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ordem dos enfermeiros

exemplos de sucesso

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Ano III Nº 29 março 2017

vai divulgar quantos profissionais faltam

Mulheres líderes

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Caminhada da fé


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Grande Entrevista

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reportagem Romeiros iniciam caminhada

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reportagem

Prémio Montepio para escolas do Corvo e Terceira

EVENTOS

às estrelas 36 Cantar na ribeira grande

e vila franca do campo

38 dia de amigos e amigas de Carnaval 42 Bailes no coliseu Micaelense Rubricas

24 criativo 28 Olhar com: José Vaz de saúde 30 Consultório com: João Bicudo Melo ótica 32 Saúde com: INSTITUTOPTICO jurídico 34 Consultório com: Carlos Melo Bento Consultório Fiscal com: paulo Veríssimo

Propriedade:

criativaçores, Lda Rua do Espírito Santo, 77 - r/c Esq. Torres do Loreto 9500-465 Ponta Delgada NIF: 513 281 070 Email: criativa.azores@gmail.com

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reportagem

Glifosatos Ponta Delgada limita uso de herbicida

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reportagem

Dia da Mulher Exemplos de liderança

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reportagem

Torneio de Golfe Irmãos Rebelo

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desporto motorizado

Estreia da Play/Auto Açoreana Racing

Diretora: Natacha Alexandra Pastor Editor: Carlos Costa Direção Comercial: João Carlos Encarnação Periodicidade: Mensal Tiragem: 5.000 exemplares Sede da Redação: Rua Espírito Santo, nº 77 R/chão Esqº 9500-465 Ponta Delgada Impressão: Coingra - Companhia Gráfica dos Açores - Parque Industrial da Ribeira Grande Lote 33 - 9600-499 Ribeira Grande

Design Gráfico e paginação: Orlando Medeiros Fotografia: Carlos Costa Depósito Legal: 390939/15 Colaboradores: Carlos Melo Bento, Luís Moniz, João Bicudo Melo, Paulino Pavão/AFAA, Paulo Veríssimo e Renato Carvalho. O uso e reprodução parcial ou total de qualquer conteúdo existente nesta revista é expressamente proibido. Os anúncios existentes nesta revista são da inteira responsabilidade dos anunciantes.


grande ENTREVISTA

Défice de enfermeiros está associado a uma maior mortalidade em doentes internados Estão identificados quantos enfermeiros faltam nas instituições públicas de saúde nos Açores. Os números vão ser agora apresentados à tutela. Mais do que um mero número, a Ordem dos Enfermeiros recorda a importância destes profissionais no ciclo da Saúde na região. Natacha Alexandra Pastor

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riativa – Qual vai ser a bandeira de trabalho, em 2017, para a Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros? Enf.º Luís Furtado (Ordem Enfermeiros) - A nossa bandeira e aquilo que nos move radica sempre no mesmo, independentemente do ano ou do momento em que nos encontramos. Defender os profissionais de Enfermagem, trabalhando para que lhes sejam garantidas melhores ferramentas e melhores condições para desempenharem as suas funções e servirem os nossos concidadãos. Esta é a nossa meta e, ao mesmo tempo, também um caminho. Mas respondendo mais concretamente à questão, temos plena consciência de que são muitos os desafios que o sector da saúde enfrenta. Desafios e dificuldades que condicionam, indiscutivelmente, o exercício profissional dos enfermeiros, não sendo exceção a Região Autónoma dos Açores. Se por um lado é certo que a saúde nos Açores precisa de ser sustentável, também é certo que não pode empurrar para as suas margens os mais vulneráveis e desprotegidos e, muito menos, preservar a sua profunda e, incompreensível, matriz medicocêntrica. A dotação de enfermeiros na Região – uma melhor dotação – é, sem dúvida, uma das nossas grandes bandeiras. A pressão que tem havido para a redução da despesa corrente no sector da saúde é imensa, e bem nossa conhecida, mas não pode ser feita à custa de cortes em componentes essenciais do sistema, como é o caso dos enfermeiros. Uma dotação inadequada de enfermeiros (défice) está as-

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Direitos Reservados

sociada a uma maior mortalidade em doentes internados e a uma redução no potencial de ganhos em saúde tanto a nível hospitalar como em ambulatório (cuidados de saúde primários), pelo que o não investimento na contratação destes profissionais, que no presente e em termos da despesa no sector pode parecer poupança, a médio e longo prazo, revelar-se-á desastroso, e uma fatura elevadíssima tanto para as populações que se servem do Serviço Regional de Saúde, como para os futuros governos que irão ver-se a braços com uma condição que, para se corrigir, demorará décadas e terá um custo económico e social tremendo. É preferível a proatividade à reatividade. Há que assegurar os alicerces para um Serviço Regional de Saúde forte e resiliente, e a aposta nos enfermeiros é, certamente, uma aposta ganha. Qual é a vossa estimativa ou perceção para o número de enfermeiros em falta nas unidades de saúde da Região Autónoma dos Açores? Em que ilhas a situação é mais crítica? Vamos a números: quantos profissionais estão a faltar? Desses - importa destacar - qual o número mínimo essencial e urgente? Com a falta deste pessoal, o que acontece para quem está no ativo? Quanto a esta questão da dotação segura dos cuidados de Enfermagem, posso dizer que o levantamento está concluído, os cálculos estão apurados na sua totalidade e estamos agora a aguardar a determinação da data para a sua entrega ao Governo Regional dos Açores, designadamente ao Se-


Foram vários anos de expectativas goradas... as pessoas cansam-se, e os enfermeiros não constituem exceção.”

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cretário Regional da Saúde. Por esta razão, como deverá compreender, não poderei, em qualquer circunstância, fazer referência ao número concreto, nem às ilhas ou unidades de saúde mais deficitárias. É uma questão de princípio. Primeiro terá acesso a esta informação, como não poderia deixar de ser, a entidade parceira nesta iniciativa. Posso dizer-lhe que este não foi um processo fácil, nem rápido, e, em alguns casos, com uma colaboração muito deficitária por parte das instituições de saúde, situação que nos surpreendeu, uma vez que se tratou de uma iniciativa de parceira com o Governo Regional dos Açores e porque as instituições de saúde são uma das partes mais interessadas em conhecer, com rigor, a sua real carência de enfermeiros. O acordo de cooperação que deu origem ao apuramento do défice de enfermeiros nas instituições públicas de saúde nos Açores constituiu-se como uma iniciativa ímpar em todo o país, com início em meados de 2015. Com estes dados estamos capazes de, com todo o rigor e propriedade, dizer quantos enfermeiros se encontram afetos à prestação direta de cuidados de enfermagem e quantos estão em falta para conferir índices mínimos de segurança e qualidade aos cuidados que diariamente são prestados à população. Temos, agora, o potencial para definir e acompanhar as tendências de entrada e saúde de enfermeiros no Serviço Regional de Saúde e o cumprimento do próprio acordo. Após a entrega do relatório final à Secretaria Regional da Saúde, contamos, num evento público, e dirigido a enfermeiros e à sociedade civil em geral, apresentar o panorama da dotação de enfermeiros na Região. Até que ponto têm havido situações muito difíceis de gerir, pela escassez de recursos humanos? A Ordem tem conhecimento de casos complicados? Temos tido situações de resolução delicada no que à dotação de enfermeiros diz respeito. Na verdade, e porque foi tornado público, o caso da Unidade de Cuidados Continuados de Vila Franca do Campo – Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel – foi o mais mediático, mas que culminou com a adequada provisão daquela equipa na sequência de rutura por exaustão. Este é um exemplo paradigmático de como o arrastar de uma situação levou a um cenário perfeitamente evitável e a uma exposição totalmente desnecessária de uma equipa. A gestão de topo, entenda-se, os Conselhos de Administração, deverá assumir uma postura responsável no que diz respeito às condições do exercício da profissão de enfermeiro, especialmente quando dos Conselhos de Administração fazem parte enfermeiros, eles sim, obrigados, por força do seu código deontológico, a obedecer aos normativos emanados pelo seu Regulador. Relativamente a outros casos, temos intervido localmente, tanto através de visitas de acompanhamento do exercício profissional, como de reuniões com as direções técnicas de Enfermagem, no sentido de se procurarem as melhores soluções para estes velhos problemas. Há um período anual que tem sido sistematicamente mais complicado para estes profissionais? 

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Não se poderá falar em períodos particularmente complicados, pese embora exista uma certa sazonalidade no que concerne a determinados problemas, como é o caso da atividade gripal, com a sobrecarga dos serviços de urgência e unidades básicas de urgência. O verão também costuma ser um período de certa forma mais complicado, não só pelo aumento da procura, fruto do incremento que resulta da população móvel, mas também porque os próprios serviços, em valências que não as de capital intensivo, habitualmente reduzem a sua atividade. A Região, com a abertura do espaço aéreo, ficou sujeita a uma imensa volatilidade populacional. O aumento do volume de turistas em circulação, nacionais e estrangeiros, acrescentou alguma pressão sobre os serviços, num Serviço Regional de Saúde que já se debatia com um conjunto de problemas e de situações de resposta desadequada à população residente. Os velhos problemas precisam ser resolvidos para podermos dar resposta às novas, e emergentes, situações. Já foi possível avançar para o novo executivo açoriano, reunindo com a tutela da Saúde, expondo os vossos pontos de vista e pretensões? O que foi transmitido pelo secretário regional? Há um espaço de tempo razoável acordado para ir debelando todas as questões? E se não forem cumpridos os compromissos, o que pode vir a seguir? Temos estado, como é normal e desejável, em constante contato com a tutela. Não poderia ser de outra forma, já que ambas as partes partilham um objetivo em comum: um Serviço Regional de Saúde (SRS) eficiente, financeiramente sustentável e capaz de servir as populações de forma digna, onde se inclui a melhoria na acessibilidade, na capacidade de resposta e com ganhos para a saúde. Em suma, um Serviço Regional de Saúde mais proactivo e menos reativo. Em janeiro passado, tivemos uma audiência com o Dr. Rui Luís, em Ponta Delgada, num encontro que foi tornado público pela comunicação social, e em que eu, em nome da Secção Regional da Região Autónoma dos Açores (SRRAA), lhe transmiti algumas das nossas principais preocupações e pontos de vista. Estas preocupações passam obviamente pela dotação segura de enfermeiros, uma questão muito importante para nós e para o bom funcionamento do SRS, já que sem o número adequado de profissionais de enfermagem todo o edifício da Saúde terá obviamente problemas de resposta. Os enfermeiros não apregoam apenas que são a coluna vertebral do Serviço Regional de Saúde, os enfermeiros são-no efetivamente; nos primórdios deste Serviço, quando mais ninguém estava lá, os enfermeiros estavam. Foram os enfermeiros que, ativamente, reduziram a taxa de mortalidade materno-infantil nesta Região, quando este indicador, em meados do século passado, fazia Portugal corar junto dos seus parceiros externos. Reiteramos, junto da Secretaria Regional da Saúde, que somos um parceiro natural na definição da


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Os enfermeiros não apregoam apenas que são a coluna vertebral do Serviço Regional de Saúde, os enfermeiros são-no efetivamente…”

política de saúde na Região, como de resto já demos provas no passado recente. Uma maior aposta nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) tem sido desde sempre um dos nossos “cavalos de batalha”. Já falamos várias e repetidas vezes sobre esta matéria. Para quê estarmos constantemente a tapar buracos e a responder reactivamente, quando podemos tentar minimizar ou mesmo resolver os problemas na sua origem? Ou seja, através da prevenção e de um contato mais direto com as pessoas, evitando que elas sobrecarregam o SRS (o caso das Urgências é paradigmático). Isto leva-nos a outra das matérias que transmitimos na reunião, como é o caso da implementação dos Núcleos de Saúde Familiar na Região e a proposta que apresentamos à tutela, ainda na anterior legislatura, e que, até ao momento, não mereceu um posicionamento por parte da Secretaria Regional da Saúde, posicionamento que esperamos obter com esta nova equipa no Solar dos Remédios. A propósito dos Núcleos de Saúde Familiar, permita-me esclarecer que a SRRAA apoia a criação e a implementação dos mesmos, com base no pressuposto de que poderão dar um contributo muito valioso para o aperfeiçoamento de todo o Serviço Regional de Saúde, dentro da aposta que preconizamos para os CSP, com estruturas horizontais em que os profissionais que os integram assumem uma posição de complementaridade. Temos apenas algumas dúvidas, que transmiti pessoalmente ao senhor Secretário, sobre a sua aplicabilidade a todas as Unidades de Saúde de Ilha da Região. O modelo precisa ser melhorado, aprimorado, de modo a que possa acomodar, verdadeiramente a Enfermagem de Família, coisa que, para já, e nos termos em que se encontra estruturado, não acontece. Apresentamos uma proposta de melhoria, agora aguardamos. Também a criação de melhores condições para que os enfermeiros alarguem as suas competências formativas e profissionais foram outra das matérias que conversamos. Em termos gerais fiquei muito satisfeito com esta primeira audiência e estou convicto de que existe espaço para entendimento entre a SRRAA e a Secretaria da Saúde, en-

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tendimento este que, para se manter, terá de assentar na adoção de um comportamento leal e responsável das duas partes. Há cansaço e descontentamento na classe? Inclusive há quem peça ou pondere o seu afastamento? E até mesmo a emigração? Quais diria serem os fatores principais do descontentamento? O descontentamento dos enfermeiros resulta de uma conjugação de situações e fatores que convergiram para este atual quadro de desânimo e descrença, com intenções de abandono da profissão e emigração. Foram vários anos de expectativas goradas... as pessoas cansam-se, e os enfermeiros não constituem exceção. A situação de contraciclo económico e a condição de emergência nacional, afetaram os enfermeiros, como afetaram a larguíssima maioria dos cidadãos portugueses, e a Região Autónoma dos Açores não foi exceção. Este grupo profissional há muito que ambiciona, e de forma legítima, uma carreira que os enquadre em todos os domínios do seu exercício profissional, num quadro de retribuição remuneratória compatível, quer com o nível de desenvolvimento científico e de competências técnicas e humanas detido, quer com o nível de responsabilidade que atualmente é por eles assumido. No que diz respeito ao flagelo do desemprego a nível Regional entre os enfermeiros recém-licenciados, estamos a diligenciar para que, no decurso deste ano, possamos, uma vez mais, aferir com rigor a dimensão do problema, tal como o fizemos em 2013. Precisamos perceber se houve uma deterioração geral das condições de empregabilidade dos jovens enfermeiros; ao mesmo tempo que fazemos isto, iremos, igualmente, aferir da emigração efetiva nos últimos anos, uma vez que a simples emissão de declarações de diretivas comunitárias não se constitui como um instrumento de medida rigoroso para monitorizar a emigração entre os enfermeiros; quando o enfermeiro pede esta declaração aos nossos serviços, a mesma constitui-se apenas como uma intenção e não como um ato consumado conducente à sua emigração.


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reportagem

Com o coração em Deus, os romeiros iniciaram caminhada Os primeiros ranchos de Romeiros já estão na estrada. As orações e a introspeção apoderam-se de centenas de homens. Rezam pelos grupos e por todos nós. Vivem dias intensos que não deverão esvair-se depois de terminada a Quaresma. Natacha Alexandra Pastor

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om o mês de março a iniciar-se, eis que saem para a estrada os primeiros grupos de romeiros. Este ano, o Rancho de Romeiros da Candelária é dos primeiros a percorrer um caminho de fé, de promessas, de dolorosas rezas. Seguem pelas estradas da ilha de São Miguel, guiados por mestres experientes, homens motivadores, que debitam palavras de confiança e de incentivo. Pelo caminho vão encontrando muito apoio, em especial nas comunidades onde pernoitam, e onde são recebidos com muita dedicação e carinho. Não lhes falta comida na mesa, um colchão para repousarem o corpo dorido, uma almofada que vai ter poucas horas de uso, um banho quente, e algumas palavras de ânimo e força. O mestre que vai coordenar o rancho de romeiros da Candelária, habituado que está às caminhadas, tem o espírito preparadíssimo para mais uma Romaria. Depois da preparação obrigatória de 20 horas, orientou os seus homens para os dias em estrada. Confia num percurso feliz, num acolhimento saudável, mas vai dizendo que é cada vez mais comum nas freguesias mais pequenas, onde residem muitos idosos sozinhos, que as pernoitas se façam em salões paroquiais. O medo do desconhecido leva a que muitos não possam abrir as portas da sua casa. Mas isso não significa dizer que não tenham as condições necessárias para uma noite de sono. Pelo contrário, as populações continuam a dedicar-se a preparar a pernoita de romeiros. São 25 os irmãos que integram este grupo. Chegaram a ser 29, mas houve que se sentisse obrigado a escolher entre a romaria e o seu trabalho. Uma escolha difícil que o mestre José Pereira Carvalho aproveita para explicar. “Os empre-

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Carlos Costa/Direitos Reservados

gadores privados estão a condicionar cada vez mais a participação do seu pessoal nas romarias, justificando que não podem prescindir dos seus serviços nas datas em que decorrem as romarias.” Foi o caso de quatro irmãos, explica, “que tiveram de desistir de fazerem a sua caminhada, este ano, fruto da indisponibilidade das suas empresas.” Dos 25 Irmãos, o elemento mais novo tem 10 anos de idade. Fará a sua caminhada acompanhado por 24 amigos, que olharão por ele e lhe darão a força e o ânimo necessários para que consiga cumprir a sua missão. Todos merecem a preocupação do Mestre, mas naturalmente que às crianças cabe um olhar ainda mais atento, refere. “O nosso Irmão mais novo tem 10 anos de idade. Nós preocupamo-nos com todos, mas claro que quando temos crianças ao nosso cuidado estamos ainda mais atentos. Sabemos que elas são mais frágeis e que podem tender a desistir mais rapidamente. Cabe-nos a nós apoiá-lo e dar-lhe forças para continuar. É uma tarefa do Mestre, mas é de todos por igual.” O encorajamento aos Irmãos é uma constante. Se os primeiros dois dias parecem fáceis, refere o Mestre, os que se seguem é que são mais complicados. Desistir por vezes acontece, e há casos em que se justifica abandonar a caminhada. Recorda o Mestre José Pereira Carvalho o caso de um Irmão que vinha a sofrer de uma dor insuportável no joelho. Assistido por um médico foi-lhe aconselhada a sua paragem imediata e ele aceitou a indicação do médico. Mas há outros casos que lhe ficaram gravados na memória e que nos revela. “Tive um Irmão que quando saiu connosco na romaria tinha a mãe internada. Ele, a certa altura


da Romaria falou-me e disse: “Mestre, eu sinto uma necessidade de ir ver a minha mãe ao hospital. E foi! No dia seguinte ligou-me a informar que a mãe tinha falecido. Ele sentia que alguma coisa não estava bem.” A preocupação maior para quem caminha todo o dia pelas estradas de São Miguel é quase sempre só uma: os automobilistas. Mestre José Pereira Carvalho redobra os alertas para todos os ranchos e para os automobilistas para que tenham consciência que “ao virar de uma esquina, poderá encontrar um rancho de romeiros!”. O mestre do Rancho de Romeiros da Candelária guarda bem na memória o atropelo de vários romeiros, um dos quais acabou por falecer. Este ano, voltam a redobrar a sua atenção em matéria de segurança e vão munidos de lanternas para melhor serem avistados. “A todos os Irmãos desejo uma boa romaria. Sigam viagem com Deus!”. Diocese apela à reconciliação com Deus e com os irmãos Numa mensagem para a Quaresma deste ano, o bispo de Angra apela à defesa da vida “frágil” e à “libertação pessoal” para acudir aos irmãos. “Numa sociedade com tantas crispações e numa cultura que progressivamente se vem afastando de Deus e se manifesta com inúmeras fraturas, torna-se necessária a mensagem da reconciliação com Deus e com os irmãos”, lê-se na nota da Diocese, assinada por D. João Lavrador.

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reportagem

Duas escolas açorianas conquistam prémio exemplar

Um dos bons exemplos chega da mais pequena ilha dos Açores, a escola Mouzinho da Silveira no Corvo. A par com a escola básica integrada dos Biscoitos conquistaram um prémio atribuído pela Fundação Montepio. Natacha Alexandra Pastor

A

s escolas básicas integradas Mouzinho da Silveira, no Corvo, e dos Biscoitos, na Terceira, foram galardoadas na edição de 2016 com o Prémio Escolar atribuído pela Fundação Montepio. Os prémios, no valor pecuniário de 6.000 euros, distinguem “o mérito, a inovação e a excelência” dos estabelecimentos de ensino público, segundo divulgou a instituição. No Corvo a notícia da conquista deste prémio foi recebida com especial alegria, em especial pelo mérito que é atribuído a educadores e alunos, e porque o valor do prémio vai permitir apoiar ao apetrechamento da escola, com material sempre indispensável.

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Esta iniciativa da Fundação Montepio já vai na oitava edição e visa “eleger projetos inovadores e de qualidade, em articulação com as diversas áreas de aprendizagem, preferencialmente Matemática, Língua Portuguesa, História, Ciências, Cidadania e Ambiente, cujo impacto das ideias e conteúdos intervenham e repliquem as boas práticas junto de toda a comunidade escolar e local”. Para o apuramento das escolas com melhor desempenho, foram analisadas as médias das classificações dos alunos internos da primeira fase, por escola, das provas finais do 3.º ciclo do ensino básico (média ponderada da disciplina de Português e Matemática) numa série de cinco anos,

entre 2011 e 2015. Além das duas escolas açorianas  foram distinguidas uma escola da Madeira, uma de Bragança e outra do Montijo.


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reportagem

Ponta Delgada dá passo para acabar com uso de glifosatos A Câmara Municipal de Ponta Delgada vai proceder, já a partir da próxima semana, à aquisição de uma máquina de monda térmica para, desta forma, acabar com o uso de glifosatos. Natacha Alexandra Pastor

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autarquia de Ponta Delgada diz ser pioneira nesta matéria. A aquisição da referida máquina permitirá acabar com o uso dos glifosatos, nomeadamente ao redor das escolas, dos lares de idosos, dos jardins públicos, dos hospitais e dos centros de saúde. A Quercus há muito que lançou o debate sobre o uso de herbicidas, alertando para a necessidade de se exterminar o uso destes químicos que mais não fazem do que prejudicar o

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ambiente e o Homem. E com o propósito de alterar a prática generalizada do uso dos herbicidas para controlo de plantas infestantes – uma prática bastante comum das autarquias -, a associação ambientalista lançou uma campanha em março de 2014, com a colaboração da Plataforma Transgénicos Fora, recordando que há alternativas viáveis ao controlo de plantas infestantes sem o uso de herbicidas que assentam numa abordagem mais alargada de olhar o espaço público co-

locando a saúde pública e o ambiente em primeiro lugar. Num apelo especialmente dirigido às câmaras municipais portuguesas, até à data foi possível ganhar a atenção de 11 municípios e de 15 freguesias. O cenário de adesão ao fim do uso de glifosatos está longe ainda de ser o desejável. Bruxelas, por sua vez, decidiu autorizar até no máximo ao final deste ano, o uso do glifosato, por maioria qualificada, entre os 28 Estados-membros.


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GASTRONOMIA

arroz de tamboril

com camarão Receita do Restaurante Mercado do Peixe

Cozedura dos camarões

Ingredientes para o arroz (3 pessoas)

Precisa de 200 g de camarões médios, cozidos em 600 ml de água a ferver com 1 colher de chá sal grosso, 1 colher de chá de pimentão-doce, 1 cenoura pequena cortada em pedaços e 1 cebola pequena inteira. Assim que a água começar a querer fugir do tacho, os camarões estão prontos. Reserve a água da cozedura coada, vai ser o nosso caldo de marisco.

- 300 ml de arroz; - 1 embalagem de cubos de tamboril; - 2 colheres de sopa de azeite + 1 de óleo; - Meia cebola picadinha; - 1 dente de alho picadinho; - 2 colheres de sopa de polpa de tomate; - 1 colher de chá de pimentão-doce; - 2 ramos de coentros frescos e picados; - 1 malagueta pequena, cortada em pedaços; - Meio copo de vinho branco.

Numa panela média, ponha o azeite e o óleo e refogue ligeiramente a cebola e o alho. Adicione a polpa de tomate, o pimentão-doce e mexa. Refogue com o vinho branco e deixe reduzir. Junte o caldo de marisco, envolva, deixe ferver e deite o arroz e os cubos de tamboril. Descasque os camarões, deixando a cabeça e o rabo, polvilhe-os com uma pitada de sal fino. Quando o arroz já estiver cozido (+- 12 minutos) junte os camarões e polvilhe com os coentros picados. Retifique os temperos e sirva com um grande sorriso! Bom Apetite! Comprove este delicioso prato no nosso restaurante!

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Arroz de tamboril com camarão 18 €

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reportagem

Mulheres que desafiam e lideram São exemplos de mulheres que mais do que desafiarem circunstâncias da vida profissional, se desafiam a si próprias. Carla Araújo foi a primeira bombeira profissional a entrar para o Quartel dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande. Orquídea Abreu há muito que é chefe de cabine e lidera horas e horas de voo. Rita Ribeiro acaba de assumir os controlos do clube motard de São Miguel, onde a maioria dos sócios são homens. Natacha Alexandra Pastor

Direitos Reservados

primeira bombeira profissional da r. grande Carla Araújo é bombeira profissional desde 2006. Foi a primeira profissional do sexo feminino a ser contratada para o Quartel dos Bombeiros da Ribeira Grande. Foi com um olhar um pouco incrédulo que os colegas a viram chegar. Valeu-lhe a conquista do lugar a sua capacidade de trabalho e o bom currículo, visto pelos olhos do então comandante da corporação, José Gabriel, que, no dia em que a recebeu para lhe dar a notícia, também se mostrou um pouco cético da sua escolha. Hoje é apenas uma trabalhadora, igual aos demais bombeiros profissionais, desempenha todas as tarefas, sem exceção e é um exemplo para muitas jovens. Ingressou como voluntária nos bombeiros aos 17 anos de idade. Três anos mais tarde já era profissional. Veste farda há quase 11 anos e não se arrepende da escolha. Teve de enfrentar os olhares desviados de colegas, quando entrou para o quartel da Ribeira Grande, e teve de encarar algumas pessoas que questionavam o porquê de ter escolhido esta profissão. Cedo se integrou na equipa, e é um exemplo interno para colegas e potenciais futuros bombeiros(as). Honra a farda e a sua missão, exercendo todo o tipo de atividades: busca e salvamento; desencarceramento; condu-

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ção de pesados. Carla Araújo é exemplo que é tão possível estar e vingar num mundo de trabalho dominado por homens. Esta profissional foi a primeira mulher a integrar o projeto piloto SIV, aquando da sua estreia em São Miguel. A família foi importante e apoiou a sua escolha profissional, revela Carla Araújo, o único elemento da família que alguma vez se dedicou a esta causa. Hoje, no quartel dos bombeiros da Ribeira Grande são cerca de 20 os elementos do sexo feminino, todos a trabalhar de forma voluntária, e com Carla Araújo, de modo profissional, trabalha mais uma bombeira. Há dias em que, refere, são mais as mulheres no Quartel do que os homens.


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Uma líder nas alturas Orquídea Abreu é, desde há muito tempo, chefe de cabine. Passou por várias companhias aéreas, hoje está ligada aos Açores e à Azores Airlines. Tem uma capacidade enorme de fazer acontecer, é inquieta, e tem um vasto currículo de atividades, viagens, voluntariado, escrita, participação em programa de rádio, entre muitos outros afazeres. A bondade assiste-lhe, mas se tiver de fazer valer a sua posição de chefe fá-lo. Diga-se – para se perceber – que até hoje só o fez uma vez. Num mundo onde maximamente, ainda, os homens desempenham cargos superiores, são melhor remunerados e impõem eventualmente maior respeito das chefias/lideranças, à mulher cabe uma tarefa ainda mais difícil. A nossa entrevistada admite que este é um panorama ainda bastante persistente, mas lembra que o papel da mulher está cada vez mais valorizado. “Realmente considero que os cargos superiores e melhor remunerados são apanágio dos homens. Fazem parte das estatísticas mundiais, seguindo padrões culturais e sociais, nos quais a religião formatou de forma reiterada durante séculos conceitos que têm sido afastados e desmistificados, para evoluírem ao longo dos tempos para uma plataforma de quase igualdade entre géneros. Contudo, é às mulheres que deve pertencer o papel determinante de manifestar uma conduta idónea e profissional que as proteja de qualquer repreensão institucional num ambiente em que não devia existir o dilema do género, mas sim a probidade da meritocracia. Considero que as mulheres são seres surpreendentes e esta demanda de igualdade na liderança/chefia, é já prova fundamentada numa ambivalência nacional e mundial que a verossímil questão suscita.  Mas apenas o tempo, (sábio), será eco das justiças almejadas, para todas as mulheres que requerem e aguardam pelo reconhecimento da sua excelência.” Como chefe de equipa, foram pouquíssimas as vezes em que teve de assumir um papel mais feroz! Fê-lo com um propósito que acabou por ter um desfecho feliz. “Exerço chefia há vários anos e em diferentes companhias. Um dia fui confrontada com um jovem insolente e sem nenhuma formação educacional, que não respeitou a experiência da minha idade, a minha feminilidade e a minha chefia.  Era um caso já diversas vezes referenciado como quezilento, deselegante, perturbador de uma ordem tranquila, como é suposto decorrer um voo, para o bem-estar dos passageiros e dos demais.  Naturalmente que a minha postura com ele foi diferente da serenidade e harmonia que tento manifestar nas tripulações que lidero. É numa cabine que se define o bem-estar dos passageiros e a vontade de com a mesma companhia voltar a voar. Para

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tal é essencial uma postura serena, de conforto e agradabilidade para com os mesmos. Dessa forma, comportamentos desadequados não podem ser tolerados. Esse jovem hostil foi chamado à atenção de uma forma diferente do que é por mim habitual. Mais dura, pouco mutável e assertiva, para que ele entendesse que nunca deveria ser essa a sua postura profissional e muito menos humana. Disse-lhe que se eu convivia com ele e com o seu carácter apenas alguns dias por ano, ele confrontava-se com o seu próprio “eu” todos os dias ao espelho. Talvez estivesse na hora de se questionar e mudar de atitude para com os outros. Seria importante ser ele o arauto das suas guerras interiores. Posteriormente exerci a função de verificadora de voo e constatei novamente uma acção  que poderia levar a um processo disciplinar. Tinha nas minhas mãos a penalização ou a recuperação.  Desde muito cedo que li alguns clássicos da literatura e naquele momento fui remetida para os Miseráveis de Victor Hugo em que Jean Valjean foi recuperado por uma atitude didáctica e bondosa de um padre.  Conversei com ele e tentei “recuperá-lo”.  Hoje ele assume que em muitos momentos da sua vida reconsidera as suas atitudes como medida de antecipação para que estas não sejam uma má referência de conduta. Senti essa alteração comportamental como resultado do meu paradigma de liderança feminina, e uma grande agradabilidade de ele se lembrar de mim quando o ajudei a operar em si a grande mudança. Existem géneros na vida, mas mais importante é existirem caracteres referenciáveis e significativos!  É assim que o ser humano se deve distinguir. Não determinado pelo sexo, ou pela suposta pirâmide de hierarquias, que tantas vezes é ditada e maioritariamente  concedida aos “andros”, remetendo para segundo plano as “ginos”.” Incomoda-a a injustiça. “Seja em que âmbito ela se manifestar”, realça, e acrescenta: “Desempenho as minhas funções como todas as mulheres e profissionais o devem fazer. Ofereço o melhor de mim nas condições que me são oferecidas. Por vezes difíceis, mas nesse momento acredito sempre na superação do “final feliz” e na concretização do mesmo objectivo comum, sem pensar em qualquer dife-


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reportagem renciação de sexos. Injustiças quem não já não as recebeu? Apenas o tempo esclarece qualquer dúvida e a isenção redutora de uma má sentença.” Identifica-as como mulheres de força, dignas, exemplares na maternidade e muito trabalhadoras. É da sua autoria o texto que transcrevemos: “Há mulheres que renascem dia após dia, sem o calor de um abraço, que seguram os gritos no peito, porque ninguém já perde tempo em as ouvir. Mulheres que seguem no seu mais leve e ténue pensamento. Em silêncio. Que desfazem os nós dos dias com os dentes no fio da vida. Oprimem a chuva nas mãos para terem uma gota de água para beber. Que percebem quanto é infinito o horizonte, quando mansamente recebem apenas um sorriso. Gratas, trabalhadoras. Que adormecem num destino tão real, mas ainda acreditam que o mundo, talvez, um dia reconheça a escuridão da sua existência.  Mulheres pacíficas, agarradas com as mãos aos varões de um terminal de autocarro, ou comboio, a caminho de uma escola, de uma fábrica ou de um escritório. Despertas, sofredoras, a ganharem a vida, a ganharem o pão, sem reconhecimento, mas na magnitude da sua força, recriam a esperança, de não morrerem na fila do desemprego ou na espera de um hospital.

Aos comandos de um clube motard É motard e acaba de ser eleita presidente do clube motard de São Miguel, onde apenas 1% dos sócios ou simpatizantes são mulheres. A bem da verdade não é a primeira vez que acontece a eleição de uma senhora para a presidência do clube, recorda Rita Ribeiro, indicando o que a levou a aceitar o desafio. “ Tomei esta decisão, em primeiro lugar a nível pessoal, pois por muito que um clube seja um “hobbie”, “rouba-nos” sempre muito tempo da nossa vida. Depois, envergonhadamente, fui falando com um amigo ou outro (sócios do CMSM), que me deram a entender que talvez não fosse uma ideia assim tão descabida, o que me deu a força que me faltava para tomar a decisão e avançar.” E será fácil, num mundo onde predominam muitos mais homens do que mulheres, conduzir os destinos deste clube? A nova presidente acredita que tudo é bem mais fácil quando a amizade impera. “Todos têm um convívio saudável, de brincadeira e amizade, sempre com respeito por todos, pela pessoa em si (e não pelo género da pessoa). Quando temos de liderar um grupo de amigos, é fácil! Todos queremos o melhor para o Clube Motard de São Miguel e todos somos amigos, portanto, é muito fácil e muito bom!”.

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Mulheres que desejam apenas ter leite nos seios para alimentarem as suas crias, ou terem legumes para uma sopa como último alimento da noite. Mulheres assim, vergadas, sofridas, com sonhos de meninas, apagados, em que o “rosa do sonho”, era afinal a mera cor da ilusão.  Mas há os outros, os que ainda não descobriram como elas - as Grandes Mulheres - que a gratidão e a bondade são a melhor dádiva da vida.” A lembrar o triste episódio que acabou por originar a institucionalização do Dia internacional da Mulher, Orquídea Abreu lembra a tenacidade e resiliência feminina. “As mulheres têm a tenacidade de se superarem nas derrotas e fazerem de todas as lutas - Vitórias! As mulheres são resilientes. Não desistem, acreditam sempre no famoso cliché: “existe sempre uma luz ao fim do túnel...”. Lamentavelmente 147 costureiras da fábrica de Triangle Shirtwaist, morreram na luta por melhores condições, quando um fogo erroneamente não foi luz, apenas fogo que lhes apagou a existência... O Dia Internacional da Mulher surge como homenagem de quem acredita na valorização da feminidade, que deveria ser sempre expressa numa memória colectiva, na sublimação do seu devido valor...”.


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E-Fatura O aparecimento do e-fatura, mudou a forma como os consumidores passaram a olhar para uma fatura ou documento equivalente. A questão “quer contribuinte na fatura?”, ou a informação “peça contribuinte antes do pagamento” junto a caixas de pagamento, entre outras situações, passaram a fazer parte do dia a dia nas zonas de comércio. Sem nos darmos conta, grande parte de nós, consumidores, passamos a saber de cor o número de identificação fiscal (Nif) de tanta vez que já o utilizamos. Para os que não o querem decorar, a Autoridade Tributária (AT) criou o cartão e-fatura, que pode ser obtido no próprio site, onde para

além do Nif, contem um código de barras para leitura ótica, que facilita, na maior parte dos casos, a emissão da fatura com Nif e evita possíveis erros. O e-fatura não teve um início fácil, muitos criticaram e acusaram o governo de espionagem, mas o objetivo não é monitorizar-nos, saber o que gastamos, por onde andamos... calma, Portugal tem mais de 10 milhões de habitantes e o Estado não quer saber por onde andamos nem quantos cafés tomamos por dia. Os comerciantes são obrigados a emitir fatura e comunicá-las à AT, com o objetivo de diminuir a fuga aos impostos pela não emissão da mesma, prevenindo possíveis au-

mentos ainda maiores de impostos e atribuindo benefícios fiscais aos contribuintes. Terminou, no passado dia 15 de fevereiro, o prazo para validação de faturas no e-fatura. Essa validação foi, para a maior parte dos contribuintes, totalmente automática, salvo raras exceções. E está a decorrer até dia 15 de Março a possibilidade dos contribuintes poderem reclamar por despesas relativas a 2016 comunicadas ao e-fatura. Essas faturas poderão ser, automaticamente e de forma simples, consideradas no IRS, facilitando o seu preenchimento. Por essas e muitas outras razões, não custa pedir fatura com NIF.

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reportagem

7ª edição TORNEIO de Golfe Irmãos Rebelo Pela sétima vez, a empresa Irmãos Rebelo, com o alto patrocínio da BOSCH, realizou em São Miguel um Torneio de Golfe. Natacha Alexandra Pastor

À

semelhança de anteriores edições, a meados de fevereiro a empresa Irmãos Rebelo desenvolveu a 7ª edição do torneio de golfe Irmãos Rebelo, no batalha Golf Course. Houve uma boa participação com 38 equipas e um total de 76 jogadores.

Direitos Reservados

Depois da apelativa manhã de tacadas, seguiu-se um churrasco convívio entre elementos da organização e todos os participantes, e, posteriormente, foram entregues prémios para os 1ºs Gross, 1º, 2º e 3º Net e ainda uma tômbola para sortear por todos os participantes.

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desporto motorizado Campeonato de Ralis dos Açores com uma nova equipa

PLAY/AUTO AÇOREANA RACING O próximo Campeonato de Ralis dos Açores irá contar com uma nova equipa. A Play/Auto Açoreana Racing, constituída pelo piloto Ruben Rodrigues e navegador Estevão Rodrigues. Renato Carvalho

“DISPUTAR OS LUGARES CIMEIROS” Os jovens Ruben Rodrigues e Estevão Rodrigues foi escolhida pela equipa Play/Auto Açoreana Racing para pilotar o Citroen DS3 R5 EVO no Campeonato de Ralis dos Açores nas próximas três temporadas. Acerca da integração na nova formação e dos objetivos futuro, Ruben Rodrigues refere que “pretendemos disputar os lugares cimeiros uma vez que estão reunidas as condições para tal, desde a viatura, a equipa de preparadores e afinadores da Sports & You e toda a estrutura organizativa montada pela Play/Auto Açoreana Racing e naturalmente com o nosso contributo. Confiamos nas nossas capacidades e experiência para nos adaptarmos a esta nova viatura e fazermos bons resultados. A escolha da Sports & You para preparar a viatura, foi sem dúvida a melhor possível. Sentimo-nos muito apoiados no seio da Play/Auto Açoreana Racing que é uma estrutura muito organizada e que pensa em todos os detalhes para atingir o êxito. O nosso objectivo não é desafiar ninguém em concreto, mas sim disputar os primeiros lugares de todas as provas nas quais participarmos.” No que concerne à possível vantagem que a concorrência poderá ter, o piloto lembra que “a nossa equipa não é comparável com as outras. Sabemos que temos uma estrutura muito forte por trás de nós, proporcionada pela Play/Auto Açoreana Racing e que teremos muito boas condições para disputar as corridas.” Ruben Rodrigues, piloto da Play/Auto Açoreana Racing

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Carlos Costa

“O SENHOR RUI CÂMARA TEM UM GOSTO ESPECIAL PELOS RALIS” O Grupo Auto Açoreana é formado por várias firmas, todas ligadas ao ramo automóvel e representa na ilha de S. Miguel as marcas: Toyota, BMW, Mini, Fiat, Lancia, Alfa Romeo, Opel e Citroen. Sobre os motivos que levaram a fazer parte desta iniciativa, Catarina Câmara Amaral, administradora do grupo, refere que “o meu pai, nosso sóciogerente, Sr. Rui Câmara, é o principal impulsionador deste projecto na Auto Açoreana e nutre um gosto especial pelo desporto automóvel, em especial pelos ralis. Para além disso, as marcas que representamos tem forte tradição mundial ao nível deste desporto, a FIAT, a CITROËN e a TOYOTA, sempre foram marcas ligadas aos ralis. Mais, recentemente, a MINI também se juntou a este desporto. A nível nacional e nos últimos anos, devido ao facto do José Pedro Fontes participar nas provas do Nacional ao volante de um Citroën DS3, tem contribuído com que esta marca, que também representamos, se destaque mais a este nível.” O lado desportivo é outro factor a terem conta, admite Catarina Câmara Amaral considera que “o principal objectivo é lutar sempre pelos lugares cimeiros. Estão reunidas todas as condições para tal, desde a viatura, a equipa de preparadores e afinadores da Sports&You, toda a estrutura organizativa da PLAY/ AUTO AÇOREANA RACING e fundamentalmente pela nossa dupla de pilotos, que assumem todo o protagonismo nesta matéria. Confiamos plenamente nas


suas capacidades e estamos certos que se irão adaptar, rapidamente, à nova viatura.” Catarina Câmara Cabral, administradora da Auto Açoreana

“O MOMENTO IDEAL PARA AVANÇAR” Com um vasto e rico historial no panorama do desporto automóvel da região, a FTM volta a marcar presença no Campeonato de Ralis dos Açores a tempo inteiro. No que respeita às razões para o regresso da empresa aos ralis, Osvaldo Couto, administrador da FTM explica que “como é do conhecimento geral, a FTM tem uma longa história de apoio ao automobilismo. Foi uma opção estratégica fazer um interregno nas nossas participações, porém nunca deixámos de acompanhar este desporto e decidimos que era o momento de regressar. Desta feita com um projeto muito sólido, em parceria com outra grande empresa, nomeadamente a Auto Açoreana, cujo papel nesta equipa, a Play/Auto Açoreana Racing é fundamental, e sem a qual não se materializaria. Tanto a FTM como a Auto Açoreana consideraram que este seria o momento ideal para avançar com uma equipa muito competitiva, uma vez que é precisamente a competitividade que escasseia no campeonato regional de ralis, dando assim oportunidade a dois jovens que já fizeram por merecer um carro e uma estrutura de apoio ao mais alto nível. Por outro lado, é estratégico tanto para a FTM como para a Auto Açoreana ganhar notoriedade, e promover as suas marcas que são merecedoras de todo o destaque que se lhes possa dar.”

Já no que se refere aos proveitos, o mesmo responsável expõe: “tal como referi anteriormente, o automobilismo é sem dúvida um excelente veículo de promoção e divulgação de marcas, e nesse sentido a nossa aposta vai, naturalmente, no sentido de obter dividendos comerciais através da notoriedade que esta equipa nos pode conferir. Tanto a FTM como a Auto Açoreana têm uma reputação a defender, no nosso caso com mais de 150 anos, e como tal não deixamos nenhum detalhe ao acaso neste projeto.” Relativamente aos resultados desportivos, Osvaldo Couto está expectante já que “desde o primeiro momento que o objetivo traçado para a Play/Auto Açoreana Racing é lutar pelos lugares cimeiros em todas as provas disputadas. Estamos a reunir as condições para que tal seja possível.” Osvaldo Couto, administrador da FTM

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Olhar Criativo

José Vaz

Investigação para o desconhecido

Batatinha

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“ESTAS PÁGINAS são DEDICADAs AOS ENTUSIASTAS, QUE DE UMA FORMA APAIXONADA PARTILHAM O SEU OLHAR, POTENCIANDO A ARTE E O GOSTO PELA FOTOGRAFIA.”

Coordenação: Paulino Pavão

Edição:

Champalimaud

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saúde CONSULTÓRIO DA SAÚDE

Coloque uma questão dirigida ao consultório da saúde utilizando o e-mail: consultoriodasaude@hotmail.com

João Bicudo Melo Médico e Psicólogo Clínico

Envelhecimento

e polimedicação não são sinónimos

É bem verdade que “envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo” (Saint-Beuve, C). Falamos, portanto, de uma fase normal do desenvolvimento que, como qualquer outra, tem atinentes determinadas especificidades orgânicas psicológicas e sociais. Entre estas, não podemos negar o facto dos idosos estarem mais sujeitos a múltiplas comorbilidades. Com os avanços científicos verificados na Medicina, estas comorbilidades frequentes entre os idosos passaram a ser potencialmente tratáveis com recurso a medicações. Porém, esta intervenção médica pode trazer malefícios quando o número de fármacos é elevado. Isto acontece pois, sobretudo nos idosos, a probabilidade de reações adversas e interações medicamentosas é mais elevada. Define-se atualmente como polimedicado todo o utente que utiliza 5 ou mais medicamentos quotidianamente (Gnjidic, D et al, 2012). De referir que, nesta contagem há que considerar também os medicamentos não prescritos pelo seu médico, assim como os suplementos dietéticos e os produtos das medicinas alternativas.

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Em Portugal, à semelhança de outros países desenvolvidos, a polimedicação é um problema prevalente em indivíduos idosos. Portanto, há que reconhecer o problema, pesar os benefícios e os malefícios e agir com cautela. Partilhe com o seu médico toda a medicação que faz habitualmente Não esconda nada! Está a enganar-se a si próprio(a)... Aproveite cada consulta como uma ocasião favorável para expor todas as suas dúvidas. A consulta é o espaço ideal para avaliar a eficácia das medicações e rever o plano terapêutico. Esteja aberto aos conselhos do seu médico assistente. Aceite as recomendações como uma oportunidade de melhorar a sua saúde. Por vezes, poderá haver necessidade de interromper medicações. Não interprete esta necessidade como algo negativo para o controlo das suas doenças. Pelo contrário, pode ser benéfico para a sua saúde global. Envelhecer não é sinónimo de doença. Envelheça com qualidade. Use os medicamentos conforme indicação do seu médico. Evite auto-medicações. Não corra riscos e não se deixe morrer da cura!


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Preste atenção às alergias! Proteja os olhos.

Confie no seu Ótico e faça-lhe uma visita regular. A bem da Saúde dos seus olhos!

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Artigo elaborado com suporte em: INSTITUTOPTICO - www.institutoptico.pt

No Inverno muitos Portugueses sofrem de alergias, principalmente de conjuntivite alérgica. A conjuntivite alérgica é uma doença inflamatória da superfície ocular externa e manifesta-se através de ardor nos olhos, olhos vermelhos, lacrimejantes, fotofobia, prurido ou mesmo inchaço das pálpebras e conjuntiva. Para além dos anti-histamínicos recomendados pelo seu médico pode aliviar alguns dos sintomas com a aplicação de lágrimas artificiais. Fale com o seu ótico. Para além das terríveis alergias, no Inverno deve tomar outras precauções. Sabia que o frio faz aumentar também a secura ocular? Isto acontece porque os índices de poluição aumentam, afetando a nossa saúde visual. Se sentir os seus olhos mais secos use lágrimas artificiais para ajudar a aliviar os sintomas!


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consultório jurídico

com: Carlos Melo Bento advogado

Em que condições, e com base em que pressupostos, pode um cidadão ser abordado na rua, num espaço público, ou noutro contexto, ainda, e lhe ser exigida a sua identificação, por um agente de autoridade? Sem que decorra um contexto para isso? (ex. uma operação STOP) Os agentes de autoridade têm o poder (e em certos casos, o dever) de exigir a identificação de qualquer cidadão, porque todos nós somos obrigados a ter um documento oficial que confirme quem somos e a falsificação dum documento desses é crime muito grave. Claro que isto não permite aos agentes abusarem desse poder que nunca podem exercê-lo para humilhar ou perturbar alguém mas sim e só para cumprir ordens, ou prevenir a prática dum crime ou reprimir um crime. O abuso de autoridade é crime.

Pode uma pessoa recusar tratamento médico, mesmo que esse tratamento possa ditar a sua sobrevivência? Se for uma pessoa no pleno uso das suas faculdades mentais e com total capacidade jurídica (maior, não interdita por anomalia psíquica, etc.) ninguém pode impor-lhe um tratamento médico contra a sua vontade ainda mesmo quando se trate de doenças fatais. Mas os tribunais podem intervir para evitar um suicídio que não sendo crime para o suicida, é-o porém para quem ajuda o suicida a matar-se quer ativa (dando-lhe uma injeção mortal, por exemplo) quer passivamente (não o tratando quando for esse o seu dever), quando estiver em causa a sobrevivência duma família ou de menores e incapazes a seu cargo, o tribunal pode então obrigar os médicos a intervirem mesmo contra a vontade do doente. A questão é muito difícil e muito discutida por médicos e legisladores ou professores de direito e pela opinião pública, e está ligada à eutanásia, solução muito controversa.

PróximaS Edições

Tem alguma questão jurídica que gostaria de ver respondida?

Envie-nos por email: criativa.azores@gmail.com

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Cantar às Estrelas na Ribeira Grande CMRG A tradição do Cantar às Estrelas, na Ribeira Grande, contou com a participação de 40 grupos, com um total 2.500 participantes. A 24.ª edição foi, deste modo, uma das mais concorridas de sempre.

Vila Franca do Campo revive noite das Estrelas CMVFC A Câmara Municipal de Vila Franca do Campo organizou mais uma tradicional noite de “Cantares às Estrelas”, um evento que contou com centenas de participantes inseridos em 17 grupos de cantares provenientes dos concelhos de Vila Franca do Campo, Ponta Delgada, Lagoa, Nordeste e Ribeira Grande.

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A tentação para o Verão’17: Hair Strobing

O

ponto alto do look é a naturalidade com que tudo se apresenta. O crescimento (raiz) não aparece marcado e o foco das luzes funciona no comprimento e pontas do cabelo. Para quem gosta de seguir todas as tendências de moda, incluindo, os cortes, cores e estilos associados ao cabelo, então deve apontar aquela que está a ser a sensação para este ano, em particular para o verão, no que toca às celebridades. Falamos do Hair Strobing, uma técnica que está a ganhar muita procura nos salões de cabeleireiros. A técnica do strobing vai buscar a linha daquilo que já acontecia na maquilhagem (sob o mesmo nome) e é muito semelhante a outra técnica já conhecido - o contouring -, na medida em que se acrescentam madeixas no cabelo para realçar certas zonas do rosto. No entanto, é ainda mais personalizada do que o contouring, porque o foco incide sobre a cor individual do cabelo, no formato do rosto da mulher e ainda na tonalidade da pele. Só depois de estudados estes três pormenores se escolhe a cor das madeixas que melhor se adequará a cada cliente, e em que partes do cabelo elas devem ser mais ou menos realçadas. A técnica segue, ainda, o famoso jogo de luz e sombras – o profissional clareia os pontos que merecem destaque, mantendo os outros mais escuros e, portanto, disfarçados.

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eventos Amigos celebram a amizade em grupos Carlos Costa Os amigos reuniram-se à mesa para celebrar a sua quinta-feira de Amigos. No restaurante O Rodízio e na Associação Agrícola de São Miguel à boa refeição juntou-se boa disposição e muitos brindes às amizades verdadeiras.

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Amigas em convívios animados Carlos Costa A tradicional confraternização em Dia de Amigas levou à lotação total do restaurante da Associação Agrícola, na Ribeira Grande. Centenas e centenas de amigas escolheram aquele espaço para um jantar buffet, com a noite a terminar em grande animação.

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eventos Amigas reunidas no Azores Spot e Caldeiras Carlos Costa Noite igualmente animada foi a que se viveu nos restaurantes Azores Spot e Restaurante Caldeiras. A celebração da Amizade entre Amigas foi verdadeiramente abrilhantada com pratos gastronómicos soberbos.

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Batalha das Limas em dia de entrudo Paulo Sousa A tradicional Batalha das Limas levou centenas de simpatizantes desta tradição até à Avenida Infante D. Henrique. Juntaram-se à festa os já habituais camiões com muitos combatentes trajados para uma batalha com litros de água.

Desfile de crianças em Ponta Delgada CMPD Ponta Delgada voltou a encher-se de cor, magia e muita música nas vésperas do Entrudo. O desfile carnavalesco que envolve milhares de crianças e jovens deu um colorido particular às principais ruas da cidade nos últimos dias de fevereiro.

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eventos Bailes de Carnaval do Coliseu Micaelense Miguel Machado / CMPD Os famosos bailes de Carnaval do Coliseu Micaelense reuniram cerca de 5 mil pessoas nos dias 24 e 27 de fevereiro. As noites foram animadas pela artista nacional Wanda Stuart; banda Stereomode - com a participação de Pilar Silvestre, Marina, Jaime Goth e Anderson Luiz Ouro Preto. Num ambiente alternativo, o Foyer do Coliseu contou com a presença da dupla de DJ´s Matti e Kid DJ.

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aconteceu

Dia mundial das Zonas Húmidas na Lagoa Através do Centro de Educação e Formação Ambiental de Lagoa, a Câmara Municipal de Lagoa assinalou o Dia Mundial das Zonas Húmidas, com uma atividade de índole ambiental direcionada a uma turma do 2.º ciclo da Escola Secundária da Lagoa.

Obra de beneficiação de Santa Clara à Relva A Câmara Municipal de Ponta Delgada vai avançar, este ano, com a obra de beneficiação e requalificação da ligação de Santa Clara à Relva. Uma ambição antiga da Junta e da população da freguesia que, agora, vai concretizar-se no âmbito do projeto da Regeneração Urbana de Santa Clara freguesia. O valor base do projeto em questão é de 2,1 milhões de euros.

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Lagoa – Concelho Florido A Câmara Municipal da Lagoa vai promover o Concurso “Lagoa – Concelho Florido” que abrange todas as freguesias do concelho e que se realizará entre os dias 1 de maio e o dia 15 de setembro. A iniciativa tem como principal propósito adornar com flores portas, janelas, varandas e sacadas.

Fechaduras do Corvo certificadas Foi recentemente aprovada a certificação das ‘Fechaduras de madeira da ilha do Corvo’ pela marca Artesanato dos Açores, que já conta com mais de 70 artesãos e cerca de 100 produtos.

Vinhos com marca associada à Ribeira Grande O município da Ribeira Grande está a desenvolver um projeto piloto nas freguesias dos Fenais da Ajuda e Lomba da Maia com o intuito de recuperar o cultivo da vinha com possibilidade de criar novos vinhos com marca associada à Ribeira Grande.

Corso de Carnaval em Ponta Delgada O tradicional Corso de Carnaval desfilou pelas principais ruas da cidade de ponta Delgada, espalhando alegria e colorido Na edição de 2017 participaram mais de 3660 pessoas, a maioria crianças e jovens das creches e escolas de todo o concelho.


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agenda

Teatro Micaelense

Exposição “romaria, anos de história” Posto de Turismo de Nordeste

Exposição de pintura e fotografia “Por um acaso” Museu municipal da Ribeira Grande

XVIII El Açor – Festival de Tunas Coliseu Micaelense

Exposição de Porcelana de Maria José Damião Centro Municipal da cultura

João Bernardo Trio Teatro Micaelense

As Iludências aparudem Coliseu Micaelense

O mundo de Sara Coliseu Micaelense

10 até 16 até 17 18 até 18 18 24 26 17 e

sexta

março

março março

março

sábado sexta domingo

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Agenda sujeita a eventuais alterações.

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previsões para março Carneiro 21/03 a 20/04

A vida afetiva evolui positivamente e os relacionamentos com amigos e familiares ganham uma importância muito especial. A nível profissional o apoio e a colaboração de outras pessoas serão imprescindíveis, para o desenvolvimento dos seus projetos.

Balança 23/09 a 22/10 A vida afetiva concede o período ideal para mudar o rumo sentimental, rompendo com ligações inaceitáveis e iniciando um novo romance. A nível profissional poderá ter de assumir novas responsabilidades e mostrará todas as suas enormes habilidades diplomáticas.

touro 21/04 a 20/05 A vida afetiva indica a necessidade de avaliar racionalmente as relações e, embora com prudência, enfrente os problemas com firmeza. A nível profissional certas amizades e figuras de autoridade poderão ser decisivas, na realização dos seus grandes objetivos.

Escorpião 23/10 a 21/11 A vida afetiva evidenciará um maior interesse por todas as questões familiares, encontrando conforto e equilíbrio no lar. A nível profissional a conjuntura aponta boas perspetivas para o futuro e saberá aproveitar eventuais apoios e novas oportunidades.

gêmeos 21/05 a 20/06 A vida afetiva marca a oportunidade para fazer amizades especialmente interessantes e os novos contatos elevam a autoestima. A nível profissional certamente, contará com a colaboração de grupos e associações, de forma a concretizar os seus intentos.

sagitário 22/11 a 21/12 A vida afetiva proporciona uma boa ocasião para resolver conflitos e desenvolver relações alicerçadas na mútua compreensão. A nível profissional uma pequena viagem poderá vitalizar as energias. Bom momento para expandir, sabiamente, novas iniciativas.

Caranguejo 21/06 a 22/07 A vida afetiva reflete coragem e entusiasmo, elementos capazes de quebrar rotinas e transformar radicalmente o seu casamento. A nível profissional aproveite a estabilidade emocional para tranquilamente iniciar novos projetos e realizar os seus sonhos.

capricórnio 22/12 a 19/01 A vida afetiva anuncia a vontade de transmitir atitudes compreensíveis e justas, evitando sinais egocêntricos causadores de conflitos. A nível profissional vivenciará importantes realizações e experimentará progressos muito satisfatórios, relativamente à carreira.

leão 23/07 a 22/08

aquário 20/01 a 18/02

virgem 23/08 a 22/09 A vida afetiva é transformada a partir de um comportamento baseado na paciência, flexibilidade e aceitação das fragilidades humanas. A nível profissional, também, poderá sentir que está mais disponível para atender às contrariedades das pessoas circundantes.

peixes 19/02 a 20/03 A vida afetiva acusará uma maior sensibilidade, intuição e clarividência, num momento em que também há um acréscimo de imaginação. A nível profissional algumas ideias bastante criativas podem ser colocadas em prática, se acreditar nas suas próprias capacidades.

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A vida afetiva trilha um novo rumo e, embora seja leal ao seu pensamento, procure entender outros pontos de vista (opostos). A nível profissional promova novos contatos e decida iniciar projetos de interesse pessoal, de forma a encontrar bem-estar interior.

signo do mês

A vida afetiva facilita a expressão dos seus sentimentos e, a compreensão aliada à generosidade, constituirá relações harmoniosas. A nível profissional poderá sentir maior facilidade de integração num grupo de trabalho e coletivamente conseguirá benefícios.


Criativa mar low