Diário da Cuesta NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU ano II Nº 462 SEGUNDA-FEIRA, 02 DE MAIO de 2022
Obras clássicas de Leonardo Da Vinci : Obras para as crianças, A Santa Ceia e a Mona Lisa entre as inúmeras criações e produções criativas. Página 2
Obras de represa em Botucatu atingem o maior patamar de concretagem
A Barragem do Rio Pardo, localizada próximo a represa do Mandacaru, vem avançando em seu cronograma de obras. Segundo publicação do Prefeito de Botucatu, Mário Pardini, a obra atingiu o maior patamar de concretagem, algo em torno de 310 metros cúbicos (m3) de concreto. Até o último mês as obras estavam na concretagem do vertedouro, que levará água do rio Pardo ao Reservatório. Centenas de operários trabalham inclusive no período noturno no canteiro da barragem. O consórcio responsável pela construção é formado pelas construtoras DP Barros, Novatec Construções e ETC Empreendimentos. O inves-
timento é de R$ 56,19 milhões por parte da Sabesp. Esse valor não inclui apenas as obras, mas também gerenciamento e desapropriações. A área total do empreendimento é de 280 hectares, sendo destes 130 destinados à área de proteção permanente. O início das operações para coleta e represa de água está previsto para o segundo semestre de 2023. A barragem em si terá 566 metros de extensão, profundidade entre 15 a 20 metros e com capacidade para comportar 10 bilhões de litros d’agua. Isso equivalente a 3.600 piscinas olímpicas.
A Barragem do Rio Pardo garantirá a autossuficiência no abastecimento de água em Botucatu nas próximas décadas. A vazão estimada para atender a população botucatuense nas próximas décadas é de 800 litros de água a cada segundo, muito superior à capacidade média atual de produção do Rio Pardo. A Represa do Rio Pardo ficará 9 km à montante da Represa do Mandacaru, acima da Cachoeira do Véu da Noiva. Seu volume total de reservação é de 9 bilhões de litros de água. Sua área chegará a 280 hectares, sendo 130 de Área de Proteção Permanente. (Acontece Botucatu)
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Leonardo Da Vinci
Autorretrato de Leonardo Da Vinci (aproximadamente em 1512).
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Leonardo Da Vinci fez por merecer o título de mais versátil artista de que se tem notícia. Pintor, desenhista, escultor, arquiteto, astrônomo, além de engenheiro de guerra e engenheiro hidráulico entre outros ofícios, cuja mente será sempre objeto de admiração. Juntamente com Rafael e Michelangelo deram base ao Renascimento. Nascido no vilarejo de Vinci, na região de Florença, Itália, em 15 de abril de 1452, era filho ilegítimo de Ser Piero um proprietário rural e Catarine uma camponesa. Numa referência a cidade natal, adotou o sobrenome Da Vinci. Desde criança suas habilidades ar�sticas já eram notadas pelo pai que reuniu alguns de seus trabalhos e encaminhou a oficina de Andrea del Verrocchio (1435-1488), figura de grande importância no âmbito das artes e oficio da região. Leonardo com 14 anos de idade foi aceito na oficina de Verrocchio, passando a ser seu aprendiz. Logo, aos 20 anos, passou a compor a Corporação dos Pintores de Florença, nessa época já era admirado e aceito por outros artistas e intelectuais. Morou em Milão, Veneza e Roma até ser convidado em 1516 pelo soberano francês Francisco I, para morar no Castelo de Clous na França. Aos 67 anos, já abatido e com a mão direita paralisada, morreu em 02 de maio de 1519. Antes de morrer Da Vinci que era canhoto, deixou vários manuscritos que mais tarde seriam reunidos no Tratado sobre a Pintura.
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NOS BAILINHOS DA VIDA
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NANDO CURY Flash um no tempo. Imagino uma turminha reunida, formada por amigas e amigos do ginásio (primeiro grau) e do clube. Todos vestidos com as roupas e cabelos dos Anos 60. Rádio vitrola portátil, com amplificador de pequena potência, mas com som no último. Tocando músicas para dançarmos soltos e músicas para dançarmos de rostos colados. Num canto, próximo do som, disputando a preferência dos “DJs”, que organizavam a seleção, a pilha de discos – compactos e LPS - de Roberto Carlos, Renato e seus Blue Caps e outros cantores da Jovem Guarda, mais os primeiros álbuns dos Beatles. Tudo acontecendo em plena luz do dia, no porão da casa dos pais do Zeca Neiva, que ficava na rua que dava para o Mercadão, em Botucatu. Eram os mingaus de sábado à tarde, regados a salgadinhos e Q Suco gelado de vários sabores. Flash dois. Chegada dos 15 anos, início do colegial. Para os pais das meninas, hora de investir nas festas e bailes de debutantes que eram realizados nos salões sociais de dois grandes clubes da cidade: Associação Atlética Botucatuense, AAB e Botucatu Tênis Clube. Para os pais dos meninos, momento de mandar fazer um smoking pra seus filhos nos alfaiates da cidade. O traje a rigor, com vestidos longos para as meninas e smoking - composto por calça, paletó, colete, faixa e camisa social branca - para os meninos, era obrigatório em todos os bailes comemorativos. A Alfaiataria Minetto, da rua Amando de Barros, aproveitava a onda, virava especialista em smoking e ficava famosa. Íamos até lá tirar as medidas e aguardar, a chamada na fila, para buscar a tão esperada roupa. Enquanto isso, controlávamos ansiosos a colagem dos cartazes dos bailes nas paredes das áreas esportivas do clube, para saber qual das bandas tocaria em cada evento. Duas bandas eram as nossas favoritas: o Super Som TA, liderado pelo crooner Nilo Mello e o 3 do Rio dos multiinstrumentistas Miguel Maimone, José Américo Sestini e Clóvis Suete. Eu e meus amigos ligados à música dançávamos bem perto do palco, para podermos “namorar” os instrumentos e a aparelhagem das bandas, sacar as técnicas dos músicos. No caso do 3 do Rio, o que mais nos impressionava era a capacidade de fazerem várias vozes e tocarem vários instrumentos ao mesmo tempo. Ficávamos olhando para eles para tentar adivinhar como faziam. Mas, eles já estavam lá na frente, utilizando a técnica do playback, tocando junto com suas gravações e parecendo uma orquestra. Flash três. Dos 14 aos 18. Finais de semana dedicados ao XPTO, que comandava os bailinhos semanais em Botucatu. A banda tinha Rui Célio Jorge, na voz e bateria, eu na voz e baixo, Zilton Fioravanti na guitarra solo, Paulo Pagani no órgão, Armandinho Siciliano na guitarra base e Roberto Calmon, no backing vocal, som e iluminação. Fazíamos ensaios no sábado à tarde, com apresentações contratadas em troca de pequenos cachês, para sábado à noite na AAB e no domingo à noite no Clube 24 de Maio. É interessante lembrar de alguns detalhes
em relação aos equipamentos utilizados pelo XPTO. Numa viagem de trem muito divertida pra São Paulo compramos luzes coloridas, luz negra, microfones e pedestais. Mas faltaram as luzes estroboscópicas, que eram as mais caras. Na verdade, não faltaram, pois foram inventadas pelo mago Calmon, a partir de luzes tubulares de neon queimadas. Calmon também criou um pedal de distorção para a guitarra do Zilton, a partir de um pequeno rádio valvulado. E mais, inventou uma pequena mesinha para as vozes e adaptou esse aparelho a dois amplificadores de guitarra Giannini, um emprestado pelo amigo Abel e outro pelo amigo Marinho, que ficavam pendurados em pedestais e faziam também o papel de caixas de som. O playlist, escrito à mão em folhas de caderno, era rodado com seis cópias. Na época, não sabíamos exatamente as letras das músicas em inglês, às vezes nem os nomes das canções. Simplesmente cantávamos as sílabas que entendíamos, ouvidas dos raros discos disponíveis, e das fitas cassete gravadas. No diversificado repertório do XPTO, estas eram algumas das músicas mais tocadas: “Reflections of my Life”, (Thomas McAleese / William Campbell Jnr) dos Marmelades, “He ain´t heavy, his my brother” (Bob Russell / Bobby Scott), The Hollies, “Bridge over trouble Water” (Paul Simon), de Simon and Garfunkel, “If I fell” (Lennon and Mc Cartney) e “Something” (George Harrison) dos Beatles, “Satisfaction” ( Keith Richards / Michael Jagger) dos Rolling Stones, “A whiter shade of pale” (Gary Brooker / Keith Reid / Matthew Fisher), do Procol Harum, “Dedicated to the one´s I love” (Lowman Pauling / Ralph Bass) dos The Mamas anda The Papas, “Stormy” e “Traces” (B. Buie / J Cobb / B Buie) do Classics IV,“Daydream”, (Stewart Mckay / David van Holmen / Allan Vincent), do Wallace collection, “Bus Rider” (Kurt Winter) e “This Eyes” (Burton Cummings/Randy Bachman) do The Guess Who, “Sugar, Sugar” (Jeff Barry / Andy Kim) dos The Archies, “Lamplight” e “Melody Fair” (Barry Gibb / Maurice Gibb / Robin Gibb) dos Bee Gees. My Pledge of Love (Joe Sttaford Jr), de Joe Jeffrey Group.
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GESIEL JÚNIOR - Membro da Academia Botucatuense de Letras
Você Sabia ??
Que a Embaúba é uma árvore típica do cimo da Cuesta de Botucatu? Pois é, a Embaúba que também é conhecida por Umbaúba, Ambaíba, Ambaúba, Imbaúva ou Imbaúba, é árvore da família das Moráceas (cecropia palmata); é árvore de tronco indiviso. Embaubal é o bosque de embaúbas. Também é chamada de árvore-dos-macacos ou árvore-da-preguiça ou torém. O antigo traçado férreo da Sorocabana passava por Vitória (Vitoriana), Lageado e...Embaúba... Sim, Embaúba é uma pequena Vila pertencente a Botucatu que até hoje é procurada pelos amantes da pesca por ser um local ideal e piscoso. Hoje, o descuido e o desrespeito à natureza reduziu muito o número de Embaúbas em nossa região, mas podem ser encontradas na Cuesta e em vários pontos verdes de nossa cidade.