livres de culpas nesta substituiRevolta-me ção do homem pela máquina – contudo que com consequente aumento do o acréscimo desemprego –, pois deixamode lucro das -nos enganar pelos ardis de um capitalismo desumanizante e concessionárias esclavagista, quando cedemos não se traduza num retorno social ao comodismo e à preguiça. Sempre que usamos uma májusto, através da quina para a execução de uma criação de um tarefa que poderia ser feita por maior número de um semelhante nosso, com a postos de trabalho. devida remuneração, estamos a contribuir para o despedimento

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JOÃO ROCHA, ao fim de mais de três décadas à frente dos destinos da Câmara de Serpa, anunciou este domingo a sua renúncia ao mandato. É a aguardada saída de um dos mais antigos autarcas do País. Que deixa a sua marca em Serpa e abre caminho ao seu sucessor natural, Tomé Pires. No ar fica algum alvoroço em relação ao seu futuro político. Muitos esperam-no no próximo concurso eleitoral em Beja. Outros nem por isso. Mas não deixa de ser um dos pesos pesados do PCP na região. PB

António Borges lamenta que haja quem pense que é preciso ter em consideração a vontade dos cidadãos. De pessoas mal vestidas, com hipotecas, se calhar comunistas. António Borges acha que essa chatice só vem complicar a aritmética. José Vítor Malheiros, “Público”, 2 de outubro de 2012

de trabalhadores úteis, em idade ativa. Se compramos em lojas on line estamos a fechar locais de comércio com rosto, se praticamos todas as operações bancárias no multibanco ou na Internet estamos a despedir pessoas com que nos cruzamos todos os dias. São apenas dois exemplos. O desemprego não é apenas um problema dos indivíduos afetados por uma rasteira da vida. É um terramoto social que, mais cedo ou mais tarde, provocará convulsões sociais seríssimas. Sempre que contribuímos para a substituição do homem pela máquina estamos a trabalhar ao lado daqueles que desejam a substituição de seres livres por seres escravizados (e, já agora, alienados por uma boca dose de trampa televisiva).

Beja o elegeu, Beja o perdeu Luís Covas Lima Bancário

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paciência começa a esgotar-se. A crueldade do programa de ajustamentos endereça iniciativas duvidosas como o suprimento de subsídios, mexidas no IVA, alterações à TSU, mais taxas e sobretaxas. Medidas geradoras de incentivos para o crescimento económico, competitividade e produtividade, nem vê las. O desemprego dispara a um ritmo alucinante. Entretanto, realizam-se grandes manifestações, sejam de cariz apartidário ou político. O povo sai à rua. São aos milhares. A asfixia e o cinto cada vez mais apertado começam a desesperar quem já não consegue viver. Sobreviver é o estigma dos nossos tempos. A propósito, há mais de um ano e na ressaca dos resultados eleitorais da eleição deste Governo, escrevi nesta coluna uma crónica com o título de “Sustentabilidade”. Falava da necessidade de “(…) um rumo, sem desvios, assertivo nas convicções e decisões e, principalmente, intolerante com indefinições. (…) Temos de ser competentes, exigentes e rigoHá mais de um rosos na execução”. Ato de conano e na ressaca trição. O rumo proclamado pados resultados rece não existir. Os desvios são eleitorais da mais do que muitos, com avaneleição deste ços e recuos. As convicções são Governo, escrevi parcas na sua própria convicção. As decisões são sempre no nesta coluna mesmo sentido, um atentado a uma crónica quem trabalha. As indefinições com o título de abundam. A execução é para a “Sustentabilidade”. troika ver e para o povo sentir Falava da e sofrer. necessidade de Tudo custa. Mas aquilo que custa ainda mais prende-se “(…) um rumo, sem com a desertificação ou com desvios, assertivo aquilo que a promove e que não nas convicções a contraria. Dizia ainda que e decisões e, “(…) A maior parte das regiprincipalmente, ões refletem a imagem do país. intolerante com Há a realçar a assimetria entre os grandes centros urbanos e indefinições. (…) Ato de contrição. O o interior do país eternamente esquecido. Portugal tem que rumo proclamado cumprir, não ignorando as suas parece não existir. regiões mais desfavorecidas e

sempre prejudicadas nas opções de investimento, com reflexos imediatos ao nível da sua competitividade. É uma luta desigual (…)”. Na esperança do tangível, não obstante o intangível do alcance das promessas políticas, falei na altura com um certo orgulho no Carlos Moedas, entretanto regressado a Beja, e comentei tópicos de uma entrevista sua a uma rádio local. “(…) a economia enquanto polo aglutinador de oportunidades. É efetivamente um fator decisivo para o desenvolvimento. É a mola real para a existência de mercado e dos mecanismos de oferta e procura que lhe são inerentes. Propõe ainda incentivos ao empreendedorismo e à criação de empresas. O emprego será uma consequência”. “(…) Retive, particularmente, o seu compromisso com investimentos de proximidade traduzidos em acessibilidades e consequente progresso. Ficou bem vincada a ligação direta de Beja-Lisboa, através do Intercidades, a viabilidade do aeroporto, a concretização do IP8 e a dinamização do turismo (…)”. Esta crónica “cheira” a plágio. Meus caros leitores, plágio meu sobre uma crónica minha escrita anteriormente neste vosso jornal. É propositado. É para relembrar as promessas confiadas a alguém e que afinal se traduz em ninguém. Beja o elegeu, Beja o perdeu.

Mais um ano letivo Manuel António Guerreiro do Rosário Padre

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ano escolar marca o ritmo de qualquer país, pois o futuro de uma sociedade depende da aposta que ela faz na educação. Este facto merecia por si só um amplo e transversal consenso entre todas as forças políticas e a inteira comunidade educativa, de modo a que as opções feitas ou a fazer não se limitassem a uma mera legislatura, mas se prolongassem por um leque de tempo suficientemente vasto que permitisse programar reformas a médio e longo prazos. Há, ainda, duas questões que me preocupam e que gostaria de ver afrontadas com clareza e decisão. É quase um refrão que se entoa com diferentes tonalidades e acentos que há cada vez menos alunos na escola. Mas porquê? Há uma causa que na minha opinião não tem sido enfrentada com a verdade que deveria: a quebra da taxa de natalidade! Há décadas que a sociedade portuguesa e a Europa em geral caminham para um inverno demográfico de consequências ainda imprevisíveis, mas que vários estudos consideram uma autêntica hecatombe. Mas que fazer? Quem deverá tomar a iniciativa? O Estado, as famílias, a sociedade civil, a Igreja? A ordem não sei qual deverá ser, mas que algo tem de ser feito não há dúvida. Todos não somos de mais para darmos o nosso contributo e encontrarmos caminhos de solução e de esperança, e sem crianças, sem a inversão de uma mentalidade que parece temer a vida humana enquanto se entretém com questões secundárias, não há futuro. As pessoas não são coisas, nem números, nem meios. Outra questão que me deixa particularmente preocupado é a desertificação do interior do nosso país. A teimosia em extrair, amputar tudo aquilo que é sinal de vida, e a escola é um desses sinais, está a ter consequências dramáticas no esvaziamento, na morte anunciada, de uma parte significativa de Portugal? Não será tempo de parar, refletir e inverter a marcha? Aprendamos também com as boas práticas de alguns países europeus! Apesar de tudo, creio que ainda há lugar para a esperança!


A ministra da agricultura esteve esta segunda-feira na inauguração de uma nova unidade agroindustrial, em Serpa. Perante um coro de protestos no local e uma forte mobilização das associações do setor, ASSUNÇÃO CRISTAS passou pelo Alentejo sem uma única palavra sobre o Alqueva. Numa altura em que se intensifica a luta dos agricultores pela gestão da água no novo perímetro de rega. Medida que não agrada ao único acionista da EDIA, o Estado, e que ainda vai fazer correr muita água. PB

Há 50 anos Uma piscina – importante e almejado melhoramento

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uando se construirá a pequena estrada para o Santuário da Senhora da Cola? [Ourique]”; “Presença ultramarina – Despertou muito interesse a exibição do Grupo Coral do Baixo Limpopo ontem realizada no ginásio do Liceu [de Beja]”; “Chegou ontem a Beja uma nova viatura para os Bombeiros Voluntários”. Eram estes os principais títulos da primeira página do “Diário do Alentejo” de 4 de outubro de 1962. E havia também, no espaço “Beja Dia-a-Dia”, um “Varandim da Cidade” assinado pelo jornalista Melo Garrido. Assim: “Desde há muitos anos que neste jornal se lançou a sugestão de Beja ser dotada com uma piscina, melhoramento de uma utilidade tão flagrante que será supérfluo expô-la uma vez mais. O decorrer do tempo e a indiferença que mereceu inicialmente esta ideia não nos levaram a pô-la de parte, pois com frequência a fomos agitando nas nossa colunas, na certeza de que ela acabaria por se impor á atenção das esferas que mais poderiam agir no sentido da sua concretização. Se a memória não nos atraiçoa, o alvitre chegou a ser apoiado numa reunião do Conselho Municipal, pela voz do representante do Grémio do Comércio, sr. José Cândido Chícharo. O certo, porém, é que, pelo menos que saibamos, não se deu ainda qualquer passo positivo para que a cidade seja beneficiada, num futuro próximo, com tão importante como almejado melhoramento. Existe, é verdade, uma piscina em Beja – a do Liceu. Mas esta constitui uma história altamente triste...” O jornalista transcreve depois sobre o assunto parte de uma carta de um leitor, o sr. João Paulo Lopes: “Estando esta cidade a um mínimo de 100 quilómetros de qualquer praia, sujeita a temperaturas que durante o dia oscilam, por largos períodos, entre os 35 e os 40 graus á sombra, estando frequentemente a ser ponto de passagem de estrangeiros, que se vêem forçados a deambular pelas ruas com fatos próprios mais para a praia do que para usar num centro urbano de hábitos pacatos e mais ou menos recatados, como o de Beja, não serão estas razões suficientes para se pretender a construção da referida piscina? Os estrangeiros que chegam encalorados a Beja não iriam com facilidade usar a piscina e um possível ‘bar’ que lá existisse? E as pessoas de fracos recursos que, indo á praia uma vez por ano, poderiam com igual despesa frequentá-la várias vezes, assegurando-se, assim, uma frequência que animasse o empreendimento que venho apontando.” Conclui Melo Garrido o seu “Varandim da Cidade” apoiando a proposta: “Registamos, portanto, mais uma voz a clamar por uma piscina. Uma voz que representa muitas vozes e que merece ser ouvida.” Carlos Lopes Pereira

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15 No final da última reunião da Assembleia Municipal de Beja o vereador da CDU, MIGUEL RAMALHO, terá agredido fisicamente o presidente do município, PULIDO VALENTE (PS). A política em Beja está num processo de degradação nunca visto. A violência verbal subiu a um tom inaceitável. E agora chegaram a vias de facto. É por estas e por outras que as pessoas se desligam da política e dos partidos. E é com estas que a CDU continua a dar tiros nos pés. PB

Diário do Alentejo 5 outubro 2012

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Mas o que António Borges não percebe é como a vontade dos cidadãos, dos trabalhadores, dos patrões, possa ser incluída na equação quando se trata de tomar uma decisão política. O que António Borges não percebe é aquela coisa chamada democracia. José Vítor Malheiros, “Público”, 2 de outubro de 2012

Cartas ao diretor Ainda a crise do futebol regional (e não só) José Ramos Charneca da Caparica

Como sabemos, continua a crise em todos os setores da vida social, política, económica. Por tudo isto “ao fim de pouco mais de um ano de governo, assistiu-se à maior manifestação que há na memória regente”, como alguém escreveu em meados de setembro, num jornal. E realmente “há os que tudo fazem para se manterem no poder e os que tudo fazem para irem para o poder”. Ambição, egoísmo, materialismo, não pode faltar. Sabedoria, compreensão, justiça, humildade, faltam com certeza. Como também outra pessoa escreveu, “desde sempre, a luta contra a injustiça tem sido a grande impulsionadora de mudança social. A base da sociedade é a justiça!” Mas também no desporto há tremendas injustiças e não só nas arbitragens. Assim, como os governos no nosso País, (que se dizem democráticos e sociais) e concordam com chefes e patrões, dão ordenados e pensões exorbitantes ou excessivas a uns, e depois dão a outros, que não merecem menos, vencimentos e reformas de miséria, também os clubes desportivos (é de pasmar) não são nada justos nem sábios quando pagam a uns jogadores dinheiro a mais, faltando por vezes a outros jogadores que recebem menos! E dentro das quatro linhas do terreno muitas vezes não se nota diferença alguma nos atletas com mais nome, daqueles menos conhecidos. Estes até trabalham com a sua boa vontade para os companheiros de equipa, aqueles são quase sempre mais individualistas, mais egoístas, perdendo por isso jogadas que podiam dar mais golos. Por vezes somos maus e injustos até para quem gostamos, para os nossos familiares. A meu ver a Associação de Futebol de Beja não teve consideração alguma e foi injusta para com cinco clubes seus filiados. Sim, os cinco que ficaram na II Divisão. Quatro clubes dessa divisão subiram para que a I Divisão ficasse completa com o número de 14 clubes. Depois, dada a escassez de clubes na

divisão secundária, informou que não se disputava o próximo campeonato. Tem razão o Messejanense no seu protesto. Depois de gastar de suas fracas verbas para poder fazer uma boa prova, foi informado, como os outros quatro clubes, que não haveria campeonato! Mas será que o número de clubes na I Divisão Distrital de Beja é inalterável? Nunca poderá ser mudado ou alterado? Lembremos que até no principal campeonato do nosso futebol, desde 1934/35, o número de clubes tem sofrido alterações conforme determinados interesses e conveniências… Assim a AFB teve muito tempo para resolver o problema, sem ter que pôr cinco dos seus clubes na inatividade (na categoria de seniores, claro). Bastaria incluir os 19 clubes na mesma categoria ou uma só divisão. Se este número obriga a muitas jornadas (36) seriam divididas em duas zonas – oriental e ocidental – conforme a localidade das equipas. Assim até haveria menos gastos nos transportes. Depois seria resolvido quantos clubes iriam à segunda fase, os melhores de cada zona, para apurar o campeão que subirá à futura 2.ª Divisão nacional. Sabe-se que uma das causas da 3.ª Divisão nacional acabar tem a ver com as enormes viagens. Em comparação, os clubes do nosso distrito, o maior de Portugal, e que vivem com a ajuda da carolice de alguns apaixonados, a associação devia dar mais facilidades, senão vai perdendo mais clubes. O calendário da próxima época está feito. Como será depois?

“Numa cidade acordada, uma biblioteca sem sono” Manuel Dias Horta Beja

Sou um assíduo frequentador e um viciado utente da biblioteca da nossa cidade, de que outros também são. Excluindo domingos e feriados, lá faço uma peregrinação diária. Costumo chegar antes da sua abertura ao público e até lá deleito-me a contemplar aquele grande edifício, pintado de branco, de grandes janelas e medito na grande riqueza que aquelas paredes encerram. Olho para a larga escadaria e não me atrevo a subi-la, sei que as minhas

pernas não me oferecem a garantia de sair de lá, inteiro. Recorro, então, à porta das traseiras. A fechadura elétrica que a comanda há três semanas que está avariada (no momento em que escrevo foi lá colocada outra, mas que também não oferece garantia). Lá dentro ocupo uma mesa entre as estantes, embora a minha preferida seja outra que está rodeada de dicionários e enciclopédias. Estico o braço, abro a mão e aleatoriamente abre-se uma página que eu não conhecia. Fico mais rico! Quantas vezes terei palmilhado os corredores entre as estantes? Quantas vezes terei lido nas lombadas daqueles livro os seus títulos e no interior excertos dos seus conteúdos? Não sei. Mas sei que mesmo de olhos vendados irei parar à zona onde repousa Eça de Queirós, o indelével Padre Amaro, a infeliz Améliazinha, o Carlos dos Maias, o Bazílio de Brito, de quem não gosto, nada. Leiria, Lisboa, abades, padres e vigários. Um pouco antes e na mesma estante, Camilo. O seu riquíssimo vocabulário, amores e desamores e o ódio ao Marquês de Pombal. Na estante de cima, sua excelência Miguel Torga. Aqui, não resisto, saco um dos volumes do diário e relei-o. A força do verbo e a rusticidade da palavra deste transmontano, contagia-nos. Cruzo-me com Virgílio Ferreira e a sua Manhã Submersa, já há anos que lhe tinha passado os olhos por cima, mas volto a constatar, quanto era dura e difícil a formação dos destinados à salvação das almas. Estou rodeado de livros por todos os lados. Que sensação! O profissionalismo, a simpatia e a disponibilidade das pessoas que aqui trabalham é excelente. Lá de cima o sol envia-lhe os seus raios que ao atravessarem as janelas a aquecem e a iluminam, deixando no ar uma poalha cinzenta, talvez produzida pelos seus residentes e que o escarlate de ricas encadernações tenta disfarçar. A quietude e o silêncio reinantes lembram a solenidade e a grandiosidade de um templo em oração. A paz de espírito, nesta sala, apenas é interrompida por pungentes lamentações – conforme o estado do tempo, ai que frio! Ou ai que calor. É que na Biblioteca Municipal José Saramago o ar condicionado que há três anos deu os primeiros sinais de avaria, já implodiu por completo, por falta de manutenção. Mormente no Alentejo o ar condicionado, não ser nenhum luxo, antes uma necessidade.


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Adélia delicia-se com a Júlia Pinheiro, “com a forma como ela fala com as pessoas”, e com as telenovelas da TVI. Francisco aprecia as touradas e os noticiários. Mas desde que fizeram a migração para a televisão digital terrestre (TDT), raro não é o dia em que não se deparam com falhas na receção do sinal.

Reportagem Aldeia Nova da Favela, Messejana e Canhestros são apenas três exemplos de localidades do distrito de Beja onde continuam a registar-se problemas com a migração para a televisão digital terrestre (TDT), passados que estão quase seis meses sobre a conclusão do processo que ditou a cessação da emissão televisiva analógica terreste. As populações queixam-se de falhas frequentes de sinal de TDT, mesmo depois

População do distrito de Beja denuncia falhas constantes no sinal de TDT

de terem gasto dinheiro em descodificadores, ante-

“Se me tiram a televisão, tiram-me a vida”

nas e até televisores. Várias autarquias já procederam ao levantamento das situações concretas de anomalias e tentam agora, através de acordos firmados com a Anacom – Autoridade de Comunicações (a entidade coordenadora do processo de transição) e com a Telecom (a empresa responsável pela instalação da infraestrutura de rede), encontrar solução para o problema. Texto Nélia Pedrosa Fotos José Ferrolho

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entado no poial à porta de casa, no Monte da Oliveirinha (Ourique), indiferente ao frio e ao céu carregado de densas nuvens negras, Francisco de Matos faz a barba tranquilamente. Bacia com água e pincel pousados no chão, lâmina de barbear numa mão, espelho apoiado nas costas de uma cadeira colocada à sua frente. Funcionário público aposentado da Câmara Municipal de Ourique, onde trabalhou durante 33 anos nos mais variados serviços – “andei espalhando alcatrão aí por essas estradas, numa máquina, andei abrindo valetas, fui jardineiro no castelo” –, o septuagenário preenche os dias cuidando “do hortejo e de duas ovelhinhas” e ajudando a mulher, atualmente a recuperar de uma cirurgia que lhe deixou algumas mazelas. Agora que já não saem “para lado nenhum”, porque “a idade” de ambos e os problemas de saúde de Adélia “já não o permitem”, a televisão é uma das principais distrações do casal,

principalmente à hora de almoço e ao serão. Adélia delicia-se com a Júlia Pinheiro, “com a forma como ela fala com as pessoas”, e com as telenovelas da TVI. Francisco aprecia as touradas e os noticiários. Mas desde que fizeram a migração para a televisão digital terrestre (TDT), raro não é o dia em que não se deparam com falhas na receção do sinal. “Fico aborrecido por não se ver nada. À noite, ao serão, às vezes está a dar uma novela, ou outra coisa qualquer que gostamos de ver, e depois aparece um quadrozito, por vezes letras, estamos ali um quarto de hora, meia hora, e a imagem não regressa, então desligamos e vamo-nos deitar, é o que a gente faz. Até já disse à mulher que o melhor é levar a televisão lá além para o balde do lixo, assim acabava-se com isso”, diz Francisco de Matos. Em “descodificadores, cabos e antenas“, o casal Matos, a filha e o genro, que vivem na casa ao lado, gastaram “cerca de 200 euros”. No caso da filha, acresce à conta uma nova

televisão. “Disseram para comprarmos uma televisão das novas, que tem tudo incluído, que se via bem, que não havia problema. Não há problema? Acontece o mesmo que à do meu sogro, que é velha. É a mesma coisa”, lamenta o genro, Alberto Samora. Do Monte da Oliveirinha avista-se a Aldeia Nova da Favela, também conhecida por Favela Nova, localidade da freguesia de Ourique habitada por poucas dezenas de pessoas, na sua esmagadora maioria idosas e que se distribuem apenas por duas ruas – “a rua principal [rua Engenheiro Sena Cabral] e a rua da Igreja”. Aqui também as queixas de frequentes falhas de sinal se repetem. Irene Guerreiro, 83 anos, que caiu na tarde do dia anterior, magoando uma perna, repousa na cozinha, impedida que está de fazer grandes movimentos. Se a televisão já lhe fazia companhia enquanto tratava dos seus afazeres domésticos, nos próximos dias ainda lhe deverá fazer mais.

“É uma grande companhia, principalmente no inverno, porque sou só eu e o meu marido”, diz entre queixumes de dor. “Com a perna assim vai ser complicado. Vai passar mais tempo em casa e precisará mais da televisão para lhe fazer companhia. Agora que estou de férias sempre estou mais acessível durante o dia, se não fosse assim só passaríamos à noite”, acrescenta a nora, Inês Ramos de 35 anos, também ela afetada pela falta de sinal de TDT. “Sinceramente custa-me mais por causa das miúdas, uma tem oito anos e a outra tem três. E o meu marido também gosta de ver televisão. Eu não ligo muito, nos telejornais também só dão desgraças. Mas também não estou para por televisão paga, eu e o meu marido não temos ordenado para isso”, conclui. À Junta de Freguesia de Messejana, no concelho vizinho de Aljustrel, já chegou um número significativo de reclamações a dar conta de dificuldades na receção do sinal


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de TDT. Edeme Correia, 84 anos, que encontramos na praça 1.º de Julho a caminho da mercearia, é uma das queixosas. Mas não o faz só a pensar em si, porque não é “egoísta”, vai logo avisando. Fá-lo também a pensar nos seus conterrâneos de parcos recursos, que não podem gastar “20 ou 25 euros por mês” por um serviço de televisão paga, neste momento “a única forma de se poder ver televisão sem problemas” [a TDT não afeta os serviços de televisão por subscrição]. “Eu não falo só por mim, falo é pelas outras pessoas, porque graças a Deus ainda podia pagar, mas há pessoas que não podem. Então uma pessoa que tenha uma reforma de 250 euros, pode estar tirando 20 ou 25 euros todos os meses por causa da televisão, e então o resto? Medicamentes e às vezes já fraldas, e essas coisas todas. Tudo custa dinheiro”. Como durante o dia anda “a serigaitar pelas ruas”, entre “visitas a amigos e a doentes a residir no lar”, é nos períodos em que prepara as suas refeições e ao serão que mais vê televisão, ou melhor, que tenta ver, ironiza. “As falhas de sinal acontecem mais à noite. Mas há três dias que vejo bem. Depois sou capaz de estar quatro, cinco dias sem ver. Vejo um bocado, depois começam aquelas trapalhadas, parece roupa lavada pendurada na corda. E fico sem sinal, acabo por desligar e deixar-me dormir, mas aborrece porque sempre gosto de ver a telenovela ‘Louco amor’, da TVI, e as outras que dão a seguir, assim como o noticiário”. A viver sozinha, há dias em que acaba por ir ver televisão a casa do irmão, que “tem os canais todos”. Mas com a chegada do inverno, e das noites frias, diz, as saídas noturnas acabarão: “Depois não posso vir às 10, 11 horas da noite para casa, que é quando acabam as novelas, porque já está muito frio”. Com uma modesta reforma e a viver sozinha, Mariana Salgueiro, de 84 anos, é uma das conterrâneas de Edeme Correia que não se pode dar ao luxo de subscrever um serviço pago de televisão. Por isso, quando o aparelho começa a ficar “com listas encarnadas”, aproveita para fazer “um pouquinho de croché, se PUB

ainda é cedo”, para ler uma revista herdada de uma das irmãs ou para rezar. “A televisão é a minha companhia, como não tenho gatos, nem gatas, é a televisão. As minhas vizinhas todas, e as minhas irmãs, têm televisão paga, com quarenta e tal canais, mas a mim só me interessam os quatro, e a dois [RTP 2] quase nunca vejo”. Mas pior, diz, estão as pessoas “que moram nos montes isolados”, sem vizinhos por perto. “A gente aqui ainda tem uma vizinha ou outra, mas aquela gente que vive em montes isolados, quando fica sem televisão, vai ver o quê? Isto que fizeram [a migração para a TDT] é, na verdade, uma tristeza”, desabafa. Marisa Gonçalves, que vive a escassos metros de Mariana Salgueiro, à reclamação entregue na Junta de Freguesia de Messejana acrescenta um sem número de telefonemas feitos para o número disponibilizado pela Telecom (empresa responsável pela instalação da infraestrutura de rede necessária para cobrir todo o País com televisão digital) para tratar de assuntos relacionados com o processo de migração. Num dos últimos contactos foi aconselhada “a comprar mais um aparelho para amplificar a intensidade da rede”, mas mesmo assim ainda teria que adquirir uma antena parabólica “para resolver o problema”. “Nós comprámos uma antena e dois descodificadores, gastámos cerca de 150 e 200 euros. Este novo aparelho de que falaram e a antena parabólica não sei quanto custam, mas eles é que deviam resolver o problema”, diz a animadora sociocultural de 32 anos. Marisa vai continuar a aguardar pela resolução do problema, mas não sabe por quanto tempo. “Sou apologista de esperar mais algum tempo mas se não se resolver em alguns meses terei que optar pela televisão paga”, diz, quase resignada. Seguimos para Canhestros, no concelho de Ferreira do Alentejo, onde o assunto do dia é o rebentamento da caixa automática instalada na junta de freguesia. Os assaltantes não conseguiram levar o dinheiro mas deixaram atrás de si um rasto de destruição. Joaquim Maia, 49 anos,

Autarquias identificam centenas de anomalias

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urique, Santana da Serra, Panoias, Garvão e Conceição são as localidades do concelho de Ourique “onde as falhas de sinal de TDT incidem mais”, adianta ao “Diário do Alentejo” o presidente da câmara municipal. “O processo TDT continua com falhas. Há uma zona sombra em que as pessoas têm que adquirir equipamentos de captação via satélite e algumas delas não têm condições para o fazer. Por outro lado, por razões meteorológicas ou por falhas técnicas, há perdas constantes de sinal”. De acordo com Pedro do Carmo, de uma reunião realizada em agosto último resultou um acordo com a PT, sendo que “no prazo de uma semana a empresa irá efetuar em todos os locais que a câmara indicou medições de sinal”. “Depois de chegar à conclusão, caso a caso, se é falta de sinal, e aí temos que ir para a captação via satélite, ou se é algum defeito na instalação, as situações serão ultrapassadas”, assegura, adiantando que até ao momento foram identificadas “três centenas de situações”. “Preocupante”. É assim que o presidente da Câmara de Aljustrel apelida a situação atual do concelho em termos de receção de sinal de TDT. “Temos muitos sítios do território em que há problemas da mais variada ordem, mas o mais confrangedor é sabermos que são territórios de baixa densidade, com pessoas muito idosas, que não têm a mesma disponibilidade para as novas tecnologias que outras gerações”. Nelson Brito considera que todo este processo acaba por ter “consequências muito graves”: “Volvidos estes anos todos as pessoas não têm direito à televisão, que é de facto um meio de informação por excelência, que em muitos sítios recônditos coloca as pessoas em contacto com o mundo. Retrocedemos 30, 40 anos nesta questão. Temos neste momento sítios onde as pessoas ouvem rádio para estarem ligadas ao mundo”. A câmara, em conjunto com as juntas de freguesia, está a proceder ao levantamento “de situações concretas de anomalias detetadas na receção do sinal da TDT”, que depois encaminhará para a Telecom e para a Anacom, entidades a quem já solicitou reuniões. Até ao momento as autarquias receberam “mais de 600 reclamações”. O “Diário do Alentejo” tentou ainda obter declarações junto do presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo, mas tal não foi possível em tempo útil. NP

um dos funcionários da autarquia, mostra-nos as janelas, portas e estores destruídos ao mesmo tempo que vai dando conta da sua experiência com a TDT: “Já mudei de antena, já meti cabos e mais um aparelho que eles dizem que reforça o sinal, nem faço ideia do que já gastei, se calhar uns 200 euros. Às vezes a gente está com a cegueira de ver um programa qualquer e é quando a televisão fica cheia de manchas, vermelhas, azuis, e a imagem a desaparecer. Pode estar assim cinco minutos, como pode estar dois, incomoda e muito”. O que também incomoda, diz, são os comerciais dos operadores privados de televisão “que insistem, batem à porta das pessoas dia e noite, para as pessoas aderirem”. “Eu não faço intenções de aderir. Mas há pessoas na aldeia que já o fizeram, saturadas que estão de não verem televisão”. “Se me tiram a televisão, tiram-me a vida”. As palavras de Eglantina Moderno, 76 anos, demostram bem a importância que a “caixinha mágica” tem no seu dia a dia. Viúva há 11 anos e com os quatro filhos já independentes, a televisão tornou-se a sua “companha”, a sua principal distração, uma vez que por questões de saúde pouco pode fazer. “Não posso estar muito tempo de pé, são dores nos joelhos, na coluna, em todo lado. Deixei de poder fazer a comida. Sempre limpo o pó, mas pouco, e assim vou indo”, diz, ainda abalada com a notícia da tentativa de assalto à caixa multibanco da sua aldeia. Os seus gostos televisivos vão da telenovela “Dancing Days”, da SIC – “adoro a minha júlia” [personagem principal] – ao telejornal, embora “pouco” perceba, passando pela tourada, algo que aprendeu a apreciar com o marido. “A graça que isto tem é que eu nem gostava de tourada. O cavalo sofria, o touro sofria, o homem sofria, e eu sou muito coração mole. Mas o meu marido era capaz de ir lá fora se fosse preciso para ver uma tourada, e eu comecei a ver com ele. Então não é que encegueirei? Agora não falho uma, principalmente quando é com o meu primo segundo, o toureiro Luís Rouxinol. Ele é um artista”.


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Futebol juvenil

Diário do Alentejo 5 outubro 2012

Campeonato Nacional de Iniciados série G (4.ª jornada): São Luís-Odiáxere, 1-1; Louletano-Desportivo Beja, 3-2; Lagos-Olhanense, 0-3; V. Setúbal-Lusitano VRSA, 4-2; Despertar-Imortal, 2-3. Classificação: 1.º V. Setúbal e Olhanense, 12 pontos. 3.º Imortal, nove. 4.º Lagos e Louletano, seis. 6.º São Luís, quatro. 7.º Lusitano VRSA, Despertar e Desportivo de Beja, três. 10.º Odiáxere, um. Próxima jornada (7/10): São Luís-Louletano; Desportivo de Beja-Lagos; Olhanense-V. Setúbal; Lusitano VRSA-Despertar; Odiáxere-Imortal.

Campeonato Nacional de Juniores série E (5.ª jornada): Farense-Barreirense, 0-1; Oeiras-BM Almada (adiado 15/12); Louletano-Lusitano VRSA, 5-2; Olímpico-Moura, 2-2; Atlético-Lusitano Évora, 6-0. Classificação: 1.º Oeiras e BM Almada, 12. 3.º Atlético, 10. 4.º Barreirense, oito. 5.º Lusitano Évora e Olímpico Montijo, sete. 7.º Farense e Louletano, quatro. 9.º Lusitano VRSA, três. 10.º Moura, um. Próxima jornada (20/10): Barreirense-Atlético; BM Almada-Farense; Lusitano VRSA-Oeiras; Moura-Louletano; Lusitano Évora-Olímpico.

Desporto

Eleições no Desportivo de Beja – Realiza-se, no próximo dia 18, pelas 21 horas, uma assembleia-geral Extraordinária do Clube Desportivo de Beja, com o objetivo de eleger novos corpos sociais para o biénio 2012/2014. O clube tem sido gerido por uma comissão administrativa presidida por Vasco Nascimento.

Um derby em Moura com o Castrense à procura de pontos

3.ª Divisão – Série F 3.ª jornada

Moura favorito no derby

At. Reguengos-Esp. Lagos ............................................... 0-0 Juventude Évora-Aljustrelense .......................................1-1 Lagoa-CF Vasco da Gama..................................................2-1 Monte Trigo-Sesimbra .......................................................2-3 Castrense-Lusitano VRSA..................................................1-2 U. Montemor-Moura ..........................................................2-1

Moura e Castrense, dois candidatos com trajetos diferentes, serão os protagonistas do segundo derby alentejano desta temporada, marcado para o próximo domingo na cidade Salúquia. Texto Firmino Paixão

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mbos se afirmaram concorrentes a um lugar de topo, mas à terceira jornada os percursos têm sido substancialmente diferentes. O campeonato ainda nem “saiu do adro”, mas o Moura ganhou os dois primeiros jogos da época e perdeu no domingo passado em Montemor-o-Novo. O

Castrense ainda não pontuou e vem da sua segunda derrota caseira. Depois de ter sido derrotado em casa, pelo Vasco da Gama, na abertura da prova, naquele que foi o primeiro derby da época, voltou a perder em Castro Verde no passado domingo, com a equipa do Lusitano de Vila Real. Como não há tempo a perder e a turma de Castro Verde terá que inverter o sentido deste mau início de temporada, espera-se um grande jogo em Moura, onde a turma local assume natural favoritismo. Mas há mais campeonato para além destas duas equipas sul alentejanas. O Aljustrelense vai receber o Atlético de Reguengos, com quem já jogou (e perdeu) esta época para a

Taça de Portugal. O Mineiro está a assinar uma boa carreira, vem de um empate no terreno do Juventude e ainda perdeu. Como não há jogos iguais, veremos se os mineiros vingam o afastamento da Taça de Portugal. Resta o Vasco da Gama de Vidigueira, que à terceira jornada sofreu a primeira derrota, e logo no terreno do Lagoa onde perspetivávamos um desfecho mais favorável aos alentejanos. No domingo voltam ao seu reduto e desta vez o adversário será o Juventude. A tabela é liderada pelo União de Montemor, só com vitórias. Aljustrelense, Moura e Vasco da Gama estão entre os primeiros seis classificados; o Castrense está no fundo da tabela.

U. Montemor Esp. Lagos Aljustrelense Moura CF Vasco da Gama Sesimbra At. Reguengos Lusitano VRSA Lagoa Juventude Évora Castrense Monte Trigo

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Próxima jornada (07/10/2012): Esp. Lagos-U. Montemor, Aljustrelense-At. Reguengos, CF Vasco da Gama-Juventude Évora, Sesimbra-Lagoa, Lusitano VRSA-Monte Trigo, MourCastrense.

Candidatos não se assumiram na jornada inaugural do Distritalão

Piense ao nível dos candidatos Não se pode dizer que a jornada tenha produzido um rosário de golos, porque foram apenas 15, mas é verdade que se revelou um Rosairense realizador, assumindo já a liderança da prova. Texto e foto Firmino Paixão

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uinze golos marcados em seis jogos de abertura do campeonato, oito deles em duas partidas e seis equipas a ficarem em branco. O jogo da jornada teve como palco o 1.º de Maio, em Pias, onde o Piense mostrou os galões ao candidato Milfontes. Outra das equipas que tem vindo a ser pronunciada como favorita, o

Aldenovense, caiu em Almodôvar. O Serpa não foi capaz de desfazer a igualdade sem golos no terreno do Cuba e o Odemirense cumpriu os serviços mínimos com uma vitória magra, tangencial, sobre o Bairro da Conceição. Vai ser, assim, um campeonato pouco previsível e com algumas revelações. Na cidade de Beja estreou-se o Amarelejense,

levando um ponto na bagagem. O São Marcos foi a Mértola arrecadar os três em disputa e, na Cabeça Gorda, o campeão em título da segunda divisão, “que Deus tem”, foi goleado pelo Rosairense. Foi ainda e só a primeira jornada e “muita água terá que passar por baixo das pontes” até que o título desague, presumivelmente, em Milfontes. No próximo domingo vira-se mais uma página, com o jogo de eleição marcado para Serpa, onde o Almodôvar terá que confirmar a justiça da reviravolta do jogo anterior e, não menos importante, a deslocação do Piense ao Rosário para atestarmos se mantém a atitude com que recebeu o Milfontes. Os restantes jogos, aparentemente, são de prognóstico favorável aos visitados. 1.ª Divisão – AF Beja 1.ª jornada Desp. Beja-Amarelejense ................................................. 0-0 Almodôvar-Aldenovense ..................................................2-1 Sp. Cuba-Serpa.................................................................... 0-0 Piense-Praia Milfontes .......................................................3-1 Cabeça Gorda-Rosairense ............................................... 0-4 Guadiana-São Marcos ........................................................1-2 Odemirense-Bairro da Conceição.................................. 1-0 Rosairense Piense Almodôvar São Marcos Odemirense Amarelejense Serpa Sp. Cuba Desp. Beja Aldenovense Guadiana Bairro da Conceição Praia Milfontes Cabeça Gorda

Distritalão Piense e Milfontes (3-1) foram protagonistas do jogo grande na abertura do campeonato

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Próxima jornada (07/10/2012): Amarelejense-Odemirense, Aldenovense-Desp. Beja, Serpa-Almodôvar, Praia Milfontes-Sp. Cuba, Rosairense-Piense, São Marcos-Cabeça Gorda, Bairro da Conceição-Guadiana.


A etapa final da Copa Alentejo/Torneio de Futebol Infantil realiza-se no próximo domingo no Complexo Desportivo Fernando Mamede. As decisões do título de campeão do Alentejo nos vários escalões estão marcadas para as 12 horas (petizes), 15 horas (traquinas) e 16 horas (infantis e benjamins). A cerimónia de encerramento realiza-se às 16 e 30 horas.

Hoje palpito eu...

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Hugo Felício

Diário do Alentejo 5 outubro 2012

Final do Torneio de Futebol Infantil Copa Alentejo

H

ugo Felício tem 36 anos, é licenciado em Educação Física. Com mestrado na especialidade de Gestão do Desporto, chegou ao futebol, como tantos jovens desta cidade, pelos escalões de formação do Clube Desportivo de Beja, tendo integrado as seleções distritais de Sub/12, Sub/13 e Sub/15. Foi campeão distrital em todos os escalões de formação. Promovido a sénior, rumou a Ferreira do Alentejo e mais tarde vestiu a camisola do Sporting de Cuba. A sua carreira de treinador começou também no Desportivo de Beja (escolas, infantis, iniciados e seniores), conquistando títulos nos dois primeiros escalões e ganhando a Série F do Nacional de Iniciados. Orientou as seleções distritais de Sub/13, Sub/15 e Sub/18. Os restantes projetos como treinador passaram pelo Guadiana de Mértola (subida à 1.ª Divisão Distrital), Cabeça Gorda (campeão da 2.ª Divisão), Piense e, atualmente o FC de Serpa, com o qual venceu na época passada a Taça do Distrito de Beja. Vejamos os seus prognósticos.

Seleção de Futebol de Rua afinou o Mundial do México em Beja

Uma comitiva com sotaque alentejano O 10.º Campeonato do Mundo de Futebol de Rua começa amanhã, no México, com equipas de 68 países, entre elas a portuguesa, que ontem deixou a cidade de Beja, onde cumpriu os últimos aprumos antes de atravessar o Atlântico. Texto e foto Firmino Paixão

C

arregados de esperança na conquista do título mundial, os oito jogadores da seleção nacional estiveram no Alentejo a aperfeiçoar competências desportivas e sociais que potenciem a afirmação deste projeto de inclusão patrocinado pela Associação CAIS. Na comitiva viajou Francisco Seita, um técnico bejense com experiência adquirida durante dois anos (2010/2011) à frente do projeto “Inclusão pela Arte” na equipa do Centro Social do Bairro da Esperança, e chamado pela Associação Cais para integrar a dupla de selecionadores que preparou a presença portuguesa no Mundial de Futebol de Rua. Francisco Seita, 25 anos, comentou que “a observação dos atletas ocorreu durante a final nacional realizada em julho, na cidade de Beja. Foram as primeiras escolhas, tínhamos um leque mais vasto, mas estes foram os eleitos”. Os critérios assentam no relatório psicossocial de cada um, em avaliações como “a atitude dentro do campo e o companheirismo, e devem corresponder ao perfil social exigido pelo projeto; não chega serem bons jogadores, têm que ser bons companheiros”, revelou o técnico alentejano. O treinador explicou que o programa de

trabalho durante os dias em que estiveram na cidade de Beja incluiu “dois treinos desportivos diários e treinos sociais”, pormenorizando que “na vertente desportiva o essencial é que assimilem as nossas ideias de jogo, aquilo que queremos que eles pratiquem dentro do campo, e depois temos os treinos sociais que são estratégias de união e coesão do grupo que visam fortalecer a sua formação enquanto homens, sobretudo a autoestima, o sentimento de união, dar tudo pelo parceiro”. E acrescentou: “nem sempre o mais importante é vencer, às vezes é preciso saber perder”. Seita sabe que o desporto é uma ferramenta de inclusão muito eficaz e sublinhou que “principalmente na vida destes jovens e num País onde o futebol é o desporto rei, pensamos que sendo esta uma experiência única para eles, se calhar até mudará a vida de alguns. Esperamos que seja assim porque será importante se formos campeões, mas é mais importante valorizar o perfil de vida de um destes jogadores, ou de todos, do que trazermos a taça”. O conjunto nacional foi apresentado esta semana no salão nobre da Câmara Municipal de Beja, na presença de Miguel Góis, vereador do pelouro do Desporto do município de Beja, Carlos Coutada, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, João Araújo, diretor regional do Instituto Português do Desporto e da Juventude, e Gonçalo Santos, coordenador da Associação Cais, além de outros patrocinadores institucionais e empresarias do projeto. O autarca Miguel Góis sublinhou que “Beja está orgulhosa por vos ter recebido a

todos, desde o primeiro momento, que foi a final nacional aqui realizada em julho, como agora, durante o estágio da seleção nacional, temos também aprendido muito convosco, aprendido que os melhores projetos nem sempre são aqueles que têm mais notoriedade e mais investimento depositado”. E acentuou que “o projeto do qual vocês são a cara é muito importante, é um projeto que nos orgulha e que nos ensina muitas coisas. Aquilo que desejamos é que tenham toda a sorte do mundo”. E finalizou saudando o representante da cidade de Beja nesta missão: “Que o Francisco Seita leve também a nossa cidade até ao México e que em conjunto com todos os atletas do País inteiro possamos efetivamente ter uma excelente participação”. João Araújo, em representação do Instituto Português do Desporto e da Juventude sublinhou que uma representação que é portadora de tantos valores só pode ser bem sucedida, congratulando-se com o que disse ser “o novo paradigma que está a despertar em muitas instituições e que é a realidade de o desporto ser um importante fator de inclusão”. “Uma participação digna, responsável e que orgulhe Portugal”, pediu o coordenador do projeto “Futebol de Rua”, da Associação Cais, aos jogadores que integram a equipa nacional, referindo que “mais importante é o dia seguinte”. “Eles vão ter bons e maus momentos, alegrias e tristezas, vão aprender com cada vitória e com cada derrota, por isso, no dia seguinte, ficarão vazios por a experiência ter acabado mas, ao mesmo tempo, cheios e felizes por tudo o que fizeram”.

(X) AMARELEJENSE/ODEMIRENSE O empate parece-me o resultado mais provável, entre uma equipa, o Amarelejense, que é forte no seu terreno, e um Odemirense muito experiente nestas andanças. (1) A L DENOV ENSE / DE SP OR T I VO DE BEJA O Aldenovense, como candidato que é, vai dar tudo para somar os primeiros três pontos do campeonato neste primeiro jogo que faz em casa. (1) SERPA/ALMODÔVAR O Almodôvar tem uma boa equipa e vem motivado com o triunfo conseguido na abertura do campeonato, mas em Serpa só se pensa na vitória. (1) MILFONTES/CUBA O Milfontes, com maior ou menor dificuldade, acabará por vencer o jogo e somar os primeiros três pontos, frente a uma equipa bem organizada como é a de Cuba. (X) ROSAIRENSE/PIENSE Jogo entre duas equipas que vêm de resultados motivadores, penso que dará empate. (X) SÃO MARCOS/CABEÇA GORDA O Cabeça Gorda tem o orgulho ferido pelo que tudo fará para trazer de São Marcos um bom resultado. (1) BAIRRO DA CONCEIÇÃO/GUADIANA O fator casa irá prevalecer justificando o sucesso da equipa bejense.


Diário do Alentejo 5 outubro 2012

20

Às do pedal José Saúde

Nos arautos do desporto sul alentejano, ressaltam imagens de um passado que tende a não denegrir as origens das suas gentes. Os templos do tempo conduzemnos, aliás, ao encontro de um envelhecido sistema desportivo, onde cruzamos épocas que nos trazem à tona das memórias personalidades que enalteceram o seu (nosso) torrão sagrado. Debruço-me, hoje, sobre a temática do ciclismo. Diznos a experiência de vida que longe vão os tempos em que no colorido pelotão velocipédico português pedalava um ciclista de nome Ilídio do Rosário. Um homem que conheceu a luz do dia numa pequena freguesia do concelho de Beja chamada Santa Vitória. Retrato fiel de um alentejano de gema, Ilídio do Rosário desafiou as adversidades que a sua velha pedaleira lhe impunha e partiu rumo a uma modalidade onde se afirmou como um verdadeiro às do pedal. Os seus princípios foram pautados pelo espírito de sacrifício. Porém, as provas amadoras onde participou, nos anos 50 do século passado, dar-lhe-iam uma visibilidade que o conduziu a uma tribuna, quiçá impensável, chamada Sport Lisboa e Benfica. Com a camisola do clube da Luz, Ilídio do Rosário conheceu dias de autênticas glórias desportivas. No ziguezaguear permanente de um pelotão que não dava tréguas aos mais novatos, o alentejano chegou a vestir a camisola amarela, símbolo de líder, e desafiar, sem pudor, velhos artistas do ciclismo nacional e internacional para gáudio dos amantes das pedaladas. Lembro-me, ainda criança, de acompanhar os feitos de Ilídio do Rosário. Extasiar-me com a sua carreira. O seu nome ficará eternamente perpetuado no mundo desportivo alentejano. Santa Vitória e as suas gentes avivam, até ao dia 7 de outubro, as memórias do filho da terra, numa homenagem documental que tem lugar num espaço da junta de freguesia, onde se contemplam as virtudes do saudoso às do pedal.

De Sobral da Adiça vem um exemplo do poder das mulheres no futebol

“Homens ajudam quando podem” O Clube Desportivo Sobral da Adiça (Sobralense) tem ao leme a dirigente Joaquina “Kina” Tubal, 44 anos, empresária agrícola, um exemplo de devoção ao futebol e amor pelo clube da sua terra. Uma heroína!

alto. Tudo começou há muitos anos; eu tinha um irmão que era guarda-redes, jogava em Ficalho, que, infelizmente, faleceu com 19 anos. Acompanhava o meu irmão sempre que podia e nasceu aí este gosto pelo futebol, depois surgiu esta oportunidade.

Texto e foto Firmino Paixão

Então está a dar continuidade ao sonho do seu irmão?

A

influência das mulheres no futebol, um desporto tido como o reino dos homens, vai sendo cada vez mais marcante. Os órgãos sociais da Liga de Futebol Profissional incluem cinco mulheres. Na Federação Portuguesa de Futebol as senhoras também têm lugar na estrutura diretiva. Já o órgão distrital que tutela a modalidade não confiou a qualquer mulher nenhum dos 44 lugares que têm assento nos seus órgãos sociais, o que não impede que os seus sócios ordinários, os clubes, enveredem por essa mesma via de exclusão. E é, exatamente, de um modesto clube no concelho de Moura que vem o exemplo mais marcante. “Faço um pouco de tudo neste clube, sou dirigente, lavo equipamentos, estou à porta do campo, no bar, faço o petisco para o final dos jogos, de tudo um pouco, já tenho dito aos jogadores que só me falta jogar e marcar golos” diz Kina Tubal, presidente do Clube Desportivo do Sobral da Adiça. O que nasceu primeiro, o gosto pelo futebol ou o amor pelo clube da sua terra?

O gosto pelo futebol falou mais

Sim, é um pouco isso, apesar de o meu irmão nunca ter jogado no Sobral. Ele gostava muito de futebol e foi isso que me deu força para abraçar este projeto. Nunca pratiquei futebol, apenas apoiava muito o meu irmão e ficou-me esta paixão por tudo o que é desporto. Às vezes sinto pena de ter nascido nesta aldeia, se vivesse noutro meio acho que praticaria desporto. Como chegou à presidência do clube?

Fui convidada por um senhor que, na altura, era treinador da equipa. Propôs-me este desafio e eu aceitei sem hesitações. Assumi logo a presidência do clube, nem cheguei a exercer qualquer outro cargo. Não receou que o desafio fosse demasiado exigente?

Senti um pouco de receio porque não sabia como é que os meus pais aceitariam isso, mas pedi-lhes a opinião e eles delegaram essa decisão na minha vontade, mas como a minha vontade era essa, então a decisão estava tomada e aqui estou. Digamos que foi um passo corajoso do qual nunca me arrependi até hoje. Tenho-me sentido bem, quando gostamos do que fazemos

nada é difícil; tenho muito trabalho, mas é compensador. As mulheres estão a invadir o desporto …

Tenho essa noção, o futebol era um desporto quase exclusivo dos homens, mas é uma modalidade onde também existe espaço para as mulheres. Não somos diferentes e somos tão capazes como os homens. Também gostava de ter aqui uma equipa feminina, mas não temos raparigas suficientes. Eu daria uma ajuda, não como jogadora, já não tenho idade, mas como massagista ou técnica da equipa. Quais os principais obstáculos que se lhe deparam?

Principalmente os de caráter financeiro, esses são os que mais me preocupam. No entanto, temos um bom apoio da Câmara Municipal de Moura, também a ajuda da junta de freguesia local, que colabora muito connosco e nos apoia, sobretudo, na cedência de transportes. À sua volta está uma equipa de dirigentes que a apoiam?

Pouco. Normalmente sou eu e o meu marido, que é o tesoureiro do clube. Temos habitualmente uma ajuda de um dos nossos jogadores que foi recentemente operado a um joelho, mas a operação não correu bem e as coisas estão complicadas. É o Nelson Candeias, que é jogador e secretário da direção. Esperamos que melhore rapidamente para voltar a dar-nos a sua preciosa colaboração. Os outros homens vêm quando podem.

E empatam mais do que ajudam?

Às vezes é assim, podiam colaborar um pouco mais, mas ajudam sempre que podem e dão-me muita força para levar isto para a frente. Às vezes tenho que me impor e puxar dos galões, mesmo com os jogadores, também tenho que lhes puxar as orelhas, claro que tudo com muito respeito. Qual foi a decisão mais difícil que tomou?

Foram tantas, nem sei a que hei de escolher. Olhe, já tive que mandar alguém embora e logo a pessoa que me convidou para a presidência do clube. Mas não fazia o trabalho bem feito, era o treinador, houve um conflito entre ele e a equipa e eu tive que me pôr ao lado dos jogadores, se não eles iam todos embora e não podíamos ficar sem equipa. Mas tenho tido outros momentos muito bons. Espera uma época de vitórias?

A minha vontade é que ganhem as três equipas. Treinamos todos os dias. Entre segunda e sexta-feira, cá estou eu com o meu marido e os treinadores, e também o vice-presidente da assembleia-geral que dá uma ajuda a transportar os miúdos. E tem projetos para deixar a sua marca …

No futebol já conseguimos inscrever três equipas (benjamins, juniores e seniores) e brevemente vamos iniciar uma classe de ginástica na Sociedade Monumental que funcionará duas vezes por semana.


Disputa-se na tarde de amanhã a primeira fase do Troféu Município de Beja, em futebol, competição em que participam as equipas deste concelho inscritas na Taça Fundação Inatel. A Série A engloba o Albernoense, o Beringelense e o São Matias; na Série B estão o Neves, o Louredense, o Penedo Gordo e o Salvadense; e na Série C, o Quintos, o Mombeja e o Trindade. O Santa Vitória não participará na prova.

Programa da Gala: Abertura às 21 e 30 horas; apresentação do Clube; passagem de modelos de vestuário desportivo (1.ª parte); música – “Os Bubedanas”, “Trilho Secreto” e “Tiago Bento”; histórias com Jorge Serafim; homenagem aos fundadores (Joaquim Santos, João Mimoso, Jerónimo Duro, Francisco Fresco, António Costa, António Vitória, Joaquim Cavaco, José Manuel, Manuel Serrano e José Carlos); passagem de modelos de vestuário desportivo (2.ª parte); música – Paulo Ribeiro.

Campeonato Nacional de Hóquei em Patins

O Campeonato Nacional de Hóquei em Patins (3.ª Divisão) terá início no próximo dia 13 de outubro, com apenas seis equipas inscritas na Zona Sul. Na primeira jornada defrontam-se o Estremoz e o Vialonga; o Castrense recebe o Azeitonense e o Hóquei de Santiago jogará em casa com o Boliqueime.

21 Diário do Alentejo 5 outubro 2012

Troféu Município de Beja na primeira fase

Novo técnico no Castrense O treinador Francisco Fernandes, 52 anos, anunciou a sua saída do Futebol Clube Castrense em consequência dos maus resultados da equipa na época em curso (três derrotas no campeonato e uma na taça). Mário Tomé, 25 anos, técnico que esta temporada tinha chegado ao Rosairense, depois de três épocas no Guadiana de Mértola, já foi apresentado como sucessor de Francisco Fernandes.

A Associação Cultural e Recreativa Zona Azul, de Beja, comemora 37 anos

Queremos mostrar que existimos Fundada em Beja no dia 9 de outubro de 1975, a Zona Azul assinala 37 anos de existência, na próxima terça-feira, com a realização de uma gala de aniversário que terá lugar no Teatro Municipal Pax Julia. Texto e foto Firmino Paixão

U

m clube com a idade da democracia portuguesa, fundado com o impulso com que a Revolução de Abril perfumou e dinamizou o associativismo cultural e desportivo, e que ao longo de quase quatro décadas tem seguido a mesma filosofia de proporcionar a prática desportiva e cultural à juventude da região. Vasco Cordeiro, atual presidente da Zona Azul recorda que “As bases da Zona Azul foram lançadas antes do 25 de Abril, no ano de 1973; houve um movimento dos jovens moradores nas Alcaçarias”. O grupo juntava-se e tinha alguma atividade pontual, mas depois veio o 25 de Abril e a legalização da ACR Zona Azul deu-se em 1975.

O nome de Zona Azul deriva da prática columbófila que existia na altura?

O nome resultou da divisão columbófila que então existia na cidade de Beja. Toda esta zona circundante da nossa sede era a Zona Azul da Columbofilia e como alguns dos jovens dessa época, que posteriormente foram os fundadores da associação, estavam ligados a essa modalidade, resultou que a denominação Zona Azul imperasse. O futebol foi a modalidade que mais a projetou e da qual saíram alguns internacionais, mas viria a ser abandonado...

Foram anos de ouro dessa grande equipa de juniores da Zona Azul, que em Beja nenhum dos grandes conseguia vencer, e de onde saíram alguns internacionais, como o Francisco Fernandes e o António Rolim, como também já saíram de outras modalidades. Mas devido a certas vicissitudes, a secção de futebol achou por bem suspender a atividade. Alguns anos depois ainda foi reativada com

uma participação nas provas do Inatel e na 2.ª Divisão Distrital, mas voltou a fechar. Tornaram-se então num dos clubes mais ecléticos da região...

Já éramos, penso que desde a nossa fundação que somos um clube muito eclético. Começámos a praticar andebol numa cidade onde ele não existia, e iniciámos outras modalidades como o xadrez, as damas e o badmington, o ciclismo, e o ténis, entre outras. Hoje em dia estamos com sete modalidades que são o andebol, o ténis, atletismo, campismo, columbofilia, ginástica e natação. O andebol é atualmente a “menina dos olhos” da Zona Azul?

O andebol, como modalidade coletiva, é sem dúvida uma atividade muito forte no clube, sobretudo ao nível de formação e competição. No entanto, todas as outras, quer na área da formação e algumas já em processo competitivo, merecem o nosso melhor apoio e carinho. Devo referir que, até ao próximo dia 12, qualquer miúdo que queira experimentar a

Começámos a praticar andebol numa cidade onde ele não existia, e iniciámos outras modalidades como o xadrez, as damas e o badmington, o ciclismo, e o ténis, entre outras. Hoje em dia estamos com sete modalidades

prática das nossas modalidades pode fazê-lo gratuitamente. Neste período de quase quatro décadas a Zona Azul consolidou o seu projeto e adquiriu património …

Os nossos objetivos, para além de proporcionarmos a prática desportiva a todo um vasto universo de pessoas, jovens e menos jovens, foram sempre tentarmos ser o mais independentes possível. Com muitos sacrifícios, muito esforço e com alguns apoios, conseguimos adquirir a nossa sede e, posteriormente, o 1.º andar do edifício, embora ainda esteja habitado. Construímos outras infraestruturas desportivas, como o complexo de ténis, para além de termos uma boa frota de transportes. Temos sete carrinhas de nove lugares – somos praticamente autossuficientes. A Zona Azul foi sempre um centro de formação de referência?

Sem dúvida. Não só em termos de atletas, mas também de técnicos e dirigentes. Temos uma grande escola de dirigentes, por aqui têm passado inúmeras pessoas que se formaram numa época em que o dirigente fazia tudo e não se especializava em determinadas modalidades. Aos nossos técnicos temos procurado dar formação específica nas diversas modalidades e a grande maioria tem até formação académica superior. A gala de aniversário vai repetir-se em anos futuros?

Isto é o início de um ciclo. Dada a situação por que o País está a passar, e no Alentejo ainda de forma mais agravada, pensámos dar um abanão, mostrar que existimos, mostrar o que temos, o que valemos e o potencial de crescimento que temos se tivermos mais alguns apoios. Essa é a ideia principal. Qual é o grande projeto que falta à Zona Azul concretizar?

Gala de aniversário Vasco Cordeiro, presidente da ACR Zona Azul

São tantos. Felizmente, temos ideias antigas de novas infraestruturas, um ginásio, uma nova sede, mas em termos desportivos nunca demos um passo além daquilo que podemos. No passado talvez pudéssemos ter apostado mais e termos competido em divisões superiores, mas, provavelmente, não estaríamos hoje a comemorar o 37.º aniversário.


saúde

22 Diário do Alentejo 5 outubro 2012

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Rua António Sardinha, 3 1º G 7800 BEJA

Tel. 284 321 304 Tm. 925651190 7800-475 BEJA

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saúde

23 Diário do Alentejo 5 outubro 2012

PSICOLOGIA ANA CARACÓIS SANTOS – Educação emocional; – Psicoterapia de apoio; – Problemas comportamentais; – Dificuldades de integração escolar; – Orientação vocacional; – Métodos e hábitos de estudo GIP – Gabinete de Intervenção Psicológica Rua Almirante Cândido Reis, 13, 7800-445 BEJA Tel. 284321592

_______________________________________ Manuel Matias – Isabel Lima – Miguel Oliveira e Castro – Jaime Cruz Maurício Ecografia | Eco-Doppler Cor | Radiologia Digital Mamografia Digital | TAC | Uro-TC | Dental Scan Densitometria Óssea Nova valência: Colonoscopia Virtual Acordos: ADSE; PT-ACS; CGD; Medis, Multicare; SAMS; SAMS-quadros; Allianz; WDA; Humana; Mondial Assistance. Graça Santos Janeiro: Ecografia Obstétrica Marcações: Telefone: 284 313 330; Fax: 284 313 339; Web: www.crb.pt Rua Afonso de Albuquerque, 7 r/c – 7800-442 Beja e-mail: cradiologiabeja@mail.telepac.pt

CENTRO DE IMAGIOLOGIA DO BAIXO ALENTEJO ECOGRAFIA – Geral, Endocavitária, Osteoarticular, Ecodoppler TAC – Corpo, Neuroradiologia, Osteoarticular, Dentalscan Mamografia e Ecografia Mamária Ortopantomografia

Dr. Sidónio de Souza – Pneumologia/Alergologia/ Desabituação tabágica – H. Pulido Valente Dr. Fernando Pimentel – Reumatologia – Medicina Desportiva – Instituto Português de Reumatologia de Lisboa Dr.ª Verónica Túbal – Nutricionismo – H. de Beja Dr.ª Sandra Martins – Terapia da Fala – H. de Beja Dr. Francisco Barrocas – Psicologia Clínica/Terapia Familiar – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo. Dr. Rogério Guerreiro – Medicina preventiva – Tratamento inovador para deixar de fumar Dr. Gaspar Cano – Clínica Geral/ Medicina Familiar Dr.ª Nídia Amorim – Psicomotricidade/Educação Especial e Reabilitação Dr. Sérgio Barroso – Especialista em Oncologia – H. de Beja Drª Margarida Loureiro – Endocrinologia/Diabetes/ Obesidade – Instituto Português de Oncologia de Lisboa Dr. Francisco Fino Correia – Urologia – Rins e Vias Urinárias – H. Beja Dr. Daniel Barrocas – Psiquiatria – Hospital de Évora Dr.ª Lucília Bravo – Psiquiatria H.Beja , Centro Hospitalar de Lisboa (H.Júlio de Matos). Dr. Carlos Monteverde – Medicina Interna, doenças de estômago, fígado, rins, endoscopia digestiva. Dr.ª Ana Cristina Duarte – Pneumologia/ Alergologia Respiratória/Apneia do Sono Dr.ª Isabel Santos – Psiquiatria de Infância e Adolescência/Terapeuta familiar – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo Dr.ª Paula Rodrigues – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr.ª Luísa Guerreiro – Ginecologia/Obstetrícia Dr. Luís Mestre – Senologia (doenças da mama) – Hospital da Cuf – Infante Santo Dr. Jorge Araújo – Ecografias Obstétricas Dr.ª Ana Montalvão – Hematologia Clínica /Doenças do Sangue – Hospital de Beja Dr.ª Ana Cristina Charraz – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr. Diogo Matos – Dermatologia – Hospital Garcia da Orta. Dr.ª Madalena Espinho – Psicologia da Educação/ Orientação Vocacional Dr.ª Ana Margarida Soares – Terapia da Fala Dr.ª Maria João Dores – Psicomotricidade/Educação Especial e Reabilitação Enfermeira Maria José Espanhol – Enfermeira especialista em saúde materna/Cuidados de enfermagem na clínica e ao domicílio/Preparação pré e pós parto/amamentação e cuidados ao recémnascido/Imagem corporal da mãe – H. de Beja Marcações diárias pelos tels. 284 322 503 Tm. 91 7716528 | Tm. 916203481 Rua Zeca Afonso, nº 6, 1º B, 7800-522 Beja Clinipaxmail@gmail.com www.clinipax.pt

Clínica Médico-Dentária de S. FRANCISCO, LDA. Gerência de Fernanda Faustino

António Lopes – Aurora Alves – Helena Martelo – Montes Palma – Maria João Hrotko – Médicos Radiologistas – Convenções: ADSE, ACS-PT, SAD-GNR, CGD, MEDIS, SSMJ, SAD-PSP, SAMS, SAMS QUADROS, ADMS, MULTICARE, ADVANCE CARE Horário: de 2ª a 6ª feira, das 8 às 19 horas e aos sábados, das 8 às 13 horas Av. Fialho de Almeida, nº 2 7800 BEJA

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CRISTINA CARDOSO Naturóloga * Acupunctura * Osteopatia * Massagem Terapêutica * Homeopatia Dores na coluna; escolioses; Torcicolos; Entorses; Ciáticas; Hérnias discais; Dores de cabeça; Excesso de peso, etc.. Praça Diogo Fernandes, nº 23, 1º andar, 7800 BEJA (Junto ao Jardim do Bacalhau) Marcações: 966 959 973


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24 Diário do Alentejo 5 outubro 2012

Diário do Alentejo n.º 1589 de 05/10/2012 Única Publicação

Diário do Alentejo n.º 1589 de 05/12/2012 Única Publicação

CÂMARA MUNICIPAL DE BEJA

CÂMARA MUNICIPAL DE BEJA

Relação de subsídios e outros benefícios transferidos pelo município de Beja, nos termos e para os efeitos da lei nº 26/94 de 19 de Agosto

EDITAL

1.º SEMESTRE 2012 BENEFICIÁRIO

OBJECTIVO

MONTANTE

DATA DA DECISÃO

AKABE – ACADEMIA DE BEJA

Actividade Regular 2011

2.402,67 €

15-06-2011

ARRUAÇA-ASSOCIAÇÃO JUVENIL ASSOCIAÇÃO JOVENS DA SALVADA ASSOCIAÇÃO ALENTEJO XXI ASSOC. SOLIDARIEDADE MOMBEJENSE ASSOC. ESTUDANTES ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE BEJA ASSOC. ESTUDANTES ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE BEJA ASSOCIAÇÃO CULT.REC.ZONA AZUL

Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Protocolo de Parceria Projecto de Animação Actividade Regular 2011

1.800,00 € 1.750,00 € 3.477,20 € 10.800,00 € 750,00 €

24-10-2012 24-10-2010 21-12-2011 07-12-2011 24-10-2011

Actividade Regular 2011

750,00 €

24-10-2011

Actividade Regular 2011

32.855,00 €

15-06-2011

ASS. HUMANITÁRIA BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS BEJA

Actividade Regular Apoio ao Investimento Actividade Regular 2011

22.500,00 € 25.000,00 € 750,00 €

27-03-2012 06-10-2010 24-10-2011

Apoio Proj.Abertura Igreja dos Prazeres Apoio ao Investimento

8.406,68 €

21-06-2010

30.455,37 €

06-10-2010

Actividade Regular 2011 Projecto Animação

2.080,00 € 3.000,00 €

15-06-2011 07-12-2011

Actividades c/Crianças 1ºCiclo Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Subsidio Carnaval Experiencias a Sul Apoio ao Investimento Assistentes Sala Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Grupo Coral Infantil "Os Girassóis" Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 VI Edição "Cante do Menino" Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011

7.700,00 € 2.000,00 € 5.075,00 € 36,00 € 6.500,00 € 30.000,00 € 372,00 € 1.978,67 € 750,00 € 400,00 € 700,00 € 700,00 € 1.000,00 € 150,00 € 750,00 € 650,00 € 13.916,00 €

07-12-2011 24-10-2011 15-06-2011 17-12-2012 09-12-2011 07-05-2010 29-12-2011 15-06-2011 24-10-2011 24-10-2011 24-10-2011 24-10-2011 24-10-2011 21-12-2012 24-10-2011 24-10-2011 15-06-2011

Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011

600,00 € 1.430,50 €

24-10-2011 15-06-2011

Actividade Regular 2011

851,00 €

15-06-2011

Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Comparticipação/Actividade Regular Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011

11.599,00 € 12.012,00 € 3.035,33 € 15.565,00 € 4.028,00 € 114.991,38 € 3.000,00 € 1.800,00 € 19.080,00 €

15-06-2011 15-06-2011 15-06-2011 15-06-2011 15-06-2011 15-06-2011 24-10-2011 24-10-2011 15-06-2011

ASS.P/DEFESA ESTUDO PATRIMÓNIO CULTURAL REG.BEJA ASSOC.DESENV.REGIONAL PORTAS DO TERRITÓRIO ASSOCIAÇÃO JUVENIL PAGAIA SUL ASSOC.PAIS E ENC.EDUC.DA EB1,2 E JARDIM INFÂNCIA DE BERINGEL ASSOC. JOVENS CARPE DIEM NA ALDEIA BEJA ATLETICO CLUBE CERCIBEJA CEBAL CAIXA SOCIAL E CULT.PESSOAL DA C.M.B. CASA DO BENFICA CASA DO POVO DE BALEIZÃO

CASA DO POVO SÃO MATIAS CASA DO POVO DO PENEDO GORDO CASA DO POVO DE Nª SRª DAS NEVES CENTRO CULT.DESP.HOSPITAL DIST.BEJA CENTRO CULTURA DESP SANTA VITÓRIA CENTRO DE CULTURA E DESPORTO DE Bº DA CONCEIÇÃO CENTRO DESP. CULT. RECREIO PESS. CTT CLUBE DESPORTIVO E RECREATIVO SALVADENSE CLUBE BEJENSE AMADORES PESCA DESPORTIVA CLUBE DE PATINAGEM DE BEJA CLUBE DESPORTIVO DE BEJA CLUBE CAÇADORES BAIXO ALENTEJO CLUBE DE NATAÇÃO DE BEJA CLUBE RECR.E DESP.CAB.GORDA CONSERVATÓRIO REG.BAIXO ALENTEJO CORO DE CÂMARA CORO DO CARMO DE BEJA DESPERTAR SPORTING CLUBE FAMILIAS CARENCIADAS DE ACORDO COM REGULAMENTO FUTEBOL CLUBE ALBERNOENSE GRUPO CORAL DE BALEIZÃO (masculino) GRUPO CORAL DE BALEIZÃO (feminino)) GRUPO CORAL CASA DO POVO DA SALVADA GRUPO CORAL FREG. CABEÇA GORDA GRUPO CORAL FEMININO DE MOMBEJA GRUPO CORAL "SERÕES DE ALDEIA" DA TRINDADE GRUPO DE TEATRO JODICUS GRUPO DESP.CULTURAL DE MOMBEJA GRUPO DESP.CULTURAL ALCOFORADO

Auxilios Económicos

15.090,00 €

02-11-2011

Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011

2.050,67 € 950,00 € 750,00 € 950,00 €

15-06-2011 24-10-2011 24-10-2011 24-10-2011

Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011

1.250,00 € 700,00 € 650,00 €

24-10-2011 24-10-2011 24-10-2011

Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011

6.000,00 € 930,50 € 500,00 € 680,50 €

24-10-2011 15-06-2011 24-10-2011 15-06-2011

GRUPO DESPORT. CASA POVO QUINTOS

Actividade Regular 2011

680,50 €

15-06-2011

JUDO CLUBE DE BEJA JUVENTUDE DESPORTIVA DAS NEVES LOUREDENSE FUTEBOL CLUBE MADDOGS BEJA BASKET CLUBE NUCLEO SPORTINGUISTA DE BEJA QUERCUS ASSOC.NAC.CONS.NATUREZA SOC.COLUMBÓFILA ASAS DE BEJA SOC. FILARMONICA CAPRICHO BEJENSE T.U.B.-ASS.TROVADORES DE BEJA UNIÃO DESPORTIVA BERINGELENSE ANA RITA MARTINS PALMA ANGELA MARIA MESTRE CRISTOVÃO CATARINA ISABEL SEVERINO RAMIRES

Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regulat 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Actividade Regular 2011 Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo

6.500,00 € 4.525,00 € 1.105,00 € 2.724,00 € 3.376,00 € 500,00 € 700,50 € 8.000,00 € 1.000,00 € 4.932,00 € 648,00 € 648,00 € 648,00 €

15-06-2011 15-06-2011 15-06-2011 15-06-2011 15-06-2011 24-10-2011 15-06-2011 24-10-2011 24-10-2011 15-06-2011 02-05-2012 02-05-2012 02-05-2012

CECILIA TORRES VALENTE EDNA MARIA REBOCHO CASCALHEIRA HELENA ISABEL PEREIRA MORGADO HELIA ADELAIDE BALHOTE S.NOBRE HUGO MIGUEL SANTOS ANDRÉ INÊS ISABEL DA SILVA GONÇALVES JOSÉ MIGUEL PEREIRA BAIÃO LUIS MIGUEL AFONSO NAVALHAS LUIS PAULO BRANCO BERNARDINO

Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo

648,00 € 648,00 € 648,00 € 648,00 € 648,00 € 648,00 € 648,00 € 648,00 € 648,00 €

02-05-2012 02-05-2012 02-05-2012 02-05-2012 02-05-2012 02-05-2012 02-05-2012 02-05-2012 02-05-2012

PATRICIA ALEXANDRA G.CORREIA SANDRA ISABEL PRATAS PEREIRA SILVIA ISABEL PINTO BEIÇUDO TERESA CRISTINA DE ALMEIDA LOPES VANESSA FILIPA CARVALHO SOTA

Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo Bolsa de Estudo

648,00 € 648,00 € 648,00 € 648,00 € 648,00 €

02-05-2012 02-05-2012 02-05-2012 02-05-2012 02-05-2012

Beja, 24 de Setembto de 2012. O Presidente da Câmara Municipal de Beja Jorge Pulido Valente

Jorge Pulido Valente, Presidente da Câmara Municipal de Beja, em cumprimento do artigo 4.º, da Lei n.º 26/94, de 19 de Agosto, faz publicar a relação das doações efectuadas pelo Município de Beja, no 1.º semestre de 2012:

Beja, 17 de Setembro de 2012. O Presidente da Câmara Municipal de Beja Jorge Pulido Valente

Diário do Alentejo n.º 1589 de 05/10/2012 Única Publicação

CÂMARA MUNICIPAL DE VIDIGUEIRA

AVISO N.º 1/2012 PROCEDIMENTO DE REVISÃO DO PLANO DE URBANIZAÇÃO DE VIDIGUEIRA MANUEL LUÍS DA ROSA NARRA, PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VIDIGUEIRA, TORNA PÚBLICO, nos termos e para efeitos do disposto no n.º 1 do artigo 74.º do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de setembro, na redação atual, que esta Câmara Municipal em sua reunião ordinária pública de 16 de agosto de 2012, deliberou por unanimidade: – Iniciar o procedimento de revisão do plano de urbanização de Vidigueira nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 74.º do RJIGT, por remissão do artigo 98.º do mesmo diploma legal; – Aprovar os Termos de Referência da revisão do plano de urbanização de Vidigueira, incluindo o prazo previsto para a elaboração da revisão (90 dias); – Dispensar o plano de urbanização de Vidigueira do procedimento de avaliação ambiental estratégica nos termos do n.º 5 do artigo 74.º do RJIGT, tendo por base o Relatório de Dispensa de Avaliação Ambiental Estratégica elaborado pela equipa; – Fixar o período de participação preventiva com o prazo de 15 (quinze) dias a contar da data da publicação do Aviso no Diário da República, de modo a permitir ao público a formulação de sugestões e a apresentação de informações que possam ser consideradas no âmbito do procedimento de revisão, conforme o previsto no n.º 2 do artigo 77.º do mesmo diploma legal. Durante o referido período de participação preventiva o processo de revisão do plano de urbanização estará disponível para consulta na Subunidade Orgânica de Gestão e Planeamento Urbanístico de Câmara Municipal de Vidigueira, podendo os interessados apresentar as suas sugestões e pedir informações pelo correio, para Câmara Municipal de Vidigueira – Praça da República, 7960-225 Vidigueira, através do fax 284436110, ou por correio eletrónico para o endereço geral@cm-vidigueira.pt Para conhecimento e devidos efeitos se mandou publicar este aviso em Diário da República, na comunicação social de âmbito regional e na página da internet em www.cm-vidigueira.pt (em Apoio ao munícipe Editais e Avisos). Paços do Município de Vidigueira, 19 de setembro de 2012. O Presidente da Câmara Municipal, Manuel Luís da Rosa Narra

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Diário do Alentejo n.º 1589 de 05/10/2012 Única Publicação

MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DO EMPREGO DIREÇÃO GERAL DE ENERGIA E GEOLOGIA

AVISO

Diário do Alentejo n.º 1589 de 05/10/2012 Única Publicação

NOTÁRIA DE OURIQUE Maria Vitória Amaro

CERTIFICADO Certifico, para fins de publicação, que no dia vinte e sete de Setembro do ano dois mil e doze, no Cartório Notarial em Ourique, a folhas nove e seguintes, do Livro de Notas Para Escrituras Diversas número CinquentaD, se encontra exarada uma escritura de Justificação, na qual Celestino Mestre Guerreiro, casado com Silvina Maria Mestre Guerreiro, segundo o regime de comunhão de adquiridos, natural da freguesia de Santana da Sena, concelho de Ourique, onde reside no Monte das Lagoinhas do Guilherme. N.LF.138 036 020, o qual outorga na qualidade de cabeça de casal das heranças de: Ilídio Guerreiro e mulher Maria da Conceição Guerreiro Mestre, casados que foram segundo o regime de comunhão geral de bens, residentes no referido Monte das Lagoinhas do Guilherme, freguesia de Santana da Serra, concelho de Ourique. Que estas heranças são donas e legítimas possuidoras, com exclusão de outrém, do seguinte prédio: Rústico denominado e sito nas Lagoinhas, freguesia de Santana da Serra, concelho de Ourique, com a área de três hectares setecentos e cinquenta centiares, composto de cultura arvense e sobreiros, confrontando do norte com Lucinda Maria Pires (Herdeiros), sul com José Felisberto Mestre e outros, nascente com José Francisco Mestre Guerreiro e Assunção Francisca Mestre (Herdeiros) e poente com José Felisberto Mestre e outros, inscrito na matriz em nome de Francisco Mestre (cabeça de casal da herança de) sob o artigo 38 da Secção H, com o valor patrimonial de €45,38, a que atribui o valor de quinhentos euros, omisso na Conservatória do Registo Predial de Ourique. Que o citado Ilídio Guerreiro, faleceu em vinte e nove de Julho de mil novecentos e oitenta e seis no estado de casado segundo o regime da comunhão geral de bens com a dita Maria da Conceição Guerreiro Mestre, sucedendo-lhe como herdeiros: o cônjuge sobrevivo e os filhos Arlindo de Sousa, Celestino Mestre Guerreiro, ora primeiro outorgante, e Fernando Mestre Guerreiro. Que, aquela Maria da Conceição Guerreiro Mestre faleceu em doze de Junho de dois mil e onze, no estado de viúva de Ilídio Guerreiro, sucedendo-lhe como herdeiros os filhos: Celestino Mestre Guerreiro, ora primeiro outorgante, e Fernando Mestre Guerreiro. Que o identificado prédio foi constituído em dia e mês que não pode precisar, mas no verão de mil novecentos e sessenta e dois por Partilha e simultânea divisão, demarcação, não titulada e nunca reduzida a escritura pública, que os autores da herança fizeram com os demais comproprietários, José Francisco Mestre e outros, do prédio denominado Lagoinhas e destacado da descrição número cento e trinta e três – Santana da Serra e da inscrição matricial 9 da secção H, portanto, antes da entrada em vigor da Portaria 202/1970, tendo, desde logo, tomado posse do identificado prédio e após o falecimento daqueles, os seus herdeiros. Que, assim, o justificante não possui qualquer título para efectuar o registo na Conservatória a favor dos herdeiros daqueles, do identificado prédio embora os autores da herança tenham estado na sua posse, ininterruptamente, desde o verão de mil novecentos e sessenta e dois, portanto há mais de quarenta e oito anos. Esta posse assim mantida e exercida, foi-o sempre em seu próprio nome e interesse, e traduziu-se nos factos materiais conducentes ao integral aproveitamento de todas as utilidades do prédio designadamente, utilizando-o, procedendo à sua cultura, recebendo os seus rendimentos e pagando os respectivos impostos. É assim tal posse pacífica, pública e contínua e durando há mais de vinte anos, facultando-lhes a aquisição do direito de propriedade do citado prédio por USUCAPIÀO, direito que pela sua própria natureza, não pode ser comprovado por qualquer título formal extrajudicial. Nestes termos, e não tendo qualquer outra possibilidade de levar o seu direito, bem como dos demais herdeiros dos autores da herança ao registo, vem justificá-lo nos termos legais. Está conforme o original. Cartório Notarial em Ourique, da Notária, Maria Vitória Amaro, aos vinte e sete de Setembro de 2012. A Notária, Maria Vitória Amaro

Faz-se público, nos termos e para efeitos do n° 1 do artigo 6° do DecretoLei no 88/90, de 16 de março e do n° 1 do art° 1º do Decreto-Lei n° 181/70, de 28 de abril, que MAEPA – Empreendimentos Mineiros e Participações, Lda., requereu a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de cobre, chumbo, zinco, ouro, prata e outros minerais numa área “Mértola”, localizada nos concelhos de Mértola, Serpa, Beja e Castro Verde distrito de Beja, delimitada pela poligonal cujos vértices se indicam seguidamente, em coordenadas Hayford-Gauss,DATUM 73, (Melriça): Área total do pedido: 762,899 km2 VÉRTICE MERIDIANA (m) PERPENDICULAR (m) 1 54854,954 -237000,000 2 41524,576 -230860,757 3 20917,054 -223360,233 4 36610,440 -204423,180 5 62651,555 -212277,752 Entre os vértices 5 e 1 segue a linha de fronteira. Convidam-se todos os interessados a apresentar reclamações, ou a manifestarem preferência, nos termos do n° 4 do art° 13° do Decreto-Lei 90/90, de 16 de março, por escrito com o devido fundamento, no prazo de 30 dias a contar da data da publicação do presente Aviso no Diário da República. O pedido está patente para consulta, dentro das horas de expediente, na Direção de Serviços de Minas e Pedreiras da Direção-Geral de Energia e Geologia, sita na Avª 5 de Outubro, 87-5° Andar, 1069-039 LISBOA, entidade para quem devem ser remetidas as reclamações. O presente aviso e planta de localização estão também disponíveis na página eletrónica desta Direção-Geral. Direção Geral de Energia e Geologia, em 27 de setembro de 2012. O subdiretor geral Carlos A.A.Caxaria

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Rua da Cadeia Velha, 16-22 - 7800-143 BEJA Telefone: 284311300 * Telefax: 284311309 www.funerariapaxjulia.pt E-mail: geral@funerariapaxjulia.pt Funerais – Cremações – Trasladações - Exumações – Artigos Religiosos

BEJA

PENEDO GORDO

†. Faleceu a Exma. Senhora D. VITÓRIA ISIDORO AMARO, de 82 anos, natural de Aljustrel. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 03, da Casa Mortuária do Penedo Gordo, para o cemitério local.

†. Faleceu a Exma. Senhora

Às famílias enlutadas apresentamos as nossas mais sinceras condolências.

D. MARIA BÁRBARA ALVES ACABADO, de 84 anos, natural de Baleizão Beja, viúva. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 03, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério desta cidade.

Consulte esta secção em www.funerariapax-julia.pt Santa Clara de Louredo MISSA

Vidigueira AGRADECIMENTO

Joaquim Januário das Dores

Leopoldo Fabião Deodato Fragoso

Vila Ruiva MISSA

Manuel Luís Ramos Gonçalves 1.º Ano de Eterna Saudade Esposa, filha e pais participam a todas as pessoas de suas relações e amizade que será celebrada missa pelo eterno descanso do seu ente querido no dia 07/10/2012, domingo, às 17 e 30 horas, na Igreja Matriz de Vila Ruiva, e agradecem desde já a todos os que nela comparecerem.

1.º Ano de Eterna Saudade Sua esposa e filhas participam a todas as pessoas de suas relações e amizade que será celebrada missa pelo eterno descanso do seu ente querido no dia 09/10/2012, terça-feira, às 17 e 30 horas, na Igreja de Santa Clara de Louredo, e agradecem desde já a todos os que nela participarem.

ASSINATURA

Nasceu 01.06.1936 Faleceu 26.09.2012 Sua família na impossibilidade de o fazer pessoalmente agradecem por este meio a todas as pessoas que a acompanharam á sua última morada ou de outro modo manifestaram o seu pesar.

Serpa PARTICIPAÇÃO

Santa Iria de Azóia

Faleceu o Sr. Manuel Rita Galamba, de 77 anos, viúvo, natural de Vila Nova de S. Bento. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 26 de Setembro, da casa mortuária de Vila Nova de S. Bento para o cemitério local. À família enlutada apresentamos as nossas cordiais condolências. AGÊNCIA FUNERÁRIA BARRADAS, LDA. Rua do Outeiro nº 21 Vila Nova de S. Bento Telm: 967026828 - 967026517

MISSA DO 30.º DIA E AGRADECIMENTO

Praceta Rainha D. Leonor, Nº 1 – Apartado 70 - 7801-953 BEJA • Tel 284 310 164 • E-mail publicidade@diariodoalentejo.pt Redacção: Tel 284 310 165 • E-mail jornal@diariodoalentejo.pt Desejo assinar o Diário do Alentejo, com início em _______________, na modalidade que abaixo assinalo: Assinatura Anual (52 edições):

… País: 28,62 €

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… Envio Cheque/Vale Nº___________________ do Banco _____________________________________ … Efectuei Transferência Bancária para o NIB 0010 00001832 8230002 78 no dia ___________________ Nome _______________________________________________________________________________ Morada ______________________________________________________________________________ Localidade ___________________________________________________________________________ Código Postal ________________________________________________________________________ Nº Contribuinte ________________________Telefone / Telemóvel ______________________________ Data de Nascimento __________________________________ Profissão _________________________

Ana Maria da Consolação Gonçalves É com pesar que participamos o falecimento da Sra. D. Ana Maria da Consolação Gonçalves, ocorrido no dia 01/10/2012, de 95 anos, solteira, natural da freguesia de Santa Maria, Serpa. O funeral a cargo desta Agência realizouse no dia 02/10/2012, pelas 11 horas, da Casa Mortuária de Serpa para o cemitério local. Apresentamos à família as cordiais condolências.

*A assinatura será renovada automaticamente, salvo vontade expressa em contrário* Cheques ou Vales Postais deverão ser emitidos a:

AMBAAL – Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral

AGÊNCIA FUNERÁRIA SERPENSE, LDA Gerência: António Coelho Tm. 963 085 442 – Tel. 284 549 315 Rua das Cruzes, 14-A – 7830-344 SERPA

Bárbara Maria Figueira Jorge do Nascimento Filhas e restante família participam que será celebrada missa pelo eterno descanso da sua ente querida no dia 07/10/2012, pelas 19 horas, na Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmelo (Salvador), em Beja, e, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, agradecem a todas as pessoas que a acompanharam à sua última morada ou que de outro modo manifestaram o seu pesar.


Uma exposição de pintura e desenho da autoria de Nelson Freitas está patente ao público até ao dia 31 na Biblioteca Municipal Manuel José “do Tojal”, em Vila Nova de Santo André. Desde muito novo Nelson Freitas revelou um interesse particular pelo desenho. Foi aluno de mérito na Escola EB 2/3 de Sines e na Escola Secundária Padre António Macedo em Santo André e agora mostra-nos o seu trabalho.

Pais

27 Diário do Alentejo 5 outubro 2012

Nelson Freitas, uma nova geração de artistas em Santo André

A páginas tantas... Com o aproximar do dia 5 de Outubro, a página do “Vitória, Vitória” tem de te mostrar dois livros escritos e ilustrados por dois autores, José Jorge Letria e Afonso Cruz. Tanto no livro A minha primeira República, como O dia em que mataram o rei, José Jorge Letria relata os acontecimentos ocorridos nesse dia e nos que se lhe seguiram. Foi um tempo de agitação, esperança e até mesmo de conflito, que mudou para sempre a História do nosso país. As ilustrações de Afonso Cruz dão à narrativa um tempero e uma força ainda maiores.

Fernando Ladeira

Apesar de não termos o costume de comemorar o Halloween, a verdade é que aos poucos tem-se introduzido na nossa cultura. Fica aqui uma ideia se quiser preparar um lanche ou um jantar para os mais pequenos.

Jogo À solta Vassouras de bruxa, mas muito doces. Vais precisar de um tronco, papel craft, cordel e alguns doces para juntar à festa. Assim até sabe bem levar umas vassouradas.

Dica da semana A dica desta semana é sobre o trabalho da artista alemã Mina Braun. Na escola já te pediram para desenhares uma árvore que corresponda à estação do ano em que te encontras. Imagina isso multiplicado pelos 12 meses do ano. Só pode dar um trabalho espantoso. Deixamoste aqui algumas imagens, mas o melhor é dares um pulo até http://www.minabraun.com/

Retirado do blogue do pintor, mediador cultural, contador de histórias e ilustrador Miguel Horta, juntamente com Sofia Maul, os “sussuradores” mostram ser uma ótima ideia para fazeres com os teus amigos. Para as escolas ou bibliotecas interessadas vejam mais aqui e falem com eles. http://miguel-horta.blogspot.pt/2012/09/ sussuradores.html


28 Diário do Alentejo 5 outubro 2012

A Kaya é uma cadela de porte grande muito dócil. Apesar de já ter seis/sete anos é ainda ativa e bem-disposta. Precisa de uma família que possa dar-lhe carinho e também de viver numa casa com espaço exterior onde será mais feliz…Venham conhecê-la ao Cantinho dos Animais. Já está esterilizada e desparasitada e será vacinada em breve. Contactos: 962432844.sofiagoncalves.769@hotmail.com

Letras A submissão

Boa vida Comer Codornizes estufadas com arroz branco

O

Filatelia Os últimos selos do ano entram este mês em circulação

Ingredientes: 6 codornizes, 2 cebolas, 3 dentes de alho, 2 cenouras, 1 dl. de azeite, 2 colheres de sopa com banha, 3 tomates gra ndes e maduros, q.b. de pimenta preta, q.b. de sal grosso, 5 dl. de vinho branco, 1 dl. de moscatel de Setúbal. Confeção: Coloque um tacho ao lume com azeite, banha, cebola picada, alho picado e cenoura cortada às rodelas grossas. Deixe refogar até a cebola ficar dourada. Junte as codornizes inteiras “já lavadas e limpas”, o tomate esmagado com a mão e limpo de peles e grainhas, a pimenta e o sal. Adicione o vinho branco e deixe estufar lentamente com o tacho tapado. Ao longo da cozedura adicione água. Quando estas estiverem quase cozidas adicione o moscatel e retifique o tempero. Sirva com arroz branco. E bom apetite…

António Nobre Chefe executivo de cozinha – Hotéis M’AR De AR, Évora

T

al como se diz no título, as últimas emissões de selos deste ano entram em circulação durante o mês de outubro. Para além da emissão “Palácios Nacionais – Queluz”, que no dia 3 entrou em circulação, preveem-se ainda as sete seguintes: “Palácios Nacionais – Ajuda”; “Correio Escolar”; “Ano Internacional da Energia”; “Fado”; “Humoristas Portugueses”; “Engenharia Portuguesa” e “Festas Populares”. Assim, para a próxima semana preveem-se quatro emissões: dia 7, entrará em circulação “Palácios Nacionais – Palácio da Ajuda” (2.º grupo). Para o dia 9 estão previstas duas: “Onde te leva o selo – Correio Escolar” e “2012 Ano Internacional da Energia”. Esta última emissão é de um produto filatélico, também adesivo, as Etiquetas de Impressão de Franquia Automática, nome vulgarmente abreviado pelos filatelistas para a sua sigla EIFA. O “Fado” (2.ºgrupo) é a quarta e última emissão da semana. Para a semana seguinte preveem-se mais duas: no dia 16, a que assinala o “1.º Salão dos Humoristas Portugueses – Centenário” e, no dia 19, a emissão dedicada à “Engenharia Portuguesa – Ordem dos Engenheiros”. Para além destas é provável que, ainda em outubro, entre em circulação o novo grupo dedicado às “Festas Tradicionais Portuguesas” (selos AA – 2.º grupo). A emissão prevista para o dia 9, “Onde te leva o selo – Correio Escolar”, tem três selos: 32 cêntimos; 68 cêntimos e 80 cêntimos. As suas ilustrações são, pela mesma ordem, de Martim dos Santos Onofre; Matilde Amaro Nunes e Ana Carolina Marques. A capa da pagela também é

de Martim dos Santos Onofre. A emissão dedicada ao 1.º Salão dos Humoristas Portugueses (dia 16), tem quatro selos ( 0,32; 0,47; 0,68 e 0,80 €) e uma folha especial com mais oito (2 x €0,32; 2 x €0,47, 2 x €0,68 e 2 x €0,80), o que dá três selos de cada uma das franquias. Apesar desta triplicação os selos são diferentes. O desenho é do Atelier B2. A efeméride que se assinala, realizou-se em Lisboa, no dia 9 de maio de 1912, no Grémio Literário ao Chiado. A emissão “Engenharia Portuguesa” (dia 19) tem oito selos e um bloco (com um só selo). O selo do bloco é da franquia de 3 euros e os restantes são de 32; 47; 57; 68 e 80 cêntimos; e um euro, todos eles do artista João Machado. A capa da pagela mostra-nos a fachada traseira, do edifício sede da Ordem dos Engenheiros. A emissão dedicada ao “Fado” imortalizará, filatelicamente, as vozes de Maria da Fé, Argentina Santos, Mariza, Vicente da Câmara, Rodrigo e Camané. O 1.º grupo desta emissão entrou em circulação em 3 de outubro do ano passado e homenageou os fadistas Alfredo Marceneiro, Carlos Ramos, Hermínia Silva, Maria Teresa de Noronha, Amália Rodrigues e Carlos do Carmo. Está agendada pelo Clube de Colecionadores dos Correios a edição de um livro, da autoria de Rui Vieira Nery, dedicado ao Fado. Recorde-se que o o ano passado o Fado foi considerado, pela Unesco, Património Cultural Imaterial da Humanidade. Geada de Sousa

enredo de A submissão inicia-se com a reunião, tensa, de um júri que, em 2003, está em vias de decidir o projeto vencedor para a construção de um memorial às vítimas do 11 de setembro, em Nova Iorque. Prossegue apresentando “Mo” – o arquiteto americano Mohammad Khan e muçulmano descendente de indianos - cuja ideia para a construção de um jardim como espaço de memória é escolhida após acesa discussão. Seguem-se capítulos que apresentam sucessivamente Sean, um protestante que perdeu o irmão no ataque às Torres Gémeas e que fez do luto a força para reconstruir uma vida sem sentido, e Asma, uma viúva imigrante ilegal, oriunda do Bangladesh, que acaba por tornar-se milionária devido à sua perda mas continua a incorrer no risco de ser deportada para o país de origem. Editada em 2011, esta obra finalista de vários prémios foi, em geral, um êxito de crítica. Trata-se do primeiro livro da ex-jornalista do “The New York Times”, Amy Waldman que parece ter rompido o silêncio a que os escritores de ficção norte-americanos votaram, em geral, a tragédia do 11 de setembro. A polémica em torno da escolha – cega – do projeto vencedor para o memorial, da autoria de alguém que pode ser um “inimigo” é o pretexto para Waldman explorar as tensões e complexidades da sociedade americana e o modo como esta integra os seus seus membros, como vive com a sua vocação liberal e de defesa da liberdade. Estreia brilhante de Waldman, ora descreve com propriedade os dramas de uma imigrante “bangla” com a sua senhoria como as manobras orquestradas pelos membros e presidente de um júri que lida mal com a sua escolha e com a polémica que resultará seguramente na sua assumpção. A ler. Maria do Carmo Piçarra

Amy Waldman Teorema 416 pág.s 16 euros


29 Diário do Alentejo 5 outubro 2012 PUB

Crónica A festa do vinho, para além da crise

E

ra o vinho, meu bem, era o vinho ouvi cantar mil vezes, desde menino, na minha aldeia. Talvez que a cantiga seja vulgar no nosso País, mas sempre ali a ouvi, repetidamente cantada. Coisa que parece de raiz, de tão corriqueira. Era a coisa que eu mais adorava, prosseguia, rematando com convicção que só por morte, meu bem, só por morte, o vinho eu deixava. O vinho mais do que tudo uma paixão. Desde gregos e romanos, que lhe consagraram deuses e o veneraram com sentimento, reconhecendolhe virtudes escondidas. In vino veritas, diziam. O vinho é coisa santa, faz o cantar miudinho emparelham, com eles, as nossas gentes, intentando o caminho do sagrado. Todavia o Baixo Alentejo só agora desperta de um sono que deixou a vinha reduzida a pequenas ilhas, pouco mais que Vidigueira e Vila de Frades, Alvito, Cuba, Amareleja e Pias. A filoxera? A apetência alternativa pelo olival? O país vinhateiro que somos, só o era do Tejo para cima até há pouco. Entretanto, o hábito de beber vinho não se perdeu no sul alentejano. Se queres que eu cante bem, dá-me gotinhas de vinho. Mesmo no tempo da fome, as tabernas foram locais de ajuntamento, de desabafo, de conversas mais arrastadas que o usual. De revolta. Os taberneiros incentivando o consumo (ou talvez não, só querendo fazer bonitos) proclamando em papéis amarelos espetados nas paredes Bebe à vontade, sem medo/E se ficares de grão na asa/Nós guardamos segredo e vamos levar-te a casa. Só que muitos não iam. Alguns malhavam com os ossos no posto. A GNR tinha ordens para prender aqueles a quem se desatava a língua com o vinho. Salazar, que gostava de vinho, parecia não gostar de ver nos outros os efeitos, especialmente os que punham em causa o seu regime. O camelo é o animal que passa mais tempo sem beber: não seja você camelo tornavam os papéis da parede, sujos pelas moscas, ao lado da gaiola do pintassilgo. Se vires um homem caído na rua, respeita-o, pode ser um bêbado referiam os singulares prospetos, agora com acento filosófico. Tabernas antigas como templos, de balcão de mármore carcomido pelo vinho, sombrias, em ruas escusas. Lugares de perdição, algumas. O consumo dos rurais alentejanos sempre foi diferente dos do Norte. No Norte o vinho estava ligado ao trabalho, fazia parte das contrapartidas pagas aos jornaleiros. Supunha-se que aumentava o rendimento da enxada. Homens e mulheres bebiam, em quantidade, vinhos de graduações geralmente baixas. Até crianças, nas sopas de cavalo cansado. No Sul, o vinho

estava (e ainda está) ligado ao lazer. Desde que me entendo é coisa de homens, que nem em casa o bebem, quanto mais cheirá--lo no trabalho. Consomem-no nas vendas. Mais que menos, conforme as posses. Em grupo. Em rodadas. Criando laços. Uma espécie de cimento. Incendiando o rastilho do cante. Em tempos de escuridão, até o proibido: Há lobos sem ser na serra/ Eu ainda não sabia... As talhas alinhadas junto à parede das adegas da Cuba e da Vidigueira. O barro tentando baixar temperaturas nas ardentes fermentações. Momentos de ansiedade. As abóbadas dando uma mão. Mais tarde o cante ao disfarce: Quando eu vejo vir no campo/Carros à meia ladeira/Lembram-me as moças da Cuba/E o vinho da Vidigueira... O humor à solta, parodiando vinho. Os dois de Vila Alva que, à beira de uma ribeira, só de verem um achigã saltar na água beberam cinco litros. O caleiro de Moura que prendeu o macho na argola da adega e que, enfrascando-se de vinho novo, não deu por uma trovoada que se abateu sobre Alvito e lhe derreteu a cal. Mas que já na rua, no meio da desgraça, ainda conseguiu glorificar o vinho novo com um grito tão forte que os mais velhos ainda recordam. Quem bebe sem consciência, num contínuo, não lhe chamam uma pipa mas uma talha. Da Aldeia do Mato vinham essas grandes unidades de cerâmica, de quinhentos litros ou talvez mais. Aí fervia o vinho, espreitado continuamente pelo adegueiro. O Zé Amante, o Pera, da Amareleja. Nunca abriram um livro de teoria. Viveram uma vida inteira encostados à tradição. Reverenciando a uva de pendura, de vinhas velhas. O vinho branco saído por uma cana mais fina que o dedo meiminho, atacada de junça, espetada no batoque de cortiça por onde as talhas se aliviavam para alguidares. Mesas esconsas recebendo os acólitos, que degustavam o vinho novo com um prato de azeitonas, também novas, retalhadas ou pisadas. A linguiça da matança recente, assada na brasa. O vinho ainda doce, aflorando espuma, em copos pequenos, de vidro muito lavado. Vila de Frades que hoje já não tem abades/ mas adegas que são catedrais/ onde os palhetes fazem brilharetes/ que são de beber e chorar por mais como lhe cantam os de Ficalho, é outro local mítico onde cai gente de toda a região logo que alguém, no distrito de Beja, passa a palavra de vinho novo. Fialho, filho da terra e o seu O país das uvas, glorificando tempos de produção passada. Vinho e amigo, o mais antigo. E o ano em que, dentro de uma talha, caiu um rato lá na Vidigueira e em que o vinho foi tão barato já não há quem queira, como ainda hoje se recorda numa moda de Entrudo. A gente do Sul presa no bálsamo que vem da uva. O vinho como adubo da alma. Felizmente que, sobre ele, novos tempos despontam no Baixo Alentejo. A quantidade, mas especialmente a qualidade, vieram ao de cima. O vinho continua uma festa. João Mário Caldeira


30 Diário do Alentejo 5 outubro 2012

Bubedanas em skow case na Biblioteca de Beja

São jovens, na idade e no tempo de formação. Têm a nobre missão de “fazer renascer o cante alentejano” e, além disso, de “fazer respeitá-lo”. De calça de ganga mas sem tirar o boné, os Bubedanas vão estar na cafetaria da Biblioteca Municipal de Beja para um show case, agendado para as 17 horas de amanhã, sábado. O mais jovem grupo coral espontâneo da região para conhecer em mais uma sessão do ciclo “Beja dá-lhe música”.

Fim de semana

Francisco Ceia apresenta primeiro livro em Vidigueira Mais conhecido como compositor e intérprete, Francisco Ceia revela agora a sua veia de escritor em Jogo de Janelas, obra que se apresenta hoje, sexta-feira, pelas 17 horas, na Biblioteca Municipal de Vidigueira. Livro de estreia, com o selo das Edições Colibri, Jogo de Janelas coloca à tona um “viajante de sonhos, e de lugares, desvendando histórias, tecidas no corpo das palavras, de que resulta uma literatura poética”.

Cerca de 60 fotógrafos vão expor em Beja até final do mês

Outubro é “mês da fotografia” na Casa da Cultura

A

partir de amanhã, sábado, e até ao final do mês, a Casa da Cultura de Beja acolhe imagens de cerca de 60 fotógrafos, um ciclo que se denominou de “Outubro – Mês da Fotografia” e que se desdobra também em sessões de conversa, exibição de documentários, e exposições de BD que prestam homenagem à fotografia. A inauguração está agendada para as 16 horas de amanhã, hora em que abrem ao público, em simultâneo, as mostras coletivas “Prémio de Fotojornalismo 2011 Estação Imagem/Mora” e “Fotógrafos de Beja”; e “O PREC já não mora aqui”, de João Pina. Na primeira, patente no rés-do-chão do edifício, podem ser revisitados alguns dos momentos marcantes do ano de 2011, nomeadamente um caso de bullying com desfecho mortal, que abalou a comunidade de Mirandela, cujo acompanhamento fotojornalístico valeu a Nelson d’Aires o primeiro prémio. Mas, para além do vencedor principal, também lá estão trabalhos de Enric Vives Rubio, José Carlos Carvalho, Augusto Brázio, Artur Machado e Leonel de Castro, distinguidos nas categorias de Notícias, Vida Quotidiana, Ambiente, Arte e Espetáculos e Desporto, respetivamente. A mostra “O PREC já não mora aqui” exibe, por seu turno, as imagens vencedoras da Bolsa de Fotojornalismo 2010, também atribuída pela associação Estação Imagem, uma coleção em que João Pina se propõe ir à procura do que resta do Alentejo pós-revolucionário, quase 40 anos passados. Subindo as escadas, abre-se ao visitante, no primeiro-andar, uma montra da fotografia que se produz atualmente na capital de distrito, tanto no registo amador como no profissional. “Fotógrafos de Beja” reúne imagens de perto de 40 autores, desde fotojornalistas, como José Serrano e José Ferrolho, até fotógrafos de natureza, como Dinis Cortes, passando por amadores premiados como Luís Pinheiro da Silva e Miguel Teotónio. No mesmo dia, decorre, pelas 17 e 30 horas, no âmbito da rubrica “Conversas de fotógrafos”, uma sessão sob o tema “Estação Imagem – Descentralização de projetos culturais”, que terá como convidados os fotógrafos Bruno Portela e Luís Vasconcelos. E abrem portas outras duas mostras que cruzam a oitava e a nona artes: “Lobato”, que leva o nome do autor, e “Territórios – Entre a Banda Desenhada e a Fotografia”, de John Bolton.

Exposição “Emergências 2012” na Biblioteca de Odemira

Beja celebra Dia Mundial da Música

A Biblioteca Municipal de Odemira acolhe, até ao próximo dia 20, a exposição “Emergências 2012”, uma produção da Associação Cultivamos Cultura que integrou já a programação da “Guimarães, Capital Europeia da Cultura”. Trata-se de uma exposição de arte contemporânea experimental “que utiliza a ciência e a tecnologia para desenvolver novos meios de expressão artística”. A comissária é a artista Marta de Menezes, que nos últimos anos tem vindo a desenvolver o conceito de Bioarte, ao explorar a interação entre a arte e a biologia, “tornando os laboratórios locais de trabalho e provando que as novas tecnologias podem ser usadas como uma nova forma de arte”. A Cultivamos Cultura é uma associação que, desde 2009, promove em São Luís, Odemira, projetos com a comunidade.

Inaugurada na passada segunda-feira, Dia Mundial da Música, a exposição “Para uma memória de Michel Giacometti” reúne em Beja, na Galeria Municipal dos Escudeiros, até ao próximo dia 31, 29 reproduções de fotografias do fundo do etnomusicólogo corso que revelou ao País as suas próprias tradições musicais. Além das imagens, a mostra integra também um roteiro com conteúdos informativos e descritivos que lhes servem de legenda e um DVD com reproduções da série de filmes “Povo que Canta”. Tendo já percorrido vários pontos do País, o acervo chega agora a Beja como parte do programa de comemorações do Dia Mundial da Música. No pacote de iniciativas estão também incluídas, ao longo do dia de hoje, a inauguração, pelas 16 horas, da exposição “A música na obra de Jorge Vieira”, patente no Museu u Jorge Vieira até janeiro, e um concerto pelo Coro do Carmo mo de Beja na Pousada de São Francisco, agendado para as 21 e 30 horas. O dia de amanhã, sábado, será preenchido ido de manhã à noite. Arrancando com um encontro de bandas filarmónicas no jardim público (9 e 30 horas), prossegue ssegue com um desfile de grupos corais no mesmo espaço (11 horas) e culmina com o Festival Vento de Leste, que reúne, a partir das 21 e 30 horas, vários grupos vocais, instrumentais tais e de dança no palco do Teatro Municipal Pax Julia..

JP Simões no aniversário de Os Infantes O espaço Os Infantes comemora o seu primeiro aniversário, enquanto casa da companhia Lendias d’Encantar, com um convidado muito especial. JP Simões, cantor e compositor de “O Tango do antigamente” e “1970 (retrato)”, entre outros temas em que cruza ironia e bossa-nova, vai estar hoje em Beja para um serão em que se celebra o primeiro ano da nova vida da emblemática sala de espetáculos bejense. Além de intérprete notável, o antigo rosto dos Belle Chase Hotel e Quinteto Tati é também um entertainer de luxo, pelo que se prevê um serão no mínimo bem passado.


Segundo noticiou o “DA”, apenas um médico concorreu às 12 vagas abertas nos centros de saúde da região. A situação está a exasperar as autoridades locais. Fonte da Administração Regional de Saúde do Alentejo tentou explicar-nos o que se passava: “Temos feito de tudo, mas os médicos portugueses inventam as desculpas mais incríveis para não virem: «Ah, que não há sítio para estacionar o helicópetro», «lamento, mas a minha caneta não escreve a sul do rio Sado» ou «toda a gente sabe que no Alentejo é impossível curar virilhas assadas». Porra, pá! Às vezes tenho a impressão que é mais fácil importar médicos cubanos de triciclo”.

31 Diário do Alentejo 5 outubro 2012

usam-se mÉdicos recalentejo a vir para ocos sÍtios pois hÁ pou cionar para esta eros os helicÓpt

facebook.com/naoconfirmonemdesminto

Exclusivo “Não confirmo, nem desminto” Grupos de cantares alentejanos refazem letras de modas para se adaptarem às circunstâncias atuais Numa altura em que a candidatura do cante alentejano a Património Imaterial da Humanidade ainda está de pé, os grupos de cantares regionais, decidiram começar a refazer as modas de maneira a adaptarem-se aos tempos modernos. Num exclusivo mundial, apresentamos algumas modas alentejanas, versão 2.0: Eu sou devedor ao Fisco O Fisco me está comendo O Fisco lixa-me a vida Eu pago ao Fisco em morrendo (Nova versão de ALENTEJO, ALENTEJO - Terra sagrada do pão) Gaspari! Gaspari, lindo Gaspari! Tu hás de, Tu hás de acabar comigo! Nas tabelas, nas tabelas do IRS Nas tabelas do IRS Levas-m’a desesperar, bandido (Nova versão de CEIFEIRA LINDA CEIFEIRA) Olha a carreira se vai linda, De efetivo a precário Também eu queria ser Também eu queria ser Também eu queria, Também qu’ria ser coletado Ser coletado e ter subsídio É obrigação do Estado Também eu queria ser Também eu queria ser Também eu queria, Também qu’ria ser coletado (Nova versão de OLHA A NOIVA SE VAI LINDA)

Manifestação CGTP: PSP dispersa manifestantes alentejanos com jatos de gaspacho No passado dia 28 de setembro realizou-se uma grande manifestação organizada pela CGTP, que contou com a participação de elementos da manif. de 15 de setembro e de adeptos do Sporting que exigem a demisão de Sá Pinto. Do Alentejo partiram muitos autocarros e, ao que apurámos, as coisas correram muito bem, como nos relatou Arménio Carvalho da Silva Avoila: “Foi uma demonstração da nossa grandeza! Até as forças de segurança estão connosco: os camaradas da PSP tiveram a gentileza de nos dispersar com jatos de gaspacho… E era mesmo alentejano, não daquela zurrapa espanhola! Fomos muito bem tratados, bem melhor do que o pessoal das outras regiões. Uma senhora de Aveiro partiu a cabeça quando foram dispersados com jatos de leitões da Mealhada… E pior ficou o camarada da Guarda… Ele ficou com uma fratura exposta em três sítios depois de ter sido dispersado com um jato de broas de milho”.

Desacatos na Assembleia Municipal: Pulido Valente e Miguel Ramalho participam em tournée de luta na lama A adesão da Câmara de Beja ao PAEL continua a dar que falar: a última sessão da Assembleia Municipal ficou marcada por alguns desacatos entre Pulido Valente e o vereador Miguel Ramalho. Ao que parece, entre acusações de pontapés nas canelas, dedos com cuspo no ouvido, papelinhos com frases como “O Pulido cheira a reles funcionário” e “O Ramalho cheira a Zita Seabra na clandestinidade”, os ânimos estiveram muito exaltados. Tudo começou com a ausência dos membros da CDU e do Bloco de Esquerda na assembleia, o que resultou na suspensão dos trabalhos por falta de quórum – ao que parece, a Mesa da Assembleia não reconheceu legitimidade aos bonecos de cartão, em tamanho real, de Odete Santos e do Major Tomé que substituiam os deputados daqueles dois partidos. Destes eventos às afrontas foi um passo: Pulido terá tentado agredir o vereador com um dos pilares prometidos na sua campanha eleitoral, mas, como referiu o próprio: “Olá a todos e a todas, portanto, não lhe acertei!”. Nessa altura, Ramalho terá tentado puxar o cabelo ao autarca, mas “parece que é careca só para me fazer pirraça”, afirmou o vereador. Os dois intervenientes só foram separados pelo Grupo de Comandos do Exército, entre mais acusações e bocas que incluiram trocadilhos com o apelido Ramalho e o desejo de ver Pulido na Praça de Touros, sozinho, com a Ganadaria Brito Paes. Este acontecimento, que marcou a atualidade em todo o mundo e também em Entradas, teve, contudo, um lado positivo, segundo afirma fonte da autarquia: “Houve quem se lembrasse que esta ocorrência seria boa para aproximar mais a classe política da população, tornando-a mais ativa civicamente. Assim sendo, decidimos promover um magnífico espetáculo de luta na lama com Pulido e Ramalho, e já temos tourneé marcada… Estãos agendados espetáculos em Mombeja, Vila Azedo, Trigaches, Albernôa e nas traseiras do LIDL, em Beja. A primeira parte ficará a cargo do PSD, com o seu magnífico número de «Invisibilidade Política». De certeza que irá atrair o povo – todos gostam de uma boa luta!”

Inquérito Mitt Romney, candidato republicano às eleições americanas, não percebe porque é que não se podem abrir janelas de aviões em voo. E o leitor percebe?

TEOTÓNIO TORRE DE CONTROLO, 36 ANOS Licenciado em couratos e pipis Realmente está uma coisa bem pensada, sim senhor... É uma chatice um gajo ir no avião e não poder amandar uma lata de cerveja, um saco de alcagoitas ou uma cunhada histérica que não diz os erres pela janela. Cá para mim, os americanos já inventarem uma maneira de abrir as janelas em voo, mas isso é uma coisa que só se sabe lá na América. Eles escondem essas coisas por causa de terem a mania… Eles inventarem a Hepatite C para dominar o mundo, por exemplos…

NANDINHA PORTA DE EMBARQUE, 61 ANOS Coisinha fofucha Meu Deus! Vê-se mesmo que esse senhor é um reacionário da pior espécie! Esse neoliberal cuspidor de lava e assassino de cachorrinhos! Tomara ele chegar aos calcanhares do meu Obama, o ser humano mais perfeito a seguir ao bonzão do Crespúsculo… Não só voltou a tornar a América credível, como acabou com a Guerra no Iraque, matou o Bin Laden com as próprias mãos, caminhou sobre a água e curou o Stevie Wonder! Salvé, Obama!

VITORINO TERMINAL, 33 ANOS Piloto da TAP e pessoa de bem Não me diga nada! Eu já viajei com a janela aberta, mas é uma chatice de se fazer, especialmente se não tiver óculos… Da última vez que fiz isso, tive de tirar um flamingo que me entrou para a vista esquerda. No voo Yokohama-Beja, ao chegar a Portugal, tinha tantos mosquitos nos dentes que fui obrigado a lavar o estômago – o médico receitou-me Dum-Dum para as cólicas, veja lá!


Nº 1589 (II Série) | 5 outubro 2012

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quadro de honra É licenciada em Cultura Arquitetónica, pela Universidade de Évora, estabelecimento onde está de momento a concluir o mestrado com a tese “Água na Arquitetura: Do caráter prático, lúdico e simbólico”, com orientação do professor João Trindade. O projeto com que recentemente venceu o Prémio Secil Universidades – “Casa Vertical – Design for Aging” – foi também candidato num concurso promovido pelo American Institute of Architects (AIA), justamente subordinado a tema “Desenhar para a terceira idade”. Antes disso, já havia sido finalista do concurso “Arquitetura em Lugares Sagrados”, com o projeto “Célula Cartuxa”, promovido pela Turrel.

Jovem arquiteta de Moura vence Prémio Secil Universidades

Desenhar para a terceira idade

A

inda não terminou o curso de mestrado que está a frequentar em Évora mas o prémio que conquistou há dias já lhe permite pensar, pelo menos, “num futuro melhor”. Lurdes Chagas foi uma das vencedoras, em coautoria com uma colega, do Prémio Secil Universidades, o mais prestigiado galardão nacional para estudantes de arquitetura. O projeto distinguido “questiona” a cidade de Lisboa, e o seu centro histórico, ao propor a transformação de um quarteirão numa zona residencial para idosos, obedecendo a uma inusitada estrutura vertical. Recebeu recentemente o Prémio Secil Universidades, o mais prestigiado prémio de arquitetura para alunos finalistas a nível nacional. Além do óbvio reconhecimento, o que se ganha com uma distinção destas?

Devo sublinhar que o mais importante é o reconhecimento que advém do próprio prémio, uma vez que é o mais relevante galardão nacional para estudantes de arquitetura. Uma distinção destas torna-se bastante valiosa nesta área profissional, pelo facto de se concorrer contra os melhores alunos das universidades do País, dado que este concurso é um incentivo à qualidade do trabalho académico. Deste modo, esta distinção proporciona aos vencedores um elevado grau de prestígio, bem como ao curso de Arquitetura e às universidades. A experiência adquirida com o concurso e o facto de se vencer possibilita uma crença num futuro melhor e um elevar da exigência profissional

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Lurdes Chagas 26 anos, natural de Moura dos futuros arquitetos nacionais. Venceu em coautoria, com um projeto de habitações para idosos. Em concreto, de que se trata?

O projeto foi realizado em coautoria com uma colega do curso, Elsa Barrelas, e coordenado pelo arquiteto João Trindade. Denomina-se “Casa Vertical – Design for Aging” e consiste na reabilitação de um interior de quarteirão adjacente ao largo do Rato, em Lisboa. O programa visava a criação de 120 habitações para a terceira idade, com várias valências adjacentes, nomeadamente ginásio, clínica, cafetaria, centro de dia, jardim de infância e uma zona termal. O projeto questiona a cidade de Lisboa e o local de intervenção através da implementação no centro histórico de um programa que não é usual naquela

morfologia urbana. O programa – residências para idosos – que usualmente apresenta uma estrutura horizontal, surge organizado verticalmente através de uma justaposição de módulos, que por sua vez se organizam em torno dos acessos verticais e espaços comuns. Esta organização dá origem a três torres (plano vertical) que possibilitam transformar o interior do quarteirão num espaço ajardinado. A base desta estrutura (plano horizontal) adapta-se morfologicamente ao território e prepara a implementação das torres. O projeto estabelece diferentes relações de escalas com o território e entre as diferentes partes do programa, surgindo a partir de temas cruciais em Arquitetura, nomeadamente a verticalidade e a horizontalidade, que se realizam através de um pensamento bastante complexo. Quais são os seus sonhos, na área profissional que escolheu, e de que forma este prémio pode dar-lhe um empurrão para alcançá-los?

Acima de tudo, espero construir uma boa carreira na área da Arquitetura nacional e, se possível, trabalhar com alguns dos melhores profissionais da área. Acredito que este prémio me possibilitará alcançar um futuro melhor e mais promissor tendo em conta a situação atual do nosso país. Espero sinceramente que este acontecimento na minha vida profissional tenha sido o começo de um futuro repleto de bons momentos e de grandes projetos de Arquitetura. Carla Ferreira

Hoje, sexta-feira, o céu deverá apresentar-se nublado e a temperatura deverá oscilar entre os 15 e os 27 graus centígrados. Amanhã, sábado, são esperadas nuvens e no domingo o sol deverá brilhar em toda a região.

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Bandeirante Raposo Tavares homenageado em Beja e Mértola O bandeirante António Raposo Tavares vai ser homenageado, entre hoje e amanhã, sábado, nas suas terras de origem, Beja e Mértola, através de um conjunto de iniciativas promovidas pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja e Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, com a colaboração dos municípios locais. Hoje, sexta-feira, pelas 12 horas, terá lugar uma sessão de homenagem, com a presença do Regimento de Infantaria n.º3, junto à estátua de Raposo Tavares, em Beja. Amanhã, em Mértola, a partir das 10 horas, o Cineteatro Marques Duque acolhe o seminário “A Formação Territorial do Brasil – O Contributo de António Raposo Tavares”, com a colaboração de investigadores das universidades de São Paulo e Estadual Paulista, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História. Da parte da tarde, pelas 16 horas, far-se-á uma romagem a São Miguel do Pinheiro, a que se associa a comunidade local, com o descerramento de uma placa na igreja onde o bandeirante foi batizado. Recorde-se que António Raposo Tavares partiu para o Brasil em 1618, com o pai, oriundo de Beja, fixou-se em São Paulo e nove anos depois comandou a sua primeira expedição militar (bandeira), atingindo o Rio Grande do Sul, de onde expulsou os jesuítas espanhóis.

“Reviver a mouraria” no Festival Islâmico de Moura O centro histórico de Moura vai acolher, já entre os próximos dias 12 e 14, a primeira edição do Festival Islâmico, com organização da cooperativa Comoiprel, apoio da câmara municipal local e dinamização a cargo da empresa Passado Vivo. O evento, que propõe a locais e visitantes “reviver a mouraria”, contemplará rábulas diárias, inspiradas no período de ocupação islâmica, danças, música, fogo-de-artifício, e ainda artesanato ao vivo. Durante o fim de semana, o comércio e os serviços da zona de intervenção estarão abertos, o que promete “grande animação, convívio e interação” entre mourenses e forasteiros, considera Antónia Baião, da Comoiprel. Em última instância, o que se pretende, admite a responsável, é “promover o comércio e serviços da zona histórica da cidade”, e “experimentar novas atividades culturais e de animação que promovam a cidade de Moura e o concelho”.


Edição n.º 1589