Deccs Skateboarding Magazine #65 - Revista Skate

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FOTOGRAFO: ELTON MELONIO DECCS MAGAZINE - [03]


indice Editorial

ENTREVISTA - PROJETO SOCIAL

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Fotografo - @tarcisio Silva Rodrigues

CAPA

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Agradecimento e Novidades

ANDRE PAIVA

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Salve!! Meu nome é Andre Paiva satisfação total, Chegamos na edição N65, gratidão a todos que estão abraçando a Revista Deccs Magazine de uma maneira incrível e acolhedora, Gratidão por todos que estão na edição N65 e aceitaram o desafio de tão pouco tempo. Gratidão também a todos os Fotógrafos e todos os leitores que estão sempre marcando presença nas edições Semanal.

CAPA ANDERSON LUCAS Esta em nossa Capa - 25/SET- N65 Com um SHOVE IT - Acompanhe a entrevista - inédita. Corre lá - Pag, 12-21


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Editorial

MATÉRIA - ALONGAMENTO

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VIDEO PARTE

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EDITORIAL DIRETOR: ANDRE PAIVA REVISÃO: DECCS MAGAZINE EDIÇÃO: SET DIA 25 ED: N65 REDAÇÃO: DECCSMAGAZINE CORREÇÃO: DECCS MAGAZINE ANUNCIE: DECCSMAGAZINE@GMAIL.COM ASSINE: WWW.SHOP.DECCSMAGAZINE.COM.BR

INDICE

A REVISTA DECCS MAGAZINE É UMA PUBLICAÇÃO SEMANAL DCS

CAPA - ANDERSON LUCAS: ABERTURA REVISTA - DEDICADO AO CAPA: IND & EDIT FLOW/AM - CARLOS ABRANTES: FLOW/AM - FABIANO SANTOS: FLOW/AM - LUCAS EDUARDO: FLOW/AM - MATHEUS HYAGO: FLOW/AM - RAIAN BUGAGLIO: FLOW/AM - VINICIUS JESUS:

WWW.SHOP.DECCSMAGAZINE.COM.BR

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ESPAÇO - CHECK - ALBANOCUSTÓDIO: FLOW/PRO - SAMIR ROGERIO: FLOW/MATERIA - DANIEL RYU: ESPAÇO - CHECK - JUNIOR QUEIROZ: ESPAÇO - CHECK - KATH BERNARDINO: FLOW/MATERIA - ESCOLINHA DO BOB: FLOW/CLICK - MARCEL PERINI: FLOW/VIDEO PARTE - JHONATAN WILLIAN: CONTRA CAPA - SANDRO RAFAEL

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CARLOS ABRANTES

21 ANOS, 11 ANOS DE SKATE, SANTA MARIA – (DF) / @CARLOS_ABRABTES_061 Como surgiu o interesse de ser skatista? Quando tinha 10 anos minha família se mudou para uma rua que todos andavam de skate, e logo dispertou o interesse de andar de skate. Como foi se adaptar e ainda conseguir evoluir nessa situação da covid? Foquei mais no projeto de vídeo parte, aproveitando vários comércios fechados e pouco movimento na rua. Conte sobre seus treinos e preparos físicos? Ultimamente curto uma corridinha matinal e levantamento de copo. Kkk sktgng. Você está trabalhando em alguma vídeo parte? Atualmente em vídeo independente, e também mais 2 vídeos para os patrocinadores.

FOTOGRAFO: @BRUNOMORAT0 MANOBRA: FEEBLEGRIND [06] - DECCS MAGAZINE

Conte sobre uma trip que marcou sua caminhada no skate? Curtir muito quando viajei para Teresina em meados de 2016, quando entrei para a marca U13company, fiz várias amizades e gravei vários materiais nas ruas. Como está sua caminhada para se profissionalizar? Ando vivendo do skate por AMOR, agradeço cada dia por andar em cima do carrinho e deixando acontecer naturalmente. Como está o trabalho em Competições? Ultimamente ando mais afastado. Ando focado nas vídeos part.

Conte um pouco sobre seus patrocinadores que fortalecem seu skate no dia a dia? @U13company, @Five_skateshop, @Atreta_ company @Walls_streetstore. Influências no skate? Meus amigos e pessoas que trombo no dia a dia!! Mensagem e Agradecimento... Gratidão pelo espaço familia Decks Magazine e toda rapaziada que fez essa sessão acontecer! Uma frase? Skate salva, viva-o por amor!


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FABIANO SANTOS

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30 ANOS, 3 ANOS DE SKATE, BARBACENA – (MG) / @FABIANOSANTOS091 Como surgiu o interesse de ser skatista? Através de um amigo meu Rafael foi o Influenciador para que eu começasse andar primeiras tricks tudo através dele. Como foi se adaptar e ainda conseguir evoluir nessa situação da covid? Com a pandemia ficou mais difícil pra andar a única pista de street que temos na cidade fica em um colégio mais era só nos finais de semana que podíamos andar nela mais com a pandemia a pista fecho achamos um galpão abandonado no momento e o único lugar que temos pra andar.

Conte sobre uma trip que marcou sua caminhada no skate? Oque marcou pra mim no skate foi os desafios de rua sempre que assistia eu tinha foco em aprender uma trick nova oque mais achava da hora e que era amadores e profissionais juntos amigos se divertindo na sessão. Como está sua caminhada para se profissionalizar? Ser profissional e o sonho de todo skatista mais na minha opinião aqui no Brasil e muito difícil hoje ando por amor ao skate e até porque pra mim conciliar skate e trabalho e difícil mais o sonho de se profissionalizar está sempre nos planos.

sempre me fortalecendo em tudo que preciso e o que mais me motiva andar ter uma loja que nos ajuda e seguir em frente nos dando todo apoio possível para nunca parar. Influências no skate? Minhas influências são meus amigos um deles o que está andando comigo desde o começo Wesley passamos várias dificuldades juntos ficamos um bom tempo sem andar devido a trabalho mais conseguimos voltar e hoje estamos sempre andando juntos fazendo aqui mais gostamos andar de skate.

Conte sobre seus treinos e preparos físicos? Hoje em dia ando só nos finais de semana devido a trabalho não tenho tempo disponível para andar frequentemente mais sempre que estou de folga saio pra sessão com os amigos.

Como está o trabalho em Competições? Pelo fato de não termos uma pista pública na cidade e difícil ter eventos mais se Deus quiser conseguimos um espaço nosso pro skate teremos vários eventos e também teremos mais pessoas começando andar.

Mensagem e Agradecimento... Agradeço principalmente a Deus por me dar saúde de ver meus sonhos serem realizados a wsskateshop por tudo que tem feito por mim esse tempo todo e também ao Marcos van skilo que fez essa foto e também a revista por me dar essa oportunidade de fazer parte de mais essa edição.

Você está trabalhando em alguma vídeo parte? No momento não, somos muito fraco da mídia aqui na cidade.

Conte um pouco sobre seus patrocinadores que fortalecem seu skate no dia a dia? Atualmente tenho patrocínio da wsskateshop está

Uma frase? Viva cada dia como se fosse o ultimo corra atras de seus sonhos.

FOTOGRAFO: @MVANBQ MANOBRA: B/S CROOKED DECCS MAGAZINE - [07]


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LUCAS EDUARDO

21 ANOS, 11 ANOS DE SKATE, SANTOS – (SP) / @LUCASPATINETE013 Como surgiu o interesse de ser skatista? Pela vontade de ter um skate e eu via os amadores e os profissionais de uma maneira alienígena aí fui gostando até hoje e não me arrependo de nenhuma fratura no skt porque skate sempre me deixou feliz mesmo nos dias ruins. Como foi se adaptar e ainda conseguir evoluir nessa situação da covid? Não foi difícil, mas Também não foi fácil. Conte sobre seus treinos e preparos físicos? Todos os dias café da manhã alongamento uma corridinha no quarteirão pra quando for horário de almoço almoçar e ir pra sessão na rua pra quando for de noite ir pro trabalho. Você está trabalhando em alguma vídeo parte? Sim a 2 messes pra marca daqui de santos Evolution skate shop. Conte sobre uma trip que marcou sua caminhada no skate? Em São Paulo a primeira vez q fui pra uma premier da depart caps foi uma das primeiras vibe do skt q eu sentir ver muita gente andando de skt foi muita inspiração pra mim foi uns dos motivos q ando até Hoje. Como está sua caminhada para se profissionalizar? Aos poucos vamos indo neh degrau por degrau quem sabe um dia consigo realizar meu sonho de ser profissional. Como está o trabalho em Competições? Bem pouco tô mais gravando do que competindo. Conte um pouco sobre seus patrocinadores que fortalecem seu skate no dia a dia? * Um shape e uma lixa por mês mas pra mim já tá ótimo já que o negócio é manobrar né mas um dia com fé em Deus consigo entrar pra uma marca q tenha meu model de shape e que me fortaleça de Verdade para q eu poça ajudar a molecadinha da pista evoluir sempre. Influências no skate? Akira shiroma foi uns dos primeiros cara q vi andando pessoalmente na pista q eu comecei andar dps que soube do canal da thrasher comecei vê todos os filmes de skates de todas marcas e todas vídeo parte de muitos atletas comecei gostar do grant taylor Louie Lopez currie caples entre vários. Mensagem e Agradecimento... Queria poder agradecer por essa oportunidade na minha vida e que um dia se torne realidade. #vivaoskate. Uma frase? Muito obrigado pela colaboração e um boa noite pra nois que amanhã seja mais um dia sagrado pra nos. [08] - DECCS MAGAZINE

FOTOGRAFO: @WILLIANWAS MANOBRA: TAIL DROP


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MATHEUS HYAGO

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20 ANOS, 7 ANOS DE SKATE, SÃO MANOEL – (SP) / @MATHEUSHYAGOSKT Como surgiu o interesse de ser skatista? Surgiu vendo uns amigos meus andando de skate aqui na rua de casa. Como foi se adaptar e ainda conseguir evoluir nessa situação da covid? Adaptação sempre é complicada. A maneira que encontrei de não para de evoluir foi andando de skate todos os dias. Sempre tomando todos os cuidados necessários. Conte sobre seus treinos e preparos físicos? Meus preparos físicos vêm do skate constante, andando de skate todos os dias sem erro! Você está trabalhando em alguma vídeo parte? Infelizmente no momento não estou trabalhando em video parte. Skate for Fun! Conte sobre uma trip que marcou sua caminhada no skate? Não teve uma em especifico pois todas as vivencias foram importantes vivências cada uma a sua maneira. Como está sua caminhada para se profissionalizar? No momento penso em andar skate e se divertir. Como está o trabalho em Competições? Infelizmente devido à pandemia está bem baixo as competições. Conte um pouco sobre seus patrocinadores que fortalecem seu skate no dia a dia? Stickers Brand fortalecendo meu outfit e também quando tem lançamento de shape. A Blood Skate Shop me ajuda com peças. Influências no skate? Sérgio André, Kleber Teixeira "Klebão" , Rodrigo Augusto, Rodrigo Bozza e Guilherme Olímpio. Mensagem e Agradecimento... Agradeço a Deccs Magazine pela oportunidade! Uma frase? I Love Skateboarding!

FOTOGRAFO: @ME.VINYREIS MANOBRA: OLLIE DECCS MAGAZINE - [09]


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RAIAN BUGAGLIO 18 ANOS, 7 ANOS DE SKATE, GUARULHOS – (SP) / @RAIAN_RBS18

Como surgiu o interesse de ser skatista? Quando fui na casà do Thierry Dias onde minha vó trabalhava de diarista, e lá eu vi o skate dele,e de ves em quando eu andava no skate do Thierry dentro da casa,foi daí que tive a vontade de ter o meu e começar a andar direto! Como foi se adaptar e ainda conseguir evoluir nessa situação da covid? A pandemia foi uma situação muito difícil e onde eu ando tinha fechado no começo dela,foi daí eu me joguei pra outros pikos conhecer pessoas novas e evoluir com elas. Conte sobre seus treinos e preparos físicos? não faço no momento. Você está trabalhando em alguma vídeo parte? Graças a Deus ss,tô fazendo um trampo com o Leandro Fernandes e se der tudo certo vamos estar soltando a vídeo parte. Conte sobre uma trip que marcou sua caminhada no skate? quando quebrei o pé no skate day até hoje me reconhecem como o mlk que quebrou o pé. Como está sua caminhada para se profissionalizar? tô no começo de tudo,mas buscando o caminho certo sem pisar em ninguém eu chego lá. Como está o trabalho em Competições? estava tudo parado por conta da pandemia,e um ou outro que tinha ,mas quando tinha eu participava. Conte um pouco sobre seus patrocinadores que fortalecem seu skate no dia a dia? ilusãosk8fire,Dinoskateshop,salvaskateshop. Influências no skate? Influência é uma coisa do momento, por isso tive várias sempre vou ter,mas minhas influência são a rapaziada do Bosqueaia,Brama,City Banks sou grato aos skatistas local desses piko. Mensagem e Agradecimento... Quero agradecer a Deccs magazine pelo a oportunidade e o Leandro Fernandes por ter conseguido esse espaço na revista. Uma frase? Com fé e força ainda luto e acima de tudo eu me sinto um vitorioso. [10] - DECCS MAGAZINE

FOTOGRAFO: @SK8__LE @ETERNIZANDO__CLICKS MANOBRA: CABALERIAL BORD


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VINICIUS JESUS

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23 ANOS, 13 ANOS DE SKATE, FLORIANÓPOLIS - (SC) / @VULGOJESUS Como surgiu o interesse de ser skatista? Amor à primeira vista, depois que andei com skate emprestado do meu primo, nunca mais parei. Como foi se adaptar e ainda conseguir evoluir nessa situação da covid? Bem no começo da primeira onda mais forte da covid, eu ia andar a noite no gasômetro sozinho. foi o jeito que achei de evitar contato com as pessoas e não deixar de andar. Mas hoje em dia está mais tranquilo. Conte sobre seus treinos e preparos físicos? A cada ano que passa eu valorizo mais isso, o cuidado com corpo, até por que eu quero ter um desempenho foda no skate durante muito tempo ainda. Hoje além do skate claro.... Faço musculação, uma corrida e vez ou outra faço yoga. E cuido da alimentação também, depois que eu parei de beber e parei de comer carne, me senti muito melhor e mais leve.

Você está trabalhando em alguma vídeo parte? Ano passado no dia do meu aniversário soltei um vídeo parte muito pesada chamada ''RELIGAR'' e ia soltar outra de novo no mesmo dia, mas não vai dar tempo. Estou com algumas imagens inéditas guardadas, vou me organizar para fazer uma até o final do ano. Conte sobre uma trip que marcou sua caminhada no skate? Trip de 2017 que eu fiz sozinho, passei por 3 estados e foram 2 meses respirando skate todos os dias, participei de vários eventos, muito bom. A primeira parada foi em São Paulo, depois Belo Horizonte, e a última parada foi no Rio de Janeiro. Quem tiver oportunidade de viajar sozinho, recomendo demais. Como está sua caminhada para se profissionalizar? Eu já me sinto como skatista profissional, acredito que ser um ''Profissional'' é muito além de ter o nome em alguma peça de skate, é muito mais em ter atitudes e postura profissional. Mas sem dúvida quero um dia realizar isso.

Como está o trabalho em Competições? Corri muito campeonato já, hoje em dia quero focar mais em produzir vídeos Conte um pouco sobre seus patrocinadores que fortalecem seu skate no dia a dia? @placeskateshop que está junto comigo faz anos e tenho muito orgulho de fazer parte, loja de skate mais foda do Brasil e a @urbannboards que me deixa mais bonito e estiloso (haha) Influências no skate? Dylan Rieder e Austyn Gillette. Ambos com estilo e velocidade, foda! Mensagem e Agradecimento... Obrigado de coração pelo espaço, tamo junto! Uma frase? Vou me despedir com uma frase de Earl Nightgale que é: ''Aquilo que a mente é capaz de conceber e acreditar, pode ser conquistado''

FOTOGRAFO: @GU1LHERMEALME1DA MANOBRA: HEELFLIP DECCS MAGAZINE - [11]


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FLOW pro

nderson Lucas (mais conhecido pelo seu apelido Nego), um skatista oriundo do extremo da Zona Leste de São Paulo. Região pouco valorizada pelo governo, mas rica em diversidade, cultura e companheirismo entre as pessoas. Essa é umas das principiais características do bairro Cidade Tiradentes onde o Nego mora até hoje. Lugar que ele divide o trabalho de ser skatista profissional, pai de família e arte educador com o projeto que ele criou com seus amigos de infância, Love CT Inclusão e Resgate Sk8 que um coletivo que há 10 anos usa o skate como ferramenta de ensino para as crianças da região. ENTREVISTA POR CARLOS EDUARDO ELIDIO (BIBLIOTEKARLOS) Conta um pouco seu começo no skate, as vivências de uma CRIANÇA/ ADOLESCENTE que nasceu no extremo leste de São Paulo? Eu comecei a andar de skate com 12 anos na pista de skate do Prestes Maia, localizada no bairro de Cidade Tiradentes extremo leste de São Paulo. No ano 2000 um amigo da minha rua o Rodrigo Kin me deu meu primeiro skate e foi ali que a magia começou, no início a intenção era se divertir fazer amizade, sentir a adrenalina do skate, mas com o tempo passando eu comecei a perceber que existia competições, cultura, estilo de roupa, gêneros musicais, o skate englobava muita coisa e tudo isso foi me deixando muito feliz e orgulhoso de estar envolvido dentro desse universo. Com 05 meses praticando e se divertindo eu comecei a treinar para os campeonatos e iniciei nas competições na categoria mirim, foi onde despertou a minha evolução de fato, eu via pessoas de outros lugares andando e foi incrível toda evolução que os campeonatos me proporcionavam, eu sempre tive referências de competições no meu bairro porque eu andava com Elton Melônio, Denis Silva, Marcelo Martins, Fabio Castilho, Mi Dantas, Marcelo Akasawa, Marcelo Formiga, são nomes que frequentavam a mesma pista que eu, esses caras já viviam essência do skate e a cultura. Foi através dessas pessoas que fui conhecendo mais sobre o universo do skate, foi onde me apaixonei e fui me aprofundando cada vez mais. Uma das coisas que me deixa mais feliz no skate é que as mesmas amizades que eu fiz no anos 2000 são as mesmas que eu convivo hoje em 2021, é um privilégio ter pessoas tão sinceras e leais ao meu lado, agradeço ao skate por me proporcionar tanta vivência e união dentro de um esporte individual. Foi difícil para você continuar andando de skate sendo um skatista da periferia de uma grande cidade? Ser skatista na periferia é um desafio, pois é um lugar geográfico que possui pouca estrutura na arquitetura, o que dificulta a prática do skate na rua, por ser um território afastado do centro da cidade de São Paulo o acesso a equipamentos de qualidade, marcas e lojas de skates são bem escassas. Eu tenho muito respeito aos skatistas das periferias do Brasil pois conheço a luta para se manter íntegro e focado no esporte em meio a tanta dificuldade estrutural que está no dia a dia do periférico, a falta de apoio aos skatistas vai enfraquecendo sonhos e ações, a luta e busca do skatista periférico não é só por evolução técnica e reconhecimento e sim por dignidade, mais de 80% dos skatistas do Brasil moram em regiões periféricas e não possuem apoio ou patrocínios e mesmo com toda essas dificuldades são os que vivem intensamente a cultura e trazem a evolução ao skate. Eu acredito que essa evolução global que o skate está passando no momento possa trazer mais estrutura e reconhecimento aos guerreiros skatistas das periferias que usam o skate como ferramenta de transformação pessoal e social.

Anderson Lucas

Eu tenho 34 Anos, sou skatista PROFISSIONAL da cidade de São Paulo - (SP) - @ander.lucas Arte Educador (LoveCT)

FOTOGRAFO PERFIL: TONI BAPTISTE [12] - DECCS MAGAZINE

Você teve uma trajetória tanto de ter corrido muitos campeonatos amadores e ao mesmo tempo ter andado bastante na rua, prática não tão comum nos anos 2000, os skatistas dessa época não costumavam fazer isso. Por que viver esses 02 lados da mesma moeda do skate? Quando comecei a me aprofundar na cultura conheci os vídeos de skate, me lembro que eu assistia muitas fitas de vídeo cassete da 411, e foi ali que entendi que existia a vertente das competições e o lado da produção do skate praticado na rua, na época minha realidade era de andar na pista e treinar para campeonatos, eu tive influências próximas e meus amigos já ganhavam muitos campeonatos e alguns já tinham apoios e patrocínios, eu sentia a magia das competições sempre gostei da adrenalina, então os três primeiros anos da minha carreira foram totalmente dedicados as competições, sempre adorei essa vibe de competir porém a necessidade de ir para fora da capital foi surgindo e eu não tinha apoio para ir para as campeonatos, foi então que a visão do skate de rua começou a ser fortalecida dentro dos meus ideais. Eu assistia a fitas de vhs de skate todos os dias e os caras andavam na rua, foi quando eu comecei a entender a importância de andar foras das pistas de skate e comecei a procurar picos de rua no bairro para andar, nesse momento eu conheci a liberdade o estilo de vida, a busca pela arquitetura skatavel, o processo para execução das manobras e a interação com as pessoas


F OTO G RA F O : CALL GOME S M A N O BRA : S S F RONTS ID E FLIP DECCS MAGAZINE - [13]


FLOW Pro que transitam pelas ruas, tudo isso foi se tornando algo importante para mim e comecei a sentir prazer em diferentes ambientes, os meus amigos sempre gostaram dessa energia de andar na rua, isso foi me fortalecendo cada vez mais e com o tempo o meu entendimento foi crescendo a vontade de ter uma video parte na rua era a mesma vontade de ganhar um campeonato. Então passei a me dedicar ao skate de rua na mesma proporção que me treinava para os campeonatos, foi então que conheci os skatistas que hoje fazem parte da categoria profissional junto comigo e mais louco de tudo isso, todos são nascidos e crescidos aqui na Zona Leste de São Paulo, esses caras já viviam a cultura de rua, Marcelo Akasawa, Fábio Castilho, Jailson Siqueira, Marcelo formiguinha, Denis Silva, Elton Melonio, foram essas pessoas que mais me inspiraram a andar de skate na rua, sou muito grato a essas influências que me ajudaram a me dedicar prática do skate. Hoje me vejo como um skatista sem preconceitos com estilos, modalidades e manobras, entendi que a rua possibilita um universo infinito de possibilidades de sentir confortável para ser um skatista completo. Como surgiu a vontade de querer viver do skate e ser skatista profissional? Como comecei a andar de skate bem cedo à vontade de viver e ser profissional sempre foram presentes em minha vida, quando criança sempre fui sonhador e me lembro que depois de um ano que eu andava eu já sentia que vivia pelo skate, mas a necessidade era de viver do skate e ter condições de ter meus materiais, então passei a me dedicar nas competições e foi um momento muito importante porque através de algumas boas colocações eu passei a ter condições de ter meu skate sempre em dia, com roupas novas e isso fortaleceu meu convívio dentro de casa, meus familiares passaram acreditar no meu potencial e além de não terem de gastar mais dinheiro comigo comprando roupa e peças de skate, naquele momento que comecei a ser responsável pelas minhas condições de vida, eu já sentia que vivia pelo skate e essa paixão só foi crescendo, fui passando por todas as categorias, mirim, iniciante e amador. Acredito que o caminho que fui percorrendo foi me motivando a ser tornar profissional de skate, porém sempre fui realista e sabia que para ser pro era preciso ser mais que competidor, eu precisava ser conhecido na rua e foi quando me tornei amador e passei a me dedicar a ter imagens publicadas nas revistas, em 2007 tive minha primeira foto publicada na revista 100% skate no espaço amador com uma foto do Homero Nogueira feita em uma borda na Cidade Tiradentes, já em seguida fiz o carne nova da extinta Revista Tribo Skate com uma foto do Thomas Toddy, isso me motivou e me ajudou a seguir focado na missão de viver de skate e ser profissional, mas eu sabia que precisava de mais entrevistas na revistas e também fazer video partes, foi quando foquei no objetivo e fui para a luta diária para fazer acontecer meu plano, por estar afastado do centro e não ter grana para viajar eu também não tinha patrocínios que pudessem me ajudar, eu pensei e tive a visão que não era apenas a vontade de andar de skate, precisava ser determinado, foi quando eu consegui viajar para Bahia para produzir uma vídeo parte e gerar conteúdo para entrevista na revista que viria ser publicada na Revista Tribo em 2014, eu passei três meses no Nordeste focado e consegui atingir minha meta, então saiu minha entrevista na revista e uma video parte no site da Tribo Skate, mas ainda não era o suficiente para um skatista da periferia sem patrocínio ser profissional, eu precisava de mais fotos publicadas e ter projetos pessoais agregado a cultura e também ter uma carreira internacional. Foi então que foquei na produção audiovisual e obtive experiência como videomaker, editor e diretor de vídeo de skate, o projeto foi concluído com sucesso com a família Love CT. Depois desse vídeo iniciamos um trabalho de inclusão social através do skate, trabalho esse que já tem 10 anos de vida, levando aos jovens da periferia a oportunidade de através do skate conhecer mais sobre esporte, arte cultura e assim criando possibilidades de novos jovens viverem esse universo gigante que é o skate. Mas para ser profissional eu ainda tinha mais uma missão, a de fazer uma video parte internacional e com muito trabalho e força de vontade, em 2017, eu pude [14] - DECCS MAGAZINE


F OTO G RA F O : E LTON ME LONIO M A N O BRA : BI G S P IN B ACK TAIL [15 DECCS MAGAZINE - [15] 15]]


FLOW pro viajar com a crew Love CT para a Argentina, Chile, Colômbia e Espanha para a produção do meu mais novo projeto como skatista, videomaker, editor e diretor, a produção do filme Nype do Gueto Forever, que foi uma homenagem ao grande amigo Marcelo Akasawa. As viagens foram incríveis e resultou em um projeto produzido com muito amor e esforço, então após os lançamentos eu olhei para mim e analisei minha carreira, cheguei à conclusão que aquele momento era hora de me tornar profissional de skate no Brasil, em uma conversa com alguns amigos expus minha intenção de me tornar profissional com consentimento não só da rua e também da CBSK que é responsável pela profissionalização dos skatistas do Brasil, mandei todas as minhas documentações para a confederação e com muita alegria e satisfação fui aceito de forma unânime na visão dos julgadores que analisavam os pedidos para profissionalização, e com isso a pouco mais de dois anos eu sou skatista PRO no Brasil, agora sigo com novas metas e planos em campeonatos, video partes e também em atividades socioculturais e produções audiovisuais. O bairro Cidade Tiradentes na sua criação no início dos anos 80 onde foi construído os conjuntos habitacionais - Cohab é um bairro com forte descendência nordestina, você sente esse pertencimento histórico e cultural no seu dia a dia aí na sua região? E como foi lidar com o estigma de bairro dormitório na região onde você mora que fica há quase 02 duas de transporte público para o centro de São Paulo. Isso influenciou de alguma maneira seu desenvolvimento e evolução no skate ou até mesmo para conseguir patrocínios? Sim, o bairro que eu moro é o maior Conjunto Habitacional da América Latina os meus avós são nordestinos e vieram para São Paulo para trabalhar e buscar melhores condições de vida para os meus pais, o bairro de Cidade Tiradentes foi construído com o intuito de ser um bairro dormitório para as pessoas que vieram do Norte e Nordeste, no início era isso mesmo que acontecia as pessoas só dormiam na CT, a distância para o centro é de 02 horas de ônibus para ir e mais duas para voltar, o sistema político foi muito infeliz em não aceitar os nordestinos no centro e criaram esse Conjunto Habitacional (COHABS) no extremo leste do mapa de São Paulo, onde deixaram as pessoas excluídas da qualidade de vida, ou seja com essas ação eles quiseram passar a mensagem

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FOTOGRAFO PERFIL: TONI BAPTISTE


pro flow

F OTO G RA F O : I UR E ALME ID A M A N O BRA : S S B IGS PIN que nordestinos em SP só servem para servir e não para ter vivências, hoje eu consigo enxergar nessa atitude governamental o racismo velado e o preconceito social explícito, a intenção de fazer manutenção de privilégios e segregar quem pode e quem não pode ter oportunidade de ir no centro da cidade, na época meus avós com toda a simplicidade de caráter não percebiam a maldade nas ações governamentais, mas o tempo vai passando e a verdade vai sendo revelada, com isso muitos não aceitaram mais viver em condições desumanas e sim acabaram indo buscar sua dignidade fazendo da CT um centro cultural a céu aberto, hoje em dia a Cidade Tiradentes não é só mais conhecida como bairro dormitório, existe luta, arte, cultura, esporte, os jovens não aceitam mais as condições. Eu em conjunto com o Coletivo Love CT, somos parte dos que se revoltaram e não aceitam mais essas condições, com isso buscamos melhores condições de vida para os moradores da CT, não somos só mais um coletivo que usa os skates para manobrar, usamos para abrir mentes tirar vendas, dar oportunidades, modificar o cotidiano de quem foi privado de ocupar e de usufruir dos benefícios de quem mora em SP - Capital, ainda é muito difícil a situação dos moradores da CT, mas a relação está acontecendo e temos fé que um dia nosso povo se libertará dessa prisão psicológica e os jovens que estão vivendo hoje terão mais oportunidade e força de vontade de mudar suas realidades para melhor. Eu sei que você já viajou bastante pelo Brasil e exterior, conta pra gente essas trips e qual foi a importância? Credito que viajar é uma das ações mais importantes para o skatista conhecer novos lugares, sair da zona de conforto para evoluir, viajar é atingir metas passar de fase,

ou seja, quase tudo que os skatistas querem quando já praticam a anos é viajar, eu tenho noção que de onde eu venho as do oportunidades são mais difíceis. Eu sempre me esforcei muito para conseguir viajar e atingir minhas, em minha última video parte amador lançado em 2014, eu passei dois anos produzindo viajando pelo Brasil, foi para o Rio de Janeiro. Belo Horizonte Espírito Santo Bahia, e através desse projeto eu pude cultivar ainda mais meus sonhos em ser skatista com nível técnico profissional, após o lançar vídeo parte junto com a entrevista na revista tribo, novos Sonhos e metas passaram a fazer parte do meu cotidiano eu sabia que para manter o ritmo da minha evolução eu teria que viajar para outros países para produzir uma nova video parte e com ajuda dos meus amigos e parceiros do coletivo CT tivemos a ideia de escrever um projeto de audiovisual e mandamos para concorrer em um edital de fomento a cultura de São Paulo, com sorte conseguimos ser contemplados onde o projeto que previa o intercâmbio cultural começando pela Argentina seguida por Chile Colômbia e Espanha, vivenciar esse intercâmbio foi incrível, ficamos 15 dias e cada país filmando conhecendo outras pessoas outras culturas foi gratificante andar de skate nas arquiteturas que só via em filmes de skate gringo. Eu fui com a responsabilidade de render boas imagens para minha parte e também filmar meus amigos dirigir e editar o filme. Foram dias intensos com muito foco em fazer valer a oportunidade e graças a Deus o intercâmbio foi perfeito. Ninguém teve lesão eu toda a Crew conseguimos render filmagens de boas manobras em boa qualidade usando as arquiteturas que sonhávamos o resultado foi o vídeo NYPE DO GUETO FOREVER, a obra foi uma homenagem ao nosso amigo Marcelo Akasawa que veio á falecer pouco antes do lançamento, o filme também foi um divisor de águas para o fortalecimento DECCS MAGAZINE - [17]


FLOW pro cultural do nosso bairro, as crianças e adolescentes que anda de skate na CT passaram a sonhar com mais foco tendo referências reais de pessoas de perto que fizeram acontecer com muita força de vontade e foco no progresso e resgate cultural do skate periférico. O trabalho do coletivo Love CT é muito importante para uma educação mais humana e cidadã das crianças e adolescentes da Cidade Tiradentes, como foi virar arte educador sendo skatista profissional? Conta um pouco como foi a criação da Ong? O coletivo Love CT nasceu em 2007 quando eu, Elton melônio, Denis Silva, Marcelo Martins e Dan Feitosa nos unimos para filmar um vídeo de skate todo filmado na Cidade Tiradentes usando arquitetura do nosso bairro, comprarmos uma câmera e uma lente e iniciamos as atividades no Bairro, eem 2010 lançamos o video LOVE CT REVOLUÇÃO PERIFÉRICA, o vídeo foi viralizando no bairro com cópias de DVDs e quando percebemos muita gente que andava nas antigas voltaram andar, as pistas voltaram a ficar lotadas e muitas crianças começaram a ingressar no esporte, foi quando tivemos a ideia de iniciar um trabalho de inclusão e resgate dos skatistas da CT, o projeto teve início em 2011 através de uma proposta que escrevemos para um edital de valorização de iniciativas culturais, passamos a oferecer aulas de skate gratuitamente três vezes por semana a ação foi criando base e força, muitas crianças e adolescentes se interessaram pela cultura do skate e nós do coletivo LoveCT começamos a criar evoluções do projeto e com o passar dos anos passamos a oferecer oficinas de Formações artística e educacionais para os alunos, já em 2013, conquistamos nossa Sede, onde a transformamos em galeria de arte em 2015 e de lá para cá já produzimos cerca de oito exposições de artistas periféricos que mantém uma intensa relação com skate, hoje após 10 anos de projeto sociocultural o loveCT é uma das maiores referências de esporte arte e cultura do bairro de Cidade Tiradentes, nós do coletivo LoveCT temos semanalmente reuniões pedagógicas para que possamos continuar com atividades que sejam relevante para as novas gerações que estão chegando, uma grande ferramenta que temos é o sarau LoveCT atividade essa que é muito importante o sarau é um espaço que foi criado e pensado para fortalecer a leitura e escrita dos jovens skatistas, no momento temos uma ótima relação com a delegacia de ensino da Cidade Tiradentes e estamos sempre produzindo ações extra escolares e assim fortalecendo de fato a educação através do Esporte da Cultura e do estilo de vida, desde 2011 já foram beneficiados cerca de 3000 crianças e adolescentes do bairro Cidade Tiradentes e nossa meta é crescer motivar ativistas periféricos a seguir na missão de criar ambientes melhores para viver, acredito que na minha formação como skatista profissional ser arte educador é algo que agrega muito e seguirei me dedicando no coletivo com a mesma intensidade que me dedico para ser um bom profissional de skate. Fica à vontade para agradecer as pessoas que você gosta Nego. Muito obrigado pela entrevista e só força na caminhada! Agradeço a Deus pela Dádiva da saúde para poder correr atrás dos meus objetivos, dedico essa entrevista minha filha Jasmine Trindade. Agradeço a meus irmãos do coletivo LoveCT, Celo Martins, Denis Silva, Elton Melonio, Call Gomes, Robson Souza, sem vocês a vida seria bem mais pesada. Obrigado Carlão pelas perguntas dessa entrevista e por toda dedicação a cultura do skate brasileiro, deus te abençoe grandemente irmão. Agradeço de coração a todos os meus familiares e em especial a minha vó Jovina por todo o apoio e consideração com meu trabalho e estilo de vida, dedico as fotos dessa entrevista a todas e todos os skatistas periféricos que buscam por um lugar digno no cenário social, aos meus alunos eu prometo empenho, dedicação e apoio para que vocês possam criar asas e voarem para fora dessa exclusão social que vivemos nas periferias, peço que vocês nunca desistam dos seus sonhos e não parem de lutar por eles.

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ANDERSON LUCAS

F OTO G RA F O : E LTO N ME LONIO MANOBRA: NOLLIE SHOVE-IT FS ROCKSLIDE

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FLOW Vertical

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Vertical flow

F OTO G RA F O : FA BIO CAS TILHO MANOBRA: RO C K S L I DDECCS E F ROMAGAZINE NTS ID E FLIP - [21]


ALBANOCUSTÓDIO INSTA: @ALBANOCUSTODIO

Fotografo: Grael Ferreira / Instagram: @graelskt / Manobra: Fs over crooked [22] - DECCS MAGAZINE


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FLOW pro Se apresente para os Leitores? Samir Rogério Franklin. Como foi seu início no skateboard? Onde tudo começou? Em meados de 2000 fui ver um amigo da escola andando e daí me despertou o interesse pelo skate E até hoje compartilho as sessões com esse mano Leandro Marmo o Barata. Quando você passou para profissional, conte um pouco sobre esse dia tão especial? Aconteceu no dia 17 de janeiro de 2021 uma marca na qual já fazia parte a um bom tempo marcou um best trick e um churrasco num pico de skate DIY perto de casa e aí me fizeram essa surpresa. A sua primeira Trip fora do Brasil, como foi essa experiência? Ainda não tive a oportunidade de viajar pra fora do país mais tenho muita vontade de conhecer a Europa. Fale um pouco sobre a cultura do skate e a necessidade de mais valorização para o esporte? O skate como esporte vem crescendo muito, mas a valorização do real life skateboarding vem diminuindo dia após dia. Você acompanha outros skatistas que se inspiraram em você? Sim com certeza, além de estar sempre presente nas sessões pela região também participo de um projeto social de skate Então acredito que tenho inspirado novos e velhos skatistas. Conte um pouco sobre seus treinos e preparos físicos? Ultimamente não ando me preparando financeiramente e sim mentalmente. Quais são seus patrocínios que fortalece sua caminhada? People skateboards e Legendário skateshop. Está filmando para alguma vídeo parte? Qual... Estou sempre com o equipamento na mochila e creio que até o fim desse ano solto uma vídeo parte valorizando os picos aqui do litoral Paulista.

Samir Rogerio Eu tenho 35 Anos e 21 de skate, sou Profissional da cidade de São Vicente - (SP) Instagram: @samir__rogerio [24] - DECCS MAGAZINE

Qual sua opinião e o que mudou com o skate nas Olimpíadas em sua visão? Pistas lotadas, promessas de políticos, escolinha de skate, marcas e lojas se aproveitando da cena e com tudo isso vem crescendo muito. Mais no skate de rua nada mudou. Sabemos que a correria não para, conte para nós algo exclusivo que ainda está por vim em 2021? Ultimamente tenho focado em dar uma atenção para algumas pistas e picos da minha cidade que se encontram abandonados pelo poder público acredito que até o fim desse ano vamos conseguir deixar skatavel algumas dessas nós por nós. Até hoje o que o skate já proporcionou para sua vida em geral? Muitas vivências e amizades. Queremos deixar esse espaço aberto para você estar deixando sua mensagem e agradecimento? Sou sempre grato a quem me fortalece e a quem fortalece a cena do skate em geral. Uma frase? Faça você mesmo.


Flow pro

Foto - @willianwas

Foto - @willianwas / Manobra: Bs/crooked

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FLOW matéria

ALONGAMENTO S

alve rapaziada! Tudo na paz?! Hoje iremos trocar uma Idea sobre um assunto que muitos skatistas têm duvidas.

A questão é, ao iniciarmos o rolê de skate é mais indicado à realização do aquecimento e/ou alongamento muscular?

De acordo com artigos científicos mais recentes, antes do rolê no carrinho é indicado realizarmos o aquecimento e o alongamento dinâmico. Pois o alongamento estático pode gerar agudamente uma diminuição de força e potência muscular, quesitos não desejáveis para nossa prática do skate. Por exemplo, ao realizarmos esse tipo de alongamento, nosso pop poderia ser menor e consequentemente nossas tricks perderiam altura. No entanto, isso não significa que a execução do alongamento estático não é aconselhável, pois essa ferramenta tem seus benefícios como, por exemplo: relaxamento da tensão e irritabilidade muscular, relaxa a mente e o individuo desenvolve consciência do próprio corpo e ganho da amplitude de movimento. Uma sugestão seria a prática em dias distintos programados ou ao finalizar a sessão.

Jorge Longo POLI C H I N E L O F OTO : JO R GE L O N G O ATLETA V L C S

Daniel Ryu Yoshio EU TENHO 36 ANOS E 22 DE SKATE SOU DA CIDADE DE SANTO ANDRÉ – (SP) INSTAGRAM: @DANIELRYUYOSHIO

Mas quais são os benefícios do aquecimento e do alongamento dinâmico? Bom, os benefícios do aquecimento são muitos, dentre eles estão o aumento da temperatura corporal e dos músculos, aumento da frequência cardíaca, aumento do metabolismo energético, aumento da elasticidade do tecido (os músculos, os tendões e os ligamentos tornam-se mais elásticos proporcionando a diminuição do risco de lesões), aumenta a produção do liquido sinovial (aumentando a lubrificação das articulações) e melhora da função do sistema nervoso central. Já os benefícios do alongamento dinâmico são parecidos com os do aquecimento e aumentam a força e a resistência muscular. Perceba que a utilização dessas técnicas ao começar o rolê, prepara todo nosso corpo para a prática esportiva e consequentemente diminui riscos de lesões. E como posso colocar em prática tudo isso? Com relação ao aquecimento, a recomendação seria remar alguns minutos, realizar pequenos trotes, executar agachamentos, pular corda ou até mesmo mandar algumas tricks mais básicas que você tenha mais segurança. No que se refere ao alongamento dinâmico, a proposta seria realizar movimentos repetitivos e ritmados similares aos movimentos executados no skate, porém lembre-se sempre de respeitar a amplitude de movimento fisiológico do seu corpo. Portanto, antes do rolê o mais interessante é realizar o aquecimento e o alongamento dinâmico, assim seu corpo estará mais apto para a prática esportiva e consequentemente diminuirá o risco de lesões. Bons rolês e um brinde ao Skateboard!

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matéria flow

T ROT E

AGACHAMENTO

FOTO: JO RGE LONG O

F OTO : J O RG E L O N G O

PULANDO CORDA

FLEXÃO DE BRAÇO

FOTO: JO RGE LONG O

F OTO : J O RG E L O N G O DECCS MAGAZINE - [27]


JÚNIOR QUEIROZ

CHECK

23 anos, 9 de skate Insta:@Junior.queirozzz Cidade: Carapicuiba Z/O Patrocínio: @Hustla clan / @lixa.13 Fotógrafo: @Picpeu Manobra: F/S Noseblunt slide

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KATHLEEN BERNARDINO 20 anos, 7 de Skate Insta: @kath.bernardino Cidade: São Paulo - (SP) Patrocínio: Stickers Brand & Falcon Zero Fotógrafo: @me.vinyreis

CHECK

Manobra: B/s Noseslide

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Flow Materia

ESCOLINHA DE SKATE DO BOB VENHA CONHECER A HISTORIA!

A

ESCOLINHA DE SKATE DO BOB - CRIADO POR BOB INSTAGRAM/FACEBOOK: @ESCOLINHADESKATEDOBOB FOSTOS: TARCISIO SILVA RODRIGUES

pós 1 ano e 6 meses de pausa devido a pandemia, o projeto da escolinha de skate do bob está retornando as aulas agora dia 02/10/2021. A Escola de Skate atua no município de Rondonópolis desde abril de 2016, tem como principal objetivo alcançar com programas sociais a grande parcela da sociedade que não possui acesso ao lazer, cultura e demais atividades, retirando das ruas crianças humildes e dando a elas a oportunidade de desfrutar das atividades esportivas e sociais.

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Atua na Praça do Monte Líbano, na cidade de Rondonópolis/MT, é um projeto social que antes da pandemia atendia mais de 40 crianças. A partir do dia 28/09 Abrirá as inscrições para o projeto social , aulas de skate gratuitas. Inscrições atráves do whatsapp ( 66) 9 9683 8893 Estaremos retornando as aulas no dia 02/10/2021, no qual as aulas serão realizadas todos os sábados as 17hs. Aulas gratuitas para todas as idades. Tendo em vista que já se destacaram diversos talentos do projeto em competições locais, estaduais. Com a caminhada o projeto da escolinha está se tornando

uma associação, e foi inscrito recentemente no mapeamento feito pela Ong Social skate no site da CBSK. Siga o trabalho fantástico realizado pela escolinha de skate do boa através das redes sociais. Facebook: @escolinhadeskatedobob/ Instagram: @escolinhaskatebob Youtube: @escolinhadeskatedoBob OBRIGADO A DECKS MAGAZINA, SEM PALAVRAS!!!! GRATIDÃO É A CHAVE!!!! ESTAMOS VOLTANDO, A TODO VAPOR E GRATIDÃO A TODOS APOIADORES DA CAUSA SOCIAL.

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FLOW click Quando você começou a fotografar e de onde surgiu a ideia? Sempre gostei de fotografia, mas nunca fiz disso a minha profissão. Um dia qualquer resolvi fazer umas fotos de uns amigos surfando uns 2 anos atrás com uma câmera q estava jogada em casa, bem amadora. As fotos ficaram legais, me empolguei e comprei uma Canon usada barata com um kit de lentes e fui fazer foto de skate, esporte que pratico a 32 anos. As fotos ficaram saíram legais, os skatistas fotografados postaram, me agradeceram muito, fiz novas (e boas) amizades e voltei a ter mais contato com o esporte que ja fazia um tempinho que não estava andando direto. Percebi que precisava ainda de uma lente fisheye para dar mais movimento, altura e valorizar s manobras, comprei uma e foi so alegria, tive bons resultados. Por conhecer muito bem as manobras e os moments, acabou que me ajudou bastante. Para clicar o moment você tem ter o time da manobra, não é simples. Hoje como fotógrafo amador tento sempre estar passando pelos picos de SP como a Pista da Saúde (pra mim a melhor de SP), Vale do Anhangabaú (dispensa comentários), Parque do Chuvisco, Centro de Esportes Radicais (Bom retiro), Museu do Ipiranga, Manifesto, Ibirapuera entre outros. O que te levou a fazer fotos de esportes radicais? Os esportes radicais estão no meu sangue desde criança, Skate, BMX, Surf e qualquer outro que envolva adrenalina sempre gostei e sempre estive nesse meio. Por que o skate? Ganhei um skate com 10 anos de idade da minha tia, ela pediu para escolher um castelo do He-Man ou um skate. Escolhi o skate, ela me mandou de Salvador. Quando chegou em SP, meu pai me levou andar no dia seguinte na Praça Roosevelt e nunca mais parei. Você viaja muito a trabalho? Isso é uma vantagem da profissão? Nunca fiz uma viagem para fotografar infelizmente, mas espero que esses pós pandemia pode me dar alguma oportunidade. Estudei e trabalhei bastante nesse momento recluso e fiz muitos contatos, , então espero colher uns frutos. Pensamento positivo sempre! Qual foi o evento em que você mais gostou de trabalhar? Ou mesmo uma trip para algum lugar… A minha profissão é produção de eventos, mas por incrível que pareça nunca fiz nenhum ligado ao skate ou qualquer outro esporte. Sempre trabalhei com evento corporativo.

Marcel Perini E u sou Fo t o grafo , te nho 4 2 a no s, 3 2 d e s k ate e 2 Ano s d e Fo to g r a f o , so u da c i d a d e São Paulo- (SP) / @msports.79

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No skate, qual é o atleta que você acredita ter um grande potencial e pode se destacar nos próximos anos? Tem uma molecada bem novinha que vem fazendo coisas absurdas, o Gui Khury vem fazendo um trabalho no vert que com certeza vamos ouvir falar muito desse menino. O pós Olímpíadas fez muitas meninas começarem a andar, isso é demais!!!! No Street temos muitos bons amadores e pros que não competem e andam for fun só, basta dar uma passada na pista da Saúde ou no Anhangabaú que entenderão! rs. No profissional que competem gosto muito do Giovanni Vianna e do Luan. Na rua o Tiago Lemos dispensa comentários. Quais são os teus objetivos para o futuro? Continuar estudando e fotografando sempre e em busca da evolução. As portas só se abrem para quem corre atrás. E importante: sempre com muita humildade e respeitando o trabalho dos mais experientes e que já estão na estrada a tempo. Para finalizar, você é tão bom no skate quanto na fotografia? Se eu fizesse 1/4 do que registro em foto seria o cara mais feliz do mundo! Ahahahah Agradecimentos? Meus amigos fotógrafos que me deram muitas dicas, a galera da pista da Saúde que sempre me receberam muito bem no pico e a todos skatistas (ou não), a galera do esporte geral que gostam e ajudam a divulgar o meu trabalho.


Flow click

Skatista - @v1lar3s - Manobra: F/S Smith Grind

Skatista - @rodrigopozao - Manobra: Shove it Heelflip Nosebluntslide DECCS MAGAZINE - [33]


e d n a r g a um . . . a d a h n i cam

atista k s o d t r a p a video o d a inedita ç n a t a l s i r v e e r s t a n r e a o em d a r a i ç f Esta pa n n a o l C r e s n i va llia J h o n a t a n w ig r a n d e p r o d u ç ã o q u e Onde começou a correria do Video? sobre essa Em campo grande Mato Grosso do Sul, n a i l l i w comecei a filmar com Maurício serrou e n a breve... t a

Jhon

jade skt @junklifefor

ks Instagram: @bran

meus amigos elio Ângelo e Renato juju , em sequência me mudei pra dourados e continuei as missão da parte com o Gabriel Miranda. Qual foi a maior dificuldade no processo de produção do video ? Em 2015 torci o tornozelo direito, e em 2017 quebrei o mesmo e fiz uma cirurgia delicada que me afastou um ano do skate. Destaques do Video? Juntei cidades, amigos e fases diferentes, sempre com o mesmo intuito de produzir imagens e se divertir nas sessões com meus amigos, a parte de amigos no vídeo é o que eu mais fico feliz.

Quanto tempo do inico até a finalização do Video? De 2015 a 2020. Conte mais sobre o video? Junk parte , desde 2006 eu ando de skate , em 2010 comecei a registrar imagens em vhs e usávamos a ideia que éramos os 'naturais junks' morávamos no interior do Mato Grosso do Sul e éramos poucos skatistas, diferentes de toda a cena da cidade , de 2015 a 2020 me dediquei muito e fiz diversas missões e viagens, todas focadas no skate , a junk parte é um pouco dessa fase. Fale sobre o Lançamento? A parte foi desenvolvida pela @senteeprod , tá no canal da mesma, no YouTube, direçao de Gabriel Miranda, com apoio da Improviso , da loja Chillin, e Natural Junk , imagens , de Maurício serrou , Gabriel Miranda e amigos.

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F OTO G RA F O : G A BRI E L MIR AND A M A N O BRA: OLLIE DECCS MAGAZINE - [35]