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João Roquette Aos 40 anos lidera o maior “império” vinícola português pág. 12

SEXTA-FEIRA, 24 AGOSTO 2012 | Diretor: Paulo Barriga Ano LXXXI, N.o 1583 (II Série) | Preço: € 0,90

Obras na A26 e IP2 suspensas, 249 trabalhadores sem trabalho

Lay-off na Tecnovia castiga muitas famílias do Alentejo A concessão rodoviária do Baixo Alentejo, que compreende a construção da A26 e a re-qualificação do IP8, voltou a parar. Desta feita por tempo indeterminado. Situação que afundou uma das principais empresas construtoras do País, a Tecnovia. Que nos últimos dias colocou em lay-off 249 trabalhadores. A grande maioria residente nos distritos de Beja e Évora. pág. 6

Castelo de Noudar em risco de derrocada

Edifícios da Refer para famílias em dificuldades

A fortaleza militar de Noudar, no concelho de Barrancos, está encerrada ao público desde o passado dia 20, por motivos de segurança. Monumento nacional e uma das principais atrações turísticas daquela região, o castelo sofre de múltiplos problemas estruturais. A câmara, sem meios próprios para intervir, decidiu encerrar o monumento por tempo indeterminado. A poucos dias do início das festas de Barrancos. pág. 10

A Câmara de Beja estabeleceu com a Refer um contrato de cedência de dois edifícios devolutos que se situam junto à estação da CP. Ao todo são 16 apartamentos que a autarquia irá colocar no mercado social de arrendamento. E que se destinam “a famílias com dificuldades financeiras que não têm condições de pagar uma renda no mercado livre de arrendamento, nem direito a habitação social”. pág. 8

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JOSÉ FERROLHO

JOSÉ FERROLHO

Quintos: Beja já tem “praia”

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Editorial Entrar

Vice-versa A autarquia [de Beja] vai conceder uma verba de 20 mil euros para a atividade regular [do movimento associativo cultural]. Miguel Góis esclarece que este é um corte de 50 por cento na verba face ao ano passado, o que, segundo o vereador da Câmara de Beja, representa uma “redução proporcional” àquela que foi efetuada no apoio ao movimento associativo desportivo. In Rádio Pax

Paulo Barriga

António Revez, da Companhia Lendias d’Encantar, afirmou que é grave aquilo que foi anunciado [corte nos apoios ao movimento associativo cultural] e que em muitos casos não vai representar qualquer tipo de apoio (…) e considera que o concelho de Beja se vai debater com uma “seca cultural”.

V

amos entrar na última semana de agosto. Que, em política, é a semana do tirateimas. Não a reentrada, mas antes a entrada de um novo ano político, de um novo ciclo. A falta de assunto dará lugar agora a assunto em demasia. O silêncio cederá ao ruído. A sensatez perderá espaço para a indiscrição. Vamos entrar, enfim, na semana de todas as novidades, do anúncio, da estratégia, do vaticínio. Os partidos posicionam-se como podem na linha de partida para esta corrida que começa imediatamente antes do pôr do sol de agosto. E quem neste instante não se chegar à frente, com muita dificuldade chegará na frente. Esta temporada promete animação a rodos. Há partidos, como o Bloco de Esquerda ou mesmo o PS, que suspiram pela chegada de um novo messias. Há partidos, como o CDS, que suspiram pelo não desaparecimento ou naufrágio do seu próprio messias. Há partidos, como o PCP, que aguardam com paciência pela voz messiânica do seu líder. Há partidos, como o PSD, que ainda hoje não acreditam como foi possível arrasar social e economicamente um País e o povo desse mesmo país, envolto em neblina, continuar mansamente a crer no seu messias. O ano político que agora entra é o ano da sobrevivência. A primeira dúvida consiste precisamente em saber quem resiste e sobrevive a quem: se o Governo resiste à imposição do Orçamento do Estado para 2013. Ou se o País sobreviverá às medidas do mesmíssimo OE. Mas a galope no dorso da política nacional vão agora aparecer os jóqueis do poder local. Esta é também a semana que abre de forma oficial a pré-campanha para as autárquicas 2013. Quem tiver aspirações para outubro do ano que vem, terá que começar já a abanar a bandeirola. Isto apesar de todas as indefinições que se mantêm quanto à lei eleitoral autárquica. Não será fácil distribuir as peças pelo tabuleiro do jogo. Numa altura em que as câmaras estão com o garrote ao pescoço, endividadas, sem crédito, reféns das políticas asfixiantes impostas pela troika, não se vislumbra que algum dos atuais autarcas possa ou consiga brilhar a ponto de poder manter a sua cadeira a salvo. Pela mesma ordem de razão, não se antevê que possam aparecer candidatos fortes e credíveis o suficiente, que decidam receber nos braços o menino deixado pelos outros. Depois há ainda os ventos soprados a boca pequena sobre o aparecimento de listas cívicas. O que, a acontecer, denota que há gente que não sabe onde se quer ou vai meter. No entanto, quem tiver aspirações é obrigado a entrar na roda. Agorinha mesmo. Que o tempo é de entrar para mais esta viagem. Para mais esta corrida.

In Rádio Voz da Planície

Fotonotícia

Incêndio em Beja. A meio da tarde da última quarta-feira deflagrou um incêndio no terceiro andar esquerdo, do número dois, da praceta Mestre António Sousa. Por ocasião do fecho da presente edição do “DA” as autoridades suspeitavam que o fogo tivesse tido origem numa vela de cheiros provocando o incêndio que se alastrou ao apartamento fronteiro. O incidente provocou dois feridos graves. Uma mulher de 49 anos deu entrada no Hospital de Beja com queimaduras na cabeça, no peito e nos pés. E um homem de 59 anos deu igualmente baixa nas urgências, vítima de intoxicação e de queimaduras internas. Ambos se encontravam com prognóstico reservado. Os Bombeiros de Beja acorreram de imediato ao local do incêndio. PB Foto de José Ferrolho

Voz do povo O que acha do aumento do preço dos combustíveis?

Inquérito de José Serrano

João Rodrigues 25 anos, estudante

Carlos Simão 52 anos, comerciante

João Paulo 63 anos, reformado

Cristina Almeida 50 anos, professora

O constante aumento do preço dos bens essenciais, como os combustíveis, é a forma mais fácil de o Estado nos extorquir dinheiro. Agora desloco-me sobretudo de transportes públicos. Que também já não são nada baratos. Só uso o carro quando não tenho outra opção. Sair de automóvel é cada vez mais um luxo.

Os preços exorbitantes de bens indispensáveis afetam-nos imenso. Económica e psicologicamente. Individualmente e enquanto sociedade. O Estado está constantemente a retirar-nos poder de compra, as poucas regalias. É cada vez mais difícil respirar. Receio que isso nos transforme num povo progressivamente mais agressivo, intolerante.

Não sei onde é que isto vai parar. A verdade é que os senhores ministros têm tudo de borla. Gasolina, gasóleo e motorista. Mas nós, o povo, temos que pagar tudo cada vez mais caro. E por que é que em Espanha a gasolina é mais barata? Não compreendo. Dantes ia muito à Marinha Grande, a Alcobaça. Tenho lá familiares. Agora só uma vez por outra, raramente.

Ainda hoje enchi o depósito. Não há muito tempo pagava 40 euros. Hoje paguei 70. E o problema é que não é só o gasóleo a aumentar. Está tudo a encarecer. E os aumentos são tão regulares que muitas vezes já nem sequer damos por eles. Num futuro próximo vamos ter de andar muito mais a pé, ou de bicicleta.


Rede social EDUARDO FRANCO

Semana passada QUINTA-FEIRA, DIA 16 SANTIAGO IDENTIFICADOS SUSPEITOS DE FURTO A GNR anunciou ter identificado duas pessoas por suspeita de furto de metais não preciosos na localidade de Foros de Vale de Lobo, em Alvalade do Sado, concelho de Santiago do Cacém. Os suspeitos foram identificados depois de a GNR ter sido alertada para a ocorrência, tendo recuperado o produto que estaria a ser furtado (ferro-velho), bem como algumas ferramentas utilizadas, adiantou a Guarda. As duas pessoas ficaram sujeitas a Termo de Identidade e Residência (TIR).

3 perguntas a Francisco Teixeira

Presidente da direção da MODA – Associação de Cante Alentejano

SÁBADO, DIA 18 VILA NOVA DE MILFONTES HOMEM DETIDO POR SUSPEITA DE TRÁFICO DE DROGA A GNR deteve um homem de 37 anos, residente em Vila Nova de Milfontes, Odemira, por suspeita de tráfico de droga. Fonte da força de segurança indicou que o homem estava na posse de um número não revelado de doses de cocaína, heroína e haxixe, que foram apreendidas. Na busca domiciliária em Milfontes foram apreendidas ao suspeito 40 gramas de heroína, que correspondem a 40 doses individuais.

SINES ARTE VELHA VENCE CONCURSO DE MELHOR PRATO DE SARDINHA A Arte Velha – Associação de Artesãos de Sines venceu o Concurso de Melhor Prato de Sardinha 2012, integrado nas Tasquinhas Sines, com o prato “sardinha à sineense”. É a terceira vez consecutiva que a associação conquista este prémio, criado com o objetivo de promover o produto regional de maior relevo do concelho. Foram ainda atribuídas menções honrosas à Academia de Ginástica de Sines (“sardinha em molho de escabeche”) e ao movimento SIM (“sardinhas albardadas”). O júri foi composto por Filipa Faria (secretária-geral da Associação de Armadores de Pesca Artesanal e do Cerco do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina), Júlio Pereira (representante da Docapesca), Alice Marques (pescadora de Sines), José Jacinto (pescador de Sines) e Maurício Venturinha (personalidade ligada à gastronomia).

DOMINGO, DIA 19 ALJUSTREL SITE AUTÁRQUICO E PORTAL DO MUNÍCIPE FESTEJAM UM ANO O novo site autárquico e o Portal do Munícipe de Aljustrel assinalaram um ano sobre a data em que foram apresentados publicamente. Ao longo dos meses, adianta a autarquia, “estas duas ferramentas têm vindo a aproximar cada vez mais os munícipes da câmara, mas também todos os visitantes que, de certa forma, têm interesse em conhecer melhor Aljustrel, as atividades desenvolvidas pelo município e pelas diversas entidades que integram o território”. A par destas ferramentas, “o município de Aljustrel tem vindo a apostar na sua política de comunicação autárquica, aprofundando a utilização das redes sociais como Facebook e Youtube, dinamizando o programa radiofónico ‘Aljustrel Terra Viva’, o boletim municipal e o postal cultural, no sentido de afirmar o município, promovendo a democracia, a transparência e a participação ativa de todos os munícipes na vida das suas comunidades, recorrendo às tecnologias da informação e comunicação enquanto ferramentas facilitadoras deste processo”.

SEGUNDA-FEIRA, DIA 20 ODEMIRA TUBARÃO OBRIGA A FECHAR PRAIAS O “Correio da Manhã” noticiou que o avistamento de um tubarão com cerca de um metro e meio, pelas 16 horas de segunda-feira, nas praias da Franquia e das Furnas, em Odemira, deixou em alerta dezenas de pessoas que foram evacuadas de dentro de água, em pânico. O tubarão foi visto por diversos banhistas, que alertaram logo o nadador-salvador para a presença de “um peixe grande” junto à linha de água. “Estava no meu posto quando alguns banhistas avisaram que estava um tubarão a dois metros da linha de água. Quando me aproximei também vi o animal e pareceu-me um tubarão. Tinha a barbatana dorsal fora de água”, contou David Vaz, nadador-salvador da Franquia. A bandeira vermelha foi hasteada de imediato e os banhistas, na sua maioria famílias com crianças, foram advertidos para não se aproximarem da água.

O reforço do trabalho com os grupos corais é um dos pontos centrais do programa de ação da nova direção da MODA. Em que áreas assentará?

Esse reforço assentará numa abordagem direta com os grupos corais sobre as suas principais dificuldades. Em primeiro lugar, a sua renovação e a atração de novos cantadores e de vozes mais jovens, a melhoria dos ensaios e a procura de novos ensaiadores para os grupos, o cuidado com o cancioneiro tradicional e a escolha de modas para o repertório, património essencial e matriz do cante. A MODA pretende reintroduzir as boas práticas do cante, preservando o binómio letra-música na sua beleza intemporal. Este trabalho requer a participação empenhada de representantes das autarquias locais que são o principal suporte financeiro e logístico dos grupos, essencial à sua sobrevivência. Outro trabalho de valorização do cante será o de sensibilizar para a elaboração de planos de salvaguarda, com as autarquias, a nível concelhio, através dos quais os vários agentes envolvidos e motivados preparariam um futuro para o cante de forma estruturada. São tarefas com viabilidade se atentarmos já na presença de jovens com talento em grupos corais, na constituição bem-sucedida de um grupo juvenil em Beja, na continuação do projeto Cante nas Escolas em vários municípios, no surgimento de cantadores muito jovens e outros músicos, como “mestres” à frente dos grupos, e na inclusão do cante nas agendas culturais dos municípios.

Todos a fotografar Portugal Diogo Morgado veio a Beja reforçar a ideia “Portugal Melhor Destino”. Depois de apresentar todos os argumentos e mais alguns, tentou convencer todos os participantes a fotografarem. O objetivo? Mostrar ao mundo o País.

O branco fica-lhes tão bem A noite foi branca em Aljustrel, como pode comprovar-se pelas fatiotas. A piscina municipal encheu-se de gente, que dançou que se fartou. A iniciativa, essa, garante a organização, é para repetir. Regressa no próximo verão.

As rainhas da sardinha Estas senhoras, de chapéus e bonés envergados, foram as vencedoras do concurso das tasquinhas em Sines. Das suas mãos, dizem os entendidos, saíram as melhores sardinhas da festa. Sardinha à sineense, claro.

O que se pretende com a criação de um conselho consultivo, outro dos projetos da MODA, e quem o integrará?

A criação deste conselho, de natureza técnica e científica, trará um novo olhar sobre o cante, valorizando-o na sociedade por forma a cativar novos públicos, lado a lado com outras artes, que levem à sua presença em novos palcos como os das “músicas do mundo” ou das artes performativas, por exemplo, conselho que poderá integrar investigadores, individualidades do meio académico, musical e artístico de feição tradicional, que serão convidados a participar em atividades da MODA e dos grupos.

Os anjos não têm costas Anjos nas ruas de Sines. Foi assim a procissão que saiu à rua. Anjos, velas e muita gente. Tudo para homenagear a Nossa Senhora das Salas. Estão de costas mas os anjos, como todos o sabem, não têm costas.

Noseuentender,comoéqueestáadecorrer a candidatura do cante a Património Cultural Imaterial da Humanidade, cuja entregafoiadiadapara2013?

A nova direção da MODA não dispõe de informação sobre o decurso da candidatura a não ser aquela de que tem conhecimento através da imprensa, nem inclusive sobre o dossiê que está a ser trabalhado, mas como entidade constituinte da parceria respeitará os compromissos assumidos, numa atitude de grande realismo, através de uma presença condigna que prestigie o cante alentejano. NP

Um dromedário à espera das festas em Serpa Foi este o primeiro figurante que chegou à Feira Tradicional e Histórica de Serpa. Chegou cedo e esperou por companhia. Instalou-se e as temperaturas elevadas não o incomodaram. E que comece a festa. Hoje, em Serpa.

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Quintos

População da freguesia tem diminuído

Uma “praia” às portas de Beja Há a intenção de criar uma zona de lazer fluvial junto às azenhas de

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sol quente aquece a manhã em Quintos, mas afasta os transeuntes. Dentro das casas pintadas e caiadas de branco a frescura é maior e quase que não há quem se atreva a sair à rua. A copa de uma nogueira, porém, dá sombra suficiente aos que insistem em fintar o calor. Os montes salpicam-se, aqui e ali de verde, mas maioritariamente estão castanhos. É agosto em todo o seu esplendor. Uma carrinha, carregada de pão e bolos caseiros, apita na aldeia. As mulheres assomam-se à porta e de chinelo e bata envergada saem para comprar o sustento. Trocam uma ou outra palavra, mas rapidamente se dispersam. Voltam para o fresco das suas casas. E a ruas voltam a despovoar-se de gente, mas não por completo. Há sempre os que conversam à sombra da nogueira. “Entretemo-nos debaixo desta árvore. É assim que passamos o tempo. Juntamo-nos aqui uns sete ou oito. Depois cada um vai para as suas casas, procurar o almoço, e está feito”, conta João Carapinha, habitante de Quintos. João Carapinha tem por companhia o “pulguinhas”, embora o nome não tenha nada a ver com o seu fiel amigo. “É ‘pulguinhas’ mas não tem pulga nenhuma. Tenho um remédio que se aplica no lombinho e não tem nem uma. Está limpinho”. O movimento é pouco. Uns estão em casa e outros estão a trabalhar, avisam os homens. Mas nem sempre é assim. E a culpa essa é do

Quintos e já lá foi despejada areia fina. Não há na aldeia quem não tenha conhecimento da “praia” improvisada e, pelo que contam os homens e as mulheres, muita gente de fora já a procura. Ao sábado e ao domingo os carros cheios de gente atravessam a terra para passar o dia junto ao rio. É o concelho de Beja com o Guadiana aos pés. Texto Bruna Soares Fotos José Ferrolho

rio Guadiana e da “praia” improvisada que surge numa das suas margens, junto às azenhas da freguesia. Futuramente poderá tornar-se numa zona de lazer fluvial, com todas as infraestruturas de apoio. É esse, pelo menos, o interesse da Câmara Municipal de Beja. “Jogaram para ali uma mão cheia de areia, mas tem ido muita gente ver. Mas está praticamente igual ao que era antigamente”, avisa João Carapinha, que ainda não foi ver a “praia”. “O caminho está mal amanhado e com o meu carrinho não posso lá ir”, conclui. Quem também ainda não avistou o areal foi Francisco Ventura. Já os seus netos não podem dizer a mesma coisa. “Já conhecem aquilo melhor que eu. Junto ao moinho descarregaram lá umas camionetas de areia e é essa a praia que lá está”, diz. Francisco gostava de ver a sua terra “evoluir” e, neste sentido, considera: “Tudo o que

for para melhorar é bom”, embora reconheça que “muito já ela melhorou”. “Está tudo arranjadinho. É uma terra simpática”, diz. O homem sorri ao mesmo tempo que lembra tempos antigos: “Antigamente aquilo estava cheio de ervas que picavam a gente. Eu, os meus irmãos e mais pessoas de Quintos íamos a essa zona que hoje chamam de praia, tomar banho de madrugada. Quando o relógio marcava as oito horas já estávamos em casa”. E a explicação para o banho ser dado tão cedo surge rapidamente: “Era hábito. Íamos na brincadeira com as moças e os moços”. As horas avançam e a temperatura não para de subir. Maria Estrudes procura as poucas sombras que existem e acelera o passo para chegar rapidamente ao destino. Ainda assim encontra vagar para um dedo de conversa e pega no assunto. “Ouvi falar da ‘praia’, que está muito bonita, mas não

conheço. É bom para as pessoas mais novas e para a terra. Há aqui poucos turistas. Vão mais para o lado de Serpa, mas há quem passe o dia junto ao rio. Fazem o seu piquenique”, afirma. Uma seta, logo à entrada da aldeia, indica o caminho para o rio Guadiana. O alcatrão leva até ao cimo da terra e depois, depois começa a estrada de terra batida. É este o caminho que leva às azenhas de Quintos e, consequentemente, à ‘praia’ improvisada. Ao longe avista-se o rio e o verde das margens. Lá em baixo encontra-se a azenha, o rio, a areia fina e já vários pontos de recolha de lixo. Mas visitantes e veraneantes não. “É mais é ao fim de semana. Ao domingo passam muitos carros. Há muita gente de Beja que vem passar o dia”, adianta António Rebocho. Mariano Ventura junta-se à conversa e diz: “Se vier aqui ao fim de semana logo vê o que ali está. Vai muita gente. Parece uma feira. Pessoal de Beja, Baleizão, Salvada, Cabeça Gorda. Ao sábado e ao domingo está sempre muita gente”. Esta animação dá vida à terra. “Já somos tão poucos que é bom ver gente de fora por aqui”, diz João Carapinha. É que esta aldeia sofre do mesmo mal de tantas outras. Muita gente se foi embora na esperança de encontrar fora das fronteiras da freguesia uma vida melhor. Partiram à procura de emprego, mudaram-se para a cidade, para Lisboa, para o Algarve, para o estrangeiro.


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António Felizardo Presidente da Junta de Freguesia de Quintos

Quais são as principais dificuldades da freguesia?

Essa é uma pergunta complicada. Temos, como todas as freguesias, dificuldades. Mas, em minha opinião, temos de nos contentar com aquilo que temos e com aquilo que podemos fazer. Temos uma verba destinada e temos de a gerir da melhor forma. Não nos podemos desviar dela nem um milímetro. Por isso digo, temos de nos contentar com o que temos. A Junta de Freguesia de Quintos, felizmente, não deve nada a ninguém e honramo-nos disso. É esta a nossa maneira de estar. Só fazemos obras quando temos verba para isso. Se não temos não podemos fazer. A população tem diminuído?

Sim, e o último Censos prova-o. Perdemos gente. Passámos de 301 eleitores para 269. Há maneira de fixar as pessoas?

Igreja de Quintos A igreja de Quintos fica num ponto alto da freguesia. Daqui avista-se a planície, bem como o casario típico da freguesia. Igreja de arquitetura manuelina de feição popular no Baixo Alentejo que mantém, da estrutura original, as cantarias lavradas da pia batismal e do portal. A remodelação do templo, bem como a construção do campanário e dos retábulos de talha dourada e policromada, datam do século XVIII.

É difícil. Não existem postos de trabalho. Não temos fábricas. Julgo que a conclusão de todos os canais de rega de Alqueva poderia ajudar a inverter esta situação. Se a água chegar a todas estas terras de barro, que são de excelente qualidade, poderá fazer-se uma agricultura diferente. Atualmente está um pouco limitada. Poderá levar mais gente a dedicar-se à agricultura e, consequentemente, criar-se mais postos de trabalho. Há muita gente ainda a dedicar-se à agricultura?

Ainda há algumas. Fazem o que podem para manterem-se na atividade. Está prevista uma zona de lazer fluvial junto ao Guadiana…

Sim. Em minha opinião é uma ideia excecional. Levar as pessoas para perto do rio e lá proporcionar convívios parece-me muito bem. O que está lá, neste momento, em minha opinião, não foi feito na zona exata, uma vez que é uma área pequenina, que tem poucas sombras, e há um local melhor para o fazer. É preciso tratar, no entanto, de algumas coisas que estão pendentes para que a área de lazer possa ser feita com outras condições. Pode fazer-se uma coisa muito melhor e com mais condições. É preciso é encontrar as melhores soluções. Já lhe chamam a “praia” do concelho de Beja…

As pessoas têm necessidade de se aproximar do rio e de desfrutar dele. Está lá um pouco de areia, junto à azenha, uns caixotes de lixo. A intenção é melhorar e criar uma verdadeira zona de lazer. Estamos a fazer todos os esforços para que isso aconteça. Dinamizaria a freguesia e atrairia mais gente. Não esperava que uma coisa destas, como está, já atraísse tanta gente. Ao sábado e ao domingo há muitas famílias que procuram o local. Tudo indica que com melhores condições se poderá fazer uma coisa muito engraçada. Para a freguesia seria ótimo.

Azenhas de Quintos As azenhas do Guadiana são conhecidas pela sua beleza e em Quintos há muito para descobrir. Sobre o leito do grande rio do Sul erguem-se moinhos de construções sólidas, capazes de resistir à pressão das águas. As azenhas de Quintos são acessíveis e junto a elas prepara-se agora uma zona de lazer fluvial. Procuradas por locais e turistas, são consideradas um ponto de encontro. As famílias e os visitantes reúnem-se aqui para tomar banho no rio, pescar e fazer piqueniques. A beleza paisagística é um dos grandes chamarizes. O acesso é livre e, para além de se desfrutar de um dia em contacto com a natureza, pode ainda apreciar-se um importante património do concelho de Beja.


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Atual A Tecnovia anunciou esta semana a aplicação do lay-off a mais de três centenas de trabalhadores. Segundo a construtora, a suspensão das obras na autoestrada A26, entre Sines e Beja, e na requalificação do IP2, nos troços São Manços/Beja e Beja e Castro Verde, justificam esta medida. O sindicato diz que a maioria dos operários envolvidos neste processo é residente nos distritos de Beja e Évora e acusa a construtora de não cumprir o que está determinado no Código de Trabalho. Texto Aníbal Fernandes com Lusa

Código do Trabalho Sindicato acusa Tecnovia de não cumprir legislação

Concessão rodoviária do Baixo Alentejo de novo parada

Operários alentejanos off na Tecnovia

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m comunicado divulgado segunda-feira, a construtora Tecnovia anunciou a aplicação do lay-off a 330 trabalhadores. No entanto, no dia seguinte enviou, conforme a lei determina, uma lista de apenas 224 nomes para o Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Mármores e Cortiça do Sul (Stcmc), mas, durante a madrugada de quarta-feira, acrescentou, por fax, mais duas dezenas e meia de nomes, aumentando o número para 249. Nuno Gonçalves, dirigente do Stcmc, em declarações ao “Diário do Alentejo”, acusou a empresa de “não cumprir com o artigo 299 do Código de Trabalho”, nomeadamente nas alíneas em que a entidade empregadora é obrigada a definir “a duração da suspensão” e a explicar “quais os critérios utilizados na escolha dos nomes”.

Walter Loios, coordenador da União de Sindicatos de Évora, lembra que “há vários meses que as obras se encontravam com pouco movimento” e diz que “a empresa já vinha a mentalizar os trabalhadores para a inevitabilidade da suspensão”, que, na opinião do sindicalista, não passa de “uma antecâmara para o desemprego”. Terça-feira, no final de uma reunião em sede de concertação social, o ministro da tutela, Álvaro Santos Pereira, não respondeu às questões colocadas pelos jornalistas sobre o futuro dos trabalhadores da empresa, nem sobre a eventual retoma dos trabalhos da empresa. “É um problema de financiamento”, disse apenas Santos Pereira, saindo de imediato. O presidente do Sindicato da Construção

de Portugal, Albano Ribeiro, à saída de uma reunião com a administração da Tecnovia, no início da semana, disse à comunicação ter pedido uma audiência “urgente” ao primeiro-ministro, para tentar evitar uma “revolta social” dos trabalhadores do setor. Lembre-se que os trabalhadores afetados pela suspensão temporária do contrato de trabalho vão perder “um terço do ordenado” e são cerca de metade dos 720 trabalhadores da construtora em Portugal, que justificou o recurso ao lay-off com “o atual desajustamento entre as obras em carteira e a capacidade instalada da empresa, decorrente essencialmente da acentuada diminuição do investimento público, da continuada redução do número de concursos públicos abertos e adjudicados e da suspensão

dos trabalhos nas subconcessões do Baixo Alentejo e do Algarve Litoral”. Por isso, informou ainda a Tecnovia, a decisão de “reduzir ou suspender a prestação de trabalho do referido universo de trabalhadores” tornou-se “inadiável”, embora se trate de uma medida temporária, já que a empresa prevê “o reforço da carteira de encomendas, sobretudo no mercado internacional”, onde marca presença em mercados como o marroquino, brasileiro, cabo-verdiano e moçambicano. Walter Loios não se conforma com a situação e acusa “este e o governo anterior” de falta de investimento no Alentejo, dando como exemplo o IP8 que, segundo o sindicalista, “já devia estar pronto há muitos anos”.

Autarcas contra suspensão das obras

A culpa é da “inércia” do Governo

O

concelho de Ferreira do Alentejo será, porventura, um dos quais onde o recurso ao lay-off pela empresa Tecnovia mais se fará notar, quer no terreno, quer do ponto de vista social. Aníbal Costa (PS) lembra que as obras “têm um impacto importante na economia local”, o que deixará de se sentir com a suspensão dos trabalhos. O presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo, em declarações ao “DA”, questiona-se acerca da razoabilidade da suspensão das obras, referindo que “mais de 50 por cento dos trabalhos já estão realizados e já foram gastos muitos milhões de euros. Qualquer pessoa de bom senso perceberá que é importante retomar os trabalhos”, acrescentou. O autarca chama ainda a atenção para o facto de terem sido feitas expropriações com um determinado objetivo e de se correr o risco de os proprietários “poderem pedir a reversão do processo e indeminizações” por prejuízos causados. Também os presidentes das câmaras de Beja e de Santiago do Cacém, em declarações à Lusa,

atribuíram o lay-off na construtora Tecnovia à “inércia” do Governo na renegociação das subconcessões rodoviárias, reivindicando o rápido reinício da construção da A26 e da requalificação do IP2. “Nós já tínhamos alertado, há alguns meses, que esta situação iria ocorrer, quando vimos uma diminuição significativa de pessoal em obra”, lembrou o presidente do município de Beja, Jorge Pulido Valente (PS). O Governo, sublinhou, “há mais de um ano está a renegociar” as parcerias de sete subconcessões rodoviárias, incluindo a do Baixo Alentejo, pelo que as empresas construtoras, “neste momento, não têm disponibilidades financeiras para continuar a obra”. “O que está aqui de grave é a inércia e a incapacidade do Governo para resolver este problema num espaço de tempo aceitável. Toda a gente reconhece que pode ser benéfico a revisão das concessões”, mas “não é admissível que se ande nesta negociação há mais de um ano”, argumentou.

Também o presidente do município de Santiago do Cacém, Vítor Proença (CDU), lamentou o lay-off anunciado pela Tecnovia, sobretudo no que respeita aos que “são sempre os mais sacrificados”, ou seja, aos trabalhadores afetados. “A Tecnovia é uma grande empresa de obras públicas e é indispensável que as obras públicas continuem a ser um elemento importante da economia”, defendeu. Contudo, o que tem acontecido, disse, é que “nas contas do Estado não tem havido redução nas despesas correntes”, mas “um ‘fechar de torneira’ muito forte nas obras públicas”, o que acarreta “consequências negativas para o País, para o trabalho e para o emprego”. A construção da A26 (autoestrada), entre Sines e Beja, e a requalificação do IP2 (itinerário principal), nos troços São Manços/Beja e Beja/Castro Verde, estão incluídas na subconcessão Baixo Alentejo, encontrando-se suspensas devido à renegociação de contratos entre o Governo e o concessionário, a Estradas da

Planície, que envolve várias empresas, como a Tecnovia. Vítor Proença assegurou que até terça-feira, 21, a Tecnovia ainda tinha trabalhos em curso no troço que liga o Terminal XXI do porto de Sines “à via principal da A26”. “O que eu desejo é que rapidamente seja retomado todo o processo” de renegociação da parceria da subconcessão do Baixo Alentejo e de construção da A26, porque, com exceção daquele troço, “tudo o resto está parado”, disse. A mesma reivindicação surge do autarca de Beja, que lembrou ainda que as obras já executadas estão numa “fase intermédia”, envolvendo “condições de segurança precárias” para os automobilistas e a necessidade de conservação. “O que urge fazer, neste momento, é fechar a renegociação das concessões e chegar a acordo com os concessionários” para “voltar a colocar a obra no ritmo necessário para a terminar rapidamente, até porque todos estes atrasos têm sempre custos acrescidos”, alertou. AF e Lusa


A Câmara Municipal de Vidigueira tem aberta a primeira fase de candidaturas para alienação de 18 lotes de terreno, para construção urbana, no Loteamento do Poço da Figueira, naquele concelho. A hasta pública decorre no dia 3 de setembro, às 11 horas, na sala de sessões da autarquia. Os interessados devem consultar, nos serviços da câmara, o regulamento de alienação de lotes destinados a habitação no Loteamento do Poço da Figueira, bem como o regulamento do Loteamento Urbano do Poço da Figueira, que define as regras de construção.

Casa do Povo de Baleizão promove campo de férias para jovens da aldeia A Casa do Povo de Baleizão promove entre hoje, sexta-feira, e domingo, dia 26, “o segundo fim de semana” em Amendoeira da Serra, Mértola, “que funciona como um campo de férias” e que inclui “ações que visam a promoção do desporto

saudável, do respeito pela natureza e o apelo aos valores tradicionais do Alentejo, para além de promover um período de férias fora da sua terra a jovens” que, de outra forma, não teriam acesso a essa experiência. O grupo ficará instalado no Centro de Interpretação da Paisagem da Amendoeira da Serra, propriedade da Associação de Defesa

do Património de Mértola. O programa inclui um peddy paper em Amendoeira da Serra, com o envolvimento da população local, e as Olimpíadas do Ambiente, que “visam reforçar, junto dos mais novos, a importância de preservar o meio ambiente, a promoção das espécies autóctones da bacia hidrográfica do Guadiana e a prática da reciclagem”.

INE faz previsões de colheitas para 2012

Menos cereais, mais vinho A produção de cereais será, em 2012, a mais baixa dos últimos sete anos, divulgou o Instituto Nacional de Estatística, justificando a previsão com o ano “fortemente marcado pela seca”.

A

s previsões agrícolas do INE apontam para que “a campanha dos cereais de outono/inverno se salde por quebras expressivas, fundamentalmente devido à seca, situação que também afetou a batata, especialmente a de sequeiro”. Com melhores perspetivas de produção, a vinha irá sofrer um aumento de cerca cinco por cento, num ano PUB

em que se prevê uvas de “boa qualidade em todas as regiões”. Mas é a produção de cereais que motiva maiores preocupações. Com o preço a subir nos mercados internacionais, a quebra nas colheitas nacionais vem aumentar o nosso défice externo. O recuo face ao ano anterior nos praganosos atingem os 30 por cento no triticale, 25 por cento na aveia, 20 por cento no trigo mole, trigo duro e centeio e 15 por cento na cevada. As previsões do INE avançam ainda com “quebras significativas” na produtividade dos pomares de pêra, maça e pêssego, na sequência de “condições climatéricas adversas” durante a floração e polinização, nomeada-

07 Diário do Alentejo 24 agosto 2012

Câmara de Vidigueira avança com hasta pública de 18 lotes de terreno

mente com frio e geada fora de época. No final de julho 58 por cento do território nacional estava em situação de seca extrema e 26 por cento em seca severa o que pode ter implicações negativas nas culturas de primavera/verão e até “poderá estender-se à próxima campanha” se não vier a ocorrer precipitação até o princípio do outono, avisa o INE. No que diz respeito ao milho para grão de regadio e de sequeiro, ao arroz e ao girassol, o INE antecipa produções ao nível do ano de 2011. No caso do tomate para a indústria, as perspetivas são “animadoras”, com um valor acima da média dos últimos cinco anos.

Beja contra deslocalização de tribunal para Portel A Câmara de Beja, em reunião realizada na última quarta-feira, aprovou por unanimidade um documento que rejeita a eventual deslocalização do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF), até agora com sede na cidade, para a vila de Portel. Este documento, que obteve os votos favoráveis dos vereadores da CDU, vai agora ser remetido às autoridades competentes. Em declarações aos jornalistas, o presidente da autarquia declarou que a possibilidade de deslocar os serviços do TAF para fora de Beja e do próprio distrito “merece total repúdio” por parte da autarquia. Esta hipotética mudança tem a ver com as atuais condições do edifício onde o tribunal está instalado. Um prédio que necessita de obras de manutenção que são da responsabilidade do Ministério da Justiça. Pulido Valente afirma que questionou os serviços do ministério e que, por ofício, recebeu a notícia que a situação estava a ser analisada. O autarca exige agora uma reunião com Paula Teixeira da Cruz para esclarecer este caso.


Diário do Alentejo 24 agosto 2012

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Município de Ourique “recompensado” na redução da dívida

O município de Ourique revelou que a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) atribuiu à autarquia deduções de 0,20 por cento no spread final referente ao empréstimo celebrado ao abrigo do Programa de Regularização de Dívidas do Estado (Prede). Segundo a câmara municipal, o DGTF confere, assim, “um grau de ‘Superação’ pelos esforços e rigor

Remodelação da rede pública de água em Beja é retomada O município de Beja divulgou o reinício da empreitada de remodelação da rede pública de distribuição de água, referindo que o auto de consignação da obra já foi assinado com a empresa responsável pelo projeto. A empreitada, com um prazo de execução de 365 dias, marca a continuação da remodelação da rede de águas da cidade, que tinha sido suspensa “devido à

na gestão da redução da dívida da autarquia, avaliada em 2005 em cerca de 20 milhões de euros e, atualmente, registada em 13,5 milhões de euros”. Na base desta avaliação, sublinha, estão “a redução no prazo médio de pagamento a fornecedores em 109 dias, de 2010 para 2011, bem como a redução da dívida herdada em cerca de um milhão de euros por ano”.

incapacidade verificada pela empresa” inicialmente adjudicatária dos trabalhos “em dar cumprimento ao plano de intervenções estipulado”. O valor do contrato ultrapassa os 1,7 milhões de euros, com financiamento de 85 por cento pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), enquanto o restante montante é assegurado através de financiamento bancário e fundos próprios da autarquia.

Edifícios da Refer, junto à estação da CP, deverão ser entregues em setembro

Câmara de Beja coloca 16 apartamentos no mercado social de arrendamento Dezasseis apartamentos, oito T2 e oito T3, que integram dois prédios pertencentes à Refer, localizados junto à estação da CP, vão ser disponibilizados pela Câmara Municipal de Beja no âmbito do mercado de arrendamento social. A minuta do contrato a estabelecer com a empresa pública que gere a rede ferroviária nacional foi aprovada recentemente. Texto Nélia Pedrosa Foto José Serrano

O

s apartamentos, que se destinam “a famílias com dificuldades financeiras que não têm condições de pagar uma renda no mercado livre de arrendamento nem direito a habitação social”, deverão ser entregues ainda no decorrer do mês de setembro, adianta o presidente da autarquia ao “Diário do Alentejo”. O contrato “vai permitir colocarmos no mercado social de arrendamento 16 apartamentos T2 e T3, com rendas adequadas entre

os 150 e os 200 euros. Não é uma resposta para rendas sociais, mas sim para o mercado social de arrendamento, que tem valores inferiores ao mercado livre de arrendamento”, esclarece Jorge Pulido Valente, acrescentando que os referidos apartamentos, “que estavam fechados há muitos anos”, estão “em bom estado, precisam de uma limpeza geral, de pequenos arranjos, mas são casas com boas condições, bem divididas, portanto com todas as comodidades”. “A câmara já selecionou as 16 famílias que deverão habitar os apartamentos. Agora temos que confirmar se elas de facto estão dispostas a pagar aqueles valores e se têm condições efetivas para pagarem aqueles valores em termos dos seus rendimentos, para depois fazermos a entrega das casas que, presumimos, possa acontecer ainda durante o mês de setembro”, refere o autarca, frisando que o número de inscrições de famílias interessadas no mercado social de arrendamento “ultrapassaram, ligeiramente, a oferta” disponível (os 16 apartamentos). Jorge Pulido Valente salienta, no entanto,

que a procura de alojamento no mercado social de arrendamento “terá tendência a aumentar”, uma vez que “cada vez há mais pessoas a perderem as casas, em virtude de não terem dinheiro para pagar aos bancos e, portanto, recorrem ao arrendamento, mas o mercado livre tem valores ainda bastante altos e as pessoas não têm condições de suportar essas rendas, pelo que procurarão o mercado social de arrendamento”. A Câmara Municipal de Beja aderiu ainda ao mercado social de arrendamento do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, uma medida que faz parte do Programa de Emergência Social (PES) e que resulta de uma parceria entre o Estado, os municípios e as entidades bancárias. “Fizemos a nossa adesão ao mercado social de arrendamento para os imóveis que os bancos foram buscar por incumprimentos e que também vão estar disponíveis para arrendamento. Ainda não sabemos quantas casas é que os bancos vão disponibilizar, nem sabemos ainda quais as rendas que vão ser praticadas, mas os valores apontados é para rendas cerca

de 30 por cento inferiores aos valores médios do mercado livre”, conclui o autarca. De acordo com o Ministério da Solidariedade e Segurança Social, o mercado social de arrendamento dirige-se “a classes sociais que, apresentando rendimentos superiores aos que permitem a atribuição de uma habitação social, não apresentam, contudo, capacidade financeira para arrendarem um imóvel em mercado livre”, representando um triplo benefício: “Resolve as dificuldades de acesso à habitação das famílias, uma vez que as rendas a praticar apresentarão valores de rendas 20 por cento a 30 por cento inferiores às praticadas em mercado livre; rentabiliza o património imobiliário que os bancos têm nas suas carteiras de imóveis; e potencia o mercado da reabilitação urbana”. Numa primeira fase, que culminará no final de 2012, “o mercado social de arrendamento tem como objetivo disponibilizar cerca de 2 000 imóveis, em 100 municípios do País”. Os interessados poderão fazer a sua inscrição em www. mercadosocialarrendamento.msss.pt/


Abriu esta semana a época de caça às rolas e patos, mas a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) pediu aos caçadores para se absterem de caçar rolas-bravas, apesar de a legislação permitir o abate de seis indivíduos por cada dia de caça, durante a época, até ao fim de outubro. A SPEA defende a “suspensão temporária” da caça desta espécie, já que, na Europa, nas últimas duas décadas se assistiu a uma diminuição de cerca de 70 por cento da sua população, tendo, em Portugal, no mesmo período, sido de 30 por cento.

João Ramos (PCP) defende gestão pública do aeroporto de Beja João Ramos, deputado do PCP eleito por Beja, reuniu-se esta semana com o Grupo de Trabalho para o Aeroporto de Beja. O deputado aproveitou a ocasião para informar os presentes sobre a atividade do grupo parlamentar do PCP sobre este assunto, materializada na colocação de várias perguntas ao Governo. João Ramos

09 Diário do Alentejo 24 agosto 2012

Rola-brava em perigo de extinção na Europa

reiterou a ideia de que o aeroporto poderá ser um “importante instrumento para a região”, mas mostrou-se preocupado com a futura privatização da ANA, o que impedirá a “gestão futura do aeroporto” dentro da esfera pública, “a única que pode garantir, de uma forma mais correta, que esta infraestrutura esteja corretamente ao serviço do desenvolvimento da região e do País”.

Pulido Valente acusa Estado de “empatar” extinção da empresa

EDAB tem passivo de mais de um milhão O presidente da assembleia-geral da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB) revelou no início da semana que o passivo da instituição já ultrapassa um milhão de euros e acusou o Estado de “empatar” a extinção da empresa.

I

sto é completamente absurdo. O adiar da extinção só traz prejuízos porque a empresa não está a funcionar, mas está a ter despesas e, quanto mais cedo se extinguir, mais cedo se deixa de ter estas despesas fixas”, afirmou. Pulido Valente, também presidente da Câmara Municipal de Beja (PS), falava à Lusa a propósito da última reunião da assembleia-geral da EDAB, realizada na sexta-feira da semana passada, em que a extinção voltou a não

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ser concretizada. Segundo Pulido Valente, realçando ter sido a terceira sessão da mesma assembleia-geral a acabar sem resultados, o acionista maioritário Estado, “mais uma vez”, não tomou uma decisão. “O que nos vieram dizer, agora, é que o ministro Álvaro [Santos Pereira] criou um entrave à conclusão do processo”, afirmou. O ministro da Economia e do Emprego, de acordo com Pulido Valente, pretende “analisar a situação” e “falar com a ANA – Aeroportos de Portugal”, o que “não faz sentido”. “A ANA não tem nada a ver com isto [EDAB] e esta empresa, toda a gente o sabe, é para acabar porque ela já não tem objeto, já não tem utilidade. Aquilo para que foi criada já foi atingido, que era construir o aeroporto”, frisou. Enquanto se adiar a extinção, alertou Pulido Valente, são “mais de 100 mil euros

que vão ‘à viola’” por mês: “É um absurdo e é inaceitável que se continue sem resolver este problema e os contribuintes a pagar”. O presidente da assembleia-geral afiançou ainda que este impasse, “só pelo facto de o Governo, e não se percebe porquê, não ter ainda tomado uma decisão”, já leva a que “o prejuízo acumulado” da EDAB ascenda a “mais de um milhão de euros”. “O que é preciso é o Estado aprovar o orçamento de extinção e devolver o capital social aos acionistas que não são Estado, nomeadamente à Ambaal (Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral) e ao Nerbe (Núcleo Empresarial da Região de Beja)”, explicou. Pulido Valente admitiu que seja, precisamente, a devolução das verbas que esteja “a empatar” a extinção da EDAB, que deveria ter

sido concretizada em 2011, tendo sido depois aprovado um orçamento até março deste ano, para culminar o processo, o que ainda não aconteceu. No próximo dia 4 de setembro, os acionistas da EDAB “voltam a reunir-se”, mas Pulido Valente deixou um recado ao Governo. “Se não tiverem o processo em condições de tomarmos uma decisão, avisem-nos que é para não fazermos as pessoas deslocarem-se centenas de quilómetros e, depois, ‘baterem com o nariz na porta’ outra vez”, disse. A EDAB é detida em 82,5 por cento pelo Estado, em 10 por cento pela Ambaal e em 2,5 pela Nerbe/Aebal, tendo ainda como acionistas a empresa gestora do Alqueva (EDIA), a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, a Aicep Global Parques e a Administração do Porto de Sines.


Banda King Mokadi agita Aljustrel no dia 31

Diário do Alentejo 24 agosto 2012

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A banda King Mokadi, “nascida” em Lisboa, mas que também incorpora no seu repertório sons de África, América e Europa, vai atuar, no dia 31, no espaço Oficinas, em Aljustrel. “As sonoridades desta banda refletem, não só a sua diversidade musical e instrumental, mas também a pluralidade de

Festas começam a 28

Toros de verano em Barrancos

comunicado de imprensa, “parte das valências do próprio espaço para a criação de um centro de criação, programação, formação, acolhimento e apresentação das diversas áreas artísticas”. A proposta “contempla a reabilitação do edifício criando um espaço de apresentação de espetáculos, um espaço denominado Fábrica das Artes Plásticas (espaço para a criação

artística das artes plásticas, nomeadamente obras de grande dimensão), espaço de residência artística, salas de formação, salas de ensaio (música e teatro) e sala de exposições”. A proposta “pretende reabilitar um equipamento cultural e dotá-lo de novas valências, reabilitando e dinamizando o centro histórico da cidade”, conclui a companhia.

JOSÉ FERROLHO

Lendias d’ Encantar quer recuperar antigo Clube Bejense A companhia de teatro Lendias d’ Encantar propôs à Câmara Municipal de Beja que lhe fosse cedido o antigo espaço do Clube Bejense com vista à construção “de um importante pólo cultural em pleno centro histórico da cidade”. O projeto da Lendias d’Encantar, explica a companhia em

nacionalidades dos seus elementos”, refere a câmara municipal, promotora do espetáculo. Os King Mokadi dominam a arte dos tambores, cornetas, percussão e instrumentos elétricos, originando concertos que incluem vários géneros musicais, como o ska, funk, jazz ou afro-beat, entre muitos outros.

A

JOSÉ SERRANO

s tradicionais festas de Barrancos, em honra de Nossa senhora da Conceição, decorrem entre os próximos dias 28 e 31. A aposta central dos festeiros, como é costume, assenta nos espetáculos taurinos, nos encerros e nas corridas com touros de morte. Mas não faltarão por igual os espetáculos musicais, o flamenco, os bailes e “muita animação”, como refere o presidente da autarquia. Este ano, em termos de espetáculos, os destaques vão para as atuações de Rebeca, José Malhoa, Sonido Andaluz e Quinzinho de Portugal. Mas o mais importante, segundo António Tereno, “é o convívio e a fraternidade que aqui se proporciona durante quatro dias. Uma comunhão muito importante entre os locais e os visitantes, que decorre sempre em grande harmonia e sempre sem qualquer tipo de conflitos”. Os festejos iniciam-se a 28, terça-feira, feriado municipal em Barrancos. “Desta vez e infelizmente”, refere António Tereno, “não temos nenhum fim de semana pelo meio dos festejos. Se calhar vamos ter que acrescentar ao calendário o dia 32 e 33 de agosto”, diz o autarca com ironia. As festas de Barrancos costumam levar até aquela vila raiana cerca de 30 mil visitantes. E o presidente da autarquia acredita que essa afluência se manterá: “Estas são umas festas diferentes de todas as outras. Para lá dos touros de morte e dos encerros ao jeito de Pamplona, as pessoas procuram aqui divertir-se e esquecer, por quatro dias e quatro noites, as agruras e os problemas da vida quotidiana”. Os principais momentos das festas, as corridas de touros, estão agendadas para os dias 29, 30 e 31. Este ano os touros provêm da ganadaria Couto de Fornilhos. E estarão em praça matadores e novilheiros dos dois lados da fronteira: Tiago Santos, Fernando Rey, José Maria Lázaro, Manuel Ponce e Raul Palancar. A música em praça estará sempre a cargo da banda Fim de Século, de Barrancos.

Fechado por falta de segurança Desde o dia 20 de agosto que o castelo de Noudar está interdito ao público

Barrancos sem dinheiro para recuperar fortaleza

Noudar à beira da ruína Desde o passado dia 20 de agosto que as visitas ao castelo de Noudar, fortaleza que foi habitada até ao século XVIII, estão interditas ao público. Em aviso oficial à população, o presidente da Cãmara de Barrancos, António Tereno, fez saber que “por razões de segurança, preservação e salvaguarda do monumento nacional, o castelo de Noudar fica encerrado ao público”.

N

uma altura em que se preparam os festejos desta vila raiana, que começam a 28 de agosto, feriado municipal, Barrancos vê assim encerrado um dos seus principais locais de interesse turístico. O castelo de Noudar, que fica situado a cerca de nove quilómetros da sede de concelho, na confluência dos rios Ardila e Múrtega, recebe anualmente mais de cinco mil visitantes, muitos deles durante as festas de Nossa Senhora da Conceição. A fortificação de Noudar, onde há vestígios de ocupação humana desde o calcolítico antigo, “sofre de diferentes patologias e há muitos troços de muralha que estão em perigo de derrocada”, alerta António Tereno. “Neste momento”, prossegue,

“contamos com o apoio da engenharia militar para intervir numa primeira ação de reparação das estruturas. Mas mesmo com este apoio logístico, não nos é possível avançar com a obra sem o apoio financeiro de outras entidades”. A autarquia vai solicitar a ajuda urgente da Direção-Geral do Património e do Turismo de Portugal. O principal perigo de desmoronamento reside exatamente na torre de entrada da fortificação. Mas são muitos outros os problemas identificados nos cubelos, panos de muralha, torre de menagem e até nos contrafortes da igreja de Nossa Senhora do Desterro, que fica situada intramuros. “É com muita pena minha que tivemos que mandar encerrar o castelo, mas são tantos os perigos iminentes que resolvemos não correr riscos desnecessários”, lamenta o autarca. António Tereno acredita que, para evitar o avanço continuado da degradação da fortaleza, “são necessárias muitas centenas de milhar de euros. Dinheiro que a autarquia não dispõe e que, mesmo que tivesse, estaria limitada pela Lei dos Compromissos, que está a asfixiar por completo a vida e a autonomia das autarquias”. Assim mesmo, o autarca barranquenho

pretende “inscrever algumas verbas no orçamento autárquico para 2013 para uma primeira abordagem à estabilização das partes do castelo que se encontram em maior risco”. No entanto, prossegue, “é necessário estudar muito bem onde e como vamos intervir. E é isso que vamos fazer nos próximos meses: avaliar cuidadosamente o estado deste monumento nacional”. O castelo de Noudar fica situado num dos mais proeminentes montes da zona de Barrancos, a 275 metros acima do nível das águas do mar, ocupando cerca de 12 mil metros quadrados de área. A atual fortificação assenta numa antiga fortaleza islâmica e, desde o reinado de D. Dinis que ganha extrema importância na demarcação das fronteiras entre Portugal e Castela. A cidadela foi definitivamente abandonada desde meados do século XVIII e, durante mais de um século, esteve votada ao esquecimento. Desde a década de 1980 que têm sido efetuadas diferentes intervenções de recuperação e campanhas arqueológicas. Aliás, “até que esta situação esteja resolvida, o castelo poderá receber visitas a título excecional para efeitos de estudo ou investigação”, assegura António Tereno. PB


Cebolas, tomates, cenouras, pepinos e couves foram algumas das variedades de legumes que a Loja Social de Ferreira do Alentejo recebeu esta semana da empresa Agrobeja, através do projeto MyFarm.com. Os cerca de 450 quilos de vários legumes serviram, segundo a Câmara Municipal de Ferreira, para compor cabazes que foram entregues às 201 famílias beneficiárias da loja social. A autarquia recorda que o MyFarm. com é “um projeto que aplica à realidade o famoso jogo FarmVille”.

Posto Médico de Canhestros deverá reabrir em setembro O posto médico de Canhestros deverá reabrir no próximo mês de setembro. A garantia foi deixada à Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo pela Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (Ulsba), divulgou esta semana a autarquia. A câmara recorda que “depois de,

Desta forma, “é possível administrar uma horta real através da Internet, controlar todo o processo de produção via Internet e receber em casa os produtos produzidos na sua horta pessoal”. As hortas foram criadas no Centro Hortofrutícola do Instituto Politécnico de Beja onde a empresa Agrobeja tem também uma parcela de terreno para cultivar. Numa colheita anterior, esta empresa com sede em Ferreira do Alentejo “já tinha doado cerca de 150 alfaces aos utentes da loja social”.

durante o mês de abril, ter havido a garantia de resolução do problema até ao final de maio, e após as obras de intervenção no valor de 6 000 euros, supervisionadas pelos técnicos da autarquia em conjunto com a Ulsba, a situação continuou sem respostas por parte da unidade de saúde”. Após “várias pressões”, adianta a autarquia, os responsáveis

pela Ulsba reuniram-se na terça-feira, 21, com o vice-presidente da Câmara Municipal e com o presidente da Junta de Freguesia de Canhestros, deixando a garantia de que “depois de efetuadas pequenas alterações no espaço do posto médico haverá condições para que o mesmo reabra no dia 1 de setembro”.

Dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional

Desemprego aumenta mais no Alentejo O desemprego no Alentejo aumentou, em julho, 39,4 por cento quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no seu boletim mensal.

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região do Alentejo foi aquela onde o desemprego mais cresceu em junho, em comparação com o mês homólogo, mas, em relação ao mês anterior, também apresentou 4,4 por cento de crescimento no número de desempregados. Por sua vez, o Algarve teve um crescimento negativo de 5,6 por cento, no mesmo período. PUB

No fim de julho de 2012, os centros de emprego do Continente e Regiões Autónomas apresentavam 655 342

11 Diário do Alentejo 24 agosto 2012

Loja Social de Ferreira recebeu produtos agrícolas

desempregados registados, o que comparado com o mês homólogo de 2011 significa uma subida de 25 por cento (+131 224 pessoas). O crescimento do desemprego afetou mais os homens (+31,4 por cento) do que as mulheres (+19,5 por cento), e por grupo etário foi o segmento jovem o que sofreu um maior agravamento (+36,6 por cento, contra um acréscimo de 23,6 por cento nos adultos). Os desempregados inscritos há menos de um ano aumentaram 35,4 por cento, em termos anuais, enquanto que os de longa duração assinalaram uma subida equivalente a 11,2 por cento.

Feira de Agosto de Grândola até domingo Um total de 400 expositores integra a Feira de Agosto, Turismo e Ambiente de Grândola, que está a decorrer desde quartafeira, com capacidade esgotada apesar da atual crise, vincou o presidente da câmara, Carlos Beato. O evento, organizado pelo município, conta nesta edição com a presença de 10 produtores de vinho da região e receberá amanhã, sábado, a “préinauguração do campo de golfe, com 27 buracos, do empreendimento Herdade do Pinheirinho”. A feira conta ainda com um novo espaço para a juventude, com uma zona de bares explorada por coletividades locais. Ao longo do certame, de entrada livre, além das atividades ligadas à economia, os visitantes podem assistir a mais de uma dezena de espetáculos, em dois palcos. Depois das atuações de Amor Eletro e Blasted Mechanism, José Cid (hoje), Yolanda Soares (dia 25), um festival de folclore (dia 26) e Sétima Legião (dia 27) animarão as restantes noites no palco principal.


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Negócios

João Roquette é o administrador da Herdade do Esporão

“Alqueva não é a salvação do Alentejo” Fala dos vinhos, dos seus, dos vinhos da Herdade do Esporão, como se estivesse a falar de poesia. Ou de música. Que, afinal, esteve para ser o seu ganha-pão. A música. João Roquette, filho mais novo do conhecido empresário José Roquette, é hoje, e desde 2006, o maestro da Esporão. Marca líder em Portugal, no que respeita à quota do mercado vinícola. E que exporta para o Brasil, Angola e Estados Unidos mais de metade da sua produção. Em maio último inaugurou um novo enoturismo. Um investimento na ordem dos três milhões de euros. Que seria um dos pontos de referência para o Parque Alqueva. Projeto que está à beira de cair por falta de financiamento bancário. Texto Paulo Barriga Fotos José Ferrolho

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ão mais de 22 milhões de euros que estão já enterrados nos relvados de um campo de golfe com 18 buracos,, espalhados por 130 hectares. Nas margens da barragem do Alqueva, no antigo refúgio de caça do rei D. Carlos, a Herdade de Roncão ojeto, denominado d’el-Rei. O projeto, Parque Alqueva e cujo investimento global rondaria os 80 milhões de euros, contempla ainda a reconversão m hotel de cinco estreda casa real num tos e a construção de las com 50 quartos uma marina. Mas as dúvidas levantadas pela Caixaa Geral de Depósitos ilidade do investiquanto à viabilidade mento fizeram parar o projeto. João ora não esteja direRoquette, embora tamente ligado à administração da empresaa promotora, a Sociedade Alentejana entos e de Investimentos Participações, acredita que ainda podee haver Os temum volte-face: “Os pos são o que são, as restrições são ass que existem, mas não ecer devemos esquecer vique o desenvolvial mento regional é central para o desenvolvimento do próprio país”. A história do Parque Alqueva,

compara João Roquette, “faz lembrar a própria história do Esporão nos seus primeiros tempos. A história raramente se repete, mas aqui é

o que parece estar a acontecer. Só espero é que o desfecho seja positivo. Mas pela ambição do projeto e pelas dificuldades de financiamento, creio que aquele investimento turístico poderá estar realmente em risco”. Neste momento, a Herdade do Roncão d’elRei emprega 25 trabalhadores. E foi o próprio Governo que reconheceu interesse nacional naquele que seria o primeiro grande investimento turístico nas margens do Alqueva. João Roquette reconhece as qualidades endógenas, paisagísticas e culturais, da barragem do Alqueva. Considera mesmo que “poderá vir a ser um bom destino turístico no futuro”. Mas alerta para os perigos da massificação do d turismo. “O Alqueva”, prossegue, “foi vendido como um projeto de m massas, mas não pode ser entendido, só por si, como a salvação do Alentejo. É necessário ter em atenção toda a envolvente env cultural e social. Temos que ter consciência que a região circun circundante é deprimida e que tem que hav haver um período de adaptação das popu populações. Temo que possam começar a aparecer projetos fechados dentro den deles próprios, que se s alimentam de ideia ideias que podem en ser encontradas em qua qualquer parte do mu mundo. O estilo de desenvolvim mento turístico ddo Alqueva devveria ser semelhante ao da região francesa de Provence. Com propostas integradas e mais pequena O turismo nas. dev deverá ser sempre últ a última atividade econ económica a chegar a uma região”. Ainda esta semana, jorn “Público” o jornal

“O turismo deverá ser sempre a última atividade económica a chegar a uma região”.

noticiava a entrada na Câmara de Reguengos de Monsaraz de pedidos de licenciamento para 22 mil camas naquela região. Mas enquanto o projeto Roncão d’el-Rei marca passo, João Roquette aposta forte na renovação do enoturismo na Herdade do Esporão. Em maio último foi inaugurado um novo equipamento dotado de restaurante e winebar cujo investimento rondou os três milhões de euros. Trata-se de um projeto da autoria do arquiteto Miguel Oliveira e cuja ideia fulcral passa pela integração do edifício na paisagem circundante e na cultura do vinho. O novo equipamento tem uma esplanada e jardins virados para a barragem da Caridade e para os vinhedos. Pelo que quase se dissolve na paisagem. “As pessoas que nos visitam”, assegura João Roquette, “querem claramente sentir que estão num sítio diferente e que reflete a cultura local. Querem conhecer a qualidade dos produtos locais, as pessoas, a arquitetura, e têm uma ideia muito romântica e muito bonita em relação ao Alentejo”. Passam pela Herdade do Esporão, anualmente, cerca de 25 mil visitantes. Um número que impressiona João Roquette e que o fez apostar nesta nova unidade de enoturismo. O filho mais novo do antigo presidente do Sporting está à frente da marca Esporão desde 2006. Apesar de ser

licenciado em gestão de empresas pelo Instituto Superior de Gestão, e de ter trabalhado em Londres e Madrid em companhias de investimento, Roquette dedicou-se durante largos anos à música. Primeiro enquanto rocker, depois programando sons eletrónicos e, por fim, aderindo ao jazz. Frequentou durante quatro anos o Hot Clube e ainda hoje mantem uma editora discográfica. “Acredito que é esta ligação ao mundo da arte”, refere, “que me fez olhar com outros olhos para este negócio dos vinhos e para integrar na equipa pessoas com outra sensibilidade, que conseguem fazer passar a mensagem de forma diferente”. O restaurante do novo enoturismo da Herdade do Esporão, que é dirigido pelo chefe Miguel Vaz, chama-se, aliás, “A Galeria do Esporão”. Um nome que advém do facto de nas paredes do espaço estarem dependurados dezenas de trabalhos originais que artistas plásticos portugueses conceberam para os rótulos dos vinhos da marca. Para além da Herdade do Esporão, a empresa liderada por João Roquette detém ainda um lagar em Serpa, a Quinta das Murças, na região do Douro, e escritórios em Lisboa, Angola, Brasil e Estados Unidos da América. “Neste momento trabalham connosco cerca de 240 pessoas. E estamos agora a apostar fortemente na internacionalização da empresa”. Isto sem nunca perder de vista as raízes fundamentais que ligam a marca ao Alentejo. E disso é o exemplo do vinho Monte Velho, “o vinho mais tipicamente alentejano que aqui fazemos”, assegura Roquette. “Cá em Portugal, quando damos a provar o Monte Velho, as pessoas têm tendência a simplificar a experiência, porque é um vinho que está em todo o lado. Mas lá fora, nos Estado Unidos, por exemplo, as pessoas provam o vinho e ficam completamente admiradas pela sua tipicidade. E é isto que marca a diferença”, assegura.


Agosto é o mês do reencontro das comunidades alentejanas que estão espalhadas pelo mundo. É tempo de celebrar a visita dos emigrantes que tornam às suas terras para FESTEJAR e para perceber, ano após ano, como a sua opção de vida foi a mais indicada. Portugal, o seu país, está cada vez menos habitável. E, no regresso, na bagagem, em vez de saudades, os nossos emigrantes levam cada vez mais gente consigo. Para longe. PB

Opinião

Celebração da vida

Emoção versus razão

O abraço de Al-Durrah

Luís Covas Lima Bancário

Francisco Marques Músico

Marcos Aguiar Licenciado em Psicologia

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ondres 2012, momento épico para a demonstração dos desígnios da humanidade. O encontro entre a diversidade de culturas, raças, credos e políticas num movimento à escala global, perpétua o espírito olímpico. Nações e territórios distintos proclamam a sua própria existência, tendo como base valores de entendimento, de solidariedade e de fair play, o que é ilustrado pelos cinco anéis entrelaçados que significam a união dos cinco continentes. Bandeiras e símbolos conjugam-se num clima de harmonia e de respeito pelo próximo. O ideal desportivo aproxima os povos e clama pela paz, numa consagração de glória aos vencedores e de honra aos vencidos. De todas as modalidades inseridas nos jogos, há uma que se destaca por ser historicamente a mais emblemática. A maratona desde sempre fez parte do programa olímpico. Nesta disciplina, e para nosso contentamento, Carlos Lopes em Los Angeles, em 1984, e Rosa Mota em Seul, em 1988, foram medalhas de ouro. Recentemente, e assinalando-se o centenário da primeira participação de Portugal nos Jogos Olímpicos que tiveram lugar em Estocolmo, em 1912, o momento alto foi a evocação da memória do atleta Francisco Lázaro, que sucumbiu a representar o nosso país nesta prova e nessa edição. No medalheiro está registado que os nossos atletas conquistaram, até agora, 23 medalhas. Perante os quatro de ouro, oito de prata resultados obtidos (Londres 2012, canoagem em K2 1 000 metros por Emanuel Silva neste torneio de e Fernando Pimenta, teve uma Londres, houve prata com sabor a ouro) e 11 de quem tivesse bronze. Nem muito nem pouco. falado de falta É capaz de retratar a nossa verde superação dadeira dimensão. Um país que quer crescer e que quer ser come de querer. petitivo, mas nem sempre conOutros falaram segue. Também aqui o fosso que de resultados nos separa dos outros países pameritórios face à rece ser cada vez maior. realidade do País. Perante os resultados obtidos neste torneio de Londres, houve quem tivesse falado de falta de superação e de querer. Outros falaram de resultados meritórios face à realidade do País. Não acredito na primeira e não deveremos tolerar a falta de ambição que transparece da segunda. O chefe da Missão de Portugal aos Jogos Olímpicos lamentou a falta de cultura desportiva do País. Acrescentou que as pessoas em Portugal, por essa via, não conseguem valorizar os resultados até então obtidos. Sinceramente, tenho outra opinião. É uma questão de gestão de expectativas. Se é verdade que em algumas modalidades onde não tínhamos qualquer tradição conseguimos obter excelentes marcas, noutras, em que nos julgávamos competentes para fazer algo mais, ficámos aquém daquilo que esperávamos. O Baixo Alentejo esteve representado nos jogos por uma mulher de Baleizão que nos enche de orgulho. Ana Cabecinha, nos 20 quilómetros marcha, obteve um honroso 9.º lugar. Mantém uma regularidade impressionante, seja em taças do mundo, taças da Europa, campeonatos do mundo, campeonatos da Europa ou jogos olímpicos. Está no top 10 do mundo. O seu querer e capacidade de superação são um exemplo a reter. Hoje com 28 anos, amanhã uma medalha. Essa sim, será a celebração não da vida, mas de uma vida!

á há algum tempo que, em pequenas conversas informais com amigos, venho a manifestar a minha opinião sobre um aspeto que me parece de extrema importância no processo de educação das crianças: o equilíbrio que para mim é necessário existir entre as formas de abordagem emocional e racional dos conteúdos que fazem parte dos currículos. Não consigo compreender como é que se continua a apostar cada vez mais na componente racional, que é, e sempre será, de uma enorme importância na educação, sem que esta aposta não se faça acompanhar de uma valorização da componente emocional. Na minha opinião, um investimento desequilibrado entre estas duas componentes só pode levar a que num futuro próximo tenhamos indivíduos de dois tipos opostos, consoante a componente mais valorizada: seres humanos pouco imparciais que não tomam as suas decisões com base em competências e capacidades, indicadores isentos e factos concretos e reais, nos casos em que a aposta é feita essencialmente na componente emocional; seres humanos sem bom senso e que tomam as suas decisões com base em dados estatísticos frios e desumanizados, quando a aposta valoJulgo que é preciso riza demasiado a componente racional como o tipo de aborque o processo dagem a utilizar no processo de educação de educação das crianças. das nossas Neste momento, como dizia crianças comece atrás, parece-me que se valoriza demasiado a forma racional de a valorizar ambas abordar os conteúdos e isso está as componentes, a contribuir para que os seres hudando algum manos se convertam em “máquidestaque à nas” que não pensam com uma componente visão global dos factos, que não emocional e não medem os prós e os contras com apenas à racional, base no racional e no emocional. para que possamos Esta abordagem tem vindo a conter seres humanos tribuir para que os indivíduos se comecem a assemelhar a compumais justos e que tadores, nos quais são introdupossam pesar zidos apenas os dados em bruto, também outras resultantes de uma recolha estatística enviesada, e que é seguida configurações de uma análise cega e muitas vede cariz mais zes desadequada da realidade que humanista nas julga tudo com base no mesmo alturas em que crivo. tenham que tomar Julgo que é preciso que o prodecisões com as cesso de educação das nossas quais todos somos crianças comece a valorizar ambas as componentes, dando algum confrontados destaque à componente emociodiariamente nas nal e não apenas à racional, para nossas vidas. que possamos ter seres humanos mais justos e que possam pesar também outras configurações de cariz mais humanista nas alturas em que tenham que tomar decisões com as quais todos somos confrontados diariamente nas nossas vidas.

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Louçã acaba de dar mais um contributo [ao apoiar uma liderança bicéfala] para fechar o Bloco no seu labirinto: acaba de dar o seu contributo inestimável para bloquear o Bloco. Paulo Rangel, “Público”, 21 de agosto de 2012

ecordo-me vagamente de ter visto na televisão o crime que ceifou a vida de Muhammad AlDurrah, de 12 anos, em Gaza, na Palestina. Corria o ano de 2000. Para mim foi apenas mais uma imagem cruel de uma guerra que ainda hoje continua a ser fértil em terríveis acontecimentos. Confesso que, na altura, talvez por ainda não ser pai, não consegui assimilar por completo a extensão daquele drama humano. Simplesmente aconteceu e pronto. Restou uma ténue memória… Há dias, por mero acaso, voltei a ver na Internet o vídeo do infame momento. Desta vez perturbou-me profundamente. Muhammad Al-Durrah escondia-se atrás do seu pai, Jamal Al-Durrah, que agachado e encostado a uma parede tentava fazer do seu corpo um escudo para proteger o filho do fogo cruzado israelo-palestiniano. Não resultou. Mortos por tiros israelitas – dizia-se. Assassinados, afinal, por balas palestinianas – provou-se depois. Que importa? Olhando a minha filha, tenho-me lembrado muitas vezes do menino Al-Durrah. Como ela, certamente ele não perceAl-Durrah era uma bia nada de geopolítica, de religião ou de economia global. criança e estava a Mesmo assim foi sacrificado chorar. Tinha medo. em seu nome. Muitos responEscondeu-se atrás sáveis e analistas políticos ligados ao tema israelo-palesdo pai, confiando que este o poderia tiniano afirmam, ainda hoje, que o chamado “Incidente proteger. Deveria Muhammad Al-Durrah” é ter chegado para uma fraude. Uma bandeira ilecalar as armas. gítima dos palestinianos na sua Todas as armas luta pela liberdade. Explicam, em jeito de descargo de consci– israelitas e ência, que Jamal e Muhammad palestinianas. foram mortos pelos próprios Não chegou! compatriotas. Já os palestinianos, imunes aos factos e cegos pelo ódio, continuam a aclamar os Al-Durrah como mártires de guerra. Pobres de espírito – uns e outros. Não percebem que o poder daquelas imagens reside numa sensibilidade tão profunda que extravasa qualquer análise política, religiosa, geográfica ou económica. Al-Durrah era uma criança e estava a chorar. Tinha medo. Escondeu-se atrás do pai, confiando que este o poderia proteger. Deveria ter chegado para calar as armas. Todas as armas – israelitas e palestinianas. Não chegou! Ficaram ali, os dois, contra aquela parede fria e cravejada de balas, abraçados para sempre – pai e filho. Miseráveis, não percebem que aquele abraço mortal conteve, num único momento, todo o amor que existe no mundo. Canalhas, incapazes de entender que o menino Al-Durrah deixou de ser, naquele mesmo instante, uma criança qualquer. Quatro balas transformaram-no num grito que devia envergonhar todos os que são indiferentes ao sofrimento alheio e num símbolo universal do amor – sem geografia, religião ou preço – que vive dentro dos Homens de bem que, como Jamal, todos os dias abraçam os seus filhos.


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O campeonato começou justamente com um Benfica-Porto, disputado fora do relvado e a nível de presidentes. Um clássico do insulto e da ofensa mútua, sem o qual supõem que não há rivalidade nem adeptos mobilizados. Miguel Sousa Tavares, “A Bola”, 21 de agosto de 2012

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A notícia não é propriamente inesperada. A Câmara Municipal de Beja anunciou uma verba que roça o ridículo para apoiar o MOVIMENTO ASSOCIATIVO e cultural do concelho. Não se esperava outra coisa num ano de vacas magras. Até porque há verbas devidas a estas associações e entidades que ainda estão por liquidar. Não se trata apenas de uma opção política ou de falta de sensibilidade. A saúde financeira da autarquia deve estar por um fio. Um fio onde tudo o resto balança. PB

Vive-se uma situação de oligopólio no sector dos combustíveis. A Galp é maioritária na distribuição e tem o monopólio da refinação. Aumentos terão impacto no preço dos alimentos. Jorge Morgado, Deco, “Diário de Notícias”, 21 de agosto de 2012

Manifesto exclamativo acerca da regressão e da agressão do trabalho Martinho Marques Poeta Ilustração Paulo Monteiro

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ndam aí atitudes a falar pelas palavras e a dizer: “O trabalho é a maior de todas as desgraças”. De tal maneira, que me apetece responder assim: Desmanchem o que foi feito pelo trabalho! Desmanchem os próprios meios inventados pelo trabalho, até aqueles que usam para escreverem as leis que rebaixam o trabalho! Arrependam-se da civilização! Voltem atrás! Ao princípio, se possível! Passem pela revolução industrial! Até pela escravassem ao Paleolítico! tura! Regressem m-se por pôr a escola no me esmíssimo caminho! Esforcem-se mesmíssimo Com turmass regressando ao gigantesco! Com quantidade ualidade! Com professores a terem o papel de a fazer de qualidade! reunidores e enchedores de papéis, caso não tenham podeseejável para dido ainda torná-los nada – que é o valor desejável balho! Façam isso! Criem caos! E a tudo chapagar o trabalho! a! mem ciência! udem! Isso dá muito trabalho e o trabalho é a Não estudem! nomínia! suprema ignomínia! uam o trabalho pelo eenriquecinriqueciSubstituam mento! çam de todas as m aneiras, inEnriqueçam maneiras, aginal! cluindo a vaginal! m o Esvaziem ham vazio! Encham mais o que abarrota! E impeçam quee se ara derrame para o lado que eser teja a conter menos! Vivam dee gerir dinheiro, ra dinheiro, dinhe heeiro, mas o tal que gera economist s as que algunss economistas dos ao dinheiro não vendidos ue el eelee consiga geduvidam que rar sempre dinheiro, se não gerar mais nada! or uma vez, compeSejam, por m, além do dinheiro, titivos! Usem, nteligência! também a inteligência! Pensem nisto e, se voss der trabalho, paguem ao diara que ele nheiro para pense ou para que ele se pague ouu troque por o! pensamento! em, já agora, e mandem ppene en Aproveitem, m se é possível subir eternasar também nddo escada dos ossos dos mente fazendo

outros! Sem sequer lhes concederem um pequeno fragmento de poder de compra que os faça continuar a existir... ao menos para comprarem! E penso não fazer mal que alguém pense e depois diga se o dinheiro precedeu a economia ou se ocorreu o contrário! E também se faz sentido a falta de economia dar dinheiro! Porque parece que dá! A falta de economia de um país eleva as taxas de juro! E acrescenta mais falta de economia! Quem aposta no sistema deve pensar que o sistema, capaz de tudo, é bem capaz de estar contra o sistema! Eu sei de apostadores no sistema que já viram e já dizem que atingiu o exagero! Que já não pisa, espezinha, acima dos limites toleráveis! Quem conjuga à boca cheia o verbo empreender também devia investir em outras conjugações! Quem é pelo empenho empresarial não deverá descurar a empresa das empresas! Que é o todo o nosso Planeta! Mesmo que alguns o tomem por só deles e não vejam com bons olhos os que dele só querem usufruir um pedacinho! Uma empresa global devia ter estatutos! E talvez até os tenha, mas procede como se não os tivesse! Usando-os para punir alguns e deixar outros paradisiacamente sossegados, apesar de terem sido e serem autores de delitos semelhantes aos que serviram para punir os primeiros! Empresa assim deixa muito a desejar! Sem gestores à ala tura, ainda que tenham altos vencimentos! Esta empresa mundia mundial, nã onde há a regra de ela não haver, é bem capaz de af afiob nal ser um imenso obsa táculo às empresas e ao mesm trabalho! A esse mesmo ttrabalho tr abalho que algumas atiat tudes do pode poder, quando fala falam pelas palavra palavras, classificam m como a mato ior de todas as de desg aças. gr graças. Dizem-me Dizem-me: “És parvo! O es realismo está ausen todo ausente d ti! A espéc de espécie hu está a humana ser obrigada a regredir, ddev ido à econo economi mia d do Planeta”. E é o parvoo que pergunta: Mas, se assim é, porque é que alguns nã não regridem? S rá por neles converg Se Será convergir, e créditos, o défice do ddoss sseem res humanos que regridem regridem? e c Ou será por perten pertencerem a uma espécie human humana diferente?

Há 50 anos Necessidade não é roubo: um usurpador provisório

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m meados de agosto de 1962 o “Diário do Alentejo” não publicava grandes notícias. Do País, revelava que “o sr. ministro do Ultramar, Prof. Adriano Moreira” continuava a visita a Cabo Verde, tendo chegado à ilha do Fogo, “acompanhado do governador-geral, tenente-coronel Silvério Marques”. Do estrangeiro, informava em seis linhas que o primeiro-ministro da União Indiana, Nehru, tinha acusado Portugal de “ter chacinado indianos, motivo por que atacou os territórios portugueses” (de Goa, Damão e Diu). Da região, noticiava a morte de um comerciante de Brinches “quando tomava banho no Guadiana”, a partida de avião para o Brasil da Orquestra Infantil da Casa Pia de Beja, “dirigida pelo reverendo Joaquim Fatela”, e um “violento incêndio numa serra de fardos de palha composta de cerca de mil unidades”, próximo da aldeia de Cabeça Gorda. Como de costume, os pequenos textos de opinião de jornalistas da casa eram o mais interessante do jornal. Como esta croniqueta escrita por José António Moedas na edição do dia 20, no “Varandim da Cidade”: “A propósito da pouca movimentação que a Feira de S. Lourenço e Santa Maria registou, dizia-nos há pouco, no jeito de quem graceja, um agente de autoridade: – Olhe que isto já não é Feira! Calcule que nem apareceram (ou se apareceram não atuaram...) os carteiristas baratos do costume. E rematou ainda com espírito: – Isto, uma ‘Feira’ sem o seu roubozinho à mistura, já está a ver o que é... Foi, então, a altura de fingirmos nós de polícias: – Mas não se verificou um pequeno roubo? Uma bicicleta levada de determinado lugar?... Sem se desconcertar, e antes continuando o diálogo no tom anterior, o nosso interlocutor explicou: – Pois houve. Mas não chegou talvez a ser um roubo. Foi antes, creio, uma necessidade, ainda que criminalmente possível. – Uma necessidade?! – Sim. E curiosa. Já agora conto-lhe pela piada que teve. Nos dias de Feira alguém se apoderou de uma bicicleta estacionada em determinado local. Ao dar pelo sucedido, o dono reclamou, como devia. Encetaram-se diligências. Diligências que duraram pouco, porque surgiu uma surpresa. – ?! – De uma empresa de camionagem desta cidade recebeu-se, no dia seguinte, a comunicação de que, de Mértola, havia sido expedida uma bicicleta. Já se está a perceber que este ‘roubo’ foi talvez a imposição de uma necessidade de transporte do ‘usurpador’ provisório. Sorrimos também. O único roubo da Feira tinha sido realmente curioso. Os leitores de ‘Varandim da Cidade’ (desculpe a divulgação do diálogo, senhor guarda) ajuizarão também.” Carlos Lopes Pereira


A falta de investimento público está a dar a machadada final na economia portuguesa. Com os privados encolhidos caberia ao Estado dar a tal mãozinha que o País tanto necessita. Mas, pelo contrário, o Governo desinveste em obras tão fundamentais como as CONCESSÕES RODOVIÁRIAS do Alentejo e Algarve. O impacto chegou primeiro aos trabalhadores da Tecnovia. E chegará com intensidade a toda a nossa região. Que permanecerá parada no tempo. Como sempre. PB

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Repugnam-me as desigualdades sociais, sinto uma profunda repulsa por gente que entendendo-se bem, ignora as condições daqueles que desvivem à sua volta, que se sentem intocáveis, por julgarem ser a lógica da vida, que aqueles que melhor funcionam dentro de determinado contexto trepam pelo lombo dos outros para se instalarem confortáveis no seu lugarzinho ao sol. M. Sampaio, http://acincotons.blogspot.pt/, 20 de agosto de 2012

Há muito mais pobres e muito mais ricos na sociedade portuguesa e bem analisados os factos, os que eram pobres foram embebedados por falsa riqueza, pagando bem caro o enriquecimento dos mais astuciosos. Vê-se por todos os lados a exibição da riqueza e o estendal da pobreza na desorganização do País. Madeira Piçarra, “Diário do Sul”, 21 de agosto de 2012

Cartas ao diretor

Andando…

A toponímia de Beja

José Luís Pereira Aljustrel

João Guerreiro Mestre, Entradas

Vagueando pela cidade moribunda neste mês de agosto, chamou-me a atenção a toponímia de Beja, quer em omissão, quer na sua singularidade! No primeiro caso nota-se a ausência, entre outras, de duas importantes figuras históricas, em minha opinião: o infante D. Pedro, o homem das sete partidas, e o maior rei português, D. João II, que até tinha uma ligação afetiva a Beja, cidade onde viveram e estão sepultados os seus sogros. Reconheço, contudo, que para honrar personalidades, atribuindo o seu nome a artérias do estilo rua Amália Rodrigues, mais vale a câmara manter-se “lêda e quêda”, como dizia o outro. No segundo caso nota-se uma preocupação em por o nome completo das pessoas em alguns casos, enquanto noutros se omite o estatuto social, à exceção daqueles que referem a sua qualidade de antifascistas. Acontece que às vezes um simples apelido diz mais às pessoas do que um nome completo, por mais comprido que seja. A nossa sorte é não termos em Beja figuras brasonadas, dignas de constar na toponímia, pois seguindo o critério referido ainda tínhamos de “gramar”, por exemplo, topónimos do género D. Gervásio de Alarcão Pimenta de Noronha e Abutre de Vasconcelos, Marquês de Pelame e Poça da Lã, benemérito. Descendo à plebe, não seria preferível a praceta Professor José Gonçalves Jerónimo Aiveca chamar-se apenas praceta Professor Jerónimo Aiveca? Temos ainda as ruas Francisco da Costa Gomes e Ernesto Melo Antunes. Não diriam mais às pessoas as denominações marechal Costa Gomes e coronel Melo Antunes? Não pretendo roubar mais tempo e paciência aos leitores com mais desabafos de verão. Boas férias, se ainda for possível.

O verdadeiro socialista pode não ser aquele que o mundo atual designa por aderente a um determinado partido de esquerda. Socialista: homem que se propõe transformar esta palavra ao predicado do homem, isto é, visando unicamente provar que sempre foi, é, e será assim. Para isto é preciso que a consciência do homem tome posse deste facto. Logo, logo após o 25 de Abril de 74, muitos, mas mais do que muitos, autodenominados de socialistas ou de sociais-democratas foram afastando os competentes e honestos, desprestigiando os capitães de Abril, etc., etc., e, andando, caminhando, é vê-los nos mais altos cargos da Nação. Estes doutores e engenheiros (de aviário), além da mediocridade política, são videirinhos e amantes da vida fácil e boa, têm o dom da ubiquidade e querem andar sempre nos píncaros. Espertos estes inúteis, sem um mínimo de coragem, de independência, de opinião própria. Pois é, mas somos nós, povo, a sofrer as consequências dos seus disparates, a pagar o alto preço do desvario. Sentindo-se no direito de dispor do nosso dinheiro a seu belo prazer, esta política neoliberal, de vassalagem ao capitalismo, aparecem então os acarinhados que, antes de tudo, pensam apenas em enriquecer rápido e muito. Quem chamou a si como missão de vida vandalizar a vida das pessoas, quer cumprir essa missão, mesmo nas circunstâncias mais improváveis. Até sinto um arrepio sempre que me lembro das promessas ou ameaças, sei lá, do doutor Coelho. Vivemos um tempo de pesadelo, de queda em queda, vamos ser dominados pelos mesmos que oprimiam no tempo do fascismo. O povo vai tirar as suas inevitáveis conclusões a esta vergonha sem nome. Portugal está a saque e em saldo, a crise do País é tão aguda que não dá para rir. Os contribuintes assistem incrédulos ao custear as despesas feitas pelas cabeças douradas do regime. Regime que qualquer zé-ninguém, mas especialista em fanfarronada, botar faladura, arrotar postas de pescada, a lavrar sentenças. Portugal, que futuro? Onde é que isto vai parar? Mesmo que os pensantes na paróquia

nos queiram levar para os caminhantes de Passos & Seguros. Felizmente é cada vez mais difícil enganar o povo. Já lá vai o tempo em que com papas e bolos se enganavam os tolos. Estes governantes, cujo prazo de validade terminou, têm que zarpar. Quando o fogo queima, o melhor mesmo é fugir dele. Para um Portugal independente e próspero, o povo tem de dar uma passada em frente. Não vamos fazer mais uma aposta cega.

Cuidados em Garvão José de Matos Cunha Garvão

Mais uma vez Garvão está a ser alvo de uma investida política ou partidária de baixo moral, de contornos revivalistas, que lutas políticas partidárias ou pessoais têm trazido à ribalta de vez em quando. Ontem foi a fábrica de porco alentejano Montaraz, hoje a Unidade de Cuidados Integrados. O motivo é sempre o mesmo, a baixa política e o ataque pessoal. O povo de Garvão não pode ficar indiferente à luta pela defesa desta unidade. Para além da sua dimensão empregadora, a unidade encerra uma dimensão no capítulo de assistência médica como nunca Garvão teve. Para uma população bastante idosa também aqui esta unidade poderá ter um papel importante no futuro. Vem o “Diário do Alentejo” de 01/06/2012, pela pessoa do sr. Paulo Barriga, por ao público a pretensão de alguém que por derrota nas urnas provavelmente pretende atacar, com mentira, a governação de Pedro do Carmo, pondo em causa este projeto para Garvão. Não sabemos com que objetivos. Não podemos esquecer que a saúde é um dos três maiores negócios da atualidade. Se em todos estes processos algo não está bem por anacronismo da lei, leiase PDM que ainda vigora e vigora por negligência de anteriores eleitos. É obrigação do cidadão melhor informado apelar à sua correção e ajudar a por bem o que está mal. É assim que se mostra o verdadeiro sentido de defesa de um povo. Ando em luta pela defesa de uma sociedade mais justa e fraterna muito antes do 25 de Abril,

e, infelizmente, ainda 35 anos depois do 25 de Abril há cidadãos a usarem todos os meios para se colarem à cadeira do poder não respeitando as regras normais da democracia, que é a discussão de ideias e, no mínimo, reconhecer o que de útil tem este projeto para o povo e defendê-lo. Por que é que os tão zelosos cidadãos, na defesa dos direitos públicos, não questionam os dinheiros gastos com obras parvas, autênticos mamarrachos, como o que está em frente ao Centro Cultural da Casa do Povo de Garvão, sem qualquer utilidade? O IGAL (Inspecção-Geral da Administração Local) deve fiscalizar todos os gastos feitos pela autarquia, mas todos mesmo. Não podemos admitir que políticos organizados, ou não, atuem usando as páginas dos jornais pagas pelo erário público, com a colaboração até de jornalistas, ou não, em busca de interesses não sabemos de quem. Mas garantidamente estes não são os interesses do povo. O presidente Pedro do Carmo fez aquilo que um político honesto deve fazer, que é desbloquear todos os processos que impliquem interesses básicos da população, como o emprego etc., etc., etc.. O Pedro, se tivesse um comportamento de alinhamento com os Isaltinos, os majores e os Limas, etc., etc., etc., provavelmente não era atacado como vergonhosamente está a ser. Estou à vontade para falar assim pois não tenho qualquer ligação com o partido dele, nem frequento as esferas políticas ou sociais do Pedro. Deixem o presidente da Câmara Municipal de Ourique trabalhar em defesa dos interesses dos cidadãos que o elegeram e no cumprimento do seu programa. Se algumas atitudes devem ter, é de apoio, pois nestes quase três anos de mandato que está a chegar ao fim podemos concluir que respeitou a proposta eleitoral que fez. Se mais não fez foi porque não pode, ninguém ignora a política das finanças locais com que os governos têm contemplado as autarquias. Deixem o Pedro em paz, deixem Garvão em paz. Critiquem os eleitos mas façam a crítica construtiva, vigiem todos aqueles que a coberto de uma eleição qualquer conduzem as instituições a seu belo prazer e à luz dos seus interesses pessoais e mentindo ao povo. O IGAL deve fiscalizar tudo mas para ajudar a por bem. O nosso povo merece respeito, o povo de Garvão merece este projeto.

Haja saúde ambiental Ai que calor! Projeto de educação para a saúde no âmbito do curso de Saúde Ambiental do IPBeja APÓS AS AULAS, NUMA TARDE QUENTE DE AGOSTO, O JOÃO DECIDIU IR VISITAR O SEU AVÔ AO MONTE NA BELA PLANÍCIE ALENTEJANA.

OLÁ AVÔ! ENTÃO, O QUE VAI FAZER?

OH FILHO, VOU TRATAR DA HORTA, TU SABES QUE O FAÇO TODOS OS DIAS.

SÃO 16 HORAS, ESTÁ MUITO CALOR! TEMOS QUE TER CUIDADO NESTES DIAS QUENTES!

MAS JÁ FAÇO ISTO HÁ ANOS!

ESTES DIAS PODEM SER PERIGOSOS! PODEMOS SENTIR-NOS MAL, COM TONTURAS, DORES DE CABEÇA E MUITA SEDE.

Coordenação Raquel Santos e Rogério Nunes Texto Ana Machado e Stephanie Gouveia Desenho Patrícia Correia

ASSIM NÃO VOU PODER CUIDAR DA HORTA?!

VAI AVÔ! BASTA TER ALGUNS CUIDADOS: BEBER MUITA ÁGUA, USAR CHAPÉU, VESTIR ROUPAS LARGAS E FRESCAS E NÃO ESTAR AO SOL ENTRE AS 11-16 HORAS.

ENTÃO EM VEZ DE IR A ESTA HORA VOU DE MANHÃ CEDO OU À TARDINHA, NÃO É? ISSO MESMO AVÔ!


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Pontuam aqui e ali as margens do rio Guadiana. E são, por estes tempos de estio, verdadeiros pontos de veraneio para as populações das al-

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deias ribeirinhas. Algumas, pela sua localização de difícil acesso, são guardadas em segredo. Outras, como as de Quintos, tornaram-se local de romaria. As azenhas do Guadiana, sólidas estruturas de moagem, abobadadas para resistirem à pressão das águas, são de acesso livre. Mas estão, na sua maioria, em avançado estado de degradação. Visitá-las é um prazer. E exigir a sua recuperação um dever. Texto PB Fotos José Serrano

Portfólio


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Novas instalações da Casa do Benfica de Serpa

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Desporto

As novas instalações da Casa do Benfica de Serpa, presidida pelo autarca João Rocha, serão inauguradas no próximo dia 1 de setembro, com a presença de Luís Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica.

Odemirense pontuou no Estoril Campeonato Nacional de Juvenis série E 1.ª jornada. Resultados: V. Setúbal-Beira Mar Almada, 3-0; Louletano-Imortal, 1-0; Estoril-Odemirense, 0-0; Cova da Piedade-Lusitano de Évora, 1-1; Despertar-Oeiras, 1-3. Classificação: 1.º V. Setúbal, Oeiras e Louletano, três pontos. 4.º Cova da Piedade, Lusitano de Évora, Odemirense e Estoril, 1. 8.º Imortal, Despertar e Beira Mar de Almada. Próxima jornada (26/8): Beira Mar de Almada-Despertar; Imortal-V. Setúbal; Odemirense-Louletano; Lusitano de Évora-Estoril; Oeiras-Cova da Piedade.

Juvenis despertarianos perderam em casa mas querem vencer em Almada

“A manutenção é fácil de conseguir” O Despertar Sporting Clube, de Beja, é uma das três equipas alentejanas que disputam a série E do Campeonato Nacional de Juniores B (juvenis). Texto e foto Firmino Paixão

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o Despertar juntam-se o Sport Clube Odemirense, que na época anterior conseguiu a manutenção, e o Lusitano Ginásio Clube, de Évora. O Elétrico de Ponte de Sor, na série C, completa o quadro de representações do Alentejo neste patamar nacional. Os bejenses começaram a prova no seu terreno, mas não o fizeram da melhor maneira, perderam por três bolas a uma com o Oeiras. O treinador da equipa, Jorge Martelo, assume o maior poderio do adversário mas está confiante na manutenção. Apela à união dos clubes bejenses na cedência de jogadores para as equipas que estão no nacional e rejeita o facto de o Despertar ser o emblema que mais dificuldade cria aos seus parceiros. Nacional de juvenis Equipa do Despertar Sporting Clube que está a disputar o campeonato Começar um campeonato em casa é sempre favorável, mas o resultado foi negativo…

O Oeiras é um clube que tem recursos humanos que nós não temos. Tentámos com todas as nossas forças chegar a bom porto, não o conseguimos, temos o grupo que temos, limitado em certas posições, mas é com isso que vamos competir neste campeonato. Que perspetivas tem para este campeonato?

As perspetivas são as melhores, é a manutenção neste patamar nacional, apesar de termos um plantel curto, em termos de qualidade temos jogadores fantásticos. Perdemos com o Oeiras que não é do nosso campeonato, mas, possivelmente, conseguiremos a manutenção com alguma facilidade. O plantel tem virtudes para o conseguir?

Estes jogadores vêm juntos desde as Escolinhas. Começaram aqui com cinco anos, têm feito a sua formação no Despertar e passado pelos diversos campeonatos distritais e nacionais. Tivemos a necessidade de o reforçar com outros jogadores, nomeadamente de Cuba, que é um grande centro de recrutamento que temos. E terão uma segunda equipa neste escalão a competir no distrital?

Os melhores atletas estão escolhidos e integram esta equipa do nacional. A maioria dos jogadores da outra equipa são juvenis de primeiro ano que fizeram o nacional de iniciados na última época, mas que ainda não têm maturidade física para o nacional de juvenis. Mas só jogando é que podem evoluir, por isso, não fazendo sentido termos muitos

jogadores parados, optámos pela criação de uma equipa B para fazermos uma gestão mais eficaz desses recursos. Odemirense e Despertar pertar são as únicas equipas do distrito nesta prova, o que é pouco…

É muito curto, se analisarmos nalisarmos geografiemos duas equipas do camente esta série vemos ja, uma de Évora e o Algarve, duas de Beja, ra cima. Não sei o que resto é de Setúbal para to os clubes do sul não se passa, mas enquanto om os outros, para fase entenderem uns com zermos equipas cadaa vez mais fortes, não um. Não para reprevamos a lado nenhum. ar ou o Desportivo de sentarmos o Despertar entarmos o nosso disBeja, mas para representarmos trito com dignidade e com os melhores jogadores, chegando a um acordo entre todos os clubes.. Seria mais uipas mais fácil para termos equipas fortes na região. O Odemirense conseguiu, guiu, invulgarmente, manter-se nter-se mais do que uma época consecutiva…

Foi um acontecimento nto rei histórico. Mas eu direi lque enquanto os adultos que mandam no fu-tebol não se entenderem será muito difícil para as equipas alentejanas. Nós estamos no interior e não temoss tar possibilidade de recrutar

jogadores com qualidade. As coisas não estão fáceis. Eu até aproveitava para, publicamente, pedir aos clubes da cidade de Beja para que, de

uma vez por todas, se entendam e que trabalhem em prol do futebol distrital e que consigam levar o nome da cidade de Beja bem alto, porque se não for as assim é impossível. Mas é o Despertar quem mais dificulta a saNa última época viu ída dos seus jogadores. jogad Desportivo de Beja… --se isso com o Des

É a primeira vez qque me falam dessa história, tirando as conversas con da “meia laranja”. Eu telefonei na alt altura ao coordenador Vítor Rodrigues quand quando ele fez os pedidos de desvinculação de 26 atletas, não é um número normal, mu muitos nem sabiam que o Desportivo os queria, qu telefonei a pedir ao coordenador para chegarmos a um entendimento. Naturalm Naturalmente que não dispensaríamos todos os jogadores, jo dentro da lógica de que as duas equ equipas estavam no mesmo campeonato, e a rresposta que me deu foi a de que não se senta sentaria comigo à mesa e queria os melhores. P Partiu daí essa polémica das cartas de desv desvinculação. O próximo jogo é para ganhar?

Vamos a Almada, também será um jog jogo difícil, as equipas de Lisbo Lisboa e Setúbal têm um recrutam tamento mais diversificado, ma mas nós nunca atiramos a toa toalha ao chão, vamos luta tar com as armas que tem mos e seguramente que no ddomingo conseguiremos uum resultado diferente daqquele com que iniciámos o ccampeonato.


Eleições na Associação de Atletismo de Beja

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Desportivo de Beja A equipa principal do Desportivo regressou esta semana aos treinos, de novo sob a orientação de Hugo Rolim e com o seguinte plantel – guarda-redes: Artur Janeiro, Bruno Palma (ex-Louredense) e Bruno Morais (ex-júnior); defesas: Hugo Santana, António Barriga, Hugo Venâncio (ex-Despertar), Caixinha (ex-júnior), Zeca e João Gomes; médios: Romão, Nuno (ex-Despertar),

Diário do Alentejo 24 agosto 2012

Joaquim Santos Braz, vogal dos atuais corpos sociais da Associação de Atletismo de Beja, vai liderar uma lista candidata nas eleições para o próximo biénio. António Casaca, atual presidente, assumirá a liderança da assembleia-geral e António Machado manter-se-á na direção técnica.

Paulo Graça e Francisco Fonseca, Pedro Moutinho (ex-Ferreirense), Francisco Pereira (ex-São Marcos), João Pacheco, Rui Moca (ex-Cabeça Gorda) e Ricardo Caveira; avançados: Kargé (ex-Cabeça Gorda), Cristiano (ex-júnior), Bruno Delgado e Ruben Ramos (ex-júnior). A equipa fará amanhã, em Pias, pelas 17 horas, o primeiro jogo treino da temporada.

Moura Atlético Clube aposta forte no regresso à 2.ª Divisão Nacional

“Seria impensável não subirmos” O Moura Atlético Clube é um dos mais fortes candidatos ao triunfo na série F da 3.ª Divisão Nacional no ano em que acaba este patamar competitivo. Texto e foto Firmino Paixão

A

convergência de fatores como uma invulgar boa qualidade das suas infraestruturas desportivas e a elevada dedicação dos órgãos de direção, associados à elevada e reconhecida experiência do treinador Joaquim Mendes e à qualidade do plantel escolhido, só poderão conduzir a um final feliz. O técnico sublinhou a disponibilidade dos atletas para iniciarem os trabalhos de preparação mais cedo, em relação aquilo que é natural e normal, querendo a equipa na melhor condição para o início da temporada que, para os mourenses, começa amanhã, sábado, nos Açores, com o jogo antecipado da Taça de Portugal. Já está identificado com o Moura?

Felizmente, como praticante, joguei de norte a sul e nas ilhas. Não me incomoda nada estar em Moura, a ambientação foi fácil e natural. Encontrei um clube com excelentes condições, talvez até existam algumas “ciumeiras”, porque Moura fica num canto do Alentejo e toda a outra parte mais central, por vezes, denegriu o que aqui existe, mas no futebol as pessoas têm que pôr de lado determinados preconceitos e estarem atentas ao desenvolvimento, ao património, à seriedade e competências de quem o dirige. O Moura não deveria ter saído da 2.ª Divisão, mas não foi possível a manutenção e eu aqui vou dizê-lo com a justiça do próprio campeonato, porque não conseguimos reunir argumentos para nos mantermos naquele escalão. Importa recolocar o clube na 2.ª Divisão?

Tivemos que fazer um trabalho de base. No dia 1 de maio tínhamos o plantel fechado, segundo a direção, com um orçamento mais baixo cerca de 30 000 euros do que na época anterior. Acredito no potencial de organização das pessoas que dirigem, acreditando na minha capacidade de orientação e de liderança técnica para podermos ter um bom nível neste campeonato e podermos atingir o que pretendemos. Estabilizarmos este clube ao nível da 2.ª Divisão Nacional. No ano em que essa promoção é um imperativo?

Será um ano zero, mas alerto para um campeonato que será competitivo, mais que não seja pelos derbys regionais, são 32 jornadas e a equipas mais regulares atingirão a promoção. É importante que fique claro que os jogadores que neste momento estão no Moura têm uma certa tarimba, isto pode criar conflitualidade, mas temos que chamar as coisas pelos nomes e termos a noção da qualidade que existe neste plantel. São

Moura AC Treinador Joaquim Mendes promete uma época de sucesso em Moura

JOAQUIM MENDES Nascido no Fundão, em 16 de maio de 1959 (53 anos)

Clubes como jogador (guarda-redes): Benfica, Académica, Espinho, Portimonense, Varzim, Marítimo, Olhanense, Lourinhanense Clubes como treinador: Micaelense, Lamego, Cambres, Cinfães, Madalena, Lagoa, Pinhalnovense, Sertanense, Portosantense, Farense, Aljustrelense, Moura Plantel do Moura Guarda-redes: David Cabral e Igor (ex-Lagoa). Defesas: Daniel Garrido, Renato (ex-Praiense), Cata; Bruno Gomes; Mamadi (ex-Praiense), Danilson (ex-Praiense). Médios: Bernardo Charraz, André Tonom (ex-Lagoa), Ibraime (ex-Aljustrelense), Michael Habib (ex-Aljustrelense), Carlos Daniel (ex-Alta de Lisboa); Filipe Infante, Tó Miguel e Diogo Inácio (ex-Odivelas). Avançados: Dieng, Hélder Monteiro (ex-Praiense), Jorge Raposo (ex-junior), Tiago Floreano (ex-junior) e Pedro Saianda (ex-Vendas Novas).

jogadores com nível de 2.ª Divisão, e até acima, não duvide, isto poderá ser uma responsabilidade para mim, mas é um hábito meu, entendo que quem trabalha e tem um mínimo de capacidade para atingir objetivos não tem que se amedrontar com determinado tipo de situações.

isso temos que saber sofrer. Temos que ter um bom espírito de equipa para termos o maior sucesso possível. Vou estar atento a todas as equipas, nos dias que correm tudo isso é mais fácil, saber das envolvências competitivas e as influências que existem.

Os jogadores foram escolhas suas?

Muitas equipas alentejanas…

Maioritariamente temos alguns que passaram por equipas de 2.ª Divisão orientadas por mim e conseguiram classificações honrosas lutando por subidas à liga profissional, outros que o seu projeto profissional poderia ter sido melhor mas este mundo é assim, é uma questão de momento e oportunidade. Nós temos objetivos traçados, temos a certeza que existe qualidade. É importante estarmos firmes naquilo que tem que ser conseguido. Para termos bons resultados é preciso sabermos conviver com a crítica, positiva ou negativa. É inadmissível que não respeitemos uma opinião crítica de uma pessoa que possa estar a assistir a um jogo. Este jogo é uma paixão, uma paixão pelo golo, pelo resultado, pelo clube e pelos títulos e eu tenho a certeza que se este ano não acontecerem títulos desportivos no Moura será uma época de insucesso.

Realmente, por isso eu fico muito agradado quando vejo o Castrense a assumir-se como candidato ao título, o Aljustrelense, que tem um certo peso na região, ou o Vidigueira, que tem pessoas que estão identificadas com o futebol de Moura, ou ainda o Monte Trigo, que vem de um trajeto fantástico no regional. Também o Reguengos, despromovido, mas que tem muita qualidade, e até o União de Montemor, que se reforçou bem em Vendas Novas, são situações que temos que contrariar ao máximo, sem guerrilhas, sem arrogância, com muita humildade, muita capacidade dos jogadores, demonstrando dentro do campo que podemos ser melhores que o adversário.

Significaria voltar ao início, ao escalão regional…

Isso seria impensável, ainda que seja possível. Temos que ter a noção que o futebol é um jogo, mas também uma maratona de 32 jornadas. Por

Mas está confiante no sucesso?

Estou muito confiante, não vou entrar na afirmação de que vamos ser campeões porque isso seria falta de respeito pelos adversários, apesar de sentir que tenho um grupo bastante forte para poder atacar o campeonato com o objetivo firme e definido. Mas teremos o máximo respeito no máximo dos limites para com todos os nossos adversários.


Moura Volei Clube regressa ao trabalho

Diário do Alentejo 24 agosto 2012

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As equipas do Moura Volei Clube vão regressar ao trabalho no dia 3 de setembro, para preparação das diversas competições regionais e nacionais em que participam. Numa temporada que será especialmente dirigida aos escalões de formação, o enquadramento técnico foi assim definido: Rui Pinto (iniciados e juvenis masculinos), António Alvarinho (juvenis femininos) e Diogo Geadas (seniores).

Competições da Associação de Futebol de Beja O reduzido número de clubes inscritos para disputa dos campeonatos distritais da 1.ª (13) e 2.ª (seis) divisões levou a AF Beja a reunir-se com os dirigentes para, em conjunto, encontrarem um modelo competitivo para a época 2012/2013. O

plenário aprovou a realização do campeonato da 1.ª Divisão nos moldes tradicionais e com os 13 clubes. Recorde-se que desistiram o Ferreirense e o Panoias, havendo necessidade de repescar os despromovidos Guadiana e Cuba e o Bairro da Conceição (3.º classificado da 2.ª Divisão), além da saída do Vasco da Gama

para a 3.ª Divisão Nacional. No segundo escalão foi aprovada a realização de dois campeonatos, abertura e encerramento, a duas voltas cada, com a participação das seis equipas, no entanto pode verificar-se ainda a desistência do Amarelejense, Ourique e Saboia, inviabilizando esta prova.

1.ª eliminatória da Taça de Portugal abre a época desportiva 2012/2013

A partir de agora será a doer A temporada desportiva para os clubes amadores abre oficialmente este fim de semana com a realização da 1.ª eliminatória da Taça de Portugal, competição ganha na época passada pela Académica de Coimbra. Texto e foto Firmino Paixão

O

Moura Atlético Clube será a primeira das quatro equipas sul alentejanas a iniciar as competições oficiais, face à antecipação para a tarde de amanhã do jogo que realizará com o Sport Clube Barreiro, equipa da vila de Porto Judeu, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira. No domingo, a partir das 16 horas, Aljustrelense, Castrense e Vasco da Gama honrarão os seus compromissos frente às formações do Reguengos, Elétrico

Castrense vs Elétrico de Ponte de Sor Estádio Municipal 25 de Abril, em Castro Verde (16 horas)

“Queremos ganhar ao Elétrico” Francisco Fernandes (Castrense)

“J

ogamos em casa e queremos ganhar. Queremos passar esta eliminatória e as seguintes, mas sem hipotecarmos nada, apenas, por uma eliminatória da Taça de Portugal. Não conhecemos muito do Elétrico, vamos tentar tirar algumas informações, sei que jogaram recentemente em Moura, mas o que me preocupa mais é o Castrense e a ambição que temos que demonstrar nesse jogo, como nos outros que se seguirão. Começámos a treinar no dia 1 de agosto, não havia necessidade de sacrificarmos as férias dos jogadores, que são amadores e têm outras ocupações, não fosse o jogo da Taça. Jogamos no dia 26 para a taça, temos a primeira jornada do campeonato a 2 de setembro e depois paramos duas semanas. Não havia necessidade. Naturalmente que queremos ganhar ao Elétrico mas sem sairmos da planificação que temos em termos de campeonato e nunca contrariando aquilo que é o meu pensamento sobre a Taça de Portugal”.

de Ponte de Sor e Caçadores de Taipas, respetivamente. Embora relativizando a importância desta competição para as equipas mais modestas, a maioria dos treinadores aponta o caminho do sucesso rumo à eliminatória seguinte, mas sem por em causa o objetivo primordial que será o campeonato nacional. Os adversários são todos do mesmo escalão, ainda que o potencial desportivo seja diferente, e os mourenses são os únicos a jogar fora de casa. Taça de Portugal (1.ª eliminatória), quadro de jogos com equipas alentejanas: Oriental-

-Juventude de Évora; União de Montemor-Oliveira de Frades; Aljustrelense-Atlético de Reguengos; Sacavenense-Monte Trigo; Barreiro (Açores)-Moura; Vasco da Gama Vidigueira-Caçadores de Taipas e Castrense-Elétrico de Ponte de Sor.

Aljustrelense Nuno Martins (ex-Almodôvar) é um dos reforços com que o Mineiro conta para esta época

Vasco da Gama vs Caçadores Taipas

Aljustrelense vs Reguengos

SC Barreiro vs Moura AC

Estádio José António Guerreio Pinto, em Vidigueira (16 horas)

Estádio Municipal de Aljustrel (16 horas)

Estádio Municipal de Angra do Heroísmo (15 horas)

“A Taça de Portugal não é a nossa prioridade” Fernando Piçarra (Vasco da Gama)

“É

uma equipa do norte do País, não conhecemos nada sobre ela, mas vamos tentar saber. Vou tentar conhecer alguns pormenores, isso hoje já não é difícil. Contudo, sabemos que as equipas do norte do País praticam sempre um futebol muito competitivo. É uma região onde os clubes possuem um leque mais diversificado de escolhas e podem sempre formar equipas muito competitivas. Esta equipa vem das Caldas de Taipas, uma localidade que fica entre Braga e Guimarães, também muito perto do Porto. É uma zona onde existem muitos jogadores oriundos da formação daqueles clubes, são sempre equipas fortíssimas. Estou à espera de uma equipa muito forte que nos vai certamente criar muitas dificuldades, mas também lhe posso dizer que não estou preocupado com a Taça de Portugal porque essa não é a nossa prioridade, ainda que queiramos sempre vencer”.

“Vamos dar tudo pela vitória” Carlos Piteira (Aljustrelense) “Acho que é importante começarmos a época em casa e o sorteio da taça trouxe este primeiro jogo para Aljustrel, com uma equipa difícil que conhecemos bem, que se reforçou e ficou mais poderosa. Nós temos uma equipa de miúdos com alguns jogadores mais experientes, mas queremos fazer aqui um grande trabalho. Vamos tentar dedicar logo esse triunfo à massa associativa e aos simpatizantes do Mineiro Aljustrelense. É para isso que estamos a trabalhar todos os dias, com toda esta vontade e todo o nosso rigor. Por isso, respeitando naturalmente o adversário, e sabendo que teremos pela frente um jogo difícil, não deixaremos de dar tudo em campo para conseguirmos uma vitória e passarmos esta primeira eliminatória da Taça de Portugal”.

“Passar a eliminatória prestigia-nos” Joaquim Mendes (Moura)

“É

uma zona que conheço muito bem, os clubes e os próprios jogadores. Jogaremos no Estádio Municipal de Angra de Heroísmo, não é o campo próprio do Barreiro, é um campo sintético com dimensões razoáveis, teremos uma contrariedade que vai ser bem superada, que é a humidade elevada, mas em Moura nos últimos tempos, devido à proximidade da barragem, também tem sido semelhante. O clima poderá ter influência, ou não, porque também temos aqui altas temperaturas. Depois há um conhecimento também de quem orienta a equipa, um rapaz que jogou vários anos no Lusitânia dos Açores, tem bons jogadores que atuaram nesse clube, mas teremos que estar prevenidos para qualquer eventualidade. Temos que pensar bem neste jogo porque é importante passarmos o máximo de eliminatórias, é bom em termos de prestígio, mas sem hipotecarmos o campeonato”.


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O 16.º Festival Hípico de Grândola, saltos de obstáculos, realiza-se amanhã, pelas 15 e 30 horas, no Picadeiro do Parque de Feiras e Exposições da Vila Morena, integrado na programação da Feira de Agosto, Turismo e Ambiente.

Rugby José Saúde

VIII Passeio BTT Pelos Trilhos de Mombeja Realiza-se no dia 2 de setembro, pelas 9 horas, com percursos de três níveis – 20 (infantil/familiar com percurso guiado), 45 e 70 quilómetros (com andamento livre) –, o VIII Passeio BTT Pelos Trilhos de Mombeja. As inscrições decorrem até ao próximo dia 27 e a concentração terá lugar no campo de futebol do Grupo Desportivo e Cultural de Mombeja, entidade organizadora do passeio.

Atleta prometeu regressar à terra natal após os JO 2016

Chama-se Ana Cabecinha e Baleizão a viu nascer... “O povo de Baleizão orgulha-se da sua atleta olímpica” lia-se na peça de artesanato oferecida pela junta de freguesia local a Ana Cabecinha. Recentemente chegada dos Jogos Olímpicos (JO) de Londres, a atleta esteve na sua terra natal a retribuir a admiração e o orgulho dos seus conterrâneos. Texto e foto Firmino Paixão

A

s festas em honra de Nossa Senhora da Graça decorreram no último fim de semana na freguesia de Baleizão, mas a padroeira de excelência foi a atleta Ana Cabecinha, ali nascida há 28 anos e criada para o atletismo, na disciplina de marcha atlética, no Clube Oriental de Pechão (Algarve). “É um sentimento de muita alegria ter voltado mais uma vez à minha aldeia e ser tão bem recebida pela minha gente. É sinal que o meu trabalho é reconhecido pelas pessoas, sobretudo pelas que nos querem bem e sempre nos apoiaram durante todos estes anos”. Com um sorriso franco e um brilhozinho nos olhos, afirmou: “Estou muito feliz, só podia estar feliz por ter voltado a esta terra e ser tão bem recebida em Baleizão”, sublinhou a atleta olímpica no final da cerimónia que a Junta de Freguesia de Baleizão e a Associação de Atletismo de Beja promoveram, em colaboração com a comissão de festas local e com o apoio do “Diário do Alentejo”. Uma homenagem singela que contou com a presença do vereador do pelouro do Desporto da Câmara de Beja, Miguel Góis, do presidente da Junta de Freguesia de Baleizão, Silvestre Troncão, do presidente da Associação de Atletismo de Beja, António Casaca, e do diretor técnico da modalidade, António Machado, entre outras figuras do desporto e povo anónimo que se associou a este tributo. A atleta alentejana revelou: “As pessoas acercam-se de mim, mandam-me parar e querem sempre

Ana Cabecinha Homenagem em Baleizão pela sua presença nos JO

dar-me os parabéns, porque me viram na televisão e estão contentes pelo meu resultado. E eu estou feliz por ter dado o meu melhor naquela prova, mas queria ter conseguido mais, por todos aqueles que me apoiam e que merecem tudo o que de bom eu possa conseguir. Vou trabalhar mais quatro anos para voltar aqui e receber o carinho que sinto deste meu povo, a minha gente de Baleizão”. Projetando já a sua presença nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, Ana Cabecinha confirmou que o seu treinador já começou a planear o trabalho dos próximos quatro anos: “Nessa altura já terei outra maturidade e quem sabe se já podemos pensar numa medalha”. Entusiasmada

com essa eventualidade, mas sem perder a humildade que a caracteriza, Ana Cabecinha referiu: “Pelo que vivi e aprendi nos últimos quatro anos, e pelo que passei nos últimos jogos olímpicos, sei que pode ser possível atingir o pódio, treinando sem lesões, nós marchadoras somos muito equilibradas, e porque não entrar nas cinco primeiras e lutar por uma medalha? Acho que já mereço isso ao fim de tantos anos de tanta dedicação, uma medalha a nível internacional, num mundial ou nos jogos olímpicos, quero acabar em grande, seria maravilhoso”. No dia 14 de setembro a atleta competirá na final mundial do Circuito Challenge, na China, e só depois entrará de férias.

Silvestre Troncão, presidente da Junta de Freguesia de Baleizão, disse: “Foi com muito orgulho que recebemos a Ana Cabecinha. Não é todos os dias que temos uma filha tão ilustre desta terra entre nós, é um motivo de muito orgulho ter aqui a Ana, hoje e sempre que ela queira vir a Baleizão. A população reconhece os seus sucessos e a caminhada que tivemos na nossa manhã desportiva que reuniu mais de sete dezenas de pessoas foi um bom exemplo disso”. O autarca lembrou que a humildade e as qualidades humanas daquela família que deixou Baleizão há quase duas décadas se mantêm intactas e fez votos para os voltar a receber daqui a quatro anos. O treinador da atleta, Paulo Murta, fez também questão de sublinhar que “a Ana dedica-se de alma e coração àquilo que faz”: “Eu disse-lhe, quando chegámos a Portugal, que iríamos de imediato começar a preparar o Rio de Janeiro 2016, embora até lá tenha várias etapas competitivas como dois mundiais, um europeu, duas taças do mundo e duas taças da europa”. O técnico mostrou saber que “a Ana tem sempre o Alentejo presente, mas principalmente a terra onde nasceu, Baleizão, e por todo lado tem orgulho em dizê-lo e em recordar a sua infância, porque foi aqui que ela aprendeu a cheirar a terra, a andar descalça e a cortar os pés brincando com os irmãos”. “Ela nunca esqueceu isso”, acentuou Paulo Murta, concluindo: “Tenho muito orgulho por ter colaborado para que ela conseguisse ser aquilo que é hoje. Passamos muitas horas juntos em estágios e competições, por isso esperamos todos estar aqui dentro de quatro anos a festejar mais um sucesso da Ana Cabecinha”. Paulo Murta agradeceu em nome pessoal e do Clube Oriental de Pechão toda o carinho dedicado à sua atleta durante esta jornada, que se iniciou com uma caminhada de cinco quilómetros e que terminou com um almoço convívio num restaurante local.

Não sou um amante assumido da modalidade de rugby. Aprecio, sim, toda a dinâmica desportiva e a entrega dos atletas ao longo do jogo. Confesso que fui sempre um leigo em matéria de leis que conferem a ordem da atividade, técnica e disciplinar, dos jogadores em campo. Todavia, a espiritualidade do rugby sempre me suscitou curiosidade. Admiro a atitude sagaz da equipa que globalmente ataca e defende objetivos comuns com linhas de formação marcadamente compactas nos diversos espaços do retângulo. A compleição física do grupo parece-me bizarra. Talvez pela força como se desenvolve toda a ação de preparação do conjunto. Corpos enormes, alguns disformes, e um volume muscular que transmite voluntariedade a homens que se dedicam de alma e coração à prática de uma modalidade que puxa, à séria, pelos físicos dos seus componentes. Assumo que gosto da emotividade dos seus desenlaces. Dos portentosos remates que levam a bola oval a passar entre os postes. Do vibrar das multidões quando a velocidade do jogador consegue ultrapassar o contacto físico com os adversários e colocar a oval na linha de fundo. Cito os jogos internacionais entre países que são ilustres anfitriões do rugby. Refiro a eficaz evolução do rugby em Portugal. Nesta linha de orientação relembro que Beja, a dada altura, fez eco da modalidade, sendo a estrutura humana feita na base de alunos do Politécnico. O Desportivo foi a agremiação que franqueou as suas portas. Sabe-se, também, que o rugby chegou a deparar-se com cerca de 50 praticantes distribuídos pelos diversos escalões. Hoje, a modalidade terá resfriado a sua continuidade. Procurámos saber dados sofre a sua evolução. Responsáveis do Desportivo de Beja mantêm-se na expectativa. Aguardam pela iniciativa dos impulsionadores. Existem espaços competitivos, dizemnos. O que falta então? Talvez organização. Fica o estímulo: o regresso do rugby a Beja.

Diário do Alentejo 24 agosto 2012

Festival Hípico de Grândola realiza-se amanhã


22 Diário do Alentejo 24 agosto 2012

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23 Diário do Alentejo 24 agosto 2012

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24 Diário do Alentejo 24 agosto 2012

Diário do Alentejo n.º 1583 de 24/08/2012 Única Publicação

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Santo Aleixo da Restauração É nesta aldeia de gente simples e humilde que se realiza a festa mais bonita de todo o Baixo Alentejo. A Festa da Tomina! Não é por acaso que se chama assim! Por volta de 1690, um padre, chamado Manuel de Jesus Maria e outros, resolveram, entre fráguas e rochedos, num local chamado a Tomina, construir um convento e ali se mantiveram por bastante tempo! Consta que um senhor abastado, de Moura, ofereceu para lá uma santinha e as pessoas que andavam a trabalhar nos campos e com os rebanhos, se juntavam, aos domingos, principalmente quando se viam aflitos e iam lá rezar e a pedir a sua ajuda. E assim ficou o nome de Nossa Senhora das Necessidades! A partir daí começou a realizar-se a Festa da Tomina, no convento. Iam festas de todo o Baixo Alentejo como se fosse uma romaria. Quando o convento foi desativado, trouxeram a Santinha para a igreja de Santo Aleixo. A festa continuou, todos os fins de agosto, na aldeia e a chamar-se: A Festa da Tomina! Graças àquele povo trabalhador e aos emigrantes, que, com o suor do seu rosto a ganhar o pão de cada dia, voltam no fim de agosto para ajudar e agradecer a N. Senhora por terem voltado à sua Terra com saúde. Que Deus os ajude a todos e que a Festa da Tomina continue a ser a festa mais bonita e rica de todo o Baixo Alentejol Bem hajam Agosto de 2012. Feliciana

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Diário do Alentejo n.º 1583 de 24/08/2012 Única Publicação

25 Diário do Alentejo 24 agosto 2012 Diário do Alentejo n.º 1583 de 24/08/2012 Única Publicação

JUSTIFICAÇÃO

CARTÓRIO PRIVADO DE ODEMIRA A cargo da Notária Ana Paula Lopes António Vasques

CERTIFICO, para fins de publicação que foi lavrada neste Cartório Notarial, no dia de hoje, de folhas setenta e sete a folhas setenta e nove do Livro de Notas para Escrituras Diversas número “Cento e Setenta e Cinco - E”, escritura de Justificação, nos quais: Francisco Gonçalves Victoria e mulher Maria Helena Alves Viana Gonçalves, casados sob o regime de comunhão de adquiridos, residentes na Longueira, Odemira, contribuintes fiscais números 133 293 920 e 133 293 912; declararam que são donos e legítimos possuidores com exclusão de outrem, do seguinte imóvel: Prédio urbano, situado em Longueira, freguesia de Longueira/Almograve, concelho de Odemira, composto de casa de rés-do-chão, para habitação, com a superfície coberta de setenta e nove vírgula noventa e nove metros quadrados e logradouro com vinte e oito vírgula cinquenta e seis metros quadrados; inscrito na respectiva matriz, em nome do justificante sob o artigo 648, com o valor patrimonial de 1.772,42€, a confrontar a Norte com Maria da Conceição Gonçalves; Sul com José Maria Gonçalves; Nascente com Isidro Maria Gonçalves e Poente com António Alves da Silva não descrito na Conservatória do Registo Predial de Odemira. Que a parcela de terreno que serve de assento e logradouro a este imóvel é a desanexar do prédio misto, denominado “Longueira”, situado na freguesia de Longueira/Almograve, concelho de Odemira, inscrito na respectiva matriz predial rústica sob o artigo 168 da Secção F e na matriz predial urbana sob o artigo 375, descrito na Conservatória do Registo Predial de Odemira sob o número trinta e sete da freguesia de Salvador, onde se encontra registada a aquisição a favor dos ora terceiros outorgantes conforme inscrição G-Três. Que aquela parcela de terreno veio à sua posse por compra meramente verbal, feita a Isidro Maria Gonçalves, em dia e mês que não podem precisar do ano de mil novecentos e setenta e dois, não tendo nunca sido celebrada a competente escritura de compra e venda, na qual procederam posteriormente à construção do imóvel acima identificado. Que, assim, possuem o identificado prédio há cerca de quarenta anos, em nome próprio, de boa fé, na convicção de serem os únicos donos e plenamente convencidos de que não lesavam quaisquer direitos de outrem, à vista de toda a gente e sem a menor oposição de quem quer que fosse desde o início dessa posse, a qual sempre exerceram sem interrupção, habitando-o, fazendo obras de conservação e restauro, retirando dele todas as suas utilidades, suportando todos os seus encargos, tudo como fazem os verdadeiros donos. Trata-se, por conseguinte, de uma posse exercida em nome próprio, de uma forma pública, contínua e pacífica. Que, dado o modo de aquisição invocado se encontram impossibilitados de comprovar o seu direito de propriedade plena pelos meios extrajudiciais normais. Está conforme, nada havendo na parte omitida além ou em contrário do que se certifica. Odemira, 16 de Agosto de 2012.

Cartório da notária Mariana Raquel Tareco Zorrinho Vieira Lima, sito na Rua Condes da Boavista, n° 20 em Beja

TRIBUNAL JUDICIAL DE CUBA Secção única

Anúncio Processo: 132/O8.7TBCUB Divisão de Coisa Comum Autor: Maria Vitória Bicho Agostinho de Sousa Pinto e outro(s)... Réu: Mariana das Dores Mourata Bicho Agostinho e outro(s)... Correm éditos de 20 dias para citação dos credores desconhecidos que gozem de garantia real sobre os bens abaixo indicados, para reclamarem o pagamento dos respectivos créditos pelo produto de tais bens, no prazo de 15 dias, findo o dos éditos, que se começará a contar da data da segunda e última publicação do anúncio, em que são: Autor: Maria Vitória Bicho Agostinho de Sousa Pinto, casada, com domicílio na Rua Manuel da Fonseca N° 10, Cuba, 7940164 CUBA Autor: Evaristo António de Sousa Pinto, casado, com domicílio na Rua Manuel da Fonseca, 10, 7940-164 CUBA Réu: Mariana das Dores Mourata Bicho Agostinho, viúva, com domicílio na Rua Cândido dos Reis N° 1, Cuba, 7940-000 CUBA. Réu: Joaquim António Bicho Agostinho, casado, com domicílio na Rua João Vaz, 12, Cuba, 7940-000 CUBA. Réu: Ana Teresa Passinhas Bicho Agostinho, casada, com domicílio na Rua António Silva N° 5 - Lote 49, 3º Dto, Pinhal Novo, 2955-022 Pinhal Novo. Réu: Carlos Francisco Passinhas Bicho, estado civil: Desconhecido, com domicílio na Rua Zeca Afonso, Bairro da Cascalheira Lote 5, Pinhal Novo, 2955-103 Pinhal Novo. Réu: Hugo Manuel Passinhas Bicho, estado civil: Desconhecido, com domicílio na Rua Francisco Caçuete Romão, Lote 20, 3.º B, 2955-029 Pinhal Novo. Réu: Maria Isabel Passinhas Bicho, estado civil: Desconhecido, com domicílio na Rua Padre Himalaya N° 3 - 2° Esq, Palhais, 2830-507 Palhais. Habilitado: Maria Joana Crujela Gatinho Mourata, viúva, com domicílio na Rua Cândido dos Reis N° 1, Cuba, 7940-000 CUBA Habilitado: Carla Manuela Gatinho Bicho, estado civil desconhecido, com domicílio no Rossio de S. Brás, Cuba, 7940 Cuba Habilitado: Maria Manuela Gatinho Bicho, estado civil: Desconhecido, com domicílio na Rua da Quinta Nova, N° 24. Ervidel, 7600-217 Ervidel Bens: Prédio urbano sito na Rua Cândido dos Reis, n° 16 na freguesia e concelho de Cuba, descrito na conservatória do Registo Predial de Cuba sob a ficha n° 528/19870806 e inscrito na Matriz Predial sob o art°730, com a área total de 217,31 m2, área coberta de 86,31 m2 e área descoberta de 131 m2, tendo a seguinte composição e confrontações: casa de rés de chão e quintal - NORTE: Mariana do Rosário Guerreiro; SUL Manuel Jesuíno da Silva; NASCENTE Estrada de Circunvalação e POENTE Rua Cândido dos Reis. Cuba, 07-07-2012. N/Referência: 574834 O Juiz de Direito, Drª Celine Alves O Oficial de Justiça, José Bicho

A Notária Ana Paula Lopes António Vasques

Certifico narrativamente, para efeito de publicação, que neste Cartório e no livro de notas para escrituras diversas n° 94-A, de folhas 107 a folhas 109 verso, se encontra exarada uma escritura de justificação notarial, outorgada hoje, na qual Manuela Gomes Crispim, NIF 128170328, divorciada, residente na Rua dos Bairros Alegres n°10, freguesia de Cabeça Gorda, Luís Filipe Gomes Amor, NIF 175402957, solteiro, maior, residente na Rua Dr. Afonso Costa, número 39, primeiro andar esquerdo, em Beja, Vitor Manuel Gomes Crispim, NIF 158458290, casado com Maria da Conceição Gaspar Travanca Crispim, sob o regime da comunhão de adquiridos, residente na Rua Carlos Pinhão, número 8, segundo andar esquerdo, em Beja, Zita Gomes Amor, NIF 186054149, casada com Manuel José da Costa Palma, sob o regime da comunhão de adquiridos, residente em 41, Rue Carnot, 92150, Suresnes, França e Maria João Gomes Amor, NIF 209035536, divorciada, residente na Rua dos Bairros Alegres, número 10, Cabeça Gorda, se declaram, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do seguinte imóvel: Prédio urbano de rés-do-chão, destinado a habitação, sito no Rua dos Bairros Alegres, freguesia de Cabeça Gorda, concelho de Beja, com a superfície coberta de sessenta e nove metros quadrados e descoberta de vinte e dois metros quadrados, inscrito na respetiva matriz predial em nome de Bento Maria Gomes, sob o artigo 367, com o valor patrimonial de tributável para efeitos de IMT e IS de €961,41 a que atribuem igual valor; Que o referido prédio confronta pelo Norte com José Manuel Malveiro, Sul com João Domingos Isabel, Nascente com Bairros Alegres e Poente com Francisco Pacheco e está omisso na Conservatória do Registo Predial de Beja. Que o mesmo imóvel veio à posse da primeira, na altura casada com João Gomes Amor sob o regime da comunhão geral de bens, por doação verbal de seu tio avô materno, Bento Maria Gomes, viúvo, já falecido, residente que foi na dita aldeia de Cabeça Gorda, que ocorreu em dia e mês, que não sabe precisar, mas que situam por alturas do mês de Dezembro de mil novecentos e setenta e dois, a qual não foi titulada por escritura pública. Que, desde aquela data os outorgantes entraram na posse do mesmo imóvel, posse que detêm desde então, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, não dispondo, no entanto, de título formal que lhe permita proceder ao registo; Que essa posse foi adquirida e mantida sem violência e sem oposição, ostensivamente, com conhecimento de toda a gente, em seu nome próprio com aproveitamento de todas as utilidades do prédio agindo sempre por forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, quer usufruindo como tal o imóvel, quer suportando os respetivos encargos. Está conforme com o original Cartório Notarial de Beja aos 14 de Agosto de 2012. A colaboradora Maria França Cambado Vilhena Ferreira

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†. Faleceu a Exma. Senhora

†. Faleceu o Exmo. Senhor

†. Faleceu a Exma. Senhora

D. ADELINA MARIA VALENTIM VALADAS COSTA, de 75 anos, natural de Santana de Cambas Mértola, casada com o Exmo. Sr. João Correia Costa. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 17, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério desta cidade.

SR. FERNANDO JOSÉ FADISTA, de 81 anos, natural de Santiago Maior Beja, viúvo. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 17, de Casa Mortuária de Penedo Gordo, para o cemitério local. .

D. MIQUELINA DA GRAÇA GALINHOLAS, de 87 anos, natural de Baleizão - Beja, solteira. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 18, da Casa Mortuária de Mansão de São José em Beja, para o cemitério de Baleizão.

BEJA

Beringel

É com pesar que participamos o falecimento da Sra. Alda Isabel Bentes, de 89 anos, natural da freguesia de Salvador, solteira. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no dia 12/08/2012 pelas 10.15 horas, da Casa Mortuária de Serpa para o cemitério local. Apresentamos à família as

Faleceu a 12.08.2012 É com pesar que participamos o falecimento do Sr. Francisco dos Reis Gomes Lopes, de 92 anos, natural de Vila Verde de Ficalho, viúvo. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no dia 13/08/2012 pelas 17.00 horas, da Casa Mortuária de Vila Verde de Ficalho para o cemitério local. Apresentamos à família as

cordiais condolências.

cordiais condolências.

BEJA

SANTA VITÓRIA

Maria Custódia Caraçinha Bento Coxilha 30º Dia de Eterna Saudade Seu filho, irmã e mãe na impossibilidade de o fazer individualmente vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que acompanharam a sua ente querida à

AGÊNCIA FUNERÁRIA SERPENSE, LDA

AGÊNCIA FUNERÁRIA SERPENSE, LDA

sua última morada ou que

Gerência: António Coelho Tm. 963 085 442 – Tel. 284 549 315 Rua das Cruzes, 14-A – 7830-344 SERPA

Gerência: António Coelho Tm. 963 085 442 – Tel. 284 549 315 Rua das Cruzes, 14-A – 7830-344 SERPA

taram o seu pesar e parti-

de qualquer forma manifescipam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no dia 28.08.2012, 3ª feira pelas 18.30 horas

Beja MISSA †. Faleceu a Exma. Senhora

†. Faleceu o Exmo. Senhor

†. Faleceu a Exma. Senhora

D. MARIA AMÉLIA, de 90 Anos, natural de Cabeça Gorda - Beja, viúva. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 19, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério desta cidade.

ARLINDO DIAS DOS SANTOS, de 73 Anos, natural de Santa Vitória - Beja, casado com Exma. Sra. D. Vitória Costa Viana dos Santos. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 19, da Casa Mortuária de Santa Vitória, para o cemitério local.

D. BÁRBARA MATILDE, de 91 Anos, natural de São João de Negrilhos - Aljustrel, viúva. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério desta cidade.

BEJA

TRIGACHES

†. Faleceu a Exma. Senhora

†. Faleceu a Exma. Senhora

D. ERCÍLIA DOS PRAZERES PALMA, de 79 Anos, natural de Espírito Santo - Mértola, viúva. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 20, da Igreja Paroquial do Carmo, para o cemitério de Beja.

D. MARIA DE LURDES MATIAS, de 87 Anos, natural de Beringel - Beja, viúva. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 20, da Casa Mortuária de Trigaches, para o cemitério local.

Consulte esta secção em www.funerariapax-julia.pt

agradecendo desde já a todas as pessoas que nela participem.

Querida filha

Arlindo Jerónimo Charuto

Às famílias enlutadas apresentamos as nossas mais sinceras condolências.

na Igreja da Sé em Beja,

30º Dia de Eterna Saudade Sua esposa, filhos, netos e genro, comunicam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, dia 28.08.2012, 3.ª feira na Igreja do Carmo em Beja, agradecendo desde já a todas as pessoas que nela compareçam.

Se um dia estiveres triste, fecha os olhos e sorri, pensa que o nosso amor, existe. Rezarei sempre por ti. Um beijinho.

AGRADECIMENTO Pensei que só desta forma, na impossibilidade que o fazer pessoalmente, conseguiria agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar ou que de outra forma lhe manifestaram o seu pesar. Agradeço igualmente, ao Lar Nobre Freire em especial à Doutora Cidália e a todo o apoio domiciliário que ao longo destes quase 8 anos, sempre trataram bem do meu pai até ao final da vida. Aproveito também para agradecer ao pessoal do 3º Piso, medicina 1, do Hospital de Beja, por tudo o que fizeram e sempre com muito carinho o trataram. O apoio que me prestaram quando necessitei e a todas as pessoas que me apoiaram nestes momentos difíceis. O meu Bem Aja a todos. Maria Margarida Andrade

Beja PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO

Beja

Nas. 17.09.1920 Fal. 19.08.2012

D. Bárbara Matilde

Seu filho, nora e netos cumprem o doloroso dever de participar o falecimento da sua ente querida ocorrido

CAMPAS E JAZIGOS DECOR AÇÃO CONSTRUÇÃO CIVIL “DESDE 1800” Rua de Lisboa, 35 / 37 Beja Estrada do Bairro da Esperança Lote 2 Beja (novo) Telef. 284 323 996 – Tm.914525342 marmoresmata@hotmail.com

DESLOCAÇÕES POR TODO O PAÍS

no dia 19/08/2012, e manifestam publicamente o seu agradecimento a todas as pessoas que se associaram a este momento doloroso

Maria Augusta Soeiro Rolim 28/08/2012 – 16º Ano Marido, filhos, nora, genro, netos e restante família, recordam com muita saudade a sua ente querida no seu 16º aniversário do seu falecimento, guardando para sempre a sua imagem na memória e no coração.

ou manifestaram o seu pesar. Expressa também o seu profundo reconhecimento a todos os funcionários da Cruz Vermelha de Beja.


Até ao final do mês a Biblioteca Municipal Manuel José do “Tojal”, em Vila Nova de Santo André, convida todas as crianças com idades entre os três e os 10 anos a percorrer as rotas do Caminho de Santiago através da música, da palavra e da imagem com um enfoque na temática da floresta. Mais informações em http:// www.cm-santiagocacem.pt/Actualidade/Agenda/Documents/BMSA_Agosto.pdf

27 Diário do Alentejo 24 agosto 2012

Rota do Caminho de Santiago para os mais pequenos

Pais

Uma das coisas que o verão tem de bom é a riqueza de frutas e porque o calor pede coisas frescas nada melhor que combinar estes dois ingredientes e transformar a fruta em deliciosos gelados.

A páginas tantas...

Dica da semana À semelhança da artista plástica Camilla Engman também tu podes fazer pequenas coleções com objetos perdidos que encontres nas tuas férias. Podes catalogar como objetos de madeira, plástico, vidro, mas podes ainda organizar por cores. De qualquer modo sugerimos-te que visites a página desta artista sueca em http://www.camillaengman.com/

Às vezes perdes-te na noite e não encontras a tua casa. Através de um bosque desconhecido caminhas sem rumo. Em Quando não encontras a tua casa, Paloma Sánchez, apesar de abordar a temática dos contos tradicionais, dá a esta narrativa um lufada de modernidade. A história começa de uma forma já clássica dentro da literatura infanto-juvenil de todos os tempos: com alguém que se perde no bosque durante a noite, mas rapidamente afasta-se desta trama. Até o protagonista que nesta narrativa é tratado na segunda pessoa não se deixa perceber se é um rapaz ou uma rapariga. Um “tu” que pode ser o próprio leitor. Paloma Sánchez foge dos cenários realistas, daí que a viagem de regresso ao lar decorra sempre por lugares insólitos. O caminho a casa torna-se um labirinto ou espiral, cada vez mais fantástico, de onde é impossível fugir. Joanna Concejo torna esta viagem ainda mais fantástica onde as paisagens parecem saídas do mundo dos sonhos. http://joannaconcejo.blogspot.pt

Brincar

À solta Uma ideia da ilustradora Ingela P Arrhenius que facilmente podes fazer. Diverte-te. http://www.ingelaparrhenius. com

Com o aproximar do fim do mês começas a sentir aquela sensação de fim de verão. É altura de arrumar todos os brinquedos que te acompanharam durante as férias e começar a pensar no novo tempo que aí vem, mas, espera, antes de arrumares os “esparguetes” de natação fica aqui uma ideia para lhes prolongares a “vida”. Aproveita.


28 Diário do Alentejo 24 agosto 2012

A Ruiva é um cadela adulta, muito jovem, de porte pequeno/médio. Foi recolhida da rua depois de um abandono incompreensível, uma vez que é extremamente dócil e amiga dos humanos. É também muito sociável com outros cães. Já está esterilizada e desparasitada. Será vacinada antes da adoção. Venham conhecê-la ao Cantinho dos Animais de Beja. Contactos: 962432844; sofiagoncalves.769@hotmail.com

Letras Gramsci. A cultura e os cadernos subalternos

Boa vida Comer Coelho bravo com molho vilão Ingredientes: 1 coelho, de preferência bravo, fatias de presunto, sal grosso, 1 dl. de azeite. Para o molho: 3 dl. de azeite, 1 dl. de vinagre de vinho branco, q.b. de colorau, 1 cebola grande picada, 4 dentes de alho, 1 molho de salsa, sal, pimenta branca.

Confeção do coelho: Lave o coelho inteiro em água corrente. Enxugue com um pano seco. Tempere com sal, envolva com fatias de presunto e regue com um pouco de azeite. Leve ao forno a assar. Desfie o coelho para um recipiente. Confeção do molho: Pique a cebola, o alho, a salsa e coloque numa tigela com o azeite, o vinagre, o colorau, a pimenta e o sal. Mexa, retifique o tempero e envolva no coelho desfiado. Sirva frio como entrada ou petisco e bom apetite… NOTA: Pode fazer esta receita com coelho manso. Faça esta receita com dois dias de antecedência e o sabor será melhor.

António Nobre Chefe executivo de cozinha – Hotéis M’AR De AR, Évora

Beber Vinho saudável

A

gora que os atletas olímpicos já podem rodar o copinho, relembro que o vinho é uma bebida alimentar alcoólica com longa história de má dependência na sociedade portuguesa mas já está provado cientificamente o importante papel do consumo moderado e regular de vinho para a saúde humana (dois copos de vinho diários para o homem; um copo de vinho para a mulher). Os estudos confirmam, entre outras benfeitorias, a melhoria acentuada na prevenção de acidentes cardiovasculares, a prevenção de doenças do foro degenerativo como Alzheimer, a prevenção do cancro da mama, a otimização da função digestiva (até a hepática) e a ação global benéfica de vários compostos antioxidantes, entre os quais se destaca o Revesratrol. Os especialistas médicos do hospital americano de YaleNew Haven condensaram as funções nutricêuticas do vinho num artigo sob o título “A glass of red wine a day keeps the doctor away”. A aquisição destes conhecimentos deve acabar nos verdadeiros teatros de operações: a vinha e a adega. Vinho de É aí que, através de visitas reCalendário gulares e espaçadas, o leiJá se encontra on line tor percebe os segredos e e de acesso gratuito o a alma do vinho. Todos os novo guia “Copo & Alma, anos, a época de férias re319 Melhores Vinhos presenta uma oportunidade para 2012”. Só tem de entrar em www.wde experiência ao vivo; a veranibal.com e conferir. dade é que, pouco a pouco, No Alentejo um vinho os produtores de vinho têm que tem sempre brilhado vindo a investir na dimennesta seleção é o branco são complementar do enoIG Alentejano, Vila Santa, Reserva, de 2011. turismo como forma de melhor acolherem os visitantes, ampliando a vertente educacional e a perceção clara da qualidade dos seus produtos; a venda “à porta da adega” representa mais de 40 por cento do total das receitas, em países vinhateiros que apostam no enoturismo, como a Alemanha ou os Estados Unidos. A quantidade de adegas projetadas com vocação de acolhimento ao enoturista no Alentejo. Para uma fruição ampla e um enraizamento profundo Vinho Diário com a vinha e com o vinho, Um dos vinhos que mais multiplicam-se os projetos me impressionou na recente prova cega que de enoturismo com estadia. irá dar origem ao meu Após contacto prévio, “Guia Popular de Vinhos”, os produtores aguardam a edição 2013, disponível sua visita como quem esem setembro nas livrarias pera a chegada de um famie nos supermercados, foi o tinto IG Alentejano E.A. liar. Liga-nos a cultura secude 2011. Compra segura lar da vinha e do vinho. em qualquer prateleira.

Aníbal Coutinho

F

oi Foucault quem o disse: Gramsci é um autor mais citado do que lido. É assim, em geral, e Portugal não é exceção. Os seus textos praticamente desapareceram das livrarias e esta aposta da Colibri visa suprir esse vazio e responder ao atual momento de redescoberta da obra deste autor italiano. Nas últimas duas décadas, os estudos culturais e pós-coloniais recuperaram o pensamento de Gramsci, disperso em vários escritos que o pensador não chegou a ter oportunidade de organizar e sistematizar, como pretendia. Gramsci morreu no dia seguinte ao da sua libertação dos “cárceres” de Mussolini, onde esteve mais de 10 anos e onde passou por grandes privações. Tinha apenas 46 anos. A cultura e os cadernos subalternos é uma antologia que reúne os seus escritos da juventude (artigos jornalísticos e textos que escreveu de 1918 a 1927) e uma seleção de textos dos seus famosos Cadernos do Cárcere, a síntese teórica mais importante do pensamento do sardenho que foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano. A professora universitária italiana radicada em Portugal Rita Ciotta Neves, que traduziu e introduz a obra, explica que, por motivos editoriais, foi selecionada apenas uma das “Cartas do Cárcere”, não obstante a beleza e emoção do conjunto. A obra visa dar conta do pensamento político de Gramsci e do seu relacionamento com a conceção de cultura; o seu conceito de hegemonia; considera o papel determinante dos intelectuais integrando ainda o seu discurso sobre os subalternos e a relação norte/sul e sobre o Americanismo e o Fordismo. Maria do Carmo Piçarra

Edições Colibri 170 págs. 12 euros

Filatelia O pão do espírito (XII)

N

a última “Filatelia” demos início a uma série de títulos que se irão debruçar sobre o pão na religião católica. Iremos hoje apresentar o pão da alma, hóstia sagrada, ou pão “corpo” de Cristo. Em momento solene da celebração da missa, um ato maior da Igreja Católica, o pão, simbolicamente representado pela hóstia (farinha e água), transubstancia-se no “corpo” de Jesus Cristo. A razão desta transubstanciação tem origem na última ceia, que foi a última vez que Jesus Cristo esteve reunido com os 12 discípulos que há muito o acompanhavam: Simão (a quem o Senhor passou a chamar Pedro), André, Tiago (filho de Zebedeu), João, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago (filho de Alfeu), Tadeu, Simão (o Zelota) e Judas Iscariotes que o traíu. Sobre a última ceia, S. Mateus, (26 – 26) diz: “Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, depois de pronunciar a benção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: Isto é o meu corpo”. Neste último encontro com os seus discípulos, Jesus Cristo já havia usado o pão para indicar qual era o discípulo que o iria trair. Em S. João (13 – 26) lê-se que ao ser inquirido qual deles o iria trair, respondeu: “‘É aquele a quem eu der o bocado de pão ensopado’. E molhando o bocado de pão, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes”. A “Última Ceia” é um óleo sobre madeira, do século XVI, de Vasco Fernandes e Francisco Henriques, e encontra-se no Museu de Grão Vasco, em Viseu. O “Erigir da Cruz” (para a primeira missa) e a “Primeira Missa no Brasil” estão representadas em selos de Moçambique, emitidos em 1968, e assinalaram o quinto centenário do nascimento de Pedro Álvares Cabral; Afinsa 505/506. (continua) Geada de Sousa


29 Diário do Alentejo 24 agosto 2012

Notícias de Beja

A Planície

Correio do Alentejo

É o número de leitores que todas as semanas lê o “Diário do Alentejo” na sua versão papel. No facebook, todos os dias, mais de 4 000 leitores seguem a atualidade regional na página do “DA”

Diário do Alentejo

28 000 Fonte: Marktest. Relatório de resultados da imprensa regional no período compreendido entre abril de 2010 e março de 2011

www.diariodoalentejo.pt

facebook.com/diariodoalentejo


30

JOSÉ SERRANO

Diário do Alentejo 24 agosto 2012

Francisco do Ó Pacheco apresenta novo livro

Amanhã, sábado, pelas 16 horas, na Livraria A-das-Artes, em Sines, o pré-lançamento do novo livro de Francisco do Ó Pacheco. Angola 1970 – Chanas de Liberdade é, como considera a editora, Prime Books, um romance político. O lançamento oficial do livro acontece, porém, no dia 7 de setembro, pelas 22 horas, na Festa do Avante!.

Fim de semana

História do jazz no espaço Oficinas Arranca hoje, sexta-feira, no espaço Oficinas, em Aljustrel, o curso livre de iniciação à história do jazz “Jazz de A a Z”. A ação, que decorrerá até 4 de maio estruturada em oito sessões, sempre às sextas-feiras, é ministrada por António Branco, dinamizador do Clube de Jazz do Conservatório Regional do Baixo Alentejo. A primeira sessão, pelas 21 e 30 horas, abordará o tema “Dos campos de algodão a Nova Orleães”.

Revolução de 1383/1385 em destaque

Feira Histórica e Tradicional volta a Serpa

A

Feira História e Tradicional de Serpa está de volta e até domingo promete animar o centro histórico da cidade. Esta é a quinta edição da iniciativa e dá especial enfoque ao período da Revolução de 1383-1385. A câmara municipal, entidade organizadora do evento, recorda: “É um período histórico de convulsões sociais (insurreição popular em Lisboa e revoltas em todo o País, sobretudo a sul do Tejo) e de guerra (invasões, cercos, batalhas, assaltos, escaramuças) entre Portugal e Castela. As forças portuguesas, chefiadas por Nuno Álvares Pereira e com a ajuda de tropas inglesas, derrotam os castelhanos em várias batalhas. A vitória em Aljubarrota põe termo à guerra mas a paz com Castela só será assinada em 1411”. De acordo com o cronista Fernão Lopes, das 31 cidades e vilas que aclamaram rei o Mestre de Avis, 15 situavam-se no Alentejo. De 98 povoações referidas como apoiantes de D. João I, 35 eram alentejanas. Serpa era uma delas. Hoje, sexta-feira, terá lugar a abertura da feira e, pelas 18 horas, acontece o desfile pelas ruas de Serpa. A praça da República, pelas 19 horas, recebe um espetáculo sobre a História de Serpa. Há ainda uma hora destinada para o conto da “Lenda de Serpa”, para uma caravana moura e um espetáculo de fogo. Amanhã, sábado, há uma arruada com um grupo musical e personagens, um espetáculo de combate dos castelhanos, jogos tradicionais, torneio de armas com cavalo e espetáculo musical com Colibry, entre tantas outras atividades. No domingo, há novamente arruada, um desfile vitorioso das tropas portuguesas, um torneio de armas, um espetáculo musical com Tuttis Catraputtis, bem como o espetáculo de encerramento com todos os grupos. Durante os três dias, há muita animação, com danças palacianas, música e demonstração de falcoaria, entre outras atividades.

Sines em Jazz Sines acolhe o sexto festival Sines em Jazz. A iniciativa musical prolongar-se-á até amanhã, sábado. Os espetáculos têm lugar no auditório do Centro de Artes de Sines e cada dia do festival é composto por três concertos noturnos, todos de entrada gratuita, mediante reserva no centro. Hoje, sexta-feira, pelas 21 e 30 horas, sobe ao palco Kolme. Segue-se Elisa Rodrigues e Kekko Fornarelli Trio. Amanhã, sábado, é a vez de RED Trio (21 e 30 horas), Joana Sá+Pedro Sousa+ Manuel Mota+Margarida Garcia (22 e 45 horas) e Kubik (à meia noite).

“Terra de Linces” no Castelo de Beja A exposição “Terra de Linces”, de Andoni Canela, está patente no Castelo de Beja. Da exposição faz parte um conjunto de fotografias de linces ibéricos em liberdade no seu habitat natural. Andoni Canela é um fotógrafo profissional de nacionalidade espanhola especializado em fotografia de natureza. Foi o vencedor do Prémio Godó de Fotojornalismo, em 2009, com uma reportagem sobre o lobo-ibérico.

Festas populares em Santa Bárbara de Padrões As tradicionais festas populares de Santa Bárbara de Padrões, no concelho de Castro Verde, começam hoje, sexta-feira, e prolongam-se até domingo, dia 26. Bailes, espetáculos musicais, passeios a cavalo e de ciclomotores antigos, entre outras atividades, prometem animar as festas.

Sensações na Galeria de Arte de Ferreira A Galeria de Arte de Ferreira do Alentejo acolhe até ao dia 31 uma exposição de artes decorativas, da autoria de Rosa Carvoeiras, Maria João Lopes e Mariana Carapinha. A “Sensações” pode ser visitada de terça a sábado.

Exposição de cerâmica em Vila de Frades O Museu da Casa do Arco, em Vila de Frades, no concelho de Vidigueira, recebe, até ao dia 12 de setembro, a exposição de cerâmica do Ateliê da Hosta de S. João.


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Tem tempo para ler durante mais de cinco minutos? Está farto dos livros Uma Aventura e do Tio Patinhas? Então temos a solução para si. Apresentamos o Top 5 dos livros mais requisitados neste verão. 5.º – 1 500 receitas de atum (um manual que ensina a fazer os melhores almoços, lanches, jantares e sobremesas com atum, visto ser o único peixe que os portugueses têm dinheiro para comprar). 4.º – Mar de gente – 100 dicas para sobreviver na praia (aprenda a esquivar-se de bolas cheias de areia, a levar o iPad para o banho e a conservar sandes de mortadela durante um mês). 3.º – Cameirinha – A biografia (a história do empresário bejense e dos seus contactos no mundo: de Abraão a Cavaco). 2.º – Bom karma, de Alexandra Solnado (mais um conjunto de ensinamentos transmitidos por Ele através da autora, pois sempre fica mais barato do que chamadas interplanetárias). 1.º – As cinquenta sombras de Grey, de E.L. James (o livro erótico que faz as delícias das mulheres e tem menos pornografia do que o memorando da troika).

31 Diário do Alentejo 24 agosto 2012

A Não

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nem desminto apre mo, sen nfir

facebook.com/naoconfirmonemdesminto

“Em Bom Alentejano”: Obrar ou agachar? Diga lá, prezado leitor, estava cheiinho de saudades nossas, não estava? A “Em Bom Alentejano” – a rubrica linguística que ajuda alentejanos espalhados pelo mundo (e também na Bélgica) a expressarem-se no melhor dialeto da planície dourada – está de regresso. Nesta edição, totalmente dedicada ao excremento humano, questionamo-nos acerca do que dizer quando vamos fazer cocó: “Espera aí que vou obrar” ou “Espera aí que me vou agachar”? Depende do contexto: se o fizermos no campo, com as partes pudibundas ao vento, o termo “agachar” faz muito mais sentido, como o demonstra o exemplo “Vou-me agachar atrás daquele sobreiro. Assim deixo um presente ao magano do Abílio que costuma dormir ali a folga…”. Já o termo “obrar” remete para um ambiente mais seleto: uma frase como “Tenho de ir obrar. Estou com vontade desde os tempos da Reforma Agrária, mas só agora tive vagar.

Malditos suores frios!” deve ser usada quando fazemos as necessidades num recinto fechado, sem correntes de ar, ficando muito mais resguardados de doenças como a gripe ou a clamídia. Mas, imaginemos que está num convívio e pretende impressionar os amigos demostrando a sua cultura linguística a este nível… Neste caso, aconselhamos a utilização das expressões: “ir atrás do chaparro” (se o banquete for ao ar livre), “dar de corpo” (se quiser parecer atlético), “enviar uma carta para o Brasil” (se a estadia a defecar for demorada), “ir ali enviar um fax” (se, prezado leitor, se tratar daquilo a que os italianos apelidam de “cagatore fulminante”) e “estalar um golpe de estado no Burkina Faso” ou “vir aí mais um dilúvio castanho” (se estiver com diarreia). Assim se fala “Em Bom Alentejano”.

Inquérito Está entusiasmado com o início da época de caça?

MANUEL ALEGRE, 76 ANOS Ex-candidato à Presidência da República e autor do livro Cão (de caça) como nós Mas é claro que estou. A caça é um elogio à natureza e um hino à liberdade do Homem – ao contrário de outros passatempos fascizóides como a numismática ou colecionar latas de Pepsi. Permite-me descansar da escrita poética – é cansativo escrever poemas sobre o Figo ou o Ronaldo em versos decassilábicos. A caça é uma atividade ao alcance de todos: da pessoa mais humilde aos grandes vultos da humanidade como eu, Hemingway, Miguel Sousa Tavares e Sousa Cintra.

HORTENSE FAUNA ANIMAL, 52 ANOS Membro da liga de proteção de animais canhotos

Bode respiratório: Ser famoso Nascido e criado na década de 80, fui um dos milhares de jovens que foi alvo da pergunta mais colocada de todos os tempos: o que é que queres ser quando fores grande? Lembro-me que, pelo menos na minha geração, havia respostas para todos os gostos: médico, advogado, bombeiro…, e até mesmo futebolista ou cantor – se bem que estas últimas eram vistas quase como o meio caminho para a droga ou acabar na sarjeta como o outro tipo que cantava com o George Michael nos Wham. Atenção: estamos a falar de uma altura em que o Tang era tido como um produto saudável e lanchar Tulicreme à colherada era considerado uma merenda perfeitamente aceitável em algumas cidades do País. É verdade que os anos oitenta foram anos de libertação e excesso (credo, nós comíamos malacuecos na Feira de Agosto feitos por um tipo com um dente e a unha do dedo mindinho cheia de sarro!), mas havia alguns padrões minimamente aceitáveis… Tínhamos, apesar dos erros, algum brio: tínhamos vergonha de ter uma negativa, e se a professora mandava um recado aos nossos pais sabíamos que estávamos tramados… Hoje, se dizemos que o professor obrigou o aluno a estudar, é o docente que está tramado e pode começar a rezar para não ser colocado numa escola no Afeganistão ou, pior ainda, ter uma turma de miúdos que pertencem a um gang especialista em grafiti, guerrilha urbana e waterboarding. O que eu quero dizer é que nós tínhamos padrões, mesmo que muito rascas, e para se ser alguém que se destacasse tinha de se ter um propósito, um talento ou trabalhar no duro. Hoje também há pessoas briosas, mas infelizmente são cada vez mais a exceção, e para se ser famoso não é preciso muito… Veja-se os reality shows, que estão sempre de regresso à nossa televisão, e têm como único objetivo criar “celebridades”. É verdade que também não é qualquer um que entra

nesses programas… Os recrutadores são extremamente exigentes na escolha dos participantes e há atributos nos candidatos que são analisados até à exaustão, ou talvez até à hora do primeiro café da manhã: eles devem ter um palminho de cara e, se possível, ostentar uns abdominais que também servem para ralar queijo; elas devem ter um palminho de cara e implantes de silicone com um QI superior ao delas. Mas não é preciso mais nada… Até porque, se formos a ver bem, o grande feito que muitos dos concorrentes nesses programas alcançaram na vida foi atravessar o canal de parto. Aliás, se não fosse certa comunicação social a tratar do resto da “magia” que encanta pessoas pelo mundo fora, com títulos como “Raquel chateou-se com Luísa por causa de Daniel T.”, “Daniela revela que já foi acompanhante, portadora de ébola e responsável pelo caso BPN” ou “João F. matou Laura Palmer e entregou a Maddie a marcianos”, nunca saberíamos o que estávamos a perder... A sério? Como é possível ignorar estes “factos”? Como conseguimos dormir à noite perante esta catadupa de “informação”?… E é assim que pessoas desinteressantes passam a ser famosas e ser famoso passa a ser, por si só, uma profissão, com direito a código das finanças e tudo! A pessoa passa a ser conhecida porque aparece, porque existe, porque exerce atividades duríssimas como inspirar ou expirar, ou, mais difícil, colocar uma perna à frente da outra em movimentos sucessivos – aquilo a que os especialistas chamam de andar. E nós deixamos e incitamos a que isto aconteça?! Está na hora de mudar! E porque não começar com coisas simples? Que tal tomar um duche frio ou falar com a pessoa com quem vive e da qual já nem se lembra do nome? Abandone o seu PC por alguns instantes: garanto-lhe que o céu lá fora é muito mais bonito do que no ambiente de trabalho.

Como membro da liga de proteção de animais canhotos não me vou meter nessas aventuras. Sei que começou a caça aos patos, rolas e pombos. Mas pedia aos caçadores que tivessem o bom senso de evitar caçar animais que estão quase extintos, como os patos, rolas e pombos. Já agora, evitem alvejar outras espécies ameaçadas como o pardal de bico lilás, o javali de três chifres de Barrancos, o tigre branco de Messejana ou o mamute cor-de-rosa de Alvalade do Sado. Já agora, peço aos caçadores que, caso encontrem algum destes animais, em especial os canhotos, lhes deem um panfleto da nossa liga… Obrigadinha!

SANSÃO, 6 ANOS Perdigueiro português que passou ao lado de uma carreira como protagonista de anúncios de papel higiénico Estou em pulgas! A sério, estou literalmente em pulgas, tenho uma infestação na casota. Isto da caça já não é o que era: agora tenho de passar recibos verdes e os donos já não pagam segurança social, nem o subsídio de férias. Antigamente ainda nos davam ração da boa para comer, agora é só restos de frango e pão de há 15 dias. Se isto continua assim serei forçado a emigrar. Será que o rei de Espanha precisa de alguém? Um elefante não se carrega sozinho…


Nº 1583 (II Série) | 24 agosto 2012

RIbanho

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www.diariodoalentejo.pt POR LUCA

Hoje, sexta-feira, são esperadas poucas nuvens e a temperatura deverá oscilar entre os 14 e os 29 graus centígrados. Amanhã, sábado, prevê-se céu pouco nublado e no domingo o sol deverá brilhar em toda a região.

Elsa Morgadinho e o Bicos e Bicos

Ao serviço da originalidade

E

lsa Morgadinho tem, em parceria com Marco Custódio, um atelier em Aljustrel. O Bicos e Bicos nasceu “da vontade de mudar”. Da vontade de “seguir um sonho”. E hoje mantém-se, oferecendo “trabalhos exclusivos”, pondo ideias em prática. Elsa Morgadinho, neste momento, tem em mostra uma instalação e uma exposição. A instalação pode ser apreciada em Aljustrel, a exposição em Zambujeira do Mar. Quanto ao futuro, garante: “Prefiro pensar no presente”.

Como surge o atelier Bicos e Bicos? O que mudou desde o seu início?

O atelier surge como uma vontade de mudar, de seguir um sonho. Resumidamente é uma parceria. Pretende satisfazer uma necessidade própria de realizar trabalhos na área das artes decorativas, pôr ideias em prática, fazendo trabalhos exclusivos. Desde o início houve uma evolução ao nível da utilização de novos materiais, bem como uma maior facilidade de manusear os mesmos. Tentamos oferecer um trabalho baseado na originalidade, tendo sempre em conta o ponto de vista do cliente, de modo a materializar as ideias que preencham as suas necessidades e fazendo uma gestão de qualidade/preço. Por onde passa o futuro deste projeto?

Neste tipo de projeto é muito difícil pensar no futuro. Nos dias que correm mais vale pensar no presente. Em parceria com Marco Custódio, o outro rosto do atelier, tem patente no Espaço Oficinas, a instalação “Por um fio”. O que retrata?

“Por um fio” é uma expressão que todos já utilizámos nalgum momento PUB

Elsa Morgadinho 47 anos, residente em Aljustrel

Elsa Morgadinho frequentou a escola de Artes Decorativas António Arroio, no curso de Arte e Técnicas do Fogo. Esteve durante 12 anos ligada ao ensino, lecionando as disciplinas de Educação Visual e Educação Visual e Tecnológica. Já realizou decorações para festas temáticas, bem como decorações de espaços privados e públicos. Atualmente dedica-se ao atelier Bicos e Bicos, que assentou arraiais em Aljustrel, mas que faz trabalhos aqui e ali, onde é solicitado.

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Feira Anual de Cuba com programa variado

das nossas vidas. Esta expressão descreve situações que chegaram a um limite e que nos obrigam a tomar uma atitude de corte, de mudança ou até de compreensão perante factos ocorridos no nosso dia a dia. Utilizamos esta expressão para transmitir o estado a que chegou uma relação de amizade, amorosa, uma situação de doença, de acidente. É também por um fio, por uma linha, que vemos o trajeto que fizemos desde o nosso nascimento, as voltas que demos, os avanços e retrocessos, as recordações dos bons momentos. Por esta linha da vida marcamos os projetos que realizámos e os por realizar, definimos o passado, presente e orientamos o futuro. É intenção desta instalação relembrar e refletir sobre alguns desses momentos pelos quais passámos ou presenciámos.

A Feira Anual de Cuba realiza-se entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro. E, à semelhança das edições anteriores, vai contar com a XIII Festa do Nosso Pão e com o XV Almoço Convívio de Cubenses Não Residentes. Artesanato, animação, música, exposições, dança, gastronomia e uma corrida de touros prometem fazer desta uma grande edição. A feira abre ao público na sexta-feira, 31, e são muitas as atividades agendadas, destacando-se uma tourada à vara larga, um espetáculo musical com o grupo Vozes de Cá e a 4.ª Nonstop Mega Party Dj Sessions. No sábado, dia 1, acontece uma homenagem a Ricardo Landum, a concentração está marcada para as 12 horas, junto ao monumento ao cante alentejano. Há ainda um espetáculo de danças de salão e um espetáculo musical com David Antunes & The Midnight Band: Tributo a Ricardo Landum. A noite termina com Dj. No domingo, dia 2, acontece uma largada de touros e uma tourada à vara larga, entre outros atividades. Mickael Carreira, pelas 22 e 30 horas, promete levar muitos à Feira Anual de Cuba. Na segunda-feira, dia 3, há novamente tourada à vara larga e um espetáculo de encerramento, que fica a cargo de Caixa de Sons.

Tem ainda, em Zambujeira do Mar, uma exposição só da sua autoria. Quem a visita o que pode encontrar?

Semana Cultural anima Salvada há 25 anos

O trabalho exposto em Zambujeira do Mar, no Café Fresco, é um conjunto de azulejos. Utilizando a técnica da corda seca, como suporte, usei tela com aplicações em cerâmica e papier-machê. É de referir que o espaço desta exposição é partilhado com Vítor Neto. A minha ligação à Zambujeira é muito especial, e de largos anos. Comecei por passar férias e acabei por viver e trabalhar durante cinco anos nesta terra. Por estar sentimentalmente ligada à terra e às pessoas que nela vivem, bem como à que por ela passa, tentei encontrar vários pontos de ligação nesta exposição, retratando através de momentos partilhados, através do ambiente que se vive durante a época de verão. Bruna Soares

A Semana Cultural de Salvada comemora 25 anos e, entre amanhã, sábado, e o dia 1 de setembro, há muita animação agendada. O primeiro dia, sábado, é dedicado aos grupos corais e à música popular. No domingo, dá-se lugar à música tradicional portuguesa, com a atuação de Ventos Alentejanos. Segue-se, na segunda-feira, a atuação do grupo de sevilhanas Alba Rociera e de Tony das Carreiras e suas bailarinas. Na terça-feira é o teatro quem mais ordena e a Companhia de Teatro ao Largo mostra a peça “O Mentiroso!”. Na quarta-feira sobe ao palco o grupo musical Ganda Malucos e, na quinta-feira, os Alentejanos animam a noite. Um dos momentos mais aguardados acontece na sexta-feira, com a atuação de Adelaide Ferreira. Lugar ainda para a festa Salvada White Night. A iniciativa termina em Vale de Rossins, no sábado, com um arraial popular.

edição nº 1583  

Diário do Alentejo

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